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ENZIMOLOGIA Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Farmácia Disciplina: Tecnologia das Fermentações e Enzimologia Enzimologia: é a ciência que estuda as enzimas e os fatores relacionados às suas ações Histórico Há mais de 2000 anos a.c. → pão, queijo, cerveja e vinho • Década de 1830 → preparado extraído do malte da cevada (enzima diastase) capaz de hidrolisar o amido por conter a malte amilase • Isolamento da pepsina a partir do extrato do tecido estomacal Presença de de substâncias em tecidos animais e vegetais com capacidade de digestão Histórico Louis Pasteur O processo fermentativo era dependente da presença de microrganismos – Teoria do Vitalismo Justus von Liebig O processo fermentativo trata- se de um processo estritamente químico Eduard Buchner Demonstrou que a produção de etanol a partir do açucar poderia ser obtida através de macerado de células de levedura filtrado (ausência de células no extrato) William Kuhne → “enzyme” – dentro da levedura Enzimas: macromoléculas protéicas que atuam como catalisadores biológicos Reações químicas → Teoria das colisões – moléculas presentes em uma solução devem colidir e a colisão deve levá-las a adquirir uma quantidade mínima de energia que lher permita atingir um estado reativo chamado ESTADO DE TRANSIÇÃO Energia de ativação: necessária para levar todas as moléculas de um mol de um substância até o estado de transição Aumento da velocidade das reações Aumento do número de moléculas em solução; Aumento do número de choques entre as moléculas; Diminuição da barreira imposta pela energia de ativação Catalisadores biológicos - ENZIMAS atuam na redução da energia de ativação aumentam a velocidade da reação sem alterar a proporção de reagentes e produtos encontrada no final da reação participam ativamente da reação, sofre alterações na estrutura e retorna à sua forma original no final da reação Enzimas – Catalisadores biológicos Enzimas – Catalisadores biológicos Reações químicas catalisadas por enzimas tem velocidades MUITO altas ( 106 a 1012 vezes maiores que as não catalisadas) Eficácia das enzimas é maior que a dos catalisadores orgânicos VANTAGENS DAS ENZIMAS Altamente específicas (forma complementar, carga e características hidrofílicas/hidrofóbicas); Sintetizadas pelas próprias células onde atuam; Concentração celular variável de acordo com as condições fisiológicas; Podem ser reguladas através de fatores extrínsecos à reação (ativadores e inibidores) “ Enzimas – Catalisadores biológicos Ação catalítica das enzimas enzima Composto A (substrato) Composto B (produto) Centro ativo ou sítio catalítico: porção da molécula onde ocorre a atividade catalítica Observe que não há consumo ou modificação permanente da enzima Reação catalisada pela enzima Especificidade Enzima-Substrato O substrato se liga à enzima por ligação não covalentes (interações eletrostáticas, pontes de hidrogênio, interações de van der Waals e interações hidrofóbicas) Uma das explicações da especificidade das enzimas é de que suas estruturas tridimensionais permitem um encaixe perfeito com o substrato Existem dois modelos propostos para explicar a especificidade das enzimas: Modelo chave-fechadura Modelo encaixe induzido Especificidade Enzima-Substrato Modelo chave-fechadura (Fisher, 1890): As enzimas são estruturas rígidas que permitem a inserção de substratos somente com uma determinada configuração. Especificidade Enzima-Substrato Modelo do encaixe induzido (Koshland, 1958): Os sítios ativos das enzimas não estão completamente pré-formados e a interação inicial com o substrato com a enzima induz uma alteração conformacional na enzima promovendo um melhor encaixe; Ocorre um reposicionamento dos aminoácidos catalíticos da enzima para interagir com os grupos funcionais do substrato Inibição da atividade enzimática • o inibidor é análogo estrutural do substrato e compete com ele pela ligação ao sítio ativo • com aumento da [ ] do substrato ocorre diminuição da inibição caracterizando uma competição entre substrato e inibidor •o inibidor não possuiu qualquer semelhança com a do substrato. •A inibição se dá pela ligação fora do sítio ativo (no centro alostérico) alterando o centro ativo da enzima •O aumento da [ ] do substrato não diminui a inibição Inibição da atividade enzimática INIBIÇÃO NÃO COMPETITIVAINIBIÇÃO COMPETITIVA Regulação da atividade enzimática Controle da velocidade da reação enzimática Regulação da síntese da enzima → processo de transcrição do gene que codifica a enzima inibindo ou induzindo a síntese Modulação da atividade da enzima → para enzimas já sintetizadas Modulação da atividade da enzima 1) Regulação alostérica 2) Modificação covalente Regulação da atividade enzimática 1) Regulação alostérica Ligação de compostos a sítios alóstéricos (diferente do sítio ativo) da enzima que modifica a estrutura da enzima podendo AUXILIAR ou PREJUDICAR a catálise Efetuador alostérico positivo Efetuador alostérico negativo CONTROLE DO METABOLISMO!!!! Mecanismo de feedback Regulação da atividade enzimática 1) Regulação alostérica Inibição por “Feedback” Regulação da atividade enzimática “Conta uma lenda nórdica que o capitão de um navio roubou a um feiticeiro um moinho mágico, que moía aquilo que o seu amo mandasse. Tendo necessidade de sal, mandou ao moinho produzi-la. O moinho começou a moer sal, até encher o navio. O infeliz capitão, embora soubesse como pôr o moinho a trabalhar, não sabia a palavra mágica necessária para o fazer parar, e o peso do sal arrastou o navio, com o capitão, os marinheiros e o moinho para o fundo do mar. Lá continuou a moer sal, e ainda hoje continua. É por isso que a água de mar é salgada... Seja a história verdadeira ou não, ensina claramente a necessidade de saber parar quando é necessário. Uma enzima é apenas um catalisador, uma molécula que não decide o que deve ou não fazer. Poderia, portanto, acontecer algo parecido à triste história do capitão distraído, e a célula morrer afogada nos produtos de alguma reação enzimática.” Regulação da atividade enzimática 2) Modificação covalente Ligação covalente de um grupo químico à estrutura da enzima acarretando em mudança da conformação da enzima inativando-a ou formando um sítio ativo funcional Ex: fosforilação Fatores que alteram a atividade enzimática 1. Condições do meio que afetam a estabilidade da enzima pH Temperatura 2. Tempo da reação 3. Concentração dos reagentes Enzima Substrato Co-fatores Influência do meio sobre a atividade enzimática pH •Valor ótimo – geralmente próximo do neutro •A influência do pH é exercida sobre os grupos dissociáveis dos aminoácidos que podem fazer parte do sítio ativo • Enzima e substrato devem ter conformação e carga adequadas para a interação % a ti v id a d e e n z im á ti c a m á x im a pH ótimo=1,5 pH ótimo=6,8 pH ótimo=9,9 Influência do meio sobre a atividade enzimática Temperatura •Aumento da temperatura → aumento da energia cinética e da probabilidade de choque entre as moléculas → aumento da velocidade da reação • Temperaturas acima da temperatura ótima provocam rompimento das ligações químicas prejudicando a estrutura espacial da enzima → DESNATURAÇÃO Influência do meio sobre a atividade enzimática Desnaturação: perda da estrutura que propicia a função da proteína Agentes desnaturantes Temperatura pH : protonação ou desprotonação de grupos Detergentes: contém porções hidrofóbicas que interferem nas interações entre os grupos Solventes apolares: mudam a constante dielétrica do meio, alteram a força das ligações eletrostáticas Co-fatores e coenzimas Muitas enzimas necessitam da associação com outras moléculas ou íons para exercer o papel catalítico. Essas moléculas são chamadas de CO-FATORES CO-FATOR Íons metálicos Coenzimas: moléculas orgânicas não protéicasCo-fatores e coenzimas 1)Íons metálicos Metais de transição: Fe+2, Zn+2 e Cu+2 Metais alcalinos e alcalinos terrosos: Na+, K+, Mg+2 e Ca+3 São eletrófilos efetivos que participam na orientação do substrato para a reação ANIDRASE CARBÔNICA Co-fatores e coenzimas 2) Coenzimas Moléculas orgânicas pequenas geralmente derivadas de vitaminas Pode ser ligada à enzima como grupo prostético(ex: FAD) ou se unir à enzima no momento da catálise (ex: NAD) Coenzima e substrato ficam alojados no centro ativo da enzima e a reação consiste na remoção de um grupo do substrato e sua transferência para a coenzima ou vice-versa Enzima ativaGrupo protéico inativo Co-fatores e coenzimas Co-fatores e coenzimas Classificação das enzimas 1) Oxidorredutases: reações de óxido-redução; 2) Transferases: reações de transferência de grupos de uma molécula a outra; 3) Hidrolases: reações de hidrólise; 4) Liases: catalisam a clivagem de ligações C-C, C-O, C-N, entre outras, através de hidrólise ou oxidação. ; 5) Isomerases: reações de mudança intramolecular em que o substrato é transformado em um produto isômero 6) Ligases: ligação covalente de moléculas com simultânea quebra de uma ligação de alta energia Código da Enzima (EC number – Enzyme Comission) Composto por 4 algarismos: 1o - refere-se a classe da enzima (1-6); 2o - refere-se a subclasse (tipo de ação ou grupo sobre o qual atua); 3o - refere-se a classe subclasse; 4o - refere-se ao número de ordem da enzima dentro da subclasse considerada. Ex: enzima tripéptido aminopeptidase tem o código EC 3.4.11.4 3 por hidrolase (enzima que usa a água para catalisar algumas moléculas), 3.4 por hidrolase, que atua sobre as ligações peptídicas, 3.4.11 por aquelas que atuam sobre o amino-terminal de aminoácidos de um polipeptídeo, 3.4.11.4 por aquelas que atuam sobre o amino-terminal final de um tripeptídeo. Atividade Enzimática Atividade → avaliada pela velocidade da reação que a enzima catalisa A velocidade da reação é expressa em Unidades Internacionais (U), que é a quantidade de enzima capaz de formar 1 µmol de produto por minuto em condições ótimas de ensaio definidas (pH, temperatura, etc). Atividade específica → número de Unidades de enzima por miligrama de proteína. É um parâmetro que permite a comparação com outras preparações e com etapas posteriores do processo de purificação. Serve como um controle do processo de purificação. Estudo da velocidade da reação enzimática e como ela se altera em função de diferentes parâmetros Estudo da ação catalítica das enzimas Cinética das reações enzimáticas Cinética das reações enzimáticas Objetivos a) Medir as velocidades das transformações; b) Estudar a influência das condições de trabalho (pH, temperatura, [ ] de reagentes e enzimas, etc) naquelas velocidades; c) Correlacionar as velocidades das transformações com alguns fatores que as afetam; d) Colaborar na otimização do processo; e) Estabelecer critérios para o controle do processo; f) Projetar o reator mais adequado. Cinética das reações enzimáticas A velocidade da reação é função crescente da concentração do substrato até um determinado valor dessa concentração, mantendo-se praticamente constante para concentrações de substrato superiores a esse valor Cinética das reações enzimáticas Cinética das reações enzimáticas Quanto menor for o valor de Km , maior a velocidade de ligação da enzima com o substrato Cinética das reações enzimáticas Km → É a CONCENTRAÇÃO DO SUBSTRATO onde se obtém metade da VELOCIDADE MÁXIMA da reação Construção dos gráficos e determinação de Km e Vmáx. Análise gráfica de Vmáx e Km Primeiro gráfico: Vo x [S] gráfico a partir dos valores da tabela Vmáx. ½ Vmáx Km Segundo Gráfico: inverso do anterior Gráfico a partir dos valores inversos da tabela Achando a Velocidade Máxima e o Km Depois de encontrar a equação da reta, é possivel calcular a Vmáx e o Km através dos valores de X eY: Y = 3,768x + 2,0993 (Equação da reta) -0,557 quando Y = 0 e 2,099 quando X = 0 Referências Borzani W, Schmidell W, Lima UA, Aquarone E. Biotecnologia Industrial . Fundamentos.Volume I. Engenharia Bioquímica. São Paulo: Editora Blucher, 2001, 254 p. Lima UA, Aquarone E, Borzani W, Schmidell W. Biotecnologia Industrial . Processos fermentativos e enzimáticos.Volume III. Engenharia Bioquímica. São Paulo: Editora Blucher, 2001, 254 p. Obtenção e produção de enzimas Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Farmácia Disciplina: Tecnologia das Fermentações e Enzimologia Enzimas comercializadas A maioria das enzimas aplicadas industrialmente são hidrolases as quais despolimerizam substâncias naturais Hidrolases (75%) Proteases (40%): indústrias de detergentes, alimentos, couros e farmacêutica Carboidrases: panificação, cervejarias, indústrias de amido, têxteis e de papel Aplicações de enzimas Principais indústrias consumidoras de enzimas Obtenção de enzimas Origem vegetal → Obtidas nos sucos, sementes, polpas, raízes, entre outras partes do vegetal por trituração do tecido Ex: papaína, bromelina, ficina e amilases Origem animal → Extraídas de tecidos como mucosa gástrica, pâncreas, fígado, glândulas, sangue. Ex: pepsina, quimiotripsina, tripsina, elastase, amilases, lipases, hialuronidase e catalase Origem microbiana → obtidas por cultura de bactérias, fungos e leveduras. Possuem grande importância comercial: Mais utilizadas, menor custo e tempo de produção, provém de microrganismos selecionados, maior especificidade Enzimas de origem vegetal Papaína Obtenção: látex do fruto verde do mamão (Carica papaya), além de folhas e talos Possui alta atividade proteolítica É facilmente inativada por oxidação (necessidade de agentes redutores como sulfeto de hidrogênio, etc) Extraída principalmente como incisões longitudinais na casca e como prensado do fruto, folhas e talos Aplicações: clarificação da cerveja, amaciamento de carnes, auxiliar da digestão Enzimas de origem vegetal Bromelina Obtenção: presentes no caule e fruto do abacaxi. É obtida do caule após moagem, prensagem, filtração e precipitação do suco do talo A bromelina contém várias proteases que diferem entre si na ação em diversos substratos de acordo com variações no pH Aplicação: amaciamento de carnes, clarificação da cerveja e auxiliar na digestão Enzimas de origem vegetal Ficina É uma protease presente no látex de certas espécies de Ficus Possui aplicações similares às da papaína A papaína é mais utilizada comercialmente que a ficina devido ao menor custo e maior disponibilidade Enzimas de origem vegetal Malte O malte é o resultado do processo de germinação dos grãos (cevada, trigo ou centeio). O malte é utilizado na produção de bebidas alcoólicas Produção do malte: 1a Etapa: encobrir os grãos com uma camada de água (10-15 oC) por 2 a 3 dias 2a Etapa: germinação e formação das enzimas que compõem o malte tais como as α-amilases e β-amilases, proteases, lipases, diastase e hemicelulases 3a Etapa: secagem para paralizar a atividade biológica do grão e reduzir o teor de umidade a níveis ideais para o armazenamento. É durante a etapa de secagem que o aroma típico do malte é produzido Enzimas de origem animal Pancreatina, tripsina, pepsina, renina, quimotripsina e catalase → grande importância industrial Os tecidos são secos, triturados em partículas pequenas e finas e os tecidos ainda úmidos são totalmente desintegrados, através de moinhos ou homogeneizadores Os materiais são extraídos com água ou solução tampão e os resíduos insolúveis eliminados por filtração ou centrifugação Enzimas de origem animal Pancreatina Preparada a partir do pâncreas de porco Apresenta atividade amilolítica, proteolítica e lipolítica Contém tripsina e quimotripsina (duodeno) Enzimas de origem animal Pepsina Obtida a partir da mucosa do estômago de porco Tratamento com ácidopara ativação do pepsinogênio a pepsina Precipitação com etanol Secagem em baixa temperatura Enzimas de origem animal Renina (coalho) É uma protease gástrica ácida Presente no suco gástrico do abomaso de bezerrros Extraída principalmente de bezerros lactentes Comercializada na forma líquida, em pó ou em pastas Aplicação: fabricação de queijos e preparação de pudins Atualmente, a maioria da renina comercial é produzida a partir de leveduras (fungos unicelulares) ou bactérias geneticamente modificadas Enzimas de origem animal Catalase Obtida a partir do fígado e sangue de animais, bem como de fungos e bactérias A catalase é comercializada pode ser comercializada na forma líquida adicionada ou não de estabilizante (glicerol), na forma de pó liofilizado ou cristalizada Aplicação: indústria de alimentos para decomposição da água oxigenada (sabor e cor do alimento); inibir o desenvolvimento microbiano em vinhos; como antioxidante em alimentos líquidos ou viscosos (maionese, manteiga, etc.) Enzimas microbianas Mais utilizadas em escala industrial; Menor tempo e custo de produção; Provenientes de microrganismos selecionados; Apresentam maior especificidade Produção de enzimas em escala industrial → fermentação submersa Em países orientais há uma tradição de utilização da fermentação semi-sólida Utilização de resíduos agroindustriais de baixo custo em processos fermentativos Enzimas microbianas Cultura Submersa Cultura Semi-sólida Maior controle do processo Adequada para microrganismos recombinantes Maior rendimento Necessidade de maior espaço Menor rendimento Dificuldades no aumento de escala e controle das variáveis Vantagem: utilização de resíduos industriais de baixo custo Baixo gasto de energia Não há formação de espuma Baixo grau de umidade (menor contaminação) Microrganismos produtores: características e nutrição Identificação do microrganismo produtor; Características ideais; Seguro sob o ponto de vista biológico (status GRAS – generally recognized as safe); Apresentar elevada capacidade de síntese e excreção da enzima; Suportar condições ambientais adversas, relacionadas com a pressão osmótica,T e força iônica do meio; Ser tolerante à presença de substâncias tóxicas que podem ser geradas Meios de cultivo para a produção de enzimas As características do meio são muito importantes para o crescimento celular e para o rendimento do produto; As células respondem aos estímulos químicos e físicos do meio externo, o que pode interferir no desempenho na formação do produto desejado; Ex: síntese da proteinase extracelular de Bacillus subtilis é reprimida pela presença no meio de cultivo de certos compostos que contenham nitrogênio, como o glutamato e o aspartato. Processos microbianos industriais → meios de composição química definida ou meios complexos; Características: Composição adequada para o crescimento e formação do produto de interesse; Baixo custo de obtenção, transporte e estocagem; Elevada disponibilidade e facilidade de padronização dos componentes; Deve contribuir para os processos de separação do produto Meios de cultivo para a produção de enzimas Processo Fermentativo Referências Borzani W, Schmidell W, Lima UA, Aquarone E. Biotecnologia Industrial . Fundamentos.Volume I. Engenharia Bioquímica. São Paulo: Editora Blucher, 2001, 254 p. Lima UA, Aquarone E, Borzani W, Schmidell W. Biotecnologia Industrial . Processos fermentativos e enzimáticos.Volume III. Engenharia Bioquímica. São Paulo: Editora Blucher, 2001, 254 p. Said S, Pietro RCLR. Enzimas como agentes biotecnológicos. Ribeirão Preto: Legis Summa, 2004, 412 p.