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ATIVIDADE 5 DE DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
Ana Clara das Chagas Côrtes 
2019696
Direito 
Àqueles adolescentes que cometem atos infracionais, sendo aquela conduta descrita como crime ou contravenção penal, cometida por criança ou adolescente, serão submetidos a medidas socioeducativas. O ECA reconhece como criança o menor de até 12 anos incompletos e adolescentes até completar 18 anos. Dessa maneira, tendo o adolescente cometido ato infracional será submetido à algumas medidas, à época do fato. Uma medida socioeducativa não tem a pretensão somente de punir, mas de ter um caráter educativo, já que, esses adolescentes ainda estão em fase de desenvolvimento. 
Quando um adolescente é flagrado cometendo ato infracional a apuração envolverá a polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Assim, constatado o fato, o juíz da infância poderá aplicar as seguintes medidas: a) Advertência; b) Obrigação de reparar o dano; c) Prestação de serviços à comunidade; d) Liberdade assistida; e) Semiliberdade e f) Internação em estabelecimento socioeducativo. 
O artigo 121 do ECA prevê a privação de liberdade ao adolescente como uma medida socioeducativa. Segundo ao artigo 122 do Estatuto, essa medida poderá ser tomada quando o adolescente cometer ato infracional mediante grave ameaça ou violência contra a pessoa ou até, pela reiteração de outros atos ou descumprimento de outras medidas impostas anteriormente. A internação ainda poderá ocorrer antes da sentença, pelo prazo de quarenta e cinco dias, quando demonstrada a necessidade da medida, como bem esclarece o artigo 108 do ECA. E ainda, quando persistir a necessidade de garantia a sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública, em razão da gravidade do ato cometido (artigo 174 do ECA). 
Deste modo, presentes tais elementos no flagrante, o representante do Ministério Público oferecerá representação à autoridade judiciária propondo o procedimento para a aplicação da medida socioeducativa, a representação será feita por petição contendo o resumo dos fatos e da classificação do ato infracional, e até rol de testemunhas, já que, a representação independe de prova pré-constituída de autoria e materialidade (artigo 182 do ECA). Logo, oferecida a representação o juiz designará audiência de apresentação do adolescente, decidindo sobre a decretação ou manutenção da internação (artigo 184 do ECA).
Todavia, se o Ministério Público entender não ser o caso de representação ou internação provisória, deverá soltar o adolescente imediatamente, com arrimo no artigo 107, parágrafo único do Estatuto. 
Referências: 
Lei 8069/90- Estatuto da Criança e do Adolescente.

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