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WBA0321_v1.0
AVALIAÇÃO DE BENS DE 
PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS, 
ARTÍSTICOS E EMPREENDIMENTOS 
APRENDIZAGEM EM FOCO
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Julia Farah Ribeiro
Leitura crítica: Rosangela Bomtempo de Siqueira
Esta disciplina tem como principal objetivo introduzir o 
aluno ao campo das avaliações de bens de patrimônios e 
empreendimentos. 
Assim, ao longo de todo o conteúdo são colocadas, primeiro, 
discussões introdutórias, que visam explicar o que são bens 
de patrimônios históricos e artísticos, bem como o que são 
empreendimentos. Ainda, apresenta-se o conceito de avaliação 
- o que é, para que serve, para quem é feita e como fazê-la. 
Posteriormente, apresenta-se de forma mais detalhada os 
métodos de avaliação existentes e as possibilidades de utilização 
em cada contexto.
No caso dos bens de patrimônios, após a compreensão de como 
surgiu o conceito de patrimônio e como se dá a sua preservação 
no Brasil, são apontados e explicados os três principais métodos 
de avaliação de bens. São eles: a Metodologia Condephaat; 
Metodologia Kaskantzis; e a metodologia indicada pela norma 
técnica NBR 14.653-7.
Quanto aos empreendimentos, o conteúdo também se inicia 
com importantes conceitos a ele relacionados e, em seguida, 
são apontadas metodologias de avaliação. De início, apresenta-
se a NBR 14.653-4, e em seguida, métodos mais específicos, a 
saber: Métodos espontâneos; Metodologia Checklist; Métodos 
de Matrizes de Interação; Redes de Interação; Superposição de 
cartas; Modelos de Simulação; e Metodologias Quantitativas. 
Para cada método, procura-se explicar suas características 
3
estruturantes, o enfoque de cada tipo de estudo, as vantagens e as 
deficiências. Aprofundando nas possibilidades de avaliação, têm-
se os exemplos de Avaliação de Impacto Ambiental e Avaliação 
Pós-Ocupação. Pretende-se que, com as explicações e exemplos, 
todos os alunos adquiram o embasamento teórico necessário 
para quando lhes for solicitado a execução de procedimentos 
avaliatórios. 
Por fim, discute-se a produção de laudos de avaliação. Para tanto, 
são exploradas as atividades preliminares à escrita do laudo. Tais 
atividades são: vistoria; levantamento de dados do mercado; 
escolha de metodologia de avaliação; tratamento dos dados 
coletados e especificação da avaliação. Objetivamente quanto à 
realização de laudo de avaliação é apresentada a sua estrutura, 
os dados necessários, os objetivos, principais finalidades e os 
requisitos para correto preenchimento. 
Todo o percurso traçado nas discussões – seja nos temas acerca 
do patrimônio, de empreendimentos, as metodologias de 
avaliação e a estrutura dos laudos – é embasado em referencial 
teórico-científico, dentro do qual deve-se destacar a norma 
técnica NBR 14.653 e suas partes 4 e 7, que tratam da avaliação de 
empreendimentos e bens de patrimônios, respectivamente.
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática 
profissional. Vem conosco!
TEMA 1
Introdução aos conceitos da 
avaliação de bens de patrimônios 
históricos e artísticos e suas 
metodologias de avaliação
______________________________________________________________
Autoria: Julia Farah Ribeiro
Leitura crítica: Rosangela Bomtempo de Siqueira
5
DIRETO AO PONTO
O reconhecimento dos valores das paisagens urbanas, sua 
caracterização como bem cultural e a preocupação com a sua 
preservação no tempo histórico derivam do amadurecimento 
das discussões oitocentistas sobre a própria compreensão do 
significado de patrimônio cultural (RIBEIRO, 2017).
Esse alargamento conceitual foi gradativo, tanto na sua aceitação 
teórica quanto nas aplicações práticas, sendo necessárias 
várias décadas para que o conceito de patrimônio fosse, de 
fato, assimilado para além da escala restritiva de monumentos 
individuais. O entendimento mais claro do valor cultural dos 
conjuntos arquitetônicos e urbanos, bem como os princípios 
teóricos que atuam sobre eles, são aquisições conceituais 
que vieram a ser devidamente contempladas em documentos 
internacionais do século XX, principalmente pelas Cartas 
Patrimoniais.
Em um panorama geral, pode-se dizer que as Cartas 
Patrimoniais constituem um arcabouço teórico fundamental 
para o amadurecimento da concepção de patrimônio na 
contemporaneidade, mesmo que ainda hoje persistam desafios 
quanto às demandas econômicas e lacunas técnicas e políticas. 
Essas discussões positivas tiveram entre suas mais importantes 
contribuições “o alargamento do conceito de bem cultural e a 
abertura de novos caminhos interpretativos para a seleção de 
tombamentos e a ação prática de tutela” (RUFINONI, 2013, p. 178), 
o que proporciona a expansão do conceito de patrimônio cultural 
para um conjunto de artefatos cada vez maior e mais variado. 
Na figura a seguir observe exemplos de subdivisões do que hoje 
reconhecemos como patrimônio histórico e cultural.
6
Figura 1 – Diagrama dos conjuntos que compõem o patrimônio 
histórico e cultural 
Fonte: elaborada pela autora.
Em decorrência dessa ampliação conceitual, ainda hoje, definir o 
valor de um bem de interesse ao patrimônio histórico e cultural é 
uma tarefa complexa.
Para realizá-la, existem alguns métodos que podem auxiliar e eles 
podem ser escolhidos conforme as informações disponíveis dos 
fatores considerados como centrais. Por exemplo: a metodologia 
do Condephaat privilegia os fatores culturais, a metodologia 
Kaskantzis baseia-se em uma perspectiva ambiental e a NRB 
NBR 14.653 nas questões econômicas. Estes métodos serão 
aprofundados ao longo dos estudos.
7
Referências bibliográficas
RIBEIRO, J. F. Para além do centro histórico: valores e sentidos 
do patrimônio edificado de Espírito Santo do Pinhal. Dissertação 
de Mestrado. Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e 
Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas – AU/FEC-
UNICAMP. Campinas, SP: 2017. Disponível em: http://repositorio.
unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/331023. Acesso em: 27 set. 
2020.
RUFINONI, M. R. Preservação e restauro urbano: 
intervenções em sítios históricos industriais. São Paulo: Fap-
Unifesp: Edusp, 2013. Disponível em: https://www.academia.
edu/30226923/Preserva%C3%A7%C3%A3o_e_Restauro_Urbano_
interven%C3%A7%C3%B5es_em_s%C3%ADtios_hist%C3%B3ricos_
industriais. Acesso em: 27 set. 2020. 
PARA SABER MAIS
Ao longo do texto foram mencionados alguns conceitos 
importantes para o entendimento das questões que envolvem o 
patrimônio histórico e cultural.
Assim, será apresentado um quadro explicativo desses conceitos 
(Quadro 1):
8
Quadro 1 – Quadro explicativo de conceitos estruturantes
Conceitos estruturantes:
Conservação: conjunto de ações destinadas a prolongar o tempo de vida 
de determinado bem cultural. Engloba um ou mais tipos de intervenções.
Restauração ou Restauro: conjunto de operações destinadas a 
restabelecer a unidade da edificação, relativa à concepção original ou de 
intervenções significativas na sua história. O restauro deve ser baseado 
em análises e levantamentos inquestionáveis e a execução permitir a 
distinção entre o original e a intervenção. A restauração constitui o tipo 
de conservação que requer o maior número de ações especializadas.
Tombamento: tombamento é um instrumento jurídico criado por lei 
federal – Decreto-lei nº 25 de 1937 (DL 25/37) – que tem como objetivo 
impor a preservação de bens materiais, públicos ou privados, aos quais 
se atribui valor cultural para a comunidade onde estão inseridos. Ainda, 
foi por força da Constituição de 1988 que o Decreto-lei nº 25 tornou-se 
norma geral nacional sobre tombamento, a ser aplicada pelos três entes 
federativos.
Inventário: o termo inventário, de acordo com a sua etimologia, se 
origina do termo latino inventarium, com o sentido de “achar”, ou, 
em outras palavras, pôr à mostra, dar a conhecer(HOUAISS, 2016). O 
termo inventário associa-se ao termo patrimônio – entendido como o 
conjunto de bens que pertencem a alguém, herdados ou adquiridos. 
No caso do patrimônio cultural, inventariar os bens significa produzir 
um conhecimento que necessariamente parte do estabelecimento de 
critérios, pontos de vista e recortes sobre determinados universos sociais 
e territoriais. Pode-se dividir os inventários em três tipos: inventários de 
identificação, inventários de proteção e inventários científicos. 
Fonte: elaborado pela autora.
9
Referências bibliográficas
MOTTA, L.; REZENDE, M. B. Inventário. Dicionário do Patrimônio 
Cultural – IPHAN.
RABELO, S. Tombamento. Dicionário do Patrimônio Cultural – 
IPHAN.
BRASIL. Ministério da Cultura. Instituto do Programa Monumenta. 
Manual de elaboração de projetos de preservação do 
patrimônio cultural. Brasília: Ministério da Cultura, Instituto 
do Programa Monumenta, 2005. 76 p. (Programa Monumenta, 
Cadernos Técnicos 1). Disponível em: http://portal.iphan.gov.
br/uploads/publicacao/CadTec1_Manual_de_Elaboracao_de_
Projetos_m.pdf. Acesso em: 27 set. 2020.
TEORIA EM PRÁTICA
De acordo com a norma NBR 14.653 (Associação Brasileira de 
Normas Técnicas, 2001), a avaliação de um imóvel deve ser 
realizada por um engenheiro e/ou arquiteto, uma vez que no 
processo de avaliar existem situações que, cada vez mais, têm 
exigido a presença de técnicos especializados (principalmente 
quando estamos tratando de imóveis que são considerados como 
patrimônio – a exemplo dos bens tombados).
Desta forma, é necessário um planejamento inicial. É nessa 
etapa que será analisada e escolhida a metodologia de avaliação 
adequada para cada situação. Nesse ponto também serão 
verificados quesitos para a execução desta tarefa. Quais fatores/
quesitos você considera essenciais para conseguir fazer a 
avaliação de um bem arquitetônico? Você conseguiria traçar um 
10
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Autoria: Nome do autor da disciplina
Leitura crítica: Nome do autor da disciplina
passo a passo para a execução dessa avaliação? As etapas de 
vistoria do imóvel e coleta de dados e variáveis relevantes para 
pesquisa de mercado devem, ou não, estar inseridas nesse seu 
passo a passo?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
O artigo científico Patrimônio Arquitetônico: conceitos 
contemporâneos, políticas públicas e TICs tem como objetivo tratar 
de conceitos estruturantes e documentos base para o campo do 
Patrimônio (tais como as Cartas Patrimoniais), por meio de uma 
ótica contemporânea. Discute, ainda, a necessidade de, cada vez 
mais, incluirmos ferramentas tecnológicas dentro das políticas 
públicas de promoção, valorização e preservação do patrimônio 
histórico e cultural. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.FRONER, 
Y. Patrimônio Arquitetônico: conceitos contemporâneos, políticas 
públicas e TICs. DISEGNARECON, v. 5, n. 10, p. 87-94, 2012.
Indicações de leitura
11
Indicação 2
O artigo Conhecer para proteger: culturas e salvaguarda do 
patrimônio arquitetônico em duas capitais lusófonas apresenta 
uma pesquisa cujo objetivo é identificar e analisar questões 
envolvidas na salvaguarda do patrimônio arquitetônico nas 
cidades de Salvador (Bahia – Brasil) e Lisboa (Portugal), por 
meio de influências das dimensões arquitetônica e legislativa. A 
pesquisa realizada aponta para similaridades entre arquiteturas e 
legislações de proteção, mas discrepância entre os instrumentos 
de proteção, recursos humanos e materiais empreendidos na 
salvaguarda dos respectivos bens protegidos. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.LOPES, 
Rodrigo Cit Ramos.; FANTINEL, Letícia Dias. Conhecer para 
proteger: culturas e salvaguarda do patrimônio arquitetônico em 
duas capitais lusófonas. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar 
em Ciências Humanas, v. 14, n. 105, p. 139-164, 2013. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
12
1. Assinale a alternativa que corresponde ao termo correto para 
completar a lacuna presente na descrição a seguir: 
O ___________ é um instrumento jurídico criado pelo Decreto-
lei nº 25 de 1937 e que tem por objetivo impor a preservação 
de bens materiais, públicos ou privados, aos quais se atribui 
valor cultural para a comunidade na qual estão inseridos. 
Ainda, foi por força da Constituição de 1988 que o Decreto-lei 
nº 25 tornou-se norma geral nacional sobre esse instrumento 
de preservação patrimonial, a ser aplicada pelos três entes 
federativos. 
a. Inventário.
b. Tombamento.
c. Avaliação.
d. Restauração.
e. Conservação. 
2. Para realizar a avaliação de um imóvel de interesse 
ao patrimônio histórico e cultural existem várias 
metodologias. Cada uma delas tem suas particularidades, 
a depender dos fatores considerados como centrais em 
cada uma delas. Os métodos do Condephaat, Kaskantzis 
e NRB NBR 14.653 têm como centrais quais fatores, 
respectivamente? (Assinale a alternativa que apresenta 
esses fatores na ordem correta).
a. Fatores culturais; ambientais; econômicos.
b. Fatores sociais; econômicos; ambientais.
c. Fatores econômicos; históricos; culturais.
d. Fatores culturais; sociais; econômicos. 
e. Fatores tecnológicos; econômicos; sociais. 
13
GABARITO
Questão 1 - Resposta B
Resolução: O termo que corresponde à descrição 
apresentada é Tombamento. Ver Para saber mais.
Questão 2 - Resposta A
Resolução: A metodologia Condephaat privilegia os fatores 
culturais, a Kaskantzis baseia-se em uma perspectiva 
ambiental e a NRB NBR 14.653 nas questões econômicas. Ver 
Direto ao ponto. 
TEMA 2
Introdução aos conceitos da 
avaliação de empreendimentos e 
suas metodologias de avaliação
______________________________________________________________
Autoria: Julia Farah Ribeiro
Leitura crítica: Rosangela Bomtempo de Siqueira
15
DIRETO AO PONTO
A avaliação econômica de empreendimentos – especialmente no 
mercado da construção civil –, é, em muitos casos, realizada de 
maneira intuitiva pelos donos das empresas ou pelos profissionais 
responsáveis pelas tomadas de decisões. Assim, essa tarefa tende 
a não levar em consideração as técnicas adequadas à análise de 
investimentos e dos dados existentes sobre ele; por consequência, 
essas decisões podem acarretar resultados antagônicos à 
realidade dos mercados. 
Ainda, a realização de incorporações imobiliárias é conhecida por 
sua complexidade, uma vez que é composta por muitos elementos 
e grandes riscos, consequência dos investimentos que são 
exigidos antecipadamente ao lançamento do produto final para 
venda. 
Acrescido isso, há outro fator de risco: o tempo. Esse tipo de 
empreendimento tem um longo tempo de maturação (desde 
a localização do terreno até a entrega final das unidades – 
exemplo geral). Nesse período de maturação, as expectativas 
e demandas costumam sofrer modificações, que, por sua vez, 
incidem diretamente sobre a velocidade e capacidade de venda do 
produto.
Nesse contexto, é preciso que se entenda de forma clara que a 
realização de processos intuitivos de avaliação de rentabilidade 
de empreendimentos imobiliários é uma prática de alto risco 
para um investidor. Quanto mais atrelada a uma metodologia 
científica a avaliação for, maiores são as chances do resultado dela 
corresponder, de fato, à realidade. 
16
O processo de análise de empreendimentostem como foco 
principal a avaliação econômica de decisões sobre ele e tem 
grandes possibilidades de aplicação, visto que os investimentos 
podem vir de empresas privadas, instituições governamentais 
e particulares. Qualquer que seja a situação, deve ser feita uma 
análise criteriosa de todos os ingressos e desembolsos de recursos 
envolvidos (considerar para a análise um recorte temporal 
preestabelecido para cada caso) (ABREU, 2008). Observe a imagem 
a seguir, que ilustra o cenário descrito:
Figura 1 – Exemplo de áreas de conhecimento necessárias em 
um empreendimento
Fonte: elaborada pela autora (baseado em ROSENFELD et. al., 2006).
Em linhas gerais, podemos dividir o processo de elaboração e 
execução de um empreendimento – a exemplo de incorporações 
imobiliárias – em cinco fases (TAVARES JR et. al, 2007; ABREU et. al., 
2008). A saber: 
1. Identificação da ideia: momento da concepção da ideia e, 
em seguida, criação de base de dados para avaliar se essa 
ideia merece ser estudada ou não.
2. Estudo de pré-viabilidade: caso a ideia seja considerada 
viável (na etapa anterior), esta deve ser aprofundada. Neste 
momento executa-se um projeto preliminar. 
17
3. Estudo de viabilidade: realizado caso o estudo de pré-
viabilidade justifique investir em um estudo definitivo (o 
estudo de viabilidade). 
4. Detalhamento da engenharia: é realizado caso o projeto 
seja considerado viável. Permite a sua execução. Assim, 
nele é necessário detalhar aspectos definidos nas etapas 
anteriores. 
5. Execução: compreende desde a realização de concorrências 
e contratações de serviços, até a construção de obras (a 
depender de cada caso). 
Cumpre enfatizar que em todas essas fases do projeto deve ser 
submetido a um processo de avaliação, aprofundado à medida 
que o detalhamento e as complexidades crescem
Referências bibliográficas
ABREU, C. A. C. de; BARROS NETO, J. de P.; HEINECK, L. F. 
M. Avaliação econômica de empreendimentos imobiliários 
residenciais: uma análise comparativa. Anais do XXVIII Encontro 
nacional de engenharia de produção. Rio de Janeiro, 2008. 
Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6066. 
Acesso em: 27 set. 2020.
ROZENFELD, H. et al. Gestão de desenvolvimento de produtos: 
uma referência para a melhoria do processo. São Paulo: Editora 
Saraiva, 2006. 544 p.
TAVARES JUNIOR, C.; CASTRO, M. A. F. de; BRAGA, F. O. Análise 
expedita de viabilidade econômico-financeira de investimento 
imobiliário aplicada a empreendimento residencial unifamiliar – 
um estudo de caso. Revista Tecnologia. Fortaleza, v. 28, n. 2, p. 
18
210-221, 2007. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/tec/
article/view/58. Acesso em: 27 set. 2020. 
PARA SABER MAIS
Para concretizar um empreendimento, o empreendedor deve ter 
em mente seus objetivos e também os riscos inerentes a essa 
iniciativa. Portanto, é importante que sempre se faça primeiro um 
estudo de viabilidade.
Nesse sentido, para que o estudo de viabilidade atinja resultados 
próximos da realidade, é preciso que este disponha de um modelo 
científico adequado para aplicação, conhecimento dos cenários 
e habilidade para interpretar os indicadores a serem aplicados 
nessa pesquisa. 
Existe uma grande variedade de técnicas para a análise econômica 
e financeira de um empreendimento. Todas elas têm em comum o 
fato serem baseadas em fluxos de caixa descontados, analisando 
índices como: Valor Presente Líquido, Índice de Lucratividade, Taxa 
Interna de Retorno e Payback. Vejamos o que os esses termos 
supramencionandos significam na prática (Quadro 1):
19
Quadro 1 - Termos considerados na análise econômica e 
financeira de um empreendimento
Conceitos importantes:
Valor Presente Líquido (VPL): em linhas gerais, o VPL é o somatório 
dos fluxos de caixa descontados do projeto em análise. Ou seja, é 
igual à diferença entre o valor presente das entradas líquidas de caixa 
associadas ao projeto e ao investimento inicial necessário, com o 
desconto dos fluxos de caixa feito a uma taxa x definida pela empresa (ou 
empreendedor). Um projeto é viável quando seu VPL é positivo.
Índice de Lucratividade (IL): este índice serve para estabelecer a razão 
entre o saldo dos valores presentes das entradas e saídas líquidas de 
caixa do projeto e o investimento inicial. Entre os especialistas há um 
consenso preestabelecido de que são aceitos investimentos cujo índice 
de lucratividade seja maior ou igual a um. 
IL = Valor presente dos ingressos ÷ Valor presente dos desembolsos
Taxa Interna de Retorno (TIR): é a taxa média de desconto de fluxo de 
caixa. Em outras palavras, é a taxa que torna o valor presente dos fluxos 
de caixa igual ao investimento inicial. É a mínima taxa de retorno que 
garante a recuperação da quantidade investida. 
Payback: é um critério de análise que determina o número de períodos 
que um determinado investimento demora para se pagar ao investidor. 
Ou seja, é o tempo de recuperação do investimento. Em geral, são aceitos 
investimentos cujo período de payback seja menor ou igual ao período 
máximo aceito pelos investidores.
Fonte: elaborado pela autora.
Referências bibliográficas
ABREU, C. A. C. de; BARROS NETO, J. de P.; HEINECK, L. F. 
M. Avaliação econômica de empreendimentos imobiliários 
20
residenciais: uma análise comparativa. Anais do XXVIII Encontro 
nacional de engenharia de produção. Rio de Janeiro. 2008. 
Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6066. 
Acesso em: 27 set. 2020.
TAVARES JUNIOR, C.; CASTRO, M. A. F. de; BRAGA, F. O. Análise 
expedita de viabilidade econômico-financeira de investimento 
imobiliário aplicada a empreendimento residencial unifamiliar–um 
estudo de caso. Revista Tecnologia. Fortaleza, v. 28, n. 2, p. 210-
221, 2007. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/tec/article/
view/58. Acesso em: 27 set. 2020.
TEORIA EM PRÁTICA
Conforme as discussões apresentadas nesta disciplina, 
percebemos que o estudo que precede o lançamento de um 
empreendimento é fundamental para que o investimento não seja 
realizado somente sob critérios meramente subjetivos. 
Tomemos como exemplo um empreendimento residencial 
unifamiliar, realizado por uma empresa atuante na área de 
investimentos no mercado imobiliário da cidade de Belo 
Horizonte/MG. 
É correto afirmar que, se fôssemos chamados para realizar uma 
avalição prévia de viabilidade do empreendimento, além dos 
índices a serem analisados na avaliação econômico-financeira, 
deveríamos também considerar o perfil da empresa em questão? 
Como ela pode influenciar no resultado final do empreendimento? 
Um mesmo empreendimento pode ser positivo ou negativo 
a depender do perfil do empreendedor (ou da empresa 
empreendedora)? 
21
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Esta dissertação de mestrado traz à luz a discussão de que 
na cidade de Lisboa o crescimento imobiliário tem mostrado 
o surgimento de um grande número de empreendimentos 
focados no conceito de sustentabilidade. Contudo, segundo o 
estudo, não há uma metodologia clara quanto à avaliação desta 
sustentabilidade. Discute-se, então, como é possível medir a 
sustentabilidade desses empreendimentos. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.COELHO, 
A. M. Proposta para um indicador global de avaliação da 
sustentabilidade ambiental de empreendimentos (IGSA). 
Dissertação de Mestrado. Universidade Lusófona de Humanidades 
e Tecnologias – Departamento Arquitetura, Urbanismo, Geografia 
e Artes Plásticas. Lisboa, 2008.
Indicação 2
É sabido que a avaliação de empreendimentos tem grande 
importância no esforço de melhoria da habitação de interesse 
social, podendo auxiliar na avaliação de resultados e na 
Indicações de leitura
22
identificação de erros e acertos frente aos objetivos e ações 
do projeto. Entretanto, a diversidade dasdinâmicas de 
programas habitacionais e a falta de clareza nos objetivos dos 
empreendimentos dificultam o processo de avaliação desse tipo 
de produto. Este artigo propõe e apresenta um modelo para 
estruturar as avaliações de empreendimentos habitacionais de 
interesse social, adotando uma hierarquia de valor que vincula os 
atributos às suas consequências de uso e aos objetivos esperados. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.
BONATTO, F. S.; MIRON, L. I. G.; FORMOSO, C. T. Avaliação de 
empreendimentos habitacionais de interesse social com base na 
hierarquia de valor percebido pelo usuário. Ambiente construído 
(periódico online). ISSN 1678-8621. 2011, vol. 11, n. 1, p. 67-83. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
1. O Valor Presente Líquido (VPL) é algebricamente descrito como 
a somatória dos fluxos de caixa descontados do projeto em 
análise. No campo prático são aceitos os investimentos com 
23
valor presente líquido maior ou igual a zero. 
Sobre as vantagens de se adotar o VPL nas análises de 
viabilidade de empreendimentos, assinale a alternativa 
que julga corretamente como verdadeiro (V) ou falso (F) as 
afirmações a seguir: 
(__) É uma medida variável de valor. 
(__) Evidencia uma noção do risco envolvido. 
(__) Considera o valor do dinheiro no tempo. 
(__) É consistente com o objetivo das organizações. 
(__) Não considera todos os fluxos de caixa envolvidos. 
a. V - F - V - V - V.
b. F - V - V - V - F.
c. V - F - F - V - V.
d. V - V - V - F - V.
e. V - F - V - F - V. 
2. Sabemos que existem muitos métodos para se 
realizar uma análise econômica e financeira de um 
empreendimento, sendo que todas têm como base os 
fluxos de caixa descontados. Para tanto, pode-se usar 
índices tais como: Valor Presente Líquido, Índice de 
Lucratividade, Taxa Interna de Retorno e Payback. 
 
Com base nesse princípio, complete a explanação a seguir 
com os conceitos adequados e assinale a alternativa 
correspondente: 
“Não é um bom critério de classificação, dado que em 
comparações de projetos há a possibilidade de ocorrência 
de situações onde o projeto de maior _________ tenha 
menor _________. Neste caso, a melhor alternativa é o 
24
_________, que representa uma medida absoluta de valor 
em moeda (R$). A _________ é melhor utilizada como um 
critério para auxiliar o _________ na tomada de decisão.” 
(ABREU et Al., 2008, p. 5).
a. TIR; VPL; VPL; TIR; VPL.
b. IL; VPL; TIR; VPL; VPL.
c. VPL; TIR; VPL; Payback; IL.
d. TIR; IL; TIR; IL, TIR.
e. VPL; TIR; VPL; TIR; Payback. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta B
Resolução: A primeira afirmação está incorreta, pois o VPL 
é uma medida absoluta de valor, e não variável. A última 
afirmação, por sua vez, está incorreta, pois o VPL considera, 
sim, todos os fluxos de caixa envolvidos. 
Questão 2 - Resposta A
Resolução: Os únicos conceitos adequados nesta explanação 
são: Valor Presente Líquido e Taxa Interna de Retorno. 
A ordem correta para completar com lógica o parágrafo 
apresentado é: TIR; VPL; VPL; TIR; VPL. 
TEMA 3
Procedimentos específicos 
quanto à avaliação de 
empreendimentos 
______________________________________________________________
Autoria: Julia Farah Ribeiro
Leitura crítica: Rosangela Bomtempo de Siqueira
26
DIRETO AO PONTO
As diversas metodologias de avaliação de empreendimentos são 
importantes, pois indicam a possibilidade de adoção de modelos 
específicos e adequados para cada caso a ser analisado. Vimos 
que existem as Avaliações de Impacto Ambiental (AIA), com sua 
ampla gama de modelos avaliativos, e as Avaliações de Pós-
Ocupação, por exemplo. Assim, vamos refletir um pouco mais 
sobre as Avaliações de Pós-Ocupação (APOs). 
Essas avaliações (as APOs), como o próprio nome indica, são 
realizadas no período de uso dos empreendimentos. Nesse 
sentido, uma das principais motivações para realizá-las é a 
possibilidade de verificar a adequação real do edifício construído, 
por exemplo, em relação ao seu projeto. 
Ainda, alguns autores enfatizam que as APOs possibilitam 
refinar o controle de qualidade dos empreendimentos, além de 
facilitar o diagnóstico de reclamações por parte dos usuários e 
possibilitar o planejamento de inovações futuras (ZIMRING, 2002 
apud BONATTO, 2010). Portanto, essa avaliação beneficia não 
só o objeto de estudo, como também permite a identificação de 
melhorias para projetos futuros. 
Ainda, suas vantagens (ou benefícios) podem ser divididas em três 
grupos, apontados no Quadro1.
27
Quadro 1 – Tabela com as vantagens a curto, médio e longo 
prazo nas APOs 
Fonte: elaborado pela autora (baseando-se em BONATTO, 2010).
Ao evidenciar os pontos a serem melhorados, a APO expõe pontos 
que podem ser lidos como fracassos do profissional que projetou 
o espaço em questão.
Referências bibliográficas
BONATTO, S. F. Proposta de um modelo para avaliação de 
empreendimentos habitacionais de interesse social a partir 
da percepção de clientes finais. Dissertação (Mestrado em 
Engenharia Civil) – Escola de Engenharia, Universidade Federal 
do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Porto Alegre, 2010. 178 p. 
Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/32018. 
Acesso em: 27 set. 2020. 
28
PARA SABER MAIS
A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) foi um dos conceitos 
abordados na Leitura Digital. Tendo entendido previamente 
as principais características dessas metodologias de avaliação, 
vejamos no quadro a seguir uma comparação entre as principais 
vantagens e desvantagens de cada uma:
Quadro 2 – Quadro comparativo entre métodos de AIA
Métodos Vantagens Desvantagens
AD HOC • Forma simples e 
compreensiva.
• Adequado para casos de 
escassez de dados.
• Fornece orientações para 
outras avaliações.
• Não aprofunda a avaliação 
nem os impactos 
secundários.
• Não identifica nem examina 
o impacto de todas as 
variáveis ambientais.
Checklists • Adequada para análises 
preliminares, indicando 
a priori os impactos mais 
relevantes.
• Instiga a avaliação das 
consequências.
• Não mostra interrelações 
entre os fatores ambientais.
• Impossibilidade de 
identificar impactos 
secundários e fazer 
predições.
29
Matrizes de 
Interação
• Acomoda dados 
quantitativos e 
qualitativos.
• Fornece boa orientação 
para prosseguimento dos 
estudos. 
• Não identifica inter-
relações. 
• Não considera valores e 
conflitos.
Networks • Fornece boa orientação 
para prosseguimento dos 
estudos. 
• Grandes ações resultam em 
redes extensas e sem valor 
prático.
Superposição de 
Cartas
• Permite identificação da 
extensão dos impactos.
• Facilita a comparação com 
e sem o projeto.
• Útil em grandes projetos e 
seleção de alternativas.
• Dificuldade na escolha 
dos parâmetros a serem 
mapeados e valorização 
dos impactos.
• Uso limitado pela 
superposição de muitos 
mapas.
Modelos de 
Simulação
• Rapidez pelo uso de 
computadores. 
• Útil para projeto de usos 
múltiplos. 
• Possibilidade de utilização 
após o início da operação. 
Depende da 
disponibilidade e 
qualidade dos dados. 
Requer especialistas 
para o desenvolvimento 
de modelos 
matemáticos.
Metodologias 
Quantitativas
• Permite envolvimento 
de diferentes equipes de 
especialistas.
Índice global resultado 
de soma de impactos de 
natureza distintas.
Fonte: elaborado pela autora (baseando-se em PIMENTEL et al., 1992).
Referências bibliográficas
PIMENTEL, G.; PIRES, S. H. Metodologias de avaliação de impacto 
ambiental: aplicações e seus limites. Revista de Administração30
Pública, v. 26, n. 1, p. 56-68, 1992. Disponível em: http://
bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rap/article/view/8812. Acesso 
em: 27 set. 2020.
TEORIA EM PRÁTICA
Quanto às Avaliações de Impacto Ambiental (AIA), por não 
existir um método ideal, quando da sua aplicação prática faz-se 
necessária uma composição de métodos e técnicas para cada 
estudo. No caso do empreendimento de uma Usina Hidrelétrica 
você estudou (ver Leitura Digital) que Carlos Eduardo F. Young et 
al. (2011) propõe uma nova metodologia. 
Nesse sentido, reflita: 
Uma das etapas de trabalho propostas por Young et al. (2001) 
é a aplicação de questionários para coleta de dados primários. 
Quais informações podem e devem ser coletadas nesta tarefa? 
A população afetada deve ser abordada para essa coleta de 
informações? Os gestores públicos também? Deve-se questionar 
sobre mudanças tanto no quadro econômico quanto no 
socioambiental? Quais os temas principais a serem abordados?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
31
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Este artigo apresenta o resultado de uma pesquisa cujo objetivo 
foi verificar o uso de metodologias de avaliação de impacto 
ambiental (AIA) em estudos de caso realizados no estado 
do Ceará. O trabalho em questão envolveu o levantamento 
exploratório das metodologias de avaliação de AIA mais utilizadas 
pelos empreendedores cearenses, verificando o grau de 
relacionamento entre as principais variáveis de caráter ambiental.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.DE 
OLIVEIRA, F. C.; DE MOURA, H. J. T. Uso das metodologias de 
avaliação de impacto ambiental em estudos realizados no Ceará. 
Revista Pretexto, v. 10, n. 4. 2009.
Indicação 2
Este segundo artigo busca trazer uma contribuição aos 
procedimentos para aplicação da APO em edifícios de escritórios 
no Brasil. Para tanto, apresenta uma simulação de implantação 
de metodologias de Avaliação Pós-Ocupação em dois escritórios, 
localizados em áreas comerciais de referência na cidade de São 
Paulo (SP), cujas instalações e serviços de apoio apresentam 
características parcialmente automatizadas. 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.
ORNSTEIN, S. W. Avaliação Pós-Ocupação aplicada em edifícios de 
Indicações de leitura
32
escritórios: alguns aspectos metodológicos e resultados. Revista 
Pós (Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e 
Urbanismo da FAUUSP), n. 7, p. 94-108, 1998. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
1. A realização de Avaliações Pós-Ocupação (APO) em 
empreendimentos na construção pode trazer uma série de 
benefícios para os projetos e empresas desse setor, uma vez 
que esse estudo evidencia os pontos a serem melhorados 
(seja por meio da identificação de insatisfações dos usuários 
ou possibilitando o planejamento de inovações para 
empreendimentos futuros). 
Qual é considerado um dos motivos pelo qual as APOs ainda 
hoje não serem produzidas sistematicamente em projetos 
da construção civil? Assinale a alternativa que apresenta a 
justificativa correta. 
a. A APO permite apenas a identificação de melhorias para 
projetos futuros.
33
b. Possibilita o desenvolvimento de critérios e diretrizes de 
projeto, o que é uma desvantagem.
c. A Avaliação Pós-Ocupação facilita a identificação de 
reclamações por parte dos usuários, e isso é ruim para os 
projetos.
d. Ao evidenciar os pontos a serem melhorados, a APO expõe 
pontos que podem ser lidos como fracassos do profissional 
que projetou o espaço em questão.
e. Gera uma difícil compreensão das consequências do projeto 
analisado. 
2. As chamadas Redes de Interação figuram uma das 
possíveis metodologias de Avaliação de Impacto 
Ambiental (AIA). Por meio de resultados gráficos, produz 
análise que visa o estabelecimento de uma sequência de 
impactos provenientes de determinada interação. 
Sobre as vantagens e desvantagens de se usar Redes de 
Interação, assinale a alternativa que julga corretamente 
como verdadeiro (V) ou falso (F) as afirmações a seguir: 
( ) A possibilidade de visualização entre ação e impacto é 
uma de suas vantagens. 
( ) A avaliação de impactos indiretos realizada é uma 
desvantagem. 
( ) Mostrar tendências é considerada uma desvantagem.
a. V - F - F.
b. F - F - F.
c. V - F - V.
d. F - V - V.
e. F - F - F. 
34
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: Apenas a afirmação “Ao evidenciar os pontos a 
serem melhorados, a APO expõe pontos que podem ser lidos 
como fracassos do profissional que projetou o espaço em 
questão” é uma justificativa correta para a constatação de 
que as APOs ainda não são produzidas de forma sistêmica. As 
demais alternativas estão incorretas, pois tratam, na verdade, 
de vantagens das Avaliações Pós-Ocupação. 
Questão 2 - Resposta A
Resolução: As afirmações 2 e 3 são falsas, pois se trata de 
vantagens, e não desvantagens. Ou seja, todas as afirmações 
referem-se a características das Redes de Interação 
consideradas vantagens desse método. 
TEMA 4
Elaboração de laudos de 
avaliação
______________________________________________________________
Autoria: Julia Farah Ribeiro
Leitura crítica: Rosangela Bomtempo de Siqueira
36
DIRETO AO PONTO
Um laudo de avaliação é, em linhas gerais, uma análise técnica 
realizada por engenheiro de avaliações, que visa subsidiar as 
tomadas de decisão que dizem respeito ao valor de um bem, 
seus custos, frutos e direitos. Ainda, ele determina os indicadores 
de viabilidade de sua utilização econômica para certa finalidade, 
situação e data. De acordo com a NBR 14.653-1 (Associação 
Brasileira de Normas Técnicas, 2001), laudo de avaliação é o 
“relatório técnico elaborado por engenheiro de avaliações em 
conformidade com esta parte da NBR 14.653, para avaliar o bem”. 
De acordo com as normas técnicas pertinentes (nomeadamente 
a NBR 14.653 e suas partes), todo laudo de avaliação deve ter no 
mínimo os seguintes tópicos. 
• Identificação da pessoa física ou jurídica e/ou seu 
representante legal que tenha solicitado o trabalho.
• Objetivo da avaliação.
• Identificação e caracterização do bem avaliando.
• Indicação do(s) método(s) utilizado(s), com justificativa da 
escolha.
• Especificação da avaliação.
• Resultado da avaliação e sua data de referência.
• Qualificação legal completa e assinatura do(s) profissional(is) 
responsável(is) pela avaliação.
• Local e data do laudo.
37
• Outras exigências previstas nas demais partes da NBR 
14653.
Contudo, para além de sua estrutura, é de extrema importância 
saber como redigir um laudo, ter noção da linguagem 
adequada para esse documento. Segundo a Norma, ele pode 
ser apresentado nas formas de: Laudos simplificados, Laudos 
completos e Laudos de avaliação de uso restrito. Para José Fiker 
(2009) é primordial que sua redação se baseie nos princípios de: 
clareza, concisão, precisão, originalidade e harmonia (veja imagem 
esquemática a seguir).
Figura 1 - Aspectos principais para o estilo de linguagem em 
laudo de avaliação
Fonte: : elaborada pela autora (baseando-se em FIKER, 2019).
Para concluir, destaca-se que as avaliações e laudos devem 
seguir metodologias técnicas definidas e com limites regidos por 
normas técnicas – em especial a ABNT –, com métodos e cálculos 
cientificamente demonstráveis, consistentes e prováveis.
38
Referências bibliográficas
Associação Brasileira de Normas Técnicas(ABNT). NBR 14653-1: 
Avaliação de Bens, Parte 1: Procedimentos gerais. Abril 2001.
FIKER, J. Manual de redação de laudos. Oficina de Textos, 2019. 
PARA SABER MAIS
Os primeiros registros, no Brasil, que tratam da chamada 
Engenharia de Avaliações, datam das primeiras décadas do século 
XX. 
Dentro desse arcabouço teórico inicial são considerados os 
inaugurais – segundo José Ficker (2019) – alguns artigos publicados 
nos Boletins dos Institutos de Engenharia, da Revista Politécnica 
e da Revista de Engenharia Mackenzie, cujos autores eram Victor 
da Silva Freire, João Florence de Ulhôa Cintra e José de Sá Rocha – 
importantes figuras do urbanismo modernista.
Na década de 1930, destacam-se os estudos publicados 
pelo engenheiro Lysandro Pereira da Silva, que discorriam 
sobre a estimativa de valor a partir da renda produzida pelo 
aproveitamento do terreno. 
Na década seguinte, Luis Carlos Berrine, então avaliador oficial 
do Banco do Estado de São Paulo, escreveu os primeiros livros 
técnicos da área no país, intitulados “Avaliação de terrenos” e 
“Avaliação de imóveis”.
Finalmente, nos anos de 1950 foram publicadas as primeiras 
normas brasileiras. Elas foram desenvolvidas inicialmente pela 
ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em 1957, mas 
39
acabaram sendo alteradas e publicadas, em 1958, pelo Instituto 
Brasileiro de Avaliações e Perícias (Ibape). 
Por meio da historiografia, sabe-se que as discussões acerca 
dos métodos e critérios para cálculo do valor de mercado de 
imóveis cresceram em contextos de implantação de intervenções 
urbanísticas, visto que elas demandam, até hoje, desapropriações 
em larga escala e, consequentemente, para sua concretização 
necessita-se de grande precisão nos cálculos. 
Essas entre outras demandas também resultaram, ao longo 
da história, em reflexões no âmbito dos corpos técnicos 
institucionais. Nota-se que houve uma crescente reflexão e 
aprimoramento dos formulários para avaliação – que, desde o 
princípio, eram os meios formais utilizados para se regular as 
ações dos engenheiros avaliadores. 
Esta foi (mesmo que apresentada de forma breve) a trajetória 
do nascimento da institucionalização da ciência de avaliações e 
normatização das atividades de avaliação imobiliária no Brasil 
(LIMA, 2015). 
Entender essa trajetória nos possibilita compreender melhor os 
métodos e instrumentos atuais, tendo em vista que eles são o 
resultado de um processo evolutivo.
Referências bibliográficas
FIKER, J. Manual de redação de laudos. Oficina de Textos, 2019.
LIMA, L. M. M. de. O olhar das instituições de previdência 
sobre a casa e a cidade: promoção, financiamento e avaliação 
de imóveis. (dissertação de mestrado). Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte – Centro de Tecnologia, Departamento de 
40
Arquitetura. Natal-RN, 2015. Disponível em: https://repositorio.
ufrn.br/handle/123456789/20911. Acesso em: 27 set. 2020.
TEORIA EM PRÁTICA
Para se responder aos quesitos técnicos de engenharia que 
concernem à avaliação de bens imóveis é necessária a elaboração 
de procedimento de quantificação, levando em consideração 
diversos fatores intrínsecos e extrínsecos do bem.
Estes fatores possuem características particulares em 
cada situação e, por isso, exigem do profissional avaliador 
conhecimento para analisar suas características e valorá-las. 
Nesse sentido, pode-se concluir que a realização de vistoria 
técnica é uma tarefa essencial dentro do processo de elaboração 
do laudo de avaliação de determinado bem. 
Portanto, reflita: como uma vistoria pode influenciar em um laudo 
de avaliação? Os dados coletados na vistoria podem ser inseridos 
diretamente em algum item do laudo? Esses dados também 
podem estar presentes indiretamente? Como? 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo 
professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no 
ambiente de aprendizagem.
41
LEITURA FUNDAMENTAL
Indicação 1
Este artigo apresenta um sistema de gestão e desempenho 
ambiental (SGDA) desenvolvido para aplicação em 
empreendimentos ambientais. Esta proposta de metodologia, 
que incorpora e enfatiza objetivos da gestão ambiental, pode ser 
aplicada desde a organização da proposta de empreendimento 
até a avaliação pós-implantação – auxiliando na produção dos 
documentos respectivos a cada etapa do empreendimento (a 
exemplo de análises e laudos de avaliação). 
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.CAMPOS, 
L. M. de S.; SELIG, P. M.; CURY, R. M. SGADA - Sistema de Gestão 
e Avaliação de Desempenho Ambiental: um modelo de gestão 
ambiental aplicável a empreendimentos turísticos. Revista 
Turismo-Visão e Ação, v. 4, n. 8, p. 45. 2001.
Indicação 2
Este artigo discorre sobre uma forma mais incomum de se 
analisar imóveis. O trabalho apresentado no texto enfatiza a 
importância da questão espacial, objetiva mostrar como se pode 
diagnosticar e incorporar os efeitos espaciais na especificação 
de modelos hedônicos, e, ao mesmo tempo, analisa o mercado 
imobiliário da cidade do Recife.
Para realizar a leitura, acesse a plataforma EBSCOhost na 
Biblioteca Virtual da Kroton e busque pelo título da obra.DANTAS, 
Indicações de leitura
42
R. A.; MAGALHÃES, A. M.; VERGOLINO, J. R. de O. Avaliação de 
imóveis: a importância dos vizinhos no caso de Recife. Economia 
Aplicada, v. 11, n. 2, p. 231-251, 2007. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes 
neste Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em 
Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, 
além de questões de interpretação com embasamento no 
cabeçalho da questão.
1. A norma técnica NBR 14.653 e suas partes indicam os itens 
mínimos a serem utilizados nos laudos de avaliação. Sabemos 
que no desenvolvimento de avaliações e laudos é preciso 
seguir metodologias técnicas adequadas. 
Por que devemos utilizar metodologias técnicas definidas e 
com limites regidos por normas técnicas? 
Assinale a alternativa que responde corretamente essa 
questão. 
a. Há uma estrutura de laudo padrão para qualquer tipo de 
avaliação.
b. A NBR 14.653 só exige que no laudo conste a identificação e 
caracterização do bem avaliando.
43
c. As partes de 1 a 7 da NBR 14.653 apresentam métodos 
empíricos de avaliação.
d. As metodologias técnicas regidas por normas técnicas se 
estruturam com base em métodos e cálculos cientificamente 
demonstráveis, consistentes e prováveis.
e. Um laudo de avaliação pode ter linguagem rebuscada e 
prolixa. 
2. De acordo com a NBR 14.653-1 os laudos de avaliação 
podem ser apresentados em duas modalidades. 
Assinale a alternativa que nomeia as duas 
modalidades básicas de laudos mencionadas na norma 
supramencionada.
a. Laudo simplificado e laudo completo.
b. Laudo mínimo e laudo máximo.
c. Laudo simplificado e laudo específico.
d. Laudo simples e laudo complexo.
e. Laudo básico e laudo detalhado. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: A única justificativa correta para a pergunta 
feita é que “as metodologias técnicas regidas por normas 
técnicas se estruturam com base em métodos e cálculos 
cientificamente demonstráveis, consistentes e prováveis”. 
44
Questão 2 - Resposta A
Resolução: As modalidades de laudo Simplificado e Completo 
são mencionadas na NBR 14.653, tanto na sua primeira parte 
(parte 1) quanto nas partes 4 e 7. 
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Botão TEMA 5: 
	TEMA 2: 
	Botão 158: 
	Botão TEMA4: 
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 6: 
	TEMA 3: 
	Botão 159: 
	Botão TEMA5: 
	Inicio 3: 
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	TEMA 4: 
	Botão 160:Botão TEMA6: 
	Inicio 4: 
	Botão TEMA 8: 
	TEMA 5: 
	Botão 161: 
	Botão TEMA7: 
	Inicio 5:

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