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1 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 2 
2 A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO INFANTIL ............................................. 3 
3 A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS 1.000 DIAS ..... 5 
4 ALIMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS SEIS MESES ...................................... 6 
5 ALIMENTAÇÃO DOS 6 MESES AOS 2 ANOS DE IDADE....................... 21 
6 ALIMENTAÇÃO APÓS OS DOIS ANOS DE IDADE ................................ 30 
7 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ...................................................................... 34 
8 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL .................................................................... 39 
9 OS 10 PASSOS DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL ................................... 41 
10 OS 12 PASSOS DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DA CRIANÇA ......... 44 
11 INTRODUÇÃO ALIMENTAR: MÉTODO BABY-LED-WEANING (BLW) 48 
REFERÊNCIAS .............................................................................................. 50 
 
 
 
2 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao da 
sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno 
se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, 
para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse 
aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No 
espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser 
direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. Os 
cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa disciplina 
é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das avaliações 
propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe 
convier para isso. A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência 
a ser seguida e prazos definidos para as atividades. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
2 A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO INFANTIL 
 “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento. ” 
(Hipócrates) 
 
Fonte:painel.souenfermagem.com.br 
 
A nutrição infantil é um assunto que tem despertado grande interesse em várias 
áreas do conhecimento nos últimos anos, pois englobar aspectos além da nutrição, 
tanto os aspectos nutricionais-fisiológicos como os demais aspectos, os hábitos 
alimentares são formados e com isso desperta nossa atenção para importância dos 
hábitos alimentares nos primeiros anos de vida. (HART et al, 2010; THOMPSON, 
BENTLEY, 2013) 
Os hábitos alimentares são formados por inúmeros fatores culturais, genéticos, 
étnicos, socioeconômicos, e religiosos, dentre outros. Desde o começo da gestação, 
passando pelo contato do feto com o líquido amniótico, a formação dos hábitos 
alimentares continua ao longo da infância, principalmente nos primeiros 2-3 anos. 
(BEAUCHAMP, MENNELLA, 2011.) 
A ingestão insuficiente de nutrientes pode prejudicar o estado nutricional e levar 
ao desenvolvimento de deficiências ou excesso de nutrientes. As deficiências 
nutricionais podem afetar o estado nutricional e levar ao desenvolvimento de 
deficiências ou excessos de nutrientes. As práticas de nutrição infantil devem ser 
 
4 
 
capazes de fornecer alimentos de qualidade nutricional e higiênica suficientes para 
atender às necessidades nutricionais das crianças e garantir o desenvolvimento de 
seu potencial máximo. A alimentação infantil adequada favorece para o 
estabelecimento de hábitos alimentares saudáveis, que não apenas refletem a curto 
prazo, mas na vida adulta também. (FIDELIS CM, OSÓRIO MM, 2007) 
 
 
Fonte:depositphotos.com 
Há evidências de que crianças pequenas não podem atingir sozinhas seu pleno 
potencial no desenvolvimento, que dependem de uma boa saúde e nutrição. Muitas 
crianças às vezes não conseguem comer e crescer normalmente devido à falta de 
estímulo em uma idade precoce. A estimulação também desempenha um papel 
importante na formação do cérebro, e o atraso no desenvolvimento antes dos seis 
anos é difícil de compensar. A neurociência mostra em um estudo que as sinapses se 
desenvolvem rapidamente nos primeiros anos de vida e formando-se a base das 
funções cognitivas e emocionais para o resto de suas vidas (BRASIL, 2018). 
O Departamento de Nutrologia e de aleitamento materno da sociedade 
brasileira de pediatria, adotaram as recomendações da Organização Mundial da 
Saúde e do Ministério da Saúde e recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 
seis meses de idade. A partir desse período, devem ser introduzidos alimentos 
complementares e a amamentação deve ser estimulada para ser mantida até os dois 
anos de idade ou mais, de acordo com os desejos da criança e da mãe, desde que 
 
5 
 
essa continuidade seja nutritiva. É importante ressaltar que a ingestão de alimentos 
complementares precocemente interfere na manutenção da amamentação. 
(BRASIL,2018) 
3 A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS 1.000 DIAS 
 
Fonte:googleusercontent.com 
Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve 
interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional 
da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia 
e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na 
saúde física e psíquica da mãe (BRASIL, 2009, p.11). 
Os primeiros 1.000 dias de vida, contam desde a concepção até os dois anos 
de idade da criança. São 270 dias de gravidez, mais 365 dias no primeiro ano de vida 
e 365 dias no segundo ano. Além disso, esses anos são vitais para o desenvolvimento 
do sistema nervoso e imunológico e a formação de bons hábitos alimentares, o que 
aumentará suas chances de se tornar um adulto saudável. Os primeiros 1.000 dias 
são contados a partir da gravidez, justamente porque a gravidez afeta a saúde física 
e mental do feto. Por exemplo, é bem sabido que a alimentação da mãe durante este 
período ajuda a determinar o paladar e o olfato do bebê, porque diferenças sutis no 
paladar entrarão no líquido amniótico (PANTANO, 2019). 
Além disso, o neurodesenvolvimento também é muito intenso na vida 
intrauterina e pode ser influenciado pelo tabagismo, drogas e medicamentos tomados 
 
6 
 
pela mãe. Por exemplo a grávida quando fuma, o cordão umbilical se estreita, evitando 
que o bebê seja contaminado pelo cigarro. Só que assim a criança também acaba 
recebendo menos nutrientes. 
 
 Fonte: apn.org.pt 
 
Para se ter uma noção, metade do crescimento do cérebro ocorre até o 
segundo ano de vida. Embora o bebê já nasça com o cérebro desenvolvido em pontos 
sensoriais, como tato, audição e olfato, é nessa época que o órgão passa por grandes 
mudanças cognitivas. Na campanha deste ano, o UNICEF mostra que as células 
cerebrais podem fazer até mil novas conexões nos primeiros mil dias contribuir para 
o funcionamento do cérebro das crianças e aprendizagem. 
4 ALIMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS SEIS MESES 
Leite materno para bebês do nascimento aos seis meses, recomenda-se 
amamentar exclusivamente. O leite materno é um alimento ideal para todas as 
crianças. Objetivo ao seu conteúdo nutricional, é considerado um alimento completo 
e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê. É um 
alimento de fácil digestão rápida e totalmente absorvido pelo organismo da criança. 
Presentes ingredientes e mecanismos que podem proteger as crianças de várias 
doenças. Nenhum outro alimento pode fornecer as propriedades imunológicas do leite 
materno. À medida que o sistema de defesa do bebê amadurece, a mãe proteção para 
 
7 
 
a criança por meio da placenta e do leite materno. Além de ser um momento de 
carinho entrea mãe e o bebê, ajudando-os a alcançar a amamentação ideal. 
O colostro é o leite secretado imediatamente após o nascimento do bebê. 
Sendo secretado entre os primeiros três a cinco dias e tendo uma consistência líquida 
maior do que o leite maduro. Além disso, é transparente semelhante à água de coco, 
por isso às vezes é confundido com "leite fraco". Na realidade, o colostro contém os 
mesmos nutrientes do leite maduro, mas contém um teor a de mais proteínas, menos 
gordura e mais anticorpos. Sendo considerado “a primeira vacina para recém-
nascidos" porque pode prevenir muitas doenças e alimentá-los bem (UNICEF, 2019). 
 
Fonte: dramarcelanoronha.com.br 
Tendo em vista que ao contrário do leite maduro, o colostro tem baixa 
concentração de lactose e gordura, e possui alta concentração de proteínas e 
tornando-o a parte mais fluida do leite materno. Um outro componente encontrado em 
alta concentração no colostro é a imunoglobulina, proteína que tem forte expressão 
no desenvolvimento do sistema imunológico do bebê. Portanto, iniciar a amamentação 
nas primeiras horas após o nascimento, além de permitir que o bebê se beneficie do 
leite materno, também é um comportamento de afeto e vínculo mãe-bebê (ANDREAS, 
KAMPMANN, LE-DOARE, 2015). 
Itens importantes na amamentação como bons sinais de pega e esvaziamento 
adequado das mamas, pois o leite no final da mamada é rico em gordura, o que pode 
eliminar a fome e engordar o bebê. Depende das necessidades do bebê e pode 
 
8 
 
variar de acordo com a idade do bebê, oscilando de 10 a 30 minutos nos primeiros 
dois meses e de 5 a 20 minutos depois. Ao nascer, uma criança é movida por reflexos 
para garantir sua sobrevivência. Crianças saudáveis e a termo têm o reflexo de 
promover a amamentação. O reflexo de busca ajuda o bebê a encontrar o mamilo 
estimulando a região do rosto, lábios ou tórax, virando a cabeça para o mesmo lado, 
abrindo a boca, agarrando o mamilo e a aréola e iniciando o reflexo de sucção. Para 
extrair o leite, o bebê suga os mamilos e as aréolas. Esses mamilos e aréolas se 
estendem para a boca até tocarem o palato superior, de modo que ela possa engolir. 
Alguns passos para ajudar o bebe em uma boa pega. 
Verifique a posição para a pega da mama. 
Para começar, não importa a posição de amamentação, cabeça, pescoço e 
coluna do bebê devem estar sempre alinhados, não virados. O queixo deve estar 
para cima, não encostado no peito. E a mãe deve se acomodar numa posição 
confortável. Podendo ser usados almofadas ou travesseiros para apoiar as costas da 
mãe, os braços ou bebê. 
Fonte:lovemilk.com.br 
 
 
Estimulando o bebê a abrir a boca 
 
9 
 
Segurando o bebe bem perto, o mamilo deve estar no nível do nariz dele. 
Encostando suavemente o mamilo no lábio superior para que ele abra bem a boca. 
Quanto mais o bebe abrir a boca, será mais fácil de conseguir uma boa pega. 
 
Fonte: feminefisioterapia.files.wordpress.com 
Aproxime o bebê do seu peito 
Quando a boca estiver aberta, mamilo apontando para o céu da boca. O queixo 
dele deve ser o primeiro a encostar na mama. Devendo abocanhar a aréola, com o 
lábio inferior e o maxilar cobrindo quase toda a parte inferior. Não se preocupando se 
notar que parte da aréola não está dentro da boca (UNICEF, 2018). 
 
Fonte:pediatriadescomplicada.com.br 
 
10 
 
Mantendo o bebê bem perto enquanto ele pega a mama 
Para facilitar a sucção, o nariz do recém-nascido deve ficar levantado para que 
ele respire com facilidade enquanto mama, e aprenda a coordenar a sucção e 
a respiração (CADWELL, 2007). 
Observando e ouvindo 
Quando a bebê suga, o mamilo fica encostado no céu da boca e envolvido 
suavemente pela língua embaixo. A pega não deve ser desconfortável podendo ser 
uma sensação de um leve puxão. No começo, o bebe usa movimentos de sucção 
rápidos e curtos para estimular e aumentar o fluxo de leite. O leite começando a fluir, 
ele suga com movimentos mais lentos e profundos, com algumas pausas, que podem 
indicar que está mamando bem. O maxilar deve estar se movimentando e deve-se 
estar ouvindo a sucção e a deglutição enquanto mama (CADWELL, 2007; UNICEF, 
2018). 
 
Fonte: bebemamae.com 
Como interromper a pega do bebê na mama 
Se o bebê estiver pegando a mama de forma superficial ou começar a morder 
o mamilo de forma dolorosa, deve tirar ele do peito e tentar novamente. Introduzindo 
o dedo, limpo, no canto da boca suavemente para parar a sucção, se for necessário 
(HOOVER, 2016). 
 
11 
 
A amamentação deve ser sob livre demanda, o bebe poderá mamar todas as 
vezes que quiser, sem horário determinado ou fixos. Quando esvaziar o primeiro peito, 
a mãe deve oferecer-lhe o segundo; o completo esvaziamento da mama assegura a 
manutenção do estímulo de produção do leite. O tempo de esvaziamento da mama 
para cada criança é diferente; algumas conseguiram completá-lo em poucos minutos, 
enquanto outras conseguiram completá-lo em 30 minutos. Para retirar o bebê da 
mama, recomenda-se inserir delicadamente o dedo mínimo no canto da boca, ele vai 
soltar a mama sem puxar o mamilo. No fim da mamada, colocar o bebe de pé no colo, 
quando ele poderá ou não arrotar (MATTOS et al, 2018). 
Práticas que podem ser consideradas inofensivas, para algumas pessoas, mas 
que podem prejudicar a amamentação. 
 Não é necessário "suplementar" o leite materno com fórmula infantil, reduzir 
o aleitamento materno da criança, diminui o efeito protetor que o leite materno tem 
contra doenças e reduzir a produção do leite da mulher. O uso de outro formula só 
pode ser recomendado por especialistas em saúde. Amamentar crianças que 
começam a comer alimentos sólidos ou pastosos antes dos seis meses de idade e 
passam a receber qualquer alimento que não seja o leite materno, começam a reduzir 
a amamentação. Nos primeiros seis meses, o melhor alimento é o leite materno para 
conseguir atender a todas as necessidades nutricionais da criança, portanto, o leite 
materno não deve ser adicionado a outros alimentos que façam a criança mamar 
menos. 
 Fornecer mamadeira e sugar da mamadeira pode confundir a criança porque 
a forma de sugar e a mamadeira é diferente, independentemente do tipo de bico na 
mamadeira. Se a criança sugar o seio como se fosse uma mamadeira, o leite pode 
não sair com tanta facilidade, o que pode deixar a criança frustrada e até começar a 
rejeitar o seio. Além disso, a falta de exercícios da criança ao sugar os seios pode 
causar problemas bucais, como má oclusão dos dentes. Mais importante, a 
mamadeira pode ser fonte de contaminação viral e bacteriana, aumentando a chance 
de infecção para crianças. 
 Forneça chupetas - As famílias fornecem chupetas para seus filhos por vários 
motivos. O motivo mais comum é "acalmar" a criança e reduzir o choro. Antes de 
fornecer chupeta para crianças, é importante considerar os riscos e benefícios. 
 
12 
 
Crianças que usam chupeta tendem a amamentar por um curto período de tempo. 
Qualquer tipo de chupeta, mesmo a chamada chupeta ortodôntica, pode causar 
malformações orais, alinhamento irregular dos dentes e problemas de fala, 
mastigação e respiração. Além disso, o uso de chupeta aumenta a chance de a 
criança ter "sapinhos" na boca, nomes populares para sapinhos ou candidíase. É 
importante que a família conheça outras formas de acalmar a criança ao invés da 
chupeta, como abraçar, colocar no colo, cantar e amamentar (BRASIL, 2019) 
 Fumar durante a amamentação – Podendo ser prejudiciais às mulheres, as 
substâncias nocivas do tabaco passam para o leite materno. Dessa forma expondo as 
crianças a essas substâncias, também o fumo passivo, que eleva as chances de 
doenças respiratórias alérgicas. Além do mais que, fumar afeta produção de leite da 
mãe a e altera seu sabor, o que pode afetar o ganho de peso do bebe. Portanto, é 
altamente recomendável não fumar durante a amamentação. Se uma mulher não 
consegue pararde fumar apesar de seus melhores esforços, alguns cuidados podem 
ser tomados para minimizar os possíveis danos à criança: fume o menos possível e 
não exponha a criança à fumaça do cigarro. Embora as mulheres sejam 
desencorajadas a fumar durante a amamentação, acredita-se que os riscos de fumar 
e amamentar são menores do que os riscos de os filhos pararem de fumar. As 
mulheres fumantes encontram unidades de saúde e participam do plano nacional 
antitabagismo do SUS para o tratamento da dependência do cigarro. Adesivos para 
não fumantes e goma de mascar podem ser usados durante a amamentação. 
 Medicamentos de uso próprio - Certos medicamentos, ervas, chás e ervas 
não devem ser usados por mulheres que amamentam porque podem passar para o 
leite e afetar a criança. Muitas vezes, eles podem ser substituídos por outros produtos 
que são menos arriscados para crianças e / ou amamentação. Mas é importante saber 
que a maioria dos medicamentos, incluindo antibióticos, pode ser tomada por 
mulheres que amamentam. Portanto, a mulher deve consultar um profissional de 
saúde antes de tomar qualquer tipo de medicamento durante a amamentação. 
 Ingerir qualquer bebida alcoólica - as mulheres não devem beber álcool 
durante a amamentação, porque além de reduzir a secreção de leite, o álcool entrará 
rapidamente no leite materno. Contanto que o sangue da mãe contenha álcool, ele 
permanecerá no leite materno. O efeito do consumo de álcool transmitido pelo leite 
 
13 
 
materno nas crianças não é claro, mas acredita-se que afete seu desenvolvimento. 
Se a mãe eventualmente beber álcool, a quantidade de álcool consumida deve ser 
limitada a 240 mililitros de vinho ou duas latas de cerveja, e ela deve esperar pelo 
menos 2 horas antes de poder retomar a amamentação, ou tirar e descartar seu leite 
materno durante este período. Como a criança nem sempre pode esperar por esse 
momento, a melhor maneira é não beber ou retirar o leite do peito e depois beber 
álcool para a criança beber. O melhor é usar um copo para eliminar o álcool do corpo 
durante o período em que a mulher deve esperar. (BRASIL, 2019) 
Algumas dificuldades comuns na amamentação e o que você pode fazer: 
 A demora na descida de leite - Para algumas mulheres, a "perda de leite" ou 
a apojadura podem demorar mais para ocorrer. A cesárea eletiva (mulheres não dão 
à luz conforme planejado) foi identificada como um fator relacionado ao retardo na 
eliminação do leite por fatores hormonais, dificultando a amamentação na primeira 
hora de vida, bem como o parto prematuro e a obesidade materna. 
 O que pode ser feito: Nessas situações, é fundamental que as mulheres se 
sintam confiantes e apoiadas por sua família e redes de apoio. Algumas medidas 
podem ajudar, principalmente colocar o beber para sugar com frequência para 
estimular os seios. Mas o apoio profissional é essencial. 
 Crianças que têm dificuldade para sugar no início - Alguns bebês têm 
dificuldade para começar a amamentar nos primeiros dias de vida. Às vezes, não 
sugam, resistem ao seio, choram, viram o rosto ou se jogam para trás quando 
colocadas para mamar. Alguns bebes tentam sugar, mas não conseguem agarrar os 
mamilos e aréola, alguns pegam nos seios, mas não conseguem segurar, outros 
recusam um dos seios ou estão com muito sono. Às vezes, a causa pode estar 
relacionada ao uso de mamadeira, silicone e chupeta, ou mesmo dor causada pelo 
posicionamento, por exemplo, quando a clavícula do bebê é fraturada. Isso irá 
desencorajar as crianças que não conseguem sugar seus seios adequadamente ou 
abrir a boca, impedindo assim o apego. Quando os seios são muito grandes, 
rechonchudos ou "petrificados" ou quando os mamilos estão invertidos, protuberantes 
ou muito planos, o bebê pode ter dificuldade para segurar a aréola (a parte escura da 
mama ao redor do mamilo / mamilo) 
 
14 
 
 O que pode ser feito: parar de usar mamadeiras, silicone e chupetas; usar 
suportes para seios muito grandes; melhorar a pega e mudar a posição do bebê 
durante a amamentação podem ser medidas úteis. Quando uma criança tem 
dificuldade para sugar, recomenda-se bombear de 6 a 8 vezes manualmente ou com 
uma bomba tirar leite ao longo do dia, usar um copo ou colher para dar o leite ao bebê. 
Isso pode ajudar a produzir leite materno até que a criança comece a sugar melhor. É 
importante que logo após o nascimento do bebê, os profissionais de saúde observem 
a amamentação e verifiquem se o bebê tem a língua presa que dificulta a 
amamentação. Os profissionais de saúde são essenciais para ajudar a determinar a 
causa das dificuldades iniciais da amamentação e orientar as condutas mais 
adequadas. 
 Mamilos planos ou invertidos - Mamilos planos ou invertidos podem dificultar 
a amamentação, mas podem não impedir a amamentação porque a criança também 
pegará a aréola, não apenas o mamilo. É vital que as mulheres se sintam confiantes 
e recebam ajuda de todos, especialmente de familiares e profissionais de saúde. 
 O que pode ser feito: No pré-natal, não é recomendado exercitar os mamilos 
nem utilizar buchas e seringas para esticá-los, pois essas operações são ineficazes e 
pode machuca-los. Não é recomendado o uso de chupeta de silicone após o parto; 
em vez disso, ajude seu bebê a segurar o mamilo e a aréola e tente diferentes 
posições para facilitar a pega. Se os seios estiverem muito cheios, antes de iniciar a 
amamentação, pode ser útil massagear os seios e extrair um pouco de leite para 
amolecer a aréola. 
 Mamilos doloridos e/ou machucados – Nos primeiros dias após o parto, a mãe 
pode sentir dor nos mamilos ou algum desconforto no início da amamentação. Mesmo 
que as mamas não estejam feridas, isso pode ser considerado normal porque a 
sensibilidade das mamas aumenta no final da gravidez e quando amamentação 
começa. Na amamentação após a primeira semana, a persistência da dor é um sinal 
de alerta. Dor nos mamilos causada pela pega do bebê e / ou postura inadequada 
para amamentar é a causa mais comum de dor. Outros motivos podem ser mamilos 
achatados ou invertidos; o frênulo da língua curto (frênulo lingual) leva a problemas 
de sucção infantil; o bebê ficar muito tempo sugando o peito após as mamadas sem 
 
15 
 
retirar leite, como se o mamilo fosse uma chupeta; Uso inadequado das bombas de 
extração leite; entre outros. 
 O que pode ser feito: A maneira ideal de evitar lesões no mamilo é dar atenção 
suficiente para que o bebê segure bem. Também é útil evitar sabão, álcool ou qualquer 
outro produto nos mamilos. Se o seio estiver muito cheio e difícil de o beber pegar, 
você pode massagear o seio e tirar um pouco de leite antes de mamar. Alguns 
procedimentos podem ser usados para reduzir a dor: mudar a posição de alimentação 
para diminuir a pressão sobre o ponto de dor; iniciar a amamentação nas mamas não 
feridas ou menos doloridas. Se a mulher não consegue tolerar a dor, ela pode 
interromper temporariamente o suprimento de uma das mamas e remover 
manualmente o leite da mama para evitar outros problemas, como ingurgitamento 
mamário, também conhecido como "leite empedrado", ou mastite, o nome é dado para 
inflamação da mama. 
 “Pouco leite” – A razão mais comum para fornecer leite de vaca e alimentos 
às crianças é a sensação de que há pouco leite. É importante saber que, desde que 
a criança mama regularmente, dure bastante tempo e com a pega adequada, a 
maioria das mulheres produzirá leite suficiente para estimular a secreção de leite e 
esvaziar o seio. O choro ou outras reações insatisfatórias do bebê, e a ausência de 
evacuações por alguns dias, não significa necessariamente que a mãe não tenha leite 
suficiente. Se o bebê está satisfeito depois de comer; responde positivamente aos 
estímulos; urina várias vezes ao dia (pelo menos 6 vezes); e, principalmente o 
crescimento, ganho de peso e desenvolvimento normal e a quantidade de leite 
produzido pela mulhernão é problema, portanto, o leite fornecido é suficiente. 
 O que pode ser feito: Algumas medidas podem ajudar a aumentar a produção 
de leite, como melhorar a postura e a pegada quando necessário; aumentar a 
frequência da alimentação, inclusive à noite; oferecer as duas mamas durante a 
amamentação; massagear as mamas durante a amamentação; tirar com a bomba ou 
manualmente o leite restante na mama ; dar tempo para o bebê mamar muito em uma 
mama antes de mudar para outra; incentivar a criança a mamar, tocar nos pezinhos e 
conversar com ele, se ele estiver com sono retirar um pouco da roupa; evita usar 
mamadeiras, chupetas e bicos de silicone; fazer uma alimentação saudável; beber 
água suficiente para matar a sede; descansar o máximo possível. Há controvérsias 
 
16 
 
quanto ao uso de medicamentos para aumentar a produção de leite, sendo importante 
consultar um profissional de saúde para avaliar cada situação. Independentemente da 
situação, as mulheres precisam e devem obter suporte da sua rede de apoio e dos 
profissionais de saúde para manter a amamentação (BRASIL, 2019). 
 
Condições que justificam contraindicar a amamentação 
permanentemente 
Infecção pelo HIV Se a alimentação substituta é 
aceitável, factível, acessível, 
sustentável e segura 
Condições que justificam contraindicar a amamentação 
temporariamente 
Doenças maternas graves Septicemia ou outras 
condições clínicas que 
impedem a mãe de cuidar do 
seu filho 
Vírus do Herpes simples tipo 1 Deve ser evitado o contato 
direto entre as lesões 
mamárias da mãe e a boca do 
bebê até que as lesões 
estejam curadas. 
 
Doença de Chagas Na fase aguda da doença ou 
quando houver sangramento 
mamilar evidente. 
 
Uso de alguns medicamentos 
como: drogas sedativas, 
psicoterápicas, antiepilépticas 
e opiáceos e suas combinações 
Provocam efeitos colaterais 
tais como tontura e 
depressão respiratória. Se 
possível buscar alternativas 
de drogas compatíveis com a 
amamentação 
 
Uso de radiofármacos como o 
Iodo-131 radioativo 
A mãe pode voltar a 
amamentar cerca de dois 
meses após o uso. Esta 
substância pode ser evitada, 
uma vez que existem 
alternativas mais seguras 
 
Uso em excesso de iodo ou 
iodo tópico (ex. povidone-
iodato) 
Pode resultar em 
anormalidades eletrolíticas 
ou supressão da tireoide no 
bebê. Recomendam-se usar 
 
17 
 
alternativas mais seguras e 
manter a amamentação 
 
Uso de medicamentos 
antineoplásicos 
Interromper a amamentação 
durante a terapia 
 
Álcool, opiáceos, 
benzodiazepínicos e maconha 
(cannabis) 
Podem causar sedação tanto 
na mãe como no bebê. 
As mães devem ser 
incentivadas a não usar tais 
substâncias e ter apoio para 
abstinência 
Fonte: BRASIL (2018) 
Diante da impossibilidade do aleitamento materno, deve-se utilizar uma fórmula 
infantil que satisfaça as necessidades do lactente, conforme recomendado por 
sociedades científicas nacionais e internacionais (ESPGHAN, AAP e SBP). Todas as 
fórmulas infantis para lactentes disponíveis no Brasil são consideradas seguras, pois 
seguem as resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA RDC nº 
43 e 44/2011), que segue as quantidades de nutrientes do leite materno (MATTOS et 
al, 2018). 
E para as mães que necessitam voltar a trabalhar e não conseguem manter a 
demanda do bebe, é realizar a ordenha manual. Escolher um frasco de vidro com 
tampa plástica rosqueável e boca larga. Não utilizar potes com tampas de metal. Se 
for de algum produto alimentício, retirar toda a cola e papel do rótulo e de dentro da 
tampa. Lavar com água e sabão, esfregando e enxaguando bem. Ferver o vidro e a 
tampa, colocando-os em uma panela com água, por 15 minutos, a contar do início da 
fervura. Escorrer a água da panela e colocar o frasco e a tampa para secar de boca 
para baixo em um pano limpo ou papel toalha. Não enxugar. Deixar secar 
naturalmente. Quando estiver seco, fechar o frasco com a tampa e guardar em um 
recipiente fechado (BRASIL, 2021). 
 Retirar o leite depois que a criança mamar ou quando as mamas estiverem 
cheias, causando desconforto. Se a criança não estiver por perto, pensar nela é uma 
boa estratégia para auxiliar na descida do leite. Lavar as mãos e os braços até o 
cotovelo com bastante água e sabão. Lavar as mamas apenas com água. Secar as 
mãos e as mamas com toalha limpa ou papel toalha. Evitar falar durante a retirada do 
leite. 
 
18 
 
Para fazer a retirada manual do leite do peito massagear toda a mama, com as 
pontas dos dedos ou palma das mãos, de forma circular, começando pela parte escura 
da mama (a aréola) e subindo até a parte superior do seio. 
 
Fonte:saude.gov.br 
 
Aperte os dedos e empurre a aréola de volta para o corpo. Pressione 
suavemente um dedo sobre o outro, sem deslizar para dentro da aréola, e repita a 
ação até que o leite comece a escorrer. Não pressione com força, pois isso bloqueará 
a passagem do leite. O leite pode não sair no início, mas começará a pingar após 
algumas pressões. Incline-se para a frente e coloque os seios acima do abdômen para 
promover o fluxo do leite e aumentar o fluxo. Descarte o primeiro jato ou gotas. 
Comece a coletar. Pressione e solte, pressione e solte. Quando o fluxo de leite 
diminuir, massageie a mama alternadamente, repita a massagem e faça o ciclo várias 
vezes. 
O frasco com o leite retirado deve ser guardado no congelador ou freezer por 
até 15 dias (caso for doar para um Banco de Leite Humano, transportar antes desse 
prazo) ou na prateleira mais próxima ao congelador da geladeira por até 12 horas. Se 
ultrapassar esses prazos de armazenamento, o leite deverá ser descartado. Tampar 
bem o frasco com leite, anotar a data da retirada com caneta em uma etiqueta ou 
esparadrapo e colar no frasco. 
A criança só deve receber leite materno obtido da mãe. Se a criança nascer 
prematuramente, nascer com baixo peso e for hospitalizada, deverá receber leite 
 
19 
 
materno pasteurizado de banco de leite materno. Se o leite estiver congelado, 
coloque-o em uma vasilha com agua quente, mas com o fogo desligado para 
descongelar até que todo o gelo esteja dissolvido e líquido. O leite materno não deve 
ser fervido ou aquecido no microondas. Antes de remover, esterilize os utensílios para 
servir leite, como mamadeiras. Agite a garrafa suavemente para misturar bem o leite. 
Abra a mamadeira e coloque um pouco do leite do peito em um copo ou copo limpo 
(BRASIL, 2021). 
Acomodar a criança no colo, acordada e tranquila. Posicioná-la a mais sentada 
possível, com a cabeça firme e o pescoço alinhado ao corpo, não devendo ficar 
torcido. Encostar a borda do copo ou xícara no lábio inferior da criança e deixar o leite 
materno tocar o lábio. A criança fará movimentos de lambida, engolindo o leite. 
 
Fonte:brasil.babycenter.com 
Se preferir, utilizar uma colher para oferecer o leite. Não entornar o leite na boca 
da criança para evitar engasgo (BRASIL, 2021). 
Algumas dúvidas muitos comuns. 
Existe leite fraco? 
Todo leite materno é adequado, não é fraco. Não se pode julgar o leite materno 
por seu aspecto, cor ou sabor. A natureza garante que as mulheres, sejam elas 
magras, obesas, negras, pardas, brancas, indígenas, caboclas, pobres ou ricas, 
mesmo não possuindo uma alimentação adequada, produzam leite com calorias, 
 
20 
 
nutrientes, vitaminas, sais minerais, anticorpos, água e todo o resto em quantidades 
adequadas. 
O leite produzido é suficiente para a criança? 
A maioria das mulheres tem capacidade de produzir leite suficiente para 
alimentar seu bebê. Por diversas razões, no entanto, a produção de leite pode 
diminuir. Na maioria das vezes, essa situação pode ser revertida se manejada 
adequadamente. Por isso, sempre que a mulher achar que está com pouco leite, ela 
deve procurar profissionais de saúde para avaliar a situação e receber orientação. É 
muito comum o profissional constatar que o leite materno estásendo suficiente para 
atender as necessidades da criança, tranquilizando a família. 
Como saber se o bebê está recebendo leite materno suficiente? 
Para saber isso, deve-se prestar atenção a alguns sinais. Se o bebê é ativo e 
responde aos estímulos; se faz xixi várias vezes ao dia, no mínimo 6 vezes nas 24 
horas, urina de cor clara; e, principalmente, se está crescendo e se desenvolvendo 
adequadamente. Tudo isso leva a crer que a criança está bem e mamando em 
quantidade suficiente. Por isso, é fundamental o acompanhamento do ganho de peso 
da criança por meio da Caderneta da Criança. O número de vezes que a criança faz 
cocô em um dia pode variar muito; logo, não é um bom indicador para avaliar se a 
criança está recebendo leite materno suficiente. É considerado normal a criança em 
amamentação exclusiva fazer cocô várias vezes ao dia ou ficar alguns dias sem fazê-
lo. Comumente as fezes desse período são mais líquidas e amareladas 
Como saber se o choro do bebê é de fome? 
O bebê chora por diversas razões: ou porque está com sono, frio, calor, dor, 
cólicas, fraldas sujas; ou porque está precisando de carinho e de atenção, aconchego, 
quer sugar; e, também, porque está com fome. Com o tempo, a mãe e as pessoas 
que cuidam da criança aprendem a interpretar o seu comportamento, identificando o 
que ela está precisando no momento do choro. Em caso de dúvidas, procurar um 
profissional de saúde. 
 Há problema em dar mamadeira à noite para a criança? 
 Oferecer mamadeira com fórmula infantil, outros leites ou até outros alimentos 
à noite para que a criança durma mais tempo é muito comum; porém, não é 
recomendado. Os riscos à saúde da criança e à própria amamentação não justificam 
 
21 
 
essa prática. Além disso, reduzir a oferta do peito pode diminuir a quantidade de leite 
produzida pela mulher. Dar o peito à noite estimula a produção do leite. 
 Fonte: BRASIL (2019) 
5 ALIMENTAÇÃO DOS 6 MESES AOS 2 ANOS DE IDADE 
 
Fonte:conquistesuavida.com.br 
O primeiro ano de vida é um período caracterizado por rápido crescimento e 
desenvolvimento. Até dois anos, o crescimento reflete as condições da vida 
intrauterina e de fatores ambientais, dentre os quais se destaca o estado nutricional. 
Dessa forma, alterações de crescimento nesse período têm como causa mais 
provável o déficit nutricional pregresso ou atual. O déficit de crescimento linear 
adquirido na infância é difícil de ser revertido após os dois anos; a alimentação dessa 
fase, portanto, tem repercussões ao longo de toda a vida do indivíduo (DIAS, FREIRE, 
FRANCESCHINI, 2010). 
Depois dos 6 meses de idade, as crianças precisam de mais nutrientes e outros 
alimentos devem ser fornecidos além do leite materno. Nessa idade, a maioria das 
crianças consegue mastigar antes mesmo do aparecimento do primeiro dente, mostra 
interesse em comida e gosta de participar de refeições em família. O cheiro, a cor 
 
22 
 
sabor e a textura dos alimentos são componentes importantes para toda a evolução 
da mastigação e do desenvolvimento. Além disso, a comida ajuda a formar uma 
identidade porque permite que as crianças aprendam mais sobre si mesmo e o 
ambiente em que vivem. Os hábitos alimentares da família, o que, como e quando as 
crianças comem, desempenham um papel importante no desenvolvimento de hábitos 
de vida saudável e afetarão sua relação com a comida. (BRASIL,2019). 
A demanda nutricional do lactente é prontamente atendida pelo aleitamento 
materno exclusivo até os seis meses de vida. A partir daí torna-se necessária a 
introdução da alimentação complementar, visando o fornecimento de energia, 
proteínas, vitaminas e minerais. A adequação nutricional dos alimentos 
complementares é fundamental na prevenção de morbimortalidade na infância, 
incluindo a desnutrição e o sobrepeso. Nos últimos anos têm ocorrido avanços 
importantes na promoção da amamentação, no entanto a promoção da alimentação 
complementar tem menores progressos. Nesse contexto, atingir a alimentação 
adequada das crianças na primeira infância deve ser um componente essencial da 
estratégia global para a segurança alimentar de uma população (DIAS, FREIRE, 
FRANCESCHINI, 2010). 
A introdução dos alimentos complementares deve ser feita devagar e com 
paciência, deve-se observar que as crianças recusam as primeiras ofertas de 
alimentos, pois tudo é novo: a colher, a consistência dos alimentos e o sabor, há 
crianças que se adaptam com facilidade e que aceitam muito bem esse processo de 
inserir alimentos novos, outros demoram mais, e esse fato não deve causar medo e 
apreensão às mães, no início da introdução dos alimentos a quantidade que a criança 
ingere pode ser pequena. Se a criança mostrar sinais de fome após comer, ela pode 
ser amamentada. 
Como o próprio nome diz, o objetivo da alimentação complementar é 
complementar o leite materno. Por isso, a alimentação oferecida deve ser rica em 
vitaminas e minerais, principalmente ferro e zinco. A alimentação complementar é 
constituída por dois tipos de refeições: frutas (antigamente denominada de papa de 
fruta); e papinha principal (antigamente denominada de papa salgada). Até completar 
7 meses, o bebê precisa receber 3 refeições (1 papinha principal e 2 de frutas). 
Depois, deve-se acrescentar 1 papinha principal, sempre complementando com leite 
 
23 
 
materno ou fórmula láctea. Deve-se iniciar com consistência pastosa e 
gradativamente aumentar a consistência até ficar em pedacinhos. (BRASIL, 2016) 
A papinha principal deverá ser composta por 6 grupos alimentares, conforme 
quadro de sugestões abaixo: 
 
Fonte:bibliotecadigital.mpf.mp.br 
Ofereça os alimentos separados para que a criança teste e conheça cada sabor 
e textura. No aspecto nutricional (oferta calórica e de nutrientes), não existe diferença 
em oferecer os alimentos separados ou misturados, entretanto, a oferta dos alimentos 
misturados torna a criança mais seletiva no futuro. Além disso, a apresentação da 
refeição com os grupos alimentares separados é muito mais atrativa. 
Esses grupos alimentares devem ser introduzidos na alimentação do bebê de 
forma gradativa, para o bebê ir se acostumando aos poucos com os diferentes 
sabores. 
 
 
24 
 
 
Fonte:bibliotecadigital.mpf.mp.br 
 
É importante também que a criança receba água entre as refeições, a água 
fornecida deve ser a mais limpa possível (tratada, filtrada e fervida). O Ministério da 
Saúde recomenda que as refeições oferecidas às crianças sejam de alimentos in-
natura e sejam provenientes diretamente de plantas ou animais e que nao foram 
processados alterados após saírem da natureza ou minimamente processados, que 
não foram limpos, ou removidas as partes que não estão ideias para consumo, que 
não foram, cortados, fracionados , secados, fermentados, pasteurizados, resfriados, 
congelados e ou processos semelhantes que não envolvam a adição de gorduras, 
óleos, sal, açúcar ou outras substâncias ao alimento original. 
A alimentação complementar pode ser chamada de transição, quando especial-
mente preparada para a criança pequena até que ela possa receber alimentos na 
mesma consistência dos consumidos pela família (em torno dos 9 a 11 meses de 
idade). Alimentos utilizados pela família (modificados ou simplesmente alimentos da 
família) são aqueles do hábito familiar; devem ser oferecidos, inicialmente, em forma 
de papa, passando para pequenos pedaços e, após os 12 meses, na mesma 
 
25 
 
consistência consumida pela família. É de extrema importância a avaliação, pelo 
pediatra e/ou nutricionista, sobre a qualidade dos alimentos consumidos pela família, 
e do uso de condimentos que não são permitidos para o lactente. Vale ressaltar que 
temperos “in natura” como salsinha, cebolinha, manjericão, alecrim, tomilho, sálvia, 
coentro dentre outros são permitidos na elaboração de preparações (BRASIL, 2018). 
Alguns exemplos desses alimentos são os legumes, verduras, frutas,batata, 
mandioca e outras raízes e tubérculos in natura ou embalados, fracionados, 
refrigerados ou congelados; arroz branco, integral ou parabolizado, a granel ou 
embalado; milho em grão ou na espiga, grãos de trigo e de outros cereais; feijão de 
todas as cores, lentilhas, grão de bico e outras leguminosas; cogumelos frescos ou 
secos; carnes de gado, de porco e de aves e pescados frescos, resfriados ou 
congelados; ovos; e água potável. Para facilitar alimentação do bebê, o Blog da Saúde 
apresenta sugestões de esquema alimentar e cardápio. 
Ao completar 6 meses, crianças amamentadas e não amamentadas devem 
receber: 
 
 
26 
 
As frutas, os legumes e as verduras da época são mais baratos, mais frescos 
e mais nutritivos. Mas procure variar estes alimentos, isso garantirá o fornecimento 
adequado de vitaminas e minerais necessários para uma boa saúde e um crescimento 
adequado. 
Os sucos naturais podem ser usados nos intervalos das refeições principais, e 
não em substituição a elas, em uma dose pequena. 
ESTAÇÃO DO ANO FRUTAS VERDURAS E LEGUMES 
VERÃO 
Abacaxi, abacate, ameixa, 
banana, caju, figo, goiaba, 
jaca, laranja, limão, manga, 
maracujá, melancia, maçã, 
melão, pera e uva 
Agrião, escarola, repolho, abóbora, 
abobrinha, alcachofra, alho, batata, batata 
doce, berinjela, cenoura, chuchu, jiló, 
mandioca, milho verde, broto de feijão, 
nabo, pimentão, quiabo e rabanete 
OUTONO 
Abacate, banana, caqui, 
goiaba, jaca, laranja, limão, 
maçã, maracujá, melancia, 
pera e tangerina 
 
Acelga, alface, repolho, abóbora, 
abobrinha, batata, batata-doce, berinjela, 
brócolis, chuchu, mandioca, nabo, 
pimentão, quiabo, rabanete, tomate e 
vagem 
INVERNO 
Banana, laranja, limão, 
mamão, melão, morango, 
pera, tangerina 
Acelga, alface, almeirão, couve, espinafre, 
mostarda, repolho, abóbora, abobrinha, 
batata, batata-doce, berinjela, brócolis, 
cenoura, couve-flor, ervilha, mandioca e 
nabo 
PRIMAVERA Banana, caju, laranja, 
melão, morango e pêssego 
Alface, almeirão, chicória, escarola, 
repolho, abóbora, abobrinha, alcachofra, 
batata, berinjela, beterraba, cenoura, 
chuchu, couve-flor, ervilha, mandioquinha, 
nabo e vagem 
FONTE: Adaptado da cartilha de orientação aos pais: alimentação infantil. 
Incentivar a autonomia da criança é fundamental para construir uma boa 
relação com a comida. Esse exercício pode acontecer em situações do cotidiano 
relacionadas a alimentação, como escolher entre opções saudáveis de alimentos; 
experimentar novos gostos, cheiros e texturas; tentar comer sozinha; entre outras. A 
criança demonstra quando quer se alimentar, quando quer continuar se alimentando 
ou quando já está satisfeita. Cabe aos adultos preparar um ambiente favorável para 
que isso aconteça, apresentar alimentos saudáveis e adequados, respeitar o tempo 
cada criança, estar atentos aos sinais de fome e saciedade, bem como a outras 
reações, e não oferecer alimentos ultraprocessados. Permitir que a criança seja 
 
27 
 
protagonista da sua história com a alimentação é respeitar a individualidade e 
singularidade deste momento tão importante para formação de cada indivíduo 
(BRASIL, 2014). 
Na oferta das primeiras papinhas é comum a criança colocar a língua para fora 
como se estivesse cuspindo o alimento. Isso ocorre devido ao reflexo de protrusão, 
ainda presente nos bebês na fase de introdução da alimentação. A criança pode levar 
de duas a três semanas para se adaptar e isso é completamente normal. É necessária 
uma exposição de 8 a 10 vezes do mesmo alimento para que ele seja bem-aceito pela 
criança. Por isso, tenha muita paciência. Nunca force o bebê a comer. Deixe que esse 
processo ocorra da forma mais natural possível, respeitando sempre a aceitação do 
seu filho. 
 Primeiramente, é importante avaliar se a falta de apetite da criança é 
orgânica (dentes nascendo, gripe, febre etc.) ou comportamental. 
 Falta de apetite orgânica: quando a criança está doentinha, é normal a falta 
de apetite. Nesses momentos, é importante estimular a criança a se alimentar, 
oferecendo seus alimentos favoritos (dentre os saudáveis), respeitando sempre 
sua aceitação. Algumas dicas para essas situações: 
 Dentes nascendo: oferecer as refeições principais em temperatura ambiente 
e as frutas mais geladinhas. Modificar a textura dos alimentos para consistência 
mais pastosa. 
 Gripe e febre: oferecer muita água para auxiliar na hidratação. Aumentar a 
oferta de alimentos ricos em vitamina C e com propriedades anti-inflamatórias 
tais como: maçã, mamão, laranja-lima, goiaba, abacate, abóbora, brócolis, 
agrião, inhame e peixe. 
 Diarreia: oferecer muita água para auxiliar na hidratação. Diminuir a oferta 
de alimentos laxantes e aumentar a oferta de alimentos constipantes. 
 
28 
 
 Veja alguns exemplos: 
Fonte:bibliotecadigital.mpf.mp.br 
Em alguns casos, as crianças deixam de comer para chamar a atenção ou para 
conseguir alguma coisa. Por isso, quando a falta de apetite é comportamental, a 
atenção nas estratégias para fazer a criança comer é fundamental. 
Tenha paciência, siga uma rotina alimentar, mesmo nos fins de semana. 
Alimente a criança em local apropriado. Nunca ofereça os alimentos para a criança 
em frente à televisão ou outros equipamentos eletrônicos Atenção à consistência das 
papinhas: comece com consistência pastosa e evolua gradativamente até ficar em 
pedacinhos. Não bata no liquidificador nem passe na peneira. Respeite o limite da 
criança. Não há necessidade de forçar quando se percebe que a criança não quer 
mais comer. Ela precisa aprender o limite de saciedade. Após os 6 meses, a 
capacidade gástrica da criança é de 20 g a 30 g (1 colher de sopa rasa) por Kg de 
peso do bebê. Mais do que isso não cabe. Varie ao máximo as preparações. Estimule 
a criança a pegar os alimentos com a mão. Práticas de coerção (castigos) e 
gratificação (prêmios) são desaconselhadas. Nunca force a criança a comer, estimule-
a. Não substitua as refeições por lanches ou leite e não ofereça alimentos 
industrializados. Se o seu filho não come bem com você, peça para outra pessoa 
oferecer a refeição. Faça refeições em família. Quando a criança observa outras 
pessoas comendo, isso pode estimular o apetite. (BRASIL, 2016) 
Alimentos que o bebe não deve consumir, açúcar e alimentos à base deste, tais 
como: refrigerantes, balas, sucos industrializados, gelatina, cereais açucarados. 
 
29 
 
Enlatados, embutidos, frituras, salgadinhos, alimentos com conservantes e aditivos 
comerciais. O consumo desses alimentos aumenta o risco de sobrepeso e obesidade, 
além de prejudicar o paladar do bebê que está em fase de formação. O ideal é 
introduzir o açúcar (mesmo mascavo, melado, mel) somente depois de dois anos e 
sempre com moderação. Leite e derivados: não são recomendados antes de 12 
meses de idade. Castanhas e frutos do mar: devido a maior risco de alergia, não 
devem ser oferecidos antes de 12 meses. Mel: deve ser evitado até 12 meses de 
idade, devido ao risco de contaminação com Clostridium botulinum. Depois de 12 
meses, a criança já pode consumir a “alimentação da família”, mas é preciso avaliar 
como está a alimentação de todos os familiares da criança, pois ela aprende pelo 
exemplo, olha os pais e irmãos comendo e imita. Isso ocorre porque a criança quer 
fazer parte do grupo em que está inserida. (BRASIL, 2019) 
A partir dos 6 meses, quando começa a alimentação com outros alimentos que 
não o leite materno, prestar atenção e respeitar os sinais de fome e saciedade que 
são fundamentais para o aprendizado da nutrição da criança e seu desenvolvimento 
global. Ao reconhecer estes sinais, a pessoa que cuida da criança responde de forma 
positiva, amorosa e respeitosa, dando comida à criança quando ela parece estar com 
fome, e não forçando quando ela demonstra estar satisfeita. Não se deve forçar a 
criança a comer tudo, pois, isso pode prejudicar acapacidade de controlar a saciedade 
e levar ao ganho de peso excessivo. Então resumindo, a melhor dica no geral é, se a 
criança demostra que ainda quer comer mais, deve oferecer mais comida, se ela 
demonstrar está satisfeita e não quiser mais comer, não deve insistir ou forçar ela a 
comer. Preste atenção ao ritmo da alimentação e comportamento da criança. Se ela 
pode se distrair com alguma coisa e parar de comer antes de estar saciada, ela pode 
acabar aceitando mais comida depois de um tempo. Para diferenciar estas situações 
é preciso conhecer suas reações. 
 
30 
 
Os sinais de fome e saciedade variam de acordo com a idade: 
6 ALIMENTAÇÃO APÓS OS DOIS ANOS DE IDADE 
A partir dos dois anos de idade, cabe à mãe decidir se quer continuar 
amamentando, pois, o papel protetor e nutricional mais importante foi cumprido. Em 
dois a quatro anos, o crescimento estrutural e o ganho de peso se estabilizaram. 
Portanto, nesta fase, em comparação com o zero a dois anos e a fase escolar (sete a 
dez anos), as necessidades energéticas são menores, e a fase escolar é 
caracterizada por elevadas necessidades nutricionais e de crescimento. Na escola, é 
comum que as crianças tenham um gasto energético elevado devido ao metabolismo, 
que é mais intenso do que o dos adultos. Além disso, as pessoas dessa idade têm 
atividades físicas e mentais intensas. Portanto, a perda comum de apetite na pré-
escola é substituída por um apetite ganancioso. Nessa idade, também é comum 
 
31 
 
reduzir a ingestão de leite e, portanto, limitar o fornecimento de cálcio. As mães devem 
prestar atenção para compensar a falta de ingestão de leite por meio de outros 
alimentos ricos em cálcio. A partir dos dois anos é importante o desenvolvimento de 
hábitos saudáveis, que em grande parte dependem dos hábitos alimentares da 
família, pois a observação e imitação dos alimentos escolhidos pelos familiares ou 
outras pessoas e crianças podem levar à formação das preferências das crianças que 
vivem em seu ambiente. 
Por volta dos 4 anos, as crianças serão mais capazes de escolher alimentos 
com base no sabor, cor, experiência sensorial e textura, e mostrarão menos vontade 
de experimentar novos alimentos. Uma vez que essas escolhas afetarão os padrões 
alimentares futuros, é importante que, como no estágio anterior, a criança experimente 
os alimentos de 8 a 10 vezes em momentos diferentes e diferentes tipos de 
preparações, mesmo que a quantidade seja pequena, para que ela possa decidir 
absolutamente gosto ou não gosto deste tipo de comida. Mudanças no apetite das 
crianças também são comuns e variam de dia para dia. No entanto, não é 
recomendado forçar as crianças a comerem por extorsão, como oferecendo prêmios 
ou punições, por exemplo: "Se você comer cenoura, vai ganhar um pedaço de 
chocolate" ou "Se você não comer tudo, não vai poder assistir TV." Porque, dessa 
forma, os pais dirão aos filhos que hábitos saudáveis são um castigo e que hábitos 
prejudiciais à saúde são gratuitos. Nessa idade, a prevalência de anemia ferropriva é 
alta, portanto, é de extrema importância que os cuidadores estejam atentos quanto à 
suplementação adequada de ferro através da dieta. Alguns destes alimentos estão 
listados no quadro abaixo. A partir dos dois anos, é importante fornecer pelo menos 
três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Nas 
crianças, na adolescência e na idade adulta, evite pular refeições, comendo devagar, 
mastigue bem, assim apreciando a refeição e prevenindo a obesidade na infância, na 
adolescência e na vida adulta. 
Quadro: Alimentos que são fonte de ferro 
 
Alimentos Quantidade (100g) Ferro 
(mg) 
Fontes de ferro heme 
 
32 
 
Carne de gado cozida (lagarto) 1 bife médio 1,9 
Carne de gado cozida (contrafilé sem 
gordura) 
1 bife médio 2,4 
Carne de gado cozida (patinho sem 
gordura) 
1 bife médio 3,0 
Frango cozido (coxa sem pele) 2 unidades grandes 0,8 
Frango cozido (peito sem pele) 1 pedaço médio 0,3 
Frango cozido (sobrecoxa sem pele) 2 unidades pequenas 1,2 
Coração de frango cozido 12 unidades grandes 6,5 
Peixe cozido 1 filé médio 0,4 
Carne de porco (bisteca grelhada) 1 pedaço médio 1,0 
Carne de porco (costela assada) 1 pedaço médio 0,9 
Fígado de boi cozido 1 bife médio 5,8 
Fígado de galinha 2 unidades médias 9,5 
Fontes de ferro não heme 
Ovo 2 unidades 1,5 
Feijão preto cozido 1 concha média 1,5 
Beterraba cozida 4 fatias grandes 0,2 
Beterraba crua 5 colheres das de sopa 
cheias de beterraba 
ralada 
0,3 
FONTE: Adaptado dos cadernos de Atenção Básica, n. 23. 
Essas refeições devem pertencer a diferentes categorias de alimentos, 
incluindo os cereais (arroz, milho, trigo, pães, massas); os tubérculos (batata, batata-
doce, batata salsa aipim/mandioca, cará, inhame); frutas, verduras e legumes. 
Fornecer fontes diárias de vitaminas, minerais e fibras é importante para a proteção 
da saúde, e ajuda reduzir o risco de várias doenças. Feijão e arroz formam um par 
incomparável, são uma combinação perfeita de proteínas e fibras, devendo ser 
consumidos pelo menos uma vez por dia ou pelo menos cinco vezes por semana. 
Para variedades, você pode usar feijão em vez de lentilhas, grão de bico, ervilhas 
secas ou soja. 
Leite e produtos lácteos (leite fermentado, iogurte, queijo com baixo teor de 
gordura) são fontes importantes de cálcio. Carnes, aves, peixes ou ovos são fontes 
de proteína. Ao preparar os alimentos, remova a gordura da superfície do frango e do 
frango e evite comer alimentos gordurosos. Dando preferência aos assados, 
 
33 
 
grelhados ou cozidos. Uma lata de óleo por mês é suficiente para uma família de 
quatro pessoas. E use sal com moderação, pois quantidades excessivas podem levar 
ao aumento da pressão arterial (hipertensão). Uma maneira de ajudar é usar temperos 
naturais frescos como cebola, alho, salsinha, cebolinha e sucos de frutas como limão, 
laranja, ponkan ou mexerica. Essas especiarias e sucos são uma fonte de vitaminas 
e minerais e também são importantes para o crescimento das crianças. Eles são 
um excelente substituto do sal. Evite o consumo de sucos artificiais, refrigerantes, 
bolos, biscoitos recheados, sobremesas doces, enlatados, temperos prontos, 
salsicha, linguiça, salame, mortadela e preparações fritas ou à milanesa (carne ou 
outro alimento passado no ovo e na farinha e depois colocado para fritar). 
Lanches, sobremesas e doces podem ser servidos até duas vezes por semana. 
Porque quantidades excessivas desses alimentos podem levar ao ganho de peso, 
cárie dentária e outras doenças. A ingestão de água é muito importante para o 
funcionamento normal do corpo incluindo o intestino. Sendo necessário ingerir de seis 
a oito copos de água por dia. O cuidador deve incentivar a criança a beber água entre 
as refeições. Além disso, pratique pelo menos 30 minutos de atividades todos os dias, 
seja caminhar, andar de bicicleta, passear com o cachorro, jogar bola, jogar 
amarelinha, esconde-esconde, correr, dançar, pular corda, fazer algum tipo de 
exercício ou esportes. Lembre-se, as crianças crescem brincando. Em particular, não 
deixe seus filhos perderem muito tempo assistindo TV, jogando videogame ou 
computador. Como mencionado anteriormente, você não deve recompensar os doces, 
porque isso pode fazer você pensar que os doces são mais valiosos e populares do 
que os vegetais e o feijão. Quando as crianças se recusam a almoçar ou jantar, essas 
refeições não devem ser substituídas por leite, biscoitos, iogurte, chocolate, etc. Este 
prato deve ser guardado na geladeira (em um recipiente coberto) e, quando a fome 
voltar, deve ser aquecido e servido novamente. 
Por outro lado, a punição poderá criar ansiedade e sofrimento toda vez que for 
o horário de comer. Mas a atitude deve ser firme, a criança sabe até onde precisa ir 
para conseguir o que quer. No início, é natural que ela chore e fique com raiva,mas 
você não deve fazer o que ela pede, pois isso intensificará o comportamento negativo 
nas próximas vezes. Essas dicas não se aplicam quando seu filho está doente. 
 
34 
 
É importante não sucumbir às pressões que a mídia faz, não comprando 
alimentos não saudáveis e inadequados para o seu filho A criança deve entender 
quais alimentos são bons para ela e, para isso, os pais devem ensiná-los todos os 
dias. Um método é levar as crianças ao mercado ou área de plantio rural para 
estimular a curiosidade, permitindo que aprendam sobre frutas, legumes e verduras. 
Outro método é levá-las à cozinha e ajudá-las a preparar uma salada ou outros pratos 
saudáveis. Hábitos alimentares saudáveis e adequados podem reduzir o risco de 
desnutrição, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e certos tipos de 
câncer. 
7 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 
 
Fonte:viacarreira.com 
A idade escolar caracteriza uma fase de transição entre infância e adolescência 
e compreende crianças na faixa etária de 7 a 10 anos. Esse é um período de intensa 
atividade física, ritmo de crescimento constante, com ganho mais acentuado de peso 
próximo ao estirão da adolescência. Observa-se também uma crescente 
independência da criança, momento em que começa a formar novos laços sociais 
com adultos e outros indivíduos da mesma idade. Essas transformações, aliadas ao 
processo educacional, são determinantes para o aprendizado em todas as áreas e o 
estabelecimento de novos hábitos. Além da grande importância da família, a escola 
passa a desempenhar papel de destaque na manutenção da saúde (física e psíquica) 
 
35 
 
da criança. Durante a fase escolar, o ganho de peso é proporcionalmente maior ao 
crescimento estatural. As crianças se tornam mais fortes, mais rápidas e bem mais 
coordenadas. É importante, portanto, o incentivo à prática de atividades físicas 
lúdicas, como as brincadeiras. Cerca de 10% das brincadeiras livres dos escolares, 
nas áreas recreativas, são atividades impetuosas, vigorosas, que envolvem lutas e 
perseguições, entre outras (WHO, 2019). 
A maioria dos dentes permanentes aparece nessa idade. Os dentes decíduos 
começam a cair em torno dos 6 anos e são substituídos pelos permanentes, numa 
taxa de cerca de quatro dentes por ano, durante os 5 anos seguintes. Nessa época, é 
de fundamental importância uma dieta adequada e a correta higienização da boca. 
Dependendo do padrão dietético e da prática de atividade física, a longo prazo as 
crianças podem modificar a composição do seu corpo, com risco de desenvolvimento 
de obesidade ou aumento da gordura corporal. A qualidade e a quantidade da 
alimentação são determinantes para a manutenção da velocidade de crescimento, 
que deve ser constante e adequada para que o estirão da puberdade e a saúde física 
e psicossocial sejam satisfatórios. Esse período é considerado vulnerável e 
importante, em função da maior independência da criança, que pode modificar hábitos 
adquiridos por influência do meio e de sua maior capacidade cognitiva e autonomia 
(BRASIL, 2016). 
A criança na idade escolar deve, então, ter uma boa formação em termos de 
educação alimentar. A escola pode contribuir nesse processo, orientando-a sobre as 
escolhas corretas dos alimentos e sobre optar por uma melhor qualidade de vida. 
Educá-la quanto aos riscos que hábitos alimentares e estilo de vida inadequados 
podem representar à saúde. Estudos têm mostrado que desordens de balanço 
energético são comuns nessa fase da vida, podendo haver excesso no consumo de 
alimentos calóricos e pouco nutritivos, além de incentivo negativo ou insuficiente para 
a realização de atividade física. Nesse período, os hábitos alimentares da família 
continuam a exercer influência sobre as práticas alimentares. Vem sendo reduzido no 
consumo de arroz, feijões, raízes e tubérculos, peixes e ovos (84%), e aumento no 
consumo de embutidos, refeições prontas e biscoitos. Tais resultados se refletem nos 
riscos de aumento da prevalência de doenças crônicas não-transmissíveis. O 
consumo de refrigerantes, sucos artificiais e bebidas à base de soja nos horários das 
 
36 
 
refeições e dos lanches pode comprometer a ingestão de cálcio. O consumo regular 
de refrigerantes fosfatados (bebidas tipo cola) pode contribuir para aumento da 
excreção urinária de cálcio, elevando suas necessidades e contribuindo para 
comprometimento da massa óssea (BRASIL, 2016). 
 À deficiência da ingestão de cálcio, soma-se o consumo de alimentos ricos em 
gordura, sal e açúcares, tais como “salgadinhos”, bolachas, lanches, produtos 
panificados que contêm gorduras trans e saturada, que aumentam o risco de 
desenvolvimento de doença cardiovascular. Além da deficiência sérica de cálcio, há 
também a deficiência de vitamina D, ocasionada pela falta de exposição solar, 
suplementação medicamentosa e erro alimentar. São poucos alimentos fontes de 
vitamina D, e as quantidades são pequenas. As deficiências de vitamina D e cálcio 
estão relacionada a retardo no crescimento, doenças autoimunes, cânceres, fraturas 
e desenvolvimento de osteoporose na vida adulta. 
 A adequação no consumo de sal, por meio da redução do sal de adição (< 5 
g/dia), dos enlatados, embutidos, salgadinhos e de condimentos industrializados, deve 
ser preconizada para que se diminua o risco de doenças futuras extremamente 
prevalentes em nosso meio, como a hipertensão arterial sistêmica. Escolares e 
adolescentes estão mais expostos a transtornos alimentares de distintas formas. Se 
por um lado há a preocupação da comunidade científica e dos próprios pais com o 
desenvolvimento da obesidade nos indivíduos de tenra idade, por outro deve-se 
atentar para o fato de que a preocupação excessiva ou malconduzida com o ganho 
de peso pode causar transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia. A 
diminuição do tempo e regularidade da atividade física e o uso de computadores em 
âmbito doméstico são dois outros fatores importantes para o sedentarismo e o 
aumento dos distúrbios nutricionais, entre eles a obesidade, na faixa etária estudada. 
Esse fato, além de contribuir para a inatividade física, pode dar causa a problemas 
psicológicos e emocionais (BRASIL, 2016). 
A televisão também tem sido apontada como uma das grandes fontes de 
sedentarismo e desenvolvimento de distúrbios relacionados à alimentação. A 
propósito, não são poucas as influências recebidas da mídia, que sugere hábitos 
alimentares desaconselháveis, em especial às crianças em idade escolar, com 
destaque para o consumo cada vez maior de lanches e guloseimas. Logo, medidas 
 
37 
 
preventivas e educativas devem ser tomadas para que as crianças e os adolescentes 
saibam escolher, com mais critério e consciência, a base de sua alimentação, sempre 
tendo em mente a prevenção de doenças crônico-degenerativas que podem aparecer 
no futuro. 
O cardápio deve respeitar os hábitos da família e as características regionais. 
O esquema alimentar deve ser composto por 5 refeições diárias, incluindo: café da 
manhã, almoço, lanche vespertino, jantar e lanche da noite. A distribuição aceitável 
de macronutrientes, grupo de alimentos e número de porções por dia. 
Diretrizes gerais para a alimentação do escolar: 
1. Ingestão de nutrientes para prover energia e nutrientes em quantidade e 
qualidade adequadas ao crescimento, ao desenvolvimento e à prática de atividades 
físicas. 
2. Alimentação variada, que inclua todos os grupos alimentares, conforme 
preconizado na pirâmide de alimentos, evitando-se o consumo de refrigerantes, balas 
e outras guloseimas. 
3. Priorizar o consumo de carboidratos complexos em detrimento dos simples 
(a ingestão de carboidrato simples deveria ser inferior a 25% do valor energético total, 
enquanto o total de carboidrato ingerido deveria ser de 50% a 55% do valor energético 
total). 
4. Consumo diário e variado de frutas, verduras e legumes (> 5 porções/dia). A 
fruta deveser priorizada. Se for oferecer suco, a ingestão deve ser limitada, no 
máximo, a 120 mL diários para crianças de 1 a 3 anos de idade, a 175 mL para 
crianças de 4 a 6 anos de idade e a 250 mL dos 7 aos 18 anos, dentro da ingestão 
diária recomendada de 2 a 2 1/2 porções de frutas por dia. A fruta também contém 
açúcar (frutose) e o consumo, na forma de suco, se dá em maior quantidade do que 
se consumisse a fruta, aumentando o índice glicêmico. Diante disto é mais importante 
consumir a fruta, que contem vitaminas e fibras, pois previne a obesidade. 
 
38 
 
5. Consumo restrito de gorduras saturadas (30% do valor energético total): < 5 
g/dia) para prevenção de hipertensão arterial. 
6. Estimular o consumo de peixes marinhos duas vezes por semana. 
7. Controle da ingestão de sal (< 6 g por dia) para prevenir a hipertensão 
arterial. 
 8. Consumo apropriado de cálcio (cerca de 600 ml de leite/dia e/ou derivados) 
para formação adequada da massa óssea e prevenção da osteoporose na vida adulta. 
9. Orientar o escolar e a sua família sobre a importância de ler e interpretar 
corretamente os rótulos de alimentos industrializados. 
10. Controlar o ganho excessivo de peso pela adequação da ingestão de 
alimentos ao gasto energético e pelo desenvolvimento de atividade física regular. 
 11. Evitar a substituição de refeições por lanches. 
 12. Estimular a prática de atividade física. 
13. Reduzir o tempo gasto com atividades sedentárias (TV, videogame e 
computador). Limitar o tempo de assistir TV em 2 horas/dia ou menos. 
14. Incentivar hábitos alimentares e estilo de vida adequados para toda a 
família. 
15. Estimular a “autonomia orientada”: que a própria criança sirva seu prato 
com orientações adequadas das porções (BRASIL, 2018). 
 
39 
 
 
 
 Fonte:bvsms.saude.gov.br 
8 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 
A promoção de hábitos alimentares saudáveis é a estratégia principal e deve 
ser trabalhada por meio de vários outros conteúdos, permitindo que a criança 
desenvolva um novo olhar sobre o que é alimentar-se de forma saudável e prazerosa. 
Entende-se por alimentação saudável o direito humano a um padrão alimentar 
adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos, respeitando os 
princípios da variedade, da moderação e do equilíbrio, dando-se ênfase aos alimentos 
regionais e o respeito ao seu significado socioeconômico e cultural, no contexto da 
Segurança Alimentar e Nutricional (WHO, 2013). 
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, 
a alimentação adequada se dá em função do consumo de alimentos e não de 
nutrientes; deve estar baseada em práticas alimentares que tenham significado social 
e cultural. Os alimentos têm gosto, cor, forma, aroma e textura, e todos esses 
componentes precisam ser considerados na abordagem nutricional. Os nutrientes são 
importantes, contudo, os alimentos não podem ser resumidos a veículos deles, pois 
agregam significações culturais, comportamentais e afetivas singulares que jamais 
 
40 
 
podem ser desprezadas. O alimento é fonte de prazer e identidade cultural e familiar. 
(WHO, 2013) 
Os nutrientes são todas as substâncias químicas que fazem parte dos 
alimentos e que são absorvidas pelo organismo, sendo indispensáveis para o seu 
funcionamento. Também podemos dizer que os nutrientes são os produtos dos 
alimentos depois de degradados. Assim, os alimentos são digeridos para que os 
nutrientes sejam absorvidos (processo pelo qual os nutrientes chegam ao intestino e, 
daí, passam para o sangue, agindo sobre o organismo). 
 A nossa alimentação tem três funções principais: fornecer energia, formar e 
reparar nosso corpo e nos proteger de doenças. A maioria dos alimentos 
contém uma variedade de nutrientes. Para nos mantermos saudáveis, 
devemos comer uma variedade de alimentos todos os dias. 
 Os alimentos energéticos eles nos ajudar o nosso corpo trabalhar e manter 
ativos. São alimentos básicos como, arroz, banana, batata, milho, gorduras 
como gordura animal, óleo vegetal e o açúcar. Os adultos precisam apenas de 
uma pequena quantidade de gordura e açúcar. 
 Os alimentos formadores ou reparadores eles auxiliam as crianças a crescer 
e repararam nossos organismos. Alguns exemplos são ovos, carne, amendoim, 
soja, lentilha e leite. Alimentos feitos com leite e qualquer alimento que contém 
ossos comestíveis (como peixes pequenos ou peixes secos picados) são boas 
fontes de cálcio, necessário para ossos fortes. 
 Os alimentos protetores contêm vitaminas e minerais, que ajudam o corpo a 
funcionar normalmente e previnem doenças. A maioria das frutas e vegetais 
são alimentos protetores. 
A pirâmide é uma forma gráfica de orientar às pessoas em relação à construção 
de uma dieta adequada para uma alimentação saudável. 
Ela possui 6 níveis com 9 grandes grupos de alimentos. Foi acrescentada como 
base exercícios físicos, e o consumo de água que é de suma importância para uma 
vida saudável. Os alimentos dispostos na base da pirâmide devem ter uma 
participação maior no total de calorias da sua alimentação, ou seja, devem ser 
consumidos em maior quantidade. Ao contrário dos alimentos dispostos no topo da 
pirâmide, que devem contribuir com a menor parte das calorias de toda a sua 
 
41 
 
alimentação. Cada grupo de alimentos é fonte de nutrientes específicos e essenciais 
a uma boa manutenção do organismo. Nela, é possível entender as proporções 
recomendadas de cada grupo de alimentos, garantindo que o nosso corpo receba os 
nutrientes de que necessita (CARTER, 2013). 
 
Fonte: endocrinosaude.com 
9 OS 10 PASSOS DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 
O ministério da saúde criou um guia com os dez passos para alimentação 
saudável simplificado facilitando o entendimento da pirâmide. 
1º passo 
Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da 
alimentação, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, 
alimentos in natura ou minimamente processados são a base ideal para uma 
alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e 
promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável. 
https://www.unimed.coop.br/viver-bem/alimentacao/o-que-sao-micro-e-macro-nutrientes-
 
42 
 
Variedade significa alimentos de todos os tipos – grãos, raízes, tubérculos, farinhas, 
legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes – e variedade dentro de 
cada tipo – feijão, arroz, milho, batata, mandioca, tomate, abóbora, laranja, banana, 
frango, peixes etc. 
2º passo 
Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e 
cozinhar alimentos e criar preparações culinárias utilizados com moderação em 
preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente 
processados, óleos, gorduras, sal e açúcar contribuem para diversificar e tornar mais 
saborosa a alimentação sem torná-la nutricionalmente desbalanceada. 
3º passo 
Limitar o consumo de alimentos processados os ingredientes e métodos 
usados na fabricação de alimentos processados como conservas de legumes, 
compota de frutas, pães e queijos alteram de modo desfavorável a composição 
nutricional dos alimentos dos quais derivam. Em pequenas quantidades, podem ser 
consumidos como ingredientes de preparações culinárias ou parte de refeições 
baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. 
4º passo 
Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados devido a seus ingredientes, 
alimentos ultraprocessados – como biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote”, 
refrigerantes e “macarrão instantâneo” – são nutricionalmente desbalanceados. Por 
conta de sua formulação e apresentação, tendem a ser consumidos em excesso e a 
substituir alimentos in natura ou minimamente processados. Suas formas de 
produção, distribuição, comercialização e consumo afetam de modo desfavorável a 
cultura, a vida sociale o meio ambiente. 
5º passo 
Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que 
possível, com companhia procure fazer suas refeições em horários semelhantes todos 
os dias e evite “beliscar” nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e 
desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade. Procure comer em 
locais limpos, confortáveis e tranquilos e onde não haja estímulos para o consumo de 
quantidades ilimitadas de alimento. Sempre que possível, coma em companhia, com 
 
43 
 
familiares amigos ou colegas de trabalho ou escola. A companhia nas refeições 
favorece o comer com regularidade e atenção, combina com ambientes apropriados 
e amplia o desfrute da alimentação. Compartilhe também as atividades domésticas 
que antecedem ou sucedem o consumo das refeições. 
6º passo 
Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou 
minimamente processados procure fazer compras de alimentos em mercados, feiras 
livres e feiras de produtores e outros locais que comercializam variedades de 
alimentos in natura ou minimamente processados. Prefira legumes, verduras e frutas 
da estação e cultivados localmente. Sempre que possível, adquira alimentos 
orgânicos e de base agroecológica, de preferência diretamente dos produtores. 
7º passo 
Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias se você tem 
habilidades culinárias, procure desenvolvê-las e partilhá-las, principalmente com 
crianças e jovens, sem distinção de gênero. Se você não tem habilidades culinárias e 
isso vale para homens e mulheres, procure adquiri-las. Para isso, converse com as 
pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, 
consulte a internet, e.… comece a cozinhar! 
8º passo 
Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece 
planeje as compras de alimentos, organize a despensa doméstica e defina com 
antecedência o cardápio da semana. Dívida com os membros de sua família a 
responsabilidade por todas as atividades domésticas relacionadas ao preparo de 
refeições. Faça da preparação de refeições e do ato de comer momentos privilegiados 
de convivência e prazer. Reavalie como você tem usado o seu tempo e identifique 
quais atividades poderiam ceder espaço para a alimentação. 
9º passo 
Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na 
hora no dia a dia, procure locais que servem refeições feitas na hora e a preço justo. 
Restaurantes de “comida a quilo” podem ser boas opções, assim como refeitórios que 
servem “comida caseira” em escolas ou no local de trabalho. Evite redes de fast-food. 
10º passo 
 
44 
 
Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação 
veiculadas em propagandas comerciais lembre-se de que a função essencial da 
publicidade é aumentar a venda de produtos, e não informar ou, menos ainda, educar 
as pessoas. Avalie com crítica o que você lê, vê e ouve sobre alimentação em 
propagandas comerciais e estimule outras pessoas, particularmente crianças e 
jovens, a fazerem o mesmo (BRASIL, 2015). 
10 OS 12 PASSOS DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DA CRIANÇA 
E também foi criado o guia de doze passos da alimentação saudável da criança 
1º passo 
Amamentar até 2 anos de idade ou mais, fornecer de forma exclusiva o leite 
materno até 6 meses O leite materno é muito importante para crianças menores de 2 
anos, é o único alimento que crianças menores de 6 meses devem receber, sem 
precisar dar água, chá ou qualquer outro alimento. Começar a amamentar logo após 
o nascimento é bom para a criança e para a mãe durante a primeira hora de vida. A 
composição do leite materno é única e individualizada, podendo atender às 
necessidades nutricionais das crianças de acordo com sua idade, prevenir doenças 
da infância e na idade adulta, auxiliar no desenvolvimento do cérebro e fortalecer o 
vínculo entre mãe e filho. A existência de uma rede de apoio às mães que amamentam 
é importante para o sucesso do aleitamento materno. 
2º passo 
Sempre oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do 
leite materno, a ingestão de outros alimentos é necessária para o crescimento e 
desenvolvimento geral da criança a partir dos 6 meses. A dieta de seu filho deve incluir 
alimentos de verdade, ou seja, refeições feitas com alimentos frescos ou minimamente 
processados de diferentes grupos (como feijão, grãos, raízes e tubérculos, frutas, 
vegetais e carne). O número de refeições e a quantidade de alimentos fornecidos ao 
longo do dia devem aumentar à medida que as crianças crescem para atender às 
suas necessidades. Com 1 ano, além dos lanches e do leite materno, a criança já 
deveria estar consumindo a principal refeição da alimentação da família (desjejum, 
almoço e jantar). Uma dieta com uma maior variedade de alimentos é a mais 
 
45 
 
adequada e saudável para as crianças e toda a família. Sempre que puder, varie a 
oferta de alimentos ao longo do dia e ao longo da semana. 
3º passo. 
Oferecer água própria para o consumo à criança em vez de refrigerantes, sucos 
e outras bebidas açucaradas é um direito humano ter água limpa para beber e 
preparar as refeições. Água é alimento e deve fazer parte dos hábitos alimentares a 
partir do momento em que outros alimentos são fornecidos. A água é essencial para 
a hidratação do seu filho e não deve ser substituída por nenhum líquido, como chá, 
suco ou água de coco, muito menos refrigerante ou outras bebidas ultra processadas. 
Acostumar as crianças a beberem essas bebidas açucaradas aumentará as chances 
de elas apresentarem sobrepeso e cáries, além de diminuir a quantidade de água que 
bebem. Dê água ao seu filho com frequência, entre as refeições, mesmo que não haja 
pedido. 
4º passo. 
 Oferecer a comida amassada ou em pedaços quando a criança começar a 
comer outros alimentos além do leite materno, alimentos com consistência adequada 
para crianças auxiliam no seu desenvolvimento, além disso, costumam conter mais 
energia e nutrientes do que alimentos líquidos. A mastigação estimula o 
desenvolvimento dos ossos do rosto e da cabeça. Desde o início, o alimento deve ser 
espesso o suficiente para não "pingar" da colher. No início, basta amassar os 
alimentos com o garfo e depois picar alimentos mais duros como a carne. Para tornar 
a consistência adequada, não mexa nem peneire os alimentos no liquidificador. Nos 
próximos meses, amasse cada vez menos e comece a dividi-los em pedaços menores 
para que a criança comece aos poucos a comer a mesma comida que a família. 
5º passo 
 Não oferecer açúcar nem preparações ou produtos que contenham açúcar à 
criança até 2 anos de idade, o consumo de açúcar não é necessário, pode causar 
danos à saúde, como cáries, obesidade em crianças e pode levar a doenças crônicas 
como diabetes na idade adulta. Além disso, permitir que as crianças se acostumem 
com o sabor adocicado desde cedo pode dificultar a aceitação de alimentos frescos 
ou minimamente processados. Não inclua qualquer tipo de mel ou açúcar (mascavo, 
demerara, cristal ou refinado ["branco"], açúcar mascavo, melaço) na dieta de seu 
 
46 
 
filho, nem forneça preparações ou produtos prontos que contenham qualquer um 
desses ingredientes (como biscoitos, bolos, iogurte, etc.). Os adoçantes (em pó ou 
líquidos) não devem ser usados na dieta de crianças menores de 2 anos, pois são 
alimentos ultra processados e contêm produtos químicos não adequados para essa 
fase. 
6º passo 
Não oferecer alimentos ultra processados para a criança, esses alimentos, 
geralmente, são pobres em nutrientes e podem conter muito sal, gordura e açúcar, 
além de aditivos, como adoçantes, corantes e conservantes. O consumo desses 
alimentos pode levar a problemas como hipertensão, doenças do coração, diabetes, 
obesidade, cáries e câncer. Além disso, esses alimentos também geram impactos no 
meio ambiente,tanto no seu processo de fabricação nas indústrias como na geração 
de lixo das embalagens, e na cultura alimentar, por restringir as práticas alimentares 
das famílias. Os alimentos ultra processados são vendidos em embalagens atrativas 
sendo comum encontrar, na lista de ingredientes do rótulo, itens pouco conhecidos, 
muitos deles, com nomes estranhos e que não são utilizados na cozinha de casa. 
Fique atento, pois alguns alimentos ultra processados são vistos como alimentos 
infantis e saudáveis, sendo frequentemente oferecidos às crianças. 
7º passo 
 Cozinhar a mesma comida para a criança e para a família, a chegada do filho 
é uma oportunidade para melhorar a alimentação de toda a família. Preparar a mesma 
comida para todos, utilizando alimentos in natura ou minimamente processados, sem 
excesso de gorduras, sal e temperos, simplifica o dia a dia na cozinha, e é uma 
oportunidade de proporcionar alimentação adequada e saudável à família e aos filhos. 
Planejar as refeições da semana, organizar as compras para comer em casa e 
cozinhar mais para congelar uma porção (para comer nos outros dias) são estratégias 
para facilitar o cozimento e garantir que haja comida de verdade todos os dias e todas 
as refeições. 
8º passo 
Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento de 
experiências positivas, aprendizado e afeto junto da família é cada família valoriza o 
tempo das refeições, o que é de extrema importância. Comer junto pode ajudar seu 
 
47 
 
filho a se interessar em experimentar novos alimentos e a usar as refeições de forma 
mais agradável. Um ambiente acolhedor e tranquilo e um bom relacionamento entre 
a criança e a pessoa que cuida dela terão um impacto positivo na aceitação dos 
alimentos e preparações. Se ela vir que sua família gosta de comer alimentos 
saudáveis, ela a incentivará a aceitá-los. Além disso, comer em família é um ato 
cultural que auxilia no consumo de alimentos e preparações relacionadas à história 
familiar, preserva e difunde as tradições que envolvem a alimentação. Proporcionar 
momentos de partilha de refeições em família envolvendo as crianças. 
9º passo 
 Prestar atenção aos sinais de fome e saciedade da criança e conversar com 
ela durante a refeição desde muito cedo, as crianças são capazes de se comunicar 
quando querem se alimentar ou estão satisfeitas. Os sinais de fome e saciedade 
devem ser reconhecidos e respondidos de forma positiva e carinhosa. Alimentar uma 
criança é um processo que requer paciência e tempo. Incentive seu filho a comer, mas 
não o force, mesmo se ele estiver doente. Além da comida no prato, a maneira como 
você dá ao seu filho também é importante para o seu desenvolvimento. Fale com ela 
e incentive-a a aprender sobre comida. Evite distrair crianças, como TVs, telefones 
celulares, computadores ou tablets, porque eles distraem as crianças e desviam sua 
atenção da comida. A alegria de comer está no sabor, no aroma e na forma como a 
comida é servida. 
10º passo 
Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança e da família 
preste atenção à higiene das pessoas que preparam alimentos, cozinha e alimentos 
podem prevenir doenças infantis e familiares. Lave as mãos após cozinhar e alimentar 
seu filho, ir ao banheiro, trocar fraldas e fazer outras tarefas domésticas. Lave as mãos 
quando seu filho comer. A higiene da cozinha envolve a qualidade da água, limpeza 
de utensílios e superfícies. Mergulhe alimentos crus com casca (como frutas e 
vegetais) em água clorada. Lembre-se de lavar com água filtrada ou fervente após a 
imersão. Limpe bem os utensílios que estiveram em contato com a carne crua 
imediatamente após o uso. Cozinhe a carne até que não haja partes cruas. Após a 
refeição, guarde o restante dos alimentos na panela na geladeira. 
11º passo 
 
48 
 
 Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa é 
possível manter uma alimentação saudável fora de casa. Durante os passeios, 
encontros e consultas com a equipe de saúde, continue fornecendo alimentos para as 
crianças comerem em casa, pois muitos alimentos crus ou minimamente processados 
(como frutas e vegetais crus, frutas secas) podem permanecer no quarto por um 
período de Tempo. Mesmo o almoço e o jantar podem ser colocados em um recipiente 
isolado. Aprenda sobre a alimentação fornecida por creches e outras creches e 
discuta práticas alimentares adequadas e saudáveis com os participantes dos 
serviços de creche. 
12º passo 
Proteger a criança da publicidade de alimentos é fácil para uma criança 
confundir realidade com ficção em programas de TV e comerciais porque ela ainda 
não desenvolveu a capacidade de julgar e decidir. É importante protegê-lo e evitar a 
exposição à publicidade, tanto quanto possível. Ele aparece em programas de TV e 
comerciais durante os intervalos, na Internet, em videogames e assim por diante. É 
responsabilidade de todos proteger as crianças da publicidade de alimentos. Crianças 
menores de 2 anos não podem usar TVs, telefones celulares, computadores ou tablets 
(BRASIL, 2019). 
 
11 INTRODUÇÃO ALIMENTAR: MÉTODO BABY-LED-WEANING (BLW) 
Além das recomendações publicadas oficialmente por comitês profissionais, há 
outras abordagens de alimentação complementar sendo difundidas pela internet 
como, por exemplo, o Baby-Led Weaning (BLW) que significa: o desmame guiado 
pelo bebê.o nomeado por Gill Rapley, autora da obra Baby-led weaning: helping your 
baby to love good food, Mostra que os bebês a partir do 6º mês têm a capacidade do 
exercício de direcionar sua própria ingestão, de forma que os bebês que apresentarem 
crescimento e desenvolvimento plenos possam começar a comer os pedaços de 
alimentos sem grandes mudanças na consistência. De acordo com o referencial 
teórico conceitual, esse método proporciona à criança a oportunidade de escolher o 
horário de início da alimentação, o alimento a ser ingerido, as escolhas saudáveis 
 
49 
 
oferecidas pelo cuidador pessoal, a velocidade e a quantidade de alimentos que b em 
cada refeição. 
Portanto, a equipe de enfermagem exerce suas habilidades motoras ao 
fornecer alimentos e proporcionar um ambiente confortável para os bebês, de modo a 
compreender os mais diversos alimentos, de forma a realmente compreender a 
natureza do comportamento alimentar, e assim atuar como uma alimentação 
intermediária. Em suma, fornecer comida em pedaços representa um incentivo para a 
criança comer sozinha, e esse incentivo é o ponto fundamental desse método. 
Porém, não há consenso sobre a segurança dessa prática, ou mesmo sobre o 
potencial impacto no comportamento alimentar e no crescimento / desenvolvimento. 
O Departamento de Nutrição da Academia Brasileira de Pediatria continua a enfatizar 
suas diretrizes publicadas anteriormente que respeitam a velocidade do 
desenvolvimento neuropsiquiátrico de cada bebê; como regra geral, bebês 
amamentados ou alimentados com fórmula devem começar a adicionar alimentos aos 
seis meses de nascimento (ANDRIES et al., 2018). 
 Vale ressaltar também que, partindo da adição de alimentos complementares, 
é importante jantar com a família e estimular a interação entre os familiares. Nesta 
fase, o mais importante é permitir que os pais se tornem modelos de hábitos 
alimentares saudáveis, ter paciência, respeitar as restrições impostas pelos filhos 
pequenos, agir sempre como facilitadores durante o processo de alimentação e 
proporcionar um ambiente tranquilo, sem usar métodos coercitivos ou punitivos 
estratégias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
REFERÊNCIAS 
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