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falar é facil escrever é dificio

Atividade contextualizada (Avaliação On-Line 5) sobre a diferença entre língua falada e escrita. Contém texto de Jô Soares que imita a fala, questões para responder em texto corrido, tarefa de reescrever o texto na norma-padrão e orientações para justificar respostas e consultar o tutor.

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Conteúdo do exercício
1. 
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Caro(a) Aluno(a), 
Chegamos à Avaliação On-Line 5, denominada Atividade Contextualizada! 
Espero que você aproveite cada informação disponibilizada em nosso material didático e não esqueça de que o seu Tutor também pode auxiliar você na avaliação, caso tenha dúvida, procure-o no Fale com o Tutor. 
Lembre-se: sua opinião precisa ser baseada e justificada, respaldando cientificamente seu conhecimento e pensamento, pois não serão aceitas cópias de trechos e/ou postagens sem as devidas referências. 
Então vamos lá? 
Enquanto a língua falada é espontânea e natural, a língua escrita precisa seguir algumas regras. Embora sejam expressões de um mesmo idioma, cada uma tem a sua especificidade. A língua falada é a mais natural, aprendemos a falar imitando o que ouvimos. A língua escrita, por seu lado, só é aprendida depois que dominamos a língua falada. E ela não é uma simples transcrição do que falamos; está mais subordinada às normas gramaticais. Portanto requer mais atenção e conhecimento de quem fala. Além disso, a língua escrita é um registro, permanece ao longo do tempo, não tem o caráter efêmero da língua falada. 
Leia o texto de Jô Soares atentamente para desenvolver seu texto com base nas teorias estudadas na disciplina, sobre a diferença entre língua fala e a escrita. 
Falar é fácil, escrever é difícil. Você também pensa assim?
"Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala "Jô Soares. Revista "Veja" - 28.11.90 
Pois é. U purtuguêis é muito faciudi aprender, purqui é uma língua qui a gentiiscreviixatamentecumu si fala. Num é cumuinglêisqui dá até vontadidi ri quandu a gentidiscobricumu é qui si iscrevi algumas palavras. Impurtuguêis não. É só prestátenção. U alemão purexemplu. Qué coisa maisdoida ? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevimuintodiferenti. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis. Quem soubéfala sabiiscrevê.
Após a leitura do texto acima, responda às seguintes perguntas em texto corrido (sugestão: um parágrafo para cada resposta): 
 1.Com o título diferente do texto, o autor quis mostrar que a escrita é uma mera reprodução da fala? 
O titulo elas obedecem as normas da escrita e no texto elas são escritas exatamente como são pronunciadas pelo o autor.
 2.As palavras escritas no título obedecem às normas da escrita? 
sim
 3.O humorista brincou com as palavras para deixar bem claro que a escrita não reproduz a fala? 
Sim. O humorista Jô soares, com a intenção de deixar bem claro que a escrita não reproduz a fala. Muita das vezes frequentemente na fala trocamos de lugar as vogais
Brincar com a diferença entre a fala e a escrita.
 4.Jô Soares quis mostrar que para escrever, basta falar? 
Por que existem essa diferença? Isso acontece porque no título elas obedecem às normas cultas da escrita e no texto elas são escritas exatamente como são pronunciadas pelo autor. Certamente é uma brincadeira do humorista Jô Soares, com a intenção de deixar claro que a escrita não reproduz a fala. Lendo o texto com atenção você vai perceber que o autor usou o “i” e “u” no lugar das vogais “e” e “o”. E isso ocorre na fala.
Na sua opinião, qual a verdadeira intenção do texto? Após a leitura dos textos você percebeu que a escrita segue acordos, regras, normas próprias. E é essa modalidade da língua, a escrita, que você exercita na escola. Agora, você irá reescrever o texto de Jô Soares, fazendo uso da norma padrão, ou seja, a norma que a escola irá ajudá-lo a conhecer
a) A intenção de Jô é brincar com a língua escrita e a língua falada.
b) Para Jô, há uma grande diferença entre a língua escrita e a língua falada, pois a forma como pronunciamos as palavras é muito diferente da forma como escrevemos.
2. O texto de Jô se aproxima mais aos textos de língua falada, pois as palavras não estão escritas de acordo com a norma padrão. Elas foram adaptadas para ficarem mais parecidas com o som que pronunciamos.
As línguas podem se manifestar na modalidade falada ou escrita, lembrando que há línguas que não possuem sistema de escrita. São as chamadas línguas ágrafas.
A escrita não é mera reprodução da fala. Língua falada e língua escrita são sistemas diferentes, cada qual com características próprias. Na fala, há recursos que não existem na escrita, como a gesticulação e as expressões faciais, que podem alterar o sentido daquilo que é falado. Por serem sistemas diferentes, não tem sentido falar que um seja melhor que o outro. Embora sejam modalidades diferentes de uso da língua, as fronteiras entre fala e escrita, muitas vezes, não são precisas. 
São várias as diferenças entre língua falada e língua escrita. A principal delas diz respeito ao processo de interação entre os sujeitos. Nesse sentido, é sempre importante lembrar que a língua é veículo pelo qual os sujeitos interagem. 
A língua escrita é posterior à falada. Há pessoas que nem chegam a aprender a modalidade escrita e isso não as impede de fazer uso da língua com competência em seus atos de comunicação. A forma de aquisição da fala e da escrita também é diversa. A língua falada é aprendida naturalmente pelo convívio com outros falantes; a língua escrita, na maioria das vezes, é aprendida por um processo de escolarização. Das duas modalidades, a fala e a escrita, a primeira é muito mais usada que a segunda, falamos (e ouvimos) muito mais do que lemos e escrevemos. Isso talvez justifique o privilégio que se dá à língua escrita. Há, no entanto, um ponto comum entre língua falada e língua escrita: ambas variam.
A língua falada pode ser mais informal. Ela é tão flexível que cada dia aparecem palavras novas: gírias, neologismos, etc. Já a língua escrita requer mais formalidade, todas as palavras escritas corretamente. Tudo tem que estar em seu lugar”.
Fala: O emissor utiliza o vocabulário para falar, mas ele também pode se respaldar em outros códigos linguísticos, como: entonação de voz, gestos, interação com o meio, reações diversas, especialmente com a face. Além disso, a tendência ao falar é de repetir as ideias, no intuito de reforçar seu ponto de vista para o ouvinte. Não há também a preocupação exacerbada em se colocar todos os acentos e vírgulas nos devidos lugares, mesmo porque a entonação é quem faz o papel de transmitir o significado almejado.
Escrita: O emissor baseia-se no vocabulário que irá estabelecer a comunicação entre ele e o destinatário. Além disso, e diferentemente da fala, a escrita exige uma preocupação maior, pois a informação passada não se apagará com o tempo, mas poderá fixar-se por tempo indeterminado. Um exemplo disto é a carta de Pero Vaz de Caminha sobre o descobrimento do Brasil, considerado documento histórico ou a Bíblia que relata o início e o fim dos tempos.
Por isso, há a necessidade de se fazer a distinção entre as duas partes da linguagem: oral e escrita! Uma não deve se fundir à outra, a não ser que seja característica da personagem de uma narrativa.
Após realizar suas reflexões, elabore um pequeno texto, contendo o máximo de 30 a 40 linhas, expondo sua argumentação, acerca do solicitado. 
Os critérios avaliativos e níveis de conquista para a Atividade Contextualizada já estão disponíveis na Rubrica de Avaliação. 
Caso exista inobservância ao tema proposto, transgressão as instruções de elaboração e não atendimento a forma de envio da atividade, que dever ser anexada e enviada formato pdf, doc. ou docx (Windows), informamos que a AOL5 não poderá ser corrigida. 
Não esqueça de realizar com antecedência sua atividade, não deixe para última hora! 
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