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1. (EEEP MESS/CUNHA, A.) “[...] considerar a queda de 
México-Tenochtitlan como obra fundamentalmente 
castelhana [...] significa desconsiderar a variada gama de 
forças políticas e de agentes ameríndios que atuaram 
nesses processos históricos.” 
(SANTOS, 2014) 
A citação acima permite inferir que 
a) A presença espanhola necessitou, para estabelecer-se, 
usar tão somente de violência para dominar os espaços 
mesoamericanos e sul americanos. Com efeito, essa 
violência trouxe êxitos lucrativos à coroa europeia. 
b) A conquista desses territórios não se deu 
automaticamente a partir da queda de Tenochtitlán e 
tampouco foi realizada apenas pelos europeus. 
c) Analisar as forças envolvidas no processo de conquista 
espanhol é uma tentativa de reduzir o mérito europeu que 
não contribui para a discussão histórica latina 
d) Escrever uma história dos vencidos, tratando os índios 
como vítimas, é a única saída para a compreensão sobre o 
papel dos indígenas na ocupação espanhola 
e) espanhóis e índios jamais estiveram de acordo sob 
qualquer hipótese, o que dificultou demasiadamente a 
tarefa colonizadora 
 
2. (VUNESP-2010) (...) como puder, direi algumas coisas 
das que vi, que, ainda que mal ditas, bem sei que serão de 
tanta admiração que não se poderão crer, porque os que cá 
com nossos próprios olhos as vemos não as podemos com 
o entendimento compreender. 
(Hernán Cortés. Cartas de Relación de la Conquista de Mexico, escritas 
de 1519 a 1526.) 
O processo de conquista do México por Cortés estendeu-se 
de 1519 a 1521. A passagem acima manifesta a reação de 
Hernán Cortés diante das maravilhas de Tenochtitlán, 
capital da Confederação Mexica. A reação dos europeus face 
ao novo mundo teve, no entanto, muitos aspectos, 
compondo admiração com estranhamento e repúdio. Tal 
fato decorre 
a) do desinteresse dos conquistadores pelas riquezas dos 
Astecas. 
b) do desconhecimento pelos europeus das línguas dos 
índios. 
c) do encontro de padrões culturais diferentes. 
d) das semelhanças culturais existentes entre os povos do 
mundo. 
e) do espírito guerreiro e aventureiro das nações europeias. 
 
3. (Uerj) Na Espanha, o fato de não possuir ascendentes 
judeus ou árabes constitui uma espécie de título de 
nobreza; na América, a cor da pele (mais ou menos branca) 
indica a posição social do indivíduo. 
(HUMBOLDT, A. von. "Ensaio político sobre o reino da Nova Espanha". 
1807. Apud S. Stein & B. Stein. A HERANÇA COLONIAL DA AMÉRICA 
LATINA. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1 977.) 
O trecho acima demonstra que a conquista e a colonização 
da América hispânica possibilitaram a formação de uma 
sociedade hierarquizada, em que, além do "pureza de 
sangue" e da renda, a cor constituía-se em outro critério 
básico para o pertencimento à elite social. Nessa 
perspectiva, a sociedade do América colonial hispânica pode 
ser caracterizada pela: 
a) incorporação da nobreza ameríndia à elite espanhola e 
criolla 
b) proibição legal da miscigenação entre peninsulares e 
ameríndios 
c) impedimento à ascensão dos criollos aos altos cargos 
administrativos 
d) importância do clero ameríndio nas principais cidades 
mineiras e portuárias 
e) presença política dos criollos acima de mestiços e 
chapetones 
 
4. (EEEP MESS/CUNHA, A.) Os índios entravam nas 
profundidades, e ordinariamente eram retirados mortos ou 
com cabeças e pernas quebradas, e nos engenhos todo o 
dia se machucavam. [...] O emprego do mercúrio para 
extração de prata por amálgama envenenava tanto ou mais 
do que os gases tóxicos do ventre da terra. Fazia cair o 
cabelo, os dentes, e provocava tremores incontroláveis. 
GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. 28. ed. Rio de 
Janeiro: Paz e Terra, 1989. p. 52. 
O uso da mão-de-obra indígena é associado a realização de 
uma determinada atividade econômica, dentro de um 
regime compulsório de trabalho, com origens tradicionais. 
A atividade econômica e a forma de trabalho referida são, 
respectivamente 
a) extrativismo mineral; mita 
b) agropecuária; escravidão 
c) extrativismo vegetal; vassalagem 
d) ourivesaria; encomienda 
e) manufatura; repartimiento 
 
5. (IDECAN 2016/Mod.) Quatro tumbas pré-colombianas 
foram descobertas em Lima, em 2015. 
Mil anos de idade em um cemitério pré-inca de forma 
piramidal que se ergue no coração de um bairro residencial 
em Lima. A descoberta confirma a presença da cultura 
Ichmaem Lima, que se instalou na costa central do Perua 
partir do ano 1000 e desapareceu em 1450, coincidindo com 
a expansão do império inca, que abarcou os anos 1438-
1533. 
(Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-
saude/noticia/2015/11/quatro-tumbas-pre-colombianas-sao-
descobertas-em-lima.html.) 
São chamados povos pré-colombianos os povos que 
precederam à colonização europeia na América. Os mais 
conhecidos foram os astecas, incas e maias. Dentre as 
principais características que permeavam o cotidiano desses 
povos, podemos destacar: 
a) A ocorrência de descentralização de poder, o 
monoteísmo, a noção de propriedade, mas não em relação 
à terra e à servidão pessoal, baseada sem laços de 
fidelidade. 
b) A existência de um Estado centralizado e teocrático; uma 
hierarquia social rígida, em que a propriedade de terra era 
estatal e havia a exploração do trabalho dos camponeses. 
c) A inexistência da noção de Estado, bem como a 
inexistência de hierarquia social ou de qualquer espécie de 
propriedade ou trabalho compulsório de qualquer espécie. 
d) A prevalência de Estados centralizados e autocráticos, a 
hierarquia social estamental, embora sem a presença de 
trabalhos servis ou escravos ou de noção de posse ou 
delimitação de territórios. 
e) o desenvolvimento de elaboradas técnicas de produção 
de manufaturas em metal e madeira para fins lucrativos, 
que abasteciam redes comerciais continentais 
 
6. (EEEP MESS/CUNHA, A.) “Os países latino-americanos 
guardam, em suas histórias, marcas culturais semelhantes, 
oriundas dos processos de conquista e ocupação territorial 
2º ANO 
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ – 4ª CREDE 
EEEP Monsenhor Expedito da Silveira de Sousa 
AVALIAÇÃO PARCIAL DE HISTÓRIA – 1º PERÍODO – 16/03/2020 
 
Nº: Curso: Nome: 
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pelos países europeus. Poderíamos destacar entre eles as 
formas de imposição da cultura do colonizador sobre a do 
colonizado, promovendo uma ação contínua de busca de 
apagamento dos vestígios das civilizações originárias. 
Durante o processo de independência empreendeu-se a 
construção de uma nova identidade cultural, 
secundarizando, ou mesmo rejeitando, o viés mestiço – 
negro e índio – das novas sociedades que se formavam.” 
CALABRE, Lia. História das políticas culturais na América Latina: um 
estudo comparativo entre Brasil, Argentina, México e Colômbia. In: 
Escritos: Revista da Fundação Casa de Rui Barbosa. Ano 7, n. 7. 2013. 
. Acesso em 20 jan. 2017. 
Em resposta a situação observada no texto acima, o 
muralismo mexicano 
a) preocupou-se, financiado pelo Estado, em dar espaço na 
história mexicana a grupos marginalizados historicamente 
por conta do ideário europeu 
b) defendeu a criação de uma arte original e desvinculada 
do passado, alinhada com as tendências artísticas europeias 
do início do séc. XX, como o Cubismo e o Expressionismo 
c) retomava velhos padrões culturais a fim enfatizar um 
discurso social em defesa da ordem tradicional, estratificada 
e hierarquizada de acordo com preceitos religiosos antigos 
d) propunha uma remodelação da arte mexicana com base 
no ideal de beleza europeu, visivelmente xenofóbica e 
racista 
e) liderado por Diego Rivera, propunha o desenvolvimento 
de uma arte pan-americana, sugerindo uma harmonia entre 
colonizadores e colonizados como elemento unificador 
 
7. (Ufrrj) "Até agora não pudemos saber se há ouro ou 
prata nela, ou outra coisa de metal ou ferro; nem lha vimos. 
Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e 
temperados como os de Entre-Douro eMinho, porque neste 
tempo dagora assim os achávamos como os de lá. (As) 
águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, 
querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das 
águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode 
tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser 
a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E 
que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta 
pousada para essa navegação de Calicute (isso) bastava. 
Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que 
Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da 
nossa fé!" 
("Carta de Pero Vaz Caminha ao Rei de Portugal" em 1°/5/1500.) 
Seguindo a evidente preocupação de descrever ao Rei de 
Portugal tudo o que fora observado durante a curta estadia 
na terra denominada de Vera Cruz, o escrivão da frota 
cabralina menciona, na citada carta, possibilidades 
oferecidas pela terra recém-conhecida aos portugueses. 
Dentre essas possibilidades estão 
a) a extração de metais e pedras preciosas no interior do 
território, área não explorada então pelos portugueses. 
b) a pesca e a caça pela qualidade das águas e terras onde 
aportaram os navios portugueses. 
c) a extração de pau-brasil e a pecuária, de grande valor 
econômico naquela virada de século. 
d) a conversão dos indígenas ao catolicismo e a utilização 
da nova terra como escala nas viagens ao Oriente. 
e) a conquista de Calicute a partir das terras brasileiras e a 
cura de doenças pelos bons ares aqui encontrados. 
 
8. (EEEP MESS/CUNHA, A.) “O índio era o único elemento 
então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, 
pescador, guia, conhecedor da natureza tropical e, para 
tudo isso, deveria ser tratado como gente, ter reconhecidas 
sua inocência e alma na medida do possível. A discussão 
religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos 
índios se confundiu com uma disputa entre jesuítas e 
colonos. Os padres se apresentavam como defensores da 
liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.” 
CALDEIRA, J. A nação mercantilista. São Paulo: Editora 34, 1999 
(adaptado).” 
Considerar o agenciamento dos nativos frente à presença 
europeia torna-se interessante para que se questionem 
algumas imagens cristalizadas ao longo do tempo sobre os 
índios. Podem ser apontadas como consequências dessas 
ações 
a) valorização da cultura europeia 
b) estímulo da miscigenação racial pelos colonizadores 
c) negação das tradições dos nativos 
d) desenvolvimento da alteridade dos europeus 
e) mobilização de lutas contra a colonização 
 
9. (IBADE 2019) Desde a década de 1530 considera-se 
que o Brasil foi colonizado para dar lucro à metrópole 
portuguesa, transformando-se numa colônia de exploração. 
Os homens que para cá se dirigiram seriam, portanto, 
exploradores, que da nova terra, só queriam tirar vantagens 
materiais, enriquecer e voltar para a metrópole. Nada teria 
um sentido definitivo, sendo a transitoriedade a norma. 
Enormes latifúndios monocultores, produtores de bens 
exportáveis à custa da mão-de- obra escrava – eis a regra 
que deixava pouco ou nenhum espaço para as lavouras de 
alimentos. 
FRAGOSO, J. e outros. A economia colonial brasileira, séculos XVI – 
XIX. São Paulo:Atual, 1998, p. 51. 
Segundo o texto, a abordagem da economia e da sociedade 
colonial brasileira, com ênfase no setor exportador 
desprezou a importância: 
A) do mercado interno. 
B) da noção de ciclos econômicos. 
C) do grande capital mercantil metropolitano. 
D) dos senhores de escravos e dos escravos. 
E) da apropriação da renda pelos senhores de escravos. 
 
10. (MACKENZIE 1997) "Contudo tornava-se cada dia 
mais claro que se perderiam as terras americanas a menos 
que fosse realizado um esforço de monta para ocupa-las 
permanentemente. Este esforço significava desviar recursos 
de empresas muito mais produtivas do oriente". 
(Celso Furtado) 
Para garantir sua presença em terras americanas e 
contornar os gastos elevados de uma colonização, o 
governo português introduziu: 
a) o sistema de capitanias, que transferia a particulares, em 
troca de privilégios e terras, as despesas da colonização. 
b) a centralização administrativa através do governo geral. 
c) a emigração maciça de mão de obra livre para a colônia, 
tendo em vista seu povoamento e desenvolvimento interno. 
d) a criação de um sistema administrativo, totalmente 
original, baseado em feitorias que incrementaram o 
povoamento. 
e) o enfrentamento militar com as potências invasoras e a 
perda de consideráveis áreas coloniais. 
 
11. (EEEP MESS/CUNHA, A.) De acordo com o historiador 
norte-americano Richard Morse, o planejamento urbano era 
o veículo para o transplante de uma ordem social, política e 
econômica, e exemplificava o “corpo místico” que estava no 
centro do pensamento político ibérico. 
Assim como na América Inglesa, a formação das primeiras 
cidades desenvolveu na medida em que a própria 
colonização avançava. No entanto, esta situação não se 
repete na América portuguesa, que só daria gênese a um 
avançado processo urbanístico no séc. XVIII. Explique os 
motivos por trás deste atraso. 
 
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Nota
Palavras-Chave: Ausência de ouro, vastidão territorial, investimento de risco, ideal exploratório

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