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PODER JUDICIÁRIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RECURSO ESPECIAL
REsp 2062228/RS (2023/0111829-1)
Volumes : 1 Autuado em 12/04/2023
Assunto : DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE
DIREITO PÚBLICO - Servidor Público Civil - Reajustes
de Remuneração, Proventos ou Pensão - Índice da
URV Lei 8.880/1994
RECORRENTE : MILTON SERGIO NEDEL
ADVOGADO : JOSE VECCHIO FILHO
ADVOGADO : STEFAN GUIMARÃES EMERIM
ADVOGADO : RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO
ADVOGADO : VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS
ADVOGADO : GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : FABRICIA BOSCAINI
Distribuição automática em 19/04/2023
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO - SEGUNDA TURMA
HISTÓRICO DE REPRESENTANTES
Processo:
5166440-22.2022.8.21.7000 / TJRS
Parte:
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (87.934.675/0001-96) - ENTIDADE
Procurador Status Data Inclusão Data Desativação Tipo Substabelecimento
(p291285602) VICTOR HERZER DA
SILVA
Ativo 15/03/2023 19:31:20
(P-291285602) VICTOR HERZER DA
SILVA
Desativado 24/08/2022 13:07:36 15/03/2023 19:31:20
Parte:
MILTON SERGIO NEDEL (171.836.930-15) - PESSOA FÍSICA
Procurador Status Data Inclusão Data Desativação Tipo Substabelecimento
(RS117902)
Ativo 16/11/2022 10:07:37
(RS103239)
GEANCARLOS VALDUGA
MOREIRA
RODRIGO SILVEIRA DE
CASTRO
JOSE VECCHIO FILHO
STEFAN GUIMARÃES
EMERIM
(RS031437)
(RS080361)
Ativo
Ativo
Ativo
24/08/2022 13:07:36
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(e-STJ Fl.1)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 1
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DISTRIBUIDO_POR_SORTEIO
24/08/2022 13:07:36
P172706001 - MARCOS TUBINO BORTOLAN - PROCURADOR
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
1
Complemento:
Ref. ao Despacho/Decisão do(s) evento(s) 33 do processo originário.
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.2)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
1
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR EGRÉGIO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Processo nº: 5060505-43.2019.8.21.0001
Parte adversa: MILTON SERGIO NEDEL
COM PEDIDO LIMINAR DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO
O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, por sua
representação judicial, vem, perante Vossa Excelência, interpor recurso de AGRAVO
DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO, fulcro nos artigos
1.015, parágrafo único, do Código de Processo Civil, nos autos da ação em
epígrafe, conforme razões anexas.
Requer, assim, seja recebido o presente recurso, com
atribuição de efeito suspensivo à decisão ora impugnada, e, após os trâmites
legais, seja provido.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 24 de agosto de 2022.
Marcos Tubino Bortolan
Procurador do Estado
OAB-RS: 36.584
hpc
(e-STJ Fl.3)
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PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
2
NOME DOS ADVOGADOS:
Nos termos do inciso IV do artigo 1.016 do Código de
Processo Civil, o nome e endereço dos advogados das partes:
Agravante:
Procurador (a): Ana Clara Berwanger Bittencourt, OAB/RS 49.418; Daniela
Fernanda Costa, OAB-RS: 34.422; Fabrícia Boscaini OAB/RS 44.420; Flávia
Susana de Cesaro, OAB/RS 54.290; Juliana Riegel Bertolucci OAB-RS: 69.436;
Marcos Tubino Bortolan, OAB-RS: 36.584; /// Endereço: Av. Borges de Medeiros
n.º 1501, 12º andar, Porto Alegre/RS
Agravado:
Procuradores: José Vecchio Filho, inscrito na OAB/RS sob o n.º 31.437, Stefan
Guimarães Emerin, inscrito na OAB/RS sob o n.º 80.361, Kemir de Castro
Ekman Silveira, inscrito na OAB/RS sob o n.º 97.938. Thainá Teixeira Morais,
inscrita na OAB/RS sob o n.º 102.874, Natália Silveira Model, inscrita na OAB/RS
sob o n.º 102.928, Gustavo Dametto Barzotto, incrito na OAB/RS sob o n.º
106.959 e Vecchio & Emerim Sociedade de Advogados (OAB/RS 7.800), todos
com domicílio/ sede na Rua Siqueira Campos, 1171, 6º andar, Centro, Porto
Alegre, RS.
ROL DE DOCUMENTOS:
Rol de documentos obrigatórios juntados: dispensada a
apresentação, nos termos do art.1.017, §5º, CPC. juntados neste recurso.
Outros documentos necessários ao entendimento do feito: não
juntados neste recurso.
Esclarece que deixa de juntar a procuração do Procurador do
Estado, porque detentor de mandato legal; e que o recorrente está dispensado do
preparo, pelo teor do § 1 do art. 1007 do CPC.
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(e-STJ Fl.4)
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DAS RAZÕES DO AGRAVO
COLENDA
CÂMARA
Da Tempestividade do Recurso
O agravante foi intimado da decisão em 12/08/2022 (evento
32), com a intimação confirmada em 22/08/2022. Assim, tempestivo o presente
recurso.
Do Pedido de Efeito Suspensivo
Indispensável a concessão de efeito suspensivo ao presente
recurso, sob pena de a execução prosseguir em seu curso, com o efetivo
pagamento, o que se quer evitar, por certo, antes do julgamento deste recurso, sob
pena de total esvaziamento de seu objeto.
Do Contexto Processual
Trata-se de cumprimento individual de sentença, oriundo de
título exequendo originário de ação coletiva ajuizada pelo Sindicato dos
Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul – SINDIJUS (001/1.05.0269892-0) .
Das Razões para Reforma do Decisum:
A parte autora requereu a fixação novamente a fixação de
honorários. Em relação a tal pedido, na decisão foi deferido honorários advocatícios
no percentual de 20% sobre o débito (Evento 31 ).
Merece reforma a decisão assim proferida.
Da Preclusão do Pedido de Fixação de Honorários:
No caso dos autos, já há anterior pedido de fixação de
honorários, quando do recebimento do cumprimento, na qual restou indeferido, em
razão do valor do crédito originário comportar pagamento via Precatório.
(e-STJ Fl.5)
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Intimada da citada decisão, a parte manteve-se inerte em
relação ao indeferimento do pleito, deixando de apresentar o recurso cabível, operando
portanto a preclusão.
Não cabe reabrir o debate sobre tal aspecto novamente em
decorrência da efetivação da preclusão.
Do Valor Excessivo de Honorários:
Primeiramente, cumpre ponderar que, em que pese haja
entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido do cabimento de
honorários advocatícios nos casos de execuções individuais fundadas em
sentença proferida em demanda coletiva, se revela excessivo o percentual ora
arbitrado pelo juízo a quo, adotado no máximo previsto na norma processual,
art. 85, §3º, I.
Não se pode perder de vista que se trata de cumprimento de
sentença oriundo de título formado em ação coletiva. Nestas hipóteses, a
jurisprudência consolidada na vigência da regra processual anterior, ordinariamente
arbitrava a verba em percentual inferior a cinco.Da ação coletiva derivam milhares
de execuções individuais, cujo labor é deveras simplificado.
Cabe reiterar que se trata de cumprimento de sentença
com base na ação coletiva 001/1.05.0269892-0 (URV – Servidor do Poder
Judiciário Estadual – Pagamento Administrativo – SALDO REMANESCENTE –
Juros de Mora).Milhares de ações de cumprimento individual de sentença
foram ajuizadas.
(e-STJ Fl.6)
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Quanto ao valor da verba, consoante § 2º do art. 85 do CPC,
os honorários advocatícios sucumbenciais serão fixados entre dez e o máximo de
vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não
sendo possível mensurá- lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos: I – o grau
de zelo profissional; II – o lugar da prestação do serviço; III- a natureza e a
importância da causa; IV – o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido
para o seu serviço. Em complemento, o §3º ainda disciplina os percentuais que
devem ser seguidos para tal arbitramento nas causas em que a Fazenda Pública
seja parte, observados, ainda, na forma do §8º do referido dispositivo legal, o critério
da apreciação equitativa, pelo juízo, nas causas de valor inestimável, como é o caso.
Na hipótese, trata-se de demanda repetitiva que é de baixa
complexidade e não exigiu instrução probatória, o que autoriza arbitramento dos
honorários nos ditames do art. 85, §8º, do CPC.
Desta feita, os honorários serão fixados consoante
apreciação equitativa do juiz, observados o grau de zelo profissional, o lugar de
prestação do serviço, a natureza e importância da causa, o trabalho realizado pelo
advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
Nesse contexto, a importância da causa e o tempo exigido
para o trabalho do advogado não justificam o percentual arbitrado. Sem jamais
buscar desmerecer o trabalho do patrono da parte autora, vê-se dos autos que se
trata a causa de matéria corriqueira e padronizada. De fato, no presente caso se
está diante de execução em que não se verificou maior complexidade, resumindo-se
a atuação do patrono do exequente, basicamente, à apresentação da inicial
executiva acompanhada dos documentos e resumo de cálculo. Em vista da
simplicidade da causa, pois, há razão a justificar a minoração dos honorários.
De fato, a expressão “apreciação eqüitativa” contida no art.
85, §8º do Diploma Processual Civil significa justamente que os honorários não
devem tender à demasia, nem serem ínfimos. E no caso dos autos, os mesmos não
se mostram adequados, eis que fixados no patamar máximo previsto no dispositivo
legal.
Destarte, nenhum motivo há para a fixação verba honorária
em percentual tão elevado, tendo em vista as circunstâncias do caso concreto –
trata-se de demanda repetitiva que é de baixa complexidade e não exigiu
instrução probatória, sem qualquer desprestigio ao trabalho desenvolvido pelo
profissional.
Ainda que não se utilize da apreciação equitativa, §8 do art.
85 do CPC, deverá ser reduzido o percentual da verba honorária, em conformidade
com o § 3º do referido dispositivo.
Em casos idênticos ao presente, recentemente esse
TJRS fixou no percentual de 10% o montante de honorários advocatícios:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. FAZENDA PÚBLICA. ACÓRDÃO QUE RESTOU
OMISSO EM RELAÇÃO AOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PLEITO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS PARA A
FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
CABIMENTO. - Da simples leitura da exordial do agravo de
instrumento, verifica-se a existência de pedido expresso de
arbitramento de honorários advocatícios para a fase de
cumprimento de sentença, com base nasúmula 345/STJ e Tema
973 dos recursos repetitivos (fls. 12/14), o qual não foi dirimido
quando do julgamento do recurso. Destarte, imperioso o
acolhimento dos embargos, para que seja suprida a omissão. Mérito
- A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça definiu a tese de
que o novo regramento processual não afasta a aplicação da
(e-STJ Fl.7)
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Súmula 345 do STJ, editada para dirimir conflitos acerca do
arbitramento de honorários no cumprimento de sentença decorrente
de ação coletiva. - Os honorários advocatícios vão fixados em
10% (dez por cento) sobre o valor do crédito a ser satisfeito nos
autos. - Aplicabilidade do artigo 523, § 1º, do Código de
Processo Civil/2015. - Precedentes desta Câmara. EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS
INFRINGENTES.
UNÂNIME.(Embargos de Declaração Cível, Nº 70082497959,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Helena Marta Suarez Maciel, Julgado em: 29-10-2019)
No corpo do acórdão, assim constou:
(...)Do arbitramento da verba honorária
Consoante dispõe o artigo 523, § 1º, do Código de Processo
Civil/2015, que regula a matéria em especifico , os honorários para
a fase de cumprimento de sentença, serão de dez por cento.
(...)
Outrossim, se colacionam outros julgados da 25ª Câmara Cível
sobre a matéria:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA
DE VENCIMENTOS DO ESTADO. CONVERSÃO DA URV.
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA
DECORRENTE DE AÇÃO COLETIVA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO. SÚMULA 345 DO STJ. TEMA
973. PERCENTUAL APLICÁVEL. -A Corte Especial do STJ, no
julgamento do Tema 973, firmou a tese de que o artigo 85, §7º, do
CPC não afasta a aplicabilidade da Súmula 345, que permite a
fixação de honorários advocatícios nos procedimentos individuais
de cumprimento de sentença decorrentes de ação coletiva, ainda
que não impugnados. -Percentual de verba honorária abitrado de
acordo com o §1º do artigo 523 do CPC. - Recurso provido.(Agravo
de Instrumento, Nº 70081876401, Vigésima Quinta Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Leila Vani Pandolfo Machado,
Julgado em: 29-10-2019)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. FAZENDA PÚBLICA. ACÓRDÃO QUE RESTOU
OMISSO EM RELAÇÃO AOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PLEITO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁRIOS PARA A
FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
CABIMENTO. - Da simples leitura da exordial do agravo de
instrumento, verifica-se a existência de pedido expresso de
arbitramento de honorários advocatícios para a fase de
cumprimento de sentença, com base nasúmula 345/STJ e Tema
973 dos recursos repetitivos (fls. 12/14), o qual não foi dirimido
quando do julgamento do recurso. Destarte, imperioso o
acolhimento dos embargos, para que seja suprida a omissão. Mérito
- A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça definiu a tese de
que o novo regramento processual não afasta a aplicação da
Súmula 345 do STJ, editada para dirimir conflitos acerca do
arbitramento de honorários cumprimento de sentença decorrente
de ação coletiva. - Os honorários advocatícios vão fixados em
(e-STJ Fl.8)
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10% (dez por cento) sobre o valor do crédito a ser satisfeito nos
autos. - Aplicabilidade do artigo 523, § 1º, do Código de
Processo Civil/2015. - Precedentes desta Câmara. EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, COM EFEITOS
INFRINGENTES.
UNÂNIME.(Embargos de Declaração Cível, Nº 70082497959,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Helena Marta Suarez Maciel, Julgado em: 29-10-2019)
Nesses moldes, postula-se seja reduzido o montante da
verba honorária, preferencialmentepara que seja estabelecida de forma equânime
para o caso concreto, ou, alternativamente, reduzindo-se o percentual fixado.
Dos Requerimentos
Ante o exposto, requer:
a) seja atribuído efeito suspensivo ao recurso (CPC, arts.1.019,
I, e 995), suspendendo a decisão agravada até o julgamento definitivo do agravo;
b) seja determinada a intimação da agravada para apresentar
contrarrazões, querendo;
c) ao final, seja dado integral provimento do recurso, para
reformar a decisão, reconhecendo-se a preclusão; caso afastada a preclusão, sejam reduzidos
os honorários conforme fundamentação retro expendida.
Outrossim, requer o pronunciamento explícito acerca de todos
os dispositivos invocados, a fim de viabilizar eventual recurso à Superior Instância.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 24 de agosto de 2022.
Marcos Tubino Bortolan
Procurador do Estado
OAB-RS: 36.584
(e-STJ Fl.9)
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5060505-43.2019.8.21.0001 10018637703 .V2
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre
Rua Manoelito de Ornelas, 50 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110230 - Fone: (51) 3210-6500 - Email:
frpoacent2vfaz@tjrs.jus.br
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº 5060505-
43.2019.8.21.0001/RS
EXEQUENTE: MILTON SERGIO NEDEL
EXECUTADO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Concedo o prazo de 20 dias ao exequente como requerido (Evento 13, página 01).
Intime-se.
Documento assinado eletronicamente por JOSE ANTONIO COITINHO, Juiz de Direito, em 5/5/2022, às 14:6:55, conforme art.
1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://eproc1g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código
verificador 10018637703v2 e o código CRC 25b66f35.
(e-STJ Fl.10)
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5060505-43.2019.8.21.0001 10020538512 .V2
Poder Judiciário
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CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº 5060505-
43.2019.8.21.0001/RS
EXEQUENTE: MILTON SERGIO NEDEL
EXECUTADO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Suspendo o feito pelo prazo de 30 dias como requerido pelo exequente (Evento 19).
Decorrido o lapso temporal, intime-se a parte credora para dar prosseguimento ao
processo, em cinco dias.
Dil. legais.
Documento assinado eletronicamente por JOSE ANTONIO COITINHO, Juiz de Direito, em 14/6/2022, às 16:58:18, conforme
art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://eproc1g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código
verificador 10020538512v2 e o código CRC 0fd28571.
(e-STJ Fl.11)
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5060505-43.2019.8.21.0001 10023278229 .V2
Poder Judiciário
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2ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre
Rua Manoelito de Ornelas, 50 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110230 - Fone: (51) 3210-6500 - Email:
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CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº 5060505-
43.2019.8.21.0001/RS
EXEQUENTE: MILTON SERGIO NEDEL
EXECUTADO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Sobre a manifestação da exequente (Evento 24) diga o Estado em cinco dias.
Intime-se.
Dil. Legais.
Documento assinado eletronicamente por JOSE ANTONIO COITINHO, Juiz de Direito, em 8/8/2022, às 14:58:6, conforme art.
1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://eproc1g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código
verificador 10023278229v2 e o código CRC 89a90e90.
(e-STJ Fl.12)
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2ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre
Rua Manoelito de Ornelas, 50 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110230 - Fone: (51) 3210-6500 - Email:
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CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº 5060505-
43.2019.8.21.0001/RS
EXEQUENTE: MILTON SERGIO NEDEL
EXECUTADO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Defiro o pedido de arbitramento de honorários executivos.
Verifica-se que o presente cumprimento de sentença é decorrente da Ação Coletiva nº
001/1.05.0269892-0, a qual foi ajuizada pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado Rio
Grande do Sul, tendo como objetivo o pagamento das diferenças salariais oriundas da conversão do
vencimento do exequente (URV).
Constata-se que nos feitos executivos individuais provenientes de ações coletiva
contra a Fazenda Pública é cabível a fixação de honorários advocatícios, ainda que o pagamento do
crédito seja por meio de precatório.
Neste sentindo a Súmula 345 do STJ:
"São devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções
individuais de sentença proferida em ações coletivas, ainda que não embargadas."
Ilustra o tema os seguintes julgados do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Sul:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA
SALARIAL. URV. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA PROFERIDA EM
DEMANDA COLETIVA. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA.
DEMONSTRAÇÃO FÁTICA. HONORÁRIOS PARA A FASE EXECUTIVA. 1.
Não demonstrada situação financeira que pela renda mensal possa comprometer
a própria mantença e da família com o pagamento das custas, descabe a
concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. Remuneração bruta
próxima de R$20.000,00 mensais. Mesmo efetuando o abatimento do
financiamento imobiliário e gastos com saúde permanece a autora com valor
líquido bem superior a cinco salários mínimos. Descabida a pretensão de
abatimento dos demais gastos ordinários e opcionais da demandante. 2. Cabível a
fixação de honorários advocatícios nas execuções não embargadas contra a
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fazenda pública, inclusive com pagamento mediante precatório, quando
decorrentes de sentença proferida em ação coletiva. Súmula 345 do STJ. Agravo
de instrumento parcialmente provido.(Agravo de Instrumento, Nº 70083928283,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo
Kothe Werlang, Julgado em: 30-06-2020)"
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA
SALARIAL. URV. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. TÍTULO JUDICIAL DECORRENTE DE DEMANDA COLETIVA.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PARA A FASE EXECUTIVA. É cabível a
fixação de honorários advocatícios nas execuções não embargadas contra a
fazenda pública, inclusive com pagamento mediante precatório, se decorrentes de
sentença proferida em ação coletiva. Súmula 345 do STJ e Tema 973 do STJ.
Agravo de instrumento provido.(Agravo de Instrumento, Nº 70083864579,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo
Kothe Werlang, Julgado em: 30-06-2020)"
Deste modo, fixo os honorários executivos no percentual de 20% sobre o valor do
débito.
Assiste razão em parte ao Estado em sua manifestação (Evento 6, PROCJUDIC1,
páginas 35/38).
Deverá ser utilizado no cálculo o mesmo índice da taxa de juros, percentual de 12%
ao ano, em relação ao valor principal devido, como no principal pago administrativamente, a fim da
correta apuração do saldo de juros pendente de adimplemento.
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
PRELIMINAR DE NULIDADE. VALORESPOSTULADOS A TÍTULO DE
JUROS DE MORA EM FACE DE PAGAMENTO ADMINISTRATIVO DE
URV EFETUADO A MENOR. MÉTODO DE CÁLCULO. CORREÇÃO
MONETÁRIA DO DÉBITO. PRECLUSÃO PARCIAL E ÍNDICE UTILIZADO
NO PAGAMENTO ADMINISTRATIVO. PATAMAR DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS E REDIMENSIONAMENTO. Preliminar de Nulidade – Não
há que falar em violação aos artigos 1.022 e 489, §1º, IV do CPC, do Código de
Processo Civil. O ponto invocado restou apreciado na origem, em que pese de
forma sucinta, não se podendo avalizar, de qualquer sorte, a alegada negativa de
prestação jurisdicional. No mais, não carece de fundamentação a decisão que
contém fundamentos suficientes para se compreender por que motivos o
julgador decidiu e o raciocínio utilizado para a formação de sua convicção.
Metodologia de Cálculo - Considerando a metodologia de cálculo utilizada, que
amortiza os pagamentos parciais apenas ao final do período apurado, impositiva
a aplicação, sobre as parcelas amortizadas, da mesma taxa de juros aplicada ao
principal, a fim de que os juros sobre o amortizado anulem apenas os juros
gerados por aquela parte já paga e apenas no período posterior ao pagamento.
Os juros moratórios somente devem incidir enquanto há mora e sobre o valor em
mora. Assim sendo, havendo o pagamento administrativo, não obstante em valor
(e-STJ Fl.14)
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aquém àquele efetivamente devido, não mais se justifica a incidência das
penalidades pelo atraso em relação à quantia que já foi paga, remanescendo
devidos os juros somente quanto ao saldo devedor. A não incidência da mesma
taxa de juros no amortizado implica continuar computando parcela de juros
sobre uma parte do valor já pago, em evidente enriquecimento indevido.
Atualização - Não se desconhece o julgamento do RE 870.947/SE no STF (Tema
nº 810), no qual foi apreciada a validade da correção monetária e dos juros
moratórios incidentes sobre condenações impostas à Fazenda Pública segundo os
índices oficiais de remuneração básica da caderneta de poupança, conforme
determina o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação dada pela Lei nº
11.960/09. Ocorre que a espécie apresenta peculiaridade, vez que a parte credora
afirmou expressamente, na origem, concordar com a utilização da TR no lapso
de dezembro de 2010 a 25 de março de 2015, insurgindo-se tão somente quanto
ao período anterior, qual seja, 30.06.2009 a 01.12.2010. Preclusão corroborada
em parte da insurgência recursal, havendo possibilidade de se apreciar o índice
de correção tocante a 30.06.2009 até 01.12.2010, lapso em que, com efeito, se deve
afastar a TR, para aplicar o IGP-M, índice utilizado no pagamento
administrativo. Percentual da Verba Honorária - Conclui-se que a verba
honorária, arbitrada em 20% do proveito econômico, com efeito, configurou-se
excessiva, vez que posta no limite máximo da norma processual civil no ponto
(artigo 85, §3°, I do CPC), considerando, ademais, as peculiaridades da
incidental - como pouca complexidade, natureza repetitiva e breve trâmite.
Redimensionamento dos Ônus Sucumbenciais – Sem razão o pleito de
redimensionamento dos ônus da impugnação, visto que houve, com efeito,
decaimento mínimo nos pedidos formulados pela Fazenda Pública, o que se
mantém, mesmo após acolhimento parcial do pleito de correção no lapso de
30.06.2009 a 01.12.2010 em decorrência deste recurso. DERAM PARCIAL
PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. UNÂNIME.(Agravo de
Instrumento, Nº 70084781079, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Helena Marta Suarez Maciel, Julgado em: 27-04-2021)”
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
EXECUÇÃO. URV. PAGAMENTO ADMINISTRATIVO. APURAÇÃO DO
SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO. METODOLOGIA DO CÁLCULO.
INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE O VALOR AMORTIZADO.
POSSIBILIDADE. No demonstrativo de cálculo as partes fizeram incidir
correção monetária e juros de mora sobre o valor total da dívida durante todo o
período de apuração, sem amortizar os pagamentos mês a mês, na época
oportuna, sobre os valores pagos administrativamente, também deve então
incidir correção monetária pelos mesmos índices e acrescidos da mesma taxa de
juros de mora, de forma a compensar a parcela de juros que continuou sendo
computada ao principal após a data do pagamento parcial efetivado. A não
incidência do mesmo índice de juros no amortizado implicaria continuar
computando juros sobre uma parte do valor já quitado. Honorários reduzidos
para 10% do proveito econômico obtido com a impugnação. Agravo de
instrumento parcialmente provido.” (Agravo de Instrumento, Nº 70081711178,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo
Kothe Werlang, Julgado em: 24-09-2019) (grifei)
(e-STJ Fl.15)
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“AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PÚBLICO. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PAGAMENTO
ADMINISTRATIVO. APURAÇÃO DO SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO.
METODOLOGIA DO CÁLCULO. DEVIDA A INCIDÊNCIA DE JUROS
SOBRE O VALOR AMORTIZADO. Tendo o cálculo feito incidir correção
monetária e juros de mora sobre o valor total da dívida durante todo o período
de apuração, sem amortizar corretamente, na época oportuna, os valores pagos
administrativamente ao credor, estes valores parcialmente pagos também devem
ser corrigidos monetariamente pelos mesmos índices e acrescidos da mesma taxa
de juros, objetivando compensar a parcela de juros que continuou sendo
computada ao principal após a data do pagamento parcial efetivado. A não
incidência da mesma taxa de juros no amortizado implica continuar computando
parcela de juros sobre uma parte do valor já pago, em evidente enriquecimento
indevido. RECURSO PROVIDO.” (Agravo de Instrumento, Nº 70081893034,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo
Pippi Schmidt, Julgado em: 24-09-2019) (grifei)
No que tange à atualização monetária sem razão o ente público.
As normas que tratam sobre correção monetária possuem caráter processual, de
aplicabilidade imediata a contar da vigência da lei.
No mesmo sentido o entendimento do egrégio Tribunal de Justiça:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. IMPUGNAÇÃO À
FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO
MONETÁRIA DA CONDENAÇÃO. TEMA Nº 810-STF E TEMA Nº 905-STJ.
PRECLUSÃO OU OFENSA À COISA JULGADA. INOCORRÊNCIA. TEMAS
Nº 491 E Nº 492 DOS REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA TESE FIRMADA NO TEMA Nº 408
DOS REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO
VERBETE 519. 1. As normas que dispõem sobre correção monetária são de
caráter processual e, portanto, de aplicabilidade imediata a partir da vigência da
lei, conforme posição do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp nº
1.205.946-SP (Temas nºs 491 e 492). 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o
julgamento do Tema nº 810 e proclamou a inconstitucionalidade da aplicação da
fórmula da decisão agravada. Tal decisão referenda o entendimento firmado pelo
Superior Tribunal de Justiça no Tema nº 905. 3. Por isso, revela-se necessário
alterar o critério de atualização monetária estabelecido pela decisão objurgada,
determinando a aplicação da variação do IPCA-e no período que se iniciou em
29JUN09. 4. Em relação à verba honorária, o Superior Tribunal de Justiça
tratando da questão da fixação de honorários advocatícios nas impugnações,
consolidou o seu entendimento com o julgamento do REsp nº 1.134.186-RS, na
forma do art. 543-C, do CPC (Tema nº 408), no sentido de que "apenas no caso
de acolhimento da impugnação, ainda que parcial, serão arbitrados honorários
em benefício do executado, com base no art. 20, § 4º, do CPC". 5. Aplicação ao
caso do entendimento materializado no verbete nº 568 da Súmula do Superior
Tribunal de Justiça e no art. 206, XXXVI, do RITJRS, bem como no art. 927, III,
do CPC c/c art. 932, V, “b”, do CPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO
PARCIALMENTE PROVIDO. DECISÃO MONOCRÁTICA.(Agravo de
(e-STJ Fl.16)
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Instrumento, Nº 70084446608, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Nelson Antônio Monteiro Pacheco, Julgado em: 31-08-2020)"
Destarte, o cálculo deverá ser retificado para aplicação do índice do IPCA-E.
Ademais, a revisão dos critérios de correção monetária poderá ocorrer a qualquer
tempo, não estando sujeito à preclusão.
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. VALORES
DEVIDOS PELA FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO AO CÁLCULO.
CRITÉRIOS DE CORREÇÃO. POSSIBILIDADE DE REVISÃO A
QUALQUER TEMPO. PRECLUSÃO NÃO VERIFICADA. TEMAS 905 - STJ
E 810 – STF. CORREÇÃO MONETÁRIA PELO IPCA-E. AGRAVO DE
INSTRUMENTO DESPROVIDO, MONOCRATICAMENTE.(Agravo de
Instrumento, Nº 70084778711, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Alexandre Mussoi Moreira, Julgado em: 17-12-2020)"
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. IMPUGNAÇÃO À
FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO
MONETÁRIA DA CONDENAÇÃO. TEMA Nº 810-STF E TEMA Nº 905-STJ.
PRECLUSÃO OU OFENSA À COISA JULGADA. INOCORRÊNCIA. TEMAS
NºS 491 E 492 DOS REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
1. As normas que dispõem sobre correção monetária são de caráter processual e,
portanto, de aplicabilidade imediata a partir da vigência da lei, conforme posição
do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp nº 1.205.946-SP (Temas
nº 491 e nº 492). Neste andar, não prospera a ensaiada ofensa ao entendimento
materializado no julgamento do Tema nº 733 do STF, bem como os arts. 505 e
507, do CPC. 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do Tema nº
810 e proclamou a inconstitucionalidade da aplicação da fórmula pretendida
pelo agravante. Tal decisão referenda o entendimento firmado pelo Superior
Tribunal de Justiça no Tema nº 905. 3. Por isso, deve ser mantida a atualização
monetária nos termos comandados pela decisão agravada. AGRAVO DE
INSTRUMENTO IMPROVIDO. DECISÃO MONOCRÁTICA.(Agravo de
Instrumento, Nº 70084662634, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: Nelson Antônio Monteiro Pacheco, Julgado em: 22-10-2020)"
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PÚBLICO. IMPUGNAÇÃO AO
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DIFERENÇAS DE URV. PAGAMENTO
ADMINISTRATIVO. APURAÇÃO DO SALDO DEVEDOR. AMORTIZAÇÃO.
METODOLOGIA DO CÁLCULO. JUROS SOBRE O VALOR
AMORTIZADO. CORREÇÃO MONETÁRIA. INAPLICABILIDADE DAS
ADIS 4357 E 4425 DO STF. INCIDÊNCIA DO TEMA 810 DO STF.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECENTEMENTE JULGADOS NO STF E
QUE NEGARAM A MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO QUE
RECONHECEU A INCONSTITUCIONALIDADE DA TR COMO
INDEXADOR. APLICABILIDADE IMEDIATA. INCIDÊNCIA DO IPCA-E
COMO ÍNDICE SUBSTITUTIVO. FORÇA VINCULANTE DO
PRECEDENTE. ARTS. 927 E 1.040 DO CPC/15. RECURSO PARCIALMENTE
PROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº 70083901140, Vigésima Quinta Câmara
(e-STJ Fl.17)
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Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Pippi Schmidt, Julgado em:
30-06-2020)"
Deste modo, com o julgamento do RE 870.947/SE – Tema 810, rejeitando os
embargos declaração, foram afastados os critérios de atualização monetária estabelecidos na lei nº
11.960/09, determinando a aplicação do IPCA-E, a contar de 30.09.2009, ou seja, data de sua
vigência.
Dessarte, em consonância com a decisão do Supremo Tribunal Federal, deverá o
cálculo ser retificado, aplicando-se o índice do IPCA-E, no que tange a atualização monetária dos
débitos da Fazenda Pública, a partir da vigência da Lei nº 11.960/09, ou seja, 30.06.2009.
A Jurisprudência da Corte Estadual segue este rumo:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CORREÇÃO MONETÁRIA. VIGÊNCIA DA
LEI Nº 11.960/09. INCIDÊNCIA DO IPCA-E. TEMA 810 DO STF.
REAPRECIAÇÃO DA MATÉRIA. ART. 1.030, INCISO II, DO CPC/2015. 1. A
decisão proferida por esta 4ª Câmara Cível, no tocante ao índice de correção
monetária incidente após a entrada em vigor da Lei nº 11.960/09, está em
manifesto confronto com o entendimento do STF proferido no RE 870.947/SE -
Tema 810. 2. Reapreciação da matéria na forma estabelecida no art. 1.030, inciso
II, do CPC/2015, para adequar a decisão ao posicionamento atual. 3. De acordo
com a decisão proferida em sede de repercussão geral, incide correção monetária
pelo IPCA-E a contar da data da entrada em vigor da Lei nº 11.960/09.
AGRAVO DE INSTRUMENTO PARCIALMENTE PROVIDO.(Agravo de
Instrumento, Nº 70063033047, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Antônio Vinícius Amaro da Silveira, Julgado em: 31-01-2020) (grifei)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. FAZENDA PÚBLICA. CORREÇÃO MONETÁRIA. TEMA 810
DO STF. 1. Considerando a decisão proferida pelo STF por ocasião do
julgamento do Tema 810 e a rejeição dos respectivos embargos declaratórios,
bem como o julgamento do REsp nº 1.495.144/RS, submetido à sistemática de
julgamento dos recursos repetitivos, deve incidir correção monetária pelo IPCA-
E a contar da vigência da Lei nº 11.960/09. AGRAVO DE INSTRUMENTO
PROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº 70083827741, Quarta Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Antônio Vinícius Amaro da Silveira, Julgado
em: 30-07-2020)
REJULGAMENTO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. EXECUÇÃO. RPV. TEMA 450 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA DA DATA DA
ELABORAÇÃO DO CÁLCULO ATÉ O PAGAMENTO. TEMA 810 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CORREÇÃO MONETÁRIA PELA TR
DECLARADA INCONSTITUCIONAL. TEMA 905 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES DE CORREÇÃO
MONETÁRIA E JUROS DE MORA A DEPENDER DA NATUREZA DA
(e-STJ Fl.18)
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CONDENAÇÃO. READEQUAÇÃO. Incide correção monetária da data do
cálculo que serviu de base para a expedição da requisição de pequeno valor ou
precatório até a data do pagamento, conforme tese firmda no Tema 450, julgado
pelo Supremo Tribunal Federal. Em razão da tese firmada no Tema 810 pelo
Supremo Tribunal Federal e no Tema 905 pelo Superior Tribunal de Justiça,
impõe-se a readequação do índice de atualização. No caso, incide correção
monetária pelo índice previsto na sentença transitada em julgado até 09/12/2009
e, a partir daí, pelo IPCA-E. desde a entrada em vigor da Lei nº 11.960/2009,
mantida no mais o acórdão anteriormente proferido. Agravo de instrumento
parcialmente provido. (Agravo de Instrumento, Nº 70049621717, Vigésima
Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo Kothe
Werlang, Julgado em: 25-08-2020).
”AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA DE
VENCIMENTOS DO ESTADO. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA E JUROS DE MORA. TEMAS 810 DO STF E 905 DO STJ. -A
decisão proferida pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal no Recurso
Extraordinário nº 870.947 – Sergipe, identificado como Tema 810, reconheceu a
inconstitucionalidade da aplicação do índice de remuneração da caderneta de
poupança, na forma do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei
nº 11.960/09, como critério de correção monetária nas condenações impostas à
Fazenda Pública. -Tese fixada pelo Superior Tribunal de Justiça, especificamente
às condenações judiciais referentes a servidores e empregados públicos,
aplicando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), como
índice de correção monetária, de acordo com o julgamento do Tema 905 do STJ,
REsp 1.492.221/PR, REsp 1.495.144/RS e REsp 1.495.146/MG. -No que concerne
aos juros de mora, não foram atingidos pelo reconhecimento da
inconstitucionalidade, que se restringiu ao índice de correção monetária. Assim,
a partir de 30 de junho de 2009, prevalecem conforme disposto na Lei
11.960/2009. -Recurso provido em parte.(Agravo de Instrumento, Nº
70083953075, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Leila Vani Pandolfo Machado, Julgado em: 25-08-2020)”
No que concerne aos juros – Lei n° 11.960/09 com razãoo executado.
Os juros devem ser computados pelo índice da caderneta de poupança (0,5% a.m. até
03/05/12, e a partir de 04/05/12 (Lei nº 12.703/12) com o redutor legal sempre que a SELIC for
inferior a 8,5% a.a.).
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA DE
VENCIMENTOS DO ESTADO. CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM
URV. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA
DECORRENTE DE AÇÃO COLETIVA. VERBA HONORÁRIA
SUCUMBENCIAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. NÃO
(e-STJ Fl.19)
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CONHECIMENTO. ATUALIZAÇÃO DO SALDO REMANESCENTE DE
JUROS DE MORA. TAXA DE JUROS DE MORA. -NÃO HÁ INTERESSE
RECURSAL QUANDO A DECISÃO AGRAVADA É PROFERIDA NOS
TERMOS EM QUE POSTULADA PELA PARTE. -PARA FINS DE
AMORTIZAÇÃO DOS VALORES PAGOS, DEVE SER OBSERVADO O
ÍNDICE DE JUROS DE MORA APLICADO NO PAGAMENTO PRINCIPAL,
PERMITINDO, ESTA METODOLOGIA, QUE OS JUROS MORATÓRIOS
INCIDAM APENAS SOB A PARCELA NÃO PAGA À ÉPOCA.
METODOLOGIA DIVERSA IMPORTARIA EM DUPLICIDADE DE ÔNUS
SOBRE O DÉBITO PERSISTENTE. -NO QUE CONCERNE AOS JUROS DE
MORA, NÃO FORAM ATINGIDOS PELO RECONHECIMENTO DA
INCONSTITUCIONALIDADE, QUE SE RESTRINGIU AO ÍNDICE DE
CORREÇÃO MONETÁRIA. ASSIM, A PARTIR DE 30 DE JUNHO DE 2009,
PREVALECEM CONFORME DISPOSTO NA LEI 11.960/2009. -RECURSO
NÃO PROVIDO, NA PARTE EM QUE CONHECIDO .(Agravo de Instrumento,
Nº 50456330720218217000, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Leila Vani Pandolfo Machado, Julgado em: 05-08-2021)(grifei)
A expedição de RPV distinta não configurará fracionamento, uma vez que na data do
ajuizamento do presente cumprimento de sentença o procurador não possuía o crédito relativo aos
honorários executivos.
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. ATUALIZAÇÃO DE VALORES. TEMA N° 810 DO STF.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Atualização de Condenação imposta à
Fazenda Pública atinente à relação jurídica não-tributária - O Supremo Tribunal
Federal, em sessão plenária realizada em 20/09/2017, concluiu o julgamento do
RE 870.947/SE (Tema nº 810), no qual foi apreciada a validade da correção
monetária e dos juros moratórios incidentes sobre condenações impostas à
Fazenda Pública segundo os índices oficiais de remuneração básica da caderneta
de poupança, conforme determina o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com a redação
dada pela Lei nº 11.960/09. Opostos embargos de declaração, o Tribunal Pleno,
por maioria, em sessão realizada em 03/10/2019, desacolheu os aclaratórios,
denegando o pleito de modulação temporal dos efeitos da decisão que fixou a tese
do leading case. Por conseguinte, no cálculo das condenações impostas à Fazenda
Pública, relativo à relação jurídica não-tributária, imperioso que se observe, a
contar de 30/06/2009, o IPCA-E, índice que melhor recompõe as perdas
inflacionárias. - RPV Autônoma para Honorários da Execução - Hipótese em que
o pagamento dos honorários através de RPV distinta não configura
fracionamento do crédito, porquanto trata-se de verba estabelecida na fase
executiva, podendo ser satisfeita de forma autônoma, na forma dos arts. 23 e 24
da Lei nº 8.906/94. - Valores Incontroversos - Vai, ainda, autorizado o
prosseguimento da execução quanto ao valor incontroverso. Com efeito, a
situação, de per si, não caracteriza fracionamento em razão da expedição de
Precatório ou Requisição de Pequeno Valor – RPV complementar, não havendo
que falar, nesta esteira, em ofensa ao artigo 100, § 8º, da Constituição Federal.
Impõe-se registrar, contudo, que, no contexto em que o montante remanescente
está sujeito a precatório, pela mesma via deverá ser efetuado eventual pagamento
incontroverso. - Os ônus sucumbenciais da incidental terminam
(e-STJ Fl.20)
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redimensionados, ficando a cargo do executado. DERAM PROVIMENTO AO
RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. UNÂNIME.(Agravo de
Instrumento, Nº 70084055169, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Helena Marta Suarez Maciel, Julgado em: 29-09-2020)"
Destarte, incluam-se os procuradores do credor no polo ativo do presente feito
Acolho parcialmente a presente impugnação. Tendo em vista o decaimento mínimo
dos pedidos, condeno o exequente no pagamento das custas e honorários advocatícios ao patrono do
executado, estes fixados no percentual de 20% sobre o proveito econômico obtido, nos termos do
artigo 85, §3º, inciso I, do CPC/2015.
Intimem-se.
Após, transitada em julgado a presente decisão, à Contadoria para retificação.
Adiante, do cálculo intimem-se as partes.
Dil. Legais.
Documento assinado eletronicamente por JOSE ANTONIO COITINHO, Juiz de Direito, em 12/8/2022, às 7:33:29, conforme
art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
https://eproc1g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código
verificador 10023562707v3 e o código CRC 95d06b33.
(e-STJ Fl.21)
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5060505-43.2019.8.21.0001 10025012853 .V2
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre
Rua Manoelito de Ornelas, 50 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110230 - Fone: (51) 3210-6500 - Email:
frpoacent2vfaz@tjrs.jus.br
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA Nº 5060505-
43.2019.8.21.0001/RS
EXEQUENTE: MILTON SERGIO NEDEL
EXECUTADO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Ciente da interposição do agravo de instrumento.
Mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos.
Aguarde-se a decisão do agravo.
Diligências legais.
Documento assinado eletronicamente por JOSE ANTONIO COITINHO, Juiz de Direito, em 8/9/2022, às 15:43:49, conforme
art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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(e-STJ Fl.22)
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Evento 2
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
24/08/2022 13:07:37
SECJE - SECJF -
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
2
Complemento:
GabLVPM -> DProc
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(e-STJ Fl.23)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 3
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_COM_REVISAO_DE_AUTUACAO
24/08/2022 15:39:52
ELISSONCOSTA - ELISSON VINICIUS RANGEL DA COSTA - SERVIDOR DISTRIBUIÇÃO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
3
Complemento:
DProc -> GabLVPM
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.24)
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5166440-22.2022.8.21.7000 20002627629 .V1 elissoncosta© elissoncosta
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
INFORMAÇÃO
Informo que o Serviço de Distribuição do Departamento Processual realizou a revisão
de autuação e de distribuição do presente feito, mantendoinalteradas a classificação e a distribuição
por sorteio na subclasse (competência) "Servidor Público (25ª)".
À consideração de Vossa Excelência.
(e-STJ Fl.25)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 4
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECEBIDO_O_RECURSO_COM_EFEITO_SUSPENSIVO
25/08/2022 10:24:15
ANAPAULARF - ANA PAULA RAMOS FISCHEL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
4
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.26)
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5166440-22.2022.8.21.7000 20002629979 .V2
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
No caso concreto, em que a ação se encontra na fase de execução de sentença, entendo
desnecessária a juntada de cópia da petição inicial e da contestação da ação de conhecimento para
recebimento do agravo de instrumento, ressalvada eventual necessidade posterior de juntada das
referidas peças para melhor análise do recurso.
Assim sendo, recebo o agravo de instrumento, na forma do art. 1.019 do CPC, e
confiro-lhe o efeito suspensivo no tocante à matéria objeto do recurso, pois há risco de dano
irreparável ou de difícil reparação.
Intime-se a parte recorrida para, querendo, apresentar contrarrazões.
Transcorrido o prazo legal, remetam-se os autos ao Ministério Público para parecer.
Documento assinado eletronicamente por LEILA VANI PANDOLFO MACHADO, Desembargadora Relatora , em 25/8/2022,
às 10:20:24, conforme art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
Data e Hora: 25/8/2022, às 10:20:24
(e-STJ Fl.27)
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Evento 5
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
25/08/2022 10:24:16
ANAPAULARF - ANA PAULA RAMOS FISCHEL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
5
Complemento:
GabLVPM -> Sec25CCiv
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(e-STJ Fl.28)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 6
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___DESPACHO_DECISAO
25/08/2022 13:49:38
RMESQUITA - RAPHAELA LOPES MESQUITA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
6
Agravado:
MILTON SERGIO NEDEL
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
06/09/2022 00:00:00
Data Final:
28/09/2022 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO, JOSE VECCHIO FILHO, STEFAN GUIMARÃES EMERIM
Suspensões e Feriados:
Independência do Brasil: 07/09/2022
Revolução Farroupilha: 20/09/2022
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(e-STJ Fl.29)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 7
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___DESPACHO_DECISAO
25/08/2022 13:49:38
RMESQUITA - RAPHAELA LOPES MESQUITA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
7
Agravante:
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
06/09/2022 00:00:00
Data Final:
21/09/2022 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
Suspensões e Feriados:
Independência do Brasil: 07/09/2022
Revolução Farroupilha: 20/09/2022
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nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.30)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 8
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
04/09/2022 23:59:59
SECJE - SECJF -
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
8
Complemento:
Refer. aos Eventos: 6 e 7
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nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.31)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 9
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
22/09/2022 01:03:52
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
9
Complemento:
Refer. ao Evento: 7
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.32)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 10
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONTRARRAZOES___REFER__AO_EVENTO__6
22/09/2022 14:28:00
RS103239 - RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - ADVOGADO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
10
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.33)
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EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RS
COLENDA 25ª CÂMARA CÍVEL DO TJRS
INSIGNE DESEMBARGADOR LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
DD. RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 51664402220228217000
MILTON SERGIO NEDEL, já qualificados nos autos do processo
em epígrafe, vêm, respeitosamente, perante Vossa Excelência, por seus procuradores
signatários 'ut' incluso instrumento de mandato nos autos, para apresentar:
CONTRAMINUTA AO AGRAVO DE INSTRUMENTO
interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, cujas razões
em anexo, depois de autuadas e processadas, deverão ser recebidas em contradita aos
termos da irresignação do agravante, requerendo-se, desde já, que apreciada a matéria este
Egrégio Colegiado mantenha, no ponto em questão, a decisão vergastada por seus próprios
fundamentos.
Nesses termos, pedem e esperam deferimento.
Porto Alegre, 22 de setembro de 2022.
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO
OAB/RS 117.902 OAB/RS 103.239
(e-STJ Fl.34)
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emEGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RGS
COLENDA 25ª CÂMARA RECURSAL CÍVEL DO TJRS
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES JULGADORES
CONTRAMINUTA AO AGRAVO DE INSTRUMENTO
I. BREVE SÍNTESE DA DEMANDA
MILTON SERGIO NEDEL, devidamente qualificado nos autos do
presente processo, vê proposto recurso de agravo de instrumento pelo ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL, em cujo bojo pretende afastar a fixação dos honorários advocatícios pela
sua suposta preclusão, bem como obter a reforma da decisão de primeiro grau que fixou
honorários advocatícios no percentual de 20% sobre o valor do débito.
A decisão ora hostilizada restou vazada nos seguintes termos:
“Vistos.
Defiro o pedido de arbitramento de honorários executivos.
Verifica-se que o presente cumprimento de sentença é decorrente da
Ação Coletiva nº 001/1.05.0269892-0, a qual foi ajuizada pelo Sindicato
dos Servidores da Justiça do Estado Rio Grande do Sul, tendo como
objetivo o pagamento das diferenças salariais oriundas da conversão do
vencimento do exequente (URV).
Constata-se que nos feitos executivos individuais provenientes de ações
coletiva contra a Fazenda Pública é cabível a fixação de honorários
advocatícios, ainda que o pagamento do crédito seja por meio de
precatório.
Neste sentindo a Súmula 345 do STJ:
[...]
Ilustra o tema os seguintes julgados do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio Grande do Sul:
[...]
Deste modo, fixo os honorários executivos no percentual de 20% sobre o
valor do débito.
(e-STJ Fl.35)
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Assiste razão em parte ao Estado em sua manifestação (Evento 6,
PROCJUDIC1, páginas 35/37).
Deverá ser utilizado no cálculo o mesmo índice da taxa de juros,
percentual de 12% ao ano, em relação ao valor principal devido, como no
principal pago administrativamente, a fim da correta apuração do saldo
de juros pendente de adimplemento.
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
[...]
No que tange à atualização monetária sem razão o ente público.
As normas que tratam sobre correção monetária possuem caráter
processual, de aplicabilidade imediata a contar da vigência da lei.
No mesmo sentido o entendimento do egrégio Tribunal de Justiça:
[...]
Destarte, o cálculo deverá ser retificado para aplicação do índice do IPCA-
E.
Ademais, a revisão dos critérios de correção monetária poderá ocorrer a
qualquer tempo, não estando sujeito à preclusão.
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
[...]
Deste modo, com o julgamento do RE 870.947/SE – Tema 810, rejeitando
os embargos declaração, foram afastados os critérios de atualização
monetária estabelecidos na lei nº 11.960/09, determinando a aplicação
do IPCA-E, a contar de 30.09.2009, ou seja, data de sua vigência.
Dessarte, em consonância com a decisão do Supremo Tribunal Federal,
deverá o cálculo ser retificado, aplicando-se o índice do IPCA-E, no que
tange a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública, a partir da
vigência da Lei nº 11.960/09, ou seja, 30.06.2009.
A Jurisprudência da Corte Estadual segue este rumo:
[...]
No que concerne aos juros – Lei n° 11.960/09 com razão o executado.
Os juros devem ser computados pelo índice da caderneta de poupança
(0,5% a.m. até 03/05/12, e a partir de 04/05/12 (Lei nº 12.703/12) com o
redutor legal sempre que a SELIC for inferior a 8,5% a.a.).
Neste sentido o egrégio Tribunal de Justiça:
[...]
Destarte, incluam-se os procuradores da exequente no polo ativo do
presente feito
Acolho parcialmente a presente impugnação. Tendo em vista o
decaimento mínimo dos pedidos, condeno a exequente no pagamento
das custas e honorários advocatícios ao patrono do executado, estes
fixados no percentual de 20% sobre o proveito econômico obtido, nos
termos do artigo 85, §3º, inciso I, do CPC/2015.
Intimem-se. Expeça-se precatório do valor incontroverso como
requerido.
Após, transitada em julgado a presente decisão, à Contadoria para
retificação.
Adiante, do cálculo intimem-se as partes. Dil. Legais..”
(e-STJ Fl.36)
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Nesse particular, portanto, não merece reparo algum a decisão
recorrida, conforme se passa a demonstrar.
II. DO MÉRITO
III.1. DA INEXISTÊNCIA DA PRECLUSÃO DA FIXAÇÃO DE
VERBA HONORÁRIA ADVOCATÍCIA EM CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
Insígnes desembargadores julgadores, conforme
supramencionado, o presente agravo de instrumento versa acerca da suposta preclusão da
fixação dos honorários advocatícios.
Desse modo, e para melhor apreciação desta Colenda Câmara,
serão separados em tópicos os fundamentos aqui presentes.
III.1.a. DA FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
QUANDO DA IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
Conforme se verifica do processo de origem, o cumprimento de
sentença fora ajuizado no final do ano de 2019. Em seguida, foi proferida decisão no sentido
de promover o prosseguimento do feito, deixando o magistrado de fixar a verba honorária.
Ato contínuo, o ente executado foi intimado e, ainda, apresentou impugnação aos cálculos
acostados em inicial.
Ocorre, ilustres Desembargadores julgadores, que, quando do
ajuizamento do processo de origem, já foi imediatamente requerida a fixação da verba
honorária e, em despacho inicial, o douto juízo recebeu a inicial e se manifestou quanto ao
prosseguimento do feito, determinando a citação do devedor e negando a fixação dos
honorários advocatícios.
Nesse sentido, é evidente que ainda não poderiam ser
definitivamente fixados os honorários advocatícios sucumbenciais, porquanto sequer estava
implementada a condição do art. 85, § 7º, do CPC, por não haver, no momento, impugnação
ao cumprimento de sentença, conforme versa o dispositivo:
Código Processual Civil
“Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado
do vencedor.
[...]
§ 7º Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a
(e-STJ Fl.37)
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Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, DESDE QUE NÃO
TENHA SIDO IMPUGNADA.”
Nessa senda, é nítido que a não interposição de recurso quanto
ao indeferimento em decisão interlocutória não pode figurar preclusão da pretensão
honorária sucumbencial, uma vez que, até aquele momento, não havia sido impugnado o
cumprimento de sentença, não nascendo a pretensão do(a) ora embargante, podendo os
honorários ser definitivamente fixados apenas em sentença resolutiva de mérito, quando já
oferecida impugnação pelo Estado.
Ainda que não fosse o caso, mantem-se firme a jurisprudência do
Egrégio Superior Tribunal de Justiça no sentido de quem não há a possibilidade de aplicação
do instituto da preclusão no curso do cumprimento de sentença:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
INTERNO EM RESP. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO.
CARÊNCIA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. JULGADO SE
MANIFESTOU SOBRE O TEMA CENTRAL DA CONTROVÉRSIA. EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO DO ENTE FEDERATIVO REJEITADOS.
1. A omissão justificadora de suprimento no julgado embargado é aquela
concernente a ponto suscitado pela parte e sobre o qual o Órgão Julgador
deveria se manifestar, por ser fundamental ao pleno desate da
controvérsia (EDcl no AgInt no AREsp 1.694. 301/PE, Rel. Min. MARCO
AURÉLIO BELLIZZE, DJe 3.3.2021).
2. No caso, o Estado do Rio Grande do Sul insiste na tese de preclusão
quanto ao pedido alusivo a honorários advocatícios. No entanto, o
aresto embargado não é omisso nos pontos necessários e suficientes ao
deslinde da controvérsia, ao registrar que a parte vinha buscando, desde
o início da execução, a fixação da verba em seu favor, até porque, nos
termos do entendimento jurisprudencial desta Corte Superior, não há
preclusão para a fixação dos honorários advocatíciosna execução em
face da Fazenda Pública, ainda que já tenham sido realizados a
expedição ou o pagamento de RPV, ante a ausência de previsão legal
definindo um momento para o arbitramento dos honorários.
3. Embargos de Declaração do Ente Federativo rejeitados.
(EDcl no AgInt no REsp 1724901/RS, Rel. Ministro MANOEL ERHARDT
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF5), PRIMEIRA TURMA, julgado
em 27/09/2021, DJe 29/09/2021)
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a
decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os
requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC" (Enunciado
Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da
execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba honorária,
(e-STJ Fl.38)
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ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo
executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que
determine o momento processual para aquele pleito.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp 1730462/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 02/03/2021)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. SERVIDOR PÚBLICO.
EXECUÇÃO CONTRA FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
FIXAÇÃO APÓS A EXPEDIÇÃO OU O PAGAMENTO DE PRV. POSSIBILIDADE.
AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO NÃO
PROVIDO.
1. Segundo já consignado na decisão agravada, a jurisprudência deste
Tribunal Superior firmou-se no sentido de que não há preclusão para a
fixação dos honorários advocatícios na execução em face da Fazenda
Pública, ainda que já tenham sido realizados a expedição ou o
pagamento de RPV, ante a ausência de previsão legal definindo um
momento para o arbitramento dos honorários.
2. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp 1826250/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 19/10/2020, DJe 23/10/2020)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. RPV. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
1. A teor da jurisprudência desta Corte não há falar em preclusão no
pedido de arbitramento de verba honorária, no curso da execução,
mesmo que a referida verba não tenha sido pleiteada no início do
processo executivo, e apesar de já ter havido o pagamento da RPV,
tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que determine o
momento processual para esse pleito. Precedentes: AgRg no REsp
1.397.117/RS, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe
9/9/2015; AgRg no REsp 1.397.478/RS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, DJe 17/6/2015; AgRg no REsp 1.355.571/RS, Rel. Ministro
Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 11/6/2013.
2. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp 1725649/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/11/2018, DJe 14/11/2018)
PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA
282/STF. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. NÃO
COMPROVAÇÃO.
DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. 1. Não se conhece de
Recurso Especial quanto a matéria não especificamente enfrentada pelo
Tribunal de origem, dada a ausência de prequestionamento.
Incidência, por analogia, da Súmula 282/STF.
2. Nos termos da jurisprudência pacífica do STJ, não há preclusão no
pedido de arbitramento de verba honorária, no curso da execução,
(e-STJ Fl.39)
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mesmo que a referida verba não tenha sido pleiteada no início do
processo executivo, e apesar de já ter ocorrido pagamento da RPV,
tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que determine o
momento processual para esse pleito. Precedentes: AgRg no REsp
1.188.906/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma,
DJe 26/11/2014; AgRg no AREsp 268.392/RS, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 7/3/2013.
[...]
Recurso Especial não conhecido.
(REsp 1681096/RN, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 26/09/2017, DJe 10/10/2017)
Conforme se infere dos julgados, cabe salientar que a regra
expressa e geral assentada pelo STJ é de que “no curso da execução, não há preclusão no
pedido de fixação de verba honorária [...] tendo em vista a inexistência de dispositivo legal
que determine o momento processual para aquele pleito”. Extraordinariamente, e de forma
a tão somente explicar o caso concreto do julgado, o Ilustre Ministro acrescenta a oração
“ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo executivo”, tratando-
se tão somente de uma explicação acessória, não servindo como uma restrição quanto rol
de casos em que não caberia a preclusão.
Nesse sentido, resta evidente que a intenção do julgador é
demonstrar que, no geral, não há preclusão do pedido de fixação de verba honorária, regra
essa que vale inclusive — e não exclusivamente — aos casos em que não se pleiteou no início
do processo executivo.
Desse modo, resta incontroverso o pleito aqui vertido, no qual
alega-se que não há possibilidade de incidência do instituto da preclusão sobre os honorários
advocatícios no cumprimento de sentença contra a fazenda pública.
III.1.b. DA NÃO APLICABILIDADE DO INSTITUTO DE PRECLUSÃO “PRO JUDICATO”
QUANDO DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA, INEXISTINDO COISA JULGADA
Da leitura da peça recursal, observa-se que a fundamentação
determinou a preclusão do pleito quanto às verbas honorárias ao entender pela
aplicabilidade do art. 507 do Código de Processo Civil.
Contudo, a despeito das razões acima descritas, deve ser
expressamente reconhecida por Vossas Excelências a inviabilidade jurídica do instituto da
preclusão “pro judicato”, modalidade esta versada nos referidos arts. 505 e 507, consoante
os seguintes julgados do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTEGRALIDADE DE PENSÃO POR MORTE DE
EX-SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA A
(e-STJ Fl.40)
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FAZENDA PÚBLICA. PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. HIPÓTESE EM QUE A
EXECUÇÃO FOI PROPOSTA APENAS PELO CREDOR PRINCIPAL.
PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM SEPARADO.
IMPOSSIBILIDADE. CRÉDITO SUCUMBENCIAL QUE DEVE SER INCLUIDO NO
PRECATÓRIO. PRECLUSÃO NÃO CONFIGURADA. - Possível a retratação
do juízo a quo a respeito dos critérios de expedição de RPV para
pagamento de verba honorária fixados em decisão anterior, na medida
em que a preclusão pro judicato não se aplica às decisões
interlocutórias. - Não tendo a execução sido proposta em litisconsórcio
com o procurador, descabido o pagamento dos honorários de
sucumbência em separado. RECURSO DESPROVIDO. (Agravo de
Instrumento, Nº 70071706808, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Eduardo Kraemer, Julgado em: 29-08-2017)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. EXECUÇÃO FISCAL. PRECLUSÃO
“PRO JUDICATO”. INOCORRÊNCIA. COOPERATIVA. LIQUIDAÇÃO.
SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO FISCAL. DESCABIMENTO. ALEGAÇÃO DE
OMISSÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO. PRETENSÃO DE
PREQUESTIONAMENTO. 1. Inexiste a omissão apontada. Embora seja
verdade que, num primeiro momento, o Juízo “a quo” determinou a
suspensão da execução fiscal, o que somente foi revisto em razão do
pedido de reconsideração, o qual ensejou a decisão agravada, não há
falar em preclusão. É que, exceto como efeito da coisa julgada, não se
aplica o instituto da preclusão “pro judicato” às decisões interlocutórias.
[...].(Embargos de Declaração Cível, Nº 70083449876, Segunda Câmara
Cível, Tribunalde Justiça do RS, Relator: Ricardo Torres Hermann, Julgado
em: 17-12-2019)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SEGUROS. PLANO DE SAÚDE. FASE DE
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. LIQUIDAÇÃO DO JULGADO. PRECLUSÃO
PRO JUDICATO. INOCORRÊNCIA. HONORÁRIOS PERICIAIS. ÔNUS DO
PAGAMENTO. NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO. 1. Preclusão pro judicato.
Inexiste óbice ao exercício da retratação pelo juízo de origem
relativamente aos atos de condução do processo, dentre os quais a
fixação do ônus do pagamento da perícia. Mera decisão interlocutória,
sobre a qual não incide a preclusão pro judicato, destinada apenas aos
provimentos que sofrem os efeitos da coisa julgada, inaplicável às
decisões interlocutórias. [...]. AGRAVO DE INSTRUMENTO
PARCIALMENTE PROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº 70083313007,
Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Isabel Dias
Almeida, Julgado em: 15-04-2020)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL.
LOCAÇÃO. PENHORA ON-LINE DE VALORES PELOS SISTEMAS BACENJUD E
SISBAJUD. DEFERIMENTO DE INTIMAÇÃO DO EXECUTADO POR EDITAL.
RECONSIDERAÇÃO JUDICIAL. INTIMAÇÃO EDITALÍCIA TORNADA SEM
EFEITO SOB O FUNDAMENTO DA AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DOS
MEIOS PARA LOCALIZAÇÃO DO DEVEDOR. ARGUIÇÃO DE PRECLUSÃO
(e-STJ Fl.41)
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PRO JUDICATO. INOCORRÊNCIA. POSSIBILIDADE DE JUÍZO DE
RETRATAÇÃO. LIVRE CONDUÇÃO DO PROCESSO. DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA QUE NÃO ATRAI O INSTITUTO DA PRECLUSÃO PRO
JUDICATO, A QUAL É RESERVADA ÀS DECISÕES SUJEITAS À COISA
JULGADA. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. RECURSO DESPROVIDO.
(Agravo de Instrumento, Nº 50448155520218217000, Décima Sexta
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Vivian Cristina Angonese
Spengler, Julgado em: 08-07-2021)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE
TRÂNSITO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR. OFENSA À COISA
JULGADA. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. A DECISÃO QUE JULGOU
PROCEDENTE A IMPUGNAÇÃO E QUE, COMO É ASSENTE, EMBORA SEJA
IDENTIFICADA COMO SENTENÇA, FOI PROFERIDA EM CONFORMIDADE
COM O DISPOSTO NO ART. 203, § 2º, DO CPC, VEZ QUE POSSUI
NATUREZA DE DECISÃO INTERLOCUTÓRIA, COM O PROSSEGUIMENTO
DA EXECUÇÃO. A LEI NOVA SUPERVENIENTE QUE MODIFICA OS ÍNDICES
DE CORREÇÃO E REGIME DOS JUROS MORATÓRIOS, POSSUI
APLICABILIDADE IMEDIATA A TODOS OS PROCESSOS, INCLUSIVE
AQUELES EM QUE JÁ HOUVE TRÂNSITO EM JULGADO E ESTEJAM EM
FASE DE EXECUÇÃO, NÃO HAVENDO COGITAR A RESPEITO DA VIOLAÇÃO
DA COISA JULGADA. PRELIMINAR REJEITADA. AGRAVO DE INSTRUMENTO
IMPROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº 50731550920218217000,
Décima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Guinther Spode, Julgado em: 23-09-2021)
Importa aqui ressaltar que não há que se falar em preclusão “pro
judicato” quando a matéria tiver sido decidida em sede de decisão interlocutória, devendo
esta ser alegada somente quando oriunda de sentença definitiva, esta que produz coisa
julgada material e deve seguir, conforme determinado em legislação federal, de acordo com
o Código Processual Civil:
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna
imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força
de lei nos limites da questão principal expressamente decidida.
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada,
não prejudicando terceiros.
Assim, resta evidente que a decisão interlocutória que denegou
a fixação de honorários advocatícios foi uma decisão inicial que teve como objetivo tão
simplesmente o prosseguimento processual, inclusive para fins de intimar a parte executada
para apresentação de impugnação ao cumprimento de sentença – para quiçá depois se pensar
em honorários.
(e-STJ Fl.42)
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Dessa forma, não cabe, de maneira nenhuma, a alegação oposta
pelo agravante no sentido de que há preclusão na fixação de honorários por ter havido
decisão que indeferiu anteriormente sua fixação, isso porque houve decisão posterior, antes
do trânsito em julgado, no momento realmente oportuno, decidindo pela mesma, com
força de sentença, julgando o mérito em si, qualificando-se, finalmente, enquanto coisa
julgada, na medida que proferida também após a impugnação ao cumprimento de sentença
apresentada pelo executado. Importa frisar que o próprio CPC determina que os honorários
sucumbenciais devem ser fixados em sentença:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao
advogado do vencedor.
Nesse sentido, alegar preclusão da possibilidade de fixação da
verba honorária advocatícia na presente etapa processual é o mesmo que proibir o
ilustríssimo juízo de primeiro grau a se manifestar dentro de seu juízo quanto à correta
fixação de honorários sucumbenciais, considerando que estes ainda cabem, em absoluto, no
seu escopo jurisdicional.
Nessa linha, vemos que as razões trazidas dialogam diretamente
com a jurisprudência já pacificada do Egrégio Superior Tribunal de Justiça no seguinte
sentido:
RECURSO ESPECIAL Nº 1944467 - PE (2021/0080228-5)
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela Universidade Federal de
Pernambuco, com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição
Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim
ementado (e-STJ fl. 171):
PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO CONTRA
FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO.
INOCORRÊNCIA.
INCIDÊNCIA DAS NORMAS DO CPC/2015. MAJORAÇÃO DOS
HONORÁRIOS. AGRAVO IMPROVIDO.
1. Agravo de instrumento contra decisão que fixou em desfavor da UFPE,
durante a fase de cumprimento de sentença, honorários advocatícios no
percentual mínimo previsto no art. 85, § 3º do CPC para a faixa de valor
aplicável ao montante final da execução a ser paga pela universidade.
2. A omissão no arbitramento provisório dos honorários no despacho
inicial da execução não conduz à preclusão pro judicato, por se tratar de
questão que necessariamente compõe o capítulo de mérito da sentença,
embora acessório e permanente. Possibilidade do magistrado, de ofício,
examinar tal matéria, a qualquer tempo, no curso da execução.
3. Inexistência de preclusão por omissão da postulação pelos agravados
após o despacho citatório.
4. A tese estabelecida pelo STJ, durante o julgamento do REsp n.º
1.252.412/RN, não se aplica ao presente caso, já que o requerimento dos
(e-STJ Fl.43)
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exequentes, ora agravados, foi formulado na própria inicial da execução,
e não após o arquivamento do feito.
5. A decisão atacada foi proferida em 08/10/2018, ou seja, já na vigência
do CPC/2015, devendo este ser o diploma processual utilizado para
fixação da condenação em honorários advocatícios.
6. Majoração da condenação em honorários advocatícios em 1% sobre o
montante definido na decisão combatida sob esse título em desfavor da
universidade, nos termos do art. 85, § 11 do CPC.
7. Agravo improvido.
Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ fl. 348).
A recorrente aponta ofensa aos arts. 14, 223, 507, 827, e 1.000, do Código
de Processo Civil/2015, aos argumentos de que:
a) ocorreu a preclusão para fixação dos honorários advocatícios na
execução, pois "não havendo sido interposto o recurso cabível contra o
despacho judicial que deixou de arbitrar os honorários sucumbenciais,
restou configurado o instituto da preclusão lógica, conforme dispõe a
legislação, a doutrina e a jurisprudência pertinentes ao tema em questão"
(e-STJ fl. 399); e b) impossibilidade de aplicação do Novo Código de
Processo Civil na fixação da verba honorária, pois a presente ação foi
proposta em 2009 e "a fixação de honorários advocatícios deve levar em
conta a lei vigente quando do ajuizamento da demanda" (e-STJ fl. 400).Com contrarrazões (e-STJ fls. 465-486).
Juízo positivo de admissibilidade à STJ fl. 688. É o relatório. Passo a decidir.
A insurgência não merece prosperar. O entendimento exarado no aresto
impugnado encontra-se em consonância com a jurisprudência firme
desta Corte segundo a qual, "no curso da execução, não há preclusão no
pedido de fixação de verba honorária, ainda que referida verba não
tenha sido pleiteada no início do processo executivo, tendo em vista a
inexistência de dispositivo legal que determine o momento processual
para aquele pleito" (STJ, AgInt no REsp 1.730.462/RS, Rel. Ministro
GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 02/03/2021).
(...)
Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. Não obstante o
disposto no art. 85, § 11, do CPC/2015 e no Enunciado Administrativo
7/STJ ("Somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a
partir de 18 de março de 2016 será possível o arbitramento de honorários
sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do NCPC"), deixo de
majorar os honorários advocatícios, por tratar-se, na origem, de recurso
interposto contra decisão interlocutória, na qual não houve prévia fixação
de honorários. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 16 de agosto de 2021.
Ministro Benedito Gonçalves Relator (Ministro BENEDITO GONÇALVES,
18/08/2021)
ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. PROCESSUAL CIVIL.EXECUÇÃO
DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO
VALOR.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
1. Entende este Superior Tribunal de Justiça que não há preclusão no
pedido de fixação de verba honorária, no curso da execução, mesmo que
a referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo
(e-STJ Fl.44)
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executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que
determine o momento processual para aquele pleito. Precedentes. 2.
Recurso especial não provido.
(REsp 1866441/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 25/08/2020, DJe 08/09/2020)
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a
decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os
requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC" (Enunciado
Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da
execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba honorária,
ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo
executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que
determine o momento processual para aquele pleito.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp 1730462/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 02/03/2021)
Dessa feita, é de suma importância que sejam acolhidas as
presentes contrarrazões, de modo a enfrentar a integralidade da matéria levada a juízo, uma
vez que destoa diretamente do entendimento consolidado na competente jurisprudência
especial, bem como fixado em lei federal.
III.1.c. DA VIABILIDADE DE FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS
INDEPENDENTEMENTE DA IMPUGNAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA
Ademais, caso entendido enquanto insuficientes as razões acima
expostas, importa, ainda, trazer o disposto na Sumula 345 do Superior Tribunal de Justiça,
que instrui no sentido de que nos feitos executivos individuais provenientes de ações
coletiva contra a Fazenda Pública é cabível a fixação de honorários advocatícios, ainda que
não embargadas — no caso, com o advento do Código Processual Civil de 2015, “não impugnadas”,
conforme amplamente recepcionado pela jurisprudência telada.
Neste sentindo a Súmula 345 do STJ:
"São devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas
execuções individuais de sentença proferida em ações coletivas, ainda
que não embargadas."
(e-STJ Fl.45)
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Inclusive, desse modo, o colendo Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul, possui inúmeros precedentes em que determina a fixação dos honorários
advocatícios nas execuções individuais de sentença oriundas de ações coletivas.
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA SALARIAL.
URV. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA PROFERIDA EM DEMANDA
COLETIVA. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. DEMONSTRAÇÃO FÁTICA.
HONORÁRIOS PARA A FASE EXECUTIVA. [...] 2. Cabível a fixação de
honorários advocatícios nas execuções não embargadas contra a
fazenda pública, inclusive com pagamento mediante precatório, quando
decorrentes de sentença proferida em ação coletiva. Súmula 345 do STJ.
Agravo de instrumento parcialmente provido. (Agravo de Instrumento, Nº
70083928283, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Eduardo Kothe Werlang, Julgado em: 30-06-2020)"
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. POLÍTICA SALARIAL.
URV. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
TÍTULO JUDICIAL DECORRENTE DE DEMANDA COLETIVA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS PARA A FASE EXECUTIVA. É cabível a fixação de
honorários advocatícios nas execuções não embargadas contra a
fazenda pública, inclusive com pagamento mediante precatório, se
decorrentes de sentença proferida em ação coletiva. Súmula 345 do STJ
e Tema 973 do STJ. Agravo de instrumento provido. (Agravo de
Instrumento, Nº 70083864579, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Eduardo Kothe Werlang, Julgado em: 30-06-
2020)"
No mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justiça possui o
seguinte entendimento:
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA. MANDADO DE
SEGURANÇA COLETIVO. URV. IMPUGNAÇÃO DO ESTADO DE SERGIPE.
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTIVA ACOLHIDA. ALEGADA VIOLAÇÃO
AO ART. 85 DO CPC/2015. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A SEREM PAGOS
PELA PARTE EXEQUENTE. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. AGRAVO
INTERNO IMPROVIDO. [...]
IV. Na sessão de 20/06/2018, a Corte Especial do STJ, no julgamento de
Recurso Especial repetitivo 1.648.238/RS, firmou a tese de que "o art. 85,
§ 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado
na Súmula 345 do STJ, de modo que são devidos honorários advocatícios
nos procedimentos individuais de cumprimento de sentença decorrente
de ação coletiva, ainda que não impugnados e promovidos em
litisconsócio" (STJ, REsp 1.648.238/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA,
CORTE ESPECIAL, DJe de 27/06/2018). [...]
(AgInt no REsp 1917970/SE, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 21/06/2021, DJe 24/06/2021)
(e-STJ Fl.46)
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Assim, mesmo que a) o ente público não tivesse ofertado
impugnação aos valores postulados pela agravada; que b) a agravada não tivesse promovido
a manifestação quanto à referida impugnação telada, pedindo expressamente pela fixação
dos honorários advocatícios e, por fim, que c) não tivesse o magistrado fixado a verba
honorária nos autos processuais, ainda existiria plena possibilidade jurídica de formular um
pedido por parte da exequente na fixação dos referidos honorários antes do trânsito em
julgado, conforme ainda tramita a presente demanda.
III.2. DO PERCENTUAL DE FIXAÇÃO
DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
Excelências, conforme supramencionado, o presente agravo de
instrumento também argumenta pela minoração dos honorários advocatícios fixados no
percentual de 20% sobre o valor do débito.
Contudo, os honorários advocatícios avençados pelo MM. Juízo a
quo não merecem reforma eis que que arbitrados considerando os elementos trazidos pelo
artigo 85, § 3º e 5º, do Código de Processo Civil, veja-se:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado
do vencedor.
[...] § 3º Nas causas em que a Fazenda Pública for parte,a fixação dos
honorários observará os critérios estabelecidos nos incisos I a IV do § 2º
e os seguintes percentuais:
I - mínimo de dez e máximo de vinte por cento sobre o valor da
condenação ou do proveito econômico obtido até 200 (duzentos)
salários-mínimos; [...]
§ 5º Quando, conforme o caso, a condenação contra a Fazenda Pública ou
o benefício econômico obtido pelo vencedor ou o valor da causa for
superior ao valor previsto no inciso I do § 3º, a fixação do percentual de
honorários deve observar a faixa inicial e, naquilo que a exceder, a faixa
subsequente, e assim sucessivamente. [...]
O transcrito § 3º determina a faixa de percentuais a serem
utilizados para fixação dos honorários em casos envolvendo a Fazenda Pública, sendo que a
determinação do percentual dependerá da análise do zelo e trabalho dispensados pelo
patrono da parte, em observância ao disposto no § 2º do mesmo dispositivo legal.
A partir do aludido, percebe-se que no caso em apreço o
magistrado ao fixar os honorários sucumbenciais, corretamente realizou a fixação dentro dos
parâmetros permitidos pelo Código de Processo Civil, portanto, tal verba além de justa é
(e-STJ Fl.47)
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condizente com os valores permitidos por lei.
Neste sentido, vejamos emendas recentes deste E. Tribunal:
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. EMBARGOS À
EXECUÇÃO. ACOLHIMENTO. EXECUÇÃO EXTINTA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS QUE DEVEM SER FIXADOS SOBRE O VALOR DO PROVEITO
ECONÔMICO OBTIDO. Nos termos do art. 85, §2º, do CPC, os honorários
advocatícios devem ser fixados entre o mínimo de dez e o máximo de
vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico
obtido ou, se não for possível mensurá-lo, do valor atribuído à causa.
Hipótese dos autos em que os embargos à execução foram acolhidos,
sendo a ação executiva extinta, o que propiciou à embargante proveito
econômico no valor de R$ 42.070,24, devendo a verba honorária ser
fixada em percentual deste valor. Honorários advocatícios que vão
majorados para 20% sobre o proveito econômico obtido pela
embargante. APELO PROVIDO. UNÂNIME. (Apelação Cível, Nº
70080034408, Décima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Pedro Luiz Pozza, Julgado em: 09-05-2019)
Esse, aliás, é o entendimento exarado pelo Egrégio Superior
Tribunal de Justiça, conforme se denota dos seguintes precedentes:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO
ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC.
NÃO OCORRÊNCIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DISCUSSÃO SOBRE
APLICAÇÃO DO PERCENTUAL DE 20% (VINTE POR CENTO) SOBRE O
VALOR DA EXECUÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 20, §§ 3º E 4º DO CPC.
POSSIBILIDADE. DECISÃO MANTIDA PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.
PROVIMENTO NEGADO.
1. Não se constata a alegada violação ao art. 535 do CPC, na medida em
que a eg. Corte de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que
lhe foram submetidas. De fato, inexiste omissão no aresto recorrido,
porquanto o Tribunal local, malgrado não ter acolhido os argumentos
suscitados pela parte recorrente, manifestou-se expressamente acerca
dos temas necessários à integral solução da lide.
2. Não se constata ofensa ao art. 20, § 4º, do CPC, uma vez que a Corte de
origem, ao arbitrar a verba honorária, diante do caso em questão, levou
em conta a regra inserta no § 4º do referido artigo, bem como os critérios
previstos nas alíneas do § 3º do art. 20 do CPC, conferindo-lhes correta
aplicação. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no Ag 1383887/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
julgado em 10/06/2014, DJe 20/06/2014)
Desta forma, não merece prosperar o argumento de que os
valores fixados estão em excesso, haja vista que o magistrado os fixou em consonância ao
que prevê o artigo 85 do Código de Processo Civil.
(e-STJ Fl.48)
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Outrossim, ressalta-se que os honorários fixados não se mostram
exorbitantes, como assim tenta aludir a agravante, visto que deve ser levado em
consideração o zelo profissional, a sua prestação de serviço ao trabalho realizado pelo
advogado e o tempo exigido para seu serviço, o que merece alguns apontamentos.
Insurge a agravante que o trabalho realizado pelo procurador da
parte contrária revestiu-se de relativa simplicidade, visto que, supostamente, estaríamos
diante de ação de baixa complexidade.
Excelências, tal alegação desmerece consideravelmente o
trabalho e esforços realizados pelo procurador da agravada, e demonstra desmerecimento
ao trabalho apresentado pelo procurador da parte contrária, com o que não se pode
coadunar.
Neste diapasão, evidencia-se que a decisão não merece reparos,
pois o percentual fixado condiz com todo o trabalho, empenho e excelência profissional
dedicados diariamente ao presente caso, de sorte que reduzir o montante certamente levaria
ao aviltamento da verba em questão.
Corroborando com o alegado supra, colaciona-se julgados em
que a redução das verbas advocatícias restou descabida.
APELAÇÃO CÍVEL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. AÇÃO DE
INEXISTÊNCIA DE DÉBITO. CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. NÃO CABIMENTO. VALOR
ADEQUADO AOS PARÂMETROS DO §4º DO ART. 20 DO CPC. APELAÇÃO
DESPROVIDA.(Apelação Cível, Nº 70042122895, Segunda Câmara Especial
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Fernando Flores Cabral Junior,
Julgado em: 25-05-2011)
APELAÇÃO CÍVEL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. CONTRATOS DE
ABERTURA DE CONTA CORRENTE. PRESTAÇÃO DE CONTAS. PRIMEIRA
FASE. DEVER DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA DE PRESTAR CONTAS À PARTE
AUTORA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. DESCABIMENTO.
SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA MANTIDA. APELAÇÃO
DESPROVIDA.(Apelação Cível, Nº 70041866187, Vigésima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Glênio José Wasserstein Hekman,
Julgado em: 11-07-2012)
Logo, os honorários correspondentes ao serviço prestado
devem ser mantidos, para que todo o trabalho executado com primazia seja recompensado,
sob pena de infringir-se o Princípio da Valorização do Trabalho Humano, esculpido no art.
170 da Carta Magna.
(e-STJ Fl.49)
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III. DO PREQUESTIONAMENTO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL E DA DIVERGÊNCIA
JURISPRUDENCIAL
No tocante à invocada preclusão do pleito relativo à verba
honorária sucumbencial, entende-se que o correto é considerar os critérios estabelecidos na
Lei Adjetiva Civil, precisamente no que preconizam o art. 85, caput e seus parágrafos, em
especial o § 7º, que determina seja em sentença condenado o vencido a pagar honorários ao
advogado do vencedor, bem como que é devida a fixação quando apresentada impugnação
pelo Estado, não importando se foi denegada anteriormente em decisão interlocutória que
não resolveu mérito.
Desse modo, o ora agravado requer, respeitosamente,
manifeste-se expressamente o Colegiado a respeito dos argumentos supramencionados de
forma a se dar por devidamente prequestionada a matéria ora enfrentada, em especial
quanto ao momento, isto é, à fixação de ofício dos honorários sucumbenciais em sentença,
bem como à não configuração da preclusão “pro judicato” quando da decisão interlocutória,
confrontadas nos artigos 85, caput e parágrafos, 502, 503, 505, 506 e 507 do CPC.
Pelo exposto, requer que sejam considerados prequestionados
não somente os citados artigos, para o caso de necessidade de interposição de pleito nas
instâncias extraordinárias, como também o entendimento jurisprudencial já consolidado
do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, conforme julgados aqui trazidos, que versam
diretamente sobre a matéria confrontada.
IV. CONCLUSÃO
‘IPSO FACTO’, postula a esta Colenda Câmara Recursal que sejam
as presentes contrarrazões acolhidas no sentido de que sejajulgado pelo total improvimento
das razões pretendidas pelo agravante, em especial quanto ao que segue:
a) Considerando que houve decisão do juízo a quo da
fixação dos honorários advocatícios por meio de sentença, em conformidade com o caput
do art. 85 do CPC/2015, que seja afastada a sua preclusão, restando inviável a ocorrência
do instituto da preclusão — em quaisquer de suas formas que seja — do direito de requerer
a fixação da verba honorária, uma vez que não pode haver preclusão quanto matéria
decidida em decisão interlocutória, posteriormente decidida em sentença resolutiva de
mérito após a impugnação pelo Estado;
b) Comprovado o grau de zelo profissional emprenhado
pelos patronos da parte agravada, bem como do disposto legal e jurisprudencial quanto a
(e-STJ Fl.50)
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fixação de honorários advocatícios no referido percentual, pugna pelo completo
desacolhimento das razões ora vergastadas pelo agravante.
c) Por fim, diante do exposto, o ora agravado requer,
respeitosamente, manifeste-se expressamente o Colegiado a respeito dos argumentos
supramencionados de forma a se dar por devidamente prequestionada a matéria ora
enfrentada, em especial quanto ao momento, isto é, à fixação de ofício dos honorários
sucumbenciais em sentença, bem como à não configuração da preclusão, em qualquer de
suas modalidades, quando da decisão interlocutória, confrontadas nos artigos 85, caput e
parágrafos, 502, 503, 505, 506 e 507 do CPC, bem como do entendimento jurisprudencial
consolidado do STJ.
Nesses termos, pedem e esperam eferimento.
Porto Alegre, 22 de setembro de 2022.
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO
OAB/RS 117.902 OAB/RS 103.239
(e-STJ Fl.51)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 11
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___VISTA_AO_MP_PARA_PARECER
22/09/2022 14:43:53
RMESQUITA - RAPHAELA LOPES MESQUITA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
11
MinistÉrio pÚblico:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
04/10/2022 00:00:00
Data Final:
17/11/2022 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
MARISA LARA ADAMI DA SILVA, MARCELO LEMOS DORNELLES, ANGELA SALTON ROTUNNO, FABIO ROQUE SBARDELLOTTO, ALTAMIR FRANCISCO ARROQUE
Suspensões e Feriados:
Nossa Senhora Aparecida: 12/10/2022
Finados: 02/11/2022
Proclamação da República: 15/11/2022
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.52)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 12
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
02/10/2022 23:59:59
SECJE - SECJF -
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
12
Complemento:
Refer. ao Evento: 11
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.53)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 13
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
PARECER___REFER__AO_EVENTO__11
04/10/2022 22:03:17
MP-PRTESHEINER - PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER - PROCURADOR
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
13
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.54)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
MINISTÉRIO PÚBLICO
Colenda 25a Câmara Cível do Egrégio Tribunal
de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
O MINISTÉRIO PÚBLICO, por seu agente abaixo
firmado, nos autos do processo n° 5166440-22.2022.8.21.7000, oferece
PARECER:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. HONORÁ-
RIOS ADVOCATÍCIOS. PROCESSUAL CIVIL. (1) PRE-
CLUSÃO. INOCORRÊNCIA. DECISÃO ANTERIOR ACER-
CA DA MATÉRIA QUE FOI OBJETO IRRESIGNAÇÃO
TEMPESTIVA. (2) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CABÍ-
VEL A MINORAÇÃO DO PERCENTUAL FIXADO A TÍTU-
LO DE HONORÁRIOS DE EXECUÇÃO PARA 10% DO VA-
LOR DO CRÉDITO EXECUTADO, EM ATENÇÃO AO DIS-
POSTO NO ART. 85, § 3º, INCISO I, DO CPC, BEM COMO
A CRITÉRIOS DE RAZOABILIDADE E PROPORCIONALI-
DADE. DEMANDA REPETITIVA DE BAIXA COMPLEXI-
DADE. PRECEDENTE. (3) DECISÃO QUE FIXOU HONO-
RÁRIOS ADVOCATÍCIOS DE EXECUÇÃO NA ORIGEM.
PARECER PELO PARCIAL PROVIMENTO DO AGRAVO
DE INSTRUMENTO, ao efeito de minoração dos honorá-
rios advocatícios para 10% do valor executado.
Trata-se de agravo de instrumento com pedido de
efeito suspensivo tempestivamente interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul
da decisão que, nos autos da execução que lhe move Milton Sergio Nedel, fixou
honorários advocatícios de execução em 20% sobre o valor do crédito executado.
(e-STJ Fl.55)
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MINISTÉRIO PÚBLICO
Alegou o agravante, em síntese, que resta preclu-
sa a pretensão de fixação dos honorários advocatícios, uma vez que houve deci-
são anterior que indeferiu o pagamento da verba, tendo esta restado irrecorrida.
Colacionou precedentes. Pugnou, por cautela, pela minoração do percentual fixa-
do (20%) para 10% do crédito exequendo, com base no art. 85 do CPC. Pediu, a
final, o provimento do agravo.
Restou deferido o efeito suspensivo postulado
(evento 4).
Foram ofertadas contrarrazões (evento 10).
Os autos vieram ao Ministério Público.
É o relatório.
É caso de parcial provimento do agravo de instru-
mento.
Apura-se que não resta configurada a preclusão,
uma vez que, a exequente se manifestou (evento 6, item 1, fls. 47/50 do processo
de origem) na primeira oportunidade após a decisão (evento 6, item 1, fls. 31/33,
do processo de origem) que indeferiu o pedido de fixação de honorários, tendo o
pleito do autor sido acolhido pela decisão hostilizada, a qual merece ser mantida
no tópico.
Quanto ao valor, verifica-se que o percentual da
verba honorária (20% sobre o débito) se mostra efetivamente excessivo, conside-
rando a baixa complexidade e repetitividade desta espécie de demanda, bem co-
mo as balizas do art. 85, § 3º, inciso I, do CPC, de modo que o montante comporta
redução. Assim, cabível a minoração dos honorários advocatícios para 10% do
crédito executado, percentual que se coaduna com critérios de proporcionalidade
e razoabilidade.
Nessa linha:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INS-
TRUMENTO. FAZENDA PÚBLICA. ACÓRDÃO QUE RES-
TOU OMISSO EM RELAÇÃO AOS HONORÁRIOS ADVO-
CATÍCIOS. PLEITO DE ARBITRAMENTO DE HONORÁ-
(e-STJ Fl.56)
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ESTADO DO RIO GRANDEDO SUL
MINISTÉRIO PÚBLICO
RIOS PARA A FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
CABIMENTO. - Da simples leitura da exordial do agravo de
instrumento, verifica-se a existência de pedido expresso de
arbitramento de honorários advocatícios para a fase de cum-
primento de sentença, com base na súmula 345/STJ e Tema
973 dos recursos repetitivos (fls. 12/14), o qual não foi dirimi-
do quando do julgamento do recurso. Destarte, imperioso o
acolhimento dos embargos, para que seja suprida a omissão.
Mérito - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça de-
finiu a tese de que o novo regramento processual não afasta
a aplicação da Súmula 345 do STJ, editada para dirimir con-
flitos acerca do arbitramento de honorários no cumprimento
de sentença decorrente de ação coletiva. - Os honorários
advocatícios vão fixados em 10% (dez por cento) sobre o
valor do crédito a ser satisfeito nos autos. - Aplicabilidade
do artigo 523, § 1º, do Código de Processo Civil/2015. - Pre-
cedentes desta Câmara. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
ACOLHIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES. UNÂNI-
ME.(Embargos de Declaração Cível, Nº 70082497959, Vigé-
sima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Rela-
tor: Helena Marta Suarez Maciel, Julgado em: 29-10-2019)
Isso posto, manifesta-se o Ministério Público
pelo parcial provimento do agravo de instrumento, ao efeito de minoração dos
honorários advocatícios para 10% do valor executado.
É o parecer.
Porto Alegre, 04 de outubro de 2022.
Paulo Roberto de Aguiar Tesheiner,
PROCURADOR DE JUSTIÇA.
(e-STJ Fl.57)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 14
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_COM_PARECER_DO_MP
05/10/2022 08:01:21
SMARTINI - SILVIA OLIVEIRA MARTINI - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
14
Complemento:
Sec25CCiv -> GabLVPM
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.58)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 15
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
INCLUSAO_EM_PAUTA_DE_JULGAMENTO_PELO_RELATOR
11/10/2022 14:33:07
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
15
Complemento:
<b>Sessão Ordinária Presencial</b>
Data da sessão: <b>25/10/2022 14:00 - Sala de Sessão 815</b>
Sequencial: 203
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.59)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 16
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_COMUNICACAO_ELETRONICA
11/10/2022 14:33:07
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
16
Complemento:
<b>Sessão Ordinária Presencial</b>
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.60)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 17
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONHECIDO_O_RECURSO_E_PROVIDO
25/10/2022 14:35:41
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
17
Complemento:
por unanimidade
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.61)
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Poder Judiciário
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA PRESENCIAL DE
25/10/2022
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
RELATORA: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
PRESIDENTE: DESEMBARGADORA HELENA MARTA SUAREZ MACIEL
PROCURADOR(A): NOARA BERNARDY LISBOA
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
ADVOGADO: RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO (OAB RS103239)
ADVOGADO: JOSE VECCHIO FILHO (OAB RS031437)
ADVOGADO: STEFAN GUIMARÃES EMERIM (OAB RS080361)
Certifico que este processo foi incluído na Pauta da Sessão Ordinária Presencial do dia 25/10/2022, na
sequência 203, disponibilizada no DE de 13/10/2022.
Certifico que a 25ª Câmara Cível, ao apreciar os autos do processo em epígrafe, proferiu a seguinte
decisão:
A 25ª CÂMARA CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, DAR PROVIMENTO AO RECURSO,
PARA AFASTAR A VERBA HONORÁRIA FIXADA.
RELATORA DO ACÓRDÃO: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
VOTANTE: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
VOTANTE: DESEMBARGADOR LEO ROMI PILAU JUNIOR
VOTANTE: DESEMBARGADOR EDUARDO KOTHE WERLANG
ANNE MICHELE MULLER ESCHER
Secretária
(e-STJ Fl.62)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 18
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_RELATORIO_VOTO_ACORDAO
25/10/2022 16:56:34
ANAPAULARF - ANA PAULA RAMOS FISCHEL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
18
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.63)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
RELATORA: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
RELATÓRIO
Trata-se de agravo de instrumento interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE
SUL, inconformado com a decisão proferida na ação de cumprimento de sentença movida por
MILTON SERGIO NEDEL , que fixou os honorários executivos no percentual de 20% sobre o
valor do débito (evento 31, DESPADEC1).
Em suas razões recursais, a parte agravante defendeu, em síntese, a ocorrência de
preclusão do pedido de fixação de verba honorária para a nova fase processual, sob o argumento de
que a decisão que recebeu o cumprimento de sentença indeferiu a pretensão, sem que a parte
interpusesse recurso. Sustentou ser excessivo o percentual fixado a título de honorários,
justificando tratar-se de causa de baixa complexidade, sem exigência de instrução probatória,
autorizando o arbitramento conforme apreciação equitativa do juiz. Colacionou julgados, pugnando
pela atribuição de efeito suspensivo ao recurso, ao final, pelo seu provimento.
Recebido o agravo de instrumento, foi-lhe conferido o efeito suspensivo no tocante à
matéria objeto do recurso.
A parte agravada, intimada, apresentou resposta.
O Ministério Público opinou pelo parcial provimento da irresignação.
É o relatório.
VOTO
Em relação à verba honorária, o entendimento pacificado desta Câmara é pela
possibilidade de arbitramento na hipótese de execução por Requisição de Pequeno Valor, com base
na decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal, no RE nº 420.816-PR.
Importante observar que, seguindo o entendimento já reiterado do Superior Tribunal
de Justiça1, adequei minhas decisões no sentido de que não há preclusão ao pedido de arbitramento
de verba honorária, no curso da execução por RPV.
(e-STJ Fl.64)
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No presente caso, todavia, a situação é distinta, estando configurada a preclusão ao
direito.
Da análise dos autos, verifica-se que a parte autora propôs a inicial de cumprimento
de sentença em novembro de 2019, requerendo a fixação de honorários executivos (fls. 10-13).
O pedido foi indeferido pelo juízo de origem (fls. 39-41) e, desta decisão, não foi
interposto recurso.
Somente em outubro de 2021, a parte autora requereu novamente o arbitramento de
honorários advocatícios para a nova fase processual (fls. 55-61).
No entanto, como visto, a questão já restou definida anteriormente. Não tendo havido
oportuno recurso a respeito, quando do indeferimento da verba honorária, precluiu o prazo para
discussão sobre a matéria.
Este é o entendimento adotado por esta Câmara:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCEDIMENTO EXECUTIVO. PEDIDO DE FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS. PRECLUSÃO CONSUMATIVA CONFIGURADA. CASO CONCRETO. 1.
Compulsando os autos, verifica-se que foi analisado e indeferido o pedido de fixação
de honorários executivos pelo julgador a quo em decisão prolatada em 2014. Ressalta-se que não
foi interposto recurso na época contra tal decisão. 2. Cuida-se, pois, de hipótese de
clara preclusão em relação ao pedido de fixação de honorários executivos. Com efeito,
a preclusão consumativa se opera quando o ato processual é efetivamente praticado, restando
impossibilitada, dessa forma, a sua repetição. NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO.
(Agravo de Instrumento, Nº 70084746353, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Léo Romi Pilau Júnior, Julgado em: 29-06-2021)
APELAÇÃO CÍVEL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PLEITO
DE FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PARA A FASE EXECUTIVA
EXPRESSAMENTE INDEFERIDO EM DECISÃO ANTERIORMENTE PROFERIDA NOS
AUTOS. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO NO MOMENTO
OPORTUNO. PRECLUSÃO NO CASO CONCRETO. - Firmou-se nesta 25ª Câmara Cível o
entendimento de que não ocorre preclusão ao pleito de fixação de honorários no curso da
execução, em razão da inexistência de dispositivo legal que determine o momento específico ao
requerimento de arbitramento da verba honorária nos autos. - Entretanto, no caso concreto, já
houve decisão anterior indeferindo o pleito de fixação da verba honorária na execução. Hipótese
em que a insurgência contra esta negativa deveria ter sido suscitada tão logo a parte exequente
teve ciência da decisão que negou o pedido de arbitramento da verba. - Preclusão corroborada.
NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO. UNÂNIME.(Apelação Cível, Nº
70082808767, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Helena Marta
Suarez Maciel, Julgado em: 29-10-2019)
Desta forma, merece acolhida a inconformidade.
Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso, para afastar a verba honorária
fixada.
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1. PROCESSUAL CIVIL. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO
OCORRÊNCIA.1. Já foi julgado por esta Corte que não há preclusão no pedido de arbitramento de verba honorária, no curso da
execução, mesmo que a referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo executivo, e apesar de já ter havido o
pagamento da RPV, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que determine o momento processual para esse pleito.2.
Precedentes: AgRg no AREsp 983/RS, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 14/04/2011, DJe 27/04/2011; REsp
1252477/MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 07/06/2011, DJe 14/06/2011.Agravo regimental
improvido.(AgRg no REsp 1292635/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 01/03/2012,
DJe 07/03/2012)
(e-STJ Fl.66)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
RELATORA: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE VENCIMENTOS DO
ESTADO. CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO DE
TÍTULO JUDICIAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
VERBA HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO ANTERIOR DE
INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OPORTUNO.
OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO.
-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO SOBRE A PRETENSÃO
DE OBTER VERBA HONORÁRIA PARA A FASE EXECUTIVA, SE A PARTE
NÃO SE INSURGIU OPORTUNAMENTE DA DECISÃO DE
INDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 25ª
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade, dar
provimento ao recurso, para afastar a verba honorária fixada, nos termos do relatório, votos e notas
de julgamento que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 25 de outubro de 2022.
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(e-STJ Fl.67)
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5166440-22.2022.8.21.7000 20002808661 .V2
(e-STJ Fl.68)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 19
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
25/10/2022 16:56:34
ANAPAULARF - ANA PAULA RAMOS FISCHEL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
19
Complemento:
GabLVPM -> Sec25CCiv
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.69)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 20
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
27/10/2022 10:00:25
SMARTINI - SILVIA OLIVEIRA MARTINI - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
20
Agravado:
MILTON SERGIO NEDEL
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
14/11/2022 00:00:00
Data Final:
09/12/2022 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO, JOSE VECCHIO FILHO, STEFAN GUIMARÃES EMERIM
Suspensões e Feriados:
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 24/11/2022 a 24/11/2022
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 28/11/2022 a 28/11/2022
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 08/11/2022 a 11/11/2022
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 02/12/2022 a 02/12/2022
Proclamação da República: 15/11/2022
Dia da Justiça: 08/12/2022
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.70)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 21
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
27/10/2022 10:00:32
SMARTINI - SILVIA OLIVEIRA MARTINI - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
21
Agravante:
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
14/11/2022 00:00:00
Data Final:
30/11/2022 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
Suspensões e Feriados:
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 08/11/2022 a 11/11/2022
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 24/11/2022 a 24/11/2022
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 28/11/2022 a 28/11/2022
Proclamação da República: 15/11/2022
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.71)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 22
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
27/10/2022 10:00:45
SMARTINI - SILVIA OLIVEIRA MARTINI - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
22
MinistÉrio pÚblico:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
28/10/2022 00:00:00
Data Final:
11/11/2022 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER
Suspensões e Feriados:
Finados: 02/11/2022
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.72)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 23
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
27/10/2022 11:04:48
MP-PRTESHEINER - PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER - PROCURADOR
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
23
Complemento:
Refer. ao Evento: 22
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.73)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 24
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CIENCIA_COM_RENUNCIA_AO_PRAZO___REFER__AO_EVENTO__22
27/10/2022 11:04:54
MP-PRTESHEINER - PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER - PROCURADOR
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
24
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.74)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 25
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
06/11/2022 23:59:59
SECJE - SECJF -
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
25
Complemento:
Refer. aos Eventos: 20 e 21
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.75)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 26
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_CERTIDAO___SUSPENSAO_DO_PRAZO
08/11/2022 19:34:55
BIANATC.ADM - FABIANA TAVARES COSTA - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
26
Complemento:
08/11/2022 até 11/11/2022 Motivo: SUSPENSÃO DE PRAZOS - ATO CONJUNTO Nº 001/2022-P E CGJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.76)
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SUBSTABELECIMENTO COM RESERVA
Processo:
Sequência Evento:
Substabelecido:
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
27
RS117902 - GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA - ADVOGADO
Substabelecente:
Tipo:
Data:
RS103239 - RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - ADVOGADO
Substabelecimento com reserva
16/11/2022 10:07:37
Usuário que assina digitalmente o substabelecimento:
RS103239 - RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - ADVOGADO
Substabelecimento assinado eletronicamente pelo usuário acima indicado na forma do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº
11.419/2006.
Substabelecimento realizado de conformidade com o disposto no art. 26 da Resolução 17/2010 - TRF4 que
regulamenta o processo judicial eletrônico no âmbito da justiça Federal da 4ª Região - "Art. 26. O substabelecimento
com ou sem reserva dos poderes outorgados pela parte será feito pelo substabelecente em rotina própria no e-Proc
somente para advogados previamente credenciados como usuários, dispensada a juntada de qualquer documento."
(e-STJ Fl.77)
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CERTIDÃO DE SUBSTABELECIMENTO
Certifico que no evento 27 destes autos, em 16/11/2022, foi realizado substabelecimento com reserva transferindo
poderes a(o) Advogado(a) RS117902 - GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA.
Certifico, ainda, que o referido documento foi assinado digitalmente pelo(a) advogado(a) RS103239 - RODRIGO
SILVEIRA DE CASTRO na forma do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.
Certifico, ao final, que o substabelecimento foi realizado de conformidade com o disposto no art. 26 da Resolução
17/2010 - TRF4 que regulamenta o processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça Federal da 4ª Região - "Art. 26. O
substabelecimento com ou sem reserva dos poderes outorgados pela parte será feito pelo substabelecente em rotina
própria no e-Proc somente para advogados previamente credenciados como usuários, dispensada a juntada de
qualquer documento."
(e-STJ Fl.78)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 28
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_CERTIDAO
16/11/2022 18:49:11
EPOZZA - EDUARDO SANTOS POZZA - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
28
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.79)
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5166440-22.2022.8.21.7000 20002997684 .V1
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
CERTIDÃO
A presente certidão é confeccionada com base nos registros do sistema Eproc do
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Nestes termos, certificamos que conforme o
art. 3º e parágrafos do Ato nº 017/2012-P, a Direção de Tecnologia da Informação e
Comunicação deste Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul certifica, para os devidos
fins, que a implantação da versão programada para o dia 07/11/2022 demorou mais tempo que o
previsto, deixando o sistema eproc de 1º e 2º grau indisponíveis no período citado nesta certidão,
superando 60 (sessenta) minutos.
Data/hora início da ocorrência: 07/11/2022 08:00:00
Data/hora final da ocorrência: 07/11/2022 12:00:00
Documento assinado eletronicamente por EDUARDO SANTOS POZZA, Gestor Judiciário IV, em 16/11/2022, às 18:47:18,
conforme art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidadedo documento pode ser conferida no site
https://eproc2g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código
verificador 20002997684v1 e o código CRC 28299549.
Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): EDUARDO SANTOS POZZA
Data e Hora: 16/11/2022, às 18:47:18
(e-STJ Fl.80)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 29
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EMBARGOS_DE_DECLARACAO___REFER__AO_EVENTO__20
20/11/2022 09:11:08
RS117902 - GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA - ADVOGADO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
29
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.81)
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EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
COLENDA CÂMARA RECURSAL CÍVEL DO TJRS
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES JULGADORES
DOUTO(A) DES(A). RELATOR(A) DO AI Nº 5166440-22.2022.8.21.7000
MILTON SERGIO NEDEL, já qualificado(a) nos autos do processo
em epígrafe, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, por seus procuradores
signatários 'ut' incluso instrumento de mandato nos autos, para opor os presentes:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Em face da decisão que deu provimento ao agravo de
instrumento apresentado pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Em que pese os fundamentos da venerável decisão, o exame
pormenorizado de seu conteúdo deixou à mostra a existência de omissão, a qual merece ser
sanada, hipótese autorizadora dos presentes embargos, consoante determinação do art.
1.022 do Código de Processo Civil:
“Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial
para:
I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;
II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o
juiz de ofício ou a requerimento;
III - corrigir erro material.”
Cumpre esclarecer que, na esteira do quanto bem decidido pelo
egrégio Supremo Tribunal Federal1, por certo, os presentes embargos de declaração não têm
o intuito de constituir crítica a esta colenda Câmara, mas sim unicamente o objetivo de ver
perfeitamente esclarecidos os fundamentos jurídicos pelos quais Vossas Excelências
proferiram o respeitável acórdão atacado, de modo a ser sanada, in casu, a omissão.
1 “Os embargos declaratórios não consubstanciam críticas ao ofício judicante, mas servem-lhe ao aprimoramento. Ao apreciá-
los, o órgão deve fazê-lo com espírito de compreensão, atentando para o fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da
parte em prol do devido processo legal.” (STF, 2ª Turma, AI 163.047-5/PR – AgRG – Edcl., Rel. Min. Marco Aurélio, j. 18/12/95,
receberam os embargos, v.u., DJU 8.3.96, 96, p.6.223, 2ªcol.)
(e-STJ Fl.82)
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I. DAS OMISSÕES QUANTO ÀS NORMAS CONSTANTES NO ARTIGO 85, CAPUT E
PARÁGRAFOS, BEM COMO NOS ARTIGOS 502, 503, 505, 506 E 507 DO MESMO CPC
Insignes Desembargadores julgadores, constata-se, no
respeitável decisum proferido por este Colegiado, que as alegações trazidas pelo agravante
não foram inteiramente confrontadas em acórdão com as contrarrazões apresentadas
pelo(a) agravado(a).
No tocante à invocada preclusão do pleito relativo à verba
honorária sucumbencial, entende-se que o correto é considerar os critérios estabelecidos na
Lei Adjetiva Civil, precisamente no que preconizam o art. 85, caput e seus parágrafos, em
especial o § 7º, que determina seja em sentença condenado o vencido a pagar honorários ao
advogado do vencedor, bem como que é devida a fixação quando apresentada impugnação
pelo Estado, não importando se foi denegada anteriormente em decisão interlocutória que
não resolveu mérito.
Pelo exposto, o ora embargante requer, respeitosamente,
manifeste-se expressamente o Colegiado a respeito dos argumentos supramencionados de
forma a sanar a flagrante omissão observada no acórdão, em especial quanto ao momento,
isto é, à fixação de ofício dos honorários sucumbenciais em sentença, bem como à não
configuração da preclusão “pro judicato” quando da decisão interlocutória, confrontadas nos
artigos 85, caput e parágrafos, 502, 503, 505, 506 e 507 do CPC. Ademais, requer sejam
considerados prequestionados os citados artigos, para o caso de necessidade de
interposição de pleito nas instâncias extraordinárias.
Sendo assim, salienta-se que não se pretende rediscutir a
matéria objeto da lide, mas fazer sanar a omissão apontada, promovendo-se, ainda, o
prequestionamento da matéria legalmente controvertida.
I.1 DA OMISSÃO ACERCA DO ART. 85, §7º, DO CPC, UMA VEZ
QUE HOUVE A IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
Excelências, o acórdão ora embargado julgou procedente o
agravo de instrumento interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, cujo objeto versava
acerca da preclusão da pretensão honorária advocatícia e, subsidiariamente, da minoração
do percentual da referida verba em 10% (dez por cento).
Deferido o pleito, no entanto, importa aduzir que, no que tange
à preclusão da matéria honorária, evidencia-se claro vício de omissão, cuja ‘reparação’ é
medida que se impõe.
Conforme se verifica do processo de origem, o cumprimento de
sentença fora ajuizado em 2019, o qual fora impugnado pelo agravado ‘Estado do RGS’, tendo
(e-STJ Fl.83)
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sido proferida neste interstício decisão interlocutória para promover o prosseguimento do
feito.
Ocorre, ilustres Desembargadores julgadores, que, quando do
ajuizamento do processo de origem, já foi imediatamente requerida a fixação da verba
honorária e, em despacho inicial, o douto juízo recebeu a inicial e se manifestou quanto ao
prosseguimento do feito, determinando a citação do devedor e negando a fixação dos
honorários advocatícios.
Nesse sentido, é evidente que ainda não poderiam ser
definitivamente fixados os honorários advocatícios sucumbenciais, porquanto sequer estava
implementada a condição do art. 85, § 7º, do CPC, por não haver, no momento, impugnação
ao cumprimento de sentença, conforme versa o dispositivo:
Código Processual Civil
“Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado
do vencedor.
[...]
§ 7º Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a
Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, DESDE QUE NÃO
TENHA SIDO IMPUGNADA.”
Nessa senda, é nítido que a não interposição de recurso quanto
ao indeferimento em decisão interlocutória não pode figurar preclusão da pretensão
honorária sucumbencial, uma vez que, até aquele momento, não havia sido impugnado o
cumprimento de sentença, não nascendo a pretensão do(a) ora embargante, podendo os
honorários ser definitivamente fixados apenas em sentença resolutiva de mérito, quando já
oferecida impugnação pelo Estado.
Dessa forma, requer o(a) agravado(a), ora embargante, que esta
colenda Câmara se manifeste quanto à aplicação do art. 85, § 7º, do CPC, conforme o caso
concreto, em que se está levando em consideração uma decisão interlocutória (doc. anexo),
proferida em momento anterior à sentença e anterior à impugnação do Estado – momento
inoportuno para a fixação dos honorários.
I.2 DA OMISSÃO ACERCA DA NÃO APLICABILIDADE DO INSTITUTO DE PRECLUSÃO “PRO
JUDICATO” QUANDO DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA, INEXISTINDO COISA JULGADA
Da leitura do r. acórdão, observa-se que a fundamentação
determinou a preclusão do pleito quanto às verbas honorárias ao entender pela
aplicabilidade do art. 507 do Código de Processo Civil, conforme segue:
“[...]
(e-STJ Fl.84)
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Incide na espécie o art. 507 do CPC/15, que dispõe: É vedado à parte
discutir no curso do processo as questões já decididas, a cujo respeito se
operou a preclusão.
[...]”
Dando seguimento, foi colacionado, no comando decisório, o
parecer do Ministério Público:
“[...]
Ocorre que a primeira decisão proferida nos presentes autos, que negou
a fixação de honorários, foi prolatada após o julgamento do Tema em
questão, de sorte que, em tese, poderia, o agravado, até mesmo
apresentar reclamação ao STJ para garantir a observância ao
entendimento firmado em resolução de demanda repetitiva. Contudo,
assim não o fez, escoando o prazo previsto no artigo 988, parágrafo 5º,
inciso I, do Código de Processo Civil.
A decisão de não arbitrar honorários, pois, após o transcurso dos prazos
processuais para sua revisão, tornou-se preclusa, não podendo ser
modificada de ofício posteriormente, nos termos dos artigos 505 e 507
do Código de Processo Civil. [grifo nosso]
[...]”
Contudo, a despeito do trecho do comando decisório embargado
acima transcrito, Vossas Excelências deixaram de se manifestar acerca da inviabilidade
jurídica do instituto da preclusão “pro judicato”, modalidade esta versada nos referidos arts.
505 e 507, conforme alegado pelo(a) agravado(a) em contrarrazões, consoante os seguintes
julgados do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTEGRALIDADE DE PENSÃO POR MORTE DE
EX-SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. HIPÓTESE EM QUE A
EXECUÇÃO FOI PROPOSTA APENAS PELO CREDOR PRINCIPAL.
PAGAMENTO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM SEPARADO.
IMPOSSIBILIDADE. CRÉDITO SUCUMBENCIAL QUE DEVE SER INCLUIDO NO
PRECATÓRIO. PRECLUSÃO NÃO CONFIGURADA. - Possível a retratação
do juízo a quo a respeito dos critérios de expedição de RPV para
pagamento de verba honorária fixados em decisão anterior, na medida
em que a preclusão pro judicato não se aplica às decisões
interlocutórias. - Não tendo a execução sido proposta em litisconsórcio
com o procurador, descabido o pagamento dos honorários de
sucumbência em separado. RECURSO DESPROVIDO. (Agravo de
Instrumento, Nº 70071706808, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Eduardo Kraemer, Julgado em: 29-08-2017)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ICMS. EXECUÇÃO FISCAL. PRECLUSÃO
“PRO JUDICATO”. INOCORRÊNCIA. COOPERATIVA. LIQUIDAÇÃO.
SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO FISCAL. DESCABIMENTO. ALEGAÇÃO DE
(e-STJ Fl.85)
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OMISSÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO. PRETENSÃO DE
PREQUESTIONAMENTO. 1. Inexiste a omissão apontada. Embora seja
verdade que, num primeiro momento, o Juízo “a quo” determinou a
suspensão da execução fiscal, o que somente foi revisto em razão do
pedido de reconsideração, o qual ensejou a decisão agravada, não há
falar em preclusão. É que, exceto como efeito da coisa julgada, não se
aplica o instituto da preclusão “pro judicato” às decisões interlocutórias.
[...].(Embargos de Declaração Cível, Nº 70083449876, Segunda Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Torres Hermann, Julgado
em: 17-12-2019)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SEGUROS. PLANO DE SAÚDE. FASE DE
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. LIQUIDAÇÃO DO JULGADO. PRECLUSÃO
PRO JUDICATO. INOCORRÊNCIA. HONORÁRIOS PERICIAIS. ÔNUS DO
PAGAMENTO. NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO. 1. Preclusão pro judicato.
Inexiste óbice ao exercício da retratação pelo juízo de origem
relativamente aos atos de condução do processo, dentre os quais a
fixação do ônus do pagamento da perícia. Mera decisão interlocutória,
sobre a qual não incide a preclusão pro judicato, destinada apenas aos
provimentos que sofrem os efeitos da coisa julgada, inaplicável às
decisões interlocutórias. [...]. AGRAVO DE INSTRUMENTO
PARCIALMENTE PROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº 70083313007,
Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Isabel Dias
Almeida, Julgado em: 15-04-2020)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL.
LOCAÇÃO. PENHORA ON-LINE DE VALORES PELOS SISTEMAS BACENJUD E
SISBAJUD. DEFERIMENTO DE INTIMAÇÃO DO EXECUTADO POR EDITAL.
RECONSIDERAÇÃO JUDICIAL. INTIMAÇÃO EDITALÍCIA TORNADA SEM
EFEITO SOB O FUNDAMENTO DA AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DOS
MEIOS PARA LOCALIZAÇÃO DO DEVEDOR. ARGUIÇÃO DE PRECLUSÃO
PRO JUDICATO. INOCORRÊNCIA. POSSIBILIDADE DE JUÍZO DE
RETRATAÇÃO. LIVRE CONDUÇÃO DO PROCESSO. DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA QUE NÃO ATRAI O INSTITUTO DA PRECLUSÃO PRO
JUDICATO, A QUAL É RESERVADA ÀS DECISÕES SUJEITAS À COISA
JULGADA. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. RECURSO DESPROVIDO.
(Agravo de Instrumento, Nº 50448155520218217000, Décima Sexta
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Vivian Cristina Angonese
Spengler, Julgado em: 08-07-2021)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE
TRÂNSITO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PRELIMINAR. OFENSA À COISA
JULGADA. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. A DECISÃO QUE JULGOU
PROCEDENTE A IMPUGNAÇÃO E QUE, COMO É ASSENTE, EMBORA SEJA
IDENTIFICADA COMO SENTENÇA, FOI PROFERIDA EM CONFORMIDADE
COM O DISPOSTO NO ART. 203, § 2º, DO CPC, VEZ QUE POSSUI
NATUREZA DE DECISÃO INTERLOCUTÓRIA, COM O PROSSEGUIMENTO
DA EXECUÇÃO. A LEI NOVA SUPERVENIENTE QUE MODIFICA OS ÍNDICES
(e-STJ Fl.86)
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DE CORREÇÃO E REGIME DOS JUROS MORATÓRIOS, POSSUI
APLICABILIDADE IMEDIATA A TODOS OS PROCESSOS, INCLUSIVE
AQUELES EM QUE JÁ HOUVE TRÂNSITO EM JULGADO E ESTEJAM EM
FASE DE EXECUÇÃO, NÃO HAVENDO COGITAR A RESPEITO DA VIOLAÇÃO
DA COISA JULGADA. PRELIMINAR REJEITADA. AGRAVO DE INSTRUMENTO
IMPROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº 50731550920218217000,
Décima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Guinther Spode, Julgado em: 23-09-2021)
Importa aqui ressaltar que não há que se falar em preclusão “pro
judicato” quando a matéria tiver sido decidida em sede de decisão interlocutória, devendo
esta ser alegada somente quando oriunda de sentença definitiva, esta que produz coisa
julgada material e deve seguir, conforme determinado em legislação federal, de acordo com
o Código Processual Civil:
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna
imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força
de lei nos limites da questão principal expressamente decidida.
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada,
não prejudicando terceiros.
Assim, resta evidente que a decisão interlocutória que denegou
a fixação de honorários advocatícios foi uma decisão inicial que teve como objetivo tão
simplesmente o prosseguimento processual, inclusive para fins de intimar a parte executada
para apresentação de impugnação ao cumprimento de sentença – para quiçá depois se pensar
em honorários.
Dessa forma, não cabe, de maneira nenhuma, a alegação oposta
pelo agravante no sentido de que há preclusão na fixação de honorários por ter havido
decisão que indeferiu anteriormente sua fixação, isso porque houve decisão posterior, antes
do trânsito em julgado, no momento realmente oportuno, decidindo pela mesma, com
força de sentença, julgando o mérito em si, qualificando-se, finalmente, enquanto coisa
julgada, na medida que proferida também após a impugnação ao cumprimento de sentença
apresentada pelo executado. Importa frisar que o próprio CPC determina que os honorários
sucumbenciais devem ser fixados em sentença:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao
advogado do vencedor.
Nesse sentido, alegar preclusão da possibilidade de fixação da
verba honorária advocatícia na presente etapa processual é o mesmo que proibir o
ilustríssimo juízo de primeirograu a se manifestar dentro de seu juízo quanto à correta
fixação de honorários sucumbenciais, considerando que estes ainda cabem, em absoluto, no
seu escopo jurisdicional.
(e-STJ Fl.87)
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Desta feita, é de suma importância que sejam acolhidos os
presentes embargos declaratórios para sanar a omissão ora delineada, de modo a enfrentar
a integralidade da matéria levada a juízo.
II. DO CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA O FIM DE
PREQUESTIONAR MATÉRIA OBJETO DE RECURSO ESPECIAL
Subsidiariamente, caso superados os argumentos supracitados,
cumpre ressaltar que, como é cediço, a interposição de eventual recurso especial exige
respeito a alguns pressupostos recursais, dentre os quais está o prequestionamento da
questão jurídica objeto do recurso interposto. O prequestionamento é exigência estabelecida
pelo artigo 105, inciso III, da Constituição Federal, que determina a necessidade de
manifestação decisória das instâncias inferiores no tocante à controvérsia legal. No que
concerne ao tema, importante a manifestação de Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz
Arenhart, in Curso de Processo Civil, v.2, 2007, p. 563:
“Também se exige, para a interposição de ambos os recursos, a existência
de prequestionamento. A fim de que seja cabível, seja o recurso especial,
seja o extraordinário, é necessário que a questão legal ou constitucional
já esteja presente nos autos, tendo sido decidida pelo tribunal (ou juízo,
no caso de recurso extraordinário) a quo (Súmula 282 do STF). Essa
exigência, pacífica na jurisprudência dos tribunais superiores nacionais,
decorre da exigência, estabelecida nos arts. 102, III, e 105, III, da CF, de
que as causas tenham sido “decididas” na instância inferior, tendo essa
decisão gerado o exame da lei federal ou da Constituição Federal.”
Diante da necessidade de análise por parte da Corte ‘a quo’,
requer o(a) embargante que sejam devidamente pré-questionados o artigo 85, caput e §7º,
incluindo os demais parágrafos, do CPC, bem como os artigos 502, 503, 505, 506 e 507, todos
do Código Processual Civil, fazendo-o como o último e impositivo remédio para possibilitar a
interposição do recurso ao Superior Tribunal de Justiça – STJ, na forma exigida pela norma.
III. DOS PEDIDOS
Pelo exposto, requer sejam os presentes aclaratórios acolhidos
com o fito de obter a manifestação desta colenda Câmara a respeito dos argumentos
supramencionados, para fins de:
a) sanar a omissão quanto 1º) ao correto momento para a
fixação dos honorários sucumbenciais (ex.: sentença; após impugnação do executado; etc.) e 2º) à
inviabilidade da ocorrência do instituto da preclusão “pro judicato” do direito de requerer
fixação da verba honorária, uma vez que não pode haver preclusão quanto matéria decidida
em decisão interlocutória, posteriormente decidida em sentença resolutiva de mérito após a
(e-STJ Fl.88)
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impugnação pelo Estado, merecendo, com tal enfrentamento, ser atribuídos efeitos
infringentes ao julgado;
b) prequestionamento do artigo 85, caput e §7º, incluindo
os demais parágrafos, do CPC bem como dos artigos 502, 503, 505, 506 e 507, todos do
Código Processual Civil;
Nesses termos,
Pede e espera deferimento.
Porto Alegre, 20 de novembro de 2022.
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO
OAB/RS 117.902 OAB/RS 103.239
(e-STJ Fl.89)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 30
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_COM_EMBARGOS_DE_DECLARACAO
21/11/2022 07:39:47
EPOZZA - EDUARDO SANTOS POZZA - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
30
Complemento:
Sec25CCiv -> GabLVPM
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.90)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 31
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
INCLUSAO_EM_PAUTA_DE_JULGAMENTO_PELO_RELATOR
30/11/2022 14:33:06
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
31
Complemento:
<b>Sessão Virtual</b>
Data da sessão: <b>15/12/2022 14:00 - Virtual</b>
Sequencial: 121
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.91)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 32
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_COMUNICACAO_ELETRONICA
30/11/2022 14:33:07
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
32
Complemento:
<b>Sessão Virtual</b>
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.92)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 33
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
01/12/2022 01:02:50
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
33
Complemento:
Refer. ao Evento: 21
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.93)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 34
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EMBARGOS_DE_DECLARACAO_NAO_ACOLHIDOS
15/12/2022 14:14:12
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
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Complemento:
por unanimidade
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.94)
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Poder Judiciário
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO VIRTUAL DE 15/12/2022
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
INCIDENTE: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RELATORA: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
PRESIDENTE: DESEMBARGADORA HELENA MARTA SUAREZ MACIEL
PROCURADOR(A): NOARA BERNARDY LISBOA
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
ADVOGADO: RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO (OAB RS103239)
ADVOGADO: JOSE VECCHIO FILHO (OAB RS031437)
ADVOGADO: STEFAN GUIMARÃES EMERIM (OAB RS080361)
ADVOGADO: GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA (OAB RS117902)
Certifico que este processo foi incluído na Pauta da Sessão Virtual do dia 15/12/2022, na sequência 121,
disponibilizada no DE de 01/12/2022.
Certifico que a 25ª Câmara Cível, ao apreciar os autos do processo em epígrafe, proferiu a seguinte
decisão:
A 25ª CÂMARA CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, DESACOLHER OS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO.
RELATORA DO ACÓRDÃO: DESEMBARGADORALEILA VANI PANDOLFO MACHADO
VOTANTE: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
VOTANTE: DESEMBARGADOR LEO ROMI PILAU JUNIOR
VOTANTE: DESEMBARGADOR EDUARDO KOTHE WERLANG
ANNE MICHELE MULLER ESCHER
Secretária
(e-STJ Fl.95)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 35
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_RELATORIO_VOTO_ACORDAO
15/12/2022 15:28:27
ANAPAULARF - ANA PAULA RAMOS FISCHEL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
35
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.96)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
RELATORA: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
RELATÓRIO
Trata-se de EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos por MILTON SERGIO
NEDEL ao acórdão desta Câmara que deu provimento ao agravo de instrumento interposto pelo
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Em suas razões recursais, a parte embargante alegou, em síntese, ter sido omisso o
julgado. Sustentou ser devida a fixação de verba honorária quando apresentada impugnação pelo
réu, independentemente de ter sido, anteriormente, negada a pretensão. Argumentou que, ao receber
a inicial, o juízo de origem não fixou honorários porque ainda não estava implementada a condição
prevista no artigo 85, § 7º, do CPC. Defendeu, com isso, a impossibilidade de preclusão do pedido,
sob o fundamento de que ainda não havia sido impugnado o cumprimento de sentença. Destacou
que não há falar em preclusão “pro judicato” quando a matéria tiver sido decidida em sede de
decisão interlocutória. Pugnou, ao final, pelo acolhimento dos embargos, para sanar as omissões
apontadas e para prequestionamento da matéria.
É o relatório.
VOTO
De acordo com o artigo 1.0221do Código de Processo Civil, são cabíveis embargos
declaratórios quando na decisão embargada houver obscuridade, contradição, omissão ou erro
material.
Em relação à omissão, deve ser considerada quando o juiz ou tribunal omite-se em
relação a ponto sobre o qual deveria pronunciar-se. Isto não significa que o julgador esteja obrigado
a responder a todas as alegações das partes, nem a rebater todos seus argumentos. Basta que
expresse os motivos que reputa suficientes à conclusão. Os fundamentos em que se baseia para
decidir de uma ou outra forma constituem a motivação, requisito essencial à validade do
julgamento.
No tocante à contradição ou obscuridade, caracterizam-se quando a decisão deixa
dúvida quanto ao raciocínio exarado pelo magistrado, pela justaposição de fundamentos antagônicos
(e-STJ Fl.97)
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no corpo da decisão, que impossibilitem uma efetiva compreensão do proferido pelo juízo. Não é o
que se vislumbra no voto embargado, seguindo a decisão um raciocínio lógico e coerente, de acordo
com a realidade jurídica existente e minuciosa análise dos elementos probatórios trazidos aos autos.
Não se prestam os embargos para rediscutir questões já apreciadas. No caso concreto,
não se constatam as omissões apontadas nos embargos declaratórios. Não padece o acórdão de
nenhum defeito à luz do artigo 1.022 do CPC.
A matéria foi analisada consoante dispositivos normativos compreendidos aplicáveis à
espécie, consideradas as disposições legais invocadas pela embargante. Suficiente que haja a
discussão da matéria, não sendo necessário que o acórdão aponte expressamente a norma legal.
Foi devidamente fundamentada a impossibilidade de rediscussão da matéria, diante do
reconhecimento da preclusão, no caso. Isso porque não foi interposto recurso quando do
indeferimento da pretensão de fixação de honorários advocatícios para a nova fase processual.
Ademais, o fato de, posteriormente, ter sido apresentada impugnação pelo réu, não
torna possível a fixação da verba aqui pretendida. Nessa hipótese, a verba deve ser aplicada na
própria impugnação, em decorrência desta, diante do decaimento daquele que for vencido. Foi o que
ocorreu no caso dos autos, em que já foram fixados honorários advocatícios para o julgamento da
impugnação, em favor do Ente Público, em 20% sobre o proveito econômico obtido (fl. 107).
Na verdade, a pretensão é rever a matéria decidida. Todavia, não houve qualquer
omissão em relação às questões ventiladas, mostrando-se defeso, via embargos de declaração, obter
reexame da decisão embargada.
Neste sentido decidiu o Egrégio STF, ao exame da Petição nº 1.812 (AgRgEDcl) –
PR, Rel. o Min. Celso de Mello:
“Embargos de declaração – Caráter infringente – Inadmissibilidade – Inocorrência dos
pressupostos de embargabilidade – Embargos rejeitados.
-Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar
contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo
Tribunal. Revelam-se incabíveis os embargos de declaração, quando, inexistentes os vícios que
caracterizam os pressupostos legais de embargabilidade (CPC, art. 535), vem tal recurso, com
desvio de sua específica função jurídico-processual, a ser utilizado com a finalidade de instaurar,
indevidamente, uma nova discussão sobre a controvérsia jurídica já apreciada pelo Tribunal.
Precedentes.
-O recurso de embargos de declaração não tem cabimento, quando, a pretexto de esclarecer uma
inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado
com o objetivo de infringir o julgado.” (Revista Trimestral de Jurisprudência, vol. 173, p.29).
Anote-se, por derradeiro, que, nos termos do artigo 1.025 do CPC2 consideram-se
prequestionados os argumentos e dispositivos legais suscitados pela parte embargante, em especial
quanto aos artigos 502, 503, 505, 506 e 507, do CPC.
Ante o exposto, voto por desacolher os embargos de declaração.
Documento assinado eletronicamente por LEILA VANI PANDOLFO MACHADO, Desembargadora Relatora , em
15/12/2022, às 15:17:54, conforme art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
(e-STJ Fl.98)
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Data e Hora: 15/12/2022, às 15:17:54
1. Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:I - esclarecer obscuridade ou eliminar
contradição;II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento;III -
corrigir erro material.(...)
2. Art. 1.025. Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins de pré-questionamento, ainda
que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omissão,
contradição ou obscuridade.
(e-STJ Fl.99)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
25ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Liquidação / Cumprimento / Execução
RELATORA: DESEMBARGADORA LEILA VANI PANDOLFO MACHADO
AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVADO: MILTON SERGIO NEDEL
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DEINSTRUMENTO. POLÍTICA DE VENCIMENTOS DO ESTADO.
CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO DE TÍTULO
JUDICIAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE VERBA
HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO ANTERIOR DE
INDEFERIMENTO SEM INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OPORTUNO.
OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AOS
REQUISITOS LEGAIS. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA IMPUGNADA.
VEDAÇÃO. PREQUESTIONAMENTO.
-NÃO MERECEM SER ACOLHIDOS OS EMBARGOS QUE, AO PRETEXTO
DE VER SANADA OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO, OMISSÃO OU ERRO
MATERIAL, OBJETIVAM, NA VERDADE, REDISCUTIR MATÉRIA JÁ
APRECIADA.
-CONSIDERAM-SE PREQUESTIONADOS OS ELEMENTOS SUSCITADOS
PELO EMBARGANTE, CONFORME ARTIGO 1.025 DO CPC/2015.
-EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 25ª
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade,
desacolher os embargos de declaração, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que
ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 15 de dezembro de 2022.
Documento assinado eletronicamente por LEILA VANI PANDOLFO MACHADO, Desembargadora Relatora , em
(e-STJ Fl.100)
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(e-STJ Fl.101)
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Evento 36
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
15/12/2022 15:28:28
ANAPAULARF - ANA PAULA RAMOS FISCHEL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
36
Complemento:
GabLVPM -> Sec25CCiv
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.102)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 37
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
15/12/2022 19:37:45
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
37
Agravado:
MILTON SERGIO NEDEL
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
24/01/2023 00:00:00
Data Final:
14/02/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO, JOSE VECCHIO FILHO, STEFAN GUIMARÃES EMERIM, GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA
Suspensões e Feriados:
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 20/12/2022 a 20/01/2023
Nossa Senhora dos Navegantes: 02/02/2023
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.103)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 38
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
15/12/2022 19:37:45
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
38
Agravante:
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
24/01/2023 00:00:00
Data Final:
07/02/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
Suspensões e Feriados:
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 20/12/2022 a 20/01/2023
Nossa Senhora dos Navegantes: 02/02/2023
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.104)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 39
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
15/12/2022 19:37:45
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
39
MinistÉrio pÚblico:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
23/01/2023 00:00:00
Data Final:
06/02/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER
Suspensões e Feriados:
SUSPENSÃO DE PRAZOS: 20/12/2022 a 20/01/2023
Nossa Senhora dos Navegantes: 02/02/2023
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.105)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 40
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
19/12/2022 17:16:34
MP-PRTESHEINER - PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER - PROCURADOR
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
40
Complemento:
Refer. ao Evento: 39
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.106)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 41
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CIENCIA_COM_RENUNCIA_AO_PRAZO___REFER__AO_EVENTO__39
19/12/2022 17:16:39
MP-PRTESHEINER - PAULO ROBERTO DE AGUIAR TESHEINER - PROCURADOR
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
41
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.107)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 42
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
25/12/2022 23:59:59
SECJE - SECJF -
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
42
Complemento:
Refer. aos Eventos: 37 e 38
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.108)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 43
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
08/02/2023 01:03:48
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
43
Complemento:
Refer. ao Evento: 38
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.109)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 44
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECURSO_ESPECIAL___REFER__AO_EVENTO__37
11/02/2023 21:14:36
RS103239 - RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - ADVOGADO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
44
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.110)
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DESEMBARGADOR(A)PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Agravo de Instrumento n.º: 51664402220228217000
Processo de Origem n.º: 5060505-43.2019.8.21.0001/RS
MILTON SERGIO NEDEL , já qualificado(a) nos autos do processo em
epígrafe por seus procuradores signatários, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência,
com fundamento no que preconiza o art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, interpor
RECURSO ESPECIAL
contra ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, requerendo a autuação e
o processamento do mesmo com a consequente intimação da parte recorrida para, querendo,
formular resposta e, após submetido ao juízo de admissibilidade, seja enviado ao egrégio
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ para que aprecie os fundamentos da irresignação
formulada.
Outrossim, no azo da presente manifestação, informa que junta o
comprovante do preparo recursal.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2023
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO
OAB/RS 7.800 OAB/RS 103.239
(e-STJ Fl.111)
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EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA TURMA RECURSAL
ÍNCLITOS MINISTROS JULGADORES
RAZÕES DO RECURSO
Recorrente: MILTON SERGIO NEDEL
Recorrido: Estado Do Rio Grande Do Sul
Agravo de Instrumento n.º: 51664402220228217000
Processo de Origem n.º: 5060505-43.2019.8.21.0001/RS
BREVE SÍNTESE DA DEMANDA
Insignes ministros julgadores, como é cediço, servidores do Poder
Judiciário, dentre os quais o recorrente, foram contemplados por decisão judicial originária de
‘ação coletiva’, promovida pelo ‘Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do
Sul’, que reconheceu ser devida aos referidos servidores uma recomposição remuneratória
decorrente da ilegal redução de seus ganhos acarretada por ocasião da conversão vencimental
em “URV’s”, razão pela qual lhes foi assegurado o realinhamento salarial na proporção de
11,98% sobre seus vencimentos, bem como o pagamento das diferenças devidas corrigidas pelo
IGP-M e acrescidas de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês.
Após o trânsito em julgado do processo coletivo, resolveu a
administração do egrégio Tribunal de Justiça do Estado proceder no adimplemento do valor
devido aos servidores, ordenando fosse feito o realinhamento remuneratório, bem como pagas
as diferenças com juros e correção, editando calendário para pagamento do principal, da
correção e dos juros.
Todavia, a despeito do estipulado no título judicial acerca dos juros
de mora, ao invés de serem calculados à razão de 1% ao mês em toda periodicidade em que
incidentes – a contar da citação - e tal como decidido pelo colendo STJ, foram os mesmos
calculados e pagos na proporção 1% ao mês até 23.08.2001 e, a partir desta data, reduzidos
para 0,5% ao mês, o que bem ilustra a Ordem de Serviço 04/2004-P que deu ‘efetividade’ à
decisão administrativa que ‘implementou’ a decisão judicial.
(e-STJ Fl.112)
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Desta feita, fora ajuizado o presente cumprimento de sentença
objetivando o pagamento do saldo remanescente dos juros de mora devidos por força do
pagamento administrativo incorreto das URV’s.
Quando do ajuizamento do referido cumprimento de sentença, já
fora, imediatamente requerida a fixação da verba honorária, posteriormente, juízo a quo,
recebeu a inicial e se manifestou quanto ao prosseguimento do feito, determinando a citação
do devedor e negando a fixação dos honorários advocatícios.
Intimado quanto ao presente cumprimento de sentença, o Estado
do Rio Grande do Sul apresentou Impugnação ao Cumprimento de Sentença, sustentado,
dentre outros aspectos, que os juros devem ser calculados na razão de 0,5% ao mês a partir de
30.06.2009, conforme redação das Leis nº 11.960/09 e 12.703/12.
Ato conseguinte, face a impugnação ao cumprimento de sentença
apresentado pelo ente público recorrido, o recorrente apresentou resposta a referida
impugnação, postulando, dentre outros, a fixação dos honorários advocatícios sucumbenciais,
de acordo com o disposto no artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil, o qual dispõe que não
serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que enseje
expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada.
Destarte, sobreveio decisão interlocutória acolhendo parcialmente
a impugnação ao cumprimento de sentença apresentada pelo ente público, bem como, fixando
os honorários advocatícios para o presente feito no percentual de 20% sobre o valor do débito.
Inconformado, o ente público recorrido manejou o competente
agravo de instrumento, postulando que fosse reconhecida a preclusão do pedido de fixação dos
honorários advocatícios ou, ainda, pela redução do percentual fixado a título de honorários
advocatícios.
A inconformidade do ente público recorrido teve julgamento de
procedência a fim de ver reconhecida a preclusão do pedido de fixação dos honorários
advocatícios e, consequentemente, afastar a verba fixada.
Segue ementa do acórdão recorrido (acima referido):
AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE VENCIMENTOS DO ESTADO. CONVERSÃO
DO CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. FIXAÇÃO DE VERBA HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO
ANTERIOR DE INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OPORTUNO.
OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO.
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-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO SOBRE A PRETENSÃO DE OBTER
VERBA HONORÁRIA PARA A FASE EXECUTIVA, SE A PARTE NÃO SE INSURGIU
OPORTUNAMENTE DA DECISÃO DE INDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO.
Opostos Embargos de Declaração contra o acórdão, o recurso
restou desacolhido pelo E. TJRS, sem que houvesse o saneamento dos vícios no decisum.
Diante disso, parece evidente que não resta alternativa, senão a
interposição desta súplica – visto que o acórdão recorrido contraria jurisprudência sobre o tema
e, também, legislação aplicável.
'EX POSITIS' com fulcro no que estabelece o art. 105, III, ‘a’ e ‘c’ da
Constituição Federal de 1988, o suplicante interpõe a presente irresignação para o fim de
realinhar o acórdão vergastado aos entendimentos jurisprudenciais proferidos por este nobre
Superior Tribunal de Justiça.
DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO
A decisão ora confrontada foi disponibilizada no dia 24/01/2023.
Neste sentido, considerando apenas os dias úteis e excluindo-se os feriados, o prazo finda em
14/02/2023
Dessa forma, demonstra-se tempestivo o presente recurso, haja
vista ter-se respeitado o prazo legal.
DO CABIMENTO DO PRESENTE RECURSO ESPECIAL
Lado outro, disciplina o artigo 105, III, “a” e “c”, da Constituição
Federal, que é da competência, exclusiva, do Superior Tribunal de Justiça, apreciar Recurso
Especial, fundado em decisão proferida em última ou única instância, quando a mesma
contrariar lei federal ou negar-lhe vigência e der a lei federal interpretação divergente da que
lhe haja atribuído outro tribunal.
A hipótese se ajusta aos ditames supra e, nessa esteira, converge
ao exame deste Recurso Especial.
Com respeito aos requisitos de admissibilidade, vale verificar que
este é (a) tempestivo, vez que interposto dentro do respectivo prazo; (b) o recorrente tem
legitimidade para recorrer; e, mais, (c) há regularidade formal.
(e-STJ Fl.114)
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De mais a mais, a decisão hostilizada foi proferida em “última
instância” (STF, Súmula 281).
Convém notar igualmente que todos os fundamentos, dispersos no
acórdão guerreado, estão, aqui, devidamente infirmados. Destarte, não incide no que dispõe a
Súmula 283 do STF.
Além do mais, importa ponderar que este debate não realça
reexame de provas ou fatos. Ao contrário, revela, unicamente, matéria de direito. Não ofende,
pois, à regra da Súmula 07 desta Egrégia Corte.
RELEVÂNCIA DA MATÉRIA
Foi aprovada, em 15/07/2022, a Emenda Constitucional nº 125, que
acrescenta critérios para a admissão do Recurso Especial (art. 105, CF). Além dos critérios
trazidos pelo art. 105, III da CF1, o recorrente deverá demonstrar a relevância das questões
levadas à Corte da Cidadania. O texto previu questões que são presumidamente relevantes. São
elas: ações penais; ações de improbidade administrativa; ações cujo valor da causa ultrapasse
500 salários mínimos; ações que possam gerar inelegibilidade; acórdão recorrido que contraria
jurisprudência dominante do STJ; e outras hipóteses previstas em lei.
Como se sabe, o recurso especial tem como objetivo analisar se as
decisões judiciais proferidas nos processos nas instâncias inferiores estão em conformidade
com a lei vigente e com a jurisprudência, ou seja, o Recurso Especial via de regra não analisa o
processo em si (questões de fato), mas a adequação da decisão judicial à norma jurídica, para
apontar se está em conformidade com o ordenamento pátrio, sendo sua principal finalidade
uniformizar o entendimento dos tribunais e demais órgãos judiciais a respeito das normas
jurídicas federais, que regram as normativas dentro do território nacional.
1 Art. 1º O art. 105 da Constituição Federal passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 105......................................................................................................
§ 1º ...............................................................................................................
§ 2º No recurso especial, o recorrente deve demonstrar a relevância das questões de direito federal infraconstitucional discutidas no
caso, nos termos da lei, a fim de que a admissão do recurso seja examinada pelo Tribunal, o qual somente pode dele não conhecer
com base nesse motivo pela manifestação de 2/3 (dois terços) dos membros do órgão competente para o julgamento.
§ 3º Haverá a relevância de que trata o § 2º deste artigo nos seguintes casos:
I - ações penais;
II - ações de improbidade administrativa;
III - ações cujo valor da causa ultrapasse 500 (quinhentos) salários-mínimos;
IV - ações que possam gerar inelegibilidade;
V - hipóteses em que o acórdão recorrido contrariar jurisprudência dominante o Superior Tribunal de Justiça;
VI - outras hipóteses previstas em lei."(NR)
Art. 2º A relevância de que trata o § 2º do art. 105 da Constituição Federal será exigida nos recursos especiais interpostos após a
entrada em vigor desta Emenda Constitucional, ocasião em que a parte poderá atualizar o valor da causa para os fins de que trata o
inciso III do § 3º do referido artigo.
Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.
(e-STJ Fl.115)
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Conforme se pode observar, in casu, o recurso ora interposto é em
razão de, dentre outros fatores, o acórdão oriundo do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul ter contrariado jurisprudência dominante do STJ, o que restará ainda mais
detalhado quando do tópico do ‘’DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL DO ENTENDIMENTO DESSE
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA”
Portanto, é nítido que não foi aplicada a mesma tese jurídica que
vem sendo adotada pelo Tribunal da Cidadania no que tange à impossibilidade de rescisão
unilateral e sem prévia notificação, mormente diante das peculiaridades do caso concreto.
DO ACÓRDÃO RECORRIDO
O presente Recurso Especial é interposto com o intuito de, após
admitido e analisado, ver reformado o teor do acórdão, proferido pela 25ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul quando do julgamento do agravo de
instrumento e dos embargos de declaração de n.º 51664402220228217000.
A decisão prolatada pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande
do Sul, concedeu provimento ao agravo de instrumento manejado pelo ora recorrido, a fim de
ver reconhecido a preclusão do pedido de fixação dos honorários advocatícios e,
consequentemente, afastar a verba fixada, em flagrante discordância aos ensinamentos da
legislação e da jurisprudência.
Sobre a preclusão do pedido de fixação dos honorários
advocatícios, o Egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em breve síntese, assim
entendeu:
Importante observar que, seguindo o entendimento já reiterado do Superior
Tribunal de Justiça1, adequei minhas decisões no sentido de que não há preclusão
ao pedido de arbitramento de verba honorária, no curso da execução por RPV.
No presente caso, todavia, a situação é distinta, estando configurada a preclusão ao
direito.
Da análise dos autos, verifica-se que a parte autora propôs a inicial de cumprimento
de sentença em novembro de 2019, requerendo a fixação de honorários executivos
(fls. 10-13).
O pedido foi indeferido pelo juízo de origem (fls. 39-41) e, desta decisão, não foi
interposto recurso.
Somente em outubro de 2021, a parte autora requereu novamente o arbitramento
de honorários advocatícios para a nova fase processual (fls. 55-61).
(e-STJ Fl.116)
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No entanto, como visto, a questão já restou definida anteriormente. Não tendo
havido oportuno recurso a respeito, quando do indeferimento da verba honorária,
precluiu o prazo para discussão sobre a matéria.
Entretanto, Excelências, é evidente que o tópico formulado vai de
encontro ao que ensina jurisprudência aplicável a matéria, notadamente as decisões emanadas
dessa Egrégia Corte.
DA FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
QUANDO DA IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
Ilustres Ministros, o acórdão ora recorrido julgou procedente o
agravo de instrumento interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, cujo objeto versava
acerca da preclusão da pretensão honorária advocatícia.
Conforme se verifica do processo de origem, o cumprimento de
sentença fora ajuizado no ano de 2019, o qual fora impugnado pelo ‘Estado do RS’, tendo sido
proferida neste interstício decisão interlocutória, trazida em anexo, para promover o
prosseguimento do feito.
Ocorre, Eméritos Ministros, que, quando do ajuizamento do
processo de origem, já foi imediatamente requerida a fixação da verba honorária e, em
despacho inicial, o douto juízo recebeu a inicial e se manifestou quanto ao prosseguimento o
feito, determinando a citação do devedor e negando a fixação dos honorários advocatícios.
Nesse sentido, é evidente que ainda não poderiam ser
definitivamente fixados os honorários advocatícios sucumbenciais, porquanto sequer estava
implementada a condição do art. 85, § 7º, do CPC, por não haver, no momento, impugnação
ao cumprimento de sentença, conforme versa o dispositivo:
Código Processual Civil
“Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado
do vencedor.
[...]
§ 7º Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a
Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, DESDE QUE NÃO
TENHA SIDO IMPUGNADA.”
Nessa senda, é nítido que a não interposição de recurso quanto ao
indeferimento em decisão interlocutória não pode figurar preclusão da pretensão honorária
sucumbencial, uma vez que, até aquele momento, não havia sido impugnado o cumprimento
de sentença, não nascendo a pretensão do(a) ora recorrente, podendo os honorários ser
(e-STJ Fl.117)
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definitivamente fixados apenas em sentença resolutiva de mérito, quando já oferecida
impugnação pelo Estado.
Dessa forma, requer o recorrente que essa colenda Corte Superior
se manifeste quanto à aplicação do art. 85, § 7º, do CPC, determinando a reforma do acórdão
recorrido, conforme o caso concreto, em que se está levando em consideração uma decisão
interlocutória (doc. anexo), proferida em momento anterior à sentença e anterior à impugnação
do Estado – momento inoportuno para a fixação dos honorários.
DA NÃO APLICABILIDADE DO INSTITUTO DE
PRECLUSÃO QUANDO DA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA, INEXISTINDO COISA JULGADA
Da leitura do r. acórdão, observa-se que a fundamentação
determinou a preclusão do pleito quanto às verbas honorárias, conforme segue:
Importante observar que, seguindo o entendimento já reiterado do Superior
Tribunal de Justiça1, adequei minhas decisões no sentido de que não há preclusão
ao pedido de arbitramento de verba honorária, no curso da execução por RPV.
No presente caso, todavia, a situação é distinta, estando configurada a preclusão ao
direito.
Da análise dos autos, verifica-se que a parte autora propôs a inicial de cumprimento
de sentença em novembro de 2019, requerendo a fixação de honorários executivos
(fls. 10-13).
O pedido foi indeferido pelo juízo de origem (fls. 39-41) e, desta decisão, não foi
interposto recurso.
Somente em outubro de 2021, a parte autora requereu novamente o arbitramento
de honorários advocatícios para a nova fase processual (fls. 55-61).
No entanto, como visto, a questão já restou definida anteriormente. Não tendo
havido oportuno recurso a respeito, quando do indeferimento da verba honorária,
precluiu o prazo para discussão sobre a matéria.
Já quando do julgamento dos embargos de declaração, os
aclaratórios foram desacolhidos, deixando o colegiado de se manifestar quanto às razões
postuladas.
Importa aqui ressaltar que não há que se falar em preclusão, em
quaisquer de suas modalidades, quando a matéria tiver sido decidida em sede de decisão
interlocutória, devendo esta ser alegada somente quando oriunda de sentença definitiva, esta
que produz coisa julgada material e deve seguir, conforme determinado em legislação federal,
de acordo com o Código Processual Civil:
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna
imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.
(e-STJ Fl.118)
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Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de
lei nos limites da questão principal expressamente decidida.
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não
prejudicando terceiros.
Assim, resta evidente que a decisão interlocutória que denegou a
fixação de honorários advocatícios foi uma decisão inicial que teve como objetivo tão
simplesmente o prosseguimento processual, inclusive para fins de intimar a parte executada
para apresentação de impugnação ao cumprimento de sentença – para quiçá depois se pensar
em honorários.
Dessa forma, não cabe, de maneira nenhuma, a alegação oposta
pelo recorrido, Estado do RS, no sentido de que há preclusão na fixação de honorários por ter
havido decisão que indeferiu anteriormente sua fixação, isso porque houve decisão posterior,
antes do trânsito em julgado, no momento realmente oportuno, decidindo pela mesma, com
força de sentença, julgando o mérito em si, qualificando-se, finalmente, enquanto coisa
julgada, na medida que proferida também após a impugnação ao cumprimento de sentença
apresentada pelo executado. Importa frisar que o próprio CPC determina que os honorários
sucumbenciais devem ser fixados em sentença:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado
do vencedor.
Nesse sentido, alegar preclusão da possibilidade de fixação da verba
honorária advocatícia na presente etapa processual é o mesmo que proibir o ilustríssimo juízo
de primeiro grau a se manifestar dentro de seu juízo quanto à correta fixação de honorários
sucumbenciais, considerando que estes ainda cabem, em absoluto, no seu escopo jurisdicional.
Desta feita, é de suma importância que sejam acolhidas as razões
do presente recurso especial para que seja corrigida a decisão vergastada no sentido de afastar
a preclusão da verba honorária advocatícia.
A DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL
DO ENTENDIMENTO DESSE SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Nobres julgadores, acerca do tema preclusão, a decisão proferida,
além de sacrificar a segurança jurídica das partes por afrontas a legislação hoje vigente, vai de
encontro ao entendimento jurisprudencial deste Superior Tribunal de Justiça, que justamente
entende que não ocorre preclusão no pedido de fixação de verba honorária em casos semelhantes,
senão vejamos:
(e-STJ Fl.119)
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RECURSO ESPECIAL Nº 1944467 - PE (2021/0080228-5)
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela Universidade Federal de Pernambuco,
com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão do
Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (e-STJ fl. 171):
PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. INOCORRÊNCIA.
INCIDÊNCIA DAS NORMAS DO CPC/2015. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS. AGRAVO
IMPROVIDO.
1. Agravo de instrumento contra decisão que fixou em desfavor da UFPE, durante a
fase de cumprimento de sentença, honorários advocatícios no percentual mínimo
previsto no art. 85, § 3º do CPC para a faixa de valor aplicável ao montante final da
execução a ser paga pela universidade.
2. A omissão no arbitramento provisório dos honorários no despacho inicial da
execução não conduz à preclusão pro judicato, por se tratar de questão que
necessariamente compõe o capítulo de mérito da sentença, embora acessório e
permanente. Possibilidade do magistrado, de ofício, examinar tal matéria, a
qualquer tempo, no curso da execução.
3. Inexistência de preclusão por omissão da postulação pelos agravados após o
despacho citatório.
4. A tese estabelecida pelo STJ, durante o julgamento do REsp n.º 1.252.412/RN, não
se aplica ao presente caso, já que o requerimento dos exequentes, ora agravados, foi
formulado na própria inicial da execução, e não após o arquivamento do feito.
5. A decisão atacada foi proferida em 08/10/2018, ou seja, já na vigência do
CPC/2015, devendo este ser o diploma processual utilizado para fixação da
condenação em honorários advocatícios.
6. Majoração da condenação em honorários advocatícios em 1% sobre o montante
definido na decisão combatida sob esse título em desfavor da universidade, nos
termos do art. 85, § 11 do CPC.
7. Agravo improvido.
Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ fl. 348).
A recorrente aponta ofensa aos arts. 14, 223, 507, 827, e 1.000, do Código de
Processo Civil/2015, aos argumentos de que:
a) ocorreu a preclusão para fixação dos honorários advocatícios na execução, pois
"não havendo sido interposto o recurso cabível contra o despacho judicial que deixou
de arbitrar os honorários sucumbenciais, restou configurado o instituto da preclusão
lógica, conforme dispõe a legislação, a doutrina e a jurisprudência pertinentes ao
tema em questão" (e-STJ fl. 399); e b) impossibilidade de aplicação do Novo Código
de Processo Civil na fixação da verba honorária, pois a presente ação foi proposta em
2009 e "a fixação de honorários advocatícios deve levar em conta a lei vigente
quando do ajuizamento da demanda" (e-STJ fl. 400).
Com contrarrazões (e-STJ fls. 465-486).
Juízo positivo de admissibilidade à STJ fl. 688. É o relatório. Passo a decidir. A
insurgência não merece prosperar. O entendimento exarado no aresto impugnado
encontra-se em consonância com a jurisprudênciafirme desta Corte segundo a
qual, "no curso da execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba
honorária, ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo
executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que determine o
momento processual para aquele pleito" (STJ, AgInt no REsp 1.730.462/RS, Rel.
Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 02/03/2021).
(...)
(e-STJ Fl.120)
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Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. Não obstante o disposto no
art. 85, § 11, do CPC/2015 e no Enunciado Administrativo 7/STJ ("Somente nos
recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016 será
possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85,
§ 11, do NCPC"), deixo de majorar os honorários advocatícios, por tratar-se, na
origem, de recurso interposto contra decisão interlocutória, na qual não houve prévia
fixação de honorários. Publique-se. Intimem-se. Brasília, 16 de agosto de 2021.
Ministro Benedito Gonçalves Relator (Ministro BENEDITO GONÇALVES, 18/08/2021)
ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. PROCESSUAL CIVIL.EXECUÇÃO DE
SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
1. Entende este Superior Tribunal de Justiça que não há preclusão no pedido de
fixação de verba honorária, no curso da execução, mesmo que a referida verba não
tenha sido pleiteada no início do processo executivo, tendo em vista a inexistência
de dispositivo legal que determine o momento processual para aquele pleito.
Precedentes. 2. Recurso especial não provido.
(REsp 1866441/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 25/08/2020, DJe 08/09/2020)
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões
publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de
admissibilidade recursal na forma do novo CPC" (Enunciado Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da execução, não há
preclusão no pedido de fixação de verba honorária, ainda que referida verba não
tenha sido pleiteada no início do processo executivo, tendo em vista a inexistência
de dispositivo legal que determine o momento processual para aquele pleito. 3.
Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp 1730462/RS, Rel. Ministro GURGEL DE
FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 02/03/2021)
O recorrente, abaixo, demonstra através de um quadro
comparativo o cotejo que se pretende fazer com a transcrição dos julgados acima, comprovando
o que se quer alegar, e tornando inquestionável o fato de que lhes assiste razão em recorrer:
ACÓRDÃO RECORRIDO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE
VENCIMENTOS DO ESTADO. CONVERSÃO DO
CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO DE TÍTULO
JUDICIAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
VERBA HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO
ANTERIOR DE INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO OPORTUNO. OCORRÊNCIA DE
PRECLUSÃO.
-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO SOBRE
A PRETENSÃO DE OBTER VERBA HONORÁRIA PARA A
ACÓRDÃO PARADIGMA
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir
de 18 de março de 2016) serão exigidos os
requisitos de admissibilidade recursal na forma do
novo CPC" (Enunciado Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte
Superior, no curso da execução, não há preclusão
no pedido de fixação de verba honorária, ainda
que referida verba não tenha sido pleiteada no
(e-STJ Fl.121)
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FASE EXECUTIVA, SE A PARTE NÃO SE INSURGIU
OPORTUNAMENTE DA DECISÃO DE INDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO.
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início do processo executivo, tendo em vista a
inexistência de dispositivo legal que determine o
momento processual para aquele pleito.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp 1730462/RS, Rel. Ministro GURGEL
DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
23/02/2021, DJe 02/03/2021)
Do mesmo modo, também se equivocam os julgadores do Tribunal
de Justiça, a não aplicação do artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil, o qual dispõe que
não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que enseje
expedição de precatório, DESDE QUE NÃO TENHA SIDO IMPUGNADA.
É forte a jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça no
sentido de que, oferecida resistência à execução da sentença, são devidos os honorários
advocatícios em atenção ao princípio da causalidade.
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. FAZENDA PÚBLICA. RESISTÊNCIA. REGIME DE PRECATÓRIOS.
HONORÁRIOS. CABIMENTO. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. JURISPRUDÊNCIA DO STJ.
1. Nos moldes da jurisprudência hodierna desta Corte Superior de Justiça, oferecida
resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública, são devidos
honorários, ainda que a hipótese seja submetida ao regime de precatórios, em
homenagem ao princípio da causalidade. Precedentes: AgInt no REsp 1.880.935/RS,
Primeira Turma, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, julgado em 15/12/2020, DJe
18/12/2020; AgInt no REsp 1.886.637/RS, Segunda Turma, Rel. Ministro Herman
Benjamin, julgado em 30/11/2020, DJe 17/12/2020.
2. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no REsp 1891076/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 11/10/2021, DJe 18/10/2021)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA PÚBLICA.
IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR. PAGAMENTO MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE
PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015
CABIMENTO.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Instituto de
Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS) contra decisão que, na fase de
cumprimento da sentença, o condenou a pagar honorários advocatícios de 20% sobre
o valor da execução, com base no art. 85, § 3º, I, do CPC/2015. O Tribunal a quo
negou provimento ao recurso.
II - Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido de que cabem honorários
advocatícios no cumprimento de sentença proferida contra a Fazenda Pública em
ação coletiva, independentemente de ter sido ou não apresentada impugnação.
III - Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em ações plúrimas ou
individuais, a apresentação da impugnação é relevante para hipótese da aplicação
da norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015.
(e-STJ Fl.122)
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IV - Com efeito, a lei processual concede à Fazenda Pública a benesse de não pagar
honorários advocatícios nos casos em que ela não se opõe ao cumprimento da
obrigação prevista no título executivo. Dessarte, oferecida resistência à execução
da sentença, por parte da Fazenda, passam a ser devidos os honorários
advocatícios, em respeito ao princípio da causalidade.
(...)
VIII - Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp 1885857/RS, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA
TURMA, julgado em 01/03/2021, DJe 15/03/2021)
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. IMPUGNAÇÃO. PRECATÓRIO.
HONORÁRIOS. CABIMENTO.
1. A dispensa da fixação de honorários advocatícios prevista no art. 85, § 7º, do
CPC/2015 restringe-se às hipóteses em que a execução não tenha sido impugnada e
cujo pagamento ocorra por precatório.
2. A contrario sensu, oferecida resistência à execução da sentença, são devidos os
honorários advocatícios em atenção ao princípio da causalidade.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp 1886309/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 08/02/2021, DJe 17/02/2021)De acordo com as decisões proferidas por essa Egrégia Corte,
verifica-se que oferecida resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública são
devidos honorários, ainda que a hipótese seja submetida ao regime de precatórios, conforme
disposto no artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil.
ACORDÃO RECORRIDO
AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE
VENCIMENTOS DO ESTADO. CONVERSÃO DO
CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO DE TÍTULO
JUDICIAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
VERBA HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO
ANTERIOR DE INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO OPORTUNO. OCORRÊNCIA DE
PRECLUSÃO.
-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO
SOBRE A PRETENSÃO DE OBTER VERBA HONORÁRIA
PARA A FASE EXECUTIVA, SE A PARTE NÃO SE
INSURGIU OPORTUNAMENTE DA DECISÃO DE
INDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO.
ACÓRDÃO PARADIGMA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA
CONTRA FAZENDA PÚBLICA.
IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR.
PAGAMENTO MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, §
7°, DO CPC/2015 CABIMENTO.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento
interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do
Rio Grande do Sul (IPERGS) contra decisão que, na fase
de cumprimento da sentença, o condenou a pagar
honorários advocatícios de 20% sobre o valor da
execução, com base no art. 85, § 3º, I, do CPC/2015. O
Tribunal a quo negou provimento ao recurso.
II - Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no
sentido de que cabem honorários advocatícios no
cumprimento de sentença proferida contra a Fazenda
Pública em ação coletiva, independentemente de ter
sido ou não apresentada impugnação.
III - Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas
em ações plúrimas ou individuais, a apresentação da
(e-STJ Fl.123)
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impugnação é relevante para hipótese da aplicação
da norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015.
IV - Com efeito, a lei processual concede à Fazenda
Pública a benesse de não pagar honorários
advocatícios nos casos em que ela não se opõe ao
cumprimento da obrigação prevista no título
executivo. Dessarte, oferecida resistência à execução
da sentença, por parte da Fazenda, passam a ser
devidos os honorários advocatícios, em respeito ao
princípio da causalidade.
(...)
VIII - Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp 1885857/RS, Rel. Ministro FRANCISCO
FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 01/03/2021,
DJe 15/03/2021)
Logo, resta perfeitamente demonstrado o dissenso entre a
decisão proferida e o entendimento dessa Egrégia Corte aplicado a matéria, uma vez que, no
curso da execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba honorária, bem como, que
oferecida resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública são devidos
honorários, ainda que a hipótese seja submetida ao regime de precatórios, conforme disposto
no artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil.
CONCLUSÃO
EX POSITIS, é o presente para postular a este egrégio SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA que, conhecendo do recurso, lhe dê provimento para reformar e realinhar
o acórdão vergastado à Lei e à jurisprudência pátria, louvando-se os mais perenes institutos de
direito, e, premendo pela mantença da sempre perseguida ordem jurídica, seja reformada a
decisão a fim de reconhecer à inviabilidade da ocorrência do instituto da preclusão (em
quaisquer de suas modalidades) do direito de requerer fixação da verba honorária, bem como
reconhecer que oferecida resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública são
devidos honorários, ainda que a hipótese seja submetida ao regime de precatórios, conforme
disposto no artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2023
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO
OAB/RS 7.800 OAB/RS 103.239
(e-STJ Fl.124)
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Utilize folhas A4 (210x297mm)
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001-9
001-9
00190.00009 02941.991008 03430.919179 4 92690000023623
00190.00009 02941.991008 03430.919179 4 92690000023623
Pagável em qualquer Banco até o vencimento. Após, gere novo boleto no site www.stj.jus.br.
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22/02/2023
22/02/2023
SECRETARIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - 00.488.478/0001-02
SECRETARIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - 00.488.478/0001-02
4200-5 / 333.030-3
4200-5 / 333.030-3
SAFS Qd 06 Lt 01 Trecho III ASA SUL 70095-900, Brasília - DF
SAFS Qd 06 Lt 01 Trecho III ASA SUL 70095-900, Brasília - DF
29419910003430919
29419910003430919
02/02/2023
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3430919
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RC
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11/02/2023
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RECURSO INTERPOSTO EM INSTÂNCIA INFERIOR, RECURSO ESPECIAL.
RECURSO INTERPOSTO EM INSTÂNCIA INFERIOR, RECURSO ESPECIAL.
Unidade Federativa: RIO GRANDE DO SUL.
Unidade Federativa: RIO GRANDE DO SUL.
Tribunal de Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Tribunal de Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Número do Processo que Consta no Acórdão Recorrido: 5166440-22.2022.8.21.7000 .
Número do Processo que Consta no Acórdão Recorrido: 5166440-22.2022.8.21.7000 .
Valor da custa judicial: R$ 236,23.
Valor da custa judicial: R$ 236,23.
Não pagar após o vencimento, o cancelamento é automático. Impresso em 11/02/2023.
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As informações inseridas nessa guia são de exclusiva responsabilidade do contribuinte.
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R$ 236,23
R$ 236,23
Autor/Recorrente: MILTON SERGIO NEDEL (CPF/CNPJ: 171.836.930-15)
Autor/Recorrente: MILTON SERGIO NEDEL (CPF/CNPJ: 171.836.930-15)
Endereço: Conego Cordeiro, 573, APTO 501 (TAQUARI,RS). CEP 958600000.
Endereço: Conego Cordeiro, 573, APTO 501 (TAQUARI,RS). CEP 958600000.
Réu/Recorrido: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (CPF/CNPJ: 87934675000196)
Réu/Recorrido: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (CPF/CNPJ: 87934675000196)
(e-STJ Fl.125)
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Impressão - Banrisul [1675377867324] Página 1 de 1
Recibo de Pagamento
Número: 01407445156/00000000124257/320000
Data: 02/02/2023
banrisul Hora: 19:44:08
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Tipo Pagamento:
Cód. Barras:
Emissor:
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BCO DO BRASIL S.A.
0051-06.116145.0-4-VECCHIO E EMERIM SOCIEDADE DE
Ag./Conta Débito:
Valor:
Data Débito:
Data Vencimento:
Pagador Final:
CPF/CNPJ Pagador Final:
Pagador:
CPF/CNPJ Pagador:
Beneficiario Original:
ADVOG
R$ 236,23
03/02/2023
22/02/2023
VECCHIO E EMERIM SOCIEDADE DE ADVOG
29.388.756/0001-31
MILTON SERGIO NEDEL
171.836.930-15
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA
CPF/CNPJ Beneficiario
Original:
Razão Social Beneficiario
Original:
00.488.478/0001-02
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA
Atenciosamente
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0352BF261EADA5FA1F68642FE479C47B7270
SAC: 0800 6461515 OUVIDORIA: 0800 6442200
Toda transação está sujeita à análise de fraude, podendo levar alguns minutos até ser efetivada ou, eventualmente,
ser cancelada pelo Banrisul. Mantenha seus contatos atualizados.
02/02/2023 https://ww7.banrisul.com.br/brb/link/brbwe4hw.aspx
(e-STJ Fl.126)
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AgInt no RECURSOESPECIAL Nº 1730462 - RS (2018/0060787-0)
RELATOR : MINISTRO GURGEL DE FARIA
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO SUL
ADVOGADOS : LISIANE SAMPAIO TROGLIO - RS017153
FLÁVIA GARCIA GOMES - RS029712
ANA CLARA BERWANGER BITTENCOURT - RS049418
VITOR HUGO SKRSYPCSAK - RS080289
AGRAVADO : TERESINHA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
AGRAVADO : PATRICIA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO.
INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015
(relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016)
serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do
novo CPC" (Enunciado Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da
execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba
honorária, ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no
início do processo executivo, tendo em vista a inexistência de
dispositivo legal que determine o momento processual para aquele
pleito.
3. Agravo interno desprovido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam
os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade,
negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina e Regina Helena Costa
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Gurgel de Faria.
(e-STJ Fl.127)
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Brasília, 23 de fevereiro de 2021.
Ministro GURGEL DE FARIA
Relator
(e-STJ Fl.128)
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AgInt no RECURSO ESPECIAL Nº 1730462 - RS (2018/0060787-0)
RELATOR : MINISTRO GURGEL DE FARIA
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO SUL
ADVOGADOS : LISIANE SAMPAIO TROGLIO - RS017153
FLÁVIA GARCIA GOMES - RS029712
ANA CLARA BERWANGER BITTENCOURT - RS049418
VITOR HUGO SKRSYPCSAK - RS080289
AGRAVADO : TERESINHA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
AGRAVADO : PATRICIA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO.
INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015
(relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016)
serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do
novo CPC" (Enunciado Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da
execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba
honorária, ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no
início do processo executivo, tendo em vista a inexistência de
dispositivo legal que determine o momento processual para aquele
pleito.
3. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO
Trata-se de agravo interno interposto pelo INSTITUTO DE
PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra a decisão por mim
proferida às e-STJ fls. 352/355, em que não conheci do recurso especial, em razão da
incidência da Súmula 83 do STJ.
A parte agravante aduz, em síntese, ser o caso de reconhecimento
(e-STJ Fl.129)
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da "(...) preclusão para a cobrança dos honorários advocatícios após o pagamento da
RPV e ultrapassado o prazo recursal sem a manifestação da parte quanto à fixação dos
honorários pleiteados na inicial executiva, em razão do reconhecimento da inércia da
parte credora nas instâncias ordinárias" (e-STJ fl. 360).
Sem impugnação.
É o relatório.
VOTO
A decisão agravada não merece reforma.
Com efeito, consoante anteriormente explicitado, a Corte local
adotou o entendimento do STJ, segundo o qual "não há preclusão no pedido de fixação de
verba honorária, no curso da execução, mesmo que referida verba não tenha sido
pleiteada no início do processo executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo
legal que determine o momento processual para aquele pleito" (REsp 1.866.441/PE, Rel.
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Segunda Turma, julgado em 25/08/2020,
DJe 08/09/2020).
A propósito:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. AGRAVO DE
INSTRUMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO.
INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM A
JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento objetivando a fixação dos
honorários advocatícios em execução de sentença que enseja a expedição de
precatório, em razão da oposição de embargos à execução pela União. No
Juízo de origem, indeferiu-se o pedido pela preclusão. No Tribunal a quo, deu-
se provimento ao agravo, determinando-se ao Juízo originário que fixe o
percentual dos honorários advocatícios. Nesta Corte, conheceu-se do agravo
para negar provimento ao recurso especial.
II - O Juízo de primeiro grau indeferiu o pedido de fixação dos honorários
advocatícios com fundamento no julgamento do RE n.
420.816 pelo Supremo Tribunal Federal, recurso que analisa hipótese relativa
às execuções não embargadas.
III - Para afastar a preclusão, justificou o Tribunal a quo que "não é possível se
inferir, de forma clara, que fosse entendimento do juízo, naquele momento, de
que seriam indevidos os honorários independentemente de posterior oposição
de embargos à execução" e que, quando do indeferimento da fixação dos
honorários "a parte executada sequer havia sido citada para os fins do art. 730
do CPC/73".
IV - Logo, superado o óbice que justificava o indeferimento do pedido de
arbitramento dos honorários, qual seja, a ausência de embargos à execução,
possível nova formulação do pleito.
V - A Corte Especial do STJ, no julgamento do REsp n. 1.252.412/RN, sob o
rito dos recursos repetitivos (CPC/1973, art. 543-C), firmou a orientação no
sentido de que inexiste preclusão do arbitramento de verba honorária, no curso
(e-STJ Fl.130)
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da execução, ainda que sobre ela tenha sido silente a inicial do processo
executivo: (REsp n. 1.252.412/RN, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Corte
Especial, julgado em 6/11/2013, DJe 3/2/2014).
VI - Agravo interno improvido.
(AgInt no AREsp 1.443.129/RS, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO,
SEGUNDA TURMA, julgado em 06/05/2020, DJe 11/05/2020).
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. RPV. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
1. A teor da jurisprudência desta Corte não há falar em preclusão no pedido de
arbitramento de verba honorária, no curso da execução, mesmo que a referida
verba não tenha sido pleiteada no início do processo executivo, e apesar de já
ter havido o pagamento da RPV, tendo em vista a inexistência de dispositivo
legal que determine o momento processual para esse pleito. Precedentes:
AgRg no REsp 1.397.117/RS, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda
Turma, DJe 9/9/2015; AgRg no REsp 1.397.478/RS, Rel. Ministro Benedito
Gonçalves, Primeira Turma, DJe 17/6/2015; AgRg no REsp 1.355.571/RS,
Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 11/6/2013.
2. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp 1.725.649/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/11/2018, DJe 14/11/2018).
Não deve ser aplicada a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do
CPC/2015, tendo em vista que o mero inconformismo com a decisão agravada não enseja
a necessária imposição da sanção, quando não configurada a manifesta inadmissibilidade
ou improcedência do recurso, por decisão unânime do Colegiado, como no caso em
análise.
Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo.
É como voto.
(e-STJ Fl.131)
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TERMO DE JULGAMENTO
PRIMEIRA TURMAAgInt no REsp 1.730.462 / RS
Número Registro: 2018/0060787-0 PROCESSO ELETRÔNICO
Número de Origem:
70074531682 00277018520088210036 01935222620168217000 70069833283 00363387020178217000
70072722234 02172835220178217000 277018520088210036 1935222620168217000 363387020178217000
2172835220178217000 3610800027703 03610800027703
Sessão Virtual de 17/02/2021 a 23/02/2021
Relator do AgInt
Exmo. Sr. Ministro GURGEL DE FARIA
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro GURGEL DE FARIA
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORES : LISIANE SAMPAIO TROGLIO - RS017153
FLÁVIA GARCIA GOMES - RS029712
ANA CLARA BERWANGER BITTENCOURT - RS049418
VITOR HUGO SKRSYPCSAK - RS080289
RECORRIDO : TERESINHA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
RECORRIDO : PATRICIA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
ASSUNTO : DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO -
SERVIDOR PÚBLICO CIVIL - REAJUSTES DE REMUNERAÇÃO, PROVENTOS OU
PENSÃO
AGRAVO INTERNO
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
ADVOGADOS : LISIANE SAMPAIO TROGLIO - RS017153
FLÁVIA GARCIA GOMES - RS029712
ANA CLARA BERWANGER BITTENCOURT - RS049418
VITOR HUGO SKRSYPCSAK - RS080289
AGRAVADO : TERESINHA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
(e-STJ Fl.132)
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AGRAVADO : PATRICIA MORAES BORREA
ADVOGADO : CRISTIAN DA SILVA DE MORAIS - RS064293
TERMO
A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, decidiu negar provimento
ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina e Regina Helena Costa votaram com o
Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Gurgel de Faria.
Brasília, 23 de fevereiro de 2021
(e-STJ Fl.133)
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Superior Tribunal de Justiça
AgInt no RECURSO ESPECIAL Nº 1885857 - RS (2020/0184010-4)
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
ADVOGADO : LUCIANA GARCIA VEGINI - RS065199
AGRAVADO : ANDRESA PURCINO DA SILVA
AGRAVADO : TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR
ADVOGADOS : MARCO GERALDO ABRAHÃO SCHORR - RS032025
TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR (EM CAUSA
PRÓPRIA) - RS032158
ARIANE SCHORR PASCHOAL - RS067800
PABLO RODRIGO SCHACKER MILITÃO - RS086620
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA CONTRA FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO
OFERTADA PELO DEVEDOR. PAGAMENTO MEDIANTE
EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015 CABIMENTO.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento
interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande
do Sul (IPERGS) contra decisão que, na fase de cumprimento da
sentença, o condenou a pagar honorários advocatícios de 20%
sobre o valor da execução, com base no art. 85, § 3º, I, do
CPC/2015. O Tribunal a quo negou provimento ao recurso.
II - Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no
sentido de que cabem honorários advocatícios no cumprimento
de sentença proferida contra a Fazenda Pública em ação coletiva,
independentemente de ter sido ou não apresentada impugnação.
III - Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas
em ações plúrimas ou individuais, a apresentação da impugnação
é relevante para hipótese da aplicação da norma contida no art.
85, § 7º, do CPC/2015.
IV - Com efeito, a lei processual concede à Fazenda
Pública a benesse de não pagar honorários advocatícios nos casos
em que ela não se opõe ao cumprimento da obrigação prevista no
título executivo. Dessarte, oferecida resistência à execução da
sentença, por parte da Fazenda, passam a ser devidos os
honorários advocatícios, em respeito ao princípio da causalidade.
Nesse sentido: AgInt no REsp 1.814.321/RS, relator Ministro
Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 10/12/2019, DJe
(e-STJ Fl.134)
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em
Superior Tribunal de Justiça
19/12/2019; REsp 1.691.843/RS, relator Ministro Og Fernandes,
Segunda Turma, julgado em 11/2/2020, DJe 17/2/2020 e REsp
1.666.182/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda
Turma, julgado em 21/11/2017, DJe 19/12/2017.
V - Outrossim, não há falar em incidência das Súmulas
n. 211/STJ ou 283/STF, uma vez que, além de prequestionada, a
quaestio iuris foi especificamente tratada nas razões de recurso
especial.
VI - Quanto ao pedido subsidiário, é inviável a análise
de tese não suscitada no recurso especial, ou em contrarrazões ao
recurso especial, por se tratar de evidente inovação recursal
(AgInt nos EDcl no AREsp 1.496.470/SP, relator Ministro
Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em
31/8/2020, DJe 3/9/2020.)
VII - Da mesma forma, o STJ possui firme
entendimento no sentido de ser incabível inovação recursal, em
agravo interno, com base em alegação de fato novo. Precedentes:
STJ, AgRg no AREsp 761.207/RJ, relator Ministro Humberto
Martins, Segunda Turma, DJe de 29/4/2016; AgRg no Ag
1.424.188/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda
Turma, DJe de 23/2/2012; AgInt nos EDcl no MS 24.834/DF,
relator Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em
1º/9/2020, DJe 9/9/2020.
VIII - Agravo interno improvido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Og Fernandes, Mauro Campbell
Marques e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o
julgamento o Sr. Ministro Herman Benjamin.
Brasília, 01 de março de 2021 (Data do Julgamento)
Ministro Francisco Falcão
Relator
(e-STJ Fl.135)
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AgInt no RECURSO ESPECIAL Nº 1.885.857 - RS (2020/0184010-4)
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO FRANCISCO FALCÃO (Relator):
Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Instituto
de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS) contra decisão que, na
fase de cumprimento da sentença, o condenou a pagar honorários advocatícios de
20% sobre o valor da execução, com base no art. 85, § 3º, I, do CPC/2015.
Valor da execução (fl. 28): R$ 38.437,80 (trinta e oito mil,
quatrocentos e trinta e sete reais e oitenta centavos), em janeiro/2013.
O Tribunal a quo deu provimento ao recurso, em acórdão assim
ementado (fl. 232):
AGRAVO DE INSTRUMENTO. FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA FASE DE CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. CRÉDITO QUE COMPORTA PAGAMENTO POR PRECATÓRIO.
EXECUÇÃO IMPUGNADA.
- O fato, por si só, de ter o ente público apresentado impugnação à
execução que lhe é proposta não implica direito ao patrono da parte credora em
receber honorários advocatícios para a fase de cumprimento de sentença.
- A fixação de honorários advocatícios e a própria imposição do ônus
respectivo está vinculada ao resultado do julgamento da impugnação. Preclui,
contudo, a respectiva pretensão de fixação da verba honorária para a impugnação,
acaso não requerida na forma e prazo legais, após ciente da decisão que rejeitou a
impugnação.
- Nos autos, ainda que a impugnação do ente público tenha sido rejeitada –
com o afastamento da tese aventada acerca da prescrição da pretensão executiva –
verifica-se que o pleito relativo aos honorários sucumbenciais foi formulado
extemporaneamente pela parte.
Isso porque, a decisão que rejeitou a impugnação foi proferida em
28/05/2014 (fls. 230/231), e, contra aquela, não houve insurgência da parte pugnando
pela fixação da verba honorária no momento oportuno.
- Preclusão corroborada. Prequestionamento– Descabido o
prequestionamento dos dispositivos suscitados, porquanto a fundamentação trazida
restou suficientemente enfrentada no presente julgado.
AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. UNÂNIME.
Os exequentes opuseram embargos de declaração, que foram rejeitados
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pelo acórdão de fls. 294-300.
Nas razões do recurso especial, alegam a violação do art. 85, § 7º, do
CPC/2015. Sustentam, em síntese, que o citado dispositivo se contenta com a
apresentação de impugnação, pela Fazenda Pública, para que a ela possam ser
carreados os honorários advocatícios, no cumprimento da sentença.
Sem contrarrazões ao recurso especial.
A decisão recorrida tem o seguinte dispositivo:
Ante o exposto, com esteio no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, conheço do
recurso especial para dar-lhe provimento, reconhecendo como devido o arbitramento
de honorários advocatícios no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública, no
caso em que esta tenha apresentado impugnação.
Interposto agravo interno, a parte agravante traz, resumidamente, os
seguintes argumentos:
(...)
Com efeito, extrai-se já da ementa do Acórdão recorrido que a conclusão
da Corte de origem, reconhecendo os precedentes dos Tribunais Superiores, suscita
uma distinção no caso em exame (grifei):
(...)
Por isso, suscita o ora agravante o não conhecimento do recurso especial
interposto pela parte adversa, considerados os óbices da Súmula nº 211 do STJ e, por
analogia, da Súmula nº 283 do STF.
(...)
Aliás, nem poderia ser diferente, porquanto eventual condenação em
honorários deve observar o quantum impugnado, sob pena de onerar em demasia o
ente público, já que, se mantido o entendimento da r. decisão agravada, mesmo na
hipótese de acolhimento da impugnação, o montante de honorários atribuídos à
execução superaria o benefício obtido com impugnação.
(...)
Assim, com a devida vênia, o Acórdão recorrido não destoa da
jurisprudência do STJ, impondo-se o acolhimento da presente insurgência, para o fim
de desprover o Recurso Especial interposto pela parte adversa.
(...)
A parte agravada foi intimada para apresentar impugnação.
É o relatório.
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AgInt no RECURSO ESPECIAL Nº 1.885.857 - RS (2020/0184010-4)
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
ADVOGADO : LUCIANA GARCIA VEGINI - RS065199
AGRAVADO : ANDRESA PURCINO DA SILVA
AGRAVADO : TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR
ADVOGADOS : MARCO GERALDO ABRAHÃO SCHORR - RS032025
TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR (EM CAUSA
PRÓPRIA) - RS032158
ARIANE SCHORR PASCHOAL - RS067800
PABLO RODRIGO SCHACKER MILITÃO - RS086620
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA CONTRA FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO
OFERTADA PELO DEVEDOR. PAGAMENTO MEDIANTE
EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015 CABIMENTO.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto
pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul
(IPERGS) contra decisão que, na fase de cumprimento da sentença, o
condenou a pagar honorários advocatícios de 20% sobre o valor da
execução, com base no art. 85, § 3º, I, do CPC/2015. O Tribunal a quo
negou provimento ao recurso.
II - Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido
de que cabem honorários advocatícios no cumprimento de sentença
proferida contra a Fazenda Pública em ação coletiva,
independentemente de ter sido ou não apresentada impugnação.
III - Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em
ações plúrimas ou individuais, a apresentação da impugnação é
relevante para hipótese da aplicação da norma contida no art. 85, § 7º,
do CPC/2015.
IV - Com efeito, a lei processual concede à Fazenda Pública
a benesse de não pagar honorários advocatícios nos casos em que ela
não se opõe ao cumprimento da obrigação prevista no título executivo.
Dessarte, oferecida resistência à execução da sentença, por parte da
Fazenda, passam a ser devidos os honorários advocatícios, em respeito
ao princípio da causalidade. Nesse sentido: AgInt no REsp
1.814.321/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma,
julgado em 10/12/2019, DJe 19/12/2019; REsp 1.691.843/RS, relator
Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 11/2/2020, DJe
17/2/2020 e REsp 1.666.182/RS, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, julgado em 21/11/2017, DJe 19/12/2017.
V - Outrossim, não há falar em incidência das Súmulas n.
211/STJ ou 283/STF, uma vez que, além de prequestionada, a quaestio
iuris foi especificamente tratada nas razões de recurso especial.
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VI - Quanto ao pedido subsidiário, é inviável a análise de
tese não suscitada no recurso especial, ou em contrarrazões ao recurso
especial, por se tratar de evidente inovação recursal (AgInt nos EDcl
no AREsp 1.496.470/SP, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
Terceira Turma, julgado em 31/8/2020, DJe 3/9/2020.)
VII - Da mesma forma, o STJ possui firme entendimento no
sentido de ser incabível inovação recursal, em agravo interno, com
base em alegação de fato novo. Precedentes: STJ, AgRg no AREsp
761.207/RJ, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe
de 29/4/2016; AgRg no Ag 1.424.188/DF, relator Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe de 23/2/2012; AgInt nos EDcl no MS
24.834/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado
em 1º/9/2020, DJe 9/9/2020.
VIII - Agravo interno improvido.
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VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO FRANCISCO FALCÃO (Relator):
O recurso de agravo interno não merece provimento.
Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido de que cabem
honorários advocatícios no cumprimento de sentença proferida contra a Fazenda
Pública em ação coletiva, independentemente de ter sido ou não apresentada
impugnação. A propósito:
5. O procedimento de cumprimento individual de sentença coletiva, ainda
que ajuizado em litisconsórcio, quando almeja a satisfação de direito reconhecido em
sentença condenatória genérica proferida em ação coletiva, não pode receber o
mesmo tratamento pertinente a um procedimento de cumprimento comum, uma vez
que traz consigo a discussão de nova relação jurídica, e a existência e a liquidez do
direito dela decorrente serão objeto de juízo de valor a ser proferido como
pressuposto para a satisfação do direito vindicado.
6. Hipótese em que o procedimento de cumprimento de sentença pressupõe
cognição exauriente - a despeito do nome a ele dado, que induz à indevida
compreensão de se estar diante de mera fase de execução -, sendo indispensável a
contratação de advogado, uma vez que é necessária a identificação da titularidade do
exequente em relação ao direito pleiteado, promovendo-se a liquidação do valor a ser
pago e a individualização do crédito, o que torna induvidosoo conteúdo cognitivo
dessa execução específica. (...) (REsp 1648238/RS, Rel. Ministro GURGEL DE
FARIA, CORTE ESPECIAL, julgado em 20/06/2018, DJe 27/06/2018).
Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em ações plúrimas
ou individuais, a apresentação da impugnação é relevante para hipótese da aplicação
da norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015:
Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a
Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido
impugnada.
Com efeito, a lei processual concede à Fazenda Pública a benesse de
não pagar honorários advocatícios nos casos em que ela não se opõe ao
cumprimento da obrigação prevista no título executivo. Dessarte, oferecida
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resistência à execução da sentença, por parte da Fazenda, passam a ser devidos os
honorários advocatícios, em respeito ao princípio da causalidade.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA
FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR .
PAGAMENTO MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015 CABIMENTO.
SÚMULA 83/STJ. APLICAÇÃO.
1. O Tribunal foi expresso ao afirmar que houve impugnação à Execução
pelo recorrente, o que atraiu a fixação dos honorários advocatícios.
2. A distinção feita pelo Tribunal de origem de que se trata de cabimento
dos honorários advocatícios para a fase de cumprimento da sentença em execução
sob regime de precatório, em razão da impugnação havida, em aplicação ao art. 85, §
7°, do CPC/2015, coincide com o atual entendimento do STJ. Precedente: REsp
1.666.182/RS, Rel. Min.
Herman Benjamin Segunda Turma, DJe 19.12.2017.
3. Não obstante a boa qualidade dos argumentos expendidos pelo agravante,
o arrazoado, que somente reitera os argumentos do Recurso Especial, não tem o
condão de infirmar as bases da decisão agravada.
4 Agravo Interno não provido.
(AgInt no REsp 1814321/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN,
SEGUNDA TURMA, julgado em 10/12/2019, DJe 19/12/2019.)
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. REDUÇÃO DE
HONORÁRIOS PELA METADE EM CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA NÃO IMPUGNADO. ART. 90, § 4º, DO
CPC/2015. IMPOSSIBILIDADE. EXISTÊNCIA DE NORMA ESPECÍFICA. ART.
85, § 7º, DO CPC/2015. NORMA INCOMPATÍVEL COM A SISTEMÁTICA DOS
PRECATÓRIOS. INCIDÊNCIA DE HONORÁRIOS. RECURSO REPETITIVO.
TEMA 973. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Cinge-se a controvérsia a definir se a previsão do § 4º do art. 90 do
CPC/2015 se aplica aos cumprimentos de sentença não impugnados, total ou
parcialmente, pela Fazenda Pública.
2. Da análise sistemática do diploma legal, verifica-se não haver espaço
para a incidência da norma em comento no cumprimento de sentença, pois a
aplicação de dispositivos legais relativos ao procedimento comum nos procedimentos
especiais e no processo de execução é expressamente subsidiária, nos termos do
parágrafo único do art. 318 do Código de Ritos.
3. Com relação ao cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública, há
previsão específica de isenção de honorários em caso de ausência de impugnação,
qual seja, o § 7º do art. 85 do CPC/2015. Portanto, o próprio Código de Processo
Civil rege a hipótese de ausência de impugnação, não havendo de se cogitar a
aplicação de outra disposição normativa de forma subsidiária.
4. Por outro lado, deve-se ressaltar que a previsão legal é incompatível com
o procedimento de execução ao qual está sujeita a Fazenda Pública, por não haver
possibilidade de adimplemento simultâneo da dívida reconhecida, ante a necessidade
de expedição de precatório ou requisição de pequeno valor.
5. Não assiste razão à autarquia recorrente em pretender obter o mesmo
benefício dos particulares. Primeiro, porque os entes públicos já possuem
prerrogativas constitucionais e legais que os colocam em situação favorável em
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relação aos particulares. Segundo, porque o art. 90, § 4º, do CPC/2015 não se aplica
ao cumprimento de sentença que reconhece a exigibilidade de obrigação de pagar
quantia certa, tendo em vista a existência de norma específica que isenta o
executado do pagamento de honorários, em caso de pagamento voluntário do débito
no prazo legal de 15 (quinze) dias (art. 523, caput e § 1º, do CPC/2015).
6. Impende ainda destacar que a Corte Especial, no julgamento do REsp
1.648.238/RS, submetido ao rito dos recursos repetitivos, estabeleceu que o art. 85, §
7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado na Súmula 345
do STJ, de modo que são devidos honorários advocatícios nos procedimentos
individuais de cumprimento de sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não
impugnados e promovidos em litisconsórcio.
7. Recurso especial a que se nega provimento.
(REsp 1691843/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 11/02/2020, DJe 17/02/2020.)
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA
FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
CABIMENTO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF.
REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. Hipótese em que o Tribunal local consignou (fl. 575, e-STJ): "No caso
dos autos, contudo, houve impugnação à execução pelo IBAMA (evento 81, na
origem). É caso, pois, de arbitramento de honorários de execução de 10% sobre o
valor do crédito, nos termos do 85, § 3º, inciso II do CPC".
2. Não se conhece de Recurso Especial em relação à ofensa ao art. 1.022
do CPC/2015 quando a parte não aponta, de forma clara, o vício em que teria
incorrido o acórdão impugnado. Aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF.
3. O STJ tem jurisprudência firme e consolidada no sentido de que, em se
tratando de execução por quantia certa de título judicial contra a Fazenda Pública, a
regra geral é a de que somente são devidos honorários advocatícios se houver
Embargos. É o que decorre do art. 1º-D da Lei 9.494/97, introduzido pela Medida
Provisória 2.180-35, de 24 de agosto de 2001. Ao dirimir a controvérsia, o Tribunal
foi expresso ao afirmar que houve impugnação à Execução pelo recorrente, o que
atraiu a fixação dos honorários advocatícios.
4. O Superior Tribunal de Justiça atua na revisão da verba honorária
somente quando esta tratar de valor irrisório ou exorbitante, o que não se configura
neste caso. Assim, o reexame das razões de fato que conduziram a Corte de origem a
tais conclusões significaria usurpação da competência das instâncias ordinárias.
Incidência da Súmula 7/STJ.
5. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido.
(REsp 1666182/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 21/11/2017, DJe 19/12/2017.)
Outrossim, não há falar em incidência das Súmulas n. 211/STJ ou
283/STF, uma vez que, além de prequestionada, a quaestio iuris foi especificamente
tratada nas razões de recurso especial.
Quanto ao pedido subsidiário, é inviável a análise de tese não suscitada
no recurso especial, ou em contrarrazões ao recurso especial, por se tratar de
evidente inovação recursal (AgInt nos EDcl no AREsp 1.496.470/SP, relator
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Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 31/8/2020, DJe
3/9/2020.)
Da mesma forma, o STJ possui firme entendimento no sentido de ser
incabível inovação recursal, em agravo interno, com baseem alegação de fato novo.
Precedentes: STJ, AgRg no AREsp 761.207/RJ, relator Ministro Humberto Martins,
Segunda Turma, DJe de 29/4/2016; AgRg no Ag 1.424.188/DF, relator Ministro
Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 23/2/2012; AgInt nos EDcl no MS
24.834/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em
1º/9/2020, DJe 9/9/2020.
Ante o exposto, não havendo razões para modificar a decisão recorrida,
nego provimento ao agravo interno.
É o voto.
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TERMO DE JULGAMENTO
SEGUNDA TURMA
AgInt no REsp 1.885.857 / RS
Número Registro: 2020/0184010-4 PROCESSO ELETRÔNICO
Número de Origem:
70083769521 01293789320138210001 01504049220198217000 70081784951 02952180320198217000
70083233098 00153112620208217000 1293789320138210001 1504049220198217000 2952180320198217000
153112620208217000 119119072 00119119072
Sessão Virtual de 23/02/2021 a 01/03/2021
Relator do AgInt
Exmo. Sr. Ministro FRANCISCO FALCÃO
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : ANDRESA PURCINO DA SILVA
RECORRENTE : TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR
ADVOGADOS : MARCO GERALDO ABRAHÃO SCHORR - RS032025
TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR (EM CAUSA PRÓPRIA) - RS032158
ARIANE SCHORR PASCHOAL - RS067800
PABLO RODRIGO SCHACKER MILITÃO - RS086620
RECORRIDO : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : LUCIANA GARCIA VEGINI - RS065199
ASSUNTO : DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO -
SERVIDOR PÚBLICO CIVIL - PENSÃO
AGRAVO INTERNO
AGRAVANTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
ADVOGADO : LUCIANA GARCIA VEGINI - RS065199
AGRAVADO : ANDRESA PURCINO DA SILVA
AGRAVADO : TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR
ADVOGADOS : MARCO GERALDO ABRAHÃO SCHORR - RS032025
TELMO RICARDO ABRAHAO SCHORR (EM CAUSA PRÓPRIA) - RS032158
ARIANE SCHORR PASCHOAL - RS067800
PABLO RODRIGO SCHACKER MILITÃO - RS086620
(e-STJ Fl.145)
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TERMO
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, decidiu negar provimento
ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques e Assusete
Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Herman Benjamin.
Brasília, 01 de março de 2021
(e-STJ Fl.146)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 45
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_PARA_SECRETARIA_DE_RECURSOS
17/02/2023 10:06:50
ANNEMULLER - ANNE MICHELE MULLER ESCHER - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
45
Complemento:
Sec25CCiv -> SREC
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.147)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 46
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___CONTRARRAZOES
27/02/2023 15:37:07
ACALDART - ANA RITA CALDART - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
46
Agravante:
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
01/03/2023 00:00:00
Data Final:
12/04/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
Suspensões e Feriados:
Sexta-Feira Santa: 07/04/2023
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.148)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 47
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
28/02/2023 15:40:09
89027825000103 - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
47
Complemento:
Refer. ao Evento: 46
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.149)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 48
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONTRARRAZOES___REFER__AO_EVENTO__46
28/02/2023 15:40:10
89027825000103 - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
48
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.150)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Processo n.º 5166440-22.2022.8.21.7000
Parte adversa: Milton Sérgio Nedel
O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL vem, respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência, apresentar CONTRARRAZÕES AO RECURSO
ESPECIAL, requerendo sejam recebidas e remetidas ao egrégio Superior Tribunal de
Justiça, para apreciação.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 28 de fevereiro de 2023.
Fabrícia Boscaini,
Procuradora do Estado,
OAB/RS 44.420.
1
(e-STJ Fl.151)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA TURMA
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) RELATOR(A)
1 - PRELIMINARES
1.1 Da inadmissão do recurso com base na alínea “a” do inciso III
do art. 105 da Constituição Federal
1.1.1 Mero desejo de reexame – Inépcia do Recurso Especial:
É pacífico, tanto na doutrina, como na jurisprudência, que o recurso
excepcional não se presta à mera correção de injustiça do julgado, mas, sim, à
proteção da ordem jurídica. A tutela do direito subjetivo individual dá-se apenas
indiretamente, como corolário da preservação do ordenamento constitucional ou
infraconstitucional.
A via do Recurso Especial, portanto, não se identifica com uma terceira
instância, sendo necessária a identificação e delimitação de questão jurídica relevante a
ponto de justificar o conhecimento da irresignação. A mera injustiça não justificaria a
interposição de recurso especial.
Ainda que sejam tais afirmações bastante contundentes, são elas
plenamente justificadas dentro da ideia de sistema. Nesse sentido, leciona Rodolfo
Camargo Mancuso1, em obra sobre a matéria:
Dizer que o recurso extraordinário e especial não se destinam
precipuamente à revisão de decisões injustas é afirmação que à
primeira vista pode chocar, mas que é compreensível, dentro de um
sistema. Assim como o STF não é simplesmente mais um Tribunal
Superior, e sim a Corte Suprema, encarregada de manter o império e a
unidade do direito constitucional, também o recurso extraordinário não
configura mais uma hipótese de impugnação, e sim o remédio de
cunho político-constitucional (seus pressupostos não estão na lei
processual) que permite ao STF dar cumprimento à elevada missão de
guarda da Constituição (CF, art. 102, caput).
Naturalmente, ao aplicar o direito à espécie (RISTF,art. 324), a Corte
também provê sobre o direito subjetivo individual da parte; isso,
todavia, aparece como um efeito “indireto” ou “reflexo” do provimento
sobre o recurso, já que, como antes dito, a finalidade precípua dos
1 Recurso Especial e Extraordinário, 7ª edição, São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 117-
120.
2
(e-STJ Fl.152)
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recursos excepcionais é a de propiciar aos Tribunais da Federação o
zelo pela validade, autoridade, uniformidade, e, enfim, pela inteireza
positiva do direito constitucional, na expressiva locução de Pontes de
Miranda, o mesmo se aplicando ao direito federal comum, no âmbito
do STJ.
(...)
O que ora se disse aplica-se ao recurso especial, sendo que a questão
federal (que deve ter sido prequestionada), é que legitimará o seu
exercício, e não, simplesmente, a alegação de injustiça da decisão
recorrida. Até porque, o problema do justo (que tangencia, mas não se
identifica completamente com o jurídico), é de se pressupor que já foi
examinado nas instâncias ordinárias, mesclado ao exame da matéria
de fato.
Atente-se ao fato de que apenas a afronta à lei pode ser apreciada na via
excepcional, sendo vedada a reapreciação de julgamento que deu razoável
interpretação ao texto legal, ainda que não o melhor ou mais justo. São os termos da
Súmula 400 do Egrégio Supremo Tribunal Federal: “Decisão que deu razoável
interpretação à lei, ainda que não seja a melhor, não autoriza recurso extraordinário,
pela letra a do art. 101, III da Constituição Federal”.
O caso em tela se identifica plenamente com tais disposições. Consoante
se pode aduzir das razões recursais, pretende a parte Exequente, ora Recorrente, o
mero reexame do julgado, fundando-se precipuamente na suposta justiça de seus
argumentos.
Ainda que, como adiante se verá, à parte recorrente igualmente não
assista razão nesse ponto, não se pode admitir seja dado seguimento ao presente
recurso sob pena de subversão da ordem jurídica, com a criação jurisprudencial de uma
terceira instância para abrigar toda e qualquer irresignação.
1.1.2 Necessidade de reexame de prova – Súmula nº 07 do STJ:
O presente recurso não comporta seguimento e, se acaso obtido trânsito
à instância recursal, não lhe deve ser dado provimento porque, em última análise,
objetiva o (re)exame de fatos e provas, encontrando óbice nas Súmulas nº 7 do STJ2.
Ao contrário do referido pelo recorrente, não se trata de análise de
matéria de direito. Com efeito, o recorrente pretende o reexame dos fatos ao discutir a
preclusão reconhecida na origem.
Assim, o recorrente objetiva o reexame da prova para obter novo
enquadramento e julgamento do caso em pauta, o que é vedado em sede desse
recurso.
Logo, não merece ser conhecido o presente recurso especial.
2 Pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.
3
(e-STJ Fl.153)
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1.2 Da inadmissão do recurso com base na alínea “c” do inciso III
do art. 105 da Constituição Federal - Da inobservância da Súmula nº 291 do STF –
Ausência de cotejo analítico. Inaplicabilidade da jurisprudência trazida pela parte,
pois o caso concreto não se enquadra nas situações dos precedentes:
Pela letra “c” do citado dispositivo constitucional a inconformidade
também não merece trânsito, pois a parte Recorrente não examina de forma analítica o
dissenso jurisprudencial.
.A respeito, trata a Súmula nº 291 do STF, exigindo para a "prova do
dissídio jurisprudencial", também o ônus de a parte Recorrente mencionar as
"circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados", requisito esse
previsto no parágrafo único do artigo 255 do RISTJ, que prevê, expressamente, a
necessidade de "... transcrição dos trechos que configurem o dissídio, mencionadas as
circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados".
Sobreleva pesar que o s aresto s referido s pelo ora recorrente para
embasar o alegado dissenso jurisprudencial diverge m da situação concreta,
senão vejamos. Eis as ementas:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a
decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos
os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC"
(Enunciado Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da
execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba honorária,
ainda que referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo
executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que
determine o momento processual para aquele pleito.
3. Agravo interno desprovido.
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA
FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR.
PAGAMENTO MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO
DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015
CABIMENTO.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto pelo
Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS)
contra decisão que, na fase de cumprimento da sentença, o condenou
a pagar honorários advocatícios de 20% sobre o valor da execução,
com base no art. 85, § 3º, I, do CPC/2015. O Tribunal a quo negou
provimento ao recurso.
II - Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido de que
cabem honorários advocatícios no cumprimento de sentença proferida
contra a Fazenda Pública em ação coletiva, independentemente de ter
sido ou não apresentada impugnação.
III - Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em ações
plúrimas ou individuais, a apresentação da impugnação é relevante
4
(e-STJ Fl.154)
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para hipótese da aplicação da norma contida no art. 85, § 7º, do
CPC/2015.
IV - Com efeito, a lei processual concede à Fazenda Pública a benesse
de não pagar honorários advocatícios nos casos em que ela não se
opõe ao cumprimento da obrigação prevista no título executivo.
Dessarte, oferecida resistência à execução da sentença, por parte da
Fazenda, passam a ser devidos os honorários advocatícios, em
respeito ao princípio da causalidade. Nesse sentido: AgInt no REsp
1.814.321/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma,
julgado em 10/12/2019, DJe 19/12/2019; REsp 1.691.843/RS, relator
Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 11/2/2020, DJe
17/2/2020 e REsp 1.666.182/RS, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, julgado em 21/11/2017, DJe 19/12/2017.
V - Outrossim, não há falar em incidência das Súmulas n. 211/STJ ou
283/STF, uma vez que, além de prequestionada, a quaestio iuris foi
especificamente tratada nas razões de recurso especial.
VI - Quanto ao pedido subsidiário, é inviável a análise de tese não
suscitada no recurso especial, ou em contrarrazões ao recurso
especial, por se tratar de evidente inovação recursal (AgInt nos EDcl
no AREsp 1.496.470/SP, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
Terceira Turma, julgado em 31/8/2020, DJe 3/9/2020.)
VII - Da mesma forma, o STJ possui firme entendimento no sentido de
ser incabível inovação recursal, em agravo interno, com base em
alegação de fato novo. Precedentes: STJ, AgRg no AREsp 761.207/RJ,
relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 29/4/2016;
AgRg no Ag 1.424.188/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda
Turma,DJe de 23/2/2012; AgInt nos EDcl no MS 24.834/DF, relator
Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em 1º/9/2020, DJe
9/9/2020.
VIII - Agravo interno improvido.
Veja-se que o s julgado s trazido s pelo recorrente não se aplica m n o
caso concreto, eis que não se enquadra nas situações dos precedentes .
Primeiro, pois do caso referido, a discussão reside na preclusão do
pedido de fixação dos honorários, em caso de omissão no recebimento da inicial
de cumprimento de sentença da análise do pedido de honorários, ao contrário do
caso concreto, que houve apreciação e indeferimento expresso do pleito.
Para tanto de reproduz ementa do caso concreto:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE VENCIMENTOS DO
ESTADO. CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO
DE TÍTULO JUDICIAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
VERBA HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO ANTERIOR
DE INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO DE RECURSO
OPORTUNO. OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO.
-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO SOBRE A
PRETENSÃO DE OBTER VERBA HONORÁRIA PARA A FASE
EXECUTIVA, SE A PARTE NÃO SE INSURGIU OPORTUNAMENTE
DA DECISÃO DE INDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO.
5
(e-STJ Fl.155)
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Segundo a alegação de preclusão do julgado divergente tem por
fundamento: "não havendo sido interposto o recurso cabível contra o despacho
judicial que deixou de arbitrar os honorários sucumbenciais”, ou seja, houve
OMISSÃO. Todavia, o caso concreto, a preclusão se deu pela manifestação
inoportuno, em virtude de decisão anterior indeferindo pedido sem a interposição
de recurso cabível.
Com efeito, o entendimento exarado no aresto impugnado encontra-
se em consonância com a jurisprudência firme desta Corte segundo a qual, no
sentido de existência de preclusão dos honorários executivos, quando já existe
decisão indeferindo anterior, somente afastando quando há omissão na aprecia-
ção do pedido.
Outrossim, a simples exposição, pela parte Recorrente, da decisão
recorrida e a de outro Tribunal, NÃO É SUFICIENTE. Não compete à Corte levar a
efeito ilações e exercícios de raciocínio e argumentação para concluir pela existência
do dissenso.
Consoante SÉRGIO RIZZI, citado por Rodolfo Camargo Mancuso, em
"Recurso Extraordinário e Recurso Especial", RT, 3ª ed., 1993, p. 160:
É preciso, portanto, escandir, é preciso detalhar, fazer o confronto do
texto do acórdão recorrido com o acórdão paradigma, para compor o
conflito de teses, para mostrar a dissidência, para evidenciar a
divergência. Necessário o contraste analítico entre o acórdão recorrido
e o acórdão padrão.
Não basta, pois, mera transcrição de ementas e decisões; é necessário,
imperativamente, demonstrar de forma analítica a divergência pretoriana que alega.
Nesse sentido, claro e taxativo, ATHOS GUSMÃO CARNEIRO, ex-
ministro deste STJ:
Não basta a mera indicação do repositório de jurisprudência, ou a
simples transcrição de ementa do acórdão paradigma. É necessário
demonstrar analiticamente que os arestos divergiram na aplicação da
lei a casos análogos, diante de fatos análogos. (RT 654/14)
Não houve adequado cotejo no caso vertente. Limitou-se a parte
Recorrente a transcrever trechos de decisões judiciais sem indicar sua correspondência
fática com a decisão atacada pelo Recurso Especial que interpôs.
As decisões pretensamente divergentes juntadas, não têm analogia com a
situação posta na decisão recorrida, razão pela qual não está caracterizada a
divergência.
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(e-STJ Fl.156)
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Assim, ausentes os requisitos do art. 1.029, §1º, do CPC/15, do art. 255 do
RISTJ e do art. 322 e 331 do RISTF, não merece trânsito o Recurso Especial pela alínea
“c” do dispositivo constitucional.
1.2 Da inadmissão do recurso com base na alínea “a” do inciso III
do art. 105 da Constituição Federal - Da Súmula 291/STF:
É cediço que, fundado o recurso especial na alínea “c” do permissivo
constitucional, o dissídio jurisprudencial deve ser comprovado mediante o cotejo
analítico entre acórdãos que versem sobre situações fáticas idênticas.
Portanto, a inconformidade também não merece trânsito neste ponto,
pois a recorrente não examina de forma analítica o dissenso jurisprudencial.
Versa a respeito a Súmula 291/STF, a qual, para a "prova do dissídio
jurisprudencial", exige que o recorrente mencione as "circunstâncias que identifiquem
ou assemelhem os casos confrontados". Tal requisito é previsto no parágrafo único do
artigo 255 do RISTJ, que estabelece, expressamente, a necessidade de "... transcrição
dos trechos que configurem o dissídio, mencionadas as circunstâncias que identifiquem
ou assemelhem os casos confrontados".
Inviável o necessário cotejo analítico e tampouco a comprovação da
similitude fática, elementos indispensáveis à demonstração da divergência. Deste
modo, foram descumpridos os arts. 541, parágrafo único, do CPC e 255, §§ 1º e 2º, do
RISTJ.
A simples exposição, pela recorrente, da decisão recorrida e as de outros
Tribunais, não é suficiente. Não compete à Corte levar a efeito ilações e exercícios de
raciocínio e argumentação para concluir pela existência do dissenso.
Na lição de SÉRGIO RIZZI, citado por Rodolfo Camargo Mancuso, em
"Recurso Extraordinário e Recurso Especial", RT, 3ª ed., 1993, p. 160:
É preciso, portanto, escandir, é preciso detalhar, fazer o confronto do
texto do acórdão recorrido com o acórdão paradigma, para compor o
conflito de teses, para mostrar a dissidência, para evidenciar a
divergência. Necessário o contraste analítico entre o acórdão recorrido
e o acórdão padrão.
Não basta, pois, mera transcrição de ementas e decisões; é necessário,
imperativamente, demonstrar de forma analítica a divergência pretoriana que alega.
Nesse sentido, claro e taxativo, ATHOS GUSMÃO CARNEIRO, Ministro
aposentado desta Corte:
Não basta a mera indicação do repositório de jurisprudência, ou a
simples transcrição de ementa do acórdão paradigma. É necessário
demonstrar analiticamente que os arestos divergiram na aplicação da
lei a casos análogos, diante de fatos análogos. (RT 654/14)
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(e-STJ Fl.157)
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Diante do exposto, clara a total inaplicabilidade dos acórdãos
pretensamente divergentes para o caso concreto, o que impede a admissão e o
conhecimento do recurso especial interposto com base na alínea “c” do permissivo
constitucional.
2 RAZÕES DE MÉRITO
Em face do princípio da eventualidade, importa tecer considerações
acerca do mérito recursal.
2.1 Da Preclusão do Pedido de honorários de Cumprimento de
Sentença Oriundo de ação coletiva – Decisão anterior indeferindo o pedido sem
manifestação do momento Oportuno
A pretensão de fixação de honorários para a fase de cumprimento de
sentença decorrente de ação coletiva encontra-se preclusa.
Necessário rememorar os fatos do processo, conforme consta no
acórdão recorrido – cita-se, por oportuno, trecho do Des.(a) Relator(a):
[…]
Em relação à verba honorária, o entendimento pacificado desta
Câmara é pela possibilidade de arbitramento na hipótese de execução
por Requisição de Pequeno Valor, com base na decisão exarada pelo
Supremo Tribunal Federal, no RE nº 420.816-PR.
Importante observar que, seguindo o entendimento já reiterado do
Superior Tribunal de Justiça1, adequei minhas decisões no sentido de
que não há preclusão ao pedido de arbitramento de verba honorária,
no curso da execução por RPV.No presente caso, todavia, a situação é distinta, estando configurada a
preclusão ao direito.
Da análise dos autos, verifica-se que a parte autora propôs a inicial de
cumprimento de sentença em novembro de 2019, requerendo a fixação
de honorários executivos (fls. 10-13).
O pedido foi indeferido pelo juízo de origem (fls. 39-41) e, desta
decisão, não foi interposto recurso.
Somente em outubro de 2021, a parte autora requereu novamente o
arbitramento de honorários advocatícios para a nova fase processual
(fls. 55-61).
No entanto, como visto, a questão já restou definida anteriormente.
Não tendo havido oportuno recurso a respeito, quando do
indeferimento da verba honorária, precluiu o prazo para discussão
sobre a matéria.
[...]
Desta forma, merece acolhida a inconformidade.
Ante o exposto, voto por dar provimento ao recurso, para afastar a
verba honorária fixada.
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(e-STJ Fl.158)
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PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
A preclusão, diga-se, é instituto processual que permite dar seguimento à
demanda, garantindo “a segurança dos processos, fazendo com que não se eternizem,
em repetições constantes”.
A preclusão significa, na clássica e magistral definição de Chiovenda,
como sendo a perda, extinção ou consumação de uma faculdade processual pelo fato
de se haverem alcançado os limites assinalados por lei ao seu seu exercício.
Preceitua o art. 507 do atual Código Processo Civil, in verbis: Art. 507. É
vedado à parte discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo
respeito se operou a preclusão.
Neste aspecto, cumpre destacar que para as partes, a preclusão pode
se dar quando o ato não for praticado dentro do prazo estipulado (preclusão
temporal); quando houver incompatibilidade com um ato anteriormente praticado
(preclusão lógica); ou quando o direito à prática daquele ato já houver sido exercido
anteriormente (preclusão consumativa).
Conforme ensinamentos de Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Are-
nhart2 , “todos os atos processuais têm oportunidade e ocasião próprias para realiza-
ção. A lei processual concebe prazos a serem obedecidos, sob pena de sanções(por
exemplo, art. 223 do CPC). Esgotado o prazo de que dispunha o sujeito para a
prática de determinado ato (tratando-se de prazo peremptório) ou superada a
oportunidade adequada para tanto, extingue-se o direito de realizá-lo, ocorrendo,
e tão, a preclusão temporal.”
Com efeito, leciona Antônio Carlos Marcato que: O processo, para atingir
sua finalidade de atuação da vontade concreta da lei, deve ter um desenvolvimento or-
denado, coerente e regular, assegurando a certeza as situações processuais e, tam-
bém, a estabilidade das mesmas, sob pena de retrocessos e contramarchas desneces-
sárias e onerosas que colocariam em risco não só os interesses das partes em litígio,
mas, principalmente, a majestade da atividade jurisdicional.
É entendimento do Superior Tribunal de Justiça a ocorrência de pre-
clusão nos casos em que houve anterior indeferimento e a parte não se recorreu
desta oportunamente, exceção aos casos em que afasta a incidência do instituto
na omissão na apreciação do pedido.
Veja-se que o entendimento é que não há preclusão do pedido, tendo em
vista a inexistência de dispositivo legal que determine o momento processual para
aquele pleito, inclusive quando não tiver sido pleiteada no início. Neste sentido se cola-
cionam recentes julgados:
ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. PROCESSUAL
CIVIL.EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
1. Entende este Superior Tribunal de Justiça que não há preclusão no
pedido de fixação de verba honorária, no curso da execução, mesmo
que a referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo
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(e-STJ Fl.159)
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executivo, tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que
determine o momento processual para aquele pleito. Precedentes.
2. Recurso especial não provido. (Resp 1.866.441/PE, Rel. Ministro
Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, Dje 08/09/2020)
Ao contrário sensu, como no caso concreto, quando houver pedido e de-
cisão indeferindo o pedido, há incidência da preclusão, quando não houver manejo de
recurso cabível.
Com efeito, o entendimento afastando a preclusão reside somente
em relação ao momento processual do pedido, e eventual omissão no pronuncia-
mento, não aplicando ao caso concreto, eis que houve o pedido expresso, bem
como decisão indeferindo.
Neste sentido, se colaciona jurisprudência:
Execução. Embargos à execução. Honorários. Precedentes da Corte
Especial. Decisão anterior não atacada.
1. Para fazer valer o precedente da Corte no sentido de caber honorá-
rios de advogado em execução mesmo não embargada, deveria a par-
te ter enfrentado a decisão que fixou os honorários na abertura da exe-
cução, salvo embargos, no momento oportuno.
2. Recurso especial não conhecido.
(REsp 198.833/SP, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DI-
REITO, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/10/1999, DJ 13/12/1999, p.
143)
Nesse sentir, merece manutenção o aresto regional.
2.2 Da não incidência do art. 85, § 7º do Código de Processo Civil
Ab initio, compete afastar a aplicabilidade do artigo 85, §7º do CPC,
uma vez que se trata de honorários de cumprimento oriundos de ação coletiva.
Não prospera o argumento do recorrente ser oportuna a
manifestação, após a apresentação da impugnação, em virtude da aplicação do
referido dispositivo legal.
Conforme entendimento do STJ, nestes casos invariavelmente é
devida fixação dos honorários advocatícios nos termos da Súmula 345 e Tema
973. O que não é cabível, no caso concreto, em face da preclusão operada.
PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015 NÃO
DEMONSTRADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DECORRENTE
DE AÇÃO COLETIVA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO
PARCIAL NÃO ACOLHIDA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
DEVIDOS AO EXEQUENTE. MATÉRIA DECIDIDA SOB O RITO DOS
RECURSOS REPETITIVOS. 1. Segundo entendimento firmado no
julgamento do Tema Repetitivo 973/STJ, "O art. 85, § 7º, do
CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado na
Súmula 345 do STJ, de modo que são devidos honorários
advocatícios nos procedimentos individuais de cumprimento de
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(e-STJ Fl.160)
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sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados
e promovidos em litisconsócio" (REsp 1.648.498/RS, Rel. Ministro
Gurgel de Faria, Corte Especial, DJe 27.6.2018). 2. Assim, deve ser
reformado o entendimento do acórdão recorrido de que os honorários
advocatícios são devidos apenas sobre o valor controvertido na
impugnação parcial não acolhida. 3. Recurso Especial parcialmente
provido. RECURSO ESPECIAL Nº 1.859.615 - PR (2020/0020133-7)
10/03/2020.
Com efeito, sendo irrelevante o artigo 85, §7º do CPC, e havendo
decisão expressa indeferindo os honorários por este fundamento, caberia a parte
exequente, recorrer da mesma, no momento oportuno.
Neste sentido se colacionam julgados em situação idêntica:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROCEDIMENTO EXECUTIVO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PEDIDO DE FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS. PRECLUSÃO CONFIGURADA. AUSÊNCIA DE
OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO E ERRO MATERIAL.
NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS ELENCADOS NO
ARTIGO 1.022 DO CPC. PREQUESTIONAMENTO. 1. Com base na
legislação processual civil, os embargos de declaração se constituem
como espécie de recurso expressamente previsto no artigo 994, inciso
IVdo CPC. A aplicabilidade de tal modalidade recursal vai delimitada
pelo artigo 1.022 do CPC, o qual preceitua taxativamente as hipóteses
em que a sua oposição é cabível, quais sejam: I - esclarecer
obscuridade ou eliminar contradição; II - suprir omissão de ponto ou
questão sobre o qual deve se pronunciar o juiz de ofício ou a
requerimento; III - corrigir erro material.
2. Destarte, com base nas premissas anteriores, inexiste as hipóteses
taxativamente previstas a fim de acolher-se o presente recurso. O que
subsiste, a partir das razões expostas no recurso, é a busca de
reforma da decisão prolatada.
3. Assim, pretendendo o embargante a rediscussão de pontos já
analisados e debatidos por ocasião do julgamento da presente ação,
com o fim de obter resultado favorável a si, ao não se conformar com a
decisão anteriormente proferida, descabe a interposição do recurso
manejado.
4. No caso concreto, restou devidamente fundamentado que foi
analisado e indeferido o pedido de fixação de honorários
executivos pelo julgador a quo em decisão prolatada
anteriormente. Ressalta-se que não foi interposto recurso na
época contra tal decisão. Cuida-se, pois, de hipótese de preclusão
em relação ao pedido de fixação de honorários executivos .
5. Prequestionamento. Dispositivos de lei que se consideram incluídos
no acórdão para fins de prequestionamento, a teor do art. 1.025 do
CPC, cuja redação é a seguinte: “Consideram-se incluídos no acórdão
os elementos que o embargante suscitou, para fins de pré-
questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam
inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes
erro, omissão, contradição ou obscuridade.”
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.(Embargos de
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(e-STJ Fl.161)
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PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
Declaração Cível, Nº 70085553196, Vigésima Quinta Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Léo Romi Pilau Júnior, Julgado em:
29-03-2022)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROCEDIMENTO EXECUTIVO
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PEDIDO DE FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS. PRECLUSÃO CONFIGURADA. AUSÊNCIA DE
OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO E ERRO MATERIAL.
NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS ELENCADOS NO
ARTIGO 1.022 DO CPC. PREQUESTIONAMENTO. 1. Com base na
legislação processual civil, os embargos de declaração se constituem
como espécie de recurso expressamente previsto no artigo 994, inciso
IV do CPC. A aplicabilidade de tal modalidade recursal vai delimitada
pelo artigo 1.022 do CPC, o qual preceitua taxativamente as hipóteses
em que a sua oposição é cabível, quais sejam: I - esclarecer
obscuridade ou eliminar contradição; II - suprir omissão de ponto ou
questão sobre o qual deve se pronunciar o juiz de ofício ou a
requerimento; III - corrigir erro material.
2. Destarte, com base nas premissas anteriores, inexiste as hipóteses
taxativamente previstas a fim de acolher-se o presente recurso. O que
subsiste, a partir das razões expostas no recurso, é a busca de
reforma da decisão prolatada.
3. Assim, pretendendo o embargante a rediscussão de pontos já
analisados e debatidos por ocasião do julgamento da presente ação,
com o fim de obter resultado favorável a si, ao não se conformar com a
decisão anteriormente proferida, descabe a interposição do recurso
manejado.
4. No caso concreto, restou devidamente fundamentado que foi
analisado e indeferido o pedido de fixação de honorários
executivos pelo julgador a quo em decisão prolatada
anteriormente. Ressalta-se que não foi interposto recurso na
época contra tal decisão. Cuida-se, pois, de hipótese de preclusão
em relação ao pedido de fixação de honorários executivos.
5. Prequestionamento. Dispositivos de lei que se consideram incluídos
no acórdão para fins de prequestionamento, a teor do art. 1.025 do
CPC, cuja redação é a seguinte: “Consideram-se incluídos no acórdão
os elementos que o embargante suscitou, para fins de pré-
questionamento, ainda que os embargos de declaração sejam
inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes
erro, omissão, contradição ou obscuridade.”
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.(Embargos de
Declaração Cível, Nº 70085553220, Vigésima Quinta Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Léo Romi Pilau Júnior, Julgado em:
29-03-2022)
Assim, não há como acolher a pretensão, nesse momento processual, de
fixação de honorários, sob pena de violação ao estatuído nos artigos 223 e 507 do atual
Código de Processo Civil, assim como aos princípios do devido processo legal, tal
como posto no inciso LIV, e do contraditório, previsto no inciso LV, ambos do art. 5º da
Constituição da República.
Diante do exposto, não merece guarida a inconformidade do recorrente.
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PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
3 PEDIDO
Ante o exposto, requer:
a) a INADMISSÃO do presente Recurso Especial, por não se reverter ele
dos mínimos requisitos formais exigíveis;
b) se assim não se entender, o que não se espera, ao menos, o seu
IMPROVIMENTO.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 28 de fevereiro de 2023.
Fabrícia Boscaini,
Procuradora do Estado,
OAB/RS 44.420.
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 49
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DE_ADMISSIBILIDADE
28/02/2023 16:18:11
EAJESUS - ESTHEFANY ALVELINO DE JESUS - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
49
Complemento:
SREC -> VICE1
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.164)
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4. c-c 02
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Lia
1441£..-)ea ?,“~- elL"-:
Oficio n.° 001/2007
ESTADO DO PIO G DE DO SUL C`i -14 I / ttp";.
MINISTÉRIO PiYSLICO
PROCURADORIA DE RECURSOS
-
DeshatioioSLainaLkaatbantt ,
Porto Alegre, Cr Vb4stetiSti è05 2 3 , : 15-
Exmo. Primeiro Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado:
Ao cumprimentá-lo, comunico a decisão do Ministério Público no sentido de
não mais intervir, como Custos legis, nos juizos de admissibilidade dos recursos especial e
extraordinário, conforme estudo anexo.
Solicito, portanto, que não sejam mais enviados, a este Órgão Ministerial,
processos para esta finalidade.
Atenciosamente,
A MARIA SCHINESTS
Procuradora de Justiça,
oordenadora da Procuradoria de Recursos.
Exmo.
Primeiro Vice-Presidente do TJRGS
Dr, ARNIINIO JOSÉ ABREU DA LIMA ROSA
EM
Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos JurfdIcos
Rua Aurellano de Figueiredo Pinto, 80 -Torre Norte, 12° andar - CEP -90050490 - Porto Alegre - RS
e-mail: subjer© mp.rs.gov.br
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 50
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECURSO_ESPECIAL_ADMITIDO
10/03/2023 10:00:55
ALBERTO - ALBERTO DELGADO NETO - MAGISTRADO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
50
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.166)
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Poder JudiciárioTribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Borges de Medeiros, 1565 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110906 - Fone: (51) 3210-6000 - Email:
gab1vicepres@tjrs.jus.br
RECURSO ESPECIAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5166440-22.2022.8.21.7000/RS
RECORRENTE: MILTON SERGIO NEDEL
RECORRIDO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMENTA
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA FASE DE
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CRÉDITO QUE COMPORTA
PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. EXECUÇÃO
IMPUGNADA. RECURSO ADMITIDO.
DECISÃO
1. MILTON SERGIO NEDEL interpõe recurso especial contra acórdão da Vigésima
Quinta Câmara Cível deste Tribunal de Justiça, forte no artigo 105, III, a e c, da Constituição da
República, assim ementado:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE VENCIMENTOS DO
ESTADO. CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. EXECUÇÃO DE
TÍTULO JUDICIAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE
VERBA HONORÁRIA NA FASE EXECUTIVA. DECISÃO ANTERIOR DE
INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OPORTUNO.
OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO.
-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO SOBRE A PRETENSÃO
DE OBTER VERBA HONORÁRIA PARA A FASE EXECUTIVA, SE A PARTE
NÃO SE INSURGIU OPORTUNAMENTE DA DECISÃO DE INDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO".
Alega que o acórdão recorrido negou vigência aos artigos 85, § 7º, 502, 503 e 506 do
Código de Processo Civil, porquanto (I) deve ser reconhecida a "inviabilidade da ocorrência do
instituto da preclusão (em quaisquer de suas modalidades) do direito de requerer fixação da verba
honorária" e (II) "oferecida resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública são
devidos honorários, ainda que a hipótese seja submetida ao regime de precatórios ". Afirma que a
decisão destoou da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Apresentadas as contrarrazões,
vêm os autos conclusos a esta Primeira Vice-Presidência para realização do juízo de
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admissibilidade. É o relatório.
2. O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do AgInt no RESp 1.814.321/RS,
Rel. Ministro Herman Benjamin, em 10 de dezembro de 2019, reconheceu o “cabimento
dos honorários advocatícios para a fase de cumprimento da sentença em execução sob regime de
precatório, em razão da impugnação havida, em aplicação ao art. 85, § 7°, do CPC/2015”, em
acórdão assim ementado:
“PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR . PAGAMENTO
MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO
DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015
CABIMENTO. SÚMULA 83/STJ. APLICAÇÃO.
1. O Tribunal foi expresso ao afirmar que houve impugnação à Execução pelo
recorrente, o que atraiu a fixação dos honorários advocatícios.
2. A distinção feita pelo Tribunal de origem de que se trata de cabimento
dos honorários advocatícios para a fase de cumprimento da sentença em execução sob
regime de precatório, em razão da impugnação havida, em aplicação ao art. 85, § 7°,
do CPC/2015, coincide com o atual entendimento do STJ. Precedente: REsp
1.666.182/RS, Rel. Min. Herman Benjamin Segunda Turma, DJe 19.12.2017.
3. Não obstante a boa qualidade dos argumentos expendidos pelo agravante, o
arrazoado, que somente reitera os argumentos do Recurso Especial, não tem o condão
de infirmar as bases da decisão agravada.
4 Agravo Interno não provido.
(AgInt no REsp 1814321/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 10/12/2019, DJe 19/12/2019).
Em recente decisão, publicada em 01 de julho de 2021, o Ministro Francisco Falcão
deu provimento ao RESp 1.899.603/RS, no qual discutida idêntica questão, “para o fim de
determinar ao juízo monocrático que fixe os honorários advocatícios”.
Do teor da decisão extrai-se:
“A Corte Especial do STJ, no julgamento de Recurso Especial Repetitivo 1.648.238/RS, firmou a
tese de que "o art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado na
Súmula 345 do STJ, de modo que são devidos honorários advocatícios nos procedimentos
individuais de cumprimento de sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados
e promovidos em litisconsórcio". Nesse sentido: REsp 1.648.238/RS, relator Ministro Gurgel de
Faria, Corte Especial, DJe de 27/6/2018 e AgRg no AREsp 204.067/RS, relatora Ministra
Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 28/9/2020, DJe 2/10/2020.
Com relação ao cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública, "há previsão específica de
isenção de honorários em caso de ausência de impugnação, qual seja, o § 7º do art. 85 do
CPC/2015. Portanto, o próprio Código de Processo Civil rege a hipótese de ausência de
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impugnação, não havendo que se cogitar a aplicação de outra disposição normativa de forma
subsidiária". Nesse sentido: REsp 1.664.736/RS, Relator Ministro Og Fernandes, Segunda
Turma, julgado em 27/10/2020, DJe 17/11/2020.
(...)”
Nesse mesmo sentido, as decisões nos REsp 1.899.932/RS e 1.900.184/RS.
No caso, a Câmara Julgadora deu provimento ao recurso para "afastar a verba
honorária fixada", visto que, "Não tendo havido oportuno recurso a respeito, quando do
indeferimento da verba honorária, precluiu o prazo para discussão sobre a matéria". Em sede de
embargos de declaração, complementou a decisão assentando que "o fato de, posteriormente, ter
sido apresentada impugnação pelo réu, não torna possível a fixação da verba aqui pretendida.
Nessa hipótese, a verba deve ser aplicada na própria impugnação, em decorrência desta, diante do
decaimento daquele que for vencido. Foi o que ocorreu no caso dos autos, em que já foram
fixados honorários advocatícios para o julgamento da impugnação, em favor do Ente Público, em
20% sobre o proveito econômico obtido".
A decisão, portanto, destoa da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, razão
pela qual deve ser admitido o recurso especial, sendo desnecessário o exame de admissibilidade em
relação às demais questões suscitadas, devolvidas, por inteiro, à apreciação do Superior Tribunal de
Justiça (Súmulas 2921 e 5282 do Supremo Tribunal Federal), conforme a jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça de que é exemplo o seguinte acórdão:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL.
NEGATIVA DE SEGUIMENTO PARCIAL AO RECURSO ESPECIAL, NA
ORIGEM, INVOCANDO-SE O DISPOSTO NO ART. 543-C, § 7º, I, DO CPC.
JUÍZO DE ADMISSÃO PARCIAL DO RECURSO ESPECIAL NO TRIBUNAL A
QUO. NÃO VINCULAÇÃO DO STJ.
1. Ainda que o Tribunal de origem tenha invocado o disposto no art. 543-C, § 7º, I, do
CPC como fundamento para negar seguimento parcial ao recurso especial, descabe
agravo contra decisão que admite parcialmente recurso especial, uma vez que, em
razão da admissão parcial do reclamo, este subirá a esta Corte, ocasião em que se
procederá ao refazimento do juízo de admissibilidade da íntegra do recurso.
Precedentes.
2. A Súmula n. 292/STF enuncia que, interposto o recurso extraordinário por mais de
um dos fundamentos, a admissão apenas por um deles não prejudica o seu
conhecimento por qualquer dos outros.
Nesse mesmo sentido a Súmula n. 528/STF, também aplicável por analogia ao recurso
especial, esclarece que, se a decisão de admissibilidade do recurso excepcional
contiver partes autônomas, a admissão parcial não limitará a apreciação de todas as
demais questões pelo Tribunal de superposição.
3. Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 1478911/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 15/09/2015, DJe 25/09/2015)”
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5166440-22.2022.8.21.7000 20003398114 .V3
Ante o exposto, ADMITO o recurso especial.
Intimem-se.
Documento assinado eletronicamente por ALBERTO DELGADO NETO, Desembargador 1º Vice-Presidente, em 10/3/2023,
às 10:0:54, conforme art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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Signatário (a): ALBERTO DELGADO NETO
Data e Hora: 10/3/2023, às 10:0:54
1. “Súmula 292: Interposto o recurso extraordinário por mais de um dos fundamentos indicados no art. 101, III, da Constituição, a
admissão apenas por um deles não prejudica o seu conhecimento por qualquer dos outros.”
2. “Súmula 528: Se a decisão contiver partes autônomas, a admissão parcial, pelo presidente do tribunal "a quo", de recurso
extraordinário que, sobre qualquer delas se manifestar, não limitará a apreciação de todas pelo Supremo Tribunal Federal,
independentemente de interposição de agravo de instrumento.”
(e-STJ Fl.170)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 51
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_COM_DECISAO_DESPACHO
10/03/2023 10:00:56
ALBERTO - ALBERTO DELGADO NETO - MAGISTRADO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
51
Complemento:
VICE1 -> SREC
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.171)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 52
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___DESPACHO_DECISAO
10/03/2023 15:40:48
PVCORREA - PIETRO VELAZCO CORREA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
52
Agravado:
MILTON SERGIO NEDEL
Prazo:
5 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
21/03/2023 00:00:00
Data Final:
27/03/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO, JOSE VECCHIO FILHO, STEFAN GUIMARÃES EMERIM, GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.172)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 53
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___DESPACHO_DECISAO
10/03/2023 15:40:48
PVCORREA - PIETRO VELAZCO CORREA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
53
Agravante:
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
21/03/2023 00:00:00
Data Final:
03/04/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.173)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 54
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
20/03/2023 23:59:59
SECJE - SECJF -
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
54
Complemento:
Refer. aos Eventos: 52 e 53
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.174)
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Evento 55
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CIENCIA_COM_RENUNCIA_AO_PRAZO___REFER__AO_EVENTO__52
22/03/2023 09:09:23
RS103239 - RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - ADVOGADO
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
55
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.175)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 56
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
04/04/2023 01:06:22
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5166440-22.2022.8.21.7000/TJRS
56
Complemento:
Refer. ao Evento: 53
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.176)
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TRIBUNAL TJRS
Serviço de Envio de Processos Recursais
Dados da Classe
Classe a ser autuada no STJ
REsp- RECURSO ESPECIAL
Dados do Processo
Classe no tribunal de origem
202 - Agravo de Instrumento
Classe na primeira instância
Número do Processo no ISTJ: 51664402220228217000
Número único: 5166440-22 2022 8 21 7000
UF: Nome da Localidade:
RS Porto Alegre
Volumes: 1 Apensos: o Última folha: 176
Natureza: Eletrônico: processo elaborado no formato eletrônico no sistema do TJ RS e importado no G PE
Detalhes do Processo
Custas: Não
Página: ND
Idoso: ND
Página:
Liminar: Não
Página: ND
Criminal: Não Segredo de Justiça: Não
Classe na origem: sim
RRCo: Não
Página: NP
Qtd. Sobrestados: ND
Assunto CNJ
Principal Código Assunto
Não
Sim
9148 Liquidação/ Cumprimento/ Execução
10318 índice da URV Lei 8.880/1994
Outros Números
01492152720198210001
50605054320198210001
Partes
Polo ativo
Tipo: Parte
Nome:
Complemento:
UF/OAB:
CPF/CNPJ:
MILTON SERGIO NEDEL
171 836 930-15
Tipo:
Nome:
Advogado
RODRIGOSILVEIRADE CASTRO
Complemento: Advogado
UF/OAB:
CPF/CNPJ:
RS0103239A
030 952 350-89
Tipo: Advogado
Nome: JOSEVECCHIO FILHO
Complemento: Advogado
UF/OAB:
CPF/CNPJ:
RS0031437A
383 040 400-00
(e-STJ Fl.177)
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TRIBUNAL TJRS
Serviço de Envio de Processos Recursais
Tipo:
Nome:
Advogado
Stefan Guimarães Emerim
Complemento: Advogado
UF/OAB:
CPF/CNPJ:
RS0080361A
018 774 810-17
Tipo:
Nome:
Advogado
GEANCARLOSVALDUGA MOREIRA
Complemento: Advogado
UF/OAB:
CPF/CNPJ:
RS0117902A
004 345 870-01
Polo passivo
Tipo: Parte
Nome:
Complemento:
UF/OAB:
CPF/CNPJ:
ESTADO DO RIOGRANDE DO SUL
87 934 675/0001-96
Tipo:
Nome:
Parte
VICTOR HERZER DASILVA
Complemento: Advocacia Pública
UF/OAB:
CPF/CNPJ: 996.222.540-04
Fiscal da Lei Diverso
Tipo: Parte
Nome: MINISTÉRIOPUBLICODOESTADODORIOGRANDEDOSUL
Complemento:
UF/OAB:
CPF/CNPJ: 93 802 833/0001-57
Tipo:
Nome:
Outro
PAULO ROBERTO DEAGUIARTESHEINER
Complemento: Ministério Público
UF/OAB:
CPF/CNPJ: 430.244.160-72
(e-STJ Fl.178)
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Suptrior Tribunal de Justiça
REsp (202301118291)
CERTIDÃO
Certifico que o processo de número
51664402220228217000 do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL foi protocolado sob o
número 2023/0111829-1.
Brasília, 4 de abril de 2023
COORDENADORIA DE RECEBIMENTO, CONTROLE E
AUTUAÇÃO DE PROCESSOS RECURSAIS
* Assinado eletronicamente nos termos do Art. 1° § 2° inciso III alínea "b" da Lei 11.419/2006
(e-STJ Fl.179)
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REsp 2062228/RS (2023/0111829-1)
Termo de Recebimento e Autuação
Recebidos os presentes autos, foram registrados em 04/04/2023 e autuados no dia 12/04/2023 na forma
abaixo:
RECURSO ESPECIAL Nº 2062228 (2023/0111829-1 Número Único: 5166440-22.2022.8.21.7000)
Origem : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Localidade : PORTO ALEGRE / RS
Nº na
Origem
: 014921527201982100010149215272019821000150605054320198210001
1492152720198210001
149215272019821000150605054320198210001 50605054320198210001
51664402220228217000
Nºs
Conexos
:
Nº de
Folhas
: 180 Nº de Volumes: 1 Nº de Apensos: 0
RECORRENTE : MILTON SERGIO NEDEL
ADVOGADOS : JOSE VECCHIO FILHO - RS031437
STEFAN GUIMARÃES EMERIM - RS080361
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - RS103239
VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA - RS117902
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : FABRICIA BOSCAINI - RS044420
Brasília, 19 de abril de 2023.
COORDENADORIA DE ANÁLISE E CLASSIFICAÇÃO DE TEMAS JURÍDICOS E DISTRIBUIÇÃO DE
FEITOS
SISTEMA JUSTIÇA - SERVIÇOS AUTOMÁTICOS
(e-STJ Fl.180)
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Código de Controle do Documento: f0e43c13-a4c2-41c3-ba56-4dabd83dff22
Superior Tribunal de Justiça Fls.
RECURSO ESPECIAL 2062228 / RS (2023/0111829-1)
TERMO DE DISTRIBUIÇÃO E ENCAMINHAMENTO
Distribuição
Em 19/04/2023 o presente feito foi classificado no assunto DIREITO
ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Servidor Público Civil -
Reajustes de Remuneração, Proventos ou Pensão - Índice da URV Lei 8.880/1994 e
distribuído ao Exmo. Sr. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA.
Encaminhamento
Aos 19 de abril de 2023 ,
vão estes autos com conclusão ao Ministro Relator.
Secretaria Judiciária
Recebido no Gabinete do Ministro FRANCISCO FALCÃO em
_______/________/20_____.
(e-STJ Fl.181)
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RECURSO ESPECIAL Nº 2062228 - RS (2023/0111829-1)
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
RECORRENTE : MILTON SERGIO NEDEL
ADVOGADOS : JOSE VECCHIO FILHO - RS031437
STEFAN GUIMARÃES EMERIM - RS080361
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - RS103239
VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA - RS117902
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : FABRICIA BOSCAINI - RS044420
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto por MILTON SERGIO NEDEL, com
fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal, contra acórdão assim ementado:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLÍTICA DE VENCIMENTOS DO ESTADO.
CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM DRV. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL
CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. FIXAÇÃO DE VERBA HONORÁRIA NA FASE
EXECUTIVA. DECISÃO ANTERIOR DE INDEFERIMENTO. SEM INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO OPORTUNO. OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO.
-INADMISSÍVEL A REABERTURA DA DISCUSSÃO SOBRE A
PRETENSÃODE OBTER VERBA HONORÁRIA PARA A FASE EXECUTIVA, SE A
PARTENÃO SE INSURGIU OPORTUNAMENTE DA DECISÃO
DEINDEFERIMENTO.
-RECURSO PROVIDO.
No presente recurso especial, o recorrente apontou violação de dispositivos de
lei federal.
É o relatório. Decido.
Em relação à alegada omissão, contrariedade ou contradição suscitada no
presente recurso especial, o recorrente limitou-se a afirmar, em linhas gerais, que o
acórdão recorrido incorreu em nulidade ao deixar de se pronunciar adequadamente acerca
das questões apresentadas nos embargos de declaração, fazendo-o de forma genérica, sem
desenvolver argumentos para demonstrar especificamente a suposta mácula.
(e-STJ Fl.182)
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Documento eletrônico VDA36292437 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 24/04/2023 18:24:30
Publicação no DJe/STJ nº 3621 de 26/04/2023. Código de Controle do Documento: c9b9bf1e-5c10-48a1-9a3d-5763284e2ae8
Nesse panorama, a arguição genérica de nulidade pelo recorrente atrai o
comando do Enunciado Sumular n. 284/STF, inviabilizando o conhecimento dessa
parcela recursal.
Sobre o assunto, confiram-se:
ADMINISTRATIVO. REDIRECIONAMENTO DE EXECUÇÃO FISCAL DE
NATUREZA NÃO TRIBUTÁRIA. DISSOLUÇÃO IRREGULAR NÃO COMPROVADA.
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO
ART. 535 DO CPC/73. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA N. 284/STF.
I - Não se conhece do recurso especial com alegação genérica de violação do art. 535
do Código de Processo Civil de 1973. Incidência do enunciado n. 284 da Súmula do STF.
Necessidade de reexame de fatos e provas para modificar o entendimento do Tribunal de
origem quanto à regularidade da dissolução da sociedade empresária. Incidência do
enunciado n. 7 da Súmula do STJ.
II - Agravo interno improvido.
(AgInt no AREsp n. 962.465/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma,
julgado em 6/4/2017, DJe 19/4/2017.)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. CSLL. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO
CPC/73. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ.
1. A genérica alegação de ofensa ao art. 535 do CPC, sem a demonstração exata dos
pontos pelos quais o acórdão se fez omisso, contraditório ou obscuro, atrai o óbice da
Súmula 284 do STF.
2. É vedada a análise das questões que não foram objeto de efetivo debate pela Corte
de origem, estando ausente o requisito do prequestionamento. Incidência da Súmula
211/STJ.
3. Quanto à elevação da alíquota da CSLL, o aresto recorrido está em conformidade
com a jurisprudência deste Tribunal Superior, que considera que a Instrução Normativa n.
81/99 não desbordou dos limites da MP 1.807/99.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp n. 446.627/RJ, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma,
julgado em 6/4/2017, DJe 17/4/2017.)
Por outro lado, a competência do Superior Tribunal de Justiça, na via do
recurso especial, encontra-se vinculada à interpretação e à uniformização do direito
infraconstitucional federal.
Nesse contexto, impõe-se não apenas a correta indicação dos dispositivos
legais federais supostamente contrariados pelo Tribunal a quo, mas também a delimitação
clara da violação da matéria insculpida nos regramentos indicados, para que, assim, seja
viabilizando o necessário confronto interpretativo e, consequentemente, o cumprimento
da incumbência constitucional revelada com a uniformização do direito
infraconstitucional sob exame.
Dessa forma, verificado que o recorrente não logrou êxito em fundamentar
adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada
pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados
como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da
(e-STJ Fl.183)
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Documento eletrônico VDA36292437 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 24/04/2023 18:24:30
Publicação no DJe/STJ nº 3621 de 26/04/2023. Código de Controle do Documento: c9b9bf1e-5c10-48a1-9a3d-5763284e2ae8
Súmula n. 284 do STF.
Acerca do assunto, destaco os seguintes precedentes:
PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO TIDO
POR VIOLADO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 284/STF.
ALEGAÇÃO DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE REEXAME
DOS FATOS E DAS PROVAS. INCIDÊNCIA. SÚMULA 7/STJ.
1. "A via estreita do recurso especial exige a demonstração inequívoca da ofensa ao
dispositivo inquinado como violado, bem como a sua particularização, a fim de possibilitar
o seu exame em conjunto com o decidido nos autos, sendo certo que a falta de indicação dosdispositivos infraconstitucionais tidos como violados caracteriza deficiência de
fundamentação, em conformidade com o Enunciado Sumular nº 284 do STF". (AgRg no
REsp n. 919.239/RJ; Rel. Min. Francisco Falcão; Primeira Turma; DJ de 3/9/2007.)
2. O Tribunal de origem concluiu: "No mérito, trata-se de ação de obrigação de fazer
cumulada com pleito indenizatório, através da qual objetivou a autora obstar cobrança pela
ré em relação à tarifa de esgoto, serviço não prestado pela concessionária, bem como a
repetição, em dobro, dos valores já pagos" (fl. 167, e-STJ).
3. A agravante sustenta não haver na demanda pedido que objetive o cumprimento de
obrigação de fazer/não fazer. Decidir de forma contrária ao que ficou expressamente
consignado no v. acórdão recorrido, com o objetivo de rever o objeto do pedido deduzido na
petição inicial, implica revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que é
vedado pela Súmula 7 do STJ.
4. Agravo interno não provido.
(AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017.)
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SUPOSTO ERRO MATERIAL.
NÃO INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS VIOLADOS. FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. SÚMULA N. 284/STF. SERVIDOR PÚBLICO. GDAR.
TRANSFORMAÇÃO EM VPNI. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO
OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.
AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO.
I - Pretende o agravante o reconhecimento de que a gratificação GDAR, transformada
em VPNI, não foi retirada do ordenamento jurídico pela Lei n. 11.784/08 e que sua
supressão vai de encontro ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à irredutibilidade de
vencimentos.
II - Considera-se deficiente a fundamentação do recurso que deixa de estabelecer,
com a precisão necessária, quais os dispositivos de lei federal que considera violados, para
sustentar sua irresignação pela alínea a do permissivo constitucional, o que atrai a incidência
do enunciado n. 284 da Súmula STF.
III - O Tribunal de origem não analisou o erro material mencionado nas razões
recursais, não debateu a suposta afronta ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à
irredutibilidade de vencimentos, tampouco examinou a matéria recursal à luz do art. 29 da
Lei n. 11.094/05.
IV - Descumprido o necessário e indispensável exame dos dispositivos de lei
invocados pelo acórdão recorrido, apto a viabilizar a pretensão recursal da recorrente, de
maneira a atrair a incidência dos enunciados n. 282 e n. 356 da Súmula do STF, sobretudo
ante a ausência de oposição dos cabíveis embargos declaratórios a fim de suprir os supostos
erro material e a contradição do julgado.
V - Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, Rel. Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017.)
O Tribunal de origem, ao analisar o conteúdo probatório colacionado aos
autos, consignou expressamente que a insurgência defendida pelo recorrente é contrária
às evidências fáticas sobre as quais se fundamentou o julgador a quo para solucionar a
controvérsia apresentada na presente demanda judicial.
Dessa forma, verifica-se que a irresignação do recorrente vai de encontro às
(e-STJ Fl.184)
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Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 24/04/2023 18:24:30
Publicação no DJe/STJ nº 3621 de 26/04/2023. Código de Controle do Documento: c9b9bf1e-5c10-48a1-9a3d-5763284e2ae8
convicções do julgador a quo, que tiveram como lastro o conjunto fático-probatório
constante dos autos. Nesse diapasão, para rever tal posição seria necessário o reexame
desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado no âmbito estreito do
recurso especial. Incide na hipótese a Súmula n. 7/STJ.
Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do
recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que
fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de
origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal
a quo e não foram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a
aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. In verbis:
Súmula n. 283.
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais
de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.
Súmula n. 284
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação
não permitir a exata compreensão da controvérsia.
Por fim, mediante a simples leitura das razões recursais, percebe-se que
parcela da insurgência apresentada pelo recorrente não foi suficientemente debatida no
âmbito do Tribunal de origem, sendo que a mera citação ou menção superficial de
dispositivos de lei federal não é condição capaz de preencher o fundamental requisito de
prequestionamento da matéria ora controvertida, deficiência recursal que atrai a aplicação
das Súmulas n. 211/STJ e 282 e 356 do STF. Confiram-se:
Súmula 282/STF. É inadmissível o Recurso Extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão federal suscitada.
Súmula 356/STF. O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito
do prequestionamento.
Súmula 211/STJ. Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da
oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo.
Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, I, do RISTJ, não conheço
do recurso especial.
Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas
instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no
importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo
Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º
do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária.
Publique-se. Intimem-se.
(e-STJ Fl.185)
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Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 24/04/2023 18:24:30
Publicação no DJe/STJ nº 3621 de 26/04/2023. Código de Controle do Documento: c9b9bf1e-5c10-48a1-9a3d-5763284e2ae8
Brasília, 19 de abril de 2023.
Ministro FRANCISCO FALCÃO
Relator
(e-STJ Fl.186)
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Documento eletrônico VDA36292437 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 24/04/2023 18:24:30
Publicação no DJe/STJ nº 3621 de 26/04/2023. Código de Controle do Documento: c9b9bf1e-5c10-48a1-9a3d-5763284e2ae8
REsp 2062228/RS (2023/0111829-1)
TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO
Disponibilizada a intimação eletrônica PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE ao/à
DO SUL em referente DESPACHO / DECISÃO de fls. 182 publicado(a) no DJe em 26/04/2023 ao/à
26/04/2023.
Brasília, 26 de abril de 2023.
SECRETARIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS
COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PÚBLICO
SISTEMA JUSTIÇA - SERVIÇOS AUTOMÁTICOS
(e-STJ Fl.188)
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Código de Controle do Documento: faaab08b-19d2-49b9-902c-023e22c74c6f
REsp 2062228/RS (2023/0111829-1)
TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO
Disponibilizada a intimação eletrônica MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL em referente ao/à 26/04/2023
DESPACHO / DECISÃO de fls. 182 publicado(a) no DJe em ao/à 26/04/2023.
Brasília, 26 de abril de 2023.
SECRETARIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS
COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PÚBLICO
SISTEMA JUSTIÇA - SERVIÇOS AUTOMÁTICOS
(e-STJ Fl.189)
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Código de Controle do Documento: b79a647f-cfd6-4b73-8bba-46f8f74c8cce
Superior Tribunal de Justiça
REsp 2062228 (2023/0111829-1)
TERMO DE CIÊNCIA
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO SUL intimado(a) eletronicamente em 26/04/2023 do(a) Despacho /
Decisão de fl.(s) 182 publicado(a) no DJe em 26/04/2023.
Brasília - DF, 26 de Abril de 2023
SECRETARIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS
COORDENADORIA DE PROCESSAMENTO DE FEITOS DE DIREITO PÚBLICO
Serviço Automático de Intimação Eletrônica
(e-STJ Fl.190)
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RECURSO ESPECIAL Nº 2029034 - RS (2022/0304489-7)
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
RECORRENTE : ESTER MOTTA
ADVOGADOS : JOSE VECCHIO FILHO - RS031437
STEFAN GUIMARÃES EMERIM - RS080361
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - RS103239
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : MARCOS TUBINO BORTOLAN - RS036584
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto por ESTER MOTTA com fundamento
no art. 105, III, alíneas a e c, da Constituição Federal, contra o acórdão proferido pelo
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, assim ementado:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXECUTIVOS. PRECLUSÃO
RECONHECIDA. DECISÃO PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSO PROVIDO.
UNÂNIME. DECISÃO QUE INDEFERE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
EXECUTIVOS AO TEMPO DA APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA, CONTRA A QUAL NÃO HOUVE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO,
IMPLICA PRECLUSÃO PARA POSTERIOR NOVO PEDIDO DE ARBITRAMENTO
DAQUELES HONORÁRIOS, RAZÃO PELA QUAL NÃO PODERIA O JUÍZO,
INADVERTIDAMENTE, E SEM SE ATER À CIRCUNSTÂNCIA DE QUE HÁ
DECISÃO ANTERIOR NOS AUTOS, OS CONCEDER AGORA, SOBRETUDO
QUANDO AUSENTE FATO NOVO A JUSTIFICAR ALTERAÇÃO DA DECISÃO
ORIGINÁRIA.
Estes autos têm origem no agravo de instrumento interposto pelo Estado do
Rio Grande do Sul contra a decisão que deferiu o pedido do exequente, fixando
honorários advocatícios em vinte por cento sobre o valor do débito em favor do
exequente, determinando expedição de RPV do valor incontroverso.
Os embargos de declaração opostos foram desacolhidos.
No presente recurso especial, aponta-se, além de dissídio jurisprudencial,
ofensa aos artigos 85, §7º, 502, 503 e 506, todos do CPC;.
Foram apresentadas contrarrazões pela não admissão do recurso, ou por seu
Edição nº 0 - Brasília, Publicação: sexta-feira, 10 de março de 2023
Documento eletrônico VDA35569260 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 08/03/2023 19:33:47
Publicação no DJe/STJ nº 3592 de 10/03/2023. Código de Controle do Documento: 987c96cf-00ac-42df-81d8-1a67b675c782
(e-STJ Fl.191)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
desprovimento.
É o relatório. Decido.
Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência
do Enunciado Administrativo n. 3/STJ: "aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 8 de março de 2016) serão exigidos
os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC".
Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido de que cabem
honorários advocatícios no cumprimento de sentença proferida contra a Fazenda Pública
em ação coletiva, independentemente de ter sido ou não apresentada impugnação.
Anote-se:
PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DECORRENTE DE
AÇÃO COLETIVA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL.
MUDANÇA NO ORDENAMENTO JURÍDICO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 345 DO
STJ. INCIDÊNCIA.
1. O Supremo Tribunal Federal entendeu que a controvérsia relativa à condenação em
honorários advocatícios na execução não embargada é de natureza infraconstitucional.
2. Sob a égide do CPC/1973, esta Corte de Justiça pacificou a orientação de que são
devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções individuais de
sentença proferida em ações coletivas, ainda que não embargadas (Súmula 345), afastando,
portanto, a aplicação do art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997.
3. A exegese do art. 85, § 7º, do CPC/2015, se feita sem se ponderar o contexto que
ensejou a instauração do procedimento de cumprimento de sentença, gerará as mesmas
distorções então ocasionadas pela interpretação literal do art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997 e
que somente vieram a ser corrigidas com a edição da Súmula 345 do STJ.
4. A interpretação que deve ser dada ao referido dispositivo é a de que, nos casos de
cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública em que a relação jurídica existente entre
as partes esteja concluída desde a ação ordinária, não caberá a condenação em honorários
advocatícios se não houver a apresentação de impugnação, uma vez que o cumprimento de
sentença é decorrência lógica do mesmo processo cognitivo.
5. O procedimento de cumprimento individual de sentença coletiva, ainda que
ajuizado em litisconsórcio, quando almeja a satisfação de direito reconhecido em sentença
condenatória genérica proferida em ação coletiva, não pode receber o mesmo tratamento
pertinente a um procedimento de cumprimento comum, uma vez que traz consigo a
discussão de nova relação jurídica, e a existência e a liquidez do direito dela decorrente
serão objeto de juízo de valor a ser proferido como pressuposto para a satisfação do direito
vindicado.
6. Hipótese em que o procedimento de cumprimento de sentença pressupõe cognição
exauriente - a despeito do nome a ele dado, que induz à indevida compreensão de se estar
diante de mera fase de execução -, sendo indispensável a contratação de advogado, uma vez
que é necessária a identificação da titularidade do exequente em relação ao direito pleiteado,
promovendo-se a liquidação do valor a ser pago e a individualização do crédito, o que torna
induvidoso o conteúdo cognitivo dessa execução específica. 7. Não houve mudança no
ordenamento jurídico, uma vez que o art. 85, § 7º, do CPC/2015 reproduz basicamente o
teor normativo contido no art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997, em relação ao qual o entendimento
desta Corte, já consagrado, é no sentido de afastar a aplicação do aludido comando nas
execuções individuais, ainda que promovidas em litisconsórcio, do julgado proferido em
sede de ação coletiva lato sensu, ação civil pública ou ação de classe.
8. Para o fim preconizado no art. 1.039 do CPC/2015, firma-se a seguinte tese: "O art.
Edição nº 0 - Brasília, Publicação: sexta-feira, 10de março de 2023
Documento eletrônico VDA35569260 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 08/03/2023 19:33:47
Publicação no DJe/STJ nº 3592 de 10/03/2023. Código de Controle do Documento: 987c96cf-00ac-42df-81d8-1a67b675c782
(e-STJ Fl.192)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado na Súmula 345
do STJ, de modo que são devidos honorários advocatícios nos procedimentos individuais de
cumprimento de sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados e
promovidos em litisconsócio."
9. Recurso especial desprovido, com majoração da verba honorária.
(REsp n. 1.648.238/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Corte Especial, julgado em
20/6/2018, DJe de 27/6/2018.)
Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em ações plúrimas ou
individuais, a apresentação da impugnação é relevante para hipótese da aplicação da
norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015:
Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública
que enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada.
Ora, a lei processual concede à Fazenda Pública a benesse de não pagar
honorários advocatícios nos casos em que ela não se opõe ao cumprimento da obrigação
prevista no título executivo. A não ser que se queira ignorar o comando implícito da
norma, a interpretação possível é que, oferecida resistência à execução da sentença, por
parte da Fazenda, passam a ser devidos os honorários advocatícios, em respeito ao
princípio da causalidade.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR . PAGAMENTO
MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015 CABIMENTO. SÚMULA 83/STJ.
APLICAÇÃO.1. O Tribunal foi expresso ao afirmar que houve impugnação à Execução
pelo recorrente, o que atraiu a fixação dos honorários advocatícios.2. A distinção feita pelo
Tribunal de ausência de impugnação, não havendo de se cogitar a aplicação de outra
disposição normativa de forma subsidiária.4. Por outro lado, deve-se ressaltar que a previsão
legal é incompatível com o procedimento de execução ao qual está sujeita a Fazenda
Pública, por não haver possibilidade de adimplemento simultâneo da dívida reconhecida,
ante a necessidade de expedição de precatório ou requisição de pequeno valor.5. Não assiste
razão à autarquia recorrente em pretender obter o mesmo benefício dos particulares.
Primeiro, porque os entes públicos já possuem prerrogativas constitucionais e legais que os
colocam em situação favorável em relação aos particulares. Segundo, porque o art. 90, § 4º,
do CPC/2015 não se aplica ao cumprimento de sentença que reconhece a exigibilidade de
obrigação de pagar quantia certa, tendo em vista a existência de norma específica que isenta
o executado do pagamento de honorários, em caso de pagamento voluntário do débito no
prazo legal de 15 (quinze) dias (art. 523, caput e § 1º, do CPC/2015).6. Impende ainda
destacar que a Corte Especial, no julgamento do REsp 1.648.238/RS, submetido ao rito dos
recursos repetitivos, estabeleceu que o art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do
entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ, de modo que são devidos honorários
advocatícios nos procedimentos individuais de cumprimento de sentença decorrente de ação
coletiva, ainda que não impugnados e promovidos em litisconsórcio.7. Recurso especial a
que se nega provimento.(REsp 1.691.843/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 11/02/2020, DJe 17/02/2020).
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA
Edição nº 0 - Brasília, Publicação: sexta-feira, 10 de março de 2023
Documento eletrônico VDA35569260 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 08/03/2023 19:33:47
Publicação no DJe/STJ nº 3592 de 10/03/2023. Código de Controle do Documento: 987c96cf-00ac-42df-81d8-1a67b675c782
(e-STJ Fl.193)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. REEXAME DO
CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.1. Hipótese em que o Tribunal
local consignou (fl. 575, e-STJ): "No caso dos autos, contudo, houve impugnação à
execução pelo IBAMA (evento 81, na origem). É caso, pois, de arbitramento de honorários
de execução de 10% sobre o valor do crédito, nos termos do 85, § 3º, inciso II do CPC".2.
Não se conhece de Recurso Especial em relação à ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 quando
a parte não aponta, de forma clara, o vício em que teria incorrido o acórdão impugnado.
Aplicação, por analogia, da Súmula 284/STF.3. O STJ tem jurisprudência firme e
consolidada no sentido de que, em se tratando de execução por quantia certa de título
judicial contra a Fazenda Pública, a regra geral é a de que somente são devidos honorários
advocatícios se houver Embargos. É o que decorre do art. 1º-D da Lei 9.494/97, introduzido
pela Medida Provisória 2.180-35, de 24 de agosto de 2001. Ao dirimir a controvérsia, o
Tribunal foi expresso ao afirmar que houve impugnação à Execução pelo recorrente, o que
atraiu a fixação dos honorários advocatícios.4. O Superior Tribunal de Justiça atua na
revisão da verba honorária somente quando esta tratar de valor irrisório ou exorbitante, o
que não se configura neste caso. Assim, o reexame das razões de fato que conduziram a
Corte de origem a tais conclusões significaria usurpação da competência das instâncias
ordinárias. Incidência da Súmula 7/STJ.5. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa
parte, não provido.(REsp 1.666.182/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 21/11/2017, DJe 19/12/2017). origem de que se trata de cabimento
dos honorários advocatícios para a fase de cumprimento da sentença em execução sob
regime de precatório, em razão da impugnação havida, em aplicação ao art. 85, § 7°, do
CPC/2015, coincide com o atual entendimento do STJ. Precedente: REsp 1.666.182/RS,
Rel. Min. Herman Benjamin Segunda Turma, DJe 19.12.2017.3. Não obstante a boa
qualidade dos argumentos expendidos pelo agravante, o arrazoado, que somente reitera os
argumentos do Recurso Especial, não tem o condão de infirmar as bases da decisão
agravada.4 Agravo Interno não provido.(AgInt no REsp 1.814.321/RS, Rel. Ministro
HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 10/12/2019, DJe 19/12/2019).
Ainda, nesse sentido, as decisões monocráticas proferidas recentemente em
recursos análogos: REsp 1.880.935/RS, Relator Ministro BENEDITO GONÇALVES,
PRIMEIRA TURMA, DJe 10/08/2020; REsp 1888.834/RS, Relator Ministro GURGEL
DE FARIAS, PRIMEIRA TURMA, DJe 31/08/2020; REsp 1.875.186/RS, Relatora
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, DJe 27/08/2020.
Ante o exposto, com esteio no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, conheço do recurso
especial para dar-lhe provimento.
Publique-se. Intimem-se.
Brasília, 08 de março de 2023.Ministro FRANCISCO FALCÃO
Relator
Edição nº 0 - Brasília, Publicação: sexta-feira, 10 de março de 2023
Documento eletrônico VDA35569260 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 08/03/2023 19:33:47
Publicação no DJe/STJ nº 3592 de 10/03/2023. Código de Controle do Documento: 987c96cf-00ac-42df-81d8-1a67b675c782
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EXMO SR. DR. MINISTRO PRESIDENTE DO EGRÉGIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ
AAGGRRAAVVOO EEMM RREECCUURRSSOO EESSPPEECCIIAALL NN°° 22006622222288//RRSS ((22002233//00111111882299--11))
MILTON SERGIO NEDEL, já qualificado nos autos do processo em
epígrafe, ora agravante na modalidade regimental, por seus procuradores signatários, vem,
respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro no que dispõem o art. 259 do RIST e o
art. 1.021 do CPC,, para apresentar
AGRAVO INTERNO
contra ddeecciissããoo de lavra da eminente MINISTRO FRANCISCO
FALCÃO, proferida nos autos do Agravo em Recurso Especial interposto pelo ora agravante,
o qual não fora conhecido.
Postula-se, com o recebimento deste, seja o processo
apreciado em mesa, reformando-se a decisão presentemente hostilizada.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 27 de abril de 2023
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA
OAB/RS 7.800 OAB/RS 117.902
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EGRÉGIO SSUUPPEERRIIOORR TTRRIIBBUUNNAALL DDEE JJUUSSTTIIÇÇAA – SSTTJJ
ÍNCLITOS MMIINNIISSTTRROOSS JJUULLGGAADDOORREESS
BREVE SÍNTESE DA DEMANDA
O agravante figura como autora na ação onde visa a recomposição
remuneratória decorrente da ilegal redução de seus ganhos acarretada por ocasião da conversão
vencimental em “URV’s”, razão pela qual lhes foi assegurado o realinhamento salarial na
proporção de 11,98% sobre seus vencimentos, bem como o pagamento das diferenças devidas
corrigidas pelo IGP-M e acrescidas de juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês.
Assim, sobreveio decisão interlocutória acolhendo parcialmente a
impugnação ao cumprimento de sentença apresentada pelo ente público, bem como, fixando os
honorários advocatícios para o presente feito no percentual de 20% sobre o valor do débito.
Após o ente público recorrido interpôs agravo de instrumento,
postulando pelo reconhecimento da preclusão do pedido de fixação dos honorários advocatícios
ou, ainda, pela redução do percentual fixado a título de honorários advocatícios, a qual
inconformidade do ente público recorrido teve julgamento de procedência.
Neste sentido: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCEDIMENTO
EXECUTIVO. PEDIDO DE FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS.
PRECLUSÃO CONFIGURADA. CASO CONCRETO. 1. Compulsando os
autos, verifica-se que foi analisado e indeferido o pedido de fixação de
honorários executivos pelo julgador a quo em decisão pretérita.
Ressalta-se que não foi interposto recurso na época contra tal decisão.
2. Cuida-se, pois, de hipótese de clara preclusão em relação ao pedido
de fixação de honorários executivos, impondo-se o acolhimento da
pretensão recursal. RECURSO PROVIDO.”
Consequentemente, por terem as vias ordinárias terem esgotado,
fora interposto recurso especial, com fulcro no artigo 105, inciso III, alíneas “a” e “c”, da
Constituição Federal, bem como no artigo 1.029 e seguintes, todos do Código de Processo Civil.
Ao recurso, todavia, fora negado seguimento.
Em vista disto, o ora recorrente interpôs agravo em recurso
especial e, ao apreciar os termos do recurso manejado, a douta Ministra Relatora, salvo melhor
juízo, incorreu em equívoco e não conheceu a súplica nos seguintes termos:
Cuida-se de agravo em recurso especial apresentado por MILTON SERGIO
NEDEL contra decisão que inadmitiu recurso especial interposto com
fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o
relatório. Decido. Mediante análise dos autos, verifica-se que a decisão
agravada inadmitiu o recurso especial, considerando: Súmula 83/STJ, Súmula
7/STJ e ausência de prequestionamento. Entretanto, a parte agravante deixou
(e-STJ Fl.196)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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de impugnar especificamente: Súmula 7/STJ. Nos termos do art. 932, inciso III,
do CPC e do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno desta
Corte, não se conhecerá do agravo em recurso especial que "não tenha
impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida".
Conforme já assentado pela Corte Especial do STJ, a decisão de
inadmissibilidade do recurso especial não é formada por capítulos autônomos,
mas por um único dispositivo, o que exige que a parte agravante impugne todos
os fundamentos da decisão que, na origem, não admitiu o recurso especial. A
propósito:
“PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE
TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973.
ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à
admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto
de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal
premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica
disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra
decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o
mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator
"não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado
especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo
novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem
como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal.
Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela
presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal,
uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há,
pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial
em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e
não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando
inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser
impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e
regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos,cumpre
registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese
prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra
decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação
do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então
será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, §
2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp 746.775/PR, relator
Ministro João Otávio de Noronha, relator p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão,
Corte Especial, DJe de 30/11/2018.)”
Ressalte-se que, em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, a
impugnação deve ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada,
não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da
controvérsia, sob pena de incidência, por analogia, da Súmula n. 182 do STJ.
Ante o exposto, com base no art. 21-E, inciso V, c/c o art. 253, parágrafo único,
inciso I, ambos do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não
conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se.
Contudo, data vênia, tal alegação não merece prosperar,
conforme será demonstrado a seguir.
(e-STJ Fl.197)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
DAS RAZÕES PARA A REFORMA DA DECISÃO
DA TEMPESTIVIDADE DO RECURSO
A decisão ora confrontada foi e publicada no dia 26/04/2023.
Neste sentido, considerando apenas os dias úteis e excluindo-se os feriados, o prazo finda
em 18/05/2023.
Dessa forma, demonstra-se tempestivo o presente recurso, haja
vista ter-se respeitado o prazo legal.
DDAA NNÃÃOO IINNCCIIDDÊÊNNCCIIAA DDAA SSUUMMUULLAA 77 DDOO SSTTJJ..
Concessa vênia, merecedora de total reforma o decisum que não
conheceu o agravo em recurso especial intentado, notadamente por tangenciar a verdadeira
motivação da insurgência extrema.
O principal fundamento da decisão que inadmitiu o agravo em
recurso especial é a alegação de que o agravante deixou de impugnar especificamente a
Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça.
Eminentes julgadores, com toda deferência, não merecem
prosperar tal entendimento, merecendo sim, data vênia, reforma a decisão proferida pelo
Insigne Ministra Maria Thereza De Assis Moura ao não conhecer o agravo interposto, isto
porque o referido recurso trouxe em sua fundamentação todos os quesitos abordados pela
Corte Estadual de origem.
Primordialmente, veja-se a redação da mencionada súmula:
“SÚMULA 07 - A PRETENSÃO DE SIMPLES REEXAME DE PROVA NÃO ENSEJA
RECURSO ESPECIAL.”
Ora Excelências, é descabida a alegação de deficiência do
recurso por não abordar a referida súmula, visto que, no próprio agravo interposto
anteriormente, se buscou justamente demonstrar que a análise do Recurso Especial
outrora interposto não enseja a necessidade de reexame dos fatos.
Portanto, o argumento de que os fundamentos da decisão
recorrida não foram enfrentados não merece prosperar sob pena de se incorrer em violação
(e-STJ Fl.198)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
ao princípio da inafastabilidade da jurisdição, com verdadeira negativa da devida prestação
jurisdicional.
Viável, então, trazer à baila novamente os argumentos já
despendidos na peça anterior, a respeito da não incidência da Súmula 7 do STJ, in casu:
Digníssimos Ministros, cumpre analisar que no presente
Recurso Especial não há a “pretensão de reexame de prova” – o que é de conhecimento que
é obstado pela Súmula supracitada.
Veja-se, a questão controvertida diz respeito única e
exclusivamente no tocante à contrariedade à lei federal (afronta aos. artigos 85, § 7º, 502,
503 e 506 do Código de Processo Civil), portanto, a insurgência versa sobre aspectos legais,
em nada se relacionando ao conjunto fático probatório da lide.
Ora Excelências, conforme se infere, no presente caso sequer é
necessário reexame do conjunto probatório, senão apenas – e no máximo – da
observância do já delineado na sentença e no acórdão, o que é totalmente viável, portanto
não há no presente caso a reapreciação de matéria fático-probatória, vedada pelo enunciado
nº 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça.
Neste sentido inclusive entendimento jurisprudencial desta
nobre corte.
Recurso especial.
Não ofende o princípio da Súmula 7 emprestar-se, no julgamento do
especial, significado diverso aos fatos estabelecidos pelo acórdão recorrido.
Inviável é ter como ocorridos fatos cuja existência o acórdão negou ou negar
fatos que se tiveram como verificados.
(AgRg nos EREsp n. 134.108/DF, relator Ministro Eduardo Ribeiro, Corte
Especial, julgado em 2/6/1999, DJ de 16/8/1999, p. 36.)
Eminentes ministros julgadores, desta feita é de clareza solar
que a inversão do entendimento exarado pelo Órgão Julgador “a quo” não recobra, nem de
longe, o matéria fático-probatória, portanto não encontrando o recurso extremo qualquer
barreira no disposto no enunciado nº 7 desta Superior Instância.
Desta forma, espera-se a reforma do decisum, pois evidente a
contradição da decisão recorrida, a qual afirma que não houve impugnação específica
quanto a incidência da Súmula 07 do STJ, sendo que o agravo anterior abordou de forma
específica e clara a súmula supra mencionada, assim como fez com os dispositivos legais
impugnados.
(e-STJ Fl.199)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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DDAA VVIIOOLLAAÇÇÃÃOO ÀÀ LLEEII FFEEDDEERRAALL:: aarrttiiggooss 8855,, §§ 77ºº,, 550022,, 550033 ee 550066 ddoo
CCóóddiiggoo ddee PPrroocceessssoo CCiivviill-- E DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL – DA
NÃO INCIDÊNCIA DA SUMULA 83 DO STJ.
Eminentes julgadores, a decisão proferida no acórdão nº
70085599199 que negou seguimento ao Recurso Especial entendendo que o referido julgado
hostilizado está em consonância com o posicionamento consolidado desta nobre Corte.
Da leitura do acórdão supracitado, desprende-se que a
fundamentação determinou a preclusão do pleito quanto às verbas honorárias ao
entender pela aplicabilidade do art. 507 do Código de Processo Civil, conforme segue:
“(...)Compulsando os autos, verifica-se que a parte recorrente ofertou sua
demanda executiva, sendo analisado e indeferido pelo julgador a quo a fixação
de honorários executivos, em decisão prolatada em fevereiro de 2020 (e-fls. 47-
52). Assim, a questão acerca da possibilidade ou não de fixação de honorários já
fora indeferido pelo magistrado de 1º grau.
(...)
Diante do exposto, voto em dar provimento ao recurso, para, reconhecendo a
hipótese de preclusão, afastar a fixação dos honorários executivos, nos termos
da fundamentação.”Importa aqui ressaltar que não há que se falar em preclusão,
em quaisquer de suas modalidades, quando a matéria tiver sido decidida em sede de decisão
interlocutória, devendo esta ser alegada somente quando oriunda de sentença definitiva,
esta que produz coisa julgada material e deve seguir, conforme determinado em legislação
federal, de acordo com o Código Processual Civil:
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna
imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei
nos limites da questão principal expressamente decidida.
Art. 506. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não
prejudicando terceiros.
Desta feita, resta evidente que a decisão interlocutória que
denegou a fixação de honorários advocatícios foi uma decisão inicial que teve como objetivo
tão simplesmente o prosseguimento do feito, inclusive para fins de intimar a parte
executada para apresentação de impugnação ao cumprimento de sentença – para quiçá
depois se pensar em honorários.
Nobres julgadores, acerca do tema da preclusão, a decisão
proferida, além de sacrificar a segurança jurídica das partes por afrontas a legislação hoje
vigente, vai de encontro ao entendimento jurisprudencial desta nobre corte superior, que
(e-STJ Fl.200)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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justamente entende que não ocorre preclusão no pedido de fixação de verba honorária em
casos semelhantes, senão vejamos;
RECURSO ESPECIAL Nº 1944467 - PE (2021/0080228-5)
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto pela Universidade Federal de
Pernambuco, com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal,
contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (e-
STJ fl. 171):
PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. INOCORRÊNCIA.
INCIDÊNCIA DAS NORMAS DO CPC/2015. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS.
AGRAVO IMPROVIDO.
1. Agravo de instrumento contra decisão que fixou em desfavor da UFPE,
durante a fase de cumprimento de sentença, honorários advocatícios no
percentual mínimo previsto no art. 85, § 3º do CPC para a faixa de valor
aplicável ao montante final da execução a ser paga pela universidade.
2. A omissão no arbitramento provisório dos honorários no despacho inicial
da execução não conduz à preclusão pro judicato, por se tratar de questão
que necessariamente compõe o capítulo de mérito da sentença, embora
acessório e permanente. Possibilidade do magistrado, de ofício, examinar tal
matéria, a qualquer tempo, no curso da execução.
3. Inexistência de preclusão por omissão da postulação pelos agravados após o
despacho citatório.
4. A tese estabelecida pelo STJ, durante o julgamento do REsp n.º 1.252.412/RN,
não se aplica ao presente caso, já que o requerimento dos exequentes, ora
agravados, foi formulado na própria inicial da execução, e não após o
arquivamento do feito.
5. A decisão atacada foi proferida em 08/10/2018, ou seja, já na vigência do
CPC/2015, devendo este ser o diploma processual utilizado para fixação da
condenação em honorários advocatícios.
6. Majoração da condenação em honorários advocatícios em 1% sobre o
montante definido na decisão combatida sob esse título em desfavor da
universidade, nos termos do art. 85, § 11 do CPC.
7. Agravo improvido.
Os embargos de declaração foram rejeitados (e-STJ fl. 348).
A recorrente aponta ofensa aos arts. 14, 223, 507, 827, e 1.000, do Código de
Processo Civil/2015, aos argumentos de que:
a) ocorreu a preclusão para fixação dos honorários advocatícios na execução,
pois "não havendo sido interposto o recurso cabível contra o despacho judicial
que deixou de arbitrar os honorários sucumbenciais, restou configurado o
instituto da preclusão lógica, conforme dispõe a legislação, a doutrina e a
jurisprudência pertinentes ao tema em questão" (e-STJ fl. 399); e b)
impossibilidade de aplicação do Novo Código de Processo Civil na fixação da
verba honorária, pois a presente ação foi proposta em 2009 e "a fixação de
honorários advocatícios deve levar em conta a lei vigente quando do
ajuizamento da demanda" (e-STJ fl. 400).
Com contrarrazões (e-STJ fls. 465-486).Juízo positivo de admissibilidade à STJ fl.
688. É o relatório. Passo a decidir. A insurgência não merece prosperar. O
entendimento exarado no aresto impugnado encontra-se em consonância
com a jurisprudência firme desta Corte segundo a qual, "no curso da
(e-STJ Fl.201)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba honorária, ainda
que referida verba não tenha sido pleiteada no início do processo executivo,
tendo em vista a inexistência de dispositivo legal que determine o momento
processual para aquele pleito" (STJ, AgInt no REsp 1.730.462/RS, Rel. Ministro
GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 02/03/2021).
(...)
Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. Não obstante o disposto
no art. 85, § 11, do CPC/2015 e no Enunciado Administrativo 7/STJ ("Somente
nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de
2016 será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na
forma do art. 85, § 11, do NCPC"), deixo de majorar os honorários advocatícios,
por tratar-se, na origem, de recurso interposto contra decisão interlocutória, na
qual não houve prévia fixação de honorários. Publique-se. Intimem-se. Brasília,
16 de agosto de 2021. Ministro Benedito Gonçalves Relator (Ministro BENEDITO
GONÇALVES, 18/08/2021)
ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. PROCESSUAL CIVIL.EXECUÇÃO DE
SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECLUSÃO. NÃO OCORRÊNCIA.
1. Entende este Superior Tribunal de Justiça que não há preclusão no pedido
de fixação de verba honorária, no curso da execução, mesmo que a referida
verba não tenha sido pleiteada no início do processo executivo, tendo em
vista a inexistência de dispositivo legal que determine o momento processual
para aquele pleito. Precedentes. 2. Recurso especial não provido. (REsp
1866441/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 25/08/2020, DJe 08/09/2020)
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
PRECLUSÃO. INEXISTÊNCIA.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões
publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de
admissibilidade recursal na forma do novo CPC" (Enunciado Administrativo n. 3).
2. Consoante o entendimento desta Corte Superior, no curso da execução, não
há preclusão no pedido de fixação de verba honorária, ainda que referida
verba não tenha sido pleiteada no início do processo executivo, tendo em
vista a inexistência de dispositivo legal que determine o momento processual
para aquele pleito.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp 1730462/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA,julgado em 23/02/2021, DJe 02/03/2021)
Do mesmo modo, o referido julgado hostilizado também se
equivoca ao afastar a aplicação do artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil, o qual dispõe
que não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que
enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada.
Digníssimos Ministros o nobre SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
possui inúmeros precedentes no sentido de que, oferecida resistência à execução da
sentença, são devidos os honorários advocatícios em atenção ao princípio da causalidade.
(e-STJ Fl.202)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. FAZENDA PÚBLICA. RESISTÊNCIA. REGIME DE PRECATÓRIOS.
HONORÁRIOS. CABIMENTO. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE. JURISPRUDÊNCIA DO
STJ.
1. Nos moldes da jurisprudência hodierna desta Corte Superior de Justiça,
oferecida resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública, são
devidos honorários, ainda que a hipótese seja submetida ao regime de
precatórios, em homenagem ao princípio da causalidade. Precedentes: AgInt
no REsp 1.880.935/RS, Primeira Turma, Rel. Ministro Benedito Gonçalves,
julgado em 15/12/2020, DJe 18/12/2020; AgInt no REsp 1.886.637/RS, Segunda
Turma, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 30/11/2020, DJe
17/12/2020.
2. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no REsp 1891076/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 11/10/2021, DJe 18/10/2021)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA
PÚBLICA.
IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR. PAGAMENTO MEDIANTE EXPEDIÇÃO
DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO
CPC/2015 CABIMENTO.
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto pelo Instituto de
Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS) contra decisão que, na fase
de cumprimento da sentença, o condenou a pagar honorários advocatícios de
20% sobre o valor da execução, com base no art. 85, § 3º, I, do CPC/2015. O
Tribunal a quo negou provimento ao recurso.
II - Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido de que cabem
honorários advocatícios no cumprimento de sentença proferida contra a
Fazenda Pública em ação coletiva, independentemente de ter sido ou não
apresentada impugnação.
III - Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em ações plúrimas ou
individuais, a apresentação da impugnação é relevante para hipótese da
aplicação da norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015.
IV - Com efeito, a lei processual concede à Fazenda Pública a benesse de não
pagar honorários advocatícios nos casos em que ela não se opõe ao
cumprimento da obrigação prevista no título executivo. Dessarte, oferecida
resistência à execução da sentença, por parte da Fazenda, passam a ser
devidos os honorários advocatícios, em respeito ao princípio da causalidade.
(...)
VIII - Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp 1885857/RS, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA
TURMA, julgado em 01/03/2021, DJe 15/03/2021)
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. IMPUGNAÇÃO.
PRECATÓRIO. HONORÁRIOS. CABIMENTO.
1. A dispensa da fixação de honorários advocatícios prevista no art. 85, § 7º, do
CPC/2015 restringe-se às hipóteses em que a execução não tenha sido
impugnada e cujo pagamento ocorra por precatório.
2. A contrario sensu, oferecida resistência à execução da sentença, são
devidos os honorários advocatícios em atenção ao princípio da causalidade.
(e-STJ Fl.203)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp 1886309/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 08/02/2021, DJe 17/02/2021)
Logo, resta perfeitamente demonstrado o dissenso entre a
decisão proferida e o entendimento dessa Egrégia Corte aplicado a matéria, uma vez que, no
curso da execução, não há preclusão no pedido de fixação de verba honorária, bem como, que
oferecida resistência na execução de sentença contra a Fazenda Pública são devidos
honorários, portanto à luz das razões expendidas, o provimento do presente agravo é medida
que se impõe.
DOS PEDIDOS
Diante do exposto, com fulcro no artigo 259 do RIST e artigo
1.021 do CPC, propugna o agravante pelo acolhimento do recurso, alterando-se a decisão
objurgada, para que seja dado ttoottaall pprroovviimmeennttoo ao recurso especial, nos moldes em que
outrora requerido.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 27 de abril de 2023
JOSÉ VECCHIO FILHO STEFAN GUIMARÃES EMERIM
OAB/RS 31.437 OAB/RS 80.361
VECCHIO E EMERIM ADVOGADOS GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA
OAB/RS 7.800 OAB/RS 117.902
(e-STJ Fl.204)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
N \ /
VECCHIO 1 EMEPIM
SUBSTABELECIMENTO
Substabeleço, com igual reserva ao Bel. STEFAN GUIMARÃES
EMERIM, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB/RS sob o n° 80.361, a Bel. THAYNÁ
TEIXEIRA MORAIS, brasileira, solteira, advogada, inscrita na OAB/RS sob o n° 102.874, o
Bel. RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB/RS sob
o n° 103.239, o Bel. GUSTAVO DAMETTO BARZOTTO, brasileiro, solteiro, advogado,
inscrito na OAB/RS sob o n° 106.959, ao Bel. BRUNO SCHINEIDER KLEMENT, brasileiro,
solteiro, advogado inscrito na OAB/RS sob o n° 122.035, ao Bel. GEANCARLOS VALDUGA
MOREIRA, brasileiro, solteiro, advogado inscrito na OAB/RS sob o n° 117.902, ao Bel.
GABRIEL FRANCISCO DA ROSA LEMOS, brasileiro, solteiro, bacharel, inscrito na OAB/RS
sob o n° 49E048, ao Bel. ARTUR MAIA NETO, brasileiro, solteiro, estudante inscrito na
OAB/RS sob 52E487, e VECCHIO & EMERIM SOCIEDADE DE ADVOGADOS, pessoa jurídica
de direito privado, constituída sob a forma de sociedade civil de advogados, registrada
junto à OAB/RS sob o n° 7.800, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 29.388.756/0001-31,
detentora da Inscrição Municipal n° 293.307.2.6 do Município de Porto Alegre, Estado do
Rio Grande do Sul, a totalidade dos poderes çonferidos pelo(a) cliente para atuação
perante este processo.
ILH
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Rua Siqueira Campos n° 1171 1 6° andar 1 Centro Histórico 1 CEP 90010-001 1 Porto Alegre 1 RS
(51) 3012-0202 e (51) 99591-0202 1 contatogadvogadosve.Com.br
(e-STJ Fl.205)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001Recebido em 27/04/2023 17:50:22
RECURSO ESPECIAL Nº 2052231 - RS (2023/0036202-1)
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
RECORRENTE : LUIS ROGER DA SILVA PINTO
ADVOGADOS : JOSE VECCHIO FILHO - RS031437
STEFAN GUIMARÃES EMERIM - RS080361
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - RS103239
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA - RS117902
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : JULIANA RIEGEL BERTOLUCCI - RS069436
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto por Luis Roger da Silva Pinto, com
fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal.
Na origem trata-se de agravo de instrumento contra decisão que deixou de
fixar honorários advocatícios executivos.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul deu negou provimento
ao agravo de instrumento, conforme a seguinte ementa do acórdão (fl. 87):
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXECUTIVOS. PRECLUSÃO
RECONHECIDA. DECISÃO PARCIALMENTE REFORMADA. AGRAVO DE
INSTRUMENTO PROVIDO. UNÂNIME. DECISÃO QUE INDEFERE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS EXECUTIVOS AO TEMPO DA APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA, CONTRA A QUAL NÃO HOUVE INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO, IMPLICA PRECLUSÃO PARA POSTERIOR NOVO PEDIDO DE
ARBITRAMENTO DAQUELES HONORÁRIOS, RAZÃO PELA QUAL NÃO PODERIA
O JUÍZO, INADVERTIDAMENTE, E SEM SE ATER À CIRCUNSTÂNCIA DE QUE
HÁ DECISÃO ANTERIOR NOS AUTOS, OS CONCEDER AGORA, SOBRETUDO
QUANDO AUSENTE FATO NOVO A JUSTIFICAR ALTERAÇÃO DA DECISÃO
ORIGINÁRIA.
Opostos embargos de declaração, foram estes rejeitados.
Contra a decisão cuja ementa encontra-se acima transcrita, foi interposto
recurso especial, sustentando violação dos arts. 85, § 7º, 502, 503 e 506 do CPC/2015,
sob argumento de serem cabíveis honorários de sucumbência na fase de cumprimento de
(e-STJ Fl.209)
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Documento eletrônico VDA35698994 assinado eletronicamente nos termos do Art.1º §2º inciso III da Lei 11.419/2006
Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 17/03/2023 18:20:35
Publicação no DJe/STJ nº 3599 de 21/03/2023. Código de Controle do Documento: 9c8e4d87-b3ed-46f4-a445-e55f491fd6c6
(e-STJ Fl.206)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Documento eletrônico e-Pet nº 7651873 com assinatura eletrônica
Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
sentença.
É o relatório. Decido.
Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência
do Enunciado Administrativo n. 3/STJ: "aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão
exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC".
No mais, a Corte Especial do STJ, no julgamento de Recurso Especial
Repetitivo 1.648.238/RS, firmou a tese de que "o art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a
aplicação do entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ, de modo que são devidos
honorários advocatícios nos procedimentos individuais de cumprimento de sentença
decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados e promovidos em litisconsórcio".
Nesse sentido: REsp 1.648.238/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Corte Especial, DJe
de 27/6/2018 e AgRg no AREsp 204.067/RS, relatora Ministra Assusete Magalhães,
Segunda Turma, julgado em 28/9/2020, DJe 2/10/2020.
Dessa forma, no que diz respeito a fixação de honorários advocatícios na fase
de execução, merece reparos o julgado ora recorrido, porquanto encontra-se em
dissonância com o entendimento desta Corte Superior.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. BASE DE CÁLCULO DOS HONORÁRIOS. VALOR
TOTAL HOMOLOGADO. EXECUÇÃO SUJEITA À EXPEDIÇÃO DE RPV. ART. 85, §
7º, DO CPC. OVERRULING NÃO CABÍVEL. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Cinge-se a controvérsia a definir se os honorários advocatícios da fase de
cumprimento de sentença devem ter como base o valor total homologado ou apenas o
excesso alegado pela União.
2. Os honorários advocatícios, na fase de cumprimento de sentença, devem ser
fixados sobre o valor total devido, independentemente de haver impugnação, quando se trate
de execução que enseje a expedição de RPV, conforme interpretação em sentido contrário
ao art. 85, § 7 º, do CPC/2015. Precedentes.
3. Não merece acolhimento a proposta de overruling, visto que não foi demonstrada
qualquer alteração no contexto social, econômico ou jurídico que possa justificar a
modificação do entendimento desta Corte acerca da matéria.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no REsp n. 1.962.703/PE, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma,
julgado em 19/4/2022, DJe de 26/4/2022.)
PROCESSUAL CIVIL. PREVIDÊNCIÁRIO. APOSENTADORIA POR
INVALIDEZ. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. EXTINÇÃO PELO PAGAMENTO.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM
CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ.
I - Na origem, trata-se de execução de sentença ajuizada contra a União objetivando o
pagamento de aposentadoria por invalidez. Na sentença, extinguiu-se a execução pelo
(e-STJ Fl.210)
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pagamento, sem condenação da União ao pagamento de honorários advocatícios. No
Tribunal a quo, a sentença foi mantida. Nesta Corte, deu-se provimento ao recurso especial.
II - A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que são
devidos honorários advocatícios nas execuções contra a Fazenda Pública, ainda que não
embargadas, quando o crédito está sujeito ao regime da Requisição de Pequeno Valor -
RPV. Neste sentido, destacam-se: (REsp 1.664.736/RS, relator Ministro Og Fernandes,
Segunda Turma, julgado em 27/10/2020, DJe 17/11/2020 e AgInt no AREsp 1.461.383/PR,
relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 19/9/2019, DJe
11/10/2019.) III - Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp n. 1.950.451/MG, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma,
julgado em 28/3/2022, DJe de 31/3/2022.)
Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, dou
provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de
Origem, a fim de que se proceda o cálculo do valor dos honorários de sucumbência na
fase de execução, à luz do art. 85, §§ 1° e 7°, do CPC/2015.
Publique-se. Intime-se.
Brasília, 17 de março de 2023.
Ministro FRANCISCO FALCÃO
Relator
(e-STJ Fl.211)
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Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 17/03/2023 18:20:35
Publicação no DJe/STJ nº 3599 de 21/03/2023. Código de Controle do Documento: 9c8e4d87-b3ed-46f4-a445-e55f491fd6c6
(e-STJ Fl.208)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
RECURSO ESPECIAL Nº 2049085 - RS (2023/0020331-0)
RELATORA : MINISTRA ASSUSETE MAGALHÃES
RECORRENTE : MEIRO GILCEU CAMPOS AMARAL
ADVOGADOS : JOSE VECCHIO FILHO - RS031437
STEFAN GUIMARÃES EMERIM - RS080361
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - RS103239
GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA - RS117902
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : MARCOS TUBINO BORTOLAN - RS036584
DECISÃO
Trata-se de Recurso Especial, interposto por MEIRO GILCEU CAMPOS
AMARAL e outros, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL, assim ementado:
"AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA EM FACE
DA FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PARA A FASE
EXECUTIVA. PRECLUSÃO CORROBORADA. FIRMOU-SE NESTA 25ª
CÂMARA CÍVEL O ENTENDIMENTO DE QUE NÃO OCORRE
PRECLUSÃO AO PLEITO DE FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS NO CURSO DA
EXECUÇÃO, EM RAZÃO DA INEXISTÊNCIA DE DISPOSITIVO LEGAL
QUE DETERMINE O MOMENTO PROCESSUAL PARA O ARBITRAMENTO
DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO PROCESSO. ENTRETANTO, NO
CASO CONCRETO, JÁ HOUVE DECISÃOANTERIOR CONSIGNANDO A
IMPOSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA NA
EXECUÇÃO. HIPÓTESE EM QUE A INSURGÊNCIA CONTRA ESTA
NEGATIVA DEVERIA TER SIDO SUSCITADA TÃO LOGO A PARTE
EXEQUENTE TEVE CIÊNCIA DA DECISÃO QUE NEGOU O PEDIDO DE
ARBITRAMENTO DA VERBA. PRECLUSÃO CORROBORADA.
PREQUESTIONAMENTO – DESCABIDO O PREQUESTIONAMENTO DOS
DISPOSITIVOS SUSCITADOS, PORQUANTO A FUNDAMENTAÇÃO
TRAZIDA RESTOU SUFICIENTEMENTE ENFRENTADA NO PRESENTE
JULGADO. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. UNÂNIME" (fl. 106e).
Nas razões do Recurso Especial, interposto com base no art. 105, III, c,
da Constituição Federal, a parte ora recorrente aponta dissídio jurisprudencial
com violação ao art. 85, § 7º, do CPC/2015, sustentando, para tanto, o seguinte:
"Conforme se verifica do processo de origem, o cumprimento de sentença
fora ajuizado em 11/11/2019, o qual fora impugnado pelo agravado ‘Estado
do RGS’ em 08/05/2020, tendo sido proferida neste interstício decisão
(e-STJ Fl.197)
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Signatário(a): MINISTRA Assusete Magalhães Assinado em: 17/03/2023 18:06:00
Publicação no DJe/STJ nº 3599 de 21/03/2023. Código de Controle do Documento: 0ea1ae28-87e7-4471-a0ba-a4842f52c4cc
(e-STJ Fl.209)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
interlocutória em 12/02/2020, trazida em anexo, para promover o
prosseguimento do feito.
Ocorre, Eméritos Ministros, que, quando do ajuizamento do processo de
origem, já foi imediatamente requerida a fixação da verba honorária e, em
despacho inicial, o douto juízo recebeu a inicial e se manifestou quanto ao
prosseguimento o feito, determinando a citação do devedor e negando a
fixação dos honorários advocatícios, conforme pode se visualizar:
(...)
Nesse sentido, é evidente que ainda não poderiam ser definitivamente
fixados os honorários advocatícios sucumbenciais, porquanto sequer estava
implementada a condição do art. 85, §7º, do CPC, por não haver, no
momento, impugnação ao cumprimento de sentença, conforme versa o
dispositivo:
(...)
Do mesmo modo, também se equivocam os julgadores do Tribunal de
Justiça, anão aplicação do artigo 85, § 7º, do Código de Processo Civil, o
qual dispõe que não serão devidos honorários no cumprimento de sentença
contra a Fazenda Pública que enseje expedição de precatório, DESDE QUE
NÃO TENHA SIDO IMPUGNADA" (fls. 121/127e).
Por fim, requer "A que, conhecendo do recurso, lhe dê provimento para
reformar e realinhar o acórdão vergastado à Lei e à jurisprudência pátria,
louvando-se os mais perenes institutos de direito, e, premendo pela mantença
da sempre perseguida ordem jurídica, seja reformada a decisão a fim de
reconhecer à inviabilidade da ocorrência do instituto da preclusão(em quaisquer
de suas modalidades) do direito de requerer fixação da verba honorária, bem
como reconhecer que oferecida resistência na execução de sentença contra a
Fazenda Pública são devidos honorários, ainda que a hipótese seja submetida
ao regime de precatórios, conforme disposto no artigo 85, § 7º, do Código de
Processo Civil" (fl. 130e).
Contrarrazões, a fls. 161/174e.
O Recurso Especial foi admitido pelo Tribunal a quo (fls. 180/183e).
A irresignação merece prosperar.
Na origem, trata-se de Agravo de Instrumento interposto pela parte ora
recorrida, "alegando estar caracterizada a preclusão do pedido de fixação de
honorários advocatícios no cumprimento de sentença, na medida em que já
houve anterior decisão denegando tal pleito e que não foi objeto de recurso" (fl.
101), que foi provido pelo Tribunal local.
Daí a interposição do presente Recurso Especial.
No caso, assim decidiu o Tribunal de origem:
"Da aludida decisão, não se insurgiu a parte exequente através do recurso
cabível e dentro do prazo legal com relação ao indeferimento da fixação de
(e-STJ Fl.198)
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Signatário(a): MINISTRA Assusete Magalhães Assinado em: 17/03/2023 18:06:00
Publicação no DJe/STJ nº 3599 de 21/03/2023. Código de Controle do Documento: 0ea1ae28-87e7-4471-a0ba-a4842f52c4cc
(e-STJ Fl.210)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
honorários. Aqui se vê claramente a impossibilidade de fixação de honorários
porquanto operada a preclusão na espécie. Isso, porque deveria a parte
agravada ter adotado as medidas cabíveis com relação à negativa de
arbitramento da verba honorária na primeira oportunidade em que teve
ciência da não fixação dos honorários. Todavia, não o fez, quedando-se
inerte.
Portanto, resta evidente que, no momento oportuno para recorrer da decisão
que indeferiu a fixação de honorários ao processo executivo, a parte
exequente nada requereu, operando-se a preclusão. Destarte, a preclusão é
um instituto processual que privilegiaa segurança jurídica nas relações
processuais, uma vez que delimita um espaço de tempo no processo
propício à prática de determinados atos. Outrossim, o referido instituto
encontra-se diretamente relacionada à questão dos ônus processuais e,
portanto, diz respeito somente às partes" (fls. 103/104e).
Nesse contexto, impende concluir que o aresto vergastado está em
descompasso com a jurisprudência do STJ, segundo a qual, de acordo com o
disposto no art. 85, § 7º, do CPC/2015, é cabível a fixação de honorários
advocatícios desde que impugnado o pedido de cumprimento de sentença pela
Fazenda Pública, excetuada da base de cálculo apenas eventual parcela
incontroversa do crédito.
A respeito, os seguintes precedentes:
"ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. EXISTÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7º, DO
CPC/2015. CABIMENTO. JURISPRUDÊNCIA DO STJ. AGRAVO INTERNO
IMPROVIDO.
I. Recurso Especial interposto contra acórdão publicado na vigência do
CPC/2015.
II. Na origem, trata-se de Agravo de Instrumento, interposto pela parte ora
agravada contra decisão interlocutória que indeferiu a fixação de honorários
no Cumprimento de Sentença apresentado pelos exequentes, o qual restou
improvido pelo Tribunal a quo.
III. A Corte Especial deste Tribunal já se manifestou no sentido de que o
juízo de admissibilidade do Recurso Especial pode ser realizado de forma
implícita, sem necessidade de exposição de motivos. Assim, o exame de
mérito recursal já traduz o entendimento de que foram atendidos os
requisitos extrínsecos e intrínsecos de sua admissibilidade, inexistindo
necessidade de pronunciamento explícito pelo julgador a esse respeito.
Nesse sentido: STJ, EREsp 1.119.820/PI, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, CORTE ESPECIAL, DJe de 19/12/2014; AgRg no REsp
1.429.300/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
DJe de 25/06/2015; AgRg no Ag 1421517/AL, Rel. Ministra ASSUSETE
MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, DJe de 03/04/2014.
IV. Quanto ao cerne da controvérsia, tal como constou na decisão ora
combatida, o entendimento sufragado no acórdão recorrido está em
descompasso com a jurisprudência do STJ, segundo a qual, de acordo
com o disposto no art. 85, § 7º, do CPC/2015, é cabível a fixação de
(e-STJ Fl.199)
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Signatário(a): MINISTRA Assusete Magalhães Assinado em: 17/03/2023 18:06:00
Publicação no DJe/STJ nº 3599 de 21/03/2023. Código de Controle do Documento: 0ea1ae28-87e7-4471-a0ba-a4842f52c4cc
(e-STJ Fl.211)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
honorários advocatícios desde que impugnado o pedido de
Cumprimento de Sentença, pela Fazenda Pública, excetuada da base de
cálculo apenas eventual parcela incontroversa do crédito.
V. Na forma da jurisprudência, "é cabível a condenação em honorários
advocatícios no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública
cujo pagamento ocorrerá através do regime de precatório, na hipótese
de apresentação de impugnação pelo devedor, em observância ao art.
85, § 7º, do CPC/2015" (STJ, AgInt no REsp 1.880.935/RS, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 18/12/2020). Nesse
mesmo sentido, em hipóteses análogas: STJ, AgInt nos EDcl no REsp
1.885.625/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de
01/06/2021; AgInt no REsp 1.893.615/RS, Rel. Ministro FRANCISCO
FALCÃO, SEGUNDA TURMA, DJe de 02/09/2021; AgInt no REsp
1.886.309/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe
de 17/02/2021; AgInt no REsp 1.891.076/RS, Rel. Ministro OG
FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 18/10/2021; AgInt no REsp
1.896.430/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA,
DJe de 29/06/2021; AgInt no REsp 1.892.372/RS, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 28/04/2021; AgInt
no REsp 1.885.682/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES,
PRIMEIRA TURMA, DJe de 25/06/2021; AgInt no REsp 1.886.999/RS, Rel.
Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 17/02/2021;
AgInt no REsp 1.886.317/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA,
PRIMEIRA TURMA, DJe de 17/02/2021; AgInt no REsp 1.883.585/RS, Rel.
Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, DJe de 12/02/2021.
VI. Agravo interno improvido" (STJ, AgInt no REsp 1.880.953/RS, Rel.
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, DJe de
24/03/2022).
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA SUJEITA À EXPEDIÇAÕ DE
PRECATÓRIO. IMPUGNAÇÃO PARCIAL. ART. 85, § 7º, DO CPC.
HONORÁRIOS APENAS SOBRE A PARCELA CONTROVERTIDA.
AGRAVO IMPROVIDO.
1. Os honorários devem ser arbitrados com base apenas no valor
controvertido da execução que foi mantido após o julgamento da
impugnação/embargos, acaso existente, excluída, por conseguinte, a parcela
incontroversa. Precedentes.
2. Por um lado, o art. 85, §7º, do CPC, ao contrário do que afirmam os
agravantes, não aponta qual deve ser a base de cálculo dos honorários no
caso de impugnação parcial da Fazenda Pública, o que afasta a alegação de
que está sendo contrariada a literalidade do dispositivo.
3. Por outro lado, interpretação em sentido contrário possibilitaria aos
credores criar excesso de execução de forma intencional, tão somente para
forçar a Fazenda Pública a apresentar contradita e, com isso, serem
favorecidos com honorários sobre todo o valor executado, ainda que a
parcela controvertida seja ínfima.
4. Com isso, seria criado, nessas hipóteses, um esdrúxulo dilema aos
devedores sujeitos ao regime de precatórios: refutar uma execução
excessiva com o propósito de evitar dano aos cofres públicos, mas sofrer um
prejuízo maior a título de honorários; ou simplesmente deixar de contestar
execução manifestamente excessiva a fim de impedir um prejuízo maior com
a verba sucumbencial.
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Signatário(a): MINISTRA Assusete Magalhães Assinado em: 17/03/2023 18:06:00
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5. Agravo interno a que se nega provimento" (STJ, AgInt nos EDcl no REsp
1.885.625/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de
01/06/2021).
"PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR. PAGAMENTO
MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015 CABIMENTO.
1. O SuperiorTribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Especial
1.406.296/RS, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil
de 1973, firmou entendimento no sentido da impossibilidade de arbitramento
de verba honorária quando se tratar de execuções não embargadas contra a
Fazenda Pública iniciadas pela sistemática do pagamento de precatórios
(art. 730 do CPC), com renúncia superveniente do excedente ao limite (art.
87 do ADCT) para efeito de enquadramento no procedimento de Requisição
de Pequeno Valor - RPV.
2. Além disso, o STJ possui a orientação de que a Lei 9.494/1997, em seu
art. 1º-D, expressamente exclui a verba honorária nas execuções não
embargadas contra a Fazenda Pública e de que, se os Embargos foram
apenas parciais, o disposto no art. 1º-D da Lei 9.494/1997 deve ser aplicado
ao montante incontroverso, excluindo-se a fixação de honorários, já que não
há oposição da Fazenda Pública. Saliente-se que os valores não
impugnados podem ser desde logo objeto da expedição de precatório,
independentemente do julgamento dos Embargos.
3. De fato, a dispensa da fixação de honorários advocatícios prevista no
art. 85, § 7º, do Código de Processo Civil/2015 restringe-se às hipóteses
em que a execução não tenha sido combatida e cujo pagamento ocorra
por precatório.
4. É irrelevante o fato de a impugnação ter ou não ter sido recebida,
bastando simplesmente que a execução tenha sido atacada pela parte
devedora.
5. In casu, o Tribunal foi expresso ao afirmar que houve impugnação à
Execução, o que atraiu a fixação dos honorários advocatícios.
6. Agravo Interno não provido" (STJ, AgInt no REsp 1.881.288/RS, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 09/12/2020).
De fato, "é cabível a condenação em honorários advocatícios no
cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública cujo pagamento ocorrerá
através do regime de precatório, na hipótese de apresentação de impugnação
pelo devedor, em observância ao art. 85, § 7°, do CPC/2015" (STJ, AgInt no
REsp 1.880.935/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, DJe de 18/12/2020).
Confiram-se acórdãos nesse mesmo sentido: STJ, AgInt no REsp
1.896.430/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe
de 29/06/2021; AgInt no REsp 1.886.999/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA,
PRIMEIRA TURMA, DJe de 17/02/2021; AgInt no REsp 1.883.585/RS, Rel.
Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, DJe de 12/02/2021.
(e-STJ Fl.201)
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(e-STJ Fl.213)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Além disso, os seguintes julgados monocráticos: STJ, REsp
1.881.813/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, DJe de 27/09/2021; REsp
1.885.860/RS, Rel. Ministro MANOEL ERHARDT (Desembargador Federal
convocado do TRF/5ª Região), DJe de 03/09/2021; REsp 1.888.483/RS, Rel.
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, DJe de 01/10/2021; REsp 1.893.146/RS,
Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, DJe de 03/08/2021.
Destarte, aplica-se, ao caso, entendimento consolidado na Súmula
568/STJ, in verbis: "O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de
Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver
entendimento dominante acerca do tema".
Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, dou
provimento ao Recurso Especial, para determinar o retorno dos autos ao
Tribunal de origem, para que, nos termos do art. 85, §§ 3º, 4º e 7º, do
CPC/2015, sejam fixados os honorários advocatícios.
I.
Brasília, 14 de março de 2023.
Ministra ASSUSETE MAGALHÃES
Relatora
(e-STJ Fl.202)
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Signatário(a): MINISTRA Assusete Magalhães Assinado em: 17/03/2023 18:06:00
Publicação no DJe/STJ nº 3599 de 21/03/2023. Código de Controle do Documento: 0ea1ae28-87e7-4471-a0ba-a4842f52c4cc
(e-STJ Fl.214)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Signatário(a): GEANCARLOS VALDUGA MOREIRA CPF: 00434587001
Recebido em 27/04/2023 17:50:22
RECURSO ESPECIAL Nº 2029034 - RS (2022/0304489-7)
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
RECORRENTE : ESTER MOTTA
ADVOGADOS : JOSE VECCHIO FILHO - RS031437
STEFAN GUIMARÃES EMERIM - RS080361
RODRIGO SILVEIRA DE CASTRO - RS103239
RECORRIDO : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR : MARCOS TUBINO BORTOLAN - RS036584
DECISÃO
Trata-se de recurso especial interposto por ESTER MOTTA com fundamento
no art. 105, III, alíneas a e c, da Constituição Federal, contra o acórdão proferido pelo
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, assim ementado:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EXECUTIVOS. PRECLUSÃO
RECONHECIDA. DECISÃO PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSO PROVIDO.
UNÂNIME. DECISÃO QUE INDEFERE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
EXECUTIVOS AO TEMPO DA APRESENTAÇÃO DO PEDIDO DE CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA, CONTRA A QUAL NÃO HOUVE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO,
IMPLICA PRECLUSÃO PARA POSTERIOR NOVO PEDIDO DE ARBITRAMENTO
DAQUELES HONORÁRIOS, RAZÃO PELA QUAL NÃO PODERIA O JUÍZO,
INADVERTIDAMENTE, E SEM SE ATER À CIRCUNSTÂNCIA DE QUE HÁ
DECISÃO ANTERIOR NOS AUTOS, OS CONCEDER AGORA, SOBRETUDO
QUANDO AUSENTE FATO NOVO A JUSTIFICAR ALTERAÇÃO DA DECISÃO
ORIGINÁRIA.
Estes autos têm origem no agravo de instrumento interposto pelo Estado do
Rio Grande do Sul contra a decisão que deferiu o pedido do exequente, fixando
honorários advocatícios em vinte por cento sobre o valor do débito em favor do
exequente, determinando expedição de RPV do valor incontroverso.
Os embargos de declaração opostos foram desacolhidos.
No presente recurso especial, aponta-se, além de dissídio jurisprudencial,
ofensa aos artigos 85, §7º, 502, 503 e 506, todos do CPC;.
Foram apresentadas contrarrazões pela não admissão do recurso, ou por seu
(e-STJ Fl.158)
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Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 08/03/2023 19:33:47
Publicação no DJe/STJ nº 3592 de 10/03/2023. Código de Controle do Documento: 987c96cf-00ac-42df-81d8-1a67b675c782
(e-STJ Fl.215)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
desprovimento.
É o relatório. Decido.
Inicialmente é necessário consignar que o presente recurso atrai a incidência
do Enunciado Administrativo n. 3/STJ: "aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 8 de março de 2016) serão exigidos
os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC".
Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no sentido de que cabem
honorários advocatícios no cumprimento de sentença proferida contra a Fazenda Pública
em ação coletiva, independentemente de ter sido ou não apresentada impugnação.
Anote-se:
PROCESSUAL CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DECORRENTE DE
AÇÃO COLETIVA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL.
MUDANÇA NO ORDENAMENTO JURÍDICO. INOCORRÊNCIA. SÚMULA 345 DO
STJ. INCIDÊNCIA.
1. O Supremo Tribunal Federal entendeu que a controvérsia relativa à condenação em
honorários advocatícios na execução não embargada é de natureza infraconstitucional.
2. Sob a égide do CPC/1973, esta Corte de Justiça pacificou a orientação de que são
devidos honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções individuais de
sentença proferida em ações coletivas, ainda que não embargadas (Súmula 345), afastando,
portanto, a aplicação do art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997.
3. A exegese do art. 85, § 7º, do CPC/2015, se feita sem se ponderar o contexto que
ensejou a instauração do procedimento de cumprimento de sentença, gerará as mesmas
distorções então ocasionadas pela interpretação literal do art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997 e
que somente vieram a ser corrigidas com a edição da Súmula 345 do STJ.
4. A interpretação que deve ser dada ao referido dispositivo é a de que, nos casos de
cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública em que a relação jurídica existente entre
as partes esteja concluída desde a ação ordinária, não caberá a condenação em honorários
advocatícios se não houver a apresentação de impugnação, uma vez que o cumprimento de
sentença é decorrência lógica do mesmo processo cognitivo.
5. O procedimento de cumprimento individual de sentença coletiva, ainda que
ajuizado em litisconsórcio, quando almeja a satisfação de direito reconhecido em sentença
condenatória genérica proferida em ação coletiva, não pode receber o mesmo tratamento
pertinente a um procedimento de cumprimento comum, uma vez que traz consigo a
discussão de nova relação jurídica, e a existência e a liquidez do direito dela decorrente
serão objeto de juízo de valor a ser proferido como pressuposto para a satisfação do direito
vindicado.
6. Hipótese em que o procedimento de cumprimento de sentença pressupõe cognição
exauriente - a despeito do nome a ele dado, que induz à indevida compreensão de se estar
diante de mera fase de execução -, sendo indispensável a contratação de advogado, uma vez
que é necessária a identificação da titularidade do exequente em relação ao direito pleiteado,
promovendo-se a liquidação do valor a ser pago e a individualização do crédito, o que torna
induvidoso o conteúdo cognitivo dessa execução específica. 7. Não houve mudança no
ordenamento jurídico, uma vez que o art. 85, § 7º, do CPC/2015 reproduz basicamente o
teor normativo contido no art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997, em relação ao qual o entendimento
desta Corte, já consagrado, é no sentido de afastar a aplicação do aludido comando nas
execuções individuais, ainda que promovidas em litisconsórcio, do julgado proferido em
sede de ação coletiva lato sensu, ação civil pública ou ação de classe.
8. Para o fim preconizado no art. 1.039 do CPC/2015, firma-se a seguinte tese: "O art.
(e-STJ Fl.159)
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Signatário(a): MINISTRO Francisco Falcão Assinado em: 08/03/2023 19:33:47
Publicação no DJe/STJ nº 3592 de 10/03/2023. Código de Controle do Documento: 987c96cf-00ac-42df-81d8-1a67b675c782
(e-STJ Fl.216)STJ-Petição Eletrônica (AgInt) 00382425/2023 recebida em 27/04/2023 17:50:22
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Recebido em 27/04/2023 17:50:22
85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento consolidado na Súmula 345
do STJ, de modo que são devidos honorários advocatícios nos procedimentos individuais de
cumprimento de sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não impugnados e
promovidos em litisconsócio."
9. Recurso especial desprovido, com majoração da verba honorária.
(REsp n. 1.648.238/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Corte Especial, julgado em
20/6/2018, DJe de 27/6/2018.)
Todavia, no cumprimento de sentenças proferidas em ações plúrimas ou
individuais, a apresentação da impugnação é relevante para hipótese da aplicação da
norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015:
Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública
que enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada.
Ora, a lei processual concede à Fazenda Pública a benesse de não pagar
honorários advocatícios nos casos em que ela não se opõe ao cumprimento da obrigação
prevista no título executivo. A não ser que se queira ignorar o comando implícito da
norma, a interpretação possível é que, oferecida resistência à execução da sentença, por
parte da Fazenda, passam a ser devidos os honorários advocatícios, em respeito ao
princípio da causalidade.
Nesse sentido:
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA FAZENDA
PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO OFERTADA PELO DEVEDOR . PAGAMENTO
MEDIANTE EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. ART. 85, § 7°, DO CPC/2015 CABIMENTO. SÚMULA 83/STJ.
APLICAÇÃO.1. O Tribunal foi expresso ao afirmar que houve impugnação à Execução
pelo recorrente, o que atraiu a fixação dos honorários advocatícios.2. A distinção feita pelo
Tribunal de ausência de impugnação, não havendo de se cogitar a aplicação de outra
disposição normativa de forma subsidiária.4. Por outro lado, deve-se ressaltar que a previsão
legal é incompatível com o procedimento de execução ao qual está sujeita a Fazenda
Pública, por não haver possibilidade de adimplemento simultâneo da dívida reconhecida,
ante a necessidade de expedição de precatório ou requisição de pequeno valor.5. Não assiste
razão à autarquia recorrente em pretender obter o mesmo benefício dos particulares.
Primeiro, porque os entes públicos já possuem prerrogativas constitucionais e legais que os
colocam em situação favorável em relação aos particulares. Segundo, porque o art. 90, § 4º,
do CPC/2015 não se aplica ao cumprimento de sentença que reconhece a exigibilidade de
obrigação de pagar quantia certa, tendo em vista a existência de norma específica que isenta
o executado do pagamento de honorários, em caso de pagamento voluntário do débito no
prazo legal de 15 (quinze) dias (art. 523, caput e § 1º, do CPC/2015).6. Impende ainda
destacar que a Corte Especial, no julgamento do REsp 1.648.238/RS, submetido ao rito dos
recursos repetitivos, estabeleceu que o art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do
entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ, de modo que são devidos honorários
advocatícios nos procedimentos individuais de cumprimento