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PODER JUDICIÁRIO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
AREsp 2771158/RS (2024/0391030-
6)
Volumes : 1 Autuado em 16/10/2024
Assunto : DIREITO PREVIDENCIÁRIO - Benefícios em Espécie -
Pensão por Morte (Art. 74/9)
AGRAVANTE : VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADVOGADO : EDSON FÁBIO EUZÉBIO
ADVOGADO : HIAGO HENRIQUE MOTTA CAVALCANTE
AGRAVADO : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
PROCURADOR : FABRICIA BOSCAINI
Processo registrado em 16/10/2024
RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE DO STJ
Prioridade Estatuto do Idoso
HISTÓRICO DE REPRESENTANTES
Processo:
5035912-60.2023.8.21.7000 / TJRS
Parte:
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO (467.466.090-49) - PESSOA FÍSICA
Procurador Status Data Inclusão Data Desativação Tipo Substabelecimento
(RS050400) EDSON FÁBIO EUZEBIO Ativo 14/02/2023 19:45:24
Parte:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV (92.829.100/0001-43) - ENTIDADE
Procurador Status Data Inclusão Data Desativação Tipo Substabelecimento
(p324930101) THIAGO JOSUE BEN Ativo 28/03/2024 16:21:15
(p291285602) VICTOR HERZER DA
SILVA
Desativado 13/03/2023 17:46:02 28/03/2024 16:21:26 Substituição
(a320939301) CRISTIANE PIRES DAS
NEVES
Desativado 13/03/2023 17:29:41 13/03/2023 17:46:02 Substituição
(P-291285602) VICTOR HERZER DA
SILVA
Desativado 14/02/2023 19:45:24 13/03/2023 17:29:42 Substituição
(e-STJ Fl.1)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 1
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DISTRIBUIDO_POR_SORTEIO
14/02/2023 19:45:24
RS050400 - EDSON FÁBIO EUZEBIO - ADVOGADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
1
Complemento:
Ref. ao Despacho/Decisão do(s) evento(s) 24 do processo originário.
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.2)
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DO
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Ref.: Proc. nº 5003591-03.2012.8.21.0001
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHOS, já qualificados nos autos em epígrafe,
que move em face do INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL,
igualmente qualificado, vêm, respeitosamente, perante Vossa(s) Excelência(s), na forma do art.
1.015 e seguintes do CPC, interpor o presente:
RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO
face a r. decisão veiculada no evento 24, exarada pela 7ª Vara da Fazenda Pública
do Foro Central da Comarca de Porto Alegre/RS, nos autos da ação retro epigrafada, na forma da
fundamentação das razões que a seguir passa a expor.
Outrossim, informa que dispensado o preparo para o presente diante do
deferimento do benefício de AJG (Ev.3, PROCJUDIC1, pg. 42).
Porto Alegre/RS, 08 de fevereiro de 2023.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZÉBIO
Advogado / OAB50400
(e-STJ Fl.3)
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EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
RECURSO
DE
AGRAVO DE INSTRUMENTO
Agravante: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHOS
Adv.: EDSON FÁBIO EUZÉBIO – OAB/RS Nº 50.400
Agravado: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Adv.: VICTOR HERZER DA SILVA - P291285602
(e-STJ Fl.4)
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COLENDA CÂMARA
EMÉRITOS DESEMBARGADORES/JULGADORES
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) RELATOR(A)
O agravante, já qualificado nos autos retro epigrafados, não se conformando, data
vênia, com a r. decisão veiculada no evento 24, vem, respeitosamente, na forma da regra do art.
1.015 e seguintes do CPC, interpor o presente recurso de agravo de instrumento, pelas razões de
fato e de direito que a seguir expõe:
1 – PRELIMINARMENTE. CABIMENTO. TEMPESTIVIDADE.
Em sede de preliminar, importa trazer a lume o cabimento e a tempestividade do
presente.
Com efeito, tratando-se de processo em fase de cumprimento de sentença,
cabível o recurso de agravo de instrumento no prazo de 15 dias, na forma da regra do art. 1.015,
parágrafo único, CPC.
Quanto ao preparo, dispensado o preparo para o presente diante do deferimento
do benefício de AJG (Ev.3, PROCJUDIC1, pg. 42).
Assim, cabível, atempado e adequadamente instruído, é caso de conhecimento
do presente recurso, para análise das suas razões para reforma, como segue:
2 – DATA INICIAL DO CÁLCULO. NÃO INCIDÊNCIA DE PRECLUSÃO.
MATÉRIA EX LEGE POSSIBILIDADE.
O cerne do presente recurso está no ponto de que, por força de lei expressa,
matéria ex lege, não corre prescrição contra incapaz, no caso contra o autor.
Contudo, o MM. Juízo a quo, olvidou de tal particular e negando vigência à lei
expressa, alegou que a questão estaria preclusa.
Tal entender, renovada máxima vênia, apresenta-se equivocado e contrário
a mens legis de tal regra protetiva dado aos incapazes (regra vigente da época no art. 169, inciso I
do Código Civil), “não podendo residir em um sentido contrário ao fim criado pelo legislador, nem
gerar "contradições ou incoerências jurídicas"”. (STJ-RESP1458694).
Ou seja, a matéria de não ocorrência de prescrição aos absolutamente
incapazes é ex officio, decorrente de Lei expressa, não precluindo ou convalescendo-se por atos
contrários à mesma (contrários à Lei e sua finalidade), não sendo jurídico, nesses termos,
(e-STJ Fl.5)
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pretender-se que "autor, absolutamente incapaz, interditado, sofrer prescrição de prestações
anteriores a 5 anos do ajuizamento da ação, quer por decisão com error in procedendo, quer
em razão de aplicação do Dec. 20.910/32, que não pode afastar a regra geral do código civil,
sob pena de as suas disposições irem de encontro à própria mens legis.” "O intuito protetivo
da norma relacionada aos absolutamente incapazes não poderá acarretar situação que acabe
por prejudicá-los, fulminando o exercido de suas pretensões, sobretudo se isso resulta em
desvantagem quando comparados com os considerados maiores civilmente”.
Nesse sentido, por exemplo:
APELAÇÃO CIVEL. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. PENSÃO POR MORTE.
RESTABELECIMENTO BENEFÍCIO. FILHA SOLTEIRA. MAIOR
INCAPAZ. SENTENÇA PROFERIDA COM BASE NO ART. 332 DO CPC.
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. NÃO OCORRÊNCIA. INCAPACIDADE
SUPERVENIENTE À MAIORIDADE. IRRELEVÂNCIA. INTERDIÇÃO
DECLARADA POR SENTENÇA JUDICIAL. I) Não corre o prazo
prescricional contra absolutamente incapaz, conforme o art. 198, inc. I, do
Código Civil/2002 e do art. 169, inc. I, do Código Civil/1916. II) O art. 9º,
inciso I e § 5º, da Lei Estadual nº 7.672/82 considera dependente do segurado,
dentre outros, a filha inválida, independente da invalidez ser absoluta ou
relativa e sem estabelecer qualquer restrição ao fato de ser superveniente à
maioridade previdenciária ou ao óbito do servidor (...) IV) Se pode observar
da vasta documentação acostada na presente demanda, que a patologia
sofrida pela ora apelante não a possibilitou que tivesse condições de levar
uma vida de plenas capacidades, especialmente, de exercer atividade laboral
que proveja o sustento próprio. E justamente por esse motivo, capacidade
mental deficitária, foi decretada a interdição judicial no ano de 2016. Ainda,
a regra do artigo 9º da Lei nº 7.672/82 não especifica que a invalidade deva
ser absoluta para assegurar direito ao benefício previdenciário da pensão,
deve ser concedido o benefício da pensão por morte à parte autora, na
condição de filha inválide de ex-segurado falecido. V) O termo inicial do
pagamento do benefício deve ser a data do pedido administrativo,d
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ANTERIOR. TESES NÃO REBATIDAS EM MOMENTO OPORTUNO. QUESTÕES DE ORDEM PÚBLICA.
PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
POSSIBILIDADE. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1 . A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça manifesta-se no sentido de que se sujeitam ''à
preclusão consumativa as questões decididas no processo, inclusive as de ordem pública, que não
tenham sido objeto de impugnação recursal no momento próprio'' (REsp 1.745.408/DF, Rel. Ministro
Ricardo Villas Bôas Cueva, Rel. p/ Acórdão Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em
12/03/2019, DJe 12/04/2019).
2. No caso em exame, além de os temas referentes à ilegitimidade ativa do recorrido e à inexigibilidade do título
de crédito já terem sido objeto de decisão, não foram impugnados pela recorrente em momento oportuno.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp 1842557/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/09/2021, DJe 22/09/2021). Grifei.
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE. PRECLUSÃO. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS.
I Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será
determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de
Processo Civil de 2015 para os presentes embargos de declaração.
II A fundamentação adotada no acórdão é suficiente para respaldar a conclusão alcançada, pelo que ausente
pressuposto a ensejar a oposição de embargos de declaração, nos termos do art. 1.022 do Código de Processo
Civil de 2015.
III A alegação de temas que não foram suscitados nas contrarrazões do Recurso Especial, sendo
trazidos tão somente em sede Embargos de Declaração, configura indevida inovação recursal e impede
o conhecimento da insurgência, em decorrência da preclusão consumativa, ainda que verse sobre
matéria de ordem pública.
(...)
(EDcl no REsp 1725452/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
14/09/2021, DJe 22/09/2021) [Grifei]
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
QUE REJEITA A ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. RECORRIBILIDADE IMEDIATA POR AGRAVO DE
INSTRUMENTO. POSSIBILIDADE. CABIMENTO DO RECURSO COM BASE NO ART. 1.015, II, DO
CPC/2015. PRECLUSÃO. OCORRÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA. TEORIA DA ASSERÇÃO. VIOLAÇÃO
AO CONTRADITÓRIO E À LEGÍTIMA DEFESA. AUSÊNCIA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL
PREJUDICADA. JULGAMENTO EXTRA PETITA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 5 E 7
DO STJ.
1- A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se consolidou no sentido de que as decisões
interlocutórias que se pronunciam sobre a decadência ou a prescrição, seja para reconhecê-la, seja para
afastá-la, versam sobre o mérito do processo, motivo pelo qual são agraváveis com base no art. 1.015, II,
do CPC/2015. Precedentes.
2- A abordagem da matéria relativa à prescrição em decisão interlocutória, sob a égide do CPC/2015,
deve ser atacada por Agravo de Instrumento, sob pena de preclusão.
(...)
(AgInt no REsp 1931519/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 30/08/2021,
DJe 02/09/2021). Grifei.
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DECISÃO QUE
DETERMINA PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL E AFASTA PRESCRIÇÃO. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ART. 1.015 DO CPC/2015. HIPÓTESES DE CABIMENTO.
1. Na espécie, o acórdão proferido pela Corte de origem assentou a inexistência de previsão legal para
recorribilidade imediata da decisão que deferiu a realização de prova pericial e afastou a prejudicial
de prescrição.
2. Contudo, ao decidir pelo não cabimento do agravo de instrumento, o Tribunal a quo dissentiu da
jurisprudência deste Sodalício sobre o tema, segundo a qual "Cabe agravo de instrumento contra
decisão que reconhece ou rejeita a ocorrência da decadência ou da prescrição, incidindo a hipótese do
inciso II do art. 1.015 do CPC/2015" (REsp 1.772.839/SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta
Turma, julgado em 14/5/2019, DJe 23/5/2019).
3. Note-se que o mesmo entendimento pelo cabimento do agravo de instrumento é aplicável no que se refere à
pretensão relativa à redistribuição do ônus da prova. Precedente.
4 . Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no REsp 1863039/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 14/09/2020, DJe
18/09/2020). Grifei.
E desta Corte:
APELAÇÃO CÍVEL. LICITAÇÃO E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. AÇÃO DE
COBRANÇA. PRESCRIÇÃO AFASTADA EM DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. MATÉRIA PRECLUSA. APELO
NÃO CONHECIDO. Consoante reiterada jurisprudência, a despeito de se tratar de matéria de ordem
pública, a prescrição sujeita-se à preclusão, quando já tiver sido apreciada em decisão anterior no
curso do processo. Incidência do disposto no art. 507 do CPC. Assim, no caso, considerando que a parte ré
não interpôs o recurso de agravo de instrumento contra a decisão interlocutória que rejeitou a prescrição (art.
1.015, II, do CPC), encontra-se preclusa a matéria, impondo-se o não conhecimento do recurso, que versa
exclusivamente sobre a prescrição. APELO NÃO CONHECIDO. (Apelação Cível, Nº 50051554520218210019,
(e-STJ Fl.49)
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Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Lúcia de Fátima Cerveira, Julgado em: 28-06-2023).
Grifei.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PÚBLICO NÃO
ESPECIFICADO. TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. EXCEÇÃO DE PRÉ-
EXECUTIVIDADE NÃO CONHECIDA NA ORIGEM POR CONFIGURAÇÃO DE PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
CONFIRMAÇÃO. MATÉRIA JÁ ENFRENTADA NA ORIGEM EM DECISÃO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO E DE OMISSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DO JULGADO. MERA
INSATISFAÇÃO COM RELAÇÃO AO RESULTADO DO JULGAMENTO. PREQUESTIONAMENTO.
DESNECESSIDADE. 1. O acórdão hostilizado encontra-se adequadamente fundamentado, sem contradições
ou omissões, e não se enquadra em quaisquer das hipóteses que dão ensejo à interposição de embargos de
declaração, pretendendo a parte, em verdade, provocar a revisão e/ou modificação do julgado. A mera
insatisfação com o julgado não enseja interposição de embargos de declaração, pois não se coaduna com o
disposto no art. 1.022 do CPC/2015, nem com sua natureza e função. 2. Inexiste omissão quanto à análise do
argumento recursal da preclusão ser matéria de ordem pública e poder ser invocada e julgada a
qualquer tempo e grau de jurisdição, quando o acórdão embargado enfrentou o tema, afastando a tese
recursal, conforme entendimento consolidado em precedentes do STJ e desta Corte Gaúcha, no sentido
de que mesmo as matérias de ordem pública, como no caso da prescrição, sujeitam-se
à preclusão quando a parte executada dispunha do recurso cabível para enfrentar a matéria, mas tal
recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva decisão. Assim, a matéria está preclusa,
não podendo ser reapreciada nestes autos novamente. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.
(Embargos de Declaração Cível, Nº 70085360014, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Ricardo Torres Hermann, Julgado em: 28-10-2021). Grifei.
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE
RELAÇÃO JURÍDICA-TRIBUTÁRIA. REDIRECIONAMENTO AOS SÓCIOS. PRECLUSÃO. Em 03/12/2014, a
parte ora apelada ajuizou ação declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária contra o Estado do Rio
Grande do Sul requerendo a nulidade da decisão que a incluiu no polo passivo da execução fiscal nº
005/1.06.000829-0, bem como a desconstituição das penhoras realizadas por força do feito executivo (fls.
02/14). Ocorre que a execução fiscal foi ajuizada em 10/02/2006, e o redirecionamento ao sócio ocorreu em
31/01/2008. Assim, a irresignação do apelado deveria ter sidoarguida nos autos da própria ação
executiva ou por meio de embargos à execução e no momento oportuno, e não através da presente
demanda, ajuizada seis anos após a decisão judicial que deferiu o redirecionamento do feito executivo
fiscal. Evidente a preclusão temporal da matéria. À UNANIMIDADE, DERAM PROVIMENTO AO RECURSO.
(Apelação Cível, Nº 70085172237, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: João Barcelos
de Souza Junior, Julgado em: 26-08-2021). Grifei.
APELAÇÕES CÍVEIS. REEXAME NECESSÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. ICMS.
DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA EMPRESA. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO AOS SÓCIOS.
POSSIBILIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÓCIA-GERENTE QUE ADQUIRIU AS COTAS POR
DOAÇÃO. NULIDADE DA DOAÇÃO DECLARADA EM AÇÃO POSTERIORMENTE AJUIZADA. ANÁLISE
DA QUESTÃO NA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. (...) Ilegitimidade
passiva. Nulidade da doação das cotas sociais da empresa. Preclusão. O pedido de reconhecimento da
ilegitimidade passiva da embargante para responder pelos débitos tributários fundados no
reconhecimento da nulidade da doação das cotas sociais da empresa devedora foi analisado por meio
de petição anexada à execução fiscal e recebida, no juízo a quo, como exceção de pré-executividade, a
qual foi julgada na origem, com o desacolhimento da tese. Devidamente intimadas as partes da decisão
que reconheceu a legitimidade passiva da sócia, não houve a interposição de qualquer recurso pela
parte interessada. Preclusa, portanto, está a matéria, sendo defesa a reanálise da questão por meio do
presente recurso. (...) POR MAIORIA, NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO DA
EMBARGANTE, VENCIDA A REVISORA, E À UNANIMIDADE, DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO
RECURSO DE APELAÇÃO DO ESTADO. SENTENÇA CONFIRMADA, NO MAIS, EM REEXAME
NECESSÁRIO.(Apelação Cível, Nº 70045697521, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Adriana da Silva Ribeiro, Julgado em: 11-09-2014). Grifei.
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E
REPARAÇÃO DE DANO MORAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
PRESCRIÇÃO. QUESTÃO JÁ ANALISADA EM ANTERIOR DECISÃO. É vedado à parte discutir no curso
do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão, ainda que se trate de
matéria de ordem pública. No caso concreto, a prescrição foi rejeitada no curso do processo, motivo
pelo qual não pode a parte pretender a reapreciação da matéria. PRELIMINAR DE SENTENÇA EXTRA
PETITA. PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO DO PEDIDO. Consoante os princípios da adstrição e da vinculação do
juiz aos fatos da causa deve haver estrita relação entre a sentença, a causa de pedir e o pedido, sendo vedada
a sentença extra petita. Na hipótese, a sentença restringiu-se aos pedidos. Preliminar rejeitada. (...) APELAÇÃO
PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA PARTE, DESPROVIDA.(Apelação Cível, Nº 70082864034, Décima
Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Antonio Angelo, Julgado em: 26-08-2021). Grifei.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS DE TERCEIROS. PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE. MATÉRIA ATINGIDA PELA COISA JULGADA. OPEROU-SE NO CASO CONCRETO A
PRECLUSÃO CONSUMATIVA, VISTO QUE HÁ DECISÕES ANTERIORES SOBRE AS QUESTÕES
TRAZIDAS PELA RECORRENTE, MESMO EM SE TRATANDO DE MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA.
INCIDÊNCIA DO ART. 507, DO CPC. A REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JÁ ENFRENTADA NO ACÓRDÃO E
CONSEQUENTE REJULGAMENTO DO FEITO NÃO SE AMOLDA ÀS HIPÓTESES DO ART. 1022, DO CPC.
AUSÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO (ART. 1.022, DO CPC). EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.(Apelação Cível, Nº 50000501920158210045, Vigésima Primeira Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Aurélio Heinz, Julgado em: 26-05-2021). Grifei.
(e-STJ Fl.50)
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5035912-60.2023.8.21.7000 20004328001 .V17
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA JÁ DECIDIDA EM RECURSO ANTERIOR.
PRECLUSÃO. GRAVAÇÃO AMBIENTAL POR UM DOS INTERLOCUTORES. AUSÊNCIA DE SIGILO OU
RESERVA. LICITUDE DA PROVA. FAVORECIMENTO DE JURISDICIONADO. COMPROVAÇÃO. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, MORMENTE À MORALIDADE E À IMPESSOALIDADE.
PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE NA SANÇÃO COMINADA. 1. Não obstante a prescrição se
trate de matéria de ordem pública, uma vez alegada, discutida e decidida, e não havendo recurso das
partes, opera-se a preclusão. Na hipótese, a questão relativa à prescrição já foi amplamente debatida no
feito, tendo havido pronunciamento deste Tribunal acerca do tema por ocasião do julgamento da
apelação cível de nº 70063131429, na qual decidiu-se pela inocorrência de prescrição, determinando-se
o recebimento da petição inicial da presente ação civil pública. Assim, a questão está acobertada pelos
efeitos da preclusão. (...)i. APELAÇÃO CÍVEL DESPROVIDA. UNÂNIME.(Apelação Cível, Nº 70083563973,
Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luiz Felipe Silveira Difini, Julgado em: 26-
11-2020). Grifei.
Sob esse prisma, em que pese as matérias invocadas configurem de ordem pública, passíveis de
serem reconhecidas de ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já decida
nos autos, conforme o já citado art. 505 do Código de Processo Civil.
Destarte, impõe-se a manutenção da decisão agravada, na medida em que corretamente julgou
preclusas as matérias arguidas.
Por tais razões, voto por NEGAR PROVIMENTO ao agravo de instrumento.
Documento assinado eletronicamente por LAURA LOUZADA JACCOTTET, Desembargadora Relatora , em 31/8/2023, às 8:59:55, conforme art. 1º,
III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site https://eproc2g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?
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Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): LAURA LOUZADA JACCOTTET
Data e Hora: 31/8/2023, às 8:59:55
1. A clássica divisão é de Giuseppe Chiovenda (Cosa juzgada y preclusión, in “Ensayos de Derecho Procesal Civil”, trad. por Santiago Santis Melendo,
Buenos Aires, Ediciones Jurídicas Europa-America, 1949, pp. 226 e seguintes).
(e-STJ Fl.51)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
RELATORA: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
EMENTA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
DECISÃO AGRAVADA QUE RECONHECEU A PRECLUSÃO DAS MATÉRIAS VENTILADAS
PELO EXEQUENTE. MANUTENÇÃO.
1. Do compulsar do caderno processual, depreende-se que dezembro de 2009 o ora agravante iniciou
cumprimento de sentença contra o IPERGS fundado em título executivo judicial, oriundo da ação de
conhecimento para integralização de pensionamento por morte, pago pelo executado, na forma do art.
40, § 7°, da CF. Interposto recurso de apelação pela autarquia, obteve, em junho de 2007, provimento
apenas para alterar juros moratórios para 6% ao ano. Oposta impugnação pela autarquia, restou
acolhida, em 26/06/2013, para que os juros de mora e correção monetária respeitem o título executivo
judicial em cumprimento e, após a vigência da Lei n. 11.960/2009, a correção observe os mesmos
percentuais da caderneta de poupança. Ainda, determinada a amortização dos valores de
responsabilidade do INSS, como se vivo fosse. Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal,
agravo de instrumento, não conhecido em decisão de novembro de 2015. Opostos embargos de
declaração pelo exequente, não restaram conhecidospor razões dissociadas em abril de
2016. Novamente irresignado, o agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não
admissão também por razões dissociadas. Decorridos nove anos da primeira decisão, após a
atualização do cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de 2022, retomou
a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser absolutamente incapaz, o
que impediria a fluência do prazo prescricional. Assim, sobreveio a decisão agravada, entendendo que
as matérias invocadas pelo exequente já foram objeto de decisão e recursos ao longo do feito,
encontrando-se preclusas. Irresignado, o exequente interpôs o presente recurso, buscando afastar a
preclusão atinente à imprescritibilidade contra incapazes e aplicação dos Temas n. Temas 905 do STJ
e 810 do STF quanto à correção monetária e juros de mora do título executivo judicial executado.
2. A doutrina costuma designar a preclusão como a perda de uma faculdade processual, podendo
ocorrer por três motivos: pelo seu não exercício em dado prazo (temporal), pelo anterior exercício da
faculdade processual (consumativa) e por exercício de ato anterior que seja incompatível com o
posterior (lógica). A respeito, fulcro no art. 505 do Código de Processo Civil, defeso ao Julgador
reapreciar questão já decidida, por incidência da preclusão consumativa.
3. In casu, diversamente do que alega a parte agravante, inclusive as matérias de ordem pública, como
no caso da prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada
dispunha do recurso cabível para enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi
conhecido, transitando em julgado a respectiva decisão. Nessa direção, evidente que a discussão
presente se encontra preclusa. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e desta Corte.
4. Ademais, em que pese as matérias invocadas configurem de ordem pública, passíveis de serem
reconhecidas de ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já
decida nos autos, conforme o já citado art. 505 do Código de Processo Civil. Destarte, impõe-se a
manutenção da decisão agravada, na medida em que corretamente julgou preclusas as matérias
arguidas.
NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. UNÂNIME.
ACÓRDÃO
(e-STJ Fl.52)
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Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 2ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao agravo
de instrumento, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que integram o presente julgado.
Porto Alegre, 30 de agosto de 2023.
Documento assinado eletronicamente por LAURA LOUZADA JACCOTTET, Desembargadora Relatora , em 31/8/2023, às 8:59:55, conforme art. 1º,
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Evento 23
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04/09/2023 17:51:37
VERIDIANASANTOS - VERIDIANA RIBEIRO DOS SANTOS - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
23
Agravante:
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
15/09/2023 00:00:00
Data Final:
06/10/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
EDSON FÁBIO EUZEBIO
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Evento 24
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EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
04/09/2023 17:51:37
VERIDIANASANTOS - VERIDIANA RIBEIRO DOS SANTOS - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
24
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
15/09/2023 00:00:00
Data Final:
30/10/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
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(e-STJ Fl.55)
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Evento 25
Evento:
Data:
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Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
04/09/2023 17:51:37
VERIDIANASANTOS - VERIDIANA RIBEIRO DOS SANTOS - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
25
MinistÉrio pÚblico:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
06/09/2023 00:00:00
Data Final:
20/10/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
MARIA LORENI CARGNELUTTI
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(e-STJ Fl.56)
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Evento 26
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CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
05/09/2023 14:20:30
MP-PEDROTTI - MARCELO LISCIO PEDROTTI - PROCURADOR
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
26
Complemento:
Refer. ao Evento: 25
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(e-STJ Fl.57)
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Evento 27
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CIENCIA_COM_RENUNCIA_AO_PRAZO___REFER__AO_EVENTO__25
05/09/2023 14:20:30
MP-PEDROTTI - MARCELO LISCIO PEDROTTI - PROCURADOR
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
27
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(e-STJ Fl.58)
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Evento 28
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
14/09/2023 23:59:59
SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
28
Complemento:
Refer. aos Eventos: 23 e 24
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.59)
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Evento 29
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EMBARGOS_DE_DECLARACAO___REFER__AO_EVENTO__23
25/09/2023 17:57:19
RS050400 - EDSON FÁBIO EUZEBIO - ADVOGADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
29
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.60)
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A)RELATOR(A) DA 2ª
CAMARA CÍVEL DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Proc.: 5035912-60.2023.8.21.7000
Obj.: MANIFESTAÇÃO. EMBARGOS
DECLARATÓRIOS.
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, já qualificado nos autos do processo em
epígrafe que move em face do INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL (IPERGS), vem, respeitosamente, à presença desse MM. Juízo, por seu
advogado, apresentar EMBARGOS DECLARATÓRIOS, face de omissão e ou contradição contida no
acórdão de ev. 22, como segue:
a) Inicialmente importa trazer à lume e registrar que os embargos declaratórios,
máxima vênia, não constituem crítica ao Juízo prolator, mas, antes pelo contrário, servem como
contribuição ao devido processo legal para afastar obscuridades, omissões ou contradições, como no
caso. Nesse sentido:
STF - AP 516 ED / DF DA PRESCRIÇÃO RETROATIVA DA
PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO, SUPERVENIENTES À
SESSÃO DE JULGAMENTO E ANTES DA PUBLICAÇÃO DO
ACÓRDÃOCONDENATÓRIO. EMBARGOS PROVIDOS. 1 - Os em
bargos de declaração não consubstanciam crítica ao ofício judicant
e, mas lhe servem ao aprimoramento, devendo o órgão apreciá-los
com espírito de compreensão, por consubstanciarem verdadeira
contribuição da parte em prol do devido processo legal, havendo,
inclusive, corrente jurisprudencial que admite a extrapolação do
âmbito normal da eficácia dos embargos quando, utilizados para
sanar omissões, contradições, obscuridades
ou equívocos manifestos, impliquem modificação do que restou
decidido no julgamento embargado Precedentes: AI (Ag-Edcl)
163.047, relator Ministro Marco Aurélio, DJ de 8.3.96; RE (Edcl)
207.928, relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 14.4.98 GN.(STF
- AP-ED 516/DF, rel.: MIN. LUIZ FUX, J. 05.12.2013).
b) Outrossim, quanto à tempestividade, tratando-se de embargos de declaração,
cabível o presente no prazo de 05 (cinco) dias na forma do art. 1.022 CPC. No caso, o prazo teve
início em 15/09/2023 e, considerando as suspensões da ORDEM DE SERVIÇO Nº 011/2023-P e CGJ
(anexa), em razão das chuvas intensas, enxurradas e inundações que atingiu o Estado do Rio Grande
do Sul e feriado estadual na data de 20/09/2023, o prazo findar-se-á em 25/09/2023, estando cabível
e atempado o presente.
(e-STJ Fl.61)
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c) Dito isso, importa apresentar o mérito do presente, cujo, renovada maxima venia,
assentam em pequena omissão e ou contradição no v. Acórdão de ev. 22, cujo não analisou o mérito
no tocante aos Temas 810/STF e 905/STJ como critérios de correção monetária e juros, bem como,
negou provimento a não incidência de preclusão quanto aos incapazes, consoante fixado pela
interpretação da Lei Federal dada pelo próprio STJ.
d)Vejamos, pois, detalhadamente as razões para a retificação.
d.1) DA OMISSÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA PELA TR. LIMINAR DAS ADINS
4357 e 4425 REVOGADAS. TEMA 810/STF. SEM MODULAÇÃO DE EFEITOS. APLICAÇÃO DE
IGPM E IPCAE. TEMA 905/STJ.
No tópico, consoante retro adiantado, obrou em omissão o v. acórdão de ev. 22, ao
não analisar e ou manifestar-se a respeito da aplicabilidade ao presente caso, do Tema 810/STF e
905/STJ.
Consoante desde muito pacificado por esse e. TJRS e demais instâncias superiores
(STJ e STF), tratando-se de matéria processual, a modificação das mesmas incidem nos processos
em andamento, como no caso (matéria de ordem pública de trato sucessivo).
Assim, incidente no caso o Tema 905/STJ e 810/STF, mormente verificado
que sequer houve expedição de Precatório/RPV no caso dos autos, estando a execução em plena
tramitação, não havendo a possibilidade de ocorrer preclusão em algo decorrente de Lei, de ordem
pública, com efeito vinculante, oriunda do egrégio STF (tanto assim que não houve modulação de
efeitos na mesma).
Outrossim, tal requerimento de observância ao Tema 905 e 810/STF encontra-se
em exata consonância e alinhado com a jurisprudência desse TJRS e do STJ. em casos como o
presente.
É que, com efeito, na época, eram vigentes as liminares da ADI 4357 e ADI 4425,
onde, provisoriamente, restou determinada a aplicação do índice de TR, como correção monetária
dos débitos da Fazenda Pública, sendo, ao depois, revogadas pela decisão em conjunto das ADINs
e RE 870947 pelo STF, consolidado no TEMA 810/STF, que julgou inconstitucional o índice de TR
para corrigir débitos da fazenda pública, se modulação de efeitos.
Assim, havendo, como há, ressalva quanto a possibilidade de revisão e aplicação
do Tema 810/STF e 905/STJ nos casos em que houve a expedição do Precatório/RPV após tal
decisão (25/03/2015), esta, é medida que se impõe. Nesse sentido, por exemplo:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. CORREÇÃO MONETÁRIA. TEMA
810 DO STF E 905 DO STJ. APLICAÇÃO A QUALQUER TEMPO. PRECATÓRIO
EXPEDIDO APÓS 2015. 1. É pacífico o entendimento jurisprudencial neste colegiado
acerca da possibilidade de aplicação a qualquer tempo dos índices de atualização
monetária previstos nas teses firmadas pelas Cortes Superiores (Tema 810 do STF e
905 do STJ). 2. Em tendo sido expedido o precatório após a modulação de efeitos
decidida pelo STF nas ADIs nº 4.357 e 4.425 (25/03/2015), bem como ainda não
extinto o cumprimento de sentença, possível a revisão do índice de correção
monetária. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (Agravo de Instrumento, Nº
(e-STJ Fl.62)
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52099329820218217000, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Francesco Conti, Julgado em: 10-12-2021). (g.n).
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. IMPUGNAÇÃO À FASE DE
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA
DA CONDENAÇÃO. TEMA Nº 810- STF E TEMA Nº 905-STJ. PRECLUSÃO OU
OFENSA À COISA JULGADA. INOCORRÊNCIA. TEMAS Nº 491 E Nº 492 DOS
REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA TESE
FIRMADA NO TEMA Nº 408 DOS REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA E DO VERBETE 519. 1. As normas que dispõem sobre correção monetária
são de caráter processual e, portanto, de aplicabilidade imediata a partir da vigência
da lei, conforme posição do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp nº
1.205.946-SP (Temas nºs 491 e 492). 2. O Supremo Tribunal Federal concluiu o
julgamento do Tema nº 810 e proclamou a inconstitucionalidade da aplicação da
fórmula da decisão agravada. Tal decisão referenda o entendimento firmado pelo
Superior Tribunal de Justiça no Tema nº 905. 3. Por isso, revela-se necessário
alterar o critério de atualização monetária estabelecido pela decisão objurgada,
determinando a aplicação da variação do IPCA-e no período que se iniciou em
29JUN09. 5. Aplicação ao caso do entendimento materializado no verbete nº 568 da
Súmula do Superior Tribunal de Justiça e no art. 206, XXXVI, do RITJRS, bem
como no art. 927, III, do CPC c/c art. 932, V, “b”, do CPC. AGRAVO DE
INSTRUMENTO PARCIALMENTE PROVIDO. DECISÃO
MONOCRÁTICA.(Agravo de Instrumento, Nº 70084446608, Terceira Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson Antônio Monteiro Pacheco, Julgado em:
31-08-2020).
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. IPERGS. AFASTAMENTO DA
PRESCRIÇÃO. PESSOA ABSOLUTAMENTE INCAPAZ. PENSÃO POR MORTE
JÁ CONCEDIDA. DIREITO À PARIDADE. SÚMULA 340 DO STJ. ÓBITO DO EX-
SEGURADO APÓS A VIGÊNCIA DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/2003.
APOSENTADORIA QUE PREENCHE OS REQUISITOS DOS ARTIGOS 3º E 7º DA
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 43/01, BEM COMO O ARTIGO 3º DA EMENDA
CONSTITUCIONAL 47/05. TEMA 396 DO STF. APLICAÇÃO DO INPC COMO
ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA. TEMAS 810 (STF) E 905 (STJ).
IMPOSSIBILIDADE. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MANUTENÇÃO. I) Não
corre o prazo prescricional contra absolutamente incapaz, conformeo art. 198, inc. I,
do Código Civil/2002 e do art. 169, inc. I, do Código Civil/1916. I) Conforme o disposto
na Súmula 340 do STJ, a lei aplicável à concessão de pensão previdenciária é aquela
vigente na data do óbito do segurado. II) A EC nº 47/05 garantiu o direito à paridade,
ainda que o óbito do instituidor da pensão tenha ocorrido após a EC nº 41/03, desde
que já estivesse aposentado com proventos integrais. O Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do RE 603.580/RJ (TEMA 396), em sede de repercussão geral, assentou que
“Os pensionistas de servidor falecido posteriormente à EC 41/2003 têm direito à
paridade com servidores em atividade (EC 41/2003, art. 7º), caso se enquadrem na
regra de transição prevista no art. 3º da EC 47/2005. III) No caso concreto,
considerando que o servidor faleceu em 22/02/2013, mas era aposentado com
implemento integral desde 08/06/2012, cumprido todos os requisitos para obtenção
desses benefícios, com base nos critérios da legislação então vigente, portanto de
acordo com os artigos 3º e 8º da EC 41/03 e art. 3º da EC 47/05, faz jus o autor à
paridade que pleiteia. IV - Inviável a aplicável da TR como pretendido pela autarquia,
devendo, por se tratar de condenação judicial de natureza previdenciária imposta à
Fazenda Pública, incidir atualização monetária pelo INPC - Temas 810 (STF) e 905
(STJ).(...). APELO DO IPERGS DESPROVIDO. APELO DO AUTOR
PARCIALMENTE PROVIDO. (Apelação Cível, Nº 51141678220208210001, Vigésima
(e-STJ Fl.63)
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Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Francisco José Moesch,
Julgado em: 18-11-2021)
Destarte, por qualquer ângulo examinado tem-se que, na esteira dos Precedentes,
é possível a revisão do capítulo dos consectários legais fixados no título judicial (Temas 905/STJ e
810/STF), em fase de liquidação ou cumprimento de sentença, em virtude da alteração operada pela
lei nova, em execuções ainda em andamento sem expedição do precatório(s)/RPV(s), como no caso,
determinndo-se a remessa à Contadoria para o cálculo adequado observados os parâmetros do Tema
905 e 810/STF. Nesse sentido, v.g. (STJ - REsp 1.111.117/PR e REsp 1.111.119/PR, Corte Especial,
DJe 2.9.2010 - submetido ao regime dos recursos repetitivos). (...) (AgInt no REsp 1565926/MT, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, julgado em 05/09/2019, DJe 22/10/2019).
d.2) DA CONTRADIÇÃO JURÍDICA. ABSOLUTAMENTE INCAPAZ.
MATÉRIA EX LEGE E EX OFFICIO. ART. 198, I C/C ART. 3º, II, CÓD. CIVIL
No tópico, obrou em omissão que gerou contradição no v. acórdão de ev. 22.
É que o exequente é absolutamente incapaz, e, assim, contra o mesmo, por força
expressa de Lei, não corre prescrição ou preclusão sobre direitos seus deferidos em lei.
Com efeito, a ratio assendi é justamente proteger o incapaz de supressão ou erros
sobre seus direitos, sendo a regra cogente, e não facultativa ao Julgador.
Ou seja, nos termos da regra de regência (art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código
Civil/02 e art. 169, inciso I do CC/16), sendo o autor interditado muito antes do ajuizamento da ação,
tendo, inclusive, requerido autorização para tal perante o Juízo da Curatela (fl., 59, PROCJUDIC2, pg.
14), sendo. pois, absolutamente incapaz – como é o caso – não ocorre prazo prescricional derivada da
proteção dos direitos na forma da lei, não podendo, esta, ser inobservada ou deturpada em razão de
erro material pretérito, dado que o Precatório dos autos ainda não foi expedido, sendo possível a
correção desse erro material a qualquer tempo, na forma da Lei, inclusive ex officio pelo órgão julgador.
Nesse sentido, por exemplo:
APELAÇÃO CÍVEL. SEGUROS. DPVAT. AÇÃO COBRANÇA. INDENIZAÇÃO.
MORTE. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ABSOLUTAMENTE INCAPAZ. SENDO A
PARTE AUTORA ABSOLUTAMENTE INCAPAZ, UMA VEZ QUE RESTOU
INTERDITADA ANTES DO ADVENTO DA LEI 13.146/2015, CONTRA ELA SEQUER
INICIOU O CURSO DO PRAZO PRESCRICIONAL. ART. 198, I, COMBINADO COM
O ART. 3º, II, AMBOS DO CÓDIGO CIVIL. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO
AFASTADA. RECURSO DESPROVIDO.(Apelação Cível, Nº 50033728020198210021,
Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Isabel Dias Almeida, Julgado
em: 26-04-2023)
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. IPERGS. FILHO MAIOR
INCAPAZ. PENSÃO POR MORTE. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO.
INOCORRÊNCIA. INCAPACIDADE SUPERVENIENTE À MAIORIDADE.
IRRELEVÂNCIA. INTERDIÇÃO DECLARADA POR SENTENÇA JUDICIAL.
CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. I – A prescrição deve ser afastada, tendo em vista que
não corre o prazo prescricional contra absolutamente incapaz, conforme o art. 198,
inc. I, do Código Civil/2002 e do art. 169, inc. I, do Código Civil/1916. Além disso, por
ocasião do julgamento do RE 626.489/SE pelo Supremo Tribunal Federal, com
repercussão geral reconhecida (Tema 313), firmou entendimento de que o direito
(e-STJ Fl.64)
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fundamental ao benefício previdenciário pode ser exercido a qualquer tempo, sem que
se atribua qualquer consequência negativa à inércia do beneficiário, reconhecendo que
inexiste prazo decadencial para a concessão inicial de benefício previdenciário. II) O
art. 9º, inciso I e § 5º, da Lei Estadual nº 7.672/82 considera dependente do segurado,
dentre outros, o filho inválido, independente da invalidez ser absoluta ou relativa e sem
estabelecer qualquer restrição ao fato de ser superveniente à maioridade
previdenciária ou ao óbito do servidor. Do § 5º, se depreende que a dependência do
filho maior inválido com relação ao segurado é presumida, sendo desnecessária
comprovação para tanto. III) No caso, o autor foi interditado por sentença judicial
transitada em julgado, em razão de ser portador de graves patologias, sido nomeada
sua mãe como curadora e, após o falecimento desta, seu irmão. Igualmente comprovada
a impossibilidade de o mesmo morar sozinho ou trabalhar, estando vivendo há alguns
anos em uma clínica. APELAÇÃO PROVIDA. UNÂNIME.(Apelação Cível, Nº
70085336410, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Francisco José Moesch, Julgado em: 23-02-2022)
Ou seja, o intuito protetivo da norma relacionada aos absolutamente incapazes, como
não poderia deixar de ser, é no sentido de que contra os mesmos não corre prescrição ou alegação de
preclusão sobre direitos seus, como no caso, mormente observado que dado que o Precatório dos
autos ainda não foi expedido, sendo possível a correção desse erro material a qualquer tempo, na
forma da Lei, inclusive ex officio pelo órgão julgador. Nesse sentido, por exemplo, mutatis mutandis:
SERVIDOR PÚBLICO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. ALEGAÇÃO
DE ERRO MATERIAL. PRECLUSÃO. INOCORRÊNCIA. ÓBICE PARA O
PROSSEGUIMENTO DO FEITO AFASTADO. 1. A decisão objurgada vem estribada
na preclusão acerca da discussão dos critérios do cálculo trazido pela parte executada.
2. É possível a correção da memória do cálculo causada por erro material, já que se
consubstancia em matéria de ordem pública, cognoscível a qualquer tempo, nos termos
do que dispõe o art. 1º-E da Lei nº 9.494/97, ao dar a chance de retificação antes da
expedição do precatório ou da requisição de pequeno valor. Por isso, não se cogita a
preclusão na espécie. 3. Precedentes desta Corte e do Superior Tribunal de Justiça
conferidos. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº
70065396020, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson
Antônio Monteiro Pacheco, Julgado em: 19-05-2016)
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. ERRO MATERIAL NOS CÁLCULOS QUE DERAM
ENSEJO À EXPEDIÇÃO DO PRECATÓRIO. INOCORRÊNCIA DE
PRECLUSÃO/PRESCRIÇÃO. PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO. I – Em
situações em que o excesso de cálculo é evidente, o mesmo perde a figura de mera
matéria de defesa e passa a ter caráter de matéria oficiosa,o que afasta, pois, a preclusão.
Destarte, não só a existência de erro material ou erro de cálculo no cálculo, como
também a existência de excessos que impliquem locupletamento e inaplicabilidade de
dispositivo de Lei de ordem processual, podem ser examinados a qualquer tempo, não
se sujeitando à preclusão/prescrição. (...) (Agravo de Instrumento, Nº 70084309442,
Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Helena Marta
Suarez Maciel, Julgado em: 23-02-2021)
Assim, no caso, sanada tal contradição, merece restar afastada a alegação de
preclusão, por força de lei (como no caso do autor que pessoa interditada judicialmente antes do
ajuizamento da ação constando nos autos até mesmo prévia ação no Juízo da Interdição para autorizar
o ajuizamento da presente ação), declarando-se que não corre prazo prescricional contra incapazes,
nos termos da regra do art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02 e art. 169, inciso I do CC/16169,
inciso I, do Código Civil/16, sendo possível a correção da conta, para afastar tal erro material, dado
(e-STJ Fl.65)
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que, no caso, ainda não houve sequer a expedição do precatório, sendo plenamente viável e
aconselhável a correção de tal erro material, não havendo que se falar em prescrição ou preclusão de
parcelas pretéritas a 5 anos do ajuizamento, no caso.
e) Destarte, surgido outro aspecto ainda não analisado, na assentada anterior, espera
e requer o recorrente que seja conhecido e provido o presente recurso para retificar o acórdão
embargado adequando-o à regra legal de regência ao caso (art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código
Civil/02 e art. 169, inciso I do CC/16), com correção do cálculo que irá futuramente lastrear a expedição
do precatório do cumprimento de sentença do caso dos autos, para observância à aplicação do Tema
810/STF e 905/STJ, aos débitos da Fazenda Pública, bem como quanto a inocorrência de prescrição
ou preclusão sobre parcelas anteriores a 5 anos do ajuizamento da ação, por força expressa de Lei
(art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02), mormente no caso onde, recém, se está em fase de
liquidação, não tendo havido ainda a expedição do precatório do caso dos autos, consoante
fundamentação retro expendida. Nesse sentido:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. APLICAÇÃO DO TEMA 810 DO STF.
SELIC. EC 113/2021. DECISÃO MANTIDA. 1. O Superior Tribunal de Justiça, no
julgamento do AgRg no REsp nº 1.482.821/RS, estabeleceu que não há ofensa à coisa
julgada na aplicação imediata dos índices previstos na Lei nº 11.960/09, que
modificou o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, de modo que a incidência dos referidos
índices deve ocorrer inclusive nas execuções em curso.2. Tratando-se de execução ou
cumprimento de sentença na qual o requisitório ainda não foi expedido, não se aplica
a TR a título de correção monetária. Decisão do Supremo Tribunal Federal no
julgamento do RE nº 870.947 RG/SE (Tema 810) e do Superior Tribunal de Justiça
no julgamento do REsp nº 1.495.146/MG (Tema 905) que determinam a aplicação do
IPCA-E e juros da poupança.3. Aplicação da taxa Selic como índice de correção
monetária a partir de 9-12-2021, nos termos do art. 3º da EC nº 113/2021. AGRAVO
DE INSTRUMENTO DESPROVIDO.(Agravo de Instrumento, Nº
51897459820238217000, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Matilde Chabar Maia, Julgado em: 18-09-2023).
N termos, J. aos autos
Respeitosamente,
P. deferimento.
POA/RS, 22 setembro de 2023.
(e-STJ Fl.66)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 30
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DESPACHO
26/09/2023 12:12:01
KSSILVA - KAYLANE SOUZA DA SILVA - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
30
Complemento:
Sec2CCiv -> GabLLJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.67)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 31
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
PROFERIDO_DESPACHO_DE_MERO_EXPEDIENTE
24/10/2023 07:18:10
LAURALJ - LAURA LOUZADA JACCOTTET - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
31
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.68)
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5035912-60.2023.8.21.7000 20004703598 .V2
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Recebo os presentes embargos declaratórios.
Intime-se a parte embargada nos termos do artigo 1.023, §2º 1, para, querendo, manifestar-se em face
do pedido de efeito infringente.
Após, voltem.
Documento assinado eletronicamente por LAURA LOUZADA JACCOTTET, Desembargadora Relatora , em 24/10/2023, às 7:18:10, conforme art. 1º,
III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site https://eproc2g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?
acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código verificador 20004703598v2 e o código CRC ded9762d.
Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): LAURA LOUZADA JACCOTTET
Data e Hora: 24/10/2023, às 7:18:10
1. Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou
omissão, e não se sujeitam a preparo.§ 2º O juiz intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre os embargos
opostos, caso seu eventual acolhimento implique a modificação da decisão embargada.
(e-STJ Fl.69)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 32
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
24/10/2023 07:18:10
LAURALJ - LAURA LOUZADA JACCOTTET - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
32
Complemento:
GabLLJ -> Sec2CCiv
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.70)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 33
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
24/10/2023 14:19:59
VERIDIANASANTOS - VERIDIANA RIBEIRO DOS SANTOS - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
33
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
10 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
30/10/2023 00:00:00
Data Final:
13/11/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.71)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 34
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
27/10/2023 14:26:16
89027825000103- ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
34
Complemento:
Refer. ao Evento: 33
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.72)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 35
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONTRARRAZOES___REFER__AO_EVENTO__33
27/10/2023 14:26:17
89027825000103 - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
35
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.73)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DESEMBARGADORES DA 2ª CÂMARA CÍVEL DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCESSO: 50359126020238217000
EMBARGANTE: VICENTE DOS SANTOS FILHO
O INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL, nos autos do processo em epígrafe, vem, à presença de Vossa Excelência
apresentar CONTRARRAZÕES AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, pelos fatos e
fundamentos que passa a expor.
1. DAS RAZÕES DO ENTE PÚBLICO
Inicialmente, compete ressaltar que são totalmente descabidos os
aclaratórios opostos, já que inexiste qualquer omissão, contradição ou
obscuridade ou erro material a serem sanados, muito menos matéria passível
de ser reformada por meio de efeito infringente.
O que pretende o ora embargante é rediscutir a matéria e obter
decisão que lhe seja favorável, o que não é possível na via dos embargos de
declaração, motivo pelo qual não devem eles ser conhecidos.
Neste sentido decidiu o Egrégio STF, ao exame da Petição nº
1.812 (AgRgEDcl) – PR, Rel. o Min. Celso de Mello:
“ Embargos de declaração – Caráter infringente – Inadmissibilidade –
Inocorrência dos pressupostos de embargabilidade – Embargos rejeitados. -Os embargos de
declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a
suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. Revelam-se
incabíveis os embargos de declaração, quando, inexistentes os vícios que caracterizam os
pressupostos legais de embargabilidade (CPC, art. 535), vem tal recurso, com desvio de sua
específica função jurídico-processual, a ser utilizado com a finalidade de instaurar,
indevidamente, uma nova discussão sobre a controvérsia jurídica já apreciada pelo Tribunal.
Precedentes. -O recurso de embargos de declaração não tem cabimento, quando, a pretexto de
esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a
1
(e-STJ Fl.74)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (Revista Trimestral de Jurisprudência, vol. 173,
p.29).
Desse modo, os embargos opostos pela parte adversa não
merece ser conhecido.
O acórdão embargado não padece de omissão ou contradição, no
mérito, merecendo manutenção a decisão, inexistindo ausência de análise à luz
dos Temas 810/STF e 905/ST, como quer o embargante, em razão da
ocorrência da preclusão.
O ente público aventou nas contrarazões recursais a configuração
de preclusão. Ainda que se trata de matéria de ordem pública, ocorrente a
preclusão no caso vertente.
Irrelevante os argumentos expostos pelo embarganteq uanto a não
fluência da prescrição em relação ao absolutamente incapaz.
Com efeito, para as partes, a preclusão pode se dar quando o ato
não for praticado dentro do prazo estipulado (preclusão temporal); quando
houver incompatibilidade com um ato anteriormente praticado (preclusão lógica);
ou quando o direito à prática daquele ato já houver sido exercido anteriormente
(preclusão consumativa).
No caso em comento, o autor – por meio de seu representante -
deixou de praticar, no prazo legal, ato que lhe incumbia.
Para bem demonstrar o ocorrido, segue um breve histórico do
cumprimento de sentença. Antes, porém, necessário destacar que há
procuração nos autos em nome do autor, representado pela curadora Carmem
Marilu1 Certidão de Nascimento: ‘Observações: O registrado foi interditado conforme sentença proferida
de Direito da 1. Vara Civel do Foro Regional do Partenon, nesta capital, datada de 24.06.1999, tendo sido
nomeado seu curador Carmem Marilu Silva dos Santos. A interdição foi inscrita no livro E-141, fls. lO7v, sob
103938, conforme anotação à margem do assento.’, outorgando poderes ao Dr. Edson Fábio
Euzébio. Também foi proferido despacho autorizando a curadora a
promover a ação judicial revisional contra o Instituto de Previdência do Estado
consoante despacho da fl. 14 PROCJUDIC2 evento 3:
‘Nos termos do inciso V do art. 1.748 c/c o art.o 1.781, ambos do
Novo Código Civil, autorizo curador a adotar as medidas judiciais necessárias
ao bem da defesa do direito do curatelado nos autos da ação revisional
proposta em face do IPERGS, referida à fs.09. Dil. Porto Alegre, 14 de
Setembro de 2004.’
2
(e-STJ Fl.75)
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Regular, portanto, a representação processual nos termos do
artigo 71 do atual CPC (antigo art. 8. do CPC/73).
Prosseguindo. Às fls. 3-5 do PROCJUDIC8 evento 3 foi proferida,
em junho de 2013, a seguinte decisão:
‘Quanto à correção monetária e os juros, entendo que merece
acolhimento a impugnação do executado, tendo em vista que até a edição da Lei
n° 11.960/2009, a correção monetária e os juros devem observar o título
executivo, sendo que após a edição da referida lei, a correção deve observar os
mesmos percentuais da caderneta de poupança.’
Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de
instrumento, não conhecido consoante ementa ora transcrita (evento 3,
PROCJUDIC9, fls. 10-17):
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. PENSIONISTA INCAPAZ. REVISÃO DE PENSÃO.
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. INTEMPESTIVIDADE RECURSAL.
Não obstante tratar-se de pedido de reconsideração, o Juizo a quo
chegou a receber a petição como Embargos de declaração, mas
deixou de acolhê-lo por manifesta íntempestividade. Em sede de
agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu desta decisão dos
Embargos, não conhecidos por Íntempestividade, tratando-se
efetivamente de nítido pedido de reconsideração da decisão proferida
no final de janeiro de 2014. Ressalte-se que a ínterposíção do presente
recurso data de 30 de julho de 2015 (fl. 02), mas a decisão
efetivamente agravada, como se viu, é de mais de um ano. Deveria o
agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141-142, o que
não fez, vindo a se manifestar ao próprio Juizo a quo três meses após
a intimação da nota de expediente como se viu, com o pedido de
reconsideração de “erro material”, de sorte que o presente recurso de
agravo de instrumento não é conhecido.’
Não satisfeito, às fls. 22-25 do PROCJUDIC9 evento 3, retomou o
debate em sede de embargos de declaração, não conhecidos por razões
dissociadas, verbis:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO
CONHECIDO. RAZÕES DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. As
3
(e-STJ Fl.76)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
razões dos declaratóríos se insurgem quanto ao mérito de recurso que não foi
conhecido, estando, pois, dissociadas do fundamento da decisão. EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS.’
O agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não
admissão também por razões dissociadas (fls. 33-36 PROCJUDIC9 evento 3):
‘O recurso não merece admissão. Com efeito,
verifica-se que o postulante não impugnou os fundamentos da
decisão recorrida, a saber: “Em que pese às razões recursais e
determinação do processamento do recurso, verifico que
efetivamente não pode ser conhecido. Ocorre que a decisão contra
a qual se insurge o recorrente é a de folhas 141-142, cuja
publicação na Nota de Expediente n. 70/2014, foi disponibilizada no
Diário da justiça Eletrônico em 28 de janeiro de 2014 (fi. 300 dos
autos originários). Da decisão, houve pedido de reconsideração,
datado de 22 de abril de 2014, cuja petição nominou o objeto como
"Equívoco Material. Correção a qualquer tempo" (fi. 305). Não
obstante tratar-se de pedido de reconsideração, o juízo a quo
chegou a receber a petição como Embargos, mas deixou de
acoihê-lo por manifesta intempestividade. Em sede de agravo de
instrumento, o ora agravante se insurgiu contra a decisão dos
Embargos de declaração, não conhecidos pelo juízo a quo, por
intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no finai de janeiro de 2014.
Ressalte-se que a interposição do presente recurso data de 30 de
julho de 2015 (fi. 02), mas a decisão efetiva mente agravada, como
se viu, é de mais de um ano. Deveria o agravante ter interposto
recurso da decisão de folhas 141- 142, o que não fez, vindo a se
manifestar ao próprio juízo a quo três meses após a intimação da
nota de expediente como se viu, com o pedido de reconsideração
de "erro material". A decisão de fis. 141/142 contra a qual
efetivamente se insurge o agravante não pode ser alterada, posto
que de erro material não se cogita. Quisesse o ora agravante
modificá-la, deveria interpor o recurso cabível, no prazo legal, o que
não o fez, tratando-se de decisão preclusa, de sorte que o presente
recurso de agravo de instrumento não é por esta Corte conhecido."
4
(e-STJ Fl.77)
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Assim sendo, tendo em vista que o recorrente lançou razões
recursais dissociadas daquilo que foi enfrentado na decisão
recorrida, a presente inconformidade está a merecer a aplicação,
por analogia, da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. E,
uma vez que os fundamentos acima citados não foram impugnados
nas razões recursais, a Súmula n. 283 da Suprema Corte passa a
constituir um óbice a mais ao trânsito da inconformidade. 3. Ante o
exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. Intimem-se.
Decorridos nove anos da primeira decisão, após a atualização do
cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de 2022,
retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização,
aduzindo ser absolutamente incapaz, condição que, segundo ele, impede a
fluência do prazo prescricional. Seguem trechos da petição das fls. 44-47 do
PROCJUDIC12 evento 3:
‘d) DO ERRO MATERIAL. DA HOMOLOGAÇÃO
DOS CÁLCULOS COM ERRO MATERIAL. TEMA 905/STJ E
810 STF. Consoante adiantado, no tópico, a r. sentença da
impugnação apresenta-se com contradição dado que pelo
tema 810/STF e tema 905/STJ os critérios do cálculo devem
obedecer: IGPM até ago/2009 + ipca até data do cálculo
04.04.2022 (fl. 473} + juros de 1% ao mês até ago/2001 e 6%
até julho/09, e depois poupança ate dez/21 e depois SELIC
até data do cálculo 04.04.22 fl.473. “Dos juros e correção
monetária Verifico que os índices utilizados pela Contadoria
Judicial estão de acordo com as decisões do processo, pelo
que merece acolhimento... ” No tópico, não observou o MM.
Juízo a decisão com efeito vinculante do STF, cuja afastou
por inconstitucional a correção monetária pela TR,
apresentando-se com contradição dado que pelo tema
810/STF e tema 905/STJ os critérios do cálculo deve juros de
mora: 1% ao mês e IGPM até junho/09: juros de mora: 0.5%
ao mês e IPCA-E: a partir de julho/2009: juros de mora:
remuneração oficial da caderneta de poupanca e IPCA-E.
Aplicando-se SELIC após dezembro/2021 tendo em vista art.
3° da EC 113/2021 até data do cálculo de fl. 473 (04.04.22):
(…) e) Ademais, No caso dos autos o autor era e é
5
(e-STJ Fl.78)
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absolutamente incapaz, interditado, cfe consta dos autos, de
modo que a prescrição não poderia correr em seu desfavor.’
Novamente o pleito foi rechaçado e nem poderia ser diferente. Há
preclusão, os recursos foram intempestivos e a parte insiste em reabrir debate
encerrado com bem salientou o juízo ‘a quo’ na decisão agravada:
‘Quanto ao mérito do recurso, necessário ressaltar que a
questão da data de início do cálculo já foi decidida no despacho que
determinou a amortização dos valores de responsabilidade do INSS
(pag. 5, evento 3, PROCJUDIC8), declarando ser a data inicial do
cálculo em 27/10/98. Dessa decisão, o exequente interpôs
embargos de declaração, os quais não foram acolhidos por serem
intempestivos. O credor interpôs agravo dessa decisão, o qual não
foi conhecido E (pags. 10/16, evento 3, PROCJUDIC9). A parte
exequente ainda interpôs embargos de declaração, os quais foram
conhecidos (pag. 21/26, evento 3, PROCJUDIC9). Recorreu ainda
com Recurso Eespecial, o qual não foi admitido (pag. 33/36, evento
3, PROCJUDIC9). Assim, a matéria está preclusa, não merecendo
apreciação. Quanto à aplicação dos Temas 810/STF e 905/STJ,
verifico que a questão também já foi analisada pela decisão da pag.
5 ( evento 3, PROCJUDIC8 ).’
Cristalina a ocorrência de preclusão no caso em liça. A sequência
dos atos processuais e as decisões proferidas em sede recursal não autorizam
entendimento em contrário, devendo incidir os artigos 505 e 507 do Código de
Processo Civil:
‘Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões
já decididas relativas à mesma lide, salvo: I - se, tratando-se de
relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no
estado de fato ou de direito, caso em que poderá a parte pedir a
revisão do que foi estatuído na sentença; II - nos demais casos
prescritos em lei. (...) Art. 507. É vedado à parte discutir no curso
do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a
preclusão.’ A propósito, a jurisprudência: PROCESSUAL CIVIL.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO.
6
(e-STJ Fl.79)
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IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO. 1. Consoante orientação do
Superior Tribunal de Justiça, "configurase a preclusão lógica e
temporal quando a parte não interpõe o competente recurso contra
decisão que lhe foi desfavorável, deixando de impugnar a matéria
no momento processual oportuno" (AgInt acordo no REsp
1.382.078/SC, rel. Ministro Antônio Carlos Ferreira, Quarta Turma,
julgado em 27/11/2018, DJe 4/12/2018). 2. Hipótese em que não
há como rever o montante dos honorários fixados na origem,
porque a matéria se encontra sepultada pela preclusão lógica e
temporal, já que o particular não interpôs recurso especial,
conformando-se com a decisão a qual agora, muito após o prazo
para impugnação, pretende reformar. 3.Agravo interno não
provido. (AgInt no REsp n. 1.749.739/SC, relator Ministro Gurgel
de Faria, Primeira Turma, julgado em 24/10/2022, DJe de
24/11/2022.) RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E
APREENSÃO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. DEVEDOR EM
RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PLANO DE SOERGUIMENTO
HOMOLOGADO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA.
PRECLUSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO CRÉDITO
NELE CONSTANTE. QUESTÃO PREJUDICIAL. EXTINÇÃO DA
AÇÃO. 1. Ação ajuizada em 29/5/2017. Recurso especial
interposto em 10/2/2021. Autos conclusos à Relatora em
15/9/2021. 2. O propósito recursal consiste em definir se o crédito
inserto em plano de recuperação judicial homologado e não
impugnado pode ser excluído de seus efeitos em razão do
reconhecimento, em ação diversa, de sua extraconcursalidade. 3.
Consoante estabelecido nos arts. 505 e 507 do CPC/15, "Nenhum
juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à
mesma lide", sendo "vedado à parte discutir no curso do processo
as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão". 4.
Uma vez homologado o plano de recuperação judicial, sem que os
credores tenham se insurgido tempestivamente contra suas
disposições, é vedada a modificação de suas cláusulas. 5. O
reconhecimento, em definitivo, da sujeição do crédito titularizado
pela recorrida aos efeitos da recuperação judicial da recorrente
constitui questão de caráter prejudicial ao julgamento da ação em
que se objetiva a satisfação individual desse mesmo crédito. 6.
Estando assentado, no juízo competente, que a obrigação foi
novada e que o crédito deve ser pago de acordo com as
condições estabelecidas no plano de soerguimento, não está
7
(e-STJ Fl.80)
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caracterizado o inadimplemento da devedora, circunstância que
impede o prosseguimento da presente ação. 7. Não há
possibilidade de a cobrança individual de crédito constante no
plano de recuperação prosseguir no juízo natural, mesmo que haja
inadimplemento posterior, porquanto, nessa hipótese, se executa a
obrigação específica constante no novo título judicial ou a falência
é decretada, hipótese em que o credor, igualmente, deverá
habilitar seu crédito. Precedentes. 8. Permitir o prosseguimento da
presente ação em paralelo com a tramitação da recuperação
judicial da devedora (onde está previsto o pagamento do mesmo
crédito) implicaria chancelar a possibilidade a cobrança em
duplicidade, circunstância que caracterizaria enriquecimento sem
causa. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. (REsp n. 1.963.556/SC,
relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em
7/12/2021, DJe de 13/12/2021.) PROCESSUAL CIVIL E
ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA DA COISA
JULGADA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. OCORRÊNCIA.
PRECEDENTE. 1. Tendo o recurso sido interposto contra acórdão
publicado na vigência do CPC/2015, devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme
Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. 2. A parte recorrente
alegou que o erro de cálculo foi tempestivamente apontado, isto é,
depois do depósito do devedor, mas antes da extinção do
processo pela satisfação da obrigação, uma vez que o acórdão
recorrido inobservou que não se poderia exigir do recorrente outra
postura senão a aceitação da aplicação da TR como parâmetro de
correção monetária, porque este era o índice vigente à época. 3.
Embora não se desconheça a natureza de questão de ordem
pública dos juros e correção monetária, é "pacífico na
jurisprudência desta Corte de que as matérias de ordem pública
sujeitam-se aos efeitos da preclusão consumativa quando objeto
de decisão anterior" (REsp 1.783.281/PE, Rel. Min. Og Fernandes,
Segunda Turma, DJe 29/10/2019). No mesmo sentido: AgInt no
AREsp 1.807.793/PR, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda
Turma, DJe 11/11/2021. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no
REsp n. 1.935.300/DF, relator Ministro Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, julgado em 10/10/2022, DJe de 13/10/2022.)
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL
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CIVIL. REGULARIZAÇÃO DA CAPACIDADE PROCESSUAL.
DESCUMPRIMENTO DO PRAZO. PRECLUSÃO. AGRAVO
INTERNO IMPROVIDO. 1. Nos termos do Código de Processo
Civil de 2015, concedido o prazo para a parte sanar vício ou
complementar documentação exigível, a regularização processual
a destempo é causa de não conhecimento do recurso interposto.
Precedentes. 2. Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n.
1.670.648/MG, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira
Turma, julgado em 19/9/2022, DJe de 21/9/2022)
2. REQUERIMENTOS
Ante o exposto, o ente público requer seja , seja não conhecidos
os embargos declaratórios ou assim não entendendo, desprovido os embargos
mantendo-se a decisão hostilizada por seus próprios fundamentos.
Porto Alegre, 27 de outubro de 2023.
Flávia Susana De Cesero,
Procuradora do Estado,
OAB/RS 54.290
9
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 36
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DESPACHO
27/10/2023 14:37:50
NBARD - NATASHA LIS STREIT BARD - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
36
Complemento:
Sec2CCiv -> GabLLJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.83)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 37
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
31/10/2023 01:02:07
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
37
Complemento:
Refer. ao Evento: 24
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.84)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 38
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
INCLUSAO_EM_PAUTA_DE_JULGAMENTO_PELO_RELATOR
25/01/2024 15:37:31
FLDIHL - FABIO LORENZETT DIHL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
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Complemento:
Sessão Virtual
Data da sessão: 07/02/2024 14:00 - Sala Virtual sem Videoconferência
Sequencial: 200
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.85)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 39
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_COMUNICACAO_ELETRONICA
25/01/2024 15:37:31
FLDIHL - FABIO LORENZETT DIHL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
39
Complemento:
Sessão Virtual
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.86)
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(Geradaautomaticamente pelo sistema.)
Evento 40
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DISPONIBILIZADO_NO_DIARIO_ELETRONICO___PAUTA
26/01/2024 02:00:12
SECDE - SISTEMA DE DIÁRIO ELETRÔNICO -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
40
Complemento:
no dia 26/01/2024
Data da sessão: 07/02/2024 14:00(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.87)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 41
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EMBARGOS_DE_DECLARACAO_NAO_ACOLHIDOS
08/02/2024 17:39:43
FLDIHL - FABIO LORENZETT DIHL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
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Complemento:
por unanimidade
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.88)
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Poder Judiciário
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO VIRTUAL DE 07/02/2024
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
INCIDENTE: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RELATORA: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
PRESIDENTE: DESEMBARGADORA LUCIA DE FATIMA CERVEIRA
PROCURADOR(A): MARIA LORENI CARGNELUTTI
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADVOGADO(A): EDSON FÁBIO EUZEBIO (OAB RS050400)
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
Certifico que este processo foi incluído na Pauta da Sessão Virtual do dia 07/02/2024, na sequência 200, disponibilizada no
DE de 26/01/2024.
Certifico que a 2ª Câmara Cível, ao apreciar os autos do processo em epígrafe, proferiu a seguinte decisão:
A 2ª CÂMARA CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, DESACOLHER OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
RELATORA DO ACÓRDÃO: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
VOTANTE: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
VOTANTE: DESEMBARGADOR JOAO BARCELOS DE SOUZA JUNIOR
VOTANTE: DESEMBARGADOR RICARDO TORRES HERMANN
FABIO LORENZETT DIHL
Secretário
(e-STJ Fl.89)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 42
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_RELATORIO_VOTO_ACORDAO
09/02/2024 12:48:30
DCRIBEIRO - DOUGLAS CUNHA HASSAN RIBEIRO - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
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(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.90)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
RELATORA: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
RELATÓRIO
Trata-se de embargos de declaração opostos por VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, em face do
acórdão (evento 22, ACOR2) que negou provimento ao seu agravo de instrumento, conforme a seguinte ementa:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DECISÃO
AGRAVADA QUE RECONHECEU A PRECLUSÃO DAS MATÉRIAS VENTILADAS PELO EXEQUENTE.
MANUTENÇÃO.
1. Do compulsar do caderno processual, depreende-se que dezembro de 2009 o ora agravante iniciou cumprimento
de sentença contra o IPERGS fundado em título executivo judicial, oriundo da ação de conhecimento para
integralização de pensionamento por morte, pago pelo executado, na forma do art. 40, § 7°, da CF. Interposto recurso
de apelação pela autarquia, obteve, em junho de 2007, provimento apenas para alterar juros moratórios para 6% ao
ano. Oposta impugnação pela autarquia, restou acolhida, em 26/06/2013, para que os juros de mora e correção
monetária respeitem o título executivo judicial em cumprimento e, após a vigência da Lei n. 11.960/2009, a correção
observe os mesmos percentuais da caderneta de poupança. Ainda, determinada a amortização dos valores de
responsabilidade do INSS, como se vivo fosse. Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de
instrumento, não conhecido em decisão de novembro de 2015. Opostos embargos de declaração pelo exequente,
não restaram conhecidos por razões dissociadas em abril de 2016. Novamente irresignado, o agravante interpôs,
então, recurso especial, cujo juízo foi de não admissão também por razões dissociadas. Decorridos nove anos da
primeira decisão, após a atualização do cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de
2022, retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser absolutamente incapaz, o
que impediria a fluência do prazo prescricional. Assim, sobreveio a decisão agravada, entendendo que as matérias
invocadas pelo exequente já foram objeto de decisão e recursos ao longo do feito, encontrando-se
preclusas. Irresignado, o exequente interpôs o presente recurso, buscando afastar a preclusão atinente à
imprescritibilidade contra incapazes e aplicação dos Temas n. Temas 905 do STJ e 810 do STF quanto à correção
monetária e juros de mora do título executivo judicial executado.
2. A doutrina costuma designar a preclusão como a perda de uma faculdade processual, podendo ocorrer por três
motivos: pelo seu não exercício em dado prazo (temporal), pelo anterior exercício da faculdade processual
(consumativa) e por exercício de ato anterior que seja incompatível com o posterior (lógica). A respeito, fulcro no art.
505 do Código de Processo Civil, defeso ao Julgador reapreciar questão já decidida, por incidência da preclusão
consumativa.
3. In casu, diversamente do que alega a parte agravante, inclusive as matérias de ordem pública, como no caso da
prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada dispunha do recurso cabível para
enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva
decisão. Nessa direção, evidente que a discussão presente se encontra preclusa. Precedentes do Superior Tribunal
de Justiça e desta Corte.
4. Ademais, em que pese as matérias invocadas configurem de ordem pública, passíveis de serem reconhecidas de
ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já decida nos autos, conforme o já
citado art. 505 do Código de Processo Civil. Destarte, impõe-se a manutenção da decisão agravada, na medida em
que corretamente julgou preclusas as matérias arguidas.
NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. UNÂNIME.
Em suas razões (evento 29, EMBDECL1 ), em suma, reeeditando os argumentos do agravo de
instrumento, defende a possibilidade de revisão dos consectários legais do título judicial em face de cumprimento de
sentença, por configurarem matéria de ordem publica, devendo ser aplicadas as disposições dos Temas 905 do STJ
e 810 do STF. Assevera ser necessário afastar a preclusão reconhecida na origem, mormente porque, por força de
lei expressa, não corre prescrição contra incapaz. Ressalta que a ratio essendi da norma de regência (art. 198, I, c/c
art. 3º, II, do Código Civil/02 e art. 169, inciso I do CC/16) é justamente proteger o incapaz de supressão ou erros
sobre seus direitos, sendo a regra cogente, e não facultativa ao Julgador.
(e-STJ Fl.91)
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Determinada a intimação da parte embargada ( evento 31, DESPADEC1 ), sobreveio manifestação
(evento 35, CONTRAZ1).
Por fim, voltaram os autos conclusos para julgamento.
É o relatório.
VOTO
Recebode acordo
com o disposto no § 3º do art. 27 da Lei Estadual nº 7.672/82. Precedentes
jurisprudenciais. APELO PROVIDO. UNÂNIME.(Apelação Cível, Nº
50017233720168210037, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Francisco José Moesch, Julgado em: 22-04-2021).
APELAÇÃO CÍVEL. REMESSA NECESSÁRIA. CONHECIMENTO.
PREVIDÊNCIA PÚBLICA. SENTENÇA ILÍQUIDA. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL. NÃO OCORRÊNCIA. COMPENSAÇÃO DOS VALORES JÁ
PAGOS PELO IPERGS. INOVAÇÃO RECURSAL. PENSÃO. FILHA MAIOR.
ALEGAÇÃO DE INVALIDEZ. INCAPACIDADE SUPERVENIENTE.
IRRELEVÂNCIA. MARCO INICIAL PARA PAGAMENTO. PEDIDO
ADMINISTRATIVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. APURAÇÃO EM
LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. (...) II) Prescrição. Inocorrência. Não corre
o prazo prescricional contra absolutamente incapaz, conforme o artigo 198,
inciso I, do Código Civil/2002 e do artigo 169, inciso I, do diploma anterior.
(e-STJ Fl.6)
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(...) IV) O art. 9º, inciso I e § 5º, da Lei Estadual nº 7.672/82 presume a
dependência do filho inválido, o qual faz jus ao benefício previdenciário. A
interpretação que restringe o direito ao benefício apenas àquele que já
estivesse, modo inequívoco, inválido ao tempo do falecimento do segurado,
estabelece distinção não prevista na lei. Caso concreto em que a autora
logrou êxito em comprovar a alegada invalidez. V) O termo inicial do
pagamento do benefício deve ser a data do pedido administrativo.
Precedentes jurisprudenciais. Explicitação do termo final.(...)APELO
DESPROVIDO. SENTENÇA REFORMADA EM REMESSA NECESSÁRIA,
APENAS QUANTO AOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. UNÂNIME.
(Apelação Cível, Nº 70077399376, Vigésima Segunda Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Francisco José Moesch, Julgado em: 14-
06-2018).
Destarte, no caso, merece restar afastada a alegação de preclusão, por força
de lei, declarando-se que não corre prazo prescricional contra incapazes (como no caso do
autor que pessoa interditada judicialmente antes do ajuizamento da ação constando nos autos até
mesmo prévia ação no Juízo da Interdição para autorizar o ajuizamento da presente ação).
Assim, no caso, a data inicial dos cálculos das diferenças devidas é a data
do óbito do servidor, dado que não se aplica as restrições de prescrição do art. 1º do Dec.
20.910/32 no caso dos autos, ou seja, não corre prescrição contra autor absolutamente incapaz,
interditado, na forma da regra expressa do art. 169, I do CC/16, aplicável à época do ajuizamento
da ação, e art. 198, I, do CC/02.
3- CORREÇÃO MONETÁRIA PELA TR. LIMINAR DAS ADINS 4357 e 4425
REVOGADAS. TEMA 810/STF. SEM MODULAÇÃO DE EFEITOS. APLICAÇÃO DE IGPM E
IPCAE. TEMA 905/STJ.
No referente à correção monetária e juros, maxima venia, também incorreu em
equivocado material o r. despacho de ev. 24 do MM. Juízo a quo.
É que, com efeito, na época, eram vigentes as liminares dos autos da ADI 4357 e
ADI 4425 onde, provisoriamente, restou determinada a aplicação do índice de TR, como correção
monetária dos débitos da Fazenda Pública.
Ao depois, tais liminares foram revogadas, pela decisão em conjunto das ADINs
e RE 870947 pelo STF, consolidado no TEMA 810/STF, que julgou inconstitucional o índice de TR
para corrigir débitos da fazenda pública, se modulação de efeitos.
Ou seja, ressalvou-se a possibilidade de aplicação do Tema 810 (RE 870.947) por
tratar-se de questão de trato continuado, possibilitando a correção para afastar-se os critérios de
(e-STJ Fl.7)
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atualização monetária inconstitucionais estabelecidos na lei nº 11.960/09, determinando-se a
aplicação do IPCA-E, a contar de 30.09.2009.
“AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. COISA JULGADA.
MODIFICAÇÃO DE PERCENTUAL DE JUROS DE MORA. LIQUIDAÇÃO.
PRECLUSÃO CONSUMATIVA.1. Consoante jurisprudência do STJ: i) não
viola a coisa julgada pedido formulado na fase executiva que não pôde ser
suscitado no processo de conhecimento, porquanto decorrente de fatos e
normas supervenientes "à última oportunidade de alegação da objeção de
defesa na fase cognitiva, marco temporal que pode coincidir com a data da
prolação da sentença, o exaurimento da instância ordinária ou mesmo o
trânsito em julgado, conforme o caso" (REsp 1.235.513/AL, Rel. Min. Castro
Meira, Primeira Seção, DJe de 20.8.2012 - submetido ao regime dos recursos
repetitivos); ii) é possível a revisão do capítulo dos consectários legais
fixados no título judicial, em fase de liquidação ou cumprimento de
sentença, em virtude da alteração operada pela lei nova (REsp 1.111.117/PR
e REsp 1.111.119/PR, Rel. p/ Acórdão Ministro Mauro Campbell Marques,
Corte Especial, DJe 2.9.2010 - submetido ao regime dos recursos repetitivos).
(...)(AgInt no REsp 1565926/MT, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN,
SEGUNDA TURMA, julgado em 05/09/2019, DJe 22/10/2019).”
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. TEMA 810 DO STF E 905 DO STJ. APLICAÇÃO A
QUALQUER TEMPO. PRECATÓRIO EXPEDIDO APÓS 2015. 1. É pacífico
o entendimento jurisprudencial neste colegiado acerca da possibilidade de
aplicação a qualquer tempo dos índices de atualização monetária previstos
nas teses firmadas pelas Cortes Superiores (Tema 810 do STF e 905 do STJ).
2. Em tendo sido expedido o precatório após a modulação de efeitos decidida
pelo STF nas ADIs nº 4.357 e 4.425 (25/03/2015), bem como ainda não
extinto o cumprimento de sentença, possível a revisão do índice de correção
monetária. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (Agravo de
Instrumento, Nº 52099329820218217000, Quarta Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Francesco Conti, Julgado em: 10-12-2021). (g.n).
AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. IMPUGNAÇÃO
À FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ÍNDICE
DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DA CONDENAÇÃO. TEMA Nº 810-
STF E TEMA Nº 905-STJ. PRECLUSÃO OU OFENSA À COISA
JULGADA. INOCORRÊNCIA. TEMAS Nº 491 E Nº 492 DOS
REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DA TESE FIRMADA NO TEMA Nº
408 DOS REPETITIVOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO
VERBETE 519. 1. As normas que dispõem sobre correção monetária são de
caráter processual e, portanto, de aplicabilidade imediata a partir da
vigência da lei, conforme posição do Superior Tribunal de Justiça no
julgamento do REsp nº 1.205.946-SP (Temas nºs 491 e 492). 2. O Supremo
Tribunal Federal concluiu o julgamento do Tema nº 810 e proclamou a
inconstitucionalidade da aplicação da fórmula da decisão agravada. Tal
decisão referenda o entendimento firmado pelo Superior Tribunal de
Justiça no Tema nº 905. 3. Por isso, revela-se necessário alterar o critério
(e-STJ Fl.8)
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de atualização monetária estabelecido pela decisão objurgada,
determinando a aplicação da variação do IPCA-e no período que se iniciou
em 29JUN09. 4. Em relação à verba honorária, o Superior Tribunal de
Justiça tratando da questão da fixação de honorários advocatícios nas
impugnações, consolidou o seu entendimento com o julgamento do REsp nº
1.134.186-RS, na forma do art. 543-C, do CPC (Tema nº 408), no sentido de
que "apenas no caso de acolhimento da impugnação, ainda que parcial,
serão arbitrados honorários em benefício do executado, com base no art.
20, § 4º, do CPC". 5. Aplicação ao caso do entendimento materializado no
verbete nº 568 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça e no art. 206,
XXXVI, do RITJRS, bem como no art. 927, III, do CPC c/c art. 932, V, “b”,
do CPC. AGRAVO DE INSTRUMENTO PARCIALMENTE PROVIDO.
DECISÃO MONOCRÁTICA.(Agravo de Instrumento, Nº 70084446608,
Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson Antônio
Monteiro Pacheco,os embargos de declaração, uma vez que tempestivos.
Todavia, não merece prosperar a irresignação da parte embargante, porquanto não padece a decisão
embargada de qualquer vício.
Marcus Vinicius Rios Gonçalves1 identifica que o recurso de embargos de declaração tem por finalidade
aclarar ou integrar qualquer tipo de decisão judicial que padeça de vícios de omissão, de obscuridade e de
contradição ou contenha eventuais erros materiais, sendo a sua função precípua o saneamento desses vícios, não
se tratando de recurso que tenha por fim reformá-la ou anulá-la (embora o acolhimento dos embargos possa,
eventualmente, resultar na sua modificação).
No caso, a questão posta em discussão foi dirimida de forma suficiente, fundamentada e sem vícios,
subsistindo incólume o entendimento firmado na decisão atacada. Observe-se:
Cuida-de de cumprimento de sentença iniciado em dezembro de 2009 por VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
em face do INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS fundado em título
executivo judicial, oriundo da ação de conhecimento para integralização de pensionamento por morte, pago pelo
executado, na forma do art. 40, § 7°, da CF.
A respeito, o dispositivo da sentença executada (evento 3, PROCJUDIC4, fls. 07/08):
Julgo PROCEDENTE EM PARTE para condenar o Instituto-réu a revisar a pensão dos autores para o mesmo
valor que perceberia o segurado falecido, caso vivo fosse, observada a complementação (art. 189 da Lei
n° 2.061/53 c/c arts. 4°, b, 15 e 18, §4º, da Lei 7.672/82) e a cota-parte de cada um. Condeno ainda ao
pagamento das diferenças entre o quantum recebido e o que teria direito, observada a prescrição qüinqüenal,
acrescidas de correção monetária pelo IGP-M, contada das datas em que deveriam ter sido satisfeitas, e juros
legais, a partir da citação, todo na forma da fundamentação acima.
Diante da mínima sucumbência dos autores, condeno o requerido ao pagamento das custas processuais e
honorários advocatícios que fixo em 5% sobre o valor das parcelas vencidas, na forma do art. 20 e seus
parágrafos do CPC.
Dispensado o reexame necessário, pois se trata de matéria fundada em jurisprudência pacificada no STF, na
forma do art. 475, §3° do Código de Processo Civil.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Porto Alegre, 09/01/06
Interposto recurso de apelação pela autarquia, obteve provimento apenas para alterar juros moratórios para 6% ao
ano, conforme a seguinte ementa:
PREVIDENCIÁRIO. IPERGS. INTEGRALIDADE. REVISIONAL DE PENSÃO. JUROS MORATÓRIOS. - Os
juros moratórios aplicáveis à espécie são os legais, na razão de 6% ao ano, a contar da citação, por força da
Medida Provisória n.º 2.180-35. -Recurso provido.(Apelação Cível, Nº 70019469113, Terceira Câmara Especial
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Leila Vani Pandolfo Machado, Julgado em: 19-06-2007)
Oposta impugnação pela autarquia, restou acolhida, em 26/06/2013, nos termos que segue (evento 3, PROCJUDIC8,
fls. 03/05):
Quanto à correção monetária e os juros, entendo que merece acolhimento a impugnação do executado, tendo
em vista que até a edição da Lei n° 11.960/2009, a correção monetária e os juros devem observar o título
executivo, sendo que após a edição da referida lei, a correção deve observar os mesmos percentuais da
caderneta de poupança.
(...)
Ainda, no tocante a impugnação fl. 249/250 (dedução INSS instituidor VICENTE ALVES DOS SANTOS), item
01, entendo que assiste razão ao executado, devendo ser amortizados os valores de responsabilidade do INSS,
conforme relatório “se vivo fosse" para o cálculo da cota pensão de responsabilidade do IPERGS, bem como em
decorrência do ajuizamento da ação ter ocorrido em 27/10/03, o termo inicial deve serem 27/10/98..
(e-STJ Fl.92)
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Ante o exposto, acolho a impugnação do executado e determino a retificação dos cálculos, nos termos da
fundamentação.
Intimem-se.
Após, à Contadoria.
Com o retorno, dê-se vista às partes.
Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de instrumento, não conhecido consoante ementa ora
transcrita:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PENSIONISTA INCAPAZ. REVISÃO DE
PENSÃO. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. INTEMPESTIVIDADE RECURSAL. Não obstante tratar-se de pedido
de reconsideração, o Juízo a quo chegou a receber a petição como Embargos de declaração, mas deixou de
acolhê-lo por manifesta intempestividade. Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu desta
decisão dos Embargos, não conhecidos por intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no final de janeiro de 2014. Ressalte-se que a interposição do presente
recurso data de 30 de julho de 2015 (fl. 02), mas a decisão efetivamente agravada, como se viu, é de mais de
um ano. Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141-142, o que não fez, vindo a se
manifestar ao próprio Juízo a quo três meses após a intimação da nota de expediente como se viu, com o
pedido de reconsideração de "erro material", de sorte que o presente recurso de agravo de instrumento não é
conhecido. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO.(Agravo de Instrumento,
N º 70065913915, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Angela Maria Silveira,
Julgado em: 17-11-2015). Grifei.
Opostos embargos de declaração pelo exequente, não restaram conhecidos por razões dissociadas:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. RAZÕES DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. As razões dos declaratórios se
insurgem quanto ao mérito de recurso que não foi conhecido, estando, pois, dissociadas do fundamento da
decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.(Embargos de Declaração,
N º 70067883959, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Angela Maria Silveira,
Julgado em: 19-04-2016)
Novamente irresignado, o agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não admissão também por
razões dissociadas (evento 3, PROCJUDIC9, fls. 33/36):
O recurso não merece admissão.
Com efeito, verifica-se que o postulante não impugnou os fundamentos da decisão recorrida, a saber:
“Em que pese às razões recursais e determinação do processamento do recurso, verifico que efetivamente não
pode ser conhecido.
Ocorre que a decisão contra a qual se insurge o recorrente é a de folhas 141-142, cuja publicação na Nota de
Expediente n. 70/2014, foi disponibilizada no Diário da justiça Eletrônico em 28 de janeiro de 2014 (fi. 300 dos
autos originários).
Da decisão, houve pedido de reconsideração, datado de 22 de abril de 2014, cuja petição nominou o objeto
como "Equívoco Material. Correção a qualquer tempo" (fi. 305).
Não obstante tratar-se de pedido de reconsideração, o juízo a quo chegou a receber a petição como Embargos,
mas deixou de acolhê-lo por manifesta intempestividade.
Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu contra a decisão dos Embargos de declaração,
não conhecidos pelo juízo a quo, por intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no finai de janeiro de 2014.
Ressalte-se que a interposição do presente recurso data de 30 de julho de 2015 (fi. 02), mas a decisão efetiva
mente agravada, como se viu, é de mais de um ano.
Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141- 142, o que não fez, vindo a se manifestar
ao próprio juízo a quo três meses após a intimação da nota de expediente como se viu, com o pedido de
reconsideração de "erro material".
A decisão de fis. 141/142 contra a qual efetivamente se insurge o agravante não pode ser alterada, posto que de
erro material não se cogita. Quisesse o ora agravante modificá-la, deveria interpor o recurso cabível, no prazo
legal, o que não o fez, tratando-se de decisão preclusa, de sorte que o presente recurso de agravo de
instrumento não é por esta Corte conhecido."
Assim sendo, tendo em vista que o recorrente lançou razõesrecursais dissociadas daquilo que foi enfrentado na
decisão recorrida, a presente inconformidade está a merecer a aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do
Supremo Tribunal Federal. E, uma vez que os fundamentos acima citados não foram impugnados nas razões
recursais, a Súmula n. 283 da Suprema Corte passa a constituir um óbice a mais ao trânsito da inconformidade.
3. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. Intimem-se.’
Decorridos nove anos da primeira decisão, após a atualização do cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o
agravante, em julho de 2022, retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser
absolutamente incapaz, o que impediria a fluência do prazo prescricional.
Assim, sobreveio a decisão agravada, entendendo que as matérias invocadas pelo exequente já foram objeto de
decisão e recursos ao longo do feito, encontrando-se preclusas.
Irresignado, o exequente interpôs o presente recurso, buscando afastar a preclusão atinente à imprescritibilidade
contra incapazes e aplicação dos Temas n. Temas 905 do STJ e 810 do STF quanto à correção monetária e juros de
(e-STJ Fl.93)
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mora do título executivo judicial executado.
Pois bem.
O recurso não merece provimento.
Com efeito, a doutrina costuma designar a preclusão como a perda de uma faculdade processual, podendo ocorrer
por três motivos1: pelo seu não exercício em dado prazo (temporal), pelo anterior exercício da faculdade processual
(consumativa) e por exercício de ato anterior que seja incompatível com o posterior (lógica).
De efeito, rezam os artigos 505 e 507 do Código de Processo Civil:
Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo:
I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito,
caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença;
II - nos demais casos prescritos em lei.
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a
preclusão. (grifei)
In casu, diversamente do que alega a parte agravante, inclusive as matérias de ordem pública, como no caso da
prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada dispunha do recurso cabível para
enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva
decisão.
Nessa direção, evidente que a discussão presente encontra-se preclusa.
A respeito, precedentes do Superior Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. FRAUDE. DESCONSIDERAÇÃO INVERSA DA PERSONALIDADE
JURÍDICA. REEXAME DE CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. QUESTÃO DE ORDEM
PÚBLICA. JUROS DE MORA. AUSÊNCIA DE RECURSO. PRECLUSÃO. DECISÃO MANTIDA.
1. Caso em que tanto a empresa atingida pela desconsideração inversa, constituída para blindar o patrimônio do
coexecutado, como o imóvel utilizado para integralizar o capital social de tal empresa, segundo se extrai do
acórdão proferido no julgamento do agravo de instrumento, pertencem ao referido codevedor, executado, o que
caracteriza efetiva confusão patrimonial e desvio de finalidade.
2. O Tribunal de origem analisou as provas contidas no processo para concluir pela existência de fraude,
ressaltando inexistir comprovação de que a compra do imóvel se deu, também, com recursos das filhas do
coexecutado, menores e que não trabalham. Alterar esse entendimento demandaria reexame do conjunto
probatório do feito, vedado em recurso especial, a teor da Súmula n. 7 do STJ.
3. Nos termos da jurisprudência do STJ, também a questão de ordem pública (juros de mora), quando
objeto de decisão judicial, deve ser impugnada mediante recurso próprio, sob pena de preclusão.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt nos EDcl no AREsp 1528074/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
julgado em 21/09/2021, DJe 27/09/2021). Grifei.
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
IMPUGNAÇÃO. ILEGITIMIDADE DO EXEQUENTE. INEXISTÊNCIA DO TÍTULO EXECUTIVO. DECISÃO
ANTERIOR. TESES NÃO REBATIDAS EM MOMENTO OPORTUNO. QUESTÕES DE ORDEM PÚBLICA.
PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
POSSIBILIDADE. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1 . A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça manifesta-se no sentido de que se sujeitam ''à
preclusão consumativa as questões decididas no processo, inclusive as de ordem pública, que não
tenham sido objeto de impugnação recursal no momento próprio'' (REsp 1.745.408/DF, Rel. Ministro
Ricardo Villas Bôas Cueva, Rel. p/ Acórdão Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em
12/03/2019, DJe 12/04/2019).
2. No caso em exame, além de os temas referentes à ilegitimidade ativa do recorrido e à inexigibilidade do título
de crédito já terem sido objeto de decisão, não foram impugnados pela recorrente em momento oportuno.
3. Agravo interno desprovido.
(AgInt no AREsp 1842557/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/09/2021, DJe 22/09/2021). Grifei.
TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE. PRECLUSÃO. VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS.
I Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será
determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de
Processo Civil de 2015 para os presentes embargos de declaração.
II A fundamentação adotada no acórdão é suficiente para respaldar a conclusão alcançada, pelo que ausente
pressuposto a ensejar a oposição de embargos de declaração, nos termos do art. 1.022 do Código de Processo
Civil de 2015.
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III A alegação de temas que não foram suscitados nas contrarrazões do Recurso Especial, sendo
trazidos tão somente em sede Embargos de Declaração, configura indevida inovação recursal e impede
o conhecimento da insurgência, em decorrência da preclusão consumativa, ainda que verse sobre
matéria de ordem pública.
(...)
(EDcl no REsp 1725452/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
14/09/2021, DJe 22/09/2021) [Grifei]
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
QUE REJEITA A ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. RECORRIBILIDADE IMEDIATA POR AGRAVO DE
INSTRUMENTO. POSSIBILIDADE. CABIMENTO DO RECURSO COM BASE NO ART. 1.015, II, DO
CPC/2015. PRECLUSÃO. OCORRÊNCIA. ILEGITIMIDADE PASSIVA. TEORIA DA ASSERÇÃO. VIOLAÇÃO
AO CONTRADITÓRIO E À LEGÍTIMA DEFESA. AUSÊNCIA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL
PREJUDICADA. JULGAMENTO EXTRA PETITA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 5 E 7
DO STJ.
1- A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se consolidou no sentido de que as decisões
interlocutórias que se pronunciam sobre a decadência ou a prescrição, seja para reconhecê-la, seja para
afastá-la, versam sobre o mérito do processo, motivo pelo qual são agraváveis com base no art. 1.015, II,
do CPC/2015. Precedentes.
2- A abordagem da matéria relativa à prescrição em decisão interlocutória, sob a égide do CPC/2015,
deve ser atacada por Agravo de Instrumento, sob pena de preclusão.
(...)
(AgInt no REsp 1931519/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 30/08/2021,
DJe 02/09/2021). Grifei.
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DECISÃO QUE
DETERMINA PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL E AFASTA PRESCRIÇÃO. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ART. 1.015 DO CPC/2015. HIPÓTESES DE CABIMENTO.
1. Na espécie, o acórdão proferido pela Corte de origem assentou a inexistência de previsão legalpara
recorribilidade imediata da decisão que deferiu a realização de prova pericial e afastou a prejudicial
de prescrição.
2. Contudo, ao decidir pelo não cabimento do agravo de instrumento, o Tribunal a quo dissentiu da
jurisprudência deste Sodalício sobre o tema, segundo a qual "Cabe agravo de instrumento contra
decisão que reconhece ou rejeita a ocorrência da decadência ou da prescrição, incidindo a hipótese do
inciso II do art. 1.015 do CPC/2015" (REsp 1.772.839/SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta
Turma, julgado em 14/5/2019, DJe 23/5/2019).
3. Note-se que o mesmo entendimento pelo cabimento do agravo de instrumento é aplicável no que se refere à
pretensão relativa à redistribuição do ônus da prova. Precedente.
4 . Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no REsp 1863039/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 14/09/2020, DJe
18/09/2020). Grifei.
E desta Corte:
APELAÇÃO CÍVEL. LICITAÇÃO E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. AÇÃO DE
COBRANÇA. PRESCRIÇÃO AFASTADA EM DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. MATÉRIA PRECLUSA. APELO
NÃO CONHECIDO. Consoante reiterada jurisprudência, a despeito de se tratar de matéria de ordem
pública, a prescrição sujeita-se à preclusão, quando já tiver sido apreciada em decisão anterior no
curso do processo. Incidência do disposto no art. 507 do CPC. Assim, no caso, considerando que a parte ré
não interpôs o recurso de agravo de instrumento contra a decisão interlocutória que rejeitou a prescrição (art.
1.015, II, do CPC), encontra-se preclusa a matéria, impondo-se o não conhecimento do recurso, que versa
exclusivamente sobre a prescrição. APELO NÃO CONHECIDO. (Apelação Cível, Nº 50051554520218210019,
Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Lúcia de Fátima Cerveira, Julgado em: 28-06-2023).
Grifei.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PÚBLICO NÃO
ESPECIFICADO. TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. EXCEÇÃO DE PRÉ-
EXECUTIVIDADE NÃO CONHECIDA NA ORIGEM POR CONFIGURAÇÃO DE PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
CONFIRMAÇÃO. MATÉRIA JÁ ENFRENTADA NA ORIGEM EM DECISÃO ANTERIOR. AUSÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO E DE OMISSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DO JULGADO. MERA
INSATISFAÇÃO COM RELAÇÃO AO RESULTADO DO JULGAMENTO. PREQUESTIONAMENTO.
DESNECESSIDADE. 1. O acórdão hostilizado encontra-se adequadamente fundamentado, sem contradições
ou omissões, e não se enquadra em quaisquer das hipóteses que dão ensejo à interposição de embargos de
declaração, pretendendo a parte, em verdade, provocar a revisão e/ou modificação do julgado. A mera
insatisfação com o julgado não enseja interposição de embargos de declaração, pois não se coaduna com o
disposto no art. 1.022 do CPC/2015, nem com sua natureza e função. 2. Inexiste omissão quanto à análise do
argumento recursal da preclusão ser matéria de ordem pública e poder ser invocada e julgada a
qualquer tempo e grau de jurisdição, quando o acórdão embargado enfrentou o tema, afastando a tese
recursal, conforme entendimento consolidado em precedentes do STJ e desta Corte Gaúcha, no sentido
de que mesmo as matérias de ordem pública, como no caso da prescrição, sujeitam-se
à preclusão quando a parte executada dispunha do recurso cabível para enfrentar a matéria, mas tal
recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva decisão. Assim, a matéria está preclusa,
não podendo ser reapreciada nestes autos novamente. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.
(Embargos de Declaração Cível, Nº 70085360014, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Ricardo Torres Hermann, Julgado em: 28-10-2021). Grifei.
(e-STJ Fl.95)
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APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE
RELAÇÃO JURÍDICA-TRIBUTÁRIA. REDIRECIONAMENTO AOS SÓCIOS. PRECLUSÃO. Em 03/12/2014, a
parte ora apelada ajuizou ação declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária contra o Estado do Rio
Grande do Sul requerendo a nulidade da decisão que a incluiu no polo passivo da execução fiscal nº
005/1.06.000829-0, bem como a desconstituição das penhoras realizadas por força do feito executivo (fls.
02/14). Ocorre que a execução fiscal foi ajuizada em 10/02/2006, e o redirecionamento ao sócio ocorreu em
31/01/2008. Assim, a irresignação do apelado deveria ter sido arguida nos autos da própria ação
executiva ou por meio de embargos à execução e no momento oportuno, e não através da presente
demanda, ajuizada seis anos após a decisão judicial que deferiu o redirecionamento do feito executivo
fiscal. Evidente a preclusão temporal da matéria. À UNANIMIDADE, DERAM PROVIMENTO AO RECURSO.
(Apelação Cível, Nº 70085172237, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: João Barcelos
de Souza Junior, Julgado em: 26-08-2021). Grifei.
APELAÇÕES CÍVEIS. REEXAME NECESSÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. ICMS.
DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA EMPRESA. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO AOS SÓCIOS.
POSSIBILIDADE. ILEGITIMIDADE PASSIVA. SÓCIA-GERENTE QUE ADQUIRIU AS COTAS POR
DOAÇÃO. NULIDADE DA DOAÇÃO DECLARADA EM AÇÃO POSTERIORMENTE AJUIZADA. ANÁLISE
DA QUESTÃO NA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. (...) Ilegitimidade
passiva. Nulidade da doação das cotas sociais da empresa. Preclusão. O pedido de reconhecimento da
ilegitimidade passiva da embargante para responder pelos débitos tributários fundados no
reconhecimento da nulidade da doação das cotas sociais da empresa devedora foi analisado por meio
de petição anexada à execução fiscal e recebida, no juízo a quo, como exceção de pré-executividade, a
qual foi julgada na origem, com o desacolhimento da tese. Devidamente intimadas as partes da decisão
que reconheceu a legitimidade passiva da sócia, não houve a interposição de qualquer recurso pela
parte interessada. Preclusa, portanto, está a matéria, sendo defesa a reanálise da questão por meio do
presente recurso. (...) POR MAIORIA, NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO DA
EMBARGANTE, VENCIDA A REVISORA, E À UNANIMIDADE, DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO
RECURSO DE APELAÇÃO DO ESTADO. SENTENÇA CONFIRMADA, NO MAIS, EM REEXAME
NECESSÁRIO.(Apelação Cível, Nº 70045697521, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Adriana da Silva Ribeiro, Julgado em: 11-09-2014). Grifei.
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E
REPARAÇÃO DE DANO MORAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA.
PRESCRIÇÃO. QUESTÃO JÁ ANALISADA EM ANTERIOR DECISÃO. É vedado à parte discutir no curso
do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão, ainda que se trate de
matéria de ordem pública. No caso concreto, a prescrição foi rejeitada no curso do processo, motivo
pelo qual não pode a parte pretender a reapreciação da matéria. PRELIMINAR DE SENTENÇA EXTRA
PETITA. PRINCÍPIO DA VINCULAÇÃO DO PEDIDO. Consoante os princípios da adstrição e da vinculação do
juiz aos fatos da causa deve haver estrita relação entre a sentença, a causa de pedir e o pedido, sendo vedada
a sentença extra petita. Na hipótese, a sentença restringiu-se aos pedidos. Preliminar rejeitada. (...) APELAÇÃO
PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA PARTE, DESPROVIDA.(Apelação Cível, Nº 70082864034, Décima
Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Antonio Angelo, Julgado em: 26-08-2021). Grifei.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS DE TERCEIROS. PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE. MATÉRIA ATINGIDA PELA COISA JULGADA. OPEROU-SE NO CASO CONCRETO A
PRECLUSÃO CONSUMATIVA, VISTO QUE HÁ DECISÕES ANTERIORES SOBRE AS QUESTÕES
TRAZIDAS PELA RECORRENTE, MESMO EM SE TRATANDO DE MATÉRIA DE ORDEM
PÚBLICA. INCIDÊNCIA DO ART. 507, DO CPC. A REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JÁ ENFRENTADA NO
ACÓRDÃO E CONSEQUENTE REJULGAMENTO DO FEITO NÃO SE AMOLDA ÀS HIPÓTESES DO ART.
1022, DO CPC. AUSÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO (ART. 1.022, DO CPC).
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESACOLHIDOS.(Apelação Cível, Nº 50000501920158210045, Vigésima
Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiçado RS, Relator: Marco Aurélio Heinz, Julgado em: 26-05-2021).
Grifei.
APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA JÁ DECIDIDA EM RECURSO ANTERIOR.
PRECLUSÃO. GRAVAÇÃO AMBIENTAL POR UM DOS INTERLOCUTORES. AUSÊNCIA DE SIGILO OU
RESERVA. LICITUDE DA PROVA. FAVORECIMENTO DE JURISDICIONADO. COMPROVAÇÃO. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, MORMENTE À MORALIDADE E À IMPESSOALIDADE.
PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE NA SANÇÃO COMINADA. 1. Não obstante a prescrição se
trate de matéria de ordem pública, uma vez alegada, discutida e decidida, e não havendo recurso das
partes, opera-se a preclusão. Na hipótese, a questão relativa à prescrição já foi amplamente debatida no
feito, tendo havido pronunciamento deste Tribunal acerca do tema por ocasião do julgamento da
apelação cível de nº 70063131429, na qual decidiu-se pela inocorrência de prescrição, determinando-se
o recebimento da petição inicial da presente ação civil pública. Assim, a questão está acobertada pelos
efeitos da preclusão. (...)i. APELAÇÃO CÍVEL DESPROVIDA. UNÂNIME.(Apelação Cível, Nº 70083563973,
Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luiz Felipe Silveira Difini, Julgado em: 26-
11-2020). Grifei.
(...)
Destarte, impõe-se a manutenção da decisão agravada, na medida em que corretamente julgou preclusas as
matérias arguidas.
Com efeito, conforme se denota da ampla fundamentação do acórdão, que discorreu
suficientemente acerca do caso concreto, da legislação e precedentes aplicáveis, diversamente do que alega a
(e-STJ Fl.96)
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parte embargante, inclusive as matérias de ordem pública, como no caso da prescrição e consectários legais,
sujeitam-se à preclusão quando a parte executada dispunha do recurso cabível para enfrentar a matéria (agravo de
instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva decisão.
Nessa direção, evidente que a discussão presente se encontra preclusa.
Ademais, em que pese as matérias invocadas configurem de ordem pública, passíveis de serem
reconhecidas de ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já decida nos
autos, conforme o já citado art. 505 do Código de Processo Civil.
Destarte, impõe-se a manutenção do decisum da origem, na medida em que corretamente julgou
preclusas as matérias arguidas.
Ausente o vício sustentado, pois, resta evidente apenas a inconformidade da parte embargante com o
resultado da pretensão, buscando por via transversa sua alteração.
Nesse particular, como já fundamentado pelo Tribunal da Cidadania: "Se os fundamentos do acórdão
recorrido não se mostram suficientes ou corretos na opinião do recorrente, não quer dizer que eles não existam.
Não se pode confundir ausência de motivação com fundamentação contrária aos interesses da parte, como ocorreu
na espécie. Violação do art. 489, § 1º, do CPC/2015 não configurada" (AgInt no REsp 1.584.831/CE, Rel. Ministro
Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/6/2016, DJe 21/6/2016).
Ainda, “[...] o simples descontentamento da parte com o julgado não tem o condão de tornar cabíveis os
embargos de declaração, que servem ao aprimoramento, mas não à sua modificação, que só muito
excepcionalmente é admitida” (EDcl na PET nos EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 598827/RS, julgado em
15/12/2016, de Relatoria do Ministro Herman Benjamim).
Se não bastasse, incidente a tese firmada no Tema 339 do Supremo Tribunal Federal: "O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas”.
Por conseguinte, nada há a aclarar na decisão embargada.
Pelo exposto, voto por DESACOLHER OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .
Documento assinado eletronicamente por LAURA LOUZADA JACCOTTET, Desembargadora Relatora , em 9/2/2024, às 12:23:46, conforme art. 1º,
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1. in Direito processual civil esquematizado. 6. ed. São Paulo, Saraiva, 2016. p. 893;
1. A clássica divisão é de Giuseppe Chiovenda (Cosa juzgada y preclusión, in “Ensayos de Derecho Procesal Civil”, trad. por Santiago Santis Melendo,
Buenos Aires, Ediciones Jurídicas Europa-America, 1949, pp. 226 e seguintes).
(e-STJ Fl.97)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
RELATORA: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
EMENTA
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO.
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DECISÃO AGRAVADA QUE RECONHECEU A PRECLUSÃO
DAS MATÉRIAS VENTILADAS PELO EXEQUENTE. MANUTENÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS
A SANAR NO ACÓRDÃO.
1. Não se verifica no decisum hostilizado qualquer vício que justifique a interposição de embargos de
declaração, sendo incabível nesta via recursal a rediscussão da matéria já enfrentada nos autos,
devendo o recurso limitar-se aos requisitos do artigo 1.022 do Código de Processo Civil.
2. Os embargos declaratórios, em sua essência, revelam mera rediscussão do mérito do acórdão, o que
não se pode admitir, pois o Julgador não está obrigado a enfrentar os argumentos da parte um a um,
bastando que resolva a controvérsia de forma fundamentada. Precedentes do Superior Tribunal de
Justiça e deste órgão fracionário.
3. In casu, as questões postas em discussão foram dirimidas de forma suficiente, fundamentada e sem
vícios, subsistindo incólume o entendimento firmado no acórdão. Conforme já destacado na
decisão embargada, diversamente do que alega a parte embargante, inclusive as matérias de ordem
pública, como no caso da prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão quando a parte
executada dispunha do recurso cabível para enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal
recurso não restou conhecido, transitando em julgado a respectiva decisão. Nessa direção, evidente
que a discussão presente se encontra preclusa. Ademais, em que pese as matérias
invocadas configurem de ordem pública, passíveis de serem reconhecidas de ofício, não se há afastar
a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já decida nos autos, conforme o já citado art. 505
do Código de Processo Civil. Destarte, impõe-se a manutenção do decisum da origem, na medida em
que corretamente julgou preclusas as matérias arguidas.
DESACOLHERAM OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. UNÂNIME.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, a Egrégia 2ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade, desacolher os embargos de
declaração, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que integram o presente julgado.
Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2024.
Documento assinado eletronicamente por LAURA LOUZADA JACCOTTET, Desembargadora Relatora , em 9/2/2024, às 12:23:46, conforme art. 1º,
III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site https://eproc2g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?
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Signatário (a): LAURA LOUZADA JACCOTTETData e Hora: 9/2/2024, às 12:23:46
(e-STJ Fl.98)
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(e-STJ Fl.99)
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Evento 43
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_COM_ACORDAO
09/02/2024 12:48:31
DCRIBEIRO - DOUGLAS CUNHA HASSAN RIBEIRO - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
43
Complemento:
GabLLJ -> Sec2CCiv
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(e-STJ Fl.100)
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Evento 44
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
16/02/2024 12:34:19
KSSILVA - KAYLANE SOUZA DA SILVA - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
44
Agravante:
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
27/02/2024 00:00:00
Data Final:
18/03/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
EDSON FÁBIO EUZEBIO
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(e-STJ Fl.101)
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Evento 45
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
16/02/2024 12:34:19
KSSILVA - KAYLANE SOUZA DA SILVA - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
45
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
27/02/2024 00:00:00
Data Final:
09/04/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.102)
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Evento 46
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___JULGAMENTO
16/02/2024 12:34:19
KSSILVA - KAYLANE SOUZA DA SILVA - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
46
MinistÉrio pÚblico:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
19/02/2024 00:00:00
Data Final:
01/04/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
MARCELO LISCIO PEDROTTI
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.103)
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Evento 47
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
16/02/2024 15:37:16
MP-PEDROTTI - MARCELO LISCIO PEDROTTI - PROCURADOR
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
47
Complemento:
Refer. ao Evento: 46
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.104)
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Evento 48
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CIENCIA_COM_RENUNCIA_AO_PRAZO___REFER__AO_EVENTO__46
16/02/2024 15:37:16
MP-PEDROTTI - MARCELO LISCIO PEDROTTI - PROCURADOR
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
48
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.105)
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Evento 49
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
26/02/2024 23:59:59
SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
49
Complemento:
Refer. aos Eventos: 44 e 45
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.106)
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Evento 50
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECURSO_ESPECIAL
18/03/2024 16:54:17
RS050400 - EDSON FÁBIO EUZEBIO - ADVOGADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
50
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.107)
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A)
DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000
Obj.: RECURSO ESPECIAL.
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, já qualificado nos autos em epígrafe,
que move em face de INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL -
IPE -PREV., igualmente qualificado, vem, respeitosamente, por seu advogado, inconformado com
o v. Acórdão de ev. 42, interpor o presente RECURSO ESPECIAL, na forma do art. 105, inciso III,
“a” e “c” da CF/88 c/c art. 1.029 e seguintes do Código de Processo Civil.
Outrossim, informa que dispensado do preparo diante do deferimento do
benefício de gratuidade da justiça (Ev.3, PROCJUDIC1, pg. 42).
Requer, assim, seja recebida a inconformidade, proferindo-se juízo de
retratação, se for o caso, ou com ulterior admissão, e, procedidas as diligências de estilo,
consequente remessa ao e. Superior Tribunal de Justiça.
Porto Alegre/RS, 18 de agosto de 2023.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZEBIO
Advogado
OAB/SC nº 50.400
(e-STJ Fl.108)
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PROCESSO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000 /TJRS.
CÂMARA DE ORIGEM: 2ª CÂMARA CÍVEL
TRIBUNAL DE ORIGEM: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
RAZÕES
DO
RECURSO ESPECIAL
RECORRENTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADV(S):
EDSON FÁBIO EUZEBIO – OAB/RS Nº 50.400
RECORRIDO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -
PREV
ADV(S): VICTOR HERZER DA SILVA P291285602
(e-STJ Fl.109)
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1. EMENTA INTRODUTÓRIA
Trata-se de Recurso Especial contra acórdão proferido nos autos do recurso de
agravo de instrumento n. CNJ: 5035912-60.2023.8.21.7000, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de
Justiça do RS, que afastou a aplicação do TEMA 810/STF e 905/STJ, sob alegação de preclusão,
olvidando que a questão de correção monetária é de trato sucessivo, bem como que a aplicação
de TR foi aplicada em função de liminaresnas ADI 4357 e ADI 4425, onde, provisoriamente, se
determinava a aplicação de TR como índice de correção monetária dos débitos da fazenda
pública.
Ou seja, ao depois, tais liminares foram revogadas, pela decisão em conjunto
das ADIs e RE 870947 pelo STF, consolidado no TEMA 810/STF, que julgou inconstitucional o
índice de TR para corrigir débitos da fazenda pública, pelo que não há que se falar em "preclusão"
para aplicação do decidido pelo STF, com efeito vinculante, no TEMA 810, porquanto os outros
índices foram aplicados apenas provisoriamente por força das referidas liminares, que, agora,
revogadas, é caso de expedição de Precatório Complementar, na forma da regra do art. 493, c/c
art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC.
Assim, não há que se falar em preclusão, dado que, tratando-se de matéria de
ordem pública, ex officio, com efeito vinculante, (TEMA 810/STF) deve ser observado o decidido
pela Corte Suprema.
Decorrente disso, tem-se que o acórdão vergastado ofende e nega vigência
à regra federal (art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC), bem como o Tema
905/STJ, pelo que se impõe o presente Recurso Especial, pelas alíneas "a" e "c" do art. 105/CF,
na forma das razões que seguem.
Essa, pois, o apertado resumo do caso dos autos.
2. DO CABIMENTO E TEMPESTIVIDADE E PREQUESTIONAMENTO
O acórdão recorrido teve sua intimação veiculada no sistema E-PROC TJRS em
16/02/2024, com início da contagem do prazo em 27/02/2024 e termo final (15 dias) em
18/03/2024.
Atempado, pois, o presente inconformismo, na forma do art. 1.029 e seguintes
do CPC/2015.
Outrossim, consoante adiantado na ementa introdutória, o presente recurso
especial tem cabimento com esteio n na alínea "a" e "c" do Inc. III, do art. 105 da CF, dado que o
acórdão vergastado contraria e nega vigência à Lei Federal, vigente ao tempo de seu
proferimento, qual seja: (art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC), bem como o Tema
905/STJ.
(e-STJ Fl.110)
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O detalhamento de tais particulares, por despiciendo em sede de demonstração
de cabimento, seguirá com as razões propriamente ditas, adiante no mérito do recurso; até para
esquivar tautologia por repetição argumentativa. Nesse sentido, a segura lição de NELSON
NERY[1], que dispensa encômios, que, pela precisão jurídica absoluta, agrega-se aqui:
Demonstração do cabimento do recurso. Não é preciso discutir o mérito do
recurso, bastando o recorrente sustentar a existência dos requisitos
constitucionais para o cabimento do RE ou do REsp. A efetiva violação da
CF ou da lei federal é o mérito do recurso, que deverá ser analisado em
outro tópico das razões recursais (CPC 541, III).
Quanto ao prequestionamento, tem-se como ocorrente na espécie, porquanto
o thema foi ventilado desde o início, na apelação e depois nos embargos declaratórios, para fins
de prequestionamento explícito, estando assim atendida no tópico a matéria objeto do presente,
conforme consta dos autos, na forma do art. 1.025/CPC. Nesse sentido:
Informativo STF n. 126, 5 a 9 de outubro de 1998. E, no mesmo
sentido: "Se o acórdão recorrido deixou de enfrentar questão
constitucional aventada no processo, a interposição de embargos de
declaração a respeito satisfaz a exigência do prequestionamento para o
recurso extraordinário, não importando que, persistindo na omissão, o
Tribunal recorrido não se tenha manifestado sobre os temas avençados
(Súmula n. 356)." (Ementa oficial – RE n. 236.316-RS, rel. Min. Sepúlveda
Pertence) Informativo STF, n. 111, 18 a 22 de maio de 1998.
Destarte, do exposto, recolhe-se, que o presente tem cabimento e está
prequestionado, por um ou outro ângulo examinado, merecendo, pois, admissão, seguimento e
julgamento.
3 – DAS RAZÕES RECURSAIS. DA NÃO INCIDÊNCIA DE PRECLUSÃO.
MATÉRIA EX LEGE POSSIBILIDADE. TEMA 905/STJ. ART. 493. ART. 494, I, IN FINE. ART.
505, I, CPC.
Conforme adiantado, o acórdão vergastado ofende e nega vigência à regra
federal (art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC), bem como o Tema 905/STJ.
É que, com efeito, a questão da correção monetária é de trato sucessivo, e,
assim, tendo havido a revogação das liminares da ADI 4357 e ADI 4425, onde, provisoriamente,
se determinava a aplicação de TR como índice de correção monetária dos débitos da fazenda
pública, impõe-se a expedição de precatório complementar para pagamento da diferença
resultante da aplicação do índice de correção monetária definido para os débitos da fazenda
pública (IPCA), conforme Tema 905/STJ e tema 810/STF.
E, assim, não há que se falar em "preclusão", como equivocadamente decidiu o
acordão recorrido, para aplicação do índice de correção monetária, ao final, estabelecidos para os
(e-STJ Fl.111)
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débitos da Fazenda Pública, pelos Temas 905/STJ e 810/STF, na forma da inteligência das regras
dos art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC.
Nesse sentido, por exemplo:
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. JUROS DE MORA. CORREÇÃO MONETÁRIA.
MATÉRIAS DE ORDEM PÚBLICA. NATUREZA PROCESSUAL.
APLICAÇÃO IMEDIATA AOS PROCESSOS EM CURSO. COISA
JULGADA. NÃO VIOLAÇÃO.
1. É firme o entendimento nesta Corte, no sentido de que “a aplicação
de juros e correção monetária pode ser alegada na instância ordinária a
qualquer tempo, podendo, inclusive, ser conhecida de ofício. A decisão
nesse sentido não caracteriza julgamento extra petita, tampouco conduz à
interpretação de ocorrência de preclusão consumativa, porquanto tais
institutos são meros consectários legais da condenação” (AgInt no REsp
1353317/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 3/8/2017, DJe 9/8/2017).
2. No que diz respeito aos juros de mora, a Corte Especial do Superior
Tribunal de Justiça assentou a compreensão de que a alteração do artigo
1º-F da Lei 9.494/1997, introduzida pela Medida Provisória 2.180-
35/2001, tem aplicação imediata aos processos em curso, incidindo o
princípio do tempus regit actum.
3. Ainda na linha de nossa jurisprudência, “A Primeira Seção do STJ,
no julgamento do REsp 1.112.746/DF, afirmou que os juros de mora e a
correção monetária são obrigações de trato sucessivo, que se renovam mês
a mês, devendo, portanto, ser aplicadas no mês de regência a legislação
vigente. Por essa razão, fixou-se o entendimento de que a lei nova
superveniente que altera o regime dos juros moratórios deve ser aplicada
imediatamente a todos os processos, abarcando inclusive aqueles em que
já houve o trânsito em julgado e estejam em fase de execução. Não há,
pois, nesses casos, que falar em violação da coisa julgada.” (EDcl no
AgRg no REsp 1.210.516/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA
FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/9/2015, DJe 25/9/2015).
4. Agravo interno não provido.
5. (AgInt no AREsp 1696441/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/02/2021, DJe 26/02/2021).
Em outras palavras, a questão da correção monetária dos débitos da Fazenda
Pública estava controvertida perante ao e. STF, e, assim, por força das liminares deferidas nas
ações reunidas (ADI 4357 e ADI 4425), passou-se utilizar o índice da TR para tal atualização
monetária; porém, provisoriamente, até solução definitiva. Sobreveio a solução definitiva, que
tornou sem efeito as liminares, e determinou o uso do IPCA como fator de correção
monetária, sem modulação de efeitos (conforme Tema 810/STF e 905/STJ, art. 493, c/c art.
494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC).
(e-STJ Fl.112)
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Merece, destarte, renovada máxima vênia, reforma o acórdão do Tribunal
de Justiça vergastado, para assentar que: "É firme o entendimento nesta Corte, no sentido
de que “a aplicação de juros e correção monetária pode ser alegada na instância ordinária
a qualquer tempo, podendo, inclusive, ser conhecida de ofício. A decisão nesse sentido
não caracteriza julgamento extra petita, tampouco conduz à interpretação de ocorrência de
preclusão consumativa, porquanto tais institutos são meros consectários legais da
condenação” (AgInt no REsp 1353317/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 3/8/2017, DJe 9/8/2017)."; bem como que “A Primeira Seção do STJ, no julgamento
do REsp 1.112.746/DF, afirmou que os juros de mora e a correção monetária são
obrigações de trato sucessivo, que se renovam mês a mês, devendo, portanto, ser aplicadas no
mês de regência a legislação vigente. Por essa razão, fixou-se o entendimento de que a lei
nova superveniente que altera o regime dos juros moratórios deve ser aplicada
imediatamente a todos os processos, abarcando inclusive aqueles em que já houve o
trânsito em julgado e estejam em fase de execução. Não há, pois, nesses casos, que falar
em violação da coisa julgada.” (EDcl no AgRg no REsp 1.210.516/RS, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/9/2015, DJe 25/9/2015)."
Nesse sentido, por exemplo, pela pertinência:
(...) Em que pese aos argumentos aduzidos no presente recurso, a decisão
agravada não merece reparos. Como antes asseverado, o entendimento
adotado pelo Tribunal de origem encontra-se em dissonância com a
jurisprudência desta Corte, firme no sentido de que “a aplicação de juros
e correção monetária pode ser alegada na instância ordinária a qualquer
tempo, podendo, inclusive, ser conhecida de ofício.(AgInt no AREsp
1696441/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado
em 23/02/2021, DJe 26/02/2021).
(...) A decisão nesse sentido não caracteriza julgamento extra petita,
tampouco conduz à interpretação de ocorrência de preclusão
consumativa, porquanto tais institutos são meros consectários legais da
condenação” (AgInt no REsp 1353317/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 3/8/2017, DJe 9/8/2017)
(...) 3. Nos termos da jurisprudência do STJ, “a aplicação de juros e
correção monetária pode ser alegada na instância ordinária a qualquer
tempo, podendo, inclusive, ser conhecida de ofício. A decisão nesse
sentido não caracteriza julgamento extra petita, tampouco conduz à
interpretação de ocorrência de preclusão consumativa, porquanto tais
institutos são meros consectários legais da condenação.” (AgInt no REsp
1.353.317/RS, Rel Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 9/8/2017).
(...) 3. Esta Corte possui o entendimento de que os juros de mora e a
correção monetária são encargos acessórios da obrigação principal e
(e-STJ Fl.113)
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devem ser incluídos na conta de liquidação, ainda que já homologado o
cálculo anterior, inexistindo preclusão ou ofensa à coisa julgada por
causa dessa inclusão. Precedentes. 4. Agravo interno não provido. (AgInt
no AREsp 1092158/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 19/09/2017, DJe 27/09/2017)
(...) 3. Esta Corte possui o entendimento de que os juros de mora e a
correção monetária são encargos acessórios da obrigação principal e
devem ser incluídos na conta de liquidação, ainda que já homologado o
cálculo anterior, inexistindo preclusão ou ofensa à coisa julgada por
causa dessa inclusão. É o caso. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no
AREsp 856.426/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
julgado em 23/08/2016, DJe 02/09/2016).
(...) “a Primeira Seção do STJ, no julgamento do REsp 1.112.746/DF,
afirmou que os juros de mora e a correção monetária são obrigações de
trato sucessivo, que se renovam mês a mês, devendo, portanto, ser aplicada
no mês de regência a legislação vigente. Por essa razão, fixou-se o
entendimento de que a lei nova superveniente que altera o regime dos
juros moratórios deve ser aplicada imediatamente a todos os processos,
abarcando inclusive aqueles em que já houve o trânsito em julgado e
estejam em fase de execução. Não há, pois, nesses casos, que falar em
violação da coisa julgada.” (EDcl no AgRg no REsp 1.210.516/RS, Rel.
Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado
e 15/9/2015, DJe 25/9/2015.)
(...) Por essa razão, fixou-se o entendimento de que a lei nova
superveniente que altera o regime dos juros moratórios deve ser aplicada
imediatamente a todos os processos, abarcando inclusive aqueles em que
já houve o trânsito em julgado e estejam em fase de execução. Não há,
pois, nesses casos, que falar em violação da coisa julgada.” (EDcl no
AgRg no REsp 1.210.516/RS, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho,
Primeira Turma, DJe 25/9/2015). 3. Agravo interno não provido. (AgInt no
AREsp 1341116/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES,
PRIMEIRATURMA, julgado em 28/09/2020, DJe 01/10/2020)
Ademais, no mesmo sentido, o e. STF, quando da decisão do Tema 733, fez
ressalva expressaao final no sentido de que, nas questões de trato sucessivo, onde se
inserem juros e correção, a Repercussão Geral do Tema 810/STF produz efeitos imediatos,
nas execuções ainda não quitadas conforme inteligência do item 4, in fine, da Ementa do Tema.
Assim, o Tema 810/STF produz efeitos imediatos e diretos nas execuções/cumprimento de
sentenças contra a fazenda pública em andamento (como é o caso), nos exatos termos da
decisão dos embargos de declaração do Juízo a quo. Nesse sentido, confira-se:
STF - RE 730.462 - TEMA 733 - “;4. Afirma-se, portanto,como tese de
repercussão geral que a decisão do SupremoTribunal Federal declarando a
constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo não
produz a automática reforma ou rescisão das sentenças anteriores e que
tenham adotado entendimento diferente; para que tal ocorra, será
indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for o caso, a
(e-STJ Fl.114)
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propositura da ação rescisória própria, nos termos do art. 485, V, do CPC,
observado o respectivo prazo decadencial (CPC, art. 495). Ressalva-se
desse entendimento, quanto à indispensabilidade da ação rescisória, a
questão relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida
em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado.” (g.n)
Destarte, renovada máxima vênia, tem-se que, consoante acima explicitado, o
acórdão recorrido violou as regras dos art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC, e
Tema 905/STJ e Tema 810/STF, merecendo assim, reforma para restar assentado que, "É firme
o entendimento nesta Corte, no sentido de que “a aplicação de juros e correção monetária
pode ser alegada na instância ordinária a qualquer tempo, podendo, inclusive, ser
conhecida de ofício. A decisão nesse sentido não caracteriza julgamento extra petita,
tampouco conduz à interpretação de ocorrência de preclusão consumativa, porquanto tais
institutos são meros consectários legais da condenação” (AgInt no REsp 1353317/RS, Rel.
Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 3/8/2017, DJe 9/8/2017).", bem como
que “A Primeira Seção do STJ, no julgamento do REsp 1.112.746/DF, afirmou que os juros
de mora e a correção monetária são obrigações de trato sucessivo,que se renovam mês a
mês, devendo, portanto, ser aplicadas no mês de regência a legislação vigente. Por essa
razão, fixou-se o entendimento de que a lei nova superveniente que altera o regime dos
juros moratórios deve ser aplicada imediatamente a todos os processos, abarcando
inclusive aqueles em que já houve o trânsito em julgado e estejam em fase de execução.
Não há, pois, nesses casos, que falar em violação da coisa julgada.” (EDcl no AgRg no REsp
1.210.516/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em
15/9/2015, DJe 25/9/2015)."; podendo ser expedido Precatório Complementar, se for o caso, para
adimplmento da diferença faltante, na forma do TEMA 905 e 810/STF.
4. EMENTA CONCLUSIVA
PELO FIO DO EXPOSTO, espera e requer, respeitosamente, o recorrente(s),
seja admitido, conhecido e provido o presente Recurso Especial para reformar o acórdão do
Tribunal Local vergastado, pela alínea "a" e "c" do art. 105/CF, no que contraria a Lei Federal (art.
493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC), bem como o assentado pela jurisprudência
pacificada da Corte Superior (Tema 905/STJ e Tema 810/STF), na forma das razões retro
expendidas; para que, com isso, se efetive, mais uma vez, a tão almejada JUSTIÇA.
Porto Alegre/RS, 18 de agosto de 2023.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
(e-STJ Fl.115)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 51
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECURSO_EXTRAORDINARIO___REFER__AO_EVENTO__44
18/03/2024 16:54:49
RS050400 - EDSON FÁBIO EUZEBIO - ADVOGADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
51
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.116)
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DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DA 2ª CÂMARA CÍVEL
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
Obj.: Recurso Extraordinário.
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, já qualificada nos autos em epígrafe,
que move em face do INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL -
IPE -PREV, igualmente qualificado, vem, respeitosamente, perante o MM. Juízo, por seu
advogado, inconformado com o v. Acórdão de ev. 42, interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO,
forte na regra do art. 102, inciso III, “a” da Constituição Federal/88 c/c art. 15 da Lei 10.259/01 e
art. 321 do Regimento Interno do STF, pleiteando seu regular processamento, independentemente
de preparo, porquanto beneficiário de AJ (Ev.3, PROCJUDIC1, pg. 42), com a oportuna remessa
dos autos à instância recursal competente, requerendo, antes, seja proferido juízo de retratação,
se for o caso.
Porto Alegre/RS, 18 de março de 2024.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZÉBIO
OAB/RS Nº 50.400
OAB/SC Nº 59.524
(e-STJ Fl.117)
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE
EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
RAZÕES
DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECORRENTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADVOGADO(S): EDSON FÁBIO EUZÉBIO (OAB/RS Nº 50.400 e OAB/SC Nº 59.524)
RECORRIDO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -
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PROCURADOR(ES): VICTOR HERZER DA SILVA P291285602
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
ORIGEM: 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.
(e-STJ Fl.118)
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EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
EMINENTES MINISTROS
1 – EMENTA INTRODUTÓRIA.
Trata-se de Recurso Extraordinário manejado contra decisão do E. TJRS que,
maxima venia, contrariou entendimento consolidado por esse E. Supremo Tribunal Federal no
Tema 1.170/STF, bem como regras dos arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 105, III, e arts. 102, caput, l,
c/c 195, § 5º, da Constituição Federal, ao negar a aplicação do comando contido no Tema
810/STF sob alegação de coisa julgada e preclusão, olvidando que a questão de correção
monetária é de trato sucessivo, bem como que a aplicação de TR foi aplicada em função de
liminares nas ADI 4357 e ADI 4425, cujas, ao cabo, foram revogadas pela decisão em conjunto
das ADIs e RE 870947 pelo STF.
Assim, diante de violação à Constituição Federal (arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV,
105, III, e arts. 102, caput, l, c/c 195, § 5º), bem como aos comandos contidos nos Temas 810 e
1.170/STF, não resta outra alternativa senão interpor o presente Extraordinário, na forma do art.
102, inciso III, “a” da Constituição Federal/88 c/c art. 15 da Lei 10.259/01 e art. 321 do Regimento
Interno do STF, conforme razões que seguem.
Essa, pois, a apertada síntese do caso dos autos.
Vejamos o direito.
2 – DO CABIMENTO E TEMPESTIVIDADE E PREQUESTIONAMENTO.
O acórdão recorrido teve sua intimação veiculada no sistema E-PROC TJRS em
16/02/2024, com início da contagem do prazo em 27/02/2024 e termo final (15 dias) em
18/03/2024, sendo cabível e atempado, portanto, o presente.
Outrossim, consoante adiantado na ementa introdutória, o presente recurso
especial tem cabimento com esteio no art. 102, inciso III, “a” da Constituição Federal/88 c/c art. 15
da Lei 10.259/01 e art. 321 do Regimento Interno do STF, dado que o acórdão vergastado
contraria e nega vigência à Constituição Federal (arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 105, III, e arts. 102,
caput, l, c/c 195, § 5º), cujo entendimento restou consolidado nos Temas 810 e 1170/STF.
O detalhamento de tais particulares, por despiciendo em sede de demonstração
de cabimento, seguirá com as razões propriamente ditas, adiante no mérito do recurso; até para
esquivar tautologia por repetição argumentativa. Nesse sentido, a segura lição de NELSON
NERY[1], que dispensa encômios, que, pela precisão jurídica absoluta, agrega-se aqui:
Quanto ao prequestionamento, tem-se como ocorrente na espécie, porquanto
o thema foi ventilado desde o início, no juízo originário e, ao depois, no Tribunal a quo, para fins
(e-STJ Fl.119)
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de prequestionamento explícito, estando assim atendida no tópico a matéria objeto do presente,
conforme consta dos autos.
Destarte, do exposto, recolhe-se, que o presente tem cabimento e está
prequestionado, por um ou outro ângulo examinado, merecendo, pois, admissão, seguimento e
julgamento, conforme razões abaixo.
3 – RAZÕES DO RECURSO.
Conforme adiantado, o julgado recorrido, ao indeferir a pretensão autoral de
aplicação do Tema 810/STF ao cumprimento de sentença ainda em curso por alegada coisa
julgada e preclusão, incorreu em violação frontal aos itens “3”, “4” e “5” do Tema 1.170/STF (art.
5º, XXXV, XXXVI e LIV, e 105, III, da Constituição Federal), que assim dispõem, expressamente:
Tema 1170 - Validade dos juros moratórios aplicáveis nas condenações da
Fazenda Pública, em virtude da tese firmada no RE 870.947 (Tema 810),
na execução de título judicial que tenha fixado expressamente índice
diverso. (g.n.)........................
3. O trânsito em julgado de sentença que tenha fixado percentual de juros
moratórios não impede a observância de alteração legislativa futura, como
no caso, em que se requer a aplicação da Lei n. 11.960/2009. (g.n.)
4. Inexiste ofensa à coisa julgada, uma vez não desconstituído o título
judicial exequendo, mas apenas aplicada legislação superveniente cujos
efeitos imediatos alcançam situações jurídicas pendentes, em consonância
com o princípio tempus regit actum. (g.n.)
5. Recurso extraordinário provido, para reformar o acórdão recorrido, a
fim de que seja aplicado o índice de juros moratórios estabelecido pelo art.
1º-F da Lei n. 9.494/1997, na redação dada pela de n. 11.960/2009.
(RE 1317982 / ES – TEMA 1.170/STF)
É que, com efeito, a questão da correção monetária é de trato sucessivo, e,
assim, tendo havido a revogação das liminares da ADI 4357 e ADI 4425, onde, provisoriamente,
se determinava a aplicação de TR como índice de correção monetária dos débitos da fazenda
pública, impõe-se a expedição de precatório complementar para pagamento da diferença
resultante da aplicação do índice de correção monetária definido para os débitos da fazenda
pública (IPCA), conforme Tema 905/STJ e tema 810/STF.
Ou seja, não há que se falar em "preclusão", como equivocadamente decidiu o
acordão recorrido, para aplicação do índice de correção monetária, ao final, estabelecidos para os
débitos da Fazenda Pública, conforme Tema 810/STF, cujo não se sujeita à preclusão ou coisa
julgada, conforme expressamente estabelecido no Tema 1170/STF.
No mesmo sentido, inclusive, é remansosa a Jurisprudência dessa E. Corte,
vejamos:
(e-STJ Fl.120)
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(...) Decisão pela preclusão da matéria atinente a precatório complementar,
porquanto já ocorreu o cumprimento de sentença em processo anterior a
este, cujo pagamento já foi devidamente realizado. (...) 2. Tenho como
necessária a devolução do feito novamente à Corte distrital, pois, em
situações análogas, nas quais se tem a possibilidade, ou não, de superação
do instituto de preclusão para se ter a adoção do entendimento firmado no
Tema n. 810 da repercussão geral, o Supremo Tribunal federal tem
determinado a devolução de processos com suporte no Tema n. 1.170,
conforme o decidido nos seguintes casos: ARE 1.396.980, Relator o
ministro Edson Fachin; RE 1.378.555, Relator o ministro Alexandre de
Moraes; e RE 1.399.602, Relatora a ministra Cármen Lúcia; entre outros.
Nesse tema n. 1.170 (RE 1.317.982), o Plenário do Supremo reconheceu a
existência de repercussão geral de controvérsia constitucional atinente à
questão da modificação de critério de juros de mora definido em sentença
transitada em julgado para se adequar ao Tema n. 810. (ARE 1414748
Relator(a): Min. NUNES MARQUES Julgamento: 13/03/2023 Publicação:
22/03/2023)(g.n.)
Em outras palavras, a questão da correção monetária dos débitos da Fazenda
Pública estava controvertida perante ao e. STF, e, assim, por força das liminares deferidas nas
ações reunidas (ADI 4357 e ADI 4425), passou-se utilizar o índice da TR para tal atualização
monetária; porém, provisoriamente, até solução definitiva. Sobreveio a solução definitiva, que
tornou sem efeito as liminares, e determinou o uso do IPCA como fator de correção monetária,
sem modulação de efeitos (conforme Tema 810/STF e 905/STJ, art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e
art. 505, I, do CPC).
Ademais, no mesmo sentido, o e. STF, quando da decisão do Tema 733, fez
ressalva expressa ao final no sentido de que, nas questões de trato sucessivo, onde se inserem
juros e correção, a Repercussão Geral do Tema 810/STF produz efeitos imediatos, nas
execuções ainda não quitadas conforme inteligência do item 4, in fine, da Ementa do Tema.
Assim, o Tema 810/STF produz efeitos imediatos e diretos nas execuções/cumprimento de
sentenças contra a fazenda pública em andamento (como é o caso), nos exatos termos da
decisão dos embargos de declaração do Juízo a quo. Nesse sentido, confira-se:
STF - RE 730.462 - TEMA 733 - “;4. Afirma-se, portanto,como tese de
repercussão geral que a decisão do SupremoTribunal Federal declarando a
constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo não
produz a automática reforma ou rescisão das sentenças anteriores e que
tenham adotado entendimento diferente; para que tal ocorra, será
indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for o caso, a
propositura da ação rescisória própria, nos termos do art. 485, V, do CPC,
observado o respectivo prazo decadencial (CPC, art. 495). Ressalva-se
desse entendimento, quanto à indispensabilidade da ação rescisória, a
questão relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida em
caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado.”
(e-STJ Fl.121)
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Assim, diante de flagrante violação à regra dos arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV,
105, III, e arts. 102, caput, l, c/c 195, § 5º, da Constituição Federal, consolidadas nos Temas
810/STF e 1.170/STF, tem-se que é caso de restar conhecido e provido o presente para
determinar a devolução do feito à origem, comandando a imediata aplicação do comando contido
nos referidos Temas, consolidando-se a validade da correção monetária e dos juros moratórios
incidentes sobre as condenações impostas à Fazenda Pública, conforme previstos no art. 1º-F da
Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009.
4 – DOS REQUERIMENTOS.
Destarte, pelo fio de todo o exposto, diante de flagrante violação à regra dos
arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 105, III, e arts. 102, caput, l, c/c 195, § 5º, da Constituição Federal,
consolidadas nos Temas 810/STF e 1.170/STF, tem-se que é caso de restar conhecido e provido
o presente para determinar a devolução do feito à origem, comandando a imediata aplicação do
comando contido nos referidos Temas, consolidando-se a validade da correção monetária e dos
juros moratórios incidentes sobre as condenações impostas à Fazenda Pública, conforme
previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009; para que, com
isso, se efetive, mais uma vez, a tão almejada JUSTIÇA.
Porto Alegre/RS, 18 de março de 2024.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZÉBIO
OAB/RS Nº 50.400
OAB/SC Nº 59.524
(e-STJ Fl.122)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 52
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
10/04/2024 01:02:40
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
52
Complemento:
Refer. ao Evento: 45
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.123)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 53
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_PARA_SECRETARIA_DE_RECURSOS
11/04/2024 11:08:31
CHANG - PAULA CHANG DE ALMEIDA - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
53
Complemento:
Sec2CCiv -> SREC
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.124)
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PÁGINADE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 54
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___CONTRARRAZOES
15/04/2024 15:21:11
DANYROSA - DANYELLE ROSA DE OLIVEIRA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
54
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
26/04/2024 00:00:00
Data Final:
28/06/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
THIAGO JOSUE BEN
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.125)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 55
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
25/04/2024 23:59:59
SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
55
Complemento:
Refer. ao Evento: 54
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.126)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 56
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_CERTIDAO___ALTERACAO_DO_PRAZO
09/05/2024 22:20:49
BIANATC.ADM - FABIANA TAVARES COSTA - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
56
Complemento:
11/05/2024 até 17/05/2024 - Motivo: SUSPENSÃO DE PRAZOS - Art. 2º do Ato Conjunto nº 03/2024-P e CGJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.127)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 57
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_CERTIDAO___ALTERACAO_DO_PRAZO
14/05/2024 19:21:26
BIANATC.ADM - FABIANA TAVARES COSTA - ADMINISTRADOR DO SISTEMA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
57
Complemento:
18/05/2024 até 31/05/2024 - Motivo: SUSPENSÃO DE PRAZOS - Ato conjunto 004/2024-P e CGJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.128)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 58
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONTRARRAZOES
31/05/2024 11:11:15
89027825000103 - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
58
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.129)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO
1
LSF
EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DESEMBARGADOR (A) 1º VICE-PRESIDENTE DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000
Parte adversa: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL - IPERGS, pessoa jurídica de Direito Público interno, por sua representação judicial, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar CONTRARRAZÕES AO
RECURSO ESPECIAL, interposto pela parte adversa, requerendo sejam recebidas e
remetidas ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça, para apreciação.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 19 de abril de 2024.
Fabricia Boscaini
Procuradora do Estado
OAB-RS nº 44.420
(e-STJ Fl.130)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO
2
LSF
EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA:
COLENDA TURMA
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) RELATOR(A):
I. Do breve resumo do feito:
Trata-se de recurso especial interposto pela parte adversa, com fundamento
nas alíneas " a" e “c” do artigo 105, III, da CF, em face de acórdão proferido pela 2ª Câmara
Cível do Tribunal de Justiça que manteve os consectários legais contidos no título judicial em
fase de cumprimento de sentença, em razão do reconhecimento da preclusão.
Com efeito, deve ser mantida a decisão, porque manifestamente
inadmissível o recurso especial.
II. Preliminarmente:
1. Da inadmissão do recurso com base nas alíneas “a” e “c” do inciso III do art. 105 da
Constituição Federal:
a) Do mero desejo de reexame:
É pacífico tanto na doutrina como na jurisprudência que o recurso
excepcional não se presta à mera correção de injustiça do julgado, mas, sim, à proteção da
ordem jurídica. A tutela do direito subjetivo individual dá-se apenas indiretamente, como
corolário da preservação do ordenamento constitucional ou infraconstitucional.
A via do recurso especial, portanto, não se identifica com uma terceira
instância, sendo necessária a identificação e delimitação de questão jurídica relevante a ponto
de justificar o conhecimento da irresignação. A mera injustiça não justificaria a interposição de
recurso especial.
Ainda que sejam tais afirmações bastante contundentes, são elas
plenamente justificadas dentro da ideia de sistema. Nesse sentido, leciona Rodolfo Camargo
Mancuso1, em obra sobre a matéria:
Dizer que o recurso extraordinário e especial não se destinam
precipuamente à revisão de decisões injustas é afirmação que à
primeira vista pode chocar, mas que é compreensível, dentro de
um sistema. Assim como o STF não é simplesmente mais um
Tribunal Superior, e sim a Corte Suprema, encarregada de
manter o império e a unidade do direito constitucional, também
o recurso extraordinário não configura mais uma hipótese de
impugnação, e sim o remédio de cunho político-constitucional
(seus pressupostos não estão na lei processual) que permite ao
1 Recurso Especial e Extraordinário, 7ª edição, São Paulo, Editoa Revista dos Tribunais, 2001, p. 117-120.
(e-STJ Fl.131)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO
3
LSF
STF dar cumprimento à elevada missão de guarda da
Constituição (CF, art. 102, caput).
Naturalmente, ao aplicar o direito à espécie (RISTF, art. 324), a
Corte também provê sobre o direito subjetivo individual da parte;
isso, todavia, aparece como um efeito “indireto” ou “reflexo” do
provimento sobre o recurso, já que, como antes dito, a finalidade
precípua dos recursos excepcionais é a de propiciar aos
Tribunais da Federação o zelo pela validade, autoridade,
uniformidade, e, enfim, pela inteireza positiva do direito
constitucional, na expressiva locução de Pontes de Miranda, o
mesmo se aplicando ao direito federal comum, no âmbito do
STJ.
(...)
O que ora se disse aplica-se ao recurso especial, sendo que a
questão federal (que deve ter sido prequestionada), é que
legitimará o seu exercício, e não, simplesmente, a alegação de
injustiça da decisão recorrida. Até porque, o problema do justo
(que tangencia, mas não se identifica completamente com o
jurídico), é de se pressupor que já foi examinado nas instâncias
ordinárias, mesclado ao exame da matéria de fato.
Atente-se ao fato de que apenas a afronta à lei pode ser apreciadaJulgado em: 31-08-2020).
Destarte, por qualquer ângulo examinado tem-se que, na esteira dos
Precedentes, é possível a revisão do capítulo dos consectários legais fixados no título judicial
(Temas 905/STJ e 810/STF), em fase de liquidação ou cumprimento de sentença, em virtude da
alteração operada pela lei nova. (REsp 1.111.117/PR e REsp 1.111.119/PR, Rel. p/ Acórdão
Ministro Mauro Campbell Marques, Corte Especial, DJe 2.9.2010 - submetido ao regime dos
recursos repetitivos). (...) (AgInt no REsp 1565926/MT, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN,
julgado em 05/09/2019, DJe 22/10/2019).
Assim, no tópico, deve restar afastada a pretensão do devedor de correção
monetária pela TR, dado que foi julgada inconstitucional pelo STF, sem modulação de efeitos
(art. 102, § 2º, CF) (Tema 810/STF), bem como que os juros de mora devem observar o Tema
905/STJ, a serem assim fixados, na forma da regra do art. 927, III e IV, do CPC:
TEMA 905 (...) "3.1.1 Condenações judiciais referentes a servidores e
empregados públicos. As condenações judiciais referentes a
servidores e empregados públicos, sujeitam-se aos seguintes
encargos: (a) até julho/2001: juros de mora: 1% ao mês (capitalização
simples); correção monetária: índices previstos no Manual de Cálculos
da Justiça Federal, com destaque para a incidência do IPCA-E a partir
de janeiro/2001; (b) agosto/2001 a junho/2009: juros de mora: 0,5% ao
mês; correção monetária: IPCA-E; (c) a partir de julho/2009: juros de
mora: remuneração oficial da caderneta de poupança; correção
monetária: IPCA-E."
(e-STJ Fl.9)
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4 - DA EMENTA CONCLUSIVA.
PELO FIO DO EXPOSTO, o recorrente, renovada maxima venia, espera e requer
seja o presente Recurso conhecido e provido, na forma das razões de mérito acima expostas, e
demais regras da fundamentação acima explicitada, para que, com isso, se alcance a tão almejada
JUSTIÇA.
Porto Alegre/RS, 08 de fevereiro de 2023.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZÉBIO
OAB50400
(e-STJ Fl.10)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 2
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
14/02/2023 19:45:24
SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
2
Complemento:
GabMCM -> DProc
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.11)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 3
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
ALTERADO_O_ASSUNTO_PROCESSUAL
15/02/2023 12:37:51
ATRINDADE - ALINE BASTOS TRINDADE - SERVIDOR DISTRIBUIÇÃO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
3
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.12)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 4
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REDISTRIBUIDO_POR_SORTEIO_EM_RAZAO_DE_INCOMPETENCIA
15/02/2023 12:37:52
ATRINDADE - ALINE BASTOS TRINDADE - SERVIDOR DISTRIBUIÇÃO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
4
Complemento:
(MCM para LLJ)
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.13)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 5
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_COM_REVISAO_DE_AUTUACAO
15/02/2023 12:38:29
ATRINDADE - ALINE BASTOS TRINDADE - SERVIDOR DISTRIBUIÇÃO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
5
Complemento:
DProc -> GabLLJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.14)
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5035912-60.2023.8.21.7000 20003324214 .V1 atrindade© atrindade
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
INFORMAÇÃO
Informo que o Serviço de Distribuição do Departamento Processual realizou a revisão de autuação e de
distribuição do presente feito, bem como sua necessária redistribuição por incompetência da subclasse
(competência) "Servidor Público" para a subclasse (competência) "Previdência Pública".
À consideração de Vossa Excelência.
(e-STJ Fl.15)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 6
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECEBIDO_O_RECURSO_SEM_EFEITO_SUSPENSIVO
15/02/2023 23:32:08
LAURALJ - LAURA LOUZADA JACCOTTET - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
6
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.16)
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5035912-60.2023.8.21.7000 20003326607 .V3
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Ausente pedido de antecipação de tutela recursal e/ou de atribuição de efeito suspensivo, recebo o
presente recurso apenas em seu efeito devolutivo.
Intime-se a parte agravada nos termos do artigo 1.019, inciso II, do Código de Processo Civil.
Após, voltem os autos conclusos.
Documento assinado eletronicamente por LAURA LOUZADA JACCOTTET, Desembargadora Relatora , em 15/2/2023, às 23:32:7, conforme art. 1º,
III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site https://eproc2g.tjrs.jus.br/eproc/externo_controlador.php?
acao=consulta_autenticidade_documentos, informando o código verificador 20003326607v3 e o código CRC ef9689ee.
Informações adicionais da assinatura:
Signatário (a): LAURA LOUZADA JACCOTTET
Data e Hora: 15/2/2023, às 23:32:7
(e-STJ Fl.17)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 7
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS
15/02/2023 23:32:08
LAURALJ - LAURA LOUZADA JACCOTTET - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
7
Complemento:
GabLLJ -> Sec2CCiv
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.18)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 8
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
16/02/2023 13:29:00
PFMOREIRA - PEDRO FAGUNDES MOREIRA - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
8
Agravado:na
via excepcional, sendo vedada a reapreciação de julgamento que deu razoável interpretação
ao texto legal, ainda que não o melhor ou mais justo. São os termos da Súmula 400 do Egrégio
Supremo Tribunal Federal:
Decisão que deu razoável interpretação à lei, ainda que não seja
a melhor, não autoriza recurso extraordinário, pela letra a do art.
101, III da Constituição Federal.
O caso em tela se identifica plenamente com tais disposições.
Consoante se pode aduzir das razões recursais, pretendia o recorrente a mera revisão do
julgado, fundando-se precipuamente na suposta justiça de seus argumentos. Ainda que, como
adiante se verá, ao recorrente igualmente não assiste razão nesse ponto, não se pode admitir
seja dado seguimento ao presente recurso sob pena de subversão da ordem jurídica, com a
criação jurisprudencial de uma terceira instância.
b) Ausência de prequestionamento – Da Súmula 211 do STJ e 282
e 356 do STF:
Não houve o exigido prequestionamento da matéria contra a qual se
insurge a parte recorrente no presente recurso. Prequestionar significa provocar o Tribunal
inferior a pronunciar-se efetivamente sobre a questão legal atinente à matéria em discussão.
No caso, não se vislumbra que dispositivo de lei federal teria sido
violado, uma vez que o acórdão que julgou o agravo nada refere nesse sentido.
Incide, assim, a Súmula nº 211 do STJ, não sendo admissível o
recurso por ausência de prequestionamento do dispositivo tido por violado. No mesmo
sentido, as Súmulas nºs 282 e 356 do STF.
(e-STJ Fl.132)
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Assim, não deve ser admitido o presente recurso, por ausência do (s)
prequestionamento do (s) dispositivo (s) invocado(s).
c) Da necessidade de reexame de prova – Da Súmula nº 07 do STJ:
O presente recurso não comporta seguimento e, se acaso obtido
trânsito à instância recursal, não lhe deve ser dado provimento porque, em última análise,
objetiva o (re)exame de fatos e provas, encontrando óbice nas Súmulas nº 7 do STJ2 e nº 279
do STF3.
Com efeito, desde o limiar das razões do recorrente, bem se verifica
ser esta sua pretensão uma vez que objetiva o reexame da prova para obter novo
enquadramento e julgamento do caso em pauta, o que é vedado em sede desse Recurso.
Isso porque a valoração da matéria diz com as circunstâncias próprias
da causa, sendo incabível o exame da controvérsia por meio de recurso especial, pois seria
necessário o revolvimento dos elementos fáticos da causa, incorrendo assim no óbice sumular
constante no Verbete 07, ensejando a impossibilidade de trânsito da inconformidade.
Destarte, o recurso especial intentado pela parte recorrente não
merece trânsito.
III. Do mérito:
Ab initio, necessária fazer distinção dos casos de aplicação do Tema
905 do STJ e consequentemente do Tema 810 do STF, posto que a discussão no caso
concreto é de cunho processual, sendo que a decisão recorrida se embasa no instituto
da preclusão.
Para verificação da preclusão se impende o revolvimento do contexto fático
dos autos, o que ensejará a aplicação da Súmula 7 desta Corte.
Cumpre destacar que para as partes, a preclusão pode se dar quando o ato
não for praticado dentro do prazo estipulado (preclusão temporal); quando houver
incompatibilidade com um ato anteriormente praticado (preclusão lógica); ou quando o direito
à prática daquele ato já houver sido exercido anteriormente (preclusão consumativa). No caso
concreto, se operou, a preclusão temporal, lógica e consumativa.
Com efeito, às fls. 3-5 do PROCJUDIC8 evento 3 dos autos de origem, foi
proferida, em junho de 2013, a seguinte decisão:
‘Quanto à correção monetária e os juros, entendo que merece acolhimento
a impugnação do executado, tendo em vista que até a edição da Lei n°
11.960/2009, a correção monetária e os juros devem observar o título
executivo, sendo que após a edição da referida lei, a correção deve observar
os mesmos percentuais da caderneta de poupança.’
2Pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.
3Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.
(e-STJ Fl.133)
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Irresignado, o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de instrumento,
não conhecido consoante ementa ora transcrita (evento 3, PROCJUDIC9, fls. 10-17):
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
PENSIONISTA INCAPAZ. REVISÃO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL. INTEMPESTIVIDADE RECURSAL. Não obstante tratar-
se de pedido de reconsideração, o Juizo a quo chegou a receber a
petição como Embargos de declaração, mas deixou de acolhê-lo por
manifesta íntempestividade. Em sede de agravo de instrumento, o ora
agravante se insurgiu desta decisão dos Embargos, não conhecidos
por Íntempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no final de janeiro de 2014.
Ressalte-se que a ínterposíção do presente recurso data de 30 de julho
de 2015 (fl. 02), mas a decisão efetivamente agravada, como se viu, é
de mais de um ano. Deveria o agravante ter interposto recurso da
decisão de folhas 141-142, o que não fez, vindo a se manifestar ao
próprio Juizo a quo três meses após a intimação da nota de expediente
como se viu, com o pedido de reconsideração de “erro material”, de
sorte que o presente recurso de agravo de instrumento não é
conhecido.’
Não satisfeito, às fls. 22-25 do PROCJUDIC9 evento 3, retomou o debate
em sede de embargos de declaração, não conhecidos por razões dissociadas, verbis:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO
CONHECIDO. RAZÕES DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. As razões dos declaratóríos
se insurgem quanto ao mérito de recurso que não foi conhecido, estando,
pois, dissociadas do fundamento da decisão. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO CONHECIDOS.’
O agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não
admissão também por razões dissociadas (fls. 33-36 PROCJUDIC9 evento 3):
‘O recurso não merece admissão.
Com efeito, verifica-se que o postulante não impugnou os fundamentos da
decisão recorrida, a saber:
“Em que pese às razões recursais e determinação do processamento do
recurso, verifico que efetivamente não pode ser conhecido.
Ocorre que a decisão contra a qual se insurge o recorrente é a de folhas
141-142, cuja publicação na Nota de Expediente n. 70/2014, foi
disponibilizada no Diário da justiça Eletrônico em 28 de janeiro de 2014 (fi.
300 dos autos originários).
Da decisão, houve pedido de reconsideração, datado de 22 de abril de 2014,
cuja petição nominou o objeto como "Equívoco Material. Correção a
qualquer tempo" (fi. 305). Não obstante tratar-se de pedido de
reconsideração, o juízo a quo chegou a receber a petição como Embargos,
mas deixou de acoihê-lo por manifesta intempestividade.
Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu contra a
decisão dos Embargos de declaração, não conhecidos pelo juízo a quo, por
(e-STJ Fl.134)
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intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no finai de janeiro de 2014.
Ressalte-se que a interposição do presente recurso data de 30 de julho de
2015 (fi. 02), mas a decisão efetiva mente agravada, como se viu, é de mais
de um ano.
Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141142, o
que não fez, vindo a se manifestar ao próprio juízo a quo três meses após a
intimação danota de expediente como se viu, com o pedido de
reconsideração de "erro material".
A decisão de fis. 141/142 contra a qual efetivamente se insurge o agravante
não pode ser alterada, posto que de erro material não se cogita. Quisesse
o ora agravante modificá-la, deveria interpor o recurso cabível, no prazo
legal, o que não o fez, tratando-se de decisão preclusa, de sorte que o
presente recurso de agravo de instrumento não é por esta Corte conhecido."
Assim sendo, tendo em vista que o recorrente lançou razões recursais
dissociadas daquilo que foi enfrentado na decisão recorrida, a
presente inconformidade está a merecer a aplicação, por analogia, da
Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. E, uma vez que os
fundamentos acima citados não foram impugnados nas razões
recursais, a Súmula n. 283 da Suprema Corte passa a constituir um
óbice a mais ao trânsito da inconformidade.
3. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. Intimem-
se.’
Decorridos nove anos da primeira decisão, após a atualização do
cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de 2022, retomou a
mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser absolutamente
incapaz, condição que, segundo ele, impede a fluência do prazo prescricional. Seguem
trechos da petição das fls. 44-47 do PROCJUDIC12 evento 3:
‘d) DO ERRO MATERIAL. DA HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS COM
ERRO MATERIAL. TEMA 905/STJ E 810 STF.
Consoante adiantado, no tópico, a r. sentença da impugnação apresenta-se
com contradição dado que pelo tema 810/STF e tema 905/STJ os critérios
do cálculo devem obedecer: IGPM até ago/2009 + ipca até data do cálculo
04.04.2022 (fl. 473} + juros de 1% ao mês até ago/2001 e 6% até julho/09,
e depois poupança ate dez/21 e depois SELIC até data do cálculo 04.04.22
fl.473.
“Dos juros e correção monetária
Verifico que os índices utilizados pela Contadoria Judicial estão de acordo
com as decisões do processo, pelo que merece acolhimento... ”
No tópico, não observou o MM. Juízo a decisão com efeito vinculante do
STF, cuja afastou por inconstitucional a correção monetária pela TR,
apresentando-se com contradição dado que pelo tema 810/STF e tema
905/STJ os critérios do cálculo deve juros de mora: 1% ao mês e IGPM até
junho/09: juros de mora: 0.5% ao mês e IPCA-E: a partir de julho/2009: juros
de mora: remuneração oficial da caderneta de poupanca e IPCA-E.
Aplicando-se SELIC após dezembro/2021 tendo em vista art. 3° da EC
113/2021 até data do cálculo de fl. 473 (04.04.22):
(e-STJ Fl.135)
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(…)
e) Ademais, No caso dos autos o autor era e é absolutamente incapaz,
interditado, cfe consta dos autos, de modo que a prescrição não
poderia correr em seu desfavor.’
Novamente o pleito foi rechaçado e nem poderia ser diferente. Há
preclusão, os recursos foram intempestivos e a parte insiste em reabrir debate encerrado com
bem salientou o juízo ‘a quo’ na decisão agravada:
‘Quanto ao mérito do recurso, necessário ressaltar que a questão da data
de início do cálculo já foi decidida no despacho que determinou a
amortização dos valores de responsabilidade do INSS (pag. 5, evento 3,
PROCJUDIC8), declarando ser a data inicial do cálculo em 27/10/98. Dessa
decisão, o exequente interpôs embargos de declaração, os quais não foram
acolhidos por serem intempestivos. O credor interpôs agravo dessa decisão,
o qual não foi conhecido (pags. 10/16, evento 3, PROCJUDIC9). A parte
exequente ainda interpôs embargos de declaração, os quais foram
conhecidos (pag. 21/26, evento 3, PROCJUDIC9). Recorreu ainda com
Recurso Eespecial, o qual não foi admitido (pag. 33/36, evento 3,
PROCJUDIC9). Assim, a matéria está preclusa, não merecendo apreciação.
Quanto à aplicação dos Temas 810/STF e 905/STJ, verifico que a
questão também já foi analisada pela decisão da pag. 5 ( evento 3,
PROCJUDIC8 ).’
Cristalina a ocorrência de preclusão no caso em liça. A sequência
dos atos processuais e as decisões proferidas em sede recursal não autorizam entendimento
em contrário, devendo incidir os artigos 505 e 507 do Código de Processo Civil:
‘Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas
à mesma lide, salvo:
I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio
modificação no estado de fato ou de direito, caso em que poderá a parte
pedir a revisão do que foi estatuído na sentença; II - nos demais casos
prescritos em lei.
(...)
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já
decididas a cujo respeito se operou a preclusão.’
A propósito, a jurisprudência:
PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO.
1. Consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça, "configurase
a preclusão lógica e temporal quando a parte não interpõe o compe-
tente recurso contra decisão que lhe foi desfavorável, deixando de
impugnar a matéria no momento processual oportuno" (AgInt
acordo no REsp 1.382.078/SC, rel. Ministro Antônio Carlos Ferreira,
Quarta Turma, julgado em 27/11/2018, DJe 4/12/2018).
(e-STJ Fl.136)
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2. Hipótese em que não há como rever o montante dos honoráriosfixados
na origem, porque a matéria se encontra sepultada pela preclusão lógica
e temporal, já que o particular não interpôs recurso especial, confor-
mando-se com a decisão a qual agora, muito após o prazo para impug-
nação, pretende reformar.
3. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp n. 1.749.739/SC, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira
Turma, julgado em 24/10/2022, DJe de 24/11/2022.)
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. ALIENAÇÃO
FIDUCIÁRIA. DEVEDOR EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PLANO DE
SOERGUIMENTO HOMOLOGADO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO
TEMPESTIVA. PRECLUSÃO.
IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO CRÉDITO NELE CONSTANTE.
QUESTÃO PREJUDICIAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO.
1. Ação ajuizada em 29/5/2017. Recurso especial interposto
em10/2/2021. Autos conclusos à Relatora em 15/9/2021.
2. O propósito recursal consiste em definir se o crédito inserto emplano
de recuperação judicial homologado e não impugnado pode ser excluído de
seus efeitos em razão do reconhecimento, em ação diversa, de sua extra-
concursalidade.
3. Consoante estabelecido nos arts. 505 e 507 do CPC/15, "Nenhum
juizdecidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma
lide", sendo "vedado à parte discutir no curso do processo as ques-
tões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão".
4. Uma vez homologado o plano de recuperação judicial, sem que
oscredores tenham se insurgido tempestivamente contra suas dispo-
sições, é vedada a modificação de suas cláusulas.
5. O reconhecimento, em definitivo, da sujeição do créditotitularizado pela
recorrida aos efeitos da recuperação judicial da recorrente constitui questão
de caráter prejudicial ao julgamento da ação em que se objetiva a satisfação
individual desse mesmo crédito.
6. Estando assentado, no juízo competente, que a obrigação foinovada e
que o crédito deve ser pago de acordo com as condições estabelecidas no
plano de soerguimento, não está caracterizado o inadimplemento da deve-
dora, circunstância que impede o prosseguimento da presente ação.
7. Não há possibilidade de a cobrança individual de crédito constanteno
plano de recuperação prosseguir no juízo natural, mesmo que haja inadim-
plemento posterior, porquanto, nessa hipótese, se executa a obrigação es-
pecífica constante no novo título judicial ou a falência é decretada, hipótese
em que o credor, igualmente, deverá habilitar seu crédito. Precedentes.
8. Permitir o prosseguimento da presente ação em paralelo comatramita-
ção da recuperação judicial da devedora (onde está previsto o pagamento
do mesmo crédito) implicaria chancelar a possibilidade a cobrança em du-
plicidade, circunstância que caracterizaria enriquecimento sem causa.
RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
(REsp n. 1.963.556/SC, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma,
julgado em 7/12/2021, DJe de 13/12/2021.)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA DA COISA JULGADA.
PRECLUSÃO CONSUMATIVA. OCORRÊNCIA. PRECEDENTE.
(e-STJ Fl.137)
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1. Tendo o recurso sido interposto contra acórdão publicado navigência do
CPC/2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma
nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ.
2. A parte recorrente alegou que o erro de cálculo foitempestivamente apon-
tado, isto é, depois do depósito do devedor, mas antes da extinção do
processo pela satisfação da obrigação, uma vez que o acórdão recorrido
inobservou que não se poderia exigir do recorrente outra postura senão a
aceitação da aplicação da TR como parâmetro de correção monetária,
porque este era o índice vigente à época.
3. Embora não se desconheça a natureza de questão de ordem públi-
cados juros e correção monetária, é "pacífico na jurisprudência
desta Corte de que as matérias de ordem pública sujeitam-se aos
efeitos da preclusão consumativa quando objeto de decisão ante-
rior" (REsp 1.783.281/PE, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma,
DJe 29/10/2019). No mesmo sentido: AgInt no AREsp 1.807.793/PR,
Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 11/11/2021.
4. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp n. 1.935.300/DF, relator Ministro Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, julgado em 10/10/2022, DJe de 13/10/2022.)
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL.
REGULARIZAÇÃO DA CAPACIDADE PROCESSUAL.
DESCUMPRIMENTO DO PRAZO. PRECLUSÃO. AGRAVO INTERNO
IMPROVIDO.
1. Nos termos do Código de Processo Civil de 2015, concedido oprazo para
a parte sanar vício ou complementar documentação exigível, a regulari-
zação processual a destempo é causa de não conhecimento do recurso
interposto. Precedentes.
2. Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp n. 1.670.648/MG, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze,
Terceira Turma, julgado em 19/9/2022, DJe de 21/9/2022.)
A palavra preclusão provém do latim praeclusio que significa antes da
conclusão no aspecto literal e se refere a dinâmica do processo que se desenvolve através
de fases lógicas e concatenadas que materializam a prestação jurisdicional a cargo do
Estado-Juiz, comportando a fase postulatória, a fase probatória e, finalmente, a fase
decisória.
A preclusão significa, na clássica e magistral definição de Chiovenda, como
sendo a perda, extinção ou consumação de uma faculdade processual pelo fato de se
haverem alcançado os limites assinalados por lei ao seu exercício.
A atemporal lição do mestre italiano vem consagrada na redação do artigo
507 do Diploma Adjetivo Civil, que aduz " É vedado à parte discutir no curso do processo
as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão".
Nas lições de Ovídio Baptista, trata-se da “impossibilidade em que se
encontra a parte de praticar determinado ato ou postular certa providência judicial em razão
da incompatibilidade existente entre aquilo que agora a parte pretende e sua própria conduta
processual anterior”.
Por mais que a parte alegue que as matérias de ordem pública não sujeitam
à preclusão temporal, por outro lado sabe-se que a regra não vale em relação à preclusão
consumativa ou à preclusão lógica. Nesse sentido, o entendimento do STJ:
(e-STJ Fl.138)
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PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
PRETENSÃO DO EXEQUENTE DE ALTERAR OS CÁLCULOS
EXEQUENDOS EM EMBARGOS À EXECUÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
PRECLUSÃO LÓGICA. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. O recorrente apresentou os cálculos da execução com juros de 0,5%
ao mês, porém, no julgamento dos embargos da Fazenda Pública,
pleiteou a aplicação de uma taxa de juros maior, de 1% ao mês, até a
edição da Lei n. 11.960/2009. O agravante defende, em suma, que a
questão dos juros não está sujeita à preclusão, pois se trata de matéria
de ordem pública.
2. Com efeito, a apresentação de cálculos pelo credor com uma
determinada taxa de juros é incompatível com a subsequente
discordância com esse mesmo critério de atualização,
independentemente de se tratar de matéria de ordem pública, haja vista
a ocorrência de preclusão lógica.
3. As matérias de ordem pública, de fato, não se sujeitam à
preclusão temporal, porém ficam acobertadas tanto pela preclusão
consumativa como pela preclusão lógica. Precedentes.
4. Agravo interno a que se nega provimento. ( AgInt no REsp 190680-
PE, STJ, Rel. Min. Og Fernandes, j. 10/05/2021)
Desse modo, também no mérito, acaso se chegasse a analisá-lo, melhor
sorte não assistiria aos recorrentes.
IV. Do pedido:
Ante o exposto, requer a este Egrégio Superior Tribunal de Justiça:
a) o recebimento das presentes contrarrazões e, uma vez apreciadas, sejam
acolhidas as preliminares suscitadas, não sendo conhecido o recurso;
b) acaso superadas as preliminares, seja desprovido o Recurso Especial
aforado pela parte adversa.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 19 de abril de 2024.
Fabricia Boscaini
Procuradora do Estado
OAB-RS nº 44.420
(e-STJ Fl.139)
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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DESEMBARGADOR (A) 1º VICE-
PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000
Parte adversa: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL - IPERGS, pessoa jurídica de Direito Público interno, por sua
representação judicial, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência,
apresentar CONTRARRAZÕES AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, interposto pela
parte adversa, requerendo sejam recebidas e remetidas ao egrégio Supremo Tribunal
Federal, para apreciação.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 19 de abril de 2024.
Fabricia Boscaini
Procuradora do Estado
OAB-RS nº 44.420
(e-STJ Fl.140)
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EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
COLENDA TURMA
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) RELATOR(A)
I. DAS RAZÕES RECURSAIS
O recurso, fundado na(s) alínea(s) “a” do art. 102, III, do
permissivo constitucional não pode ser conhecido, porquanto manifestamente
inadmissível.
II. PRELIMINARMENTE
1. Da inadmissão do recurso com base na alínea “a” do inciso III do art. 102
da Constituição Federal:
a) Do mero desejo de reexame – Inépcia do Recurso
Extraordinário:
É pacífico, tanto na doutrina, como na jurisprudência, que o
recurso excepcional não se presta à mera correção de injustiça do julgado, mas, sim,
à proteção da ordem jurídica. A tutela do direito subjetivo individual dá-se apenas
indiretamente, como corolário da preservação do ordenamento constitucional ou
infraconstitucional.
A via do recurso extraordinário, portanto, não se identifica com
uma terceira instância,sendo necessária a identificação e delimitação de questão
jurídica relevante a ponto de justificar o conhecimento da irresignação. A mera
injustiça não justificaria a interposição de recurso extraordinário.
Ainda que sejam tais afirmações bastante contundentes, são
elas plenamente justificadas dentro da ideia de sistema. Nesse sentido, leciona
Rodolfo Camargo Mancuso1, em obra sobre a matéria:
Dizer que o recurso extraordinário e especial não se destinam
precipuamente à revisão de decisões injustas é afirmação que
à primeira vista pode chocar, mas que é compreensível,
dentro de um sistema. Assim como o STF não é simplesmente
mais um Tribunal Superior, e sim a Corte Suprema,
encarregada de manter o império e a unidade do direito
constitucional, também o recurso extraordinário não configura
mais uma hipótese de impugnação, e sim o remédio de cunho
político-constitucional (seus pressupostos não estão na lei
1Recurso Especial e Extraordinário, 7ª edição, São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 117-120.
(e-STJ Fl.141)
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processual) que permite ao STF dar cumprimento à elevada
missão de guarda da Constituição (CF, art. 102, caput).
Naturalmente, ao aplicar o direito à espécie (RISTF, art. 324),
a Corte também provê sobre o direito subjetivo individual da
parte; isso, todavia, aparece como um efeito “indireto” ou
“reflexo” do provimento sobre o recurso, já que, como antes
dito, a finalidade precípua dos recursos excepcionais é a de
propiciar aos Tribunais da Federação o zelo pela validade,
autoridade, uniformidade, e, enfim, pela inteireza positiva do
direito constitucional, na expressiva locução de Pontes de
Miranda, o mesmo se aplicando ao direito federal comum, no
âmbito do STJ.
(...)
O que ora se disse aplica-se ao recurso especial, sendo que
a questão federal (que deve ter sido prequestionada), é que
legitimará o seu exercício, e não, simplesmente, a alegação
de injustiça da decisão recorrida. Até porque, o problema do
justo (que tangencia, mas não se identifica completamente
com o jurídico), é de se pressupor que já foi examinado nas
instâncias ordinárias, mesclado ao exame da matéria de fato.
Atente-se ao fato de que apenas a afronta à norma
constitucional pode ser apreciada na via excepcional, sendo vedada a reapreciação
de julgamento que deu razoável interpretação ao texto legal, ainda que não o melhor
ou mais justo. São os termos da Súmula 400 deste Egrégio Supremo Tribunal Federal:
“Decisão que deu razoável interpretação à lei, ainda que não seja a melhor, não
autoriza recurso extraordinário, pela letra a do art. 101, III da Constituição Federal”.
O caso em tela se identifica plenamente com tais disposições.
Consoante se pode aduzir das razões recursais, pretendia a recorrente o mero
reexame do julgado, fundando-se precipuamente na suposta justiça de seus
argumentos.
Ainda que, como adiante se verá, ao recorrente igualmente
não assista razão nesse ponto, não se pode admitir seja dado seguimento ao presente
recurso sob pena de subversão da ordem jurídica, com a criação jurisprudencial de
uma terceira instância para abrigar toda e qualquer irresignação.
Como se pode aduzir das razões recursais, o recorrente
sequer resignou-se a demonstrar a afronta aos dispositivos constitucionais, limitando-
se, todavia, a afirmar que foram violados. Ora, Excelências, isto não pode ser admitido,
pois efetivamente transformaria o Supremo Tribunal Federal em espaço a todo e
qualquer descontentamento.
b) Da ausência de prequestionamento – Da Súmula nº
211 do STJ e nº 356 do STF:
Em nenhuma passagem do acórdão recorrido há a
abordagem da normatividade que se alega por violada. Do mesmo modo, em nenhum
momento se aborda a questão jurídica ora versada, pelo que ausente o necessário
prequestionamento, sendo, pois, inadmissível a irresignação, conforme Súmulas 282
e 356 do STF e 211 do STJ.
(e-STJ Fl.142)
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Com efeito, não houve o exigido prequestionamento da
matéria contra a qual se insurge a parte recorrente no presente recurso.
Prequestionar significa provocar o Tribunal inferior a pronunciar-se efetivamente
sobre a questão legal atinente à matéria em discussão.
No caso, não se vislumbra que dispositivo constitucional teria
sido violado, uma vez que o acórdão que julgou o agravo nada refere nesse sentido.
Registre-se, ainda, que o entendimento do acórdão regional
encontra-se em consonância com a jurisprudência majoritária do E. STJ, quando do
julgamento do RESP nº 1.340.444, Relator Ministro HUMBERTO MARTINS, DJE
19/06/2013, desta forma ementada:
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDORES
PÚBLICOS FEDERAIS. MAGISTÉRIO SUPERIOR.
UNIVERSIDADE FEDERAL. REAJUSTE DE 28,86%.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA.
OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE PAGAR. PRETENSÕES
DISTINTAS. PRECEDENTES. MEDIDA CAUTELAR DE
PROTESTO. AJUIZAMENTO APÓS O PRAZO
QUINQUENAL. INEFICÁCIA. COMPENSAÇÃO COM OS
REAJUSTES DA LEI N. 8.622/93 E DA N. LEI 8.627/93.
IMPOSSIBILIDADE. RECURSO REPETITIVO. COISA
JULGADA.
1. Cuida-se de recurso especial interposto contra acórdão que
consignou não estar prescrita a obrigação de pagar em
processo de execução coletiva movida por sindicato de
servidores públicos federais; no caso concreto, postula a
pessoa jurídica de direito público que não poderia ser
considerada eficaz uma medida cautelar de protesto que
definiu que as obrigações de fazer e de pagar estariam
atreladas (MCP 2005.71.00.040620-1/RS), bem como postula
a compensação do reajuste de 28,86% com os reajustes das
Leis n. 8.622/93 e 8.627/93.
2. Não se verifica a procedência em quaisquer das alegações
de violação do art. 535 do Código de Processo Civil; tão
somente se localiza insurgência no tocante ao conteúdo do
acórdão recorrido e os dispositivos trazidos como omissos,
em verdade, estão relacionados à construção argumentativa
de tese que foi explicitamente rechaçada pelo Tribunal de
origem.
3. O processo de conhecimento (97.00.00920-3/RS) transitou
em julgado em 2.3.2000 e a execução da obrigação de fazer
foi iniciada em 20.10.2004; é sabido que "o ajuizamento da
execução coletiva da obrigação de fazer não repercute na
fluência do prazo prescricional da execução da obrigação de
pagar, na medida em que as pretensões são distintas, não se
confundem e tem regramento próprio" (AgRg no REsp
1.126.599/PR, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe
7.11.2011). No mesmo sentido: REsp 1.263.294/RR, Rel.
Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª
Região), Segunda Turma, DJe 23.11.2012; AgRg no REsp
1.213.105/PR, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira
Turma, DJe 27.5.2011; AgRg no AgRg no AgRg no Resp
(e-STJ Fl.143)
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633.344/RS, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura,
Sexta Turma, DJe 7.12.2009.
4. O ajuizamento de medida cautelar de protesto em
9.11.2005 com o objetivo de interromper o prazo de cinco
anos – previsto no Decreto n. 20.910/32 – para executar a
obrigação de pagar, derivada de título transitado em julgado
na data de 2.3.2000, torna intempestiva e ineficaz a referida
cautelar.
5. Demais disso, nem se alegue que não era sabido o valor a
ser executado em relação à obrigação de pagar, pois é firme
a jurisprudência no sentido de que a demora no fornecimento
de fichas financeiras por parte da administração não influi no
curso do prazo prescricionalda pretensão executiva, que é de
cinco anos contados a partir do trânsito em julgado da ação
principal, nos termos da Súmula 150/STF. Precedentes: AgRg
no Resp 1330197/MA, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira
Turma, Dje 15/03/2013; AgRg no AgRg no AREsp
151.681/PE, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma,
DJe 25.10.2012; AgRg no AgRg no AREsp 72.565/PE, Rel.
Ministro Herman Benjamin, Segunda turma, DJe 24.8.2012.
6. No tocante à obrigação de fazer, o título executivo se
mantém incólume, porquanto não é possível compensar a Lei
n.º 8.622/93 e a Lei n. 8.627/93 no reajuste de 28,86%, por
atenção à coisa julgada, nos termos de recurso especial,
firmado sob o rito dos repetitivos: REsp 1.235.513/AL, Rel.
Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJe 20.8.2012.
Recurso especial conhecido em parte e provido em parte.
c) Da ofensa reflexa:
O recurso extraordinário não merece seguimento, pois a
alegação de desrespeito ao disposto nos artigos 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 105, III, e
arts. 102, caput, l, c/c 195, § 5º, da Constituição Federal é dependente de reexame
prévio de normas inferiores, podendo configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição.
A questão invocada no recurso extraordinário se situa no
âmbito da legislação material, o que implica dizer que a alegada ofensa à Constituição
é indireta ou reflexa, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso
extraordinário.
Ademais, é pacífica a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal no sentido de que não se admite, em sede de recurso extraordinário,
alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação e/ou
aplicação de normas infraconstitucionais.
Na admissibilidade do recurso extraordinário exige-se que
haja ofensa direta, pela decisão recorrida, à norma constitucional, não podendo essa
afronta verificar-se, por via oblíqua, ou em decorrência de violação à norma
infraconstitucional. Não é bastante fundamentar o apelo extremo em alegação de
ofensa a preceito constitucional, como consequência de contrariedade à lei ordinária.
(e-STJ Fl.144)
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Se para demonstrar ofensa à Constituição é mister, por
primeiro, ver reconhecida violação a norma ordinária, é esta última o que conta, não
se cuidando, pois, de contrariedade direta e imediata à Lei Magna.
III. DAS RAZÕES DE MÉRITO
a) Preclusão
Ab initio, necessária fazer distinção dos casos de aplicação do
Tema 905 do STJ e consequentemente do Tema 810 do STF, posto que a
discussão no caso concreto é de cunho processual, sendo que a decisão
recorrida se embasa no instituto da preclusão.
Cumpre destacar que para as partes, a preclusão pode se dar
quando o ato não for praticado dentro do prazo estipulado (preclusão temporal);
quando houver incompatibilidade com um ato anteriormente praticado (preclusão
lógica); ou quando o direito à prática daquele ato já houver sido exercido
anteriormente (preclusão consumativa). No caso concreto, se operou, a preclusão
temporal, lógica e consumativa.
Com efeito, às fls. 3-5 do PROCJUDIC8 evento 3 dos autos de
origem, foi proferida, em junho de 2013, a seguinte decisão:
‘Quanto à correção monetária e os juros, entendo que merece
acolhimento a impugnação do executado, tendo em vista que até a
edição da Lei n° 11.960/2009, a correção monetária e os juros
devem observar o título executivo, sendo que após a edição da
referida lei, a correção deve observar os mesmos percentuais da
caderneta de poupança.’
Irresignado, o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de
instrumento, não conhecido consoante ementa ora transcrita (evento 3,
PROCJUDIC9, fls. 10-17):
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
PENSIONISTA INCAPAZ. REVISÃO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL. INTEMPESTIVIDADE RECURSAL. Não obstante
tratar-se de pedido de reconsideração, o Juizo a quo chegou a
receber a petição como Embargos de declaração, mas deixou
de acolhê-lo por manifesta íntempestividade. Em sede de
agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu desta
decisão dos Embargos, não conhecidos por Íntempestividade,
tratando-se efetivamente de nítido pedido de reconsideração
da decisão proferida no final de janeiro de 2014. Ressalte-se
que a ínterposíção do presente recurso data de 30 de julho de
2015 (fl. 02), mas a decisão efetivamente agravada, como se viu,
é de mais de um ano. Deveria o agravante ter interposto recurso
da decisão de folhas 141-142, o que não fez, vindo a se
(e-STJ Fl.145)
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manifestar ao próprio Juizo a quo três meses após a intimação
da nota de expediente como se viu, com o pedido de
reconsideração de “erro material”, de sorte que o presente
recurso de agravo de instrumento não é conhecido.’
Não satisfeito, às fls. 22-25 do PROCJUDIC9 evento 3, retomou o
debate em sede de embargos de declaração, não conhecidos por razões dissociadas,
verbis:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO
NÃO CONHECIDO. RAZÕES DOS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. As
razões dos declaratóríos se insurgem quanto ao mérito de recurso
que não foi conhecido, estando, pois, dissociadas do fundamento
da decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS.’
O agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não
admissão também por razões dissociadas (fls. 33-36 PROCJUDIC9 evento 3):
‘O recurso não merece admissão.
Com efeito, verifica-se que o postulante não impugnou os
fundamentos da decisão recorrida, a saber:
“Em que pese às razões recursais e determinação do
processamento do recurso, verifico que efetivamente não pode ser
conhecido.
Ocorre que a decisão contra a qual se insurge o recorrente é a de
folhas 141-142, cuja publicação na Nota de Expediente n. 70/2014,
foi disponibilizada no Diário da justiça Eletrônico em 28 de janeiro
de 2014 (fi. 300 dos autos originários).
Da decisão, houve pedido de reconsideração, datado de 22 de abril
de 2014, cuja petição nominou o objeto como "Equívoco Material.
Correção a qualquer tempo" (fi. 305). Não obstante tratar-se de
pedido de reconsideração, o juízo a quo chegou a receber a petição
como Embargos, mas deixou de acoihê-lo por manifesta
intempestividade.
Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu
contra a decisão dos Embargos de declaração, não conhecidos pelo
juízo a quo, por intempestividade, tratando-se efetivamente de
nítido pedido de reconsideração da decisão proferida no finai de
janeiro de 2014.
Ressalte-se que a interposição do presente recurso data de 30 de
julho de 2015 (fi. 02), mas a decisão efetiva mente agravada, como
se viu, é de mais de um ano.
Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas
141142, o que não fez, vindo a se manifestar ao próprio juízo a quo
três meses após a intimação da nota de expediente como se viu,
com o pedido de reconsideração de "erro material".
A decisão de fis. 141/142 contra a qual efetivamente se insurge o
agravante não pode ser alterada, posto que de erro material não se
cogita. Quisesse o ora agravante modificá-la, deveria interpor o
(e-STJ Fl.146)
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recurso cabível, no prazo legal, o que não o fez, tratando-se de
decisão preclusa, de sorte que o presente recurso de agravo de
instrumento não é por esta Corte conhecido."
Assim sendo, tendo em vista que o recorrente lançou razões
recursais dissociadas daquilo que foi enfrentado na decisãorecorrida, a presente inconformidade está a merecer a
aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal
Federal. E, uma vez que os fundamentos acima citados não
foram impugnados nas razões recursais, a Súmula n. 283 da
Suprema Corte passa a constituir um óbice a mais ao trânsito
da inconformidade.
3. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial.
Intimem-se.’
Decorridos nove anos da primeira decisão, após a atualização do
cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de 2022,
retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser
absolutamente incapaz, condição que, segundo ele, impede a fluência do prazo
prescricional. Seguem trechos da petição das fls. 44-47 do PROCJUDIC12 evento 3:
‘d) DO ERRO MATERIAL. DA HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS
COM ERRO MATERIAL. TEMA 905/STJ E 810 STF.
Consoante adiantado, no tópico, a r. sentença da impugnação
apresenta-se com contradição dado que pelo tema 810/STF e tema
905/STJ os critérios do cálculo devem obedecer: IGPM até
ago/2009 + ipca até data do cálculo 04.04.2022 (fl. 473} + juros de
1% ao mês até ago/2001 e 6% até julho/09, e depois poupança ate
dez/21 e depois SELIC até data do cálculo 04.04.22 fl.473.
“Dos juros e correção monetária
Verifico que os índices utilizados pela Contadoria Judicial estão de
acordo com as decisões do processo, pelo que merece
acolhimento... ”
No tópico, não observou o MM. Juízo a decisão com efeito
vinculante do STF, cuja afastou por inconstitucional a correção
monetária pela TR, apresentando-se com contradição dado que
pelo tema 810/STF e tema 905/STJ os critérios do cálculo deve
juros de mora: 1% ao mês e IGPM até junho/09: juros de mora: 0.5%
ao mês e IPCA-E: a partir de julho/2009: juros de mora:
remuneração oficial da caderneta de poupanca e IPCA-E.
Aplicando-se SELIC após dezembro/2021 tendo em vista art. 3° da
EC 113/2021 até data do cálculo de fl. 473 (04.04.22):
(…)
e) Ademais, No caso dos autos o autor era e é absolutamente
incapaz, interditado, cfe consta dos autos, de modo que a
prescrição não poderia correr em seu desfavor.’
Novamente o pleito foi rechaçado e nem poderia ser diferente. Há
preclusão, os recursos foram intempestivos e a parte insiste em reabrir debate
(e-STJ Fl.147)
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LSF
encerrado com bem salientou o juízo ‘a quo’ na decisão agravada:
‘Quanto ao mérito do recurso, necessário ressaltar que a questão
da data de início do cálculo já foi decidida no despacho que
determinou a amortização dos valores de responsabilidade do INSS
(pag. 5, evento 3, PROCJUDIC8), declarando ser a data inicial do
cálculo em 27/10/98. Dessa decisão, o exequente interpôs
embargos de declaração, os quais não foram acolhidos por serem
intempestivos. O credor interpôs agravo dessa decisão, o qual não
foi conhecido (pags. 10/16, evento 3, PROCJUDIC9). A parte
exequente ainda interpôs embargos de declaração, os quais foram
conhecidos (pag. 21/26, evento 3, PROCJUDIC9). Recorreu ainda
com Recurso Eespecial, o qual não foi admitido (pag. 33/36, evento
3, PROCJUDIC9). Assim, a matéria está preclusa, não merecendo
apreciação.
Quanto à aplicação dos Temas 810/STF e 905/STJ, verifico que
a questão também já foi analisada pela decisão da pag. 5
( evento 3, PROCJUDIC8 ).’
Cristalina a ocorrência de preclusão no caso em liça. A sequência
dos atos processuais e as decisões proferidas em sede recursal não autorizam
entendimento em contrário, devendo incidir os artigos 505 e 507 do Código de
Processo Civil:
‘Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas
relativas à mesma lide, salvo:
I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio
modificação no estado de fato ou de direito, caso em que poderá a
parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença; II - nos
demais casos prescritos em lei.
(...)
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões
já decididas a cujo respeito se operou a preclusão.’
A propósito, a jurisprudência:
PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
MAJORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO.
1. Consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça, "con-
figurase a preclusão lógica e temporal quando a parte não
interpõe o competente recurso contra decisão que lhe foi
desfavorável, deixando de impugnar a matéria no momento
processual oportuno" (AgInt acordo no REsp 1.382.078/SC,
rel. Ministro Antônio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado
em 27/11/2018, DJe 4/12/2018).
2. Hipótese em que não há como rever o montante dos honorários-
fixados na origem, porque a matéria se encontra sepultada pela
preclusão lógica e temporal, já que o particular não interpôs re-
curso especial, conformando-se com a decisão a qual agora,
muito após o prazo para impugnação, pretende reformar.
3. Agravo interno não provido.
(e-STJ Fl.148)
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PROCURADORIA DE LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÃO
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(AgInt no REsp n. 1.749.739/SC, relator Ministro Gurgel de Faria,
Primeira Turma, julgado em 24/10/2022, DJe de 24/11/2022.)
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO.
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. DEVEDOR EM RECUPERAÇÃO
JUDICIAL. PLANO DE SOERGUIMENTO HOMOLOGADO.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA. PRECLUSÃO.
IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO CRÉDITO NELE
CONSTANTE. QUESTÃO PREJUDICIAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO.
1. Ação ajuizada em 29/5/2017. Recurso especial interposto
em10/2/2021. Autos conclusos à Relatora em 15/9/2021.
2. O propósito recursal consiste em definir se o crédito inserto em-
plano de recuperação judicial homologado e não impugnado pode
ser excluído de seus efeitos em razão do reconhecimento, em ação
diversa, de sua extraconcursalidade.
3. Consoante estabelecido nos arts. 505 e 507 do CPC/15,
"Nenhum juizdecidirá novamente as questões já decididas re-
lativas à mesma lide", sendo "vedado à parte discutir no curso
do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou
a preclusão".
4. Uma vez homologado o plano de recuperação judicial, sem
que oscredores tenham se insurgido tempestivamente contra
suas disposições, é vedada a modificação de suas cláusulas.
5. O reconhecimento, em definitivo, da sujeição do créditotitulari-
zado pela recorrida aos efeitos da recuperação judicial da recor-
rente constitui questão de caráter prejudicial ao julgamento da ação
em que se objetiva a satisfação individual desse mesmo crédito.
6. Estando assentado, no juízo competente, que a obrigação foi-
novada e que o crédito deve ser pago de acordo com as condições
estabelecidas no plano de soerguimento, não está caracterizado o
inadimplemento da devedora, circunstância que impede o prosse-
guimento da presente ação.
7. Não há possibilidade de a cobrança individual de crédito cons-
tanteno plano de recuperação prosseguir no juízo natural, mesmo
que haja inadimplemento posterior, porquanto, nessa hipótese, se
executa a obrigação específica constante no novo título judicial ou
a falência é decretada, hipótese em que o credor, igualmente, de-
verá habilitar seu crédito. Precedentes.
8. Permitir o prosseguimento da presente ação em paralelo com
atramitação da recuperação judicial da devedora (onde está pre-
visto o pagamento do mesmo crédito) implicaria chancelar a possi-
bilidade a cobrança em duplicidade, circunstância que caracterizaria
enriquecimento sem causa.
RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
(REsp n. 1.963.556/SC, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira
Turma, julgado em 7/12/2021, DJe de 13/12/2021.)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO
NO
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA DA
COISA JULGADA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. OCORRÊNCIA.PRECEDENTE.
(e-STJ Fl.149)
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1. Tendo o recurso sido interposto contra acórdão publicado navi-
gência do CPC/2015, devem ser exigidos os requisitos de admis-
sibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Adminis-
trativo n. 3/2016/STJ.
2. A parte recorrente alegou que o erro de cálculo foitempestiva-
mente apontado, isto é, depois do depósito do devedor, mas an-
tes da extinção do processo pela satisfação da obrigação, uma
vez que o acórdão recorrido inobservou que não se poderia exigir
do recorrente outra postura senão a aceitação da aplicação da
TR como parâmetro de correção monetária, porque este era o ín-
dice vigente à época.
3. Embora não se desconheça a natureza de questão de ordem
públicados juros e correção monetária, é "pacífico na juris-
prudência desta Corte de que as matérias de ordem pública
sujeitam-se aos efeitos da preclusão consumativa quando
objeto de decisão anterior" (REsp 1.783.281/PE, Rel. Min. Og
Fernandes, Segunda Turma, DJe 29/10/2019). No mesmo sen-
tido: AgInt no AREsp 1.807.793/PR, Rel. Ministro Francisco
Falcão, Segunda Turma, DJe 11/11/2021.
4. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp n. 1.935.300/DF, relator Ministro Benedito
Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 10/10/2022, DJe de
13/10/2022.)
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL
CIVIL. REGULARIZAÇÃO DA CAPACIDADE PROCESSUAL.
DESCUMPRIMENTO DO PRAZO. PRECLUSÃO. AGRAVO
INTERNO IMPROVIDO.
1. Nos termos do Código de Processo Civil de 2015, concedido
oprazo para a parte sanar vício ou complementar documentação
exigível, a regularização processual a destempo é causa de não
conhecimento do recurso interposto. Precedentes.
2. Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp n. 1.670.648/MG, relator Ministro Marco Aurélio
Bellizze, Terceira Turma, julgado em 19/9/2022, DJe de 21/9/2022.)
b) Inaplicabilidade do Tema 1170 do STF
Em relação à incidência do tema 1170, o Supremo Tribunal
Federal reconheceu a Repercussão Geral no julgamento do RE 1.317.982/ES (Tema
1170) cuja tese refere-se à “validade dos juros moratórios aplicáveis nas
condenações da Fazenda Pública, em virtude da tese firmada no RE
870.947(Tema 810) na execução judicial que tenha fixado expressamente índice
diverso”.
Em que pese o alcance do Tema 1170 vem sendo
estendido à correção monetária, não merece aplicação no caso concreto, senão
vejamos.
No RE 1.367.133/DF, o Ministro Nunes Marques assentou
(e-STJ Fl.150)
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quanto o alcance do Tema 1170:
A despeito desse julgado ter circunscrito o tema de
transcendência somente em juros moratórios, fato é que
a ratio decidendi culminadora na tese a ser porventura
firmada nesse vinculativo incluirá a discussão vertente,
ou seja, a possibilidade de desconstituição de comando
judicial transitado em julgado em que se tenha
expressamente estabelecido critério de correção
monetária dissonante do Tema 810.
Observa-se que o fundamento da extensão é que a tese
porventura firmada incluirá a possibilidade de desconstituição de comando judicial
transitado em julgado em que se tenha expressamente estabelecido critério de
correção monetária.
No caso em tela, a discussão se adstringe a validade do
índice de correção monetária – TR – em razão da preclusão lógica e
consumativa.
Neste aspecto, cumpre destacar que, para as partes, a
preclusão pode se dar quando o ato não for praticado dentro do prazo estipulado
(preclusão temporal); quando houver incompatibilidade com um ato
anteriormente praticado (preclusão lógica); ou quando o direito à prática
daquele ato já houver sido exercido anteriormente (preclusão consumativa). No
caso concreto, se operou, a preclusão lógica e consumativa, diante da prática de
outro ato, incompatível com aquele que se poderia praticar.
A atemporal lição do mestre italiano vem consagrada na
redação do artigo 507 do Diploma Adjetivo Civil, que aduz "É vedado à parte discutir
no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão".
Assim, imperativo o desprovimento do recurso.
IV. DO PEDIDO
Ante o exposto, requer:
a) a INADMISSÃO do presente recurso extraordinário, por
não se reverter ele dos mínimos requisitos formais exigíveis;
b) se assim não se entender, o que não se espera, ao
menos, o seu IMPROVIMENTO.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 19 de abril de 2024.
(e-STJ Fl.151)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
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Fabricia Boscaini
Procuradora do Estado
OAB-RS nº 44.420
(e-STJ Fl.152)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 59
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
JUNTADA_DE_CERTIDAO
12/06/2024 22:37:23
LEANDROT - LEANDRO TAGLIASSUCHI - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
59
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.153)
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Poder Judiciário
Conselho Nacional de Justiça
DECISÃO
Trata-se de decisão conjunta de 4 de maio de 2024, por meio da qual
foi deferido o pedido formulado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do
Brasil (CFOAB) e pela OAB do Rio Grande do Sul (OAB-RS) para determinar a
suspensão, no período de 2 a 10 de maio de 2024, da contagem dos prazos
processuais nos Tribunais do país, nos processos em que sejam parte o Estado do
Rio Grande do Sul ou seus Municípios, bem como naqueles que sejam oriundos das
varas e tribunais sediados no Estado ou cujas partes estejam representadas
exclusivamente por advogados inscritos na Seccional da OAB/RS.
Em 6 de maio de 2024, o Ministério Público do Estado do Rio Grande
do Sul (MPRS) formulou pedido (1851000) de suspensão da contagem dos prazos
processuais de 2 a 10 de maio para todos os tribunais em que seja parte, inclusive o
Superior Tribunal de Justiça, nos mesmos moldes da decisão referida.
Por sua vez, o CFOAB e a OAB do Rio Grande do Sul apresentaram
novo requerimento (1851034) para que a suspensão dos prazos seja estendida até
17 de maio de 2024, diante do comprometimento da infraestrutura para serviços
básicos e das dificuldades ainda experimentadas pela população do Estado.
Sobreveio pedido conjunto da OAB do Rio Grande do Sul, do MPRS, da
Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul e da Defensoria Pública do
Estado (1851212) para que todos os prazos processuais sejam suspensos sem termo
definido, até que as condições retornem à normalidade e os sistemas operacionais
sejam restaurados em sua totalidade.
É o relatório.
É notória a permanência da situação de calamidade pública declarada
pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos do Decreto nº
57.596/2024, em razão do alto volume de chuvas, inclusive com a ocorrência de
mortes, desaparecimentos e danos em ao menos 147 municípios continuidade do
cenário crítico e devastador a que foi submetida a população do Estado do Rio
Grande do Sul.
A gravidade da situação implica a necessidade de minimizar os
prejuízos e as dificuldades verificadas na prestação da atividade jurisdicional, a
justificar a ampliação dos efeitos da decisão anterior, para que os prazos
processuais continuem suspensos, pelo menos até 31 de maio de 2024.Diante do exposto, com fundamento no art. 103-B, § 4º, I, II e III, da
Constituição da República; nos arts. 4º, I a III, 6º, I e III, e 8º, X a XII e XX, do
Regimento Interno do CNJ, e ratificando a decisão anterior, fica DEFERIDO O
PEDIDO para determinar a suspensão, no período de 2 a 31 de maio de 2024, da
contagem dos prazos processuais nos Tribunais do país, inclusive Superiores, bem
como no Conselho Nacional de Justiça, Conselho da Justiça Federal e Conselho
Superior da Justiça do Trabalho, nos feitos:
Decisão 1851224 SEI 05868/2024 / pg. 1
(e-STJ Fl.154)
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i) em que o Estado do Rio Grande do Sul ou seus Municípios sejam
partes;
ii) em que o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul seja
parte;
iii) oriundos das varas e tribunais sediados no Estado;
iv) cujas partes estejam representadas exclusivamente por advogados
inscritos na Seccional da OAB/RS;
v) cujas partes sejam representadas pela Defensoria Pública do Estado
do Rio Grande do Sul.
Dê-se ciência desta decisão aos Tribunais Superiores, aos Tribunais
Regionais, aos Tribunais Estaduais, ao Conselho da Justiça Federal e ao Conselho
Superior da Justiça do Trabalho.
Comunique-se ao CFOAB, à OAB do Rio Grande do Sul, à Procuradoria-
Geral do Estado do Rio Grande do Sul, ao MPRS e à Defensoria Pública do Rio Grande
do Sul.
Ministro Luís Roberto Barroso
Presidente do Conselho Nacional de Justiça
Ministro Luis Felipe Salomão
Corregedor Nacional de Justiça
Documento assinado eletronicamente por LUIS FELIPE SALOMÃO, MINISTRO
CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA, em 10/05/2024, às 10:17, conforme art.
1º, III, "a", da Lei 11.419/2006.
Nº de Série do Certificado: 1287502862545965909
Documento assinado eletronicamente por Luís Roberto Barroso, PRESIDENTE,
em 10/05/2024, às 12:51, conforme art. 1º, §2º, III, "b", da Lei 11.419/2006.
A autenticidade do documento pode ser conferida no portal do CNJ informando o
código verificador 1851224 e o código CRC 6C6A24BE.
05868/2024 1851224v23
Decisão 1851224 SEI 05868/2024 / pg. 2
(e-STJ Fl.155)
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CERTIFICO que, conforme decisão da Presidência do Conselho Nacional de Justiça e da
Corregedoria Nacional de Justiça, em anexo, foi determinada a suspensão, no período de 02 a
31 de maio de 2024, da contagem dos prazos processuais.
(e-STJ Fl.156)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 60
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DECORRIDO_PRAZO
29/06/2024 01:01:12
SECFP - SISTEMA DE FECHAMENTO DE PRAZOS -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
60
Complemento:
Refer. ao Evento: 54
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.157)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 61
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DE_ADMISSIBILIDADE
01/07/2024 12:48:11
CLAUDIOCORREA - CLAUDIO RICARDO DE ALENCASTRO CORREA - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
61
Complemento:
SREC -> VICE1
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.158)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 62
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECURSO_EXTRAORDINARIO_NAO_ADMITIDO
16/07/2024 16:24:00
ICO - ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
62
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.159)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Borges de Medeiros, 1565 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110906 - Fone: (51) 3210-6000 - Email: gab1vicepres@tjrs.jus.br
RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
RECORRENTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
RECORRIDO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
EMENTA
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITO FORMAL NÃO
CUMPRIDO. SÚMULA 284 DO STF. RECURSO NÃO ADMITIDO.
DECISÃO
1. VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO interpõe, forte no artigo 102, inciso III, a, da Constituição da
República, recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Câmara Cível deste Tribunal de Justiça assim
ementado:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DECISÃO
AGRAVADA QUE RECONHECEU A PRECLUSÃO DAS MATÉRIAS VENTILADAS PELO EXEQUENTE.
MANUTENÇÃO.
1. Do compulsar do caderno processual, depreende-se que dezembro de 2009 o ora agravante iniciou cumprimento
de sentença contra o IPERGS fundado em título executivo judicial, oriundo da ação de conhecimento para
integralização de pensionamento por morte, pago pelo executado, na forma do art. 40, § 7°, da CF. Interposto recurso
de apelação pela autarquia, obteve, em junho de 2007, provimento apenas para alterar juros moratórios para 6% ao
ano. Oposta impugnação pela autarquia, restou acolhida, em 26/06/2013, para que os juros de mora e correção
monetária respeitem o título executivo judicial em cumprimento e, após a vigência da Lei n. 11.960/2009, a correção
observe os mesmos percentuais da caderneta de poupança. Ainda, determinada a amortização dos valores de
responsabilidade do INSS, como se vivo fosse. Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de
instrumento, não conhecido em decisão de novembro de 2015. Opostos embargos de declaração pelo exequente,
não restaram conhecidos por razões dissociadas em abril de 2016. Novamente irresignado, o agravante interpôs,
então, recurso especial, cujo juízo foi de não admissão também por razões dissociadas. Decorridos nove anos da
primeira decisão, após a atualização do cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de
2022, retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser absolutamente incapaz, o
que impediria a fluência do prazo prescricional. Assim, sobreveio a decisão agravada, entendendo que as matérias
invocadas pelo exequente já foram objeto de decisão e recursos ao longo do feito, encontrando-se
preclusas. Irresignado, o exequente interpôs o presente recurso, buscando afastar a preclusão atinente à
imprescritibilidade contra incapazes e aplicação dos Temas n. Temas 905 do STJ e 810 do STF quanto à correção
monetária e juros de mora do título executivo judicial executado.
2. A doutrina costuma designar a preclusão como a perda de uma faculdade processual, podendo ocorrer por três
motivos: pelo seu não exercício em dado prazo (temporal), pelo anterior exercício da faculdade processual
(consumativa) e por exercício de ato anterior que seja incompatível com o posterior (lógica). A respeito, fulcro no art.
505 do Código de Processo Civil, defeso ao Julgador reapreciar questão já decidida, por incidência da preclusão
consumativa.
3. In casu, diversamente do que alega a parte agravante, inclusive as matérias de ordem pública, como no caso da
prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada dispunha do recurso cabível para
enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva
decisão. Nessa direção, evidente que a discussão presente se encontra preclusa. Precedentes do Superior Tribunal
de Justiça e desta Corte.
4. Ademais,em que pese as matérias invocadas configurem de ordem pública, passíveis de serem reconhecidas de
ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já decida nos autos, conforme o já
citado art. 505 do Código de Processo Civil. Destarte, impõe-se a manutenção da decisão agravada, na medida em
que corretamente julgou preclusas as matérias arguidas.
NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. UNÂNIME.
Alega que o acórdão negou vigência aos artigos 5º, incisos XXXV, XXXVI e LIV, 102, caput e inciso I,
c/c 195, §5º e 105, inciso III, da Constituição da República, porquanto "não há que se falar em 'preclusão', como
equivocadamente decidiu o acordão recorrido, para aplicação do índice de correção monetária, ao final,
estabelecidos para os débitos da Fazenda Pública, conforme Tema 810/STF, cujo não se sujeita à preclusão ou
coisa julgada, conforme expressamente estabelecido no Tema 1170/STF".
Apresentadas as contrarrazões, vêm os autos conclusos a esta Primeira Vice-Presidência para exame
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do juízo de admissibilidade.
É o relatório.
2. A parte recorrente não deduziu, em preliminar, a existência de repercussão geral, nos termos do
artigo 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil. O recurso, portanto, é inepto, ante a ausência desse requisito, o que
atrai a incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, a cujo teor “é inadmissível o recurso extraordinário,
quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”.
Nesse sentido, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, de que são exemplos os seguintes
precedentes:
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. INTIMAÇÃO
DO JULGADO RECORRIDO APÓS 3.5.2007. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: REQUISITO
DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.(ARE 1142442 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 06/08/2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-179 DIVULG 15-08-2019
PUBLIC 16-08-2019; grifou-se)
DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. A parte recorrente não apresentou mínima
fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer
observações genéricas sobre o tema. 2. O dispositivo constitucional tido por violado não foi apreciado pelo acórdão
recorrido, carecendo, assim, do necessário prequestionamento (Súmula 282/STF). 3. Para chegar a conclusão
diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em
recurso extraordinário. Precedentes. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da
verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo
interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (RE 1324804
AgR, Relator(a): ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 06/12/2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-
246 DIVULG 14-12-2021 PUBLIC 15-12-2021; grifou-se)
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL E PROCESSUAL CIVIL.
AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO § 2º DO ART. 1.035 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E DO ART. 327 DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS INCS. LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA:
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO. (ARE 1338057 AgR, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 20/09/2021,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-190 DIVULG 22-09-2021 PUBLIC 23-09-2021; grifou-se)
Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso extraordinário.
Intimem-se.
Documento assinado eletronicamente por ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO, Desembargador 1º Vice-Presidente , em 16/7/2024, às 16:23:59,
conforme art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006. A autenticidade do documento pode ser conferida no site
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o código CRC 1a72a448.
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Signatário (a): ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO
Data e Hora: 16/7/2024, às 16:23:59
(e-STJ Fl.161)
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Evento 63
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
16/07/2024 16:24:00
ICO - ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
63
Agravante:
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
29/07/2024 00:00:00
Data Final:
16/08/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
EDSON FÁBIO EUZEBIO
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.162)
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Evento 64
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
16/07/2024 16:24:00
ICO - ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
64
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
29/07/2024 00:00:00
Data Final:
06/09/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
THIAGO JOSUE BEN
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.163)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 65
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
RECURSO_ESPECIAL_NAO_ADMITIDO
16/07/2024 16:24:00
ICO - ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
65
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.164)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Borges de Medeiros, 1565 - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90110906 - Fone: (51) 3210-6000 - Email: gab1vicepres@tjrs.jus.br
RECURSO ESPECIAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
RECORRENTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
RECORRIDO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
EMENTA
RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CORREÇÃO
MONETÁRIA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. SÚMULA 83 DO STJ. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE PREJUDICADA. RECURSO NÃO
ADMITIDO.
DECISÃO
1. VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO interpõe, forte no artigo 105, inciso III, a e c, da Constituição
da República, recurso especial contra acórdão da Segunda Câmara Cível deste Tribunal de Justiça assim
ementado:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. DECISÃO
AGRAVADA QUE RECONHECEU A PRECLUSÃO DAS MATÉRIAS VENTILADAS PELO EXEQUENTE.
MANUTENÇÃO.
1. Do compulsar do caderno processual, depreende-se que dezembro de 2009 o ora agravante iniciou cumprimento
de sentença contra o IPERGS fundado em título executivo judicial, oriundoda ação de conhecimento para
integralização de pensionamento por morte, pago pelo executado, na forma do art. 40, § 7°, da CF. Interposto recurso
de apelação pela autarquia, obteve, em junho de 2007, provimento apenas para alterar juros moratórios para 6% ao
ano. Oposta impugnação pela autarquia, restou acolhida, em 26/06/2013, para que os juros de mora e correção
monetária respeitem o título executivo judicial em cumprimento e, após a vigência da Lei n. 11.960/2009, a correção
observe os mesmos percentuais da caderneta de poupança. Ainda, determinada a amortização dos valores de
responsabilidade do INSS, como se vivo fosse. Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de
instrumento, não conhecido em decisão de novembro de 2015. Opostos embargos de declaração pelo exequente,
não restaram conhecidos por razões dissociadas em abril de 2016. Novamente irresignado, o agravante interpôs,
então, recurso especial, cujo juízo foi de não admissão também por razões dissociadas. Decorridos nove anos da
primeira decisão, após a atualização do cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de
2022, retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser absolutamente incapaz, o
que impediria a fluência do prazo prescricional. Assim, sobreveio a decisão agravada, entendendo que as matérias
invocadas pelo exequente já foram objeto de decisão e recursos ao longo do feito, encontrando-se
preclusas. Irresignado, o exequente interpôs o presente recurso, buscando afastar a preclusão atinente à
imprescritibilidade contra incapazes e aplicação dos Temas n. Temas 905 do STJ e 810 do STF quanto à correção
monetária e juros de mora do título executivo judicial executado.
2. A doutrina costuma designar a preclusão como a perda de uma faculdade processual, podendo ocorrer por três
motivos: pelo seu não exercício em dado prazo (temporal), pelo anterior exercício da faculdade processual
(consumativa) e por exercício de ato anterior que seja incompatível com o posterior (lógica). A respeito, fulcro no art.
505 do Código de Processo Civil, defeso ao Julgador reapreciar questão já decidida, por incidência da preclusão
consumativa.
3. In casu, diversamente do que alega a parte agravante, inclusive as matérias de ordem pública, como no caso da
prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada dispunha do recurso cabível para
enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva
decisão. Nessa direção, evidente que a discussão presente se encontra preclusa. Precedentes do Superior Tribunal
de Justiça e desta Corte.
4. Ademais, em que pese as matérias invocadas configurem de ordem pública, passíveis de serem reconhecidas de
ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente questão já decida nos autos, conforme o já
citado art. 505 do Código de Processo Civil. Destarte, impõe-se a manutenção da decisão agravada, na medida em
que corretamente julgou preclusas as matérias arguidas.
NEGARAM PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. UNÂNIME.
Alega que o acórdão negou vigência aos artigos 493, 494, inciso I e 505, inciso I, do Código de
Processo Civil e ao Tema 905 do Superior Tribunal de Justiça, porquanto " não há que se falar em preclusão, dado
que, tratando-se de matéria de ordem pública, ex officio, com efeito vinculante, (TEMA 810/STF) deve ser
observado o decidido pela Corte Suprema" e "a questão da correção monetária é de trato sucessivo". Suscita
dissídio jurisprudencial.
(e-STJ Fl.165)
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Apresentadas as contrarrazões, vêm os autos conclusos a esta Primeira Vice-Presidência para exame
do juízo de admissibilidade.
É o relatório.
2.Prequestionamento
Consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, “ para que se configure o
prequestionamento, não basta que o recorrente devolva a questão controvertida para o Tribunal, em suas razões
recursais. É necessário que a causa tenha sido decidida à luz da legislação federal indicada, bem como seja
exercido juízo de valor sobre os dispositivos legais indicados e a tese recursal a eles vinculada, interpretando-se a
sua aplicação ou não, ao caso concreto” (AgInt no REsp 1.890.753/MA, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES,
SEGUNDA TURMA, DJe 6/5/2021).
Nessa linha, há “manifesta ausência de prequestionamento, a atrair a aplicação das Súmulas 282 do
STF e 211 do STJ, quando os conteúdos dos preceitos de lei federal suscitados na peça recursal não são
examinados na origem, mesmo após opostos embargos de declaração” (AgInt no AREsp 520.518/RS, Rel. Ministro
GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/09/2019, DJe 25/09/2019).
Assim, “ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento
do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à
questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por
analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. ” (AgInt no AREsp 1745730/SP, Rel. Ministro
FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/04/2022, DJe 18/04/2022).
De relevo destacar, ademais, que "a admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/15), em
recurso especial, exige que no mesmo recurso seja indicada violação ao art. 1.022 do CPC/15, para que se
possibilite ao Órgão julgador verificar a existência do vício inquinado ao acórdão, que uma vez constatado, poderá
dar ensejo à supressão de grau facultada pelo dispositivo de lei". (REsp n. 1.639.314/MG, relatora Ministra Nancy
Andrighi, Terceira Turma, julgado em 4/4/2017, DJe de 10/4/2017.)
No aspecto, v.g.:
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO
DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. MULTA ADMINISTRATIVA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO
CPC/2015. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS, NO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCONFORMISMO. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 11, 489, II, III, DO CPC/2015, 49, 59 DA LEI 11.101/2005 E 187 DO CTN. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. ART. 1.025 DO CPC/2015. INAPLICABILIDADE, NO CASO.
JULGAMENTO VIRTUAL. NULIDADE. DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. AUSÊNCIA. CONTROVÉRSIA
RESOLVIDA, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, À LUZ DAS PROVAS DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO,
NA VIA ESPECIAL. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
I. Agravo interno aviado contra decisão que julgara recurso interposto contra decisum publicado na vigência do
CPC/2015.
II. Trata-se, na origem, de Agravo de Instrumento interposto pela parte ora agravante, em face de decisão proferida
nos autos de execução fiscal, ajuizada pelo Município de Praia Grande para cobrança de multa administrativa, a qual
indeferiu a sujeição do crédito ao plano de recuperação judicial - PRJ, rejeitando o pedido de extinção do feito e
determinando sua suspensão, nos termos do Tema 987 do STJ. O Tribunal de origem negou provimento ao Agravo
de Instrumento.
III. Não há falar, na hipótese, em violação ao art. 1.022, II, do CPC/2015, porquanto a prestação jurisdicional foi dada
na medida da pretensão deduzida, de vez que os votos condutores do acórdão recorrido e do acórdão proferido em
sede de Embargos de Declaração apreciaram fundamentadamente, de modo coerente e completo, as questões
necessárias à solução da controvérsia, dando-lhes, contudo, solução jurídica diversa da pretendida.
IV. Na forma da jurisprudência do STJ, não se pode confundir decisão contrária ao interesse da parte com ausência
de fundamentação ou negativa de prestação jurisdicional. Nesse sentido: STJ, EDcl no REsp 1.816.457/SP, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 18/05/2020; AREsp 1.362.670/MG, Rel. Ministro MAURO
CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 31/10/2018; REsp 801.101/MG, Rel. Ministra DENISE
ARRUDA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 23/04/2008.
V. Não tendo o acórdão hostilizado expendido juízo de valor sobre os arts. 11, 489, II, III, do CPC/2015, 49,INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
28/02/2023 00:00:00
Data Final:
11/04/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
VICTOR HERZER DA SILVA
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.19)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 9
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
26/02/2023 23:59:59
SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
9
Complemento:
Refer. ao Evento: 8
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.20)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 10
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONTRARRAZOES___REFER__AO_EVENTO__8
27/03/2023 16:48:16
89027825000103 - ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
10
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.21)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DESEMBARGADOR(A) DO TRIBUNAL
DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 50359126020238217000
Parte agravante: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHOS
O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL–IPERGS, por sua representação judicial, vem, respeitosamente,
à presença de Vossa Excelência, apresentar CONTRARRAZÕES AO RECURSO
DE AGRAVO DE INSTRUMENTO, na forma e pelos fundamentos a seguir
expostos, requerendo o seu recebimento, a juntada, a vista ao Ministério Público e o
julgamento de desprovimento do recurso.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 27 de março de 2023.
Fabricia Boscaini
Procuradora do Estado
OAB/RS 44.420
(e-STJ Fl.22)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA CÂMARA CÍVEL
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A)
I. Breve resumo do feito:
Trata-se de agravo de instrumento em que o autor, alegando ser
incapaz, requereu o afastamento da preclusão reconhecida em primeiro grau.
II. Do mérito:
Importante delimitar que o debate travado no agravo de instrumento
envolve apenas a ocorrência de preclusão.
Irrelevantes, portanto, os argumentos expostos pelo recorrente
quanto a não fluência da prescrição em relação ao absolutamente incapaz.
Com efeito, para as partes, a preclusão pode se dar quando o ato
não for praticado dentro do prazo estipulado (preclusão temporal); quando houver
incompatibilidade com um ato anteriormente praticado (preclusão lógica); ou quando o
direito à prática daquele ato já houver sido exercido anteriormente (preclusão
consumativa).
No caso em comento, o autor – por meio de seu representante -
deixou de praticar, no prazo legal, ato que lhe incumbia.
Para bem demonstrar o ocorrido, segue um breve histórico do
cumprimento de sentença. Antes, porém, necessário destacar que há procuração nos
autos em nome do autor, representado pela curadora Carmem Marilu1, outorgando
poderes ao Dr. Edson Fábio Euzébio. Também foi proferido despacho autorizando a
curadora a promover a ação judicial revisional contra o Instituto de Previdência do
Estado consoante despacho da fl. 14 PROCJUDIC2 evento 3:
1 Certidão de Nascimento: ‘Observações: O registrado foi interditado conforme sentença proferida de
Direito da 1. Vara Civel do Foro Regional do Partenon, nesta capital, datada de 24.06.1999, tendo
sido nomeado seu curador Carmem Marilu Silva dos Santos. A interdição foi inscrita no livro E-141,
fls. lO7v, sob 103938, conforme anotação à margem do assento.’
(e-STJ Fl.23)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
‘Nos termos do inciso V do art. 1.748 c/c o art.o 1.781, ambos do
Novo Código Civil, autorizo curador a adotar as medidas judiciais
necessárias ao bem da defesa do direito do curatelado nos autos da
ação revisional proposta em face do IPERGS, referida à fs.09.
Dil.
Porto Alegre, 14 de Setembro de 2004.’
Regular, portanto, a representação processual nos termos do artigo
71 do atual CPC (antigo art. 8. do CPC/73).
Prosseguindo. Às fls. 3-5 do PROCJUDIC8 evento 3 foi proferida, em
junho de 2013, a seguinte decisão:
‘Quanto à correção monetária e os juros, entendo que merece
acolhimento a impugnação do executado, tendo em vista que até a
edição da Lei n° 11.960/2009, a correção monetária e os juros
devem observar o título executivo, sendo que após a edição da
referida lei, a correção deve observar os mesmos percentuais da
caderneta de poupança.’
Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de
instrumento, não conhecido consoante ementa ora transcrita (evento 3, PROCJUDIC9,
fls. 10-17):
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
PENSIONISTA INCAPAZ. REVISÃO DE PENSÃO. PRESCRIÇÃO
QUINQUENAL. INTEMPESTIVIDADE RECURSAL. Não obstante
tratar-se de pedido de reconsideração, o Juizo a quo chegou a receber
a petição como Embargos de declaração, mas deixou de acolhê-lo por
manifesta íntempestividade. Em sede de agravo de instrumento, o ora
agravante se insurgiu desta decisão dos Embargos, não conhecidos
por Íntempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no final de janeiro de 2014.
Ressalte-se que a ínterposíção do presente recurso data de 30 de julho
de 2015 (fl. 02), mas a decisão efetivamente agravada, como se viu, é
de mais de um ano. Deveria o agravante ter interposto recurso da
decisão de folhas 141-142, o que não fez, vindo a se manifestar ao
próprio Juizo a quo três meses após a intimação da nota de expediente
como se viu, com o pedido de reconsideração de “erro material”, de
sorte que o presente recurso de agravo de instrumento não é
conhecido.’
Não satisfeito, às fls. 22-25 do PROCJUDIC9 evento 3, retomou o
debate em sede de embargos de declaração, não conhecidos por razões dissociadas,
verbis:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO
NÃO CONHECIDO. RAZÕES DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
(e-STJ Fl.24)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. As razões dos
declaratóríos se insurgem quanto ao mérito de recurso que não foi
conhecido, estando, pois, dissociadas do fundamento da decisão.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS.’
O agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não
admissão também por razões dissociadas (fls. 33-36 PROCJUDIC9 evento 3):
‘O recurso não merece admissão.
Com efeito, verifica-se que o postulante não impugnou os
fundamentos da decisão recorrida, a saber:
“Em que pese às razões recursais e determinação do
processamento do recurso, verifico que efetivamente não pode ser
conhecido.
Ocorre que a decisão contra a qual se insurge o recorrente é a de
folhas 141-142, cuja publicação na59 da Lei
11.101/2005 e 187 do CTN, a pretensão recursal esbarra em vício formal intransponível, qual seja, o da ausência de
prequestionamento ? requisito viabilizador da abertura desta instância especial ?, atraindo o óbice da Súmula 282 do
Supremo Tribunal Federal ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a
questão federal suscitada"), na espécie.
VI. Para que se configure o prequestionamento, não basta que o recorrente devolva a questão controvertida para o
Tribunal, em suas razões recursais. É necessário que a causa tenha sido decidida à luz da legislação federal
indicada, bem como seja exercido juízo de valor sobre os dispositivos legais indicados e a tese recursal a eles
vinculada, interpretando-se a sua aplicação ou não, ao caso concreto.
VII. Na forma da jurisprudência do STJ, "a admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/15), em
recurso especial, exige que no mesmo recurso seja indicada violação ao art. 1.022 do CPC/15, para que se
possibilite ao Órgão julgador verificar a existência do vício inquinado ao acórdão, que uma vez constatado,
poderá dar ensejo à supressão de grau facultada pelo dispositivo de lei" (STJ, REsp 1.639.314/MG, Rel.
(e-STJ Fl.166)
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Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, DJe de 10/04/2017).
VIII. Consoante se depreende dos autos, o acórdão recorrido não expendeu juízo de valor sobre os arts. 11, 489, II,
III, do CPC/2015, 49, 59 da Lei 11.101/2005 e 187 do CTN, invocados na petição do Recurso Especial, nem a parte
ora agravante opôs os cabíveis Embargos de Declaração, quanto aos citados dispositivos legais, razão pela qual
impossível aplicar-se, no caso, o art. 1.025 do CPC vigente.
IX. O Tribunal de origem, com base no exame dos elementos fáticos dos autos, consignou que, "ainda que havido o
julgamento virtual antes do prazo para pronunciamento contrário, não há demonstração de prejuízo, mesmo porque,
em julgamento presencial, o pronunciamento da Turma seria no mesmo sentido". Tal entendimento, firmado pelo
Tribunal a quo, não pode ser revisto, pelo Superior Tribunal de Justiça, por exigir o reexame da matéria fático-
probatória dos autos. Precedentes do STJ.
X. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp 1753422/SP, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 21/03/2022, DJe 23/03/2022; grifou-se)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO
DOS DISPOSITIVOS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULA 282/STF. JULGAMENTO EXTRA PETITA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 7/STJ. NÃO IMPUGNAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ.
1. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial impede o seu conhecimento, a teor da
Súmula 282/STF. O prequestionamento ficto previsto no art. 1.025 do CPC/2015 está condicionado ao
reconhecimento da violação do art.1.022 do CPC/2015, o que não se vislumbra na hipótese sub judice.
Precedentes.
2. Quanto à aplicação da Súmula 7/STJ, no que toca à alegação de julgamento extra petita, a ausência de
impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada impõe o não conhecimento do recurso.
Incidência da Súmula 182/STJ 3. Agravo interno conhecido em parte e não provido. (AgInt no REsp 1892487/AM, Rel.
Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 28/03/2022, DJe 30/03/2022; grifou-se).
No caso, a alegação de violação aos artigos 493 e 494, inciso I, do Código de Processo Civil não foi
ventilada no acórdão recorrido nem quando do julgamento dos embargos de declaração opostos para sanar as
omissões, o que atrai a aplicação das Súmulas 2111 do Superior Tribunal de Justiça e 356 2 do Supremo Tribunal
Federal.
3. Preclusão consumativa
Superior Tribunal de Justiça já decidiu que " a natureza de questão de ordem pública dos juros legais e
da correção monetária não é capaz afastar os efeitos da preclusão consumativa quando objeto de decisão
anterior" (AgInt no REsp n. 2.076.297/AL, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em
26/2/2024, DJe de 5/3/2024.)
A propósito, cita-se o seguinte precedente:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ART. 1.022 DO CPC/2015. FUNDAMENTAÇÃO. DEFICIÊNCIA.
ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. NÃO
COMPROVAÇÃO.
1. Aplica-se o óbice da Súmula 284 do STF quando a alegação de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 se faz de forma
genérica, sem a demonstração exata dos pontos pelos quais o acórdão se fez omisso, contraditório ou obscuro.
2. O STJ entende que há preclusão quando o devedor não impugna a correção monetária no momento processual
adequado e que o erro de cálculo passível de correção é aquele decorrente de inexatidão aritmética e não de
aplicação de critérios distintos de juros e correção monetária. Incide in casu, portanto, a Súmula 83 do STJ.
3. Segundo o entendimento pacífico desta Corte de Justiça, a simples transcrição de ementas, sem que se evidencie
a similitude das situações fáticas e jurídicas, não se presta para demonstração da divergência jurisprudencial,
mormente se não há clara indicação do dispositivo de lei federal supostamente violado em razão do dissídio.
4. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp n. 1.965.790/DF, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 22/11/2022, DJe de
20/12/2022.)
In casu, a Câmara Julgadora concluiu que, "em que pese as matérias invocadas configurem de ordem
pública, passíveis de serem reconhecidas de ofício, não se há afastar a impossibilidade do Juízo decidir novamente
questão já decida nos autos", destacando que "inclusive as matérias de ordem pública, como no caso da prescrição
e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada dispunha do recurso cabível para
enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado a respectiva
decisão".
Assim, o acórdão recorrido está de acordo com os aludidos precedentes, o que atrai a incidência da
Súmula 83 do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual "não se conhece do recurso especial pela divergência,
quando a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida", aplicável ao recurso interposto
tanto pela alínea a quanto pela c do artigo 105, inciso III, da Constituição da República, conforme se lê do seguinte
precedente:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA.
JURISPRUDÊNCIA. CONFORMIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL. EXAME. INVIABILIDADE.
1. Não há violação do art. 489, § 1º, IV, do CPC/2015 quando o Tribunal de origem se manifesta de forma clara,
coerente e fundamentada sobre as teses relevantes à solução do litígio.
(e-STJ Fl.167)
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2. Incide o óbice da Súmula 83 do STJ quando o entendimento emanado pelo Tribunal de origem não destoa
da orientação desta Corte, a qual não se restringe aos recursos especiais interpostos com fundamento na
alínea "c" do permissivo constitucional, sendo também aplicável nos recursos fundados na alínea "a".
3. É defeso à parte inovar em sede de agravo interno, apresentando argumento não esboçado no apelo especial,
dada a preclusão consumativa.
4. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.108.738/RJ, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma,
julgado em 28/11/2022, DJe de 1/2/2023; grifou-se)
4. Dissídio jurisprudencial
Superior Tribunal de Justiça já decidiu que “ a análise da divergência jurisprudencial fica prejudicada
quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea 'a' do permissivo
constitucional” (AgInt no AREsp 912.838/BA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em
02/02/2017, DJe 03/03/2017).
A esse propósito, citam-se os seguintes precedentes:
TRIBUTÁRIO. PROCESSO CIVIL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA.
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO. LIMITES DO TÍTULO
EXECUTIVO. REEXAME DOCONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ.
DISSÍDIO PRETORIANO. ANÁLISE PREJUDICADA.
1. Afasta-se a ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu,
fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas e apreciou integralmente a controvérsia posta nos autos,
não se podendo, ademais, confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de
prestação jurisdicional.
2. A matéria pertinente aos arts. 6º do Decreto-Lei n. 4.657/42 e 173 do CTN não foi apreciada pela instância
judicante de origem, tampouco foi suscitada nos embargos declaratórios opostos para suprir eventual omissão.
Portanto, ante a falta do necessário prequestionamento, incide o óbice da Súmula 356/STF.
3. Vigora no STJ o entendimento de que o prequestionamento da matéria pressupõe o efetivo debate pelo Tribunal a
quo sobre a tese jurídica veiculada nas razões do recurso especial, não sendo suficiente, para tanto, que a questão
tenha sido suscitada pelas partes nos recursos que aviaram perante aquele Sodalício. Precedentes.
4. A alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem no tocante aos limites do título executivo, tal como
colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório
constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ.
5. O não conhecimento do apelo raro pelo conduto da alínea a do permissivo constitucional inviabiliza, por
conseguinte, a análise do alegado dissídio pretoriano.
6. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1826143/PR, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 29/11/2021, DJe 02/12/2021; grifou-se).
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO. DECISÃO PROFERIDA PELA PRESIDÊNCIA DO STJ.
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. NECESSIDADE DE
DILAÇÃO PROBATÓRIA. REVISÃO DAS CONCLUSÕES REGIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ.
1. Trata-se, na origem, de Agravo de Instrumento, em Execução Fiscal, em face de decisão que não conheceu da
Exceção de Pré-Executividade, ao fundamento de tratar de questão suscetível à análise de prova.
2. As partes recorrentes, por outro lado, afirmam que a matéria demanda apenas o enfrentamento de questões de
direito, sem necessidade de dilação probatória.
3. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, por ocasião do julgamento do REsp 1.104.900/ES, Rel. Min.
Denise Arruda (DJe 1º.4.2009), sob a sistemática do art. 543-C do CPC/1973, consagrou o entendimento de que
Exceção de Pré-Executividade somente é cabível nas situações em que não se faz necessária dilação probatória ou
em que o magistrado possa conhecer das questões de ofício.
4. Na hipótese dos autos, o Tribunal de origem, ao dirimir a controvérsia, assim se manifestou: "(...) a agravante não
carreou provas pré-constituídas, e cabais, do alegado erro escusável ou da boa-fé. Aliás, tais matérias dificilmente
poderiam ser comprovadas por prova documental, por envolver análise de fatos, costumes e interpretações, como
corretamente foi observado pelo juízo da origem. De fato, os elementos coligidos pela recorrente não estão
acompanhados de prova pré-constituída idônea da matéria alegada, condição necessária para o acolhimento da
exceção. Permanecendo controvérsia sobre a questão, não há como solucioná-la na via estreita da exceção da pré-
executividade, dada a impossibilidade de instrução probatória dentro do feito executivo, com observância plena do
contraditório" (fl. 71, e-STJ).
5. A reforma do entendimento exarado pelo acórdão recorrido,no tocante à necessidade de dilação probatória para o
conhecimento da Exceção de Pré-Executividade, requer reexame do contexto fático-probatório da causa, o que é
defeso na via especial, ante o óbice da Súmula 7/STJ. Desse modo, não há falar em reparo na decisão agravada,
motivo pelo qual deve ser mantida a decisão proferida pela Presidência do STJ.
6. Consoante a jurisprudência do STJ, "a análise da divergência jurisprudencial fica prejudicada quando a
tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea 'a' do permissivo constitucional"
(AgInt no AREsp 912.838/BA, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 3.3.2017). No mesmo
sentido: AgInt no REsp 1.590.388/MG, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 24.3.2017.
7. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp 1844326/PR, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 16/08/2021, DJe 31/08/2021; grifou-se).
Resta, pois, prejudicada a análise do recurso pela divergência jurisprudencial.
Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial.
Intimem-se.
(e-STJ Fl.168)
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1. Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo.
2. O ponto omisso da decisão, sôbre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o
requisito do prequestionamento.
(e-STJ Fl.169)
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Evento 66
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Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
16/07/2024 16:24:01
ICO - ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
66
Agravante:
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
Prazo:
15 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
29/07/2024 00:00:00
Data Final:
16/08/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
EDSON FÁBIO EUZEBIO
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.170)
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Evento 67
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
16/07/2024 16:24:01
ICO - ICARO CARVALHO DE BEM OSORIO - MAGISTRADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
67
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
29/07/2024 00:00:00
Data Final:
06/09/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
THIAGO JOSUE BEN
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.171)
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Evento 68
Evento:
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Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_COM_DECISAO_DESPACHO
17/07/2024 12:24:38
ZMJ - ZOILA MARA JACOBUS - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
68
Complemento:
VICE1 -> SREC
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.172)
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Evento 69
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
26/07/2024 23:59:59SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
69
Complemento:
Refer. aos Eventos: 63, 64, 66 e 67
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.173)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 70
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
AGRAVO_DE_DECISAO_DENEGATORIA_DE_REC__EXTRAORDINARIO___REFER__AO_EVENTO__63
16/08/2024 14:34:28
RS050400 - EDSON FÁBIO EUZEBIO - ADVOGADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
70
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.174)
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A)
DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000/SC
Obj.: Agravo em Recurso Extraordinário.
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, já qualificado nos autos em epígrafe,
que move em face do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, igualmente qualificado, vem,
respeitosamente, por seu advogado, inconformado com a decisão de inadmissão do Recurso
Extraordinário interposto (ev. 62), interpor o presente AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, na forma do art. 1.042 e seguintes do CPC.
Outrossim, informa que dispensado do preparo dado que beneficiário de
gratuidade da justiça (ev. 12), na esteira da decisão de ev.3, PROCJUDIC1, pg. 42.
Requer, assim, seja recebida a inconformidade, com ulterior admissão, e,
procedidas as diligências de estilo, consequente remessa ao e. Supremo Tribunal Federal.
Porto Alegre/RS, 14 de agosto de 2024.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZEBIO
Advogado
OAB/RS nº 50.400.
HIAGO H. M. CAVALCANTE
Advogado
OAB/SC nº 62.092.
(e-STJ Fl.175)
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PROCESSO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
VARA DE ORIGEM: 7ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre/RS
CÂMARA DE ORIGEM (2º GRAU): 2ª Câmara de Direito Civil - TJRS
TRIBUNAL DE ORIGEM: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
RAZÕES
DO
AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDIÁRIO
RECORRENTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADV(S):
EDSON FÁBIO EUZEBIO – OAB/RS Nº 50.400
HIAGO H. M. CAVALCANTE – OAB/SC Nº 62.092
RECORRIDO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
ADV(S): THIAGO JOSUE BEN – P324930101
(e-STJ Fl.176)
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COLENDA CÂMARA
EMÉRITOS JULGADORES
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) RELATOR(A)
O agravante, já qualificado nos autos retro epigrafados, não se conformando,
data venia, com a r. decisão monocrática de ev. 62, vem, respeitosamente, na forma da regra do
art. 1.042 do CPC, interpor o presente recurso de Agravo em Recurso Extraordinário, dado que,
ao contrário do lançado na decisão de inadmissão, a fundamentação sobre a repercussão geral
da matéria constitucional restou desenvolvida e pormenorizada ao longo de toda a petição do
recurso extraordinário, notadamente quanto à integral subsunção do caso aos comandos contidos
nos Temas 810/STF e 1.170/STF, inobservados pelo Tribunal a quo, atendendo ao disposto no §
2º do art. 1.035 do Código de Processo Civil, pelo que não resta outra alternativa senão interpor o
presente, consoante razões que segue:
1 – EMENTA INTRODUTÓRIA.
Trata-se de Recurso Extraordinário manejado contra decisão do E. TJRS que,
maxima venia, contrariou entendimento consolidado por esse E. Supremo Tribunal Federal no
Tema 1.170/STF, bem como regras dos arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 105, III, e arts. 102, caput, l,
c/c 195, § 5º, da Constituição Federal, ao negar a aplicação do comando contido no Tema
810/STF sob alegação de coisa julgada e preclusão, olvidando que a questão de correção
monetária é de trato sucessivo, bem como que a aplicação de TR se deu em função de liminares
nas ADI 4357 e ADI 4425, cujas, ao cabo, foram revogadas pela decisão em conjunto das ADIs e
RE 870947 pelo STF.
Assim, diante de violação à Constituição Federal (arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV,
105, III, e arts. 102, caput, l, c/c 195, § 5º), bem como aos comandos contidos nos Temas 810 e
1.170/STF, não resta outra alternativa senão a interposição do Extraordinário, na forma do art.
102, inciso III, “a” da Constituição Federal/88 c/c art. 15 da Lei 10.259/01 e art. 321 do Regimento
Interno do STF.
Contudo, sobreveio decisão denegatória de seguimento do extraordinário
interposto (ev. 62), ora recorrida, fundamentando, em apertada síntese, que é requisito formal de
admissão que as razões recursais contenham tópico específico e dedicado, nominado de
“preliminar de repercussão geral”, pelo que, na ausência, seria inepto o indigitado.
E, no ponto, renovada maxima venia, a v. decisão não trilhou o melhor direito,
uma vez que tal repercussão geral restou demonstrada e pormenorizada no teor do recurso
interposto, conforme adiante será fundamentado (evitando-se tautologia), o que se adequa ao
entendimento sulfragado por esse E. STF, pelo que não resta alternativa senão a interposição do
presente, conforme segue:
(e-STJ Fl.177)
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2 – RAZÕES DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
APONTAMENTO DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA SUSCITADA NAS RAZÕES
RECURSAIS. INEXISTÊNCIA DE OBRIGATORIEDADE DE PRELIMINAR DESTACADA.
Inicialmente, importa trazer à lume que não se desconhece que a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal exige demonstração da repercussão geral da matéria suscitada no
recurso extraordinário, cabendo à parte recorrente demonstrar, de forma fundamentada e clara, as
circunstâncias que configuram a relevância das questões constitucionais invocadas no recurso
extraordinário; desconhece-se, porém, a exigência formal de demonstração de repercussão geral
em tópico específico no recurso.
É que, com efeito, a alteração implementada pelo Código de Processo Civil de
2015, ao se dispor sobre o recurso extraordinário, se fixou, no § 2º do art. 1.035, o seguinte
verbete:
Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não
conhecerá do recurso extraordinário quando a questão constitucional nele
versada não tiver repercussão geral, nos termos deste artigo.
§ 2º O recorrente deverá demonstrar a existência de repercussão geral
para apreciação exclusiva pelo Supremo Tribunal Federal. (g.n.)
Destaca-se, portanto, que restou suprimida a determinação constante do antigo
§2º do art. 543-A do Código de Processo Civil de 1973, que exigia demonstração da repercussão
geral por meio de tópico específico, em preliminar do recurso; não tendo espaço tal exigência no
atual sistema jurídico-processual.
Assim, no ponto, tem-se que, nos recursos extraordinários interpostos na
vigência do CPC/2015 - como é o caso -, a demonstração da repercussão geral da matéria
devolvida ao STF pode se dar em toda a extensão das razões recursais, não estando limitada
a uma preliminar específicapara isso.
Nesse sentido leciona Pedro Miranda de Oliveira, em obra coletiva, ao comentar
a norma do § 2º do art. 1.035 do novo CPC:
“4. Fim da preliminar formal de repercussão geral (§ 2º). Dispunha o § 2º
do art. 543-A do CPC/1973 que ‘o recorrente deverá demonstrar, em
preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal
Federal, a existência da repercussão geral’. O referido dispositivo
imputava ao recorrente o ônus de demonstrar a existência de repercussão
geral em ‘preliminar de recurso’. Ficava claro que o capítulo sobre a
repercussão geral da questão constitucional deveria preceder todas as
demais considerações do recurso extraordinário. E era esse o
posicionamento do STF a respeito do assunto: (…)
(e-STJ Fl.178)
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No entanto, tratava-se de formalismo exacerbado e sem significado
prático rejeitar recurso extraordinário que verse sobre tema de grande
relevância para a nação apenas porque os argumentos da repercussão
geral da questão constitucional foram deduzidos em capítulo no final do
recurso. Por tal motivo, o CPC/20014 [sic] dá nova regulamentação ao
referido requisito de admissibilidade, limitando-se a dizer que o recorrente
deverá demonstrar a existência da repercussão geral para apreciação
exclusiva do STF. Fica evidente a incidência do princípio da primazia do
julgamento do mérito dos recursos excepcionais, pois no novo modelo ‘a
existência de repercussão geral terá de ser demonstrada de forma
fundamentada, sendo dispensável sua alegação em preliminar ou em
tópico específico’ (Enunciado 224 do FPPC). (Breves comentários ao novo
Código de Processo Civil: 2. ed. em e book baseada na 2. edição impressa.
São Paulo: RT, 2016). (g.n.)
No mesmo sentido tem-se consolidado a Jurisprudência desse E. STF, verbis:
EMENTA Agravo regimental em recurso extraordinário. Embargos à
execução de título extrajudicial. Multa imposta a prefeito por tribunal de
contas estadual. Demonstração da repercussão geral da matéria suscitada
no recurso extraordinário. Fundamentação suficiente. Verificação do
enquadramento do caso dos autos à tese do Tema nº 157 e/ou à tese do
Tema nº 835 da Repercussão Geral. Desnecessidade de reexame de
legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Precedentes.
Provimento do agravo regimental. 1. A fundamentação sobre a
repercussão geral da matéria constitucional desenvolvida ao longo de toda
a petição do recurso extraordinário atende o disposto no § 2º do art. 1.035
do Código de Processo Civil e mostra-se suficiente para o conhecimento
do recurso. 2. A verificação do enquadramento do caso dos autos à tese
fixada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no Tema nº 157 e/ou à
tese do Tema nº 835 da Repercussão Geral prescinde do reexame de
legislação infraconstitucional e da análise do conjunto fático-probatório
dos autos. Precedentes. 3. Agravo regimental provido para afastar os
óbices apontados na decisão agravada, a fim de que seja dado seguimento
ao recurso extraordinário. (RE 1305252 AgR, Relator(a): ROSA WEBER,
Relator(a) p/ Acórdão: DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 03-
08-2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-202 DIVULG 08-10-2021
PUBLIC 11-10-2021)(g.n.)
Aliás, por oportuno, para que não passe in albis, que o caso debatido nos
precedentes utilizados pelo Tribunal a quo para lastrear a negativa de seguimento ao RExt se
referia a casos em que a petição recursal não fazia nenhuma menção à repercussão geral da
matéria suscitada no apelo extremo, ao contrário do que ocorre presente feito, cuja petição
recursal tratou da repercussão geral da matéria suscitada e da plena aplicabilidade ao caso das
teses fixadas pelo STF nos Temas nºs 810 e 1.170 da repercussão geral.
(e-STJ Fl.179)
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No caso concreto, doutro giro, o recorrente, na petição de recurso
extraordinário, desenvolve toda a fundamentação recursal no sentido de demonstrar que o caso
dos autos está abrangido pelas teses fixadas pelo Plenário do STF nos Temas nºs 810 e 1.170 da
Repercussão Geral.
Nessa linha, destaca-se algumas passagens da referida petição recursal:
Conforme adiantado, o julgado recorrido, ao indeferir a pretensão autoral
de aplicação do Tema 810/STF ao cumprimento de sentença ainda em curso
por alegada coisa julgada e preclusão, incorreu em violação frontal aos
itens “3”, “4” e “5” do Tema 1.170/STF (art. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, e
105, III, da Constituição Federal), que assim dispõem, expressamente:
(...)
É que, com efeito, a questão da correção monetária é de trato sucessivo, e,
assim, tendo havido a revogação das liminares da ADI 4357 e ADI 4425,
onde, provisoriamente, se determinava a aplicação de TR como índice de
correção monetária dos débitos da fazenda pública, impõe-se a expedição
de precatório complementar para pagamento da diferença resultante da
aplicação do índice de correção monetária definido para os débitos da
fazenda pública (IPCA), conforme Tema 905/STJ e tema 810/STF.
(...)
Em outras palavras, a questão da correção monetária dos débitos da
Fazenda Pública estava controvertida perante ao e. STF, e, assim, por força
das liminares deferidas nas ações reunidas (ADI 4357 e ADI 4425), passou-
se utilizar o índice da TR para tal atualização monetária; porém,
provisoriamente, até solução definitiva. Sobreveio a solução definitiva, que
tornou sem efeito as liminares, e determinou o uso do IPCA como fator de
correção monetária, sem modulação de efeitos (conforme Tema 810/STF e
905/STJ, art. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC).
Ademais, no mesmo sentido, o e. STF, quando da decisão do Tema 733, fez
ressalva expressa ao final no sentido de que, nas questões de trato
sucessivo, onde se inserem juros e correção, a Repercussão Geral do Tema
810/STF produz efeitos imediatos, nas execuções ainda não quitadas
conforme inteligência do item 4, in fine, da Ementa do Tema. Assim, o Tema
810/STF produz efeitos imediatos e diretos nas execuções/cumprimento de
sentenças contra a fazenda pública em andamento (como é o caso), nos
exatos termos da decisão dos embargos de declaração do Juízo a quo.
Nesse sentido, confira-se:
Ou seja, a discussão que se deu nestes autos desde o primeiro grau de
jurisdição está centrada na definição das situações abrangidas pelas teses fixadas pelo Plenário
do Supremo Tribunal Federal no julgamento dos mencionados Temas nºs 810 e 1.170 da
Repercussão Geral.
(e-STJ Fl.180)
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Assim, considerando todo o arrazoado desenvolvido na petição do apelo
extremo e demais decisões dos autos, tem-se que as argumentações desenvolvidas no corpo da
petição recursal sobre a repercussão geral se mostram suficientes para o conhecimento do
recurso extraordinário, restando atendida a determinação expressa no § 2º do art. 1.035 do
CPC/2015 acerca da demonstração da repercussão geral da matéria suscitada no recurso
extraordinário.
3 – DA EMENTA CONCLUSIVA.
PELO FIO DO EXPOSTO, o Recorrente, respeitosamente, espera e requer seja
conhecido e provido o presente Agravo em Recurso Extraordinário para determinar a admissão do
Recurso Extraordinário interposto, cujo, ao cabo, será caso de provimento para reforma do
acórdão vergastado, determinando-se a imediata aplicação do comando contido nos referidosTemas, consolidando-se a validade da correção monetária e dos juros moratórios incidentes sobre
as condenações impostas à Fazenda Pública, conforme previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997,
com a redação dada pela Lei 11.960/2009, com ulterior a devolução do feito à origem; para que,
com isso, se efetive, mais uma vez, a tão almejada JUSTIÇA.
Porto Alegre/RS, 14 de agosto de 2024.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZEBIO
Advogado
OAB/RS nº 50.400.
HIAGO H. M. CAVALCANTE
Advogado
OAB/SC nº 62.092.
(e-STJ Fl.181)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 71
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
AGRAVO_DE_DECISAO_DENEGATORIA_DE_REC__ESPECIAL___REFER__AO_EVENTO__66
16/08/2024 14:35:38
RS050400 - EDSON FÁBIO EUZEBIO - ADVOGADO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
71
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.182)
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A)
DESEMBARGADOR(A) RELATOR(A) DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Processo nº 5035912-60.2023.8.21.7000/SC
Obj.: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, já qualificado nos autos em epígrafe,
que move em face do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, igualmente qualificado, vem,
respeitosamente, por seu advogado, inconformado com a decisão de inadmissão do Recurso
Extraordinário interposto (ev. 62), interpor o presente AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL, na
forma do art. 1.042 e seguintes do CPC.
Outrossim, informa que dispensado do preparo dado que beneficiário de
gratuidade da justiça (ev. 12), na esteira da decisão de ev.3, PROCJUDIC1, pg. 42.
Requer, assim, seja recebida a inconformidade, com ulterior admissão, e,
procedidas as diligências de estilo, consequente remessa ao e. Superior Tribunal de Justiça.
Porto Alegre/RS, 14 de agosto de 2024.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZEBIO
Advogado
OAB/RS nº 50.400.
HIAGO H. M. CAVALCANTE
Advogado
OAB/SC nº 62.092.
(e-STJ Fl.183)
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PROCESSO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
VARA DE ORIGEM: 7ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre/RS
CÂMARA DE ORIGEM (2º GRAU): 2ª Câmara de Direito Civil - TJRS
TRIBUNAL DE ORIGEM: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
RAZÕES
DO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
RECORRENTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADV(S):
EDSON FÁBIO EUZEBIO – OAB/RS Nº 50.400
HIAGO H. M. CAVALCANTE – OAB/SC Nº 62.092
RECORRIDO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
ADV(S): THIAGO JOSUE BEN – P324930101
(e-STJ Fl.184)
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COLENDA CÂMARA
EMÉRITOS JULGADORES
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) RELATOR(A)
O agravante, já qualificado nos autos retro epigrafados, não se conformando,
data venia, com a r. decisão monocrática denegatória de seguimento de ev. 65, vem,
respeitosamente, na forma da regra do art. 1.042 do CPC, interpor o presente recurso de Agravo
em Recurso Especial, consoante razões que a seguir passa a expor:
1 – EMENTA INTRODUTÓRIA.
Trata-se de Recurso Extraordinário manejado contra decisão do E. TJRS que,
maxima venia, contrariou entendimento consolidado por esse E. Superior Tribunal de Justiça, bem
como regras dos arts. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC, ao afastar a aplicação do
Tema 905/STJ sob alegação de preclusão, olvidando que a questão de correção monetária é de
trato sucessivo, bem como que a aplicação de TR foi aplicada em função de liminares nas ADI
4357 e ADI 4425, onde, provisoriamente, se determinava a aplicação de TR como índice de
correção monetária dos débitos da fazenda pública cujas, ao cabo, foram revogadas pela decisão
em conjunto das ADIs e RE 870947 pelo STF.
Assim, diante de violação à legislação vigente (art. 198, I, c/c art. 3º, II, do
Código Civil/02 arts. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC), bem como aos comandos
contidos nos Temas 905/STJ, não resta outra alternativa senão a interposição do Recurso
Especial, com esteio no art. 105, inciso III, “a” e “c” da CF/88 c/c art. 1.029 e seguintes do Código
de Processo Civil.
Contudo, sobreveio decisão denegatória de seguimento do especial interposto
(ev. 65), ora recorrida, fundamentando, de modo genérico, a ausência de prequestionamento da
matéria e a existência de preclusão consumativa, sendo esta última, inclusive, o objeto do agravo
de instrumento que originou o presente recurso (dada ausência de preclusão da matéria).
Assim, maxima venia, não resta outra alternativa senão a admissão e reforma
pela Instância Superior para garantir a observância da Lei Federal e sua intepretação fixada (art.
105, III, "a" e "c" da CF).
Vejamos, pois, por partes, as razões para admissão, conhecimento e provimento
do recurso, com reforma dos referidos tópicos específicos do Acórdão recorrido, conforme segue.
2 – DO CABIMENTO, TEMPESTIVIDADE E PREQUESTIONAMENTO.
(e-STJ Fl.185)
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A decisão denegatória teve sua publicação e intimação veiculada no sistema E-
Proc em 29/07/2024, com previsão de término em 16/08/2024, sendo cabível e atempado o
presente, na forma do art. 1.045 e seguintes do CPC.
Outrossim, consoante adiantado na ementa introdutória, o Recurso Especial
inadmitido tem cabimento com esteio nas alíneas "a" e "c" do Inc. III, do art. 105 da CF, dado que
o acórdão vergastado contraria e nega vigência à Lei Federal, vigente ao tempo de seu
proferimento (art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02 arts. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505,
I, do CPC), bem como contraria a jurisprudência consolidada por essa Corte Superior para o tema
(Tema 905/STJ).
O detalhamento de tais particulares, por despiciendo em sede de demonstração
de cabimento, seguirá com as razões propriamente ditas, adiante no mérito do recurso; até para
esquivar tautologia por repetição argumentativa.
Destarte, no tópico, cabível e atempado o presente recurso, merece, pois,
admissão, seguimento e julgamento.
3 – RAZÕES DE ADMISSÃO DO RECURSO ESPECIAL.
Inicialmente, destaca-se que, constatada a presença dos requisitos extrínsecos
do Recurso Especial, cabe ao Juízo de admissibilidade limitar-se à análise dos requisitos
intrínsecos do mesmo.
Assim, no caso dos autos, importa impugnar, de início, o entendimento da Vice-
Presidência consolidado no item “3” da decisão denegatória, no sentido de que não ocorreu (art.
198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02 arts. 493, c/c art. 494, I, in fine, e art. 505, I, do CPC, bem
como contraria a jurisprudência consolidada por essa Corte Superior para o tema (Tema
905/STJ), apontadas no Recurso Especial, dado que referida análise é de competência do
Superior Tribunal de Justiça, a quem é dirigido o recurso, cumprindo à Vice-Presidência, nessa
linha, tão somente apurarse as alegações feitas pela parte estão formalmente adequadas, e não
avaliar se houve ou não efetiva violação à legislação infraconstitucional.
Outrossim, resta igualmente impugnada a incidência da Súmula 83/STJ,
porquanto, ao contrário do alegado, a matéria pacificada no E. STJ é, antes pelo contrário, a favor
da tese defendida pelo autor/recorrente no recurso e contrária ao decidido no Acórdão recorrido,
dado que o entendimento predominante aponta para a inexistência de preclusão consumativa
quanto à aplicação do comando do Tema 905/STJ, vejamos:
(...) os juros de mora, por se tratarem de matéria de ordem pública, podem
ser modificados de ofício pelo magistrado. Precedentes. Desse modo, não
há que se falar em preclusão ou coisa julgada, pois a determinação de
abatimento dos juros de mora incidentes sobre os pagamentos
(e-STJ Fl.186)
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administrativos, através da incidência de juros negativos, consiste em
matéria de ordem pública" (AgInt no REsp n. 1.571.268/RS, Rel. Ministro
Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 24.6.2022). (g.n.)
(...) 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firme no sentido
de que os juros de mora e a correção monetária são encargos acessórios
da obrigação principal, possuindo caráter eminentemente processual e
devem ser incluídos na conta de liquidação, ainda que já homologado o
cálculo anterior, inexistindo preclusão ou ofensa à coisa julgada em
consequência dessa inclusão. Assim, as alterações do art. 1º-F da Lei
9.494/1997, introduzidas pela Medida Provisória 2.180-35/2001 e pela Lei
11.960/2009, têm aplicação imediata a todas as demandas judiciais em
trâmite, com base no princípio tempus regit actum. Precedentes. (AgInt no
REsp n. 2.073.159/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma,
julgado em 13/11/2023, DJe de 18/12/2023.)(g.n.)
(...) "a aplicação de juros e correção monetária pode ser alegada na
instância ordinária a qualquer tempo, podendo, inclusive, ser conhecida
de ofício. A decisão nesse sentido não caracteriza julgamento extra petita,
tampouco conduz à interpretação de ocorrência de preclusão
consumativa, porquanto tais institutos são meros consectários legais da
condenação" (AgInt no REsp 1.353.317/RS, Rel. Ministro Og Fernandes,
Segunda Turma, DJe 9.8.2017).(g.n.)
E, no ponto, tal elogiável posicionamento pacificado do C. STJ no sentido de
ausência de preclusão consumativa dos encargos da mora é, antes pelo contrário, um permissivo
à interposição do Recurso Especial, na forma das alíneas "a" e "c" do art. 105/CF, dado que o v.
Acórdão vergastado incorreu em efetiva negativa de vigência de tais premissas e interpretação
dada à norma pelo Tema 905/STJ.
Ademais, quanto à aventada ausência de prequestionamento, tem-se que, antes
pelo contrário, o recorrente veiculou petição de Embargos de Declaração (ev. 29) prequestionando
a matéria, constando-se no mesmo as pormenorizadas legislações ditas violadas, bem como o
comando do Tema 905/STJ. Nessa linha, destaca-se algumas passagens da referida petição
recursal:
É que, com efeito, na época, eram vigentes as liminares da ADI 4357 e ADI
4425, onde, provisoriamente, restou determinada a aplicação do índice de
TR, como correção monetária dos débitos da Fazenda Pública, sendo, ao
depois, revogadas pela decisão em conjunto das ADINs e RE 870947 pelo
STF, consolidado no TEMA 810/STF, que julgou inconstitucional o índice
de TR para corrigir débitos da fazenda pública, se modulação de efeitos.
Assim, havendo, como há, ressalva quanto a possibilidade de revisão e
aplicação do Tema 810/STF e 905/STJ nos casos em que houve a expedição
(e-STJ Fl.187)
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do Precatório/RPV após tal decisão (25/03/2015), esta, é medida que se
impõe.
(...)
Destarte, surgido outro aspecto ainda não analisado, na assentada
anterior, espera e requer o recorrente que seja conhecido e provido o
presente recurso para retificar o acórdão embargado adequando-o à regra
legal de regência ao caso (art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02 e
art. 169, inciso I do CC/16), com correção do cálculo que irá futuramente
lastrear a expedição do precatório do cumprimento de sentença do caso dos
autos, para observância à aplicação do Tema 810/STF e 905/STJ, aos
débitos da Fazenda Pública, bem como quanto a inocorrência de prescrição
ou preclusão sobre parcelas anteriores a 5 anos do ajuizamento da ação,
por força expressa de Lei (art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02),
mormente no caso onde, recém, se está em fase de liquidação, não tendo
havido ainda a expedição do precatório do caso dos autos, consoante
fundamentação retro expendida. Nesse sentido:
Assim, no caso, consoante consta dos ilustrativos arestos paradigmas retro, há
divergência de interpretação do art. 198, I, c/c art. 3º, II, do Código Civil/02 arts. 493, c/c art. 494,
I, in fine, e art. 505, I, do CPC), bem como contraria a jurisprudência consolidada por essa Corte
Superior para o tema (Tema 905/STJ), dado que o decisum vergastado entendeu pela existência
de preclusão consumativa do caso, o que inclusive contraria e nega vigência ao comando do
Tema 905/STJ, sendo caso, portanto, de admissão e análise das razões.
4 – DA EMENTA CONCLUSIVA.
PELO FIO DO EXPOSTO, o Recorrente, respeitosamente, espera e requer seja
conhecido e provido o presente Agravo em Recurso Especial, para determinar a admissão do
Recurso Especial interposto, cujo, ao cabo, será caso de provimento para reforma do acórdão
vergastado, determinando-se a imediata aplicação do comando contido nos referidos Temas,
consolidando-se a validade da correção monetária e dos juros moratórios incidentes sobre as
condenações impostas à Fazenda Pública, conforme previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com
a redação dada pela Lei 11.960/2009 e Tema 905/STJ, com ulterior a devolução do feito à origem;
para que, com isso, se efetive, mais uma vez, a tão almejada JUSTIÇA.
Porto Alegre/RS, 14 de agosto de 2024.
Nesses termos,
Respeitosamente,
Pede e Espera,
Deferimento.
EDSON FÁBIO EUZEBIO
Advogado
OAB/RS nº 50.400.
(e-STJ Fl.188)
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HIAGO H. M. CAVALCANTE
Advogado
OAB/SC nº 62.092.
(e-STJ Fl.189)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 72
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___CONTRARRAZOES_AO_S__AGRAVO_S_
20/08/2024 14:57:13
VICTORSOARES - VICTOR HIAGO SOARES - SERVIDOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
72
Agravado:
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPE -PREV
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
02/09/2024 00:00:00
Data Final:
14/10/2024 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
THIAGO JOSUE BEN
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.190)
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PÁGINA DE SEPARAÇÃO
(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 73
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONTRARRAZOES
26/08/2024 13:27:59
89027825000103 - ESTADODO RIO GRANDE DO SUL - PROCURADORIA GERAL - SISTEMA DE PROCURADORIA EXTERNO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
73
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.191)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
Exmo(a). Sr(a). Desembargador(a) da 1ª Vice-Presidência do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Processo n.º: 50359126020238217000
Parte adversa: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO E OUTROS
O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL-IPERGS, por sua representação judicial, nos autos do
processo em epígrafe, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência,
apresentar CONTRARRAZÕES AO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL, forte
no art. 1.042 do CPC, de acordo com os fundamentos, em anexo.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 23 de agosto de 2024.
Marcos Tubino Bortolan
Procurador do Estado
OAB-RS: 36.584
1
R.P.P.
(e-STJ Fl.192)
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PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA TURMA
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) RELATOR(A)
I. SUMA DOS FATOS E DO PROCEDIMENTO:
Irresigna-se a parte agravante contra a decisão que não
admitiu Recurso Especial interposto com base nas alíneas “a” e “c” do art. 105, III,
da Constituição Federal, em face da incidência da súmula 83 do STJ, do
desenquadramento dos Temas 491, 492 e 905 do Superior Tribunal de Justiça e,
ainda, que não houve negativa de prestação jurisdicional.
Não merece prosperar a insurgência.
II. PRELIMINARMENTE:
Da inadmissão do recurso com base na alínea “a” do inciso III do art. 105 da Constituição
Federal:
a) Ausência de enfrentamento da decisão recorrida –
Súmula 182 do STJ
No presente agravo, os autores tão-só reeditam as razões do
recurso especial, deixando de enfrentar as causas que geraram a sua
inadmissibilidade.
A admissibilidade e o mérito do recurso especial não se
confundem. O agravo que não trata especificamente da admissibilidade do recurso
trancado não deve ser conhecido.
b)Da Negativa da Prestação Jurisdicional - ausência
de afronta ao art. 1.022 do Código de Processo Civil:
Não há que se falar em violação ao art. 1.022 do CPC, quando
todas as questões necessárias ao desate da lide foram solucionadas.
É de se destacar, consoante entendimento desta Egrégia Corte,
que os órgãos julgadores não estão obrigados a examinar todas as teses
levantadas pelo jurisdicionado durante um processo judicial, bastando que as
decisões proferidas estejam devida e coerentemente fundamentadas, em
obediência ao que determina o art. 93, IX, da Constituição da República vigente.
2
R.P.P.
(e-STJ Fl.193)
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Na verdade, como bem salientado na decisão recorrida, a
pretensão da parte adversa, com a oposição dos embargos, era rever a matéria
decidida.
Não merece, pois, ser acolhida a tese de afronta ao art. 1.022 do
Código de Processo Civil.
c) Ausência de prequestionamento – Da súmula 211
do STJ e 282 e 356 do STF
Não houve o exigido prequestionamento da matéria contra a
qual se insurge a parte recorrente no presente recurso. Prequestionar significa
provocar o Tribunal inferior a pronunciar-se efetivamente sobre a questão legal
atinente à matéria em discussão.
No caso, não se vislumbra que dispositivo de lei federal teria
sido violado, uma vez que o acórdão regional que dirimiu a controvérsia nada refere
nesse sentido.
Ademais, os dispositivo (s) legal (is) que teriam sido
malferidos em tese sequer restaram abordados no acórdão objeto de recurso
especial.
Incide, portanto, a Súmula nº 211 do STJ ao caso concreto,
não sendo admissível o recurso por ausência de prequestionamento do dispositivo
tido por violado. No mesmo sentido, as Súmulas nºs 282 e 356 do STF.
Assim, não deve ser admitido o presente recurso, por
ausência de prequestionamento do dispositivo invocado.
d) Da necessidade do reexame de prova – Da vedação
imposta pela súmula 07 do STJ
O Recurso interposto pela parte demandante não reúne
condições de trânsito.
O presente recurso não comporta seguimento e, se acaso
obtido trânsito à instância recursal, não lhe deve ser dado provimento porque, em
última análise, objetiva o reexame de fatos e provas, encontrando óbice nas
Súmulas nº 7 do STJ3 e nº 279 do STF4 .
A própria Primeira Vice-Presidente do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, na decisão de não admissão do
recurso especial, expressamente referiu que o recurso excepcional
demandaria a análise do acervo fático-probatório, o que é obstado pela
Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça.
3
R.P.P.
(e-STJ Fl.194)
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PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
Neste sentir, se colacionam julgados com este
entendimento:
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
CORREÇÃO MONETÁRIA. PRECLUSÃO. TEMA 905 DO
STJ AFASTADO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. AUSÊNCIA. REEXAME DE PROVA.
SÚMULA 7 DO STJ. PREQUESTIONAMENTO. NOVO
FUNDAMENTO. RATIFICAÇÃO. AUSÊNCIA. RECURSO
NÃO ADMITIDO.(Recurso Especial, Nº 70075208769,
Primeira Vice-Presidência, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Liselena Schifino Robles Ribeiro, Julgado em: 03-11-
2021)
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
CORREÇÃO MONETÁRIA. PRECLUSÃO. TEMA 905 DO
STJ AFASTADO. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 7 DO
STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE
PREJUDICADA. RECURSO NÃO ADMITIDO.(Recurso
Especial, Nº 70085142412, Primeira Vice-Presidência,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Liselena Schifino Robles
Ribeiro, Julgado em: 29-10-2021)
RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
FAZENDA PÚBLICA. PRECLUSÃO LÓGICA. REEXAME DE
PROVA. SÚMULA 7 DO STJ. RECURSO NÃO ADMITIDO.
(Recurso Especial, Nº 70082910324, Primeira Vice-
Presidência, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Maria Isabel
de Azevedo Souza, Julgado em: 17-12-2019)
RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. IPTU. EXECUÇÃO
FISCAL. DESISTÊNCIA. PRECLUSÃO LÓGICA. VIOLAÇÃO
GENÉRICA À LEI. SÚMULA 284 DO STF. DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. RECURSO NÃO
ADMITIDO.(Recurso Especial, Nº 70082499088, Primeira
Vice-Presidência, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Maria
Isabel de Azevedo Souza, Julgado em: 05-10-2019)
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. PEDIDO DE BAIXA E ARQUIVAMENTO.
4
R.P.P.
(e-STJ Fl.195)
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PRECLUSÃO LÓGICA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
SEDE IMPRÓPRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. REEXAME DE
PROVA. SÚMULA 7 DO STJ. DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL. RECURSO NÃO ADMITIDO.(Recurso
Especial, Nº 70075780627, Primeira Vice-Presidência,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Maria Isabel de Azevedo
Souza, Julgado em: 29-03-2018)
Ora, reapreciar tal decisão exige o reexame do contexto
fático-probatório, verificação da preclusão, o que esbarra na Súmula 7 do Superior
Tribunal de Justiça, a cujo teor “A pretensão de simples reexame de prova não
enseja recurso especial”.
Nesse sentido, ainda, os seguintes acórdãos:
“PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.AUSÊNCIA DE
VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/1973. EXECUÇÃO DE
SENTENÇA. EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. PAGAMENTO
DO QUANTUM DEBEATUR. APRESENTAÇÃO DE NOVOS
CÁLCULOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO
CONSUMATIVA. ACÓRDÃO ALINHADO AO
ENTENDIMENTO DESTA CORTE SUPERIOR. SÚMULA
568/STJ. AGRAVO INTERNO DO PARTICULAR A QUE SE
NEGA PROVIMENTO.
1. O Tribunal de origem foi peremptório ao afirmar que houve
preclusão lógica, uma vez que a parte somente veio postular
supostas parcelas inadimplidas 11 anos após a expedição do
precatório, ocasião em que houve expressa concordância
com os valores apurados, não o fazendo em momento
oportuno.
2. Tal orientação se encontra em conformidade com a
jurisprudência desta Corte Superior, segundo a qual a
concordância da parte com os cálculos apurados sem a
devida impugnação no momento oportuno induz à
ocorrência da preclusão, sob pena de eternização das
demandas judiciais, colocando-se em risco a segurança
das relações jurídicas.
Ademais, importante lembrar que o instituto da
preclusão tem por fundamento a ideia de que o direito
não pode beneficiar a omissão da parte, dando-se, por
isso, segurança às decisões e sedimentando as fases
processuais findas. Precedentes: AgRg no AREsp.
44.230/AM, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe
25.10.2012; AgRg no Ag 1.041.629/BA, Rel. Min.
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 29.11.2010.
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R.P.P.
(e-STJ Fl.196)
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3. De todo modo, a alteração das conclusões adotadas
pela Corte de origem a respeito da preclusão temporal
para se pleitear a inclusão de valores após a expedição e
pagamento do precatório, tal como colocada a questão
nas razões recursais, demandaria, necessariamente,
novo exame do acervo fático-probatório constante dos
autos, providência vedada em sede de Recurso Especial,
conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. Precedentes:
REsp. 1.654.975/RS, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, DJe
25.4.2017; AgInt no AREsp. 963.685/RS, Rel. Min.
FRANCISCO FALCÃO, DJe 11.4.2017.
4. Agravo Interno do Particular a que se nega provimento.”
(AgInt nos EDcl no AREsp 713.282/RS, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 17/12/2019, DJe 19/12/2019) (grifou-se)
“PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA.
PRECEITO CONSTITUCIONAL E ENUNCIADO DE
SÚMULA. VIOLAÇÃO. VERIFICAÇÃO. INVIABILIDADE.
DIREITO LOCAL E MATÉRIA FÁTICA. REEXAME.
IMPOSSIBILIDADE.
1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973
(relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016)
devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma
nele prevista, com as interpretações dadas até então pela
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Enunciado
Administrativo n. 2, sessão de 09/03/2016).
2. O acolhimento de recurso especial por violação do art. 535
do CPC/1973 pressupõe a demonstração de que a Corte de
origem, mesmo depois de provocada mediante embargos de
declaração, deixou de sanar vício de integração acerca de
questão relevante contido em seu julgado, o que não ocorreu
na espécie.
3. O recurso especial não se presta para análise de eventual
violação de preceito constitucional e de enunciado de
súmula.
4. Hipótese em que o Tribunal a quo decidiu pela
preclusão do pedido de atualização dos valores pagos
mediante precatório com base em interpretação do
direito local e do contexto fático-probatório dos autos,
cuja revisão é inviável no âmbito do recurso especial.
Inteligência das Súmulas 280 do STF e 7 do STJ,
respectivamente.
5. Agravo interno desprovido.”
(AgInt nos EDcl no AREsp 871.747/RS, Rel. Ministro
GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
28/10/2019, DJe 30/10/2019) (grifou-se)
“ADMINISTRATIVO, PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO.
ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. NEGATIVA DE
6
R.P.P.
(e-STJ Fl.197)
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PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA.
CONVERSÃO DE VENCIMENTOS EM URV. COISA
JULGADA. AFERIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº
7/STJ. HONORÁRIOS DE ADVOGADOS. MAJORAÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA E IMPOSTO DE RENDA. INCIDÊNCIA.
1. A solução integral da controvérsia, com fundamento
suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC/1973,
pois não há que se confundir entre decisão contrária aos
interesses da parte e negativa de prestação jurisdicional.
Precedentes.
2. O acórdão recorrido está em consonância com a
jurisprudência firmada nesta Corte no sentido de que incidem
imposto de renda e contribuição previdenciária sobre as
diferenças salariais pagas em decorrência da incorreta
conversão da remuneração dos servidores recorridos de
cruzeiro real para URV. Precedentes.
3. No tocante à coisa julgada e a preclusão, a resolução
da querela - tal como proposta pela parte que recorre,
torna imprescindível a incursão no universo fático-
probatório, isso porque, para aferir a pertinência desses
institutos é preciso realizar o cotejo de seus elementos
configuradores entre a presente ação e a ação
anteriormente intentada, trazida aos presentes autos
como prova. Precedentes.
4. A revisão dos valores fixados a título de verba de
advogado pressupõe, no caso dos autos, a verificação das
provas produzidas nos autos e sua valoração, em inafastável
incursão no universo fático-probatório, circunstância que é
vedada a este Superior Tribunal de Justiça, a teor do verbete
da Súmula nº 7/STJ: "A pretensão de simples reexame de
prova não enseja recurso especial".
5. Agravo interno não provido.
(AgRg no REsp 1510607/PR, Rel. Ministro MAURO
CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em
24/04/2018, DJe 03/05/2018)” (grifou-se)
“PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
OMISSÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO-
OCORRÊNCIA. COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO. EX-
FERROVIÁRIO. INTERPRETAÇÃO DE LEI LOCAL.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. OFENSA À COISA
JULGADA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE
DE REEXAME DE PROVAS E FATOS. SÚMULA 7/STJ.
1. Constatado que o Tribunal de origem empregou
fundamentação adequada e suficiente para dirimir a
controvérsia, é de se afastar a alegada violação do art. 535
do CPC.
2. É inviável a análise da questão controvertida dos autos
porquanto demanda a análise das Leis Estaduais 2.061/1953
7
R.P.P.
(e-STJ Fl.198)
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e 7.672/1982, que disciplinam a matéria. Logo a revisão do
aresto, na via eleita, encontra óbice na Súmula 280 do STF.
3. No caso, rever a interpretação dada pela Corte de
origem ao título executivo judicial, a fim de aferir
possível violação à coisa julgada, exigirá o revolvimento
do acervo fático-probatório dos autos, o que é
inadmissível na via especial, ante o óbice da Súmula
7/STJ. A propósito: AgRg no AREsp 30.281/RS, Rel. Min.
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 02/06/2014; AgRg
no AREsp 149.713/PR, Rel. Ministro Francisco Falcão,
Primeira Turma, DJe 3/10/2012; AgRg no AREsp 224.394,
Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, DJe
19/12/2012; AgRg no REsp 1.208.502/AL, Rel Ministro Teori
Albino Zavascki, Primeira Turma, DJe 9/8/2011.
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg no AREsp 535.028/RS, Rel. Ministro BENEDITO
GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/08/2015,
DJe 28/08/2015)” (grifou-se)
Com efeito, desde o limiar das razões do recorrente, bem se
verificaser esta sua pretensão uma vez que objetiva o reexame da prova para obter
novo enquadramento e julgamento do caso em pauta, o que é vedado em sede
desse Recurso.
Isso porque a controvérsia veiculada requer a análise das
circunstâncias próprias da causa, sendo incabível o exame da controvérsia por meio
de recurso especial.
Sem razão a parte recorrente, portanto.
e) Da Súmula 83 do STJ – Preclusão Consumativa/lógica:
Ao contrário do asseverado pelo agravante, incide na espécie a súmula 83
do STJ, pois a decisão está em consonância com a orientação do tribunal, notadamente,
mesmo sendo matérias de ordem pública não sofrerem preclusão temporal, podendo ser
suscitadas a qualquer tempo, o mesmo não se aplica, em se tratando de que a preclusão
consumativa/lógica"
Na espécie, como acertadamente de infere da decisum ora recorrida, o
Órgão Julgador decidiu que a tese em relação a ""uma vez que a parte exequente
concordou com os cálculos apresentados pelo Estado, abriu mão de qualquer valor a
mais que lhe seria devido. Não se apresenta possível, assim, em momento posterior,
reabrir discussão sobre os índices de correção monetária e os valores efetivamente
devidos. Tal questão, entendo, resta preclusa” ".
Consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, "Apesar de
as matérias de ordem pública não sofrerem preclusão temporal, pois podem ser
8
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(e-STJ Fl.199)
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alegadas a qualquer tempo, o mesmo não se pode dizer quanto à preclusão
consumativa. Isto porque, uma vez decidida no processo, e não impugnada pela
parte sucumbente, configurada está a preclusão" (REsp 1578663/AL, Rel. Ministro
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/02/2017,
DJe 13/03/2017)
A esse propósito, cita-se o seguinte julgado:
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. HONORÁRIOS
SUCUMBENCIAIS. QUESTÃO DE ORDEM PÚBLICA. PRE-
CLUSÃO CONSUMATIVA. HONORÁRIOS RECURSAIS. PRE-
QUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA.
1. "Apesar de as matérias de ordem pública não sofrerem pre-
clusão temporal, pois podem ser alegadas a qualquer tempo, o
mesmo não se pode dizer quanto à preclusão consumativa. Isto
porque, uma vez decidida no processo, e não impugnada pela
parte sucumbente, configurada está a preclusão" (REsp
1578663/AL, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 21/02/2017, DJe 13/03/2017).
No mesmo sentido: AgInt no AREsp 1762416/PR, Rel. Ministro
HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em
26/04/2021, DJe 01/07/2021 2. A conformidade do acórdão re-
corrido com a jurisprudência desta Corte Superior enseja a
aplicação do óbice de conhecimento estampado na Súmula 83
do STJ.
3. Não enfrentada no julgado impugnado a tese respeitante ao artigo
de lei federal apontado como violado no recurso especial, pertinente
aos honorários recursais, há falta do requisito do prequestionamen-
to, nos termos da Súmula 282 do STF.
4. Agravo interno desprovido.
(AgInt no REsp n. 1.922.975/TO, relator Ministro Gurgel de Faria,
Primeira Turma, DJe de 24/2/2022.)
Diz-se consumativa a preclusão, quando a perda da faculdade
de praticar o ato processual decorre do fato de já haver ocorrido a oportunidade para
tanto, isto é, de o ato já haver sido praticado e, portanto, não pode tornar a sê-lo.”1
Assim, o acórdão recorrido está de acordo com os aludidos
precedentes, o que atrai a incidência da Súmula 83 do Superior Tribunal de Justiça,
segundo a qual "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a ori-
entação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida", aplicável ao
recurso interposto tanto pela alínea a como pela c do artigo 105, inciso III, da Consti-
tuição da República, conforme se lê do seguinte precedente:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ANUI-
DADES. CONSTITUIÇÃO REGULAR DO CRÉDITO. NOTIFICAÇÃO.
NECESSIDADE. REEXAME DE PROVAS. INVIABILIDADE.
1. Segundo a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, entende-se
que "a ausência da notificação administrativa implica o reconhecimento da
irregularidade na constituição do crédito, afastando, portanto, a presunção
de certeza e de exigibilidade de que goza a Certidão de Dívida Ativa, ca-
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R.P.P.
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bendo ao Conselho a prova de que efetuou a devida notificação ao execu-
tado" (AgInt no AREsp 1.628.478/RS, Rel. Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 08/06/2020, DJe 17/06/2020).
2. A conformidade do acórdão regional recorrido com a jurisprudên-
cia desta Corte Superior enseja a aplicação do óbice conhecimento es-
tampado na Súmula 83 do STJ.
3. Modificar o entendimento do Tribunal a quo, para entender que o lança-
mento foi regularmente efetuado, como requer o recorrente, pressupõe ree-
xame de matéria fática, o que é inviável no âmbito do recurso especial,
consoante o veto contido na Súmula 7 do STJ.
4. Agravo Interno desprovido.”
(AgInt no AREsp 1776591/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/11/2021, DJe 09/12/2021) (grifou-se).
Da inadmissão do recurso com base na alínea “c” do inciso III do art. 105 da Constituição
Federal:
Do Dissídio Jurisprudencial prejudicado:
Como bem decidiu a decisão ora agravada, ficou prejudicada a análise de
eventual dissídio jurisprudencial, quando a tese sustentada é afastada no Exame do Recurso
Especial pela alínea “a” do artigo 105, inciso III, da CF.
Outrossim, apenas a título argumentativo, cediço que, fundado o
recurso especial na alínea “c” do permissivo constitucional, o dissídio
jurisprudencial deve ser comprovado mediante o cotejo analítico entre
acórdãos que versem sobre situações fáticas idênticas.
Portanto, a inconformidade também não merece trânsito
neste ponto, pois o sucumbente não examina de forma analítica o
dissenso jurisprudencial.
Versa a respeito a Súmula 291/STF, a qual, para a "prova
do dissídio jurisprudencial", exige que o recorrente mencione as
"circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados".
Tal requisito é previsto no parágrafo único do artigo 255 do RISTJ, que
estabelece, expressamente, a necessidade de "... transcrição dos trechos
que configurem o dissídio, mencionadas as circunstâncias que
identifiquem ou assemelhem os casos confrontados".
No presente recurso especial, todavia, entre o acórdão
recorrido e os acórdãos colacionados nas razões do recurso especial, não
há o necessário cotejo analítico nem a comprovação da similitude fática,
elementos indispensáveis à demonstração da divergência. Deste modo,
foram descumpridos os arts. 541, parágrafo único, do CPC e 255, §§ 1º e
2º, do RISTJ.
A simples exposição, pelo recorrente, da decisão recorrida
e a de outro Tribunal, não é suficiente. Não compete à Corte levar a efeito
ilações e exercícios de raciocínio e argumentação para concluir pela
existência do dissenso.
10
R.P.P.
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Consoante SÉRGIO RIZZI, citado por Rodolfo Camargo
Mancuso, em "Recurso Extraordinário e Recurso Especial", RT, 3ª ed.,
1993, p. 160:
É preciso, portanto, escandir, é preciso detalhar, fazer o
confronto do texto do acórdão recorrido com o acórdão
paradigma, para compor o conflito de teses, para mostrar a
dissidência, para evidenciar a divergência. Necessário o
contraste analítico entre o acórdão recorrido e o acórdão padrão.
Não basta, pois, mera transcrição de ementas e decisões;
é necessário, imperativamente,demonstrar de forma analítica a
divergência pretoriana que alega.
Nesse sentido, claro e taxativo, ATHOS GUSMÃO
CARNEIRO, Ministro aposentado desta Corte:
Não basta a mera indicação do reprositório de jurisprudência, ou
a simples transcrição de ementa do acórdão paradigma. É
necessário demonstrar analiticamente que os arestos divergiram
na aplicação da lei a casos análogos, diante de fatos análogos.
(RT 654/14)
Diante do exposto, clara a total inaplicabilidade do acórdão
pretensamente divergente para o caso concreto, o que impede a
admissão e o conhecimento do recurso especial interposto com base na
alínea “c” do permissivo constitucional.
III - Do mérito recursal:
Não merece nenhum reparo a decisão atacada.
Ab initio, necessária fazer distinção dos casos de
aplicação do Tema 905 do STJ e consequentemente do Tema 810 do STF,
posto que a discussão no caso concreto é de cunho processual, sendo que a
decisão recorrida se embasa no instituto da preclusão.
Para verificação da preclusão se impende o revolvimento do
contexto fático dos autos, o que ensejará a aplicação da Súmula 7 desta Corte.
Da mesma forma, não se enquadra nos Temas 491 e 492
(REsp 1.205.946/SP), à controvérsia posta nos autos, ao contrário do que quer fazer
crer a recorrente, a discussão aqui não envolve propriamente aplicação de lei nova su-
perveniente, mas sim, quanto aos efeitos do reconhecimento da inconstitucionalidade
de ato normativo.
Nesse contexto, transcrevo a ementa do aludido precedente
que deu origem aos Temas 491 e 492 do STF, para facilitar a demonstração do que se
está aqui dizendo:"Os valores resultantes de condenações proferidas contra a Fa-
zenda Pública após a entrada em vigor da Lei 11.960/09 devem observar os crité-
rios de atualização (correção monetária e juros) nela disciplinados, enquanto vigora-
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R.P.P.
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rem. Por outro lado, no período anterior, tais acessórios deverão seguir os parâme-
tros definidos pela legislação então vigente".
No presente caso, a Câmara Julgadora entendeu que ope-
rou-se a preclusão, pois "a própria parte credora apresentou inicial executiva apli-
cando a TR sem qualquer questionamento acerca da sua constitucionalidade, de
forma que a posterior declaração de sua inconstitucionalidade não pode retroagir
para alcançar o provimento judicial, por força da inviolabilidade da coisa julgada,
princípio constitucional".
Cumpre destacar que para as partes, a preclusão pode se
dar quando o ato não for praticado dentro do prazo estipulado (preclusão temporal);
quando houver incompatibilidade com um ato anteriormente praticado (preclusão
lógica); ou quando o direito à prática daquele ato já houver sido exercido
anteriormente (preclusão consumativa). No caso concreto, se operou, a preclusão
lógica, diante da prática de outro ato, incompatível com aquele que se poderia
praticar.
Pois bem, a conduta perpetrada pela parte credora,
pugnando pela aplicação do julgamento proferido no Tema 810 do STF, vai em
sentido completamente diverso ao adotado outrora (apresentação de cálculos
utilizando a TR), caracterizando a chamada preclusão lógica, a qual ocorre quando
houver incompatibilidade com um ato anteriormente praticado, até porque a
apresentação pretérita de cálculo com os parâmetros de atualização com base na
Lei 11.960/09 pressupunha sua aquiescência com tais vetores.
A ideia de preclusão lógica na lei pode se aferível da redação
do parágrafo único do artigo 1000 do CPC, assim disposto "Considera-se
aceitação tácita a prática, sem nenhuma reserva, de ato incompatível com a
vontade de recorrer. "
A palavra preclusão provém do latim praeclusio que significa
antes da conclusão no aspecto literal e se refere a dinâmica do processo que se
desenvolve através de fases lógicas e concatenadas que materializam a prestação
jurisdicional a cargo do Estado-Juiz, comportando a fase postulatória, a fase
probatória e, finalmente, a fase decisória.
A preclusão significa, na clássica e magistral definição de
Chiovenda, como sendo a perda, extinção ou consumação de uma faculdade
processual pelo fato de se haverem alcançado os limites assinalados por lei ao seu
exercício.
A atemporal lição do mestre italiano vem consagrada na
redação do artigo 507 do Diploma Adjetivo Civil, que aduz " É vedado à parte
discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se
operou a preclusão".
Nas lições de Ovídio Baptista, trata-se da “impossibilidade
em que se encontra a parte de praticar determinado ato ou postular certa
providência judicial em razão da incompatibilidade existente entre aquilo que agora
a parte pretende e sua própria conduta processual anterior”.
Assim sendo, ao concordar expressamente em relação aos
critérios de atualização, a parte exequente, ora recorrente, praticou um ato
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R.P.P.
(e-STJ Fl.203)
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incompatível com o interesse em impugnar os cálculos apresentados pelo
executado.
Feita a necessária distinção em face dos Temas 491 e 492 do
STF, suscitados pela parte agravante, verifica-se inaplicável ao caso o TEMA 810 do
STF, em face da preclusão operada.
Por mais que a parte alegue que as matérias de ordem pública
não sujeitam à preclusão temporal, por outro lado sabe-se que a regra não vale em
relação à preclusão consumativa ou à preclusão lógica. Nesse sentido, o
entendimento do STJ:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. PRETENSÃO DO EXEQUENTE DE ALTERAR OS
CÁLCULOS EXEQUENDOS EM EMBARGOS À EXECUÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO LÓGICA. AGRAVO NÃO
PROVIDO.
1. O recorrente apresentou os cálculos da execução com juros
de 0,5% ao mês, porém, no julgamento dos embargos da
Fazenda Pública, pleiteou a aplicação de uma taxa de juros
maior, de 1% ao mês, até a edição da Lei n. 11.960/2009. O
agravante defende, em suma, que a questão dos juros não
está sujeita à preclusão, pois se trata de matéria de ordem
pública.
2. Com efeito, a apresentação de cálculos pelo credor com
uma determinada taxa de juros é incompatível com a
subsequente discordância com esse mesmo critério de
atualização, independentemente de se tratar de matéria de
ordem pública, haja vista a ocorrência de preclusão lógica.
3. As matérias de ordem pública, de fato, não se sujeitam à
preclusão temporal, porém ficam acobertadas tanto pela
preclusão consumativa como pela preclusão lógica.
Precedentes.
4. Agravo interno a que se nega provimento. ( AgInt no REsp
190680-PE, STJ, Rel. Min. Og Fernandes, j. 10/05/2021)
Desse modo, também no mérito, acaso se chegasse a
analisá-lo, melhor sorte não assistiria ao recorrente.
Portanto, impõe-se a manutenção da decisão recorrida e o
desprovimento do Agravo de Negativa de Seguimento.
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R.P.P.
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III. DO PEDIDO:
Ante o exposto, demonstrado à saciedade a correção da
decisão agravada e ausentes os pressupostos para o prosseguimento do recurso,
requer seja mantida a decisão de inadmissibilidade, negando-se provimento ao
presente agravo.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 23 de agosto de 2024.
Marcos Tubino Bortolan
Procurador do Estado
OAB-RS: 36.584
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R.P.P.
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EXCELENTÍSSIMONota de Expediente n. 70/2014,
foi disponibilizada no Diário da justiça Eletrônico em 28 de janeiro de
2014 (fi. 300 dos autos originários).
Da decisão, houve pedido de reconsideração, datado de 22 de abril
de 2014, cuja petição nominou o objeto como "Equívoco Material.
Correção a qualquer tempo" (fi. 305). Não obstante tratar-se de
pedido de reconsideração, o juízo a quo chegou a receber a petição
como Embargos, mas deixou de acoihê-lo por manifesta
intempestividade.
Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu
contra a decisão dos Embargos de declaração, não conhecidos pelo
juízo a quo, por intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido
pedido de reconsideração da decisão proferida no finai de janeiro de
2014.
Ressalte-se que a interposição do presente recurso data de 30 de
julho de 2015 (fi. 02), mas a decisão efetiva mente agravada, como
se viu, é de mais de um ano.
Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141-
142, o que não fez, vindo a se manifestar ao próprio juízo a quo três
meses após a intimação da nota de expediente como se viu, com o
pedido de reconsideração de "erro material".
A decisão de fis. 141/142 contra a qual efetivamente se insurge o
agravante não pode ser alterada, posto que de erro material não se
cogita. Quisesse o ora agravante modificá-la, deveria interpor o
recurso cabível, no prazo legal, o que não o fez, tratando-se de
decisão preclusa, de sorte que o presente recurso de agravo de
instrumento não é por esta Corte conhecido."
Assim sendo, tendo em vista que o recorrente lançou razões recursais
dissociadas daquilo que foi enfrentado na decisão recorrida, a
presente inconformidade está a merecer a aplicação, por analogia, da
Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. E, uma vez que os
fundamentos acima citados não foram impugnados nas razões
recursais, a Súmula n. 283 da Suprema Corte passa a constituir um
óbice a mais ao trânsito da inconformidade.
(e-STJ Fl.25)
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3. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial.
Intimem-se.’
Decorridos nove anos da primeira decisão, após a atualização do
cálculo pelo Contador Judicial e homologação, o agravante, em julho de 2022,
retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de atualização, aduzindo ser
absolutamente incapaz, condição que, segundo ele, impede a fluência do prazo
prescricional. Seguem trechos da petição das fls. 44-47 do PROCJUDIC12 evento 3:
‘d) DO ERRO MATERIAL. DA HOMOLOGAÇÃO DOS CÁLCULOS
COM ERRO MATERIAL. TEMA 905/STJ E 810 STF.
Consoante adiantado, no tópico, a r. sentença da impugnação
apresenta-se com contradição dado que pelo tema 810/STF e tema
905/STJ os critérios do cálculo devem obedecer: IGPM até ago/2009
+ ipca até data do cálculo 04.04.2022 (fl. 473} + juros de 1% ao mês
até ago/2001 e 6% até julho/09, e depois poupança ate dez/21 e
depois SELIC até data do cálculo 04.04.22 fl.473.
“Dos juros e correção monetária
Verifico que os índices utilizados pela Contadoria Judicial estão de
acordo com as decisões do processo, pelo que merece
acolhimento... ”
No tópico, não observou o MM. Juízo a decisão com efeito vinculante
do STF, cuja afastou por inconstitucional a correção monetária pela
TR, apresentando-se com contradição dado que pelo tema 810/STF
e tema 905/STJ os critérios do cálculo deve juros de mora: 1% ao
mês e IGPM até junho/09: juros de mora: 0.5% ao mês e IPCA-E: a
partir de julho/2009: juros de mora: remuneração oficial da caderneta
de poupanca e IPCA-E. Aplicando-se SELIC após dezembro/2021
tendo em vista art. 3° da EC 113/2021 até data do cálculo de fl. 473
(04.04.22):
(…)
e) Ademais, No caso dos autos o autor era e é absolutamente incapaz,
interditado, cfe consta dos autos, de modo que a prescrição não
poderia correr em seu desfavor.’
Novamente o pleito foi rechaçado e nem poderia ser diferente. Há
preclusão, os recursos foram intempestivos e a parte insiste em reabrir debate
encerrado com bem salientou o juízo ‘a quo’ na decisão agravada:
‘Quanto ao mérito do recurso, necessário ressaltar que a questão da
data de início do cálculo já foi decidida no despacho que determinou
a amortização dos valores de responsabilidade do INSS (pag. 5,
evento 3, PROCJUDIC8), declarando ser a data inicial do cálculo em
27/10/98. Dessa decisão, o exequente interpôs embargos de
declaração, os quais não foram acolhidos por serem intempestivos.
O credor interpôs agravo dessa decisão, o qual não foi conhecido
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(pags. 10/16, evento 3, PROCJUDIC9). A parte exequente ainda
interpôs embargos de declaração, os quais foram conhecidos (pag.
21/26, evento 3, PROCJUDIC9). Recorreu ainda com Recurso
Eespecial, o qual não foi admitido (pag. 33/36, evento 3,
PROCJUDIC9). Assim, a matéria está preclusa, não merecendo
apreciação.
Quanto à aplicação dos Temas 810/STF e 905/STJ, verifico que a
questão também já foi analisada pela decisão da pag. 5 ( evento 3,
PROCJUDIC8 ).’
Cristalina a ocorrência de preclusão no caso em liça. A sequência
dos atos processuais e as decisões proferidas em sede recursal não autorizam
entendimento em contrário, devendo incidir os artigos 505 e 507 do Código de
Processo Civil:
‘Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas
relativas à mesma lide, salvo:
I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio
modificação no estado de fato ou de direito, caso em que poderá a
parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença;
II - nos demais casos prescritos em lei.
(...)
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões
já decididas a cujo respeito se operou a preclusão.’
A propósito, a jurisprudência:
PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
MAJORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO.
1. Consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça, "configura-
se a preclusão lógica e temporal quando a parte não interpõe o
competente recurso contra decisão que lhe foi desfavorável, deixando
de impugnar a matéria no momento processual oportuno" (AgInt
acordo no REsp 1.382.078/SC, rel. Ministro Antônio Carlos Ferreira,
Quarta Turma, julgado em 27/11/2018, DJe 4/12/2018).
2. Hipótese em que não há como rever o montante dos honorários
fixados na origem, porque a matéria se encontra sepultada pela
preclusão lógica e temporal, já que o particular não interpôs recurso
especial, conformando-se com a decisão a qual agora, muito após o
prazo para impugnação, pretende reformar.
3. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp n. 1.749.739/SC, relator Ministro Gurgel de Faria,
Primeira Turma, julgado em 24/10/2022, DJe de 24/11/2022.)
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO.
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. DEVEDOR EM RECUPERAÇÃO
JUDICIAL. PLANO DE SOERGUIMENTO HOMOLOGADO.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO TEMPESTIVA. PRECLUSÃO.
(e-STJ Fl.27)
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IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO CRÉDITO NELE
CONSTANTE. QUESTÃO PREJUDICIAL. EXTINÇÃO DA AÇÃO.
1. Ação ajuizada em 29/5/2017. Recurso especial interposto em
10/2/2021. Autos conclusos à Relatora em 15/9/2021.
2. O propósito recursal consiste em definir se o crédito inserto em
plano de recuperação judicial homologado e não impugnado pode
ser excluído de seus efeitos em razão do reconhecimento, em açãoSENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRIMEIRO VICE-
PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL
Agravo em Recurso
Extraordinário:
50359126020238217000
Parte agravante: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO e outros
O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL-IPERGS, pessoa jurídica de Direito Público interno, por sua
representação judicial, vem, respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, apresentar CONTRARRAZÕES AO AGRAVO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO – ARE, interposto pela parte adversa, requerendo sejam
recebidas e remetidas ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça, para
apreciação.
Termos em que pede deferimento.
Porto Alegre, 23 de agosto de 2024.
Marcos Tubino Bortolan
Procurador do Estado
OAB-RS: 36.584
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(e-STJ Fl.206)
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EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
COLENDA TURMA
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) MINISTRO(A) RELATOR(A)
I. Do breve resumo do feito:
Irresigna-se a parte agravante contra a decisão que não admitiu
Recurso Extraordinário interposto com base nas alíneas “a” do art. 102, III, da Constituição
Federal, em face da incidência da súmula 284 do STF, ofensa reflexa e reexame de provas.
Não merece prosperar a insurgência.
II. Preliminares:
a) Da Súmula 284/STF. Ausência de Repercussão geral:
A parte adversa fundamenta seu recurso na alínea “a” do
permissivo constitucional.
A parte recorrente não deduziu, em preliminar, a existência
de repercussão geral, nos termos do artigo 1.035, § 2º, do Código de
Processo Civil. O recurso, portanto, é inepto, ante a ausência desse
requisito, o que atrai a incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal
Federal, a cujo teor “é inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da
controvérsia”.
É essa a pacífica jurisprudência desta Egrégia Corte:
R.P.P.
(e-STJ Fl.207)
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PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ARTS. 37 E 40 DA CF/88. DEFICIÊNCIA
RECURSAL. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E LOCAL.
SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO.
(RE 578073 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda
Turma, julgado em 03/02/2015, Dje-031, PUBLIC 18-02-2015)
(grifou-se)
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS
DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA
INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. ACÓRDÃO EM
CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO AI 791.292 QO -
RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJE DE 13/8/2010).
PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA CONFIANÇA NAS
DECISÕES JUDICIAIS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. DISPOSIÇÕES
EXCESSIVAMENTE GENÉRICAS, INCAPAZES DE ABARCAR AS
PECULIARIDADES DA CAUSA. SÚMULAS 282, 356 E 284 DO
STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
(ARE 786383 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda
Turma, julgado em 25/03/2014, Dje-07109-04, PUBLIC 10-04-
2014) (grifou-se)
O § 3º do art. 102 da Constituição da República dispõe:
No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar
a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o
Tribunal examine a admissão do recurso, somente
podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de
seus membros.
Porém, como demonstrar-se-á a seguir, com a decisão do
Supremo Tribunal Federal no RE 564.132/RS, sob o rito da repercussão geral, não há
qualquer relevância em levar até a Suprema Corte análise de recurso que versa sobre
questão já decidida. O recorrente busca aplicação de tese oposta ao fixado por este
Egrégio Tribunal.
R.P.P.
(e-STJ Fl.208)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
A Súmula nº 284 do STF dispõe:
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência
na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da
controvérsia.
O presente recurso não preenche, minimamente, o requisito
constitucional, pois não indica quais seriam os dispositivos legais violados
pelo acórdão recorrido e de que maneira a decisão teria contrariado o
posicionamento já fixado por esta Suprema Corte, o que impede a admissão
e o conhecimento do recurso extraordinário interposto com base na alínea
“a” do permissivo constitucional.
b)Da ofensa reflexa:
Inexiste ofensa ao regramento constitucional, como
sustentou a parte recorrente, dado que a suposta ofensa seria reflexa ou
indireta.
Não merece prosperar à alegação de negativa de vigência
ao artigo 5º, incisos XXII, XXXVI, da Constituição da República, da Constituição
da República, já que não se cuida de violação direta à norma constitucional,
mas sim de ofensa reflexa decorrente da interpretação do de normas
infraconstitucionais.
O STF para que recurso extraordinário seja admitido
exige que a contrariedade à Constituição seja direta, ou seja, deve atingir os
próprios preceitos constitucionais. Do contrário, quando reflexa (indireta ou
oblíqua) atingindo, por exemplo, a legislação federal, não é admissível o
Recurso Extraordinário.
O teor da súmula 636 do próprio Supremo corrobora tal
entendimento. É pacífico que, havendo necessidade de se interpretar
normas infraconstitucionais, o meio adequado não pode ser o Recurso
Extraordinário. Veja-se:
Súmula 636 - Não cabe recurso extraordinário por
contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha
rever a interpretação dada a normas
infraconstitucionais pela decisão recorrida.
c) Da necessidade de reanálise de prova – Súmula 279
STF:
R.P.P.
(e-STJ Fl.209)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
O presente recurso não comporta seguimento e, se acaso
obtido trânsito à instância recursal, não lhe deve ser dado conhecimento
porque, em última análise, objetiva o (re)exame de fatos e provas de molde
a encontrar óbice na Súmula nº 7 do STJ1 e nº 279 do STF2.
O afastamento da pretensão se deu em razão da análise das
circunstâncias fático/probatórias dos autos.
Com efeito, tal disposição sumular se aplica ao caso
concreto, uma vez que a parte adversa objetiva o reexame da prova para
obter novo enquadramento e julgamento, o que é vedado em sede de
recurso extraordinário.
Desta forma, como o recorrente busca, por via oblíqua, dar
nova leitura aos contornos da demanda, evidencia-se que não comporta
seguimento ou trânsito a presente inconformidade.
Nesse sentido, a sempre oportuna e precisa lição de Araken
de Assis:
À semelhança do que sucede com o extraordinário, o papel reservado ao
STJ na CF/1988 e a função precípua do recurso especial repelem, no
recurso especial, o reexame das questões de fato. É ônus do recorrente,
na petição de interposição, individualizar a questão de fato (art. 541, I);
todavia, o STJ somente verificará se a tal esquema, conforme delineado
nas instâncias ordinárias, o tribunal inferior aplicou bem ou mal o direito
federal. Do assunto ocupa-se, em termos, a Súmula do STJ, n. 7.3
Assim também a jurisprudência consolidada deste Superior
Tribunal:
O caso, a verificação da procedência,diversa, de sua extraconcursalidade.
3. Consoante estabelecido nos arts. 505 e 507 do CPC/15, "Nenhum juiz
decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide",
sendo "vedado à parte discutir no curso do processo as questões já
decididas a cujo respeito se operou a preclusão".
4. Uma vez homologado o plano de recuperação judicial, sem que os
credores tenham se insurgido tempestivamente contra suas
disposições, é vedada a modificação de suas cláusulas.
5. O reconhecimento, em definitivo, da sujeição do crédito
titularizado pela recorrida aos efeitos da recuperação judicial da
recorrente constitui questão de caráter prejudicial ao julgamento da
ação em que se objetiva a satisfação individual desse mesmo
crédito.
6. Estando assentado, no juízo competente, que a obrigação foi
novada e que o crédito deve ser pago de acordo com as condições
estabelecidas no plano de soerguimento, não está caracterizado o
inadimplemento da devedora, circunstância que impede o
prosseguimento da presente ação.
7. Não há possibilidade de a cobrança individual de crédito constante
no plano de recuperação prosseguir no juízo natural, mesmo que
haja inadimplemento posterior, porquanto, nessa hipótese, se
executa a obrigação específica constante no novo título judicial ou a
falência é decretada, hipótese em que o credor, igualmente, deverá
habilitar seu crédito. Precedentes.
8. Permitir o prosseguimento da presente ação em paralelo com a
tramitação da recuperação judicial da devedora (onde está previsto o
pagamento do mesmo crédito) implicaria chancelar a possibilidade a
cobrança em duplicidade, circunstância que caracterizaria
enriquecimento sem causa.
RECURSO ESPECIAL PROVIDO.
(REsp n. 1.963.556/SC, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira
Turma, julgado em 7/12/2021, DJe de 13/12/2021.)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA
PÚBLICA. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. INEXISTÊNCIA DA COISA
JULGADA. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. OCORRÊNCIA.
PRECEDENTE.
1. Tendo o recurso sido interposto contra acórdão publicado na
vigência do CPC/2015, devem ser exigidos os requisitos de
admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado
Administrativo n. 3/2016/STJ.
(e-STJ Fl.28)
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PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO
PROCURADORIA DE PASSIVOS JUDICIAIS
2. A parte recorrente alegou que o erro de cálculo foi
tempestivamente apontado, isto é, depois do depósito do devedor,
mas antes da extinção do processo pela satisfação da obrigação,
uma vez que o acórdão recorrido inobservou que não se poderia
exigir do recorrente outra postura senão a aceitação da aplicação da
TR como parâmetro de correção monetária, porque este era o índice
vigente à época.
3. Embora não se desconheça a natureza de questão de ordem pública
dos juros e correção monetária, é "pacífico na jurisprudência desta
Corte de que as matérias de ordem pública sujeitam-se aos efeitos da
preclusão consumativa quando objeto de decisão anterior" (REsp
1.783.281/PE, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, DJe
29/10/2019). No mesmo sentido: AgInt no AREsp 1.807.793/PR, Rel.
Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 11/11/2021.
4. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp n. 1.935.300/DF, relator Ministro Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, julgado em 10/10/2022, DJe de 13/10/2022.)
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL
CIVIL. REGULARIZAÇÃO DA CAPACIDADE PROCESSUAL.
DESCUMPRIMENTO DO PRAZO. PRECLUSÃO. AGRAVO
INTERNO IMPROVIDO.
1. Nos termos do Código de Processo Civil de 2015, concedido o
prazo para a parte sanar vício ou complementar documentação
exigível, a regularização processual a destempo é causa de não
conhecimento do recurso interposto. Precedentes.
2. Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp n. 1.670.648/MG, relator Ministro Marco Aurélio
Bellizze, Terceira Turma, julgado em 19/9/2022, DJe de 21/9/2022.)
Razões há para que seja negado provimento ao recurso.
III Do pedido:
Ante o exposto, requer a este egrégio Tribunal de Justiça que sejam
as presentes contrarrazões recebidas e, uma vez apreciadas, seja desprovido o
recurso, pelas razões acima expostas.
Nesses termos, pede deferimento.
Porto Alegre, 27 de março de 2023.
Fabricia Boscaini
Procuradora do Estado
OAB/RS 44.420
(e-STJ Fl.29)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 11
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DESPACHO
27/03/2023 16:49:00
LABRITTES - LAVINIA AQUINO BRITTES - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
11
Complemento:
Sec2CCiv -> GabLLJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.30)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 12
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_PARA_VISTA_AO_MP
02/05/2023 16:58:44
THIAGONUNES - THIAGO MANCIO NUNES - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
12
Complemento:
GabLLJ -> Sec2CCiv
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.31)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 13
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA___VISTA_AO_MP_PARA_PARECER
02/05/2023 17:05:50
VERIDIANASANTOS - VERIDIANA RIBEIRO DOS SANTOS - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
13
MinistÉrio pÚblico:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Prazo:
30 Dias
Status:
FECHADO
Data Inicial:
15/05/2023 00:00:00
Data Final:
26/06/2023 23:59:59
Procurador Citado/Intimado:
ALTAMIR FRANCISCO ARROQUE
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.32)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 14
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONFIRMADA_A_INTIMACAO_ELETRONICA
12/05/2023 23:59:59
SECJE - SECJF -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
14
Complemento:
Refer. ao Evento: 13
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.33)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 15
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
PARECER___REFER__AO_EVENTO__13
22/05/2023 12:12:23
MP-MARIALORENI - MARIA LORENI CARGNELUTTI - PROCURADOR
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
15
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.34)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
MINISTÉRIO PÚBLICO
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA
11
1
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
2ª CÂMARA CÍVEL
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO
DO RIO GRANDE DO SUL – IPERGS
ORIGEM: PORTO ALEGRE(7ª VFP)
RELATORA: DES. LAURA LOUZADA JACCOTTET
PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO
COLENDA CÂMARA CÍVEL:
1. Cuida-se de agravo de instrumento
interposto por VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO de
decisão proferida no cumprimento de sentença por ele proposto
contra o INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL – IPERGS.
2. No caso em tela, não se observa a
necessidade de intervenção do Ministério Público, pois envolve
autarquia previdenciária, corretamente representada e, no polo
(e-STJ Fl.35)
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
MINISTÉRIO PÚBLICO
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA
22
2
oposto, pessoa física, maior e capaz que, do mesmo modo, vem
bem e devidamente representada e no interesse que se mostra,
precipuamente, de ordem individual e patrimonial.
Não se evidencia, portanto, o interesse
público que justificaria essa intervenção, nem qualquer outra
hipótese que a imponha, conforme previsto no art. 178, I, II e III,
do Código de Processo Civil, ou outra lei extravagante,
salientando-se que sequer houve determinação de vista ao
Ministério Público, pela Relatoria.
Tal posição vem amparada e tomada com
base nas Recomendações nº 01/2016 e 03/2021, emanadas do
Ministério Público Estadual, e na Recomendação nº 34/2016, essa
do CNMP.
3. Ante o exposto, deixa o Ministério
Público de exarar parecer relativo ao mérito da questão aqui
tratada.
Porto Alegre, 19 de maio de 2023.
MARIA LORENI CARGNELUTTI,
Procuradora de Justiça.
(e-STJ Fl.36)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 16
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DESPACHO
22/05/2023 13:34:00
RREDEL - ROBERTA DE LIMA REDEL - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
16
Complemento:
Sec2CCiv -> GabLLJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.37)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 17
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONCLUSOS_PARA_DECISAO_DESPACHO
22/05/2023 13:34:02
RREDEL - ROBERTA DE LIMA REDEL - ESTAGIÁRIO
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
17
Complemento:
Sec2CCiv -> GabLLJ
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.38)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 18
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
INCLUSAO_EM_PAUTA_DE_JULGAMENTO_PELO_RELATOR
18/08/2023 17:40:33
FLDIHL - FABIO LORENZETT DIHL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
18
Complemento:
Sessão Ordinária Presencial
Data da sessão: 30/08/2023 14:00 - Sala de Sessão 812
Sequencial: 54
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.39)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 19
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
EXPEDIDA_CERTIFICADA_A_COMUNICACAO_ELETRONICA
18/08/2023 17:40:33
FLDIHL - FABIO LORENZETT DIHL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
19
Complemento:
Sessão Ordinária Presencial
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.40)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 20
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
DISPONIBILIZADO_NO_DIARIO_ELETRONICO___PAUTA
21/08/2023 02:03:18
SECDE - SISTEMA DE DIÁRIO ELETRÔNICO -
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
20
Complemento:
no dia 21/08/2023
Data da sessão: 30/08/2023 14:00:00(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.41)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 21
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
CONHECIDO_O_RECURSO_E_NAO_PROVIDO
30/08/2023 19:02:37
FLDIHL - FABIO LORENZETT DIHL - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
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Complemento:
por unanimidade
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.42)
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Poder Judiciário
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EXTRATO DE ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA PRESENCIAL DE 30/08/2023
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
RELATORA: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
PRESIDENTE: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
PROCURADOR(A): LUIS ALBERTO THOMPSON FLORES LENZ
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
ADVOGADO(A): EDSON FÁBIO EUZEBIO (OAB RS050400)
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
Certifico que este processo foi incluído na Pauta da Sessão Ordinária Presencial do dia 30/08/2023, na sequência 54,
disponibilizada no DE de 21/08/2023.
Certifico que a 2ª Câmara Cível, ao apreciar os autos do processo em epígrafe, proferiu a seguinte decisão:
A 2ª CÂMARA CÍVEL DECIDIU, POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
RELATORA DO ACÓRDÃO: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
VOTANTE: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
VOTANTE: DESEMBARGADOR JOAO BARCELOS DE SOUZA JUNIOR
VOTANTE: DESEMBARGADOR RICARDO TORRES HERMANN
FABIO LORENZETT DIHL
Secretário
(e-STJ Fl.43)
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(Gerada automaticamente pelo sistema.)
Evento 22
Evento:
Data:
Usuário:
Processo:
Sequência Evento:
REMETIDOS_OS_AUTOS_COM_ACORDAO
31/08/2023 13:20:05
DCRIBEIRO - DOUGLAS CUNHA HASSAN RIBEIRO - DIRETOR GABINETE/SECRETARIA
5035912-60.2023.8.21.7000/TJRS
22
Complemento:
GabLLJ -> Sec2CCiv
(O evento e documentos juntados a seguir foi(ram) assinado(s) eletronicamente pelo usuário acima indicado
nos termos do art. 1º, § 2º, III, b da Lei nº 11.419/2006.)
(e-STJ Fl.44)
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Poder Judiciário
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
2ª Câmara Cível
Avenida Borges de Medeiros, 1565 – Porto Alegre/RS – CEP 90110-906
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5035912-60.2023.8.21.7000/RS
TIPO DE AÇÃO: Pensão por Morte (Art. 74/9)
RELATORA: DESEMBARGADORA LAURA LOUZADA JACCOTTET
AGRAVANTE: VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO
AGRAVADO: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
RELATÓRIO
Trata-se de agravo de instrumento interposto por VICENTE ALVES DOS SANTOS FILHO, nos autos do
cumprimento de sentença que move contra o INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO
SUL - IPERGS, em face da decisão (evento 3, PROCJUDIC12, fls. 28/29) que acolheu a impugnação apresentado
pela autarquia, nos seguintes termos:
Vistos.
O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL apresentou irresignação ao cálculo de
atualização de valores. Alegou em síntese que, necessáriosubtrair os valores de quota do INSS, equívocos na
correção monetária e juros. Juntou documentos de fis. 393-407.
Instado, o exequente não concordou com a amortização dos valores, nem com os critérios do juros e atualização
utilizados pelo executado.
DECIDO
Da amortização de valores
Compulsando os autos verifico que a incontrovérsia já restou decidida às fl. 297-298, portanto, preclusa qualquer
discussão sobre a matéria.
Dos juros e correção monetária
Verifico que os índices utilizados pela Contadoria Judicial estão de acordo com as decisões do processo, pelo que
merece acolhimento,
ISTO POSTO, acolho a irresignação ao cálculo apresentada pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Pelo princípio da celeridade processual, determino a expedição do Precatório, nos termos do Cálculo da Contadoria
Judicial de fls.457-461.
Intimem-se. (grifei)
Opostos embargos de declaração pelo exequente, aduziu haver erro material na decisão que
homologou o cálculo elaborado pela Contadoria, pois não foram aplicados os Temas 810/STF e 905/STJ.
Arguiu erro na data inicial do cálculo, uma vez que é incapaz, não transcorrende a prescrição em seu desfavor,
devendo ser utilizada a data de início da pensão ( evento 3, PROCJUDIC12 , fls. 44/47).
Em resposta, o executado alega que não haver contradição, omissão ou erro material no julgado.
Ainda, aduz que a matéria suscitada pelo embargante já foi objeto da decisão de pag. 5 do PDF (evento 3,
PROCJUDIC8).
Após digitalização do feito, foram desacolhidos os embargos declaratórios (evento 24, DESPADEC1 ),
verbis:
Analisando-se os autos, percebe-se que de fato a parte exequente não foi intimada da decisão que homologou o
cálculo elaborado pela Contadoria, portanto, considero tempestivos os presente embargos de declaração.
Quanto ao mérito do recurso, necessário ressaltar que a questão da data de início do cálculo já foi decidida no
despacho que determinou a amortização dos valores de responsabilidade do INSS (pag. 5, evento 3, PROCJUDIC8),
declarando ser a data inicial do cálculo em 27/10/98. Dessa decisão, o exequente interpôs embargos de declaração,
(e-STJ Fl.45)
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os quais não foram acolhidos por serem intempestivos. O credor interpôs agravo dessa decisão, o qual não foi
conhecido (pags. 10/16, evento 3, PROCJUDIC9). A parte exequente ainda interpôs embargos de declaração, os
quais foram conhecidos (pag. 21/26, evento 3, PROCJUDIC9). Recorreu ainda com Recurso Eespecial, o qual não foi
admitido (pag. 33/36, evento 3, PROCJUDIC9). Assim, a matéria está preclusa, não merecendo apreciação.
Quanto à aplicação dos Temas 810/STF e 905/STJ, verifico que a questão também já foi analisada pela decisão
da pag. 5 ( evento 3, PROCJUDIC8 ).
Entretanto, a questão da aplicação da EC 113/2021 merece acolhida, uma vez requerida também pelo ente público.
Entretanto, tal aplicação não era possível na data da decisão homologatória dos cálculos da Contadoria, posto que
ainda nem estava em vigor, razão pela qual não pode se considerar que há omissão ou erro material na referida
decisão.
Dessa forma, CONHEÇO dos embargos de declaração e, no mérito, os DESACOLHO, com base na fundamentação
acima.
2. Preclusa a presente decisão, remetam-se os autos á Contadoria para atualização do cálculo, conforme os
parâmetros acima delineados. (grifei)
Em suas razões, principia enfatizando que o recurso possui como cerne afastar a preclusão
reconhecida na origem, mormente porque, por força de lei expressa, não corre prescrição contra incapaz. Ressalta
que a decisão agravada "apresenta-se equivocado e contrário a mens legis de tal regra protetiva dado aos
incapazes (regra vigente da época no art. 169, inciso I do Código Civil), não podendo residir em um sentido contrário
ao fim criado pelo legislador, nem gerar "contradições ou incoerências jurídicas" . No mais, defende a possibilidade
de revisão dos consectários legais do título judicial em face de cumprimento de sentença, devendo ser aplicadas as
disposições dos Temas 905 do STJ e 810 do STF.
Ausente pedido antecipatório, o recurso foi recebido apenas em seu efeito devolutivo ( evento 6,
DESPADEC1).
Ao depois, apresentadas as contrarrazões ( evento 10, CONTRAZ1), o Ministério Público declinou da
intervenção (evento 15, PARECER1).
Por fim, vieram os autos conclusos para julgamento.
É o relatório.
VOTO
Conheço do recurso, porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade, e passo ao seu exame.
Cuida-de de cumprimento de sentença iniciado em dezembro de 2009 por VICENTE ALVES DOS
SANTOS FILHO em face do INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL -
IPERGS fundado em título executivo judicial, oriundo da ação de conhecimento para integralização de
pensionamento por morte, pago pelo executado, na forma do art. 40, § 7°, da CF.
A respeito, o dispositivo da sentença executada (evento 3, PROCJUDIC4, fls. 07/08):
Julgo PROCEDENTE EM PARTE para condenar o Instituto-réu a revisar a pensão dos autores para o mesmo valor
que perceberia o segurado falecido, caso vivo fosse, observada a complementação (art. 189 da Lei n° 2.061/53 c/c
arts. 4°, b, 15 e 18, §4º, da Lei 7.672/82) e a cota-parte de cada um. Condeno ainda ao pagamento das diferenças
entre o quantum recebido e o que teria direito, observada a prescrição qüinqüenal, acrescidas de correção monetária
pelo IGP-M, contada das datas em que deveriam ter sido satisfeitas, e juros legais, a partir da citação, todo na forma
da fundamentação acima.
Diante da mínima sucumbência dos autores, condeno o requerido ao pagamento das custas processuais e honorários
advocatícios que fixo em 5% sobre o valor das parcelas vencidas, na forma do art. 20 e seus parágrafos do CPC.
Dispensado o reexame necessário, pois se trata de matéria fundada em jurisprudência pacificada no STF, na forma
do art. 475, §3° do Código de Processo Civil.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Porto Alegre, 09/01/06
Interposto recurso de apelação pela autarquia, obteve provimento apenas para alterar juros moratórios
para 6% ao ano, conforme a seguinte ementa:
PREVIDENCIÁRIO. IPERGS. INTEGRALIDADE. REVISIONAL DE PENSÃO. JUROS MORATÓRIOS. - Os
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juros moratórios aplicáveis à espécie são os legais, na razão de 6% ao ano, a contar da citação, por força da
Medida Provisória n.º 2.180-35. -Recurso provido.(Apelação Cível, Nº 70019469113, Terceira Câmara Especial
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Leila Vani Pandolfo Machado, Julgado em: 19-06-2007)
Oposta impugnação pela autarquia, restou acolhida, em 26/06/2013, nos termos que segue ( evento 3,
PROCJUDIC8, fls. 03/05):
Quanto à correção monetária e os juros, entendo que merece acolhimento a impugnação do executado, tendo em
vista que até a edição da Lei n° 11.960/2009, a correção monetária e os juros devem observar o título executivo,
sendo que após a edição da referida lei, a correção deve observar os mesmos percentuais da caderneta de
poupança.
(...)
Ainda, no tocante a impugnação fl. 249/250 (dedução INSS instituidor VICENTE ALVES DOS SANTOS), item 01,
entendo que assiste razão ao executado, devendo ser amortizados os valores de responsabilidade do INSS,
conforme relatório “se vivo fosse" para o cálculo da cota pensão de responsabilidade do IPERGS, bem como em
decorrência do ajuizamento da ação ter ocorrido em 27/10/03, o termo inicial deve serem 27/10/98..
Ante o exposto, acolho a impugnação do executado e determino a retificação dos cálculos, nos termos da
fundamentação.
Intimem-se.
Após, à Contadoria.
Com o retorno, dê-se vista às partes.
Irresignado o autor protocolou, fora do prazo legal, agravo de instrumento, não conhecido consoante
ementa ora transcrita:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PENSIONISTA INCAPAZ. REVISÃO DE
PENSÃO. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. INTEMPESTIVIDADE RECURSAL. Não obstante tratar-se de pedido
de reconsideração, o Juízo a quo chegoua receber a petição como Embargos de declaração, mas deixou de
acolhê-lo por manifesta intempestividade. Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu desta
decisão dos Embargos, não conhecidos por intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de
reconsideração da decisão proferida no final de janeiro de 2014. Ressalte-se que a interposição do presente
recurso data de 30 de julho de 2015 (fl. 02), mas a decisão efetivamente agravada, como se viu, é de mais de
um ano. Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141-142, o que não fez, vindo a se
manifestar ao próprio Juízo a quo três meses após a intimação da nota de expediente como se viu, com o
pedido de reconsideração de "erro material", de sorte que o presente recurso de agravo de instrumento não é
conhecido. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO.(Agravo de Instrumento,
N º 70065913915, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Angela Maria Silveira,
Julgado em: 17-11-2015). Grifei.
Opostos embargos de declaração pelo exequente, não restaram conhecidos por razões dissociadas:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO. RAZÕES DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO EMBARGADO. As razões dos declaratórios se
insurgem quanto ao mérito de recurso que não foi conhecido, estando, pois, dissociadas do fundamento da
decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.(Embargos de Declaração,
N º 70067883959, Vigésima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Angela Maria Silveira,
Julgado em: 19-04-2016)
Novamente irresignado, o agravante interpôs, então, recurso especial, cujo juízo foi de não admissão
também por razões dissociadas (evento 3, PROCJUDIC9, fls. 33/36):
O recurso não merece admissão.
Com efeito, verifica-se que o postulante não impugnou os fundamentos da decisão recorrida, a saber:
“Em que pese às razões recursais e determinação do processamento do recurso, verifico que efetivamente não pode
ser conhecido.
Ocorre que a decisão contra a qual se insurge o recorrente é a de folhas 141-142, cuja publicação na Nota de
Expediente n. 70/2014, foi disponibilizada no Diário da justiça Eletrônico em 28 de janeiro de 2014 (fi. 300 dos autos
originários).
Da decisão, houve pedido de reconsideração, datado de 22 de abril de 2014, cuja petição nominou o objeto como
"Equívoco Material. Correção a qualquer tempo" (fi. 305).
Não obstante tratar-se de pedido de reconsideração, o juízo a quo chegou a receber a petição como Embargos, mas
deixou de acolhê-lo por manifesta intempestividade.
Em sede de agravo de instrumento, o ora agravante se insurgiu contra a decisão dos Embargos de declaração, não
conhecidos pelo juízo a quo, por intempestividade, tratando-se efetivamente de nítido pedido de reconsideração da
decisão proferida no finai de janeiro de 2014.
Ressalte-se que a interposição do presente recurso data de 30 de julho de 2015 (fi. 02), mas a decisão efetiva mente
agravada, como se viu, é de mais de um ano.
Deveria o agravante ter interposto recurso da decisão de folhas 141- 142, o que não fez, vindo a se manifestar ao
(e-STJ Fl.47)
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próprio juízo a quo três meses após a intimação da nota de expediente como se viu, com o pedido de reconsideração
de "erro material".
A decisão de fis. 141/142 contra a qual efetivamente se insurge o agravante não pode ser alterada, posto que de erro
material não se cogita. Quisesse o ora agravante modificá-la, deveria interpor o recurso cabível, no prazo legal, o que
não o fez, tratando-se de decisão preclusa, de sorte que o presente recurso de agravo de instrumento não é por esta
Corte conhecido."
Assim sendo, tendo em vista que o recorrente lançou razões recursais dissociadas daquilo que foi enfrentado na
decisão recorrida, a presente inconformidade está a merecer a aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do Supremo
Tribunal Federal. E, uma vez que os fundamentos acima citados não foram impugnados nas razões recursais, a
Súmula n. 283 da Suprema Corte passa a constituir um óbice a mais ao trânsito da inconformidade.
3. Ante o exposto, NÃO ADMITO o recurso especial. Intimem-se.’
Decorridos nove anos da primeira decisão, após a atualização do cálculo pelo Contador Judicial e
homologação, o agravante, em julho de 2022, retomou a mesma discussão: erro material nos critérios de
atualização, aduzindo ser absolutamente incapaz, o que impediria a fluência do prazo prescricional.
Assim, sobreveio a decisão agravada, entendendo que as matérias invocadas pelo exequente já foram
objeto de decisão e recursos ao longo do feito, encontrando-se preclusas.
Irresignado, o exequente interpôs o presente recurso, buscando afastar a preclusão atinente à
imprescritibilidade contra incapazes e aplicação dos Temas n. Temas 905 do STJ e 810 do STF quanto à correção
monetária e juros de mora do título executivo judicial executado.
Pois bem.
O recurso não merece provimento.
Com efeito, a doutrina costuma designar a preclusão como a perda de uma faculdade processual,
podendo ocorrer por três motivos1: pelo seu não exercício em dado prazo (temporal), pelo anterior exercício da
faculdade processual (consumativa) e por exercício de ato anterior que seja incompatível com o posterior (lógica).
De efeito, rezam os artigos 505 e 507 do Código de Processo Civil:
Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo:
I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito,
caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença;
II - nos demais casos prescritos em lei.
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as questões já decididas a cujo respeito se operou a
preclusão. (grifei)
In casu, diversamente do que alega a parte agravante, inclusive as matérias de ordem pública, como no
caso da prescrição e consectários legais, sujeitam-se à preclusão, quando a parte executada dispunha do recurso
cabível para enfrentar a matéria (agravo de instrumento), mas tal recurso não foi conhecido, transitando em julgado
a respectiva decisão.
Nessa direção, evidente que a discussão presente encontra-se preclusa.
A respeito, precedentes do Superior Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO. FRAUDE. DESCONSIDERAÇÃO INVERSA DA PERSONALIDADE
JURÍDICA. REEXAME DE CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. QUESTÃO DE ORDEM
PÚBLICA. JUROS DE MORA. AUSÊNCIA DE RECURSO. PRECLUSÃO. DECISÃO MANTIDA.
1. Caso em que tanto a empresa atingida pela desconsideração inversa, constituída para blindar o patrimônio do
coexecutado, como o imóvel utilizado para integralizar o capital social de tal empresa, segundo se extrai do
acórdão proferido no julgamento do agravo de instrumento, pertencem ao referido codevedor, executado, o que
caracteriza efetiva confusão patrimonial e desvio de finalidade.
2. O Tribunal de origem analisou as provas contidas no processo para concluir pela existência de fraude,
ressaltando inexistir comprovação de que a compra do imóvel se deu, também, com recursos das filhas do
coexecutado, menores e que não trabalham. Alterar esse entendimento demandaria reexame do conjunto
probatório do feito, vedado em recurso especial, a teor da Súmula n. 7 do STJ.
3. Nos termos da jurisprudência do STJ, também a questão de ordem pública (juros de mora), quando
objeto de decisão judicial, deve ser impugnada mediante recurso próprio, sob pena de preclusão.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt nos EDcl no AREsp 1528074/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
julgado em 21/09/2021, DJe 27/09/2021). Grifei.
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
IMPUGNAÇÃO. ILEGITIMIDADE DO EXEQUENTE. INEXISTÊNCIA DO TÍTULO EXECUTIVO. DECISÃO
(e-STJ Fl.48)
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