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Direito Processual Penal Processo penal apresenta basicamente dois significados: processo penal como instrumento legitimador do direito de punir do estado e processo penal como ramo da ciência jurídica. Princípios no processo penal Princípio do estado de inocência: de acordo com esse princípio a pessoa só poderá ser considerada culpada após ter uma condenação definitiva. O princípio não é incompatível com a prisão provisória, ou seja, prisão decretada antes do transito em julgado. Decorre desse princípio à não autoincriminação, ou seja, o indivíduo goza do direito de não se autoincriminar, vai além de permanecer em silêncio, como negar-se a colaborar com qualquer tipo de produção de prova. Princípio do devido processo legal: é o que garante para todos que só será preso após ter uma condenação, o processo é como uma garantia levando para o judiciário uma democracia. Além disso, o juiz tem que julgar dentro daquilo que foi apresentado, não pode ser extra petita nem ultra petita. Princípio do contraditório e da ampla defesa : o contraditório se trata do dialogo entre as partes, construção participada do decisão final, direito que as partes possuem de serem cientificadas sobre os atos processuais. Ampla defesa é a possiblidade de usar todos os recursos possíveis e disponíveis para se defender no direito, ou seja, é a defesa não técnica feita pelo acusado durante todo o processo, inclusive no interrogatório, possibilidade do réu se defender da forma mais ampla possível. Princípio da Plenitude de defesa: tudo que tem na ampla defesa tem nesse princípio, mas de forma evoluída. Tem se a possibilidade de argumentos metajurídicos, ou seja, argumentos religiosos, econômicos, políticos, etc.. Princípio da legalidade: esta ligado diretamente ao devido processo legal. Tipicidade processual, ou seja, observar tudo que esta no processo, logo só pode se utilizar aquilo que está dentro da lei. Princípio da dignidade da pessoa humana: é um princípio processual penal, basilar para os demais princípios. Reconhecer o ser humano como um fim para si mesmo, sendo assim não posso coisificar a pessoa, não posso instrumentalizar o ser humano. Princípio do juiz natural: haverá aquele juíz específico para julgar demandas específicas. Pede - se a adoção de um tribunal de exceção. Princípio da individualização da pena: penas em abstrato, são direcionadas para coletividade podendo ou não coincidir com a pena da outra pessoa. A cada pessoa é aplicado uma pena diferente mesmo que pratique o mesmo crime. É um princípio derivado do princípio da intranscedência de pena, ou seja, nenhuma pena passará da pessoa do condenado, contudo na prática passa sim da pessoa do condenado, uma vez que atinge os famílias na visitação em penitenciárias, onde passam por constrangimentos, ou quando não há mais dinheiro para pagar advogado, etc... Princípio do duplo grau de jurisdição: toda pessoa tem o direito de ter uma resposta para sua demanda. Serve para verificar se aquela decisão proferida tem validade. É a possibilidade de ter o direito de ver a ação judicial ser revista no poder judiciário ou por outro órgão julgador superior. Princípio do No reformatio in pejus: a situação do réu não poderá ser piorada se o recurso é exclusivo de defesa. Se houver recurso exclusivo da acusação a situação do réu poderá ser melhorada. Princípio da razoável duração do processo: o processo tem que ter uma duração que seja razoável para todas as ações. Dentro do processo penal é aquele que se resolve dentro de prazo prescricional sem que ocorra a prescrição. Princípio do ne bis in iden: não pode haver processo 2 vezes para a mesma pessoa pelo mesmo fato, ninguém poderá ser processado ou punido pelo mesmo crime duas vezes. Princípio do in dubio pro réu: se eu tiver dúvida sobre determinada conduta a decisão deve favorecer o réu, ou seja, havendo dúvida no processo penal por falta de provas por exemplo, a interpretação do juíz deve ser em favor do acusado. Princípio da verdade real: a verdade real tem que estar no processo, não basta apenas a verdade real, ou seja, quando eu juíz sei que fulano praticou determinado crime, mas o processo não trouxe provas suficientes, não posso condenar o fulano mesmo sabendo que o crime aconteceu. Princípio da publicidade: surgiu como garantia de publicação dos atos judiciais, tirando algumas exceções. Princípio do livre cometimento motivado: juíz tem a liberdade para analisar as provas, respeitando as regras. Juíz pode apreciar tudo e definir de acordo com o que achar melhor. Princípio da obrigatoriedade e indisponibilidade da ação penal: uma vez proposta, não pode haver desistência, não posso parar com o processo no meio. Princípio da razoabilidade e proporcionalidade: 1º é o uso do bom senso na hora de interpretar uma norma e 2º é uma medida adequada e necessária quando se vai obrigar ou proibir um servidor ou um particular de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Princípio da vedação das provas ilícitas: princípio do qual não pode usar provas ilícitas, salvo se beneficiar o réu. Teoria dos frutos da árvore envenenada, ou seja, se uma prova ilícita gera outra prova, esta também será ilícita. Sistemas processais Do longo da história, o Estado, para impor o seu direito de punir, utilizou-se de diferentes sistemas processais penais, que continham ora mais, ora menos garantias em prol do indivíduo. Sendo assim aponta-se 3 espécies de sistemas: Sistema inquisitivo Esse sistema concentra no mesmo órgão os funções de acusar, julgar e defender. Vem da inquisição da igreja, na qual punia as pessoas que atentavam contra o fé. É marcado por um processo escrito e sigiloso, pela inexistência de contraditório e ampla defesa, pela produção probatória realizada pelo próprio juíz inquisidor. Nesse sistema o réu não é tratado como um sujeito de direitos, mas como um verdadeiro objeto de persecução penal. Sistema acusatório Nesse sistema as funções de acusar, julgar e defender estão em órgão distintos. É um sistema democrático, onde temos a possibilidade de contraditório, ampla defesa, presunção de inocência, tratamento isonômico das partes, a imparcialidade do julgador. Aqui temos também o juíz de garantias, que é aquele que não sabe de nada do processo, não participa da investigação da fase inquisitivo. O sistema processual brasileiro é acusatório, porém não é puro, mas sim incompleto. Sistema misto Reune características dos sistemas acusatório e inquisitivo. Marcado por uma instrução preliminar, sigilosa, escrita e conduzida por um juíz que produz provas;e por uma fase judicial em que se assegura o contraditório, a ampla defesa, a publicidade, etc... Relação jurídica processual Os sujeitos do processo penal são os pessoas que participam da relação jurídico- Processual. Sujeitos principais São essenciais para a existência ou complementação da relação jurídico processual. Juíz Autor Réu Sujeitos secundários São acessórios ou colaterais não são indispensáveis para a relação jurídico processual. Defensor Assistente Auxiliares da justiça Em regra a vítima não é parte no processo penal, sendo parte quando temos ação penal privada. Quando se trata de ação penal publica quem acusa é o promotor de Justiça, de forma condicionada a vítima tem que autorizar, de forma incondicionada independe da vontade da vítima. Pressuposto subjetivo do juíz O juíz tem que ter investidura, competência e ausência de suspeição. A investidura se trata da aprovação em um concurso público; a competência não basta ser um juíz, tem que ser para aquela determinada área que vai atuar, a competência é a atribuição legal para exercer a jurisdição. Por fim a ausência de suspeição, juíz não pode ser suspeito. Pressuposto subjetivo da parte A parte tem que ter a capacidade de ser parte, capacidade de estar em juízo e capacidade postulatória. O promotor tem capacidade de esta em juízo capacidade de ser parte, mas somente terá capacidade postulatória na ação penal privada. FontesÉ fonte de um ramo do direito tudo aquilo que contribui para o surgimento das normas jurídicas a ele relacionadas. Fonte de produção material: substanciais ou de produção, revelam que quem detém a competência para produzir a norma jurídica. No caso do direito processual penal, a fonte material principal é a União. Poderão ser feitas também pelos estados e distrito federal em casos específicos. Sempre será norma posta pelo Congresso Nacional, somente eles podem definir o que é crime e qual a pena aplicada. Fonte de produção formal: de cognição ou de revelação, refere-se aos modos pelos quais se revelam a norma criada. Podem ser imediatas, diretas e primárias, são as leis. Bem como mediatas, indiretas, secundárias ou supletivas, compreendem os princípios gerais. Vale ressaltar que a analogia é permitida no processo penal. Interpretação da lei penal Interpretar consiste na atividade de determinar o sentido e o alcance da norma. Quanto ao sujeito que a realiza: é quem está interpretando, podendo ser: autentica efetuada pelo próprio legislador; doutrinária ou científica, interpretação realizada pelos estudiosos de direito; por fim, jurisprudencial ou judicial que é quando a interpretação é dada pelos juízes ou tribunais às normas. Quanto aos meios empregados: pode ser: gramatical, literal ou sintática, que leva em conta o sentido literal das palavras contidas na lei; teleológica que busca a finalidade da norma; lógica o interprete se utiliza das regras gerais de raciocínio buscando compreender o espírito da lei e a intenção do legislador; sistemática a norma deve ser interpretada como parte de um sistema jurídico e por fim histórica que considera o contexto histórico e político em que a norma foi elalorada, a partir dos debates travados na época. Quanto aos resultados obtidos: qual o resultado da interpretação, pode ser: declarativa em que ocorre quando a lei não pretendem dizer nada, seja alem, seja aquém do que o constante no texto. Ou pode ser restritiva que ocorre quando a lei acabou por trazer conteúdo mais extenso de que se desejava, devendo o interprete restringir seu alcance, a fim de conseguir atingir o seu real significado. Lei processual penal no tempo Em regra a lei penal tem aplicação imediata e partir de sua entrada em vigor, princípio da aplicação imediata, para as normas puramente processuais penais aplica-se esse princípio conservando os atos processuais praticados sob vigência da lei anterior. O código de processo penal aplica o teoria do isolamento dos atos processuais, da qual a lei processual penal nova pode ser aplicada imediatamente aos processos em curso, mas somente será aplicável aos atos processuais futuros, ou seja, não irá interferir nos atos processuais que já foram validamente praticados sob a vigência da lei antiga. Princípio do tempus Regis actum: a lei é aplicada de imediato. Exceção: prisão preventiva, fiança, prazo recursal em andamento. Revogação Abrrogação: revoga por completo a lei Derrogação: revoga parcialmente a lei Retroatividade/ultratividade da lei penal processual A lei processual penal tem aplicação imediata a partir de sua entrada em vigor, podendo retroagir ao tempo do ato mesmo que mais gravosa. Aplicação de uma lei já revogada, porque ela é a lei vigente à época do fato e é mais benéfica. Lei de natureza híbrida, que refere tanto no direito processual como no direito material em respeito ao princípio da in-retroatividade a lei mais severa, essa lei também não poderá retroagir. Lei processual penal no espaço Princípio da territorialidade, em regra, aplica-se a lei processual brasileira as infrações penais praticadas no território nacional. Tem alguns casos em que, mesmo tendo sido a infração penal praticada no território brasileiro, não se aplica a legislação processual vigente, segue: Tratados, convenções e regras de direito internacional, aquilo que está em um desses dispositivos afasta a jurisdição brasileira. Prerrogativas constitucionais do presidente, dos ministros, nos crimes conexos com o presidente e dos ministros de supremo tribunal federal, nos crimes de responsabilidade, ou seja, certos atos praticados por políticos não são apreciados pelo judiciário. Processos de competência da justiça militar. Processos de competência do tribunal especial. Processos por crime de imprensa. Ação penal É o direito publico subjetivo de pedir ao Estado a aplicação da lei penal. A ação penal tem que iniciar por meio de uma provocação do judiciário não podendo acontecer de ofício. Inicia-se com o despacho da denúncia ou queixa crime de forma expressa. O recebimento da denúncia ou queixa crime, além de iniciar a ação penal vai interromper a prescrição. As características da ação penal são: autonomia, abstração, subjetividade, publicidade e instrumentalidade.. Condição da ação: possibilidade jurídica do pedido, interesse de agir e legitimidade da parte. Ação penal pública Incondicionada: será incondicionada quando a lei não disser nada, o exercício do direito de ação é feito pelo ministério publico e não depende de nenhuma condição especial. Condicionada: será condicionada quando depende de representação do ofendido ou requisição do Ministério da justiça. Aqui a acusação e denúncia são feitas pelo promotor mediante autorização da vítima (pessoa comum representação e presidente da república requisição). Em regra o ofendido tem o prazo de 6 meses do dia que foi reconhecido o fato para representar, caso não sei feito dentro desse prazo o direito da vítima decai. Para requisição não existe decadência. Retratação da representação: ocorre quando a vítima desiste, ela esta retratando. . Princípios da ação penal Obrigatoriedode: promotor é obrigado a propor a ação penal pública, não pode escolher não propor a ação. Caso seja crime de menor potencial ofensivo o promotor pode deixar de oferecer a denúncia se couber um dos instrumentos despenalizadores. Indisponibilidade: oferecida a denúncia o promotor não pode desistir dela, não pode desistir do processo. Oficiosidade: promotor age de ofício, não tem que ser provocado. Intranscendencia: promotor só pode oferecer denúncia contra aquele que é autor do crime, não posso propor contra filho, esposa, etc… Oficialidade: se da por meio de um órgão público. Ação penal privada O titular será o ofendido ou o seu representante legal que realiza a queixa crime para propor a ação. Princípios da ação penal Oportunidade: cabe ao titular do direito querer propor ou não a ação. Disponibilidade: o ofendido escolhe se continua com a ação ou desiste dela. Indivisibilidade: a queixa contra qualquer um dos autores obrigara o processo a todos. Intrancendência: A pena não passa da pessoa do acusado. Espécies de ação penal privada Propriamente dita: é a regra geral, também conhecida como exclusiva, é aquela em que a vítima ou seu representante legal exerce diretamente, ou seja, é cabível a propositura para aqueles que tem o direito de representação, dentro do prazo decadencial de 6 meses. Ex: se a vítima morre ou já esta morta, a família pode propor ou continuar o processo contra o ofensor. Personalíssima: é muito semelhante a exclusiva, entretanto possui um caráter ainda mais íntimo, tendo em vista que somente o ofendido poderá iniciar a persecução penal. Subsidiária: é proposta pelo titular da ação penal privada exclusiva, através de uma queixa, logo recebida a queixa subsidiária,o MP assumirá a ação penal. Interpretação judicial pode configurar uma ofensa. Requisitos da ação penal: a denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado eu esclarecimentos pelos quais se possa identifica-las. Requisitos da procuração da queixa: a classificação do crime e quando necessário, o rol de testemunhas. O art. 44 do CPP fala que ação penal privada tem que ter a menção do fato criminoso na procuração, se não não recebe a queixa. Em processo penal o acusado se defendedos fatos narrados na denúncia ou queixa e não da qualificação do crime. Rejeição da denúncia ou queixa. Cabe recurso? Sim, depende do caso concreto. Contra decisão que rejeita a denúncia ou queixa, em regra cabe recurso em sentido estrito. Todavia, caso a denúncia seja recebida pelo juíz, o réu ter a possibilidade de impetrar hábeas corpus com o intuito de trancar o processo. Inquérito Policial O inquérito policial é um procedimento pré processual investigativo conduzido pela policia judiciária com o objetivo de apurar a ocorrência de um crime, reunir informações, colher provas e identificar os envolvidos. É uma fase preparatória que pode ser dispensada e vem antes da ação penal. No inquérito policial, a policia realiza diversas atividades, como coleta de depoimento, de testemunhas e suspeitos, realização de perícias e análises de documentos, requisição de informações, entre outras questões. O principal objetivo é reunir elementos de prova que possam subsidiar a acusação ou a defesa de um processo criminal. Não tem caráter decisório sobre o culpa ou inocência do suspeito, mas sim auxiliar na atuação do MP, com os elementos probatórios. Tem como natureza jurídica procedimento administrativo e preparatório. Não é processo. Características Repressivo: pois trás elementos de que a pessoa cometeu um crime. Escrito: obrigatoriamente. Oficial: deve ser guiado por um delegado de polícia.Indisponibilidade: a partir do momento que é instaurado um inquérito, o delegado não pode arquiva-ló, sendo decisão essa única do MP e do juiz, que pode arquivar o inquérito ou não. Preparatório: pois é um procedimento pré processual. Antecede a ação penal. Inquisitivo Administrativo Sigiloso: sendo qualquer inquérito, não posso tornar publico uma investigação. Oficioso: delegado instaura de ofício, sem ser provocado, nas ações penais públicas incondicionadas. Informativo: informa que á elementos de autoria e materialidade. S E I O D O I D O Sigiloso Escrito Inquisitivo Oficial Discricionário Obrigatório Indisponível Dispensável Oficioso O inquérito policial é instaurado por uma autoridade policial, sendo essa o delegado de policia. Autoridade pela lei é somente o delegado A polícia judiciária, policia civil ou federal, são polícias investigativas. Valor probatório No inquérito policial temos os elementos informativos e não provas, pois prova tem que ser submetida ao contraditório judicial. Logo só se torna prova quando se tem a oportunidade da defesa em contraditar. Os elementos da informação é aquilo que por acolhido em sede de investigação, não é obrigatório a participação dialética das partes, aqui não tem contraditório e ampla defesa. No entanto o procedimento do inquérito policial reúne informações que serão repassadas ao MP para que o mesmo ofereça ou não a denúncia. São elementos para embasar a denúncia. Circunscrição = competência territorial O delegado não precisa de carta precatória para outra circunscrição, para outra cidade, podendo apenas agir em outro território, diferentemente da jurisdição. A circunscrição territorial é mais ampla para o delegado. Prazo do inquérito policial O inquérito policial tem o prazo de investigação de 10 dias (em caso de investigado preso) e prazo de 30 dias (em caso de investigado solto). O prazo de conclusão do inquérito pode ser dilatado ou prorrogado a pedido da autoridade policial e com autorização da autoridade judicial sempre que houver necessidade. Mas o IP deve ser concluído antes da prescrição, sob pena de extinção de punibilidade do investigado. OBS: A prisão temporária só pode ocorrer durante o inquérito, mas a preventiva pode ocorrer em qualquer momento da da persecução penal. Notitiu criminis Conhecimento espontâneo ou provocado pela autoridade policial de um fato aparentemente criminoso. Direta, espontânea ou de cognição imediata Autoridade policial toma conhecimento do fato de forma direta, seja em razão de seu exercício funcional, através da imprensa ou encontro casual do produto de um roubou ou de um cadáver. (Insuficiência de um ato jurídico formal). Indireta, provocada ou de cognição mediata O fato é relatado as autoridades policiais por iniciativa de terceiro, por meio do requerimento ou requisição das autoridades DELATIO CRIMINIS ( exigência de um ato jurídico formal) Coercitiva A autoridade policial recebe, preso, suposto autor do fato, ou seja, ocorre nos casos de prisão em flagrante. Inqualificada ou anônima É a denúncia anônima, caso seja confirmada instaura-se o inquérito. Vícios Os vícios e irregularidades durante o inquérito não gera nulidade na ação, a ação penal segue normalmente apenas desconsidera o procedimento. Os vícios no inquérito podem gerar nulidade para atos do próprio inquérito. Trancar o inquérito policial: Não existe recurso para o inquérito policial. Quando tranca o inquérito tem-se a possibilidade de empetrar hábeas corpus, para encerrar o inquérito quando faltar justa causa para investigação. Ação penal privada Somente se a vítima pedir. Ação penal pública Somente se a vítima pedir. Ação pública incondicionada O delegado tem que instaurar o inquérito de ofício. Instauração do inquérito O inquérito policial pode ser instaurado por portaria ou auto de prisão em flagrante - APF. Por portaria o delegado toma conhecimento de um crime por meio de uma notitia criminis, o mesmo foz um despacho determinando que se inicie uma mastigação. Por APF é quando se inicia devido uma prisão em flagrante. O inquérito pode também ser instaurado de ofício, que é quando a autoridade policial não è provocada, ou também por requerimento ou requisição. Valor probatório Prova é só aquilo que é produzido no processo, aquilo que é produzido no inquérito policial denominamos como elemento informativo. Logo o juíz não pode condenar com base no inquérito, porque no mesmo o sujeito não tem oportunidade de contradizer. OBS: nos crimes dolosos contra a vida quem julga o mérito do crime é o tribunal de júri, a decisão que manda alguém para o júri se chama sentença de pronúncia. Não posso mandar alguém para júri apenas com base no inquérito policial. Súmula vinculante 11 do STF Uso de algemas, só poderá ser usado quando for necessário por segurança, algemar além da violência física passa ser humilhação. Súmula vinculante 14 do STF Acesso aos elementos de prova, ou seja, o investigado e a defesa tem o direito de acesso integral as provas produzidas. Procedimento do inquérito policial Preservação do local do crime. Apreensão de objetos. Colheita de provas Oitiva do ofendido. Oitiva de testemunhas. Oitiva do investigado. Reconhecimento de coisas e pessoas. Nem todo inquérito terá todas as fases, somente as necessárias. Ao final do procedimento o delegado vai fazer o despacho de indiciamento, descrevendo tudo que aconteceu no procedimento, depois conclui se vai ser indiciado ou não, se for indiciado vai acontecer o despacho. Mesmo assim será encaminhado ao judiciário. Jurisdição e competência Estado exerce o poder de punir chamado de jurisdição, que é a capacidade de dizer o direito no caso concreto. A jurisdição não se confunde com a circunscrição. A circunscrição é a competência de investigação territorial do polícia judicial. Princípios da jurisdição Investidura Para pessoa dizer o direito tem que ter investidura, que se da por meio de concurso público. Indelegabilidade Jurisdição é indelegavel, ou seja, aquele que tem o poder de dizer o direito não pode ser delegado a outrem. Juíz natural Veda a possiblidade de ter um juízo de excessão, ou seja, a indicação de alguem para julgar um caso específico. Inafastabilidade A lei não vai excluir do judiciário a lesão ao direito, princípio do acesso a justiça, que tem que ser efetivo. Inevitabilidade A jurisdição é inevitável, quer queira, quere não a decisão virá mesmo que desagrade o jurisdicionado. Correlação Juíz vai dizer o direito de acordo com o que estana petição, a decisão do julgamento tem que estar relacionada ao pedido, não pode ser nem ultra e nem extra petita. Devido processo legal Processo conforme a lei, dentro da lei. Inércia Pressupõe que a jurisdição só pode ser exercida por provocação, em regra não pode ser exercida de ofício. A restauração de autos é uma exceção, o processo de execução penal é execução ao princípio. Substitutividade Estado juíz substitui as partes na hora de resolver um conflito. Competência Art. 69 do CPP Lugar da infração O lugar do infração sará no local do resultado, ou seja, local em que o crime foi consumado ou no último local onde houve a tentativa. Prevenção Juízo prevento será aquele que primeiramente soube da informação, conheceu dos fatos. O magistrado que primeiro conhecer o caso obrigatoriamente julgará o mesmo, salvo se for incompetente. Domicílio ou residência do réu Se eu não sei o lugar do crime o local será no domicilio do réu. Natureza da infração Tem prevalência em relação ao lugar da infração. Exemplo um crime doloso contra a vida que será julgado no tribunal do júri. Não será de competência de júri se o crime doloso contra a vida for praticado por alguem com prerrogativa de função exemplo um policial militar que mata outro policial em razão da função, o fato na será julgado pelo tribunal do juri mas sim na justiça militar. Distribuição Competência por sorteio, ou seja, existe mais de um juízo competente.