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Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) Autor: Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques 04 de Julho de 2024 00257431713 - Tahy yy Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Apresentação - Oclusão Dentária 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Noções de Oclusão Dentária 4 ..............................................................................................................................................................................................3) Posicionamento e Oclusão Dental 19 ..............................................................................................................................................................................................4) Determinantes da Morfologia Oclusal 29 ..............................................................................................................................................................................................5) Articuladores 35 ..............................................................................................................................................................................................6) Considerações Finais - Oclusão 40 ..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Oclusão 42 TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 2 49 APRESENTAÇÃO DO CURSO Olá, aluno(a)! Tudo bem? Desejo boas-vindas à aula de Oclusão Dentária. Meu nome é Larissa Oliveira, sou graduada em Odontologia e especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Quando prestei prova de residência, fui aprovada em Recife, para o Hospital Getúlio Vargas, e em Salvador, na UFBA/OSI. Nos concursos, fui classificada em 1º lugar na ESFCEx 2023 para o cargo de cirurgião-dentista, especialista em CTBMF. Como podem perceber, há não muito tempo atrás, eu estava justamente aí onde você, concurseiro(a), está. Logo, tentarei utilizar da minha experiência para auxiliá-lo(a) na preparação para os concursos que forem prestar. Neste livro digital você estudará noções de colusão e também alguns tópicos mais aprofundados que têm sido pedidos por algumas bancas, certo? Darei o meu melhor, mas também precisarei do seu empenho. Leia o PDF ativamente. não apenas passando os olhos. Faça grifos, circule, use cores, enfim, utilize a estratégia que mais se adequa à sua forma de aprendizado. Você também pode e deve recorrer às videoaulas naqueles conteúdos de maior dificuldade. Para qualquer dúvida, estou disponível no fórum de dúvidas na área do aluno. Espero que goste da aula!! Estou também no Instagram. Sempre posto dicas, questões, notícias do mundo dos concursos. @prof.larissaoliveira_ Siga também o Estratégia Saúde no Instagram. Lá, você ficará atualizado de todas as notícias no mundo dos concursos das áreas da saúde. Você pode clicar aqui para nos seguir: @estrategia.saude Temos também um canal exclusivo no YouTube. No nosso canal, você encontra videoaulas, webnários, entrevistas com aprovados e muito mais. Inscreva-se através do link abaixo: https://www.youtube.com/@EstrategiaSaude Como há bastante conteúdo a ser estudado e o tempo é curto, não vou me alongar por aqui. Vamos trabalhar duro e chegar lá, juntos! Larissa Oliveira Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 3 49 NOÇÕES DE OCLUSÃO DENTÁRIA Oclusão é o estudo das relações estáticas e dinâmicas entre as superfícies oclusais e entre todos os demais componentes do aparelho estomatognático. Antes de iniciarmos, vamos memorizar algumas nomenclaturas? Relações Maxilomandibulares Quais são as posições (posturas) e movimentos da mandíbula de interesse? Em relação às posturas da mandíbula, merecem destaque: Relação cêntrica (RC) é a posição de eleição para reabilitações complexas, por ser uma posição de referência. É posição craniomandibular na qual o côndilo e o disco estão firmemente alojados na posição mais anterossuperior da cavidade glenóide, fixados por ligamentos e músculos. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 4 49 É praticamente imutável, fisiológica e reproduzível, sendo o ponto de partida para exames diagnósticos e tratamentos restaurador e de problemas oclusais, independente de contatos dentários e pode ser determinada pela manipulação mandibular. Vamos estudar outro conceito ainda relacionado à RC? A relação central (cêntrica) pode ser definida como a relação mais retruída da mandíbula com a maxila, com os côndilos em uma posição mais posterior e não forçada na fossa glenóide, a partir da qual os movimentos laterais podem ser feitos a uma determinada dimensão vertical. Trata-se da relação maxilomandibular em que o complexo disco-côndilo ocupa a posição mais anterior e superior contra a forma da eminência articular. Em prótese total, a relação central é fundamental, pois com a perda total dos dentes, o paciente pode adotar posições mandibulares excêntricas, sendo necessário o uso de uma posição clinicamente segura para posicionar a mandíbula com a maxila no articulador. Assim, os dentes serão montados dentro da relação central e a oclusão resultante corresponderá à oclusão cêntrica, uma necessidade básica para a estabilidade e a funcionalidade efetiva da prótese. Por ser reproduzível, a relação central é essencial para o ajuste do articulador (falaremos na sequência) e para uma oclusão bilateral equilibrada. Trata-se de uma posição fisiológica, bilateral individual e não depende dos dentes. (Inst. AOCP/PM-GO/2022) O entendimento dos princípios da oclusão começa com o registro da relação cêntrica para questões de diagnóstico e tratamento de disfunções temporomandibulares ou mesmo reabilitações bucais extensas. Com base nesse princípio, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. A relação cêntrica pode ser definida como a relação da mandíbula com a maxila quando o Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 5 49 conjunto côndilo-disco propriamente alinhado está na posição mais ____________ contra o / a ____________________________, independentementeda posição dos dentes ou da dimensão vertical. (A) anteriorizada / coxim retromolar (B) posterior / polo medial do côndilo (C) superior / feixe inferior do ligamento posterior (D) retruída / coxim retromolar (E) superior / eminência articular Comentários: Conforme estudamos, a relação cêntrica (RC) é a posição de eleição para reabilitações complexas, por ser uma posição de referência. É posição craniomandibular na qual o côndilo e o disco estão firmemente alojados na posição mais anterossuperior da cavidade glenóide, fixados por ligamentos e músculos. É praticamente imutável, fisiológica e reproduzível, sendo o ponto de partida para exames diagnósticos e tratamentos restaurador e de problemas oclusais, independente de contatos dentários e pode ser determinada pela manipulação mandibular. Trata-se da relação maxilomandibular em que o complexo disco-côndilo ocupa a posição mais anterior e superior contra a forma da eminência articular. Portanto, o gabarito é letra E. Já a máxima Intercuspidação Habitual (MIH) é uma posição de acomodamento maxilo mandibular, onde a posição dentária ocorre com os maiores contatos oclusais e na maioria absoluta das pessoas não coincide com RC (mais de 90% da população). É considerada uma posição de acomodação, pois é o resultado de uma ação reflexa do sistema neuromuscular que desloca a mandíbula para "fugir" de uma interferência ou contato prematuro. Os côndilos são levados para baixo, ocorrendo o máximo contato dentário. Quando a MIH coincide com a RC, temos a Relação de oclusão cêntrica (ROC). Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 6 49 É descrita na literatura como ideal em termos de maior eficiência mastigatória, melhor direcionamento das cargas oclusais e funcionamento ideal dos músculos mastigatórios. Pode ser considerada rara na população, pois a maioria quase absoluta apresenta deslizes de RC para MIH sem, no entanto, apresentar quadros de disfunção. Para seguir, agora estudaremos alguns conceitos importantes, que são bastante cobrados em prova! Fique esperto: A dimensão vertical é a distância existente entre a maxila e a mandíbula no sentido vertical. Ela pode ser medida quando a mandíbula se encontra em repouso muscular (DVR) ou quando os dentes estão em oclusão (DVO). Essas medidas são tomadas com a régua de Willis. A dimensão vertical de oclusão (DVO) é a distância entre o násio e o gnátio quando em MIH. É a dimensão vertical da face quando os dentes estão em MIH e os músculos contraídos. Ela é perdida quando o paciente sofre desgastes ou perde os dentes posteriores; tem na emissão do som "s" uma boa forma de diagnóstico, da mesma forma o uso do "JIG" com a emissão do som "s". Depende da presença de dentes. O Espaço livre Funcional (ELF) é espaço criado entre as oclusais e incisais quando o paciente se encontra numa posição de relaxamento muscular mandibular, com atividade mínima dos músculos elevadores e depressores da mandíbula. Normalmente, gira em torno de 3 mm. A Dimensão Vertical de Repouso (DVR) é a distância entre o násio e o gnátio quando em repouso. É a dimensão vertical da face quando a mandíbula se encontra sustentada pela posição postural ou de repouso fisiológico dos músculos com os lábios se contactando levemente ou entreabertos. Independe da presença de dentes! Músculos elevadores em atividade mínima. DVR + ELF: mantêm-se mesmo com a perda dentária Dimensão vertical de repouso (DVR) – espaço funcional livre (EFL) = dimensão vertical de oclusão (DVO) Ou seja, o EFL é a diferença entre a DVO e a DVR. Observe a imagem abaixo. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 7 49 Alguns autores, ainda trazem informações adicionais. Conforme Boucher, a dimensão vertical pode ser dividida em três tipos: dimensão vertical de repouso, dimensão vertical de oclusão e espaço funcional livre. DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO: comprimento ou a altura da face quando a mandíbula está na posição de repouso. É uma posição oscilante e variável, que depende das condições musculares do paciente no momento do registro e das condições de saúde e idade do paciente. DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO: dimensão vertical da face quando os dentes ou os planos de cera estão em contato oclusal. É a dimensão que será transferida para o articulador e para a futura prótese total. ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE: é o espaço existente entre as superfícies oclusais quando a mandíbula retorna à sua posição de repouso. Varia entre 1 e 10 mm, com média de 2 a 4 mm. O espaço funcional livre não pode ser suprimido, pois, quando ausente pode gerar problemas relacionados à eficiência da prótese, à reabsorção dos rebordos e a alterações na ATM, bem como espasmos musculares e problemas estéticos e fonéticos. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 8 49 Os vários métodos disponíveis para a determinação da dimensão vertical podem ser classificados em dois grandes grupos, descritos: ➢ MÉTODOS COM REGISTROS PRÉVIOS: a dimensão vertical é determinada antes das extrações dentais, por meio de máscaras faciais, perfil facial, fotografias, modelos dentados em oclusão. ➢ MÉTODOS SEM REGISTROS PRÉVIOS: são utilizados em pacientes totalmente edentados, quando o referencial “dentes” foi perdido. Os métodos sem registro prévio mais utilizados são: ➢ MÉTODO MÉTRICO: ➢ MÉTODO FONÉTICO: Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 9 49 ➢ MÉTODO DA DEGLUTIÇÃO: ➢ MÉTODO ESTÉTICO: ➢ MÉTODO DAS PROPORÇÕES FACIAIS: Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 10 49 Curvas de compensação ➢ Curva de Spee: É a curvatura anatômica anteroposterior do alinhamento oclusal dos dentes inferiores, vista no plano sagital, que passa pelo ápice das cúspides vestibulares, de canino até o último dente do hemiarco, em direção à borda anterior do ramo ascendente da mandíbula. Imagem retirada de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br00257431713 - Tahy yy 11 49 ➢ Curva de Wilson: É a curvatura dos dentes no sentido vestibulolingual (de um lado a outro da arcada dentária), no plano frontal, que passa pelas cúspides vestibulares e linguais dos dentes posteriores de ambos os lados. Imagem retirada de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. A dentição decídua não apresenta Curva de Spee e Curva de Wilson! Movimentos Mandibulares Dinâmicos Agora estudaremos os movimentos dinâmicos mandibulares. Podemos destacar os principais: abertura e fechamento; protrusão e retrusão; lateralidade. Lembre-se: os três últimos são movimento excêntricos. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 12 49 Na protrusão, as incisais dos incisivos inferiores tocam a palatina dos incisivos superiores, e a mandíbula é obrigada a fazer uma trajetória descendente e para anterior, acompanhando a palatina dos incisivos superiores, até os incisivos tocarem topo a topo. Como a palatina dos incisivos superiores guia o movimento, este contato recebe o nome de guia incisiva. Enquanto os incisivos se contactam, os dentes posteriores não se contactam. Assim, apresenta-se um espaço entre os dentes na região posterior, que recebe o nome de espaço de Christensen. O movimento de lateralidade relaciona-se com os seguintes conceitos: ➢ Lado de trabalho: lado para qual a mandíbula se move. Ocorre o deslizamento das cúspides vestibulares inferiores sob as vertentes triturantes das cúspides vestibulares superiores. ➢ O lado contrário é o lado de balanceio. No lado de balanceio não deve haver contato na movimentação, pois esta interferência apresenta potencial patogênico. A exceção se faz em PT, na oclusão bilateralmente balanceada. O côndilo movimenta-se para anterior e para baixo ao longo da parede mediana da fossa mandibular. Durante a lateralidade, o côndilo do lado de trabalho (o lado para o qual ocorre o movimento) faz apenas um pequeno movimento de rotação sobre um eixo vertical e um leve movimento para lateral (ou seja, para o lado externo), movimento que recebeu o nome de movimento de Bennett. Já o côndilo do lado de não trabalho (ou côndilo de balanceio) faz um movimento maior, transladando pelo tubérculo articular, de modo que executa uma trajetória para baixo e para anterior (descendo o tubérculo articular), e também para medial, ou seja, para dentro (acompanhando a angulação da parede medial da fossa mandibular). O movimento do côndilo do lado de balanceio ocorre pela contração do músculo pterigóideo lateral associado a ele, enquanto o mesmo músculo do lado oposto permanece relaxado. Coruja, preste atenção: O ideal é que, no movimento de lateralidade, a desoclusão seja feita pela guia canina, como acabamos de ver. Entretanto, a desoclusão também pode ser feita por função em grupo. Esse tipo de desoclusão é aceita fisiologicamente se do canino até a cúspide mesio-vestibular do primeiro molar inferior. À medida que a mandíbula se movimenta, vai ocorrendo desoclusão progressiva dos dentes posteriores do lado de trabalho. Requer que pelo menos 2 dentes posteriores e o canino façam contato. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 13 49 Segundo Okeson, "quando todos os dentes anteriores são examinados, torna-se claro que os caninos são os mais adequados para receber as forças horizontais que ocorrem durante os movimentos excêntricos da mandíbula” Coruja, dito tudo isso sobre os movimentos mandibulares, agora nós veremos o que acontece nas ATMs, na musculatura e na plataforma oclusal durante esses movimentos. Estará tudo aqui abaixo sintetizado em uma tabela. Memorize, pois tem sido questão de prova frequentemente. MOVIMENTO MUSCULATURA ATM PLATAFORMA OCLUSAL Abertura e fechamento de pequena amplitude Pouca participação de ambos os pterigoideos laterais Maior participação dos supra-hioideos Ambos os côndilos se rotacionam horizontalmente ao redor de um eixo (virtual) que os une Os dentes superiores e inferiores se contactam ao final do fechamento e se afastam no início da abertura Abertura máxima Participação efetiva de ambos os pterigoideos laterais Participação efetiva dos supra-hioideos Ambos os côndilos se rotacionam horizontalmente e transladam pelos tubérculos articulares Os dentes superiores e inferiores se contactam ao final do fechamento e afastam no início da abertura Lateralidade Pterigoideo lateral do lado de balanceio contrai Pterigoideo lateral do lado de trabalho relaxa Côndilo de balanceio vai para frente, para baixo e para medial Côndilo de trabalho rotaciona verticalmente e sai lateralmente Os caninos do lado de trabalho se tocam (guia canina) Os demais dentes não se tocam Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 14 49 ==196465== Protrusão Ambos os pterigoideos laterais se contraem Pouca participação dos supra-hioideos Ambos os côndilos transladam pelo tubérculo articular, com pouco rotação Os incisivos se tocam (guia incisiva) Os demais dentes não se tocam As cúspides de suporte, ou cêntricas, são as VIPS (VESTIBULAR DOS INFERIORES, PALATINA DOS SUPERIORES). Elas são as cúspides de trabalho, que não podem ser desgastadas! Os ajustes oclusais são feitos em três momentos: relação cêntrica, lateralidade, protrusão. Mas não devem feitos nas cúspides suporte, ok? Oclusão Mutuamente Protegida Essa oclusão é referência para tratamento oclusal em reabilitação protética extensa. Proteção dos dentes posteriores nos movimentos excursivos pela guia anterior e proteção dos anteriores através da oclusão posterior sem contatos anteriores. Veja outra abordagem do assunto, sob a ótica do professor Mezzomo: É a desoclusão organizada, que postula os seguintes princípios (D' Amico, Stallard e Stuart): ➢ Coincidência da relação cêntrica e da máxima intercuspidação hábitual. ➢ Existência de contatos bilaterais efetivos apenas nos dentes posteriores. ➢ Posição de relação de oclusão cêntrica (ROC) - coincidência de MIH e RC. ➢ Existência de contatos efetivos bilaterais e simultâneos apenas nos dentes posteriores, quando em ROC, dentes anteriores com um leve toque, sem caracterizar contatos efetivos. ➢ Relação oclusal do tipo cúspide/fossa ➢ Direcionamento axial da carga oclusal, segundo o longo eixo dos dentes posteriores. ➢ Concavidade palatina dos dentes anteriores superiores com uma forma adequada, que permita, durante o movimento protrusivo da mandíbula, uma guia incisal eficaz, capaz de promover a desoclusão dos dentes posteriores. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy15 49 ➢ No lado de trabalho, a realização da desoclusão às expensas dos caninos, que liberam de contato todos os dentes posteriores, com relações de trespasse vertical e horizontal adequadas. (Inst. AOCP/PM-GO/2022) Na reabilitação total com próteses fixas da arcada superior de uma paciente com 72 anos de idade, após a instalação das próteses provisórias fixas, percebeu-se, durante o movimento excursivo de protrusão, contato de todos os dentes posteriores com seus antagonistas. Visando à harmonia oclusal, sem considerar a estética, mas considerando a estabilidade do sistema estomatognático a longo prazo, deve-se providenciar o/a (A) diminuição do trespasse vertical dos dentes anteriores, possibilitando a desoclusão dos dentes posteriores no movimento protrusivo. (B) diminuição da altura das cúspides dos dentes posteriores da arcada antagonista. (C) diminuição da altura das cúspides das próteses provisórias instaladas nos dentes posteriores. (D) aumento da concavidade da face palatina das próteses provisórias dos dentes anterossuperiores. (E) aumento do trespasse vertical dos dentes anteriores, possibilitando a desoclusão dos dentes posteriores no movimento protrusivo. Comentários: Trata-se do conceito de oclusão mutuamente protegida: referência de tratamento oclusal em reabilitação protética extensa. Proteção dos dentes posteriores nos movimentos excursivos pela guia anterior e proteção dos anteriores através da oclusão posterior sem contatos anteriores. Portanto, o gabarito é letra E. Oclusão Balanceada Bilateral Esse padrão, que inclui pelo menos um contato anterior e dois posteriores em todos os movimentos mandibulares, tem como função dar estabilidade à prótese. Para a prótese total e para algumas próteses parciais removíveis, principalmente aquelas extensas, extremo livre, continuam os princípios de oclusão balanceada bilateral. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 16 49 Diferenças Oclusão Mutuamente Protegida Oclusão Balanceada Fechamento em cêntrica Os dentes posteriores (pré- molares e molares) se tocam. Os dentes anteriores (caninos e incisivos) não se tocam. Tocam os dentes anteriores e posteriores. Lateralidade Os caninos do lado de trabalho se tocam e os demais dentes não se tocam. Tocam todos os dentes, do lado de trabalho e ocorre pelo menos um contato estabilizante do lado de balanceio. Protrusão Os incisivos se tocam e os dentes posteriores não se tocam, ocorre o espaço de Christensen. Tocam os dentes anteriores e os dentes posteriores também, não há espaço de Christensen. Ocorrência É encontrada nos pacientes dentados, tipicamente. É estabelecida nas PTMS para promover sua estabilização em função. Agora, vamos resumir a aplicação clínica dos fundamentos de oclusão: Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 17 49 Em prótese fixa e dentística visa-se a ROC e deve-se ter contatos bilaterais simultâneos, relação oclusal do tipo cúspide-fossa e presença de uma guia anterior bem definida em seus dois componentes: guia canina e protrusiva com apenas incisivos. Em todos os movimentos mandibulares deve haver através da guia anterior, a desoclusão de dentes posteriores em protusão, trabalho e balanceio. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 18 49 POSICIONAMENTO E OCLUSÃO DENTAL Coruja, algumas bancas mais criteriosas têm cobrado esse conteúdo. Por isso, vamos estudá-lo e acertar todas as questões. As posições do dente não são determinadas ao acaso, mas por numerosos fatores controladores, tal como a largura do arco e o tamanho do dente. Elas também são determinadas por várias forças controladoras, como aquelas proporcionadas pelos tecidos moles circundantes. Fatores e forças que determinam a posição dos dentes O alinhamento dos dentes nas arcadas é resultado da ação de forças que atuam sobre a dentição durante e após a erupção. Essas forças atuam em diversas direções e a posição dos dentes será em um local de equilíbrio entre essas forças. Essa posição é chamada de posição neutra (há igualdade das forças vestíbulo-linguais/buco-linguais). As principais forças opostas que influenciam a posição dentária originam-se da musculatura circundante. Vestibular aos dentes estão os lábios e as bochechas que proporcionam forças linguais relativamente leves, mas constantes. Do lado oposto dos arcos dentários está a língua, que produz forças vestibulares sobre a superfície lingual dos dentes. Ambas as forças, aplicadas na face pelos lábios e bochechas e na face lingual pela língua, são leves, porém constantes. Estas são os tipos de força que a qualquer momento podem mover os dentes dentro dos arcos dentários. É fundamental que você entenda que essas forças são constantes e podem movimentar os dentes após a erupção. Por exemplo: se durante a erupção um dente é posicionado de maneira desalinhada, as forças levarão aquele dente para a posição neutra. Claro, é necessário que haja espaço suficiente. Se não houver, observa-se apinhamento. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 19 49 As superfícies proximais dos dentes também estão sujeitas a uma variedade de forças. O contato proximal entre os dentes adjacentes ajuda a manter os dentes no alinhamento normal. Durante a mastigação um movimento ligeiramente buco-lingual dos dentes, assim como vertical, com o tempo resultará num desgaste das áreas de contato proximal. À medida que estas áreas se desgastam, o deslocamento mesial ajuda a manter o contato entre os dentes adjacentes, e dessa forma estabiliza o arco. Ou seja, coruja, esse movimento mesial é fisiológico. Entretanto, o deslocamento mesial torna-se mais evidente quando a superfície de um dente posterior é destruída por cáries ou quando um dente é extraído. Outro fator importante que ajuda a estabilizar o alinhamento dentário é o contato oclusal, que impede a extrusão ou a sobre-erupção dos dentes, e dessa forma mantém a estabilidade do arco. Dentes antagônicos provavelmente erupcionarão além do normal até que o contato oclusal seja restabelecido. Dessa forma, quando um dente é perdido, não somente o dente distal poderá se mover mesialmente, como o dente antagônico poderá erupcionar à procura de contato oclusal. Alinhamento dentário intra-arco Esse alinhamento se refere ao relacionamento dos dentes entre si dentro do arco dentário. Os planos oclusais dos arcos dentários são curvados de maneira a permitir a máxima utilização dos contatos dentários durante a função. A curvatura do plano oclusal é basicamente um resultado do fato de que os dentes estão posicionados nos arcos com variados graus de inclinação. Na arcada inferior, tantoos dentes anteriores como os posteriores estão mesialmente inclinados. O segundo e o terceiro molares são mais inclinados do que os pré-molares. Observe também que todos os dentes posteriores estão ligeiramente inclinados para a lingual. Imagens retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 20 49 Na arcada superior existe um padrão diferente de inclinação. Os dentes anteriores geralmente estão inclinados mesialmente, com os molares mais posteriores estando distalmente inclinados. Observe também que todos os dentes posteriores estão ligeiramente inclinados para vestibular. Imagens retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Se sob uma vista lateral traçarmos uma linha imaginária através das pontas de cúspides vestibulares dos dentes posteriores (molares e pré-molares), uma linha curva que acompanha o plano oclusal será estabelecida, que é convexa para o arco superior e côncava para o arco inferior. Estas linhas convexa e côncava se encaixam perfeitamente quando os arcos se ocluem. Esta curvatura dos arcos dentários foi primeiramente descrita por von Spee e por isso é chamada de curva de Spee. Na vista frontal, se uma linha é traçada através das pontas das cúspides vestibulares e linguais de ambos os lados dos dentes posteriores, um plano oclusal curvado será observado. A curvatura é convexa no arco superior e côncava no arco inferior. Novamente, se levarmos as arcadas a se ocluírem, as curvaturas dos dentes encaixar-se-ão perfeitamente. Esta curvatura no plano oclusal observada frontalmente é chamada de curva de Wilson. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 21 49 À esquerda, curva de Spee. À direita, curva de Wilson. Imagens retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Alinhamento dentário interarco Como o nome já diz, esse alinhamento refere-se à relação dos dentes da maxila com os dentes da mandíbula. Nesse tópico, você precisará memorizar alguns conceitos. Comprimento do arco: distância de uma linha que se inicia na superfície distal do terceiro molar se estende mesialmente sobre todas as áreas de contato proximais por todo o arco, e termina na superfície distal do terceiro molar oposto. Largura do arco: distância através da arcada. A largura do arco mandibular é ligeiramente menor do que a do arco maxilar; assim sendo, quando as arcadas se ocluem cada dente superior está posicionado mais vestibularmente do que os dentes inferiores correspondentes. A relação oclusal normal dos dentes posteriores protege os tecidos moles circundantes. Veja como é essa relação: As cúspides vestibulares inferiores ocluem nas áreas da FC dos dentes superiores. Da mesma forma, as cúspides palatinas superiores ocluem nas áreas da FC dos dentes inferiores. As cúspides vestibulares dos dentes superiores evitam que a mucosa bucal da bochecha e dos lábios se interponha entre a superfície oclusal dos dentes durante a função. Assim, também, as cúspides linguais dos dentes inferiores ajudam a evitar que a língua se interponha entre os dentes superiores e inferiores. As duas arcadas têm, aproximadamente, o mesmo comprimento, sendo a arcada mandibular ligeiramente menor (arcada maxilar, 128 mm; arcada mandibular, 126 mm). Isso ocorre porque os incisivos inferiores apresentam menor largura mesiodistal. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 22 49 Coruja, observe que as cúspides responsáveis por proteger o tecido mole são cúspides não cêntricas. Essas cúspides também ajudam a guiar a mandíbula de volta à MIH após abertura. As cúspides vestibulares dos dentes inferiores posteriores e as cúspides linguais dos dentes superiores posteriores (as famosas VIPS) ocluem com as áreas da FC antagônica. Estas cúspides são chamadas de cúspides de suporte, ou cúspides cêntricas, e são responsáveis, principalmente, por manterem a distância entre a maxila e a mandíbula, sustentando a altura vertical da face, que é a dimensão vertical de oclusão (já estudada por você anteriormente nessa aula). Em algumas situações, como discrepâncias no tamanho esquelético da arcada ou do padrão de erupção, os dentes a ocluem de tal forma que as cúspides vestibulares superiores contatam a FC dos dentes inferiores. Esta relação é chamada de mordida cruzada. Relação Oclusal Comum dos Dentes Posteriores Classe I As seguintes características identificam a relação molar mais comum encontrada na dentição natural, descrita originalmente por Angle como uma relação de Classe I: 1. A cúspide mesio-vestibular do primeiro molar inferior oclui na área do nicho entre o segundo pré-molar superior e o primeiro molar. 2. A cúspide mesio-vestibular do primeiro molar superior alinha-se diretamente sobre o sulco vestibular do primeiro molar inferior. 3. A cúspide mesio-lingual do primeiro molar superior está situada na área da FC do primeiro molar inferior. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 23 49 Relação interarco de uma relação oclusal molar de classe I. Imagens retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Classe II Quando a arcada superior é maior ou se projeta anteriormente, ou a arcada inferior é pequena ou posicionada posteriormente, o primeiro molar inferior posiciona-se distal à relação molar de Classe I, descrito como uma relação molar de Classe II. 1. A cúspide mesio-vestibular do primeiro molar inferior oclui na área da FC do primeiro molar superior. 2. A cúspide mesio-vestibular do primeiro molar inferior alinha-se com o sulco vestibular do primeiro molar superior. 3. A cúspide distolingual do primeiro molar superior oclui na área da FC do primeiro molar inferior. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 24 49 Relação interarco de uma relação oclusal molar de classe II. Imagens retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Classe III Umterceiro tipo de relação molar, geralmente correspondente a um crescimento predominante da mandíbula, é chamado Classe III. Nesta relação o crescimento posiciona os molares inferiores mesialmente em relação aos molares superiores, como vistos na Classe I. 1. A cúspide distovestibular do primeiro molar inferior está situada no nicho entre o segundo pré-molar e o primeiro molar superior. 2. A cúspide mesio-vestibular do primeiro molar superior está situada sobre o nicho entre o primeiro e o segundo molar inferior. 3. A cúspide mesiolingual do primeiro molar superior está situada na fossa mesial do segundo molar inferior. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 25 49 ==196465== Relação interarco de uma relação oclusal molar de classe III. Imagens retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Coruja, isto aqui tem cara de prova: A relação molar mais comumente encontrada é a Classe I. Embora as condições descritas para Classe II e Classe III sejam relativamente pouco comuns, as tendências para Classe II e Classe III são bastante comuns. Uma tendência para Classe II ou III descreve uma condição que não é Classe I, mas não é extrema o suficiente para se encaixar na descrição de Classe II ou III. Contatos Oclusais Comuns dos Dentes Anteriores Diferentemente dos dentes posteriores, ambos os dentes anteriores, superiores e inferiores, se inclinam para vestibular. Embora ocorra uma grande quantidade de variação, a relação normal encontrará as bordas incisais dos incisivos inferiores contatando as superfícies palatinas dos incisivos superiores. Estes contatos comumente ocorrem na fossa lingual dos incisivos superiores a aproximadamente 4 mm das bordas incisais. Em outras palavras, quando vistos por vestibular, 3 a 5 mm dos dentes anteriores inferiores estão cobertos pelos dentes anteriores superiores. A inclinação vestibular dos dentes anteriores superiores e a maneira pela qual os dentes inferiores ocluem com eles não favorecem a resistência às forças oclusais intensas. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 26 49 Não é raro encontrar ausência de contato dos dentes anteriores na MIH. A finalidade dos dentes anteriores não é manter a dimensão vertical de oclusão, mas guiar a mandíbula durante os vários movimentos laterais. Os contatos dentários anteriores que fornecem guia para a mandíbula são chamados de guia anterior. • Sobreposição ou trespasse horizontal (TH): distância horizontal pela qual os dentes anteriores superiores sobrepõem os anteriores inferiores. • Sobreposição ou trespasse vertical (TV): distância entre as bordas incisais dos dentes anteriores opostos. Em algumas pessoas esta relação normal dos dentes anteriores não existe. Se numa relação anterior de Classe II os incisivos centrais e laterais superiores estão com uma inclinação labial normal, então é considerada como uma divisão 1. Quando os incisivos superiores estão inclinados para a lingual, a relação anterior é classificada como Classe II, Divisão 2. Em outros indivíduos nos quais pode haver um crescimento mandibular acentuado, os dentes anteriores inferiores geralmente estão posicionados para frente e contatam com as bordas incisais dos dentes anteriores superiores (relação molar de Classe III). Isto é chamado de relação topo a topo. Em casos extremos os dentes anteriores inferiores podem estar posicionados tão para frente que não há contato na posição de MIH (Classe III). Se durante o fechamento mandibular forças intensas ocorrerem sobre os dentes anteriores, a tendência é deslocar os dentes superiores vestibularmente. Assim sendo, numa oclusão normal, os contatos dos dentes anteriores em MIH são muito mais leves do que os dos dentes posteriores. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 27 49 Quando a pessoa tem uma relação molar de Classe II, os dentes anteriores inferiores geralmente contatam o terço gengival da superfície palatina dos dentes superiores. Outra relação dos dentes anteriores é aquela que tem um traspasse vertical negativo. Em outras palavras, com os dentes posteriores em máxima intercuspidação, os dentes anteriores opostos não se sobrepõem ou mesmo não se contatam. Esta relação anterior é chamada mordida aberta anterior. Numa pessoa com mordida aberta anterior não haverá contatos dentais anteriores durante o movimento mandibular. Imagem retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 28 49 DETERMINANTES DA MORFOLOGIA OCLUSAL Os padrões dos movimentos mandibulares são determinados pelas articulações temporomandibulares (fatores de controle posterior) e pelos dentes anteriores (fatores de controle anterior). Para manter a harmonia desta condição oclusal, os dentes posteriores devem passar perto, mas não devem contatar os dentes opostos durante os movimentos mandibulares. Os dentes posteriores estão localizados entre os dois fatores de controle e, portanto, podem ser afetados por ambos, em graus variados. Fatores de controle posterior (guia condilar) À medida que o côndilo sai da posição de relação cêntrica, ele descende ao longo da eminência articular da fossa mandibular. A proporção na qual ele se movimenta inferiormente enquanto a mandíbula está sendo protruída depende da angulação da eminência articular. O ângulo no qual o côndilo se afasta do plano horizontal de referência é chamado de ângulo da guia condilar. A guia condilar é considerada um fator fixo porque em um paciente saudável ela permanece inalterada. Ela pode ser alterada, no entanto, sob certas condições (trauma, doença ou procedimento cirúrgico. Fatores de controle anterior (guia anterior) Quando a mandíbula protrui ou se movimenta lateralmente, as bordas incisais dos dentes inferiores ocluem com as superfícies palatinas dos dentes anteriores superiores. Eminência muito angulada O côndilo descreve um trajeto inclinado verticalmente. Eminência mais plana O côndilo descreve um trajeto que é menos inclinado verticalmente. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 29 49 A inclinação dessas superfícies palatinas determina a quantidade de movimento verticalda mandíbula. A guia anterior é considerada um fator variável. Ela pode ser alterada por procedimentos dentários como restaurações, ortodontia e extrações. Ela também pode ser alterada por condições patológicas tais como cáries, hábitos e desgaste dentário. Determinantes verticais da morfologia oclusal Esses determinantes influenciam na altura das cúspides e profundidade das fossas. Efeito da Guia Condilar na Altura da Cúspide Quando a mandíbula é protruída, o côndilo descende pela eminência articular. Sua descida em relação a um plano de referência horizontal é determinada pela inclinação da eminência. Quanto mais inclinada a eminência, mais o côndilo é forçado a se movimentar inferiormente, à medida que ele se move anteriormente. Isto resulta num maior movimento vertical do côndilo, mandíbula e dentes inferiores. Superfícies muito inclinadas A porção anterior da mandíbula faz um trajeto bem inclinado. Dentes anteriores com pouco trespasse vertical Pouca guia vertical durante o movimento mandibular. Portanto, um ângulo mais acentuado da eminência (guia condilar) vai permitir cúspides posteriores mais inclinadas. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 30 49 Efeito da Guia Anterior na Altura da Cúspide Quando falamos em guia anterior, temos trespasse vertical e trespasse horizontal, certo? Alterações nesses dois fatores causam mudanças nos padrões de movimento vertical da mandíbula. Efeito do Plano de Oclusão na Altura da Cúspide O plano de oclusão é uma linha imaginária que toca as bordas incisais dos dentes anteriores superiores e as cúspides dos dentes posteriores superiores. À medida que o plano de oclusão se torna quase paralelo ao ângulo da eminência, as cúspides posteriores devem ser mais curtas. Efeito da Curva de Spee na Altura da Cúspide Imagem retiradas de: OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. Aumento do trespasse horizontal Redução do ângulo da guia anterior Menor componente vertical do movimento mandibular Cúspides posteriores mais planas Aumento do trespasse vertical Aumento do ângulo da guia anterior Mais componente vertical do movimento mandibular Cúspides posteriores mais inclinadas Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 31 49 Quanto mais plano o ângulo de oclusão (A), maior será o ângulo no qual os dentes posteriores inferiores se distanciarão dos dentes posteriores superiores e, dessa forma, mais altas podem ser as cúspides. Quanto mais agudo o plano de oclusão (B), menor será o ângulo dos dentes posteriores inferiores e mais planos os dentes podem ser. Efeito do Movimento de Translação Lateral Mandibular na Altura da Cúspide 1. Quantidade: à medida que o movimento de translação lateral aumenta, o movimento de corpo da mandíbula obriga as cúspides posteriores a serem menores para permitir a translação lateral sem criar contatos entre os dentes posteriores inferiores e superiores. 2. Direção: a direção de deslocamento do côndilo de rotação durante um movimento de translação lateral é determinada pela morfologia e inserções ligamentosas da articulação TM que sofrerá a rotação. Um movimento látero-superior do côndilo de rotação irá requerer cúspides posteriores mais curtas do que um movimento lateral reto; da mesma forma, um movimento látero-inferior irá permitir cúspides posteriores mais longas do que um movimento lateral reto. 3. Momento: quanto mais imediato ocorre o deslocamento lateral, mais curtos serão os dentes posteriores. Determinantes horizontais da morfologia oclusal Os determinantes horizontais da morfologia oclusal incluem as relações que influenciam a direção das cristas e sulcos nas superfícies oclusais. Efeito da Distância do Côndilo de Rotação na Direção das Cristas e Sulcos Quanto maior a distância do dente para o eixo de rotação (côndilo de rotação), maior será o ângulo formado pelos traçados laterotrusivo e mediotrusivo. Isto acontece sempre, não importando se os dentes superiores ou inferiores estão sendo considerados. Efeito da Distância do Plano Sagital Mediano na Direção das Cristas e Sulcos À medida que o dente é posicionado mais longe do plano sagital mediano, os ângulos formados pelos trajetos laterotrusivo e mediotrusivo irão aumentar. Efeito da Distância do Côndilo de Rotação e do Plano Sagital Mediano na Direção das Cristas e Sulcos Em geral os dentes em direção à região anterior terão ângulos maiores entre os trajetos laterotrusivo e mediotrusivo do que os dentes localizados mais posteriormente (molares). Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 32 49 Efeito do Movimento de Translação Lateral na Direção das Cristas e Sulcos Quando a quantidade deste movimento aumenta, o ângulo entre os trajetos laterotrusivo e mediotrusivo gerados pelas pontas de cúspides cêntricas aumenta. Efeito da Distância Intercondilar na Direção das Cristas e Sulcos À medida que a distância intercondilar aumenta, a distância entre o côndilo e o dente, considerando-se a configuração da arcada, aumenta. Isto tende a causar ângulos maiores entre os trajetos laterotrusivo e mediotrusivo. No entanto, à medida que a distância intercondilar aumenta, o dente fica localizado mais próximo do plano sagital mediano em relação à distância do côndilo de rotação-plano sagital mediano. Isto tende a diminuir os ângulos formados. O último fator anula a influência do primeiro a ponto de o efeito real aumentar a distância intercondilar e diminuir o ângulo entre os trajetos laterotrusivo e mediotrusivo. A diminuição, no entanto, é frequentemente mínima e, dessa forma, é o menos influenciável dos determinantes. Determinantes Verticais da Morfologia Oclusal (Altura da Cúspide e Profundidade da Fossa) FATORES CONDIÇÕES EFEITOS Guia condilar Quanto maior a angulação Mais altas as cúspides posteriores Guia anterior Quanto maior o traspasse vertical Quanto maior o traspasse horizontal Mais altas as cúspides posteriores Mais baixas as cúspides posteriores Plano de oclusão Quanto mais paralelo o plano à guia condilar Mais baixas as cúspides posteriores Curva de Spee Quanto mais aguda a curva Mais baixas as cúspides mais posteriores Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 33 49 ==196465== Movimento de translação lateral Quanto maior o movimento Quanto mais superior o movimento de rotação do côndilo Quanto maior o deslocamento imediato Mais baixas as cúspides posteriores Mais baixas as cúspides posteriores Mais baixas as cúspides posteriores Determinantes Horizontais da Morfologia Oclusal (Direção dasCristas e dos Sulcos) FATORES CONDIÇÕES EFEITOS Distância do côndilo de rotação Quanto maior a distância Maior o ângulo entre os trajetos laterotrusivos e mediotrusivos Distância do plano sagital mediano Quanto maior a distância Maior o ângulo entre os trajetos laterotrusivos e mediotrusivos Movimento de translação lateral Quanto maior o movimento Maior o ângulo entre os trajetos laterotrusivos e mediotrusivos Distância intercondilar Quanto maior a distância Menor o ângulo entre os trajetos laterotrusivos e mediotrusivos Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 34 49 ARTICULADORES Ufa! São tantos conceitos, não é mesmo? Mas agora vamos falar um pouco sobre os articuladores, tudo bem? Para que servem os articuladores? Os articuladores odontológicos são instrumentos mecânicos que permitem recriar a relação da articulação temporomandibular (ATM) com os maxilares, montando os modelos de impressão superior e inferior no instrumento. Ele simula os movimentos da mandíbula do paciente, fornecendo relações estáticas e dinâmicas para observar as maloclusões ou disfunções extraoralmente. Os articuladores podem ser não ajustáveis (ANA), semi ajustáveis (ASA) ou totalmente ajustáveis (ATA). ➢ ANA: também chamado de oclusor, charneira, verticulador e correlator. Não permitem nenhum tipo de ajuste, pois têm na MIH a única posição reproduzível. É indicado essencialmente para peças unitárias em arcada sem desarmonias oclusais e elaboração de provisórias. Vantagens: baixo custo e simplicidade, e principal desvantagem a necessidade de mais ajustes clínicos. A distância intercondilar é fixa em 110 mm, ângulo de guia condilar fixo em 300 graus e ângulo de Bennet fixo em 150 graus. ➢ ASA - reproduz de forma satisfatória alguns movimentos mandibulares de forma a personalizar para cada paciente, porém sem precisão absoluta. Permite o ajuste, em valores médios, da distância Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 35 49 intercondilar, ângulo de Bennet e inclinação da eminência articular, além da personalização da guia anterior. Sua principal vantagem é a possibilidade do uso do arco facial. É utilizado para análise funcional, enceramento diagnóstico, auxilia no diagnóstico em cirurgia ortognática e ortodontia, elaboração de restaurações protéticas, planos oclusais e guias cirúrgicos (implantes). Pode ser tipo Arcon ou Não-Arcon de acordo com a posição das esferas condilares. a) ASA Não-arcon: esferas condilares no ramo superior, de forma que "as cavidades glenóides" estão no inferior; são mais fáceis de se manipular em RC, uma vez que os ramos não são destacáveis, são mais utilizados para confecção de PT. Limitações: variação do ângulo entre a inclinação condilar e plano oclusal quando os planos de afastam, como por exemplo com a inserção de um registro. b) ASA Arcon: esferas condilares no modelo inferior (tradicional). Componentes: ➢ Ramo inferior: representa a mandíbula, tem as esferas condilares além da mesa incisal. Permite o ajuste da distância intercondilar em três posições: P, M e G. ➢ Ramo superior: pino incisal, representa as "cavidades glenóides", são destacáveis e reguláveis. Pode ser regulada representando a inclinação do teto da eminência (trajetória de protrusão) regulada em 30 graus, quanto da parede medial (trajetória de lateralidade), regulando o ângulo Bennet em 15 graus. Distância intercondilar: é o determinante da morfologia oclusal que influencia principalmente na orientação das cristas e sulcos. Limitação: Pode ser regulada apenas em P, M e G. Compensação - personalização da Guia Anterior. Ângulo da inclinação da eminência articular: 30 graus. Interfere diretamente na altura das cúspides. Quanto maior o ângulo, maior o deslocamento vertical do côndilo durante a protrusão, permitindo cúspides mais altas. ➢ Mesa incisal pode ser de dois tipos: metálica (permite ajuste em graus anteroposterior e lateral) ou de plástico (plana). Ambas permitem personalizar a guia anterior pelo acréscimo de resina autopolimerizável (uso de JIGS). ➢ Arco facial: é componente diferencial deste articulador. Suas principais funções são: • transferir o verdadeiro fechamento mandibular - distância entre o eixo de rotação e os dentes • transferir a posição espacial da maxila em todas as orientações; • transferir a distância intercondilar (secundariamente) A principal limitação é a dificuldade de posicionar as olivas no centro do eixo de rotação terminal condilar. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 36 49 (FGV/PM SP/2022) Nas reabilitações protéticas, a montagem dos modelos no articulador semi-ajustável é uma etapa de grande importância. Nesta etapa, os valores médios recomendados para o ângulo da guia condilar e o ângulo de Bennett são, respectivamente, (A) 15 e 25. (B) 30 e 15. (C) 15 e 30. (D) 25 e 15. (E) 45 e 45. Comentários: Conforme estudamos em nossa aula, o ângulo da guia condilar é 30 e de Bennet é 15. Portanto, gabarito é letra B. ➢ ATA: articulares que são capazes de reproduzir com mais detalhes e precisão a relação das duas arcadas, os determinantes oclusais e a cinemática mandibular. Apresentam o arco facial cinemático que permite a transferência do eixo terminal de rotação e fechamento com quase precisão absoluta, seu custo, dificuldade de manuseio e tempo clínico para montagem restringem sua indicação para pesquisa científica; Através do uso dos articulares é realizada a análise oclusal funcional. Ela é um valioso instrumento capaz de fornecer informações que podem ser determinantes no planejamento restaurador. Nada mais é do que a Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 37 49 observação estática e dinâmica entre a maxila e mandíbula, a relação entre os dentes e os espaços edêntulos, presença de interferências, facetas de desgaste e padrão oclusal existente. Importante! Esse conteúdo é bastante cobrado em provas: Outra definição para o ângulo de Bennett é: inclinação da parede medial da fossa mandibular em relação ao plano sagital mediano visto no plano horizontal. Você também deve dar atenção ao ângulo de Fischer. Ele representa a inclinação da parede superior da fossa mandibular em relação ao plano sagital mediano visto no plano frontal. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 38 49 ==196465== Imagem retiradade: MARCHINI, Leonardo; SANTOS, Jarbas Francisco Fernandes dos. Oclusão dentária: princípios e prática clínica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 39 49 CONSIDERAÇÕES FINAIS Você finalizou o conteúdo oclusão dentária, coruja! Lembre-se de sempre revisar esse conteúdo. Para testar ainda mais seus conhecimentos, faça as questões do PDF. Se você preferir, pode iniciar pela lista de questões, já que não tem os comentários e, em seguida, conferir o gabarito e comentários que fiz no tópico de questões comentadas. Isso te ajudará a forçar mais a sua memória durante a resolução. Para qualquer dúvida, estou disponível no fórum de dúvidas da área do aluno! Deixo abaixo os meus contatos!! Nos vemos na próxima aula!! Abraço da professora Larissa! E-mail: larissaramost@hotmail.com Instagram: https://www.instagram.com/prof.larissaoliveira_ Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 40 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. OKESON, Jeffrey P.. Tratamento das desordens musculares temporomandibulares e oclusão. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 526 p. 2. MEZZOMO, E. Reabilitação oral contemporânea. 1 edição, 2006. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 41 49 ==196465== QUESTÕES COMENTADAS 1. (VUNESP/VALINHOS /SP /2019) O estudo dos movimentos mandibulares é fundamental para o estabelecimento e manutenção de uma oclusão harmônica. Nesse contexto, o ângulo de Bennett é formado A) no movimento de deslizamento no compartimento superior da articulação no plano sagital. B) na trajetória protrusiva da mandíbula no plano horizontal. C) no plano horizontal entre o trajeto do côndilo no lado de balanceio e o plano sagital. D) no movimento mandibular no deslocamento inferolateral com o plano horizontal. E) no plano frontal pelo movimento do côndilo de trabalho na lateralidade. Comentários: A letra C está correta. Ângulo de Bennet (15 graus): representa a angulação do movimento desenvolvido pelo côndilo no lado de balanceio (não trabalho) - para frente, baixo e dentro. Tem influência direta sobre a altura das cúspides, de forma que quanto mais horizontal for a resultante do movimento mais baixas devem ser as cúspides. Limitação - "parede medial" reta, na ATM é curva, assim como na inclinação da eminência. Compensação - limita-se o movimento lateral até no máximo 5 mm 3. (FCC/ TRT-BA/2013) Na biomecânica da articulação temporomandibular durante a abertura da boca, A) o côndilo se move para o lado de fora da fossa e o disco gira anteriormente no côndilo, ao redor da inserção do ligamento capsular. B) o côndilo se move para o lado de fora da fossa, o disco gira posteriormente no côndilo, ao redor da inserção dos ligamentos colaterais discais. C) o côndilo se move para o lado de dentro da fossa e o disco gira posteriormente no côndilo, ao redor da inserção do ligamento capsular. D) o côndilo se move para o lado de dentro da fossa e o disco gira anteriormente no côndilo, ao redor da inserção dos ligamentos colaterais discais. E) o côndilo se move para o lado de dentro da fossa e o disco gira anteriormente no côndilo, ao redor da inserção do ligamento capsular. Comentários: Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 42 49 A letra B está correta. Na biomecânica da articulação temporomandibular, durante a abertura da boca, o côndilo se move para o lado de fora da fossa, o disco gira posteriormente no côndilo, ao redor da inserção dos ligamentos colaterais discais. 4. (VUNESP/Prefeitura de Morro Agudo/SP/2020) Considerando os conceitos de oclusão dentária, assinale a alternativa correta. a) Movimento protrusivo, guia anterior – é quando as bordas dos incisivos inferiores contatam a concavidade palatina dos superiores, desocluindo todos os dentes posteriores. b) Guia canina – é quando a mandíbula se desloca lateralmente e um grupo de dentes posteriores inferiores, através de suas vertentes vestibulares lisas, contatam contra as vertentes triturantes dos dentes posteriores superiores, desocluindo todos os demais dentes. c) Lado de trabalho – é o lado oposto àquele ao qual a mandíbula se deslocou. É importante que não haja contatos dentários nesse lado, pois são danosos aos sitema mastigatório devido à quantidade e ao direcionamento das forças por ele gerados. d) Função em grupo – é quando a desoclusão dos dentes em lateralidade é feita exclusivamente pelo canino e todos os demais dentes ficam sem contato, ou seja, os caninos promovem o contato dentário no lado de balanceio. e) Dimensão vertical – é o espaço, observado em repouso, entre as superfícies oclusais e incisais que varia de pessoa para pessoa, mas tem em média 3 mm. Comentários: A letra A é a correta. A guia anterior ou guia incisiva é quando os dentes inferiores anteriores deslizam pela concavidade palatina dos dentes anteriores superiores, e deve providenciar a desoclusão posterior total (Fenômeno de Christensen). A letra B está incorreta. Na guia canina, o canino inferior desliza-se na cavidade palatina do canino superior, desocluindo os demais dentes do lado de trabalho e do lado de balanceio. A letra C está incorreta. No lado de trabalho, lado para qual a mandíbula se move ocorre o deslizamento das cúspides vestibulares inferiores sob as vertentes triturantes das cúspides vestibulares superiores. A letra D está incorreta. Na medida que a mandíbula se movimenta, vai ocorrendo desoclusão progressiva dos dentes posteriores do lado de trabalho, chamada de função em grupo. A letra E está incorreta. Esta alternativa mostra o conceito correto do espaço funcional livre (EFL). Já a dimensão vertical (DV) é a distância existente entre a maxila e a mandíbula no sentido vertical. Ela pode ser medida quando a mandíbula se encontra em repouso muscular (DVR) ou quando os dentes estão em oclusão (DVO). Essas medidas são tomadas com a régua de Willis. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 43 49 5. (FGV/PREFEITURA DE PAULÍNIA/SP/2016): Leia o fragmento de texto a seguir. “_____ é a relação maxilo-mandibular onde os côndilos estão centralizados nas fossas mandibulares, apoiados sobre as vertentes posteriores das eminências articulares, com os respectivos discos articulares interpostos, enquanto que a _____ é a posição maxilo-mandibular na qual ocorre o maior número possívelde contatos entre os dentes superiores e inferiores, independentemente da posição condilar. Quando existe coincidência entre ambas as posições, o termo _____ é aplicado.” A) Posição de oclusão cêntrica-máxima intercuspidação habitual- relação de oclusão. B) Relação cêntrica – máxima intercuspidação habitual – oclusão em relação cêntrica. C) Relação cêntrica – oclusão em relação cêntrica –máxima intercuspidação habitual. D) Oclusão em relação cêntrica – relação central – posição de estabilidade ortopédica. E) Relação cêntrica – máxima intercuspidação habitual – posição de estabilidade ortopédica; Comentários: A letra B é o gabarito correto da questão. A relação cêntrica é a posição craniomandibular na qual o côndilo e o disco estão firmemente alojados na posição ÂNTERO-SUPERIOR da cavidade glenóide, fixados por ligamentos e músculos, ou: A relação central (cêntrica) pode ser definida como a relação mais retruída da mandíbula com a maxila, com os côndilos em uma posição mais posterior e não forçada na fossa glenóide, a partir da qual os movimentos laterais podem ser feitos a uma determinada dimensão vertical. Trata-se da relação maxilomandibular em que o complexo disco-côndilo ocupa a posição mais anterior e superior contra a forma da eminência articular. A máxima intercuspidação hábitual é a posição de acomodamento maxilo mandibular e com a posição dentária com os maiores contatos oclusais (maioria absoluta das pessoas não coincide com RC, 90% da população). Os côndilos são levados para baixo, ocorrendo máximo contato dentário. A Relação de oclusão cêntrica é quando a MIH coincide com a RC. 6. (FCC/TRT/PE/2012) Paciente com 38 anos de idade, sexo feminino, apresenta disfunção temporomandibular. Os objetivos do tratamento para uma posição músculo-esqueleticamente estável por meio da terapia oclusal permanente consistem em possibilitar que os: A) discos articulares permaneçam interpostos entre o tecido fibroso adaptativo e a fossa, reduzindo a dor da paciente. B) contatos ocorram entre as pontas de cúspides cêntricas e as superfícies planas quando a mandíbula é fechada. C) côndilos permaneçam em repouso na posição mais súpero-posterior contra as vertentes posteriores das eminências articulares. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 44 49 D) contatos dos dentes anteriores sejam mais proeminentes que os contatos dos dentes posteriores na posição com a cabeça ereta. E) dentes posteriores contatem e os dentes anteriores desocluam quando a mandíbula se move excentricamente. Comentários: A letra B está correta. Os objetivos do tratamento para a posição músculo-esqueleticamente estável são: 1 - Os côndilos estão em repouso na sua posição mais súpero-anterior contra as vertentes posteriores das eminências articulares. 2 - Os discos articulares estão interpostos apropriadamente entre o côndilo e a fossa. Nesses casos, quando uma desordem de desarranjo do disco tiver sido tratada, o côndilo poderá articular sobre o tecido fibrosos adaptativo com o disco ainda mal posicionado ou deslocado. Essa posição não é ideal, mas é considerada adaptativa e funcional na ausência de dor. 3 - Quando a mandíbula é fechada na posição de máxima estabilidade (ME), os dentes posteriores contatam-se simultaneamente e de maneira uniforme. Todos os contatos ocorrem entre as pontas de cúspides cêntricas e as superfícies planas, direcionando as forças oclusais para o longo eixo do dente. 4 - Quando a mandíbula se move excentricamente, os dentes anteriores contatam-se e desocluem os dentes posteriores. 5 - Na posição com a cabeça ereta (posição de alerta), os contatos dos dentes posteriores são mais proeminentes que os contatos dos dentes anteriores. 7. (UFTM/MG/ODONTÓLOGO/2018) Em Odontologia o entendimento e estudo da oclusão é primordial. Sobre Oclusão, assinale a alternativa CORRETA: A) Máxima Intercuspidação Habitual (MIH) é uma posição craniomandibular onde o côndilo e o disco estão firmemente alojados na posição mais posterior e superior da cavidade glenóide. B) Relação Cêntrica (RC) é uma posição craniomandibular onde o côndilo e o disco estão firmemente alojados na posição mais posterior e superior da cavidade glenóide. C) Relação Cêntria (RC) é uma posição craniomandibular onde o côndilo e o disco estão localizados na posição mais anterior e superior da cavidade glenóide. D) Máxima Intercuspidação Hábitual (MIH) é representada quando existe o maior número de contatos dentais coincidindo com a posição de RC. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 45 49 Comentários: A letra A está incorreta. A MIH é a posição dentária com os maiores contatos oclusais. Os côndilos são levados para baixo, ocorrendo máximo contato dentário. A letra B está incorreta. Relação Cêntrica (RC) é uma posição craniomandibular onde o côndilo e o disco estão localizados na posição mais ANTERIOR e superior da cavidade glenóide. A alternativa afirma que seria posterior, por isso está incorreta. A letra C está correta. Relação Cêntrica (RC) é uma posição craniomandibular onde o côndilo e o disco estão localizados na posição mais anterior e superior da cavidade glenóide. A letra D está incorreta. A definição de MIH é a posição dentária com os maiores contatos oclusais. Os côndilos são levados para baixo, ocorrendo máximo contato dentário. Quando a MIH coincide com a RC ocorre a relação de oclusão cêntrica (ROC). 8. (Prova do Exército/VUNESP/2021) Os arcos dentários apresentam-se ligeiramente curvos, o que pode ser observado ao se colocar um modelo do arco superior numa mesa, verificando sua convexidade, ao passo que o inferior é côncavo. Em relação às curvas de compensação, assinale a alternativa correta. (A) A curva de Wilson estende-se bilateralmente, tocando as cúspides vestibulares e linguais dos dentes inferiores posteriores. (B) A manutenção da curva de Wilson é importante nos movimentos anteroposteriores da mandíbula, a fim de permitir um adequado relacionamento entre os arcos. (C) A curva de Wilson é uma curva de compensação sagital. (D) Os arcos dentais decíduos apresentam curva de Spee mais acentuada. (E) A curva de Spee é resultante da inclinação lingual das coroas dos dentes inferiores posteriores. Comentários: A letra A está correta. É a curvatura dos dentes no sentido vestibulolingual (de um lado a outro da arcada dentária), no plano frontal, que passa pelas cúspides vestibulares e linguais dos dentes posteriores de ambos os lados. A letra B está incorreta. Curva de Spee: É a curvatura anatômica anteroposterior do alinhamento oclusal dos dentes inferiores, vista no plano sagital, que passa pelo ápice das cúspides vestibulares, de canino até o último dente do hemiarco, em direção à borda anterior do ramo ascendente da mandíbula A letra C está incorreta. Spee é compensação sagital A letra D está incorreta. Os arcos dentais decíduos apresentam ausência de curva de spee e wilson Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 46 49 ==196465== A letra E está incorreta.Curva de Wilson: É a curvatura dos dentes no sentido vestibulolingual (de um lado a outro da arcada dentária), no plano frontal, que passa pelas cúspides vestibulares e linguais dos dentes posteriores de ambos os lados. 9. (Instituto AOCP/PM-GO/2022) Paciente de 26 anos, do sexo feminino, comparece ao consultório relatando sensibilidade em decorrência de estímulos térmicos especificamente no dente 15. A paciente relata que há cerca de um ano finalizou o tratamento ortodôntico. Ao exame clínico, percebe-se a presença de lesão cervical não cariosa na face vestibular do dente em questão. Também se percebe, durante a análise da oclusão com carbono, que há interferência entre o dente 15 e seu antagonista em lateralidade no lado de trabalho. Antes de realizar o procedimento restaurador da lesão, é indicado o ajuste oclusal prévio, o qual deve ocorrer por meio de desgaste A) da ponta de cúspide do dente 45. B) do fundo de fossa do dente antagonista, caso a paciente faça o movimento de trabalho em guia Canino. (C) nas vertentes triturantes do dente 15. (D) nas vertentes internas das cúspides de não suporte. (E) da vertente lingual da cúspide funcional do dente 45. Comentários: A letra D está correta. Vamos relembrar alguns conceitos: cúspides suporte ou cêntricas são as VIPS (VESTIBULAR DOS INFERIORES, PALATINA DOS SUPERIORES). Elas são as cúspides de trabalho, que não podem ser desgastadas. Logo, teremos que eliminar todas as alternativas que sugerem o desgastas dessas cúspides. Os ajustes oclusais são feitos em três momentos: Relação cêntrica, lateralidade, protrusão. Mas não podem ser feitos nas cúspides suporte, ok? Logo, só restaria a alternativa D como resposta possível. 10. (Inst. AOCP/PM-GO/2022) O entendimento dos princípios da oclusão começa com o registro da relação cêntrica para questões de diagnóstico e tratamento de disfunções temporomandibulares ou mesmo reabilitações bucais extensas. Com base nesse princípio, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. A relação cêntrica pode ser definida como a relação da mandíbula com a maxila quando o conjunto côndilo-disco propriamente alinhado está na posição mais ____________ contra o / a ____________________________, independentemente da posição dos dentes ou da dimensão vertical. (A) anteriorizada / coxim retromolar (B) posterior / polo medial do côndilo (C) superior / feixe inferior do ligamento posterior Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 47 49 (D) retruída / coxim retromolar (E) superior / eminência articular Comentários: A letra E está correta. Relação cêntrica (RC) é a posição de eleição para reabilitações complexas, por ser uma posição de referência. É posição craniomandibular na qual o côndilo e o disco estão firmemente alojados na posição mais anterossuperior da cavidade glenóide, fixados por ligamentos e músculos. É praticamente imutável, fisiológica e reproduzível, sendo o ponto de partida para exames diagnósticos e tratamentos restaurador e de problemas oclusais, independente de contatos dentários e pode ser determinada pela manipulação mandibular. Trata-se da relação maxilomandibular em que o complexo disco-côndilo ocupa a posição mais anterior e superior contra a forma da eminência articular. 11. (Inst. AOCP/PM-GO/2022) Na reabilitação total com próteses fixas da arcada superior de uma paciente com 72 anos de idade, após a instalação das próteses provisórias fixas, percebeu-se, durante o movimento excursivo de protrusão, contato de todos os dentes posteriores com seus antagonistas. Visando à harmonia oclusal, sem considerar a estética, mas considerando a estabilidade do sistema estomatognático a longo prazo, deve-se providenciar o/a (A) diminuição do trespasse vertical dos dentes anteriores, possibilitando a desoclusão dos dentes posteriores no movimento protrusivo. (B) diminuição da altura das cúspides dos dentes posteriores da arcada antagonista. (C) diminuição da altura das cúspides das próteses provisórias instaladas nos dentes posteriores. (D) aumento da concavidade da face palatina das próteses provisórias dos dentes anterossuperiores. (E) aumento do trespasse vertical dos dentes anteriores, possibilitando a desoclusão dos dentes posteriores no movimento protrusivo. Comentários: A letra E está correta. Trata-se do conceito de oclusão mutuamente protegida: referência de tratamento oclusal em reabilitação protética extensa. Proteção dos dentes posteriores nos movimentos excursivos pela guia anterior e proteção dos anteriores através da oclusão posterior sem contatos anteriores. Cássia Reginato, Larissa Oliveira Ramos Silva, Mirela Sangoi Barreto, Renata Pereira de Sousa Barbosa, Stefania Maria Bernardi Possamai Marques Aula 19 - Prof.ª Larissa Oliveira TRT-CE 7ª Região (Analista Judiciário - Apoio Especializado - Odontologia) Conhecimentos Específicos - 2024 (Pós-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br 00257431713 - Tahy yy 48 49