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Pincel Atômico - 14/08/2024 20:14:43 1/5 CRISTIANE DUARTE SCHMITZ Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 6 (21587) Atividade finalizada em 14/08/2024 20:14:30 (1968634 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [1073577] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 3] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MARC/2024 - SGegu0A130324 [118540] Aluno(a): 91589390 - CRISTIANE DUARTE SCHMITZ - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 3,33 pontos como nota [359297_1319 72] Questão 001 Sobre a mímeses em Platão é correto afirmar: I- É uma imitação afastada três graus do mundo das formas. II- Não devia ter lugar na cidade ideal. III- A arte mimética é boa porque é educativa. IV- O poeta, diferente do artesão, produz uma imitação não utilitária. X Apenas I, II e VI são corretas Apenas I e VI são corretas. Apenas I e III são corretas. Apenas II e III são corretas. Apenas II e IV são corretas. [359297_1330 15] Questão 002 (INSTITUTO AOCP - 2019 - adaptado) O Mito da Caverna, de Platão, estabelece uma relação interna ou intrínseca entre paideia (educação) e aletheia (verdade): a filosofia é educação ou pedagogia para a verdade. Sobre o Mito da Caverna e o conceito de verdade em Platão, assinale a alternativa INCORRETA. A relação entre paideia e aletheia é proposta pelo mito com a analogia entre os olhos do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, também o espírito sofre um ofuscamento no primeiro contato com a luz da ideia do Bem, que ilumina o mundo das ideias. X Platão abandonou o antigo conceito de verdade, isto é, a evidência como adequação entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a inteligência, obtida apenas pelas operações da própria alma e o substituiu por aquele em que o próprio ser se manifesta no mundo e ao mundo. A trajetória realizada pelo prisioneiro é a descrição da essência do homem (um ser dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento intelectual das ideias). Essa destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade. É uma alegoria retirada de “A República” de Platão, que fala sobre o conhecimento verdadeiro e o governo político. O Mito da Caverna preserva o antigo sentido da aletheia como não esquecimento e não ocultamento da realidade, pois aletheia é o que é arrancado do esquecimento e do ocultamento da realidade, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o corpo. Pincel Atômico - 14/08/2024 20:14:43 2/5 [359297_1330 17] Questão 003 (IF-RR – 2015) - Acaso não existem três formas de cama? Uma que é a forma natural, e da qual diremos, segundo entendo, que Deus a confeccionou. Ou que outro Ser poderia fazê-lo? - Nenhum outro, imagino. - Outra, a que executou o marceneiro. - Outra, feita pelo pintor. Ou não? - Sim. - Logo, pintor, marceneiro, Deus, esses três seres presidem aos tipos de cama. PLATÃO. A república. São Paulo: Martin Claret, 2000: 295. (adaptado) No diálogo do Livro X de “A República”, o autor discorre sobre o processo mimético, ou seja, a relação imitativa entre as formas naturais e poéticas. A partir da reflexão do fragmento platônico, música e músico estariam posicionados como imitadores de 1ª categoria como o marceneiro. presentes nas três formas e, portanto, ocupando as três posições de criação. X igualados à função de imitadores da imitação como o pintor excluídos do processo mimético. próximos à forma natural e semelhantes a Deus. Pincel Atômico - 14/08/2024 20:14:43 3/5 [359297_1330 26] Questão 004 Sobre mito da Caverna, de Platão é que: I - Que aquele que conhece o mundo apenas através das sombras das formas, não chegou a conhecer a verdade das coisas. II - Que aquele que vê o mundo apenas através das sombras das formas, vê que as formas correspondem aos objetos. III – A literatura, como toda arte, é uma sombra distante três vezes da forma ideal. II, apenas. I, apenas. X I e II, apenas. II e III, apenas. Pincel Atômico - 14/08/2024 20:14:43 4/5 I, II e III. [359297_1330 23] Questão 005 Por isto, Wolfgang Iser reconhece a necessidade da literatura neste efeito de perspectiva, vale dizer, na sua propriedade de obrigar o leitor, ao identificar-se com um personagem, ou com o narrador, a olhar-se, e ao mundo por um ângulo novo, por um ângulo inusitado – por uma nova perspectiva. As consequências estéticas, psicológicas e éticas desta perspectivação podem ser radicais, obrigando-nos não só a compreendermos que a realidade, em última instância, nos é inacessível – só temos acesso, no máximo, à sua sombra. A realidade nos é inacessível porque ela engloba tudo o que existe e todas as perspectivas possíveis. (BERNARDO, Gustavo. O conceito de Literatura. In: JOBIM, José Luís (Org.) Introdução aos termos Literários. Rio de Janeiro: Eduerj, 1999). Ao dizer que a realidade nos é inacessível, que apenas acessamos a sua sombra, Gustavo Bernardo refere-se à mimeses aristotélica. à teoria da contingência platônica. à ideia de peripécia e catarse. X à teoria da ideia platônica. ao mito grego de Narciso. [359297_1330 19] Questão 006 (Colégio Pedro II – 2016 - adaptado) – Então, tomemos dessas pluralidades a que quiseres; a seguinte, por exemplo, se estiveres de acordo: leitos há muitos, e também mesas. – Como não? – Porém para todos esses móveis só há duas ideias: a ideia do leito e a ideia da mesa. – Certo. – Costumamos, também, dizer que os obreiros desses móveis têm em mira a ideia segundo a qual um deles apronta leitos e outros as mesas de que nos servimos, e assim para tudo o mais. Porém a ideia em si mesma, o obreiro não fabrica. Como o poderia? (PLATÃO. A República – livro X. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p. 553) O trecho citado, retirado do Livro X da República de Platão, expressa o reconhecimento da forma de leito e de cadeira por reminiscência. a crítica à imitação como afastamento da verdade em três graus. Um elogio à imitação como forma exemplar de contemplação do real. um caso tipificado de contemplação das formas pela experiência. X uma explicação do uno e do múltiplo pressupondo a teoria das ideias. [359297_1319 63] Questão 007 Que a poesia assumiu desde cedo propensão educativa, prova-o o fato de Psístrato, modernizador da sociedade ateniense durante o século VI a.C., ter organizado os concursos de declamação das epopeias: com isso, reconheceu que elas ofereciam ao povo padrões de identificação, imprescindíveis para ele se perceber como uma comunidade, detentora tanto de um passado comum, quanto de uma promessa de futuro, constituindo uma história que integrava os vários grupos étnicos, geográficose linguísticos da Grécia. (Regina Zilberman. Sim, a Literatura educa. In: Literatura e Pedagogia, 1990, p. 12) Com é passível de perceber no trecho acima de Regina Zilberman, a literatura tinha uma “propensão educativa” na Grécia antiga. É justamente por isso que acaba rechaçada por Platão. Por ser corresponder ao discurso filosófico e se aproximar das formas ideais não podia ser boa fonte de conhecimento e ensino. Pincel Atômico - 14/08/2024 20:14:43 5/5 Por ser não corresponder a verdade das formas ideais mesmo que afastada apenas uma vez dessas. X Por não corresponder a verdade das formas ideais não podia ser boa fonte de conhecimento e ensino. Por ser demasiadamente imagética e não chocar os aprendizes não podia ser boa fonte de conhecimento e ensino. Por ser demasiadamente realista e chocar os aprendizes não podia ser boa fonte de conhecimento e ensino. [359297_1330 21] Questão 008 (Colégio Pedro II – 2016 -adaptado) A arte de imitar está muito afastada da verdade, sendo que por isso mesmo dá a impressão de poder fazer tudo, por só atingir parte mínima de cada coisa,simples simulacro. O pintor, digamos, é capaz de pintar um sapateiro, um carpinteiro ou qualquer outro artesão, sem conhecer absolutamente nada das respectivas profissões. No entanto, se for bom pintor, com o retrato de um carpinteiro, mostrado de longe, conseguirá enganar pelo menos crianças ou pessoas simples e levá-las a imaginar que se trata de um carpinteiro de verdade. (PLATÃO. A República (Livro X). In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p. 558.) Sobre a relação entre arte e verdade, assinale a alternativa correta, segundo o pensamento platônico. A arte imitativa é positiva porque permite ao fruidor através da mimese escapar do real e vivenciar experiências que jamais vivenciaria se não fosse pela arte. Existe um valor positivo da arte imitativa, mas no âmbito da cidade ela era corrosiva, pois, em relação à verdade, desloca a atenção que a política necessitava As obras de arte são necessárias para uma aproximação da verdade, mas apenas no âmbito privado, negando dessa forma, sua função na cidade e, portanto, deveriam ser excluídas. X As obras de arte estão distanciadas três graus da realidade, e, por isso, estão muito distantes da representação da verdade Não poderíamos nos aproximar da verdade por meio das obras de arte, uma vez que elas apresentam somente uma representação das ideias