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12/08/2021 Ministrada – Dra. Marluane Bévena Rodrigues Lopes 
Saúde Materno Infantil ll 
Pneumonias 
PEDIATRIA 
Pneumonias comunitárias 
Caso clinico 
• Criança, 18m com secreção e obstrução nasal, + tosse seca. Medicada com SF nasal e xarope para tosse. No 
5° dia: febre súbita (39,5 °C), calafrios, recusa alimentar, gemência e “respiração cansada”. Apresentou 3 
episódios de vômitos. 
• Está dormindo (gemente) no colo da mãe. 
• FC: 136 
• FR: 72. 
• Batimentos aletas nasais 
• Tiragem inter e subcostal 
Diagnóstico? Pneumonia 
O principal sintoma que crianças apresentam que nos levam a pensar em 
pneumonia é a frequência respiratória reduzida. 
Anatomia Pulmonar 
• V.A.C → Brônquios e bronquíolos 
• V.A.P → BRs até alvéolos (ÁCINO) - Parênquima 
• Tec.conjuntivo sustentação → INTERSTÍCIO 
• Tec. seroso revestimento → Pleuras 
Pneumonia = inflamação do parênquima pulmonar e/ou tecido intersticial 
Vias de infecção 
A infecção pode chegar ao pulmão por meio da via respiratória (inalação ou respiração) ou pela via hematogênica 
(tec. Cutâneo, gastrointestinal ou vias uterinas) onde acende até o pulmão, levando a uma pneumonia 
Sistema de defesa 
• Sistema mucociliar 
• Tosse e reflexos respiratórios 
• Sistema imunológico 
Patogenia 
VAI → estéril → tosse + reflexos respiratórios sistema muco-ciliar e sistema imunológico 
Mecanismo de tosse – 
A disseminação de vírus e por meio da lesão epitelial o que leva a edema, acumulo e secreção e desbridamento de 
célula, causam a obstrução das vias respiratórias levando o paciente a ter uma hipoxemia 
12/08/2021 Ministrada – Dra. Marluane Bévena Rodrigues Lopes 
As bactérias podem ascender por via hematogênica de outros focos, ou podem ser bactérias que estão colonizando 
a traqueia, e por via hematogênica além da pneumonia podem causa uma bacteremia, onde as bactérias chegam ate 
a traqueia 
Fatores predisponentes 
• IVAS 4-6 anos→ 2-3% evoluem para Pneumonia e 1 a 10% óbito 
• Brasil 2016 886 óbitos 
• Aleitamento materno inadequado 
• Vacinação incompleta 
• Desnutrição 
• Poluição (tabaco) 
• Imunodeficiência 
• Abuso de antibiótico 
• Doenças de base (neuro-encefalopatias, cardiopatias congênitas, cromossomopatias, etc) 
• Manipulações ap. respiratório: VM, entubação 
• RN-prematuro, baixo peso 
• Parto prolongado, ruptura precoce bolsa 
• Amniocentese-amnionite 
Classificação quanto a gravidade 
• História compatível e taquipneia 
o Asma 
o Bronquiolite – geralmente nos 6 primeiros meses de vida 
 
• Pneumonia leve (não grave) 
o > 2 meses + taquipneia (com ou sem tiragem intercostal) – trata ambulatorialmente e reavaliar 
• Pneumonia grave 
o < 2 meses – conduta é sempre internar 
o > 2 meses: tiragem subcostal 
• Pneumonia muito grave 
o < 2 meses: sonolência, convulsão, estridor em repouso, sibilância, apneia, febre alta ou hipotermia, 
recusa de mamadas, cianose. 
o > 2 meses: sonolência, convulsão, estridor em repouso, febre alta, vômitos incoercíveis, desnutrição, 
recusa de líquidos, toxemia. 
Classificação quanto a imagem radiológica 
• Grupo 1: lobar, segmentar ou lobular confluente ou não. 
• Grupo 2: intersticial 
• Grupo 3: parenquimatosa com ou sem cavidades e/ou derrame pleural. 
 
 
12/08/2021 Ministrada – Dra. Marluane Bévena Rodrigues Lopes 
Quadro clinico 
• Início: “Resfriado” 
• Febre: 
o Viral – baixa 
o Bacteriana – Alta 
• Calafrios 
• TAQUIPNÉIA 
• Esforço respiratório 
• Tiragem – inter e sub-costais, supra esternal 
• Batimentos nasais 
• Cianose – fadiga respiratória – apnéia (lactentes jovens) 
• Crepitações 
• Sibilância – roncos 
• Diminuição dos sons respiratórios 
• Broncofonia – sopro tubário - pectoriloquia – egofonia 
• Macicez 
• Fígado rebaixado – por conta do edema 
Taquipneia 
 
 
 
 
 
 
Taquipneia é o principal fator para pensar em pneumonia ATÉ OS 5 ANOS!! 
Caso clinico – Exame físico 
• M.E.G, descorado, mucosa oral seca, enoftalmia discreta, turgor 
subcutâneo diminuído. Saturação O2= 90%. FC: 136 FR: 72 
• Sopro tubário e estertores finos em regiões escapular e axilar superior 
direitas + submacicez a percussão. 
• Fígado 2,5 cm abaixo RCD em linha hemiclavicular. 
• Abdome pouco distendido. Auscultou-se 1 RHA em 3 minutos. 
Classificamos a pneumonia desse paciente como grave p/ muito grave. 
Exames laboratoriais 
• Leucograma: 
o Viral: normal ou < 20.000/mm3 → LINFÓCITOS 
o Bact.: 15 a 40.000 → principalmente GRANULÓCITOS (desvio a esquerda) 
• Detecção: 
o Vírus: Reagentes: VSR, Parainf., Inf., Adeno. 
o Bact.: Hemocultura (mandatório): 10-30% (Pneumo) 
o ASLO 
o Cultura liquido pleural 
12/08/2021 Ministrada – Dra. Marluane Bévena Rodrigues Lopes 
Etiologia 
 
Tratamento 
• Para crianças < 2 meses 
o 1ª escolha normalmente é a 
ampicilina + aminoglicosídeos OU 
ampicilina + cefalosporina de 3ªG OU 
na suspeita de C. trachomatis 
podemos entrar com Eritromicina 
 
 
• Para crianças < 2 meses 
o AMBULATORIAL 
▪ Amoxicilina ou Penicilina 
Procaina OU em suspeita de C. trachomatis, C. pneumoniae, M. pnuemoniae ou B. perturssis 
usamos Nitromicina. 
▪ Se em 48h não houver melhora lançamos mão de Amoxicilina + Clavulanato OU 
Cefalosporina de 2ªG 
o HOSPITALAR 
▪ Grave → Penicilina cristalina OU Ampicilina 
▪ Muito grave → Oxacilina + Cloranfenil OU Oxacilina + Ceftriaxona 
▪ Se em 48-72h não houver melhora consideramos Vancoicina + Ceftriaxona (derrame, 
abscesso, imunodepressão ou Estafilococo resistente) 
Tratamento – empírico 
• Viral = sem antibiótico? 
Casos leves: 
• Ambulatorial: 
o Amoxi 
o Amoxi-clav 
o Acetil-cefuroxima 
o Macrolídeo 
 
IMPORTANTE!! 
12/08/2021 Ministrada – Dra. Marluane Bévena Rodrigues Lopes 
• Hospitalar: 
o Penicilina 
o Influenza: amoxi-Clav 
o Ampicilina 
o Amoxi-Clav 
o Cefuroxima 
o Oxacilina 
o Cefalosporina 3ª 
o Vancomicina 
o Clindamicina 
o Macrolídeo 
Caso clinico – paciente resultados 
• Hemácias: 3.600.000 
• Hb: 9,6 g/dl 
• Ht: 28 
• VHS = 42 mm 1° hora. 
• PCR: 54 mg/dl 
• Leucócitos: 18.000 (aumentado) com neutrofilia e formas jovens 
• Plaquetas normais 
• Hemocultura: aguarda resultado 
Trat. hospitalar: 
• Hidratação venosa (estava muito desidratada) 
• Oxigênio 
• Oxacilina + ceftriaxone (foi tratado como uma pneumonia muito grave) 
Caso clinico – reavaliação 
• 72hs após: 
o REG., hidratado, acianótico, febre intermitente, já aceitando pouca alimentação, sem vômitos. 
o FC: 110 FR:52 Sat. O2 =97% 
o Tiragem Intercostal, MV diminuído, estertores finos e sopro tubário em região escapular e axilar sup 
direita. Submacicez 
o Abdome plano, RHA normais 
o Leucócitos: 22.000 – neutrofilia absoluta 
o linfopenia relativa 
o Hemocultura: negativa 
Duração Tratamento 
• Quando a criança está internada se 72hs afebril podemos 
mudar o ATB para VO 24hs + alta hospitalar e ATB para 
completar 7-10 dias de tratamento 
Complicações 
• Pneumatocele 
• Abcesso pulmonar 
• Derrame pleural 
• Empiema 
• Pericardite 
• Bacteriemia Sepsis 
12/08/2021 Ministrada – Dra. Marluane Bévena Rodrigues Lopes 
• Meningite 
• Artrite supurativa 
• Osteomielite

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