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SAÚDE DA Criança INFECÇÕES RESPIRATÓRIASRESPIRATÓRIAS Trato respiratório superior: rinofaringite, amigdalite e otite. Trato respiratório inferior: pneumonias e bronquiolite. Doenças chiadoras: asma e bronquite. Obstrução nasal, rinorréia inicialmente aquosa tornando-se espessa e purulenta, - garganta irritada e dolorida, - espirros - febre. Reavaliação: dificuldade para respirar+ febre alta ou se, sintomas prolongados Ingestão de líquidos Aplicação de solução salina Umidificar o ambiente Tratamento sintomático: anti-térmicos RINOFARINGITERINOFARINGITE SINTOMAS GERAIS MANEJO AMIGDALITEAMIGDALITE Doença inflamatória da orofaringe caracterizada por eritema ou não de exsudato. ( 75% viral) (20-40% bacteriano) Viral: Amígdalas inchadas e vermelhas, vermelhidão na garganta. Bacteriana: Úvula inchada, pus, amígdalas inchadas e vermelhas, vermelhidão na garganta e língua com saburra cinza. CONCEITO Afecção infecciosa aguda, que caracteriza-se como um Processo Inflamatório Obstrutivo das vias aéreas Inferiores. Inflamação dos bronquiolos. ETIOLOGIA + de 75% dos casos: Vírus Sincicial respiratório (VSR subtipos A e B) Outros vírus: Parainfluenza 1, 2 e 3 Adenovírus e o Rinovírus Raramente: Enterovírus e o Vírus Influenza (tipos A e B). Inflamação do ouvido médio causada por infecção viral (Haemophilus influenzae) e bacteriana (Streptococcus pneuminiae). Diagnóstico comum em crianças 30-60% das terão pelo menos um episódio na primeira idade. 10-20% terão três ou mais. 80% terão pelo menos um episódio até os 3 anos de idade. otiteotite Otite média: inflamação do ouvido médio. Otite média aguda: início rápido e súbito dos sinais e sintomas, durando aproximadamente 3 semanas. Otite média supurativa: inflamação do ouvido médio em que uma coleção de líquido está presente no espaço do ouvido médio. Otite média supurativa crônica bronquiolitebronquiolite O diagnóstico é eminententemente clínico. Onde os sinais e sintomas são: coriza, tosse, irritabilidade, febre. EPIDEMIOLOGIA crianças de até dois anos de idade pico de incidência aos 6 meses em países desenvolvidos relacionado a ambientes superpovoados no Brasil comum a partir de 2-3 meses de vida Após período de incubação de 4 a 6 dias: Lise celular e necrose de epitélio respiratório Processo Inflamatório local Edema tecidual (submucosa) Aumento da secreção que se acumula na luz dos bronquíolos Processo Obstrutivo Cuidados gerais – casos leves • Internação hospitalar • Oxigenioterapia • Hidratação • Broncodilatadores (atenção) • Corticoterapia (atenção) Etiologia: viral (adenovirus, influenza) ou bacteriana (Mycoplasma pneumoniae é comum em crianças com mais de 6 anos). A bronquite aguda é uma doença respiratória aguda, com tosse intensa e prolongada, que persiste por mais tempo após o desaparecimento dos outros sintomas respiratórios. A doença pode tornar a árvore brônquica mais sensível ao ar frio e a poluentes como a fumaça do cigarro, fazendo com que a criança tenha tosse intensa quando se defronta com tais situações Sintomas: tosse seca que agrava a noite e se torna produtiva em 2 a 3 dias. • Diagnóstico: exame clínico (ausculta pulmonar) e Rx de tórax para afastar diagnóstico de pneumonia. • Tratamento sintomático: analgésicos, antitérmicos, xaropes e umidade. fisiopatologia tratamento bronquitebronquite Doença obstrutiva das vias aéreas, reversível, crônica, caracterizada por sibilos, causada por espasmo dos brônquios ou edema de suas mucosas, após exposição a vários estímulos. Comumente resulta do processo alérgico na traquéia e brônquios a irritantes. • Incidência maior em áreas urbanas • Irritantes – Infecções virais, poluição do ar, poeira, fumaça, fungo, alguns alimentos, pêlos de animais, perfume, mudança de temperatura brusca, exercício e estresse. Espasmo brônquico, inflamação e edema da mucosa e produção de muco espesso ▪ resultando em aumento da resistência das vias aéreas, ▪ fechamento das vias aéreas, ▪ hiperinsuflação, aumento do trabalho respiratório e troca gasosa comprometida. Inflamação do parênquima pulmonar (brônquios, bronquíolos, alvéolos-interstício) causada por diferentes microrganismos incluindo bactérias, microbactérias, clamidia, micoplasma, fungo, parasitas e vírus ou por aspiração. Agente mais comum – Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e haemofilus influenza Pneumonia => os pulmões ficam rígidos => hipóxia => respiração rápida. • Pneumonia grave => mais rígidos => tiragem subcostal Diagnóstico: A) Exame clinico completo (prioriza-se: inspeção, ausculta pulmonar, temperatura corporal e padrão respiratório) B) Exames complementares (Rx de tórax, Leucograma) asmaasma fisiopatologia Aliviar o broncoespasmo: - Ensinar pais a usar a medicação prescrita - Ensinar a reconhecer sintomas e sinais de crises - Ensinar a usar o aerossol - Ensinar a usar o inalador cuidados pneumoniapneumonia Tiragem Subcostal - sinal mais importante para o diagnóstico de pneumonia grave. Pode causar infecções nas vias respiratórias, principalmente em crianças menores de cinco anos. Por isso, o Ministério da Saúde alerta para prevenção e o diagnóstico precoce para evitar casos graves. Sintomas: obstrução nasal, coriza, tosse, recusa alimentar e irritabilidade. Sinais de alerta para gravidade: febre alta, tiragem subcostal, tosse persistente, chiado no peito, cianose, gemência, apneia e prostação. MEDIDAS PREVENTIVAS: - Cuidados de transmissibilidade - Vacinação (gestante) • A aprovação do imunizante no Brasil foi baseada nos resultados de ensaios clínicos que demonstraram a eficácia e a segurança tanto para idosos quanto para bebês, a partir da imunização da mãe durante a gestação. • No estudo de fase 3 para indicação materno-fetal, a vacina se mostrou capaz de prevenir 82% das formas graves de doenças respiratórias causadas pelo VSR em crianças de até 3 meses de idade, e 69% para bebês até os 6 meses. Vírus Sincicial Respiratório O VSR é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, que podem causar bronquiolite e pneumonia. doenças cardíacas congênitascongênitas Inclui principalmente as anormalidades anatômicas presentes ao nascimento que resultam em uma função cardíaca anormal. As consequências clínicas dos defeitos cardíacos congênitos se dividem em duas categorias amplas; insuficiência cardíaca (IC) e hipoxemia. Distúrbios cardíacos adquiridos sã o processos patológicos ou anormalidades que acontecem depois do nascimento e podem ser identificados no coração normal ou na presença de defeitos cardíacos congênitos. Eles resultam de vários fatores, incluindo infecção, respostas autoimunes, fatores ambientais e tendências familiares. A incidência de DCC em crianças é de aproximadamente cinco a oito por 1.000 nascidos vivos. A DCC é a principal causa de morte (excetuando-se a prematuridade) no primeiro ano de vida. Embora existam mais de 35 defeitos cardíacos bem reconhecidos, a anomalia cardíaca mais comum é o defeito do septo ventricular (DSV). Causas desconhecidas multifatoriais Principais manifestações clínicas Estado nutricional – Déficit no crescimento ou pouco ganho de peso Cor – A cianose e palidez Tórax - Deformidades no contorno, pulsações incomuns, padrã o respiratório Abdome – Hepatomegalia e/ou esplenomegalia Pulsos periféricos – Frequência, regularidade e amplitude (força) podem revelar discrepâncias. Cardíaco Frequência e ritmo cardíacos – taquicardia, bradicardia e ritmos irregulares Características dos sons cardíacos – abafados, sopros, murmúrios e batimentos cardíacos adicionais. Defeito no septo atrial (DSA): É um buraco entre as duas câmaras superiores do coração (átrios), que permite que o sangue flua entre elas de forma anormal. cardiopatia congênitacardiopatia congênita Defeito no septo ventricular (DSV): É um buraco entre as câmaras inferiores do coração (ventrículos), causando mistura de sangue entre o lado direito e o esquerdo. Defeito no septo atrioventricular (DSAV): Afetatanto os átrios quanto os ventrículos, com uma abertura no septo que os separa, prejudicando o fluxo sanguíneo adequado. Coartação da aorta: Um estreitamento da aorta, que dificulta a passagem do sangue do coração para o resto do corpo, causando aumento da pressão arterial. insuficiência cardíacainsuficiência cardíaca Consequência clínica das doenças cardíacas congênitas Incapacidade de bombeamento Associado a anomalias estruturais, que resultam em aumento do volume sanguíneo e da pressã o dentro do coração. Condutas terapêuticas Melhorar função cardíaca - glicosídeos digitálicos (digoxina), inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), β- bloqueadores Remover acúmulos de líquido – diuréticos Diminuir demandas cardíacas – reduzir esforço, prevenir estresse pelo frio em lactentes, semi-Fowler Melhorar oxigenação – oxigenioterapia Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias e linfomas. Outras neoplasias que acometem crianças e adolescentes: o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles). neoplasias na infânciainfância A leucemia, câncer dos tecidos formadores de sangue, é a forma mais comum de câncer infantil. A incidência anual é de três a quatro casos para 100.000 crianças. É mais comum em meninos e brancos, com picos de início entre 2 e 5 anos de idade Leucemia linfoide aguda (LLA) X Leucemia não linfoide aguda (mieloide) (LMA) Leucemia LLA Palidez Febre Hematomas Infecções constantes Dores de cabeça e ósseas leucemialeucemia linfomalinfoma Condutas terapêuticas Prevenir infecção Prevenir Mielosupressão Manejo da dor Manejo de toxicidades do tratamento Monitorizar alimentação e eliminações Oferecer apoio e suporte familiar doenças infecciosasinfecciosas meningitemeningite (1) Meningite bacteriana, ou piogênica, causada pela formação de bactérias produtoras de pus, principalmente agentes meningocócicos, pneumocócicos e Haemophilus; (2) Viral, ou asséptica, causada por uma grande variedade de agentes virais; e (3) Tuberculosa, causada pelo bacilo da tuberculose. Meningite viral, que é tipicamente de curta duração, autolimitada e seguida de recuperação total Meningite bacteriana podem ser um tanto graves e incluir choque, coma, convulsõ es, déficits intelectuais, perda de audição, perda de visã o e morte. Meningite bacteriana Com a introdução da vacina Haemophilus influenzae tipo b (Hib) em 1990 e as vacinas conjugadas pneumocócicas no ano 2000, a incidência de meningite bacteriana diminuiu aproximadamente 17 casos a cada 100.000 em 1998 para aproximadamente 08 a cada 100.000 em 2007. Alta taxa de mortalidade aproximadamente 6,9% em crianças. Outros patógenos monocytogenes, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, estreptococos Patógenos conseguem entrar na corrente sanguínea pela penetração por feridas, fraturas de crânio, pela punçã o lombar ou por procedimentos cirúrgicos, por anormalidades anatô micas, ou por corpos estranhos, tais como um sistema de derivação ventricular interno ou um dispositivo ventricular externo. • Apó s implantação, os organismos se disseminam pelo LCR, por meio do qual a infecção se dissemina por todo o espaço subaracnoideo. • O processo infeccioso inclui inflamação, exsudação, acúmulo de leucócitos e diversos graus de danos teciduais. •À medida que a infecção se estende aos ventrículos, o pus espesso, fibrina ou ê No Brasil, entre os anos de 2007 e 2020, fforam confirmados 265.644 casos Destas, as mais frequentes foram: meningites por outras bactérias (40.801 casos); doença meningocócica (26.436 casos); meningite pneumocócica (14.132 casos); meningite tuberculosa (4.916 casos) e meningite por H.influenzae (1.708 casos). Em relação à Doença Meningocócica, houve redução do coeficiente de incidência (CI) total após a introdução da vacina meningocócica C (conjugada), passando de um coeficiente médio de 1,5 caso, no período anterior à vacinação (2007-2010), para 0,4 caso/100 mil hab., nos últimos quatro anos (2017-2020). fisiopatologia Meningite bacteriana – Manifestações clínicas • Febre e sinais de irritação meníngea, incluindo-se náusea, vô mito, irritabilidade, anorexia, dor de cabeça, fotofobia, confusã o, dor nas costas e rigidez nucal. • Sinais de Kernig e Brudzinski. Sintomas • febre leve, mal-estar e inapetência; erupção cutânea com prurido, se apresentam em graus variáveis em um mesmo momento varicela herpes zosterherpes zoster Agente: vírus varicela-zóster • Transmissão: Secreções primá rias do trato respiratório das pessoas infectadas, contatos com lesõ es cutâneas (as crostas não são infectantes), objetos contaminados • Período de incubação: duas a três semanas • Prevenção: Vacinação Conduta • Agente antiviral aciclovir (Zovirax®); globulina imune para a varicela- zóster (VariZIG®) ou imunoglobulina intravenosa (IGIV®) apó s a exposição em crianças de alto risco • Cloridrato de difenidramina ou anti-histamínicos para aliviar o prurido; cuidados cutâneos para prevenir a infecção bacteriana secundá ria, controle da febre • Complicações: Infecções bacterianas secundá rias (abscessos, celulite, fasciíte necrosante, pneumonia, sepse) Encefalite Pneumonia por varicela cuidados • Precauções por gotículas e contato, se internado, até que todas as lesões tenham formado crostas; • Quanto a crianças vacinadas com varicela leve que rompeu a proteção vacinal, isole até que nenhuma lesã o nova seja observada; • Mantenha a criança em casa afastada de indivíduos suscetíveis até que as vesículas formem crostas; • Manter unhas curtas; • Orientar cuidados cutâneos: banho e trocar as roupas e lençóis diariamente; administre loção tópica, ambiente frio. Complicações • As crianças com imunodeficiência — aquelas que estão recebendo esteroides ou outras terapias imunossupressoras, aquelas com malignidade generalizada, como a leucemia ou o linfoma, e aquelas com distúrbio imunológico — estão em risco de viremia decorrente da replicação do vírus varicela-zóster (VVZ)* no sangue. • As complicações do herpes-zóster em crianças incluem infecção bacteriana secundária, despigmentação e formação de cicatrizes. • A neuralgia pós-herpética é rara em crianças. • Incluindo helmintos (vermes) e protozoários • Fatores de risco: creches, ambiente socio-econômico , moradia Cuidados Auxílio na identificação do parasita, o tratamento da infecção e a prevenção da infecção inicial ou da reinfecção. • Avaliação de amostra de fezes • Além do tratamento medicamentoso, orientações de higiene são importantes • Orientação quanto a práticas preventivas. Precauções de isolamento Início da terapia antimicrobiana Hidratação restrita Manutenção da ventilação Redução do aumento da PIC Manejo do choque sistêmico Controle de convulsões Controle da temperatura Tratamento das complicações doenças parasitáriasparasitárias intestinais giardíasegiardíase Provocada pelo protozoário Giardia lamblia (também denominado Giardia intestinalis, Giardia duodenalis e Lamblia intestinalis). Transmissão : Interpessoais, alimentos e animais. São relativamente comuns em crianças e podem ocorrer em qualquer parte do trato urinário, incluindo a bexiga (cistite), os rins (pielonefrite) ou a uretra. As crianças, especialmente as mais novas, podem ter dificuldade em expressar seus sintomas, o que torna o diagnóstico um desafio. Em Lactentes Febre sem causa aparente: Muitas vezes, o único sintoma em bebês pode ser febre alta (acima de 38°C), sem outros sinais claros de infecção. Irritabilidade: Bebês podem ficar irritados ou chorosos sem motivo aparente. Mudança nos hábitos alimentares : Falta de apetite ou recusa em mamar ou se alimentar. Vômitos e Diarreia: Sintomas gastrointestinais podem estar presentes, o que pode confundircom outros tipos de infecção. Urina com odor forte ou urina turva. Icterícia (pele e olhos amarelados), em alguns casos. Sintomas no lactente: Diarreia, vô mitos, anorexia, crescimento deficiente (deficit de desenvolvimento), se houver exposição crônica. Sintomas em crianças com mais de 5 anos de idade: Cólicas abdominais, fezes amolecidas intermitentes, constipação Fezes que apresentam mau cheiro, são aquosas, esbranquiçadas e gordurosas. Tratamento: Metronidazol, tinidazol, nitazoxanida e reidratação. infecções urináriasurinárias Recomendações Exame Urina EAS e urocultura Coleta adequada Tratamento medicamentoso: antibióticos comumente utilizados incluem amoxicilina, cefalosporinas, trimetoprima-sulfametoxazol ou nitrofurantoína . Cuidados com higiene, ingesta de líquidos Prevenção de recorrência Em Crianças Maiores Disúria Necessidade frequente de urinar: Urinar em pequenas quantidades e polaquiúria . Urgência urinária: Dificuldade de segurar a urina ou necessidade urgente de urinar. Incontinência urinária: Perda de controle da urina em crianças que já haviam sido treinadas para o uso do banheiro. Dor abdominal ou lombar: Crianças com infecção nos rins (pielonefrite) podem ter dor na parte inferior das costas ou no abdome. Febre alta: Especialmente em casos de pielonefrite. Urina com mau cheiro, turva ou com presença de sangue : A urina pode ter um cheiro forte ou anormal e, em alguns casos, pode conter sangue (hematúria). P o r M ika elly Landim