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UNIVERSIDADE LICUNGO 
 
FACULDADE DE EDUCAÇÃO 
 
 
LICENCIATURA EM ENSINO DE QUÍMICA 
 
 
 
Alcídio João Piquete 
António Fernando Ndapossa 
António Victor Comissário Raposo 
Liznet Da Paula Mapotere 
Sabado Ernesto João 
 
 
ACTIVIDADES EXPERIMENTAL E O ENSINO DE QUIMICA 
 
 
 
 
 
 
 
DONDO 
2024 
 
 
 
 
Alcídio João Piquete 
António Fernando Ndapossa 
António Victor Comissário Raposo 
Liznet Da Paula Mapotere 
 
 
 
ACTIVIDADES EXPERIMENTAL E O ENSINO DE QUIMICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Docente: MSC.Crimildia C.A.Paulo Chidassicua 
 
 
 
 
 
 
DONDO 
2024
Trabalho a ser entregue na Faculdade de 
Educação, no Curso de Licenciatura de Ensino 
de Química com Habilitação do Laboratório, 
com fins avaliativos na cadeira de Didáctica de 
Química III. 
ÍNDICE 
Introdução ....................................................................................................................................... 1 
Objectivos ....................................................................................................................................... 2 
Objectivo geral ................................................................................................................................ 2 
Objectivos especificos .................................................................................................................... 2 
Metodologia .................................................................................................................................... 2 
Actividades Experimentais e o Ensino de Química ........................................................................ 3 
Conceito de Experiência ................................................................................................................. 4 
Conceito de experiência no sentido lato ......................................................................................... 4 
 Conceito de Experiência no sentido restrito .................................................................................. 5 
 Conceito de Método Experimental ................................................................................................ 5 
Etapas da actividade experimental .................................................................................................. 6 
 Características da actividade experimental .................................................................................... 7 
Limitações e Potencialidades do Método Experimental ................................................................. 8 
 Limitações do Método Experimental ............................................................................................. 8 
Potencialidade do Método Experimental ........................................................................................ 8 
 Processo do Aquisição de Conhecimento pela Actividade Experimental ..................................... 9 
 A função e Objectivos das experiências na formação e educação ............................................... 10 
Formação de competências, habilidades e capacidades ................................................................ 10 
Função do experimento na Formação e Educação ........................................................................ 10 
Objectivos de Experiências na Formação e Educação .................................................................. 11 
Conclusão ...................................................................................................................................... 12 
Referências Bibliográficas ............................................................................................................ 13 
 
 
 
 
 
1 
 
 
 
I. Introdução 
 
 
A actividade experimental é um componente essencial no ensino de Química, pois proporciona 
aos alunos a oportunidade de vivenciar na prática os conceitos teóricos abordados em sala de 
aula. O método experimental, que envolve a observação sistemática, a formulação de hipóteses, a 
realização de experimentos e a análise de resultados, é fundamental para a construção do 
conhecimento científico. Além de facilitar a compreensão dos fenómenos químicos, a actividade 
experimental estimula o desenvolvimento de habilidades como o pensamento crítico e a 
resolução de problemas. No entanto, é importante considerar as limitações desse método, como 
questões de segurança e custos associados aos materiais. Este trabalho tem como objectivo 
explorar as características da actividade experimental, suas potencialidades e limitações, bem 
como seu impacto na aquisição de conhecimentos em Química. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
II. Objectivos 
Objectivo geral: 
 
 Analisar a importância da actividade experimental no ensino de Química, destacando 
seus conceitos, características, limitações, potencialidades e a forma como contribui para 
a aquisição de conhecimentos. 
Objectivos especificos: 
 Definir os conceitos de experiência e método experimental no contexto do ensino de 
Química. 
 Identificar e descrever as características da actividade experimental que favorecem a 
aprendizagem dos alunos. 
 Examinar as limitações e potencialidades do método experimental na prática educativa. 
 Avaliar como a actividade experimental contribui para a aquisição de conhecimentos em 
Química. 
 
 
 
 
III. Metodologia 
 
A metodologia deste trabalho será baseada na pesquisa bibliográfica, conforme definido por Gil 
(2002), que afirma que “a pesquisa bibliográfica é um levantamento sistemático de 
informações já publicadas sobre um determinado tema”. A pesquisa será realizada em livros, 
artigos académicos e teses que abordam o ensino de Química e a actividade experimental. 
 
 
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1. Actividades Experimentais e o Ensino de Química 
 
As actividades experimentais são realizadas no processo de ensino e aprendizagem e efectuam-se 
no laboratório ou na sala de aulas ou ainda noutro lugar qualquer seguro, e visa aproximar o 
aluno a realidade e ao método de trabalho científico. É recomendado que o ensino das ciências 
naturais, em particular de Química, decora sempre acompanhado pela realização de experiências 
ou actividades experimentais. 
As actividades experimentais são potentes para a abordagem de elementos do quotidiano. Por 
exemplo, um estudo sistemático do hábito de “aquecer água para por o café” evidencia a 
presença de conceitos sobre mistura, solubilidade, filtração e muitos outros que podem ser 
abordados nesse processo. 
Segundo Costa (2013), a probabilidade de ter um aluno mais participativo e interessado torna-se 
maior por tratar de fenómenos recorrentes do dia-a-dia, bem como a motivação do estudante 
tende a aumentar em tentar entender o que está acontecendo. 
De acordo com as condições, a experimentação pode ocorrer no laboratório ou no meio natural. 
A experiência laboratorial realiza-se no ambiente artificial, em condições especialmente criadas. 
Enquanto a experiência no meio natural baseia-se na pesquisa de fenómenos nas suas condições 
habituais por meio de introdução de uma série de factores influentes controladas pelo 
pesquisador. (CAMUENDO 2006). 
Estas actividades podem ser desenvolvidas tanto no laboratório, como na sala de aula, com a 
finalidade de facilitar o processo de ensino-aprendizagem, e garantir a construção de 
aprendizagem significativa nos alunos. 
A utilização desta actividade nas aulas de Química, como afirma Alves (2000), citado por 
Andrade & Viana (2017, p. 507), possui o objectivo pedagógico de aperfeiçoar o processo de 
ensino-aprendizagem, tornando-o interactivo, no qual os estudantes podem participar de forma 
activa, justificando, assim, a natureza, essencialmente experimental, da Química como ciência”. 
A realização de experimentos geralmente desperta nos estudantes um maior interessepelo estudo 
de Ciências. É importante associar o “saber fazer” com o “explorar/compreender” os fenómenos 
ou princípios científicos 
(SAAD, 2005). 
 
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1.1. Conceito de Experiência 
 Experiência é a acção e o efeito de experimentar (realizar acções destinadas a descobrir ou 
comprovar determinados fenómenos). 
 O procedimento é bastante habitual no âmbito dos Trabalhos científicos com o propósito de 
averiguar uma hipótese ( https://conceito.de/experiência ). 
A experimentação é considerada como um tipo de actividade que pode facilitar o entendimento 
de um determinado conteúdo, despertando assim, a curiosidade e o interesse pelo estudo nos 
alunos. Isso porque acreditamos que é a partir da prática que o aluno terá uma maior interacção e 
contacto físico com conteúdo e, poderá ter assim, uma noção mais ampla da teoria que está sendo 
apresentada. 
De acordo com Machado e Mól (2007) a experimentação é uma ferramenta integrante do 
processo ensino e aprendizagem de ciências e através dela deve-se dar ao aluno a oportunidade 
de expressar suas concepções dos fenómenos de forma directa, experimental ou de forma 
indirecta, através de registos desses fenómenos. 
“A experimentação é uma ferramenta importante no processo de ensino-aprendizagem que 
desperta forte interesse entre alunos de diversos níveis de escolarização (GIORDAN, 1999,p.43). 
 De modo geral, os processos químicos de transformação da matéria estiveram presentes desde a 
antiguidade buscando sempre comprovar ou criar teorias, ainda que a própria ideia da disciplina 
Química não houvesse ainda sido testada (NEVES E FARIAS, 2011). 
 
1.1.2. Conceito de experiência no sentido lato 
Segundo Dicionário de Língua Portuguesa a experiência é: 
 Acção ou efeito de experimentar; 
 Conhecimento adquirido por prática, estudos, observação; 
 Conhecimento por meio de sentido de uma determinada realidade; 
 Conhecimento de uma realidade provocada com propósito de saber algo particularmente 
de hipótese científica; 
 São ensaios, tentativas para verificar ou demonstrar qualquer coisa. 
 
https://conceito.de/experiência
5 
 
 
 
Segundo FONSECA (2001) citado por José Arão, provém do latim experientia, experiência é um 
ensaio, uma tentativa para verificar ou demonstrar qualquer coisa. 
A experiência é o verdadeiro conhecimento, o que não exige e nem envolve crença, pois o 
conhecimento exclui qualquer necessidade de acreditar. 
A experiência é a meio mais concreta para se adquirir uma confiança. Na verdade a experiência é 
uma forma de conhecimento directo, que se confirma por si mesmo. 
1.1.3. Conceito de Experiência no sentido restrito 
 
Uma experiência consiste na montagem de uma estratégia concreta a partir da qual se organizam 
diversas acções observáveis directa ou indirectamente, de forma a provar a plausibilidade ou 
falsidade de uma dada hipótese ou de forma a estabelecer relações de causa/efeito entre 
fenómenos. 
Além de ocorrer por meio dos sentidos (tacto, olfacto, paladar, visão e audição), a experiência 
faz, geralmente, uso de instrumentos de medição. Uma experiência pressupõe um aparato 
experimental (material a ser utilizado), 
Um procedimento (sequência de atitudes e medidas a serem feitas pelo experimentador) e um 
relatório que descreverá detalhadamente toda a experiência, analisará os dados obtidos por meio 
das medidas e fará uma conclusão. 
2.0. Conceito de Método Experimental 
O método experimental (experimentação), pode ser definido como um conjunto ou métodos de 
procedimentos estabelecidos para a verificação das hipóteses. (BARROS; LEHFELD, 2014). 
O método experimental (experimentação ou experimentalismo) é um enfoque de pesquisa que 
consiste em montar um experimento, realizá-lo e medir os resultados. Em sua forma pura, os 
experimentos devem ser organizados de modo que todas as variáveis sejam controladas, excepto 
a que se pretende medir, para que seja possível provar a causalidade. (SOMEKH; LEWIN, 
2015). 
O método experimental (experimentação),é o estudo de um fenómeno provocado artificialmente 
no sentido de se verificar uma hipótese. Ao contrário do observador, que não deve ter ideias 
6 
 
 
 
preconcebidas do fato observado, pois tem um papel passivo no processo, o experimentador será 
acima de tudo o elemento activo, agindo conforme a hipótese. (SANTOS, PARRA FILHO, 
2017). 
Em outras palavras o método experimental: 
 Consiste em submeter os objectos de estudo à influência de certas variáveis em condições 
controladas e conhecidas pelo investigador, para observar os resultados que a variável produz 
no objecto. 
 O método experimental é um método científico de verificação de factos e fenómenos por 
meio de experiências. Ele engloba conclusões de depoimentos experimentalmente verificados 
a partir de hipóteses, a realização de experiências e interpretação dos resultados obtidos. 
3.0.Etapas da actividade experimental 
Actividade experimental e um componente fundamental no processo de ensino-aprendizagem, 
especialmente no ensino de química. Elas envolvem várias etapas que garantem a sistematização 
do conhecimento e a verificação de hipóteses. As principais etapas de actividade experimental 
são: 
 Planificação: Nesta etapa, o professor define os objectivos da actividade, escolhe os 
conteúdos a serem abordados e selecciona os experimentos adequados. O planeamento 
deve considerar os recursos disponíveis e a segurança dos alunos. Pimenta, S. G. (2009) 
 Experimentação: Os alunos realizam o experimento, seguindo os procedimentos 
estabelecidos. Essa fase envolve a manipulação de materiais e reagentes, observação de 
fenómenos e Registro de dados. Gil, A. C. (2002). 
 Observação e Registro: Durante a experimentação, os alunos devem observar 
atentamente e registar suas observações, dados quantitativos e qualitativos. Moreira, M. 
A. (2007). 
 Análise dos Resultados: Após a realização do experimento, os alunos analisam os dados 
colectados, discutem os resultados e fazem comparações com as hipóteses formuladas 
anteriormente. Ribeiro, C. R. (2010). 
 Conclusão: Os alunos elaboram conclusões com base na análise dos resultados, 
discutindo o que aprenderam e como isso se relaciona com os conceitos teóricos 
estudados. Carvalho, A. M. P. (2011). 
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 Apresentação e Discussão: Finalmente, os alunos podem apresentar suas descobertas 
para a turma, promovendo um debate sobre os resultados e as implicações dos 
experimentos realizados. Santos, M. A. (2012). 
4.0.Características da actividade experimental 
As características da actividade experimental no ensino de Química são fundamentais para 
promover a aprendizagem activa e a compreensão dos conceitos químicos. Algumas das 
características são: 
 Aprendizagem Activa: A actividade experimental envolve os alunos de forma activa no 
processo de aprendizagem, permitindo que eles descubram e construam conhecimento 
por meio da prática. Ausubel, D. P. (2003). 
 Desenvolvimento de Habilidades Científicas: A actividade experimental ajuda os 
alunos a desenvolver habilidades como observação, Registro, análise e interpretação de 
dados. Gil, A. C. (2002). 
 Integração Teoria e Prática: As actividades experimentais permitem que os alunos 
relacionem conceitos teóricos com a prática, facilitando a compreensão dos conteúdos. 
Moreira, M. A. (2007). 
 Estimulação do Pensamento Crítico: A actividade experimental promove a reflexão e o 
questionamento, estimulando o pensamento crítico dos alunos. Ribeiro, C. R. (2010) 
 Motivação e Interesse: As experiências práticas costumam aumentar a motivação e o 
interesse dos alunos pela disciplina. Santos, M. A. (2012). 
Essas características são essenciais para que as actividades experimentais em química 
contribuam realmente para a formação dos alunos, promovendo uma educação científica mais 
dinâmica e integrada 
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5.0.Limitações e Potencialidades do MétodoExperimental 
5.1. Limitações do Método Experimental 
 Falta de Recursos Didácticos: Muitas escolas enfrentam dificuldades em fornecer 
laboratórios bem equipados e materiais didácticos adequados para a realização de 
experimentos. 
 Silva, M. A. (2015) – “A carência de recursos didácticos é uma das principais limitações no 
ensino de química.” 
 Abordagem Tradicional: O uso excessivo de métodos tradicionais de ensino, como 
aulas expositivas, pode desestimular a participação activa dos alunos. 
Carvalho, A. (2013) – “A predominância de abordagens tradicionais limita a capacidade dos 
alunos de se engajar activamente no aprendizado.” 
 Dificuldades Conceituais: Os alunos frequentemente enfrentam dificuldades em 
compreender conceitos abstractos da química, como ligações químicas e reacções. 
Moreira, M. A. (2007) – “As dificuldades conceituais são barreiras importantes que devem ser 
superadas no ensino de química.” 
6.0.Potencialidade do Método Experimental 
O método experimental apesar das suas limitações apresenta várias potencialidades que lhe 
permite ser um dos métodos mais recomendados no PEA. Esta directamente ligado a actividade 
experimental em que são realizadas as experiências químicas para certificação de hipóteses 
científicas e a ligação de teoria e prática. 
O Método experimental apresenta as seguintes Potencialidades das quais se destacam: 
 A actividade experimental permite estabelecer a ligação entre as habilidades 
manuais e intelectuais do aluno com muita eficácia; 
 Permite a melhor assimilação dos conteúdos científicos devido a possibilidade 
existente na interpretação dos fenómenos observados na prática; 
 A actividade experimental permite a construção de conhecimento de forma activa; 
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 Permite o desenevoamento de capacidades manuais, habilidades e atitudes 
positivas para a ciência química. 
 As actividades propostas para a parte experimental da disciplina Química visam 
proporcionar ao aluno a oportunidade para trabalhar com autonomia e segurança em um 
laboratório de química; 
 Não procura apenas desenvolver a habilidade no manuseio de reagentes e 
aparelhagens, mas também criar condições para uma avaliação crítica dos experimentos 
realizados; 
 Com actividade experimental os alunos adquirem habilidades e capacidades para 
reconhecimento de substâncias e reacções químicas e redigir relatórios; 
 As experiências químicas procuram dar ao aluno uma visão clara dos principais 
fenómenos relacionados com o aprendizado da química, incluindo as técnicas básicas e 
noções gerais para a segurança no laboratório; 
 Não havendo uma articulação entre os dois tipos de actividades, isto é, a teoria e a 
prática, os conteúdos não serão muito relevantes à formação do indivíduo ou contribuirão 
muito pouco ao desenvolvimento cognitivo deste. 
7.0.Processo do Aquisição de Conhecimento pela Actividade Experimental 
A actividade experimental desempenha um papel muito importante no processo de aquisição e 
construção de conhecimento pelo facto de permitir a observação e análise dos fenómenos no 
mundo real, fenómenos químicos que o modo como eles se processa na realidade. 
A aquisição de conhecimento pela actividade experimental exige a participação activa do aluno, 
de modo a construir e reconstruir o seu próprio conhecimento. 
O experimento pode trazer para o estudante a forma Química de ler o mundo, na qual a teoria e a 
realidade estão em constante diálogo e ao estudante é proposto que elabore hipóteses e crie 
ferramentas para testá-las, experimentando assim um processo de investigação e adquirindo 
conhecimento. 
A aquisição de conhecimento através da formulação de hipóteses, possibilitando assim o 
crescimento cognitivo do educando. 
10 
 
 
 
Portanto, as actividades experimentais possibilitam com que os alunos estabelecem uma relação 
entre a teoria desenvolvida e a realidades das transformações sociais que acontecem em seu 
entorno. 
Com isso, a prática experimental é uma modalidade pedagógica de vital importância. 
8.0.A função e Objectivos das experiências na formação e educação 
Formação de competências, habilidades e capacidades 
 O trabalho experimental é um alicerce para o ensino e para compreensão dos fenómenos 
químicos; 
 As experiências químicas procuram dar ao aluno uma visão clara dos principais 
fenómenos relacionados com o aprendizado da química, incluindo as técnicas básicas e 
noções gerais para a segurança no laboratório; 
 “Não é possível obter um seguro conhecimento de química simplesmente estudando 
teoria química; 
 A química é uma ciência essencialmente descritiva, que só pode ser aprendida através de 
experimentos e factos experimentais; 
 Não havendo uma articulação entre os dois tipos de actividades, isto é, a teoria e a 
prática, os conteúdos não serão muito relevantes à formação do indivíduo ou contribuirão 
muito pouco ao desenvolvimento cognitivo deste. 
8.1.Função do experimento na Formação e Educação 
 A função do experimento é fazer com que a teoria se adapte à realidade; permitindo que 
os alunos manipulem objectos e idealizem os fenómenos observados e negociem 
significados entre si e com o professor durante a aula. 
Segundo SZIBURIES (1986:40) 
 Formar os conhecimentos sólidos, aplicáveis e utilizáveis 
 É fonte de saber; 
 Os alunos adquirem a certeza sobre uma relação objectiva existente na natureza; 
 Pode ser organizada para acções didácticas, como aplicação, como consolidação e 
avaliação dos conhecimentos e capacidades dos alunos; 
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 Se os alunos praticarem as actividades experimentais eles aprendem a utilizar 
conscientemente o método científico do conhecimento, sendo uma parte de saber-fazer”. 
9.0.Objectivos de Experiências na Formação e Educação 
Segundo SZIBURIES (1986:40), uma experiência pode servir: 
Para introdução sobre as características dos elementos ou compostos químicos, com objectivo 
de: 
 Ganhar informações sobre o decorrer das reacções químicas; 
 Para um processo de verificação ou negação das conclusões deduzidas na base da 
hipótese; 
 Auxiliar na compreensão dos temas abordados na sala de aula e em suas aplicações no 
quotidiano, já que proporcionam uma relação entre a teoria e a prática; 
 Colaborar para que o aluno consiga observar a relevância do conteúdo estudado, 
incentivando a uma aprendizagem significativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IV. Conclusão 
 
A actividade experimental é um pilar fundamental no ensino de Química, pois não apenas facilita 
a compreensão dos conceitos teóricos, mas também promove o desenvolvimento de habilidades 
essenciais nos alunos. Apesar das limitações enfrentadas, como questões financeiras e de 
segurança, as potencialidades da prática experimental são inegáveis. Ela permite que os 
estudantes se tornem protagonistas do seu aprendizado, estimulando a curiosidade e o 
pensamento crítico. Ao integrar teoria e prática, a actividade experimental transforma o ensino 
de Química em uma experiência mais rica e significativa. Outrossim, é imprescindível que 
educadores valorizem e implementem actividades experimentais em suas aulas para garantir uma 
formação científica sólida e engajadora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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V. Referências Bibliográficas 
 
Anastasiou, L. G. C. & Alves, L. P. (2009). Processo de Ensinagem na Universidade. 5 
Ed.Joinville.Sc.UniVille.https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3203177/mod_resource/conten
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Andrade, R. S. & Viana, K. S. L. (2017). Actividades experimentais no ensino de química: 
distanciamento e aproximações da avaliação de quarta geração. Cienc.Educ, Bauru, v.23(2),p. 
507-522.doi: https://doi.org/10.1590/1516-731320170020014. 
CAMUENDO Ana Paula Luciano Alichi. Impacto das Experiencias Laboratoriais dos Alunos 
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CARVALHO, A. M. P. et al. Ciências no Ensino Fundamental: o conhecimento físico. São 
Paulo: Scipione, p.199,2005. 
do ar e dos líquidos através de experimentos simples. São Paulo: Livraria da Física, 2005. 
FONSECA, M.R.M. Completamente química: química geral, São Paulo, 2001. 
GIL, A. C. (2002). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas. 
GIORDAN, M.; O papel da experimentação no Ensino de Ciências. Química Nova na Escola, 
n.10, 1999. 
MOREIRA, M. A. (2007). Ensino de Química: Teoria e Prática. Campinas: Papirus. 
OLIVEIRA, Contribuições e abordagens das actividades experimentais no ensino de ciências: 
reunindo elementos para a prática docente. Acts Scientiae v. 12 n.1 p.139-153 Jan./Jun. 2010. 
RIBEIRO, C. R. (2010). Educação Científica: Teoria e Prática no Ensino de Ciências. Curitiba: 
Editora UFPR. 
SAAD, Fuad Daher (Coord.). Demonstrações em Ciências: explorando fenómenos da pressão 
SANTOS, M. A. (2012). Didáctica da Química: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: LTC.z. 
 SILVA, M. A. (2015). Ensino de Química: Desafios e Perspectivas. São Paulo: Editora Unesp. 
SZIBURIES Reinhard & KOOL Marinus. Compêndio de Didáctica de Química. Universidade 
Eduardo Mandlane Faculdade de Educação Maputo, 1986.

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