Prévia do material em texto
Módulo Tributo e Segurança Jurídica SEMINÁRIO VI - REGRA-MATRIZ DE INCIDÊNCIA – HIPÓTESE TRIBUTÁRIA Aluno: Mateus Padovan Siviero Leitura básica • CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. São Paulo: Noeses, Item 2.9. (A regra-matriz de incidência) do Capítulo 2 da primeira parte , item 2.5 (Conceitos gerais do antecedente da regra-matriz de incidência tributária) do Capítulo 2 da segunda parte e itens 3.1.1 (A fórmula abstrata da regra-matriz de incidência), 3.1.2 (a hipótese tributária e seus critérios) e 3.2 (Para uma síntese da regra-matriz de incidência) do Capítulo 3 da segunda parte. • CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. São Paulo: Noeses, Capítulo IX. • CARVALHO, Paulo de Barros. Direito Tributário: Fundamentos Jurídicos da Incidência. São Paulo: Noeses, Item 1 (Considerações gerais) do Preâmbulo, item 20 (Regra-matriz de incidência tributária) do Capítulo I e Capítulo II. Vídeo básico • CARVALHO, Paulo de Barros. Canal PPGD UNIMAR. Constructivismo Lógico-Semântico e Regra-Matriz de Incidência. Disponível em: https://www.youtube.com/live/21Tz2ax5ZIQ?si=ymBnEbcf380BHo7_ – Acesso em 20 de março de 2024. Leitura Complementar • ATALIBA, Geraldo. Hipótese de incidência tributária. São Paulo: Malheiros, Capítulo único (Aspectos da hipótese de incidência tributária). • BRITTO, Lucas Galvão de. O lugar e o tributo: ensaio sobre competência e definição do critério espacial na regra-matriz de incidência tributária. São Paulo: Noeses, Capítulo I, item 10. • LINS, Robson Maia. Curso de Direito Tributário Brasileiro. São Paulo: Noeses. Capítulo 3 da terceira parte. • TOMÉ, Fabiana Del Padre. A prova no direito tributário: de acordo com o código de processo civil 2015. São Paulo: Noeses. Itens 5.2 a 5.6, do Capítulo 5. Questões 1. Que é regra-matriz de incidência tributária? Qual sua funcionalidade operacional no direito positivo? RESPOSTA: A regra-matriz de incidência tributária, é a norma jurídica definida como a significação lógica hipotética organizada de uma estrutura contruida por um intérprete, que a partir do direito positivo passa ao suporte físico da norma, visando a regulamentação das suas condutas, nesse sentido, tem-se que o legislador explica os elementos legais e necessários para a ocorrencia do fato jurídico tributário, e assim, por consequência a própria realção jurídica tributária. A sua finalidade é a regulamentação das condutas intersubjetivas de uma relação jurídica, para Paulo de Barros Carbalho, é a norma de contuda que visa imediatamente regulamentar e disciplinar a relação entre o ente Estado com os contribuintes (PF e PJ), visando as contribuições pecuniárias destes. 2. Que é hipótese de incidência tributária? Qual sua função na composição da regra-matriz de incidência tributária? Há necessidade de um critério pessoal compor a hipótese da regra-matriz de incidência tributária? Por quê? RESPOSTA: A incidência tributária é o fenômeno que dá a subsunção do fato a norma, melhor dizendo, é quando ocorre no mundo real os fatos jurídicos previamente estipulados pela lei, sendo, a ocorrência de um fato imponível descrito pela lei, sendo este fato suficiente para o surgimento de uma obrigação tributária. Deste modo, é possível deduzir que a incidência tributária é automática e infalível, haja vista que uma vez ocorrido os fatos constantes descritos em texto de lei, automaticamente será produzido os efeitos ali narrados, seja este o dever de pagamento pelo contribuinte ou a lavratura do imposto pelo fisco. Sua função é, justamente, prever o antecedente da regra-matriz, ou seja, uma vez ocorrendo a hipótese (H) então teremos a consequência (C), na famigerada fórmula H – C. Não. O critério pessoal deve integrar o consequente da regra matriz de incidência tributaria, tendo em vista que, uma vez concretizado o fato imponível, de incidência automática e infalível, resta configurada, o surgimento da obrigação tributária. Desta feita, somente após a concretização da hipótese de incidência é que se passará à análise do sujeito ativo e passivo responsável pelo crédito, do quantum devido e todos os critérios impostos para incidência e pagamento daquele tributo. 3. Que é incidência? Descrever, com suas palavras, a fenomenologia da incidência tributária, diferenciando, se possível, incidência de aplicação do direito. RESPOSTA: Incidência é o fenômeno através do qual se dá a subsunção do fato à norma, ou seja, quando ocorrem no mundo real os fatos jurídicos previamente estipulados em lei e vislumbrados pelo legislador. Neste contexto, é possível deduzir que a incidência tributária é “automática”, posto que, uma vez ocorridos os fatos constantes hipoteticamente descritos em lei, produzir-se-ão todos os efeitos decorrentes da norma, quais sejam, o direito ao crédito pelo Fisco e o dever de pagamento pelo contribuinte. Nesta senda, a fenomenologia da incidência pode ser descrita como H --> C, conforme narra o professor Paulo de Barros Carvalgo. Ainda, a lei contempla os dados necessários para a efetivação de um direito, o que corresponde dizer que, em âmbito hipotético, existem alguns elementos necessários para a ocorrência do fato jurídico, tais como critério material, espacial e territorial. A partir desses elementos é possível delimitar parte de um sistema jurídico, ou seja, descrever determina hipótese que poderá ocorrer, efetivamente, no mundo fenomênico, caso esta hipótese venha ocorrer no mundo real os dados constantes da lei (concretude do fato), dará início ao consequente da norma (C), onde residem os demais elementos da norma (critérios pessoal e quantitativo). Portanto, ocorrido o fato jurídico tributário, ocorrido no mundo natural todas as circunstancia hipotéticas entabuladas e descritas em lei, ocorrerá a fenomenologia da incidência da norma tributária, a qual se dará de forma automática, propagando todos os efeitos daí decorrentes 4. Carlos Alexandre Salomon Hoka prestou um serviço de pintor em um imóvel grande localizado no bairro Abikidab da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Recebeu pelo serviço prestado o valor de R$ 15 mil, o qual foi pago em dinheiro. Ele optou por não depositar em sua conta bancária e nem declarar em seu imposto de renda. Não obstante, sua colega de trabalho Alexandra Alves Orlando Magic tomou conhecimento do ocorrido, pois viu com os próprios olhos a entrega do dinheiro em mãos ao Carlos Alexandre e contou para o outro colega de trabalho deles, Enzo Celticus Leikerson, o que ocorreu. Pergunta-se, na situação descrita: (i) Qual é o evento? (ii) E o fato? (iii) E o “fato jurídico”? (iv) Carlos Alexandre cometeu uma infração tributária? (v) Qual é o papel das provas para a aplicação do direito? RESPOSTA: (i) O evento é o acontecimento qual mudou o mundo fenomênico, ou seja, é quando foi relatado em linguagem competente, para positivação da autoridade, este evendo não pode ser relatado pela sociedade, sendo o evento perido no tempo e espaço de sua realização, conforme leciona professora Aurora, assim, o evento na questão ora enunciada é a não declaração do imposto sobre o valor recebido. (ii) No que tange ao fato é o enunciado linguistico sobre a coisa e o acontecimento, sendo, portanto, a descrição do evento que altera o mundo fenomênico, neste aspecto, o fato é o momento em que é captado o evento por Alexandra e esta repassa o que viu para seu colega de trabalho. (iii) Já o fato – jurídico é os enunciados proferidos na linguagem competente do direito positivo, articulados em consonância com a teoria das provas. Não são fatos jurídicos os fatos do mundo, constituídos pela linguagem de qualquer pessoa, deve ser proferido por linguagem competente, procedimento e meio correto. (iv) Segundo leciona o professor Paulo de Barros Carvalho, o conceito de infração tributária se dá como “toda ação ou omissão que, direta ou indiretamente, represente o descumprimento dos deveres jurídicos estatuídos em leis fiscais”, portanto, ao não declarar o imposto de renda sobre o valor recebido Carlos comete uma infração tributária.5. Por que a expressão “fato gerador” é equívoca? Analisar os arts. 4º; 16, 105, 113, §1º, 114 e 144 do CTN e o acórdão do REsp n. 1.670.521 (Vide anexo I), explicando o sentido em que o termo “fato gerador” foi empregado em cada um desses textos jurídicos. RESPOSTA: A expressão fato gerador é equivoca pois, para a maioria dos doutrinadores do direito tributário esta pronuncia trás duas significações distintas, assim, a mesma expressão visa hora definir a hipótese legal descrita em lei (caráter hipotético da norma), bem como visa o fato concreto realizado (ocorrência no mundo real do fato previsto hipoteticamente ao fato da norma). Assim, podemos concluir que, a falta técnica da definição e seus conceitos podem acarretar em danos irreparáveis para a Ciência do Direito, haja vista que distorce e modula completamente a concepção da palavra, pois esta é ambígua, trazendo conceitos e expressões distintas. Em atenção ao Resp. Apresentado na questão, se faz necessário esclarecer que o acórdão proferido pelo STJ trás a expressão fato gerador com o significado de acontecimento fático da hipotese da norma, ou seja a subsunção do fato gerador à norma jurídica. Por fim, com relação aos artigos do Código Tributário Nacional, os artigos 4º; 16º; 105º; 114º significam a hipótese tributária; já os artigos 113, §1º e 144º é o fato jurídico tributário. 6. Identifique nos julgados cuja ementa está transcrita abaixo qual foi o critério da regra matriz de incidência tributária objeto de discussão. Para melhor desenvolvimento de sua resposta, sugere-se a leitura integral dos acórdãos: a) EMENTA: Recurso Extraordinário. Tributário. 2. Não incide Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) sobre embarcações (Art. 155, III, CF/88 e Art. 23, III e § 13, CF/67 conforme EC 01/69 e EC 27/85). Precedentes. 3. Recurso extraordinário conhecido e provido. (RE 379572, Relator(a): GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 11-04-2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL-02305-04 PP-00870) RESPOSTA: A rega matriz utilizada na presente questão é a do CRITÉRIO MATERIAL. b) EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS. (RE 574706, Relator(a): CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 15-03-2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223 DIVULG 29-09-2017 PUBLIC 02-10-2017) RESPOSTA: A rega matriz utilizada na presente questão é a do CRITÉRIO MATERIAL. c) EMENTA Recurso extraordinário. Repercussão geral. Direito Tributário. ISS. Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação desenvolvidos para clientes de forma personalizada. Subitem 1.05 da lista anexa à LC nº 116/03. Constitucionalidade. Precedentes do Tribunal Pleno. 1. Recentemente, o Tribunal Pleno, no julgamento das ADI nºs 1.945/MT e 5.659/MG, consignou que a tradicional distinção entre software de prateleira (padronizado) e por encomenda (personalizado) não é mais suficiente para a definição da competência para a tributação dos negócios jurídicos que envolvam programas de computador em suas diversas modalidades. 2. Na mesma oportunidade, a Corte aduziu que o legislador complementar, adotando critério objetivo, buscou dirimir conflitos de competências em matéria tributária envolvendo softwares, estabelecendo, no subitem 1.05 da lista anexa à LC nº 116/03, que estão sujeitos ao ISS o licenciamento e a cessão de direito de uso de programas de computação. Pontuou-se, ademais, que, conforme a Lei nº 9.609/98, o uso de programa de computador no País é objeto de contrato de licença. 3. Ainda naquela ocasião, o Tribunal consignou que, associado a isso, não se pode desconsiderar o fato de que é imprescindível a existência de esforço humano direcionado para a construção de programas de computação, sejam eles de qualquer tipo, configurando-se obrigação de fazer, a qual também se encontra presente nos demais serviços prestados ao usuário, como no help desk, nas atualizações etc. Outrossim, asseverou o Tribunal haver prestação de serviço no modelo denominado Software-as-a-Service (SaaS). 4. Aplica-se ao presente caso a orientação firmada no julgamento das citadas ações diretas. 5. Foi fixada a seguinte tese para o Tema nº 590 de repercussão geral: “[é] constitucional a incidência do ISS no licenciamento ou na cessão de direito de uso de programas de computação desenvolvidos para clientes de forma personalizada, nos termos do subitem 1.05 da lista anexa à LC nº 116/03”. 6. Recurso extraordinário não provido. 7. Os efeitos da decisão foram modulados nos termos da ata do julgamento. (RE 688223, Relator(a): DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 06-12-2021, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-040 DIVULG 02-03-2022 PUBLIC 03-03-2022) RESPOSTA: A rega matriz utilizada na presente questão é a do CRITÉRIO PESSOAL. d) TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. DEFINIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. DEDUÇÃO DOS GASTOS COM MATERIAIS EMPREGADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL. RECEPÇÃO DO ART. 9º, § 2º, b, DO DECRETO-LEI 406/1968 PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA CORTE. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (RE 603497 RG, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, julgado em 04/02/2010, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-081 DIVULG 06-05-2010 PUBLIC 07-05-2010 EMENT VOL-02400-08 PP-01639) RESPOSTA: A rega matriz utilizada na presente questão é a do CRITÉRIO PRESTACIONAL. e) IMPOSTO - VINCULAÇÃO A ÓRGÃO, FUNDO OU DESPESA. A teor do disposto no inciso IV do artigo 167 da Constituição Federal, é vedado vincular receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. A regra apanha situação concreta em que lei local implicou majoração do ICMS, destinando-se o percentual acrescido a um certo propósito - aumento de capital de caixa econômica, para financiamento de programa habitacional. Inconstitucionalidade dos artigos 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º e 9º da Lei nº 6.556, de 30 de novembro de 1989, do Estado de São Paulo. (RE 183906, Relator(a): MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 18-09-1997, DJ 30-04-1998 PP-00018 EMENT VOL-01908-03 PP-00463 RTJ VOL-00167-01 PP-00287) RESPOSTA: A rega matriz utilizada na presente questão é a do CRITÉRIO TEMPORAL. Sugestão para pesquisa suplementar • CARVALHO, Aurora Tomazini de. Curso de teoria geral do direito: o constructivismo lógico-semântico. São Paulo: Noeses. Capítulos X, XI e XIII. • Artigo: “Teoria da norma jurídica e a regra-matriz de incidência como técnica de interpretação do direito”, de Rosana Oleinik, in Constructivismo lógico-semântico, vol. I, Paulo de Barros Carvalho (Coord.). São Paulo: Noeses. • DALLA PRIA, Rodrigo. Constructivismojurídico e interpretação concretizadora: dialogando com Paulo de Barros Carvalho e Friedrich Müller. In: CARVALHO, Paulo de Barros, e SOUZA, Priscila (Org.). VIII Congresso Nacional de Estudos Tributários - Derivação e positivação no direito tributário. São Paulo: Noeses, 2011, p. 997-1030. • BARRETO, Paulo Ayres. Planejamento tributário: limites normativos. São Paulo: Noeses, cap. 8, p. 156-249. • CARVALHO, Aurora Tomazini de. Simulação, fraude, sonegação e aplicação da multa qualificada na desconsideração de planejamentos tributários com ágio. In.: CARVALHO, Paulo de Barros (coord.); SOUZA, Priscila de (org.). 50 anos do Código Tributário Nacional. São Paulo: Noeses, 2016, p. 103-138. • MCNAUGHTON, Charles William. Elisão e norma antielisiva: completabilidade e sistema tributário. São Paulo: Noeses, cap. 9, item 9.4, p. 483-496. • BALEEIRO, Aliomar. Direito tributário brasileiro. Atualizado por Misabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense, p.1107 e seguintes. • BECHO, Renato Lopes. A discussão sobre a tributabilidade de atos ilícitos. Revista Dialética de Direito Tributário. São Paulo, n. 112, p. 86-111, jan. 2010. • CARVALHO, Paulo de Barros. O absurdo da interpretação econômica do fato gerador - direito e sua autonomia - o paradoxo da interdisciplinariedade. Revista de Direito Tributário. São Paulo: Malheiros, n. 97, p.7-17, 2007. • MARTINS, Natanael. A tributação do ilícito – limites à aplicação do princípio non olet. In: CARVALHO, Paulo de Barros (coordenador). 50 anos do código tributário nacional. São Paulo: Noeses, 2016, p. 943-970. Anexo I RESP 1.670.521/SP PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS (ITBI). BASE DE CÁLCULO. VALOR DA ARREMATAÇÃO. FATO GERADOR. REGISTRO DA TRANSMISSÃO DO BEM IMÓVEL. SUMULA 83/STJ. 1. O valor da arrematação é que deve servir de base de cálculo do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis. Precedentes do STJ. 2. O fato gerador do imposto de transmissão (art. 35, I, do CTN) é a transferência da propriedade imobiliária, que somente se opera mediante o registro do negócio jurídico no ofício competente. 3. Dessume-se que o acórdão recorrido está em sintonia com o atual entendimento do Superior Tribunal de Justiça, razão pela qual não merece prosperar a irresignação. Incide, in casu, o princípio estabelecido na Súmula 83/STJ: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida." 4. Cumpre ressaltar que a referida orientação é aplicável também aos recursos interpostos pela alínea "a" do art. 105, III, da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido: REsp 1.186.889/DF, Segunda Turma, Relator Ministro Castro Meira, DJe de 2.6.2010. 3.Recurso Especial de que não se conhece. (REsp n. 1.670.521/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 27/6/2017, DJe de 30/6/2017.) image1.jpeg image2.jpeg image3.jpg