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Questões resolvidas

(Unespar 2016) A filosofia moderna é marcada pela necessidade de afirmar a importância de um método para a investigação, fato que não afeta apenas as preocupações dos filósofos, mas também dos cientistas que começavam a esboçar, de forma mais metódica, produção de conhecimento. O método mais celebrado entre os filósofos da época foi aquele desenvolvido por René Descartes, conhecido como o pai do Racionalismo moderno. Contudo, o filósofo Francis Bacon colocou importantes críticas a respeito da validade do método de Descartes. Assinale a alternativa que melhor represente a contribuição de Descartes e a de Bacon, respectivamente.

A) O método cartesiano consistia em criticar sistematicamente a lógica e acreditar na evidência da verdade na mente subjetiva. Já o de Bacon tratava de ignorar o mundo empírico em busca de verdades racionais;
B) O método cartesiano propõe colocar em dúvida tudo aquilo que pode conter erros, até atingir verdades fundamentais que possuam absoluta evidência racional. O de Bacon, parte do reconhecimento de que a ciência da época não progredia em função de uma lógica que não era adequada ao conhecimento do mundo empírico, e apenas este conhecimento deveria importar em detrimento de raciocínios metafísicos;
C) Descartes propunha que se desconfiasse das verdades estabelecidas, uma vez que nenhuma verdade é possível para o intelecto humano, e Bacon propunha buscar a verdade apenas no mundo empírico, sem considerar argumentos racionais;
D) Uma frase emblemática de Descartes é “não há nada no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos”, e seu método consiste numa arqueologia das sensações que dão origem a um conceito. Já Bacon é conhecido por ser o pai do método científico, que preconiza que a investigação deve ser realizada através da experimentação;
E) Descartes divide seu método em fases e diz que precisamos conhecer primeiro as diferentes lógicas para depois aplicá-las ao conhecimento da verdade. Bacon critica justamente a preponderância da lógica aristotélica no conhecimento elaborado pela ciência, até então.

(ENEM)A grande síntese da ciência moderna, estabelecendo as leis físicas do movimento por meio de equações matemáticas e respondendo a todas as questões surgidas com a cosmologia de Copérnico, foi obra de Isaac Newton. Com ela, a física adquiriu um caráter de previsibilidade capaz de impressionar o homem moderno. A evolução do pensamento científico, iniciada por Galileu e Descartes, em direção à concepção de uma natureza descrita por leis matemáticas chegava, assim, a seu grande desabrochar.

A) estabelece uma perspectiva dualista da realidade, fundamentada na filosofia grega.
B) restringe o entendimento da natureza, tornando-a objeto de investigação somente da física.
C) recupera teorias da Antiguidade para explicar a natureza, com ênfase em uma perspectiva mitológica.
D) resgata o racionalismo da Antiguidade, valorizando o homem no debate científico.
E) mantém o quadro geral de conhecimentos teológicos, tais como os utilizados durante a Idade Média.

(ENEM)(...) Na visão do mundo medieval no qual Filippo nasceu, era Deus, e apenas Deus, que podia olhar o mundo, e era a Igreja que revelava ao homem como Deus via o mundo. Entretanto, aquela visão do mundo estava mudando justamente no tempo em que Filippo crescia e se transformava em artista e pensador. Intelectuais, perseguindo a sabedoria da Grécia e de Roma, fizeram do homem uma força capaz de criar e transformar, não substituindo Deus, mas trabalhando dentro do plano divino (...). Fonte: WALKER, Raul Robert. A disputa que mudou a Renascença. Rio de Janeiro: Record, 2002.

A) à valorização do homem como ser racional, visto como obra perfeita da natureza, capaz de refletir, criar e difundir conhecimentos próprios.
B) estrita relação entre Teologia e Filosofia, consideradas elementos comuns para expressar os valores culturais, históricos do período em questão.
C) aos ensinamentos religiosos da Igreja, preponderantes nas diversas manifestações artísticas do período, submetendo o homem à vontade de Deus.
D) ao conservadorismo de homens e de instituições ligados à cultura e aos valores tradicionais, embora outros setores estivessem em franca mutação.
E) à crença de que o homem deveria abandonar Deus, passando a fazer uso de suas faculdades racionais para explicar os dogmas cristãos.

Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão, e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato. Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

A) A potência inata da mente.
B) A revelação da inspiração divina.
C) O estudo das tradições filosóficas.
D) A vivência dos fenômenos do mundo.
E) O desenvolvimento do raciocínio abstrato.

“O axioma ‘Eu sou, eu existo’ constitui a primeira certeza desse filósofo. Em sua obra anterior, Discurso sobre o método, ele a apresentou como ‘Penso, logo existo’, mas abandonou a frase ao escrever suas Meditações, pois o uso de ‘logo’ leva a afirmação a ser lida como premissa e conclusão. O filósofo queria que o leitor – o ‘eu’ que medita – percebesse que, assim que considero o fato de que existo, sei que isso é verdadeiro. Tal verdade é instantaneamente apreendida. A percepção de que existo é uma intuição direta, não a conclusão de um argumento.” O texto desse enunciado exprime uma vertente do pensamento racionalista de um importante filósofo ocidental. Assinale a alternativa correta que apresenta o filósofo racionalista autor das reflexões apresentadas.

A) Nicolau Maquiavel.
B) São Tomás de Aquino
C)René Descartes
D) Pascal
E) Espinosa

partir do século XVI, começam as grandes mudanças no campo do saber humano, aliás, não é um fato isolado, mas está plenamente inserido no cenário das grandes transformações que marcam o fim da Idade Média. A área das ciências é apenas mais uma que entra em crise frente às inovações que explodem em todas as direções. (SANTIN, Silvino. Educação Física: uma abordagem filosófica da corporeidade. Rio Grande do Sul: Unijuí, 2003, p. 16.) Adaptado. A Revolução Científica dos séculos XVI - XVII foi um dos períodos mais relevantes e expressivos das crises de paradigmas. Mudanças no campo do saber humano ocorreram e podem ser consideradas um dos principais fatores desencadeantes do pensamento da Modernidade. Nessa linha de raciocínio, é CORRETO afirmar que

A) o exercício da reflexão filosófica equivale, em grande escala, à revelação do valor da crença religiosa.
B) filósofo René Descartes, na tradição racionalista, é

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Questões resolvidas

(Unespar 2016) A filosofia moderna é marcada pela necessidade de afirmar a importância de um método para a investigação, fato que não afeta apenas as preocupações dos filósofos, mas também dos cientistas que começavam a esboçar, de forma mais metódica, produção de conhecimento. O método mais celebrado entre os filósofos da época foi aquele desenvolvido por René Descartes, conhecido como o pai do Racionalismo moderno. Contudo, o filósofo Francis Bacon colocou importantes críticas a respeito da validade do método de Descartes. Assinale a alternativa que melhor represente a contribuição de Descartes e a de Bacon, respectivamente.

A) O método cartesiano consistia em criticar sistematicamente a lógica e acreditar na evidência da verdade na mente subjetiva. Já o de Bacon tratava de ignorar o mundo empírico em busca de verdades racionais;
B) O método cartesiano propõe colocar em dúvida tudo aquilo que pode conter erros, até atingir verdades fundamentais que possuam absoluta evidência racional. O de Bacon, parte do reconhecimento de que a ciência da época não progredia em função de uma lógica que não era adequada ao conhecimento do mundo empírico, e apenas este conhecimento deveria importar em detrimento de raciocínios metafísicos;
C) Descartes propunha que se desconfiasse das verdades estabelecidas, uma vez que nenhuma verdade é possível para o intelecto humano, e Bacon propunha buscar a verdade apenas no mundo empírico, sem considerar argumentos racionais;
D) Uma frase emblemática de Descartes é “não há nada no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos”, e seu método consiste numa arqueologia das sensações que dão origem a um conceito. Já Bacon é conhecido por ser o pai do método científico, que preconiza que a investigação deve ser realizada através da experimentação;
E) Descartes divide seu método em fases e diz que precisamos conhecer primeiro as diferentes lógicas para depois aplicá-las ao conhecimento da verdade. Bacon critica justamente a preponderância da lógica aristotélica no conhecimento elaborado pela ciência, até então.

(ENEM)A grande síntese da ciência moderna, estabelecendo as leis físicas do movimento por meio de equações matemáticas e respondendo a todas as questões surgidas com a cosmologia de Copérnico, foi obra de Isaac Newton. Com ela, a física adquiriu um caráter de previsibilidade capaz de impressionar o homem moderno. A evolução do pensamento científico, iniciada por Galileu e Descartes, em direção à concepção de uma natureza descrita por leis matemáticas chegava, assim, a seu grande desabrochar.

A) estabelece uma perspectiva dualista da realidade, fundamentada na filosofia grega.
B) restringe o entendimento da natureza, tornando-a objeto de investigação somente da física.
C) recupera teorias da Antiguidade para explicar a natureza, com ênfase em uma perspectiva mitológica.
D) resgata o racionalismo da Antiguidade, valorizando o homem no debate científico.
E) mantém o quadro geral de conhecimentos teológicos, tais como os utilizados durante a Idade Média.

(ENEM)(...) Na visão do mundo medieval no qual Filippo nasceu, era Deus, e apenas Deus, que podia olhar o mundo, e era a Igreja que revelava ao homem como Deus via o mundo. Entretanto, aquela visão do mundo estava mudando justamente no tempo em que Filippo crescia e se transformava em artista e pensador. Intelectuais, perseguindo a sabedoria da Grécia e de Roma, fizeram do homem uma força capaz de criar e transformar, não substituindo Deus, mas trabalhando dentro do plano divino (...). Fonte: WALKER, Raul Robert. A disputa que mudou a Renascença. Rio de Janeiro: Record, 2002.

A) à valorização do homem como ser racional, visto como obra perfeita da natureza, capaz de refletir, criar e difundir conhecimentos próprios.
B) estrita relação entre Teologia e Filosofia, consideradas elementos comuns para expressar os valores culturais, históricos do período em questão.
C) aos ensinamentos religiosos da Igreja, preponderantes nas diversas manifestações artísticas do período, submetendo o homem à vontade de Deus.
D) ao conservadorismo de homens e de instituições ligados à cultura e aos valores tradicionais, embora outros setores estivessem em franca mutação.
E) à crença de que o homem deveria abandonar Deus, passando a fazer uso de suas faculdades racionais para explicar os dogmas cristãos.

Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão, e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato. Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

A) A potência inata da mente.
B) A revelação da inspiração divina.
C) O estudo das tradições filosóficas.
D) A vivência dos fenômenos do mundo.
E) O desenvolvimento do raciocínio abstrato.

“O axioma ‘Eu sou, eu existo’ constitui a primeira certeza desse filósofo. Em sua obra anterior, Discurso sobre o método, ele a apresentou como ‘Penso, logo existo’, mas abandonou a frase ao escrever suas Meditações, pois o uso de ‘logo’ leva a afirmação a ser lida como premissa e conclusão. O filósofo queria que o leitor – o ‘eu’ que medita – percebesse que, assim que considero o fato de que existo, sei que isso é verdadeiro. Tal verdade é instantaneamente apreendida. A percepção de que existo é uma intuição direta, não a conclusão de um argumento.” O texto desse enunciado exprime uma vertente do pensamento racionalista de um importante filósofo ocidental. Assinale a alternativa correta que apresenta o filósofo racionalista autor das reflexões apresentadas.

A) Nicolau Maquiavel.
B) São Tomás de Aquino
C)René Descartes
D) Pascal
E) Espinosa

partir do século XVI, começam as grandes mudanças no campo do saber humano, aliás, não é um fato isolado, mas está plenamente inserido no cenário das grandes transformações que marcam o fim da Idade Média. A área das ciências é apenas mais uma que entra em crise frente às inovações que explodem em todas as direções. (SANTIN, Silvino. Educação Física: uma abordagem filosófica da corporeidade. Rio Grande do Sul: Unijuí, 2003, p. 16.) Adaptado. A Revolução Científica dos séculos XVI - XVII foi um dos períodos mais relevantes e expressivos das crises de paradigmas. Mudanças no campo do saber humano ocorreram e podem ser consideradas um dos principais fatores desencadeantes do pensamento da Modernidade. Nessa linha de raciocínio, é CORRETO afirmar que

A) o exercício da reflexão filosófica equivale, em grande escala, à revelação do valor da crença religiosa.
B) filósofo René Descartes, na tradição racionalista, é

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Filosofia Moderna- Lista de Exercícios 
2035 Erick Barbosa 
 
1) (Unespar 2016) A filosofia moderna é marcada pela necessidade de afirmar a importância de um método 
para a investigação, fato que não afeta apenas as preocupações dos filósofos, mas também dos cientistas que 
começavam a esboçar, de forma mais metódica, produção de conhecimento. O método mais celebrado entre 
os filósofos da época foi aquele desenvolvido por René Descartes, conhecido como o pai do Racionalismo 
moderno. Contudo, o filósofo Francis Bacon colocou importantes críticas a respeito da validade do método 
de Descartes. Assinale a alternativa que melhor represente a contribuição de Descartes e a de Bacon, 
respectivamente. 
A) O método cartesiano consistia em criticar sistematicamente a lógica e acreditar na evidência da 
verdade na mente subjetiva. Já o de Bacon tratava de ignorar o mundo empírico em busca de 
verdades racionais; 
B) O método cartesiano propõe colocar em dúvida tudo aquilo que pode conter erros, até atingir 
verdades fundamentais que possuam absoluta evidência racional. O de Bacon, parte do 
reconhecimento de que a ciência da época não progredia em função de uma lógica que não era 
adequada ao conhecimento do mundo empírico, e apenas este conhecimento deveria importar em 
detrimento de raciocínios metafísicos; 
C) Descartes propunha que se desconfiasse das verdades estabelecidas, uma vez que nenhuma verdade é 
possível para o intelecto humano, e Bacon propunha buscar a verdade apenas no mundo empírico, 
sem considerar argumentos racionais; 
D) Uma frase emblemática de Descartes é “não há nada no intelecto que não tenha passado antes pelos 
sentidos”, e seu método consiste numa arqueologia das sensações que dão origem a um conceito. Já 
Bacon é conhecido por ser o pai do método científico, que preconiza que a investigação deve ser 
realizada através da experimentação; 
E) Descartes divide seu método em fases e diz que precisamos conhecer primeiro as diferentes lógicas 
para depois aplicá-las ao conhecimento da verdade. Bacon critica justamente a preponderância da 
lógica aristotélica no conhecimento elaborado pela ciência, até então. 
 
2) (ENEM)A grande síntese da ciência moderna, estabelecendo as leis físicas do movimento por meio de 
equações matemáticas e respondendo a todas as questões surgidas com a cosmologia de Copérnico, foi obra 
de Isaac Newton. Com ela, a física adquiriu um caráter de previsibilidade capaz de impressionar o homem 
moderno. A evolução do pensamento científico, iniciada por Galileu e Descartes, em direção à concepção de 
uma natureza descrita por leis matemáticas chegava, assim, a seu grande desabrochar. 
(Claudio M. Porto e Maria Beatriz D. S. M. Porto. “A evolução do pensamento cosmológico e o nascimento 
da ciência moderna”. In: Revista brasileira de ensino de física, vol. 30, no 4, 2008. Adaptado.) 
A) estabelece uma perspectiva dualista da realidade, fundamentada na filosofia grega. 
B) restringe o entendimento da natureza, tornando-a objeto de investigação somente da física. 
C) recupera teorias da Antiguidade para explicar a natureza, com ênfase em uma perspectiva mitológica. 
D) resgata o racionalismo da Antiguidade, valorizando o homem no debate científico. 
E) mantém o quadro geral de conhecimentos teológicos, tais como os utilizados durante a Idade Média. 
 
3)(ENEM)(...) Na visão do mundo medieval no qual Filippo nasceu, era Deus, e apenas Deus, que podia 
olhar o mundo, e era a Igreja que revelava ao homem como Deus via o mundo. Entretanto, aquela visão do 
mundo estava mudando justamente no tempo em que Filippo crescia e se transformava em artista e 
pensador. Intelectuais, perseguindo a sabedoria da Grécia e de Roma, fizeram do homem uma força capaz de 
criar e transformar, não substituindo Deus, mas trabalhando dentro do plano divino (...). 
Fonte: WALKER, Raul Robert. A disputa que mudou a Renascença. Rio de Janeiro: Record, 2002. 
Essa atitude dos renascentistas relaciona-se: 
A) à valorização do homem como ser racional, visto como obra perfeita da natureza, capaz de refletir, criar e 
difundir conhecimentos próprios. 
B) estrita relação entre Teologia e Filosofia, consideradas elementos comuns para expressar os valores 
culturais, históricos do período em questão. 
C) aos ensinamentos religiosos da Igreja, preponderantes nas diversas manifestações artísticas do período, 
submetendo o homem à vontade de Deus. 
D) ao conservadorismo de homens e de instituições ligados à cultura e aos valores tradicionais, embora 
outros setores estivessem em franca mutação. 
E) à crença de que o homem deveria abandonar Deus, passando a fazer uso de suas faculdades racionais para 
explicar os dogmas cristãos. 
 
4) Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, 
não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor 
do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos 
sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão, e tampouco nossa razão é capaz 
de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou 
questões de fato. 
Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano? 
A) A potência inata da mente. 
B) A revelação da inspiração divina. 
C) O estudo das tradições filosóficas. 
D) A vivência dos fenômenos do mundo. 
E) O desenvolvimento do raciocínio abstrato. 
 
5) “O axioma ‘Eu sou, eu existo’ constitui a primeira certeza desse filósofo. Em sua obra anterior, Discurso 
sobre o método, ele a apresentou como ‘Penso, logo existo’, mas abandonou a frase ao escrever suas 
Meditações, pois o uso de ‘logo’ leva a afirmação a ser lida como premissa e conclusão. O filósofo queria 
que o leitor – o ‘eu’ que medita – percebesse que, assim que considero o fato de que existo, sei que isso é 
verdadeiro. Tal verdade é instantaneamente apreendida. A percepção de que existo é uma intuição direta, 
não a conclusão de um argumento.” 
(Vários colaboradores. O livro da Filosofia. Tradução Douglas Kim. São Paulo: Globo, 2011. p. 120. 
Adaptado). 
O texto desse enunciado exprime uma vertente do pensamento racionalista de um importante filósofo 
ocidental. Assinale a alternativa correta que apresenta o filósofo racionalista autor das reflexões 
apresentadas. 
A) Nicolau Maquiavel. 
B) São Tomás de Aquino 
C)René Descartes 
D) Pascal 
E) Espinosa 
 
6) Dos parágrafos XLI ao XLIV de seu Novum Organon: instauratio Magna, o inglês Francis Bacon (1561-
1621), considerado o fundador da ciência moderna, enumera os quatro ídolos da sua famosa doutrina dos 
ídolos. São eles: tribo, caverna, mercado e tetro. Com essa doutrina, Bacon pretende dar meios de depuração 
da razão para que possamos confiar nos sentidos como meios de conhecimento do mundo. Com isso, 
podemos nos livrar de falsas compreensões, ideias ilusórias, expectativas individuais e tradições enganosas, 
para extrair da natureza, através da ciência experimental e da verdadeira indução, as suas leis. 
A corrente de pensamento inaugurada por Bacon, com essa doutrina, é denominada 
A) Empirismo 
B) Idealismo 
C) Racionalismo 
D) Positivismo 
E) Neoplatonismo 
 
7) partir do século XVI, começam as grandes mudanças no campo do saber humano, aliás, não é um fato 
isolado, mas está plenamente inserido no cenário das grandes transformações que marcam o fim da Idade 
Média. A área das ciências é apenas mais uma que entra em crise frente às inovações que explodem em 
todas as direções. 
(SANTIN, Silvino. Educação Física: uma abordagem filosófica da corporeidade. Rio Grande do Sul: Unijuí, 
2003, p. 16.) Adaptado. 
A Revolução Científica dos séculos XVI - XVII foi um dos períodos mais relevantes e expressivos das 
crises de paradigmas. Mudanças no campo do saber humano ocorreram e podem ser consideradasum dos 
principais fatores desencadeantes do pensamento da Modernidade. 
Nessa linha de raciocínio, é CORRETO afirmar que 
A) o exercício da reflexão filosófica equivale, em grande escala, à revelação do valor da crença religiosa. 
B) filósofo René Descartes, na tradição racionalista, é o primeiro a colocar a necessidade de um método 
eficaz. 
C) no campo do saber científico, o valor das ideias religiosas tem relevância. 
D) os métodos empírico-racionais têm pouca monta no âmbito da Revolução Científica. 
E) o conhecimento sobre Deus ocupa um lugar primordial no pensamento da modernidade. 
 
8) “Como desejasse dedicar-me unicamente à pesquisa da verdade, achei melhor [...] rejeitar como 
absolutamente falso tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida, e isso para verificar se restaria, 
depois, alguma coisa em minha crença que fosse inteiramente indubitável. Assim, sabendo que os nossos 
sentidos às vezes nos enganam, quis supor que não havia nada que correspondesse exatamente ao que nos 
fazem imaginar. Assim [...] repeli como falsas todas as razões que antes tomara por demonstrações. [...] 
Mas, logo depois, observei que, enquanto pretendia assim considerar como falso, era forçoso que eu, ao 
pensar, fosse alguma coisa. Notei, então, que a verdade penso, logo existo era tão sólida e tão certa que nem 
mesmo as mais extravagantes suposições dos céticos poderiam abalá-la”. 
Fonte: DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Atena, s/d. p. 41-42. 
 
Descartes dedicou-se a encontrar uma forma de conhecer e compreender o mundo em seu entorno. 
Assim, a partir do texto, identifique o método adotado e proposto por ele: 
A) O de aplicar os sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). 
B) O método de uma razão meramente perceptiva e imaginativa. 
C) O de duvidar de tudo. 
D) A experimentação intuitiva e indutiva. 
E) Aplicar o método empírico-racionalista 
 
GABARITO 
1)B 
2)D 
3)A 
4)D 
5)C 
6)A 
7)B 
8)C

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