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ANÁLISES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO LABORATORIAL III
Profa. Emanuelle C. Pimentel
ANTÍGENO E ANTICORPO
TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA
São os LEUCÓCITOS, que se dividem em:
-Linfócitos: aumentados em processos virais. Os linfócitos B são aqueles que produzem os anticorpos, e os linfócitos T são aqueles que ajudam outras células.
-Neutrófilos: aumentados em infecções bacterianas, são os leucócitos mais abundantes
-Basófilos: são granulócitos que se coram com substâncias básicas e liberam duas importantes substâncias; a heparina, que é um importante anticoagulante. A outra é a histamina, que atua como vasodilatadora nas alergias.
-Eosinófilos: aumentados em processos alérgicos e parasitoses (helmintoses)
-Monócitos: dão origem aos macrófagos (fagocitose)
CÉLULAS DE DEFESA DO SISTEMA IMUNOLÓGICO
LEMBRANDO
CÉLULAS DE MEMÓRIA: Linfócito B de memória ou célula B de memória é um subtipo de linfócito B que é formado após uma infecção primária. 
Se o organismo entrar em contato com qualquer agente infeccioso, ele desenvolverá linfócitos especiais, que são chamados de células de memória, capazes de reconhecer esse agente infeccioso. 
RESPOSTA IMUNE ESPECÍFICA
RESPOSTA INFLAMATÓRIA
A principal maneira pela qual o sistema imune lida com as infecções e lesões teciduais é estimulando a inflamação aguda, que é o acúmulo de leucócitos, proteínas plasmáticas e fluido derivado do sangue em tecido extravascular, local de infecção ou lesão. 
Os leucócitos e as proteínas plasmáticas normalmente circulam no sangue e são recrutados para os locais de infecção e lesão, onde eles realizam várias funções efetoras que servem para matar os microrganismos e iniciar o reparo do tecido danificado.
Tipicamente, o leucócito mais abundante que é recrutado do sangue para os locais de inflamação aguda é o neutrófilo, mas os monócitos sanguíneos, que se tornam macrófagos no tecido, são cada vez mais importantes ao longo do tempo e podem se tornar a população dominante em algumas reações.
Entre as proteínas plasmáticas importantes e que entram nos locais inflamatórios incluem-se as proteínas do complemento, anticorpos e reagentes de fase aguda.
A distribuição destes componentes derivados do sangue para os locais inflamatórios é dependente de alterações reversíveis nos vasos sanguíneos dos tecidos infectados ou danificados. 
RESPOSTA INFLAMATÓRIA
RESPOSTA INFLAMATÓRIA
-As citocinas da imunidade inata têm algumas importantes propriedades e funções gerais. Elas são produzidas principalmente por macrófagos teciduais e células dendríticas, embora outros tipos celulares também as produzam. 
As citocinas da imunidade inata desempenham vários papéis, seja induzindo inflamação, inibindo replicação viral ou promovendo respostas de célula T e limitando as respostas imunes inatas.
PRINCIPAIS CITOCINAS INFLAMATÓRIAS
ANTÍGENO
Antígeno pode ser definido como qualquer substância que pode ser especificamente ligada a uma molécula de anticorpo. 
Qualquer substância que possa desencadear uma resposta imune é considerada imunogênica sendo chamada de imunógeno. 
Embora todo o imunógeno seja um antígeno, nem todo o antígeno é imunogeno. Por isso precisa ser associado a um imunógeno para desencadear uma resposta imune. 
Hapteno: São moléculas que podem reagir com o anticorpo, mas não são capazes de, por si mesmas, induzir uma resposta imune adaptativa.
 Os haptenos devem ser quimicamente unidos a portadores protéicos para poderem evocar resposta em anticorpos e em células T
Quando os antígenos são macromoléculas estas possuem regiões específicas de ligação ao antígeno denominadas de determinantes antigênicos ou epítopos. 
A maioria dos linfócitos T reconhecem antígenos peptídicos que estão ligados e são apresentados pelas moléculas do complexo de Histocompatibilidade maior (MHC). 
 Os linfócitos B usam os anticorpos ligados à membrana para reconhecer uma ampla variedade de antígenos, incluindo proteínas, polissacarídeos, lipídios.
ANTICORPO
 ANTICORPOS: imunoglobulina. 
 Produzidas por linfócitos B. 
 Podem ser secretados ou permanecerem ligados à membrana.
Os anticorpos são moléculas que atuam na defesa do organismo e são produzidos pelos plasmócitos, células formadas a partir da diferenciação dos linfócitos B.
Os anticorpos são sintetizados somente pelas células da linhagem de linfócitos B e existem em duas formas: 
Anticorpos ligados à membrana na superfície dos linfócitos B funcionam como receptores de antígenos 
Anticorpos secretados neutralizam as toxinas, previnem a entrada e espalhamento dos patógenos e eliminam os microrganismos.
 Uma molécula de anticorpo é composta de quatro cadeias polipeptídicas, incluindo duas cadeias pesadas (H) idênticas e duas cadeias leves (L) idênticas, onde cada cadeia contém uma região variável e uma região constante.
No plasma. 
Interior dos compartimentos citoplasmáticos. 
Ligados à membrana na superfície de linfócitos B. 
No líquido intersticial dos tecidos. 
Os anticorpos estão presentes na superfície de certas células que apesar de não secretarem anticorpos possuem receptores para eles. 
Exemplo: fagócitos, células Natural Killer, mastócitos.
Estão também presentes em secreções como o muco e leite.
LOCALIZAÇÃO 
FUNÇÕES 
Muitas das funções das moléculas de anticorpo são específicas para cada tipo de isótipos ou subtipos.
Ativação do complemento: cascata de proteína que desencadeia a formação de um complexo de ataque a membrana, promovendo a lise celular - IgG e IgM. 
Opsonização: Os fagócitos possuem receptores para as porções Fc da IgG potencializando a fagocitose. 
Neutralização: Se liga a agentes nocivos, como toxinas, vírus, as bactérias neutralizando o processo tóxico ou infeccioso.
CLASSIFICAÇÃO 
Os anticorpos são classificados com relação suas características: tamanho, carga, solubilidade e também suas características funcionais. 
Classe de anticorpos: IgM, IgD, IgG (IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4), IgE e IgA (IgA1, IgA2). 
As cadeias pesadas são designadas pela letra do alfabeto grego: 
IgA- cadeia pesada α1 ou α2. 
IgD- cadeia pesada δ 
IgG- cadeia pesada γ1, γ2, γ3 ou γ4. 
IgM- cadeia pesada µ.
As cadeias leves dos anticorpos podem ser classificados como: 
Kappa ( κ) ou lambda ( λ) divididas em domínios constantes de variáveis)- duas kappas ou duas lambdas.
ANTICORPO
A classe IgG é a classe de anticorpos encontrada em maior quantidade no nosso corpo. 
Estima-se que 75% dos anticorpos de uma pessoa normal sejam do tipo IgG. 
Essa imunoglobulina, que também apresenta subclasses, apresenta diversas funções, porém é importante destacar sua proteção ao feto. Essa proteção é garantida porque essa é a única imunoglobulina que pode atravessar a placenta e chegar ao feto. 
IMUNOGLOBULINA IgG
A IgG materna , transferida para o feto por meio da placenta, confere imunidade passiva adquirida ( uma imunidade de curta duração na qual não há produção de anticorpos), já a IgG fetal apareça em torno da 12ª semana de gestação e os níveis crescem significativamente no último trimestre.
 A IgG é ativa contra cocos Gram-positivos( pneumococos e estreptococos).
O recém-nascido tem proteção contra a maioria das doenças infantis desde que a mãe tenha anticorpos contra essas doenças.
 Como a IgG não age contra bacilos Gram-negativos ( Escherichia coli e Enterobacter), o neonato é mais suscetível a infecções por esses agentes. 
E em torno de três meses, a IgG da mãe se esgota. 
Imunoglobulina IgM é a primeira imunoglobulina produzida pela estimulação antigênica
 A IgM é o principal anticorpo na incompatibilidade do tipo sanguíneo e em infecções por bactérias Gram-negativas. 
A IgM materna não atravessa a placenta e em torno da 20ª semana de gestação o feto produz IgM em resposta à exposição ao antígeno, ela também prove uma imunidade ativa, ou seja, uma imunidade permanente resultante da estimulação antigênica por meio de inoculação ou da imunidade natural. 
Níveis elevados de IgM no neonato podem indicar infecção perinatal.
A classe IgM indicaanticorpos formados durante a resposta primária e são os primeiros que se formam em resposta a patógenos complexos.
IMUNOGLOBULINA IgM
• A síntese de IgA é muito intensa. 
• Ocorre principalmente nos tecidos linfóides associados a mucosa. 
• O transporte para a luz da mucosa é bastante eficiente. 
• Sua concentração plasmática é baixa. 
• A IgA na mucosa neutraliza agentes nocivos. 
• A IgA possui um componente secretor (glicopeptídeo com alto conteúdo de carboidrato). 
• As células epiteliais ligam a IgA ao componente secretor e transportam este complexo através da barreira epitelial.
imunidade de mucosas mediada por IgA 
IMUNOGLOBULINA IgA
É o principal anticorpo do revestimento mucoso dos intestinos e brônquios
IgA aparece nas secreções corpóreas, não atravessa a placenta e comumente está ausente no recém-nascido. 
Combinada com uma proteína mucosa, a IgA é secretada sobre as superfícies mucosas como um anticorpo secretório, além do que está presente no leite materno conferindo uma imunidade passiva ao lactente. 
A IgA secretória também limita o crescimento bacteriano no trato gastrointestinal.
A imunoglobulina D (IgD) é uma classe de anticorpos encontrado em pequenas quantidades (1%) no sangue e está associado às membranas dos linfócitos B imaturo
Imunoglobulina IgD tem como função a ativação de células que protegem o organismo. 
O IgD é encontrado no sangue e ainda suas funções estão sendo definidas e estudadas por diversos pesquisadores.
 
IMUNOGLOBULINA IgD
ANTICORPO MONOCLONAL: anticorpo que combate apenas um tipo de antígeno (alta especificidade)
ANTICORPO POLICLONAL: anticorpo que combate mais de um tipo de antígeno (baixa especificidade)
Tolerância imunológica
Tolerância é um estado imunológico caracterizado por resposta efetora reduzida ou ausente, após um contato prévio com o antígeno.
Antígeno
Antígeno Antígeno
Tolerância imunológica
Imunógeno: substância	que induz resposta imune
Tolerógeno: substância que induz tolerância
Características gerais da tolerância
Processo ativo específico induzido pelo Ag.
Envolvimento de células B, Th,Tc, TReg.
Tolerância pode perdurar por longo período.
AUTOTOLERÂNCIA
Ausência de resposta imune específica contra auto-Ags;
Quebra de autotolerância
Doenças autoimunes
Autoimunidade
É uma condição onde o sistema de defesa imunológico de um indivíduo agride “por engano” estruturas do corpo desta pessoa, como faria com micróbios invasores. 
Hoje sabemos que algum grau de autoimunidade acontece na maioria de nós sem, no entanto, causar doença.
“Quebra”	dos		mecanismos de	autotolerância		e desenvolvimento	de	doença autoimune
Doenças auto-imunes
Maior incidência nas mulheres
As mulheres correm risco maior de desenvolver uma doença autoimune, e a explicação para isso pode estar em um receptor de estrógeno localizado em células de defesa do corpo.
Doenças auto-imunes
CLASSIFICAÇÃO
Sistêmicas
Órgão - específicas
ROITT, I., BROSTOF, J. e MALE, David. Imunologia. Editora Manole Ltda., 2003.
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.: Imunologia Básica: Funções e Distúrbios do sistema imunológico. 2ª e 3ª edição, Elsevier 2007. 
VÍDEOS RECOMENDADOS: 
https://globoplay.globo.com/v/9752038/ -sistema imunologico
https://globoplay.globo.com/v/9752044/?s=0s – vacina covid
REFERÊNCIAS
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