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Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 1 Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” Objetivo 1: Descrever a atuação do SNA e suas divisões anatômicas explicando a ação dos neurotransmissores do SNA e seus respectivos receptores. O sistema nervoso autônomo controla respostas nas glândulas, nas musculaturas lisas e cardíaca, nos tecidos linfáticos e no tecido adiposo e pode ser subdividido em simpático e parassimpático, que podem ter respostas antagônicas, tônicas e cooperativas. As ações do SNA são de extrema importância para manter a homeostase do organismo, mediando a ação endócrina e comportamental. Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 2 Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 3 Anatomicamente, o SNA é composto por neurônio pré-ganglionar, gânglio autônomo e neurônio pós-ganglionar. O primeiro sai do SNC e projeta-se no gânglio, que está localizado fora do SNC, e faz a sinapse com o terceiro, que tem o seu corpo celular no gânglio e leva o estímulo até o tecido alvo. No simpático, o pré- ganglionar é curto e pós-ganglionar é longo, invertendo essa lógica para a disposição do parassimpático. Uma especificidade dessa disposição é a divergência, a qual permite que um neurônio pré-ganglionar faça sinapse com mais de um pós-ganglionar, o que acarreta em um único estímulo, desencadear respostas em vários tecidos diferentes. Outra diferença dos dois sistemas é o ponto Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 4 de origem das vias no SNC, sendo no simpático originados nas regiões torácicas e lombares, e no parassimpático, no tronco encefálico e na região sacral. Uma especificidade das sinapses autônomas é que elas possuem dilatações, as varicosidades, contendo vesículas preenchidas com neurotransmissores. A liberação desses compostos é feita de forma difusa no líquido intersticial para alcançar os receptores, fazendo com que a resposta seja menos direta, porém atinja uma área maior do tecido-alvo. Outra diferenciação possível para os SNA são os seus neurotransmissores e seus respectivos receptores. Todos os neurônios pré-ganglionares liberam acetilcolina (ACh) que se ligam aos receptores colinérgicos nicotínicos (nAChR) dos neurônios pós- ganglionares. Os neurônios pós- ganglionares simpáticos liberam noradrenalina (NA), que atua nos receptores adrenérgicos alfa ou beta dos tecidos-alvo. E por fim, os neurônios pós-ganglionares parassimpáticos liberam acetilcolina (ACh), que se ligarão aos receptores muscarínicos (mAChR) dos tecidos- alvo. Os receptores adrenérgicos são os alfa e beta. Os recpetores alfa (o mais comum) respondem fortemente à noradrenalina e fracamente à adrenalina. Os receptores beta possuem três subtipos, sendo que os β¹ respondem igualmente a noradrenalina e adrenalina; os β² são mais sensíveis à adrenalina e os β³, mais sensíveis à noradrenalina. Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 5 Objetivo 2: Explicar a farmacocinética e a farmacodinâmica. A farmacocinética é a forma com que o organismo age sobre o fármaco, enquanto a farmacodinâmica, a forma com que o fármaco age sobre o corpo. Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 6 Farmacodinâmica A ligação do fármaco a um receptor pode ser seguido de diferentes passos: Fármaco + Receptor-efetor → Complexo fármaco-receptor-efetor → EFEITO Fármaco + Receptor-efetor → Complexo fármaco-receptor-efetor → Molécula efetora → EFEITO Fármaco + Receptor-efetor → Complexo fármaco-receptor-efetor → Ativação de molécula de acoplamento → molécula efetora → EFEITO Inibição do metabolismo de ativador endógeno → Ação aumentada do ativador sobre uma molécula efetora → EFEITO AUMENTADO Alguns dos princípios da farmacodinâmica são: tipos de interação fármaco-receptor, duração de ação, receptores e sítios de ligação. Farmacocinética O fármaco precisa ser absorvido no sangue a partir de seu sítio de administração e distribuído para seu sítio de ação, permeando várias barreiras que separam esses compartimentos, depois de provocar seu efeito, deve ser eliminado a uma velocidade razoável por inativação metabólica, por excreção do corpo ou por uma combinação desses processos. Objetivo 3: Explicar a atuação da atropina no SNA. Problema 1 - “Chumbinho pode matar!” 7 A atropina causa um bloqueio reversível das ações colinomimétricas em receptores muscarínicos, ou seja, seu efeito pode ser suplantado por uma concentração maior de ACh, ou de um agonista muscarínico equivalente. Sua ligação a esses receptores impede a liberação de trifosfato de inositol (IP3) e a inibição de adenililciclase. Nos olhos causará midríase, cicloplegia e redução da secreção lacrimal; no sistema cardiovascular, taquicardia em doses moderadas/altas, bradicarida em doses baixas, bloqueio da vasodilatação das coronárias e dos músculos esqueléticos; no sistema respiratório, alguma broncodilatação e redução da secreção; no trato gastrointestinal, boca seca, diminuição da do tônus e os movimentos propulsivos do estômago ao cólon; no trato geniturinário, lentidão na micção; nas glândulas sudoríparas suprime a sudorese termorreguladora.