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de informações mais detalhadas sobre 
o custo de construção e sobre índices de evolução. O SINAPI exclui do seu custo unitário os 
custos de projetos, licenças e seguros, instalações provisórias, administração e lucro da 
construtora e incorporadora. É similar ao CUB. 
 
2.20 Curva ABC (atenção! Não é a mesma coisa que o ABC da seção sobre o BDI) 
O objetivo do planejamento e controle de estoques é não deixar faltar material, mas também 
não imobilizar demasiadamente os recursos financeiros. 
A curva ABC (figura 16) permite identificar aqueles itens (matérias-primas, material auxiliar, 
material em processamento, produtos acabados) que justificam atenção e tratamento 
adequados à sua administração. 
 
% Custo% Custo
 acumulado acumulado
A
C
B
Faixas de
Controle
Itens a controlar Total de itens
Curva deCurva de
ClassificaçãoClassificação
ABCABC
 
Figura 16a: Curva ABC. 
Classe A - Grupo de itens mais importantes; 
Classe B - Intermediária entre A e C; 
Classe C - Grupo de Itens menos importantes. 
A tabela 13 mostra número de itens, e a faixa de percentuais que geralmente representam 
dentro de cada categoria. 
Tabela 13: número de itens, e a faixa de percentuais que geralmente representam. 
Classes Percentual de itens Valor do custo global (%) 
A 10 A 20 50 A 70 
B 20 A 30 20 A 30 
C 50 A 70 10 A 20 
 
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O estoque e aplicação dos itens de classe A devem ser rigorosamente controlados, com o 
menor estoque de segurança possível. O estoque e a aplicação dos itens de classe C devem 
ter controle simples e estoque de segurança maior, pois esta política traz pouco ônus ao custo 
total. 
CUSTO TOTAL = CUSTO UNITÁRIO X CONSUMO DO INSUMO 
Formas de fazer a classificação ABC: 
 Fichas, tabela (ambos em ordem decrescente) 
 Método gráfico (ver figura 16b) 
 Softwares 
 
% Custo% Custo
acumuladoacumulado
Itens a controlar Total de itens
Mesma medida
1º) Traçar a curva de % de custo acumulado
2º) Unir as pontas da curva
3º ) Traçar uma paralela, tangente à curva
4º) Onde corta os eixos y e x´, marcar pontos
5º) Traçar bissetrizes dos ângulos formados
6º) Onde as bissetrizes cortarem a curva, descer linhas verticais, que limitam a classificação 
em A, B, e C
A
B
C
 
Figura 16b: Método Gráfico - Curva de Classificação ABC 
 
Cuidados a tomar p/ não que a curva ABC não represente desvantagem: 
 O andamento da obra pode ser prejudicado tanto pela falta de um material considerado 
“barato”, quanto pela falta de um material caro - não negligenciar datas de pedidos, 
mesmo dos materiais baratos; 
 Se nos aceitarmos que o controle de estoque e aplicação (principalmente quanto ao 
desperdício) de materiais baratos pode ser “negligenciado”, corremos o risco de não 
reduzir estoques e desperdício dos materias grupo A, e aumentar estoques e 
desperdício do material grupo C. 
A tabela 14 mostra os materiais enquadrados na categoria A para a construção de prédios 
residenciais, segundo pesquisas na Grande Florianópolis: 
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Tabela 14a: materiais enquadrados na categoria A para a construção de prédios residenciais, na Grande 
Florianópolis. Fonte: LOPES (1992). 
Ordem de 
importância 
Insumos Participação percentual 
média 
Participação percentual 
acumulada 
1 Concreto pré-misturado 9,90 9,90 
2 Azulejos 8,22 18,12 
3 Concreto pré-moldado 7,25 25,37 
4 Janelas de alumínio 7,13 32,50 
5 Ferros 6,25 38,75 
6 Tábuas brutas (estruturas) 5,03 43,78 
7 Inst. hidráulicas 4,76 48,54 
8 VB p/ mat. Inst. elétricas 4,66 53,20 
9 VB p/ mat. (esq/fer/vd) 4,40 57,60 
10 Cimento Portland 4,25 61,85 
11 Portas de madeira 3,73 65,56 
12 Tijolos 3,45 69,03 
13 Material p/ pintura 3,12 72,15 
 
Tabela 14b: Exemplo de serviços enquadrados na categoria A, para residência unifamiliar. 
Residência 
unifamiliar
 
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3. Contratos, gerenciamento e licitações 
3.1 Contratos 
Contrato é qualquer ajuste de vontades entre partes 
Um contrato deve conter 1: 
 Cláusula com a caracterização do contratante e do contratado; 
 Cláusula descrevendo o objeto do contrato; 
 Cláusulas determinando o preço e o prazo de execução. 
A natureza do contrato depende de muitas variáveis: 
 Escopo de fornecimento; 
 Grau de responsabilidade do contratado; 
 Riscos envolvidos; 
 Divisão de riscos e; 
 Urgência de ter o empreendimento funcionando. 
3.1.1 Formas de contratação de obra2 
São duas as formas de contratação de construção de obras: 
Negociação direta: É quando o proprietário negocia as condições de execução e a 
remuneração com o construtor de sua preferência. 
Licitação: É onde o proprietário (em geral um órgão público) estabelece as condições de 
contratação, execução e remuneração, publicando-as amplamente, visando obter interessados 
na execução. 
As licitações são os processos de escolha, em princípio não preferencial, de construtores para 
execução de obras públicas ou privadas. 
 Obras públicas: são aquelas cujo proprietário é o Estado, através de seus 
representantes públicos. 
 Obras privadas: são aquelas cujo proprietário é uma pessoa, um grupo de pessoas, ou 
uma entidade particular. 
 Edital: é um conjunto de normas para disciplinar uma licitação e a respectiva 
contratação da execução de uma construção. 
 Contrato de construção: é um conjunto de condições relativas à execução a serem 
observadas e obedecidas pelo proprietário e pelo construtor contratado. 
 Aditivos ao contrato de construção: são condições adicionais incorporadas a um 
contrato de construção. 
Normalmente, a negociação direta é empregada em obras privadas, enquanto a licitação é 
obrigatória para obras públicas. 
Os aditivos contratuais são muito comuns na execução de obras públicas, onde a contratação 
de obras se dá, apesar da Lei, por interesses alheios à técnica e sem projetos competentes. 
 
 
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3.1.2 Conceitos associados2 
a) Proposta para execução de obras: é o documento pelo qual uma empresa se propõe a 
realizar um empreendimento sob determinadas condições de preço, prazo, forma de 
pagamento, podendo ou não conter elementos descritivos ou técnicos. Em obras de maior porte 
é comum dividir a proposta em várias partes, sendo as principais: 
 Habilitação: a parte da proposta onde a empresa demonstra sua aptidão legal para a 
celebração do contrato. 
 Proposta financeira: a parte da proposta onde a empresa expressa as bases financeiras 
do Contrato e/ou a aceitação das condições pré-determinadas no Edital. 
 Proposta técnica: parte da proposta onde a empresa demonstra sua capacidade técnica 
e operacional para realizar a execução. 
b) Preços de proposta: são os preços a serem apresentados ou propostos aos promotores 
dos empreendimentos para a execução das obras. Os preços de proposta contêm a reposição 
dos recursos empregados, que correspondem aos custos de execução, e a remuneração dos 
esforços despendidos, ou sejam, os Custos Diretos e Indiretos de Construção e o Lucro. 
c) Preços de partida de propostas: A especialização das empresas e o desempenho 
gerencial, no entanto, levam a cada empreiteiro vantagens para a execução de obras que 
podem influir diretamente sobre os preço de proposta. Assim, os valores para os custos de 
obras, obtidos nos orçamentos, podem ser artificialmente alterados para conter as eventuais 
facilidades de execução. Nesta circunstância, obtêm-se o que aqui se chamará de preços de 
partida de proposta, ou seja, os preços a partir dos quais se fará a montagem dos preços de 
proposta. Note-se que os custos de execução, orçados a partir do relacionamento que cada 
empresa tem com o mercado fornecedor não sofrem alteração, já que as condições de 
aquisição permanecem as mesmas. O que se altera, com a