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Ícaro Cotta Damásio 1 - É a parte da ferramenta que está posicionada atrás do gume de corte ativo, e sua principal função é permitir que o gume de corte entre em contato com o material a ser usinado de forma eficiente. Essa superfície de folga é projetada para evitar atrito excessivo, o que poderia danificar a ferramenta e comprometer a qualidade do corte. A superfície de folga primária desempenha um papel importante no processo de usinagem, pois permite que o gume de corte penetre no material sem que haja uma resistência significativa. Ela é projetada de forma a fornecer o ângulo correto entre o gume de corte e a peça que está sendo usinada. Esse ângulo é chamado de ângulo de folga ou ângulo de incidência, e sua magnitude pode variar dependendo do tipo de material a ser cortado, da ferramenta de corte e do processo de usinagem. 2 - O raio de ponta em uma ferramenta de corte refere-se à curvatura ou arredondamento presente na extremidade do gume de corte da ferramenta. Em vez de ter uma extremidade afiada, a ferramenta de corte possui um pequeno raio curvo na ponta. Esse raio é projetado de forma precisa e é geralmente dimensionado de acordo com a aplicação específica e o tipo de material a ser usinado. 3 – A aresta principal de corte é o elemento essencial em uma ferramenta de corte que efetua a remoção do material durante uma operação de usinagem. É a parte da ferramenta de corte que entra em contato direto com a peça a ser usinada e executa o corte. A aresta principal de corte é responsável por separar as lascas ou cavacos do material, moldar a peça de trabalho e determinar a qualidade do acabamento superficial da peça usinada. 4 – A aresta secundária de corte, também conhecida como aresta de saída, é uma parte da geometria de uma ferramenta de corte que está relacionada à parte de trás da aresta principal de corte. Enquanto a aresta principal de corte é responsável pela ação de corte inicial, a aresta secundária de corte está envolvida na remoção e controle dos cavacos ou lascas que são formados durante a operação de usinagem. 5 – Uma ferramenta positiva para torneamento não é uma terminologia convencional. O termo "ferramenta positiva" não é amplamente reconhecido na área de usinagem e ferramentas de corte. Em vez disso, a terminologia usual e correta refere-se ao conceito de "ferramenta de corte positiva" ou "inserto positivo" em operações de torneamento. 6 – Uma ferramenta neutra, no contexto de usinagem e ferramentas de corte, refere-se a uma ferramenta de corte cuja geometria não possui inclinação específica na aresta de corte. Em outras palavras, a aresta de corte de uma ferramenta neutra é perpendicular à direção de avanço, resultando em uma inclinação de 0 graus. Ferramentas neutras são usadas em diversas aplicações de usinagem e podem ser particularmente úteis em situações em que a geometria da peça ou as condições de corte requerem um ângulo de corte de 0 graus. Elas são frequentemente usadas para desbaste, operações de rasgo e corte de chanfros. 7 – Fresa Frontal (Fresa de Facear): Geometria: A fresa frontal tem uma geometria plana na parte inferior, com cortadores cortantes localizados na face da ferramenta. Esses cortadores podem ser dentes de metal duro ou inserções intercambiáveis. Aplicação: A fresa frontal é usada principalmente para desbaste, aplainamento, faceamento e operações de acabamento na superfície da peça. Ela é ideal para criar superfícies planas e uniformes, como a face de uma peça de trabalho ou uma superfície plana em um bloco de material. Fresa Tangencial (Fresa de Topo): Geometria: A fresa tangencial possui cortadores localizados na parte superior da ferramenta, perpendicular à sua haste. Esses cortadores podem ser de metal duro ou inserções intercambiáveis. Aplicação: A fresa tangencial é frequentemente usada para fazer canais, cortes em entalhe, desbaste em superfícies verticais e operações de corte em geral. Ela é especialmente eficaz para criar sulcos, rasgos ou ranhuras na peça, bem como para realizar cortes em ângulos retos. Em resumo, a principal diferença entre esses dois tipos de fresas está na orientação dos cortadores e na aplicação. A fresa frontal é usada para criar superfícies planas ou fazer faceamento, enquanto a fresa tangencial é mais adequada para cortes em profundidade, como usinar ranhuras ou fazer cortes perpendiculares. A escolha entre uma fresa frontal e uma fresa tangencial depende da tarefa específica de usinagem que você deseja realizar e das características da peça de trabalho. 8 – Quando o ângulo de cunha de uma ferramenta de corte é muito agudo, ou seja, quando o ângulo entre a aresta de corte e a direção de avanço é pequeno demais, isso pode levar a várias consequências indesejáveis, tanto em termos de desempenho da ferramenta quanto de qualidade do corte Aumento das forças de corte, atrito excessivo, deformação da peça, risco de quebra, qualidade do acabamento superficial, entre outros. Quando o ângulo de cunha de uma ferramenta de corte é muito agudo, ou seja, quando o ângulo entre a aresta de corte e a direção de avanço é pequeno demais, isso pode levar a várias consequências indesejáveis, tanto em termos de desempenho da ferramenta quanto de qualidade do corte. 9 – O ângulo de saída, também conhecido como ângulo de desprendimento, é um dos parâmetros importantes na geometria de uma ferramenta de corte e desempenha um papel crítico nas operações de usinagem. Ele influencia a eficiência da operação de corte, o acabamento superficial da peça e a vida útil da ferramenta. Existem três situações típicas relacionadas ao ângulo de saída em uma ferramenta de corte: Ângulo de Saída Positivo: Nesta situação, a aresta de corte da ferramenta inclina-se para longe da peça de trabalho. Isso resulta em um ângulo positivo entre a aresta de corte e a superfície da peça. O ângulo de saída positivo ajuda a reduzir o atrito entre a ferram enta e a peça, melhorando o acabamento superficial e a vida útil da ferramenta. Ângulo de Saída Neutro (Zero): O ângulo de saída neutro é quando a aresta de corte é perpendicular à superfície da peça de trabalho. Isso significa que não há inclinação para cima ou para baixo da aresta de corte em relação à superfície da peça. É adequado para algumas aplicações, mas pode não ser a melhor escolha em todos os casos, pois pode gerar atrito e calor excessivo. Ângulo de Saída Negativo: Nessa situação, a aresta de corte inclina-se em direção à peça de trabalho. Isso resulta em um ângulo negativo entre a aresta de corte e a superfície da peça. O ângulo de saída negativo pode ser eficaz em operações de desbaste e usinagem de materiais mais duros, mas deve ser usado com cautela, pois pode gerar forças de corte mais significativas. - Ângulo de Cunha: O ângulo de cunha é a inclinação da aresta de corte em relação à direção de avanço da ferramenta. É um ângulo que mede o quão inclinado o gume de corte está em relação à peça de trabalho. Um ângulo de cunha maior significa que a aresta de corte está mais inclinada para trás em relação à direção de avanço. O ângulo de cunha afeta a força de corte, a eficiência do corte, a qualidade do acabamento superficial e o desgaste da ferramenta. Um ângulo maior geralmente reduz as forças de corte radiais, mas pode aumentar as forças axiais. Ângulo de Saída: O ângulo de saída é o ângulo entre a face da ferramenta (a parte que está atrás da aresta de corte) e a direção de avanço. Um ângulo de saída positivo ocorre quando a face da ferramenta se afasta da peça de trabalho, e um ângulo de saída negativo ocorre quando a face da ferramenta se inclina em direção à peça. O ângulo de saída influencia o atrito entre a ferramenta e a peça, afetando o calor gerado e o acabamento superficial da peça. Um ângulode saída positivo é comum para melhorar o desempenho da ferramenta. Ângulo de Folga: O ângulo de folga é o ângulo entre a face de folga da ferramenta (a parte atrás da aresta de corte) e uma linha perpendicular à superfície de corte. O ângulo de folga é projetado para permitir que a ferramenta corte o material sem atrito excessivo. Em geral, ângulos de folga maiores são usados em materiais mais duros. O ângulo de folga influencia o ângulo de cunha e a inclinação da aresta de corte, afetando o desempenho geral da ferramenta. A combinação adequada desses ângulos é essencial para uma usinagem eficaz e eficiente, levando em consideração o tipo de material, a operação de usinagem e as condições de corte. O equilíbrio correto entre esses ângulos ajuda a otimizar a remoção de material, reduzir o desgaste da ferramenta e melhorar a qualidade do produto final. 11 – A geometria da cunha de corte em uma ferramenta de tornear é fundamental para o desempenho da ferramenta e a qualidade do processo de usinagem. Há dois ângulos principais que descrevem a cunha de corte: ângulo de cunha e ângulo de folga. Ângulo de Cunha (β): O ângulo de cunha é a inclinação da aresta de corte em relação à direção de avanço da ferramenta. Ele é medido no plano vertical, perpendicular à linha de avanço. O ângulo de cunha determina a eficácia da ferramenta ao cortar o material. Um ângulo maior reduz as forças de corte radiais, mas pode aumentar as forças axiais. Ângulo de Folga (α): O ângulo de folga é o ângulo entre a face de folga da ferramenta (a parte atrás da aresta de corte) e uma linha perpendicular à superfície de corte. Ele é medido no plano horizontal. O ângulo de folga é projetado para permitir que a ferramenta corte o material sem atrito excessivo e é geralmente maior em materiais mais duros. 12 – O corte ortogonal, em operações de usinagem, refere-se a um tipo de corte em que a ferramenta de corte se move perpendicularmente à superfície da peça de trabalho. Isso significa que a ferramenta entra em contato com a peça de trabalho em um ângulo de 90 graus. O corte ortogonal é comum em operações de fresamento, torneamento e outros processos de usinagem. Nesse desenho, a ferramenta de corte se move perpendicularmente à superfície da peça de trabalho. Isso é típico em operações de torneamento, onde a ferramenta é posicionada para cortar a peça de trabalho ao longo de seu diâmetro. O corte ortogonal é usado para criar superfícies planas, chanfros, rasgos e outros recursos em uma peça de trabalho, com a ferramenta movendo-se perpendicularmente em relação à superfície da peça. 13 – Ângulo de cunha: Beta. Ângulo de folga: Alfa. Ângulo de saída: Upsilon. 14 – A força de usinagem, ou seja, as forças que atuam sobre a ferramenta de corte durante uma operação de usinagem, é influenciada por diversos fatores. Dois dos fatores mais significativos que afetam a força de usinagem são: Material da peça: O tipo de material sendo usinado tem uma influência significativa na força de usinagem. Materiais mais duros, como aços endurecidos, exigirão mais força para serem cortados do que materiais mais macios. A dureza, a resistência e a ductilidade do material desempenham um papel importante na determinação das forças de corte. A microestrutura do material também é relevante. Por exemplo, materiais com inclusões duras, como carbonetos, podem aumentar a resistência ao corte e, consequentemente, as forças de usinagem. Parâmetros de corte: Os parâmetros de corte utilizados na operação de usinagem têm um impacto direto nas forças de usinagem. Alguns dos parâmetros de corte mais importantes incluem a velocidade de corte, a taxa de avanço e a profundidade de corte. O aumento da velocidade de corte ou da taxa de avanço pode resultar em um aumento nas forças de corte. A geometria da ferramenta, incluindo o ângulo de cunha, o ângulo de folga e o ângulo de saída, também influencia as forças de corte. Uma geometria de ferramenta inadequada pode levar a forças de corte excessivas. 15 – Sistema de Referência da Ferramenta (Tool Reference System - TRS) e Sistema Efetivo de Referência (Effective Reference System - ERS) são conceitos relacionados à usinagem e à programação de máquinas CNC (Controle Numérico Computadorizado). Eles se referem à maneira como as coordenadas e orientações são definidas para orientar a ferramenta de corte durante a usinagem. Sistema de Referência da Ferramenta (TRS): O TRS é um sistema de coordenadas que é fixado à própria ferramenta de corte. Ele define a posição e a orientação da ferramenta em relação ao ponto de referência da própria ferramenta. As coordenadas no TRS são usadas para programar a trajetória da ferramenta na máquina CNC. Quando você programa movimentos da ferramenta, você especifica as coordenadas em relação ao TRS. Sistema Efetivo de Referência (ERS): O ERS é um sistema de coordenadas que é fixado à peça de trabalho ou à mesa da máquina CNC. Ele é utilizado para definir a posição e a orientação da peça de trabalho em relação à máquina ou à mesa. As coordenadas no ERS são usadas para programar a posição e a orientação da peça de trabalho. Isso permite que você posicione a peça de trabalho de maneira eficaz em relação à máquina e à ferramenta de corte. A principal diferença entre esses sistemas está na perspectiva e na função. O TRS é usado para programar o movimento da ferramenta, enquanto o ERS é usado para posicionar e orientar a peça de trabalho.