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Iniciacao ao Atletismo

Caderno de Estudos e Pesquisa sobre Iniciação ao Atletismo. Contém unidades e capítulos sobre iniciação esportiva, aprendizagem e desenvolvimento motor, história e organização do atletismo, corridas, arremessos e saltos, além de textos, questões, atividades e ícones pedagógicos.

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Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
InIcIação ao atletIsmo
Elaboração
Rodrigo Rodrigues da Conceição
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA .................................................................... 5
INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 7
UNIDADE I
INICIAÇÃO ESPORTIVA ........................................................................................................................... 9
CAPÍTULO 1
INICIAÇÃO ESPORTIVA UNIVERSAL ............................................................................................ 9
CAPÍTULO 2
APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO MOTOR ....................................................................... 12
UNIDADE II
JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA ......................... 14
CAPÍTULO 1
HISTÓRIA DO ATLETISMO ......................................................................................................... 14
CAPÍTULO 2
ORGANIZAÇÃO E DIVISÃO DAS MODALIDADES DO ATLETISMO ............................................... 21
UNIDADE III
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO ...................................................... 24
CAPÍTULO 1
CORRIDAS ............................................................................................................................. 24
CAPÍTULO 2
ARREMESSOS E LANÇAMENTOS .............................................................................................. 33
UNIDADE IV
OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO ............................................................................ 42
CAPÍTULO 1
SALTOS ................................................................................................................................... 42
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 49
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos 
conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da 
área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém ao profissional que 
busca a formação continuada para vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica 
impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para 
aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de 
Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Praticando
Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer 
o processo de aprendizagem do aluno.
6
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Exercício de fixação
Atividades que buscam reforçar a assimilação e fixação dos períodos que o autor/
conteudista achar mais relevante em relação a aprendizagem de seu módulo (não 
há registro de menção).
Avaliação Final
Questionário com 10 questões objetivas, baseadas nos objetivos do curso, 
que visam verificar a aprendizagem do curso (há registro de menção). É a única 
atividade do curso que vale nota, ou seja, é a atividade que o aluno fará para saber 
se pode ou não receber a certificação.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
Introdução
Assim como nas corridas, as maiores batalhas da vida são travadas 
na solidão. E na vida, assim como nas corridas, o mais importante é 
o ato de participar, ainda que a ilusão da vitória nos dê forças para 
continuar lutando. 
Emil Zatopek
O Atletismo sofreu uma revolução ao longo da história e cada vez mais vem ganhando 
espaço nas mídias de uma forma geral, nos últimos anos as muitas pessoas vêm 
procurando academias, escolas, clube e centro de treinamento destas modalidades com 
os diferentes fins. 
Diferentes eventos vêm sendo promovidos no Brasil (principalmente as corridas de 
rua) preenchem nosso calendário esportivo, e com isto o atletismo de forma geral se 
torna um mercado bem amplo e promissor. Assim, o atletismo de uma forma geral é 
amplamente praticado em programas de exercícios físicos para várias populações com 
finalidades diversas: performance, prevenção, reabilitação, adaptação, saúde, lazer...
Objetivos
 » Introduzir ao aluno, as diferentes modalidades atléticas.
 » Compreender princípios da motricidade de uma forma geral, essencial 
para a iniciação do atletismo escolar.
 » Analisar e compreender as diferenças técnicas e modelos didáticos 
existente em diferentes modalidades do atletismo.
8
9
UNIDADE IINICIAÇÃO 
ESPORTIVA
CAPÍTULO 1
Iniciação esportiva universal
A iniciação esportiva é um processo cronológico no transcurso do qual uma 
pessoa entra em contato com novas experiências regradas sobre uma atividade 
físico-esportiva (RAMOS; NEVES, 2008). Normalmente é o período em que se 
começa a ter um aprendizado mais específico em relação a um esporte.
A iniciação esportiva e seu rendimento estão diretamente relacionados à idade e a 
frequência de treinamento. Greco e Benda (1998) dividem estas fase em: 
1. Fase pré-escolar propicia ao aluno uma vivência diversificada de 
movimentos, sem que haja exigência de um padrão ideal, caracterizando 
assim um sistema totalmente aberto, isto é: não existe execução errada 
de movimento. Neta fase, denominada pelo autor de estimulação motora, 
o padrão de movimento deve ser tomado apenas como estímulo para 
que a criança construa seu próprio plano motor. Atividades básicas 
de deslocamento, equilíbrio, acoplamento, esquema corporal, relaçãoespaço-temporal, entre outras, são próprias e devem, preferencialmente, 
ser apresentadas em formas jogadas, tipo de jogos de imitação e 
perseguição.
2. Fase universal: abrange dos 6 aos 12 anos. A frequência das atividades 
não deve ultrapassar três vezes na semana, para não interferir em outro 
interesse e necessidade que a criança possa manifestar. Nesta fase a 
criança encontra com as habilidades básicas de locomoção, manipulação 
e estabilização em refinamento progressivo, podendo, assim, participar 
de um número maior e mais complexo de atividades motoras. Colocam 
que as crianças de 6-8 anos devem trabalhar com jogos de perseguição, 
estafetas, jogos relevos, entre outros. Já com crianças de 8-10 anos, 
10
UNIDADE I │INICIAÇÃO ESPORTIVA
pode-se começar a desenvolver jogos coletivos, por meio de pequenos 
jogos (reduzidos), jogos de iniciação, grandes jogos e, em alguns casos, 
jogos pré-desportivos. É importante ressaltar que o processo de ensino-
aprendizagem-treinamento das capacidades físicas nesta fase, deve 
impreterivelmente, estar adequado ao nível de desenvolvimento e de 
experiência da criança, respeitando o que Greco e Benda (apud MARTIN, 
1991) denomina de “fases sensíveis”, as quais hoje não têm a confirmação 
científica da sua real abrangência.
3. Fase de orientação que se inicia por volta dos 11-12 anos e abrange até 
os 13-14 anos. A frequência recomendada é de três encontros semanais, 
com duração média de 60 a 90 minutos cada. É neste momento que 
começa a ocorrer a automatização de grande parte dos movimentos, 
liberando a atenção do praticante para a percepção de outros estímulos 
que ocorrem, simultaneamente, à ação que está sendo realizada. Partindo 
do nível de rendimento alcançado na fase anterior, deve-se procurar o 
desenvolvimento e o aperfeiçoamento das capacidades físicas e técnicas. 
Aqui, é importante destacar que se deve ter como um dos objetivos a 
iniciação técnica: o gesto do esporte em sua forma global, ações motoras 
gerais que servem para a solução de tarefas esportivas (porém, sem 
realizar treinamento pelas técnicas das diferentes disciplinas esportivas), 
observando quais são as exigências que se apresentam em cada um 
desses objetivos. Aqui o jogo em qualquer forma de organização (jogos de 
iniciação, pré-desportivos, grandes jogos, jogo recreativo, entre outros), 
tem um sentido recreativo, porém possui um alto valor educativo, pois 
serão estabelecidas as bases para uma “ação inteligente”.
4. Fase de direção por volta dos 13-14 anos e abrange os 15-16 anos. Pode-se 
começar com o aperfeiçoamento e a especialização técnica em uma 
modalidade desportiva. É importante destacar a necessidade de que o jovem 
realize e participe de duas ou três modalidades esportivas, preferentemente 
complementares, ou seja, daquelas nas quais não existam fatores que 
possam interferir no processo de transferência de técnica. Destacamos 
a importância do processo de ensino-aprendizagem-treinamento, em 
que várias modalidades esportivas sejam oferecidas à criança, e não a 
“escolinha” de um único esporte ou atividade repetitiva nas “temporadas” 
ou na aula de educação física formal que levam à especialização precoce 
e não permitem concretizar o princípio da “variabilidade da prática”, 
conceito que é de fundamental importância para o desenvolvimento de 
habilidades motoras e do treinamento técnico-tático. Nas atividades 
11
INICIAÇÃO ESPORTIVA│ UNIDADE I
educacionais na escola, o esporte deve ser orientadopara a participação, 
a integração e a sociabilização. Cabe ao clube a incorporação dos jovens 
com talento para a formação das categorias de base que são inerentes aos 
esportes por ele incentivados. (GRECO; BENDA 1998)
Os indivíduos apresentam capacidade de interagir com o ambiente através do 
movimento. Essa capacidade sofre alterações ao longo do ciclo de vida do indivíduo 
devido às características:
 » pessoais (crescimento, maturação e capacidade física); 
 » ambientais (espaço, sociocultural);
 » dependente das tarefas (regras, objetivos e equipamentos). 
Então, a partir daí, alguns autores definem habilidade motora como: 
“Movimento voluntário realizado de forma a atingir uma meta com 
máxima certeza e o mínimo de esforço e tempo.”
(SCHMIDT; WRISBERG, 2001)
“Ações complexas e intencionais que, através da prática, tornam-se 
organizadas e coordenadas de forma a alcançarem objetivos 
predeterminados com máxima certeza e mínimo esforço.”
(WHITING, 1975)
12
CAPÍTULO 2
Aprendizagem e desenvolvimento 
motor
Aprendizagem motora
Na aprendizagem motora dá-se ênfase ao estudo das habilidades motoras. Estas 
apresentam uma classificação que nos permitirá compreender melhor todo o processo 
ensino- aprendizagem, e para iniciarmos o estudo da habilidade motora, devemos ter 
bem definidos alguns conceitos de extrema importância para o entendimento geral do 
assunto, os termos são os seguintes. 
 » Habilidade: ato ou tarefa que requer movimento, que é intencional e 
aprendido a fim de se executado corretamente. A habilidade é individual 
e tem zero na sua escala.
 » Técnica: é o padrão predeterminado econômico e eficaz para atingir 
determinado objetivo. A técnica é coletiva. Definimos técnica como 
interpretação (do atleta) no tempo, no espaço e na situação do meio 
instrumental apurativo necessário à solução da tarefa a problema que se 
apresenta.
 » Capacidade: é um potencial desenvolvido, como forte componente 
genético. Fortalece a ideia de diferenças individuais e não tem zero na sua 
escala. Definimos capacidade como o conjunto de condições necessárias 
para a realização de uma atividade. São sistemas consolidados de 
processos psicológicos gerais, os quais, para serem operacionalizados, 
exigem a elaboração de testes que as medem. 
Basicamente as habilidades motoras são classificadas como aberta e fechadas.
 » Abertas: quando o ambiente é imprevisível e pode influenciar o 
resultado. Ex.: Basquetebol, Futebol. 
 » Fechadas: quando o ambiente é previsível e não influencia o resultado. 
Ex.: Arco e flecha, bicicleta ergométrica. 
13
INICIAÇÃO ESPORTIVA│ UNIDADE I
Além disso, a habilidade motora pode ser classificada conforme precisão do movimentos 
que são:
 » globais: quando envolvem grandes grupos musculares;
 » finas: quando pequenos grupos musculares estão envolvidos na execução 
motora.
Em adição ainda possuem uma terceira classificaçãoque são divididas em: 
 » discretas: quando apresentam princípios e fins bens definidos, como, 
por exemplo, o chute no futebol, o arremesso no handebol.
 » contínuas: quando não apresentam princípios e fins claros (não existe 
um momento mais correto para iniciar ou terminar) Ex.: remar ou correr.
Desenvolvimento motor
O desenvolvimento motor é um processo sequencial e continuado, relativo à idade, em 
que o indivíduo progride de um movimento simples sem habilidade, até o ponto de 
conseguir habilidades motoras complexas e organizadas e, finalmente, o ajustamento 
destas habilidades. Para o sucesso do desenvolvimento, alguns princípios são 
fundamentais. 
Princípio da Continuidade – O desenvolvimento inicia-se antes do nascimento e 
prossegue até a morte. 
 » Princípio da Totalidade – O desenvolvimento ocorre em todos seus 
aspectos simultaneamente (intelectual, social, emocional, entre outros) 
 » Princípio da Especificidade – Apesar de ser global, o desenvolvimento 
enfatizará um aspecto em cada situação.
 » Princípio da Progressividade – O desenvolvimento não ocorre 
de forma rápida. É um processo longo e lento, porém está sempre em 
evolução.
 » Princípio da Individualidade – O desenvolvimento é diferente para 
cada pessoa, respeitando suas características e experiência vivenciadas.
14
UNIDADE II
JOGOS OLÍMPICOS 
E EVOLUÇÃO 
HISTÓRICA DO 
ATLETISMO A 
INICIAÇÃO 
ESPORTIVA
CAPÍTULO 1
História do atletismo
A origem do Atletismo é incerta, mas de certa forma está ligada aos primórdios da 
humanidade visto que o homem de Neandertal já praticava algumas das modalidadesdo referido esporte como caminhar, correr, saltar e arremessar. Tais movimentos eram 
utilizados para se locomover, escapar dos predadores, caçar, entre outras coisas como 
forma de sobrevivência. Desta forma, os homens e as mulheres foram adquirindo 
habilidades que, mais tarde, foram aprimoradas e adaptadas passando a ser utilizadas 
nas provas das competições do esporte Atletismo. 
Etimologicamente a palavra atletismo deriva da raiz grega “Athlos” que quer dizer, 
combate, competição. Corresponde ao princípio do heroísmo sagrado grego, o espírito 
de disputa e o ideal do belo. Com o surgimento das competições, perdeu-se o caráter de 
religiosidade e passou a ter um caráter exclusivamente esportivo. Contudo os primeiros 
registros de atletismo, eventos organizados em um festival de esportes, são os Jogos 
Olímpicos da Antiguidade. Nos primeiros Jogos, em 776 a.C, em Olímpia, na Grécia, 
possui apenas registros de uma modalidade: a corrida chamada stádion, em que o 
primeiro campeão olímpico foi Koroibos. Nos anos posteriores, foram adicionadas novas 
provas de corrida e também o pentatlo Olímpicos da Antiguidade, e quatro dos eventos 
faz parte da pista e de campo que temos até hoje: o salto em distância, o lançamento do 
dardo, o lançamento do disco. Porém, já nos jogos olímpicos da era moderna (1896), 
o atletismo marcou a sua presença, evoluindo consideravelmente a todos os níveis, 
tornando-se, deste modo, um dos desportos fundamentais para a realização dos jogos. 
15
JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA│UNIDADE II
Entre 1880 e 1920, formaram-se associações de atletismo por todo o mundo, sendo que 
a Federação Internacional de Atletismo Amador foi fundada, em 1912, e é ainda hoje a 
entidade responsável pelas competições internacionais.
Figura 1. Koroibos o primeiro campeão olímpico na modalidade stádion.
Fonte: <http://arte-coroebus.blogspot.com.br/>.
História do atletismo no Brasil 
A história atlética do Brasil começa no Século XIX. Na década de 1880, o Jornal do 
Comércio já anunciava resultados de competições atléticas no Rio de Janeiro. Nas três 
primeiras décadas do Século XX, a prática atlética foi consolidada. Em 1914, a antiga 
Confederação Brasileira de Desporto (CBD) filiou-se à IAAF (International Association 
of Athletics Federations). Em 1924, o País participou pela primeira vez do torneio 
olímpico, ao mandar uma equipe aos Jogos de Paris. No ano seguinte, foi disputado pela 
primeira vez o Campeonato Brasileiro. Em 1931, brasileiros disputavam pela primeira 
vez o Campeonato Sul-Americano. Em 1932, Clovis Rapozo (salto em distância) e Lúcio 
de Castro (salto com vara) chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. 
Quatro anos depois, Sylvio de Magalhães Padilha foi o 5o nos 400 m com barreiras nos 
Jogos de Berlim.
Em 1952, nos Jogos de Helsinque, Adhemar Ferreira da Silva conquistou a medalha de 
ouro no salto triplo. Era a primeira das 13 medalhas que o Atletismo daria ao Brasil, 
até os Jogos de Atenas, em 2004. Adhemar foi o primeiro dos três triplistas brasileiros 
a estabelecer o recorde mundial na prova. Os outros foram Nelson Prudêncio e João 
Carlos de Oliveira.
16
UNIDADE II │JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA
Figura 2. Anúncio dos jogos olímpicos em Paris, de 1924.
Fonte: 
O início das mulheres no atletismo 1896 a 1996 
A primeira participação das mulheres na modalidade de atletismo feminino ocorreu 
durante os esportes de exibição dos Jogos Olímpicos, no ano de 1900. Contudo, somente 
nos Jogos de Amsterdã, realizados entre 17 de maio e 12 de agosto de 1928, o atletismo 
feminino foi inserido, dando destaque para a atleta americana Betty Robinson, a 
primeira mulher a vencer os 100 m. A seguir veremos a participação das brasileiras no 
atletismo, nos Jogos olímpicos moderno. 
17
JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA│UNIDADE II
Figura 3. Betty Robinson, a primeira mulher a vencer o 100 m.
Fonte: <http://stuyfssportverhalen.files.wordpress.com/>.
1948 – Este ano marca a primeira vez em que o Brasil enviou mulheres para competir 
nos Jogos Olímpicos de Londres, na modalidade de atletismo feminino. O evento 
ocorreu entre 29 de julho e 14 de agosto. O Brasil competiu com 79 atletas, incluindo 
11 mulheres, seis no atletismo e cinco na natação. As pioneiras do atletismo foram 
Benedicta Sousa de Oliveira, nos 100 m e nos 4x100 m; Elisabeth Clara Muller, nos 
100 m, no arremesso de peso, no salto em altura e nos 4x100 m; Gertrud Ida Morg, no 
salto em distância, modalidade que estreava nesta olimpíada com o salto de 5,12 m; 
Lucila Pini, nos 200 m e nos 4x100 m; Melânia Luz, nos 200 m e nos 4x100 m, e Helena 
Cardoso de Menezes, nos 100 m e 200 m. A equipe brasileira do revezamento 4x100 m 
bateu o recorde sul-americano de 49”3 para 49”.
1952 – Nos Jogos Olímpicos de Helsinque, entre 19 de julho e 3 de agosto, o Brasil 
levou uma equipe de 108 atletas, entre eles cinco mulheres, três no atletismo e duas na 
natação. As representantes do atletismo foram Deise Jurdelina de Castro, nos 200 m 
e no salto em altura, Helena Cardoso de Menezes, nos 100 m e no salto em distância e 
Wanda dos Santos, nos 80 m com barreiras e no salto em distância.
1956 – Os Jogos Olímpicos em Melbourne foram realizados entre 22 de novembro e 
8 de dezembro deste ano. O Brasil não enviou representante no atletismo feminino; 
apenas uma mulher representou o País nos saltos ornamentais.
1960 – Os Jogos Olímpicos foram realizados em Roma, entre 25 de agosto e 11 de 
setembro deste período. O Brasil participou com 82 atletas e nossa única representante 
do sexo feminino foi Wanda dos Santos, competindo na prova de 80 m com barreiras.
18
UNIDADE II │JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA
1964 – Os Jogos foram realizados em Tóquio, entre 10 de outubro e 24 de outubro. 
O Brasil enviou 70 atletas para a competição, as quais disputaram 11 modalidades. 
Dessa vez o atletismo brasileiro acabou representado por apenas uma única mulher da 
delegação, Aída dos Santos. Sem medalha nem troféu, Aída dos Santos entrou para a 
história do esporte brasileiro ao conseguir o quarto lugar no salto em altura. Essa é a 
melhor marca olímpica já conquistada, individualmente, por uma brasileira.
Figura 4. Aída dos Santos, nas olimpíadas de Tókio.
Fonte: <www.netvasco.com.br>.
1968 – Nos Jogos realizados no México entre 12 de outubro e 27 de outubro, o Brasil 
levou 84 atletas, dos quais três eram mulheres. A atleta Aída dos Santos disputou o 
pentatlo e terminou em 20o lugar (recorde sul-americano) mesmo com o pé torcido em 
acidente. As outras duas atletas foram Irenice Maria da Conceição Cypriano, nos 400 
m e 800 m, e Maria da Conceição Cypriano que chegou a alcançar 1,74 m no salto em 
altura nas provas de classificação, terminando com a marca de 1,71 e em 11o lugar.
1972 – Em Munique, entre 26 de agosto e 11 de setembro, o Brasil não contou com 
nenhuma representante no atletismo feminino, apesar de sua delegação ser formada 
por 89 atletas, dos quais cinco atletas eram mulheres.
1976 – Os Jogos Olímpicos em Montreal foram realizados entre 17 de julho e 1 de 
agosto. O Brasil levou uma equipe de 93 atletas dos quais sete deles eram mulheres, 
sendo três participantes no atletismo: Esmeralda de Jesus Freitas que, com seus 17 
anos disputou os 100 m e os 200 m, Maria Luisa Domingues Betiolli, no salto em altura 
e Silvina da Graça Pereira, nos 200 m e no salto em distância.
19
JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA│UNIDADE II
1980 – Os Jogos Olímpicos em Moscou foram realizados entre 19 de julho e 3 de agosto. 
O Brasil levou sua maior delegação, 109 atletas, dos quais 15 eram mulheres. A única 
representante do atletismo feminino foi Conceição Aparecida Geremias no pentatlo, 
ficando em 14o lugar. 
1984 – Os Jogos Olímpicos foram realizados em Los Angeles entre 28 de julho e 12 
de agosto. OBrasil participou com 151 atletas, dos quais 22 mulheres. No atletismo, 
houve três representantes: Conceição Aparecida Geremias, considerada, à época, 
a atleta mais completada América, recordista sul-americana e ouro no Pan de 1983. 
Conceição competiu nos 100 m com barreiras, no salto em distância e no heptatlo, 
modalidade que, pela primeira vez, entrou nas Olimpíadas. As outras atletas foram 
Eleonora Mendonça, representante na maratona e Esmeralda de Jesus Garcia nos 100 
m e no salto em distância, provas em que era recordista sul-americana e medalha de 
ouro no Pan de Caracas em 1983.
1988 – Nos Jogos Olímpicos em Seul, entre 17 de setembro e 2 de outubro, competiram 
2.186 mulheres. O Brasil levou 174 atletas, entre eles 35 mulheres, 6 atletas no atletismo: 
Angélica de Almeida na maratona; Conceição Aparecida Geremias no heptatlo e nos 
4x400 m, Maria Magnólia Souza Figueiredo, nos 400 m e nos 4x400 m; Soraya Vieira 
Telles nos 800 m e nos 4x400 m; Suzete Garcia Montalvão nos 4x400 m e Tânia Maria 
Miranda nos 4x400 m.
1992 – Os Jogos Olímpicos foram realizados em Barcelona entre 25 de julho e 9 de 
agosto. O Brasil levou 178 atletas, entre eles 51 mulheres, 3 no atletismo. Carmen 
de Oliveira Furtado nos 10.000 m, ficando em 41o lugar; Janet Mayal na maratona e 
Marcia Narloch, medalha de prata na maratona de Los Angeles, disputou a maratona, 
classificando-se em 17o lugar.
1996 – Os Jogos Olímpicos foram realizados em Atlanta, entre 19 de julho e 4 de agosto. 
Tais jogos marcaram as primeiras medalhas olímpicas femininas da história do esporte 
brasileiro. O Brasil inscreveu 225 atletas, entre eles 66 mulheres. A delegação feminina 
de atletismo foi composta por nove mulheres. Entre elas, Carmen de Oliveira Furtado 
na maratona, vencedora da meia-maratona de Pakersburg, em 1995, e medalha de ouro 
no Pan-Americano de Mar Del Plata no mesmo ano, foi também a primeira mulher 
brasileira a vencer a Corrida de São Silvestre em 1996. Cleide Amaral, nos 100 e 200 
m rasos, medalha de prata nos 200m e medalha de ouro nos 100m, no campeonato 
sul-americano de 1995 e medalha de ouro nos 100 e 200m no Torneio Internacional 
Orlando Guaita, em 1995. Elisângela Maria Adriano, no arremesso de peso, foi medalha 
de ouro no arremesso de peso no 2o torneio FPA de atletismo de 1996. Luciana de Paula 
20
UNIDADE II │JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA
Menezes, nos 800 metros, foi medalha de prata no Pan-Americano de Mar Del Plata em 
1995, medalha de ouro no Meeting de Lisboa em 1994 e ouro no Meeting de San Denis, 
na França em 1995. Marcia Narloch, maratona, foi medalha de bronze na maratona 
de Nova Iorque, em 1993, e vencedora da maratona do Rio de janeiro, em 1996. Maria 
Aparecida Barbosa de Souza, medalha de ouro no salto triplo no 3o FPA, em 1995, e no 
Troféu Ivo Sallowicz, também em 1995, disputou no salto triplo. Maria Magnólia Souza 
Figueiredo, 400 metros rasos, ouro nos 400 m rasos no Campeonato Ibero-Americano 
de 1990, ouro nos 400 m rasos no Campeonato sul-americano de 1991. Roseli Aparecida 
Machado, nos 5.000 m e Solange Cordeiro de Souza, maratona, bronze nos XIV troféu 
Brasil de Atletismo de 1995 e prata nos 300m na AztecInvitational, nos EUA, em 1996.
21
CAPÍTULO 2
Organização e divisão das 
modalidades do atletismo
O atletismo é basicamente dividido em quatro grandes modalidades, que se subdividem 
em outras modalidades conforme destacam-se agora. 
1o Corridas: a corrida se subdivide em oito diferentes modalidades:
 » Corrida Rasa – no qual alguns itens básicos são necessários para a 
realização de provas oficiais, como, por exemplo:
1. a partida do bloco é obrigatória;
2. a falsa partida (quando um atleta sai do lugar antes do sinal) o atleta 
e desclassificado.
3. são disputadas em corredores individuais, delimitado por linhas
 » Corrida de Estafetas (Bastão) – nesta modalidade podemos destacar 
que:
1. apenas o primeiro corredor realiza a partida dos blocos;
2. o bastão deve ser entregue em mão dentro da zona de transmissão.
3. se o bastão cair, o atleta poderá voltar para apanhá-lo.
 » Corrida com Barreira – é considerada também uma corrida de 
velocidade no qual o atleta deve ultrapassar um conjunto de barreiras 
em sucessão, que podem ser derrubadas desde que não seja intencional.
 » Corrida com Obstáculo – tem como provas-padrão 2.000 metros 
com obstáculos e 3.000 metros com obstáculos, sendo essa última uma 
prova olímpica masculina e feminina, os obstáculos possuem 91,4 cm 
(Masculino) e 76,2 (Feminino). Em nenhuma hipótese o atleta poderá 
passar por baixo do obstáculo. Cada volta na pista terá 4 obstáculos e 1 
fosso de água. No total o atleta terá que saltar 28 vezes sobre os obstáculos 
e 7 vezes sobre o fosso de água na prova de 3.000 metros. Na prova de 
2.000 metros, os atletas terão que saltar 18 vezes sobre os obstáculos e 5 
sobre o fosso.
22
UNIDADE II │JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA
 » Corrida de Fundo e Meio Fundo – consideram-se corridas de 
meio-fundo as compreendidas entre os 800 e os 3.000 metros, e as 
corridas de fundo são as de maior distância, como as de 5.000, 10 metros.
 » Maratona – é uma corrida realizada na distância oficial de 42.195 km, 
normalmente em ruas e estradas.
 » Marcha Atlética – a marcha atlética é uma progressão de passos, 
executados de tal modo que o atleta mantenha um contato contínuo com 
o solo, não podendo ocorrer a perda de contato com este.
2o Saltos: o salto se subdivide em quatro modalidades. 
 » Salto em Altura – nesta modalidade o atleta deve transportar o sarrafo 
sem derrubá-lo, porém o competidor possui 3 tentativas.
 » Salto em Distância – o atleta nesta modalidade inicia uma corrida 
em direção a caixa de areia que começa devagar e vai aumentando a 
velocidade até bater o pé de apoio na tábua de impulsão e se impulsionar 
para saltar. Feita a impulsão, o saltador lança a perna, que está livre para 
a frente ganhando elevação e desenvolvimento horizontal. 
 » Salto Triplo – é caracterizado por um salto com impulsão em um só pé, 
uma passada e um salto, nesta ordem, sendo que o salto com impulsão 
em um só pé deverá ser feito de modo que o atleta caia primeiro sobre o 
mesmo pé que deu a impulsão, na passada ele cairá com o outro pé do 
qual, consequentemente, o salto é realizado. 
 » Salto com Vara – consiste na realização de um salto com a utilização de 
uma vara, visando à transposição de um sarrafo colocado em determinada 
altura.
3o Lançamentos: o lançamento subdivide-se em quatro modalidades.
 » Lançamento de Disco – esta prova consiste em lançar um disco de 1 
kg (Feminino) e 2 Kg (Masculino) à maior distância possível.
 » Lançamento de Peso – nesta modalidade o peso tem que se manter 
encostado no pescoço até o ato de lançar.
 » Lançamento e Martelo – o objetivo principal desta modalidade é 
executar o lançamento do martelo o mais longe possível. 
23
JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA│UNIDADE II
 » Lançamento de Dardo – consiste na realização do lançamento de um 
dardo a maior distância possível.
4o Provas Combinadas: as provas combinadas são representadas pelas seguintes 
modalidades. 
 » Pentatlo 
 » Heptatlo
 » Decatlo
24
UNIDADE III
CORRIDAS E 
ARREMESOS: 
DA INICIAÇÃO 
AO TRABALHO 
TÉCNICO
CAPÍTULO 1
Corridas
Como vimos as corridas são subdivididas em outras modalidades, em nível competitivo. 
Estas modalidades possuem diferentes provas com diferentes categorias. A seguir 
podemos ver a divisão das diferentes modalidades e categoria das corridas oficiais.
Masculino
Feminino
Fonte: Matthiesen, 2014
25
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
A corrida é considerada uma tarefa motora de caráter cíclico e de estrutura rítmica 
variável ou invariável, em que a fase de apoio é alternada com a fase de suspensão. Em 
um ciclo de movimento, podemos distinguir dois momentos, na fase de apoio e na fase 
desuspensão.
Após o contato do pé com o solo devem observar-se duas ações distintas.
1a Anterior, dirigida da frente para trás, com o objetivo de provocar uma passagem, tão 
rápida quanto possível, do corpo pelo apoio.
2a Posterior, dirigida de trás para frente por extensão da perna, que provoca a projeção 
do corpo para frente.
Estas duas ações seguem-se a fase de suspensão até se iniciar idêntico movimento da 
outra perna.
Figura 5. Cada passada de corrida compreende quatros fases: Apoio à frente, impulsão, recuperação e balanço.
Fonte: Atletismo, 2011.
Após a perda de contato com o solo, a perna realiza uma ação circular, que é habitualmente 
decomposta em balanço atrás e balanço à frente.
Figura 6. A perna está fletida durante a fase de recuperação. O joelho eleva-se para a frente e para cima 
durante a fase de balanço a frente.
Fonte: Atletismo, 2011.
O contato do pé com o solo deve realizar-se no eixo da corrida, variando a superfície de 
apoio de acordo com a intensidade da corrida. Assim, para uma intensidade máxima e 
26
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
pé toma contato pelo terço da borda externa, enquanto para intensidade média e fraca, 
o apoio tende a ser realizado sobre a região externa do metatarso e tarso.
Figura 7. Fase de apoio o terço anterior do pé na fase de apoio à frente. Extensão das articulações do tornozelo, 
joelho e coxa durante a fase de impulsão.
Fonte: Atletismo, 2011.
Veremos alguns educativos para melhora da técnica da corrida.
Skipping alto – Educativo no qual se deve correr devagar elevando os joelhos até a 
altura do quadril.
Figura 8.
Fonte: <runnerworld.com>.
Skipping baixo – Movimento do skipping alto, mas com a elevação do joelho mais 
baixo.
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CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
Figura 9.
Fonte: <runnerworld.com>.
Hopserlaug – Movimento de salto com uma das pernas, elevando o joelho até a altura 
do quadril. Depois repita o movimento com a outra perna de forma contínua.
Figura 10.
Fonte: <runnerworld.com>.
Anfersen: Corrida devagar, batendo os calcanhares nos glúteos.
28
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
Figura 11.
Fonte <Gofaster.com>.
Kick-out ou Soldadinho: Educativo em que se deve correr devagar jogando o pé 
para frente. 
Figura 12.
Fonte: <runnerworld.com>.
Afundo: Neste educativo, deve-se executar uma passada longa à frente, como quadril 
relaxado. Mantenha por dois segundo embaixo, suba e repita o movimento com a outra 
perna. 
29
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
Figura 13.
Fonte: <runnerworld.com>.
Nas corridas existem dois tipos de largada (saída), que é dependente da modalidade. 
1. Saída em Pé: este tipo de saída e dividida em duas fases: A primeira 
corresponde à voz “aos seus lugares”; A segunda corresponde ao sinal 
de partida. Conforme o posicionamento inicial, os pés devem estar no 
eixo da corrida, as pernas fletidas, o tronco inclinado à frente, o peso 
corporal na perna da frente e a cabeça formando um prolongamento 
do tronco, calcanhares elevados e o braço em oposição às pernas. 
Durante a movimentação, o corpo deve desequilibrar-se para frente, 
a perna mais atrasada deve avançar de uma forma dinâmica, os braços 
devem movimentar-se de forma contínua, o tronco deve levantar-
se progressivamente e, por fim, o apoio inicialmente não é colocado 
debaixo do Centro de Gravidade, mas sim atrás dele, deslocando-se 
progressivamente para o alinhamento vertical. 
30
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
Figura 14.
Fonte: <atletismo.f1cf.com.br>.
2. Partida dos Blocos: a partida do bloco pode ser dividida em três fases: 
A primeira corresponde a voz “aos seus lugares” que tem com o critério 
uma posição equilibrada estando o peso equitativamente distribuído pelos 
membros inferiores, numa atitude descontraída, com um pé ligeiramente 
à frente do outro e o tronco numa posição vertical; na segunda fase 
corresponde a voz, “pronto”, há um tensionamento de todo o corpo, onde 
o seu peso assenta fundamentalmente no membro inferior. A terceira 
corresponde ao sinal de partida. Nesta pretende-se um sincronismo entre 
os membros superiores e inferiores.
Posicionamento inicial:
 » Mãos no solo mais afastadas que os ombros. 
 » Polegar e indicador afastados e paralelos a linha de partida. 
 » O peso do corpo distribui-se pelos 5 apoios (dois pés, um joelho e duas 
mãos). 
 » O joelho da perna de trás apoia no solo.
Posição de “prontos”
 » Peso do corpo distribui-se pelos 4 apoios, com predominância dos braços. 
 » Ombros avançam ligeiramente para além da vertical. 
 » O quadril se eleva até que o joelho da frente atinja sensivelmente os 90 
graus. 
 » O quadril sobe um pouco mais alto que o nível dos ombros. 
31
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
 » Não se deve olhar em frente, mas sim para baixo, eventualmente para a 
linha da partida. 
 » O pé que fica mais atrás deve estar totalmente encostado ao bloco em 
pré-tensão.
Saída
 » Avance do corpo através da extensão enérgica da perna da frente. 
 » Os braços saem simultaneamente do solo e movimentam-se alternada e 
vigorosamente. 
 » A amplitude da passada aumenta progressivamente. 
 » O tronco atinge a vertical progressivamente. 
 » Os apoios passam para baixo do centro de gravidade progressivamente.
Figura 15.
Fonte: <atletismo.f1cf.com.br>.
Corrida com barreira
Esse tipo de corrida é constituído de provas cujas distâncias sejam de 100 a 400 m, 
nas quais o corredor deve ultrapassar um total de 10 barreiras em qualquer dessas 
provas, independentemente da distância. Portanto, o número de barreiras é o mesmo 
para todas as provas variando apenas a distância a ser percorrida e o intervalo existente 
32
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
entre as barreiras, bem como a distância entre a linha de partida até a primeira 
barreira e da última barreira à linha de chegada. É de grande importância que todos 
os procedimentos usados para a passagem da barreira tenham uma ação contínua, em 
que o corpo do atleta proporcione uma trajetória parabólica, cujo ponto mais alto se dá 
antes da barreira, isto porque o ponto de impulso, que varia de acordo com a estatura, 
soltura, mobilidade e velocidade do corredor está mais distanciado da barreira do que 
o ponto de abordagem no solo após a passagem.
Figura 16.
Fonte: <treino-de-corrida.f1cf.com.br>.
Passagem da barreira. 
 » Perna de ataque (a que vai à frente): inicia a passagem da barreira 
no momento em que e lançada contra a barreira, ligeiramente flexionada, 
para em seguida se estender quando estiver sobre a barreira; quando o 
centro de gravidade do corredor ultrapassar a barreira e já estiver na 
fase descendente da parábola descrita pela passagem, esta perna procura 
descer rapidamente em direção ao solo, buscando a recuperação. 
 » Perna de passagem (a de trás): ao deixar o solo, flexiona-se, 
elevando-se horizontalmente para a lateral e deslizando no ar, 
acompanhando a trajetória aérea do corpo; após a passada do centro 
de gravidade pela barreira e a colocação bastante rápida da perna de 
ataque em contato com o solo, a perna de passagem começa a se dirigir 
para frente através da um movimento do joelho para cima e para frente, 
a fim de ampliar a primeira passada a ser dada após o franqueamento 
do obstáculo para que ela seja da mesma amplitude das seguintes. 
Figura 17.
Fonte: <treino-de-corrida.f1cf.com.br>.
33
CAPÍTULO 2
Arremessos e lançamentos
Arremessos de peso
O arremesso de peso é uma modalidade olímpica de atletismo, em que os atletas 
competem para arremessar uma bola de metal o mais longe possível. A bola oficial 
masculina tem massa de 7,26 kg e é geralmente feita de bronze ou ferro fundido e 
chumbo, possui cerca de 12 cm de diâmetro. Na categoria feminina tem massa de 4 kg 
exatos, sendo esta um pouco menor.A técnica do arremesso de peso
As duas principais técnicas de arremessos de peso utilizadas em competições são as 
técnicas O’Brien e Baryschinokov.
Técnica O–Brien
O atleta posiciona-se de pé, virado para trás, em relação ao sentido do lançamento. 
Esta posição facilita a aceleração continuada do engenho ao longo de uma linha reta. 
Para que se possa compreender melhor, a técnica é dividida em fases de acordo com os 
diversos movimentos realizados na execução do arremesso. Desta forma, temos:
a. Empunhadura: a atleta pega o peso de modo que este fique repousado 
sobre a base (calo) dos dedos. O mínimo e o polegar servem de apoio 
lateral, enquanto que os outros três dedos da mão ficam ligeiramente 
afastados. O peso não deve ser seguro com contração da mão, também 
não pode rolar na sua palma. Desta forma, o peso é levado na cavidade 
do pescoço, abaixo do maxilar inferior. A palma da mão, está sob o 
implemento, flexionada no punho, com o cotovelo ligeiramente levantado 
e puxado para adiante. O braço aponta para frente e para baixo, enquanto 
que a cabeça é conservada na sua posição normal. Com o cotovelo e o 
antebraço exatamente abaixo do peso, esta posição se manterá desde a 
inclinação do atleta para adiante, até o final do deslizamento.
b. Posição Inicial: o arremessador posiciona-se de pé, em afastamento 
ântero-posterior das pernas na parte posterior do círculo e de costas 
34
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
para o setor de arremesso. O peso do corpo recai sobre a perna direita, 
enquanto que a esquerda fica ligeiramente afastada atrás, apoiada na 
ponta dos dedos.
c. Deslocamento: o corpo do atleta na posição acima descrita tem certo 
grau de inércia que para ser quebrado, requer movimentos preliminares, 
antes de iniciar o deslocamento propriamente dito. Assim o atleta 
flete o tronco para adiante e compensando esta flexão, leva a perna 
esquerda para trás e para cima. Quando o tronco e a perna esquerda 
estiverem quase paralelos ao solo, a perna direita flexionada é trazida 
para junto dela. A inclinação do tronco aumenta e o quadril é levado 
para trás provocando um desequilíbrio. Após essa sequência, inicia-se 
o deslocamento, quando a perna esquerda é lançada energicamente 
para trás e para baixo, ao mesmo tempo em que a perna direita sofre 
um deslocamento para trás, no sentido do arremesso. O pé direito vai 
assentar-se no centro do círculo, com a sua polpa planar com a ponta 
voltada para a esquerda. Desta forma, o pé esquerdo lançado para trás e 
para baixo, assenta-se a seguir próximo ao anteparo, também com a sua 
ponta voltada para a esquerda. O peso deve ser mantido sobre a parte 
posterior do círculo o maior tempo possível. O quadril gira um pouco 
para a esquerda, acompanhando a estrutura criada pelas pernas, com 
o tronco e a linha dos ombros ainda voltados para o sentido oposto ao 
lançamento. Assim é formada a conhecida posição em “T”.
d. Posição de Arremesso: esta fase técnica se caracteriza logo após o 
deslocamento, com o assentamento de ambos os pés no solo. Sua correta 
execução é de importância fundamental para o êxito do arremesso. O peso 
do corpo fica sobre a perna direita flexionada, no centro do círculo. O 
lado direito do quadril se flexiona, em uma torção preparando a impulsão 
final para cima e para frente, enquanto o pé esquerdo se coloca próximo 
da borda interna do anteparo. Assim o corpo se coloca em posição para 
o arremesso. A posição do tronco em relação aos membros inferiores é 
correta, quando as costas, a nádega esquerda e a perna esquerda, formam 
uma linha reta. 
e. Arremesso Propriamente Dito: a ação do arremesso, conduzido pela 
perna direita, inicia-se com uma extensão clara de ambas as pernas e uma 
rotação e elevação do tronco. É aí que se verifica a maior velocidade do 
peso. Nos movimentos que se sucedem é importante o emprego sucessivo 
da perna direita, do lado direito do quadril e do tronco. O lado esquerdo 
35
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
do corpo é fixado nas articulações, constituindo o eixo de rotação do 
lado direito do corpo. Ao começar a extensão da perna e ao erguer-se 
o tronco, o peso encontra-se ainda encostado no pescoço do atleta. O 
movimento de extensão do corpo é ajustado pelo braço esquerdo que 
gira para a esquerda e para trás, até que os eixos dos ombros e da bacia 
fiquem paralelos, desfazendo assim a torção. Aí tem início a extensão do 
braço direito. Durante a elevação e rotação, o ombro esquerdo está mais 
elevado. O peso do corpo passa a perna esquerda, que tem ainda a função 
de deter o avanço da pélvis, acentuando a elevação e a rotação do tronco. 
Desta forma o peso é impelido com uma extensão total e simultânea das 
pernas, tronco e braço direito. O ombro direito se eleva acima do esquerdo 
e assim o peso perde contato com o arremessador pelas pontas dos dedos 
cuja mão acompanha o movimento até o final, na ação vulgarmente 
denominada de “tapinha”, num ângulo aproximado de 40º.
f. Reversão: a ação final coloca o arremessador de frente para a direção 
do arremesso, animado de uma grande velocidade, em consequência 
das ações anteriores. Isto ocasiona um desequilíbrio para frente, com o 
adiantamento do centro de gravidade, para que o arremesso não queime, 
devido à falta que o atleta pode cometer, torna-se necessário retomar o 
equilíbrio. Nesta volta ao equilíbrio, há necessidade de uma ação especial 
que se denomina reversão. Consiste numa troca das posições das pernas, 
com a esquerda puxada para trás, enquanto o pé direito assenta-se no 
solo, próximo ao anteparo. A perna direita flexiona-se absorvendo o 
impacto do peso do corpo e o abaixamento do centro de gravidade. O 
tronco gira para a esquerda e o braço direito é conduzido contra o corpo. 
Esta reversão deve ser muito rápida, mas nitidamente separada do 
movimento de impulsão para o arremesso. 
Figura 18. Técnica O – Brien
Fonte: Maças – Atletismo. 
36
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
Técnica BarychinoKov
Nesta técnica,o atleta deverá, partindo da posição inicial, executar uma pequena 
rotação a fim de somar esta energia produzida pelo movimento circular à energia final 
do implemento, e as fases são divididas em:
1. Posição de Partida
2. Início do Movimento 
3. Lançamento propriamente dito
4. Recuperação 
Figura 19.
Fonte: <www.cdpf.com.br>.
Lançamento de dardo
A prova do lançamento do dardo disputa-se na pista de atletismo, numa zona específica 
que compreende uma pista de balanço com 4 metros de largura e 30 a 36,5 metros de 
comprimento, assim como um setor para a queda. O lançamento é feito da pista de 
balanço, atrás de um arco de círculo traçado com um raio de 8 metros.
A técnica do lançamento do dardo
O Lançamento do Dardo divide-se em quatro fases: preparação, corrida de balanço, 
lançamento e recuperação. Por sua vez, a corrida de balanço pode se subdividir em 
corrida frontal e corrida lateral.
37
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
Características técnicas mais importantes
 » Preparação: na fase de preparação o atleta deve dirigir-se para o 
corredor de balanço e pegar no dardo. A pegada deve ser confortável e 
descontraída, colocando o dardo na mão na diagonal, com a palma da 
mão virada para cima e pegando no dardo com o polegar e o indicador ou 
com o polegar e o dedo médio, pois são as pegadas mais usuais.
 » Corrida de balanço:
 › Corrida Frontal: na primeira fase da corrida de balanço o atleta 
coloca-se de frente para o setor de queda e inicia uma corrida 
com ritmo lento, com o dardo sensivelmente paralelo ao solo ou 
ligeiramente inclinado à frente. Quando no final da corrida frontal o 
dardo é colocado atrás, inicia-se a corrida lateral.
 › Corrida Lateral: no início da corrida lateral o pé esquerdo avança 
e inicia-se o “ritmo dos 5 apoios”. O braço que transporta o dardo é 
estendido para trás ficando à altura do ombro ou ligeiramenteacima, 
com a ponta do dardo ao lado do olho direito. O braço e o ombro 
esquerdos devem estar à frente do corpo virados no sentido do 
lançamento para equilibrar o atleta e possibilitar, posteriormente, uma 
maior torção abdominal. A velocidade da corrida deve ser aumentada 
até ao passo de impulso (3o apoio), sendo essa a base de um ritmo 
de lançamento correto. Num “ritmo de cinco apoios” o terceiro passo 
da corrida lateral (passo de impulso) é mais intenso e agressivo que 
os outros, devendo ser rasante, com perda mínima de velocidade e 
procurando que os pés avancem em relação ao dardo. No fim desta 
fase, o atleta passa pela posição de força dando início ao lançamento.
 » Lançamento: ao passar pela posição de força o atleta deve avançar 
a bacia e o peito na direção do lançamento e manter o braço lançador 
estendido até ao último momento. A colocação do pé esquerdo no solo deve 
ser ativa e sólida para promover uma boa ação bloqueadora. Ao executar 
as ações anteriores o atleta atinge uma posição crucial, designada por 
posição de arco (ou arco-tenso). A partir dessa posição (arco tenso) que 
provoca uma “pré-tensão”, o braço lança de forma explosiva logo após a 
entrada da bacia, devendo haver a preocupação passar a mão claramente 
acima da cabeça.
38
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
 » Recuperação: após o dardo lhe sair das mãos o atleta tenta travar 
antes da linha final, para evitar a anulação do lançamento. Esta ação, 
dependendo da velocidade de execução, pode levar entre uma e três 
passadas, razão pela qual os atletas devem evitar lançar próximo da linha 
final.
Figura 20.
Fonte: <portalsaofrancisco.com.br>.
Lançamento de martelo
O lançamento do martelo é uma modalidade olímpica de atletismo. O desporto é baseado 
no lançamento de martelos propriamente ditos, que foram, entretanto trocados por 
bolas de metal presas por um cabo de arame pesado que termina numa pega ou alça. 
O martelo pesa 7,26 kg na prova dos homens e 4 kg nos eventos femininos. O conjunto 
bola, arame e alça formam uma unidade de comprimento máximo de 1,2 m.
A técnica do lançamento de martelo é dividida em:
a. Empunhadura
b. Posição de partida
c. Balanceios para os molinetes
d. Molinetes
e. Giros
f. Lançamento propriamente dito
g. Reversão
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JOGOS OLÍMPICOS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ATLETISMO A INICIAÇÃO ESPORTIVA│UNIDADE II
Figura 21.
Fonte: portalsaofrancisco.com.br
Lançamento de disco 
O objetivo é que o disco seja lançado o mais distante possível. O disco tem medidas 
e pesos diferentes para homens e mulheres. Pode ser de metal ou outro material 
adequado, oco ou não, e deve ter as bordas arredondadas. As medidas dos discos para 
40
UNIDADE III │CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
homens são: pesa 2 kg, mede entre 219 e 221 mm de diâmetro e têm de 44 a 46 mm de 
espessura. Para mulheres, pesa 1 kg, mede entre 180 a 182 mm de diâmetro, e têm de 
37 a 39 mm de espessura.
Técnica do lançamento de disco
As fases do lançamento são:
a. Empunhadura: o disco deve ser seguro de uma maneira bem 
descontraída, ficando apoiado pelas falanges distais e afastamento dos 
dedos, com exceção do polegar que não participa desta sustentação, mas 
ajuda no seu equilíbrio. O indicador posiciona-se aproximadamente sobre 
o seu diâmetro, enquanto existe uma ligeira flexão do pulso, permitindo 
que a parte superior toque o antebraço. Assim se obtém a conveniente 
descontração e evita que o disco caia da mão do atleta, durante os 
movimentos seguintes.
b. Posição Inicial: o atleta toma a posição na parte posterior do setor de 
lançamento, de costas voltadas para o sentido que este vai se realizar, o 
afastamento dos pés, formando a base, é igual à largura dos ombros. O 
peso é equitativamente distribuído em ambas as pernas, com o disco ao 
lado do corpo. 
c. Giros ou Deslocamento: a finalidade do giro é acelerar o disco de 
forma continuada, ao longo de um percurso tão extenso quanto possível, 
anterior aos movimentos do lançamento propriamente dito. 
d. Posição Final ou de Lançamento: na posição de lançamento ambos 
os pés assentados no solo, numa distância aproximada (dependendo da 
estatura do atleta) de 70 a 80 cm, em afastamento ântero-posterior. O 
peso do corpo está sobre a perna direita no centro do círculo formando 
um ângulo de 150º em relação à direção do lançamento. O pé esquerdo 
apoia ao lado do anteparo, a cerca de 10 cm com um ângulo em torno 
de 90º, relacionado com a direção do lançamento. O braço que segura 
o disco está ainda bem atrás, para o lado direito, permitindo assim 
uma impulsão máxima do disco. O tronco, forma uma linha do ombro 
esquerdo até o pé esquerdo, sendo ainda que o ombro esquerdo fica na 
mesma linha vertical do joelho e ponta do pé direito. 
e. Lançamento Propriamente Dito: esta é a mais importante fase de 
toda técnica do lançamento do disco. Assemelha-se muito com a técnica 
do arremesso do peso, com exceção da diferença da posição do braço 
41
CORRIDAS E ARREMESOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE III
arremessador. O mecanismo de impulsão é quase idêntico nos dois 
casos. Primeiramente, a perna esquerda freia o lado esquerdo do corpo, 
enquanto que, sob a impulsão da perna direita e do tronco, o corpo se 
volta, elevando-se bruscamente, arrastando o braço que arremessa, o 
qual atua em atraso com relação ao peito, que se encontra de frente. A 
perna esquerda freia o movimento do lado esquerdo do quadril, enquanto 
que a direita impulsiona o quadril para o alto e para a frente. A pélvis 
acentua seu avanço sobre o tronco (formando um arqueamento). Este 
se manifesta através de uma rápida rotação para frente. Os ombros se 
abrem e o braço arremessador prolonga a sua demora antes de efetuar 
uma rápida “Chicotada” para frente e para o alto. No instante em que 
se solta o disco, o peito está voltado para frente. O braço esquerdo 
flexionado, a cabeça elevada, a perna esquerda completamente estendida 
e o braço arremessador quase na horizontal, tendo a palma da mão 
voltada para baixo, no prolongamento do eixo dos ombros. Desta forma, 
o disco abandona a mão, sofrendo por último a ação do dedo indicador e 
sai girando no sentido dos ponteiros do relógio num ângulo próximo dos 
40º. Devemos observar que durante o giro, o disco não fica muito longe 
do corpo, mas na sua trajetória final, estará bem afastado.
f. Reversão: após soltar o disco, devido à grande velocidade com que 
este é arremessado, a tendência do corpo (o tronco em especial) é 
de desequilibrar para frente. Com isto, caso não consiga recuperar o 
equilíbrio, o atleta pode cometer uma falta que anulará a sua tentativa. 
Para que isto não ocorra, fará a reversão que consiste numa inversão 
da posição das pernas. Com isso, ele coloca a perna direita flexionada à 
frente e puxa a esquerda atrás.
Figura 22.
Fonte: <atletismo.f1cf.com.br/>.
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UNIDADE IV
OS SALTOS: 
DA INICIAÇÃO 
AO TRABALHO 
TÉCNICO
CAPÍTULO 1
Saltos
Salto em altura
O salto em altura tem como objetivo saltar com o sarrafo o mais alto possível. 
Regulamento da prova de salto 
A prova de salto em altura necessita de uma zona de balanço, um colchão de queda, 
dois postes e uma fasquia. A zona de balanço deverá ter um mínimo de 15 metros de 
comprimento. A fasquia deve ter um comprimento de 4 metros, e ser apoiada em dois 
postes com altura suficiente. A zona de queda deverá ser um colchão com pelo menos 5 
metros de comprimento e 3 de largura, colocado junto aos postes.
Figura 23.
Fonte: Sportwet.
43
OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE IV
Fases do salto
O salto é composto por quatro fases. 
a. Corrida preparatória: corrida em aceleração progressiva, primeiro 
em linha reta (em diagonal à fasquia) e depois em curva. A aproximação 
faz‐se pelo lado da perna de balanço.
b. Impulsão: apoio ativo e extensão completa da perna de impulsão (perna 
mais afastada da fasquia) com elevação enérgica e simultânea dos braços 
e da perna de balanço.c. Transposição: transpor o sarrafo fasquia primeiro com a perna de 
balanço e depois com a perna de impulsão.
d. Queda: recepção em equilíbrio no colchão de queda, em pé. O contato 
realiza‐se sobre a perna de balanço.
Três são as técnicas do salto em altura 
O salto em tesoura 
A partir de uma corrida, primeiro em linha reta (em diagonal à fasquia) e depois 
em curva, fazer o salto com a técnica da tesoura, tendo como preocupações técnicas 
principais a chamada ativa, a extensão da perna de impulsão e a subida ativa da perna 
de balanço. A recepção é feita em pé, no colchão.
Figura 24.
Fonte: Sportwet. 
44
UNIDADE IV │ OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
O salto rolo ventral
Neste estilo, na fase de concentração, o atleta deve colocar-se distante mais ou menos 
doze passos, aproximadamente num ângulo de 40 graus do sarrafo, a fase da corrida, 
a corrida possui uma pequena distância. Na fase da aproximação, ele deve acentuar a 
velocidade nos três últimos passos. Na fase de impulsão do estilo rolo ventral, o atleta 
bate o pé de apoio no chão, inclina o tronco para trás e lança a perna livre para o alto.
Na elevação, lança a perna livre para o alto e os braços para frente. Ao mesmo tempo, inicia 
uma rotação do tronco, com o abdome voltado para o sarrafo. Na fase de transposição, 
o atleta flexiona a perna de impulso, fazendo o joelho subir verticalmente. Ao mesmo 
tempo, flexiona o tronco e a perna livre e lança os braços para trás, transpondo o sarrafo.
Figura 25.
Fonte: Sportwet. 
Salto em distância 
A técnica é dividida em quatro principais fases:
1. Corrida de impulsão: na fase de corrida de impulso o atleta deve 
acelerar para maximizar a sua velocidade.
2. Impulsão: nesta fase, deve-se procurar gerar velocidade vertical e 
minimizar a perda de velocidade horizontal.
3. Vôo: nesta fase do salto podem ser utilizadas três técnicas diferentes: A 
técnicas do salto na passada (Grupado), a técnica de extensão dorsal ou a 
técnica da passada no ar (tesoura).
4. Queda: nesta fase, procura-se maximizar a distância do percurso de voo 
e minimizar a perda de distância no contato com o solo.
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OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE IV
Figura 26.
Fonte: Sportwet
Salto triplo
No salto triplo, os dois primeiros saltos devem ser feitos com a mesma perna e o terceiro 
com a perna contrária. O saltador deve buscar minimizar a perda de velocidade entre os 
saltos e a manutenção do equilíbrio. Para melhor orientação da corrida de aproximação 
são colocadas marcas de início e de entrada na última fase da corrida de aproximação.
Fases do salto
1. Corrida de aproximação: nos dois terços iniciais da corrida de 
aproximação, deve-se começar sempre com a mesma velocidade até o 
alcance rápido da aceleração desejada. Nos último terço da corrida de 
aproximação, deve ser feita a transição para um ritmo de passada mais 
intenso e com menor amplitude. 
1o Salto: nesta fase deve-se manter a velocidade com perda mínima. Obter 
uma extensão ótima do primeiro salto de forma a não perder o domínio sobre 
o corpo. Preparar o contato para o segundo salto. Conservar o equilíbrio. 
Ângulo de saída de 14º a 16º cerca de um pé ou pé e meio à frente do centro 
de gravidade. 
2o Salto: É o mais curto dos três saltos. Realizado em condições mais difíceis 
em termos de equilíbrio e força, e possui maior tempo de absorção do impacto 
com o solo do que o primeiro salto. 
3o Salto: neste salto a perda de velocidade horizontal é máxima e deve-se 
então minimizar a perda de velocidade.
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UNIDADE IV │ OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
2. Queda: antes da queda, as pernas devem estender-se para frente, o 
tronco inclina-se para frente e os braços são puxados para trás. Os pés 
são a primeira zona do corpo a tocar na areia e o atleta deve procurar 
colocar o quadril nesse ponto, minimizando assim a perda de distância 
durante a queda.
Figura 27.
Fonte: Sportwet
Salto com vara
O salto com vara é dividido nas seguintes fases. 
1. Empunhadura: a vara, no local do início da corrida, deve-se estar 
na lateral do atleta na altura dos quadris, com a ponta mais ou menos 
elevada em relação ao solo.
A mão direita, a de cima, se encontra atrás. Os dedos apontam para fora e para 
baixo, e a vara é fixada entre os dedos polegar e indicador. O braço direito 
tem uma flexão aproximada de um ângulo reto. O braço esquerdo à frente do 
corpo tem também esta angulação, sendo que a palma da mão está voltada 
para dentro, e a exemplo da mão direita, a vara fica entre os dedos polegar e 
o indicador. 
2. A corrida: nesta fase é necessário chegar ao ponto de impulsão com 
bastante velocidade, mas com uma corrida controlável, a fim de possibilitar 
a perfeição na execução dos movimentos. A forma mais confortável de 
transportar a vara é com a ponta na altura da cabeça (podendo ser mais 
47
OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO│ UNIDADE IV
alta) e ligeiramente voltada para dentro (lateral oposta ao lado em que é 
transportada a vara). A ponta da vara, que no início da corrida está mais 
elevada, abaixa-se gradativamente, preparando a ação para o encaixe.
3. Encaixe: nos últimos cinco passos, a ponta começa a baixar 
gradativamente, de encontro à caixa de encaixe. Três passadas antes 
da impulsão, a mão direita é levada para junto do quadril e depois para 
trás e para o alto. Então, a esquerda acompanha estes movimentos e é 
importante que o eixo dos ombros permaneça na perpendicular com a 
direção da corrida. Os braços não se estendem por completo, ficando 
flexionados a um ângulo de aproximadamente 90º, pouco antes de 
sustentar o peso do corpo.
4. Impulsão e pêndulo: no momento da impulsão, a elevação faz-se mais 
na procura de uma progressão horizontal do que vertical. Este é um dos 
detalhes que diferem a técnica da vara flexível da rígida. O joelho da perna 
direita projeta-se para frente, o que soma à ação da perna esquerda, leva 
o quadril para frente e ligeiramente para cima. A referência para o ponto 
de impulsão é uma linha vertical resultante da projeção da pegada da 
mão direita e o pé de impulsão, embora determinados saltadores de nível 
se impulsionem até 15/25 cm a frente desta linha. Após a impulsão, o 
braço esquerdo é pressionado contra a vara enquanto o direito executa 
o movimento para frente e para baixo. A vara começa a curvar-se em 
consequência da energia que lhe foi transmitida pela corrida e pela 
impulsão, e as pernas e o quadril tem sua progressão para cima em forma 
pendular. O braço direito estende-se com o esquerdo firmemente fletido 
a fim de assegurar o nivelamento da linha dos ombros. Assim, suspenso 
por debaixo da vara, o atleta levanta as duas pernas, fletidas pelos joelhos, 
com vigor, aumentando assim rapidamente a flexão da vara. O corpo do 
atleta ainda está por baixo da vara e o seu quadril ainda não passou por 
ela e é nesse momento que se verifica a maior flexão da vara.
5. Elevação/giro: assim que a vara começa a recuperar a forma retilínea, 
todos os movimentos por ele realizados se devem realizar na vertical. 
São movimentos não passivos, que devem constituir uma continuação da 
elevação dos quadris. Na elevação, primeiro as pernas, depois os quadris 
passam além da vara e é quando notamos, visto de lado, uma posição em 
“L” tomada pelo corpo do atleta. Esta posição em “L” é típica e necessária 
na fase anterior ao endireitamento da vara. O atleta procura elevar-
se para a vertical com um trabalho do braço esquerdo que continua a 
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UNIDADE IV │ OS SALTOS: DA INICIAÇÃO AO TRABALHO TÉCNICO
tração, agora junto ao corpo, em direção da axila. O braço direito 
também traciona, auxiliando a elevação nesta fase e, consequentemente, 
provocando o giro do corpo. Assim o atleta passa por cima dos apoios 
das mãos, já se encontrando de frente para o sarrafo. Ainda nesta fase 
ascendente, o saltador empurra a vara com a mão esquerda, largando-a, 
e imediatamente empurrando-a com a mão direita, ações estas que, se 
executadas corretamente,fazem com que o corpo do saltador suba um 
pouco mais antes de contornar o sarrafo.
6. Transposição: as fases anteriores determinam a condição de 
transposição do sarrafo. Passando primeiramente ambas as pernas, o 
corpo adquire uma posição curvada ou angular, com a mão direita ainda 
apoiada na vara. Após fazer a repulsão da vara, o atleta puxa os braços 
para trás, juntamente com o tórax, para livrar-se do sarrafo.
7. Queda: é feita na continuidade normal dos movimentos anteriores com 
o atleta caindo de costas, num colchão de espuma especial.
Figura 28.
Fonte: fisicamoderna. 
49
Referências
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______. Atletismo: os saltos. 2. ed. São Paulo: EPU, 1984.
GRECO, J. PABLO; BENDA, N. RODOLFO. Aprendizagem e Desenvolvimento Motor 
I (ADEM). In: Carla Ivonete Silva; Ana Claúdia Porfírio Couto. (Org.). Manual do 
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MELO, V. A. História da educação física e do esporte no Brasil. São Paulo: 
Ibrasa, 1999. 6. Volume 25, n 1, 2 e 3; setembro 2003. 
RAMOS, A. M.; NEVES, R. L. R. A iniciação esportiva e a especialização precoce 
à luz da teoria da complexidade – Notas introdutórias. Pensar a prática 11/1: 1-8, 
jan./jul. 2008.
RAMOS, J. J. Os exercícios físicos na história e na arte. São Paulo: Ibrasa,1982.
50
REFERÊNCIAS
Sites
<http://www.atlasesportebrasil.org.br/>
<http://adect2.no.sapo.pt/>
<http://www.athleticsdb.com/>
<http://www.cbat.org.br/>
<www.atlasesportebrasil.org.br>

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