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FICHA DE Atividades Práticas Supervisionadas (APS) 
 
NOME: ALAN VITOR DE MATO TURMA: 10TT0P14 RA: T6277C2 
 
CURSO: ENGENHARIA CIVIL CAMPUS: ARAÇATUBA - SP SEMESTRE: 10° TURNO: NOITE 
 
CÓDIGO DA ATIVIDADE: 203V SEMESTRE 10° ANO GRADE: 2020 
 
DATA DA 
ATIVIDADE DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE 
TOTAL DE 
HORAS 
ASSINATURA DO 
ALUNO 
HORAS 
ATRIBUÍDAS 
(1) 
ASSINATURA DO 
PROFESSOR 
27/08/2020 DISCUSSÃO DE IDÉIAS 5 HORAS 
28/08/2020 ELABORAÇÃO DO PROJETO 5 HORAS 
29/08/2020 PESQUISA DAS BIOGRAFIAS 5 HORAS 
30/08/2020 PESQUISA SOBRE O ASSUNTO 3 HORAS 
01/09/2020 TABELAS E GRAFICOS 2 HORAS 
02/09/2020 DISSERTAÇÃO 5 HORAS 
03/09/2020 DIGITAÇÃO DO TRABALHO 5 HORAS 
04/09/2020 PROJETO SENDO EXECUTADO 5 HORAS 
05/09/2020 PROJETO SENDO EXECUTADO 10 HORAS 
06/09/2020 BIBLIOGRAFIA DO TRABALHO 5 HORAS 
(1) Horas atribuídas de acordo com o regulamento das Atividades Complementares do curso. 
 TOTAL DE HORAS ATRIBUÍDAS: 50 HORAS 
 AVALIAÇÃO:_______________________________ 
 Aprovado ou Reprovado 
 NOTA:__________________ 
 
 DATA:_____/______/_____ 
 
 
 
 _________________________________ 
 CARIMBO E ASSINATURA DO COORDENADOR DO CURSO 
 
 
 
 
UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA 
ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
ALAN VITOR DE MATO 
RA: T6277C2 
 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS: 
MATERIAIS NATURAIS E ARTIFICIAIS 
 
 
 
 
 
 
ARAÇATUBA-SP 
2020 
 
 
UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA 
ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
 
ALAN VITOR DE MATO 
RA: T6277C2 
 
 
 
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS: 
MATERIAIS NATURAIS E ARTIFICIAIS 
 
 
 
 
Projeto de pesquisa apresentado pelo professor 
coordenador do curso de Engenharia Civil, sendo 
avaliado como Atividades Práticas Supervisionadas. 
 
 
 
 
 
 
 
ARAÇATUBA-SP 
2020 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A disciplina Materiais de Construção tem a sua importância na formação e no exercício 
profissional por ser um pré-requisito a ser aplicado em Técnicas Construtivas, que 
posteriormente serão aplicadas nos diversos órgãos de uma obra de construção civil. 
 
Definição de materiais: São compostos de matéria (sustância) que, à temperatura 
ambiente +/- 200C, podem estar na natureza dos 3 estados: 
 
Solido: ferro 
Liquido: mercúrio 
Gasoso: ar 
 
Definição de materiais de construção civil: Materiais de construção são todos os corpos, 
objetos ou substâncias que são usados em qualquer obra de engenharia. 
 
Classificação dos materiais de construção quanto à origem ou obtenção: 
 
NATURAIS: são encontrados na natureza e não exigem tratamentos especiais para 
poderem ser usados. Exemplos: areia, madeira, pedra etc. 
 
ARTIFICIAIS: são obtidos por processos industriais. Exemplos: tijolos, telhas etc. 
 
COMBINADOS: são resultantes da combinação de materiais naturais e artificiais. 
Exemplos: argamassa, concreto etc. 
 
Classificação dos materiais quanto à função: 
 
MATERIAIS DE VEDAÇÃO: não têm função resistente na estrutura. 
 
Exemplos: vidros, tijolos em certos casos etc. 
 
 
 MATERIAIS DE PROTEÇÃO: servem de proteção aos materiais propriamente ditos. 
Exemplos: tintas, vernizes etc. 
 
MATERIAIS COM FUNÇÃO ESTRUTURAL: resistem aos esforços atuantes na 
estrutura. Exemplos: madeira, aço, concreto etc. 
 
Classificação dos materiais quanto à estrutura interna: 
 
LAMELAR - Exemplo: argila. 
FIBROSA - Exemplo: amianto. -Vítrea -Exemplo: vidro. 
CRISTALINA - Exemplo: metais. 
AGREGADOS COMPLEXOS - Exemplo: concreto. 
FIBROSOS COM ESTRUTURA COMPLEXA - Exemplo: madeira. 
 
 
 
Materiais 
 
Metais: são corpos minerais simples que se encontram em camadas do solo e subsolo. 
São extraídos das minas e tratados e consequentemente transformados 
 
 
 
 
 Propriedades 
 Elementos com valência 1, 2 ou 3 
 Ligação metálica (compartilh. dos elétrons livres) 
 Microestrutura cristalina 
 Dúcteis (alta plasticidade) Rígidos (alto módulo de elasticidade) 
 Tenazes (resistentes a trincas) 
 Encruáveis (endurecem por deformação) 
 Opacos 
 Bons condutores de calor e eletricidade 
 Temperáveis (mais de uma fase alotrópica) 
 Ligas endurecíveis por precipitação 
 Ativos quimicamente 
 Propagação de discordâncias muito mais fácil 
 
Tipos de ligas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Polímeros: são materiais extensíveis e moldáveis 
 
Propriedades: Longas cadeias de moléculas repetidas, Ligações covalentes nas cadeias 
(entre as cadeias é secundária nos, Termoplásticos e covalente nos termofixos)  Baixa 
temperatura de fusão ou de decomposição 
 
 Microestrutura amorfa ou pouco cristalina 
 Pouco rígidos 
 Maus condutores de calor 
 Visco elásticos e dúcteis acima da temperatura de transição vítrea 
 Pouco densos 
 Bons isolantes elétricos 
 Podem ter boa resistência química e Ótima fabricabilidade 
 
Tipos de ligas 
 
 
 
Cerâmicos: Compostos químicos envolvendo elementos metálicos e não metálicos e são 
materiais frágeis. Propriedades: Em geral a combinação de metais com não-metais (valência 5, 
6 ou 7), Ligação iônica ou covalente , Microestrutura cristalina (complexa) ou vítrea, Alta 
rigidez Alta dureza, Frágeis, Não encruáveis nem maleáveis, Quimicamente estáveis 
Propagação de discordâncias quase impossível, Alto ponto de fusão, Isolantes elétricos, Maus 
condutores de calor. 
Tipos de ligas 
 
 
 
Madeira: é um material orgânico de origem vegetal obtido a partir da arvore. 
Propriedades, Umidade: tem uma grande importância, pois influência nas demais propriedades 
desse material. A umidade considerada normal para a madeira é de 15%, quando ela atinge a 
estabilidade com a umidade do ar. Retratilidade: é a perda de volume provocada pela redução 
da umidade da madeira. É variável conforme o sentido das fibras. Para amenizar os efeitos da 
retratilidade, recomenda-se além da secagem adequada, a impermeabilização superficial, 
pintura ou envernizamento. Massa específica: é constante em todas as espécies, e é igual a 1,5 
g/cm³. Já a massa específica aparente varia de espécie para espécie, e até mesmo numa mesma 
árvore. A massa específica da madeira pode variar de acordo com a sua localização no tronco 
e com o teor de umidade. Dilatação térmica: que a madeira experimenta é alterada pela 
retratilidade contrária, devido à perda de umidade que acompanha o aumento da temperatura. 
Condutibilidade térmica: é mau condutor de calor. Varia segundo a essência, o grau de umidade 
e também segundo a direção de transmissão do calor: é maior paralelamente que 
transversalmente às fibras. Condutibilidade elétrica: a madeira está bem seca, ela é praticamente 
um isolante. Quando tem um determinado grau de umidade, a resistividade elétrica depende da 
espécie, da massa específica e da direção. Dureza: é a resistência que a madeira oferece à 
penetração de outro corpo. Trata-se de uma característica importante em termos de 
trabalhabilidade, e na sua utilização para determinados fins. Os diversos tipos de madeira 
apresentam variados graus de dureza. As madeiras de lei apresentam dureza alta, pois provêm 
de árvores mais longevas, com o cerne bastante desenvolvido. 
 
Tipos de madeiras 
 
 
 
Materiais: critério de seleção para a escolha dos materiais devem ser levados em conta 
três critérios básicos: Critério de ordem técnica: é um critério de ordem geral onde se deve 
conhecer formas padronizadas, dimensões, propriedades físicas, químicas e mecânicas, 
resistências ao intemperismo e ao meio, resistência mecânica e moldabilidade, para se obter 
resistência, trabalhabilidade, durabilidade e higiene. 
Critério de ordem econômica: é um critério de ordem geral onde se deve conhecer o 
valor aquisitivo do material (preço em função da qualidade e da quantidade), o custo da 
aplicação e dos equipamentos para aplicação, o custo de conservação (materiaismão-de-obra e 
equipamentos) e a durabilidade da obra, para melhor transporte, aplicação e conservação. 
Critério de ordem estética: é um critério de ordem pessoal onde se deve leva em conta a 
quantidade de material sob a ação dos olhos, o tipo de mão-de-obra, o acabamento e a 
conservação da estética, considerando-se o colorido, a textura e a forma do material. 
 
 
 
 
 Classificação dos materiais quanto sua obtenção, função, composição e estruturas: 
 Obtenção: Naturais - areia, granito, madeira Artificiais - cimento, tijolo, telha, brita. 
 Função: Estrutural - aço, concreto, madeira Vedação - vidro, tijolo Proteção - tintas, 
vernizes, madeira 
 Composição Simples: telha, tijolo, vidro 
 Compósitos: concreto, azulejo 
 QUÍMICA: Minerais, Mistos, Orgânicos 'vegetal e animal' 
 Estrutura: Lamelar, argila Fibrosa, amianto Vítrea, vidro, cerâmica Cristalina, metais 
Complexos, concreto Fibrosos com estrutura complexa, madeira. 
 
ROCHAS 
 
 Considerações iniciais. 
 Um dos mais antigos materiais de construção, junto com a madeira; 
 Uso decrescente em função do desenvolvimento tecnológico de outros materiais; 
 Crosta terrestre: 95% de rochas ígneas e metamórficas; 5% de rochas 
sedimentares. 
 
Direcionando nosso estudo para as rochas como parte da engenharia, podemos destacar 
duas finalidades das mesmas: Local de instalações de obras: as rochas podem ser utilizadas 
como fundações de obras, como material de base para túneis, galerias, entre outros. Material de 
construção: materiais como pedras brita, areia, componentes de misturas cerâmicas, pedras para 
revestimento, matérias-primas da cal e do cimento, são originários de rochas estudadas pela 
geologia; independente da área de aplicação, cada rocha tem características próprias que 
influenciam no seu comportamento. Entre as principais podemos citar: Composição 
mineralógica: refere-se aos minerais que compõem cada rocha. Textura: é o modo como os 
minerais estão distribuídos. Estrutura: refere-se à homogeneidade ou heterogeneidade dos 
cristais constituintes. Definição. Rochas ou pedras naturais: associações compatíveis e estáveis 
de um ou mais minerais. São definidos como substâncias sólidas, naturais, inorgânicas e 
homogêneas, que possuem composição química definida e estrutura atômica característica. São 
compostos químicos resultantes da associação de átomos de dois ou mais elementos. 
Tipos. A seguir são apresentados, de forma resumida, os principais minerais que 
compõem as rochas mais utilizadas como material de construção e suas características: 
Caulinita: É o principal componente de argilas. Sua massa específica é de 2,6 e sua 
dureza é de 1. 
Feldspato: É o material mais abundante na natureza. Apresenta-se nas cores branca, 
cinza, rosa e avermelhada. 
Quartzo: É um dos minerais mais comuns na natureza. Possui as cores incolor, leitosa e 
cinza, sua dureza é 7 e a massa específica é de 2,65. Está presente na composição das rochas 
ígneas (granito), sedimentares (arenito) e metamórficas (quartzitos, gnaisses). 
Mica: Possui composição química complexa. Possui dureza de 2 a 3 na escala Mohs. 
Calcita: Mineral solúvel em meio ácido. Apresenta cores incolor e branca. Tem massa 
específica de 2,7 e dureza 3. Está presente nas rochas sedimentares (calcáreo) e metamórficas 
(mármores). 
Dolomita: Mineral menos solúvel em meio ácido que a calcita. Apresenta cor branca e 
dureza de 3,5. 
 
Formação e Classificação das Rochas. 
 
Uma rocha é resultante de um processo geológico determinado, formado por agregados 
de um ou mais minerais arranjados, segundo condições de temperatura e pressão existentes 
durante sua formação. De acordo com o processo de formação, podemos classificar as rochas 
em: Rochas Ígneas, Rochas Sedimentares, Rochas Metamórficas, Rocha Ígneas ou magmáticas. 
Resultam da solidificação do magma. Quando formadas em profundidade (dentro da crosta) 
são chamadas de rochas plutônicas ou intrusivas e neste caso são formadas por uma estrutura 
cristalina e apresentam textura de graduação grossa. Rochas plutônicas ou intrusivas; exemplo: 
Granito 
Caso sejam formadas na superfície terrestre pelo extravasamento de lava por condutos 
vulcânicos são chamadas de rochas vulcânicas ou extrusivas e são caracterizadas por uma 
estrutura que pode ser vítrea ou cristalina e apresentam textura com graduação fina. Rochas 
vulcânicas ou extrusivas; exemplo: Basalto. 
 
. Rocha Sedimentares: São resultantes da consolidação de sedimentos, ou seja, formam 
se a partir de partículas minerais provenientes da desagregação e transporte de rochas 
préexistentes. Geralmente são rochas mais brandas, isto é, com menor resistência mecânica. 
Constituem uma camada relativamente fina (aproximadamente 0,8 km de espessura) da crosta 
terrestre, que recobre as rochas ígneas e metamórficas. O processo de formação das rochas 
sedimentares pode ser dividido em duas etapas: quando ocorre a deposição, ou seja, o arranjo 
dos fragmentos de rochas em camadas diferentes, temos as rochas primárias e o processo é de 
origem mecânica. 
 
Rocha Metamórfica. Resultam de outras rochas pré-existentes que, no decorrer dos 
processos geológicos, sofreram mudanças mineralógicas, químicas e estruturais, que 
provocaram a instabilidade dos minerais, os quais tendem a se transformar e rearranjar sob 
novas condições. Como exemplos de rochas metamórficas podemos citar: gnaisses, quartzitos, 
mármores, ardósias, entre outras. 
 
Principais características das rochas como materiais de construção. A escolha de uma 
rocha natural como material de construção depende de diversos fatores dentre os quais podemos 
destacar os critérios técnicos e econômicos. Os critérios econômicos referem-se ao custo do 
material e a sua disponibilidade no local ou próximo ao local de utilização. Os critérios técnicos 
referem-se à caraterísticas que o material possui que atendem às finalidades da aplicação 
pretendida. Para definir se uma rocha é ou não adequada a determinado uso, precisamos analisar 
suas propriedades e, para isso, é necessário conhecer as principais propriedades das pedras 
naturais e como influenciam nas caraterísticas do material. Resistência mecânica: definida 
como a resistência que a pedra oferece ao ser submetida aos diferentes tipos de esforços 
mecânicos, como compressão, tração, flexão e cisalhamento, além da resistência ao desgaste e 
ao choque (tenacidade). De maneira geral, as pedras naturais resistem melhor à compressão do 
que aos demais esforços. Durabilidade: a durabilidade é a capacidade que tem o material de 
manter suas propriedades e desempenhar sua função no decorrer do tempo, dependendo de 
várias características entre elas a porosidade, a compacidade e a permeabilidade. Portanto, 
quanto mais permeável é uma rocha, mais suscetível está à ação de agentes agressivos. 
Trabalhabilidade: é a facilidade de moldar a pedra de acordo com o uso. Depende de fatores 
como a dureza e da homogeneidade da rocha. De acordo com Petrucci (1975), peças mais 
brandas podem ser cortadas com serras de dentes enquanto peças mais duras demandam corte 
com diamante. Dessa forma, a homogeneidade permite a obtenção de peças com formatos 
adequados. Estética: dependem da textura, da estrutura e coloração da pedra, características que 
estão relacionadas aos minerais que compõem a mesma. 
Principais rochas utilizadas como material de construção. Granito: Na construção civil 
é utilizado na confecção de fundações (em forma de bloco), de muros, calçamentos, como 
agregado para concreto e rocha ornamental em pisos, paredes, tampos de pias, lavatórios, 
bancadas e mesas, e em detalhes diversos. 
Basalto: Na construção civil, o basalto é muito utilizado com pedra britada em 
agregados asfálticos, para concretos e lastros de ferrovias. Assim como o granito possui larga 
aplicação como pedra para calçamento e em outras formas de pavimentação. 
Dioritos:É uma rocha ígnea com características físicomecânicas e usos semelhantes aos 
granitos, sendo chamados de granitos pretos. Diferem dos granitos na composição 
mineralógica, mas são utilizados para os mesmos fins, tendo larga aplicação como rocha 
ornamental em arte mortuária 
Arenitos: São utilizados principalmente em revestimentos de pisos e paredes e são muito 
empregados na confecção de mosaicos. 
Calcários e dolomitos: A principal aplicação na construção civil é como matéria prima 
para a indústria cimenteira, de cal, vidreira, siderúrgica e como corretor de solos. 
Ardósia: Como material de construção é utilizada como rocha ornamental em coberturas 
de casas, pisos, tampos e bancadas. 
Quatzitos: Como material de construção é utilizado em pisos e calçamentos. A fixação 
do quartzito como rocha ornamental é feita com o uso de argamassas próprias para o tipo de 
rocha. 
 
Mármores: São utilizados principalmente como rocha ornamental em ambientes 
interiores, podendo ser aplicados em pisos e paredes, lavatórios, lareiras, mesas, balcões, 
tampos e outros detalhes. A fixação do mármore como rocha ornamental é feita com o uso de 
argamassas próprias para o tipo de rocha. 
Gnaisse: De uso geral na engenharia mas e comumente usado como agregados em 
concretos 
 
SOLO 
 
Solos é todo material que recobre a crosta terrestre, acima ou abaixo do mar, resultante 
do intemperismo das rochas podendo ou não conter matéria orgânica. 
Classificação quanto à origem geológica. a) Solo Residual: que permanecem no local 
da decomposição da rocha 
Solo Transportado: que foram levados ao seu local atual por alguns agentes de 
transporte. 
Composição mineralógica das partículas. Solos Granulares: Provenientes do 
intemperismo físico e são formados por minerais primários Silicatos (quartzo, feldspato, mica). 
Solos Argilosos: Provenientes do intemperismo químico. São formados por minerais 
secundários. 
Termos relativos a solos. Argila: solo de granulação fina constituído por partículas com 
dimensões menores que 0,002mm, apresentando coesão e plasticidade. Silte: solo que apresenta 
baixa ou nenhuma plasticidade, e que exibe baixa resistência quando seco o ar; suas 
propriedades dominantes são devidas à parte constituída pela fração silte; é formado por 
partículas com diâmetros compreendidos entre 0,002 mm e 0,06 mm. Areia: solo não coesivo 
e não plástico formado por minerais ou partículas de rochas com diâmetros compreendidos 
entre 0,06 mm e 2,0 mm. Pedregulho: solos formados por minerais ou partículas de rochas, com 
diâmetro compreendido entre 2,0 mm e 60 mm; quando arredondados ou semiarredondados, 
são denominados cascalho ou seixo. Matacão: fragmento de rocha, transportado ou não, 
comumente arredondado por intemperismo ou abrasão, com uma dimensão compreendida entre 
200 mm e 1 m. 
 
 
 
 
Classe de tamanho de partícula do solo. 
 
 
 
 
Identificação dos solos. Cor dos solos: A cor fornece indicações referentes à composição 
do solo. Preto: presença de matéria orgânica. Vermelho e amarelo: presença de hematita e 
magnita, Cores claras: presença de quartzo. Textura do solo: A textura de um solo é sua 
aparência ou “sensação ao toque” e depende dos tamanhos relativos e formas das partículas, 
bem como da faixa ou distribuição desses tamanhos. 
Influi sobre: Retenção, movimentação e disponibilidade de agua; Arejamento; 
Disponibilidade de nutrientes; Resistencia a penetração de raízes; Estabilidade de agregados; 
Compatibilidade do solo; Erodibildiade. 
Estrutura do Solo É a agregação de partículas primarias: Areia; Silte; Argila. Em 
unidades chamados agregados (Importância): Deixa o solo argiloso menos duro; Reduz a 
erosão; Aumenta a macroporosidade. Diz respeito a: Dureza (solo seco); Friabilidade (solo 
úmido); Plasticidade e pegajosidade (solo molhado). 6.4. Porosidade do solo Como tem poros, 
o solo pode absorver água, assim como ocorre na esponja. A porosidade pode ser definida como 
o volume de solo ocupado pela fase líquida e pela fase gasosa do solo. 
 
 
 
 
 
 
AGREGADOS 
 
Agregados para construção civil são materiais minerais, sólidos inertes que, de acordo 
com granulometrias adequadas, são utilizados para fabricação de produtos artificiais resistentes 
mediante a mistura com materiais aglomerantes de ativação hidráulica ou com ligantes 
betuminosos. 
É geralmente, granular, sem forma e volume definidos, com dimensões características 
e propriedades adequadas para a preparação de argamassas e concretos (NBR 9935/05). Uma 
vez que cerca de ¾ do volume do concreto são ocupados pelos agregados, não é de se 
surpreender que a qualidade destes seja de importância básica na obtenção de um bom concreto, 
exercendo nítida influência não apenas na resistência mecânica do produto acabado como, 
também, em sua durabilidade e no desempenho estrutural. 
Classificação dos agregados Os agregados podem ser classificados quanto: À origem; 
Às dimensões das partículas, À massa unitária, Composição mineralógica. 
Quanto à origem: 
Naturais: já são encontrados na natureza sob a forma definitiva de utilização: areia de 
rios, seixos rolados, cascalhos, pedregulhos. 
Artificiais: são obtidos pelo britamento de rochas: pedrisco, pedra britada. 
Industrializados: aqueles que são obtidos por processos industriais. Ex.: argila 
expandida, escória britada, deve-se observar aqui que o termo artificial indica o modo de 
obtenção e não se relaciona com o material em si. 
Quanto à dimensão de suas partículas, a Norma Brasileira (NBR 7211) define agregado 
da seguinte forma: Agregado miúdo: Areia de origem natural ou resultante do britamento de 
rochas estáveis, ou a mistura de ambas, cujos grãos passam pela peneira ABNT de 4,8 mm 
(peneira de malha quadrada com abertura nominal de “x” mm, neste caso 4,8 mm) e ficam 
retidos na peneira ABNT 0,150 mm. 
Agregado graúdo: o agregado graúdo é o pedregulho natural, ou a pedra britada 
proveniente do britamento de rochas estáveis, ou a mistura de ambos, cujos grãos passam pela 
peneira ABNT 152 mm e ficam retidos na peneira ABNT 4,8 mm. 
 
 
 
 
 
Tipos 
 
 Agregados Naturais: Areia natural: considerada como material de construção, areia é 
o agregado miúdo. A areia pode originar-se de rios, de cavas ou de praias e dunas. As areias 
das praias e dunas não são usadas, em geral, para o preparo de concreto por causa de sua grande 
finura e teor de cloreto de sódio. 
 
 
Cascalho: também denominado pedregulho, é um sedimento fluvial de rocha ígnea, 
formado de grãos de diâmetro em geral superior a 5 mm, podendo os grãos maiores alcançar 
diâmetros até superiores a cerca de 100 mm. 
O cascalho também pode ser de origem litorânea marítima. O concreto executado com 
pedregulho é menos resistente ao desgaste e à tração do que aquele fabricado com brita. O 
pedregulho deve ser limpo, quer dizer, lavado antes de ser fornecido. Deve ser de granulação 
diversa, já que o ideal é que os miúdos ocupem os vãos entre os graúdos. Agregados Artificiais: 
Pedra britada: agregado obtido a partir de rochas compactas que ocorrem em jazidas, pelo 
processo industrial da cominuição (fragmentação) controlada da rocha maciça. Os produtos 
finais enquadram-se em diversas categorias 
 
 
 
Agregados Industrializados: 
Agregados Leves: Argila expandida: a argila é um material muito fino, constituído de 
grãos lamelares de dimensões inferiores a 2 m, formada, em proporções muito variáveis, de 
silicato de alumínio e óxidos de silício, ferro, magnésio e outros elementos. O principal uso é 
como agregado leve para concreto, seja concreto de enchimento, seja concreto estrutural ou 
pré-moldados. O concreto de argila expandida, além da baixa densidade de 1,0 a 1,8, apresenta 
muito baixa condutividade térmica – cerca de 15 x do concreto de britas de granito. Escória de 
alto-forno: é um resíduo resultante da produção de ferro gusa em altos-fornos,constituído 
basicamente de compostos oxigenados de ferro, silício e alumínio. A escória simplesmente 
resfriada ao ar, ao sair do alto forno (escória bruta), uma vez britada, pode produzir um agregado 
graúdo. A escória granulada é usada na fabricação do cimento Portland de alto-forno. Usa-se a 
escória expandida como agregado graúdo e miúdo no preparo de concreto leve em peças 
isolantes térmicas e acústicas, e também em concreto estrutural, com resistência a 28 dias da 
ordem de 8-20 MPa e densidade da ordem de 1,4. Vermiculita: é um dos muitos minérios da 
argila. A vermiculita expandida tem os mesmos empregos da argila expandida. 
Agregados Pesados: Hematita: a hematita britada constitui os agregados miúdo e 
graúdo que são usados no preparo do concreto de alta densidade (dito “concreto pesado”) 
destinado à absorção de radiações em usinas nucleares (escudos biológicos ou blindagens). O 
grau de absorção cresce com o aumento da densidade do concreto, Barita: pela sua alta 
densidade, a barita também é usada no preparo de concretos densos. 
 
Finalidade dos agregados. Técnica: aumentar a resistência das argamassas e concreto 
diminuindo a retração (diminuição do volume). Econômica: reduzir o consumo de aglomerantes 
de custos mais elevados. 5. Exigências normativas da NBR 7211 a) Granulometria: É a ciência 
cujo objetivo é medir e determinar a forma do grão do agregado. Ela é feita numa série de 
peneiras normalizadas, com aberturas de malhas quadradas, conforme especificações da ABNT. 
O procedimento do ensaio consiste no peneiramento do agregado e determinação das 
porcentagens retidas em cada peneira. A granulometria dos agregados é característica essencial 
para estudo das dosagens do concreto. Para caracterizar um agregado é, então, necessário 
conhecer quais são as parcelas constituídas de grãos de cada diâmetro, expressas em função da 
massa total do agregado. Para conseguir isto, divide-se, por peneiramento, a massa total em 
faixas de tamanhos de grãos e exprime-se a massa retida de cada faixa em porcentagem da 
massa total. 
 
AGLOMERANTES 
 
Considerações iniciais: São produtos utilizados na Construção Civil para fixar ou 
aglomerar materiais entre si. Apresentam-se na forma pulverulenta (mais comum) e quando 
misturados com água tem a capacidade de aglutinar. Ex: cimento (vários tipos), gesso, cal aérea, 
cal hidráulica. Caracterização: Materiais naturais ou artificiais que em estado plástico ou fluído, 
envolvem outros materiais sólidos, inertes e que ao endurecerem (física ou quimicamente), 
aglutina-os, tomando as mais diversas formas e resistências. Endurecimento: simples secagem 
e/ou consequência de reações químicas aderindo à superfície a quais estão em contato. Função: 
Aglutinação e colagem dos componentes e elementos e preenchimento de vazios existentes no 
conjunto. Consideração inicial sobre as matérias-primas. Pelo grande volume normalmente 
envolvido quando se fala de aglomerantes na construção civil, para se utilizar um aglomerante 
comercialmente, devemos levar em conta alguns aspectos quando da produção do mesmo: 
 
 
 
 
 
 
ASPECTO TÉCNICO: as Matérias Primas (MPs) devem ser abundantes na natureza e 
apresentar certa pureza. 
ASPECTO ECONÔMICO: apresentar boas condições econômicas o seu 
Aproveitamento. 
ASPECTO AMBIENTAL: causar o menor impacto ambiental possível. É muito o uso 
de adições, seja na produção de cimentos, ou na adição ao concreto argila calcinadas, filler 
calcário, dolomitos, cinzas volantes, cinza de bagaço de cana, pozolanas, escórias de alto forno, 
metacaulim, etc. O interesse se fixa nos aglomerantes quimicamente ativos. Daí uma nova 
divisão pode ser feita: Aglomerantes Aéreos: Aglomerante cuja pasta apresenta propriedade de 
endurecer por reação de hidratação ou pela ação química do CO2 presente na atmosfera e que, 
após endurecer, não resiste satisfatoriamente quando submetida a ação da água (NBR 
11172/90). (Exemplos: Gesso e cal aérea). Aglomerantes hidráulicos: Aglomerante cuja pasta 
apresenta a propriedade de endurecer apenas pela reação com a água e que, após seu 
endurecimento, resiste satisfatoriamente quando submetida à ação da água (NBR 11172/90). 
(Exemplos: Cal hidráulica e cimento Portland). 
 
CIMENTO 
 
Definição: O cimento é um dos materiais de construção mais utilizados na construção 
civil, por conta da sua larga utilização em diversas fases da construção. O cimento pertence à 
classe dos materiais classificados como aglomerantes hidráulicos, esse tipo de material em 
contato com a água entra em processo físico-químico, através de uma reação exotérmica de 
cristalização tornando-se um elemento sólido com grande resistência a compressão e resistente 
a água e a sulfatos. A história do cimento inicia-se no Egito antigo, Grécia e Roma, onde as 
grandes obras eram construídas com o uso de certas terras de origem vulcânicas, com 
propriedades de endurecimento sob a ação da água. Os primeiros aglomerantes usados eram 
compostos de cal, areia e cinza vulcânica. A denominação "cimento Portland", foi dada em 
1824 por Joseph Aspdin, um químico e construtor britânico. No mesmo ano, ele queimou 
conjuntamente pedras calcárias e argila, transformando-as num pó fino. Percebeu que obtinha 
uma mistura que, após secar, tornava-se tão dura quanto às pedras empregadas nas construções. 
A mistura não se dissolvia em água e foi patenteada pelo construtor no mesmo ano, com o nome 
de cimento Portland, que recebeu esse nome por apresentar cor e propriedades de durabilidade 
e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland. O cimento Portland é um 
aglomerante hidráulico fabricado pela moagem do clínquer, compostos de silicato e cálcio 
hidráulicos. Os silicatos de cálcio são os principais constituintes do cimento Portland, as 
matérias primas para a fabricação devem possuir cálcio e sílica em proporções adequadas de 
dosagem. Definição de cimento Portland. É um aglomerante hidráulico, resultante da moagem 
do clínquer, obtido pelo cozimento até a fusão parcial, de mistura de calcário e argila, 
convenientemente dosada e homogeneizada, de tal forma que, após o cozimento não resulte cal 
livre em proporções prejudiciais. 
 
METAIS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Definição. Metal (do ponto de vista tecnológico): pode ser definido como substancia 
química que existe como cristal, no estado sólido que possui uma estrutura cristalina definida, 
e: São caracterizados pelas seguintes propriedades: Alta dureza, Grande resistência mecânica, 
Elevada plasticidade (grandes deformações sem ruptura) e Alta condutibilidade térmica e 
elétrica 
Metal (do de vista químico): pode ser definido como elemento químico que tem grande 
tendência em doar elétrons da sua ultima camada, caracterizado por sua eletropositividade. 
Obtenção. Geralmente, obedece a duas fases: A Mineração e A Metalurgia. Na 
mineração tem-se a extração, trituração e lavagem. 
Na metalurgia o metal puro é extraído do minério por um dos seguintes processos 
eletrolíticos: Redução, Precipitação química ou eletrólise e Fusão. 
Ligas. Os metais são um dos grupos mais importantes entre os materiais de construção, 
devido às propriedades que possuem (diversos empregos na construção). A utilização de ligas 
metálicas fez ampliar o campo de aplicações desses materiais. Os metais em geral não são 
empregados puros, mas fazendo parte de ligas. A liga é uma mistura, de aspecto metálico e 
homogêneo, de um ou mais metais entre si ou com outros elementos. Neste caso busca-se obter 
propriedades mecânicas e tecnológicas melhores que as dos metais puros. Para a construção 
civil são importantes as seguintes propriedades: 
Aparência: Sólidos a temperaturas ordinárias, Porosidade não aparente, Brilho 
característico, que pode ser aumentado por polimento ou tratamento químico. 
Densidade: Razão entre massa do metal e o volume ocupado por ele. Os metais podem 
ser divididosem quatro grupos, de acordo com a densidade: Leves (alumínio e magnésio), 
Pouco pesados (zinco, estanho, ferro, cobre, níquel), Metais pesados (prata, chumbo, mercúrio) 
e Metais muito pesados (ouro, platina) 
 
MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
A madeira é um dos materiais de utilização mais antiga nas construções, no oriente ou 
ocidente. Com a revolução industrial a Inglaterra, como grande potência impõe a arquitetura 
em metal. Com a invenção do concreto armado os engenheiros concentraram esforços no estudo 
do novo material, desprezando a utilização da madeira. elétrica. O uso da madeira como 
constituinte principal da estrutura de edificações, não é a principal aplicação como o concreto 
e o metal, mas tem sido usada em diversas etapas das construções desde fundações até 
acabamentos. A madeira é empregada na construção civil, de forma temporária, na instalação 
do canteiro de obras, nos andaimes, nos escoramentos e nas fôrmas. De forma definitiva, é 
utilizada nas esquadrias, nas estruturas de cobertura, nos forros e nos pisos. No Brasil, a madeira 
serrada ainda é o principal dos produtos de madeira empregados na construção civil, enquanto 
que em países desenvolvidos os painéis poliméricos têm participação mais significativa. 
Vantagens do uso da madeira. A Mineração e Alta resistência mecânica (tração e 
compressão); Baixa massa específica; Boa elasticidade; Baixa condutibilidade térmica; 
Isolante elétrico e acústico; Baixo custo; Encontra-se em grande abundância; Facilmente 
cortada nas dimensões exigidas; Material natural de fácil obtenção e renovável; Grande 
diversidade de tipos; 
Desvantagens do uso da madeira. Higroscopiscidade (absorve e devolve umidade); 
Combustibilidade; Deterioração; Retratilidade (alteração dimensional, de acordo com a 
umidade e a temperatura); Anisotropia (estrutura fibrosa, propriedade direcional); Limitação 
dimensional (tamanhos padronizados); Heterogeneidade na estrutura. 
 
CERÂMICA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
Cerâmica compreende todos os materiais inorgânicos, não metálicos, obtidos 
geralmente após tratamento térmico em temperaturas elevadas. Cerâmica vem da palavra grega 
keramus que significa coisa queimada. Numa definição simplificada, materiais cerâmicos são 
compostos de elementos metálicos e não metálicos, com exceção do carbono. Podem ser 
simples ou complexos. Exemplos: SiO2(sílica), Al2O3 (alumina), Mg3Si4O10(OH)2 (talco). 
 
 
 
Classificação: Cerâmica Vermelha: tijolos, blocos, telhas, elementos vazados, lajes, 
tubos cerâmicos, argilas expandidas e utensílios de uso doméstico e de adorno. 
Materiais de Revestimento: azulejos, pastilhas, porcelanato, grês, lajota, pisos, tozetos 
e etc. 
Cerâmica Branca: Materiais constituídos por um corpo branco e em geral recobertos por 
uma camada vítrea. Louça sanitária, Louça de mesa, Isoladores elétricos para alta e baixa tensão 
Cerâmica artística (decorativa e utilitária). Cerâmica técnica para fins diversos, tais como: 
químico, elétrico, térmico e mecânico. 
Materiais Refratários: Têm como finalidade suportar temperaturas elevadas, que em 
geral envolvem esforços mecânicos, ataques químicos, variações bruscas de temperatura e 
outras solicitações. Exemplo: sílica, sílico-aluminoso, aluminoso, mulita, carbeto de silício, 
grafita, carbono, zircônia, zirconita e outros. 
Isolantes Térmicos: Isolantes térmicos não refratários: vermiculita expandida, sílica 
diatomácea, diatomito, silicato de cálcio, lã de vidro e lã de rocha (até 1100ºC). Fibras ou lãs 
cerâmicas que apresentam composições tais como sílica, sílicaalumina, alumina e zircônia (até 
2000º C ou mais). Corantes: Corantes constituem-se de óxidos puros ou pigmentos inorgânicos 
sintéticos obtidos a partir da mistura de óxidos ou de seus compostos 
Abrasivos: Parte da indústria de abrasivos, por utilizarem matérias-primas e processos 
semelhantes aos da cerâmica, constituem-se num segmento cerâmico. Entre os produtos mais 
conhecidos podemos citar o óxido de alumínio eletro fundido e o carbeto de silício. Vidro, 
Cimento e Cal: São três importantes segmentos cerâmicos e que, por suas particularidades, são 
muitas vezes considerados à parte da cerâmica. Cerâmica de Alta Tecnologia/Cerâmica 
Avançada: São classificados, de acordo com suas funções, em: eletroeletrônicos, magnéticos, 
ópticos, químicos, térmicos, mecânicos, biológicos e nucleares. 
Características das cerâmicas. Maior dureza e rigidez quando comparadas aos aços. 
Maior resistência ao calor e à corrosão que metais e polímeros. São menos densas que a maioria 
dos metais e suas ligas. Os materiais usados na produção das cerâmicas são abundantes e mais 
baratos. 
 
 
 
 
 
 
Processo de fabricação. 
 
 
Produtos Cerâmicos para Construção Civil. 
Blocos cerâmicos: São unidades para edificações que compõem a alvenaria e podem ser 
constituídos de diferentes materiais, sendo mais utilizados os cerâmicos ou de concreto. 
Maciços (tijolos moldados ou extrudados). Vazados (vedação ou estruturais). Qualquer que seja 
o material utilizado as propriedades desejáveis são: Ter resistência à compressão adequada. 
Ter capacidade de aderir à argamassa tornando homogênea a parede. Possuir durabilidade 
frente aos agentes agressivos (umidade, variação de temperatura e ataque por agentes 
químicos). Possuir dimensões uniformes. 
 
Tijolos Maciço Cerâmicos: São blocos de argila comum, moldados, extrudados ou 
prensados com arestas vivas e retilíneas e queimados em temperaturas em torno de 1000ºC. 
Devem possuir a forma de um paralelepípedo retângulo. Devem possuir todas as faces planas. 
Ausência de eflorescências e queima uniforme, podem apresentar rebaixos de fabricação em 
uma das faces de maior área. 
 
 
Os tijolos comuns são classificados em A, B ou C de acordo com as suas propriedades 
mecânicas prescritas pela NBR 7170 “ Tijolo maciço cerâmico para alvenaria”. Sua resistência 
à compressão deve ser testada segundo encaminhamento prescrito pela NBR 6460 “ Tijolo 
maciço cerâmico para alvenaria, Verificação da resistência à compressão” e atender aos valores 
indicados pela tabela abaixo: 
 
 
 
Blocos Cerâmicos Vazados: São blocos vazados produzidos por extrusão e queima da 
argila vermelha com arestas vivas retilíneas, sendo os furos cilíndricos ou prismáticos. Os 
blocos vazados são classificados num primeiro momento como blocos de: b.1) Vedação: • 
suportam somente o peso próprio; • furos na vertical ou na horizontal. • podem possuir quatro, 
seis, oito ou nove furos. 
 
Estruturais (portantes) • suportam cargas previstas em alvenaria estrutural; • furos na 
vertical; • três tipos: blocos com paredes maciças; blocos com paredes vazadas; blocos 
perfurados. 
 
Tipos: 
 
 
 
 
As dimensões nominais são recomendadas pela NBR 8042 “Bloco Cerâmico Vazado 
para Alvenaria – Formas e Dimensões”: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências bibliográficas 
 
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Normas, especificações e 
métodos de ensaio. Rio de Janeiro: ABNT, 1989. Coletânea de Normas. 
 
BAUER, L.A.F. Materiais de Construção. V. 1. São Paulo: LTC, 2000. 
 
GERE, J.M., GOODNO, B.J. Mecânica dos materiais. São Paulo: Cengage Learning, 2009. 
 
VAN VLACK, L.H. Princípios da ciência e tecnologia dos materiais. São Paulo: Campos, 2000. 
 
Caputo, H. P. Mecânica dos Solos e suas aplicações. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1996. 
234p. V.1. 
 
DNIT. Manual Técnico de Pavimentação. Disponível em: www1. 
dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr_new/manuais/Manual_de_Pavimentação_Vers ão_Final.pdf 
de Pavimentação.2006. Acesso em 22/03/2010. 
 
Pinto, C. S. Curso Básico de Mecânica dos Solos. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 247p.

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