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O DIÁRIO DE JOSEPH GOEBBELS 
1924 
“Nasci em 29 de outubro de 1897 em Rheydt, uma pequena cidade industrial perto de 
Düsseldorf no baixo Rhin. Meu pai, Fritz, era um funcionário que ganhava 150 marcos por 
mês. Em 1900 comprou uma casa, não muito bonita, um pouco mais acima de 
Dahlenstrasse, onde continuamos vivendo.” 
 
Uma vista do pátio de trás da casa 
Lembro-me de uma longa doença que tive: pneumonia. Tive muita febre e umas 
alucinações horríveis que me tornaram uma criança fraca e delicada. Além disso, lembro-
me de um domingo quando nossa família fez um longo passeio até Geistenbeck. No dia 
seguinte, comecei a ter problemas com meu pé. Quê dor terrível! Apesar de meses de 
tratamento meu pé ficou paralisado toda a vida. Desde esse momento minha juventude me 
deu poucas alegrias. 
Tive que cuidar de mim mesmo e não pude me juntar aos jogos das outras crianças. 
Converti-me em um ser solitário. Meus antigos amigos, não sentiam nenhum amor por 
mim. 
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A estrada de Rheindahlen. Uma atração popular entre os habitantes de Rheydt, sobretudo 
em dias de festa. 
 
De 1915 a 1918 
Meu amor por Lena Krage meu primeiro beijo em Gartenstrasse Lena é teimosa e por isso 
há muita angústia. Começo a fazer um diário. Escrevo muitos poemas. Todos foram 
perdidos. Passo todo meu tempo com Lena num estado de felicidade juvenil. 
Chegam 1917, um ano cheio de fome. De algum modo, o superamos. Despeço-me de 
Lena. Fechados dentro do Kaiser Park de noite, beijo seu peito pela primeira vez e, pela 
primeira vez, ela se entrega a mim. 
 
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http://segundaguerra.net/wp-content/uploads/2009/11/univer.jpg
Universidade de Heidelberg. Goebbels se matricula em filologia germânica – Amores, 
ciúmes, episódios depressivos. Reflexões sobre a morte. 
Terminar meu doutorado em Heidelberg e logo acabar com tudo. 
(Doutorado em 1921. Ambição literária. Falta de dinheiro. Goebbels trabalha em um 
banco em Colônia.) 
Banco e Bolsa. Capital de indústria e de mercado. A necessidade faz que o pensamento 
não se disperse. Escrevo poemas de desespero. Judeus. Reflito sobre meus apuros 
financeiros. Iluminação espiritual. 
Baviera. Hitler. Livros: Thomas Mann e “O Homem de Palha” de Heinrich Mann. “O Idiota”, 
de Dostoyevski. 
Estou angustiado. A revolução está dentro de mim. Mas continuo pessimista a respeito de 
tudo. Detesto Colônia. O banco é uma perda de tempo. Meu salário é muito baixo e já não 
posso suportá-lo mais. Por isso, decido largar. 
4 de julho de 1924 
Necessitamos mão forte na Alemanha. Ponhamos fim a todos os experimentos e palavras 
vazias para começar a trabalhar seriamente. Expulsemos os judeus que se negam a se 
converter em verdadeiros alemães. Deem-lhes também uma boa surra. A Alemanha 
aguarda o indivíduo, o homem, como a terra aguarda a chuva no verão. 
Só nossas reservas de força, entusiasmo e entrega total podem nos salvar agora. É 
possível que possamos nos salvar somente com um milagre? 
17 de julho de 1924 
Estou desanimado com tudo. Tudo o que tento sempre sai mal. Não tenho escapatória 
neste aperto. Estou esgotado. Além disso, ainda não encontrei um verdadeiro propósito na 
vida. Às vezes me dá medo me levantar nas manhãs. Não há nada por que se levantar. 
 
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Imagem do filme de propaganda nazista de 1937. O Café Remges onde Goebbels 
freqüentava aos 17 anos, na Rua Joseph Goebbels… 
Minha vida carece de sentido. Estou divagando. Sem rumo. Perdido no universo. A falta de 
dinheiro me agonia. Quê destino terrível! Por que preocupar-se e ler estes condenados 
jornais? Só faz com que se sinta mais estúpido. A política está me matando. 
27 de setembro de 1924 
 Minha reputação como orador e autor político e cultural está se espalhando por toda 
Renânia entre os partidários do nacional-socialismo. Esta tarde faço um discurso em 
Neuss. Nunca os preparo. O improviso não é tão difícil como imaginava. Mas a prática, 
digo a mim mesmo, faz a perfeição. Conseguirei mais prática nesta pequena reunião de 
partidários. Sinto-me satisfeito com minha missão. 
Satisfaz-me este tipo de trabalho. Minha busca por o novo Reich e o novo homem. E só 
poderei encontrá-los através da fé. 
A fé em nós mesmos nos guiará até a vitória final. Heil! 
13 de abril de 1926 
Cheguei a Munich esta tarde. O carro de Hitler estava ali. Conduzimos até o hotel. Quê 
grande recepção! Falei no histórico Bergerbreu, Kaufinkerstrasse, Frauenkirche, uma 
incrível arquitetura gótica. Fomos comer no Bratwurst. Salsichas e cerveja. 
Viver em Munique. Burguesia com muito encanto. Uma cidade linda com o sol brilhando 
sobre nós. 
Na minha volta ao hotel soube que Hitler me havia chamado. Queria nos dar as boas-
vindas. Apresentou-se em 15 minutos. Alto, saudável e vigoroso. Gostei. Pôs-nos em 
evidência com sua amabilidade. Conhecemos-nos, nos fizemos perguntas. Deu-me 
respostas brilhantes. Eu o adoro. 
O contrato social está cheio de novas perspectivas. O tem todo elaborado. Seu ideal, uma 
mistura de coletivismo e individualismo. A produção deve permanecer como um assunto 
entre particulares. As grandes corporações e as pequenas serão nacionalizadas. Falamos 
disto. Posso aceitar esta brilhante ideia como guia. 
Inclino-me ante sua superioridade. Reconheço seu dom político. 
16 de junho de 1926 
Hitler continua sendo o mesmo querido camarada. Não se pode evitar querê-lo como 
pessoa. Ele tem uma mente estupenda. Como orador construiu uma maravilhosa harmonia 
de gestos, expressões faciais e palavras. É motivador por natureza. Com ele podemos 
conquistar o mundo. 
Dá-lhe o mando e reduzirá a república corrupta ao alicerce. 
30 de outubro de 1926 – Plauen 
Uma carta de Hitler. Aceitaram meu trabalho em Berlim. Hurra! Estarei lá dentro de uma 
semana. 
26 de abril de 1928 
Capitular? Nunca! Ontem fiz um discurso em Friedenau. Uma audiência altamente 
burguesa. 
 
Ainda que lento, mas seguro, consegui sua aceitação. Mais tarde, nos atacam nas ruas. 
Viva, Adolf Hitler! 
Vi “Os Dez Dias que Comoveram o Mundo“, de Eisenstein. É muito artificial, e as 
melhores cenas defraudam. Alguns planos da multidão são muito bons. É assim que isso é 
uma revolução. Podemos aprender muito com esses bolchevistas, sobretudo o uso da 
propaganda. Mas o filme é demasiada e explicitamente propagandístico. Um pouco menos 
e teria sido mais efetivo. 
 
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Cena do Filme: Os Dez Dias que Comoveram o Mundo 
17 de maio de 1928 
Fomos ao campo com um destacamento das S. A. Dia da ascensão e um dia estupendo. 
Saímos da ponte Pickelsdorfer. Logo através de Spandau, Neuendorf, Tegel. Até ali tudo 
bem. 
Mais tarde pegamos a Müllerstrasse para Werding. Um desfile magnífico. As ruas estavam 
cheias de comunistas gritando e assoviando. Nossa gente marchava para diante. Eram os 
verdadeiros heróis. Nunca vacilaram. Nunca fizeram a menor concessão. Com gente como 
esta, um dia destes conquistaremos o mundo. 
 
 Goebbels é eleito para o Reichstag em 1928. O partido nazista ganha 12 cadeiras. 
24 de maio de 1928 
Nosso novo escritório está tomando forma. 
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Todos trabalhamos duro. Quando fico em casa eu trabalho. Só agora me dou conta de 
como estou cansado. Desejo o doce contato da mão de uma mulher. 
16 de outubro de 1928 
Quê significa o cristianismo hoje em dia? O nacional-socialismo é uma religião. A única 
coisa que precisamos é um líder carismático capaz de eliminar as práticas religiosas 
antigas e substituí-las por outras novas. 
Carecemos de tradições e rituais. Em um dia não muito longe o nacional-socialismo será a 
religião de todos os alemães. Meu partido é minha igreja e eu creio que sirvo melhorao 
senhor se faço sua vontade e liberto a gente oprimida dos grilhões da escravidão. Esse é 
meu evangelho. 
26 de outubro de 1928 
Não tenho amigos nem esposa. Parece que estou passando por uma grande crise 
espiritual. Contudo continuo tendo os mesmos velhos problemas com meu pé que me 
causa um incômodo e uma dor constante. E agora estão os boatos de que sou 
homossexual. Os agitadores estão tentando dissolver nosso movimento. E eu estou 
constantemente metido em pleitos menores. 
É como para fazer chorar. 
5 de abril de 1929 
Ainda temos muitos incultos no partido. A política elaborada em Munique é às vezes 
intolerável. Não tenho intenção de me conformar com compromissos sem sentido. Sou fiel 
às minhas crenças mesmo que me custe o posto. Às vezes tenho dúvidas sobre Hitler. Por 
que não diz o que pensa? 
Os oportunistas querem colher a safra antes que esteja pronta. Tem havido confusões 
graves nas S. A. Quando vejo que tudo aquilo pelo que nos sacrificamos tanto periga a 
perder-se, me dá vontade de gritar em voz alta. 
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Há dez anos um punhado de nacional-socialista radicais uniram-se ao redor de seu 
novo líder me Berlim. Sob seu comando começou a luta pela capital comunista do 
Reich. Finalmente, a velha guarda superou tenazmente o terror do governo de 
colisão e a inferioridade humana bolchevista. 
1 de agosto de 1929 
Começou a convenção do partido. As S.A. já estão na rua desfilando e cantando. 
 
Últimas notícias. Supõe-se que hei de renunciar a meu posto em Berlim e transferir-me 
para Munique como novo chefe de propaganda. Querem me tirar do verdadeiro poder e 
trocá-lo por uma falsa autoridade. Assim é esse seu jogo. 
Perguntarei ao chefe durante o almoço. Não creio que esteja pensando algo pelo meu 
estilo. Se estiver, penso em renunciar. Não penso em perder tempo escravizando-me pelo 
partido. Mas não tem sentido perder tempo com problemas. 
Lá fora as tropas das S. A. estão desfilando e cantando. Faz um tempo lindo. 
16 de março de 1930 
Em Munique perdi a fé em tudo, inclusive no chefe. Já não creio em nenhuma palavra do 
que dizem. Por alguma razão, que não importa agora, Hitler me faltou com a palavra cinco 
vezes. 
Isso dói. E eu tirei minhas próprias conclusões. 
Hitler está se escondendo. Nunca toma nenhuma decisão. Já não nos guia, mas deixa as 
coisas como estão. Eu era o mais leal de todos. Mas que ninguém espere que me sente 
para ver como Strasser aumenta seu poder em Berlim. 
12 de setembro de 1930 
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A vitória eleitoral está assegurada. Temos uns 250.000 votos em Berlim. Cheguei em casa 
esgotado. Só dormi uma hora. Fiz sete discursos em uma tarde. Creio que foi um recorde. 
Mas tenho os nervos destroçados. Estou muito preocupado. Comporto-me como se 
houvesse algo que ainda necessitássemos fazer. Nossa propaganda eleitoral foi um êxito. 
 
Nazistas comemorando a vitória nas eleições de 1930 
15 de setembro de 1930 
 Tremo de emoção. Os resultados das primeiras apurações. É fantástico! Júbilo por todas 
as partes. Um êxito incrível. É esmagador! Os partidos burgueses foram barrados. No 
momento temos 103 cadeiras. Multiplicou-se por dez. Nunca imaginei. 
Este entusiasmo me lembra 1914, quando estourou a guerra. As coisas vão esquentar nos 
próximos meses. Os comunistas saíram-se bem. Mas nós somos o segundo partido mais 
numeroso. Agora temos que aguentar até o final. Sem descanso. Sem fraquejar. 
 
Goebbels falando com a imprensa 
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Continua… 
15 de fevereiro de 1931 
Magda Quandt veio esta tarde e ficou bem pouco tempo. Está ficando uma loura com grande 
encanto. Minha amada rainha. Uma mulher bonita, cheia de alegria. Sinto que a amarei 
profundamente. Não posso afastá-la de minha mente. Quê bonito é amar uma mulher bonita 
e ser correspondido. 
 
Detalhe do rosto de Magda, futura esposa de Goebbels 
21 de fevereiro de 1931 
Goering é um viciado em morfina. O chefe quer “cortar seus pés”. Está fazendo as coisas 
mais disparatadas. Às vezes pensa que é o Chanceler ou o Ministro da Defesa. Parece-me 
um clássico caso de megalomania. Necessita tratamento urgente. No momento, é o mais 
ridículo. 
28 de abril de 1931 
O partido precisa tornar-se mais prussiano. Necessita ser mais socialista. Hitler me entende, 
mas tem suas próprias reservas. Convenci-lhe que venha a Berlim mais frequentemente e 
dedique mais tempo ao assunto do socialismo. Ele confia em mim e condenou as calúnias 
do partido contra mim. Disse-me: “Berlim é sua e assim é como vão ficar as coisas”. 
Necessito que isto ocorra. 
27 de junho de 1931 
Magda me dá força e imaginação. Estou muito contente em tê-la. Agora me pertence. Agora 
sei que tenho algo que me pertence por completo e sempre me apoiará. E eu também 
pertenço a ela. O partido vem primeiro, e logo depois Magda. O amor não me entorpece; 
me empurra para frente. 
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30 de junho de 1931 
Descobri um importante complô. As SS têm uma rede de espionagem aqui, em Berlim, e me 
têm sob vigilância. Estão jogando sobre mim os boatos mais inacreditáveis. Creio que são 
agentes provocadores. Quinta-feira, em Munique, exigirei que cesse imediatamente. Tenha 
ou não tenha a confiança de Hitler, não penso continuar trabalhando sob estas condições. 
Himmler me odeia. Agora vou derrotá-lo. Necessitamos nos desfazer desse bastardo sem 
escrúpulos. Goering está de acordo comigo. 
20 de dezembro de 1931 
Até que enfim a espera acabou. Nós dois demos nossa palavra. Depois assinamos. Primeiro 
eu, depois Magda. Em seguida Epp e logo depois Hitler. Agora Magda é minha esposa. 
Estou cheio de alegria. Agora somos muito felizes. As S.A. formaram uma guarda de honra. 
As pessoas nos desejavam boa sorte. Maria foi dama de honra, Harald, meu ajudante, com 
seu uniforme das S.A. O pastor Wenzel dirigiu a cerimônia. Não esteve mal. Estes clérigos 
são todos iguais. E logo pôs as alianças nos dedos. Enfim, Magda era minha. 
Lá fora, membros das S. A. nos felicitavam. Hitler tinha lágrimas de felicidade nos olhos. 
Disse-me: “Desejo-lhe uma vida cheia de felicidade e espero que continue sendo meu bom 
amigo”. Dei-lhe minha palavra. Magda me ajudará a mantê-la. 
31 de janeiro de 1933 
Conseguimos. Estabelecemos-nos em Wilhelmstrasse. Hitler é o novo chanceler. É como 
um sonho feito realidade. 
O resultado final: Frick ministro do Reich. Goering, Ministro do Interior da Prússia. Todos 
tínhamos lágrimas nos olhos. Apertamos a mão de Hitler. Nós merecíamos. Que 
maravilhosa euforia. O povo estava enlouquecendo na rua. Na colisão os conservadores 
tinham o vice-chanceler e o ministro do trabalho. Logo tiraremos deles.
 
Chegaram as tochas. O desfile começou as sete e durou até depois da meia-noite. Havia 
um milhão de pessoas nas ruas. Hindenburg saudava os manifestantes. Hitler estava no 
edifício ao lado. Um novo princípio, uma explosão de união popular. Multidões cada vez 
maiores. Falei no rádio em todas as emissoras alemãs. Disse: “Hoje, todos estamos muito 
contentes.”. 
De 2 a 10 de fevereiro 1933 
Há rumores que logo serei nomeado chefe da radiodifusão. Deixaram-me à margem. Magda 
está muito triste. Deixam-me de lado e me dão de ombros. Estou tão deprimido que não 
posso pensar nisso. Estão me pondo contra a parede. Hitler apenas me ajuda. Estou 
desanimado. 
Hitler me chamou. Já havia falado com Funk, o oficial de imprensa, sobre meu ministério. 
Uma humilhação para mim. 
10 de fevereiro de 1933 
O Führer fez um discurso fantástico desafiando com palavras muito duras os comunistas. 
No final, utilizou uma linguagem incrivelmente emotiva, acabando sua oração com a palavra 
“amém”. 
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Parecia tão natural que todo mundoficou cativado e profundamente emocionado. Estava 
tão cheios de força e de fé. Era tão original e valoroso. E tinha tanto poder e dignidade que 
não se podia comparar com nenhum outro do passado. 
20 de fevereiro de 1933 
Vi o filme do discurso do Führer no Palácio de Esportes. As imagens funcionaram muito 
bem. Resultará numa ferramenta de propaganda indispensável, e será mostrado nos lugares 
onde o Führer não possa fazer discursos. Sua força provém da coerência e harmonia das 
palavras e das expressões faciais e os gestos. Agora os comícios estão se convertendo em 
um verdadeiro prazer. Temos um novo assunto que nos une. Temos entusiasmo, energia, 
e uma entrega absoluta a nossa causa. Contamos com o apoio total das massas. Falamos 
de coração e já não necessitamos respeitar os sentimentos de nossos inimigos. 
Para as eleições estamos arrecadando grandes quantias e isto porá fim a todos os nossos 
problemas financeiros. Pus em marcha a campanha propagandística e uma hora mais tarde 
já faziam eco na imprensa escrita. 
 
21 de fevereiro de 1933 
Nossa propaganda é considerada exemplar, não só pela imprensa alemã, mas também pela 
imprensa internacional. 
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Cartaz de Propaganda Nazista 
Temos adquirido tanta experiência durante as campanhas anteriores que podemos vencer 
nossos oponentes. Provocamos-lhes medo e dizem uma palavra sequer. Agora 
demonstraremos o que o aparelho pode conseguir quando se sabe manejar. 
 
8 de março de 1933 
Agora tenho uma estrutura para meu ministério. Está dividido em cinco grandes 
departamentos: rádio, imprensa, cinema, propaganda e teatro. Em todos eles, sinto-me 
muito bem. Por isso os dedicarei toda minha energia e paixão. 
Hoje, as Juventudes Hitleristas, desfilaram em Unter den Linden. Poderia ficar horas 
olhando-as, contente, sem cansar a vista. A revolução alemã está em marcha. 
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Desfile da Juventude Hitlerista 
As bandeiras com suásticas tremulam em cada edifício público de vez em quando, algum 
funcionário se queixa, mas basta um pouco de pressão para pô-los em ordem. A revolução 
nacional, cujo progresso nós estamos contemplando… 
15 de março de 1933 
Dei uma entrevista à imprensa pela primeira vez. Estou desenvolvendo uma nova estratégia 
de imprensa moderna. Necessitamos começar a romper modelos. Muitos dos presentes 
eram incapazes de expressar uma opinião em público. Irei me desfazer deles rapidamente. 
 
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Goebbels durante a Entrevista 
A duplicidade de responsabilidades entre meu novo cargo e os ministérios existentes está 
causando alguns problemas. Mas o nazista sempre chegou a um rápido acordo porque 
abordamos tudo com um espírito de senso comum. 
17 de março de 1933 
As celebrações em Postdam estão se realizando no estilo nacional-socialista pela primeira 
vez. Estão sendo retransmitidas para toda a Alemanha. Toda a nação há de tomar parte 
neste ato. 
Trabalhei em todo o projeto até altas horas da noite e faço o possível para que este ato 
perdure na memória dos jovens. 
22 de março de 1933 
O trajeto do gabinete e dos membros do Reichstag da igreja de São Nicolau até a de 
Garrison foi insuportável. A multidão nos empurrava por todas as partes. Hindenburg entrou 
na Igreja de Garrison com o Führer. Uma sombra de silêncio caiu sobre todos os presentes. 
 
Hindenburg lendo a mensagem aos membros do Reichstag 
O presidente leu sua mensagem aos membros do Reichstag e ao povo alemão. 
7 de março de 1933 
Ditei um artigo muito duro sobre os judeus e sua campanha de difamação. É o que tem que 
se fazer. Os judeus não reagiram ante a generosidade ou ante o espírito de magnanimidade. 
Há de ensinar-lhes o que estamos dispostos a fazer. Enviei meu texto por telegrama a 
Munique para que o Führer tivesse uma cópia. Ele decidirá quando podemos começar a 
campanha. 
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31 de março de 1933 
Muita gente pensa que o boicote nos levará à guerra. Se nos defendemos sós, ganhamos 
respeito. 
 
Boicote aos Judeus – ao fundo pode ser visto um membro do partido nazista marcando 
uma loja judia com a estrela de seis pontas. 
Se as calúnias contra a Alemanha no exterior cessarem o boicote parará. Se não, lutaremos 
até a morte. 
25 de abril de 1933 
Minha viagem a Rheydt se converteu em um grande desfile triunfal. Aceitei ser 
homenageado por minha mãe, ela foi caluniada, submetida a boatos, depreciada e acossada 
nessa cidade provinciana e sofreu muito por ela. Todos sabem como são estas comunidades 
pequeno-burguesas. 
http://segundaguerra.net/wp-content/uploads/2009/11/jude.jpg
 
Agora quero reparar seus anos de sofrimento e tormento moral com um triunfo verdadeiro. 
Por isso voltei pra casa. Para lhe demonstrar que seus contínuos sofrimentos não foram em 
vão. 
11 de maio de 1933 
Trabalhei até tarde em casa. 
À tarde fiz um discurso nas portas do teatro da ópera em frente a uma enorme fogueira onde 
os livros asquerosos e baratos eram queimados por estudantes. Estava em forma. Grandes 
multidões. Hoje começou um tempo bom de verão. 
29 de agosto de 1933 
Inauguração da Feira das Transmissões. Uma ocasião digna e magnífica. Meu discurso foi 
muito bem recebido. 
“Os meios de comunicação não podem existir por si sós, separados da época que relatam. 
Mais que nenhum outro meio tem o dever de refletir, e dar a expressão aos sucessos e às 
necessidades do nosso tempo.” 
Vi a exposição. Tudo esteve muito bem. A televisão é questão de meses. Fiz um telefonema 
ao longínquo leste e ao capitão do Bremen em alto mar. Escutaram-me perfeitamente. As 
pessoas estão encantadas com os avanços tecnológicos. 
“A força de uma boa programação está em criar a mistura correta de entretenimento, 
diversão, ensino, educação e política. Os experimentos devem ser deixados para os 
laboratórios, não para milhões de ouvintes.” 
25 de setembro de 1933 
 Fui à Liga das Nações com Neurath. Deprimente. Uma reunião dos mortos. Interessava-me 
conhecer essa gente pessoalmente. Sir John Simon, o ministro britânico de Assuntos 
http://segundaguerra.net/wp-content/uploads/2009/11/goeebelsdesfile.jpg
Exteriores. Alto e imponente. Paul Boncour, um cafetão indesejável. É francês e um homem 
de letras. Não é um homem de verdade. O austríaco Dollfuss, um anão, um janota patife. 
Além disso, nada fora do normal. Examinaram-me detidamente de cima a baixo. Entre eles 
vejo quão superiores que somos nós, os alemães. Todo o assunto carecia de dignidade e 
estilo. 
 
Liga das Nações em 1933 
Antes os democratas se encaixassem muito bem aqui estavam como estivessem em casa, 
mas nós não somos desse tipo. A imprensa estava impaciente para me ver. Queriam 
entrevistas. 
5 de julho de 1935 
Quarta-feira. 
Em Heiligendamm há todo tipo de assuntos complicados. Richard Strauss escreveu uma 
carta odiosa ao judeu Stefan Zweig e a polícia a interceptou. A carta é insolente e, pior ainda, 
estúpida. A hora Strauss também terá que sair. Todos estes artistas carecem de princípios 
políticos desde Goethe a Strauss. Fora com eles. 
Strauss escrevendo a um judeu! É asqueroso! 
15 de julho de 1935 
Sábado. Descansando e falando com o Führer. 
Está trabalhando duro na política exterior ainda que os assuntos domésticos também 
requeiram sua atenção. Está furioso com Frick e seus burocratas. É provável que se vá logo. 
Eu não penso em me queixar. 
Comemos juntos. Bom tempo. Muito relaxante e um passeio com o Führer. Emocionei-me 
muito debatendo com pessoas comuns. As mulheres estavam tão contentes que inclusive 
choravam. Apenas podia conter as lágrimas. 
Passei o tempo com o Führer e Helga. Ela é muito agradável. 
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Domingo. Café da manhã com o Führer. 
Mostrava-se encantado porestes dois maravilhosos dias. Planejamos criar um grande 
balneário para homens e mulheres trabalhadores em uma das ilhas do mar do norte. Dez 
mil camas e quinze milhões de marcos. Ambos estávamos emocionados. 
Quando o Führer se foi fiquei só e muito triste. 
22 de março de 1936 
Fui trabalhar cedo. Um chamamento à nação. Falo para motivar a imprensa. 
A campanha eleitoral consome quase todo meu tempo. 
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Magda e eu fomos a Wannsee procurar uma casa de veraneio. Estaria muito bem se 
pudéssemos alugá-la ou comprá-la. Encontra-se na ilha de Swanenwerder, perto da orla de 
um lago. Esperemos para ver o que acontece. 
 
Casa de Veraneio em Wannsee 
19 de maio de 1936 
Fomos a Schwanenwerder, fazia um tempo lindo. Magda estava muito amável e 
encantadora. Foi uma longa viagem de barco. 
Meu empregado Haegert está preocupado se o gasto militar absorve nossos recursos se a 
guerra vier. Um general como chefe de propaganda! Que ideia mais absurda! Lutarei para 
que isso não ocorra. Tem que deixar a propaganda para os que a entendem. 
20 de junho de 1936 
Ontem, Swanenwerder. Estivemos presos na luta entre Max Schmeling e Joe Louis. 
Passamos toda a tarde com a mulher de Schmeling, contamos histórias, rimos, e passamos 
bem. 
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Cena da Famosa luta entre Max Schmeling e Joe Louis 
No décimo-segundo assalto, Schmeling deixa o negro nocauteado. Fantástico! Foi uma luta 
emocionante. Schmeling lutou pela Alemanha e ganhou. O homem branco predominou 
sobre o negro. E o homem branco era alemão. 
Não fui dormir até a cinco. 
Luta completa entre Max Schmeling e Joe Louis 
Continua… 
 
6 de novembro de 1936. 
A senhorita Reifenstahl deixou a fama subir pra cabeça. Não se pode trabalhar com uma 
lunática como ela. E, pior ainda, agora quer ganhar meio milhão a mais para fazer um 
segundo filme. Mantive-me frio como o gelo e ela começou a chorar. As mulheres sempre 
fazem o mesmo. Mas isso já não funciona comigo. Necessita começar a trabalhar 
seriamente e a se organizar. 
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Discurso de Goebbels: “O Prêmio do Cinema Alemão 1937-38 é para Leni Riefenstahl, pelo seu filme 
Olympia, Festival do povo, Festival da beleza. Com consciência sem igual, com uma exemplar atenção ao 
detalhe, com habilidade técnica e artística, conseguiu algo digno de grande admiração, não só aqui, mas 
também na imprensa estrangeira”. 
6 de novembro de 1936. 
Fui ao lago Bogensee, ali tudo era calma e tranquilidade. Um lugar onde poder trabalhar e 
pensar. Fazia um tempo de outono magnífico. 
Passei a tarde lendo “Assassinato em Davos”, de Emil Ludwig, uma tentativa judaica muito 
desagradável. Podia me converter em um antissemita se é que já não fosse. Temos que 
acabar de uma vez com esta praga de judeus. Com todos! Até não deixar rastro! 
Passei o tempo lendo, falando e escrevendo. Deitei-me por uma boa hora. Dormir aqui, no 
bosque, é maravilhoso. 
12 de dezembro de 1936. 
Meti o pau no editor chefe da imprensa dissidente. Deixei as coisas claras. Mostrei 
intermináveis exemplos de suas irresponsabilidades. Não aguento mais. De agora em diante 
darei castigos mais duros. Espero ordem e disciplina. Não penso tolerar mais inconformistas. 
3 de dezembro de 1937. 
À noite fomos a Swadenwerder. Magda não se encontrava muito bem. É tão boa e paciente 
e as crianças tão bonitas, eu os quero muitíssimo. 
Falamos, jogamos e passamos o tempo. Foi muito divertido. 
À tarde supervisionei alguns filmes em Berlim, “A Donzela”, uma filme de Praga com Lida 
Baarova. Uma atuação maravilhosa, magnificamente dirigida, se bem que os exteriores 
eram um pouco escuros e sujos. Típica filme checa, não significa nada para mim. Mas há 
que reconhecer que está muito bem feita. 
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Imagem do Filme: A Donzela, coma atriz Lida Baarova 
Lida Baarova se torna amante de Goebbels em 1936, durante uma crise em seu 
casamento. 
 
 
25 de julho de 1938. – Bayreuth, Villa Wahnfried. 
Magda está muito contente. Encontra-se melhor e nós dois somos muito felizes outra vez 
juntos. 
O Führer já chegou. Estava de bom humor, muito simpático. 
O festival: Tristão. Todos aparecemos em um grande desfile. A primeira cena, magnífica. A 
segunda um pouco incômoda e demorada. A cena final também não é boa. Mas a música, 
quê acústica! Incomparável. 
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Multidão ovacionando Adolf Hitler 
Lá fora há milhares de tcheco-alemães aclamando o Führer. É muito emocionante. O Führer 
me disse que resolveria este assunto logo. E cumprirá sua palavra. A grande ocasião 
chegará algum dia. 
18 de agosto de 1938. 
Um dia duro. À noite tive uma conversa muito íntima a com Magda muito humilhante para 
mim. Nunca perdoarei. Está sendo muito cruel e dura comigo. 
Necessito medicação forte para dormir não como nada há três dias. A mesma rotina 
interminável no trabalho. Já quase não posso mais aguentar. Ninguém me ajuda, se bem 
que tampouco quero ninguém. É importante sofrer dor na vida e nunca fugir dos problemas. 
Este é o pior momento de minha vida. 
10 de novembro de 1938. (Acerca de A Noite dos Cristais) 
Grandes manifestações contra os judeus em Kassel e Dachau. Sinagogas incendiadas e 
lojas destroçadas. À tarde as notícias informaram que o diplomata alemão Von Ratt foi 
assassinado por um judeu. Mas agora me sinto melhor. 
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Sinagoga em Chamas na série de manifestações antissemitas que entrou para história 
como: A Noite dos Cristais 
Fui a uma recepção no município. Eu estava no topo. Mencionei o tema judeu ao Führer, e 
me disse, “Deixe que continuem as manifestações e retire a polícia. Os judeus devem 
conhecer a ira da gente diretamente, só esta vez. É o justo e adequado.”. 
Passei as ordens à polícia e ao partido. Todos se apressaram em cumpri-las. Chegou a hora 
da gente atuar. 
23 de agosto de 1939. (Acerca do Pacto de não agressão entre Alemanha e URSS) 
Ontem o anúncio do pacto de não agressão com Moscou, demonstrou ser um êxito mundial. 
A balança de poder na Europa modificou-se. Londres e Paris estão reduzidos a nada. Os 
poloneses se encorajaram, mas isso os faz parecer ridículos. 
Foi uma brilhante jogada do Führer. Vejamos como reage o mundo. 
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Assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop 
Estão avançando comboios militares. Trabalho dia e noite sem descanso. Deveria estar 
ditando meu discurso para a conferência do partido, mas é uma tarefa impossível. Não tenho 
idéia de quem tenho que atacar e a quem não tenho. 
O Führer quer falar comigo. Fiquei de visitá-lo quarta-feira. 
1 de setembro de 1939. (Acerca do Início da Segunda Guerra Mundial) 
Ontem ao meio-dia o Führer ordenou atacar às 5 da manhã. Parece que a sorte está 
lançada. Goering continua indiferente. O Führer não crê que os ingleses intervenham. A 
emoção alcançou seu nível máximo. 
 
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Tropas alemãs caminham para a invasão da Polônia 
Em casa, trabalho. Termino a proclamação para o povo e para o partido. Trabalho em 
pôsteres de propaganda para a Polônia. Estamos preparados. 
18 de abril de 1940. 
O Führer elogiou a Luftwaffe. Revolucionou completamente a guerra. Em longo prazo, o 
poder marítimo não poderá competir com o aéreo. Temos vantagem neste campo e 
necessitamos mantê-la a todo custo. Pergunto-me quando daremos o passo. Dependemos 
do tempo que ainda é mau. 
Necessitamos atacar a Inglaterra. E uma vez que comecemos, temos de terminar o trabalho. 
Não podemos nos permitir mais demoras. Por isso necessitamos ter paciência. 
5 de julho de 1940. 
Até quando teremosque esperar? Não posso conter a imprensa. Nem o povo. Estão 
ansiosos para lutar contra a Inglaterra. 
18 de outubro de 1940. 
Decolamos de Tempelhoff cedo. Cheguei às cercanias de Paris cerca de 1 da tarde. 
Assisti ao informe, tudo muito disciplinado e com estilo. Aqui as coisas parecem bem 
organizadas. Falei com Göering um bom tempo. Sua gente é maravilhosa. 
19 de outubro de 1940. (Acerca de sua primeira viagem oficial a Paris Ocupada) 
Viajei a Paris com Goering. É um lugar maravilhoso. Voltou a atmosfera da grande cidade. 
Muitos soldados. Passeei pelas ruas com Goering e compramos algumas coisas nas lojas. 
Depois fomos ao Cassino de Paris, um teatro de variedades. 
 
Goebbels em Paris 
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Não é tão bom como o de Berlim, mas está cheio de mulheres bonitas e muito erotismo. 
Nunca nos ocorreria fazer algo assim num cenário de Berlim. Comemos no Maximes. Estou 
bem com Goering. Tem sido muito amável. Tem um estilo de vida fantástico. 
A guerra parece estar a milhões de quilômetros. 
Goering é uma boa figura. 
Fui dormir tarde. Muito cansado. 
20 de outubro de 1940. (Acerca do início dos bombardeios sobre a Inglaterra) 
Voei até Trouville. Dá para ver a costa inglesa, à distância. O tempo estava magnífico. 
Os caças rugiam acima de nós. Goering tem tudo sob controle. 
 
CICATRIZES DE LONDRES (trecho da narração de um filme de propaganda britânica) 
“Sua Majestade continua compartilhando com o povo os perigos dos ataques aéreos sobre Londres. 
Passaram várias horas inspecionando os danos e comprovando pessoalmente que se faça tudo o que for 
possível para os feridos e e os desabrigados. 
Visitaram o museu de Madame Tussaud. As estátuas de cera de Adolf Hitler e Goebbels foram alguma 
das “vítimas” resgatadas após o bombardeio. Oxalá fossem reais! 
Os grandes armazéns da Oxford Street foram gravemente danificados. A imagem desses lugares após o 
bombardeio é chocante. 
Mas isso não fará com que Hitler ganhe a guerra.” 
23 de outubro de 1940. 
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Churchill emitiu um decreto aos franceses. Impudico, ofensivo e cheio de hipocrisia. É uma 
besta gorda e repugnante. Redigi um rascunho com uma fulminante resposta. Se não 
respondermos, continuarão tirando força de suas ilusões. 
30 de outubro de 1940. 
Completei 43 anos. Um pouco de reflexão e meditação, isso ajuda num dia como este. As 
crianças foram os primeiros a me felicitar. Puseram-se em fila, como os tubos de um órgão. 
Recitaram poemas e me deram flores e presentes. Que bonito! 
Vimos um filme das crianças e choramos de felicidade e tristeza. Tudo foi tão bonito. 
7 de novembro de 1940. 
Chove e neva. Em Praga faz um tempo deprimente. Vi as vistas da Catedral de São Victor 
com seus tesouros, os incríveis velhos edifícios, suas ruas e praças. Estou enamorado desta 
cidade. Sente-se a Alemanha e nós a faremos alemã outra vez. 
Recepção na cidade. Uma casa muito bonita. Longos discursos. Eu também acrescentei 
algumas palavras amáveis. Nosso povo aqui está sempre metendo-se com os checos. 
Reabrindo as velhas feridas. Isso não é uma boa propaganda. Tento reparar os danos. 
2 de abril de 1941. 
À tarde estreia de “O Tio Krueger” para um grande número de convidados em minha casa. 
 
Cena do Filme Propagandista alemão (Zehn Krueger) 
Um grande alvoroço. O filme é um êxito. Todos estão emocionados. A estrela, Emil Jannings, 
se superou. É o tipo de filme anti-inglês com que só se podia sonhar. 
6 de abril de 1941. 
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Os ânimos sobre “O Tio Krueger” estão exaltados. As críticas são estupendas, exceto por 
alguns burocratas do Ministério de Assuntos Exteriores. Os demais estão encantados. 
 
“O Ministro do Reich, Dr. Goebbels, recebe o ator EmiI Jannings e lhe felicita pelo último filme “O Tio 
Krueger”. 
Na recepção, o Ministro outorgou a Emil Jannings o Anel de Honra da Indústria Alemã de Filme, sendo o 
primeiro realizador ou ator alemão a receber o novo prêmio criado para premiar ganhos extraordinários no 
âmbito do cinema alemão”. 
13 de maio de 1941. (Acerca da ida de Rudolf Hess para a Inglaterra) 
À tarde, notícias horríveis. Sem ordens do Führer, Hess pegou um avião e não se sabe dele 
desde o sábado. Supomos que está morto. 
O comunicado do Führer sugere a causa de seu vôo como um engano junto com as 
esperanças perdidas de assegurar um acordo de paz [com a Inglaterra]. Foi um duro revés. 
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Rudolf Hess, o vice-führer, na noite do dia 10 de maio de 1941, rumou sozinho para a 
Inglaterra com esperança de fazer um acordo de paz. 
É impossível avaliar as consequências agora. O Führer está completamente abalado. 
Pequeno espetáculo para o mundo. O vice-Führer tem uma crise psicológica. É horrível e 
impensável. Cerremos os dentes e continuemos. 
22 de junho de 1941. (Acerca do Início da Operação Barbarossa – a invasão da 
URSS) 
Ontem falei com minha equipe. Havia um assombro incrível por todas as partes. A maioria 
já supunha a verdade. Começamos a trabalhar imediatamente, febrilmente. Rádio, imprensa 
e novos serviços da atualidade, todos mobilizados. Tudo funciona como um relógio. 
03h30min da manhã. A artilharia pesada ruge. Que Deus abençoe nossas armas. Lá fora, 
Wilhelmplatz está vazia e silenciosa. 
Berlim está dormindo. O Reich está dormindo. Uma era grande e maravilhosa dá à luz um 
novo Reich. Talvez um nascimento doloroso, mas já se encaminhando à luz. 
Uma nova fanfarra ressoa. Poderosa, rugente e majestosa. 
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Mapa da Operação Barbarossa 
Li a proclamação do Führer aos alemães em todas as emissoras. Para mim foi também uma 
ocasião e grande transcendência. Despojei-me do trabalho das semanas passadas e 
meses. Sinto-me totalmente liberado. 
24 de junho de 1941. 
487m de filme desde o início de nossa campanha russa. Temos ensinado algumas de 
nossas armas, grandes monstros que fazem nanicos tudo à sua passagem. A justiça divina 
da História se volta na União Soviética. A frente antirussa na Europa está tomando forma 
quase por si só. 
Nós não estamos fazendo nada para não levantar suspeitas. Creio que a guerra contra 
Moscou provará nosso enorme êxito psicológico e talvez também militar. 
27 de junho de 1941. 
As declarações dos prisioneiros russos revelam uma grande ignorância. Esse é o produto 
do sistema educativo bolchevista. Não há sinal de instrução nem de disciplina. 
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Prisioneiro de guerra russo entre diversos nazistas. O despreparo das tropas russas no 
início da batalha deu ainda mais ânimo à crença de vitória alemã 
Muitos soldados optam pelo suicídio antes de cair prisioneiros, porque o povo semeou neles 
o medo de Deus sobre nós. 
Nossa emissão de propaganda não está chegando a seu destino. Necessitamos lançar 
panfletos para esclarecer as coisas. 
20 de agosto de 1941. 
O Führer disse que posso deportar os judeus de Berlim tão logo acabe a campanha do leste. 
Berlim há de estar livre de judeus. É escandaloso que 78.000 judeus, a maioria parasitas, 
possam caminhar com suas gorduras pela capital alemã do Reich. Não só destroem a 
imagem da cidade, a atmosfera também. As coisas mudarão para melhor quando portarem 
os distitivos. 
Expulsá-los é a única maneira de resolver de vez o problema. 
1 de setembro de 1941. 
Veneza parece uma joia no meio do mar. É a cidade mais bonita que conheço. Estou alojado 
em um barco, o Cyprus, que está ancorado perto da Praça de São Marcos e oferece uma 
magnífica vista panorâmica da cidade. No barco pode-se ter alguma paz e tranquilidade. 
Ouve-se apenas o alvoroço e o balbucio da bienal. 
Veneza está cheia de filmes de todas as partes do mundo. 
http://segundaguerra.net/wp-content/uploads/2009/12/prisioneirorusso.jpgComemos em um palácio maravilhoso perto do Canal Grande. Isso é o que faz Veneza tão 
imponente. Gostaria muito de levar ao menos um desses magníficos palácios para a nossa 
fria e deserta capital. Quando se entra em um desses palácios, vê-se o vital que é reconstruir 
Berlim com o melhor estilo, para que ofereça vistas interessantes aos turistas dos séculos 
vindouros. 
2 de setembro de 1941. 
Excetuando Mussolini, os italianos não têm nenhum líder absoluto. Afirmam que são os 
mestres da improvisação, mas na maioria das vezes nos seus improvisos se saem mal. 
Organizar-se e preparar-se para algo metodicamente, não é seu forte. 
 
Goebbels desembarcando na Itália 
À tarde, para começar a contribuição italiana à bienal, projetou-se no novo filme romano “O 
Estádio de Ferro”. A estreia foi um fracasso. A filme é uma grande apologia cinematográfica 
muito pouco convincente. Não vale a pena nem comentá-la. 
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Os italianos tinham todas suas esperanças nessa estreia, mas seu próprio público estava 
decepcionado. Alegro-me porque essas experiências cinematográficas falidas já não 
aconteçam no cinema alemão. Tenho trabalhado incansavelmente para eliminar todas 
essas experiências. A falta de talento dos italianos neste campo nos beneficia. 
A tarde acabou com uma grande recepção no Cinecittá. Com muita pompa e cerimônia. Mas 
para quê servem essas festas se os filmes são péssimos. O importante são os filmes, não 
as recepções. 
Depois desse ato, dei um passeio pela cidade iluminada. Veneza possui uma beleza 
encantadora. Sobretudo quando não há luz artificial e suas torres e silhuetas oferecem uma 
vista mágica. 
A guerra se é inevitável, é uma necessidade remota. 
Esta cidade se manifesta mais persuasiva que nunca, que a guerra só pode ser um meio 
para conseguir um fim. Nunca um fim em si mesmo. 
7 de setembro de 1941. 
Vi uma filme do encontro entre Roosevelt e Churchill no Atlântico. Está miseravelmente feita. 
Não merecia nenhuma atenção. Este lixo é o que os ingleses chamam propaganda. Que 
superiores somos a nossos inimigos neste campo. Faz muito barulho, mas não dizem nada. 
 
Imagem do filme propagandista mostrando o encontro entre Roosevelt e Churchill 
16 de outubro de 1941. 
Nos últimos dois anos nós conseguimos lucros cinematográficos de proporções 
inimagináveis anteriormente. Isso se deve, sobretudo a nosso êxito ao apresentar temas 
modernos de forma moderna. 
A geração do novo cinema é medíocre. Dão uma impressão demasiadamente burguesa. 
Quase nenhum dos homens ou mulheres que elegemos triunfariam internacionalmente. Isto 
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vai mudar. Se o cinema alemão quer conquistar o mundo, deve se utilizar de atores 
conhecidos. 
Não penso relaxar até que progridamos neste campo. 
19 de novembro de 1941. 
Tenho lido “Sangue Suor e Lágrimas”, de Churcill. Uma compilação de seus discursos dos 
últimos dois anos. Demonstra uma inteligência inquietante e está muito bem escrito. 
Tem um estilo claro, ainda que seu cinismo resulte surpreendente para nossa forma de 
pensar. Não se pode negar que Churchill é um adversário que impõe respeito. Não é tão 
estúpido como era Chamberlain. 
30 de novembro de 1941. 
O Führer não crê que devamos tomar as grandes cidades soviéticas. Não há nenhum 
benefício, e haveria de ter que alimentar muitas mulheres e crianças. O objetivo é não ocupar 
nem Moscou nem Lenigrado. Tem que destruí-las e lavrar a terra. 
 
Soldado Alemão durante a Campanha contra a União Soviética 
Creio que o modo com que o Führer dirige esta guerra é admirável. Nem lhe ocorre 
conquistar Moscou e fazer um desfile da vitória. O objetivo nesta guerra não é ganhar 
prêmios mas destruir o inimigo. Isso é o que importa. E estamos tentando com todas as 
nossas forças. 
21 de dezembro de 1941. 
Estou lendo um extenso informe dos últimos dias de novembro, escrito por um oficial no 
front do leste. Dá o que pensar. Ali andam muito carentes de tudo. Comida, gasolina, armas, 
munição, gente. O humor entre as tropas ainda é relativamente bom. Mas tem um 
sentimento vago de que algo vai mal. O pronunciamento do Führer terá, certamente, um 
efeito liberador. 
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Soldados alemães tentando desatolar caminhão durante a campanha no front leste 
Nossa propaganda é exageradamente otimista; quero dizer que, muito contra a minha 
vontade parecia dar ideia de fato que a campanha do leste já havia sido ganha tenha sido 
recebida com grande desprezo. 
O assessor de imprensa do Reich, Dr. Dietrich, não tem ideia de quanto dano está causando. 
Seu discurso foi desastroso. No momento em que falava, os soldados da frente estavam 
lutando suas mais duras batalhas e suportando grandes privações. É fácil imaginar o que 
os soldados pensam dessas mentiras patrióticas. 
O que mais me dói é que o povo me faça em parte responsável, ainda não nada a ver e 
inclusive lute contra. 
15 de fevereiro de 1943. 
Pela tarde comecei a ditar meu discurso do Palácio de Esportes. À noite já estava acabado 
e corrigido. Creio que será muito positivo. Pode ser um de meus maiores louros como 
orador. Necessitamos destes discursos para animá-los. É necessário dar um pouco de 
coragem aos alemães. 
Oxalá pudesse-me multiplicar um milhão de vezes para poder conseguir um milhão a mais 
do que posso agora. 
19 de fevereiro de 1943. 
Ontem as 5 começou o esperado rali no Palácio de Esportes. Houve uma grande 
assistência. As portas fecharam às 16h30min. 
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Respirava-se um ambiente de histeria febril. Os berlinenses são a audiência mais atenta do 
Reich. Quase o total do conselho, grande número de diretores regionais e quase todas as 
secretarias de governo estavam presentes. Era uma amostra representativa de toda a 
população alemã. 
“Os ingleses sustentam que o povo alemão se opõem aos planos de Guerra Total do 
governo. Os ingleses dizem que os alemães preferem capitular antes que lutar. Nunca! 
 
Vocês querem a guerra total? 
 
Se fosse necessário, apoiariam uma guerra mais total e radical do que hoje possam 
imaginar? 
Pergunto-lhes, estão decididos a seguir o Führer, até levar a guerra a um vitorioso 
final, ainda que isso implique numa carga pessoal insuportável?” 
Minha oratória estava em muito boa forma e levei a audiência a um estado de total 
mobilização espiritual. O Führer ordena, nós seguimos! O comício acabou com uma grande 
ovação. O Palácio de Esportes não havia visto nada parecido, nem sequer antes de 1933. 
A nação alemã está preparada para sacrificar tudo pela guerra e por nossa vitória. 
Assegurar-me-ei que a guerra total não fique em pura teoria. 
3 de março de 1943. 
De caminho para Berlim inteirei-me que a cidade havia sido bombardeada durante a noite. 
No primeiro informe não se analisava o grande impacto do ataque. Saí imediatamente para 
a rua a fim de inspecionar os danos. Comecei pela Igreja de Sant Hedwig que estava feita 
em pedaços. O sacerdote me pediu outro local para realizar os serviços. 
Garanti uma solução. Esses detalhes fomentam a amizade. 
 
Goebbels Inspeciona a Igreja de Sant Hedwig completamente destruída pelo bombardeio 
aéreo 
7 de maio de 1943. 
Tenho um novo projeto: “Kolberg”. Este filme é o retrato de um homem valente e da 
determinação de uma comunidade a resistir ainda que a situação pareça desesperadora. 
Este filme servirá de lição, sobretudo, nas zonas atacadas. Está baseado em fatos reais. 
O diretor, Harlan, que ao princípio não queria fazer o filme, está trabalhando muito nele. 
Prometeu-me estrear no Natal. Para quando necessitaremos dele desesperadamente. 
24 de novembro de 1943. 
O panorama que Berlim oferece é bastante deprimente. Não imagino como os ingleses 
puderam causar tanto dano. O Ministério da Propaganda havia se salvado em sua maior 
parte, maso estado da Wilhelmplatz era o mais desolador. 
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Berlim destruída pela Guerra 
De manhã tive uma longa reunião com os diretores do partido e outros responsáveis por 
Berlim para discutir o que fazer. Estamos improvisando muito. 
A resposta ao ataque aéreo foi muito eficiente. Os berlinenses sabem por instinto quando 
vale a pena salvar una zona e quando é melhor sair de lá. 
25 de fevereiro de 1944. 
O Führer dirigiu umas palavras de calma aos berlinenses. Reafirmou que Berlim havia 
demonstrado ser a capital do Reich durante os assaltos dos últimos meses. 
Os berlinenses demonstraram uma coragem e uma virilidade que muito poucos podiam 
imaginar. 
7 de junho de 1944 – Sobre o Dia D 
Ontem, durante a noite, chegaram os primeiros informes sobre a invasão aliada no oeste. O 
Führer se encontrava com um humor excelente. A invasão estava sendo feita justamente 
onde a esperávamos. A menos que tudo saísse mal, poderíamos gerenciar. 
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Desafortunadamente, o inimigo pôs tanques em ação, mas nós mobilizaremos a reserva. 
Partiram duas divisões blindadas de combate. 
O Führer assegura que expulsaremos as unidades que aterrissaram e que aniquilaremos 
seus paraquedistas. 
As palavras do Ministro sobre o novo V1 alemão foram recebidas com um estrondo e 
aplauso. 
“Como disse em Berlim antes do bombardeio da capital: Logo chegará a hora de nos 
vingarmos dos ingleses. 
 
Choveram críticas na imprensa inglesa e se perguntam em tom zombador se não seria 
o Ministro da Propaganda o que inventou a arma no lugar do Ministro da Guerra. Não 
creio que seja minha obrigação corrigir os ingleses. Quanto mais tarde saibam de sua 
existência, melhor para nós. Porque a surpresa também é uma arma muito potente.” 
18 de junho de 1944. 
Nossas primeiras armas de represália humilham o mundo. Os ingleses utilizam todo seu 
poder contra nossa arma secreta, mas não têm êxito algum. Os londrinos estão 
aterrorizados. Atônitos. 
 
Soldados preparam foguete V1 para dispará-lo 
O bombardeio de Londres não cessou desde quinta-feira à tarde. 
Não há defesa contra nossos mísseis. 
7 de julho de 1944 – O Otimismo já não é grande o suficiente… 
O entusiasmo está em queda livre. O V1 e as tentativas de repelir a invasão do oeste têm 
sido nulos. No leste, tão-pouco, restam muitas esperanças. Nossa equipe de informação 
tem recebido duras críticas. 
Nossos jornalistas e apresentadores voltaram a falar mais da conta, como sempre critiquei. 
O povo está cansado de tanta desculpa. A única coisa que ouvir é a verdade. 
Haegert crê que poderíamos utilizar o slogan: “Sangue, Suor e Lágrimas” para nossos 
próprios fins. Tornaríamos imunes ante qualquer revés. 
 
28 de fevereiro de 1945. 
Não há motivo para passar à margem por esses assuntos nem para calar com objetivo de 
não ferir os sentimentos do Führer. A discussão que mantivemos foi visceral e muito 
calorosa. 
O Führer acabou compreendendo meu ponto de vista. 
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Enfadou-se porque a situação havia se deteriorado muito não porque eu houvesse falado 
com toda a franqueza. Se Goering passar do ponto haverá de fazer recobrar a razão. Não 
há lugar para tontos condecorados e vaidosos entre os líderes de nossa guerra. Não penso 
descansar até que volte a se restabelecer a ordem. 
Por exemplo, é de muito mau gosto, que um oficial do Reich se pavoneie com o uniforme 
cinza-prata. Pequeno comportamento tão afeminado dada a situação. Espero que o Führer 
volte a fazer de Goering um homem. 
9 de março de 1945. 
Ao meio-dia conduzem até Berlim. Para um tempo frio e espaçoso. O campo aparecia 
iluminado pelos raios do sol. Quando deixa as ruínas de Berlim entra em uma região que 
parece indiferente à guerra. 
É uma maravilha voltar ao campo e respirar ar puro. As vidas dos habitantes apenas haviam 
se alterado. É invejável. 
Depois, nos aproximamos para frente e entramos em zona de guerra. À distância se vêm 
brilhos de fogo inimigo ou alemão. 
Então chegamos a Lauban. A localidade estava muito danificada pelos últimos ataques. 
Os paraquedistas, que lutaram magnificamente em Lauban, estavam desfilando pelos 
escombros do mercado da cidade. 
 
O general Scherner se dirigiu às tropas e a mim particularmente. Se referiu a meus constante 
empenho por ajudar a guerra. Disse que sou um dos poucos que escutam o front. Não havia 
sinal de derrotismo. 
 
Imagem curiosa mostra Goebbels cumprimentando um soldado menino – Fato comum nas 
fileiras alemãs no final da guerra 
Isto o testemunhei eu mesmo quando me dirigi às nossas tropas no acampamento de Görlitz. 
Meu discurso tratava da necessidade de lutar sem se render jamais. 
“As divisões que já lançaram ofensivas de pequena escala e as que lançaram 
ofensivas de grande escala nas semanas e meses vindouros entrarão nesta batalha 
como se fosse um serviço religioso. 
 
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E quando empunharem as armas se encarnem a seus tanques, e só pensarão em seus 
filhos mortos e nas mulheres violentadas, e seus gritos de vingança seriam tais que 
deixariam pálido o inimigo.” 
 
11 de março de 1945. 
O que mais incomoda é o comportamento do povo em Rheydt, minha cidade natal. Os 
americanos lhe deram muita importância. Um tal Herr Vogelsein, que conheci na juventude, 
como um inculto nacional-socialista foi às autoridades de ocupação para se oferecer como 
prefeito. Ocupar-me-ei pessoalmente deste homem. Tenho um plano para liquidá-lo na 
primeira oportunidade. O farão membros do partido de Berlim especialmente treinados. 
Os americanos, como esperávamos, lançaram um suposto jornal alemão em Rheydt, uma 
das primeiras cidades a serem ocupadas. Mas seu triunfo parece um tanto prematuro. 
Encontrarei a forma de endireitar as coisas. Pelo menos em Rheydt. 
21 de abril, 1945 – Último discurso 
“Defensores de Berlim, os olhos de vossas mulheres, vossas mães e vossos filhos se 
fixam em vós. Confiaram suas vidas, sua felicidade, sua saúde e seu futuro. Sabeis 
qual é vosso trabalho, e eu sei que o cumprireis. 
O momento da verdade chegou. Eu permaneço com minha equipe em Berlim. Minha 
mulher e meus filhos estão também e aqui ficarão. Farei tudo que possa para mobilizar 
a defesa da Capital do Reich. 
Meus pensamentos e desejos estarão sempre convosco, e rechaçaremos nosso 
inimigo comum. As hordas de mongóis serão detidas nas portas da cidade. Nossa 
luta será o sinal para que toda a nação lute com decisão. 
Com o fanático desejo de não deixar cair a capital em mãos dos bolchevistas, 
trabalharemos e lutaremos solidariamente.” 
Joseph Goebbels se suicidou juntamente com sua esposa, no dia 1º de Março, logo 
após envenenar seus seis filhos com cianureto. 
Ainda hoje é considerado um mago da propaganda politica…

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