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<p>revisão 1º semestre</p><p>Filosofia - Prof. Roger</p><p>“Faça sua parte”</p><p>Mitos</p><p>Socrátes Aristóteles</p><p>Platão</p><p>Diógenes de Sinope</p><p>Epicuro</p><p>Parmênides</p><p>Heráclito</p><p>Tales de Mileto</p><p>Sêneca</p><p>Aquino</p><p>Agostinho</p><p>Kant</p><p>Locke</p><p>Descartes</p><p>01. (UFU/2020-2) “[...] em lugar de querer apresentar a filosofia como</p><p>inovação radical, como queria Burnet; e também, em lugar de apresentar</p><p>a filosofia como pura continuação do herdado, como queria Conford</p><p>quando afirma que a filosofia era continuação racional do que os mitos</p><p>narravam, Vernant apresenta as condições históricas, culturais e políticas</p><p>que marcaram o surgimento da filosofia.” CHAUÍ, Marilena. Introdução à</p><p>Filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Cia das Letras, 2002. p. 36.</p><p>(Adaptado)</p><p>De acordo com o excerto acima, a terceira corrente compreende o</p><p>surgimento da Filosofia de um modo diferente de suas antecessoras,</p><p>pois considera que a origem da Filosofia foi</p><p>A) promovida pela influência oriental e pelo fenômeno do milagre grego.</p><p>B) impulsionada pela genialidade do povo grego sem influência externa.</p><p>C) decorrente da história e não do súbito despertar do espírito helênico.</p><p>D) provocada pelo expansão do domínio grego sobre os povos bárbaros.</p><p>02. (UFU/2010) A relação entre mito e filosofia é objeto de polêmica</p><p>entre muitos estudiosos ainda hoje. Para alguns, a filosofia nasceu da</p><p>ruptura com o pensamento mítico (teoria do “milagre grego”); para</p><p>outros, houve uma continuidade entre mito e filosofia, ou seja, de alguma</p><p>forma os mitos continuaram presentes – seja como forma, seja como</p><p>conteúdo – no pensamento filosófico.</p><p>A partir destas informações, assinale a alternativa que NÃO contenha</p><p>um exemplo de pensamento mítico no pensamento filosófico.</p><p>A) Parmênides afirma: “Em primeiro lugar, criou (a divindade do</p><p>nascimento ou do amor) entre todos os deuses, a Eros...”</p><p>B) Platão propõe algumas teses como a teoria da reminiscência e a</p><p>transmigração das almas.</p><p>C) Heráclito afirma: “As almas aspiram o aroma do Hades”</p><p>D) Aristóteles divide a ciência em três ramos: o teorético, o prático e o</p><p>poético.</p><p>03. (UFU/2018-1) “Pois pensar e ser é o mesmo”</p><p>Parmênides, Poema, fragmento 3, extraído de: Os filósofos pré-socráticos. Tradução de</p><p>Gerd Bornheim. São Paulo: Cultrix, 1993.</p><p>A proposição acima é parte do poema de Parmênides, o</p><p>fragmento 3. Considerando-se o que se sabe sobre esse</p><p>filósofo, que viveu por volta do século VI a.C., assinale a</p><p>afirmativa correta.</p><p>A) Para compreender a realidade, é preciso confiar inteiramente</p><p>no que os nossos sentidos percebem.</p><p>B) O movimento é uma característica aparente das coisas, a</p><p>verdadeira realidade está além dele.</p><p>C) O verdadeiro sentido da realidade só pode ser revelado pelos</p><p>deuses para aqueles que eles escolhem.</p><p>D) Tudo o que pensamos deve existir em algum lugar do universo.</p><p>04. (UFU 2021-2) “Meti-me, então, a explicar-lhe que supunha ser</p><p>sábio, mas não o era. A consequência foi tornar-me odiado dele e de</p><p>muitos dos circunstantes. Ao retirar-me, ia concluindo de mim para</p><p>comigo: ‘Mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que</p><p>nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa</p><p>e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber”. PLATÃO,</p><p>Defesa de Sócrates, v. II. São Paulo: Abril Cultural, 1972, p. 15. Apud ARANHA, M.L.A. e MARTINS, M.H.P.</p><p>Filosofando. São Paulo, Moderna: 2009.</p><p>A partir do trecho, é correto afirmar que a sabedoria de Sócrates</p><p>consiste em</p><p>A) reconhecer a própria ignorância e ver nisso uma grande virtude.</p><p>B) recusar-se a reconhecer a sabedoria alheia por pura vaidade.</p><p>C) atribuir valor ao conhecimento dos sábios sem lhes fazer críticas.</p><p>D) acreditar que ele e os outros são conhecedores de importantes</p><p>verdades.</p><p>05. (UFU/2020-2) “Tenho isto em comum com as parteiras: sou</p><p>estéril em sabedoria; e aquilo que há anos muitos censuram em</p><p>mim, que interrogo os outros, mas nunca respondo por mim</p><p>porque não tenho pensamentos sábios a expor, é censura justa”.</p><p>(Teeteto, 15c).</p><p>O trecho acima é do livro Teeteto, de Platão, no qual Sócrates</p><p>(469 – 399 a.C.) descreve sua arte chamada de maiêutica, em</p><p>grego, o parto, sendo que, pelo que se entende pelo excerto, a</p><p>principal caracterização da maiêutica é a aporia, que pode ser</p><p>entendida como um método de refletir filosoficamente que</p><p>A) reforça as hipóteses sem fundamentação.</p><p>B) desvela a ignorância dos interlocutores.</p><p>C) valoriza os pensamentos intransigentes.</p><p>D) aceita a opinião comum como sabedoria.</p><p>06. (UFU/2020-2) A Alegoria da Caverna expõe, em forma de imagem, alguns</p><p>dos conceitos mais importantes do pensamento platônico, dentre eles os</p><p>conceitos de doxa e episteme.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a descrição correta desses dois</p><p>conceitos.</p><p>A) Conhecimento falso, limitado às aparências e aos sentidos, baseado na</p><p>multiplicidade; conhecimento verdadeiro, alcançado pela dialética, busca</p><p>conhecer o que é uno e imutável.</p><p>B) Conhecimento verdadeiro, baseado nas aparências e nos sentidos, busca</p><p>a multiplicidade dos seres; conhecimento falso, baseado na dialética, busca</p><p>conhecer o uno e o múltiplo.</p><p>C) Conhecimento falso, baseado na dialética, busca atingir sempre a unidade</p><p>da essência para superar as aparências; conhecimento verdadeiro, baseado</p><p>só nos sentidos do corpo.</p><p>D) Conhecimento relativo, nem verdadeiro, nem falso, baseado na</p><p>sensibilidade e na dialética; concebe que a verdade emerge do múltiplo para</p><p>o uno, a saber: as aparências.</p><p>07. (UFU/2018-1) Considere o seguinte trecho: “No diálogo</p><p>Mênon, Platão faz Sócrates sustentar que a virtude não pode</p><p>ser ensinada, consistindo-se em algo que trazemos conosco</p><p>desde o nascimento, defendendo uma concepção, segundo a</p><p>qual temos em nós um conhecimento inato que se encontra</p><p>obscurecido desde que a alma encarnou-se no corpo. O papel</p><p>da filosofia é fazer-nos recordar deste conhecimento”</p><p>MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge</p><p>Zahar Editora, 2000. p. 31.</p><p>Nesse trecho, o autor descreve o que ficou conhecido como</p><p>A) a teoria das ideias de Platão.</p><p>B) a doutrina da reminiscência de Platão.</p><p>C) a ironia socrática.</p><p>D) a dialética platônica.</p><p>08. (UFU/2019-1) Leia o excerto abaixo.</p><p>“A alegoria da caverna representa as etapas da educação de um</p><p>filósofo ao sair do mundo das sombras (das aparências) para</p><p>alcançar o conhecimento verdadeiro. Após essa experiência, ele</p><p>deve voltar à caverna para orientar os demais e assumir o governo</p><p>da cidade. Por isso, a análise da alegoria pode ser feita sob dois</p><p>pontos de vista.” ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires.</p><p>Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2016. p. 109.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta os dois pontos de vista</p><p>sobre a educação que são deduzidos da alegoria da caverna.</p><p>A) Individualista e teorizante.</p><p>B) Dogmático e materialista.</p><p>C) Relativista e democrático.</p><p>D) Epistemológico e político.</p><p>09. (UFU/2021-2) Aristóteles distingue duas noções fundamentais</p><p>para a compreensão dos seres: substância e acidente.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a definição correta de</p><p>ambos os conceitos, respectivamente.</p><p>A) O que está dentro do ser e o que lhe pertence naturalmente.</p><p>B) O que é inerente ao ser e aquilo que não lhe é essencial.</p><p>C) O que não é parte integrante do ser e o que lhe é essencial.</p><p>D) O que está fora da natureza do ser e o que a essa pertence.</p><p>10. (UFU/2021-1) Em sua obra Ética a Nicômaco, Aristóteles</p><p>(384-322 a.C.) utiliza uma metáfora para expressar a sua</p><p>concepção de como viver uma vida feliz. Diz ele que “a função de</p><p>um tocador de lira é tocar a lira e a de um bom tocador de lira é</p><p>tocar a lira de modo excelente”. Do mesmo modo, viver de modo</p><p>excelente é viver por meio da virtude (areté, em grego).</p><p>Assinale a afirmação que melhor define o conceito de virtude</p><p>segundo Aristóteles.</p><p>A) Disposição de caráter para agir segundo um princípio racional</p><p>que visa a felicidade.</p><p>B) Disposição de caráter para agir de acordo com as leis divinas.</p><p>C) Disposição de caráter para escolher os</p><p>extremos das paixões.</p><p>D) Disposição de caráter para buscar os prazeres e fugir dos</p><p>desprazeres.</p><p>11. (UFU/2020-2) O filósofo e monge dominicano São Tomás</p><p>de Aquino (1225 – 1274 d.C.) elaborou uma filosofia que</p><p>estava fundada em dois pilares principais: a fé cristã e a</p><p>filosofia de Aristóteles (384 – 322 a.C.).</p><p>A respeito da filosofia tomista, é INCORRETO afirmar que</p><p>Tomás de Aquino</p><p>A) debateu, com outros filósofos, sobre a filosofia de</p><p>Aristóteles.</p><p>B) escreveu sobre várias áreas da filosofia: ética, lógica e</p><p>outras.</p><p>C) admitiu, por fim, a superioridade da filosofia sobre a fé</p><p>cristã.</p><p>D) propôs argumentos racionais para provar a existência de</p><p>Deus.</p><p>12. (UFU/2014-1) Segundo Chauí (2000), [...] na Idade Média</p><p>o pensamento estava subordinado ao princípio da</p><p>autoridade, isto é, uma ideia é considerada verdadeira se for</p><p>baseada nos argumentos de uma autoridade reconhecida [...]</p><p>CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000, p. 45.</p><p>Sobre a filosofia da Idade Média é INCORRETO afirmar que</p><p>A) O tema principal de que se ocupou a filosofia na Idade</p><p>Média foi o das relações entre a razão e a fé</p><p>B) A filosofia se tornou serva do cristianismo e, com isso,</p><p>rejeitou a filosofia pagã, Platão e Aristóteles</p><p>C) Para essa filosofia, a fé na revelação proporciona o</p><p>conhecimento mais elevado, superior àquele da razão.</p><p>D) A doutrina da iluminação divina explica como a filosofia</p><p>pagã provém das mesmas fontes das verdades cristãs.</p><p>13. (UFU/2020-1) René Descartes (1596–1650) pode ser considerado</p><p>o pai da filosofia moderna, pois, em vários aspectos, permitiu uma</p><p>visão crítica da filosofia medieval, especialmente no que se referia à</p><p>possibilidade do conhecimento da natureza. Seu livro O discurso do</p><p>método é um marco para esse ponto de virada filosófica e coloca, em</p><p>destaque, a importância da dúvida metódica para a investigação</p><p>científica.</p><p>Nesse sentido, essa dúvida cartesiana implicava</p><p>A) exercitar o método, obter e aceitar apenas ideias claras e distintas.</p><p>B) duvidar de tudo, exceto das verdades da fé cristã já estabelecidas.</p><p>C) aceitar os conceitos da filosofia tomista como verdades absolutas.</p><p>D) só aceitar como indubitáveis as certezas que vierem dos sentidos.</p><p>14. (UFU/2022-2) No dizer de Descartes, não temos certeza sequer se existimos,</p><p>pois podemos estar em um sonho ou ser vítimas de um ser maior do que nós e</p><p>que nos engana, fazendo-nos crer que existimos quando, na verdade, não somos</p><p>mais do que a imaginação desse ser. No entanto, mesmo quando nos enganamos,</p><p>precisamos do pensamento, quer dizer, para nos enganarmos, temos de pensar; e,</p><p>para pensar, precisamos existir. Ora, se podemos nos enganar, então pensamos e,</p><p>se pensamos, então, existimos. SAVIAN FILHO, Juvenal. Filosofia e filosofias. Belo Horizonte: Autêntica, 2016. p.</p><p>67.</p><p>A respeito da filosofia de Descartes (1596-1650), considere as afirmações a seguir.</p><p>I. Para Descartes, colocar todo conhecimento em dúvida é um método para</p><p>chegar a um conhecimento indubitável.</p><p>II. O conhecimento obtido por meio dos cinco sentidos é a única garantia do que é</p><p>verdadeiro.</p><p>III. A evidência do pensamento é o fundamento para outras verdades como a</p><p>existência de Deus e as verdades matemáticas.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta afirmação(ões) correta(s).</p><p>A) Apenas I e II. B) Apenas I e III. C) Apenas II e III. D) Apenas I.</p><p>15. (UFU/2011) David Hume (1711-1776) é um dos representantes</p><p>do empirismo. Sua teoria sobre as ideias parte do princípio de</p><p>que não há nada em nossa mente que não tenha passado antes</p><p>pelos sentidos, portanto, as ideias vão se formando ao longo da</p><p>vida. Dessa forma, Hume afasta-se do princípio da corrente</p><p>racionalista ou inatista segundo a qual afirma que há ideias inatas</p><p>em nossa mente.</p><p>De acordo com o pensamento de Hume, é correto afirmar que</p><p>A) as percepções dos sentidos geram impressões e ideias.</p><p>B) as ideias que podem ser consideradas verdadeiras são as</p><p>inatas.</p><p>C) as ideias fictícias são as que têm mais alto grau de ser.</p><p>D) as percepções dos sentidos nos enganam, por isso as ideias</p><p>daí decorrentes são falsas.</p><p>16. (UFU/2021-2) Podemos dizer que o objetivo de Kant,</p><p>ao escrever a Crítica da Razão Prática, era demonstrar</p><p>que a lei moral provém da ideia de liberdade, por isso a</p><p>razão pura é também prática no sentido de que a ideia</p><p>racional de liberdade determina por si mesma a vida</p><p>moral e com isso demonstra sua própria liberdade. De</p><p>acordo com trecho acima, conclui-se que, para Kant, o</p><p>agir moral deve fundar-se</p><p>A) na noção de felicidade.</p><p>B) nos ditames da razão.</p><p>C) nas sensações físicas.</p><p>D) na natureza humana.</p><p>17. (UFU/2018-1) De acordo com o pensamento do filósofo Immanuel Kant</p><p>(1724-1804), os juízos a priori são todos analíticos e os juízos a posteriori</p><p>são todos sintéticos.</p><p>Assinale a alternativa que define corretamente as noções de juízo</p><p>analítico e juízo sintético.</p><p>A) O juízo analítico é uma proposição que não pode ser pensada sem</p><p>ser simultaneamente acompanhada de sua necessidade, já o juízo</p><p>sintético não é uma proposição necessária.</p><p>B) No juízo analítico, o sujeito está contido no conceito do predicado,</p><p>mas, no juízo sintético, o predicado advém da experiência.</p><p>C) No juízo analítico, o predicado pertence ao sujeito como algo que</p><p>está contido nele, já no juízo sintético, o predicado está totalmente fora</p><p>do conceito do sujeito.</p><p>D) O juízo analítico é uma proposição necessária, já no juízo sintético, o</p><p>predicado vai além do conceito do sujeito, acrescentando algo a esse.</p><p>18. (UFU/2021-1) “Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha</p><p>que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de, mediante</p><p>conceitos, estabelecer algo a priori sobre os objetos, através do que o</p><p>nosso conhecimento seria ampliado, fracassaram sob esta pressuposição.</p><p>Por isso, tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da</p><p>Metafísica, admitindo que os objetos têm de se regular pelo nosso</p><p>conhecimento, o que assim já concorda melhor com a requerida</p><p>possibilidade de um conhecimento a priori que deve estabelecer algo</p><p>sobre os objetos antes de nos serem dados”. Kant, Immanuel. Crítica da razão pura.</p><p>Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 14.</p><p>De acordo com o texto acima, Kant admite que</p><p>A) nossos conhecimentos são regulados pelos objetos da experiência.</p><p>B) são os objetos que devem ser regulados pelo nosso conhecimento.</p><p>C) não se pode atribuir nada a priori antes de os objetos nos serem dados.</p><p>D) progredimos na Metafísica, aceitando que o conhecer é impossível.</p><p>FIM?</p><p>“É só mistério, não tem segredo”</p><p>beijos!</p>