Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Alfabetização</p><p>e letramento:</p><p>conceitos e</p><p>relações</p><p>Alfabetização e letramento</p><p>Capítulo I</p><p>Introdução</p><p>Prezado(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao início desse</p><p>conhecimento.</p><p>Iniciaremos este capítulo convidando-o(a) a tecer uma teia,</p><p>fio a fio, alinhavando a teoria e a prática, na qual iremos nos</p><p>apropriar de cada fio e, gradativamente, nos apropriaremos</p><p>dos conhecimentos sobre a alfabetização e o letramento.</p><p>Para tal, apresentaremos alguns princípios importantes</p><p>para uma compreensão mais ampla acerca dessa temática</p><p>tão relevante e, ao mesmo tempo, complexa e desafiadora.</p><p>Vamos lá?</p><p>Objetivos</p><p>Ao final dos nossos estudos, espero que você possa:</p><p>• compreender e distinguir os conceitos de alfabetização e</p><p>letramento;</p><p>• identificar os principais fundamentos teóricos que sustentam</p><p>os dois conceitos;</p><p>• entender a concepção de alfabetização na perspectiva do</p><p>letramento;</p><p>• aprofundar o conhecimento sobre os processos de</p><p>aprendizagem da leitura e da escrita;</p><p>• situar o lugar dos métodos no conjunto das transformações</p><p>do campo da alfabetização e compreender algumas de suas</p><p>especificidades.</p><p>4 Uniube</p><p>Esquema</p><p>1.1 Tecendo conhecimentos sobre alfabetização e letramento</p><p>1.1.1 Alfabetização e letramento</p><p>1.1.2 Uma questão de método?</p><p>1.1.3 Você se lembra do seu processo de alfabetização?</p><p>1.2 Métodos de alfabetização</p><p>1.2.1 Métodos sintéticos</p><p>1.2.1.1 Método Alfabético</p><p>1.2.1.2 Método Fonético ou Fônico</p><p>1.2.1.3 Método Silábico</p><p>1.2.2 Métodos Analíticos</p><p>1.2.2.1 Método da Palavração</p><p>1.2.2.2 Método da Sentenciação</p><p>1.2.2.3 Método Global de Contos</p><p>1.3 Considerações finais</p><p>Tecendo conhecimentos sobre Alfabetização e letramento</p><p>1.1</p><p>Escrever, eu já andava rabiscando mesmo antes de</p><p>entrar para a escola. Escrevia nas paredes do gali-</p><p>nheiro, no cimento do tanque ou no passeio da rua.</p><p>Arranjava um pedaço de carvão, de tijolo, de caco de</p><p>telha, pedra de cal. Minhas irmãs me pediam para tra-</p><p>çar amarelinha no quintal. Eu caprichava. Usava uma</p><p>vareta de bambu sobre a terra batida. Além de fazer</p><p>as casas bem quadradas e certas, ainda escrevia os</p><p>números e as palavras céu e inferno. De tanto as me-</p><p>ninas pularem em cima, as palavras se apagavam, aos</p><p>poucos, mas escrever de novo não era sacrifício para</p><p>mim. (QUEIRÓS, 1997, p. 40).</p><p>Note como escrever era prazeroso e espontâneo para o autor! Não era</p><p>sacrifício, pois ele já realizava seus rabiscos antes de entrar na escola.</p><p>Uniube 5</p><p>Observe o quanto estes “rabiscos” foram significativos para ele. E o</p><p>quanto eles ainda permaneciam latentes em sua memória! (Figura 1).</p><p>Figura 1 – Livro – o prazer da descoberta</p><p>Fonte: Getty Images. Acervo Uniube.</p><p>Será que o processo de construção da escrita pode ser ou ter sido um sacrifício para</p><p>algumas crianças/adultos?</p><p>E para você como foi esse processo?</p><p>Como você foi alfabetizada(o)?</p><p>O que vem ao seu pensamento quando escuta a palavra</p><p>ALFABETIZAÇÃO?</p><p>Na escola, em seu processo de alfabetização, como a sala de aula era</p><p>organizada?</p><p>Tente buscar em sua memória as lembranças do seu processo de</p><p>construção da leitura e da escrita:</p><p>6 Uniube</p><p>E as carteiras como eram dispostas?</p><p>Que recursos, materiais didáticos, a sua professora utilizava?</p><p>Como ela ensinava?</p><p>Como era a relação dela com a turma?</p><p>Sabemos que alfabetizar corresponde à ação de ensinar a ler e a</p><p>escrever. No entanto,</p><p>O que significa ler e escrever?</p><p>É saber copiar palavras?</p><p>É fazer uma letra bem bonita?</p><p>É saber o nome de cada letra do alfabeto?</p><p>Posso dizer que uma pessoa está alfabetizada, quando</p><p>- ela for capaz de decifrar algumas placas na rua ou no bairro onde</p><p>mora?</p><p>- ela redigir um bilhete simples?</p><p>- ou souber apenas assinar o seu nome?</p><p>Essas reflexões iniciais são muito importantes para a construção de</p><p>novos conhecimentos e as respostas para essas indagações serão</p><p>apresentadas no decorrer deste estudo.</p><p>Uniube 7</p><p>Alfabetização e letramento1.1.1</p><p>No capítulo intitulado “O desenvolvimento da escrita na criança”, da obra</p><p>Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem, o autor Luria (1988, p.</p><p>143) destaca</p><p>A história da escrita na criança começa muito antes da</p><p>primeira vez em que o professor coloca um lápis em sua</p><p>mão e lhe mostra como formar letras.</p><p>O momento em que uma criança começa a escrever</p><p>seus primeiros exercícios escolares em seu caderno</p><p>de anotações não é, na realidade, o primeiro estágio</p><p>do desenvolvimento da escrita. As origens deste</p><p>processo remontam a muito antes, ainda na pré-história</p><p>do desenvolvimento das formas superiores do</p><p>comportamento infantil; podemos até mesmo dizer que</p><p>quando uma criança entra na escola, ela já adquiriu um</p><p>patrimônio de habilidades e destrezas que a habilitará a</p><p>aprender a escrever em um tempo relativamente curto.</p><p>[...] Além disso, podemos razoavelmente presumir que</p><p>mesmo antes de atingir a idade escolar, durante, por</p><p>assim dizer, esta “pré-história” individual, a criança já</p><p>tinha desenvolvido, por si mesma, um certo número de</p><p>técnicas primitivas, semelhantes àquilo que chamamos</p><p>escrita e capazes de, até mesmo, desempenhar</p><p>funções semelhantes, mas que são perdidas assim que</p><p>a escola proporciona à criança um sistema de signos</p><p>padronizado e econômico, culturalmente elaborado.</p><p>Para o autor é muito importante que o professor compreenda o que a</p><p>criança era capaz de fazer antes de entrar na escola, pois é a partir desse</p><p>conhecimento que ele poderá fazer deduções ao ensinar seus educandos</p><p>a escrever.</p><p>A partir da análise do uso dos signos e suas origens na criança, Luria,</p><p>também, destaca que</p><p>não é a compreensão que gera o ato, mas é muito mais</p><p>o ato que produz a compreensão – na verdade, o ato</p><p>8 Uniube</p><p>frequentemente precede a compreensão. Antes que a</p><p>criança tenha compreendido o sentido e o mecanismo</p><p>da escrita, já efetuou inúmeras tentativas para elaborar</p><p>métodos primitivos, e estes são para ela, a pré-história</p><p>de sua escrita. Mas mesmo estes métodos não se</p><p>desenvolvem de imediato: passam por um certo número</p><p>de tentativas e invenções, constituindo uma série de</p><p>estágios, com os quais deve familiarizar-se o educador</p><p>que está trabalhando com crianças de idade escolar,</p><p>pois isto lhe será muito útil. (LURIA,1988, p. 188).</p><p>Perceba o quanto estas afirmativas corroboram, de forma significativa, o</p><p>trabalho docente, pois é por meio de tentativas e invenções que a criança</p><p>compreenderá o sentido e o mecanismo da escrita. Assim, é por meio</p><p>do ato, do fazer, do contato e da interação com a escrita, que a criança</p><p>a compreenderá.</p><p>É muito importante criar, nas unidades escolares, espaços diversificados</p><p>e convidativos para que as crianças vivenciem desafios e sintam-se</p><p>provocadas a resolvê-los. Espaços que propiciam oportunidades de</p><p>interação, exploração e descobertas; acesso a diversificados materiais,</p><p>livros e textos, e organização do tempo para que as crianças vivam suas</p><p>experiências diárias. Dessa forma, elas terão condições de desempenhar</p><p>um papel ativo, serão protagonistas e construirão significados sobre si,</p><p>sobre os outros e o mundo que as rodeia.</p><p>Outro aspecto relevante: é por meio da linguagem que as crianças</p><p>realizam as suas práticas sociais e essas se encontram impreterivelmente</p><p>baseadas no letramento, pois todas as pessoas, mesmo sem saber ler</p><p>ou escrever, têm um conhecimento sobre a escrita, pelo fato de estarem</p><p>inseridas numa sociedade letrada. Logo, elas são influenciadas pelas</p><p>práticas letradas. Devido a isso, mesmo que essas pessoas não sejam</p><p>alfabetizadas, não podem ser chamadas de iletradas.</p><p>Visando ampliar o seu conhecimento sobre os conceitos de alfabetização</p><p>Uniube 9</p><p>e letramento, a seguir, vamos ler um texto integrante de um dos fascículos</p><p>que compõem um material disponível no Portal do MEC - Secretaria</p><p>de Educação Básica, denominado “Pró-Letramento – Programa de</p><p>Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino</p><p>Fundamental: Alfabetização e Linguagem”.</p><p>O trecho a seguir, foi selecionado da Unidade I - Pressupostos da</p><p>aprendizagem e do ensino da alfabetização.</p><p>Trecho</p><p>1: Alfabetização</p><p>Historicamente, o conceito de alfabetização se identificou ao ensino-</p><p>aprendizado da “tecnologia da escrita”, quer dizer, do sistema</p><p>alfabético de escrita, o que, em linhas gerais, significa, na leitura,</p><p>a capacidade de decodificar os sinais gráficos, transformando-os</p><p>em “sons”, e, na escrita, a capacidade de codificar os sons da fala,</p><p>transformando-os em sinais gráficos.</p><p>A partir dos anos 1980, o conceito de alfabetização foi ampliado com</p><p>as contribuições dos estudos sobre a psicogênese da aquisição da</p><p>língua escrita, particularmente com os trabalhos de Emilia Ferreiro</p><p>e Ana Teberosky. De acordo com esses estudos, o aprendizado do</p><p>sistema de escrita não se reduziria ao domínio de correspondências</p><p>entre grafemas e fonemas (a decodificação e a codificação), mas</p><p>se caracterizaria como um processo ativo por meio do qual a criança,</p><p>desde seus primeiros contatos com a escrita, construiria e reconstruiria</p><p>hipóteses sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita,</p><p>compreendida como um sistema de representação.</p><p>10 Uniube</p><p>Progressivamente, o termo passou a designar o processo não apenas</p><p>de ensinar e aprender as habilidades de codificação e decodificação,</p><p>mas também o domínio dos conhecimentos que permitem o uso</p><p>dessas habilidades nas práticas sociais de leitura e escrita. É diante</p><p>dessas novas exigências que surge uma nova adjetivação para o</p><p>termo – alfabetização funcional – criada com a finalidade de incorporar</p><p>as habilidades de uso da leitura e da escrita em situações sociais e,</p><p>posteriormente, a palavra letramento.</p><p>Com o surgimento dos termos letramento e alfabetização (ou</p><p>alfabetismo) funcional, muitos pesquisadores passaram a preferir</p><p>distinguir alfabetização e letramento. Passaram a utilizar o termo</p><p>alfabetização em seu sentido restrito, para designar o aprendizado</p><p>inicial da leitura e da escrita, da natureza e do funcionamento do</p><p>sistema de escrita. Passaram, correspondentemente, a reservar os</p><p>termos letramento ou, em alguns casos, alfabetismo funcional para</p><p>designar os usos (e as competências de uso) da língua escrita. Outros</p><p>pesquisadores tendem a preferir utilizar apenas o termo alfabetização</p><p>para significar tanto o domínio do sistema de escrita quanto os usos</p><p>da língua escrita em práticas sociais. Nesse caso, quando sentem</p><p>a necessidade de estabelecer distinções, tendem a utilizar as</p><p>expressões “aprendizado do sistema de escrita” e “aprendizado da</p><p>linguagem escrita.” (BRASIL, 2007, p. 10).</p><p>Obs.: os termos “grafema” e “fonema” correspondem, aproximadamente, à “letra”</p><p>e ao “som”.</p><p>Uniube 11</p><p>Pesquisando na web</p><p>O que é correspondência grafofonêmica?</p><p>Você vai encontrar essa resposta numa excelente explicação da autora</p><p>Cristófaro-Silva (2009) no endereço abaixo:</p><p>Acesse: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/</p><p>verbetes/correspondencia-grafofonemica</p><p>Vimos, por meio desse texto, que o conceito de alfabetização foi se</p><p>ampliando progressivamente. O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa</p><p>online (2019) apresenta a definição estrita de alfabetizar: “é ensinar a</p><p>ler e a escrever”. Logo, alfabetizada é aquela pessoa que domina as</p><p>habilidades iniciais do ler e do escrever, ou seja, na leitura decodifica os</p><p>sinais gráficos, na escrita codifica os sons da língua.</p><p>Em razão de necessidades políticas e sociais do século passado, esse</p><p>conceito ampliou-se ainda mais. Segundo Magda Soares (2003, p.</p><p>10-11), alfabetizado é “aquele que sabe usar a leitura e a escrita para</p><p>exercer uma prática social em que a escrita é necessária”.</p><p>Nessa perspectiva, veremos que a ampliação desse conceito se</p><p>manifestou também na instituição escolar. Até recentemente, considerava-</p><p>se que o ingresso do aluno no mundo da escrita se fazia apenas pelo</p><p>desenvolvimento das habilidades de decodificação e codificação. Seria</p><p>numa etapa posterior à alfabetização, ou seja, nas séries seguintes que</p><p>se trabalharia com o uso da língua escrita, em práticas sociais de leitura</p><p>e escrita.</p><p>12 Uniube</p><p>Importante</p><p>Alfabetizar não se reduz ao domínio das primeiras letras, a decodificar</p><p>e codificar. Envolve também o uso da escrita nas situações diversas</p><p>em que essa é necessária, lendo e (re)criando textos. E para essa nova</p><p>dimensão se cunhou uma nova palavra: letramento.</p><p>Mas, o que é letramento?</p><p>Letramento é, pois, o resultado da ação de ensinar ou</p><p>de aprender a ler e escrever, bem como o resultado</p><p>da ação de usar essas habilidades em práticas</p><p>sociais, é o estado ou condição que adquire um grupo</p><p>social ou um indivíduo como consequência de ter-se</p><p>apropriado da língua escrita e de ter-se inserido num</p><p>mundo organizado diferentemente: a cultura escrita.</p><p>Como são muito variados os usos sociais da escrita</p><p>e as competências a eles associadas (de ler um</p><p>bilhete simples a escrever um romance), é frequente</p><p>levar em consideração níveis de letramento (dos mais</p><p>elementares aos mais complexos). (BRASIL, 2007a, p.</p><p>11).</p><p>Assim, o letramento é o conjunto de conhecimentos, capacidades e</p><p>atitudes necessários para usar a língua em práticas sociais.</p><p>Uniube 13</p><p>Mas será que os alunos alfabetizados sabem usar adequadamente a</p><p>língua em práticas sociais?</p><p>Estão alfabetizados e letrados?</p><p>Você já sabe o que isso quer dizer, não é?</p><p>Pesquisas mostram que muitas crianças, embora alfabetizadas, não são</p><p>letradas.</p><p>Quer dizer que muitas crianças não são capazes de utilizar a língua</p><p>escrita em práticas sociais.</p><p>A meta do Plano Nacional de Educação era que a taxa de analfabetismo</p><p>fosse de 6,5% em 2015, mas, em 2017, ela foi de 7%, de acordo com os</p><p>dados da PNAD divulgados pelo IBGE.</p><p>Segundo a meta 9 do Plano Nacional de Educação</p><p>(PNE), aprovado em 2014, em 2015 o Brasil deveria ter</p><p>até 6,5% da população com 15 anos ou mais sem saber</p><p>ler ou escrever um bilhete simples. Porém, naquele ano,</p><p>essa taxa foi de 7,7%. Em 2016, ela baixou para 7,2% e,</p><p>no ano passado, segundo os dados recém-divulgados,</p><p>ela caiu menos, para 7%, e ainda segue acima da</p><p>14 Uniube</p><p>meta. O PNE prevê, ainda, que o Brasil erradique o</p><p>analfabetismo até 2024.</p><p>O percentual indica que há 11,5 milhões de</p><p>analfabetos no país. A análise dos dados mostra que</p><p>a desigualdade persiste: a concentração é maior nas</p><p>regiões Norte e Nordeste, no grupo daqueles com 60</p><p>anos ou mais e entre as pessoas que se declaram</p><p>pretas ou pardas. (MORENO, 2018. p. 1).</p><p>Pesquisando</p><p>Veja ainda...</p><p>• Pesquisa do IBGE aponta que Brasil ainda tem 11 milhões de</p><p>analfabetos. (UNIMETROCAMP, 2021). Disponível em: https://blog.</p><p>wyden.com.br/noticias/pesquisa-do-ibge-aponta-que-brasil-ainda-</p><p>tem-11-milhoes-de-analfabetos/. Acesso em: 18 jul. 2021.</p><p>• Dados divulgados pelo UNICEF apontam que “em outubro de 2020,</p><p>o percentual de estudantes de 6 a 17 anos que não frequentavam</p><p>a escola (ensino presencial e/ou remoto) foi de 3,8% (1.380.891) –</p><p>superior à média nacional de 2019, que foi de 2%, segundo a Pnad</p><p>Contínua. A esses estudantes que não frequentavam, somam-</p><p>se outros 4.125.429 que afirmaram frequentar a escola, mas não</p><p>tiveram acesso a atividades escolares e não estavam de férias</p><p>(11,2%). Assim, estima-se que mais de 5,5 milhões de crianças e</p><p>adolescentes tiveram seu direito à educação negado em 2020.”</p><p>(REDAÇÃO, 2021, p. 1).</p><p>Uniube 15</p><p>Se analisarmos bem, veremos que as dificuldades encontradas hoje na</p><p>alfabetização são agravadas tanto pela herança do analfabetismo e das</p><p>desigualdades sociais quanto pela ampliação do conceito de alfabetização</p><p>e das expectativas que a sociedade tem em relação a seus resultados.</p><p>Alega-se que a base principal do analfabetismo escolar é a implantação</p><p>de metodologias de ensino baseadas na proposta construtivista e</p><p>no conceito de letramento, mas a abordagem construtivista trouxe</p><p>inúmeras contribuições para a alfabetização.</p><p>Vejamos agora algumas dessas contribuições apontadas pela autora</p><p>Magda Soares em um trecho de seu artigo Letramento e Alfabetização:</p><p>as muitas facetas.</p><p>Segundo ela, o construtivismo</p><p>alterou profundamente a concepção do processo de</p><p>construção da representação da língua escrita, pela criança,</p><p>que deixa de ser considerada como dependente de estímulos</p><p>externos para aprender o sistema de escrita, concepção</p><p>presente nos métodos de alfabetização até então em</p><p>uso, hoje designados “tradicionais” e passa a sujeito ativo</p><p>capaz de progressivamente (re)construir esse sistema de</p><p>representação, interagindo com a língua escrita em seus</p><p>usos e práticas sociais, isto é, interagindo com material</p><p>“para ler”, não com material artificialmente produzido</p><p>para “aprender a ler”; os chamados pré-requisitos para a</p><p>aprendizagem da escrita, que caracterizariam a criança</p><p>“pronta” ou “madura” para ser alfabetizada – pressuposto dos</p><p>métodos “tradicionais” de alfabetização – são negados por</p><p>uma visão interacionista, que rejeita uma ordem hierárquica</p><p>de habilidades, afirmando que a aprendizagem se dá por</p><p>uma progressiva construção do conhecimento, na relação</p><p>da criança com o objeto “língua escrita”; as dificuldades</p><p>da criança, no processo de construção do sistema de</p><p>representação que é a língua escrita – consideradas</p><p>“deficiências” ou “disfunções”, na perspectiva dos métodos</p><p>“tradicionais” – passam a ser vistas como “erros construtivos”,</p><p>resultado de constantes reestruturações. (SOARES, 2004,</p><p>p.10-11).</p><p>16 Uniube</p><p>Ampliando o conhecimento</p><p>Sugerimos a leitura de materiais que lhe esclarecerão mais sobre tais</p><p>temas:</p><p>Letramento e alfabetização (SOARES, 2004).</p><p>Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf</p><p>Alfabetização. (SOARES, 1986). Disponível em: http://www.ceale.fae.</p><p>ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/alfabetizacao</p><p>Letramento. (SOARES, 1998). Disponível em:</p><p>https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/letramento</p><p>Apesar dessas contribuições, é preciso reconhecer que a abordagem</p><p>construtivista e o letramento levaram muitos educadores a diferentes</p><p>equívocos. Um deles é achar que apenas através do intenso convívio com</p><p>o material escrito que circula socialmente é que a criança se alfabetiza.</p><p>O outro é que antes do Construtivismo tinham-se métodos e nenhuma</p><p>teoria; com a mudança de concepção no processo de aprendizagem</p><p>da língua escrita, passou-se a ter uma teoria e nenhum método. Outro</p><p>equívoco que também deve ser mencionado é pensar os dois processos</p><p>como sequenciais.</p><p>Segundo Magda Soares (2003, p. 14):</p><p>Dissociar alfabetização de letramento é um equívoco</p><p>porque, no quadro das atuais concepções psicológicas,</p><p>linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a</p><p>entrada da criança (e também do adulto analfabeto)</p><p>Uniube 17</p><p>no mundo da escrita se dá simultaneamente por esses</p><p>dois processos: pela aquisição do sistema convencional</p><p>de escrita – a alfabetização, e pelo desenvolvimento</p><p>de habilidades de uso desse sistema em atividades</p><p>de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem</p><p>a língua escrita – o letramento. Não são processos</p><p>independentes, mas interdependentes, e indissociáveis:</p><p>a alfabetização se desenvolve no contexto de e por</p><p>meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é,</p><p>através de atividades de letramento, e este, por sua vez,</p><p>só pode desenvolver-se no contexto da e por meio da</p><p>aprendizagem das relações fonema/grafema, isto é, em</p><p>dependência da alfabetização.</p><p>Esses e outros equívocos levaram muitos alfabetizadores a ficarem</p><p>“perdidos” neste novo trilhar.</p><p>Não podemos esquecer que:</p><p>- é preciso ter certo equilíbrio entre essas diferentes abordagens</p><p>teórico-metodológicas;</p><p>- que o letramento é condição para a alfabetização, para o domínio</p><p>das relações entre letras e sons;</p><p>- mas a alfabetização e o trabalho sistematizado dessas relações</p><p>também são essenciais para o letramento.</p><p>Do mesmo modo, conhecer as hipóteses levantadas pelas crianças</p><p>durante o processo de aprendizagem da língua escrita e a análise e</p><p>exploração sistemática e gradual das características formais da língua</p><p>escrita é essencial para a alfabetização.</p><p>Então, podemos entender que</p><p>não se trata de escolher entre alfabetizar ou letrar;</p><p>trata-se de alfabetizar letrando. Também não se trata</p><p>de pensar os dois processos como sequenciais, isto</p><p>é, vindo um depois do outro, como se o letramento</p><p>fosse uma espécie de preparação para a alfabetização,</p><p>ou, então, como se a alfabetização fosse condição</p><p>indispensável para o início do processo de letramento.</p><p>18 Uniube</p><p>O desafio que se coloca para os primeiros anos da</p><p>Educação Fundamental é o de conciliar esses dois</p><p>processos, assegurando aos alunos a apropriação</p><p>do sistema alfabético-ortográfico e condições</p><p>possibilitadoras do uso da língua nas práticas sociais de</p><p>leitura e escrita.</p><p>Considerando-se que os alfabetizandos vivem numa</p><p>sociedade letrada, em que a língua escrita está</p><p>presente de maneira visível e marcante nas atividades</p><p>cotidianas, inevitavelmente eles terão contato com</p><p>textos escritos e formularão hipóteses sobre sua</p><p>utilidade, seu funcionamento, sua configuração. Excluir</p><p>essa vivência da sala de aula, por um lado, pode ter o</p><p>efeito de reduzir e artificializar o objeto de aprendizagem</p><p>que é a escrita, possibilitando que os alunos</p><p>desenvolvam concepções inadequadas e disposições</p><p>negativas a respeito desse objeto. Por outro lado, deixar</p><p>de explorar a relação extraescolar dos alunos com a</p><p>escrita significa perder oportunidades de conhecer e</p><p>desenvolver experiências culturais ricas e importantes</p><p>para a integração social e o exercício da cidadania.</p><p>Assim, entende-se que a ação pedagógica mais</p><p>adequada e produtiva é aquela que contempla, de</p><p>maneira articulada e simultânea, a alfabetização e o</p><p>letramento. (BRASIL, 2007a, p. 13).</p><p>Você teve a oportunidade de ampliar seus conhecimentos prévios,</p><p>refletir e construir novos conhecimentos sobre a temática alfabetização</p><p>e letramento nos anos iniciais do Ensino Fundamental.</p><p>Vimos até aqui os conceitos de alfabetização e letramento, agora,</p><p>trataremos, de forma breve, dos métodos de alfabetização.</p><p>Uma questão de método?1.1.2</p><p>Leia atentamente o trecho da autora Emilia Ferreiro e observe como ela</p><p>se posiciona de forma crítica sobre o processo de alfabetização:</p><p>as mudanças necessárias para enfrentar sobre bases novas</p><p>a alfabetização inicial não se resolvem com um novo método</p><p>Uniube 19</p><p>de ensino, nem com novos testes de prontidão, nem com</p><p>novos materiais didáticos (particularmente novos livros de</p><p>leitura).</p><p>É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar</p><p>o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem</p><p>empobrecida da língua escrita: é preciso reintroduzir, quando</p><p>considerarmos a alfabetização, a escrita como sistema</p><p>de representação da linguagem. Temos uma imagem</p><p>empobrecida da criança que aprende: a reduzirmos a um</p><p>par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um</p><p>instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite</p><p>sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que</p><p>pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para</p><p>fazê-lo seu. (FERREIRO, 2001, p. 40-41).</p><p>Você concorda com a Emilia Ferreiro (2001, p. 40) quando ela diz:</p><p>“as mudanças necessárias para enfrentar sobre bases novas a</p><p>alfabetização inicial não se resolvem com um novo método de ensino,</p><p>nem com novos testes de prontidão, nem com novos materiais</p><p>didáticos” ?</p><p>Parada para reflexão</p><p>Você já vivenciou ou já ouviu falar sobre um teste, ou uma prova, que</p><p>se aplica na criança no início do ano, visando verificar se ela já está</p><p>“pronta” para ser alfabetizada?</p><p>20 Uniube</p><p>Será que precisamos esperar a criança “estar pronta” para ser</p><p>alfabetizada ou podemos criar e oportunizar situações diferenciadas</p><p>para que ela tenha contato e vivências significativas com a leitura e a</p><p>escrita?</p><p>Os novos materiais didáticos, por si só, conseguem e garantem a</p><p>alfabetização? Ou é necessário um diagnóstico, um planejamento, uma</p><p>intervenção, uma escolha e um uso adequado destes novos materiais</p><p>didáticos sob a mediação do professor?</p><p>O que você pensa sobre todas essas questões?</p><p>Para a autora Emilia Ferreiro (2001, p. 41), o aluno é</p><p>alguém que pensa,</p><p>que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu.</p><p>Saiba mais</p><p>Emília Ferreiro é doutora pela Universidade de Genebra, foi orientanda</p><p>e colaboradora de Jean Piaget. Realizou inúmeras pesquisas sobre</p><p>alfabetização.</p><p>Para saber mais sobre ela e suas ideias, sugerimos que acesse o site:</p><p>https://pgl.gal/emilia-ferreiro-grande-pedagoga-da-alfabetizacao-</p><p>cinco-documentarios-sobre-a-sua-vida-e-obra/</p><p>Uniube 21</p><p>Você se lembra do seu processo de alfabetização?1.1.3</p><p>Memória de alfabetização</p><p>No ano de 1975, eu tinha sete anos quando iniciei a minha primeira</p><p>série. Lembro-me do primeiro dia... Minha mãe preparou para eu levar</p><p>de lanche um pão com manteiga muito gostoso. Na época, não tinha</p><p>guardanapos de papel na minha casa, mas ela escolheu um de tecido</p><p>muito limpo e bonito. Lembro-me como se fosse hoje!! Fui toda feliz!!!</p><p>Afinal, ia aprender a ler e a escrever. A minha mãe não sabia ler,</p><p>escrevia apenas o nome próprio completo, mas sabia contar muitas</p><p>histórias. Algumas inventadas por ela mesma!</p><p>Iniciei o meu processo de alfabetização, passando o lápis sobre linhas</p><p>e diferentes pontilhados. Depois as vogais “a, e, i, o, u” foram-me</p><p>sendo apresentadas uma por uma... Logo veio a primeira Cartilha:</p><p>Caminho Suave. Lembro-me que foi um dia muito especial, recebi-a</p><p>das mãos da minha professora, acompanhada de um abraço. Ela</p><p>estava encapada com papel pardo e eu estava louca para vê-la. Que</p><p>surpresa senti ao abri-la!!!!</p><p>Pontilhados, imagens, as vogais, a primeira família silábica: ba,</p><p>be, bi, bo, bu (a lição da barriga) e as primeiras palavras. As lições</p><p>eram decoradas e como eu não compreendia o que estava fazendo,</p><p>apenas copiava repetidas vezes até decorar, memorizar... Todos os</p><p>dias tinham ditado e, se errasse, mais cópias eram necessárias até</p><p>“aprender”. Eu era muito obediente, quieta e fazia tudo com muita</p><p>atenção. Em casa, eu passava “lendo”, ou seja, repetindo tudo</p><p>novamente para “aprender”.</p><p>(Depoimento da própria autora).</p><p>22 Uniube</p><p>Visando compreender de forma breve, a questão dos métodos de</p><p>alfabetização, analisaremos o depoimento de uma professora sobre sua</p><p>“Memória de Alfabetização”</p><p>Neste depoimento contemplamos uma alfabetização centrada nas</p><p>habilidades de “codificação” e “decodificação”, com uma prática de ensino</p><p>da leitura e da escrita, vinculada ao ensino de letras, sílabas e palavras.</p><p>Nessa concepção, o educando precisa memorizar, guardar as</p><p>informações das mais simples às mais complexas, de forma gradativa</p><p>e acumulativa. Perceba que a complexidade é organizada do ponto de</p><p>vista do adulto, então pergunto:</p><p>- o que torna a sílaba mais fácil ou difícil?</p><p>- seria a sílaba padrão formada por consoante mais vogal, que é o mais</p><p>frequente na língua portuguesa?</p><p>Acreditava-se que, para aprender, era preciso realizar cópias mecânicas,</p><p>decorar e memorizar. O ditado era uma atividade avaliativa e, ao mesmo</p><p>tempo, punitiva. Porque o professor realizava a correção dos ditados,</p><p>utilizando uma caneta de cor vermelha, registrando “certo ou errado” e,</p><p>ao lado da palavra “errada”, a escrita correta para novas cópias, evitando-</p><p>se assim o “erro” novamente.</p><p>Outro ponto importante do depoimento é a questão do uso do material</p><p>impresso: a cartilha que trazia uma concepção de homem, de ensino/</p><p>aprendizagem, além da estratégia metodológica utilizada pela professora</p><p>alfabetizadora.</p><p>Uniube 23</p><p>A língua portuguesa era vista como uma transcrição da fala, com uma</p><p>prática voltada para a memorização, sem a imersão no texto e nas</p><p>práticas sociais de leitura e escrita.</p><p>Segundo Frade (2005, p. 30), os textos “fabricados” para treino das</p><p>sílabas são artificiais, muitas vezes sem sentido e descolados de</p><p>qualquer uso social.</p><p>Embora seja uma experiência vivenciada no ano de 1975, essa</p><p>concepção de aprendizagem ainda está presente em muitas práticas</p><p>educativas.</p><p>Métodos de alfabetização</p><p>1.2</p><p>Na menção da expressão “método de alfabetização”, percebemos na</p><p>área educacional um certo posicionamento intolerante, porque é comum</p><p>pensar que essa expressão se remete a apenas um caminho “inflexível”</p><p>e “conservador” para se alfabetizar.</p><p>E ao retomarmos essa breve discussão, corremos o risco de parecer</p><p>que estamos no sentido oposto aos estudos, às pesquisas e às questões</p><p>atuais. Embora haja esse risco, vou apenas apresentar os métodos de</p><p>alfabetização, sem aprofundar, e espero que esta breve apresentação</p><p>não seja interpretada como “retrocesso”.</p><p>Historicamente, os métodos de alfabetização agrupam-se em métodos</p><p>sintéticos e métodos analíticos. Braslavsky (1988) salienta que as</p><p>práticas de alfabetização baseadas nestes métodos de ensino até hoje</p><p>se fazem presentes em algumas instituições escolares e iniciaram-se a</p><p>partir do século XVII, em um contexto marcado por mudanças históricas e</p><p>24 Uniube</p><p>por novos modelos sociais que passaram a demandar a leitura e a escrita</p><p>num período em que a maioria da população era analfabeta.</p><p>No que se refere à unidade da língua, como ponto de partida para o</p><p>ensino da leitura e da escrita (letras, fonemas, sílabas, palavras, textos),</p><p>esses métodos se assemelhavam em vários aspectos e se baseavam</p><p>em uma concepção de leitura e escrita como decodificação e codificação.</p><p>Pressupunha-se que todos os discentes iniciavam o processo sem</p><p>conhecimento algum sobre a escrita e que cabia aos docentes o ensino</p><p>das letras, sílabas e palavras. Ao aluno, nessa concepção, cabia um papel</p><p>passivo de “recebedor” de algo pronto: a língua (BRASIL, 2012, p. 8).</p><p>Exigia-se que as crianças em processo de alfabetização apresentassem</p><p>uma prontidão e essa se relacionava ao desenvolvimento de habilidades</p><p>motoras e perceptivas desenvolvidas na pré-escola ou no início da 1ª</p><p>série do Ensino Fundamental.</p><p>Figura 2 – Exemplos de exercícios de prontidão</p><p>Fonte: Acervo Uniube.</p><p>Uniube 25</p><p>Nesse período, o trabalho com a linguagem era repleto de exercícios</p><p>com pontilhados que levavam as crianças (alunos) a desenvolverem</p><p>habilidades de coordenação motora, pois passavam o lápis sobre os</p><p>pontilhados. Esses envolviam, entre outras, a identificação e o traçado de</p><p>linhas, letras e sílabas isoladas, além da discriminação visual e auditiva.</p><p>O acesso aos bons textos era limitado, pois se pressupunha que o texto</p><p>escrito com sílabas simples era mais fácil de ser “lido”. Só após este</p><p>domínio das sílabas simples que as complexas (ch, nh, lh, rr, ss, cr, pl,</p><p>cr, etc.) eram apresentadas às crianças.</p><p>Na 1ª série (denominação dada ao período escolar da época), depois que</p><p>as referidas habilidades eram desenvolvidas, as crianças começavam a</p><p>aprender, por meio da memorização, as letras do alfabeto, os sons e as</p><p>sílabas que lhes possibilitariam ler palavras, frases e, por último, textos</p><p>(na maioria das vezes, os “textos” apresentados nas cartilhas, que nada</p><p>mais são que frases soltas e desconectas). Esta prática denota um dos</p><p>métodos que veremos adiante.</p><p>Todas as crianças vivenciavam as mesmas atividades, pois nessa</p><p>concepção se acreditava que todas aprendiam do mesmo jeito, da</p><p>mesma forma, no mesmo tempo, seguindo a sequência apresentada</p><p>nas cartilhas. Os textos eram, portanto, artificiais e não correspondiam</p><p>àqueles com os quais os alunos conviviam fora da escola (BRASIL, 2012,</p><p>p. 9).</p><p>Segundo a professora da Faculdade de Educação da UFMG e</p><p>pesquisadora do Ceale, Francisca Pereira Maciel, até o período de</p><p>1808, era proibido publicar no Brasil, pois éramos colônia de Portugal.</p><p>(MAGALHÃES, 2005). Dessa forma, os materiais para alfabetizar eram</p><p>confeccionados pelos professores que usavam cartilhas portuguesas.</p><p>26 Uniube</p><p>Ainda segundo a pesquisadora, o método João de Deus foi muito</p><p>difundido no Brasil na década de 1880, período em que surgiram as</p><p>primeiras cartilhas nacionais.</p><p>Após ter despertado a sua curiosidade, vamos apresentar-lhe agora os</p><p>métodos de alfabetização que, em síntese, agrupam-se em:</p><p>• sintéticos, que partem das partes das palavras para o todo;</p><p>• analíticos, que</p><p>fazem o inverso, partindo do todo para as partes.</p><p>Métodos sintéticos1.2.1</p><p>Compreende:</p><p>o Método Alfabético, que toma como unidade a letra;</p><p>o Método Fônico, que toma como unidade o fonema;</p><p>o Método Silábico, que toma como unidade um segmento fonológico</p><p>mais facilmente pronunciável, que é a sílaba.</p><p>A autora Mortatti (2000) destaca que, no Brasil, a disputa entre os</p><p>métodos de alfabetização tanto sintéticos quanto analíticos é mais antiga</p><p>do que as políticas de implantação de educação pública e democrática.</p><p>Uniube 27</p><p>Para Frade (2005, p. 23),</p><p>Os métodos sintéticos se baseiam num mesmo</p><p>pressuposto: o de que a compreensão do sistema de</p><p>escrita se faz sintetizando/juntando unidades menores,</p><p>que são analisadas para estabelecer a relação entre</p><p>a fala e sua representação escrita, ou seja, a análise</p><p>fonológica.</p><p>Assim, aprender pelos métodos sintéticos leva à decodificação ou</p><p>decifração.</p><p>1.2.1.1 Método Alfabético</p><p>Entre os métodos sintéticos, o Método Alfabético é o mais antigo, porque</p><p>foi muito utilizado até o início do século XX. Consistia em apresentar</p><p>as letras do alfabeto, que, ao se unirem umas às outras, formavam as</p><p>sílabas, que dariam origem às palavras. Primeiro, os alunos precisavam</p><p>decorar o alfabeto, letra por letra.</p><p>Frade (2005, p. 23) salienta que pouco se sabe sobre como eram</p><p>realizadas essas aulas, se os alunos tinham apoio de material escrito ou</p><p>se apenas o professor possuía um livro de apoio, pois são ainda recentes</p><p>as pesquisas sobre essas práticas no Brasil.</p><p>1.2.1.2 Método Fonético ou Fônico</p><p>O Método Fônico parte do princípio de que é preciso ensinar as relações</p><p>entre sons (fonemas) e letras (grafemas), para que se relacione a palavra</p><p>falada com a escrita. Logo, a unidade mínima de análise é o som e a</p><p>aprendizagem da relação fonema/grafema é o principal objetivo.</p><p>28 Uniube</p><p>Dessa forma, a autora Braslavsky (1988) explica que no Método Fônico</p><p>começa-se ensinando a forma e o som das vogais (a, e, i, o, u). Depois</p><p>se ensinam as consoantes, estabelecendo entre consoantes e vogais</p><p>relações cada vez mais complexas. Cada letra do alfabeto é aprendida</p><p>como um som que, junto a outro som, formará sílabas e palavras.</p><p>1.2.1.3 Método Silábico</p><p>Outro método de marcha sintética, que vai das partes para o todo, é o</p><p>da silabação. Nesse método, a principal unidade a ser analisada pelos</p><p>educandos é a sílaba.</p><p>Geralmente, no desenvolvimento do Método, o professor alfabetizador,</p><p>ao iniciar o seu trabalho, centra-se nas vogais e nos seus encontros,</p><p>ou seja, nos encontros vocálicos (oi, ai, eu, ia, ui, etc). Palavras-chave</p><p>são apresentadas, com destaque às sílabas iniciais que são estudadas</p><p>sistematicamente em famílias silábicas. Assim, o método permite que se</p><p>formem novas palavras com as sílabas já estudadas e, gradativamente,</p><p>palavras, frases e textos.</p><p>Como nos mostram as figuras 3 e 4 a seguir:</p><p>Uniube 29</p><p>Figura 3 – Exemplo 01 - Lição de cartilha – Método Silábico</p><p>Fonte: Acervo Uniube.</p><p>30 Uniube</p><p>Figura 4 – Exemplo 02 - Lição de cartilha – Método Silábico</p><p>Fonte: Acervo Uniube.</p><p>Em resumo, os métodos que seguem a marcha sintética, das partes para</p><p>o todo (da análise para a síntese), priorizam a decodificação, ou seja,</p><p>apenas a análise fonológica, com pouquíssima ênfase no sentido dos</p><p>textos e no uso social da escrita.</p><p>Saiba mais</p><p>No artigo Retrospectiva: História dos métodos de alfabetização, Naiara</p><p>Magalhães (2005) resgatou o embate entre métodos sintéticos e</p><p>analíticos e a discussão, forte nos anos 1990, sobre a necessidade ou</p><p>não de um método.</p><p>Uniube 31</p><p>Na história da alfabetização, opuseram-se métodos</p><p>analíticos e sintéticos, um surgindo para superar o</p><p>outro. Na década de 1990, a discussão se deslocou</p><p>para a necessidade ou não de método. Hoje,</p><p>considera-se que conhecer a história dos métodos</p><p>ajuda o professor a resgatar alguns princípios</p><p>permanentes e a construir uma metodologia eficaz</p><p>para a alfabetização. (MAGALHÃES, 2005, p. 1).</p><p>Disponível em: http://www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/retrospectiva-</p><p>historia-dos-metodos-de-alfabetizacao-1.html. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>Métodos analíticos1.2.2</p><p>Os métodos analíticos partem do todo para as partes, ou seja, da</p><p>síntese para a análise, e classificam-se em:</p><p>de Palavração</p><p>de Silenciação</p><p>Global de Contos</p><p>A proposta desse método é romper com o princípio da decifração.</p><p>Para tal, busca-se atuar na compreensão do todo, pois acredita-se que</p><p>a linguagem escrita precisa ser ensinada à criança, respeitando-se o seu</p><p>reconhecimento global dos fenômenos e da própria língua. A palavra,</p><p>a frase (ou sentença) e o texto são tomados como unidade de análise.</p><p>Dessa forma, utiliza-se como estratégia inicial a percepção global das</p><p>32 Uniube</p><p>crianças, pois supõe-se que, posteriormente, elas podem realizar um</p><p>processo de análise das unidades menores da língua.</p><p>E por que eles priorizam como unidade a palavra, a frase ou o texto?</p><p>Mas, não é o mesmo processo do método silábico?</p><p>1.2.2.1 Método da Palavração</p><p>No método denominado palavração, a ênfase é na palavra. As palavras</p><p>são memorizadas por meio de repetidas visualizações. Depois a atenção</p><p>se volta a sílabas, letras e sons. Seus defensores salientam que a palavra</p><p>é considerada, como unidade da língua e do pensamento.</p><p>E neste momento você pode questionar...</p><p>A diferença é que, no método silábico, as palavras são decompostas</p><p>no início do processo e, no analítico, as palavras não são decompostas</p><p>obrigatoriamente no início, são apreendidas de forma global e por</p><p>reconhecimento. Independentemente de suas regularidades ortográficas,</p><p>elas são escolhidas e apresentadas, não obedecendo ao princípio da</p><p>mais fácil ou a mais difícil.</p><p>Uniube 33</p><p>No capítulo 2 de seu livro, Frade (2005) comenta que a autora Gilda</p><p>Rizzo Soares (1986) aponta Comênio como o introdutor do método da</p><p>palavração.</p><p>Saiba mais</p><p>Você sabe quem foi Comênio?</p><p>Comênio (nasceu na Morávia – atual República Tcheca, 1593-1670) foi</p><p>o fundador da Didática Moderna e propôs várias ideias revolucionárias</p><p>sobre a importância do interesse dos alunos na aprendizagem. Era</p><p>contra a memorização vazia e a favor da compreensão e combateu o</p><p>método da soletração em sua obra Orbis Pictus (FRADE, 2005, p. 32).</p><p>E para Frade (2005, p. 33), nesse método,</p><p>as palavras são apresentadas em agrupamentos e os</p><p>alunos aprendem a reconhecê-las pela visualização</p><p>e pela configuração gráfica. Os defensores dessa</p><p>memorização pelo perfil gráfico acreditavam ser essa</p><p>estratégia cognitiva algo “natural” no ser humano.</p><p>Em suas aplicações, as figuras podem acompanhar</p><p>as palavras, no início do processo, e a repetição</p><p>garante a memorização. Ao mesmo tempo em que são</p><p>incentivadas estratégias de leitura inteligente, a atenção</p><p>do aluno pode ser dirigida a componentes da palavra</p><p>escrita ou falada, como letras, sílabas e sons. Essas</p><p>duas estratégias reunidas garantiriam o enfrentamento</p><p>de textos novos.</p><p>34 Uniube</p><p>1.2.2.2 Método da Sentenciação</p><p>Um segundo desdobramento do princípio global levou à criação do</p><p>método de sentenciação, que, segundo Frade (2005, p. 33), tem poucos</p><p>dados para precisar a época de sua primeira divulgação.</p><p>Esse método segue uma lógica parecida, mas a análise começa pela</p><p>sentença ou frase. A sentença depois de reconhecida de forma global</p><p>e compreendida é decomposta em palavras e, finalmente, em sílabas.</p><p>1.2.2.3 Método Global de Contos</p><p>O aparecimento e a utilização do método global ocorreram de forma</p><p>mais tardia, tomando-se como ponto de partida o texto. Os métodos</p><p>globais foram divulgados em vários estados brasileiros, por exemplo,</p><p>Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em Minas Gerais, a</p><p>adesão oficial ao Método Global de Contos foi nas primeiras décadas</p><p>do século XX.</p><p>Para desenvolver um trabalho com os métodos globais, utilizavam-se</p><p>os pré-livros. O Livro de Lili, de Anita Fonseca, foi utilizado em vários</p><p>estados brasileiros e é um exemplo organizativo dessa forma.</p><p>Saiba mais</p><p>Livro de Lili</p><p>Lançado nos anos</p><p>40, este livro escolar teve inúmeras edições até</p><p>a década de 60. Foi largamente adotado nas escolas de Minas</p><p>Uniube 35</p><p>Gerais, graças aos efetivos resultados alcançados com sua especial</p><p>metodologia de alfabetização.</p><p>Imagem disponível em: http://www.anosdourados.blog.br/2012/08/</p><p>imagens-escola-livro-de-lili.html. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>Nesse método, as pequenas histórias (historietas) são utilizadas</p><p>como ponto de partida e os materiais didáticos trazem uma sequência</p><p>de contos, apresentando sentidos complementares, para serem</p><p>trabalhadas ao longo do ano. Posteriormente, o texto é analisado nas</p><p>unidades linguísticas menores.</p><p>Assim, o treino e a memorização estão presentes em ambos os</p><p>métodos.</p><p>Figura – Pré-livro da década de 1960</p><p>Fonte: Fonseca (1961).</p><p>36 Uniube</p><p>Saiba mais</p><p>Para uma melhor compreensão, sugiro que assistam aos vídeos a</p><p>seguir:</p><p>• Métodos de alfabetização - Magda Soares - Entrevista - Canal Futura</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mAOXxBRaMSY.</p><p>Acesso em: 19 de jul. 2021.</p><p>• Entrevista com Magda Soares - Parte I (Plataforma do Letramento)</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=wIznCg__Ad0.</p><p>Acesso em: 19 de jul. 2021.</p><p>• Entrevista com Magda Soares - Parte II (Plataforma do Letramento)</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Q9_SQLyzvGo.</p><p>Acesso em: 19 de jul. 2021.</p><p>• Entrevista com Magda Soares - Parte III (Plataforma do Letramento)</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PsJHA0AbNE4.</p><p>Acesso em: 19 de jul. 2021.</p><p>Considerações finais</p><p>1.3</p><p>Ressaltamos que nossa intenção, neste capítulo, foi apresentar os</p><p>métodos tradicionais de ensino da língua, geradores de práticas que</p><p>tratavam e ainda tratam a aprendizagem da língua materna de forma</p><p>fragmentada e descontextualizada.</p><p>Uniube 37</p><p>Contudo, entendemos que conhecer esses métodos de alfabetização</p><p>é relevante, pela possibilidade de refletirmos sobre seus limites e</p><p>possibilidades, ajustando-os às mudanças e às exigências da sociedade</p><p>contemporânea.</p><p>Neste capítulo, você teve a oportunidade de iniciar a tessitura de</p><p>uma teia, fio a fio. Apresentamos e discutimos sobre os conceitos de</p><p>alfabetização e letramento e, em seguida, demonstramos como é viável</p><p>contemplar esses dois processos, de maneira articulada, no trabalho</p><p>pedagógico com os anos iniciais do Ensino Fundamental.</p><p>Quando nos referimos às ações pedagógicas, a prática educativa na</p><p>sala de aula é muito importante para termos uma conceptualização de</p><p>alfabetização mais abrangente, levando em consideração a natureza</p><p>complexa e multifacetada do processo de alfabetização.</p><p>Neste sentido, assim como os autores Freire e Macedo (1990),</p><p>acreditamos em uma alfabetização em que as crianças tenham a</p><p>oportunidade de desenvolverem a criticidade e a criatividade, porque elas</p><p>já chegam à instituição escolar com experiências de letramento. Assim,</p><p>o papel da escola é ampliar essas experiências para que elas possam</p><p>participar de forma crítica e significativa nos diferentes contextos.</p><p>Para finalizarmos, trazemos aqui um quadro que explicita os métodos</p><p>vistos e suas características:</p><p>Métodos Unidade Princípio que</p><p>prioriza</p><p>Marcha/</p><p>organização</p><p>Capacidade</p><p>priorizada</p><p>Natureza da</p><p>intervenção</p><p>pedagógica que</p><p>se consolidou</p><p>Alfabético Alfabeto</p><p>(grafema)</p><p>Relação do</p><p>nome da letra</p><p>com o som</p><p>Sintético</p><p>Decodificação/</p><p>análise</p><p>fonológica</p><p>Foco: controle</p><p>/sequência/</p><p>diretivismo</p><p>Fônico Fonemas</p><p>(sons)</p><p>Relação direta</p><p>da fala com a</p><p>escrita</p><p>Sintético</p><p>Decodificação/</p><p>análise</p><p>fonológica</p><p>Foco: controle</p><p>/sequência/</p><p>diretivismo</p><p>Quadro 1 - Resumo dos métodos</p><p>38 Uniube</p><p>Silábico Sílaba</p><p>Sílaba, unidade</p><p>mínima de</p><p>segmentação</p><p>da fala</p><p>Sintético</p><p>Decodificação/</p><p>análise</p><p>fonológica</p><p>Foco: controle</p><p>/sequência/</p><p>diretivismo</p><p>Palavração Palavra</p><p>Parte de</p><p>palavras</p><p>que tenham</p><p>significado</p><p>Analítico</p><p>Compreensão/</p><p>Sentido/</p><p>reconhecimento</p><p>global</p><p>Foco: controle</p><p>/sequência/</p><p>diretivismo</p><p>Sentencia-</p><p>ção Frase</p><p>Partes de</p><p>frases que</p><p>tenham</p><p>significado</p><p>Analítico</p><p>Compreensão/</p><p>Sentido/</p><p>reconhecimento</p><p>global</p><p>Foco: controle</p><p>/sequência/</p><p>diretivismo</p><p>Global de</p><p>Contos ou</p><p>Historietas</p><p>Texto A unidade da</p><p>língua é o texto Analítico</p><p>Compreensão/</p><p>Sentido/</p><p>reconhecimento</p><p>global</p><p>Foco: controle</p><p>/sequência/</p><p>diretivismo</p><p>Fonte: Frade (2004).</p><p>Uniube 39</p><p>Referências</p><p>ALFABETIZAR. In: Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Edição</p><p>eletrônica. 2019.</p><p>BRASIL. Programa de formação continuada de professores do anos/séries</p><p>iniciais do ensino fundamental: alfabetização e linguagem. Brasília: Ministério</p><p>da Educação. Secretaria de Educação Básica, 2007a. Disponível em: http://</p><p>portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/fasciculo_port.pdf. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: currículo na alfabetização:</p><p>concepções e princípios. Ano 1: unidade 1. Brasília: Ministério da Educação.</p><p>Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional, 2012 .</p><p>Plano nacional de educação. Brasília: Ministério da Educação, 2007b.</p><p>Disponível em: http://pne.mec.gov.br/. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>Relatório SAEB/ANA 2016: panorama do Brasil e dos estados. Brasília:</p><p>Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2018.</p><p>BRASLAVSKY, Berta. O método: panaceia, negação ou pedagogia?</p><p>Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 66, p. 41-48, 1988.</p><p>CENTRO DE REFERÊNCIAS EM EDUCAÇÃO INTEGRAL. CR defende ações</p><p>para garantia de direitos em meio ao agravamento da pandemia. São</p><p>Paulo: Cidade Escola Aprendiz, 2021. Disponível em: https://educacaointegral.</p><p>org.br/reportagens/cr-defende-acoes-para-garantia-de-direitos -em-meio-ao-</p><p>agravamento-da-pandemia. Acesso em: 18 jul. 2021.</p><p>CRISTÓFARO-SILVA, T. Correspondência grafofonêmica. Belo</p><p>Horizonte: Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita, 2021. Disponível</p><p>em: http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/</p><p>correspondencia-grafofonemica. Acesso: 19 de jul. 2021.</p><p>FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. 24. ed. São Paulo: Cortez,</p><p>2001.</p><p>40 Uniube</p><p>FONSECA, Anita. O livro de Lili. Cartilha. 87. ed., São Paulo: Editora do Brasil.</p><p>1961.</p><p>FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva. Aspectos metodológicos: métodos de</p><p>alfabetização. In: SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE MINAS</p><p>GERAIS. Coleção Veredas. Guia de Estudo. Módulo 5. Volume 01. Belo</p><p>Horizonte: SEE-MG, 2004.</p><p>FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva. Métodos e didáticas de alfabetização:</p><p>história, características e modos de fazer de professores: caderno do</p><p>professor. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. Disponível em: https://</p><p>orientaeducacao.files.wordpress.com/2017/02/col-alf-let-08-metodos_didaticas_</p><p>alfabetizacao.pdf. Acesso em: jul. 2021.</p><p>FREIRE, Paulo; MACEDO, Donaldo. A alfabetização: leitura do mundo, leitura</p><p>da palavra. São Paulo: Paz e Terra, 1990.</p><p>PESQUISA do IBGE aponta que Brasil ainda tem 11 milhões de analfabetos.</p><p>Blog Universitário. 03 set. 2020. Disponível em: https://blog.wyden.com.</p><p>br/noticias/pesquisa-do-ibge-aponta-que-brasil-ainda-tem-11-milhoes-de-</p><p>analfabetos. Acesso em: 18 jul. 2021.</p><p>LURIA, A. R. O desenvolvimento da escrita na criança. In: VYGOTSKY, L. S.;</p><p>LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem.</p><p>São Paulo: Ícone/EDUSP, 1988.</p><p>MAGALHÃES, Naiara. Retrospectiva: história dos métodos de alfabetização.</p><p>Belo Horizonte: Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita, 2015. Disponível em:</p><p>https://www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/retrospectiva-historia-dos-metodos-de-</p><p>alfabetizacao-1.html. Acesso: 19 de jul. 2021</p><p>MORENO, Ana Carolina. Brasil ainda não atingiu meta de redução de</p><p>analfabetismo fixada para 2015. G1.Globo.com. Educação. Disponível em:</p><p>https://g1.globo.com/educacao/noticia/brasil-ainda-nao-atingiu-meta-de-reducao-</p><p>de-analfabetismo-fixada-para-2015.ghtml. Acesso em: 18 jul. 2021.</p><p>MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Os sentidos da alfabetização. São</p><p>Paulo: UNESP, 2000.</p><p>QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Ler, escrever e fazer conta de cabeça. Belo</p><p>Horizonte: Miguilim, 1997.</p><p>Uniube 41</p><p>REDAÇÃO. CR defende ações para garantia de direitos em meio ao</p><p>agravamento da pandemia. Centro de Referências em Educação Integral.</p><p>05 mar. 2021. Disponível em: https://educacaointegral.org.br/reportagens/</p><p>cr-defende-acoes-para-garantia-de-direitos-em-meio-ao-agravamento-da-</p><p>pandemia/. Acesso em: 18 jul. 2021.</p><p>RODRIGUES, José Paz. Emília Ferreiro, grande pedagoga da alfabetização.</p><p>Cinco documentários sobre sua vida e obra. PGL.gal. 9 set. 2015. Disponível</p><p>em: https://pgl.gal/emilia-ferreiro-grande-pedagoga-da-alfabetizacao-cinco-</p><p>documentarios-sobre-a-sua-vida-e-obra/. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>SOARES, Gilda Rizzo. Estudo comparativo dos métodos de ensino da</p><p>leitura e da escrita. 4. ed. Rio de Janeiro: Papelaria América Editora, 1986.</p><p>SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista</p><p>Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 25, p. 5-17, abr, 2004. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/rbedu/a/89tX3SGw5G4dNWdHRkRxrZk/?format=pdf&lan</p><p>g=pt. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>SOARES, Magda. Alfabetização. Belo Horizonte: Centro de Alfabetização,</p><p>Leitura e Escrita, 2021. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/</p><p>glossarioceale/verbetes/alfabetizacao. Acesso: 19 de jul. 2021.</p><p>SOARES, Magda. Letramento. Belo Horizonte: Centro de Alfabetização,</p><p>Leitura e Escrita, 2021. Dipsonível em: https://www.ceale.fae.ufmg.</p><p>br/glossarioceale/verbetes/letramento. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.</p><p>SOARES, Magda. Métodos de alfabetização - Entrevista - Canal Futura.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mAOXxBRaMSY Acesso em:</p><p>19 jul. 2021.</p><p>SOARES, Magda. Entrevista - Parte I (Plataforma do Letramento) Disponível</p><p>em: https://www.youtube.com/watch?v=wIznCg__Ad0. Acesso em: 19 jul. 2021.</p><p>SOARES, Magda. Entrevista - Parte II (Plataforma do Letramento) Disponível</p><p>em: https://www.youtube.com/watch?v=Q9_SQLyzvGo. Acesso em: 19 jul.</p><p>2021.</p><p>42 Uniube</p><p>SOARES, Magda. Entrevista - Parte III (Plataforma do Letramento) Disponível</p><p>em: https://www.youtube.com/watch?v=PsJHA0AbNE4. Acesso em: 19 jul.</p><p>2021.</p><p>UNIMETROCAMP. Pesquisa do IBGE aponta que Brasil ainda tem 11 milhões</p><p>de analfabetos. Blog universitário. 3 set. de 2020. Disponível em: https://</p><p>blog.wyden.com.br/noticias/pesquisa-do-ibge-aponta-que-brasil-ainda-tem-11-</p><p>milhoes-de-analfabetos/. Acesso em: fev. 2021.</p>

Mais conteúdos dessa disciplina