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<p>UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO</p><p>Centro de Ciências Humanas e Sociais –</p><p>CCH Licenciatura em História - EAD</p><p>UNIRIO/CEDERJ</p><p>PRIMEIRA AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA – AD1 2024.2</p><p>Disciplina: História e Filosofia</p><p>Nome: Juliane Carvalho Cosendey</p><p>Matrícula: 24216090179</p><p>Polo: Cantagalo</p><p>AD1 HISTÓRIA E FILOSOFIA 2024.2</p><p>CONVITE AO PENSAMENTO</p><p>Leia o Livro VII de A República, de Platão, onde o autor desenvolve a “Alegoria da</p><p>Caverna”, principalmente as páginas 315 a 319, que está em anexo e responda as questões</p><p>abaixo (cada item vale, no máximo, 2,5 pontos):</p><p>A) Sobre o autor: quem foi Platão, em que ano nasceu e onde viveu? (Aqui, é necessário</p><p>citar a aula do Módulo 3 da disciplina).</p><p>B) Contextualização da obra: em que contexto a obra A República, na qual está inserida</p><p>a “Alegoria da Caverna”, foi produzida? Quais são as características dessa obra? (Aqui</p><p>podem ser citados outros textos/artigos acadêmicos ou Módulos da disciplina que ajudem</p><p>a compreender o contexto da obra).</p><p>C) Compreensão: explicar, com as suas palavras, a “Alegoria da Caverna”. (Faça citações,</p><p>se necessário).</p><p>D) Reflexão: quais relações podemos produzir entre a “Alegoria da Caverna” e o nosso</p><p>tempo presente? (Faça citações, se necessário).</p><p>Resposta:</p><p>A) De acordo com o módulo 3, Platão nasceu no ano de 427 a.C, na cidade de Atenas.</p><p>Platão foi conferido ao filósofo em sua juventude por causa de seus atributos</p><p>físicos, por ser um homem forte e de ombros largos. Platão conheceu o filósofo</p><p>Sócrates, pensador que foi o seu mestre iniciador na Filosofia, mentor intelectual e</p><p>amigo, em Atenas. A influência de Sócrates sobre Platão é tão grande que a maioria</p><p>dos textos deixados por Platão é feita de diálogos em que Sócrates é o personagem</p><p>principal. Após a morte de Sócrates, Platão fundou a sua escola filosófica: a</p><p>Academia. Por ser ateniense, o filósofo tinha direitos civis garantidos e podia</p><p>adquirir terrenos na cidade. Um lugar onde os jovens se reuniam para discutir</p><p>política e praticar exercícios físicos, a Academia era uma espécie de retiro tranquilo</p><p>e politicamente efervescente dentro da cidade, tendo uma vasta área verde e dois</p><p>templos.</p><p>B) A Alegoria da caverna foi escrita por Platão em forma de uma parábola. O texto é</p><p>uma das passagens mais conhecidas da história da filosofia ocidental e objeto de</p><p>estudo frequente entre estudiosos e autores das mais diversas áreas do</p><p>conhecimento humano. Para Platão, a caverna simbolizava o mundo onde todos os</p><p>seres humanos vivem. As sombras projetadas em seu interior representam a</p><p>falsidade dos sentidos, enquanto as correntes significam os preconceitos e a opinião</p><p>que aprisionam os seres humanos à ignorância e ao senso comum. O mito de Platão</p><p>é uma metáfora poderosa sobre as diferenças entre ignorância e iluminação. No</p><p>livro VII, “A República”, Sócrates pede a Glaucon que imagine um grupo de</p><p>prisioneiros que foram acorrentados desde quando eram crianças em uma caverna</p><p>subterrânea: tudo o que podem ver, por toda a vida, é a parede dos fundos da</p><p>caverna. Sócrates também diz a Glaucon que, do lado de fora da caverna, existe</p><p>um fogo queimando e uma estrada por onde pessoas transitam livremente.</p><p>C) Platão nos apresenta uma discussão sobre conhecimento, ignorância e o papel</p><p>da educação na criação do saber – a alegoria da caverna é uma metáfora ampliada,</p><p>que representa, por meio dos prisioneiros, não apenas nós, indivíduos, mas também</p><p>o ambiente social em que vivemos. Ela nos mostra a relação entre a educação e a</p><p>verdade. Quando o prisioneiro se liberta e sai da caverna, compreendemos que, na</p><p>visão de Platão, o aprendizado é um processo difícil e muitas vezes até mesmo</p><p>doloroso. A educação muda nossa percepção e visão a respeito das coisas e, à</p><p>medida que nossa concepção sobre a verdade muda, também se altera o nosso</p><p>comportamento em relação ao mundo ao nosso redor, e também à educação. O mito</p><p>reforça que todos possuímos a capacidade de aprender novas coisas, mas nem todos</p><p>possuem a curiosidade, o desejo ou a força necessária para se dedicar e viver este</p><p>aprendizado.</p><p>D) Assim como o prisioneiro no livro VII, as pessoas devem confrontar os hábitos</p><p>do cotidiano e libertar-se das correntes em vista da verdade. A saída da caverna</p><p>representa a difícil missão daquele ou daquela que rompe com os preconceitos e</p><p>busca esse conhecimento. A luz representa o conhecimento, que pode ofuscar quem</p><p>não está habituado, o Sol é a verdade, que ilumina tudo aquilo que existe, que dá</p><p>origem ao conhecimento.</p>

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