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GRATUITAESTA PUBLICAÇÃO NÃO PODE SERCOMERCIALIZADA
Esporte de Rendimento: 
desafios e oportunidades 
no âmbito escolar
Mário Antônio de Moura Simim
6
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
83
ESPORTE
84
ESPORTE NA ESCOLA E 
ESPORTE DA ESCOLA
88
MODELO DE 
DESENVOLVIMENTO 
ESPORTIVO A LONGO PRAZO
89
CONCLUSÕES
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APRESENTAÇÃO
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Estamos iniciando o módulo 6 do nos-so curso e nele trabalharemos as re-lações entre esporte de rendimento 
e os desafios e as oportunidades no âm-
bito escolar. 
Nos módulos anteriores foram discu-
tidas questões sobre as políticas públicas 
para o esporte no Brasil (módulo 1), peda-
gogia do esporte (módulo 2), projeto político 
pedagógico e o planejamento da educação 
física (módulo 3). Além disso, o módulo 4 
forneceu informações sobre o esporte de 
participação, educacional, rendimento e de 
formação e o módulo 5 questões relativas à 
gestão multidisciplinar do esporte na escola. 
No decorrer deste módulo, discuti-
remos os desafios e as oportunidades de 
desenvolvimento do esporte de rendi-
mento no âmbito escolar. 
Inicialmente retomaremos os con-
ceitos de esporte e de esporte de ren-
dimento. Apresentaremos questões re-
lativas ao esporte no contexto escolar, 
principalmente o que concerne a díade 
Esporte na escola x Esporte da Escola. 
Por fim, apresentaremos a proposta do 
modelo brasileiro de desenvolvimento 
esportivo do atleta a longo prazo. 
Ao final deste módulo, você terá de-
senvolvido a competência de conhecer a 
proposta do modelo brasileiro de desen-
volvimento esportivo do atleta a longo 
prazo, refletindo sobre a prática do espor-
te de maneira ampla e transformadora. 
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A fim de orientar nossos estudos, va-mos acompanhar a experiência do professor de Educação Física (João 
Bernardo) ao longo de suas atividades no 
Colégio Maria Flor Pimentel Simim (CM-
FPS) – sim, o nome do colégio é uma ho-
menagem a minha linda filha. 
O diretor do CMFPS, prof. Marcos An-
tônio1, vem observando que outros colé-
gios tem escolinhas de esportes e fazem 
captação de alunos por meio do esporte. 
O prof. Marcos Antônio convidou o prof. 
João Bernardo para uma reunião a fim de 
discutir como o CMFPS poderia implan-
tar atividades esportivas de qualidade no 
colégio. O prof. Marcos Antônio fez alguns 
questionamentos ao prof. João Bernardo, 
tais como: “Qual o conceito de esporte? 
Quais as características que podemos 
atribuir ao esporte? 
Após escutar os questionamentos e 
demandas do diretor, João Bernardo des-
tacou que iria buscar informações para 
implantar as atividades no colégio. 
Primeiramente vale ressaltar que a 
definição precisa de esporte é impossível 
devido à grande variedade de significa-
dos. O esporte é o fenômeno sociocultural 
mais evidente dos últimos séculos, prin-
cipalmente pelas relações que tem com 
estruturas sociais, econômicas, políticas 
e judiciais. A origem do termo “esporte” 
reflete a evolução da atividade ao longo 
dos séculos, desde uma forma de diverti-
mento ao ar livre para uma atividade glo-
balmente organizada e competitiva. 
1 Essa é uma homenagem ao prof. Marcos Antô-
nio Álvares (in memoriam) e ao prof. João Ber-
nardo pela contribuição em minha formação 
durante a vida escolar. 
2
ESPORTE
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De maneira geral, o esporte refere-
-se a tipos específicos de atividades que 
dependem das condições sob as quais 
as atividades acontecem e da orientação 
subjetiva dos participantes envolvidos 
nessas atividades (BARBANTI, 2006). Al-
guns autores destacam que o esporte é 
uma atividade competitiva, institucionali-
zada, que envolve esforço físico vigoroso 
ou o uso de habilidades motoras comple-
xas. Por outro lado, o esporte também 
pode ser conceituado como manifestação 
da cultura física, compreendendo tam-
bém a dança e a recreação que se funda-
menta na educação física (TUBINO, 2017). 
A partir da explicação acima, o prof. 
João Bernardo destacou que mais impor-
tante do que compreender o conceito de 
esporte é compreender a importância do 
esporte na sociedade. 
A Constituição Federal do Brasil (ar-
tigo 217), o Estatuto da Criança e do Ado-
lescente (ECA) e as recomendações da 
Unesco preconizam que o esporte é direi-
to de cada cidadão e atua como instru-
mento de formação integral dos indiví-
duos. Isso possibilita a convivência social, 
a construção de valores, a promoção da 
saúde e o aprimoramento da consciência 
crítica e da cidadania. 
Além de ser divertido e saudável, o 
esporte também pode ser uma fonte de 
orgulho e espírito escolar. Ele pode ajudar 
a melhorar a relação entre os estudantes 
e a escola, e pode oferecer oportunidades 
para os estudantes se envolverem em ati-
vidades extracurriculares.
O prof. João Bernardo também ex-
plicou as principais características do 
esporte. Ele disse ao diretor que existem 
muitos tipos diferentes de esportes, cada 
um com suas próprias regras e habili-
dades específicas. Alguns esportes são 
jogados ao ar livre, enquanto outros são 
jogados em ambientes fechados. Alguns 
esportes são jogados com bola, enquanto 
outros não são. Alguns esportes são joga-
dos individualmente, enquanto outros são 
jogados em equipe.
Os participantes podem ser crianças 
em escolas, jovens em equipes univer-
sitárias ou adultos em ligas amadoras e 
profissionais. O esporte também pode ser 
jogado por pessoas com deficiências, por 
meio de modalidades esportivas adapta-
das. Nesse caso, as principais adaptações 
para pessoas com deficiência são as re-
gras, o espaço de jogo, a estrutura da ativi-
dade ou jogo e a divisão por grupos afins.
Além disso, o prof. João Bernardo 
destacou que entende o esporte a par-
tir de três dimensões (Quadro 1) e que 
o ingresso dos alunos no Programa de 
Esportes do CMFPS deve ocorrer por 
meio do esporte educacional (esporte-
-formação), estruturado como educação 
permanente em iniciação aos esportes. 
Essa perspectiva cria oportunidades para 
o aprendizado da cultura de práticas es-
portivas, o que torna possível o processo 
de seleção e estímulo dos alunos para o 
esporte de rendimento.
SAIBA MAIS
O Desenvolvimento Esportivo é 
um processo longitudinal multifa-
torial de melhoria do ambiente es-
portivo, caracterizado pelo aumen-
to na quantidade de praticantes 
em todos os níveis e na qualidade 
da prática oferecida, incluindo a 
formação continuada dos agentes 
desse processo, o que resulta na 
melhora do desempenho esportivo 
de atletas.
Durante as discussões entre o di-
retor do CMFPS e o prof. João Bernardo 
surgiu um questionamento: Qual a dife-
rença entre esporte NA escola e esporte 
DA Escola? Essa questão será abordada 
na próxima seção. 
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Quadro 1
DIMENSÕES DO ESPORTE E SUAS CARACTERÍSTICAS
Dimensões Manifestações Princípios Objetivos Características Público-alvo
Esporte Educação
Esporte Educacional
Participação, 
cooperação, 
coeducação, 
corresponsabilidade 
e inclusão
Formação da 
cidadania e estilo de 
vida ativo
Regras e premiação 
adaptadas 
as premissas 
educativas.
Crianças, 
adolescentes e 
jovens
Esporte Escolar
Desenvolvimento 
esportivo e do 
espirito esportivo
Desenvolvimento 
dos jovens mais 
aptos ao esporte, 
sem perder a 
formação para 
cidadania
Regras 
convencionais 
das entidades, 
valorização da 
formação integral 
e de competições 
esportivas em 
dosagem adequada
Jovens com 
habilidades 
esportivas
Esporte Lazer
Esporte lazer, de 
participação ou de 
tempo livre
Participação, lazer e 
inclusão
Entretenimento e 
vida ativa (saúde)
Regras 
convencionaisdas 
entidades, criadas 
ou adaptadas as 
circunstâncias, pode 
ser praticado sem 
adversário
Destinado a 
todas as pessoas, 
independente da 
faixa etária
Esporte de 
desempenho ou 
rendimento
Esporte de 
rendimento ou de 
alto rendimento
Rendimento e 
desenvolvimento 
esportivo
Vitórias, sucessos, 
conquistas 
esportivas, 
recordes, prêmios e 
valorização pessoal
Regras oficiais e 
institucionalizadas, 
muitas vezes 
praticado 
profissionalmente, 
dirigido por 
entidades como 
confederações e 
federações.
Destinado a talentos 
esportivos para cada 
modalidade
Fonte: Tubino (2010)
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#FICAADICA
Esporte de elite: Forma de espor-
te que objetiva performance eleva-
da em nível regional, nacional ou 
internacional. As principais carac-
terísticas do esporte de elite são 
os recordes e o sucesso interna-
cional. Convido para a leitura dos 
artigos indicados abaixo: 
• McKay, A. K., Stellingwerff, T., 
Smith, E. S., Martin, D. T., Mu-
jika, I., Goosey-Tolfrey, V. L., 
Sheppard, J., & Burke, L. M. 
(2022). Defining Training and 
Performance Caliber: A Par-
ticipant Classification Fra-
mework, International Jour-
nal of Sports Physiology and 
Performance, 17(2), 317-331. 
https://journals.humankine-
tics.com/view/journals/ijs-
pp/17/2/article-p317.xml
• McAuley, A.B.T., Baker, J. & 
Kelly, A.L. Defining “elite” sta-
tus in sport: from chaos to 
clarity. Ger J Exerc Sport Res 
52, 193–197 (2022). https://
doi.org/10.1007/s12662-021-
00737-3
https://doi.org/10.1007/s12662-021-00737-3
https://doi.org/10.1007/s12662-021-00737-3
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Os questionamentos acerca do es-porte no ambiente escolar foram iniciados na década de 1980, prin-
cipalmente com a criação da “Comissão 
de Reformulação do Desporto Nacional” 
e com a elaboração do documento “Uma 
nova política para o desporto brasileiro”. 
Assim, a dicotomia entre esporte educa-
cional x esporte de rendimento ganhou 
destaque. Por exemplo, Vago (1996, p. 8) 
destaca que...
O esporte é legitimado pela socieda-
de e é exatamente isso que garantiria 
legitimidade para o ensino de Educa-
ção Física na escola: ensinar esporte. 
Mas, paradoxalmente, parece que a 
Educação Física somente seria legi-
timada na escola na medida em que 
transmitisse (ensinasse) esse ele-
mento da cultura tal como ele se re-
aliza nas sociedades modernas, com 
os códigos citados.
O paradoxo apontado acima trouxe 
reflexões e discussões a respeito das di-
ferenças entre o que é conceituado como 
“Esporte na escola” e “Esporte da escola”. 
O “Esporte na Escola” está relaciona-
do à atividade necessária para o desen-
volvimento físico, social dos estudantes 
e pode ser uma alternativa para ensinar 
valores como trabalho em equipe, resili-
ência e fair play. 
3
ESPORTE NA ESCOLA E 
ESPORTE DA ESCOLA
Especificamente, o “Esporte na esco-
la” é a reprodução do esporte como ele é, 
ou seja, um prolongamento da instituição 
esportiva sendo desenvolvido na escola 
(BRACHT, 1992). Nesse contexto, as aulas 
de educação física escolar são desenvol-
vidas baseadas nos princípios de rendi-
mento esportivo. 
Por outro lado, o “Esporte da escola” 
caracteriza-se pela atuação pedagógi-
ca do professor de educação física, que 
busca participação de todos e a formação 
da cidadania e estilo de vida ativo (BRA-
CHT, 1992). Nessa perspectiva, o profes-
sor de educação física utilizará o esporte 
como ferramenta de ensino, modifican-
do regras, locais de prática e materiais 
(VAGO, 1996). 
O prof. Marcos Antônio ouviu aten-
tamente a explicação do prof. João Ber-
nardo. Após refletir a respeito das infor-
mações, o diretor do CMFPS disse que 
o colégio não busca negação radical do 
“Esporte da Escola” x “Esporte na Es-
cola”. A esse respeito, o prof. João Ber-
nardo destacou que considera essencial 
para a Educação Física avançar no sen-
tido de construir uma ponte entre as 
duas perspectivas. Para tanto, o prof. 
João Bernardo ficou de buscar uma al-
ternativa adequada para que ambas as 
perspectivas possam ser desenvolvidas 
no colégio. 
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Enquanto dirigia para o colégio, João Bernardo refletiu sobre o curso de atletismo que participou na noite an-
terior. O palestrante apresentou o modelo 
de desenvolvimento esportivo do Comitê 
Olímpico do Brasil (COB), com ênfase na 
abordagem “Caminho de Desenvolvimento 
de Atletas (CDA)”. O palestrante também 
falou sobre a necessidade de focar nas 
necessidades e estágios de desenvolvi-
mento esportivo dos alunos. Isso tem re-
lação direta com o caminho utilizado para 
se alcançar o rendimento esportivo e com 
modelo de desenvolvimento a longo prazo.
Com base no CDA, João Bernardo 
percebeu que a implantação desse mo-
delo seria adequada para o colégio e que 
seria a possível solução para a dicotomia 
“Esporte da Escola” x “Esporte na Escola”. 
Este capítulo apresenta as características 
do Caminho de Desenvolvimento de Atle-
tas (CDA), que é um modelo de desenvol-
vimento esportivo proposto recentemen-
te pelo COB.
Em linhas gerais, o começo de todo 
desenvolvimento esportivo ocorre nos 
anos iniciais, com processo carregado de 
brincadeiras espontâneas e experimen-
tação de diferentes atividades. Os primei-
ros contatos com práticas relacionadas 
ao esporte ocorrem no contexto escolar, 
em especial nas aulas de Educação Físi-
ca (COB, 2022). A possibilidade de o aluno 
se tornar um atleta tem como porta de 
entrada a iniciação esportiva, que pode 
ocorrer no contraturno escolar e/ou 
em escolas de esportes. Posteriormen-
te, ocorre o processo de especialização 
quando as atividades se modificam com 
o objetivo de desenvolver competências 
e habilidades específicas ao aprender e 
treinar determinada modalidade.
MODELO DE 
DESENVOLVIMENTO 
ESPORTIVO A 
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BOAS PRÁTICAS
Para saber mais a respeito das expe-
riências de outros países com dife-
rentes modelos de desenvolvimento 
de atletas a longo prazo acesse:
• Reino Unido: https://www.uks-
port.gov.uk/our-work/talent-
-id/how-we-find-the-talent
• Canadá: https://sportforlife.ca/
wp-content/uploads/2019/06/
Long-Term-Development-in-
-Sport-and-Physical-Activity-
-3.0.pdf
• Austrália: https://www.ais.gov.
au/ftem/talent
O CDA foi elaborado para orientar os 
caminhos de participação, treinamento, 
competição no esporte, desde a infância 
até as fases da vida adulta (COB, 2022). O 
CDA se concentra nas necessidades dos 
participantes e em seus estágios indivi-
duais de desenvolvimento e fornece pon-
to de referência para treinadores, profes-
sores, cientistas do esporte, pais e outros 
a ofertar o esporte em todos os níveis e 
para todas as idades (COB, 2022). 
O CDA é composto por sete etapas 
que se interligam em períodos de tran-
sição. O modelo reconhece tanto a parti-
cipação quanto os caminhos orientados 
para o rendimento no esporte, ambos 
precedidos pelas etapas escolares (“Ex-
perimentar e Brincar”, “Brincar e Apren-
der” e “Aprender e Treinar”). 
O básico das informações sobre cada 
etapa do CDA é abordado a seguir: 
1. Experimentar e brincar (até 8 
anos): prática livre com jogos e 
brincadeiras infantis em ambien-
tes divertidos, desafiadores e di-
versificados. Ocorre no contexto 
informal (família, rua) ou formal 
(escola, clube e etc.). Prazer e 
motivação para envolvimento 
com práticas corporais variadas 
deve ser enfatizado. Desenvolvi-
mento de competências corpo-
rais básicas e diversificadas.
2. Brincar e Aprender (6 a 12 anos): 
primeiro contato sistematizado e 
organizado paraaprendizagem 
do esporte (iniciação esportiva). 
Ao final dessa etapa, a criança já 
tem condição de escolher a mo-
dalidades com maior afinidade. 
Prazer e motivação pela prática e 
aprendizagem esportiva formal 
e/ou estruturada.
3. Aprender e Treinar (10 a 16 
anos): fase de especialização 
esportiva em contexto formal de 
práticas esportivas por meio de 
treino e participação em com-
petições. Desejo de ingressar 
na jornada do rendimento para 
aqueles que demonstrem po-
tencial de desempenho esporti-
vo conforme cada modalidade. 
Desejo de prosseguir na prática 
esportiva de participação para 
aqueles que não demonstrem 
potencial para o rendimento.
4. Treinar e Competir (14 a 23 
anos): últimas etapas do pro-
cesso de especialização na mo-
dalidade escolhida. Participa de 
competições de alto nível, ainda 
em categorias com limitação 
etária. Em preparação para a 
categoria adulta e o esporte de 
elite. Compromisso com evolu-
ção do desempenho esportivo. 
Tolerância a cargas físicas e psi-
cológicas progressivas de trei-
namento e competição.
5. Competir e Vencer (18 a 25 
anos): Alto desempenho esporti-
vo, marcado pelo treino intenso e 
ajustes ao máximo nível de com-
petição. Autocontrole emocio-
nal frente às exigências típicas 
da rotina de atleta em treinos e 
competições, com melhora re-
gular de desempenho esportivo 
ao longo dos anos. Postura de 
competidor/a com atitudes e 
comportamentos que sirvam de 
referência para jovens em de-
senvolvimento.
6. Vencer e Inspirar (22 a 40 
anos): manutenção do alto ní-
vel de desempenho e constante 
busca por melhores resultados 
e medalhas, servindo ao mesmo 
tempo como concorrente e ins-
piração para atletas mais jovens. 
Autogestão da carreira de atleta 
(saúde/desempenho/educação), 
conciliando com as demandas 
sociais. Manutenção de hábitos e 
rotinas como atleta de referência 
e com foco em resultados supe-
riores e conquista de medalhas. 
Planejamento do encerramento 
de carreira.
7. Inspirar e Reinventar-se: re-
dução do volume e intensida-
de de treinamento esportivo e 
participação em competições, 
preparando-se para o momento 
do encerramento da carreira es-
portiva. Postura responsável, ali-
nhada ao seu legado esportivo, 
inspirando novos atletas. Prepa-
ração para nova carreira, dentro 
ou fora do contexto esportivo. 
Adaptação ao novo contexto so-
cial, profissional e financeiro.
https://www.uksport.gov.uk/our-work/talent-id/how-we-find-the-talent
https://www.uksport.gov.uk/our-work/talent-id/how-we-find-the-talent
https://www.uksport.gov.uk/our-work/talent-id/how-we-find-the-talent
https://sportforlife.ca/wp-content/uploads/2019/06/Long-Term-Development-in-Sport-and-Physical-Activity-3.0.pdf
https://sportforlife.ca/wp-content/uploads/2019/06/Long-Term-Development-in-Sport-and-Physical-Activity-3.0.pdf
https://sportforlife.ca/wp-content/uploads/2019/06/Long-Term-Development-in-Sport-and-Physical-Activity-3.0.pdf
https://sportforlife.ca/wp-content/uploads/2019/06/Long-Term-Development-in-Sport-and-Physical-Activity-3.0.pdf
https://sportforlife.ca/wp-content/uploads/2019/06/Long-Term-Development-in-Sport-and-Physical-Activity-3.0.pdf
https://www.ais.gov.au/ftem/talent
https://www.ais.gov.au/ftem/talent
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SAIBA MAIS
Acesse o site do Comitê Olímpico do 
Brasil (COB) e faça o download do 
Modelo de desenvolvimento esporti-
vo do Comitê Olímpico do Brasil. 
Esse é um documento importante 
para desenvolvimento do conteú-
do e para as atividades propostas 
ao final do módulo.
Disponível em: https://www.cob.
org.br/pt/documentos/download/
a63aad29fb2e0
Após apresentar a proposta para o 
diretor do CMFPS, o prof. João Bernardo 
destacou que a mudança de estágio é 
baseada no desenvolvimento do atleta 
e não apenas idade cronológica. Além 
disso, o prof. João Bernardo destacou que 
a idade cronológica seria um guia para 
identificar as principais mudanças dos 
alunos(as). Com base no material recebi-
do durante o curso, o prof. João Bernar-
do apresentou para o diretor do CMFPS 
as principais características do CDA em 
uma figura (Figura 1). 
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Observe que na figura 1 apresentada 
pelo prof. João Bernardo, cada etapa tem 
seus objetivos e características específi-
cas que devem servir de orientação para 
os resultados esperados, evitando a es-
pecialização precoce.
 
SAIBA MAIS
Especialização precoce é o termo 
utilizado para expressar o proces-
so pelo qual as crianças tornam-
-se especializadas em um deter-
minado esporte muito antes da 
idade apropriada para tal. A prá-
tica especializada das habilidades 
de um determinado esporte, sem 
a prática das atividades motoras 
características da idade das crian-
ças, quase sempre traz como con-
sequência o abandono prematuro 
da prática esportiva
Note que a frequência semanal, volu-
me da sessão, tipo de competição e orien-
tação do treinamento são diferentes para 
cada etapa do CDA.
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Figura 1
CARACTERÍSTICAS DAS ETAPAS DO CDA
Competição
Festivais
Local
Regional
Estadual
Nacional
Internacional
Olímpico
Intensidade máxima
das sessões (%)
20 30 40 50 60 70 80 90 100
Volume por
sessão (min)
20 40 60 80 100 120 140 160 180
Frequência
semanal
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Oritentação 
do
treinamento
Diversificação
Especialização
ETAPAS DO CDA EXPERIMENTARE BRINCAR
BRINCAR
E APRENDER
APRENDER
E TREINAR
TREINAR E
COMPETIR
COMPETIR
E VENCER
VENCER
E INSPIRAR
INSPIRAR
E REINVENTAR-SE
IDADE
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 35
Fonte: COB (2022, p. 42)
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CONCLUSÕES
Em resumo, o desenvolvimento de atletas a longo prazo é uma abor-dagem abrangente e integrada que 
leva em consideração todos os aspectos 
da vida de um atleta, incluindo sua for-
mação física, mental e emocional. É um 
processo contínuo e exige dedicação e 
planejamento para garantir o sucesso a 
longo prazo. Além disso, esse processo 
deve ser iniciado no âmbito escolar, res-
peitando sempre as características espe-
cíficas de cada faixa etária e série. 
O diretor do CMFPS perguntou ao 
prof. João Bernardo se esse modelo seria 
aplicado a todos os esportes e se existia 
diferença entre cada um deles. O prof. 
João Bernardo respondeu que as carac-
terísticas de cada etapa somam-se às 
especificidades de cada modalidade e às 
características pessoais dos alunos(as)/
atletas. Assim, a oferta de prática espor-
tiva no colégio é a base para implantação 
do CDA. 
João Bernardo também destacou 
que, após o processo de iniciação espor-
tiva, o(a) jovem pode seguir o caminho do 
desenvolvimento esportivo para o rendi-
mento ou o esporte de participação. Uma 
ressalva é que poucos praticantes chega-
rão ao alto nível de desempenho (MCKAY 
et al., 2022). 
Após todas as considerações apre-
sentadas, o diretor do CMFPS autorizou 
o prof. João Bernardo a iniciar o planeja-
mento e implantação do CDA no colégio. 
João Bernardo ainda ministrou curso 
sobre o CDA para os outros professores 
de educação física do CMFPS e de outras 
escolas de sua região. 
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leira de Atividade Física e Saúde, 11, n. 1, p. 
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Física. Porto Alegre: Magister, 1992.
COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL (COB). Mode-
lo de desenvolvimento esportivo do Comitê 
Olímpico do Brasil. Disponível em: https://
www.cob.org.br/pt/documentos/download/a63aad29fb2e0/. Acesso em 25/01/2022.
MCKAY, A. K.; STELLINGWERFF, T.; SMITH, E. S.; 
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L.; SHEPPARD, J.; BURKE, L. M. Defining Train-
ing and Performance Caliber: A Participant 
Classification Framework. International Jour-
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17, n. 2, p. 317-331, 2022.
TUBINO, M. J. G. Estudos brasileiros sobre o 
esporte: ênfase no esporte-educação. Marin-
gá: EdUEM, 2010. 165 p.
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VAGO, T. M. O esporte na escola e o esporte da 
escola, da negação radical para uma relação 
de tensão permanente: Um diálogo com Valter 
Bracht. . Movimento, n. 5, p. 4-17, 1996.
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https://www.cob.org.br/pt/documentos/download/a63aad29fb2e0/
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Pedagógica Profa. Ms. Jôsy Cavalcante Coordenadora de Cursos Esp. Marisa Ferreira Secretária Escolar Iany Campos Desenvolvedora Fron-
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Plataforma de cursos: cursos.fdr.org.br
Todos os direitos desta edição reservados à:
AUTOR
Mário Antônio de Moura Simim
Doutor em Ciências do Esporte pela 
UFMG, mestre em Educação Física pela 
UFTM, especialista em Esportes e ati-
vidades físicas inclusivas para pessoas 
com deficiência pela UFJF e graduado em 
Educação Física pelo Uni-BH. Professor 
adjunto no Instituto de Educação Física e 
Esportes (IEFES) da Universidade Federal 
do Ceará, professor permanente no Pro-
grama de Pós-graduação em Fisioterapia 
e Funcionalidade (UFC), Agente de Aces-
sibilidade da Secretaria de Acessibilida-
de (UFC). É também auxiliar- técnico da 
Seleção Brasileira de Futebol para Ampu-
tados, membro pesquisador da Academia 
Paralímpica Brasileira e coordenador do 
Grupo de estudos em Educação Física e 
Desporto Adaptado (GEFDA/IEFES/UFC).
ILUSTRADOR
Carlus Campos
Artista visual que há mais de 30 anos é 
ilustrador do Jornal O POVO. Na produção 
de suas ilustrações, utiliza várias lingua-
gens como: desenho, pintura, aquarela, 
gravura e fotografia. Ao longo dos anos 
90, além de ganhar diversos prêmios com 
arte gráfica, fez incursões pelas artes 
plásticas participando de diversos Salões 
de Arte. Desde 2014,a xilogravura ocupa 
considerável espaço em sua produção 
chegando a participar do coletivo IN-GRA-
FIKA .Em 2019 funda, com mais 7 artistas 
cearenses, o Ateliê Coletivo Kraft.

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