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<p>AVALIAÇAO FUNCIONAL</p><p>Afasias, O termo “afasia” significa perda da memória da palavra. A afasia é uma condição decorrente de uma lesão cerebral, comumente no hemisfério esquerdo, frequentemente causada por acidentes vasculares cerebrais. Diferente de Disartria. (tem dificuldade na parte muscular, na articulação das palavras não tem nada haver com afasia)</p><p>Afasia sensita ou de Wernick: Afasia de compreensão, ele consegue falar, porem não consegue compreender o que ele fala, acaba falando coisas até desconecta fora de contexto porque ele não consegue compreender.</p><p>Afasia motora ou de broca: afasia de expressão, ele compreende, porém ele tem dificuldade de falar, então ele fala pequenas frases ou só algumas palavras, porque ele tem essa perda da memoria a de broca é a mais comum.</p><p>Afasia mista ou global: afasia mista vamos ter afasia de wernick ou a de broca é a mais rara, por ser uma lesão muito grande para pegar toda área de fala do paciente, ou seja ter uma lesão em uma área extensa para que essa afasia aconteça.</p><p>Apraxias: Comprometimento da capacidade de realizar movimentos, gestos ou habilidades previamente aprendidos, espontaneamente e/ou ao comando, ou seja o paciente por mais que tenha movimento ele não tenha um deft motor muito intenso ele não consegue realizar atividade por uma problema de percepção, ele não consegue integrar as informações, então ele tem musculatura, tem amplitude de movimento para fazer, mais como ele tem um problema de perceptual decorrente de uma lesão celebral ele não consegue integar esses estímulos e não conse fazer a tarefa corretamente, isso depende da área de lesão existe vários tipos de apraxias.</p><p>Apraxia ideomotora: (Ex. ordena-se que o paciente faça sinal da cruz, ele não bitem a percepção do comando ou da sua ordem, porem quando ele encontra algo que ele fazia automaticamente antes ele consegue realizar.</p><p>Apraxia do vestir (Ex. paciente tem dificuldade de abotoar os botões de uma camisa ou vesti-la corretamente) ele não consegue entender como executar esses movimentos.</p><p>Apraxia construtiva (Ex. paciente é incapaz de fazer um desenho com molde ou um desenho espontâneo) ele tem uma apraxia de construção, ele não consegue olhar um objeto e construir( tipo um desenho) de forma similar.</p><p>SENSIBILIDADE</p><p>É, muito importante nos avaliarmos a sensibilidade do paciente porque sem sensibilidade ou com uma sensibilidade ruim nos não podemos ter um bom movimento, ou seja, um bom motor então se a sensibilidade esta ruim a atividade motora o movimento também esta ruim então nos precisamos avaliar precisamente, então de uma forma geral sensibilidade ele pode ser dividida em.</p><p>Sensibilidade superficial (ou exteroceptiva): Tátil, Dolorosa, Térmica</p><p>Sensibilidade profunda (ou proprioceptiva): Sentido de Posição, Sentido de Movimento.</p><p>Como vamos avaliar:</p><p>1) Paciente em posição confortável e relaxada</p><p>2) Explicar o teste ao paciente</p><p>3) Ocluir a visão</p><p>4) Paciente deve discriminar e localizar o estímulo</p><p>5) Mensurar o grau de envolvimento</p><p>anestesia, hipoestesia, normoestesia, hiperestesia (se estiver medindo ou avaliando a sensibilidade tatio)</p><p>analgesia, hipoalgesia, normoalgesia, hiperalgesia (sensibilidade dolorosa)</p><p>sensibilidade profunda: alterada ou preservada</p><p>6) Avaliação comparativa, sempre avaliar os dos lados, tem que comparar os dois lados</p><p>Avaliação da sensibilidade dolorosa</p><p>Utiliza-se um material pontiagudo para aplicação de estímulos de modo aleatório. Resposta: o paciente deve indicar o momento e o local do estímulo sentido.</p><p>Por exemplo, você vai pegar a sua agulha vai fazer primeiro no membro superior depois do membro inferior no tórax para que o paciente não perceba que você esteja fazendo uma sequencia, que você tenha certeza que esse paciente ele esta realmente esteja acertando, vai fazer estímulos ponte agudos, o que ele tem que falar, aonde foi esse estimulo e se foi o pincel ou agulha e assim teríamos certeza se ele esta com uma sensibilidade normal em relação a dor.</p><p>Avaliação do tato protopático (tato grosso) Utiliza-se um pincel com pelos, pedaço de algodão ou pedaço de pano. Resposta: o paciente deve indicar o momento e o local do estímulo sentido.</p><p>Avaliação da propriocepção consciente: A propriocepção envolve tanto o sentido de posição quanto o sentido de movimento (cinestesia).</p><p>Para avaliar a cinestesia, o membro ou articulação avaliado é movimentado passivamente por meio da amplitude de movimento. Resposta: pedir ao paciente que indique verbalmente a direção do movimento enquanto o membro é movimentado.</p><p>Para avaliar o sentido de posição, o membro ou articulação é movimentado e mantido em uma posição estática. Resposta: pedir para o paciente relatar verbalmente a posição, replicar a posição do membro ou articulação com o membro oposto.</p><p>Outra forma para avaliar a sensibilidade e por meio do dermátomos, usamos mais essa avaliação em pacientes com lesão medular e essa sim tem que ser na ordem. Ela sempre vai da cabeça até os pés, vamos avaliando por áreas.</p><p>Avaliação: Análise por segmentos corporais em lesões encefálicas e por dermátomos em lesões medulares e de nervos periféricos.</p><p>Dermátomos (31 pares) Áreas cutâneas correspondentes aos segmentos espinais que fornecem sua inervação.</p><p>Vamos avaliar a mesma coisa tanto a sensibilidade dolorosa quanto a sensibilidade tática. Porque em lesão medulares é diferente porque ele tem uma lesão na medula essa avaliação serve para verificar que nível medular esse paciente tem a lesão quanto ele tem de sensibilidade, quanto ele tem de dor, vamos descobrir o nível de lesão.</p><p>Para a avaliação dos reflexos miotáticos, deve-se realizar uma percussão sobre o tendão muscular com o paciente em posição confortável e relaxado, sendo essencial a comparação dos resultados obtidos entre os dois hemicorpos.</p><p>Respostas</p><p>0 = Ausente</p><p>+ = Hiporreflexia: diminuição no reflexo</p><p>++ = Normorreflexia: reflexo normal</p><p>+++ = Hiperrreflexia: aumento do reflexo</p><p>++++ = Hiperrreflexia com aumento da área reflexógena: além de ter um aumento do reflexo.</p><p>Sempre comparar um lado do outro, tem que ser firme a avaliação.</p><p>Reflexo Bicipital</p><p>Teste: Percussão sobre o tendão distal do bíceps com o braço do paciente levemente fletido</p><p>.Resposta: Flexão do cotovelo e leve supinação.</p><p>ReflexoTricipital</p><p>Teste: Percussão sobre o tendão distal do tríceps com o braço do paciente em abdução de 90° de ombro e flexão de 90° de cotovelo.</p><p>Resposta: Extensão do cotovelo.</p><p>Reflexo Estilorradial</p><p>Teste: Percussão sobre o tendão do músculo braquiorradial com antebraço do paciente em posição neutra.</p><p>Resposta: Leve pronação e flexão dos dedos</p><p>Reflexo Patelar</p><p>Teste: Percussão sobre o tendão patelar com o joelho do paciente fletido a 90°.</p><p>Resposta: Extensão do joelho</p><p>Reflexo Calcâneo</p><p>Teste: Percussão sobre o tendão do calcâneo com o tornozelo do paciente neutro.</p><p>Resposta: Flexão plantar do tornozelo.</p><p>TONUS MUSCULAR:</p><p>Ele vai dá uma resposta de como é que esta a função neurológica do paciente, função muscular, movimento do paciente.</p><p>O tônus pode ser caracterizado como hipertônico (tônus aumentado e acima dos padrões normais em repouso), normal ou hipotônico (tônus reduzido e abaixo dos níveis normais em repouso).</p><p>Avaliação</p><p>Observação inicial</p><p>Testes do movimento passivo</p><p>Classificação (Escala de Ashworth Modificada</p><p>0 Não há aumento do tônus</p><p>1 Discreto aumento do tônus, manifestado por uma resistência mínima ao final do movimento, quando a articulação afetada é fletida ou estendida</p><p>1+ Discreto aumento do tônus, manifestado por contração associada a uma resistência mínima durante o restante do movimento (menos da metade da amplitude de movimento)</p><p>2 Aumento mais pronunciado do tônus durante a maior parte da ADM, mas a movimentação passiva é facilmente realizada</p><p>3 Aumento considerável do tônus durante a maior parte da ADM, mas a movimentação passiva é realizada com dificuldade</p><p>4 Articulação afetada rígida em flexão ou extensão</p><p>Quando nos vamos avaliar o tônus é muito importante nos classificarmos por isso que a avaliação</p><p>é subjetiva ou seja é você que faz depende do seu treinamento e do seu conhecimento.</p><p>Clinicamente, as formas de hipertonia são: espasticidade, rigidez ou espamos</p><p>Na espasticidade, há aumento na resistência de movimento passivo brusco.</p><p>A resposta e produzida é velocidade dependente.</p><p>O alongamento passivo continuo de um estimulo espástico que pode produzir súbito relaxamento, denominado sinal de canivete. (paciente apresenta tipo um tranco depois relaxar)</p><p>O alongamento também pode acarretar clônus, caracterizado por alterações espasmódicas da contração e relaxamento muscular ocorrentes com frequências regulares. ( faz esparmos tanto no membro inferior quanto no superior)</p><p>A rigidez (hipertonia plástica) é relativamente constante e independente da velocidade de um estímulo de alongamento.</p><p>Pacientes com parkinsonismo podem apresentar o sinal de roda denteada, uma resposta ao movimento passivo, e caracterizada por uma alternância de afrouxamentos e aumentos de resistência ao movimento.</p><p>A rigidez constante do paciente com parkinsonismo é denominada rigidez de cano de chumbo.</p><p>Espasmo refere-se à contração espontânea, involuntária e convulsiva de grupos musculares selecionados.</p><p>Os espasmos podem ocorrer em qualquer local do corpo, resultando na sustentação de posturas anormais.</p><p>Quando os espasmos são vigorosos e dolorosos, são denominados cãibras.</p><p>Hipotonia ermo utilizado para caracterizar queda ou ausência de tônus muscular (postural).</p><p>A resistência ao movimento passivo está diminuída, os reflexos de estiramento estão deprimidos e os membros são facilmente frouxos com frequente hiperextensibilidade das articulações.</p><p>Os movimentos estão frequentemente prejudicados pela fraqueza (paresia) ou paralisia muscular.</p><p>A hipotonia também pode ocorrer como um estado temporário, denominado choque medular ou choque cerebral, dependendo da localização da lesão no Sistema Nervoso Central.</p><p>A avaliação do tônus: observação inicial, avaliação do movimento passivo e dos reflexos miotáticos e controle motor voluntário.</p><p>Observação inicial – Pode revelar a presença de movimentos anormais ou de postura dos membros, ou do corpo. A palpação pode trazer informações sobre o estado de repouso dos músculos.</p><p>Testes do movimento passivo – O terapeuta deve manter contatos manuais firmes e constantes, movendo o membro aleatoriamente, numa frequência baixa e constante.</p><p>Controle do movimento voluntário</p><p>A avaliação do movimento voluntário pode trazer informações adicionais sobre a influência das anormalidades do tônus sobre o controle motor.</p><p>Durante o desempenho de atividades envolvendo movimentos funcionais (tais como levantar, transferências), os movimentos devem ser cuidadosamente observados e analisados quanto à interferência do tônus.</p><p>Deve ser utilizada como um complemento na avaliação do tônus, visto que outros problemas podem alterar a função.</p><p>Coordenação é a capacidade de executar movimentos regulares acurados e controlados. Testes de coordenação que não envolvem o equilíbrio:</p><p>Dedo ao nariz (índex-nariz) Dedo ao dedo do terapeuta (índex-índex) alteração: dismetria</p><p>Teste calcanhar-joelho</p><p>Teste do rebote – alteração: fenômeno do rebote</p><p>Diadococinesia – alteração: disdiadococinesia</p><p>Esses três teste não envolvem equilíbrio</p><p>Equilíbrio estático e quando você esta parado e quando você não tem alteração da sua base de suporte e equilíbrio dinâmico e quando você altera a sua base de suporte por exemplo quando você anda.</p><p>Testes de coordenação do equilíbrio estático e dinâmico:</p><p>De pé com base estreita de sustentação.</p><p>De pé com um pé diretamente diante do outro (dedo de um dos pés toca o calcanhar do outro pé).</p><p>De pé sobre 1 dos pés.</p><p>Andar colocando o calcanhar de um dos pés diretamente adiante do dedo do outro pé.</p><p>Andar ao longo de uma linha reta desenhada ou marcada no assoalho.</p><p>Andar para o lado e para trás</p><p>Testes de equilíbrio e mobilidade:</p><p>Timed Up and Go Test (TUG) – Utilizado na prática clínica como medida de desfecho para avaliar a mobilidade funcional, o risco de quedas ou o equilíbrio dinâmico em adultos.</p><p>< 10 segundos = normal</p><p>> 10 segundos = começa a apontar algum problema de mobilidade e/ou equilíbrio. Escore de >= 14 segundos indica um maior risco de quedas em idosos.</p><p>Testes de equilíbrio e mobilidade:</p><p>Escala de equilíbrio de Berg (EEB) – tem tido ampla utilização para avaliar o equilíbrio nos indivíduos da terceira idade acima dos 60 anos.</p><p>O escore total varia de 0 a 56 pontos e quanto maior a pontuação, maior a independência do paciente.</p><p>0 a 20 pontos = prejuízo do equilíbrio</p><p>21 a 40 pontos = equilíbrio aceitável</p><p>41 a 56 pontos = bom equilíbrio</p><p>Estratégia de tornozelo</p><p>– Terapeuta faz pequenas oscilações no paciente em superfície estável.</p><p>Estratégia de quadril – Realizar uma oscilação maior e mais rápida no paciente.</p><p>Estratégia do passo – Realizar uma oscilação rápida e intensa do paciente, fazendo com que haja o deslocamento do centro de massa.</p><p>MARCHA</p><p>Marcha: É sequência de repetições de movimento dos membros para mover o corpo para frente enquanto mantém a estabilidade no apoio.</p><p>Para realizar a marcha, o corpo humano integra os movimentos dos vários segmentos corporais e controla a atividade muscular, de modo que o gasto energético seja mínimo.</p><p>Ciclo da marcha ou Passada: Intervalo entre 2 toques com o mesmo pé no solo. O ciclo de marcha é dividido em duas fases:</p><p>Apoio: pé encontra-se em contato com o solo (60% do ciclo).</p><p>Balanço: pé é elevado do solo para o avanço do membro (40% do ciclo)</p><p>Fases da Marcha: (Fase de apoio) C</p><p>contato inicial: Quando o pé toca o solo com o calcanhar.</p><p>Resposta à carga: Se prolonga até o desprendimento do pé oposto do solo. Médio apoio: Tem início com a saída do pé contralateral do solo e continua até que o peso corporal esteja exatamente sobre a região anterior do pé apoiado.</p><p>Apoio terminal: Tem início com a elevação do calcanhar do pé apoiado e se estende até o contato inicial do pé oposto.</p><p>Fases da Marcha: (Fase de balanço)</p><p>Balanço inicial: Tem início quando o pé é desprendido do solo e se prolonga até quando o pé em balanço se encontra em oposição ao pé que está em apoio (quando você começa a tirar o pé do solo)</p><p>Balanço médio: Se inicia com o pé em balanço exatamente oposto ao pé em apoio e termina com o membro inferior em balanço à frente do membro inferior em apoio com tíbia verticalizada em relação ao solo ( você vai esta com o membro que está fora do apoio quase junto com o membro que está em apoio só que esse membro vai esta em balanço)</p><p>Balanço terminal: Tem início com a tíbia verticalizada em relação ao solo e continua até o novo contato inicial ( o pé não está tocando o solo ainda mais está quase tocando o solo para ele chegar de novo no contato inicial)</p><p>Avaliação da marcha:</p><p>Local adequado</p><p>Anamnese (História da moléstia pregressa e da moléstia atual – H.M.P e H.M.A)</p><p>Goniometria</p><p>Força muscular</p><p>Avaliação postural</p><p>Análise observacional (exame visual)</p><p>Análise por Videotape</p><p>MARCHA PATOLOGICA</p><p>Um padrão anormal de marcha pode trazer consequências importantes aos pacientes, tais como:</p><p>Aprendizagem do não uso;</p><p>Gasto energético maior durante a marcha;</p><p>Restrições musculares, articulares;</p><p>Não permite atividades funcionais;</p><p>Plasticidade negativa (aprendizado incorreto do movimento);</p><p>Sobrecarrega o membro inferior sadio;</p><p>Percepção anormal da marcha;</p><p>Perda da ritmicidade da marcha;</p><p>Diminuição da velocidade da marcha.</p><p>Tipos de marcha patológica:</p><p>Marcha atáxica cerebelar (marcha ebriosa) ele vai apresentar alterações de equilíbrios, cordenaçao motora, marcha alargada.</p><p>Marcha atáxica sensorial (talonante) bate o pé toda vez que vai andar</p><p>Marcha ceifante (hemiplégica) faz um circudunçao do quadril para andar</p><p>Marcha do PC diparético (marcha em tesoura, crouch ou agachamento) Anda com o joelho mais fechado</p><p>Marcha parkinsoniana ou festinante, passos curtos, para ao andar, dificuldade de mudar de direção, anda com uma postura flertida</p><p>Marcha escarvante, arrasta a ponta do pé para andar,</p><p>geralmente de uma lesão nervosa periférica do nervo tibial</p><p>Marcha em Trendelemburg, fraqueza de blutio médio deixar cair o quadril</p><p>Marcha miopática/anserina, marcha da gravida ou do paciente com um alteração muscular grave.</p>