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Questões resolvidas

Com relação a Cícero considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são incorretas.
I - Quanto à teoria do conhecimento, Cícero não aceitou o cepticismo radical, tampouco filiou-se ao dogmatismo extremado. Defendeu como critério de verdade o probabilismo do consenso universal, no qual o homem pode chegar a algum conhecimento das coisas, sem, no entanto, atingir a verdade absoluta.
II - Para Cícero, a verdade não depende daquilo que pode ser aceito por todos. As razões dessa posição são colocadas menos num plano puramente lógico do que no terreno das necessidades práticas do homem.
III - O homem não necessita admitir como verdadeiras algumas noções porque mesmo sem elas é possível manter a coesão da sociedade.
IV - Em moral, Cícero adere às doutrinas estoicas sem, entretanto, aceitar todo o rigor da concepção segundo o qual o exercício da virtude basta-se a si mesmo e consiste na conformidade da conduta humana às leis racionais da natureza.
Resposta: B) Apenas a II e a III.

Sobre Cícero considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são corretas.
I. Foi considerado o primeiro romano que chegou aos principais postos do governo com base na sua eloquência e ao mérito com exerceu as suas funções de magistrado civil - nasceu em Arpino, em 106 a.C., em uma antiga família da classe do campo equestre. Após ter aprendido na escola pública e ter chegado à maioridade, passando a vestir a toga virilis, foi entregue aos cuidados do célebre senador e jurista romano Múcio Cévola, que o pôs a par das leis e das instituições políticas de Roma.
II. Querendo manter-se neutro na feroz luta política da época, tentou agradar aos dois campos, sem conseguir agradar a nenhum deles. Mas manteve-se sempre mais perto de Pompeu e do partido senatorial do que de César e do partido popular, e de fato, acabou por se decidir, mas muito timidamente, pelo campo senatorial.
III. Após a batalha de Farsalia (48 a.C.) e a consequente fuga de Pompeu, bem como da morte deste último no Egito, Cícero passou a comandar tropas e regressou a Roma, governada por Antônio enquanto representante pessoal de César. Cícero, então, começou a parcialmente dedicar-se à filosofia e à literatura, sendo desta época o tratado De República.
IV. Desde jovem cultivou interesse pela Filosofia. Estudou em Atenas, onde travou grande conhecimento com os ensinamentos de seus antecessores. Abraçou a vida pública e demonstrou grande competência, sobretudo na oratória forense e política.
V. Cícero ocupou a posição de senador, mas não chegou a ser figura proeminente da política romana. A perseguição política que sofreu com a política despótica de Júlio César o afastou do centro político romano, o que o levou a buscar a filosofia, sobretudo no exílio.
A) As alternativas I, II e IV.
B) As alternativas I, III e V.
C) As alternativas II, III e IV.

Sobre o Período Helenístico considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são corretas.
I. Trata-se do último período da Filosofia antiga, quando a polis grega desapareceu como centro político, deixando de ser referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia se encontra sob o poderio do Império Romano.
II. Os filósofos dizem que o mundo é sua cidade, mas que não são cidadãos do mundo. Em grego, mundo se diz cosmos e esse período é chamado de Filosofia cosmopolita.
III. Essa época da Filosofia é constituída por grandes sistemas ou doutrinas, isto é, explicações totalizantes sobre a natureza, o homem, as relações entre ambos e deles com a divindade (esta, em geral, pensada como providência divina que instaura e conserva a ordem universal).
IV. Ocorrem preocupações com a física, a ética – pois os filósofos já não podem se ocupar diretamente com a política, uma vez que esta é privilégio dos imperadores romanos –, a física e a teologia, mas elas não são predominantes.
A) As alternativas I e II.
B) As alternativas I e III.
C) As alternativas II e IV.

Com relação à lei eterna considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas assertivas que são corretas.
I. se manifesta na intimidade da consciência humana como lei ética natural.
II. é o fundamento das leis divinas ou temporais.
III. o Direito Positivo baseia-se no Direito Natural, parte da lei eterna.
IV. é a razão dos homens e a vontade de Deus.
A) Apenas as assertivas I e II.
B) Apenas as assertivas II e III.
C) Apenas as assertivas I e III.

Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas assertivas que são corretas.
I. A verdade moral, outorgada por Deus aos homens, é uma espécie de luz natural que permite cada criatura conhecer os princípios fundamentais da ação.
II. A razão humana, que é nossa participação na razão eterna, não nos fornece os princípios fundamentais tanto no domínio teórico quanto no domínio da ação.
III. A riqueza do pensamento tomista é que não existe incompatibilidade entre conciliar tal luz natural com o pluralismo de obrigações resultantes da vida em sociedade.
IV. Não é impossível conciliar os princípios com os comandos divinos, os quais devem ser interpretados igualmente em função das tradições da Igreja.
A) Apenas a I e II.
B) Apenas a II e III.
C) Apenas a III e IV.

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Questões resolvidas

Com relação a Cícero considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são incorretas.
I - Quanto à teoria do conhecimento, Cícero não aceitou o cepticismo radical, tampouco filiou-se ao dogmatismo extremado. Defendeu como critério de verdade o probabilismo do consenso universal, no qual o homem pode chegar a algum conhecimento das coisas, sem, no entanto, atingir a verdade absoluta.
II - Para Cícero, a verdade não depende daquilo que pode ser aceito por todos. As razões dessa posição são colocadas menos num plano puramente lógico do que no terreno das necessidades práticas do homem.
III - O homem não necessita admitir como verdadeiras algumas noções porque mesmo sem elas é possível manter a coesão da sociedade.
IV - Em moral, Cícero adere às doutrinas estoicas sem, entretanto, aceitar todo o rigor da concepção segundo o qual o exercício da virtude basta-se a si mesmo e consiste na conformidade da conduta humana às leis racionais da natureza.
Resposta: B) Apenas a II e a III.

Sobre Cícero considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são corretas.
I. Foi considerado o primeiro romano que chegou aos principais postos do governo com base na sua eloquência e ao mérito com exerceu as suas funções de magistrado civil - nasceu em Arpino, em 106 a.C., em uma antiga família da classe do campo equestre. Após ter aprendido na escola pública e ter chegado à maioridade, passando a vestir a toga virilis, foi entregue aos cuidados do célebre senador e jurista romano Múcio Cévola, que o pôs a par das leis e das instituições políticas de Roma.
II. Querendo manter-se neutro na feroz luta política da época, tentou agradar aos dois campos, sem conseguir agradar a nenhum deles. Mas manteve-se sempre mais perto de Pompeu e do partido senatorial do que de César e do partido popular, e de fato, acabou por se decidir, mas muito timidamente, pelo campo senatorial.
III. Após a batalha de Farsalia (48 a.C.) e a consequente fuga de Pompeu, bem como da morte deste último no Egito, Cícero passou a comandar tropas e regressou a Roma, governada por Antônio enquanto representante pessoal de César. Cícero, então, começou a parcialmente dedicar-se à filosofia e à literatura, sendo desta época o tratado De República.
IV. Desde jovem cultivou interesse pela Filosofia. Estudou em Atenas, onde travou grande conhecimento com os ensinamentos de seus antecessores. Abraçou a vida pública e demonstrou grande competência, sobretudo na oratória forense e política.
V. Cícero ocupou a posição de senador, mas não chegou a ser figura proeminente da política romana. A perseguição política que sofreu com a política despótica de Júlio César o afastou do centro político romano, o que o levou a buscar a filosofia, sobretudo no exílio.
A) As alternativas I, II e IV.
B) As alternativas I, III e V.
C) As alternativas II, III e IV.

Sobre o Período Helenístico considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são corretas.
I. Trata-se do último período da Filosofia antiga, quando a polis grega desapareceu como centro político, deixando de ser referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia se encontra sob o poderio do Império Romano.
II. Os filósofos dizem que o mundo é sua cidade, mas que não são cidadãos do mundo. Em grego, mundo se diz cosmos e esse período é chamado de Filosofia cosmopolita.
III. Essa época da Filosofia é constituída por grandes sistemas ou doutrinas, isto é, explicações totalizantes sobre a natureza, o homem, as relações entre ambos e deles com a divindade (esta, em geral, pensada como providência divina que instaura e conserva a ordem universal).
IV. Ocorrem preocupações com a física, a ética – pois os filósofos já não podem se ocupar diretamente com a política, uma vez que esta é privilégio dos imperadores romanos –, a física e a teologia, mas elas não são predominantes.
A) As alternativas I e II.
B) As alternativas I e III.
C) As alternativas II e IV.

Com relação à lei eterna considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas assertivas que são corretas.
I. se manifesta na intimidade da consciência humana como lei ética natural.
II. é o fundamento das leis divinas ou temporais.
III. o Direito Positivo baseia-se no Direito Natural, parte da lei eterna.
IV. é a razão dos homens e a vontade de Deus.
A) Apenas as assertivas I e II.
B) Apenas as assertivas II e III.
C) Apenas as assertivas I e III.

Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas assertivas que são corretas.
I. A verdade moral, outorgada por Deus aos homens, é uma espécie de luz natural que permite cada criatura conhecer os princípios fundamentais da ação.
II. A razão humana, que é nossa participação na razão eterna, não nos fornece os princípios fundamentais tanto no domínio teórico quanto no domínio da ação.
III. A riqueza do pensamento tomista é que não existe incompatibilidade entre conciliar tal luz natural com o pluralismo de obrigações resultantes da vida em sociedade.
IV. Não é impossível conciliar os princípios com os comandos divinos, os quais devem ser interpretados igualmente em função das tradições da Igreja.
A) Apenas a I e II.
B) Apenas a II e III.
C) Apenas a III e IV.

Prévia do material em texto

<p>FILOSOFIA</p><p>EXERCÍCÍOS I</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>1) A Filosofia se volta para as questões humanas no plano da ação, dos comportamentos, das</p><p>ideias, das crenças, dos valores e, portanto, preocupa-se com as questões morais e políticas.</p><p>2) O ponto de partida é a confiança no pensamento ou no homem como um ser racional, capaz de</p><p>conhecer-se a si mesmo e, portanto, capaz de reflexão. Reflexão é a volta que o pensamento faz</p><p>sobre si mesmo para conhecer-se; é a consciência conhecendo-se a si mesma como</p><p>capacidade para conhecer as coisas, alcançando o conceito ou a essência delas.</p><p>3) A preocupação se volta para estabelecer procedimentos capazes de permitir ao homem</p><p>encontrar a verdade. O pensamento deve oferecer a si mesmo caminhos próprios, critérios</p><p>próprios e meios próprios para saber o que é o verdadeiro e como alcançá-lo em tudo que é</p><p>investigado.</p><p>4) A Filosofia está voltada para a definição das virtudes morais e das virtudes políticas, tendo como</p><p>objeto central de suas investigações a moral e a política; isto é, as ideias e as práticas que</p><p>norteiam os comportamentos dos seres humanos tanto como indivíduos quanto como cidadãos.</p><p>Resposta: E) Todas estão corretas.</p><p>❖ “[...] se em vez de afirmar que gosta de alguém porque possui as mesmas ideias, gostos, preferências e</p><p>valores, preferisse analisar: O que é um valor? O que é um valor moral? O que é um valor artístico? O que é a</p><p>moral? O que é à vontade? O que é a liberdade? Alguém que tomasse essa decisão, estaria tomando</p><p>distância da vida cotidiana e de si mesmo [...] Ao tomar essa distância, estaria interrogando a si mesmo,</p><p>desejando conhecer porque cremos no que cremos, porque sentimos o que sentimos e o que são nossas</p><p>crenças e nossos sentimentos. Esse alguém estaria começando a adotar o que chamamos de atitude</p><p>filosófica. Assim, uma primeira resposta à pergunta “O que é Filosofia?” poderia ser: A decisão de não aceitar</p><p>como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa</p><p>existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido” (CHAUÍ, M. Convite</p><p>e Filosofia. Introdução).</p><p>De acordo com o texto, qual das seguintes atitudes seria uma atitude filosófica?</p><p>Resposta: D) Olho-me no espelho de manhã e me pergunto “o que eu sou”.</p><p>❖ Quanto a Filosofia como um fato tipicamente grego considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa</p><p>que contenha apenas as assertivas que são incorretas.</p><p>I - A antiga Grécia deu origem a Filosofia como aspiração ao conhecimento racional, lógico e sistemático</p><p>da realidade natural e humana, que se ocupa da origem e das causas do mundo, de suas transformações,</p><p>das ações humanas e do próprio pensamento.</p><p>II - Foram os gregos que instituíram para o Ocidente europeu as bases e os princípios fundamentais do</p><p>que chamamos razão, racionalidade, ciência, ética, política, técnica, arte.</p><p>III - Não podemos dizer que outros povos, tão antigos quanto os gregos, como os chineses, os hindus, os</p><p>japoneses, os árabes, os persas, os hebreus, os africanos ou os índios da América não possuíam</p><p>sabedoria, como possuem até os dias de hoje.</p><p>IV - É sabido que povos antigos como os chineses, os hindus, os japoneses, os árabes, os persas, os</p><p>hebreus, os africanos ou os índios da América também desenvolveram o pensamento, mas não</p><p>evoluíram quanto às formas de conhecimento de Natureza e dos seres humanos.</p><p>Resposta: D) Apenas a IV.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que que contenha as assertivas que complementem,</p><p>corretamente, a frase a seguir: “A Filosofia surge quando alguns gregos...”.</p><p>I - admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera,</p><p>começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas.</p><p>II - demonstrando que o mundo e os seres humanos, os acontecimentos e as coisas da natureza e as</p><p>ações humanas não podem ser conhecidos pela razão humana.</p><p>III - demonstram que a própria razão é capaz de conhecer-se a si mesma.</p><p>IV - Romperam com as explicações mitológicas sobre o cosmo.</p><p>Resposta: C) Apenas a I e a III.</p><p>❖ A respeito da história da filosofia grega assinale a alternativa que apresenta, na sequência correta, os</p><p>períodos em que se encontra dividida.</p><p>Resposta: C) período pré-socrático, período socrático, período sistemático, período helenístico.</p><p>❖ Em muitas culturas a busca pela sabedoria ou, em lugares, a sabedoria em si é representada por uma ave ou</p><p>um animal. A esse respeito, é correto afirmar que o símbolo da busca pelo saber é na cultura grega e em boa</p><p>parte da cultura ocidental:</p><p>Resposta: C) a coruja.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha as assertivas que são incorretas.</p><p>I – A história da Grécia é dividida, sequencialmente, nos seguintes períodos: Grécia Homérica, Grécia</p><p>Clássica, Grécia Arcaica e Época ou Período Helenístico.</p><p>II – A Filosofia esteve presente em todos os períodos da história da Grécia.</p><p>III- O apogeu da Filosofia acontece durante a Grécia clássica.</p><p>IV – Antes de ser dominada por Roma a Grécia foi dominada pelo Império Macedônio, sob a autoridade</p><p>de Alexandre o Grande.</p><p>Resposta: A) I e II.</p><p>❖ “SÓCRATES: E agora, Mênon, vê que progressos ele já fez em termos de memória? De início não sabia que</p><p>linha forma a figura de oito pés e mesmo agora não sabe, mas antes achava que sabia e respondeu confiante</p><p>como se soubesse, sem ter consciência das dificuldades; ao passo que agora sente a dificuldade em que se</p><p>encontra e, além de não saber, não acha mais que sabe.” (PLATÃO. Mênon. In: MARCONDES, Danilo. Textos</p><p>básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 35).</p><p>Dentre as características da filosofia socrática inferidas dos escritos de Platão, o trecho acima retrata:</p><p>Resposta: D) a convicção de que a investigação se inicia com um reconhecimento do não saber.</p><p>❖ Não é campo da filosofia:</p><p>Resposta: D) Sociologia.</p><p>❖ Sobre a relação da filosofia com demais formas de conhecimento, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: B) A filosofia não se equipara à ciência, pois apresenta uma reflexão crítica sobre os</p><p>procedimentos e os conceitos científicos.</p><p>❖ Assinale a alternativa correta:</p><p>Resposta: A) A filosofia atribui um papel importante para a dúvida, pois se trata de um expediente</p><p>metodológico de suspensão de determinado conhecimento para a investigação.</p><p>❖ Sobre uma importante característica do conhecimento filosófico, assinale a alternativa correta:</p><p>Resposta: B) O conhecimento filosófico se inicia através de um espanto, um momento de estranheza</p><p>em relação aos problemas da sociedade.</p><p>❖ Leia as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:</p><p>I – O termo Filosofia foi cunhado pelo filósofo grego Pitágoras de Samos.</p><p>PORQUE</p><p>I – Esse filósofo professava que embora a sabedoria plena pertencia aos deuses era possível que os</p><p>homens a alcançassem em sua plenitude.</p><p>Resposta: A) A primeira assertiva é verdadeira e a segunda assertiva é falsa.</p><p>❖ Assinale a correta afirmação sobre o início da história da filosofia no mundo ocidental:</p><p>Resposta: A) O início da filosofia se relaciona com a experiência da Grécia Antiga.</p><p>❖ Reflexão significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. Dessa forma,</p><p>pode-se afirmar que a reflexão filosófica é radical porque:</p><p>Resposta: A) é um movimento de volta do pensamento sobre si mesmo para conhecer-se a si mesmo,</p><p>para indagar como é possível o próprio pensamento.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I – Sobre a atitude filosófica, que se subdivide em duas fases, é correto afirmar que se trata da apreciação</p><p>distanciada do objeto de reflexão.</p><p>II – A primeira fase da atitude filosófica é positiva, ou seja,</p><p>complexos, em que as normas que os constituem são geradas por</p><p>duas ou mais fontes de Direito.</p><p>Resposta: E) Todas são corretas.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são</p><p>incorretas.</p><p>I. O certo é que, para um adepto do formalismo jurídico, a norma jurídica se reduz a uma “proposição</p><p>lógica.</p><p>II. Percebe-se que ao associar o caráter social e/ou cultural ao ordenamento, a unidade somente está</p><p>presente pela logicidade da disposição das normas e também pela correspondência ou adequação com</p><p>as necessidades apresentadas pela realidade social.</p><p>III. Em cada país haverá um ordenamento jurídico próprio gerado por sua história, pelas relações sociais</p><p>estabelecidas, enfim, o ordenamento, corresponde às necessidades ou complexidades sociais de cada</p><p>sociedade.</p><p>IV. A norma jurídica, não obstante a sua estrutura lógica, assinala o “momento de integração de uma</p><p>classe de fatos segundo uma ordem de valores”, e não pode ser compreendida sem referência a esses</p><p>dois fatores, que ela dialeticamente integra em si e supera.</p><p>Resposta: C) Apenas a alternativa II.</p><p>❖ Assinale a alternativa correta.</p><p>I. A integração de três elementos na experiência jurídica (o axiológico, o fático e o técnico formal) revela-</p><p>nos a precariedade de qualquer compreensão do Direito isoladamente como fato, como valor ou como</p><p>norma, e, de maneira especial, o equívoco de uma compreensão do Direito como pura forma, suscetível</p><p>de albergar, com total indiferença, as infinitas e conflitantes possibilidades dos interesses humanos."</p><p>(REALE. 1996, p. 699)</p><p>II. Assim, o fato social historicamente construído adquire significativa importância não só como</p><p>sustentação do Direito, mas também releva a importância do Direito que incorpora marcas que escapam</p><p>a interpretação meramente lógico-formal:</p><p>III. "O certo é que, enquanto que para um adepto do formalismo jurídico a norma jurídica se reduz a uma</p><p>'proposição lógica', para nós, como para os que se alinham numa compreensão concreta do Direito, a</p><p>norma jurídica, não obstante a sua estrutura lógica, assinala o 'momento de integração de uma classe de</p><p>fatos segundo uma ordem de valores', e não pode ser compreendida sem referência a esses dois fatores,</p><p>que ela dialeticamente integra em si e supera." (REALE. 1995, p. 104)</p><p>IV. Percebe-se que ao associar o caráter social e/ou cultural ao ordenamento, a unidade não está só</p><p>presente pela logicidade da disposição das normas, mas também pela correspondência ou adequação</p><p>com as necessidades apresentadas pela realidade social.</p><p>Resposta: E) Todas são corretas.</p><p>EXERCÍCÍOS VI</p><p>❖ Com relação a teoria epistemológica desenvolvida por Hans Kelsen considere as assertivas abaixo e assinale</p><p>a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Desde o início do desenvolvimento de sua Teoria do Direito Hans Kelsen objetivou conciliar os</p><p>postulados do Direito Positivo com os do Direito Natural.</p><p>II – Após o desenvolvimento do positivismo filosófico o estudo do positivismo jurídico ganhou</p><p>notoriedade, sendo que o Direito passou a ser identificado à Lei não havendo nada que servisse como</p><p>parâmetro de aferição de sua justeza.</p><p>III – Kelsen transpôs o método das ciências naturais para a análise do Direito, acreditando ser tal</p><p>metodologia dispensável para se alcançar a objetividade que o conhecimento científico do fenômeno</p><p>jurídico, em seu entender, requereria.</p><p>Resposta: B) somente a II.</p><p>❖ No século XX ganhou notoriedade a teoria desenvolvida pelo jusfilósofo austríaco Hans Kelsen. A respeito</p><p>dessa teoria considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s)</p><p>que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Em toda sua teoria Hans Kelsen acredita ser indispensável a realização de juízos valorativos sobre as</p><p>normas postas, pois só assim era possível de se identificar se havia ou não justiça no Direito estabelecido</p><p>pelos órgãos estatais.</p><p>II – Considerando que Hans Kelsen procurou “purificar” o estudo do Direito de toda influência ideológica</p><p>e política é correto afirmar que em nenhum momento Hans Kelsen considerou necessária a eficácia da</p><p>norma posta para atestar a sua validade ou existência.</p><p>III – O objeto do Direito, segundo a teoria desenvolvida por Hans Kelsen, seria, tão somente, a norma</p><p>jurídica posta.</p><p>Resposta: C) somente a III.</p><p>❖ A respeito das concepções epistemológicas desenvolvidas por Hans Kelsen em sua Teoria Pura do Direito</p><p>considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m)</p><p>correta(s).</p><p>I – Hans Kelsen desenvolveu um sistema escalonado das normas jurídicas, ou seja, a norma inferior</p><p>deveria ter o seu fundamento de validade em uma norma superior, sendo que o fundamento de validade</p><p>de todo o ordenamento jurídico seria a Constituição do Estado, não havendo, acima dessa, nenhuma</p><p>outra norma jurídica positivada.</p><p>II – Considerando que segundo Hans Kelsen o Direito seria somente aquilo que estivesse positiva, ou seja,</p><p>o Direito corresponderia, tão somente, às normas postas pelo legislador, ao juiz seria impossível adotar</p><p>qualquer medida destinada ao julgamento que não estivesse positivada no ordenamento jurídico estatal.</p><p>III – Ao criar a norma fundamental para justificar toda a sua teoria Hans Kelsen acaba se afastando da</p><p>base empírica requerida pelo positivismo, já que traz para a sua teoria elementos externos ao Direito,</p><p>elementos transcendentais.</p><p>Resposta: E) somente I e III.</p><p>❖ Com relação às concepções filosóficas desenvolvidas por Miguel Reale considere as assertivas abaixo e</p><p>assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Segundo Miguel Reale há três setores na realidade e não apenas dois conforme haviam ensinado os</p><p>empiristas e a maioria dos lógicos modernos.</p><p>II – De acordo com a teoria dos valores desenvolvida por Miguel Reale o fundamental na caracterização</p><p>dos valores é a bipolaridade.</p><p>III – Segundo as concepções desenvolvidas por Miguel Reale o principal valor da sociedade ocidental</p><p>seria a preservação ecológica e o desenvolvimento científico.</p><p>Resposta: D) somente I e II.</p><p>❖ Com relação às concepções filosóficas desenvolvidas por Miguel Reale considere as assertivas abaixo e</p><p>assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Na teoria desenvolvida por Miguel Reale a referibilidade e não a preferibilidade é uma das</p><p>características do valor.</p><p>II – De acordo com as concepções desenvolvidas por Miguel Reale para aplicar uma regra jurídica não é</p><p>necessário a intenção do sujeito, mas, tão somente, o que estabelece a lei.</p><p>III - A ideia de pessoa humana constitui o eixo nuclear do historicismo axiológico de Miguel Reale e é o</p><p>valor último da teoria tridimensional do Direito.</p><p>Resposta: E) somente I e III.</p><p>❖ No tocante as considerações de Platão a respeito de Justiça e Direito considere as assertivas abaixo e</p><p>assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Segundo Platão a missão do homem político ideal seria a descoberta do justo, que estaria associado</p><p>à ideia do bem para a polis grega, e acessoriamente também das leis ideais.</p><p>II – O importante para Platão seria a construção do bem comum a partir de uma repartição adequada de</p><p>funções, conforme a qualidade de cada tipo de homem e segundo a dotação de sua natureza. Nisto</p><p>estaria a justiça da cidade: que cada um fizesse a sua parte visando o benefício geral da República.</p><p>III – O ordenamento jurídico platônico deveria corresponder a leis positivadas, cuja aplicação</p><p>dependesse de pessoas conhecedoras de sua sapiência, como os filósofos, assim como o direito deveria</p><p>emanar deles.</p><p>Resposta: D) somente I e II.</p><p>❖ A partir da leitura de Aristóteles (Ética a Nicômaco), assinale a alternativa que corresponde à classificação</p><p>de justiça constante do texto:</p><p>“... uma espécie é a que se manifesta nas distribuições de honras, de dinheiro</p><p>ou das outras coisas que são divididas entre aqueles que têm parte na constituição (pois aí é possível</p><p>receber um quinhão igual ou desigual ao de um outro) ...”</p><p>Resposta: D) Justiça distributiva</p><p>❖ Em seu livro Ética a Nicômaco, Aristóteles apresenta a justiça como uma virtude e a diferencia daquilo que</p><p>é injusto. Assinale a opção que define aquilo que, nos termos do livro citado, deve ser entendido como justiça</p><p>enquanto virtude.</p><p>Resposta: A) Uma espécie de meio-termo, porém não no mesmo sentido que as outras virtudes, e sim</p><p>porque se relaciona com uma quantia intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os</p><p>extremos.</p><p>❖ O conceito de justiça é o mais importante da Filosofia do Direito. Há uma antiga concepção segundo a qual</p><p>justiça é dar a cada um o que lhe é devido. No entanto, Platão, em seu livro A República, faz uma crítica a tal</p><p>concepção. Assinale a opção que, conforme o livro citado, melhor explica a razão pela qual Platão realiza</p><p>essa crítica.</p><p>Resposta: C) Essa ideia implicaria fazer bem ao amigo e mal ao inimigo, mas fazer o mal não produz</p><p>perfeição, e a justiça é uma virtude que produz a perfeição humana.</p><p>❖ A respeito da Teoria crítica, desenvolvida no âmbito da Escola de Frankfurt, considere as assertivas abaixo e</p><p>assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – A produção capitalista de cultura está vinculada na manipulação ideológica dominante.</p><p>II – a cultura de massa contrasta com a produção cultural popular. Na cultura de massa, há</p><p>predominância da divulgação para o entretenimento que aliena as pessoas, portanto ficam privadas da</p><p>reflexão.</p><p>III – Após a modificação da pressuposição metodológica os pensadores da escola de Frankfourt deixaram</p><p>de analisar criticamente a sociedade.</p><p>Resposta: D) somente I e II.</p><p>❖ Considere a seguinte afirmação de Aristóteles:</p><p>“Temos, pois, definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação</p><p>justa é intermediária entre o agir injustamente e o ser vítima da injustiça; pois um deles é ter demais e o</p><p>outro é ter demasiado pouco.”</p><p>(Aristóteles. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 329.)</p><p>De efeito, é correto concluir que para Aristóteles a justiça deve sempre ser entendida como.</p><p>Resposta: B) espécie de meio termo.</p><p>❖ No tocante as considerações de Aristóteles a respeito de Justiça e Direito considere as assertivas abaixo e</p><p>assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Na instituição do direito, Aristóteles não defende a presença de leis escritas, pois essas não seriam</p><p>fontes seguras da aplicação do justo por parte dos juízes, tendo em vista a necessidade de muitas vezes</p><p>ter o juiz de adaptar à lei ao caso concreto.</p><p>II – Aristóteles lança mão de três conceitos de aplicação prática da justiça particular: a justiça distributiva,</p><p>a justiça comutativa e a justiça social.</p><p>III – Aristóteles observa que a justiça é a disposição da alma graças à qual elas se dispõem a fazer o que</p><p>é justo, a agir justamente e a desejar o que é justo, sendo a forma mais elevada de excelência moral.</p><p>Resposta: C) somente a III.</p><p>❖ Acerca das concepções desenvolvidas por Jürgen Habermas considere as assertivas abaixo e assinale a</p><p>alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Segundo Jürgen Habermas de um lado, o Direito é facticidade quando se realiza aos desígnios de um</p><p>legislador político, é cumprido e executado socialmente sob a ameaça de sanções fundadas no</p><p>monopólio estatal da força. De outro lado, o Direito é validade quando suas normas se fundam em</p><p>argumentos racionais ou aceitáveis por seus destinatários.</p><p>II – Para Habermas, o Direito legítimo, nas sociedades atuais pós-metafísicas, depende do exercício</p><p>constante do poder comunicativo, sendo que para que não se esgote a fonte da justiça, é mister que um</p><p>poder comunicativo jurígeno esteja na base do poder administrativo do Estado.</p><p>III – Jürgen Habermas assume a perspectiva de que o ordenamento jurídico emana das diretrizes dos</p><p>discursos públicos e da vontade democrática dos cidadãos, institucionalizadas juridicamente não</p><p>havendo, portanto, qualquer possibilidade de que a normatividade seja injusta.</p><p>Resposta: D) somente I e II.</p><p>❖ Acerca das concepções desenvolvidas por Chaïm Perelmam considere as assertivas abaixo e assinale a</p><p>alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – A justiça possível em Perelman é a justiça formal ou abstrata, segundo o parâmetro da igualdade,</p><p>fundado sobre uma pauta valorativa. Logo, a justiça deve contentar-se com um desenvolvimento</p><p>formalmente correto de um ou mais valores.</p><p>II – Kelsen e Perelman afirmam peremptoriamente o caráter absoluto dos valores, por natureza arbitrários,</p><p>que decorrem de escolhas, ou opções, e não de evidências empíricas, ou de parâmetros lógicos.</p><p>III – Chaïm Perelman observa que, no imaginário humano, o ser perfeitamente justo é a morte que vem</p><p>atingir todos os homens independentemente de seus privilégios.</p><p>Resposta: E) somente I e III.</p><p>❖ Acerca das concepções desenvolvidas por John Rawls considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa</p><p>que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m) correta(s).</p><p>I – Para John Rawls, são dois os princípios da justiça social. Primeiro: cada pessoa deve ter um direito</p><p>igual ao mais abrangente sistema de liberdades básicas iguais que seja compatível com um sistema</p><p>semelhante de liberdades para as outras. Segundo: as desigualdades sociais e econômicas devem ser</p><p>ordenadas de tal modo que sejam ao mesmo tempo (a) consideradas como vantajosas para todos dentro</p><p>dos limites do razoável, e (b) vinculadas a posições e cargos acessíveis a todos.</p><p>II – Para John Rawls, a concepção de justiça apresentada na sua obra consiste na "justiça como</p><p>equidade", significando que é uma justiça estabelecida numa posição inicial de perfeita equidade entre</p><p>as pessoas, cujas ideias e objetivos centrais constituem uma concepção para uma democracia</p><p>constitucional.</p><p>III – Os princípios de justiça social têm um nítido caráter "formal", e não meramente "substancial", na</p><p>teoria de Rawls.</p><p>Resposta: D) somente I e II.</p><p>❖ A respeito da Teoria crítica, desenvolvida no âmbito da Escola de Frankfurt, e suas relações com o Direito</p><p>considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente a(s) assertiva(s) que esteja(m)</p><p>correta(s).</p><p>I - É possível elencar as seguintes marcas das concepções da escola de Frankfurt que direta ou</p><p>indiretamente influenciaram as elaborações teóricas do Direito contemporâneo: elaboração</p><p>metodológica de caráter interdisciplinar; firme posição contrária ao positivismo jurídico; posicionamento</p><p>contrário ao direito como neutro.</p><p>II - Ao entender-se que o Direito não é neutro, na perspectiva da teoria crítica, é de fundamental</p><p>importância considerar dois aspectos: o Direito não é neutro, pois expressa os interesses das ideologias</p><p>dominantes; o Direito não é neutro, pois não há como excluir os procedimentos e o julgamento das</p><p>condições socioculturais, econômicas e mesmo políticas.</p><p>III - A teoria crítica no Direito aproxima-se da concepção de Hans Kelsen, isto é, incorpora na análise do</p><p>Direito e, mais do que isso, na aplicação desse mesmo Direito todas as vertentes sociológica,</p><p>antropológicas, econômicas e políticas.</p><p>Resposta: D) somente I e II.</p><p>❖ Segundo Chaïm Perelman, ao tratar da argumentação jurídica na obra Lógica Jurídica, a decisão judicial</p><p>aceitável deve satisfazer três auditórios para os quais ela se destina.</p><p>Assinale a alternativa que indica corretamente os auditórios.</p><p>Resposta: B) As partes em litígio, os profissionais do direito e a opinião pública.</p><p>❖ De acordo com o contratualismo proposto por Thomas Hobbes</p><p>em sua obra Leviatã, o contrato social só é</p><p>possível em função de uma lei da natureza que expresse, segundo o autor, a própria ideia de justiça. Assinale</p><p>a opção que, segundo o autor na obra em referência, apresenta esta lei da natureza.</p><p>Resposta: C) Que os homens cumpram os pactos que celebrem.</p><p>formula-se questões a respeito do objeto sobe</p><p>o qual se reflete.</p><p>III – A segunda fase da atitude filosófica é negativa, ou seja, nega-se todo e qualquer padrão que esteja</p><p>pré-estabelecido, buscando-se, dessa forma, construir as premissas de determinada investigação sem</p><p>qualquer interferência do senso comum.</p><p>IV – Atitude crítica ou pensamento crítico é a conjugação das duas fases da atitude filosófica.</p><p>Resposta: C) I e IV.</p><p>❖ Assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são incorretas.</p><p>Quanto à atitude filosófica, não podemos dizer que:</p><p>I - A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-</p><p>conceitos, aos pré-juízos, aos fatos e às ideias da experiência cotidiana, ao que "todo mundo diz e pensa",</p><p>ao estabelecido.</p><p>II - A segunda característica da atitude filosófica é positiva, isto é, uma interrogação sobre o que são as</p><p>coisas, as ideias, os fatos, as situações, os comportamentos, os valores, nós mesmos.</p><p>III - É permitir-se a uma interrogação sobre o porquê de tudo sobre nós mesmos, uma interrogação sobre</p><p>como tudo isso é assim e não de outra maneira. O que é? Por que é? Como é? Essas são as indagações</p><p>fundamentais da atitude filosófica.</p><p>IV - A face negativa e a face positiva da atitude filosófica constituem o que chamamos de atitude realista</p><p>e pensamento realista.</p><p>Resposta: E) Apenas a IV.</p><p>❖ A filosofia surge, na Grécia, quando se constata que as verdades do mundo não se encontram envoltas por</p><p>mistérios não revelados a todos os seres humanos. Logo em seu nascimento, a atividade filosófica é</p><p>marcada por alguns traços distintivos, dentre os quais podemos elencar:</p><p>Resposta: B) tendência à racionalidade, recusa de explicações pré-estabelecidas, tendência à</p><p>argumentação e ao debate, capacidade de generalização, capacidade de diferenciação.</p><p>EXERCÍCÍOS II</p><p>❖ “Na Grécia Antiga utilizava-se de narrativas para explicar o surgimento e o porquê de determinadas coisas</p><p>ou situações. Tais narrativas tinham grande aceitabilidade pelo povo grego sendo que estes, pelo menos num</p><p>primeiro momento, escutavam e aceitavam como verdades incontestáveis”. O texto em questão sintetiza a</p><p>utilização:</p><p>Resposta: D) do mito.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha assertivas que são incorretas.</p><p>I. O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado memorial, longínquo e</p><p>fabuloso; voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente.</p><p>A Filosofia, ao contrário, preocupa-se em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro</p><p>(isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são.</p><p>II. O mito narrava a origem através de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas</p><p>sobrenaturais e personalizadas.</p><p>A Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos e causas naturais e</p><p>impessoais.</p><p>III. O mito falava em Urano, Ponto e Gaia; a Filosofia fala em céu, mar e terra. O mito narra a origem dos</p><p>seres celestes (os astros), terrestres (plantas, animais, homens) e marinhos pelos casamentos de Gaia</p><p>com Urano e Ponto.</p><p>A Filosofia explica o surgimento desses seres por composição, combinação e separação dos quatro</p><p>elementos - úmido, seco, quente e frio, ou água, terra, fogo e ar.</p><p>IV. O mito se importava com contradições, com o fabuloso e o compreensível, não só porque esses eram</p><p>traços próprios da narrativa mítica, como também porque a confiança e a crença no mito vinham da</p><p>autoridade religiosa do narrador.</p><p>A Filosofia, ao contrário, admite contradições, fabulação e coisas incompreensíveis, não exige que a</p><p>explicação seja coerente, lógica e racional; a autoridade da explicação vem da pessoa do filósofo, não dá</p><p>razão.</p><p>Resposta: c) Apenas a I e a IV;</p><p>❖ Ao interpretarmos o Mito da Caverna, podemos dizer que estão corretas as assertivas:</p><p>I - A Caverna, segundo Platão, é o mundo sensível onde vivemos.</p><p>II - As sombras são as coisas sensíveis que tomamos por verdadeiras.</p><p>III - Os grilhões são os nossos dogmas, preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos e opiniões.</p><p>IV - O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo.</p><p>V - O Mito da Caverna apresenta a dialética como movimento ascendente de libertação do nosso olhar</p><p>que nos libera da cegueira para vermos a luz das ideias.</p><p>Resposta: E) Todas estão corretas.</p><p>❖ A respeito da narrativa mítica na sociedade grega é correto afirmar:</p><p>Resposta: C) aqueles que a ouviam recebiam de bom grado as narrativas proferidas, tendo em vista</p><p>que confiavam no narrador por ser esse considerado um escolhido dos deuses.</p><p>❖ As narrativas mitológicas sempre procuraram explicar as mais variadas questões que atormentavam os</p><p>serem humanos. Dentre essas questões encontra-se a narração da origem. Qual é o nome das narrativas</p><p>mitológica que tinham por objeto explicar a origem as coisas?</p><p>Resposta: C) genealogia.</p><p>❖ A narrativa sobre o nascimento e a organização do mundo, a partir de forças geradoras (pai e mãe) divinas</p><p>denomina-se:</p><p>Resposta: B) cosmogonia.</p><p>❖ Podemos apontar como principais condições históricas para o surgimento da Filosofia na Grécia. Assinale a</p><p>alternativa INCORRETA.</p><p>Resposta: B) O surgimento da vida rural.</p><p>❖ Além de tentarem explicar a origem das coisas as narrativas mitológicas são, muitas vezes, meios de se</p><p>transmitir valores morais e intelectuais. Uma das narrativas mais famosas é o “Mito da Caverna”. Assinale a</p><p>alternativa que contenha a obra e o autor na qual se encontra essa narrativa:</p><p>Resposta: C) A República, de Platão.</p><p>❖ Além de tentarem explicar a origem das coisas as narrativas mitológicas são, muitas vezes, meios de se</p><p>transmitir valores morais. Uma das narrativas mais famosas é a “Caixa de Pandora”. Assinale a alternativa</p><p>que contenha a obra e o autor na qual se encontra essa narrativa:</p><p>Resposta: E) Os Trabalhos e os Dias, de Hesíodo.</p><p>❖ Sobre o Mito da Caverna comenta a filósofa Marilena Chauí: “[a] descrição platônica é dramática: o caminho</p><p>em direção ao mundo exterior é íngreme e rude; o prisioneiro libertado sofre e se lamenta de dores no corpo;</p><p>a luz do sol o cega; ele se sente arrancado, puxado para fora por uma força incompreensível” (CHAUÍ, M.</p><p>Introdução à História da Filosofia: Dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Cia. Das Letras, 2002, p. 260).</p><p>Assinale a alternativa correta à luz deste comentário:</p><p>Resposta: B) A ruptura dos dogmas e o acesso ao conhecimento filosófico é considerado um caminho</p><p>dificil.</p><p>❖ O Mito da Caverna apresenta dois movimentos do prisioneiro. Primeiro, o movimento ascendente de</p><p>libertação do olhar intelectual, mas, posteriormente, o retorno do prisioneiro a caverna. Na alegoria este</p><p>descenso ilustra:</p><p>Resposta: B) a responsabilidade social do filósofo de libertar os demais e o papel comunitário da</p><p>filosofia.</p><p>❖ Diferente da filosofia, o discurso mitológico possui seu fundamento nos dogmas. Sobre esta afirmação é</p><p>correto dizer que:</p><p>Resposta: C) está correta, pois os mitos não assumem a atitude filosófica de questionamento.</p><p>❖ Sobre as diferenças entre mito e filosofia, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: B) O mito narra a origem através de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças</p><p>divinas sobrenaturais e personalizadas. A Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das</p><p>coisas por elementos e causas naturais e impessoais.</p><p>❖ Sobre as condições históricas para o surgimento da Filosofia na Grécia, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: B) o surgimento da vida urbana e o avanço das atividades econômicas contribuíram para a</p><p>aproximação e debate entre os indivíduos.</p><p>❖ Sobre o Mito da Caverna comenta a filósofa Marilena Chauí: “[a] descrição platônica é dramática: o caminho</p><p>em direção ao mundo exterior é íngreme e rude; o prisioneiro libertado sofre e se lamenta de dores no corpo;</p><p>a luz do sol o cega; ele se sente arrancado, puxado</p><p>para fora por uma força incompreensível” (CHAUÍ, M.</p><p>Introdução à História da Filosofia: Dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Cia. Das Letras, 2002, p. 260).</p><p>Considerando este comentário, assinale a alternativa correta:</p><p>Resposta: D) apresenta um caminho difícil de acesso ao conhecimento filosófico.</p><p>❖ No mito “Caixa de Pandora” quando a caixa é aberta inúmeros males escapam e passam a assolar os seres</p><p>humanos. No entanto, ao ser fechada a caixa ainda guarda:</p><p>Resposta: C) a esperança.</p><p>❖ Na filosofia grega as genealogias narram a origem das mais variadas questões. Dentre as narrativas temos</p><p>aquelas que tem por objeto a origem dos deuses. Assim, a narrativa da origem dos deuses, a partir de seus</p><p>pais e antepassados é denominada:</p><p>Resposta: A) A) teogonia.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I – No “Mito da Caverna” a caverna representa o mundo sensível.</p><p>II – No “Mito da Caverna” a caverna representa o mundo inteligível.</p><p>III - O instrumento que quebra os grilhões e faz a escalada do muro é a dialética.</p><p>IV - As sombras são as ideias sensíveis que consideramos verdadeiras.</p><p>Resposta: B) I e III.</p><p>EXERCÍCÍOS III</p><p>❖ Quanto à figura política do cidadão considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>somente as assertivas que são incorretas.</p><p>I Estavam excluídos da cidadania aqueles que os gregos chamavam de dependentes: escravos, crianças</p><p>e velhos.</p><p>II Também estavam excluídos da cidadania os estrangeiros.</p><p>III Para conseguir adesão nas assembleias, o cidadão precisava saber falar e ser capaz de persuadir.</p><p>IV O fato de os gregos precisarem aprender a falar e a ter habilidade de persuasão provocou uma</p><p>mudança profunda na educação grega.</p><p>Resposta: A) Apenas a I.</p><p>❖ Quanto a Sócrates, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta</p><p>I - Propunha que, depois de mergulhar no conhecimento da natureza e das coisas, cada um deveria</p><p>conhecer-se a si mesmo.</p><p>II - Inaugura o período voltado para o conhecimento do homem, particularmente de seu espírito e de sua</p><p>capacidade para conhecer a verdade, o que fez com que ficasse conhecido como período odo</p><p>antropológico.</p><p>III - Procurava a essência verdadeira da coisa, da ideia, do valor. Procurava o conceito e não a mera</p><p>opinião que temos de nós mesmos, das coisas, das ideias e dos valores.</p><p>IV - Ao tentarem responder ao célebre "o que é”, os gregos descobriam, surpresos, que não tinham</p><p>respostas, pois nunca haviam pensado em suas crenças, em seus valores e em suas ideias.</p><p>Resposta: B) Apenas a II, a III e a IV.</p><p>❖ Sobre as características do período Socrático considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que</p><p>contenha somente as assertivas que são corretas.</p><p>I - A Filosofia se volta para as questões humanas no plano da ação, dos comportamentos, das ideias, das</p><p>crenças, dos valores, das questões morais e políticas.</p><p>II - É fundamental conhecer a si mesmo para desenvolver a capacidade de conhecer as coisas,</p><p>alcançando o conceito ou a essência delas.</p><p>III - A preocupação se volta para estabelecer procedimentos capazes de permitir ao homem encontrar a</p><p>verdade. O pensamento deve oferecer a si mesmo caminhos próprios para saber o que é o verdadeiro.</p><p>IV - A Filosofia voltada para a definição das virtudes morais e das virtudes políticas, tendo como objeto</p><p>central de suas investigações a moral e a política.</p><p>Resposta: E) Todas são corretas.</p><p>❖ Para Platão considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que</p><p>são corretas.</p><p>I) a razão e as ideias são inatas e afloram a partir da reminiscência, levando à verdade que, por sua vez,</p><p>tem caráter de validade universal.</p><p>II) o espírito humano é um mero prisioneiro na caverna do corpo. Somente quando deixar esse mundo</p><p>poderá libertar-se do corpo para realizar o seu fim, isto é, chegar à contemplação do inteligível.</p><p>III) o conhecimento humano integral está dividido em dois graus: o conhecimento sensível, particular,</p><p>mutável e relativo; e o conhecimento intelectual, universal, imutável, absoluto que o homem somente</p><p>compreende pelas experiências, mas percebe apenas pela razão.</p><p>IV) no mundo material e contingente, não há ciência, devido à sua natureza inferior. É somente no mundo</p><p>imaterial e racional das ideias que pode haver conhecimento pela sua natureza superior. Esse mundo</p><p>ideal, racional transcende inteiramente o mundo empírico, imaterial, em que vivemos.</p><p>Resposta: B) Apenas I e II são corretas.</p><p>❖ Platão dissera que não é possível ensinar o que são as coisas, mas apenas ensinar a procurá-las. Isso</p><p>significa que:</p><p>I. o conhecimento filosófico e o científico dependem do método.</p><p>II. o conhecimento científico reside apenas em ideias sobre as coisas.</p><p>III. o conhecimento filosófico é inacessível e inatingível, porque não é sobre as coisas.</p><p>IV. o conhecimento científico sobre as coisas é falso.</p><p>Resposta: B) Apenas II é correta.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são</p><p>corretas.</p><p>I. Platão deixou-nos uma vasta obra filosófica que trata de temas diversos, dentre os quais a questão do</p><p>conhecimento merece especial atenção, sobretudo em função da influência que seu pensamento exerce</p><p>ainda na atualidade, a despeito da significativa contribuição que deixou como legado no tocante a</p><p>questões que versam sobre democracia, o valor da arte, as virtudes, o bem e a metafísica.</p><p>II. A busca de Platão é movida pela necessidade de alcançar o conhecimento da verdadeira natureza</p><p>humana.</p><p>III. Platão devota-se à busca da compreensão da essência das coisas.</p><p>IV. Para o pensador, o mundo sensível é perfeito. É no mundo das ideias ou formas abstratas que o homem</p><p>entra em contato com a verdade, sendo a alma o veículo para acessar o conhecimento verdadeiro.</p><p>Resposta: C) Estão corretas apenas as alternativas I e III.</p><p>❖ Sobre a obra de Aristóteles, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: B) seus textos revelam um grande rigor científico por meio de exposição e expressão breve,</p><p>clara, pontual e aguda.</p><p>❖ Sobre o sofismo e os sofistas, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: B) apresentavam-se como mestres de oratória ou de retórica, com grande preocupação em</p><p>ensinar a técnica da persuasão.</p><p>❖ Sobre a filosofia estoica, é possível afirmar que teve uma grande contribuição para sua consolidação a obra</p><p>de:</p><p>Resposta: D) Zenão de Cítio.</p><p>❖ Com relação a Cícero considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as</p><p>assertivas que são incorretas.</p><p>I - Quanto à teoria do conhecimento, Cícero não aceitou o cepticismo radical, tampouco filiou-se ao</p><p>dogmatismo extremado. Defendeu como critério de verdade o probabilismo do consenso universal, no</p><p>qual o homem pode chegar a algum conhecimento das coisas, sem, no entanto, atingir a verdade</p><p>absoluta.</p><p>II - Para Cícero, a verdade não depende daquilo que pode ser aceito por todos. As razões dessa posição</p><p>são colocadas menos num plano puramente lógico do que no terreno das necessidades práticas do</p><p>homem.</p><p>III - O homem não necessita admitir como verdadeiras algumas noções porque mesmo sem elas é</p><p>possível manter a coesão da sociedade.</p><p>IV - Em moral, Cícero adere às doutrinas estoicas sem, entretanto, aceitar todo o rigor da concepção</p><p>segundo o qual o exercício da virtude basta-se a si mesmo e consiste na conformidade da conduta</p><p>humana às leis racionais da natureza.</p><p>Resposta: B) Apenas a II e a III.</p><p>❖ Sobre a filosofia de Platão, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: C) apresenta uma série de diálogos que busca discutir a essência das coisas por meio do</p><p>personagem Sócrates.</p><p>❖ Sócrates nada deixou escrito. Suas ideias foram divulgadas por seus discípulos Platão e Xenofonte. Nas</p><p>conversas com seus discípulos, privilegia as questões morais. Aprendemos de Sócrates que o</p><p>conhecimento</p><p>resulta de uma busca contínua, enriquecida pelo diálogo, que corresponde ao filosofar. Sócrates é</p><p>responsável por um método dialógico que se compõe de dois momentos. As etapas do método socrático</p><p>são:</p><p>Resposta: B) a ironia e a maiêutica.</p><p>❖ A filosofia surgiu como reação ao pensamento mitológico. Nas colônias gregas da Ásia menor, na Jônia, um</p><p>ciclo de grande prosperidade forma uma classe intermediária forte e interessada em romper com as</p><p>estruturas mitológicas que justificavam o poder da aristocracia rural. Nestas cidades origina-se a ‘Filosofia’,</p><p>como que tendo como característica primeira a questão da origem do universo. Os primeiros filósofos são</p><p>chamados de ‘físicos’, pois buscavam a origem da natureza. Nisso formaram uma escola. O período descrito</p><p>no enunciado denomina-se:</p><p>Resposta: C) Cosmológico.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas que são</p><p>corretas.</p><p>I. Os estoicos gregos se limitaram apenas a formular uma física e uma ética. Elaboraram uma teoria do</p><p>conhecimento de acentuada originalidade.</p><p>II. A teoria do conhecimento consiste, para os estoicos, em vincular estreitamente a certeza e a ciência</p><p>ao plano do conhecimento sensível. A base de qualquer conhecimento seria as impressões recebidas</p><p>pelos sentidos; mas já o nível do sensível estaria penetrado pela razão, sendo, portanto, predisposto à</p><p>sistematização pela inteligência.</p><p>III. Ao lado das coisas sensíveis, os estoicos distinguem os "exprimíveis", isto é, aquilo que se pode pensar</p><p>e dizer sobre as coisas. Os "exprimíveis" seriam objeto da dialética, disciplina que se ocuparia dos</p><p>enunciados verdadeiros ou falsos a respeito das coisas, e não sobre as próprias coisas.</p><p>IV. Os mais simples enunciados, segundo os estoicos, são compostos por um sujeito e um atributo.</p><p>V. Na lógica estoica, o sujeito nem sempre é singular (alguém, Pedro etc.) e o atributo indica nem sempre</p><p>algo que ocorre com o sujeito.</p><p>Resposta: C) As alternativas I e V estão incorretas.</p><p>❖ A respeito de Aristóteles considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as</p><p>assertivas que são incorretas.</p><p>I - Afirma que nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos. Defende que conhecer é</p><p>perceber o que acontece sempre ou frequentemente. Discorda profundamente de Platão para quem o</p><p>homem nasce com as ideias.</p><p>II - Apresenta uma verdadeira enciclopédia de todo o saber que foi produzido e acumulado por quase</p><p>quatro séculos pelos gregos em todos os ramos do pensamento e da prática considerando essa</p><p>totalidade de saberes como sendo a Filosofia.</p><p>III - Escreveu sobre todas as ciências, constituindo algumas desde os primeiros fundamentos,</p><p>organizando outras em corpo coerente de doutrinas e sobre todas espalhando as luzes de sua admirável</p><p>inteligência.</p><p>IV - Foi o criador da lógica como instrumento de conhecimento para um específico campo do saber. A</p><p>lógica não é uma ciência, mas o instrumento para a ciência. É o estudo de formas gerais do pensamento,</p><p>sem preocupação com seu conteúdo. É indispensável para a Filosofia.</p><p>Resposta: D) Apenas a IV.</p><p>❖ Sobre Aristóteles, assinale a alternativa incorreta:</p><p>Resposta: D) Escreveu sobre algumas das ciências, constituindo-as desde os primeiros fundamentos</p><p>e organizando-as em corpo coerente de doutrinas.</p><p>❖ Sobre Cícero considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente as assertivas</p><p>que são corretas.</p><p>I. Foi considerado o primeiro romano que chegou aos principais postos do governo com base na sua</p><p>eloquência e ao mérito com exerceu as suas funções de magistrado civil - nasceu em Arpino, em 106</p><p>a.C., em uma antiga família da classe do campo equestre. Após ter aprendido na escola pública e ter</p><p>chegado à maioridade, passando a vestir a toga virilis, foi entregue aos cuidados do célebre senador e</p><p>jurista romano Múcio Cévola, que o pôs a par das leis e das instituições políticas de Roma.</p><p>II. Querendo manter-se neutro na feroz luta política da época, tentou agradar aos dois campos, sem</p><p>conseguir agradar a nenhum deles. Mas manteve-se sempre mais perto de Pompeu e do partido</p><p>senatorial do que de César e do partido popular, e de fato, acabou por se decidir, mas muito timidamente,</p><p>pelo campo senatorial.</p><p>III. Após a batalha de Farsalia (48 a.C.) e a consequente fuga de Pompeu, bem como da morte deste</p><p>último no Egito, Cícero passou a comandar tropas e regressou a Roma, governada por Antônio enquanto</p><p>representante pessoal de César. Cícero, então, começou a parcialmente dedicar-se à filosofia e à</p><p>literatura, sendo desta época o tratado De República.</p><p>IV. Desde jovem cultivou interesse pela Filosofia. Estudou em Atenas, onde travou grande conhecimento</p><p>com os ensinamentos de seus antecessores. Abraçou a vida pública e demonstrou grande competência,</p><p>sobretudo na oratória forense e política.</p><p>V. Cícero ocupou a posição de senador, mas não chegou a ser figura proeminente da política romana. A</p><p>perseguição política que sofreu com a política despótica de Júlio César o afastou do centro político</p><p>romano, o que o levou a buscar a filosofia, sobretudo no exílio.</p><p>Resposta: B) As alternativas I, II e IV.</p><p>❖ Sobre o Período Helenístico considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha somente</p><p>as assertivas que são corretas.</p><p>I. Trata-se do último período da Filosofia antiga, quando a polis grega desapareceu como centro político,</p><p>deixando de ser referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia se encontra sob o poderio do</p><p>Império Romano.</p><p>II. Os filósofos dizem que o mundo é sua cidade, mas que não são cidadãos do mundo. Em grego, mundo</p><p>se diz cosmos e esse período é chamado de Filosofia cosmopolita.</p><p>III. Essa época da Filosofia é constituída por grandes sistemas ou doutrinas, isto é, explicações</p><p>totalizantes sobre a natureza, o homem, as relações entre ambos e deles com a divindade (esta, em geral,</p><p>pensada como providência divina que instaura e conserva a ordem universal).</p><p>IV. Ocorrem preocupações com a física, a ética – pois os filósofos já não podem se ocupar diretamente</p><p>com a política, uma vez que esta é privilégio dos imperadores romanos –, a física e a teologia, mas elas</p><p>não são predominantes.</p><p>Resposta: B) As alternativas I e III.</p><p>EXERCÍCÍOS IV</p><p>❖ Com relação à lei eterna considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas</p><p>assertivas que são corretas.</p><p>I. se manifesta na intimidade da consciência humana como lei ética natural.</p><p>II. é o fundamento das leis divinas ou temporais.</p><p>III. o Direito Positivo baseia-se no Direito Natural, parte da lei eterna.</p><p>IV. é a razão dos homens e a vontade de Deus.</p><p>Resposta: C) Apenas as assertivas I e III.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas assertivas que são incorretas.</p><p>1) Os bens deste mundo, criados por Deus, podem ser maus em si próprios. Eles se tornam maus pelo</p><p>uso que deles venha a fazer o homem.</p><p>2) Os bens são meios, não fins. Meios ordenados ao aperfeiçoamento das criaturas. A propriedade</p><p>qualifica-se moralmente pelo espírito de quem tenha sido favorecido pela Providência.</p><p>3) A escravidão é consequência do pecado e deve ser superada pelo espírito de caridade. Também</p><p>enaltece o trabalho nas diferentes atividades humanas, embora dentro de uma hierarquia.</p><p>4) Agostinho repudia a usura. Prestigia o casamento. Seus fins: perpetuação da espécie, união espiritual,</p><p>fidelidade e ajuda mútua dos esposos.</p><p>Resposta: A) Apenas a assertiva 1.</p><p>❖ No que se refere à contribuição de Santo Agostinho, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa</p><p>que contenha apenas assertivas que são incorretas.</p><p>I - Santo Agostinho integrou ao Cristianismo a teoria aristotélica das ideias. Ideias eram modelos eternos</p><p>das coisas na mente divina. A Lei eterna era a razão divina e a vontade de Deus manda respeitar a ordem</p><p>natural</p><p>e proíbe perturbá-la.</p><p>II - Se Deus criou as coisas, deu-lhes um princípio regulador, uma lei. Nos seres irracionais, a lei opera de</p><p>modo necessário. Para o homem, criatura racional, essa lei depende de sua livre aceitação. A lei natural</p><p>que se exprime na consciência é a participação da criatura racional na ordem divina do universo.</p><p>III - A clarividência de Agostinho faz com que ele trace nítida distinção entre a lei eterna e a lei positiva. O</p><p>legislador humano não deve ter por missão copiar exatamente o conteúdo da lei eterna, ou seja, impor o</p><p>mesmo que ela impõe e proibir tudo o que ela proíbe.</p><p>IV - A finalidade essencial do Parlamento dos homens é assegurar a paz e a ordem na sociedade, para</p><p>que as pessoas possam realizar convenientemente o seu fim, seja temporal, seja eterno.</p><p>Resposta: A) Apenas a I.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas assertivas que são corretas.</p><p>I. A verdade moral, outorgada por Deus aos homens, é uma espécie de luz natural que permite cada</p><p>criatura conhecer os princípios fundamentais da ação.</p><p>II. A razão humana, que é nossa participação na razão eterna, não nos fornece os princípios fundamentais</p><p>tanto no domínio teórico quanto no domínio da ação.</p><p>III. A riqueza do pensamento tomista é que não existe incompatibilidade entre conciliar tal luz natural</p><p>com o pluralismo de obrigações resultantes da vida em sociedade.</p><p>IV. Não é impossível conciliar os princípios com os comandos divinos, os quais devem ser interpretados</p><p>igualmente em função das tradições da Igreja.</p><p>Resposta: D) As assertivas I, III e IV estão corretas.</p><p>❖ Com relação a Santo Tomás de Aquino, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas que são incorretas.</p><p>I. Dentre os pensadores cristãos, Tomás de Aquino é considerado racionalista.</p><p>II. Confere ênfase maior à razão do que Agostinho, mais centrado na graça divina.</p><p>III. O pensamento agostiniano pressupõe uma escolha: pode-se optar entre a vida cristã e o paganismo.</p><p>Já Tomás ignora essa escolha, pois vive em uma sociedade que já é inteiramente cristã.</p><p>IV. Santo Tomás não se preocupa em encontrar uma fórmula de emancipar a filosofia da tutela da</p><p>teologia.</p><p>Resposta: D) Apenas IV está incorreta.</p><p>❖ No que concerne ao Direito Natural, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas que são corretas.</p><p>I - A primeira fase do direito natural é a antiga, tem início na Cidade-estado grega e usa a natureza como</p><p>fonte da lei que "tem imensa força em toda a parte, mas depende da diversidade das opiniões".</p><p>II - Grócio apenas confirma uma nova concepção do direito natural. O princípio último de todas as coisas</p><p>não seria mais Deus, nem a natureza, mas a razão. Não é mais Deus, ou a ordem divina o substrato do</p><p>Direito, mas a natureza humana e a natureza das coisas. Não há possibilidade de uma sanção religiosa.</p><p>III - Nas palavras de Grócio: "O Direito Natural existiria mesmo que Deus não existisse, ou ainda que Deus</p><p>não cuidasse das coisas humanas. "</p><p>IV - O direito natural não mudaria seus ditames na hipótese de inexistência de Deus, nem poderia ser</p><p>modificado por ele.</p><p>Resposta: C) Apenas a III e a IV.</p><p>❖ Com relação a Santo Tomás de Aquino considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas que são corretas.</p><p>I. Assim como os gregos, Tomás de Aquino reconhece que a humanidade tende para o bem.</p><p>II. O homem pode hesitar diante da multiplicidade de bens.</p><p>III. Alguns homens tendem ao bem universal, mas o homem só pode atingir esse bem universal a partir</p><p>de bens particulares e específicos.</p><p>IV. Se todos não estiverem de acordo com a suprema finalidade humana, podem estar em relação aos</p><p>meios, os bens particulares, aqueles que podem resultar de uma opção imediata e intermediária.</p><p>Resposta: A) Apenas I e II estão corretas.</p><p>❖ Sobre Santo Agostinho e seu pensamento, é correto afirmar que:</p><p>Resposta: D) A fé foi uma questão central em seu pensamento.</p><p>❖ A obra Cidade de Deus, de Santo Agostinho, tem como tema central:</p><p>Resposta: A) a constituição de uma filosofia da história com base na providência divina e em sua</p><p>justificação teológica.</p><p>❖ Tomás de Aquino se aproxima de qualquer filósofo da Grécia Antiga:</p><p>Resposta: E) Aristóteles.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são</p><p>incorretas.</p><p>I – Santo Agostinho integrou ao cristianismo as concepções filosóficas de Platão.</p><p>II – Santo Agostinho integrou ao cristianismo as concepções filosóficas de Aristóteles.</p><p>III – Santo Agostinho não compara as leis humanas ao regime alimentar.</p><p>IV – Santo Agostinho afirma que o poder deve ser exercido corretivamente, como forma de superar a</p><p>queda ética do homem, expulso do Éden por não saber se comportar.</p><p>Resposta: D) II e III.</p><p>❖ São Tomás de Aquino, principal representante da __________, desenvolve um pensamento profundamente</p><p>ligado ao de __________. Seu papel principal foi o de organizar as verdades da religião e de harmonizá-las com</p><p>a filosofia. Para ele, então, a __________, criada por Deus, e a __________, revelação de Deus, não podem</p><p>entrar em __________, porque procedem do mesmo Princípio.</p><p>Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto apresentado.</p><p>Resposta: A) Escolástica – Aristóteles – razão – fé – contradição.</p><p>❖ Com relação ao período de Santo Tomás de Aquino considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa</p><p>que contenha apenas assertivas que são corretas.</p><p>I - Dentre os pensadores cristãos, Tomás de Aquino é considerado o racionalista. Confere ênfase maior à</p><p>razão do que Agostinho, mais centrado na graça divina.</p><p>II - O pensamento agostiniano pressupõe uma escolha: pode-se optar entre a vida cristã e o paganismo.</p><p>Já Tomás ignora essa escolha, pois vive numa sociedade que já é inteiramente cristã.</p><p>III - Tomás de Aquino se preocupa mais com encontrar uma fórmula de emancipar a Filosofia da tutela da</p><p>teologia.</p><p>IV - Para Santo Tomás de Aquino, as virtudes teologais constituíam o fundamento das virtudes cardeais</p><p>ou filosóficas. Para Santo Agostinho, ao contrário, virtudes possuem existência própria e podem se</p><p>manifestar até mesmo entre os pagãos.</p><p>Resposta: C) Apenas a I, a II e a III.</p><p>❖ Segundo Agostinho, qual é a definição da verdade e do verdadeiro:</p><p>I - O verdadeiro é aquilo que é;</p><p>II - A verdade de cada coisa é aquela propriedade do seu ser que foi estabelecida por ela;</p><p>III - O verdadeiro é a indivisão do ente e daquilo que é;</p><p>IV - A verdade consiste na assemelhação da coisa com a inteligência;</p><p>V - A verdade é aquilo através do qual se revela aquilo que é.</p><p>Resposta: E) Apenas a I e a V.</p><p>❖ Para Tomás de Aquino, a verdade moral, outorgada por Deus aos homens, é uma espécie de:</p><p>I - Luz natural;</p><p>II – Luz celestial;</p><p>III – Luz material;</p><p>IV – Luz artificial;</p><p>V – Luz sideral.</p><p>Resposta: A) Apenas a I está correta.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I - Na história da humanidade, a sociedade política sempre aparece inserida na luta irredutível que entre</p><p>si sustentam a Cidade de Deus (Civitas Coelestis) e a Cidade Terrena, dos Homens ou (Civitas Diaboli).</p><p>II - Santo Agostinho afirma que sem a justiça, os reinos não são mais que vastos latrocínios.</p><p>III - Santo Agostinho afirma ser lícito o serviço das armas e da guerra, quando justa, ou seja, quando seu</p><p>único fim é desfazer uma iniquidade.</p><p>Resposta: C) I, II e III.</p><p>EXERCÍCÍOS V</p><p>❖ Assinale a alternativa que não corresponde ao conceito de razão.</p><p>I - A Filosofia afirma que somos seres racionais e que nossa vontade é racional; por identificar razão e</p><p>causa e por julgar que a realidade opera de acordo com relações causais, a Filosofia afirma que a</p><p>realidade é racional.</p><p>II - Para muitos filósofos,</p><p>a razão é apenas a capacidade moral e intelectual dos seres humanos, existindo</p><p>na própria realidade. Para esses filósofos, nossa razão pode conhecer a realidade (natureza, sociedade,</p><p>história) porque ela é racional em si mesma.</p><p>III - A razão objetiva é a afirmação de que o objeto do conhecimento ou a realidade é racional. Na razão</p><p>objetiva, considera-se que a própria natureza e o mundo obedecem a uma lógica, a uma racionalidade.</p><p>IV - A razão subjetiva é a afirmação de que o sujeito do conhecimento e da ação é racional. A razão</p><p>subjetiva não identifica uma racionalidade na natureza, mas que o sujeito do conhecimento, ou seja,</p><p>aquele que se propõe conhecer usando suas faculdades mentais, que é racional. O homem é racional e</p><p>usa a razão para discernir um mundo e uma natureza que muitas vezes não são racionais, pelo menos</p><p>não essencialmente.</p><p>Resposta: B) Somente a II.</p><p>❖ Desde o começo da Filosofia, a origem da palavra razão fez com que ela fosse considerada oposta a quatro</p><p>outras atitudes mentais. Assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I. ao conhecimento ilusório, isto é, ao conhecimento da mera aparência das coisas que não alcança a</p><p>realidade ou a verdade delas. Para a razão, a ilusão provém de nossos costumes, preconceitos, aceitação</p><p>imediata das coisas tais como aparecem e tais como parecem ser. As ilusões criam as opiniões que</p><p>variam de pessoa para pessoa e de sociedade para sociedade. A razão se opõe à mera opinião;</p><p>II. às emoções, aos sentimentos, às paixões, que são cegas, caóticas, desordenadas, contrárias umas às</p><p>outras, ora dizendo “sim” a alguma coisa, ora dizendo “não” a essa mesma coisa, como se não</p><p>soubéssemos o que queremos e o que as coisas são. A razão é vista como atividade ou ação (intelectual</p><p>e da vontade) oposta à paixão ou à passividade emocional;</p><p>III. à crença religiosa, pois, nesta, a verdade nos é dada pela fé numa revelação divina, não dependendo</p><p>do trabalho de conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A razão é oposta</p><p>à revelação e por isso os filósofos cristãos distinguem a luz natural - a razão - da luz sobrenatural - a</p><p>revelação;</p><p>IV. ao êxtase místico, no qual o espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele, sem</p><p>qualquer intervenção do intelecto ou da inteligência, nem da vontade. Pelo contrário, exige um estado de</p><p>abandono, de rompimento com a atividade intelectual e com a vontade, um rompimento com o estado</p><p>consciente, para entregar-se à fruição do abismo infinito. A razão ou consciência se opõe à inconsciência</p><p>do êxtase.</p><p>Resposta: D) Todas são corretas.</p><p>❖ Desde o começo da Filosofia, a origem da palavra razão fez com que ela fosse considerada oposta a quatro</p><p>outras atitudes mentais. Assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I - Conhecimento ilusório. É o conhecimento de mera aparência das coisas que não alcança a realidade</p><p>ou a verdade delas. A razão se opõe à mera opinião, porque a ilusão provém de nossos costumes,</p><p>preconceitos, aceitação imediata das coisas tais como aparecem e tais como parecem ser;</p><p>II - Emoções, sentimentos, paixões. São cegas, caóticas, desordenadas, contrárias umas às outras. A</p><p>razão é vista como atividade ou ação (intelectual e da vontade) oposta à paixão ou à passividade</p><p>emocional;</p><p>III - Crença religiosa. A verdade nos é dada pela fé numa revelação divina, não dependendo do trabalho</p><p>de conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A razão não é oposta à</p><p>revelação.</p><p>IV - Êxtase místico, no qual o espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele. É exigido um</p><p>rompimento com o estado consciente, para entregar-se á fuição do abismo infinito. A razão ou</p><p>consciência se opõe à inconsciência do êxtase.</p><p>Resposta: A) Apenas a I, a II e a IV.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I – Sobre a Filosofia da Idade Média é correto dizer que é o período em que a Igreja Romana dominava a</p><p>Europa, ungia e coroava reis. organizava Cruzadas à Terra Santa e criava, à volta das catedrais, as</p><p>primeiras universidades ou escolas.</p><p>II – Sobre a Filosofia da Idade Média é correto dizer que é o período em que a Igreja Romana organizava</p><p>Cruzadas à Terra Santa e criava, à volta das catedrais, as primeiras universidades ou escolas.</p><p>III – Sobre a Filosofia da Idade Média é correto dizer que é o período em que sofreu influência unicamente</p><p>de pensadores europeus e judeus.</p><p>IV – Sobre a Filosofia da Idade Média é correto dizer que Averróis, pensador árabe, ofereceu uma releitura</p><p>das obras de Sócrates.</p><p>Resposta: A) I e II.</p><p>❖ A respeito da Filosofia da Renascença analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas que são corretas.</p><p>I – Foi um período filosófico no qual se dedicou, unicamente, ao estudo de novas obras de Platão que</p><p>foram descobertas.</p><p>II – O seu desenvolvimento foi um dos fatores que propiciaram a Reforma Protestante.</p><p>III – A linha de pensamento originária dos pensadores florentinos, que valorizava a vida ativa, não constitui</p><p>um dos pilares desse período filosófico.</p><p>IV – Esse período filosófico está alicerçado em três grandes pilares, dentre eles, aquele proveniente de</p><p>Platão, do neoplatonismo e da descoberta dos livros do Hermetismo.</p><p>Resposta: D) II e III.</p><p>❖ A respeito da Filosofia Moderna considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas</p><p>assertivas que são corretas.</p><p>I – O período no qual se insere ficou conhecido como o Grande Racionalismo Clássico.</p><p>II - A realidade é um sistema de causalidades irracionais rigorosas, portanto, não passível de ser</p><p>conhecidas e transformadas pelo homem.</p><p>III – O Grande Racionalismo Clássico foi só o primeiro momento em que a confiança nas capacidades e</p><p>nos poderes da razão humana são imbatíveis.</p><p>IV – Nesta etapa do seu desenvolvimento a Filosofia, em lugar de começar seu trabalho conhecendo a</p><p>Natureza e Deus, para depois referir-se ao homem, começa indagando qual é a capacidade do intelecto</p><p>humano para conhecer e demonstrar a verdade dos conhecimentos.</p><p>Resposta: C) I e IV.</p><p>❖ A preocupação com o conhecimento verdadeiro sempre esteve no centro do debate filosófico. Considerando</p><p>o problema do conhecimento, é correto afirmar que a verdade:</p><p>Resposta: C) Depende da investigação, aplicando métodos e regras de observação, o que definirá o</p><p>campo da filosofia natural após o Renascimento.</p><p>❖ Sobre o impacto da descoberta do Novo Mundo na filosofia moderna, durante o Renascimento, é possível</p><p>afirmar:</p><p>Resposta: A) O espírito aventureiro do homem é capaz de lançar o olhar para o desconhecido e</p><p>permitir novas experiências.</p><p>❖ Corrente filosófica que enfatiza o papel da razão como fundamento do modo de conhecer a realidade. Nessa</p><p>perspectiva, a razão possibilitará a apreensão e a justificação do conhecimento sem o recurso sensorial</p><p>interferindo no processo do conhecimento. Tal conceito refere-se à(ao):</p><p>Resposta: E) Racionalismo.</p><p>❖ O modelo científico após Copérnico, retomado no Renascimento, é considerado uma revolução pelos</p><p>seguintes motivo:</p><p>Resposta: B) Marca uma conversão da ciência contemplativa para a ciência ativa, como é</p><p>exemplificado pela obra de Descartes.</p><p>❖ Nas suas famosas Meditações, Descartes mostrou como a dúvida pode ser de grande utilidade ao preparar</p><p>o caminho para o pensamento. Na segunda meditação, conforme Descartes explica no “resumo” dessa obra,</p><p>o espírito supõe que não existem todas as coisas de que tenha a menor dúvida, para logo em seguida o</p><p>espírito reconhecer que é:</p><p>Resposta: B) Impossível que ele próprio não exista.</p><p>❖ A respeito das características dos princípios da razão assinale a alternativa incorreta.</p><p>Resposta: A) são necessários e possuem um conteúdo determinado.</p><p>❖ Sobre racionalismo e empirismo considere as assertivas abaixo</p><p>e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas que são corretas.</p><p>I - O racionalismo é uma teoria filosófica que dá a prioridade à razão, como faculdade de conhecimento</p><p>relativamente aos sentidos.</p><p>II – O racionalismo comporta uma única vertente.</p><p>III - Os princípios da razão que tornam possível o conhecimento e o juízo moral são adquiridos com o</p><p>decorrer do tempo e convergem na capacidade do conhecimento humano ("lumen naturale").</p><p>IV - Diferentemente do empirismo, o racionalismo aceita a existência das verdades inatas e as verdades</p><p>"a priori".</p><p>Resposta: C) I e IV.</p><p>❖ A respeito da Filosofia da Ilustração considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas que são corretas.</p><p>I – Ao contrário do período anterior, Grande Racionalismo Clássico, o Iluminismo não crê nos poderes da</p><p>razão, sendo, portanto, um momento de ruptura com as concepções desenvolvidas.</p><p>II – O movimento iluminista concebe que há diferença entre Natureza (reino das relações necessárias de</p><p>causa e efeito ou das leis naturais universais e imutáveis) e Civilização (reino da liberdade e da finalidade</p><p>proposta pela vontade livre dos próprios homens, em seu aperfeiçoamento moral, técnico e político).</p><p>III - Nesse período o interesse pela compreensão das bases econômicas da vida social e política ganha</p><p>relevância, surgindo, inclusive, uma reflexão sobre a origem e a forma das riquezas das nações.</p><p>IV – Não há, para o movimento iluminista, grande interesse e preocupação com as artes, tendo em vista</p><p>que essas nada expressam a respeito do grau de progresso de uma civilização.</p><p>Resposta: D) II e III.</p><p>❖ Uma das sentenças mais conhecidas da história da filosofia foi formulada pelo filósofo francês René</p><p>Descartes: “Penso, logo existo”. Para chegar a essa sentença, Descartes põe em dúvida o conhecimento da</p><p>realidade. Mas, com essa sentença, ele garante que:</p><p>Resposta: D) O limite da dúvida é pôr em dúvida tudo que existe, mas ao pôr tudo que existe em dúvida</p><p>não se pode duvidar do próprio ato de pensar.</p><p>❖ Assinale a alternativa que indica, corretamente, algumas das exigências a serem observadas para a</p><p>constituição de uma ciência:</p><p>Resposta: C) delimitar ou definir os fatos a investigarem; estabelecer os procedimentos</p><p>metodológicos para observação, experimentação e verificação dos fatos; construir instrumentos</p><p>técnicos e condições de laboratório específicas para a pesquisa; elaborar um conjunto sistemático</p><p>de conceitos que formem a teoria geral dos fenômenos estudados.</p><p>❖ Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, os princípios da razão:</p><p>Resposta: D) princípio da identidade, princípio da contradição, princípio do terceiro excluído e</p><p>princípio da causalidade.</p><p>❖ Sobre o racionalismo cartesiano considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas</p><p>assertivas que são corretas.</p><p>I - Segundo Descartes, conceitos matemáticos e a noção da existência de Deus eram exemplos de ideias</p><p>inatas, e nisso retoma o pensamento de Aristóteles.</p><p>II - Para Descartes, existiam três categorias de ideias: as adventícias, as fictícias e as inatas.</p><p>III - Para reconhecer algo como verdadeiro, René Descartes considera necessário utilizar a intuição e o</p><p>raciocínio para transformar esse algo em ideias claras e distintas.</p><p>IV - Descartes utiliza-se de uma intuição primeira como fundamento para a construção da filosofia, que</p><p>é a questão da dúvida que surge em si mesmo, ou seja, o próprio ser que duvida, pois se duvido penso, e</p><p>se penso, logo existo: "Cogito, ergo sum", "Penso, logo existo".</p><p>Resposta: E) II e IV.</p><p>EXERCÍCÍOS VI</p><p>❖ Sobre o Jusnaturalismo considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as</p><p>assertivas que são corretas.</p><p>I. Essa concepção surge, de modo cristalino, nas concepções de Santo Agostinho e Santo Tomás de</p><p>Aquino.</p><p>II. A Cidade de Deus é o lugar regido pela lei divina que contrasta com a cidade dos homens, regida pela</p><p>lei humana. A tarefa de incorporar a lei divina no âmbito da lei humana é o que deve ser realizado pelo</p><p>Direito.</p><p>III. Na concepção tomista há uma lei eterna, uma lei natural e uma lei humana.</p><p>IV. A lei eterna regula toda a ordem cósmica (céu, estrelas, constelações etc.) e a lei natural é decorrente</p><p>dessa lei eterna.</p><p>Resposta: A) Todas as assertivas.</p><p>❖ Sobre as concepções de Kant considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas</p><p>as assertivas que são corretas.</p><p>I. As virtudes tradicionais não são incondicionalmente boas, pois elas tanto podem servir para fazer o</p><p>bem, como para fazer o mal. A inteligência, a coragem, a temperança e a prudência podem ser exercidas</p><p>e encontradas não ser imoral.</p><p>II. O mau provido de inteligência, coragem, temperança e prudência representa um perigo muito maior.</p><p>Ele poderá potencializar o mau uso dessas virtudes com vistas a maximizar a sua capacidade de causar</p><p>o mal</p><p>III. A ideia de moralidade tem de ser vinculada à vontade de usar moralmente as virtudes. É o conceito de</p><p>boa vontade. Esse é o elemento necessário e suficiente a que alguém seja um ser moral.</p><p>IV. Concebe a moralidade do sujeito, desvinculada das consequências e da utilidade de seus atos. A</p><p>utilidade não pode ser o critério da moralidade, porque o egoísta é imoral, embora sua conduta possa vir</p><p>a ser concretamente útil. O critério distintivo da moralidade é a intenção moral.</p><p>Resposta: E) Todas são corretas.</p><p>❖ Segundo Emmanuel Kant, no que se refere à moral considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa</p><p>que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I. A moralidade só pode ser privilégio dos sábios, pois é preciso conhecer as leis da natureza para que</p><p>alguém se disponha a atuar como um ser moral.</p><p>II. Não há ser humano provido de discernimento capaz de desconhecer o seu dever.</p><p>III. Todos os homens, independentemente de sua escolaridade ou erudição, foram chamados a uma vida</p><p>impregnada de moralidade.</p><p>IV. Desenvolveu a ideia rousseauniana de que a moral é assunto do coração e não da inteligência.</p><p>Resposta: B) Apenas III e IV são corretas.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa incorreta.</p><p>I. Kant afirma que se a ciência existe e não pode se fundar inteiramente sobre a experiência, é necessário</p><p>que existam elementos a priori no conhecimento.</p><p>II. A condição do conhecimento e da obrigação moral não é o sujeito transcendental. É o ser humano em</p><p>sua concepção ideal, não aquele sujeito com a sua contingência. Não é o homem constatado pelo</p><p>empirismo, pela história e pela sua caracterização meramente conjuntural.</p><p>III. Essa base adquire relevo também para a moral. A concepção humana da moral não pode depender</p><p>unicamente da experiência. Ela deve também se alicerçar sobre um julgamento sintético a priori, que</p><p>será um julgamento prático.</p><p>IV. Kant desenvolve a ideia de que a ciência e a moral são realidades outorgadas. Não se trata de criar</p><p>uma ciência ou uma moral, mas de se indagar a quais condições a ciência e a moral se subordinam.</p><p>Resposta: C) Apenas II</p><p>❖ Uma pessoa rouba um remédio para salvar a vida de seu filho que está morrendo. Socialmente falando,</p><p>roubar não é um ato aceitável do ponto de vista moral, enquanto salvar uma vida pode até ser considerado</p><p>um ato heroico. Nessa encruzilhada, a pessoa em questão deve pesar os aspectos sociais envolvidos e sua</p><p>própria experiência individual com relação à atitude a ser tomada. Considerando o enunciado, assinale a</p><p>alternativa incorreta:</p><p>Resposta: D) Kant iria aplicar o imperativo categórico diante da situação, afirmando “Age de tal forma</p><p>que seu interesse pessoal seja válido e satisfeito”.</p><p>❖ As normas morais e as normas jurídicas são estabelecidas pelos membros da sociedade, e ambas se</p><p>destinam a regulamentar as relações nesse grupo de pessoas. Há, então, vários aspectos comuns entre as</p><p>normas morais e jurídicas. Sobre os aspectos comuns entre</p><p>as normas morais e as normas jurídicas, marque</p><p>V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.</p><p>( ) Ambas apresentam caráter histórico.</p><p>( ) Ambas se apoiam em valores culturais.</p><p>( ) Ambas contam com a coerção legal do Estado.</p><p>( ) Ambas visam à convivência entre as pessoas.</p><p>Assinale a sequência correta.</p><p>Resposta: A) V, V, F, V</p><p>❖ Sobre a moral, é correto afirma que:</p><p>Resposta: C) diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a julgar o comportamento moral de</p><p>cada indivíduo no seu meio. No entanto, ambas buscam o bem-estar social.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenhas as assertivas que são corretas.</p><p>I. O tema da relação entre Direito e moral é normalmente tratado de forma que se indique a experiência</p><p>moral e a norma moral como anteriores, sobretudo tendo-se em vista o cronológico surgimento das</p><p>regras de Direito relativamente às regras da moral.</p><p>II. Costuma-se afirmar que a norma moral é exterior, prescindindo de qualquer fenômeno interior; como,</p><p>geralmente, só ocorre com o fenômeno jurídico.</p><p>III. Afirma-se que a norma moral é cogente, pois pode dispor do poder punitivo de uma autoridade pública</p><p>para fazer valer seus mandamentos; recorrendo-se, normalmente, a sanções diferenciadas das jurídicas.</p><p>IV. Afirma-se que a norma moral não é sancionada nem promulgada, pois estas são as características de</p><p>normas estatais que se regulamentam dentro de um procedimento formal, complexo e rígido, com o qual</p><p>se dá publicidade aos mandamentos jurídicos.</p><p>Resposta: A) Apenas as alternativas I e IV.</p><p>❖ Observe as seguintes proposições:</p><p>I. A tese do mínimo ético consagra a ideia que não existe uma moral jurídica.</p><p>II. A tese da separação entre direito e moral consagra a ideia de que o fundamento de validade do direito</p><p>não é retirado dele próprio.</p><p>III. A tese da vinculação entre direito e moral sustenta que todo e qualquer conteúdo moral é jurídico.</p><p>IV. A tese da separação entre direito e moral não afasta todo e qualquer fundamento moral no direito.</p><p>Agora, aponte a alternativa correta:</p><p>Resposta: E) Todas as proposições são falsas.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I - Kant se impressionou com os escritos de Rousseau, desenvolvendo a ideia rousseauniana de que a</p><p>moral é assunto do coração e não da inteligência. A moralidade não pode ser privilégio do sábio, pois não</p><p>é preciso conhecer as leis da natureza para que alguém se disponha a atuar como um ser moral.</p><p>II - Para Kant, todos os homens, independentemente de sua escolaridade ou erudição, foram chamados</p><p>a uma vida impregnada de moralidade. Não há ser humano provido de discernimento incapaz de</p><p>desconhecer o seu dever.</p><p>III - Em David Hume, Kant encontrou a ideia fundamental de que a partir do conhecimento empírico ou</p><p>metafísico - suficiente para mostrar aquilo que é - não se extrai a regra daquilo que deve ser. A experiência</p><p>é sempre concreta e não suscita a dedução de leis universais.</p><p>IV - Kant concluiu que as leis universais são conhecidas pelo sujeito graças a um julgamento sintético a</p><p>priori. Para Kant, se uma parte da ciência existe e outra parte não pode resultar apenas da experiência, é</p><p>porque ela é o produto de uma síntese operada pelo sujeito do conhecimento a partir de suas sensações.</p><p>Esse conhecimento não resulta de uma síntese a posteriori que consistiria em associar os termos</p><p>constatados na experiência, mas de uma síntese a priori, isto é, anterior à própria experiência.</p><p>Resposta: E) Todas são corretas.</p><p>❖ Analise as assertivas abaixo e assinale a correta:</p><p>A justiça, em face do Direito, está a desempenhar um tríplice papel, a saber:</p><p>I - Serve como meta do Direito, dotando-o de sentido, de existência justificada, bem como de finalidade;</p><p>II - Serve como critério para o seu julgamento, para sua reavaliação, para que se possam aferir os graus</p><p>de concordância ou discordância com suas decisões e práticas não coercitivas;</p><p>III - Serve como fundamento histórico para sua ocorrência, explicando-se por meio de suas imperfeições</p><p>os usos desumanos que podem ocorrer de valores muitas vezes razoáveis</p><p>Resposta: D) Somente I está correta.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha as assertivas que são incorretas.</p><p>I - A condição de moralidade é a boa vontade. Ao contrário de todos os moralistas anteriores, Kant afirma</p><p>que as virtudes tradicionais são incondicionalmente boas, apesar de elas servirem tanto para fazer o</p><p>bem, como para fazer o mal.</p><p>II - A inteligência, a coragem, a temperança, a prudência, podem ser exercidas e podem ser encontradas</p><p>em um ser imoral. Aliás, o mal provido de inteligência, de coragem, de temperança e de prudência,</p><p>representa um perigo muito maior. Ele poderá potencializar o mau uso dessas virtudes com vistas a</p><p>maximizar a sua capacidade de causar o mal.</p><p>III - A ideia de moralidade tem de ser vinculada à vontade de usar moralidade as virtudes. É o conceito de</p><p>boa vontade. Esse é o elemento necessário e suficiente a que alguém seja um ser moral.</p><p>IV - Kant concebe a moralidade do sujeito vinculada das consequências e da utilidade de seus atos. A</p><p>utilidade é o critério da moralidade. o egoísta pode ter uma conduta concretamente útil. O critério distinto</p><p>da moralidade é a utilidade da ação.</p><p>Resposta: B) Apenas a I e a IV.</p><p>❖ Na Doutrina do Direito, Kant busca um conceito puramente racional e que possa explicar o direito</p><p>independentemente da configuração específica de cada legislação. Mais precisamente, seria o direito</p><p>entendido como expressão de uma razão pura prática, capaz de orientar a faculdade de agir de qualquer ser</p><p>racional.</p><p>Assinale a opção que contém, segundo Kant, essa lei universal do direito.</p><p>Resposta: B) Age exteriormente, de modo que o livre uso de teu arbítrio possa se conciliar com a</p><p>liberdade de todos, segundo uma lei universal.</p><p>❖ A respeito da relação entre Direito e Justiça assinale a alternativa incorreta:</p><p>Resposta: E) de acordo com os juristas romanos a justiça estaria relacionada com a máxima de “tratar</p><p>igualmente os iguais e desigualmente os desiguais”.</p><p>❖ A respeito da relação entre Direito e Justiça leia as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha as</p><p>assertivas que são corretas.</p><p>I - A história da humanidade, de suas ideologias, bem como de suas tendências político-econômicas,</p><p>tornou o Direito frágil, suscetível e vassalo aos desmandos do poder político e econômico.</p><p>II - O Direito, muitas vezes, arcabouço coercitivo da conduta humana social, se desprovido de essência e</p><p>finalidade, serve a qualquer finalidade, independentemente de qualquer valor, podendo ser de</p><p>importante utilidade para a dominação e o interesse de minorias.</p><p>III - A justiça é coercível, não sendo autônoma, correspondendo, portanto, a uma norma moral, e não a</p><p>uma norma jurídica.</p><p>IV – Não é correto dizer que a justiça serve como meta do Direito, dotando-o de sentido, de existência</p><p>justificada, bem como de finalidade.</p><p>Resposta: A) I e II.</p><p>❖ Assinale a alternativa incorreta:</p><p>Resposta: D) A teoria do Direito Natural de Hugo Grócio não reflete o desejo de autonomia, que se</p><p>manifesta, de modo inicial, em relação à teocracia.</p><p>EXERCÍCÍOS V</p><p>❖ A norma e todas as instituições e os procedimentos jurídicos são entendidos por Kelsen como objetos</p><p>específicos de uma área de conhecimento próprio.</p><p>Resposta: B) A assertiva é correta e expressa o pensamento do autor referido.</p><p>❖ Assinale a alternativa incorreta:</p><p>Resposta: C) O Direito nem sempre é forma. Essa forma se apropria das experiências gerais da</p><p>sociedade para colocá-las sob uma forma, que passa a determinar essa substância ou esse conteúdo</p><p>como juridicamente determinado e vinculante.</p><p>❖ Leia atentamente as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas corretas.</p><p>I. Particularmente</p><p>quanto à lei, esta é de responsabilidade do Legislativo, enquanto os decretos e/ou</p><p>decretos-leis podem ser elaborados por autoridade administrativa.</p><p>II. A lei é entendida no que se refere ao seu tipo: material e formal. Material é a mais geral; enquanto a</p><p>formal é aquela norma geral que agora se apresenta como lei anunciada pelo Legislativo.</p><p>III. O ordenamento jurídico é assim entendido como um sistema de normas que se apresentam</p><p>interligadas (norma superior-norma inferior).</p><p>IV. Acrescenta-se ainda que no ordenamento, Kelsen inclui a comunidade jurídica que também é formada</p><p>pela mesma ordem com poderes para elaboração de normas.</p><p>Resposta: E) Todas as alternativas.</p><p>❖ Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha as assertivas que não coaduna com o</p><p>pensamento de Kelsen:</p><p>I - O direito tem como objeto de estudo a norma - nela e por ela mesma - acrescida de todas as esferas</p><p>atinentes a suas origens e aplicações. A logicidade se impõe como condição. Não incorpora a</p><p>investigação do social ou dos valores sociais ou mesmo a formação histórico-cultural, mas só a formação</p><p>histórica da própria norma.</p><p>II - A pressuposição de Kelsen é de que o Direito se caracteriza particularmente por regular sua própria</p><p>criação. Isso significa que há normas cujas marca maior é o de produzirem outras normas.</p><p>III - As normas produzidas vão encontrar sua validade exatamente por serem originadas de conformidade</p><p>com a norma anterior. Isso é possível se, e tão somente se, entendermos que existe uma relação entre as</p><p>normas, uma relação lógica entre elas.</p><p>IV - A norma geradora será sempre superior, enquanto a norma produzida é denominada de inferior.</p><p>Acrescenta-se ainda que tal relação lógica entre as normas permite verificar a validade delas: a norma</p><p>superior não influi na validade da norma inferior.</p><p>Resposta: E) Apenas a IV.</p><p>❖ Assinale a alternativa correta:</p><p>Resposta: B) Tendo como parâmetro o ordenamento e a articulação que se verificam nesse conjunto,</p><p>a validade é proveniente da inclusão no ordenamento. Em outras palavras, a norma é válida por</p><p>pertencer explicitamente ao conjunto das normas. A eficácia é apreendida por sua efetiva aplicação,</p><p>ou seja, a norma é eficaz se for aplicada em concreto pelos procedimentos jurídicos.</p><p>❖ A concepção de ordenamento jurídico de Norberto Bobbio vincula-se muito às características gerais do</p><p>significado de ordenamento como unidade, coerência, completude e relações entre ordenamentos. Assim,</p><p>é possível dizer que estão corretas as assertivas:</p><p>I. O Direito não é entendido como norma ou como campo distinto de tantos outros campos de</p><p>conhecimento, pelo estudo da norma, mas pelo ordenamento jurídico.</p><p>II. O Direito se distingue por ser um ordenamento jurídico não passível de ser confundido com qualquer</p><p>outro tipo de ordenamento.</p><p>III. O estudo do Direito não compreende o estudo de uma norma isolada, mas de um conjunto de normas,</p><p>é o pressuposto inicial para a caracterização de alguns traços profundamente marcantes na</p><p>compreensão do Direito.</p><p>IV. As normas jurídicas nunca se apresentam de modo isolado, mas, pelo contrário, elas existem sempre</p><p>em um conjunto, ou melhor, usando as palavras do próprio autor de um contexto de normas.</p><p>Resposta: B) Apenas I e III são corretas.</p><p>❖ Hans Kelsen, ao abordar o tema da interpretação jurídica no seu livro Teoria Pura do Direito, fala em ato de</p><p>vontade e ato de conhecimento. Em relação à aplicação do Direito por um órgão jurídico, assinale a</p><p>afirmativa correta da interpretação.</p><p>Resposta: C) A interpretação cognoscitiva combina-se a um ato de vontade em que o órgão aplicador</p><p>efetua uma escolha entre as possibilidades reveladas por meio da mesma interpretação</p><p>cognoscitiva.</p><p>❖ Assinale a opção que corretamente explica a natureza da dialética de complementaridade que, segundo</p><p>Miguel Reale, caracteriza a Teoria Tridimensional do Direito.</p><p>Resposta: C) A síntese conclusiva que se estabelece entre diferentes termos, conforme o modelo</p><p>hegeliano de tese, antítese e síntese.</p><p>❖ Sobre a relação entre validade e justiça da norma, o jusfilósofo Hans Kelsen sustenta o princípio do</p><p>positivismo jurídico, para afirmar que</p><p>Resposta: A) a validade de uma norma do direito positivo é independente da validade de uma norma</p><p>de justiça.</p><p>❖ Assinale a alternativa que consta quais são os instrumentos lógicos e linguísticos que formam a sustentação</p><p>básica do Direito:</p><p>I – institutos, figuras, categorias, normas, sistemas;</p><p>II – categorias, figuras, institutos, instituições, sistemas;</p><p>III – figuras, institutos, instituições, normas, ordenamentos;</p><p>IV – normas, institutos, ordenamentos, categorias, sistemas;</p><p>V – ordenamentos, categorias, sistemas, figuras, instituições.</p><p>Resposta: B) Somente II está correta.</p><p>❖ Leia as alternativas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.</p><p>I. A estrutura do ordenamento jurídico, na análise de Norberto Bobbio, é formada pelas normas de</p><p>estrutura ou de competência.</p><p>II. É possível que exista ordenamento com uma única norma de estrutura, da qual decorrem várias</p><p>normas de conduta.</p><p>III. A unidade como marca fundamental do ordenamento exige, segundo a concepção exposta por</p><p>Norberto Bobbio, a existência de uma referência que irá organizar de modo a formar uma unidade. Essa</p><p>referência é entendida a partir da inclusão da fonte das fontes.</p><p>IV. A problemática da unidade dos ordenamentos, em geral, está vinculada às fontes de Direito. Assim,</p><p>há ordenamentos jurídicos simples cujas normas que os constituem são provenientes de uma única</p><p>fonte e os ordenamentos jurídicos complexos, em que as normas que os constituem são geradas por</p><p>duas ou mais fontes de Direito.</p><p>Resposta: E) Todas as alternativas.</p><p>❖ A principal tese sustentada pelo paradigma do positivismo jurídico é a validade da norma jurídica,</p><p>independentemente de um juízo moral que se possa fazer sobre o seu conteúdo. É possível sustentar que</p><p>esta tese está:</p><p>Resposta: A) Correta, pois a corrente do positivismo jurídico defende a autonomia do direito.</p><p>❖ Assinale a alternativa incorreta:</p><p>Resposta: A) A expressão soberania permite apresentar a norma, assim como uma articulação de</p><p>normas. Não é norma isolada, mas sim o seu ordenamento que apreende ainda as instituições</p><p>jurídicas de um modo geral.</p><p>❖ Ao explicar as características fundamentais da Escola da Exegese, o jusfilósofo italiano Norberto Bobbio</p><p>afirma que tal Escola foi marcada por uma concepção rigidamente estatal de direito. Como consequência</p><p>disso, temos o princípio da onipotência do legislador.</p><p>Segundo Bobbio, a Escola da Exegese nos leva a concluir que:</p><p>Resposta: A) a lei não deve ser interpretada segundo a razão e os critérios valorativos daquele que</p><p>deve aplicá-la, mas, ao contrário, este deve submeter-se completamente à razão expressa na própria</p><p>lei.</p><p>❖ A “Teoria do Ordenamento Jurídico”, para Norberto Bobbio, implica que</p><p>Resposta: B) o ordenamento jurídico regula o comportamento das pessoas e o modo de produção das</p><p>regras.</p><p>❖ Sobre análise de Norberto Bobbio considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha</p><p>apenas assertivas corretas.</p><p>I - A estrutura do ordenamento jurídico, na análise de Norberto Bobbio, é formada pelas normas de</p><p>estrutura ou de competência.</p><p>II - É possível que exista ordenamento com uma única norma de estrutura, da qual decorrem várias</p><p>normas de conduta.</p><p>III - A unidade como marca fundamental do ordenamento exige, segundo a concepção exposta por</p><p>Norberto Bobbio, a existência de uma referência que irá organizar de modo a formar uma unidade. Essa</p><p>referência é entendida a partir da inclusão da fonte das fontes.</p><p>IV - A problemática da unidade dos ordenamentos, em geral, está vinculada às fontes de Direito. Assim,</p><p>há ordenamentos jurídicos simples cujas normas que os constituem são provenientes de uma única</p><p>fonte e os ordenamentos jurídicos</p>

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