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Saúde Coletiva na Multivix

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Qual é a concepção fisiológica que tem Hipócrates como precursor e vê o paciente como um todo, analisando a presença da doença como consequência do desequilíbrio entre as forças da natureza que estão dentro e fora da pessoa, descentralizando a ação fisiológica anormal do organismo do indivíduo?

Quais são as três categorias abrangidas pela prevenção de doenças, de acordo com o modelo da História Natural da Doença trazido por Leavell e Clark?

a) Manutenção de baixo risco, redução de risco e detecção precoce.
b) Ações preventivas, tratamentos prolongados e exaustivos, e complicações evitadas.
c) Prevenção primária, prevenção secundária e prevenção terciária.

A saúde coletiva tinha por objetivo investigar os determinantes de saúde e suas associações, a fim de contribuir com o entendimento e pesquisas sobre as epidemias de determinadas regiões. Além disso, procurava-se enxergar o indivíduo como pessoa com necessidades, vontades e desejos individuais, bem como fortalecer e criar abordagens que explicassem os fatores que contribuíam para o adoecimento dos indivíduos e da coletividade (MOREIRA et al., 2018).

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Quais são os princípios éticos-doutrinários do SUS?

a) Universalidade, Integralidade, Equidade
b) Descentralização, Hierarquização, Regionalização
c) Participação popular, Integralidade, Equidade

De acordo com o princípio da equidade do SUS, qual é o seu objetivo principal?

a) Reduzir as desigualdades regionais e sociais
b) Garantir o acesso imediato a serviços de saúde
c) Priorizar ações curativas em detrimento das preventivas

Qual é o objetivo do princípio da regionalização do SUS?

a) Garantir o direito à saúde e reduzir desigualdades sociais e territoriais
b) Concentrar os serviços de saúde apenas em áreas urbanas
c) Limitar o acesso aos serviços de saúde de acordo com a renda da população

O que é o matriciamento em saúde mental e qual o seu objetivo?

a) Estabelecer ligações entre a saúde mental e a atenção primária à saúde.
b) Modificar o processo de saúde-doença, melhorar a qualidade de assistência aos usuários, reduzindo encaminhamentos desnecessários.
c) Integrar a saúde mental ao cotidiano das práticas da atenção básica, permitindo garantir a integralidade do cuidado em saúde.

Quando a elaboração dos indicadores ocorre pela mensuração da observação de um grupo populacional ou espaços geográficos, então podem ser classificadas em:

Mensuração consolidada em saúde
Mensuram a saúde de uma população. Pela média, mediana e proporções é possível mensurar taxas de incidência de uma determinada patologia/ agravo.
Mensuração ecológica ou ambiental
Refere-se aos fatores externos ao indivíduo, ou seja, mensuram a exposição de determinada condição/ agravo de acordo com o espaço físico em que dada população vive ou trabalha.
Mensuração global
Refere-se aos indicadores contextuais e remetem aos atributos de um grupo ou espaço geográfico sem equivalente no nível individual.

Segundo Galleguillos (2014, p. 111), é possível afirmar que: Essas alterações de caráter demográfico, epidemiológico e de morbimortalidade levam a uma transformação no sistema de saúde, havendo a necessidade em ofertar cuidados e orientações voltados para a prevenção em saúde e não mais exclusivamente pautados em métodos curativista e hospitalocêntricos (GALLEGUILLOS, 2014). Enquanto a expectativa de vida aumenta, as pessoas vivem mais, o número de idosos aumenta, o que determina maior número de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis; por outro lado, a diminuição de doenças transmissíveis tende a beneficiar as populações mais jovens, inclusive, há́ diminuição da mortalidade infantil.

a) CI = Nº de casos novos na população residente em dado período e área x 100.000 / População residente na área e no mesmo período
b) CP = Nº de casos existentes (novos + antigos) na população residente em dado período e área considerados x 100.000 / População residente na área no mesmo período
c) Doença: significa uma enfermidade ou estado clínico, independentemente de origem ou fonte, que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos;

Qual é o propósito da CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) de acordo com o texto apresentado?

a) Comunicar entre profissionais de saúde, pesquisadores e codificadores, visando interesses epidemiológicos e de gerenciamento de saúde.
b) Atualizar os códigos relativos à resistência antimicrobiana, segurança na assistência à saúde, disseminação de câncer, locais de fraturas, condições de saúde mental e COVID-19.
c) Reunir códigos importantes para a realidade de saúde atual, como doenças infecciosas, neoplasias, doenças do sangue, entre outras.
d) Todas as alternativas anteriores estão corretas.

Quais são as ações destinadas a identificar a doença em estágio inicial, a partir de sintomas e/ou sinais clínicos?

Rastreamento
Prevenção
Controle de doenças

O que é o período de incubação de uma doença?

a) O intervalo de tempo entre a exposição ao agente infeccioso e o aparecimento dos primeiros sintomas.
b) O tempo decorrido entre a primeira manifestação clínica da doença e a exposição ao agente infeccioso.
c) O período em que a doença se manifesta de forma mais intensa no hospedeiro.
d) O tempo entre a transmissão da doença e a cura completa do hospedeiro.

Como já abordado na Unidade 4, a vigilância em saúde consiste em um processo contínuo e sistemático de atividades e realizações que contribuem com o planejamento e implementação de estratégias de políticas públicas que interfiram positivamente na prevenção e controle de agravos, doenças e riscos epidemiológicos, bem como proteção e promoção da saúde do indivíduo e de sua coletividade, sendo dividida em áreas distintas: vigilância epidemiológica, já abordada na unidade anterior; vigilância sanitária; vigilância ambiental e saúde do trabalhador (COSTA; HIGA, 2019).

A principal missão da vigilância ambiental é investigar/avaliar questões do meio ambiente e identificar fatores de risco que possam interferir na saúde do homem, atuando nos agravos existentes no ambiente (BRASIL, 2002).

Para que você possa compreender como se dá a vigilância de zoonoses, é essencial que entenda alguns conceitos. Vetores: São todos os seres vivos (pernilongos, pulgas, mosquitos, ratos, entre outros) capazes de transmitir um agente infectante. As doenças transmitidas por vetores são aquelas que precisam de um intermediário para passar de um animal a outro, ou seja, estas doenças não são transmitidas pelo contato direto, tal como ocorre nas gripes e maioria das viroses. Parasitas: São os organismos que vivem em associação com outros, dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente, prejudicando o organismo hospedeiro por meio de um processo conhecido por parasitismo. Eles podem ser endoparasitas ou ectoparasitas. Hospedeiro: É um organismo que abriga um parasita em seu corpo. Este pode ou não causar doença ao hospedeiro, contudo, possui dependência metabólica dele, utilizando-se de recursos para a sua sobrevivência. O hospedeiro também constitui o habitat do parasita.

Considerando os aspectos relativos à saúde do trabalhador apresentados no texto, qual das alternativas está correta?
O processo de saúde-doença dos trabalhadores é construído socialmente.
O trabalhador é sujeito da saúde e possui saberes e conhecimentos sobre seu trabalho e sobre as repercussões deste sobre a sua saúde, que deve ser considerados no planejamento e na execução de ações em saúde.
É essencial a participação dos trabalhadores, da comunidade e do controle social em todas as instâncias e etapas da organização das ações e serviços de saúde.
A integralidade das ações de saúde pressupõe que as ações preventivas e curativas são indissociáveis, porém, com primazia das ações de promoção e da vigilância em saúde.
A articulação intra e intersetorial das políticas e práticas da saúde na perspectiva da transversalidade é fundamental para garantir cuidado resolutivo e de qualidade.
a) Apenas I, II e III estão corretas.
b) Apenas II, III e IV estão corretas.
c) I, III, IV e V estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.

Assim, pode-se afirmar que as ações da vigilância sanitária são de caráter preventivo, que surgiram a partir da necessidade dos agrupamentos urbanos para promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde devido às doenças transmissíveis do indivíduo e seu coletivo (COSTA; HIGA, 2019).

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Segundo a lei nº 9.782/99 (BRASIL, 1999), que definiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a atuação do SNVS foi dividida em três níveis de competência:

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Qual é a importância do censo populacional e o que ele permite mostrar?

A) A distribuição censitária em conformidade com a idade e o sexo permite o planejamento de políticas públicas e oferta de serviços essenciais de acordo com as necessidades da população alvo.
B) O censo populacional permite analisar a distribuição de renda e a taxa de desemprego no país.
C) O censo populacional é utilizado para determinar a quantidade de habitantes em áreas urbanas e rurais.

Qual é o título do artigo que aborda a mortalidade infantil e a classificação de sua evitabilidade por cor ou raça em Mato Grosso do Sul?

a) Cuidados de enfermagem nos níveis de prevenção da história natural do câncer de mama.
b) Modelos explicativos em saúde coletiva: abordagem biopsicossocial e auto-organização.
c) Mortalidade infantil e classificação de sua evitabilidade por cor ou raça em Mato Grosso do Sul.
d) Análise da tendência temporal do suicídio e de sistemas de informações em saúde em relação às tentativas de suicídio.

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Questões resolvidas

Qual é a concepção fisiológica que tem Hipócrates como precursor e vê o paciente como um todo, analisando a presença da doença como consequência do desequilíbrio entre as forças da natureza que estão dentro e fora da pessoa, descentralizando a ação fisiológica anormal do organismo do indivíduo?

Quais são as três categorias abrangidas pela prevenção de doenças, de acordo com o modelo da História Natural da Doença trazido por Leavell e Clark?

a) Manutenção de baixo risco, redução de risco e detecção precoce.
b) Ações preventivas, tratamentos prolongados e exaustivos, e complicações evitadas.
c) Prevenção primária, prevenção secundária e prevenção terciária.

A saúde coletiva tinha por objetivo investigar os determinantes de saúde e suas associações, a fim de contribuir com o entendimento e pesquisas sobre as epidemias de determinadas regiões. Além disso, procurava-se enxergar o indivíduo como pessoa com necessidades, vontades e desejos individuais, bem como fortalecer e criar abordagens que explicassem os fatores que contribuíam para o adoecimento dos indivíduos e da coletividade (MOREIRA et al., 2018).

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Quais são os princípios éticos-doutrinários do SUS?

a) Universalidade, Integralidade, Equidade
b) Descentralização, Hierarquização, Regionalização
c) Participação popular, Integralidade, Equidade

De acordo com o princípio da equidade do SUS, qual é o seu objetivo principal?

a) Reduzir as desigualdades regionais e sociais
b) Garantir o acesso imediato a serviços de saúde
c) Priorizar ações curativas em detrimento das preventivas

Qual é o objetivo do princípio da regionalização do SUS?

a) Garantir o direito à saúde e reduzir desigualdades sociais e territoriais
b) Concentrar os serviços de saúde apenas em áreas urbanas
c) Limitar o acesso aos serviços de saúde de acordo com a renda da população

O que é o matriciamento em saúde mental e qual o seu objetivo?

a) Estabelecer ligações entre a saúde mental e a atenção primária à saúde.
b) Modificar o processo de saúde-doença, melhorar a qualidade de assistência aos usuários, reduzindo encaminhamentos desnecessários.
c) Integrar a saúde mental ao cotidiano das práticas da atenção básica, permitindo garantir a integralidade do cuidado em saúde.

Quando a elaboração dos indicadores ocorre pela mensuração da observação de um grupo populacional ou espaços geográficos, então podem ser classificadas em:

Mensuração consolidada em saúde
Mensuram a saúde de uma população. Pela média, mediana e proporções é possível mensurar taxas de incidência de uma determinada patologia/ agravo.
Mensuração ecológica ou ambiental
Refere-se aos fatores externos ao indivíduo, ou seja, mensuram a exposição de determinada condição/ agravo de acordo com o espaço físico em que dada população vive ou trabalha.
Mensuração global
Refere-se aos indicadores contextuais e remetem aos atributos de um grupo ou espaço geográfico sem equivalente no nível individual.

Segundo Galleguillos (2014, p. 111), é possível afirmar que: Essas alterações de caráter demográfico, epidemiológico e de morbimortalidade levam a uma transformação no sistema de saúde, havendo a necessidade em ofertar cuidados e orientações voltados para a prevenção em saúde e não mais exclusivamente pautados em métodos curativista e hospitalocêntricos (GALLEGUILLOS, 2014). Enquanto a expectativa de vida aumenta, as pessoas vivem mais, o número de idosos aumenta, o que determina maior número de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis; por outro lado, a diminuição de doenças transmissíveis tende a beneficiar as populações mais jovens, inclusive, há́ diminuição da mortalidade infantil.

a) CI = Nº de casos novos na população residente em dado período e área x 100.000 / População residente na área e no mesmo período
b) CP = Nº de casos existentes (novos + antigos) na população residente em dado período e área considerados x 100.000 / População residente na área no mesmo período
c) Doença: significa uma enfermidade ou estado clínico, independentemente de origem ou fonte, que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos;

Qual é o propósito da CID (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) de acordo com o texto apresentado?

a) Comunicar entre profissionais de saúde, pesquisadores e codificadores, visando interesses epidemiológicos e de gerenciamento de saúde.
b) Atualizar os códigos relativos à resistência antimicrobiana, segurança na assistência à saúde, disseminação de câncer, locais de fraturas, condições de saúde mental e COVID-19.
c) Reunir códigos importantes para a realidade de saúde atual, como doenças infecciosas, neoplasias, doenças do sangue, entre outras.
d) Todas as alternativas anteriores estão corretas.

Quais são as ações destinadas a identificar a doença em estágio inicial, a partir de sintomas e/ou sinais clínicos?

Rastreamento
Prevenção
Controle de doenças

O que é o período de incubação de uma doença?

a) O intervalo de tempo entre a exposição ao agente infeccioso e o aparecimento dos primeiros sintomas.
b) O tempo decorrido entre a primeira manifestação clínica da doença e a exposição ao agente infeccioso.
c) O período em que a doença se manifesta de forma mais intensa no hospedeiro.
d) O tempo entre a transmissão da doença e a cura completa do hospedeiro.

Como já abordado na Unidade 4, a vigilância em saúde consiste em um processo contínuo e sistemático de atividades e realizações que contribuem com o planejamento e implementação de estratégias de políticas públicas que interfiram positivamente na prevenção e controle de agravos, doenças e riscos epidemiológicos, bem como proteção e promoção da saúde do indivíduo e de sua coletividade, sendo dividida em áreas distintas: vigilância epidemiológica, já abordada na unidade anterior; vigilância sanitária; vigilância ambiental e saúde do trabalhador (COSTA; HIGA, 2019).

A principal missão da vigilância ambiental é investigar/avaliar questões do meio ambiente e identificar fatores de risco que possam interferir na saúde do homem, atuando nos agravos existentes no ambiente (BRASIL, 2002).

Para que você possa compreender como se dá a vigilância de zoonoses, é essencial que entenda alguns conceitos. Vetores: São todos os seres vivos (pernilongos, pulgas, mosquitos, ratos, entre outros) capazes de transmitir um agente infectante. As doenças transmitidas por vetores são aquelas que precisam de um intermediário para passar de um animal a outro, ou seja, estas doenças não são transmitidas pelo contato direto, tal como ocorre nas gripes e maioria das viroses. Parasitas: São os organismos que vivem em associação com outros, dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente, prejudicando o organismo hospedeiro por meio de um processo conhecido por parasitismo. Eles podem ser endoparasitas ou ectoparasitas. Hospedeiro: É um organismo que abriga um parasita em seu corpo. Este pode ou não causar doença ao hospedeiro, contudo, possui dependência metabólica dele, utilizando-se de recursos para a sua sobrevivência. O hospedeiro também constitui o habitat do parasita.

Considerando os aspectos relativos à saúde do trabalhador apresentados no texto, qual das alternativas está correta?
O processo de saúde-doença dos trabalhadores é construído socialmente.
O trabalhador é sujeito da saúde e possui saberes e conhecimentos sobre seu trabalho e sobre as repercussões deste sobre a sua saúde, que deve ser considerados no planejamento e na execução de ações em saúde.
É essencial a participação dos trabalhadores, da comunidade e do controle social em todas as instâncias e etapas da organização das ações e serviços de saúde.
A integralidade das ações de saúde pressupõe que as ações preventivas e curativas são indissociáveis, porém, com primazia das ações de promoção e da vigilância em saúde.
A articulação intra e intersetorial das políticas e práticas da saúde na perspectiva da transversalidade é fundamental para garantir cuidado resolutivo e de qualidade.
a) Apenas I, II e III estão corretas.
b) Apenas II, III e IV estão corretas.
c) I, III, IV e V estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.

Assim, pode-se afirmar que as ações da vigilância sanitária são de caráter preventivo, que surgiram a partir da necessidade dos agrupamentos urbanos para promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde devido às doenças transmissíveis do indivíduo e seu coletivo (COSTA; HIGA, 2019).

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Segundo a lei nº 9.782/99 (BRASIL, 1999), que definiu o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a atuação do SNVS foi dividida em três níveis de competência:

a) II and IV are correct.
b) II, III, and IV are correct.
c) I, III, and IV are correct.

Qual é a importância do censo populacional e o que ele permite mostrar?

A) A distribuição censitária em conformidade com a idade e o sexo permite o planejamento de políticas públicas e oferta de serviços essenciais de acordo com as necessidades da população alvo.
B) O censo populacional permite analisar a distribuição de renda e a taxa de desemprego no país.
C) O censo populacional é utilizado para determinar a quantidade de habitantes em áreas urbanas e rurais.

Qual é o título do artigo que aborda a mortalidade infantil e a classificação de sua evitabilidade por cor ou raça em Mato Grosso do Sul?

a) Cuidados de enfermagem nos níveis de prevenção da história natural do câncer de mama.
b) Modelos explicativos em saúde coletiva: abordagem biopsicossocial e auto-organização.
c) Mortalidade infantil e classificação de sua evitabilidade por cor ou raça em Mato Grosso do Sul.
d) Análise da tendência temporal do suicídio e de sistemas de informações em saúde em relação às tentativas de suicídio.

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SAÚDE COLETIVA
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do 
Estado do Espírito Santo, com unidades presenciais 
em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, 
Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória, 
e com a Educação a Distância presente 
em todo estado do Espírito Santo, e com 
polos distribuídos por todo o país. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro 
áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando 
pela qualidade de seu ensino e pela 
formação de profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de 
Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 
instituições avaliadas no Brasil, apenas 
15% conquistaram notas 4 e 5, que são 
consideradas conceitos de excelência em 
ensino. Estes resultados acadêmicos 
colocam todas as unidades da Multivix 
entre as melhores do Estado do Espírito 
Santo e entre as 50 melhores do país.
 MISSÃO
Formar profissionais com consciência cidadã para o 
mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança 
e modernidade, visando à satisfação dos clientes e 
colaboradores.
 VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconhecida 
nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I TO R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
2
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
Laís Cristina Gonçalves
Saúde Coletiva / GONÇALVES, Laís Cristina - Multivix, 2022
Catalogação: Biblioteca Central Multivix 
2022 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
4
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE QUADROS
 Quadro 1: Saúde coletiva no mundo 28
 Quadro 2: Eixos de atuação – Carta de Ottawa 34
 Dimensões do Pacto pela Saúde 62
 Princípios do Programa de Saúde da Família (PSF) 63
 Requisitos dos indicadores de saúde 75
 Classificação dos indicadores de saúde 75
 Ações de vigilância em saúde no Brasil 99
 Doenças, agentes etiológicos e modo de transmissão 114
 Medidas de prevenção e controle das DANT 120
 Fatores de risco para o adoecimento do trabalhador 135
 Marcos históricos da vigilância sanitária 140
 Responsabilidade das três esferas do governo da vigilância sanitária 144
 Objetivos do sistema de informação em saúde 149
 Finalidades que competem ao CNES 159
 Contribuição das esferas do governo para o SINAN 162
5
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE FIGURAS
 Equilíbrio do homem com a natureza 14
 Perspectiva holística da saúde 15
 Enfermagem e saúde 15
 As definições de saúde envolvem ações de políticas públicas de 
diferentes aspectos 17
 Equilíbrio 18
 A Pirâmide de Maslow. 19
 Necessidades de autorrealização 20
 Motivação pelo reconhecimento 23
 Saúde coletiva 24
 Consulta de enfermagem 25
 Desafios da saúde coletiva 26
 Coleta de dados 31
 Atributos da APS 31
 Primeiro contato 33
 Consulta médica 34
 Prevenção primária 35
 Ditadura 42
 Saúde coletiva 42
 Desafios da saúde pública 43
 Censura 44
 Democratização 45
 Pilares da VIII Conferência Nacional de Saúde 46
 Reformulação do modelo de saúde pública 47
 Leis do Sistema Único de Saúde 48
 Princípios do SUS 49
 Princípios do equidade 50
 Princípios da descentralização 51
 Princípio da participação social 53
 Direção do Sistema Único de Saúde (SUS) 56
 Leis do Sistema Único de Saúde (SUS) 57
6
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
 Redes de Atenção à Saúde 58
 Sistema de saúde 61
 Educação 70
 Níveis de mensuração 71
 Indicadores de saúde 73
 Grupo populacional 74
 Indicadores de serviços de saúde 76
 Medidas de mortalidade, morbidade e fecundidade 78
 Redução da mortalidade infantil 80
 Taxa de morbidade 82
 Doenças infectocontagiosas 84
 Doenças crônicas 85
 Coeficiente de incidência 86
 Taxa de morbidade 87
 Notificação compulsória 89
 Vigilância em saúde 96
 Vacinação 97
 Áreas de atuação da vigilância em saúde\ 97
 Esferas de atuação da vigilância em saúde 100
 Medicina preventiva 101
 Fatores de interação da história natural da doença 103
 Prevenção 104
 Prevenção primária 105
 Prevenção secundária 106
 Prevenção terciária 107
 Variáveis dos eventos de saúde 110
 Terapia medicamentosa 112
 Cadeia epidemiológica 113
 Aedes aegypti 117
 Doenças crônicas e agravos não transmissíveis 119
 Vigilância ambiental em saúde 124
 Instrumentos e métodos utilizados na vigilância ambiental em saúde 125
 Instituições e órgãos ativos na vigilância ambiental em saúde 126
7
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
 Vigilância ambiental dos fatores de riscos biológicos 127
 Vigilância e controle dos fatores de riscos não biológicos 128
 Dengue 128
 Ciclo de transmissão da malária 130
 Organização das ações 131
 Aspectos pertinentes relacionados à saúde do trabalhador 133
 Eixos da saúde do trabalhador 133
 Ações da vigilância sanitária 138
 Áreas de atuação da vigilância sanitária 138
 Níveis de competência do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária 140
 Representação gráfica do conceito de informação 148
 Principais categorias de informação 150
 Principais sistemas nacionais de informação em saúde 152
 Estratégias para a execução do censo 154
 Brasil – pirâmide etária absoluta (1980) 155
 Brasil – pirâmide etária absoluta (1990) 155
 Brasil – pirâmide etária absoluta (2010) 156
 Brasil – pirâmide etária absoluta (2030) 157
 Objetivos do SINAN 161
 Condições para utilização da ficha de notificação 165
 Nascimento 166
 Indicadores específicos de mortalidade 168
8
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
1UNIDADE
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 14
1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CONCEPÇÃO DE SAÚDE-DOENÇA 16
INTRODUÇÃO 16
1.1 VISÃO HOLÍSTICA DA SAÚDE 16
1.2 NÍVEIS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 32
2 AS EVOLUÇÕES HISTÓRICAS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL 44
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 44
2.1 A HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL 44
2.2 SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) 56
2.3 REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE 60
3 INDICADORES DE SAÚDE E NOTIFICAÇÕES DE DOENÇAS 72
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 72
3.1 INDICADORES DE SAÚDE (MORBIDADE, MORTALIDADE, 
FECUNDIDADE) 72
3.2 REGISTRO DE DOENÇA E NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA 91
4. SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE 98
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 98
4.1 VIGILÂNCIA EM SAÚDE 98
4.2 MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE DOENÇAS 112
5. VIGILÂNCIA EM SAÚDE E AS ÁREAS DE ATUAÇÃO 126
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 126
5.1 VIGILÂNCIA EM SAÚDE 126
5.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA 140
1UNIDADE
1UNIDADE
1UNIDADE
1UNIDADE
9
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
6. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO BRASIL 150
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 150
6.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS) 150
6.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE 161
1UNIDADE
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ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
ICONOGRAFIA
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SAÚDE COLETIVA
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
A disciplina Saúde Coletiva objetiva informar sobre os principais tópicos ne-
cessários para a realização de ações e serviços de monitoração e intervenção 
relacionados aos determinantes do processo saúde doença, incidentes sobre 
indivíduos ou sobre a coletividade, com a finalidade de reabilitar, prevenir 
agravos e promover a saúde da população. Vale destacar que, ao longo dos 
anos, esforços têm sido realizados no Brasil para o avanço da saúde coletiva 
e atendimento das necessidades humanas tendo, como porta de entrada, a 
atenção primária.
UNIDADE 1
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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SAÚDE COLETIVA
> Indicar conceitos 
referentes à saúde e 
doença, permitindo 
uma visão holística 
dos ser humano.
> Conhecer os pilares 
da promoção de 
saúde e identificar os 
níveis de prevenção 
de saúde.
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1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA 
CONCEPÇÃO DE SAÚDE-DOENÇA
INTRODUÇÃO
Esta unidade abordará uma reflexão sobre a evolução histórica da concepção 
de saúde-doença, permitindo uma visão holística do ser humano, bem como 
rediscutir os pilares da promoção de saúde e identificação dos níveis de pre-
venção de saúde.
De acordo com a perspectiva histórica, serão apresentadas diferentes concep-
ções de saúde e doença. Em cada período considerado, você será capaz de 
estabelecer relações entre as diferentes concepções de saúde, modelos assis-
tenciais, condições de vida e organização socioespacial. 
Trata-se, portanto, de um tema que deve alcançar grande importância na es-
truturação e desenvolvimento de sua compreensão sobre saúde e, consequen-
temente, sobre como lidar com a organização de ações e práticas sanitárias 
coletivas. 
1.1 VISÃO HOLÍSTICA DA SAÚDE
Para compreender de fato a visão holística da saúde, faz-se importante analisar 
a evolução histórica dessas práticas. Nas primícias, a detenção da saúde estava 
correlacionada ao equilíbrio do homem com a natureza, não podendo esse 
sistema entrar em desarmonia (LEITE; STRONG, 2006).
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EQUILÍBRIO DO HOMEM COM A NATUREZA 
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de uma mulher sentada diante do mar e com semblante sereno.
Já Hipócrates considerava que o processo de saúde-doença estava interligado 
com a doença como um todo, devendo analisar e correlacionar a enfermida-
de com a natureza, bem como com as leis universais e qualidade individual. A 
partir do Renascentismo, observou-se uma visão pautada na razão, em que o 
corpo era visto de modo fragmentado, num universo matemático e mecânico, 
entretanto, conduzido pela medicina humanística (LEITE; STRONG, 2006).
A perspectiva holística na saúde consiste em ver o indivíduo como um todo, 
ou seja, em sua totalidade e não de modo fragmentado, considerando suas 
particularidades física, mental, social e espiritual, voltado para o pluralismo e 
diversidade de cada um (LEITE; STRONG, 2006).
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SAÚDE COLETIVA
PERSPECTIVA HOLÍSTICA DA SAÚDE 
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de uma profissional de saúde tocando as mãos de uma paciente.
Essa vertente tem como precursor Jan Smuts que, com seu livro, publicado em 
1926, sustentava “[...] a existência de uma continuidade evolutiva entre matéria, 
vida e mente”, teoria que ia contra os preceitos da época, baseadas no paradig-
ma cartesiano-newtoniano, que previa a avaliação do indivíduo por meio da 
racionalidade, objetividade e quantificação (LEITE; STRONG, 2006).
ENFERMAGEM E SAÚDE
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de profissional de saúde priorizando o contato humano em busca 
em ofertar a saúde como bem-estar físico, mental e social.
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Dessa forma, para abranger os preceitos dos cuidados em saúde pautados na 
visão holística, o profissional precisa atentar-se para garantir a qualidade de 
assistência ao paciente, oferecendo ciência, tecnologia, avanços em métodos 
diagnósticos e tratamentos terapêuticos, assim como considerar a presença do 
contato humano no atendimento à saúde, priorizando a dignidade do indiví-
duo, tratando-o em sua totalidade e não apenas a sua patologia (SARMENTO 
et al., 2021).
1.1.1 CONCEITO DE SAÚDE-DOENÇA
Historicamente, o processo saúde-doença foi construído, desconstruído e re-
construído ao longo do tempo, com o intuito de buscar explicações para o so-
frimento humano, descentralizando a concepção religiosa para explicar a pre-
sença da doença (ARANTES et al., 2008).
Pensando em fortalecer as bases conceituais sobre saúde-doença, em 1948, 
a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu um conceito amplo de saú-
de que a definia como “o estado do mais completo bem-estar físico, mental e 
social e não apenas a ausência de enfermidade”, modificando tal conceito em 
1988, passando a considerar saúde como bem-estar físico, mental, social e espi-
ritual (BRASIL, 1986; ARANTES et al., 2008).
Duas concepções marcaram a história no intuito de explicar a presença da do-
ença. São elas: Concepção Fisiológica e a Concepção Ontológica, conforme ex-
planado no quadro a seguir (ARANTES et al., 2008):
• Existem alguns modelos explicativos do processo 
saúde-doença. Leia o artigo Modelos explicativos 
em saúde coletiva: abordagem biopsicossocial e 
auto-organização, disponível aqui. 
• Leia o e-book Sabedoria Incomum, de Fridjot 
Capra. Disponível aqui. 
https://www.scielosp.org/article/physis/2010.v20n3/753-767/pt/
http://joinville.ifsc.edu.br/~matias.corbett/Livros/Sabedoria%20Incomun-%20Fritjof%20Capra.pdf
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Concepção 
fisiológica
Tem Hipócrates como precursor e vê o paciente como um 
todo, analisando a presença da doença como consequência 
do desequilíbrio entre as forças da natureza que estão dentro e 
fora da pessoa, descentralizando a ação fisiológica anormal do 
organismo do indivíduo. 
Concepção 
ontológica
Neste tipo de concepção, a doença é considerada uma 
entidade que invade o organismo, pautada em concepções 
místicas e religiosas, que consideravam a doença como um 
castigo proveniente de deuses, consequência de pecados 
cometidos.
Fonte: adaptado de Arantes et al. (2008).
A partir disso, os conceitos foram sendo modificados, dando espaço para outras 
vertentes. A teoria microbiana, ao final do século XIX, prevê a doença como con-
sequência de multifatores de ordem socioeconômicos (BRASIL, 1986). 
AS DEFINIÇÕES DE SAÚDE ENVOLVEM AÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE DIFERENTES 
ASPECTOS
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: imagem de um profissional de saúde com caneta na mão, prescrevendo 
algo, e estetoscópio no pescoço. A sua frente, há as mãos entrelaçadas de outra pessoa, o 
paciente.
Atualmente, os condicionantes individuais e coletivos, que definem a causali-
dade da doença por meio da correlação agente, hospedeiro e meio ambiente 
que, considerando a história natural das doenças, acredita-se que exista um 
processo que interliga a tríade citada que, por sua vez, estimula o desenvolvi-
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mento da patologia e a recuperação ou não do indivíduo (BRASIL, 1986; GAM-
BA; TADINI, 2010).
EQUILÍBRIO
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de uma mulher de branco inspirando e abrindo os braços. 
Nesse contexto, o processo saúde-doença está vinculado às necessidades hu-
manas, baseado nos determinantesque condicionam o estado de saúde e 
doença de um determinado indivíduo e sua coletividade (GUALDA; BERGA-
MASCO, 2004).
1.1.2 NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS 
Abraham Harold Maslow foi um psicólogo importante entre 1940 e 1950. Nas-
cido em Nova York, em 1908, enfrentou preconceito devido a diversidades por 
ser judeu. Ao longo de sua carreira, Maslow estudou e desenvolveu diversas 
teorias que fundaram a base da Psicologia Humanista, porém, por sua fami-
liarização acerca da hierarquia das necessidades humanas, criou e colocou 
em destaque a Teoria das Necessidades Humanas (OLIVEIRA; SILVA, 2021).
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Em sua teoria das necessidades Humanas, Maslow propôs a elucidação dos 
grupos por meio de uma pirâmide, a conhecida Pirâmide de Maslow, que 
agrupou os cinco níveis das necessidades: “fisiológicas, de segurança, sociais, de 
autoestima e de autorrealização”, conforme imagem abaixo (OLIVEIRA; SILVA, 
2021, p. 102):
A PIRÂMIDE DE MASLOW.
Fonte: adaptada de Oliveira e Silva (2021).
#PraTodosVerem: imagem da pirâmide das necessidades humanas com os cinco níveis – de 
cima para baixo: autorrealização; estima; afetivo; segurança; fisiológico.
Sua teoria é considerada uma das mais importantes, 
pois o autor organizou as necessidades humanas 
em cinco grupos diferentes e concluiu que quanto 
mais forte for uma necessidade, mais motivada 
a pessoa se sente para conseguir saciá-la, no 
entanto, quando satisfeita a necessidade se passa 
para o nível superior daquela necessidade (WYSE, 
2018, p. 135-136).
Autorrealização
Estima
Afetivo
Segurança
Fisiológico
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Como pode ser observado, o primeiro nível, localizado na base da pirâmide, diz 
respeito às necessidades fisiológicas como fome, sede, sono, frio, desejos se-
xuais e compreendem as necessidades urgentes, ou seja, que precisam de in-
tervenção rápida para alcançar satisfação. Somente após a compensação será 
possível avançar para a próxima etapa da pirâmide (OLIVEIRA; SILVA, 2021).
Na sequência, está explícito na pirâmide o nível das necessidades de segu-
rança - aquelas essenciais para garantir a integridade individual e coletiva.
NECESSIDADES DE AUTORREALIZAÇÃO
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de um homem subindo escada, representando ascensão 
profissional. 
Nesse quesito, a segurança pode ser entendida como conquistar um empre-
go que vise segurança financeira, uma casa em local seguro que represente 
o conforto para deixar seus bens pessoais protegidos, uma boa escola para 
os filhos, assegurando educação de qualidade e criticidade futura (OLIVEIRA; 
SILVA, 2021).
Tipo 1 de necessidade de segurança/ proteção
Necessidade de segurança do corpo contra riscos físicos, por exemplo, 
contra a violência e acidentes.
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Tipo 2 de necessidade de segurança/proteção
Necessidade de estabilidade profissional, que gera segurança financeira.
Tipo 3 de necessidade de segurança/ proteção
Necessidade de segurança nas questões relacionadas à saúde, por 
exemplo, planos de saúde e hábitos saudáveis.
Tipo 4 de necessidade de segurança/ proteção
Necessidade de segurança em questões relacionadas à segurança da 
família, por exemplo, seguro de vida.
Tipo 5 de necessidade de segurança/ proteção
Necessidade de segurança da propriedade, por exemplo, casa própria, 
seguro de bens e segurança pública (OLIVEIRA; SILVA, 2021).
Em seguida, estão as necessidades sociais, anteriormente nomeadas por 
Maslow como necessidades de aflição ou amor, as quais estão diretamente li-
gadas às relações afetivas - em comunidade, amorosa, fraternal - e visam de-
senvolver a socialização e satisfação pela participação em grupos sociais (OLI-
VEIRA; SILVA, 2021).
Tipo 1 de necessidade social
Necessidade de boas relações de amizades, carinho e reciprocidade.
Tipo 2 de necessidade social
Necessidade de bom convívio familiar.
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Tipo 3 de necessidade social
Necessidade de relacionamento amoroso respeitoso.
Tipo 4 de necessidade social
Necessidade de ações em grupos comunitários, ajuda às pessoas 
carentes e/ou projetos sociais.
Tipo 5 de necessidade social
Necessidade de participação (pertencimento) em organizações 
religiosas, escola e trabalho (OLIVEIRA; SILVA, 2021).
Subindo a pirâmide, estão as necessidades humanas ou necessidades de 
estima. Quanto a esse nível da hierarquia, conforme Oliveira e Silva (2021, p. 103):
Finalmente, no topo da pirâmide estão as necessidades de autorrealização 
e/ou metamotivação. Consideradas as mais difíceis de serem alcançadas 
por buscar satisfação própria, são voltadas para a autocrítica e autoavaliação, 
Essas se manifestam sob o aspecto de 
autoafirmação ou valorização das pessoas em 
relação a si mesmas ou com relação aos outros. 
Dessa forma, a procura de poder, status, prestígio 
ou de reconhecimento, desencadeia a busca 
de satisfação das necessidades de estima. Ao 
refletirmos sobre esse tipo de necessidade no 
contexto das organizações, destaca-se, por 
exemplo, a importância da valorização das 
pessoas, bem como o investimento na carreira 
dos seus profissionais por meio de treinamentos, 
da elaboração de um plano de cargos e salários 
adequados etc.
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além de envolverem a realização dos desejos e sonhos de cada indivíduo, seja 
o sucesso profissional, motivacional, afetivo, financeiro, entre outros (OLIVEI-
RA; SILVA, 2021).
Necessidade de estima é a necessidade de sentir-se respeitado e apreciado. 
Supridos, os três primeiros níveis, as necessidades de estima desempenham 
um papel dominante nas ações do ser humano, já que o autorreconhecimento 
e o reconhecimento social são fatores estimulantes para executar uma ação.
Destaca-se que toda pessoa age com a expectativa de ter seu esforço reconhe-
cido e que quanto maior o retorno desse reconhecimento, mais confiante e 
motivada ela ficará para agir.
MOTIVAÇÃO PELO RECONHECIMENTO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: ilustração de uma mão levantando um troféu - vitória, reconhecimento, 
sucesso.
Assista ao vídeo O que é a Pirâmide de Maslow e 
a Hierarquia de Necessidades Humanas || Como 
Funciona? Abraham Maslow, disponível aqui. 
https://www.youtube.com/watch?v=4CQ8hikyOQM
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A teoria de Maslow é evidenciada por uma hierarquia dividida em necessida-
des mais e menos urgentes, sendo que as mais urgentes devem ser realizadas 
antes das de nível mais baixo para que se alcance harmonia e uma plena satis-
fação (NASCIMENTO; AZEVEDO, 2020 apud OLIVEIRA; SILVA, 2021).
1.1.3 SAÚDE COLETIVA 
Para compreender o conceito de saúde coletiva, é importante que saibamos o 
conceito de saúde trazido nos documentos oficiais que regem nosso sistema 
de saúde. A Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988) define saúde como: 
“[...] direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e o 
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção 
e recuperação.”
SAÚDE COLETIVA
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de uma enfermeira realizando palpação em região abdominal de 
criança.
Essa definição serve como base teórica para a institucionalização do Sistema 
Único de Saúde (SUS) e, a partir dela, foi criada a saúde coletiva. Pautada nessa 
vertente, a saúde coletiva consiste em um campo que busca compreender a 
saúde e relacioná-laaos determinantes sociais de saúde, como fatores sociais, 
econômicos e ambientais, a fim de contribuir para fortalecimento de políticas 
públicas voltadas para a promoção da saúde, prevenção e cuidado acerca de 
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patologias e agravos que envolvem os indivíduos e a coletividade (MOREIRA; 
ARCARI; COUTINHO, 2018).
Para que possamos nos aprofundar nessa temática, é essencial que tratemos 
da história da saúde no Brasil. A partir da Reforma Sanitária, movimento forma-
do por médicos e outros profissionais da saúde, nascido na luta contra a dita-
dura, em meados de 1970, era pautado na premissa da necessidade de mudan-
ças na área da saúde como um todo, tendo como ideologia questões sociais e 
políticas, prevendo e buscando melhores condições e qualidade de vida para a 
população (COHN, 2018; MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 2018).
CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de uma enfermeira realizando orientações acerca da medicação. 
A saúde coletiva abrange atualmente um conjunto 
complexo de práticas e saberes relacionados ao 
campo da saúde, envolvendo desde organizações 
que prestam assistência à saúde da população até 
instituições de ensino e pesquisa e organizações 
da sociedade civil. Compreende práticas técnicas, 
científicas, culturais, ideológicas, políticas e 
econômicas (MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 
2018, p. 16).
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O foco da saúde pública é o indivíduo, a população. Portanto, as ações e po-
líticas da saúde coletiva estão voltadas para orientações sobre estilo de vida, 
direitos humanos, democratização da vida social. Dessa forma, a saúde coletiva 
pode ser vista como “uma nova forma de saúde pública”, devido às mudanças e 
redirecionamento dos conceitos de saúde e de cuidado trazido em séculos an-
teriores. Para entender um pouco mais sobre os desafios que a saúde coletiva 
no SUS, acompanhe a seguir (MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 2018).
DESAFIOS DA SAÚDE COLETIVA
Fonte: Moreira, Arcari e Coutinho (2018, p. 17).
#PraTodosVerem: imagem com os principais desafios da saúde coletiva no SUS - Serviço de 
qualidade; Insumos, medicações gratuitas, tratamento oncológico, internações, intervenções 
cirúrgicas; Construção de carreira promissora para os profissionais de saúde da equipe básica 
(médicos, enfermagem e dentistas); Defesa de políticas universalistas no campo da saúde e 
da vida coletiva para atuação conjunta com os governos e a sociedade civil. 
Desafios da Saúde coletiva dentro do SUS
Serviço de qualidade
Insumos, medicações gratuitas, tratamento 
oncológico, internações, intervenções cirúrgicas
Construção de carreira promissora para os profis-
sionais de saúde da equipe básica (médicos, enfer-
magem e dentistas)
Defesa de políticas universalistas no campo da 
saúde e da vida coletiva para atuação conjunta 
com os governos e a sociedade civil
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SAÚDE COLETIVA
A saúde coletiva vai além da prevenção e ausência de doenças, agravos, mor-
bidade e mortalidade. Tem como meta melhorar a qualidade de vida do indi-
víduo e de sua coletividade, bem como permitir a liberdade humana e o bem-
-estar físico, mental, social e espiritual, voltado para o pluralismo e diversidade 
de cada um (MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 2018).
Já a saúde pública se difere da saúde coletiva, tendo imensos desafios a serem 
conquistados.
Dessa forma, saúde pública e saúde coletiva são conceitos distintos, assim 
como seus objetivos e metas, sendo necessário os diferenciar.
Toda saúde pública é coletiva, mas nem toda 
saúde coletiva é pública. O planejamento da saúde 
pública é mais amplo que o da saúde coletiva 
(MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 2018, p. 17).
A saúde pública é um conjunto de ações e 
serviços de caráter sanitário que têm como 
objetivo prevenir ou combater patologias ou 
riscos à saúde da população. Geralmente, o termo 
saúde pública é erroneamente utilizado como 
sendo saúde coletiva porque, como é dever do 
Estado assegurar políticas de promoção à saúde, 
esse aparece como o termo mais conhecido. 
(MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 2018, p. 18).
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Sobre a história da saúde coletiva no mundo, alguns marcos merecem desta-
que. Portanto, para que você possa ter conhecimento sobre a vasta cronologia, 
a seguir estão expostas algumas referências que contribuirão com seu conhe-
cimento.
QUADRO 1: SAÚDE COLETIVA NO MUNDO
Para saber mais sobre saúde pública e saúde 
coletiva, assista ao vídeo disponível aqui e leia o 
artigo disponível aqui.
ANO MARCO CRONOLÓGICO
1974
Informe Lalonde: uma nova perspectiva sobre a saúde dos canadenses - A 
New Perspective On The Health of Canadians.
1976 Prevenção e Saúde: Interesse para Todos. DHSS (Grã-Bretanha).
1977 Saúde para Todos no Ano 2000 – 30ª Assembleia Mundial de Saúde.
1978
Conferência Internacional sobre Atenção Primária de Saúde - Declaração de 
Alma-Ata.
1979
População Saudável/ Healthy People: The Surgeon General’s Report on 
Health Promotionan and Disease Prevention. US-DHEW (EUA).
1980
Relatório Black sobre as Desigualdades em Saúde/Black Report on Inequities 
in Health. DHSS (Grã-Bretanha).
1985
Escritório Europeu da Organização Mundial da Saúde: 38 Metas para a Saúde 
na Região Europeia. 
1986
Alcançando Saúde para Todos: Um Marco de Referência para a Promoção da 
Saúde/ Achieving Health for All: A Framework for Health Promotion – Informe 
do Ministério da Saúde do Canadá. Min. Jack EPP Carta de Ottawa sobre 
Promoção da Saúde – I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde 
(Canadá).
1987 Lançamento pela OMS do Projeto Cidades Saudáveis.
https://www.youtube.com/watch?v=Y3FFIYH7O5Q
https://www.ufg.br/n/82100-saiba-a-diferenca-entre-saude-coletiva-e-saude-publica
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SAÚDE COLETIVA
1988
Declaração de Adelaide sobre Políticas Públicas Saudáveis – II Conferência 
Internacional sobre Promoção da Saúde (Austrália) De Alma-Ata ao ano 2000: 
reflexões no Meio do Caminho – Reunião Internacional promovida pela OMS 
em Riga (URSS).
1989
Uma chamada para a Ação/ A Call for Action – Documento da OMS sobre 
promoção da saúde em países em desenvolvimento.
1990 Cúpula Mundial das Nações Unidas sobre a Criança (Nova York)
1991
Declaração de Sundsvall sobre Ambientes Favoráveis à Saúde – III Conferência 
Internacional sobre Promoção da Saúde (Suécia).
1992
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento 
(Rio 92)/ Declaração de Santa Fé de Bogotá – Conferência Internacional sobre 
Promoção da Saúde na Região das Américas (Colômbia).
1993
Carta do Caribe para a Promoção da Saúde - I Conferência de Promoção da 
Saúde do Caribe (Trinidad e Tobago)/ Conferência das Nações Unidas sobre 
os Direitos Humanos (Viena).
1994 Conferência das Nações Unidas sobre População e Desenvolvimento (Cairo).
1995
Conferência das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim)/ Conferência das 
Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Social (Copenhague).
1996
Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (habitat II) 
(Istambul)/ Cúpula Mundial das Nações Unidas sobre Alimentação (Roma).
1997
Declaração de Jacarta sobre Promoção da Saúde no Século XXI em diante - IV 
Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Indonésia).
Fonte: Buss (2000 apud MOREIRA; ARCARI; COUTINHO, 2018, p. 21-22).
Inúmeros foram os marcos para alcançar a melhoria de saúde e a promoção 
da saúde em prol do indivíduo, da coletividade e do ambiente que os cercam.
1.2 NÍVEIS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
O pilar do sistema de saúde brasileiro é a Atenção Primária à Saúde (APS), 
pormeio da qual o indivíduo recebe os primeiros atendimentos, orientações 
e educação em saúde para prevenção de agravos, diagnóstico oportuno e 
acompanhamento de comorbidade visando uma melhor qualidade de vida 
(LAVRAS, 2011).
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1.2.1 ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS)
Lavras (2011, p. 867) conceitua Atenção Primária à Saúde (APS) como:
Considerando a APS como uma estratégia de organização do nível primário 
de atenção à saúde, justifica-se a importância do serviço e de mantê-lo orga-
nizado e ordenado, a fim de garantir resolutividade do serviço, minimizando 
a procura da população pelos níveis secundários e terciários para satisfazer 
demandas que podem ser resolvidas nesse âmbito e, em consequência, re-
duzindo custos e melhorando a assistência (BRASIL, 2015).
A utilização do termo “Atenção Primária à Saúde” 
(APS) expressa comumente o entendimento de 
uma atenção ambulatorial não especializada 
ofertada por meio de unidades de saúde de um 
sistema, que se caracteriza pelo desenvolvimento 
de um conjunto bastante diversificado de 
atividades clínicas de baixa densidade tecnológica, 
o que inclui, em muitos países, como no Brasil, 
as atividades de saúde pública. É senso comum 
também entender essas unidades como espaços 
onde se dá, ou deveria se dar, majoritariamente, 
o primeiro contato dos pacientes com o sistema 
e onde existe capacidade para a resolução de 
grande parte dos problemas de saúde por eles 
apresentados.
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SAÚDE COLETIVA
COLETA DE DADOS
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodoVerem: imagem de uma enfermeira realizando a coleta de dados do paciente.
Para alcançar a qualidade de assistência, a APS deve atingir as metas dos sete 
atributos e três papéis em que é dividida. Para melhor compreensão, analise 
a imagem a seguir (BRASIL, 2015):
ATRIBUTOS DA APS
Fonte: BRASIL, 2022.
#PraTodosVerem: ilustração com os sete atributos da atenção primária à saúde - 1) Primeiro 
contato; 2) Longitudinalidade; 3) Integralidade; 4) Coordenação; 5) Focalização na família; 6) 
Orientação comunitária; 7) Competência cultural.
ATRIBUTOS
DA APS
1) Primeiro contato
2) Longitudinalidade
3) Integralidade
4) Coordenação
6) Orientação 
comunitária
7) Competência 
cultural
5) Focalização 
na família
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SAÚDE COLETIVA
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O primeiro nível da APS se dá pelo primeiro contato, que se caracteriza quan-
do o indivíduo procura o serviço de atenção primária, buscando resolutividade 
para um problema, implicando a acessibilidade ao serviço (BRASIL, 2015). 
Na sequência, a longitudinalidade ocorre pela relação bilateral entre o serviço/ 
equipe de saúde e comunidade/ indivíduo, ou seja, ambos estão no mesmo 
nível de entrega (BRASIL, 2015).
No que diz respeito à integralidade, o Conselho Nacional de Secretários de 
Saúde (CONASS) a definem como: 
A coordenação justifica-se pela continuidade do atendimento, do cuidado, 
garantida pela equipe de atenção primária à saúde, de modo contínuo. A fo-
calização na família, como o próprio nome diz, refere-se a ver a família como 
o centro principal do cuidado da equipe de saúde da atenção primária, que 
se correlaciona com a orientação comunitária, que tem por meta reconhe-
cer suas necessidades, contextos de saúde, condições de vida, habitação, eco-
nômicas e sociais e, com base nos principais achados, propor ações e intervir 
continuadamente. Por fim, a competência cultural “convoca uma relação ho-
rizontal entre a equipe de saúde e a população que respeite as singularidades 
culturais e as preferências das pessoas e de suas famílias.” (STARFIELD, 2002 
apud BRASIL (2015, p. 29).
A integralidade significa a prestação, pela equipe 
de saúde, de um conjunto de serviços que 
atendam às necessidades da população adscrita 
nos campos da promoção, da prevenção, da 
cura, do cuidado, da reabilitação e da paliação, 
a responsabilização pela oferta de serviços 
em outros pontos de atenção à saúde e o 
reconhecimento adequado dos problemas 
biológicos, psicológicos e sociais que causam as 
doenças. (BRASIL, 2015, p. 28)
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SAÚDE COLETIVA
PRIMEIRO CONTATO
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de um pai e seu filho buscando atenção em saúde na atenção 
primária
Assim como as estratégias, os três papéis igualmente devem ser desempenha-
dos e cumpridos, sendo eles: resolutividade, coordenação e a responsabilização.
1.2.2 NÍVEIS DE PREVENÇÃO DE SAÚDE
Considerando o conceito de saúde trazido pela Constituição de 1988, explica-
do anteriormente, os níveis de prevenção de saúde têm como meta oferecer 
qualidade de assistência, garantindo a saúde como um todo e impactando po-
sitivamente a saúde dos indivíduos. Para que isso aconteça, é necessário que 
haja fortalecimento das políticas públicas e das ações em saúde, em prol do 
rastreamento e detecção precoce, garantindo uma melhor qualidade de vida 
(BRASIL, 2013).
Em 1970, foi preconizado que a prevenção à saúde fosse dividida em três níveis 
de assistência, objetivando a promoção à saúde exclusivamente nos níveis da 
atenção primária, com foco na educação e orientação individual (BRASIL, 2013). 
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SAÚDE COLETIVA
MULTIVIX EAD
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CONSULTA MÉDICA
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de um médico realizando orientações e apertando a mão do 
paciente. 
Posteriormente, em meados de 1980, a partir da Carta de Ottawa, houve refor-
mulação das propostas e políticas públicas que sugeriam que “a prevenção de 
enfermidades tem como objetivo a redução do risco de se adquirir uma doen-
ça específica, por reduzir a probabilidade de que uma doença ou desordem 
venha a afetar um indivíduo” (CZERESNIA, 2003 apud BRASIL, 2013, p. 14).
No que se referem aos campos de ação definidos na Carta de Ottawa, incluem 
cinco eixos de atuação: 
QUADRO 2: EIXOS DE ATUAÇÃO – CARTA DE OTTAWA
EIXO ATUAÇÃO
1 Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis.
2 Criação de ambientes favoráveis à saúde.
3 Reforço para a ação comunitária.
4 Desenvolvimento de habilidades pessoais.
5 Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. 
Fonte: adaptado de Brasil (2002).
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SAÚDE COLETIVA
O primeiro nível, prevenção primária, é caracterizado por “remover causas e 
fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes 
do desenvolvimento de uma condição clínica” (BRASIL, 2013, p. 14). Para me-
lhor entendimento, podemos citar as vacinações, orientações sobre hábitos 
adequados de vida como dieta balanceada, atividades físicas regulares, entre 
outros.
PREVENÇÃO PRIMÁRIA
Fonte: Freepik (2022).
#PraTodosVerem: imagem de uma profissional de enfermagem aspirando vacina na seringa.
A prevenção secundária pode ser entendida como o rastreamento. Nessa 
fase, ocorrem ações que visam diagnosticar/ detectar uma doença em fase ini-
cial, mesmo em fase assintomática, contribuindo para um melhor prognóstico 
e qualidade de vida. É o caso das ações de rastreamento de câncer (colo uteri-
no, mama, próstata, intestino) (BRASIL, 2013).
A prevenção terciária pode ser entendida como ações que são desenvolvidas, 
a fim de evitar ou minimizar os riscos do indivíduo já portador de determina-
das doenças agudas ou crônicas, venha a desenvolver quadros incapacitantes 
e deterioração da qualidade de vida, como é caso de portadores de diabetes 
mellitus, que podem desenvolver agravamentos devido ao mau controle da 
doença (BRASIL, 2013).
Um quarto nível de prevenção também é trazido por Brasil (2013, p. 15), que se 
definepela: “[...] detecção de indivíduos em risco de intervenções, diagnósticas 
e/ou terapêuticas, excessivas para protegê-los de novas intervenções médicas 
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SAÚDE COLETIVA
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inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis”. A prevenção 
de doenças abarca três categorias, sendo elas: “manutenção de baixo risco, re-
dução de risco e detecção precoce”.
Todas essas estratégias permitem que o indivíduo tenha uma melhor qualida-
de de vida, evitando complicações, tratamentos prolongados e exaustivos.
1.2.3 HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
O modelo da História Natural da Doença, trazido por Leavell e Clark, tem sua 
ênfase na prevenção das doenças, estabelecendo ações elaboradas base-
adas em dados epidemiológicos, que estabeleçam uma estabilidade har-
moniosa entre o meio ambiente, agente patogênico e o indivíduo, e que, 
dessa forma, tentem evitar a ocorrência de doenças infectocontagiosas e 
minimizando os riscos de complicação das doenças crônicas e degenerati-
vas (MARCONDES, 2004).
Quer entender mais sobre os níveis de prevenção 
à saúde? Clique aqui e leia o artigo. 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/rastreamento_caderno_atencao_primaria_n29.pdf
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SAÚDE COLETIVA
De acordo com Puttini; Pereira Junior; Oliveira (2010, p. 757), “[...] o processo na-
tural da doença, assim instalado no corpo humano, evolui em dois períodos 
consecutivos”, os quais se encontram descritos a seguir.
Período pré-patogênico
Neste período, a patologia ainda não está manifesta, os 
determinantes intrínsecos ao sujeito estruturam disposições ao 
adoecimento: são os agentes físicos e químicos, biopatógenos, 
agentes nutricionais, agentes genéticos, determinantes econômicos, 
culturais e psicossociais. Esse período etiológico está também 
designado no nível de atenção primária, porque podemos atuar 
coletivamente, agindo com ações de prevenção, promovendo a 
saúde (com educação, por exemplo) e fazendo a proteção específica 
da saúde (por exemplo, com vacinas).
Entendidos numa relação de causa-efeito, a 
abordagem dos três elementos situa a prática 
médica em duas fases: uma, pré-patogênica, 
na qual os elementos ainda se encontram em 
equilíbrio e, outra, designada como patogênica, 
devido à manifestação de uma doença originada 
no decorrente desequilíbrio entre os citados 
elementos. Nesse modelo, a promoção da 
saúde foi localizada no primeiro de três níveis 
de prevenção (o da prevenção primária) e lá 
responderia pelas ações da fase pré-patogênica, 
de modo a zelar, através de ações de proteção 
específica contra os agravos, com prevenção e 
educação em saúde. Dessa forma, segundo o 
clássico modelo de Leavell & Clark, a prevenção 
primária zelaria pela manutenção do equilíbrio 
entre hospedeiro, agente patogênico e meio 
ambiente (BUSS, 2000 apud MARCONDES, 
2004, p. 10). 
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SAÚDE COLETIVA
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Período patogênico
Neste período, no qual já se encontra ativo o processo patológico, em 
que a doença se processa naturalmente no corpo do ser humano, 
iniciam-se as primeiras alterações no estado de normalidade, pela 
atuação de agentes patogênicos. Seguem-se perturbações bioquímicas 
em nível celular, provocando distúrbios na forma e função de órgãos 
e sistemas, evoluindo para as seguintes possibilidades: defeito 
permanente (sequela), cronicidade, morte ou cura.
Nesse contexto, Puttini, Pereira Junior e Oliveira (2010, p. 756) consideram o mo-
delo proposto por Leavell e Clark como “modelo explicativo multicausal”, pois 
destaca a saúde como um processo, em que a prevenção está fortemente in-
serida tanto para o indivíduo quanto para a coletividade.
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SAÚDE COLETIVA
CONCLUSÃO
Esta unidade visou informar sobre os principais tópicos necessários para a re-
alização de ações e serviços de monitoração e intervenção relacionados aos 
determinantes do processo saúde-doença, incidentes sobre os indivíduos ou 
a coletividade, com a finalidade de reabilitar, prevenir agravos e promover a 
saúde da população.
Espera-se a leitura dos diferentes modelos explicativos do processo de saúde, 
doença e cuidado e a conexão destes com as formas de organização das ações 
e serviços de saúde para a população no território. 
A teoria de Maslow veio para abordar as necessidades humanas básicas, mos-
trando que os humanos satisfazem suas necessidades em diferentes níveis, co-
meçando pelas mais básicas até as mais complexas. 
Por fim, a visão coletiva opta por tratar um todo e não apenas o indivíduo do-
ente. Além disso, práticas preventivas também são essenciais dentro da saú-
de coletiva, com vistas a melhorar as condições do ambiente da comunidade.
MATERIAIS COMPLEMENTARES
Para saber mais sobre o tema leia os artigos a 
seguir:
• Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
• Portaria nº 648, de 28 de março de 2006.
• Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017.
• Política Nacional de Atenção Básica
• Atenção Primária à Saúde. 
• Enfermagem em saúde coletiva: teoria e 
prática.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/pnab.pdf
https://www.paho.org/pt/topicos/atencao-primaria-saude
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788527739047
UNIDADE 2
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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SAÚDE COLETIVA
> Entender 
os aspectos 
históricos, bem 
como os princípios 
doutrinários e 
organizativos do SUS.
> Estudar as leis do 
SUS.
> Compreender 
as dimensões dos 
Pactos do SUS.
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SAÚDE COLETIVA
2 AS EVOLUÇÕES HISTÓRICAS DAS 
POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Refletir sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde pública brasileira 
é essencial para compreender a trajetória do Brasil no campo das políticas 
públicas e sociais. Nesta unidade, você adentrará em uma das histórias mais 
fortes que levaram à criação do SUS como principal sistema que visa princí-
pios universalistas e igualitários baseados na saúde como direito de todos e 
dever do Estado.
2.1 A HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL 
É comum ouvirmos que saúde pública e saúde coletiva são sinônimos. En-
tretanto, são conceitos distintos e com objetivos diferentes. Segundo Morei-
ra et al. (2018, p. 15), a saúde coletiva:
A saúde coletiva teve seu início ao final da década de 1970, a partir da Reforma 
Sanitária, movimento em oposição à Ditadura no Brasil e que visava fortalecer 
ações preventivas, indo contra o modelo hospitalocêntrico e curativo da épo-
ca (MOREIRA et al., 2018).
[...] é composta da integração das ciências sociais 
com as políticas de saúde pública. Ela identifica 
variáveis de cunho social, econômico e ambiental 
que possam acarretar o desenvolvimento de 
cenários de epidemia em determinada região, 
por meio de projeções feitas através da associação 
dos dados socioeconômicos com os dados 
epidemiológicos.
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SAÚDE COLETIVA
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DITADURA
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: ilustração de uma pessoa com vendas nos olhos e na boca, em alusão à 
Ditadura.
A saúde coletiva tinha por objetivo investigar os determinantes de saúde e 
suas associações, a fim de contribuir com o entendimento e pesquisas so-
bre as epidemias de determinadas regiões. Além disso, procurava-se enxergaro indivíduo como pessoa com necessidades, vontades e desejos individuais, 
bem como fortalecer e criar abordagens que explicassem os fatores que con-
tribuíam para o adoecimento dos indivíduos e da coletividade (MOREIRA et 
al., 2018).
SAÚDE COLETIVA
 
Fonte: adaptado de Moreira et al. (2018).
#pratodosverem: a imagem representa o envolvimento da saúde coletiva nos diversos 
movimentos - lutas teóricas; lutas paradigmáticas; lutas ideológicas; lutas políticas. 
Saúde 
coletiva
Lutas 
teóricas
Lutas 
paradigmáticas
Lutas 
ideológicas
Lutas 
políticas
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SAÚDE COLETIVA
Agora que compreendemos o conceito de saúde coletiva, aprofundaremos os 
conhecimentos sobre saúde pública. Por meio da vigilância sanitária, a saúde 
pública visa a prevenção e combate a doenças e agravos e/ou potenciais fato-
res que possam prejudicar o indivíduo ou a coletividade. Desse modo, conforme 
Paim (2006 apud MOREIRA et al., 2018, p. 18), as ações e estratégias são baseadas: 
[...] no uso do conhecimento, médico ou não, para organizar os serviços de 
saúde e o sistema, além da atuação nos fatores do processo saúde/ doença, 
controlando a incidência de doenças por meio de vigilância sanitária. Na 
medida em que as necessidades da saúde vão além das necessidades dos 
serviços de saúde, elas não se restringem a problemas de saúde, ou seja, 
envolvem doenças e riscos, que podem ser carências ou vulnerabilidades que 
expressam modos de vida e identidades. Envolve, assim, o que é necessário 
para ter saúde, sejam os determinantes socioambientais e culturais, seja a 
ideia de projeto (de felicidade, qualidade de vida, gozo estético, filosofia etc.).
Para atingir tais metas, acompanhe os desafios que cercam a saúde pública. 
DESAFIOS DA SAÚDE PÚBLICA
 
Fonte: adaptada de Moreira et al. (2018).
#pratodosverem: ilustração de mãos unidas, explicitando os desafios da saúde pública: 
fome, agressão ao meio ambiente, violência, desemprego e subemprego.
Diante dos desafios expostos, é prudente afirmar que a saúde pública pas-
sa por um processo de construção ao longo do tempo e que, no Brasil, sua 
Fome
Agressão 
ao meio 
ambiente
Desemprego
Subemprego
Violência
Desafios da saúde pública
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história passou por alguns marcos importantes que definiram conceitos que 
aprendemos até os dias atuais (CARVALHO, 2013). 
Em meados de 1964, a ditadura era a base da política nacional. No contexto 
da saúde, os cuidados estavam centrados nas mãos dos médicos e a base 
prioritária era o modelo curativista, devido às propostas pela censura da Di-
tadura na época. Entretanto, mesmo diante da repressão vivida nesse pe-
ríodo, alguns sonhavam com um sistema em que a saúde fosse um direito 
adquirido por todos os indivíduos, devendo o Estado dar condições para al-
cançar esse objetivo (CARVALHO, 2013).
CENSURA
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: imagem de ativistas protestando na época de Ditadura.
Veja, a seguir, os principais movimentos existentes nessa fase.
• Movimentos populares;
• Universidades;
• Partidos políticos progressistas;
• Prefeituras com bandeiras progressistas.
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SAÚDE COLETIVA
Propostas inovadoras que envolviam a comunidade e os técnicos foram sur-
gindo e resultaram no Projeto da Reforma Sanitária, movimento que foi ex-
planado na VIII Conferência Nacional de Saúde, endossando a recomendação 
da Reforma Sanitária (CARVALHO, 2013). 
2.1.1 REFORMA SANITÁRIA
Compreender a Reforma Sanitária está intimamente ligado a refletir sobre 
a formação dos SUS e as mudanças no âmbito da saúde pública brasileira. A 
proposta da Reforma Sanitária era inovadora e compreendia “[...] uma práti-
ca política alternativa, centrada na luta pela democratização do Estado e na 
formulação de um projeto contra-hegemônico, direcionado à ampliação da 
consciência sanitária e do direito à saúde [...].” (PAIVA; TEIXEIRA, 2014, p. 27).
DEMOCRATIZAÇÃO
 
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: imagem de pessoas com as mãos erguidas, reivindicando direitos. 
O objetivo da Reforma era reconstruir a sociedade com novas bases. Anterior-
mente à Reforma Sanitária, o acesso à saúde era restrito aos trabalhadores 
que contribuíam com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Dian-
te desse cenário, era preciso que houvesse uma reformulação no sistema de 
saúde público, de modo que houvesse a descentralização, a hierarquização e 
a participação comunitária (CARVALHO, 2013; PAIVA; TEIXEIRA, 2014).
Para consolidar essas bases, a VIII Conferência Nacional de Saúde, ocorrida 
em 1986, foi considerada um dos marcos mais importantes da reformulação 
do modelo de saúde. Nesta conferência, foi levada em pauta a saúde como 
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um direito adquirido por todos os cidadãos sob responsabilidade do Estado 
para garantir seu cumprimento, consolidando os pilares a seguir (MOREIRA 
et al., 2018).
PILARES DA VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE
Fonte: Moreira et al. (2018, p. 169).
#pratodosverem: esquema com os pilares estabelecidos na VIII Conferência Nacional de 
Saúde: ampliação do conceito de saúde; reconhecimento da saúde como direito de todos 
e dever do Estado; criação do SUS; participação popular; constituição e ampliação do 
orçamento social do SUS.
A partir desse ponto, houve a criação do SUS e a descrição dos direitos à saúde 
publicados na Constituição Federal de 1988 (MOREIRA et al., 2018).
Ampliação do conceito de saúde
Criação do SUS
Reconhecimento da saúde como direito de 
todos e dever do Estado
Participação popular
Constituição e ampliação do orçamento social do SUS
Para saber mais sobre a Constituição de 1988 e o 
conceito de saúde, clique aqui.
http://conselho.saude.gov.br/web_sus20anos/20anossus/legislacao/constituicaofederal.pdf
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SAÚDE COLETIVA
Com a reformulação do modelo de saúde pública, os determinantes sociais 
de saúde e doença passaram a ser considerados relevantes para a preven-
ção da doença e como fatores que podem gerar desigualdades (MOREIRA 
et al., 2018).
REFORMULAÇÃO DO MODELO DE SAÚDE PÚBLICA
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: imagem de um enfermeiro segurando um estetoscópio.
Alguns determinantes sociais são: trabalho, salário, alimentação, habitação, 
meio ambiente, nível de escolaridade, emprego etc. (MOREIRA et al., 2018).
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2.1.2 ASPECTOS HISTÓRICOS, PRINCÍPIOS 
DOUTRINÁRIOS E ORGANIZATIVOS DO SUS
A criação do SUS foi gradual. A partir da VIII Conferência Nacional de Saúde, 
houve a oficialização e promulgação da Constituição Federal, fortalecendo o 
conceito de saúde como direito de todos e obrigação do Estado, visando a 
prevenção de agravos, bem como proteção e recuperação (CARVALHO, 2013).
LEIS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
Fonte: Freepik (2022)
#pratodosverem: imagem de um martelo e de um estetoscópio, simbolizando as leis do SUS.
Pautado nessas bases, o SUS consolidou-se com a Constituição Federal de 1988 
e foi regulamentado pelas leis nº 8.080/90 e nº 8.142/90 (CARVALHO, 2013).
Para saber mais sobre a Lei nº 8.080/90 (BRASIL, 
1990a), confira aqui.
Para conhecer a Lei nº 8.142/90 (BRASIL, 1990b), 
acesse aqui.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm
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SAÚDE COLETIVA
Assim, o SUS é regido pelos mesmos princípios éticos, doutrinas e diretrizesem todo o país: promoção, proteção e recuperação da saúde de forma articu-
lada. Pautado em ideologias que fortalecem a inclusão social, o atual sistema 
de saúde é conduzido por ações que possam reduzir as desigualdades, consi-
derando a heterogeneidade política, social, econômica, cultural e de interes-
ses no território nacional, descentralização, hierarquização, regionalização e 
participação popular.
Nesse contexto, os princípios que regem o Sistema Único de Saúde são:
PRINCÍPIOS DO SUS
Fonte: adaptado de Brasil (2000) e Bernardes (2005).
Dentre os princípios éticos-doutrinários, a respeito do princípio da universa-
lidade, Brasil (2000, p. 30) expõe o seguinte:
Princípios éticos-doutrinários Princípios organizativos
Universalidade
Integralidade
Equidade
Descentralização
Hierarquização
Regionalização
Participação popular
Segundo esse princípio, a saúde é um direito 
de todos e é um dever do Poder Público a 
provisão de serviços e de ações que lhe garanta a 
universalização, todavia, não quer dizer somente a 
garantia imediata de acesso às ações e aos serviços 
de saúde. A universalização, diferentemente, 
coloca o desafio de oferta desses serviços e ações 
de saúde a todos que deles necessitem, todavia, 
enfatizando as ações preventivas e reduzindo o 
tratamento de agravos.
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O princípio da integralidade defende que as ações da atenção à saúde con-
siderem as necessidades individuais e a coletividade, assim como os níveis 
diferentes de complexidade. Para que esse princípio seja efetivo, é necessá-
rio que os serviços de saúde do SUS sejam pautados na humanização (BRA-
SIL, 2000). 
PRINCÍPIOS DO EQUIDADE
 
Fonte: Freepik (2022)
#pratodosverem: imagem com braços entrelaçados de pessoas de diferentes cores e 
classes.
O princípio da equidade visa reduzir as desigualdades regionais e sociais do 
âmbito nacional, buscando um maior equilíbrio (BRASIL, 2000, p. 32): 
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
SAÚDE COLETIVA
Os princípios organizacionais têm como objetivo guiar a estruturação das ins-
tituições de saúde que fazem parte do SUS. O princípio da descentralização 
diz respeito à redistribuição e cooperação financeira nos três níveis do gover-
no: federal, estadual e municipal, de modo que cooperem entre si, reforçando 
suas competências individuais (BRASIL, 2009). 
PRINCÍPIOS DA DESCENTRALIZAÇÃO
 
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: imagem de um martelo da justiça sobre o teclado de um notebook.
Na esteira dos dois princípios apontados, vem a 
necessidade de se reduzir as disparidades sociais 
e regionais existentes em nosso país. O princípio 
da equidade reafirma que essa necessidade deve 
dar-se também por meio das ações e dos serviços 
de saúde. Ainda são grandes as disparidades 
regionais e sociais do Brasil. No entanto, há uma 
sinergia e uma série de externalidades positivas 
geradas a partir da melhora das condições de 
saúde da população, o que faz concluir que de fato 
a saúde é fundamental na busca de uma maior 
equidade.
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SAÚDE COLETIVA
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Nesse sentido, ocorre a municipalização da gestão das ações e serviços de 
saúde, ou seja, o governo municipal passa ser o responsável pela resolutivi-
dade de seus problemas locais, por meio da ampliação do acesso às ações 
básicas e serviços de saúde para a população (BRASIL, 2009).
O Ministério da Saúde (BRASIL, 2000) estabelece cooperação financeira com 
órgãos das três esferas e com entidades públicas e privadas mediante três 
formas de descentralização de recursos:
Transferência
“Transferência de recursos pelo Fundo Nacional de Saúde aos 
municípios, estados e Distrito Federal, de forma regular e automática.”
Remuneração
“Remuneração de serviços produzidos, que consiste no pagamento 
direto aos prestadores estatais ou privados, contratados e conveniados, 
contra apresentação de faturas, referentes a serviços prestados junto à 
população.”
Celebração
Celebração de convênios e instrumentos similares, com órgãos ou 
entidades federais, estaduais e do Distrito Federal, prefeituras [...] e 
organizações não-governamentais [...]”, referindo-se àqueles que se 
interessam por “[...] financiamentos de projetos específicos na área da 
saúde.”
De acordo com Moreira et al. (2018, p. 199), o princípio da regionalização do 
SUS foi estabelecido “[...] como estratégia prioritária para garantir o direito à 
saúde, reduzir desigualdades sociais e territoriais; promover a equidade e a 
integralidade da atenção; racionalizar os gastos e otimizar os recursos; e po-
tencializar o processo de descentralização”.
Para tanto, a proposta é que os serviços de saúde estejam dispostos para usu-
fruto da população por meio do princípio da hierarquização, que divide os 
níveis de assistência do menos ao mais complexo: nível de atenção primária, 
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SAÚDE COLETIVA
secundária e terciária, dispostos após avaliação dos dados epidemiológicos e 
mapeamento da população adscrita em determinada região (BRASIL, 2000).
PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL
 
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: imagem de várias pessoas tocando um objeto em comum, simbolizando 
o princípio da participação social do Sistema Único de Saúde.
Por fim, o princípio da participação social garante a inclusão da população 
na formulação das políticas públicas, além de assegurar sua execução por 
meio dos conselhos de Saúde e das Conferências, nas três esferas do gover-
no - trata-se de um espaço democrático, em que alguns participantes da 
população representam a sociedade em prol dos interesses locais do indiví-
duo, família e coletividade.
2.2 SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
Segundo Brasil (2009, p. 8), o “[...] SUS atua em todo território nacional, com 
direção única em cada esfera do governo, formado por um conjunto de 
ações e dos serviços de saúde sob gestão pública e ordenado em redes re-
gionalizadas e hierarquizadas”. 
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Entretanto, o SUS não atua de forma individualizada, pois está inserido no 
contexto das políticas públicas de seguridade social que compõem a saúde, 
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a assistência social. 
2.2.1 ASPECTOS HISTÓRICOS, POLÍTICOS, 
SOCIAIS E LEGAIS DA GESTÃO DO SUS 
Para compreender os fatos históricos que marcaram a progressão do SUS, é 
essencial citar sobre a Saúde Pública brasileira, marcada por organizações e 
reorganizações administrativas, decretos, leis e normas: 
Saiba mais sobre os Conselhos de Saúde e 
Conferência de Saúde, clicando aqui.
Alguns sistemas análogos à saúde surgiram 
desde a época da colônia, mas beneficiava 
apenas setores e pessoas importantes para 
o império. Em 1923, foi instituído pela Lei Elói 
Chaves – marco inicial da história da previdência 
brasileira – a criação da Caixa de Aposentadoria 
e Pensões (CAP), que tinha como principal 
objetivo garantir aos trabalhadores pensão ou 
afastamento do trabalho por doenças, e em 
alguns casos, a aposentadoria. No sistema CAPs, 
a gestão dos fundos era da iniciativa privada e 
o governo ficava responsável pela criação das 
caixas, sua regulação e funcionamento. As ações 
de saúde nesse modelo privilegiavam apenas os 
trabalhadores com carteira assinada (SALES et 
al., 2019, p. 58). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm
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Outros marcos importantes, conforme Sales et al. (2019, p. 58) são:
1932
“Getúlio Vargas substituiu as CAPs pelos Institutos de Aposentadorias 
e Pensões (IAPs)”.
1965
“Os IAPsforam unificados com a criação do Instituto Nacional de 
Previdência Social (INPS)”.
1977
“Criação do Sistema Nacional de Assistência e Previdência Social 
(SINPAs) e Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência 
Social (INAMPS).”
1982
“Implantação do Programa de Ações Integradas de Saúde (PAIS).”
1986
“8ª Conferência Nacional de Saúde.”
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No que diz respeito à Lei nº 8.080/90, em seu Art. 9º, a direção do SUS é única 
e exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:
DIREÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
Fonte: Brasil (1990a).
Nesse sentido, o SUS é responsabilidade das três esferas do governo: União, 
Estados e Distrito Federal e Munícipios, devendo essas executarem suas fun-
ções, não sendo possível se eximir das obrigações - no município, os gesto-
res da esfera são o prefeito e o secretário municipal de saúde; no estado, o 
governador e o secretário estadual de saúde e, por fim, na União, o presiden-
te e o ministro de saúde (CARVALHO, 2013). 
No que se referem às legislações do SUS, a Constituição Federal pode ser 
citada, mais especificamente no Art. 196, que define a saúde como “direito 
de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômi-
cas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso 
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e re-
cuperação” (BRASIL, 1988).
No âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;
No âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela res-
pectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.
No âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria 
de Saúde ou órgão equivalente.
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SAÚDE COLETIVA
Para a organização do SUS, duas leis criadas foram e são essenciais: 
LEIS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
 
Fonte: adaptada de Brasil (1990a; 1990b).
#pratodosverem: imagem com nº, data de criação e disposição das leis do SUS, de 1990.
Assim, com o SUS, ocorreu uma grande mudança relativa à saúde, que pas-
sou a ser direito de todos, de modo universal, tendo como pauta os princípios 
da universalidade, integralidade, equidade, descentralização, regionalização, 
hierarquização e participação social (SANTOS; GABRIEL; MELLO, 2020).
2.3 REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
A finalidade da Rede de Atenção à Saúde (RAS) é garantir a assistência à saú-
de de modo integral e contínuo, fazendo com que os resultados sanitários e 
econômicos evoluam positivamente com efetividade e eficiência (MOREIRA 
et al., 2018). Algumas RAS foram definidas como prioritárias para o Ministério 
da Saúde: 
Criada em 19/09/1990
Dispõe sobre as con-
dições para a pro-
moção, proteção e 
recuperação da saú-
de, a organização e o 
funcionamento dos 
serviços correspon-
dentes e dá outras 
providências.
Dispõe sobre a par-
ticipação da comu-
nidade na gestão 
do SUS e sobre as 
transferências intra-
governamentais de 
recursos financeiros 
na área da saúde e dá 
outras providências.
Criada em 28/12/1990
Lei nº 8.142/90Lei nº 8.080/90
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REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE
 
Fonte: adaptada de Moreira et al. (2018).
#pratodosverem: esquema com algumas das Redes de Atenção à Saúde: Cegonha Atenção 
Psicossocial; Atenção às Urgências e Emergências; Atenção às Pessoas com Doenças 
Crônicas; Atenção à Pessoa com Deficiência.
Para imergir nos preceitos da RAS, é preciso conhecer sua constituição. Con-
forme estabelecido na Portaria nº 4.279/2010, fazem parte da RAS a população 
e as regiões de saúde, estrutura operacional e modelos de atenção à saúde. 
Esta portaria (BRASIL, 2010, p. 1-2), define:
Rede Cegonha
Rede de Atenção às Urgências e Emergências
Rede de Atenção Psicossocial
Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas
Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência
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SAÚDE COLETIVA
Sendo assim, a portaria está inter-relacionada com as normativas do SUS e 
recomenda a integração sistêmica de ações e serviços de saúde, de modo 
a prover qualidade, humanização no cuidado, proporcionar equidade, 
acessibilidade, eficácia e resolutividade dos serviços de saúde (MOREIRA 
et al., 2018).
2.3.1 ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE 
DO SUS
Mesmo com os avanços do SUS, algumas dificuldades, como a fragmenta-
ção das ações, serviços de saúde, programas e práticas clínicas ainda persis-
tem, conforme demonstrado a seguir pela Portaria nº 4.279/2010 (BRASIL, 
2010, p. 2): 
Dificuldade 1
“Lacunas assistenciais importantes.”
[...] os fundamentos conceituais e operativos 
essenciais ao processo de organização da 
RAS, entendendo que o seu aprofundamento 
constituirá uma série de temas técnicos e 
organizacionais a serem desenvolvidos, em 
função da agenda de prioridades e da sua 
modelagem. [...] O conteúdo dessas orientações 
está fundamentado no arcabouço normativo 
do SUS, com destaque para as Portarias do 
Pacto pela Saúde, a Política Nacional de Atenção 
Básica (PNAB), a Política Nacional de Promoção 
a Saúde (PNPS), a publicação da Regionalização 
Solidária e Cooperativa, além das experiências 
de apoio à organização da RAS promovidas pelo 
Ministério da Saúde (MS) e Conselho Nacional de 
Secretários de Saúde (CONASS) em regiões de 
saúde de diversos estados.
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Dificuldade 2
“Financiamento público insuficiente, fragmentado e baixa eficiência 
no emprego dos recursos, com redução da capacidade do sistema de 
prover integralidade da atenção à saúde”.
Dificuldade 3
“Configuração inadequada de modelos de atenção, marcada pela 
incoerência entre a oferta de serviços e a necessidade de atenção, não 
conseguindo acompanhar a tendência de declínio dos problemas 
agudos e de ascensão das condições crônicas”.
Dificuldade 4
“Fragilidade na gestão do trabalho, com o grave problema de 
precarização e carência de profissionais em número e alinhamento 
com a política pública”.
Dificuldade 5
“Pulverização dos serviços nos municípios”.
Dificuldade 6
“Pouca inserção da Vigilância e Promoção em Saúde no cotidiano dos 
serviços de atenção, especialmente na Atenção Primária em Saúde 
(APS)”.
O contexto brasileiro é marcado por intensas diversidades, sejam elas so-
ciais, econômicas, de saúde e/ou epidemiológicas, sendo expressiva a recor-
rência de doenças infectocontagiosas, crônicas e parasitárias; desnutrição; 
óbitos materno e infantil evitáveis; precária qualidade de vida, entre outras, 
que necessitam de intervenção dos gestores do SUS. Uma alternativa válida 
citada na Portaria nº 4.279/2010 está em: “inovar o processo de organização 
do sistema de saúde, redirecionando suas ações e serviços no desenvolvi-
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SAÚDE COLETIVA
mento da RAS para produzir impacto positivo nos indicadores de saúde da 
população” (BRASIL, 2010, p. 3).
SISTEMA DE SAÚDE
 
Fonte: Freepik (2022).
#pratodosverem: ilustração de um profissional de saúde segurando as mãos de um idoso.
Para que seja possível compreender, a organização por meio da Atenção 
Primária à Saúde (APS) pode ser de grande valia. É preciso recordar que a 
APS é considerada o primeiro nível de atenção à saúde, coordena o cuidado 
e ordena a rede, sendo uma estratégia de saúde que aloca recursos e realiza 
a coordenação clínica, estando inserida na resolução dos desafios socioeco-
nômicos, demográfico, epidemiológicos e sanitários (BRASIL, 2010). 
A portaria nº 4.279/2010 (BRASIL, 2010, p. 3) traz que: 
No Brasil, o debate em torno da busca por maior 
integração adquiriu nova ênfase a partir do Pacto 
pelaSaúde, que contempla o acordo firmado 
entre os gestores do SUS e ressalta a relevância 
de aprofundar o processo de regionalização e de 
organização do sistema de saúde sob a forma de 
rede como estratégias essenciais para consolidar 
os princípios de universalidade, integralidade e 
equidade.
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SAÚDE COLETIVA
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Para consolidar esses princípios, três dimensões são efetivadas: Pacto pela 
Vida, Pacto em defesa do SUS e Pacto de Gestão.
DIMENSÕES DO PACTO PELA SAÚDE
Fonte: adaptado de Brasil (2010).
De forma concomitante com os pactos pela saúde, foram aprovadas a Polí-
tica Nacional de Atenção Básica (PNAB) e a Política Nacional de Promoção 
à Saúde (PNPS), a fim de estabelecer um modelo de atenção para oferecer 
ações de vigilância e promoção à saúde eficazes para as doenças crônicas e 
agudas, perfazendo a atenção primária à saúde como base solidificada da 
RAS no SUS (BRASIL, 2010).
2.3.2 PROGRAMA DA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF)
Em 1994, o Ministério da Saúde lançou o PSF, com o propósito de reorganizar 
o sistema de saúde, agregando profissionais ativamente nos cuidados, aten-
ção e promoção à saúde, centrado na família e na coletividade, no âmbito 
biopsicossocial. Então, as equipes de família passaram a ser compostas por 
equipes de saúde da família, com a presença de médicos, enfermeiros, téc-
nicos de enfermagem, odontólogos e agentes comunitários de saúde (ACS). 
O PSF formaliza-se nos princípios do SUS e visa ampliar a visão do processo 
saúde/doença para aprimorar a qualidade de vida de toda a população (MO-
REIRA et al., 2018).
Pacto pela 
vida
Compromisso com as prioridades que impactam a situação de saúde 
da população brasileira.
Pacto em 
defesa do SUS
Compromisso com a consolidação, com os fundamentos políticos e 
com os princípios constitucionais do SUS.
Pacto de 
gestão
Compromisso com os princípios e diretrizes para a descentralização, 
a regionalização, o financiamento, o planejamento, a programação 
pactuada e integrada, a regulação, a participação social, assim como 
para a gestão do trabalho e da educação em saúde.
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SAÚDE COLETIVA
Assim, o PSF tem como base os seguintes princípios:
PRINCÍPIOS DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF)
Fonte: adaptado de Moreira et al. (2018).
Além de visar melhorias da assistência em saúde, também era prioritário in-
cluir um modelo de educação em saúde (MOREIRA et al., 2018). 
I
Estabelecer vínculos e corresponsabilização entre profissionais de saúde e 
população.
II
Definir o objeto-alvo da atenção à família, aqui entendida a partir do ambiente e 
do espaço geográfico em que vive.
III Responsabilizar-se por uma população adscrita.
IV
Extrapolar uma intervenção em saúde em relação aos muros das unidades 
de saúde, a fim de enfrentar os principais problemas de saúde da população 
adscrita, desenvolvendo ações integrais de saúde relacionados aos indivíduos, às 
famílias, ao meio ambiente e ao ambiente de trabalho.
O PSF prevê o desenvolvimento de práticas 
de educação em saúde voltadas à prevenção 
para a melhoria do autocuidado dos indivíduos. 
Práticas essas que devem permear o trabalho 
de todos os profissionais em seus contatos com 
indivíduos, dentro de suas atribuições básicas. 
Verifica-se que a prática educativa no PSF não 
conta necessariamente com um espaço restrito 
e definido para seu desenvolvimento, antes 
disso, adverte-se os profissionais que devem 
oportunizar seus contatos com os usuários, 
a fim de orientar a prevenção e a educação 
sanitária. para “abordar os aspectos preventivos 
e de educação sanitária”. (BRASIL, 1997 apud 
MOREIRA et al., 2018, p. 212).
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Para cumprir todos os objetivos do PSF, é necessário definir o território de 
trabalho, a fim de identificar as características da população que ali vive, 
além dos atributos de cada região, situação social, histórica e epidemiológi-
ca. Assim, o território é dividido em microáreas, área, segmento e município. 
A microárea compreende um total de 450 a 750 habitantes que ali residem, 
perfazendo a unidade operacional do agente de saúde; a área do PSF é com-
posta pelo conjunto de microáreas em que a equipe de saúde da família 
desempenhará suas ações, sendo que nesta residirão cerca de 2.500 a 4.500 
pessoas (MOREIRA et al., 2018).
2.3.3 PROGRAMA DE AGENTES 
COMUNITÁRIOS (PAC)
O PACS teve início no Ceará, em 1987. A partir do sucesso dessa iniciativa, o 
Ministério da Saúde propôs a criação do Plano Nacional de Agentes Comu-
nitários de Saúde, em 1991, alcançando metas e melhorando indicadores de 
saúde essenciais para a saúde, como a redução da mortalidade materno-
-infantil, aumento da cobertura vacinal e diminuição da transmissão de do-
enças infectocontagiosas (MOREIRA et al., 2018).
Nesse contexto, em 1991, o Programa Nacional de Agentes Comunitários 
(PACS) precedeu o Programa da Saúde da Família (PSF) - programa que era 
formado por agentes comunitários de saúde (ACS) escolhidos pela popula-
ção do local onde viviam, não sendo obrigatório nenhum tipo de formação 
acadêmica. A única exigência era que fossem pessoas com poder de lideran-
ça e com competência escrita e de leitura (MOREIRA et al.., 2018).
A partir dos bons resultados obtidos pelo PACS e o surgimento de novas ne-
cessidades, como a agregação de novos profissionais ao programa, em 1994, 
o Ministério da Saúde lançou o PSF, com propostas de reorganizar o modelo 
de assistência à saúde da população, família e comunidades (MOREIRA et 
al., 2018).
Assim, a partir da implantação do PACS no município, algumas propostas do 
SUS eram consolidadas, pois para execução do programa era preciso cum-
prir requisitos como: conselhos municipais atuantes e ativos; presença de 
uma unidade básica de referência que pudesse ser frequentada pela popu-
lação; disponibilidade de um profissional com formação em nível superior 
para “garantir supervisão e auxílio às ações de saúde, além da existência de 
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fundo municipal de saúde para receber os recursos do programa, tornando-
-se assim um instrumento de reorganização dos modelos locais de saúde” 
(MOREIRA et al., 2018, p. 210). 
2.3.4 ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL E 
MATRICIAMENTO
Visto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a saúde como 
estado completo de bem-estar físico, mental e social, não podemos deixar 
de falar sobre a atenção à saúde mental e matriciamento. Segundo Chiave-
rini et al. (2011), o matriciamento ou apoio matricial foi formulado por Gastão 
Wagner Campos, em 1999, estabelecendo ligações entre a saúde mental e a 
atenção primária à saúde. 
Nesse sentido, o apoio matricial tem como objetivo um novo modelo de orga-
nização da saúde no que se refere à saúde mental. Assim, profissionais espe-
cialistas atuam em conjunto com os profissionais da atenção básica para mo-
dificar o processo de saúde-doença, melhorar a qualidade de assistência aos 
usuários, reduzindo encaminhamentos desnecessários, por meio de ações 
terapêuticas e atividades pedagógicas (FAGUNDES; CAMPOS; FORTES, 2021).
A efetivação do apoio matricial “exige a criação de novas tecnologias de tra-
balho que se pautem na construção do vínculo, permitam a apreensão das 
singularidades de cada indivíduo e também os contextos em que elas estão 
inseridas” (FAGUNDES; CAMPOS; FORTES, 2021, p. 2313).
Para a realização dessas ações, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) 
são as equipes mais preparadas e indicadas para desempenhar essas ativida-
des. Nesse contexto, o matriciamento em saúde mental visa ser uma estra-
Matriciamento não é: encaminhamento ao 
especialista; atendimento individual pelo 
profissional de saúde mental e/ouintervenção 
psicossocial coletiva realizado apenas pelo 
profissional de saúde mental (CHIAVERINI et 
al., 2011).
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tégia para integrar a saúde mental ao cotidiano das práticas da atenção bá-
sica, permitindo garantir a integralidade do cuidado em saúde (FAGUNDES; 
CAMPOS; FORTES, 2021), mostrando-se como uma ferramenta de construção 
de novas práticas em saúde mental nas comunidades, na área em que vi-
vem, assim como propondo “[...] encontros produtivos, sistemáticos e interati-
vos entre equipes da atenção básica e equipes de saúde mental.” (IGLESIAS; 
AVELLAR, 2019, p. 1248).
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SAÚDE COLETIVA
CONCLUSÃO
Esta unidade objetivou apresentar as evoluções históricas das políticas pú-
blicas no Brasil dentre os mais relevantes pontos, como a Reforma Sanitá-
ria, os aspectos doutrinários, históricos e organizativos do SUS, os aspectos 
legais, políticos e sociais da gestão do SUS, os aspectos inerentes às Redes 
de Atenção à Saúde, as peculiaridades do Programa de Saúde da Família, o 
Programa de Agentes Comunitários e, por fim, a Atenção à Saúde Mental e 
Matriciamento. 
Assim, permitiu que você, que atuará como profissional de enfermagem, 
mergulhe nesse âmbito, a fim de compreender as etapas que a saúde per-
correu e percorre, além de seus objetivos, com o propósito de fornecer ao 
usuário uma melhor qualidade de assistência, garantindo que os indivíduos, 
suas famílias e toda a coletividade recebam com eficácia todos os princípios 
propostos pelo SUS.
MATERIAIS COMPLEMENTARES
Para saber mais, leia os artigos a seguir:
• Saúde mental na atenção básica: o trabalho 
em rede e o matriciamento em saúde mental 
na Estratégia de Saúde da Família.
• História da reforma sanitária brasileira e 
do Sistema Único de Saúde: mudanças, 
continuidades e a agenda atual.
• Sobre a história da saúde pública: ideias e 
autores. 
• Tratado de medicina de família e comunidade: 
princípios, formação e prática. 
• Implementação, acesso e uso das práticas 
integrativas e complementares no Sistema 
Único de Saúde: revisão da literatura.
https://www.scielo.br/j/sdeb/a/6WyjmDW55CNQq8fdnHm7h9q/?format=html
https://www.scielo.br/j/hcsm/a/bVMCvZshr9RxtXpdh7YPC5x/?lang=pt
https://www.scielosp.org/article/ssm/content/raw/?resource_ssm_path=/media/assets/csc/v5n2/7095.pdf
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788582715369
https://www.scielosp.org/article/csc/2019.v24n11/4239-4250/
UNIDADE 3
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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SAÚDE COLETIVA
> Aprender sobre 
os indicadores em 
saúde e estudar 
sobre incidência, 
prevalência 
e transição 
demográfica.
> Compreender 
os registros 
das doenças 
de notificação 
compulsória no SUS.
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SAÚDE COLETIVA
3 INDICADORES DE SAÚDE E 
NOTIFICAÇÕES DE DOENÇAS
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Olá! Vamos iniciar a Unidade 3 da disciplina de Saúde Coletiva. Nela, aborda-
remos os indicadores de saúde, sua definição, uso, atributos e notificações 
de doença. Antes de iniciar, vamos recordar o conceito de saúde segundo 
a Organização Mundial de Saúde, que a define como “[...] bem-estar físico, 
mental e social e não apenas a ausência da doença” (WHO, 1946). Consi-
derando essa definição, propôs-se a criação de indicadores operacionais de 
saúde, permitindo o rastreamento de desigualdades em saúde e guiando as 
tomadas de decisão baseadas em evidências para que seja possível alcançar 
a saúde em sua plenitude.
3.1 INDICADORES DE SAÚDE (MORBIDADE, 
MORTALIDADE, FECUNDIDADE)
Há muito tempo, a avaliação do nível de vida dos indivíduos e populações 
é fator de interesse para o governo e instituições de saúde. Em meados de 
1950, a Organização das Nações Unidas sugeriu que houvesse a mensuração 
de dados, a fim de que fosse possível avaliar a qualidade de vida de uma po-
pulação, envolvendo aspectos como: natalidade, morbidade, mortalidade, 
educação, transporte, segurança, habitação, saúde, entre outros. Pautados 
nesse contexto, nesta unidade, abordaremos a saúde como foco principal 
de discussão (MEDRONHO, 2009). 
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EDUCAÇÃO
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de duas crianças sentadas e escrevendo na sala de aula.
Considerando que a premissa de que um indicador é uma ferramenta que 
permite avaliar as características de uma determinada população, os indica-
dores de saúde são utilizados na determinação dos principais problemas de 
saúde pública, na elaboração de políticas e na avaliação da efetividade das 
ações de prevenção e assistência (MEDRONHO, 2009).
Com o passar dos anos, o interesse diante da mensuração do nível de vida 
da população foi alterando-se. Anteriormente centrada na mortalidade, foi 
dando espaço para a morbidade, tendo em vista alcançar medidas de pre-
venção e/ou delongar o adoecimento (MEDRONHO, 2009).
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Diante desses pressupostos, o uso dos indicadores de saúde não deve ser 
restrito apenas a identificar a distribuição espacial, temporal e/ou perfil epi-
demiológico de uma determinada população, em uma referida localização 
geográfica. Por meio de dados fidedignos coletados a partir dos indicadores, 
é possível fundamentar as tomadas de decisões em prol da melhoria de saú-
de e condições de vida, bem como minimizar danos evitáveis (OPAS, 2018).
Assim, para mensurar variáveis, diferentes níveis de mensuração podem ser 
concebidos de duas formas:
NÍVEIS DE MENSURAÇÃO
Fonte: adaptada de OPAS (2018).
Os indicadores de saúde foram desenvolvidos 
para facilitar a quantificação e a avaliação das 
informações produzidas com tal finalidade. 
Em termos gerais, os indicadores são medidas-
síntese que contêm informação relevante sobre 
determinados atributos e dimensões do estado 
de saúde, bem como do desempenho do sistema 
de saúde. Vistos em conjunto, devem refletir a 
situação sanitária de uma população e servir para 
a vigilância das condições de saúde. A construção 
de um indicador é um processo cuja complexidade 
pode variar desde a simples contagem direta 
de casos de determinada doença, até o cálculo 
de proporções, razões, taxas ou índices mais 
sofisticados, como a esperança de vida ao nascer. 
(RIPSA, 2008).
Observação direta de 
um indivíduo
Observação de um 
grupo populacional 
ou região geográfica
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Quando a elaboração dos indicadores ocorre pela mensuração da observa-
ção de um grupo populacional ou espaços geográficos, então podem ser 
classificadas em:
Mensuração consolidada em saúde
Mensuram a saúde de uma população. Pela média, mediana 
e proporções é possível mensurar taxas de incidência de uma 
determinada patologia/ agravo.
Mensuração ecológica ou ambiental
Refere-se aos fatores externos ao indivíduo, ou seja, mensuram a 
exposição de determinada condição/ agravo de acordo com o espaço 
físico em que dada população vive ou trabalha.
Mensuração global
Refere-se aos indicadores contextuais e remetem aos atributos de 
um grupo ou espaço geográfico sem equivalente no nível individual 
(OPAS, 2018).
Para que os indicadores de saúde sejam considerados ferramentas válidas 
para utilização pelos serviços de saúde e gestores, é preciso que tenham 
qualidade.
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INDICADORES DE SAÚDE
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem:imagem de duas pessoas trabalhando, escrevendo e apontando dados e 
gráficos.
A qualidade pode ser avaliada de acordo com sua validade, confiabilidade, 
mensurabilidade, relevância e custo-efetividade (OPAS, 2018).
Validade
Capacidade de medir o que se pretende.
Confiabilidade
Para atingi-la, é preciso ter regularidade nos procedimentos usados 
para medir o que se almeja. Assim, caso outra pessoa tenha a 
intenção de reproduzir as etapas realizadas que você percorreu, se 
realizadas de modo idêntico, deverá chegar aos mesmos resultados.
Mensurabilidade
Refere-se aos dados que podem ser medidos, mensurados.
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Relevância
Serão considerados relevantes os dados que impactarão dentro de 
um contexto, seja social, saúde, econômico e/ou outros.
Após verificada sua qualidade, os indicadores de saúde precisam ser orga-
nizados, atualizados, comparados e disponibilizados para serem utilizados, 
a fim de que estratégias e ações sejam planejadas para melhorar aspectos 
epidemiológicos encontrados e mensurados de determinada região/ popu-
lação avaliada (OPAS, 2018).
GRUPO POPULACIONAL
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um cruzamento repleto de pessoas caminhando. 
Os indicadores de saúde precisam atender alguns requisitos para que pos-
sam ser recomendados e utilizados, conforme exposto no quadro a seguir. 
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SAÚDE COLETIVA
REQUISITOS DOS INDICADORES DE SAÚDE
Fonte: adaptado de OPAS (2018).
Na próxima sessão, você verá sobre a classificação dos indicadores de saúde.
3.1.1 INDICADORES DE SAÚDE (MORBIDADE, 
MORTALIDADE, FECUNDIDADE) 
Os indicadores de saúde são divididos em classificações segundo a dimen-
são do conceito que cada um irá abranger. Dessa forma, apresentam-se em 
três grupos:
CLASSIFICAÇÃO DOS INDICADORES DE SAÚDE
Fonte: adaptada de Medronho (2009).
1 Devem conter boa cobertura da população a ser avaliada.
2
Devem possuir uniformidade quanto à definição e aos procedimentos empregados 
em seu cálculo, garantindo confiabilidade.
3 Devem ser de fácil construção e interpretação.
4
Devem ter sinteticidade, de modo a poder abranger o efeito do maior número 
possível de fatores que influem no estado de saúde das coletividades.
5
Devem ter poder discriminatório, permitindo comparar populações distintas ou a 
mesma população em momentos diferentes.
Indicadores de 
saúde que se refe-
rem diretamente à 
saúde de indivídu-
os ou populações 
(ou à sua falta).
Indicadores de saú-
de que se referem 
ao meio ambiente 
e que influem no 
estado de saúde da 
população.
Indicadores 
de saúde rela-
tivos aos servi-
ços de saúde.
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De acordo com Medronho (2009, p. 33), o primeiro grupo, dos indicado-
res da saúde dos indivíduos, “compreende as medidas de mortalidade, de 
morbidade, do estado nutricional, demográficas, de exposição a fatores de 
risco e de satisfação com o próprio estado de saúde”. O segundo grupo diz 
respeito aos indicadores ambientais, que medem as condições de sanea-
mento básico, acesso à água tratada, rede de esgoto, qualidade do ar, entre 
outros. Já o terceiro grupo, o dos indicadores de serviços de saúde, podem 
ser subdivididos em:
INDICADORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Fonte: adaptada de Medronho (2009).
Agora que você aprofundou seus conhecimentos sobre o conceito de indi-
cadores de saúde, chegou a hora de conhecer como se dá a mensuração da 
saúde e da doença. Para isso, é importante que você aprenda sobre indica-
dores, índices e medidas de frequência. Vamos lá?
Indicadores de insumos
Indicadores de processo
Indicadores de resultados
1
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O índice de Apgar mensura a vitalidade do recém-nascido logo após o nas-
cimento.
E onde se encaixam as medidas de frequência? Conforme Medronho (2009): 
No que diz respeito às medidas de frequência de doenças para medir a mor-
talidade, tem-se a razão entre o número de óbitos e a quantidade de pes-
soas/tempo de exposição, acumulada pela população exposta ao risco de 
morrer (MEDRONHO, 2009).
Proporção
Relação ou quociente entre duas frequências da mesma unidade.
Você sabia que os termos índice e indicador 
são considerados tipos distintos de medidas? 
Conforme Medronho (2009, p. 33): “Indicador 
é uma medida que inclui apenas um aspecto 
relativo ao que se deseja medir, como, por 
exemplo, os coeficientes de mortalidade.”; 
enquanto o termo índice apresenta outro 
significado: “Índice tem por função sintetizar 
em uma única medida diferentes dimensões 
do atributo de interesse, como, por exemplo, os 
escores gerados por meio da escala de Apgar.”
Os indicadores de saúde são normalmente 
expressos por meio de medidas de frequência, 
tais como proporções, coeficientes ou taxas. 
Outros, podem ser expressos em unidades de 
tempo, como a mensuração dos anos de vida 
de determinada população. (MEDRONHO, 
2009, p. 33).
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Coeficiente ou taxa
Quociente entre dois valores numéricos, que expressa a velocidade 
ou a intensidade que um fenômeno qualquer varia por unidade de 
uma segunda variável. São comumente utilizados para estimar o risco 
de ocorrência de determinado adoecimento ou morte (MEDRONHO, 
2009).
Os conceitos expostos até aqui são essenciais para que você possa adentrar 
na próxima etapa desse material didático: indicadores de saúde baseados 
em medidas de mortalidade, morbidade e fecundidade.
MEDIDAS DE MORTALIDADE, MORBIDADE E FECUNDIDADE
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um gráfico de barras digital crescente sobre a mão de uma 
pessoa.
A taxa de mortalidade geral, também conhecida como coeficiente geral 
de mortalidade, é mensurada por meio de coleta de dados secundários, 
provenientes de declarações de óbito (DO) e do sistema de informações so-
bre mortalidade (SIM). Tais taxas são calculadas da seguinte forma (BONITA, 
2010, p. 25):
Taxa de mortalidade geral =
Nº de óbitos no período
x 10n
População no mesmo do período
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Segundo Bonita (2010, p. 25), a taxa de mortalidade geral apresenta alguns 
desvantagens:
O coeficiente de mortalidade infantil tem por objetivo avaliar o nível de 
saúde de determinada população. Para tanto, conforme Bonita (2010, p. 26), 
é calculado segundo a equação:
O coeficiente de mortalidade infantil é considerado um importante indica-
dor de saúde que avalia as condições de saúde em crianças de até um ano 
de idade. A partir da mensuração deste indicador é possível evidenciar a 
efetividade e a resolutividade das políticas públicas de saúde implantadas e 
o desenvolvimento de um país (VICTORIA et al., 2011 apud PÍCOLI; CAZOLA; 
NASCIMENTO, 2019).
A principal desvantagem da taxa de 
mortalidade geral é o fato de não levar em 
conta que o risco de morrer varia conforme 
o sexo, idade, raça, classe social, entre outros 
fatores. Não se deve utilizar esse coeficiente 
para comparar diferentes períodos de tempo 
ou diferentes áreas geográficas. Por exemplo, 
o padrão de mortalidade entre residentes em 
áreas urbanizadas, famílias muito jovens, é 
provavelmente diferente daquele verificado 
entre residentes à beira-mar, locais onde há um 
número maior de pessoas aposentadas. Quando 
se compara o coeficiente de mortalidade entre 
grupos com diferente estrutura etária, deve-se 
utilizar coeficientes padronizados.
Coeficiente de 
mortalidade 
infantil
=
Nº de óbitos entre menores de um ano
x 1000
Nº de nascidos vivos no mesmo ano
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REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um bebê amamentando no seio materno.
Diante de sua importância, a redução da mortalidade infantil foi considera-
da uma das metas a serem atingidas, visto que em sua maioria, as causas 
de mortalidade infantil relatadas são classificadas como causas evitáveis ou 
reduzíveis (MALTA et al., 2010 apud PÍCOLI; CAZOLA; NASCIMENTO, 2019).
Assim como a taxa de mortalidade infantil, também pode ser mensurada 
a taxa de mortalidade para menores de cinco anos. Esse coeficiente é 
considerado um indicador básico de saúde e calcula os óbitos ocorridos em 
crianças entre 1 e 4 anos, 11 meses e 29 dias, correspondentes a acidentes, 
desnutrição, doenças infectocontagiosas, entre outras que podem vir a fin-
dar a vida desses indivíduos.
Outro importante coeficiente avaliado diz respeito à taxa de mortalidade 
materna. Esse indicador mensura o risco de morte materna devido a causas 
diretas ou indiretas inerentes à gestação durante todo o período gestacio-
nal, parto e puerpério (até 42 dias após o término da gestação). Tem como 
padrão de cálculo a seguinte equação (BONITA, 2010, p. 28):
A Portaria nº 72, de 11 de janeiro de 2010 
(BRASIL, 2010a), estabelece sobre a vigilância do 
óbito infantil e fetal, além de trazer definições 
importantes no que concerne ao óbito infantil, 
nascido-vivo e óbito fetal ou natimorto. Acesse-a 
aqui.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt0072_11_01_2010.html
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Dentre as principais causa de óbito materno estão as doenças hipertensivas 
como a eclampsia, síndrome Hellp, doenças hemorrágicas, como descola-
mento de placenta, infecções puerperais e abortos provocados ou não (BEL-
CHIOR et al., 2022).
A partir daqui, estudaremos sobre as taxas de morbidade. Você sabe qual o 
conceito de morbidade? Segundo Galleguillos (2014, p. 64), “[...] a morbidade 
identifica as causas que determinam o adoecer”.
São considerados coeficientes essenciais para avaliar as causas e efeitos da 
ocorrência de determinado agravo/patologia. A partir da mensuração das 
taxas de morbidade é possível identificar o comportamento, incidência e 
prevalência da doença analisada (GALLEGUILLOS, 2014).
Analisando que as taxas de mortalidade são utilizadas para investigar do-
enças que possuem altas taxas de letalidade, as taxas de morbidade são 
usadas para as doenças que apresentam baixo índice de letalidade. Nesse 
contexto, são necessárias para investigação de tendência de mortalidade de 
determinados agravos (GALLEGUILLOS, 2014). 
Taxa de 
mortalida-
de materna
=
Nº de óbitos maternos relacionados à 
gestação, parto e puerpério em um ano
x 100.000
Total de nascidos vivos durante o 
mesmo ano
A expectativa de vida, compreendida como 
a média de anos que se é esperado viver, é 
considerada outro indicador estratégico para 
mensurar o estado de saúde de uma população. 
Pode ser calculada por uma técnica chamada 
tábua de sobrevivência ou tábua da vida 
(MEDRONHO, 2009; BONITA, 2010).
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Para que você consiga compreender, vamos imaginar o seguinte exemplo: 
alguns países estão registrando queda do número de óbitos por determina-
das doenças crônicas, como a hipertensão arterial sistêmica. Essa diminui-
ção pode ser resultado da redução de incidência, ou seja, de casos novos da 
doença e/ou da letalidade, em decorrência de adesão ao tratamento correto, 
melhoria da qualidade de vida, dentre outros fatores que podem contribuir 
(BONITA, 2010).
TAXA DE MORBIDADE
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de uma planilha com gráficos, representando os dados 
epidemiológicos após análise da taxa de morbidade de determinada região.
Você sabia que os seguradores de automóveis 
utilizam os indicadores de morbidade para 
analisar o risco de determinado fato ocorrer? 
Repare que o valor do seguro do automóvel fica 
mais caro para homens com faixa de idade entre 
18 e 25 anos. Isso porque dados epidemiológicos 
demonstram que indivíduos do sexo masculino, 
entre as idades citadas estão mais susceptíveis a 
acidentes automobilísticos.
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Outra importante taxa trazida por Galleguillos (2014, p. 71), é a de fecundi-
dade, representada pelo “[...] número médio de filhos por mulher em idade 
fértil”, sendo esta compreendida entre 15 e 49 anos de idade. Para realizar este 
cálculo, utiliza-se a equação a seguir (GALLEGUILLOS, 2014, p. 72):
Tanto a taxa de fecundidade como de natalidade têm relação direta com o 
empoderamento feminino, transformações sociais, econômicas, melhores 
condições de acesso à saúde, adesão ao uso de contraceptivos, entre outros 
fatores que podem ser observadas em todo o país, sendo mais evidente em 
algumas regiões brasileiras (GALLEGUILLOS, 2014).
A seguir, veremos sobre a transição demográfica epidemiológica. Vamos lá?
3.1.2 TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA 
EPIDEMIOLÓGICA 
Esse tópico compreenderá a transição ocorrida nas últimas décadas no que 
concerne às causas de adoecimento e morte da população e quais fatores 
levaram a essa grande mudança (GALLEGUILLOS, 2014).
CF =
Nº de filhos nascidos vivos de mães de dada faixa 
etária residentes em uma área e ano considerados
x 1.000
População de mulheres de referida faixa etária 
residentes nessa área e ano
Após o início da pandemia de COVID-19, taxas 
de mortalidade, natalidade, fecundidade 
e expectativa de vida sofreram alterações 
exponenciais. Para saber mais a respeito dessas 
mudanças (AASSVE et al., 2020), acesse aqui.
https://www.science.org/doi/10.1126/science.abc9520
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DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: ilustração com ícones das cepas do vírus do HIV, hepatite b, ebola, 
adenovírus, influenza, vírus da raiva, bacteriófago, papilomavírus, rotavírus e herpes.
Há algumas décadas, o Brasil apresentava outro perfil epidemiológico e de 
morbimortalidade, diferente do presenciado atualmente. Entre as principais 
causas de adoecimento e morte estavam as doenças infectocontagiosas e 
uma reduzida expectativa de vida (GALLEGUILLOS, 2014).
Ao passo que ocorria o crescimento econômico, social, de urbanização e in-
dustrialização, além do surgimento de novas tecnologias, principalmente no 
âmbito da saúde, ocorreu um processo de transição demográfica e epide-
miológica (CORTEZ et al., 2019). Houve o processo de envelhecimento popu-
lacional e a mudança nos padrões de saúde e doença, levando a uma dimi-
nuição importante das taxas de mortalidade por doenças infectocontagiosas 
e consequente aumento da expectativa de vida, assim como aumento da in-
cidência de doenças crônico degenerativas, principalmente as cardiovascula-
res, como a hipertensão arterial e de causas externas de mortalidade, como 
acidentes, violência e suicídio (GALLEGUILLOS, 2014).
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DOENÇAS CRÔNICAS
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem das mãos de um paciente sobre a mesa, onde há comprimidos, 
um copo de água e um aparelho de medir a pressão.
Isto posto, segundo Galleguillos (2014, p. 111), é possível afirmar que:
Essas alterações de caráter demográfico, epidemiológico e de morbimor-
talidade levam a uma transformação no sistema de saúde, havendo a ne-
cessidade em ofertar cuidados e orientações voltados para a prevenção em 
saúde e não mais exclusivamente pautados em métodos curativista e hos-
pitalocêntricos (GALLEGUILLOS,2014).
Enquanto a expectativa de vida aumenta, 
as pessoas vivem mais, o número de idosos 
aumenta, o que determina maior número 
de pessoas com doenças crônicas não 
transmissíveis; por outro lado, a diminuição 
de doenças transmissíveis tende a beneficiar 
as populações mais jovens, inclusive, há́ 
diminuição da mortalidade infantil. 
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3.1.3 INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA
Os estudos de dados de morbidade são essenciais para as análises de causa/
efeito. Os indicadores de morbidade permitem realizar diagnóstico em saúde, 
em que a prevalência e a incidência das doenças demonstram seu compor-
tamento - se há́ aumento ou diminuição dos casos. Logo, são essenciais para 
as tomadas de decisões por parte dos gestores em saúde, pesquisadores e 
epidemiologistas. Dividem-se em coeficiente de incidência e coeficiente 
de prevalência (GALLEGUILLOS, 2014). 
COEFICIENTE DE INCIDÊNCIA
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: ilustração de várias pessoas interligadas entre si, formando uma rede.
No que concerne à incidência, esta corresponde ao número de casos novos 
de determinada doença em um dado espaço de tempo. Para mensurar o co-
eficiente de incidência é preciso realizar a seguinte equação (GALLEGUILLOS, 
2014, p. 67): 
Ou seja: “[...] o coeficiente de incidência corresponde à relação entre o número 
de casos novos e o total da população exposta.” (GALLEGUILLOS, 2014, p. 67).
CI =
Nº de casos novos na população residente 
em dado período e área
x 100.000
População residente na área e no mesmo período
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Segundo Kerr-Pontes e Rouquayrol (2003 apud GALLEGUILLOS, 2014, p. 67): 
“[...] a prevalência determina o total de casos de determinada doença; já o 
coeficiente de prevalência estabelece relação entre o total de casos e a 
população que tem risco de ter essa doença”. Em outras palavras, a partir do 
coeficiente de prevalência, é possível avaliar como determinada doença se 
comporta ao longo do tempo em dada região, permitindo avaliar as diferen-
ças apresentadas entre grupos de pessoas (sexo, ocupação, idade, aspectos 
socioeconômicos, entre outros). 
TAXA DE MORBIDADE
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de dois profissionais de saúde em frente ao computador 
conversando sobre dados de saúde e uma terceira pessoa com uma prancheta nas mãos.
Os indicadores de morbidade e mortalidade 
podem ser multiplicados por 1.000, 10.000 ou 
100.000, com exceção da letalidade, que é um 
percentual. A escolha deve levar em conta o 
total da população, ou seja, o valor escolhido 
não pode ser maior que o total da população. 
Se a população total for de 10.000 habitantes, 
deve-se multiplicar por 1.000 ou 10.000 
(GALLEGUILLOS, 2014).
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Portanto, os resultados obtidos permitem ao gestor o planejamento de es-
tratégias e ações que visem a redução dos agravos e consequente melhora 
da qualidade e expectativa de vida, além de prever a quantidade de leitos de 
internação, o quantitativo de consultas médicas, medicamentos etc. (GAL-
LEGUILLOS, 2014).
Para calcular o coeficiente de prevalência, é necessário realizar a equação a 
seguir (GALLEGUILLOS, 2014, p. 68):
Nos tópicos a seguir, veremos sobre o registro de doenças e notificação com-
pulsória e a classificação internacional de doenças (CID-10). Aproveite!
3.2 REGISTRO DE DOENÇA E NOTIFICAÇÃO 
COMPULSÓRIA 
A partir daqui você conseguirá aprender mais sobre as doenças de notificação 
compulsória, seu registro e classificação internacional. Bons estudos!
3.2.1 O QUE É REGISTRO DE DOENÇA E 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) foi implantado, 
de forma gradual, a partir de 1993, com o objetivo de coletar, informar e dis-
seminar dados. Em conjunto com as secretarias epidemiológicas e demais 
sistemas de informação, compreende uma importante ferramenta que auxi-
lia na avaliação dos agravos e doenças existentes em determinados períodos 
e regiões, permitindo analisar a efetividade e eficácia das políticas, planos e 
estratégias de saúde já existentes, além de contribuir com a formulação de 
novas ações e decisões, com vistas à melhoria das condições de saúde da 
população (GALLEGUILLOS, 2014).
CP =
Nº de casos existentes (novos + antigos) na popula-
ção residente em dado período e área considerados
x 100.000
População residente na área no mesmo período
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SAÚDE COLETIVA
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
 
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um profissional da saúde com um estetoscópio em seu 
pescoço e digitando dados em um notebook.
A notificação compulsória é obrigação de todos os profissionais de saúde, 
organizações, estabelecimentos de saúde públicos ou privados e de ensino, 
consistindo em informar/registrar doenças e agravos pré-estabelecidos pelo 
Ministério de Saúde, considerando as particularidades de estados e municí-
pios, de acordo com sua realidade epidemiológica (GALLEGUILLOS, 2014).
Assim, quando houver a suspeita de alguma das doenças e/ou agravos e/ou 
eventos em saúde pública, o profissional de saúde deverá comunicar a vigi-
lância epidemiológica municipal e do estado por meio de notificação com-
pulsória (GALLEGUILLOS, 2014).
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SAÚDE COLETIVA
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
A Portaria nº 2.472, de 31 de agosto de 2010 (BRASIL, 2010b), define as seguin-
tes terminologias:
I - Doença: significa uma enfermidade ou 
estado clínico, independentemente de origem 
ou fonte, que represente ou possa representar 
um dano significativo para os seres humanos;
II - Agravo: significa qualquer dano à integridade 
física, mental e social dos indivíduos, provocado 
por circunstâncias nocivas, como acidentes, 
intoxicações, abuso de drogas, e lesões auto ou 
heteroinfligidas;
III - Evento: significa manifestação de doença 
ou uma ocorrência que apresente potencial 
para causar doença;
IV - Emergência de saúde pública de 
importância nacional - ESPIN: é um evento 
que apresenta risco de propagação ou 
disseminação de doenças para mais de uma 
unidade federada - Estados e Distrito Federal 
- com priorização das doenças de notificação 
imediata e outros eventos de saúde pública, 
independente da natureza ou origem, depois 
de avaliação de risco, e que possa necessitar de 
resposta nacional imediata; e
V - Emergência de saúde pública de 
importância internacional - ESPII: é evento 
extraordinário que constitui risco para a 
saúde pública de outros países por meio da 
propagação internacional de doenças e que 
potencialmente requerem uma resposta 
internacional coordenada.
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SAÚDE COLETIVA
Nesse contexto, inúmeras doenças/agravos precisam de sua atenção para 
proceder com a correta notificação. A Portaria nº 264, de 17 de fevereiro de 
2020, em seu Art. 1º, incluiu a doença de Chagas crônica, a criptococose, a 
esporotricose humana e a paracoccidioidomicose na Lista Nacional de Noti-
ficação Compulsória (BRASIL, 2020).
Agora que compreendemos sobre registro de doença e notificação compul-
sória, vamos atentar para a classificação internacional de doenças (CID-10).
3.2.2 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE 
DOENÇAS (CID-10)
A Classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta mantida 
pela Organização Mundial de Saúde. De caráter classificatório, possui lingua-
gem comum e, conforme Galvão e Ricarte (2021, p. 106): 
Para que você saiba quais doenças e/ou agravos 
e/ou eventos de saúde pública fazem parte 
da lista de notificação compulsória, listade 
notificação compulsória imediata e lista de 
notificação compulsória em unidades sentinelas, 
leia os anexos I, II e III da Portaria nº 2.472 (BRASIL, 
2010b), acessando-os aqui.
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt2472_31_08_2010.html
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SAÚDE COLETIVA
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Dessa forma, a CID tem o propósito de comunicação entre profissionais de 
saúde, pesquisadores e codificadores, de forma global, visando interesses 
epidemiológicos e de gerenciamento de saúde (OPAS, 2022).
Atualmente, a CID passou por reformulação e atualização, entrando em vi-
gor em 2022 a 11ª edição. O novo documento simboliza o avanço da medi-
cina e da cientificidade. Reúne códigos que são de suma importância para 
a realidade de saúde vivenciada atualmente, como a inserção de códigos 
relativos à resistência antimicrobiana; segurança na assistência à saúde, dis-
seminação de um câncer; locais exatos e específicos de fraturas; atualizações 
em condições de saúde mental e inerentes à COVID-19 saúde (OPAS, 2022).
[...] apresenta classes e subclasses de 
doenças, condições relacionadas à saúde 
e causas externas de doença ou morte, 
incluindo: doenças infecciosas e parasitárias; 
neoplasias; doenças do sangue; doenças 
endócrinas, nutricionais e metabólicas; 
doenças do sistema circulatório; transtornos 
mentais e comportamentais; doenças do 
sistema nervoso; doenças dos olhos; doenças 
do ouvido; doenças do sistema respiratório; 
doenças do sistema digestivo; doenças da 
pele e tecido subcutâneo; doenças do sistema 
musculoesquelético e tecido conjuntivo; 
doenças do aparelho geniturinário; lesões, 
envenenamento e certas outras consequências 
de causas externas; gravidez, parto e puerpério; 
condições originadas no período perinatal; 
malformações congênitas, deformações e 
anormalidades cromossômicas; sintomas, 
sinais e achados clínicos e laboratoriais 
anormais; causas externas de morbidade 
e mortalidade; fatores que influenciam o 
estado de saúde e o contato com os serviços 
de saúde etc.
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SAÚDE COLETIVA
Para saber mais sobre os temas abordados, 
acesse estes materiais:
• Muito além da transição epidemiológica: 
doenças crônicas no século XX.
• Guia de Vigilância Epidemiológica do Óbito 
Materno. 
• Manual de Vigilância do Óbito Infantil e Fetal 
e do Comitê de Prevenção do Óbito Infantil e 
Fetal. 
• Indicadores de saúde no Brasil: um processo 
em construção.
• Medindo a ocorrência da doença: incidência 
ou prevalência.
CONCLUSÃO
Nesta unidade, tivemos a oportunidade de compreender a importância dos 
indicadores de saúde, conhecer sobre a incidência, prevalência e transição 
demográfica. Além disso, foi possível compreender sobre os registros das 
doenças de notificação compulsória. 
Conhecer sobre os indicadores de saúde e as doenças de notificação com-
pulsória permite que o profissional de saúde os reconheça como estratégias 
que permitem avaliar as condições de saúde, contribuindo com o trabalho 
do gestor em propor melhorias ou novas ferramentas que possam auxiliam 
na qualidade de vida da coletividade.
MATERIAIS COMPLEMENTARES
https://www.scielo.br/j/hcsm/a/YXmmBtwjDMNV7YwxRZzvJGz/?lang=pt
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidem_obito_materno.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_obito_infantil_fetal_2ed.pdf
https://www.ufjf.br/oliveira_junior/files/2011/08/SO%C3%81REZ-P.-C.-PADOVAN-J.-L.-CICONELLI.pdf
https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/54350
UNIDADE 4
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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SAÚDE COLETIVA
> Entender o 
funcionamento das áreas 
da vigilância em saúde. 
> Compreender o 
funcionamento da 
promoção da saúde.
> Proporcionar o 
entendimento sobre as 
medidas de prevenção e 
controle de doenças.
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SAÚDE COLETIVA
4. SAÚDE PREVENTIVA E 
PROMOÇÃO DA SAÚDE
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta Unidade 4 de Saúde Coletiva, abordaremos as ações de vigilância em 
saúde para a prevenção e o controle de doenças infectocontagiosas e doen-
ças crônicas. Boa leitura e atente-se à importância dos tópicos. Vamos lá?
4.1 VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Pensando nas diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), pauta-
dos na transformação, o modelo de assistência à saúde visa garantir a descen-
tralização, qualidade e universalidade de atenção à saúde. Em relação à vigi-
lância em saúde, ela vem agregar e reforçar esta área do Ministério da Saúde, 
fortalecendo as ações da Vigilância Epidemiológica (BRASIL, 2013).
A vigilância em saúde consiste em um processo contínuo e sistemático de ati-
vidades e realizações que contribuem com o planejamento e a implementação 
de estratégias de políticas públicas que interfiram positivamente na prevenção 
e controle de agravos, doenças e riscos epidemiológicos, bem como proteção e 
promoção da saúde do indivíduo e de sua coletividade (BRASIL, 2013).
Nesse sentido, “a vigilância em saúde tem por objetivo garantir as condições 
sanitárias adequadas, fiscalizando as propriedades dos produtos que trazem 
benefícios ou potenciais danos para a saúde”, atuando nos seguintes eixos 
(COSTA; HIGA, 2019).
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SAÚDE COLETIVA
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VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Prevenção de doenças transmissíveis.
Análise e acompanhamento da situação de saúde da 
população brasileira.
Planejamento das ações em saúde.
Identificação de fatores de risco. 
Controle de doenças crônicas não transmissíveis.
Abrange as esferas de saúde ambiental e saúde do trabalhador.
Fonte: adaptado de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: a imagem mostra os eixos de atuação da vigilância em saúde - prevenção 
de doenças transmissíveis; análise e acompanhamento da situação de saúde da população 
brasileira; planejamento das ações em saúde; identificação de fatores de risco; controle de 
doenças crônicas não transmissíveis; abrange as esferas de saúde ambiental e saúde do 
trabalhador.
A seguir, veremos sobre a epidemiologia, segundo Costa e Higa (2019):
A epidemiologia é a ciência que acompanha a 
vigilância no monitoramento de tendências, na 
maioria das vezes, utilizando a taxa de ocorrência 
das doenças para a detecção de um aumento 
de eventos ou redução deles. Por exemplo, a 
efetividade do Programa Nacional de Vacinação 
de crianças para determinada doença é avaliada 
pela redução na sua taxa de incidência (COSTA; 
HIGA, 2019, p. 16).
Ainda conforme Costa e Higa (2019), sempre que há uma tendência de aumen-
to, as autoridades sanitárias são informadas, a fim de que possam revisar as in-
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SAÚDE COLETIVA
tervenções vigentes, assim como propor novas ações que sejam mais efetivas.
VACINAÇÃO
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um profissional de saúde aplicando vacina no braço de uma 
criança.
A vigilância em saúde é dividida em áreas distintas que serão aprofundadas 
na Unidade 5. São elas: 
ÁREAS DE ATUAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE\
Vigilância 
Epidemiológica
Vigilância 
Sanitária
Vigilância 
Ambiental
Saúde do 
Trabalhador
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: a imagem mostra as áreas de atuação da vigilância em saúde, sendo elas: 
vigilância epidemiológica; vigilância sanitária; vigilância ambiental e saúde do trabalhador.
A seguir, traremos a padronização de alguns conceitos frequentemente utili-
zados quando se trata de vigilância em saúde.
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SAÚDE COLETIVA
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Doença
Diz respeito à enfermidade ou estado clínico que pode prejudicar o 
estado de saúde de um indivíduo. 
Agravo
Ocasionado por situações prejudiciais à integridade física, mental e 
social dos indivíduos, podendo ser causado por acidentes, intoxicação, 
uso abusivo de drogas, lesões autoinfligidas, como a tentativa de 
suicídio, ou heteroinfligidas, como as agressões, por exemplo.
Evento
É a manifestação de uma doença que pode causar enfermidades. 
Emergência de saúde pública de importância nacional
Diz respeito à ocorrência de um evento que pode se disseminar para 
outro estado, com priorização das doenças de notificação imediata e 
outros eventos de saúde pública que possam necessitar de resposta 
nacional imediata e, até mesmo, parcerias internacionais (BRASIL, 2011). 
Assim, para que as ações de vigilância em saúde no Brasil sejam realizadas, 
é necessária uma parceria com as Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios 
especializados, centros de atenção psicossocial e atenção hospitalar. Dessa 
forma, com o apoio e articulação desses serviços é possível executar as ações 
expostas no quadro a seguir (COSTA; HIGA, 2019; OLIVEIRA, 2017):
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SAÚDE COLETIVA
AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO BRASIL
Gestão da vigilância 
em saúde
Análise da situação de saúde da população brasileira.
Planejamento, programação, acompanhamento e avaliação das 
unidades de vigilância.
Gestão dos sistemas de informação (alimentação do banco de 
dados de todo o território nacional).
Informação, 
educação e 
comunicação
Divulgação das informações em saúde para a população.
Atividades educativas sobre os riscos à saúde de produtos, serviços, 
questões ambientais e de trabalho.
Alerta e resposta a 
surtos e eventos
Detecção, avaliação e resposta a surtos e eventos de saúde pública, 
visando a sua eliminação e controle.
Notificação de 
eventos
Notificação da ocorrência de eventos (doenças, agravos, 
emergências de saúde pública, nascimentos e óbitos).
Investigação de 
eventos
Investigação de eventos para evitar agravamento epidemiológico 
(casos de doenças transmissíveis, efeitos adversos de vacinação, 
situações de risco ambiental e relacionadas ao trabalho).
Busca ativa
Identificação de casos novos de doenças transmissíveis e não 
transmissíveis por exposição aos riscos ambientais e de atividades 
de trabalho, busca por pessoas em abandono de tratamento, 
faltantes a agendamentos de serviços de saúde e contato com 
casos de doentes.
Interrupção 
na cadeia de 
transmissão
Bloqueio da cadeia de transmissão de doenças (vacinação, 
tratamento ou quimioprofilaxia).
Controle de vetores, 
reservatórios e 
hospedeiros
Redução ou eliminação de vetores, reservatórios e hospedeiros 
relacionados à transmissão de doenças.
Diagnóstico 
laboratorial de 
eventos de interesse 
em saúde pública
Coleta e realização de procedimentos laboratoriais de material 
biológico e não biológico para o diagnóstico, isolamento e 
identificação da causa de eventos.
Vacinação
Revisão e atualização anual do calendário básico de vacinação para 
crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.
Vacinação de humanos e animais, de rotina e em campanhas.
Oferta de 
tratamento clínico 
e cirúrgico para 
doenças
Oferta de tratamento clínico e cirúrgico aos portadores de doenças 
transmissíveis e crônicas não transmissíveis, como, por exemplo, 
Aids, hepatite C, tuberculose, câncer, diabetes, hipertensão arterial, 
asma, entre outras.
Fonte: Costa e Higa (2019, p. 18-20).
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SAÚDE COLETIVA
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A seguir, você poderá compreender melhor sobre o Programa Nacional de 
Imunizações – Vacinação.
Para que você possa saber mais sobre o Programa 
Nacional de Imunizações – Vacinação e a história da 
vacinação no Brasil, acesse aqui.
É importante que você saiba que a vigilância em saúde atua nas três esferas 
do governo, destacadas a seguir:
ESFERAS DE ATUAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Governo
federal
Governo 
Municipal
Governo 
Estadual
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: ilustração de três círculos de atuação da vigilância em saúde - governo 
federal, governo estadual e governo municipal.
É válido mencionar que cada esfera do governo tem sua responsabilidade 
dentro da gestão da vigilância: ao governo federal, compete a publicação de 
normas e resoluções, assim como o planejamento estratégico; enquanto os 
estados e municípios são os responsáveis por executar as ações elaboradas 
pelo governo federal (COSTA; HIGA, 2019).
https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-ainformacao/acoes-e-programas/programa-nacional-deimunizacoesvacinacao#:~:text=Em%201973%20foi%20formulado%20o,pela %20reduzida%20%C3%A1rea%20de%20cobertura. Acesso em: 20 dez. 2022. 
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SAÚDE COLETIVA
Você pode entender mais sobre a Política Nacional 
de Vigilância em Saúde (PNVS) e Vigilância em 
Saúde, clicando aqui. 
A seguir, veremos sobre o cuidado preventivo.
4.1.1 CUIDADO PREVENTIVO
Como visto nas unidades anteriores, você deve recordar-se do conceito de saú-
de, segundo a Organização Mundial da Saúde, que informa não se tratar so-
mente da ausência de doenças, englobando o bem-estar físico, social e mental.
Atualmente, os serviços de saúde têm traçado suas estratégias em busca da 
saúde perante esta definição. Dessa forma, para alcançar a saúde em sua ple-
nitude, é necessário consolidar as ações voltadas para a prevenção de doen-
ças, estando a medicina preventiva dividida da seguinte maneira:
MEDICINA PREVENTIVA
Prevenção
primária
Prevenção
secundária
Prevenção
terciária
Prevenção
quarenária
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Cada uma dessas divisões possui objetivos diferentes. Acompanhe a seguir.
Prevenção primária
Neste tipo de prevenção, tem-se o propósito de minimizar os riscos 
de o indivíduo adquirir quaisquer tipos de doenças. Por exemplo: 
vacinação.
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Prevenção secundária
Neste tipo de prevenção, tem-se o propósito de detectar as doenças 
de modo precoce, a fim de proporcionar tratamento em tempo hábil, 
evitando possíveis complicações. Por exemplo: exames para rastreio de 
câncer (mamografia, citologia oncótica, entre outros). 
Prevenção terciária
Neste tipo de prevenção, tem-se o propósito de tratar as doenças já 
instaladas, a fim de reduzir os riscos de complicações e incapacidades.
Prevenção quaternária
Neste tipo de prevenção, tem-se o propósito de reabilitar o indivíduo 
portador de incapacidades causadas pelas doenças pré-existentes 
(COSTA; HIGA, 2019).
A promoção da saúde está intimamente ligada ao cuidado preventivo, pois, 
por meio da educação em saúde é possível ofertar uma melhor qualidade de 
vida para a população, com orientações dos mais variados temas pelos pro-
fissionais de saúde, que perpassem todos os níveis de prevenção, seja com 
roda de conversas, palestras, visitas domiciliares, grupos de gestantes, grupos 
de hipertensos/diabéticos, campanhas, puericulturas, consultas de enferma-
gem, entre outras (PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
Todas essas orientações devem ser voltadas para questões de saúde e com 
uma abordagem preventiva, que vise melhorar as condições de vida do indi-
víduo e de sua comunidade (COSTA; HIGA, 2019). 
4.1.2 NÍVEIS DE PREVENÇÃO DAS DOENÇAS
A busca pela saúde baseada no processo de saúde-doença teve seu marco 
histórico em meados de 1970, quando dois pesquisadores, Leavell e Clarck 
propuseram um modelo de sistematização que englobava os períodos pré-
-patogênese e patogênese, recebendo o nome de “história natural da doen-
ça”, modelo pautado na promoção, prevenção,cura e reabilitação (COSTA; 
HIGA, 2019). 
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SAÚDE COLETIVA
Três fatores foram determinantes para a construção desse modelo de sistematização:
FATORES DE INTERAÇÃO DA HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
Agenda
etiológico Hospedeiro
Meio
ambiente
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: ilustração dos fatores de interação da história natural da doença - agente 
etiológico, hospedeiro e meio ambiente.
Para melhor compreensão, imaginemos os períodos pré-patogênese e pato-
gênese abordados por Leavell e Clarck. No primeiro período, pré-patogênese, 
considera-se que o indivíduo tem uma pré-disposição a ser acometido por 
determinada patologia, mas ainda não a desenvolveu. É o caso de uma pes-
soa com fatores genéticos para hipertensão arterial e/ou diabetes mellitus as-
sociada a uma vida sedentária, obesidade, com ingesta alimentar baseada 
em altos consumos de sódio, açúcares, gorduras, embutidos e produtos in-
dustrializados. Mesmo que esse indivíduo não tenha a doença em curso, há 
fortes indícios de que a desenvolverá ou outras que podem ocorrer diante dos 
fatores de risco mencionados. Na patogênese, a doença já está em curso. O 
indivíduo já apresenta os sinais e sintomas inerentes à patologia. Por exem-
plo: altos níveis pressóricos, altos níveis glicêmicos e suas complicações (PAIM; 
ALMEIDA-FILHO, 2014).
Pensando nesse contexto, as ações de saúde devem ser voltadas para todos 
os momentos da história natural da doença, analisando a interação, o agente 
etiológico, o hospedeiro e o meio ambiente (PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
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PREVENÇÃO
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de uma mão interrompendo a queda de uma sequência de 
blocos de madeira semelhantes a um dominó, simbolizando o ato de prevenir uma 
doença.
A seguir, será possível entender um pouco mais sobre os diferentes níveis de 
prevenção: primária, secundária, terciária e quaternária. Vamos lá?
4.1.3 CUIDADOS NOS DIFERENTES NÍVEIS DE 
PREVENÇÃO
Segundo Brasil (2013), a partir da década de 1980, após a Carta de Otawa, a 
promoção em saúde passou a ser pauta de discussões em todo o mundo. 
Assim, a prevenção de doenças ganhou espaço, visando a redução dos riscos 
de contrair/ adquirir determinadas doenças. Nesse contexto, analisaremos os 
diferentes níveis de prevenção. 
A prevenção primária refere-se às ações executadas a fim de remover causas 
e fatores de risco que possam desencadear uma doença e/ou condição clínica 
em um indivíduo e/ou coletividade antes de sua ocorrência (BRASIL, 2013). 
Segundo Costa e Higa (2019):
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MULTIVIX EAD
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SAÚDE COLETIVA
No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações 
(PNI) é um exemplo bem-sucedido de prevenção 
primária, pois são atribuídas à vacinação a 
erradicação da varíola e da poliomielite, além da 
redução da taxa de mortalidade decorrente de 
sarampo, rubéola, tétano, difteria e coqueluche. 
(COSTA; HIGA, 2019, p. 37).
Além da imunização, os profissionais de saúde também executam ações 
de prevenção primária por meio de educação em saúde, quando é possível 
orientar indivíduos sobre assuntos relevantes, conforme a realidade de cada 
local e de sua população, a partir dos diagnósticos levantados pela equipe de 
saúde da região (COSTA; HIGA, 2019). São exemplos de ações que podem ser 
executadas em prol da prevenção de doenças:
PREVENÇÃO PRIMÁRIA
Grupos de 
alimentação 
saudável
Prevenção do
 alcoolismo
Cessação do 
tabagismos
Práticas de 
atividades 
físicas
Cuidados com 
recém-nascidos
Prevenção de 
quedas 
para idosos
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: imagem com exemplos de ações que podem ser executadas para 
garantir a prevenção primária - grupos de alimentação saudável; cessação do tabagismo; 
prevenção do alcoolismo; práticas de atividades físicas; prevenção de quedas para idosos; 
cuidados com recém-nascidos.
A prevenção secundária tem por objetivo realizar o rastreamento de doen-
ças em seu estágio inicial, frequentemente antes do surgimento de sinais e 
sintomas, ou seja, em estágio subclínico (BRASIL, 2013). Assim, permite “[...] 
iniciar o tratamento o mais rápido possível para reduzir as complicações ou o 
agravamento do quadro clínico” (COSTA; HIGA, 2019, p. 37). 
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PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de uma mulher de camiseta branca segurando um laço rosa, 
que simboliza a prevenção ao câncer de mama.
Um exemplo que representa o rastreamento de doenças específicas se dá 
pelos exames ou testes realizados em pessoas sadias, como é o caso da ma-
mografia e da coleta de citologia oncótica - exames que visam o rastreio de 
câncer de mama e colo uterino, respectivamente, principalmente na ausên-
cia de queixas que justifiquem sua realização (BRASIL, 2013).
Já a prevenção terciária consiste na execução de ações que minimizem o 
agravamento e/ou incapacidades que podem ser causadas por doenças agu-
das ou crônicas de um indivíduo ou sua coletividade. Ações que permitam 
a reabilitação também se enquadram na prevenção terciária. As estratégias 
de saúde realizadas na atenção primária, secundária e terciária são exemplos 
que fortalecem os conceitos de prevenção terciária (BRASIL, 2013).
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SAÚDE COLETIVA
PREVENÇÃO TERCIÁRIA
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de uma fisioterapeuta em sessão de reabilitação com uma 
paciente.
Por fim, a prevenção quaternária visa identificar indivíduos que estão sob 
risco, em excesso de ações preventivas, diagnósticas e/ou terapêuticas inapro-
priadas e desnecessárias. 
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Os cuidados implementados, neste nível 
de prevenção, partem da conscientização 
dos profissionais e do preparo científico. Os 
atendimentos em cada área específica devem 
ser embasados em evidências, e seguidos por 
protocolos clínicos. Por exemplo, ao atender um 
lactente, de três meses, com coriza. No exame 
físico, o paciente apresenta sinais vitais estáveis e 
ausculta pulmonar ausente de ruídos adventícios. 
O tratamento prescrito foi manter o aleitamento 
materno em livre demanda e medicamento 
sintomático. Porém, a mãe da criança insiste na 
realização de um raio-X, pois está com receio de que 
o bebê esteja com pneumonia. Nesse momento, 
o profissional realiza o cuidado de prevenção 
quaternária, ao orientar a mãe sobre não haver a 
indicação para a realização do exame e [...] sobre 
os riscos envolvidos na exposição do lactente à 
radiação desnecessária (COSTA; HIGA, 2019, p. 41).
Julgamos importante trazer alguns termos inerentes ao assunto para que 
seja possível diferenciá-los durante sua prática clínica. Confira:
Diagnóstico precoce
Refere-se a ações destinadas a identificar a doença em estágio inicial, 
a partir de sintomas e/ou sinais clínicos. 
Rastreamento
Refere-se à realização de testes ou exames diagnósticos em 
populações ou pessoas assintomáticas, com a finalidade de 
diagnóstico precoce (prevenção secundária), tendo como objetivo 
final reduzir a morbidade e mortalidade da doença, agravo ou risco 
rastreado. (BRASIL, 2013, p. 15-16). 
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Na próxima sessão, abordaremos as medidas de prevenção e controle de do-
enças crônicas não transmissíveis e transmissíveis.
4.2 MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE 
DOENÇAS
Pautados no conceito de prevenção estudado até aqui, iniciaremos nossadis-
cussão sobre as medidas de prevenção e controle de doenças, agravos e riscos.
4.2.1 ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E 
CONTROLE DE DOENÇAS, AGRAVOS E RISCOS
Mesmo que muitas doenças infectocontagiosas tenham sido parcial ou to-
talmente erradicadas devido à contribuição das vacinas, em muitas regiões 
do mundo algumas passaram a ser consideradas doenças emergentes ou 
reemergentes, como é o caso do sarampo, tuberculose, malária, hanseníase, 
entre outras (BRASIL, 2010). A seguir, confira os significados de alguns termos 
que serão essenciais para o entendimento desta etapa da unidade:
Doença transmissível
É qualquer doença causada por um agente infeccioso específico 
ou seus produtos tóxicos, que se manifesta pela transmissão deste 
agente ou de seus produtos, de um reservatório a um hospedeiro 
suscetível, seja diretamente de uma pessoa ou animal infectado, ou 
indiretamente, por hospedeiro intermediário, de natureza vegetal ou 
animal, de um vetor ou do meio ambiente inanimado.
Doença emergente
É uma doença transmissível, cuja incidência em humanos vem 
aumentado nos últimos 25 anos ou que ameaça aumentar em breve.
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Doença reemergente
É uma doença transmissível previamente conhecida que reaparece 
como problema de saúde pública após uma etapa de significativo 
declínio de sua incidência e aparente controle. (BRASIL, 2010, p. 13-14).
Assim, conforme o contexto abordado até aqui, para avaliar a distribuição, fre-
quência e os determinantes de algumas doenças, é preciso compreender as va-
riáveis que serão analisadas para entender a distribuição dos eventos de saúde:
VARIÁVEIS DOS EVENTOS DE SAÚDE
Tempo
PessoaLugar
Fonte: Brasil (2010, p. 17-18).
#pratodosverem: ilustração de três círculos interconectados em forma de pirâmide. No topo, 
tempo e, abaixo dele, pessoa e lugar.
Algumas doenças respeitam um perfil de sazonalidade, por isso, devemos 
abordar a variável “tempo”. De tempos em tempos, algumas doenças especí-
ficas costumam aumentar sua incidência, como é o caso da influenza. Assim, 
podemos afirmar que algumas doenças infectocontagiosas têm perfis de 
comportamento específicos no tempo. Normalmente, essas doenças apre-
sentam maior número de casos em estações específicas do ano, sendo que 
essa previsão pode ser considerada um alerta para a criação de estratégias 
que permitam a adoção de medidas preventivas (BRASIL, 2010).
Conhecer o lugar ou localização geográfica das doenças, agravos e riscos é pri-
mordial para entender seu poder de disseminação e os fatores de risco que con-
tribuem para tanto. A hanseníase, por exemplo, é uma doença infectocontagio-
sa com perfil de hiperendemicidade nos estados do Tocantins e Amazonas.
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A unidade geográfica pode ser o domicílio, a rua, 
o bairro, a localidade, o distrito, o município, o 
estado ou outro nível de agregação geopolítica, 
e o lugar também pode ser um estabelecimento 
de saúde, um hospital, a área de trabalho, a área 
rural ou urbana, o lugar de nascimento ou outro 
espaço de interesse. A análise do lugar quanto a 
suas características físicas e biológicas permitem 
gerar hipóteses sobre possíveis fatores de risco e 
de transmissão (BRASIL, 2010, p. 17).
Além do tempo e lugar, as características dos indivíduos, sejam elas “[...] a 
idade, o sexo, o estado nutricional, seus hábitos e condutas (ocupação e estilo 
de vida), e sua condição social (renda, estado civil, religião, sexo), permitem 
identificar a distribuição das doenças e possíveis grupos e fatores de risco [...]”, 
que são variáveis que permitem avaliar a variação da ocorrência das doen-
ças de acordo com as particularidades encontradas (BRASIL, 2010, p. 18). Por 
exemplo, estudos apontam que indivíduos com baixo nível de escolaridade e 
condição financeira baixa estão mais suscetíveis à hanseníase (AZEVEDO et 
al., 2021).
Considera-se que adoecer é inerente à vida e que em algum momento será 
inevitável o adoecimento, podendo trazer grandes repercussões e mudanças 
no dia a dia do indivíduo e sua família (COSTA; HIGA, 2019). 
As doenças agudas são aquelas que surgem de forma repentina, como as 
gripes e resfriados e, normalmente, costumam resolver-se sem intervenções 
medicamentosas ou com tratamentos e cuidados de saúde em pouco tempo 
(COSTA; HIGA, 2019).
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TERAPIA MEDICAMENTOSA
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de uma pessoa colocando comprimidos verdes em sua mão.
Já as doenças crônicas têm duração mais prolongada, podendo estender-se 
por toda a vida de uma pessoa. Nesse sentido, o tratamento não é voltado 
para a cura, mas para a estabilização da doença, de modo que minimize e/ou 
evite a ocorrência de agravamentos e/ou incapacidades (COSTA; HIGA, 2019).
4.2.2 PREVENÇÃO, ATENÇÃO E CONTROLE DE 
DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS 
A cadeia epidemiológica ou cadeia de infecção é a melhor explicação para 
compreender o processo de adoecimento de um indivíduo acometido por 
doenças transmissíveis. O esquema exposto a seguir mostra a ligação contí-
nua entre o agente, ou seja, o que causará a doença; o hospedeiro (reservató-
rio) e o meio (BRASIL, 2010).
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CADEIA EPIDEMIOLÓGICA
1
Agente 
causal 
específico
2
 Reservatório
3
Porta de
 saída do 
agente
4
Modo de 
transmissão 
do agente
5
 Porta de 
entrada no novo 
hospedeiro
6
Suscetibilidade 
do hospedeiro
Cadeia 
epidemiológica
Fonte: Brasil (2010, p. 24).
#pratodosverem: imagem com a composição da cadeia epidemiológica, disposta em seis 
fases – 1) agente causal específico; 2) reservatório; 3) porta de saída do agente; 4) modo 
de transmissão do agente; 5) porta de entrada no novo hospedeiro; 6) suscetibilidade do 
hospedeiro.
Para evitar a ocorrência da cadeia de transmissão, é preciso que o enfermeiro/
médico compreenda o processo que este agente percorre até resultar na do-
ença, bem como os aspectos epidemiológicos de cada doença (COSTA; HIGA, 
2019). Nessa perspectiva, para estruturar ações que visem eliminar ou dimi-
nuir sua ocorrência de forma individual e coletiva, reduzindo a morbimortali-
dade dessas doenças, é necessário conhecer os mecanismos de transmissão 
dos agentes, o que apresentamos a seguir com alguns exemplos: 
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DOENÇAS, AGENTES ETIOLÓGICOS E MODO DE TRANSMISSÃO
DOENÇA AGENTE ETIOLÓGICO MODO DE TRANSMISSÃO
HIV/Aids
HIV-1 e HIV-2, retrovírus da 
família Lentiviridae.
Via sexual (esperma e secreção 
vaginal); sangue (via parenteral 
e vertical); e leite materno.
Dengue
Vírus da dengue (RNA). 
Arbovírus do gênero 
Flavivirus, pertencente à 
família Flaviviridae.
Pela picada da fêmea do 
mosquito Aedes. aegypti, no 
ciclo homem → Aedes. aegypti → 
homem.
Doença de 
Chagas
Trypanosoma 
cruzi, protozoário 
flagelado da família 
Trypanosomatidae
Transmissão vetorial, oral, 
transfusional, por transplante 
de órgãos, vertical e acidental.
Doença 
meningocócica
Neisseria meningitidis 
(meningococo), bactéria 
em forma de diplococos 
gram-negativos.
Transmissão por gotículas 
das secreções da nasofaringe. 
Ocorre pelo contato íntimo 
pessoa-pessoa.
Escabiose Sarcoptes scabiei.
Contato direto com doentes 
(compartilhamento de 
dormitórios, relações sexuais 
etc.) e por meio de fômites 
contaminados (roupas de cama, 
toalhas, vestimentas).
Fonte: adaptado de Brasil (2010).
Para melhor compreensão, acompanhe alguns conceitos:
Agentes
Microrganismos que causam a infecção - podem ser bactérias, vírus, 
protozoários, helmintos, fungos ou príons. 
ReservatórioLocal onde vive e multiplica-se o agente infeccioso. 
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Hospedeiro
É a pessoa que recebe o agente infeccioso e, que se estiver suscetível, 
desenvolverá a doença.
Portador 
É uma pessoa ou animal que carrega um agente infeccioso específico 
de uma doença, porém, não apresenta sintomas clínicos da doença.
Fonte de infecção
É a pessoa, o animal, o objeto ou a substância do qual o agente 
infeccioso é transmitido para o hospedeiro.
Período de transmissibilidade ou período de contágio
É o intervalo de tempo durante o qual o agente infeccioso pode ser 
transmitido.
Transmissão por contato
É a transferência do agente infeccioso para uma porta de entrada 
receptiva no hospedeiro. Pode ocorrer de forma direta ou indireta.
Veículo
É qualquer objeto ou material que sirva de meio para o agente 
infeccioso transportar-se até um hospedeiro suscetível. 
Vetor
É um artrópode que pode ser um vetor mecânico, quando ele é um 
simples transportador do agente ou vetor biológico.
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Transmissão aérea
Ocorre quando há disseminação por aerossóis, que são suspensões 
aéreas de partículas contendo parte ou todo o agente infeccioso até a 
porta de entrada de um hospedeiro suscetível. 
Porta de entrada no hospedeiro
Está diretamente relacionada à via de transmissão do agente 
infeccioso, podendo ocorrer pelo trato respiratório, pele, mucosas, 
sistema gastrintestinal ou sangue.
Período de incubação
É o intervalo de tempo decorrido entre a exposição de uma pessoa ou 
animal ao agente e o aparecimento da primeira manifestação clínica 
da doença. (COSTA; HIGA, 2019, p. 46-47).
Algumas ações voltadas para as medidas de promoção da saúde e educação 
em saúde vêm sendo estruturadas.
Essas ações favorecem a adoção de hábitos, 
modos e atitudes de vida saudáveis e transmitir 
conhecimentos sobre o modo de evitar a infecção 
pelos agentes (bactéria, vírus, protozoários ou 
vermes) que provocam a doença. Ademais, buscam 
estimular as populações, famílias e indivíduos a 
buscarem, de maneira proativa, a atenção dos 
serviços de saúde onde estão disponíveis os 
instrumentos de prevenção (vacinas, fármacos 
etc.) específicos. A ideia é estimular as pessoas 
para que promovam, mantenham ou restaurem a 
saúde (PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014, p. 404).
A vacinação ou imunização é uma das estratégias eficazes para a prevenção de 
doenças infectocontagiosas. Por meio delas, ocorre a proteção imunológica de 
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forma passiva, ou seja, adquire-se anticorpos específicos de modo passivo. O 
Programa Nacional de Imunização (PNI) é o programa de saúde pública res-
ponsável por distribuir, assim como garantir a aplicação de vacinas seguras e 
eficazes, aspirando à prevenção e proteção coletiva mediante campanha de 
imunização em massa; vacinação de rotina e vacinação de bloqueio (PAIM; 
ALMEIDA-FILHO, 2014).
Se você quiser saber mais sobre o calendário de 
vacinação atualizado, clique aqui.
Outra estratégia utilizada é o controle de vetores e reservatórios de agen-
tes infecciosos para combater a cadeia de transmissão do agente. Dentre as 
ações estão o combate vetorial, que envolve ações de educação sanitária alia-
das ao combate químico, físico e biológico, como as realizadas para o comba-
te e controle ao Aedes aegypti; a quimioprofilaxia e o tratamento em massa 
(PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
AEDES AEGYPTI
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, 
sobre a pele de uma pessoa.
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao/calendario-vacinal-2022/ms_influenza_cartaz_pni_64x46cm_21set_eleitoral-3.pdf/view. 
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Outra ação para prevenção, atenção e controle de doenças transmissíveis é 
a esterilização da fonte de infecção, com ações de controle e prevenção de 
doenças infectocontagiosas como hanseníase, tuberculose nos indivíduos e 
seus contatos/comunicantes (PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
O uso de preservativos masculinos/femininos funcionam como barreiras para 
o combate à disseminação de doenças sexualmente transmissíveis como o 
HPV, HIV, gonorreia, entre outras (PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
Na sequência, abordaremos a prevenção, atenção e controle de doenças crô-
nicas não transmissíveis.
4.2.3 PREVENÇÃO, ATENÇÃO E CONTROLE DE 
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
Antes de iniciarmos a discussão sobre a prevenção, atenção e controle de do-
enças crônicas não transmissíveis, é essencial que seja compreendido o signi-
ficado das doenças e agravos não transmissíveis (DANT).
Considerados como um problema de saúde pública por atingir pessoas em 
idade laboral, as DANT podem levar o indivíduo a sérias complicações e inca-
pacidades, ocasionando “perda da qualidade de vida, redução da autonomia 
e forte impacto na economia global” (GALLEGUILLOS, 2014, p. 122). 
Dentre as doenças e agravos, podem ser citados: hipertensão arterial, diabe-
tes mellitus, cardiopatias, pneumopatias, doenças mentais, doenças cerebro-
vasculares e agravos ocasionados por causas externas, como a violência de 
qualquer tipo e os acidentes (BRASIL, 2021).
Devido a sua gravidade perante a saúde pública, os governantes criaram o 
plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e 
Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 (BRASIL, 2021).
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As doenças e agravos não transmissíveis (DANT) 
são responsáveis por mais da metade do total 
de mortes no Brasil. Em 2019, 54,7% dos óbitos 
registrados [no país] foram causados por doenças 
crônicas não transmissíveis (DCNT) e 11,5% por 
agravos. As DCNT, principalmente as doenças 
cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças 
respiratórias crônicas, são causadas por vários 
fatores ligados às condições de vida dos sujeitos. 
Estes são determinados pelo acesso a: bens e 
serviços públicos, garantia de direitos, informação, 
emprego e renda e possibilidades de fazer escolhas 
favoráveis à saúde. Os principais fatores de risco 
comportamentais para o adoecimento por DCNT 
são: tabagismo, consumo de álcool, alimentação 
não saudável e inatividade física. Estes podem ser 
modificados pela mudança de comportamento 
e por ações governamentais que regulamentem 
e reduzam, por exemplo, a comercialização, o 
consumo e a exposição de produtos danosos à 
saúde (BRASIL, 2021, p. 5).
O plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e 
Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 tem por propósito o fortaleci-
mento de políticas públicas, a fim de diminuir as desigualdades no âmbito da 
saúde (BRASIL, 2021). O plano abordou as seguintes doenças: 
DOENÇAS CRÔNICAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS 
Pneumopatias
Diabetes mellitus
Doenças cardiovasculares
Câncer
Fonte: adaptada de Brasil (2021).
#pratodosverem: ilustração de quatro caixas nomeadas por doenças crônicas e agravos não 
transmissíveis: pneumopatias, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e câncer .
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Alguns fatores de risco contribuem para o surgimento das doenças crônicas 
não transmissíves no Brasil. 
A partir desses conceitos, algumas medidas de prevenção e promoção à saú-
de podem citadas. Dentre elas estão:
MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DAS DANT
1 Implantar núcleos de prevenção de violência e acidentes.
2 Identificar e mapear as situações de risco nas comunidades.
3 Instituir comissõesde prevenção de acidentes e violência nas escolas.
4
Realizar campanhas de comunicação social, a fim de sensibilizar sobre os 
malefícios do uso abusivo de álcool e de outras drogas.
5
Mudança na legislação que trata da comercialização e do consumo de 
bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.
Fonte: Galleguillos (2014, p. 134).
Dessa forma, para que ocorra a prevenção das complicações que são ineren-
tes às doenças crônicas não transmissíveis, é essencial que haja intervenção 
nos hábitos de vida e fatores de risco que contribuem para o surgimento das 
doenças citadas.
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CONCLUSÃO
Esta unidade possibilitou entender o funcionamento das áreas da vigilância 
em saúde, além de compreender o funcionamento da promoção da saúde e 
das medidas de prevenção e controle de doenças, sejam elas infectoconta-
giosas ou crônicas. 
É de suma importância que os profissionais de saúde, em especial os enfer-
meiros, compreendam seu papel enquanto educadores de saúde para ga-
rantir ações de promoção e prevenção para os indivíduos e a coletividade, 
garantindo melhoria da qualidade de vida. 
UNIDADE 5
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
122
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> Compreender as áreas 
de ação da vigilância em 
saúde.
> Aprofundar 
conhecimentos sobre a 
vigilância sanitária.
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5. VIGILÂNCIA EM SAÚDE E AS 
ÁREAS DE ATUAÇÃO
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Olá! Vamos começar a Unidade 5 da disciplina de Saúde Coletiva. Nela, abor-
daremos as áreas de ação da vigilância em saúde e aprofundaremos nossos 
conhecimentos acerca da vigilância sanitária: conceito, objetivos, leis, entre 
outros aspectos. Desejamos que você entenda a importância dos tópicos 
abordados. 
5.1 VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Como já abordado na Unidade 4, a vigilância em saúde consiste em um pro-
cesso contínuo e sistemático de atividades e realizações que contribuem com 
o planejamento e implementação de estratégias de políticas públicas que in-
terfiram positivamente na prevenção e controle de agravos, doenças e riscos 
epidemiológicos, bem como proteção e promoção da saúde do indivíduo e 
de sua coletividade, sendo dividida em áreas distintas: vigilância epidemioló-
gica, já abordada na unidade anterior; vigilância sanitária; vigilância ambien-
tal e saúde do trabalhador (COSTA; HIGA, 2019). 
Conforme Costa e Higa (2019, p. 16): “A Vigilância em Saúde tem por objeti-
vo garantir as condições sanitárias adequadas, fiscalizando as propriedades 
dos produtos que trazem benefícios ou potenciais danos para a saúde” e age 
sobre os eixos da prevenção de doenças transmissíveis; sobre a situação de 
saúde da população por meio de planejamentos e estratégias; a identificação 
de fatores de risco que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida 
da população; o controle de doenças crônicas não transmissíveis e as esferas 
de saúde ambiental e do trabalhador (COSTA; HIGA, 2019).
Agora que relembramos os conceitos e suas especificidades, vamos aprofun-
dar a temática, com os eixos de atuação da vigilância em saúde. 
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5.1.1 VIGILÂNCIA AMBIENTAL
A principal missão da vigilância ambiental é investigar/avaliar questões do 
meio ambiente e identificar fatores de risco que possam interferir na saúde 
do homem, atuando nos agravos existentes no ambiente (BRASIL, 2002). 
Vigilância ambiental em saúde é um conjunto de 
ações que proporciona o conhecimento e a detecção 
de qualquer mudança nos fatores determinantes e 
condicionantes do meio ambiente que interfiram 
na saúde humana, com a finalidade de identificar 
as medidas de prevenção e controle dos fatores 
de risco ambientais relacionados às doenças ou 
outros agravos à saúde. Assim, cabe à vigilância 
ambiental averiguar os fatores ambientais que 
agem sobre a população e as relações sociais que 
estruturam estes fatores, pois elas são complexas, 
historicamente construídas e mediadas por fatores 
sociais, econômicos e culturais (BRASIL, 2002 apud 
COSTA; HIGA, 2019, p. 142).
A seguir, estão destacados os objetivos da vigilância ambiental em saúde.
VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE
Produzir, integrar, processar e interpretar informações a serem disponibilizadas ao SUS, servindo 
como instrumentospara o planejamento e execução de ações relativa às atividades de promoção 
da saúde, prevenção e controle de doenças relacionadas ao meio ambiente.
Estabelecer parâmetros, atribuições, procedimento e ações relacionadas à vigilâcia ambiental 
nos diversos níveis de competência.
Identificar os riscos e divulgar as informações referentes aos fatores smbientais condicionantes
e determinantes das doenças e de outros agravos à saúde
Promover ações de proteção à saúde relacionadas ao controle e recuperação do meio ambiente
Conhecer e estimular a interação entre, saúde e desivolvimento, a fim de fortalecer a 
participação popular na promoção da saúde e qualidade de vida
Fonte: adaptado de Brasil (2002, p. 7-8).
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A fim de alcançar todos os objetivos da vigilância ambiental em saúde, alguns 
instrumentos e métodos são utilizados:
INSTRUMENTOS E MÉTODOS UTILIZADOS NA VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE
Epidemiologia 
ambiental 
Avaliação e o 
gerenciamento 
de riscos 
Indicadores de 
saúde e 
ambinte
Sistemas de 
informação de 
vigilância 
ambiental em 
saúde 
Estudos e 
pesquisas 
Fonte: adaptada de Brasil (2002, p. 8-11).
A epidemiologia ambiental adota a epidemiologia descritiva e a epidemiolo-
gia analítica para entender a relação que há entre o meio ambiente e a saúde, 
a fim de avaliar “[...] os fatores de risco existentes; as características específi-
cas do meio ambiente que podem vir a interferir nas condições de saúde da 
população; os efeitos adversos à saúde relacionados à exposição a fatores de 
risco ambientais (BRASIL, 2002, p. 9).
Já a avaliação e o gerenciamento de riscos são essenciais para planejar no-
vas ações de vigilância e/ou manter as já existentes (COSTA; HIGA, 2019).
Assim como em outros contextos, os fatores de risco são aquelas condições 
que, quando presentes, aumentam a probabilidade de gerar efeitos adver-
sos para a saúde. Assim, é necessária a criação de indicadores de saúde que 
permitam uma visão ampla da relação ambiente x saúde (BRASIL, 2022 apud 
COSTA; HIGA, 2019).
Os sistemas de informação de vigilância ambiental em saúde viabilizam a 
construção de informações estatísticas que visam construir e avaliar os indi-
cadores de saúde ambiental, utilizando o georreferenciamento para identifi-
car locais de risco, permitindo a construção de mapas que auxiliam na toma-
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da de decisão da situação de saúde, destacando, nesse sentido, os estudos e 
pesquisas (COSTA; HIGA, 2019).
Nessa vertente, para que os objetivos da vigilância ambiental em saúde sejam 
cumpridos, alguns órgãos e instituições estão ativamente presentes, são eles:
INSTITUIÇÕES E ÓRGÃOS ATIVOS NA VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE
Fundação Nacional 
de Saúde (Funasa)
Fundação Oswaldo 
Cruz (Fiocruz)
Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária 
(Anvisa) 
Secretaria de Políticas
de Saúde, do
Ministério da Saúde
Outras instâncias e
organizações do
Ministério da Saúde
Assessoria de 
Assuntos 
Internacionais 
(AISA), do 
Ministério da Saúde
Fonte: adaptado de Costa e Higa (2019).
Cada um desses órgãos e instituições desempenha um papel na vigilância 
ambiental em saúde, confira:
Fundação Nacional deSaúde (Funasa)
Responsável pela implementação e coordenação da vigilância 
ambiental em saúde.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Responsável pela fiscalização de produtos e serviços de saúde, bem 
como a verificação dos ambientes de trabalho e de ambientes 
considerados de risco à saúde pública.
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Responsável pelo desenvolvimento de diversos programas e projetos 
de ciência e tecnologia, além da promoção de recursos humanos em 
saúde ambiental.
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Assessoria de Assuntos Internacionais (AISA), do Ministé-
rio da Saúde 
Responsável por coordenar e articular os trabalhos referentes ao 
cumprimento de acordos internacionais, na área de saúde ambiental. 
(COSTA; HIGA, 2019, p. 144-145).
Considerando que os fatores de risco ambientais podem ser de ordem física, 
química, biológica ou antrópico, é preciso entender sua relação.
Antrópico: relativo à ação do homem. 
A vigilância ambiental relativa aos fatores de riscos biológicos é dividida con-
forme apontado na figura a seguir.
VIGILÂNCIA AMBIENTAL DOS FATORES DE RISCOS BIOLÓGICOS
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Os vetores compreendem os microrganismos transmissores de doenças. A vi-
gilância dos fatores de riscos biológicos tem como objetivo mapear as áreas de 
risco de determinadas regiões, a partir de características, presença, índice de 
infestação, incidência e prevalência das doenças, assim como eficácia dos mé-
todos de controle, visando o controle ou a eliminação dos riscos (BRASIL, 2002).
Os hospedeiros e reservatórios são considerados aqueles que “armazenam” 
o microrganismo causador da doença. Dentre eles: o homem, animais como 
morcegos, macacos, caramujos, mosquitos, roedores, cães e gatos, entre outros. 
Já a vigilância dos fatores de riscos relacionados aos hospedeiros e reservatórios 
tem como meta mapear as áreas de risco de determinadas regiões “[...] utilizan-
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do a vigilância ambiental e as suas relações com a vigilância epidemiológica 
quanto à incidência e prevalência destas doenças e do impacto das ações de 
controle, visando o controle ou a eliminação dos riscos.” (BRASIL, 2002, p. 24).
A vigilância de fatores de riscos biológicos relacionados a animais peçonhen-
tos (como cobras, serpentes, escorpiões, aranhas...) mapeia as áreas de risco, 
visando avaliar a incidência dos acidentes causados por tais animais e quais 
as medidas utilizadas para controle desses acidentes (BRASIL, 2002).
Já a vigilância de controle dos fatores de riscos não biológicos está dividida 
em cinco áreas, conforme exposto a seguir.
VIGILÂNCIA E CONTROLE DOS FATORES DE RISCOS NÃO BIOLÓGICOS
Desastres naturais 
e acidentes
com produtos 
perigosos
Qualidade 
do solo
Qualidade 
do ar
Qualidade da água 
para consumo 
humano
Contaminantes 
ambientais
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Na próxima sessão, veremos sobre a vigilância de zoonoses. Vamos lá?
5.1.2 VIGILÂNCIA DE ZOONOSES
Os primeiros centros para combate e controle às zoonoses foram criados 
em meados de 1970, a partir dos primeiros Centros de Controle de Zoonoses 
(CCZ), que visavam realizar ações que pudessem combater e controlar a rai-
va (BRASIL, 2016). Depois, outras iniciativas foram criadas e vinculadas à CCZ, 
como “[...] entomologia, controle de roedores, de animais peçonhentos e de 
vetores” (BRASIL, 2016, p. 7).
DENGUE
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um mosquito (vetor) sugando a pele de um indivíduo.
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Para que você possa compreender como se dá a vigilância de zoonoses, é es-
sencial que entenda alguns conceitos (COSTA; HIGA, 2019, p. 159-160): 
Vetores 
São todos os seres vivos (pernilongos, pulgas, mosquitos, ratos, 
entre outros) capazes de transmitir um agente infectante. As 
doenças transmitidas por vetores são aquelas que precisam de um 
intermediário para passar de um animal a outro, ou seja, estas doenças 
não são transmitidas pelo contato direto, tal como ocorre nas gripes e 
maioria das viroses. 
Parasitas
São os organismos que vivem em associação com outros, dos quais 
retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente, prejudicando 
o organismo hospedeiro por meio de um processo conhecido por 
parasitismo. Eles podem ser endoparasitas ou ectoparasitas.
Hospedeiro
É um organismo que abriga um parasita em seu corpo. Este pode 
ou não causar doença ao hospedeiro, contudo, possui dependência 
metabólica dele, utilizando-se de recursos para a sua sobrevivência. O 
hospedeiro também constitui o habitat do parasita.
Com o fortalecimento das ações, o Ministério da Saúde passou a apoiar e con-
centrar recursos para fortalecer as estratégias dos municípios, visando a im-
plantação de unidades de zoonose vinculadas ao Sistema Único de Saúde 
(SUS), por meio da criação de portarias e normas técnicas que contribuíssem 
para a saúde pública, como a Portaria MS/GM nº 1.138, de 23 de maio de 2014 
e a Portaria MS/SAS nº 758, de 26 de agosto de 2014 (BRASIL, 2014a; 2014b).
Agora que falamos brevemente sobre o contexto histórico da prevenção às 
zoonoses, vamos tratar da vigilância, prevenção e controle de zoonoses.
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A execução das ações, das atividades e das 
estratégias de vigilância, prevenção e controle de 
zoonoses de relevância para a saúde pública, além 
de raiva e leishmanioses, estende-se para outras 
doenças de transmissão vetorial. Assim, tais doenças 
subdividem-se em três grupos, sendo: zoonoses 
monitoradas por programas nacionais de vigilância 
e controle do Ministério da Saúde (MS), zoonoses 
de relevância regional ou local e zoonoses 
emergentes ou reemergentes. (BRASIL, 2016, p. 8).
Dentre as zoonoses, temos: leptospirose; febre maculosa brasileira; hantaviro-
se; doença de Chagas; febre amarela; doenças transmitidas por vetores como 
a dengue e a malária; toxoplasmose; esporotricose; ancilostomíase; criptoco-
cose, entre outras (BRASIL, 2016).
CICLO DE TRANSMISSÃO DA MALÁRIA
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: a imagem mostra um mosquito (vetor) infectado que pica o primeiro 
indivíduo, infectando-o, assim como as células de seu fígado e células vermelhas do 
sangue, depois infectando outro mosquito, que contamina outra pessoa.
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Dessa forma, conceitua-se vigilância como a área responsável por obter infor-
mações de caráter epidemiológico, que visa elaborar estratégias e executá-
-las, voltadas para a prevenção e controle para minimizar ou eliminar a trans-
missão das zoonoses para o homem (BRASIL, 2016; COSTA; HIGA, 2019).
Para atingir tais metas, é preciso considerar o impacto causado pela zoonose 
no contexto da saúde pública, levando em consideração o contexto epide-
miológico, como características inerentes à disseminação, gravidade, poder 
de transmissão, população e área afetada em determinado espaço de tempo 
(BRASIL, 2016).
Todas as atividades, estratégias e ações realizadas precisam ser sistematica-
mente organizadas, conforme explanado a seguir:
ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES
Vigilância ativa PrevençãoVigilância passiva 
Monitoramento
e avaliaçãoControle
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Na vigilância ativa, as ações para as zoonoses voltadas para a prevenção e con-
trole do MS são executadas de forma contínua e permanente, fortalecendo os 
programas de controles já existentes. Já as ações para as zoonoses de relevân-
cia regional ou local, zoonoses emergentes e reemergentes são desenvolvidas 
e executadas de modo a identificar precocementeo risco de uma zoonose atin-
gir uma determinada área, para que, dessa forma, ações de controle possam 
ser realizadas antes de sua introdução ou reintrodução (COSTA; HIGA, 2019).
A vigilância passiva opera a partir de “canais de comunicação com a popula-
ção para informações sobre animais de interesse para a saúde pública [...]”, de 
modo que a área de vigilância de zoonoses seja notificada se houver um ani-
mal suspeito, e pela integração/ articulação de instituições e serviços públicos 
e privados que atuam com animais ou amostras de animais (COSTA; HIGA, 
2019, p. 163).
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A prevenção é subdividida em três tipos: educação em saúde, manejo am-
biental e vacinação animal, enquanto o controle é feito quando alguma situ-
ação de risco já está estabelecida, a partir de implementações de ações que 
possam realizar o controle das zoonoses, que é subdividida em: controle do 
risco iminente de transmissão de zoonose, controle da zoonose incidente e 
controle da zoonose prevalente (COSTA; HIGA, 2019).
Para que você saiba mais sobre as medidas de 
prevenção de zoonoses, clique aqui.
Na sequência, você entenderá como se dá a saúde do trabalhador.
5.1.3 SAÚDE DO TRABALHADOR
A relação entre o trabalho e o processo de saúde-doença está descrita desde 
os primórdios da história humana, expressa em passagens bíblicas, sob pintu-
ras, literatura, entre outros registros (PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
A Constituição Federal de 1988, em seu Art. 200, inciso II, prevê ações de saúde 
do trabalhador como competência do SUS, estabelecendo atuação contínua 
para identificar fatores de risco que possam desencadear agravos à saúde 
do trabalhador, sejam eles de ordem física, química, biológica ou mecânica 
(COSTA; HIGA, 2019).
Assim, a “saúde do trabalhador é definida como o conjunto de ações de vigi-
lância e assistência visando a promoção, a proteção, a recuperação e a reabili-
tação da saúde dos trabalhadores submetidos a riscos e agravos oriundos dos 
processos de trabalho.” (COSTA; HIGA, 2019, p. 185). 
A partir dessas afirmações, é possível dizer que a saúde do trabalhador ultra-
passa as ações do SUS, devendo ser contemplada por outras áreas de poder 
público em conjunto com a sociedade e os trabalhadores em si. Essas ações 
são reafirmadas pela lei nº 8.080/90, especificamente em seu o inciso V, do Art. 16, 
implementando-a em todos os níveis de atenção à saúde e garantindo atenção in-
tegral à saúde para todos os trabalhadores, independentemente do tipo de víncu-
lo empregatício, do tipo de inserção no mercado de trabalho, considerando todo 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_prevencao_controle_zoonoses.pdf
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o período laboral, desde o início da carreira, incluindo períodos de inatividade, 
desemprego, aposentadoria e velhice (BRASIL, 1990; 2018; COSTA; HIGA, 2019).
Os aspectos relativos à saúde do trabalhador devem considerar:
ASPECTOS PERTINENTES RELACIONADOS À SAÚDE DO TRABALHADOR
O processo de saúde-doença dos trabalhadores é construído socialmente.
O trabalhador é sujeito da saúde e possui saberes e conhecimentos sobre seu trabalho e sobre 
as repercussões deste sobre a sua saúde, que deve ser considerados no planejamento e na 
execução de ações em saúde.
É essencial a participação dos trabalhadores, da comunidade e do controle social em todas as 
instâncias e etapas da organização das ações e serviços de saúde.
A integralidade das ações de saúde pressupõe que as ações preventivas e curativas são 
indissociável, porém, com primazia das ações de promoção e da vigilância em saúde.
A articulação intra e intersetorial das políticas e práticas da saúde na perspectiva da 
transversalidade é fundamental para garantir cuidado resolutivo e de qualidade.
Fonte: Brasil (2018, p. 19).
As ações de saúde do trabalhador compreendem três eixos organizadores:
 EIXOS DA SAÚDE DO TRABALHADOR
Promoção 
em saúde
Assistência 
à saúde
Visat
Fonte: Brasil (2018, p. 20).
Para melhor compreensão desses termos, confira a explicação a seguir: 
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SAÚDE COLETIVA
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Promoção em saúde
Busca o fortalecimento da classe dos trabalhadores, em busca de 
condições dignas de trabalho, visando reconhecer o trabalho como 
atividade que provê saúde.
Assistência à saúde
Identifica o trabalhador e estabelece a relação entre a atividade laboral 
e o processo de saúde-doença, para que possa ser realizado o correto 
diagnóstico e sugerido o melhor tratamento, reabilitação e orientações 
para cada caso.
Visat
É um dos componentes da vigilância em saúde e abrange a vigilância 
epidemiológica dos agravos (acidentes, intoxicações, entre outros) 
e doenças relacionadas ao trabalho e a vigilância dos ambientes. 
Inclui a educação em saúde e a produção, a divulgação e a difusão de 
informações em saúde. (BRASIL, 2018, p. 19-20).
Considerando que a nocividade do trabalho pode estender-se para além do 
próprio trabalho, ou seja, afetar o ambiente familiar, convívio social, comuni-
dade em que se está inserido, o quadro a seguir mostra a relação dos fatores 
de risco para o adoecimento do trabalhador e suas possíveis consequências 
sobre a saúde, conforme a Classificação de Schilling (SCHILLING, 1984 apud 
BRASIL, 2018).
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FATORES DE RISCO PARA O ADOECIMENTO DO TRABALHADOR
GRUPO EXEMPLOS
1 Trabalho como causa necessária
Intoxicação por chumbo
Silicose
Acidentes de trabalho típicos
2
Trabalho como fator contributivo, mas 
não necessário
Doenças osteomusculares
Varizes de membros inferiores
Câncer
3
Trabalho como provocador de um 
distúrbio latente ou agravador de uma 
doença já estabelecida
Asma
Dermatite de contato
Doenças mentais
Fonte: adaptado de Schilling (1984 apud PAIM; ALMEIDA-FILHO (2014).
Esta classificação está disposta no Anexo LXXX da Portaria de Consolidação 
n.º 5, de 28 de setembro de 2017 (BRASIL, 2017a).
Para conferir mais sobre essa portaria e seu 
conteúdo, clique aqui.
A lei orgânica da saúde também participa das ações de saúde do trabalhador. 
Dentre algumas de suas determinações estão (BRASIL, 2018, p. 28-29):
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Legislacoes/Portaria_Consolidacao_5_28_SETEMBRO_2017.pdf
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A assistência ao sujeito vítima de acidente de trabalho 
ou portador de doença profissional e do trabalho; 
participação em estudos, pesquisas, avaliação e 
controle dos riscos e agravos potenciais à saúde 
existentes no processo de trabalho; participação 
na normatização, fiscalização e controle das 
condições de produção, extração, armazenamento, 
transporte, distribuição e manuseio de substâncias, 
de produtos, de máquinas e de equipamentos que 
apresentam riscos à saúde do(a) trabalhador(a); 
avaliação do impacto que as tecnologias provocam 
à saúde; informação ao(à) trabalhador(a), à sua 
respectiva entidade sindical e às empresas 
sobre os riscos de acidente de trabalho, doença 
profissional e do trabalho, bem como os resultados 
de fiscalizações, avaliações ambientais e exames 
de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, 
respeitados os preceitos da ética profissional; 
participação na normatização, fiscalização e 
controle dos serviços de saúde do trabalhador nas 
instituições e empresas públicas e privadas; revisão 
periódica da listagem oficial de doenças originadas 
no processo de trabalho; garantia ao sindicato de 
trabalhadores(as) de requerer ao órgão competente 
a interdição de máquina, do setor, do serviço ou 
de todo o ambiente de trabalho, quando houverexposição a risco iminente para a vida ou saúde 
do(a) trabalhador(a).
Todas essas ações estão inseridas no anexo XV da Portaria de Consolidação n.º 
2, de 28 de setembro de 2017, que dispõe sobre a Política Nacional de Saúde 
do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT) (COSTA; HIGA, 2019).
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Por intermédio da Política Nacional de Saúde 
do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT) 
são definidos os princípios, as diretrizes e as 
estratégias nas três esferas de gestão do SUS: 
federal, estadual e municipal. O objetivo desta 
política é o desenvolvimento de ações de atenção 
integral à saúde do trabalhador, com ênfase na 
vigilância, visando a promoção e a proteção da 
saúde dos trabalhadores, além da redução da 
morbimortalidade decorrente dos modelos de 
desenvolvimento e dos processos produtivos 
(COSTA; HIGA, 2019, p. 187).
Sugerimos que você leia o conteúdo da Portaria de Consolidação n.º 2, de 28 
de setembro de 2017 (BRASIL, 2017b).
Para acessar esse conteúdo e aprender um 
pouco mais sobre a Política Nacional de Saúde do 
Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), acesse aqui.
A partir daqui, mergulharemos no contexto da vigilância sanitária. Confira!
5.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Antes de iniciar o debate histórico sobre a história da vigilância sanitária, é es-
sencial que compreender seu conceito. A vigilância sanitária integra a saúde 
coletiva e pode ser considerada como parte inerente aos serviços de saúde. 
Segundo a lei nº 8.080/90, em seu capítulo I, Art. 6º, § 1º, a vigilância sanitária é 
um “conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde 
e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da pro-
dução e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde” 
(BRASIL, 1990; PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014).
A vigilância sanitária “integra o SUS e obedece seus princípios de universali-
zação, integralidade das ações, participação da comunidade e dos princípios 
organizativos da descentralização, hierarquização com comando único em 
cada nível de governo”, englobando ações de (COSTA; HIGA, 2019, p. 112):
https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-05/10_portaria_de_consolidacao_n_2_2017_contratualizacao_cosems.pdf
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AÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
O controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, 
compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo.
O controle de prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com saúde.
Fonte: adaptado de Costa e Higa (2019).
No que se refere à área de atuação da vigilância sanitária, esta pode ser orga-
nizada em três grupos (COSTA; HIGA, 2019):
ÁREAS DE ATUAÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Produto, alimentos,
medicamenotos, 
cosméticos,
saneantes e outros 
de interesse à saúde. 
Ambiente, incluindo
o do trabalho.
Serviços de saúde e
de interesses à
saúde.
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Assim, pode-se afirmar que as ações da vigilância sanitária são de caráter 
preventivo, que surgiram a partir da necessidade dos agrupamentos urba-
nos para promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde devido às 
doenças transmissíveis do indivíduo e seu coletivo (COSTA; HIGA, 2019).
5.2.1 VIGILÂNCIA SANITÁRIA: CONTEXTO 
HISTÓRICO
As ações da vigilância sanitária estão presentes em nosso país desde a chega-
da da corte portuguesa, em 1808. Nessa ocasião, as estratégias eram voltadas 
para efetuar o controle sanitário dos produtos a serem comercializados e con-
sumidos; averiguar estabelecimentos comerciais; combater as doenças trans-
missíveis; fiscalizar os profissionais da área da saúde e avaliar o saneamento 
local (COSTA; HIGA, 2019).
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A partir de então, as ações, normas e leis foram sendo aprimoradas e, em 
1914, ocorreu a “regulamentação da diretoria geral de saúde pública, com o 
foco em ações de vigilância e polícia sanitária nos portos, domicílios e lugares 
públicos”, tendo sido a motivação inicial para a criação e aprimoramento de 
novas instituições (COSTA; HIGA, 2019, p. 110).
Nesse contexto, a vigilância sanitária acompanhou a 
evolução da saúde pública e das ações que visavam 
o combate às doenças sobre seus determinantes 
e as transformações econômico-sociais (PAIM; 
ALMEIDA-FILHO, 2014).
Em meados de 1970, a vigilância sanitária obteve destaque no setor da saúde, 
devido à criação da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária. Em consonân-
cia, na mesma época, houve a alteração da nomenclatura de fiscalização para 
vigilância e, consequentemente, as funções do campo de ação foram modi-
ficadas, pois anteriormente eram voltadas apenas para controle e punição 
(COSTA; HIGA, 2019).
Em 1999, foi criada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), outro 
importante marco histórico. A partir de então, a vigilância sanitária passou a 
“administrar as atividades concebidas para o Estado com o papel de protetor 
dos direitos do consumidor e como provedor das condições de saúde da po-
pulação” (COSTA; HIGA, 2019, p. 111).
Confira, a seguir, alguns marcos históricos da vigilância sanitária: 
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MARCOS HISTÓRICOS DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
ANO MARCO HISTÓRICO
1897 Criação da diretoria-geral de saúde pública.
1920 Criação do departamento nacional de saúde pública.
1923 Regulamentação do sanitário federal - Decreto nº 16.300.
1930 Criação do Ministério da Educação e Saúde Pública.
1942 Criação do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP).
1953 Criação do Ministério da Saúde.
1961
Código Nacional de Saúde - separou a vigilância sanitária e a 
epidemiológica.
1976 Lei da Vigilância Sanitária - Lei nº 6.360.
1977 Lei nº 6.437 - dispôs sobre infrações à legislação sanitária federal.
1988 Constituição estabelecendo o SUS.
1990 Lei nº 8.080/90 do SUS.
1999 Criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Lei nº 9.782/99.
2000 Instituição da sigla Anvisa pela MP 2.134-29.
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Segundo a lei nº 9.782/99 (BRASIL, 1999), que definiu o Sistema Nacional de 
Vigilância Sanitária (SNVS) e criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa), a atuação do SNVS foi dividida em três níveis de competência:
NÍVEIS DE COMPETÊNCIA DO SISTEMA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
Diante de tantas datas importantes, que tal você se aprofundar em algumas?
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Sugerimos que você leia a lei nº 6.360, de 23 de 
setembro de 1976, que discute sobre as normas da 
Vigilância Sanitária, acessando aqui e a lei nº 9.782, 
de 26 de janeiro de 1999, que define o Sistema 
Nacional de Vigilância Sanitária e cria a Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária, clicando aqui.
Agora, acompanhe a respeito da vigilância sanitária e o mercado.
5.2.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA: ESTADO, MERCADO 
E O MERCADO DE BENS DE CONSUMO
As práticas de vigilância sanitária tornam-se cada vez mais indispensáveis na 
atualidade, em decorrência do processo crescente de bens de consumo, tec-
nologia médica e de saúde que expõem a saúde do ambiente, da coletivida-
de e do indivíduo de forma negativa.
Há uma infinidade de riscos à saúde relacionados 
à produção e consumo, sendo assim, a vigilância 
sanitária deve adotar estratégias abrangentes e 
criativas, que proporcionem uma prática dinâmica 
e estratégica, capaz de se articular com o uso de 
instrumentos, tendo participação e controle social, 
a fim de zelar pela saúde da coletividade. Neste 
contexto,a necessidade de regulação das relações 
de produção e consumo se faz indispensável, 
visto que o consumidor ocupa uma posição de 
vulnerabilidade no cenário e, por isso, foram criados 
instrumentos para proteger a saúde de toda a 
coletividade (COSTA; HIGA, 2019, p. 118).
A fim de cumprir os objetivos da vigilância sanitária, é necessário que as ações 
estejam alinhadas com o Estado, que intervém por meio de normas jurídicas 
e técnicas para servirem de guia para os gestores e profissionais de saúde 
envolvidos nessas práticas - e com o Poder Judiciário, que fiscaliza o cum-
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6360.htm#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20Vigil%C3%A2ncia%20Sanit%C3%A1ria,Produtos%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20Provid%C3%AAncias.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9782.htm
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primento das normas e técnicas pré-estabelecidas, visando sua efetivação e 
assegurando os princípios de saúde pública sem se perder da evolução tec-
nológico-científica (COSTA; HIGA, 2019). 
Diante desse contexto, fica o questionamento: em 
termos práticos, qual a relação da vigilância sanitária 
como órgão que fiscaliza e avalia o consumo de 
produtos e serviços?
Segundo Costa e Higa (2019), a regulação sanitária sobre o mercado e consu-
mo de bens e serviços tem grande importância para a saúde pública, devido à 
responsabilidade de promover melhorias na qualidade de vida de indivíduos, 
coletividade e meio ambiente. 
Em vista disso, a relação da vigilância sanitária como órgão que fiscaliza e 
avalia o consumo de produtos e serviços é complexa e exige infraestrutura 
adequada, recursos políticos e profissionais qualificados, assim como atuali-
zados, de diversas áreas de atuação nos três níveis de gestão (federal, estadual 
e municipal), que possam examinar, conter e inspecionar situações de risco, 
estratégias mercadológicas, além da qualidade de produtos que possam vir a 
desencadear agravos à saúde (COSTA; HIGA, 2019).
5.2.3 VIGILÂNCIA SANITÁRIA: INSTRUMENTOS 
DE AÇÃO
Em virtude do papel da vigilância sanitária no controle e prevenção de riscos 
que possam afetar a qualidade de vida e a saúde da população, cada nível de 
gestão tem responsabilidades específicas no que diz respeito aos instrumen-
tos de ação. De forma geral, conforme Costa e Higa (2019), a vigilância sanitá-
ria atua nos principais pontos descritos a seguir:
• controle de alimentos, bebidas, águas envasadas, embalagens, aditivos 
alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e 
de medicamentos veterinários;
• controle de produção de medicamentos de uso humano, suas substâncias 
ativas e demais insumos, processos e tecnologias;
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• garantia da seguridade de cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes;
• controle e segurança na produção de saneantes destinados à higienização, 
desinfecção ou desinfestação em ambientes domiciliares, hospitalares e coletivos;
• regulamentação de conjuntos, reagentes e insumos destinados a processos 
de diagnóstico; 
• controle de equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos, 
hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial ou por imagem;
• segurança em todos os processos que envolvem imunobiológicos e suas 
substâncias ativas, sangue e hemoderivados;
• regulamentação e segurança de procedimentos que evolvem órgãos, 
tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições;
• regulamentação para o uso de radioisótopos para uso diagnóstico in vivo, 
radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico ou terapia;
• regulamentação de cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto 
fumígero, derivado ou não do tabaco;
• regulamentação e segurança de quaisquer produtos que envolvam a 
possibilidade de risco à saúde, obtidos por engenharia genética, por outro 
procedimento ou, ainda, submetidos a fontes de radiação;
• regulamentação de serviços voltados para a atenção ambulatorial, seja de 
rotina ou de emergência, os realizados em regime de internação, os de apoio 
diagnóstico e terapêutico, bem como aqueles que impliquem incorporação 
de novas tecnologias;
• regulamentação de serviços de interesse da saúde, como creches, asilos para 
idosos, presídios, cemitérios, salões de beleza, cantinas e refeitórios escolares, 
academia de ginástica, clubes etc.;
• regulamentação de instalações físicas, equipamentos, tecnologias, 
ambientes e procedimentos envolvidos em todas as fases dos processos 
de produção dos bens e produtos submetidos ao controle e fiscalização 
sanitária, incluindo a destinação dos respectivos resíduos.
Todas as ações citadas são de responsabilidade das três esferas do governo, de 
acordo com a competência de cada uma. A seguir, estão destacados alguns 
exemplos das responsabilidades em âmbito nacional, estadual e municipal:
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RESPONSABILIDADE DAS TRÊS ESFERAS DO GOVERNO DA VIGILÂNCIA 
SANITÁRIA
AÇÕES RESPONSABILIDADE OBJETO OBJETIVO
Atendimento a 
denúncias
Anvisa, Estados, DF e 
Municípios
Reclamações de 
cidadãos envolvendo 
os produtos, serviços, 
ambientes, condições 
de trabalho etc.
Identificar os 
problemas nos 
serviços ou os 
desvios de qualidade, 
adulterações e 
outros problemas 
relacionados aos 
produtos, com adoção 
de medidas de 
correção e controle.
Normatização
Anvisa, Estados, DF e 
Municípios
Estabelecimentos de 
saúde e de interesse da 
saúde e o processo de 
trabalho.
Estabelecer regras 
de padronização 
de atividades e de 
objetos específicos, 
com o objetivo de 
prevenir, minimizar 
e eliminar riscos à 
saúde da população 
e dos trabalhadores, 
como também ao 
meio ambiente.
Monitoramento 
de mercado Anvisa
Preços dos produtos no 
mercado.
Acompanhar os 
preços dos produtos 
no mercado.
Investigação de 
surtos e agravos
Anvisa, Estados, DF e 
Municípios
Surtos ou agravos à 
saúde relacionados ao 
consumo de alimentos, 
medicamentos, 
utilização de serviços 
e tecnologias de 
saúde relacionados 
aos ambientes e aos 
processos de trabalho.
Identificar agente 
causador ou origem 
de eventos danosos, 
adotar medidas de 
controle e preventivas.
Fonte: adaptado de CostaVZ e Higa (2019).
Esperamos que você tenha aproveitado todos os ensinamentos até aqui e 
compreendido a importância de cada um dos temas abordados.
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CONCLUSÃO
Esta unidade visou apresentar as áreas de ação da vigilância em saúde: vi-
gilância ambiental, vigilância de zoonoses e saúde do trabalhador, de modo 
a aprimorar os conhecimentos teórico, técnico e prático acerca do papel de 
cada uma dessas áreas. 
Também estudamos a atuação da vigilância sanitária e como, em sua rotina, 
pode promover a saúde das pessoas por meio de um conjunto de ações des-
tinadas a garantir a integralidade da atenção em saúde.
UNIDADE 6
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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> Entender sobre os principais 
problemas dos sistemas de 
informação em saúde.
> Estudar os conceitos e o 
funcionamento do SIS no SUS.
> Compreender os principais 
SIS e suas aplicabilidades.
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6. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO 
BRASIL
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta unidade da disciplina Saúde Coletiva, abordaremos os sistemas de infor-
mação no Brasil como censo, SINAN, SINASC, SIM, SIAB, SI-PNI. Desejamos que 
você tenha uma boa leitura e que entenda a importância dos tópicos abordados.6.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
A informação é a forma mais fidedigna para a construção de conhecimento. 
No âmbito da saúde, os sistemas de informação em saúde, alimentados pelos 
profissionais do setor, representam estratégias que visam coletar dados/infor-
mações, a fim de permitir a avaliação de saúde de uma determinada região 
(COSTA; HIGA, 2019).
A seguir, você irá estudar os sistemas de informação em saúde, conceitos, ob-
jetivos e classificações, de modo que será capaz de identificar a importância 
da coleta de dados para a melhoria da situação de saúde. Bons estudos!
6.1.1 CONCEITO DE SIS
Antes de iniciar a contextualização sobre o sistema de informação em saúde, 
é importante que você possa diferenciar alguns termos que serão abordados 
no decorrer desta unidade. Confira a seguir (COSTA; HIGA, 2019, p. 170-171):
Dado
Consiste no número bruto obtido a partir da coleta de informações 
que ainda não sofreu tratamento estatístico.
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Informação
É a percepção obtida a partir dos dados, o dado trabalhado ou o 
resultado da análise e combinação de vários dados, em outras palavras, 
as informações são o resultado dos dados coletados, registrados e 
analisados. 
Sistema
Conjunto integrado de partes que se articulam para uma finalidade 
comum.
Sistema de informação
Conjunto de unidades de produção, análise e divulgação de dados que 
atua de modo integrado e articulado, com o propósito de atender as 
demandas para o qual foi criado. 
Confira na imagem a seguir a representação do conceito de informação:
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO CONCEITO DE INFORMAÇÃO
Registro
Dados
Análise
Informações
Coleta
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: imagem com a representação gráfica do conceito de informação, que é 
resultado de coleta, registro e análise que formam os dados, os quais geram as informações.
Agora, podemos prosseguir com nossa discussão acerca do SIS. 
O SIS contempla, segundo Costa e Higa (2019, p. 171):
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Instrumentos padronizados de monitoramento e 
coleta de dados, cujo objetivo é o fornecimento de 
informações para análise e melhor compreensão 
de importantes problemas de saúde da população, 
isso, por sua vez, subsidia, instrumentaliza e apoia 
as decisões do Sistema Único de Saúde (SUS) em 
todas as esferas, nos processos de planejamento, 
regulação, controle, avaliação e auditoria.
Nesse contexto, os SIS desempenham uma série de objetivos que serão estu-
dados no quadro a seguir:
OBJETIVOS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
OBJETIVOS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
1
Organizar a produção de informações compatíveis com as necessidades 
dos diferentes níveis, garantindo uma avaliação permanente das ações 
executadas e do impacto destas sobre a situação de saúde.
2
Assessorar o desenvolvimento de sistemas voltados para as especificidades 
das diferentes unidades operacionais do sistema de saúde.
3
Contribuir para o desenvolvimento dos profissionais de saúde, para a 
construção de uma consciência sanitária coletiva, como base para ampliar 
o exercício do controle social e da cidadania. Também para resgatar uma 
relação mais humana entre a instituição e o cidadão.
Fonte: adaptado de Ferreira (1999).
Diante desses fatos, o profissional de saúde deve compreender a representa-
ção da coleta, registro, processamento, análise, apresentação, difusão de da-
dos e geração de informações que irão subsidiar as propostas de melhorias 
para a situação de saúde (SANTOS; MIRANDA, 2007).
Assim, o SIS é uma ferramenta de extrema importância para a gestão de ser-
viços, já que serve de base para implantar, avaliar e acompanhar as ações, 
estratégias e programas de atenção à saúde, prevenção e controle de doen-
ças, além de permitir a tomada de decisões de alta relevância social e compa-
rar realidades em diferentes circunstâncias, tendências histórias e população 
(PAIM; ALMEIDA-FILHO, 2014; COSTA; HIGA, 2019).
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A partir da regulamentação do registro civil e da 
atribuição da geração de estatísticas do Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio 
da Lei Federal nº 6.015/73, houve grande mudança 
no que se refere aos dados estatísticos no Brasil. 
Para ler a lei na íntegra, clique aqui.
Diante disso, alguns indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde 
mostram-se essenciais para conhecer as peculiaridades de determinada po-
pulação. Estas informações devem ser de fácil acesso aos gestores das três es-
feras do governo: municipal, estadual e federal (PAIM; ALMEIDA-FILHO , 2014). 
Confira as principais categorias de informação:
PRINCIPAIS CATEGORIAS DE INFORMAÇÃO
Demográfico/ 
econômico-
social e cultural
Classificação 
internacional de 
doenças
MorbidadeEventos vitais
Avaliação
hospitalar AdministrativoQualidade
Fonte: adaptada de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: esquema com as principais categorias de informação que subsidiam 
a tomada de decisão dos gestores: demográfico/econômico-social e cultural; eventos 
vitais; morbidade; classificação internacional de doenças; avaliação hospitalar; qualidade; 
administrativo.
Acompanhe a definição de cada categoria (COSTA; HIGA, 2019, p. 174):
Demográfico/econômico-social e cultural
Diz respeito às características de determinada população e região, 
sendo exemplificada por sexo, idade, constituindo as pirâmides 
de população, estado civil, religião, nacionalidade, entre outras 
características sociais, econômicas e culturais.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015compilada.htm
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Eventos vitais
Referem-se ao registro de nascidos vivos, nascidos mortos, óbitos etc. 
Fornecem dados importantes para a confecção de vários indicadores, 
como mortalidade, morbidade, vida média ou esperança de vida e 
cobertura das ações. 
Morbidade
Permite o registro de doenças por sexo, idade, procedimentos 
médicos, raça, nacionalidade, procedência e outras variáveis de 
interesses clínico, epidemiológico, social, econômico e cultural. Assim, 
viabiliza importantes dados coletados, de forma periódica ou ocasional, 
para o controle das doenças, investigação de etiologia e patogenia, 
relação com fatores econômicos, sociais e culturais, assim como para a 
investigação da eficácia das medidas preventivas e terapêuticas. 
Classificação internacional de doenças
agrupa as doenças ou eventos, segundo as características semelhantes 
apresentadas, criando a nomenclatura de doenças e sua classificação. 
Além da padronização e universalização do diagnóstico, fornece os 
códigos das enfermidades para fins clínicos, epidemiológicos e de 
processamento das informações. 
Avaliação hospitalar
Porcentagem da ocupação, mortalidade, necropsia, infecção e outros 
agravos em ambiente hospitalar. Fornece dados sobre números de 
consultas produzidas por idade, sexo, tipos de procedimento e outras 
variáveis de interesse. Também permite a construção de indicadores 
de cobertura populacional e utilização dos serviços, concentração das 
atividades por paciente, produtividade e outros. 
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Qualidade
Refere-se, principalmente, aos sistemas de avaliação sanitária dos 
estabelecimentos prestadores de serviços de saúde ou produtores 
de alimentos, medicamentos e equipamentos, saneantes. Permite 
conhecer as condições técnicas de funcionamento desses 
estabelecimentos, as circunstâncias de risco e a qualidade de 
produtos, como alimentos e medicamentos.
Administrativo
Gestão financeira/orçamentária, folha de pagamentoe recursos 
humanos, gestão de estoques de materiais de consumo, 
equipamentos e outros bens patrimoniais, além do controle de 
processos/expediente administrativo.
Dentre os sistemas nacionais de informação em saúde, alguns ganham des-
taque devido a sua importância para vigilância epidemiológica, são eles:
PRINCIPAIS SISTEMAS NACIONAIS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS)
Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)
Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)
Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc)
Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan)
Fonte: adaptado de Costa e Higa (2019).
#pratodosverem: esquema com os principais sistemas nacionais de informação em saúde 
para a vigilância epidemiológica: Sinan, Sinasc, SIM, SIH/SUS, SIA/SUS. 
Acompanhe, a seguir, questões relevantes acerca dos dados coletados.
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6.1.2 ALGUNS PROBLEMAS IDENTIFICADOS NA 
UTILIZAÇÃO DOS DADOS DOS SIS
Entre os principais problemas identificados para produzir a informação em 
saúde estão: a falta de infraestrutura de informática, acesso à internet, capaci-
tação profissional, educação permanente dos profissionais de saúde, recursos 
humanos insuficientes, desmotivação profissional, falta de padronização e de 
clareza na informação, entre outros. Tais aspectos prejudicam tanto a alimen-
tação dos sistemas, como a utilização dos dados deles provenientes, o que 
impacta sua efetividade e destaca a relevância da atuação dos profissionais 
de saúde na inserção das informações para o futuro tratamentos destas, com 
vistas a prover os gestores com uma base real de dados, de modo que então 
possam ser adotadas ações que efetivamente promovam melhorias na saúde 
(BRANCO, 1996).
6.1.3 CENSO
Devido ao aumento da população brasileira a partir dos anos 1930, foram ne-
cessárias algumas alterações que abrangessem o universo dos domicílios em 
busca de dados mais amplos e detalhados. Assim, o Censo de 1970 é visto 
como um importante divisor histórico no Brasil por possibilitar a captação 
de dados organizados, confiáveis e consolidados, que permitiram pesquisar e 
aprofundar o conhecimento de forma regional e nacional sobre a renda dos 
brasileiros, situação empregatícia, educação, desigualdades sociais, entre ou-
tros (OLIVEIRA; SIMÕES 2005). 
Nesse contexto, os censos populacionais atuam na investigação da situação de 
vida da população, de acordo com o “espaço geográfico e divisão administra-
tiva de cada município, como distritos, bairros e localidades, rurais ou urbanas. 
O diagnóstico de cada realidade depende da atualização dos dados, portanto, 
dos resultados do censo”. A partir das informações obtidas por meio dos cen-
sos é possível a definição de políticas públicas e tomadas de decisões basea-
das no contexto epidemiológico encontrado (GALLEGUILLOS, 2014, p. 17). 
A fim de obter dados e informações confiáveis, atingindo transparência e quali-
dade em todas as etapas de execução do Censo, é preciso seguir alguns passos:
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ESTRATÉGIAS PARA A EXECUÇÃO DO CENSO
Adotar 
tecnologias 
modernas
Realizar escaneamento 
e leitura ótica dos 
questionário
Utilizar mapeamento 
digital de municípios 
com mais de 25 mil 
habitantes
Realizar controle 
gerencial e 
operacional de 
modo online
Permitir aos usuários e 
à sociedade acompanhar 
os dados e resultados 
censitários de cada etapa 
em curto prazo
Fonte: adaptada de Galleguillos (2014).
#pratodosverem: imagem com cinco quadros que representam as estratégias para 
execução do censo com qualidade: adotar tecnologias modernas; utilizar mapeamento 
digital de municípios com mais de 25 mil habitantes; realizar escaneamento e leitura ótica 
dos questionários; realizar controle gerencial e operacional de modo online; permitir aos 
usuários e à sociedade acompanhar os dados e resultados censitários de cada etapa em 
curto prazo.
A distribuição censitária em conformidade com a idade e o sexo permite o 
planejamento de políticas públicas e oferta de serviços essenciais de acordo 
com as necessidades da população alvo. Em 2010, ano em que foi realizado 
o último censo populacional no Brasil, havia uma proporção aumentada de 
mulheres em relação aos homens, vivendo majoritariamente na zona urba-
na e representando aproximadamente 84% do total da população (GALLE-
GUILLOS, 2014).
Esse quantitativo explica o maior número de intervenções de políticas públi-
cas na zona urbana em relação à zona rural, visto a maior concentração po-
pulacional nessa região. Destaca-se que o fato de haver menor investimento 
nas zonas rurais acarreta maiores índices de pobreza e acesso limitado aos 
serviços essenciais pela população que lá reside (GALLEGUILLOS, 2014).
No que diz respeito aos estudos demográficos, houve aumento considerável 
da população brasileira, conhecida como explosão demográfica. Em meados 
de 1980, o país tinha como característica um alto número de natalidade e re-
gressão do número de pessoas a partir dos 20 anos de idade e poucas pesso-
as atingindo idades acima de 65 anos (GALLEGUILLOS, 2014).
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BRASIL – PIRÂMIDE ETÁRIA ABSOLUTA (1980)
Fonte: adaptada de Galleguillos (2014, p. 24).
#pratodosverem: imagem com uma pirâmide populacional de 1980 apresentando base 
populacional alargada, característica de alta natalidade, com afunilamento a partir dos 20 
anos e poucas pessoas alcançando idades acima de 65 anos.
Em 1990, a pirâmide etária apresentou alargamento da base populacional de indi-
víduos acima dos 20 anos de idade, justificando a melhoria da qualidade de vida. 
Entretanto, ainda se notava baixo percentual de pessoas com mais de 65 anos.
BRASIL – PIRÂMIDE ETÁRIA ABSOLUTA (1990)
Fonte: adaptada de Galleguillos (2014, p. 25).
#pratodosverem: imagem com uma pirâmide populacional de 1990 e que apresenta discreto alargamento na faixa 
etária acima dos 20 anos, o que provavelmente caracteriza melhores condições de vida dessa população, mas ainda 
permanece com a configuração de pirâmide tradicional, o que revela que poucos chegam a atingir a idade idosa
.
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Já em 2010, houve grande mudança em relação à taxa de natalidade e à esti-
mativa de vida dos brasileiros. Verifique a imagem a seguir e compare-a com 
as demais expostas anteriormente:
BRASIL – PIRÂMIDE ETÁRIA ABSOLUTA (2010)
Fonte: adaptada de Galleguillos (2014, p. 25).
#pratodosverem: imagem com uma pirâmide populacional de 2010, que já apresenta uma 
diferença em sua configuração: diminui a faixa etária de 0 a 10 anos, evidenciando uma 
menor natalidade e há ampliação da faixa etária entre 20 e 30 anos, o que caracteriza 
melhoria na sobrevivência.
Esses resultados apontam aumento de mais de 20 milhões de pessoas na po-
pulação brasileira, correspondendo a 12,3% a mais quando comparada ao cen-
so demográfico de 2000. Nota-se que este crescimento populacional é desi-
gual nas regiões e unidades federativas, sendo acrescido nas regiões Norte e 
Centro-oeste - 20,74% e 22,98%, respectivamente, enquanto nas regiões Sul, 
Sudeste e Nordeste, a estimativa ficou entre 9 e 12% (ALLEBRANDT et al., 2019).
Já as unidades federativas atingiram crescimentos superiores a 30% nos esta-
dos do Amapá, Roraima e Acre; inferiores a 10% em estados como Piauí, Minas 
Gerais, Paraná e Bahia e, menores que 5% no Rio Grande do Sul. Esses dados 
evidenciam as dinâmicas demográficas reduzidas comparadas ao período de 
2000-2010 (ALLEBRANDT et al., 2019). 
Galleguillos (2014) aponta uma projeção para 2030 em relação à distribuição 
censitária em conformidade com a idade e osexo. Presume-se que exista 
alargamento da população em todas as faixas etárias, evidenciando maior so-
brevivência da população, além de aumento da estimativa de vida, principal-
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mente do sexo feminino, justificando a teoria de que apesar do adoecimento 
das mulheres, elas aumentam a sobrevida em virtude da maior procura pelos 
serviços de saúde, prevenção de doenças e tratamentos preconizados e ade-
quados quando comparadas aos homens. Confira, a seguir, a demonstração 
gráfica da explicação realizada.
BRASIL – PIRÂMIDE ETÁRIA ABSOLUTA (2030)
Fonte: adaptada de Galleguillos (2014, p. 25).
#pratodosverem: imagem com uma pirâmide populacional de previsão de 2030, com baixa 
natalidade, ampliando a faixa etária entre 20 e 30 anos, o que caracteriza melhoria na 
sobrevivência, com mais idosos chegando a mais de 75 anos, evidenciando melhoria da 
qualidade de vida e assistência à saúde nos seus diversos níveis de assistência. 
Conforme Araújo-Freire et al. (2019), as projeções populacionais dos municí-
pios brasileiros foram mensuradas até o ano de 2030. Evidenciou-se que ha-
verá acentuado envelhecimento populacional em todo o Brasil, sendo que 
em alguns municípios, haverá taxas negativas para o crescimento de pessoas 
abaixo de 30 anos de idade. Entretanto, o número populacional de idoso au-
mentará de forma grandiosa em praticamente todos os municípios brasilei-
ros, de modo mais evidente ao Sul do país e menos ao Norte.
Esse capítulo demonstrou a importância do censo populacional e permitiu 
mostrar a distribuição populacional segundo idade, sexo e local de residência 
ao longo dos anos. A seguir, você estudará os principais sistemas de informa-
ções em saúde.
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6.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE 
Os sistemas de informação utilizados no Brasil permitem armazenar dados 
que, após organizados e analisados, geram informações capazes de contri-
buir com o olhar da saúde no Brasil (GALLEGUILLOS, 2014). A seguir, veremos 
os principais sistemas de informação em saúde utilizados.
6.2.1 SCNES E SIA/SUS
O Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) foi 
criado em 2000, por meio da Portaria do Ministério da Saúde n.º 376, de 03 de 
outubro de 2000. Após aderir às sugestões fornecidas pelos gestores e popu-
lação, foi estabelecida a Portaria SAS/MS n.º 511, de 29 de dezembro de 2000, 
que preconizou o cadastro das instituições em todo território nacional (BRA-
SIL, 2000).
Em 2015, com o propósito de aperfeiçoar o processo de cadastramento das ins-
tituições de saúde e aprimorar a qualidade, foi criada a Portaria n.º 1.646/2015, 
que garantia os seguintes itens dispostos a seguir (BRASIL, 2015): 
• o cadastro e a manutenção fidedigna dos dados coletados são obrigatórios 
a todas as instituições de saúde, sendo realizado exclusivamente em meio 
eletrônico;
• garante o CNES como sistema oficial de informações dos serviços de saúde 
nacionais;
• prevê a obrigatoriedade de cada instituição de saúde manter seus dados 
atualizados;
• responsabiliza os profissionais de saúde em exercício a manter seus dados 
pessoais inseridos no CNES de forma fidedigna e atualizada;
• designa a cada esfera do governo - federal, estadual e municipal competências 
que se complementam, em prol da melhoria do sistema;
• mantém as informações contidas no CNES públicas e de fácil acesso.
Dessa forma, o CNES tem como propósito coletar informações acerca de to-
das as instituições de saúde, independente de sua natureza jurídica, por meio 
do cadastro. Trata-se de um cadastro oficial do Ministério da Saúde para ava-
liar a realidade da rede assistencial de saúde existente em ámbito nacional e 
suas potencialidades (BRASIL, 2015).
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SAÚDE COLETIVA
FINALIDADES QUE COMPETEM AO CNES
Competências do CNES
1
Cadastrar e manter atualizadas as informações sobre todos os estabelecimentos 
de saúde como nome, tipo de estabelecimento, endereço, localização, gestor 
responsável, tipo de nivel de assistência, quantidade de leitos ativos, profissionais 
ativos, especialidades médicas, serviços de apoio, equipamentos médicos, entre 
outras informações.
2
Fornecer informações dos estabelecimentos de saúde cadastrados a outros 
sistemas.
3
Fornecer informações para a população sobre as características e os tipos de 
serviços ofertados pelas instituições de saúde.
4
Fornecer informações que auxiliem no planejamento de estratégias e ações por 
parte dos gestores.
Fonte: adaptado de Brasil (2015).
Agora, analisaremos outro sistema de informação de saúde, o SIA/SUS.
O Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) foi estabelecido em 1991, com vis-
tas a permitir o registro e avaliação de todos os procedimentos realizados na 
atenção primária de saúde pelos profissionais, tais como: consultas, exames, 
procedimentos de enfermagem, entre outros (GALLEGUILLOS, 2014).
Para que esses procedimentos fossem registrados, foi criada uma tabela padro-
nizada com códigos para cada ação executada. Em 1998, esse sistema “[…] pas-
sou a incluir as ações e serviços de prevenção de riscos e agravos e de promoção 
da saúde desenvolvidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que permite 
acompanhar e avaliar essas ações e serviços” (GALLEGUILLOS, 2014, p. 56).
6.2.2 SIH/SUS E SINAN
O Sistema de Informação Hospitalar (SIH) foi criado em 1976. Inicialmente 
implantado para fins administrativos e financeiros, em 1983, foi instaurada a 
Autorização de Internação Hospitalar (AIH) para fazer o controle jurídico (GAL-
LEGUILLOS, 2014).
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SAÚDE COLETIVA
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Desde os anos 1990, esse sistema contém as 
informações de todas as unidades hospitalares da 
rede pública própria e da rede privada contratada 
na época pelo Ministério da Saúde, e agora pelas 
secretarias de saúde estaduais. O sistema permite 
obter dados referentes à pessoa, ao tempo, ao 
lugar da internação e procedência do paciente, 
aos tipos de serviços e procedimentos utilizados, à 
duração da internação, aos valores pagos e à causa 
da internação – esta inclui o Código Internacional 
de Doenças (CID-10). Todas essas informações 
permitem saber os motivos mais frequentes que 
levam à internação e as ações mais realizadas. Ter 
essas informações contribui para o conhecimento 
da situação de saúde e seu acompanhamento e 
avaliação (GALLEGUILLOS, 2014, p. 55). 
Já o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) foi implantado 
em 1993 e de forma gradativa, a princípio, sendo utilizado de modo hetero-
gêneo pelas unidades federadas e município, sem intervenção dos gestores 
de saúde. Com o passar do tempo, em 1998, estabeleceram-se ações para a 
implantação definitiva; alimentação obrigatória das bases de dados munici-
pais, estadual e Distrito Federal em âmbito nacional, além de nomear a Fun-
dação Nacional de Saúde (Funasa) como gestora nacional do SINAN que, em 
2003, passa a ser responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) 
(BRASIL, 2006; 2019).
A alimentação/registro desse sistema e a utilização conjunta com os demais 
sistemas de informação em saúde tornam-se ferramentas essenciais para a 
democratização da informação; formulação e avaliação das políticas, planos 
e programas de saúde, facilitando a criticidade para as tomadas de decisões 
com vistas a definir com prioridades intervenções que contribuem para a me-
lhoria da situação de saúde da população (BRASIL, 2006).
Quanto aos objetivos do SINAN, destacam-se: 
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SAÚDE COLETIVA
OBJETIVOS DO SINAN
SINAN
Coletar dados
Transmitir dadosDisseminar dados
Apoiar o 
processo de 
investigação e 
dar subsídios 
para a análise 
das informações 
de vigilância 
epidemiológica 
das doenças de 
notificação 
compulsória.
Fonte: adaptada de Brasil (2006).
#pratodosverem: imagem com os objetivos do SINAN - coletar dados; transmitir dados; 
disseminar dados; apoiar o processo de investigação e dar subsídios para a análise das 
informações de vigilância epidemiológica das doenças de notificação compulsória.
Cada esfera do governo desempenha uma atribuição em relação à gestão, 
estruturação e operacionalização do sistema, a fim de alcançar tais objetivos:
162
SAÚDE COLETIVA
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CONTRIBUIÇÃO DAS ESFERAS DO GOVERNO PARA O SINAN
Esfera Competência
União
Compete à SVS/MS, como gestora nacional do Sinan:
• Estabelecer diretrizes e normas técnicas para o Sinan;
• Prestar apoio técnico às unidades federadas para utilização e 
operacionalização do Sinan; 
• Estabelecer fluxos e prazos para envio de dados em nível estadual; 
 • Atualizar e fornecer as versões do Sinan e os modelos de 
instrumentos de coleta de dados para as unidades federadas; 
• Coordenar a seleção dos códigos correspondentes aos agravos de 
interesse estadual e municipal, segundo a Classificação Internacional de 
Doenças – CID 10; 
• Consolidar os dados provenientes das unidades federadas;
• Informar às unidades federadas a ocorrência de casos de notificação 
compulsória, detectados em países que fazem fronteira com o Brasil, a 
ocorrência de surtos ou epidemias com risco de disseminação no país;
• Avaliar regularidade, completitude, consistência e integridade dos 
dados e duplicidade de registros, efetuando os procedimentos definidos 
como de responsabilidade do nível nacional para a manutenção da 
qualidade da base de dados;
• Realizar análises epidemiológicas e operacionais;
• Retroalimentar as informações para os integrantes do sistema;
• Divulgar informações e análises epidemiológicas.
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SAÚDE COLETIVA
Estados
· Consolidar os dados do Sinan provenientes dos municípios;
· Prestar apoio técnico aos municípios para utilização e 
operacionalização do Sinan; 
· Coordenar a seleção dos códigos correspondentes à tabela de 
estabelecimentos de saúde a ser utilizada pelo Sinan; 
· Definir fluxos e prazos para o envio de dados pelo nível municipal, 
respeitando os fluxos e prazos estabelecidos pela SVS/MS;
· Distribuir as versões do Sinan e seus instrumentos de coleta de dados 
para os municípios; enviar os dados à SVS/MS regularmente, observados 
os prazos estabelecidos nesta portaria; 
· Informar as outras unidades federadas a ocorrência de casos de 
notificação compulsória, detectados na sua área de abrangência 
(residentes em outras unidades federadas), a ocorrência de surtos ou 
epidemias com risco de disseminação no país; 
· Informar à SVS/MS a ocorrência de surtos ou epidemias com risco de 
disseminação no país; 
· Avaliar a regularidade, completitude, consistência e integridade dos 
dados e duplicidade de registros, efetuando os procedimentos definidos 
como de responsabilidade da unidade federada para a manutenção da 
qualidade da base de dados; 
· Realizar análises epidemiológicas e operacionais; 
· Retroalimentar as informações para os integrantes do sistema; 
· Divulgar informações e análises epidemiológicas; 
· Normatizar aspectos técnicos em caráter complementar à atuação do 
nível federal para a sua área de abrangência.
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SAÚDE COLETIVA
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Município
• · Prestar apoio técnico às unidades notificantes; 
· Coletar e consolidar os dados provenientes de unidades notificantes;
· Estabelecer fluxos e prazos para o envio de dados pelas unidades 
notificantes; respeitando os fluxos e prazos estabelecidos pela SVS/MS;
· Enviar os dados em nível estadual, observados os fluxos e prazos 
estabelecidos pelos estados e pela SVS/MS;
· Distribuir as versões do Sinan e seus instrumentos de coleta de dados 
para as unidades notificantes;
· Informar à unidade federada a ocorrência de casos de notificação 
compulsória, detectados na sua área de abrangência, residentes em 
outros municípios e a ocorrência de surtos ou epidemias com risco de 
disseminação no país;
· Avaliar a regularidade, completitude, consistência e integridade dos 
dados e duplicidade de registros, efetuando os procedimentos definidos 
como de responsabilidade do município para a manutenção da qualidade 
da base de dados;
· Realizar análises epidemiológicas e operacionais; · Retroalimentar os 
dados para os integrantes do sistema;
· Divulgar informações e análises epidemiológicas;
· Normatizar aspectos técnicos em caráter complementar à atuação do 
nível estadual para a sua área de abrangência.
Distrito 
Federal
• Compete ao Distrito Federal, no que couber, simultaneamente, as atribuições 
referentes a estados e municípios
Fonte: adaptado de Brasil (2006).
Quanto à notificação, é utilizado um instrumento de coleta de dados chama-
do ficha de notificação, com modelo padronizado pela SVS/MS, em duas vias 
pré-numeradas, sendo que a primeira via deve ser enviada pela unidade de 
saúde notificadora ao local onde será realizada a digitação e a segunda via 
deve ser armazenada na unidade notificadora. A ficha de notificação será uti-
lizada para os seguintes casos descritos a seguir (BRASIL, 2006):
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SAÚDE COLETIVA
CONDIÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DA FICHA DE NOTIFICAÇÃO
Notificação
negativa.
Notificação individual de 
casos suspeitos e/ou 
confirmados de agravos de 
interesse nacional.
Notificação de casos 
suspeitos e/ou confirmados 
de agravos de notificação de 
interesse estadual e 
municipal.
Notificação individual 
de casos suspeitos e/ou 
confirmados de 
agravos de notificação 
compulsória.
Notificação de casos 
suspeitos e/ou 
confirmados de 
agravos de notificação 
de interesse estadual 
e municipal.
Notificação de surto.
Fonte: adaptada de Brasil (2006).
#pratodosverem: imagem com os usos da ficha de notificação - notificação negativa; 
notificação individual de casos suspeitos e/ou confirmados de agravos de notificação 
compulsória; notificação individual de casos suspeitos e/ou confirmados de agravos 
de interesse nacional; notificação de casos suspeitos e/ou confirmados de agravos de 
notificação de interesse estadual e municipal; notificação de surto.
A seguir, veremos outros tipos de sistemas de informação.
6.2.3 SINASC
O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) foi implantado ofi-
cialmente a partir de 1990. Por meio deste sistema é possível coletar dados so-
bre o quantitativo de nascimentos ocorridos em determinado período, além 
de garantir informações sobre o indicador de natalidade nos diversos níveis 
de saúde, assim como contribuir com a avaliação da situação de saúde da po-
pulação de dada região, fortalecendo as ações de vigilância e saúde na área 
materno-infantil (BRASIL, 2021). 
Para o registro desses dados, utiliza-se, obrigatoriamente, em todo território 
nacional, a Declaração de Nascidos Vivos (DN), documento oficial preenchido 
em todo os casos de nascidos-vivos. Conforme orientações, deve ser preen-
chida em três vias, respeitando a numeração impressa em cada bloco. Sua 
distribuição ao estado é de competência exclusiva do Ministério da Saúde, 
enquanto o repasse aos municípios é realizado pelas Secretarias Estaduais de 
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Saúde. Por fim, às Secretarias Municipais de Saúde fica o encargo de distri-
buição aos estabelecimentos de saúde de todos os municípios que realizam 
partos e aos Cartóriosdo Registro Civil (BRASIL, 2021).
NASCIMENTO
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: imagem de um recém-nascido com fita de identificação no tornozelo 
esquerdo.
Para minimizar erros ou falsas informações, é recomendado que a DN seja 
preenchida por um profissional de saúde, preferencialmente aquele que es-
teve presente durante o parto e/ou nascimento, a fim de estabelecer dados 
fidedignos. Além disso, é importante conscientizar os profissionais de saúde, 
gestores municipais e estaduais quanto à importância dos dados contidos na 
DN, que serão digitados, processadas e consolidadas no SINASC local (BRA-
SIL, 2021).
Todas as informações registradas são enviadas à base de dados em nível es-
tadual e, posteriormente, ao nível federal. Assim, é possível a formulação de 
indicadores epidemiológicos que sirvam de apoio para estratégias, ações, 
programas e planejamentos voltados para a gestão em saúde (BRASIL, 2021).
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SAÚDE COLETIVA
6.2.4 SIM
Desenvolvido pelo Ministério da Saúde em 1975 e informatizado em 1979, o 
Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM) tem como objetivo coletar 
dados quantitativos e qualitativos sobre a mortalidade brasileira, por meio 
de variáveis existentes em seu instrumento de coleta de dados, a declaração 
de óbito (DO), popularmente conhecida como atestado de óbito. Para uma 
adequada obtenção de dados, é preciso que o profissional médico que vir a 
preencher a DO execute-a com clareza e que esta contenha todas as informa-
ções solicitadas (GALLEGUILLOS, 2014).
O preenchimento da DO é responsabilidade 
médica, conforme previsto no Código de Ética 
Médica, Resolução nº 1.779/2005 do Conselho 
Federal de Medicina (BRASIL, 2005) e Portaria SVS 
nº 116/2009 (BRASIL, 2009).
Informações sobre coleta de dados, periodicidade de envio das informações 
acerca dos óbitos e de nascidos vivos para os sistemas de informações geridos 
pela Secretaria de Vigilância à Saúde estão dispostas na Portaria SVS nº 116, de 
11/02/2009 (BRASIL, 2009).
Os dados do SIM são de extrema importância para a gestão em saúde, pois in-
centiva os gestores a utilizarem tais dados para criar indicadores epidemioló-
gicos para planejar ações, atividades e programas voltados à gestão em saú-
de e reduzir a mortalidade por causas evitáveis ou preveníveis. Além disso, o 
SIM é considerado fonte de dados e de informações que subsidiam a tomada 
de decisão em diversas áreas da assistência à saúde (BRASIL, 2021).
A título de conhecimento, a seguir você encontrará alguns dos indicadores 
específicos de mortalidade que podem ser construídos a partir do SIM.
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INDICADORES ESPECÍFICOS DE MORTALIDADE
Taxa de mortalidade infantil.
Taxa de mortalidade perinatal.
Taxa de mortalidade materna.
Taxa de mortalidade por diabetes mellitus.
Taxa de mortalidade por acidente de trabalho.
Fonte: adaptada de Brasil (2021).
Além desses, muitos outros indicadores podem ser formulados a partir dos 
dados e informações obtidas com o preenchimento da DO e consequente 
registro no SIM (BRASIL, 2021).
Assim como os demais sistemas de informação, o Programa Nacional de 
Imunização (PNI) tem grande impacto na saúde pública. Foi criado em 1973, 
completando 50 anos de existência em 2023. É coordenado pelo Ministério da 
Saúde e impacta diretamente no perfil de morbimortalidade da população 
brasileira (BRASIL, 2013; DOMINGUES et al., 2020).
O PNI segue os princípios do SUS no que tange à universalidade, descentra-
lização e equidade, visto que a disponibilização dos imunobiológicos se dá a 
todos os grupos alvo da população, em todo o ciclo vital, por meio da oferta 
em todo território nacional, visando ampliar o público vacinado com estraté-
gias de campanhas e divulgação das rotinas (BRASIL, 2013; DOMINGUES et 
al., 2020).
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SAÚDE COLETIVA
A equidade é observada pela ampliação da oferta 
de vacinas, nas estratégias de vacinação de rotina 
e campanhas, que vai além do contexto territorial, 
mas, sobretudo, populacional, alcançando os 
grupos alvo da vacinação, abrangendo todos os 
ciclos da vida, sendo ofertadas 15 vacinas para 
as crianças, nove para adolescentes e cinco para 
adultos e idosos, conferindo proteção para mais 
de vinte doenças. Ainda, nesse aspecto, há a 
disponibilidade de vacinas ofertadas nos Centros 
de Imunobiológicos Especiais (CRIE), atendendo 
grupos com condições clínicas especiais, além 
dos calendários de vacinação diferenciados para 
gestantes, indígenas e militares.
Por fim, o PNI cumpre o princípio da descentralização, 
atuando numa rede articulada, hierarquizada e 
integrada, exigindo discussão permanente sobre 
normas, metas e resultados, propiciando, dessa 
forma, a sua operacionalização nas três esferas 
de gestão do SUS, o que tem contribuído para a 
redução das desigualdades regionais e sociais, 
viabilizando o acesso à vacinação para todos os 
brasileiros [...]. (DOMINGUES et al. (2020, p. 2).
Nesse sentido, o SI-PNI tem como meta proporcionar uma constante avalia-
ção dos riscos de surtos e epidemias, a partir dos dados e informações obtidos 
sobre o quantitativo de vacinas realizadas, faixa etária abrangida em determi-
nado local e período. Além disso, também oferece o controle do estoque de 
imunobiológicos, fornecendo previsão e provisão de vacinas (BRASIL, 2013).
Para fins de curiosidade, traremos a seguir de alguns marcos históricos da 
vacinação (BRASIL, 2013, p. 25-40):
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1771
Registro da inoculação da vacina, pela primeira vez, na Inglaterra.
1796
A primeira vacina foi descoberta por Edward Jenner, que sistematizou 
os conhecimentos empíricos e criou a vacina, de forma a prevenir a 
varíola.
1885
Descoberta da vacina contra a raiva, por Pasteur.
1921
Obtenção da vacina BCG por Albert Calmette e Camille Guérin, no 
Instituto Pasteur, em Paris.
1927
Início da vacinação contra a tuberculose no Brasil, com a vacina BCG.
1930
Início da produção de vacinas pelo Instituto Butantan, com destaque 
para a antivariólica.
1937 
Criação e registro da primeira vacina eficaz contra febre amarela.
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SAÚDE COLETIVA
1946 
Criação da Campanha Nacional contra a tuberculose.
1957
Descoberta da vacina oral contra a poliomielite (VOP), por Albert Sabin.
1960
Desenvolvimento de vacina efetiva contra o sarampo, por Enders e 
Peebles, que haviam isolado o vírus em 1954.
1961
Introdução da VOP no Brasil, com a realização de vacinações em 
municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro. 
1966
Instituição da Campanha de Erradicação da Varíola.
Esperamos que você tenha aproveitado todos os ensinamentos até aqui e 
compreendido a importância de cada um dos temas expostos.
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CONCLUSÃO
Como profissionais da saúde, precisamos aprender a utilizar a informação ge-
rada por estes sistemas em nosso planejamento estratégico, pois permitem a 
identificação e modificação da realidade. Nem todos os sistemas disponíveis 
atendem as necessidades de obtenção de informações, obrigando-nos a bus-
car outras formas, mas, quando não temos a informação que procuramos, o 
que fazer? Primeiramente, precisamos identificar o que estamos buscando 
para então escolhermos o SIS que atenderá tal demanda.
Quando iniciamos o planejamento local de um território, é preciso caracterizá-
-lo, identificando sua população, condições socioeconômicas, saúde, trabalho, 
moradia, entre outras, para obtenção destes dados iniciais. Então utilizaremosos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e RIPSA, que 
têm abrangência nacional, e Sistema Estadual de Análise de Dados (SEAD) – 
este com abrangência no estado de São Paulo e, caso você esteja em outros 
estados, pode procurar no site do governo estadual o link de sistemas de in-
formação e dados epidemiológicos para obter as informações que busca.
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
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SAÚDE COLETIVA
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-book. ISBN 9786557830277. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9786557830277/. Acesso em: 26 dez. 2022.
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MATERIAL COMPLEMENTAR
Para saber mais sobre os assuntos abordados, acesse os materiais a seguir:
Para saber mais sobre os assuntos abordados, acesse os materiais a seguir:
Para saber mais sobre os assuntos abordados, acesse os materiais a seguir:
• Análise da tendência temporal do suicídio e de sistemas de informações em saúde em relação 
às tentativas de suicídio. Link.
• Cuidados de enfermagem nos níveis de prevenção da história natural do câncer de mama. 
Link.
• Envelhecimento populacional contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Link.
• Estratégias de promoção da saúde e prevenção primária para enfrentamento das doenças 
crônicas: revisão sistemática. Link.
• Gestão da saúde: o uso dos sistemas de informação e o compartilhamento de conhecimento 
para a tomada de decisão. Link.
• Guia de Vigilância em Saúde. Link.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788527739047
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788527739047
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788527739047
https://www.ufjf.br/oliveira_junior/files/2011/08/SO%C3%81REZ-P.-C.-PADOVAN-J.-L.-CICONELLI.pdf
https://www.ufjf.br/oliveira_junior/files/2011/08/SO%C3%81REZ-P.-C.-PADOVAN-J.-L.-CICONELLI.pdf
 https://www.scielo.br/j/rsp/a/pmygXKSrLST6QgvKyVwF4cM/
 https://www.scielo.br/j/rsp/a/pmygXKSrLST6QgvKyVwF4cM/
https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/54350
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5733496/mod_resource/content/0/Constitui%C3%A7%C3%A3o%20d
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5733496/mod_resource/content/0/Constitui%C3%A7%C3%A3o%20d
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5733496/mod_resource/content/0/Constitui%C3%A7%C3%A3o%20d
https://revista.pgsskroton.com/index.php/rcger/article/view/6227
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https://www.scielo.br/j/tce/a/CyLcKWmF5HMKLH3ZcQZ9Zyj/abstract/?lang=pt
http://periodicos.pucminas.br/index.php/percursoacademico/article/view/2285
https://www.scielo.br/j/rsp/a/pmygXKSrLST6QgvKyVwF4cM/
https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/8844/a07v34n5.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://www.scielo.br/j/tce/a/Wpt3XsBswvCdWPtz8k4MpXJ/?lang=pt
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788520461389
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SAÚDE COLETIVA
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
• Guia de Vigilância em Saúde. Link.
• Manual de Controle de escorpiões. Link.
• Mulheres rastreadas para câncer de mama: acompanhamento por meio dos sistemas de infor-
mações em saúde, 2010-2012. Link.
• Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE). Link.
• Prevenção em saúde na prática médica: da primária à quaternária. Link.
• Saúde da família e da comunidade. Link.
• Sistemas de informação em saúde: considerações gerais. Link.
• Sistemas de informação em saúde e sua complexidade. Link.
• Vigilância em saúde: zoonoses. Link.
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788520461389
https://jhi.sbis.org.br/index.php/jhi-sbis/article/view/4/52
https://cqh.org.br/ojs-2.4.8/index.php/ras/article/view/77/97
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigilancia_saude_zoonoses_p1.pdf
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SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS
	Apresentação da disciplina
	1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CONCEPÇÃO DE SAÚDE-DOENÇA
	INTRODUÇÃO
	1.1 VISÃO HOLÍSTICA DA SAÚDE
	1.2 NÍVEIS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
	2 AS EVOLUÇÕES HISTÓRICAS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	2.1 A HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL 
	2.2 SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
	2.3 REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
	3 INDICADORES DE SAÚDE E NOTIFICAÇÕES DE DOENÇAS
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	3.1 INDICADORES DE SAÚDE (MORBIDADE, MORTALIDADE, FECUNDIDADE)
	3.2 REGISTRO DE DOENÇA E NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA 
	4. SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	4.1 VIGILÂNCIA EM SAÚDE
	4.2 MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE DOENÇAS
	5. VIGILÂNCIA EM SAÚDE E AS ÁREAS DE ATUAÇÃO
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	5.1 VIGILÂNCIA EM SAÚDE
	5.2 VIGILÂNCIA SANITÁRIA
	6. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NO BRASIL
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	6.1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)
	6.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE 
	Equilíbrio do homem com a natureza 
	Perspectiva holística da saúde 
	Enfermagem e saúde
	As definições de saúde envolvem ações de políticas públicas de diferentes aspectos
	Equilíbrio
	A Pirâmide de Maslow.
	Necessidades de autorrealização
	Motivação pelo reconhecimento
	Saúde coletiva
	Consulta de enfermagem 
	Desafios da saúde coletiva
	Coleta de dados
	Atributos da APS
	Primeiro contato
	Consulta médica
	Prevenção primária
	Ditadura
	Saúde coletiva
	Desafios da saúde pública
	Censura
	Democratização
	Pilares da VIII Conferência Nacional de Saúde
	Reformulação do modelo de saúde pública
	Leis do Sistema Único de Saúde
	Princípios do SUS
	Princípios do equidade
	Princípios da descentralização
	Princípio da participação social
	Direção do Sistema Único de Saúde (SUS)
	Leis do Sistema Único de Saúde (SUS)
	Redes de Atenção à Saúde
	Sistema de saúde
	Educação
	Níveis de mensuração
	Indicadores de saúde
	Grupo populacional
	Indicadores de serviços de saúde
	Medidas de mortalidade, morbidade e fecundidade
	Redução da mortalidade infantil
	Taxa de morbidade
	Doenças infectocontagiosas
	Doenças crônicas
	Coeficiente de incidência
	Taxa de morbidade
	Notificação compulsória
	Vigilância em saúde
	Vacinação
	Áreas de atuação da vigilância em saúde\
	Esferas de atuação da vigilância em saúde
	Medicina preventiva
	Fatores de interação da história natural da doença
	Prevenção
	Prevenção primária
	Prevenção secundária
	Prevenção terciária
	Variáveis dos eventos de saúde
	Terapia medicamentosa
	Cadeia epidemiológica
	Aedes aegypti
	Doenças crônicas e agravos não transmissíveis 
	Vigilância ambiental em saúde
	Instrumentos e métodos utilizados na vigilância ambiental em saúde
	Instituições e órgãos ativos na vigilância ambiental em saúde
	Vigilância ambiental dos fatores de riscos biológicos
	Vigilância e controle dos fatores de riscos não biológicos
	Dengue
	Ciclo de transmissão da malária
	Organização das ações
	Aspectos pertinentes relacionados à saúde do trabalhador
	 Eixos da saúde do trabalhador
	Ações da vigilância sanitária
	Áreas de atuação da vigilância sanitária
	Níveis de competência do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
	Representação gráfica do conceito de informação
	Principais categorias de informação
	Principais sistemas nacionais de informação em saúde
	Estratégias para a execução do censo
	Brasil – pirâmide etária absoluta (1980)
	Brasil – pirâmide etária absoluta (1990)
	Brasil – pirâmide etária absoluta (2010)
	Brasil – pirâmide etária absoluta (2030)
	Objetivos do SINAN
	Condições para utilização da ficha de notificação
	Nascimento
	Indicadores específicos de mortalidade
	Quadro 1: Saúde coletiva no mundo
	Quadro 2: Eixos de atuação – Carta de Ottawa
	Dimensões do Pacto pela Saúde
	Princípios do Programade Saúde da Família (PSF)
	Requisitos dos indicadores de saúde
	Classificação dos indicadores de saúde
	Ações de vigilância em saúde no Brasil
	Doenças, agentes etiológicos e modo de transmissão
	Medidas de prevenção e controle das DANT
	Fatores de risco para o adoecimento do trabalhador
	Marcos históricos da vigilância sanitária
	Responsabilidade das três esferas do governo da vigilância sanitária
	Objetivos do sistema de informação em saúde
	Finalidades que competem ao CNES
	Contribuição das esferas do governo para o SINAN

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