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<p>1</p><p>Acadêmico: Marcelo Costa Evaristo Fernandes</p><p>Orientadora: Arq. Maria Matilde Villegas Jaramillo</p><p>Tubarão, 2021</p><p>UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA</p><p>CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso I</p><p>2</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso de Arquitetura e</p><p>Urbanismo, desenvolvido pelo acadêmico Marcelo Costa</p><p>Evaristo Fernandes, apresentado em Dezembro de 2021 à</p><p>seguinte banca avaliadora.</p><p>Prof. Arq. Maria Matilde Villegas Jaramillo</p><p>Professor Avaliador 2</p><p>Professor Avaliador 1</p><p>DADOS CADASTRAISASSINATURAS</p><p>ACADÊMICO</p><p>Nome: Marcelo Costa Evaristo Fernandes</p><p>Endereço: Rod. João Alfredo Rosa, Bom Pastor, Tubarão, SC</p><p>Telefone: (48) 99163-8471</p><p>E-mail: Marcelo210200@hotmail.com</p><p>ORIENTADOR</p><p>Professor (a): Arq. Maria Matilde Villegas Jaramillo</p><p>Telefone: (48) 99105-0711</p><p>E-mail: maria.jaramillo@animaeducacao.com.br</p><p>TÍTULO DO TRABALHO</p><p>Uma nova proposta para a Indústria de artefatos de cimento</p><p>“Decoratta Revestimentos LTDA.”</p><p>Tubarão - SC</p><p>3</p><p>mailto:maria.jaramillo@animaeducacao.com.br</p><p>ABSTRACTRESUMO</p><p>Este Trabalho de Conclusão de Curso consiste na</p><p>elaboração de um projeto arquitetônico com a finalidade de</p><p>criar uma nova proposta projetual para a indústria de artefatos</p><p>de cimento já existente “Decoratta Revestimentos”.</p><p>A proposta do tema é baseada na reformulação da</p><p>Industria já existente, visando melhorar o espaço de trabalho e</p><p>a qualidade do serviço prestado.</p><p>O desenvolvimento do projeto consiste no estudo de</p><p>referenciais teóricos, análise de projetos referenciais,</p><p>incluindo um estudo de caso e fazendo análise da região que</p><p>será inserido o empreendimento.</p><p>This Course Conclusion Work consists in the</p><p>elaboration of an architectural project with the purpose of</p><p>creating a new project proposal for the already existing cement</p><p>artifacts industry “Decoratta Revestimentos”.</p><p>The theme proposal is based on the reformulation of the</p><p>existing Industry, aiming to improve the work space and the</p><p>quality of the service provided.</p><p>The development of the project consists of the study of</p><p>theoretical references, analysis of reference projects, including</p><p>a case study and analyzing the region where the project will be</p><p>inserted.</p><p>4</p><p>SUMÁRIO</p><p>CAPITULO I – INTRODUÇÃO</p><p>1.1 Introdução..............................................................................09</p><p>1.2 Problemática e Justificativa...................................................10</p><p>1.3 Objetivos................................................................................11</p><p>1.4 Metodologia...........................................................................11</p><p>CAPÍTULO II – REFERENCIAIS TEÓRICOS</p><p>2.1 História da arquitetura industrial...........................................14</p><p>2.2 Processos construtivos industrializados.................................17</p><p>2.3 Processos construtivos industrializados mais</p><p>utilizados no brasil......................................................................18</p><p>2.4 O layout de uma fábrica.........................................................19</p><p>2.5 Indústria de elementos pré moldados e fabricados.................23</p><p>2.6 Principais períodos da pré fabricação....................................23</p><p>2.7 Pricipais segmentos da indústria de artefatos de cimento......24</p><p>2.8 Diferença entre pré moldado e pré fabricado.........................25</p><p>2.9 Principais elementos pre moldados e fabricados...................25</p><p>3.0 Tipos de fabricação dos artefatos de cimento........................26</p><p>3.1 Sustentabilidade dentro da fábrica........................................28</p><p>CAPÍTULO III – REFERENCIAIS PROJETUAIS</p><p>3.2 Nova fábrica de Perto / Santini e Rocha arquitetos...............30</p><p>3.2.0 apresentação.....................................................30</p><p>3.2.1 Acessos............................................................30</p><p>3.2.2 Circulações......................................................31</p><p>3.2.3 Definição dos espaços e zoneamento</p><p>funcional..................................................................32</p><p>3.2.4 Hierarquias espaciais.......................................33</p><p>3.2.5 Traçados reguladores, Volume/massa e</p><p>linguagem arquitetônica............................................34</p><p>3.2.6 Materialidade e sistema construtivo.................35</p><p>3.2.7 Conforto ambiental e sustentabilidade.............35</p><p>3.2.8 Relação do interior com exterior......................36</p><p>3.2.9 Relação com o entorno.....................................36</p><p>3.2.10 Justificativa do tema.......................................37</p><p>3.3 Fábrica de vinho de arroz / DNA...........................................37</p><p>3.3.1 Apresentação.....................................................37</p><p>3.3.2 Acessos..............................................................38</p><p>3.2.3 Circulações........................................................38</p><p>3.3.4 Definição dos espaços e</p><p>zoneamento funcional................................................39</p><p>3.3.5 Traçados reguladores, volume/massa e</p><p>linguagem arquitetônica.............................................41</p><p>5</p><p>3.3.6 Materialidade......................................................................41</p><p>3.3.7 Conforto ambiental e sustentabilidade...............................42</p><p>3.3.8 Relação do interior com exterior........................................42</p><p>3.3.9 Relação com entorno..........................................................42</p><p>3.3.10 Conclusão.........................................................................42</p><p>3.4 Estudo de caso – Santa Rita artefatos de cimento-</p><p>Paulo Lopes-sc-Brasil..................................................................43</p><p>3.4.1 Apresentação.......................................................................43</p><p>3.4.2 Implantação.........................................................................43</p><p>3.4.3 Circulação...........................................................................44</p><p>3.4.4 Zoneamento........................................................................44</p><p>3.4.5 Volume e massa..................................................................45</p><p>3.4.6 Estruturas e técnicas construtivas......................................45</p><p>3.4.7 Conforto ambiental............................................................45</p><p>3.4.8 Relação com o entorno......................................................46</p><p>3.4.9 Considerações finais..........................................................46</p><p>CAPÍTULO IV –ANÁLISE DA ÁREA</p><p>4.0.1 O terreno..............................................................................48</p><p>4.0.2 Localização e acessos..........................................................48</p><p>4.0.3 Histórico da área.................................................................49</p><p>4.0.4 Legislação...........................................................................52</p><p>4.0.5 Aspectos bioclimáticos.......................................................52</p><p>4.0.6 Hierarquia de vias...............................................................53</p><p>4.0.7 Uso do solo.........................................................................54</p><p>4.0.8 Cheios e vazios...................................................................54</p><p>4.0.9 Gabaritos.............................................................................55</p><p>4.10 Justificativa da escolha do terreno.......................................55</p><p>4.11 Conclusão.............................................................................5</p><p>CAPÍTULO V – PARTIDO GERAL</p><p>5.0 Conceito.................................................................................57</p><p>5.0.1 Diretrizes projetuais............................................................57</p><p>5.0.2 Programa de necessidades...................................................58</p><p>5.0.3 Fluxograma e organograma geral.......................................59</p><p>5.0.4 Fluxograma serviços.............................................................60</p><p>5.0.5 Fluxograma fábrica..............................................................61</p><p>1 19</p><p>Copa 1 11</p><p>Vestiário 2 28</p><p>Despensa 1 10</p><p>Câmara Fria 1 10</p><p>Lava louça 1 5</p><p>Refeitório 1 39</p><p>Espaço Multiuso 2 85</p><p>Dep. Limpeza 1 10</p><p>Dep Geral 1 6</p><p>Recepção Principal 1 53</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 61: Programa de necessidades ADM</p><p>Figura 62: Programa de necessidades serviços</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 63: Programa de necessidades Produção</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 64: Programa de necessidades Loja</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>5.0.2 PROGRAMA DE NECESSIDADES</p><p>57</p><p>GUARITA /</p><p>ENTRADA</p><p>CAMINHÕES</p><p>LOJA RECEPÇÃO ADMESTACIONAMENTO</p><p>HALL FÁBRICASERVIÇOS</p><p>ESPAÇO</p><p>MULTIUSO</p><p>EXPEDIÇÃO</p><p>ESTACIONAMENTO</p><p>ESTOQUE ESTUFA</p><p>ÁREA DE</p><p>PRODUÇÃO</p><p>5.0.3 FLUXOGRAMA E ORGANOGRAMA GERAL</p><p>58</p><p>RECEPÇÃO</p><p>HALL FÁBRICAREFEITÓRIOHIGIENECONFERENCIA</p><p>LAVA LOUÇASCÂMARA FRIADESPENSAVESTIÁRIOCOPA</p><p>DEPÓSITO</p><p>GERAL</p><p>VESTIÁRIOLIMPEZA</p><p>ESPAÇO</p><p>MULTIUSO</p><p>5.0.4 FLUXOGRAMA SERVIÇOS</p><p>59</p><p>RECEPÇÃO</p><p>EXPEDIÇÃO</p><p>ESTOQUE ESTUFA</p><p>ÁREA DE</p><p>PRODUÇÃO</p><p>DEP. CIMENTODEP. FORMAS</p><p>SALA DE</p><p>ESPERA</p><p>RECEPÇÃO</p><p>PNE</p><p>SECRETÁRIA</p><p>ADM REUNIÃO</p><p>GERENCIA</p><p>RECEPÇÃOLOJA</p><p>CAIXA</p><p>ÁREA DE</p><p>VENDAS</p><p>PNE</p><p>5.0.5 FLUXOGRAMA FÁBRICA</p><p>5.0.6 FLUXOGRAMA ADMINISTRATIVO</p><p>5.0.7 FLUXOGRAMA LOJA</p><p>60</p><p>ACESSO LOJA</p><p>ACESSO RECEPÇÃO</p><p>ACESSO SERVIÇOS</p><p>ACESSO FUNCIONÁRIOS</p><p>ACESSO PRODUÇÃO</p><p>ACESSO ESTACIONAMENTO</p><p>ACESSO CAMINHÕES /</p><p>PRODUÇÃO</p><p>O projeto foi implantado em um terreno com</p><p>aproximadamente 4.000 m2, sendo eles 1.119 m2 são de</p><p>área construída destinada a fábrica. O terreno ficou com</p><p>uma boa parte destinada a área verde, dando bastante</p><p>permeabilidade ao espaço.</p><p>O terreno possui quatro (4) principais acessos pela estrada</p><p>geral, sendo eles os acessos de caminhões, o acesso de</p><p>veículos para o estacionamento, o acesso direto para a loja</p><p>e o acesso à recepção. Um Ponto positivo do terreno é o</p><p>acesso de caminhões, que por ser uma região com</p><p>um fluxo de automóveis não tão grande como</p><p>em um centro urbano, os caminhões terão</p><p>facilidade de entrar e sair no local.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>1 LOJA</p><p>2 RECEPÇÃO</p><p>3 ADM</p><p>4 SALA MULTIUSO</p><p>5 SALA MULTIUSO</p><p>6 EXPEDIÇÃO</p><p>7 ESTOQUE</p><p>8 ESTUFA</p><p>9 PRODUÇÃO</p><p>10 BÁIAS</p><p>11 ESPAÇO MANOBRAS</p><p>12 ESTAC. FUNCIONÁRIOS</p><p>13 ESTAC. CLIENTES / ADM</p><p>14 GUARITA</p><p>Figura 65: Implantação</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>5.0.8 IMPLANTAÇÃO</p><p>61</p><p>A área em questão se trata da loja, administração e espaço</p><p>multiuso. A loja tem acesso tanto pela fachada principal</p><p>quanto pela recepção, tendo um caixa, área de vendas e</p><p>um banheiro pne. A recepção possui uma recepcionista,</p><p>sala de espera e a porta que leva as pessoas a fábrica. Na</p><p>administração, temos os banheiros pne, sala de adm,</p><p>reunião, gerência, uma secretária e uma área de espera.</p><p>A A</p><p>Figura 66: Planta baixa</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 67: Planta Adm e loja</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>5.0.9 PLANTA BAIXA 5.0.10 AMPLIAÇÃO ADM/LOJA/MULTIUSO</p><p>62</p><p>PRODUÇÃO</p><p>A área de produção conta com as baias, onde</p><p>serão descarregados as matérias primas, de lá</p><p>se encaminham para a área de produção, onde</p><p>serão fabricados os produtos e levados a</p><p>estufa, que ficam por um dia lá, aguardando a</p><p>secagem do concreto. Da estufa, as peças são</p><p>encaminhadas para o estoque, e se tiverem</p><p>pedidos de venda, as mesmas serão</p><p>encaminhadas para a expedição e</p><p>sucessivamente para dentro do caminhão.</p><p>No setor de serviços, temos um grande refeitório para os</p><p>funcionários, as comidas são feitas na cozinha que se</p><p>localiza ao lado, tendo despensa, câmara fria e lava louças</p><p>para auxilio da cozinha. O depósito de lixo fica bem</p><p>localizado, com duas portas, uma dentro da edificação e a</p><p>outra levando para fora. Ao lado, temos a higiene e a</p><p>conferência de todos os materiais que chegam ao prédio.</p><p>Vamos ter uma copa, um depósito de limpeza e um</p><p>depósito geral. Nessa área de serviços também temos os</p><p>banheiros com vestiários e chuveiros para os funcionários.</p><p>Figura 68: Planta Serviços</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 69: Planta Serviços</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>5.0.11 AMPLIAÇÃO ÁREA DE SERVIÇOS 5.0.12 AMPLIAÇÃO ÁREA DE PRODUÇÃO</p><p>63</p><p>O edifício terá como materialidade as paredes em</p><p>alvenaria, os pilares serão todos pré-moldados e as treliças</p><p>serão metálicas. A fábrica terá um pé direito de cinco (5)</p><p>metros de altura, melhorando o microclima interno. A loja,</p><p>administração e o espaço multiuso terão um pé direito</p><p>menor, dando uma diferença nas alturas finais dos blocos</p><p>e melhorando visualmente a volumetria</p><p>Figura 70: Corte esquemático</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 71: Perspectiva Edificação</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 72: Perspectiva Edificação</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 73: Perspectiva Edificação</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>5.0.13 CORTE ESQUEMÁTICO</p><p>64</p><p>Parede de pré</p><p>moldado</p><p>Estrutura</p><p>metálica</p><p>6- CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>65</p><p>6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>66</p><p>O desenvolvimento e a conclusão deste projeto</p><p>auxiliaram na compreensão das necessidades para a</p><p>implantação de uma indústria do ramo de artefatos de</p><p>cimento na área em que foi escolhida.</p><p>Os resultados obtidos nesse projeto, vieram através</p><p>de estudos teóricos, pesquisas sobre o tema, análises da</p><p>região, entre outros. Com a análise feita, vimos que o</p><p>terreno escolhido vai suportar a indústria, com todos os</p><p>seus layouts necessários para o funcionamento, além dos</p><p>espaços para entrada e saída de caminhões.</p><p>A fábrica tem objetivo de atender as construções de</p><p>toda a cidade de tubarão e região próxima, posteriormente</p><p>atendendo clientes de outros estados e até exportações.</p><p>Esta primeira etapa do projeto, que consiste no</p><p>processo de criação e fundamentação teórica servirá de</p><p>base para a elaboração de todo o projeto técnico e</p><p>detalhado que será desenvolvido no TCC II,</p><p>posteriormente chegando no projeto final concluído.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>67</p><p>PRÉ FABRICAR. A História do Pré-Fabricado no Brasil. Disponível em: < https://prefabricar.com.br/a-historia-do-pre-</p><p>fabricado-no-brasil/ >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>CASSOL. Pré-fabricados e pré-moldados: entenda a diferença. Disponível em: < https://www.cassol.ind.br/pre-fabricados-</p><p>diferenca/ >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>NEW ALLIANCE. Diferença entre pré-moldado e pré-fabricado. Disponível em: < https://gruponewalliance.com.br/historia-do-</p><p>pre-moldado/>. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>CLEMENTINO, Filipe de Castro; BARROS, Guilherme Rezende; SANTOS, Pedro Guilherme Dias. PROCESSO PRODUTIVO</p><p>EM UMA INDÚSTRIA DE ARTEFATOS DE CONCRETO. Tese – Monografia para o curso de engenharia civil, Universidade</p><p>federal de Goiás, 2014. Disponível em : <</p><p>https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/140/o/PROCESSO_PRODUTIVO_EM_UMA_IND%C3%9ASTRIA_DE_ARTEFATOS_DE</p><p>_CONCRETO.pdf >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>FIGUERÊDO, Patrícia. Construção civil representa 6,2% do PIB Brasil. Disponível em: <</p><p>https://www.sistemafibra.org.br/fibra/sala-de-imprensa/noticias/1315-construcao-civil-representa-6-2-do-pib-brasil >. Acesso em</p><p>05 de dezembro de 2021</p><p>DEGANI, Jonathan. O impacto e a importância da construção civil no país. Disponível em: <</p><p>https://www.sienge.com.br/blog/construcao-civil-no-pais/ > . Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>CBIC. Construção civil é a locomotiva do crescimento, com emprego e renda. Disponível em: < https://cbic.org.br/construcao-</p><p>civil-e-a-locomotiva-do-crescimento-com-emprego-e-renda/ >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>WIKIPEDIA. Tubarão (Santa Catarina). Disponível em: <</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Tubar%C3%A3o_(Santa_Catarina) >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>https://prefabricar.com.br/a-historia-do-pre-fabricado-no-brasil/</p><p>https://www.cassol.ind.br/pre-fabricados-diferenca/</p><p>https://gruponewalliance.com.br/historia-do-pre-moldado/</p><p>https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/140/o/PROCESSO_PRODUTIVO_EM_UMA_IND%C3%9ASTRIA_DE_ARTEFATOS_DE_CONCRETO.pdf</p><p>https://www.sistemafibra.org.br/fibra/sala-de-imprensa/noticias/1315-construcao-civil-representa-6-2-do-pib-brasil</p><p>https://www.sienge.com.br/blog/construcao-civil-no-pais/</p><p>https://cbic.org.br/construcao-civil-e-a-locomotiva-do-crescimento-com-emprego-e-renda/</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Tubar%C3%A3o_(Santa_Catarina)</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>68</p><p>TOMAZ, Kaique Bromecheng Crugel; MORAES, Rafael Vinicius Cruz Fanti. REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO</p><p>CIVIL NA CONFECÇÃO DE CONCRETO. Tese - Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Engenharia Civil, Faculdade</p><p>Capixaba de Nova Venécia, 2017. Disponível em: < https://multivix.edu.br/wp-content/uploads/2018/12/reutilizacao-de-</p><p>residuos-de-construcao-civil-na-confeccao-de-concreto.pdf >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>CORREIA, Dinorá Rocio Santos. ARQUITETURA INDUSTRIAL – O ESTUDO DE UM TIPO E SUA TRANSPOSIÇÃO AO CLIMA</p><p>TROPICAL QUENTE ÚMIDO . Tese – Pós graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro,</p><p>2010. Disponível em: < http://objdig.ufrj.br/21/teses/744415.pdf >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>SULMONETI, Roberto de carvalho. ESTUDO DE MÉTODOS CONSTRUTIVOS INDUSTRIALIZADOS. Tese – Trabalho de</p><p>conclusão de curso em Arquitetura e urbanismo, Universidade Federal de Uberlândia, 2018. Disponível em: <</p><p>https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/24126/1/M%c3%a9todosConstrutivosIndustrializados.pdf >. Acesso em 05</p><p>de dezembro de 2021</p><p>FERREIRA, Augusto Sendtko. ESTUDO COMPARATIVO DE SISTEMAS CONSTRUTIVOS INDUSTRIALIZADOS: PAREDES DE</p><p>CONCRETO, STEEL FRAME E WOOD FRAME. Tese – Trabalho de conclusão de curso em Arquitetura e Urbanismo,</p><p>Universidade Federal de Santa Maria, 2014. Disponível em: <</p><p>http://coral.ufsm.br/engcivil/images/PDF/1_2014/TCC_AUGUSTO%20SENDTKO%20FERREIRA.pdf >. Acesso em 05 de</p><p>dezembro de 2021</p><p>CARVALHO, Luiza Reis. PROPOSTA DE ESTUDO DE PROCESSOS CONSTRUTIVOS INDUSTRIALIZADOS DO PONTO DE VISTA</p><p>AMBIENTAL. Tese – Trabalho de conclusão de curso de engenharia civil, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2017.</p><p>Disponível em: < http://repositorio.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10022481.pdf >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>ARCHIDAILY. Fábrica de Vinho de Arroz / DnA. Disponível em: < https://www.archdaily.com.br/br/951526/fabrica-de-</p><p>vinho-de-arroz-dna >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>https://multivix.edu.br/wp-content/uploads/2018/12/reutilizacao-de-residuos-de-construcao-civil-na-confeccao-de-concreto.pdf</p><p>http://objdig.ufrj.br/21/teses/744415.pdf</p><p>https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/24126/1/M%c3%a9todosConstrutivosIndustrializados.pdf</p><p>http://coral.ufsm.br/engcivil/images/PDF/1_2014/TCC_AUGUSTO%20SENDTKO%20FERREIRA.pdf</p><p>http://repositorio.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10022481.pdf</p><p>https://www.archdaily.com.br/br/951526/fabrica-de-vinho-de-arroz-dna</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>69</p><p>DECORFÁCIL. Drywall: o que é e as principais vantagens e desvantagens. Disponível em: <</p><p>https://www.decorfacil.com/drywall/ >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>FIGUEIREDO, Luís Henrique Wanderley. Aplicação dos tipos de layout: uma análise da produção científica. Tese – Projeto</p><p>de graduação 2 em engenharia de produção, Universidade de Brasília, 2016. Disponível em: <</p><p>file:///C:/Users/ACER/Desktop/2016_LuisHenriqueWanderleydeFigueiredo_tcc.pdf >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>CAVALCANTE, Danilo Machado. FÁBRICAS DE ARTEFATOS DE CIMENTO DO MUNICÍPIO DE CRUZ DAS ALMAS:</p><p>CARACTERIZAÇÃO E SUGESTÕES PARA MELHORIAS. Trabalho de conclusão de curso para Ciências exatas e tecnológicas,</p><p>Universidade federal do Recôncavo da Bahia, 2016. Disponível em: <</p><p>https://www2.ufrb.edu.br/bcet/components/com_chronoforms5/chronoforms/uploads/tcc/20190314184310_2016.1_-</p><p>_TCC_Danilo_Machado_Cavalcante_-</p><p>_Fbricas_De_Artefatos_De_Cimento_Do_Municpio_De_Cruz_Das_Almas_Caracterizao_E_Sugestes_Para_Melhorias.pdf >.</p><p>Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>ALCANCE ENGENHARIA JR. Sistemas construtivos: descubra o melhor material para sua construção!. Disponível em: <</p><p>https://alcancejr.com.br/sistemas-construtivos/ >. Acesso em 05 de dezembro de 2021</p><p>SANTOS, Altair. Setor de pré-fabricados solidifica crescimento. Disponível em: <</p><p>https://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/setor-de-pre-fabricados-solidifica-crescimento/ >. Acesso em 05 de</p><p>dezembro de 2021</p><p>Município de Tubarão. História. Disponível em: < https://www.tubarao.sc.gov.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/22109 >.</p><p>Acesso em: 05 de dezembro de 2021</p><p>ARCHIDAILY. Nova Fábrica Perto / Santini & Rocha Arquitetos. Disponível em: <</p><p>https://www.archdaily.com.br/br/757645/nova-fabrica-perto-santini-and-rocha-arquitetos >. Acesso em: 05 de dezembro</p><p>de 2021</p><p>https://www.decorfacil.com/drywall/</p><p>file:///C:/Users/ACER/Desktop/2016_LuisHenriqueWanderleydeFigueiredo_tcc.pdf</p><p>https://www2.ufrb.edu.br/bcet/components/com_chronoforms5/chronoforms/uploads/tcc/20190314184310_2016.1_-_TCC_Danilo_Machado_Cavalcante_-_Fbricas_De_Artefatos_De_Cimento_Do_Municpio_De_Cruz_Das_Almas_Caracterizao_E_Sugestes_Para_Melhorias.pdf</p><p>https://alcancejr.com.br/sistemas-construtivos/</p><p>https://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/setor-de-pre-fabricados-solidifica-crescimento/</p><p>https://www.tubarao.sc.gov.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/22109</p><p>https://www.archdaily.com.br/br/757645/nova-fabrica-perto-santini-and-rocha-arquitetos</p><p>5.0.6 Fluxograma administrativo...................................................61</p><p>5.0.7 Fluxograma Loja..................................................................61</p><p>5.0.8 Implantação..........................................................................62</p><p>5.0.9 Planta baixa..........................................................................63</p><p>5.0.10 Ampliação adm/loja/multiuso............................................63</p><p>5.0.11 Ampliação área de serviços................................................64</p><p>5.0.12 Ampliação área de produção..............................................64</p><p>5.0.13 Corte esquemático..............................................................65</p><p>6</p><p>5.9 Bloco</p><p>restaurante....................................................................58</p><p>5.10 Bloco recepção e serviço.....................................................59</p><p>5.11 Cabanas casal.......................................................................60</p><p>5.12 Cabanas família....................................................................61</p><p>CAPÍTULO VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>6.1 Considerações finais..............................................................63</p><p>7</p><p>1 - INTRODUÇÃO</p><p>8</p><p>Este trabalho de conclusão de curso tem como proposta</p><p>a elaboração de uma nova proposta para a Industria de Artefatos</p><p>de cimento “Decoratta Revestimentos” na cidade de Tubarão,</p><p>SC.</p><p>A escolha do tema está ligada à ampliação de uma</p><p>fábrica já existente. Será feito um novo projeto para a melhor</p><p>utilização dos espaços, para que os processos de produção sigam</p><p>um padrão de qualidade, tanto aos produtos finais quanto a</p><p>melhoria das condições trabalhistas dos funcionários que</p><p>utilizarão a fábrica.</p><p>A construção civil hoje no Brasil é uma das áreas que</p><p>mais crescem e movimentam o mercado, gerando muito lucro e</p><p>desenvolvimento para o país. De acordo com FIBRA (2017), A</p><p>área da construção é responsável por aproximadamente 6,2% do</p><p>PIB no Brasil e movimenta mais de 480 mil negócios pelo</p><p>Brasil, além de ser uma das que mais geram empregos em todo</p><p>o país. Apenas em 2019, a construção civil representava cerca</p><p>de 6,7 milhões de postos de trabalho, equivalente a 7,3% de</p><p>Os artefatos de cimento podem ser itens que passam</p><p>despercebidos pelos olhos leigos, porém, estão presentes em</p><p>quase todas as construções, complementando e fazendo parte da</p><p>execução das obras. Podem estar na parte estrutural da obra, mas</p><p>também na parte decorativa. Feitos através de formas plásticas</p><p>ou metálicas desenvolvidas para a produção dos itens fabricados.</p><p>Dentre os artefatos de cimento produzidos, existem</p><p>diversos ramos de produção. Podemos citar os blocos de</p><p>concreto, pavers, pisos intertravados, tubos de concretos, lajes de</p><p>concreto armado, revestimentos, cobogós, pisantes para</p><p>jardinagem, vistas de portas e janelas, entre outros...</p><p>A proposta projetual visa a criação de uma fábrica de</p><p>artefatos de cimento, que produzirá os artefatos reduzindo o</p><p>máximo de desperdício possível, diminuindo o tempo de</p><p>produção através do layout e elementos que facilitem o bem</p><p>estar e a qualidade da mão de obra no local de trabalho.</p><p>1.1. INTRODUÇÃO</p><p>de todos os empregos do Brasil.</p><p>9</p><p>ideal para a despacho de resíduos de concreto, entre outras</p><p>coisas...</p><p>Com isso, a justificativa para o tema é planejar de forma</p><p>adequada e sustentável a organização da fábrica e seu entorno,</p><p>fazendo com que todos os processos de produção sigam um</p><p>fluxo de trabalho padronizado e organizado, trazendo mais</p><p>segurança, mobilidade e facilidade para os funcionários, obtendo</p><p>resultados melhores e positivos para os proprietários e clientes</p><p>da fábrica de artefatos de cimento.</p><p>A escolha do tema também tem um significado pessoal para o</p><p>autor, devido o mesmo possuir e dirigir uma fábrica de artefatos</p><p>de cimento, a Decoratta Revestimentos, que futuramente tem</p><p>objetivo de expansão e este projeto servirá de base conceitual e</p><p>metodológica para sua implantação.</p><p>1.2. PROBLEMÁTICA E JUSTIFICATIVA</p><p>Nos últimos anos, a área da construção civil cresceu muito e</p><p>de forma muito rápida, em consequência disso, tivemos também</p><p>o crescimento das indústrias de artefatos de cimento. Entretanto,</p><p>os números crescentes de empresas do ramo não significam</p><p>qualidade nos artefatos produzidos. Muitas empresas não</p><p>possuem mão de obra qualificada e nem treinamentos</p><p>especializados sobre o tema. Também não seguem</p><p>acompanhamento de químicos especialistas para criação do</p><p>traço ideal do cimento para cada artefato. (FELIPE DE</p><p>CASTRO CLEMENTINO E OUTROS, 2014).</p><p>Os autores afirmam que, Falhas na produção ocasionam</p><p>mais desperdício nas fábricas, mais horas de mão de obra para</p><p>fabricação, mais gastos para a empresa, mais quebras nos</p><p>produtos. Os clientes são os que mais sofrem com peças</p><p>irregulares ou falhadas. De qualquer forma, tanto a fábrica,</p><p>quanto os clientes, ambos saem prejudicados com a falta de</p><p>qualidade de organização e mão de obra.</p><p>Em geral, as fábricas de artefatos de cimento na cidade</p><p>de Tubarão, não possuem locais de trabalho adequados para um</p><p>bom desempenho dos funcionários e nem para a logística dos</p><p>artefatos produzidos, muitas vezes prejudicando e atrasando as</p><p>produções dos itens fabricados. Os edifícios específicos para a</p><p>produção dos artefatos, em sua maioria, têm apenas o galpão e</p><p>os equipamentos espalhados pelo local, sem estufas e nem local</p><p>Figura 01: Produção de artefatos de cimento</p><p>Fonte: BR Artefatos de cimento</p><p>10</p><p>1.4. METODOLOGIA</p><p>• OBJETIVO GERAL:</p><p>- O objetivo deste trabalho é desenvolver um anteprojeto</p><p>arquitetônico de uma nova proposta para a Industria de</p><p>Artefatos de cimento “Decoratta Revestimentos” na cidade de</p><p>Tubarão, SC. Afim de oferecer a melhor qualidade de trabalho</p><p>para os funcionários e a melhoria dos produtos fabricados</p><p>através de um planejamento específico e sustentável para todos</p><p>os ambientes e linhas de produção.</p><p>• OBJETIVOS ESPECÍFICOS:</p><p>- Analisar referenciais teóricos e projetuais, para</p><p>compreender melhor o tema abordado e ter a noção básica das</p><p>funcionalidades e proporções de uma fábrica real, com</p><p>experiência e bagagem sobre o assunto</p><p>-Pesquisar projetos referencias similares, afim de estudar</p><p>os processos de funcionamento e estratégias de projetos já</p><p>criados para utilização na proposta projetual;</p><p>-Realizar um estudo de caso em uma fábrica de artefatos</p><p>de cimento para conhecer e ter experiencia prática no</p><p>funcionamento interno e externo dos espaços utilizados;</p><p>-Fazer uma análise da área proposta para identificar a</p><p>melhor forma de adequar o projeto ao terreno;</p><p>-Definir programa de necessidades, fluxogramas, pré-</p><p>dimensionamento de acordo com as normas técnicas;</p><p>-Desenvolver partido arquitetônico contendo plantas,</p><p>cortes, elevações de fachadas, detalhes, croquis de uma fábrica</p><p>de artefatos de cimento para o melhor entendimento da</p><p>proposta;</p><p>-Elaboração de anteprojeto arquitetônico para dar</p><p>continuidade e a conclusão do TCC II.</p><p>Para o desenvolvimento e compreensão da proposta, o</p><p>trabalho será dividido nas seguintes etapas</p><p>1.3. OBJETIVOS</p><p>11</p><p>1. Realizar pesquisa em livros, artigos, internet e</p><p>outros trabalhos de especialização de curso para embasar o</p><p>referencial teórico e obter os conhecimentos necessários sobre o</p><p>tema, onde serão apresentados aspectos e a história sobre a</p><p>indústria de artefatos de cimento e tudo que engloba os</p><p>processos de produção</p><p>2. Estudo e análise de referenciais projetuais</p><p>relacionados ao tema e estudo de caso in loco, estudando</p><p>acessos, relação com entorno, fluxos, zoneamento, plantas</p><p>baixas, volumetria, materialidade, levando em consideração as</p><p>potencialidades e deficiências encontradas através de</p><p>levantamentos, fotografias e sites da internet e no local do</p><p>estudo de caso. Estas análises servem como base e inspiração</p><p>para auxiliar na elaboração da proposta</p><p>3. Diagnóstico da área onde será implantada a</p><p>fábrica, coletando dados sobre as características do terreno</p><p>Levantamento dos aspectos históricos da cidade, entorno,</p><p>acessos, legislação,</p><p>topografia paisagem urbana e natural, clima,</p><p>orientação solar, entre outros Representando através de</p><p>fotografias mapas e textos</p><p>4. Desenvolver diretrizes projetuais e um partido</p><p>arquitetônico, com base nos levantamentos e nas informações</p><p>adquiridas das etapas citadas anteriormente, sendo a última</p><p>etapa a ser desenvolvida no TCC II. Será definido o Programa</p><p>de Necessidades, diretrizes projetuais, conceito e as ideias</p><p>iniciais para o projeto da proposta apresentada através de</p><p>croquis, desenhos de plantas baixas, cortes, fachadas,</p><p>perspectivas e detalhes esquemáticos</p><p>5. Por fim a última etapa consiste em desenvolver o</p><p>Anteprojeto para ser apresentado no TCC II</p><p>12</p><p>2 - REFERENCIAIS TEÓRICOS</p><p>13</p><p>A primeira revolução industrial (1760 a 1860),</p><p>permaneceu principalmente em países desenvolvidos como</p><p>Inglaterra, Alemanha e França. Os principais materiais de</p><p>construção dos edifícios era a alvenaria, o ferro fundido e o</p><p>vidro e sua principal fonte de energia eram as máquinas a vapor.</p><p>As principais características da época eram os galpões</p><p>industriais, próximos as rodovias férreas, pavimentados,</p><p>construídos em alvenaria, com esquadrias em ferro fundido e</p><p>vidro nas fachadas para iluminação natural. Alguns dos edifícios</p><p>mais importantes da época são o Soho Factory – 1766,</p><p>Ditherington Flax Mill – 1797 e Palácio de Cristal – 1850</p><p>A segunda revolução industrial (1860 a 1945), foi</p><p>nesse período que essa revolução começou a se espalhar pelo</p><p>mundo, em continentes americanos europeus e asiáticos, em</p><p>países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Rússia,</p><p>Estados Unidos e Japão. Seus principais materiais utilizados era</p><p>o concreto armado, o aço e o vidro e suas principais fontes de</p><p>energia são as elétricas e as hidráulicas.</p><p>vila residencial e de comercio.2.1. HISTÓRIA DA ARQUITETURA INDUSTRIAL</p><p>A história da arquitetura industrial remete a Revolução</p><p>Industrial que foi um momento de grande avanço tecnológico e</p><p>acorreu na segunda metade do século XVIII e permitiu o</p><p>desenvolvimento da indústria moderna, onde a manufatura foi</p><p>sendo substituída pela maquinofatura ao longo do tempo,</p><p>trazendo mais qualidade as fábricas e menos mão de obra.</p><p>Segundo DALBELO (2012), a revolução industrial</p><p>possui 5 principais fases.</p><p>A Pré Revolução Industrial (até 1760), aconteceu</p><p>principalmente nos países mais desenvolvidos como Inglaterra e</p><p>França. Seus principais materiais de construção usados foram a</p><p>alvenaria e a madeira, onde as fontes de energia utilizadas eram</p><p>as hídricas e eólicas.</p><p>Uma das principais características deste período eram as</p><p>atividades de produção que eram feitas nas próprias residências</p><p>e o trabalho era completamente artesanal, sendo que os edifícios</p><p>industriais se localizavam principalmente nos centros, juntos a</p><p>14</p><p>Suas principais características eram os edifícios que</p><p>contribuíam para a produção linear; arquitetos projetavam</p><p>somente fachadas na primeira fase, mas passaram a projetar</p><p>todo o edifício a partir da segunda fase da revolução. Uso de</p><p>grandes vãos livres para flexibilidade do layout interno.</p><p>Iluminação e ventilação natural pensadas desde o projeto. Esses</p><p>edifícios ficavam próximos às estradas férreas e de rodagem, e a</p><p>rios, no caso dos EUA. Longe das áreas centrais. Os edifícios</p><p>mais importantes da época foram o Packard Motor Company –</p><p>1903, Ford Highland Park – 1910, o The AEG Turbine Factory</p><p>– 1909, Fagus Factory – 1911 e a Bauhaus – 1925.</p><p>A terceira revolução industrial (1945 a 2000), apenas</p><p>aqui que Brasil e China deram o pontapé inicial para a</p><p>revolução industrial, tendo também países como Inglaterra,</p><p>Alemanha, França, Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão. Os</p><p>principais materiais utilizados na época foram o Concreto</p><p>armado, aço, vedações metálicas e plásticas e vidro e a principal</p><p>fonte de energia foi a elétrica.</p><p>As principais características do período são os galpões</p><p>fechados: sigilo de produção. Sheds e claraboias para ventilação</p><p>e iluminação. Setorização da produção e dos seus edifícios com</p><p>ligação através de passarelas. Estrutura externa e aparente.</p><p>Layout interno de acordo com linha de produção seguida.</p><p>Tendência High Tech. Valorização do meio natural: inserção do</p><p>edifício no entorno e uso de materiais naturais. Esses edifícios</p><p>ficavam sempre próximos a Bolsões periféricos, próximos a</p><p>grandes rodovias; distritos industriais. Os edifícios mais</p><p>simbólicos do período foram o Cummins Diesel Factory – 1966,</p><p>o Fleetguard Factory– 1979 Volkswagen e o Transparent</p><p>Factory – 1999/2000</p><p>A quarta revolução industrial (2000 até hoje), está</p><p>acontecendo desde os anos 2000 e continua se fortalecendo até</p><p>os dias atuais, trazendo junto países desenvolvidos e em</p><p>desenvolvimento. Os principais materiais utilizados são</p><p>estruturas metálicas, vidro, materiais de reciclagem e</p><p>reutilização, componentes de carbono e de madeira, fibras e</p><p>15</p><p>placas de elementos plásticos e as suas principais fontes</p><p>de energia são a energia solar, eólica e elétrica.</p><p>A principal característica do período atual é a Inserção</p><p>total do edifício no entorno. Uso de tecnologias ecológicas de</p><p>construção: telhado verde e materiais de baixo impacto</p><p>ambiental. Uso de sistemas sustentáveis: captação de água</p><p>pluvial, tratamento e reuso de água de processos industriais,</p><p>captação de energia de fontes renováveis, tratamento de esgoto,</p><p>reciclagem de subprodutos. Esses edifícios ficam em unidades</p><p>industriais nos centros de cidades ou de negócios; em bolsões</p><p>industriais e parques industriais, parques tecnológicos ou</p><p>tecnópolis. Podemos ressaltar alguns edifícios importantes como</p><p>a Fábrica da Rolls Royce – 2003, a Fábrica da Natura – 1996, as</p><p>Fábricas do distrito de Kalundborg ano e a Fábrica da Ferrari,</p><p>Maranello ano.</p><p>Pode-se perceber que a revolução industrial, a partir da</p><p>primeira fase, veio evoluindo e crescendo cada vez mais, tanto</p><p>em quantidade de industrias nas cidades, quanto na quantidade</p><p>de países que foram adotando essa revolução ao longo</p><p>dos anos. Os materiais utilizados hoje também são bem</p><p>diferentes dos utilizados nos primeiros anos da revolução</p><p>industrial, onde houve uma preocupação maior com a natureza.</p><p>Hoje, com a industrialização já num nível bastante avançado,</p><p>onde conseguimos produzir dentro das industrias com materiais</p><p>completamente ecológicos e sem agredir o meio ambiente, que é</p><p>uma forma que as empresas adotaram para poluir cada vez</p><p>menos, trazendo menos danos ao meio ambiente e</p><p>proporcionando uma melhor qualidade de vida.</p><p>Pode-se perceber que a revolução industrial, a partir da</p><p>primeira fase, veio evoluindo e crescendo cada vez mais, tanto</p><p>em quantidade de industrias nas cidades, quanto na quantidade</p><p>de países que foram adotando essa revolução ao longo dos anos.</p><p>Os materiais utilizados hoje também são bem diferentes dos</p><p>utilizados nos primeiros anos da revolução industrial, onde</p><p>houve uma preocupação maior com a natureza. Hoje, com a</p><p>industrialização já num nível bastante avançado, onde</p><p>16</p><p>conseguimos produzir dentro das industrias com</p><p>materiais completamente ecológicos e sem agredir o meio</p><p>ambiente, que é uma forma que as empresas adotaram para</p><p>poluir cada vez menos, trazendo menos danos ao meio ambiente</p><p>e proporcionando uma melhor qualidade de vida.</p><p>possível destacar a concentração do trabalho dentro de</p><p>uma fábrica, a produção em série, a racionalização da produção</p><p>e a integração da equipe responsável pela produção. No entanto,</p><p>a essência da industrialização é a produção de um objeto por</p><p>meio de máquinas automatizadas, sem a influência da mão-de-</p><p>obra artesanal (BLACHÈRE, 1977).</p><p>Segundo Greven & Baldauf (2007), O sistema</p><p>industrializado se torna cada vez mais necessário para a</p><p>construção civil moderna, devido a todos os benefícios que</p><p>proporciona, menor tempo na construção, menores despesas e</p><p>alta produtividade. Assim, os canteiros de obra estão se</p><p>tornando locais de montagem dos sistemas e isso traz a</p><p>vantagem de se acabar com os improvisos e com o desperdício.</p><p>A escolha das técnicas construtivas</p><p>foi feita devido ao</p><p>rumo que a construção civil está tomando no país, práticas e</p><p>ações que reduzam os impactos ambientais e racionalizam o</p><p>processo construtivo, além de trazer melhorias na gestão de</p><p>cronogramas e custos, estão sendo cobradas pela sociedade.</p><p>2.2. PROCESSOS CONSTRUTIVOS INDUSTRIALIZADOS</p><p>Para Carvalho (2017), os processos industrializados e a</p><p>pré fabricação contribuem para racionalizar a construção civil e</p><p>trazem benefícios para a esfera social. O desenvolvimento de</p><p>sistema construtivo dentro de uma indústria facilita a mão de</p><p>obra, melhora o local de produção, as condições de trabalho e</p><p>também o produto final.</p><p>Oliveira (2012), diz que na construção civil, a</p><p>industrialização é o processo onde a mão de obra artesanal pode</p><p>ser substituída pelo maquinário específico. Ela consiste no</p><p>desenvolvimento das técnicas construtivas a fim de aperfeiçoar</p><p>o processo e o produto final.</p><p>Algumas características complementam o processo</p><p>industrial, mas não fazem parte de sua essência. Dentre elas é</p><p>17</p><p>2.3. PROCESSOS CONSTRUTIVOS INDUSTRIALIZADOS</p><p>MAIS UTILIZADOS NO BRASIL</p><p>Podemos citar os sistemas construtivos industrializados</p><p>mais usados no Brasil hoje, onde cada modelo possui vantagens</p><p>e desvantagens, partindo apenas do proprietário em escolher</p><p>qual o melhor se encaixa para sua obra, dentre eles temos as</p><p>paredes de concreto, o sistema de steel frame, o sistema</p><p>de wood frame, o sistema drywall, as paredes em alvenaria</p><p>estrutural, as paredes em alvenaria de vedação e os módulos</p><p>metálicos/containers. Segue abaixo quadro 01 com analise dos</p><p>sistemas construtivos:</p><p>Quadro 01 – Principais sistemas construtivos utilizados no Brasil</p><p>Fonte: Escola Engenharia</p><p>18</p><p>A alvenaria de blocos e o concreto armado ainda são os</p><p>sistemas construtivos mais empregados na construção</p><p>residencial brasileira. Mas os sistemas industrializados são a</p><p>solução quando se trata de redução de tempo e cronograma de</p><p>obra, levando muito menos tempo para trazer resultados em</p><p>relação aos sistemas construtivos convencionais. Carvalho</p><p>(2017 )</p><p>Segundo Greven Baldauf (2007), Ferreira (2014) apud</p><p>Sulmoneti (2018), os sistemas industrializados têm se tornado</p><p>cada vez mais necessários na construção civil moderna, devido à</p><p>necessidade de menor tempo na construção, de menores</p><p>despesas e de elevada produtividade. Assim, os canteiros de</p><p>obra estão se tornando locais de montagem dos sistemas e isso</p><p>traz a vantagem de se acabar com os improvisos e com o</p><p>desperdício.</p><p>Neste trabalho, o sistema construtivo industrializado que</p><p>melhor se enquadra com o tema proposto é o sistema de</p><p>elementos pré-moldados, onde podemos mesclar com a estrutura</p><p>metálica, transformando em um sistema híbrido,</p><p>trazendo mais flexibilidade em certos ambientes, uma agilidade</p><p>muito grande no processo de execução da obra e também uma</p><p>redução nos custos para o levantamento da edificação.</p><p>2.4. O LAYOUT DE UMA FÁBRICA</p><p>Segundo Muther (1955), existem vários tipos de layouts</p><p>para serem utilizados e cada um deles possui características</p><p>diferentes, um mais vantajoso que o outro, dependendo da onde</p><p>vai ser utilizado. No planejamento é importante estar com todos</p><p>os fatores alinhados (equipamentos, mão de obra, material, áreas</p><p>de movimentação, estocagem, administração, mão de obra</p><p>indireta e todos os outros itens que possibilitam uma atividade</p><p>industrial), pois influenciam diretamente no tipo de layout</p><p>escolhido.</p><p>Figura 02: Galpão pré moldado</p><p>Fonte: MfRural.com.br</p><p>19</p><p>Borba (1998) acrescenta que ao escolher o layout é</p><p>preciso procurar a melhor forma de integrar os equipamentos, os</p><p>homens e os serviços, de uma forma que consiga se obter o</p><p>melhor rendimento possível dentro da fábrica, trazendo maior e</p><p>melhor produção.</p><p>Os tipos de layouts mais comuns são citados por</p><p>diversos autores como Neumann & Scalice (2015) e Muther</p><p>(2000). Estes se resumem em cinco tipos básicos, posicional,</p><p>por processo, celular, por produto e interação entre eles</p><p>denominada de layout misto, os quais serão descritos a seguir. A</p><p>diferença e aplicação de cada um deles, depende da</p><p>diversificação dos produtos, quantidades e processos.</p><p>(FIGUEIREDO, 2016)</p><p>Layout Posicional:</p><p>Segundo Neumann & Scalice (2015), este tipo de layout</p><p>é considerado o mais básico e geralmente utilizado quando o</p><p>produto tem dimensões muito grandes e não pode ser facilmente</p><p>deslocado. O que é comum neste tipo de layout é o material</p><p>permanecer parado enquanto a mão de obra e os</p><p>equipamentos se movimentam ao redor.</p><p>Slack, Chambers & Johnston (2002, p. 144) descrevem</p><p>este arranjo como uma disposição onde:</p><p>“Em vez de materiais, informações ou clientes fluírem por</p><p>uma operação, quem sofre o processamento fica estacionário,</p><p>enquanto, maquinário, instalações e pessoas movem-se na</p><p>medida do necessário”. O modelo acompanha os</p><p>equipamentos e são os inputs é que vão até o produto, e lá</p><p>passam por mudanças. Na maioria das vezes são produtos</p><p>relativamente grandes e em números pequenos.”</p><p>Figura 03: Layout Posicional</p><p>Fonte: Research gate</p><p>20</p><p>Layout por Produto:</p><p>Moura (2008) apud Vieira (1976), afirma que este tipo</p><p>de layout é organizado para favorecer a movimentação dos</p><p>recursos a serem transformados. O layout é indicado para locais</p><p>que produzem pequena quantidade de itens com grande</p><p>quantidade de produção.</p><p>Segundo Slack, Chambers & Johnston (2002), o que</p><p>acontece neste caso, é que todo produto deve seguir uma linha</p><p>reta e cada produto segue um roteiro predefinido no qual a</p><p>sequência de atividades requerida coincide com a sequência no</p><p>qual os processos foram arranjados fisicamente.</p><p>Figura 05: Layout por processos</p><p>Fonte: slideplayer.com.br/slide/1228014/</p><p>Figura 04: Layout por produto</p><p>Fonte: producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/385_</p><p>layout_processo_trabalho.pdf</p><p>Layout por Processo:</p><p>Neumann & Scalice (2015) apud Figueiredo (2016)</p><p>afirmam que este tipo de layout é o que organiza o maquinário</p><p>em um chão de fábrica a partir da função das máquinas,</p><p>agrupando os setores por função.</p><p>Os mesmos autores ainda dizem que este caso é adotado</p><p>geralmente quando há uma grande diversificação nos tipos dos</p><p>produtos e uma demanda não muito grande. Os processos e</p><p>equipamentos são todos desenvolvidos na mesma área, quando</p><p>são da mesma categoria.</p><p>21</p><p>Layout celular:</p><p>Segundo Slack, Chambers & Johnston (2002) dizem que</p><p>layout celular é quando uma parte do processo é feito</p><p>especificamente para um tipo de produto e todas as máquinas e</p><p>recursos necessários para a execução do mesmo ficam ali.</p><p>Figueiredo (2016), assinala que geralmente o layout</p><p>celular se posiciona em forma de “U” possibilitando uma</p><p>melhor fluidez e otimização da produção e cada célula possui o</p><p>fluxo completo produtivo de cada item diminuindo o tempo de</p><p>produção e agilizando o processo.</p><p>Figura 06: Layout celular</p><p>Fonte: passeidireto.com/arquivo/45629037/layout-celular</p><p>Layout Misto:</p><p>Figueiredo (2016), afirma que o layout misto é uma</p><p>espécie híbrida, juntando mais de um tipo de organização em</p><p>um mesmo espaço devido ao alto índice de demanda e volume</p><p>para um mix de produção.</p><p>Este autor afirma que as empresas vêm se adaptando à</p><p>crescente demanda do mercado e com isso elas precisam ser</p><p>cada dia mais integralizadas com outras empresas ou com elas</p><p>mesmas, encontrando as melhores soluções para os layouts</p><p>necessários dentro da empresa.</p><p>Layout aplicado na empresa:</p><p>O sistema que será empregado na fábrica será o sistema</p><p>de layout misto, onde serão aplicados um pouco de cada sistema</p><p>dentro do projeto, assim facilitando a organização e produção</p><p>dos artefatos de cimento, sendo que um funcionário não precisa</p><p>servir apenas uma função em seu período de trabalho, o mesmo</p><p>pode executar várias funções e pode estar em vários lugares</p><p>durante a produção, ajudando e agilizando toda a fabricação.</p><p>22</p><p>Os elementos estruturais pré moldados e fabricados</p><p>estão sendo cada vez mais utilizados na construção civil,</p><p>trazendo agilidade na obra, redução de custos e redução de mão</p><p>de obra Cassol (2018).</p><p>Segundo</p><p>o Grupo New Alliance (2018), os pré moldados</p><p>e fabricados surgiram a partir da segunda guerra mundial, onde</p><p>tiveram que reconstruir diversas edificações e a falta de</p><p>materiais fez crescer a utilização desses elementos, ganhando</p><p>mais agilidade e praticidade nessas construções.</p><p>O site da Cimento Itambé (2012) afirma que, estes</p><p>sistemas de pré fabricados tiveram um crescimento sustentável</p><p>no Brasil. De 2007 a 2012, segundo a ABCIC (Associação</p><p>Brasileira da Construção Industrializada de Concreto), o setor</p><p>vem crescendo 15% ao ano. Hoje, todos os tipos de construção</p><p>vêm se adaptando para a utilização dos elementos pré moldados,</p><p>devido a todas as vantagens que eles proporcionam.</p><p>2.5. INDÚSTRIA DE ELEMENTOS PRÉ MOLDADOS</p><p>E FABRICADOS De acordo com o Grupo New Alliance (2018) podemos</p><p>dividir o sistema pré-fabricado em três períodos principais:</p><p>1º período – De 1950 a 1970, quando ocorreu a</p><p>devastação da 2º guerra mundial se teve uma necessidade de</p><p>reconstrução das edificações danificadas, foi onde iniciou o</p><p>processo de fabricação em série dos elementos pré moldados.</p><p>2º período – De 1970 a 1980, ocorreram vários acidentes</p><p>com os painéis pré fabricados, onde houve uma rejeição social</p><p>dos elementos de ciclo fechado, tendo como consequência a</p><p>queda deste sistema.</p><p>3º período – Período pós 1980, os elementos pré</p><p>moldados de ciclo aberto se consolidaram no mercado. Esse</p><p>novo sistema tem como finalidade a criação de técnicas,</p><p>tecnologias e processos de fabricação flexíveis</p><p>O site Pre-fabricar (2020) afirma que, no Brasil, a</p><p>primeira obra a utilizar elementos pré fabricados foi o</p><p>Hipódromo da Gávea, que utilizou os elementos nas estacas das</p><p>fundações e nas cercas do perímetro.</p><p>2.6. PRINCIPAIS PERÍODOS DA PRÉ-FABRICAÇÃO</p><p>23</p><p>O mesmo afirma que o grande fator que veio a explorar</p><p>esse mercado de pré fabricados foi o aumento exponencial da</p><p>população urbana. O BNH (Banco Nacional da Habitação)</p><p>começou a estimular o uso dos pré moldados a partir dos anos</p><p>70, com a intenção de aumentar a mão de obra não qualificada</p><p>nos canteiros de obras. Alguns exemplos de edifícios que</p><p>utilizaram pré moldados na época são o Narandiba, em 1978, na</p><p>Bahia; Carapicuíba VII, em 1980 e Jardim São Paulo, em 1981,</p><p>ambos em Sã Paulo.</p><p>O mesmo ainda diz que apenas a partir dos anos 90 que a</p><p>indústria de pré moldados realmente começou a ganhar forças.</p><p>A cidade de são Paulo teve um crescimento habitacional</p><p>gigantesco, trazendo o uso desses elementos para todos os tipos</p><p>de construção e além de demandarem um rápido tempo de</p><p>execução, exigiam um alto padrão de qualidade nos</p><p>acabamentos utilizados. E foi onde começaram a surgir mais e</p><p>mais industrias de pré fabricados, advindos da grande demanda</p><p>de dos artefatos de cimento nas obras para a aceleração de sua</p><p>construção.</p><p>Existem no Brasil oito segmentos principais da indústria</p><p>de artefatos de cimento (FIEMG, 2009).</p><p>2.7. PRINCIPAIS SEGMENTOS DA INDÚSTRIA DE</p><p>ARTEFATOS DE CIMENTO NO BRASIL</p><p>Quadro 02: Principais segmentos de artefatos de cimento</p><p>Fonte: FIEMG, 2009Estes são os principais segmentos fabricados pelas</p><p>indústrias de artefatos de cimento, onde houve um crescimento</p><p>muito grande pela busca destes pré moldados, que</p><p>proporcionam à obra uma grande versatilidade, rapidez</p><p>facilidade de instalação e qualidade que agregam na hora da</p><p>construção.</p><p>24</p><p>As principais normas usadas para a fabricação de</p><p>diversos produtos em concreto se encontram relacionadas no</p><p>quadro 06. As normas indicadas a seguir estabelecem os</p><p>parâmetros de aceitação para alguns dos artefatos de cimento.</p><p>São encontradas nessas normas, as condições de execução, as</p><p>dimensões e suas tolerâncias e os ensaios necessários para a sua</p><p>aprovação. (CAVALCANTE, 2016)</p><p>Deve-se consultar constantemente a ABNT, órgão</p><p>responsável pela normalização técnica no país, pois as normas</p><p>são sempre atualizadas, visando o aperfeiçoamento das práticas</p><p>na produção. (CAVALCANTE, 2016)</p><p>De acordo com a Cassol, (2019), uma característica</p><p>comum é que ambas as estruturas são fabricadas fora do local</p><p>onde serão aplicadas, podendo ser feito antes da etapa de</p><p>construção ou ao mesmo tempo.</p><p>O mesmo autor afirma que a maior diferença entre</p><p>estrutura pré-moldada e pré-fabricada é o local de fabricação.</p><p>Os pré-moldados podem ser fabricados com moldes no local da</p><p>obra em um local específico.</p><p>No caso das estruturas de concreto pré-fabricadas, as</p><p>peças são produzidas em instalações industriais, que contam</p><p>com laboratórios de testes, equipamentos específicos, mão de</p><p>obra especializada e que seguem rigorosos padrões de</p><p>qualidade.</p><p>2.8. DIFERENÇA ENTRE PRÉ-FABRICADO</p><p>E PRÉ-MOLDADO</p><p>Quadro 03: Normalização de produtos de cimento e componentes</p><p>Fonte: Mão na massa 3 – ABCP (2008)</p><p>2.9. PRINCIPAIS ELEMENTOS</p><p>PRÉ-MOLDADOS E FABRICADOS</p><p>De acordo com o grupo New Alliance (2018), podemos</p><p>citar a baixo alguns dos principais elementos pré-fabricados:</p><p>25</p><p>Segundo Bittencourt (2012), a fabricação dos artefatos é</p><p>classificada em três tipos distintos, as peças dormidas, as peças</p><p>viradas e as peças vibroprensadas.</p><p>As peças dormidas são produzidas manualmente,</p><p>acrescentando o concreto nas formas, vibrando e aguardando a</p><p>desmoldagem no dia seguinte. Utilizando moldes de plástico ou</p><p>metal, tem um acabamento mais liso e agradável.</p><p>3.0. TIPOS DE FABRICAÇÃO DOS</p><p>ARTEFATOS DE CIMENTO</p><p>Quadro 04: Principais elementos pré-moldades</p><p>Fonte: Grupo New Aliance (2018)</p><p>Quadro 05: Principais elementos pré-fabricados</p><p>Fonte: Grupo New Aliance (2018)</p><p>Figura 07: Revestimento e forma plástica</p><p>Fonte: Bitamaq.com.br</p><p>26</p><p>As peças viradas são produzidas manualmente, onde o</p><p>concreto é colocado na forma e vibrado nas mesas vibratórias e</p><p>desmoldado logo após a moldagem em uma base plana e</p><p>impermeável.</p><p>Um ponto positivo é o trabalho ser feito com o concreto</p><p>ainda mole e fácil de trabalhar, o ponto negativo é o acabamento</p><p>não tão agradável devido a desmoldagem ser feita na hora e com</p><p>o concreto ainda úmido.</p><p>Figura 08: Forma de bloco virado</p><p>Fonte: youtube.com/watch?v=oix6lSfr224</p><p>Já Fernandes (2013) analisa que, o processo</p><p>vibroprensado é altamente mecanizado e o que proporciona a</p><p>mais alta produtividade com baixíssimo consumo de mão de</p><p>obra.</p><p>Neste processo o artefato é produzido em vibroprensas,</p><p>equipamentos multifuncionais que podem ser utilizados na</p><p>produção de uma grande família de produtos de artefatos de</p><p>cimento, tais como: blocos de concreto, tijolos, meios-fios,</p><p>grelhas, pavers e placas</p><p>Figura 09: Máquina de blocos</p><p>Fonte: jarfel.com.br/maquinas/maquinas-blocos-e-pavers-de-</p><p>concreto</p><p>27</p><p>Preocupar-se com a proteção da saúde humana, dos</p><p>recursos naturais e do meio ambiente. Essa atitude vai além dos</p><p>limites mínimos estabelecidos pela lei com objetivo de envolver</p><p>eficientes práticas ambientais em suas decisões de negócio.</p><p>Segundo o site Terra (2015), em Joinvile, a montadora</p><p>General motors adotou em suas fábricas sistemas sustentáveis</p><p>para a economia de gastos e também para diminuição de</p><p>poluentes no meio ambiente. A empresa pode servir de exemplo</p><p>para o projeto que será desenvolvido neste trabalho.</p><p>A fábrica utilizou dos seguintes sistemas:</p><p>• 1 – Tratamento de esgoto feito através de plantas, não</p><p>utiliza produtos químicos, remove 90% dos poluentes e tem</p><p>baixo consumo de energia e ainda integra o paisagismo ao</p><p>espaço fabril.</p><p>• 2 – Reciclagem de água da Estação de Tratamento de</p><p>Efluentes e Reuso da Água de Chuva. A água com alto teor</p><p>de pureza é utilizadas nos processos de produção,</p><p>jardinagem, etc...</p><p>3.1. SUSTENTABILIDADE DENTRO DA FÁBRICA</p><p>• 3 - Sistemas para economia de água com arejadores e</p><p>sensores eletrônicos para as torneiras, restritores de vazão</p><p>para chuveiro e válvulas de 3 litros e 6litros nas descargas.</p><p>• 4 - Usa-se energia fotovoltaica, a eletricidade gerada a</p><p>partir da luz do sol.</p><p>• 5 - Há aquecedores solares. Um sistema básico de</p><p>aquecimento de água por energia solar é composto de</p><p>coletores solares (placas) e um reservatório térmico</p><p>(Chamado Boiler)</p><p>A montadora</p><p>ainda ganhou a certificação do selo LEED, na</p><p>categoria Gold que funciona como um sistema de pontuação.</p><p>Em primeiro lugar é necessário definir a tipologia de acordo</p><p>com as características do empreendimento, posteriormente são</p><p>analisadas as estratégias sustentáveis adotadas dentro das</p><p>categorias de cada tipologia. Cada qual conta com pré-requisitos</p><p>(ações obrigatórias) e créditos (que somam pontos), conforme o</p><p>número de pontos alcançados (mínimo 40 – máximo 110</p><p>pontos).</p><p>28</p><p>3 - REFERENCIAIS PROJETUAIS</p><p>29</p><p>Ficha técnica</p><p>Autores: Santini & Rocha</p><p>Arquitetos</p><p>Local: Gravataí - RS</p><p>Área: 7500m2</p><p>Ano de execução: 2013</p><p>Materialidade: Concreto,</p><p>aço e vidro</p><p>Tipologia: Industrial</p><p>Os dados deste projeto foram retirados do Website</p><p>Archdaily.</p><p>O projeto consiste em uma indústria com produções de</p><p>cofres bancários, componentes da indústria</p><p>aeronáutica que passam por equipamentos de</p><p>automação, com muitas finalidades. A edificação</p><p>exigia uma arquitetura que tivesse um fluxo industrial</p><p>bem desenvolvido.</p><p>A arquitetura do edifício não ficou presa aos estereótipos</p><p>fabris, os arquitetos usaram conceitos como cor, vidros,</p><p>transparências, barreiras acústicas e facilidade de limpeza</p><p>as exigências normais do programa. A edificação também</p><p>utiliza de características industriais como as esquadrias de</p><p>alumínio pele de vidro, sistemas de termosifão e</p><p>umidificadores para melhor clima dentro do edifício.</p><p>O acesso a área fabril se da pela entrada principal que fica</p><p>localizada na parte inferior da implantação</p><p>( ) onde se encontra também a portaria, chegando na fábrica os</p><p>acessos diretos são feitos pela frente e pelos fundos da edificação</p><p>( ), dentro da implantação também temos os acessos ao</p><p>estacionamento, que ficam em toda a lateral oeste e norte da planta</p><p>( ).</p><p>Figura 10: vista superior</p><p>Fonte: Google maps</p><p>Figura 11: implantação</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.2. Nova Fábrica Perto / Santini & Rocha Arquitetos</p><p>3.2.0 APRESENTAÇÃO</p><p>3.2.1 ACESSOS</p><p>30</p><p>Os acessos a fábrica se dão pela parte da frente, onde</p><p>se localizam as entradas principais, que levam os</p><p>funcionários diretamente para a área de produção da</p><p>empresa, mas também temos as entradas secundárias,</p><p>quatro no total, duas entradas levando para o estoque,</p><p>uma levando para a parte interna da fábrica e a outra</p><p>direciona para a área da gerência e vestiários.</p><p>Acesso estoque</p><p>Acesso fábrica</p><p>Acesso gerência/vestiário</p><p>A planta baixa da fábrica possui uma grande área de</p><p>circulação difusa, possuindo poucos corredores,</p><p>transformando em uma área livre para produção e com um</p><p>bom espaço para distribuição dos equipamentos de</p><p>trabalho e maquinários. Os corredores existentes levam</p><p>apenas da entrada principal superior para a área de</p><p>produção e a outra leva da área de produção para os</p><p>vestiários.</p><p>Circulação vertical</p><p>Circulação linear</p><p>Circulação difusa</p><p>Figura 12: Planta baixa acessos</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 13: Planta baixa circulações</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>31</p><p>3.2.2 CIRCULAÇÕES</p><p>A planta superior do prédio não possui circulação</p><p>difusa. O ambiente foi planejado com corredores que</p><p>vão direto até as portas das salas, reduzindo os</p><p>espaços livres e dando um maior aproveitamento</p><p>para o edifício.</p><p>Circulação vertical</p><p>Circulação linear</p><p>Na planta baixa conseguimos observar que a maior</p><p>parte da edificação é preenchida com espaço fabril,</p><p>ou seja, a predominância de espaços é para o uso da</p><p>produção dos objetos para cofres bancários.</p><p>Próximo a área fabril, ainda no pavimento térreo, temos</p><p>duas salas que se localizam todos os serviços</p><p>administrativos, são as salas de gerência, que possuem</p><p>acesso direto pela fábrica também. Além dos espaços</p><p>fabris e de gerência, também vamos ter espaços de</p><p>serviços, contando com vestiários, banheiros, estoque de</p><p>materiais, almoxarifado e depósito.</p><p>Fabril</p><p>Serviço</p><p>Administrativo</p><p>Social</p><p>No pavimento superior vamos ter duas salas principais,</p><p>que funcionam a gerência e a sala de reuniões, fazendo</p><p>parte do administrativo, mas também vamos ter uma área</p><p>de serviços, que se localizam os vestiários e sanitários</p><p>Figura 14: Mezanino circulações</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 15: Planta baixa zoneamento</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.2.3 DEFINIÇÃO DOS ESPAÇOS E ZONEAMENTO</p><p>FUNCIONAL</p><p>32</p><p>Fabril</p><p>Serviço</p><p>Administrativo</p><p>Social</p><p>Resumindo os usos dos dois pavimentos, o térreo é usado</p><p>basicamente inteiro para área de produção, com uma grande parte</p><p>destinada a este setor, tendo alguns usos de serviços, como estoque</p><p>e depósito, além de duas salas de gerência localizadas dentro da</p><p>área fabril. O segundo pavimento basicamente funciona gerencia e</p><p>sala de reuniões, tendo também uma área de serviços, onde ficam</p><p>os banheiros e vestiários.</p><p>Sobre a hierarquia espacial, a fábrica possui em sua maior</p><p>parte, áreas privadas, que são as áreas de produção, onde</p><p>apenas os funcionários tem acesso, porém no pavimento</p><p>térreo ainda vamos ter duas salas de gerência, tendo usos</p><p>semi público, abrindo espaço para clientes e convidados.</p><p>Privado Semi público Público</p><p>Já no pavimento superior, vamos ter toda a parte de</p><p>gerência e sala de reuniões, que por receber convidados,</p><p>trata-se de uma área semi pública, agindo como uma sala</p><p>de negócios, e também há a área de vestiários e sanitários,</p><p>que atende tanto os funcionários quanto os convidados,</p><p>portanto, funciona como´área semi pública.</p><p>Figura 16: Mezanino zoneamento</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 17: Planta baixa Hierarquias</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.2.4 HIERARQUIAS ESPACIAIS</p><p>33</p><p>A fábrica possui um traçado basicamente retangular,</p><p>trazendo simplicidade a estética do edifício, porém os</p><p>materiais que foram utilizados no projeto a</p><p>diferenciam do restante das edificações ao seu redor,</p><p>tem um volume que apesar de ser uma “caixa”, é bem</p><p>exposta ao entorno, contando com grandes aberturas</p><p>para a melhor ventilação e iluminação do local.</p><p>Como podemos ver, as fachadas basicamente tem seus</p><p>elementos todos em formatos retangulares, dando um</p><p>aspecto geométrico para a edificação.</p><p>Na planta baixa podemos ver novamente as formas</p><p>geométricas, que são predominantes, porém há um bloco</p><p>pertencente à fabrica que quebra a geometria retangular,</p><p>sendo ele em forma de arco, onde ficam os banheiros e</p><p>vestiários.</p><p>Figura 18: Mezanino Hierarquias</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 19: fachada Figura 20: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily Fonte: Archidaily</p><p>Figura 21: planta baixa traçado</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.2.5 TRAÇADOS REGULADORES, VOLUME/MASSA E</p><p>LINGUAGEM ARQUITETÔNICA</p><p>34</p><p>O sistema aplicado ao bloco pelos arquitetos foi de</p><p>estrutura mista, intercalando estrutura de elementos</p><p>pré moldados e metálicos. Também foram utilizados</p><p>esquadrias de alumínio, pele de vidro, sistemas de</p><p>termossifão (aquecimento de água através de painel</p><p>solar) e umidificadores para dar melhor conforto</p><p>interno para os usuários.</p><p>No projeto foram utilizados conceitos como cor,</p><p>vidros, transparência, barreiras acústicas e facilidade</p><p>de manutenção as exigências normais do programa.</p><p>A estrutura mista traz a agilidade do metal com a</p><p>rigidez da alvenaria, trazendo um sistema bastante</p><p>funcional, agradável visualmente e resistente.</p><p>A explicação para isso está na necessidade de reduzir</p><p>prazos de execução, racionalizar recursos, gerar</p><p>menos ruídos e diminuir a quantidade de operários no</p><p>canteiro.</p><p>A imagem retrata bem o uso dos pilares em concreto</p><p>trabalhando em conjunto com a estruturas metálicas,</p><p>trazendo todos os benefícios já citados anteriormente e</p><p>dando um visual agradável para o ambiente.</p><p>Para a parte de conforto ambiental e sustentabilidade o</p><p>prédio usou recursos como as placas de termossifão, que</p><p>são as que aquecem a água para utilização em fábrica e os</p><p>domus prismáticos na cobertura que atuam como</p><p>facilitador de entrada de iluminação no interior do prédio.</p><p>Figura 22: Corte</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 23: imagem interior</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.2.6 MATERIALIDADE E SISTEMA CONSTRUTIVO</p><p>3.2.7 CONFORTO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE</p><p>35</p><p>Domus</p><p>Prismático</p><p>Termossifão</p><p>Janelas com</p><p>Pele de vidro</p><p>Para</p><p>a parte de ventilação, foi utilizado o sistema Munters</p><p>que controla e melhora a relação do clima externo com o</p><p>interno, proporcionando um clima agradável dentro da</p><p>edificação. Outro ponto de sustentabilidade utilizado foram</p><p>as grandes janelas e os domus prismáticos, favorecendo a</p><p>iluminação interna, muitas vezes não sendo necessária a</p><p>utilização de luz artificial dentro do prédio.</p><p>Sistema</p><p>Munters</p><p>Como podemos ver nas imagens, o edifício possui grandes</p><p>aberturas, onde todos os funcionários do prédio conseguem</p><p>ter uma visão ampla de toda a paisagem ao redor do</p><p>edifício.</p><p>As grandes janelas, além de proporcionar uma boa visão,</p><p>também garante uma boa ventilação e iluminação para o</p><p>ambiente, além de deixar a mostra toda a natureza ao seu</p><p>redor.</p><p>O projeto do prédio foi pensado em se misturar com os</p><p>outros edifícios do complexo, que são, em sua maioria,</p><p>feitos com estruturas de tijolos à vista, com uma</p><p>identidade visual bem fabril, já a fábrica de elementos</p><p>para cofres foi projetada com um visual mais moderno,</p><p>Figura 24: Corte</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 25: imagem interna</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 26: imagem interna</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.2.8 RELAÇÃO DO INTERIOR COM EXTERIOR</p><p>3.2.9 RELAÇÃO COM O ENTORNO</p><p>36</p><p>feito com fechamentos em estrutura metálica, porém com</p><p>cores tons de marrom para se aproximar dos edifícios ao</p><p>seu redor. O complexo onde o edifício está instalado</p><p>também se preocupou com a natureza, trazendo muita</p><p>vegetação, árvores e arbustos ao redor de todo o prédio,</p><p>dando melhor qualidade ambiental e visual para o espaço.</p><p>Ficha técnica</p><p>Autores: Dna arquitetos</p><p>Local: Lishui, China</p><p>Área: 1.863m2</p><p>Ano de execução: 2019</p><p>Materialidade: Concreto,</p><p>Tijolo a vista</p><p>Tipologia: Industrial</p><p>A fábrica tem como objetivo fornecer uma produção</p><p>de larga escala e padronizada. Promovem também a</p><p>agricultura ecológica, turismo rural e produtos</p><p>especializados.</p><p>O subsolo funciona como adega para a coleção e</p><p>produção dos vinhos. O térreo funciona como espaço</p><p>de produção e segue as etapas de imersão do arroz,</p><p>cozimento, mistura de fermentação, filtragem,</p><p>compressão, cozimento, esterilização e embalagem</p><p>Os espaços foram escalonados, dando ritmo a todo o</p><p>edifício. Uma passagem coberta paralela possibilita</p><p>que os visitantes observem essas etapas.</p><p>Figura 27: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.3. FÁBRICA DE VINHO DE ARROZ / DNA</p><p>3.3.1 APRESENTAÇÃO</p><p>3.2.10 JUSTIFICATIVA DO TEMA</p><p>A fábrica de Perto foi escolhida para análise por conta de</p><p>ser uma fábrica completa, com uma linha de produção</p><p>definida em layout, sua materialidade híbrida, mesclando</p><p>a estrutura de concreto com o aço e também pelo seu</p><p>comportamento com os demais edifícios ao seu redor, se</p><p>integrando completamente no meio desses.</p><p>37</p><p>No pavimento térreo o prédio possui dois acessos</p><p>principais, sendo um deles o acesso dos visitantes ao</p><p>prédio, ligando à área de lazer e degustação e o outro</p><p>acesso se da a área de produção, levando os</p><p>funcionários aos seus devidos serviços.</p><p>Acesso visitantes</p><p>Acesso produção</p><p>Circulação linear</p><p>Circulação difusa</p><p>Circulação vertical</p><p>No pavimento térreo temos vários corredores com</p><p>circulações lineares que distribuem até as salas de</p><p>produção, já dentro das salas temos a dominância da</p><p>circulação difusa, onde não possuem corredores ou</p><p>caminhos específicos.</p><p>Figura 28: Planta baixa acessos</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 29: Planta baixa circulações</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.3.2 ACESSOS 3.3.3 CIRCULAÇÕES</p><p>38</p><p>No primeiro pavimento temos as áreas de lazer e degustação,</p><p>onde possui grandes corredores que levam as pessoas até</p><p>seus devidos espaços.</p><p>Circulação linear</p><p>Circulação difusa</p><p>Circulação vertical</p><p>No subsolo temos a adega para coleção e a produção dos</p><p>vinhos. Como mostra o mapa, a maior parte da circulação é</p><p>basicamente difusa, onde se localizam os espaços de</p><p>armazenamento dos garrafões, e para fazer a ligação desses</p><p>espaços, existem os corredores espalhados pela planta.</p><p>Circulação linear</p><p>Circulação difusa</p><p>Circulação vertical</p><p>No pavimento térreo a maior parte do prédio pertence a</p><p>área fabril e de serviços, envolvendo toas as áreas de</p><p>produção, porém na lateral do prédio há uma área social,</p><p>onde todos podem estar circulando e trocando</p><p>experiencias com a área de produção, já que a mesma é</p><p>exposta a todos com grandes janelas de vidros.</p><p>Figura 30: 1º pavimento circulação</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 31: subsolo circulação</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.3.4 DEFINIÇÃO DOS ESPAÇOS E ZONEAMENTO</p><p>FUNCIONAL</p><p>39</p><p>Fabril</p><p>Serviço</p><p>Administrativo</p><p>Social</p><p>O pavimento superior abriga toda a área de lazer e</p><p>degustação do edifício, onde as pessoas podem estar indo</p><p>para passar o tempo e tomar os vinhos fabricados pela</p><p>própria fábrica.</p><p>Fabril</p><p>Serviço</p><p>Administrativo</p><p>Social</p><p>Pavimento superior:</p><p>Subsolo:</p><p>O sobsolo abriga toda a área de armazenamento e adega</p><p>de vinhos produzidos, sendo assim, toda sua área pertence</p><p>a zona fabril.</p><p>Fabril</p><p>Serviço</p><p>Administrativo</p><p>Social</p><p>Pavimento térreo:</p><p>Figura 32: planta baixa zoneamento</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 33: 1º pavimento zoneamento</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 34: subsolo circulação</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>40</p><p>O projeto do edifício não tem uma forma simétrica, tanto</p><p>nas plantas quanto nas fachadas, tendo um traçado mais</p><p>irregular, criando formatos diferentes e interessantes. Sua</p><p>linguagem traz a lembrança de uma arquitetura mais</p><p>vernacular, com os tijolos a vista e sua estrutura de concreto</p><p>aparente, ligando aos outros edifícios a sua volta.</p><p>Como podemos ver, tanto nas plantas quanto nas</p><p>fachadas, os traçados são geométricos, com</p><p>predominância de formas retangulares, porém sem</p><p>simetria, com diferenças de níveis e formatos.</p><p>O prédio tem como principais elementos o concreto</p><p>aparente e o tijolo a vista. Os tijolos dão uma ótima</p><p>permeabilidade de ventilação de iluminação ao</p><p>ambiente interno, já o concreto aparente traz um ar de</p><p>brutalidade para a edificação, deixando mais robusto e</p><p>lembrando uma arquitetura vernacular da região.</p><p>Figura 35: implantação traçado</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 35: fachada</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 36: fachada</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.3.5 TRAÇADOS REGULADORES , VOLUME/MASSA E</p><p>LINGUAGEM ARQUITETÔNICA</p><p>3.3.6 MATERIALIDADE</p><p>41</p><p>Iluminação e ventilação:</p><p>O prédio inteiro possui grandes aberturas em seu interior,</p><p>trazendo bastante iluminação e ventilação ao local, além das</p><p>grandes aberturas, o edifício conta com grandes paredes de</p><p>tijolos a vista, funcionando como “cobogós”, facilitando a</p><p>entrada de luz e ventilação para dentro do ambiente,</p><p>evitando muitas vezes a utilização de lâmpadas durante o</p><p>dia.</p><p>O edifício possui uma grande permeabilidade visual tanto</p><p>de dentro para fora quanto de fora para dentro,</p><p>permitindo que os funcionários e visitantes da fábrica</p><p>tenham uma grande visibilidade para o exterior do prédio</p><p>e também as pessoas que passam pela rua tem</p><p>visibilidade para a parte interna dá fábrica.</p><p>A arquitetura do edifício foi pensada muito em seu entorno,</p><p>nas edificações ao seu redor, tendo uma linguagem mais</p><p>vernacular e parecida com os edifícios ao seu redor, sendo</p><p>bastante utilizados os tijolos a vista e o concreto aparente,</p><p>trazendo a sensação de que a fábrica faz parte da área</p><p>residencial que tem em seu entorno.</p><p>Figura 37: fachada</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 38: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 39: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 40: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 41: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>Figura 42: perspectiva</p><p>Fonte: Archidaily</p><p>3.3.7 CONFORTO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE</p><p>3.3.8 RELAÇÃO DO INTERIOR COM EXTERIOR</p><p>3.3.9 RELAÇÃO COM O ENTORNO</p><p>3.3.10 CONCLUSÃO</p><p>A fábrica possui áreas de produção bem definidas em seu</p><p>layout, tendo uma arquitetura com traços vernaculares, se</p><p>encaixando perfeitamente no local implantado, e tendo a</p><p>mesma linguagem dos demais edifícios ao seu redor. Usou</p><p>de estratégias naturais para ter iluminação e ventilação.</p><p>42</p><p>Ficha técnica</p><p>Autores: Desconhecido</p><p>Local: Paulo Lopes, Brasil</p><p>Área: 4.200m2</p><p>Ano de execução: 2015</p><p>Materialidade: Madeira e</p><p>aço</p><p>Tipologia: Industrial</p><p>A fábrica, hoje em dia, trabalha com duas principais</p><p>produções diferentes, separadas em dois blocos, um</p><p>deles funciona a produção de pavers e o outro</p><p>funciona a produção de blocos estruturais, tendo</p><p>outro bloco funcionando a parte administrativa.</p><p>A maior parte do terreno funciona como estoque, a</p><p>empresa possui dois caminhões que buscam os</p><p>insumos para a produção. Também possui máquinas</p><p>para colocar as areias nos misturadores e</p><p>empilhadeiras para fazer a parte de carga e descarga Acesso Principal</p><p>O acesso à empresa se dá apenas por uma entrada,</p><p>sendo ela para veículos e pedestres. O terreno é de</p><p>chão batido, gerando muita poeira no ambiente. A</p><p>empresa possui os dois galpões de produção e uma</p><p>sala para a parte administrativa.</p><p>Bloco Administrativo</p><p>Bloco produção de blocos</p><p>Bloco produção de pavers</p><p>Figura 43: vista superior</p><p>Fonte: Google maps</p><p>3.4. ESTUDO DE CASO, SANTA RITA ARTEFATOS DE</p><p>CIMENTO – PAULO LOPES – SC - BRASIL</p><p>3.4.1 APRESENTAÇÃO</p><p>3.4.2 IMPLANTAÇÃO</p><p>43</p><p>A circulação dos ambientes se dão por um caminho</p><p>central no meio do terreno, o mesmo encaminha para</p><p>todos os três blocos do terreno, ao seu redor se</p><p>localizam os estoques de paver e blocos.</p><p>A fábrica se divide em seis principais áreas, dentre</p><p>elas, temos a área de secagem dos materiais, a área</p><p>de máquinas de produção, espaço de estoque,</p><p>circulação dentro do ambiente, armazenamento de</p><p>matéria prima e a administração.</p><p>Bloco Administrativo</p><p>Bloco produção de blocos</p><p>Bloco produção de pavers</p><p>Circulação</p><p>Estoque</p><p>Máquinas</p><p>Área de circulação</p><p>Secagem</p><p>Matéria prima Administração</p><p>Figura 44: vista superior</p><p>Fonte: Google maps</p><p>Figura 45: vista superior</p><p>Fonte: Google maps</p><p>3.4.3 CIRCULAÇÃO 3.4.4 ZONEAMENTO</p><p>44</p><p>Um grande ponto negativo do ambiente é justamente</p><p>a falta de conforto ambiental, não possui nenhum</p><p>sistema de reaproveitamento de resíduos ou de água,</p><p>também não possui nenhum tipo de vegetação dentro</p><p>da implantação, apenas ao redor das extremidades</p><p>deixando o ambiente extremamente quente e</p><p>desconfortável</p><p>Os galpões são todos abertos, sem paredes de</p><p>fechamento nas laterais, apenas com uma cobertura</p><p>metálica, tendo todo o espaço interno livre para</p><p>produção e circulação. Não possui um projeto</p><p>arquitetônico específico, foi penas feito para</p><p>assegurar todo o maquinário presente no local.</p><p>A estrutura dos galpões são feitas com pilares de</p><p>madeira fazendo o contorno da edificação, não</p><p>possuem estrutura de fechamento, são abertos ao</p><p>tempo e a estrutura da cobertura é feita com treliças</p><p>metálicas e telhas trapezoidais.</p><p>Figura 46: Galpão de produção</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 47: Estoque</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>3.4.5 VOLUME E MASSA 3.4.7 CONFORTO AMBIELTAL</p><p>3.4.6 ESTRUTURA E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS</p><p>45</p><p>grandes projetos da prefeitura e atendendo também</p><p>obras particulares. A referência que usei para este</p><p>projeto são os processos de produção, todos</p><p>automatizados e com uma grande quantidade de</p><p>itens produzidos por dia. A fábrica possui todos os</p><p>ambientes que terão no futuro projeto feito aqui,</p><p>passando por áreas de estoque, produção, secagem,</p><p>armazenamento de estoque e vendas.</p><p>O terreno fica em meio a uma área de morros e</p><p>plantações, os galpões ficam cercados por árvores</p><p>dos terrenos vizinhos e uma plantação de milho na</p><p>parte da frente e lateral do terreno</p><p>A fábrica em questão foi escolhida pois tem referencia ao</p><p>mesmo tema deste projeto, por mais que tenham uma</p><p>estrutura bastante simples, suas produções são sempre</p><p>em grandes escalas, tendo uma grande demanda de</p><p>venda dos blocos e pavers por toda a região, atendendo</p><p>Figura 48: estoque</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>Figura 49: produção</p><p>Fonte: Acervo do autor</p><p>3.4.8 RELAÇÃO COM O ENTORNO</p><p>3.4.9 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>46</p><p>4 - DIAGNÓSTICO DA ÁREA</p><p>47</p><p>Terreno escolhido</p><p>O terreno escolhido fica situado no estado de Santa</p><p>Catarina, na cidade de Tubarão, que fica cerca de 145km</p><p>ou uma hora e meia de viagem da capital Florianópolis.</p><p>O terreno se localiza no Bairro Bom Pastor, que é</p><p>uma área rural em estado de expansão e</p><p>desenvolvimento. O terreno possui fácil acesso tanto para</p><p>carros quanto para caminhões, como o projeto será uma</p><p>fábrica, terá um grande fluxo de entrada e saída de</p><p>caminhões para a carga e descarga dos produtos vendidos</p><p>e materiais para a produção.</p><p>O terreno possui cerca de 4.018,41m2 (0,4 hectar) e está</p><p>situado no bairro Bom Pastor, sendo localizado numa área</p><p>rural, mais afastada do centro. O principal acesso a Br-101</p><p>se dá através da Rodovia João Alfredo Rosa, principal</p><p>avenida que liga o bairro Morrotes até o bairro Rio do</p><p>Pouso.</p><p>Acesso Br-101 Br-101</p><p>Figura 51: vista superior</p><p>Fonte: Google maps</p><p>Figura 50: Mapa sc</p><p>Fonte: wikipedia</p><p>Figura 52: Mapa acesso terreno</p><p>Fonte: Google maps</p><p>4.0. DIAGNÓSTICO DA ÁREA</p><p>4.0.1 O TERRENO:</p><p>4.0.2 LOCALIZAÇÃO E ACESSOS</p><p>48</p><p>Segundo a Prefeitura de Tubarão (2014), a história</p><p>de Tubarão começa em 1774, com a doação de duas</p><p>sesmarias ao Capitão João da Costa Moreira, o seu</p><p>pioneiro fundador. O lugar conhecido como Paragem do</p><p>Poço Grande, era ponto de parada para os tropeiros que</p><p>desciam da região serrana com mulas carregadas de</p><p>queijo, charque e outros produtos. A carga era cambiada</p><p>por produtos como o sal, peixe seco, farinhas e tecidos</p><p>transportados pelos navios que partiam do porto de</p><p>Laguna, completando assim a rota Lages - Porto de</p><p>Laguna.</p><p>Em 27 de maio de 1870, o presidente da Província</p><p>sancionou a lei nº. 635 que criou o município de Tubarão,</p><p>território desmembrado de Laguna. Em seguida recebeu</p><p>levas de imigrantes portugueses: açorianos e vicentistas.</p><p>Durante a década de 1870, registraram-se três importantes</p><p>fatos: a imigração europeia com predominância de</p><p>italianos, seguida de alemães e outras nacionalidades, a</p><p>criação da comarca de Tubarão em 1875 e a formação da</p><p>Cia Inglesa The Donna Thereza Cristina Railway Co Ld.</p><p>A ferrovia foi o primeiro e principal agente de mudanças</p><p>econômicas e sociais no município, junto com a</p><p>exploração do carvão e a imigração europeia. O topônimo</p><p>Tubarão deriva do cacique Tuba-Nharõ (do tupi-guarani =</p><p>pai feroz), nome que os habitantes primitivos também</p><p>davam ao rio que corta a cidade. Tubarão também é</p><p>conhecida como Cidade Azul. Foi o escritor, político e</p><p>jornalista catarinense Virgílio Várzea que</p><p>encantado com a beleza do rio refletindo o céu azul e as</p><p>montanhas azuladas no entorno atribuiu o dístico à</p><p>cidade: “o rio passa, serpenteando, e no seu rastro de</p><p>prata, banha a cidade azul...” (PREFEITURA DE</p><p>TUBARÃO, 2014)</p><p>O mesmo rio que encantou o poeta também causou</p><p>destruição e morte na grande cheia. A catastrófica</p><p>inundação de 23 de março de 1974 deixou marcas</p><p>profundas na história da região. Em menos de um ano, o</p><p>povo trabalhador reconstruiu a cidade e em homenagem</p><p>aos esforços coletivos e a solidariedade foi erguida a</p><p>Torre da Gratidão, ao lado da Catedral. (PREFEITURA</p><p>DE TUBARÃO, 2014)</p><p>Tubarão desmembrou-se de Laguna pela Lei</p><p>Provincial nº 635, de 27 de maio de 1870. A imigração</p><p>europeia, a implantação da EFDTC - Estrada de Ferro</p><p>Donna Thereza Christina e a criação da comarca de</p><p>Tubarão (Lei 745, de 19 de abril de 1875), foram</p><p>responsáveis diretos pelo desenvolvimento econômico do</p><p>município. (PREFEITURA DE TUBARÃO, 2014)</p><p>Tubarão destaca-se por ser o segundo centro</p><p>comercial do sul do estado, principalmente na área de</p><p>cerâmica. Destaque também para o turismo, centrado em</p><p>suas estâncias hidrominerais. (WIKIPEDIA, 2020)</p><p>Tubarão é importante polo comercial da região e foi</p><p>durante muitos anos sede da EFDTC. (Em 1884 foi</p><p>concluída a Estrada de Ferro Donna Thereza Christina,</p><p>pioneira na então Província de Santa Catarina, com a</p><p>extensão de 112 km, originária de uma concessão obtida</p><p>4.0.3 HISTÓRICO DA ÁREA</p><p>49</p><p>pelo Visconde de Barbacena, com o objetivo de</p><p>transportar o carvão de pedra das minas para o Porto de</p><p>Imbituba). Atualmente a ferrovia não conta mais com a</p><p>importância do passado, mas apresenta</p><p>grande valor na</p><p>cultura local. Em função dos anos em que era a principal</p><p>forma de transporte da região, foi fundado um museu</p><p>ferroviário que possui até locomotivas produzidas desde o</p><p>século XIX. (WIKIPEDIA, 2020)</p><p>Tubarão foi e continua sendo uma cidade polo por</p><p>sua própria natureza geográfica. Alem da BR 101 outras</p><p>rodovias convergem para Tubarão que servem de acesso</p><p>às águas termais da região (Guarda, Rio do Pouso e</p><p>Gravatal), à região serrana de clima temperado e às</p><p>maravilhosas praias do litoral catarinense. (WIKIPEDIA,</p><p>2020)</p><p>O Centro Municipal de Cultura, em salão especial,</p><p>abre a pinacoteca do renomado do artista Willy Zumblick.</p><p>O Arquivo Público e Histórico de Tubarão, com o</p><p>maior acervo do sul catarinense, é uma fonte preciosa</p><p>para a pesquisa da história regional. Está situado na antiga</p><p>Estação Ferroviária, histórico local, considerado na linha</p><p>de primeira grandeza na história tubaronense.</p><p>(WIKIPEDIA, 2020)</p><p>O museu ferroviário, que guarda um valioso</p><p>acervo, está em fase de finalização para a exposição</p><p>permanente. A Associação dos Amigos da Locomotiva a</p><p>Vapor promove passeios turísticos em vagões puxados por</p><p>históricas locomotivas a vapor, as centenárias "Marias</p><p>Fumaça”. (WIKIPEDIA, 2020) 50</p><p>Figura 53: Cidade de Tubarão</p><p>Fonte: Pinterest</p><p>O terreno que fica localizado no bairro Bom</p><p>Pastor, segundo o plano diretor de Tubarão, fica</p><p>localizado em uma zona residencial 3 e zona comercial 2,</p><p>em que os usos permitidos são de habitação unifamiliar,</p><p>habitação multifamiliar vertical e horizontal, comercio e</p><p>serviço vacinal, comércio e serviço geral do tipo A e B e</p><p>comércio especial do tipo A, porém há a tolerância para</p><p>construções industriais do tipo A dentro da zona, o mesmo</p><p>em que o projeto se encaixa.</p><p>Segundo o site da prefeitura de Tubarão, o clima da</p><p>cidade é subtropical e com temperatura média máxima de</p><p>23,6°C e média mínima de 15,5°C.</p><p>O terreno possui pouca vegetação, a que há no</p><p>local é rasteira e escassa, em sua maior parte o solo é de</p><p>chão batido, apenas na lateral do terreno, no canto</p><p>superior que possui alguns tipos de arvores frutíferas,</p><p>como limoeiro, goiabeira e coqueiro.</p><p>Acima estão descritos os todos os parâmetros do plano</p><p>diretor que o projeto deve seguir, levando em conta a</p><p>metragem quadrada mínima, frente mínima, recuos</p><p>mínimos, a taxa de ocupação, coeficiente de</p><p>aproveitamento máximo, altura máxima e a taxa de</p><p>permeabilidade.</p><p>Figura 54: zoneamento área</p><p>Fonte: Prefeitura de Tubarão</p><p>Quadro 06: Legislação área</p><p>Fonte: Prefeitura de Tubarão</p><p>Quadro 07: Legislação área</p><p>Fonte: Prefeitura de Tubarão</p><p>4.0.4 LEGISLAÇÃO</p><p>4.0.5 ASPECTOS BIOCLIMÁTICOS</p><p>51</p><p>O terreno se localiza em uma área com excelentes</p><p>aspectos bioclimáticos para uma edificação, com a</p><p>fachada frontal pegando o sol vindo do norte, porém há</p><p>uma edificação de uma fábrica de molduras para quadros</p><p>na sua lateral esquerda, que possivelmente influenciará</p><p>negativamente na incidência do sol da manhã.</p><p>A área do futuro projeto está localizada em uma área rural</p><p>em desenvolvimento, a principal via arterial do bairro</p><p>passa bem em frente ao terreno, deixando-o com fácil</p><p>acesso e bem localizado, a maioria das vias em seu</p><p>entorno são coletoras, ligando as duas vias arteriais da</p><p>região e temos também algumas vias locais.</p><p>Via arterial Via coletora Via local</p><p>Terreno Ventos predominantes sol</p><p>Os ventos predominantes são os ventos Nordeste, que</p><p>atinge a área principalmente no verão e o vento Sul, que</p><p>atinge a área principalmente no inverno.</p><p>Figura 55: vista superior</p><p>Fonte: Google maps</p><p>Figura 56: Hierarquia de vias</p><p>Fonte: Google Earth adaptado pelo autor, 2021.</p><p>4.0.6 HIERARQUIA DAS VIAS</p><p>52</p><p>Comercial Institucional residencial Mista</p><p>O terreno fica localizado em uma área em que a maioria das</p><p>edificações são de uso residencial, possuindo também</p><p>alguns prédios de uso misto e comercial e vamos ter duas</p><p>igrejas e uma creche como uso institucional.</p><p>Cheios Vazios</p><p>A área em análise fica localizada em uma região pouco</p><p>densa, tendo muitos vazios urbanos ainda, por ser uma área</p><p>de característica rural, a maioria contem criações de gado e</p><p>plantações, por ser um</p><p>Figura 57: Uso dos solos</p><p>Figura 58: cheios e vazios</p><p>Fonte: Google Earth adaptado pelo autor, 2021.</p><p>Fonte: Google Earth adaptado pelo autor, 2021.</p><p>4.0.7 USO DOS SOLOS 4.0.8 CHEIOS E VAZIOS</p><p>53</p><p>A região tem como característica a horizontalidade, por ser</p><p>uma área mais afastada e residencial, a maioria dos</p><p>edifícios são de 1 a 2 pavimentos.</p><p>3 Pavimentos 2 Pavimentos 1 Pavimento</p><p>O terreno foi escolhido por já ser um imóvel do proprietário</p><p>da empresa existente, além de estar bem localizado, na</p><p>principal avenida da região, também é um terreno plano,</p><p>com boas dimensões para a implantação de uma nova</p><p>fábrica no local.</p><p>Fonte: Google Earth adaptado pelo autor, 2021.</p><p>Figura 59: Gabaritos</p><p>Figura 60: imagem do terreno</p><p>Fonte: acervo do autor</p><p>O terreno fica localizado em uma área rural, onde a maioria</p><p>das edificações são residenciais, com poucos comércios e</p><p>usos institucionais. Podemos ver também que tem uma</p><p>característica bastante horizontal, onde o gabarito médio é</p><p>de 1 a 2 pavimentos, não possuindo prédios altos. Outro</p><p>ponto que podemos notar, foi que a área é pouco densa,</p><p>com poucas edificações ao redor do terreno escolhido. O</p><p>terreno possui uma rodovia passando bem na sua parte</p><p>frontal, facilitando mais ainda o fluxo de veículos para</p><p>dentro do mesmo, outro ponto analisado foi a legislação,</p><p>que permite este tipo de fábrica na região.</p><p>4.0.9 GABARITOS</p><p>4.0.10 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TERRENO</p><p>4.0.11 CONCLUSÃO</p><p>54</p><p>5- PARTIDO</p><p>55</p><p>A Decoratta Revestimentos é uma empresa já</p><p>existente que atua no ramo dos pré fabricados,</p><p>atendendo toda a região da Amurel. A nova proposta</p><p>terá um conceito que parte da ideia que a fábrica</p><p>funciona como uma forma, tendo em vista sua</p><p>característica funcional, que é transformar a matéria</p><p>prima num produto final comercializável.</p><p>O conceito adotado será a forma</p><p>A forma nada mais é do que o molde que transforma</p><p>uma certa mistura em um produto. É o utensilio</p><p>indispensável para criar, dar forma e acabamento para o</p><p>produto final, podendo ser utilizado ou vendido após</p><p>sua transformação.</p><p>A fábrica funciona como uma forma, onde nela chegam</p><p>toda a matéria prima, que passa por toda a análise de</p><p>custos e processos de produção até chegar ao produto</p><p>final, onde o mesmo é levado até a área de distribuição</p><p>e levado ou distribuído para os clientes.</p><p>• Projetar espaços apropriados para o desenvolvimento</p><p>das etapas de produção dos artefatos de cimento,</p><p>consequentemente, promover a geração de empregos e</p><p>contribuindo para a economia da cidade de Tubarão;</p><p>• Projetar ambientes de trabalho apropriados para todos os</p><p>setores da empresa, que estejam conectados com a</p><p>natureza e que possuam conecção/ligação entre as todas</p><p>edificações;</p><p>• Elaborar um fluxo de produção adequado dos artefatos</p><p>de cimento, para que aumente a produtividade e a</p><p>empresa atenda rapidamente a demanda do mercado</p><p>• Projetar uma fábrica que ofereça locais de descontração</p><p>para os funcionários, clientes, visitantes, parceiros, entre</p><p>outros;</p><p>• Garantir segurança para todos os usuários dos espaços</p><p>da empresa, com visuais atraentes acessibilidade e</p><p>sustentabilidade aplicada no projeto da fábrica;</p><p>• Criar um paisagismo que se harmonize com as</p><p>edificações da empresa e que garanta boa</p><p>permeabilidade ao solo;</p><p>5.0. CONCEITO 5.0.1 DIRETRIZES PROJETUAIS</p><p>56</p><p>ADMINISTRAÇÃO</p><p>Programa Discriminado Quantidade Área minima m²</p><p>Espera 1 13</p><p>Secretária 1 8</p><p>Gerência 1 11</p><p>Reunião 1 18</p><p>Administração 1 29</p><p>PNE 2 10</p><p>Circulação 1 28</p><p>PRODUÇÃO</p><p>Programa Discriminado Quantidade Área minima m²</p><p>Expdição 1 108</p><p>estoque 1 58</p><p>Estufa 1 53</p><p>Depósito de cimento 1 8</p><p>Depósito de formas 1 11</p><p>área de produção 1 144</p><p>LOJA</p><p>Programa Discriminado Quantidade Área minima m²</p><p>Caixa 1 5</p><p>Área de vendas 1 66</p><p>Pne 1 5</p><p>SERVIÇOS</p><p>Programa Discriminado Quantidade Área minima m²</p><p>Conferencia 1 4</p><p>Higiene 1 6</p><p>Limpeza de mãos 1 4</p><p>Cozinha</p>

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