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<p>PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU</p><p>COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E</p><p>SUPLEMENTAR</p><p>Editoração e Revisão: Editora Prominas e Organizadores</p><p>Coordenação Pedagógica</p><p>INSTITUTO PROMINAS</p><p>Impressão</p><p>e</p><p>Editoração</p><p>APOSTILA RECONHECIDA E AUTORIZADA NA FORMA DO CONVÊNIO</p><p>FIRMADO ENTRE UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES</p><p>E O INSTITUTO PROMINAS.</p><p>MÓDULO - 3</p><p>2</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO ........................................................................... 03</p><p>UNIDADE 2 - TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO SUPLEMENTAR –</p><p>CONCEITOS E DEFINIÇÕES ESSENCIAIS ................................................... 05</p><p>UNIDADE 3 - OS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ........................................ 13</p><p>UNIDADE 4 - ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO ............... 32</p><p>UNIDADE 5 - RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO</p><p>ALTERNATIVA ................................................................................................ 41</p><p>UNIDADE 6 - AVALIAÇÃO E ESCOLHA DAS ESTRATÉGIAS ..................... 47</p><p>UNIDADE 7 - ADAPTAÇÕES CURRICULARES ............................................ 49</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................ 64</p><p>ANEXOS .......................................................................................................... 68</p><p>3</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO</p><p>Vamos iniciar este módulo com uma pequena historinha, mas verdadeira e</p><p>que pode bater à porta da sala de aula de qualquer um de vocês, educadores e que</p><p>necessariamente não precisa estar em uma escola especial.</p><p>Primeiro dia de aula, turma de crianças de 6 anos, num misto de animação,</p><p>alegria, medo e ansiedade, afinal nunca foram à escola...e na primeira tarefa</p><p>deparam com uma menina, nome fictício Maria Clara, que fixa os olhos para tentar</p><p>completar a simples tarefa de colar uma etiqueta no caderno. Primeiro diagnóstico</p><p>ou identificação do problema: baixa visão. O que fazer? Com certeza não será</p><p>enviá-la para uma instituição de cegos ou escola que atenda este tipo de clientela,</p><p>mas sim, utilizar os métodos, estratégias e recursos disponíveis como a Tecnologia</p><p>Assistiva!</p><p>Lembrem-se sempre:</p><p>A tecnologia Assistiva aumenta ou restaura a função humana,</p><p>proporcionando uma vida independente e produtiva à pessoa com deficiência.</p><p>A tecnologia Assistiva ou ajudas técnicas, a sala de recursos devidamente</p><p>equipada, uma dose extra de paciência e carinho com certeza serão grandes aliados</p><p>de ambos, você e seu aluno portador de alguma deficiência.</p><p>Ao longo desta apostila veremos os tópicos abaixo relacionados, que</p><p>somados, formam um arcabouço teórico-prático que pretendemos que sirvam de</p><p>guia ao longo de sua missão enquanto educador:</p><p>� Conceitos e definições essenciais dentro da Tecnologia Assistiva e</p><p>Comunicação Suplementar Alternativa (CSA);</p><p>� Conceito para comunicação, os distúrbios e os sistemas como o Bliss, o</p><p>Braille e outros;</p><p>� O Atendimento Educacional Especializado (AEE);</p><p>� A Baixa e alta tecnologia para CSA;</p><p>4</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� Os recursos, os símbolos, as estratégias para a CSA e como utilizá-los;</p><p>� As adaptações curriculares e as condições de acesso e permanência na</p><p>escola regular.</p><p>Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadêmica tenha como</p><p>premissa ser científica, baseada em normas e padrões da academia, fugiremos um</p><p>pouco às regras para nos aproximarmos de vocês e para que os temas abordados</p><p>cheguem de maneira clara e objetiva, mas não menos científicos. Em segundo lugar,</p><p>deixamos claro que este módulo é uma compilação das ideias de vários autores,</p><p>incluindo aqueles que consideramos clássicos, não se tratando, portanto, de uma</p><p>redação original.</p><p>Ao final do módulo, além da lista de referências básicas, encontram-se</p><p>muitas outras que foram ora utilizadas, ora somente consultadas e que podem servir</p><p>para sanar lacunas que por ventura surgirem ao longo dos estudos.</p><p>5</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 2 - TECNOLOGIA ASSISTIVA E COMUNICAÇÃO</p><p>SUPLEMENTAR - CONCEITOS E DEFINIÇÕES ESSENCIAIS</p><p>2.1 Tecnologia Assistiva</p><p>A Tecnologia Assistiva engloba as áreas de comunicação alternativa e</p><p>ampliada (CAA), adaptações de acesso ao computador; equipamentos de auxílio</p><p>para visão e audição; controle do meio ambiente, adaptação de jogos e brincadeiras;</p><p>adaptações da postura sentada; mobilidade alternativa; próteses e a integração</p><p>dessa tecnologia nos diferentes ambientes como a casa, a escola, a comunidade e o</p><p>local de trabalho (KINQ, 1999 apud PELOSI, 2005).</p><p>Muitos profissionais podem estar envolvidos no trabalho da tecnologia</p><p>Assistiva como engenheiros, educadores, terapeutas ocupacionais, protéticos,</p><p>fonoaudiólogos, fisioterapeutas, oftalmologistas, enfermeiras, assistentes sociais e</p><p>especialistas em audição.</p><p>Objetivo da Tecnologia Assistiva:</p><p>Proporcionar à pessoa portadora de deficiência maior independência,</p><p>qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação da comunicação,</p><p>mobilidade, controle do seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, competição,</p><p>trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.</p><p>6</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Tecnologia Assistiva é uma expressão utilizada para identificar todo o</p><p>arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar</p><p>habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover</p><p>vida independente e inclusão.</p><p>Ainda, de acordo com Dias de Sá (2003), a tecnologia Assistiva deve ser</p><p>compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma perspectiva de</p><p>desenvolvimento das potencialidades humanas, valorização de desejos, habilidades,</p><p>expectativas positivas e da qualidade de vida, as quais incluem recursos de</p><p>comunicação alternativa, de acessibilidade ao computador, de atividades de vida</p><p>diárias, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de adaptação de</p><p>veículos, órteses e próteses, entre outros.</p><p>O serviço de tecnologia Assistiva na escola é aquele que buscará resolver</p><p>os problemas funcionais do aluno, no espaço da escola, encontrando alternativas</p><p>para que ele participe e atue positivamente nas várias atividades neste contexto</p><p>(BRASIL, 2006).</p><p>Fazer uso da Tecnologia Assistiva na escola é buscar, com criatividade, uma</p><p>alternativa para que o aluno realize o que deseja ou precisa. É encontrar uma</p><p>estratégia para que ele possa fazer de outro jeito. É valorizar o seu jeito de fazer e</p><p>aumentar suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades.</p><p>ser confeccionado no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente</p><p>uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai sendo deslocada para</p><p>a linha de baixo, o que evita que ele se perca durante a leitura.</p><p>O professor também pode se utilizar dos encartes que contém figuras</p><p>grandes para trabalhar com o aluno com baixa visão para reconhecimento dos</p><p>produtos e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens que são</p><p>40</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai aprendendo a ver começará a</p><p>identificar figuras cada vez menores.</p><p>O aluno pode recortar o produto que identificou visualmente e nomeá-lo.</p><p>Posteriormente pode colocar as figuras em ordem alfabética criando um livrinho</p><p>(http://dvsepedagogia.blogspot.com/2010/06/atendimento-ao-aluno-com-baixa-</p><p>visao_30.html).</p><p>41</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 5 - RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS</p><p>PARA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA</p><p>Os símbolos são as representações visuais, auditivas ou táteis de um</p><p>conceito.</p><p>Na CAA utiliza-se de vários símbolos como os objetos, a fala, os gestos, a</p><p>linguagem de sinais, as fotografias, os desenhos e a escrita.</p><p>Há vários tipos de símbolos que são usados para representar mensagens.</p><p>Eles podem ser divididos em:</p><p>• Símbolos que não necessitam de recursos externos - o indivíduo utiliza</p><p>apenas o seu corpo para se comunicar. São exemplos desse sistema os</p><p>gestos, os sinais manuais, as vocalizações, e as expressões faciais.</p><p>• Símbolos que necessitam de recursos externos - requerem instrumentos</p><p>ou equipamentos além do corpo do usuário para produzir uma mensagem.</p><p>Esses sistemas podem ser muito simples, ou de baixa tecnologia ou</p><p>tecnologicamente complexos ou de alta tecnologia.</p><p>42</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>5.1 Tipos de símbolos</p><p>Objetos reais - Os objetos reais podem ser idênticos ao que estão representando ou</p><p>similares, onde há variações quanto ao tamanho, cor ou outra característica.</p><p>Miniaturas - Os objetos em miniatura precisam ser selecionados com cuidado para</p><p>que possam ser utilizados como recursos de comunicação. Devem ser consideradas</p><p>as possibilidades visuais e intelectuais dos indivíduos na sua utilização.</p><p>Objetos parciais- Em situações onde os objetos a serem representados são muito</p><p>grandes a utilização de parte do objeto pode ser muito apropriada.</p><p>Fotografias - Fotos coloridas ou preto e branco podem ser utilizadas para</p><p>representar objetos, pessoas, ações, lugares ou atividades. Nas escolas, muitas</p><p>vezes, são utilizados recortes de revistas ou embalagens de produtos.</p><p>Símbolos gráficos- Há uma série de símbolos gráficos que foram desenvolvidos para</p><p>facilitar a comunicação de pessoas com necessidades educativas especiais. Alguns</p><p>deles são:</p><p>� Picture Communication Symbols (PCS)</p><p>� Símbolos para alfabetização da Widgit (Rebus Symbols)</p><p>� Picsyms</p><p>� Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC) Blissyymbolics</p><p>� COMPIC</p><p>� Self Talk</p><p>� Pick 'N Stick</p><p>� Brady-Dobson Alternative Communication (B-DAC)</p><p>� Talking Pictures I, II e III</p><p>� Oakland Schools Picture Dictionary</p><p>� Pictogramas ARASAAC</p><p>� Letras</p><p>43</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>5.2 Baixa e alta tecnologia</p><p>Os recursos são os objetos ou equipamentos utilizados para transmitir as</p><p>mensagens e podem ser de baixa ou de alta tecnologia.</p><p>Dentre os recursos de baixa tecnologia temos:</p><p>• Pranchas de comunicação - as pranchas de comunicação podem ser</p><p>construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases</p><p>ou números. Elas são personalizadas e devem considerar as possibilidades</p><p>cognitivas, visuais e motoras de seu usuário. Essas pranchas podem estar</p><p>soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou</p><p>ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua</p><p>condição motora.</p><p>• Eye-gaze - pranchas de apontar com os olhos que podem ser dispostas sobre</p><p>a mesa ou apoiada em um suporte de acrílico ou plástico colocado na vertical.</p><p>O indivíduo também pode apontar com o auxílio de uma lanterna com foco</p><p>convergente, fixada ao lado de sua cabeça, iluminando a resposta desejada.</p><p>• Avental - é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de</p><p>símbolos ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o</p><p>parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança</p><p>responde através do olhar.</p><p>44</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>• Comunicador em forma de relógio - o comunicador é um recurso que</p><p>possibilita o indivíduo dar sua resposta com autonomia, mesmo quando ele</p><p>apresenta uma dificuldade motora severa. Seu princípio é semelhante ao do</p><p>relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento do ponteiro apertando</p><p>um acionador.</p><p>São recursos de alta tecnologia:</p><p>� Comunicadores com voz gravada - são comunicadores onde as mensagens</p><p>podem ser gravadas pelo parceiro de comunicação.</p><p>� Comunicadores com voz sintetizada - no comunicador com voz sintetizada o</p><p>texto é transformado eletronicamente em voz.</p><p>� Computadores - com o avanço da tecnologia têm surgido novos sistemas de</p><p>CAA para as pessoas com necessidades especiais como o Classroom, o</p><p>OverlayMaker, o Comunicar com Símbolos, o Boardmaker, o Invento, entre</p><p>outros.</p><p>5.3 Técnicas</p><p>As técnicas de seleção referem-se à forma pela qual o usuário escolhe os</p><p>símbolos no seu sistema de comunicação.</p><p>É importante determinar a técnica de seleção mais eficiente para cada</p><p>indivíduo. Deve ser determinado o posicionamento ideal da prancha e do usuário, a</p><p>precisão do acesso, a taxa de fadiga e a velocidade. O terapeuta ocupacional é o</p><p>profissional que realiza essa avaliação.</p><p>São técnicas de seleção:</p><p>� Seleção direta - é o método mais rápido e pode ser feito através do apontar</p><p>do dedo ou outra parte do corpo, com uma ponteira de cabeça ou com uma</p><p>luz fixada à cabeça.</p><p>� Técnica de varredura - exige que o indivíduo tenha uma resposta voluntária</p><p>consistente como piscar os olhos, balançar a cabeça, sorrir ou emitir um som</p><p>45</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>para que possa sinalizar sua resposta. Nos recursos de baixa tecnologia o</p><p>usuário vai necessitar de um facilitador para apontar os símbolos. Os métodos</p><p>de varredura podem ser linear, circular, de linhas e colunas ou blocos.</p><p>� Técnica da codificação - permite a ampliação de significados a partir de um</p><p>número limitado de símbolos e o aumento da velocidade. É uma técnica</p><p>bastante eficiente para usuários com dificuldades motoras graves, mas exige</p><p>um maior grau de abstração.</p><p>5.4 Estratégias</p><p>As estratégias referem-se ao modo como os recursos da comunicação</p><p>alternativa são utilizados.</p><p>Exemplo: Adaptação de livros de histórias como recurso de imersão nos símbolos</p><p>Outra estratégia seria o uso de letras maiúsculas ampliadas, sendo que os</p><p>livros são transcritos ou modificados a partir da reescrita simplificada da história</p><p>impressa com letra maiúscula, tamanho 28 ou superior, fonte Arial e negrito. Quando</p><p>necessário, os livros podem ser adaptados com a escrita Braille.</p><p>46</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Ainda temos a associação de brinquedos ao conteúdo do livro como os</p><p>bichinhos da história e a construção de pranchas de comunicação relacionadas com</p><p>a história.</p><p>Os símbolos pictográficos como Picture Communications Simbols (PCS) são</p><p>elaborados como o auxílio do software Boardmaker e podem ser impressos</p><p>isoladamente em cartões ou organizados em pranchas de comunicação. O objetivo</p><p>principal dos símbolos é o desenvolvimento de uma comunicação alternativa que</p><p>possibilite ao usuário acompanhar a história através dos símbolos, responder ou</p><p>fazer perguntas e recontar a sequência de acontecimentos (PELOSI, 2011).</p><p>47</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 6 - AVALIAÇÃO E ESCOLHA DAS ESTRATÉGIAS</p><p>A avaliação consiste em:</p><p>� Identificar as necessidades do indivíduo de se comunicar;</p><p>� Obter informação geral;</p><p>� Entrevistar a família;</p><p>� Envolver toda a equipe;</p><p>� Observar o indivíduo;</p><p>� Entrevistar o indivíduo;</p><p>� Avaliar a linguagem;</p><p>� Combinar as habilidades com as características do sistema;</p><p>� Implementar o sistema;</p><p>� Avaliar os resultados.</p><p>São recursos de avaliação:</p><p>� Entrevistas;</p><p>� Avaliações padronizadas;</p><p>� Avaliações formais específicas;</p><p>� Questionário para melhor analisar a rotina em casa e/ou na escola;</p><p>Lembre-se que a avaliação deve ocorrer preferencialmente no meio natural</p><p>do aluno existindo expectativa do indivíduo atuar, bem como deve ser dada</p><p>importância ao que ele pode ou não fazer.</p><p>Na entrevista, os questionamentos abaixo seriam importantes:</p><p>� Como o cliente se comunica?</p><p>� O que o cliente se comunica?</p><p>� Quando é que o cliente se comunica?</p><p>48</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� Com quem o cliente se comunica?</p><p>� Quais são as habilidades visuais, auditivas e perceptivas do cliente?</p><p>� Quais são as habilidades motoras?</p><p>� Qual é a atitude frente a comunicação?</p><p>� O cliente conhece algum sistema(s) de comunicação alternativa?</p><p>� O que ele precisa comunicar? O que ele não consegue? Quando? Aonde?</p><p>� Qual é o sistema ideal de comunicação?</p><p>Quando a avaliação acontecer através de atividades estruturadas e/ou não</p><p>estruturadas deve-se observar como o cliente se relaciona e se comunica com o</p><p>avaliador; as funções motoras (global e fina); as funções sensorial e perceptiva e as</p><p>funções cognitivas e de aprendizagem que se traduzem nos seguintes</p><p>questionamentos a responder: Como aprende melhor? Reconhece fotografias,</p><p>desenhos, formas abstratas (círculo, quadrado)? Reconhece letras, capacidade de</p><p>discriminar palavras simples? Como são a sua atenção, a compreensão de causa e</p><p>efeito, habilidade de expressar preferência, habilidade de fazer escolha,</p><p>compreensão da permanência de objeto, possuir representação simbólica?</p><p>Avaliando o indivíduo, suas necessidades de comunicar, suas expectativas,</p><p>podemos determinar os objetivos e estabelecer um Plano de Ação.</p><p>Quanto aos objetivos, estes podem ser específico – concreto – claro;</p><p>possível de medir qualitativa ou quantitativamente; orientado pela ação a ser tomado</p><p>para se conseguir alcançar o desejado; deve ser realista, ou seja, alcançável; deve</p><p>ter um tempo para começar e terminar; deve estar de comum acordo com o cliente e</p><p>todos envolvidos; e, claro, deve estar dentro do contexto.</p><p>Quanto ao Plano de Ação, este precisa estar de comum acordo com todos;</p><p>deixar clara a tarefa de cada membro da equipe em detalhes e incluir o prazo de</p><p>conclusão. As barreiras devem ser identificadas em parceria com todos envolvidos</p><p>para que possam ser ultrapassadas e não simplesmente jogadas para o lado.</p><p>49</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 7 - ADAPTAÇÕES CURRICULARES</p><p>Segundo os Parâmetro Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), as</p><p>adaptações curriculares constituem as possibilidades educacionais de atuar frente</p><p>às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize a</p><p>adaptação do currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às</p><p>peculiaridades dos alunos com necessidades especiais. Não um novo currículo, mas</p><p>um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente</p><p>a todos os educandos. Nessas circunstâncias, as adaptações curriculares implicam</p><p>a planificação pedagógica e a ações docentes fundamentadas em critérios que</p><p>definem:</p><p>� o que o aluno deve aprender;</p><p>� como e quando aprender;</p><p>� que formas de organização do ensino são mais eficientes para o processo de</p><p>aprendizagem;</p><p>� como e quando avaliar o aluno.</p><p>Para que alunos com necessidades educacionais especiais possam</p><p>participar integralmente em um ambiente rico de oportunidades educacionais com</p><p>resultados favoráveis, alguns aspectos precisam ser considerados, destacando-se</p><p>entre eles:</p><p>a) a preparação e a dedicação da equipe educacional e dos professores;</p><p>b) o apoio adequado e recursos especializados, quando forem necessários;</p><p>c) as adaptações curriculares e de acesso ao currículo.</p><p>Algumas características curriculares facilitam o atendimento às</p><p>necessidades educacionais especiais dos alunos, dentre elas atingir o mesmo grau</p><p>de abstração ou de conhecimento, num tempo determinado; ser desenvolvidas pelos</p><p>demais colegas, embora não o façam com a mesma intensidade, em</p><p>necessariamente de igual modo ou com a mesma ação e grau de abstração.</p><p>50</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>As adaptações curriculares apoiam-se nesses pressupostos para atender às</p><p>necessidades educacionais especiais dos alunos, objetivando estabelecer uma</p><p>relação harmônica entre essas necessidades e a programação curricular. Estão</p><p>focalizadas, portanto, na interação entre as necessidades do educando e as</p><p>respostas educacionais a serem propiciadas (BRASIL, 1998).</p><p>Devem ser destinadas aos que necessitam de serviços e/ou situações</p><p>especiais de educação, realizando-se, preferencialmente, em ambiente menos</p><p>restritivo e pelo menor período de tempo, de modo a favorecer a promoção do aluno</p><p>a formas cada vez mais comuns de ensino.</p><p>As necessidades especiais revelam que tipos de ajuda, diferentes das</p><p>usuais, são requeridas, de modo a cumprir as finalidades da educação. As respostas</p><p>a essas necessidades devem estar previstas e respaldadas no projeto pedagógico</p><p>da escola, não por meio de um currículo novo, mas, da adaptação progressiva do</p><p>regular, buscando garantir que os alunos com necessidades especiais participem de</p><p>uma programação tão normal quanto possível, mas considere as especificidades</p><p>que as</p><p>suas necessidades possam requerer.</p><p>O currículo, nessa visão, é um instrumento útil, uma ferramenta que pode</p><p>ser alterada para beneficiar o desenvolvimento pessoal e social dos alunos,</p><p>resultando em alterações que podem ser de maior ou menor expressividade.</p><p>A maior parte das adaptações curriculares realizadas na escola são</p><p>consideradas menos significativas, porque constituem modificações menores no</p><p>currículo regular e são facilmente realizadas pelo professor no planejamento normal</p><p>das atividades docentes e constituem pequenos ajustes dentro do contexto normal</p><p>de sala de aula.</p><p>O Quadro abaixo especifica alguns aspectos desses tipos de adaptação.</p><p>São importantes como medidas preventivas levando o aluno a aprender os</p><p>conteúdos curriculares de maneira mais ajustada às suas condições individuais,</p><p>para prosseguir na sua carreira acadêmica, evitando-se seu afastamento da escola</p><p>regular.</p><p>51</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Fonte: Manjón, op. cit., 1995, p. 89</p><p>As adaptações organizativas têm um caráter facilitador do processo de</p><p>ensino-aprendizagem e dizem respeito:</p><p>� ao tipo de agrupamento de alunos para a realização das atividades de ensino-</p><p>aprendizagem;</p><p>� à organização didática da aula – propõe conteúdos e objetivos de interesse</p><p>do aluno ou diversificados, para atender às suas necessidades especiais,</p><p>bem como disposição física de mobiliários, de materiais didáticos e de espaço</p><p>disponíveis para trabalhos diversos;</p><p>52</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� à organização dos períodos definidos para o desenvolvimento das atividades</p><p>previstas – propõe previsão de tempo diversificada para desenvolver os</p><p>diferentes elementos do currículo na sala de aula.</p><p>As adaptações relativas aos objetivos e conteúdos dizem respeito:</p><p>� à priorização de áreas ou unidades de conteúdos que garantam</p><p>funcionalidade e que sejam essenciais e instrumentais para as aprendizagens</p><p>posteriores. Ex: habilidades de leitura e escrita, cálculos etc.;</p><p>� à priorização de objetivos que enfatizam capacidades e habilidades básicas</p><p>de atenção, participação e adaptabilidade do aluno. Ex: desenvolvimento de</p><p>habilidades sociais, de trabalho em equipe, de persistência na tarefa, etc.;</p><p>� à sequenciação pormenorizada de conteúdos que requeiram processos</p><p>gradativos de menor à maior complexidade das tarefas, atendendo à</p><p>sequência de passos, à ordenação da aprendizagem, etc.;</p><p>� ao reforço da aprendizagem e à retomada de determinados conteúdos para</p><p>garantir o seu domínio e a sua consolidação;</p><p>� à eliminação de conteúdos menos relevantes, secundários para dar enfoque</p><p>mais intensivo e prolongado a conteúdos considerados básicos e essenciais</p><p>no currículo.</p><p>As adaptações avaliativas dizem respeito:</p><p>� à seleção das técnicas e instrumentos utilizados para avaliar o aluno.</p><p>Propõem modificações sensíveis na forma de apresentação das técnicas e</p><p>dos instrumentos de avaliação, a sua linguagem, de um modo diferente dos</p><p>demais alunos de modo que atenda às peculiaridades dos que apresentam</p><p>necessidades especiais.</p><p>As adaptações nos procedimentos didáticos e nas atividades de</p><p>ensino-aprendizagem referem-se ao como ensinar os componentes curriculares.</p><p>Dizem respeito:</p><p>� à alteração nos métodos definidos para o ensino dos conteúdos curriculares;</p><p>� à seleção de um método mais acessível para o aluno;</p><p>53</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� à introdução de atividades complementares que requeiram habilidades</p><p>diferentes ou a fixação e consolidação de conhecimentos já ministrados –</p><p>utilizadas para reforçar ou apoiar o aluno, oferecer oportunidades de prática</p><p>suplementar ou aprofundamento. São facilitadas pelos trabalhos</p><p>diversificados, que se realizam no mesmo segmento temporal;</p><p>� à introdução de atividades prévias que preparam o aluno para novas</p><p>aprendizagens;</p><p>� à introdução de atividades alternativas além das planejadas para a turma,</p><p>enquanto os demais colegas realizam outras atividades. É indicada nas</p><p>atividades mais complexas que exigem uma sequenciação de tarefas;</p><p>� à alteração do nível de abstração de uma atividade oferecendo recursos de</p><p>apoio, sejam visuais, auditivos, gráficos, materiais manipulativos, etc.;</p><p>� à alteração do nível de complexidade das atividades por meio de recursos do</p><p>tipo: eliminar partes de seus componentes (simplificar um problema</p><p>matemático, excluindo a necessidade de alguns cálculos, é um exemplo); ou</p><p>explicitar os passos que devem ser seguidos para orientar a solução da</p><p>tarefa, ou seja, oferecer apoio, especificando passo a passo a sua realização;</p><p>� à alteração na seleção de materiais e adaptação de materiais – uso de</p><p>máquina braille para o aluno cego, calculadoras científicas para alunos com</p><p>altas habilidades/superdotados, etc.</p><p>As adaptações na temporalidade dizem respeito:</p><p>� à alteração no tempo previsto para a realização das atividades ou conteúdos;</p><p>� ao período para alcançar determinados objetivos.</p><p>Muitas vezes, há necessidade de adotar adaptações significativas do</p><p>currículo para atender às necessidades especiais dos alunos, quando estas forem</p><p>mais acentuadas e não se solucionarem com medidas curriculares menos</p><p>significativas. De um modo geral, constituem estratégias necessárias quando os</p><p>alunos apresentam sérias dificuldades para aprender, como resultado, entre outros</p><p>fatores:</p><p>54</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� da defasagem entre a sua competência curricular e a de seus colegas;</p><p>� da discrepância entre as suas necessidades e as demandas das atividades e</p><p>expectativas escolares;</p><p>� da crescente complexidade das atividades acadêmicas que vai se ampliando,</p><p>na medida do avanço na escolarização.</p><p>Praticamente, o que se almeja é a busca de soluções para as necessidades</p><p>específicas do aluno e, não, o fracasso na viabilização do processo de ensino-</p><p>aprendizagem. As demandas escolares precisam ser ajustadas, para favorecer a</p><p>inclusão do aluno. É importante observar que as adaptações focalizam as</p><p>capacidades, o potencial, a zona de desenvolvimento proximal (nos termos de</p><p>Vygotsky) e não se centralizam nas deficiências e limitações do aluno, como</p><p>tradicionalmente ocorria (BRASIL, 1998).</p><p>Embora muitos educadores possam interpretar essas medidas como “abrir</p><p>mão” da qualidade do ensino ou empobrecer as expectativas educacionais, essas</p><p>decisões curriculares podem ser as únicas alternativas possíveis para os alunos que</p><p>apresentam necessidades especiais como forma de evitar a sua exclusão.</p><p>São adaptações curriculares significativas:</p><p>� A eliminação de objetivos básicos e introdução de objetivos específicos,</p><p>complementares e/ou alternativos;</p><p>� A introdução de conteúdos específicos, complementares ou alternativos;</p><p>� A eliminação de conteúdos básicos do currículo;</p><p>� A introdução de métodos e procedimentos complementares e/ou alternativos</p><p>de ensino e aprendizagem, introdução de recursos específicos de acesso ao</p><p>currículo;</p><p>� A introdução de critérios específicos de avaliação;</p><p>� A eliminação de critérios gerais de avaliação;</p><p>� Adaptações de critérios regulares de avaliação;</p><p>� Modificação dos critérios de promoção;</p><p>55</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� Prolongamento de um ano ou mais de permanência do aluno na mesma série</p><p>ou no ciclo (retenção).</p><p>Fonte: Manjón (1995, p. 89)</p><p>As adaptações relativas aos objetivos sugerem decisões que modificam</p><p>significativamente o planejamento quanto aos objetivos definidos, adotando uma ou</p><p>mais das seguintes alternativas:</p><p>� eliminação de objetivos básicos – quando extrapolam as condições do aluno</p><p>para atingi-lo, temporária ou permanentemente;</p><p>� introdução de objetivos específicos alternativos – não previstos para os</p><p>demais alunos, mas que podem ser incluídos em substituição a outros que</p><p>não podem ser alcançados, temporária ou permanentemente;</p><p>� introdução de objetivos específicos complementares – não previstos para os</p><p>demais alunos, mas acrescidos na programação pedagógica para</p><p>suplementar necessidades específicas.</p><p>As adaptações relativas aos conteúdos incidem sobre conteúdos básicos e</p><p>essenciais do currículo e requerem uma avaliação criteriosa para serem adotados.</p><p>Dizem respeito:</p><p>� à introdução de novos conteúdos não revistos para os demais alunos, mas</p><p>essenciais para alguns, em particular;</p><p>� eliminação de conteúdos que, embora essenciais no currículo, sejam inviáveis</p><p>de aquisição por parte do aluno. Geralmente estão associados a objetivos</p><p>que também tiveram de ser eliminados.</p><p>As adaptações relativas à metodologia são consideradas significativas</p><p>quando implicam uma modificação expressiva no planejamento e na atuação</p><p>docente. Dizem respeito:</p><p>� à introdução de métodos muito específicos para atender às necessidades</p><p>particulares do aluno. De um modo geral, são orientados por professor</p><p>especializado;</p><p>56</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� às alterações nos procedimentos didáticos usualmente adotados pelo</p><p>professor;</p><p>� à organização significativamente diferenciada da sala de aula para atender às</p><p>necessidades específicas do aluno.</p><p>As adaptações significativas na avaliação estão vinculadas às alterações</p><p>nos objetivos e conteúdos que foram acrescidos ou eliminados. Desse modo,</p><p>influenciam os resultados que levam, ou não, à promoção do aluno e evitam a</p><p>“cobrança” de conteúdos e habilidades que possam estar além de suas atuais</p><p>possibilidades de aprendizagem e aquisição.</p><p>As adaptações significativas na temporalidade referem-se ao ajuste temporal</p><p>possível para que o aluno adquira conhecimentos e habilidades que estão ao seu</p><p>alcance, mas que dependem do ritmo próprio ou do desenvolvimento de um</p><p>repertório anterior que seja indispensável para novas aprendizagens. Desse modo,</p><p>requerem uma criteriosa avaliação do aluno e do contexto escolar e familiar, porque</p><p>podem resultar em um prolongamento significativo do tempo de escolarização do</p><p>aluno, ou seja, em sua retenção. Não caracteriza reprovação, mas parcelamento e</p><p>sequenciação de objetivos e conteúdos.</p><p>As adaptações curriculares não devem ser entendidas como um processo</p><p>exclusivamente individual ou uma decisão que envolve apenas o professor e o</p><p>aluno. Realizam-se em três níveis:</p><p>a) no âmbito do projeto pedagógico (currículo escolar);</p><p>b) no currículo desenvolvido na sala de aula;</p><p>c) no nível individual.</p><p>As adaptações no nível do projeto pedagógico (isto é, do currículo escolar)</p><p>referem-se a medidas de ajuste do currículo em geral, que nem sempre precisam</p><p>resultar em adaptações individualizadas.</p><p>As ações adaptativas visam a flexibilizar o currículo para que ele possa ser</p><p>desenvolvido na sala de aula e atender às necessidades especiais de alguns alunos.</p><p>57</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>As adaptações curriculares no nível do projeto pedagógico devem focalizar,</p><p>principalmente, a organização escolar e os serviços de apoio. Elas devem propiciar</p><p>condições estruturais para que possam ocorrer no nível da sala de aula e no nível</p><p>individual, caso seja necessária uma programação específica para o aluno.</p><p>Essas medidas podem se concretizar nas seguintes situações:</p><p>a) a escola flexibiliza os critérios e os procedimentos pedagógicos levando em</p><p>conta a diversidade dos seus alunos;</p><p>b) o contexto escolar permite discussões e propicia medidas diferenciadas</p><p>metodológicas e de avaliação e promoção que contemplam as diferenças</p><p>individuais dos alunos;</p><p>c) a escola favorece e estimula a diversificação de técnicas, procedimentos e</p><p>estratégias de ensino, de modo que ajuste o processo de ensino e</p><p>aprendizagem às características, potencialidades e capacidades dos alunos;</p><p>d) a comunidade escolar realiza avaliações do contexto que interferem no</p><p>processo pedagógico;</p><p>e) a escola assume a responsabilidade na identificação e avaliação diagnóstica</p><p>dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, com o</p><p>apoio dos setores do sistema e outras articulações;</p><p>f) a escola elabora documentos informativos mais completos e elucidativos;</p><p>g) a escola define objetivos gerais levando em conta a diversidade dos alunos;</p><p>h) o currículo escolar flexibiliza a priorização, a sequenciação e a eliminação de</p><p>objetivos específicos, para atender às diferenças individuais.</p><p>As decisões curriculares devem envolver a equipe da escola para realizar a</p><p>avaliação, a identificação das necessidades especiais e providenciar o apoio</p><p>correspondente para o professor e o aluno. Devem reduzir ao mínimo, transferir as</p><p>responsabilidades de atendimento para profissionais fora do âmbito escolar ou exigir</p><p>recursos externos à escola.</p><p>As medidas adaptativas ao nível do currículo da classe são realizadas pelo</p><p>professor e destinam-se, principalmente, à programação das atividades da sala de</p><p>58</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>aula. Focalizam a organização e os procedimentos didático-pedagógicos e destacam</p><p>o como fazer, a organização temporal dos componentes e dos conteúdos</p><p>curriculares e a coordenação das atividades docentes, de modo que favoreça a</p><p>efetiva participação e integração do aluno, bem como a sua aprendizagem.</p><p>Os procedimentos de adaptação curricular destinados à classe devem</p><p>constar na programação de aula do professor e podem ser exemplificados nos</p><p>seguintes exemplos:</p><p>a) a relação professor/aluno considera as dificuldades de comunicação do aluno,</p><p>inclusive a necessidade que alguns têm de utilizar sistemas alternativos</p><p>(língua de sinais, sistema braille, sistema bliss ou similares etc.);</p><p>b) a relação entre colegas é marcada por atitudes positivas;</p><p>c) os alunos são agrupados de modo que favoreça as relações sociais e o</p><p>processo de ensino e aprendizagem;</p><p>d) o trabalho do professor da sala de aula e dos professores de apoio ou outros</p><p>profissionais envolvidos é realizado de forma cooperativa, interativa e bem</p><p>definida do ponto de vista de papéis, competência e coordenação;</p><p>e) a organização do espaço e dos aspectos físicos da sala de aula considera a</p><p>funcionalidade, a boa utilização e a otimização desses recursos;</p><p>f) a seleção, a adaptação e a utilização dos recursos materiais, equipamentos e</p><p>mobiliários realizam-se de modo que favoreça a aprendizagem de todos os</p><p>alunos;</p><p>g) a organização do tempo é feita considerando os serviços de apoio ao aluno e</p><p>o respeito ao ritmo próprio de aprendizagem e desempenho de cada um;</p><p>h) a avaliação</p><p>é flexível de modo que considere a diversificação de critérios, de</p><p>instrumentos, procedimentos e leve em conta diferentes situações de ensino</p><p>e aprendizagem e condições individuais dos alunos;</p><p>i) as metodologias, as atividades e procedimentos de ensino são organizados e</p><p>realizados levando-se em conta o nível de compreensão e a motivação dos</p><p>59</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>alunos; os sistemas de comunicação que utilizam, favorecendo a experiência,</p><p>a participação e o estímulo à expressão;</p><p>j) o planejamento é organizado de modo que contenha atividades amplas com</p><p>diferentes níveis de dificuldades e de realização;</p><p>k) as atividades são realizadas de várias formas, com diferentes tipos de</p><p>execução, envolvendo situações individuais e grupais, cooperativamente,</p><p>favorecendo comportamentos de ajuda mútua;</p><p>l) os objetivos são acrescentados, eliminados ou adaptados de modo que</p><p>atenda às peculiaridades individuais e grupais na sala de aula.</p><p>As adaptações no nível da sala de aula visam a tornar possível a real</p><p>participação do aluno e a sua aprendizagem eficiente no ambiente da escola regular.</p><p>Consideram, inclusive, a organização do tempo de modo a incluir as atividades</p><p>destinadas ao atendimento especializado fora do horário normal de aula, muitas</p><p>vezes necessários e indispensáveis ao aluno.</p><p>As modalidades adaptativas, individualizadas focalizam a atuação do</p><p>professor na avaliação e no atendimento do aluno. Compete-lhe o papel principal na</p><p>definição do nível de competência curricular do educando, bem como na</p><p>identificação dos fatores que interferem no seu processo de ensino-aprendizagem.</p><p>As adaptações têm o currículo regular como referência básica, adotam</p><p>formas progressivas de adequá-lo, norteando a organização do trabalho consoante</p><p>com as necessidades do aluno (adaptação processual).</p><p>Alguns aspectos devem ser previamente considerados para se identificar a</p><p>necessidade das adaptações curriculares, em qualquer nível:</p><p>a) a real necessidade dessas adaptações;</p><p>b) a avaliação do nível de competência curricular do aluno, tendo como</p><p>referência o currículo regular;</p><p>c) o respeito ao seu caráter processual, de modo que permita alterações</p><p>constantes e graduais nas tomadas de decisão É importante ressaltar que as</p><p>adaptações curriculares, seja para atender alunos nas classes comuns ou em</p><p>60</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>classes especiais, não se aplicam exclusivamente à escola regular, devendo</p><p>ser utilizadas para os que estudam em escolas especializadas, quando a</p><p>inclusão não for possível.</p><p>Além da classificação, por níveis, as medidas adaptativas podem se</p><p>distinguir em 2 categorias: adaptações de acesso ao currículo e nos elementos</p><p>curriculares.</p><p>As adaptações de acesso ao currículo correspondem ao conjunto de</p><p>modificações nos elementos físicos e materiais do ensino, bem como aos recursos</p><p>pessoais do professor quanto ao seu preparo para trabalhar com os alunos. São</p><p>definidas como alterações ou recursos espaciais, materiais ou de comunicação que</p><p>venham a facilitar os alunos com necessidades educacionais especiais a</p><p>desenvolver o currículo escolar.</p><p>As seguintes medidas constituem adaptações de acesso ao currículo:</p><p>a) criar condições físicas, ambientais e materiais para o aluno na sua unidade</p><p>escolar de atendimento;</p><p>b) propiciar os melhores níveis de comunicação e interação com as pessoas</p><p>com as quais convive na comunidade escolar;</p><p>c) favorecer a participação nas atividades escolares;</p><p>d) propiciar o mobiliário específico necessário;</p><p>e) fornecer ou atuar para a aquisição dos equipamentos e recursos materiais</p><p>específicos necessários;</p><p>f) adaptar materiais de uso comum em sala de aula;</p><p>g) adotar sistemas de comunicação alternativos para os alunos impedidos de</p><p>comunicação oral (no processo de ensino-aprendizagem e na avaliação).</p><p>Sugestões que favorecem o acesso ao currículo:</p><p>a) agrupar os alunos de uma maneira que facilite a realização de atividades em</p><p>grupo e incentive a comunicação e as relações interpessoais;</p><p>b) propiciar ambientes com adequada luminosidade, sonoridade e</p><p>movimentação;</p><p>61</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>c) encorajar, estimular e reforçar a comunicação, a participação, o sucesso, a</p><p>iniciativa e o desempenho do aluno;</p><p>d) adaptar materiais escritos de uso comum: destacar alguns aspectos que</p><p>necessitam ser apreendidos com cores, desenhos, traços; cobrir partes que</p><p>podem desviar a atenção do aluno; incluir desenhos, gráficos que ajudem na</p><p>compreensão; destacar imagens; modificar conteúdos de material escrito de</p><p>modo a torná-lo mais acessível à compreensão, etc.;</p><p>e) providenciar adaptação de instrumentos de avaliação e de ensino-</p><p>aprendizagem;</p><p>f) favorecer o processo comunicativo entre aluno-professor, aluno-aluno, aluno-</p><p>adultos;</p><p>g) providenciar softwares educativos específicos;</p><p>h) despertar a motivação, a atenção e o interesse do aluno;</p><p>i) apoiar o uso dos materiais de ensino-aprendizagem de uso comum;</p><p>j) atuar para eliminar sentimentos de inferioridade, menos valia e Fracasso</p><p>(BRASIL, 1998).</p><p>Resumindo...</p><p>No processo de inclusão de crianças com deficiência, deve-se observar e</p><p>providenciar:</p><p>� Adaptações ambientais como rampas, barras nos corredores, banheiros e</p><p>sala de aula, tipo de piso, sinalização dos ambientes, iluminação e</p><p>posicionamento da criança dentro da sala de aula considerando sua</p><p>possibilidade visual, alertas (sinais) de comunicação sonoros e visuais.</p><p>� Adaptação postural da criança na classe com a adequação da sua cadeira de</p><p>rodas ou carteira escolar e adequações posturais nas atividades das aulas</p><p>complementares ou de lazer.</p><p>62</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� A garantia do processo de ensino-aprendizagem com a confecção ou</p><p>indicação de recursos como planos inclinados; antiderrapantes; lápis</p><p>adaptados, órteses (dispositivo ortopédico de uso externo, usado para alinhar,</p><p>prevenir ou corrigir deformidades e melhorar as funções de partes móveis de</p><p>corpo); pautas ampliadas; cadernos quadriculados; letras emborrachadas;</p><p>textos ampliados; máquina de escrever ou computador; material didático em</p><p>Braille ou gravado em voz; máquina que reproduz mapas em alto relevo</p><p>(mapas táteis) para o ensino da geografia; ábaco (ou soroban) para o ensino</p><p>da matemática; reglete, tipo de régua para escrever em braile; punção, lápis</p><p>ou caneta da pessoa cega, usado com a reglete; máquina braile; lupas; lentes</p><p>de aumento e réguas de leitura; suporte com ilustrações; programas de</p><p>computador leitores de tela, livro falado, gravado ou digitalizado, etc.</p><p>� O recurso alternativo para a comunicação oral com a utilização de pranchas</p><p>de comunicação ou comunicadores;</p><p>� A independência nas atividades de vida diária e de vida prática com</p><p>adaptações simples como argolas para auxiliar a abertura da merendeira ou</p><p>mochila, copos e talheres adaptados para o lanche, etiquetas em braile em</p><p>prateleiras e equipamentos.</p><p>A informática tem se mostrado um recurso de ajuda poderoso. Os livros</p><p>digitais, os leitores de tela, teclados virtuais e simuladores diversos estão disponíveis</p><p>facilitando a vida dos alunos com deficiência</p><p>e atingindo um público cada vez mais</p><p>diverso e numeroso.</p><p>A legislação mais recente tem levado em conta esses avanços tecnológicos</p><p>e tenta garantir a utilização desses recursos, através de regulamentações como o</p><p>decreto n° 5296, assinado às vésperas do Dia Internacional de Luta da Pessoa com</p><p>Deficiência, em 03 de dezembro de 2004. Este decreto veio reafirmar e definir</p><p>objetivamente os direitos da pessoa com deficiência em todos os espaços da vida</p><p>social, dando ênfase aos espaços escolares. Segundo o artigo 24,</p><p>os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade,</p><p>públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de</p><p>todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de</p><p>63</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas,</p><p>auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, áreas de lazer e</p><p>sanitários.</p><p>E ainda, no Capítulo VII sobre Ajudas Técnicas, o artigo 61 estabelece,</p><p>para os fins deste Decreto, consideram-se ajudas técnicas os produtos,</p><p>instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente</p><p>projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de</p><p>deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal,</p><p>total ou assistida.</p><p>Como vimos acima, claramente dispostos em lei, os direitos do aluno</p><p>deveriam garantir o acesso integral à educação, significando ter, à sua disposição, a</p><p>tecnologia necessária para seu desenvolvimento pleno (BARBOSA, 2007).</p><p>64</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>REFERÊNCIAS BÁSICAS</p><p>BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares</p><p>nacionais: Adaptações Curriculares / Secretaria de Educação Fundamental.</p><p>Secretaria de Educação Especial. – Brasília: MEC /SEF/SEESP, 1998.</p><p>SCHIRMER, Carolina M. et al. Atendimento Educacional Especializado:</p><p>deficiência física. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007.</p><p>REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES</p><p>ANDRADA, Mª da G. Paralisia cerebral - O estado da arte no diagnóstico e</p><p>intervenção. Revista Medicina Física e de Reabilitação, 5, fevereiro,1997.</p><p>AZEVEDO, L., FERREIRA, M.; PONTE, M. Inovação curricular na implementação</p><p>de meios alternativos de comunicação em crianças com deficiência</p><p>neuromotora grave. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração</p><p>da Pessoas com Deficiência, 1999.</p><p>AZEVEDO, M. Teses, relatórios e trabalhos escolares. Sugestões para a</p><p>estruturação da escrita, 2 ed. Lisboa: Universidade Católica Editora, 1994.</p><p>BARBOSA, Ana Maria Estela Caetano. A importância da tecnologia Assistiva no</p><p>processo de inclusão escolar (2007). Disponível em: WWW.saci.org.br Acesso</p><p>em: 15 fev. 2012.</p><p>BASIL, C. Os alunos com paralisia cerebral: desenvolvimento e educação. In: COLL,</p><p>César; PALACIOS, Jesús; MARCHESI, Alvaro (orgs.). Desenvolvimento</p><p>Psicológico e Educação: Em Necessidades educativas especiais e aprendizagem</p><p>escolar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda, 1995.</p><p>BATISTA, Cristina Abranches Mota; MANTOAN, Maria Teresa Egler. Educação</p><p>inclusiva: atendimento educacional especializado para a deficiência mental. 2. ed. –</p><p>Brasília: MEC, SEESP, 2006.</p><p>BERSCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Texto complementar distribuído</p><p>em cursos Tecnologia Assistiva. Disponível em www.Assistiva.com.br, RS, 2006.</p><p>BERSCHI, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre: CEDI, 2008.</p><p>BOBATY, B.; BOBATTH, K. Desarollo motor en distintos tipos de parálisis</p><p>cerebral. Buenos Aires: Panamerica, 1976.</p><p>65</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>BRASIL. Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento</p><p>Educacional Especializado Deficiência Física. Brasília: MEC/SEED, 2007.</p><p>BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Portal de ajudas técnicas para</p><p>educação: equipamento e material pedagógico para educação, capacitação e</p><p>recreação da pessoa com deficiência física: recursos pedagógicos adaptados /</p><p>Secretaria de Educação Especial - Brasília: MEC: SEESP, 2002, fascículo 1.</p><p>CAHUZAC, M. El niño com enfermedad motriz de origem cerebral. Buenos Aires:</p><p>Panamerica, 1985.</p><p>CAPOVILLA, F. C., et al. Instrumento computadorizado para exploração de</p><p>habilidades linguísticas e de comunicação simbólica em paralisia cerebral sem</p><p>comprometimento cognitivo. Bliss-Comp v40s. Resumos do I Encontro de</p><p>Técnicas de Exame Psicológico: Ensino, Pesquisa e Aplicações. São Paulo, SP.,</p><p>p.8, 1994.</p><p>CAPOVILLA, F.C. et al. UltrAACtive: Computerized multimedia expert AAC system.</p><p>Proceedings of the VII Biennial Conference of the International Society for</p><p>Augmentative and Alternative Communication.Vancouver, B.C., Canada, pp.</p><p>467-468, 1996.</p><p>CAPOVILLA, F.C.; NUNES, L.R.O.P. Sistemas de comunicação alternativa como</p><p>próteses sensoriais, motoras e cognitivas em paralisia cerebral: Uma</p><p>abordagem de processamento e informação. In: NUNES, L.R.O.P. Favorecendo o</p><p>Desenvolvimento da comunicação em crianças e jovens com necessidades</p><p>educacionais especiais. Rio de Janeiro: Dunya, 2003. p.49-61.</p><p>CHAN, J.B.; IACONO, T. Gesture and Word production in children with down</p><p>Syndrome. Aumentative and alternative Comunication, 2001. p. 73-87.</p><p>CHUN, Regina Yu Shon. Comunicação suplementar e/ou alternativa: abrangência e</p><p>peculiaridades dos termos e conceitos em uso no Brasil. Pró-Fono Revista de</p><p>Atualização Científica. 2009 jan-mar;21(1):69-74.</p><p>DIAS DE SÁ, Elisabete. Material pedagógico e tecnologias Assistivas. Educação</p><p>Inclusiva no Brasil 1. Banco Mundial – Cnotinfor Portugal, 2003.</p><p>KARA-JOSE, N.; TEMPORINI, E.R. Cirurgia de catarata: o porquê dos excluídos.</p><p>Revista Panamericana de Salud Publica, Washington, v.6, n.4, p.242-248, 1999.</p><p>MACEDO, E. C., et al. Adaptando um sistema computadorizado pictográfico para</p><p>comunicação em paralisia cerebral tetra-espástica. Anais da II Jornada</p><p>USPSUCESU- SP de Informática e Telecomunicações. São Paulo, SP, pp. 353-</p><p>361, 1994.</p><p>MACEDO, E. C., et al. Instrumento computadorizado para exploração de</p><p>comunicação pictográfica em paralisia cerebral com comprometimento cognitivo</p><p>leve: PCS-Comp v40s. Resumos do I Encontro de Técnicas de Exame</p><p>Psicológico: Ensino, Pesquisa e Aplicações, São Paulo, SP:, agosto, pp.12, 1994.</p><p>66</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>MANJÓN, D.G.; GIL, J.R.; GARRIDO, A.A. Adaptaciones curriculares – guía para</p><p>su elaboración. Granada-Espanha: Aljibe. Colección: Educación para La diversidad,</p><p>1995.</p><p>MANZINI, Eduardo José. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento</p><p>e material pedagógico especial para educação, capacitação e recreação da pessoa</p><p>com deficiência física: recursos para comunicação alternativa. Brasília: MEC,</p><p>SEESP, 2006.</p><p>NUNES, Clarisse et al. Sistemas de comunicação aumentativa e alternativa</p><p>(2009). Disponível em:</p><p>http://tecnologiasdeapoiocomunicao.blogspot.com/2009/10/tecnologias-de-apoio-</p><p>comunicacao.html Acesso em: 15 fev. 2012.</p><p>NUNES, Leila et al. Sistemas pictográficos de comunicação alternativa para</p><p>portadores de paralisia cerebral. IV Congresso RIBIE, Brasília 1998.</p><p>PASSERINO; Liliana M. Passerino; AVILA; Barbara Gorziza Avila; BEZ;</p><p>Maria</p><p>Rosangela. SCALA: um Sistema de Comunicação Alternativa para o Letramento de</p><p>Pessoas com Autismo. Disponível em: http://capacidad.es/fida2010sica/C-0312.pdf</p><p>Acesso em: 15 fev. 2012.</p><p>PAULA, K. P; NUNES, L. R. A comunicação alternativa no contexto do ensino</p><p>naturalístico. Favorecendo o desenvolvimento da comunicação em crianças e</p><p>jovens com necessidades especiais (PP. 93-109). Rio de Janeiro: Dunya, 2003.</p><p>PELOSI, Miryam Bonádio. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, 2005,</p><p>vol. 13.</p><p>PELOSI, Miryam. Tecnologia Assistiva (2011). Disponível em:</p><p>https://sites.google.com/site/tecnologiaAssistivaufrj/ Acesso em: 15 fev. 2012.</p><p>REILY, L. Sobre como o Sistema Bliss de Comunicação foi introduzido no</p><p>Brasil. In: Nunes LR d'O de P, Pelosi M, Gomes MR (orgs). Um retrato da</p><p>Comunicação Alternativa no Brasil: Relato de Experiências, vol II. Rio de Janeiro: 4</p><p>Pontos Estúdio Gráfico e Papéis; 2007. p. 19-45.</p><p>RIBEIRO, Patrícia. PECS: Um sistema de comunicação alternativa desenvolvido</p><p>especialmente para crianças com Autismo (2010). Disponível em:</p><p>http://palavradefonoaudiologa.blogspot.com/2010/05/o-sistema-pecs.html Acesso</p><p>em: 15 fev. 2012.</p><p>SANTOS, Amélia; SANCHES, Isabel. Práticas de Educação Inclusiva Aprender a</p><p>incluir a criança com paralisia cerebral e sem comunicação verbal no jardim de</p><p>infância (2005). Disponível em:</p><p>xa.yimg.com/.../Inclusão+cças+com+paralisia+cerebral+e+sem+cção+.. Acesso em:</p><p>15 fev. 2012.</p><p>SIMONI, C. A. C; BARANAUSKAS, M. C. C. Pesquisa Qualitativa em Sistemas de</p><p>Informação, Relatório Técnico, IC/Unicamp, Campinas, Brasil, 2003.</p><p>67</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>SOUZA, V.L.V. Recursos alternativos para o desenvolvimento da comunicação.</p><p>In Nunes, L.R. Favorecendo o Desenvolvimento da comunicação em crianças e</p><p>jovens com necessidades educacionais especiais. Rio de Janeiro: Dunya, 2003, p.</p><p>217-233.</p><p>68</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>ANEXOS</p><p>(Legislação)</p><p>Decreto Nº 6.949, de 25 de Agosto de 2009. Disponível em:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm</p><p>Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência</p><p>e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007</p><p>Decreto Nº 5.296 de 02 de dezembro de 2004 - DOU de 03/122004.</p><p>Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm</p><p>Regulamenta as Leis nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de</p><p>atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que</p><p>estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das</p><p>pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras</p><p>providências</p><p>Decreto Nº 3.956, de 08 de outubro de 2001. Disponível em:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto/2001/D3956.htm</p><p>Promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de</p><p>Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência</p><p>ACESSO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA ÀS ESCOLAS E CLASSES</p><p>COMUNS DA REDE REGULAR Cartilha da Procuradoria Federal dos Direitos do</p><p>Cidadão. Brasília, setembro de 2004. Formato PDF: Disponível em:</p><p>www.prgo.mpf.gov.br/cartilha_acesso_deficientes.pdf</p><p>LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira</p><p>de Sinais - Libras e dá outras providências.</p><p>69</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005. Disponível em:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm</p><p>Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua</p><p>Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de</p><p>2000</p><p>LEI Nº 12.319, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010. Regulamenta a profissão de</p><p>Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.</p><p>70</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>ANEXOS</p><p>(SUGESTÃO DE FILMES RELACIONADOS AO CONTEÚDO)</p><p>• Meu pé esquerdo - Christy Brown (Daniel Day-Lewis) é o filho de uma pobre</p><p>família irlandesa. Ele nasce com paralisia cerebral, trazendo sérias</p><p>consequências para os movimentos do seu corpo. Com o único movimento</p><p>que tem, do seu pé esquerdo, Christy consegue se revelar como ótimo</p><p>escritor e pintor. Oscar de Melhor Ator para Daniel Day-Lewis e Atriz</p><p>Coadjuvante para Brenda Fricker.</p><p>• Meu nome é Radio - O deficiente mental Radio (Cuba Gooding Jr.) e o</p><p>treinador de futebol americano Harold Jones (Ed Harris) acabam tornando-se</p><p>amigos, e Harold resolve colocá-lo como ajudante de sua equipe. Porém o</p><p>preconceito dos jogadores poderá fazer com que o que era para ser uma</p><p>nova oportunidade na vida de Radio acabe tornando-se uma dor de cabeça</p><p>para ele e sua família.</p><p>• Código para o inferno - Art Jeffries, um renegado agente do FBI, está</p><p>decidido a combater implacáveis agentes federais para proteger Simon, um</p><p>garoto autista de nove anos que quebrou códigos infecifráveis do governo.</p><p>Ele é capaz de ler o mais avançado código criptografado, de maneira tão</p><p>simples como outras crianças leem histórias em quadrinhos. A habilidade de</p><p>Simon mostrou a vulnerabilidade de um código secreto bilionário,</p><p>especialmente se o menino cair nas mãos dos inimigos dos Estados Unidos.</p><p>Aprendiz de sonhador - A história se passa numa cidadezinha de interior idílica,</p><p>onde vive Gilbert Grape (Johnny Depp), um adolescente aparentemente comum que</p><p>sustenta a família desde a morte do pai. O peso não é para qualquer um: além das</p><p>irmãs excêntricas, do irmão deficiente mental (Leonardo DiCaprio), inclui a mãe</p><p>obesa, que não para de comer desde a morte do marido. Mas a chegada de uma</p><p>jovem forasteira (Juliette Lewis) dará a Gilbert, a possibilidade de pela primeira vez</p><p>fazer suas escolhas.</p><p>É</p><p>conhecer e criar novas alternativas para a comunicação, escrita, mobilidade, leitura,</p><p>brincadeiras, artes, utilização de materiais escolares e pedagógicos, exploração e</p><p>produção de temas através do computador, etc. É envolver o aluno ativamente,</p><p>desafiando-se a experimentar e conhecer, permitindo que construa individual e</p><p>coletivamente novos conhecimentos. É retirar do aluno o papel de espectador e</p><p>atribuir-lhe a função de ator (BRASIL, 2007).</p><p>2.1.1 Categorias da Tecnologia Assistiva</p><p>Citamos as várias categorias de TA, agora vamos falar, mesmo que</p><p>sucintamente sobre cada uma delas, porque o nosso foco é a comunicação</p><p>alternativa.</p><p>7</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>a) Auxílios para a vida diária e vida prática - Materiais e produtos que favorecem</p><p>desempenho autônomo e independente em tarefas rotineiras ou facilitam o cuidado</p><p>de pessoas em situação de dependência de auxílio, nas atividades como se</p><p>alimentar, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais. São</p><p>exemplos os talheres modificados, suportes para utensílios domésticos, roupas</p><p>desenhadas para facilitar o vestir e despir, abotoadores, velcro, recursos para</p><p>transferência, barras de apoio, etc.</p><p>b) CAA - Comunicação Aumentativa e Alternativa - Destinada a atender pessoas</p><p>sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa</p><p>e sua habilidade em falar e/ou escrever. Recursos como as pranchas de</p><p>comunicação, construídas com simbologia gráfica (BLISS, PCS e outros), letras ou</p><p>palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA para expressar suas questões,</p><p>desejos, sentimentos, entendimentos. A alta tecnologia dos vocalizadores (pranchas</p><p>com produção de voz) ou o computador com softwares específicos, garantem</p><p>grande eficiência à função comunicativa.</p><p>c) Recursos de acessibilidade ao computador - Conjunto de hardware e software</p><p>especialmente idealizado para tornar o computador acessível, no sentido de que</p><p>possa ser utilizado por pessoas com privações sensoriais e motoras. São exemplos</p><p>de equipamentos de entrada os teclados modificados, os teclados virtuais com</p><p>varredura, mouses especiais e acionadores diversos, softwares de reconhecimento</p><p>de voz, ponteiras de cabeça por luz, entre outros. Como equipamentos de saída</p><p>podemos citar a síntese de voz, monitores especiais, os softwares leitores de texto</p><p>(OCR), impressoras braile e linha braile.</p><p>d) Sistemas de controle de ambiente - Através de um controle remoto, as pessoas</p><p>com limitações motoras, podem ligar, desligar e ajustar aparelhos eletroeletrônicos</p><p>como a luz, o som, televisores, ventiladores, executar a abertura e fechamento de</p><p>portas e janelas, receber e fazer chamadas telefônicas, acionar sistemas de</p><p>segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e</p><p>arredores. O controle remoto pode ser acionado de forma direta ou indireta e neste</p><p>caso, um sistema de varredura é disparado e a seleção do aparelho, bem como a</p><p>8</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>determinação de que seja ativado, se dará por acionadores (localizados em qualquer</p><p>parte do corpo) que podem ser de pressão, de tração, de sopro, de piscar de olhos,</p><p>por comando de voz etc.</p><p>e) Projetos arquitetônicos para acessibilidade - Projetos de edificação e</p><p>urbanismo que garantem acesso, funcionalidade e mobilidade a todas as pessoas,</p><p>independente de sua condição física e sensorial. Adaptações estruturais e reformas</p><p>na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em</p><p>banheiros, mobiliário, entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas.</p><p>f) Órteses e próteses - Próteses são peças artificiais que substituem partes</p><p>ausentes do corpo. Órteses são colocadas junto a um segmento do corpo,</p><p>garantindo-lhe um melhor posicionamento, estabilização e/ou função. São</p><p>normalmente confeccionadas sob medida e servem no auxílio de mobilidade, de</p><p>funções manuais (escrita, digitação, utilização de talheres, manejo de objetos para</p><p>higiene pessoal), correção postural, entre outros.</p><p>g) Adequação Postural - Ter uma postura estável e confortável é fundamental para</p><p>que se consiga um bom desempenho funcional. Fica difícil a realização de qualquer</p><p>tarefa quando se está inseguro com relação a possíveis quedas ou sentindo</p><p>desconforto. Um projeto de adequação postural diz respeito à seleção de recursos</p><p>que garantam posturas alinhadas, estáveis e com boa distribuição do peso corporal.</p><p>Indivíduos cadeirantes, por passarem grande parte do dia numa mesma posição,</p><p>serão os grandes beneficiados da prescrição de sistemas especiais de assentos e</p><p>encostos que levem em consideração suas medidas, peso e flexibilidade ou</p><p>alterações músculo-esqueléticas existentes. Adequação postural diz respeito a</p><p>recursos que promovam adequações em todas as posturas, deitado, sentado e de</p><p>pé, portanto, as almofadas no leito ou os estabilizadores ortostáticos, entre outros,</p><p>também podem fazer parte deste capítulo da TA.</p><p>h) Auxílios de mobilidade - A mobilidade pode ser auxiliada por bengalas, muletas,</p><p>andadores, carrinhos, cadeiras de rodas manuais ou elétricas, scooters e qualquer</p><p>outro veículo, equipamento ou estratégia utilizada na melhoria da mobilidade</p><p>pessoal.</p><p>9</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>i) Auxílios para cegos ou para pessoas com visão subnormal - Equipamentos</p><p>que visam a independência das pessoas com deficiência visual na realização de</p><p>tarefas como: consultar o relógio, usar calculadora, verificar a temperatura do corpo,</p><p>identificar se as luzes estão acesas ou apagadas, cozinhar, identificar cores e peças</p><p>do vestuário, verificar pressão arterial, identificar chamadas telefônicas, escrever, ter</p><p>mobilidade independente, etc. Inclui também auxílios ópticos, lentes, lupas e</p><p>telelupas; os softwares leitores de tela, leitores de texto, ampliadores de tela; os</p><p>hardwares como as impressoras braile, lupas eletrônicas, linha braile (dispositivo de</p><p>saída do computador com agulhas táteis) e agendas eletrônicas.</p><p>j) Auxílios para pessoas com surdez ou com déficit auditivo - Auxílios que inclui</p><p>vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com</p><p>teclado-teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.</p><p>l) Adaptações em veículos - Acessórios e adaptações que possibilitam uma</p><p>pessoa com deficiência física dirigir um automóvel, facilitadores de embarque e</p><p>desembarque como elevadores para cadeiras de rodas (utilizados nos carros</p><p>particulares ou de transporte coletivo), rampas para cadeiras de rodas, serviços de</p><p>autoescola para pessoas com deficiência (BERSCH, 2008).</p><p>2.2 Comunicação Suplementar Alternativa</p><p>A Comunicação Suplementar e/ou Alternativa (CSA) vem se expandindo no</p><p>Brasil, porém, ainda não se constitui em prática de amplo conhecimento. Na</p><p>literatura internacional, a CSA situa-se como Augmentative and Alternative</p><p>Communication (AAC), porém, não há uma versão brasileira oficial e/ou consagrada.</p><p>Observa-se que a CSA se ampliou além do âmbito de clínicas e instituições</p><p>especializadas, abrangendo Prefeituras Municipais de várias cidades, por meio das</p><p>suas Secretarias de Educação e de Saúde, além do significativo desenvolvimento de</p><p>pesquisas e trabalhos no meio acadêmico1.</p><p>1 Em consequência desse</p><p>crescimento, foram realizados o I Congresso Internacional de Linguagem e</p><p>Comunicação da Pessoa com Deficiência e o I Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa -</p><p>Isaac Brasil (Rio de Janeiro, 2005) e o II Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa (Campinas</p><p>- São Paulo, 2007). O diferencial desses encontros, similarmente ao que ocorre nos eventos</p><p>10</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Como coloca Reily (2007), as instituições especializadas tiveram um papel</p><p>significativo para a produção de conhecimento acerca de metodologias de trabalho</p><p>com pessoas com necessidades especiais e contribuíram para a formação</p><p>complementar dos profissionais. Acrescenta que, diante das atuais políticas de</p><p>inclusão escolar tais instituições se deparam com importante desafio para rever e</p><p>cumprir seus propósitos.</p><p>Considerando-se que os trabalhos pioneiros em CSA no Brasil datam do</p><p>final dos anos de 1970, já se acumula uma significativa experiência nesse campo.</p><p>Contudo, o primeiro fórum nacional sobre terminologia foi realizado somente no II</p><p>Congresso Brasileiro de Comunicação Alternativa - Isaac Brasil em 2007.</p><p>Segundo Manzini (2006), em educação especial, a expressão comunicação</p><p>alternativa e/ou suplementar vem sendo utilizada para designar um conjunto de</p><p>procedimentos técnicos e metodológicos direcionado a pessoas acometidas por</p><p>alguma doença, deficiência, ou alguma outra situação momentânea que impede a</p><p>comunicação com as demais pessoas por meio dos recursos usualmente utilizados,</p><p>mais especificamente a fala.</p><p>Comunicação Suplementar Alternativa (CSA) significa qualquer meio de</p><p>comunicação que suplemente ou substitua os meios usuais de fala ou escrita. O</p><p>objetivo da CSA é tornar o indivíduo com distúrbios de comunicação o mais</p><p>independente e competente possível em suas situações comunicativas, podendo</p><p>ampliar suas oportunidades de interação com outras pessoas, na escola e na</p><p>comunidade em geral.</p><p>Sistemas de Comunicação Suplementar ou Alternativa, também chamados</p><p>de Comunicação Aumentativa e Alternativa (AAC - Augmentative and Alternative</p><p>Communication), possibilitam a integração de símbolos, gestos, recursos,</p><p>estratégias e técnicas para auxiliar a comunicação de indivíduos que apresentam</p><p>deficiência e que são impedidos que a comunicação ocorra de forma natural, como</p><p>dificuldade ou incapacidade para a gesticulação, articulação, emissão de</p><p>internacionais da Isaac, foi a participação de usuários da CSA e de seus familiares. Cabe destacar</p><p>também, a criação do Comitê de CSA no Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de</p><p>Fonoaudiologia no XIV Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia (2006, Salvador - Bahia - Brasil).</p><p>11</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>expressões, movimentos gestuais e coordenação motora fina, impedindo a</p><p>comunicação oral e escrita (CAPOVILLA, 2003; SIMONI, 2003; SOUZA, 2003;</p><p>CHAN, 2001).</p><p>Frisando o conceito...</p><p>No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela Portaria N°</p><p>142, de 16 de novembro de 2006 propõe o seguinte conceito para a tecnologia</p><p>Assistiva: “Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica</p><p>interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas</p><p>e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e</p><p>participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida,</p><p>visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social” (ATA VII</p><p>- Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da</p><p>Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos</p><p>Humanos - Presidência da República).</p><p>Resumindo...</p><p>A Comunicação Alternativa tem como objetivos auxiliar em:</p><p>� Complicações médicas ou de saúde temporárias;</p><p>� Atraso no desenvolvimento da linguagem;</p><p>� Deficiência neuromotora ou condições associadas com o desenvolvimento da</p><p>fala.</p><p>É utilizada por indivíduos que não possuem fala e/ou escrita funcional</p><p>em consequência de:</p><p>� Paralisia cerebral;</p><p>� Deficiência mental;</p><p>� Autismo;</p><p>� Traumatismo crânio-encefálico;</p><p>� Distrofia muscular progressiva;</p><p>� Lesão medular;</p><p>12</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� Deficiência estrutural...</p><p>A CA deve ser introduzida o mais cedo possível:</p><p>� quando um gap2 entre a linguagem receptiva e expressiva começa a se</p><p>apresentar;</p><p>� quando a fala e/ou escrita começa a se distanciar, em relação a fala/escrita</p><p>dos colegas;</p><p>� quando a deficiência motora impede o aprendizado.</p><p>2 Pode ser entendido como um desvio, um erro de percurso comportamental.</p><p>13</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 3 - OS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO</p><p>Na evolução humana, a linguagem destaca-se como o mais importante</p><p>processo, na medida em que constitui elemento crítico não somente para a</p><p>aquisição de outros sistemas simbólicos, como a leitura, a escrita e a matemática,</p><p>mas também para o desenvolvimento de habilidades de relacionamento interpessoal</p><p>(WARREN; KAISER, 1988; SCHUMAKER; SHERMAN, 1978 apud CAPOVILLA,</p><p>1994). Entretanto, estima-se que uma em cada 200 pessoas não desenvolvem</p><p>linguagem oral devido a déficits cognitivos, motores, neurológicos e emocionais.</p><p>Para essas pessoas, sistemas de comunicação alternativa constituem importante</p><p>recurso para a promoção de seu desenvolvimento, como veremos ao longo desta</p><p>unidade (CAPOVILLA, 1994).</p><p>3.1 A comunicação</p><p>A primeira ideia que geralmente se tem do conceito de comunicação é que</p><p>nos comunicamos por palavras e pela fala. Por meio da fala manifestamos</p><p>sensações, sentimentos, trocamos informações, enfim, conhecemos o outro e nos</p><p>deixamos conhecer. Porém, a comunicação entre pessoas é bem mais abrangente</p><p>do que podemos expressar por meio da fala, ou seja, o ser humano possui recursos</p><p>verbais e não verbais que, na interação interpessoal, se misturam e se completam.</p><p>Assim, ao falarmos, podemos, por exemplo, sorrir, demonstrando agrado, concordar</p><p>ou discordar por um simples gesto, como balançar a cabeça, utilizar gestos para</p><p>complementar o que falamos ou, simplesmente, demonstrar interesse ou</p><p>desinteresse por aquilo que está sendo falado.</p><p>No desenvolvimento humano, a linguagem tem um papel de essencial</p><p>constituindo-se num elemento crítico para a aquisição de sistemas simbólicos, como</p><p>14</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>a escrita, leitura e a matemática assim como para desenvolver habilidades de</p><p>relacionamento interpessoal (PASSERINO, AVILA, BEZ; 2010).</p><p>Um complemento importante na comunicação entre duas ou mais pessoas é</p><p>a expressão facial que transmite várias informações e estados emocionais, tais</p><p>como interesse, alegria, tristeza, raiva,</p><p>medo, nojo, entre outros.</p><p>Além das expressões faciais, temos os gestos que são poderosa fonte de</p><p>comunicação. Podemos indicar objetos e pessoas com um simples apontar,</p><p>podemos utilizar gestos sociais com significados, simplesmente acenando, como</p><p>“tchau” ou “oi”.</p><p>Vemos, então, que a comunicação entre pessoas é marcada e</p><p>complementada por vários elementos comunicativos que permitem compreender o</p><p>outro e, também, ser compreendido (MANZINI, 2006).</p><p>A comunicação impacta</p><p>na...</p><p>E proporciona...</p><p>Independência</p><p>Iniciativa</p><p>Produtividade</p><p>Autoestima</p><p>Integração</p><p>Aprendizado</p><p>Melhora da autoestima;</p><p>Maior independência para realização das</p><p>atividades;</p><p>Aumento do poder de decisão;</p><p>Aumento do número de interlocutores;</p><p>Melhor qualidade de vida para o sujeito e</p><p>para seus pares.</p><p>3.2 Distúrbios da comunicação</p><p>Na comunicação não verbal, encontramos ausência de intercâmbios</p><p>corporais expressivos, assim como falta de intercâmbios coloquiais na comunicação</p><p>verbal, com falas não ajustadas no contexto (algumas vezes repetitivas e</p><p>apresentando ecolalia (HOBSON, 1993 apud PASSERINO, AVILA, BEZ; 2010).</p><p>15</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>As dificuldades apresentadas na fala podem ter sua origem em dificuldades</p><p>de dar significado às percepções. Os sujeitos com autismo parecem perceber tudo</p><p>num sentido literal. Pesquisas mostram que as imagens podem ser utilizadas para</p><p>comunicação com autistas e que a linguagem escrita é melhor que a falada para os</p><p>autistas. Como os disléxicos, os autistas podem ter um defeito no hemisfério</p><p>esquerdo (JORDAN; POWEL, 1995 apud PASSERINO, AVILA, BEZ; 2010).</p><p>Sigman e Capps (2000 apud PASSERINO, AVILA, BEZ; 2010) alertam para</p><p>o fato de que embora alguns desenvolvam a linguagem, utilizando as palavras e as</p><p>estruturas gramaticais corretamente, sua fala mostra um déficit na compreensão e</p><p>expressão de intenções e crenças. As crianças com autismo não fazem o mesmo</p><p>tipo de sinais comunicativos pré-verbais que outras crianças, mesmo aquelas com</p><p>deficiência mental. Os sinais produzidos pelas crianças com autismo são</p><p>idiossincráticos e somente são compreendidos pelos seus pais e pessoas que</p><p>convivem de perto com a criança.</p><p>Embora a fala seja a forma de expressão mais utilizada pelo ser humano</p><p>quando pretende comunicar, no caso da Paralisia Cerebral, os indivíduos estão</p><p>impossibilitados de exercerem um controle correto sobre o seu aparelho fonador e</p><p>impedidos de se exprimirem oralmente (SANTOS; SANCHES, 2005).</p><p>Estes indivíduos possuem capacidades e necessidades comunicativas</p><p>idênticas as dos indivíduos falantes, se as lesões que afetam os mecanismos da fala</p><p>não os afetarem do ponto de vista cognitivo e emocional. Nestes casos a fala não</p><p>será a sua forma privilegiada de comunicar, sendo necessário implementar o mais</p><p>cedo possível um sistema aumentativo e alternativo de comunicação.</p><p>A decisão de quando implementar a comunicação aumentativa nem sempre</p><p>foi alvo de concordância entre os teóricos como, por exemplo, Chapman e Miller</p><p>(1980 apud BASIL, 1995) que referem que a aquisição quer da linguagem oral, quer</p><p>de qualquer sistema aumentativo de comunicação, requer o desenvolvimento de</p><p>certas habilidades, que alguns autores situam no estádio V do desenvolvimento</p><p>sensório motor. Neste estádio, a criança tem a capacidade de estabelecer relação</p><p>entre fins e meios, permitindo-nos perceber que há intencionalidade nas ações e na</p><p>comunicação.</p><p>16</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Ferreira, Ponte e Azevedo (1999), ressaltam que esta posição foi muito</p><p>contestada e que atualmente é possível a introdução de estratégias de comunicação</p><p>aumentativa precocemente, visto existirem vários níveis que vão desde as</p><p>estratégias básicas para provocar o desejo de comunicar, até à implementação e ao</p><p>uso de um sistema aumentativo e alternativo com uma linguagem simbólica muito</p><p>elaborada e com recurso a tecnologias, sendo possível expressar capacidades</p><p>comunicativas.</p><p>A criança que vive num ambiente sócio-afetivo estimulante, vê emergir mais</p><p>facilmente modos de comunicação, aprendendo precocemente que existem</p><p>diferentes formas de comunicar, susceptíveis de produzir efeitos diferentes sobre o</p><p>ambiente, até adquirir a linguagem simbólica por forma a aceder a outros níveis de</p><p>desenvolvimento.</p><p>Hollis e Carrier (1978 apud PONTE; AZEVEDO, 1999) consideram a</p><p>comunicação um fenômeno pré-linguístico que antecede o desenvolvimento da</p><p>linguagem, assim qualquer intervenção que vise implementar uma linguagem deve</p><p>começar pelo treino de competências comunicativas.</p><p>Na criança com Paralisia Cerebral apenas pode estar afetada a fala, não</p><p>estando afetada a compreensão e os conceitos linguísticos, mas pode acontecer</p><p>que exista uma deficiência na área da linguagem devido à disfunção cerebral ou</p><p>atraso cognitivo. A implementação de um sistema aumentativo e alternativo de</p><p>comunicação implica sempre que sejam avaliadas as competências comunicativas</p><p>da criança e as suas capacidades simbólicas.</p><p>3.3 Os sistemas de comunicação alternativa</p><p>A literatura sobre comunicação alternativa tem apontado para uma série de</p><p>sistemas de símbolos que permitem a comunicação de pessoas que não produzem</p><p>linguagem oral. Os mais conhecidos são: o Sistema de Símbolos Bliss (Bliss, 1965;</p><p>Hehner, 1980 apud NUNES et al, 1998), o Pictogram Ideogram Communication</p><p>System - PIC (Maharaj, 1980 apud NUNES et al, 1998) e o Picture Communication</p><p>Symbols - PCS (Johnson, 1981, 1985 apud NUNES et al, 1998).</p><p>17</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Estes sistemas têm sido tradicionalmente utilizados por portadores de</p><p>deficiência sob a forma de pranchas de madeira, contendo de 50 a 300 símbolos,</p><p>acopladas às cadeiras de rodas. Mais recentemente, esses sistemas ganharam</p><p>versões computadorizadas (CAPOVILLA et al, 1994; MACEDo et al, 1994) e outros</p><p>sistemas originais foram construídos – como o ImagoAnaVox (CAPOVILLA, et al</p><p>1996). O ImagoAnaVox emprega também recursos avançados de multimídia. Neste</p><p>sistema são conciliadas a comunicação icônica vocálica obtida pelos 5000 filmes,</p><p>fotos e respectivos vocábulos e palavras escritas com a comunicação silábico-</p><p>vocálica obtida pelas 1800 sílabas e respectivos vocábulos.</p><p>Esses sistemas computadorizados apresentam determinadas características</p><p>que os tornam mais adaptados às necessidades específicas dos usuários, facilitando</p><p>o processo de comunicação destes com seu ambiente social. Enquanto a prancha</p><p>tradicional, em função de suas dimensões, pode acomodar um número limitado de</p><p>símbolos, o sistema de telas desdobráveis do programa permite o acesso a um</p><p>universo de símbolos cinco a seis vezes maior que a prancha.</p><p>No programa, são apresentados inicialmente ícones ou figuras</p><p>representando classes semânticas, os quais uma vez acionados se multiplicam em</p><p>telas exibidas sequencialmente. A apresentação completa e sonora de cada</p><p>sentença elaborada pelo portador de deficiência é outra vantagem dos sistemas</p><p>computadorizados. Além disso, adaptações especiais, como tela sensível ao toque,</p><p>ou ao sopro, detector de ruídos, mouse alavancado à parte do corpo que possui</p><p>movimento voluntário e varredura automática dos itens em velocidade ajustável,</p><p>permitem seu uso por virtualmente todo portador de paralisia cerebral qualquer que</p><p>seja o grau de seu comprometimento</p><p>motor (CAPOVILLA et al, 1994).</p><p>Uma das questões críticas que surgem no processo de escolha do sistema</p><p>de comunicação mais adequado para cada sujeito envolve o grau de iconicidade dos</p><p>símbolos usados nos sistemas. Iconicidade refere-se ao grau de semelhança entre a</p><p>aparência física de um signo e a aparência do objeto, ação, característica, etc. que</p><p>ele representa (Harrell, Bowers & Bacal, 1973; Olansky & Bonvillian, 1984 apud</p><p>NUNES et al, 1998).</p><p>18</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Em um estudo experimental destinado a avaliar o grau de translucência dos</p><p>símbolos dos quatro sistemas acima referidos, Macedo et al (1994) revelaram que</p><p>para PIC, PCS e ImagoVox, a ordem decrescente de pontuação foi: substantivo,</p><p>verbo e adjetivo; e para Bliss: verbo, substantivo e adjetivo. Na média geral, os</p><p>sistemas mais translúcidos foram, em ordem decrescente, ImagoVox, PCS, PIC e</p><p>Bliss; as categorias mais translúcidas foram, em ordem decrescente: substantivos,</p><p>verbos e adjetivos e advérbios (NUNES et al, 1998).</p><p>Discorreremos um pouco sobre outros sistemas de comunicação, mas de</p><p>antemão sugerimos aprofundamento no conteúdo, o que pode se dar pelas</p><p>referências bibliográficas disponíveis ao final da apostila.</p><p>3.3.1 Sistema BLISS</p><p>Charles Bliss nasceu perto da fronteira Russa com a Áustria e sentiu, muitas</p><p>vezes, os problemas criados por línguas diferentes, o que o fez sentir-se motivado</p><p>para criar uma língua universal que pudesse vencer algumas das barreiras culturais</p><p>e incompreensões sobre as nações. A essa língua ou sistema alternativo de</p><p>comunicação, que tem por base a utilização de símbolos, dá-se o nome de Sistema</p><p>Bliss.</p><p>A ideia deste sistema foi finalmente concebida durante a 2ª guerra mundial</p><p>quando, estando refugiado na China, teve a noção de que os Chineses, embora</p><p>pudessem ter dificuldades em compreender os diversos dialetos, não tinham</p><p>dificuldades quando liam, porque a sua escrita era baseada num conceito</p><p>padronizado de símbolos relacionados. Foi então que Charles Bliss sentiu que a</p><p>criação de um sistema gráfico baseado mais no significado do que nos sons era a</p><p>resposta. Em 1949, depois de vários anos de pesquisa, foi publicada a 1ª edição do</p><p>seu livro “Semantografia”.</p><p>Em 1971, alguns Psicólogos e Terapeutas da Fala canadenses, ao</p><p>procurarem uma linguagem que ajudasse as crianças com paralisia cerebral e sem</p><p>fala, afásicos e débeis mentais, começaram a aplicar o sistema de Charles Bliss</p><p>19</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>como Sistema de Comunicação Aumentativa no Ontário Chppled Children's Cenfer,</p><p>em Toronto – Canadá.</p><p>Este sistema é constituído por um determinado número de formas básicas</p><p>que combinadas entre si originaram cerca de 2500 símbolos Bliss. A natureza</p><p>pictográfica e ideográfica dos muitos símbolos torna-os fáceis de apreender e fixar.</p><p>Isto faz com que este sistema seja considerado adequado a indivíduos que, embora</p><p>não estejam bem preparados na ortografia tradicional, têm potencial para aprender e</p><p>desenvolver um vasto vocabulário, através de operações combinatórias das formas</p><p>básicas. O Sistema Bliss pode ser utilizado como principal Sistema de Comunicação</p><p>para muitas pessoas não falantes. Os símbolos podem representar pessoas,</p><p>objetos, ações, sentimentos, ideias e relações espaço-temporais.</p><p>O Bliss é um dos sistemas de comunicação aumentativa e alternativa que se</p><p>usa com algumas pessoas sem linguagem oral, desde que estas revelem</p><p>capacidades cognitivas e visuais para conseguir compreendê-los. Abaixo temos</p><p>exemplos dos diversos tipos de símbolos.</p><p>O sistema Bliss possui algumas divisões: podem ser compostos</p><p>sobrepostos, compostos sequenciados, pictográficos, ideográficos, etc.</p><p>Sistemas compostos sobrepostos: os símbolos são colocados por cima de outros,</p><p>em que o conjunto é que corresponde ao significado.</p><p>20</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Vestuário = tecido + proteção garagem = casa + carro</p><p>Sistema composto sequenciado: elementos simbólicos colocados uns ao lado dos</p><p>outros, em que o significado do conjunto corresponde ao conjunto de significados</p><p>dos elementos.</p><p>Quanto ao tipo de símbolo podem se dividir em pictográficos (semelhantes</p><p>ao objeto) e ideográficos (abstratos, sugerem conceitos); mistos (símbolos de</p><p>dupla classificação, tanto ideográfico quanto pictográfico), arbitrários (símbolos</p><p>criados por Bliss, internacionalmente convencionados).</p><p>Pictográficos</p><p>Ideográficos</p><p>21</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>Mistos</p><p>Arbitrários</p><p>Segundo Nunes (2010), são determinantes do significado do símbolo:</p><p>1. Configuração</p><p>2. Tamanho</p><p>3. Localização</p><p>22</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>4. A distância</p><p>5. O tamanho do ângulo</p><p>6. A orientação ou direção</p><p>7. O indicador</p><p>23</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>8. Os números</p><p>9. A referência posicional.</p><p>São potenciais utilizadores do Sistema BLISS:</p><p>� Indivíduos com deficiências motoras;</p><p>� Indivíduos com atrasos de desenvolvimento médio ou severo;</p><p>� Indivíduos com deficiência múltipla;</p><p>� Indivíduos surdos;</p><p>� Indivíduos com afasias de adultos;</p><p>� Indivíduos que embora não estejam bem preparados na ortografia tradicional,</p><p>têm potencial para aprender e desenvolver o vocabulário.</p><p>Vantagens e desvantagens do uso do BLISS:</p><p>Vantagens Desvantagens</p><p>Reforça as capacidades de leitura,</p><p>uma vez que utiliza símbolos tal</p><p>como a ortografia tradicional;</p><p>A natureza pictográfica e</p><p>ideográfica dos símbolos são</p><p>fáceis de apreender e fixar.</p><p>Limita os utilizadores, na medida em que exige um perfil</p><p>de capacidades (boa capacidade de discriminação visual,</p><p>capacidades cognitivas, boa ou moderada compreensão</p><p>auditiva e boas capacidades visuais);</p><p>Boa capacidade de discriminação visual para conseguir</p><p>distinguir pequenas diferenças em características como o</p><p>tamanho, a configuração e a orientação dos símbolos;</p><p>Capacidades cognitivas ao último nível pré-operatório ou</p><p>ao nível das primeiras operações concretas;</p><p>Para pessoas com afasia é necessária boa ou moderada</p><p>compreensão auditiva e boas capacidades visuais.</p><p>24</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>3.3.2 O sistema pictográfico</p><p>Um dos sistemas gráficos mais usados na comunicação com e por pessoas</p><p>que não usam a fala para comunicar é o “Sistema Pictográfico para a Comunicação”</p><p>(SPC) criado por Mayer-Johnson.</p><p>Além de utilizados em tabelas de comunicação e digitalizadores de fala,</p><p>pode ser utilizado</p><p>para adaptar canções, histórias, etc.</p><p>3.3.3 O sistema SCALA e PECS para autistas</p><p>O SCALA é um software de comunicação alternativa que visa, dentre outros</p><p>públicos, os autistas.</p><p>Visa desenvolver a oralidade e letramento de pessoas com autismo a partir</p><p>da construção de pranchas de comunicação e histórias em quadrinho. As pranchas</p><p>dispõem de recursos de áudio e animação de seus símbolos, além do</p><p>acompanhamento de legendas junto a cada símbolo gráfico.</p><p>As histórias contam ainda com recursos de edição de personagens para que</p><p>o autista possa se identificar com mais facilidade em suas histórias, bem como</p><p>trabalhar as expressões faciais que denotam estados de humor, dificilmente</p><p>identificáveis por pessoas com autismo.</p><p>Os sistemas podem não somente garantir um modo de comunicação efetivo,</p><p>como também favorecer o desenvolvimento e uso da linguagem, sendo amplamente</p><p>utilizados com pacientes que não adquiriram a fala ou a perderam devido algum</p><p>acidente neurológico.</p><p>“The Picture Exchange Communication System” (PECS) é um dos diversos</p><p>sistemas de CSA. Desenvolvido em 1985 por Lory Frost e Andy Bondy nos Estados</p><p>Unidos, o programa é destinado às crianças portadoras de transtorno autístico ou</p><p>quaisquer outros transtornos relacionadas à comunicação e interação social -</p><p>aquelas crianças que apresentam fala não funcional, ou seja, sabem falar, mas não</p><p>utilizam a fala como forma de comunicação.</p><p>25</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>O programa PECS (sistema de comunicação pela troca de figuras) segue</p><p>um protocolo de treinamento baseado nos princípios da linha “Análise do</p><p>Comportamento Aplicada” – também conhecida com “Terapia ABA”, em referência</p><p>ao termo em inglês Applied Behaviour Annalysis. Seguindo uma metodologia</p><p>padronizada e relacionada com o típico desenvolvimento da linguagem, o programa</p><p>utiliza as seguintes estratégias: distinção de comportamentos, reforço, correção do</p><p>erro e generalização. O primeiro objetivo é ensinar a criança “como” se comunicar e</p><p>depois apresentar “regras” para tanto. Crianças utilizando PECS aprendem</p><p>inicialmente a comunicar com apenas uma figura, mas depois aprendem a combiná-</p><p>las, formando estruturas gramaticais, relações semânticas e funções comunicativas</p><p>(RIBEIRO, 2010).</p><p>3.3.4 Sistema aumentativo e alternativo</p><p>O Sistema Aumentativo e Alternativo (SPC) foi concebido em 1981 por uma</p><p>terapeuta da fala, Roxana Mayer Jonhson, que ao verificar que havia indivíduos com</p><p>dificuldades com o sistema Bliss, sentiu a necessidade de criar um sistema que</p><p>pelas suas característica pudesse ser facilmente aprendido por estes indivíduos.</p><p>Os símbolos do SPC são iconográficos, desenhados a preto sobre fundo</p><p>branco, na parte superior do símbolo está escrito o seu significado para que seja</p><p>facilmente e perceptível por pessoas que não conheçam o sistema. Os símbolos</p><p>foram desenhados com o objetivo de:</p><p>• serem facilmente apreendidos;</p><p>• serem apropriados para todos os níveis etários;</p><p>• serem facilmente diferenciados uns dos outros;</p><p>• simbolizarem as palavras e atos mais comuns usados na comunicação diária;</p><p>• serem agrupados em seis categorias gramaticais;</p><p>• possíveis de reproduzir em fotocopiadora.</p><p>O sistema é composto por 3200 símbolos agrupados em seis categorias</p><p>gramaticais. A divisão em categorias relaciona-se com o fato de ser adequado à</p><p>26</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>construção de frases simples. As categorias são: pessoas, verbos, adjetivos,</p><p>substantivos, diversos e sociais, sendo recomendado o sistema de cores da chave</p><p>de Fitzgerald. Esta chave foi usada em 1926 por uma professora de surdos, com o</p><p>objetivo de ensinar os princípios linguísticos e a estrutura da frase a crianças surdas.</p><p>Deste modo, as crianças aprendiam a analisar as relações funcionais dos</p><p>elementos de uma frase e a compreender como a ordenação das palavras na frase</p><p>afeta o significado desta. À categoria pessoas corresponde a cor amarelo, à</p><p>categoria verbos a cor verde, à categoria substantivos a cor laranja, à categoria</p><p>adjetivos a cor azul, à categoria diversos a cor branca, à categoria sociais a cor rosa.</p><p>Pensa-se que o uso desta chave para além da consistência no seu uso, facilitará a</p><p>combinação com outros sistemas.</p><p>O SPC pode ser utilizado tanto por pessoas cujas necessidades</p><p>comunicativas estejam limitadas à necessidade de um vocabulário limitado e a uma</p><p>estruturação frásica simples, como a indivíduos que necessitam de utilizar um</p><p>vocabulário mais vasto e tem possibilidades de estruturar frases com maior grau de</p><p>complexidade.</p><p>No caso de crianças que usam estes sistemas, as atividades devem ser</p><p>adaptadas e organizadas de modo a facilitarem a participação ativa das crianças nas</p><p>atividades, promovendo o processo de aprendizagem e de socialização (SANTOS;</p><p>SANCHEZ, 2005).</p><p>3.3.5 Braille</p><p>O surgimento do sistema Braille abriu novas portas para a comunicação,</p><p>educação e cultura de pessoas portadoras de deficiência visual. Foi inventado na</p><p>França por Louis Braille, jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o</p><p>marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes</p><p>visuais na sociedade.</p><p>No sistema de escrita e, principalmente, de leitura Braille, através de um</p><p>método lógico de pontos em relevo, distribuídos em duas colunas de três pontos</p><p>para cada símbolo ou letra, uma pessoa cega pode, através do tato das pontas de</p><p>27</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>seus dedos, ler o que, com um aparelho especial denominado reglete e uma pulsão,</p><p>“desenhou” anteriormente.</p><p>As Imprensas Braille produzem os seus livros utilizando máquinas</p><p>estereótipas, semelhantes às máquinas especiais de datilografia, sendo, porém,</p><p>elétricas. Essas máquinas permitem escrita do Braille em matrizes de metal. Essa</p><p>escrita é feita dos dois lados da matriz, permitindo a impressão do Braille nas duas</p><p>faces do papel. Esse é o Braille interpontado: os pontos são dispostos de tal forma</p><p>que impressos de um lado não coincidam com os pontos da outra face, permitindo</p><p>uma leitura corrente, um aproveitamento melhor do papel, reduzindo o volume dos</p><p>livros transcritos no sistema Braille.</p><p>Nos últimos tempos, tanto a informática como o Braille, entraram na vida das</p><p>pessoas cegas como um excelente e justo meio de integração social, abrindo um</p><p>horizonte infinito de informação, educação, cultura, mercado de trabalho e</p><p>comunicação. Com os editores de texto, ledores de tela e sintetizadores de voz</p><p>conjugados, os portadores de deficiência visual podem trocar e-mails com pessoas</p><p>de qualquer parte do mundo, ler com total independência qualquer jornal</p><p>internacional ou brasileiro, livros digitalizados, listas de discussão e jogos de</p><p>entretenimento. Hoje em dia, apesar de todas as dificuldades que os deficientes</p><p>ainda enfrentam, a tecnologia torna um indivíduo cego muito mais habilitado a</p><p>tarefas antes impossíveis.</p><p>O Sistema é constituído por 63 sinais, obtidos pela combinação metódica de</p><p>seis pontos, como dito inicialmente que, na sua forma fundamental, se agrupam em</p><p>duas filas verticais e justapostas de três pontos cada. Estes sinais não excedem o</p><p>campo táctil e podem ser identificados com rapidez, pois, pela sua forma, adaptam-</p><p>se exatamente à polpa do dedo.</p><p>Na leitura, qualquer letra ou sinal braille é apreendido em todas as suas</p><p>partes ao mesmo</p><p>tempo, sem que o dedo tenha que ziguezaguear para cima e para</p><p>baixo. Nos leitores experimentados, o único movimento que se observa é da</p><p>esquerda para a direita, ao longo das linhas. Não somente a mão direita corre com</p><p>agilidade sobre as linhas, mas também a mão esquerda toma parte ativa na</p><p>interpretação dos sinais. Em alguns leitores a mão esquerda avança até mais ou</p><p>28</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>menos metade da linha, proporcionando assim um notável aumento de velocidade</p><p>na leitura.</p><p>Abaixo temos representado os símbolos do Sistema Braille:</p><p>29</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>3.3.6 Libras – Língua Brasileira de Sinais</p><p>As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas.</p><p>Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente</p><p>mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São</p><p>línguas com estruturas gramaticais próprias.</p><p>Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são</p><p>compostas pelos níveis linguísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o</p><p>semântico.</p><p>O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas</p><p>são denominados sinais nas línguas de sinais. O que diferencia as Línguas de</p><p>Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial.</p><p>Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá</p><p>aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc.</p><p>Curiosidades e informações técnicas:</p><p>� A LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) tem sua origem na Língua de Sinais</p><p>Francesa;</p><p>� As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria</p><p>língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer</p><p>outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para</p><p>região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua;</p><p>� Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das</p><p>mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas</p><p>línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que</p><p>formarão os sinais:</p><p>- Configuração das mãos – são formas das mãos que podem ser da</p><p>datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão</p><p>direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos.</p><p>30</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>- Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE, por exemplo, possuem a</p><p>mesma configuração de mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é</p><p>produzida em um ponto diferente no corpo.</p><p>- Ponto de articulação – é o lugar onde incide a mão predominante</p><p>configurada, ou seja, local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo</p><p>ou estar em um espaço neutro.</p><p>- Movimento – os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os</p><p>sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR</p><p>possuem movimento.</p><p>- Expressão facial e/ou corporal – as expressões faciais/corporais são de</p><p>fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação</p><p>em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.</p><p>- Orientação/Direção – os sinais têm uma direção com relação aos</p><p>parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à</p><p>direcionalidade.</p><p>� Convenções da LIBRAS:</p><p>- A grafia – os sinais em LIBRAS, para simplificação, serão representados na</p><p>Língua Portuguesa em letra maiúscula. Ex.: CASA, INSTRUTOR.</p><p>- A datilologia (alfabeto manual) – usada para expressar nomes de pessoas,</p><p>lugares e outras palavras que não possuem sinal, estará representada pelas</p><p>palavras separadas por hífen. Ex.: M-A-R-I-A, H-I-P-Ó-T-E-S-E.</p><p>- Os verbos – serão apresentados no infinitivo. Todas as concordâncias e</p><p>conjugações são feitas no espaço. Ex.: EU QUERER CURSO.</p><p>- As frases – obedecerão à estrutura da LIBRAS, e não à do Português. Ex.:</p><p>VOCÊ GOSTAR CURSO? (Você gosta do curso?)</p><p>- Os pronomes pessoais – serão representados pelo sistema de apontação.</p><p>Apontar em LIBRAS é culturalmente e gramaticalmente aceito.</p><p>31</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>É importante saber que para conversar em LIBRAS, não basta apenas</p><p>conhecer os sinais de forma solta, sendo necessário conhecer a sua estrutura</p><p>gramatical, combinando-se em frases (www.libras.org.br).</p><p>São elementos importantes na educação do aluno surdo:</p><p>� falar de forma clara, espontânea e em tom normal para o aluno surdo, pois</p><p>desta forma o estudante não perderia o campo visual de fala do orador;</p><p>� atentar para alternativas diferenciadas no estabelecimento da comunicação,</p><p>tais como: valorizar a expressão facial e corporal, articular corretamente as</p><p>palavras, usar vocabulário compreensível (para a maioria dos alunos surdos</p><p>que têm dificuldades na língua portuguesa) bem como materiais e recursos</p><p>visuais variados (mapas, gráficos, tabelas, legenda, etc.);</p><p>� exigir intérprete de LIBRAS, se assim se fizer necessário e solicitado, etc;</p><p>� escrever de maneira visível, legível e de fácil localização no quadro-negro ou</p><p>fixar em murais recados e avisos sobre trabalhos, provas, aulas práticas,</p><p>laboratoriais, mudanças de horários de atividades programadas;</p><p>� deixar à disposição material para fotocopiar ou indicar referências</p><p>bibliográficas completas (livro, autor e editora);</p><p>� cuidar quanto à verificação e preferência de legendas nas programações com</p><p>vídeo;</p><p>� disponibilizar materiais e equipamentos específicos como: prótese auditiva,</p><p>treinadores de fala, softwares específicos, etc;</p><p>� observar se o espaço físico apresenta dificuldades como: muita luminosidade</p><p>com reflexão solar ou pouca luminosidade, excesso de barulho externo e/ou</p><p>interno ao ambiente, salas e/ou auditórios muito amplos, interferindo com a</p><p>inflexão do próprio som da fala do professor, distância entre o púlpito do</p><p>professor e os alunos, etc. (DIAS DE SÁ, 2003).</p><p>32</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>UNIDADE 4 - ATENDIMENTO EDUCACIONAL</p><p>ESPECIALIZADO</p><p>Se partirmos do entendimento que a escola comum tem como compromisso</p><p>difundir o saber universal, fará parte desse compromisso, lidar com o que há de</p><p>particular na construção desse conhecimento para alcançar o seu objetivo. Mas</p><p>ainda assim, conforme entendimento de Batista e Mantoan (2006), a escola terá</p><p>limitações naturais para tratar com o que há de subjetivo nessa construção com</p><p>alunos com deficiência, principalmente com a deficiência mental. Esse fato aponta e</p><p>demonstra a necessidade de existir um espaço para esse fim, que não seja</p><p>eminentemente clínico e que resguarde uma característica tipicamente educacional,</p><p>ou seja, um atendimento educacional especializado.</p><p>Para esse fim, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos</p><p>portadores de deficiência está previsto na Constituição de 1988, mais</p><p>especificamente no art. 208, determinando que esse atendimento ocorra,</p><p>preferencialmente, na rede regular de ensino.</p><p>É importante esclarecer que:</p><p>a) esse</p><p>atendimento refere-se ao que é necessariamente diferente da</p><p>educação em escolas comuns e que é necessário para melhor atender às</p><p>especificidades dos alunos com deficiência, complementando a educação escolar e</p><p>devendo estar disponível em todos os níveis de ensino;</p><p>b) é um direito de todos os alunos com deficiência que necessitarem dessa</p><p>complementação e precisa ser aceito por seus pais ou responsáveis e/ou pelo</p><p>próprio aluno;</p><p>c) o “preferencialmente” na rede regular de ensino significa que esse</p><p>atendimento deve acontecer prioritariamente nas unidades escolares, sejam elas</p><p>33</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>comuns ou especiais, devidamente autorizadas e regidas pela nossa lei educacional.</p><p>A Constituição admite ainda que o atendimento educacional especializado pode ser</p><p>oferecido fora da rede regular de ensino, já que é um complemento e não um</p><p>substitutivo do ensino ministrado na escola comum para todos os alunos;</p><p>d) o atendimento educacional especializado deve ser oferecido em horários</p><p>distintos das aulas das escolas comuns, com outros objetivos, metas e</p><p>procedimentos educacionais.</p><p>e) as ações do atendimento educacional são definidas conforme o tipo de</p><p>deficiência que se propõe a atender. Como exemplo, para os alunos com deficiência</p><p>auditiva o ensino da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, de Português, como</p><p>segunda língua, ou para os alunos cegos, o ensino do código “Braille”, de mobilidade</p><p>e locomoção, ou o uso de recursos de informática, e outros;</p><p>f) os professores que atuam no atendimento educacional especializado,</p><p>além da formação básica em Pedagogia, devem ter uma formação específica para</p><p>atuar com a deficiência a que se propõe a atender. Assim como o AEE, os</p><p>professores não substituem as funções do professor responsável pela sala de aula</p><p>das escolas comuns que têm alunos com deficiência incluídos (BRASIL, 2006).</p><p>Segundo Batista e Mantoan (2006), é preciso conhecer profundamente a</p><p>deficiência mental para não se confundir os problemas de ensino e de aprendizagem</p><p>causados pela deficiência com o que é barreira para o aproveitamento escolar de</p><p>todo e qualquer aluno.</p><p>Nesse contexto, o AEE decorre de uma nova visão da Educação Especial,</p><p>sustentada legalmente e é uma das condições para o sucesso da inclusão escolar</p><p>dos alunos com deficiência. Esse atendimento existe para que os alunos possam</p><p>aprender o que é diferente do currículo do ensino comum e que é necessário para</p><p>que possam ultrapassar as barreiras impostas pela deficiência.</p><p>As barreiras da deficiência mental diferem muito das barreiras encontradas</p><p>nas demais deficiências. Trata-se de barreiras referentes à maneira de lidar com o</p><p>saber em geral, o que reflete preponderantemente na construção do conhecimento</p><p>escolar. Por esse motivo, a educação especializada, realizada nos moldes do</p><p>treinamento e da adaptação, reforça a condição de deficiente desse aluno. Essas</p><p>34</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>formas de intervenção mantêm o aluno em um nível de compreensão que é muito</p><p>primitivo e que a pessoa com deficiência mental tem dificuldade de ultrapassar – nas</p><p>chamadas regulações automáticas, de Piaget.</p><p>É necessário que se estimule o aluno com deficiência mental a progredir nos</p><p>níveis de compreensão, criando novos meios para se adequarem às novas</p><p>situações, ou melhor, desafiando-o a realizar regulações ativas. Assim sendo, o</p><p>aluno com deficiência mental precisa adquirir, através do atendimento educacional</p><p>especializado, condições de passar de um tipo de ação automática e mecânica</p><p>diante de uma situação de aprendizado/experiência para um outro tipo, que lhe</p><p>possibilite selecionar e optar por meios mais convenientes de atuar intelectualmente.</p><p>O atendimento educacional para tais alunos deve, portanto, privilegiar o</p><p>desenvolvimento e a superação daquilo que lhe é limitado, exatamente como</p><p>acontece com as demais deficiências, como exemplo: para o cego, a possibilidade</p><p>de ler pelo Braille, para o surdo a forma mais conveniente de se comunicar e para a</p><p>pessoa com deficiência física, o modo mais adequado de se orientar e se locomover.</p><p>Para a pessoa com deficiência mental, a acessibilidade não depende de suportes</p><p>externos ao sujeito, mas tem a ver com a saída de uma posição passiva e</p><p>automatizada diante da aprendizagem para o acesso e apropriação ativa do próprio</p><p>saber.</p><p>De fato, continuam Batista e Mantoan (2006), a pessoa com deficiência</p><p>mental encontra inúmeras barreiras nas interações que realiza com o meio para</p><p>assimilar, desde os componentes físicos do objeto de conhecimento, como por</p><p>exemplo, o reconhecimento e a identificação da cor, forma, textura, tamanho e</p><p>outras características que ele precisa retirar diretamente desse objeto. Isso ocorre</p><p>porque são pessoas que apresentam prejuízos no funcionamento, na estruturação e</p><p>na re-elaboração do conhecimento.</p><p>Exatamente por isso, não adianta propor atividades que insistem na</p><p>repetição pura e simples de noções de cor, forma, etc., para que a partir desse</p><p>suposto aprendizado o aluno consiga dominar essas noções e as demais</p><p>propriedades físicas dos objetos, e ainda possa transpô-las para um outro contexto.</p><p>A criança sem deficiência mental consegue espontaneamente retirar informações do</p><p>35</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>objeto e construir conceitos, progressivamente. Já a criança com deficiência mental</p><p>precisa de outra atenção, ou seja, de exercitar sua atividade cognitiva, de modo que</p><p>consiga o mesmo, ou uma aproximação do mesmo.</p><p>Esse exercício implica em trabalhar a abstração por meio da projeção das</p><p>ações práticas em pensamento. A passagem das ações práticas e a coordenação</p><p>dessas ações em pensamento são partes de um processo cognitivo que é natural</p><p>para aqueles que não têm deficiência mental. E para aqueles que têm uma</p><p>deficiência mental, essa passagem deve ser estimulada e provocada, de modo que</p><p>o conhecimento possa se tornar consciente e interiorizado. O esquema abaixo ilustra</p><p>esse processo de construção mental do conhecimento, desenvolvido pela teoria</p><p>piagetiana.</p><p>Fonte: Brasil (2007, p. 19)</p><p>O AEE para as pessoas com deficiência mental está centrado na dimensão</p><p>subjetiva do processo de conhecimento, complementando o conhecimento</p><p>acadêmico e o ensino coletivo que caracterizam a escola comum. O conhecimento</p><p>acadêmico exige o domínio de um determinado conteúdo curricular; o atendimento</p><p>educacional, por sua vez, refere-se à forma pela qual o aluno trata todo e qualquer</p><p>conteúdo que lhe é apresentado e como consegue significá-lo, ou seja, compreendê-</p><p>lo.</p><p>36</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>É importante esclarecer que o AEE não é ensino particular, nem reforço</p><p>escolar. Ele pode ser realizado em grupos, porém deve atentar para as formas</p><p>específicas de cada aluno se relacionar com o saber. Isso também não implica em</p><p>atender a esses alunos, formando grupos homogêneos com o mesmo tipo de</p><p>problema (patologias) e/ou desenvolvimento.</p><p>Pelo contrário, os grupos devem se constituir obrigatoriamente por alunos da</p><p>mesma faixa etária e em vários níveis do processo de conhecimento. Alunos com</p><p>Síndrome de Down, por</p><p>exemplo, poderão compartilhar esse atendimento com seus</p><p>colegas autistas, com outras síndromes, sequelas de paralisia cerebral e ainda</p><p>outros com ou sem uma causa orgânica esclarecida de sua deficiência e com</p><p>diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento (BRASIL, 2007).</p><p>O atendimento educacional especializado para o aluno com deficiência</p><p>mental deve permitir que esse aluno saia de uma posição de “não saber”, ou de</p><p>“recusa de saber” para se apropriar de um saber que lhe é próprio, ou melhor, que</p><p>ele tem consciência de que o construiu.</p><p>A inibição, definida na teoria freudiana, ou a “posição débil” enunciada por</p><p>Lacan provocam atitudes particulares diante do saber, influenciando a pessoa na</p><p>aquisição do conhecimento acadêmico. É importante ressaltar que o saber da</p><p>Psicanálise é o “saber inconsciente”, relativo à verdade do sujeito. Em outras</p><p>palavras, trata-se de um processo inconsciente e o que o sujeito recusa saber sobre</p><p>a própria incompletude, tanto dele, quanto do outro. O aluno com deficiência mental,</p><p>nessa posição de recusa e de negação do saber, fica passivo e dependente do outro</p><p>(do seu professor, por exemplo), ao qual outorga o poder de todo o saber. Se o</p><p>professor assume o lugar daquele que sabe tudo e oferece todas as respostas para</p><p>seus alunos, o que é muito comum nas escolas e, principalmente na prática da</p><p>Educação Especial, ele reforça essa posição débil e de inibição, não permitindo que</p><p>esse aluno se mobilize para adquirir/construir qualquer tipo de conhecimento</p><p>(BRASIL, 2007).</p><p>Quando o atendimento educacional permite que o aluno traga a sua vivência</p><p>e que se posicione de forma autônoma e criativa diante do conhecimento, o</p><p>professor sai do lugar de todo o saber. Dessa maneira, o aluno pode se questionar e</p><p>37</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>modificar sua atitude de recusa do saber e sua posição de “não saber”. Ele, então,</p><p>pode se mobilizar e buscar o saber. Na verdade, é tomando consciência de que não</p><p>sabe, que o aluno pode se mobilizar e buscar o saber. A liberdade de criação e de</p><p>posicionamento autônomo do aluno diante do saber permite que sua verdade seja</p><p>colocada, o que é fundamental para os alunos com deficiência mental. Ele deixa de</p><p>ser o “repeteco”, o eco do outro e se torna um ser pensante e desejante de saber.</p><p>Mas o atendimento educacional não deve funcionar como uma análise</p><p>interpretativa, própria das sessões psicanalíticas, e nem como uma intervenção</p><p>psicopedagógica, tradicionalmente praticada. Esse atendimento deve permitir ao</p><p>aluno elaborar suas questões, suas ideias, de forma ativa e não corroborar para sua</p><p>alienação diante de todo e qualquer saber (BRASIL, 2007).</p><p>4.1 AEE para alunos com baixa visão</p><p>O trabalho com alunos com baixa visão baseia-se no princípio de estimular a</p><p>utilização plena do potencial de visão e dos sentidos remanescentes, bem como na</p><p>superação de dificuldades e conflitos emocionais.</p><p>Algumas sugestões para pais, professores e outras pessoas que convivem</p><p>com a criança de baixa visão na idade escolar:</p><p>� Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem</p><p>ver ou não podem ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).</p><p>� Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para</p><p>as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham</p><p>para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).</p><p>� Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de</p><p>brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de</p><p>socialização e inclusão.</p><p>� Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo.</p><p>� Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar</p><p>nos objetos enquanto olha.</p><p>� Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.</p><p>� Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante,</p><p>encorajando-o sempre ao progresso.</p><p>38</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>� Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das</p><p>mãos.</p><p>� Oriente o estudante a procurar recursos como o computador, pois ele se</p><p>cansará menos e aumentará sua independência. Pense nos estudantes com</p><p>baixa visão como pessoas que veem.</p><p>� Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.</p><p>� Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após</p><p>algum tempo.</p><p>� Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os</p><p>outros sentidos.</p><p>� Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa</p><p>visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para</p><p>os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê.</p><p>� Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.</p><p>4.2 Recursos não ópticos para baixa visão</p><p>Os recursos não ópticos para baixa visão são aqueles que melhoram a</p><p>função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições</p><p>ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo</p><p>professor). (JOSÉ; TEMPORINI, 1999).</p><p>Os meios para que se consiga esta melhora são:</p><p>� Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem</p><p>percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-</p><p>se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);</p><p>� Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.</p><p>4.3 Características, formas e materiais para baixa visão</p><p>Características Formas Materiais impressos</p><p>- Desenhos sem muitos</p><p>detalhes (muitos detalhes</p><p>confundem);</p><p>- Uso de maiúsculas;</p><p>- Fotocopiadora;</p><p>- Computador;</p><p>- Ampliação à mão: é a</p><p>mais utilizada e deve</p><p>- Lápis 6B e/ou caneta</p><p>hidrográfica preta;</p><p>- Cadernos com pautas</p><p>ampliadas ou reforçadas;</p><p>39</p><p>Site: WWW.UCAMPROMINAS.COM.BR</p><p>e-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br</p><p>Telefone: (0xx31) 3865-1400</p><p>Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:12 as 18:00 horas</p><p>- Usar o tipo (letra) Arial;</p><p>- Tamanho de letra em</p><p>torno de 20 a 24 (ou seja,</p><p>ampliada);</p><p>- Usar entrelinhas e</p><p>espaços;</p><p>- Cor do papel e tinta</p><p>(contraste).</p><p>seguir requisitos como</p><p>tamanho, espaços</p><p>regulares, contraste,</p><p>clareza e uniformidade dos</p><p>caracteres.</p><p>- Suporte para livros;</p><p>- Guia para leitura;</p><p>- Luminária com braços</p><p>ajustáveis.</p><p>Para alguns alunos, é necessário um espaço maior entre as linhas; como</p><p>não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se utilizar caderno de</p><p>desenho ou encadernar um maço de sulfite, colocando capas (frente/verso) e em</p><p>seguida traçar as linhas mais espaçadas, folha por folha (com lápis 6B) de acordo</p><p>com a necessidade do aluno.</p><p>Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-</p><p>se utilizar de letras móveis e letras recortadas em papel para que o aluno cole-as no</p><p>caderno, formando palavras, ao invés de escrever.</p><p>Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno,</p><p>pode-se utilizar um suporte para leitura encontrado em casas que trabalham com</p><p>artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados</p><p>livros, como suporte, embaixo do caderno para que este possa ficar mais elevado.</p><p>O professor pode ainda confeccionar esta grade para facilitar a escrita do</p><p>aluno com baixa visão. Pode ser utilizada uma lâmina de radiografia, do tamanho da</p><p>folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com</p><p>cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Para a leitura pode</p>