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<p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL - CONHECIMENTO E PROCESSO ELETRÔNICO</p><p>ATIVIDADE DISCURSIVA</p><p>Maria é residente de uma região onde há diversas fábricas têxteis. Entretanto, grande parte delas não respeitam as normas ambientais para o descarte correto dos dejetos. Ao longo dos meses, Maria conseguiu perceber que o principal rio da cidade está com a água completamente contaminada, sendo possível notar a olho nu a existência de resíduos sólidos.</p><p>Diante da grave violação ambiental na região, Maria decide procurar um advogado a fim de resguardar seus direitos e também dos moradores da região. Diante disso, o seu procurador decide ajuizar uma ação popular em face das indústrias localizadas naquela região.</p><p>Contudo, o magistrado julgou improcedente a ação, sob a fundamentação de que não haveria provas suficientes de que os danos causados na região foram ocasionados pelas fábricas têxteis.</p><p>Desse modo, diante da sentença, Maria e seu procurador decidiram contratar uma empresa a fim de elaborar um laudo técnico ambiental que deixasse claro que os danos no meio ambiente estavam sendo causados pelas indústrias têxteis e propor nova ação diante das novas provas coletadas. Ajuizada nova ação, o magistrado que primeiro recebeu a inicial julgou extinto processo sob a alegação que os fatos ali descritos já foram analisados anteriormente, tendo-se ocasionado a coisa julgada.</p><p>Diante do caso acima, está correta a decisão do primeiro magistrado? E do segundo? Pode a parte interessada interpor nova ação sobre os mesmos fatos?</p><p>RESPOSTA:</p><p>A decisão do primeiro magistrado está correta, visto que ele julgou improcedente com fundamentação na ausência de provas. Já a decisão do segundo magistrado está incorreta, pois não há impedimento para proposição de nova ação quando se apresenta novas provas substanciais. A parte interessada pode sim propor nova ação, desde que fundamentada em novas provas que no julgamento anterior não foram consideradas e visto que a coisa julgada material não impede a reanálise da questão se tiver modificação no estado de fato conforme o artigo 505 do CPC.</p>