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<p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 1</p><p>DISCIPLINA</p><p>TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA PESSOAL E PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA</p><p>(TSP/P)</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 2</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADES DE ENSINO PÁGINA</p><p>1. SITUAÇÕES E PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA 3</p><p>1.1 - Descrever os tipos de emergências que podem ocorrer, tais como: colisão, incêndio,</p><p>naufrágio, adernamento, água aberta, derramamento de óleo e vazamento de gás.</p><p>3</p><p>1.2 - Identificar os sinais de alarme utilizados em unidades “offshore”. 3</p><p>1.3 - Definir e exemplificar uma Tabela Mestra de unidade “offshore”, as orientações de</p><p>segurança para cada situação de emergência, planos contingentes, pontos de reunião, rotas</p><p>de fuga, cartão “T” e estações de abandono.</p><p>3</p><p>1.4 - Citar o emprego dos seguintes equipamentos: colete salva-vidas, óculos, gaiola/cesta</p><p>de transbordo, colete de içamento, máscara protetora e de fuga, botas, capacete, protetor</p><p>auricular, luvas, balaclava, cinto de segurança etc.</p><p>7</p><p>1.5 - Identificar os sistemas de comunicações interiores de bordo, em especial, para</p><p>comunicar ocorrências de emergência (dar alarme) ao pessoal responsável pela segurança</p><p>da unidade.</p><p>12</p><p>1.6 - Compreender a importância de seguir as ordens e instruções da cadeia de comando. 13</p><p>1.7 - Descrever os procedimentos especiais de operações combinadas como: FPSO com</p><p>navio aliviador, plataforma com UMS acoplada (com gangway) para construção e reparos a</p><p>bordo e operações de mergulho, combate a incêndio e evacuação com apoio de supply-boat.</p><p>13</p><p>2. ORIENTAÇÃO SOBRE SEGURANÇA A BORDO 14</p><p>2.1 - Mostrar os principais compartimentos e equipamentos de uma plataforma. 14</p><p>2.2 - Citar a estrutura funcional e hierárquica e os diversos tipos de unidades “offshore”. 16</p><p>2.3 - Conceituar os elementos de estabilidade e estanqueidade: obras vivas e obras mortas;</p><p>seções e portas estanques; descrever um sistema de lastro: tanques, redes e bombas.</p><p>17</p><p>2.4 - Descrever os modos de evacuações possíveis e os meios de vacuação/abandono. 19</p><p>2.5 - Citar os procedimentos básicos para evacuação/abandono da unidade para cada tipo</p><p>de meio, tais como: helicóptero, embarcações/baleeiras, balsas e colete salva-vidas.</p><p>19</p><p>2.6 - Citar os procedimentos para embarque e desembarque em helicópteros: ângulo de</p><p>aproximação, não portar bonés ou material volante, cinto de segurança, vestir o colete SV,</p><p>procedimento básico em caso de queda n´água.</p><p>20</p><p>3. TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR 21</p><p>3.1 - Descrever os equipamentos para salvatagem e sobrevivência. 21</p><p>3.2 - Citar os tipos de embarcações que poderão ser utilizados para abandono e</p><p>sobrevivência.</p><p>24</p><p>3.3 - Identificar os pontos de reunião e estações de abandono de acordo com a Tabela</p><p>Mestra.</p><p>32</p><p>3.4 - Citar os procedimentos dentro d’água: manter-se vestido para proteger o corpo, manter-</p><p>se a uma distância segura da embarcação sinistrada, utilizar partes dos destroços para</p><p>auxiliar na flutuação, quando possível.</p><p>33</p><p>3.5 - Citar a necessidade de autocontrole e os cuidados para a sobrevivência a um naufrágio</p><p>nos aspectos: controle do pânico, solidão, frio, fome, enjoo, queimaduras, ação da água</p><p>salgada.</p><p>35</p><p>3.6 - Citar os meios de alerta e sinalização: equipamentos de comunicações e sinalizações</p><p>de emergência: EPIRB, SART, pirotécnicos, espelho, apito e outros.</p><p>39</p><p>4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 41</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 3</p><p>1 - SITUAÇÕES E PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA.</p><p>1.1 - Descrever os tipos de emergências que podem ocorrer, tais como: colisão,</p><p>incêndio, naufrágio, adernamento, água aberta, derramamento de óleo e vazamento</p><p>de gás.</p><p>COLISÃO: é o choque mecânico entre a plataforma e outra embarcação ou estrutura fixa.</p><p>O choque entre duas embarcações em movimento é conhecido como abalroamento.</p><p>INCÊNDIO: destruição provocada pela ação do fogo.</p><p>NAUFRÁGIO: afundamento da plataforma por perda de flutuabilidade decorrente da</p><p>entrada de água do mar em seus espaços internos.</p><p>ADERNAMENTO: inclinação anormal da plataforma para um de seus bordos (boreste ou</p><p>bombordo) devido à entrada de água do mar ou manobra indevida de pesos a bordo.</p><p>ÁGUA ABERTA: abertura nas obras vivas que permite a entrada de água do mar nos</p><p>espaços internos da plataforma.</p><p>DERRAMAMENTO DE ÓLEO: vazamento de óleo da plataforma que atinge o mar.</p><p>VAZAMENTODE GÁS: vazamento de gás nas plataformas que operam em poços de</p><p>produção de gás.</p><p>1.2 - Identificar os sinais de alarme utilizados em unidades “offshore”.</p><p>No caso da disseminação de um alarme de emergência, deve ser observada a</p><p>proibição do fumo a bordo e a paralisação dos trabalhos e equipamentos que não sejam</p><p>estritamente necessários. Deve-se evitar correria e atropelos, mantendo sempre a calma,</p><p>caminhando pela direita nos corredores e escadas, munido de seu EPI completo</p><p>(capacete, botas, uniforme, óculos de segurança, protetor auricular e luvas). Todo o</p><p>pessoal não envolvido na emergência deverá se dirigir ao seu camarote e apanhar o seu</p><p>colete salva-vidas, a menos que esteja em um local onde haja coletes disponíveis. Dirija-</p><p>se ao seu ponto de reunião e aguarde instruções.</p><p>Os alarmes são sinais sonoros com acionamento em locais estrategicamente</p><p>escolhidos, com a finalidade de alertar todos a bordo da Plataforma sobre a</p><p>anormalidade.</p><p> Sinal de alarme intermitente .................................Situação de emergência</p><p> Sinal alarme contínuo ............................................Preparar para abandonar</p><p>Nota: os locais com ruído intenso devem ser dotados de sinais de alarme visuais</p><p>(luzes estroboscópicas), em complemento ao alarme sonoro.</p><p>É de fundamental importância a correta divulgação da emergência, informando sua</p><p>natureza e localização.</p><p>1.3 - Definir e exemplificar uma Tabela Mestra de unidade “offshore”, as orientações</p><p>de segurança para cada situação de emergência, planos contingentes, pontos de</p><p>reunião, rotas de fuga, cartão “T” e estações de abandono.</p><p>1.3.1 – Tabela Mestra.</p><p>A tabela mestra de fainas de emergência estabelece as funções,</p><p>responsabilidades e ações que devem ser tomadas pelo pessoal de bordo durante uma</p><p>faina de emergência, em especial os Grupos de Ação.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 4</p><p>Regularmente, são realizados exercícios para que as pessoas se familiarizem com a</p><p>tabela mestra, cujas cópias são afixadas em locais onde possam facilmente ser</p><p>consultadas.</p><p>A seguir é apresentado o trecho de uma Tabela Mestra, referente às fainas de</p><p>“Abandono” e “Homem ao Mar”.</p><p>FUNÇÃO Cód. TITULAR Cód. RESERVA</p><p>Coordenador 101 Sondador 1 103 Sondador 3</p><p>Timoneiro 124 MCB 109 Sup. de Elétrica</p><p>Co-Timoneiro 110 Mecânico 1 111 Mecânico 2</p><p>FUNÇÃO Cód. TITULAR Cód. RESERVA</p><p>Coordenador 201 Suapo 202 Sondador 2</p><p>Timoneiro 205 Sup. Mecânica 204 Mecânico 3</p><p>Co-Timoneiro 207 Eletricista 2 208 Eletricista 3</p><p>FUNÇÃO Cód. TITULAR Cód. RESERVA</p><p>Timoneiro 124 MCB 205 Sup. Mecânica</p><p>Socorrista 1 116 Plataformista 1 117 Plataformista 2</p><p>Socorrista 2 110 Mecânico 1 111 Mecânico 2</p><p>ATRIBUIÇÕES</p><p>Coordenador</p><p>1-COORDENAR TODO PESSOAL</p><p>NÃO ESSENCIAL AO</p><p>detrás da cabeça.</p><p>Com movimento rápido, de trás para frente, em arco, por cima da cabeça,</p><p>mergulha-se a cintura da calça a sua frente. O ar aprisionado irá encher as pernas da</p><p>calça. A pessoa deve se apoiar sobre a calça, de modo que as duas bolsas de ar fiquem</p><p>na altura de suas axilas.</p><p>3.4.4 - Natação de sobrevivência.</p><p>A natação de sobrevivência consiste no conjunto de técnicas que objetivam a</p><p>segurança do náufrago, em especial a preservação de sua temperatura corporal.</p><p>3.4.4.1 - Posição Help (Heat Escape Lessening Posture).</p><p>É a posição mais recomendada para ser assumida por</p><p>quem se encontra de colete salva-vidas em emergência no</p><p>mar. Para a redução da perda de calor, procure flutuar com o</p><p>mínimo de movimento possível.</p><p>Mantenha as pernas juntas, cruzadas e encolhidas ou</p><p>distendidas, cotovelos colados ao corpo e braços cruzados</p><p>pela frente do seu colete salva-vidas. Manter a cabeça e</p><p>pescoço fora d’água.</p><p>3.4.4.2 - Círculo de Sobrevivência.</p><p>No caso de haver mais pessoas na água</p><p>e estando a temperatura do mar baixa, é</p><p>aconselhável a adoção desta posição.</p><p>Ela mantém o corpo aquecido e diminui a</p><p>quantidade de área exposta. Mantenha-se</p><p>verticalmente na água, literalmente</p><p>agarrado ao seu companheiro de infortúnio.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 35</p><p>3.4.4.3 - Comboio.</p><p>Modo usado para ajudar no salvamento de mais de uma pessoa. Consiste em</p><p>passar os pés por sob a axila do outro deixando os braços livres para o nado, caso</p><p>necessário.</p><p>3.4.4.4 - Posição Caravela.</p><p>Está é uma técnica aplicável em águas</p><p>temperadas (20º C ou acima). Caso estejamos no mar</p><p>sem o colete salva-vidas, é possível sobreviver porque a</p><p>maioria das pessoas tem flutuabilidade positiva na água</p><p>salgada. O objetivo principal é permitir que o indivíduo se</p><p>mantenha flutuando com o mínimo de movimentos e o</p><p>máximo de conservação de energia. A pessoa deve</p><p>expirar debaixo d’água, depois levantar a cabeça fora</p><p>d’água para respirar. O ciclo é repetido até que uma</p><p>opção melhor esteja disponível.</p><p>3.5 - Citar a necessidade de autocontrole e os cuidados para a sobrevivência a um</p><p>naufrágio nos aspectos: controle do pânico, solidão, frio, fome, enjoo,</p><p>queimaduras, ação da água salgada.</p><p>A análise de acidentes reais ocorridos comprova que o principal fator contribuinte</p><p>para o resgate de vidas, dadas como perdidas, foi a atitude mental/autocontrole do</p><p>sobrevivente.</p><p>Autocontrole.</p><p>O homem envolvido em emergências no mar deve manter uma atitude voltada para</p><p>a esperança e cuidar para que sua atitude física corresponda, igualmente, ao máximo</p><p>esforço para conservar-se vivo. A apatia e a não cooperação nos trabalhos e serviços a</p><p>bordo de embarcações de sobrevivência são responsáveis pela queda do moral de todos</p><p>que compartilham do infortúnio.</p><p>Pânico.</p><p>Não são raros os casos em que as pessoas "congelam" ao perceber que estão</p><p>vivendo uma situação de emergência e não conseguem nem se mover, quanto mais</p><p>seguir instruções e procedimentos.</p><p>Este sentimento leva as pessoas a não conseguir raciocinar corretamente, a se</p><p>comportar irracionalmente e a não reagir quando solicitadas a cumprir determinados</p><p>procedimentos.</p><p>Somente com treinamento constante é possível ter controle sobre as próprias</p><p>reações, evitar o pânico, raciocinar friamente, tomar decisões acertadas e rápidas.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 36</p><p>Solidão.</p><p>É importante que em um naufrágio as pessoas não sintam solidão, de modo a</p><p>evitar que fiquem abatidas e continuem se esforçando para se manterem vivas.</p><p>Cabe ressaltar que a solidão pode ocorrer mesmo quando não estamos sozinhos.</p><p>O náufrago deve tentar manter um bom relacionamento com os outros náufragos, para</p><p>evitar a solidão.</p><p>Liderança.</p><p>Em qualquer organização é necessária à existência de uma liderança eficiente e</p><p>adequada. O ideal da liderança a bordo de embarcações de sobrevivência é a capacidade</p><p>de exercer influência nos esforços para a realização de um objetivo comum, a</p><p>sobrevivência.</p><p>Uma boa liderança, o encorajamento e o otimismo são fatores dos mais</p><p>importantes para a sobrevivência em todo naufrágio.</p><p>Frio.</p><p>O frio é outro fator que afeta a sobrevivência. Em águas frias, é necessário sair de</p><p>dentro d’água o mais rápido possível. Como a maior causa de mortes em sobrevivência</p><p>no mar é a hipotermia, todas as plataformas devem possuir embarcações de</p><p>sobrevivência (baleeira e/ou balsa salva-vidas inflável), de modo que o náufrago, após</p><p>abandonar o navio, não fique dentro da água.</p><p>A hipotermia pode ser definida como a redução da temperatura corporal abaixo dos</p><p>35 ºC. Poderá ocorrer tanto em terra como dentro da água.</p><p>É necessário que o náufrago se proteja do efeito do vento, especialmente se</p><p>estiver molhado. Dentro da embarcação de sobrevivência, as pessoas devem secar todas</p><p>as roupas molhadas. Não havendo roupas secas para vestir no lugar das molhadas,</p><p>devem torcê-las, a fim de retirar todo o excesso de água.</p><p>O grupo de sobreviventes deve manter a embarcação de sobrevivência o mais</p><p>seca possível, retirando sempre a água que embarcar. Os náufragos devem procurar</p><p>manter o corpo aquecido, cobrindo-o com o que dispuser a bordo da embarcação de</p><p>sobrevivência. Também é importante agrupar-se aos demais sobreviventes. É o que se</p><p>costuma chamar de “calor humano”.</p><p>Em hipótese alguma devem ser fornecidas bebidas alcoólicas para os náufragos,</p><p>pois o álcool deixa a pessoa mais propensa à hipotermia. Ao contrário do conhecimento</p><p>do leigo, o álcool não traz nenhum benefício para os náufragos, muito pelo contrário.</p><p>Calor e ação da água salgada.</p><p>O calor também pode trazer consequências prejudiciais para as pessoas em</p><p>sobrevivência no mar. Queimaduras, exaustão pelo calor, insolação, desidratação,</p><p>apenas para citar algumas. Em clima quente o náufrago deve retirar o excesso de roupa,</p><p>mas deve manter o corpo protegido. Se exposto diretamente ao sol, manter a cabeça e</p><p>pescoço protegidos. As embarcações de sobrevivência geralmente possuem coberturas</p><p>para proteger os náufragos da incidência direta dos raios solares, prevenindo</p><p>queimaduras.</p><p>Durante o dia, o náufrago deve umedecer as roupas com água do mar, retirando</p><p>em seguida o excesso. Ao anoitecer é importante que o náufrago esteja seco. É</p><p>importante que não se exagere no contato com a água salgada do mar, pois ela pode</p><p>causar feridas na pele. Prevenir a exaustão pelo calor reduzindo a atividade física;</p><p>manter-se quieto e beber água potável são orientações encontradas em todos os manuais</p><p>de sobrevivência no mar.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 37</p><p>Deve-se manter a ventilação no interior da embarcação de sobrevivência, abrindo</p><p>suas entradas e molhando continuamente o toldo, atenuando-se, assim, os efeitos do</p><p>calor.</p><p>Outro efeito da exposição ao calor é a desidratação. Também pode ser fatal para o</p><p>náufrago. Ocorre a desidratação quando o náufrago não consegue manter o equilíbrio</p><p>hídrico do organismo, ou seja, perde mais água do que consegue repor. Se esse</p><p>processo não for interrompido e revertido, leva à morte, algumas vezes, bem rápido.</p><p>Alguns sinais podem indicar o aumento da desidratação do corpo, tais como,</p><p>sensação de sede, dor de cabeça, perda de apetite, boca seca, redução da quantidade de</p><p>urina eliminada, fadiga, delírios, convulsões, diminuição</p><p>da pressão sanguínea, entre</p><p>outros.</p><p>As queimaduras solares também são consequências da exposição do náufrago ao</p><p>calor, mais precisamente aos raios solares que incidem diretamente na pele. Contudo, o</p><p>náufrago tem que se proteger também dos raios solares refletidos na superfície da água,</p><p>pois podem causar queimaduras.</p><p>As queimaduras solares são de difícil tratamento dentro da balsa, devendo o</p><p>náufrago preveni-las.</p><p>Condições do mar e enjoo.</p><p>Em mares agitados, a sinalização e o resgate tornam-se mais difíceis,</p><p>principalmente havendo ondas grandes, pois os náufragos podem não ser avistados pelas</p><p>equipes de busca e salvamento. As condições do mar tornam a jornada de sobrevivência</p><p>ainda mais desconfortável dentro da embarcação de sobrevivência.</p><p>Nessas condições, os náufragos devem procurar ficar fixos dentro da balsa,</p><p>passando os braços no cabo interno localizado na altura das costas. Com isso, o náufrago</p><p>evitará rolar dentro da balsa, o que pode acarretar até o seu emborcamento, caso os</p><p>náufragos se amontoem em um lado apenas, devido aos balanços. Além disso, o mar</p><p>agitado deixa o náufrago mais propenso a enjoos e vômitos, agravando o estado de</p><p>desidratação.</p><p>Dos problemas enfrentados pelas pessoas que estão no mar, especialmente em</p><p>embarcações que estão “jogando” muito, os mais comuns são tonturas, náuseas e</p><p>vômitos.</p><p>Numa sobrevivência no mar, com a embarcação de sobrevivência ao sabor das</p><p>vagas, o problema passa a ser crítico, pois o vômito decorrente do enjoo implica na perda</p><p>de água e consequente no aumento do estado de desidratação.</p><p>Nesta situação, o náufrago deve permanecer deitado, mudar a posição da cabeça,</p><p>evitar comer e beber e tomar o quanto antes comprimido contra enjoo.</p><p>Rações.</p><p>A água é a principal prioridade do náufrago em uma embarcação de sobrevivência.</p><p>Sem ela, o náufrago não sobreviveria mais do que alguns dias. Em comparação com a</p><p>água, a alimentação vem em segundo plano.</p><p>Dispondo de água potável para beber, o organismo humano é capaz de suportar</p><p>algumas semanas sem alimento sólido. Entretanto, quando em completa ausência de</p><p>água, a sobrevida da pessoa é reduzida para apenas alguns dias.</p><p>Contudo, não se deve negligenciar quanto à alimentação, embora esta venha no</p><p>final de sua lista de prioridades em sobrevivência no mar. As embarcações de</p><p>sobrevivência modernas são dotadas de rações sólidas.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 38</p><p>Todas as aves marinhas podem ser caçadas e comidas, mesmo estando cruas.</p><p>Os peixes são comestíveis, com exceção dos venenosos, porém são salgados e o</p><p>organismo irá necessitar de maior quantidade de água doce para a digestão.</p><p>Deve-se tomar cuidado com os peixes possuidores de espigões e com os que</p><p>incham. São perigosos e, em sua maioria, venenosos. O mesmo cuidado deve ser</p><p>observado com os desprovidos de escamas ou com dorso serrilhado. São exemplos de</p><p>peixes venenosos: peixe escorpião, peixe porco-espinho, peixe sapo, peixe pedra, peixe</p><p>linha, peixe zebra, baiacu, peixe leão etc.</p><p>Em face de dificuldade em identificar os moluscos perigosos, dentre os inúmeros</p><p>existentes, recomendamos que se evitem os mesmos.</p><p>Existem três recomendações importantes referentes às rações líquida e sólida em</p><p>embarcações de sobrevivência, a saber:</p><p> Alimento algum é necessário nas primeiras 24 horas;</p><p> Não devemos desperdiçar energia, pois estaremos aumentando nossas necessidades</p><p>relativas a alimentos e também transpirando, o que ocasionará perda de água pela</p><p>transpiração e, consequentemente, mais necessidade de reposição de líquido; e</p><p> A água deve ser dada aos homens considerados “sãos” após as primeiras 24 horas.</p><p>Estes homens, por já possuírem em seu organismo a quantidade normal de água, não</p><p>necessitarão da mesma. Somente os feridos e doentes devem recebê-la em pequenas</p><p>doses.</p><p>Em hipótese alguma se deve ingerir água do mar. Estudos de casos reais</p><p>demonstram que o aumento de mortes é de sete a oito vezes maior do que ocorre nas</p><p>embarcações onde os náufragos não beberam água do mar. A principal razão desse</p><p>número elevado é que o corpo humano, para eliminar o sal contido na água do mar, irá</p><p>precisar de água doce, a fim de dissolvê-lo nos rins e expulsá-lo através da urina.</p><p>Não beba água do mar, nem misture com água doce.</p><p>Os meios para a obtenção de água são os seguintes: orvalho, chuva e destilador</p><p>solar.</p><p>Orvalho.</p><p>É a condensação direta da umidade da atmosfera. Ainda que de difícil realização</p><p>em função da maresia, é possível ocorrer em condições propícias. Ao anoitecer, caindo a</p><p>temperatura abaixo do ponto de orvalho, se formam diversas gotículas de água, que</p><p>devem ser recolhidas com esponja ou pedaço de pano limpo e espremido em recipientes</p><p>de bordo.</p><p>Chuva.</p><p>Uma das funções do vigia (pessoa designada pelo líder) é observar as condições</p><p>meteorológicas e cuidar das formações que podem resultar em chuva.</p><p>Se um aguaceiro for iminente, procure adotar o seguinte procedimento:</p><p> Improvise o maior número possível de recipientes para a coleta de água de chuva,</p><p>utilizando-se dos meios existentes a bordo;</p><p> Com as primeiras pancadas lave a cobertura (toldo) da embarcação de</p><p>sobrevivência para a remoção de sal e impurezas;</p><p> Beba a maior quantidade possível de água durante a chuva, sem deixar de estocar</p><p>o máximo possível;</p><p> Lave as roupas impregnadas de sal diretamente na chuva; e</p><p> Lave o corpo e as feridas durante a chuva. A higiene facilitará a cura de ferimentos</p><p>e “lavará a alma” melhorando o moral.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 39</p><p>Destilador Solar.</p><p>O destilador solar é basicamente um balão plástico em cujo interior existe um</p><p>pedaço de pano preto esticado, que funciona como filtro. Pequenas variações existem de</p><p>acordo com o fabricante, mas o seu princípio é de fácil compreensão. A água do mar,</p><p>colocada num reservatório, cai por gotejamento em um pano preto e, por ação dos raios</p><p>solares, se evapora, deixando o sal no pano. Evaporando e entrando em contato com a</p><p>superfície interna, o vapor se condensa, desce pelos lados e deposita-se na parte inferior.</p><p>3.6 - Citar os meios de alerta e sinalização: equipamentos de comunicações e</p><p>sinalizações de emergência: EPIRB, SART, pirotécnicos, espelho, apito e outros.</p><p>3.6.1- Radio Baliza Indicadora de Posição de Emergência (EPIRB).</p><p>Emite sinais em frequência pré-determinada, permitindo a identificação e</p><p>localização da embarcação por sinal codificado, via satélite.</p><p>Toda EPIRB deve ser instalada a bordo em local da fácil acesso e deve ter</p><p>dimensões e peso tais que permitam o seu transporte, por um único homem, até a</p><p>embarcação de sobrevivência. Deve também ter sua liberação,</p><p>flutuação e ativação automáticas em caso de naufrágio da</p><p>embarcação.</p><p>A EPIRB deve, ainda, possuir dispositivo para ativação</p><p>manual. A EPIRB deverá ser capaz de transmitir um sinal de</p><p>socorro, por meio de satélite, na faixa de 406 MHz ou, se o</p><p>navio for empregado somente em viagens dentro da cobertura</p><p>INMARSAT, por meio do serviço de satélite geoestacionário</p><p>operando na faixa de 1,6 Hz.</p><p>O satélite envia um sinal a uma estação de recepção de</p><p>terra denominada Terminal de Usuário Local (LUT), onde a</p><p>posição é calculada e transferida a um Centro de Controle de</p><p>Missão (CCM). Os comandos necessários serão emitidos ao</p><p>Centro de Controle do Resgate (RCC), que coordenará a</p><p>operação do salvamento.</p><p>As EPIRBs têm capacidade de transmitir um sinal de</p><p>socorro pelo serviço de satélite em órbita polar (406 MHz), possuindo a capacidade de</p><p>"HOMING" em 121.5 MHz, funcionando</p><p>como um indicador de direção para uma</p><p>aeronave de resgate.</p><p>3.6.2 - Transponder Radar (SART).</p><p>Os SARTs transmitem automaticamente um sinal de resposta quando recebem</p><p>ondas eletromagnéticas oriundas de um radar da banda “X” (9 GHz), oriundas de um</p><p>navio ou aeronave.</p><p>O sinal transmitido do SART aparece na</p><p>tela do radar das embarcações/aeronaves</p><p>engajadas na operação de busca como uma</p><p>linha tracejada, indicando a posição e</p><p>orientando a unidades de resgate.</p><p>O equipamento operará na condição</p><p>“stand by” por 96 horas e poderá ser usado</p><p>continuamente por 8 horas.</p><p>No caso de um desastre no mar, os</p><p>SARTs existentes nas Unidades Marítimas devem ser levados para as balsas salva-vidas,</p><p>pois as baleeiras já possuem este equipamento.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 40</p><p>3.6.3 - Pirotécnicos.</p><p>São empregados para indicar que uma situação de emergência está ocorrendo,</p><p>além de permitir ao náufrago indicar sua localização para as embarcações e aeronaves</p><p>envolvidas no resgate.</p><p>Foguete manual estrela vermelha.</p><p>O foguete manual estrela vermelha com</p><p>paraquedas deve ser utilizado para longas distâncias</p><p>durante o dia ou durante a noite, sendo, logicamente,</p><p>mais visível no segundo período. Ejeta um foguete</p><p>munido de um composto sinalizador vermelho que,</p><p>liberado do foguete, tem seu tempo de queda</p><p>aumentado pelo emprego de um paraquedas.</p><p>Tem o alcance de 300 metros de altura e produz,</p><p>com sua estrela vermelha, uma intensidade de luz de 30.000 candelas, por um período de</p><p>40 segundos. Caso haja aeronaves nas proximidades, este pirotécnico não deverá ser</p><p>empregado, tendo em vista representar risco à operação de aeronaves.</p><p>Facho manual.</p><p>Utilizado para pequenas distâncias, onde se</p><p>requer forte luminosidade para indicar a posição do</p><p>náufrago. Tem o tempo de queima de 1 minuto e</p><p>intensidade de 15.000 candelas.</p><p>Ao ser acionado, é importante ter cuidado com a</p><p>direção do vento, para evitar que caiam fagulhas,</p><p>acidentalmente, sobre o operador ou sobre a</p><p>embarcação, no caso de ser inflável. É acondicionado,</p><p>em sua maioria, em tubos contendo a composição</p><p>iluminativa vermelha e tendo na parte inferior a sua</p><p>ignição.</p><p>Fumígeno flutuante.</p><p>Utilizado para sinalização diurna, produz um</p><p>rastro de fumaça laranja. Deve ser sempre lançado ao</p><p>mar quando for avistado o socorro. Após o acionamento</p><p>não se deve manter contato manual. Este contato</p><p>acarretará queimaduras, já que sua refrigeração é feita</p><p>na água. É fabricado em cilindro metálico contendo</p><p>química fumígena alaranjada com um ignitor que varia</p><p>conforme o modelo.</p><p>3.6.4 - Espelho e apito</p><p>Equipamentos utilizados por náufragos para chamar a atenção de embarcações e</p><p>aeronaves. No caso do espelho, antes de usá-lo, leia as instruções de como direcionar</p><p>corretamente o reflexo do sol na direção da aeronave/embarcação.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 41</p><p>4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>a) BRASIL. Marinha do Brasil. Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão.</p><p>CAAML-1212 Manual de Sobrevivência no Mar - Rio de Janeiro, 2007.</p><p>b) REZENDE, Celso Antônio Junqueira. Manual de Sobrevivência no Mar. Rio de</p><p>Janeiro. 1992.</p><p>c) WRIGHT, C. H. Survival at Sea: The Lifeboat and Liferaft. Liverpool: The James</p><p>Laver Printing Co. Ltd., 1986.</p><p>d) LEE, E. C. B. and Lee, K. Safety and Survival at Sea. London: W. W. Norton, 1980.</p><p>FIM DA DISCIPLINA TSP-P</p><p>CONTROLE</p><p>DA EMERGÊNCIA NA ESTAÇÃO</p><p>DE ABANDONO.</p><p>1- CHECAR SISTEMAS DA EMBARCAÇÃO E</p><p>PREPARÁ-LA PARA O ABANDONO.</p><p>Baleeira - 1 (BE)</p><p>ABANDONO</p><p>ATRIBUIÇÕES</p><p>Timoneiro Co-Timoneiro</p><p>Baleeira - 2 (BB)</p><p>2- VERIFICAR SE HÁ FALTOSOS</p><p>ENTRE O PESSOAL NÃO</p><p>ESSENCIAL E EM CASO</p><p>AFIRMATIVO, COMUNICAR</p><p>IMEDIATAMENTE AO</p><p>COORDENADOR DA ÁREA.</p><p>3- VERIFICAR PRESENÇAS, A</p><p>UTILIZAÇÃO DE COLETES E A</p><p>ENTRADA E OCUPAÇÃO</p><p>CORRETA NA EMBARCAÇÃO.</p><p>4- AUTORIZAR A DESCIDA DA</p><p>EMBARCAÇÃO APÓS RECEBER</p><p>ORDEM VERBAL DO</p><p>COORDENADOR DA ÁREA.</p><p>2- APÓS A DESCIDA DA EMBARCAÇÃO AO MAR</p><p>CONDUZI-LA PARA LOCAL SEGURO</p><p>1- AUXILIAR O TIMONEIRO NOS PREPARATIVOS PARA</p><p>O ABANDONO DA EMBARCAÇÃO.</p><p>1-REALIZAR A BUSCA DE</p><p>PESSOA(S).</p><p>2-EFETUAR O RESGATE.</p><p>3-PRESTAR OS PRIMEIROS</p><p>SOCORROS À VÍTIMA;</p><p>4-MANTER O COORDENADOR DA</p><p>ÁREA INFORMADO SOBRE O</p><p>ANDAMENTO.</p><p>ATRIBUIÇÕESHOMEM AO MAR</p><p>1.3.2 – Emergência em Plataforma.</p><p>É toda anormalidade que possa gerar sérios danos ao pessoal, equipamento ou ao meio</p><p>ambiente. Para a eliminação de suas causas e para o controle de seus efeitos é</p><p>necessário interromper as rotinas normais de bordo e adotar procedimentos de</p><p>emergência previstos nas publicações e manuais de bordo.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 5</p><p>Assim que a situação de emergência for divulgada, todo pessoal de bordo deverá</p><p>guarnecer seus postos, de acordo com o estabelecido na tabela mestra de fainas de</p><p>emergência.</p><p>1.3.3 - Familiarização inicial a bordo.</p><p>Todo pessoal que chega a uma plataforma deve receber informações a respeito</p><p>de suas características e sua situação operacional. Este procedimento é conhecido como</p><p>“Brienfing”, que é uma palavra inglesa que tem como significado uma instrução de curta</p><p>duração. Consiste basicamente de um resumo a respeito dos seguintes tópicos: principais</p><p>características da plataforma, suas normas internas, localização dos postos de reunião e</p><p>de abandono, alarmes e procedimentos em caso de emergência, além das operações em</p><p>andamento e as modificações ocorridas no último período.</p><p>1.3.4 – Identificação e controle do pessoal.</p><p>Ao chegar à plataforma, todos os funcionários ou visitantes devem, antes do</p><p>briefing, apresentar-se à recepção para que haja a identificação, o controle do embarque</p><p>e seja fornecido um cartão de identificação, conhecido como cartão “T”.</p><p>Neste cartão são encontradas diversas informações vitais em uma emergência, tais</p><p>como: nome, empresa, camarote, tipo sanguíneo, ponto de reunião, função, ponto de</p><p>abandono, baleeira e ações em caso de emergência.</p><p>Os funcionários ou visitantes deverão também ser informados da existência da lista</p><p>nominal de presença a bordo, conhecida como POB (People On Board/Pessoas a</p><p>Bordo), que funciona como conferência no caso de evacuação ou abandono da</p><p>plataforma.</p><p>Após a identificação inicial, o recém-embarcado deverá ser encaminhado ao local</p><p>onde será realizada a palestra de embarque (Briefing).</p><p>EXEMPLO DE CARTÃO “T”</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 6</p><p>1.3.5 – Pontos de reunião.</p><p>São locais pré-determinados para que as</p><p>pessoas não envolvidas diretamente nas fainas de</p><p>emergência se reúnam, de modo que sejam</p><p>orientadas e monitoradas por um coordenado.</p><p>Os locais são pré-determinados de forma que</p><p>as pessoas estejam abrigadas e afastadas da zona de</p><p>perigo, porém, o mais próximo possível do seu posto</p><p>de abandono.</p><p>Ao dirigir-se para o ponto de reunião, faça-o</p><p>com calma e com seu colete salva-vidas. Nos Postos</p><p>de Reunião haverá um Coordenador, que será o</p><p>responsável pela condução da faina e pela segurança das pessoas presentes.</p><p>1.3.6 – Estações de abandono.</p><p>São locais para onde são dirigidas as pessoas que deixarão a plataforma, vindas</p><p>dos pontos de reunião, quando da evacuação ou abandono da plataforma. Localizam-se</p><p>nas áreas próximas às baleeiras.</p><p>Nos Postos de Abandono haverá um Coordenador, que será o responsável pela</p><p>condução da faina e pela segurança das pessoas presentes.</p><p>1.3.7 – Rotas de fuga.</p><p>São faixas pintadas no piso das áreas externas da</p><p>plataforma, formando um corredor com setas brancas que</p><p>indicam o caminho mais rápido e seguro para se chegar aos</p><p>postos de abandono.</p><p>Nos corredores interiores, são utilizadas placas adesivas</p><p>para indicar as rotas de fuga e saídas de emergência. As</p><p>rotas de fuga e as saídas de emergência devem estar</p><p>sempre bem sinalizadas, iluminadas e desobstruídas.</p><p>1.3.8 – Treinamento.</p><p>As plataformas deverão estar providas de pessoal adequadamente capacitado</p><p>para agir prontamente nas situações de emergência, sendo para tal necessário que haja</p><p>uma perfeita familiarização com os equipamentos e instalações que possam ser</p><p>empregadas nas situações de emergência, bem como com os procedimentos a serem</p><p>cumpridos.</p><p>O manual de treinamento da Plataforma deverá conter</p><p>instruções e informações sobre os equipamentos de Salvatagem que se</p><p>encontram a bordo e os métodos de sobrevivência.</p><p>Estes manuais devem ser mantidos onde os tripulantes tenham</p><p>fácil acesso.</p><p>PONTO DE REUNIÃO</p><p>CARTÕES</p><p>“T”</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 7</p><p>1.3.9 – Planos contingentes.</p><p>Para todas as operações a ser realizadas a bordo de uma plataforma existem</p><p>procedimentos que descrevem as ações a serem executadas. O objetivo é realizar a</p><p>operação corretamente e com o maior grau de segurança possível.</p><p>Apesar destas precauções, acidentes podem acontecer e, para estas situações,</p><p>existem os planos de emergência.</p><p>Quando estes planos não são suficientes, são empregados os Planos</p><p>Contingentes, cujo objetivo é ajudar a controlar uma situação de emergência e minimizar</p><p>possíveis consequências negativas, dando continuidade ao funcionamento seguro da</p><p>plataforma (são um plano “B”).</p><p>1.4 – Citar o emprego dos seguintes equipamentos: colete salva-vidas, óculos,</p><p>gaiola/cesta de transbordo, colete de içamento, máscara protetora e de fuga, botas,</p><p>capacete, protetor auricular, luvas, balaclava, cinto de segurança etc.</p><p>1.4.1 – Equipamentos de salvatagem.</p><p>Os equipamentos de salvatagem são fabricados e instalados a bordo observando-</p><p>se os requisitos previstos na seguinte legislação: Código LSA, Convenção SOLAS,</p><p>Códigos MODU 79 ou 89 e Normas da Autoridade Marítima Brasileira (NORMAM).</p><p>Os equipamentos de salvatagem deverão ser mantidos sempre em condições</p><p>corretas de operação. Para tal, são necessário que sejam cumpridas as manutenções</p><p>previstas em seus manuais.</p><p>Além disso, suas quantidades e características deverão atender aos requisitos</p><p>estabelecidos em legislação.</p><p>- Classificação dos equipamentos.</p><p>Os equipamentos de salvatagem são classificados segundo seu emprego e suas</p><p>características, da seguinte forma:</p><p>Classe I - Fabricados conforme requisitos previstos na Convenção SOLAS e no Código</p><p>LSA. São utilizados nas embarcações empregadas na navegação entre portos</p><p>brasileiros e estrangeiros. Possuem o mais alto grau de segurança exigido.</p><p>Classe II - Fabricados com base nos requisitos acima, abrandados para o uso na</p><p>navegação de mar aberto entre portos nacionais.</p><p>Classe III - Para uso nas embarcações empregadas na navegação interior.</p><p>- Marcações</p><p>nos equipamentos.</p><p>Os equipamentos de salvatagem deverão ser marcados com letras romanas</p><p>maiúsculas, com tinta à prova d'água, com o nome da embarcação e do porto de inscrição</p><p>ao qual pertence.</p><p>Os equipamentos deverão também possuir as marcações referentes ao no do Certificado</p><p>de Homologação, fabricante, modelo, classe, no de série e data de fabricação.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 8</p><p>- Isenção.</p><p>Qualquer abrandamento, quanto à qualidade ou quantidade, referente a</p><p>equipamentos de salvatagem de bordo, somente poderá ser realizado com a autorização</p><p>da Autoridade Marítima da Bandeira da embarcação e da Autoridade Marítima Brasileira</p><p>(Diretoria de portos e Costas - DPC). A este abrandamento dá-se o nome de “Isenção”.</p><p>1.4.2 – Coletes salva-vidas.</p><p>Colete Salva-vidas é um equipamento de proteção individual (EPI) obrigatório em</p><p>todas as embarcações, independentemente de seu porte ou emprego.</p><p>- Classes de coletes salva-vidas.</p><p>Como visto anteriormente, os equipamentos de salvatagem, aí incluídos os coletes</p><p>salva-vidas, são classificados como Classe I, II ou III. Salvo quando expressamente</p><p>autorizado, os coletes salva-vidas a bordo de plataformas deverão ser Classe I.</p><p>Observação: existem também os coletes salva-vidas da Classe IV, utilizados para</p><p>trabalhos, e os da Classe V, empregados em atividades esportivas.</p><p>COLETE CLASSE I COLETE CLASSE III</p><p>COLETE CLASSE IV COLETE CLASSE V</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 9</p><p>- Tipos de coletes salva-vidas.</p><p>Os coletes salva-vidas podem ser de dois tipos: o tipo que não precisam ser</p><p>infláveis para flutuar, pois são naturalmente flutuantes, e os infláveis. A bordo de</p><p>plataformas, não é permitido o uso de coletes infláveis. Estes coletes, somente são</p><p>utilizados nas aeronaves que efetuam o transporte de pessoal da plataforma.</p><p>- Localização dos coletes salva-vidas.</p><p>A bordo das plataformas, os coletes salva-vidas deverão estar estivados nos</p><p>seguintes locais:</p><p>- Nos camarotes ou alojamentos;</p><p>- Na enfermaria;</p><p>- Na sala de comando ou sala de lastro;</p><p>- Na sala de rádio;</p><p>- No Centro de Controle da Máquina ou Praça de Máquinas; e</p><p>- Nas estações de abandono.</p><p>Esses coletes deverão estar estivados de modo a serem prontamente acessíveis</p><p>e sua localização deverá ser bem indicada.</p><p>- Requisitos do colete salva-vidas.</p><p>O colete salva-vidas utilizado em plataformas deverá possuir, dentre outras, as</p><p>seguintes características:</p><p>- Permitir que fosse vestido em até 1 minuto;</p><p>- Poder ser utilizado pelo avesso ou ser claramente visível que somente pode ser</p><p>vestido de um lado;</p><p>- Ser confortável;</p><p>- Manter uma pessoa exausta / inconsciente em posição que lhe permita respirar;</p><p>- Permitir o nado por pequeno trajeto;</p><p>PONTO DE ABANDONO</p><p>COLETE INFLÁVEL COLETE RÍGIDO</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 10</p><p>- Permitir o giro do corpo, a partir de qualquer posição, em até 5 segundos, de forma</p><p>que a boca permaneça fora d’água; e</p><p>- Ter apito, fitas retro refletivas e iluminação.</p><p>- Uso do colete salva-vidas.</p><p>A maneira correta de vestir o colete salva-vidas varia de acordo com o tipo do</p><p>colete, mas, de um a maneira geral, as diferenças não são grandes e nem de difícil</p><p>compreensão. Porém, é essencial que todos a bordo leiam e entendam as instruções</p><p>específicas de “como vestir o colete salva-vidas”, que estão afixadas nos locais onde</p><p>os coletes estão estivados, nos pontos de abandono e de reunião e nos locais onde os</p><p>tripulantes têm fácil acesso.</p><p>- Salto com o colete salva-vidas.</p><p>Ao ser necessário saltar no mar, até uma altura máxima de 4,5 metros, proceda da</p><p>seguinte maneira:</p><p>- Certifique-se que não há uma forma mais segura de abandonar a plataforma;</p><p>- Retire todo material desnecessário (caneta, óculos, capacete, etc.).</p><p>- Vista corretamente o colete salva-vidas e ajuste-o o mais possível;</p><p>- Aproxime-se o máximo possível do nível do mar, de modo a reduzir a altura do</p><p>salto;</p><p>- Vede as narinas com uma das mãos e, por sobre esta, segure firmemente uma das</p><p>golas ou um dos ombros do colete salva-vidas;</p><p>- Certifique-se que a área abaixo está livre;</p><p>- Fique em pé perto da borda, aprumado;</p><p>- Dê um passo adiante, cruzando em seguida as pernas ao iniciar a queda,</p><p>mantendo-as assim durante toda a descida (jamais pule de cabeça);</p><p>- Não abaixar a cabeça para ver o mar; e</p><p>- Ao emergir, gire o corpo, ficando de frente para a plataforma, e nade de costas,</p><p>afastando-se da mesma, movendo apenas as mãos.</p><p>Ao ser necessário saltar no mar, de uma altura superior a 4,5 metros, deve-se adotar</p><p>o mesmo procedimento, exceto:</p><p>- Tente fazer uso das escadas fixas, escadas de quebra-peito ou qualquer outro</p><p>meio disponível para diminuir a altura do salto; e</p><p>- Não vista o colete salva-vidas, fazendo-o somente quando estiver n’água.</p><p>1.4.3 - Gaiola/cesta de transbordo</p><p>Utilizada para embarque/desembarque de pessoal para uma embarcação de apoio.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 11</p><p>1.4.4 - Colete de içamento</p><p>Equipamento utilizado para o resgate de uma pessoa por helicóptero.</p><p>1.4.5 - Máscara protetora e de fuga</p><p>A máscara de proteção respiratória é obrigatória para trabalhos em condições que</p><p>envolvam riscos de deficiência de oxigênio, exposição a vapores perigosos, venenosos ou</p><p>irritantes, poeira ou gases.</p><p>A máscara de fuga é um equipamento de proteção respiratória (EPR) que tem por</p><p>finalidade proteger o usuário no caso de presença súbita de gases e fumaças, permitindo</p><p>o escape de atmosferas perigosas à vida e à saúde ou com baixa concentração de</p><p>oxigênio. São localizadas próximas a compartimentos habitados, como estações de</p><p>trabalho e acomodações.</p><p>1.4.6 - Roupa Térmica</p><p>Esta roupa permite a proteção térmica de grande parte do</p><p>corpo humano, contribuindo, através da diminuição da troca de calor,</p><p>para evitar a ocorrência de hipotermia.</p><p>Fazem parte da dotação das baleeiras, em quantidade</p><p>suficiente para dez por cento de sua lotação.</p><p>1.4.7 - Roupa de Imersão</p><p>Esta roupa é para ser usada quando houver a necessidade</p><p>de se entrar em águas com baixa temperatura. Deve cobrir todo o</p><p>corpo, com exceção do rosto, e é confeccionada com material à</p><p>prova d’água.</p><p>Não deve permitir a entrada excessiva de água, atenuando,</p><p>assim, a troca de calor do corpo com a água do mar. Poderá ter</p><p>flutuabilidade suficiente para dispensar o uso de colete salva-vidas.</p><p>Neste caso, deverá ser dotada de lâmpada de sinalização.</p><p>MÁSCARA PROTETORA MÁSCARA DE FUGA</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 12</p><p>1.4.8 - Cinto de segurança</p><p>Seu uso é obrigatório em trabalhos onde for previsível o risco</p><p>de queda.</p><p>1.4.9 - Capacete</p><p>Esta proteção é de grande importância, pois a cabeça é uma parte vital do ser</p><p>humano, além de ser altamente vulnerável e sensível.</p><p>O capacete deve ser construído de uma única peça, com uma estrutura interna</p><p>ajustável e uma jugular que se ajuste ao queixo para fixar o capacete à cabeça.</p><p>1.4.10 - Óculos</p><p>Deve ser feita uma escolha criteriosa na seleção dos óculos protetores adequados ao</p><p>trabalho a ser realizado, levando-se em consideração as características do risco</p><p>especifico do local de trabalho.</p><p>1.4.11 - Protetor auricular</p><p>Muitos dos trabalhadores de uma Plataforma ficam expostos a altos níveis de</p><p>ruídos, tais como aqueles que trabalham em praça de máquinas ou no convés, sendo</p><p>importante o uso de protetores auditivos. Por vezes, os sintomas somente são sentidos</p><p>após muito tempo de exposição ao ruído, quando os efeitos já são irreversíveis.</p><p>1.4.12 - Luvas e botas</p><p>Todo trabalhador deve usar luvas de proteção e calçados de segurança</p><p>apropriados ao tipo de trabalho a ser executado.</p><p>1.4.13 - Balaclava</p><p>Equipamento obrigatório para os membros da Brigada de Incêndio.</p><p>1.5 - Identificar os sistemas de comunicações interiores de bordo, em especial, para</p><p>comunicar ocorrências de emergência (dar alarme) ao pessoal responsável pela</p><p>segurança da unidade.</p><p>Ao tomar conhecimento de uma emergência, os seguintes Sistemas de</p><p>Comunicação Interiores poderão ser empregados para a sua comunicação:</p><p>a) INTERCOM – sistema composto de vários alto-falantes e microfones espalhados pela</p><p>Plataforma, que permitem que a divulgação da emergência seja ouvia em todos os locais</p><p>de bordo;</p><p>b) Telefones Internos – permitem que a emergência seja informada a sala de controle</p><p>c) Rádios do tipo “Walk Talk” – os trabalhadores que portam este tipo de equipamento</p><p>poderão divulgar a emergência para a Sala de Controle; e</p><p>É de fundamental importância a correta divulgação da emergência, informando sua</p><p>natureza e localização.</p><p>Após a comunicação, a sala de controle acionará o alarme correspondente.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 13</p><p>1.6 - Compreender a importância de seguir as ordens e instruções da cadeia de</p><p>comando.</p><p>Ao ser deflagrada uma emergência é fundamental que todos obedeçam às ordens e</p><p>instruções divulgadas para a resposta à emergência.</p><p>Ao ouvir o alarme, aqueles que estiverem trabalhando deverão interromper suas</p><p>atividades e prestar atenção ao anúncio (pelo sistema de comunicação interna -</p><p>INTERCOM), da emergência e sua localização.</p><p>Esse anúncio tem como finalidade avisar aos grupos responsáveis pelo combate à</p><p>emergência o que deverão combater e sua localização, além de evitar que pessoas não</p><p>envolvidas no combate sigam em direção da emergência.</p><p>Todos devem proceder como foram treinados durante os exercícios anteriormente</p><p>realizados para as diversas situações de emergência e, em especial, devem cumprir à</p><p>risca as ordens e instruções emanadas pela cadeia de comando da plataforma, de modo</p><p>que tenhamos uma resposta rápida e eficiente à emergência.</p><p>1.7 - Descrever os procedimentos especiais de operações combinadas como: FPSO</p><p>com navio aliviador, plataforma com UMS acoplada (com gangway) para construção</p><p>e reparos a bordo e operações de mergulho, combate a incêndio e evacuação com</p><p>apoio de supply-boat.</p><p>Operações combinadas são operações em que há a necessidade de se trabalhar em</p><p>conjunto com outras unidades, embarcações ou equipes. No setor Offshore são várias as</p><p>operações combinadas e a seguir serão apresentadas as principais.</p><p>1.7.1 – Operação do FPSO com navio aliviador (Offload).</p><p>É a operação em que o petróleo produzido e armazenado no FPSO (Floating</p><p>Production Storage and Offloading) é transferido para Navios Aliviadores.</p><p>1.7.2 – Operação com Flotel.</p><p>Flotel é uma Plataforma ou Navio que fica a contrabordo de outra Plataforma que</p><p>necessite de apoio, seja armazenando equipamentos ou materiais, seja hospedando</p><p>trabalhadores. Normalmente, o Flotel é empregado no apoio a grandes obras nas</p><p>Plataformas.</p><p>A transferência de pessoal da Plataforma para o Flotel e vice-versa é feita pela</p><p>prancha (gangway) instaladas entre as duas unidades.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 14</p><p>1.7.3 – Operação com barcos de apoio.</p><p>Os Barcos de Apoio (Supply-Boat) são responsáveis pela maior parte do</p><p>suprimento para as plataformas. As manobras de embarque e desembarque de material e</p><p>pessoal são realizadas pelos guindastes da Plataforma, enquanto a embarcação de apoio</p><p>se mantém posicionada sob suas próprias máquinas.</p><p>Os Barcos de Apoio também são responsáveis por combate a incêndio (Fire</p><p>Fighting) e combate à poluição por óleo (Oil Recovery).</p><p>1.7.4 – Operação com mergulhadores.</p><p>A bordo de Plataformas, muitas tarefas abaixo da linha d'água são</p><p>realizadas por mergulhadores. Durante a operação com mergulhadores</p><p>algumas precauções precisam ser tomadas, tais como: não operar bombas</p><p>nas proximidades do mergulho, não operar hélices, não permitir a</p><p>aproximação de embarcações e içar a Bandeira ALFA, ao lado apresentada.</p><p>2. ORIENTAÇÃO SOBRE SEGURANÇA A BORDO.</p><p>2.1 - Mostrar os principais compartimentos e equipamentos de uma plataforma.</p><p>2.1.1 - Arranjo geral.</p><p>O arranjo geral de uma plataforma depende basicamente do seu tipo, entretanto,</p><p>algumas áreas são comuns a todos os tipos de plataforma.</p><p>a) Área Industrial</p><p>Engloba toda a planta industrial (exemplos: área de perfuração, área de produção, área</p><p>de armazenamento, etc.).</p><p>Na área de perfuração, que só existe nas plataformas de perfuração (também</p><p>conhecidas como “sondas”), localiza-se a torre de perfuração, que é uma estrutura</p><p>TRANSFERÊNCIA DE MATERIAL TRANSFERÊNCIA DE PESSOAL</p><p>COMBATE A INCÊNDIO COMBATE À POLUIÇÃO</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 15</p><p>metálica, que tem como função principal sustentar e orientar o equipamento de perfuração</p><p>(broca).</p><p>Na área de produção existem equipamentos como bombas e redes de transferência,</p><p>equipamentos de controle e segurança, etc.</p><p>Na área de armazenamento se localizam os tanques de armazenamento e seus</p><p>equipamentos de controle e segurança.</p><p>b) Área funcional</p><p>Engloba o passadiço, sala de controle, sala de lastro, escritórios, laboratório, oficinas,</p><p>paióis, etc.</p><p>Algumas plataformas possuem passadiço e outras somente sala de controle. Nesses</p><p>compartimentos é que são tomadas as decisões e efetuado o controle da plataforma.</p><p>A diferença básica entre estes compartimentos é que o passadiço também se presta às</p><p>atividades de navegação e a sala de controle não.</p><p>PERFURAÇÃO</p><p>TORRE DE</p><p>PERFURAÇÃO</p><p>PASSADIÇO SALA DE CONTROLE</p><p>LABORATÓRIO ESCRITÓRIO OFICINA</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 16</p><p>c) Área habitável</p><p>Engloba os refeitórios, camarotes, cozinha, enfermaria, banheiros, etc.</p><p>2.2 - Citar a estrutura funcional e hierárquica e os diversos tipos de unidades</p><p>“offshore”.</p><p>2.2.1 - Estrutura funcional e</p><p>de toda a tripulação em</p><p>cada bordo. Cada tripulante é informado, ao embarcar, qual o seu posto de abandono e</p><p>sua baleeira. Mais adiante, no item 3.2.1 desta apostila, serão apresentados os</p><p>procedimentos específicos para a evacuação/abandono em uma baleeira.</p><p>Se não for possível a evacuação/abandono da plataforma por baleeira, deverão ser</p><p>utilizadas as balsas salva-vidas. Todo tripulante é informado, ao embarcar, qual a sua</p><p>balsa salva-vidas. Mais adiante, no item 3.2.2 desta apostila, serão apresentados os</p><p>procedimentos específicos para a evacuação/abandono em uma balsa salva-vidas.</p><p>Somente como última opção devemos optar pelo abandono da plataforma pulando</p><p>ao mar. Os procedimentos específicos para a utilização de colete salva-vidas constam do</p><p>item 1.4.2. desta apostila.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 20</p><p>2.6 - Citar os procedimentos para embarque e desembarque em helicópteros:</p><p>ângulo de aproximação, não portar bonés ou material volante, cinto de segurança,</p><p>vestir o colete SV, procedimento básico em caso de queda n´água.</p><p>Os helicópteros são largamente empregados pelos trabalhadores de Plataformas e,</p><p>como em qualquer meio de transporte, temos que ter cuidados especiais para que a</p><p>segurança esteja sempre em primeiro lugar. Para tal, as seguintes ações devem ser</p><p>adotadas:</p><p>a) Antes do embarque, receber instruções sobre o</p><p>voo e sobre as medidas de segurança;</p><p>b) Colocar corretamente o colete salva-vidas;</p><p>c) Não portar objetos soltos (boné, papel, etc.) que</p><p>possam atingir as turbinas;</p><p>d) Não portar objetos pontiagudos (caneta, lápis, etc.);</p><p>e) Após a autorização para o embarque, fazê-lo</p><p>perpendicularmente ao eixo longitudinal do</p><p>helicóptero e nunca pela parte dianteira ou,</p><p>principalmente, traseira, devido ao risco de ser</p><p>atingido pelo rotor de cauda ou pela oscilação das pás rotativas;</p><p>f) Colocar corretamente o cinto de segurança (bem ajustado e com a fivela livre para ser</p><p>acionada); e</p><p>g) No desembarque, aguardar a autorização para sair da aeronave. O desembarque</p><p>deverá ser feito perpendicularmente ao eixo longitudinal do helicóptero, como</p><p>explicado acima.</p><p>O número de acidentes com helicópteros é relativamente pequeno quando comparado a</p><p>outros meios de transporte, porém, isto em nada diminui a importância dos procedimentos</p><p>que devem ser adotados no caso de queda de uma aeronave.</p><p>A análise de acidentes ocorridos com helicópteros sobre o mar aponta para os seguintes</p><p>aspectos que agravam as consequências:</p><p> Pânico;</p><p> Desorientação;</p><p> Falta de conhecimento dos equipamentos de segurança a bordo da aeronave e dos</p><p>procedimentos de emergência; e</p><p> Falta de conhecimento dos procedimentos para evacuação com a aeronave submersa.</p><p>No caso de queda da aeronave n’água, as seguintes ações contribuirão para a</p><p>sobrevivência dos passageiros:</p><p> Prestar atenção às instruções de segurança apresentadas antes do voo;</p><p> Ao entrar na aeronave, procure localizar as saídas de emergência e identificar quais</p><p>ações serão necessárias para o escape. Identifique pontos de referência no interior da</p><p>aeronave que possam auxiliar no escape;</p><p> Procure localizar os equipamentos de segurança a bordo da aeronave;</p><p> Manter a fivela do cinto de segurança livre para ser acionada;</p><p> No caso de queda, tentar manter a calma;</p><p> Tentar manter a orientação, tendo como base os pontos de referência no interior da</p><p>aeronave; e</p><p> Somente abandone o interior da aeronave após a parada das pás rotativas.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 21</p><p>3. TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR.</p><p>3.1 - Descrever os equipamentos para salvatagem e sobrevivência.</p><p>3.1.1 - Símbolos.</p><p>A bordo de plataformas existe um número grande de símbolos afixados em</p><p>anteparas, portas, caixas de equipamentos, canalizações, etc. O propósito da utilização</p><p>de símbolos é facilitar a visualização e a compreensão quanto a assuntos de importância,</p><p>tais como a localização dos equipamentos de salvatagem.</p><p>A figura a seguir mostra alguns destes símbolos.</p><p>O significado dos símbolos acima apresentados é o seguinte:</p><p>1ª LINHA: baleeira, bote de resgate, balsa salva-vidas, balsa salva-vidas lançada por</p><p>turco, escada de embarque, rampa de abandono, boia salva-vidas, boia salva-</p><p>vidas com retinida.</p><p>2ª LINHA: boia salva-vidas com dispositivo de iluminação automático, boia salva-vidas</p><p>com dispositivo de iluminação e fumígeno, colete salva-vidas, colete salva-</p><p>vidas para criança, roupa de imersão (proteção térmica), rádio portátil de</p><p>embarcação de sobrevivência, EPIRB, SART.</p><p>3ª LINHA: sinal de socorro pirotécnico de embarcação de sobrevivência, foguete manual</p><p>estrela vermelha com paraquedas, aparelho lança retinida, posto de reunião,</p><p>sistema de evacuação, maca, roupa para proteção térmica, roupa</p><p>antiexposição.</p><p>4ª LINHA: quebrar o vidro em caso de emergência, escada para escape, helicóptero,</p><p>telefone de emergência e equipamento de respiração.</p><p>3.1.2 - Roupas de proteção térmica.</p><p>Quando em uma faina de salvamento uma pessoa é submetida a baixas</p><p>temperaturas, há o risco de sofrer hipotermia, devido à troca de calor de seu corpo com o</p><p>ar ou a água do mar. Para minimizar este efeito, existem roupas para proteção térmica.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 22</p><p>Roupa Térmica.</p><p>Esta roupa permite a proteção térmica de grande parte do</p><p>corpo humano, contribuindo, através da diminuição da troca de calor,</p><p>para evitar a ocorrência de hipotermia.</p><p>Fazem parte da dotação das baleeiras, em quantidade suficiente</p><p>para dez por cento de sua lotação.</p><p>Roupa de Imersão.</p><p>Esta roupa é para ser usada quando houver a necessidade de</p><p>se entrar em águas com baixa temperatura. Deve cobrir todo o</p><p>corpo, com exceção do rosto, e é confeccionada com material à</p><p>prova d’água.</p><p>Não deve permitir a entrada excessiva de água, atenuando,</p><p>assim, a troca de calor do corpo com a água do mar. Poderá ter</p><p>flutuabilidade suficiente para dispensar o uso de colete salva-vidas.</p><p>Neste caso, deverá ser dotada de lâmpada de sinalização.</p><p>3.1.3 - Boia salva-vidas.</p><p>Destina-se a ser lançada ao homem que tenha caído no mar, de forma a garantir</p><p>sua flutuabilidade enquanto se providencia o</p><p>socorro/resgate. Devem possuir, dentre outras, as</p><p>seguintes características:</p><p>- Ter flutuabilidade própria;</p><p>- Devem estar espaçadas a uma distância de modo</p><p>que não se deva caminhar mais de 12 metros para</p><p>alcançá-las e efetuar seu lançamento;</p><p>- Resistir à queda de uma altura de 30 metros;</p><p>- Ter linha salva-vidas fixada em quatro pontos</p><p>equidistantes; e</p><p>- Possuir fitas retro refletivas.</p><p>Boia salva-vidas singela.</p><p>Desprovida de qualquer dispositivo auxiliar, deve ser lançada a uma pessoa que</p><p>esteja em perigo no mar (homem ao mar).</p><p>A figura ao lado apresenta uma boia salva-vidas singela, estivada dentro de uma</p><p>caixa de proteção.</p><p>Boia salva-vidas com retinida.</p><p>Provida de uma retinida de material flutuante, cujo</p><p>comprimento deve ser de 30 metros ou de uma vez e meia a</p><p>altura do convés onde a boia está estivada, o que for maior.</p><p>Seu chicote (ponta) não poderá estar preso definitivamente à</p><p>estrutura da embarcação. A retinida tem o objetivo de permitir</p><p>que a pessoa que caia no mar possa ser trazida para próximo</p><p>da embarcação, facilitando seu resgate. A figura ao lado</p><p>apresenta uma boia salva-vidas com retinida.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 23</p><p>CONJUNTO SINAL</p><p>DE FUMAÇA E</p><p>SINAL LUMINOSO</p><p>Boia salva-vidas com facho Holmes.</p><p>É a boia salva-vidas que possui um facho Holmes</p><p>(dispositivo autoiluminativo) a ela amarrada, que é lançado ao</p><p>mar junto com a boia.</p><p>O facho Holmes é, basicamente, uma lanterna que é</p><p>acionada ao sair de sua posição de estiva (lâmpada para</p><p>baixo). Como ao ser lançada a lanterna flutua sempre com</p><p>sua lâmpada para cima, por possuir lastro em sua outra</p><p>extremidade, a lanterna gera uma iluminação que ajudará na</p><p>localização da pessoa que caia no mar.</p><p>A figura ao lado apresenta uma boia salva-vidas com</p><p>facho holmes.</p><p>Boia salva-vidas com fumígeno e luz.</p><p>A boia salva-vidas possui um fumígeno (sinal de</p><p>fumaça) de cor visível, com débito constante de no mínimo</p><p>15 minutos, a ela amarrado, que será ativado quando a</p><p>boia for lançada ao mar.</p><p>Acoplado ao corpo deste fumígeno existe um sinal</p><p>luminoso que será ativado quando cair n’água. Esse</p><p>conjunto, que ajuda a localização (dia e noite) da pessoa</p><p>que caia no mar, fica fixado por fora da borda da</p><p>plataforma.</p><p>Quando a boia é lançada ao mar, ela arranca, por</p><p>ação de seu peso, o conjunto (fumígeno e sinal luminoso)</p><p>do local onde está fixado, que cai ao mar com os sinais</p><p>(fumaça e luminoso) ativados.</p><p>3.1.4 - Bote de resgate rápido (Embarcação de Salvamento).</p><p>A embarcação de salvamento, mais conhecida como</p><p>bote de resgate rápido, tem como finalidade o resgate de</p><p>pessoas em perigo no mar e, durante a faina de abandono</p><p>da plataforma, agrupar as balsas salva-vidas e recolher os</p><p>náufragos.</p><p>Suas principais características são as seguintes:</p><p>grande manobrabilidade e capacidade de ser lançada</p><p>rapidamente.</p><p>O bote de resgate deve poder acomodar, no mínimo,</p><p>seis pessoas, considerando-se uma delas em uma maca ou</p><p>deitada, sendo que, obrigatoriamente, três é o número</p><p>mínimo de tripulantes para a sua operação.</p><p>Deverá existir na plataforma equipe treinada e pronta</p><p>para entrar em ação a qualquer momento.</p><p>O bote de resgate rápido é dotado de um turco que é</p><p>empregado, exclusivamente, para o seu rápido lançamento</p><p>ao mar e seu posterior recolhimento.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 24</p><p>3.2 - Citar os tipos de embarcações que poderão ser utilizados para abandono e</p><p>sobrevivência.</p><p>As embarcações que podem ser utilizadas para abandono e sobrevivência são</p><p>embarcações que devem ser capazes de preservar e sustentar a vida de pessoas, a partir</p><p>do momento em que abandonam a Unidade Marítima até o momento em que serão</p><p>resgatadas.</p><p>Podem ser de dois tipos: embarcações salva-vidas, conhecidas como baleeiras, e</p><p>balsas salva-vidas.</p><p>3.2.1 - Baleeiras (embarcações salva-vidas).</p><p>Existem a bordo das Unidades Marítimas diversos tipos de baleeiras, que variam</p><p>em forma, tamanho, recursos e método</p><p>de lançamento, porém, seu propósito é</p><p>sempre o mesmo, já citado no item</p><p>anterior.</p><p>Deve ser esclarecido, no entanto,</p><p>que determinadas características</p><p>encontradas em um modelo mais recente</p><p>não invalidam outros modelos que não as</p><p>possuam.</p><p>A falta de determinado acessório</p><p>ou aperfeiçoamento pode e deve ser sobrepujado por procedimentos corretos e pela</p><p>capacidade e conhecimento dos operadores.</p><p>3.2.1.1 - Características das baleeiras.</p><p>Uma baleeira deve possuir, dentre outras, as seguintes características:</p><p>- Ser construída de forma a ter boa estabilidade e borda livre suficiente quando</p><p>totalmente carregada;</p><p>- Ser construída com material retardador de fogo ou não combustível;</p><p>- Possuir escadas de acesso que atinjam 0,40 metro abaixo da linha d’água;</p><p>- Permitir que uma pessoa em uma maca pudesse embarcar;</p><p>- Ter uma linha salva-vidas flutuante presa nos bordos externos, acima da linha</p><p>d'água e ao alcance das pessoas que estiverem na água;</p><p>- Oferecer condições de acesso a todos os tripulantes, no tempo de 3 minutos, a</p><p>partir da ordem de embarque;</p><p>- Ser equipada com um motor capaz de manter-se funcionando até mesmo se</p><p>tiver sua parte inferior alagada;</p><p>- O motor deve ter condições de manter-se funcionando por 5 minutos quando</p><p>fora d’água;</p><p>- O motor deverá ser dotado de um sistema de partida manual ou de um sistema</p><p>de partida com duas fontes de suprimento de energia independentes e</p><p>recarregáveis;</p><p>- Desenvolver a velocidade de pelo menos 6 nós e ser capaz de rebocar uma</p><p>balsa para 25 pessoas, além de ter autonomia para um período não inferior a</p><p>24 horas com 6 nós de velocidade a plena carga;</p><p>- Ter cintos de segurança e assentos numerados;</p><p>- Ter sistema de ar para o ambiente e para o motor; e</p><p>- Ter sistema de proteção contra incêndio através de borrifamento do casco</p><p>externo com água.</p><p>BALEEIRABALEEIRA</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 25</p><p>3.2.1.2 - Dispositivos de lançamento das baleeiras.</p><p>São meios utilizados para que sejam efetuados os lançamentos e recolhimentos</p><p>das baleeiras. Podem ser dos seguintes tipos:</p><p>Lançamento por turco.</p><p>Neste dispositivo a baleeira é arriada e</p><p>içada por dois cabos de aço (presos na proa e</p><p>na popa da baleeira). Esses cabos de aço</p><p>correm por um sistema de roldanas até serem</p><p>enrolados, ou desenrolados, nos tambores do</p><p>turco. Estes tambores são acionados por</p><p>motores elétricos, quando do içamento da</p><p>baleeira, ou são controlados por um freio,</p><p>quando a baleeira for arriada pela ação do</p><p>próprio peso.</p><p>Este dispositivo deve possuir, dentre</p><p>outras, as seguintes características:</p><p>- Permitir o lançamento da baleeira, com segurança, tendo sua palamenta e</p><p>lotação completas;</p><p>- Permitir o lançamento da baleeira, com segurança, em condições desfavoráveis</p><p>de trim (até 10° para cima ou para baixo) e banda (até 20 º para qualquer bordo);</p><p>e</p><p>- Poder arriar a baleeira tanto pelo controle do tambor do turco como por um</p><p>operador situado no interior da baleeira.</p><p>Queda livre (free-fall).</p><p>Neste dispositivo a baleeira é arriada somente pela ação da gravidade, sem</p><p>qualquer sistema de frenagem.</p><p>Este dispositivo deve possuir, dentre outras, as seguintes características:</p><p>- Atender às prescrições aplicáveis as</p><p>baleeiras convencionais, além do disposto</p><p>neste item;</p><p>- Ter uma resistência suficiente para</p><p>suportar, quando carregada com toda a</p><p>sua lotação de pessoas e toda a sua</p><p>dotação de equipamentos, um lançamento</p><p>por queda livre de uma altura de pelo</p><p>menos 1,3 vez altura de queda livre</p><p>aprovada;</p><p>- Ser projetada e instalada de modo que</p><p>proteja os ocupantes contra forças de</p><p>aceleração prejudiciais; e</p><p>- Ser dotada de acentos, encostos e cintos</p><p>de segurança especiais, que reduzam os efeitos do choque n’água.</p><p>Seja qual for o dispositivo de lançamento, ou de baleeira, é importante salientar</p><p>que os ocupantes deverão manter a calma, ficar em silêncio, permanecer sentados, com</p><p>o cinto de segurança corretamente passado, e atentos às instruções que serão passadas</p><p>pelo coordenador da faina.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 26</p><p>3.2.1.3 - Instruções para o lançamento das baleeiras.</p><p>As instruções para o lançamento das baleeiras deverão estar afixadas próximas</p><p>a elas, em idiomas que os tripulantes entendam, iluminadas por iluminação</p><p>de</p><p>emergência.</p><p>3.2.1.4 - Palamenta das baleeiras.</p><p>Entende-se por palamenta todo o material que devemos ter a bordo de uma</p><p>embarcação de sobrevivência. Segundo a publicação Código LSA, o seguinte material</p><p>deverá estar disponível a bordo de uma baleeira:</p><p> Remos flutuantes. Espelho de sinalização diurna.</p><p> Dois croques. Cópia de sinais de salvamento.</p><p> Cuia flutuante e dois baldes. Apito.</p><p> Manual de sobrevivência. Caixa de primeiros socorros.</p><p> Agulha magnética. Medicamentos contra enjoo.</p><p> Âncora flutuante. Faca (presa por meio de um fiel).</p><p> Duas boças resistentes. Três abridores da lata.</p><p> Duas boças com aros de salvamento</p><p>flutuantes.</p><p> Duas machadinhas.</p><p> Três litros de água potável por</p><p>pessoa.</p><p> Bomba manual para esgoto.</p><p> Duas lanternas para sinalização</p><p>Morse.</p><p> Conjunto de apetrechos para</p><p>pesca.</p><p> Recipiente graduado para água</p><p>potável.</p><p> Caixa de ferramentas.</p><p> Ração alimentar (10.000 KJ por</p><p>pessoa).</p><p> Extintor de incêndio.</p><p> Quatro foguetes iluminativos com</p><p>paraquedas.</p><p> Holofote.</p><p> Seis fachos manuais (fumígenos). Refletor radar ou SART.</p><p> Dois sinais fumígenos flutuantes (cor</p><p>laranja).</p><p> Caneco inoxidável.</p><p> Meios de proteção térmica (10% da</p><p>lotação).</p><p> Rádio VHF.</p><p>3.2.2 - Balsas salva-vidas.</p><p>São inúmeros os modelos existentes de</p><p>balsas salva-vidas infláveis (variam conforme a</p><p>lotação, forma de estiva, altura de estiva, método</p><p>de lançamento, método de embarque, palamenta,</p><p>custo, etc.).</p><p>Como visto anteriormente, os equipamentos</p><p>de salvatagem, aí incluídas as balsas salva-vidas,</p><p>são classificados como Classe I, II ou III.</p><p>No Brasil, a legislação estabelece que as</p><p>plataformas marítimas fixas poderão utilizar balsas</p><p>salva-vidas da Classe II e as demais plataformas deverão utilizar balsas salva-vidas da</p><p>Classe I (podendo ser dotadas com a palamenta prevista para a Classe II).</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 27</p><p>CASULO</p><p>TIRANTE</p><p>BERÇO DISPOSITIVO</p><p>HIDROSTÁTICO</p><p>3.2.2.1 - Componentes da balsa salva-vidas.</p><p>As balsas salva-vidas da Classe I possuem, basicamente, os seguintes</p><p>componentes:</p><p>3.2.2.2 - Estiva das balsas salva-vidas.</p><p>Normalmente vêm embaladas em casulos de</p><p>forma cilíndrica (de fibra de vidro), porém, podem vir</p><p>embaladas em invólucros de outras formas.</p><p>Quando embaladas em casulos, as balsas são</p><p>instaladas sobre berços situados próximos às bordas da</p><p>plataformas.</p><p>A fixação da balsa a seu berço, bem como sua</p><p>liberação, é feita por meio de um sistema de cabos e/ou</p><p>tirantes.</p><p>Faz parte deste sistema um dispositivo</p><p>hidrostático de liberação da balsa salva-vidas, que será</p><p>explicado posteriormente.</p><p>A Figura ao lado apresenta o tipo de balsa salva-vidas mais comumente</p><p>encontrado a bordo de plataformas.</p><p>3.2.2.3 - Palamenta das balsas salva-vidas.</p><p>Segundo a publicação Código LSA, o seguinte material deverá estar disponível</p><p>a bordo de uma balsa salva-vidas:</p><p> Dois remos flutuantes. Espelho de sinalização diurna.</p><p> Cuia flutuante e dois baldes. Cópia de sinais de</p><p>salvamento.</p><p> Faca flutuante (presa por meio de um</p><p>fiel).</p><p> Apito.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 28</p><p> Meios de proteção térmica (10% da</p><p>lotação).</p><p> Caixa de primeiros socorros.</p><p> Boça com aro de salvamento flutuante. Medicamentos contra enjoo.</p><p> Conjunto de apetrechos para pesca. Lanterna para sinalização</p><p>Morse.</p><p> Um litro e meio de água potável por</p><p>pessoa.</p><p> Três abridores da lata.</p><p> Recipiente graduado para água</p><p>potável.</p><p> Um par de tesouras.</p><p> Ração alimentar (10.000 KJ por</p><p>pessoa).</p><p> Manual de sobrevivência.</p><p> Saco de enjoo para cada pessoa. Duas âncoras flutuantes.</p><p> Seis fachos manuais (fumígenos). Duas esponjas.</p><p> Dois sinais fumígenos flutuantes (cor</p><p>laranja).</p><p> Refletor radar.</p><p> Quatro foguetes iluminativos com</p><p>paraquedas.</p><p>3.2.2.4 - Métodos de lançamento das balsas salva-vidas.</p><p>Os métodos para que sejam lançadas as balsas salva-vidas são dos seguintes</p><p>tipos:</p><p>Lançamento manual.</p><p>As ações a serem tomadas para o lançamento</p><p>manual da balsa salva-vidas são as seguintes:</p><p>- Liberar o sistema de cabos e/ou tirantes que fixam</p><p>a balsa a seu berço;</p><p>- Assegurar-se que a extremidade do cabo de</p><p>disparo está presa à plataforma;</p><p>- Jogar a balsa salva-vidas n’água;</p><p>- Puxar a extremidade do cabo de disparo que ficou</p><p>a bordo da plataforma, inflando a balsa salva-vidas;</p><p>e</p><p>- Após a balsa estar inflada, embarcar o pessoal</p><p>designado e liberar a balsa.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 29</p><p>Este método é utilizado quando, após o lançamento da balsa salva-vidas ao mar,</p><p>as pessoas dispõem de um meio seguro de saltar n’água para embarcar na balsa. Isto se</p><p>dá quando a balsa está estivada a uma altura inferior a 4,5 metros em relação ao nível do</p><p>mar.</p><p>Quando a balsa salva-vidas for estivada a mais de 4,5 metros de altura em relação</p><p>ao nível do mar, será necessário que ela seja arriada por um turco, já com todo o pessoal</p><p>nela embarcado, ou que a plataforma disponha de escadas, ou outros meios, que</p><p>permitam o embarque do pessoal sem que haja a necessidade de saltar de uma altura</p><p>superior a 4,5 metros.</p><p>Lançamento por turco.</p><p>Este método de lançamento de balsa salva-vidas é</p><p>utilizado quando o método manual, anteriormente descrito,</p><p>não é adequado, em face da necessidade das pessoas</p><p>terem que saltar n’água de uma altura não segura.</p><p>As ações a serem tomadas para o lançamento</p><p>dependem das características da balsa salva-vidas e do</p><p>turco que serão empregados, mas, basicamente, são as</p><p>seguintes:</p><p>- Liberar os cabos que fixam a balsa a seu berço;</p><p>- Abrir o casulo da balsa salva-vidas, de modo a ter</p><p>acesso ao anel/manilha existente no topo da</p><p>balsa, por onde ela será arriada;</p><p>- Girar a lança do turco, posicionando-a sobre a</p><p>balsa;</p><p>- Conectar o gato do turco ao anel/manilha por onde a</p><p>balsa será arriada;</p><p>- Erguer a balsa e girá-la para fora da borda da</p><p>plataforma;</p><p>- Inflar a balsa, acionando (puxando) o cabo de disparo;</p><p>- Posicionar a balsa à altura do convés e tencionar os</p><p>cabos de direção, de forma a manter a balsa suspensa</p><p>e sem balanços;</p><p>- Após o embarque de todos, cortar os cabos de direção</p><p>e arriar a balsa; e</p><p>- Quando a balsa atingir o nível do mar liberá-la.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 30</p><p>Lançamento automático.</p><p>Caso não tenha sido possível o lançamento</p><p>de uma balsa salva-vidas durante uma operação de</p><p>abandono, a balsa será liberada se a plataforma vier</p><p>a ficar submersa, por ação</p><p>de um dispositivo</p><p>hidrostático de liberação da</p><p>balsa.</p><p>A pressão da água</p><p>ativará o dispositivo</p><p>hidrostático, que liberará o</p><p>casulo de seu berço,</p><p>fazendo com que ele flutue em direção à superfície,</p><p>ligado à plataforma pelo cabo de disparo da balsa.</p><p>À medida que a plataforma afunda, o cabo de disparo é tensionado, acionando a</p><p>ampola de gás que inflará a balsa.</p><p>Após a balsa inflar, um elo de ruptura (cabo fusível), existente no cabo de disparo,</p><p>se romperá, desconectando a balsa salva-vidas da plataforma, que poderá vir a ser</p><p>utilizada</p><p>por um náufrago que se encontre próximo.</p><p>3.2.2.5 - Instruções para o lançamento da balsa salva-vidas.</p><p>As instruções para o lançamento da balsa salva-vidas da plataforma deverão</p><p>estar afixadas próximas a elas, em idiomas que os tripulantes entendam, iluminadas por</p><p>iluminação de emergência.</p><p>3.2.2.6 - Embarque na balsa salva-vidas.</p><p>O embarque na balsa salva-vidas pode ser</p><p>classificado como direto e indireto. O embarque direto é</p><p>aquele em que as pessoas abandonam a plataforma</p><p>entrando diretamente na balsa salva-vidas, ou seja, não</p><p>entram em contato com a água.</p><p>Deve-se dar prioridade ao embarque direto, sempre que</p><p>possível, pois nesse método de abandono o náufrago entra</p><p>seco na balsa e não se arrisca a desgarrar-se do grupo.</p><p>O embarque indireto é aquele em que a pessoa se</p><p>lança dentro da água e nada até a balsa salva-vidas.</p><p>Para facilitar a entrada na balsa, devemos utilizar o</p><p>seu degrau, que permite a uma pessoa com colete salva-</p><p>vidas um fácil acesso.</p><p>A primeira pessoa a entrar deve procurar auxiliar as</p><p>demais para agilizar a operação de embarque de toda a lotação.</p><p>DISPOSITIVO HIDROSTÁTICO CABO DE DISPARO</p><p>(LIGADO À PLATAFORMA)</p><p>TIRANTE DE FIXAÇÃO</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 31</p><p>3.2.2.7 - Ações imediatas após o embarque na balsa salva-vidas.</p><p>As seguintes ações deverão ser adotadas após o embarque do pessoal e a</p><p>liberação dos cabos da balsa salva-vidas:</p><p>- Usar os remos para afastar-se da unidade abandonada, indo para um local</p><p>seguro;</p><p>- Procurar, dentro do possível, por sobreviventes;</p><p>- Lançar a âncora flutuante;</p><p>- Colocar EPIRB e SART em funcionamento (a operação destes equipamentos</p><p>será explicada mais adiante);</p><p>- Erguer a cobertura (toldo);</p><p>- Distribuir as pílulas ante enjoo;</p><p>- Drenar a parte interna da embarcação;</p><p>- Tratar os feridos;</p><p>- Na condição de frio, inflar o piso da balsa; e</p><p>- Deixar os equipamentos de comunicação prontos e montar vigia.</p><p>3.2.2.8 - Método para desvirar balsas salva-vidas.</p><p>Na eventualidade da balsa salva-vidas emborcar durante o processo de inflar,</p><p>devido às condições do mar, ela pode ser endireitada da seguinte maneira:</p><p>- Subir no fundo da balsa, posicionando-se</p><p>sobre o cilindro de ar que foi utilizado para</p><p>inflá-la;</p><p>- Fazendo uso das mãos, como se fossem</p><p>remos, posicionar a balsa de forma que</p><p>você fique de frente para o vento (isto</p><p>facilitará a manobra de desvirar a balsa);</p><p>- Segurar o tirante de endireitamento, ficar de</p><p>pé e inclinar-se para trás, até que o outro</p><p>lado da balsa suspenda e ela desvire; e</p><p>- Quando a balsa cair sobre você, use o</p><p>tirante de endireitamento para dirigir-se até</p><p>a superfície.</p><p>3.2.2.9 - Balsa salva-vidas associada ao sistema de evacuação marítima.</p><p>Pode-se empregar um Sistema de Evacuação Marítima para evitar que as</p><p>pessoas tenham que saltar n’água de uma altura não segura para embarcar nas balsas</p><p>salva-vidas ou para propiciar uma rápida descida das pessoas até o nível do mar. As</p><p>figuras a seguir apresentam alguns tipos de Sistemas de Evacuação Marítima associados</p><p>a balsas salva-vidas.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 32</p><p>3.2.2.10 - Deriva e localização de embarcações de sobrevivência.</p><p>É importante que após o abandono da plataforma as embarcações de</p><p>sobrevivência busquem não se afastar em demasia do local do sinistro, pois as buscas</p><p>aos sobreviventes serão certamente iniciadas a partir das imediações da última posição</p><p>conhecida da plataforma.</p><p>Não se afaste mais do que o necessário para evitar o efeito sucção provocado</p><p>pelo afundamento da plataforma, bem como para evitar os efeitos de possíveis explosões</p><p>ou incêndio. Deve-se proceder da seguinte forma:</p><p>- Lançar a âncora flutuante, pois ela reduz a deriva;</p><p>- Prender-se às outras embarcações para aumentar a probabilidade de</p><p>detecção visual por parte das aeronaves e embarcações envolvidas na busca</p><p>- Emitir pedidos de socorro a intervalos regulares via rádio VHF; e</p><p>- Instalar o refletor radar e por em funcionamento o SART.</p><p>Sob condições desfavoráveis de mar, manter a âncora flutuante afastada da</p><p>balsa por meio de um cabo longo e ter, pronta para uso, uma âncora flutuante extra para</p><p>o caso da primeira desgarrar-se.</p><p>Devem-se poupar os pirotécnicos nas primeiras horas, exceto se não tiver</p><p>dúvidas de que eles serão avistados por embarcações ou aeronaves.</p><p>3.3 - Identificar os pontos de reunião e estações de abandono de acordo com a</p><p>Tabela Mestra.</p><p>As localizações dos pontos de reunião e estações de abandono constam da Tabela</p><p>Mestra da Unidade Offshore e são escolhidas em função da proximidade das baleeiras.</p><p>Os pontos de reunião, além de serem escolhidos em função da proximidade das</p><p>baleeiras, são escolhidos de modo que as pessoas estejam abrigadas e afastadas de</p><p>zonas de perigo. Os locais normalmente utilizados como pontos de reunião são: sala de</p><p>jogos, sala de TV, recepção, auditório e refeitório.</p><p>Devem ser previstos, também, pontos de reunião alternativos, para o caso do ponto</p><p>de reunião original estar indisponível devido à emergência.</p><p>As estações de abandono devem se localizar nas imediações das baleeiras, de</p><p>modo que as pessoas não tenham que caminhar muito para embarcar.</p><p>Estação de abandono</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 33</p><p>3.4 - Citar os procedimentos dentro d’água: manter-se vestido para proteger o</p><p>corpo, manter-se a uma distância segura da embarcação sinistrada, utilizar partes</p><p>dos destroços para auxiliar na flutuação, quando possível.</p><p>3.4.1 - Vestimenta.</p><p>Quando dentro d’água, é importante manter-se vestido para proteger o corpo dos</p><p>raios solares e da hipotermia.</p><p>A hipotermia produzida por imersão na água é mais rápida do que aquela</p><p>produzida no ar. Isto se deve à condutividade térmica da água que é cerca de 20 (vinte)</p><p>vezes maior do que a do ar atmosférico.</p><p>Para se ter um parâmetro de estimativa de sobrevivência de pessoas imersas na</p><p>água, sem proteção adequada, podemos consultar o quadro a seguir.</p><p>O ideal é que, em águas frias, só se permaneça dentro d’água com roupas</p><p>térmicas.</p><p>3.4.2 - Distância segura da embarcação sinistrada.</p><p>Ao ter que abandonar a plataforma, poderemos ser afetados pela existência de</p><p>fogo e/ou escombros na superfície do mar. Para minimizar os efeitos desta situação</p><p>devemos priorizar, caso possível, o abandono onde não haja a presença de fogo e/ou</p><p>escombros.</p><p>Caso isto não seja possível, logo após a entrada na água, devemos nos mover</p><p>para longe dos líquidos flutuantes e dos escombros flutuantes o mais rápido possível. A</p><p>maneira mais rápida para escapar é nadar contra o vento ou corrente, em direção a uma</p><p>área limpa. Use os braços e as mãos para afastar os escombros e/ou líquidos em</p><p>chamas.</p><p>Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso.</p><p>O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao</p><p>final do curso. O meio ambiente agradece.</p><p>Revisão 20180613 34</p><p>3.4.3 - Destroços para auxiliar na flutuação.</p><p>No caso de termos que pular n’água sem colete salva-vidas, podemos utilizar parte</p><p>de destroços para auxiliar na flutuação.</p><p>Também podemos improvisar uma boia com a calça, amarrando as duas pernas da</p><p>calça (dando nó em cada perna) e segurando-a pela cintura por</p>como um indicador de direção para uma aeronave de resgate. 3.6.2 - Transponder Radar (SART). Os SARTs transmitem automaticamente um sinal de resposta quando recebem ondas eletromagnéticas oriundas de um radar da banda “X” (9 GHz), oriundas de um navio ou aeronave. O sinal transmitido do SART aparece na tela do radar das embarcações/aeronaves engajadas na operação de busca como uma linha tracejada, indicando a posição e orientando a unidades de resgate. O equipamento operará na condição “stand by” por 96 horas e poderá ser usado continuamente por 8 horas. No caso de um desastre no mar, os SARTs existentes nas Unidades Marítimas devem ser levados para as balsas salva-vidas, pois as baleeiras já possuem este equipamento. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso. O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso. O meio ambiente agradece. Revisão 20180613 40 3.6.3 - Pirotécnicos. São empregados para indicar que uma situação de emergência está ocorrendo, além de permitir ao náufrago indicar sua localização para as embarcações e aeronaves envolvidas no resgate. Foguete manual estrela vermelha. O foguete manual estrela vermelha com paraquedas deve ser utilizado para longas distâncias durante o dia ou durante a noite, sendo, logicamente, mais visível no segundo período. Ejeta um foguete munido de um composto sinalizador vermelho que, liberado do foguete, tem seu tempo de queda aumentado pelo emprego de um paraquedas. Tem o alcance de 300 metros de altura e produz, com sua estrela vermelha, uma intensidade de luz de 30.000 candelas, por um período de 40 segundos. Caso haja aeronaves nas proximidades, este pirotécnico não deverá ser empregado, tendo em vista representar risco à operação de aeronaves. Facho manual. Utilizado para pequenas distâncias, onde se requer forte luminosidade para indicar a posição do náufrago. Tem o tempo de queima de 1 minuto e intensidade de 15.000 candelas. Ao ser acionado, é importante ter cuidado com a direção do vento, para evitar que caiam fagulhas, acidentalmente, sobre o operador ou sobre a embarcação, no caso de ser inflável. É acondicionado, em sua maioria, em tubos contendo a composição iluminativa vermelha e tendo na parte inferior a sua ignição. Fumígeno flutuante. Utilizado para sinalização diurna, produz um rastro de fumaça laranja. Deve ser sempre lançado ao mar quando for avistado o socorro. Após o acionamento não se deve manter contato manual. Este contato acarretará queimaduras, já que sua refrigeração é feita na água. É fabricado em cilindro metálico contendo química fumígena alaranjada com um ignitor que varia conforme o modelo. 3.6.4 - Espelho e apito Equipamentos utilizados por náufragos para chamar a atenção de embarcações e aeronaves. No caso do espelho, antes de usá-lo, leia as instruções de como direcionar corretamente o reflexo do sol na direção da aeronave/embarcação. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso. O meio ambiente agradece. Favor devolver esta apostila “sem rasuras” ao final do curso. O meio ambiente agradece. Revisão 20180613 41 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS a) BRASIL. Marinha do Brasil. Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão. CAAML-1212 Manual de Sobrevivência no Mar - Rio de Janeiro, 2007. b) REZENDE, Celso Antônio Junqueira. Manual de Sobrevivência no Mar. Rio de Janeiro. 1992. c) WRIGHT, C. H. Survival at Sea: The Lifeboat and Liferaft. Liverpool: The James Laver Printing Co. Ltd., 1986. d) LEE, E. C. B. and Lee, K. Safety and Survival at Sea. London: W. W. Norton, 1980. FIM DA DISCIPLINA TSP-P