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<p>301 Plano de aula Monte uma biblioteca infantil</p><p>para sua turma</p><p>Objetivo(s)</p><p>Introduzir o hábito da leitura</p><p>Ampliar o universo cultural</p><p>Apresentar procedimentos de contato com os</p><p>livros</p><p>Desenvolver o gosto e o prazer pela leitura com-</p><p>partilhada como forma de aprender, socializar-</p><p>-se e interagir</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Leitura de capas, textos e imagens dos livros.</p><p>Criação de repertório de textos e imagens.</p><p>Ampliação e desenvolvimento da linguagem</p><p>oral.</p><p>Noções de causalidade e tempo. Articulação de</p><p>idéias.</p><p>Tempo estimado</p><p>Um mês para montar o espaço. As atividades</p><p>devem ser permanentes, feitas diariamente du-</p><p>rante 30 minutos ou enquanto durar o interesse</p><p>da turma.</p><p>Material necessário</p><p>Livros de boa qualidade e adequados às carac-</p><p>terísticas da faixa etária (exemplares de tecido</p><p>ou plástico, de tamanhos variados, com dobra-</p><p>duras, de papel cartonado, com texturas etc.),</p><p>estantes ou caixas baixas de fácil acesso, tapete,</p><p>colcha ou tatame, cadeirinhas, bebê-conforto</p><p>ou carrinho.</p><p>Organização da sala</p><p>Em roda</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Comece a montagem da bebeteca selecionan-</p><p>do os títulos. Dê preferência a histórias inte-</p><p>ressantes e que não emitam juízos de valor. Os</p><p>enredos que apresentam objetos e persona-</p><p>gens comuns do universo infantil como bolas,</p><p>brinquedos e carros, entre outros e que transfe-</p><p>rem características humanas a animais e coisas</p><p>costumam ser os prediletos. Fique atento tam-</p><p>bém às ilustrações, pois elas ajudam a chamar</p><p>a atenção para os livros e a contar o enredo. As</p><p>figuras grandes, coloridas e bonitas aprimoram</p><p>a percepção visual e ampliam o repertório de</p><p>imagens.</p><p>Insira no acervo edições de diferentes tipos (de</p><p>plástico ou tecido) e que inovem na forma (figu-</p><p>ras em relevo, páginas com dobraduras ou com</p><p>espaços de interação). É fundamental agregar</p><p>gêneros diversos. Histórias que tenham apenas</p><p>imagens agradam aos menores.</p><p>Pense também no espaço físico. Se não houver</p><p>na creche uma sala própria para esse fim, pro-</p><p>cure instalar a bebeteca em um canto amplo e</p><p>tranqüilo. Os livros devem estar sempre à dis-</p><p>posição, mas é importante ter um lugar para</p><p>que sejam guardados. Para isso, use estantes ou</p><p>caixas de madeira, colocadas em altura própria</p><p>para que todos alcancem os exemplares.</p><p>Decore a sala ou o canto com recursos adicio-</p><p>nais como fantoches e móbiles. Para o chão,</p><p>providencie tatames, colchas e tapetes em que</p><p>todos possam se espalhar e ficar à vontade para</p><p>devorar os livros.</p><p>Estabeleça um momento específico na rotina</p><p>diária para as atividades da bebeteca. Nos pri-</p><p>meiros encontros, apresente os materiais para</p><p>as crianças, observando a forma como elas se</p><p>relacionam com eles, as preferências individuais</p><p>e o tempo que cada uma dedica à atividade.</p><p>Ensine a importância de cuidar bem do material</p><p>e de preservá-lo.</p><p>Durante as atividades, ofereça a possibilidade</p><p>de manusear os livros.</p><p>Leia com a garotada as imagens e os textos,</p><p>apontando figuras e nomeando personagens.</p><p>Para desenvolver a escuta atenta e favorecer a</p><p>concentração de todos, capriche na entonação</p><p>e no ritmo.</p><p>Não tenha receio de repetir a mesma trama</p><p>mais de uma vez. Os que já sabem falar não se</p><p>cansam de pedir as preferidas, e isso é impor-</p><p>tante para que apreendam a história e prestem</p><p>atenção em detalhes diferentes a cada vez. Você</p><p>pode ler um livro em várias sessões se ele esti-</p><p>ver dividido em capítulos. Sempre que possível,</p><p>amplie as situações: além de ler por prazer, a</p><p>turma pode ser colocada em contato com ou-</p><p>tros propósitos, como o de ler para pesquisar</p><p>(enciclopédias infantis, sites etc.), estudar e se-</p><p>guir instruções (receitas e manuais).</p><p>A leitura é apenas uma das formas de conta-</p><p>to com os livros. Outras podem ser exploradas,</p><p>como o teatro de fantoches, de dedos ou de</p><p>sombras o flanelógrafo e músicas cantadas. Tra-</p><p>balhe com os personagens, as características e</p><p>as falas particulares. Convide as crianças a ser os</p><p>protagonistas nesses momentos. É uma forma</p><p>de mostrarem as aprendizagens.</p><p>No decorrer do ano, diversifique a oferta de ma-</p><p>teriais ampliando o repertório de histórias. Pro-</p><p>mova vários momentos de intercâmbio com</p><p>outros grupos para trocar conhecimentos e in-</p><p>teragir.</p><p>Confeccione um cartaz em sala com imagens</p><p>das capas dos livros para estimular a leitura.</p><p>Fotografe as atividades, compartilhando com</p><p>o grupo e as famílias a experiência de contato</p><p>com os livros. Aproveite algumas idas à bebe-</p><p>teca para promover a aproximação das famílias</p><p>com a escola: convide pais e mães para ler para</p><p>os filhos e seus colegas ou mesmo para ouvir as</p><p>histórias que você conta.</p><p>Avaliação</p><p>Faça a avaliação do trabalho durante todo o</p><p>processo, desde a montagem do espaço até as</p><p>atividades propostas. Não hesite em alterar a</p><p>ordem das etapas previstas ou os encaminha-</p><p>mentos planejados em função das necessidades</p><p>dos bebês. Observe as crianças interagindo com</p><p>os livros e o tempo que se mantêm concentra-</p><p>das. Um bom termômetro é quando elas co-</p><p>meçam a pedir para ouvir histórias. Muitas vão</p><p>começar a deixar explícitos quais são os títulos</p><p>prediletos, comentá-los e pedir para levá-los</p><p>para casa. Anote as preferências do grupo. Sugi-</p><p>ra atividades específicas com elas para verificar</p><p>a familiaridade com os enredos, personagens e</p><p>imagens. Importante verificar se a turma tem</p><p>comportamento leitor no manuseio das obras e</p><p>na postura para escutá-los. Nessa faixa etária, a</p><p>paciência e a perseverança são essenciais para</p><p>um trabalho bem-sucedido.</p><p>302 Plano de aula: A amarelinha da caco</p><p>Objetivo(s)</p><p>Desenvolver a consciência corporal, a capacida-</p><p>de de saltar num pé só, girar e equilibrar-se.</p><p>Estimular a combinação de regras.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>ano</p><p>pré-escola</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>1 h</p><p>Material necessário</p><p>Um caco de telha ou uma pedra pequena (apro-</p><p>ximadamente de 5 cm x 5 cm) e um giz branco.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Quem conhece o jogo de amarelinha? Propo-</p><p>nha à turma uma brincadeira que se parece</p><p>com ele até no nome: amarelinha do caco. Peça</p><p>a um voluntário que faça com o giz um quadra-</p><p>do no chão. Não estipule uma metragem: per-</p><p>mita que os pequenos encontrem o tamanho</p><p>ideal. Feito o quadrado, ele precisa ser riscado</p><p>e numerado de acordo com o esquema abaixo</p><p>(veja as regrasabaixo).</p><p>2ª etapa</p><p>Quando a turma já tiver dominado a tarefa de</p><p>atravessar o tabuleiro chutando a pedrinha ou</p><p>o caco pulando num pé só, estimule variações:</p><p>primeiro, pular com o caco equilibrado na pal-</p><p>ma da mão; depois, com ele sobre os dedos for-</p><p>mando um copinho; por fim, colocando-o atrás</p><p>do joelho dobrado. Incentive que as crianças su-</p><p>giram modificações.</p><p>Avaliação</p><p>Atente para a capacidade de interação de cada</p><p>criança e o desenvolvimento do equilíbrio e da</p><p>capacidade de salto e giro nos vários níveis de</p><p>dificuldade oferecidos. Use essas observações</p><p>para propor variações do jogo ou novas brinca-</p><p>deiras. Ilustração: Rubens Paiva Como é o jogo</p><p>1. Os pequenos definem no par-ou-ímpar quem</p><p>começa. O primeiro jogador fica fora do dese-</p><p>nho e deve atirar a pedrinha ou o caco no qua-</p><p>drado. 2. Pulando num pé, a criança precisa ir</p><p>chutando o caco da casa 1 para a 2. Depois, para</p><p>a 3, a 4 e a 5. O jogo acaba com ela voltando</p><p>para a casa 1. 3. O “céu” é uma área válida quan-</p><p>do jogador e caco estiverem na casa 4: a criança</p><p>pula no céu e pode colocar os dois pés no chão</p><p>para descansar um pouco. 4. Se chutar o caco</p><p>para fora do desenho ou para uma casa errada,</p><p>ou se deixá-lo cair em cima da linha, o jogador</p><p>passa a vez para outro.</p><p>303 Plano de Aula: Batalhas numéricas</p><p>Objetivo(s)</p><p>Dominar progressivamente a leitura e a ordem</p><p>dos números.</p><p>Comparar e ordenar números com diferentes</p><p>quantidades de algarismos.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Ordenação de números</p><p>Regularidades do sistema numérico</p><p>Tempo estimado</p><p>30 minutos, uma vez por semana.</p><p>Material necessário</p><p>Batalha Simples: cartas numeradas em sequên-</p><p>cia, com intervalos variados (de 1 a 30, de 100 a</p><p>150 ou até com centenas e milhares)</p><p>Batalha de Composição: cinco jogos de cartas</p><p>numeradas de 0 a 9 (50</p><p>Se algum pai sou-</p><p>ber tocar um instrumento musical, peça que ele</p><p>venha participar de uma aula para cantar com o</p><p>grupo.</p><p>5ª etapa</p><p>Escolha algumas canções de Adoniran para en-</p><p>sinar ao grupo. Uma das músicas que as crian-</p><p>ças costumam gostar muito é o “Samba do Ar-</p><p>nesto”, pois narra uma história divertida. Nela,</p><p>é possível ouvir a pronúncia intencionalmente</p><p>equivocada de algumas palavras e também tem</p><p>um ritmo bem animado. Escute atentamente</p><p>a canção incentivando as crianças a nomear e</p><p>reconhecer os instrumentos tocados. Por exem-</p><p>plo: o cavaquinho, o pandeiro, o surdo etc. É im-</p><p>portante dizer ao grupo que essa música tem o</p><p>ritmo do samba e que, geralmente é tocado por</p><p>esses instrumentos. Muitos alunos conhecem</p><p>outras músicas e estilos de samba, o que pode</p><p>enriquecer o aprendizado.</p><p>Numa roda de conversa, faça um exercício con-</p><p>junto de compreensão sobre a letra da canção,</p><p>estimulando a participação das crianças. Inda-</p><p>gue-os sobre o que entenderam do enredo. Por</p><p>que o cantor fala errado algumas palavras? Lan-</p><p>ce um desafio para que cantem sozinhos sem</p><p>ajuda do acompanhamento da música. Organi-</p><p>ze atividades corporais/gestuais com os temas</p><p>abordados nas suas músicas. Por exemplo: com</p><p>Trem das Onze é possível realizar uma brinca-</p><p>deira de “estátua” onde os alunos deverão for-</p><p>mar uma fileira que será um “trem humano” e</p><p>deverão se movimentar ao ritmo da música, fi-</p><p>cando paralisados quando a música acaba. Esse</p><p>tipo de brincadeira torna a experiência musical</p><p>dinâmica. Todas essas atividades facilitam tam-</p><p>bém a memorização das letras e melodias das</p><p>canções.</p><p>6ª etapa</p><p>Todas as etapas deverão ser documentadas para</p><p>que ao final sua turma possa criar um livro com</p><p>os materiais registrados por eles. Além de do-</p><p>cumentar o processo de aprendizagem, os re-</p><p>gistros ajudam o aluno a compartilhar e refletir</p><p>sobre suas produções e conhecimentos. Veja</p><p>alguns tipos possíveis de registro:</p><p>- Registros gráficos musicais: As crianças podem</p><p>criar imagens, símbolos hipotéticos para repre-</p><p>sentar a notação de um som, um ritmo ou até</p><p>uma música completa (exemplo de registro das</p><p>crianças)</p><p>- Desenho do enredo das canções: Ilustrar o</p><p>tema das canções ou situações da sua vida. Por</p><p>exemplo: a estação ferroviária do Jaçanã~, o</p><p>trem e os passageiros.</p><p>- Escrita coletiva da biografia do artista: Com</p><p>você como escriba, peça que elaborem coletiva-</p><p>mente um texto sobre as informações pesquisa-</p><p>das da vida e obra de Adoniran.</p><p>- Registros sonoros: gravação das músicas, pro-</p><p>grama de rádio com vinhetas e sonorizações.</p><p>7ª etapa</p><p>Para elaboração e diagramação do Livro de Can-</p><p>ções, organize todos os materiais gráficos e de</p><p>áudio registrados durante o processo de realiza-</p><p>ção do projeto. Você pode criar um livro coletivo</p><p>acompanhado de um CD com músicas, textos</p><p>e ilustrações produzidas e interpretadas pelas</p><p>crianças.</p><p>No livro, você pode estabelecer diferentes se-</p><p>ções, para organizar as informações:</p><p>a) Partituras musicais: desenhos e notações re-</p><p>ferentes às músicas e sons. Você também pode-</p><p>rá colocar algumas partituras com a escrita mu-</p><p>sical usual como aproximação e referência dos</p><p>símbolos utilizados na linguagem musical.</p><p>b) Letras das músicas com ilustrações: desenhos</p><p>dos alunos sobre os temas cantados em suas</p><p>canções.</p><p>c) Biografia do artista: textos e ilustrações pro-</p><p>duzidos pelo grupo sobre sua vida</p><p>d) Índice do CD: numeração e conteúdos das</p><p>faixas, juntamente com os créditos dos alunos</p><p>e grupos que interpretaram as músicas e locu-</p><p>ções.</p><p>e) Créditos finais: seção onde deverá ser men-</p><p>cionado as fontes de consulta de pesquisa, das</p><p>imagens, dos livros, das partituras, das músicas,</p><p>do CDs utilizados para que o leitor possa tam-</p><p>bém fazer sua consulta pessoal aos materiais</p><p>originais.</p><p>8ª etapa</p><p>Lançamento do livro e do CD. Organize uma</p><p>seção de cantoria para a comunidade escolar</p><p>(pais, crianças, professores e funcionários) para</p><p>compartilhar o trabalho.</p><p>Avaliação</p><p>A avaliação do projeto poderá ser pautada por:</p><p>- Participação e envolvimento da criança no tra-</p><p>balho. - Observação dos registros realizados:</p><p>Hipóteses que criaram para desenhar os sons e</p><p>as músicas Desenhos dos enredos das canções,</p><p>situações de sua vida e da cidade - Apropriação</p><p>das músicas e da história de Adoniran: Cantam</p><p>as músicas? Comentam sobre timbres, instru-</p><p>mentos musicais e ritmo? Relatam diferentes</p><p>momentos de sua história e da cidade de SP?</p><p>- Conversas sobre o trabalho com as crianças.</p><p>Produto final Livro de canções de Adoniran Bar-</p><p>bosa.</p><p>Flexibilização</p><p>A música é um fenômeno físico, no qual é possí-</p><p>vel senti-la através das vibrações das ondas so-</p><p>noras. Por exemplo, é possível perceber o ritmo</p><p>do samba, a partir do padrão de vibração das</p><p>frequências graves de um surdo (instrumento</p><p>musical de percussão) ou até mesmo reconhe-</p><p>cer a pulsação e andamento da canção através</p><p>de sua marcação na sua música. Nas atividades</p><p>de apreciação, ajude o aluno a sentir as vibra-</p><p>ções da música.</p><p>Deficiências</p><p>Auditiva</p><p>321 Plano de Aula: AS 10 MAIS DA MPB</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ampliar o repertório musical das crianças.</p><p>Estimular a reflexão sobre a linguagem musical</p><p>com base em um repertório significativo.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Quatro meses.</p><p>Material necessário</p><p>CDs e DVDs de MPB.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Selecione músicas do gênero MPB que conta-</p><p>giem as crianças pelo ritmo e pela sonoridade</p><p>da letra. Em momentos de atividade livre, colo-</p><p>que na sala para que eles ouçam. Algumas su-</p><p>gestões: A Banda, de Nara Leão, João e Maria, de</p><p>Chico Buarque de Holanda, Leãozinho, de Ca-</p><p>etano Veloso, e Garota de Ipanema, de Vinicius</p><p>de Moraes.</p><p>2ª etapa</p><p>Converse sobre as músicas ouvidas ao longo das</p><p>atividades, perguntando às crianças quais são</p><p>as canções preferidas. Escreva os títulos no qua-</p><p>dro e organize uma votação para estabelecer as</p><p>cinco favoritas.</p><p>3ª etapa</p><p>Proponha que perguntem aos pais quais são</p><p>suas cinco músicas preferidas da MPB. Redija</p><p>um bilhete para levarem para casa explicando</p><p>seus objetivos. Compartilhe a escrita com as</p><p>crianças: é fundamental que elas estejam moti-</p><p>vadas para envolver os familiares na atividade.</p><p>4ª etapa</p><p>Depois de um levantamento das canções esco-</p><p>lhidas pelos pais, reúna as cinco mais votadas</p><p>e promova uma audição das músicas. Analise</p><p>cada uma, verificando se possui qualidades ade-</p><p>quadas para ser tocada em sala. Grave um CD e</p><p>apresente à garotada. Proponha que eles can-</p><p>tem e decorem as letras.</p><p>5ª etapa</p><p>Promova situações de escrita dos títulos - ou</p><p>das letras das canções, dependendo do nível</p><p>da turma - para produção de um livro ilustrado.</p><p>Textos memorizados, rimas, repetições e a me-</p><p>lodia facilitam a escrita por crianças em fase de</p><p>alfabetização inicial. Peça uma ilustração sobre</p><p>cada canção.</p><p>6ª etapa</p><p>Grave um CD com dez canções - cinco esco-</p><p>lhidas pelas crianças, outras cinco pelos pais.</p><p>Encaminhe a escrita espontânea dos títulos</p><p>na ordem em que aparecem na gravação para</p><p>compor a capa.</p><p>Avaliação</p><p>Compare o conhecimento musical da turma an-</p><p>tes e depois do projeto didático. O que mudou?</p><p>As crianças demonstram maior atenção às ca-</p><p>racterísticas rítmicas? E quanto às letras? Houve</p><p>memorização das canções preferidas? Verifique,</p><p>ainda, em que medida as hipóteses de leitura e</p><p>escrita também evoluíram.</p><p>322: Aumentar o repertório musical das crianças</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Ampliar o repertório musical das crianças</p><p>- Aprender a ouvir/apreciar músicas diversas</p><p>- Conhecer alguns poemas ou obras literárias</p><p>musicadas</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Escuta musical</p><p>Repertório musical</p><p>Poesia</p><p>Canções</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Um semestre</p><p>Material necessário</p><p>Você vai precisar de alguns livros e de um apa-</p><p>relho de som.</p><p>Para a realização desta seqüência, sugerimos</p><p>algumas obras musicais com as características</p><p>pedidas pela atividade:</p><p>CDs: A Arca de Noé - volumes 1 e 2 (poemas de</p><p>Vinícius de Moraes), Universal; De Paes para Fi-</p><p>lhos, de Paulo Bi (poemas de José Paulo Paes),</p><p>MCD Records; Quero Passear, do Grupo</p><p>Rumo,</p><p>Palavra Cantada; Canções dos Direitos das</p><p>Crianças, diversos artistas, Movieplay.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Nesta seqüência de atividades, além de am-</p><p>pliar seu repertório musical, as crianças podem</p><p>conhecer um pouco mais sobre a canção uma</p><p>composição normalmente curta, que combina</p><p>música uma melodia com poesia a letra.</p><p>Desenvolvimento das atividades</p><p>Ouvir canções em roda</p><p>Na primeira atividade, leve o aparelho de som e</p><p>apresente para a classe o que escutarão juntos.</p><p>Conte às crianças que algumas das canções que</p><p>vão ser ouvidas foram originalmente escritas</p><p>como poesia. Esse é o caso, por exemplo, das</p><p>faixas que compõem o CD A Arca de Noé, cujas</p><p>letras são de Vinícius de Moraes, que só ganha-</p><p>ram o acompanhamento da música muito tem-</p><p>po depois de terem sido criadas.</p><p>Leia os poemas, textos ou letras das canções an-</p><p>tes e também depois de ouvir a música. Procure</p><p>deixar ao alcance das crianças, os livros em que</p><p>estão os poemas ou textos musicados, para que</p><p>eles sejam manuseados após a roda de leitura e</p><p>música, e também em outros momentos do dia.</p><p>Ao fim de um período, todos devem saber can-</p><p>tar as músicas aprendidas, e podem cantar com</p><p>a gravação.</p><p>Faça com que a atividade de escutar canções e</p><p>poemas musicados seja um momento especial:</p><p>crie uma aconchegante roda de música, na pró-</p><p>pria sala de convívio diário, e realize esse encon-</p><p>tro, por exemplo, duas ou três vezes por sema-</p><p>na. Depois de conhecidas, as músicas passarão</p><p>a fazer parte do repertório das crianças, e pode-</p><p>rão ser tocadas e ouvidas em outros momentos</p><p>do dia.</p><p>Avaliação</p><p>Quando a atividade envolve música, é impor-</p><p>tante que o professor não compare as apren-</p><p>dizagens, mas que consiga observar as carac-</p><p>terísticas de cada criança dentro do grupo. Ao</p><p>escutar uma canção, elas não manifestam seu</p><p>prazer e seu interesse da mesma maneira. Nem</p><p>todas dançam ou batem palmas; algumas pre-</p><p>ferem se manter atentas, apenas escutando, o</p><p>que não significa não gostar do que ouvem. É</p><p>importante que o professor reconheça as mani-</p><p>festações de prazer e desprazer de seus alunos</p><p>diante da música. Ele pode organizar rodas de</p><p>apreciação musical, em que todos conversarão</p><p>sobre suas músicas preferidas, sobre porque</p><p>gostam ou não de determinada obra. Com isso</p><p>em mente, podem ser bons critérios de obser-</p><p>vação: - As crianças incorporaram canções apre-</p><p>sentadas na roda de música ao seu repertório?</p><p>Cantam-nas espontaneamente? - As crianças</p><p>se interessaram em procurar e localizar os poe-</p><p>mas/letras de canções nos livros? - As crianças</p><p>pedem, em outros momentos do dia, para que</p><p>o professor toque as canções que escutaram na</p><p>roda de música? Quer saber mais? INTERNET</p><p>Declaração Universal dos Direitos da Criança -</p><p>Unicef A poesia infantil no Brasil: um panorama</p><p>histórico, por Luís Camargo (escritor e ilustrador</p><p>de livros para crianças) A arca de Vinícius de Mo-</p><p>raes(letras dos poemas e link para ouvir as can-</p><p>ções) BIBLIOGRAFIA A Arca de Noé, de Vinícius</p><p>de Moraes, Cia. Das Letrinhas; Poemas para brin-</p><p>car, de José Paulo Paes, Ed. Ática; Declaração</p><p>dos Direitos das Crianças, documento elaborado</p><p>pela Organização das Nações Unidas, a ONU.</p><p>323 Plano de Aula: conhecendo o corpo através</p><p>da dança.</p><p>Objetivo(s)</p><p>Conhecer e valorizar as possibilidades expressi-</p><p>vas do próprio corpo</p><p>Comunicar, através do movimento, emoções e</p><p>estados afetivos</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Expressividade / Dança</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>6 aula</p><p>Material necessário</p><p>Pedaços de tecido leve (quadrados de 50x50</p><p>cm)</p><p>Aparelho de som</p><p>Espaço</p><p>Uma sala grande. Se não houver um espaço</p><p>sem móveis, prepare a sala antes, afastando me-</p><p>sas e cadeiras, privilegiando o espaço central. A</p><p>música é muito importante e a cada momento</p><p>da atividade vamos apresentar uma sugestão.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Não há dúvida que as crianças pequenas ado-</p><p>ram se movimentar. Elas vivem e demonstram</p><p>seus estados afetivos com o corpo inteiro: se es-</p><p>tão alegres, pulam, correm e brincam ruidosa-</p><p>mente. Se estão tímidas ou tristes, encolhem-se</p><p>e sua expressão corporal é reveladora do que</p><p>sentem. Henri Wallon nos lembra que a criança</p><p>pequena utiliza seus gestos e movimentos para</p><p>apoiar seu pensamento, como se este se pro-</p><p>jetasse em suas posturas. O movimento é uma</p><p>linguagem, que comunica estados, sensações,</p><p>idéias: o corpo fala. Assim, é importante que na</p><p>Educação Infantil o professor possa organizar</p><p>situações e atividades em que as crianças pos-</p><p>sam conhecer e valorizar as possibilidades ex-</p><p>pressivas do próprio corpo.</p><p>As crianças e você também - devem estar des-</p><p>calças e usando roupas confortáveis!</p><p>Comece reunindo as crianças. A música pode</p><p>ser alegre, como A Canoa Virou (Palavra Can-</p><p>tada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão</p><p>numa grande roda, com as pernas estendidas,</p><p>proponha que brinquem de massa de pés: to-</p><p>dos devem chegar para a frente arrastando o</p><p>bumbum até que os pés de todos se toquem.</p><p>Os pés se agitam se acariciam, ora mais lenta-</p><p>mente, ora mais rapidamente. Você pode enri-</p><p>quecer a brincadeira, sugerindo:</p><p>O meio da roda é uma piscina!</p><p>O meio da roda é uma grande gelatina!</p><p>O meio da roda é um tapete de grama!</p><p>2ª etapa</p><p>Peça que todos se deitem no chão. Coloque</p><p>uma música no aparelho de som. É importan-</p><p>te que seja uma música alegre, que estimule as</p><p>crianças a se movimentar, porém sem excitá-las</p><p>demais. Sugestão: Loro (Egberto Gismonti, CD</p><p>Circense).</p><p>Não se esqueça que, para as crianças pequenas,</p><p>o entorno simbólico é muito importante para a</p><p>atividade. Diga a eles que a sala vai se transfor-</p><p>mar numa grande floresta e todos serão habi-</p><p>tantes dela...</p><p>Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos,</p><p>vão acordar.</p><p>Primeiro todos serão aranhas, que andarão com</p><p>o apoio dos pés e das mãos no chão...</p><p>Depois se transformarão em minhocas, arras-</p><p>tando-se pelo chão com a lateral do corpo...</p><p>Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com</p><p>o apoio da barriga...</p><p>Tatus-bola, que com um movimento de abrir e</p><p>fechar sua casca percorrerão a floresta...</p><p>Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo</p><p>chão...</p><p>Coelhos que andam pelo espaço com pulos pe-</p><p>quenos e cangurus que percorrem a floresta</p><p>com pulos grandes e largos...</p><p>Passarinhos que batem suas asas bem pequeni-</p><p>nas e águias que voam lá do alto com suas asas</p><p>enormes e bem abertas...</p><p>3ª etapa</p><p>Distribua para as crianças os pedaços de tecido</p><p>coloridos, um para cada um. É importante que</p><p>eles sejam leves e que produzam movimento ao</p><p>serem agitados pelas crianças. Deixe que elas</p><p>explorem a sala manipulando os pedaços de te-</p><p>cido. Sugira que as crianças pintem a sala com</p><p>os tecidos, como se fossem pincéis. A sala toda</p><p>tem que ficar pintada o chão, as paredes, o teto.</p><p>Diga às crianças que nenhum pedaço da sala</p><p>pode ficar sem pintar. Sugestão de música: Pei-</p><p>xinhos do Mar (Milton Nascimento, CD Sentine-</p><p>la).</p><p>4ª etapa</p><p>Sempre ao som de uma música (por exem-</p><p>plo Fome Come, da Palavra Cantada, CD Can-</p><p>ções de Brincar), sugira uma brincadeira que as</p><p>crianças adoram: peça que joguem os tecidos</p><p>para cima e a os peguem, a cada vez, com uma</p><p>parte diferente do corpo:</p><p>com a cabeça</p><p>com a barriga</p><p>com o braço</p><p>com o cotovelo</p><p>com os pés</p><p>com as costas</p><p>com o bumbum</p><p>com as palmas das mãos etc.</p><p>5ª etapa</p><p>Para terminar, um gostoso relaxamento. Suges-</p><p>tão de música: Palhaço (Egberto Gismonti, CD</p><p>Circense).</p><p>Organize as crianças em duplas e ofereça a elas</p><p>uma bolinha de algodão ou mesmo um rolinho</p><p>de pintura, como os usados nas atividades de</p><p>Artes Visuais.</p><p>Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve</p><p>acariciar seu rosto e partes do seu corpo com o</p><p>algodão ou o rolinho. Isso deve ser feito com su-</p><p>avidade e cuidado, e possibilita uma interação</p><p>muito especial das crianças, que, assim, cuidam</p><p>umas das outras após uma atividade movimen-</p><p>tada.</p><p>Avaliação</p><p>O recém-publicado documento Orientações</p><p>Curriculares Expectativas de Aprendizagens e</p><p>Orientações Didáticas para a Educação Infan-</p><p>til da Secretaria Municipal de Educação de São</p><p>Paulo observa que a avaliação</p><p>que mais deve</p><p>interessar o professor não é aquela que com-</p><p>para diferentes crianças, mas a que compara</p><p>uma criança com ela mesma, dentro de certo</p><p>período de tempo. Assim, o professor tem na</p><p>observação o melhor instrumento para avaliar a</p><p>aprendizagem dos pequenos: eles participaram</p><p>da atividade? Em qual momento se envolve-</p><p>ram mais? O que foi mais desafiador para cada</p><p>criança? E para o grupo? Essas e outras pergun-</p><p>tas ajudam inclusive o professor a planejar as</p><p>próximas atividades, mantendo ou modificando</p><p>suas propostas dentro do campo de experiên-</p><p>cias do Movimento para as crianças. Quer saber</p><p>mais? Bibliografia Orientações Curriculares Ex-</p><p>pectativas de Aprendizagens e Orientações Di-</p><p>dáticas da Secretaria Municipal de Educação de</p><p>São Paulo Toques Sutis, de Suzana Delmanto,</p><p>Editora Summus Uma concepção dialética do</p><p>desenvolvimento infantil, Henri Wallon, Ed. Vo-</p><p>zes</p><p>324 Plano de Aula: Construção de uma bibliote-</p><p>ca com e para crianças menores de 3 anos</p><p>Objetivo(s)</p><p>Construir, coletivamente, uma biblioteca como</p><p>lugar capaz de abrigar não somente livros, mas</p><p>de suscitar rituais agradáveis de leitura;</p><p>Apresentar o acervo de livros, promovendo o</p><p>gosto pelas histórias e ampliando repertórios;</p><p>Estreitar a relação creche-família por meio do</p><p>empréstimo de livros.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>Um semestre ou ao longo do ano todo</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Tão importante quanto garantir que as crianças</p><p>tenham acesso a bons livros desde bem peque-</p><p>nas, é organizar ambientes convidativos, acon-</p><p>chegantes e singulares para que elas possam</p><p>usufruir das histórias em situações prazerosas</p><p>de interação com os colegas, professores e fa-</p><p>mílias. A iniciativa de construir uma biblioteca</p><p>na sala para e com as crianças, constitui-se uma</p><p>excelente oportunidade para fomentar o conta-</p><p>to das crianças com os livros, criar lugares má-</p><p>gicos, cheios de identidade, e realizar rodas de</p><p>leituras.</p><p>Desenvolvimento</p><p>O primeiro passo é o professor discutir com seus</p><p>parceiros - outros professores e equipe gesto-</p><p>ra - sobre os livros que pretende escolher para</p><p>compor o acervo de sua futura biblioteca de</p><p>sala. Essa escolha implica que o educador seja,</p><p>acima de tudo, um leitor, que tenha interesse</p><p>em se aventurar no mundo das histórias para</p><p>conhecê-las, antes de lê-las para seu grupo de</p><p>crianças. Selecionar temas como: animais, ob-</p><p>jetos sonoros, família, transportes, personagens</p><p>de diferentes etnias, histórias cumulativas com</p><p>várias figuras do universo do faz de conta (bru-</p><p>xas, piratas, lobos).</p><p>Outra dica é escolher livros coloridos, com ilus-</p><p>trações bem definidas, textos curtos e alguns</p><p>com fotografias reais das coisas. É importante</p><p>garantir um equilíbrio entre a quantidade de</p><p>livros de capa dura com livros de material con-</p><p>vencional, pois é comum que algumas páginas</p><p>se danifiquem, rasguem ou que sejam levadas à</p><p>boca, em razão do grande interesse e da neces-</p><p>sidade da meninada em manipular as publica-</p><p>ções.</p><p>Não se esqueça de incluir no acervo livros que</p><p>contenham apenas imagens, pois eles favore-</p><p>cem a criação de histórias próprias das crianças.</p><p>2ª etapa</p><p>Deve-se organizar um lugar onde os livros fica-</p><p>rão expostos e acessíveis às crianças. De pre-</p><p>ferência, escolha um canto em que haja o en-</p><p>contro das paredes ou então aproveite a parte</p><p>traseira de móveis e armários. Depois, é possível</p><p>confeccionar suportes de tecido com vários bol-</p><p>sos, trilhos de cortina virados ao contrário para</p><p>serem fixados à parede, baús de madeira pinta-</p><p>dos pelas crianças ou até mesmo aqueles cai-</p><p>xotes de feira, que se ganharem rodinhas e cor</p><p>ficam melhores ainda, uma vez que poderão ser</p><p>transportados de um lugar para o outro.</p><p>3ª etapa</p><p>Uma prática que dá bastante resultado é cons-</p><p>truir um tapete com as crianças. O objetivo</p><p>principal aqui é fazer com que o tapete tenha</p><p>“a identidade” delas, uma vez que servirá como</p><p>um indicador dos momentos de leitura, inician-</p><p>do assim um ritual próprio da turma.</p><p>Separe um tecido de algodão cru de mais ou</p><p>menos 2 por 2 metros. Veja a possibilidade de</p><p>alguma família ou profissional da creche costu-</p><p>rar as bordas do tecido para que o tapete não</p><p>desfie conforme o uso. Convidar alguém da co-</p><p>munidade interna ou externa faz com que o tra-</p><p>balho comece a ser partilhado entre todos, dan-</p><p>do noções para as crianças de que é importante</p><p>realizar as ações de maneira coletiva. Acredite,</p><p>sempre terá alguém disponível para ajudar!</p><p>De posse do tapete, organize com as crianças si-</p><p>tuações de pintura. Nessa hora vale experimen-</p><p>tar muitas técnicas: carimbar o tecido usando</p><p>esponjas e guache; desenhar as silhuetas das</p><p>crianças pedindo que elas se deitem sobre o ta-</p><p>pete, fazer a sobreposição dos contornos e, em</p><p>seguida, pedir que elas pintem por cima usando</p><p>tintas. Fazer intervenções com fitas crepes ou</p><p>outros moldes de desenhos de interesse da tur-</p><p>ma - bichos, símbolos - para que elas passem ro-</p><p>linhos de pintura e deixem suas marcas sobre o</p><p>tecido. Feito isso, é só esperar secar para depois</p><p>começar a usá-lo como um indicador do ritual</p><p>das rodas de leitura na biblioteca.</p><p>4ª etapa</p><p>Outra estratégia para delimitar o ambiente é so-</p><p>licitar às famílias que enviem para a instituição</p><p>camisetas, vestidos ou outras roupas reconhe-</p><p>cidas pelas crianças para que esse material seja</p><p>preenchido com espuma, costurado nas aber-</p><p>turas e depois pintado pelas próprias crianças,</p><p>transformando-se em “almofadas personaliza-</p><p>das”. É curioso ver a criançada de posse de sua</p><p>própria roupa reaproveitada como estofados</p><p>para sentar-se e deitar-se enquanto os livros são</p><p>apreciados.</p><p>5ª etapa</p><p>Apresente os livros da biblioteca aos poucos às</p><p>crianças. Uma ideia é reunir a turma no “canti-</p><p>nho” do tapete diariamente em um horário es-</p><p>pecífico, como, por exemplo, logo após o lanche,</p><p>e apresentar alguns. Você pode ler o título e</p><p>até o comecinho da história, mostrar as ilustra-</p><p>ções e fazer perguntas sobre o que eles acham</p><p>que acontecerá. Um pouco de suspense ajuda</p><p>a aumentar a curiosidade da turma pelos livros.</p><p>Deixe que as crianças também se envolvam</p><p>com a organização dos volumes na estante. A</p><p>divisão pode ser bem simples, como os gibis e</p><p>revistas de um lado e os livros de outro. Outra</p><p>classificação pode ser: ‘os que gostamos mais’</p><p>e os que ‘ainda não conhecemos’. Ou os livros</p><p>que trazem histórias e os informativos, que ex-</p><p>plicam coisas. Os pequenos devem ter noção de</p><p>que tipo de livros encontrarão em determinado</p><p>lugar da estante. É importante que as crianças</p><p>tenham acesso livre à biblioteca (ou ao menos</p><p>a parte dela) e possam manusear os livros à</p><p>vontade sob o olhar do professor - além do mo-</p><p>mento específico da leitura conduzido pelo edu-</p><p>cador com um enfoque direcionado a uma de-</p><p>terminada prática.</p><p>6ª etapa</p><p>E qual deve ser a relação do professor com a lei-</p><p>tura? Na biblioteca, o foco é pensar na sua práti-</p><p>ca enquanto leitor. Você é, afinal, o responsável</p><p>por apresentar o mundo da leitura e é o media-</p><p>dor entre o objeto livro, as crianças e as relações</p><p>que ali se estabelecem. Nessas situações, cer-</p><p>tas estratégias e posturas são importantes, tais</p><p>como: antes de iniciar a roda de leitura, o pro-</p><p>fessor deve mostrar o livro para as crianças, cha-</p><p>mar a atenção para sua capa, ler e apontar para</p><p>o título, dizer quem escreveu a história, quem</p><p>a ilustrou e qual o nome da editora. As crianças</p><p>se interessam por essas informações, por vezes</p><p>perguntam sobre quem fez o livro e se manifes-</p><p>tam com sorrisos, gargalhadas e palmas quan-</p><p>do o nome é engraçado!</p><p>Indagá-las sobre o que acham que a história vai</p><p>contar, incentivando-as a levantarem hipóteses</p><p>e anteciparem a narrativa, constitui-se um es-</p><p>tímulo à imaginação e ao desenvolvimento da</p><p>oralidade. Também é necessário ler o texto na</p><p>íntegra, sem suprimir trechos, pois isso ajuda a</p><p>criança a perceber que as palavras representam</p><p>a fala, que há muitos jeitos de se contar e dife-</p><p>rentes estilos e estruturas de textos (rimas, poe-</p><p>sias, contos, lendas...). Aliás, diversificar os</p><p>tipos</p><p>de livros, apresentando-os diária ou semanal-</p><p>mente possibilita que as crianças se apropriem</p><p>deles com mais liberdade e competência ao</p><p>manuseá-los sozinhos.</p><p>Durante a leitura, procure caprichar nas entona-</p><p>ções de voz que transmitam emoção, suspense,</p><p>surpresa e alegria. Outra dica é ler mostrando</p><p>as ilustrações. Essa estratégia os deixa mais en-</p><p>volvidos com a narrativa. Mas deixe para fazer os</p><p>comentários sobre as ilustrações após a leitura</p><p>do texto.</p><p>Uma maneira de comentá-las é imaginar que</p><p>somos interlocutores de uma “obra de arte”, fa-</p><p>zendo perguntas que podem ser mais simples</p><p>ou complexas, respeitando a idade da criança-</p><p>da. Geralmente, mostramos a ilustração e incen-</p><p>tivamos que digam: O que vêem na imagem?</p><p>O que será que o personagem fez/está fazendo/</p><p>fará? O que chama a atenção? O que aparece na</p><p>cena? Quais objetos aparecem? Quais as cores?</p><p>Como está o personagem? Triste? Alegre? Qual</p><p>será seu nome? Se repentinamente surge algo</p><p>inusitado como, por exemplo, uma girafa, quem</p><p>já viu esse animal? Entre tantas outras possibili-</p><p>dades de intervenção.</p><p>Em suma, o professor leitor é aquele que, por</p><p>meio da leitura, leva a criança a conhecer novos</p><p>universos, despertando de alguma maneira afe-</p><p>tos e sentimentos, que podem ser sensações de</p><p>alegria, prazer, mas também lembranças, sau-</p><p>dades...</p><p>7ª etapa</p><p>Para o empréstimo dos livros, faça na sala um</p><p>painel que servirá como fichário. Vale construir</p><p>um mural, cujo fundo seja colorido pelas pró-</p><p>prias crianças. Uma boa ideia é usar papel pa-</p><p>namá e aquarela; outra é pintar com pincéis</p><p>largos sobre cartolinas ou, ainda, espalhar tinta</p><p>guache com as mãos em suportes que podem</p><p>ser plastificados com contact para durar mais.</p><p>Em seguida, é possível fazer alguns bolsinhos</p><p>e colocar as fotos de cada criança na frente de-</p><p>les. Dentro de cada bolso vai uma ficha que</p><p>pode ser tanto relacionada ao nome da criança</p><p>e às anotações do livro que ela levará para casa,</p><p>quanto o contrário: a ficha pode ser retirada do</p><p>próprio livro para ser colocada no bolsinho res-</p><p>pectivo à criança. Elas se apropriam dos com-</p><p>binados aos poucos. No começo, a brincadeira</p><p>fica por conta de tirar e por as fichas nos bolsos,</p><p>trocando-os entre os colegas. Permitir essa xpe-</p><p>rimentação inicial é saudável, para em seguida</p><p>comunicar o uso correto.</p><p>8ª etapa</p><p>Com relação ao início do empréstimo, combine</p><p>com os pais ou responsáveis que a ideia é es-</p><p>treitar os vínculos entre a creche e a família por</p><p>meio da leitura, assim como estabelecer um elo</p><p>em que o livro seja o intermediador de histórias</p><p>e outras conversas entre todos. O contrato aqui</p><p>é definir um dia da semana (geralmente sexta-</p><p>-feira) e convidar as famílias para escolherem</p><p>um livro junto com a criança, escutando suas</p><p>preferências e estratégias de escolha, tais como:</p><p>a história já conhecida, a capa que chama aten-</p><p>ção, a editora, o autor, as ilustrações.</p><p>Feita a seleção, criança e família levam o livro</p><p>para casa dentro de uma sacolinha de pano ou</p><p>pasta, ao melhor estilo “vai-e-vem”. No dia com-</p><p>binado para a devolução do livro, é importante</p><p>que o professor garanta uma roda de conver-</p><p>sa para saber das crianças como era a história,</p><p>do que elas gostaram, quem leu para ela, em</p><p>que lugar o livro foi lido etc. Nessas situações,</p><p>as crianças costumam falar aspectos ligados</p><p>à afetividade vivida com a leitura: “Minha mãe</p><p>leu pra mim”, “Foi minha irmã que contou a his-</p><p>tória do lobo”, “O macaco encontrou a mamãe</p><p>dele...”.</p><p>Avaliação</p><p>Diante do processo, o mais significativo é de-</p><p>senvolver permanentemente as ações e aten-</p><p>tar-se ao movimento do grupo. Com o tempo,</p><p>é possível notar que, ao estender o tapete, as</p><p>crianças já se acomodam e pedem para ouvir as</p><p>histórias. Também é comum que elas peguem</p><p>as próprias almofadas, usando-as enquanto en-</p><p>tram no universo mágico dos livros. Um papel</p><p>importante do educador é observar como as</p><p>crianças manuseiam os livros, se contam as his-</p><p>tórias para si mesmas e para os outros, se ten-</p><p>tam interagir com as imagens, apontando-as ou</p><p>tentando pegá-las, se repetem aquilo que ouvi-</p><p>ram. Ouvir a devolutiva das famílias é outro pon-</p><p>to forte. Por fim, não descuide da renovação do</p><p>acervo da biblioteca. A chegada de novos livros</p><p>potencializa o interesse das crianças e amplia o</p><p>repertório delas.</p><p>325 Plano de Aula Experimentação de brinca-</p><p>deiras com corda</p><p>Objetivo(s)</p><p>Experimentar diferentes brincadeiras com cor-</p><p>da.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Material necessário</p><p>Cordas de tamanhos variados.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Proponha que a turma vivencie várias maneiras</p><p>de pular corda: uma criança por vez, em dupla</p><p>e em trios. Também é possível brincar diversi-</p><p>ficando as regras, como pular ao ritmo de uma</p><p>parlenda ou pular tocando a mão no chão. Con-</p><p>verse com o grupo sobre outras brincadeiras</p><p>que podem ser realizadas com o objeto: chicote</p><p>queimado (uma criança gira a corda rente ao</p><p>chão e as demais pulam), aumenta-aumenta</p><p>(duas seguram as pontas da corda e vão levan-</p><p>tando gradativamente para que as outras sal-</p><p>tem) e cabo de guerra.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se a turma aprimora e diversifica o</p><p>brincar com autonomia a partir de então. Ob-</p><p>serve se a adaptação das regras se dá em fun-</p><p>ção das dificuldades que surgem ou porque o</p><p>grupo não compreendeu a brincadeira nova.</p><p>Nesse caso, converse com as crianças novamen-</p><p>te.</p><p>Flexibilização</p><p>No caso de crianças com algum tipo de defici-</p><p>ência física, pode-se pensar em formas alter-</p><p>nativas de participação. Sugira que passem por</p><p>baixo da corda no momento certo, enquanto</p><p>está no alto e antes que volte a bater no chão.</p><p>Esta é uma importante oportunidade de con-</p><p>vocar as outras crianças a auxiliá-las, sendo elas</p><p>cadeirantes ou não. Outra sugestão, caso não</p><p>seja mesmo possível participar ativamente, é</p><p>fazer com que a escolha e a récita da parlenda</p><p>fiquem por conta dos pequenos com deficiên-</p><p>cia física. É importante lembrar que nem sem-</p><p>pre será possível fazer um ajuste que permita</p><p>o acesso de todos a estas atividades. Mais que</p><p>isso, é preciso que a reflexão e o compromisso</p><p>por parte das crianças com a inclusão de todos</p><p>os seus colegas façam parte da rotina das tur-</p><p>mas. Muitas vezes, são as próprias crianças (os</p><p>que apresentam limitações e os outros) que nos</p><p>oferecem as melhores ideias. Tente consultá-los,</p><p>sempre.</p><p>326 Plano de Aula A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Pesquisar e reconhecer onde há água no pla-</p><p>neta</p><p>- Estimular a curiosidade pelo mundo natural</p><p>- Conhecer e manusear o globo terrestre</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Meio ambiente</p><p>- Preservação</p><p>- Água</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>4 aulas</p><p>Material necessário</p><p>- Globo terrestre</p><p>- Imagens de diferentes lugares que evidenciam</p><p>ou não a presença de água (ver quadro com</p><p>orientações para seleção das imagens)</p><p>- Livros, revistas ou outros materiais de pesquisa</p><p>- Para conhecer melhor o tema, acesse as se-</p><p>guintes reportagens disponíveis no site do pro-</p><p>jeto Planeta Sustentável: “Água: a escassez na</p><p>abundância”, “Preservação do alto mar e regula-</p><p>mentação da pesca são recomendações da so-</p><p>ciedade para os Chefes de Estado na Rio+20” e</p><p>“Expedição: mar de lixo no Oceano Atlântico”</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Com certeza, a maioria das crianças já deve ter</p><p>visto imagens do planeta Terra em livros, na in-</p><p>ternet ou na televisão, mas talvez nunca tenha</p><p>parado para observar com mais atenção e inter-</p><p>pretar essas imagens.</p><p>A sugestão é que você leve para a sala um glo-</p><p>bo terrestre e faça uma roda de conversa com</p><p>os pequenos. Deixe que manuseiem o globo e</p><p>peça que falem sobre o instrumento. Pergun-</p><p>te se alguém já viu um semelhante antes e se</p><p>sabe o que são os desenhos que aparecem nele.</p><p>Questione também se alguém sabe para que</p><p>serve o globo terrestre.</p><p>O objetivo desta conversa inicial é conhecer o</p><p>que as crianças já sabem e permitir que os co-</p><p>nhecimentos já existentes circulem entre o gru-</p><p>po. Isso permite que você, professor, ajuste o</p><p>planejamento das etapas seguintes conforme</p><p>as necessidades da</p><p>sua turma.</p><p>Lembre-se de considerar o que as crianças fa-</p><p>larem sem fazer qualquer tipo de julgamen-</p><p>to. Ouça com atenção e chame atenção para</p><p>comentários interessantes feitos por algumas</p><p>crianças. Lembre-se de registrar essa roda ini-</p><p>cial, pois poderá ser interessante retomar as fa-</p><p>las dos pequenos e fazer comparações no final</p><p>da sequência. Essa comparação pode ser uma</p><p>boa forma de avaliar a construção de conheci-</p><p>mentos feitas durante o estudo.</p><p>Sobre o registro</p><p>Espera-se que a investigação de um tema gere</p><p>informações que precisam ser registradas. Esse</p><p>registro pode acontecer de diversas formas: tex-</p><p>tos coletivos, desenhos a partir de observações,</p><p>gravações em áudio das rodas de conversas, fil-</p><p>magens, murais ilustrados etc. Independente</p><p>da linguagem, o importante é que a sistemati-</p><p>zação seja feita em todas as etapas da sequên-</p><p>cia e não só no final. Os registros servem para</p><p>avaliar o seu trabalho, professor, assim como as</p><p>conquistas da turma. Além disso, ajudam na re-</p><p>cuperação das etapas do processo vivido e no</p><p>reconhecimento das hipóteses que as crianças</p><p>fizeram e deixaram de lado porque aprenderam</p><p>outras coisas.</p><p>2ª etapa</p><p>Leve novamente o globo terrestre para a sala e</p><p>relembre com as crianças alguns pontos impor-</p><p>tantes da conversa anterior. Proponha então, o</p><p>seguinte desafio: onde está a água?</p><p>Provavelmente, a maioria das crianças respon-</p><p>derá apontando a parte azul do globo ou dizen-</p><p>do o nome da cor. Instaure um clima de dúvida:</p><p>Vocês todos acham que a água está na parte</p><p>azul do globo, certo? Então, isso quer dizer que</p><p>na parte marrom não há nada de água, é isso?</p><p>Vocês tem certeza disso? Ouça as respostas das</p><p>crianças e faça novos questionamentos para</p><p>que eles debatam entre si as ideias e informa-</p><p>ções que possuem. Você pode perguntar a se-</p><p>guir o que acham que tem na parte marrom do</p><p>globo. A partir das respostas confirme as que</p><p>forem pertinentes e adicione algumas informa-</p><p>ções caso ache necessário.</p><p>Você pode reforçar a ideia de que o uso das dife-</p><p>rentes cores serve para diferenciar os continen-</p><p>tes dos oceanos. Diga que cada oceano possui</p><p>um nome diferente e pergunte se sabem onde</p><p>fica o país em que moramos. Mostre os diferen-</p><p>tes continentes e diga que dentro deles há mui-</p><p>tos países. Pergunte se os pequenos sabem os</p><p>nomes de alguns países. Você pode até fazer al-</p><p>gumas bandeirinhas com palitos de dente e pe-</p><p>quenos pedaços de papel para escrever o nome</p><p>dos lugares citados pelo grupo!</p><p>Essa nova conversa e exploração do globo per-</p><p>mite que as crianças aprendam a “ler” o objeto</p><p>e faz com que se interessem cada vez mais por</p><p>aprender novas informações e curiosidades.</p><p>Uma dica interessante é deixar o globo terrestre</p><p>exposto na sala enquanto o estudo estiver acon-</p><p>tecendo. Isso possibilita um contato diário das</p><p>crianças e permite que analisem mais minucio-</p><p>samente os detalhes deste objeto. Fique atento</p><p>às conversas informais das crianças que se apro-</p><p>ximam para observar o globo em momentos</p><p>diversos da rotina e lembre-se de anotar alguns</p><p>comentários para socializar com todos.</p><p>3ª etapa</p><p>Selecione previamente algumas imagens e</p><p>distribua para as crianças. Peça que separem</p><p>de um lado as imagens dos lugares onde eles</p><p>acham que existe água e, do outro, aquelas que</p><p>mostram lugares onde não há água.</p><p>Para a seleção leve em consideração as seguin-</p><p>tes orientações:</p><p>- Escolha imagens de diferentes paisagens em</p><p>que haja água tais como: mares, lagos, rios, ca-</p><p>choeiras, represas, poço, chuva etc.</p><p>- Selecione fotos ou ilustrações de diferentes se-</p><p>res vivos em contato ou não com a água. Exem-</p><p>plos: pássaro bebendo água, pássaro pousado</p><p>num galho, criança chupando uma laranja, fru-</p><p>tas numa fruteira, crianças suadas depois de</p><p>brincar, plantas em uma floresta, pessoa regan-</p><p>do uma flor, golfinho nadando no mar, peixes</p><p>num aquário etc.</p><p>É importante que haja uma boa quantidade de</p><p>imagens (aproximadamente doze para cada</p><p>grupo de quatro crianças) e que sejam as mes-</p><p>mas para todos os grupos. A sugestão é pro-</p><p>mover tanto um debate nos pequenos grupos</p><p>quanto uma conversa coletiva na sala toda.</p><p>Observe se as crianças identificam a presença</p><p>de água no corpo dos animais ou das crianças.</p><p>Você pode incrementar a discussão dizendo:</p><p>“Vocês bebem água todos os dias e várias vezes</p><p>por dia, não é mesmo? Para onde vai toda essa</p><p>água? E se não bebermos mais água”?</p><p>A maioria das crianças pode mencionar o xixi</p><p>como única forma de eliminação da água. Você</p><p>pode chamar a atenção para outras formas,</p><p>como o suor e a lágrima. Para isso, peça que</p><p>olhem novamente para a imagem das crianças</p><p>suadas. Informe-as também de que o corpo de</p><p>todo ser humano precisa de água e relacione</p><p>a necessidade de tomar água com a reposição</p><p>da água perdida pelo organismo. Falar sobre a</p><p>sede também pode ser interessante porque as</p><p>crianças podem relatar que já sentiram neces-</p><p>sidade de água. Questione em quais momentos</p><p>eles sentem mais sede. Ao praticar atividades</p><p>físicas? Ao correr muito? Em dias mais quentes?</p><p>Quando comem comidas muito salgadas?</p><p>Ao final dessa discussão, retome a ideia de que</p><p>na parte marrom (ou onde não é azul) do globo</p><p>não há água dizendo: “Vimos nessas imagens</p><p>que a água está em praticamente todo lugar.</p><p>Está nas plantas, no corpo das pessoas, dos ani-</p><p>mais, nos rios e cachoeiras etc. Vocês acham</p><p>possível, então, que haja água também na parte</p><p>marrom do globo terrestre?”</p><p>Talvez as opiniões fiquem divididas e as crianças</p><p>que passaram a acreditar que existe água na</p><p>parte continental tentem convencer o resto da</p><p>sala. O importante deste momento é avaliar se</p><p>as crianças puderam ampliar seus conhecimen-</p><p>tos prévios e não fazer com que todas cheguem</p><p>a um consenso. Um exemplo disso pode ser vi-</p><p>sualizado na seguinte situação: crianças que</p><p>compreenderam que há água nos corpos dos</p><p>seres humanos, mas não necessariamente rela-</p><p>cionam isso com a presença de pessoas na par-</p><p>te do globo terrestre que indica os continentes.</p><p>4ª etapa</p><p>Para essa etapa você pode utilizar algumas das</p><p>imagens selecionadas na etapa anterior ou, se</p><p>preferir, pode agregar novas imagens. A ideia é</p><p>que as crianças entendam que há muitas for-</p><p>mas da água existir e que ela está em muitos</p><p>lugares. Para isso leve imagens do mar, de rios,</p><p>lagoas, cachoeiras, chuveiro, chuva, bica, peixes</p><p>no aquário, golfinho ou outros animais no mar.</p><p>Se não tiver imagens suficientes em papel, você</p><p>pode utilizar o projetor de imagens. Lembre-se</p><p>de organizar o grupo de forma que todos pos-</p><p>sam ver as imagens sem precisar levantar ou</p><p>pedir licença aos colegas.</p><p>Diga às crianças que mostrará algumas ima-</p><p>gens e que o desafio será descobrir se a água</p><p>que aparece é sempre igual. Caso eles digam</p><p>que não, peça que justifiquem a resposta. No-</p><p>vamente, a ideia é instaurar um momento de</p><p>discussão coletiva em que as crianças expõem</p><p>suas hipóteses, escutam os colegas e mudam</p><p>ou não de opinião. Muito provavelmente as</p><p>crianças conseguem falar que algumas águas</p><p>são salgadas e outras doces.</p><p>Ajude-os a estabelecer relações com lugares</p><p>que já visitaram e o tipo de água encontrado.</p><p>Por exemplo: “Quem aqui já foi para a praia?</p><p>Como era a água do mar? Será que em toda</p><p>praia o mar é salgado”? ou “Quem aqui já nadou</p><p>num lago ou represa? A água era salgada como</p><p>a do mar”; ou ainda, “Quem tem aquário em</p><p>casa? Como é a água? Salgada? Doce? Como</p><p>vocês sabem? Já experimentaram”?</p><p>Não esqueça de registrar em um cartaz as hipó-</p><p>teses e descobertas das crianças. Esse será um</p><p>rico material para ajudar os pequenos a perce-</p><p>berem o que foi construído ao longo das discus-</p><p>sões.</p><p>5ª etapa</p><p>Relembre os pontos importantes utilizando o</p><p>cartaz e seus registros pessoais. Proponha a se-</p><p>guir que as crianças descubram, em pequenos</p><p>grupos, se os animais que vivem no mar são os</p><p>mesmos que vivem nos rios e lagos, separando-</p><p>-os em duas listas.</p><p>Você precisará de livros informativos, revistas,</p><p>enciclopédias ou outros materiais que tenham</p><p>imagens desses habitats em quantidade sufi-</p><p>ciente para todos os grupos.</p><p>Selecione também</p><p>trechos curtos de filmes que ajudem as crianças</p><p>a descobrir essa informação. A proposta é que</p><p>as crianças, com o auxílio das imagens, consi-</p><p>gam identificar alguns animais que vivem na</p><p>água salgada e outros que vivem na água doce,</p><p>separando-os em dois grupos.</p><p>Se você tiver crianças alfabéticas na sala, distri-</p><p>bua-as estrategicamente nos grupos para que</p><p>elas possam ser as escribas da lista. Caso sua</p><p>sala não tenha crianças alfabéticas ou tenha</p><p>uma quantidade insuficiente para distribuir nos</p><p>grupos, proponha a produção da lista coletiva-</p><p>mente após a pesquisa em pequenos grupos.</p><p>Nesse caso, você deverá ser o escriba anotando</p><p>na lousa ou num papel pardo os nomes dos ani-</p><p>mais que as crianças citarem.</p><p>Uma outra opção é buscar na internet ou em re-</p><p>vistas imagens de vários animais que vivem no</p><p>mar e em rios, lagos, lagoas e pedir que as crian-</p><p>ças separem as imagens em duas colunas re-</p><p>presentativas dos habitats. No caso do trabalho</p><p>em pequenos grupos, lembre-se de fazer um</p><p>momento coletivo para que as crianças possam</p><p>socializar suas descobertas e comparar o que</p><p>cada grupo encontrou.</p><p>Se preferir, você pode propor que as crianças</p><p>montem um aquário na escola ou na própria</p><p>sala de aula. Para isso, precisarão decidir se será</p><p>um aquário de água doce ou salgada. Em segui-</p><p>da será necessário pesquisar as espécies de pei-</p><p>xes adequadas ao tipo de água escolhido. Por</p><p>fim, deverão listar os materiais necessários e so-</p><p>licitar a ajuda de algum adulto que tenha expe-</p><p>riência com essa tarefa. Você pode convidar um</p><p>pai ou familiar que já tenha montado um aquá-</p><p>rio para ajudá-los. Lembre-se que essa é uma</p><p>oportunidade para que as crianças se responsa-</p><p>bilizem pelo cuidado de um animal e aprendam</p><p>melhor como os peixes vivem.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se as crianças ampliaram seus conheci-</p><p>mentos em relação às hipóteses que levantaram</p><p>no início da sequência, se demonstraram inte-</p><p>resse pelos assuntos abordados, se foram ca-</p><p>pazes de gradativamente formular perguntas e</p><p>manifestar suas ideias e de buscar respostas por</p><p>meio das fontes disponíveis (imagens, conver-</p><p>sas com os colegas etc). Retome as anotações</p><p>feitas sobre as hipóteses, ideias e pensamentos</p><p>das crianças. Pergunte se eles ainda pensam as</p><p>mesmas coisas do começo ou se mudaram de</p><p>opinião. É importante ressaltar que a evolução</p><p>de cada criança é diferente, por isso considere o</p><p>ponto de partida de cada um individualmente.</p><p>Tenha em mente também que é fundamental</p><p>avaliar não somente o momento final do traba-</p><p>lho, mas todas as etapas.</p><p>327: A importância da higiene bucal - COM MÚ-</p><p>SICA!</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ensinar hábitos de higiene bucal para crianças,</p><p>levando em consideração a importância da es-</p><p>covação após as refeições, mostrando os bene-</p><p>ficios da escovação, e também, os problemas</p><p>causados pela falta deste hábito.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Higiene Pessoal;</p><p>saúde bucal;</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>um dia</p><p>Material necessário</p><p>Espelhinhos de mão</p><p>papel toalha</p><p>Escovas de dente</p><p>Pastas sem flúor</p><p>Porta-escovas</p><p>Copos descartáveis</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Será apresentada uma palestra de um dentis-</p><p>ta para as crianças, expondo por que escovar</p><p>os dentes, como escová-los, o que são cáries e</p><p>como são transmitidas.</p><p>As crianças serão convidadas a discutir sobre</p><p>os assuntos abordados na palestra, como cui-</p><p>damos da boca, que materiais usamos para hi-</p><p>gienizá-la e quais as principais recomendações</p><p>nessa tarefa.</p><p>Num segundo momento as crianças serão ins-</p><p>tigadas a fazer descobertas por conta própria,</p><p>será distribuido espelhinhos de mão, possibili-</p><p>tando que explorem gengiva e dentes.</p><p>As crianças irão preparar o material e o ambien-</p><p>te da escovação.</p><p>Durante a rotina da escovação, as crianças serão</p><p>divididas em grupos de no máximo cinco inte-</p><p>grantes para dedicar atenção individual e ga-</p><p>rantir que todos escovem de verdade e será ex-</p><p>plicado que a escova é pessoal, não pode trocar</p><p>a escova com um colega e também que o en-</p><p>xágue não deve ser coletivo por que a bactéria</p><p>que causa a cárie pode ser transmitida por ob-</p><p>jetos que entram em contato com a boca, neste</p><p>momento será entregues os copinhos descartá-</p><p>veis e também papéis toalha.</p><p>Avaliação</p><p>Será observado o quanto as crianças estarão</p><p>mais independentes e conscientes da importân-</p><p>cia da escovação. Após atividade será elaborado</p><p>um diário com fotos dos momentos vivenciados,</p><p>possibilitando que cada uma sugira registros</p><p>sobre as novas experiências, contando o que</p><p>aprendeu.</p><p>328 Plano de Aula Bem vindo a escola</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Envolver as famílias que chegam à escola pela</p><p>primeira vez num clima de acolhimento, segu-</p><p>rança, cuidado e afeto.</p><p>- Incluir as crianças na construção do espaço e</p><p>do tempo da escola (rotina)</p><p>- Acolher as singularidades de cada criança e</p><p>incluí-las no desenvolvimento das situações pla-</p><p>nejadas.</p><p>- Mediar as experiências da criança com a cultu-</p><p>ra</p><p>- Mostrar os espaços da escola</p><p>investigar os gostos de cada um a respeito de</p><p>comidas e brincadeiras.</p><p>trabalhar sentimentos</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Inclusão das famílias no processo de adapta-</p><p>ção</p><p>- Envolvimento das crianças na construção da</p><p>rotina e das regras turma</p><p>- Respeito e valorização das singularidades das</p><p>crianças</p><p>- Mediação das experiências da criança com a</p><p>cultura e com o espaço escolar</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Duas semanas</p><p>Material necessário</p><p>- Objetos para casinha, bonecas, carrinhos, giz</p><p>ou fita crepe, massinha, papel para desenho,</p><p>- Uma caixa de papelão;</p><p>- Uma foto de cada criança;</p><p>- Fotos ou desenhos de situações da rotina;</p><p>- Livros de literatura infantil.</p><p>- painel de cortiça, lapis coloridos</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>A adaptação começa antes da entrada da crian-</p><p>ça na escola. Solicitaremos, portanto, aos fami-</p><p>liares que preencham previamente uma ficha,</p><p>com informações familiares e da saúde da crian-</p><p>ça bem como contatos.</p><p>Ao ler as fichas e estabelecer um primeiro con-</p><p>tato com as crianças iniciaremos o planejamen-</p><p>to.</p><p>Organização do ambiente contemplando, can-</p><p>tinhos: por exemplo, um canto de brinquedos;</p><p>um de materiais para desenho e um outro com</p><p>jogos e um outro de livros de leitura</p><p>No primeiro dia mostraremos que há interesse</p><p>em conhecer a história de cada um, comentá-</p><p>rios e perguntas sobre as preferencias de cada</p><p>um.</p><p>Faremos um passeio pela escola e apresentare-</p><p>mos os espaços e pessoas que pertencem a este</p><p>lugar. Em seguida, apresentaremos uma brinca-</p><p>deira cantada para as crianças . Contaremos a</p><p>historia da Chapeuzinho Vermelho, e usaremos</p><p>como trampalim para criar as regras da turma e</p><p>explicar a importancia da rotina. No final do dia</p><p>faremos uma roda de conversa com as crianças</p><p>e relembraremos o que observou de mais signi-</p><p>ficativo do movimento do grupo; narre algumas</p><p>cenas que revelaram envolvimento, interesse e</p><p>anuncie o que viverão no dia seguinte.</p><p>Solicite aos pais uma foto da criança para que</p><p>seja organizado um canto do grupo na sala de</p><p>aula.(bilhete)</p><p>Avaliação Observe e registre posteriormente as</p><p>crianças que mais se envolveram com as pro-</p><p>postas e as mais resistentes à aproximação dos</p><p>adultos para pensar em formas de convite e</p><p>construção de vínculos nas próximas situações.</p><p>2ª etapa</p><p>Organize os cantos de atividades diversificadas</p><p>de desenho, massinha, jogos e fantasias e com-</p><p>partilhe com as crianças as opções que terão</p><p>neste dia. Procure circular pelos diferentes can-</p><p>tos e participe das situações junto com os pe-</p><p>quenos.</p><p>Num outro momento, apresente para as crian-</p><p>ças opainel de cortiça que foi escolhido para co-</p><p>locar as suas fotos e envolva-as nesta situação.</p><p>Crie um contexto de interação neste momento:</p><p>ao colocar as fotos no painel cante músicas com</p><p>os nomes das crianças ou então faça uma brin-</p><p>cadeira referindo-se a algumas características</p><p>físicas ou ações observadas no dia. Por exemplo:</p><p>“esta menina que vou mostrar agora brincou</p><p>muito de bola, comeu muita banana e está ao</p><p>lado do Lucas. Quem será?”</p><p>Música: Todas as crianças tem nome: e mostre</p><p>onde será o canto</p><p>de livros do grupo.</p><p>No final, apresente uma caixa onde ficarão os</p><p>objetos trazidos pelas crianças de casa.</p><p>Solicite que façam um desenho para ser colado</p><p>nesta caixa. Se possível tire uma foto do grupo</p><p>para identificar este objeto que será de todos.</p><p>Avaliação Observe a movimentação das crian-</p><p>ças nos cantos e a forma de envolvimento com</p><p>as propostas. Anote como foram as reações da-</p><p>quelas crianças mais caladas, das que resistem</p><p>aos contatos, ou mesmo daquelas que demons-</p><p>tram uma certa euforia diante de tanta novida-</p><p>de.</p><p>3ª etapa</p><p>Faça mais uma vez a brincadeira com as fotos</p><p>das crianças e com as músicas “A canoa virou”;</p><p>“João roubou pão”. Proponha mais uma vez os</p><p>cantos de atividades .</p><p>Compartilhe mais uma leitura e guarde mais</p><p>um livro na biblioteca que será do grupo.</p><p>Peça as crianças desenhem e recontem o que</p><p>lembram da historia</p><p>Aproveitaremos o dia para fazer momentos de</p><p>recreação fora da sala de aula</p><p>Encerramento do dia recuperando oralmente o</p><p>que foi vivido pelas crianças e anuncie algo que</p><p>as aguardará no dia seguinte. Faça também um</p><p>clima de surpresa, de expectativa para as novas</p><p>experiências.</p><p>Avaliação Invista na interação com as crianças</p><p>que demonstram maior dificuldade e resistên-</p><p>cia. Chame-as para pegar algum material com</p><p>você para a organização do ambiente, sente-se</p><p>ao lado para fazer um desenho, faça você um</p><p>mesmo um desenho ou escultura de massinha</p><p>para que leve para casa e observe as reações</p><p>a estas formas de convite. Não se esqueça de</p><p>que aquelas crianças que aparentemente estão</p><p>achando que tudo é uma “festa”, merecem um</p><p>olhar especial, um colo, momentos de atenção</p><p>para se entregarem às propostas e para com-</p><p>preenderem o que está acontecendo com elas.</p><p>4ª etapa</p><p>Receba as crianças com os cantos de ativida-</p><p>des diversificadas (no mínimo 3). Faça mais uma</p><p>vez a brincadeira com as fotos. Apresente em</p><p>forma de desenho ou por meio de fotografias</p><p>das crianças, cada situação da rotina (o profes-</p><p>sor deve organizar este material previamente).</p><p>Converse com as crianças o que fazem em cada</p><p>momento e organize junto com elas a sequên-</p><p>cia temporal das atividades. Diga que essas fo-</p><p>tos ou desenhos ajudarão a saber o que farão</p><p>na escola e que logo após o lanche ou então da</p><p>brincadeira no parque, por exemplo, seus pais</p><p>voltarão para buscá-las. Cole o quadro da rotina</p><p>num lugar de fácil acesso para as crianças.</p><p>Avaliação Ao anunciar os momentos que retra-</p><p>tam a rotina, diga às crianças que ainda choram</p><p>e demonstram sofrimento em estar neste novo</p><p>ambiente, quais são as situações que viverão e</p><p>quando será o momento de reverem as pessoas</p><p>de sua família todos os dias. Observe as reações</p><p>e sempre que chorarem recorra a esta estraté-</p><p>gia para ajudar a tranquilizar as crianças.</p><p>5ª etapa</p><p>Receba as crianças em roda e conte qoutra his-</p><p>toria. Quando encerrar, recorra ao quadro da</p><p>rotina para situar o que farão a seguir. Em se-</p><p>guida, mude a atividade e faça com o grupo um</p><p>piquenique (se possível, peça no dia anterior</p><p>que cada criança traga de casa um lanche). faça</p><p>um piquenique no espaço externo da escola.</p><p>Encerre o dia com uma brincadeira. Conte que</p><p>ficarão dois dias em casa sem vir para a escola,</p><p>mas que muitas novidades as aguardam na pró-</p><p>xima semana. Fale que brincarão muito e que o</p><p>professor estará sempre presente quando preci-</p><p>sarem de algo.</p><p>Avaliação</p><p>Ajude as crianças mais resistentes à aproxima-</p><p>ção a transformarem sentimentos em palavras.</p><p>Reconheça os desafios ainda existentes, mas</p><p>reafirme que na próxima semana estará nova-</p><p>mente na escola para recebê-las e investigar</p><p>quais são as brincadeiras e outras situações que</p><p>lhes farão se sentir bem neste ambiente. Se pos-</p><p>sível, empreste algum livro ou brinquedo e peça</p><p>para que cuide bem e traga novamente para a</p><p>escola na próxima semana. Isso ajudará neste</p><p>processo de construção de vínculo com a escola</p><p>e com o educador.</p><p>Flexibilização</p><p>Para incluir crianças com deficiência física nos</p><p>membros inferiores, o primeiro passo é garan-</p><p>tir a acessibilidade dos espaços da creche. Faça</p><p>um passeio com a criança pelas salas e áreas</p><p>externas e apresente-a aos colegas. Deixe que</p><p>as crianças interajam e conversem. Caso as</p><p>crianças tenham dúvidas, como por exemplo</p><p>“por que ele não anda?”, responda de forma</p><p>clara. Aproveite a oportunidade para contar a</p><p>todos que a limitação motora do colega, de for-</p><p>ma alguma o impede de fazer as atividades pro-</p><p>postas, mas que, para algumas ações, ele pode</p><p>precisar de ajuda. Explique isso à criança com</p><p>deficiência física e mostre que ele pode recor-</p><p>rer a você ou aos colegas sempre que precisar.</p><p>Conte com a ajuda da família para compreender</p><p>melhor as necessidades e hábitos da criança.</p><p>Procure manter objetos ao alcance dos peque-</p><p>nos e respeite o tempo de aprendizagem da</p><p>criança.</p><p>Deficiências</p><p>Física</p><p>329 Plano de Aula: Exploração de texturas e me-</p><p>lecas</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Explorar texturas de tintas e melecas.</p><p>- Utilizar diferentes instrumentos para pintura.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>Durante todo o ano, ao menos uma vez por se-</p><p>mana.</p><p>Material necessário</p><p>Bacias grandes, utensílios de cozinha como co-</p><p>adores, espátulas, colheres, escumadeiras, pra-</p><p>tinhos e vasilhas de diferentes tamanhos. Pin-</p><p>céis, brochinhas, rolinhos de pintor, esponjas e</p><p>suportes grandes, como papéis, tecidos lisos,</p><p>plásticos e caixas de papelão. Farinha de trigo,</p><p>gelatina em pó com cores fortes, amido de mi-</p><p>lho, corante comestível (anilina) e natural, feitos</p><p>com frutas e geleias, para preparar tintas e mas-</p><p>sas (para cada xícara de água morna, acrescen-</p><p>te uma de amido de milho e um pacote de ge-</p><p>latina. É possível variar a densidade da meleca</p><p>acrescentando mais água ou mais farinha. Para</p><p>mudar as cores, acrescente o corante.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>As experimentações com as tintas podem ocor-</p><p>rer na sala, em uma oficina de artes ou em es-</p><p>paços externos. Monte o local deixando à mão</p><p>tudo o que será necessário para o andamento</p><p>da proposta, pois assim você pode ficar mais</p><p>atento às crianças e suas explorações. Forre o</p><p>piso (se estiver num espaço de uso coletivo ou</p><p>sala) e ofereça papéis no chão, na mesinha ou</p><p>na parede para que deixem marcas. Coloque o</p><p>material ao alcance de todos e deixe as crianças</p><p>de fraldas ou roupas que possam sujar. Plane-</p><p>je também como será a arrumação ao fim da</p><p>atividade: onde serão colocadas as produções?</p><p>Quem ajudará na limpeza e no atendimento às</p><p>crianças? Quem documentará a atividade? Pla-</p><p>neje como mostrar os primeiros resultados da</p><p>atividade, incluindo as fotos, às famílias. Assim,</p><p>todos poderão participar, mesmo que indireta-</p><p>mente.</p><p>2ª etapa</p><p>Apresente os materiais aos bebês. É importante</p><p>que eles diferenciem os momentos de trabalho</p><p>daqueles de alimentação. Por isso, não os in-</p><p>centive a comer durante as atividades, mesmo</p><p>que os materiais sejam comestíveis. Mostre o</p><p>que poderão fazer com as tintas. Inicie utilizan-</p><p>do apenas água e depois amplie para misturas</p><p>e melecas, como massas de amido ou farinha</p><p>com corantes ou gelatinas. Ao acrescentar uma</p><p>cor forte, pergunte: “Estão vendo como a cor</p><p>mudou?” Para os mais crescidos, é possível in-</p><p>troduzir terra, areia, folhas e sementes. Se fizer</p><p>uma tinta de gelatina, por exemplo, deixe que</p><p>cheirem, toquem e brinquem. É importante que</p><p>eles se familiarizem com os materiais de apoio</p><p>antes de a atividade começar - uma bacia pode</p><p>ser tão interessante quanto seu conteúdo. O</p><p>foco da atividade, porém, deve ser exploração</p><p>de texturas.</p><p>3ª etapa</p><p>Convide o grupo a explorar as propriedades e</p><p>possibilidades dos materiais. É possível organi-</p><p>zar, por exemplo, uma atividade para explorar</p><p>texturas de determinado material ou então uma</p><p>para que os pequenos utilizem mais um tipo</p><p>de instrumento, como o pincel, a brochinha e o</p><p>rolinho de pintor. Nesse momento, diga: “Veja</p><p>como com o rolinho você pinta uma área maior.</p><p>Com o pincel, só dá para fazer um risco”. Vale</p><p>testar também as diferenças entre pintar com</p><p>as mãos, que dá mais controle, ou com os</p><p>pés,</p><p>com pincéis e rolinhos, que tendem a ser mais</p><p>difíceis de controlar.</p><p>Avaliação</p><p>Observe atentamente durante todo o processo.</p><p>Isso dará indícios de como propor as próximas</p><p>atividades. Em alguns casos, vale fazer pau-</p><p>tas de observação individual, pois cada crian-</p><p>ça pode apresentar formas muito distintas de</p><p>aproximação dos materiais: algumas se lambu-</p><p>zam logo no primeiro dia e aos poucos vão se</p><p>concentrando em explorações mais definidas.</p><p>Outras demoram mais tempo para se soltar e há</p><p>ainda as que insistem em pesquisas específicas</p><p>de cores, misturas ou ocupação dos suportes</p><p>etc. No dia seguinte ao trabalho, retome com o</p><p>processo documentado, conversando com to-</p><p>dos para ver se lembram quais os materiais e</p><p>utensílios foram usados em cada atividade.</p><p>Flexibilização</p><p>Para trabalhar com bebês com deficiência físi-</p><p>ca nos membros superiores, envolva os rolinhos</p><p>e os pincéis em espuma. Isso vai ajudar os pe-</p><p>quenos a ter mais firmeza na hora de fazer as</p><p>primeiras pinturas. Você pode fixar papeis em</p><p>pranchetas inclinadas e colocar em frente ao</p><p>bebê ou fazer com que a criança crie suas pró-</p><p>prias estratégias para pintar nos papeis fixados</p><p>no chão. Estimule que ela pinte com os pés jun-</p><p>to dos colegas e deixe as tintas em lugares aces-</p><p>síveis e próximos da criança com deficiência. Os</p><p>outros bebês também ajudam a criança a segu-</p><p>rar alguns objetos ou alcançar os potes de tinta.</p><p>Deficiências</p><p>Física</p><p>Créditos: Daniela Pannuti Formação: Orienta-</p><p>dora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São</p><p>Paulo.</p><p>330 Plano de Aula: Apresentação do sistema nu-</p><p>mérico por meio dos rótulos dos alimentos</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ler, comparar e ordenar números.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Investigação de algumas regularidades do sis-</p><p>tema de numeração</p><p>- Leitura e comparação de números</p><p>- Análise das informações nos rótulos dos ali-</p><p>mentos</p><p>Crianças da pré-escola da Escola de Educação</p><p>Infantil do Ses. Imagem:Tamires Kopp</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>5 a 6 aulas</p><p>Material necessário</p><p>Diferentes embalagens de alimentos.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Algumas pesquisas mostram que as crianças</p><p>relacionam os números que falam e ouvem no</p><p>cotidiano com a escrita e, assim, identificam al-</p><p>gumas regularidades que vão ajudá-las a avan-</p><p>çar no aprendizado sobre o sistema numérico.</p><p>Uma alternativa para impulsionar esse conheci-</p><p>mento pode estar em um recurso simples: uma</p><p>coleção de diferentes embalagens de bebidas e</p><p>alimentos, por exemplo.</p><p>A sugestão desta sequência didática é que, a</p><p>partir do manuseio desse material, você propo-</p><p>nha desafios aos pequenos, como procurar in-</p><p>formações numéricas ou interpretar os números</p><p>dos rótulos dos alimentos (leia reportagem do</p><p>projeto “Emagrece, Brasil!” sobre como ler os</p><p>dados das embalagens). Comece com a análise</p><p>da data de validade, do peso e das informações</p><p>nutricionais e, em seguida, proponha problemas</p><p>pontuais de interpretação, produção e compara-</p><p>ção.</p><p>Peça que as crianças tragam de casa embala-</p><p>gens de alimentos como cereal matinal, amido</p><p>de milho, café, chocolate em pó, gelatina etc.</p><p>Quando já tiver uma quantidade razoável (uma</p><p>média de 5 embalagens para cada 4 crianças),</p><p>divida a turma em grupos e convide os peque-</p><p>nos a encontrar números nos pacotes e a pensar</p><p>para que eles servem.</p><p>As crianças devem explorar as embalagens e</p><p>discutir nos grupos o que interpretaram. Orga-</p><p>nize uma socialização para que dividam suas</p><p>descobertas, ideias e opiniões. É interessante</p><p>gerar condições para que contem as hipóte-</p><p>ses que encontraram e discutam as dos cole-</p><p>gas. Neste momento, levante questões, como</p><p>o exemplo a seguir: “Este grupo acredita que o</p><p>número que aparece na frente da embalagem</p><p>indica até quando o alimento pode ser ingeri-</p><p>do. O que vocês pensam? Será que este número</p><p>pode servir para duas coisas diferentes?”</p><p>Para registrar as conclusões da turma, cole uma</p><p>embalagem desmontada em um cartaz e des-</p><p>taque os diferentes números encontrados jun-</p><p>to das hipóteses da turma para as funções de</p><p>cada um. É importante ter em mente que, nes-</p><p>ta primeira etapa, o esperado é que as crianças</p><p>descubram novas informações por meio da ex-</p><p>ploração dos materiais, por isso se preocupe em</p><p>provocar questionamentos e não em dar res-</p><p>postas.</p><p>2ª etapa</p><p>Encontrar o alimento mais pesado e o mais leve</p><p>Recupere o que foi aprendido na etapa anterior.</p><p>Para isso, você pode usar o cartaz já elabora-</p><p>do. Se considerar necessário, acrescente outras</p><p>informações ou questionamentos para que as</p><p>crianças avancem nas hipóteses.</p><p>Em seguida, entregue quatro embalagens para</p><p>cada grupo e peça que descubram os números</p><p>que indicam o peso dos produtos e mostrem</p><p>quais são os mais pesados. Uma dica para o su-</p><p>cesso da atividade é procurar embalagens que</p><p>tenham a mesma unidade de medida (como</p><p>“gramas”, por exemplo) e números de dois ou</p><p>três dígitos. Não há problema em oferecer em-</p><p>balagens de alimentos iguais para os diferentes</p><p>grupos. Exemplo: todos podem ter uma caixa de</p><p>cereais, uma de amido de milho, uma de gelati-</p><p>na e outra de chocolate em pó.</p><p>Durante aproximadamente dez minutos as</p><p>crianças devem discutir nos grupos como solu-</p><p>cionar o problema. Ao longo da atividade, faça</p><p>uma observação minuciosa do que os pequenos</p><p>estão fazendo para reconhecer quais as estraté-</p><p>gias utilizadas por eles.</p><p>Logo após, selecione dois grupos que tenham</p><p>respostas diferentes sobre o peso dos pacotes.</p><p>Essa seleção atende a, pelo menos, dois obje-</p><p>tivos: o primeiro é ver se todos consideraram</p><p>o número que representa o peso do alimento</p><p>na embalagem. O outro é evidenciar a maneira</p><p>como as crianças compararam os números e es-</p><p>colheram o mais pesado. Atenção: o fundamen-</p><p>tal não é apontar erros e acertos, mas proporcio-</p><p>nar o intercâmbio de diferentes ideias e permitir</p><p>que os pequenos contem quais os critérios que</p><p>utilizaram.</p><p>Considere que é possível que os grupos con-</p><p>siderem outros valores em vez da quantia de</p><p>gramas para definir qual é o mais pesado. Nes-</p><p>sas situações, o professor pode trazer algumas</p><p>embalagens para a roda e dizer coisas como:</p><p>“Percebi que o grupo tal olhou para o seguinte</p><p>número para saber quanto pesava esta gelati-</p><p>na (apontando para a data de validade). Vocês</p><p>acham que esse número mostra o peso deste</p><p>alimento? Para onde temos que olhar para des-</p><p>cobrir o peso? Existem outras maneiras de des-</p><p>cobrirmos qual é o mais pesado sem olharmos</p><p>para este número?”</p><p>Esse momento serve para compartilhar uma in-</p><p>formação que pode não ser evidente para todos</p><p>e que vai ajudá-los, no futuro, a resolver novos</p><p>desafios.</p><p>3ª etapa</p><p>Ordenar os alimentos pelo peso</p><p>Novamente, relembre o que já foi feito e, em se-</p><p>guida, peça que as crianças organizem três ou</p><p>quatro embalagens pelo peso. Para dar conta</p><p>dessa tarefa, eles precisarão analisar as escritas</p><p>dos números considerando o que já sabem so-</p><p>bre o sistema de numeração.</p><p>Esteja atento à complexidade do exercício! Se</p><p>para alguns for muito difícil ordenar quatro em-</p><p>balagens, reduza para três ou até mesmo duas.</p><p>Mais uma vez, as conclusões da turma devem</p><p>ser compartilhadas. Para que os pequenos com-</p><p>preendam a regularidade do sistema numéri-</p><p>co, levante pontos importantes na organização,</p><p>como:</p><p>- Os números que tem menos algarismos vêm</p><p>primeiro;</p><p>- O número que começa com o algarismo me-</p><p>nor vêm na frente (no caso de números com a</p><p>mesma quantidade de algarismos);</p><p>- Quando têm dois números que começam com</p><p>o mesmo algarismo, temos que olhar para o se-</p><p>gundo para saber quem vem antes</p><p>É bem provável que as crianças não utilizem a</p><p>palavra algarismo, mas você pode informá-los</p><p>dos nomes convencionais para que aprendam a</p><p>se expressar com maior precisão.</p><p>Avaliação</p><p>Analise se as crianças avançaram no uso social</p><p>dos números encontrados nos rótulos, na leitu-</p><p>ra, na comparação e na utilização das informa-</p><p>ções, como tabela nutricional e peso, como fon-</p><p>te de pesquisa. É importante também observar</p><p>os critérios utilizados para fazer as comparações.</p><p>Pensando que o aprendizado do sistema numé-</p><p>rico é sequencial, você</p><p>pode analisar aspectos</p><p>como: os tópicos das discussões, os equívocos</p><p>das crianças, as questões que ainda poderiam</p><p>ser explorados e quais outras informações po-</p><p>dem ser incluídas nas próximas aulas.</p><p>331 Plano de Aula Descubra com seus alunos</p><p>onde há água no planeta</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Pesquisar e reconhecer onde há água no pla-</p><p>neta</p><p>- Estimular a curiosidade pelo mundo natural</p><p>- Conhecer e manusear o globo terrestre</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Meio ambiente</p><p>- Preservação</p><p>- Água</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>6 a 8 aulas</p><p>Material necessário</p><p>- Globo terrestre</p><p>- Imagens de diferentes lugares que evidenciam</p><p>ou não a presença de água (ver quadro com</p><p>orientações para seleção das imagens)</p><p>- Livros, revistas ou outros materiais de pesquisa</p><p>- Para conhecer melhor o tema, acesse as se-</p><p>guintes reportagens disponíveis no site do pro-</p><p>jeto Planeta Sustentável: “Água: a escassez na</p><p>abundância”, “Preservação do alto mar e regula-</p><p>mentação da pesca são recomendações da so-</p><p>ciedade para os Chefes de Estado na Rio+20” e</p><p>“Expedição: mar de lixo no Oceano Atlântico”</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Com certeza, a maioria das crianças já deve ter</p><p>visto imagens do planeta Terra em livros, na in-</p><p>ternet ou na televisão, mas talvez nunca tenha</p><p>parado para observar com mais atenção e inter-</p><p>pretar essas imagens.</p><p>A sugestão é que você leve para a sala um glo-</p><p>bo terrestre e faça uma roda de conversa com</p><p>os pequenos. Deixe que manuseiem o globo e</p><p>peça que falem sobre o instrumento. Pergun-</p><p>te se alguém já viu um semelhante antes e se</p><p>sabe o que são os desenhos que aparecem nele.</p><p>Questione também se alguém sabe para que</p><p>serve o globo terrestre.</p><p>O objetivo desta conversa inicial é conhecer o</p><p>que as crianças já sabem e permitir que os co-</p><p>nhecimentos já existentes circulem entre o gru-</p><p>po. Isso permite que você, professor, ajuste o</p><p>planejamento das etapas seguintes conforme</p><p>as necessidades da sua turma.</p><p>Lembre-se de considerar o que as crianças fa-</p><p>larem sem fazer qualquer tipo de julgamen-</p><p>to. Ouça com atenção e chame atenção para</p><p>comentários interessantes feitos por algumas</p><p>crianças. Lembre-se de registrar essa roda ini-</p><p>cial, pois poderá ser interessante retomar as fa-</p><p>las dos pequenos e fazer comparações no final</p><p>da sequência. Essa comparação pode ser uma</p><p>boa forma de avaliar a construção de conheci-</p><p>mentos feitas durante o estudo.</p><p>Sobre o registro</p><p>Espera-se que a investigação de um tema gere</p><p>informações que precisam ser registradas. Esse</p><p>registro pode acontecer de diversas formas: tex-</p><p>tos coletivos, desenhos a partir de observações,</p><p>gravações em áudio das rodas de conversas, fil-</p><p>magens, murais ilustrados etc. Independente</p><p>da linguagem, o importante é que a sistemati-</p><p>zação seja feita em todas as etapas da sequên-</p><p>cia e não só no final. Os registros servem para</p><p>avaliar o seu trabalho, professor, assim como as</p><p>conquistas da turma. Além disso, ajudam na re-</p><p>cuperação das etapas do processo vivido e no</p><p>reconhecimento das hipóteses que as crianças</p><p>fizeram e deixaram de lado porque aprenderam</p><p>outras coisas.</p><p>2ª etapa</p><p>Leve novamente o globo terrestre para a sala e</p><p>relembre com as crianças alguns pontos impor-</p><p>tantes da conversa anterior. Proponha então, o</p><p>seguinte desafio: onde está a água?</p><p>Provavelmente, a maioria das crianças respon-</p><p>derá apontando a parte azul do globo ou dizen-</p><p>do o nome da cor. Instaure um clima de dúvida:</p><p>Vocês todos acham que a água está na parte</p><p>azul do globo, certo? Então, isso quer dizer que</p><p>na parte marrom não há nada de água, é isso?</p><p>Vocês tem certeza disso? Ouça as respostas das</p><p>crianças e faça novos questionamentos para</p><p>que eles debatam entre si as ideias e informa-</p><p>ções que possuem. Você pode perguntar a se-</p><p>guir o que acham que tem na parte marrom do</p><p>globo. A partir das respostas confirme as que</p><p>forem pertinentes e adicione algumas informa-</p><p>ções caso ache necessário.</p><p>Você pode reforçar a ideia de que o uso das dife-</p><p>rentes cores serve para diferenciar os continen-</p><p>tes dos oceanos. Diga que cada oceano possui</p><p>um nome diferente e pergunte se sabem onde</p><p>fica o país em que moramos. Mostre os diferen-</p><p>tes continentes e diga que dentro deles há mui-</p><p>tos países. Pergunte se os pequenos sabem os</p><p>nomes de alguns países. Você pode até fazer al-</p><p>gumas bandeirinhas com palitos de dente e pe-</p><p>quenos pedaços de papel para escrever o nome</p><p>dos lugares citados pelo grupo!</p><p>Essa nova conversa e exploração do globo per-</p><p>mite que as crianças aprendam a “ler” o objeto</p><p>e faz com que se interessem cada vez mais por</p><p>aprender novas informações e curiosidades.</p><p>Uma dica interessante é deixar o globo terrestre</p><p>exposto na sala enquanto o estudo estiver acon-</p><p>tecendo. Isso possibilita um contato diário das</p><p>crianças e permite que analisem mais minucio-</p><p>samente os detalhes deste objeto. Fique atento</p><p>às conversas informais das crianças que se apro-</p><p>ximam para observar o globo em momentos</p><p>diversos da rotina e lembre-se de anotar alguns</p><p>comentários para socializar com todos.</p><p>3ª etapa</p><p>Selecione previamente algumas imagens e</p><p>distribua para as crianças. Peça que separem</p><p>de um lado as imagens dos lugares onde eles</p><p>acham que existe água e, do outro, aquelas que</p><p>mostram lugares onde não há água.</p><p>Para a seleção leve em consideração as seguin-</p><p>tes orientações:</p><p>- Escolha imagens de diferentes paisagens em</p><p>que haja água tais como: mares, lagos, rios, ca-</p><p>choeiras, represas, poço, chuva etc.</p><p>- Selecione fotos ou ilustrações de diferentes se-</p><p>res vivos em contato ou não com a água. Exem-</p><p>plos: pássaro bebendo água, pássaro pousado</p><p>num galho, criança chupando uma laranja, fru-</p><p>tas numa fruteira, crianças suadas depois de</p><p>brincar, plantas em uma floresta, pessoa regan-</p><p>do uma flor, golfinho nadando no mar, peixes</p><p>num aquário etc.</p><p>É importante que haja uma boa quantidade de</p><p>imagens (aproximadamente doze para cada</p><p>grupo de quatro crianças) e que sejam as mes-</p><p>mas para todos os grupos. A sugestão é pro-</p><p>mover tanto um debate nos pequenos grupos</p><p>quanto uma conversa coletiva na sala toda.</p><p>Observe se as crianças identificam a presença</p><p>de água no corpo dos animais ou das crianças.</p><p>Você pode incrementar a discussão dizendo:</p><p>“Vocês bebem água todos os dias e várias vezes</p><p>por dia, não é mesmo? Para onde vai toda essa</p><p>água? E se não bebermos mais água”?</p><p>A maioria das crianças pode mencionar o xixi</p><p>como única forma de eliminação da água. Você</p><p>pode chamar a atenção para outras formas,</p><p>como o suor e a lágrima. Para isso, peça que</p><p>olhem novamente para a imagem das crianças</p><p>suadas. Informe-as também de que o corpo de</p><p>todo ser humano precisa de água e relacione</p><p>a necessidade de tomar água com a reposição</p><p>da água perdida pelo organismo. Falar sobre a</p><p>sede também pode ser interessante porque as</p><p>crianças podem relatar que já sentiram neces-</p><p>sidade de água. Questione em quais momentos</p><p>eles sentem mais sede. Ao praticar atividades</p><p>físicas? Ao correr muito? Em dias mais quentes?</p><p>Quando comem comidas muito salgadas?</p><p>Ao final dessa discussão, retome a ideia de que</p><p>na parte marrom (ou onde não é azul) do globo</p><p>não há água dizendo: “Vimos nessas imagens</p><p>que a água está em praticamente todo lugar.</p><p>Está nas plantas, no corpo das pessoas, dos ani-</p><p>mais, nos rios e cachoeiras etc. Vocês acham</p><p>possível, então, que haja água também na parte</p><p>marrom do globo terrestre?”</p><p>Talvez as opiniões fiquem divididas e as crianças</p><p>que passaram a acreditar que existe água na</p><p>parte continental tentem convencer o resto da</p><p>sala. O importante deste momento é avaliar se</p><p>as crianças puderam ampliar seus conhecimen-</p><p>tos prévios e não fazer com que todas cheguem</p><p>a um consenso. Um exemplo disso pode ser vi-</p><p>sualizado na seguinte situação: crianças que</p><p>compreenderam que há água nos corpos dos</p><p>seres humanos, mas não necessariamente rela-</p><p>cionam isso com a presença de pessoas na par-</p><p>te do globo terrestre que indica os continentes.</p><p>4ª etapa</p><p>Para essa etapa você pode utilizar algumas das</p><p>imagens selecionadas na etapa anterior ou, se</p><p>preferir, pode agregar novas imagens. A ideia é</p><p>que as crianças entendam que há muitas for-</p><p>mas da água existir e que ela está em muitos</p><p>lugares. Para isso leve imagens do mar, de rios,</p><p>lagoas, cachoeiras, chuveiro, chuva, bica, peixes</p><p>no aquário, golfinho ou outros animais no mar.</p><p>Se não tiver imagens suficientes em papel, você</p><p>pode utilizar o projetor de imagens. Lembre-se</p><p>de organizar o grupo de forma que todos pos-</p><p>sam ver as imagens sem precisar levantar ou</p><p>pedir licença aos colegas.</p><p>Diga às crianças que mostrará algumas ima-</p><p>gens e que o desafio será descobrir se a água</p><p>que aparece é sempre igual. Caso eles digam</p><p>que não, peça que justifiquem a resposta. No-</p><p>vamente, a ideia é instaurar um momento de</p><p>discussão coletiva em que as crianças expõem</p><p>suas hipóteses, escutam os colegas e mudam</p><p>ou não de opinião. Muito provavelmente as</p><p>crianças conseguem falar que algumas águas</p><p>são salgadas e outras doces.</p><p>Ajude-os a estabelecer relações com lugares</p><p>que já visitaram e o tipo de água encontrado.</p><p>Por exemplo: “Quem aqui já foi para a praia?</p><p>Como era a água do mar? Será que em toda</p><p>praia o mar é salgado”? ou “Quem aqui já nadou</p><p>num lago ou represa? A água era salgada como</p><p>a do mar”; ou ainda, “Quem tem aquário em</p><p>casa? Como é a água? Salgada? Doce? Como</p><p>vocês sabem? Já experimentaram”?</p><p>Não esqueça de registrar em um cartaz as hipó-</p><p>teses e descobertas das crianças. Esse será um</p><p>rico material para ajudar os pequenos a perce-</p><p>berem o que foi construído ao longo das discus-</p><p>sões.</p><p>5ª etapa</p><p>Relembre os pontos importantes utilizando o</p><p>cartaz e seus registros pessoais. Proponha a se-</p><p>guir que as crianças descubram, em pequenos</p><p>grupos, se os animais que vivem no mar são os</p><p>mesmos que vivem nos rios e lagos, separando-</p><p>-os em duas listas.</p><p>Você precisará de livros informativos, revistas,</p><p>enciclopédias ou outros materiais que tenham</p><p>imagens desses habitats em quantidade sufi-</p><p>ciente para todos os grupos. Selecione também</p><p>trechos curtos de filmes que ajudem as crianças</p><p>a descobrir essa informação. A proposta é que</p><p>as crianças, com o auxílio das imagens, consi-</p><p>gam identificar alguns animais que vivem na</p><p>água salgada e outros que vivem na água doce,</p><p>separando-os em dois grupos.</p><p>Se você tiver crianças alfabéticas na sala, distri-</p><p>bua-as estrategicamente nos grupos para que</p><p>elas possam ser as escribas da lista. Caso sua</p><p>sala não tenha crianças alfabéticas ou tenha</p><p>uma quantidade insuficiente para distribuir nos</p><p>grupos, proponha a produção da lista coletiva-</p><p>mente após a pesquisa em pequenos grupos.</p><p>Nesse caso, você deverá ser o escriba anotando</p><p>na lousa ou num papel pardo os nomes dos ani-</p><p>mais que as crianças citarem.</p><p>Uma outra opção é buscar na internet ou em re-</p><p>vistas imagens de vários animais que vivem no</p><p>mar e em rios, lagos, lagoas e pedir que as crian-</p><p>ças separem as imagens em duas colunas re-</p><p>presentativas dos habitats. No caso do trabalho</p><p>em pequenos grupos, lembre-se de fazer um</p><p>momento coletivo para que as crianças possam</p><p>socializar suas descobertas e comparar o que</p><p>cada grupo encontrou.</p><p>Se preferir, você pode propor que as crianças</p><p>montem um aquário na escola ou na própria</p><p>sala de aula. Para isso, precisarão decidir se será</p><p>um aquário de água doce ou salgada. Em segui-</p><p>da será necessário pesquisar as espécies de pei-</p><p>xes adequadas ao tipo de água escolhido. Por</p><p>fim, deverão listar os materiais necessários e so-</p><p>licitar a ajuda de algum adulto que tenha expe-</p><p>riência com essa tarefa. Você pode convidar um</p><p>pai ou familiar que já tenha montado um aquá-</p><p>rio para ajudá-los. Lembre-se que essa é uma</p><p>oportunidade para que as crianças se responsa-</p><p>bilizem pelo cuidado de um animal e aprendam</p><p>melhor como os peixes vivem.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se as crianças ampliaram seus conheci-</p><p>mentos em relação às hipóteses que levantaram</p><p>no início da sequência, se demonstraram inte-</p><p>resse pelos assuntos abordados, se foram ca-</p><p>pazes de gradativamente formular perguntas e</p><p>manifestar suas ideias e de buscar respostas por</p><p>meio das fontes disponíveis (imagens, conver-</p><p>sas com os colegas etc). Retome as anotações</p><p>feitas sobre as hipóteses, ideias e pensamentos</p><p>das crianças. Pergunte se eles ainda pensam as</p><p>mesmas coisas do começo ou se mudaram de</p><p>opinião. É importante ressaltar que a evolução</p><p>de cada criança é diferente, por isso considere o</p><p>ponto de partida de cada um individualmente.</p><p>Tenha em mente também que é fundamental</p><p>avaliar não somente o momento final do traba-</p><p>lho, mas todas as etapas.</p><p>332 Plano de Aula: A diversidade Cultural</p><p>Objetivo(s)</p><p>Trabalhar com as diferenças em sala de aula.</p><p>Despertar a criançã para a sua identidade e en-</p><p>fatizar os pontos positivos.</p><p>Estimular o respeito às diferenças e as limita-</p><p>ções dos colegas independente do sexo.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>O ano todo.</p><p>Material necessário</p><p>Livros.</p><p>CDs.</p><p>DVDs.</p><p>Brinquedos.</p><p>Instrumentos musicais.</p><p>Materiais recicláveis.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Na aquisição de materiais levar em considera-</p><p>ção a quantidade para que possibilitem a inte-</p><p>ração e estimulem o respeito entre as criança-</p><p>sindependente que sejam, homens e mulheres,</p><p>pessoas com deficiência e grupos de diferentes</p><p>culturas.</p><p>2ª etapa</p><p>Em um momento oportuno, explicar aos pais a</p><p>importância do respeito a diversidade no dia a</p><p>dia. Enviar uma atividade para ser feita em casa</p><p>com auxílio dos pais que enfatize alguma das</p><p>diferenças existentes na sala de aula.</p><p>Avaliação</p><p>Anotar no diário de bordo o comportamento</p><p>das crianças em relação a diversidade no am-</p><p>biente escolar. Identificar os que precisam de</p><p>apoio para aceitar a sua identidade e dos cole-</p><p>gas</p><p>Flexibilização</p><p>Crianças de qualquer etinia, credo, ou com qual-</p><p>quer tipo de deficiência.</p><p>Deficiências</p><p>Múltipla</p><p>333 Plano de Aula Leitura de textos informativos</p><p>na creche</p><p>Objetivo(s)</p><p>Escutar a leitura de textos informativos feita</p><p>pelo professor.</p><p>Desenvolver comportamentos leitores e escrito-</p><p>res quando se quer saber mais sobre um tema.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Familiarização com textos informativos: ler para</p><p>saber mais.</p><p>Exploração de diferentes fontes de informação e</p><p>procedimentos de pesquisa.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>6 aulas</p><p>Material necessário</p><p>Livros, revistas, enciclopédias, jornais e docu-</p><p>mentários (vídeo ou DVD).</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Separe o material pertinente ao estudo que será</p><p>feito. Cuide para que o tema desperte o inte-</p><p>resse dos pequenos, como animais marinhos.</p><p>Verifique se as fontes são confiáveis, organize</p><p>um acervo variado e garanta que algumas das</p><p>leituras sejam feitas com o material destinado</p><p>a adultos: revistas, jornais e livros científicos de</p><p>circulação social.</p><p>2ª etapa</p><p>Faça uma breve leitura de um texto informati-</p><p>vo ou apresente trechos de documentários (por</p><p>exemplo, um filme que mostre a interação dos</p><p>animais no ambiente marinho). Proponha uma</p><p>discussão sobre os assuntos abordados e levan-</p><p>te as dúvidas da turma. Divida um cartaz em</p><p>duas colunas e escreva, de um lado, “o que que-</p><p>remos saber” e, no outro, “o que aprendemos”.</p><p>Registre comentários das crianças, as questões</p><p>que não foram respondidas e as que devem ser</p><p>retomadas.</p><p>3ª etapa</p><p>Recupere o que já foi registrado e leve um novo</p><p>texto. Atue como leitor-modelo: compartilhe</p><p>como se faz uso de índices, indique onde estão</p><p>o título e o subtítulo e faça a leitura do material.</p><p>Registre num novo cartaz as descobertas reali-</p><p>zadas.</p><p>4ª etapa</p><p>Apresente outro texto. Leia o título para a turma</p><p>antecipar do que se trata. Faça pausas e releia</p><p>trechos sempre que julgar importante. Caso</p><p>apareçam palavras difíceis, aposte na compre-</p><p>ensão por meio do contexto. Após a leitura, esti-</p><p>mule que todos façam comentários e avancem</p><p>em suas hipóteses. Registre as descobertas.</p><p>5ª etapa</p><p>Disponibilize diferentes materiais sobre o tema</p><p>e coloque no centro da roda: podem ser livros</p><p>com fotos, matérias com curiosidades, fichas</p><p>técnicas com as características físicas dos ani-</p><p>mais marinhos etc. Oriente todos a fazer buscas</p><p>com base nas ilustrações. Estimule o manuseio</p><p>do material, dando pistas</p><p>cartas)</p><p>Organização da sala</p><p>Dois, três ou quatro jogadores</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Comece com a batalha simples. Distribua as</p><p>cartas e explique as regras: cada um faz um</p><p>monte com as faces numeradas para baixo.</p><p>Todos viram ao mesmo tempo a que está por</p><p>cima e discutem qual é a maior. O vencedor leva</p><p>as cartas e as junta ao monte. O jogo termina</p><p>quando apenas um jogador tiver cartas.</p><p>2ª etapa</p><p>Depois de várias partidas, escreva numa folha:</p><p>“Observe as cartas dos participantes de um jogo</p><p>de batalha: Pedro (21), Giovanna (9). Quem ga-</p><p>nhou? Como decidiu?”. Entregue uma cópia</p><p>para cada criança e, depois das respostas, pro-</p><p>mova um debate.</p><p>3ª etapa</p><p>Você pode bolar diversas variações para a ativi-</p><p>dade anterior, com números que permitam ana-</p><p>lisar outros critérios de comparação:</p><p>2345 e 57 - diferentes quantidades de algaris-</p><p>mos (quanto mais algarismos, maior o número).</p><p>34 e 74 - igual quantidade de algarismos, mu-</p><p>dando apenas o da dezena (o primeiro é que</p><p>manda).</p><p>57 e 53- igual quantidade de algarismos, mu-</p><p>dando apenas o da unidade (se o primeiro da</p><p>dezena é igual, o segundo manda).</p><p>67 e 76 - mesmos algarismos e na mesma quan-</p><p>tidade, mudando apenas a posição (valor posi-</p><p>cional).</p><p>121 e 89 - quantidades diferentes de algarismos,</p><p>sendo que o que tem mais apresenta os de me-</p><p>nor valor (relação entre o valor absoluto dos al-</p><p>garismos e a posição ocupada por eles).</p><p>4ª etapa</p><p>Quando esse jogo ficar fácil sugira a Batalha de</p><p>Composição: forme um monte de cartas no cen-</p><p>tro da mesa deixando as faces numeradas para</p><p>baixo. Cada jogador vira três e tenta montar o</p><p>maior número possível. Com os arranjos pron-</p><p>tos, o grupo discute qual é o maior. O ganha-</p><p>dor leva as cartas. Vence quem finalizar com a</p><p>maior quantidade delas quando acabarem as</p><p>da mesa.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se a turma utiliza critérios de compara-</p><p>ção válidos para produzir ordenamentos e peça</p><p>sempre que justifiquem as respostas.</p><p>304 Plano de aula Brincadeiras variadas com</p><p>cordas.</p><p>Objetivo(s)</p><p>Experimentar diferentes brincadeiras com cor-</p><p>da.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>1- pular corda simples “corda individual”</p><p>2- pular corda dupla</p><p>3- corda para salto “boca do jacaré”</p><p>4- brincar de cabo de guerra</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>50 mm</p><p>Material necessário</p><p>Cordas de tamanhos variados.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Proponha que a turma pratique a pular corda</p><p>simples, corda dupla e corda para salto (boca</p><p>de jacaré): uma criança por vez, em dupla e em</p><p>trios. Também é possível brincar diversificando</p><p>as regras, como pular ao ritmo de uma parlenda</p><p>ou pular tocando a mão no chão. Converse com</p><p>o grupo sobre outras brincadeiras que podem</p><p>ser realizadas com o objeto: chicote queimado</p><p>(uma criança gira a corda rente ao chão e as de-</p><p>mais pulam), aumenta-aumenta (duas seguram</p><p>as pontas da corda e vão levantando gradati-</p><p>vamente para que as outras saltem) e cabo de</p><p>guerra.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se a turma aprimora e diversifica o</p><p>brincar com autonomia a partir de então. Ob-</p><p>serve se a adaptação das regras se dá em fun-</p><p>ção das dificuldades que surgem ou porque o</p><p>grupo não compreendeu a brincadeira nova.</p><p>Nesse caso, converse com as crianças novamen-</p><p>te.</p><p>Flexibilização</p><p>No caso de crianças com algum tipo de defici-</p><p>ência física, pode-se pensar em formas alter-</p><p>nativas de participação. Sugira que passem por</p><p>baixo da corda no momento certo, enquanto</p><p>está no alto e antes que volte a bater no chão.</p><p>Esta é uma importante oportunidade de con-</p><p>vocar as outras crianças a auxiliá-las, sendo elas</p><p>cadeirantes ou não. Outra sugestão, caso não</p><p>seja mesmo possível participar ativamente, é</p><p>fazer com que a escolha e a récita da parlenda</p><p>fiquem por conta dos pequenos com deficiên-</p><p>cia física. É importante lembrar que nem sem-</p><p>pre será possível fazer um ajuste que permita</p><p>o acesso de todos a estas atividades. Mais que</p><p>isso, é preciso que a reflexão e o compromisso</p><p>por parte das crianças com a inclusão de todos</p><p>os seus colegas façam parte da rotina das tur-</p><p>mas. Muitas vezes, são as próprias crianças (os</p><p>que apresentam limitações e os outros) que nos</p><p>oferecem as melhores ideias. Tente consultá-los,</p><p>sempre.</p><p>Deficiências</p><p>Física</p><p>305 Plano de Aula: Descobrindo o mundo musi-</p><p>cal</p><p>Objetivo(s)</p><p>Estimular a percepção dos sons e as habilidades</p><p>musicais.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Organização da sala</p><p>Em roda.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>15 minutos, duas vezes por semana.</p><p>Material necessário</p><p>Instrumentos de percussão, sucatas que produ-</p><p>zam som, guizos e CDs.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Observar marcação do pulso básico ou do tem-</p><p>po forte da música, estimulando as crianças se</p><p>movimentarem conforme a música.</p><p>Palma, palma, palma (bater palmas no tempo</p><p>forte)</p><p>Pé, pé, pé (bater o pé no chão)</p><p>Roda, roda, roda (rodar no lugar)</p><p>Caranguejo peixe é! (no é, agachar no chão)</p><p>Outras propõem uma experiência rítmica.Incluir</p><p>musicas com ritimos marcantes para exploração</p><p>das crianças.</p><p>Rá, rá, rá, a minha machadinha,</p><p>Rá, rá, a minha machadinha,</p><p>Quem te pôs a mão sabendo que és minha?</p><p>Quem te pôs a mão sabendo que és minha? (ro-</p><p>dar de mãos dadas)</p><p>Se tu és minha eu também sou tua,</p><p>Se tu és minha eu também sou tua,</p><p>Pula machadinha para o meio da rua</p><p>Pula machadinha para o meio da rua</p><p>(pular para o meio da roda)</p><p>No meio da rua não hei de ficar</p><p>No meio da rua não hei de ficar</p><p>Pula machadinha para o teu lugar</p><p>Pula machadinha para o teu lugar</p><p>(pular de costas para seu lugar original na roda)</p><p>2ª etapa</p><p>O ritmo está presente também no falar, nos po-</p><p>emas e nas parlendas.Recitar parlendas e poe-</p><p>mas.</p><p>Chuva, chuva, chuvisquinho</p><p>Sua calça tem furinho</p><p>Chuva, chuva, chuvarada</p><p>Sua calça está furada</p><p>3ª etapa</p><p>A roda começa girando devagar e acelera até</p><p>chegar ao dez</p><p>A galinha do vizinho</p><p>Bota ovo amarelinho</p><p>Bota um, bota dois, bota três, bota</p><p>quatro ... bota nove, bota dez! (todos se aga-</p><p>cham)</p><p>4ª etapa</p><p>Estimule o acompanhamento de canções com</p><p>palmas, brinquedos ou instrumentos musicais</p><p>feitos com sucata ou objetos do cotidiano. Reali-</p><p>zar a confecção dos instrumentos musicais pre-</p><p>ferencialmete com as crianças.</p><p>Avaliação</p><p>Não espere uma coordenação rítmica exata nas</p><p>atividades. Esse ainda não é o objetivo nessa</p><p>faixa etária. O mais importante é proporcionar</p><p>a experiência de fazer música e compartilhá-la</p><p>com os amigos em momentos de alegria e sen-</p><p>sibilidade.</p><p>306 Plano de Aula: Desenho na sombra</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Desenvolver a observação</p><p>- Observar as formas das sombras</p><p>- Marcar as sombras com desenho</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Desenho</p><p>- Sombra</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>20 minutos</p><p>Material necessário</p><p>Giz de lousa branco, um para cada criança</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Buscar um espaço cimentado em que há uma</p><p>sombra bem visível e sentar em volta. Brincar</p><p>de colocar partes do corpo na sombra e depois</p><p>tirar. Criar outras sombras com a mão, com a</p><p>cabeça... Combinar com as crianças de fazer</p><p>marcas no interior das sombras. Propiciar que</p><p>uma criança faça sombra com o corpo e as ou-</p><p>tras desenhem no interior desta sombra. Dei-</p><p>xar que elas explorem o desenho e criem suas</p><p>marcas sem necessidade de contornar as som-</p><p>bras. Não apagar os desenhos e voltar para eles</p><p>depois que a sombra mudou de lugar, portanto</p><p>é necessário ter uma sombra de um elemento</p><p>fixo. Questionar: o que será que aconteceu? Dei-</p><p>xar que criem suas explicações orais e corporais.</p><p>Pode haver crianças que não queiram desenhar</p><p>no interior das sombras, mas onde tem luz, ob-</p><p>serve então o que ela pesquisa e intervenha</p><p>sem rigidez, pois o objetivo é para aguçar a ob-</p><p>servação e trabalhar com sombra/luz e desenho.</p><p>Avaliação</p><p>Observe a exploração das crianças, quais as</p><p>curiosidades que têm em relação à sombra. Va-</p><p>lorize a observação, incentivando-as a buscar</p><p>outras sombras, assim como a criá-las. Ao dese-</p><p>nharem no interior da sombra, comente a pes-</p><p>quisa das crianças, socializando as descobertas</p><p>enquanto trabalham. Registre a pesquisa das</p><p>crianças, o que falaram, como agiram, desenha-</p><p>ram, para que possa utilizar como ponto de par-</p><p>tida para uma</p><p>de como buscar da-</p><p>dos e ajudando-os a marcar as páginas sele-</p><p>cionadas. Quando finalizarem, retorne à roda e</p><p>socialize o que encontraram. O objetivo é que as</p><p>crianças possam olhar o material e participar da</p><p>busca da informação.</p><p>6ª etapa</p><p>Confronte as perguntas levantadas na 2ª etapa</p><p>e as descobertas feitas. Retome os cartazes para</p><p>refletir sobre quais dúvidas foram esclarecidas e</p><p>o que teriam que continuar pesquisando.</p><p>Avaliação</p><p>Verifique se as crianças demonstraram interesse</p><p>no processo de pesquisa, se avançaram em re-</p><p>lação às hipóteses iniciais e se levantaram novas</p><p>questões. O propósito da atividade é desenvol-</p><p>ver o gosto por ler para saber mais, manusear</p><p>textos científicos de circulação social e compre-</p><p>ender que podem aprender muito com eles.</p><p>Flexibilização</p><p>A importância do acervo variado e da escolha</p><p>de temas que façam parte do universo dos pe-</p><p>quenos é crucial para a compreensão de crian-</p><p>ças com deficiência intelectual. Na creche, to-</p><p>dos ainda estão aprendendo a expressar-se e</p><p>a adquirir autonomia. Por isso, é importante</p><p>valorizar as habilidades e as limitações de cada</p><p>criança. Aproximar a escolha dos assuntos das</p><p>situações do cotidiano é fundamental. Diversi-</p><p>fique os meios de acesso ao conteúdo na sala.</p><p>Isso facilita o desenvolvimento da criança com</p><p>deficiência. Capriche na interpretação ao longo</p><p>da leitura do texto e leia pausadamente. Os pais</p><p>da criança com deficiência intelectual podem</p><p>reforçar a leitura em casa do texto indicado pela</p><p>educadora e de outros textos. Fazer com que o</p><p>pequeno reconte os conteúdos à sua maneira é</p><p>um excelente exercício para que ele pratique a</p><p>oralidade. Estimule a criança para que ela tam-</p><p>bém faça observações junto dos colegas nas</p><p>discussões na creche. Avalie se a criança conse-</p><p>guiu familiarizar-se com os livros e adquiriu no-</p><p>ções sobre como manuseá-los.</p><p>Deficiências</p><p>Intelectual</p><p>334: Plano de aula: Folclore: A festa do Boi em</p><p>diferentes representações</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para essa atividade, pesquise o contexto das</p><p>brincadeiras do “Boi de mamão”, que ocorrem</p><p>no sul do país. Conheça os personagens des-</p><p>sa festa popular e a sequência em que apare-</p><p>cem, assim poderá ampliar as possibilidades de</p><p>investigação das crianças. Durante a primeira</p><p>etapa do plano, você encontrará referências à</p><p>atividade anterior, onde foi abordado o Bumba</p><p>meu boi, característico do Maranhão. A suges-</p><p>tão é seguir a sequência das atividades ou ade-</p><p>quar a forma de apresentação da “Festa do Boi</p><p>de Mamão”. Se você é da região onde essa festa</p><p>é popular, terá mais elementos e materiais para</p><p>enriquecer o plano e para encaminhar as propo-</p><p>sições junto às crianças. Aproveite essa oportu-</p><p>nidade para valorização da cultura local.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>Diversidade Cultural - “Bumba meu boi”.</p><p>A festa do boi em diferentes representações.</p><p>Conhecendo e explorando instrumentos da fes-</p><p>ta do Boi.</p><p>Construindo nosso Boi</p><p>Brincando de Boi com outras turmas da escola.</p><p>Materiais:</p><p>Aparelho para reprodução de som e imagem,</p><p>vídeo com apresentação do “Boi de mamão”,</p><p>aqui a sugestão é: Brincadeiras Regionais, Re-</p><p>gião Sul - Nova Escola (reproduzir o vídeo a par-</p><p>tir de 2 min e 20seg). Áudio das canções que</p><p>apresentam os personagens da festa, sugestão:</p><p>CD Boi de Mamão - Ndi. Ufsc (canções 1,8,9). Le-</p><p>tra impressa das músicas, segue o link: letra das</p><p>canções. Máscaras, microfones, instrumentos</p><p>musicais disponíveis na escola, como pandeiros,</p><p>maracás, tambores. Materiais de largo alcan-</p><p>ce, como: caixas de papelão, tecidos, caixas de</p><p>ovos, embalagens de iogurte, tubos de papelão,</p><p>lã, cabos de vassoura ou outros que possam ser</p><p>interessantes para a proposta. Materiais para</p><p>registro do professor: câmera fotográfica ou ce-</p><p>lular, gravador de voz ou material para registro</p><p>escrito.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade pode ser desenvolvida na sala de</p><p>atividades ou em outro espaço que favoreça a</p><p>reprodução de áudio e vídeo.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Entre 40 minutos e 1 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>Como ocorre o envolvimento das crianças ao</p><p>compartilhar as experiências familiares? De que</p><p>forma demonstram interesse em contar suas</p><p>experiências e conhecer as informações apre-</p><p>sentadas pelos colegas?</p><p>Quais os elementos envolvidos nas apresenta-</p><p>ções do “Boi de mamão” que mais chamam a</p><p>atenção das crianças e como demonstram esse</p><p>interesse?</p><p>Como acontece a exploração de sons e movi-</p><p>mentos corporais durante a encenação livre?</p><p>Que critérios usam para formar seus pares du-</p><p>rante essa vivência?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou</p><p>relacionais que podem impedir que uma crian-</p><p>ça ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e</p><p>diferenças de cada criança ou do grupo. Como</p><p>a proposta prevê o uso de áudios e vídeos, orga-</p><p>nize situações de ajuda entre as crianças para</p><p>que todas possam compreender. Favoreça um</p><p>ambiente agradável e convidativo onde todas se</p><p>sintam motivadas a participar. Valorize suas hi-</p><p>póteses e comentários acerca da manifestação</p><p>cultural. Durante a encenação livre, garanta um</p><p>espaço adequado à movimentação e evite locais</p><p>com degraus, piso muito liso ou ocupado por</p><p>muitos móveis.</p><p>O que fazer durante?</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças em grande rodae comparti-</p><p>lhe que é o momento de contarem o que des-</p><p>cobriram com suas famílias sobre a festa do</p><p>Boi. As crianças devem apresentar seus relatos,</p><p>fotos e objetos que trouxeram. Aproveite para</p><p>problematizar as informações que as crianças</p><p>trazem, talvez perguntando em que lugar ocor-</p><p>reu a festa registrada na foto, ou como acham</p><p>que essa festa foi organizada. Objetos podem</p><p>ajudar a construir um contexto. Por exemplo, se</p><p>uma criança traz um pequeno boi de cerâmica,</p><p>você pode perguntar por que acham que aque-</p><p>le boi pode representar o Boi da festa e se existe</p><p>alguma semelhança entre esse boi e o que vi-</p><p>ram no vídeo da atividade anterior (Bumba meu</p><p>boi). Isso também poderá acontecer a partir de</p><p>um instrumento musical. Será que em todas as</p><p>festas de Boi se usa esse instrumento? Fique</p><p>atento se as crianças trazem informações de di-</p><p>ferentes formas de dançar o Boi. Se necessário,</p><p>retome alguns relatos que as próprias crianças</p><p>fizeram para que elas percebam a diversidade.</p><p>Você pode antecipar algum objeto ou imagens</p><p>para compartilhar com o grupo, garantindo al-</p><p>gum elemento para a conversa, caso nenhuma</p><p>criança tenha trazido algo. A partir desse diálo-</p><p>go e da exploração dos materiais, pergunte se</p><p>elas já ouviram falar do Boi de mamão. Convide</p><p>as crianças para conhecer essa brincadeira típi-</p><p>ca no sul do Brasil.</p><p>2</p><p>Proponha que, para conhecer esse outro Boi,</p><p>as crianças irão assistir a um vídeo que mostra</p><p>como brincam o Boi de mamão em Santa Ca-</p><p>tarina. Em seguida, elas poderão brincar o Boi</p><p>de Mamão junto com os colegas da sala. Inclu-</p><p>sive, enquanto assistem ao vídeo, elas podem</p><p>escolher um personagem e observar como ele</p><p>participa da festa. Reproduza o vídeo sugerido:</p><p>Brincadeiras Regionais, Região Sul - Nova Esco-</p><p>la, (a partir de 2min e 20seg) ou outro que tenha</p><p>pesquisado com antecedência.</p><p>Observe como as crianças reagem enquanto</p><p>assistem ao vídeo, suas falas e gestos, quais as</p><p>associações fazem com o Bumba meu boi e</p><p>se relacionam alguma característica do Boi de</p><p>mamão com relatos trazidos de casa. Após o</p><p>vídeo, converse com elas sobre as impressões,</p><p>o que gostaram e como as crianças brincavam</p><p>com o Boi no vídeo. Traga a atenção para os de-</p><p>mais personagens, além do Boi, para que elas</p><p>comentem o que observaram sobre os perso-</p><p>nagens que entram na brincadeira e a possível</p><p>função deles na festa do Boi de Mamão.</p><p>3</p><p>Convide as crianças para conhecer mais sobre</p><p>esses personagens, diga que ouvirão três can-</p><p>ções, uma para cada personagem. Peça para</p><p>que fiquem atentas para perceber quais são! O</p><p>áudio sugerido: CD Boi de Mamão - Ndi. Ufsc</p><p>(canções 7,8,9), traz a canção do boi, do cava-</p><p>linho e da</p><p>cabra, personagens que aparecem</p><p>no vídeo. Se as crianças desejarem, reproduza</p><p>novamente os áudios. Elas podem cantar junto</p><p>ou acompanhar o ritmo, batendo palmas ou re-</p><p>alizando movimentos expressivos, como prefe-</p><p>rirem. Depois de ouvir com as crianças, mostre</p><p>que você trouxe a letra das canções que falam</p><p>sobre os personagens. Apresente os cartazes</p><p>com as letras e pergunte onde querem fixar. Ne-</p><p>gocie com as crianças um lugar de fácil acesso</p><p>onde todas possam consultar, sempre que qui-</p><p>serem. Outros materiais apresentados durante</p><p>a conversa inicial também podem compor esse</p><p>espaço. Proponha que escolham um persona-</p><p>gem da festa, e convide-as para brincar de Boi</p><p>de mamão.</p><p>4</p><p>Pergunte sobre o que será que precisamos para</p><p>brincar de Boi de mamão. Diga que trouxe al-</p><p>guns objetos que elas poderão escolher para</p><p>improvisar o personagem escolhido. Se notar</p><p>que alguma criança ainda está indecisa, ajude-a</p><p>para que ela possa construir seu personagem,</p><p>ou, se preferir, auxiliar algum colega e brincar</p><p>com ele.Disponibilize alguns objetos que po-</p><p>dem ser relacionados a festa, como máscaras,</p><p>instrumentos musicais (pandeiros, maracás,</p><p>tambores ou outros disponíveis na escola), mi-</p><p>crofones e alguns de largo alcance, como te-</p><p>cidos, caixas de papelão ou outros que podem</p><p>ser interessantes para a proposta.As crianças</p><p>podem escolher construir individualmente ou</p><p>em pequenos grupos. Observe como interagem</p><p>com os colegas e formam seus pares, auxilie se</p><p>tiverem dificuldade para definir os materiais.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento:</p><p>Caso uma criança mostre dificuldade ou in-</p><p>decisão para escolher o material, você poderá</p><p>dizer: Você já pensou com qual personagem</p><p>quer brincar? Nós temos caixas, tecidos, másca-</p><p>ras (cite alguns dos materiais). O que podemos</p><p>usar para fazer o Boi, ou o cavalinho, ou a cabra?</p><p>Qual deles você gostou mais?</p><p>5</p><p>Reproduza os áudios com as canções já ouvi-</p><p>das. As crianças devem ficar livres para dan-</p><p>çar e encenar os personagens da festa a partir</p><p>das referências que construíram com base nas</p><p>conversas e vídeos que assistiram. Caso algu-</p><p>ma criança não queira encenar, ofereça os ins-</p><p>trumentos musicais como alternativa para que</p><p>acompanhem o ritmo da música.</p><p>Combine o tempo que terão para a brincadeira e</p><p>aproveite esse momento para observar e regis-</p><p>trar. Perceba os movimentos que elas realizam,</p><p>se buscam reproduzir algumas cenas da história</p><p>do Boi, se acompanham as canções etc. A partir</p><p>das letras das canções você pode indicar algu-</p><p>mas interações dos personagens no contexto</p><p>das brincadeiras das crianças.</p><p>Para finalizar:</p><p>Diga que terão a oportunidade de brincar mais</p><p>quando estiver perto do horário de saída. Assim,</p><p>elas poderão mostrar para as famílias suas des-</p><p>cobertas e construções da festa do Boi de ma-</p><p>mão. Combine com as crianças um local ade-</p><p>quado para guardar os materiais até a hora de</p><p>retomar a brincadeira.</p><p>Desdobramentos</p><p>Você pode propor para as crianças conhecer os</p><p>outros personagens da festa do Boi de mamão.</p><p>Se for possível, organize uma pesquisa usando</p><p>as mídias digitais ou reproduza as músicas do</p><p>CD Boi-de-mamão, que contam sobre os de-</p><p>mais personagens típicos da festa do Boi no Sul</p><p>do país. Assim, as crianças poderão ampliar as</p><p>possibilidades de brincar inserindo outros per-</p><p>sonagens dessa festa popular. Aproveite os ma-</p><p>teriais que você e as crianças trouxeram durante</p><p>a investigação sobre o Boi e a impressão com a</p><p>letra das canções, para organizar com as crian-</p><p>ças uma pequena exposição em um canto da</p><p>sala de atividades.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Peça para que as crianças reorganizem os mate-</p><p>riais usados em um ambiente externo, agradá-</p><p>vel e de fácil acesso aos pais, para brincarem no-</p><p>vamente de Boi de mamão. Faça isto em horário</p><p>próximo ao de saída. Dessa forma, enquanto as</p><p>famílias chegam para buscá-las, podem obser-</p><p>var a vivência das crianças com a música e dan-</p><p>ça do boi de mamão, brincando juntos ao convi-</p><p>te das crianças.</p><p>335 Plano de Aula: Já Sou Quase Um Escritor</p><p>Objetivo(s)</p><p>Desenvolver a produção de textos em lingua-</p><p>gem escrita por meio do ditado para o profes-</p><p>sor;</p><p>Recuperar os principais elementos da narrativa</p><p>com base na linguagem que se usa para escre-</p><p>ver;</p><p>Ampliar a linguagem oral, o vocabulário e a es-</p><p>truturação de frases dos alunos.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Produção de textos orais com base na lingua-</p><p>gem escrita de contos.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>5aulas</p><p>Material necessário</p><p>Livros:</p><p>Chapeuzinho Amarelo (Chico Buarque de Ho-</p><p>landa)</p><p>Folhas</p><p>Lápis de corn e/ou giz de cer</p><p>Computador com impressora</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Em roda, leia para os alunos os contos Chapeu-</p><p>zinho Amarelo que deverá ser recontado pelo</p><p>grupo e ditados para você. Proponha que o ma-</p><p>terial faça parte de um livro e diga que todos</p><p>vão ganhar um exemplar de presente.</p><p>2ª etapa</p><p>Relembre oralmente a história Chapeuzinho</p><p>Amarelo inicie a atividade de produção do tex-</p><p>to coletivo pelos alunos. Registre com exatidão</p><p>os acontecimentos ditados pelos alunos e, em</p><p>alguns momentos, ajude a recuperar a história</p><p>com base em alguma passagem da narrativa.</p><p>Releia aos poucos os trechos ditados. Ofereça</p><p>alternativas que possam aproximá-los do enre-</p><p>do da história.</p><p>3ª etapa</p><p>Releia o texto produzido pelos alunos. Diga que</p><p>ele terá de ficar muito bem escrito, assim como</p><p>no livro, pois será compartilhado com outras</p><p>pessoas e todos precisam compreendê-lo. Inter-</p><p>rogue-os sobre a adequação da narrativa com</p><p>base nos elementos da linguagem que se usa</p><p>para escrever. Por exemplo, se o texto produzido</p><p>contiver muitas marcas de oralidade (como “aí”,</p><p>“né” e “então”) ou repetição excessiva de pala-</p><p>vras, retome o conto que serviu de referência,</p><p>questionando se é assim que está registrado.</p><p>4ª etapa</p><p>Apresente o texto produzido pelos alunos em</p><p>roda fazendo a leitura.</p><p>5ª etapa</p><p>Inicie a reescrita coletiva da histórias, seguindo</p><p>as mesmas orientações da 2ª e da 3ª etapa. Se</p><p>necessário, dê novas recomendações aos estu-</p><p>dantes para evitar, por exemplo, que um perso-</p><p>nagem saiba de algum detalhe da história que</p><p>ele não presenciou. Ajude-os a enfrentar esses</p><p>obstáculos.</p><p>6ª etapa</p><p>Discuta com todos as ilustrações que serão fei-</p><p>tas para a história e digite os textos, deixando</p><p>espaços para inseri-las. Garanta uma cópia para</p><p>cada estudante. Solicite ou faça marcações co-</p><p>loridas em algumas palavras ou frases que se</p><p>repetem no texto e sejam significativas para os</p><p>alunos.</p><p>7ª etapa</p><p>Cole na contracapa de cada exemplar uma</p><p>apresentação explicando que os textos foram</p><p>produzidos pelos alunos com base no ditado</p><p>para o professor das histórias conhecidas.</p><p>8ª etapa</p><p>Compartilhe as ilustrações e releia as histórias</p><p>produzidas.</p><p>Produto final</p><p>Livro com os contos Chapeuzinho Amarelo rees-</p><p>critos pelo grupo para ser levado para casa por</p><p>todos.</p><p>Avaliação</p><p>O foco do projeto não deve ser a memorização</p><p>dos contos pelos alunos, mas a produção das</p><p>reescritas com a recuperação dos principais</p><p>acontecimentos das narrativas. Levando isso em</p><p>conta, analise os textos desenvolvidos pela tur-</p><p>ma em relação à presença de elementos da lin-</p><p>guagem escrita. Durante o processo, observe os</p><p>pontos frágeis do processo de revisão para se-</p><p>rem retomados em outras ocasiões, com outros</p><p>exemplos.</p><p>Flexibilização</p><p>Flexibilização para deficiência intelectual (sín-</p><p>drome de Down com pouca linguagem oral)</p><p>Cartazes com as ilustrações de personagens e</p><p>cenas das histórias. 1ª etapa: Envie para casa</p><p>ou para o AEE os mesmos livros trabalhados em</p><p>sala para sessões de leitura antecipadas, para</p><p>que o aluno tenha acesso às histórias com ante-</p><p>cedência. Isso amplia o repertório dele, favorece</p><p>a memorização e uma participação mais efetiva</p><p>na atividade. 2ª etapa: Utilize as ilustrações de</p><p>personagens e cenas como referências para fa-</p><p>zer os questionamentos. Avaliação: Observe o</p><p>desenvolvimento da linguagem oral, a amplia-</p><p>ção do vocabulário e do uso de frases mais com-</p><p>pletas.</p><p>336 Plano de Aula: Matemática: contando</p><p>dedos</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ler, comparar e ordenar números.</p><p>Aprender os numerais de a a 5, através da con-</p><p>tagem dos dedos</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Investigação de algumas regularidades do sis-</p><p>tema de numeração</p><p>- comparação de números</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>04 aulas</p><p>Material necessário</p><p>papel.lapis de cor ,lapis de escrever.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>APRESENTAR NUMEROS DE 01 A 5</p><p>Avaliação</p><p>Analise se as crianças avançaram no uso social</p><p>dos números encontrados atreavéz da conta-</p><p>gem dos dedos, na comparação e na utilização</p><p>das informaçõesatravéz de desenhos,pinturas,-</p><p>tabela numericas. É importante também obser-</p><p>var os critérios utilizados para fazer as compara-</p><p>ções. Pensando que o aprendizado do sistema</p><p>numérico é sequencial, você pode analisar as-</p><p>pectos como: os tópicos das discussões, os equí-</p><p>vocos das crianças, as questões que ainda pode-</p><p>riam ser explorados e quais outras informações</p><p>podem ser incluídas nas próximas aulas.</p><p>337 Plano de Aula; Luz e sombra: pensando a fo-</p><p>tografia com crianças</p><p>Objetivo(s)</p><p>Explorar possibilidades de criação com luz e</p><p>sombra.</p><p>Tirar fotografias a partir da percepção da luz, em</p><p>diferentes situações (no escuro, com luzes colo-</p><p>ridas e de diferentes intensidades).</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Luz e sombra.</p><p>Claro e escuro.</p><p>Fotografia a partir de diferentes situações lumi-</p><p>nosas.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Oito aulas.</p><p>Material necessário</p><p>Lanternas, luminária ou projetor de luz, velas,</p><p>lâmpadas coloridas ou papel celofane colorido</p><p>e máquina fotográfica. Materiais para desenho</p><p>como papeis e giz de cera.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Em nossa sociedade, vivenciamos a noite, o es-</p><p>curo e a sombra como elementos misteriosos</p><p>e sombrios. É comum também que as crianças</p><p>experimentem sensações de medo diante de</p><p>ambientes sem luz. Mas, afinal, o que é a luz?</p><p>Quais as possibilidades de criação a partir dela?</p><p>Como as crianças percebem as diferentes situa-</p><p>ções luminosas? Pensar a fotografia é justamen-</p><p>te pensar a luz. A fotografia, aliás, nasceu como</p><p>registro da luz. Neste plano de aula, a fotografia,</p><p>assim como o desenho e a fala dos alunos, são</p><p>registros que demonstram como são variadas as</p><p>possibilidades de trabalhar o tema e refletir so-</p><p>bre ele na escola.</p><p>Inicie uma exploração com as crianças sobre o</p><p>que é a luz e onde a encontramos na natureza,</p><p>em casa, na escola e nos objetos luminosos, a</p><p>partir de atividades como:</p><p>- Realizar um percurso investigativo na escola,</p><p>observando situações luminosas encontradas</p><p>nos diferentes ambientes. Por exemplo: escuro</p><p>absoluto e luminosidade baixa, média ou alta.</p><p>- Observar e conversar sobre como os nossos</p><p>olhos e a abertura das nossas pupilas se com-</p><p>portam diante dessas diferentes luminosidades.</p><p>- Fazer uso criativo da luz, com o auxílio de lan-</p><p>ternas, como iluminar partes do corpo e fazer</p><p>projeções na parede e no teto, criando histórias</p><p>a partir delas.</p><p>- Perceber as diferentes sensações provocadas</p><p>pela cor da luz, usando lâmpadas coloridas ou</p><p>lanternas cobertas com papel celofane colorido.</p><p>Por exemplo: a luz vermelha traz que sensação?</p><p>E a azul?</p><p>- Levar as crianças a uma sala de teatro, se pos-</p><p>sível, e oferecer a elas a oportunidade de conhe-</p><p>cer a iluminação cênica como um importante</p><p>elemento das peças teatrais.</p><p>2ª etapa</p><p>Introduza agora uma investigação sobre o que</p><p>é a sombra e como ela só existe na presença da</p><p>luz. Nesse sentido, algumas atividades possíveis</p><p>são:</p><p>- Lançar mão de uma luminária ou projetor para</p><p>brincar e fazer sombras na parede, usando ape-</p><p>nas as mãos, o corpo inteiro e objetos.</p><p>- Também usando a projeção de luz, fixar um</p><p>papel branco de tamanho grande em uma pa-</p><p>rede. Enquanto uma criança projeta sua sombra</p><p>no papel, outra contorna essa sombra com giz</p><p>de cera. A ação pode ser repetida até que todos</p><p>tenham desenhado.</p><p>- Projetar com lanternas ou velas a sombra de</p><p>diferentes objetos, de maneira que as sombras</p><p>provoquem distorções conforme o ângulo em</p><p>que os objetos são posicionados.</p><p>- Propor que as crianças desenhem, no pátio, as</p><p>sombras das árvores ou das folhas, projetadas</p><p>em papeis dispostos no chão.</p><p>3ª etapa</p><p>Depois das explorações iniciais sobre luz e som-</p><p>bra, é hora de ajudar as crianças a pensar sobre</p><p>o quanto a percepção da luz é importante para</p><p>fazer uma fotografia. Comece explicando que o</p><p>significado da palavra foto é luz. Logo, fotogra-</p><p>fia é um desenho ou um registro de luz, uma</p><p>impressão luminosa. Em seguida, retome os</p><p>exercícios da etapa anterior, agora com o uso</p><p>de câmeras fotográficas e acrescentando novas</p><p>propostas. Uma alternativa interessante é suge-</p><p>rir que a turma tire fotos no escuro, na ausência</p><p>da luz e sem o uso de flash. A partir dessa expe-</p><p>riência, ajude as crianças a perceber que sem</p><p>luz não há fotografia: observem os resultados</p><p>(as fotos podem ser ampliadas em um monitor</p><p>ou impressas) e conversem sobre o fato de que</p><p>as imagens que poderiam ser esperadas não</p><p>aparecem.</p><p>No momento seguinte, sugira uma nova ses-</p><p>são fotográfica, agora usando diferentes inten-</p><p>sidades de luz. Para isso, você pode aumentar</p><p>gradativamente a luminosidade da sala de aula</p><p>até que todos encontrem um ponto que consi-</p><p>derem bom para clicar. Peça ainda que a turma</p><p>faça fotos iluminadas por lâmpadas coloridas ou</p><p>lanternas cobertas com celofane. Depois dessas</p><p>experimentações, observem e conversem sobre</p><p>os novos resultados e sobre o que aconteceu</p><p>com as imagens captadas em cada situação.</p><p>Por fim, mais uma sessão pode ser realizada e</p><p>comentada sobre os efeitos das sombras, com</p><p>fotos do corpo (iluminado em partes ou por in-</p><p>teiro, projetado na parede ou no chão, de baixo</p><p>para cima ou de cima para baixo, entre outras</p><p>situações), de objetos (sob luzes posicionadas</p><p>em diferentes locais, provocando sombras maio-</p><p>res e menores) e de folhas de árvores no pátio,</p><p>iluminadas pelo sol.</p><p>Avaliação</p><p>Analise os conhecimentos adquiridos pelas</p><p>crianças sobre luz, sombra e fotografia. Para</p><p>tanto, é importante anotar as falas e as desco-</p><p>bertas que surgirem ao longo do trabalho. Peça</p><p>também que a turma comente as fotografias</p><p>feitas nas diferentes atividades, relembrando o</p><p>que aconteceu em cada etapa, como e por que</p><p>chegaram ao resultado obtido. Produto final Or-</p><p>ganize uma exposição das fotografias e dos de-</p><p>mais trabalhos realizados nos encontros.</p><p>338 Plano de Aula: brincadeiras</p><p>Objetivo(s)</p><p>Desenvolver a produção de textos em lingua-</p><p>gem escrita por meio do ditado para o profes-</p><p>sor;</p><p>Recuperar os principais elementos da narrativa</p><p>com base na linguagem que se usa para escre-</p><p>ver;</p><p>Ampliar a linguagem oral, o vocabulário e a es-</p><p>truturação de frases dos alunos com deficiência</p><p>intelectual (síndrome de Down com pouca lin-</p><p>guagem oral).</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Produção de textos orais com base na lingua-</p><p>gem escrita de contos.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>5aulas</p><p>Material necessário</p><p>Livros:</p><p>Chapeuzinho Vermelho, Irmãos Grimm, 32</p><p>págs., Ed. Cosac Naify,tel. (11) 3218-1444, 25 reais;</p><p>A Bela Adormecida, Charles Perrault, 32 págs.,</p><p>Ed. Peirópolis, tel. (11) 816-0699, 24 reais.</p><p>Folhas</p><p>Lápis de cor</p><p>Computador com impressora</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Em roda, leia para os alunos o conto Chapeuzi-</p><p>nho Vermelho e avise que esse texto e A Bela</p><p>Adormecida serão recontados pelo grupo e di-</p><p>tados para você. Proponha que o material faça</p><p>parte de um livro e diga que todos vão ganhar</p><p>um exemplar de presente.</p><p>2ª etapa</p><p>Relembre oralmente o conto Chapeuzinho Ver-</p><p>melho e inicie a atividade de produção do texto</p><p>coletivo pelos alunos. Registre com exatidão os</p><p>acontecimentos ditados pela garotada e, em</p><p>alguns momentos, ajude a recuperar a história</p><p>com base em alguma passagem da narrativa.</p><p>Por exemplo: “Qual o caminho feito pelo lobo</p><p>para chegar à casa da vovó antes que a Chapeu-</p><p>zinho Vermelho?” Releia aos poucos os trechos</p><p>ditados. Ofereça alternativas que possam apro-</p><p>ximá-los do enredo da história.</p><p>3ª etapa</p><p>Releia o texto produzido pelos estudantes. Diga</p><p>que ele terá de ficar muito bem escrito, assim</p><p>como no livro, pois será compartilhado com ou-</p><p>tras pessoas e todos precisam compreendê-lo.</p><p>Interrogue-os sobre a adequação da narrativa</p><p>com base nos elementos da linguagem que se</p><p>usa para escrever. Por exemplo, se o texto pro-</p><p>duzido contiver muitas marcas de oralidade</p><p>(como “aí”, “né” e “então”) ou repetição exces-</p><p>siva de palavras, retome o conto que serviu de</p><p>referência, questionando se é assim que está</p><p>registrado.</p><p>4ª etapa</p><p>Apresente o texto produzido pelos alunos em</p><p>roda. Depois leia A Bela Adormecida para a tur-</p><p>ma.</p><p>5ª etapa</p><p>Inicie a reescrita coletiva do texto A Bela Ador-</p><p>mecida, seguindo as mesmas orientações da 2ª</p><p>e da 3ª etapa. Se necessário, dê novas recomen-</p><p>dações aos estudantes para evitar, por exemplo,</p><p>que um personagem saiba de algum detalhe da</p><p>história que ele não presenciou. Ajude-os a en-</p><p>frentar esses obstáculos.</p><p>6ª etapa</p><p>Discuta com todos as ilustrações que serão fei-</p><p>tas para cada história e digite os textos, deixan-</p><p>do espaços para inseri-las. Garanta uma cópia</p><p>para cada estudante. Solicite ou faça marcações</p><p>coloridas em algumas palavras ou frases que se</p><p>repetem no texto e sejam significativas para os</p><p>alunos.</p><p>7ª etapa</p><p>Cole na contracapa de cada exemplar uma</p><p>apresentação explicando que os textos foram</p><p>produzidos pelos alunos com base no ditado</p><p>para o professor das histórias conhecidas.</p><p>8ª etapa</p><p>Compartilhe as ilustrações e releia as histórias</p><p>produzidas.</p><p>Produto final</p><p>Livro com os contos Chapeuzinho Vermelho e A</p><p>Bela Adormecida reescritos pelo grupo para ser</p><p>levado para casa por todos.</p><p>Avaliação</p><p>O foco do projeto não deve ser a memorização</p><p>dos contos pelos estudantes, mas a produção</p><p>das reescritas com a recuperação dos principais</p><p>acontecimentos das narrativas. Levando isso em</p><p>conta, analise os textos desenvolvidos pela tur-</p><p>ma em relação à presença de elementos da lin-</p><p>guagem escrita. Durante o processo, observe os</p><p>pontos frágeis do processo de revisão para se-</p><p>rem retomados em outras ocasiões, com outros</p><p>exemplos.</p><p>Flexibilização</p><p>Flexibilização para deficiência intelectual (sín-</p><p>drome de Down com pouca linguagem oral)</p><p>Cartazes com as ilustrações de personagens e</p><p>cenas das histórias. 1ª etapa: Envie para casa</p><p>ou para o AEE os mesmos livros trabalhados em</p><p>sala para sessões de leitura antecipadas, para</p><p>que o aluno tenha acesso às histórias com ante-</p><p>cedência. Isso amplia o repertório dele, favorece</p><p>a memorização e uma participação mais efetiva</p><p>na atividade. 2ª etapa: Utilize as ilustrações de</p><p>personagens e cenas como referências para fa-</p><p>zer os questionamentos. Avaliação: Observe o</p><p>desenvolvimento da linguagem oral, a amplia-</p><p>ção do vocabulário e do uso de frases mais com-</p><p>pletas.</p><p>Deficiências</p><p>Intelectual</p><p>339 Plano de Aula: Eu e meu corpo</p><p>Objetivo(s)</p><p>Familiarizar-se com a imagem do corpo.</p><p>Trabalhar imitações, gestos e expressões.</p><p>Construir a identidade.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Reconhecer o próprio corpo, e suas extensões</p><p>assim como as caracteristicas de cada indivíduo.</p><p>Trabalhar com as expressões faciais ,reconhe-</p><p>cendo cada uma e seus significados.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>De 15 a 20 minutos por dia.</p><p>Material necessário</p><p>Dois espelhos grandes (de preferência presos à</p><p>parede), cartazetes com fotos de diferentes ex-</p><p>pressões faciais retiradas de revistas ou da inter-</p><p>net, aparelho de som, fantasias, bijuterias, cha-</p><p>péus, maquiagem infantil e colchonete.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Todas as atividades devem ser feitas em frente</p><p>aos espelhos, sempre estimulando a observa-</p><p>ção.</p><p>Atividade 1</p><p>Incentivaros pequenos a observar a própria ima-</p><p>gem. Pedirque eles toquem diferentes partes</p><p>do corpo. Propor brincadeiras como balançar os</p><p>cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços.</p><p>Estimular a imitar os gestos dos colegas: Vejam</p><p>a careta do João! Vamos fazer igual?</p><p>Atividade 2</p><p>Colocar músicas do cancioneiro popular (Caran-</p><p>guejo Não É Peixe, Cabeça, Ombro, Perna e Pé</p><p>etc.) que abordem partes do corpo ou sugiram</p><p>movimentos. O objetivo é se aventurar em no-</p><p>vos gestos e imitar os colegas.</p><p>Atividade 3</p><p>Propor agora a brincadeira seu-mestre-mandou.</p><p>Com todos em pé, dê os comandos: Cruzar as</p><p>pernas!, Ajoelhar-se!. A cada posição, estimule-</p><p>-os a se observar e testar possibilidades de mo-</p><p>vimento.</p><p>Atividade 4</p><p>Para brincar com expressões faciais, mostre car-</p><p>tazetes com diversas fisionomias. Depois, sugira</p><p>que a garotada faça caretas variadas.</p><p>Atividade 5</p><p>Hora do faz-de-conta: sugira que cada um es-</p><p>colha se quer brincar de casinha, fantasiar-se</p><p>ou maquiar-se. Ofereça novas possibilidades de</p><p>acessórios e de brincadeiras.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se houve concentração, interação com</p><p>o espelho e com os colegas e exploração dos</p><p>gestos e materiais. Sempre que possível, repita a</p><p>seqüência com outras propostas e brincadeiras.</p><p>Flexibilização</p><p>Tocar as diferentes partes do corpo é muito im-</p><p>portante para a criança com deficiência visual.</p><p>Descreva os gestos feitos pelas outras crianças</p><p>e, nas primeiras vezes, ajude a criança a imitar.</p><p>Você também pode ampliar o tempo de realiza-</p><p>ção das atividades propostas, permitindo que a</p><p>criança toque nos colegas. O estímulo auditivo</p><p>também é fundamental. Músicas, barulhos e</p><p>comandos sonoros podem ajudar. Na atividade</p><p>das caretas, você pode trabalhar com sons (todo</p><p>mundo faz barulho de riso, todo mundo imita</p><p>choro). Oferecer um espaço adequado para que</p><p>esta criança também possa desenvolver a sua</p><p>mobilidade é outra ação fundamental. Organize</p><p>os cantos da creche de modo que o bebê possa</p><p>explorar os espaços e localizar-se no ambiente,</p><p>garantindo a sua progressiva autonomia.</p><p>Deficiências</p><p>Visual</p><p>340 Plano de aula: Inserção</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Envolver as famílias que chegam à escola pela</p><p>primeira vez num clima de acolhimento, segu-</p><p>rança, cuidado e afeto.</p><p>- Incluir as crianças na construção do espaço e</p><p>do tempo da escola (rotina)</p><p>- Acolher as singularidades de cada criança e</p><p>incluí-las no desenvolvimento das situações pla-</p><p>nejadas.</p><p>- Mediar as experiências da criança com a cultu-</p><p>ra</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Inclusão das famílias no processo de adapta-</p><p>ção</p><p>- Envolvimento das crianças na construção da</p><p>rotina</p><p>- Respeito e valorização das singularidades das</p><p>crianças</p><p>- Mediação das experiências da criança com a</p><p>cultura</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>Duas semanas</p><p>Material necessário</p><p>- Objetos para casinha, bonecas, carrinhos, giz</p><p>ou fita crepe, massinha, papel para desenho,</p><p>fantasias;</p><p>- Uma caixa de papelão;</p><p>- Uma foto de cada criança;</p><p>- Fotos ou desenhos de situações da rotina;</p><p>- Livros de literatura infantil.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>A adaptação começa antes da entrada da crian-</p><p>ça na escola. Solicite, portanto, aos familiares</p><p>que preencham previamente uma ficha, ou en-</p><p>tão, realize uma entrevista com perguntas que</p><p>retratem quem é a criança: seu nome, se possui</p><p>irmãos na escola, suas brincadeiras preferidas,</p><p>comidas que aprecia ou não, se possui objetos</p><p>de apego, chupeta e o que costuma gerar con-</p><p>forto ou desconforto emocional (por exemplo, a</p><p>resistência para relacionar-se com pessoas es-</p><p>tranhas).</p><p>Ao ler as fichas e estabelecer um primeiro con-</p><p>tato com as crianças inicie o planejamento.</p><p>Organize o ambiente contemplando, também,</p><p>as preferências observadas nos relatos das fa-</p><p>mílias: por exemplo, um canto de casinha com</p><p>carrinhos de boneca e bonecas; um outro, com</p><p>carrinhos e algumas pistas desenhadas no chão</p><p>com giz ou fita crepe; um canto com massinha</p><p>ou materiais para desenho. O tempo de perma-</p><p>nência da criança na escola pode ser aumenta-</p><p>do gradativamente, mas é importante que nos</p><p>primeiros dias uma pessoa de sua referência</p><p>afetiva permaneça o tempo que for necessário</p><p>próximo dela, mesmo que seja em outro lugar</p><p>que não seja a sala de aula.</p><p>Já neste primeiro dia mostre que houve inte-</p><p>resse em conhecer a história de cada um, faça</p><p>comentários do tipo: “João, sua mãe me contou</p><p>que você gosta muito de bola, você viu que aqui</p><p>nesta sua escola você pode brincar de futebol?</p><p>Veja quantas bolas separei para você, quer</p><p>brin-</p><p>car comigo?”, ou: “Marina, eu já sei que você</p><p>adora massinha, vamos fazer um bolo e uma</p><p>festa com seus novos colegas?”.</p><p>No encerramento dessa proposta, anuncie para</p><p>as crianças o que será feito a seguir. Faça um</p><p>passeio pela escola e apresente os espaços e</p><p>pessoas que pertencem a este lugar. Em segui-</p><p>da, apresente uma brincadeira cantada para as</p><p>crianças e os pais. No final do dia faça uma roda</p><p>de conversa com as crianças e relembre o que</p><p>observou de mais significativo do movimento</p><p>do grupo; narre algumas cenas que revelaram</p><p>envolvimento, interesse e anuncie o que viverão</p><p>no dia seguinte.</p><p>Solicite aos pais uma foto da criança para que</p><p>seja organizado um canto do grupo na sala de</p><p>aula.</p><p>Avaliação Observe e registre posteriormente as</p><p>crianças que mais se envolveram com as pro-</p><p>postas e as mais resistentes à aproximação dos</p><p>adultos para pensar em formas de convite e</p><p>construção de vínculos nas próximas situações.</p><p>2ª etapa</p><p>Organize os cantos de atividades diversificadas</p><p>de desenho, massinha, jogos e fantasias e com-</p><p>partilhe com as crianças as opções que terão</p><p>neste dia. Procure circular pelos diferentes can-</p><p>tos e participe das situações junto com os pe-</p><p>quenos.</p><p>Num outro momento, apresente para as crian-</p><p>ças o canto que foi escolhido para colocar as</p><p>suas fotos e envolva-as nesta situação. Crie um</p><p>contexto de interação neste momento: ao colo-</p><p>car as fotos no painel cante músicas com os no-</p><p>mes das crianças ou então faça uma brincadeira</p><p>referindo-se a algumas características físicas</p><p>ou ações observadas no dia. Por exemplo: “esta</p><p>menina que vou mostrar agora brincou muito</p><p>de bola, comeu muita banana e está ao lado do</p><p>Lucas. Quem será?”</p><p>Faça a leitura de uma história e mostre onde</p><p>será o canto de livros do grupo.</p><p>No final, apresente uma caixa onde ficarão os</p><p>objetos trazidos pelas crianças de casa.</p><p>Solicite aos pais que façam um desenho com</p><p>seus filhos e tragam no dia seguinte para ser</p><p>colado nesta caixa. Se possível tire uma foto do</p><p>grupo para identificar este objeto que será de</p><p>todos.</p><p>Avaliação Observe a movimentação das crian-</p><p>ças nos cantos e a forma de envolvimento com</p><p>as propostas. Anote como foram as reações da-</p><p>quelas crianças mais caladas, das que resistem</p><p>aos contatos, ou mesmo daquelas que demons-</p><p>tram uma certa euforia diante de tanta novida-</p><p>de.</p><p>3ª etapa</p><p>Faça mais uma vez a brincadeira com as fotos</p><p>das crianças e com as músicas “A canoa virou”;</p><p>“João roubou pão”. Proponha mais uma vez os</p><p>cantos de atividades diversificadas de massinha,</p><p>casinha, pistas de carrinhos e bichos.</p><p>Monte com as crianças a caixa onde ficarão seus</p><p>objetos e escolham um canto onde ela ficará</p><p>guardada.</p><p>Compartilhe mais uma leitura e guarde mais</p><p>um livro na biblioteca que será do grupo.</p><p>Encerre o dia recuperando oralmente o que</p><p>foi vivido pelas crianças e anuncie algo que as</p><p>aguardará no dia seguinte. Faça também um</p><p>clima de surpresa, de expectativa para as novas</p><p>experiências.</p><p>Avaliação Invista na interação com as crianças</p><p>que demonstram maior dificuldade e resistên-</p><p>cia. Chame-as para pegar algum material com</p><p>você para a organização do ambiente, sente-se</p><p>ao lado para fazer um desenho, faça você um</p><p>mesmo um desenho ou escultura de massinha</p><p>para que leve para casa e observe as reações</p><p>a estas formas de convite. Não se esqueça de</p><p>que aquelas crianças que aparentemente estão</p><p>achando que tudo é uma “festa”, merecem um</p><p>olhar especial, um colo, momentos de atenção</p><p>para se entregarem às propostas e para com-</p><p>preenderem o que está acontecendo com elas.</p><p>4ª etapa</p><p>Receba as crianças com os cantos de ativida-</p><p>des diversificadas (no mínimo 3). Faça mais uma</p><p>vez a brincadeira com as fotos. Apresente em</p><p>forma de desenho ou por meio de fotografias</p><p>das crianças, cada situação da rotina (o profes-</p><p>sor deve organizar este material previamente).</p><p>Converse com as crianças o que fazem em cada</p><p>momento e organize junto com elas a sequên-</p><p>cia temporal das atividades. Diga que essas fo-</p><p>tos ou desenhos ajudarão a saber o que farão</p><p>na escola e que logo após o lanche ou então da</p><p>brincadeira no parque, por exemplo, seus pais</p><p>voltarão para buscá-las. Cole o quadro da rotina</p><p>num lugar de fácil acesso para as crianças.</p><p>Avaliação Ao anunciar os momentos que retra-</p><p>tam a rotina, diga às crianças que ainda choram</p><p>e demonstram sofrimento em estar neste novo</p><p>ambiente, quais são as situações que viverão e</p><p>quando será o momento de reverem as pessoas</p><p>de sua família todos os dias. Observe as reações</p><p>e sempre que chorarem recorra a esta estraté-</p><p>gia para ajudar a tranquilizar as crianças.</p><p>5ª etapa</p><p>Receba as crianças em roda e conte que esco-</p><p>lheu montar os cantos que mais gostaram no</p><p>decorrer da semana. Quando encerrar, recorra</p><p>ao quadro da rotina para situar o que farão a se-</p><p>guir. Faça mais uma leitura e guarde mais um</p><p>livro na biblioteca do grupo. Comente que, aos</p><p>poucos, conhecerão muitas histórias. Em segui-</p><p>da, mude a atividade e faça com o grupo uma</p><p>salada de frutas (se possível, peça no dia ante-</p><p>rior que cada criança traga de casa uma fruta).</p><p>Ou então, no lanche, faça um piquenique no es-</p><p>paço externo da escola.</p><p>Encerre o dia com uma brincadeira. Conte que</p><p>ficarão dois dias em casa sem vir para a escola,</p><p>mas que muitas novidades as aguardam na pró-</p><p>xima semana. Fale que brincarão muito e que o</p><p>professor estará sempre presente quando preci-</p><p>sarem de algo.</p><p>Avaliação</p><p>Ajude as crianças mais resistentes à aproxima-</p><p>ção a transformarem sentimentos em palavras.</p><p>Reconheça os desafios ainda existentes, mas</p><p>reafirme que na próxima semana estará nova-</p><p>mente na escola para recebê-las e investigar</p><p>quais são as brincadeiras e outras situações que</p><p>lhes farão se sentir bem neste ambiente. Se pos-</p><p>sível, empreste algum livro ou brinquedo e peça</p><p>para que cuide bem e traga novamente para a</p><p>escola na próxima semana. Isso ajudará neste</p><p>processo de construção de vínculo com a escola</p><p>e com o educador.</p><p>Flexibilização</p><p>Para incluir crianças com deficiência física nos</p><p>membros inferiores, o primeiro passo é garan-</p><p>tir a acessibilidade dos espaços da creche. Faça</p><p>um passeio com a criança pelas salas e áreas</p><p>externas e apresente-a aos colegas. Deixe que</p><p>as crianças interajam e conversem. Caso as</p><p>crianças tenham dúvidas, como por exemplo</p><p>“por que ele não anda?”, responda de forma</p><p>clara. Aproveite a oportunidade para contar a</p><p>todos que a limitação motora do colega, de for-</p><p>ma alguma o impede de fazer as atividades pro-</p><p>postas, mas que, para algumas ações, ele pode</p><p>precisar de ajuda. Explique isso à criança com</p><p>deficiência física e mostre que ele pode recor-</p><p>rer a você ou aos colegas sempre que precisar.</p><p>Conte com a ajuda da família para compreender</p><p>melhor as necessidades e hábitos da criança.</p><p>Procure manter objetos ao alcance dos peque-</p><p>nos e respeite o tempo de aprendizagem da</p><p>criança.</p><p>Deficiências</p><p>Múltipla</p><p>341 Plano de aula: Organizando nosso acervo de</p><p>coleções</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é fundamental que as crian-</p><p>ças já estejam engajadas em uma atividade de</p><p>colecionar objetos, em grupos de três a cinco</p><p>crianças por coleção. Contudo, parte-se do prin-</p><p>cípio de que elas já tenham concluído o ajunta-</p><p>mento dos objetos que colecionam. Observe a</p><p>necessidade do sentido de conclusão ser tangí-</p><p>vel para as crianças, portanto,é essencial que, ao</p><p>darem início às suas coleções, cada grupo tenha</p><p>estabelecidouma meta de quantidade de itens,</p><p>ou esteja seguindo outra estratégia que projete</p><p>o marco para que as coleções estejam comple-</p><p>tas antes da realização desta atividade. Conside-</p><p>re ainda que é essencial que você tenha opor-</p><p>tunizado aos grupos o contato com a logística</p><p>da organização de um acervo, por meio da visita</p><p>do bibliotecário da escola para narrar para as</p><p>crianças quais estratégias são consideradas para</p><p>catalogar e organizar os livros, como se dá o</p><p>processo de empréstimo e de devolução deles e</p><p>por que é importante pensar nessas estratégias.</p><p>Caso sua escola não possua um bibliotecário ou</p><p>você deseja enriquecer a experiência das crian-</p><p>ças, outras visitas podem ser organizadas, como</p><p>a de um curador de um museu ou de uma ex-</p><p>posição. Possibilite ainda a observação de como</p><p>os museus organizam suas coleções, por meio</p><p>de visitações em tours virtuais, como propomos</p><p>no plano Classificando elementos das coleções.</p><p>Neste plano você encontra também uma exem-</p><p>plo de como engajar as crianças na classificação</p><p>dos objetos de suas coleções, ação fundamen-</p><p>tal para a realização da atividade aqui proposta.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>1. Iniciando coleções;</p><p>2. Classificando elementos das coleções;</p><p>3. Acompanhando o crescimento das coleções;</p><p>4. Estimativa de quantidade com coleções;</p><p>5. Montagem de acervo de coleções.</p><p>Espaços:</p><p>Considere preparar um espaço em que as crian-</p><p>ças serão acomodadas na grande roda ao início</p><p>da atividade, além de um local apropriado para</p><p>que elas interajam nos pequenos grupos no de-</p><p>correr da atividade. Sugerimos um lugar amplo</p><p>e que possibilite a todas as crianças a se relacio-</p><p>nar com os materiais e com os pares.Organize</p><p>ainda as caixas e os recipientes que selecionou</p><p>para o acondicionamento das coleções, atentan-</p><p>do-se para dispô-los de forma que convide as</p><p>crianças a refletir sobre suas escolhas, tendo em</p><p>vista as características que os materiais apre-</p><p>sentam e a coleção que ele acomodará. Organi-</p><p>ze também os materiais ou jogos que você sele-</p><p>cionou para os grupos que realizarão a atividade</p><p>com autonomia.</p><p>Materiais:</p><p>Coleções diversas realizadas pelas crianças, pelo</p><p>menos uma coleção de mais de 50 itens por</p><p>grupo. Objetos com a função de acondicionar</p><p>itens das coleções, tais como, sacos plásticos</p><p>zip lock, liguinhas de borrachas, bandejas com</p><p>divisórias, potes transparentes de tamanhos va-</p><p>riados, caixas diversas,para a organização das</p><p>coleções segundo os critérios escolhidos pelos</p><p>grupos de colecionadores. Atente-se que o nú-</p><p>mero e o estilo de materiais para a proposta de-</p><p>penderá dos tipos, das quantidades de coleções</p><p>do grupo e dos critérios que as crianças estão</p><p>estabelecendo para organizar o acervo. Para</p><p>apoiar o registro das características de cada co-</p><p>leção, sugerimos a impressão de etiquetas para</p><p>serem fixadas junto ao material que a acomo-</p><p>dará. Acesse um modelo aqui.Planeje ainda or-</p><p>ganizar caneta ou marcador permanente para o</p><p>registro nas etiquetas e os materiais referentes</p><p>à atividade que você selecionou para um dos</p><p>grupos vivenciar enquanto o outro está enga-</p><p>jado na organização do acervo. Organize ainda</p><p>os jogos ou os materiais da atividade que você</p><p>selecionou para as crianças realizarem com au-</p><p>tonomia.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças reagiram à proposta de</p><p>compartilhar suas coleções com outras crianças</p><p>e professores? Se animaram com a ideia ou tive-</p><p>ram receio em dividir? O que expressaram oral-</p><p>mente e fisicamente?</p><p>2. Como as crianças trouxeram os critérios para</p><p>organizar as coleções? Como elas realizaram as</p><p>classificações para o acervo? Quais estratégias e</p><p>apoios consideraram?</p><p>3. De que forma as crianças interagiram durante</p><p>a atividade? Ajudaram umas às outras? Como</p><p>acolheram as ideias dos pares e reagiram frente</p><p>aos desafios vivenciados?</p><p><inicio-h1></p><p>Para incluir todos:</p><p><fim-h1></p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou</p><p>relacionais que podem impedir que uma crian-</p><p>ça ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e</p><p>às diferenças de cada criança ou do grupo. Cer-</p><p>tifique-se de que todas as crianças conseguem</p><p>visualizar os cartazes e que todas elas compre-</p><p>enderam o propósito da atividade. Atente-se</p><p>também para a interação entre os pares no mo-</p><p>mento da organização do acervo, observando a</p><p>forma como as crianças acolhem ideias e opini-</p><p>ões umas das outras.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem no es-</p><p>paço da grande roda que você organizou. Diga</p><p>que hoje, considerando que completaram as</p><p>metas estabelecidas para as coleções, você fará</p><p>uma proposta especial para que reflitam sobre</p><p>estratégias que possibilitem organizá-las de</p><p>modo que possam disponibilizá-las para a co-</p><p>munidade.Após esse momento, investigue jun-</p><p>to ao grupo quais ações um colecionador pode</p><p>estabelecer para partilhar com mais pessoas</p><p>sua coleção. Considere questioná-las sobre o</p><p>que podem fazer para que a comunidade apre-</p><p>cie as coleções, aprendam e brinquem com elas.</p><p>Possíveis falas do professor: Que ótimo que pu-</p><p>demos aprender tanto com nossas coleções!</p><p>Mas e agora, o que podemos fazer com elas?</p><p>Vocês acham que elas poderiam ajudar outras</p><p>crianças da escola a também aprender coisas</p><p>novas? O que os colecionadores fazem com</p><p>suas coleções? Por que algumas ficam em mu-</p><p>seus? Que tal criarmos um acervo de coleções</p><p>em nossa escola? Alguém sabe me dizer o que é</p><p>um acervo?</p><p>2</p><p>Ainda em roda, desafie as crianças a pensar no</p><p>conceito de um acervo, lançando questiona-</p><p>mentos e considerando as relações que estabe-</p><p>leceram ao longo das atividades realizadas com</p><p>as coleções. Você poderá utilizar recursos visuais</p><p>para contribuir com essa conversa, como fotos</p><p>do acervo da biblioteca da escola e de outros</p><p>acervos visitados pelas crianças.</p><p>Possíveis ações falas e ações das crianças: Ah,</p><p>já sei! Acervo é igual a biblioteca. É quando tem</p><p>muitas coisas e todas as coisas ficam arruma-</p><p>das! Considerando este conceito que a criança</p><p>traz, o professor pode dizer: Então você se lem-</p><p>brou da visita do bibliotecário em nossa turma.</p><p>Ele nos contou como organiza os livros na bi-</p><p>blioteca. Alguém sabe me dizer como ele faz</p><p>isso? Ah, então os livros de histórias assustado-</p><p>ras recebem uma etiqueta com a imagem de</p><p>um fantasma?</p><p>3</p><p>Após a reflexão anterior, conte às crianças que</p><p>você preparou materiais para guardar os objetos</p><p>das coleções e que os organizou conforme suas</p><p>especificidades e similaridades. Mencione ainda</p><p>que preparou etiquetas para que registrem as</p><p>informações que identificam cada coleção. Leia</p><p>uma etiqueta para o grande grupo, apresentan-</p><p>do os itens que a compõem.</p><p>4</p><p>Após apresentar os materiais diga que, para a</p><p>atividade, você organizará as crianças nos seus</p><p>pequenos grupos de coleção. Comente que en-</p><p>quanto estará com você fazendo o registro da</p><p>etiqueta, os outros ficarão envolvidos em uma</p><p>atividade que já realizam com autonomia. Deixe</p><p>claro que, em seguida, as crianças farão a troca</p><p>de atividades entre os grupos. Acorde que cada</p><p>grupo ficará em média, dez minutos com você</p><p>e que, depois do preenchimento da etiqueta,</p><p>as crianças irão organizar a coleção nas caixas e</p><p>nos materiais que selecionou. Após os acordos,</p><p>organize-as nos pequenos grupos para a vivên-</p><p>cia da atividade.</p><p>5</p><p>Com o primeiro grupo acomodado no espaço</p><p>que organizou, convide as crianças para contar</p><p>sobre as características de suas coleções. Ins-</p><p>tigue-as a dizer sobre os materiais que a com-</p><p>põem, quais características elas levantaram para</p><p>classificar a coleção e por que escolheram aque-</p><p>le material para colecionar. Converse também</p><p>sobre o espaço que será ocupado pelo acervo,</p><p>entre outras características que julgar interes-</p><p>sante. Após esse momento, conte que você</p><p>apoiará o preenchimento da etiqueta e que, de-</p><p>pois, eles escreverão com autonomia o nome</p><p>dos colecionadores. Para isso, informe que tra-</p><p>çarão suas próprias estratégias, considerando se</p><p>cada um escreverá seu nome ou se um colega</p><p>será o escriba. Decidirão também, caso necessi-</p><p>tem, a quais apoios recorrerão, como por exem-</p><p>plo, a consulta às fichas dos nomes. Diga que</p><p>depois você os apoiará no preenchimento das</p><p>demais informações da etiqueta.</p><p>6</p><p>Inicie sua mediação quanto ao preenchimento</p><p>da etiqueta da coleção com o grupo de colecio-</p><p>nadores. Conte que você assumirá a função de</p><p>escriba. Comece investigando qual será o nome</p><p>que o grupo dará para a coleção. Observe que</p><p>sua mediação considerará a lógica de que o</p><p>nome revele sobre o que caracteriza a</p><p>coleção.</p><p>Em seguida parta para o registro da quantidade</p><p>de objetos. Considere utilizar a tabela de acom-</p><p>panhamento das coleções ou outras estratégias</p><p>percorridas pelo grupo no processo de colecio-</p><p>nar. Para o registro dos atributos que classificam</p><p>a coleção, examine o que as crianças considera-</p><p>ram para selecionar e classificar suas coleções.</p><p>Atente-se para usar os objetos da coleção para</p><p>apoiar as reflexões do grupo.</p><p>Possíveis ações do professor: Considere que o</p><p>grupo coleciona botões e classificou a coleção</p><p>em pequenos, médios e grandes: Olhem, nes-</p><p>te espaço vou escrever botões grandes. E aqui,</p><p>para indicar a quantidade, 20. Esse é um atribu-</p><p>to da coleção de vocês. Há outro atributo que</p><p>consideraram? Ah, verdade, os botões médios...”</p><p>7</p><p>Quando estiver quase terminando o preenchi-</p><p>mento da etiqueta, avise ao próximo grupo para</p><p>começar a organizar a atividade extra, pois em</p><p>breve os integrantes irão trocar de lugar. Ao ter-</p><p>minar o preenchimento da etiqueta do primei-</p><p>ro grupo, direcione as crianças que fazem parte</p><p>dele para um espaço onde possam começar a</p><p>organizar as coleções e escolher os materiais</p><p>para acomodar as coleções dogrupo.</p><p>8</p><p>Considere repetir as mesmas estratégias dos</p><p>passos anteriores com os outros grupos. Contu-</p><p>do, caso perceba que as crianças estão cansa-</p><p>das, diga ao grupo que você repetirá a mesma</p><p>atividade no dia seguinte, para que elas organi-</p><p>zem suas coleções.</p><p>9</p><p>Depois de todos os grupos terem preenchido e</p><p>organizado suas coleções nos materiais selecio-</p><p>nados, convide todas as crianças para a grande</p><p>roda e instigue-as a expressar quais foram os</p><p>critérios que estabeleceram para a escolha do</p><p>material. Após as trocas, entregue as etique-</p><p>tas para que cada grupo escolha o melhor lo-</p><p>cal para inseri-la no suporte que escolheu para</p><p>acondicionar sua coleção.</p><p>Para finalizar:</p><p>Ainda em roda, conte ao grupo que vocês farão</p><p>uma instalação do acervo no pátio ou em outro</p><p>espaço da escola que a acomode, para que a co-</p><p>munidade aprecie as coleções. Diga que depois</p><p>vocês podem pensar em um espaço especial da</p><p>escola para dispor o acervo de forma permanen-</p><p>te. Em seguida, organize o grupo para a próxima</p><p>proposta do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Engajar o grupo na organização de um acervo</p><p>é um momento especial. Sendo assim, consi-</p><p>dere selecionar junto às crianças um local para</p><p>acolher o acervo de coleções. Escolha um local</p><p>acessível à todos, pois a ideia é que esse acer-</p><p>vo seja de livre acesso à comunidade. Engaje</p><p>o grupo na construção de regras para a utiliza-</p><p>ção das coleções e para as estratégias para o</p><p>acompanhamento dos empréstimos e devolu-</p><p>ções. Você pode também proporque as crianças</p><p>criem convites para as outras turmas da escola e</p><p>familiares. Incentive também a produção de ou-</p><p>tras formas de divulgar o acervo, tais como car-</p><p>tazes, panfletos, placas etc.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Prepare uma instalação do acervo no pátio da</p><p>escola. Considere expor fotografias e relatos que</p><p>coletou ao longo do processo da vivência do</p><p>grupo na composição das coleções. Dessa for-</p><p>ma, você convidará as famílias para refletir sobre</p><p>o quanto é divertida e recheada de aprendiza-</p><p>dos a ação de colecionar, encorajando-as a com-</p><p>por novas coleções com as crianças.#</p><p>342 Plano de Aula: Aprendendo os números por</p><p>meio da identificação do corpo</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ler, comparar e ordenar números.</p><p>APRENDER OS NUMERAIS DE 1 Á 5 ATRAVES DA</p><p>CONTAGEM DOS DEDOS</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Investigação de algumas regularidades do sis-</p><p>tema de numeração</p><p>- comparação de números</p><p>Crianças da pré-escola da Escola de Educação</p><p>Infantil do Ses. Imagem:Tamires Kopp</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>04 aulas</p><p>Material necessário</p><p>papel.lapis de cor ,lapis de escrever.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>APRESENTAR NUMEROS DE 01 A 5</p><p>Avaliação</p><p>Analise se as crianças avançaram no uso social</p><p>dos números encontrados atreavéz da conta-</p><p>gem dos dedos, na comparação e na utilização</p><p>das informaçõesatravéz de desenhos,pinturas,-</p><p>tabela numericas. É importante também obser-</p><p>var os critérios utilizados para fazer as compara-</p><p>ções. Pensando que o aprendizado do sistema</p><p>numérico é sequencial, você pode analisar as-</p><p>pectos como: os tópicos das discussões, os equí-</p><p>vocos das crianças, as questões que ainda pode-</p><p>riam ser explorados e quais outras informações</p><p>podem ser incluídas nas próximas aulas.</p><p>343 Plano de Aula: O mundo árabe: história, cul-</p><p>tura e arabesco</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Pesquisar a cultura árabe para confrontá-la</p><p>com a atual.</p><p>- Pesquisar e conhecer as principais característi-</p><p>cas da cultura árabe (arquitetura, moradia, ves-</p><p>tuário, culinária, tradições e costumes, diferen-</p><p>tes pessoas da sociedade).</p><p>- Pesquisar e conhecer a vida no deserto (ani-</p><p>mais, vegetação, habitat, beduínos).</p><p>- Conhecer a influência dessa cultura em nosso</p><p>país.</p><p>- Ampliar o repertório de outros hábitos e costu-</p><p>mes para enriquecer as brincadeiras de faz-de-</p><p>-conta, fundamentais nesta faixa etária.</p><p>- Enriquecer o ambiente lúdico e as brincadei-</p><p>ras, aproveitando as informações estudadas so-</p><p>bre o povo árabe.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Cultura árabe.</p><p>- Procedimentos de pesquisa - coletar informa-</p><p>ções em diferentes fontes de pesquisa (livros,</p><p>vídeos, postais, obras de arte, jornais, revistas).</p><p>- Produzir textos informativos com a professora</p><p>sendo a escriba.</p><p>- Organizar e registrar informações através de</p><p>desenhos e pequenos textos de escrita espontâ-</p><p>nea.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>6 meses</p><p>Material necessário</p><p>- Desenhos e filmes que retratem a vida do povo</p><p>árabe: Aladim, As Mil e uma Noites, Ali Babá e os</p><p>quarenta ladrões</p><p>- Vídeos informativos</p><p>- Mapa Mundi</p><p>- Almanaques, livros, revistas, lendas, contos,</p><p>obras de arte, revistas de turismo</p><p>- Músicas árabes</p><p>- Pedaços de tecido para confecção de figurinos</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Desenvolvimento das atividades</p><p>1. Leia a história ou assista o desenho “Aladim e</p><p>a lâmpada maravilhosa”.</p><p>2. Faça um levantamento do que as crianças já</p><p>sabem sobre este povo: por que as pessoas se</p><p>vestem assim? Será que essas pessoas só apa-</p><p>recem na história ou será que há pessoas assim</p><p>em algum lugar do mundo? Em qual país será</p><p>que esta história foi escrita? Será que os hábi-</p><p>tos, os costumes, a cultura e a alimentação são</p><p>iguais aos nossos?</p><p>3. Solicite às crianças que tragam materiais de</p><p>pesquisa para descobrir informações sobre o</p><p>povo árabe.</p><p>4. Proponha ao grupo a produção de um alma-</p><p>naque da cultura árabe - traga para a classe ou-</p><p>tros almanaques e explore com as crianças al-</p><p>gumas características desse portador.</p><p>5. Para isso, combine com as crianças que, ao</p><p>longo do projeto, vocês farão uma lista de pa-</p><p>lavras características dessa cultura para, então,</p><p>produzir os textos, desenhos, fotos, imagens,</p><p>produções artísticas, adivinhas ou legendas que</p><p>irão compor o almanaque.</p><p>6. Algumas sugestões: países do Oriente Mé-</p><p>dio (Iraque, Jordânia, Líbia, Egito, Turquia, Síria),</p><p>culinária (quibe, coalhada, esfiha, tabule), ins-</p><p>trumentos musicais (dombak, alude, tabla, nay</p><p>- espécie de flauta), dança (dança do ventre, da-</p><p>bke - dança coletiva - dança da espada, dança</p><p>do véu, dança do bastão, dança da vela, dança</p><p>do chamadan), pessoas (odalisca, sultão, beduí-</p><p>no, gênios), entre outros aspectos.</p><p>7. Ao longo do projeto, proponha registros das</p><p>descobertas mais significativas para o grupo -</p><p>propor e orientar que as crianças confeccionem</p><p>pequenos cartazes, legendas de imagens, de-</p><p>senhos, fotografias das brincadeiras, produção</p><p>de textos informativos com a professora sendo a</p><p>escriba das principais descobertas.</p><p>8. Leia o livro “1001 Noites à luz do dia”, de Kátia</p><p>Canton. Pergunte se alguém já conhecia Shera-</p><p>zade.</p><p>9. Explore, ao longo do projeto, diversos aspec-</p><p>tos das histórias relatadas por Sherazade (fa-</p><p>mosa contadora de histórias): arquitetura das</p><p>construções, moradia, diferentes “personagens”</p><p>- sultões, odaliscas, beduínos, gênios -, a vida</p><p>em família, vestuário, alimentação, músicas,</p><p>dança, cultura, meios de transporte, a arte dos</p><p>arabescos que</p><p>enfeitavam os palácios.</p><p>10. Complemente as pesquisas e informações</p><p>estimulando ao máximo a leitura de imagens,</p><p>textos informativos, literários, filmes e outras</p><p>fontes de informação.</p><p>11. Estimule a apreciação de algumas obras de</p><p>pintores que pintaram esses povos e essa cultu-</p><p>ra: Paul Klee e Matisse, por exemplo.</p><p>12. A partir das imagens confeccionar trajes ca-</p><p>racterísticos dos povos árabes para enriquecer</p><p>as brincadeiras de faz-de-conta.</p><p>13. Inspirados nas imagens do livro de Kátia Can-</p><p>ton proponha a confecção de arabescos para a</p><p>criação do ambiente lúdico e também para a</p><p>ilustração do almanaque.</p><p>14. Ouça em sala músicas árabes e, a partir de</p><p>uma entrevista e apresentação com uma dan-</p><p>çarina estimule o contato com uma dança típica</p><p>- se possível a “dança do ventre”.</p><p>15. A partir da observação do repertório de ima-</p><p>gens, construa com as crianças um ambiente</p><p>lúdico: confeccione bordas nas janelas, portas,</p><p>trono do sultão, cantos de histórias da Sheraza-</p><p>de com tapetes, almofadões, tenda árabe con-</p><p>feccionada com tule.</p><p>16. Leia diferentes histórias e contos árabes, ex-</p><p>plore a literatura destes países e suas influências</p><p>em nossa cultura.</p><p>17. Explore a culinária árabe e faça receitas para</p><p>serem degustadas (e servidas no banquete - no</p><p>final do projeto).</p><p>18. Organização do almanaque: coletânea das</p><p>produções realizadas ao longo do projeto, orga-</p><p>nização, paginação e sumário.</p><p>Avaliação</p><p>Produto final Instalação árabe representando</p><p>toda a cultura árabe para lançamento do alma-</p><p>naque ilustrado com definições de objetos, ins-</p><p>trumentos musicais, nome de alguns alimentos,</p><p>“personagens” da cultura árabe, entre outros</p><p>aspectos que você e seus alunos considerarem</p><p>relevantes. Ao final do projeto espera-se que a</p><p>criança seja capaz de: - Compartilhar com os</p><p>colegas as idéias que já têm sobre o assunto,</p><p>advindas das histórias que já conhecem e dos</p><p>conhecimentos de cada um. - Buscar, relacio-</p><p>nar, valorizar e saber fazer uso das diferentes</p><p>fontes de pesquisa e informações utilizadas ao</p><p>longo do projeto. - Realizar pesquisas apoiadas</p><p>em leituras de imagens e/ou textos informati-</p><p>vos lidos pelo educador. - Recontar, resumir e</p><p>explicar o que foi aprendido a partir das leituras</p><p>em roda. - Registrar suas descobertas a partir</p><p>de desenhos e pequenas escritas. - Fazer uso</p><p>da oralidade para explicar o que aprendeu. - Fa-</p><p>zer uso de todos os conhecimentos aprendidos</p><p>e enriquecer as brincadeiras de faz-de-conta.</p><p>Quer saber mais? BIBLIOGRAFIA: Para ler para</p><p>as crianças - 1001 Noites à luz do dia: Sherazade</p><p>conta histórias árabes - Kátia Canton - Difusão</p><p>Cultural do Livro - Lá vem história - Heloísa Prie-</p><p>to - Cia. das Letrinhas - Lá vem história outra vez</p><p>-Heloísa Prieto - Cia. das Letrinhas - Aladim e a</p><p>lâmpada maravilhosa - Ali Babá e os quarenta</p><p>ladrões - Simbad, o marujo - As botas de Karam</p><p>- O pescador e o Djim Para pesquisar - “Está no</p><p>almanque”, por Karina Cabral in Revista Avisa lá</p><p>29 - janeiro/2007 - páginas 11 a 22. - Almanaque</p><p>Abril, Ed. Abril - Almanaque Ruth Rocha, Ruth</p><p>Rocha.</p><p>Créditos: Denise Maria Milan Tonello Formação:</p><p>Pedagoga, Orientadora da Educação Infantil e 1º</p><p>ano do Ensino Fundamental I do Colégio Miguel</p><p>de Cervantes, em São Paulo, SP.</p><p>344: Plano de Aula: O confeiteiro</p><p>Objetivo(s)</p><p>Interagir com os colegas</p><p>Incentivar o trabalho em grupo e a cooperação</p><p>Ter um contato inicial com as noções de peso,</p><p>quantidade e volume</p><p>Compreender que materiais (neste caso, os ali-</p><p>mentos) podem ser divididos em partes meno-</p><p>res</p><p>Adquirir hábitos saudáveis de alimentação</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>4 aulas</p><p>Material necessário</p><p>Receita de bolo de milho</p><p>Utensílios de cozinha</p><p>Ingredientes para as receitas</p><p>Forno, fogão ou micro-ondas</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Cozinhar é uma boa oportunidade para esti-</p><p>mular a interação do grupo, já que a culinária</p><p>permite às crianças colocar a mão na massa e</p><p>compartilhar o que sabem. Aproveitar este mo-</p><p>mento para apresentar uma alimentação mais</p><p>saudável, introduzir algumas grandezas mate-</p><p>máticas como volume, peso e quantidade (con-</p><p>ceitos que serão melhor compreendidos nos</p><p>anos seguintes do Ensino Fundamental) .</p><p>Antes do primeiro encontro, comunicarei às fa-</p><p>mílias dos pequenos sobre a atividade que será</p><p>desenvolvida. Informar o dia e horário escrever</p><p>nas agendas.</p><p>2ª etapa</p><p>Preparar com antecedência o espaço para cozi-</p><p>nhar e separar ingredientes e utensílios. Levan-</p><p>tar os conhecimentos prévios dos pequenos:</p><p>perguntar quem já viu alguém fazendo bolo e</p><p>pedir para contar como foi. Questionar também</p><p>que ingredientes eles acham que são usados</p><p>para produzir esse alimento.</p><p>3ª etapa</p><p>Logo após, ler a receita que que escolhi em voz</p><p>alta e separar, junto da turma, as medidas ne-</p><p>cessárias indicadas na receita. Enquanto leio,</p><p>farei perguntas como:</p><p>- Quantos ovos vamos usar?</p><p>- E quanto de leite será necessário?</p><p>- E farinha? Vamos usar que quantidade?</p><p>- A maneira como medimos a farinha, o leite e</p><p>os ovos é a mesma? Vocês notam que há dife-</p><p>renças entre as medidas?</p><p>Conforme o andamento da receita, questionarei</p><p>ainda mais a turma e fazer as observações ne-</p><p>cessárias:</p><p>- Esta receita será o suficiente para 14 crianças,</p><p>somos em x quantas receitas vamos fazer?</p><p>- E se fizermos duas receitas, vamos precisar de</p><p>quantos ovos?</p><p>- Se o bolo é pequeno, quantos podemos fazer</p><p>com esta massa? E se for grande, quantos será?</p><p>- Se não utilizarmos muita açúcar este bolo fica-</p><p>rá com que sabor? E se o recheio for de frutas?</p><p>Quando a massa estiver pronta, darei para cada</p><p>aluno mexer . As crianças participarão de todo</p><p>o processo. Desde a separação dos ingredientes,</p><p>o manuseio até a degustação. Vale destacar que</p><p>o forno será manipulado por um adulto ,ou seja</p><p>pelo educador. Não deixe de degustar o bolo</p><p>com as crianças!</p><p>4ª etapa</p><p>5ª etapa</p><p>Após a confecção da receita, proporarei que as</p><p>crianças criem uma própria. Usarei uma recei-</p><p>ta bem básica como padrão e sugerirei que in-</p><p>crementem com o que desejarem. Eles podem</p><p>mudar a cor, adicionando, por exemplo, beterra-</p><p>ba. No lugar do leite, usar suco de laranja ou de</p><p>cenoura. Para tal, deixarei uma mesa com ingre-</p><p>dientes diversos à disposição das crianças. Sele-</p><p>cionarei alimentos saudáveis e nutritivos.</p><p>Avaliação</p><p>Será observado, ao longo das etapas, se os pe-</p><p>quenos conseguiram dividir com todos os co-</p><p>nhecimentos que possuem sobre o tema tra-</p><p>balhado. Analisarei também se eles refletiram</p><p>sobre as medidas e as escolhas dos ingredien-</p><p>tes durante o preparo dos bolo. E perceberei se</p><p>a atividade ajudou os pequenos a trabalharem</p><p>em grupo e a cooperarem entre si.</p><p>345: Plano de Aula Plano de aula: Explorando</p><p>um lugar de brincar</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>Descobrindo lugares de brincar na região da es-</p><p>cola (link)</p><p>Explorando um lugar de brincar (link)</p><p>Entrevista sobre lugares de brincar no passado</p><p>(link)</p><p>Melhorias no lugar de brincar da região (link)</p><p>Planejando ações para o local de brincar (link)</p><p>Para a realização da atividade, é preciso que o</p><p>grupo já tenha iniciado uma conversa sobre lu-</p><p>gares de brincar, elaborado uma lista com as</p><p>opções existentesnos arredores da escola e sele-</p><p>cionando um local para investigação.</p><p>A proposta pressupõe a autorização das famí-</p><p>lias para o deslocamento das turmas. Assim,</p><p>assegure-se de que todos os procedimentos de</p><p>segurança estão sendo seguidos, tais como: uti-</p><p>lização dos crachás pelas crianças, presença de</p><p>profissionais de apoio para acompanhar o gru-</p><p>po e outros. Alguns familiares também podem</p><p>fazer parte da equipe de apoio à segurança das</p><p>crianças no deslocamento. Essa é uma forma in-</p><p>teressante de envolver as famílias em situações</p><p>cotidianas da escola.</p><p>Materiais:</p><p>Equipamento para registro audiovisual do per-</p><p>curso percorrido e da investigação realizada.</p><p>Pranchetas com papéis e lápis, para que as</p><p>crianças façam registros durante a investigação.</p><p>Papel grande e canetas, para registro das ques-</p><p>tões de</p><p>investigação criado pelo grupo.</p><p>Espaços:</p><p>A proposta dessa atividade é a realização de</p><p>uma investigação em um lugar de brincar sele-</p><p>cionado, portanto, será uma atividade ao ar livre.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. As crianças demonstraram envolvimento com</p><p>a proposta?</p><p>2. Como foram estabelecidas as interações das</p><p>crianças entre si e com os espaços percorridos?</p><p>O grupo refletiu sobre as ações humanas nos</p><p>espaços percorridos? Realizou questionamentos</p><p>sobre as características e condições do espaço?</p><p>3. No processo de registro, as crianças revelaram</p><p>hipóteses e ideias, problematizando e refletindo</p><p>sobre as condições do espaço?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou</p><p>relacionais que podem impedir que uma crian-</p><p>ça ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender ]às necessidades e</p><p>às diferenças de cada criança ou do grupo.</p><p>Providencie o suporte necessário para o des-</p><p>locamento de todos, como outros adultos que</p><p>possam acompanhar as crianças, de forma a as-</p><p>segurar a qualidade das interações possíveis du-</p><p>rante a visita.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna o grupo em uma roda de conversa. Diga</p><p>que a proposta da saída é para que façam uma</p><p>investigação. Questione a turma sobre o que é</p><p>uma investigação. Acolha as experiências tra-</p><p>zidas pelas crianças, esclarecendo que uma in-</p><p>vestigação serve para buscar formas de resolver</p><p>um problema, responder uma pergunta etc. Se</p><p>necessário, exemplifique a ideia da investigação</p><p>associando a profissões como repórter, detetive</p><p>ou até explorador ou pesquisador.</p><p>Possíveis falas do professor: Quem aqui já parti-</p><p>cipou de uma investigação? O que vocês inves-</p><p>tigaram? Por que resolveram fazer essa inves-</p><p>tigação? Ah! Então vocês queriam saber como</p><p>era a casa abandonada. Hoje, nós iremos fazer</p><p>uma investigação. Iremos investigar sobre os</p><p>lugares de brincar que existem aqui perto da es-</p><p>cola. Lembram-se de que fizemos uma lista des-</p><p>ses lugares? Vamos explorar um deles.</p><p>2</p><p>Uma vez percebendo o envolvimento do grupo</p><p>com a proposta de investigação, estabeleça os</p><p>combinados acerca das necessidades específi-</p><p>cas para a realização da saída a campo. Como o</p><p>grupo deve se portar para que a visita ao espa-</p><p>ço seja agradável, cuidadosa e cumpra com seu</p><p>objetivo. Esteja atento aos avisos quanto à segu-</p><p>rança de todos durante o percurso.</p><p>Ainda na roda de conversa, instigue a pensarem</p><p>sobre como podem fazer essa investigação, de-</p><p>limitando com as crianças quais serão os focos,</p><p>guiando a observação do local: como está esse</p><p>lugar para brincar?Quais tipos de brincadeiras</p><p>podem ser feitas neste espaço? O que precisa</p><p>ser melhorado? Ele é acessível a todos? Utilize</p><p>o papel grande para escrever as ideias trazidas</p><p>pelo grupo. Aproveite para sinalizar que a turma</p><p>contará com a possibilidade de fazer registros</p><p>audiovisuais, individuais ou em pequenos gru-</p><p>pos em pranchetas, para que sejam utilizados</p><p>em outros momentos.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento:</p><p>Pessoal, todo investigador planeja sua observa-</p><p>ção. Primeiro, ele encontra o problema. Nosso</p><p>problema a gente já tem. Iremos observar se</p><p>(local escolhido) é um bom local para as crian-</p><p>ças brincarem. Depois, ele elabora perguntas</p><p>para ajudar na investigação. Então precisamos</p><p>decidir o que vamos olhar sobre esse espaço do</p><p>brincar. Quais perguntas vamos fazer para pen-</p><p>sar se o local é bom ou não para as brincadeiras</p><p>de crianças?</p><p>3</p><p>Após o levantamento dos focos de observação,</p><p>convide o grupo a iniciar a investigação, percor-</p><p>rendo o trajeto até o local selecionado. Diga que</p><p>você levará as questões anotadas, lendo-as sem-</p><p>pre que as crianças sentirem necessidade de</p><p>relembrar algo.</p><p>4</p><p>Quando chegarem ao local selecionado, reúna o</p><p>grupo e retome as questões focos da investiga-</p><p>ção. Incentive a turma a percorrer livremente o</p><p>espaço e observar o ambiente e objetos presen-</p><p>tes. Lembre-se de realizar o registro da experi-</p><p>ência do grupo, seja fotografando ou filmando, a</p><p>pedido das crianças ou por iniciativa própria. Se</p><p>possível, deixe que elas também usem os equi-</p><p>pamentos de registro. A ida de alguns familiares</p><p>potencializa essa ação, pois eles podem ceder</p><p>seus equipamentos fotográficos aos filhos.Esti-</p><p>mule as crianças a realizar registros individuais</p><p>ou coletivos, como desenhos ou anotações com</p><p>escrita espontânea utilizando as pranchetas e</p><p>auxiliando, se necessário.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento:</p><p>Agora que já chegamos vamos nos lembrar dos</p><p>pontos que levantamos que são focos da nossa</p><p>investigação? Agora é hora de explorar, observar</p><p>e analisar este local de brincar.</p><p>5</p><p>Observe a dinâmica de exploração do grupo. As-</p><p>segure-se de que as crianças estão interagindo</p><p>de forma investigativa com o espaço. Se neces-</p><p>sário, estimule o grupo a deslocar-se pelo lo-</p><p>cal, experimentando diferentes pontos de vista.</p><p>Considere que as crianças poderão se organizar</p><p>de diferentes formas: individualmente ou em</p><p>pequenos grupos para realizar a proposta.</p><p>6</p><p>Quando perceber que as crianças realizaram</p><p>as observações que respondem aos questiona-</p><p>mentos levantados, convide-as para fazer uma</p><p>brincadeira no espaço. Conte a elas que essa</p><p>ainda é uma etapa da investigação. Acorde com</p><p>as crianças sobre o que eles brincarão e propo-</p><p>nha o início. Observe e registre a experiência.</p><p>Perceba que o grupo poderá encontrar dificul-</p><p>dades para experimentar a brincadeira escolhi-</p><p>da. Nessa situação, estimule as crianças a refle-</p><p>tir sobre os obstáculos encontrados.</p><p>7</p><p>Sinalize para o grupo quando o tempo da ex-</p><p>periência estiver esgotando, para que todos se</p><p>organizem e encerrem a brincadeira. Reúna a</p><p>turma e finalize a investigação, voltando para a</p><p>escola.</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao chegar na escola, reúna o grupo em uma</p><p>grande roda e faça a partilha das descobertas e</p><p>observações das crianças. Traga ao contexto os</p><p>registros realizados por elas durante a investi-</p><p>gação, para enriquecer o debate. Retome com</p><p>a turma as questões levantadas como focos de</p><p>observação e incentive as crianças a fazerem</p><p>uma avaliação da investigação realizada, con-</p><p>tando quais respostas encontraram. Considere</p><p>que essas respostas serão problemáticas e que</p><p>darão continuidade ao processo investigativo</p><p>da turma. Acolha outras questões que possi-</p><p>velmente as crianças trarão. Combine com elas</p><p>que você será a escriba do grupo e registrará as</p><p>percepções delas sobre o espaço. Diga que vo-</p><p>cês seguirão fazendo desenhos e análises das</p><p>fotos para documentar a investigação.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento:</p><p>Então, pessoal, o que acharam de nossa inves-</p><p>tigação? O lugar é bom para brincar? Vamos</p><p>retomar as perguntas que levantamos antes de</p><p>ir até lá e ver se nossa observação investigativa</p><p>consegue respondê-las?</p><p>Desdobramentos</p><p>Como desdobramento desta atividade, o grupo</p><p>poderá fazer outros registros sobre a investiga-</p><p>ção realizada, como desenhos, relatos e docu-</p><p>mentação com as fotos tiradas (elaborando le-</p><p>gendas). Podem, ainda, aproveitar os registros</p><p>para a elaboração de uma revista, reportagem</p><p>ou filme.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Incentive o grupo a compartilhar a experiência</p><p>com as famílias, convidando-as para realizar ou-</p><p>tras investigações como essa nos outros lugares</p><p>da lista.Se houver representantes das famílias</p><p>na visita, eles também podem ser convidados</p><p>para participar da roda de conversa e comparti-</p><p>lhar suas opiniões.</p><p>346: Plano de aula: Acompanhando o cresci-</p><p>mento das coleções</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para a realização desta atividade é necessário</p><p>que as crianças já estejam engajadas em uma</p><p>atividade de colecionar objetos de forma cole-</p><p>tiva, em grupos de três a cinco crianças por co-</p><p>leção. É importante ainda, que os grupos já es-</p><p>tejam colecionando há algum tempo de forma</p><p>a possuírem uma quantidade de objetos sufi-</p><p>cientes na coleção para tornar a contagem mais</p><p>desafiadora para os pequenos. Considere uma</p><p>quantidade mínima de 50 objetos</p><p>por grupo.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>1. Iniciando coleções;</p><p>2. Classificando elementos das coleções;</p><p>3. Acompanhando o crescimento das coleções;</p><p>4. Estimativa de quantidade com coleções;</p><p>5. Montagem de acervo de coleções.</p><p>Espaços:</p><p>Prepare um espaço para a grande roda de con-</p><p>versa que será realizada no início da atividade,</p><p>observe ainda, a necessidade de um espaço</p><p>para que as crianças possam se reunir com seus</p><p>grupos para contarem suas coleções.</p><p>Materiais:</p><p>É recomendado prato, potes diversos ou outros</p><p>recipientes para cada grupo, de modo que eles</p><p>tenham um espaço para organizar os objetos já</p><p>contados, mantendo-os classificados. Será ne-</p><p>cessário ainda, que imprima, para cada coleção,</p><p>uma tabela para que as crianças iniciem os re-</p><p>gistros de acompanhamento. Aqui você encon-</p><p>tra um exemplo.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 01 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. De que forma as crianças realizaram a con-</p><p>tagem? Utilizaram alguma estratégia? Organi-</p><p>zaram ou agruparam os objetos para facilitar a</p><p>contagem?</p><p>2. Como as crianças registraram as contagem?</p><p>Utilizaram numerais, desenhos ou outras ex-</p><p>pressões gráficas? Conseguiram compreender o</p><p>registro da contagem de outra dupla?</p><p>3. Como as crianças interagiram durante a con-</p><p>tagem em dupla? Ajudaram umas às outras a</p><p>contar? Contaram juntas?</p><p><inicio-h1></p><p>Para incluir todos:</p><p><fim-h1></p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou</p><p>relacionais que podem impedir que uma crian-</p><p>ça ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e di-</p><p>ferenças de cada criança ou do grupo. Atente-se</p><p>quanto às relações estabelecidas entre as crian-</p><p>ças, especialmente nas duplas e no momento</p><p>de troca de coleções para checagem, propondo</p><p>alternativas para a qualidade das interações, tra-</p><p>çando estratégias para que uma criança ajude a</p><p>outra durante a contagem e o registro.</p><p>O que fazer durante?</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para a grande roda, espere</p><p>que todos se sentem e conte que você está feliz</p><p>com o crescimento das coleções e que hoje vo-</p><p>cês irão contar os elementos para ver quantos</p><p>objetos há em cada coleção. Diga-lhes que você</p><p>gostaria de propor que elas se organizem com</p><p>seus grupos para que façam a contagem dos</p><p>objetos de cada uma das coleções e o registro</p><p>escrito do resultado da contagem. Conte que</p><p>vocês darão continuidade ao preenchimento</p><p>da tabela de acompanhamento das coleções,</p><p>registrando as quantidades da coleção de cada</p><p>grupo. Sugerimos que para potencializar sua</p><p>mediação nesta atividade, você acesse o plano</p><p>Iniciando coleções desta sequência. Nele você</p><p>perceberá como as crianças podem iniciar os</p><p>registros de suas coleções.</p><p>Possíveis falas do professor: “Crianças, vocês</p><p>notaram como nossas coleções estão crescen-</p><p>do? Vocês tem ideia de quantos objetos temos</p><p>em cada coleção? Como podemos descobrir</p><p>quantos objetos tem em cada uma delas? Hoje</p><p>eu gostaria de propor que nos organizássemos</p><p>com nossos grupos de coleção, para realizar</p><p>uma contagem e descobrir quantos objetos te-</p><p>mos em cada uma das coleções. Assim, vamos</p><p>acompanhando o crescimento delas. Vejam,</p><p>aqui, nesta primeira linha está escrito: acom-</p><p>panhamento dos itens das coleções. Nesta se-</p><p>gunda linha… (siga contando para as crianças a</p><p>composição da tabela)”.</p><p>2</p><p>Ao revelar a tabela, acorde com o grande grupo</p><p>a duração da atividade e que, ao fim da conta-</p><p>gem e do registro, elas irão trocar de coleção</p><p>com outro grupo para realizarem a checagem</p><p>da contagem, pois essa é uma prática comum</p><p>entre os colecionadores. Acorde também, que</p><p>os grupos que terminarem todo o processo, po-</p><p>derão organizar as coleções de volta ao local</p><p>adequado e começarem a se preparar para a</p><p>próxima atividade da rotina.</p><p>3</p><p>Ajude as crianças a se organizarem em peque-</p><p>nos grupos, respeitando a organização dos cole-</p><p>cionadores, ou seja, os grupos que planejaram e</p><p>coletaram os objetos. Assegure-se de que as as</p><p>composições de quantidades de cada coleção,</p><p>esteja oportuna para que as crianças realizarem</p><p>uma contagem desafiadora. É fundamental que</p><p>cada grupo tenha no mínimo 50 objetos para</p><p>contar. Observe ainda, a necessidade de orga-</p><p>nizá-las no espaço, seja no chão ou em mesas,</p><p>para que as possam realizar a contagem e o re-</p><p>gistro com qualidade.</p><p>4</p><p>Enquanto as crianças contam, circule entre os</p><p>pequenos grupos observando suas estratégias</p><p>de contagem. Paute-se em perceber até que</p><p>número estão conseguindo contar, como estão</p><p>se organizando para realizar a contagem (todos</p><p>estão contando?), se realizam correspondência</p><p>termo-a-termo e de que forma estão realizando</p><p>seus registros. Quem são aquelas crianças que</p><p>o barulho ou a intervenção do colega, faz com</p><p>que ela se perca na contagem. Atente-se para</p><p>apoiá-las quando necessário. É recomendado o</p><p>registro escrito e, se possível, em vídeo, das es-</p><p>tratégias de contagem e das interações entre</p><p>as crianças neste momento para utilizar como</p><p>forma de reflexão para planejamentos de outras</p><p>atividades.</p><p>Possíveis ações do professor: algumas crianças</p><p>estão contando sua coleção, quando percebem</p><p>que tem mais objetos do que são capazes de</p><p>contar. O professor poderá se aproximar das</p><p>crianças e revisar até quanto elas conseguiram</p><p>contar, contando junto com elas. A partir disso,</p><p>o professor poderá compartilhar com a turma o</p><p>problema e perguntar se alguma das crianças</p><p>tem alguma sugestão para os colegas. Por meio</p><p>de um processo dialógico, professor e crianças,</p><p>podem chegar a uma estratégia eficaz de con-</p><p>tagem, como uma contagem e registro por gru-</p><p>pos de objetos ao invés de uma contagem da</p><p>coleção inteira, por exemplo.</p><p>5</p><p>Quando alguns dos grupos terminarem a conta-</p><p>gem e o registro dos elementos de sua coleção,</p><p>convide as crianças para trocarem de coleção</p><p>com outro grupo, que também terminou a con-</p><p>tagem, trocando também as tabelas entre si,</p><p>de forma que se apoiem nos registros feitos e</p><p>conheçam outras coleções. Apoie-as a compre-</p><p>enderem o registro do grupo anterior e incen-</p><p>tive-as a contarem a coleção para checarem o</p><p>registro. Caso algum grupo encontre resultados</p><p>diferentes dos registrados, reúna os dois gru-</p><p>pos, para que realizem uma contagem em con-</p><p>junto. Neste momento apoie a nova contagem,</p><p>oportunizando, reflexões e estratégias de ajuda</p><p>mútua entre as crianças. Após o novo resulta-</p><p>do, inicie um diálogo, a fim de investigar junto</p><p>aos grupos, sobre a importância da checagem</p><p>quando há muitos elementos a serem contados.</p><p>Para finalizar:</p><p>Observe que as crianças podem terminar a ati-</p><p>vidade em tempos diferentes. Assim, convide</p><p>àquelas que terminaram, a guardarem os ele-</p><p>mentos das coleções no espaço apropriado e</p><p>apreciarem histórias no espaço da leitura. Quan-</p><p>do todo grupo finalizar a contagem, diga que</p><p>fixará cada tabela, para que voltem a fazer con-</p><p>tagens, a fim de perceberem o crescimento das</p><p>coleções. Em seguida, convide o grupo para vi-</p><p>venciar a próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Você poderá fixar próximo do espaço destina-</p><p>do ao acondicionamento das coleções, o re-</p><p>gistro de contagem que será continuado pelas</p><p>crianças ao longo do processo de criação das</p><p>coleções. Criando assim, uma excelente oportu-</p><p>nidade de investigar com as crianças questões</p><p>acerca do acompanhamento do crescimento</p><p>da coleção, estimulando-as a criarem alternati-</p><p>vas para esse acompanhamento que não exija</p><p>a contagem de todos os itens sempre que adi-</p><p>cionarem um novo objeto. O registro poderá ser</p><p>feito com números, desenhos ou ambos.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você poderá organizar uma reunião diferente</p><p>com a comunidade. Ao invés de uma reunião</p><p>tradicional, em que você explica aos familiares o</p><p>que as crianças podem fazer, você poderá orga-</p><p>nizar uma filmagem das crianças, em que elas</p><p>sugerem no vídeo, atividades para vivenciarem</p><p>junto às famílias. Uma das atividades, pode ser,</p><p>por exemplo, a contagem das coleções checan-</p><p>do os registros que estão sendo feitos para cada</p><p>uma.</p><p>347 Plano de Aula: Plano</p><p>próxima exploração com sombra</p><p>e desenho. Quer saber mais? Bibliografia Fazer</p><p>e Pensar Arte, Anna Marie Holm, 161 págs, publi-</p><p>cado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo.</p><p>Baby- Art, Os primeiros passos com a arte, Anna</p><p>Marie Holm, 94 págs, publicado pelo Museu de</p><p>Arte Moderna de São Paulo. Bambini, Arte, artis-</p><p>ti, 157 págs, publicado por Reggio Children.</p><p>307 Plano de Aula: Exploração de texturas com</p><p>argila</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Explorar as possibilidades de uso da argila</p><p>- Explorar a impressão de textura</p><p>- Observar as texturas de objetos, espaços, ma-</p><p>teriais</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Exploração de textura</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>20 minutos</p><p>Material necessário</p><p>Aproximadamente 100 gramas de argila</p><p>Materiais com textura: chinelo, tênis, pente,</p><p>tampas, pneu de carrinhos de brinquedos, casca</p><p>de árvore, tubos plásticos, pedaços de conduit.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Assim como a arte e os artistas, as crianças</p><p>pequenas observam e atuam no mundo com</p><p>curiosidade, sem os padrões pré-determinados.</p><p>É fundamental que nas propostas de Arte valori-</p><p>zemos essa atitude investigativa da criança para</p><p>que descubra o mundo e recrie a sua maneira</p><p>Em roda, sentar sobre uma toalha plástica e dis-</p><p>tribuir uma bola de argila para cada criança, do</p><p>tamanho aproximado da mão dela. Propor que</p><p>brinquem fazendo furos, bolinhas, cobras, amas-</p><p>sem...</p><p>Mostrar a elas que se apertarem sobre uma</p><p>superfície crespa, formará textura. Disponibili-</p><p>zar vários materiais, como chinelo, tênis, pente,</p><p>tampas, pneu de carrinhos de brinquedos, casca</p><p>de árvore, tubos plásticos, pedaços de conduit...</p><p>Observar com as crianças as texturas (marcas)</p><p>da argila e dos objetos. Incentivar a exploração,</p><p>a observação e a troca entre elas. Conversar</p><p>com elas sobre as descobertas, enquanto inves-</p><p>tigam. Ao finalizar, propor que façam um furo</p><p>com o dedo para que depois de seco possa ser</p><p>pendurado.</p><p>Avaliação</p><p>Observe a exploração das crianças, quais as</p><p>curiosidades que têm em relação à argila e a</p><p>impressão de textura. Valorize a observação, in-</p><p>centive-as a buscar outras fontes de textura e a</p><p>explorar as sensações táteis emanadas das su-</p><p>perfícies - rugosidade, volume, aspereza... Quer</p><p>saber mais? Bibliografia Ceramicando, Jean- Ja-</p><p>cques Vidal, 48 págs, Ed. Callis. Fazer e Pensar</p><p>Arte, Anna Marie Holm, 161 págs, publicado pelo</p><p>Museu de Arte Moderna de São Paulo. Baby-</p><p>Art, Os primeiros passos com a arte, Anna Marie</p><p>Holm, 94 págs, publicado pelo Museu de Arte</p><p>Moderna de São Paulo</p><p>308 Plano de Aula aprendendo a nos conhecer-</p><p>mos</p><p>Objetivo(s)</p><p>Interagir e relacionar-se por meio de fotos.</p><p>Perceber-se a si e ao outro, as igualdades e dife-</p><p>renças, mediante as interações estabelecidas.</p><p>Sentir-se valorizado e reconhecido enquanto in-</p><p>divíduo.</p><p>Enxergar-se a si próprio como parte de um gru-</p><p>po, de uma unidade complexa.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Um a dois meses</p><p>Material necessário</p><p>Fotos das crianças sozinhas, com seus familia-</p><p>res, com seu brinquedo preferido, e outras, reali-</p><p>zando atividades que gosta sozinhas e junto de</p><p>seus colegas na escola.</p><p>Caixinhas de sapato infantil para servir de caixi-</p><p>nhas surpresa. Podem ser pintadas, ou forradas.</p><p>Papel craft para fazer cartazes de pregas.</p><p>Papel cartão colorido e cola para confeccionar</p><p>os cartazes com janelinhas.</p><p>Fita adesiva.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>A construção da identidade se dá por meio das</p><p>interações da criança com o seu meio social.</p><p>A escola de Educação Infantil é um universo</p><p>social diferente do da família, favorecendo no-</p><p>vas interações, ampliando desta maneira seus</p><p>conhecimentos a respeito de si e dos outros.</p><p>A auto-imagem também é construída a partir</p><p>das relações estabelecidas nos grupos em que</p><p>a criança convive. Um ambiente farto em inte-</p><p>rações, que acolha as particularidades de cada</p><p>indivíduo, promova o reconhecimento das di-</p><p>versidades, aceitando-as e respeitando-as, ao</p><p>mesmo tempo que contribui para a construção</p><p>da unidade coletiva, favorece a estruturação da</p><p>identidade, bem como de uma auto imagem</p><p>positiva.</p><p>Tendo em vista estes propósitos, a utilização de</p><p>fotos pode ser amplamente aproveitada pelo</p><p>professor de educação infantil. Este recurso vi-</p><p>sual promove situações de interação, reconheci-</p><p>mento e construção da auto-imagem, favorece</p><p>as trocas e a percepção do outro e, das igualda-</p><p>des e diferenças, e consequentemente, de si.</p><p>Esta sequência de atividades foi traçada con-</p><p>siderando as necessidades das crianças de se</p><p>reconhecerem no grupo no início do ano letivo.</p><p>Desta forma, foram pensadas atividades numa</p><p>sequência, que pode ser alterada conforme as</p><p>necessidades e interesses de cada grupo. De-</p><p>pois desta sequênica inicial é interessante que</p><p>algumas atividades ocorram diariamente no de-</p><p>correr do ano, como a elaboração da rotina e a</p><p>elaboração do quadro de presença.</p><p>Eu, eu e eu</p><p>1. Numa roda, distribuir caixinhas supresa para</p><p>as crianças com suas respectivas fotos dentro,</p><p>de forma que abram e encontrem a sua ima-</p><p>gem.</p><p>2. Distribuir as fotos e ajudar as crianças a colá-</p><p>-las sobre os cabides, onde ficam penduradas</p><p>suas sacolas. Deixar as fotos sempre no mesmo</p><p>lugar para que as crianças saibam o lugar des-</p><p>tinado a ela guardar seus pertences. (Pode-se</p><p>também fazer um mural de bolsos e, com ajuda</p><p>das crianças, colar suas fotos, uma em cada bol-</p><p>so).</p><p>3. Fazer um cartaz de pregas representando a</p><p>escola e outro representando a casa. Disponi-</p><p>bilizar as fotos das crianças numa caixa que fi-</p><p>que disponível a elas no início do dia. Deixe que</p><p>olhem as fotos, encontrem as suas próprias e</p><p>ensine-as a colocar no cartaz referente à escola.</p><p>4. Numa roda, sortear uma foto por vez para que</p><p>o grupo identifique quem é quem. Incentivar as</p><p>crianças a nomear e a relacionar foto e colega.</p><p>Também podem cantar alguma canção simples,</p><p>que diga os nomes das crianças neste momen-</p><p>to, como “Bom dia Mariana, com vai? Bom dia</p><p>Mariana, como vai? Bom dia, Mariana, bom dia</p><p>Mariana, bom dia, Mariana, como vai?”. Cada</p><p>um leva a sua foto ao cartaz da escola.</p><p>5. Espalhar fotos pelo espaço e brincar com as</p><p>crianças de encontrar. Pode cantar uma canção</p><p>simples como: “Cadê o Léo, cadê o Léo, o Léo</p><p>onde é que está?”. Cada um leva a sua foto ao</p><p>cartaz da escola.</p><p>6. Fazer um cartaz com xerox repetidos e mis-</p><p>turados das fotos de todas as crianças. Brincar</p><p>com as crianças de cada uma encontrar as suas</p><p>próprias fotos entre as demais.</p><p>2ª etapa</p><p>Eu, tu, eles</p><p>1. Preparar um pequeno cartaz com janelinhas</p><p>que abrem e fecham, uma sobre a outra, para</p><p>cada criança (uma coluna, com espaço para</p><p>quatro ou cinco fotos). Na janelinha de cima,</p><p>colocar a foto da criança e fechar, de forma que</p><p>a foto fiue escondida. Sugerir às crianças que</p><p>abram as janelinhas e encontrem qual é o seu</p><p>cartaz.</p><p>2. Nas caixinhas surpresas colocar as fotos das</p><p>crianças com seus familiares. Distribuí-las entre</p><p>as crianças aleatoriamente. Deixar que abram</p><p>e sugerir que descubram de quem é a foto que</p><p>encontraram. Cada um entrega a foto que en-</p><p>controu para o seu dono. O dono da foto cola-a,</p><p>com ajuda do professor, no seu cartaz de janeli-</p><p>nhas.</p><p>3. Em roda, cada criança mostra a foto do seu</p><p>brinquedo preferido para o grupo e, com ajuda</p><p>do professor, conta o que é e como brinca com</p><p>ele. Depois, colam na janelinha seguinte de seu</p><p>cartaz.</p><p>4. Repetir a atividade acima quantas vezes qui-</p><p>ser, acrescentando fotos de outras coisas sig-</p><p>nificativas do universo familiar de cada criança</p><p>(foto do quarto, do animal de estimação etc.)</p><p>3ª etapa</p><p>Nós e todo mundo</p><p>1. Com os cartazes, montar um biombo para</p><p>sala, ou um grande mural, ao qual as crianças</p><p>terão acesso livre para verificar as fotos de suas</p><p>janelinhas e as de seus colegas.</p><p>2. Tirar fotos das crianças na escola, em suas ati-</p><p>vidades cotidianas, em pequenos ou em gran-</p><p>des grupos. Montar um móbile na altura das</p><p>crianças para enfeitar um canto da sala.</p><p>3. Entre algumas fotos tiradas na escola, selecio-</p><p>nar as mais ilustrativas das atividades que acon-</p><p>tecem diariamente</p><p>de aula: Brincando de</p><p>Boi com outras turmas da escola</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para realizar essa atividade é necessário que as</p><p>crianças já tenham vivências anteriores com a</p><p>Festa do Bumba meu Boi e o Boi de Mamão,</p><p>como por exemplo, as atividades anteriores des-</p><p>ta sequência. Se você é da região onde essa fes-</p><p>ta é popular, terá mais elementos para enrique-</p><p>cer o plano e para encaminhar as proposições</p><p>junto às crianças, aproveite essa oportunidade</p><p>para valorização da cultura local. Há uma pro-</p><p>posta de interação com os demais agrupamen-</p><p>tos da escola, deste modo, faça combinados</p><p>prévios com os demais professores em relação</p><p>ao horário e interações que serão propostas.</p><p>Você pode elaborar um cartaz com as crianças</p><p>informando que no dia “tal” será realizada uma</p><p>brincadeira do Boi Bumbá na escola e todos es-</p><p>tão convidados.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>Diversidade Cultural - “Bumba meu boi”.</p><p>A festa do boi em diferentes representações.</p><p>Conhecendo e explorando instrumentos da fes-</p><p>ta do Boi.</p><p>Construindo nosso Boi</p><p>Brincando de Boi com outras turmas da escola.</p><p>Materiais:</p><p>Boi construído pelas crianças com materiais de</p><p>largo alcance (Construindo o Boi),</p><p>instrumentos musicais típicos da festa do Boi</p><p>(maracás, triângulos, tambores, matracas), obje-</p><p>tos que possibilitem a caracterização para per-</p><p>sonagens da festa, como por exemplo: tecidos</p><p>variados, máscaras, cocar indigena, fitas, cha-</p><p>péus, etc, gravação da canção”Grande baile de</p><p>despedida”(17’51) e de outras canções típicas da</p><p>festa do Boi (há referências nas atividades an-</p><p>teriores desta Sequência) e equipamento para</p><p>reproduzi-las durante o trajeto pela escola, ma-</p><p>terial para registro do professor (aparelho com</p><p>filmadora ou câmera fotográfica).</p><p>Espaços:</p><p>A atividade inicia-se na sala e se estende por</p><p>toda a escola inclusive ambientes como secreta-</p><p>ria erefeitório, e é finalizada com o encontro de</p><p>diferentes turmas no pátio ou outro espaço ex-</p><p>terno que favoreça a brincadeira entre diferen-</p><p>tes turmas da escola.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>Que relações as crianças constroem entre os</p><p>objetos apresentados para a brincadeira e as ati-</p><p>vidades anteriores com a festa do Boi? De que</p><p>forma expressam essas relações e criam novos</p><p>elementos para brincar?</p><p>Que estratégias usam para organizar as diferen-</p><p>tes ações, como a escolha dos adereços, o traje-</p><p>to, e a partilha dos adereços com outras crian-</p><p>ças da escola?</p><p>Como ocorrem as interações entre os diferentes</p><p>grupos criança/criança e criança/adulto?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou</p><p>relacionais que podem impedir que uma crian-</p><p>ça ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e</p><p>diferenças de cada criança ou do grupo. Como</p><p>esta proposta requer ampla mobilidade entre os</p><p>espaços da escola, privilegie um caminho plano</p><p>e garanta apoios à locomoção. Aproveite a va-</p><p>riedade de opções dentro da atividade para ga-</p><p>rantir os diferentes interesses e habilidades das</p><p>crianças, por exemplo as potencialidades mo-</p><p>toras podem ser exploradas enquanto dramati-</p><p>zam os personagens ou dançam as canções, já</p><p>as habilidades sonoras são exploradas na mani-</p><p>pulação dos instrumentos musicais.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças emroda, grande grupo e no</p><p>centro disponha o Boi (ou os Bois, se foram</p><p>construídos 2) que a turma construiu na ativi-</p><p>dade anterior Construindo nosso boi, peça para</p><p>que as crianças comentem o que mais gosta-</p><p>ram no Boi construído, relembre com elas como</p><p>ele foi feito, como montaram sua estrutura e</p><p>decoraram o boi. Dê indícios do que você mais</p><p>gostou na forma como planejaram e construí-</p><p>ram o Boi incentivando o trabalho coletivo com</p><p>o respeito às sugestões dos colegas, as formas</p><p>diferentes de enfeitar o boi, etc. e então convi-</p><p>de-as para compartilhar com as outras turmas</p><p>da escola essa brincadeira. Proponha que elas</p><p>planejem e organizem essa brincadeira.</p><p>.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento:</p><p>Gostei muito de como vocês decoraram o corpo</p><p>do boi, qual o motivo de escolherem esses ma-</p><p>teriais, essas cores? l</p><p>Quando convidar as crianças para compartilhar</p><p>o Boi poderá dizer: O que vocês acham de levar</p><p>toda a alegria da festa do Boi para as outras tur-</p><p>mas da escola?</p><p>2</p><p>Pergunte para as crianças o que acham neces-</p><p>sário providenciar, além do Boi, para brincarem</p><p>da festa com as outras turmas da escola. Proble-</p><p>matize com elas a questão de terem só um boi</p><p>(ou dois) para a brincadeira. A partir dos comen-</p><p>tários das crianças, relembreos elementos que</p><p>já foram vivenciados como as canções, os ins-</p><p>trumentos musicais usados na festa do Boi e os</p><p>outros personagens que integram a brincadeira.</p><p>Ainda no grande grupo diga para as crianças</p><p>que você trouxe outros objetos (tecidos , más-</p><p>caras ou outros elementos que ajudem na ca-</p><p>racterização) e os instrumentos musicais que</p><p>eles já conheceram como: tambores, matracas,</p><p>pandeiros e maracás. Deixe que as crianças ma-</p><p>nipulem os adereços, instrumentos e fantasias</p><p>relembrando cenas das festas, produzam movi-</p><p>mentos típicos da festa e criem alternativas para</p><p>os elementos apresentados.</p><p>3</p><p>Enquanto as crianças manipulam os objetos to-</p><p>que músicas típicas da festa do Boi a sugestão</p><p>aqui é: CD Boi de Mamão - Ndi. Ufsc (canções</p><p>1,8,9).Aproveite para observar e registrar como</p><p>as crianças manipulam e escolhem os objetos e</p><p>como interagem com as outras crianças.Nego-</p><p>cie com as crianças como podem se organizar</p><p>para brincar com o Boi, escute as hipóteses das</p><p>crianças ajudando-as a considerar a preferência</p><p>dos demais colegas. Uma criança pode vestir a</p><p>fantasia do boi enquanto as outras crianças vão</p><p>compondo seus personagens ou experimentan-</p><p>do os sons com os instrumentos, faça pequenas</p><p>intervenções se necessário para que todos parti-</p><p>cipem.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento:</p><p>Temos quatro colegas que querem vestir o boi,</p><p>como vocês irão organizar para que todos par-</p><p>ticipem? Notei que você não quis escolher um</p><p>adereço, que tal experimentar os instrumentos</p><p>musicais?</p><p>4</p><p>Quando notar que as crianças já definiram suas</p><p>preferências ao escolher os objetos que usarão</p><p>durante a brincadeira, reproduza um vídeo com</p><p>a festa do Boi (vários foram indicados ao longo</p><p>desta Sequência) e observe como relacionam os</p><p>adereços e reproduzem os movimentos tantos</p><p>de dança quanto ao tocar os instrumentos. Cha-</p><p>me atenção das crianças ao vídeo sobre a mar-</p><p>cação do ritmo e pergunte como poderão fazer</p><p>esta a marcação enquanto passeiam com o boi</p><p>pela escola. Proponha um ensaio com toda a</p><p>turma, observe como manipulam os instrumen-</p><p>tos enquanto andam e dançam, se necessário</p><p>faça sugestões para facilitar a manipulação.</p><p>Logo depois pergunte para as crianças como</p><p>podem organizar o trajeto por onde vão passar</p><p>e dançar convidando os colegas para brincarem</p><p>também, a partir das sugestões das crianças or-</p><p>ganize com eles o trajeto considerando o ponto</p><p>de partida (a sala) e o ponto de chegada (pátio</p><p>ou área externa). Caso as crianças já dominem a</p><p>letra da canção de apresentação, sugestão:: CD</p><p>Boi de Mamão - Ndi. Ufsc (canções 1,8,9),podem</p><p>ir cantando enquanto dançam e tocam os ins-</p><p>trumentos, caso contrário use um aparelho de</p><p>som portátil como apoio para a voz.</p><p>5</p><p>Após organização do grupo para a Festa, as</p><p>crianças caminham pela escola cantando, to-</p><p>cando e dançando atrás do Boi. Conforme os</p><p>combinados prévios com a equipe da esco-</p><p>la, podem entrar nas salas dançando entre as</p><p>crianças de outras turmas. A medida que cir-</p><p>culam pela escola as outras crianças podem ir</p><p>seguindo a brincadeira auxiliados por seus pro-</p><p>fessores. Auxilie a turma no que for necessário</p><p>durante o trajeto. Garanta que as crianças tran-</p><p>sitem por todos os espaços inclusive pela secre-</p><p>taria da escola, próximos à cozinha e refeitório,</p><p>sala dos professores e outros, assim as crianças</p><p>vão convidando também os profissionais da es-</p><p>cola para acompanharem</p><p>a festa . Termine o tra-</p><p>jeto no pátio ou área externa.</p><p>6</p><p>Com todos reunidos no pátio ou na área exter-</p><p>na promova um viva à Festa do Boi, Proponha</p><p>às crianças que partilhem os adereços e ins-</p><p>trumentos com as outras crianças que acom-</p><p>panham a brincadeira, podem mostrar como</p><p>tocar o instrumento, dançar junto e ajudar os</p><p>colegas a se caracterizar. A partir daí a festa</p><p>continua, aproveite para observar e registrar, se</p><p>possivel em video, como as crianças se expres-</p><p>sam corporalmente e como interagem com as</p><p>outras crianças e os adultos que acompanham</p><p>a brincadeira. Depois de um tempo peça para</p><p>que todas as crianças se acomodem como pre-</p><p>ferirem (em pé, sentados no chão ou em cadei-</p><p>ras, se houver no espaço) eproponha pequenas</p><p>conversas sobre o que acabaram de viver, o que</p><p>mais gostaram nessa grande festa, se gostariam</p><p>de fazer novamente etc. Dê espaço para que as</p><p>próprias crianças façam perguntas e apoia-as</p><p>fazendo algumas também.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: O</p><p>que você acha de ajudar o colega da outra tur-</p><p>ma a vestir o boi? Vamos oferecer nossos instru-</p><p>mentos para as outras crianças tocarem e juntos</p><p>vamos dançar em volta do Boi?</p><p>Para finalizar:</p><p>Com as crianças ainda sentadas proponha uma</p><p>despedida do boi e dos demais personagens,</p><p>reproduza a música “Grande baile de despedi-</p><p>da” peça para que as crianças caracterizadas se</p><p>levantem devagar e dançando se despeçam dos</p><p>colegas, à medida que voltam para as salas são</p><p>acompanhados pelos demais que também se</p><p>despedem dançando. Os professores orientam</p><p>as crianças a guardar os adereços e instrumen-</p><p>tos em um lugar específico assim poderão brin-</p><p>car novamente em outra oportunidade.</p><p>Desdobramentos</p><p>Você pode registrar em vídeo a brincadeira e em</p><p>outra oportunidade convidar as crianças para</p><p>assistir, assim eles poderão assistir uma festa do</p><p>Boi em que foram participantes e não mais ape-</p><p>nas espectadores. Poderá também organizar</p><p>junto com outros professores e com as crianças</p><p>outras atividades coletivas que favoreça a inte-</p><p>ração com outras turmas como uma oficina de</p><p>instrumentos musicais usados na festa do Boi.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Em uma ocasião oportuna, que pode já estar</p><p>programado em calendário escolar, como por</p><p>exemplo um dia da família na escola ou uma</p><p>festa cultural, convide os familiares para assis-</p><p>tirem as crianças apresentando a festa do Boi</p><p>, você pode escrever um convite com as crian-</p><p>ças e ilustrar com fotos tiradas no dia da brin-</p><p>cadeira. Durante a apresentação para a família</p><p>as crianças podem primeiro representar a festa</p><p>do Boi sozinhos e depois convidar a família para</p><p>tocar, cantar e dançar com elas.</p><p>348: MUSICA E DANÇA</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Ampliar o repertório de brincadeiras tradicio-</p><p>nais e jogos de criação em dança;</p><p>- Pesquisar entre os adultos que trabalham na</p><p>creche (ou na escola) brincadeiras com pedras</p><p>por meio de entrevistas;</p><p>- Aprender a fazer registro audiovisual;</p><p>- Conhecer diversas brincadeiras e transformá-</p><p>-las em dança;</p><p>- Conhecer um grupo de artistas contemporâ-</p><p>neos que usam pedras e água em suas obras;</p><p>- Explorar as formas corporais, o volume, as di-</p><p>reções, os caminhos e as trajetórias no espaço a</p><p>partir das imagens das obras de arte e dos ele-</p><p>mentos água e pedra;</p><p>- Construir uma dança a partir das brincadeiras</p><p>com as pedras.</p><p>Dança criativa e jogos tradicionais na pré-esco-</p><p>la. Professora Cristina Mara Corrêa</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Pesquisa sobre brincadeiras;</p><p>- Elementos da dança: os espaços cênicos, as</p><p>trajetórias espaciais, a construção de formas</p><p>corporais e as ações corporais;</p><p>- criação e composição de gestos e movimentos</p><p>expressivos;</p><p>- contato com alguns artistas contemporâneos.</p><p>Faixa etária</p><p>5 a 7 anos.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>4 a 6 meses, com uma atividade semanal.</p><p>Material necessário</p><p>- pedrinhas de diferentes tamanhos e cores.</p><p>- máquina fotográfica digital com câmera de ví-</p><p>deo.</p><p>- aparelho de som.</p><p>- computador com um programa de edição de</p><p>vídeo.</p><p>- CDs com músicas diversas (tanto para dançar</p><p>quanto aquelas mais tranquilas, para relaxa-</p><p>mento).</p><p>- música Pedrinha Miudinha, de Mestre Ambró-</p><p>sio, no CD Fuá na Casa de Cabral.</p><p>- música Pé com pé, de Palavra Cantada.</p><p>- música Cello Suites, de Bach, com o violonce-</p><p>lista Yo Yo Ma.</p><p>- Som da Chuva - Para Dormir e Relaxar.</p><p>- imagens com algumas obras dos artistas: Ri-</p><p>chard Long, Lygia Clark, Amélia Toledo, Laura</p><p>Belém e Laura Vinci.</p><p>Sugestões links para pesquisa sobre os artistas/</p><p>obras:</p><p>https://sites.google.com/site/landandart/artists/</p><p>escultor/richard-long-1</p><p>http://www.pacodasartes.org.br/exposicao/assi-</p><p>meselheparece.aspx</p><p>http://anaviaja.blogspot.com.br/2010/11/agua-na-</p><p>-oca-boa-praca-laura-vinci.html</p><p>http://www.lygiaclark.org.br/biografiaPT.asp</p><p>http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/en-</p><p>ciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_bio-</p><p>grafia&cd_verbete=2566</p><p>- livro Das viagens do Juca pela natureza, Amé-</p><p>lia Toledo. Editora Iluminuras, 2008.</p><p>- imagens (em fotos ou em vídeo) de cachoeiras</p><p>ou de rios</p><p>- barbantes, elásticos, tecidos, almofadas</p><p>- instrumentos musicais e objetos sonoros que</p><p>remetam aos sons de água, floresta e pedras ro-</p><p>lando.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Leve algumas pedrinhas para a sala, converse</p><p>com as crianças sobre quais brincadeiras elas</p><p>conhecem com esse elemento, como amare-</p><p>linhas, 5 pedrinhas ou 5 Marias. Apresente a</p><p>brincadeira Escravos de Jó, da forma tradicional</p><p>como se brinca, e também proponha outras for-</p><p>mas de brincar, como em roda (todos de mãos</p><p>dadas, pulando e se movimentando coletiva-</p><p>mente, conforme a letra da música) e como</p><p>brincadeira de mão (em que os participantes</p><p>batem suas mãos na do colega, respeitando al-</p><p>gum ritmo e ordem dos movimentos). Depois,</p><p>peça para as crianças trazerem pedrinhas de</p><p>casa - elas ficarão em uma caixa na escola.</p><p>E atenção: registre com fotos e pequenos víde-</p><p>os todas as etapas, desde esta primeira. Isso vai</p><p>ser útil para analisar o processo e também para</p><p>colaborar para a construção da coreografia que</p><p>finaliza o projeto.</p><p>2ª etapa</p><p>Inicie a atividade com uma roda de conversa.</p><p>Nela, cada um poderá contar a história da pedri-</p><p>nha que trouxe. Em seguida, desenhe algumas</p><p>amarelinhas no chão do pátio e mostre cada</p><p>uma delas, ensinando suas regras. As crianças</p><p>devem passar por cada uma delas e depois po-</p><p>dem escolher a que mais gostou para jogar,</p><p>usando as pedrinhas trazidas.</p><p>Oriente que as crianças perguntem aos funcio-</p><p>nários da creche (ou escola) sobre as suas brin-</p><p>cadeiras de infância, e em quais delas utilizaram</p><p>pedras.</p><p>Para isso, organize as crianças em pequenos</p><p>grupos e construa um roteiro para as entrevis-</p><p>tas, com itens como:</p><p>- nome da pessoa entrevistada;</p><p>- o local onde morou;</p><p>- se brincou com pedras;</p><p>- quais brincadeiras conhece;</p><p>- com quem brincava;</p><p>- como era a brincadeira.</p><p>Explique que os grupos vão se revezar para usar</p><p>o equipamento de filmagem, e explique o seu</p><p>funcionamento. Distribua tarefas dentro dos</p><p>grupos. Em paralelo, selecione os entrevistados</p><p>e organize as conversas em horários fora da ati-</p><p>vidade de dança.</p><p>3ª etapa</p><p>Neste momento, a intenção é que as crianças</p><p>brinquem com as pedrinhas sobre o corpo.</p><p>Para criar um clima de relaxamento, coloque</p><p>músicas tranquilas e converse calmamente.</p><p>Cada criança deve escolher uma pedra na cai-</p><p>xa e fazer uma massagem nos pés: em pé, diga</p><p>que soltem o peso do corpo sobre a pedra,</p><p>abrindo as articulações dos pés e dos dedos. A</p><p>seguir, proponha que caminhem transportando</p><p>e equilibrando as pedras em diferentes partes.</p><p>Coloque uma música mais estimulante e trans-</p><p>forme a caminhada numa dança com as pedras</p><p>em que seja desejável variar o uso do espaço</p><p>da sala, ora explorando toda sua área, ora dan-</p><p>çando no mesmo lugar. Sugira que façam mo-</p><p>vimentos nos níveis: alto (acima da linha do om-</p><p>bro), médio (próximo a altura da cintura) e baixo</p><p>(abaixo dos joelhos).</p><p>Finalize o encontro propondo um relaxamen-</p><p>to: usando pedrinhas, um sobre o corpo do ou-</p><p>tro, diga que façam pequenos caminhos sobre</p><p>os ossos e movimentos com toque</p><p>sutis. Esta é</p><p>uma atividade que requer muita concentração,</p><p>percepção corporal e cuidado com o corpo do</p><p>outro. Por isso, converse com as crianças sobre</p><p>as sensações corporais e repita esta atividade</p><p>em outros encontros.</p><p>4ª etapa</p><p>Apresente a amarelinha africana, explique que</p><p>neste jogo não se usa a pedrinha, somente o</p><p>corpo e a marcação do ritmo para saltar.</p><p>Retome as brincadeiras de Escravos de Jó feitas</p><p>na 1ª etapa. Você pode usar a mesma canção</p><p>para brincar com a esta amarelinha ou use mú-</p><p>sica mecânica (Cd), mas que tenha o ritmo bem</p><p>marcado, como por exemplo: Cd Pé com pé -</p><p>Palavra Cantada, Cd Fuá na casa de Cabral / mú-</p><p>sica Pedrinha Miudinha de Mestre Ambrósio.</p><p>Também poderá usar um instrumento de per-</p><p>cussão ou as palmas para marcar o ritmo, cante</p><p>uma canção ou uma parlenda já conhecida pe-</p><p>las crianças, assim todos podem participar.</p><p>Desenhe um quadrado e o divida em 4 colunas</p><p>e 4 linhas. É importante fazer os quadrados pe-</p><p>quenos, de acordo com o tamanho dos pés das</p><p>crianças.</p><p>Peça que duas crianças fiquem em lados opos-</p><p>tos do grande quadrado, sendo uma em frente à</p><p>outra. Uma delas deve fazer diversos movimen-</p><p>tos, como saltar para frente, para trás ou para</p><p>os lados, colocando um pé em cada quadrado e</p><p>seguindo o ritmo do tambor ou das palmas, e o</p><p>colega deve seguir seus movimentos. A brinca-</p><p>deira termina quando parar a música.</p><p>5ª etapa</p><p>Apresente o vídeo feito na 2ª etapa, da entrevis-</p><p>ta com os funcionários e faça alguns questiona-</p><p>mentos: Vocês conhecem essas brincadeiras? É</p><p>possível usar outras partes do corpo para reali-</p><p>zar esses movimentos? Essa imagem faz você</p><p>se lembrar de outras brincadeiras? Podemos</p><p>inventar uma brincadeira nova? O nosso corpo</p><p>também pode ser uma pedra? Como faz?</p><p>Em seguida, proponha alguns jogos para experi-</p><p>mentar o saltar, o rolar, o cair como a pedra das</p><p>brincadeiras de mãos, lançar-se com diferentes</p><p>partes do corpo como na brincadeira de jogar</p><p>pedras no rio. Sugira também algumas cons-</p><p>truções em grupos, caminhos, castelos com o</p><p>corpo, formas corporais e exploração do espaço</p><p>da sala. Forme duplas para brincar de jogo do</p><p>espelho - uma criança propõe um gesto e a ou-</p><p>tra imita. Peça que usem o repertório das ações</p><p>exploradas, e em pequenos grupos criem uma</p><p>sequência. Apresente as sequências um grupo</p><p>para outro.</p><p>6ª etapa</p><p>Retome os grupos e as sequências do encontro</p><p>anterior. Faça algumas interferências, usando</p><p>tempos e espaços diferentes, segue algumas</p><p>sugestões:</p><p>1° grupo - fazer a sequência lentamente.</p><p>2° grupo - fazer a sequência com mais rapidez.</p><p>3° grupo - iniciar a sequência no nível baixo e ir</p><p>para o alto, ou seja, mexer-se próximo do chão e</p><p>ir subindo até a linha acima da cabeça.</p><p>4° grupo - iniciar a sequência no nível alto e ir</p><p>para o baixo, iniciar com movimentos acima da</p><p>linha da cabeça e ir descendo até próximo ao</p><p>chão.</p><p>Converse sobre as impressões das crianças e</p><p>peça que comentem as apresentações de cada</p><p>grupo.</p><p>7ª etapa</p><p>Na roda de conversa, apresente algumas ima-</p><p>gens das obras do artista Richard Long e de</p><p>Amélia Toledo, diga algumas informações sobre</p><p>a vida e obra destes artistas. Organize as crian-</p><p>ças em pequenos grupos, peça que escolham</p><p>uma das imagens e façam uma releitura com as</p><p>pedras no chão da sala, isso é, que criem outra</p><p>imagem a partir dessa. Sugira que experimen-</p><p>tem percorrer as linhas e as trajetórias dos de-</p><p>senhos feitos nas releituras, usando diferentes</p><p>apoios do corpo. É importante dizer às crianças</p><p>que os apoios são partes do corpo que tocam o</p><p>chão, e o desafio é usar partes do corpo pouco</p><p>usuais para o deslocamento, como por exemplo:</p><p>arrastar-se usando a lateral do corpo, rolar usan-</p><p>do os apoios dos pés e das mãos, saltitar num</p><p>pé só...</p><p>8ª etapa</p><p>Apresente imagens de cachoeiras, de praia ou</p><p>obras de artistas que trabalham com o elemen-</p><p>to água, como Laura Belém e Laura Vinci. Após</p><p>a apreciação das obras, converse sobre as expe-</p><p>riências de cada um nestes espaços e proponha</p><p>construções no tanque de areia, como escultu-</p><p>ras, túneis, castelos e enterrar parte do corpo.</p><p>Retome as experiências na sala e proponha</p><p>construções destes espaços cênicos com outros</p><p>objetos: pedrinhas, tecidos, mesas, cadeiras, al-</p><p>mofadas, enfim diversos objetos que estiverem</p><p>disponíveis na sala de aula. Leve também al-</p><p>guns instrumentos musicais, objetos sonoros,</p><p>bacias com água e jarras para explorar a sono-</p><p>plastia destes ambientes. Organize as crianças</p><p>em dois grupos: um grupo irá explorar o espaço</p><p>cênico e outra fará a sonoplastia deste ambien-</p><p>te.</p><p>9ª etapa</p><p>Apresente o livro Abrindo Caminhos, de Ana</p><p>Maria Machado. Nesta história, a autora explora</p><p>os caminhos de três personagens: Chris (uma</p><p>referência a Cristóvão Colombo e sua vivência</p><p>com as florestas), Carlos (que se relaciona com</p><p>as montanhas de Minas Gerais, o que remete</p><p>a Carlos Drummond de Andrade), e Tom (pelo</p><p>mar, é uma referência ao músico Tom Jobim).</p><p>Explore as ilustrações do livro, converse com as</p><p>crianças sobre as personagens do livro. Para en-</p><p>riquecer o momento, mostre a música Águas</p><p>de Março, de Tom Jobim, e trechos do poema</p><p>Tinha uma pedra no meio do caminho, de Car-</p><p>los Drummond. Organize as crianças em três</p><p>grupos, e proponha que cada um construa e</p><p>percorra diferentes caminhos: pelas águas, pela</p><p>floresta e pelo mar, explicando que podem criar</p><p>diversas ações neste percurso. Use alguns ma-</p><p>teriais para construção dos espaços: tecidos,</p><p>pedras, almofadas, barbantes, cordas, elásticos,</p><p>mesas e cadeiras. Finalize com uma apresenta-</p><p>ção entre os grupos.</p><p>10ª etapa</p><p>Prepare pedras de gelo coloridas de diferentes</p><p>tamanhos e formatos, brinque de fazer constru-</p><p>ções, de passar pelo corpo, de observar as pe-</p><p>dras derreterem, de desenhar no chão do pátio,</p><p>enfim explore de diversas maneiras este objeto.</p><p>Na sala, diga que experimentem, com movi-</p><p>mentos no corpo, as transformações do mate-</p><p>rial: como representar a passagem da água para</p><p>gelo? E do gelo para água? Brinque de “derre-</p><p>ter” e “desmoronar”, usando partes do corpo e o</p><p>corpo todo, e rolar como as pedras e rolar como</p><p>a água. Em outro momento, dance pelo espa-</p><p>ço cantando Pedrinha miudinha (https://www.</p><p>youtube.com/watch?v=eNdb1csxC8Q). Na pausa,</p><p>“vire” estátua de gelo, que ora vai derretendo e</p><p>ora desmoronando.</p><p>11ª etapa</p><p>Este é um momento importante do projeto, a</p><p>criação da composição coreográfica. Converse</p><p>com as crianças sobre todas as etapas do proje-</p><p>to e qual será o produto final.</p><p>Faça uma edição das imagens que você coletou</p><p>e apresente às crianças. Pergunte como pode-</p><p>mos construir uma dança. Procure saber qual a</p><p>ideia que as crianças têm sobre dança e quem</p><p>já viu um espetáculo. Após este diagnóstico, or-</p><p>ganize algumas propostas:</p><p>A- Leve alguns vídeos de companhias que fa-</p><p>zem dança para criança, como Balangandança,</p><p>Caleidos ou Giz em cena. Converse sobre quais</p><p>elementos da dança as crianças observaram nos</p><p>espetáculos: Tem brincadeiras? Quais movimen-</p><p>tos vocês viram? Como eles usaram o espaço e</p><p>os níveis? Todos os bailarinos dançam juntos?</p><p>Usaram música? Usaram objetos cênicos?</p><p>B- Faça uma lista das brincadeiras e sequên-</p><p>cias realizadas ao longo do projeto. Escolha com</p><p>as crianças as que mais gostaram. Organize as</p><p>crianças por grupos de brincadeiras/sequências.</p><p>C- Cada grupo vai relembrar a brincadeira e</p><p>mostrar para os demais. Decida se terá música</p><p>ao vivo ou de CD. Crie uma transição entre as</p><p>sequências de cada grupo, ou seja, um grupo</p><p>poderá sair de cena rolando pelo fundo da sala</p><p>e o próximo entrar cantando pelas laterais. Ou-</p><p>tra proposta, entrar em duplas, uma criança de</p><p>cada lado da sala.</p><p>D- Para construir o cenário, use as fotos e o ví-</p><p>deo. Como o tema do projeto são os elementos</p><p>pedra e água, construa uma cachoeira com pa-</p><p>pel crepom e tule branco. As crianças podem</p><p>pintar ondas, peixes para compor o cenário fun-</p><p>do do mar.</p><p>Avaliação</p><p>Um entendimento possível para o conceito de</p><p>avaliação na Educação Infantil diz respeito ao</p><p>ato de significar, observar a criança e reorgani-</p><p>zar</p><p>as propostas e os ambientes a partir dessa</p><p>observação. Isso serve para depois propor novos</p><p>desafios, atitude constante ao longo do projeto.</p><p>Também estabelecemos alguns objetivos, ou</p><p>seja, o que queríamos que as crianças apren-</p><p>dessem ao longo do seu desenvolvimento. Note,</p><p>então, como foram trabalhados estes aspectos e</p><p>de que maneira podemos perceber as aprendi-</p><p>zagens, levando em conta os seguintes critérios:</p><p>1) Participação e envolvimento nas propostas.</p><p>2) Pesquisa sobre brincadeiras e a história dos</p><p>funcionários da creche, reconhecendo que são</p><p>detentores de conhecimento e estabelecendo</p><p>uma nova relação de aprendizagem e vivências</p><p>com eles. 3) Procedimentos para elaboração de</p><p>vídeo, enriquecendo a observação e o reconhe-</p><p>cimento dos movimentos presentes nas brin-</p><p>cadeiras pesquisadas. 4) E se aprenderam a ex-</p><p>pressar e comunicar suas ideias e emoções por</p><p>meio da linguagem da dança.</p><p>349: Plano de aula: Concluindo o livro das famí-</p><p>lias do grupo</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Esta proposta prevê que você e seu grupo de</p><p>crianças finalizem o livro de histórias das famí-</p><p>lias, para o qual pesquisaram informações, dialo-</p><p>garam e elaboraram páginas ao longo das ativi-</p><p>dades anteriores desta sequência. É o momento</p><p>de montagem do livro e de planejar como ele</p><p>será apresentado aos familiares. Retome todas</p><p>as produções anteriores, observando se há al-</p><p>guma ainda a ser concluída e antecipe os mate-</p><p>riais necessários para a finalização.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>Toda família tem sua história</p><p>Histórias das famílias das crianças</p><p>Conhecendo tradições das famílias do grupo</p><p>Familiares contam suas histórias</p><p>Concluindo o livro das famílias do grupo</p><p>Materiais:</p><p>Para concluir a escrita e a montagem do livro</p><p>sobre as tradições das famílias, será necessá-</p><p>rio reunir todas as produções realizadas pelas</p><p>crianças no decorrer da sequência (ver Contex-</p><p>tos Prévios).</p><p>Materiais para registro e montagem do livro,</p><p>como lápis de cor, canetinha, papéis diversos,</p><p>tesoura, cola, grampeador, clips, entre outros.</p><p>Para a capa e a contracapa, é interessante ga-</p><p>rantir um papel de maior gramatura do que o</p><p>utilizado nas páginas do livro, para favorecer o</p><p>manuseio e a durabilidade dele.</p><p>Espaços:</p><p>É indicado realizar a proposta na própria sala de</p><p>atividades do grupo. Desse modo, os alunos te-</p><p>rão fácil acesso a todas as páginas produzidas</p><p>para o livro das famílias, assim como aos mate-</p><p>riais para registro e montagem.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais estratégias as crianças utilizam para a</p><p>organização e a conclusão do livro, nos peque-</p><p>nos grupos? Que saberes sobres as famílias são</p><p>compartilhados entre elas nesse momento?</p><p>2. Como articulam as estratégias de leitura e</p><p>suas hipóteses de escrita durante a comple-</p><p>mentação das páginas do livro e na leitura final</p><p>da história das famílias? Como se dá a interação</p><p>entre as crianças ao expor suas opiniões e consi-</p><p>derando as ideias dos colegas?</p><p>3. Que sentimentos são expressados pelas crian-</p><p>ças e de que forma se manifestam em relação</p><p>ao processo de elaboração e à conclusão do li-</p><p>vro do grupo?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou</p><p>relacionais que podem impedir que uma crian-</p><p>ça ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às</p><p>diferenças de cada criança ou do grupo.</p><p>Para que a revisão e a complementação do livro</p><p>sejam garantidas de forma coletiva e colabora-</p><p>tiva, fique atento aos comentários das crianças,</p><p>para que todas as opiniões sejam valorizadas.</p><p>Garanta diversidade de estratégias (escrita, de-</p><p>senhos, leituras etc.) para a revisão do livro pro-</p><p>duzido, possibilitando a participação de toda a</p><p>turma.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Comente, em roda, com o grande grupo, que</p><p>as crianças já sabem de muitas coisas sobre as</p><p>famílias da turma, pois já elaboraram várias pá-</p><p>ginas do livro e precisam agora finalizá-lo, mon-</p><p>tando-o, para poderem socializá-lo com as famí-</p><p>lias.</p><p>Incentive-as a relembrar as descobertas que fi-</p><p>zeram, as visitas que receberam e as pesquisas</p><p>que as ajudaram a conhecer mais sobre as tradi-</p><p>ções e as culturas da famílias.</p><p>Convide os pequenos a reunirem as páginasque</p><p>foram confeccionadas e esclareça que chegou</p><p>o momento de rever o que fizeram e ver se pre-</p><p>cisam alterar ou incluir alguma informação para</p><p>finalmente concluírem e montarem o livro das</p><p>famílias.</p><p>2</p><p>Proponha que, em pequenos grupos, analisem</p><p>as páginas produzidas e verifiquem se precisam</p><p>de alguma alteração ou complementação. As</p><p>páginas podem ser divididas entre os grupos,</p><p>para facilitar a organização das mudanças.</p><p>Proponha que as crianças leiam as páginas de-</p><p>signadas ao seu grupo (para isso utilizam de</p><p>estratégias de leitura, apoiando-se na memória,</p><p>em palavras conhecidas, imagens etc.) com seu</p><p>auxílio, se necessário. A partir disso cada equipe</p><p>define o que precisa fazer para complementar</p><p>as páginas, talvez seja necessário incluir escritas,</p><p>legendas, fotografias, desenhos ou rever alguma</p><p>parte da história ou relato que ficou incompleto.</p><p>Sugira que as crianças conversem com os co-</p><p>legas dos outros grupos sobre as intervenções</p><p>que farão nas páginas do livro, procurando por</p><p>novas opiniões para garantir as conclusões.</p><p>Observe as necessidades das crianças enquanto</p><p>elas realizam as atividades, caso perceba dificul-</p><p>dade de organização, ofereça ajuda. Você pode</p><p>dar dicas de como elas podem se organizar, aju-</p><p>dar na escrita de alguma palavra e orientá-las a</p><p>rever os registros de outras páginas para relem-</p><p>brar a sequência do livro.</p><p>3</p><p>Sugira que, conforme concluam as atividades,</p><p>as crianças coloquem as páginas revisadas so-</p><p>bre algumas mesas, uma ao lado da outra, para</p><p>facilitar a visualização de todos. Retornando ao</p><p>grande grupo, proponha que elas observem to-</p><p>das as páginas produzidas, apontem algo que</p><p>considerem precisar de melhoria ou completa-</p><p>ção e decidam juntas como pode ser montado o</p><p>livro. Auxilie as crianças nessa organização, para</p><p>que o produto apresente primeiramente um</p><p>contexto inicial, do objetivo do grupo em produ-</p><p>zi-lo, e depois traga os elementos culturais e as</p><p>tradições das famílias, em suas especificidades.</p><p>Garanta que o livro seja montado a partir das</p><p>sugestões das crianças, valorizando ao máximo</p><p>as sugestões e as iniciativas delas.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Es-</p><p>tamos com várias páginas soltas, como pode-</p><p>mos organizá-las e qual ordem seguir para con-</p><p>tarmos as histórias das famílias de nosso grupo?</p><p>4</p><p>No momento da organização das páginas e da</p><p>montagem do livro, provavelmente as crian-</p><p>ças irão perceber ele está sem capa. Sugira que</p><p>peguem uma ou mais obras da caixa de leitu-</p><p>ra para realizarem comparações e verem o que</p><p>mais tem em um livro e checarem o que está</p><p>faltando fazer no livro do grupo, por exemplo, o</p><p>título e o nome dos autores. Proponha que tro-</p><p>quem ideias para eleger o título que melhor re-</p><p>presente a investigação sobre as famílias. Você</p><p>pode registrar no quadro as ideias que surgirem</p><p>e, em seguida, propor que realizem uma vota-</p><p>ção para a escolha do título.</p><p>Definam os responsáveis pela elaboração a capa</p><p>do livro e discutam como ela será: se terá al-</p><p>gum desenho, quem pode escrever o título etc.</p><p>Como são muitos os autores, sugira que na pri-</p><p>meira página cada criança coloque seu próprio</p><p>nome, para ficar registrada sua participação. Se</p><p>alguém tiver dificuldade em escrever o próprio</p><p>nome, sugira que essa criança utilize como refe-</p><p>rência alguma ficha ou etiqueta na qual o nome</p><p>dela esteja escrito.</p><p>Sugira que as famílias também possam escrever</p><p>no livro. Para isso, diga aos pequenos que eles</p><p>podem incluir algumas páginas em branco, para</p><p>que elas possam, depois, deixar mensagens re-</p><p>gistradas nele.</p><p>5</p><p>Combine com as crianças como será feita a jun-</p><p>ção das páginas. Talvez seja necessária uma</p><p>encadernação, que você pode providenciar pos-</p><p>teriormente. Neste momento, para que</p><p>vejam o</p><p>livro montado, utilize provisoriamente grampos</p><p>ou clips.No grande grupo, proponha que façam</p><p>a leitura do livro das famílias. Como a obra é</p><p>algo que elas mesmas produziram, elas estarão</p><p>aptas a realizar a leitura, mesmo sem ler con-</p><p>vencionalmente. A cada página uma criança lê,</p><p>as demais podem complementar com o que</p><p>lembram, com a leitura das imagens etc. Esteja</p><p>atento às necessidades delas, auxiliando-as na</p><p>leitura e favorecendo a cooperação entre todos</p><p>da turma.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após a leitura, conversem sobre como foi pro-</p><p>duzir o livro, sobre qual página cada criança</p><p>gostou mais e por que e quais informações</p><p>acharam mais interessantes sobre as famílias do</p><p>grupo.</p><p>Pergunte a elas como podem socializar o livro</p><p>que fizeram, para que possam contar aos ou-</p><p>tros sobre as histórias investigadas. Ideias como</p><p>estas podem surgir: as crianças podem querer</p><p>levar o livro para casa, cada dia uma; elas po-</p><p>dem sugerir que as famílias venham à escola</p><p>para ler o livro etc. A partir das ideias dadas pe-</p><p>los pequenos, faça os combinados necessários</p><p>com eles: você pode fotografar a capa do livro</p><p>para que as crianças elaborem um convite para</p><p>enviar para os familiares, um cartaz pode ser fi-</p><p>xado na entrada da escola, ou na porta da sala,</p><p>para que em horário de entradaou de saída os</p><p>responsáveis possam conhecer o livro. Peça aju-</p><p>da das crianças para guardar os materiais que</p><p>utilizaram e para organizar a sala.</p><p>Desdobramentos</p><p>As crianças decidirão como será feito o convite</p><p>para os familiares, se farão um convite ou car-</p><p>taz, ou se optarão por outra forma de comunicar</p><p>que o livro está pronto e que as famílias poderão</p><p>conhecê-lo, para que em outro dia possam vir à</p><p>escola apreciá-lo.</p><p>Uma outra possibilidade é organizar um dia do</p><p>lançamento do livro. Desse modo, o convite será</p><p>enviado antecipadamente às famílias e as crian-</p><p>ças planejarão como farão a leitura da obra que</p><p>produziram coletivamente.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Ao irem à escola conhecer o livro das famílias do</p><p>grupo, os familiares podem escrever recadinhos</p><p>para as crianças, nas páginas em branco que fo-</p><p>ram incluídas.</p><p>Se os pequenos desejarem ter uma cópia do li-</p><p>vro, providencie um arquivo digital. As páginas</p><p>da obra podem ser fotografadas ou escaneadas</p><p>para compor um documento em PDF ou uma</p><p>apresentação em Powerpoint. Esse arquivo di-</p><p>gitalizado do livro pode ser gravado em CDs ou</p><p>DVDs, um para cada criança levar e ver com sua</p><p>família.</p><p>350 Plano de Aula: Apresentação dos alimentos</p><p>aos bebês da creche</p><p>Objetivo(s)</p><p>Apresentar diferentes tipos de alimentos aos</p><p>bebês</p><p>Estimular a curiosidade das crianças sobre hábi-</p><p>tos alimentares mais saudáveis</p><p>Reconhecer os sabores das comidas</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Alimentação saudável</p><p>Função dos nutrientes</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>7 etapas</p><p>Material necessário</p><p>Alimentos diversos, considerando cores e sabo-</p><p>res</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Há um ditado popular muito famoso que diz</p><p>que “é de pequenino que se torce o pepino”. A</p><p>explicação da expressão está no fato de que é</p><p>possível direcionar o crescimento desta planta</p><p>até a colheita. Isso é semelhante ao que ocorre</p><p>quando alguém apresenta um comportamen-</p><p>to às crianças da creche. Neste momento, elas</p><p>agem muito por repetição, imitando o compor-</p><p>tamento dos adultos ou dos colegas.</p><p>Esta atitude pode ser aproveitada para o que</p><p>costuma ser um problema para muitos pais: a</p><p>alimentação. Comer corretamente pode ser en-</p><p>sinado aos pequenos e é uma estratégia muito</p><p>mais eficiente do que fazer barganhas ou pro-</p><p>meter doces caso comam frutas e verduras. É</p><p>fundamental que a criança não cresça associan-</p><p>do comida saudável a um dever que será re-</p><p>compensado com algo que ache mais gostoso.</p><p>É comum que os pequenos se precipitem ao</p><p>afirmar que não gostam de uma comida, prin-</p><p>cipalmente se ela não for colorida, vistosa, doce</p><p>ou já conhecida. Ajude a mudar este hábito in-</p><p>dicando boas alternativas para as refeições da</p><p>creche e mostrando que comida saudável pode</p><p>sim ser muito gostosa.</p><p>Alimentação correta, atividades físicas regula-</p><p>res, doses hormonais e os genes são os princi-</p><p>pais influentes para o crescimento. Ao contrário</p><p>da herança genética, que é imutável, comer cor-</p><p>retamente é um hábito que pode ser estimula-</p><p>do pela escola já na Educação Infantil.</p><p>Para crescer com saúde o corpo precisa de do-</p><p>ses altas de alimentos energéticos, como car-</p><p>boidratos, e construtores, como proteínas. É</p><p>necessário consumir também os reguladores</p><p>(frutas, legumes e verduras), que auxiliam as ati-</p><p>vidades celulares e regulam todo o metabolis-</p><p>mo fisiológico. Tenha isso em mente na hora de</p><p>apresentar comidas às crianças. Experimente as</p><p>texturas, as formas, o cheiro e o paladar de fru-</p><p>tas e verduras e oriente os pequenos a conhe-</p><p>cerem estes alimentos. Claro que o professor</p><p>não pode deixar de reconhecer que as frituras</p><p>têm gosto agradável ao paladar - e as crianças</p><p>sabem disso. Mas é preciso saber, desde cedo,</p><p>os riscos que as pessoas correm ao abusarem</p><p>desse tipo de alimentação. Portanto, conscienti-</p><p>ze os alunos para a necessidade de todos os nu-</p><p>trientes na alimentação diária.</p><p>A seguir, vamos apresentar algumas estraté-</p><p>gias válidas para incentivar as crianças a come-</p><p>rem de maneira saudável. Os responsáveis pela</p><p>alimentação das creches podem variar essas</p><p>atividades conforme a necessidade e disponibi-</p><p>lidade e não precisam seguir exatamente a se-</p><p>quência apresentada. Vale lembrar que fatores</p><p>externos, como as estações do ano, também in-</p><p>fluenciam já que boa parte das frutas não estão</p><p>disponíveis o ano todo.</p><p>Leve os alunos ao supermercado. Na primeira</p><p>visita, eles vão querer ficar na área de brinque-</p><p>dos ou ver os alimentos “mais gostosos”, como</p><p>doces e biscoitos industrializados. Mas é impor-</p><p>tante insistir. Leve as crianças primeiro ao setor</p><p>de frutas, verduras e vegetais crus. Muitos não</p><p>conhecem estes alimentos como realmente são,</p><p>só na forma de geleias e patês ou na fotografia</p><p>da caixinha de suco. No supermercado elas po-</p><p>derão ver a fruta, tocar e sentir seu cheiro. Ex-</p><p>plorar as sensações contribui para aumentar o</p><p>interesse e a curiosidade por estes alimentos,</p><p>mostrando que são mais atrativos do que as</p><p>crianças imaginam.</p><p>2ª etapa</p><p>Levar as crianças para uma volta na feira tam-</p><p>bém é interessante, mas tome muito cuidado</p><p>por causa do movimento da rua e do trânsito.</p><p>Se não for possível visitar uma feira livre, leve a</p><p>turma em um sacolão ou traga algumas frutas</p><p>e verduras para a sala. O mais importante é ga-</p><p>rantir que os pequenos tenham contato com a</p><p>comida: peguem, sintam o cheiro, vejam como</p><p>é a forma, a textura, se tem casca ou não e que</p><p>observem a multiplicidade de cores dos alimen-</p><p>tos naturais.</p><p>3ª etapa</p><p>Procure associar o cheiro ao paladar das fru-</p><p>tas. Peça que as crianças comparem esses dois</p><p>sentidos. Pergunte se o cheiro da fruta se pa-</p><p>rece com seu gosto. Compare as frutas com</p><p>mais água - ideais para os dias de verão - com</p><p>as mais secas. Outra possibilidade é apresentar</p><p>diferentes tipos de uma mesma fruta. Exemplo:</p><p>laranja cravo, laranja lima e tangerina. Indique</p><p>as diferenças entre o gosto, a cor, o tamanho e o</p><p>formato delas.</p><p>Aproveite para reforçar a importância da inges-</p><p>tão de água e de sucos de frutas, que são colori-</p><p>dos e bem saborosos. Embora seja mais prático</p><p>consumir sucos prontos ou refrescos em pós,</p><p>eles costumam ter uma alta taxa de sódio, en-</p><p>quanto os sucos de frutas são mais nutritivos e</p><p>sem conservantes.</p><p>4ª etapa</p><p>Leve os pequenos para a cozinha e deixe que</p><p>observem como os alimentos são preparados.</p><p>Uma visita à cozinha da creche pode surtir efei-</p><p>tos muito positivos. Ajude os alunos a observa-</p><p>rem a lavagem dos alimentos, a separação de</p><p>grãos e o corte das carnes e das frutas. As crian-</p><p>ças costumam não ter noção, por exemplo, que</p><p>a carne crua é mais dura do que cozida. Mostre</p><p>esta diferença a elas, indicando que o cozimen-</p><p>to dos alimentos facilita a nossa mastigação</p><p>e também a digestão. Não esqueça de tomar</p><p>muito cuidado com</p><p>a segurança das crianças e</p><p>faça esta atividade com ajuda de outros adultos.</p><p>5ª etapa</p><p>Use a hora das refeições para contar as funções</p><p>dos alimentos que estão sendo ingeridos. Diga</p><p>que as carnes contêm proteínas que servem</p><p>para a formação dos músculos. Leite e derivados</p><p>têm um elemento chamado cálcio, fundamen-</p><p>tal para a rigidez dos ossos. Os sais minerais,</p><p>que regulam o funcionamento do metabolismo,</p><p>são encontrados em frutas e verduras. Explique</p><p>também que os carboidratos fornecem a ener-</p><p>gia que precisamos para fazer todas as ativida-</p><p>des do nosso dia a dia. Eles são encontrados em</p><p>massas e pães.</p><p>Não deixe de destacar que, em geral, doces e</p><p>salgadinhos têm carboidratos, mas estão asso-</p><p>ciados a óleos e gorduras, cujo acúmulo preju-</p><p>dica a saúde. Conte estas informações para as</p><p>crianças conforme elas comem. Isso é impor-</p><p>tante para explicar que o que comemos tem</p><p>uma função no nosso organismo.</p><p>6ª etapa</p><p>É comum gostar de pães recheados, pizzas,</p><p>biscoitos e achocolatados. Explique que es-</p><p>ses alimentos derivam de vegetais que podem</p><p>ser comidos antes de serem processados. Um</p><p>exemplo: muitas crianças quando comem bis-</p><p>coitos recheados, preferem o recheio. Mostre</p><p>que quando o biscoito tem sabor de morango,</p><p>é porque foi produzido a partir desta fruta. Leve</p><p>morangos para os pequenos experimentarem.</p><p>Se possível, faça o mesmo com chocolate. A tur-</p><p>ma deve adorar este doce, mas poucos sabem</p><p>que vem de uma fruta chamada cacau. Se pos-</p><p>sível, apresente esta fruta para a turma. Deixe</p><p>que toquem, sintam o cheiro e provem. É prová-</p><p>vel que alguns vão dizer que tem gosto de cho-</p><p>colate, enquanto outros não vão achar qualquer</p><p>relação entre os dois.</p><p>7ª etapa</p><p>Corte pequenos pedaços de folhas como alface</p><p>ou escarola e peça que as crianças experimen-</p><p>tem. Leve também as folhas de alguns tem-</p><p>peros como hortelã, manjericão ou orégano e</p><p>mostre como os temperos dão cheiro e sabor à</p><p>salada.</p><p>Neste momento, explique que há óleos mais</p><p>saudáveis, como o azeite, que também dão mais</p><p>sabor aos vegetais. E que as manteigas, ainda</p><p>que importantes para o corpo, só serão úteis se</p><p>forem consumidas em pequenas quantidades,</p><p>já que são muito gordurosas e a gordura causa</p><p>doenças como problemas cardíacos. Outro tem-</p><p>pero importante é o sal, que dá gosto às comi-</p><p>das, mas causa riscos para a pressão arterial por</p><p>isso deve ser consumido com moderação. Con-</p><p>verse com o responsável pela alimentação da</p><p>creche e procure fazer com que as crianças se</p><p>habituem a pouco sal na comida.</p><p>Avaliação</p><p>Os alimentos e o momento das refeições podem</p><p>ser muito úteis para a compreensão da impor-</p><p>tância de comer bem. As crianças, que normal-</p><p>mente são muito curiosas, podem ser estimula-</p><p>das a experimentar alimentos saudáveis a partir</p><p>das cores, do cheiro e da forma. Por meio das</p><p>sensações, estimule a turma am preferir os açú-</p><p>cares das frutas ao açúcar refinado. Mostre que</p><p>existem feiras e mercados onde é possível achar</p><p>alimentos saudáveis. Observe o interesse dos</p><p>pequenos ao longo das atividades. Veja se estão</p><p>comendo frutas e vegetais com mais curiosida-</p><p>de e se dispensam atenção para os alimentos</p><p>que antes não queriam.</p><p>para confeccionar um qua-</p><p>dro de rotina do grupo.</p><p>4. Todos os dias montar a rotina, sequenciando</p><p>as atividades representadas pelas fotos, com</p><p>ajuda das crianças.</p><p>Bibliografia</p><p>As cem linguagens da criança, Carolyn Edwards,</p><p>ARTMED</p><p>Aprender e ensinar na Educação Infantil, Eulália</p><p>Bassedas, ARTMED</p><p>Referencial Nacional para a Educação Infantil,</p><p>MEC, 1998.</p><p>Orientações Curriculares: Expectativas de</p><p>Aprendizagem e Orientações Didáticas para a</p><p>Educação Infantil, PMSP - SME/ DOT, 2007.</p><p>Flexibilização</p><p>É importante que as crianças com deficiência vi-</p><p>sual também tragam fotos, para que os colegas</p><p>as reconheçam. Mas, para que esses bebês se-</p><p>jam incluídos e consigam reconhecer a si e aos</p><p>colegas, é muito importante trabalhar estímulos</p><p>relacionados aos outros sentidos. Músicas, chei-</p><p>ros e objetos que caracterizem os colegas - a</p><p>Mariana usa óculos, o João está sempre de boné</p><p>etc. - são fundamentais nesse processo. Substi-</p><p>tua algumas brincadeiras com fotos por brinca-</p><p>deiras com objetos de cada criança. O móbile da</p><p>sala também pode ser construído com brinque-</p><p>dos e as caixinhas, encapadas com tecidos de</p><p>diferentes texturas. Descreva bastante as ima-</p><p>gens e as características de cada criança. Você</p><p>também pode trabalhar com as imagens em</p><p>relevo (em braile, cola de relevo ou barbantes</p><p>nos contornos).</p><p>309 Plano de Aula: BRINCANDO TAMBÉM SE</p><p>APRENDE</p><p>Objetivo(s)</p><p>Organizar um ambiente interno com diversas</p><p>opções de jogos de exercício.</p><p>Favorecer o movimento da criança e a explora-</p><p>ção de materiais.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>Durante o ano todo.</p><p>Material necessário</p><p>Jogos de exercício variados, brinquedos de en-</p><p>caixar, instrumentos musicais, rolos ou blocos</p><p>de espuma, bolas, material reciclável etc.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Ao conceber um espaço para receber jogos de</p><p>exercício, dedique algum tempo para analisar</p><p>a quantidade e a qualidade dos brinquedos</p><p>disponíveis. Sobre a quantidade, é importan-</p><p>te verificar se há material suficiente para todos.</p><p>Nessa faixa etária, deve haver um bom número</p><p>do mesmo tipo para que os pequenos possam</p><p>explorar sozinhos ou compartilhar com os cole-</p><p>gas - nesse último caso, em atividades que não</p><p>exijam tempo de espera, adaptadas ao compor-</p><p>tamento dessa faixa etária. Sobre a qualidade,</p><p>os objetos devem ser feitos de materiais segu-</p><p>ros, com tamanhos maiores que o da boca dos</p><p>bebês aberta e com diferentes cores e texturas.</p><p>2ª etapa</p><p>Organize os brinquedos em cantos diferen-</p><p>ciados, de acordo com a habilidade que cada</p><p>um deles possibilita desenvolver. Por exemplo,</p><p>colchões, almofadas e rolos num lado da sala,</p><p>opções de jogos para encaixar e empilhar em</p><p>outro e instrumentos em uma prateleira ao al-</p><p>cance da turma. Com o tempo, as crianças po-</p><p>dem ajudar na reformulação dos ambientes.</p><p>Para entender a mensagem delas, atenção ao</p><p>modo como se comportam os pequenos. Se re-</p><p>parar que há um canto aonde ninguém vai - ou</p><p>que deixou de ser popular depois de algumas</p><p>semanas de diversão -, vale a pena reorganizar</p><p>os materiais e acrescentar novos elementos.</p><p>3ª etapa</p><p>Quando começar o momento da brincadeira,</p><p>investigue de que forma os materiais dispo-</p><p>níveis são usados. Com base nas descobertas,</p><p>devem surgir outras possibilidades de explora-</p><p>ção. Aqueles que começam a reagir aos brin-</p><p>quedos com sons, por exemplo, vão adorar ex-</p><p>perimentar diferentes instrumentos. Já os que</p><p>conseguem empilhar peças podem brincar com</p><p>cubos de diversos tamanhos e, assim, testar</p><p>cada vez mais os limites de equilíbrio de uma</p><p>torre.</p><p>4ª etapa</p><p>Atenção à questão do tempo: os pequenos cos-</p><p>tumam demorar mais para se envolver com um</p><p>brinquedo. Eles chegam perto, mexem um pou-</p><p>co, largam e voltam. A noção de permanência</p><p>vem com a experiência. Por isso, é importante</p><p>não mudar os jogos com muita freqüência. Ao</p><p>longo do ano, as crianças irão buscá-los diver-</p><p>sas vezes e, aos poucos, tentarão realizar novas</p><p>experiências com cada um deles. Nesse aspec-</p><p>to, a parceria do professor é muito importante.</p><p>Mas não se deve impor regras ou rotular ações</p><p>como certas ou erradas. Ao contrário: a media-</p><p>ção precisa estimular a curiosidade e a criativi-</p><p>dade. Faça perguntas aos bebês como: “Você</p><p>gostou de batucar esse tambor?”, “Por que en-</p><p>caixou esta peça aqui?” e “Quer pegar o avião-</p><p>zinho?”. Esse tipo de estímulo serve até mesmo</p><p>para quem ainda não desenvolveu plenamente</p><p>a fala.</p><p>Avaliação</p><p>Observe os movimentos exploratórios da turma</p><p>para encaminhar a atividade. Esse diagnósti-</p><p>co pode servir de base para a reorganização do</p><p>ambiente - verifique, principalmente, se o con-</p><p>junto de atividades favorece a mobilidade e a</p><p>exploração - e para propor desafios individuais.</p><p>É possível, por exemplo, estimular a experimen-</p><p>tação perguntando: “O objeto com que você</p><p>está brincando produz sons ao ser chacoalha-</p><p>do? Encaixa em outro maior? Abre uma porti-</p><p>nha?” Faça anotações sobre o comportamento</p><p>dos</p><p>310 Plano de Aula:: Contraturno idades de 6 anos</p><p>aos 8 anos</p><p>Objetivo(s)</p><p>Organizar um ambiente interno com diversas</p><p>opções de jogos de exercício.</p><p>Favorecer o movimento da criança e a explora-</p><p>ção de materiais.</p><p>Tempo estimado</p><p>1.40minutosDurante o ano todo.</p><p>Material necessário</p><p>Jogos de exercício variados, brinquedos de en-</p><p>caixar, instrumentos musicais, rolos ou blocos</p><p>de espuma, bolas, material reciclável revistas</p><p>espaços fisicos para chuva e para espaço ex-</p><p>terno ,corda pião ,bambole ,canetinha, eva</p><p>,cartolina etc.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Ao conceber um espaço para receber jogos de</p><p>exercício, dedique algum tempo para analisar</p><p>a quantidade e a qualidade dos brinquedos</p><p>disponíveis. Sobre a quantidade, é importan-</p><p>te verificar se há material suficiente para todos.</p><p>Nessa faixa etária, deve haver um bom número</p><p>do mesmo tipo para que os pequenos possam</p><p>explorar sozinhos ou compartilhar com os cole-</p><p>gas - nesse último caso, em atividades que não</p><p>exijam tempo de espera, adaptadas ao compor-</p><p>tamento dessa faixa etária. Sobre a qualidade,</p><p>os objetos devem ser feitos de materiais segu-</p><p>ros, com tamanhos maiores que o da boca dos</p><p>bebês aberta e com diferentes cores e texturas.</p><p>2ª etapa</p><p>Organize os brinquedos em cantos diferen-</p><p>ciados, de acordo com a habilidade que cada</p><p>um deles possibilita desenvolver. Por exemplo,</p><p>colchões, almofadas e rolos num lado da sala,</p><p>opções de jogos para encaixar e empilhar em</p><p>outro e instrumentos em uma prateleira ao al-</p><p>cance da turma. Com o tempo, as crianças po-</p><p>dem ajudar na reformulação dos ambientes.</p><p>Para entender a mensagem delas, atenção ao</p><p>modo como se comportam os pequenos. Se re-</p><p>parar que há um canto aonde ninguém vai - ou</p><p>que deixou de ser popular depois de algumas</p><p>semanas de diversão -, vale a pena reorganizar</p><p>os materiais e acrescentar novos elementos.</p><p>3ª etapa</p><p>Quando começar o momento da brincadeira,</p><p>investigue de que forma os materiais dispo-</p><p>níveis são usados. Com base nas descobertas,</p><p>devem surgir outras possibilidades de explora-</p><p>ção. Aqueles que começam a reagir aos brin-</p><p>quedos com sons, por exemplo, vão adorar ex-</p><p>perimentar diferentes instrumentos. Já os que</p><p>conseguem empilhar peças podem brincar com</p><p>cubos de diversos tamanhos e, assim, testar</p><p>cada vez mais os limites de equilíbrio de uma</p><p>torre.</p><p>4ª etapa</p><p>Atenção à questão do tempo: os pequenos cos-</p><p>tumam demorar mais para se envolver com um</p><p>brinquedo. Eles chegam perto, mexem um pou-</p><p>co, largam e voltam. A noção de permanência</p><p>vem com a experiência. Por isso, é importante</p><p>não mudar os jogos com muita freqüência. Ao</p><p>longo do ano, as crianças irão buscá-los diversas</p><p>vezes e, aos poucos, tentarão realizar novas ex-</p><p>periências com cada um deles. Nesse aspecto, a</p><p>parceria do professor é muito importante. Mas</p><p>não se deve impor regras ou rotular ações como</p><p>certas ou erradas. Ao contrário: a mediação pre-</p><p>cisa estimular a curiosidade e a criatividade.</p><p>Coloque questões como “Você gostou de batu-</p><p>car esse tambor?”, “Por que encaixou esta peça</p><p>aqui?” e “Quer pegar o aviãozinho?”. Esse tipo</p><p>de estímulo serve até mesmo para quem</p><p>ainda</p><p>não desenvolveu plenamente a fala.</p><p>Avaliação</p><p>Observe os movimentos exploratórios da turma</p><p>para encaminhar a atividade. Esse diagnósti-</p><p>co pode servir de base para a reorganização do</p><p>ambiente - verifique, principalmente, se o con-</p><p>junto de atividades favorece a mobilidade e a</p><p>exploração - e para propor desafios individuais.</p><p>É possível, por exemplo, estimular a experimen-</p><p>tação perguntando: “O objeto com que você</p><p>está brincando produz sons ao ser chacoalha-</p><p>do? Encaixa em outro maior? Abre uma porti-</p><p>nha?” Faça anotações sobre o comportamento</p><p>dos pequenos e, se possível, filme ou fotografe</p><p>as interações com os jogos e com os amigos.</p><p>311 Plano de Aula A importância do brincar na</p><p>educação infantil</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Participar de situações de comunicação oral</p><p>utilizando o vocabulário pertinente.</p><p>- Expor suas ideias com gradativa clareza e au-</p><p>tonomia.</p><p>- Ouvir as ideias dos outros.</p><p>- Ampliar o vocabulário.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Comunicação oral.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>2h</p><p>Material necessário</p><p>Livros, revistas, imagens e outros materiais ne-</p><p>cessários ao desenvolvimento dos temas.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Organize a turma em roda de forma que todos</p><p>possam se ver e ver você. Ponha uma música ou</p><p>proponha uma brincadeira que leve à organiza-</p><p>ção em círculo. Avise que todo dia haverá uma</p><p>roda de conversa e que nela todos vão aprender</p><p>várias coisas. Antes de iniciar o bate-papo, pre-</p><p>pare os assuntos a propor: uma pergunta ins-</p><p>tigante, uma história conhecida, um problema</p><p>que leve à criação de hipóteses, um assunto que</p><p>demande opiniões etc. Dê preferência a temas</p><p>familiares ou assuntos que estejam sendo tra-</p><p>balhados. A necessidade de mediar as situações</p><p>de conversa diminui à medida que as crianças</p><p>desenvolvem autonomia. Cuide de quem tem</p><p>mais dificuldade de se fazer compreender. Tra-</p><p>duza para ele o que entendeu que ele disse e</p><p>peça que confirme a “tradução” feita por você</p><p>para que o grupo compreenda o que de fato</p><p>ele quis comunicar. Fique atento ainda aos que</p><p>falam menos e aos que falam bastante, procu-</p><p>rando garantir a oportunidade a todos em dife-</p><p>rentes momentos. Ressalte o vocabulário usado</p><p>e invista na ampliação dele. Lembre-se das situ-</p><p>ações sociais nas quais usamos a comunicação</p><p>oral. Dessa forma você evita rodas sem sentido</p><p>para o grupo.</p><p>2ª etapa</p><p>Formule algumas perguntas sobre aspectos re-</p><p>levantes que precisam ser considerados na hora</p><p>da conversa: por que é importante fazer silêncio</p><p>quando alguém fala? O que ocorre se isso não é</p><p>observado? Precisamos cuidar do tom de voz?</p><p>E se falamos muito baixinho? O que fazemos</p><p>quando o amigo falou uma coisa que não en-</p><p>tendemos?</p><p>3ª etapa</p><p>Leve para a roda materiais que favoreçam a</p><p>conversa e a troca de opiniões, como reprodu-</p><p>ções de obras de arte, fotos ou outro material</p><p>em quantidade suficiente para cada trio. Diga,</p><p>então, que irão conversar em grupinhos para</p><p>depois participarem da roda. Mostre as reprodu-</p><p>ções de obras de arte e proponha que falem so-</p><p>bre se gostam ou não, como acham que ela se</p><p>chama, como o artista a produziu e outras ideias</p><p>que podem surgir. Depois, é hora de mostrar a</p><p>imagem aos demais e contar sobre a conversa</p><p>que tiveram previamente. Passe pelos trios, ob-</p><p>servando e participando das conversas de forma</p><p>que se instigue a comunicação entre os peque-</p><p>nos. Depois volte à roda com todos e faça a so-</p><p>cialização.</p><p>4ª etapa</p><p>Em uma situação de pesquisa com funcioná-</p><p>rios da escola, por exemplo, divida as crianças</p><p>de acordo com o que querem descobrir sobre</p><p>determinado assunto. Ajude-os a transformar</p><p>curiosidades em perguntas. Avise que terão de</p><p>aprender a perguntar e sistematize com elas</p><p>palavras que comumente usamos para elabo-</p><p>rar uma pergunta: quem, como, quando, onde</p><p>etc. Depois, todos socializam o que descobriram</p><p>numa roda.</p><p>Avaliação</p><p>Fique atento às conversas das crianças nos di-</p><p>ferentes momentos, enquanto brincam, tomam</p><p>lanche etc. Observe os saberes que adquiriram</p><p>relacionados a um fazer (falar, ouvir, esperar a</p><p>vez, perguntar etc.) e se lançam mão da conver-</p><p>sa para resolver conflitos para, assim, planejar as</p><p>próximas rodas.</p><p>Flexibilização</p><p>Espaço Organize a roda num local próximo da</p><p>parede para que quem tem deficiência possa</p><p>ficar apoiado e participar com as demais. Outra</p><p>opção é, em alguns dias, organizar a roda em</p><p>cadeiras. Isso faz com que a condição do cadei-</p><p>rante seja relevada e traz benefícios para todos</p><p>com a diversidade. Organize a sala de modo que</p><p>o cadeirante possa se locomover com facilidade</p><p>ou, se for o caso, organize a dupla ou o trio de</p><p>que fará parte no próprio local onde ele se sen-</p><p>ta. Certifique-se de que o caminho a ser percor-</p><p>rido pelo cadeirante até o local de trabalho do</p><p>entrevistado seja seguro e com rampas. Tempo</p><p>Se a criança for retraída e tiver mais dificuldade</p><p>de se comunicar, convide-a a se colocar mais e</p><p>dê um tempo maior para que se acostume com</p><p>a situação.</p><p>Deficiências</p><p>Física</p><p>312 Plano de Aula: LUZ E SOMBRA</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Oferecer situações de discussão e experimen-</p><p>tação.</p><p>- Identificar e entender alguns conceitos e suas</p><p>variáveis, como objeto, fonte de luz e anteparo.</p><p>- Agir sobre o conceito a ser estudado, por meio</p><p>de investigação, levantamento de hipóteses, ve-</p><p>rificação prática e registro.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Luz e sombra.</p><p>- Procedimentos de pesquisa, observação e re-</p><p>gistro.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Dois meses.</p><p>Material necessário</p><p>Lanternas, papéis diversos (cartolina, celofane,</p><p>papel-manteiga, papel translúcido, papel-car-</p><p>tão, sulfite), máquina fotográfica, retroprojetor,</p><p>lençol ou pano branco, TNT colorido e tecido</p><p>grosso preto.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Reúna todos numa sala e apague as luzes. Ilu-</p><p>mine com uma lanterna as páginas do livro O</p><p>Teatro de Sombras da Ofélia e leia para a garota-</p><p>da. É a história de uma senhora que tem a vida</p><p>modificada depois que dá abrigo a um grupo de</p><p>sombras. Estimule a discussão sobre por que e</p><p>como elas aparecem. Elas só existem de dia ou</p><p>de noite também? Nossa sombra fica sempre</p><p>atrás de nós? Com essas informações, você já</p><p>conseguirá saber o que o grupo conhece sobre</p><p>o tema e que atividades poderão ser mais pro-</p><p>veitosas para a turma.</p><p>2ª etapa</p><p>Com as hipóteses colocadas, proponha uma</p><p>experiência. Desvie a lanterna para as mãos da</p><p>meninada. Aproxime e afaste o facho de luz da</p><p>parede, mostrando como a projeção diminui e</p><p>cresce. Desligando a lanterna, levante a questão</p><p>da dependência entre luz e sombra: uma existe</p><p>sem a outra? É um bom momento para introdu-</p><p>zir a nomenclatura correta, com palavras como</p><p>objeto e anteparo. Depois de cada atividade, so-</p><p>licite que os pequenos registrem o que observa-</p><p>ram, em relatos ou desenhos.</p><p>3ª etapa</p><p>Sugira brincadeiras como pega-pega de som-</p><p>bra, fotografia dela sobre diferentes superfícies</p><p>(grama, terra, cimento) e manipulação do retro-</p><p>projetor. Retome o livro de sombras sempre que</p><p>houver interesse e converse sobre as situações.</p><p>Com base nas questões levantadas, peça aos</p><p>pequenos que elaborem hipóteses e as regis-</p><p>trem no caderno.</p><p>4ª etapa</p><p>Organize experiências em grupo para testar as</p><p>hipóteses cogitadas. Identifique com a classe as</p><p>fontes de luz natural (primária) ou artificial (se-</p><p>cundária). Coloque um objeto sob a luz do Sol e</p><p>leve todos para observá-lo de hora em hora para</p><p>ver o que aconteceu. Sugira que uma criança</p><p>contorne a sombra no chão com giz. Outras po-</p><p>dem anotar os horários de visita. Certamente</p><p>surgirão discussões sobre por que ela muda de</p><p>lugar, como ela cresce etc.</p><p>5ª etapa</p><p>Monte duas telas: uma com tecido grosso e ou-</p><p>tra com um bem fino. Acenda a lanterna do lado</p><p>oposto ao que estão todos e peça que digam</p><p>o que observam. Por que o anteparo feito com</p><p>a trama fina deixa passar a luz e a grossa não?</p><p>Explique o conceito e o fenômeno da absorção.</p><p>Aproveite para introduzir a reflexão em superfí-</p><p>cies como a do espelho e outras semelhantes. O</p><p>que acontece quando a luz bate nelas? Será que</p><p>as sombras precisam ser sempre pretas?</p><p>Depois</p><p>de ouvir as hipóteses, mostre papéis translúci-</p><p>dos e transparentes, colocando-os ora na frente</p><p>da luz, ora entre a fonte e o objeto.</p><p>6ª etapa</p><p>Analise os registros e debata as hipóteses que</p><p>foram comprovadas ou não. Tire conclusões</p><p>com todos. Como escriba, anote tudo o que for</p><p>dito e depois organize um relatório. Em roda,</p><p>promova uma discussão coletiva sobre as con-</p><p>clusões tiradas dos experimentos que você re-</p><p>gistrou.</p><p>Avaliação</p><p>Mantenha um registro de todas as fases da ati-</p><p>vidade, levando em conta indicadores como o</p><p>uso dos novos termos aprendidos em situações</p><p>de brincadeira, o modo como cada um lança</p><p>mão de desenhos ou descrições e socializa suas</p><p>idéias em grupo, o levantamento de questões e</p><p>formas de investigá-las, a curiosidade e o envol-</p><p>vimento com o tema trabalhado.</p><p>313 Plano de Aula O DESPERTAR DA SEXUALI-</p><p>DADE</p><p>Objetivo(s)</p><p>Desenvolver o reconhecimento de seu próprio</p><p>corpo</p><p>Desenvolver nos alunos o respeito pelo corpo (o</p><p>próprio e o do outro).</p><p>Refletir sobre diferenças de gênero e relaciona-</p><p>mentos.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>3 aulas</p><p>Material necessário</p><p>. Bonecas com sexos diferenciados</p><p>. Brinquedos de meninos e meninas</p><p>. Jogos de memórias com desenhos de meninas</p><p>e meninos</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Preparação da escola e da comunidade:</p><p>Capacitação da equipe - Professores e funcioná-</p><p>rios devem estar preparados para lidar com as</p><p>manifestações da sexualidade de crianças, de-</p><p>vem ser preparados para entender o despertar</p><p>da curiosidade sexual das crianças.</p><p>Envolvimento dos pais - Faça uma reunião com</p><p>as famílias para apresentar o programa. Aprovei-</p><p>te para falar brevemente sobre as principais ma-</p><p>nifestações da sexualidade na infância.</p><p>Formação permanente - Organize um grupo de</p><p>professores para estudar temas ligados à sexua-</p><p>lidade e discutir as experiências em sala de aula.</p><p>2ª etapa</p><p>1ªetapa - Observar o que desperta curiosidade</p><p>nas crianças, ao manusearem os bonecos com</p><p>sexos diferenciados;</p><p>2ªetapa - Anotar as perguntas que elas fazem</p><p>3ª etapa - Buscar brincadeiras que respondam,</p><p>de acordo com a faixa etária, às perguntas</p><p>4ª etapa - Conversar com as crianças sobre as</p><p>diferenças das bonecas</p><p>5ª etapa - Fazer com que as crianças reflitam</p><p>sobre o que há em comum entre elas e as bone-</p><p>cas</p><p>6ª etapa - Brincar de jogo de memória (utilizan-</p><p>do meninos e meninas) com as crianças para</p><p>que fixem as informações</p><p>Avaliação</p><p>Verificar quais os comentários realizados pelas</p><p>crianças</p><p>314 Plano de Aula: Plano de aula: Melhorias no</p><p>lugar de brincar da região</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>Descobrindo lugares de brincar na região da es-</p><p>cola (link)</p><p>Explorando um lugar de brincar (link)</p><p>Entrevista sobre lugares de brincar no passado</p><p>(link)</p><p>Melhorias no lugar de brincar da região (link)</p><p>Planejando ações para o local de brincar (link)</p><p>A proposta para essa atividade pressupõe que</p><p>o grupo já tenha listado e explorado os lugares</p><p>de brincar da região da escola, para que possam</p><p>refletir sobre as possíveis melhorias tendo como</p><p>base o brincar como direito e linguagem da</p><p>criança.</p><p>Prepare a listagem dos problemas encontrados</p><p>pelas crianças na visita ao espaço de brincar em</p><p>uma tabela. Para acessar uma exemplificação,</p><p>clique aqui.</p><p>Materiais:</p><p>Preveja a organização dos registros das experi-</p><p>ências das crianças sobre os locais de brincar no</p><p>bairro, como: a lista dos lugares de brincar, fotos</p><p>de visitas a estes locais, desenhos de vivências</p><p>nestes locais, registros de entrevistas e mate-</p><p>riais coletados com os familiares.</p><p>Também serão utilizados materiais de referên-</p><p>cia de lugares de brincar variados, como fotos,</p><p>folders, jornais, revistas, livros que apresentam</p><p>vasta quantidade de opções de objetos e espa-</p><p>ços de brincar. Um computador com acesso a</p><p>internet para ampliaros diálogos das crianças</p><p>quanto às proposições para o espaço. Papel</p><p>grande a ser fixado na parede ou quadro branco</p><p>e hidrocor para registro.</p><p>Espaços:</p><p>Considere um espaço que acolha as crianças</p><p>com liberdade para suas explorações e intera-</p><p>ções. Portanto, organize as mesas em diferen-</p><p>tes ilhas nas quais serão disponibilizados os</p><p>materiais coletados, os materiais de referência</p><p>e o computador. Lembre-se de deixar um local</p><p>reservado para a reunião do grande grupo con-</p><p>tendo um quadro ou papel grande fixado, para o</p><p>registro da lista de problemas/melhorias.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1hora e 30minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como foi o engajamento do grupo na propos-</p><p>ta de refletir acerca de melhorias nos lugares de</p><p>brincar?</p><p>2. As crianças refletiram sobre o brincar? Con-</p><p>seguiram perceber a inúmeras possibilidades e</p><p>experiências relativas ao brincar? Reconhece-</p><p>ram suas experiências e as experiências de sua</p><p>comunidade nos lugares de brincar e suas pos-</p><p>sibilidades?</p><p>3. Ao pensarem em melhorias, as crianças foram</p><p>capazes de ampliar as possibilidades do brin-</p><p>car? As melhorias trazidas pelo grupo refletem</p><p>a problematização de questões sociais e meio</p><p>ambiente?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais</p><p>ou relacionais que podem impedir que uma</p><p>criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e</p><p>proponha apoios para atender as necessidades</p><p>e diferenças de cada criança ou do grupo. Asse-</p><p>gure-se de que as condições para o trânsito das</p><p>crianças entre as ilhas será possível, assim como</p><p>a visualização da lista de melhorias.</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem na</p><p>roda de conversa. Conte que hoje vocês con-</p><p>tinuarão o processo de investigação sobre os</p><p>lugares de brincar na região da escola. Nesse</p><p>momento, rememore com o grupo qual é o pa-</p><p>pel do investigador, ilustrando-o com os passos</p><p>realizados pelas crianças no processo investi-</p><p>gativo. Para tal, resgate os registros, fotografias,</p><p>falas das crianças e problemáticas que levan-</p><p>taram. Diga para o grupo que o próximo passo</p><p>da investigação é analisar o material coletado e</p><p>encontrar as possíveis ações que podem ser re-</p><p>alizadas para a melhoria do local, resolvendo os</p><p>problemas que encontraram.</p><p>Possíveis falas do professor:Vocês lembram que</p><p>começamos uma investigação sobre lugares de</p><p>brincar da região da escola? Fizemos uma lista</p><p>dos que conhecemos, visitamos um dos lugares,</p><p>entrevistamos moradores antigos para saber</p><p>como eram no passado. Toda investigação é as-</p><p>sim: começa com uma pergunta, um problema</p><p>e depois o investigador pesquisa e coleta infor-</p><p>mações, como fizemos. Agora é hora de pensar:</p><p>o que podemos fazer com tudo isso? Agora que</p><p>já descobrimos tantas coisas sobre os lugares, o</p><p>que acham de pensarmos sobre como eles po-</p><p>dem ser melhorados?</p><p>2</p><p>Retome com o grupo as impressões registra-</p><p>das após a visita realizada ao local de brincar</p><p>escolhido, mostrando às crianças a tabela que</p><p>criou. Sinalize que é hora de analisar os proble-</p><p>mas que encontraram para que possam pensar</p><p>as formas de resolvê-los. Neste momento, insti-</p><p>gue o grupo a refletir acerca das problemáticas</p><p>encontradas, retomando os registros da explo-</p><p>ração. Acolha as falas das crianças e amplie as</p><p>interpretações das problemáticas, estimulando-</p><p>-as a expressarem seus sentimentos e vivências</p><p>relacionadas à questão.</p><p>Possíveis falas do professor:Pessoal, vejam, es-</p><p>crevi nesta tabela os problemas que vocês en-</p><p>contraram na visita que fizemos. Aqui nessa pri-</p><p>meira coluna, em cada linha há um problema. A</p><p>segunda coluna nós preencheremos hoje, após</p><p>pensarmos em sugestões de como resolver es-</p><p>ses problemas. Para isso, trabalharemos em pe-</p><p>quenos grupos.</p><p>3</p><p>Após a conversa das problemáticas encontra-</p><p>das, conte que as crianças trabalharão em pe-</p><p>quenos grupos. Cada grupo receberá um dos</p><p>problemas e deverá pensar nas formas de re-</p><p>solvê-lo. Auxilie-as na organização dos grupos e</p><p>distribua os problemas. Convide-os a iniciarem a</p><p>reflexão, lembrando que é hora de pensarem so-</p><p>bre como podem resolver o problema que rece-</p><p>beram. Explique que para ajudar neste processo</p><p>de criação</p><p>eles poderão contar com os materiais</p><p>que coletaram e com outros materiais de re-</p><p>ferência que você trouxe. Descreva um desses</p><p>materiais ao grupo, apontando suas caracterís-</p><p>ticas e exemplificando como ele pode servir de</p><p>inspiração para as crianças.</p><p>Possíveis falas do professor: Para nos ajudar</p><p>a pensar nas ações de melhoria, trouxe vários</p><p>exemplos de lugares de brincar. Essa foto, por</p><p>exemplo, é de um parque. O que vocês conse-</p><p>guem ver nela? Tem muitas árvores que deixam</p><p>o lugar mais fresco, com sombras. Observem</p><p>que tem bancos para as pessoas sentarem de-</p><p>baixo das árvores. Então, se temos um proble-</p><p>ma como a falta de sombra, o plantio de árvores</p><p>pode ser uma boa melhoria, não acham? Usar</p><p>outros lugares e experiências como exemplo</p><p>pode nos ajudar a pensar nas melhorias que</p><p>queremos…</p><p>4 Convoque os grupos a explorarem os mate-</p><p>riais coletados e de referência, com o objetivo</p><p>de listarem as melhorias para o problema que</p><p>receberam. Auxilie as crianças de cada grupo no</p><p>registro das ideias. Diga que, em seguida, volta-</p><p>rão para a grande roda para complementarem a</p><p>tabela incluindo as melhorias que cada peque-</p><p>no grupo imaginou para resolver seu problema.</p><p>Observe as interações das crianças, potenciali-</p><p>zando o manuseio e leitura dos materiais e au-</p><p>xiliando as que solicitarem qualquer suporte.</p><p>Realize intervenções que possam enriquecer o</p><p>processo de criação dessas melhorias.</p><p>5Reúna o grupo na grande roda para a partilha</p><p>e registro das melhorias criadas. Sinalize que</p><p>você irá escrever as melhorias pensadas na ta-</p><p>bela no espaço reservado para isso, ao lado do</p><p>problema que cada pequeno grupo buscou</p><p>resolver. Estimule as crianças a apresentarem</p><p>suas ideias e a ouvirem as sugestões das de-</p><p>mais. Acolha todas as ideias trazidas pelos gru-</p><p>pos.</p><p>Para finalizar:</p><p>Uma vez complementada a tabela com a lista</p><p>das melhorias pensadas pelas crianças, faça a</p><p>leitura das ideias trazidas e conte para o grupo</p><p>que deixará a tabela fixada na sala. Vocês conti-</p><p>nuarão a conversar sobre as ações de melhoria</p><p>para o local de brincar. Organize o grupo para a</p><p>próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>A lista de melhorias é um rico instrumento para</p><p>iniciar outras atividades com o grupo, que pode</p><p>ser a implementação de uma das soluções lis-</p><p>tadas ou a criação de um plano de ação para o</p><p>envolvimento da comunidade em sua operacio-</p><p>nalização. Pode também dar início a algum pro-</p><p>jeto de construção de um objeto para o lugar de</p><p>brincar, fazendo uma intervenção com placas</p><p>ou brinquedos.</p><p>Engajando as famílias</p><p>O engajamento das famílias pode ser feito antes</p><p>da realização dessa proposta com a coleta de</p><p>materiais referentes ao lugar de brincar visitado</p><p>e ainda na complementação da lista de melho-</p><p>rias gerada pelo grupo. Esta complementação</p><p>pode ser realizada com a partilha da lista atra-</p><p>vés da agenda ou de algum canal de contato</p><p>entre escola e familiares.</p><p>315 Plano de Aula: Matemática: ler, comparar e</p><p>ordenar números</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ler, comparar e ordenar números.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Investigação de algumas regularidades do sis-</p><p>tema de numeração</p><p>- Leitura e comparação de números</p><p>- Análise das informações nos rótulos dos ali-</p><p>mentos</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>5 a 6 aulas</p><p>Material necessário</p><p>Diferentes embalagens de alimentos.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Algumas pesquisas mostram que as crianças</p><p>relacionam os números que falam e ouvem no</p><p>cotidiano com a escrita e, assim, identificam al-</p><p>gumas regularidades que vão ajudá-las a avan-</p><p>çar no aprendizado sobre o sistema numérico.</p><p>Uma alternativa para impulsionar esse conheci-</p><p>mento pode estar em um recurso simples: uma</p><p>coleção de diferentes embalagens de bebidas e</p><p>alimentos, por exemplo.</p><p>A sugestão desta sequência didática é que, a</p><p>partir do manuseio desse material, você propo-</p><p>nha desafios aos pequenos, como procurar in-</p><p>formações numéricas ou interpretar os números</p><p>dos rótulos dos alimentos (leia reportagem do</p><p>projeto “Emagrece, Brasil!” sobre como ler os</p><p>dados das embalagens). Comece com a análise</p><p>da data de validade, do peso e das informações</p><p>nutricionais e, em seguida, proponha problemas</p><p>pontuais de interpretação, produção e compara-</p><p>ção.</p><p>Peça que as crianças tragam de casa embala-</p><p>gens de alimentos como cereal matinal, amido</p><p>de milho, café, chocolate em pó, gelatina etc.</p><p>Quando já tiver uma quantidade razoável (uma</p><p>média de 5 embalagens para cada 4 crianças),</p><p>divida a turma em grupos e convide os peque-</p><p>nos a encontrar números nos pacotes e a pensar</p><p>para que eles servem.</p><p>As crianças devem explorar as embalagens e</p><p>discutir nos grupos o que interpretaram. Orga-</p><p>nize uma socialização para que dividam suas</p><p>descobertas, ideias e opiniões. É interessante</p><p>gerar condições para que contem as hipóte-</p><p>ses que encontraram e discutam as dos cole-</p><p>gas. Neste momento, levante questões, como</p><p>o exemplo a seguir: “Este grupo acredita que o</p><p>número que aparece na frente da embalagem</p><p>indica até quando o alimento pode ser ingeri-</p><p>do. O que vocês pensam? Será que este número</p><p>pode servir para duas coisas diferentes?”</p><p>Para registrar as conclusões da turma, cole uma</p><p>embalagem desmontada em um cartaz e des-</p><p>taque os diferentes números encontrados jun-</p><p>to das hipóteses da turma para as funções de</p><p>cada um. É importante ter em mente que, nes-</p><p>ta primeira etapa, o esperado é que as crianças</p><p>descubram novas informações por meio da ex-</p><p>ploração dos materiais, por isso se preocupe em</p><p>provocar questionamentos e não em dar res-</p><p>postas.</p><p>2ª etapa</p><p>Encontrar o alimento mais pesado e o mais leve</p><p>Recupere o que foi aprendido na etapa anterior.</p><p>Para isso, você pode usar o cartaz já elabora-</p><p>do. Se considerar necessário, acrescente outras</p><p>informações ou questionamentos para que as</p><p>crianças avancem nas hipóteses.</p><p>Em seguida, entregue quatro embalagens para</p><p>cada grupo e peça que descubram os números</p><p>que indicam o peso dos produtos e mostrem</p><p>quais são os mais pesados. Uma dica para o su-</p><p>cesso da atividade é procurar embalagens que</p><p>tenham a mesma unidade de medida (como</p><p>“gramas”, por exemplo) e números de dois ou</p><p>três dígitos. Não há problema em oferecer em-</p><p>balagens de alimentos iguais para os diferentes</p><p>grupos. Exemplo: todos podem ter uma caixa de</p><p>cereais, uma de amido de milho, uma de gelati-</p><p>na e outra de chocolate em pó.</p><p>Durante aproximadamente dez minutos as</p><p>crianças devem discutir nos grupos como solu-</p><p>cionar o problema. Ao longo da atividade, faça</p><p>uma observação minuciosa do que os pequenos</p><p>estão fazendo para reconhecer quais as estraté-</p><p>gias utilizadas por eles.</p><p>Logo após, selecione dois grupos que tenham</p><p>respostas diferentes sobre o peso dos pacotes.</p><p>Essa seleção atende a, pelo menos, dois obje-</p><p>tivos: o primeiro é ver se todos consideraram</p><p>o número que representa o peso do alimento</p><p>na embalagem. O outro é evidenciar a maneira</p><p>como as crianças compararam os números e es-</p><p>colheram o mais pesado. Atenção: o fundamen-</p><p>tal não é apontar erros e acertos, mas proporcio-</p><p>nar o intercâmbio de diferentes ideias e permitir</p><p>que os pequenos contem quais os critérios que</p><p>utilizaram.</p><p>Considere que é possível que os grupos con-</p><p>siderem outros valores em vez da quantia de</p><p>gramas para definir qual é o mais pesado. Nes-</p><p>sas situações, o professor pode trazer algumas</p><p>embalagens para a roda e dizer coisas como:</p><p>“Percebi que o grupo tal olhou para o seguinte</p><p>número para saber quanto pesava esta gelati-</p><p>na (apontando para a data de validade). Vocês</p><p>acham que esse número mostra o peso deste</p><p>alimento? Para onde temos que olhar para des-</p><p>cobrir o peso? Existem outras maneiras de des-</p><p>cobrirmos qual é o mais pesado sem olharmos</p><p>para este número?”</p><p>Esse momento serve para compartilhar uma in-</p><p>formação que pode não ser evidente para todos</p><p>e que vai ajudá-los, no futuro, a resolver novos</p><p>desafios.</p><p>3ª etapa</p><p>APRESENTAR NUMEROS DE 01 A 5</p><p>Avaliação</p><p>Analise se as crianças avançaram no uso social</p><p>dos números encontrados nos rótulos, na leitu-</p><p>ra, na comparação e na utilização das informa-</p><p>ções, como tabela</p><p>nutricional e peso, como fon-</p><p>te de pesquisa. É importante também observar</p><p>os critérios utilizados para fazer as comparações.</p><p>Pensando que o aprendizado do sistema numé-</p><p>rico é sequencial, você pode analisar aspectos</p><p>como: os tópicos das discussões, os equívocos</p><p>das crianças, as questões que ainda poderiam</p><p>ser explorados e quais outras informações po-</p><p>dem ser incluídas nas próximas aulas.</p><p>316 Plano de Aula: Jogo da memória com fotos</p><p>das crianças</p><p>Objetivo(s)</p><p>Divertir-se com o jogo da memória</p><p>Compartilhar de um mesmo jogo com o grupo</p><p>de colegas</p><p>Conhecer as regras do jogo da memória</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Brincadeira</p><p>Jogo da memória</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Material necessário</p><p>Pares de cartões com fotos das crianças da tur-</p><p>ma, tamanho mínimo de 10X10</p><p>Cartolina ou papel mais resistente</p><p>Plástico adesivado para encapar</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Tirar fotos das crianças e imprimir cada uma</p><p>duas vezes para confeccionar os cartões</p><p>Informar às crianças que as fotos estão sendo</p><p>tiradas para confecção do jogo da memória. Re-</p><p>cortar as fotos e colar na cartolina mostrando</p><p>para as crianças conforme forem ficando pron-</p><p>tas.</p><p>2ª etapa</p><p>Apresentar o jogo</p><p>Em roda mostrar o jogo e organizar as peças</p><p>para que as crianças vejam como se joga. Inicial-</p><p>mente propor o jogo da memória aberto (com</p><p>as imagens voltadas para cima) e propor para</p><p>que determinadas crianças encontrem os pares.</p><p>Deixar que as crianças manuseiem os cartões,</p><p>sem pressa de que se apropriem das regras con-</p><p>vencionais.</p><p>3ª etapa</p><p>Organizar mesas com no máximo cinco crian-</p><p>ças para que possam jogar o jogo em diferentes</p><p>momentos</p><p>Levar outros jogos que as crianças já conheçam</p><p>(ex. quebra cabeça, jogos de montar, quebra-ge-</p><p>lo) e organizar grupos de crianças para jogá-los.</p><p>Caso haja mais de uma educadora na turma,</p><p>uma pode dar apoio aos grupos que estiverem</p><p>jogando os jogos já conhecidos, enquanto a ou-</p><p>tra fica na mesa do jogo da memória. Caso não</p><p>haja outra educadora, organizar primeiro os gru-</p><p>pos que jogarão os jogos já conhecidos.</p><p>Deixar que as crianças joguem sem fazer inter-</p><p>venções sistemáticas nas jogadas de cada uma.</p><p>A educadora pode ser uma das participantes do</p><p>jogo e servir como modelo para as crianças. Pro-</p><p>mover o rodízio das crianças para que a maioria</p><p>jogue todos os jogos.</p><p>4ª etapa</p><p>Garantir momentos na rotina semanal para que</p><p>as crianças joguem o jogo da memória</p><p>Durante o período de recepção das crianças, no</p><p>término do dia enquanto aguardam a chegada</p><p>dos pais são boas opções para o contato com o</p><p>jogo da memória.</p><p>5ª etapa</p><p>Criar novos jogos e variações do jogo da memó-</p><p>ria</p><p>Após o jogo tornar-se bastante conhecido, po-</p><p>de-se pesquisar variações do jogo da memória,</p><p>tais como lince (um tabuleiro grande com ima-</p><p>gens pequenas que as crianças devem procurar</p><p>a partir de cartões com imagens duplicadas).</p><p>Avaliação</p><p>Devem-se criar pautas de observação para ana-</p><p>lisar as diferentes maneiras como as crianças</p><p>jogam e o grau de envolvimento de cada uma</p><p>delas. A partir da análise das pautas o educador</p><p>pode fazer os ajustes com relação ao grau de</p><p>dificuldade do jogo, com isso propor novos de-</p><p>safios e variações. Quer saber mais? Bibliografia:</p><p>Crianças Pequenas Reinventam a Aritmética,</p><p>Constance Kamii; Leslie Baker Housman - 2.ed.</p><p>Implicações da teoria de Piaget, Artmed, 2002</p><p>Créditos: Ana Paula Yazbek Formação: Pedago-</p><p>ga formada pela USP, é sócia-diretora do Berçá-</p><p>rio Espaço da Vila, que atende crianças entre 0 e</p><p>3 anos. Atua em projetos de formação de educa-</p><p>dores</p><p>317 Plano de Aula: Jogo de cartas do tipo Super-</p><p>trunfo</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ler, comparar e ordenar números de até três</p><p>algarismos.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Dez aulas.</p><p>Material necessário</p><p>Jogo Supertrunfo de vários temas, diferentes</p><p>portadores numéricos, como fita métrica. Cane-</p><p>tas coloridas, cartolinas e folhas de sulfite.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Pergunte às crianças se conhecem o jogo Su-</p><p>pertrunfo. Em caso afirmativo, sistematize o</p><p>que foi falado e socialize as informações. Se não,</p><p>apresente-o e organize alguns dias de jogo.</p><p>2ª etapa</p><p>Proponha situações-problema para que as</p><p>crianças reflitam e elaborem critérios de compa-</p><p>ração entre dois números apresentados nas car-</p><p>tas do jogo (como força 314 e força 324. Quem</p><p>ganhou?). Dessa forma, todas terão repertório</p><p>para construir critérios comuns a fim de com-</p><p>prar números altos.</p><p>3ª etapa</p><p>Proponha ao grupo criar um jogo do tipo Super-</p><p>trunfo. Primeiramente, decidam o tema (como</p><p>animais) e as grandezas (altura e número de fi-</p><p>lhotes). Questione os pequenos a respeito do</p><p>intervalo numérico em que se encontram as in-</p><p>formações - é interessante para o jogo? Depois,</p><p>organize a pesquisa das informações.</p><p>4ª etapa</p><p>Distribua papel e caneta para elaborar a primei-</p><p>ra versão das cartas. Lembre à criançada que</p><p>recorra aos portadores numéricos em caso de</p><p>dúvida. Durante o preparo, não interfira. Os con-</p><p>flitos e os problemas que surgirem devem ser</p><p>analisados coletivamente depois.</p><p>5ª etapa</p><p>Com o jogo pronto, é hora de problematizar a</p><p>produção. Convide os alunos a jogar. Peça que a</p><p>turma averigue se o jogo apresenta problemas</p><p>e quais soluções possíveis. Sistematize as falas</p><p>e proponha a construção de um novo jogo ou a</p><p>reformulação do que foi feito.</p><p>6ª etapa</p><p>Peça que a turma confeccione a versão final das</p><p>cartas, criando ilustrações para cada uma delas.</p><p>Produto final</p><p>Jogo tipo Supertrunfo.</p><p>Avaliação</p><p>Observe se, ao longo da proposta, as crianças</p><p>avançam nas questões relacionadas à leitura e</p><p>à comparação numérica, utilizam a tabela nu-</p><p>mérica e portadores numéricos como fonte de</p><p>pesquisa. É importante que empreguem alguns</p><p>critérios para determinar qual número é maior</p><p>quando fazem a comparação das cartas.</p><p>Flexibilização</p><p>Desde que bem estimuladas, as crianças com</p><p>deficiência intelectual são plenamente capazes</p><p>de compreender as regras básicas do sistema</p><p>de numeração. Antecipe a apresentação do jogo</p><p>Supertrunfo para esta criança. Com o apoio do</p><p>responsável pela sala de recursos revise com a</p><p>criança a sequência numérica e ofereça a ela</p><p>portadores numéricos de fácil consulta, como</p><p>a fita métrica, por exemplo. Isso vai ajudá-la a</p><p>jogar com a turma. Você ou os colegas podem</p><p>ajudar a criança a escrever os números nas car-</p><p>tas, caso ela ainda não seja capaz de fazer isso</p><p>sozinha. Quanto mais próximo do cotidiano da</p><p>criança for o tema do jogo, mais fácil será para</p><p>ela compreender a lógica. Se animais soar com-</p><p>plicado ou distante do dia-a-dia da criança, é</p><p>possível elaborar o jogo com base nas alturas</p><p>da turma (excluindo as casas decimais) ou no</p><p>número dos sapatos de cada um. Amplie o tem-</p><p>po de realização das etapas e repita a atividade</p><p>para facilitar a aprendizagem.</p><p>Deficiências</p><p>Intelectual</p><p>318 Plano de Aula: Caracol</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Promover momentos de vivência lúdica e so-</p><p>cialização.</p><p>- Favorecer o aprendizado de regras.</p><p>- Trabalhar o movimento e a expressão corporal.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Movimento.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>O ano todo, uma vez por semana.</p><p>Material necessário</p><p>Giz (ou carvão) e pedrinhas.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Regras do caracol</p><p>Para a creche Uma por vez, as crianças saltam,</p><p>de casa em casa, em direção ao centro do ca-</p><p>racol, que é o céu. Chegando lá, descansam e</p><p>voltam à primeira casa. Elas podem pular com</p><p>os dois pés e, para isso, as casas são um pouco</p><p>maiores do que as usadas com as turmas do</p><p>pré. Não vale pisar nas linhas ou fora.</p><p>Para a pré-escola As casas podem ser um pou-</p><p>co menores e numeradas e só vale pular num</p><p>pé só. Cada criança lança uma pedrinha no 1 e</p><p>começa a pular de casa em casa a partir do nú-</p><p>mero 2. No céu, ela descansa e faz o percurso</p><p>de volta, recolhendo a pedra e continuando os</p><p>pulos até terminar. Já fora do caracol, ela lança</p><p>a pedrinha no 2, no 3 e assim por diante. Quem</p><p>pisar nas linhas, saltar fora, jogar a pedra na</p><p>casa errada ou se esquecer de pegá-la perderá a</p><p>vez.</p><p>Regras da toca do coelho</p><p>Para a creche O número de círculos é igual ao</p><p>de</p><p>crianças. Cada uma se posiciona dentro de</p><p>uma toca. Juntas, todas cantam o versinho “co-</p><p>elho sai da toca, um, dois, três!”. No fim da frase,</p><p>todos saem de seu círculo e procuram um novo</p><p>o mais rápido que conseguirem. Nessa faixa etá-</p><p>ria, a simples troca de toca já é um desafio.</p><p>Para a pré-escola Há um círculo a menos do que</p><p>o número de crianças. Elas tiram na sorte quem</p><p>será a raposa, ou seja, o pegador. O restante da</p><p>turma, depois de cantar “coelho sai da toca, um,</p><p>dois, três!”, trocam de casa enquanto a raposa</p><p>tenta capturar um coelho. Quem for pego se</p><p>torna o novo pegador.</p><p>Regras do labirinto</p><p>Para a creche Uma possibilidade é estabelecer</p><p>um ponto no desenho, bem distante da criança,</p><p>e pedir para que ela chegue até lá. O desafio é</p><p>seguir apenas pelas linhas riscadas no chão.</p><p>Para a pré-escola As crianças tiram na sorte</p><p>quem será o pegador, que começa o jogo no</p><p>centro do círculo. Os demais participantes es-</p><p>colhem posições em outros lugares do circuito.</p><p>Só é permitido andar e correr sobre as linhas. Ao</p><p>encontrar um amigo, é preciso dar a volta e es-</p><p>colher outro caminho. Quem for capturado tam-</p><p>bém passa a seguir os amigos. Vence o último a</p><p>ser pego. Se a classe for grande, divida a turma</p><p>em blocos para evitar congestionamentos.</p><p>Regras do circuito</p><p>Para a creche As crianças percorrem trilhas ris-</p><p>cadas no chão pisando em linhas retas e curvas.</p><p>A graça é variar os modos de completar os cir-</p><p>cuitos: caminhando depressa, pulando com os</p><p>dois pés, andando de lado ou com as mãos da-</p><p>das com um amigo.</p><p>Para a pré-escola Além de ganhar círculos e</p><p>elipses de diferentes tamanhos, o circuito pode</p><p>conter elementos variados, incluídos pelo pro-</p><p>fessor e também pelos pequenos. Alguns exem-</p><p>plos: colchonetes para cambalhotas, cordas que</p><p>vão de um apoio a outro para que elas passem</p><p>por baixo, túneis e rolos como obstáculos para</p><p>saltos. No início da brincadeira, mostre como</p><p>atravessar os obstáculos. Em um segundo mo-</p><p>mento, deixe trechos em branco para que as</p><p>crianças inventem movimentos ou bifurque o</p><p>caminho para que elas escolham entre um e</p><p>outro desafio. Mais tarde, também é possível</p><p>dividir a turma em grupos para que construam</p><p>percursos sozinhos.</p><p>Avaliação</p><p>De acordo com a faixa etária das crianças, ob-</p><p>serve se elas praticam os movimentos exigidos</p><p>com mais qualidade, incluem novas expres-</p><p>sões corporais em seu repertório, aproveitam as</p><p>oportunidades de socialização para avançar em</p><p>questões como colaboração e competição, con-</p><p>seguem seguir regras cada vez mais elaboradas</p><p>e constroem jogos.</p><p>Flexibilização</p><p>319 Plano de Aula: Descobrindo a musica na cre-</p><p>che</p><p>Objetivo(s)</p><p>Estimular a percepção dos sons e as habilidades</p><p>musicais de cada criança.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Organização da sala</p><p>Em roda.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>15 minutos, duas vezes por semana.</p><p>Material necessário</p><p>Instrumentos de percussão, sucatas que produ-</p><p>zam som, guizos e CDs.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Observar marcação do pulso básico ou do tem-</p><p>po forte da música, estimulando as crianças se</p><p>movimentarem conforme a música.</p><p>Palma, palma, palma (bater palmas no tempo</p><p>forte)</p><p>Pé, pé, pé (bater o pé no chão)</p><p>Roda, roda, roda (rodar no lugar)</p><p>Caranguejo peixe é! (no é, agachar no chão)</p><p>Outras propõem uma experiência rítmica.Incluir</p><p>musicas com ritimos marcantes para exploração</p><p>das crianças.</p><p>Rá, rá, rá, a minha machadinha,</p><p>Rá, rá, a minha machadinha,</p><p>Quem te pôs a mão sabendo que és minha?</p><p>Quem te pôs a mão sabendo que és minha? (ro-</p><p>dar de mãos dadas)</p><p>Se tu és minha eu também sou tua,</p><p>Se tu és minha eu também sou tua,</p><p>Pula machadinha para o meio da rua</p><p>Pula machadinha para o meio da rua</p><p>(pular para o meio da roda)</p><p>No meio da rua não hei de ficar</p><p>No meio da rua não hei de ficar</p><p>Pula machadinha para o teu lugar</p><p>Pula machadinha para o teu lugar</p><p>(pular de costas para seu lugar original na roda)</p><p>2ª etapa</p><p>O ritmo está presente também no falar, nos po-</p><p>emas e nas parlendas.Recitar parlendas e poe-</p><p>mas.</p><p>Chuva, chuva, chuvisquinho</p><p>Sua calça tem furinho</p><p>Chuva, chuva, chuvarada</p><p>Sua calça está furada</p><p>3ª etapa</p><p>A roda começa girando devagar e acelera até</p><p>chegar ao dez</p><p>A galinha do vizinho</p><p>Bota ovo amarelinho</p><p>Bota um, bota dois, bota três, bota</p><p>quatro ... bota nove, bota dez! (todos se aga-</p><p>cham)</p><p>4ª etapa</p><p>Estimule o acompanhamento de canções com</p><p>palmas, brinquedos ou instrumentos musicais</p><p>feitos com sucata ou objetos do cotidiano. Reali-</p><p>zar a confecção dos instrumentos musicais pre-</p><p>ferencialmete com as crianças.</p><p>Avaliação</p><p>Não espere uma coordenação rítmica exata nas</p><p>atividades. Esse ainda não é o objetivo nessa</p><p>faixa etária. O mais importante é proporcionar</p><p>a experiência de fazer música e compartilhá-la</p><p>com os amigos em momentos de alegria e sen-</p><p>sibilidade.</p><p>320 Plano de Aula:: Livro de canções de Adoni-</p><p>ran Barbosa</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Pesquisar e conhecer a vida e obra de um im-</p><p>portante artista da cultura brasileira e paulista -</p><p>Adoniran Barbosa.</p><p>- Conhecer características, situações, fatos que</p><p>inspiraram a obra do artista.</p><p>- Conhecer elementos da linguagem musical:</p><p>aproximação à escrita musical (notas, partituras,</p><p>símbolos).</p><p>- Desenvolver a escuta musical.</p><p>- Perceber elementos sonoros e musicais: tim-</p><p>bres de instrumentos, ritmos, formas musicais.</p><p>- Elaborar um material de referência com regis-</p><p>tros do percurso de aprendizagem dos alunos.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Musicalização.</p><p>- História e Cultura.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>2 meses.</p><p>Material necessário</p><p>Lápis, canetinha, tinta, papel e cartolina. Grava-</p><p>dor de som - computador com microfone, sof-</p><p>twarede gravação ou equipamento de som que</p><p>seja possível gravar voz e sons do ambiente. Cds</p><p>ou mídia com músicas de Adoniran Barbosa in-</p><p>terpretadas por ele. Fotos, livros de história, ví-</p><p>deos: materiais de referência para pesquisa.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Conte sobre o tema do projeto: o compositor</p><p>Adoniran Barbosa. Apresente o artista e conver-</p><p>se sobre alguns aspectos significativos da sua</p><p>vida e obra para nossa cultura. Pergunte quais</p><p>as músicas que eles conhecem e coloque al-</p><p>gumas canções para que escutem. “Trem das</p><p>Onze” e “Samba do Arnesto” são duas compo-</p><p>sições muito conhecidas que trazem marcas</p><p>muito características da sua produção musical.</p><p>Nelas é possível reconhecer o enredo sobre os</p><p>bairros de São Paulo e a forma caricata da pro-</p><p>núncia dos imigrantes italianos da década de</p><p>30.</p><p>2ª etapa</p><p>Analise com o grupo algumas características</p><p>que chamam a atenção nas canções de Ado-</p><p>niran: pronúncias, enredo, ritmos, timbres dos</p><p>instrumentos, da voz, etc. É possível utilizar gra-</p><p>vações de músicas que o compositor interpreta</p><p>em parceria com outros artistas para compa-</p><p>rar e conhecer timbres de vozes diferentes. Por</p><p>exemplo: a gravação de “Torresmo à milanesa”</p><p>cantada junto com Clementina de Jesus. O tim-</p><p>bre vocal é bastante grave e/ou a delicadeza</p><p>contrastante da voz de Elis Regina em “Tiro ao</p><p>alvo”.</p><p>3ª etapa</p><p>Nesse momento é importante contextualizar a</p><p>época em que o artista viveu e concebeu sua</p><p>obra, trazendo elementos que facilitem a com-</p><p>preensão dos alunos de como eram as coisas no</p><p>passado. Você pode apresentar discos de vinil</p><p>e uma vitrola, fotos de lugares da cidade no sé-</p><p>culo passado comparando com imagens atu-</p><p>ais, pesquisar como as pessoas se vestiam etc.</p><p>Estabeleça relações dos fatos históricos com o</p><p>desenvolvimento da carreira do artista. Adoni-</p><p>ran Barbosa encontrou no rádio a maneira de</p><p>expressar sua obra, pois esse era o principal ve-</p><p>ículo de comunicação da época. No enredo de</p><p>suas canções são retratadas também situações</p><p>do dia a dia do imigrante e do trabalhador.</p><p>4ª etapa</p><p>Esse é um momento muito rico do trabalho,</p><p>pois é possível contar com a preciosa participa-</p><p>ção dos familiares no projeto. Pais e avós geral-</p><p>mente conhecem músicas de Adoniran Barbosa</p><p>e muitos se identificam com algumas situações</p><p>relatadas em suas composições. Sugira que en-</p><p>viem materiais sobre sua vida e as músicas que</p><p>conhecem. Caso seja possível, receba a visita de</p><p>um familiar na sala de aula.</p>