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 Exercício I 
QUESTÃO 01 
A VIDA DA PALAVRA 
O ser humano, desde o seu nascimento, precisa se expressar através de 
gestos, símbolos e palavras. Essa maneira de comunicação desenvolve a 
linguagem oral e escrita. O homem tem condições de elaborar idéias, 
imaginar cenas, fantasiar fatos e refletir sobre sua existência e 
acontecimentos da vida. 
 
A voz é a expressão da alma. Através dela, demonstramos a nossa 
personalidade, o equilíbrio interno, as nossas emoções e sentimentos. 
Uma palavra pronunciada sem vida é difícil de ser escutada e 
compreendida. As palavras juntas formam frases, orações e períodos. Elas 
servem para elevar a auto-estima, orientar, sublimar, elogiar e incentivar, 
mas servem, também, para trapacear, humilhar, ofender e condenar, 
fazendo as pessoas felizes ou não, a depender da forma como se fala. 
 
No cotidiano, as pessoas não têm mais tempo para dialogar. O diálogo sai 
das entranhas, rompe o medo, desata os nós, rasga, engasga e quando 
os sons pulam através das letras, formando palavras, elas se tornam vivas, 
dando uma sensação de bem-estar, parto, poder que eleva o espírito, 
deixando-nos felizes por conseguirmos a estreita interligação entre o 
pensamento e a linguagem. Pelo diálogo, nos descobrimos e descobrimos 
o outro. 
 
A comunicação virtual está substituindo, cada dia que passa, outras 
maneiras de se comunicar. Deve-se ter cuidado para não se desenvolver 
um vício, trocando o contato, o tato, o olhar, a palavra, ou seja, a relação 
PELE A PELE pela frieza da máquina. 
 
A palavra toma vida quando reivindicamos os nossos direitos e os da 
coletividade. A mobilização social é um ato de comunicação. Quando as 
pessoas exercem a cidadania, se mobilizam e compartilham ações 
populares; poderão contribuir com a prática democrática, participativa, 
envolvendo comunidades, órgãos públicos e privados, fazendo, assim, 
gerar a VIDA DA PALAVRA. ALMEIDA, Dorilda Sousa de. A vida da 
palavra. In: Talentos Brasileiros. 2004. .p. 47-48. Adaptado. 
 
Com o período “Pelo diálogo, nos descobrimos e descobrimos o outro.” 
(3º parágrafo), entende-se que a autora 
A) é favorável ao diálogo, considerando-o instrumento que promove a 
conciliação entre todos. 
B) intenciona expressar ao leitor a importância de todas as descobertas na 
vida do homem. 
C) evidencia o diálogo, declarando ser ele um instrumento promotor de 
descobertas humanas. 
D) reconhece o diálogo como instrumento capaz de produzir 
exclusivamente autodescobertas. 
E) deprecia o diálogo, considerando-o de pouca importância na vida 
humana. 
 
QUESTÃO 02 
 
Observando os três primeiros quadrinhos, pode-se perceber que, no 
diálogo entre Calvin e sua mãe, uma das formas verbais não condiz com 
as demais. Trata-se de: 
a) ides. d) pretendes. 
b) tenhais. e) segui. 
c) julgais. 
 
QUESTÃO 03 
“Apesar de morar nos Estados Unidos há dezessete anos, ser casado com 
uma americana e ter dois filhos nascidos em San Diego, Califórnia, 
Joaquim Cruz preserva o cordão umbilical com o seu Brasil. Não com o 
andar de cima de Brasília, às voltas com grampos e contas misteriosas no 
exterior, mas com o andar de baixo da cidade-satélite de Taguatinga, onde 
seu pai, carpinteiro, foi tentar a vida nos anos 60, vindo do Piauí. Ali, a 
garotada cresce descalça ainda hoje. Joaquim está com 35 anos de idade, 
tem lugar cativo na história do esporte mundial, além de uma medalha de 
ouro olímpico (com quebra de recorde) e outra de prata na gaveta. Mas 
não esquece o quanto um par de tênis na hora certa, com o incentivo 
correto, pode tirar da rua um menino como o que ele foi. Ele se lembra do 
primeiro tênis Conga, que ganhou do técnico Luís Alberto de Oliveira, como 
muitos se lembram da primeira namorada.” HARAZIM, Dorrit. O tênis do 
Joaquim. Veja, 2 dez. 1998. 
 
Tomando como base o mesmo texto, assinale a alternativa que identifica 
a característica que aproxima essa reportagem do discurso literário: 
a) a transformação do atleta real, Joaquim Cruz, em herói, uma espécie de 
protetor dos desvalidos. 
b) o uso freqüente de metáforas e imagens como, por exemplo, “andar de 
cima/andar de baixo”, “primeira namorada”. 
c) o conflito existente entre o passado de miséria e o presente de riqueza 
e fama. 
d) o jogo temporal entre presente e passado, visando a mostrar a vida 
como surpreendente. 
e) a atitude do narrador que toma o partido do protagonista e mostra nos 
adjetivos e nas comparações o quanto Joaquim Cruz é diferente dos 
atletas em geral. 
 
QUESTÃO 04 
Todo texto é construído com uma finalidade discursiva em um 
determinado gênero e uma tipologia mais ou menos definida. Quanto à 
tipologia e o gênero do texto 01, pode-se afirmar, respectivamente, que 
(A) se trata de uma notícia. 
(B) se trata de um texto expositivo e é uma notícia. 
(C) se trata de um texto expositivo e é um trecho de um artigo de opinião. 
(D) se trata de um texto científico – narrativo. 
(E) se trata de um texto injuntivo – propaganda. 
 
 
 
3 
QUESTÃO 05 
Na construção de um texto sincrético, deve-se considerar : 
 
(A) apenas os aspectos da construção formal. 
(B) tanto os aspectos verbais e não verbais. 
(C)apenas os aspectos morfossemânticos. 
(D) apenas os aspectos morfossintáticos. 
(E) apenas os aspectos visuais. 
 
QUESTÃO 06 
Texto 1 
“Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder, não 
deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela 
que se perdeu? E, se por acaso a encontrar, certamente vos digo que se 
alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se 
perderam. Do mesmo modo, não é algo desejável para meu Pai, que está 
no céu, que pereça um destes pequenos.” 
Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Mateus 18:12. 
 
Texto 2 
 
“Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, 
Da vossa piedade me despido, 
Porque, quanto mais tenho delinqüido, 
Vos tenho a perdoar mais empenhado. 
Se basta a vos irar tanto um pecado, 
A abrandar-vos sobeja um só gemido, 
Que a mesma culpa, que vos ha ofendido, 
Vos tem para o perdão lisonjeado. 
Se uma ovelha perdida, e já cobrada 
Glória tal, e prazer tão repentino 
Vos deu, como afirmais na Sacra História: 
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada 
Cobrai-a, e não queirais, Pastor Divino, 
Perder na vossa ovelha a vossa glória.” 
MATOS, Gregório de. Poesia Barroca. São Paulo: Melhoramentos. 
 
A ideia do Texto 1, à qual Gregório de Matos recorre, corresponde à: 
 
a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos; 
b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o 
caminho divino; 
c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do 
Criador; 
d) exaltação da sabedoria de Deus, que exclui da salvação os que se 
desviam do santo caminho; 
e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do 
caminho divino. 
 
QUESTÃO 07 
 
Considerando-se os motivos para a escritura da carta, a afirmativa Assim 
será melhor, meu bem! sugere que 
 
(A) o emissor tenta se convencer de que sua decisão é acertada. 
(B) a destinatária da carta concorda com o desfecho dado ao romance. 
(C) o romance se transformou em uma amizade imprevista. 
(D) a carta é um meio eficiente para encerrar um relacionamento 
complicado. 
(E) a mensagem introduz um final premeditado pelos correspondentes. 
 
QUESTÃO 08 
Na época em que foi técnico da seleção portuguesa de futebol, Luiz Felipe 
Scolari participou da propaganda de um banco lusitano. Sua fala era a 
seguinte: Quem sai do seu país, como eu e você, tem de adaptar-se a 
muitas coisas novas. Incluindo a língua. Eu tive de aprender que aeromoça 
é hospedeira, que cadarço é atacador. Aprendi que açougue é talho. Trem 
é comboio. E torcida é claque. Que pimbolim é matraquilhos. 
(Revista Língua, fevereiro de 2009, p. 38.) 
 
Scolari menciona diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal no 
que se refere a 
 
a) ortografia. b) pronúncia. 
c) vocabulário.d) acentuação. 
e) gramática. 
 
 
 
 
 
 
4 
QUESTÃO 09 
 
 
O humor presente na tirinha decorre principalmente 
 
 a) da pergunta feita no primeiro quadrinho, por tentar provocar uma 
resposta excludente. 
b) da dúvida que a pergunta causou à amiga de Mafalda no segundo e no 
terceiro quadrinhos. 
c) da ideia de que os pais contribuíram igualmente para a grandiosa 
existência da amiga de Mafalda. 
d) do comentário irônico “Que amor!”, porque a resposta dada pela amiga 
de Mafalda não era esperada. 
e) da decepção de Mafalda com a resposta da amiga, evidenciada no 
último quadrinho. 
 
QUESTÃO 10 
Minha terra tem palmeiras 
Onde sopra o vento forte 
Da fome, do medo e muito 
Principalmente da morte. 
 
O texto acima, extraído de “Tropicália 2” (1993), com posição musical de 
Gilberto Gil e Torquato Neto, é paródia do “Canção do Exílio” (1843), de 
Gonçalves Dias, porque 
a) imita o poema romântico, alterando seu tom e seu teor. 
b) utiliza o mesmo esquema de rimas do referido poema do século XIX. 
c) apresenta a mesma temática idealizadora comum entre os românticos. 
d) imita a métrica do consagrado poema romântico. 
e) com sua linguagem popular ridiculariza a linguagem culta de Gonçalves 
Dias. 
 
QUESTÃO 11 
 
A cerca do quadrinho é possível afirmar que as falas de Jon e Garfield 
correspondem 
 
a) à linguagem coloquial informal e à linguagem de padrão culto, 
respectivamente. 
b) à giria e à língua literária, respectivamente. 
c) a duas formas da linguagem de padrão culto. 
d) a duas formas da gíria brasileira. 
e) à língua portuguesa do Brasil e à de Portugal, respectivamente. 
 
QUESTÃO 12 
Se pudéssemos transportar pessoas que viveram em outras épocas e 
civilizações para uma viagem no tempo, perceberíamos toda uma gama 
de sentimentos muito diferentes, mas intensos. Tomemos, por exemplo, o 
hábito, no Brasil Império, de colocar escarradeiras na sala para recolher o 
pigarro dos moradores e visitantes. Isso causaria nojo aos homens e 
mulheres contemporâneos, da mesma forma que certos hábitos atuais 
suscitariam horror, vergonha e ódio nos homens e mulheres do Brasil 
naquela época. (Emerson Sena da Silveira, “Sociologia das emoções”, 
Revista Sociologia, número 23, p. 19 – Adaptado.) 
 
Pode-se inferir, da leitura do texto acima, que 
a) as emoções eram mais intensas nas sociedades antigas. 
b) as pessoas da atualidade são mais educadas e evoluídas. 
c) o preconceito está mais presente no momento atual. 
d) algumas emoções são determinadas histórica e socialmente. 
e) é impossível conhecer totalmente o passado de uma sociedade. 
. 
QUESTÃO 13 
“De ordem do Sr. Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, faço 
público que, até 1 hora da tarde de 22 de maio próximo, se receberão 
propostas, nesta Diretoria Geral de Viação e nas Secretarias dos Governos 
do Pará e do Amazonas, para o contrato de navegação nos rios 
Amazonas, Negro e Purus. Diretoria Geral de Viação, 21 de março de 
1893. (a) Joaquim Maria Machado de Assis.” 
[...] 
Trago um exemplo prosaico do nosso maior prosador. O expediente 
burocrático a que se submeteu por anos não impediu que escrevesse Dom 
Casmurro, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas. 
 
 
 
5 
Poderia lembrar relatórios de outra vestal de nossas letras, Guimarães 
Rosa, que inventou uma linguagem e uma técnica narrativa, mas, como 
diretor da Divisão de Fronteiras do Itamaraty, usava a linguagem pedestre 
de qualquer burocrata. 
Os xiitas da literatura acreditam que o escritor deva habitar a torre de 
marfim e dela nunca descer sob pena de ser mercenário. Consideram 
venalidade qualquer expressão corriqueira da vida pessoal ou profissional 
do poeta, do contista, do romancista. 
 Na cabeça deles, o escritor só deve abrir a boca ou pegar o editor de 
textos para proclamar coisas belas e definitivas. Outro dia, um crítico 
esculhambou Drummond de Andrade porque descobriu uma carta em que 
ele reclamava da falta dʼágua no Posto 6, onde morava. O poeta escreveu 
esta pérola: “Sem água, nem posso tomar banho”. (Carlos Heitor Cony, 
Folha de S.Paulo) 
 
Nesse texto, por meio de um conjunto de metáforas, Carlos Heitor Cony 
defende a ideia de que 
a) o serviço burocrático é inapropriado para os literatos. 
b) a pureza literária tem de ser almejada por todo escritor. 
c) o padrão cultural do escritor se reflete no texto produzido. 
d) a linguagem deve ser avaliada no contexto em que se insere. 
e) a língua só é bem aproveitada nos textos literários. 
 
QUESTÃO 14 
Ainda sobre o texto da questão anterior, por linguagem pedestre, no 3.º 
parágrafo do texto, entende-se 
a) uma linguagem burocrática, conotativa, que propositalmente confunde 
o leitor e que não o conduz a certezas sobre o que está sendo dito. 
b) uma linguagem comum, simples e direta, que procura não dar margem 
a equívocos de interpretação. 
c) uma linguagem repleta de expressões e modos de dizer próprios das 
cartas formais. 
d) uma linguagem ornamentada e de difícil compreensão para aqueles que 
desconhecem o ofício dos diplomatas. 
e) uma linguagem de relatório, na qual as abreviaturas visam a permitir 
comunicação rápida e fácil. 
. 
QUESTÃO 15 
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um 
consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e 
ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para 
se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino 
revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia 
que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de 
mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos 
programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos 
eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças 
assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um 
futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e 
espiritual.” Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A 
Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05. 
 
Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos 
usados no texto; isso ocorre em: 
 
a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou 
julgar com bom senso; 
b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; 
c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; 
d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios 
mentais; 
e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 
 
QUESTÃO 16 
 
(Folha de S. Paulo, 8/4/2009, p. A2) 
Por meio da charge de Angeli, pode-se inferir uma crítica 
a) à crise no funcionalismo provocada pela falta de mãodeobra 
especializada. 
b) ao excesso de especialização profissional como causa do desemprego. 
c) à prática de contratação de parentes (nepotismo) e funcionários-
fantasma. 
d) ao enxugamento da máquina estatal, concentrador de recursos 
humanos. 
e) à falta de formalidade que permeia as relações profissionais brasileiras. 
 
QUESTÃO 17 
VÍCIO NA FALA 
Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados 
(Oswald de Andrade) 
 
Sobre o texto, é impróprio dizer que 
a) demonstra, através dos exemplos milho – mio, melhor – mió, pior – pió, 
que a língua popular, aparentemente caótica, obedece a um sistema. 
b) registra um tipo de fala “caipira”, de acordo com uma das propostas da 
primeira fase do Modernismo – a busca do que seria uma “língua 
brasileira”. 
c) o título “Vício na fala” é irônico, pois pode ser entendido como uma 
alusão ao purismo linguístico defendido pelos conservadores e “puristas”, 
preocupados com a “correção” gramatical. 
d) a suposta inadequação da fala, considerada gramaticalmente errada, 
não impede a eficácia da ação, já que as pessoas continuam “fazendo 
telhados”. 
e) versa sobre a ineficiência dos primeiros colonos chegados ao Brasil, que 
eram despreparados, rudes e ignorantes a ponto de serem incapazes atéde comunicação. 
 
 
 
 
 
6 
QUESTÃO 18 
Leia o texto abaixo: 
 
Texto 2 
Sonho Impossível 
Sonhar 
Mais um sonho impossível 
Lutar 
Quando é fácil ceder 
Vencer o inimigo invencível 
Negar quando a regra é vender 
Sofrer a tortura implacável 
Romper a incabível prisão 
Voar num limite improvável 
Tocar o inacessível chão 
É minha lei, é minha questão 
Virar esse mundo 
Cravar esse chão 
 
Não me importa saber 
Se é terrível demais 
Quantas guerras terei que vencer 
Por um pouco de paz 
E amanhã se esse chão que eu beijei 
For meu leito e perdão 
Vou saber que valeu delirar 
E morrer de paixão 
E assim, seja lá como for 
Vai ter fim a infinita aflição 
E o mundo vai ver uma flor 
Brotar do impossível chão. 
(J. Darione – M. Leigh – Versão de Chico Buarque de Hollanda e Ruy 
Guerra, 1972.) 
 
A tirinha e a canção apresentam uma reflexão sobre o futuro da 
humanidade. É válido concluir que os dois textos 
(A) afirmam que o homem é capaz de alcançar a paz. 
(B) concordam que o desarmamento é inatingível. 
(C) julgam que o sonho é um desafio invencível. 
(D) têm visões diferentes sobre um possível mundo melhor. 
(E) transmitem uma mensagem de otimismo sobre a paz. 
 
QUESTÃO 19 
.Diferentemente do texto escrito, que em geral compele os leitores a lerem 
numa onda linear – da esquerda para a direita e de cima para baixo, na 
página impressa – hipertextos encorajam os leitores a moverem se de um 
bloco de texto a outro, rapidamente e não sequencialmente. Considerando 
que o hipertexto oferece uma multiplicidade de caminhos a seguir, 
podendo ainda o leitor incorporar seus caminhos e suas decisões como 
novos caminhos, inserindo informações novas, o leitor-navegador passa a 
ter um papel mais ativo e uma oportunidade diferente da de um leitor de 
texto impresso. Dificilmente dois leitores de hipertextos farão os mesmos 
caminhos e tomarão as mesmas decisões. 
 
MARCUSCHI, L. A. Cognição, linguagem e práticas interacionais. 
Rio: Lucerna, 2007. 
 
No que diz respeito à relação entre o hipertexto e o conhecimento por ele 
produzido, o texto apresentado deixa claro que o hipertexto muda a noção 
tradicional de autoria, porque 
 
A) é o leitor que constrói a versão final do texto. 
B) o autor detém o controle absoluto do que escreve. 
C) aclara os limites entre o leitor e o autor. 
D) propicia um evento textual-interativo em que apenas o autor é ativo. 
E) só o autor conhece o que eletronicamente se dispõe para o leitor. 
QUESTÃO 20 
.A partir da metade do século XX, ocorreu um conjunto de transformações 
econômicas e sociais cuja dimensão é difícil de ser mensurada: a 
chamada explosão da informação. Embora essa expressão tenha surgido 
no contexto da informação científica e tecnológica, seu significado, hoje, 
em um contexto mais geral, atinge proporções gigantescas. Por 
estabelecerem novas formas de pensamento e mesmo de lógica, a 
informática e a Internet vêm gerando impactos sociais e culturais 
importantes. A disseminação do microcomputador e a expansão da 
Internet vêm acelerando o processo de globalização tanto no sentido do 
mercado quanto no sentido das trocas simbólicas possíveis entre 
sociedades e culturas diferentes, o que tem provocado e acelerado o 
fenômeno de hibridização amplamente caracterizado como próprio da 
pósmodernidade.FERNANDES, M. F.; PARÁ, T. A contribuição das 
novas tecnologias da informação na geração de conhecimento. 
Disponível em: http://www.coep.ufrj.br.Acesso em: 11 ago. 2009 
(adaptado). 
 
Considerando-se o novo contexto social e econômico aludido no texto 
apresentado, as novas tecnologias de informação e comunicação 
 
A) desempenham importante papel, porque sem elas não seria possível 
registrar os acontecimentos históricos. 
B) facilitam os processos educacionais para ensino de tecnologia, mas não 
exercem influência nas ciências humanas. 
C) limitam-se a dar suporte aos meios de comunicação, facilitando 
sobretudo os trabalhos jornalísticos. 
D) contribuem para o desenvolvimento social, pois permitem o registro e a 
disseminação do conhecimento de forma mais democrática e interativa. 
E) estão em estágio experimental, particularmente na educação, área em 
que ainda não demonstraram potencial produtivo. 
 
QUESTÃO 21 
 
Entre os seguintes ditos populares, qual deles melhor corresponde à figura 
acima? 
 
 
 
7 
A) Com perseverança, tudo se alcança. 
B) Cada macaco no seu galho. 
C) Nem tudo que balança cai. 
D) Quem tudo quer, tudo perde. 
E) Deus ajuda quem cedo madruga. 
 
QUESTÃO 22 
Ferreira Gullar, um dos grandes poetas brasileiros da atualidade, é autor 
de "Bicho urbano", poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes 
cidades. 
 
Bicho urbano 
 
Se disser que prefiro morar em Pirapemas 
ou em outra qualquer pequena cidade do país 
estou mentindo 
ainda que lá se possa de manhã 
lavar o rosto no orvalho 
e o pão preserve aquele branco 
sabor de alvorada. 
 
A natureza me assusta. 
Com seus matos sombrios suas águas 
suas aves que são como aparições 
me assusta quase tanto quanto 
esse abismo 
de gases e de estrelas 
aberto sob minha cabeça. 
 
 (GULLAR, Ferreira.Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio 
Editora, 1991) 
 
Embora não opte por viver numa pequena cidade, o poeta reconhece 
elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. Para 
expressar a relação do homem com alguns desses elementos, ele recorre 
à sinestesia, construção de linguagem em que se mesclam impressões 
sensoriais diversas. A opção em que se observa esse recurso é 
respectivamente: 
 
a) "e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada." 
b) ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho' 
c) "A natureza me assusta. / Com seus matos sombrios suas águas" 
d) "suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto" 
e) "me assusta quase tanto quanto / esse abismo/ de gases e de estrelas" 
 
QUESTÃO 23 
Sobre o diálogo abaixo, pontuado pelo uso de estrangeirismos, NÃO se 
pode dizer: 
 
 
Disponível em http://2.bp.blogspot.com/phoca_thumb_l_educacao-charges-memoria-
pendrive.jpg 
 
a) Critica a dependência do homem à parafernália tecnológica do nosso 
tempo. 
b) Há a ideia de que o uso exagerado da tecnologia embota as funções do 
cérebro. 
c) Mostra que as pessoas inteligentes não gostam de tecnologia. 
d) Denota a submissão do homem, hoje, aos apelos tecnológicos da 
contemporaneidade. 
e) Critica a preguiça mental das pessoas em função do uso exagerado da 
tecnologia 
 
QUESTÃO 24 
 
A tirinha da Mafalda e o texto “Fraseador”, de Manuel de Barros, mantêm 
uma relação intertextual ao colocarem em confronto: 
 
 
a) o título de doutor e a literatura; 
b) a cultura e a poesia; d) a moda e a roça; 
c) o ideal e o real; e) a realidade e a fantasia. 
 
QUESTÃO 25 
 
(Allan Sieber, “Preto no Branco”, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/quadrin/f30802200905.htm) 
 
 
 
8 
A tirinha acima se representa uma situação em que a comunicação não se 
dá em razão 
a) do conflito entre as diferentes crenças religiosas. 
b) do autoritarismo do emissor diante do receptor. 
c) da disparidade entre as expectativas do emissor e dos receptores. 
d) da diferença entre o que se diz e o que se pensa. 
e) do choque entre conhecimento e ignorância. 
 
QUESTÃO 26 
MAR PORTUGUÊS 
Ó mar salgado, quanto do teu sal 
São lágrimas de Portugal! 
Por te cruzarmos, quantas mães [choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, ó mar! 
Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
Quem quer passar além do Bojador* 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo [deu, 
Mas nele é que espelhou o céu. 
* Cabo no norte da África. 
 “O desaparecimento de embarcações que anteriormente o tinham tentado 
contornar levou ao mito da existência de monstros marinhos e da 
intransponibilidade do Bojador.” (Wikipédia) 
 
39. O poema acima faz parte de Mensagem, de Fernando Pessoa. De 
acordo com ele, 
a) o perigo diminui ovalor do que é adquirido com dificuldade. 
b) as questões espirituais são mais importantes do que as patrióticas. 
c) a religiosidade determinou o desejo de conquista marítima. 
d) a expansão marítima se deve ao esquecimento da dor portuguesa. 
e) grandes conquistas implicam grandes sacrifícios. 
QUESTÃO 27 
No texto abaixo sobre as eleições em São Paulo, há ambigüidade no último 
período, o que pode dificultar o entendimento. 
“Ao chegar à Liberdade*, a candidata participou de uma cerimônia xintoísta 
(religião japonesa anterior ao budismo). Depois, fez um pedido: ‘Quero paz 
e amor para todos’. Ganhou um presente de um ramo de bambu.”Folha de 
S. Paulo, 9/7/2000, adaptado. 
 
A ambiguidade deve-se 
a) à inadequação na ordem das palavras. 
b) à ausência do sujeito verbal. 
c) ao emprego inadequado dos substantivos. 
d) ao emprego das palavras na ordem indireta. 
e) ao emprego inadequado de elementos coesivos. 
 
QUESTÃO 28 
Faltou sempre um elemento transmissor, o mediador plástico do 
pensamento nacional, um povo suficientemente culto (...) Na constituição 
de uma literatura o povo tem simultaneamente um papel passivo e ativo: é 
dele que parte e é a ele que volta a inspiração do poeta ou do 
pensador.(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira) Sobre o 
texto acima, é correto afirmar: 
 
a) Segundo o autor, o desenvolvimento de uma literatura depende da 
mediação exercida pelo público, que é origem e fim da criação literária. 
Nessa perspectiva, a literatura brasileira carece de um público culto. 
b) O “povo” a quem se refere o autor é o conjunto de escritores nacionais, 
que são considerados “menores” se comparados aos escritores da 
literatura clássica europeia. 
c) Há três aspectos principais a serem observados no processo de 
constituição de uma literatura: o poeta (transmissor), o pensador 
(mediador), o povo (receptor). 
d) Segundo o autor, faltam três elementos no processo de formação da 
literatura brasileira: o transmissor, o mediador e um povo culto. 
e) Para Candido, se o povo fosse culto, a literatura brasileira seria mais 
bem vista pelos intelectuais, uma vez que a inspiração dos leitores 
motivaria a inspiração do escritor. 
 
QUESTÃO 29 
O século XIX produziu três grandes pensadores que revolucionaram o 
pensamento humano: Sigmund Freud, o pai da psicanálise, Karl Marx, o 
teórico do comunismo, e Charles Darwin, autor da teoria da evolução das 
espécies. Neste início do século XXI, só um deles sobrevive a pleno vigor. 
O marxismo perdeu sua aura a partir de 1989, com a queda do muro de 
Berlim e a subsequente falência dos Estados comunistas. A teoria 
psicanalítica de Freud, baseada na interpretação do inconsciente, já sofreu 
inúmeras revisões e, nas duas últimas décadas, foi ofuscada pelo sucesso 
dos remédios antidepressivos (como, aliás, o próprio Freud previra). 
Darwin teve outra 
sorte. Suas teses foram tão amplamente confirmadas no século passado 
que pareciam inquestionáveis. Não mais. Enquanto se comemoram os 200 
anos de seu nascimento (dia 12), a árvore da vida – um conceito central 
na teoria da evolução – está para cair. Isso não significa que Darwin vá 
seguir o caminho de Freud e Marx. Para começar, a revolução que ele 
provocou tem outra dimensão, comparável apenas ao abalo provocado 
pelo astrônomo polonês Nicolau Copérnico, em 1543 [com a descoberta 
de que a Terra gira ao redor do Sol]. 
(Peter Moon. “Darwin estava 
errado?” Época, 09.02.2009, p. 57.) 
 
 
Quando Peter Moon compara Darwin a Copérnico, ele permite ao leitor 
inferir que 
 
a) os dois pensadores foram perseguidos e condenados à morte pela Igreja 
Católica. 
b) o pensamento de ambos foi reformulado pela Teoria da Relatividade de 
Einstein. 
c) os dois erraram por não conhecerem as leis da Física Quântica de Max 
Planck. 
d) as pesquisas de ambos retiraram do homem a condição de centro do 
Universo. 
e) a teoria de ambos foi rechaçada porque foram geradas em uma 
sociedade católica. 
 
QUESTÃO 30 
O homem que insiste em julgar uma cultura em termos do que ele gosta 
ou não gosta é o verdadeiro imoralista. Da mesma forma como ele se 
recusa a aceitar regras cuja adoção o levaria a uma vida mais satisfatória, 
porque elas conflitam com gratificações imediatas, ele também rejeita as 
condições projetadas para melhorar a vida do grupo, porque elas conflitam 
 
 
 
9 
com seus “direitos como indivíduo”. Ele se pressupõe um modelo de 
natureza humana, deixando implícito ou insistindo em que a cultura que o 
produziu seja a única cultura boa e natural. Ele deseja o mundo que deseja 
e não está disposto a perguntar por que o deseja. Ele é tão completamente 
o produto de sua própria cultura que teme a influência de qualquer outra. 
Ele é como a criança que dizia: “Fico contente por não gostar de brócolis, 
porque se gostasse eu comeria um monte, e eu detesto brócolis”. 
(B. F. Skinner 
No final do texto, o exemplo da criança que detesta brócolis relaciona-se 
com o fato de o imoralista 
 
a) estar disposto a mudar seus hábitos, mesmo estando satisfeito com os 
que possui. 
b) ser incapaz de gostar do que seja conveniente e recompensador para 
sua própria vida. 
c) julgar padrões de vida diferentes dos seus com base em preconceitos 
decorrentes de sua própria formação. 
d) detestar tudo aquilo que, mesmo sendo ruim, o levaria a uma vida 
melhor e mais natural. 
e) contentar-se em conservar os hábitos que tinha quando era criança. 
 
QUESTÃO 31 
Em crônica de 23.10.1892, Machado de Assis escreveu o seguinte sobre 
o mercado financeiro: 
 
Irei até o Paraíso (...) onde se vendeu a primeira ação do mundo. Eva 
comprou-a à serpente, com ágio, vendeu-a a Adão, também com ágio*, até 
que ambos faliram. 
* ágio: lucro, valor maior. 
 
Do texto, pode-se concluir que 
a) o investimento em aplicações financeiras é caminho garantido para a 
felicidade paradisíaca. 
b) o fracasso de uma transação econômica está ligado ao pouco valor que 
é cobrado dela. 
c) a mulher é pouco habilidosa no que diz respeito a questões monetárias, 
como se comprova por seu negócio com a serpente. 
d) a associação entre Paraíso e mercado financeiro é irônica, visto que a 
transação terminou na falência dos envolvidos. 
e) o mercado financeiro é a origem dos males da humanidade, desde que 
esta foi criada. 
 
QUESTÃO 32 
A velhinha tinha uma pequena loja, numa rua de Florença. Exteriormente, 
sua loja não era nem rica nem elegante nem artística. Isso acontece em 
muitas lojas, na Europa. Mas a velhinha vendia umas blusas tão lindas e 
originais que nenhuma mulher poderia ficar insensível a seus encantos. 
(Cecília Meireles, 
Seleta em Prosa e Verso. 
Rio de Janeiro, J. Olympio, 1973) 
 
A conjunção adversativa mas associa enunciados de sentidos 
contrastantes. No texto ela relaciona, especificamente, 
a) o quarto período do texto com o primeiro. 
b) o quarto período do texto com o segundo. 
c) o quarto período do texto com o terceiro. 
d) o quarto período do texto com todos os períodos anteriores. 
e) as duas orações integrantes do quarto período do texto. 
QUESTÃO 33 
Gilberto Freyre (1890-1987), um dos mais importantes sociólogos 
brasileiros, afirmou: 
 
Temos no Brasil dois modos de colocar pronomes. O português só admite 
um, “o modo duro e imperativo”: diga-me, faça-me. Sem desprezá-los, 
criamos um novo: me diga, me faça, modo bom, modo doce, de pedido. 
 
 
De acordo com essa afirmação, 
 
 
a) a linguagem falada no Brasil apresenta mais erros que a de Portugal. 
b) a maneira de construção de uma frase pode expressar afetividade. 
c) o brasileiro aprendeu do português as formas polidas de tratamento. 
d) linguagem escrita e linguagem falada obedecem a regras diferentes. 
e) o tom com que se diz uma frase pode facilitar ou dificultar sua 
compreensão. 
 
QUESTÃO 34 
Senhora, partem tam tristes 
meus olhos por vós, meu bem, 
que nunca tam tristes vistes 
outros nenhuns por ninguém. 
 
Tam tristes, tam saüdosos, 
tam doentes da partida, 
tam cansados, tam chorosos, 
da morte mais desejosos 
cem mil vezes que da vida.Partem tam tristes os tristes, 
tam fora dʼesperar bem, 
que nunca tam tristes vistes 
outros nenhuns por ninguém. 
(João Ruiz de Castelo Branco — 
Cancioneiro Geral de Garcia de 
Resende) 
Dentro de uma leitura interpretativa é possível afirmar que o tema do 
poema é 
 
a) a força irresistível do amor. 
b) a exaltação do poder do amor. 
c) a dor de amar sem ser correspondido. 
d) o desconsolo de separar-se da amada. 
e) a morte como arremate do amor. 
QUESTÃO 35 
 
(CIPRO NETO, P. e INFANTE, U. Gramática da língua portuguesa. São 
Paulo: Scipione, 2003, p. 406.) 
 
 
 
10 
Sobre os sentidos do texto, pode-se afirmar coerentemente que 
a) o segundo quadrinho remete à ideia de grande disputa entre as 
personagens. 
b) o produtor do texto joga com as palavras muito/nada com o propósito de 
intensificar os sintomas da dor da personagem. 
c) no primeiro quadrinho, o humor emerge da soma da linguagem não 
verbal, principalmente o tamanho minúsculo da cabeça da personagem 
maior, à verbal. 
d) no último quadrinho, a quebra de expectativa quanto às falas das 
personagens mostra a adversidade entre as duas. 
e) o sentido da tira se sustenta em uma visão machista de que homem não 
pode sentir dor. 
 
QUESTÃO 36 
 
A tela A Persistência da Memória, do pintor surrealista Salvador Dali, está 
entre as suas mais famosas obras. Nela, encontramos quatro relógios: um 
sobre o autorretrato surrealista do autor adormecido, outro cor de carne 
atacado pelas formigas, um terceiro no qual há uma mosca pousada e um 
quarto pendurado no galho de uma árvore ressequida. 
O aspecto mole de três desses relógios contrasta com a retidão da 
paisagem e a dureza das suas rochas, sugerindo algumas oposições 
temáticas como espaço- -tempo do sonho X espaço-tempo da realidade 
ou subconsciente X inconsciente. Vislumbra-se aqui a fugacidade do 
tempo — ou seja, a impossibilidade de controlar o tempo — e, por 
extensão, aquilo que Cathrin Klingsöhr-Leroy definiu como “premonições 
da aproximação da morte” (2004:38). 
 
Dos fragmentos abaixo, o único em que não há uma evidente sugestão da 
relação entre tempo e morte é: 
a) b) 
 
 
c) d) 
 
e) 
 
 
QUESTÃO 37 
 
 
O Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público do Estado de Mato 
Grosso usaram o gênero propaganda social (Texto I) para 
a) oferecer apoio a empresas, objetivando o esclarecimento de práticas 
ligadas à vida do campo. 
b) divulgar doutrina obsoleta que fere os princípios humanos de 
convivência. 
c) salvaguardar o perfil de proprietários de terra ligados ao agronegócio. 
d) prestar serviço de utilidade pública no sentido de disseminar uma ideia. 
e) estabelecer política governamental que reforce a participação da 
população de baixa renda. 
 
 
 
11 
QUESTÃO 38 
Contemplo o lago mudo 
Que uma brisa estremece. 
Não sei se penso em tudo 
Ou se tudo me esquece. 
O lago nada me diz, 
Não sinto a brisa mexê-lo 
Não sei se sou feliz 
Nem se desejo sê-lo. 
Trêmulos vincos risonhos 
Na água adormecida. 
Por que fiz eu dos sonhos 
A minha única vida? 
PESSOA, Fernando. Obra completa. io de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. 
 
No caso de ser o lago que está mudo, identifique outro verso em que o 
poeta usou do mesmo recurso expressivo: 
a) o lago nada me diz 
b) não sei se penso em tudo 
c) não sei se sou feliz 
d) por que fiz eu dos sonhos 
e) nem se desejo sê-lo. 
 
QUESTÃO 39 
 
(Folha de São Paulo [sinapse], p.24, 26/04/2005.) 
 
A partir de uma análise interpretativa do texto acima é válido afirmar que 
no depoimento a subjetividade de seu produtor, o aluno Marcelo é: 
a) o aluno se diz participante do Programa de Valorização do Jovem. 
b) a ideia do sucesso do aluno na vida escolar está claramente explicitada. 
c) o aluno se utiliza da primeira pessoa do singular para expor seu ponto 
de vista. 
d) os professores passam a ver o aluno de forma diferente, após seu 
ingresso no Programa. 
e) o tempo verbal predominantemente usado pelo aluno é o passado. 
QUESTÃO 40 
 
 
 
 
 
Os conhecimentos sobre as questões sociais no Brasil permitem afirmar 
que as charges fazem uma crítica 
 
a) às deficiências dos serviços públicos, consequência direta do 
predomínio da população oriunda do campo nos centros urbanos. 
b) ao processo de metropolização, que é, sem sombra de dúvida, o 
principal fator responsável pela falia de médicos e de medicamentos 
básicos para o atendimento da população. 
c) à precariedade da infraestrutura, que dificulta a relação médico x 
paciente, que é agravada pelo descaso das autoridades constituídas. 
d) à escassez de médicos no país, decorrente do número insuficiente de 
cursos de medicina, fato que reflete na dispensa de um bom atendimento 
de saúde para a população. 
e) ao péssimo atendimento dos serviços de saúde pública, que tem como 
solução a adoção de medidas como a mecanização do campo e o estímulo 
ao êxodo rural, para que toda a população tenha acesso a um bom 
atendimento de saúde nas áreas urbanas. 
 
QUESTÃO 41 
 
 
 
 
 
12 
Considerando-se o texto de Walcyr Carrasco e observando-se o 
comentário que a personagem Liberdade faz na tirinha, é certo afirmar que 
ela se revoltará contra uma velhice que seja 
a) semelhante àquela que o narrador concebera a partir de sua educação, 
contrária ao que se viu na exposição. 
b) oposta à vivida pelas pessoas que se aposentam e passam a lamentar 
pelo que não fizeram. 
c) do mesmo tipo daquela vivenciada pela mãe de um amigo do narrador, 
depois de enviuvar. 
d) animada, como a da senhora na exposição, que comentou sobre o 
vestido de veludo bordado. 
e) cheia de ocupações e tarefas, como a da senhora de cabelos grisalhos, 
disposta ainda a aprender. 
 
QUESTÃO 42 
. A partir da leitura da charge (considerando imagem e texto), é possível 
afirmar que: 
 
 
 
 
a) Em função de a charge representar apenas a semana da consciência 
negra, ela pouco critica a situação dos negros. 
b) O homem que oferece a flor e um aperto de mão ao personagem negro 
representa o apoio crescente do governo para tirar os negros da situação 
de abandono. 
c) Os negros são sempre lembrados, independente do dia da consciência 
negra. 
d) A charge demonstra que os negros vivem em situação de abandono 
durante todo o ano e apenas no dia da consciência negra eles são 
lembrados. 
e) A flor dada ao personagem negro por um personagem branco simboliza 
a paz entre as raças. 
 
QUESTÃO 43 
A imagem abaixo, do aclamado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, 
mostra que as fotografias, da mesma forma que os textos, podem ser lidas 
e interpretadas. A opção de colocar, no primeiro plano, figuras humanas 
provoca no espectador uma atitude de 
 
 
a) questionamento sobre a hostilidade da natureza. 
b) admiração pela beleza do cenário. 
c) surpresa pelo jogo de luz e sombra. 
d) mobilização para combater as injustiças sociais. 
e) reflexão sobre desamparo e fragilidade. 
 
QUESTÃO 44 
Trecho de um Discurso de Tibério 
"As feras que vagam pelos bosques têm suas tocas; os que lutam e 
morrem por Roma só participam do ar e da luz, e mais nada; sem teto em 
suas casas, andam errantes com seus filhos e mulheres. Os chefes, nas 
batalhas, exortam os soldados a lutar pelos seus altares e túmulos. É falso: 
porque um grande número de romanos não tem altar, nem pátria, nem 
túmulo dos seus antepassados. Lutam e morrem pela riqueza e pelo 
conforto alheios. Diz-se que são os senhores de toda a Terra, mas não 
possuem sequer um pequeno pedaço de chão. 
(In: Becker, Pequena História da Civilização 
 Ocidental. São Paulo: Nacional, 1980., p184) 
TEXTO II 
< Mateus 8:18-22 > 
 “Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, ordenou que 
passassem para o outro lado do lago. Então um escriba aproximou-se dele 
e disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. Respondeu-lhe 
Jesus: as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do 
homem nãotem onde reclinar a cabeça. E outro de seus discípulos lhe 
disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Jesus, porém, lhe 
disse: segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.” 
 
Com base nos dois textos, pode-se afirmar: 
a) o texto I transmite uma mensagem explicitamente revolucionária e 
pacifista. 
b) apesar de os dois textos estabelecerem uma comparação entre 
indivíduos e bichos, a conotação de suas mensagens não é a mesma. 
c) do texto I depreende-se que todo o povo romano possui uma existência 
sofrida. 
d) ambos os textos abordam a precariedade material das camadas 
populares, comparando suas condições de vida com as de espécies 
animais. 
e) no texto II, percebe-se a defesa da prosperidade material para a 
população. 
 
 
 
 
13 
QUESTÃO 45 
 
Observando-se todos os elementos do contexto, é pertinente concluir que 
a personagem da direita 
 
a) está distraída, e não ouve seu interlocutor. 
b) mostra-se assustada com a imagem do automóvel. 
c) chama a atenção de seu interlocutor para o mistério que o outdoor 
representa. 
d) atribui um caráter misterioso ao fato de o carro ser fabricado pela 
"Newcar". 
e) relaciona o apelo da publicidade com o que acabou de ouvir. 
 
 
 
 
 
 
 Gabarito 
 
01. C 02. D 03. B 
04. B 05. B 06. E 
07. A 08. C 09. C 
10. A 11. A 12. D 
13. D 14. B 15. C 
16. C 17. E 18. D 
19. A 20. D 21. A 
22. A 23. C 24. C 
25. C 26. E 27. E 
28. A 29. D 30. C 
31. D 32. B 33. B 
34. D 35. C 36. B 
37. B 38. A 39. C 
40. C 41. A 42. D 
43. E 44. B 45. E

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