Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

<p>Unidade 4</p><p>Controle de</p><p>Instrumentos e</p><p>sua Verificação</p><p>Calibração e Controle Metrológico</p><p>Metrologia e</p><p>Normatização</p><p>Diretor Executivo</p><p>DAVID LIRA STEPHEN BARROS</p><p>Diretora Editorial</p><p>ANDRÉA CÉSAR PEDROSA</p><p>Projeto Gráfico</p><p>MANUELA CÉSAR ARRUDA</p><p>Autor</p><p>ANDREW SCHAEDLER</p><p>Desenvolvedor</p><p>CAIO BENTO GOMES DOS SANTOS</p><p>Andrew Schaedler</p><p>Olá. Meu nome é Andrew Schaedler. Sou formado em Engenharia</p><p>Mecânica, com uma experiência técnico-profissional na área de</p><p>engenharia de processos e usinagem de precisão, de mais de 8 anos.</p><p>Passei por empresas como a TDK multinacional Japonesa produtora</p><p>de componentes eletrônicos, John Deere multinacional Americana</p><p>produtora de equipamentos agrícolas e hoje sou sócio proprietário de</p><p>uma metalúrgica especializada em usinagem de precisão atendendo</p><p>empresas de grande porte do ramo automotivo.</p><p>Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência</p><p>de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui</p><p>convidado pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores</p><p>independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de</p><p>muito estudo e trabalho. Conte comigo!</p><p>O AUTOR</p><p>Olá. Meu nome é Manuela César de Arruda. Sou a responsável pelo</p><p>projeto gráfico de seu material. Esses ícones irão aparecer em sua trilha</p><p>de aprendizagem toda vez que:</p><p>ICONOGRÁFICOS</p><p>INTRODUÇÃO:</p><p>para o início do</p><p>desenvolvimento de</p><p>uma nova com-</p><p>petência;</p><p>DEFINIÇÃO:</p><p>houver necessidade</p><p>de se apresentar um</p><p>novo conceito;</p><p>NOTA:</p><p>quando forem</p><p>necessários obser-</p><p>vações ou comple-</p><p>mentações para o</p><p>seu conhecimento;</p><p>IMPORTANTE:</p><p>as observações</p><p>escritas tiveram que</p><p>ser priorizadas para</p><p>você;</p><p>EXPLICANDO</p><p>MELHOR:</p><p>algo precisa ser</p><p>melhor explicado ou</p><p>detalhado;</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>curiosidades e</p><p>indagações lúdicas</p><p>sobre o tema em</p><p>estudo, se forem</p><p>necessárias;</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>textos, referências</p><p>bibliográficas e links</p><p>para aprofundamen-</p><p>to do seu conheci-</p><p>mento;</p><p>REFLITA:</p><p>se houver a neces-</p><p>sidade de chamar a</p><p>atenção sobre algo</p><p>a ser refletido ou</p><p>discutido sobre;</p><p>ACESSE:</p><p>se for preciso aces-</p><p>sar um ou mais sites</p><p>para fazer download,</p><p>assistir vídeos, ler</p><p>textos, ouvir podcast;</p><p>RESUMINDO:</p><p>quando for preciso</p><p>se fazer um resumo</p><p>acumulativo das</p><p>últimas abordagens;</p><p>ATIVIDADES:</p><p>quando alguma</p><p>atividade de au-</p><p>toaprendizagem for</p><p>aplicada;</p><p>TESTANDO:</p><p>quando o desen-</p><p>volvimento de uma</p><p>competência for</p><p>concluído e questões</p><p>forem explicadas;</p><p>SUMÁRIO</p><p>Controle dos Instrumentos de Medição e sua Verificação ................ 11</p><p>Controle de Instrumentos de Medição .........................................................................11</p><p>Supervisão Metrológica ........................................................................................... 13</p><p>Perícia Metrológica ..................................................................................................... 13</p><p>Verificação de Instrumentos de medição ..................................................................14</p><p>Conceito de Repetibilidade e Reprodutibilidade ..................................21</p><p>Conceito de Repetibilidade .................................................................................................. 21</p><p>Conceito de Reprodutibilidade ......................................................................................... 23</p><p>Repetibilidade x Reprodutibilidade................................................................................ 25</p><p>Repetibilidade e Reprodutibilidade: o estudo de R&R ...................... 28</p><p>R&R: estudo para mensurar a repetibilidade e reprodutibilidade de um</p><p>sistema de medição ..................................................................................................................28</p><p>Realizando um estudo de R&R ......................................................................................... 32</p><p>Controle Metrológico de Pré- Embalados ............................................... 38</p><p>Produtos Pré-embalados ......................................................................................................38</p><p>Controle de Produtos Pré-embalados ........................................................................40</p><p>Metrologia e Normatização8</p><p>UNIDADE</p><p>04</p><p>CONTROLE DE INSTRUMENTOS E SUA</p><p>VERIFICAÇÃO</p><p>Metrologia e Normatização 9</p><p>Nesta unidade estaremos ampliando nossos conhecimentos sobre</p><p>a Metrologia. Será possível aprendermos mais sobre os instrumentos de</p><p>medir, especificamente como é realizado seu controle, garantindo seu</p><p>perfeito funcionamento. Também iremos compreender como é realizado</p><p>a verificação dos instrumentos de medição e sua importância.</p><p>Ainda iremos conceituar Repetibilidade e reprodutibilidade,</p><p>entender a diferença entre as duas e a importância delas em uma linha de</p><p>produção ou processo de fabricação.</p><p>Para finalizar a esta unidade entenderemos como funciona o</p><p>controle metrológico dos produtos pré-embalados, como esse controle</p><p>é importante para o funcionamento do comércio e como ele garante a</p><p>qualidade dos produtos que chegam até nós.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Metrologia e Normatização10</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 04. Nosso objetivo é auxiliar</p><p>você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o</p><p>término desta etapa de estudos:</p><p>1. Entender como funciona e se aplica o Controle dos Instrumentos</p><p>de Medição e sua verificação;</p><p>2. Diferenciar Repetibilidade e Reprodutibilidade;</p><p>3. Compreender o Controle Metrológico e suas Aplicações;</p><p>4. Conceituar o Controle Metrológico de Pré-Embalados.</p><p>Então? Preparado para adquirir conhecimento sobre um assunto</p><p>fascinante e inovador como esse? Vamos lá</p><p>OBJETIVOS</p><p>Metrologia e Normatização 11</p><p>Controle dos Instrumentos de Medição</p><p>e sua Verificação</p><p>INTRODUÇÃO:</p><p>Ao término deste capítulo você será capaz de entender como</p><p>funciona o controle de instrumentos de medição, como este</p><p>controle é importante para que o comércio e fabricação de</p><p>produtos funcionem de forma eficiente. Também iremos ver</p><p>como é feita a verificação dos instrumentos de medição,</p><p>pare essencial do controle destes instrumentos, os quais</p><p>não conseguimos mais viver sem. E então? Curioso para</p><p>desenvolver esta competência? Seguimos em frente!</p><p>Controle de Instrumentos de Medição</p><p>Todos os instrumentos de medição que utilizamos direta ou</p><p>indiretamente, são máquinas ou dispositivos que sofrem desgastes ou</p><p>até mesmo danos, devido ao uso. Esses desgastes podem acarretar em</p><p>variações de suas medidas, assim descaracterizando a função principal</p><p>dos instrumentos de medições que é, realizar medidas precisas. É aí que</p><p>se faz necessário um controle destes instrumentos, para garantir que a</p><p>capacidade de realizar medições precisas não tenha sido comprometida.</p><p>O Controle dos Instrumentos de Medição é realizado através de</p><p>ações</p><p>• o controle dos instrumentos de medição;</p><p>• a supervisão metrológica;</p><p>• a perícia metrológica. (INMETRO, 1988)</p><p>Nós não temos noção de quantos instrumentos de medição</p><p>utilizamos em nosso dia. Vamos refletir sobre alguns acompanhando</p><p>algumas situações cotidianas. Ao levantar o despertador ou o relógio que</p><p>nos acorda, provavelmente ele foi aferido pelo Inmetro.</p><p>Metrologia e Normatização12</p><p>No nosso café da manhã, quando pegamos o leite na geladeira que</p><p>está a uma temperatura adequada para que os alimentos não estraguem,</p><p>a geladeira controla essa temperatura através de um instrumento de</p><p>medição o qual também é controlado e inspecionado. Seria difícil guardar</p><p>nossos alimentos em uma geladeira que variasse a temperatura, não é</p><p>mesmo?</p><p>Agora uma situação mais complexa. Imagine a quantidade de</p><p>instrumentos de medição que possui no painel de controle de uma</p><p>aeronave. Altura, velocidade, pressão, velocidade do vento, inclinação do</p><p>avião. É muito instrumento de medição que com certeza são controlados</p><p>e inspecionados, caso contrário não seria seguro andarmos de avião.</p><p>Figura 1 – Ilustração do painel de um avião.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>O controle dos instrumentos, também é regido</p><p>pelo INMETRO é</p><p>constituído de um pacote de ações as quais garantem o funcionamento</p><p>correto dos instrumentos de medição.</p><p>A descrição dessas ações está melhor exemplificado a seguir, de</p><p>acordo com (INMETRO, 1988):</p><p>1. procedimentos de aprovação de modelo;</p><p>2. verificação;</p><p>3. inspeção.</p><p>Metrologia e Normatização 13</p><p>O procedimento de aprovação de modelo é um conjunto de</p><p>operações técnicas e administrativas que tem por fim verificar se o</p><p>modelo do instrumento de medição está de acordo com as exigências</p><p>regulamentares.</p><p>Quando falamos de instrumento de medição estamos nos referindo</p><p>ao instrumento físico e toda sua documentação técnica (desenho técnico</p><p>e, esquema elétrico).</p><p>A apreciação técnica é o exame do modelo de um instrumento de</p><p>medição tendo como objetivo a sua aprovação: este exame é feito através</p><p>do estudo da documentação, inspeção visual e ensaios em um ou mais</p><p>exemplares do modelo.</p><p>A aprovação do modelo reconhece que o modelo de um instrumento</p><p>de medir ou medida materializada satisfaz às exigências regulamentares.</p><p>A aprovação do modelo em caráter provisório, é uma aprovação</p><p>com restrições como por exemplo: um prazo de validade ou limitando o</p><p>número de instrumentos a serem confeccionados.</p><p>A revogação da aprovação de modelo, estabelece a anulação de</p><p>sua aprovação. A anulação da aprovação de modelo pode ocorrer quando</p><p>é verificado que o instrumento de medição pode ser facilmente fraudado.</p><p>(INMETRO, 1988).</p><p>Supervisão Metrológica</p><p>É constituída pelos procedimentos realizados na fabricação, na</p><p>utilização, na manutenção e no conserto de um instrumento de medição</p><p>para assegurar que estão sendo atendidas as exigências regulamentares;</p><p>esses procedimentos se estendem, também, ao controle das indicações</p><p>colocadas nas mercadorias pré-embaladas. (INMETRO, 1988)</p><p>Perícia Metrológica</p><p>É constituída por um conjunto de operações que tem por fim</p><p>examinar e certificar as condições em que se encontram um instrumento</p><p>Metrologia e Normatização14</p><p>de medição e determinar suas qualidades metrológicas de acordo com as</p><p>exigências regulamentares específicas.</p><p>Para exercer este controle o governo expede leis e regulamentos.</p><p>Os regulamentos estabelecem as unidades de medida autorizadas,</p><p>as exigências técnicas, metrológicas, as exigências de marcação, as</p><p>exigências de utilização e o controle metrológico, a que devem satisfazer</p><p>os fabricantes, importadores e usuários ou donos dos instrumentos de</p><p>medição utilizados.</p><p>A elaboração da regulamentação tem como base as Recomendações</p><p>da Organização Internacional de Metrologia Legal - OIML, à qual o Brasil</p><p>está filiado como país membro, e os fabricantes dos instrumentos de</p><p>medição envolvidos e organizações que representam os consumidores.</p><p>Na atualidade a regulamentação técnica Brasileira abrange</p><p>medições no campo das grandezas mais utilizadas, essas grandezas</p><p>referem-se aos instrumentos utilizados na para medições de massa,</p><p>volume, comprimento, temperatura e energia.</p><p>A regulamentação técnica de produtos pré-embalados, tem como</p><p>objetivo a padronização das quantidades em que são comercializados</p><p>os produtos sem a presença do consumidor, assim como as tolerâncias</p><p>admitidas na sua comercialização. Essa regulamentação também</p><p>estabelece regras para a correta indicação e posicionamento das</p><p>informações quantitativas nas embalagens, regulamentando também a</p><p>inserção de vales brindes ou anexação externa de brindes às embalagens.</p><p>As ações resumidas, representam a forma de atuação dos órgãos</p><p>responsáveis sobre o controle metrológico de instrumentos de medição,</p><p>assim proporcionando segurança aos consumidores e garantindo que o</p><p>mercado possa ter uma concorrência justa na disputa constante entre</p><p>preço e qualidade. (SILVA, 2012).</p><p>Verificação de Instrumentos de medição</p><p>A verificação de instrumentos de medição é um conjunto de</p><p>operações, que envolvem o exame, a marcação ou selagem, quando</p><p>Metrologia e Normatização 15</p><p>necessário a emissão de um certificado e que constate que o instrumento</p><p>de medir ou medição atende às exigências regulamentares. (IPEM-SP,</p><p>2013).</p><p>Além destas operações também existe uma série de ações para a</p><p>verificação de instrumentos de medição, tendo o objetivo de proteger o</p><p>consumidor final.</p><p>Segue algumas ações de verificação de instrumentos de medição,</p><p>de acordo com (IPEM-SP, 2013):</p><p>• a inspeção metrológica para verificação do correto</p><p>funcionamento e adequado uso dos instrumentos;</p><p>• a perícia metrológica em produtos pré-medidos para</p><p>verificação da correspondência entre a quantidade</p><p>nominal e a quantidade efetiva;</p><p>• a aplicação de penalidade de multa, apreensão e</p><p>interdição de instrumentos e produtos que se encontrem</p><p>em desacordo com a legislação metrológica;</p><p>• a revogação de aprovação e/ou suspensão da verificação</p><p>inicial de um modelo que venha a permitir, facilidade a</p><p>fraudes contra o consumidor.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>A fraude em um dos instrumentos de medição mais utilizados</p><p>pelos Brasileiros é bastante comum nos dias atuais, a Bomba</p><p>de Gasolina.</p><p>A bomba de gasolina além de abastecer nossos carros um</p><p>instrumento de medição que mede o volume de combustível transferido</p><p>dos postos de combustíveis para nossos carros. Se esse instrumento de</p><p>medição for fraudado estaremos pagando mais do que devemos.</p><p>Metrologia e Normatização16</p><p>Figura 2 – Ilustração de Bomba de Gasolina.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>Para ampliar seus conhecimentos leia a matéria do IPEM-SP</p><p>sobre o mais novo laboratório antifraude de bombas de combustível em</p><p>funcionamento em São Paulo.</p><p>De acordo com o (IPEM-SP, 2013), a verificação de instrumentos</p><p>de medição é realizada através de solicitações para verificação, as quais</p><p>necessitam ser aprovadas pelos órgãos competentes. Estas solicitações</p><p>tem como base:</p><p>• as prescrições gerais;</p><p>• a solicitação da aprovação de modelo;</p><p>• decisões individuais.</p><p>Em alguns casos, pode-se admitir a verificação de um instrumento</p><p>de medição sem aprovação do modelo.</p><p>A verificação pode ser efetuada por uma entidade do serviço de</p><p>metrologia legal ou por outra legalmente autorizada.</p><p>Vamos analisar agora diferentes tipos de verificação de instrumentos</p><p>de medição:</p><p>Metrologia e Normatização 17</p><p>• Verificação por amostragem:Verificação de um lote</p><p>homogêneo de instrumentos de medição baseada nos</p><p>resultados de exames realizados num número limitado de</p><p>exemplares deste lote.</p><p>• Verificação inicial (exame inicial): Verificação de um</p><p>instrumento de medição logo após sua construção e antes</p><p>de sua instalação e/ou utilização.</p><p>• Verificação posterior: Verificação de um instrumento de</p><p>medição subsequente à verificação inicial.</p><p>• Observação: A verificação após reparos é uma verificação</p><p>posterior.</p><p>• Verificação periódica (aferição periódica): Verificação de</p><p>um instrumento de medição efetuada em intervalos de</p><p>tempo predeterminados, segundo procedimentos fixados</p><p>por regulamentos.</p><p>• Verificação eventual: Verificação de um instrumento de</p><p>medição efetuada a pedido do usuário, ou quando as</p><p>autoridades competentes julgarem necessária.</p><p>• Prorrogação da verificação: Decisão prorrogando a</p><p>validade da verificação precedente durante período fixado</p><p>por regulamento. Chama-se esta decisão de Prorrogação</p><p>do prazo de validade da verificação.</p><p>• Reprovação de um instrumento de medição: Decisão</p><p>afirmando que um instrumento de medição não satisfaz</p><p>às exigências regulamentares da verificação, interditando</p><p>seu uso no caso em que, para sua utilização, a verificação</p><p>for obrigatória.</p><p>• Perda da validade da verificação: Cancelamento da</p><p>validade de verificação quando um instrumento de</p><p>medição não satisfaz mais às exigências regulamentares.</p><p>Metrologia e Normatização18</p><p>Observações: A perda da validade da verificação pode resultar de:</p><p>• ultrapassagem da data-limite de validade;</p><p>• deterioração ou destruição de marca ou selo;</p><p>• apresentação de defeito.</p><p>• Exame de um instrumento de medição: Conjunto de</p><p>operações</p><p>efetuadas para constatar se um instrumento de</p><p>medição satisfaz às exigências regulamentares.</p><p>• Exame da conformidade ao modelo aprovado: Exame</p><p>efetuado no Instrumento de medição que permite verificar</p><p>a conformidade ao modelo aprovado, de acordo com as</p><p>exigências regulamentares específicas.</p><p>SAIBA MAIS:</p><p>Calibrar ou Verificar o Instrumento de Medição?</p><p>Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que é calibração e o</p><p>que é a verificação de instrumentos. No dia a dia de quem</p><p>trabalha com qualidade e metrologia surgem dúvidas como: é</p><p>necessário calibrar e verificar o mesmo instrumento? Em que</p><p>momento devo realizar cada um desses procedimentos? E</p><p>outras dúvidas desse tipo.</p><p>Agora iremos verificar as diferenças entre a calibração e verificação</p><p>dos instrumentos de medição e a importância desses processos para a</p><p>qualidade dos produtos.</p><p>A calibração é um processo de comparação entre dois instrumentos.</p><p>Essa comparação envolve um cálculo de erro e incerteza, e esses</p><p>resultados são apresentados em um documento que chamamos de</p><p>certificado de calibração.</p><p>O processo de calibração deve ser realizado por laboratórios de</p><p>calibração, com padrões rastreáveis a Rede Brasileira de Calibração – RBC.</p><p>Também pode ser realizado dentro da própria indústria, desde que ela</p><p>Metrologia e Normatização 19</p><p>tenha condições de realizar os cálculos, tenha os padrões de referência e</p><p>possa relatar os resultados no certificado de calibração.</p><p>A verificação é uma comparação entre um instrumento e outro de</p><p>qualidade superior. O processo normalmente é feito pelo próprio operador</p><p>do instrumento ou pelo técnico responsável por ele. A verificação não</p><p>requer a emissão de um certificado de calibração, no entanto, é necessário</p><p>um registro documentado.</p><p>Esse processo ajuda a verificar se houve variação significativa</p><p>nas medições do seu equipamento sem ter que esperar pela próxima</p><p>calibração. Então, se na verificação você notar uma grande diferença</p><p>entre o resultado obtido e os dados do último certificado de calibração,</p><p>você deve retirar o equipamento de uso até que os resultados estejam</p><p>conformes.</p><p>Vale destacar que, a ISO 9001:2015, no item 7.1.5.2 (parte sobre</p><p>Rastreabilidade da medição), diz que:</p><p>Quando a rastreabilidade de medição for um requisito, ou for</p><p>considerada pela organização parte essencial da provisão da confiança na</p><p>validade de resultados de medição, os equipamentos de medição devem</p><p>ser:</p><p>Verificados ou calibrados, ou ambos, a intervalos especificados,</p><p>ou antes do uso, contra padrões de medição rastreáveis a padrões de</p><p>medição internacionais ou nacionais.</p><p>Como esse trecho não é prescritivo, muitas pessoas pensam que</p><p>se o instrumento é calibrado dispensa a verificação, e vice-versa. Mas,</p><p>quando a norma expressa “verificados ou calibrados, ou ambos”, quer</p><p>dizer que você deve seguir o plano de calibrações do seu instrumento</p><p>normalmente e, no período entre duas calibrações, você deve realizar as</p><p>verificações intermediárias.</p><p>Nesse processo, se você encontrar um desvio muito grande na</p><p>medição do instrumento, mesmo antes do vencimento da calibração,</p><p>você precisará enviá-lo ao laboratório para uma análise mais detalhada.</p><p>Metrologia e Normatização20</p><p>RESUMINDO:</p><p>Bom, nesta unidade foi possível você revisar o que são os</p><p>instrumentos de medição, além disso aprendemos sobre</p><p>como é feito o controle destes instrumentos. Mais uma vez foi</p><p>possível relacionar como o funcionamento dos instrumentos</p><p>de medição tem um grande impacto na sociedade atual. Ainda</p><p>vimos sobre a verificação destes instrumentos. A complexa</p><p>rede de ações que são regulamentadas pelo Inmetro e</p><p>garantem o correto funcionamento dos instrumentos de</p><p>medição. Também entendemos a diferença de calibração e</p><p>verificação de instrumentos e como as duas andam juntas e</p><p>se completam na atividade de fiscalização dos instrumentos</p><p>de medição. Além de medir a área de conhecimento da</p><p>Metrologia também abrange os instrumentos responsável</p><p>pelas medições além de garantir o correto funcionamento</p><p>dos mesmos. Realmente a Metrologia é uma ciência muito</p><p>ampla e fundamental para todos.</p><p>Metrologia e Normatização 21</p><p>Conceito de Repetibilidade e</p><p>Reprodutibilidade</p><p>NOTA:</p><p>Neste capítulo iremos entender o que é Repetibilidade e</p><p>Reprodutibilidade, como elas atuam na área de conhecimento</p><p>da metrologia e como esses conceitos nos guiam para</p><p>utilizarmos da melhor forma possível os instrumentos de</p><p>medição. Esses conceitos estão bastante presentes nas linhas</p><p>de produção de fábricas, guiando os operados e garantindo a</p><p>correta fabricação de produtos. Bastante coisa não é mesmo?</p><p>Vamos em frente!</p><p>Conceito de Repetibilidade</p><p>A Repetibilidade é item importante a ser monitorado nos</p><p>instrumentos de medição ele nos mostra como um instrumento em um</p><p>ambiente controlado se comporta. Nos garante que o sistema de medição</p><p>que estamos usando está funcionando corretamente e às garantem</p><p>que as medidas que estão sendo geradas estão de acordo com o que</p><p>procuramos.</p><p>Vamos observar a definição de Repetibilidade fornecida pelo VIM –</p><p>Vocabulário Internacional de Metrologia, 2012:</p><p>DEFINIÇÃO:</p><p>Condição de medição num conjunto de condições, as quais</p><p>incluem o mesmo procedimento de medição, os mesmos</p><p>operadores, o mesmo sistema de medição, as mesmas</p><p>condições de operação e o mesmo local, assim como</p><p>medições repetidas no mesmo objeto ou em objetos similares</p><p>durante um curto período de tempo. (VIM, 2012)</p><p>Metrologia e Normatização22</p><p>Podemos dizer, então, que a repetibilidade é a frequência de</p><p>resultados iguais ou muito próximos nas medições sucessivas de um</p><p>mesmo objeto de estudo, realizadas sobre as mesmas condições de</p><p>medição.</p><p>Quando falamos em mesmas condições de medição estamos nos</p><p>referindo a:</p><p>• Mesmo operador que realiza a medição;</p><p>• Mesmo instrumento de medição;</p><p>• Mesmo procedimento de medição;</p><p>• Mesmo local de medição;</p><p>• As medições devem ser repetidas em mesmo objeto ou</p><p>objeto similares em um curto espaço de tempo. (SILVA,</p><p>2012)</p><p>Vamos observar uma figura de um gráfico que representa uma</p><p>série de medições sobre mesmas condições. Este gráfico será nossa</p><p>representação de repetibilidade.</p><p>Figura 3 – Representação gráfica da Repetibilidade.</p><p>Fonte: Adaptado de AIAG</p><p>Agora vamos observar o mesmo gráfico separado por áreas, para</p><p>melhor entendermos o conceito de repetibilidade.</p><p>Metrologia e Normatização 23</p><p>Figura 4 – Análise da representação gráfica da Repetibilidade.</p><p>Fonte: Adaptado de Aiag (2010)</p><p>Podemos observar nas áreas 1 e 3 os limites máximos e mínimos das</p><p>medições, as variações mais extremas de todas as medições realizadas.</p><p>Na área 2, é onde a maioria das medições se concentram. Temos apenas</p><p>uma curva de medições devido as condições de medições serem</p><p>controladas.</p><p>Conceito de Reprodutibilidade</p><p>A Reprodutibilidade é item importante a ser monitorado nos</p><p>instrumentos de medição ele nos mostra como um instrumento em</p><p>diferentes ambientes se comporta.</p><p>Vamos observar a definição de Reprodutibilidade fornecida pelo</p><p>VIM – Vocabulário Internacional de Metrologia (2012):</p><p>DEFINIÇÃO:</p><p>Condição de medição de um conjunto de condições, as quais</p><p>incluem diferentes locais, diferentes operadores, diferentes</p><p>sistemas de medição e medições repetidas no mesmo objeto</p><p>ou em objetos similares. (VIM, 2012).</p><p>Metrologia e Normatização24</p><p>Podemos dizer então que a reprodutibilidade, mede a capacidade</p><p>do sistema de medição em reproduzir os mesmos resultados nas</p><p>medições.</p><p>Quando falamos em diferentes locais de medição, estamos nos</p><p>referindo a:</p><p>• diferentes operadores;</p><p>• diferentes instrumentos de medição;</p><p>• medições repetidas no mesmo objeto ou em objetos</p><p>similares.</p><p>Vamos observar uma figura de um gráfico que representa uma</p><p>série de medições sobre diferentes condições ou locais de medição. Este</p><p>gráfico será nossa representação de Reprodutibilidade.</p><p>Figura 5 – Representação gráfica da Reprodutibilidade.</p><p>Figura 6 – Análise da representação gráfica da Reprodutibilidade.</p><p>Fonte: Adaptado de Aiag (2010)</p><p>Fonte: Adaptado de Aiag (2010)</p><p>Agora vamos observar o mesmo gráfico separado por áreas, para</p><p>melhor entendermos o conceito de reprodutibilidade.</p><p>Metrologia e Normatização 25</p><p>Podemos ver 3 curvas de séries de medições feitas em locais</p><p>diferentes a A, C e B, também conseguimos ver na área 1 a reprodutibilidade</p><p>deste processo de medição que disponibiliza operados diferentes,</p><p>instrumentos de medição diferente, enfim locais de medições diferentes.</p><p>Repetibilidade x Reprodutibilidade</p><p>A repetibilidade e a reprodutibilidade são formas para medir a</p><p>precisão de um sistema de medição. Esses termos são parte da rotina da</p><p>comunidade técnica e científica quando o tema de estudo é os resultados</p><p>de medições confiáveis, tendo como objetivo mostrar a qualidade das</p><p>medições. (AIAG, 2010)</p><p>Figura 7 – Ilustração de testes em laboratório.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>É uma prática comum, cientistas realizaram o mesmo experimento</p><p>várias vezes para confirmar ou validar as suas descobertas. Essas</p><p>descobertas podem mostrar variações.</p><p>Também é comum em um fábrica, quando se está sendo</p><p>implementado um novo sistema de medição, serem realizados</p><p>testes inúmeras vezes para garantir que o sistema está funcionando</p><p>corretamente, repetibilidade.</p><p>Quando este sistema de medição passa a funcionar em vários</p><p>pontos da linha de produção também é observado de perto para garantir</p><p>que todos os sistemas implementados estão com funcionamento correto,</p><p>reprodutibilidade.</p><p>Metrologia e Normatização26</p><p>Tendo como objeto de estudo um experimento, a repetibilidade</p><p>mede a variação nas medidas tomadas por um único instrumento ou uma</p><p>pessoa nas mesmas condições, enquanto a reprodutibilidade mede se</p><p>um estudo ou experimento inteiro pode reproduzir os mesmos resultados</p><p>de medição em diferentes situações. (AIAG, 2010)</p><p>A variação de uma análise tem duas grandes fontes envolvidas, de</p><p>acordo com Aiag (2010):</p><p>Variação entre as medições realizadas num mesmo material feitas</p><p>pelo mesmo analista, usando o mesmo equipamento em um curto espaço</p><p>de tempo, repetibilidade.</p><p>Variação das medições realizadas num mesmo material feita por</p><p>analistas diferentes e/ou usando equipamentos diferentes em diferentes</p><p>dias, reprodutibilidade.</p><p>À primeira fonte de variação, sendo ela aquela variação dos</p><p>resultados da análise quando um mesmo analista repete a análise</p><p>sobre as mesmas condições, damos o nome de Repetibilidade e é</p><p>caracterizada pelo desvio padrão da repetibilidade (Srepe). À segunda</p><p>fonte de variação, sendo ela aquela variação dos resultados da análise</p><p>quando analistas diferentes fazem a análise ou o mesmo analista faz a</p><p>análise em equipamentos diferentes, e/ou em diferentes dias, damos</p><p>o nome de Reprodutibilidade e é caracterizada pelo desvio padrão da</p><p>reprodutibilidade (Srepro). (AIAG, 2010)</p><p>Figura 8 – Variação de sistemas de medição.</p><p>Fonte: adaptado de Werkema (2012 s.p. Kindle)</p><p>Metrologia e Normatização 27</p><p>Segundo Aiag (2010), o desvio padrão do sistema de medição é</p><p>igual a:</p><p>Para medirmos a variabilidade da medição (ou precisão da</p><p>medição), temos que estimar os desvios padrão da repetibilidade e da</p><p>reprodutibilidade.</p><p>Figura 9 – Variação de sistemas de medição.</p><p>Fonte: adaptado de Werkema (2012)</p><p>Baixa Variação Alta variação</p><p>Para mensurarmos a variabilidade da análise que foi feita, precisamos</p><p>pegarmos algumas amostras de dados, repetir a análise diversas vezes e</p><p>calcularmos o desvio padrão. (AIAG, 2010)</p><p>RESUMINDO:</p><p>Repetibilidade e Reprodutibilidade, dois conceitos com</p><p>ampla utilização nos instrumentos de medição e indústria,</p><p>não é mesmo? Existem pessoas que passam o dia no</p><p>trabalho correndo atrás desses dois conceitos para atingir</p><p>as metas necessárias para uma linha de produção, sempre</p><p>buscando aperfeiçoar os métodos de produção para que</p><p>tenham repetibilidade e reprodutibilidade, assim atingindo os</p><p>requisitos necessários dos produtos fabricados. Vimos que a</p><p>repetibilidade é a frequência de resultados iguais ou muito</p><p>próximos nas medições sucessivas de um mesmo objeto de</p><p>estudo, realizadas sobre as mesmas condições de medição.</p><p>Também vimos que a reprodutibilidade mede a capacidade</p><p>do sistema de medição em reproduzir os mesmos resultados</p><p>nas medições com condições de medição diferentes. E,</p><p>finalizando nosso capítulo, entendemos a importância de</p><p>esses dois conceitos andarem e serem controlados juntos, só</p><p>assim teremos a produção de produtos padrões e dentro das</p><p>exigências necessárias para comercialização.</p><p>Metrologia e Normatização28</p><p>Repetibilidade e Reprodutibilidade: o</p><p>estudo de R&R</p><p>INTRODUÇÃO:</p><p>Neste capítulo iremos aprender sobre o estudo de R&R,</p><p>estudo largamente utilizado em laboratórios e na indústria</p><p>para validar sistemas de medições. O Estudo de R&R avalia</p><p>repetibilidade e a reprodutibilidade dos sistemas de medição</p><p>e já é uma prática comum nos dias de hoje. Vamos em frente!</p><p>R&R: estudo para mensurar a</p><p>repetibilidade e reprodutibilidade de um</p><p>sistema de medição</p><p>O estudo de R&R do dispositivo de medição pode ser definido como</p><p>uma estimativa da variação entre a repetitividade e reprodutibilidade.</p><p>(AIAG, 2010)</p><p>Iremos ver três métodos para realizar o estudo do Dispositivo</p><p>de Medição serão. Esses métodos de métodos são utilizados para os</p><p>estudos que envolvam Dispositivo de Medição por variáveis. Os métodos</p><p>são, segundo Aiag (2010):</p><p>1. Método de Amplitude;</p><p>2. Método da Amplitude e Média;</p><p>3. Método ANOVA.</p><p>Para a Aiag (2010), o melhor método para o estudo de R&R é o</p><p>ANOVA, uma vez que esse método mede o erro de interação do operador</p><p>com a peça no dispositivo de medição enquanto que os outros métodos</p><p>não incluem essa variação.</p><p>É muito importante sabermos o erro da interação do operador</p><p>na hora de realizar uma medida, pois por mais confiável que seja o</p><p>Metrologia e Normatização 29</p><p>instrumento de medição se o mesmo sofrer muita influência do operador,</p><p>a medida obtida não será confiável.</p><p>Figura 10 – Ilustração de uma peça sendo medida.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>• Método da Amplitude: O método da amplitude, também</p><p>pode ser chamado de método rápido, fornece uma</p><p>rápida aproximação da variabilidade das medições. Este</p><p>método apresenta somente uma visão geral do sistema</p><p>de medição. O método não decompõe a variabilidade</p><p>em repetitividade e reprodutibilidade (AIAG, 2010). Desta</p><p>forma, o R&R é obtido através da relação do erro de</p><p>medição, frente à tolerância do processo.</p><p>• Método de Amplitude e Média: O método da média</p><p>e amplitude (x̄ e R) é uma técnica que fornece uma</p><p>estimativa da repetitividade e da reprodutibilidade de</p><p>um sistema de medição. Esta abordagem permite que a</p><p>variação do sistema de medição seja demonstrada em</p><p>repetitividade e reprodutibilidade (AIAG, 2010). A utilização</p><p>de ferramentas gráficas é bastante utilizada para a análise</p><p>dos resultados. A verificação sistemática de dados,</p><p>decorrentes de causas especiais de variação, através do</p><p>uso de ferramentas gráficas deve acompanhar qualquer</p><p>outra análise estatística (AIAG, 2010).</p><p>Metrologia e Normatização30</p><p>As seguintes ferramentas gráficas são amplamente utilizadas para</p><p>essa análise, de acordo com Aiag (2010) são:</p><p>• Cartas médias: as médias das leituras feitas por cada</p><p>operador sobre cada uma das amostras são plotadas</p><p>em um gráfico cujo eixo das abscissas é composto pela</p><p>identificação das amostras e o eixo das coordenadas pela</p><p>linha média, as médias de cada avaliador e os limites</p><p>de controle. Essa ferramenta gráfica não identifica,</p><p>de imediato, a diferença entre os operadores. Porém a</p><p>“usabilidade” do sistema é indicada.</p><p>• Cartas de amplitude: as amplitudes das leituras realizadas</p><p>por cada operador, sobre cada peça são plotadas. Desta</p><p>forma, a consistência do processo de medição entre os</p><p>operadores pode ser determinada, bem como o controle</p><p>estatístico com respeito à repetitividade. Exemplo de</p><p>Carta de Média e Amplitude. (AIAG, 2010)</p><p>• Gráfico sequencial (Run Chart):</p><p>neste gráfico, as leituras</p><p>são plotadas por peça, abrangendo todos os operadores.</p><p>Desta forma é avaliado o efeito das peças individualmente</p><p>na consistência da variação e se há leituras anormais.</p><p>• Gráfico de dispersão: as leituras individuais são plotadas</p><p>por peça e por operadores. Tem como objetivo obter</p><p>informações sobre a consistência entre operadores,</p><p>indicações de discrepâncias e interações peça x avaliador.</p><p>• Gráfico X-Y de médias por tamanho: as médias das leituras</p><p>efetuadas por cada operador em cada uma das peças são</p><p>plotadas contra o valor de referência ou contra as médias</p><p>gerais.</p><p>• Gráfico de comparação X-Y: As médias das leituras por</p><p>cada operador em cada uma das peças são plotadas.</p><p>Então, os valores de um operador são comparados</p><p>com os valores obtidos pelos outros operadores. Se</p><p>existir concordância entre os dados, os pontos plotados</p><p>Metrologia e Normatização 31</p><p>descreverão um a linha reta que passa pela origem e uma</p><p>inclinação de 45° em relação aos eixos.</p><p>MÉTODO ANOVA</p><p>A análise de variância (ANOVA) é uma ferramenta estatística que</p><p>pode ser utilizada para analisar o erro de medição e outras fontes de</p><p>variabilidade dos dados num estudo de sistemas de medição (AIAG, 2010).</p><p>Segundo Hogg e Ledolter (1987), as suposições da ANOVA são:</p><p>1. Os valores para cada nível seguem uma distribuição Normal;</p><p>2. As variâncias são as mesmas para cada nível (Homogeneidade</p><p>de Variância);</p><p>Segundo a AIAG (2010), a análise de variância pode ser decomposta</p><p>em quatro categorias: peças, avaliadores, interação entre peças e</p><p>avaliadores, e o erro de replicação devido ao dispositivo de medição.</p><p>A ANOVA é capaz de tratar qualquer estrutura de um experimento,</p><p>podem estimar melhor as variâncias e extraem mais informações dos</p><p>dados experimentais. Os gráficos de maior interesse dessa ferramenta</p><p>são os de interação e resíduos. O gráfico de interação demonstra se</p><p>uma interação é significativa ou não, enquanto o gráfico de resíduos</p><p>avalia os pressupostos de independência e normalidade. Se os resíduos</p><p>não estiverem aleatoriamente distribuídos acima e abaixo de zero, as</p><p>premissas podem estar incorretas.</p><p>A seguir, descrevemos os passos para aplicarmos o método da</p><p>ANOVA.</p><p>1º Passo</p><p>Selecionar as peças de tal forma que representem a variação</p><p>natural do processo. Em geral, tomamos peças de lotes</p><p>distintos de produção. Identificar as peças.</p><p>2º Passo</p><p>Selecionar os operadores de forma a envolver todos os turnos.</p><p>Os operadores devem ter treinamento para utilizar o sistema</p><p>de medição. O número de operadores vezes o número de</p><p>Metrologia e Normatização32</p><p>peças deve ser maior que 15. Caso o operador não influencie</p><p>na medição, escolhemos apenas um operador e não avaliamos</p><p>a reprodutibilidade.</p><p>3º Passo</p><p>Cada operador mede três ou mais vezes cada peça em ordem</p><p>aleatória.</p><p>4º Passo</p><p>Realizar medições aleatórias.</p><p>Realizando um estudo de R&R</p><p>Como em qualquer análise de sistema de medição, é necessário</p><p>planejarmos as atividades para que façamos uma boa análise da</p><p>repetitividade e reprodutibilidade, segue alguns passos para observarmos</p><p>segundo Aiag (2010):</p><p>1. A técnica a ser utilizada deve ser planejada. Por exemplo,</p><p>tem alguns sistemas de medição cujo o efeito da</p><p>reprodutibilidade é desprezível, por exemplo, para sistemas</p><p>de medição automáticos no qual a única interferência do</p><p>operador é apertar um botão. Neste caso, planejamos o</p><p>estudo sem a reprodutibilidade (MSA 4º edição, página 73).</p><p>2. O número de operadores, número de peças e o número</p><p>de réplicas devem ser determinados através dos critérios:</p><p>• Criticidade da medida, dimensões críticas requerem mais</p><p>peças e/ou réplicas;</p><p>• Quando lidamos com peças pesadas ou de difícil</p><p>manuseio, utilizamos menos peças e mais réplicas;</p><p>• Requisito do cliente;</p><p>3. Os operadores devem ser escolhidos entre todos os que</p><p>utilizam o sistema de medição;</p><p>Metrologia e Normatização 33</p><p>4. A seleção das peças é crítica para uma boa análise do</p><p>RR. Esta seleção depende do propósito do sistema de</p><p>medição e da disponibilidade de peças que representem</p><p>o processo de produção. Na página 73, o manual, MAS, 4º</p><p>edição estabelece os seguintes propósitos:</p><p>• Controle de Produto: sistemas de medição cujo</p><p>resultado e critério de decisão determinam a</p><p>conformidade ou não conformidade do produto com</p><p>relação às especificações (inspeção 100% ou por</p><p>amostragem). Neste caso, as peças selecionadas não</p><p>precisam cobrir toda a faixa de variação do processo.</p><p>• Controle de Processo: sistemas de medição cujo resultado</p><p>e critério de decisão determinam a estabilidade e/ou</p><p>capacidade do processo de produção (CEP, Gráfico Farol,</p><p>Melhoria Contínua). Neste caso, a disponibilidade de</p><p>peças que cobrem toda a faixa de variação do processo</p><p>de produção é fundamental. Muitas vezes, um estudo</p><p>complementar para determinar a capacidade do processo</p><p>é requerido e recomendado para avaliar a adequabilidade</p><p>do sistema de medição para o controle do processo.</p><p>• O instrumento de medição deve ter uma</p><p>discriminação de pelo menos um décimo da</p><p>tolerância ou variação do processo de produção.</p><p>• Assegurar que o método de medição está medindo a</p><p>dimensão correta e que o método é corretamente aplicado.</p><p>Em muitos sistemas de medição, a variação interna (ou, inerente)</p><p>das peças, como ovalização, podem distorcer nossa estimativa da</p><p>repetitividade. A variabilidade interna pode ser avaliada e separada da</p><p>repetitividade. O procedimento é mais complexo e consiste basicamente</p><p>em:</p><p>Metrologia e Normatização34</p><p>• Obter a medida em vários pontos da peça;</p><p>• Trabalhar com os valores médios (ou valores máximo e/ou</p><p>mínimo) para cada peça;</p><p>• A partir destes experimentos estimar a variabilidade</p><p>interna.</p><p>A variabilidade interna deve sempre ser objeto de estudo para a</p><p>melhoria do processo produtivo.</p><p>O índice RR, deve ser estabelecido para facilitar a interpretação</p><p>do R&R nos sistemas de medições de controle de produto e controle de</p><p>processos.</p><p>• Controle de Processo: Comparar a variabilidade do sistema</p><p>de medição (RR) com a variação esperada do processo de</p><p>produção.</p><p>• Controle de Produto: Comparar a variabilidade do sistema</p><p>de medição (RR) com a tolerância do produto.</p><p>• A variabilidade entre processo e produto ou variabilidade</p><p>entre partes é a variação das medidas entre os itens</p><p>produzidos pelo processo, isto é, a variabilidade observada</p><p>nas peças.</p><p>A variabilidade total pode ser obtida através da soma das variações</p><p>dos sistemas de medição e o processo, sendo:</p><p>Assim podemos calcular o índice de RR do produto e do processo:</p><p>Controle de Produto:</p><p>Controle de Processo:</p><p>Metrologia e Normatização 35</p><p>uma regra geral para aceitar um sistema de medição é definido no seguinte quadro:</p><p>Quadro 1 – Análise do resultado de R&R.</p><p>Fonte: adaptado de MAS (2019)</p><p>RR Decisão Comentários</p><p>Abaixo de</p><p>10%</p><p>Sistema de</p><p>medição</p><p>geralmente</p><p>considerado</p><p>aceitável</p><p>Recomendável, especialmente</p><p>útil quando tentamos ordenar ou</p><p>classificar peças ou quando for</p><p>requerido um controle apertado do</p><p>processo.</p><p>Entre 10% e</p><p>30%</p><p>Poder ser</p><p>aceito para</p><p>algumas</p><p>aplicações</p><p>A decisão deve ser baseada primeiro,</p><p>por exemplo, na importância da</p><p>aplicação da medição, custo do</p><p>dispositivo de medição, custo do</p><p>retrabalho ou reparo. O sistema de</p><p>medição deve ser aprovado pelo</p><p>cliente.</p><p>Acima de 30%</p><p>Considerado</p><p>inaceitável</p><p>Todos os esforços devem ser tomados</p><p>para melhorar o sistema de medição.</p><p>Esta condição pode ser resolvida pelo</p><p>uso de uma estratégia apropriada</p><p>para a medição; por exemplo, utilizar</p><p>a média de diversas medições da</p><p>mesma característica da mesma peça</p><p>a fim de reduzir a variabilidade da</p><p>medida final.</p><p>Cuidado com o uso do RR como único índice para avaliar um sistema</p><p>de medição não é aceitável. Ao aplicar os critérios de aceitação como</p><p>únicos valores de análise, assumimos que as estatísticas são estimativas</p><p>determinísticas da variabilidade</p><p>do sistema de medição.</p><p>Especificar os valores de corte como critério pode levar a um</p><p>comportamento inadequado. Por exemplo, o fornecedor pode ser “criativo”</p><p>Metrologia e Normatização36</p><p>ao encontrar um determinado valor de RR, eliminando as principais</p><p>fontes de variação, como a interação peça X operador, ou simplesmente</p><p>manipular o estudo. (AIAG, 2010)</p><p>Como em qualquer análise, o planejamento deve ser realizado para</p><p>que possamos conduzir o estudo de RR.</p><p>Selecionar aleatoriamente operadores que utilizam e conhecem</p><p>bem o sistema de medição a ser estudado. Em geral recomendamos três</p><p>operadores. Se isto não for viável, utilizar pelo menos dois operadores.</p><p>Caso o operador não influencie na medição, não avalie a reprodutibilidade.</p><p>Utilizar equipamentos de medição devidamente calibrados.</p><p>Selecionar de 5 a 15 peças da produção cujas dimensões varram</p><p>o campo de variação do processo. Se o sistema de medição for utilizado</p><p>para processos com campos de variação muito distintos, recomendamos</p><p>realizar estudos RR distintos. Sempre que possível procure obter g =</p><p>(número de peças) X (número de operadores) maior que 15. Se isto não for</p><p>possível, aumente o número de leituras por peças. Escolher o método de</p><p>conduzir e analisar o estudo. Análise de Variância (ANOVA). (AIAG, 2010)</p><p>Para sistemas de medição no qual o resultado da medição é</p><p>utilizado para determinar a “conformidade” ou “não conformidade” do</p><p>produto com respeito a uma especificação as amostras selecionadas</p><p>NÃO precisam abranger toda a especificação. Além disso, a análise do</p><p>RR deve ser realizada em relação à tolerância. Neste caso, calculamos a</p><p>porcentagem RR em relação à tolerância.</p><p>Para o caso em que o sistema de medição controla o processo,</p><p>isto é, o resultado da medição é utilizado para determinar a estabilidade,</p><p>tendência e variabilidade do processo, através de um estudo de CEP,</p><p>devemos utilizar a variação do processo para avaliar o RR. Neste caso,</p><p>devemos escolher bem as peças, pois estas devem abranger toda a faixa</p><p>de variação do processo. Se for possível, devemos realizar um estudo</p><p>independente para estimar a variabilidade do processo. Assim, calculamos</p><p>a porcentagem RR em relação à variabilidade total. (AIAG, 2010)</p><p>Metrologia e Normatização 37</p><p>RESUMINDO:</p><p>Neste capítulo aprendemos sobre estudo de R&R,</p><p>repetibilidade e reprodutibilidade, como é possível realizar o</p><p>estudo que correlaciona estes dois conceitos. Também foi</p><p>possível visualizarmos a importância do estudo de R&R, como</p><p>ele ajuda a verificarmos os sistemas de medições, avaliarmos</p><p>estes sistemas e atingirmos os resultados que procuramos.</p><p>Ainda vimos os tipos de estudo R&R, sendo eles:</p><p>1. Método de Amplitude;</p><p>2. Método da Amplitude e Média;</p><p>3. Método ANOVA;</p><p>E vimos que para a AIAG (2010), o melhor método para o</p><p>estudo de R&R é o ANOVA, uma vez que esse método mede</p><p>o erro de interação do operador com a peça no dispositivo de</p><p>medição enquanto que os outros métodos não incluem essa</p><p>variação. Ainda bem que possuímos métodos de estudo que</p><p>nos garantem a verificação e o correto funcionamento dos</p><p>sistemas de medição que utilizamos.</p><p>Metrologia e Normatização38</p><p>Controle Metrológico de Pré- Embalados</p><p>INTRODUÇÃO:</p><p>Neste aprenderemos sobre o que são os produtos pré-</p><p>embalados, onde encontramos estes produtos. Também</p><p>entenderemos como o controle metrológico é realizado para</p><p>os produtos pré-embalados e a importância do controle sobre</p><p>estes produtos para todas as pessoas.</p><p>Você nem sabia que os produtos que você compra tinham</p><p>tanta inspeção e controle não é mesmo? Seguimos ampliando</p><p>nossos conhecimentos sobre a Metrologia!</p><p>Produtos Pré-embalados</p><p>Produtos pré-medidos ou pré-embalados são aqueles que estão</p><p>sendo comercializados e foram embalados e medidos sem a presença do</p><p>consumidor. Entre os mais populares estão produtos de limpeza, materiais</p><p>de higiene pessoal e alimentícios, incluindo aqueles que compõem a</p><p>cesta básica. (INMETRO, 1999)</p><p>Figura 11 – Ilustração produtos pré-embalados.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>Metrologia e Normatização 39</p><p>A inspeção de pré-embalados é realizada rotineiramente pelos</p><p>órgãos que compõem a Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade</p><p>(RBMLQ-I), por meio da coleta de amostras de lotes de produtos em</p><p>pontos de venda, depósitos e fábricas. (INMETRO, 2019?).</p><p>Atualmente, 85% de tudo que consumimos são produtos pré–</p><p>medidos ou pré-embalados.</p><p>O Inmetro, para garantir a confiabilidade do peso ou volume do</p><p>produto e permitir a leal concorrência entre os produtores, publicou a</p><p>Portaria Inmetro n° 248 de 17 de julho de 2008, aprovando o Regulamento</p><p>Técnico Metrológico que define os requisitos a serem cumpridos pelos</p><p>produtos pré-embalados e a metodologia de determinação do conteúdo</p><p>efetivo do produto.</p><p>Ao comprar um produto pré-embalado observe seu rótulo ou</p><p>etiqueta. Lá deve estar impressa, de forma clara e legível, a sua quantidade.</p><p>A Portaria Inmetro n° 157, de 19 de agosto de 2002, que aprova o</p><p>Regulamento Técnico Metrológico que estabelece a forma de expressar o</p><p>conteúdo nominal dos produtos pré-medidos, especifica que a indicação</p><p>quantitativa deve constar no rótulo ou no corpo do produto pré-medido, na</p><p>vista principal e em cor contrastante a que lhe servir de fundo. (INMETRO,</p><p>2012).</p><p>Dicas do Inmetro para comprar pré-embalados.</p><p>Para auxiliar o consumidor, o Inmetro preparou algumas dicas com</p><p>o que deve ser observado na hora de adquirir esse tipo de produto:</p><p>• A indicação quantitativa dos produtos pré-embalados</p><p>deve constar no rótulo, na vista principal da embalagem e</p><p>em cor contrastante à que lhe servir de fundo.</p><p>• Não se engane com indicações do tipo “tamanho família”,</p><p>pois embalagens de tamanhos iguais podem conter</p><p>quantidades diferentes;</p><p>• A quantidade dos conservantes, tais como calda ou</p><p>salmoura, não deve ser considerada como produto, e,</p><p>Metrologia e Normatização40</p><p>sendo assim, não deve estar incluída no peso drenado do</p><p>produto;</p><p>• O peso da embalagem deve ser descontado do peso do</p><p>produto;</p><p>• Brindes devem ser oferecidos de acordo com a Portaria</p><p>Inmetro nº 180/1998. Quando os brindes se referirem a</p><p>uma quantidade de produto comercializada, devem estar</p><p>declaradas na embalagem tanto a quantidade do produto</p><p>quanto a parcela relativa ao brinde, de forma clara.</p><p>• Produtos como sardinha em lata, palmito e doces em calda</p><p>são imersos em líquidos, que podem estar presentes para</p><p>fins de conservação ou ser parte integrante do produto.</p><p>A embalagem deve indicar a quantidade do produto</p><p>principal sem considerar a parte líquida, isto é, o peso</p><p>drenado, e também o peso total, com o líquido.</p><p>• Produtos glaciados – aqueles nos quais é aplicada uma</p><p>fina camada externa de gelo que servirá de proteção</p><p>contra oxidação e rancificação – devem ter declarado na</p><p>embalagem o peso líquido, descontando a camada de</p><p>glaciamento. (INMETRO, 2019?).</p><p>Controle de Produtos Pré-embalados</p><p>Antes de começarmos a falar sobre o controle de produtos pré-</p><p>embalados, vamos analisar a definição de embalagem proposta pela</p><p>OIML (Organização Internacional de Metrologia Legal).</p><p>DEFINIÇÃO:</p><p>A embalagem é geralmente utilizada para conter, proteger,</p><p>manusear (por exemplo, um palito de picolé), entregar,</p><p>preservar (por exemplo, gelo ou glazing), transportar, informar</p><p>e servir como auxílio (por exemplo, alimentos servidos em</p><p>bandejas descartáveis). (SANTOS, 2014).</p><p>Metrologia e Normatização 41</p><p>A embalagem também inclui: o recipiente, gelo (que não ocorra</p><p>naturalmente no produto, como o glazing), itens sólidos colocados junto</p><p>com o produto, tais como papéis, envoltórios, palitos de picolé, cera que</p><p>envolve queijos, e quaisquer meios colocados junto com o produto e que</p><p>se destinam a serem deixados depois dele ser utilizado. (SANTOS, 2014).</p><p>O Inmetro, possui regulamentos técnicos e metrológicos que</p><p>define os requisitos a serem cumpridos pelos produtos pré-embalados</p><p>e a metodologia de determinação do conteúdo efetivo dos</p><p>produtos</p><p>comercializados em unidades de massa e volume.</p><p>Vamos aprender agora, sobre verificações e avaliações realizadas</p><p>nos produtos pré-embalados, para garantir que eles cheguem sem</p><p>fraudes, imperfeições ou danos até nós.</p><p>A indicação quantitativa representa o valor numérico do teor</p><p>quantitativo do produto, acompanhado da unidade de medida</p><p>correspondente. As unidades que devem ser apresentadas na indicação</p><p>quantitativa são, de acordo com (SANTOS, 2014):</p><p>• Produto sólido, granulado ou em gel: indicação em</p><p>unidades de massa;</p><p>• Produto líquido: indicação em unidades de volume;</p><p>• Produto semissólido ou semilíquido: indicação em</p><p>unidades de massa ou de volume;</p><p>• Produto comercializado em quantidade de unidades:</p><p>indicação em número de unidades;</p><p>• Produto comercializado por comprimento ou largura:</p><p>indicação em unidades de comprimento.</p><p>Todo produto pré-medido que se apresenta em forma líquida,</p><p>mas que se solidifica em contato com o ar deve ser comercializado em</p><p>unidades de massa.</p><p>Metrologia e Normatização42</p><p>VERIFICAÇÃO EXTERNA</p><p>Técnicos identificados por crachá e Carteira Funcional, com veículo</p><p>oficial identificado pela logo do IPEM de cada estado, atuam nos locais</p><p>onde se revendam, fabriquem ou armazenem produtos, avaliando-os</p><p>em relação ao aspecto formal, quantitativo ou dimensional, efetuando</p><p>coleta para exame oficial a ser realizado nos laboratórios do IPEM, sempre</p><p>que apresentem suspeita de irregularidade ou, nos casos de denúncia.</p><p>Também, na coleta de amostra de produto sem qualquer indicação</p><p>quantitativa, ou seja, irregular. Os produtos cujos valores nominais estejam</p><p>fora da padronização legal estabelecida, estarão sujeitos a interdição/</p><p>apreensão. (INMETRO, 2008)</p><p>A avaliação preliminar visa a identificação das mercadorias pré-</p><p>medidas com maior probabilidade de erro quantitativo para coleta e</p><p>posterior exame metrológico, conforme legislação metrológica específica</p><p>vigente.</p><p>VERIFICAÇÃO INTERNA</p><p>Técnicos atuam nos laboratórios do IPEM, realizando pesagens e</p><p>medições para comprovação efetiva da indicação quantitativa constante</p><p>nas amostras coletadas do produto.</p><p>EXAME QUANTITATIVO/DIMENSIONAL</p><p>Quando é executado a medição de um produto pré-embalado que</p><p>está sendo analisado, o método de medição também é regulamentado,</p><p>portanto, toda medição quantitativa de seguir os regulamentos</p><p>metrológicos em vigor.</p><p>• Produtos comercializados em unidade de massa:</p><p>Valor Efetivo = Peso Bruto – Peso da Embalagem</p><p>• Produtos comercializados com indicação dimensional</p><p>Valor Efetivo = Medida obtida por Instrumento de Medição</p><p>A indicação quantitativa deve ser feita para transmitir ao consumidor</p><p>uma fácil, fiel e satisfatória informação da quantidade do produto</p><p>comercializado.</p><p>Metrologia e Normatização 43</p><p>O quadro 2 nos mostra como proceder a indicação quantitativa</p><p>que deverá constar na embalagem do produto, baseada em sua forma</p><p>de comercialização, sempre acompanhada de sua unidade de medida</p><p>correspondente. A simbologia legal (ml, L, g, kg) empregada, dependerá</p><p>da quantidade nominal de produto expressa para comercialização.</p><p>(SANTOS, 2014)</p><p>Quadro 2 – Indicação quantitativa na embalagem do produto</p><p>Fonte: Adaptada de Portaria Inmetro n° 157 (2002)</p><p>Tipo de Medida</p><p>(Grandeza)</p><p>Quantidade Líquida</p><p>e Produto (Qn)</p><p>Unidades</p><p>Volume (líquidos)</p><p>q < 1000ml</p><p>q ≥ 1000ml</p><p>mL ou ml ou cL</p><p>ou cl ou cm³</p><p>L (ℓ)</p><p>Massa</p><p>q ≤ 1g</p><p>1g ≤ q ≤ 1000g</p><p>mg</p><p>g</p><p>kg</p><p>Comprimento</p><p>q ≤ 1mm</p><p>1mm ≤ q ≤ 1000cm</p><p>q ≥ 1000cm</p><p>mm</p><p>mm ou cm</p><p>cm</p><p>O Quadro 2 estabelece a altura mínima dos caracteres indicativos</p><p>da quantidade nominal, baseada sempre no valor nominal indicado do</p><p>produto para comercialização.</p><p>Quadro 3 - altura mínima dos caracteres indicativos da quantidade nominal.</p><p>Fonte: Adaptada de Portaria Inmetro n° 157 (2002)</p><p>Tipo de Medida</p><p>(Grandeza)</p><p>ALTURA MÍNIMA DOS</p><p>ALGARISMOS EM</p><p>MILÍMETRO</p><p>Menor ou igual a 50 2</p><p>Maior que 50 e menor ou</p><p>igual a 200</p><p>3</p><p>Maior que 200 e menor ou</p><p>igual a 1.000</p><p>4</p><p>Maior que 1.000 6</p><p>Metrologia e Normatização44</p><p>EXCEÇÃO PARA ALTURA DOS CARACTERES</p><p>As etiquetas adesivas do instrumento de pesagem (balança), não</p><p>terão a obrigatoriedade de seguir as alturas de caracteres indicativos da</p><p>quantidade, conforme determina a Tabela 2. Para esses casos, deverão os</p><p>caracteres da indicação na etiqueta apresentar altura mínima de 2 mm.</p><p>O quadro 3 estabelece deve ser a indicação quantitativa da</p><p>embalagem do produto, baseado em sua forma de comercialização,</p><p>sempre acompanhada de sua unidade de medida correspondente. A</p><p>simbologia legal (mm, cm, m) empregada, dependerá da quantidade</p><p>nominal de produto expressa para comercialização. (IPEM, 2012)</p><p>Diferente dos produtos com indicação em quantidade nominal de</p><p>massa ou volume, os produtos comercializados número de unidades</p><p>ou dimensões, terão sua altura mínima dos caracteres indicativos da</p><p>quantidade determinados pelo cálculo da área de sua embalagem em</p><p>cm² (maior altura X maior Largura). (INMETRO, 2008)</p><p>Quadro 4 - indicação quantitativa da embalagem do produto.</p><p>Fonte: Adaptada de Portaria Inmetro n° 157 (2002)</p><p>Área da vista principal (cm²)</p><p>Altura mínima dos</p><p>algarismos(mm)</p><p>Maior que 40 2,0</p><p>Maior ou igual a 40 e</p><p>menor que 170</p><p>3,0</p><p>Maior ou igual a 140 e</p><p>menor que 650</p><p>4,5</p><p>Maior ou igual a 650 e</p><p>menor que 2.600</p><p>6,0</p><p>Maior ou igual a 2.600 10,0</p><p>BRINDES E VALE BRINDES</p><p>Você já deve ter comprado produtos pré-medidos que oferecem</p><p>brindes e vale brindes. Por esta razão, O Inmetro publicou a Portaria n°</p><p>180/1998, e que determina que os brindes de natureza diferente do</p><p>produto comercializado podem ser incluídos nas embalagens, desde</p><p>que o peso que foi declarado antes da inclusão do brinde permaneça</p><p>inalterado.</p><p>Metrologia e Normatização 45</p><p>PRODUTOS DRENADOS</p><p>Produtos separáveis em duas fases (uma líquida e outra drenada)</p><p>como sardinha em lata, palmito e frutas em calda, imersos em líquidos, que</p><p>podem estar presentes para fins de conservação ou que eventualmente</p><p>sejam utilizados como parte integrante do produto. Estes produtos,</p><p>embora com duas indicações na sua embalagem, tem como razão de</p><p>comercialização a quantidade do produto principal sem considerar a</p><p>parte líquida, isto é, a indicação quantitativa básica para o consumidor,</p><p>deve ser do produto drenado. (IPEM, 2012)</p><p>DESTINO DOS PRODUTOS, APÓS O EXAME</p><p>• Entregue ao responsável quando presente ao exame;</p><p>• Doado a Instituição Beneficente Cadastrada junto ao IPEM;</p><p>• Inutilizado por manuseio durante o exame ou imprestável</p><p>para consumo. (INMETRO, 2008)</p><p>RESUMINDO:</p><p>Parece um caminho longo para os produtos pré-embalados</p><p>chegarem até nós não é mesmo? Longo talvez não, mais com</p><p>várias etapas com certeza. Pois então manter todos produtos</p><p>padronizados, evitar fraudes e criar um ambiente de comércio</p><p>justo e competitivo não é uma atividade tão simples. Vimos</p><p>nesta unidade o que são os produtos pré-embalados, alguns</p><p>exemplos como os componentes de cesta básica. Também</p><p>aprendemos a definição de embalagem segundo a OIML –</p><p>Organização internacional de Metrologia Legal. Ainda vimos</p><p>como funciona algumas regras de identificação dos produtos</p><p>pré-embalados, regras essas que são regulamentadas</p><p>pelo Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade</p><p>e Tecnologia. Passamos a compreender melhor como a</p><p>metrologia está presente em nossas casas e dia-a-dia não é</p><p>mesmo? Basicamente essa área de conhecimento mede tudo</p><p>o que consumimos, controla quase toda movimentação do</p><p>comércio de produtos que utilizamos e ainda garante que não</p><p>haja fraude nos itens que compramos para consumo. Incrível</p><p>não é mesmo? A partir de agora visualizamos a metrologia em</p><p>todo o lugar!</p><p>Metrologia e Normatização46</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERT, Bruno. Telecurso 2000 - Metrologia 04 – Paquímetro. Disponível</p><p>em:<https://www.youtube.com/watch?v=-h78uZk-1Cw>. Acesso em: 22 de</p><p>mar. 2020.</p><p>BIPM. Escritório Internacional de Pesos e Medidas. Disponível em: <https://</p><p>www.bipm.org>. Acesso em 25 fev 2020.</p><p>BIPM. What is metrology? Disponível em:</p><p><https://www.bipm.org/en/</p><p>worldwide-metrology/> Acesso em: 24/02/2020).</p><p>BIPM. About Us. Disponível em: <https://www.bipm.org/en/about-us/>.</p><p>Acesso em: 24/02/2020).</p><p>COSTA-FELIX, Rodrigo; BERNARDES, Américo. Metrologia Vol.1</p><p>Fundamentos – 2017.</p><p>INMETRO. Medições na Vida Cotidiana, 2008. Disponível em: <https://www.</p><p>youtube.com/watch?v=K22wxQwkV60>. Acesso em : 25 de fev. 2020.</p><p>INMETRO. Guia de Boas Práticas de Regulamentação. s.d.</p><p>INMETRO. Práticas de metrologia. Disponível em: <https://www4.inmetro.</p><p>gov.br/>. Acesso em 25 fev 2020.</p><p>INMETRO. Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia</p><p>Inmetro, Metrologia Científica. Disponível em: <http://www.inmetro.gov.br/</p><p>metcientifica/index.asp>. Acesso em: 24/02/2020).</p><p>INMETRO. Inmetro dá dicas para aquisição de produtos pré-embalados.</p><p>Disponível em:<https://www4.inmetro.gov.br/noticia/Inmetro-da-dicas-</p><p>para-aquisicao-de-produtos-pre-embalados> Acesso em: 01 de abr. 2020.</p><p>Metrologia e Normatização 47</p><p>INSTITUTO DE PESOS E MEDIDAS DO ESTADO DE SÃO PAULO IPEM-SP.</p><p>Disponível em: <http://www.ipem.sp.gov.br/index.php>. Acesso em 25 fev</p><p>2020.</p><p>INSTRUSUL. Diferença entre calibração e verificação de instrumentos</p><p>de medição. Disponível em:<http://blog.instrusul.com.br/diferenca-entre-</p><p>calibracao-e-verificacao/> Acesso em: 01 de abr. 2020.</p><p>KOBAYOSHI, Marcelo. Calibração de Instrumentos de medição. 2012, Editora</p><p>Senai-SP.</p><p>KULA, Witold. Mesasures and Men (Medidas e o Homen), 1970. Editora:</p><p>Princeton University Press. ISBN-10: 0691639078.</p><p>LIRA, Francisco Adval. Metrologia Dimensional Técnicas de medição e</p><p>instrumentos para controle e fabricação Industrial. Editora Saraiva. 2015.</p><p>Metrologia em Revista, 2020, edição 1, IPEM. Disponível em: http://www.</p><p>ipem.sp.gov.br/images/publicacoes/Revistas/Revista14_a04n01/index.</p><p>html#p=6. Acesso em: 01 de abri. 2020.</p><p>OIML D 2010. Considerations for a Law on Metrology. Organisation</p><p>Internacionale de Métrogie Legale, 2012. Disponível em: < https://www.oiml.</p><p>org/en/publications/bulletin/pdf/oiml_bulletin_oct_2010.pdf> Acesso em:</p><p>30/03/2020.</p><p>SANTOS, Luiz Carlos Gomes dos. Regulamentação metrológica de produtos</p><p>pré-medidos: Pescado Glaciado. Audiência Pública PL 3988/12, 2014.</p><p>SILVA, João Cirilo Neto. Metrologia e Controle dimensional: Conceitos,</p><p>Normas e Aplicações. 2012. Editora Campus.</p><p>THOMSOM, Wiliam. Mathematical and Fisical. Vol1, 1882, Cambridge.</p><p>VIM. Vocabulário internacional de metrologia, 2012. Disponível em: <http://</p><p>www1.ipq.pt/PT2Metrologia/Documents/VIM_IPQ_INMETRO_2012.pdf>.</p><p>Acesso em: 25 fev 2020.</p><p>Metrologia e Normatização48</p><p>WERKEMA Cristina. Avaliação de Sistemas de Medição. 2012. Editora</p><p>Campus.</p><p>WORDPRESS. O que são os padrões metrológicos. Disponível em: <https://</p><p>qualidadeonline.wordpress.com/2012/04/24/o-que-sao-padroes-</p><p>metrologicos-1/.> Acesso em: 18/03/2020.</p><p>Metrologia e Normatização 49</p><p>Controle de Instrumentos e sua Verificação</p><p>Metrologia e Normatização</p><p>Controle dos Instrumentos de Medição e sua Verificação</p><p>Controle de Instrumentos de Medição</p><p>Supervisão Metrológica</p><p>Perícia Metrológica</p><p>Verificação de Instrumentos de medição</p><p>Conceito de Repetibilidade e Reprodutibilidade</p><p>Conceito de Repetibilidade</p><p>Conceito de Reprodutibilidade</p><p>Repetibilidade x Reprodutibilidade</p><p>Repetibilidade e Reprodutibilidade: o estudo de R&R</p><p>R&R: estudo para mensurar a repetibilidade e reprodutibilidade de um sistema de medição</p><p>Realizando um estudo de R&R</p><p>Controle Metrológico de Pré- Embalados</p><p>Produtos Pré-embalados</p><p>Controle de Produtos Pré-embalados</p>

Mais conteúdos dessa disciplina