Prévia do material em texto
<p>TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ</p><p>15ª CÂMARA CÍVEL</p><p>Autos nº. 0059508-16.2024.8.16.0000</p><p>Agravo de Instrumento n° 0059508-16.2024.8.16.0000 AI</p><p>2ª Vara Cível de Bandeirantes</p><p>Agravante(s): MARIA JOSÉ MARTINS GARCIA</p><p>Agravado(s): Banco do Brasil S/A</p><p>Relator: Desembargador Jucimar Novochadlo</p><p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO</p><p>EXTRAJUDICIAL. BLOQUEIO DE VALORES EXISTENTES EM CONTA</p><p>POUPANÇA. QUANTIA QUE EXCEDE 40 SALÁRIOS-MÍNIMOS.</p><p>IMPENHORABILIDADE APENAS DE PARTE DO MONTANTE QUE</p><p>NÃO ULTRAPASSAR 40 SALÁRIOS-MÍNIMOS. EXEGESE DO ARTIGO</p><p>833, X, CPC. DECISÃO REFORMADA EM PARTE.</p><p>“A Corte Especial firmou o entendimento de que, nos termos do art.</p><p>833, X, do CPC/2015, a garantia de impenhorabilidade do montante</p><p>de até 40 salários mínimos é aplicável exclusivamente aos depósitos</p><p>em caderneta de poupança e eventualmente aos valores mantidos</p><p>em conta corrente ou em qualquer outra aplicação financeira. Nessa</p><p>última hipótese, desde que comprovado, pela parte atingida, que o</p><p>montante objeto da constrição constitui reserva de patrimônio</p><p>destinado a assegurar o mínimo existencial (cf. REsps 1.677.144/RS</p><p>e 1.660.671/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE</p><p>ESPECIAL, julgado em 21/2/2024, acórdão pendente de publicação).</p><p>(...). (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.100.162/MS, relator Ministro Raul</p><p>Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/5/2024, DJe de 4/6/2024.)</p><p>Agravo de Instrumento parcialmente provido.</p><p>Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento</p><p>nº 0059508-16.2024.8.16.0000, de Bandeirantes– 2ª Vara Cível, em que figura como</p><p>Agravante Maria José Martins Garcia e Agravado Banco do Brasil S/A.</p><p>Maria José Martins1. Trata-se de agravo de instrumento interposto por</p><p>Garcia em face de decisão proferida nos autos de “ação de execução por quantia certa”, a qual</p><p>rejeitou a impugnação à penhora e, por conseguinte, a alegação de impenhorabilidade de</p><p>valores. Ainda, determinou a intimação do exequente para dar prosseguimento ao feito (mov.</p><p>398).</p><p>Nas razões do recurso, sustenta a recorrente, em síntese: a)</p><p>impenhorabilidade dos valores bloqueados, pois a conta poupança n.º 20.749-7, mantida na</p><p>agência n.º 0429-4 do Banco do Brasil, refere- se a toda sua reserva financeira, bem como</p><p>nela recebe seu benefício previdenciário; b) que a movimentação bancária refere-se somente</p><p>às compras realizadas com o benefício previdenciário, ficando sempre um saldo de pouco</p><p>mais de 40 (quarenta) salários mínimos que refere-se à reserva financeira; c) que o</p><p>entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que há</p><p>impenhorabilidade da quantia poupada pelo devedor até o limite de 40 salários, não se</p><p>restringindo somente à caderneta de poupança, mas também aos fundos de investimentos e</p><p>conta corrente; d) que a penhora também alcançou o benefício previdenciário da Agravante,</p><p>vez que na data do bloqueio havia acabado de receber seu rendimento. Por fim, requer a</p><p>concessão do efeito ativo ao recurso, bem como o efeito suspensivo, ao fundamento de que</p><p>presentes os requisitos legais.</p><p>Foi determinado o processamento do recurso (mov. 08).</p><p>O agravado apresentou resposta (mov. 15.1).</p><p>É o relatório.</p><p>2. Presentes os requisitos e pressupostos de admissibilidade, conheço o</p><p>recurso.</p><p>Impenhorabilidade de valores</p><p>Cinge-se a controvérsia recursal sobre à possibilidade ou não de penhora</p><p>de valores existentes em conta bancária da agravante.</p><p>Como se sabe, o art. 833, do CPC considera impenhoráveis os</p><p>vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria,</p><p>pensões, pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de</p><p>terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador</p><p>autônomo e os honorários de profissional liberal, bem como a quantia depositada em</p><p>caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos. Confira-se:</p><p>Art. 833. São impenhoráveis:</p><p>I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à</p><p>execução;</p><p>II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a</p><p>residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as</p><p>necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida;</p><p>III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se</p><p>de elevado valor;</p><p>IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os</p><p>proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como</p><p>as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do</p><p>devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de</p><p>profissional liberal, ressalvado o § 2º;</p><p>V- os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros</p><p>bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado;</p><p>VI - o seguro de vida;</p><p>VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem</p><p>penhoradas;</p><p>VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada</p><p>pela família;</p><p>IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação</p><p>compulsória em educação, saúde ou assistência social;</p><p>X- a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta)</p><p>salários-mínimos;</p><p>XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos</p><p>termos da lei;</p><p>XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de</p><p>incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra.</p><p>§ 1º A impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida relativa ao próprio</p><p>bem, inclusive àquela contraída para sua aquisição.</p><p>§ 2º O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora</p><p>para pagamento de prestação alimentícia, independentemente de sua origem,</p><p>bem como às importâncias excedentes a 50 (cinquenta) salários-mínimos</p><p>mensais, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 8º, e no art.</p><p>529, §3º.</p><p>§ 3º Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V do caput os</p><p>equipamentos, os implementos e as máquinas agrícolas pertencentes a pessoa</p><p>física ou a empresa individual produtora rural, exceto quando tais bens tenham</p><p>sido objeto de financiamento e estejam vinculados em garantia a negócio jurídico</p><p>ou quando respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou</p><p>previdenciária.</p><p>Observe-se, que o escopo do legislador foi o de preservar alguns recursos</p><p>financeiros do devedor, constituindo uma garantia para sua segurança alimentícia e de sua</p><p>família.</p><p>Vale observar, contudo, que a impenhorabilidade não pode ir além do</p><p>necessário para fazer frente ao sustento do devedor, da sua família e daqueles que dele</p><p>comprovadamente dependam. Afinal, o princípio da dignidade humana, matriz constitucional</p><p>da impenhorabilidade prevista no art. 833, do CPC/2015 (art. 1º, III, da CF), visa-se tão</p><p>somente preservar um mínimo intangível da esfera do devedor, sem o qual a sobrevivência</p><p>dele e da sua família restaria comprometida, e não o que excede.</p><p>Assim, o simples caráter de espécie remuneratória não tem, por si só, o</p><p>condão de afastar ou impedir a realização de atos judiciais constritivos, até porque estes não</p><p>passam de efeitos naturais da execução. Logo, como regra, não se mostra razoável admitir</p><p>que toda e qualquer verba alimentar continue a gozar do benefício da impenhorabilidade.</p><p>Pensar em sentido contrário representaria proteção demasiada ao</p><p>devedor, em verdadeiro menosprezo ao direito de crédito do exequente, ou ainda, estar-se-ia</p><p>garantindo não a sobrevivência digna do devedor, mas a manutenção de um padrão de vida às</p><p>custas do credor.</p><p>Em verdade, a matéria posta em discussão caracteriza uma situação</p><p>paradigmática, em que há conflito de direitos igualmente assegurados pelo ordenamento</p><p>jurídico - de um lado, a satisfação creditícia do exequente, e, de outro o sustento do devedor.</p><p>Para sopesar os valores em conflito, oportuno citar o postulado da</p><p>proporcionalidade, assim definido na doutrina por Humberto Ávila:</p><p>“O postulado da proporcionalidade se aplica a</p><p>situações em que há uma relação</p><p>de causalidade entre dois elementos empiricamente discerníveis, um meio e um</p><p>fim, de tal sorte que se possa proceder aos três exames fundamentais: o da</p><p>adequação (o meio promove o fim?), o da necessidade (dentre os meios</p><p>disponíveis e igualmente adequados para promover o fim, não há outro meio</p><p>menos restritivo do(s) direito(s) fundamentais afetados?) e o da proporcionalidade</p><p>em sentido estrito (as vantagens trazidas pela promoção do fim correspondem às</p><p>desvantagens provocadas pela adoção do meio?). Nesse sentido, a</p><p>proporcionalidade como postulado estruturador de aplicação de princípios que</p><p>concretamente se imbricam em torno de uma relação de causalidade entre um</p><p>meio e um fim, não possui aplicabilidade irrestrita. Sua aplicação depende de</p><p>elementos sem os quais não pode ser aplicada. Sem um meio, um fim concreto e</p><p>uma relação de causalidade entre eles não há aplicabilidade do postulado da</p><p>proporcionalidade em seu caráter trifásico.” (In Teoria dos Princípios. 13 ed. São</p><p>Paulo: Malheiros, 2012.)</p><p>No caso, observa-se dos documentos acostados aos autos que houve o</p><p>bloqueio do valor de R$ 60.922,05 existente em conta bancária da agravante (mov. 374.1 –</p><p>autos originários). Dos extratos colacionados ao mov. 382.3 e 390.3 (autos originários), é</p><p>possível aferir que o valor se encontra em “poupança ouro/poupex” e não há prova de que a</p><p>quantia não serve como reserva financeira, o que era de rigor.</p><p>Nesse sentido a jurisprudência do STJ:</p><p>PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE</p><p>DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. IMPENHORABILIDADE DE VALOR</p><p>DE ATÉ 40 (QUARENTA) SALÁRIOS MÍNIMOS MANTIDO EM CONTA</p><p>BANCÁRIA OU INVESTIMENTO DISTINTO DA POUPANÇA. COMPROVAÇÃO</p><p>DE RESERVA PATRIMONIAL GARANTIDORA DO MÍNIMO EXISTENCIAL.</p><p>PRECEDENTE DA CORTE ESPECIAL. AGRAVO INTERNO PROVIDO.1. A</p><p>Corte Especial firmou o entendimento de que, nos termos do art. 833, X, do CPC</p><p>/2015, a garantia de impenhorabilidade do montante de até 40 salários mínimos</p><p>é aplicável exclusivamente aos depósitos em caderneta de poupança e</p><p>eventualmente aos valores mantidos em conta corrente ou em qualquer outra</p><p>aplicação financeira. Nessa última hipótese, desde que comprovado, pela parte</p><p>atingida, que o montante objeto da constrição constitui reserva de patrimônio</p><p>destinado a assegurar o mínimo existencial (cf. REsps 1.677.144/RS e 1.660.671</p><p>/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE ESPECIAL, julgado em 21/2</p><p>/2024, acórdão pendente de publicação).2. Caso concreto no qual o Tribunal de</p><p>origem confirmou a penhora de valor inferior a 40 (quarenta) salários mínimos</p><p>em conta corrente de titularidade da parte recorrente, com fundamento na</p><p>restrição da garantia da impenhorabilidade apenas à caderneta de poupança,</p><p>considerando inviável sua extensão a outras contas ou aplicações financeiras.</p><p>Necessidade de retorno dos autos ao Tribunal de origem para aplicação do</p><p>entendimento firmado à espécie.3. Agravo interno provido, para dar parcial</p><p>provimento ao recurso especial. (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.100.162/MS,</p><p>relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/5/2024, DJe de 4/6</p><p>/2024.)</p><p>No mesmo sentido a orientação desta Corte:</p><p>EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. CÉDULA DE CRÉDITO</p><p>BANCÁRIO. DECISÃO QUE INDEFERIU PEDIDO DOS DEVEDORES PELO</p><p>RECONHECIMENTO DA IMPENHORABILIDADE DE VALORES</p><p>BLOQUEADOS VIA SISTEMA SISBAJUD. INSURGÊNCIA DESTES.</p><p>IMPENHORABILIDADE DE QUANTIA DEPOSITADA EM CONTA BANCÁRIA</p><p>(CPC, AT. 833, X). NOVA ORIENTAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE</p><p>JUSTIÇA (RESP 1.677.144/RS) NO SENTIDO DE QUE O BLOQUEIO</p><p>JUDICIAL PODE ATINGIR DINHEIRO MANTIDO EM CONTA CORRENTE,</p><p>RESPEITADO O TETO DE 40 (QUARENTA) SALÁRIOS-MÍNIMOS, DESDE</p><p>QUE COMPROVADO PELO DEVEDOR QUE O MONTANTE CONSTITUI</p><p>RESERVA DE PATRIMÔNIO DESTINADO A ASSEGURAR O MÍNIMO</p><p>EXISTENCIAL OU QUE O VALOR POSSUI NATUREZA ABSOLUTAMENTE</p><p>IMPENHORÁVEL. CASO CONCRETO EM QUE NÃO RESTOU COMPROVADA</p><p>A NATUREZA DAS RESPECTIVAS CONTAS OU QUE OS VALORES SERVEM</p><p>DE RESERVA FINANCEIRA DE CADA UM DOS AGRAVANTES, TAMPOUCO</p><p>QUE A VERBA ADVÉM INTEGRALMENTE DE RECEBIMENTO DE SALÁRIO</p><p>(CPC, ART. 833, IV). RECURSO NÃO PROVIDO.(TJPR - 15ª Câmara Cível -</p><p>0021214-89.2024.8.16.0000 - Cascavel - Rel.: DESEMBARGADOR LUIZ</p><p>CEZAR NICOLAU - J. 06.07.2024)</p><p>Logo, considerando o entendimento acerca da impenhorabilidade de valor</p><p>inferior à 40 salários mínimos, e ainda, que o valor bloqueado ultrapassa tal montante, eis que</p><p>a penhora foi de R$ 60.922,05, necessária a reforma em parte da decisão agravada, a fim de</p><p>reconhecer como impenhorável apenas a quantia relativa à 40 salários mínimos, devendo</p><p>permanecer bloqueado o excedente, visando a satisfação do débito objeto da execução.</p><p>Nesse sentido, a jurisprudência desta Corte:</p><p>AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL.</p><p>ACOLHIMENTO PARCIAL DA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE OPOSTA</p><p>POR DOIS EXECUTADOS. RECURSO QUE ULTRAPASSA APENAS</p><p>PARCIALMENTE O EXAME DE ADMISSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE</p><p>EXCESSO DE PENHORA. QUESTÃO NÃO ABORDADA NA DECISÃO</p><p>AGRAVADA. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO PELO TRIBUNAL, EM</p><p>SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO, SOB PENA DE SUPRESSÃO DE</p><p>INSTÂNCIA OU OFENSA AO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO. INSURGÊNCIA</p><p>CONTRA OS BLOQUEIOS REALIZADOS JUNTO À INSTITUIÇÕES</p><p>FINANCEIRAS DIVERSAS DAQUELAS MENCIONADAS NA PETIÇÃO DE</p><p>EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL QUE NÃO SE</p><p>ADMITE. CONHECIMENTO DO RECURSO EXCLUSIVAMENTE NA PARTE</p><p>EM QUE SE INSURGE CONTRA O BLOQUEIO DE VALORES REALIZADOS</p><p>JUNTO AO BANCO DO BRASIL. QUESTÃO QUE, ANALISADA SOB A ÓTICA</p><p>DE QUE OS VALORES BLOQUEADOS SERIAM IMPENHORÁVEIS POR NÃO</p><p>EXCEDEREM A 40 SALÁRIOS-MÍNIMOS, NOS TERMOS DO ARTIGO 833, X,</p><p>DO CPC, CONFERE RAZÃO AOS AGRAVANTES. IRRELEVÂNCIA DA</p><p>NATUREZA DA CONTA EM QUE SE ENCONTRAVAM DEPOSITADOS OS</p><p>VALORES. IMPORTÂNCIAS QUE PODEM SER CONSIDERADAS COMO</p><p>RESERVA FINANCEIRA PARA O SUSTENTO DOS EXECUTADOS E DE SUA</p><p>FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE RECONHECIDA. EM RELAÇÃO À</p><p>SEGUNDA AGRAVANTE, TODAVIA, APENAS O VALOR QUE NÃO</p><p>EXCEDER A 40 SALÁRIOS-MÍNIMOS DEVE SER DESBLOQUEADO.</p><p>DECISÃO AGRAVADA PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSO</p><p>PARCIALMENTE PROVIDO, NA PARTE CONHECIDA.(TJPR - 17ª Câmara</p><p>Cível - 0008254-04.2024.8.16.0000 - Curitiba - Rel.: DESEMBARGADOR</p><p>ESPEDITO REIS DO AMARAL - J. 29.04.2024) (grifado).</p><p>Diante do exposto, dá-se parcial provimento ao recurso, a fim de3.</p><p>determinar o desbloqueio apenas do valor inferior a 40 salários mínimos, nos termos da</p><p>fundamentação.</p><p>Ante o exposto, acordam os Desembargadores da 15ª Câmara Cível do</p><p>TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ, por unanimidade de votos, em julgar CONHECIDO O</p><p>RECURSO DE PARTE E PROVIDO EM PARTE o recurso de MARIA JOSÉ MARTINS GARCIA.</p><p>O julgamento foi presidido pelo (a) Desembargador Luiz Carlos</p><p>Gabardo, sem voto, e dele participaram Desembargador Jucimar Novochadlo (relator), Desembargador</p><p>Luiz Cezar Nicolau e Desembargadora Luciane Bortoleto.</p><p>30 de agosto de 2024</p><p>Desembargador Jucimar Novochadlo</p><p>Juiz (a) relator (a)</p>