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<p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 1/14</p><p>FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA</p><p>LITERATURA</p><p>AULA 2</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 2/14</p><p>Prof. Phelipe de Lima Cerdeira</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Em nosso primeiro encontro, demos início à nossa disciplina valorizando o quanto todas as</p><p>nossas discussões servirão como um alicerce para o amadurecimento de conhecimentos iniciados no</p><p>período de formação escolar, mas que, agora, serão ampliados e tensionados por meio do</p><p>reconhecimento de críticas e das teorias que fundamentam os estudos literários. Desde o primeiro</p><p>momento, estabelecemos um diálogo franco e bastante objetivo, o que permite que possamos</p><p>avançar com tranquilidade e com muita segurança para pensar sobre a literatura.</p><p>E, já que estamos falando em refletir sobre a literatura, foi também em nosso primeiro encontro</p><p>que ratificamos o quanto a sua definição sofreu transformações ao longo dos séculos. Desde a</p><p>origem da palavra – com base no seu radical latino littera –, a literatura acabou estando relacionada à</p><p>arte de escrever ou, décadas depois, à ideia das belas artes, dos textos legitimados como</p><p>merecedores de serem lidos. Com as contribuiç��es de teóricos literários como Antoine Compagnon</p><p>(2009), Tzvetan Todorov (2009) e, no Brasil, Antonio Candido (2004), aprendemos sobre a importância</p><p>de pensar a literatura para além de um texto considerado como bem escrito, vislumbrando, portanto,</p><p>a literatura por meio do seu contexto de enunciação e da sociedade da qual ela faz parte.</p><p>Tudo isso, como disse anteriormente, é um resumo de nossa caminhada até aqui. Agora, cabe-</p><p>nos o desafio de seguir refletindo, tendo como objetivo dois eixos principais: primeiro, destacando o</p><p>preceito estruturalista de pensar a literatura por meio de uma suposta utilização específica da</p><p>linguagem (o que um círculo de pensadores chamará de literariedade); segundo, dedicando espaço</p><p>para apresentar brevemente os principais gêneros literários, desde a concepção clássica desenvolvida</p><p>por Aristóteles na obra Poética, valorizando, depois, a concepção dos gêneros literários segundo a</p><p>crítica literária contemporânea. Com o objetivo de pensar especificamente sobre algumas das formas</p><p>atreladas aos gêneros literários, serão elencados alguns exemplos. Outrossim, finalizaremos esta aula</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 3/14</p><p>abordando o impacto causado pelo horizonte pós-moderno para o estudo teórico dos gêneros</p><p>literários, valorizando a porosidade entre os gêneros e as suas formas.</p><p>Para facilitar o desenvolvimento de todo o raciocínio, esta aula será dividida nos seguintes</p><p>temas:</p><p>1. Contextualizando;</p><p>2. Literatura & Linguagem;</p><p>3. Os gêneros literários clássicos;</p><p>4. O impacto do Romantismo e algumas formas dos gêneros;</p><p>5. Pós-modernidade: quais são os limites entre os gêneros?</p><p>É sempre importante reforçar que, ao falar de literatura, espera-se que leitura seja sempre uma</p><p>ação presente e necessária. Conto com a sua participação aqui e também em nossas conversas por</p><p>meio das videoaulas, dos fóruns e das atividades extracurriculares que possam vir a ser oferecidas.</p><p>Que possamos estabelecer um diálogo profícuo até o final deste módulo, (re)descobrindo um mundo</p><p>chamado literatura.</p><p>TEMA 1 – CONTEXTUALIZANDO</p><p>A definição sobre o que é literatura segue valendo o esforço e a problematização de diferentes</p><p>teóricos, pesquisadores e estudantes de Letras. Aos olhos de Antonio Candido, transforma-se em um</p><p>“direito inalienável” (Candido, 2004, p. 191), isto é, que não pode ser transferido ou destituído. Todos</p><p>nós temos, portanto, direito à literatura, às reflexões que ela pode gerar por meio de uma das suas</p><p>manifestações.</p><p>Ao pensar em suas funções, será também o crítico brasileiro o responsável por apontar três</p><p>dimensões ligadas ao plano literário: “(1) ela [a literatura] é uma construção de objetos autônomos</p><p>como estrutura e significado; (2) ela é uma forma de expressão, isto é, manifesta emoções e a visão</p><p>do mundo dos indivíduos e dos grupos; (3) ela é uma forma de conhecimento, inclusive como</p><p>incorporação difusa e inconsciente” (Candido, 2004, p. 176).</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 4/14</p><p>Como é possível perceber, ao se refletir a respeito das três funções atreladas à literatura, não</p><p>passa despercebido o fato de que ela se constitui por meio de objetos autônomos, distanciando</p><p>qualquer expectativa paradidática, por exemplo. Além disso, o fato de perceber a literatura como um</p><p>discurso que manifesta sentidos e projeta múltiplos discursos explica o quanto</p><p>[...] convém lembrar que ela não é uma experiência inofensiva, mas uma aventura que pode causar</p><p>problemas psíquicos e morais, como acontece com a própria vida, da qual é imagem e</p><p>transfiguração. Isto significa que ela tem papel formador da personalidade, mas não segundo as</p><p>convenções; seria antes segundo a força indiscriminada e poderosa da própria realidade. Por isso,</p><p>nas mãos do leitor o livro pode ser fator de perturbação e mesmo de risco (Candido, 2004, p. 175-</p><p>176).</p><p>A afirmação de Candido retomada aqui não busca alertar um caráter negativo transferível à</p><p>literatura, muito pelo contrário. Ao crivar que a literatura oferece uma “experiência que não é</p><p>inofensiva”, o crítico valoriza o quanto o plano literário pode se transformar em uma maneira</p><p>oportuna para promover pontes, valorizar as (inter)relações entre os discursos e, por fim, demonstrar</p><p>disposição para combater modelos estagnados. Talvez, observar a literatura sob esse prisma tenha</p><p>sido a inspiração para que a cartunista Laerte produzisse a charge presente na Figura 1, a seguir.</p><p>Figura 1 – Charge da Laerte</p><p>Fonte: Blog Revide, 2019.</p><p>Não nos dedicaremos, nesse momento, a uma análise mais aprofundada da charge enquanto</p><p>gênero textual e dos sentidos construídos por meio da conjunção entre texto verbal – “Você está</p><p>cercado de ignorantes! Saia desse livro com as mãos para cima!!” – e texto não verbal, representado</p><p>por uma multidão que brada (monocromaticamente) em uníssono e observa alguém lendo um livro</p><p>em um típico banco de praça. O que nos é caro para a nossa discussão é como o texto criado por</p><p>Laerte acaba ratificando a ideia de que a literatura pode acionar novas perspectivas para quem lê e,</p><p>ao mesmo tempo, apontar certos perigos para quem não comunga com o mesmo ideal.</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 5/14</p><p>Ao oferecer uma leitura que jamais é inofensiva, a literatura – seja por meio de um conto, de um</p><p>romance, de uma crônica etc. – abre, certamente, caminhos outros para abordar um mesmo tema. A</p><p>linguagem e a língua enquanto código se constituem como importantes ferramentas dessa</p><p>manifestação, ainda que, como já sabemos, não são suficientes para definir se um texto é ou não</p><p>literatura. De qualquer forma, quando nos deparamos com poemas como Leite, leitura, do poeta</p><p>paranaense Paulo Leminski, passa a ser inevitável não pensar na força do jogo construído por meio</p><p>da instância entre as palavras.</p><p>Leitura complementar</p><p>Leite, leitura</p><p>letras, literatura,</p><p>tudo o que passa,</p><p>tudo o que dura</p><p>tudo o que duramente passa</p><p>tudo o que passageiramente dura</p><p>tudo, tudo, tudo</p><p>não passa de caricatura</p><p>de você, minha amargura</p><p>de ver que viver não tem cura</p><p>Leminski, [s.n.]</p><p>O poema de Leminski foi propositalmente escolhido para que possamos avaliar o jogo</p><p>construído entre a repetição e a inversão sintática lexical, a busca pela oralidade e por temas</p><p>aparentemente banais que, em um nível mais profundo do texto literário, apontam como a literatura</p><p>acaba se convertendo em tema de si própria. Como o leite, a literatura alimenta, dá e prolonga a</p><p>vida, mas não cura.</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 6/14</p><p>Mais uma vez, outros fatores são fundamentais para que a sequência de frases seja lida como</p><p>um conjunto de versos e estes</p>como o resultado de um poema, de literatura. Seja como for,
gostaríamos de dedicar a próxima seção para falar sobre a relação quase simbiótica entre literatura e
linguagem.
TEMA 2 – LITERATURA & LINGUAGEM
Não é apenas o poema Leite, literatura que nos desperta a atenção devido ao jogo de rimas e da
engenhosidade dos enunciados que são entretecidos para criar múltiplos sentidos. O próprio crítico
literário Antonio Candido protagonizou diversos ensaios nos quais ganhava relevância a questão da
forma e do uso estratégico do código (da linguagem) para a formulação do texto literário. Da mesma
maneira, em Teoria da literatura: uma introdução (1983) – uma das obras mais emblemáticas para os
estudos da teoria literária –, o estudioso Terry Eagleton acaba aclarando como, durante muito tempo,
dava-se crédito para “[a] especificidade da linguagem literária”. Para o autor, “aquilo que a distinguia
de outras formas de discurso, era o fato de ela ‘deformar’ a linguagem comum de várias maneiras”
(Eagleton, 1983, p. 4).
O imaginário de que apenas a literatura era capaz de deformar, ou melhor, de utilizar a
linguagem sob nuances e propriedades únicas acabou atravessando os anos. No entanto, foi no
início do século XX, por meio da obra A arte como artifício (1917), do russo Víctor Sklovski, que a
intenção de querer provar que a literatura se resumia a uma maneira distinta de utilizar a linguagem
tomou fôlego. Trata-se do marco do que ficou conhecido como Estruturalismo Russo, perspectiva
crítica e teórica dedicada a estudar o plano literário por meio da sua forma, afastando-se de qualquer
variável externa ao texto, tais como questões históricas, influências culturais, marcas biográficas etc.
Segundo os estruturalistas russos, o tecido literário poderia ser explicado sempre por meio da
sua estrutura, da sua forma, da capacidade de um texto ao utilizar o código linguístico. Ao se
basearem primeiramente nos estudos da lírica, esses teóricos buscavam provar que o que garantia a
ideia do literário era justamente o trabalho com base na palavra (seja por conta das rimas, do vasto
vocabulário utilizado ou pelo uso criativo de figuras de linguagem, por exemplo). Toda essa então
propriedade de forjar a língua poderia, segundo os estruturalistas, ser entendida como literariedade
ou literaturidade, ou seja, um uso especial da linguagem. Ao desenvolver um panorama capaz de
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explicar o que seria a literatura, o próprio teórico Eagleton resgata essa postura crítica disseminada
ao longo das primeiras décadas do século XX, lançando a seguinte provocação:
Talvez a literatura seja definível não pelo fato de ser ficcional ou “imaginativa”, mas porque
emprega a linguagem de forma peculiar. Segunda essa teoria, a literatura é a escrita que, nas
palavras do crítico russo Roman Jakobson, representa uma “violência organizada contra a fala
comum”. A literatura transforma e intensifica a linguagem comum, afastando-se sistematicamente
da fala cotidiana (Eagleton, 1983, p. 2).
Tanto Eagleton como nós sabemos que a suposição, ainda que interessante, é bastante
inconsistente, sobretudo se avaliamos a produção literária por meio das vanguardas (no Brasil,
poderíamos pensar no Modernismo). O que define se um texto é literário – vale sempre o reforço – é
o contexto no qual ele é inserido e, claro, a percepção e oficialização de uma determinada
comunidade cultural a respeito dos seus limites e possibilidades.
Quer um exemplo? Pense, a seguir, no seguinte fragmento em negrito, que será intitulado aqui
como Sentença 1:
Sentença 1: “Teresa, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje na minha vida, inclusive o
porquinho-da-índia que me deram quando eu tinha seis anos.”
Sem quaisquer outras informações e, principalmente, sem nunca ter lido o enunciado anterior,
será que todos nós diríamos que esse texto é um exemplo de literatura? Você, por exemplo, diria que
a sentença lida representa o seu imaginário de um texto literário? Se não, por qual razão? Se sim,
seria um exemplo de qual gênero literário? Viu só como a tarefa de um crítico literário e de um
estudante de Letras não é nada simples?
Para as pessoas que julgaram a sentença como não sendo um exemplo de literatura, é bem
provável que a resposta seja por conta de que o trecho não apresenta nenhuma identificação
específica de um gênero literário ou mesmo porque não parece usar o código linguístico de maneira
rebuscada, no que se padroniza – ou se espera – como padrão normativo escrito. Muitos, inclusive,
poderão dizer que se trata de um bilhete escrito sem muito cuidado, uma confissão de algum
enamorado, provavelmente, alguma criança ou adolescente, afinal, a frase parece ser uma típica
manifestação pueril, daquelas que nos arrependemos de dizer depois que falamos. A sintaxe da frase,
ou seja, a forma como ela é encadeada não parece tampouco ser uma formulação complexa,
aproximando-se muito do que podemos realizar quando produzimos um texto oral, não é mesmo?
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Agora, analise a seguir o poema Madrigal tão engraçadinho, escrito por Manuel Bandeira, um
dos poetas brasileiros mais importantes do século XX, dono de uma obra extensa e que acabou
influenciando diversos momentos da lírica no nosso país.
Leitura complementar
Madrigal tão engraçadinho
Teresa, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje na minha vida, inclusive
[o porquinho-da-índia que me deram
[quando eu tinha seis anos.
(Bandeira, 1993, p. 140)
Qual é exatamente a impressão que você tem do poema analisado? O que lhe despertou mais
atenção em termos do uso da linguagem, da língua enquanto código? Algo lhe soou familiar? É
evidente que as perguntas são uma provocação, uma proposta para que possamos refletir no
impacto de um conteúdo apresentado não apenas por meio de estruturas, mas de contextos de
enunciação diferentes. Ao reconstruir os versos de Bandeira em uma frase única e apenas anunciar
que se tratava de uma sentença, fora de qualquer contexto, muitos de nós construímos um
significado totalmente distinto do que poderia ser oferecido por um leitor ao se deparar com o
poema. A exigência imposta ao leitor para decodificar o texto é diferente em cada caso. Agora, você
acha que apenas porque os versos foram acoplados é que a então literariedade acabou? É evidente
que não. Então, o que explica que leiamos textos com os mesmos enunciados de maneira distinta?
Perceba, leitor, que tanto o que chamamos como Sentença 1 quanto o poema Madrigal tão
engraçadinho estão compostos pelas mesmas palavras, seguem a mesma ordem. O que mudou além
da forma? Muito. Basta começar pela maneira com que os dois textos foram apresentados aqui nesta
aula. No primeiro caso, a Sentença 1 é exposta de forma objetiva, sem qualquer distinção ou menção
sobre o seu caráter literário; no segundo caso, no entanto, o próprio enunciado construído – escrito
por um pesquisador de literatura e presente em um manual oficial da disciplina de Fundamentos
Teóricos da Literatura – outorgava: “Agora, analise a seguir o poema Madrigal tão engraçadinho,
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escrito por Manuel Bandeira, um dos poetas brasileiros mais importantes do século XX, dono de uma
obra extensa e que acabou influenciando diversas momentos da lírica no nosso país.”
Ainda que o exemplo pareça extremo ou simplifique diversas variáveis concernentes ao
fenômeno literário, há aqui uma resposta para que a ideia estática de literariedade e o argumento da
forma e do uso específico da linguagem sejam questionados. A intimidade com a linguagem é uma
característica inegável e que muito personifica a literatura, no entanto, vale lembrar que muitas
escolas e escritores vão usar justamente tal atributo para criar projetos que contestem ou que
(des)construam um único modelo possível. Sobre isso, Terry Eagleton ainda sacramenta:<p>Baseando-se em todas as discussões deste segundo encontro, reflita a respeito das questões a</p><p>seguir.</p><p>1. A que está ligada a ideia de literariedade desenvolvida pelos estruturalistas russos?</p><p>2. Explique com as suas palavras por que, segundo a teoria e crítica literária, a ideia de</p><p>literariedade não é suficiente para a definição do que é literatura.</p><p>3. Em uma folha de estudos, faça um breve resumo a respeito dos principais gêneros</p><p>literários, buscando identificar elementos que os caracterizem.</p><p>FINALIZANDO</p><p>Neste segundo encontro, dedicamos atenção especial para finalizar a problemática a respeito da</p><p>ideia que se atribui à literatura. Para tanto, foi salientado de forma mais atenta a relação entre o</p><p>plano literário e a linguagem, valorizando a proposição estruturalista da literariedade. Ao pensar em</p><p>um enunciado potencial, passa a ser possível entender o quanto a intimidade do texto literário com a</p><p>língua enquanto código não é, de fato, suficiente para a definição da natureza literária. Mais uma vez,</p><p>ganha relevância o entendimento de que a literatura está diretamente atrelada a uma convenção e</p><p>oficialização de um grupo ou esfera social.</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 13/14</p><p>Da mesma maneira, foi possível seguir com os nossos estudos, abrindo um novo capítulo para se</p><p>apresentar o nascimento dos gêneros literários desde a época clássica. Por meio da reflexão de</p><p>Aristóteles, épica, lírica e drama se consagram como o que podemos chamar de gêneros literários</p><p>clássicos, divididos com base em sua natureza de expressão. O rigor teórico atrelado à forma, a partir</p><p>do século XVIII, passa a ser então fissurado, impressão impactada sobretudo por meio da</p><p>compreensão de que toda obra é autônoma.</p><p>Por último, foi reservada atenção para identificar algumas das formas fixas atreladas aos gêneros</p><p>literários, que, por conta de uma perspectiva pós-modernista, parecem estar, cada vez mais, abertos à</p><p>hibridação e ao diálogo.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRUETTO, M. T. Hacia una literatura sin adjetivos. Córdoba: Comunic-Arte, 2013.</p><p>BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.</p><p>CANDIDO, A. Vários escritos. São Paulo: Duas cidades, 2004.</p><p>COMPAGNON, A. Literatura para quê? Belo Horizonte: UFMG, 2009.</p><p>EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 1983.</p><p>LAERTE. Você está cercado de ignorantes, saia desse livro com as mãos para cima. Revide, 17</p><p>mar. 2015. Disponível em: <http://revide.blogspot.com/2015/03/</p><p>voce-esta-cercado-de-ignorantes-saia.html>. Acesso em 28 abr. 2019.</p><p>LOPES, P. C. Literatura e linguagem literária. BOCC, Lisboa. Disponível em:</p><p><http://bocc.ubi.pt/pag/bocc-lopes-literatura.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2019.</p><p>MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em:</p><p><https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/>. Acesso em: 28 abr.</p><p>2019.</p><p>PENSADOR. Paulo Leminski: Leite, literatura. Disponível em:</p><p><https://www.pensador.com/frase/MTM1NzQ3/>. Acesso em: 28 abr. 2019.</p><p>17/04/23, 13:29 UNINTER</p><p>https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 14/14</p><p>SOARES, A. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 2007.</p><p>TODOROV, T. A literatura em perigo. Rio de Janeiro: Difel, 2009.</p>Baseando-se em todas as discussões deste segundo encontro, reflita a respeito das questões a
seguir.
1. A que está ligada a ideia de literariedade desenvolvida pelos estruturalistas russos?
2. Explique com as suas palavras por que, segundo a teoria e crítica literária, a ideia de
literariedade não é suficiente para a definição do que é literatura.
3. Em uma folha de estudos, faça um breve resumo a respeito dos principais gêneros
literários, buscando identificar elementos que os caracterizem.
FINALIZANDO
Neste segundo encontro, dedicamos atenção especial para finalizar a problemática a respeito da
ideia que se atribui à literatura. Para tanto, foi salientado de forma mais atenta a relação entre o
plano literário e a linguagem, valorizando a proposição estruturalista da literariedade. Ao pensar em
um enunciado potencial, passa a ser possível entender o quanto a intimidade do texto literário com a
língua enquanto código não é, de fato, suficiente para a definição da natureza literária. Mais uma vez,
ganha relevância o entendimento de que a literatura está diretamente atrelada a uma convenção e
oficialização de um grupo ou esfera social.
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Da mesma maneira, foi possível seguir com os nossos estudos, abrindo um novo capítulo para se
apresentar o nascimento dos gêneros literários desde a época clássica. Por meio da reflexão de
Aristóteles, épica, lírica e drama se consagram como o que podemos chamar de gêneros literários
clássicos, divididos com base em sua natureza de expressão. O rigor teórico atrelado à forma, a partir
do século XVIII, passa a ser então fissurado, impressão impactada sobretudo por meio da
compreensão de que toda obra é autônoma.
Por último, foi reservada atenção para identificar algumas das formas fixas atreladas aos gêneros
literários, que, por conta de uma perspectiva pós-modernista, parecem estar, cada vez mais, abertos à
hibridação e ao diálogo.
REFERÊNCIAS
ANDRUETTO, M. T. Hacia una literatura sin adjetivos. Córdoba: Comunic-Arte, 2013.
BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
CANDIDO, A. Vários escritos. São Paulo: Duas cidades, 2004.
COMPAGNON, A. Literatura para quê? Belo Horizonte: UFMG, 2009.
EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 1983.
LAERTE. Você está cercado de ignorantes, saia desse livro com as mãos para cima. Revide, 17
mar. 2015. Disponível em: <http://revide.blogspot.com/2015/03/
voce-esta-cercado-de-ignorantes-saia.html>. Acesso em 28 abr. 2019.
LOPES, P. C. Literatura e linguagem literária. BOCC, Lisboa. Disponível em:
<http://bocc.ubi.pt/pag/bocc-lopes-literatura.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2019.
MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em:
<https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/>. Acesso em: 28 abr.
2019.
PENSADOR. Paulo Leminski: Leite, literatura. Disponível em:
<https://www.pensador.com/frase/MTM1NzQ3/>. Acesso em: 28 abr. 2019.
17/04/23, 13:29 UNINTER
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SOARES, A. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 2007.
TODOROV, T. A literatura em perigo. Rio de Janeiro: Difel, 2009.

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