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<p>ENDOCRINOLOGIA DA GRAVIDEZ</p><p>ENDOCRINOLOGIA DA GRAVIDEZ</p><p>A unidade decíduo-fetoplacentária produz uma quantidade extraordinária de hormônios esteroides, proteicos e neuropeptídicos</p><p>Conduzem ao fluxo unidirecional de nutrientes da mãe para o concepto</p><p>Acultam ambiente favorável para o desenvolvimento in útero, crescimento celular e o amadurecimento</p><p>Sinalizam o momento em que o produto está pronto para a vida extrauterina</p><p>Divide-se em duas fases:</p><p>Ovariana: corresponde às primeiras 8 a 9 semanas da gravidez onde o corpo luteo continua produzindo esteroides apos o resgate pela bHCG</p><p>produz a relaxina, peptídio cuja principal função é inibir a contratilidade espontânea do útero</p><p>Placentária: a partir de 8 a 9 semanas, quando a placenta ecarega-se pela produção de esteroides em quantidades crescentes</p><p>SECREÇÃO ENDÓCRINA PLACENTÁRIA</p><p>O lugar da esteroidogênese é o sinciciotrofoblasto</p><p>O colesterol para síntese de esteroides não é sintetizado de novo a partir de acetato pela falta de capacidade enzimática placentária</p><p>O colesterol de ser suprido pelo fígado materno</p><p>Placenta humana está desprovida de 17α-hidroxilase não pode converter os esteroides C21 (pregnenolona e progesterona) nos produtos C19 (androgênios)</p><p>Para a formação dos estrogênios, a placenta necessita de precursores fetais</p><p>Para a síntese de progesterona, depende de substâncias provenientes da mãe</p><p>HORMÔNIOS ESTEROIDES</p><p>PROGESTERONA</p><p>Colesterol-LDL materno é ligado a um receptor específico no sinciciotrofoblasto, transportado por endocitose e hidrolisado em colesterol livre dentro dos lisossomos</p><p>No sinciciotrofoblasto é convertido em pregnenolona pela enzima mitocondrial 20,22-desmolase e transformada em progesterona pela enzima 3β-hidroxiesteroide-deidrogenase</p><p>90% da progesterona é secretada na circulação materna e 10% na circulação fetal</p><p>é fundamental para a quiescência do miométrio ao reduzir o número de junções comunicantes existentes entre as células miometriais e inibir a síntese de prostaglandinas</p><p>A produção chega a 300 mg/dia poucas semanas antes do parto</p><p>HORMÔNIOS ESTEROIDES</p><p>ESTROGÊNIOS</p><p>A produção alcançando níveis de 80 mg/dia próximo ao termo</p><p>Estrogênio produzida pela placenta em quantidade maior é de estriol (metabólito hepático do estradiol em mulher não gravida)</p><p>Zona fetal da suprarrenal do concepto, sintetiza a pregnenolona a partir do colesterol-LDL, e sulfato de desidroepiandrosterona (DHEAS) pela ação da enzima 17α-hidroxilase</p><p>DHEAS convertido em sulfato de 16α-hidroxidesidroepiandrosterona (16α-OHDHEAS) no fígado do concepto</p><p>DHEAS transportado a placenta, onde sofre a ação da sulfatase transformando-se em androstenediona</p><p>HORMÔNIOS ESTEROIDES</p><p>ESTROGÊNIOS</p><p>Androstenediona convertida em estrona pela ação da enzima aromatase esta por ultimo em 17β-estradiol (E2)</p><p>16α-OHDHEAS, transportado a placenta, onde sofre a ação da sulfatase transformando-se em estriol (E3)</p><p>Metade do E2 é derivada do DHEAS proveniente da suprarrenal fetal e metade do DHEAS materno</p><p>90% do E3 na placenta origina-se do 16α-OHDHEAS fetal</p><p>desempenham papel relevante na implantação da placenta ao induzirem uma vasodilatação do leito vascular uterino materno promovendo o crescimento uterino e o aumento do fluxo sanguíneo uteroplacentário</p><p>Determinam a proliferação do sistema ductal mamário e, em conjunto com a progesterona, promovem o desenvolvimento do tecido glandular</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>secretados pela placenta (sinciciotrofoblasto)</p><p>Gonadotrofina coriônica humana,</p><p>Hormônio lactogênio placentário (hPL),</p><p>Ativinae a inibina,</p><p>Hormônio de crescimento placentário humano (hPGH)</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>GONADOTROFINA CORIÔNICA HUMANA HCG</p><p>é uma glicoproteína formada por duas subunidades, α e β</p><p>Subunidade α é idêntica às subunidades α dos hormônios glicoproteicos hipofisários: FSH, LH e TSH</p><p>As subunidades b dos hormônios glicoproteicos são únicas e conferem a eles as suas propriedades biológicas e imunológicas</p><p>Níveis circulantes aumentam rapidamente 4 semanas após a implantação atingem um pico por volta de 10 semanas e, depois da queda, se nivelam até o termo</p><p>Principal funções é promover a produção de progesterona pelo corpo lúteo gravídico</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>LACTOGÊNIO PLACENTÁRIO HUMANO (SOMATOMAMOTROPINA CORIÔNICA HUMANA- HCS)</p><p>um polipeptídio, membro da família gênica do hormônio do crescimento/prolactina com 96% de homologia com o hormônio de crescimento humano (GH) e 67% com a prolactina (PRL)</p><p>Porem tem atividade lactogênica e, no crescimento, muito reduzida</p><p>Produzido pelo sinciciotrofoblasto por volta de 3ª semanas de gestação aumentando a concentração com evoluir da gestação (relacionada evolução da massa placentária ) até o termo (1 g/dia)</p><p>Modula o metabolismo materno e o fetal ao agindo no fígado de ambos</p><p>funciona como antagonista da insulina, induzindo resistência periférica e aumenta a lipólise e a proteólise da mãe</p><p>Tem como finalidade promovendo fonte adicional de glicose e aminoácidos para serem transportados para o feto</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>ATIVINA E INIBINA</p><p>são membros da superfamília de glicoproteínas do fator de crescimento transformador-β</p><p>(TGF-β)</p><p>inibina é um heterodímero composto de duas subunidades diferentes α e β</p><p>Á apenas uma subunidade alfa</p><p>Duas subunidades β: βA e βB</p><p>Formas de inibina: inibina A (αβA) e a inibina B (αβB)</p><p>ativina é um homodímero da subunidade inibina B</p><p>existem três formas: A, B e AB</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>Produção</p><p>Citotrofoblasto sintetiza a subunidade α e βA</p><p>Sinciciotrofoblasto produz a subunidade βB e βA</p><p>Ativina circula no sangue materno ligada à proteína folistatina aumenta a sua concentração após 20 semanas com elevação significativa antes do início do parto</p><p>Estimula a produção de prostaglandinas pelas membranas fetais participando no inico início da parturição humana</p><p>Potencializa a secreção de hCG GnRH-estimulada</p><p>inibina inibe a estimulação do hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH) no sinciciotrofoblasto para a produção de hCG e de progesterona</p><p>Diminui a HCG e progesterona</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>HORMÔNIO DO CRESCIMENTO PLACENTÁRIO HUMANO (HPGH) E FATOR DE CRESCIMENTO INSULINA-LIKE 1</p><p>No primeiro trimestre pelo produzido trofoblasto e estimula de forma autócrina a invasão da placenta</p><p>No 2º trimestre produzido somente pelo sinciciotrofoblasto</p><p>hPGH tem como função estimular a produção de fator de crescimento insulina-like 1 (IGF-1)</p><p>IGF-1 suprime o GH hipofisário na segunda metade da gravidez</p><p>modulado do crescimento fetal aumenta o transporte de aminoácidos e glicose</p><p>Glicose inibida a secreção de GH placentário</p><p>HORMÔNIOS POLIPEPTÍDICOS</p><p>RELAXINA</p><p>é hormônio peptídico que pertence à família da insulina</p><p>produzida pelo corpo lúteo, pela placenta e pela decídua</p><p>Funções:</p><p>remodelação do colágeno,</p><p>amolecimento da cérvice materna e do sistema reprodutivo inferior</p><p>inibição da contratilidade uterina</p><p>HORMÔNIOS NEUROPEPTÍDICOS</p><p>Similares àqueles elaborados pelo hipotálamo</p><p>Por analogia com o sistema hipotálamo-hipofisário, sugere-se que a célula citotrofoblástica corresponda ao local da síntese dos neuropeptídios, enquanto o sinciciotrofoblasto produza o hormônio proteico</p><p>HORMÔNIO LIBERADOR DA GONADOTROFINA (GNRH)</p><p>Secretado pelo citotrofoblasto estimula o sincício a produzir hCG e esteroides que, por sua vez, inibem a sua produção por feedback negativo</p><p>HORMÔNIO LIBERADOR DA CORTICOTROFINA CRH</p><p>é produzido pela placenta</p><p>seus níveis aumentam nas fases finais da gravidez</p><p>esta envolvido no determinismo do parto e que é o “relógio placentário” controla a duração da gravidez humana</p><p>PROTEÍNAS PLACENTÁRIAS</p><p>PROTEÍNAS ESPECÍFICAS DA GRAVIDEZ</p><p>Proteínas plasmáticas associadas à gravidez (PAPP), A, B, C e D</p><p>PAPP-A tem sido utilizada no 1º trimestre para o rastreamento bioquímico de aneuploidias fetais</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p>