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<p>Introdução</p><p>Manter o foco na gestão da empresa, ter a capacidade de aproveitar os benefícios</p><p>da tecnologia, conseguir uma boa análise do ambiente organizacional e utilizar</p><p>todo o conhecimento para aproveitar as oportunidades da globalização é um</p><p>desafio que todo gestor vai se deparar. Você pode estar pensando: quantas coisas</p><p>um gestor precisa saber? Mas é exatamente sobre esses pontos  que você, caro(a)</p><p>aluno(a), vai saber mais e, assim, conseguir “nadar de braçadas” nesses diversos</p><p>desafios do mundo globalizado.</p><p>Inicialmente, vamos saber quais são as funções administrativas primordiais ao</p><p>sucesso de qualquer gestor; como planejar, organizar, dirigir e controlar afetam as</p><p>relações dentro da empresa e como isso poderá afetar os resultados que deverão</p><p>ser atingidos na obtenção de sucesso. Em seguida, abordaremos sobre a</p><p>tecnologia dentro da empresa e sobre o que é o ambiente organizacional e como</p><p>ele vai se relacionar com todas as mudanças sofridas. Sobre a origem das</p><p>mudanças, vamos conhecer mais sobre a tão famosa globalização e a maneira</p><p>como ela ocorre. Fique atento(a) e desejo bons estudos!</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>Compreender quais são as funções administrativas primordiais.</p><p>Funções administrativas, tecnologia e as</p><p>influências do ambiente organizacional</p><p>Simone Oliveira dos Santos Cardoso</p><p>Autor</p><p>Funções Administrativas</p><p>Você já deve ter observado que está cada vez mais complexo para que uma</p><p>empresa consiga iniciar suas operações e aumentar o seu faturamento em pouco</p><p>tempo. Devido à grande concorrência, o aumento do profissionalismo e até mesmo</p><p>a facilidade de acesso ao público-alvo, por meio dos diversos canais de</p><p>comunicação, conquistar o coração do cliente e fazer com que ele efetue uma</p><p>compra é um desafio diário para qualquer organização, em especial para quem</p><p>está começando. Chamar a atenção do público-alvo tem exigido dos gestores a</p><p>adoção de diversas estratégias. Os ambientes mais complexos e dinâmicos exigem</p><p>uma definição clara daquilo que é esperado para um futuro próximo durante os</p><p>muitos anos que uma organização pretende viver. E, no caso do contexto brasileiro,</p><p>conseguir sobreviver aos diversos momentos de crise que o país acaba sofrendo</p><p>exige a adoção de uma série de medidas acertadas.</p><p>É justamente nesse contexto, caro(a) aluno(a), que vamos precisar estudar as</p><p>funções administrativas e entender como elas auxiliam o gestor na tomada de</p><p>decisões assertivas e que proporcionem alcançar o coração e também o bolso do</p><p>cliente. Ter a clareza da situação atual da empresa e definir o lugar a ser ocupado</p><p>no futuro vai além do estabelecimento de metas e objetivos. Dessa forma, as</p><p>funções administrativas se referem ao planejamento, organização, direção e</p><p>controle que os gestores devem realizar, estudar e seguir no sentido de alcançar as</p><p>metas e objetivos estabelecidos pela gestão da empresa. Na sequência, vamos</p><p>conhecer o que é o planejamento, assim como a necessidade de ele existir e quais</p><p>são as consequências decorrentes da sua aplicação.</p><p>Planejamento E Estratégia</p><p>Você consegue se lembrar da última viagem que fez? Acredito que, para conseguir</p><p>realizar essa viagem, uma das primeiras coisas que deve ter feito é decidir o lugar a</p><p>ser visitado. Assim, acabou de realizar uma premissa básica do planejamento:</p><p>definir para que lugar se deseja ir! Da mesma forma, uma empresa deve,</p><p>inicialmente, ter uma clareza do lugar ao qual pretende chegar. Para Sobral e Peci</p><p>(2013), a primeira função administrativa de planejar define qual será o caminho a</p><p>ser percorrido para que se consiga chegar ao destino. Os caminhos para se chegar</p><p>ao lugar esperado são diversos e escolher qual será o mais ideal a ser trilhado fará</p><p>toda a diferença no alcance efetivo do melhor custo benefício para chegar bem e,</p><p>assim, poder curtir todos os benefícios do destino final.</p><p>Sendo assim, ao trazer para o contexto da sua última viagem, o planejamento</p><p>funciona como um aparelho de sistema de posicionamento global, que é mais</p><p>conhecido por sua sigla, o GPS (Global Positioning System. é um elaborado sistema</p><p>de satélites e outros dispositivos que tem como função básica prestar informações</p><p>precisas sobre o posicionamento individual no globo terrestre). Ele permite que você</p><p>consiga visualizar na tela do seu smartphone qual é o seu posicionamento atual e</p><p>as melhores alternativas de rotas a serem seguidas para chegar ao lugar escolhido.</p><p>Observe que ele deverá fazer um cálculo das melhores rotas, assim como mensurar</p><p>se naquele percurso haverá pedágio a ser pago, ou até mesmo avaliar se naquele</p><p>determinado momento existe um maior ou menor fluxo de veículos.</p><p>Da mesma forma, o planejamento é uma ferramenta que tem como propósito</p><p>auxiliar o gestor nas suas relações com um futuro desejado pela organização.</p><p>Segundo Maximiano (2009, p. 114), o planejamento é uma “aplicação específica do</p><p>processo de tomar decisões que vão influenciar diretamente o futuro, ou que serão</p><p>postas em prática em um futuro, sendo, assim, decisões de planejamento”. O autor</p><p>ainda assegura que essa é uma dimensão que envolve as competências</p><p>intelectuais dos indivíduos, pois a capacidade de lidar com o futuro, através da</p><p>decisão de planejar, é algo que reflete uma forma de inteligência.</p><p>FIGURA 1 O GPS no carro</p><p>FONTE: Andriy Popov / 123RF</p><p>Ao trazer essa aplicação para o contexto de um gestor, isso está relacionado à</p><p>capacidade que ele terá de fazer uma análise dos fatos e do cenário em que ele e</p><p>toda a sua empresa se encontra e conseguir traçar rotas, ou seja, caminhos para</p><p>conseguir chegar ao destino esperado, aos resultados favoráveis para toda a</p><p>organização. Esse processo envolve a definição clara de quais serão os objetivos</p><p>esperados, aliados aos meios que viabilizarão o acontecimento no mundo real</p><p>desses resultados. Observe, caro(a) aluno(a), como o planejamento possibilita que</p><p>o gestor consiga interferir na realidade atual de sua empresa, de forma a ir de um</p><p>lugar conhecido, uma situação vivenciada para um outro lugar, uma situação em</p><p>que se deseja estar futuramente. Para a efetividade do planejamento, tudo isso</p><p>deve ocorrer em um tempo determinado.</p><p>Agora que já se sabe o que é o planejamento e qual é a sua importância no mundo</p><p>corporativo, torna-se necessário compreender o seu processo para que, assim,</p><p>possamos conseguir organizar os nossos próprios planejamentos enquanto</p><p>gestores. O procedimento, ou seja, o método de planejar, é algo essencial para que</p><p>se consiga visualizar como será possível alcançar os resultados esperados. Esse</p><p>processo envolve três etapas, conforme Maximiano (2009, p. 117), sendo elas a</p><p>“aquisição de dados a serem inseridos, em seguida o tratamento desses dados de</p><p>entrada e por fim todas as ações necessárias para que ocorra a elaboração dos</p><p>planos a serem cumpridos”.</p><p>O planejamento acaba envolvendo uma série de formas diferentes que o gestor</p><p>poderá adotar para se preparar frente aos desafios futuros. Segundo Chiavenato</p><p>(2007, p. 138), ele  “é uma técnica para absorver a incerteza sobre o futuro e permitir</p><p>uma maior consistência no desempenho das organizações, aliás, o planejamento</p><p>envolve várias formas de lidar com a mudança e com a incerteza que ela traz</p><p>consigo”. Devido à complexidade de uma empresa, caro(a) aluno(a), esse processo</p><p>de planejar envolve níveis organizacionais diferentes, como veremos a seguir.</p><p>Planejamento operacional</p><p>Esse tipo de planejamento está relacionado ao processo de definição dos meios</p><p>para que os objetivos sejam realizados, como os recursos utilizados e as atividades</p><p>realizadas. No caso da concretização da viagem Feira de Santana/Belo Horizonte,</p><p>pode ser efetiva a compra das passagens de avião, assim como a forma de</p><p>pagamento da passagem, a arrumação das malas de cada uma dos integrantes</p><p>da família e do devido cuidado para que todos os documentos necessários à</p><p>viagem estejam de fácil acesso, assim como a organização da chegada da família</p><p>ao aeroporto.</p><p>Esses planos estratégicos também são conhecidos como estratégias operacionais,</p><p>uma vez que eles “especificam atividades e recursos que são necessários</p><p>para a</p><p>realização de qualquer espécie de objetivos” (MAXIMIANO, 2009; p. 129). Como</p><p>principal característica no plano operacional, temos a definição das</p><p>atividades/tarefas a serem executadas, os recursos e quais serão as formas de</p><p>controle a serem executados para a concretização das ações escolhidas</p><p>previamente.</p><p>Planejamento tático</p><p>Uma vez definido o planejamento estratégico para toda a empresa, todos os</p><p>setores que a compõem deverão se organizar no sentido de ser ajustado e</p><p>organizado para entregar a sua parcela de contribuição no alcance dessas metas.</p><p>Retomando o exemplo do uso do GPS para conseguir chegar ao destino durante</p><p>uma viagem, imagine você que o planejamento estratégico funciona como o</p><p>comando das coordenadas informando onde estamos. Vamos imaginar que você e</p><p>sua família estão no interior da Bahia, em Feira de Santana, e o objetivo é ir para a</p><p>capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. De uma cidade a outra são por volta de 1.300</p><p>FIGURA 2 Três etapas ou decisões do processo de planejamento</p><p>FONTE: Maximiano (2009)</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>quilômetros a serem percorridos e você pode fazer esse caminho de carro, ônibus</p><p>ou avião.</p><p>O planejamento tático vai funcionar como uma organização de todos da sua</p><p>família para que, juntos, consigam chegar até Belo Horizonte, dessa forma esse “é o</p><p>planejamento elaborado em cada departamento no nível intermediário da</p><p>organização” (CHIAVENATO, 2007; p. 139). Levando para o nível tático, cada um dos</p><p>integrantes da família ficará responsável por uma tarefa, assim a mãe poderá ser a</p><p>responsável por escolher qual deverá ser o meio de transporte utilizado. Ela poderá</p><p>escolher viajar de avião e gastar por volta de três horas de viagem, ao invés de</p><p>optar por fazer a viagem no carro da família, que, apesar de ser confortável, poderá</p><p>levar pouco mais de dezoito horas de viagem.</p><p>As principais características do planejamento tático são:</p><p>- Tem sua projeção voltada para o médio prazo: geralmente abrange o</p><p>período de exercício anual ou fiscal da empresa.</p><p>- Envolve unidades ou departamento da empresa: engloba seus recursos</p><p>específicos e com uma preocupação voltada para atingir os objetivos</p><p>departamentais, sendo definido no nível intermediário da empresa.</p><p>- Está direcionado para a integração e coordenação dos diversos setores da</p><p>empresa: corresponde às atividades internas de toda a organização.</p><p>Planejamento estratégico</p><p>No planejamento estratégico, há uma visão mais ampla da organização como um</p><p>sistema aberto e único, sendo algo mais abrangente. Uma vez que os gestores de</p><p>uma empresa estão com sua atenção voltada para a tarefa principal da empresa,</p><p>que é manter-se competitiva e lucrativa frente aos demais concorrentes de</p><p>mercado, esses dirigentes devem se preocupar com os diversos elementos de</p><p>incerteza, os quais a empresa não têm condições de controlar e assim direcionar</p><p>suas variáveis internas, que são controláveis, rumo aos diversos cenários que</p><p>poderão ser encontrados. Para Chiavenato (2007, p. 138), o planejamento abarca</p><p>algumas características essenciais:</p><p>Visa o longo prazo: os efeitos e demais consequências deverão repercutir por</p><p>diversos anos.</p><p>Abrange a empresa na sua totalidade: envolve todo e quaisquer recursos e áreas</p><p>de atividade, tendo a preocupação de alcançar os objetivos gerais da empresa.</p><p>Highlight</p><p>A alta cúpula é quem define: por ser o plano maior da empresa, deve ser projetado</p><p>pelas pessoas que ocupam a mais alta hierarquia e como consequência todos os</p><p>outros planos estão subordinados ao planejamento estratégico.</p><p>Precisa ser direcionado à maior eficácia da empresa: a razão da excelência na</p><p>gestão a ser alcançado está relacionada ao alcance dos objetivos propostos de</p><p>forma global e a apresentação de resultados.</p><p>Organização</p><p>Uma vez que foi definido o planejamento, já é possível partir para a próxima função</p><p>administrativa, que é a organização. Com o planejamento estabelecido, haverá</p><p>uma necessidade de a empresa se organizar em seus diversos recursos e setores</p><p>para se conseguir atingir os objetivos planejados. Nesse contexto, Maximiano (2009,</p><p>p. 177) afirma que</p><p>o processo de organizar é uma sequência ou conjunto de</p><p>decisões ou procedimentos, que cria uma estrutura estável e</p><p>dinâmica, essa estrutura, chamada estrutura organizacional,</p><p>define o trabalho que as pessoas, como indivíduos ou</p><p>integrantes de grupos, devem realizar.</p><p>Agora, vamos imaginar, caro(a) aluno(a), que após um período perdendo tempo</p><p>com a procura de suas roupas durante a manhã, antes de ir trabalhar, você</p><p>percebeu que isso tem te prejudicado. Dessa forma, você decidiu que não dá mais</p><p>para continuar com o seu guarda-roupas bagunçado e que precisa urgentemente</p><p>organizá-lo para conseguir uma otimização do seu tempo. Para isso, será preciso</p><p>organizar todas as suas roupas e demais acessórios que são acomodados no</p><p>guarda-roupas. Será preciso avaliar qual a melhor maneira de acomodação de</p><p>seus pertences, de forma que tudo se torne prático e fácil de ser achado.</p><p>Da mesma forma, a função administrativa de organização vai depender</p><p>diretamente do planejamento a ser executado, da direção a ser tomada e do</p><p>devido controle para que tudo venha a sair exatamente conforme aquilo que foi</p><p>planejado, pois a reunião dessas quatro funções constitui o processo administrativo.</p><p>Ao longo dos anos, foram desenvolvidas pesquisas que comprovaram que a melhor</p><p>organização trará resultados mais assertivos a empresa, pois aquilo que foi</p><p>planejado precisa de uma devida arrumação para que venha a se materializar e,</p><p>assim, trazer bons resultados.</p><p>Cabe destacar, caro(a) aluno(a), que a organização dentro dos estudos na área de</p><p>Administração possui dois significados diferentes (CHIAVENATO, 2007) a serem</p><p>destacados a seguir:</p><p>a. A organização vista como entidade social ou unidade: toda a entidade social</p><p>ou unidade compõem uma empresa, tendo em vista que ela é composta por</p><p>pessoas as quais acabam interagindo entre si, com a finalidade de alcançar</p><p>objetivos compartilhados por todos que formam essa organização. Para</p><p>Chiavenato (2007), esse sentido da palavra organização compreende todo o</p><p>empreendimento humano composto intencionalmente direcionado para</p><p>atingir objetivos determinados previamente. Aqui, é relevante destacar que a</p><p>organização vista como uma entidade social ou unidade pode ser</p><p>classificada como uma organização informal, a qual têm seus arranjos de</p><p>uma forma espontânea entre os indivíduos que constituem uma empresa.</p><p>Também existe a organização formal, que tem suas bases em uma divisão do</p><p>trabalho racional, cabendo, aqui, resgatar os conceitos da Teoria Burocrática</p><p>com todos os elementos formais que integram uma organização.</p><p>b. Organização como sendo uma função administrativa: nesse sentido, a</p><p>organização está mais relacionada ao ato de estruturar, organizar e constituir</p><p>todos os recursos e demais órgãos, assim como os indivíduos são os</p><p>responsáveis por estabelecer as relações existentes entre eles e as funções da</p><p>cada um desses elementos necessários ao processo administrativo de</p><p>planejar, organizar, dirigir e controlar. É nesse olhar de função administrativa</p><p>que vamos estudar um pouco mais a organização.</p><p>Ao trazer, agora, a aplicação do conceito de organização como uma função</p><p>administrativa, convido-lhe a pensar em um contexto de uma empresa. Pode</p><p>pensar em uma loja varejista que vende eletrônicos como smartphones e outros</p><p>produtos relacionados a esse aparelho, que praticamente todos os brasileiros já</p><p>possuem. O gerente da loja precisa, no início do mês, conversar com seus</p><p>vendedores e informar qual será a meta de vendas estabelecidas para aquele</p><p>período. Após o planejamento e informação dessa meta proposta, será</p><p>fundamental que todos da empresa de smartphones se estruturem de uma forma</p><p>hierárquica, agrupem recursos da melhor forma no intuito de combinar todas as</p><p>habilidades e recursos para se alcançar a meta estabelecida.</p><p>Dentro desse contexto, Maximiano (2009, p. 178) ressalta as principais etapas</p><p>existentes no processo de organizar, sendo elas:</p><p>1. Analisar os objetivos</p><p>e o trabalho a serem realizados;</p><p>2. Dividir o trabalho, de acordo com os critérios mais apropriados para a</p><p>realização dos objetivos;</p><p>3. Definir as responsabilidades pela realização do trabalho;</p><p>4. Definir níveis de autoridade;</p><p>5. Desenhar a estrutura organizacional.</p><p>O gestor precisa conhecer quais são os recursos que estão disponíveis para</p><p>alcançar os objetivos propostos no planejamento e, assim, procurar fazer a melhor</p><p>arrumação, ou seja, conseguir realizar a melhor combinação possível para que os</p><p>recursos sejam utilizados da forma mais eficiente para trazer os resultados com o</p><p>menor gasto possível de recursos. Dessa forma, será possível otimizar os ganhos no</p><p>alcance de resultados.</p><p>Cabe destacar que a função de organizar é composta por quatro elementos</p><p>importantes destacados por Chiavenato (2007, p. 192):</p><p>Tarefas: sendo o trabalho executado em uma organização, o qual pode ser</p><p>fragmentado em um processo de divisão de trabalho, que pode ocasionar a</p><p>especialização de funções ou atividades. Aqui, para um melhor entendimento, tente</p><p>imaginar novamente a loja de smartphones, que pode ter a recepcionista da loja</p><p>como uma especialista na função de atender o público que chega até a loja e faz</p><p>uma triagem do cliente que ali chega.</p><p>Pessoas: dentro de uma organização, cada indivíduo vai executar uma tarefa, uma</p><p>vez que ocupa um cargo, sendo assim, uma parte dentro do todo que é a</p><p>organização. A pessoa deve reunir habilidades, interesses, aptidões, experiência e</p><p>comportamentos distintos.</p><p>Órgãos: as pessoas e as tarefas que elas executam são classificadas em</p><p>departamentos ou divisões da empresa. Na proporção que agrupam atividades</p><p>similares, esses órgãos passam a ser ordenados em diversos níveis hierárquicos.</p><p>Relações: esse item pode ser considerado o elemento que é a “cola” que vai unir e</p><p>trazer sentido a toda organização. São os relacionamentos que estabelecem o</p><p>conceito mais relevante a tudo o que a organização representa. Essas relações</p><p>podem ser tanto entre os colaboradores da empresa como a relação estabelecida</p><p>entre colaboradores e fornecedores, colaboradores e clientes, junto aos demais</p><p>interessados na organização e stakeholder. “É uma generalização da noção de</p><p>acionistas e identifica entidades que têm algum interesse especial sobre a</p><p>empresa, podendo ser: os proprietários, acionistas, órgãos governamentais, grupos</p><p>políticos, associações comerciais, sindicatos, comunidades e financiadores”</p><p>(COLTRO, 2015, p. 250).</p><p>Saiba mais!</p><p>Organizar</p><p>A função administrativa de organizar envolve o devido arranjo dos</p><p>diversos recursos de um empreendimento, cabendo destacar, aqui,</p><p>também a organização do tempo. Essa é uma das tarefas a serem</p><p>executadas, a qual pode ser um dos maiores aliados de qualquer</p><p>gestor no momento de apresentar resultados. Segundo o especialista</p><p>em gestão do tempo Christian Barbosa, a organização do tempo, com</p><p>listas simples do que deverá ser feito durante o dia de trabalho, pode</p><p>fazer uma grande diferença na produtividade de qualquer pessoa.</p><p>Disponível em:</p><p>Clique Aqui</p><p>Direção</p><p>Um gestor atento às mudanças que têm ocorrido no mercado precisa</p><p>compreender a necessidade de possuir uma boa capacidade de gerir uma</p><p>organização e, principalmente, ter capacidade de liderar seus comandados. Ter</p><p>flexibilidade para conseguir implantar mudanças e processos inovadores exige da</p><p>alta direção da empresa uma capacidade de inspirar os seus colaboradores, para</p><p>que todos consigam, juntos, sair do cenário atual para chegar ao futuro planejado e</p><p>organizado para a empresa. Partindo dessa premissa, podemos saber um pouco</p><p>mais sobre uma outra função administrativa, que é a direção.</p><p>A direção está relacionada ao desempenho dos indivíduos dentro da empresa, uma</p><p>vez que as pessoas são os recursos responsáveis por trazer vida e sentido a todos</p><p>os outros recursos da empresa. Sabe-se que nada em um departamento pode vir a</p><p>funcionar, caso não ocorra a intensa participação das pessoas. Nessa perspectiva,</p><p>pode-se destacar que uma empresa possui fortes influências do seu gestor geral.</p><p>Pode-se observar, também, que uma empresa possui elementos marcantes de</p><p>Real!</p><p>Highlight</p><p>toda a sua cultura e de todo o seu procedimento frente à comunidade, delineados</p><p>pela sua autoridade maior.</p><p>Sendo assim, Chiavenato (2007, p. 279) afirma que “a administração da empresa</p><p>está fortemente marcada pelos estilos com que os administradores dirigem o</p><p>comportamento das pessoas dentro dela e os estilos de direção dependem das</p><p>suposições dos administradores a respeito do comportamento humano dentro da</p><p>empresa”. Procure resgatar da memória grandes gestores, como é o caso do</p><p>apresentador Silvio Santos, da rede de televisão SBT. Esse grande empreendedor</p><p>possui características marcantes que se estendem a todo o grupo empresarial do</p><p>qual ele é proprietário. Quanto aos estilos de direção, McGregor (apud CHIAVENATO,</p><p>2007) diferencia duas formas distintas de direção, sendo as duas embasadas em</p><p>ideias opostas sobre a natureza humana: a Teoria X (ou tradicional) e a Teoria Y (ou</p><p>moderna).</p><p>A Teoria X, tida como a mais tradicional, parte da premissa de que o homem não</p><p>possui ambição, sendo assim indolente, preguiçoso e fundamentalmente</p><p>egocêntrico, de forma que os seus objetivos acabam por serem opostos aos</p><p>objetivos da empresa. Por ser concebida para o homem enquanto indivíduo</p><p>egocêntrico, essa teoria vai defender um estilo de direção que venha a exercer o</p><p>controle das pessoas para que elas venham a direcionar todos os seus esforços de</p><p>uma maneira restrita aos objetivos da empresa. Esse estilo de direção está</p><p>diretamente ligado à forma de pensamento das escolas da Administração</p><p>Científica, Teoria Clássica e Teoria Burocrática. Nesse entendimento, o</p><p>administrador precisa impor de forma arbitrária, de cima para baixo, os comandos</p><p>a serem executados pelos seus administrados.</p><p>Por sua vez, a Teoria Y tem uma visão mais moderna, partindo da compreensão de</p><p>que o trabalho pode, sim, ser uma fonte de satisfação, assim como de recompensa</p><p>e até mesmo de punição, uma vez que o indivíduo possa vir a executar a sua</p><p>função por mera obrigação. Essa teoria dispõe de uma ideia de que o indivíduo</p><p>pode ter motivação pessoal, potencial para desenvolvimento, assim como padrões</p><p>de comportamento ideais e uma capacidade para responsabilizar-se pelos</p><p>objetivos da empresa. Para um melhor entendimento sobre essas duas teorias, veja</p><p>a descrição realizada por Chiavenato (2007, p. 282).</p><p>Teoria X Teoria Y</p><p>-       Pessoas são preguiçosas e</p><p>indolentes.</p><p>-       Pessoas evitam o trabalho.</p><p>-       Pessoas são esforçadas e gostam</p><p>de ter o que fazer.</p><p>-       O trabalho é uma atividade tão</p><p>natural como brincar ou descansar.</p><p>pra muita gente não é. é só uma obrigação pra ter dinheiro e sustento.</p><p>eu escrevi o primeiro comentário antes de terminar de ler nessa parte e diz exatamente o que eu comentei anteriormente.</p><p>-       Pessoas evitam a responsabilidade,</p><p>a fim de se sentirem mais seguras.</p><p>-       Pessoas precisam ser controladas e</p><p>dirigidas.</p><p>-       Pessoas são ingênuas e sem</p><p>iniciativa.</p><p>-       Pessoas procuram e aceitam</p><p>responsabilidades e desafios.</p><p>-       Pessoas podem ser automotivadas</p><p>e autodirigidas.</p><p>-       Pessoas são criativas e</p><p>competentes.</p><p>Quadro 1 - Diferentes concepções da Teoria X e Teoria Y.</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2007, p. 282).</p><p>Ao partir dessa concepção, cabe ao gestor avaliar qual deverá ser a melhor forma</p><p>de conduzir os seus liderados no alcance dos objetivos propostos dentro da</p><p>empresa. Quando o assunto é direção, o administrador precisa de um</p><p>amadurecimento para conseguir discernir qual deverá ser a melhor forma de</p><p>exercer o tipo de direção que melhor se adequar às suas condições e aos seus</p><p>liderados. Sendo assim, Chiavenato (2007, p. 282) afirma que “a ação administrativa</p><p>assume feições diferentes, dependendo das condições internas e externas da</p><p>empresa, a ação administrativa nunca é igual em todas as empresas, pois varia de</p><p>acordo com inúmeras variáveis”.</p><p>Devido à diversidade de pessoas e de recursos que um gestor vai encontrar</p><p>no</p><p>exercício de suas funções, será importante avaliar qual deverá ser a forma mais</p><p>adequada para exercer a direção. Nesse caso, não existe uma fórmula pronta,</p><p>caro(a) aluno(a), para se chegar a medida certa no exercício da direção. Partindo</p><p>desse princípio, não existe uma norma exclusiva de administração que tenha</p><p>validade para todas as ocasiões e situações possíveis dentro da empresa. Sob essa</p><p>ótica, Likert (1971) aponta quatro sistemas administrativos:</p><p>SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO</p><p>VARIÁVEIS</p><p>PRINCIPAIS</p><p>AUTORITÁRIO-</p><p>COERCITIVO</p><p>AUTORITÁRIO-</p><p>BENEVOLENTE</p><p>CONSULTIVO PARTICIPATIVO</p><p>Processo</p><p>Decisório</p><p>Totalmente</p><p>centralizado</p><p>na cúpula.</p><p>Centralizado na</p><p>cúpula, mas</p><p>permitindo</p><p>diminuta</p><p>delegação de</p><p>caráter rotineiro.</p><p>Consulta aos</p><p>níveis inferiores,</p><p>permitindo</p><p>participação e</p><p>delegação.</p><p>Totalmente</p><p>delegado e</p><p>descentralizado.</p><p>Nível</p><p>institucional</p><p>define políticas</p><p>e controla</p><p>resultados.</p><p>Sistema de</p><p>Comunicações</p><p>Bastante</p><p>precário.</p><p>Relativamente</p><p>precário,</p><p>Facilita o fluxo no</p><p>sentido vertical</p><p>Sistemas de</p><p>comunicação</p><p>Apenas</p><p>comunicações</p><p>verticais</p><p>descendentes</p><p>carregando</p><p>ordens.</p><p>prevalecendo</p><p>comunicações</p><p>descendentes</p><p>sobre as</p><p>ascendentes.</p><p>(descendente e</p><p>ascendente) e</p><p>horizontal.</p><p>eficientes são</p><p>fundamentais</p><p>para o sucesso</p><p>da empresa.</p><p>Relações</p><p>Interpessoais</p><p>Provocam</p><p>desconfiança.</p><p>Organização</p><p>informal é</p><p>vedada e</p><p>considerada</p><p>prejudicial.</p><p>Cargos e</p><p>tarefas</p><p>confinam as</p><p>pessoas.</p><p>São toleradas,</p><p>com</p><p>condescendência.</p><p>Organização</p><p>informal</p><p>incipiente e</p><p>considerada uma</p><p>ameaça à</p><p>empresa.</p><p>Certa confiança</p><p>nas pessoas e</p><p>nas suas</p><p>relações. A</p><p>empresa</p><p>procura facilitar</p><p>o</p><p>desenvolvimento</p><p>de uma</p><p>organização</p><p>informal sadia.</p><p>Trabalho em</p><p>equipes.</p><p>Formação de</p><p>grupos torna-se</p><p>importante.</p><p>Confiança</p><p>mútua,</p><p>participação e</p><p>envolvimento</p><p>grupal intensos.</p><p>Sistemas de</p><p>Recompensas</p><p>Ênfase em</p><p>punição e</p><p>medidas</p><p>disciplinares.</p><p>Obediência</p><p>estrita aos</p><p>regulamentos</p><p>internos. Raras</p><p>recompensas</p><p>(de cunho</p><p>salarial).</p><p>Ênfase em</p><p>punições e</p><p>medidas</p><p>disciplinares, com</p><p>arbitrariedade.</p><p>Recompensas</p><p>salariais</p><p>frequentes.</p><p>Recompensas</p><p>sociais são raras.</p><p>Ênfase nas</p><p>recompensas</p><p>materiais</p><p>(salário).</p><p>Recompensas</p><p>sociais</p><p>ocasionais.</p><p>Raras punições</p><p>ou castigos.</p><p>Ênfase nas</p><p>recompensas</p><p>sociais.</p><p>Recompensas</p><p>materiais e</p><p>salariais</p><p>frequentes.</p><p>Punições são</p><p>raras e, quando</p><p>ocorrem, são</p><p>definidas pelos</p><p>grupos.</p><p>Quadro 2 Sistemas de Administração.</p><p>Fonte: Adaptado de Likert (1971) e Chiavenato (2007).</p><p>Dentro desses sistemas propostos, cabe ao gestor avaliar qual deverá ser a melhor</p><p>forma de conduzir a sua equipe durante o processo de direção. Existem alguma</p><p>equipes que funcionam de uma melhor forma ao serem conduzidas através do</p><p>sistema de administração participativo, como é o caso de empresas que trabalham</p><p>diretamente com criação e desenvolvimento. Já para equipes que atuam dentro de</p><p>uma linha de produção em fábricas, o sistema autoritário benevolente pode ser</p><p>uma melhor alternativa frente à necessidade de execução de tarefas e fabricação</p><p>de produtos.</p><p>Controle</p><p>Todo processo precisa de um começo, meio e fim. Da mesma forma, dentro das</p><p>funções administrativas, existe a necessidade de se executar o que foi planejado</p><p>para que todo o planejamento alcance a materialidade no mundo real. Para</p><p>assegurar que todo esse processo será bem-sucedido, é preciso ocorrer o controle</p><p>adequado das ações para que metas sejam alcançadas e objetivos sejam</p><p>atingidos. Sendo assim, segundo Maximiano (2009, p. 317):</p><p>O processo de execução consiste em realizar atividades</p><p>planejadas. Para que as atividades sejam executadas de</p><p>acordo com o planejado, os gerentes utilizam o processo de</p><p>controle. A palavra controle indica um processo administrativo</p><p>em que as atividades (ou seu resultado) são comparadas com</p><p>o que foi planejado (os objetivos). Se houver discrepâncias</p><p>entre os objetivos e os resultados, alguma ação coercitiva é</p><p>praticada para assegurar a realização dos objetivos.</p><p>Procure imaginar, caro(a) aluno(a), as funções administrativas inseridas dentro de</p><p>um grande ciclo, no qual o planejamento está diretamente ligado à organização</p><p>dos recursos, a direção escolhida para se alcançar os resultados e, por fim, ao</p><p>controle que será realizado para a verificação daquilo que já foi atingido. Um</p><p>elemento que merece destaque, na função de controle, é que exatamente aqui</p><p>podem ocorrer modificações no planejamento.</p><p>Para uma melhor compreensão dessa afirmativa, procure imaginar que, na loja de</p><p>smartphones mencionada anteriormente, no decorrer de determinado mês do ano,</p><p>as vendas estavam sendo executadas dentro do planejado, mas que, no dia 15</p><p>daquele mês, ocorreu uma greve geral do caminhoneiros no país inteiro e, por isso,</p><p>as vendas de aparelhos smartphones daquele mês sofreu uma grave queda. Sendo</p><p>assim, note que foi durante a execução do planejamento estabelecido na meta que</p><p>foi possível observar que não haveria condições de se alcançar a meta</p><p>estabelecida inicialmente, devido à interferência que a greve dos caminhoneiros</p><p>acabou provocando  e os efeitos em cascata que ela trouxe.</p><p>Nota-se que o controle viabiliza mensurar e avaliar os resultados do desempenho</p><p>empresarial conseguido a partir do planejamento, organização e avaliação da</p><p>execução de todos os processos administrativos. Durante o período de</p><p>desenvolvimento de produto, existe uma máxima no ambiente empresarial que</p><p>afirma que “nenhum plano sobrevive ao contato com o cliente”, da mesma forma</p><p>pode-se afirmar que nenhum planejamento sobrevive imune ao contato com a</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>realidade encontrada dentro das organizações. Ressalta-se, aqui, que o sentido do</p><p>controle não está relacionado à fiscalização, mas sim ao</p><p>processo de produzir e usar informações para tomar decisões,</p><p>sobre a execução de atividades e sobre os objetivos, as</p><p>informações e decisões de controle permitem manter uma</p><p>organização ou sistema orientado para seu objetivo</p><p>(MAXIMIANO, 2009, p. 319).</p><p>Para uma melhor compreensão das funções administrativas, veja a figura a seguir</p><p>com as principais atribuições de cada uma dessas funções administrativas:</p><p>Observe, caro(a) aluno(a), que as funções administrativas estão todas interligadas</p><p>e precisam umas das outras para que os resultados venham a ser positivos para a</p><p>organização. Dessa forma, o planejamento é o início daquilo que se pretende</p><p>alcançar, partindo, depois, para a organização de como esse plano será</p><p>materializado e se tornará algo real. Depois, é preciso que a liderança da empresa</p><p>verifique se tudo está ocorrendo dentro do que foi planejado e tudo aquilo que não</p><p>está no planejamento deverá ser ajustado através do controle.</p><p>FIGURA 3 Funções administrativas</p><p>FONTE: Adaptada de Caravantes (2005, p. 380)</p><p>Highlight</p><p>Tecnologia</p><p>Todo o ambiente de mercado tem sofrido uma série de mudanças, devido às</p><p>constantes interferências das tecnologias, as quais influenciam as diversas áreas</p><p>do indivíduos em sociedade, uma vez que vivemos na Era da Informação. Observe,</p><p>caro(a) aluno(a), que uma pessoa precisa se adaptar ao sofrer uma mudança</p><p>brusca no funcionamento do seu corpo, como pode ser o caso de alguém que foi</p><p>diagnosticado com diabetes, sendo necessário uma série de novos hábitos e</p><p>medidas para ter qualidade de vida. Da mesma forma, uma empresa deve se</p><p>adaptar para conseguir sobreviver às mudanças que venham a sofrer decorrente</p><p>das inovações tecnológicas (CARDOSO; OLTRAMARI, 2018).</p><p>Sendo a empresa um organismo vivo que influencia e também sofre influências do</p><p>ambiente em que está inserido, torna-se fundamental analisar quais são as</p><p>tecnologias que mais têm impactado no exercício do empreendimento. Chiavenato</p><p>(2003, p. 576) afirma que “na Era da Informação, o capital financeiro cede o trono</p><p>para o capital intelectual, a nova riqueza passa a ser o conhecimento, o recurso</p><p>organizacional mais valioso e importante”. Esse contexto onde o conhecimento</p><p>passa a ter um maior valor do que o capital financeiro está relacionado à</p><p>capacidade que uma organização possui de gerar mais valor a sociedade,</p><p>podendo trazer novos produtos ou serviços que poderão agregar maior capacidade</p><p>dessa empresa conseguir gerar</p><p>mais riqueza.</p><p>Essa Era da Informação possui a sua origem na consequência do avanço</p><p>tecnológico e da tecnologia da informação (TI). Cabe destacar, aqui, que a</p><p>tecnologia da informação é a união do computador com a televisão e também as</p><p>telecomunicações. A TI, nesse contexto, invade a vida dos cidadãos das mais</p><p>variadas classes sociais e dos interesses mais variados. Para constatar esse fato,</p><p>basta observar ao seu redor quando você estiver caminhando pela sua cidade a</p><p>quantidade de pessoas que estão conectadas aos seus aparelhos smartphones.</p><p>Highlight</p><p>A TI traz um sentimento de que o mundo acabou reduzindo as suas fronteiras, uma</p><p>vez que podemos nos conectar a pessoas em qualquer outro lugar do mundo,</p><p>desde que estas estejam também conectadas à internet - a grande rede que</p><p>interliga os computadores e demais aparelhos eletrônicos. Dentro desse contexto, a</p><p>Era da Informação provoca uma situação de escritório virtual ou não territorial</p><p>(CHIAVENATO, 2003). Agora, procure analisar a forma como essas transformações</p><p>alteram profundamente todas as relações de trabalho existentes, afetando</p><p>diretamente a função dos gestores dentro da Administração. A seguir, veja um</p><p>pouco mais como as pessoas têm se relacionado com a tecnologia.</p><p>Atenção!</p><p>Tecnologia</p><p>FIGURA 4 Tecnologia e gestão</p><p>FONTE: Choreograph / 123RF</p><p>A tecnologia passa a constituir a principal ferramenta a serviço do</p><p>homem e não mais a variável independente e dominadora que</p><p>impunha condições tanto à estrutura quanto ao comportamento das</p><p>organizações, como ocorria nas duas eras industriais anteriores. A</p><p>tecnologia guarda, recupera, processa, divulga e propaga a</p><p>informação. E é a informação  que leva ao conhecimento. Na idade da</p><p>informação instantânea, as coisas mudam rápida e incessantemente.</p><p>Em uma economia globalizada, a administração torna-se artigo de</p><p>primeira necessidade e não é mais possível implementar estratégias</p><p>de terceira geração (para enfrentar os desafios da Era da Informação)</p><p>em estruturas empresariais de segunda geração (concebidas na Era</p><p>Neoclássica), com executivos de primeira geração (treinados para</p><p>trabalhar na Era Clássica). (CHIAVENATO, 2003, p. 577).</p><p>Desafios Em Tempos De Grande Informação</p><p>Ao avaliar sobre as mudanças ocasionadas pela tecnologia na gestão, torna-se</p><p>fundamental destacar que a tecnologia é uma influenciadora externa e também</p><p>ambiental, que traz desafios e problemas para a organização, mas que também</p><p>pode trazer oportunidades, possibilitando maior eficiência na utilização dos seus</p><p>recursos disponíveis. Esses recursos podem ocasionar uma melhoria nos processos</p><p>internos, aprimorando a capacidade de entrega de toda a corporação.</p><p>Dentro desse cenário, pare para observar que as principais marcas mais</p><p>valorizadas do mundo atualmente estão dentro da área de tecnologia e inovação. A</p><p>informação dentro desse contexto de alta tecnologia só vem a contribuir, ainda</p><p>mais, para a valorização dessas marcas. No estudo publicado pela Forbes em 2018,</p><p>as cinco empresas no topo de mais valorizadas são marcas de tecnologia,</p><p>ressaltando, aqui, que a Apple foi a primeira empresa privada a atingir o valor de</p><p>marca de 1 trilhão de dólares durante o segundo semestre do ano de 2018. Veja</p><p>mais no quadro a seguir:</p><p>Marca Valor de marca</p><p>1ª Apple US$ 1,001 (trilhão)</p><p>2ª Google US$ 132,1 (bilhões)</p><p>3ª Microsoft US$ 104,9 (bilhões)</p><p>4ªFacebookUS$ 94,8 (bilhões)</p><p>5ªAmazon US$ 70,9 (billhões)</p><p>Highlight</p><p>Quadro 3 - Marcas mais valiosas em 2018.</p><p>Fonte: Adaptado de Forbes (2018, on-line).</p><p>Após observar o quadro das marcas mais valiosas de 2018, torna-se possível</p><p>observar que um dos principais fatores que o administrador precisa ficar atento no</p><p>seu dia a dia, dentro da empresa,  refere-se aos impactos que essas inovações</p><p>tecnológicas poderão causar na sua forma de conduzir o seu negócio,</p><p>independente do seu porte de faturamento. Um exemplo que cabe destacar aqui,</p><p>caro(a) aluno(a), são as mudanças que a própria Apple causou no mundo quando</p><p>lançou o primeiro computador pessoal e depois ao lançar o iPhone, vindo a mudar</p><p>toda a forma que as pessoas têm ao se relacionar e se comunicar. Todo o consumo</p><p>sofreu impactos decorrentes dessas inovações tecnológicas.</p><p>Saiba mais!</p><p>Empresas mais valorizadas</p><p>Para saber mais sobre a reportagem das cinco empresas mais</p><p>valorizadas, que são marcas de tecnologia, acesse, também, o link do</p><p>G1</p><p>Clique Aqui</p><p>, para ler a reportagem “Apple atinge marca de US$ 1 trilhão em valor</p><p>de mercado”.</p><p>Aqui, é importante avaliar quais serão os desafios impostos à organização como</p><p>consequência das tecnologias. Caso não exista uma adaptação rápida e precisa a</p><p>essas mudanças, toda a empresa sofrerá com os impactos pela falta de</p><p>adaptação. Retomando a analogia com a pessoa que sofre de diabetes, se, durante</p><p>uma mudança repentina de glicose no seu organismo, devido ao consumo de um</p><p>alimento que ela não sabia ter uma taxa maior de glicose, ela não tomar logo a</p><p>insulina, sofrerá por essa falta de adaptação rápida à maior taxa de glicose.</p><p>Dessa forma, o mundo passou ser dividido entre as empresas que conseguem se</p><p>adaptar a essas transformações tecnológicas e aquelas que não conseguem</p><p>absorver essas mudanças. Chiavenato (2007, p. 102-103) assegura: “enquanto as</p><p>sociedades com tecnologia avançadas fazem uso de técnicas de capital intensivo,</p><p>as sociedades que ainda adotam tecnologias rudimentares recorrem a técnicas de</p><p>mão de obra intensiva”. Assim, existe um crescimento e desenvolvimento da</p><p>mecanização e automação em empresas com o uso intensivo de tecnologias e, na</p><p>parte inversa, a tecnologia ainda rudimentar traz ênfase no artesanato e</p><p>manufatura. Veja mais sobre o impacto relativo dos fatores humanos e</p><p>tecnológicos na figura a seguir.</p><p>Torna-se fundamental destacar que essa adaptação e implantação de tecnologia</p><p>não está necessariamente relacionada ao tamanho da empresa, a exemplo de</p><p>diversos fenômenos no segmento da tecnologia, como é o caso do Facebook, que</p><p>surgiu de uma ideia de Mark Zuckerberg e seus colegas de faculdade no ano de</p><p>2004 e, hoje, já desponta como a segunda marca mais valorizada do mundo, como</p><p>vimos anteriormente no ranking das marcas mais valiosas de 2018. Nessa</p><p>perspectiva, a tecnologia pode estar inserida em produtos e bens ou na oferta de</p><p>um serviço inovador, como podemos destacar o caso de empresas como a NUbank,</p><p>FIGURA 5 Impacto relativo dos fatores humanos e tecnológicos</p><p>FONTE: Chiavenato (2007, p. 102)</p><p>uma empresa brasileira do setor financeiro que oferece seus serviços sem cobrar</p><p>taxas e tarifas e que já vale mais de US$ 1 bilhão após três anos de funcionamento.</p><p>Saiba mais!</p><p>NUbank</p><p>A NUbank é uma startup baseada em tecnologia, que nasceu</p><p>oferecendo cartões de crédito sem anuidade ou tarifas e com taxas de</p><p>juros mais baixas do que as que são praticadas pelo mercado</p><p>brasileiro. Fonte: El País</p><p>Clique Aqui</p><p>.</p><p>No contexto empresarial da administração, a tecnologia é analisada e abordada</p><p>sob diversos ângulos, devido à sua complexidade de aplicação dentro da empresa.</p><p>Em nossos estudos, vamos conhecer mais sobre as tipologias de tecnologias</p><p>segundo Chiavenato (2007), sendo elas a tecnologia de acordo com o arranjo físico,</p><p>tecnologia de acordo com o produto e tecnologia de acordo com o tipo de</p><p>operação.</p><p>Tecnologia De Acordo Com O Arranjo Físico</p><p>Dentro da empresa que você trabalha, existe uma série de atividades que são</p><p>executadas por meio do uso das tecnologias. A mais comum e utilizada é o uso do</p><p>computador pelo registro de vendas, assim como de planilhas de controle ou, até</p><p>mesmo, um software que é capaz de organizar os diversos setores da empresa.</p><p>Esse computador, aliado ao uso dos softwares e demais ferramentas tecnológicas</p><p>de apoio a gestão, consegue automatizar tarefas que, antes, deveriam ser</p><p>anotadas em um papel para registro e conseguem provocar uma otimização</p><p>naquilo que pode ser automatizado e, assim, deixar o gestor e demais</p><p>colaboradores livres para pensar e executar tarefas mais estratégicas. Sendo assim,</p><p>conforme o arranjo físico da organização, a tecnologia pode ser classificada em</p><p>tecnologia de elo em sequência e tecnologia mediadora.</p><p>Tecnologia de elo em sequência</p><p>Agora, tente imaginar uma linha de produção dentro de uma fábrica da Coca-Cola.</p><p>Para que essa bebida chegue até a sua mesa para o almoço de domingo, foi</p><p>preciso que ela passasse por uma série de tarefas. Inicialmente, as garrafas pets</p><p>podem ser higienizadas e seguir para a próxima etapa, depois poderá receber a</p><p>bebida até ser devidamente engarrafada e seguir para a embalagem e possível</p><p>despacho para a mercearia ou supermercado em que você comprou a mercadoria</p><p>para o seu almoço de domingo com a família.</p><p>Esse processo apresenta o que é a tecnologia de elos de sequência, que tem sua</p><p>base na interdependência serial de tarefas necessárias para completar um serviço</p><p>ou produto, “a atividade C só pode poderá ser executada depois de se completar</p><p>com êxito a atividade B, que por sua vez, dependerá da execução da atividade A, e</p><p>assim por diante, dentro de uma sequência de elos encadeados e</p><p>interdependentes” (CHIAVENATO, 2007, p. 105).</p><p>Tecnologia mediadora</p><p>Para um melhor entendimento do que é a tecnologia mediadora dentro da gestão</p><p>empresarial, convido você a pensar novamente no caso da empresa do setor</p><p>financeiro NUbank. Essa startup tem como um de seus serviços emprestar dinheiro</p><p>aos seus clientes, uma vez que o cartão de crédito é uma forma de empréstimo</p><p>com data marcada para pagamento. Isso mesmo, caro(a) aluno(a), toda vez que</p><p>você usa o cartão de crédito está tomando dinheiro emprestado de uma forma</p><p>descomplicada e fácil, por isso as taxas por atraso no pagamento da fatura são tão</p><p>altas! Partindo desse tipo de serviço prestado, a NUbank tem a função principal de</p><p>fazer uma mediação entre quem tem dinheiro e deseja emprestá-lo a outras</p><p>pessoas que desejam fazer o empréstimo.</p><p>Para o caso apresentado, podemos observar que a tecnologia é utilizada pela</p><p>NUbank, cuja função básica está justamente na ligação de clientes que são ou que</p><p>desejam ser interdependentes ou inter-relacionados (CHIAVENATO, 2007). Sob essa</p><p>perspectiva, o uso da tecnologia mediadora deverá ser capaz de atender a cada</p><p>um dos entes envolvidos na prestação de serviços através do banco financeiro.</p><p>Tecnologia De Acordo Com O Produto</p><p>Na abordagem da tecnologia de acordo com o produto, é importante destacar que</p><p>existe a flexibilidade dos recursos, que deverão ser combinados de forma diferente</p><p>para gerar produtos diferentes. Um exemplo para ilustrar essa flexibilidade é a linha</p><p>de produção de uma fábrica de roupas e confecções. A depender da combinação</p><p>de modelagens, tecidos, aviamentos e tipos de costuras, poderemos ter, ao final,</p><p>uma camiseta ou uma calça, havendo, assim, flexibilidade para a melhor</p><p>organização das máquinas de costuras para produzir cada uma dessas peças.</p><p>A tecnologia fixa, por sua vez, é definida por Chiavenato (2007, p. 107) como sendo a</p><p>“tecnologia inflexível que não permite utilização em outros produtos ou serviços</p><p>diferentes, quando uma empresa precisa escolher ou adaptar os produtos ou</p><p>serviços à tecnologia de que dispõe”.</p><p>Para uma melhor compreensão desse tipo de tecnologia mencionada, podemos</p><p>destacar o caso das montadoras de veículos automotores, que possuem toda uma</p><p>linha de produção cara que foi planejada e organizada para fabricar esses carros</p><p>em específico.</p><p>FIGURA 6 Linha de montagem</p><p>FONTE: Nataliya Hora / 123RF</p><p>Tecnologia De Acordo Com O Tipo De</p><p>Operação</p><p>Cada modelo de negócio possui um tipo de operação para conseguir entregar os</p><p>seus produtos de forma eficiente ao seu consumidor. Para isso, o gestor deverá</p><p>pensar qual será a organização mais adequada às suas necessidades, conforme o</p><p>processo produtivo apresentado a seguir:</p><p>1. Produção unitária ou oficina: sob essa ótica, a produção é realizada em</p><p>pequenas quantidades, como é o caso da fabricação de smartphones, o qual</p><p>exige que cada um dos aparelhos sejam soldados individualmente por</p><p>funcionários.</p><p>2. Produção em massa ou mecanizada: nesse tipo de operação, é possível que</p><p>exista uma maior mecanização das tarefas na linha de montagem ou, até</p><p>mesmo, uma maior integração entre o uso de máquinas e pessoas, para que</p><p>grandes lotes de produtos sejam disponibilizados, como é o caso da fábrica</p><p>de Coca-Cola.</p><p>3. Produção em processo contínuo ou produção automatizada: nesse tipo de</p><p>operação, existe uma participação mínima dos funcionários. Como exemplo, é</p><p>possível mencionar o caso das refinarias de petróleo ou, até mesmo, da</p><p>produção química.</p><p>Ambiente Organizacional</p><p>Tudo o que temos estudado até aqui, caro(a) aluno(a), vai acontecer dentro de um</p><p>espaço que, no estudo da Administração, é denominado ambiente organizacional.</p><p>Esse espaço envolve os diversos colaboradores em sua complexidade, uma vez que</p><p>os resultados alcançados serão originados das interações desses colaboradores</p><p>com todo o ambiente em que está inserido. Para Sobral e Peci (2013, p. 104),</p><p>“ambiente organizacional refere-se ao conjunto de forças, tendências, e instituições,</p><p>tanto externas quanto internas à organização, que têm potencial para influenciar o</p><p>seu ambiente”. Partindo desse princípio, são diversos os estudiosos que afirmam</p><p>que todo esse ambiente vai intervir diretamente na produtividade de cada indivíduo</p><p>e como consequência de toda a organização.</p><p>Observe que cada uma das variáveis do ambiente podem impactar diretamente</p><p>nos resultados da empresa, sendo assim, conforme as mudanças ocorrem no</p><p>ambiente, toda a empresa pode vir a sofrer impacto, uma vez que todo o quadro</p><p>rotineiro das operações organizacionais será tremendamente impactado</p><p>(CHIAVENATO, 2007). Será preciso uma constante adaptação da empresa para que</p><p>esta consiga alcançar as necessidades que possam surgir desse ambiente de</p><p>mudanças.</p><p>Para uma melhor compreensão, vamos recordar o período de greve geral que os</p><p>caminhoneiros brasileiros fizeram no primeiro semestre do ano de 2018. Durante</p><p>esse tempo, devido a essa mudança do ambiente, houve uma grande procura por</p><p>itens de necessidade básica, como gás de cozinha e da cesta básica de</p><p>alimentação. Nesse período, os supermercados tiveram uma grande procura por</p><p>esses itens de primeira necessidade, tendo em vista que diversas pessoas</p><p>procuram estocar produtos em suas casas, uma vez que não tinham certeza de</p><p>quando a greve acabaria. As principais grandes redes de supermercadistas não</p><p>tiveram problemas de desabastecimento, uma vez que possuíam um grande</p><p>estoque. Eles conseguiram alavancar suas vendas nesse período. Contudo, no caso</p><p>de empresas como os postos de combustíveis, ocorreu um problema de</p><p>desabastecimento grande, pois esse tipo de produto têm uma cota programada de</p><p>vendas, já que é um produto de maior complexidade de produção.</p><p>Note que um fato ocorrido no ambiente organizacional veio a interferir em todos os</p><p>processos das empresas, algo externo que estava completamente fora do controle</p><p>dos gestores acabou por influenciar as vendas e demais atividades empresariais.</p><p>Da mesma forma, isso acontece com diversos outros acontecimentos, na sua</p><p>maioria em uma proporção menor, mas acaba influenciando todo a organização.</p><p>Nessa perspectiva, os gestores devem desenvolver a capacidade para conseguir</p><p>fazer uma análise ambiental. A análise ambiental consiste no processo de</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>acompanhar, monitorar e fazer uma reflexão estratégica que busca saber quais</p><p>serão os impactos do ambiente organizacional naquilo que foi planejado para a</p><p>empresa. Na prática, caberia aos gestores avaliarem quais seriam os impactos que</p><p>suas organizações sofreriam frente à greve dos caminhoneiros mencionada.</p><p>Partindo dessa premissa, torna-se fundamental analisar o ambiente sob duas</p><p>perspectivas, sendo elas o ambiente interno e externo. Conforme Sobral e Peci (2013,</p><p>p. 104):</p><p>Ambiente interno: conjunto de elementos internos da</p><p>organização que influenciam a sua adequação ao ambiente</p><p>externo e, consequentemente, seu desempenho organizacional.</p><p>Tais elementos exercem influência de forma negativa ou</p><p>positiva no desempenho da empresa, podendo incluir</p><p>fornecedores, consumidores, agências governamentais,</p><p>concorrentes diretos e indiretos, dentre outros conjuntos de</p><p>entes interessados na organização.</p><p>Ambiente externo: contexto no qual as organizações existem e</p><p>operam, sendo constituído pelos elementos que se encontram</p><p>fora dos limites da organização. As organizações constroem um</p><p>relacionamento de interdependência mútua junto ao ambiente</p><p>externo, vindo a receber  os mais variados recursos e insumos,</p><p>alimentando esse ambiente externo com seus produtos e</p><p>serviços.</p><p>Para um melhor entendimento do ambiente organizacional, analise a figura a</p><p>seguir, que ilustra os diversos elementos do ambiente organizacional e apresenta os</p><p>diversos stakeholders que poderão se interessar de alguma forma na organização</p><p>como um todo.</p><p>Na figura, é perceptível que existe uma crescente desde o núcleo interno da</p><p>organização, partindo para os entes do ambiente externo, como é o caso dos</p><p>fornecedores, concorrentes, clientes, instituições financeiras, meios de comunicação</p><p>social, grupo de interesses especiais e, por fim, os fatores tecnológicos, econômicos,</p><p>socioculturais, político-legais e demográficos. O resultado final da organização será</p><p>decorrente de todo o relacionamento proveniente da combinação desses diversos</p><p>entes e fatores.</p><p>Cultura Organizacional E Ambiente Interno</p><p>Talvez você pode estar se questionando: como uma empresa pode conseguir</p><p>resultados diferentes de sua concorrente sendo que ambas estão inseridas em um</p><p>mesmo ambiente organizacional? Esse é um questionamento que envolve o</p><p>resultado dos mais variados elementos do ambiente com a organização. Cada</p><p>empresa possui suas particularidades e especificidades, sendo essa combinação o</p><p>que vai conseguir gerar resultados finais diferentes umas das outras. Sobral e Peci</p><p>(2013) descrevem isso como a singularidade da organização, que é definida pelo</p><p>FIGURA 7 Ambiente organizacional</p><p>FONTE: Sobral e Peci (2013, p. 105)</p><p>seu ambiente interno, que vem a reunir seus diversos recursos como o ambiente</p><p>físico e tecnológico, os recursos humanos, o grau de centralização que a empresa</p><p>possui, ou, até mesmo, o posicionamento de marketing escolhido para a</p><p>organização.</p><p>Como um componente que faz toda a diferença nos resultados alcançados por</p><p>todos os integrantes da empresa, temos a cultura organizacional, que é definida por</p><p>Sobral e Peci (2013, p. 106):</p><p>A cultura organizacional é o sistema de valores e significados</p><p>compartilhados pelos membros da organização, transmitidos</p><p>por meio de histórias, rituais, lendas, símbolos, linguagem e</p><p>cerimônias. A cultura organizacional diferencia uma</p><p>organização da outra. Ela se refere à rede de concepções,</p><p>normas e valores que são tomados por certos e que estão</p><p>presentes em todos os aspectos da vida organizacional.</p><p>Para cada organização, é fundamental pensar a melhor forma de conseguir</p><p>harmonizar seus valores, princípios, planos e metas com o ambiente o qual se está</p><p>inserido, dessa forma, a cultura organizacional trará aos colaboradores quais são</p><p>as bases para que se alcancem os objetivos. É importante destacar que a cultura</p><p>organizacional acaba por condicionar a maneira como os membros entendem a</p><p>empresa e como respondem aos desafios e demais problemas enfrentados dentro</p><p>do âmbito corporativo.</p><p>Saiba mais!</p><p>Coworking</p><p>Vamos falar sobre Coworking! Você já ouviu essa palavra em algum</p><p>momento? Esse é um grande exemplo de ambiente organizacional</p><p>alternativo a tudo que já conhecemos sobre espaço corporativo.</p><p>Segundo a organização Coworking Brasil, é uma nova forma de pensar</p><p>o ambiente de trabalho. Seguindo as tendências do freelancing e das</p><p>startups, os coworkings reúnem diariamente milhares de pessoas a</p><p>fim de trabalhar em um ambiente inspirador, essa união de pessoas</p><p>permite que mais e mais escritórios se espalhem pelo país. Todo esse</p><p>sucesso é resultante de uma simples ideia: profissionais</p><p>independentes que procuram um espaço democrático em que</p><p>possam desenvolver seus projetos sem o isolamento do home office</p><p>ou as distrações de espaços públicos. F</p><p>icou curioso(a)? Saiba um pouco mais neste vídeo do YouTube:</p><p>Clique Aqui</p><p>Globalização</p><p>Com o crescimento das organizações a nível mundial e a abertura da economia de</p><p>diversos países a essas organizações, como foi o caso do Brasil, a concorrência de</p><p>mercado acabou ganhando uma esfera a nível mundial. Na situação específica do</p><p>Brasil, por volta do final dos anos de 1980 e início de 1990, o país foi um terreno</p><p>passivo da globalização, de forma que ocorreu uma abertura muito abrupta do</p><p>mercado, sem o devido preparo interno da população, algo que traz graves</p><p>consequências até o período atual. Mas, para um melhor entendimento desses</p><p>efeitos, veremos, inicialmente, o que é a globalização. Cattani (1997, p. 114) afirma</p><p>que</p><p>Na esfera econômica a globalização, segundo Oman, pode ser</p><p>entendida como o movimento acelerado de bens econômicos</p><p>através das barreiras nacionais e regionais. É vista por esse</p><p>autor como um processo centrífugo e microeconômico, sendo</p><p>impulsionada por ações de agentes econômicos individuais e</p><p>facilitada ou estimulada pela atuação dos governos.</p><p>Uma das principais consequências da globalização é a capacidade que as</p><p>empresas têm atualmente de estarem conectadas, algo que ressalta uma</p><p>característica fundamental da modernidade administrativa, que é a velocidade.</p><p>Aqui, caro(a) aluno(a), torna-se necessário falar sobre a celeridade que as</p><p>experiências de gestão tomaram uma proporção global. As empresas do setor de</p><p>tecnologia conseguem consolidar muito bem esses conceitos dessa gestão</p><p>globalizada.</p><p>Como exemplo do que foi mencionado, há o caso da fabricação do iPhone da</p><p>Apple. Esse aparelho, que é o desejo de consumo de muitas pessoas pelo mundo</p><p>inteiro, tem o seu projeto de design desenvolvido na Califórnia, nos EUA. Depois, toda</p><p>sua produção é realizada na China. Os fornecedores dos componentes e demais</p><p>itens necessários a fabricação do aparelho estão localizados principalmente na</p><p>própria China, mas também estão nos EUA, em outros países da Europa e outros</p><p>países da Ásia. Toda a manufatura do produto é realizada na China, o estoque do</p><p>que foi fabricado fica nos EUA e a distribuição é realizada para todo o planeta.</p><p>Assim, ocorre o processo de globalização na prática.</p><p>Nesse cenário, é fundamental que os países tenham um maior preparo</p><p>educacional. A própria China é um grande exemplo de país que investiu e tem</p><p>investido, de forma intensa, na melhoria da educação de sua população, para,</p><p>assim, conseguir a liderança econômica. Nesse país, existem diversas iniciativas</p><p>para que as pessoas sejam estimuladas a empreenderem e aprenderem gestão</p><p>desde o seu período escolar inicial. Observe, caro(a) aluno(a), que um bom gestor</p><p>precisa ter a capacidade de aprender continuamente, ser capaz de analisar o</p><p>ambiente onde está inserido e, assim, aprimorar os seus estudos e demais</p><p>conhecimentos para estar apto a ser um bom gestor frente a todas as</p><p>transformações trazidas pela globalização.</p><p>Saiba mais!</p><p>Apple</p><p>Para saber mais sobre o caso da fabricação do iPhone da Apple,</p><p>acesse o Canal Tech (2014), disponível em:</p><p>Clique Aqui</p><p>.</p><p>Saiba mais!</p><p>Liderança econômica</p><p>Para saber mais sobre como a China tem investido para manter sua</p><p>liderança econômica, acesse o link a seguir e leia a reportagem “China</p><p>moderniza educação para garantir liderança econômica”:</p><p>Clique Aqui</p><p>.</p><p>Como efeito positivo, a globalização tem proporcionado um barateamento nos</p><p>custos dos produtos e no seu preço final aos consumidores. Se você tem um</p><p>smartphone, nesse momento em suas mãos, a uma preço possível de ser</p><p>comprado, é graças a essas transformações de produção que a globalização</p><p>proporcionou. Veja bem o caso da produção do iPhone: se não fosse possível</p><p>fabricá-lo na China, mas apenas nos EUA, ele custaria, pelo menos, o dobro do</p><p>preço que custa. Essa capacidade de fabricar componentes em um lugar e,</p><p>posteriormente, montar tudo em outro, com um custo de distribuição ao final do</p><p>processo, possibilita que as empresas se especializem na produção de um tipo de</p><p>produto ou na oferta de um tipo de serviço. Essa especialização</p><p>leva a uma redução</p><p>de custos ao final de toda a cadeia, redução essa que vai levar o consumidor a</p><p>pagar uma conta final menor.</p><p>Saiba mais!</p><p>Custo de produção</p><p>Para saber mais sobre o custo de produção do iPhone, se fosse</p><p>fabricado nos EUA, ao invés da China, acesse:</p><p>Clique Aqui</p><p>.</p><p>Nesse contexto, cabe aos gestores organizarem seus recursos da melhor forma</p><p>para otimizarem os seus processos de produção, reduzir custos e fazerem a</p><p>aplicação adequada de todas as funções administrativas. Você, como gestor, deve</p><p>ser capaz de aprender sempre e, mais importante do que aprender, ter a</p><p>capacidade de aplicar tudo aquilo que foi aprendido, adaptado ao contexto de</p><p>ambiente organizacional o qual se encontre, com a utilização otimizada dos</p><p>recursos disponíveis.</p><p>As funções administrativas, dentro do ambiente organizacional, devem ser</p><p>ponderadas como forma de se adaptar a essas transformações trazidas pela</p><p>globalização. Esse é um fenômeno que tende a trazer mais mudanças nos diversos</p><p>ambientes corporativos, algo que pode modificar desde a forma de organizar o</p><p>trabalho, como é o caso dos espaços de coworking, até a coexistência do trabalho</p><p>nas fábricas com a maior interação de homem e máquina, como é o caso da</p><p>adoção das tecnologias no chão de fábrica.</p><p>Indicação de Leitura</p><p>Nome do livro: Vivendo esse mundo digital: impactos na saúde, na educação e nos</p><p>comportamentos sociais.</p><p>Editora: Artmed.</p><p>Autor: organizadores - Cristiano Nabuco de Abreu, Evelyn Eisenstein e Susana</p><p>Graciela Bruno Estefenon.</p><p>ISBN-10: 8565852954</p><p>ISBN-13: 978-8565852951</p><p>Comentário: A obra tem como propósito apresentar as diversas consequências</p><p>enfrentadas pelo avanço da tecnologia no cotidiano das pessoas. É possível ver</p><p>como o fácil acesso às tecnologias e a informação tem alterado a nossa forma de</p><p>se relacionar através do crescimento da comunicação por meio de aplicativos de</p><p>smartphones. O que esse livro pretende é fazer o leitor refletir sobre os impactos que</p><p>essa hiperexposição à tecnologia pode causar em nossas vidas, nos nossos mais</p><p>variados campos. Para isso, foram reunidos diversos estudiosos de áreas</p><p>complexas do saber. Torna-se importante conferir essa leitura, a qual pode</p><p>impactar diretamente na nossa forma de se relacionar dentro das organizações.</p><p>Portanto, leitura essencial para quem deseja fazer uma análise das tecnologias, do</p><p>ambiente o qual estamos inseridos e também da facilidade de comunicação que a</p><p>globalização tem proporcionado através do mundo digital.</p><p>Atividade</p><p>O planejamento é algo essencial para qualquer pessoa e organização,</p><p>assim torna-se fundamental que um gestor tenha a capacidade de realizar</p><p>um planejamento para sua empresa. Dentro desse contexto, assinale a</p><p>alternativa que corresponde ao planejamento.</p><p>A. Dentro do planejamento, o que é essencial é que o gestor tenha a</p><p>capacidade de fazer aqui, no momento atual da empresa, ou seja,</p><p>Highlight</p><p>ele deve pôr a “mão na massa”.</p><p>B. A divisão adequada das tarefas a serem realizadas dentro da</p><p>empresa consiste em um importante fundamento do planejamento</p><p>estratégico.</p><p>C. O planejamento é uma ferramenta que tem como propósito</p><p>auxiliar o gestor nas suas relações com um futuro desejado pela</p><p>organização.</p><p>D. O planejamento consiste no devido agrupamento das atividades</p><p>em uma estrutura lógica de produção.</p><p>E. Todos os esforços devem ser coordenados no sentido de designar</p><p>as pessoas para a sua devida execução de tarefas.</p><p>Atividade</p><p>Dentro de uma organização, o gestor precisa avaliar seus processos e</p><p>recursos para conseguir chefiar os esforços em direção a um propósito</p><p>comum a toda empresa. Ele poderá impor o seu estilo de liderança para</p><p>conseguir obter melhores resultados. Considerando o que está descrito, o</p><p>enunciado faz referência a qual função administrativa?</p><p>A. Controlar.</p><p>B. Dirigir.</p><p>C. Planejar.</p><p>D. Organizar.</p><p>E. Executar.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Atividade</p><p>Dentro de uma fábrica, a gestora tem organizado os seus recursos para</p><p>conseguir otimizar os seus processos frente à crise enfrentada em sua</p><p>cidade. Dessa forma, ela tem realizado um planejamento para cada</p><p>departamento no nível intermediário da fábrica. Esse tipo de planejamento</p><p>realizado pela gestora refere-se ao planejamento.</p><p>A. Cooperativo.</p><p>B. Estratégico.</p><p>C. Institucional.</p><p>D. Tático.</p><p>E. Operacional.</p><p>Highlight</p><p>Síntese</p><p>Parabéns! Você concluiu este estudo. Esperamos que as informações apresentadas</p><p>aqui contribuam para a sua bagagem de conhecimento sobre o tema estudado e</p><p>que elas possam ser utilizadas em seu dia a dia. Que todo esse conhecimento</p><p>possa lhe trazer muito sucesso em suas atividades, além de despertar o desejo de</p><p>estudar cada vez mais.</p><p>Desejamos, a você, bons estudos!</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>CARAVANTES, G. R. Administração: teorias e processos. São Paulo: Pearson Prentice</p><p>Hall, 2005. 594 p.</p><p>CARDOSO, S. O. S.; OLTRAMARI, M. Gestão de Franquias e Terceirização. Belo</p><p>Horizonte: Grupo Ânima Educação, 2018. 182 p.</p><p>CATTANI, A. D. Trabalho e tecnologia: dicionário crítico. Petrópolis: Vozes, 1997.</p><p>CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração: uma visão moderna da</p><p>administração das organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 634 p.</p><p>_______. Administração: teoria, processos e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.</p><p>411 p.</p><p>COLTRO, A. Teoria geral da Administração. Curitiba:InterSaberes, 2015. 325 p.</p><p>LIKERT, R. Novos padrões de Administrações. São Paulo: Livraria Pioneira, 1971. 307 p.</p><p>MACHADO, J. O que é GPS. Techmundo. Disponível em:  <https://goo.gl/64u2JC>.</p><p>MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2009. 404 p.</p><p>NOGUEIRA, A. J. F. M. Teoria geral da Administração para o século XXI. São Paulo:</p><p>Ática, 2007. 376 p.</p><p>SOBRAL, F.; PECI, A. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo:</p><p>Pearson Education do Brasil, 2013. 611 p.</p>

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