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<p>Introdução</p><p>Caro(a) aluno(a), neste material, serão abordados os temas mais relevantes dos</p><p>últimos anos das teorias administrativas. No tópico primeiro, serão discutidas as</p><p>principais características e influências da abordagem clássica. No segundo tópico,</p><p>serão apresentados os principais aspectos da abordagem humanística e da escola</p><p>das relações humanas. No tópico seguinte, algumas considerações importantes</p><p>sobre a abordagem comportamental, que buscou compreender fatores</p><p>influenciadores do comportamento humano nas organizações. No tópico quatro,</p><p>discutiremos a teoria sistêmica, que passou a enxergar a empresa como um</p><p>sistema aberto. Por fim, no último tópico, serão apresentadas as tendências das</p><p>teorias da administração e as principais ferramentas para que as empresas se</p><p>adaptem ao contexto dinâmico em que estão inseridas.</p><p>Objetivos de Aprendizagem</p><p>Compreender a abordagem clássica.</p><p>Compreender a abordagem humanística.</p><p>Compreender a abordagem comportamental.</p><p>Compreender a abordagem sistêmica.</p><p>Estudar as tendências.</p><p>Evolução das Teorias Administrativas</p><p>Fabio Luiz Iba</p><p>Autor</p><p>Abordagem Clássica</p><p>Sabemos que a administração é uma atividade que surgiu desde que o homem</p><p>começou a viver em comunidade. No entanto, a compreensão da administração,</p><p>enquanto ciência e passível de mensuração, ocorreu a partir da Revolução</p><p>Industrial, no século XVIII. Segundo Maximiano (2000), a partir desse período,</p><p>algumas fábricas começaram a praticar diversos conceitos que se tornaram</p><p>universais no século XIX. Um dos conceitos mais importantes adotados pelas</p><p>fábricas foi apresentado, de maneira mais clara, no livro “A Riqueza das Nações”, de</p><p>Adam Smith, em 1776, em que afirmava que a divisão do trabalho era fundamental</p><p>para uma fábrica se tornar mais eficiente.</p><p>Nesse contexto, algumas teorias surgiram para orientar a prática da administração</p><p>durante décadas, sendo que as principais teorias das abordagens clássicas são:</p><p>Escola da Administração Científica, Teoria Clássica e Teoria Burocrática. Veremos os</p><p>principais aspectos de cada uma delas nos tópicos a seguir.</p><p>Escola da Administração Científica</p><p>Antes de iniciarmos os estudos específicos sobre a escola da administração</p><p>científica, é importante termos a compreensão do contexto que proporcionou as</p><p>condições para o surgimento dessa escola. Segundo Coltro (2015, p. 56), o que</p><p>caracterizava o sistema fabril do século XIX eram aspectos, como:</p><p>A organização ad hoc;</p><p>A gestão descentralizada;</p><p>As relações informais entre empregadores e empregados; e</p><p>Os trabalhos casualmente definidos e atribuídos.</p><p>No entanto, no final do mesmo século, as condições das indústrias foram se</p><p>alterando e um novo cenário começou a se formar: houve o aumento da</p><p>concorrência, o surgimento de novas tecnologias de produção e a interferência dos</p><p>governos e dos sindicatos no sistema produtivo. Ainda de acordo com Coltro (2015),</p><p>notou-se que a indústria tinha um potencial maior do que o que estava sendo</p><p>usado até então, assim, o foco voltou-se às tarefas e procedimentos de produção.</p><p>Nesse cenário, surge a Escola da Administração Científica que, foi assim nomeada,</p><p>por ter como uma de suas características mais marcantes a tentativa de aplicação</p><p>de métodos da ciência às atividades operacionais da administração, na busca da</p><p>máxima eficiência industrial, métodos científicos eram aplicados ao chão de</p><p>fábrica (CHIAVENATO, 2014b).</p><p>Ainda de acordo com Chiavenato (2014b), um dos expoentes mais evidentes da</p><p>Escola Clássica da Administração Científica foi Frederick Winslow Taylor (1856-1915).</p><p>Taylor foi um engenheiro de formação e começou as suas atividades profissionais</p><p>no chão de fábrica, de modo a identificar problemas que buscaria resolvê-los mais</p><p>tarde, ao assumir cargos de chefia. Uma das questões que orientou os trabalhos de</p><p>Taylor foi a busca pela máxima eficiência do sistema produtivo, buscando atingir a</p><p>máxima rentabilidade para o patrão e a remuneração justa para o empregado.</p><p>Atenção!</p><p>O método cartesiano</p><p>O ponto de partida de Taylor foi a aplicação dos princípios da</p><p>tecnologia e sua época ao trabalho manual. Procurou aplicar às</p><p>operações manuais os mesmos princípios que os projetistas</p><p>aplicavam às operações das máquinas no século XIX. Para tanto,</p><p>identificava o trabalho a ser feito, decompondo-o em suas operações</p><p>individuais, definia a maneira certa de realizar cada operação, reunia</p><p>cada operação e, finalmente, reunia as operações na sequência que</p><p>permitia fazê-lo mais rapidamente e com maior economia de tempo e</p><p>movimentos. O método cartesiano está na base do raciocínio. Tudo</p><p>isso parece hoje comum, mas foi a primeira vez que se deu atenção</p><p>ao trabalho manual. Ao longo da história da humanidade, o trabalho</p><p>sempre foi considerado um fato natural e consumado.</p><p>Fonte: Chiavenato (2014b, p. 44).</p><p>Assim, caro(a) estudante, a história de Taylor, com a administração, pode ser</p><p>dividida em dois períodos, conforme a seguir.</p><p>Primeiro Período de Taylor</p><p>De acordo com Chiavenato (2014b), o primeiro período de Taylor está diretamente</p><p>relacionado à publicação do livro “Shop management”, de 1903, em que primava</p><p>pela racionalização do trabalho do funcionário por meio dos estudos realizados</p><p>sobre tempos e movimentos. A atividade do operário era decomposta em</p><p>atividades menores, na tentativa de encontrar o processo mais eficiente na</p><p>produção de determinados produtos. A essência de Taylor, neste primeiro período,</p><p>pode ser mais bem visualizada no quadro a seguir.</p><p>Essência da Administração em Shop Management</p><p>- O objetivo da administração é pagar salários melhores e reduzir custos de</p><p>produção;</p><p>- Para tal objetivo, a administração deveria aplicar métodos científicos de pesquisa</p><p>para formular princípios e estabelecer processos padronizados que permitam o</p><p>controle das operações fabris;</p><p>- Os empregados devem ser cientificamente selecionados e colocados em seus</p><p>cargos com condições de trabalhos adequadas;</p><p>- Os empregos devem ser cientificamente treinados para aperfeiçoar suas</p><p>aptidões e executar uma tarefa para que a produção normal seja cumprida;</p><p>- A administração precisa criar uma atmosfera de cooperação com os</p><p>trabalhadores para garantir a permanência desse ambiente psicológico.</p><p>Quadro 1 - Essência da Administração em Shop Management</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014b, p. 45).</p><p>Podemos notar a preocupação de Taylor nas tarefas dos operários e as formas de</p><p>criar condições para aumento da produtividade.</p><p>Segundo período de Taylor</p><p>O segundo período de Taylor está relacionado à publicação do livro “The Principles</p><p>of Scientific Management”, de 1911, chegando a conclusão de que o trabalho do</p><p>operário deve ter acompanhamento e suporte da organização como um todo; a</p><p>partir daí, Taylor desenvolveu estudos sobre a administração geral. De acordo com</p><p>Chiavenato (2014b, p. 81), Taylor apresenta três principais males que afetavam toda</p><p>indústria:</p><p>Vadiagem sistemática dos operários, que reduziam a produção para manter</p><p>seus salários. Para Taylor, existem três causas determinantes da vadiagem no</p><p>trabalho:</p><p>O engano, que vem da época imemorial e está disseminado entre os</p><p>trabalhadores, especificamente no fato de que um rendimento maior do</p><p>homem e da máquina terá como resultado o desemprego de grande número</p><p>de operários.</p><p>O sistema defeituoso da administração, comumente em uso, que força os</p><p>operários à ociosidade no trabalho, a fim de melhor proteger seus interesses.</p><p>Os métodos empíricos ineficientes, utilizados nas empresas, que fazem o</p><p>operário desperdiçar grande parte de seu esforço de tempo.</p><p>Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do tempo</p><p>necessário para sua realização.</p><p>Falta de uniformidade das técnicas e métodos de trabalho.</p><p>Ainda de acordo com Chiavenato (2014b), na busca por soluções para esses males,</p><p>Taylor escreveu o livro “Principles of Scientific Management”, no qual apresentou a</p><p>administração como ciência, que substitui o empirismo, e a tentativa e erro na</p><p>prática das atividades, trazendo soluções científicas para os problemas produtivos</p><p>da empresa. Para Taylor:</p><p>A organização e a</p><p>administração devem ser estudadas e</p><p>tratadas cientificamente, não empiricamente. A improvisação</p><p>deve ceder lugar ao planejamento, e o empirismo, à ciência – a</p><p>ciência da administração [...]. Taylor procurou aplicar</p><p>administração científica nos padrões de produção:</p><p>padronização de máquinas e ferramentas, métodos e rotinas</p><p>para execução de tarefas e prêmios de produção para</p><p>incentivar a produtividade (CHIAVENATO, 2014a, p. 58).</p><p>Segundo Chiavenato (2014a), uma das principais contribuições de Taylor, para a</p><p>administração e o sistema produtivos, foi o método que ficou conhecido como</p><p>Organização Racional do Trabalho (ORT). A ORT surgiu para estabelecer padrões de</p><p>produção, uma vez que, quando não existe padrão de produção, a tendência é que</p><p>cada operário desenvolva as suas atividades da forma que lhe convier. Isso</p><p>possibilita o surgimento de muitos erros de produção e muito tempo desperdiçado</p><p>no processo. Com a ORT, os operários seriam treinados sob as mesmas orientações</p><p>e o processo produtivo passaria a ter maior homogeneidade. Os aspectos mais</p><p>importantes da ORT, de acordo com Chiavenato (2014a), são:</p><p>Análise do trabalho e do estudo de tempos e movimentos: o trabalho deve</p><p>ser executado por meio da divisão e subdivisão de todos os movimentos</p><p>necessários, para a execução das atividades. Uma das principais vantagens</p><p>desse método consiste na eliminação dos movimentos humanos inúteis para</p><p>produção, os operários devem ser selecionados de forma racional, define</p><p>normas, padrões de trabalho etc.</p><p>Estudo da fadiga humana: a administração científica pretendia executar as</p><p>atividades de forma a racionalizar os movimentos, buscando eliminar os que</p><p>produzem fadiga.</p><p>Divisão do trabalho e especialização do operário: algumas consequências</p><p>dos estudos feitos sobre tempos e movimentos se referem à divisão do</p><p>trabalho e à alta especialização do operário.</p><p>Desenho de cargos e tarefas: desenhar um cargo é especificar as atividades</p><p>que deverão ser desenvolvidas pelo ocupante do cargo.</p><p>Incentivos salariais e prêmios de produção: os planos de incentivos salariais</p><p>surgem para incentivar o operário a executar as atividades de acordo com o</p><p>planejado.</p><p>Conceito de homo economicus: segundo este princípio, todo homem é</p><p>influenciado exclusivamente por recompensas financeiras e materiais. Ou</p><p>seja, o homem não procura o emprego porque gosta dele, mas, sim, como</p><p>meio de ganhar a vida.</p><p>Condições ambientais de trabalho: verificou-se que não são apenas pelos</p><p>métodos de trabalho e pelos incentivos salariais que o operário buscará a</p><p>máxima eficiência, mas aspectos como condições de bem-estar físico,</p><p>disposição do layout e adequação das ferramentas ao uso, também são</p><p>fatores importantes.</p><p>Padronização: a ORT também primou pela padronização dos métodos e</p><p>processos do trabalho na intenção de reduzir a variabilidade e diversidade no</p><p>processo produtivo.</p><p>Para Taylor, de acordo com Maximiano (2011), a administração científica apresenta</p><p>quatro princípios principais, conforme indicado no Quadro 2:</p><p>Princípios da Administração Científica</p><p>● Desenvolver uma ciência para cada elemento do trabalho, para substituir o velho</p><p>método empírico.</p><p>● Selecionar cientificamente e depois treinar, instruir e desenvolver o trabalhador,</p><p>que, no passado, escolhia seu próprio trabalho e treinava-se o melhor que podia.</p><p>● Cooperar sinceramente com os trabalhadores, de modo a garantir que o trabalho</p><p>seja feito de acordo com princípios da ciência que foi desenvolvida.</p><p>● Existe uma divisão quase igual de trabalho e de responsabilidade entre a</p><p>administração e os trabalhadores. A administração se incumbe de todo trabalho</p><p>para o qual esteja mais bem preparada que os trabalhadores, enquanto no</p><p>passado quase todo o trabalho e a maior parte da responsabilidade recaía sobre a</p><p>mão de obra.</p><p>Quadro 2 - Princípios da Administração Científica</p><p>Fonte: Adaptado de Maximiano (2011, p. 57).</p><p>Princípios Básicos de Ford</p><p>Henry Ford possivelmente é o mais conhecido dos precursores da administração</p><p>científica. Ford iniciou a sua vida profissional como mecânico e, em 1903, deu início</p><p>a Ford Motors Co. A sua ideia era tornar o carro um produto popular, acessível até</p><p>mesmo aos próprios mecânicos que os produziam, já que, naquela época, os carros</p><p>eram produtos de luxo e destinado apenas aos consumidores milionários. De</p><p>acordo com Chiavenato (2014a), entre 1905 e 1910, Ford foi o responsável por uma</p><p>das maiores transformações no processo produtivo da época – a produção em</p><p>massa, ou seja, maior volume de produtos acabados a um preço menor. Ford</p><p>também foi responsável por outras transformações na administração industrial,</p><p>como a redução da jornada de trabalho de 12 para 8 horas diárias e estipulou um</p><p>salário mínimo de cinco dólares por dia.</p><p>Segundo Chiavenato (2014a), para se obter um sistema produtivo acelerado com</p><p>um trabalho ritmado, coordenado e econômico, Ford adotou três princípios básicos,</p><p>conforme mostra o quadro a seguir.</p><p>Princípios básicos de Ford</p><p>Princípio de</p><p>intensificação</p><p>Diminuir o tempo de duração com a utilização imediata dos</p><p>equipamentos e das matérias-primas e a rápida colocação</p><p>do produto no mercado.</p><p>Princípio de</p><p>economicidade</p><p>Reduzir, ao mínimo, o volume do estoque da matéria-prima</p><p>em transformação, fazendo com que o automóvel fosse pago</p><p>à empresa antes de vencido o prazo de pagamento dos</p><p>salários e da matéria-prima adquirida. A velocidade de</p><p>produção deve ser rápida: “o minério sai da mina no sábado</p><p>e é entregue ao consumidor sob a forma de carro na terça-</p><p>feira à tarde”.</p><p>Princípio da</p><p>produtividade</p><p>Aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo</p><p>período (produtividade) por meio da especialização e da</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>linha de montagem. O operário ganha mais, e o empresário</p><p>tem maior produção.</p><p>Quadro 3 - Princípios básicos de Ford</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014a, p. 67).</p><p>Ford foi um dos responsáveis pela popularização dos carros no início do século XX,</p><p>tornando-os acessíveis até mesmo para os operários que trabalhavam na fábrica</p><p>da Ford Motors. Para atingir esse objetivo, os carros da Ford eram todos da cor preta</p><p>e não havia diferenciação de modelos, tornando, assim, o produto mais barato para</p><p>o consumidor final.</p><p>Escola Clássica da Administração</p><p>De acordo com Maximiano (2011), Henry Fayol é um dos personagens mais</p><p>importantes da Escola Clássica da Administração. No ano de 1916, Fayol publicou o</p><p>livro “Administração Geral e Industrial” e apresentou algumas conceituações</p><p>importantes sobre administração:</p><p>a administração é função distinta das demais funções da</p><p>empresa, como finanças, produção e distribuição; a</p><p>administração compreende cinco funções: planejamento,</p><p>organização, comando, coordenação e controle (MAXIMIANO,</p><p>2011, p. 72).</p><p>De acordo com Maximiano (2011), Fayol compreendia a administração como uma</p><p>atividade comum para todas as atividades e empreendimentos humanos, que, em</p><p>maior ou menor grau, sempre precisam dos cinco processos apresentados</p><p>anteriormente (planejamento, organização, comando, coordenação e controle).</p><p>Ainda de acordo com o autor, Fayol dividiu a empresa em seis funções, conforme a</p><p>figura a seguir.</p><p>Fayol ainda sugeriu que a função administrativa fosse a mais importante de todas</p><p>as outras apresentadas. De acordo com Maximiano (2011, p. 72), definiu cada um de</p><p>seus cinco componentes (planejamento, organização, comando, coordenação e</p><p>controle) da seguinte forma:</p><p>Planejamento: examinar o futuro e traçar um plano de ação a médio e longo</p><p>prazo.</p><p>Organização: montar uma estrutura humana e material para realizar o</p><p>empreendimento.</p><p>Comando: manter o pessoal em atividade em toda a empresa.</p><p>Coordenação: reunir, unificar e harmonizar toda a atividade e esforço.</p><p>Controle: cuidar para que tudo se realize de acordo com os planos e as</p><p>ordens.</p><p>Uma das contribuições mais significativas de Fayol, para a administração e para a</p><p>teoria clássica, foi a elaboração dos 14 princípios que devem ser seguidos pelos</p><p>gestores para uma administração eficaz (Quadro 4).</p><p>Princípios básicos de Fayol</p><p>I Divisão do</p><p>trabalho</p><p>Designação</p><p>de tarefas específicas para cada pessoa,</p><p>resultando na especialização das funções e separação</p><p>dos poderes.</p><p>FIGURA 1 Funções da empresa</p><p>FONTE: Maximiano (2011, p.72)</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>II</p><p>Autoridade e</p><p>responsabilidade</p><p>A primeira é o direito de mandar e o poder de se fazer</p><p>obedecer. A segunda, a sanção – recompensa ou</p><p>penalidade – que acompanha o exercício do poder.</p><p>III Disciplina</p><p>Respeito aos acordos estabelecidos entre a empresa e</p><p>seus agentes.</p><p>IV</p><p>Unidade de</p><p>comando</p><p>De forma que cada pessoa tenha apenas um superior.</p><p>V</p><p>Unidade de</p><p>direção</p><p>Um só chefe e um só programa para um conjunto de</p><p>operações que visam ao mesmo objetivo.</p><p>VI Interesse geral Subordinação do interesse individual ao interesse geral.</p><p>VII</p><p>Remuneração do</p><p>pessoal</p><p>De forma equitativa, com base tanto em fatores internos</p><p>quanto externos.</p><p>VIII Centralização</p><p>Equilíbrio entre a concentração de poderes de decisão</p><p>no chefe, sua capacidade de enfrentar suas</p><p>responsabilidades e a iniciativa dos subordinados.</p><p>IX Cadeia escalar</p><p>Hierarquia – a série dos chefes do primeiro ao último</p><p>escalão, dando-se aos subordinados de chefes</p><p>diferentes a autonomia para estabelecer relações</p><p>diretas.</p><p>X Ordem</p><p>Um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu</p><p>lugar.</p><p>XI Equidade</p><p>Tratamento das pessoas com benevolência e justiça,</p><p>não excluindo a energia e o rigor quando necessários.</p><p>XII</p><p>Estabilidade do</p><p>pessoal</p><p>Manutenção das equipes como forma de promover seu</p><p>desenvolvimento.</p><p>XIII Iniciativa Faz aumentar o zelo e a atividade de agentes.</p><p>XIV Espírito de equipe</p><p>Desenvolvimento e manutenção da harmonia dentro da</p><p>força de trabalho.</p><p>Quadro 4 - Os princípios de administração de Fayol</p><p>Fonte: Maximiano (2011, p. 74).</p><p>Fayol, ao contrário de Taylor, voltou a sua atenção à compreensão da alta</p><p>administração e às técnicas que poderiam ser aplicadas para uma gestão mais</p><p>eficiente dos recursos empresariais.</p><p>Escola Burocrática</p><p>Caro(a) acadêmico(a), segundo Chiavenato (2014b), Max Weber é um dos</p><p>principais expoentes da escola Burocrática. Os conceitos desenvolvidos por ele</p><p>ainda são de grande importância para o estudo sobre o tema, por isso é importante</p><p>que saibamos algumas de suas características, para continuarmos a compreender</p><p>a burocracia. Ao contrário do que normalmente se imagina, quando se fala em</p><p>burocracia, no contexto organizacional, não podemos compreender como um</p><p>grande volume de papelório e procedimentos que atrasam as atividades a serem</p><p>desenvolvidas pela empresa, pois a ideia de burocracia de Weber era a busca pela</p><p>eficiência.</p><p>Assim, não é difícil perceber que o leigo passou a utilizar o conceito de burocracia</p><p>às atividades que não funcionam ou que são demasiadamente demoradas.</p><p>Todavia, para Weber, burocracia tem um significado completamente contrário, ou</p><p>seja, é apenas por meio dela que a organização consegue atingir a máxima</p><p>eficiência, a partir das seguintes características, de acordo com Chiavenato</p><p>(2014b):</p><p>Assim, podemos perceber, caro(a) aluno(a), que o modelo burocrático busca</p><p>controlar todo aspecto humano dentro da organização, para ter a capacidade de</p><p>prever, caso algo esteja fora do planejado.</p><p>PENSE NUM HOMEM QUE É CITADO</p><p>Idalberto Chiavenato (Viradouro, 1936) é um escritor, professor e consultor administrativo brasileiro. Atua na área de administração de empresas e recursos humanos[1]. É um dos autores nacionais mais conhecidos e respeitados nas áreas de Administração de Empresas e Recursos Humanos</p><p>Highlight</p><p>Abordagem Humanística</p><p>Segundo Chiavenato (2014a), a abordagem humanística ou a teoria das relações</p><p>humanas surgiu nos Estados Unidos, como consequência dos resultados</p><p>encontrados com a pesquisa de Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo. Ainda de</p><p>acordo com o autor, a abordagem humanística surgiu em confronto ou em</p><p>oposição aos princípios da teoria clássica da administração, que voltava a sua</p><p>atenção às atividades dos operários, em busca da máxima eficiência.</p><p>Alguns fatos são considerados as razões precursoras da abordagem humanística,</p><p>como podemos verificar no Quadro 5 abaixo.</p><p>Fator Descrição</p><p>Necessidade de</p><p>humanizar e</p><p>democratizar a</p><p>administração.</p><p>Libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da</p><p>Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de</p><p>vida do povo americano. Nesse sentido, a Teoria das</p><p>Relações Humanas se revelou um movimento tipicamente</p><p>americano e voltado para a democratização dos</p><p>conceitos administrativos.</p><p>Desenvolvimento das</p><p>ciências humanas.</p><p>Principalmente a psicologia, bem como a sua crescente</p><p>influência intelectual e suas primeiras aplicações à</p><p>organização industrial, as ciências humanas vieram</p><p>demonstrar a inadequação dos princípios da Teoria</p><p>Clássica.</p><p>FIGURA 2 Abordagem humanística no ambiente de trabalho</p><p>FONTE: Mark Bowden / 123RF</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Ideias de John Dewey e</p><p>Kurt Lewin.</p><p>Fundamentais para o humanismo na administração. Elton</p><p>Mayo é o fundador da escola. Dewey e Lewin também</p><p>contribuíram para a sua concepção, e a sociologia de</p><p>Pareto foi fundamental.</p><p>Conclusões da</p><p>experiência de</p><p>Hawthorne.</p><p>Realizada entre 1927 e 1932, sob a coordenação de Elton</p><p>Mayo, que puseram em xeque os principais postulados da</p><p>Teoria Clássica da administração.</p><p>Quadro 5 - Abordagem humanística da administração</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014a, p. 104).</p><p>Segundo Chiavenato (2014a), uma das principais influências, para o</p><p>desenvolvimento da teoria das relações humanas, foi a experiência de Hawthorne,</p><p>iniciada em 1927, na indústria Western Electric Company, localizada em Chicago. O</p><p>objetivo da pesquisa era encontrar uma correlação entre a iluminação do ambiente</p><p>de trabalho e a produtividade dos colaboradores. Os resultados encontrados</p><p>indicaram que os fatores influenciadores à produtividade eram de natureza</p><p>psicológica e não apenas do ambiente físico de trabalho. Após essa descoberta,</p><p>houve a iniciativa de tentar eliminar ou minimizar tais fatores, o que acabou</p><p>estendendo a pesquisa até o ano de 1932.</p><p>Experiência de Hawthorne</p><p>Prezado(a) estudante, a experiência de Hawthorne foi dividida em quatro fases, que</p><p>serão explicadas a seguir.</p><p>Primeira Fase da Experiência de Hawthorne</p><p>Na primeira etapa da pesquisa, foram criados dois grupos de trabalhadores que</p><p>faziam o mesmo trabalho e em condições idênticas. A única variável seria a</p><p>intensidade da luz, em um dos grupos a luz era variável, quanto que, para o outro,</p><p>era constante. Os observadores não conseguiram identificar nenhuma relação</p><p>entre a intensidade da iluminação com a produtividade dos operários, o que foi</p><p>possível verificar foi a influência de uma variável difícil de ser isolada – o fator</p><p>psicológico. Assim, com a primeira fase da experiência de Hawthorne, foi possível</p><p>verificar que o fator psicológico se sobrepõe ao fisiológico (CHIAVENATO, 2014a).</p><p>Segunda Fase da Experiência de Hawthorne</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Nesta fase, foi criado um grupo de observação (grupo experimental) com cinco</p><p>mulheres que montavam os relés, enquanto outra operária entregava as peças</p><p>para abastecer o trabalho, e havia o grupo de provas, que estava em controle mais</p><p>intenso. Ambos os grupos estavam sob a observação constante de um supervisor e,</p><p>de acordo com Chiavenato (2014b), os resultados encontrados estavam,</p><p>novamente, relacionados ao fator psicológico:</p><p>As operárias preferiam trabalhar na sala onde a supervisão era mais branda e</p><p>sem o controle rígido, pois conseguiam trabalhar com menos ansiedade.</p><p>Em um ambiente amistoso, onde a conversa entre as operárias era permitida,</p><p>a satisfação do trabalho era maior.</p><p>As operárias não temiam o supervisor, pois o viam como orientador.</p><p>As mulheres faziam amizades entre si, o que criava um ambiente de equipe.</p><p>O grupo de operárias desenvolveu objetivos comuns.</p><p>Terceira Fase da Experiência de Hawthorne</p><p>Após perceber uma grande diferença entre os dois grupos de trabalho (de</p><p>experimento e de controle) da fase anterior, na terceira etapa, os pesquisadores se</p><p>voltaram na tentativa de compreender as relações humanas no ambiente de</p><p>trabalho e a sua relação com a produtividade. Foi identificado que a empresa</p><p>sabia</p><p>muito pouco sobre os seus colaboradores e, assim, iniciou um programa de</p><p>entrevistas (Interviewing Program), com o intuito de conhecer as atitudes e</p><p>sentimentos dos empregados, assim como ouvir sobre os tratamentos que</p><p>recebiam dos seus superiores (CHIAVENATO, 2014a).</p><p>Quarta Fase da Experiência de Hawthorne</p><p>Na quarta fase, foi escolhida uma equipe experimental para executar o seu trabalho</p><p>em condições idênticas ao próprio departamento. Um observador ficava dentro da</p><p>sala e um entrevistador fazia as entrevistas no grupo do lado de fora da sala de</p><p>trabalho. O pagamento dos funcionários era feito de acordo com a produção do</p><p>grupo e só aumentava caso houvesse um aumento total na produção. O grupo</p><p>começou a estipular normas de conduta dentro do próprio grupo, por exemplo:</p><p>assim que o nível normal de produção era atingido, o ritmo de trabalho reduzia e o</p><p>funcionário que mantivesse um nível elevado de produção sofria punições</p><p>simbólicas dos demais trabalhadores. De acordo com Chiavenato (2014a), com</p><p>esta quarta fase, foi possível conhecer mais acerca das relações informais de</p><p>trabalho.</p><p>Conclusões da Experiência de Hawthorne</p><p>Segundo Chiavenato (2014a,), a experiência de Hawthorne formulou o</p><p>embasamento para os princípios básicos da Escola das Relações Humanas. As</p><p>principais conclusões podem ser visualizadas no Quadro 6.</p><p>Conclusão Descrição</p><p>O nível de produção é</p><p>resultante da</p><p>integração social.</p><p>O nível de produção não é determinado pela capacidade</p><p>física ou fisiológica do empregado, mas por normas sociais e</p><p>expectativas grupais. É a capacidade social do trabalhador</p><p>que determina o seu nível de competência e eficiência.</p><p>Comportamento</p><p>social dos</p><p>empregados.</p><p>O comportamento do indivíduo se apoia totalmente no</p><p>grupo. Os trabalhadores não agem ou reagem isoladamente</p><p>como indivíduos, mas como membros de grupos. A qualquer</p><p>desvio das normas grupais, o trabalhador sofre punições</p><p>sociais ou morais dos colegas.</p><p>Recompensa e</p><p>sanções sociais.</p><p>O comportamento dos trabalhadores está condicionado às</p><p>normas e aos padrões sociais. Os operários que produzem</p><p>acima ou abaixo da norma socialmente determinada</p><p>perderam o respeito e a consideração dos colegas. Os</p><p>operários preferiram produzir menos – e ganhar menos – a</p><p>pôr em risco as suas relações amistosas com os colegas.</p><p>Grupos informais.</p><p>Enquanto os clássicos se preocupavam com aspectos</p><p>formais da organização (como autoridade,</p><p>responsabilidade, especialização, estudos de tempos e</p><p>movimentos, departamentalização etc.), os autores</p><p>humanistas se concentravam nos aspectos informais da</p><p>organização (grupos informais, comportamento social dos</p><p>empregados, crenças, atitudes, motivações etc.).</p><p>Relações humanas.</p><p>No local de trabalho, as pessoas participam de grupos</p><p>sociais dentro da organização e mantêm-se em uma</p><p>constante interação social. Para explicar o comportamento</p><p>humano nas organizações, a Teoria das Relações Humanas</p><p>passou a estudar essa interação social.</p><p>Importância do</p><p>conteúdo do cargo.</p><p>A especialização não é a maneira mais eficiente de divisão</p><p>do trabalho. Embora não tenham se preocupado com esse</p><p>aspecto, Mayo e seus colaboradores verificaram que a</p><p>especialização proposta pela teoria clássica não cria a</p><p>organização mais eficiente. O conteúdo e a natureza do</p><p>trabalho têm influência sobre o moral do trabalho.</p><p>Highlight</p><p>Ênfase nos aspectos</p><p>emocionais.</p><p>Os elementos emocionais não planejados e irracionais do</p><p>comportamento humano merecem atenção especial da</p><p>teoria das relações humanas. Daí a denominação de</p><p>sociólogos da organização aos autores humanistas.</p><p>Quadro 6 - Conclusões da Experiência de Hawthrone</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014a, p. 108).</p><p>A partir do quadro anterior, é possível percebermos, caro(a) aluno(a), que a escola</p><p>das relações humanas rompeu com as crenças que a escola clássica tinha sobre</p><p>produtividade e apresentou novas perspectivas sobre a motivação no trabalho.</p><p>Abordagem Comportamental</p><p>Para Chiavenato (2014b), a abordagem comportamental da administração trouxe</p><p>novas perspectivas para a teoria da administração, sendo elas: abordagem das</p><p>ciências do comportamento; o abandono das teorias que se voltaram</p><p>excessivamente às normativas e prescrições de comportamento (teoria clássica,</p><p>teoria das relações humanas e da burocracia) e incorporação no contexto</p><p>organizacional de comportamentos explicativos e descritivos e não impositivos.</p><p>Ainda de acordo com Chiavenato (2014b), a teoria comportamental da</p><p>administração teve origem por diversas razões, conforme indica o Quadro 7.</p><p>Origens da Teoria Comportamental da Administração</p><p>● A oposição ferrenha e definitiva da Teoria das Relações Humanas (ênfase nas</p><p>pessoas) em relação à Teoria Clássica (ênfase nas tarefas e na estrutura</p><p>organizacional) caminhou lentamente para um segundo estágio: a Teoria</p><p>Comportamental. Esta passou a representar uma nova tentativa de síntese da</p><p>teoria da organização formal com o enfoque das relações humanas.</p><p>● A Teoria Comportamental representa um desdobramento da Teoria das Relações</p><p>Humanas, com a qual se mostra crítica e severa, reformulando seus conceitos e</p><p>rejeitando suas concepções ingênuas e românticas.</p><p>● A Teoria Comportamental critica a Teoria Clássica, colocando-se como uma</p><p>antítese da teoria da organização formal, dos princípios de administração do</p><p>conceito de autoridade formal e do mecanismo dos autores clássicos.</p><p>● A Teoria Comportamental incorporou a Sociologia da Burocracia, ampliando o</p><p>campo da teoria administrativa. Entretanto, mostra-se muito crítica com relação</p><p>ao “modelo de máquina” que esta adota para representar a organização.</p><p>● Em 1947, o livro O Comportamento Administrativo, de Herbert A. Simon – que</p><p>constitui o início da Teoria das decisões e um forte ataque às Teorias Clássicas e</p><p>das Relações Humanas – inaugura a Teoria Comportamental.</p><p>Quadro 7 - Origens da Teoria Comportamental da administração</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014b p.278).</p><p>De acordo com Maximiano (2011, p. 156), a Teoria Comportamental tem diversos</p><p>antecedentes que merecem compreensão como fontes originárias dessa teoria,</p><p>sendo eles: “o movimento pelo bem-estar dos trabalhadores; a psicologia industrial;</p><p>o estudo do fator humano no papel dos gerentes e o estudo da dinâmica de grupo</p><p>e da liderança”. Por fim, a experiência de Hawthorne deu origem à escola das</p><p>relações humanas.</p><p>Ao analisar a Figura acima, podemos identificar que o enfoque comportamental da</p><p>administração teve várias fontes que influenciaram o seu surgimento. Segundo</p><p>Maximiano (2011), o movimento pelo bem-estar do trabalhador teve origem ou</p><p>ganhou força no período da Revolução Industrial, em que as condições de trabalho</p><p>eram precárias. Outro aspecto influenciador foi o estudo do fator humano no papel</p><p>dos gerentes, desenvolvido por Chester Barnard, que foi um executivo nos anos 30 e</p><p>desenvolveu estudos sobre o comportamento dos administradores no ambiente de</p><p>trabalho. Ainda de acordo com o autor, por meio da psicologia industrial, voltaram-</p><p>se os estudos no desenvolvimento de testes para a organização das pessoas</p><p>dentro da empresa.</p><p>Por fim, caro(a) acadêmico(a), outro aspecto importante que deve ser ressaltado é</p><p>a dinâmica de grupo e liderança, na qual teve como seu principal protagonista o</p><p>pesquisador Kurt Lewin. O estudo realizado neste período buscou compreender três</p><p>tipos de liderança: autoritário, democrático e liberal (laissez-faire). A partir de então,</p><p>cabia analisar quais eram os impactos que os estilos de liderança causavam nos</p><p>indivíduos pesquisados.</p><p>Partindo da Teoria Comportamental, foram desenvolvidas novas teorias sobre o</p><p>comportamento humano e os fatores motivacionais individuais, que influenciam os</p><p>indivíduos no contexto organizacional. Um dos principais estudos sobre o tema foi</p><p>FIGURA 3 Raízes do enfoque comportamental</p><p>FONTE: Maximiano (2011, p. 209)</p><p>desenvolvido por Maslow, o qual apresentou a motivação humana por meio de uma</p><p>pirâmide hierárquica dividida em dois níveis: as necessidades primárias</p><p>(necessidades fisiológicas e de segurança) e as necessidades secundárias</p><p>(necessidades</p><p>sociais, de estima e de autorrealização), conforme mostra a figura a</p><p>seguir.</p><p>A hierarquia das necessidades proposta por Maslow, como visto</p><p>anteriormente, está dividida em níveis. Para o indivíduo passar para a</p><p>necessidade no nível superior, deve necessariamente atender as</p><p>necessidades do nível anterior. Chiavenato (2014a) explica cada uma dessas</p><p>necessidades, conforme o Quadro 8 a seguir.</p><p>Necessidade</p><p>fisiológica</p><p>Representa o nível mais baixo da pirâmide, porém de vital</p><p>importância. Neste nível, estão as necessidades de</p><p>alimentação (sede e fome, por exemplo), de abrigo</p><p>(proteção contra o ambiente externo), dentre diversas outras.</p><p>De maneira resumida, podemos compreender as</p><p>necessidades fisiológicas como as necessárias para a</p><p>sobrevivência do indivíduo, para sua autopreservação.</p><p>Necessidade de</p><p>segurança</p><p>Este grupo de necessidades representa a busca por</p><p>segurança do indivíduo, ou seja, a procura por proteção do</p><p>ambiente, a estabilidade e a fuga. O indivíduo só passa a se</p><p>preocupar com o atendimento destas necessidades a partir</p><p>do momento em que as necessidades fisiológicas foram</p><p>atendidas.</p><p>FIGURA 4 Hierarquia das necessidades segundo Maslow</p><p>FONTE: Maximiano (2014, p. 325)</p><p>Necessidades</p><p>sociais</p><p>É o primeiro nível das necessidades secundárias, no qual o</p><p>indivíduo, após atender as necessidades primárias, busca</p><p>satisfazer suas necessidades secundárias, iniciando pelas</p><p>sociais (associação, participação, aceitação, troca de</p><p>amizades e afeto etc.).</p><p>Necessidade de</p><p>estima</p><p>Este grupo de necessidades pode ser compreendido como a</p><p>forma em que o indivíduo se enxerga e se avalia</p><p>(autoapreciação, autoconfiança, necessidade de aprovação</p><p>social e de respeito, de status, prestígio e de consideração).</p><p>Necessidade de</p><p>autorrealização</p><p>Estas necessidades estão no topo da estrutura hierárquica,</p><p>assim sendo, o indivíduo, para chegar neste nível, deve,</p><p>necessariamente, ter passado pelos níveis anteriores. Este</p><p>grupo de necessidades está relacionado ao</p><p>autodesenvolvimento da pessoa.</p><p>Quadro 8 -Teoria das necessidades de Maslow</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014a, p. 323).</p><p>A teoria das necessidades desenvolvida por Maslow não foi confirmada</p><p>cientificamente, portanto alguns estudiosos a descartaram como uma teoria válida.</p><p>No entanto, é importante ter conhecimento dessa estrutura para orientar o trabalho</p><p>do administrador.</p><p>De acordo com Chiavenato (2014a), complementarmente aos estudos</p><p>desenvolvidos por Maslow, Frederick Herzberg, desenvolveu-se outra teoria sobre o</p><p>comportamento humano nas organizações, a teoria dos dois fatores, sendo eles os</p><p>fatores higiênicos (ou fatores extrínsecos) e os fatores motivacionais (ou fatores</p><p>intrínsecos).</p><p>Fatores higiênicos Fatores motivacionais</p><p>Condições que rodeiam o</p><p>empregado enquanto trabalha,</p><p>englobando condições físicas e</p><p>ambientais de trabalho, salário,</p><p>benefícios sociais, políticas da</p><p>empresa, tipo de supervisão</p><p>recebido, clima de relações entre a</p><p>direção e os empregados,</p><p>regulamentos internos,</p><p>oportunidades existentes. São os</p><p>fatores tradicionalmente utilizados</p><p>Conteúdo do cargo, tarefas e deveres</p><p>relacionados com o cargo em si. São os</p><p>fatores motivacionais que produzem efeito</p><p>duradouro de satisfação e de aumento de</p><p>produtividade em níveis de excelência, isto é,</p><p>acima dos níveis normais. O termo</p><p>“motivação”, para Herzberg, envolve</p><p>sentimentos de realização, crescimento e</p><p>reconhecimento profissional manifestados por</p><p>meio do exercício das tarefas e atividades que</p><p>oferecem suficiente desafio e significado para</p><p>o trabalhador.</p><p>pelas organizações para se obter</p><p>motivação.</p><p>Quadro 9 - Fatores higiênicos e fatores motivacionais</p><p>Fonte: Chiavenato (2004, p. 125).</p><p>Podemos perceber, caro(a) aluno(a), que o enfoque comportamental da</p><p>administração apresenta informações importantes para o administrador, tanto na</p><p>condução de sua equipe de trabalho quanto na busca pelo atendimento da</p><p>necessidade dos colaboradores.</p><p>Abordagem Sistêmica</p><p>De acordo com Chiavenato (2014b), a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) surgiu em</p><p>meados dos anos de 1960, a partir da pesquisa realizada pelo Biólogo alemão</p><p>Ludwig von Bertalanffy. Segundo Chiavenato (2014b, p. 392), os pressupostos dessa</p><p>teoria são:</p><p>Existe uma tendência para integração entre duas ciências: as</p><p>naturais e sociais.</p><p>Esta integração sugere uma interação em direção à teoria dos</p><p>sistemas.</p><p>A teoria dos sistemas é o modo mais abrangente de estudar os</p><p>campos não físicos do conhecimento científico, como as</p><p>ciências sociais.</p><p>Esta teoria desenvolve princípios unificadores que atravessam</p><p>verticalmente os universos particulares das diversas ciências</p><p>envolvidas, visando ao objetivo da unidade da ciência.</p><p>A teoria dos sistemas conduz a uma integração na educação</p><p>científica.</p><p>Atenção!</p><p>A Teoria Geral dos Sistemas</p><p>Bertalanffy critica a visão que se tem do mundo dividido em diferentes</p><p>áreas, como Física, Química, Biologia, Psicologia, Sociologia, dentre</p><p>outras. São divisões arbitrárias, com fronteiras solidamente definidas e</p><p>espaços vazios (áreas brancas) entre elas. A natureza não está</p><p>dividida em nenhuma dessas partes. A Teoria Geral dos Sistemas</p><p>afirma que se devem estudar os sistemas globalmente, envolvendo</p><p>todas as interdependências de suas partes. A água é diferente do</p><p>hidrogênio e do oxigênio que a constituem. O bosque é diferente das</p><p>suas árvores.</p><p>Fonte: Chiavenato (2014b, p. 392).</p><p>Highlight</p><p>Chiavenato (2014b) afirma que a Teoria Geral dos Sistemas fundamenta-se em três</p><p>premissas básicas:</p><p>Premissa Descrição</p><p>Os sistemas</p><p>existem dentro</p><p>de sistemas</p><p>Cada sistema é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo,</p><p>faz parte de um sistema maior, o suprassistema. Cada sistema</p><p>pode ser detalhado em seus subsistemas componentes e assim</p><p>por diante. Também o suprassistema faz parte de um</p><p>suprassistema maior. Esse encadeamento parece ser infinito. As</p><p>moléculas existem dentro de células, as quais existem dentro de</p><p>tecidos, que compõe os organismos, e assim por diante.</p><p>Os sistemas são</p><p>abertos</p><p>É uma decorrência da premissa anterior. Cada sistema existe</p><p>dentro de um meio ambiente constituído por outros sistemas. Os</p><p>sistemas abertos são caracterizados por um processo infinito de</p><p>intercâmbio com o seu ambiente para trocar energia e</p><p>informação.</p><p>As funções de</p><p>um sistema</p><p>dependem de</p><p>sua estrutura</p><p>Cada sistema tem um objetivo que constitui seu papel no</p><p>intercâmbio com outros sistemas no meio ambiente.</p><p>Quadro 10 - Premissas básicas Teoria Geral do Sistema</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014b, p. 392).</p><p>Caro(a) aluno(a), para prosseguirmos com as análises sobre a teoria geral dos</p><p>sistemas, é importante que tenhamos compreendido o que é, de fato, um sistema.</p><p>Existem diversas definições sobre sistemas, no entanto, algumas características se</p><p>tornam comum entre os autores, como a compreensão de que um sistema denota</p><p>um conjunto de elementos interdependentes, mas que interagem formando um</p><p>conjunto organizado (CHIAVENATO, 2014a).</p><p>Para Maximiano (2011, p. 308), sistema “[...] é um todo complexo ou organizado; é um</p><p>conjunto de partes ou elementos que formam um todo unitário ou complexo. Um</p><p>conjunto de partes que interagem e funcionam como todo é um sistema”. Ainda de</p><p>acordo com o autor, qualquer compreensão sobre sistema tem-se de englobar o</p><p>entendimento de alguns pontos específicos, como um sistema compreende</p><p>entidades, denominadas partes, elementos ou componentes, assim como que todo</p><p>sistema compreende uma espécie de relação ou interação das partes.</p><p>Atenção!</p><p>A Teoria Geral dos Sistemas</p><p>Na Teoria dos Sistemas, o foco muda e passa das partes para a</p><p>organização das partes, reconhecendo as interações das partes como</p><p>processos não estáticos, mas dinâmicos e constantes.</p><p>Fonte: Coltro (2015, p. 206).</p><p>Características de Sistema</p><p>Como dito anteriormente, caro(a) estudante, um sistema é um conjunto de</p><p>elementos que estão interligados e, por consequência, formam um todo. De acordo</p><p>com Chiavenato (2014a), esse todo apresenta características que não seriam</p><p>encontradas em seus elementos isolados, ou seja, a formação do todo traz</p><p>elementos que não existiriam caso o</p><p>todo não fosse formado. Para Bertalanffy apud</p><p>Chiavenato (2014b, p. 393), “sistema é um conjunto de unidades reciprocamente</p><p>relacionadas, decorrem dois conceitos: de propósito (ou objetivo) e de globalismo</p><p>(ou totalidade)”, sendo que ambos retratam características de um sistema:</p><p>Propósito ou objetivo: um sistema pode apresentar um ou mais objetivo ou</p><p>propósito. Os elementos que interagem em um sistema se relacionam na</p><p>busca de um objetivo ou finalidade.</p><p>Globalismo ou totalidade: qualquer mudança que ocorra em qualquer</p><p>unidade do sistema afetará, consequentemente, as outras unidades do</p><p>sistema. O efeito total dessas mudanças ocasionará em um ajustamento de</p><p>todo o sistema. “O sistema reage globalmente a qualquer estímulo produzido</p><p>em qualquer unidade” (CHIAVENATO, 2014b, p. 394).</p><p>Tipos de Sistema</p><p>Existe uma grande variedade de tipologia de sistemas, que podem variar de acordo</p><p>com a sua constituição (físicos ou abstratos) ou de acordo com a natureza</p><p>(fechados ou abertos), conforme Quadro 11.</p><p>Tipo de</p><p>sistemas</p><p>Descrição</p><p>Sistema físico</p><p>ou concreto</p><p>São compostos por equipamentos, maquinaria, objetos e coisas</p><p>reais. São denominados hardware. Podem ser descritos em termos</p><p>quantitativos de desempenho.</p><p>Sistema</p><p>abstrato ou</p><p>conceitual</p><p>Compostos por conceitos, filosofias, planos, hipóteses e ideias. Os</p><p>símbolos representam atributos e objetivos, que, muitas vezes, só</p><p>existem no pensamento das pessoas. São denominados software.</p><p>Sistema</p><p>aberto</p><p>Apresentam relações de intercâmbio com o ambiente por meio de</p><p>inúmeras entradas e saídas. Trocam matéria e energia</p><p>regularmente com o meio ambiente. São adaptativos, isto é, para</p><p>sobreviver devem reajustar-se constantemente às condições do</p><p>meio ambiente e sua estrutura é otimizada quando o conjunto de</p><p>elementos do sistema se organiza por meio de uma operação</p><p>adaptativa.</p><p>Sistema</p><p>fechado</p><p>Não apresentam intercâmbio com o ambiente que o circunda, pois</p><p>são herméticos a toda influência ambiental. Não recebem influência</p><p>do ambiente nem o influenciam. Não recebem nenhum recurso</p><p>externo e nada produzem que seja enviado para fora.</p><p>Quadro 11 - Tipos de sistemas</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2014b, p. 395).</p><p>O conceito de sistema aberto pode ser aplicado a uma organização, pois podemos</p><p>considerar que o ambiente e a organização interagem constantemente, seja com</p><p>os clientes, fornecedores, concorrentes, entidades sindicais, órgãos governamentais</p><p>e outros agentes externos à organização. De forma resumida, podemos</p><p>compreender um sistema aberto como um conjunto de partes que interagem entre</p><p>si.</p><p>As teorias da administração têm pouco mais de cem anos de história e já têm</p><p>passado por profundas mudanças e adaptações. Podemos dizer que a mais nova</p><p>alteração que vem acontecendo no contexto organizacional está diretamente</p><p>relacionada à Era da informação. A partir dos anos de 1990, por consequência ao</p><p>desenvolvimento tecnológico e da tecnologia da informação (TI), o capital</p><p>financeiro cede espaço para o capital mais valioso de uma organização, o</p><p>intelectual, ou seja, o conhecimento passou a ser o ativo mais valioso de uma</p><p>empresa (CHIAVENATO, 2004).</p><p>Ainda de acordo com Chiavenato (2004), as organizações entraram na era da</p><p>informação por causa do desenvolvimento da tecnologia da informação, que</p><p>modificou a forma das pessoas e das empresas se relacionarem entre si. A TI</p><p>ajudou na globalização da economia, assim como na globalização das</p><p>informações e vem, nos últimos anos, apontando as diretrizes e tendências para</p><p>novos modelos de gestão. É possível, a partir desse contexto, caro(a) aluno(a),</p><p>identificar temas que apontam as principais diferenças entre a velha e a nova</p><p>economia, conforme apresentado no Quadro 12.</p><p>Tema Descrição</p><p>Conhecimento</p><p>A nova economia é uma economia do conhecimento,</p><p>graças à TI. Apesar da inteligência artificial e da TI, o</p><p>conhecimento é criado por pessoas. O conteúdo de</p><p>conhecimento integrado em produtos e serviços está</p><p>crescendo na forma de edifícios e casas inteligentes etc.</p><p>Digitalização</p><p>A nova economia é uma economia digital. A nova mídia é</p><p>a internet. A informação está em formato digital em bits. A</p><p>TI permite trabalhar um incrível volume de informações</p><p>comprimidas e transmitidas na velocidade da luz.</p><p>Virtualização</p><p>Na transformação da informação analógica para digital,</p><p>as coisas físicas podem tornar-se virtuais, como a</p><p>empresa virtual, o escritório virtual, a realidade virtual etc.</p><p>Molecularização A nova economia é uma economia molecular. A antiga</p><p>corporação foi desagregada e substituída por moléculas</p><p>FIGURA 5 Tendências de Gestão</p><p>FONTE: Markus Mainka / 123RF</p><p>dinâmicas e grupos de indivíduos e entidades que foram a</p><p>base da atividade econômica.</p><p>Integração</p><p>A nova economia está interligada em rede, integrando</p><p>grupos que são conectados a outros para criar riquezas.</p><p>As novas estruturas organizacionais em rede são</p><p>horizontais e conectadas pela internet.</p><p>Desintermediação</p><p>As funções de intermediário entre produtor e consumidor</p><p>são eliminadas devido às redes digitais e ao comércio</p><p>eletrônico. As informações são online, e produtores e</p><p>compradores se conectam entre si, dispensando</p><p>intermediários.</p><p>Convergência</p><p>Na nova economia, o setor econômico predominante</p><p>deixou de ser a indústria automobilística para ser a mídia,</p><p>para a qual convergem as indústrias de computação, a</p><p>comunicação e o conteúdo pautado em computador e</p><p>telecomunicações digitais.</p><p>Inovação</p><p>A nova economia é uma economia pautada em</p><p>inovações. Tornar os produtos obsoletos é o lema das</p><p>organizações. Assim, os ciclos de vida dos produtos estão</p><p>se tornando cada vez menores.</p><p>Produ-consumo</p><p>A distinção entre consumidor e produtor está ficando</p><p>pouco nítida. Na internet, o consumidor torna-se produtor</p><p>de mensagens, contribui para discussões, faz test-drives</p><p>em carros ou escaneia o produto no outro lado do mundo.</p><p>Imediatismo</p><p>Na economia pautada em bits, o imediatismo é básico ao</p><p>sucesso empresarial, e a nova empresa é uma empresa</p><p>em tempo real. O intercâmbio eletrônico de dados (EDI =</p><p>electronic data interchange) interliga sistemas de</p><p>computadores entre fornecedores e clientes para</p><p>proporcionar concomitância de decisões e ações.</p><p>Globalização</p><p>A nova economia é uma economia global e planetária. Os</p><p>negócios e o conhecimento não conhecem fronteiras.</p><p>Discordância</p><p>Questões sociais sem precedentes estão emergindo,</p><p>provocando traumas e conflitos que precisam ser</p><p>administrados.</p><p>Quadro 12 - Diferenças entre a nova e a velha economia</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2004, p. 452).</p><p>Nessa direção, para Chiavenato (2004), a era da informação trouxe</p><p>instantaneamente ao seu surgimento vários desafios às organizações,</p><p>principalmente no que diz respeito à velocidade das mudanças. Nesse contexto,</p><p>quanto mais veloz for a empresa no processo de adaptação às mudanças, maior</p><p>será a possibilidade de superação sobre os seus concorrentes. Para auxiliar as</p><p>organizações nesse processo, algumas teorias trouxeram importantes ferramentas</p><p>empresariais na tentativa de lidar com a grande quantidade de mudanças</p><p>ocorridas no ambiente organizacional, dentre as principais estão: a melhoria</p><p>contínua, a qualidade total, reengenharia, benchmarking e gestão de projetos. O</p><p>Quadro 13, a seguir, apresenta as principais características de cada uma dessas</p><p>teorias.</p><p>Teoria Características</p><p>Melhoria</p><p>contínua</p><p>● A melhoria contínua é uma técnica de mudança</p><p>organizacional suave e contínua, centrada nas atividades em</p><p>grupo de pessoas.</p><p>● Visa à qualidade dos produtos e serviços em programas de</p><p>longo prazo que privilegiam a melhoria gradual, por meio da</p><p>colaboração e participação das pessoas.</p><p>● Kaizen é uma palavra que significa um processo de gestão e</p><p>uma cultura de negócios e passou a significar aprimoramento</p><p>contínuo e gradual.</p><p>● O Kaizen é uma filosofia de melhoria contínua de todas as</p><p>pessoas da organização. Fazer melhor, sempre.</p><p>Qualidade total</p><p>● A qualidade total é uma decorrência da aplicação da melhoria</p><p>contínua.</p><p>● Para Deming, a qualidade deve ter como objetivo as</p><p>necessidades do usuário, presentes e futuras. Já para</p><p>Juran,</p><p>qualidade é a adequação à finalidade ou ao uso.</p><p>● A qualidade total estende o conceito de qualidade para toda a</p><p>organização, desde o pessoal de escritório e do chão de fábrica</p><p>até a cúpula em um envolvimento total.</p><p>● A qualidade total se aplica a todas as áreas e níveis da</p><p>organização, e deve começar no topo da empresa.</p><p>Reengenharia ● A reengenharia está preocupada em fazer cada vez mais com</p><p>cada vez menos. Seus três componentes são pessoas, TI e</p><p>processos.</p><p>INSPIRA</p><p>● Reengenharia significa fazer uma nova engenharia da</p><p>estrutura organizacional. Uma reconstrução e não apenas uma</p><p>reforma total ou parcial da empresa.</p><p>● Reengenharia não se trata de melhorar processos já</p><p>existentes, mas a sua total substituição por processos</p><p>inteiramente novos.</p><p>Benchmarking</p><p>● Surgiu em 1979 como um processo contínuo de avaliar</p><p>produtos, serviços e práticas dos concorrentes mais fortes e</p><p>daquelas empresas que são reconhecidas como líderes</p><p>empresariais.</p><p>● O benchmarking ensina as organizações a pesquisar os</p><p>fatores-chave que influenciam a produtividade e a qualidade.</p><p>Gestão de</p><p>projetos</p><p>● O projeto é um desafio definido para criar um único produto ou</p><p>serviço.</p><p>● É temporário porque cada projeto tem um começo definido e</p><p>um final definido.</p><p>● Único porque o produto ou serviço é diferente e distinto dos</p><p>demais produtos ou serviços.</p><p>● Os projetos são meios para responder aos requisitos que não</p><p>podem ser atendidos dentro dos limites operacionais normais</p><p>das organizações.</p><p>Quadro 13 - Teorias contemporâneas</p><p>Fonte: Adaptado de Chiavenato (2004, p. 454 a 465).</p><p>É possível, portanto, caro(a) aluno(a), compreender, por meio do quadro anterior, as</p><p>principais teorias e técnicas administrativas que foram desenvolvidas, no intuito de</p><p>auxiliar as organizações a se adaptarem à nova realidade econômica de</p><p>mudanças intensas e frequentes.</p><p>Agora que você concluiu a leitura deste estudo, veja, nos vídeos a seguir, temas que</p><p>complementarão seus estudos:</p><p>Indicação de Leitura</p><p>Livro: A ética protestante e o espírito do capitalismo</p><p>Autor: Max Weber</p><p>Ano: 1905</p><p>Editora: Companhia das letras</p><p>ISBN: 8535904700</p><p>Sinopse: O estudo analisa a gênese da cultura capitalista moderna e sua relação</p><p>com a religiosidade puritana adotada por igrejas e seitas protestantes dos séculos</p><p>XVI e XVII: a partir de observações estatísticas, Weber constatou que os protestantes</p><p>de sua época eram, de um modo geral, mais bem-sucedidos nos negócios do que</p><p>os católicos. Os últimos ajustes ao estudo foram feitos no ano da morte do autor,</p><p>quando o texto passou a fazer parte dos Ensaios reunidos de sociologia da religião.</p><p>Atividade</p><p>Ford foi um dos principais personagens da escola clássica da</p><p>administração e desenvolveu diversas práticas que contribuíram para a</p><p>evolução do pensamento administrativo. No entanto, uma contribuição de</p><p>grande importância foi os três princípios de Ford. Sobre esses princípios,</p><p>analise as as assertivas a seguir.</p><p>I. O princípio de intensificação busca aumentar o tempo de produção,</p><p>primando pela qualidade.</p><p>II. O princípio da economicidade busca reduzir, ao mínimo, o volume de</p><p>estoque da matéria prima</p><p>III. O princípio da produtividade busca aumentar a capacidade produtiva.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A. I, apenas.</p><p>B. II e III, apenas.</p><p>C. I e II, apenas.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>D. III, apenas.</p><p>E. I e III, apenas.</p><p>Atividade</p><p>Max Weber é considerado um dos principais pensadores da escola</p><p>burocrática da administração. Através de seus estudos, Weber acreditava</p><p>que apenas a partir da burocracia é que seria possível atingir a máxima</p><p>eficiência organizacional. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.</p><p>A. O caráter legal das normas e regulamentos estão diretamente</p><p>relacionadas à comunicação escrita da empresa.</p><p>B. O caráter racional e a divisão do trabalho descrevem</p><p>detalhadamente que cada funcionário deve fazer e qual é o seu</p><p>papel dentro da organização.</p><p>C. A competência técnica e a meritocracia indicam que o corpo</p><p>administrativo da organização não é o dono dos meios de</p><p>produção.</p><p>D. A hierarquia da autoridade indica que o comportamento humano,</p><p>dentro da organização, é altamente previsível.</p><p>E. A profissionalização dos participantes indica que o funcionário</p><p>somente cumpre as atividades que deseja.</p><p>Atividade</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>A teoria das relações humanas ou abordagem humanística teve sua</p><p>origem a partir das pesquisas desenvolvidas por Elton Mayo. Sua pesquisa</p><p>ficou conhecida como Experiência de Hawthorne, em que buscou identificar</p><p>os fatores que influenciavam a produtividade dos operários. Nesse</p><p>contexto, analise as assertivas a seguir.</p><p>I. Com a primeira fase da experiência, foi possível identificar que o fator</p><p>psicológico se sobrepunha ao fisiológico.</p><p>II. Na segunda fase, verificou-se que os operários apresentavam maiores</p><p>resultados quando estavam sob a supervisão de um gestor autoritário.</p><p>III. Na quarta fase, foi desenvolvido um programa de entrevistas para que a</p><p>empresa pudesse ter mais informações sobre os seus colaboradores.É</p><p>correto o que se afirma em:</p><p>A. I e II, apenas.</p><p>B. I, II e III.</p><p>C. II e III, apenas.</p><p>D. III, apenas.</p><p>E. I, apenas.</p><p>FOI NA 3ª FASE</p><p>Síntese</p><p>Conclui-se que as abordagens principais da evolução da administração são:</p><p>abordagem clássica, abordagem humanística, abordagem comportamental e</p><p>abordagem sistêmica. A escola da administração científica foi nomeada assim por</p><p>ter como uma de suas características voltadas para tentativa de aplicação de</p><p>métodos da ciência às atividades operacionais da administração, na busca da</p><p>máxima eficiência industrial, métodos científicos etc. Diante do entendimento</p><p>acima, tem-se a escola burocrática, tendo Max Weber como um dos pioneiros</p><p>principais. A escola burocrática que trabalha apenas por meio da ideia que é</p><p>necessário a burocracia, para que a organização consiga atingir a máxima</p><p>eficiência. A escola humanística que, por sua vez, tinha basicamente a visão dos</p><p>grupos informais (grupos informais, comportamento social dos empregados,</p><p>crenças, atitudes, motivações etc.), relações humanas, a importância do conteúdo</p><p>do cargo e aspectos emocionais do empregado. Por fim, a abordagem</p><p>comportamental que focava na abordagem das ciências do comportamento; o</p><p>abandono das teorias que se voltaram excessivamente às normativas e prescrições</p><p>de comportamento (teoria clássica, teoria das relações humanas e da burocracia)</p><p>e incorporação no contexto organizacional de comportamentos explicativos e</p><p>descritivos e não impositivos.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>COLTRO, A. Teoria Geral da Administração. Curitiba: InterSaberes, 2015.</p><p>CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. Uma visão abrangente</p><p>da moderna administração das organizações: edição compacta. 3. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Elsevier, 2004.</p><p>CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 4. ed. Barueri: Manole,</p><p>2014a.</p><p>CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração: abordagens, prescritivas e</p><p>normativas. 7. ed. Barueri: Manole, 2014b.</p><p>MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à Administração. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000.</p><p>MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à</p><p>revolução digital. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.</p>