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<p>1</p><p>RESUMO ORÇAMENTO PÚBLICO</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 Conceito e Técnicas Orçamentárias ................................................................................................ 02</p><p>2 Princípios orçamentários ..................................................................................................................... 05</p><p>3 Ciclos e Processos orçamentário ...................................................................................................... 07</p><p>4 Sistema de planejamento e de orçamento federal ........................................................................ 12</p><p>5 Plano plurianual ...................................................................................................................................... 14</p><p>6 Diretrizes orçamentárias .................................................................................................................... 15</p><p>7 Lei Orçamentaria Anual ........................................................................................................................ 16</p><p>8 Classificações e Estrutura orçamentárias .................................................................................... 17</p><p>9 Créditos ordinários e adicionais ........................................................................................................ 20</p><p>10 Vedações ................................................................................................................................................... 22</p><p>11 Receitas .................................................................................................................................................... 23</p><p>12 Despesas ................................................................................................................................................... 26</p><p>2</p><p>Conceito e Técnicas orçamentárias</p><p>➢ CONCEITOS INICIAIS</p><p>O orçamento público é um instrumento de planejamento governamental em que constam as despesas</p><p>da administração pública para um ano, em equilíbrio com a arrecadação das receitas previstas.</p><p>Podemos dizer que o orçamento:</p><p>• Tem um processo legislativo de previsão de receitas e fixação de despesas realizado pelo Poder</p><p>Executivo e autorizado pelo Poder Legislativo.</p><p>• Apresenta um processo de integração entre o orçamento propriamente dito (curto prazo) e o</p><p>planejamento de médio e longo prazo.</p><p>• Tem a finalidade de instrumentalizar as políticas públicas.</p><p>• Apresenta um viés político de alocação de recursos, justificado pelo processo democrático.</p><p>• O orçamento operacional é a própria Lei Orçamentária Anual.</p><p>➢ TIPOS DE ORÇAMENTOS</p><p>Orçamento</p><p>legislativo</p><p>a elaboração, a votação e o controle do orçamento são competências do Poder</p><p>Legislativo. Normalmente ocorre em países parlamentaristas. Ao Executivo cabe apenas</p><p>a execução. Exemplo: Constituição Federal de 1891.</p><p>Orçamento</p><p>executivo</p><p>a elaboração, a votação, o controle e a execução são competências do Poder Executivo.</p><p>É típico de regimes autoritários. Exemplo: Constituição Federal de 1937.</p><p>Orçamento</p><p>misto</p><p>a elaboração e a execução são de competência do Executivo, cabendo ao Legislativo a</p><p>votação e o controle. Exemplo: a atual Constituição Federal de 1988.</p><p>➢ ESPÉCIE DE ORÇAMENTO</p><p>ORÇAMENTO TRADICIONAL</p><p>⎯ UMA dimensão: OBJETO (objetivo) do gasto (“O que vai ser comprado?”);</p><p>⎯ Foco: controle POLÍTICO.</p><p>⎯ É um documento de previsão de receita e autorização de despesas com foco no gasto (dá ênfase</p><p>apenas aos aspectos CONTÁBEIS-FINANCEIROS);</p><p>⎯ A distribuição dos recursos para se dá com base nos gastos do exercício anterior, ajustado por</p><p>algum percentual discricionário</p><p>ORÇAMENTO PROGRAMA</p><p>3</p><p>⎯ Foco: instrumento de PLANEJAMENTO (= METAS e OBJETIVOS)</p><p>⎯ avaliação e monitoramento dos resultados, através de indicadores de desempenho:</p><p>o Eficácia: atingimento das metas (é um número) – produto meio = 1kg/semana</p><p>o Efetividade: impacto das ações (resultados obtidos) – produto final = emagrecer</p><p>o Eficiência: benefícios trazidos vs custo de oportunidade</p><p>⎯ TRÊS dimensões (tripé): Planejamento + Programação + Orçamentação</p><p>o Elementos essenciais: objetivos e propósitos; programas; custos dos programas; medição</p><p>⎯ Fragilidades: uma delas é a dificuldade em se identificar produtos finais</p><p>⎯ BRA (1974): classificação funcional programática torna-se obrigatória a TODOS os entes</p><p>As principais diferenças entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa podem ser sintetizadas</p><p>no quadro a seguir:</p><p>4</p><p>ORÇAMENTO DESEMPENHO</p><p>• Foco: instrumento da ADM para a tomada de decisão</p><p>• enfatiza o resultado dos gastos, e não apenas o gasto em si.</p><p>• ênfase reside no desempenho organizacional.</p><p>• DUAS dimensões: OBJETO do gasto E PROGRAMA de trabalho - Dica! “D” de duas;</p><p>ORÇAMENTO BASE ZERO</p><p>▪ Consiste essencialmente em uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos</p><p>governamentais.</p><p>▪ A CADA CICLO orçamentário, TODAS as despesas devem ser justificadas, partindo do Zero.</p><p>Dificulta a execução de um plano orçamentário de médio e longo prazo</p><p>▪ Foco: eficiência, e não se preocupa com as classificações orçamentárias, mas com o porquê de se</p><p>realizar determinada despesa</p><p>ORÇAMENTO PARTICIPATIVO</p><p>Combina a democracia direta (cidadão) e representativa (legislativo + executivo). Muito bonito,</p><p>mas muito trabalhoso. NÃO é utilizado no âmbito da União (“Orçamento Programa”), apesar do cidadão</p><p>poder participar de audiências e realizar denúncias, o que não se confunde com orçamento participativo</p><p>ORÇAMENTO INCREMENTAL</p><p>Considera os gastos do exercício ANTERIOR e apenas realiza os AJUSTES MARGINAIS da receita ou da</p><p>despesa para o ano corrente – AUSÊNCIA de planejamento</p><p>OBS</p><p>➢ FUNÇÕES DO ORÇAMENTO</p><p>• Alocativa - visa à promoção de ajustamentos na alocação de recursos. É o Estado oferecendo</p><p>determinados bens e serviços necessários e desejados pela sociedade</p><p>• Distributiva - visa à promoção de ajustamentos na distribuição de renda. Surge em virtude da</p><p>necessidade de correções das falhas de mercado, contrabalanceando equidade e eficiência</p><p>• Estabilizadora - visa manter a estabilidade econômica, diferenciando-se das outras funções por não</p><p>ter como objetivo a destinação de recursos.</p><p>➢ ATIVIDADES FINANCEITAS DO ESTADO</p><p>o Obter receita: é necessária a obtenção de recursos pelo Estado para financiar seus gastos</p><p>o Criar crédito público: é uma das formas de que o Estado dispõe para obter ingressos financeiros</p><p>visando cobrir as despesas de sua responsabilidade.</p><p>o Gerir recursos: é o planejamento, a execução e o controle da aplicação de recursos por meio do</p><p>orçamento público.</p><p>o Despender recursos: é a aplicação de certa quantia em dinheiro, dentro de uma autorização</p><p>legislativa, para execução de fim a cargo do governo.</p><p>5</p><p>Princípios orçamentários.</p><p>6</p><p>OUTROS PRÍNCIPIOS</p><p>• Transparência - Qualquer pessoa deve ter ACESSO ao orçamento. NÃO se reduz à mera publicidade,</p><p>mas abrange também a compreensão e entendimento do que está sendo publicado (clareza)</p><p>• Programação - Orçamento deve ter a natureza de elo entre o planejamento e as ações</p><p>governamentais. Art.165 CF, §4º: Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos</p><p>nesta Constituição serão elaborados em consonância com o PPA e apreciados pelo CN.</p><p>• Clareza - Linguagem clara e compreensível a todas aquelas pessoas que, por força de ofício ou por</p><p>interesse, precisam manipulá-lo</p><p>• Exatidão - LOA deve ser elaborada com devido RIGOR TÉCNICO, sem que haja</p><p>superdimensionamento da despesa, subavaliação dos gastos, etc.</p><p>• Uniformidade - A estrutura do orçamento deve permitir a COMPARAÇÃO ao longo dos exercícios e</p><p>mandatos. (Divergências de classificação entre orçamentos de entes distintos NÃO fere esse</p><p>princípio.)</p><p>• Legalidade - Mesmo fundamento do princípio da legalidade aplicado à ADMP, segundo o qual cabe</p><p>ao Poder Público fazer ou deixar</p><p>de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar –</p><p>Cuidado! NÃO confundir com a obrigatoriedade de o orçamento estar em lei</p><p>7</p><p>Ciclos e Processos orçamentário.</p><p>➢ INTRODUÇÃO</p><p>O ciclo orçamentário (ou processo orçamentário) pode ser definido</p><p>como o encadeamento das atividades típicas do orçamento público.</p><p>➢ 1ª ETAPA - ELABORAÇÃO/PLANEJAMENTO</p><p>Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:</p><p>I – o plano plurianual; PPA</p><p>II – as diretrizes orçamentárias; LDO</p><p>III – os orçamentos anuais. LOA</p><p>8</p><p>PRAZOS DO PLANEJAMENTO</p><p>➢ 2ª ETAPA – DISCUSSÃO/ESTUDO/APROVAÇÃO</p><p>* Q: E se o PLOA não for sancionado até 31/12? R: As consequências desse fato são:</p><p>1ª – Algumas despesas serão executadas normalmente.</p><p>2ª – Demonstrações Contábeis, de caráter inadiável, serão executadas em 𝟏⁄𝟏𝟐 x nº meses até</p><p>publicação do referido PLOA.</p><p>3ª – Algumas despesas NÃO são executadas.</p><p>COMISSÃO MISTA DE PLANOS, ORÇAMENTOS PÚBLICOS E FISCALIZAÇÃO – CMPOF</p><p>Comissão mista PERMANENTE de senadores (10) e deputados (30) – Relator designado pelas</p><p>lideranças partidárias. Atribuições:</p><p>1. Examinar e emitir PARECER sobre:</p><p>a. Projetos de lei - PPA, LDO, LOA e CA</p><p>b. EMENDAS* ao PPPA, PLDO e PLOA (ver quadro abaixo)</p><p>c. Contas do PR</p><p>d. Planos e Programas nacionais, regionais e setoriais previstos na CF</p><p>2. Exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais</p><p>comissões</p><p>9</p><p>EMENDAS</p><p>➢ 3ª ETAPA – EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA</p><p>AÇÕES APÓS PROMULGAÇÃO DA LOA</p><p>▪ Imediatamente após, será publicado o Quadro de Cotas Trimestrais da Despesas – cotas são</p><p>alteráveis no exercício. Esse dispositivo, apesar de estar na Lei 4.320, está ultrapassado, eis que</p><p>hoje se utiliza do Cronograma Mensal.</p><p>▪ Art. 8º, LRF: Até 30 dias depois da publicação dos orçamentos, são estabelecidos:</p><p>o o Decreto de Programação Financeira – somente o Poder Executivo</p><p>o o Cronograma MENSAL de desembolso – todos os Poderes + MP, mediante ato próprio</p><p>o o Metas BIMESTRAIS de arrecadação (art. 13, LRF)</p><p>ENTREGA DE RECURSOS AOS DEMAIS PODERES</p><p>Art. 168, CF. Os recursos correspondentes às DOTAÇÕES destinados aos órgãos do Leg., Jud., MP e DP, ser-</p><p>lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos (𝟏⁄𝟏𝟐), na forma da Lei Complementar.</p><p>§1º É vedada a transferência a fundos de recursos financeiros oriundos de repasses duodecimais.</p><p>§ 2º O SALDO FINANCEIRO decorrente dos recursos entregues em duodécimos deve:</p><p>1. Ser restituído ao caixa único do Tesouro do ente federativo, OU</p><p>2. Terá seu valor deduzido das primeiras parcelas duodecimais do exercício seguinte.</p><p>PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS</p><p>Art. 10, LRF. Os precatórios serão pagos observando-se a ordem CRONOLÓGICA.</p><p>FRUSTRAÇÃO DE ARRECADAÇÃO</p><p>Art. 9º, LRF: Se, ao final de um bimestre, a realização da RECEITA poderá NÃO comportar o cumprimento</p><p>das metas do AMF, os Poderes + MP promoverão, por ATO próprio, nos 30 dias subsequentes, LIMITAÇÃO</p><p>DE EMPENHO e movimentação financeira, segundo a LDO (= Contingenciamento)</p><p>10</p><p>§ 1º RESTABELECIMENTO da receita prevista, ainda que parcial: a recomposição das dotações cujos</p><p>empenhos foram limitados dar-se-á de forma PROPORCIONAL às reduções efetivadas.</p><p>§ 2º NÃO serão objeto de limitação (contingenciamento): obrigações constitucionais e legais, pagamento</p><p>do serviço da dívida (juros e encargos), as relativas à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico</p><p>custeadas por fundo com essa finalidade e as despesas ressalvadas pela LDO.</p><p>EXECUÇÃO DAS EMENDAS</p><p>➢ 4ª ETAPA - AVALIAÇÃO E CONTROLE</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Avaliação orçamentária é a parte do controle orçamentário que analisa a eficácia e a eficiência dos</p><p>cursos de ação cumpridos, e proporciona elementos de juízo aos responsáveis da gestão administrativa.</p><p>CONTROLE</p><p>11</p><p>Atenção: Art. 78. Poderá haver, a QUALQUER tempo, levantamento, prestação ou tomada de contas de</p><p>todos os responsáveis por bens ou valores públicos. EXECUTIVO (não são todos os poderes) publicará, até</p><p>30d APÓS o encerramento de cada BIMESTRE.</p><p>12</p><p>Sistema de planejamento e de orçamento federal.</p><p>➢ SISTEMA DE PLANEJAMENTO</p><p>COMPOSIÇÃO</p><p>As atividades de planejamento e de orçamento federal, de administração financeira federal, de</p><p>contabilidade federal e de controle interno do Poder Executivo Federal são organizadas por sistemas.</p><p>O Sistema de Planejamento e Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração,</p><p>acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e pesquisas</p><p>socioeconômicas.</p><p>ÓRGÃO CENTRAL - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão</p><p>ÓRGÃOS SETORIAIS - são as unidades de planejamento e orçamento dos ministérios, da AGU, da vice-</p><p>presidência e da Casa Civil da Presidência da República.</p><p>ÓRGÃOS ESPECÍFICOS - são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja missão</p><p>está voltada para as atividades de planejamento e orçamento.</p><p>FINALIDADES</p><p>⇒ Formular o planejamento estratégico nacional.</p><p>⇒ Formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social.</p><p>⇒ Formular o Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.</p><p>⇒ Gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.</p><p>⇒ Promover a articulação com os estados, o Distrito Federal e os municípios.</p><p>➢ SISTEMA DE AMINISTRAÇÃO FINANCEIRA FEDERAL</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p>⇒ Zelar pelo equilíbrio financeiro do Tesouro Nacional.</p><p>⇒ Administrar os haveres financeiros e mobiliários do Tesouro Nacional.</p><p>⇒ Elaborar a programação financeira do Tesouro Nacional, gerenciar a Conta Única do Tesouro Nacional</p><p>⇒ Gerir a dívida pública mobiliária federal e a dívida externa</p><p>⇒ Controlar a dívida decorrente de operações de crédito de responsabilidade</p><p>⇒ Administrar as operações de crédito</p><p>⇒ Manter controle dos compromissos que onerem, direta ou indiretamente, a União junto a entidades ou</p><p>organismos internacionais.</p><p>⇒ Editar normas sobre a programação financeira e a execução orçamentária</p><p>⇒ Promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo</p><p>13</p><p>➢ SISTEMA DE CONTABILIDADE FEDERAL</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p>⇒ Manter e aprimorar o Plano de Contas Único da União.</p><p>⇒ Estabelecer normas e procedimentos para o adequado registro contábil</p><p>⇒ Instituir, manter e aprimorar sistemas de informação que permitam realizar a contabilização dos atos e</p><p>fatos de gestão orçamentária</p><p>⇒ Realizar tomadas de contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por bens e valores</p><p>públicos</p><p>⇒ Elaborar os balanços gerais da União.</p><p>⇒ Consolidar os balanços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, com vistas à</p><p>elaboração do balanço do Setor Público Nacional.</p><p>➢ SISTEMA DE CONTROLE INTERNO DO PODER EXECUTIVO FEDERAL</p><p>FINALIDADES</p><p>⇒ Avaliar o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Plurianual.</p><p>⇒ Fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo, inclusive ações descentralizadas realizadas à</p><p>conta de recursos oriundos dos orçamentos da União, quanto ao nível de execução das metas e objetivos</p><p>estabelecidos e à qualidade do gerenciamento.</p><p>⇒ Avaliar a execução dos orçamentos da União.</p><p>⇒ Exercer o controle das operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União.</p><p>14</p><p>Plano plurianual</p><p>Estratégico e tático</p><p>15</p><p>Diretrizes orçamentárias.</p><p>Operacional com elementos táticos</p><p>16</p><p>Lei Orçamentária Anual</p><p>17</p><p>Classificações e Estrutura orçamentárias.</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO POR ESFERA ORÇAMENTÁRIA</p><p>A classificação por esfera é uma classificação que pode ser vista tanto na ótica da</p><p>receita como na da despesa</p><p>• Orçamento fiscal — referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da</p><p>administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público.</p><p>• Orçamento de investimento — orçamento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,</p><p>detenha a maioria do capital social com direito a voto.</p><p>• Orçamento da Seguridade Social — abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da</p><p>administração direta ou indireta, bem como fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder</p><p>público.</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL</p><p>18</p><p>➢ ESTRUTURA PROGRAMÁTICA</p><p>“Art. 4º Nas leis orçamentárias e nos</p><p>balanços, as ações serão identificadas</p><p>em termos de funções, subfunções,</p><p>programas, projetos, atividades e</p><p>operações especiais.”</p><p>A organização das ações do</p><p>governo sob a forma de programas</p><p>visa proporcionar maior racionalidade e eficiência à Administração Pública e ampliar a visibilidade dos</p><p>resultados e benefícios gerados para a sociedade, bem como elevar a transparência na aplicação dos</p><p>recursos públicos.</p><p>PROGRAMA</p><p>Corresponde ao conjunto de políticas públicas financiadas por ações orçamentárias e não</p><p>orçamentárias. É o instrumento de organização da ação governamental que visa à concretização dos</p><p>objetivos pretendidos.</p><p>Instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos</p><p>estratégicos pretendidos, sendo mensurado por INDICADORES no PPA</p><p>⇒ Programas finalísticos — é o conjunto coordenado de ações governamentais financiadas por</p><p>recursos orçamentários e não orçamentários visando à concretização do objetivo.</p><p>⇒ Programas de gestão — que retrata as despesas com a manutenção dos órgãos de cada Poder</p><p>ATIVIDADE</p><p>CONTÍNUO e PERMANENTE; resulta um produto necessário à MANUTENÇÃO da ação de governo - EX:</p><p>manutenção da escola, salários, capacitação de RH</p><p>19</p><p>PROJETO</p><p>LIMITADOS no TEMPO; resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação do</p><p>governo - EX: construção de uma escola;</p><p>OPERAÇÕES ESPECIAIS</p><p>despesas que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto,</p><p>e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços - EX: pagamento de cotas contributivas</p><p>de forma a assegurar o direito de participação do Brasil na OPAQ</p><p>SUBTÍTULO</p><p>devido a extensão do território nacional, a LDO da UNIÃO tem determinado a identificação da</p><p>LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA do gasto (pode ser por região, estado, município ou outro critério)</p><p>20</p><p>Créditos ordinários e adicionais.</p><p>➢ INTRODUÇÃO</p><p>• Crédito orçamentário inicial ou ordinário - entende-se aquele aprovado pela lei orçamentária anual,</p><p>constante dos orçamentos fiscal.</p><p>• Créditos adicionais - são despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de</p><p>Orçamento. Dividi-se em suplementares, especiais e extraordinários.</p><p>➢ CRÉDITOS ORDINÁRIOS</p><p>A LOA é organizada na forma de créditos</p><p>orçamentários, aos quais estão consignadas dotações.</p><p>O crédito orçamentário é constituído pelo</p><p>conjunto de categorias classificatórias e contas que</p><p>especificam as ações e operações autorizadas pela lei</p><p>orçamentária, a fim de que sejam executados os</p><p>programas de trabalho do Governo, enquanto a dotação é</p><p>o montante de recursos financeiros com que conta o crédito orçamentário.</p><p>➢ CRÉDITOS ADICIONAIS</p><p>⎯ Suplementares: são os créditos destinados a reforço de dotação orçamentária.</p><p>⎯ Especiais: são os créditos destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária</p><p>específica.</p><p>⎯ Extraordinários: são os créditos destinados a despesas urgentes e imprevisíveis, como em caso de</p><p>guerra, comoção interna ou calamidade pública</p><p>Os créditos ESPECIAIS e EXTRAORDINÁRIOS terão vigência no exercício financeiro em que forem</p><p>autorizados, SALVO se o ato de autorização for promulgado nos últimos 04 meses daquele exercício, caso</p><p>em que, REABERTOS nos limites de seus saldos, serão incorporados à LOA do exercício subsequente</p><p>21</p><p>FONTE DOS CRÉDITOS SUPLEMENTAR E ESPECIAL</p><p>22</p><p>Vedações</p><p>23</p><p>Receitas</p><p>➢ INTRODUÇÃO</p><p>• Receita pública em sentido amplo (lato sensu) ou ingresso público: são ingressos de recursos</p><p>financeiros nos cofres do Estado, que se desdobram em receitas orçamentárias e em ingressos</p><p>extraorçamentários.</p><p>• Receita pública em sentido estrito (stricto sensu): são todas as entradas ou os ingressos de bens ou</p><p>direitos, em certo período, que se incorporam ao patrimônio público sem compromisso de</p><p>devolução posterior.</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO QUANTO FORMA DE INGRESSO</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO QUANTO À COERCITIVIDADE OU PROCEDÊNCIA</p><p>Podem ser:</p><p>⎯ Originárias — denominadas também de receitas de economia privada ou de direito privado.</p><p>Correspondem àquelas que provêm do próprio patrimônio do Estado.</p><p>⎯ Derivadas — denominadas também de receitas de economia pública ou de direito público.</p><p>Correspondem àquelas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. Tributos e multas</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO POR FONTES</p><p>É a individualização dos recursos de modo a evidenciar sua aplicação segundo a determinação</p><p>legal, sendo, ao mesmo tempo, uma classificação da receita e da despesa.</p><p>24</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA RECEITA (CATEGORIAS)</p><p>25</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA POR INDICADOR DO RESULTADO PRIMÁRIO</p><p>➢ OUTRAS CALSSIFICAÇÕES DE RECEITA</p><p>➢ PONTOS IMPORTANTES</p><p>• GANHO na Alienação de Bens: é uma RECEITA, portanto não é RK;</p><p>• DOAÇÃO de Bens Imóveis (recebimento): também é uma RECEITA, portanto não é RK;</p><p>• Abertura de Créditos Adicionais: seja qual for, NÃO se trata de uma receita, mas instrumento de</p><p>retificação.</p><p>• Superávit do Orçamento Correte (SOC): RK, porém EXTRAorçamentária – Lei 4.320</p><p>RECURSOS QUE NÃO SÃO RECEITAS ORÇAMENTARIAS</p><p>• Superávit Financeiro [SF = AFIN - PFIN ]: trata-se de SALDO financeiro e não de nova receita a ser</p><p>registrada. Ele pode ser utilizado para abertura de CA suplementar e especial.</p><p>• Cancelamento de Despesa Inscrita em RAP: baixa da obrigação de exercícios anteriores, logo não</p><p>passa de restabelecimento de SALDO de disponibilidade comprometida, originária de receitas</p><p>arrecadadas em exercícios ANTERIORES</p><p>26</p><p>Despesas</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FORMA DE INGRESSO</p><p>Despesa Orçamentária: São as fixadas na LOA ou nas de CA, portanto dependem de autorização</p><p>legislativa (EX: pagamento de servidores, construção de rodovias, etc.). TRANSITAM pelo patrimônio do</p><p>ente.</p><p>Despesa Extraorçamentária: NÃO consignadas na LOA ou nas leis de CA. Correspondem à devolução de</p><p>recursos transitórios, ou seja, pertencem a terceiros. NÃO transitam pelo patrimônio. Exs:</p><p>• Devolução de caução / depósitos;</p><p>• Salário-família, auxílio-natalidade e salário-maternidade;</p><p>• RESGATE (pagamento) de Antecipação de Receita Orçamentária – Cuidado! Encargos de</p><p>Antecipação de Receita Orçamentária (juros) = Despesas Orçamentárias</p><p>• Pagamento de Restos a Pagar (pagamentos do exercício anterior)</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL</p><p>Reflete a estrutura de alocação dos créditos orçamentários. Objetiva evidenciar as unidades</p><p>administrativas responsáveis pela execução da despesa (fixação de responsabilidade).</p><p>Responde à pergunta: RESPONSÁVEL pela programação a ser realizada?</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO POR ESFERA ORÇAMENTARIA</p><p>Responde à pergunta: QUAL orçamento será alocada a despesa?</p><p>➢ CALSSIFICAÇÃO FUNCIONAL</p><p>É composta de funções e subfunções prefixadas que servem como agregador dos gastos públicos</p><p>por área de ação governamental. Aplicação comum e obrigatória à U, E, DF e M (permite consolidação</p><p>nacional dos gastos públicos).</p><p>Responde à pergunta: Que ÁREAS de ação governamental a despesa será realizada?</p><p>27</p><p>➢ CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A NATUREZA DE DESPESAS - CATEGORIAS</p>

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