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Introdução
Receita
1- “Tributária” ou “I, Ta e Co.m”
2- Contribuições
3- Patrimoniais
4- Agropecuárias
5- Industriais
6- Serviços
7- Transferências Correntes
9- Outras Receitas Correntes
1- Operações de Crédito
2- Alienação de Bens
3- Amortização de Empréstimos
4- Transferências de Capital
9- Outras Receitas de Capital
✓Operações de Crédito por A.R.O
✓Emissão de Papel Moeda
✓Outras entradas compensatórias no 
Ativo e Passivo financeiros
Orçamentária
Extraorçamentária
2-De Capital
1-Corrente
Despesa
1- Pessoal e seus encargos
2- Juros e encargos da dívida
3- outras despesas correntes
4- Investimentos
5- Inversões Financeiras
6- Amortizações da dívida
✓Devolução de ingressos extraorçamentários
✓Não depende de autorização legislativa
Orçamentária
Extraorçamentária
4-De Capital
3-Corrente
Receita
1- “Tributária” ou “I, Ta e Co.m”
2- Contribuições
3- Patrimoniais
4- Agropecuárias
5- Industriais
6- Serviços
7- Transferências Correntes
9- Outras Receitas Correntes
1- Operações de Crédito
2- Alienação de Bens
3- Amortização de Empréstimos
4- Transferências de Capital
9- Outras Receitas de Capital
✓Operações de Crédito por A.R.O
✓Emissão de Papel Moeda
✓Outras entradas compensatórias no 
Ativo e Passivo financeiros
Orçamentária
Extraorçamentária
2-De Capital
1-Corrente
Despesa
1- Pessoal e seus encargos
2- Juros e encargos da dívida
3- outras despesas correntes
4- Investimentos
5- Inversões Financeiras
6- Amortizações da dívida
✓Devolução de ingressos extraorçamentários
✓Não depende de autorização legislativa
Orçamentária
Extraorçamentária
4-De Capital
3-Corrente
Receita
1- “Tributária” ou “I, Ta e Co.m”
2- Contribuições
3- Patrimoniais
4- Agropecuárias
5- Industriais
6- Serviços
7- Transferências Correntes
9- Outras Receitas Correntes
1- Operações de Crédito
2- Alienação de Bens
3- Amortização de Empréstimos
4- Transferências de Capital
9- Outras Receitas de Capital
✓Operações de Crédito por A.R.O
✓Emissão de Papel Moeda
✓Outras entradas compensatórias no 
Ativo e Passivo financeiros
Orçamentária
Extraorçamentária
2-De Capital
1-Corrente
Despesa
1- Pessoal e seus encargos
2- Juros e encargos da dívida
3- outras despesas correntes
4- Investimentos
5- Inversões Financeiras
6- Amortizações da dívida
✓Devolução de ingressos extraorçamentários
✓Não depende de autorização legislativa
Orçamentária
Extraorçamentária
4-De Capital
3-Corrente
Conceitos Básicos
RECEITA DESPESA
CRÉDITO RECURSO
✓Dinheiro em conta bancária
(Conta Única do Tesouro)
✓Autorização Legislativa 
para Gastos (Despesas)
✓Fixação
✓Empenho
✓Liquidação
✓Pagamento
✓Previsão
✓Lançamento
✓Arrecadação
✓Recolhimento
Receita Despesa
$ 3.000 (salário)
$ 1.000 (aluguel)
$ 500 (juros)
$ 1.000 (venda de equipam.)
$ 1.000 (moradia: água, luz, cond., etc)
$ 2.000 (saúde/educação)
$ 1.000 (alimentação)
$ 1.300 (compra de uma TV nova)
$ 200 (aplicação na poupança)
$ 5.500 $ 5.500
Orçamento
Receita
1- “Tributária” ou “I, Ta e Co.m”
2- Contribuições
3- Patrimoniais
4- Agropecuárias
5- Industriais
6- Serviços
7- Transferências Correntes
9- Outras Receitas Correntes
1- Operações de Crédito
2- Alienação de Bens
3- Amortização de Empréstimos
4- Transferências de Capital
9- Outras Receitas de Capital
✓Operações de Crédito por A.R.O
✓Emissão de Papel Moeda
✓Outras entradas compensatórias no 
Ativo e Passivo financeiros
Orçamentária
Extraorçamentária
2-De Capital
1-Corrente Receita Despesa
$ 3.000 (salário)
$ 1.000 (aluguel)
$ 500 (juros)
$ 1.000 (venda de equipam.)
$ 1.000 (moradia: água, luz, cond., etc)
$ 2.000 (saúde/educação)
$ 1.000 (alimentação)
$ 1.300 (compra de uma TV nova)
$ 200 (aplicação na poupança)
$ 5.500 $ 5.500
Orçamento
1-Correntes
2-de Capital
Despesa
1- Pessoal e seus encargos
2- Juros e encargos da dívida
3- outras despesas correntes
4- Investimentos
5- Inversões Financeiras
6- Amortizações da dívida
✓Devolução de ingressos extraorçamentários
✓Não depende de autorização legislativa
Orçamentária
Extraorçamentária
4-De Capital
3-Corrente
Receita Despesa
$ 3.000 (salário)
$ 1.000 (aluguel)
$ 500 (juros)
$ 1.000 (venda de equipam.)
$ 1.000 (moradia: água, luz, cond., etc)
$ 2.000 (saúde/educação)
$ 1.000 (alimentação)
$ 1.300 (compra de uma TV nova)
$ 200 (aplicação na poupança)
$ 5.500 $ 5.500
Orçamento
1-Correntes
2-de Capital
3-Correntes
4-de Capital
Orçamento Público no Brasil
BREVE CONTEXTO HISTÓRICO
Até 
1964
|
Orçamento Tradicional
✓Gasto desvinculado do Planejamento
✓Foco: OBJETO de Gasto
✓Estado Neutro
✓Mera peça contábil
Orçamento Programa
(Lei 4.320/64)
Introd.
1964
|
✓Gasto vinculado do Planejamento
✓Foco: OBJETIVO do Gasto
✓Estado Intervencionista
✓Eficiência/Eficácia/Efetividade
1985
|
✓Queda do Gov. Militar
1988
|
✓Constituição Federal 
1995
|
✓PDRAE
1998
|
✓Portaria 117/98 - MOG
2000
|
✓L.C Nº 101/00 - LRF
Efetivado
|
BREVE CONTEXTO HISTÓRICO
Até 
1964
|
Orçamento Tradicional
✓Gasto desvinculado do Planejamento
✓Foco: OBJETO de Gasto
✓Estado Neutro
✓Mera peça contábil
Orçamento Programa
(Lei 4.320/64)
Introd.
1964
|
✓Gasto vinculado do Planejamento
✓Foco: OBJETIVO do Gasto
✓Estado Intervencionista
✓Eficiência/Eficácia/Efetividade
1985
|
✓Queda do Gov. Militar
1988
|
✓Constituição Federal 
1995
|
✓PDRAE
1998
|
✓Portaria 117/98 - MOG
2000
|
✓L.C Nº 101/00 - LRF
Efetivado
|
1
Sobre o Orçamento-Programa é INCORRETO afirmar que
a) o orçamento é o elo de interação entre o planejamento e as funções executivas da organização.
b) a ênfase está nos meios (o que se compra) e não nas diretrizes, prioridades, objetivos e metas.
c) o controle visa avaliar a eficiência, eficácia e efetividade das ações governamentais.
d) a Lei no 4.320/1964 contém determinações para a elaboração da Lei Orçamentária Anual que são típicas
do Orçamento-Programa.
e) o principal critério de classificação está contido na Portaria STN e MOG no 42/1999.
• BREVE CONTEXTO HISTÓRICO
Orçamento Tradicional
✓Gasto desvinculado do Planejamento
✓Foco: OBJETO de Gasto
✓Estado Neutro
✓Mera peça contábil
1964
|
Orçamento Programa
(Lei 4.320/64)
✓Gasto vinculado do Planejamento
✓Foco: OBJETIVO do Gasto
✓Estado Intervencionista
✓Eficiência/Eficácia/Efetividade
1985
|
✓Queda do Gov. Militar
1988
|
✓Constituição Federal 
1995
|
✓PDRAE
1998
|
✓Portaria 117/98 - MOG
2000
|
✓L.C Nº 101/00 - LRF
Introdução: Lei 4.320/64 Efetividade
2 O orçamento público é um documento contábil e financeiro desvinculado do planejamento
governamental.
3 O orçamento não se restringe a um documento de caráter contábil e administrativo, se for
elaborado e executado de acordo com técnicas orçamentárias modernas amplamente
referendadas.
4 Historicamente, o orçamento inglês é importante por esboçar as convicções de natureza
técnico-jurídica desse instrumento e por difundir a instituição orçamentária para outras
nações.
5 A técnica orçamentária adotada no setor público brasileiro é a do orçamento clássico, com ênfase
no objeto do gasto, por meio da fixação da despesa sem vinculação ao planejamento.
6 A metodologia de elaboração do orçamento-programa foi introduzida no Brasil depois da
promulgação da CF e rompeu completamente com a prática de discriminar os gastos públicos de
acordo com o tipo de despesa a ser realizada.
7 O orçamento moderno configura-se como instrumento de intervenção planejada do Estado na
economia para a correção de distorções e o incentivo ao desenvolvimento econômico. No Brasil, a
adoção de uma estrutura orçamentária embasada em programas, projetos e atividades, a partir da
CF, representou importante passo em direção à modernização do sistema orçamentário brasileiro.
8 O orçamento-programa, que passou a integrar a legislação a partir da Constituição Federal de
1988 (CF), consolidou a vinculação do orçamento ao planejamento constante do plano plurianual.
9 O orçamento-programa, introduzido na legislação brasileira a partir da promulgação da
Constituição Federal de 1988, tem como preocupação básica a identificaçãose necessária, mediante ato próprio dos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União,
após a primeira avaliação de receitas e despesas a que se refere o art. 9º da Lei
Complementar nº 101, de 2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal, observado o disposto no §
4º deste artigo e no art. 50.
5. Fontes de Recursos 5. Fontes de Recursos
Lei 4.320/64
Art. 43.
“A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos
disponíveis para ocorrer a despesa e será precedida de exposição justificativa.
§ 1º Consideram-se recursos para o fim deste artigo, desde que não comprometidos:
I - o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior;
II - os provenientes de excesso de arrecadação;
III - os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de
créditos adicionais, autorizados em Lei;
IV - o produto de operações de credito autorizadas, em forma que juridicamente
possibilite ao poder executivo realiza-las.”
Dec. Lei 200/1967
Art. 91. Sob a denominação de Reserva de Contingência, o orçamento anual poderá conter dotação global não
especificamente destinada a determinado órgão, unidade orçamentária, programa ou categoria econômica, cujos recursos
serão utilizados para abertura de créditos adicionais. (Redação dada pelo Decreto-Lei nº 1.763, de 1980)
LRF
Art. 5º O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes
orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar:
I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas
constantes do documento de que trata o § 1o do art. 4o;
II - será acompanhado do documento a que se refere o § 6o do art. 165 da Constituição, bem como das medidas de
compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado;
III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida,
serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao:
a) (VETADO)
b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
CF/88
Art. 166,§ 8º:
“Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados,
conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica
autorização legislativa.”
1. Marque V para Verdadeiro e F para Falso.
Os créditos...
( ) extraordinários destinam-se a atender despesas urgentes e com necessidade de reforço
orçamentário.
( ) extraordinários destinam-se a atender despesas suplementares, isto é, que ultrapassem os limites
da dotação estabelecida.
( ) adicionais dividem-se em suplementares, especiais e extraordinários.
( ) tributários destinam-se a fixar despesas específicas e vinculadas.
( ) suplementares referem-se às despesas para as quais a dotação orçamentária é insuficiente.
2. Considere a seguinte situação hipotética:
A LOA de 2021 prevê crédito para a construção de um presídio federal com custo total previsto de R$
10 milhões. Os pagamentos serão realizados em parcelas durante a execução da obra, que será
desenvolvida em dois anos, com expectativa de conclusão para 2022, conforme previsto no PPA.
Considerando a situação hipotética precedente, julgue a assertiva:
( ) Caso os recursos previstos inicialmente sejam insuficientes e haja a necessidade de complementar
a dotação inicial com mais R$ 1,5 milhão, será necessária a inclusão de crédito adicional extraordinário
no montante de R$ 1,5 milhão.
3. Considerando o ordenamento jurídico, o gestor público, ao necessitar de recursos para atender
despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica, ele deverá
A) optar por solicitar um adiantamento com empenho próprio.
B) utilizar dos suprimentos de fundos.
C) obter crédito adicional extraordinário.
D) utilizar do crédito suplementar.
E) solicitar crédito especial.
Quanto ao sistema e ao processo de orçamentação, em especial os créditos ordinários e
adicionais, julgue os itens subsecutivos.
4. ( ) Os créditos adicionais especiais são destinados a despesas urgentes e imprevisíveis e para
as quais não haja dotação orçamentária específica.
5. ( ) A complementação de determinada dotação orçamentária que não tenha caráter urgente
deve ser feita por meio de crédito suplementar, mas também é permitido autorizá-la por medida
provisória.
6. Em relação aos créditos adicionais, assinale a alternativa correta.
A) Os suplementares e especiais serão autorizados por decreto executivo.
B) Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos, salvo
expressa disposição legal em contrário, quanto aos suplementares.
C) A abertura dos extraordinários depende da existência de superavit financeiro apurado em balanço
patrimonial do exercício anterior.
D) São créditos adicionais suplementares os destinados a despesas para as quais não haja dotação
orçamentária específica.
E) Os créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na
LOA.
A Constituição Federal determina que os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes
orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados peo Congresso Nacional,
na forma do regimento comum. Acerca do tema créditos adicionais, julgue os itens seguintes.
7. ( ) os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária
anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante
créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
8. ( ) É permitido que os recursos correspondentes a determinada emenda supressiva da despesa
aprovada pelo Congresso Nacional sejam utilizados como fonte de recursos para a abertura de créditos
suplementares e especiais.
9. ( ) A anulação parcial de dotações orçamentárias não é uma fonte de recursos para a abertura de
crédito suplementar.
CF/88, Art. 166,§ 8º:
“Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual,
ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.”
Lei 4.320/64
Art. 43. A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de
recursos disponíveis para ocorrer a despesa e será precedida de exposição justificativa.
§ 1º Consideram-se recursos para o fim deste artigo, desde que não comprometidos:
I - o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior;
II - os provenientes de excesso de arrecadação;
III - os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de
créditos adicionais, autorizados em Lei;
IV - o produto de operações de credito autorizadas, em forma que juridicamente
possibilite ao poder executivo realiza-las.
10. Para abrir um crédito suplementar é vedada a utilização de recursos decorrentes de
A) superávit financeiro do exercício anterior.
B) excesso de arrecadação.
C) anulação parcial ou total de dotações orçamentárias.
D) operações de crédito autorizadas.
E) restos a pagar liquidados.
11. Não alteram o montante total da despesa definida na LOA os créditos adicionais cobertos com
recursos provenientes
A) de superávit financeiro.
B) de excesso de arrecadação.
C) do saldo orçamentário.
D) de excedente da receita tributária.
E) da reserva de contingência.
Princípios Orçamentários
Os princípios orçamentários são premissas norteadoras e regras a serem seguidas e
observadas ao longo de todo o processo orçamentário. Segundo o Manual Técnico de Orçamento –
MTO, os princípios orçamentários visam estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade,
eficiência e transparência aosprocessos de elaboração, execução e controle do orçamento público.
Válidos para todos os Poderes e para todos os entes federativos - União, Estados, Distrito Federal e
Municípios -, são estabelecidos e disciplinados tanto por normas constitucionais e
infraconstitucionais quanto pela doutrina. O Manual destaca os seguintes princípios:
1. Legalidade 
Refere-se à legalidade administrativa, ou seja, é o princípio da legalidade aplicado à administração
pública, segundo o qual cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente
autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A Constituição Federal de 1988, no art. 37, estabelece os
princípios da administração pública, dentre os quais o da legalidade e, no seu art. 165, estabelece a
necessidade de formalização legal das leis orçamentárias:
Art. 165. Leis (em sentido formal) de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I – o plano plurianual;
II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.
1. Legalidade 
➢ Classificação Jurídica do Orçamento (PPA, LDO e LOA)
Até 2015:
PPA, LDO, LOA, Leis dos Suplementares e Especiais: 
▪ Leis: em sentido formal, leis ordinárias e especiais (art. 166, § 7o da CF);
▪ Atos Adm.: em sentido material, pois são meros atos autorizativos, por gerando direitos subjetivos. 
A partir de 2016 (Plenário, ADI 5449 MC – Referendo/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 10/03/2016 ):
PPA, LDO, LOA, Leis dos Suplementares e Especiais: 
▪ Leis: nos sentidos: 
- Formal: ordinárias e especiais.
- Material: pois podem ser objeto de controle de constitucionalidade, passando a reconhecer 
materialidade e substancialidade ao seu conteúdo. 
2. Unidade ou Totalidade 
O princípio da Unidade é mencionado na Lei 4.320/1964, em seu art. 2°: 
“a Lei do orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política
econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos aos princípios da
unidade, universalidade e anualidade.”
O princípio da Unidade ou Totalidade determina que só poderá haver um orçamento único para cada
ente da federação, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, de forma a evitar a elaboração de orçamentos
paralelos. Com base neste princípio, entende-se que as receitas previstas e as despesas fixadas anualmente
devem fazer parte de um único documento: LOA.
Apesar do seu conceito está previsto na lei nº 4.320 de 1964, o princípio só passou a ser respeitado na
prática com a edição da Constituição Federal de 1988 (art. 165, § 5º), que determinou à LOA compreender os
orçamentos fiscal, de investimento e da seguridade social. Logo, mesmo a LOA sendo composta por três
“blocos” de valores (fiscal, investimento e seguridade social) ela é peça única.
3. Anualidade ou Periodicidade 
Este princípio estipula que o orçamento (LOA) deve ser elaborado para vigorar por um período de um
ano, que deve coincidir com o ano civil no Brasil. Logo, o orçamento deve vigorar por um período limitado.
São exceção ao princípio os créditos especiais e extraordinários, cujo ato de promulgação ocorra nos
últimos quatro meses do exercício, com saldos incorporados à LOA do exercício seguinte (ver art. 167, §2º da
CF/88). Uma vez incorporado à LOA seguinte, tais créditos ganham mais um exercício financeiro para sua
realização.
3. Anualidade ou Periodicidade 
Este princípio estipula que o orçamento (LOA) deve ser elaborado para vigorar por um período de um
ano, que deve coincidir com o ano civil no Brasil. Logo, o orçamento deve vigorar por um período limitado.
São exceção ao princípio os créditos especiais e extraordinários, cujo ato de promulgação ocorra nos
últimos quatro meses do exercício, com saldos incorporados à LOA do exercício seguinte (ver art. 167, §2º da
CF/88). Uma vez incorporado à LOA seguinte, tais créditos ganham mais um exercício financeiro para sua
realização.
REGRA:
Lei 4.320/64, Art. 45:
“Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos, salvo
expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e extraordinários.”
EXCEÇÃO:
CF/88, Art. 167, § 2º:
“Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subseqüente.”
Vigência dos Créditos Adicionais
4. Universalidade 
O princípio da Universalidade é citado no artigo 2º da Lei 4.320/1964, mas teve seu entendimento
reforçado nos artigos 3º e 4º da mesma Lei:
“Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a
política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de
unidade universalidade e anualidade.”
“Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito
autorizadas em lei.
Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da
administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto
no artigo 2°.”
Segundo estes dispostos, o princípio da universalidade define que o orçamento deve conter todas as
receitas e todas as despesas referentes aos Poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e
mantidas pelo poder público.
4. Universalidade 
O princípio também está recepcionado na CF/88 em seu artigo 165:
“§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público;”
5. Exclusividade
o princípio orçamentário da exclusividade estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à
previsão da receita e à fixação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para abertura de
créditos suplementares e a contratação de operações de crédito, nos termos da lei.
O princípio surgiu como forma de evitar que o orçamento contenha matérias sem pertinência com o
conteúdo orçamentário. A essência do princípio da exclusividade encontra-se no artigo 165 da CF/88:
“§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à
fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita,
nos termos da lei”.
6. Orçamento Bruto 
O princípio do Orçamento Bruto está previsto na Lei 4320/1964, e menciona em seu artigo 6o que
todas as receitas e despesas constarão pelos seus totais:
“Art. 6o Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas
quaisquer deduções.
§ 1o As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como
despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que as
deva receber.”
Ou seja, todas as receitas e despesas devem ser incluídas no orçamento pelo valor de seus montantes
brutos, sem deduções.
7. Especificação
Também conhecido como princípio da especialização ou da discriminação, o princípio da especificação
determina o detalhamento das receitas e despesas na LOA, de forma que a origem e a aplicação dos recursos
sejam demonstradas. Esse princípio facilita o controle orçamentário exercido pelo Poder Legislativo, bem como
beneficia a sociedade, por demonstrar o uso do dinheiro público. O princípio da especificação veda a
autorização de despesas globais (sem detalhamento). Está disposto no art. 5º da Lei no 4.320/64, veja:
“A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atenderindiferentemente a despesas
de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no
artigo 20 e seu parágrafo único.”
Sobre a exceção, o art. 20 em seu parágrafo único assim diz:
“Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às
normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações globais, classificadas entre as
Despesas de Capital.”
A exceção acima se refere aos Programas Especiais de Trabalho - PETs, também chamados de investimentos em
regime de execução especial.
8. Equilíbrio Orçamentário
O princípio do equilíbrio orçamentário assegura o equilíbrio entre receitas e despesas orçamentárias.
A LRF em seu artigo 4º e 9º determina que:
“Art. 4º A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2o do art. 165 da Constituição e:
I- disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;”
“Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o
cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas
Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários,
nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios
fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.”
@AndersonFerreiraProf
Princípios Orçamentários
9. Não Afetação da Receita de Impostos (ou da Não Vinculação) 
O artigo 167, IV da CF/88 dispõe:
“Art. 167. São vedados:
IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e
serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades
da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2o, 212 e 37, XXII, e a
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8o, bem
como o disposto no § 4o deste artigo;”
O princípio da não afetação determina que as receitas de impostos não devem ser reservada ou comprometida
para atender a certos e determinados gastos ou vinculadas a órgãos específicos, com as ressalvas constitucionais.
Exceções ao Princípio:
✓ Repartição constitucional dos impostos;
✓ Destinação de recursos para a saúde;
✓ Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;
✓ Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;
✓ Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita; 
✓ Garantia, contra garantia à União e pagamento de débitos para com esta. 
10. Exatidão
Alguns autores apontam como base normativa desse princípio os arts. 7o e 16 do Decreto-Lei no 200/67. Segundo
consta do site da Câmara dos Deputados, esse princípio estabelece que as estimativas devem ser tão exatas quanto
possível, de forma a garantir à peça orçamentária um mínimo de consistência para que possa ser empregado como
instrumento de programação, gerência e controle. A seguir, a redação dos arts. 7º e 16:
“Art. 7º A ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento econômico-
social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo planos e programas elaborados, na forma do Título
III, e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes instrumentos básicos:
a) plano geral de govêrno;
b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual;
c) orçamento-programa anual;
d) programação financeira de desembôlso.”
“Art. 16. Em cada ano, será elaborado um orçamento-programa, que pormenorizará a etapa do programa
plurianual a ser realizada no exercício seguinte e que servirá de roteiro à execução coordenada do programa
anual. Parágrafo único. Na elaboração do orçamento-programa serão considerados, além dos recursos
consignados no Orçamento da União, os recursos extra-orçamentários vinculados à execução do programa do
Govêrno.”
ORÇAMENTO IMPOSITIVO
§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos
por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste
percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. (EC 86/2015)
§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9º deste artigo, em
montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício
anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9º
do art. 165. (EC 86/2015)
§ 12. A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às programações incluídas por todas as
emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal, no montante de até 1% (um por
cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. (EC 100/2019)
§ 13. As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos
impedimentos de ordem técnica. (EC 100/2019)
Exercícios de Fixação – Princípios Orçamentários Exercícios de Fixação – Princípios Orçamentários
1. A lei orçamentária anual deve assegurar que o valor da despesa fixada não ultrapasse o valor da 
receita prevista em obediência ao princípio orçamentário:
a) do não estorno.
b) do equilíbrio.
c) da universalidade.
d) da inteligibilidade.
e) da unidade.
2. A LOA deverá compreender obrigatoriamente as despesas e receitas relativas a todos os Poderes,
órgãos, fundos, tanto da Administração direta quanto da indireta. O princípio que determina esse dever
é o princípio da
a) especificação.
b) anuidade.
c) unidade.
d) exatidão.
e) universalidade.
3. Marque a alternativa que apresenta corretamente dois princípios orçamentários.
a) Universalidade e anterioridade.
b) Exclusividade e irretroatividade.
c) Não afetação das receitas e anterioridade.
d) Anualidade e universalidade.
e) Orçamento bruto e anterioridade.
4. De acordo com a legislação em vigor, haverá respeito às exigências do princípio orçamentário da
unidade caso a LOA contenha, em um único documento, todas as receitas e despesas de um
mesmo
A) poder republicano.
B) ente da Federação.
C) plano orçamentário.
D) ordenador de despesa.
E) órgão setorial de planejamento.
5. Se detertminado município deixar de incluir em sua LOA uma determinada despesa que
pretenda efetuar na execução do orçamento, certamente haverá desrespeito ao princípio
orçamentário da
A) unidade.
B) especialização.
C) clareza.
D) exclusividade.
E) universalidade.
6. Se detertminado município deixar de detalhar em sua LOA uma determinada despesa com
pessoal ativo, certamente haverá desrespeito ao princípio orçamentário da
A) unidade.
B) especialização.
C) clareza.
D) exclusividade.
E) universalidade.
7. De acordo com a CF, a LOA deve conter apenas dispositivos relativos à previsão da receita e à
fixação da despesa, ressalvada a possibilidade, nos termos da lei, de dispor sobre a autorização
para abertura de crédito suplementar e contratação de operações de crédito. Esse dispositivo
constitucional obedece ao princípio da
A) universalidade.
B) publicidade.
C) legalidade.
D) exclusividade.
E) totalidade.
8. A lei orçamentária anual (LOA) estabelece a previsão de receitas e também a fixação de
despesas para o período relativo a um exercício financeiro, sendo vetada a inclusão de matéria
diversa. Essa exigência decorre do princípio orçamentário da
A) exclusividade.
B) legalidade.
C) não afetação da receita.
D) discriminação.
E) unidade.
A respeito dos princípiosorçamentários, julgue os itens a seguir.
9. ( ) Vige no ordenamento jurídico brasileiro o princípio da anualidade orçamentária. Segudo
esse princípio, nenhum tributo será cobrado no exercício financeiro sem prévia autorização
orçamentária.
10. ( ) A arrecadação de impostos compartilhados entre os diversos entes da Federação deve ser
contabilizada no âmbito do ente arrecadador pelo seu valor líquido, descontados os valores
pertencentes aos demais entes.
Receita Pública
1. CONCEITO 
1. CONCEITO 1. CONCEITO 
Art. 38. A operação de crédito por antecipação de receita destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e
cumprirá as exigências mencionadas no art. 32 e mais as seguintes:
I - realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício;
II - deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano;
III - não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou
indexada à taxa básica financeira, ou à que vier a esta substituir;
IV - estará proibida:
a) enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada;
b) no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.
§ 1o As operações de que trata este artigo não serão computadas para efeito do que dispõe o inciso III do art. 167 da Constituição, desde
que liquidadas no prazo definido no inciso II do caput.
§ 2o As operações de crédito por antecipação de receita realizadas por Estados ou Municípios serão efetuadas mediante abertura de
crédito junto à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil.
§ 3o O Banco Central do Brasil manterá sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e, no caso de inobservância
dos limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição credora.
A.R.O
Resumo:
Em sentido amplo, receitas públicas são ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado, que se
desdobram em receitas orçamentárias, quando representam disponibilidades de recursos financeiros
para o erário, e ingressos extraorçamentários, quando representam apenas entradas compensatórias.
Em sentido estrito, são públicas apenas as receitas orçamentárias.
*Leitura Importante: arts. 2º, 3º, 6º, 9º, 11, 35, 56 e 57 da Lei no 4.320, de 1964.
Lei 4.320/64
Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá tôdas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação da receita, as
emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.
[...]
Art. 57 Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3o desta lei serão classificadas como receita orçamentária,
sob as rubricas próprias, tôdas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que
não previstas no Orçamento.
[...]
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:
I - as receitas nêle arrecadadas;
II - as despesas nêle legalmente empenhadas.
Exercícios de Fixação
1. Em sentido estrito, o conceito de receita pública inclui
A) a operação de adiantamento de receita orçamentária (ARO).
B) somente os ingressos previstos na lei orçamentária anual.
C) as emissões de papel-moeda.
D) os depósitos em caução.
E) todo ingresso de recurso desprovido de caráter compensatório.
2. De acordo com a lei 4.320/64, os empréstimos tomados mediante operações de crédito
por antecipação de receitas orçamentárias (ARO) devem ser considerados
a) recebimentos extraorçamentários.
b) transferências financeiras recebidas decorrentes da execução orçamentária.
c) receitas orçamentárias.
d) transferências financeiras recebidas independentes da execução orçamentária.
e) despesas orçamentárias.
3. Em relação as receitas extraorçamentárias, julgue o item.
( ) As receitas industriais e agropecuárias são exemplos típicos de receitas
extraorçamentárias.
Art. 38. A operação de crédito por antecipação de receita destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e
cumprirá as exigências mencionadas no art. 32 e mais as seguintes:
I - realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício;
II - deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano;
III - não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou
indexada à taxa básica financeira, ou à que vier a esta substituir;
IV - estará proibida:
a) enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada;
b) no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.
§ 1o As operações de que trata este artigo não serão computadas para efeito do que dispõe o inciso III do art. 167 da Constituição, desde
que liquidadas no prazo definido no inciso II do caput.
§ 2o As operações de crédito por antecipação de receita realizadas por Estados ou Municípios serão efetuadas mediante abertura de
crédito junto à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil.
§ 3o O Banco Central do Brasil manterá sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e, no caso de inobservância
dos limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição credora.
A.R.O Em relação as receitas públicas, julgue os próximos itens.
4. ( ) As operações de crédito integram a dívida pública, sendo vedada, no último ano de mandato
presidencial, a obtenção de operações de crédito por antecipação de receita para o atendimento de
insuficiência de caixa.
5. ( ) Na hipótese de um estado da Federação apresentar insuficiência de caixa para a realização de
inversão financeira prevista na lei orçamentária, o governador poderá realizar uma operação de
antecipação da receita orçamentária, desde que sua liquidação ocorra até o fim do exercício em que
tenha sido contraída.
6. ( ) O órgão público que realizar operação de crédito por antecipação da receita orçamentária
deverá liquidar essa operação antes do final do exercício financeiro.
2. CLASSIFICAÇÕES
a) Natureza de Receita
b) Fonte/ Destinação de Recursos 
c) Indicador de Resultado Primário
d) Quanto à Procedência
e) Contabilmente (impacto no PL)
f) Por Esfera Orçamentária
a) Natureza de Receita
Receita
1- I, Ta e Co.m
2- Contribuições
3- Patrimoniais
4- Agropecuárias
5- Industriais
6- Serviços
7- Transferências Correntes
9- Outras Receitas Correntes
1- Operações de Crédito
2- Alienação de Bens
3- Amortização de Empréstimos
4- Transferências de Capital
5- Outras Receitas de Capital
✓Operações de Crédito por A.R.O
✓Emissão de Papel Moeda
✓Outras entradas compensatórias no Ativo e Passivo 
financeiros (ex: caução recebida como garantia contratual)
Orçamentária
Extraorçamentária
2-De Capital
1-Corrente
I, ta e Co.m,.Co.P.A.I.S.Trans.Ou
Opera.Ali.Amor.Trans.Ou
Categoria 
Econômica
C. O . E . R . A A . S S
C. O . E . D . D D . D . T
Origens 
Correntes
Origens 
de Capital
1- Impostos
2- Taxas
3- Contribuições de melhoria
1- Sociais
2- Econômicas
3- Para Entidades Privadas de Serviço Social e de Formação
Profissional
1- Interna
2- Externa
1- Móveis
2- Imóveis
3- Intangíveis
Espécies
Espécies
Receita
1- I, Ta e Co.m
2- Contribuições
3- Patrimoniais
4- Agropecuárias
5- Industriais
6- Serviços
7- Transferências Correntes
9- Outras Receitas Correntes
1- Operações de Crédito
2- Alienação de Bens
3- Amortização de Empréstimos
4- Transferências de Capital
9- Outras Receitas de Capital
✓Operações de Crédito por A.R.O
✓Emissão de Papel Moeda
✓Outras entradas compensatórias no Ativo e Passivo 
financeiros (ex: caução recebida como garantia contratual)
Orçamentária
Extraorçamentária
2-De Capital
1-Corrente
I, ta e Co.m,.Co.P.A.I.S.Trans.Ou
Opera.Ali.Amor.Trans.Ou
Categoria 
Econômica
C. O . E . D . D D . D . T
Origens CorrentesOrigens de Capital
1- Impostos
2- Taxas
3- Contribuições de melhoria
1- Sociais
2- Econômicas
3- Para Entidades Privadas de Serviço Social e de Formação
Profissional
1- Interna
2- Externa
1- Móveis
2- Imóveis
3- Intangíveis
Espécies
Espécies
Obs: Receita Intraorçamentária (não confundir com Receita Extraorçamentária) Obs: Receita Intraorçamentária (não confundir com Receita Extraorçamentária)
Exercícios de Fixação
1. Os recursos destinados a atender despesas de capital são identificados no orçamento por meio das
A) inversões financeiras.
B) receitas patrimoniais.
C) transferências intergovernamentais.
D) receitas de capital.
E) receitas industriais.
2. Assinale a opção correta, segundo o que estabelece a Lei 4.320/64 para a classificação econômica das
receitas.
a) As receitas patrimoniais são receitas correntes, e as de amortização de empréstimos e as de
serviços são de capital.
b) As receitas patrimoniais e as de amortização de empréstimos são receitas de capital, e as de
serviços são correntes.
c) As receitas de amortização de empréstimos e as patrimoniais são receitas correntes, e as de
serviços são de capital.
d) As receitas patrimoniais e as de serviços são receitas de capital, e as de amortização de
empréstimos são correntes.
e) As receitas de amortização de empréstimos são receitas de capital, e as patrimoniais e as de
serviços são correntes.
Julgue os seguintes itens como Verdadeiro ou Falso, em relação à classificação das receitas
públicas.
3. ( ) Receitas tributárias, de serviços e de alienações de bens são consideradas receitas
correntes.
4. ( ) São receitas de capital as receitas de operações de crédito, de contribuições, e de
amortização de empréstimos.
5. ( ) De acordo com a atual classificação da receita conforme a sua natureza, o último dígito da
natureza de receita tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação.
6. Assinale a opção que apresenta apenas receitas de capital.
a) Receita tributária, receita de contribuições e receita patrimonial.
b) Receita agropecuária, receita industrial e receita de serviços.
c) Alienação de bens, receita patrimonial e operações de crédito.
d) Amortização de empréstimos, receita tributária e receita de serviços.
e) Operações de crédito, alienação de bens e amortização de empréstimos.
7. Ocorre uma receita orçamentária de capital quando o ente público
A) aluga um imóvel de sua propriedade para terceiros.
B) capta recursos por meio de empréstimos concedidos pela rede bancária privada.
C) recebe cauções para garantir a licitação de bens e serviços públicos.
D) recebe débitos de contribuintes inscritos na sua Dívida Ativa.
E) recebe uma indenização por danos causados ao patrimônio público.
A respeito de receita pública, julgue os próximos itens como Verdadeiro ou Falso.
8. ( ) Uma operação de arrendamento mercantil feita por determinado ente para a aquisição
de bens deve ser excluída do conjunto de receitas orçamentárias.
9. ( ) Os preços de serviços públicos e as taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia
autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.
LRF
Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes definições:
I - dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da
Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para
amortização em prazo superior a doze meses;
II - dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil,
Estados e Municípios;
III - operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título,
aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços,
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros;
IV - concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou
entidade a ele vinculada;
V - refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.
§ 1o Equipara-se a operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação, sem
prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. 15 e 16.
Receita de Serviços: decorrem da prestação de serviços por parte do ente público, tais como
comércio, transporte, comunicação, serviços hospitalares, armazenagem, serviços recreativos,
culturais, etc. Tais serviços são remunerados mediante preço público, também chamado de tarifa.
TAXAS
Taxas de Fiscalização ou de Poder de Polícia: As taxas de fiscalização ou de poder de polícia são definidas em lei e
têm como fato gerador o exercício do poder de polícia, poder disciplinador, por meio do qual o Estado intervém em
determinadas atividades, com a finalidade de garantir a ordem e a segurança. A definição de poder de polícia é
estabelecida pelo art. 78 do CTN: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando
ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse
público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao
exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do poder público, à tranquilidade
pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos.
Taxas de Serviço Público: As taxas de serviço público são as que têm como fato gerador a utilização de
determinados serviços públicos, sob os pontos de vista material e formal. Nesse contexto, o serviço é público
quando estabelecido em lei e prestado pela Administração Pública, sob regime de direito público, de forma direta
ou indireta. A relação jurídica, nesse tipo de serviço, é de verticalidade, ou seja, o Estado atua com supremacia
sobre o particular. É receita derivada e os serviços têm que ser específicos e divisíveis.
Obs: Conforme o art. 77 do CTN, os serviços públicos têm que ser específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte, ou colocados à sua disposição. Para que a taxa seja cobrada, não há necessidade de o particular fazer
uso do serviço, basta que o Poder Público coloque tal serviço à disposição do contribuinte.
b) Fonte/ Destinação de Recursos 
* O dígito 9 objetiva identificar, na elaboração do
Orçamento, os recursos oriundos de propostas de alterações
na legislação da receita que estejam em tramitação no
Congresso Nacional.
Exemplos de fontes/destinação de recursos: 
Exercícios de Fixação
Acerca das classificações orçamentárias, julgue os itens a seguir.
1. ( ) Segundo a classificação orçamentária da receita por fonte de recursos, há cinco grupos e
entre eles inclui-se o grupo de recursos condicionados.
2. ( ) É proibida a utilização de recursos em finalidade distinta da especificada pelo código de
fonte de recursos.
c) Indicador ou Identificador de Resultado Primário
Exercícios de Fixação
A respeito dos mecanismos no planejamento e execução do orçamento público, julgue os itens que se
seguem.
1. ( ) A classificação da receita para apuração do resultado primário é de uso obrigatório para todos
os entes da Federação.
2. ( ) Conforme a classificação da receita orçamentária por indicador de resultado primário, receitas
financeiras são aquelas que não alteram o endividamento líquido do governo no exercício financeiro
correspondente.
Despesa Pública
DESPESA PÚBLICA
1. CONCEITO 
Dispêndio extraorçamentário é aquele que não consta na lei orçamentária anual, compreendendo determinadas saídas de 
Exercícios de Fixação
Com relação ao conceito da despesa pública, julgue os itens a seguir como Verdadeiro ou Falso.
1. ( ) Por não teremsido planejadas no momento de elaboração da proposta orçamentária, as despesas
provenientes de créditos adicionais abertos durante o exercício financeiro são consideradas
extraorçamentárias.
2. ( ) É orçamentária a despesa que tenha sido realizada com o sacrifício de receitas orçamentárias, ainda
que não tenha sido objeto de dotação orçamentária.
3. ( ) Considerando o aspecto orçamentário, as despesas públicas correspondem aos decréscimos nos
benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos, redução de ativos ou
incremento em passivos, que resultem em decréscimo do patrimônio líquido.
2. CLASSIFICAÇÕES 
ESTRUTURA DA PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DA DESPESA (MTO/2020) 
a) Programação QuaLitativa
b) Programação QuanTativa
DESPESA PÚBLICA 2. CLASSIFICAÇÕES 
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA 
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA 
a) Esfera Orçamentária
b) Class. Institucional
c) Class. Funcional
d) Estrutura Programática
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA 
a) Esfera Orçamentária
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA 
b) Class. Institucional
Segundo o MTO, a classificação institucional, na União, reflete as estruturas organizacional e
administrativa e compreende dois níveis hierárquicos: órgão orçamentário e unidade orçamentária. As dotações
orçamentárias, especificadas por categoria de programação em seu menor nível, são consignadas às UOs, que são
as responsáveis pela realização das ações. Órgão orçamentário é o agrupamento de UOs.
Obs: Um órgão orçamentário ou uma UO não correspondem necessariamente a uma estrutura administrativa, como ocorre, por
exemplo, com alguns fundos especiais e com os órgãos Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios, Encargos
Financeiros da União, Operações Oficiais de Crédito, Refinanciamento da Dívida Pública Mobiliária Federal e Reserva de
Contingência.
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA 
c) Class. Funcional
4.4.1 FUNÇÃO
A função pode ser traduzida como o maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. Reflete a
competência institucional do órgão, como, por exemplo, cultura, educação, saúde, defesa, que guarda relação com os
respectivos Ministérios. Há situações em que o órgão pode ter mais de uma função típica, considerando-se que suas
competências institucionais podem envolver mais de uma área de despesa. Nesses casos, deve ser selecionada, entre as
competências institucionais, aquela que está mais relacionada com a ação.
A função Encargos Especiais engloba as despesas que não podem ser associadas a um bem ou serviço a ser gerado no
processo produtivo corrente, tais como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto,
uma agregação neutra. A utilização dessa função irá requerer o uso das suas subfunções típicas.
4.4.2 SUBFUNÇÃO
A subfunção representa um nível de agregação imediatamente inferior à função e deve evidenciar a natureza da
atuação governamental. De acordo com a Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999, é possível combinar as subfunções a
funções diferentes daquelas a elas diretamente relacionadas, o que se denomina matricialidade.
Fonte: MTO/2021
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA 
d) Estrutura Programática
Exercícios de Fixação
1. A lei orçamentária anual (LOA), de iniciativa do Poder Executivo, estabelece as receitas e as despesas
projetadas para o exercício seguinte. No que se refere à classificação, a esfera orçamentária da LOA tem
como finalidade identificar se a despesa pertence ao
A) orçamento federal, estadual ou municipal.
B) orçamento fiscal, da seguridade social ou de investimento.
C) nível de atividade, de projeto ou de operação especial.
D) orçamento originário, administrativo ou organizacional.
No que se refere à despesa públicas, julgue o item que se segue.
2. ( ) A estrutura de alocação dos créditos orçamentários é identificada pela classificação
institucional.
3. A identificação da área de atuação governamental na qual determinada despesa será
realizada é feita pela classificação
A) institucional.
B) por natureza.
C) por programa.
D) por modalidade.
E) funcional.
4.4.1 FUNÇÃO
A função pode ser traduzida como o maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. Reflete a
competência institucional do órgão, como, por exemplo, cultura, educação, saúde, defesa, que guarda relação com os
respectivos Ministérios. Há situações em que o órgão pode ter mais de uma função típica, considerando-se que suas
competências institucionais podem envolver mais de uma área de despesa. Nesses casos, deve ser selecionada, entre as
competências institucionais, aquela que está mais relacionada com a ação.
A função Encargos Especiais engloba as despesas que não podem ser associadas a um bem ou serviço a ser gerado no
processo produtivo corrente, tais como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma
agregação neutra. A utilização dessa função irá requerer o uso das suas subfunções típicas.
4.4.2 SUBFUNÇÃO
A subfunção representa um nível de agregação imediatamente inferior à função e deve evidenciar a natureza da atuação
governamental. De acordo com a Portaria nº 42, de 14 de abril de 1999, é possível combinar as subfunções a funções
diferentes daquelas a elas diretamente relacionadas, o que se denomina matricialidade.
Fonte: MTO/2021
4. ( ) As operações especiais, ações que integram a estrutura programática agrupam despesas que
não contribuam para a manutenção, a expansão ou o aperfeiçoamento das ações de governo.
5. ( ) A identificação da localização do gasto público na estrutura programática é feita por meio do
subtítulo.
6. Julgue os itens a seguir, com relação à classificação da despesa pública.
I O programa finalístico expressa e orienta as ações destinadas ao apoio, à gestão e à manutenção da
atuação governamental.
II Do ponto de vista operacional, os seguintes blocos de informação compõem o programa de
trabalho: classificação por esfera, classificação institucional, classificação funcional, estrutura
programática e principais informações do programa e da ação.
III De acordo com a classificação funcional, a função reflete a competência institucional do órgão e
representa o maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público.
IV Atividade é o instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa;
envolve um conjunto de operações limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre
para a expansão ou para o aperfeiçoamento da ação de governo.
Estão certos apenas os itens
A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
Julgue o seguinte item, em relação à despesa pública.
7. ( ) A classificação funcional da despesa tem a característica de matricialidade: é possível
combinar determinada subfunção a outras funções diferentes daquelas diretamente relacionadas
à referida subfunção.
@AndersonFerreiraProf
3. ESTÁGIOS DA DESPESA 3. ESTÁGIOS DA DESPESA
LEI 4.320/64
Art. 58. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de
pagamento pendente ou não de implemento de condição.
..
Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho.
§ 1º Em casos especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da nota de empenho.
§ 2º Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo montante não se possa determinar.
§ 3º É permitido o empenho global de despesas contratuais e outras, sujeitas a parcelamento.
Art. 61. Para cada empenho será extraído um documento denominado "nota de empenho" que indicará o nome do
credor, a representação e a importância da despesa bem como a dedução desta do saldo da dotação própria.
Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação.
Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e
documentos comprobatórios do respectivo crédito.
§ 1° Essa verificação tem por fim apurar:
I - aorigem e o objeto do que se deve pagar;
II - a importância exata a pagar;
III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.
§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base:
I - o contrato, ajuste ou acôrdo respectivo;
II - a nota de empenho;
III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço.
Art. 64. A ordem de pagamento é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa
seja paga.
Parágrafo único. A ordem de pagamento só poderá ser exarada em documentos processados pelos serviços de
contabilidade.
DEC. Nº 93.872/1986
Art . 24. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho (Lei nº 4.320/64, art. 60).
Parágrafo único. Em caso de urgência caracterizada na legislação em vigor, admitir-se-á que o ato do empenho seja
contemporâneo à realização da despesa.
Art . 25. O empenho importa deduzir seu valor de dotação adequada à despesa a realizar, por força do compromisso
assumido.
Exercícios de Fixação
1. Em relação aos estágios da despesa pública, o empenho tem por objetivo
A) determinar a origem da despesa e o objeto que se deve pagar.
B) apurar a importância exata a ser paga.
C) definir a quem se deve pagar, para extinguir a obrigação.
D) criar para o Estado obrigação de pagamento.
E) determinar que a despesa seja paga.
Marque V para os itens Verdadeiros e F para os Falsos.
2. ( ) A etapa do planejamento de determinada despesa pública encerra-se com sua fixação
na LOA.
3. ( ) O empenho do tipo global é usado para despesas contratuais ou outras de valor
determinado, sujeitas a parcelamento.
4. ( ) A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo
por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, e tem por objetivo
apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar e a quem se deve
pagar a importância para extinguir a obrigação.
5. ( ) O pagamento é o último estágio da execução da despesa pública e só será realizado após a
regular liquidação da despesa.
6. ( ) Pessoa jurídica que prestou serviço ao poder público terá direito ao pagamento
correspondente independentemente da realização do estágio de liquidação da despesa.
@AndersonFerreiraProf
2. CLASSIFICAÇÕES 
ESTRUTURA DA PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DA DESPESA (MTO/2020) 
a) Programação QuaLitativa
b) Programação QuanTitativa
DESPESA PÚBLICA
2. CLASSIFICAÇÕES 
CLASSIFICAÇÃO 
QUATITATIVA 
➢ Dimensão Física
Define a quantidade de bens e serviços a serem entregues. 
➢ Dimensão Financeira
Estima o montante necessário para o desenvolvimento da ação orçamentária de acordo com os
seguintes classificadores:
2. CLASSIFICAÇÕES 
PROGRAMAÇÃO QUANTITATIVA 
a) Natureza da Despesa
CÓDIGO-EXEMPLO DA ESTRUTURA COMPLETA DA PROGRAMAÇÃO (MTO)
Modalidades de 
Aplicação:
Elementos de despesa:
Elementos de despesa: Elementos de despesa:
Exemplo de código da natureza de despesa: Lei 4.320/64
Art. 15. Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos.
§ 1º Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material, serviços, obras e
outros meios de que se serve a administração publica para consecução dos seus fins.
§ 2º Para efeito de classificação da despesa, considera-se material permanente o de duração superior a
dois anos.
Exercícios de Fixação
Em relação à classificação da despesa pública, julgue os itens seguintes como Verdadeiro ou Falso.
1. ( ) Os elementos da despesa pública decorrem do tipo de gastos previstos nas peças orçamentárias e
constituem a especificação mínima de cada despesa conforme a sua categoria econômica, atendendo,
assim, o princípio orçamentário da unidade.
2. ( ) Segundo a Lei 4.320/64, a discriminação da despesa deverá ser realizada, no mínimo, por elementos
entendidos como o desdobramento dessa despesa em gastos com pessoal, material, serviços, obras e
outros meios de que se serve a administração pública para a consecução dos seus fins.
3. ( ) Independentemente do ente da federação, considerando a escrituração contábil e controle da
execução orçamentária, é obrigatório o desdobramento dos elementos de despesa em níveis menores de
classificação.
@AndersonFerreiraProfdos custos dos
programas.
10
No que tange ao orçamento-programa, assinale a opção correta.
A) A alocação de recursos visa exclusivamente à aquisição de insumos para a execução orçamentária dos
programas.
B) O principal critério para classificação orçamentária é o que indica a entidade responsável pela execução
do programa.
C) É necessária a criação de alternativas para se determinar uma escala de prioridades a serem
executadas.
D) O orçamento-programa apresenta vinculação com o planejamento governamental na execução de
programas, projetos e atividades do Estado.
E) Metas e resultados a serem alcançados devem ser estabelecidos necessariamente com base no menor
custo das ações e aquisições demandadas pelos programas.
Ciclo Orçamentário
Prof. Anderson Ferreira
Ciclo Orçamentário
CICLO ORÇAMENTÁRIO
ELABORAÇÃO
Poder Executivo
APROVAÇÃO
Poder Legislativo
EXECUÇÃO
Poder Executivo
CONTROLE
Poder Legislativo + 
Aux. do Tribunal de 
Contas
CICLO ORÇAMENTÁRIO
ELABORAÇÃO
Poder Executivo
APROVAÇÃO
Poder Legislativo
EXECUÇÃO
Poder Executivo
CONTROLE
Poder Legislativo + 
Aux. do Tribunal de 
Contas
Estratégico
Tático
Operacional
NÍVEIS DE PLANEJAMENTO
Estratégico
PPA
Vigência: 4 anosVigência: 4 anosEstratégico
PPA
Tático
LDO
Vigência: 
+ou- 1,5 anoTático
LDO
Vigência: 
+ou- 1,5 ano
Operacional
LOA
Vigência: 
1 ano
• Quem ELABORA esses projetos de leis (iniciativa)?
“Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.” CF/88
Quem APROVA esses projetos de leis (autorização)?
“Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às
diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos
adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso
Nacional, na forma do regimento comum.”
Quem CONTROLA o cumprimento dessas leis (fiscalização)?
“Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial da União e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional,
mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno
de cada Poder.”
Proj.
• Proj. de lei do PPA: 2020-2023 (elab. em 2019)
Proj. LDO/2020 (elab. em 2019)
Proj. LOA/2020 (elab. em 2019)
Proj.
• Proj. de lei do PPA: 2020-2023 (elab. em 2019)
Proj. LDO/2020 (elab. em 2019)
Proj. LOA/2020 (elab. em 2019)
1º ano de mandato: elaboração do PPA
Levantamento das necessidades:
SAÚDE
SEGURANÇA
EDUCAÇÃO
TRANSPORTE
PPA
Metas
Objetivos
Diretrizes
LDO/20
Ex: PPA 2020 a 2023
LDO/21 LDO/23LDO/22
LOA/20 LOA/21 LOA/23LOA/22
➢Previsão das R
➢Fixação das D
RECEITA DESPESA
CRÉDITO RECURSO
✓Dinheiro em conta bancária
(Conta Única do Tesouro)
✓Autorização Legislativa 
para Gastos (Despesas)
✓Fixação
✓Empenho
✓Liquidação
✓Pagamento
✓Previsão
✓Lançamento
✓Arrecadação
✓Recolhimento
R$ 3,5tri
R$ 3,5tri
R$ 3,5tri = PLOA/21
EM 2020
= LOA/21
EM 
EXECUÇÃO
= LOA/21
EM 
EXECUÇÃO
R$ 3,5tri
RECEITA DESPESA
CRÉDITO
RECURSO
Exercícios de Fixação – Ciclo Orçamentário
1. No Brasil, a responsabilidade pela iniciativa das leis de planos e orçamentos (Plano Plurianual,
Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual) é o poder
A) executivo.
B) legislativo.
C) judiciário.
D) presidencial.
2. A respeito do processo orçamentário no Brasil, assinale a opção correta.
A) No processo orçamentário, durante a execução da despesa pública, são observados três estágios, sendo
considerada realizada a despesa no primeiro deles.
B) O processo orçamentário, também denominado ciclo orçamentário, é constituído, exclusivamente, das
seguintes etapas: planejamento; elaboração da proposta; discussão e aprovação; e execução.
C) O ciclo orçamentário, em respeito ao princípio da anualidade,deve ter a duração de um exercício
financeiro que coincida com o ano civil.
D) A iniciativa da apresentação do projeto de lei orçamentária anual (LOA) é do Congresso Nacional e de
competência do chefe do Poder Legislativo.
E) No momento da apreciação do orçamento anual pelo Poder Legislativo, podem ser oferecidas emendas
que criem novas despesas, desde que haja indicação futura dos recursos necessários.
3. Considerando os termos da Constituição Federal e dos demais atos do atual ordenamento jurídico no Brasil, a
iniciativa para a proposta do Conjunto de Leis que estruturam e definem os planos, as diretrizes e o orçamento
público é do
a) Poder Judiciário.
b) Poder Legislativo.
c) Poder Executivo.
d) Ministério Público de Contas.
e) Tribunal de Contas.
4. Em conformidade com a Constituição Federal e os demais atos derivados dela, que estruturam o atual quadro
jurídico das finanças públicas no Brasil, a responsabilidade para a aprovação do conjunto de leis que estruturam
e definem os planos, diretrizes e orçamento público anual é
a) do poder judiciário federal ou estadual.
b) do poder legislativo de cada nível de governo.
c) do poder executivo de cada nível de governo.
d) do Ministério Público de contas federal ou estadual.
e) da sociedade, através de consultas públicas sistemáticas.
5. Tem a prerrogativa de exercer o controle externo da execução orçamentária com o objetivo de verificar a
probidade da Administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de
Orçamento, conforme a Lei Federal n° 4.320/1964:
a) Poder Legislativo.
b) Tribunal de Contas.
c) Ministério Público de Contas.
d) Controladoria Geral ou órgão equivalente.
e) Poder Judiciário.
6. No que se refere ao controle da execução do orçamento, e considerando o disposto na Lei nº 4.320 de 1964,
a) compete ao Poder Legislativo a análise do projeto de lei do orçamento, mas compete aos Poderes
Executivo e Judiciário o controle da execução do disposto na respectiva lei.
b) compete ao Poder Legislativo controlar a execução do orçamento e o cumprimento da lei de orçamento.
c) esse controle compreenderá a legalidade formal dos atos relativos à realização da despesa, mas não o
cumprimento do programa de trabalho expresso em termos da verificação da efetiva prestação de serviços.
d) compete exclusivamente ao Poder Executivo exercer o controle da execução do orçamento.
e) a verificação da legalidade dos atos de execução deve ocorrer, necessariamente, após a realização das
obras, mas antes da realização dos pagamentos.
Orçamento na CF/88 
Instrumentos de Planejamento Orçamentário: PPA, LDO e LOA Plano Plurianual - PPA
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioriado capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
CF/88, Art. 167, § 1º:
Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano
plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
Exercícios de Fixação - PPA
1. ( ) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição serão
elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.
2. ( ) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão
elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Presidente da República.
3. Em relação à atuação contábil, financeira e orçamentária da União, julgue o item que se segue.
( ) O plano plurianual é estabelecido por lei de iniciativa do Poder Legislativo.
4. Acerca do plano plurianual e dos tipos de planejamento, julgue o item seguinte.
( ) Apesar de ser um importante instrumento do governo para organizar e viabilizar as finanças
públicas a cada quatro anos, o plano plurianual não tem previsão constitucional.
5. Julgue o item seguinte, relativo ao orçamento público.
( ) O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal confere ao plano plurianual (PPA), à lei de
diretrizes orçamentárias (LDO) e à lei de orçamento anual (LOA) atuações integradas: o PPA
estabelece o planejamento de longo prazo; a LOA fixa o planejamento de curto prazo; a LDO
estabelece a ligação entre o PPA e a LOA.
6. ( ) No que se refere aos instrumentos de planejamento de um ente público municipal, de
acordo com a Constituição Federal de 1988, a construção de uma escola para a abertura de 750
vagas no ensino fundamental, com início das obras em outubro de 2019 e conclusão das
mesmas prevista para outubro de 2023, não poderá ser iniciada sem sua prévia inclusão no
Plano Plurianual vigente do referido ente, ou em lei que autorize a sua inclusão.
7. ( ) As despesas de investimentos, que devem estar previstas no plano plurianual,
correspondem às dotações previstas para a amortização da dívida pública.
8. ( ) O plano plurianual de um ente público estadual deve prever a aquisição de veículos, em
razão de isso ser classificado como despesa de capital.
9. O Plano Plurianual consiste em planejamento estratégico de médio prazo e, no seu conceito, o
grupo de despesas da Administração Pública, utilizado para classificar os gastos com investimentos,
é tratado como
A) Metas.
B) Despesas correntes.
C) Diretrizes.
D) Programas.
E) Despesas de capital.
@AndersonFerreiraProf
Orçamento na CF/88 
Instrumentos de Planejamento Orçamentário: PPA, LDO e LOA
Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO
CF/88
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, estabelecerá as diretrizes de política
fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá
sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento (EC 109/2021).
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos efundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
CF/88, Art. 165,
Antiga Redação:
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal,
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.
Nova Redação:
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal,
estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida
pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. (EC 109/221)
CF/88, Art. 165,
Antiga Redação:
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal,
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.
Nova Redação:
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal,
estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida
pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. (EC 109/221)
LRF
Art. 4o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2o do art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea b do
inciso II deste artigo, no art. 9o e no inciso II do § 1o do art. 31;
c) (VETADO)
d) (VETADO)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados
com recursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas;
A.M.F (LRF, Art. 4º)
§ 1o Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais,
em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública,
para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.
§ 2o O Anexo conterá, ainda:
I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados
pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as
premissas e os objetivos da política econômica nacional;
III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos
obtidos com a alienação de ativos;
IV - avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias
de caráter continuado.
A.R.F (LRF, Art. 4º, § 3º)
A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos
contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem
tomadas, caso se concretizem.
A.E (LRF, Art. 4º, § 4º)
A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará, em anexo específico, os objetivos das
políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais
agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subseqüente.
Novo Anexo por determinação Constitucional (EC 102/2019)
Art. 165, § 12.
Integrará a lei de diretrizes orçamentárias, para o exercício a que se refere e, pelo menos, para os 2 (dois)
exercícios subsequentes, anexo com previsão de agregados fiscais e a proporção dos recursos para
investimentos que serão alocados na lei orçamentária anual para a continuidade daqueles em andamento.
Prazos e Vigência:
Exercícios de Fixação - LDO
De acordo com as disposições constitucionais acerca de orçamento público, é de iniciativa privativa
do presidente da República projeto de lei ordinária que disponha sobre ...
1. ( ) o plano plurianual, cujo objetivo é orientar a elaboração da lei orçamentária anual e
estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
2. ( ) as diretrizes orçamentárias, que será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito
decorrente de isenções e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia sobre as receitas e
despesas.
3. ( ) A LRF, ao transformar a LDO em instrumento de planejamento trienal, incluiu o anexo de
metas fiscais, no qual se estabelecem as metas anuais a serem implementadas no exercício
financeiro a que se refere a LDO e nos dois exercícios seguintes.
4. No que diz respeito ao PPA e à LDO, julgue os itens a seguir.
I - O PPA compreende as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as
despesas de capital para o exercício financeiro subsequente.
II - A LDO deve dispor sobre as alterações na legislação tributária.
III - A LDO não trata de normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos.
Assinale a opção correta.
A) Apenas o item I está certo.
B) Apenas o item II está certo.
C) Apenas os itens I e III estão certos.
D) Apenas os itens II e III estão certos.
E) Todos os itens estão certos.
5. ( ) O projeto de lei do plano plurianual (PPA) define as prioridades do governo por um período de
quatro anos e deve ser enviado pelo presidente da República ao Congresso Nacional até o dia 31 de
agosto do primeiro ano do seu mandato.
6. ( ) O anexo de metas fiscais deve ser obrigatoriamente incluído na lei de diretrizes
orçamentárias, mas a inclusão do anexo de riscos fiscais é facultativa.
7. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as informações sobre a situação financeira
e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores do Tribunal de Contas do
Estado de Rondônia (TCE/RO) estão disponíveis
A) no plano plurianual do estado.
B) no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado.
C) no anexo de riscos fiscais da lei de diretrizes orçamentárias do estado.
D) na lei orçamentária anual do estado.
E) no orçamento de investimento.
@AndersonFerreiraProf
Lei Orçamentária Anual - LOA
CF/88
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programasnacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
CF/88
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, 
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.
§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades 
inter-regionais, segundo critério populacional.
§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização 
para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
CF/88
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o
exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional.
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações
instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como
os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
CF/88
SEÇÃO II
DOS ORÇAMENTOS
§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, 
anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.
§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades 
inter-regionais, segundo critério populacional.
§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização 
para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
Prazos e Vigência:
Lei Orçamentária Anual - LOA na LRF
Art. 5o O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes
orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar:
I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes
do documento de que trata o § 1o do art. 4o;
II - será acompanhado do documento a que se refere o § 6o do art. 165 da Constituição, bem como das medidas de
compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado;
III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao:
a) (VETADO)
b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
§ 1o Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei
orçamentária anual.
§ 2o O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional.
§ 3o A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar a variação do índice de preços
previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em legislação específica.
§ 4o É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.
§ 5o A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja
previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão, conforme disposto no § 1o do art. 167 da Constituição.
§ 6o Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e
encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos.
§ 7o (VETADO)
Art. 6o (VETADO)
Art. 7o O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou reversão de reservas, constitui receita do Tesouro
Nacional, e será transferido até o décimo dia útil subseqüente à aprovação dos balanços semestrais.
§ 1o O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central do Brasil e será consignado em dotação
específica no orçamento.
§ 2o O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do Brasil serão demonstrados trimestralmente, nos
termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União.
§ 3o Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das
disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos,
destacando os de emissão da União.
Exercícios de Fixação - LOA
Em relação ao orçamento público e seus preceitos, julgue os próximos itens.
1. ( ) A vigência do crédito disponibilizado na LOA de 2021 terá duração de dois anos e findará ao
final de 2022.
2. ( ) A iniciativa da apresentação do projeto de lei orçamentária anual (LOA) é do Congresso
Nacional e de competência do chefe do Poder Legislativo.
3. ( ) O orçamento público tem, entre outras funções, a de reduzir as desigualdades entre as
diversas regiões do país.
4. Conforme estabelecido na Constituição Federal, a lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá
A) o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ele vinculados, da
Administração direta ou indireta e fundos.
B) o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
Administração direta e indireta, inclusive fundações constituídas e mantidas pelo poder público.
C) o orçamento de investimento das empresas em que a União, diretamente, detenha capital social
com direito a voto.
D) orientações para a Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como disporá sobre alterações na legislação
tributária.
E) as diretrizes, objetivose metas da Administração pública, de forma regionalizada, para as despesas
de capital e outras dela decorrentes e para os programas de duração continuada.
5. A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o orçamento propriamente dito, com vigência de 1 (um) ano, e
compreende três orçamentos: o fiscal, o de investimento de empresas estatais e o da seguridade
social, tendo, cada um deles, uma função específica.
Sobre o orçamento fiscal, assinale a opção que indica sua função específica.
A) Alocativa, a qual visa à produção de bens e serviços não providos pelo mercado.
B) Distributiva, a qual visa a garantir o pleno emprego e manter a economia aquecida.
C) Estabilizadora, a qual visa à produção de bens e serviços não providos pelo mercado.
D) Distributiva, a qual visa à redução das desigualdades.
E) Estabilizadora, a qual visa a garantir o pleno emprego e manter a economia aquecida.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, julgue os itens seguintes.
6. ( ) O conceito legal de empresa estatal dependente inclui todas as empresas estatais
controladas.
7. ( ) Para efeito das normas de responsabilidade fiscal, uma empresa estatal pode ser
caracterizada como dependente sem constituir uma empresa controlada.
8. Segundo a Lei Complementar nº 101/00, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, o conceito de empresa controlada é:
A) sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, direta ou indiretamente, às
empresas de capital público e privado e que receba do ente controlador recursos financeiros abrangentes.
B) sociedade controlada que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas
com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de
aumento de participação acionária.
C) sociedade cuja parte do capital social com ou sem direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente
da Federação.
D) sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da
Federação.
E) toda a sociedade cujo Estado tenha participação direta ou indireta e que mantenha os recursos
financeiros para custeio geral.
9. Relacione os diferentes orçamentos da Lei Orçamentária Anual aos seus respectivos exemplos.
I. Orçamento Fiscal
II. Orçamento de Investimento das Estatais
III. Orçamento de Seguridade Social
( ) Aquisição de um ativo imobilizado por uma estatal independente
( ) Pagamento de Bolsa Família
( ) Amortização da Dívida Pública Federal
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
A) I – II – III.
B) III – I – II.
C) III – II – I.
D) II – III – I.
E) II – I – III.
10. Suponha que o projeto de Lei Orçamentária Anual, embora apresentado e apreciado, tenha sido
rejeitado na votação em Plenário. Nesse caso, o tratamento que o nosso ordenamento jurídico
oferece para o impasse é:
A) O orçamento do ano anterior pode ser corrigido pelo índice oficial de inflação e executado à
razão de um doze avos ao mês.
B) Não é possível ao Poder Legislativo rejeitar o projeto de Lei Orçamentária.
C) O projeto de Lei Orçamentária fica tacitamente aprovado se não for apreciado até o final da
sessão legislativa.
D) A Lei Orçamentária anterior permanece em vigor, sem qualquer prejuízo para arrecadação e
gastos públicos.
E) A Lei de Diretrizes Orçamentárias pode estabelecer regras para a execução provisória de
orçamento não sancionado.
11. Para apurar a regular instituição de reserva de contingência, determinado tribunal de contas
deverá consultar, nos termos da LRF,
A) a lei orçamentária anual, que deverá estabelecer o montante.
B) a lei orçamentária anual, que deverá estabelecer a forma de utilização.
C) o plano plurianual, que deverá estabelecer a forma de utilização e o montante.
D) a lei de diretrizes orçamentárias, sendo o montante e a forma de utilização definidos pelo
plano plurianual.
E) a lei orçamentária anual, sendo o montante e a forma de utilização definidos pela lei de
diretrizes orçamentárias.
A respeito de características básicas do orçamento federal, julgue o item que se segue.
12. ( ) A reserva de contingência consignada na lei orçamentária anual destina-se
exclusivamente ao atendimento de passivos contingentes e a outros riscos e eventos fiscais
imprevistos.
@AndersonFerreiraProf SISTEMA DE PLANEJAMENTO E DE ORÇAMENTO FEDERAL
Lei nº 10.180 de 6/02/2001
Art. 2º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade:
I - formular o planejamento estratégico nacional;
II - formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social;
III - formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais;
IV - gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal;
V - promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a compatibilização de normas e
tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal.
DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS
Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração, acompanhamento e avaliação de
planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e pesquisas sócio-econômicas.
Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:
I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central;
II - órgãos setoriais;
III - órgãos específicos.
§ 1o Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da
Casa Civil da Presidência da República.
§ 2o Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja missão está voltada para as atividades
de planejamento e orçamento.
§ 3o Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema, sem prejuízo
da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.
§ 4o As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios e órgãos setoriais ficam sujeitas à
orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também, no que couber, do respectivo órgão setorial.
§ 5o O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos integrantes da Presidência da
República, ressalvados outros determinados em legislação específica.
DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS
Art. 5o Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as unidades responsáveis pelos seus orçamentos ficam
sujeitas à orientação normativa do órgão central do Sistema.
Art. 6o Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da Administração Pública Federal, os órgãos
integrantes do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal e as unidades responsáveis pelo planejamento e orçamento dos demais
Poderes realizarão o acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos.
DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS
Art. 3º O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração, acompanhamento e avaliação de
planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e pesquisas sócio-econômicas.
Art. 4º Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal:
I - o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, como órgão central;
II - órgãos setoriais;
III - órgãos específicos.
§ 1o Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da
Casa Civil da Presidência da República.
§ 2o Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja missão está voltada para as atividades
de planejamento e orçamento.
§ 3o Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema,sem prejuízo
da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados.
§ 4o As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios e órgãos setoriais ficam sujeitas à
orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também, no que couber, do respectivo órgão setorial.
§ 5o O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos integrantes da Presidência da
República, ressalvados outros determinados em legislação específica.
DA ORGANIZAÇÃO E DAS COMPETÊNCIAS
Art. 5o Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as unidades responsáveis pelos seus orçamentos ficam
sujeitas à orientação normativa do órgão central do Sistema.
Art. 6o Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes e órgãos da Administração Pública Federal, os órgãos
integrantes do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal e as unidades responsáveis pelo planejamento e orçamento dos demais
Poderes realizarão o acompanhamento e a avaliação dos planos e programas respectivos.
Decreto nº 9.745 de 8/04/2019
Art. 57. À Secretaria de Orçamento Federal (SOF) compete:
I - coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da lei de diretrizes orçamentárias e da proposta orçamentária da União,
compreendidos os orçamentos fiscal e da seguridade social;
II - estabelecer as normas necessárias à elaboração e à implementação dos orçamentos federais sob sua responsabilidade;
III - acompanhar a execução orçamentária, sem prejuízo da competência atribuída a outros órgãos;
IV - elaborar estudos e pesquisas concernentes ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento do processo orçamentário federal;
V - orientar, coordenar e supervisionar tecnicamente os órgãos setoriais de orçamento;
VI - exercer a supervisão da Carreira de Analista de Planejamento e Orçamento, em articulação com as demais unidades interessadas,
observadas as diretrizes do Comitê de Gestão das Carreiras do Ministério da Economia;
VII - estabelecer as classificações orçamentárias da receita e da despesa;
VIII - acompanhar e avaliar o andamento da despesa pública e de suas fontes de financiamento e desenvolver e participar de estudos
econômico-fiscais destinados ao aperfeiçoamento do processo de alocação de recursos;
IX - acompanhar, avaliar e elaborar estudos sobre as políticas públicas e a estrutura do gasto público; e
X - acompanhar e propor, no âmbito de sua competência, normas reguladoras e disciplinadoras relativas às políticas públicas em suas
diferentes modalidades.
MTO/2021 - SOF
1.2.2. ÓRGÃO SETORIAL - OS
O órgão setorial desempenha o papel de articulador no âmbito da sua estrutura, coordenando o processo decisório no nível subsetorial
(UO). Sua atuação no processo orçamentário envolve:
▪ estabelecimento de diretrizes setoriais para elaboração e alterações orçamentárias;
▪ definição e divulgação de instruções, normas e procedimentos a serem observados no âmbito do órgão durante o processo de
elaboração e alteração orçamentária;
▪ avaliação da adequação da estrutura programática e mapeamento das alterações necessárias;
▪ coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do cadastro de programas e ações;
▪ fixação, de acordo com as prioridades setoriais, dos referenciais monetários para apresentação das propostas orçamentárias e dos
limites de movimentação e empenho e de pagamento de suas respectivas UO;
▪ análise e validação das propostas e das alterações orçamentárias de suas UOs; e
▪ consolidação e formalização da proposta e das alterações orçamentárias do órgão.
MTO/2021 - SOF
1.2.3. UNIDADE ORÇAMENTÁRIA - UO
As UOs, apesar de não integrarem o Sistema de Planejamento e Orçamento previsto no caput do art. 4º da Lei nº 10.180, de 2001, ficam
sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também, no que couber, do respectivo órgão setorial, e
desempenham o papel de coordenação do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e
articulando o trabalho das suas unidades administrativas, tendo em vista a consistência da programação de sua unidade.
As UOs são responsáveis pela apresentação da programação orçamentária detalhada da despesa por programa, ação e subtítulo. Sua atuação
no processo orçamentário compreende:
▪ estabelecimento de diretrizes no âmbito da UO para elaboração da proposta e alterações orçamentárias;
▪ estudos de adequação da estrutura programática;
▪ formalização, ao órgão setorial, da proposta de alteração da estrutura programática sob a responsabilidade de suas unidades
administrativas;
▪ coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do cadastro de ações orçamentárias;
▪ fixação dos referenciais monetários para apresentação das propostas orçamentárias e dos limites de movimentação e empenho e de
pagamento de suas respectivas unidades administrativas;
▪ análise e validação das propostas orçamentárias das unidades administrativas; e
▪ consolidação e formalização de sua proposta orçamentária.
As etapas do 
processo de 
elaboração, os 
responsáveis e os 
produtos gerados 
estão relacionados 
na tabela ao lado: 
As etapas do 
processo de 
elaboração, os 
responsáveis e os 
produtos gerados 
estão relacionados 
na tabela ao lado: 
Exercícios de Fixação - SPOF
A respeito dos órgãos que compõem o sistema de planejamento e orçamento federal no Brasil, bem
como de suas atribuições, julgue os itens seguintes.
1. ( ) O Poder Executivo é o único dos três poderes que dispõe de órgãos setoriais do sistema de
planejamento e de orçamento federal.
2. ( ) Os órgãos específicos do sistema em questão são as unidades de planejamento e de
orçamento dos ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da
Presidência da República.
3. ( ) A revisão da estrutura programática do projeto da lei orçamentária anual deve ser feita após
a definição e a divulgação dos limites das propostas setoriais.
As etapas do 
processo de 
elaboração, os 
responsáveis e os 
produtos gerados 
estão relacionados 
na tabela ao lado: 
As etapas do 
processo de 
elaboração, os 
responsáveis e os 
produtos gerados 
estão relacionados 
na tabela ao lado: 
4. Acerca do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, que compreende as atividades de
elaboração, acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização de estudos e
pesquisas socioeconômicas, é correto afirmar:
A) Organiza as atividades de desenvolvimento organizacional dos órgãos e das entidades da
Administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
B) É composto exclusivamente pelas secretarias municipais e estaduais.
C) Tem entre suas finalidades a formulação do planejamento estratégico nacional e a formulação de
planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social.
D) Formula exclusivamente o plano plurianual, mas não as diretrizes orçamentárias nem os orçamentos
anuais.
E) Organiza o registro de atos e fatos relacionados à Administração orçamentária, financeira e
patrimonial da União, utilizando regras contábeis.
5. ( ) Os órgãos setoriais de planejamento e de orçamento dos Poderes Legislativo e Judiciário se
submetem a orientação normativa do órgão central de planejamento do Poder Executivo.
6. ( ) Os órgãos setoriais de planejamento e orçamento dos Poderes Legislativo e Judiciário são
destacados do sistema de planejamento federal e não estão sujeitos às orientações normativas do
órgão central desse sistema.
7. ( ) As unidades de planejamento e orçamento integrantes da estrutura do Poder Executivo são
subordinadas ao Ministério do Planejamento do ponto de vista hierárquico e funcional.
Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP
NOÇÕES SOBRE O SIOP e o ANTIGO SIDOR
O Sistema Integrado de Dados Orçamentários – SIDOR, desenvolvido pelo Serpro, era o sistema responsávelpela elaboração da proposta orçamentária do governo e o Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA.
Atualmente, esse papel é exercido pelo Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP.
Com o objetivo de integrar os antigos sistemas utilizados na elaboração e acompanhamento do Plano
Plurianual e do Orçamento da União, a Secretaria de Orçamento Federal - SOF, em parceria com a
Subsecretaria de Planejamento Governamental – SEPLA (na época era a SPI, que depois virou SEPLAN) e com a
Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST (antigo DEST), todos vinculados da
Economia (na época, Ministério do Planejamento Desenvolvimento e Gestão – MPOG), desenvolveu e colocou
em operação, desde o início de maio de 2009, o novo Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP.
Com o SIOP, os órgãos setoriais e as unidades orçamentárias do Governo Federal passam a ter um único
sistema para alimentar o cadastro de programas e ações. Além disso, com o SIOP, os usuários passam a ter
maior agilidade e qualidade no processo de captação da Proposta Orçamentária onde foi substituído o
preenchimento de formulários, que até 2008, era feito manualmente. Fato que, muitas vezes, gerava
incompatibilidade nas informações. Outra vantagem do novo sistema é que ele permite ao usuário o acesso via
internet.
O novo sistema começou a operar para os setoriais no dia 7 de maio de 2009 e chegando a ter cerca de 100
acessos simultâneos. Antigamente existiam duas fontes cadastrais para programas e ações: o Sistema de
Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPLAN) que gerenciava o PPA, acessado via internet, e o Sistema
Integrado de Dados Orçamentários (SIDOR), cujo acesso do cadastro de ações era exclusivo aos servidores do
antigo Ministério do Planejamento.
O processo de implantação do novo sistema SIOP é relativamente recente (2009-2010). Espera-se nos próximos
editais de concursos uma maior cobrança do SIOP ao invés do SIDOR.
A implantação do SIOP unifica o Sistema de Informações Gerenciais de Planejamento (SIGPlan), o Sistema
Integrado de Dados Orçamentários (SIDOR) e o Sistema Integrado das Empresas Estatais (SIEST).
A unificação teve por objetivo:
➢ Buscar a melhoria operacional;
➢ A integração de processos; e
➢ A eliminação da duplicidade de informações, divulgando, tempestivamente, informações gerenciais 
e estratégicas dos processos de planejamento e orçamento. 
O que o SIOP faz?
os seguintes assuntos/processos envolvidos no planejamento e orçamento da União são tratados no SIOP:
✓ Elaboração e revisão do Projeto de Lei do Plano Plurianual – PL.PPA
✓ Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias –P.LDO
✓ Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual –P.LOA
✓ Alterações Orçamentárias/Créditos
✓ Orçamento Impositivo
✓ Receitas
✓ Acompanhamento das Estatais
✓ Acompanhamento Orçamentário
✓ Monitoramento do PPA
✓ Outras funcionalidades (www.siop.planejamento.gov.br)
Estas funcionalidades estão organizadas nos vários módulos do SIOP. Trata-se do SIOP-Operacional. É a parte do
SIOP usada no dia a dia para realizar as operações comuns dentro dos processos envolvidos no ciclo orçamentário
e de planejamento. Além dos módulos descritos, o SIOP possui facilidades de consulta e análise que são chamados
de SIOP-Gerencial ou Consultas SIOP.
Exercícios de Fixação - SIOP
1. Em relação ao Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP, está incorreto afirmar que:
A) seu principal produto é o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), o qual contém estimativa da receita e
fixação da despesa para determinado exercício financeiro.
B) é o sistema responsável pela elaboração da proposta orçamentária do Governo Federal.
C) cada órgão público (os usuários “de entrada” do SIDOR) informa suas ações e previsões orçamentárias ao
sistema. Depois disso, cada ministério realiza a consolidação dessas informações que, finalmente, chegam à
Secretaria de Orçamento Federal para uma consolidação final.
D) desenvolvido pela Secretaria de Orçamento Federal, o sistema foi migrado para o Tribunal de Contas da
União (TCU) em 2006.
E) nele é registrada toda a programação orçamentária – ações e programas de governo, com seus
respectivos valores e destinações geográficas – planejada para a execução no ano seguinte.
2. Sobre o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP, assinale a alternativa correta.
A) O SIOP é um sistema informatizado que processa e controla, por meio de terminais instalados em todo o
território nacional, apenas assuntos relacionados à execução financeira.
B) O SIOP é o sistema responsável pela elaboração da proposta orçamentária do governo federal, que é
enviada semestralmente ao Congresso Nacional para aprovação e geração da lei orçamentária anual.
C) Para utilizar o SIOP, o usuário não precisa ser funcionário público federal.
D) No SIOP é registrada toda a programação orçamentária, ações e programas de governo, com seus
respectivos valores e destinações geográficas, planejados para a execução no exercício atual.
E) O SIOP orienta a liberação de recursos e execução pelo Sistema Integrado de Administração Financeira do
governo federal – SIAFI, gerando os volumes para publicação, pela Imprensa Nacional, no Diário Oficial da
União.
Acerca do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP, julgue os próximos itens.
3. ( ) A proposta orçamentária do MDIC deve ser apresentada, anualmente, à Secretaria de
Orçamento Federal por intermédio do Sistema Integrado de Planejamento Orçamentário.
4. ( ) Para a elaboração da proposta orçamentária no governo federal, os órgãos setoriais e as
unidades orçamentárias devem utilizar o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento.
5. ( ) O SIOP pode ser utilizado para facilitar o processo de elaboração tanto da lei de diretrizes
orçamentárias como da lei orçamentária anual.
Tipos de Emendas
▪ Individual
▪ Bancada
▪ Comissão
▪ Relatoria
Número de Emendas
Número de Emendas
Art. 166, CF:
...
§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 2% (dois por cento) da receita
corrente líquida do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto, observado que a metade desse percentual será
destinada a ações e serviços públicos de saúde. (Redação dada pela EC nº 126, de 2022)
§ 9º-A Do limite a que se refere o § 9º deste artigo, 1,55% (um inteiro e cinquenta e cinco centésimos por cento) caberá às
emendas de Deputados e 0,45% (quarenta e cinco centésimos por cento) às de Senadores. (Redação dada pela EC nº 126, de
2022)
§ 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive custeio, será
computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou
encargos sociais. (Incluído pela EC nº 86, de 2015)
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de 
saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre:
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 
15% (quinze por cento);
§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações oriundas de emendas individuais, em montante
correspondente ao limite a que se refere o § 9º deste artigo, conforme os critérios para a execução equitativa da
programação definidos na lei complementar prevista no § 9º do art. 165 desta Constituição, observado o disposto no § 9º-A
deste artigo. (Redação dada pela EC nº 126, de 2022)
§ 12. A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às programações incluídas por todas as
emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal, no montante de até 1% (um por cento)
da receita corrente líquidarealizada no exercício anterior.
§ 13. As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos
impedimentos de ordem técnica.
Exercícios de Fixação
1. Para o próximo exercício financeiro, um parlamentar federal apresentou uma emenda ao Projeto de Lei do Orçamento 
Anual para contemplar uma ação de estruturação da rede de serviços de atenção básica de saúde em um município de 
determinado Estado, no valor de R$ 55.000,00.
Com base nas normas aplicáveis às emendas parlamentares ao orçamento e nas informações do caso hipotético, essa 
emenda pode:
A) prescindir de compatibilidade com a LDO, por ser de caráter impositivo;
B) ser custeada com recursos relativos às transferências constitucionais para os Estados;
C) ser convertida em emenda de comissão, caso inclua a assinatura dos parlamentares do estado beneficiado;
D) ser enquadrada como uma emenda de bancada, por destinar recursos a um estado da federação;
E) ser incluída no percentual destinado a ações e serviços públicos de saúde, obrigatório para emendas individuais.
2. O chamado “orçamento secreto” ganhou essa denominação pela dificuldade de identificar o real autor da emenda 
parlamentar, que é uma importante modalidade de transferência voluntária a municípios, prejudicando a transparência no uso 
do dinheiro público e possibilitando barganhas políticas entre os poderes executivo e legislativo. Os recursos do chamado 
“orçamento secreto” são destinados por meio de emendas parlamentares
A) individuais.
B) de bancada.
C) de comissão.
D) coletivas.
E) da relatoria.
3. No orçamento federal, as emendas parlamentares constituem instrumentos que permitem aos deputados e senadores 
realizarem alterações na proposta da Lei Orçamentária Anual. Tais alterações devem ser feitas em respeito aos parâmetros 
legalmente previstos.
Um dos parâmetros relacionados às emendas parlamentares de caráter impositivo trata do(a):
A) destinação de 50% do montante de emendas de bancada a ações e serviços públicos de saúde, inclusive custeio;
B) destinação de 25% do montante de emendas individuais a ações e serviços públicos de saúde;
C) vinculação de 2% da RCL prevista na LOA em se tratando da execução de emendas individuais e de bancada;
D) vinculação de 1,2% da RCL realizada no exercício anterior em se tratando da execução de emendas individuais;
E) condicionamento da execução obrigatória de emendas impositivas à ausência de impedimentos de ordem técnica;
4. Considere que, no decorrer do processo de votação do Orçamento da União, tenha sido incluída emenda individual 
parlamentar de caráter impositivo, destinando o montante correspondente a ações de assistência social no Estado “X”. Após a 
aprovação do Orçamento, a transferência financeira dos referidos recursos ao Estado
A) fica sujeita à inclusão da despesa correspondente no decreto de execução orçamentária a ser editado pelo Presidente 
da República em até 60 dias e da receita correspondente no Orçamento do Estado.
B) somente pode ser feita de fundo federal a fundo estadual, observada a legislação específica e vedada a aplicação em 
despesas de pessoal e encargos sociais.
C) depende da prévia celebração de convênio ou instrumento congênere, por se tratar de transferência voluntária, vedada 
qualquer modalidade de transferência direta ao ente beneficiário.
D) é expressamente vedada, pois as programações orçamentárias decorrentes de emendas impositivas demandam 
execução direta obrigatoriamente pelo próprio ente federado.
E) pode ser feita diretamente, independentemente de celebração de convênio, mediante transferência especial, com 
aplicação de ao menos 70% em despesas de capital, vedada aplicação no pagamento de encargos do serviço da dívida.
5. Em certo ano, emendas parlamentares individuais ao projeto de lei orçamentária anual da União foram aprovadas no limite de 2% da receita 
corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, destinando-se a metade desse percentual a ações e serviços públicos 
de saúde. A execução orçamentária dessas emendas, no montante destinado à saúde, contemplou diversos programas, inclusive despesas de 
custeio na saúde e gastos com pagamento de pessoal dessa área. Porém, após iniciada a execução orçamentária, verificou-se que a reestimativa 
da receita e da despesa resultaria no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias (LDO). Diante 
desse cenário e à luz do texto atual da Constituição da República de 1988, é correto afirmar que:
A) a execução orçamentária e financeira das programações decorrentes de tais emendas é discricionária;
B) os gastos em saúde decorrentes dessas emendas não podem ser aplicados em meras despesas de custeio de ações e serviços públicos 
de saúde, mas podem ser aplicados no pagamento de pessoal ou encargos sociais dessa área;
C) os gastos em saúde decorrentes dessas emendas, ainda que venham a ser proporcionalmente reduzidos, são computados para fins de 
cumprimento do percentual mínimo anual a ser aplicado pela União em ações e serviços públicos de saúde;
D) havendo impedimentos de ordem técnica para cumprimento integral das programações orçamentárias decorrentes de tais emendas, 
estas deverão ser executadas em percentual de ao menos 25% do originalmente previsto;
E) verificado o provável descumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na LDO, as programações orçamentárias decorrentes de 
tais emendas não poderão ser reduzidas na mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das demais despesas 
discricionárias.
Créditos Adicionais
1. Conceito Lei 4.320/64
Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei de Orçamento.
1. Conceito Lei 4.320/64
Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei de Orçamento.
2. Tipos
Lei 4.320/64
Art. 41. Os créditos adicionais classificam-se em:
I - suplementares, os destinados a reforço de dotação orçamentária;
II - especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica;
III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra,
comoção intestina ou calamidade pública.
CF/88
Art. 167,
...
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública,
observado o disposto no art. 62.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas
provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
I - relativa a:
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral;
b) direito penal, processual penal e processual civil;
c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros;
d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, § 3º;
3. Processo de Autorização e Abertura
4. Vigência
REGRA:
Lei 4.320/64, Art. 45:
“Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem
abertos, salvo expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e
extraordinários.”
EXCEÇÃO:
CF/88, Art. 167, § 2º:
“Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que
forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro
meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão
incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.”
Obs.
Reabertura de saldos dos créditos especiais/extraordinários
LDO/2021 _ Lei nº 14.116/2020
Art. 52. A reabertura dos créditos especiais, conforme disposto no § 2º do art. 167 da
Constituição, será efetivada,

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