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Gabarito e Comentários Bernoulli 5 - Prova 2 - 17 08 2024

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

. Considere sen 36° = 0,6, cos 36° = 0,8 e desprezível a ação de forças dissipativas. Com base nas distâncias dadas e no ângulo de lançamento da bola, qual deve ser o menor valor de | |v0 para realizar a jogada hole in one?

A. 36 m/s
B. 50 m/s
C. 83 m/s
D. 111 m/s
E. 200 m/s

Que padrão observado no heredograma permite a identificação do tipo de herança informado?

A. Pessoas afetadas estão presentes na maioria das gerações.
B. Homens afetados possuem filhas também afetadas pela doença.
C. Mulheres e homens com o gene manifestam os sintomas da doença.
D. Mulheres portadoras transmitem o gene para filhos do sexo masculino.
E. Pessoas portadoras e pessoas afetadas estão em quantidade similar na família.

Qual a verdadeira cor do Sol quando é observado sem a presença da atmosfera terrestre?

A. Vermelho.
B. Amarelo.
C. Dourado.
D. Laranja.
E. Branco.

A estratégia utilizada pelas lagartas para escapar de seus predadores ilustra um exemplo de

A. antibiose.
B. mimetismo.
C. parasitismo.
D. mutualismo.
E. camuflagem.

Qual dos esquemas indica a posição em que o voltímetro V deve ser ligado para a realização do teste?

A.
B.
C.
D.
E.

Ao receber o gene bacteriano, a planta passa a

A. realizar reprodução por conjugação.
B. possuir processos metabólicos iguais.
C. ter o mesmo código genético da bactéria.
D. produzir proteínas específicas da bactéria.
E. sintetizar somente proteínas das bactérias.

A io contida em cada comprimido antiácido é de 1 625 mg, qual é o volume aproximado de CO2, em litros, liberado após a reação ter ocorrido? Dados: Massas molares em g.mol–1: H = 1, C = 12, O = 16 e Na = 23.

A. 0,20
B. 0,40
C. 0,60
D. 0,80
E. 1,00

Em alambiques, uma etapa importante é a maturação, pois a cachaça recém-destilada tem um sabor forte e seco, difícil de ser apreciado. Sendo assim, é comum deixá-la envelhecer em barris de madeira, nos quais ocorrem várias reações, entre elas, a representada pela equação química a seguir: A + C2H5OH → C4H8O2 + H2O. A nomenclatura IUPAC da substância A, utilizada como reagente no processo descrito, é

A. etanol.
B. ácido etanoico.
C. ácido butanoico.
D. ácido metanoico.
E. etanoato de metila.

A anemia ferropriva, também conhecida como anemia por deficiência de ferro, é um distúrbio comum que afeta milhões de pessoas no mundo. Ela ocorre quando o organismo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio para os tecidos. A deficiência desse mineral no organismo resulta em

A. perda de massa óssea.
B. dificuldade respiratória.
C. aumento da acidez estomacal.
D. menor absorção da vitamina C.
E. dificuldade em enxergar as cores.

O sexo da maioria dos répteis é determinado depois da fertilização, diferentemente dos mamíferos, que dependem dos cromossomos X e Y. A temperatura de incubação dos ovos irá determinar se o filhote será macho ou fêmea. Temperaturas de incubação em torno de 27,7 °C apresentarão filhotes machos, enquanto temperaturas médias de 31 °C eclodirão filhotes fêmeas. O fenômeno descrito anteriormente ilustra o(a)

A. atuação do fenótipo nas mutações genéticas.
B. processo natural de modificação do genótipo.
C. interação entre o meio ambiente e o genótipo.
D. influência do fenótipo na modificação do genótipo.
E. hereditariedade dos fenótipos artificialmente alterados.

A relação estabelecida entre esses genes foi identificada posteriormente como

A. inibição.
B. epistasia.
C. codominância.
D. dominância completa.
E. dominância incompleta.

No cotidiano, com frequência nota-se o uso dos termos “massa” e “peso” como se fossem sinônimos em propagandas, rótulos de produtos ou conversas no dia a dia. Após uma aula de Física, dois colegas estavam discutindo a respeito desses termos e um tentava convencer o outro de que tinha razão: Colega A: “Massa e peso são nomes diferentes para a mesma coisa. Eu provo para você pegando uma balança e pesando esta caneta. Viu!? O peso da caneta deu 30 g, uma unidade de massa; é tudo a mesma coisa.” Colega B: “Eu discordo! Pegue a mesma caneta e faça a mesma medida na Lua; a balança fará uma medida menor! Como isso é possível sendo que vimos que a massa de um objeto é constante, a não ser que ele seja modificado? Massa e peso são medidas diferentes.” O aspecto físico comum que explica a diferença das medidas dos experimentos é o(a)

A. resistência do ar.
B. formato dos corpos.
C. tamanho dos corpos.
D. densidade dos corpos.
E. aceleração da gravidade.

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Questões resolvidas

. Considere sen 36° = 0,6, cos 36° = 0,8 e desprezível a ação de forças dissipativas. Com base nas distâncias dadas e no ângulo de lançamento da bola, qual deve ser o menor valor de | |v0 para realizar a jogada hole in one?

A. 36 m/s
B. 50 m/s
C. 83 m/s
D. 111 m/s
E. 200 m/s

Que padrão observado no heredograma permite a identificação do tipo de herança informado?

A. Pessoas afetadas estão presentes na maioria das gerações.
B. Homens afetados possuem filhas também afetadas pela doença.
C. Mulheres e homens com o gene manifestam os sintomas da doença.
D. Mulheres portadoras transmitem o gene para filhos do sexo masculino.
E. Pessoas portadoras e pessoas afetadas estão em quantidade similar na família.

Qual a verdadeira cor do Sol quando é observado sem a presença da atmosfera terrestre?

A. Vermelho.
B. Amarelo.
C. Dourado.
D. Laranja.
E. Branco.

A estratégia utilizada pelas lagartas para escapar de seus predadores ilustra um exemplo de

A. antibiose.
B. mimetismo.
C. parasitismo.
D. mutualismo.
E. camuflagem.

Qual dos esquemas indica a posição em que o voltímetro V deve ser ligado para a realização do teste?

A.
B.
C.
D.
E.

Ao receber o gene bacteriano, a planta passa a

A. realizar reprodução por conjugação.
B. possuir processos metabólicos iguais.
C. ter o mesmo código genético da bactéria.
D. produzir proteínas específicas da bactéria.
E. sintetizar somente proteínas das bactérias.

A io contida em cada comprimido antiácido é de 1 625 mg, qual é o volume aproximado de CO2, em litros, liberado após a reação ter ocorrido? Dados: Massas molares em g.mol–1: H = 1, C = 12, O = 16 e Na = 23.

A. 0,20
B. 0,40
C. 0,60
D. 0,80
E. 1,00

Em alambiques, uma etapa importante é a maturação, pois a cachaça recém-destilada tem um sabor forte e seco, difícil de ser apreciado. Sendo assim, é comum deixá-la envelhecer em barris de madeira, nos quais ocorrem várias reações, entre elas, a representada pela equação química a seguir: A + C2H5OH → C4H8O2 + H2O. A nomenclatura IUPAC da substância A, utilizada como reagente no processo descrito, é

A. etanol.
B. ácido etanoico.
C. ácido butanoico.
D. ácido metanoico.
E. etanoato de metila.

A anemia ferropriva, também conhecida como anemia por deficiência de ferro, é um distúrbio comum que afeta milhões de pessoas no mundo. Ela ocorre quando o organismo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio para os tecidos. A deficiência desse mineral no organismo resulta em

A. perda de massa óssea.
B. dificuldade respiratória.
C. aumento da acidez estomacal.
D. menor absorção da vitamina C.
E. dificuldade em enxergar as cores.

O sexo da maioria dos répteis é determinado depois da fertilização, diferentemente dos mamíferos, que dependem dos cromossomos X e Y. A temperatura de incubação dos ovos irá determinar se o filhote será macho ou fêmea. Temperaturas de incubação em torno de 27,7 °C apresentarão filhotes machos, enquanto temperaturas médias de 31 °C eclodirão filhotes fêmeas. O fenômeno descrito anteriormente ilustra o(a)

A. atuação do fenótipo nas mutações genéticas.
B. processo natural de modificação do genótipo.
C. interação entre o meio ambiente e o genótipo.
D. influência do fenótipo na modificação do genótipo.
E. hereditariedade dos fenótipos artificialmente alterados.

A relação estabelecida entre esses genes foi identificada posteriormente como

A. inibição.
B. epistasia.
C. codominância.
D. dominância completa.
E. dominância incompleta.

No cotidiano, com frequência nota-se o uso dos termos “massa” e “peso” como se fossem sinônimos em propagandas, rótulos de produtos ou conversas no dia a dia. Após uma aula de Física, dois colegas estavam discutindo a respeito desses termos e um tentava convencer o outro de que tinha razão: Colega A: “Massa e peso são nomes diferentes para a mesma coisa. Eu provo para você pegando uma balança e pesando esta caneta. Viu!? O peso da caneta deu 30 g, uma unidade de massa; é tudo a mesma coisa.” Colega B: “Eu discordo! Pegue a mesma caneta e faça a mesma medida na Lua; a balança fará uma medida menor! Como isso é possível sendo que vimos que a massa de um objeto é constante, a não ser que ele seja modificado? Massa e peso são medidas diferentes.” O aspecto físico comum que explica a diferença das medidas dos experimentos é o(a)

A. resistência do ar.
B. formato dos corpos.
C. tamanho dos corpos.
D. densidade dos corpos.
E. aceleração da gravidade.

Prévia do material em texto

<p>91 -</p><p>92 -</p><p>93 -</p><p>94 -</p><p>95 -</p><p>96 -</p><p>97 -</p><p>98 -</p><p>99 -</p><p>100 -</p><p>101 -</p><p>102 -</p><p>103 -</p><p>104 -</p><p>105 -</p><p>106 -</p><p>107 -</p><p>108 -</p><p>109 -</p><p>110 -</p><p>111 -</p><p>112 -</p><p>113 -</p><p>114 -</p><p>115 -</p><p>116 -</p><p>117 -</p><p>118 -</p><p>119 -</p><p>120 -</p><p>121 -</p><p>122 -</p><p>123 -</p><p>124 -</p><p>125 -</p><p>126 -</p><p>127 -</p><p>128 -</p><p>129 -</p><p>130 -</p><p>131 -</p><p>132 -</p><p>133 -</p><p>134 -</p><p>135 -</p><p>136 -</p><p>137 -</p><p>138 -</p><p>139 -</p><p>140 -</p><p>141 -</p><p>142 -</p><p>143 -</p><p>144 -</p><p>145 -</p><p>146 -</p><p>147 -</p><p>148 -</p><p>149 -</p><p>150 -</p><p>151 -</p><p>152 -</p><p>153 -</p><p>154 -</p><p>155 -</p><p>156 -</p><p>157 -</p><p>158 -</p><p>159 -</p><p>160 -</p><p>161 -</p><p>162 -</p><p>163 -</p><p>164 -</p><p>165 -</p><p>166 -</p><p>167 -</p><p>168 -</p><p>169 -</p><p>170 -</p><p>171 -</p><p>172 -</p><p>173 -</p><p>174 -</p><p>175 -</p><p>176 -</p><p>177 -</p><p>178 -</p><p>179 -</p><p>180 -</p><p>SIMULADO ENEM 2024 - VOLUME 5 - PROVA II</p><p>C</p><p>IÊ</p><p>N</p><p>C</p><p>IA</p><p>S</p><p>D</p><p>A</p><p>N</p><p>A</p><p>T</p><p>U</p><p>R</p><p>E</p><p>Z</p><p>A</p><p>E</p><p>S</p><p>U</p><p>A</p><p>S</p><p>T</p><p>E</p><p>C</p><p>N</p><p>O</p><p>LO</p><p>G</p><p>IA</p><p>S</p><p>M</p><p>A</p><p>T</p><p>E</p><p>M</p><p>Á</p><p>T</p><p>IC</p><p>A</p><p>E</p><p>S</p><p>U</p><p>A</p><p>S</p><p>T</p><p>E</p><p>C</p><p>N</p><p>O</p><p>LO</p><p>G</p><p>IA</p><p>S</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 91 a 135</p><p>QUESTÃO 91</p><p>No fim do século XVIII, o químico e físico Alessandro</p><p>Volta descobriu o conceito de potencial elétrico ao</p><p>posicionar, por cima de sua língua, uma folha de alumínio</p><p>e, por baixo, uma colher de aço ou de prata. Ao fazer isso,</p><p>Volta sentiu um gosto amargo, produzido pela passagem de</p><p>cargas elétricas através de sua língua. Após essa grande</p><p>descoberta, foram utilizados outros objetos para analisar</p><p>como o potencial elétrico se comportava. O gráfico a seguir</p><p>descreve a variação do potencial elétrico em uma esfera</p><p>eletrizada de raio R que está no vácuo.</p><p>V</p><p>DistânciaD</p><p>R</p><p>0</p><p>A relação entre o potencial elétrico no centro da esfera Vc,</p><p>em um ponto em seu interior Vi e em um ponto em seu</p><p>exterior Ve, é:</p><p>A. Vi = Ve < Vc.</p><p>B. Vc = Ve > Vi.</p><p>C. Vc = Vi > Ve.</p><p>D. Vi < Vc < Ve.</p><p>E. Vi > Vc > Ve.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: De acordo com o gráfico, o potencial elétrico</p><p>em pontos do interior da esfera (do centro até o limite do</p><p>seu raio) é constante, logo Vc = Vi. Para pontos externos,</p><p>o potencial elétrico diminui à medida que a distância em</p><p>relação à esfera aumenta. Sendo assim, o potencial elétrico</p><p>no exterior da esfera é menor do que em seu interior. Logo,</p><p>Vc = Vi > Ve.</p><p>Portanto, a alternativa C é a correta.</p><p>QUESTÃO 92</p><p>Estações de Tratamento de Água (ETAs) são</p><p>responsáveis pela captação, transporte e distribuição da</p><p>água, garantindo o atendimento aos parâmetros de</p><p>potabilidade. O método de tratamento mais utilizado é do</p><p>tipo convencional, em que a água passa pelas etapas de</p><p>(I) coagulação, (II) floculação, (III) decantação, (IV) filtração</p><p>e (V) desinfecção. Esse tipo de tratamento gera uma</p><p>quantidade significativa de resíduos, popularmente</p><p>conhecidos como lodo, formado a partir da aglomeração das</p><p>impurezas presentes na água com compostos coagulantes,</p><p>inseridos para auxiliar na limpeza.</p><p>A62A</p><p>G17L</p><p>As etapas mencionadas no texto que correspondem a</p><p>fenômenos químicos são:</p><p>A. I e V.</p><p>B. II, III e V.</p><p>C. II, III e IV.</p><p>D. III e IV.</p><p>E. IV e V.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Os fenômenos químicos são aqueles em</p><p>que há mudança na identidade química das substâncias,</p><p>mas a identidade dos átomos se conserva. Analisando</p><p>as etapas presentes em uma Estação de Tratamento</p><p>de Água (ETA), percebe-se a ocorrência de fenômenos</p><p>químicos apenas em I (coagulação) e em V (desinfecção).</p><p>Na coagulação, é adicionada uma substância que reage</p><p>com as partículas de sujeira presentes na água, deixando-as</p><p>eletricamente desestabilizadas e mais fáceis de agregar. Já</p><p>na desinfecção, é realizada a adição de cloro na água antes</p><p>de sua saída da ETA, garantindo a eliminação de bactérias</p><p>e vírus da água que chega até o consumidor. Nas demais</p><p>etapas, há apenas fenômenos físicos, isto é, que ocorrem</p><p>sem que haja alteração na identidade química das</p><p>substâncias envolvidas. Logo, a alternativa A é a correta.</p><p>QUESTÃO 93</p><p>Por serem capazes de converter lipídios em ATP,</p><p>as mitocôndrias têm o seu funcionamento estimulado</p><p>por quem quer “queimar” os seus estoques de gordura</p><p>corporal. Para isso, muitas pessoas procuram aumentar</p><p>a biogênese mitocondrial, que é o processo de produção</p><p>de novas mitocôndrias dentro das células. Para o estímulo</p><p>dessa produção, algumas das estratégias já estudadas são</p><p>a prática do exercício aeróbico intenso, a restrição calórica</p><p>e a suplementação de determinados nutrientes.</p><p>Disponível em: <https://essentia.com.br></p><p>Acesso em: 08 maio 2024. (Adaptação)</p><p>O aumento na concentração dessas organelas auxilia no</p><p>objetivo descrito, pois</p><p>A. eleva a disponibilidade de energia celular.</p><p>B. dificulta a síntese de moléculas complexas.</p><p>C. aumenta os níveis de carboidratos no sangue.</p><p>D. utiliza proteínas como fonte energética primária.</p><p>E. mantém constante a ativação de enzimas digestivas.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: As moléculas de ATP representam a energia</p><p>da célula e são produzidas nas mitocôndrias por meio da</p><p>respiração celular, que utiliza a energia química encontrada</p><p>nos nutrientes. Quanto mais mitocôndrias saudáveis, maior</p><p>será a propensão do organismo para transformar gordura</p><p>em energia. Portanto está correta a alternativa A.</p><p>UJJJ</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 1BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o processo não tem</p><p>como foco uma mudança na síntese de moléculas ou uma</p><p>diferenciação nos tipos a serem quebrados. A alternativa C</p><p>está incorreta, pois o aumento de carboidratos no sangue</p><p>indicaria menores índices de transformação das moléculas</p><p>em energia, aumentando os níveis glicêmicos e, portanto,</p><p>a propensão à estocagem de gordura. A alternativa D está</p><p>incorreta, pois o processo não prioriza fontes secundárias</p><p>de energia. Por fim, a alternativa E está incorreta, pois</p><p>aumentar a concentração de mitocôndrias não tem como</p><p>função manter o equilíbrio da atuação de enzimas.</p><p>QUESTÃO 94</p><p>Amostras de lava quente podem fornecer informações</p><p>relevantes sobre as câmaras de magma dos vulcões</p><p>(reservatórios de rocha líquida que se encontram abaixo</p><p>deles). A presença de magnésio (Mg) na amostra analisada</p><p>pode ser um indicativo da temperatura do material, já que,</p><p>quanto maior a quantidade dessa espécie na amostra, maior</p><p>é a temperatura da lava expelida pelo vulcão no momento</p><p>da erupção. Após entrar em contato com a atmosfera, a lava</p><p>se solidifica, como mostrado na figura a seguir:</p><p>Disponível em: <www.usgs.gov></p><p>Acesso em: 07 abr. 2024.</p><p>(Adaptação)</p><p>A presença do Mg na amostra analisada pode ser explicada</p><p>devido ao fato de o(a)</p><p>A. 	 energia de ionização dele ser baixa.</p><p>B. 	 temperatura de fusão dele ser elevada.</p><p>C. 	 temperatura de ebulição dele ser baixa.</p><p>D. 	 solubilidade dele diminuir em temperaturas elevadas.</p><p>E. 	 estado físico dele ser líquido a temperatura ambiente.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: A lava dos vulcões é constituída de rochas</p><p>em temperaturas tão elevadas que acabam por fundir as</p><p>substâncias presentes nela. Como o magnésio (Mg) é uma</p><p>substância metálica, ele apresenta altas temperaturas</p><p>de fusão (TF) e de ebulição (TE). Consequentemente,</p><p>PQ69</p><p>a sua presença pode ser um indicativo da temperatura da</p><p>lava, já que, segundo o texto, quanto maior a quantidade</p><p>de Mg na amostra em análise, maior também tende a ser</p><p>a temperatura da lava expelida pelo vulcão no momento da</p><p>erupção. Logo, a alternativa B está correta.</p><p>QUESTÃO 95</p><p>O hole in one é uma jogada no golfe na qual a bola</p><p>acerta diretamente o buraco com apenas uma tacada,</p><p>independentemente da distância do ponto de saída.</p><p>Na figura, um jogador de golfe disparou a bola do ponto</p><p>A, com velocidade inicial | |v0</p><p>���</p><p>e um ângulo � � �36 . Ela</p><p>passou tangenciando o ponto mais alto do morro e atingiu</p><p>o buraco localizado no ponto B, realizando um hole in one.</p><p>v0</p><p>θ</p><p>40 m</p><p>5 m</p><p>80 m</p><p>B</p><p>A</p><p>No local, | |</p><p></p><p>g é igual a 10 m/s2. Considere sen 36° = 0,6,</p><p>cos 36° = 0,8 e desprezível a ação de forças dissipativas.</p><p>Com base nas distâncias dadas e no ângulo de lançamento</p><p>da bola, qual deve ser o menor valor de | |v0</p><p>���</p><p>para realizar</p><p>a jogada hole in one?</p><p>A. 	 36 m/s</p><p>B. 	 50 m/s</p><p>C. 	 83 m/s</p><p>D. 	 111 m/s</p><p>E. 	 200 m/s</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Como a bola de golfe passa tangenciando</p><p>α</p><p>42°</p><p>38°</p><p>38°</p><p>Dessa forma, tem-se:</p><p>α + 42° = 90° ⇒ α = 48°</p><p>Portanto, o ângulo α é igual a igual a 48°.</p><p>7H5P</p><p>QUESTÃO 137</p><p>Um grupo de oito amigos se juntou em um grande</p><p>campo para fazer uma brincadeira de telefone de copos.</p><p>Essa brincadeira consiste em construir um equipamento</p><p>formado por dois copos amarrados nas extremidades de</p><p>um pedaço de barbante para que duas pessoas possam se</p><p>comunicar através dele. Eles produziram uma quantidade</p><p>de equipamentos contendo duplas de copos com um pedaço</p><p>de barbante, de modo que cada um dos oito amigos, que</p><p>ficaram posicionados como se estivessem nos vértices de</p><p>um octógono, tivesse um copo dedicado à comunicação</p><p>com os outros amigos.</p><p>A quantidade de pedaços de barbante utilizados na</p><p>confecção de todos os equipamentos foi igual a</p><p>A. 	 16.</p><p>B. 	 20.</p><p>C. 	 28.</p><p>D. 	 56.</p><p>E. 	 64.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: A quantidade de barbante contendo duplas de</p><p>copos é igual ao número de diagonais do octógono mais</p><p>o número de lados. O número de diagonais é dado por:</p><p>D n</p><p>n</p><p>�</p><p>�� �</p><p>�</p><p>�� �</p><p>�. .</p><p>3</p><p>2</p><p>8</p><p>8 3</p><p>2</p><p>20</p><p>Somando com a quantidade de lados, tem-se 20 + 8 = 28</p><p>segmentos. Como cada segmento corresponde a uma dupla</p><p>de copos, então seriam necessárias 28 duplas de copos.</p><p>Portanto, a quantidade de pedaços de barbante utilizados</p><p>na confecção de todos os equipamentos foi igual a 28.</p><p>QUESTÃO 138</p><p>Em uma fábrica de sucos, há dois reservatórios: 1 e 2.</p><p>No início do processo, o reservatório 1 se encontra com</p><p>água e é esvaziado segundo a equação V1(t) = t2 – 20t + 140,</p><p>em que V é o volume em litros e t, o tempo em minutos,</p><p>até atingir o valor mínimo da função dada, o qual equivale</p><p>a 20% da capacidade desse reservatório. Sabe-se que</p><p>a água que saiu do reservatório 1 abasteceu parte do</p><p>reservatório 2, que se encontrava inicialmente vazio.</p><p>Após a transferência da água, o reservatório 2 é</p><p>preenchido com polpa de frutas, segundo a equação</p><p>V2(t) = 20t – 5t2, até que seja atingido o valor máximo dessa</p><p>função. No final do processo, o reservatório 2 se encontra</p><p>com 75% de sua capacidade preenchida.</p><p>2SEX</p><p>IGBO</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 24 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Considerando-se que as reações no processo de mistura desses líquidos não alteram o volume deles, a soma das capacidades</p><p>dos reservatórios 1 e 2, em litro, é igual a</p><p>A. 	 300.</p><p>B. 	 316.</p><p>C. 	 326.</p><p>D. 	 350.</p><p>E. 	 360.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: No reservatório 1, a equação de esvaziamento é dada por V1 (t) = t2 – 20t + 140, em que a1 = 1; b1 = –20; c1 = 140.</p><p>Quando t = 0, ou seja, no início do processo, há 140 litros de água no reservatório 1, logo V0 = 140 litros.</p><p>Para a determinação do mínimo da função, tem-se:</p><p>V</p><p>a</p><p>b a c</p><p>a1</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>2</p><p>1 1</p><p>1</p><p>2</p><p>4</p><p>4</p><p>4</p><p>20 4 1 140</p><p>4</p><p>400 560</p><p>4</p><p>1</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� �� �</p><p>�</p><p>� � �� �</p><p>�</p><p>� �� �</p><p>�</p><p>� ( ) . . 660</p><p>4</p><p>40 401� � �V</p><p>Ou seja, o reservatório 1 se esvazia até atingir 40 litros, e o mínimo equivale a 20% de sua capacidade.</p><p>Assim, a capacidade C1 do reservatório 1 é 5 vezes maior, ou seja, C1 = 200 litros.</p><p>Agora, para o cálculo do volume de água transferido de 1 para 2, tem-se:</p><p>V = V0 – V1 = 140 – 40 = 100 litros ⇒ V = 100 litros</p><p>Dessa maneira, 100 litros de água foram transferidos do reservatório 1 para o 2. Logo, no reservatório 2 há 100 litros de</p><p>água, pois ele se encontrava inicialmente vazio.</p><p>A equação de enchimento do reservatório 2 é dada por V2(t) = 20t – 5t2, logo a2 = –5; b2 = 20; c2 = 0. Assim, a determinação</p><p>do máximo da função é:</p><p>V</p><p>a</p><p>b a c</p><p>a2</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>2 2</p><p>2</p><p>2</p><p>4</p><p>4</p><p>4</p><p>20</p><p>4 5</p><p>400</p><p>20</p><p>400</p><p>20</p><p>2�</p><p>�</p><p>�</p><p>� �� �</p><p>�</p><p>� � �</p><p>�</p><p>�</p><p>�� �</p><p>�</p><p>� �</p><p>� ( )</p><p>. ( )</p><p>00 202� �V</p><p>Ou seja, o reservatório 2 recebe 20 litros de polpa de fruta. Como já havia 100 litros de água no reservatório 2, agora</p><p>há 120 litros de mistura. O volume da mistura (120 litros) equivale a 75% da capacidade do reservatório 2, assim, a</p><p>capacidade C2 do reservatório 2 é C2 = 160 litros.</p><p>Portanto, a soma da capacidade dos dois reservatórios é igual a:</p><p>C = C1 + C2 = 200 + 160 = 360 litros ⇒ C = 360 litros</p><p>Assim, a alternativa correta é a E.</p><p>QUESTÃO 139</p><p>Para aumentar a dificuldade de uma competição de tiro ao alvo com arco e flecha, o centro do alvo circular foi coberto</p><p>por um triângulo de papel. Sabe-se que esse triângulo é escaleno, estando seus vértices exatamente sobre a circunferência</p><p>do contorno do alvo, como apresentado na figura a seguir:</p><p>Sabe-se que um dos competidores acertou a flecha exatamente no centro desse alvo e identificou o local como ponto P.</p><p>Com relação ao triângulo de papel, P representaria o ponto notável denominado</p><p>A. 	 vértice.</p><p>B. 	 incentro.</p><p>C. 	 ortocentro.</p><p>D. 	 baricentro.</p><p>E. 	 circuncentro.</p><p>XZ1O</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 25BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: O circuncentro de um triângulo, ponto de encontro das suas mediatrizes, é o centro da circunferência circunscrita</p><p>ao triângulo. Assim sendo, está à mesma distância dos três vértices.</p><p>Como o triângulo de papel está inscrito na circunferência que representa o alvo, o circuncentro é justamente o</p><p>ponto P, local onde o competidor acertou a flecha.</p><p>QUESTÃO 140</p><p>Um certo vírus de computador afeta o sistema de modo que, toda vez que um número de mais de um algarismo é</p><p>digitado, o número que aparece na tela contém os mesmos algarismos do número digitado, porém, em uma ordem diferente.</p><p>Após algumas observações, foi constatado que, para um número de seis algarismos, o valor que aparecia na tela tinha as</p><p>seguintes diferenças em relação ao número digitado:</p><p>• O algarismo das unidades simples era trocado com o das centenas de milhar;</p><p>• O algarismo das dezenas simples era trocado com o das unidades de milhar;</p><p>• O algarismo das centenas simples era trocado com o das dezenas de milhar.</p><p>Uma pessoa digitou um número de seis algarismos em um computador infectado com o vírus em questão e o número</p><p>que apareceu na tela foi 421 079.</p><p>A diferença entre os valores do número digitado e do número que apareceu na tela é igual a</p><p>A. 	 486 045.</p><p>B. 	 486 135.</p><p>C. 	 549 135.</p><p>D. 	 549 162.</p><p>E. 	 907 214.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Como o número que apareceu na tela do computador foi 421 079, fazendo-se as respectivas trocas, tem-se</p><p>que o número digitado foi 907 214. Calculando a diferença entre esses números, tem-se:</p><p>Portanto, a diferença entre o número digitado e o número que apareceu na tela é igual a 486 135.</p><p>QUESTÃO 141</p><p>A tabela a seguir apresenta os valores nutricionais de 1 unidade de banana-prata.</p><p>Banana-prata</p><p>(1 unidade, aproximadamente 80 g)</p><p>Quantidade por porção Valores diários</p><p>Valor energético 84 kcal 4%</p><p>Carboidratos 20,3 g 7%</p><p>Magnésio 23,4 mg 9%</p><p>Fibras 1,56 g 6%</p><p>Vitamina C 17,2 mg 38%</p><p>Potássio 286 mg 8%</p><p>CERQUETANI, S. “Yes, nós temos bananas”: fruta contribui para saúde do coração e saciedade.</p><p>Disponível em: <www.uol.com.br>. Acesso em: 11 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>AHDL</p><p>OYQJ</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 26 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Os valores diários recomendados na tabela foram adotados para a alimentação diária de um certo paciente antes de ele</p><p>ter passado por um tratamento de saúde. Após passar por esse tratamento, ele deverá seguir uma nova dieta, segundo a</p><p>qual precisa diminuir o consumo de carboidratos diários em 79%, limitando a ingestão de carboidratos apenas ao consumo de</p><p>banana-prata durante o tempo recomendado pela equipe médica. O objetivo da dieta é diminuir os carboidratos consumidos</p><p>sem que haja diminuição da ingestão dos demais nutrientes (como o potássio), de acordo com o valor recomendado para</p><p>o consumo diário, e isso pode ser feito a partir do consumo de outros alimentos ou do uso de suplementos vitamínicos.</p><p>Seguindo a nova dieta, além do potássio obtido do consumo diário de bananas-prata, a quantidade desse nutriente mineral,</p><p>em miligrama, que esse paciente deverá ingerir para completar a necessidade diária é igual a</p><p>A. 	 290.</p><p>B. 	 750.</p><p>C. 	 858.</p><p>D. 	 2 717.</p><p>E. 	 3 289.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: De acordo com a tabela, 20,3 g de carboidratos correspondem</p><p>a 7% dos valores diários, assim:</p><p>20 3</p><p>7 100</p><p>290,</p><p>% %</p><p>g x x g� � �</p><p>Logo, antes do tratamento, o consumo diário de carboidratos era de 290 g, como recomendado pela tabela. Com a redução</p><p>de 79% da ingestão de carboidratos, o novo consumo deve ser de 21% do total original, ou seja, 0,21 . 290 = 60,9 gramas.</p><p>Como uma banana-prata tem 7% do valor recomendado diário de carboidratos, será necessário comer 3 bananas</p><p>por dia para atingir a quantidade de carboidratos da nova dieta. Nessas três bananas, por sua vez, há 3 . 286 = 858 mg de</p><p>potássio, ou 3 . 8% = 24% do consumo diário necessário dessa substância.</p><p>Logo, para completar a necessidade diária de potássio, faltam 100% – 24% = 76% ou y miligramas, os quais deverão ser</p><p>obtidos de outras fontes (alimentos ou suplementos vitamínicos):</p><p>286</p><p>8 76</p><p>2 717mg y y mg</p><p>% %</p><p>� � �</p><p>Portanto, seguindo a nova dieta, além do consumo diário de bananas-prata, a quantidade de potássio que esse paciente</p><p>deverá ingerir para completar a necessidade diária é igual a 2 717 mg.</p><p>QUESTÃO 142</p><p>No mapa a seguir, estão apresentadas oito localidades de início e término de quatro minerodutos de escoamento de</p><p>minério de ferro de Minas Gerais para os estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.</p><p>CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO</p><p>MORRO DO PILAR</p><p>MARIANA</p><p>CONGONHAS</p><p>LINHARES</p><p>PORTO PRESIDENTE KENNEDY</p><p>ANCHIETA</p><p>SÃO JOÃO DA BARRA</p><p>Disponível em: <www.hojeemdia.com.br>.</p><p>Acesso em: 12 ago. 2022. (Adaptação)</p><p>KLML</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 27BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Um estudante decidiu traçar um triângulo unindo três dessas localidades: Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar e Mariana.</p><p>No entanto, ao tentar unir essas três localidades, isso não foi possível. Um motivo provável foi o de que</p><p>A. 	 a distância entre duas delas era maior do que a diferença das demais distâncias.</p><p>B. 	 a distância entre duas delas era menor do que a soma das demais distâncias.</p><p>C. 	 as três localidades se encontravam sobre um mesmo segmento de reta.</p><p>D. 	 as distâncias entre as localidades eram iguais.</p><p>E. 	 as três localidades eram coincidentes.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Uma das condições necessárias para a existência de um triângulo é que os seus vértices não sejam colineares</p><p>(ou seja, que não se encontrem sobre uma mesma reta ou segmento de reta).</p><p>Desse modo, caso as localidades se encontrem sobre um mesmo segmento de reta (como é o caso de Conceição do Mato</p><p>Dentro, Morro do Pilar e Mariana), não haveria como construir um triângulo.</p><p>QUESTÃO 143</p><p>Um professor realizou uma pesquisa a respeito das preferências de lazer e dos hábitos de sono dos alunos de sua turma.</p><p>Depois disso, ele selecionou as preferências de lazer e os hábitos de sono de três estudantes (Fred, Hugo e Conrado) e criou</p><p>um desafio para que os outros alunos tentassem resolver. Ele informou aos alunos que um dos estudantes selecionados</p><p>gosta de jogar futebol, o outro gosta de tocar violão e o outro gosta de jogar videogame, não necessariamente nessa</p><p>ordem, e que um deles tem o hábito de dormir 7 horas por noite, um outro, 9 horas, e um terceiro, 10 horas, regularmente.</p><p>Adicionalmente, ele deu as seguintes dicas:</p><p>“Quem gosta de tocar violão dorme menos que 9 horas por noite.</p><p>Hugo gosta de jogar futebol, mas não dorme 10 horas por noite.</p><p>Conrado não toca violão.”</p><p>Sendo assim, com relação às preferências de lazer e hábitos de sono dos três estudantes em questão, tem-se que o nome</p><p>de quem dorme mais horas por noite e a sua respectiva preferência de lazer são:</p><p>A. 	 Fred, violão.</p><p>B. 	 Hugo, futebol.</p><p>C. 	 Conrado, futebol.</p><p>D. 	 Fred, videogame.</p><p>E. 	 Conrado, videogame.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Conforme as informações, tem-se que quem gosta de tocar violão dorme menos que 9 horas por noite,</p><p>ou seja, 7 horas. Como Hugo gosta de jogar futebol e Conrado não toca violão, necessariamente Fred é quem toca violão</p><p>e dorme 7 horas por noite. Adicionalmente, como Hugo não dorme 10 horas por noite, necessariamente ele dorme 9 horas</p><p>por noite, e Conrado dorme 10 horas por noite, de modo que:</p><p>Nome Lazer Horas de sono</p><p>Fred Violão 7</p><p>Hugo Futebol 9</p><p>Conrado Videogame 10</p><p>Portanto, o nome de quem dorme mais horas por noite e a sua respectiva preferência de lazer são: Conrado, videogame.</p><p>QUESTÃO 144</p><p>O exame de ultrassom é utilizado em diversas áreas da medicina e consiste na emissão de ondas sonoras de alta</p><p>frequência que, a partir da sua reflexão, permitem a criação de imagens interiores do corpo humano. As ondas sonoras se</p><p>propagam pelo ar gerando periódicas zonas de alta e baixa pressão e, por tal comportamento, podem ser descritas por</p><p>funções trigonométricas.</p><p>2G2H</p><p>9CWM</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 28 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Um aparelho de ultrassonografia emite ondas sonoras</p><p>na forma , com a e b pertencentes</p><p>ao conjunto dos números reais, e sendo m > 0 e 0 � �n �.</p><p>Para que haja uma perfeita calibragem, deve-se garantir que</p><p>seu período seja igual a π e que a imagem dessa função</p><p>seja [3, 13], com f(0) = 8.</p><p>A perfeita calibragem desse aparelho de ultrassonografia</p><p>se dá quando a função utilizada é dada por:</p><p>A. 	 x5 2</p><p>2</p><p>8. cos</p><p>B. 	 x5</p><p>3 2</p><p>5. cos</p><p>C. 	 xcos 2</p><p>3</p><p>3</p><p>D. 	 x3 13. cos</p><p>E. 	 x13 3. cos</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Sendo a uma constante positiva, o máximo</p><p>da função f(x) = a . cos(mx + n) + b se dá quando o valor</p><p>do cosseno é 1 e, o mínimo, quando o valor do cosseno</p><p>é –1 (quando a constante a é negativa, esses valores se</p><p>invertem). Logo, substituindo os valores do cosseno na</p><p>função, sendo f(x)min = 3 e f(x)max = 13, tem-se o seguinte</p><p>sistema:</p><p>a b</p><p>a b</p><p>b a</p><p>b a</p><p>b</p><p>.</p><p>. ( )</p><p>1 13</p><p>1 3</p><p>13</p><p>3</p><p>2 16</p><p>� �</p><p>� � �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� �</p><p>� �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>��</p><p>�</p><p>�</p><p>Logo, b = 8 e a + 8 = 13 ⇒ a = 5.</p><p>Assim, o período (P) da função f(x) = 5 . cos(mx + n) + 8 é</p><p>dado por P</p><p>m</p><p>�</p><p>2� . Como m > 0 e o período dever ser igual</p><p>a π, tem-se que � �</p><p>� � �</p><p>2 2</p><p>m</p><p>m . Por fim, a imagem da</p><p>função em zero vale 8, ou seja:</p><p>f n</p><p>n n</p><p>0 5 2 0 8 8</p><p>8 8</p><p>5</p><p>0</p><p>� � � �� � � � �</p><p>�</p><p>�</p><p>� �</p><p>. .</p><p>( ) cos</p><p>cos</p><p>cos</p><p>Como 0 � �n �, o único ponto que satisfaz essa igualdade</p><p>é n � �</p><p>2</p><p>.</p><p>Portanto, a perfeita calibragem desse aparelho de</p><p>ultrassonografia se dá quando a função utilizada é dada</p><p>por x5 2</p><p>2</p><p>8. cos .</p><p>QUESTÃO 145</p><p>Em certo restaurante, no qual os clientes podem</p><p>fazer pedidos online, o preço de uma refeição é</p><p>calculado pelo aplicativo de compras usando a expressão</p><p>V(x) = 80 – 0,1x, em que V representa o valor da refeição,</p><p>em real, em função da quantidade x de pedidos online já</p><p>realizados no dia. Em um dia promocional, o aplicativo</p><p>do restaurante fornecerá um desconto extra calculado</p><p>em função do valor da refeição do cliente, de modo que a</p><p>expressão H(V) = 0,95V calcula o valor H a ser pago pelo</p><p>cliente após o desconto ser aplicado ao preço V da sua</p><p>refeição.</p><p>A expressão que calcula o valor H que será cobrado por uma</p><p>refeição em um dia promocional, em função da quantidade x</p><p>de pedidos já realizados nesse dia, no restaurante, é dada</p><p>por:</p><p>A. 	 H = 76 – 0,095x</p><p>B. 	 H = 76 – 0,100x</p><p>C. 	 H = 76 – 0,950x</p><p>D. 	 H = 80 – 0,095x</p><p>E. 	 H = 80 – 0,950x</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Como V(x) calcula o valor da refeição em</p><p>função da quantidade x de pedidos que já foram feitos no</p><p>aplicativo naquele dia, e H(V) calcula o valor a ser pago</p><p>pela refeição no dia da promoção, o valor a ser pago nesse</p><p>dia, em função da quantidade de pedidos que já foram</p><p>feitos, é dado pela função composta H(V(x)), ou seja:</p><p>H(V(x)) = 0,95 . (80 – 0,1x) H(V(x)) = 76 – 0,095x</p><p>Portanto, a expressão solicitada é dada por H = 76 – 0,095x.</p><p>QUESTÃO 146</p><p>No treinamento teórico para uma apresentação acro-</p><p>bática, estuda-se a realização de um movimento periódico</p><p>no ar, em que a altura H do avião, em metro, é apresentada</p><p>em função do tempo t, em segundo, durante o período de</p><p>2π segundos, conforme representado na senoide a seguir:</p><p>Altura (metro)</p><p>100</p><p>200</p><p>300</p><p>400</p><p>500</p><p>600</p><p>Tempo (segundo)</p><p>0 π 2π</p><p>NT8K</p><p>6CKL</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 29BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>A</p><p>expressão que calcula H em função de t, durante o intervalo apresentado, é dada por:</p><p>A. 	 H = 500 . sen(t)</p><p>B. 	 H = sen(t) + 400</p><p>C. 	 H = sen(t) + 500</p><p>D. 	 H = 100 . sen(t) + 400</p><p>E. 	 H = 100 . sen(t) + 500</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: A função dada é uma função seno do tipo H = A . sen(t) + B. Ela passa pelo ponto (0, 500), ou seja:</p><p>500 = A . sen(0) + B ⇒ B = 500</p><p>Como se trata de uma senoide, seu ponto de máximo ocorre em π</p><p>2</p><p>. Logo, outro ponto da função é dado por �</p><p>2</p><p>600,�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�,</p><p>de forma que:</p><p>600</p><p>2</p><p>500 500 100� �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� � � � � �A sen A A. �</p><p>Portanto, a expressão que calcula a altura H do avião em função do tempo t, durante o intervalo apresentado, é dada por</p><p>H = 100 . sen(t) + 500.</p><p>QUESTÃO 147</p><p>O maquinário de uma empresa está sendo reformulado. Com isso, o sócio majoritário pretende comprar um equipamento</p><p>com formato de bloco retangular com 21 m de comprimento, a ser instalado paralelamente à parede do galpão principal,</p><p>que é totalmente fechado por paredes. Uma planta para planejamento da disposição do novo maquinário começou a ser</p><p>traçada, na escala 1 : 60, em que o galpão é representado em formato retangular. Sabe-se que, por questões de segurança,</p><p>no local designado para esse equipamento deve ser respeitada uma distância mínima de 1,2 m em relação aos demais</p><p>equipamentos ou paredes, para o manejo adequado em caso de manutenção, por exemplo.</p><p>Sendo assim, na planta, o local designado a esse equipamento deve ter comprimento mínimo, em centímetro, igual a</p><p>A. 	 25.</p><p>B. 	 35.</p><p>C. 	 37.</p><p>D. 	 39.</p><p>E. 	 41.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: O equipamento em questão tem 21 m de comprimento, sendo que deve ser acrescido ao menos 1,2 m de</p><p>cada lado. Desse modo, o comprimento mínimo do local destinado ao equipamento será de 21 + 1,2 + 1,2 = 23,4 m.</p><p>Como a planta tem suas medidas em centímetros, deve-se transformar o comprimento mínimo desse local, dado em</p><p>metro, para centímetro, ou seja, como 1 m = 100 cm, tem-se 23,4 . 100 = 2 340 cm.</p><p>Utilizando a escala dada (1 : 60), tem-se que cada 60 cm do mundo real equivalem a 1 cm na representação na planta.</p><p>Assim, o comprimento mínimo desse local (x) é dado por:</p><p>1</p><p>60 2 340</p><p>39� � �</p><p>x x cm</p><p>Portanto, o local designado a esse equipamento na planta deve ter comprimento mínimo igual a 39 cm.</p><p>QUESTÃO 148</p><p>Uma doceira está inovando ao fazer bolos em formatos diferentes dos tradicionais, que são geralmente circulares.</p><p>Sabe-se que, independentemente do formato do bolo, o valor cobrado é de R$ 5,00 a cada 100 cm2 de área na parte</p><p>de cima do bolo. Na figura a seguir, estão apresentadas, fora de escala, as vistas superiores de cinco modelos de bolos</p><p>disponíveis, com suas medidas indicadas.</p><p>JTXI</p><p>RPQN</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 30 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>50 cm</p><p>20 cm</p><p>15 cm</p><p>15</p><p>c</p><p>m</p><p>45 cm</p><p>30</p><p>c</p><p>m</p><p>30 cm</p><p>40</p><p>c</p><p>m</p><p>40 cm</p><p>80 cm</p><p>11 cm</p><p>Entre os modelos de bolo apresentados, o mais barato custa um total de</p><p>A. 	 R$ 22,50.</p><p>B. 	 R$ 39,60.</p><p>C. 	 R$ 40,00.</p><p>D. 	 R$ 45,00.</p><p>E. 	 R$ 50,00.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: As áreas de cada bolo são tais que:</p><p>50 cm</p><p>20 cm</p><p>15 cm</p><p>15</p><p>c</p><p>m</p><p>45 cm 30</p><p>c</p><p>m</p><p>30 cm</p><p>40</p><p>c</p><p>m</p><p>40 cm</p><p>80 cm</p><p>11 cm</p><p>I</p><p>IV</p><p>II</p><p>V</p><p>III</p><p>I. Retângulo 50 × 20: 50 . 20 = 1 000 cm2</p><p>II. Triângulo retângulo: 40 40</p><p>2</p><p>. = 800 cm2</p><p>III. Retângulo 11 × 80: 11 . 80 = 880 cm2</p><p>IV. Trapézio:</p><p>15 15 45</p><p>2</p><p>450</p><p>. �� �</p><p>� cm2</p><p>V. Quadrado: 30 . 30 = 900 cm2</p><p>Logo, o bolo com menor área é o trapezoidal, e, como a cada 100 cm2 são cobrados R$ 5,00, seu preço será dado por:</p><p>5 450</p><p>100</p><p>22 50. ,=</p><p>Portanto, entre os modelos de bolo apresentados, o mais barato custa um total de R$ 22,50.</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 31BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 149</p><p>Um pesquisador estava manipulando expressões que</p><p>envolviam ondas sonoras e, para determinado fenômeno,</p><p>como seu objetivo era encontrar a amplitude que</p><p>representava essa onda, calculou a solução da equação</p><p>2sen(x) . cos(x) + cos(x) = 0.</p><p>Sabendo que apenas soluções no intervalo [0, 2π] eram</p><p>suficientes para a análise do pesquisador, quantas soluções</p><p>ele encontrou para a equação?</p><p>A. 	 2</p><p>B. 	 3</p><p>C. 	 4</p><p>D. 	 5</p><p>E. 	 6</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Colocando cos(x) em evidência na equação,</p><p>tem-se:</p><p>cos(x) . (2sen(x) + 1) = 0</p><p>Assim:</p><p>cos</p><p>cos</p><p>x ou sen x</p><p>x x ou x</p><p>sen x sen x</p><p>� � � � � � �</p><p>� � � � � �</p><p>� � � � �</p><p>0 2 1 0</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>2</p><p>2 1 0 2</p><p>� �</p><p>�� � � � � � � � � �</p><p>� �</p><p>1 1</p><p>2</p><p>7</p><p>6</p><p>11</p><p>6</p><p>sen x</p><p>x ou x� �</p><p>Portanto, há 4 soluções no intervalo pedido.</p><p>QUESTÃO 150</p><p>Um brinquedo, construído em uma praça para o</p><p>entretenimento das crianças, contém uma rampa de</p><p>10 metros de comprimento que tangencia um túnel, o qual</p><p>tem o formato de um semicírculo, de modo que a outra</p><p>extremidade da rampa toca o solo a uma distância de</p><p>5 metros da lateral desse túnel, como apresentado na</p><p>figura a seguir:</p><p>10 m</p><p>5 m</p><p>RHØV</p><p>SIW6</p><p>A medida do raio do túnel, em metro, é igual a</p><p>A. 	 2,5.</p><p>B. 	 5,0.</p><p>C. 	 7,5.</p><p>D. 	 10,0.</p><p>E. 	 15,0.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: A reta que tangencia uma circunferência</p><p>no ponto P é perpendicular ao segmento OP, em que O</p><p>é o centro da circunferência. Sendo r o raio do túnel, a</p><p>situação é tal que:</p><p>r</p><p>10 m</p><p>5 m</p><p>P</p><p>O</p><p>r</p><p>B</p><p>Assim, tem-se que o triângulo OPB é retângulo, de modo</p><p>que, pelo Teorema de Pitágoras:</p><p>102 + r2 = (r + 5)2 ⇒</p><p>100 + r2 = r2 + 10r + 25 ⇒</p><p>10r = 75 ⇒</p><p>r = 7,5</p><p>Portanto, a medida do raio desse túnel é igual a 7,5 m.</p><p>QUESTÃO 151</p><p>Os algoritmos estão presentes em praticamente</p><p>todas as programações de dispositivos tecnológicos da</p><p>atualidade. Uma das principais preocupações com relação</p><p>aos algoritmos está relacionada à sua complexidade, que</p><p>está associada com seu tempo de execução. Para medir</p><p>a complexidade de um algoritmo, é necessário observar a</p><p>quantidade de operações realizadas e o tempo utilizado</p><p>para cumprir seu objetivo.</p><p>Disponível em: <https://homepages.dcc.ufmg.br>.</p><p>Acesso em: 23 fev. 2024. (Adaptação)</p><p>As complexidades de tempo de dois algoritmos,</p><p>A1 e A2, são mensuradas em ordens exponenciais. Para</p><p>que dois algoritmos sejam executados de forma aninhada</p><p>em um programa, é necessário que suas complexidades</p><p>de tempo sejam multiplicadas entre si. Sabe-se que a</p><p>complexidade de tempo de A1 é igual a 123,5 segundos e</p><p>que a complexidade de tempo de A2 é igual a 33,5 segundos.</p><p>6Z84</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 32 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>A complexidade de tempo resultante da execução de forma aninhada dos algoritmos A1 e A2, em segundo, é dada por</p><p>A. 	 63,5.</p><p>B. 	 67.</p><p>C. 	 614.</p><p>D. 	 153,5.</p><p>E. 	 157.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Seja C a complexidade de tempo resultante. Como os algoritmos A1</p><p>e A2</p><p>estão aninhados, então</p><p>C = 123,5 . 33,5. Aplicando a propriedade de um produto de mesma potência, tem-se que C � � � �12 3 36</p><p>7</p><p>2</p><p>7</p><p>2. . Aplicando a</p><p>propriedade da multiplicação de potências e a propriedade de transformação de expoente racional em raiz, tem-se:</p><p>C �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� � � � �36 36 6</p><p>1</p><p>2</p><p>7</p><p>7</p><p>7</p><p>Portanto, C = 67 segundos.</p><p>QUESTÃO 152</p><p>Em uma fazenda, a quantidade de água necessária para irrigar um campo de plantação de milho é diretamente</p><p>proporcional à área desse campo. Para uma área de 2 hectares, são necessários 60 000 litros de água por semana.</p><p>Para a nova safra, o produtor responsável pretende ampliar a área do campo de plantação de milho, aumentando-a em</p><p>3 hectares em relação à anterior.</p><p>Nessas condições, mantendo-se a proporção de consumo de água por hectare, o aumento do consumo de água por</p><p>semana, em litro, será de</p><p>A. 	 24 000.</p><p>B. 	 30 000.</p><p>C. 	 40 000.</p><p>D. 	 90 000.</p><p>E. 	 150 000.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: A nova safra contará com 5 hectares, e pede-se que o aumento do consumo de água mantenha a proporção</p><p>de consumo em relação à área da plantação. Assim, fazendo-se uma regra de três simples, tem-se que o aumento x do</p><p>consumo de água é proporcional ao aumento em 3 ha da área, de modo que:</p><p>2 hectares _____ 60 000 litros</p><p>3 hectares _____ x</p><p>Resolvendo a regra de três apresentada, tem-se:</p><p>2x = 3 . 60 000 ⇒ 2x = 180</p><p>000 ⇒ x = 90 000</p><p>Portanto, o consumo de água aumentará em 90 000 litros por semana.</p><p>QUESTÃO 153</p><p>A Petrobras vai aumentar o preço dos combustíveis nas refinarias a partir de quarta-feira, 25 de janeiro de 2024.</p><p>O preço médio passa para 3,31 reais, uma alta de 7,5%. Esse é o primeiro aumento nos preços da gasolina desde junho</p><p>de 2022, quando a petroleira subiu os preços em 5%. O último reajuste dos preços da gasolina havia sido realizado em</p><p>dezembro de 2023, com redução de 6%.</p><p>Disponível em: <https://veja.abril.com.br>. Acesso em: 20 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>Considerando-se que os três reajustes no preço da gasolina citados no texto aconteceram de forma sucessiva, o valor final</p><p>da gasolina, em relação ao valor anterior a esses reajustes, apresentou um aumento percentual mais próximo de</p><p>A. 	 5,8%.</p><p>B. 	 6,1%.</p><p>C. 	 6,5%.</p><p>D. 	 18,5%.</p><p>E. 	 19,7%.</p><p>W6RH</p><p>42LM</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 33BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Os reajustes citados, na ordem de acontecimento, foram um aumento de 5% (1,05) em junho de 2022,</p><p>uma redução de 6% (0,94) em dezembro de 2023, e um aumento de 7,5% (1,075) em janeiro de 2024. Assim, sendo x o</p><p>valor da gasolina antes desses reajustes, tem-se que o valor após os reajustes é dado por:</p><p>x . 1,075 . 0,94 . 1,05 = 1,061025x</p><p>Logo, o aumento percentual foi de 100 . (1,061025 – 1) = 6,1025.</p><p>Portanto, o valor final da gasolina, em relação ao valor anterior aos reajustes, apresentou um aumento percentual mais</p><p>próximo de 6,1%.</p><p>QUESTÃO 154</p><p>Um empresário planeja investir um valor a juros simples para resgatar em 3 meses a uma taxa de 20% ao mês.</p><p>Ele verificou que o valor bruto ideal para resgatar ao final do prazo seria de R$ 40 000,00.</p><p>Considerando a previsão do empresário, qual deve ser o valor que ele deve investir para obter o valor bruto ideal de resgate?</p><p>A. 	 R$ 24 000,00</p><p>B. 	 R$ 25 000,00</p><p>C. 	 R$ 28 571,43</p><p>D. 	 R$ 33 333,33</p><p>E. 	 R$ 64 000,00</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Como o regime é de juros simples, tem-se:</p><p>M = C + J = C + Cit = C(1 + it)</p><p>Sendo M = 40 000, i = 0,2 e t = 3, tem-se:</p><p>C . (1 + 0,2 . 3) = 40 000</p><p>1,6C = 40 000</p><p>C = R$ 25 000,00</p><p>Assim, o valor que o empresário deve investir é R$ 25 000,00.</p><p>QUESTÃO 155</p><p>O robô montado pelos estudantes de Robótica de determinada turma se movimenta a partir de comandos digitados em</p><p>um software de computador. Na figura a seguir, está representada uma de suas trajetórias, em que o robô, voltado para oeste,</p><p>parte do ponto A e segue para o ponto B e, em seguida, segue para o ponto C, conforme os seguintes comandos digitados:</p><p>• Siga em frente por 10 metros;</p><p>• Gire 150° no sentido horário;</p><p>• Siga em frente por 15 metros.</p><p>15 m</p><p>10 m</p><p>150°</p><p>30°</p><p>B</p><p>A</p><p>C</p><p>DADD</p><p>IJYK</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 34 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Em uma segunda situação, envolvendo distâncias</p><p>maiores, o robô percorreu uma trajetória DEFD, gerada</p><p>com cinco comandos, estando os três primeiros descritos</p><p>a seguir:</p><p>• Siga em frente por 50 metros;</p><p>• Gire 120° no sentido horário;</p><p>• Siga em frente por 80 metros.</p><p>F</p><p>80</p><p>m</p><p>50 m</p><p>D</p><p>E</p><p>120°</p><p>Considerando que o robô percorreu uma linha reta para</p><p>retornar do ponto F ao ponto D, a distância completa da</p><p>trajetória DEFD percorrida por ele tem medida, em metro,</p><p>igual a</p><p>A. 	 65.</p><p>B. 	 70.</p><p>C. 	 130.</p><p>D. 	 195.</p><p>E. 	 200.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Chamando o comprimento do segmento FD</p><p>de x, tem-se a seguinte situação:</p><p>F</p><p>80</p><p>m</p><p>50 m</p><p>D</p><p>E</p><p>120°</p><p>60°</p><p>x</p><p>Logo, é possível aplicar a Lei dos Cossenos. Assim:</p><p>x</p><p>x</p><p>x</p><p>2 2 2</p><p>2</p><p>2</p><p>50 80 2 50 80 60</p><p>2 500 6 400 2 50 80 1</p><p>2</p><p>8 900</p><p>� � � � �</p><p>� � � �</p><p>� �</p><p>. . . cos</p><p>. . .</p><p>44 000 4 900</p><p>70</p><p>� �</p><p>�x</p><p>Logo, a trajetória completa mede 50 + 80 + 70 = 200 m.</p><p>Portanto, a distância completa da trajetória DEFD percorrida</p><p>por esse robô tem medida igual a 200 m.</p><p>QUESTÃO 156</p><p>Um ano-luz é o equivalente a cerca de 9,46 trilhões de</p><p>quilômetros no total, o que significa que a luz pode percorrer</p><p>essa distância em um ano terrestre (365 dias).</p><p>Disponível em: <www.nationalgeographicbrasil.com>.</p><p>Acesso em: 20 mar. 2024. [Fragmento]</p><p>Sabe-se que a galáxia mais próxima da Terra,</p><p>Andrômeda, está a 2,5 milhões de anos-luz de distância</p><p>desse planeta.</p><p>A distância da galáxia Andrômeda até a Terra, em</p><p>quilômetro, é de aproximadamente</p><p>A. 	 2,365 . 1012.</p><p>B. 	 2,365 . 1016.</p><p>C. 	 2,365 . 1018.</p><p>D. 	 2,365 . 1019.</p><p>E. 	 2,365 . 1022.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: De acordo com o texto-base, 1 ano-luz</p><p>equivale à distância de aproximadamente 9,46 trilhões de</p><p>quilômetros, ou seja, 9 460 000 000 000 km = 9,46 . 1012 km.</p><p>A distância de Andrômeda à Terra é de 2,5 milhões de</p><p>anos-luz, ou seja, 2 500 000 . 9,46 . 1012 km. Desenvolvendo,</p><p>tem-se:</p><p>2,5 . 106 . 9,46 . 1012 = 23,65 . 1018 = 2,365 . 1019</p><p>Portanto, a distância da galáxia Andrômeda até a Terra é</p><p>de, aproximadamente, 2,365 . 1019 km.</p><p>QUESTÃO 157</p><p>Para comparação de dois ou mais conjuntos de dados,</p><p>a estatística utiliza o desvio-padrão, desde que esses dados</p><p>estejam na mesma unidade de medida. Caso os conjuntos</p><p>de dados sejam medidos em grandezas diferentes (unidades</p><p>de medida diferentes), a comparação será feita utilizando</p><p>o coeficiente de variação (CV), cuja fórmula é dada em</p><p>porcentagem pela expressão a seguir, em que S é o</p><p>desvio-padrão da amostra e X é a média aritmética dos</p><p>dados:</p><p>CV S</p><p>X</p><p>= . 100</p><p>Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br>.</p><p>Acesso em: 5 jan. 2022 (Adaptação).</p><p>Um grupo de pesquisadores estava analisando os</p><p>dados de cinco amostras, sendo que em cada uma delas</p><p>os dados são medidos em grandezas diferentes. Por isso,</p><p>para a análise, eles estão usando o coeficiente de variação</p><p>para comparar essas amostras. A tabela a seguir mostra os</p><p>dados dessas amostras:</p><p>CQLA</p><p>GEL9</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 35BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Amostra S X</p><p>A 3 15</p><p>B 2,5 10</p><p>C 4 25</p><p>D 4,5 18</p><p>E 1,2 12</p><p>Nessas condições, a amostra analisada cujo coeficiente de variação é o menor é:</p><p>A. 	 A</p><p>B. 	 B</p><p>C. 	 C</p><p>D. 	 D</p><p>E. 	 E</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Calculando o coeficiente de variação para cada amostra, tem-se:</p><p>Amostra A: CV = = =</p><p>3</p><p>15</p><p>100 0 2 100 20. , . %</p><p>Amostra B: CV = = =</p><p>2 5</p><p>10</p><p>100 0 25 100 25, . , . %</p><p>Amostra C: CV = = =</p><p>4</p><p>25</p><p>100 0 16 100 16. , . %</p><p>Amostra D: CV = = =</p><p>4 5</p><p>18</p><p>100 0 25 100 25, . , . %</p><p>Amostra E: CV = = =</p><p>1 2</p><p>12</p><p>100 0 1 100 10, . , . %</p><p>Assim, o menor coeficiente é o da amostra E.</p><p>QUESTÃO 158</p><p>Durante um fim de semana, uma churrascaria lançou uma promoção na qual o rodízio individual foi vendido por</p><p>R$ 85,00, enquanto o valor do rodízio para casais era de R$ 140,00 para a dupla. Durante o período promocional,</p><p>210 pessoas usufruíram do rodízio nessa churrascaria. Ao final da promoção, a churrascaria registrou uma arrecadação</p><p>total de R$ 16 500,00 com o rodízio.</p><p>A fim de verificar se a promoção foi efetiva, o gerente da churrascaria calculou o total de rodízios vendidos para casais,</p><p>que foi igual a</p><p>A. 	 45.</p><p>B. 	 90.</p><p>C. 	 105.</p><p>D. 	 120.</p><p>E. 	 180.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Sejam x a quantidade de pessoas que foram sozinhas ao rodízio e y a quantidade de casais, tem-se:</p><p>Substituindo I em II, tem-se:</p><p>85 210 2 140 16 500</p><p>17 850 170 140 16 500</p><p>30 17 850 16 50</p><p>�� � � �� �</p><p>� � � �</p><p>� �</p><p>y y</p><p>y y</p><p>y 00</p><p>30 1350 45 120</p><p>�</p><p>� � � �y y e x</p><p>Portanto, o total de rodízios vendidos para casais foi igual a 45.</p><p>3W4N</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 36 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 159</p><p>Para o transporte de certos biocombustíveis, duas bombas foram instaladas em um tanque de um terminal</p><p>de líquidos a granel. A primeira bomba foi ligada e, depois de quatro horas de funcionamento dessa bomba, uma</p><p>segunda bomba também foi ligada para reduzir o tempo de esvaziamento desse tanque, de modo que as duas</p><p>passaram a operar em conjunto. O gráfico a seguir apresenta o volume, em metro cúbico, em função do tempo t,</p><p>em hora, do combustível contido nesse tanque:</p><p>Vo</p><p>lu</p><p>m</p><p>e</p><p>(m</p><p>3 )</p><p>200</p><p>400</p><p>600</p><p>800</p><p>1 000</p><p>Tempo (h)</p><p>0</p><p>1 200</p><p>1 400</p><p>1 600</p><p>2 4 6 8</p><p>Sabe-se que, no</p><p>início da operação da primeira bomba, o tanque se encontra em sua capacidade máxima, e que todo</p><p>o seu conteúdo será transportado.</p><p>Com base nessas informações, a vazão da segunda bomba, em metro cúbico por hora, é de</p><p>A. 	 150.</p><p>B. 	 200.</p><p>C. 	 250.</p><p>D. 	 400.</p><p>E. 	 550.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Sejam B1 e B2 as vazões das bombas 1 e 2, respectivamente. Então, –B1 é o coeficiente angular do segmento</p><p>de reta cujas coordenadas no eixo x variam de 0 até 4 horas, e –(B1 + B2) é o coeficiente angular do segmento de reta cujas</p><p>coordenadas no eixo x variam de 4 até 6 horas.</p><p>Logo, tem-se que:</p><p>B1</p><p>800 1400</p><p>4 0</p><p>600</p><p>4</p><p>150� �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� � �</p><p>��</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� �</p><p>Assim, sabendo-se que a vazão da bomba 1 é de 150 m3/h:</p><p>B B1 2</p><p>0 800</p><p>6 4</p><p>800</p><p>2</p><p>400�� � � � �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� � �</p><p>��</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� �</p><p>A vazão das duas bombas operando juntas é de 400 m3/h, consequentemente, a vazão da bomba 2 é dada por:</p><p>B2 = 400 – 150 = 250</p><p>Portanto, a vazão da segunda bomba é de 250 m3/h.</p><p>QUESTÃO 160</p><p>Um escritório de advocacia tem uma demanda de 60 processos em aberto que precisam ser divididos entre alguns dos</p><p>seus advogados associados. Sabe-se que a quantidade de advogados associados é maior que 60. Os processos serão</p><p>distribuídos de forma que não fiquem todos com um só advogado e que cada advogado escolhido receba exatamente o</p><p>mesmo número de processos que os outros.</p><p>HEGL</p><p>BL3B</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 37BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>A quantidade de maneiras distintas que essa divisão de processos poderá ser realizada é igual a</p><p>A. 	 4.</p><p>B. 	 6.</p><p>C. 	 10.</p><p>D. 	 11.</p><p>E. 	 12.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Os 60 processos serão divididos de forma que todos os advogados selecionados recebam exatamente a mesma</p><p>quantidade de processos e que nenhum advogado receba todos os processos sozinho, ou seja, o número de maneiras</p><p>distintas de distribuição está relacionado aos divisores naturais de 60, diferentes de 1. Assim, fatorando o número 60 tem-se:</p><p>60 2</p><p>30 2</p><p>15 3</p><p>5 5</p><p>1 2 3 52 . .</p><p>Como a quantidade de divisores de um número é dada pelo produto dos expoentes de seus fatores primos acrescidos</p><p>de uma unidade, ele tem (2 + 1) . (1 + 1) . (1 + 1) = 3 . 2 . 2 = 12 divisores, sendo eles: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30</p><p>e 60. Como o número 1 não pode ser considerado, pois nenhum advogado poderia receber todos os processos sozinho,</p><p>há, então, 11 maneiras diferentes para essa divisão de processos ser realizada.</p><p>QUESTÃO 161</p><p>O Crivo de Eratóstenes é um algoritmo e um método simples e prático para encontrar números primos até um certo</p><p>valor limite. Para exemplificá-lo, vamos determinar a lista de números primos entre 1 e 60 seguindo os passos:</p><p>I. Inicialmente, determina-se o maior número desse intervalo a ser checado. Esse número corresponde à raiz quadrada</p><p>do valor limite, arredondado para baixo. No caso, o valor limite é 60, e a raiz de 60, arredondada para baixo, é 7.</p><p>Ou seja, 7 será o último número desse intervalo a ser testado;</p><p>II. Crie uma lista de todos os números inteiros de 2 até 60, como na figura;</p><p>III. Encontre o primeiro número primo da lista, no caso, 2;</p><p>IV. Risque na lista todos os múltiplos de 2 (exceto ele próprio) até 60;</p><p>V. O próximo número da lista após o 2 que não foi riscado é primo, no caso, 3. Repita o procedimento riscando os</p><p>múltiplos de 3;</p><p>VI. O próximo número da lista após o 3 que não foi riscado é primo, no caso, 5. Repita o procedimento riscando os</p><p>múltiplos de 5;</p><p>VII. O próximo número da lista após o 5 que não foi riscado é primo, no caso, 7. Repita o procedimento riscando os</p><p>múltiplos de 7;</p><p>VIII. Como, pelo passo I, 7 é o último número a ser checado, os números que não foram riscados são os primos entre</p><p>1 e 60.</p><p>A imagem a seguir mostra o Crivo de Eratóstenes ao final do passo IV.</p><p>2 3 4 5 6 7 8 9 10</p><p>11 12 13 14 15 16 17 18 19 20</p><p>21 22 23 24 25 26 27 28 29 30</p><p>31 32 33 34 35 36 37 38 39 40</p><p>41 42 43 44 45 46 47 48 49 50</p><p>51 52 53 54 55 56 57 58 59 60</p><p>Disponível em: <https://pt.wikipedia.org>. Acesso em: 30 dez. 2021 (Adaptação).</p><p>UWX7</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 38 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Finalizando o Crivo de Eratóstenes apresentado, a quantidade de números primos entre 1 e 60 é</p><p>A. 	 4.</p><p>B. 	 7.</p><p>C. 	 13.</p><p>D. 	 16.</p><p>E. 	 17.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Seguindo os passos apresentados, a lista dos números fica como mostra a imagem, em que os números</p><p>riscados são múltiplos de 2, ou múltiplos de 3, ou múltiplos de 5, ou múltiplos de 7, e os números circulados são os primos:</p><p>2 3 4 5 6 7 8 9 10</p><p>11 12 13 14 15 16 17 18 19 20</p><p>21</p><p>31</p><p>41</p><p>51</p><p>22</p><p>32</p><p>42</p><p>52</p><p>23</p><p>33</p><p>43</p><p>53</p><p>24</p><p>34</p><p>44</p><p>54</p><p>25</p><p>35</p><p>45</p><p>55</p><p>26</p><p>36</p><p>46</p><p>56</p><p>27</p><p>37</p><p>47</p><p>57</p><p>28</p><p>38</p><p>48</p><p>58</p><p>29</p><p>39</p><p>49</p><p>59</p><p>30</p><p>40</p><p>50</p><p>60</p><p>No total, há 17 números primos entre 1 e 60.</p><p>QUESTÃO 162</p><p>Uma rede de creperias oferece aos seus clientes três sabores de crepes diferentes: queijo, palmito e presunto.</p><p>Para montar o crepe, o cliente pode escolher um ou dois desses sabores, conforme sua preferência.</p><p>Em determinada noite, entre os crepes vendidos, 80 deles contavam com o sabor palmito, 110 contavam com o sabor</p><p>queijo e 60 contavam com o sabor presunto. Sabe-se que, entre os crepes com dois sabores, 10 eram de palmito e presunto,</p><p>50 eram de palmito e queijo e 40 eram de queijo e presunto.</p><p>A quantidade de crepes que foram feitos com apenas um sabor, na noite em questão nessa creperia, foi igual a</p><p>A. 	 10.</p><p>B. 	 20.</p><p>C. 	 50.</p><p>D. 	 100.</p><p>E. 	 150.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Conforme informado, 80 – 50 – 10 = 20 crepes eram apenas do sabor palmito, 110 – 50 – 40 = 20 crepes eram</p><p>apenas do sabor queijo e 60 – 40 – 10 = 10 eram apenas do sabor presunto. Montando-se um Diagrama de Venn para os</p><p>sabores queijo (Q), palmito (PA) e presunto (PR), de acordo com as informações do texto-base, tem-se:</p><p>20 20</p><p>50</p><p>10</p><p>10 40</p><p>PA Q</p><p>PR</p><p>No total, com apenas um sabor, foram feitos 20 + 20 + 10 = 50 crepes.</p><p>Portanto, a quantidade de crepes que foram feitos com apenas um sabor na noite em questão nessa creperia foi igual a 50.</p><p>DOE6</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 39BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 163</p><p>Para controlar o consumo de energia, determinados notebooks têm um sistema que é programado para operar em três</p><p>diferentes modos: modo de espera, modo de economia de energia e modo de desempenho. Em cada um desses modos,</p><p>os usos do processador, das memórias, do brilho da tela e de algumas outras configurações são ajustados para melhor se</p><p>adequarem às necessidades de cada perfil de usuário.</p><p>O gráfico a seguir mostra o consumo de energia por segundo de um notebook desse tipo em função do modo de energia</p><p>escolhido, ao longo de um período de 12 segundos, em que os três modos foram ativados sucessivamente.</p><p>Consumo de energia ao longo do tempo</p><p>f(x</p><p>) (</p><p>m</p><p>ili</p><p>w</p><p>at</p><p>ts</p><p>)</p><p>10</p><p>20</p><p>30</p><p>40</p><p>50</p><p>x (segundos)</p><p>0</p><p>60</p><p>70</p><p>80</p><p>1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12</p><p>O conjunto dos valores de consumo de energia desse notebook, durante o período apresentado no gráfico, é:</p><p>A.</p><p>B.</p><p>C.</p><p>D.</p><p>E.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Observa-se que o conjunto dos valores de consumo de energia desse notebook no intervalo apresentado é</p><p>o conjunto imagem da função. Seja f(x) a função apresentada no gráfico, observa-se que, entre 0 e 4 segundos, f(x) = 10;</p><p>a partir de 4 a 8 segundos, tem-se que os valores assumidos se dão a partir de 30 (inclusive) até 40 (exclusive), de modo</p><p>que ; e, entre 8 e 12 segundos, os valores assumidos se dão a partir de 50 (inclusive) até 70 (inclusive),</p><p>de modo que .</p><p>Consequentemente, a imagem dessa função ou conjunto dos valores de consumo de energia nesse notebook, durante o</p><p>período apresentado no gráfico, é:</p><p>QUESTÃO 164</p><p>No ano de 2023, foi confirmada a confecção da maior pizza já produzida no Brasil até aquele momento, em um evento</p><p>que mobilizou a comunidade de Serafina Corrêa, no Rio Grande do Sul. O prato foi reproduzido em formato de um círculo</p><p>de 7 metros de diâmetro, pesando cerca de 150 quilos.</p><p>Disponível em: <www.jornaldocomercio.com>. Acesso em: 20 mar. 2024.</p><p>(Adaptação)</p><p>HZJ9</p><p>4KCK</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 40 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Suponha-se uma divisão da pizza citada no texto em</p><p>12 fatias iguais, no formato de setores circulares.</p><p>Considerando π ≅ 3, o comprimento do arco de cada um desses</p><p>setores circulares, em metro, seria de aproximadamente</p><p>A. 	 0,875.</p><p>B. 	 1,750.</p><p>C. 	 3,500.</p><p>D. 	 12,250.</p><p>E. 	 12,500.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Sabe-se que o comprimento C de uma</p><p>circunferência, dado o seu diâmetro, é C = π . D.</p><p>Considerando que a pizza foi dividida em 12 partes iguais,</p><p>sendo 360° : 12 = 30°, tem-se que o comprimento x do arco</p><p>de cada um desses setores é dado por:</p><p>360° –––––– π . D</p><p>30° –––––– x</p><p>x D</p><p>�</p><p>30</p><p>360</p><p>. .�</p><p>Como o diâmetro tem 7 m, considerando π ≅ 3:</p><p>x D x� � � � �</p><p>30</p><p>360</p><p>30 3 7</p><p>360</p><p>7</p><p>4</p><p>175. . . . ,�</p><p>Portanto, o comprimento do arco de cada um desses setores</p><p>da pizza seria de, aproximadamente, 1,750 m.</p><p>QUESTÃO 165</p><p>A escoliose lombar se manifesta através de uma</p><p>condição em que a coluna vertebral na parte baixa das</p><p>costas apresenta um desvio lateral, com uma curvatura,</p><p>como apresentado na imagem a seguir:</p><p>Disponível em: <https://drlohrananguera.com.br>.</p><p>Acesso em: 27 fev. 2024. (Adaptação)</p><p>5DI3</p><p>A fim de tentar medir os impactos da escoliose de</p><p>determinado paciente, um estudante de Medicina propôs</p><p>considerar a linha formada pela coluna normal como o eixo</p><p>horizontal, e modelar o desvio da coluna vertebral com</p><p>escoliose por meio de uma função quadrática. Assim, a</p><p>trajetória do desvio da coluna vertebral de tal paciente foi</p><p>descrita por meio da imagem da função ,</p><p>em que f(x) é a distância do desvio em relação à localização</p><p>esperada em função do seu comprimento x, medido em</p><p>decímetro, sendo x, R . Quando f(x) = 0, a trajetória</p><p>está em uma mesma posição em relação a uma coluna</p><p>normal, como mostrado a seguir:</p><p>Dadas essas condições, o comprimento da distância entre</p><p>o ponto inicial e o ponto final do desvio da coluna vertebral</p><p>desse enfermo, em decímetro, é igual a</p><p>A. 	 3,500.</p><p>B. 	 1,750.</p><p>C. 	 0,875.</p><p>D. 	 0,700.</p><p>E. 	 0,490.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Como os pontos inicial e final da trajetória</p><p>da parábola estão em uma mesma posição em relação a</p><p>uma coluna normal, em que f(x) = 0, então, para encontrar</p><p>o comprimento desse desvio, basta encontrar as raízes</p><p>dessa função. Assim:</p><p>� � � � ��</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� � �</p><p>� � �</p><p>1</p><p>5</p><p>7</p><p>10 5</p><p>7</p><p>2</p><p>0</p><p>0 7</p><p>2</p><p>3 5</p><p>2x x x x</p><p>x x' '' ,e</p><p>Desse modo, a distância entre os pontos inicial e final do</p><p>desvio será de 3,5 – 0 = 3,5 dm.</p><p>Portanto, o comprimento da distância entre o ponto inicial e</p><p>o ponto final do desvio da coluna vertebral desse enfermo</p><p>é igual a 3,500 dm.</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 41BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 166</p><p>A bandeira do estado do Acre, localizado na Região</p><p>Norte do Brasil, possui o formato retangular e é formada</p><p>pela união de dois triângulos, conforme ilustrado a seguir:</p><p>Disponível em: <http://www.bandeira.ind.br>.</p><p>Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>Se a mediana relativa à hipotenusa de qualquer um dos</p><p>dois triângulos de uma bandeira do Acre, em tamanho real,</p><p>mede 63 cm, a medida da hipotenusa desses triângulos</p><p>tem medida igual a</p><p>A. 	 126,0 cm.</p><p>B. 	 94,5 cm.</p><p>C. 	 65,0 cm.</p><p>D. 	 63,0 cm.</p><p>E. 	 31,5 cm.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: A mediana relativa à hipotenusa de um triângulo</p><p>retângulo tem medida igual à metade da hipotenusa, logo a</p><p>medida da hipotenusa desses triângulos tem medida igual</p><p>a 2 . 63 = 126 cm.</p><p>QUESTÃO 167</p><p>No momento da criação de uma empresa, foi</p><p>reservado um capital de 1 milhão de reais para o valor em</p><p>caixa. Após os gastos iniciais, ao final do primeiro mês,</p><p>a empresa registrou o menor valor em caixa desde sua</p><p>criação, chegando a uma dívida de 2 milhões de reais.</p><p>No entanto, após esse ponto, a empresa começou a</p><p>aumentar consistentemente seu valor em caixa. Ao analisar</p><p>os dados, percebeu-se que a relação entre o tempo</p><p>decorrido desde a criação da empresa e o valor em caixa</p><p>nos dois primeiros meses de funcionamento dessa empresa</p><p>seguiu um padrão quadrático.</p><p>Considerando essas informações, a lei de formação f(x) da</p><p>função quadrática que descreve os valores do caixa dessa</p><p>empresa, em milhões de reais, em função do tempo x,</p><p>em meses, é:</p><p>A.</p><p>B.</p><p>C. 	f(x) = –2x2 – 4x + 1</p><p>D. 	f(x) = x2 + 4x + 1</p><p>E. 	 f(x) = 3x2 – 6x + 1</p><p>L1NZ</p><p>D9C8</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Seja a função quadrática f(x) representada</p><p>como f(x) = ax2 + bx + c, em que a, b e c são coeficientes</p><p>reais. Como o dinheiro em caixa no momento inicial</p><p>(x = 0) era de 1 milhão de reais, então c = 1. Adicionalmente,</p><p>o menor valor foi uma dívida de 2 milhões de reais no</p><p>primeiro mês, então yv = –2 e xv = 1. Considerando a fórmula</p><p>da coordenada horizontal (x) do vértice de uma função</p><p>quadrática, tem-se que:</p><p>x b</p><p>a</p><p>b av � � � � � �</p><p>2</p><p>1 2</p><p>Substituindo esse valor de b na fórmula para o cálculo do</p><p>y do vértice, e sabendo que a é necessariamente diferente</p><p>de zero, por ser uma função quadrática, tem-se:</p><p>y</p><p>a</p><p>a a</p><p>a</p><p>a a</p><p>a</p><p>av �</p><p>�</p><p>� � �</p><p>� �� � ��</p><p>�</p><p>�</p><p>� �</p><p>� �� �</p><p>� �</p><p>�</p><p>4</p><p>2</p><p>2 4 1</p><p>4</p><p>4 1</p><p>4</p><p>3</p><p>2 .</p><p>Logo, b = –2 . 3 = –6.</p><p>Portanto, a lei de formação f(x) da função quadrática</p><p>que descreve os valores do caixa dessa empresa é</p><p>f(x) = 3x2 – 6x + 1</p><p>QUESTÃO 168</p><p>A figura a seguir representa uma grua que suspende</p><p>uma viga utilizando alguns cabos presos à viga, sendo</p><p>AB = 2 m, AC = 3 m e o ângulo entre esses cabos de 120°.</p><p>B C</p><p>A</p><p>De acordo com o exposto, a medida, em metro, da viga BC</p><p>que está sendo suspensa pela grua é:</p><p>A. 	 7</p><p>B. 	 4</p><p>C. 	 19</p><p>D. 	 7</p><p>E. 	 19</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: De acordo com os dados, pela Lei dos</p><p>Cossenos, no triângulo ABC, tem-se:</p><p>BC</p><p>BC BC m</p><p>2 2 2</p><p>2</p><p>2 3 2 2 3 120</p><p>13 12 1</p><p>2</p><p>19</p><p>� � � � �</p><p>� � �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>� � �</p><p>. . . cos</p><p>Portanto, a medida da viga BC é 19 m.</p><p>CD8Y</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 42 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 169</p><p>Uma empresa de produtos alimentícios prepara e ensaca batatas congeladas do tipo premium, em que todos os pedaços</p><p>de batata têm o mesmo tamanho. Para isso, são feitos dois processos de corte: o primeiro para adequar as batatas às</p><p>máquinas e o segundo para padronizar o corte em um só tamanho. Assim, na primeira etapa, as batatas são fatiadas com</p><p>uma mesma espessura e em três tipos de largura, de acordo com o formato da batata: 36 mm, 48 mm e 60 mm, sendo</p><p>que as sobras são descartadas. Na segunda etapa, como os três tipos de batata estão misturados e devem ser cortados</p><p>uniformemente, com uma mesma largura, a máquina de corte é configurada especificando-se uma largura de corte padrão</p><p>para todos os tipos de batata, de forma que não sobrem restos de batata.</p><p>A maior largura de corte que pode ser configurada na máquina para a segunda etapa desse processo, para cumprir com</p><p>os requisitos apresentados, é</p><p>A. 	 1 mm.</p><p>B. 	 4 mm.</p><p>C. 	 6 mm.</p><p>D. 	 12 mm.</p><p>E. 	 20 mm.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Como, na segunda etapa do processo, os três tipos de batatas precisam ser cortados com um mesmo tamanho,</p><p>sendo o maior possível sem que sobrem restos, deve-se encontrar o maior divisor comum entre 36, 48 e 60. Logo:</p><p>36 48 60</p><p>18 24 30</p><p>9 12 15</p><p>9 6 15</p><p>9 3 15</p><p>3 1 5</p><p>1 1 5</p><p>1 1 1</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>2</p><p>3</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>, ,</p><p>*</p><p>*</p><p>*</p><p>33</p><p>5</p><p>36 48 60 2 2 3 12MDC( , , ) . .= =</p><p>Portanto, a maior largura de corte que pode ser configurada na máquina para a segunda etapa do processo é de 12 mm.</p><p>QUESTÃO 170</p><p>De acordo com determinada convenção coletiva do trabalho, a quantidade de alunos na turma sob a responsabilidade</p><p>de cada professor deve gerar uma remuneração adicional em relação ao seu salário-aula-base, conforme as seguintes</p><p>regras de quantidade de alunos atendidos por turma:</p><p>I. Até 30 alunos, não haverá nenhum adicional;</p><p>II. A partir de 31 até 50 estudantes, será adicionado ao salário-aula-base 1% para cada estudante que ultrapasse os</p><p>30 alunos sob a responsabilidade do professor;</p><p>III. A partir de 51 até 55 estudantes, além do adicional anterior, será adicionado ao salário-aula-base 2% para cada</p><p>estudante que ultrapasse</p><p>os 50 alunos sob a responsabilidade do professor;</p><p>IV. A partir de 56 até 60 estudantes, além do adicional anterior, será adicionado ao salário-aula-base 5% para cada</p><p>estudante que ultrapasse os 55 alunos sob a responsabilidade do professor.</p><p>Disponível em: <www.sinprominas.org.br></p><p>Acesso em: 02 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>Em determinada escola, três professores participavam de um projeto interdisciplinar, trabalhando juntos em uma turma</p><p>a fim de ministrar atividades interdisciplinares referentes às três áreas em que atuavam. Inicialmente, o projeto contava</p><p>com um total de 84 estudantes na turma e, por aula, cada professor atendia a um terço dos estudantes, sendo dedicados 4</p><p>minutos para cada educando. Porém, para ampliar a quantidade de alunos participantes do projeto, o colégio reformulou o</p><p>programa, ajustando o tempo de atenção individual dedicado por cada professor a cada aluno para 2 minutos e aumentando</p><p>a quantidade de alunos na turma de maneira proporcional. Sabe-se que, devido à natureza diferenciada da atividade, não</p><p>há um teto de remuneração e que o tempo de uma aula desse projeto é mais amplo que o usual, não sendo considerado</p><p>para o cálculo.</p><p>QQO6</p><p>YMIB</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 43BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Com base na quantidade de alunos que cada professor atende em uma dessas aulas do projeto, o acréscimo em relação</p><p>ao salário-aula-base de cada um desses docentes, após a ampliação do programa, foi de</p><p>A. 	 42%.</p><p>B. 	 35%.</p><p>C. 	 26%.</p><p>D. 	 12%.</p><p>E. 	 5%.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Para descobrir a quantidade de acréscimo em relação ao salário-aula-base, é necessário descobrir a</p><p>quantidade x de estudantes que estará sob a responsabilidade de cada professor, dado o novo tempo dedicado a cada</p><p>aluno. Quanto mais alunos, mais professores são necessários, de modo que são grandezas diretamente proporcionais.</p><p>Por outro lado, quanto menor o tempo gasto com cada aluno, mais alunos podem ser atendidos, as quais são grandezas</p><p>inversamente proporcionais. Assim:</p><p>Alunos Professores Tempo por aluno (min)</p><p>x 1 2</p><p>84 3 4</p><p>x x</p><p>84</p><p>1</p><p>3</p><p>4</p><p>2</p><p>56� � � �</p><p>Logo, na nova configuração, cada professor atenderá, em uma aula, 56 alunos. Analisando-se as informações sobre</p><p>acréscimo de salário, tem-se:</p><p>• 50 – 30 = 20 alunos de 31 a 50 estudantes, de modo que aumenta 20 . 1% = 20%.</p><p>• 55 – 50 = 5 alunos de 51 a 55 estudantes, de modo que aumenta 5 . 2% = 10%.</p><p>• 56 – 55 = 1 aluno de 56 a 60 estudantes, de modo que aumenta 1 . 5% = 5%.</p><p>Portanto, o acréscimo em relação ao salário-aula-base de cada um desses professores foi de:</p><p>20% + 10% + 5% = 35%</p><p>QUESTÃO 171</p><p>O gerente de um banco ofereceu ao seu cliente duas opções (I e II) de investimento de um capital C, com vencimento</p><p>em um ano, quando o cliente deverá retirar todo o montante obtido, podendo ou não haver descontos no momento do saque.</p><p>As informações a respeito do regime, da taxa de juros e do desconto estão apresentadas na tabela a seguir:</p><p>Investimento Regime Taxa Desconto</p><p>I Juros simples 0,8% a.m. 1%</p><p>II Juros compostos 0,5% a.m. –</p><p>As expressões que calculam os valores totais T resgatados ao final de um ano com cada um dos investimentos,</p><p>respectivamente, são:</p><p>A. 	 TI = C(10,6) e TII = C(1,5)12</p><p>B. 	 TI = C(1,008) e TII = C(1,005)</p><p>C. 	 TI = C(1,096) e TII = C(1,005)12</p><p>D. 	 TI = 0,99 . C(1,008) e TII = C(1,005)</p><p>E. 	 TI = 0,99 . C(1,096) e TII = C(1,005)12</p><p>C4U8</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 44 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Ambos os investimentos têm vencimento em um ano, ou seja, 12 meses. No caso do investimento I, o resgate</p><p>tem uma taxa de 1% sobre o montante, ou seja, sendo M o montante, o valor total resgatado ao final é 0,99M. Já para o</p><p>investimento II, o montante e o valor total resgatado ao final de um ano são iguais. Assim, tem-se:</p><p>Investimento I:</p><p>M = C + C . 0,008 . 12 ⇒ M = C(1,096) ⇒ TI = 0,99 . C(1,096)</p><p>Investimento II:</p><p>M = C(1 + 0,005)12 ⇒ M = C(1,005)12 ⇒ TII = C(1,005)12</p><p>Portanto, as expressões que calculam os valores totais resgatados ao final de um ano com cada uma das aplicações,</p><p>respectivamente, são TI = 0,99 . C(1,096) e TII = C(1,005)12.</p><p>QUESTÃO 172</p><p>A logomarca de uma empresa é dada pelo trapézio ABCD, isósceles, e os pontos E e F são os pontos médios de seus</p><p>lados não paralelos. O segmento CD mede 4 cm, o segmento AB mede 10 cm e o segmento GH tem metade do comprimento</p><p>dos segmentos EG e HF. Para confeccionar determinado lote de uniformes dessa empresa, a logomarca será bordada em</p><p>cores, sendo que os triângulos serão bordados de vermelho, o trapézio CDGH será bordado de amarelo e o trapézio ABFE</p><p>será bordado de azul, conforme representado na imagem a seguir:</p><p>Amarelo</p><p>VermelhoVermelho</p><p>Azul</p><p>C</p><p>F</p><p>B</p><p>D</p><p>E</p><p>A</p><p>G H</p><p>Sabe-se que a relação entre a quantidade de linha utilizada e a área bordada é linear, sendo as arestas bordadas em</p><p>linha preta. Adicionalmente, os carretéis de todas as cores têm a mesma quantidade de linha. Sabe-se também que um</p><p>carretel de linha amarela é a quantidade exata de linha amarela utilizada para produzir esse lote de uniformes da empresa.</p><p>Sendo assim, para que sejam bordadas as logomarcas de todos os uniformes desse lote, a quantidade mínima de carretéis</p><p>de linha azul a serem utilizados, total ou parcialmente, é igual a</p><p>A. 	 2.</p><p>B. 	 3.</p><p>C. 	 4.</p><p>D. 	 7.</p><p>E. 	 8.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Inicialmente, devem ser determinadas as medidas de alguns dos segmentos presentes nessa logomarca.</p><p>O segmento EF, por ser formado pelos pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio, configura-se como a base</p><p>média do trapézio ABCD. Logo, seu comprimento é dado pela média aritmética das duas bases:</p><p>EF DC AB EF cm�</p><p>�</p><p>� �</p><p>�</p><p>�</p><p>2</p><p>4 10</p><p>2</p><p>7</p><p>O segmento GH tem metade do comprimento dos segmentos EG e FH, o que significa dizer que o segmento EF foi dividido</p><p>em 5 partes, e que GH representa 1</p><p>5</p><p>desse segmento. Assim:</p><p>GH cm= = =</p><p>1</p><p>5</p><p>7 7</p><p>5</p><p>1 4. ,</p><p>PL76</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 45BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Além disso, por EF ser a base média do trapézio, pode-se</p><p>concluir que as alturas dos trapézios CDGH e ABFE são</p><p>iguais e, portanto, pode-se chamar essas alturas apenas</p><p>de h. Logo, calculando a área dos trapézios ABEF e CDGH,</p><p>tem-se:</p><p>Área</p><p>AB EF h h</p><p>h</p><p>Área</p><p>CD GH h</p><p>ABEF</p><p>CDGH</p><p>�</p><p>�� �</p><p>�</p><p>�� �</p><p>�</p><p>�</p><p>�� �</p><p>�</p><p>�� �</p><p>2</p><p>10 7</p><p>2</p><p>8 5</p><p>2</p><p>4 1 4</p><p>,</p><p>, hh</p><p>h</p><p>2</p><p>2 7� ,</p><p>Se, para bordar as áreas correspondentes ao trapézio</p><p>CDGH, gasta-se um carretel de linha amarela, e a relação</p><p>entre a linha usada e a área bordada é linear, a divisão</p><p>da área do trapézio ABEF pela do trapézio CDGH dá</p><p>exatamente a quantidade mínima de carretéis que devem</p><p>ser utilizados para bordar toda a parte azul dos uniformes</p><p>dessa empresa. Assim, ainda que as áreas estejam dadas</p><p>em função da altura, é possível calcular a razão entre as</p><p>áreas de ABEF (trapézio azul) e CDGH (trapézio amarelo),</p><p>dada por:</p><p>8 5</p><p>2 7</p><p>3 15,</p><p>,</p><p>,h</p><p>h</p><p>≅</p><p>Portanto, como serão necessários aproximadamente</p><p>3,15 carretéis de linha azul para que sejam bordadas as</p><p>logomarcas de todos os uniformes desse lote, a quantidade</p><p>mínima de carretéis de linha azul a serem utilizados, total</p><p>ou parcialmente, é igual a 4.</p><p>QUESTÃO 173</p><p>Método Pomodoro de estudo</p><p>O Método Pomodoro é um método de gerenciamento</p><p>de tempo baseado em períodos de 25 minutos de estudo</p><p>ou trabalho focado, interrompidos por intervalos curtos</p><p>de 5 minutos. Após quatro períodos de trabalho focado</p><p>consecutivos, são geralmente feitos intervalos mais longos,</p><p>que podem variar de 15 a 30 minutos. Cada bloco de</p><p>25 minutos de estudo é chamado de pomodoro, palavra</p><p>italiana que significa “tomate”.</p><p>PUC MINAS. Método Pomodoro de estudo: saiba como essa</p><p>técnica ajuda estudantes a criar rotina de estudos.</p><p>Disponível em: <https://conexao.pucminas.br>.</p><p>Acesso em: 11 mar. 2024.</p><p>Samanta e Alice se reuniram para estudarem juntas</p><p>para o vestibular usando o Método Pomodoro, com algumas</p><p>adaptações. Samanta decidiu que faria intervalos longos</p><p>com</p><p>3</p><p>5 do tempo de trabalho focado,</p><p>o qual, por sua vez,</p><p>teria a duração regular. Já Alice decidiu adaptar tanto</p><p>o tempo de trabalho focado quanto o intervalo curto do</p><p>método, multiplicando as suas durações usuais por 6</p><p>5</p><p>.</p><p>Assim, o intervalo longo teria 7</p><p>3</p><p>do tempo dos intervalos</p><p>curtos adotados por ela (tempo após a adaptação).</p><p>XH1B</p><p>Colocando o método em prática, com as adaptações</p><p>determinadas, certo dia elas decidiram começar a estudar</p><p>às 13h, combinando que a última a terminar os estudos</p><p>trancaria a sala assim que finalizasse as tarefas.</p><p>Sabendo que cada uma delas encerrou as tarefas ao final</p><p>do oitavo tempo de trabalho focado, a hora em que a sala</p><p>foi trancada foi às</p><p>A. 	 16h05min.</p><p>B. 	 16h50min.</p><p>C. 	 17h05min.</p><p>D. 	 17h20min.</p><p>E. 	 17h50min.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Finalizado o oitavo tempo de trabalho focado,</p><p>tem-se a seguinte ocorrência de tempos:</p><p>• 1º trabalho focado</p><p>• Intervalo curto</p><p>• 2º trabalho focado</p><p>• Intervalo curto</p><p>• 3º trabalho focado</p><p>• Intervalo curto</p><p>• 4º trabalho focado</p><p>• Intervalo longo</p><p>• 5º trabalho focado</p><p>• Intervalo curto</p><p>• 6º trabalho focado</p><p>• Intervalo curto</p><p>• 7º trabalho focado</p><p>• Intervalo curto</p><p>• 8º trabalho focado</p><p>Ou seja, são oito turnos de trabalho focado, seis intervalos</p><p>curtos e um intervalo longo. Samanta utiliza o Método</p><p>Pomodoro padrão, de forma que tem 25 minutos de trabalho</p><p>focado, 5 minutos de intervalo e 3</p><p>5</p><p>25 15. = minutos de</p><p>intervalo longo. Logo, o tempo total de estudo de Samanta</p><p>é dado por:</p><p>25 . 8 + 5 . 6 + 15 = 245 minutos = 4h05min</p><p>Já Alice fez adaptações tais que são 6</p><p>5</p><p>25 30. = minutos</p><p>de trabalho focado, 6</p><p>5</p><p>5 6. = minutos de intervalo curto e</p><p>7</p><p>3</p><p>6 14. = minutos de intervalo longo. Logo, o tempo total</p><p>de estudo de Alice é dado por:</p><p>30 . 8 + 6 . 6 + 14 = 290 minutos = 4h50min</p><p>Como elas começaram a estudar às 13h, a última a terminar</p><p>os estudos encerrou às:</p><p>13h + 4h50min = 17h50min</p><p>Portanto, sabendo que cada uma delas encerrou os estudos</p><p>ao final do oitavo tempo de trabalho focado, a hora em que</p><p>a sala foi trancada foi às 17h50min.</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 46 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 174</p><p>A maior araucária registrada no norte do Rio Grande do Sul (RS) tem 5,6 metros de circunferência e 35 metros de</p><p>altura, tamanho que equivale a um prédio de 13 andares. A planta fica em uma fazenda em Coqueiros do Sul, no norte do</p><p>estado, e foi reconhecida nesta quinta-feira, no primeiro concurso Árvores Gigantes do Planalto Médio.</p><p>Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br></p><p>Acesso em: 20 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>Considerando o formato de uma circunferência para o contorno da araucária citada na notícia, e adotando π ≅ 3,1,</p><p>é possível calcular o raio dessa árvore.</p><p>A medida do raio dessa araucária, em metro, é de aproximadamente</p><p>A. 	 0,90.</p><p>B. 	 1,40.</p><p>C. 	 1,80.</p><p>D. 	 2,50.</p><p>E. 	 2,80.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: O perímetro (P) da circunferência do tronco dessa árvore é de 5,6 metros. Assim, considerando-se π ≅ 3,1,</p><p>tem-se que:</p><p>P = 2 . 3,1 . r = 5,6 ⇒ r � �</p><p>2 8</p><p>3 1</p><p>0 90,</p><p>,</p><p>,</p><p>Portanto, a medida do raio dessa árvore é de, aproximadamente, 0,90 m.</p><p>QUESTÃO 175</p><p>O galpão de uma certa indústria tem 2 andares e, a fim de facilitar o transporte de mercadorias, pretende-se construir</p><p>uma rampa por fora desse galpão. O projeto dessa rampa, representada em sua vista lateral na imagem a seguir, prevê</p><p>que ela comece na base e ocupe uma distância horizontal de 40 metros à esquerda do prédio, passando pelos 2 andares</p><p>do galpão até chegar ao seu topo.</p><p>B</p><p>D</p><p>A</p><p>C</p><p>E</p><p>2 m</p><p>40 m</p><p>2 m</p><p>2 m</p><p>2 m</p><p>2 m</p><p>Essa rampa contará com 5 patamares horizontais de 2 metros de comprimento e 4 trechos inclinados idênticos, de</p><p>proporção de 1 : 18, o que significa que, para cada 1 m de deslocamento vertical do trecho inclinado, serão necessários</p><p>18 m disponíveis no sentido horizontal, como representado a seguir:</p><p>18 m</p><p>1 m</p><p>O percurso total da rampa será tal que, antes de cada trecho inclinado, percorre-se uma vez um patamar horizontal.</p><p>Assim, para deslocar-se de A até E, percorre-se, uma vez, o primeiro patamar horizontal, seguido do primeiro trecho</p><p>inclinado, depois, duas vezes o segundo patamar, seguido do segundo trecho inclinado, depois, duas vezes o terceiro</p><p>patamar, seguido do terceiro trecho inclinado, em seguida, duas vezes o quarto patamar, depois, o quarto trecho inclinado e,</p><p>por fim, uma vez o último patamar.</p><p>ONKO</p><p>JU7E</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 47BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Sendo assim, o percurso de ABCDE terá uma distância, em metro, de</p><p>A. 	 154.</p><p>B. 	 176.</p><p>C. 	 10 20 13+ .</p><p>D. 	 16 20 13+ .</p><p>E. 	 16 40 13+ .</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Conforme a descrição do percurso, como a distância horizontal na lateral é de 40 m e há um patamar de 2 m</p><p>de comprimento no começo e outro no final de cada rampa, para cada trecho inclinado, tem-se :</p><p>2 m</p><p>2 m</p><p>h</p><p>36 m</p><p>x</p><p>Nesse caso, x representa o comprimento da rampa e h representa a diferença entre as alturas no início e no final da rampa.</p><p>Como essa rampa tem uma inclinação na proporção de 1 metro vertical por 18 metros no sentido horizontal, e a rampa terá</p><p>40 – 2 – 2 = 36 metros horizontais, cada trecho inclinado subirá uma altura de 2 metros. Assim, pode-se utilizar o Teorema</p><p>de Pitágoras para encontrar o valor de x:</p><p>x x x2 2 2 22 36 1300 10 13� � � � � �</p><p>Logo, o trecho inclinado mede 10 13 m, e a distância representada tem 2 + 2 + 10 13 = 4 + 10 13 m. Assim, a distância</p><p>total é 4 4 10 13 16 40 13. .�� � � � m</p><p>Portanto, o percurso de ABCDE terá uma distância de 16 40 13+ m.</p><p>QUESTÃO 176</p><p>Em um determinado parque municipal, há um gramado em formato triangular, como representado na figura a seguir,</p><p>na qual os pontos A, B, C, D e E indicam o local onde ficam fontes de energia elétrica disponíveis nessa região do parque.</p><p>F</p><p>E</p><p>C</p><p>A</p><p>B</p><p>D</p><p>IGWL</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 48 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Para a realização de um evento nesse parque, a prefeitura deseja fazer uma instalação elétrica temporária no meio do</p><p>gramado, representada pelo ponto F, ligando-a à fonte de energia elétrica mais próxima disponível e percorrendo a menor</p><p>distância possível, sendo que essa ligação pode passar por qualquer parte da superfície do gramado. Conforme a escala</p><p>utilizada, o lado de cada quadrado da malha da representação apresentada corresponde a 10 m na realidade.</p><p>Quantos metros de fio serão necessários para fazer a ligação dessa instalação à fonte de energia elétrica mais próxima?</p><p>A. 	 10 7</p><p>B. 	 10 37</p><p>C. 	 10 41</p><p>D. 	 30 5</p><p>E. 	 50 2</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Podem ser formados triângulos retângulos na malha quadriculada, tendo o ponto F, algum dos outros pontos</p><p>(A, B, C, D ou E) e um terceiro ponto auxiliar como vértices. Desse modo, as distâncias entre F e cada ponto (A até E) serão</p><p>as respectivas hipotenusas, de medidas a, b, c, d e e, conforme apresentado na ilustração a seguir:</p><p>E</p><p>C</p><p>A</p><p>B</p><p>D</p><p>F</p><p>b d</p><p>e</p><p>a c</p><p>Assim, é possível, por meio do Teorema de Pitágoras, calcular a distância entre cada um dos pontos de fonte de energia</p><p>e o ponto de instalação temporária, a saber:</p><p>a =</p><p>=</p><p>c =</p><p>d =</p><p>4 5 41</p><p>4 5 41</p><p>6 1 37</p><p>6 3 45 3 5</p><p>2 2</p><p>2 2</p><p>2 2</p><p>2 2</p><p>� �</p><p>� �</p><p>� �</p><p>� � �</p><p>uc</p><p>b uc</p><p>uc</p><p>uc</p><p>. .</p><p>. .</p><p>. .</p><p>. ..</p><p>. .e = 1 7 50 5 22 2� � � uc</p><p>O menor dos valores calculados é, comparando-se os radicandos, 37 , referente ao ponto C. Logo, uma vez que cada</p><p>quadradinho da malha representa 10 m, tem-se que dist(C, F) =10 37 m.</p><p>Portanto, serão gastos 10 37 m de fio para realizar a ligação de energia entre os pontos C e F.</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 49BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 177</p><p>Um aluno do 3º ano do Ensino Médio estava conversando</p><p>com seu colega de turma sobre a prova de Matemática que</p><p>eles tinham acabado de fazer. Uma das questões envolvia</p><p>uma inequação produto f(x) . g(x) . h(x) < 0, para a qual os</p><p>alunos lembram de ter encontrado como resposta o conjunto</p><p>vazio. Eles se recordam de que g(x) = –x2 – x + 12 e h(x) = x – 3,</p><p>mas, a respeito da função f(x), eles lembram</p><p>apenas que</p><p>era uma função afim e que o coeficiente linear era –12, de</p><p>modo que f(x) = ax – 12.</p><p>Qual é o valor do coeficiente a de f(x) que faz com que a</p><p>resposta encontrada seja verdadeira?</p><p>A. 	 –4</p><p>B. 	 –3</p><p>C. 	 0</p><p>D. 	 3</p><p>E. 	 4</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Inicialmente, estuda-se o sinal das funções g(x)</p><p>e h(x). Para a função quadrática, g(x), tem-se:</p><p>E o gráfico a seguir:</p><p>12</p><p>10</p><p>8</p><p>6</p><p>4</p><p>2</p><p>0 2–4 –2 4</p><p>g</p><p>PUKX Como o coeficiente a da função g é negativo, essa função</p><p>é côncava para baixo. Assim, g(x) < 0 quando x < –4 ou</p><p>quando x > 3. Para a função afim h(x), tem-se:</p><p>h(x) = 0 ⇒ x – 3 = 0 ⇒ x = 3</p><p>Como a é positivo, igual a 1, tem-se que a função h(x)</p><p>assume valores negativos quando x < 3.</p><p>–4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9</p><p>–3</p><p>–2</p><p>–1</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>h</p><p>Logo, para g(x) . h(x), tem-se:</p><p>–6 –5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7</p><p>–6 –5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7</p><p>–6 –5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7</p><p>– + – g(x)</p><p>– +– h(x)</p><p>–+ – g(x) . h(x)</p><p>Para que a inequação f(x) . g(x) . h(x) < 0 tenha solução, a</p><p>função f(x) deve ser negativa para x < –4 ou positiva para</p><p>x > –4. Assim, para que a solução seja o conjunto vazio,</p><p>a função afim f(x) deve ser positiva para x < –4 ou negativa</p><p>para x > –4, de modo que seu coeficiente a deve ser negativo.</p><p>Sabe-se que os alunos se recordavam de que o coeficiente</p><p>b de f(x) era igual a –12. Logo, a função afim do tipo</p><p>f(x) = ax + b deve ser decrescente (de modo que o coefi-</p><p>ciente a deve ser negativo), b = –12 e a raiz deve ser –4.</p><p>Assim, tem-se que:</p><p>f(–4) = 0 ⇒ a(–4) – 12 = 0 ⇒ 4a = –12 ⇒ a = –3</p><p>Portanto, se a = –3, a inequação apresenta o conjunto vazio</p><p>como solução.</p><p>QUESTÃO 178</p><p>Uma distribuidora de fôrmas de assar tem diferentes</p><p>formatos disponíveis. Em seu catálogo, são apresentados</p><p>o formato e as medidas (vista superior) de cinco delas, sem</p><p>informar a altura, que se trata de um padrão da fábrica,</p><p>como na figura a seguir:</p><p>PMQG</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 50 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>6 cm</p><p>4</p><p>cm</p><p>6 cm</p><p>4</p><p>cm</p><p>4 cm</p><p>4</p><p>cm</p><p>4 cm</p><p>150° 150°</p><p>60°</p><p>7 cm</p><p>4</p><p>cm</p><p>2</p><p>cm</p><p>5 cm</p><p>5</p><p>cm</p><p>120°120°</p><p>120° 120°</p><p>120° 120°</p><p>3 cm</p><p>3 cm</p><p>3 cm3</p><p>cm</p><p>3</p><p>cm 3</p><p>cm</p><p>Fôrma I</p><p>Fôrma II</p><p>Fôrma III</p><p>Fôrma IV</p><p>Fôrma V</p><p>Determinada panificadora pretende atender as preferências de seus clientes de quantidade de recheio e de borda dos</p><p>seus assados. Para tanto, pretende comprar a fôrma, entre as disponíveis, que apresenta a maior razão entre as medidas</p><p>da área e do perímetro da vista superior.</p><p>Considerando 3 17= , , aquela que atende à exigência da panificadora é a fôrma</p><p>A. 	 I.</p><p>B. 	 II.</p><p>C. 	 III.</p><p>D. 	 IV.</p><p>E. 	 V.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: As fôrmas I e V têm formato de retângulo, enquanto a III é um quadrado. Por sua vez, a fôrma IV tem formato</p><p>de hexágono regular, enquanto a fôrma II tem formato que pode ser verificado como a junção de um triângulo equilátero e</p><p>um quadrado, ambos de lado medindo 4 cm. Nesse sentido, verifica-se que o triângulo que faz parte da fôrma II tem altura</p><p>igual a 4 3</p><p>2</p><p>2 3 3 4� � , cm.</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 51BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Assim, tem-se as seguintes medidas de área, perímetro e razão entre área e perímetro para cada uma das fôrmas</p><p>apresentadas:</p><p>Fôrma Área (cm2) Perímetro (cm) Razão</p><p>I 4 . 6 = 24 2 . 4 + 2 . 6 = 20</p><p>24</p><p>20</p><p>1 200= ,</p><p>II 4 4 4 3 4</p><p>2</p><p>16 6 8 22 8. . , , ,� � � � 5 . 4 = 20</p><p>22 8</p><p>20</p><p>1140, ,=</p><p>III 5 . 5 = 25 4 . 5 = 20</p><p>25</p><p>20</p><p>1 250= ,</p><p>IV 3 9 3</p><p>2</p><p>22 95. . ,≅ 6 . 3 = 18</p><p>22 95</p><p>18</p><p>1 275, ,=</p><p>V 2 . 7 = 14 2 . 2 + 2 . 7 = 18</p><p>14</p><p>18</p><p>0 777= , ...</p><p>Portanto, aquela que atende à exigência da panificadora de ter a maior razão entre área e perímetro é a fôrma IV.</p><p>QUESTÃO 179</p><p>No gráfico a seguir, estão registrados os números de nascimentos e mortes ocorridos no Brasil de 2015 a 2020:</p><p>2015 2016 2017 2018 2019 2020</p><p>Quanta gente nasce e</p><p>morre a cada ano no Brasil?</p><p>Nascimentos Mortes</p><p>2 305 628</p><p>2 438 690</p><p>2 558 516</p><p>2 760 627 2 774 322</p><p>2 602 943</p><p>902 878</p><p>1 063 681</p><p>1 195 319 1 262 812</p><p>1 451 610</p><p>1 023 743</p><p>Disponível em: <https://super.abril.com.br>. Acesso em: 20 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>342E</p><p>MAT – PROVA II – PÁGINA 52 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>A mediana do número de nascimentos no Brasil no período apresentado é igual a</p><p>A. 	 2 558 516,0.</p><p>B. 	 2 573 454,3.</p><p>C. 	 2 580 729,5.</p><p>D. 	 2 659 571,5.</p><p>E. 	 2 760 627,0.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: A mediana de um conjunto de seis elementos corresponde à média do 3º e 4º elementos colocados em ordem</p><p>crescente. Para o número de nascimentos, tem-se o seguinte rol:</p><p>2 305 628; 2 438 690; 2 558 516; 2 602 943; 2 760 627; 2 774 322</p><p>Logo, a mediana é dada por:</p><p>2 558 516 2 602 943</p><p>2</p><p>5 161459</p><p>2</p><p>�</p><p>� � 2 580 729,5</p><p>Portanto, a mediana do número de nascimentos no Brasil no período apresentado é igual a 2 580 729,5.</p><p>QUESTÃO 180</p><p>O consultor financeiro de determinado cliente analisou o comportamento do saldo bancário deste para projetar o</p><p>cenário futuro e indicar possíveis investimentos. De acordo com esse modelo, o valor do saldo bancário (S) desse cliente</p><p>em função do dia (d) do mês, sendo 1 30≤ ≤d , comportou-se, nesse período, como uma função quadrática descrita pela</p><p>função S d d d� � � � �50 2 2. Ao analisar o perfil financeiro, foi identificado que a maior variação no saldo se deu do 29º para</p><p>o 30º dia.</p><p>O módulo da maior variação de saldo observada nesse período foi de</p><p>A. 	 R$ 51,00.</p><p>B. 	 R$ 55,00.</p><p>C. 	 R$ 57,00.</p><p>D. 	 R$ 59,00.</p><p>E. 	 R$ 61,00.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Para calcular a variação de saldo, devem ser calculados os saldos referentes ao 29º e ao 30º dia do mês a</p><p>partir da lei de formação dada para a função que descreve o saldo da conta em função do dia do mês: S(d) = 50 + 2d – d2.</p><p>Substituindo os valores, tem-se:</p><p>Para o 29º dia: S(29) = 50 + 2 . 29 – 292 = 50 + 58 – 841 = 108 – 841 = –733</p><p>Para o 30º dia: S(30) = 50 + 2 . 30 – 302 = 50 + 60 – 900 = 110 – 900 = –790</p><p>Logo, a variação observada foi de –790 – (–733) = –790 + 733 = –57.</p><p>Portanto, o módulo desse valor é de R$ 57,00.</p><p>XTKA</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 MAT – PROVA II – PÁGINA 53BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>o</p><p>ponto mais alto, então ele corresponde à altura máxima,</p><p>uma vez que a velocidade vertical é igual a zero. Dessa</p><p>forma, pela relação da altura máxima em lançamento</p><p>oblíquo, tem-se que:</p><p>h v</p><p>g</p><p>v</p><p>v</p><p>v</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>0</p><p>2 2</p><p>0</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>0</p><p>36</p><p>2</p><p>45 0 36</p><p>20</p><p>2500</p><p>50</p><p>sen</p><p>m/s</p><p>( )</p><p>. ,</p><p>| |</p><p>Portanto, a alternativa B está correta.</p><p>FWPM</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 2 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 96</p><p>Observe o heredograma a seguir, que apresenta uma família com diversos casos de Distrofia Muscular Progressiva</p><p>de Duchenne (DMD), uma doença genética com herança recessiva ligada ao sexo.</p><p>I</p><p>II</p><p>III</p><p>IV</p><p>V</p><p>Normais</p><p>Afetados</p><p>Portadores</p><p>MUSTACCHI, Z.; PERES, S. (org.). Genética baseada em evidências – síndromes e heranças. São Paulo: CID Editora, 2000, p. 399. (Adaptação)</p><p>Que padrão observado no heredograma permite a identificação do tipo de herança informado?</p><p>A. 	 Pessoas afetadas estão presentes na maioria das gerações.</p><p>B. 	 Homens afetados possuem filhas também afetadas pela doença.</p><p>C. 	 Mulheres e homens com o gene manifestam os sintomas da doença.</p><p>D. 	 Mulheres portadoras transmitem o gene para filhos do sexo masculino.</p><p>E. 	 Pessoas portadoras e pessoas afetadas estão em quantidade similar na família.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Pelo padrão de herança recessiva ligada ao sexo, mulheres portadoras do alelo têm 50% de chance de</p><p>transmiti-lo para os filhos do sexo masculino, pois recebem o cromossomo Y dos pais. Como os pais do exemplo (homens)</p><p>são normais, o cromossomo X não afetado é sempre transmitido às filhas, podendo elas serem, no máximo, portadoras do</p><p>gene. Isso pode ser verificado pela análise do heredograma, em que todos os afetados são homens com mães portadoras</p><p>do gene. Portanto está correta a alternativa D. A alternativa A está incorreta, pois, apesar de a afirmação estar correta, esse</p><p>não é um elemento que permite distinguir o tipo de herança relacionada a uma determinada característica genética, pois</p><p>ele pode ser observado em outros tipos de herança. A alternativa B está incorreta, pois, apesar de todos os homens com</p><p>o cromossomo X afetado manifestarem a doença por serem heterogaméticos, as mulheres portadoras não manifestam</p><p>os sintomas, sendo fenotipicamente normais para a característica, já que a herança é recessiva. Conforme análise do</p><p>heredograma e, seguindo o padrão de herança recessiva ligada ao sexo, homens afetados podem ter filhas portadoras,</p><p>mas que não manifestam a doença. No caso específico da D.M.D., homens portadores raramente têm descendentes, devido</p><p>ao caráter degenerativo da doença. A alternativa C está incorreta, pois, para que as mulheres tenham sintomas, é preciso</p><p>que elas sejam homozigotas. Por fim, a alternativa E está incorreta, pois, apesar de a afirmativa ser verdadeira, esse não</p><p>é um elemento que permite identificar o tipo de herança pela análise do heredograma, uma vez que isso pode acontecer</p><p>em outros tipos de herança.</p><p>QUESTÃO 97</p><p>A tabela a seguir apresenta os valores críticos de concentração de alguns poluentes atmosféricos segundo a legislação</p><p>do Distrito Federal. Essa legislação prevê, ainda, que sejam emitidas pelo órgão ambiental declarações sobre três níveis</p><p>distintos: Atenção, Alerta e Emergência quando eles forem alcançados. Veja:</p><p>Nível</p><p>Poluentes e concentrações</p><p>SO2 (µg/m3) O3 (µg/m3) NO2 (µg/m3)</p><p>Atenção 800 200 1 130</p><p>Alerta 1 600 400 2 260</p><p>Emergência 2 100 600 3 000</p><p>Disponível em: <https://www.ibram.df.gov.br>. Acesso em: 6 jun. 2022 (Adaptação).</p><p>TE2J</p><p>HXØØ</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 3BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Qual é a concentração aproximada de NO2, considerando</p><p>o nível de Emergência?</p><p>Dados: Massas molares em g.mol–1: N = 14; O = 16; S = 32.</p><p>A. 	 3,3 . 10–5 mol.L–1</p><p>B. 	 7,5 . 10–6 mol.L–1</p><p>C. 	 1,2 . 10–7 mol.L–1</p><p>D. 	 6,5 . 10–8 mol.L–1</p><p>E. 	 9,7 . 10–9 mol.L–1</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Inicialmente, calcula-se a quantidade de matéria</p><p>de NO2, considerando apenas o nível de emergência, cujo valor</p><p>está representado na tabela (3 000 μg). Como 1 μg = 1 . 10–6 g,</p><p>tem-se a seguinte relação:</p><p>1 mol de NO2 –––– 46 g</p><p>x –––– 3 000 . 10–6 g</p><p>x = 1,25 . 10–5 mol de NO2</p><p>Em seguida, sabendo-se que 1 m3 = 1 000 L, calcula-se a</p><p>concentração, em mol.L–1, desse poluente na atmosfera:</p><p>1,25 . 10–5 mol de NO2 –––– 1 000 L</p><p>y –––– 1 L</p><p>y = 6,52 . 10–8 mol</p><p>Logo, a alternativa D é a correta.</p><p>QUESTÃO 98</p><p>Quando alguém nos pede para desenharmos um Sol,</p><p>o mais provável é utilizarmos tons de amarelo, laranja</p><p>ou vermelho. Quando levantamos os olhos para o céu,</p><p>a imagem que nos chega é a de uma bola dourada e</p><p>luminosa. No entanto, este é apenas um efeito produzido</p><p>pelos olhos, em conjunto com a ação da atmosfera terrestre.</p><p>Como todos os astros emissores de luz e de energia,</p><p>o Sol emite partículas luminosas em todo o espectro visível.</p><p>Em outras palavras, se utilizarmos um prisma para separar</p><p>a luz emitida pelo Sol, veremos todas as cores visíveis pelo</p><p>olho humano.</p><p>Sabe de que cor é realmente o Sol?</p><p>Disponível em: <www.nationalgeographic.pt>.</p><p>Acesso em: 12 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>Qual a verdadeira cor do Sol quando é observado sem a</p><p>presença da atmosfera terrestre?</p><p>A. 	 Vermelho.</p><p>B. 	 Amarelo.</p><p>C. 	 Dourado.</p><p>D. 	 Laranja.</p><p>E. 	 Branco.</p><p>1AWP</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: O texto informa que, ao utilizar um prisma</p><p>para separar a luz emitida pelo Sol, será possível observar</p><p>todas as cores visíveis pelo olho humano. Como a mistura</p><p>de todas as cores resulta na cor branca, então o Sol, sem</p><p>a presença da atmosfera terrestre, tem coloração branca.</p><p>Portanto, a alternativa E está correta.</p><p>QUESTÃO 99</p><p>Em 2014, cientistas italianos apresentaram, em</p><p>um encontro da Sociedade Acústica da América, uma</p><p>pesquisa minuciosa sobre os sons emitidos por larvas de</p><p>borboletas do gênero Maculinea, mostrando que elas são</p><p>capazes de reproduzir fielmente ruídos característicos</p><p>das formigas. O grupo de pesquisadores partiu do</p><p>conhecimento já consolidado de que as formigas usam</p><p>sons para se comunicar e de um estudo anterior que havia</p><p>comprovado a capacidade dessas lagartas de emitirem</p><p>ruídos. Essa habilidade permite que as larvas se infiltrem</p><p>nos formigueiros, onde acham proteção contra predadores.</p><p>Disponível em: <www.em.com.br></p><p>Acesso em: 30 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>A estratégia utilizada pelas lagartas para escapar de seus</p><p>predadores ilustra um exemplo de</p><p>A. 	 antibiose.</p><p>B. 	 mimetismo.</p><p>C. 	 parasitismo.</p><p>D. 	 mutualismo.</p><p>E. 	 camuflagem.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: O mimetismo é uma estratégia na qual uma</p><p>espécie imita outra espécie que apresenta características</p><p>que afastam seus predadores, sendo usada por presas para</p><p>se protegerem. É o caso das lagartas estudadas, que imitam</p><p>os sons das formigas. Portanto está correta a alternativa B.</p><p>A alternativa A está incorreta, pois a antibiose ocorre quando</p><p>uma espécie lança, no ambiente, substâncias tóxicas para</p><p>outras espécies, o que não acontece na relação entre as</p><p>espécies descritas no texto. A alternativa C está incorreta,</p><p>pois o parasitismo se estabelece quando indivíduos de uma</p><p>espécie vivem às custas de outra espécie, prejudicando-o.</p><p>Considerando o texto-base, não é possível definir se a</p><p>lagarta parasita o formigueiro, apenas que ela imita os</p><p>ruídos das formigas e utiliza o formigueiro para se proteger.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o mutualismo é uma</p><p>relação harmônica interespecífica obrigatória em que</p><p>ambas as espécies envolvidas são beneficiadas. Na relação</p><p>descrita, apenas a lagarta se beneficia. Por fim, a alternativa</p><p>E está incorreta, pois a camuflagem, apesar de ser uma</p><p>estratégia que pode ser usada por presas como defesa</p><p>contra seus predadores, ocorre quando elas se confundem</p><p>com o ambiente, ficando menos visíveis.</p><p>ER8M</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 4 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 100</p><p>Nativas da América Central, as orquídeas Vanilla</p><p>planifolia e Vanilla trigonocarpa são as principais fontes</p><p>naturais da baunilha. Entretanto, como a produção de</p><p>baunilha</p><p>é um processo trabalhoso e de alto custo, a</p><p>vanilina sintética também é amplamente utilizada na</p><p>indústria. Ela é comumente derivada de licores de sulfito,</p><p>produzidos durante o processamento da polpa de madeira</p><p>para a fabricação de papel. Entretanto, também é possível</p><p>produzi-la com baixos custos, por meio de processos</p><p>biotecnológicos, como enzimas purificadas, microrganismos</p><p>e cultura de células vegetais. Os precursores mais comuns</p><p>da “vanilina biotecnológica” são o eugenol e o isoeugenol,</p><p>cujas fórmulas estruturais estão representadas a seguir:</p><p>HO</p><p>O</p><p>HO</p><p>O</p><p>Eugenol Isoeugenol</p><p>Qual é o tipo de isomeria existente entre essas substâncias?</p><p>A. 	 Óptica.</p><p>B. 	 Cadeia.</p><p>C. 	 Posição.</p><p>D. 	 Metameria.</p><p>E. 	 Geométrica.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: A isomeria em compostos orgânicos ocorre</p><p>quando duas ou mais substâncias têm a mesma fórmula</p><p>molecular, mas diferentes fórmulas estruturais. Analisando</p><p>as estruturas dos precursores mais comuns da “vanilina</p><p>biotecnológica” (eugenol e isoeugenol), verifica-se que</p><p>ambas apresentam a mesma fórmula molecular (C10H12O2),</p><p>mas diferem em relação à posição da dupla ligação presente</p><p>na parte aberta da cadeia. Logo, a alternativa C está correta.</p><p>QUESTÃO 101</p><p>Uma pessoa adquiriu um novo aparelho eletrônico</p><p>e, conforme recomendado no manual do usuário, é</p><p>aconselhável realizar um teste inicial em uma configuração</p><p>de menor potência para garantir o funcionamento adequado</p><p>do equipamento, sem comprometer sua integridade ou a</p><p>segurança do usuário. Para realizar esse teste, é necessário</p><p>verificar se a diferença de potencial total do circuito atinge</p><p>um valor específico. O equipamento é acompanhado</p><p>de um voltímetro compacto ideal, porém o manual não</p><p>fornece orientações claras sobre a posição e a configuração</p><p>corretas para a medição da diferença de potencial.</p><p>BEPE</p><p>PW1C</p><p>Qual dos esquemas indica a posição em que o voltímetro</p><p>V deve ser ligado para a realização do teste?</p><p>A.</p><p>V</p><p>B.</p><p>V</p><p>C.</p><p>V</p><p>D.</p><p>V</p><p>E.</p><p>V</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Para realizar o teste, é necessário verificar</p><p>se a diferença de potencial total do circuito atinge um</p><p>valor específico, logo, é necessário medir a diferença de</p><p>potencial da fonte (bateria) do circuito. Como o voltímetro</p><p>deve ser ligado em paralelo com a fonte, a única alternativa</p><p>que atende a esses requisitos é a D. As alternativas A e E</p><p>estão incorretas, pois o voltímetro está ligado em série.</p><p>As alternativas B e C estão incorretas, pois estão medindo</p><p>a diferença de potencial de um resistor do circuito.</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 5BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 102</p><p>A fermentação alcoólica, que ocorre nas massas de produtos panificados, é um processo de transformação de açúcar</p><p>em calor, gás carbônico e outros elementos complementares, cujo resultado será o crescimento da massa e o surgimento</p><p>e incorporação de sabores desejáveis aos produtos. O fermento incorporado à massa é formado por um material rico em</p><p>microrganismos (fungos e bactérias) que serão os responsáveis pela transformação do açúcar.</p><p>Disponível em: <www.cpt.com.br>. Acesso em: 6 maio 2022 (Adaptação).</p><p>O crescimento da massa desses produtos ocorre por meio da liberação de</p><p>A. 	 ATP.</p><p>B. 	 água.</p><p>C. 	 calor.</p><p>D. 	 ácido láctico.</p><p>E. 	 gás carbônico.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: A fermentação alcoólica é realizada, principalmente, por algumas espécies de fungos (conhecidos por levedos ou</p><p>leveduras) e por algumas espécies de bactérias. Esses organismos, especialmente as leveduras, são conhecidos como fermentos</p><p>biológicos. Esse tipo de fermentação tem o álcool etílico e o gás carbônico como produtos orgânicos finais. Na fabricação de</p><p>pães e bolos, durante o preparo e cozimento da massa, o álcool escapa, enquanto o CO2 forma bolhas em meio à massa,</p><p>estufando-a e promovendo o seu crescimento. Portanto, está correta a alternativa E.</p><p>QUESTÃO 103</p><p>Nikolaus August Otto e seus dois irmãos construíram protótipos de um motor e obtiveram grande aceitação em razão</p><p>de ele ter uma eficiência maior e ser mais silencioso que os modelos concorrentes. Curiosamente, os primeiros modelos</p><p>eram movidos a gás e somente depois de alguns anos foram aperfeiçoados aos modelos de gasolina com admissão de ar.</p><p>O ciclo teórico mostrado na figura passou a ser denominado ciclo de Otto e, para um motor em específico movido a um gás</p><p>que possui massa de 20 g e calor específico de 921 J/kg.K, a temperatura e a pressão no ponto B são de 100 K e 2 atm,</p><p>respectivamente. Enquanto, no ponto C, a pressão é de 10 atm.</p><p>p</p><p>C</p><p>D</p><p>A</p><p>B</p><p>0</p><p>V1 V2 V</p><p>Disponível em: <https://www.if.ufrgs.br>. Acesso em: 28 mar. 2022 (Adaptação).</p><p>A quantidade de calor, em joule, fornecida para o gás no processo de B para C foi de</p><p>A. 	 479.</p><p>B. 	 547.</p><p>C. 	 2 246.</p><p>D. 	 7 368.</p><p>E. 	 11 052.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Como se trata do mesmo gás e de um processo isocórico, pode-se escrever:</p><p>P</p><p>T</p><p>P</p><p>T</p><p>T</p><p>T</p><p>B</p><p>B</p><p>C</p><p>C</p><p>C</p><p>C K</p><p>=</p><p>=</p><p>=</p><p>2</p><p>100</p><p>10</p><p>500</p><p>Logo, a quantidade de calor absorvida pelo gás foi de:</p><p>Portanto, a alternativa D é a correta.</p><p>A57M</p><p>DI8H</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 6 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 104</p><p>A transferência de genes de uma bactéria para um determinado vegetal de forma artificial consiste na formação de</p><p>uma planta transgênica.</p><p>Disponível em: <https://geneticavirtual.webnode.com.br>. Acesso em: 10 maio 2024. (Adaptação)</p><p>Ao receber o gene bacteriano, a planta passa a</p><p>A. 	 realizar reprodução por conjugação.</p><p>B. 	 possuir processos metabólicos iguais.</p><p>C. 	 ter o mesmo código genético da bactéria.</p><p>D. 	 produzir proteínas específicas da bactéria.</p><p>E. 	 sintetizar somente proteínas das bactérias.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: A técnica de transgenia, ou engenharia genética, envolve a inserção de genes de uma espécie em outra com</p><p>o objetivo de conferir novas características ao organismo receptor. Isso é feito utilizando técnicas de biotecnologia que</p><p>permitem isolar, modificar e inserir genes específicos no DNA de um organismo. O objetivo da transgenia é a produção de</p><p>determinadas substâncias, como proteínas específicas, portanto está correta a alternativa D. As alternativas A, B e E estão</p><p>incorretas, pois a planta não passaria a realizar os processos reprodutivos e metabólicos que são específicos das bactérias.</p><p>Por fim, a alternativa C está incorreta, pois o código é universal, independentemente do ser vivo.</p><p>XSVH</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 7BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 105</p><p>Os comprimidos antiácidos são constituídos, principalmente, de bicarbonato de sódio e de ácido cítrico. Essas</p><p>substâncias, em contato com a água, reagem e liberam gás carbônico, como representado na equação química a seguir:</p><p>NaHCO3(aq) + H3C6H5O7(aq) → NaH2C6H5O7(aq) + H2O() + CO2(g)</p><p>Sabendo que a massa de bicarbonato de sódio contida em cada comprimido antiácido é de 1 625 mg, qual é o volume</p><p>aproximado de CO2, em litros, liberado após a reação ter ocorrido?</p><p>Dados: Massas molares em g.mol–1: H = 1, C = 12, O = 16 e Na = 23.</p><p>Volume molar nas CNTP = 22,7 L</p><p>A. 	 0,20</p><p>B. 	 0,40</p><p>C. 	 0,60</p><p>D. 	 0,80</p><p>E. 	 1,00</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Inicialmente, calcula-se a massa de CO2 formada a partir da reação entre o ácido cítrico e o NaHCO3.</p><p>M(NaHCO3) = 84 g</p><p>M(CO2) = 44 g</p><p>84 g de NaHCO3 —— 44 g de CO2</p><p>1,625 g de NaHCO3 —— x</p><p>x = 0,851 g de CO2</p><p>Em seguida, determina-se a quantidade de matéria correspondente à massa de CO2 liberada na reação.</p><p>1 mol de CO2 —— 44 g</p><p>y —— 0,851 g</p><p>y = 0,019 mol de CO2</p><p>Por fim, partindo do princípio de que 1 mol de um gás ideal ocupa um volume de 22,7 L, obtém-se o volume de gás carbônico</p><p>liberado nessa reação química de efervescência.</p><p>1 mol —— 22,7 L</p><p>0,019 mol —— z</p><p>z = 0,43 L</p><p>Logo, a alternativa B está correta.</p><p>QUESTÃO 106</p><p>Uma panela de pressão de 4 litros está cozinhando um alimento e deve começar a ser despressurizada quando o gás</p><p>em seu interior, com número de mols igual a 0,25 mol, estiver a uma temperatura de 390 K e ocupando metade do seu</p><p>volume total. Considere</p><p>R �</p><p>�</p><p>�</p><p>0 082, L atm</p><p>mol K</p><p>.</p><p>A pressão, em atm, quando a panela inicia o processo de despressurização, é mais próxima de</p><p>A. 	 1,0.</p><p>B. 	 2,0.</p><p>C. 	 2,5.</p><p>D. 	 3,0.</p><p>E. 	 4,0.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Uma vez que o gás ocupa metade do volume da panela de pressão, isto é, 2 litros, pela equação de estado</p><p>dos gases ideais, tem-se que:</p><p>Portanto, a alternativa E está correta.</p><p>UFPF</p><p>A97F</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 8 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 107</p><p>Em alambiques, uma etapa importante é a maturação, pois a cachaça recém-destilada tem um sabor forte e seco, difícil</p><p>de ser apreciado. Sendo assim, é comum deixá-la envelhecer em barris de madeira, nos quais ocorrem várias reações,</p><p>entre elas, a representada pela equação química a seguir:</p><p>A + C2H5OH → C4H8O2 + H2O</p><p>PINHEIRO, P. C. et al. Origem, produção e composição química da cachaça. Revista Química Nova na Escola, n. 18, 2023. (Adaptação)</p><p>A nomenclatura IUPAC da substância A, utilizada como reagente no processo descrito, é</p><p>A. 	 etanol.</p><p>B. 	 ácido etanoico.</p><p>C. 	 ácido butanoico.</p><p>D. 	 ácido metanoico.</p><p>E. 	 etanoato de metila.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: Em uma reação química, os átomos das substâncias reagentes não são criados nem destruídos, mas apenas</p><p>rearranjados. Dessa forma, não há alteração na identidade química desses átomos, pois eles somente se reorganizam,</p><p>formando novas substâncias, os produtos. Sendo assim, para determinar a fórmula molecular do reagente A, basta somar</p><p>o número de átomos dos produtos – etanoato de etila (C4H8O2) e água (H2O) – e subtrair do número de átomos do etanol</p><p>(C2H5OH).</p><p>Número de átomos nos produtos:</p><p>4 C, 10 H e 3 O</p><p>Número de átomos no etanol:</p><p>2 C, 6 H e 1 O</p><p>Logo, é necessário que o reagente A tenha em sua estrutura a seguinte quantidade de átomos:</p><p>2 C, 4 H e 2 O</p><p>Portanto, o reagente A é o ácido etanoico, também conhecido como ácido acético (CH3COOH). A sua fórmula estrutural</p><p>está representada a seguir:</p><p>H3C C</p><p>O</p><p>OH</p><p>Logo, a alternativa B está correta.</p><p>QUESTÃO 108</p><p>A anemia ferropriva, também conhecida como anemia por deficiência de ferro, é um distúrbio comum que afeta milhões</p><p>de pessoas no mundo. Ela ocorre quando o organismo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina, uma proteína</p><p>presente nos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio para os tecidos.</p><p>A deficiência desse mineral no organismo resulta no(a)</p><p>A. 	 perda de massa óssea.</p><p>B. 	 dificuldade respiratória.</p><p>C. 	 aumento da acidez estomacal.</p><p>D. 	 menor absorção da vitamina C.</p><p>E. 	 dificuldade em enxergar as cores.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: O ferro é um componente essencial da hemoglobina, a proteína presente nas hemácias que é responsável</p><p>pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos e pela remoção do dióxido de carbono dos tecidos para os</p><p>pulmões. Quando há deficiência de ferro, a produção de hemoglobina é prejudicada, resultando em hemácias menores</p><p>e em menor quantidade, uma condição conhecida como anemia ferropriva, descrita no texto. Portanto está correta a</p><p>alternativa B. A alternativa A está incorreta, pois o ferro não participa da formação de massa óssea. A alternativa C está</p><p>incorreta, pois o ferro não causa alterações no pH estomacal. A alternativa D está incorreta, pois é a vitamina C que</p><p>auxilia na absorção de ferro de origem vegetal, e não o contrário. Por fim, a alternativa E está incorreta, pois não há</p><p>ligação entre a falta de ferro e problemas na percepção de cores.</p><p>ORKD</p><p>JY73</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 9BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 109</p><p>O potencial de ionização é a quantidade mínima de energia que deve ser fornecida para retirar um elétron do nível</p><p>mais externo de um átomo neutro e isolado, no estado gasoso. Quanto maior é essa energia, mais eletronegativo tende a</p><p>ser o elemento químico. No gráfico a seguir, estão representadas as primeiras energias de ionização de alguns elementos</p><p>químicos em função do respectivo número atômico:</p><p>2 500</p><p>2 000</p><p>1 500</p><p>1 000</p><p>500</p><p>10 20 30</p><p>Número atômico</p><p>Pr</p><p>im</p><p>ei</p><p>ra</p><p>e</p><p>ne</p><p>rg</p><p>ia</p><p>d</p><p>e</p><p>io</p><p>ni</p><p>za</p><p>çã</p><p>o</p><p>(k</p><p>J.</p><p>m</p><p>ol</p><p>–1</p><p>)</p><p>Kr</p><p>Zn</p><p>Ar</p><p>Ne</p><p>He</p><p>A Ga</p><p>KNaLi</p><p>BROWN, T. L.; LEMAY JR., H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: a ciência central.</p><p>9. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall do Brasil, 2008. (Adaptação)</p><p>No gráfico, qual é o elemento químico que possui a menor eletronegatividade?</p><p>A. 	 Li</p><p>B. 	 He</p><p>C. 	 Ga</p><p>D. 	 K</p><p>E. 	 Kr</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Segundo o texto, o potencial de ionização de um elemento químico tende a ser proporcional à sua</p><p>eletronegatividade. Sendo assim, a espécie que apresentar menor energia de ionização também será aquela de</p><p>menor eletronegatividade. Analisando o gráfico, verifica-se que, entre os elementos representados, o potássio (K) é o</p><p>que apresenta o menor valor para a primeira energia de ionização. Logo, ele é o menos eletronegativo, o que torna a</p><p>alternativa D a correta.</p><p>QUESTÃO 110</p><p>O sexo da maioria dos répteis é determinado depois da fertilização, diferentemente dos mamíferos, que dependem dos</p><p>cromossomos X e Y. A temperatura de incubação dos ovos irá determinar se o filhote será macho ou fêmea. Temperaturas de</p><p>incubação em torno de 27,7 °C apresentarão filhotes machos, enquanto temperaturas médias de 31 °C eclodirão filhotes fêmeas.</p><p>Disponível em: <https://socientifica.com.br>. Acesso em: 31 mar. 2022 (Adaptação).</p><p>O fenômeno descrito anteriormente ilustra o(a)</p><p>A. 	 atuação do fenótipo nas mutações genéticas.</p><p>B. 	 processo natural de modificação do genótipo.</p><p>C. 	 interação entre o meio ambiente e o genótipo.</p><p>D. 	 influência do fenótipo na modificação do genótipo.</p><p>E. 	 hereditariedade dos fenótipos artificialmente alterados.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: De acordo com o texto, o desenvolvimento dos sexos de alguns répteis é influenciado pela temperatura</p><p>ambiental durante a incubação dos ovos. Esse é um clássico caso de caraterísticas influenciadas pelo meio, a interação</p><p>entre o genótipo do organismo e o meio em que ele se encontra. O fenótipo não atua nas mutações genéticas, ele pode ser</p><p>um resultado dessas mutações. O genótipo pode ser modificado naturalmente por meio de mutações não induzidas, porém</p><p>o fenômeno descrito não está relacionado a esses processos. O fenótipo não modifica o genótipo, pois é um resultado do</p><p>genótipo do organismo. Caracteres fenotípicos alterados artificialmente não são hereditários e não se relacionam ao evento</p><p>descrito no texto. Portanto a alternativa correta é a C.</p><p>94QG</p><p>2RJ1</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 10 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 111</p><p>Em uma usina nuclear, durante o processo de geração de energia, a água aquecida pelo material combustível</p><p>é pressurizada e circula por um sistema de tubulações, onde troca calor com a água da caldeira. Nesse processo,</p><p>a água pressurizada, mantida a altas temperaturas, fornece energia o suficiente para a água da caldeira ebulir, gerando vapor,</p><p>que é direcionado para alimentar as turbinas. Por fim, a energia mecânica das turbinas é convertida em energia elétrica.</p><p>No processo de aquecimento da água da caldeira, é utilizada energia proveniente</p><p>A. 	 somente do calor sensível da água pressurizada.</p><p>B. 	 somente do calor latente da vaporização da água pressurizada.</p><p>C. 	 somente do calor latente da condensação da água pressurizada.</p><p>D. 	 do calor sensível e do calor latente da vaporização da água pressurizada.</p><p>E. 	 do calor sensível e do calor latente da condensação da água pressurizada.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: A água que entra em contato com as barras de combustível é mantida em alta pressão para que seja possível</p><p>permanecer em estado líquido a altas temperaturas. Essa água pressurizada troca calor com a água da caldeira, mas sem</p><p>mudar de fase. Dessa forma, a energia para o aquecimento da água da caldeira é proveniente do calor sensível da água</p><p>pressurizada. Portanto a alternativa A está correta.</p><p>QUESTÃO 112</p><p>Nativo do Cerrado brasileiro, o murici, quando maduro, apresenta frutos com a casca e a polpa suculenta de um amarelo</p><p>intenso,</p><p>além de sabor adocicado e cheiro característico. A polpa dele pode ser utilizada na fabricação de doces, sucos,</p><p>licores e sorvetes. A maior parte dos estudos sobre o murici se concentram na identificação dos seus aromas. Análises</p><p>cromatográficas já identificaram: butanoato de etila (frutal, doce), 1-octen-3-ol (cogumelo), ácido butanoico (queijo rançoso),</p><p>ácido hexanoico (pungente, queijo) e 2-feniletanol (floral). O muricizeiro também apresenta amplo uso na medicina popular,</p><p>pois as suas folhas são utilizadas para o tratamento de diarreia, infecção intestinal e proteção da mucosa intestinal.</p><p>A fórmula estrutural da substância característica do aroma de queijo rançoso é:</p><p>A. 	 OH</p><p>B.</p><p>O</p><p>C.</p><p>OH</p><p>O</p><p>D. 	 O</p><p>O</p><p>E. 	 OH</p><p>4BD6</p><p>VIWJ</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 11BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Segundo as regras de nomenclatura IUPAC, para nomear um ácido carboxílico, deve-se iniciar o nome da</p><p>substância com a palavra “ácido” seguida do nome da cadeia principal e substituir a terminação “o”, do hidrocarboneto,</p><p>pela terminação “oico”. É importante ressaltar que, para numerar a cadeia principal de um ácido carboxílico, deve-se</p><p>começar sempre pelo carbono do grupo funcional carboxila (–COOH). De acordo com o texto, o composto responsável</p><p>pelo odor de queijo rançoso é o ácido butanoico, ou seja, trata-se de um ácido que apresenta cadeia principal constituída</p><p>de quatro átomos de carbono (prefixo “but”) e apenas ligações simples entre carbonos (infixo “an”). Além disso, ele possui</p><p>cadeia normal, pois não há a presença de ramificações (grupos substituintes). A fórmula estrutural dessa substância está</p><p>representada a seguir:</p><p>OH</p><p>O</p><p>24</p><p>13</p><p>Logo a alternativa C está correta.</p><p>QUESTÃO 113</p><p>Nas espécies de elefantes, a sobrevivência dos recém-nascidos, jovens e adultos jovens é alta, mas a taxa de</p><p>mortalidade aumenta com a velhice. Esses animais têm poucos descendentes, mas a maioria vive até idades avançadas.</p><p>Outros grandes mamíferos, incluindo os seres humanos, são exemplos dessa longevidade.</p><p>A seguir, são apresentadas as curvas de sobrevivência de três tipos de população:</p><p>Tipo I</p><p>100</p><p>0</p><p>Pe</p><p>rc</p><p>en</p><p>tu</p><p>al</p><p>d</p><p>e</p><p>so</p><p>br</p><p>ev</p><p>iv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>Tempo</p><p>Jovem Idoso</p><p>Tipo II</p><p>100</p><p>0</p><p>Pe</p><p>rc</p><p>en</p><p>tu</p><p>al</p><p>d</p><p>e</p><p>so</p><p>br</p><p>ev</p><p>iv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>Tempo</p><p>Jovem Idoso</p><p>Tipo III</p><p>100</p><p>0</p><p>Pe</p><p>rc</p><p>en</p><p>tu</p><p>al</p><p>d</p><p>e</p><p>so</p><p>br</p><p>ev</p><p>iv</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>Tempo</p><p>Jovem Idoso</p><p>Disponível em: <https://aprendendobio.com.br>. Acesso em: 04 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>Pela análise da história de vida dos elefantes, a(s) curva(s) de sobrevivência que os representa é(são) do(s) tipo(s)</p><p>A. 	 I.</p><p>B. 	 II.</p><p>C. 	 III.</p><p>D. 	 I e II.</p><p>E. 	 I e III.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Na curva de sobrevivência do Tipo I, a maioria dos indivíduos vive até idades avançadas, com altas taxas de</p><p>sobrevivência nos estágios iniciais e intermediários da vida. A mortalidade aumenta significativamente nas idades mais</p><p>avançadas. Esse tipo de curva é característico de espécies que investem mais na criação e cuidado de um número reduzido</p><p>de descendentes, garantindo que a maioria deles sobreviva até a maturidade. Exemplos clássicos de espécies com esse</p><p>tipo de curva de sobrevivência incluem, além dos elefantes, os humanos e diversas grandes espécies de mamíferos. Essas</p><p>características descritas estão de acordo com o gráfico Tipo I mostrado na imagem, em que o percentual de sobrevivência é</p><p>alto durante um longo período, até chegar nos indivíduos idosos. Portanto está correta a alternativa A. As demais alternativas</p><p>estão incorretas, pois incluem opções com os demais gráficos, que não se relacionam com a curva de sobrevivência</p><p>observada nos animais descritos.</p><p>8Z8G</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 12 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 114</p><p>A temperatura dos fornos elétricos é controlada através de botões presentes no próprio aparelho. Para que fornos elétricos</p><p>analógicos funcionem na temperatura desejada, o usuário rotaciona o botão, modificando a resistência total do circuito.</p><p>A imagem a seguir exibe, de forma simplificada, o circuito elétrico que compõe um forno, em que 1 e 2 representam</p><p>pontos em que ele pode ser fechado através da utilização do botão.</p><p>50</p><p>100</p><p>150200</p><p>250</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5 kΩ</p><p>+</p><p>+</p><p>2</p><p>1–</p><p>ε</p><p>Qual é a resistência equivalente do circuito provocada pela rotação do botão que fecha o circuito no ponto 1?</p><p>A. 	 2,5 kΩ</p><p>B. 	 10,0 kΩ</p><p>C. 	 12,5 kΩ</p><p>D. 	 20,0 kΩ</p><p>E. 	 25,0 kΩ</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Ao fechar o circuito no ponto 1, tem-se a seguinte representação:</p><p>5 kΩ</p><p>2</p><p>3</p><p>1</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>5</p><p>kΩ</p><p>Dessa forma, existem dois resistores de 5 kΩ em paralelo e dois resistores de 5 kΩ em série. A resistência equivalente</p><p>dos resistores em paralelo é igual a:</p><p>R R R</p><p>R R</p><p>R</p><p>paral.</p><p>paral. k</p><p>�</p><p>�</p><p>� � �</p><p>1 2</p><p>1 2</p><p>5 5</p><p>10</p><p>2 5</p><p>.</p><p>. ,</p><p>Já para os resistores em série:</p><p>R R R</p><p>R</p><p>série</p><p>série k</p><p>� �</p><p>� � � �</p><p>1 2</p><p>5 5 10</p><p>Dessa forma, a resistência equivalente do circuito é a soma das duas resistências, isto é, 12,5 kΩ. Portanto</p><p>a alternativa C está correta.</p><p>GV2M</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 13BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 115</p><p>Os dados de Mendel não apoiavam as ideias sobre mistura de traços que eram populares entre os biólogos</p><p>de seu tempo. Como nunca houve sementes semienrugadas ou sementes amarelas-esverdeadas, por exemplo,</p><p>na geração F2, Mendel concluiu que a mistura não deve ser o resultado esperado das combinações de traços parentais.</p><p>Em vez disso, levantou a hipótese de que cada parental contribui com alguma matéria particulada para a prole.</p><p>Ele chamou essa substância hereditária de “Elementen”.</p><p>Disponível em: <www.nature.com>.</p><p>Acesso em: 19 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>A relação estabelecida entre esses genes foi identificada posteriormente como</p><p>A. 	 inibição.</p><p>B. 	 epistasia.</p><p>C. 	 codominância.</p><p>D. 	 dominância completa.</p><p>E. 	 dominância incompleta.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Como é descrito no texto, Mendel, com base nos resultados dos seus experimentos, não acreditava na</p><p>hipótese de que todas as características eram resultantes da mistura das características parentais. Em vez disso, acreditava</p><p>que as características eram, ou de acordo com o material proveniente do pai, ou de acordo com o material proveniente</p><p>da mãe. No caso das ervilhas de Mendel, é possível inferir, atualmente, que cada pai contribui com um alelo do gene</p><p>que determina a cor e um gene que determina a textura das sementes, e que apenas o fenótipo de um dos pais vai se</p><p>manifestar. Com base nisso, é correto afirmar que esses genes alelos estabelecem entre si uma relação de dominância</p><p>completa, sendo um alelo o dominante, e o outro, recessivo. Portanto está correta a alternativa D. A alternativa A está</p><p>incorreta, pois a inibição acontece apenas do alelo dominante em relação ao recessivo, mas não explica a relação do</p><p>gene recessivo em relação ao gene dominante. A alternativa B está incorreta, pois a relação de epistasia acontece</p><p>entre genes diferentes, e não entre genes alelos. A alternativa C está incorreta, pois, como é informado no texto,</p><p>os fenótipos das ervilhas não são parciais, as ervilhas não são parte verde, parte amarela, nem parte lisa, parte rugosa.</p><p>Por fim, a alternativa E está incorreta, pois os fenótipos das ervilhas não são parciais, as ervilhas não são amarelo-</p><p>-esverdeadas nem mais ou menos rugosas.</p><p>QUESTÃO 116</p><p>No cotidiano, com frequência nota-se o uso dos termos “massa” e “peso” como se fossem sinônimos em propagandas,</p><p>rótulos de produtos ou conversas no dia a dia.</p><p>Após uma aula de Física, dois colegas estavam discutindo a respeito desses termos e um tentava convencer o outro</p><p>de que tinha razão:</p><p>Colega A: “Massa e peso são nomes diferentes para a mesma coisa. Eu provo para você pegando uma balança e</p><p>pesando esta caneta. Viu!? O peso da caneta deu 30 g, uma unidade de massa; é tudo a mesma coisa.”</p><p>Colega B: “Eu discordo! Pegue a mesma caneta e faça a mesma medida na Lua; a balança fará uma medida menor!</p><p>Como isso é possível sendo que</p><p>vimos que a massa de um objeto é constante, a não ser que ele seja modificado? Massa</p><p>e peso são medidas diferentes.”</p><p>O aspecto físico comum que explica a diferença das medidas dos experimentos é o(a)</p><p>A. 	 resistência do ar.</p><p>B. 	 formato dos corpos.</p><p>C. 	 tamanho dos corpos.</p><p>D. 	 densidade dos corpos.</p><p>E. 	 aceleração da gravidade.</p><p>UCFJ</p><p>NRIF</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 14 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: A balança faz uma medida de força relacionada</p><p>à força peso, e esta é definida pelo produto entre massa</p><p>e gravidade:</p><p>P = m . g</p><p>Logo, peso e massa são diferentes devido à aceleração</p><p>da gravidade. Portanto a alternativa E está correta.</p><p>A alternativa A está incorreta, pois a resistência do ar atua</p><p>somente em objetos que estão em movimento em relação</p><p>a ele, o que não ocorre ao fazer medidas em uma balança.</p><p>As alternativas B, C e D estão incorretas, pois as</p><p>características de formato, tamanho e densidade estão</p><p>relacionadas à massa do objeto, não explicando a diferença</p><p>entre massa e peso.</p><p>QUESTÃO 117</p><p>Se um átomo absorve energia com um determinado</p><p>valor de frequência, um de seus elétrons pode passar do</p><p>estado fundamental a um nível mais energético. No entanto,</p><p>mais cedo ou mais tarde, ele retornará ao seu estado</p><p>fundamental, emitindo energia de frequência idêntica à da</p><p>que absorvera, exatamente o que acontece nos fenômenos</p><p>de fluorescência ou na fosforescência.</p><p>SACKS, O. Tio Tungstênio: memórias de uma infância química.</p><p>Tradução de Laura Teixeira Motta.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2008.</p><p>(Adaptação)</p><p>O modelo atômico que inicialmente permitiu explicar os</p><p>fenômenos citados é o de:</p><p>A. 	 Bohr.</p><p>B. 	 Dalton.</p><p>C. 	 Thomson.</p><p>D. 	 Rutherford.</p><p>E. 	 Sommerfeld.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: A fluorescência é um fenômeno que ocorre</p><p>quando um material absorve radiação de alta energia,</p><p>como na região u l t rav io leta (UV) do espectro</p><p>eletromagnético, e emite luz de menor energia na região</p><p>visível. A fluorescência é um processo rápido e, por</p><p>isso, cessa quando a amostra deixa de ser iluminada.</p><p>A compreensão desse fenômeno só foi possível com o</p><p>modelo atômico de Bohr. Segundo esse cientista, ao girar</p><p>ao redor do núcleo, o elétron não ganha nem perde</p><p>energia, pois essas órbitas são níveis estacionários. Porém</p><p>quando um elétron ganha energia, ele é promovido a um</p><p>nível mais energético e, logo em seguida, retorna ao nível</p><p>de origem, liberando a energia recebida sob a forma de</p><p>fótons de luz. Logo a alternativa A está correta.</p><p>OJOY</p><p>QUESTÃO 118</p><p>Uma empresa de transporte de cargas substituiu</p><p>seus equipamentos e aumentou em duas vezes a massa</p><p>da carga máxima transportada. Antes, os funcionários</p><p>tinham à sua disposição apenas equipamentos do tipo 1 e</p><p>realizavam uma força F1 para erguer a carga máxima M1.</p><p>Atualmente, os funcionários têm à sua disposição apenas</p><p>os equipamentos do tipo 2 e realizam uma força F2 para</p><p>erguer a nova carga máxima M2. Os equipamentos do tipo</p><p>1 e do tipo 2 estão representados na figura.</p><p>Em ambos os aparelhos, considere as cordas</p><p>inextensíveis, as massas das polias e das cordas</p><p>desprezíveis e que não há dissipação de energia.</p><p>M2</p><p>Equipamento do tipo 1 Equipamento do tipo 2</p><p>F1 F2</p><p>M1</p><p>Com essa mudança, qual é a razão F</p><p>F</p><p>2</p><p>1</p><p>?</p><p>A. 	 1</p><p>4</p><p>B. 	 1</p><p>2</p><p>C. 	 1</p><p>D. 	 2</p><p>E. 	 4</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: No equipamento do tipo 1, a polia empregada</p><p>é fixa, portanto, o módulo da força F1 necessária é igual ao</p><p>módulo da força peso da carga M1. No equipamento do tipo 2,</p><p>utiliza-se duas polias móveis e uma fixa. Dessa forma,</p><p>o módulo da força F2 necessária é igual a:</p><p>F P</p><p>n2 2</p><p>=</p><p>Em que “n” representa o número de polias móveis. Logo</p><p>o módulo de F2 é igual a um quarto do peso da carga máxima</p><p>M2. Como M2 = 2M1, tem-se que:</p><p>F</p><p>F</p><p>M g</p><p>M g</p><p>F</p><p>F</p><p>M g</p><p>M g</p><p>2</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>2</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>2</p><p>4</p><p>1</p><p>2</p><p>� �</p><p>� �</p><p>Portanto, a alternativa B está correta.</p><p>FQ7B</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 15BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 119</p><p>Existem ecossistemas no Brasil, como os savânicos e tropicais, no Cerrado, que evoluíram na presença do fogo, e este</p><p>constitui um importante fator ecológico para sua manutenção. O fogo pode ser uma importante ferramenta de manejo nos</p><p>chamados ecossistemas inflamáveis, ou seja, aqueles que evoluíram na presença do fogo, nos quais as queimadas exercem</p><p>um importante papel nos seus funcionamentos. Queimadas prescritas podem ser utilizadas, por exemplo, para controlar</p><p>a quantidade de material combustível (o material que vai queimar e sustentar o fogo), evitando-se assim a propagação de</p><p>grandes incêndios.</p><p>Disponível em: <https://jornal.unesp.br>. Acesso em: 4 mar. 2024.</p><p>Uma adaptação de muitas espécies vegetais desse bioma que contribui para a resistência ao fogo é o(a)</p><p>A. 	 transformação de folhas em espinhos.</p><p>B. 	 sistema radicular e os caules subterrâneos.</p><p>C. 	 parênquima aerífero com espaços intercelulares.</p><p>D. 	 acúmulo do excesso de alumínio pelas raízes e folhas.</p><p>E. 	 presença de folhas largas para aumentar a captação de luz.</p><p>Alternativa B</p><p>Resolução: No Cerrado, muitas espécies vegetais apresentam adaptações, como sistemas radiculares profundos e caules</p><p>subterrâneos, conhecidos como xilopódios. Esses caules armazenam nutrientes e água, permitindo que as plantas rebrotem</p><p>rapidamente após incêndios. Além disso, a profundidade dos sistemas radiculares protege as partes vitais da planta do</p><p>calor intenso, garantindo sua sobrevivência e recuperação em um ambiente sujeito a queimadas frequentes. Portanto está</p><p>correta a alternativa B. A alternativa A está incorreta, pois a transformação de folhas em espinhos é uma adaptação para</p><p>reduzir a perda de água por evaporação e para se proteger de herbívoros, não para resistir ao fogo. A alternativa C está</p><p>incorreta, pois o parênquima aerífero, caracterizado por grandes espaços intercelulares, é uma adaptação típica de plantas</p><p>aquáticas, facilitando a troca de gases e a flutuação em ambientes alagados. A alternativa D está incorreta, pois o acúmulo</p><p>de alumínio nos vacúolos celulares é uma estratégia de plantas do Cerrado, mas não protege, especificamente, contra a</p><p>ação do fogo. Algumas plantas podem tolerar ou acumular alumínio, mas isso é uma resposta ao solo ácido e não uma</p><p>adaptação específica ao fogo ou à seca. Por fim, a alternativa E está incorreta, pois a presença de folhas largas é uma</p><p>adaptação para aumentar a área de superfície para a captação de luz solar, o que é importante para plantas de florestas.</p><p>QUESTÃO 120</p><p>Um agente da polícia rodoviária foi encarregado de investigar uma infração de trânsito. As informações iniciais da</p><p>perícia indicam que o veículo utilizou a capacidade máxima de frenagem, resultando em uma desaceleração de 10 m/s2,</p><p>porém, ainda assim, acabou colidindo a uma velocidade de 72 km/h. Ao chegar ao local, o agente observa uma marca de</p><p>frenagem deixada pelo veículo, estendendo-se por 60 metros antes do ponto de impacto.</p><p>O percentual de redução na velocidade do veículo no processo de frenagem foi de</p><p>A. 	 14%.</p><p>B. 	 34%.</p><p>C. 	 50%.</p><p>D. 	 59%.</p><p>E. 	 63%.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: A velocidade de colisão do carro, em m/s, é igual a 20 m/s. Como não é informado o tempo de frenagem,</p><p>utiliza-se a equação de Torricelli:</p><p>v v a S</p><p>v</p><p>v</p><p>v</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>0</p><p>2</p><p>20 2 10 60</p><p>1 600</p><p>40</p><p>� �</p><p>� �</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>. .</p><p>m/s</p><p>Como a velocidade final é metade da velocidade inicial, então o percentual de redução foi igual a 50%. Portanto a alternativa</p><p>C está correta.</p><p>FIDU</p><p>NE7Z</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 16 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 121</p><p>O álcool surge na cerveja durante a fermentação, etapa</p><p>em que as leveduras transformam os açúcares, geralmente</p><p>a glicose (C6H12O6), em dióxido de carbono (CO2) e em</p><p>etanol (C2H5OH), cuja densidade é igual a 0,79 g/cm3. Essa</p><p>reação é representada pela seguinte equação química:</p><p>C6H12O6 → 2C2H5OH + 2CO2</p><p>Disponível em: <https://www.superbockcasadacerveja.pt>.</p><p>Acesso em: 21 fev. 2024. (Adaptação)</p><p>A massa de glicose,</p><p>em kg, necessária para produzir 50 L de</p><p>uma cerveja de teor alcoólico igual a 5% V/V é próxima de</p><p>Dados: Massas molares em g.mol–1: H = 1, C = 12 e O = 16.</p><p>A. 	 3,8.</p><p>B. 	 4,8.</p><p>C. 	 7,7.</p><p>D. 	 9,7.</p><p>E. 	 11,5.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: Inicialmente, determina-se o volume de etanol</p><p>(C2H5OH) presente em 50 L da cerveja. Considerando que</p><p>o teor alcoólico dela é de 5% V/V, tem-se a seguinte regra</p><p>de três:</p><p>5 mL de C2H5OH ––––– 100 mL de cerveja</p><p>x ––––– 50 000 mL de cerveja</p><p>x = 2 500 mL de C2H5OH</p><p>Em seguida, para calcular a massa de C2H5OH</p><p>correspondente a esse volume, utiliza-se a densidade (ρ),</p><p>que é uma propriedade definida como a razão entre a</p><p>massa de uma substância e o volume ocupado por ela,</p><p>conforme a seguir:</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>�</p><p>m</p><p>V</p><p>m V</p><p>m g mL mL</p><p>m g</p><p>.</p><p>, . .-0 79 2 500</p><p>1 975</p><p>1</p><p>Por fim, pela estequiometria da reação de fermentação,</p><p>verifica-se que 1 mol de glicose (C6H12O6) produz 2 mol de</p><p>C2H5OH. Sendo assim, basta determinar a massa molar (M)</p><p>de ambas as substâncias e, logo depois, montar a seguinte</p><p>regra de três para calcular a massa de C6H12O6 necessária</p><p>para produzir 50 L dessa cerveja:</p><p>M(C6H12O6) = (6 . 12) + (12 . 1) + (6 . 16) = 180 g.mol–1</p><p>M(C2H5OH) = (2 . 12) + (6 . 1) + (1 . 16) = 46 g.mol–1</p><p>180 g de C6H12O6 ––––– 92 g de C2H5OH</p><p>y ––––– 1 975 g de C2H5OH</p><p>y = 3 864 g de C6H12O6 ≅ 3,864 kg</p><p>Logo, a alternativa A está correta.</p><p>1WJX QUESTÃO 122</p><p>Alimentos ultraprocessados são alimentos que passam por</p><p>vários processos industriais. Geralmente, contêm quantidade</p><p>elevada de açúcar, sal, gordura, corantes e conservantes</p><p>artificiais e pouca quantidade de água, fibras e vitaminas.</p><p>O consumo desses alimentos deve ser evitado sempre que</p><p>possível, pois pode levar à modificação e desequilíbrio da</p><p>microbiota intestinal. Esse desequilíbrio entre as bactérias</p><p>do intestino gera um fenômeno denominado disbiose,</p><p>que ocorre quando há um predomínio de microrganismos</p><p>maléficos sobre os benéficos no órgão.</p><p>Disponível em: <https://blog.sabin.com.br>.</p><p>Acesso em: 08 maio 2024. (Adaptação)</p><p>A redução no consumo desses alimentos é justificada, pois</p><p>as modificações causadas por esse hábito podem interferir</p><p>diretamente no(a)</p><p>A. 	 regulação do pH sanguíneo.</p><p>B. 	 fornecimento de sais minerais.</p><p>C. 	 controle da temperatura corporal.</p><p>D. 	 absorção de nutrientes essenciais.</p><p>E. 	 diminuição dos níveis de colesterol.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: O alto consumo de alimentos ultraprocessados</p><p>está associado a uma redução na diversidade da microbiota</p><p>intestinal, o que pode comprometer a absorção de nutrientes</p><p>essenciais. Esses alimentos, ricos em aditivos e pobres</p><p>em fibras, alteram o equilíbrio das bactérias benéficas,</p><p>diminuindo a eficiência na digestão e na assimilação de</p><p>vitaminas e minerais. Esse desequilíbrio pode levar a</p><p>deficiências nutricionais e contribuir para o desenvolvimento</p><p>de doenças metabólicas e inflamatórias. Portanto está</p><p>correta a alternativa D. A alternativa A está incorreta, pois a</p><p>regulação do pH sanguíneo não está diretamente envolvida</p><p>como consequência do processo; o corpo tem mecanismos</p><p>muito eficientes para manter o pH do sangue dentro de</p><p>uma faixa estreita, principalmente por meio dos sistemas</p><p>de tampão, de respiração e de função renal. A alternativa</p><p>B está incorreta, pois o fornecimento de sais minerais não</p><p>é dependente da ação da microbiota intestinal e não está</p><p>ligado à disfunção dela. A alternativa C está incorreta,</p><p>pois o controle da temperatura corporal é regulado pelo</p><p>hipotálamo, que detecta mudanças de temperatura por</p><p>meio de termorreceptores. Em resposta ao calor, o corpo</p><p>promove a vasodilatação e a sudorese para dissipar calor,</p><p>ou seja, não há ligação com a microbiota intestinal. Por fim,</p><p>a alternativa E está incorreta, pois bactérias benéficas não</p><p>têm como função a regulação dos níveis de colesterol.</p><p>9SD2</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 17BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 123</p><p>Dois átomos iguais se unem para compartilhar seus elétrons de valência porque a matéria formada apresenta, geralmente,</p><p>maior potencial de ionização e menor afinidade eletrônica, ou seja, torna-se mais estável em relação à tendência dos</p><p>elétrons de escaparem do sistema.</p><p>Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br>. Acesso em: 19 abr. 2017. [Fragmento adaptado]</p><p>O gráfico a seguir representa a variação da energia potencial de um sistema que contém dois átomos de hidrogênio</p><p>à medida que a distância entre os seus núcleos diminui.</p><p>Distância entre os</p><p>núcleos dos átomos</p><p>Energia</p><p>potencial</p><p>IIIIII</p><p>IV</p><p>V</p><p>O ponto em que as forças atrativas e repulsivas estão em equilíbrio corresponde ao</p><p>A. 	I.</p><p>B. 	II.</p><p>C. 	III.</p><p>D. 	IV.</p><p>E. 	V.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Analisando o gráfico, verifica-se que, em I, os átomos encontram-se isolados por uma distância infinita,</p><p>e, nessa situação, não há forças de atração ou repulsão atuando entre eles. Em II, as forças de atração núcleos-</p><p>-elétrons são mais intensas que as forças de repulsão entre os dois núcleos, fazendo com que os átomos se aproximem e a</p><p>energia potencial do sistema diminua. Em III, há uma situação de equilíbrio entre as forças atrativas e as forças repulsivas,</p><p>sendo, portanto, o ponto de maior estabilidade apresentado no gráfico (ocorre ligação química). Por fim, nas situações IV e</p><p>V, os núcleos dos átomos estão cada vez mais próximos, o que torna as forças de repulsão entre os núcleos mais intensas</p><p>que as de atração, aumentando consideravelmente a energia potencial do sistema. Portanto a alternativa C está correta.</p><p>QUESTÃO 124</p><p>Os óculos escuros com lentes polarizadas estão crescendo em popularidade entre aqueles que valorizam proteção</p><p>ocular eficaz e conforto visual em dias ensolarados. Ao contrário das lentes comuns, as lentes polarizadas contam com</p><p>um filtro extra que diminui a intensidade da luz, especialmente próxima a superfícies como água, areia, neve e asfalto.</p><p>Por isso, tornaram-se uma escolha frequente para entusiastas de atividades ao ar livre.</p><p>Uma pessoa que utiliza óculos com esse tipo de lente está mais protegida da luz que as superfícies</p><p>A. 	 refletem.</p><p>B. 	 difratam.</p><p>C. 	 refratam.</p><p>D. 	 absorvem.</p><p>E. 	 intensificam.</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: De acordo com o texto, as lentes polarizadas contam com um filtro extra que diminui a intensidade da luz,</p><p>principalmente para superfícies com grande capacidade de reflexão: água, areia, neve e asfalto. Portanto a alternativa A</p><p>está correta.</p><p>SBR3</p><p>M9PØ</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 18 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 125</p><p>Cientistas da universidade ETH Zurique, na Suíça, descobriram uma organela inédita presente nas células de mamíferos.</p><p>A organela, batizada pelos cientistas de “exclusoma”, foi descrita em 21 de setembro na revista Molecular Biology of the Cell.</p><p>Essa estrutura encontrada no citoplasma celular é feita de anéis de DNA conhecidos como plasmídeos. A descoberta de</p><p>DNA na organela é excepcional porque as células eucarióticas (células com núcleo) normalmente mantêm a maioria do</p><p>material genético em seu núcleo, onde ele é organizado em cromossomos.</p><p>Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com>. Acesso em: 13 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>Em que outra organela dessas células pode ser encontrada estrutura semelhante à que foi descoberta?</p><p>A. 	 Lisossomo.</p><p>B. 	 Cloroplasto.</p><p>C. 	 Mitocôndria.</p><p>D. 	 Complexo golgiense.</p><p>E. 	 Retículo endoplasmático.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Nas células eucariotas animais, outra organela onde são encontrados fragmentos de DNA circular é a mitocôndria.</p><p>As mitocôndrias contêm seu próprio DNA (mtDNA), que é distinto do DNA nuclear. Portanto está correta a alternativa C.</p><p>A alternativa A está incorreta, pois os lisossomos são organelas ricas em enzimas digestórias, produzidas a partir do DNA</p><p>presente no núcleo da célula e, portanto, não apresentam DNA próprio. A alternativa B está incorreta, pois a célula descrita</p><p>é uma célula animal, onde não são encontrados cloroplastos, apesar de esta organela também apresentar DNA próprio.</p><p>A alternativa</p><p>D está incorreta, pois o complexo golgiense, presente nas células animais, é uma organela membranosa,</p><p>mas não apresenta DNA próprio. Por fim, a alternativa E está incorreta, pois o retículo endoplasmático, organela membranosa</p><p>presente nas células animais, não tem DNA próprio.</p><p>QUESTÃO 126</p><p>O Parque Solar Bhadla, perto da fronteira da Índia com o Paquistão, está entre os maiores parques solares do mundo.</p><p>Composto por milhões de painéis solares fotovoltaicos, sua capacidade total é de 2 250 MW. A sua localização estratégica</p><p>em uma região com irradiância solar de 1 500 W/m2, combinada com a eficiência de 20% dos painéis solares, permite a</p><p>geração de energia limpa e sustentável.</p><p>Disponível em: <https://revistaplaneta.com.br>. Acesso em: 04 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>A área total coberta por placas solares nesse parque é de</p><p>A. 	 1,5 × 103 m2.</p><p>B. 	 7,5 × 103 m2.</p><p>C. 	 3,0 × 105 m2.</p><p>D. 	 1,6 × 106 m2.</p><p>E. 	 7,5 × 106 m2.</p><p>Alternativa E</p><p>Resolução: Como a eficiência do painel solar é de 20% da irradiância solar, a intensidade efetiva é igual a:</p><p>I</p><p>I</p><p>=</p><p>=</p><p>1 500 0 2</p><p>300</p><p>. ,</p><p>W/m2</p><p>O parque solar produz 2 250 MW, logo, a área total coberta por placas solares é determinada realizando a razão entre a</p><p>energia e a intensidade efetiva. Assim:</p><p>A</p><p>A</p><p>=</p><p>=</p><p>2250 10</p><p>300</p><p>7 5 10</p><p>6</p><p>6</p><p>.</p><p>, . m2</p><p>Portanto a alternativa E está correta.</p><p>ØQ1X</p><p>E8EV</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 19BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 127</p><p>A ureia, CO(NH2)2, é um composto orgânico cristalino, de</p><p>cor branca, sabor amargo e solúvel em água. Ela foi descoberta</p><p>no século XVIII, mas só foi sintetizada artificialmente em</p><p>1828, pelo médico alemão Friedrich Wöhler. Tal fato foi</p><p>considerado um marco na história da química orgânica,</p><p>porque derrubava a “Teoria da Força Vital”, segundo a qual</p><p>compostos orgânicos só poderiam ser produzidos pelos</p><p>organismos vivos.</p><p>Disponível em: <www.embrapa.br>.</p><p>Acesso em: 11 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>A função que caracteriza essa substância é denominada</p><p>A. 	 éter.</p><p>B. 	 nitrila.</p><p>C. 	 amina.</p><p>D. 	 amida.</p><p>E. 	 nitrocomposto.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Para determinar o grupo funcional que</p><p>caracteriza a ureia, CO(NH2)2, antes, é necessário</p><p>representar a fórmula estrutural dela, conforme a seguir:</p><p>O</p><p>NH2H2N</p><p>C</p><p>Analisando a estrutura da ureia, verifica-se que o grupo</p><p>funcional que caracteriza essa substância é constituído</p><p>por dois átomos de nitrogênio (N) ligados a uma carbonila</p><p>(C=O). Logo, esse composto pertence à função amida, o</p><p>que torna a alternativa D correta.</p><p>QUESTÃO 128</p><p>O mineral mais abundante no corpo humano é o</p><p>cálcio, que participa de processos bioquímicos importantes.</p><p>Ele é um regulador-chave em várias vias de sinalização</p><p>intracelular e tem sido implicado no controle metabólico e</p><p>na função mitocondrial. Nas mitocôndrias, a concentração</p><p>excessiva de cálcio leva a um processo chamado transição</p><p>da permeabilidade mitocondrial, no qual a membrana dessa</p><p>organela perde a seletividade, comprometendo a síntese de</p><p>ATP e levando a célula à morte. Níveis moderados de cálcio,</p><p>por outro lado, podem ativar direta ou indiretamente as</p><p>enzimas da matriz mitocondrial, possivelmente impactando</p><p>a produção de ATP.</p><p>Disponível em: <https://agencia.fapesp.br>.</p><p>Acesso em: 15 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>8F1M</p><p>FTPX</p><p>O nível elevado de cálcio nos processos descritos</p><p>A. 	 estimula a quebra da glicose em piruvato.</p><p>B. 	 permite a atividade catalítica no ciclo de Krebs.</p><p>C. 	 inibe a cadeia de transporte de elétrons na mitocôndria.</p><p>D. 	 melhora a ação do oxigênio como aceptor final de</p><p>elétrons.</p><p>E. 	 dificulta gerar NADH e FADH2, que são portadores</p><p>de elétrons.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: O aumento do cálcio nas mitocôndrias interfere</p><p>na cadeia de transporte de elétrons ao desestabilizar as</p><p>membranas mitocondriais, resultando na liberação de</p><p>citocromo c e outras proteínas essenciais. Essa interrupção</p><p>compromete o fluxo de elétrons através das estruturas da</p><p>cadeia respiratória, reduzindo assim a produção de ATP.</p><p>Portanto está correta a alternativa C. A alternativa A está</p><p>incorreta, pois o cálcio não está diretamente envolvido na</p><p>glicólise, etapa em que a glicose é quebrada em piruvato,</p><p>que ocorre no citoplasma. A alternativa B está incorreta,</p><p>pois a atividade catalítica está envolvida a níveis moderados</p><p>e não elevados. Essa elevação pode atuar interferindo</p><p>na estrutura e na função das proteínas envolvidas. Esse</p><p>desequilíbrio pode comprometer a eficiência energética</p><p>das mitocôndrias, levando a uma redução na produção de</p><p>ATP. A alternativa D está incorreta, pois o cálcio não afeta</p><p>diretamente a ação do oxigênio como aceptor final de</p><p>elétrons. Esses níveis elevados não melhorariam a ação</p><p>do oxigênio. Por fim, a alternativa E está incorreta, pois,</p><p>apesar de o cálcio em níveis elevados interferir na cadeia</p><p>de transporte de elétrons, a geração de NADH e FADH2 não</p><p>seria diretamente afetada, uma vez que esses compostos</p><p>são produzidos durante as etapas da glicólise e do ciclo de</p><p>Krebs, que ocorrem fora das mitocôndrias.</p><p>QUESTÃO 129</p><p>O sangue é um material constituído de duas fases:</p><p>uma líquida, que contém água, sais e vitaminas, e uma</p><p>sólida, formada por hemácias, leucócitos e plaquetas que</p><p>se encontram dispersas na fase dispersante. Para que</p><p>esse material seja analisado em laboratórios, antes, é</p><p>utilizado um método de separação que depende da ação da</p><p>gravidade sobre as partículas. Nesse método, é necessário</p><p>imprimir uma maior aceleração às partículas dispersas,</p><p>para que haja a deposição das partículas sólidas no fundo.</p><p>O método descrito é denominado</p><p>A. 	 filtração.</p><p>B. 	 floculação.</p><p>C. 	 decantação.</p><p>D. 	 centrifugação.</p><p>E. 	 destilação simples.</p><p>S82I</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 20 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: O sangue é uma mistura complexa constituída de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma</p><p>(fase líquida). O método utilizado para separar os componentes dessa mistura é denominado centrifugação, e se baseia</p><p>nas diferenças de densidade entre esses compostos. Essa técnica possibilita a análise dos componentes do sangue para</p><p>fins específicos, como transfusões ou análises laboratoriais. Logo a alternativa D está correta.</p><p>QUESTÃO 130</p><p>Macacos são vítimas da falta de informação sobre febre amarela</p><p>A febre amarela tem levado à violência contra macacos, resultando em várias mortes. Desde 2017, 13 macacos</p><p>violentados chegaram a um parque em São Carlos, com cinco mortes. No Rio de Janeiro, macacos mortos são examinados</p><p>em um laboratório, que registrou um recorde de 130 exames em janeiro. Em sete de cada dez casos, os macacos são</p><p>mortos por espancamento, envenenamento ou queimaduras.</p><p>Disponível em: <https://g1.globo.com>. Acesso em: 19 mar. 2024. (Adaptação)</p><p>Esse crime ambiental refere-se a uma desinformação, pois essa doença é</p><p>A. 	 combatida pelo sacrifício de cachorros que funcionam como reservatórios da doença.</p><p>B. 	 disseminada por meio de aerossóis e gotículas contaminadas pelo flavivírus.</p><p>C. 	 propagada por caramujos que atuam como hospedeiros intermediários.</p><p>D. 	 transmitida por dípteros do gênero Aedes, Haemagogus e Sabethes.</p><p>E. 	 causada por bactérias que provocam febre, icterícia e hemorragias.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados dos gêneros Aedes, Haemagogus</p><p>e Sabethes. Os macacos não transmitem a doença diretamente para os humanos, mas podem servir como sentinelas</p><p>para identificar áreas onde o vírus está circulando na natureza. Portanto a violência contra os macacos é baseada</p><p>em desinformação, já que eles não são responsáveis pela transmissão da febre amarela. Assim, está correta a</p><p>alternativa D. A alternativa A está incorreta, pois os cães não são reservatórios naturais do vírus da febre amarela.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois a febre amarela não é transmitida por gotículas de saliva ou aerossóis. A alternativa C</p><p>está incorreta, pois os caramujos estão relacionados à transmissão da esquistossomose,</p><p>e não da febre amarela. Por fim,</p><p>a alternativa E está incorreta, pois a doença não é causada por bactérias.</p><p>QUESTÃO 131</p><p>Você sabia que tanto o carvão como o diamante apresentam em sua estrutura átomos do mesmo elemento químico?</p><p>Mas como isso é possível, se eles são tão diferentes? Isso ocorre devido a um fenômeno em que átomos de um mesmo</p><p>tipo de elemento são capazes de realizar ligações químicas e formar substâncias diferentes, seja por elas terem arranjos</p><p>estruturais distintos ou por apresentarem quantidades de átomos diferentes entre si. Nesse caso, há a formação de mais</p><p>de uma substância simples a partir do carbono.</p><p>Disponível em: <www.additiva.com.br>. Acesso em: 12 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>O fenômeno descrito é conhecido como</p><p>A. 	 isotopia.</p><p>B. 	 isomeria.</p><p>C. 	 alotropia.</p><p>D. 	 ressonância.</p><p>E. 	 hibridização.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Alotropia é um fenômeno que ocorre quando um elemento químico apresenta a capacidade de formar substâncias</p><p>simples que podem se diferir em relação às estruturas cristalinas ou na atomicidade. A grafita e o diamante são sólidos</p><p>covalentes que diferem pelo arranjo espacial dos átomos. A grafita é formada por átomos de carbono ligados a outros três,</p><p>ou seja, com geometria trigonal plana, o que leva à obtenção de estruturas chapadas ou planares com anéis hexagonais.</p><p>Estas interagem umas com as outras por interações fracas. No diamante, cada átomo liga-se a outros quatro em um arranjo</p><p>tetraédrico, formando uma rede tridimensional. Logo a alternativa C está correta.</p><p>25PE</p><p>XCD4</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 21BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 132</p><p>O esquema a seguir mostra como seria se as duas fitas de um trecho de DNA fossem transcritas simultaneamente em</p><p>células eucariotas.</p><p>Disponível em: <https://indiabioscience.org>. Acesso em: 14 abr. 2022 (Adaptação).</p><p>Essa situação não ocorre, pois, na realidade, o mecanismo é realizado de forma que o(a)</p><p>A. 	 RNA mensageiro primário seja formado apenas por éxons ou íntrons.</p><p>B. 	 DNA seja composto por códons que impedem o pareamento do RNA.</p><p>C. 	 DNA seja transcrito em momentos ou regiões distintas nas duas fitas.</p><p>D. 	 RNA polimerase seja incapaz de sintetizar dois RNAs ao mesmo tempo.</p><p>E. 	 RNA mensageiro seja complementar somente à fita do DNA de origem.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Durante a transcrição do DNA, as duas fitas são separadas para que a RNA polimerase possa sintetizar a</p><p>fita complementar a uma delas. Nesse momento, apenas uma das fitas de DNA está servindo como molde e a outra, não.</p><p>Porém, para outro gene, a outra fita poderá ser lida, a depender do gene. Então, em um cromossomo, alguns genes estão</p><p>em uma fita e, outros, na outra fita. Além disso, a leitura das fitas para a transcrição de um gene não é feita de forma</p><p>simultânea em trechos complementares, mas, sim, ocorre em regiões distintas nas duas fitas. Toda a sequência de DNA</p><p>de um gene é transcrita, tanto éxons quanto íntrons, por isso o RNA mensageiro primário apresenta tanto éxons quanto</p><p>íntrons. Não existem códons com a finalidade de impedir o pareamento de RNAs. Existem várias RNAs polimerases à</p><p>disposição no núcleo celular e elas podem atuar em diferentes trechos do DNA em um mesmo momento. O RNA pode</p><p>se complementar a trechos de material genético que sejam complementares a ele, não apenas à fita do DNA de origem.</p><p>Portanto está correta a alternativa C.</p><p>B5DX</p><p>CNAT – PROVA II – PÁGINA 22 ENEM – VOL. 5 – 2024 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>QUESTÃO 133</p><p>Em uma demonstração, uma professora suspende</p><p>verticalmente uma bola maciça por um barbante e</p><p>amarra, verticalmente abaixo da bola, outro barbante idêntico</p><p>ao primeiro. Ao puxar o barbante inferior gradativamente,</p><p>o superior se rompe e, quando a professora puxa o barbante</p><p>inferior bruscamente, este se rompe.</p><p>A demonstração descrita tem como finalidade demonstrar</p><p>o conceito de</p><p>A. 	 aceleração.</p><p>B. 	 densidade.</p><p>C. 	 equilíbrio.</p><p>D. 	 inércia.</p><p>E. 	 força.</p><p>Alternativa D</p><p>Resolução: Inicialmente, apenas o barbante superior</p><p>está tensionado, devido ao peso da bola. Ao puxar</p><p>gradativamente o barbante inferior, a tensão é transmitida</p><p>ao superior, de modo que a tensão total neste é a soma do</p><p>peso da bola e a força exercida pela professora, levando</p><p>ao seu rompimento. Porém, quando o barbante inferior é</p><p>puxado bruscamente, como o sistema tem uma determinada</p><p>massa e, consequentemente, uma tendência de resistir à</p><p>mudança de movimento, toda força exercida é responsável</p><p>por tensionar o barbante inferior, levando ao rompimento</p><p>deste. Portanto, a alternativa correta é a D.</p><p>QUESTÃO 134</p><p>O petróleo é constituído de uma mistura de hidrocar-</p><p>bonetos resultante da decomposição de matéria orgânica.</p><p>Ele é classificado como combustível fóssil não renovável,</p><p>visto que se esgota na natureza. Também serve de matéria-</p><p>prima para diversos combustíveis denominados “derivados</p><p>de petróleo”, que são produzidos através do seu refino.</p><p>Durante esse processo, ocorrem etapas cruciais para a</p><p>produção da gasolina. Entre elas, destacam-se: destilação</p><p>fracionada, coqueamento retardado, alquilação catalítica,</p><p>craqueamento catalítico e reforma catalítica.</p><p>Disponível em: <https://cfq.org.br>.</p><p>Acesso em: 12 abr. 2024. (Adaptação)</p><p>Qual é a etapa em que alcanos de cadeia normal são</p><p>aquecidos e originam outros hidrocarbonetos de cadeia</p><p>ramificada?</p><p>A. 	 Reforma catalítica.</p><p>B. 	 Alquilação catalítica.</p><p>C. 	 Destilação fracionada.</p><p>D. 	 Craqueamento catalítico.</p><p>E. 	 Coqueamento retardado.</p><p>MN66</p><p>BTP2</p><p>Alternativa A</p><p>Resolução: A reforma catalítica é um processo industrial</p><p>muito utilizado para modificar a cadeia carbônica principal</p><p>de hidrocarbonetos pela adição de ramificações e / ou para a</p><p>obtenção de compostos aromáticos. Esse processo permite</p><p>melhorar o desempenho das gasolinas nos motores dos</p><p>automóveis, isto é, aumentam a octanagem do combustível.</p><p>Por isso, a reforma catalítica é um importante processo na</p><p>fabricação de combustíveis. Logo a alternativa A está correta.</p><p>QUESTÃO 135</p><p>Um curto-circuito é uma ocorrência em que há um</p><p>caminho de baixa resistência entre os terminais de um</p><p>circuito elétrico, resultando em um aumento súbito e</p><p>significativo da corrente elétrica. Essa situação pode gerar</p><p>calor excessivo, faíscas e até mesmo incêndios.</p><p>O circuito a seguir faz parte do projeto elétrico de uma</p><p>residência e requer a adição de um resistor em uma das</p><p>posições representadas pelas letras A, B, C, D e E para ser</p><p>finalizado de forma a evitar um curto-circuito.</p><p>E</p><p>DDA</p><p>C</p><p>B</p><p>+–</p><p>Fonte de</p><p>energia</p><p>R</p><p>R</p><p>Em qual posição o resistor deve ser colocado?</p><p>A. 	 A</p><p>B. 	 B</p><p>C. 	 C</p><p>D. 	 D</p><p>E. 	 E</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: O curto-circuito ocorre pelo caminho de menor</p><p>resistência, como informado pelo texto. A única posição em</p><p>que há menor resistência é a C, uma vez que a corrente</p><p>deixará de passar pelos resistores. Portanto a alternativa C</p><p>está correta. As alternativas A, D e E estão incorretas, pois</p><p>adicionar um resistor nessas posições diminui a diferença</p><p>de potencial no caminho onde há o ponto C, mas não evita o</p><p>curto-circuito. A alternativa B está incorreta, pois o caminho</p><p>C continuaria a ser um caminho de menor resistência, uma</p><p>vez que a posição B aumentaria a resistência equivalente</p><p>do resistor R, localizado na parte superior.</p><p>OB1Ø</p><p>ENEM – VOL. 5 – 2024 CNAT – PROVA II – PÁGINA 23BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO</p><p>MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 136 a 180</p><p>QUESTÃO 136</p><p>Para acessar um andar mais elevado de um prédio,</p><p>o corpo de bombeiros precisou utilizar a disposição de duas</p><p>escadas vista na imagem, em que a extremidade da inferior</p><p>está conectada à extremidade da superior e elas se apoiam</p><p>em cada um dos prédios.</p><p>80°</p><p>38°</p><p>α</p><p>De acordo com as informações, o ângulo α entre a escada</p><p>superior e a parede do prédio, em grau, é igual a</p><p>A. 	 38.</p><p>B. 	 42.</p><p>C. 	 48.</p><p>D. 	 52.</p><p>E. 	 58.</p><p>Alternativa C</p><p>Resolução: Considere-se a seguinte imagem, em que foi</p><p>traçada uma paralela ao solo passando pela interseção</p><p>das escadas:</p><p>42°</p>

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