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<p>Urgências/Emergências</p><p>cardiovasculares</p><p>Professora: Talia Slaviero</p><p>As urgências/emergências</p><p>cardiovasculares dizem respeito a um</p><p>vasto leque de doenças que pressupõem</p><p>a necessidade de cuidados imediatos.</p><p>Pressupõe-se logo um risco para a</p><p>nossa saúde naquele momento.</p><p>Urgência: Situações em que pode ou não haver perigo</p><p>imediato a vida, sendo necessário ficar atento para</p><p>evitar complicações.</p><p>Emergência: Risco iminente a vida, requer tratamento</p><p>imediato.</p><p>As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte,</p><p>no Brasil, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos.</p><p>95% das PCR por emergência cardiovascular ocorrer fora do</p><p>âmbito hospitalar.</p><p>Cerca de 50% dos óbitos ocorrem antes da vítima chegar ao</p><p>hospital ou de receber atendimento.</p><p>Principais Urgências/Emergências</p><p>cardiovasculares</p><p>01</p><p>04</p><p>02</p><p>05</p><p>03</p><p>06</p><p>Síndrome</p><p>Coronariana</p><p>Aguda</p><p>Arritmias graves Dissecção Aguda</p><p>de Aorta</p><p>Edema Agudo de</p><p>Pulmão</p><p>Parada Cardíaca</p><p>súbita</p><p>Crises</p><p>hipertensivas</p><p>01 Síndrome coronariana aguda</p><p>Síndromes coronarianas agudas</p><p>são o resultado de um bloqueio</p><p>repentino em uma artéria</p><p>coronariana. Esse bloqueio</p><p>provoca angina instável ou um</p><p>ataque cardíaco (infarto do</p><p>miocárdio) dependendo da</p><p>localização e da intensidade do</p><p>bloqueio. Um ataque cardíaco é a</p><p>morte do tecido cardíaco</p><p>decorrente da falta de suprimento</p><p>de sangue.</p><p>Artéria saudável;</p><p>Coágulo de gordura com formação de</p><p>placa;</p><p>Ruptura da placa, o coágulo</p><p>sanguíneo se forma;</p><p>O tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital é</p><p>uma variável relacionada de modo direto à morbi-mortalidade de</p><p>pacientes com SCA, principalmente naqueles com IAM com</p><p>supraST.</p><p>Importância na</p><p>rapidez do</p><p>diagnóstico:</p><p>A mortalidade pode ser reduzida em até 50%</p><p>se o tratamento com fibrinolíticos for</p><p>iniciado em até 1 hora após o início dos</p><p>sintomas em pacientes com IAM com</p><p>supra-ST.</p><p>Nos pacientes com SCA sem supra-ST a</p><p>rapidez no diagnóstico e, por conseqüência,</p><p>no tratamento favorece a contenção do</p><p>processo trombótico/isquêmico e a sua</p><p>evolução para IAM com supra-ST e/ou</p><p>morte súbita.</p><p>Quanto mais precoce for o diagnóstico e instituído o</p><p>tratamento, melhor será o prognóstico dos</p><p>pacientes.</p><p>TEMPO É VIDA!!!</p><p>Tratamento</p><p>medicamentoso</p><p>Tratamento não</p><p>medicamentoso</p><p>Antiagregante</p><p>plaquetários</p><p>(AAS, Clopidogrel);</p><p>Betabloqueadores</p><p>(Selozok, Carvedilol);</p><p>Antianginosos</p><p>(Nitroglicerina);</p><p>Anticoagulantes</p><p>(Heparina);</p><p>Angioplastia Coronariana</p><p>Transluminal Percutânea</p><p>(terapia de perfusão);</p><p>Revascularização do miocárdio;</p><p>02 Arritmias graves</p><p>Por definição, as arritmias</p><p>cardíacas são alterações na</p><p>geração ou na condução do</p><p>estímulo elétrico do coração,</p><p>modificando o ritmo dos</p><p>batimentos cardíacos.</p><p>Em seu estado normal, chamado de ritmo sinusal, o coração</p><p>contrai ritmicamente, em consequência dos disparos elétricos</p><p>feitos de forma regular. Na ausência dessa regularidade nos</p><p>estímulos, temos uma perturbação do ritmo do coração, temos</p><p>então, a arritmia.</p><p>Podendo então desencadear um problema grave, como um mal</p><p>súbito e parada cardíaca.</p><p>ALTERAÇÕES DA FREQUÊNCIA CARDÍACA</p><p>Bradicardia Taquicardia Frequência</p><p>irregular</p><p><50 bpm >100 em</p><p>repouso</p><p>Fibrilação atrial;</p><p>Flutter atrial;</p><p>Extrassistoles;</p><p>Ventriculares;</p><p>ATRIAIS OU</p><p>SUPRAVENTRICULARES</p><p>VENTRICULARES</p><p>A</p><p>RR</p><p>IT</p><p>M</p><p>IA</p><p>S</p><p>Extra-sístoles atriais;</p><p>Taquicardias paroxísticas;</p><p>Taquicardia atrial;</p><p>Flutter;</p><p>Fibrilação atrial.</p><p>Extra-sístole;</p><p>Taquicardia ventricular;</p><p>Fatores de risco para arritmia cardíaca</p><p>Sinais e sintomas</p><p>Diagnóstico</p><p>Como o fisioterapeuta pode auxiliar ?</p><p>Identificar o que é um ritmo normal;</p><p>Está mostrando uma taquicardia ou bradicardia;</p><p>Ritmo sinusal;</p><p>Apresenta pulso;</p><p>Dissecção aguda de aorta</p><p>Caracterizada por súbita</p><p>separação da camada</p><p>média do vaso, levando à</p><p>infiltração de uma coluna de</p><p>sangue em um espaço</p><p>virtual formado entre a</p><p>íntima e a adventícia,</p><p>determinando uma falsa luz</p><p>e a formação de hematoma.</p><p>É um distúrbio</p><p>frequentemente fatal.</p><p>03</p><p>Trata-se de uma manifestação que cursa</p><p>com alta mortalidade, podendo atingir</p><p>níveis de 21,4% antes da admissão a</p><p>75,0% nas primeiras 48 horas.</p><p>Acomete mais freqüentemente homens.</p><p>O pico de incidência para dissecção</p><p>proximal situa-se entre 50 e 55 anos; e</p><p>para dissecção distal entre 60 a 70 anos.</p><p>Cerca de 70% dos casos localizam-se na</p><p>aorta ascendente, 20% na descendente e</p><p>10% na transversal.</p><p>Classificação de Stanford: baseada no envolvimento ou não da aorta ascendente;</p><p>TIPO A (75% dos casos) dissecção da aorta ascendente (tipo I e II De</p><p>Bakey);</p><p>TIPO B (25% dos casos) dissecção da aorta descendente somente, não</p><p>comprometendo a rota ascendente (tipo III De Bakey);</p><p>Classificação de De Bakey: baseada no local de início da</p><p>dissecção.</p><p>TIPO I (70% dos casos) dissecção em toda aorta, ou seja, inicia na aorta</p><p>ascendente estende-se pela parte ascendente, pelo arco aórtico e pela aorta</p><p>descendente;</p><p>TIPO II (5% dos casos) dissecção na aorta ascendente e restringe-se a</p><p>ela, não ultrapassando a artéria inominada;</p><p>TIPO III (25% dos casos) dissecção da aorta descendente (além da</p><p>subclávia esquerda).</p><p>TIPO IIIa acomete apenas a aorta descendente torácica;</p><p>TIPO IIIb estende-se para aorta abdominal.</p><p>Fatores que predispõem</p><p>a dissecção de aorta</p><p>HAS;</p><p>Doenças de tecido conjuntivo;</p><p>Aneurisma de aorta;</p><p>Idade >60 anos;</p><p>Gênero masculino;</p><p>História familiar;</p><p>Doenças inflamatórias;</p><p>Traumas torácicos;</p><p>Uso de drogas ilícitas;</p><p>Procedimentos médicos anteriores;</p><p>● História clínica;</p><p>Diagnóstico:</p><p>A ausência de pulsos nas extremidades superiores sugere dissecção do tipo A,</p><p>enquanto que a redução de pulso nas extremidades inferiores indica dissecção do</p><p>tipo B, contudo estas alterações podem se modificar à medida que a dissecção</p><p>progride.</p><p>A ausculta cardíaca pode revelar um sopro diastólico relacionado</p><p>com regurgitação aórtica aguda ou ainda terceira bulha cardíaca</p><p>indicando sobrecarga de volume do coração esquerdo. Outros</p><p>achados incluem distensão venosa jugular e pulso paradoxal, sinais</p><p>de tamponamento pericárdico</p><p>Controle</p><p>da dor</p><p>Controle da</p><p>PA</p><p>Controle da</p><p>frequência</p><p>cardíaca</p><p>Estabilização do paciente em UEM</p><p>Manter PAS entre 100 - 120 mmHg;</p><p>Manter FC entre 60 - 80 bpm;</p><p>Betabloqueadores;</p><p>Nitroprussiato;</p><p>Analgesia;</p><p>Manejo dissecção Tipo A</p><p>Cursa com um prognóstico desfavorável.</p><p>A cirurgia aberta é o tratamento</p><p>recomendado na dissecção tipo A,</p><p>apresentando mortalidade próxima de</p><p>26%, enquanto que na abordagem clínica a</p><p>mortalidade é de cerca de 58%.</p><p>Manejo dissecção Tipo B</p><p>O prognóstico depende mais das complicações.</p><p>Tendo como manejo a cirurgia convencional ou</p><p>tratamento endovascular.</p><p>Na ausência de complicações o manejo é clínico e</p><p>os pacientes apresentam sobrevida de</p><p>aproximadamente 90%</p><p>04 Edema agudo de pulmão</p><p>Síndrome clínica que pode</p><p>ser definida como um</p><p>acúmulo de líquido</p><p>extravasado dos capilares</p><p>para o interstício pulmonar,</p><p>capaz de causar dificuldade</p><p>para o acontecimento das</p><p>trocas gasosas entre o</p><p>capilar e os alvéolos</p><p>pulmonares</p><p>No EAP cardiogênico, o</p><p>desacoplamento entre o volume</p><p>sistólico do ventrículo direito e</p><p>esquerdo e a vasoconstrição hipóxica</p><p>contribuem para um aumento da</p><p>pressão hidrostática nos capilares</p><p>pulmonares.</p><p>O resultado é a transudação de</p><p>líquido para o interstício pulmonar</p><p>causando dispneia intensa e abrupta,</p><p>tosse com expectoração abundante</p><p>hialina-hemoptóica, taquipnéia,</p><p>cianose e extremidades frias e</p><p>sudoréticas.</p><p>Exames</p><p>complementares</p><p>ECG, Raio X de</p><p>tórax, BNP</p><p>Diagnóstico</p><p>Essencialmente</p><p>clínico, a partir da</p><p>história e exame</p><p>físico</p><p>Tratamento</p><p>Oxigênio, ventilação mecânica</p><p>não invasiva, terapia diurética,</p><p>vasodilatador ou</p><p>nitroprussiato</p><p>BNP é um peptídeo natriurético produzido pelo coração e liberado</p><p>em maiores quantidades em situações de estresse e</p><p>funcionamento de forma anormal.</p><p>Neste cenário, decisões terapêuticas rápidas são essenciais,</p><p>mesmo que com informações limitadas.</p><p>Sinais de congestão</p><p>pulmonar e histórico sugestivo.</p><p>05 Parada Cardíaca Súbita</p><p>É uma condição emergencial em que ocorre a</p><p>interrupção súbita dos batimentos cardíacos e</p><p>dos movimentos respiratórios ou respiração</p><p>agônica.</p><p>Principais causas de PCR em adultos são as</p><p>arritmias cardíacas.</p><p>A rapidez e a eficácia das intervenções adotadas são cruciais para</p><p>o prognóstico do paciente.</p><p>Como identificar uma PCR:</p><p>- Inconsciência ( Não responde)</p><p>- Ausência de respiração( não respira);</p><p>- Ausência de sinais circulatórios (não tem pulso )</p><p>Iniciar imediatamente as compressões se não tiver resposta ou</p><p>respiração, mesmo sem checar pulso.</p><p>Deve-se realizar somente compressões torácicas, sem</p><p>ventilações, até a chegada do serviço médico de emergência.</p><p>A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) refere-se a realização de</p><p>manobras a fim de reverter a PCR e manter a oxigenação e</p><p>perfusão tecidual adequada. Para iniciar a RCP verifica a ausência</p><p>de resposta e respiração.</p><p>Ao identificar a PCR inicia-se imediatamente</p><p>Qual a função do</p><p>fisioterapeuta na reanimação</p><p>cardiopulmonar ?</p><p>06 Crises hipertensivas</p><p>A crise/emergência hipertensiva</p><p>de emergência se caracteriza</p><p>pelo sofrimento tecidual de</p><p>órgão-alvo, com risco iminente a</p><p>vida.</p><p>Já na urgência hipertensiva,</p><p>também há sintomas e elevação</p><p>da PA, porém não há lesão de</p><p>órgãos-alvo.</p><p>Casos de lesão cerebral, infarto agudo do miocárdio, dissecção</p><p>aórtica, edema agudo de pulmão, eclâmpsia, entre outros,</p><p>estão fortemente associados a emergência hipertensiva e</p><p>requerem internação hospitalar e imediata terapêutica</p><p>anti-hipertensiva em unidade de tratamento intensivo.</p><p>Referências bibliográficas:</p><p>Picano E, Pellikka PA. Ultrasound of extravascular lung water: a new standard for</p><p>pulmonary congestion. Eur Heart J. 2016 Jul 14;37(27):2097-104. doi:</p><p>10.1093/eurheartj/ehw164. Epub 2016 May 12.</p><p>MacIver DH, Clark AL. The vital role of the right ventricle in the pathogenesis of</p><p>acute pulmonary edema. Am J Cardiol. 2015 Apr 1;115(7):992–1000.</p><p>BASSAN R., BASSAN F. ABORDAGEM DA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA. Revista</p><p>da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul - Ano XV nº 07</p><p>Jan/Fev/Mar/Abr 2006.</p><p>TORRES A.C.O., et al. CRISE HIPERTENSIVA: CLASSIFICAÇÃO E CONDUTA NO</p><p>AMBIENTE HOSPITALAR. https://doi.org/10.47820/recima21.v3i3.1206.</p><p>Obrigado</p><p>pela atenção</p><p>de todos!</p><p>Professora: Talia Slaviero</p>