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<p>Direito Internacional e</p><p>Relações Econômicas</p><p>Aula 3</p><p>Prof. Vagner PATINI</p><p>Agenda do encontro:</p><p>• ROTEIRO DE ESTUDOS</p><p>üRelações Diplomá/cas e Consulares</p><p>Relações</p><p>Diplomáticas e</p><p>Consulares</p><p>A incumbência no âmbito das relações exteriores é distribuída entre várias</p><p>autoridades, incluindo o Chefe de Estado, o Chefe de Governo, o Ministro das Relações</p><p>Exteriores, os agentes diplomáDcos e consulares. Algumas das responsabilidades e</p><p>caracterísDcas dessas autoridades:</p><p>Chefe de Estado: Responsável pela formulação e execução da políDca externa estatal.</p><p>Além disso, detém privilégios e imunidades no exterior, como inviolabilidade de sua</p><p>pessoa, local de hospedagem, imunidade cível e penal, isenção de impostos e liberdade</p><p>de comunicação com seu estado. Esses privilégios se estendem à sua família e podem</p><p>abranger ex-chefes de Estado, mas não se aplicam em casos contrários aos princípios e</p><p>objeDvos da ONU, especialmente em questões de direitos humanos e crimes</p><p>contra a humanidade.</p><p>Chefe de Governo: No Brasil, é a mesma pessoa que o</p><p>Chefe de Estado (Presidente). Em estados</p><p>parlamentaristas, os chefes de governo têm muitas das</p><p>competências internacionais dos chefes de Estado.</p><p>Ministro das Relações Exteriores: Principal assessor do</p><p>chefe de Estado em assuntos internacionais. É</p><p>responsável por negociar e assinar tratados, além de</p><p>assessorar em questões de política externa. No Brasil, o</p><p>Ministério das Relações Exteriores é conhecido como</p><p>Itamaraty.</p><p>Agentes diplomá/cos: São funcionários do Estado encarregados de</p><p>representá-lo nas relações internacionais. Suas funções incluem representar o Estado,</p><p>proteger seus interesses, negociar acordos, acompanhar os acontecimentos do Estado</p><p>acreditado e promover relações amistosas, culturais e cienWficas. As missões</p><p>diplomáDcas são chefiadas por embaixadores, de carreira ou não, e incluem outros</p><p>funcionários, como os contratados locais.</p><p>Agentes consulares: São responsáveis por oferecer proteção e assistência aos nacionais</p><p>no exterior, além de exercer funções notariais e de registro civil, como emissão de</p><p>registros de nascimento e documentos de viagem. Podem cumular funções de agente</p><p>diplomáDco e atuam sob a jurisdição do Estado de envio. Existem cônsules de carreira e</p><p>honorários, que podem ser de qualquer nacionalidade.</p><p>O princípio da imunidade de jurisdição dos agentes</p><p>diplomáticos perante os tribunais estrangeiros teve sua</p><p>origem no final do século XVI, em um período marcado por</p><p>mudanças significativas nesse campo. Dois episódios em</p><p>particular influenciaram esse desenvolvimento.</p><p>Em 1584, Bernardino Mendoza, embaixador espanhol na Grã-</p><p>Bretanha, conspirou contra a Rainha Elizabeth I. Apesar da</p><p>gravidade do ato, a monarquia inglesa, baseada na autoridade</p><p>de internacionalistas de grande prestígio, optou por expulsar o</p><p>chefe da Missão Diplomática espanhola, sem aplicar outras</p><p>penalidades cabíveis.</p><p>Três anos depois, em 1587, L’Aubespine, representante do governo</p><p>francês na Inglaterra, liderou uma conspiração para assassinar a Rainha</p><p>Elizabeth. Apesar da seriedade do crime, o diplomata francês não foi</p><p>processado pelas cortes inglesas, tendo recebido apenas uma</p><p>advertência pelo seu ato.</p><p>Desde o Regulamento de Viena de 1815, a primeira convenção a estabelecer</p><p>normas nesse sentido, várias convenções internacionais passaram a regular a</p><p>imunidade de jurisdição dos agentes diplomáticos. Um marco importante foi a</p><p>Sexta Conferência Internacional Americana, realizada em 20 de fevereiro de 1928,</p><p>em Havana, que adotou a Convenção Relativa aos Funcionários Diplomáticos.</p><p>Algumas décadas mais tarde, como resultado do trabalho de codificação realizado</p><p>pela ONU, foram estabelecidas a Convenção sobre Relações Diplomáticas em 1961</p><p>e a Convenção sobre Relações Consulares em 1963. No Brasil, essas convenções</p><p>foram promulgadas pelo Decreto 56.435/65 e pelo Decreto 61.078/67,</p><p>respectivamente.</p><p>“O art. 3 da Convenção de Viena sobre Relações DiplomáDcas define as funções da</p><p>Missão DiplomáDca nos seguintes termos:</p><p>a) representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado;</p><p>b) proteger no Estado acreditado os interesses do Estado acreditante e de seus</p><p>nacionais;</p><p>c) negociar com o Governo do Estado acreditado;</p><p>d) inteirar-se por todos os meios lícitos sobre os acontecimentos no Es- tado</p><p>acreditado e informar o Governo do Estado acreditante;</p><p>e) promover relações amistosas e desenvolver o intercâmbio econômico, cultural</p><p>e cienWfico entre o Estado acreditante e o Estado acreditado.</p><p>O art. 5 da Convenção de Viena de 1963 indica quais são as funções con- sulares, a</p><p>saber:</p><p>“a) proteger, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e de seus nacionais,</p><p>pessoas qsicas ou jurídicas, dentro dos limites permi- Ddos pelo direito internacional;</p><p>b) fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e</p><p>cienWficas entre o Estado que envia e o Estado receptor e promover ainda relações</p><p>amistosas entre eles, de conformidade com as disposições da presente Convenção;</p><p>c) informar-se, por todos os meios lícitos, das condições e da evolução da vida</p><p>comercial, econômica, cultural e cienWfica do Estado recep- tor, informar a respeito o</p><p>governo do Estado que envia e fornecer dados às pessoas interessadas;</p><p>d) expedir passaportes e documentos de viagem aos nacionais</p><p>e) do Esta- do que envia, bem como vistos e documentos apropriados às pessoas que</p><p>desejarem viajar para o referido Estado;</p><p>e) prestar ajuda e assistência aos nacionais, pessoas qsicas ou jurídicas do Estado</p><p>que envia;</p><p>f) agir na qualidade de notário e oficial de registro civil, exercer fun- ções similares,</p><p>assim como outras de caráter administraDvo, sempre que não contrariem as leis e</p><p>regulamentos do Estado receptor;</p><p>g) resguardar, de acordo com as leis e regulamentos do Estado receptor, os</p><p>interesses dos nacionais do Estado que envia, pessoas qsicas ou jurídicas, nos casos de</p><p>sucessão por morte verificada no território do Estado receptor;</p><p>h) resguardar, nos limites fixados pelas leis e regulamentos do Estado receptor, os</p><p>interesses dos menores e dos incapazes, nacionais do país que envia, parDcularmente</p><p>quando para eles for requerida a insDtuição de tutela ou curatela;</p><p>i) representar os nacionais do país que envia e tomar as medidas con- venientes</p><p>para sua representação perante os tribunais e outras auto- ridades do Estado receptor,</p><p>de conformidade com a práDca e os pro- cedimentos em vigor neste úlDmo, visando</p><p>conseguir, de acordo com as leis e regulamentos do mesmo, a adoção de medidas</p><p>provisórias para a salvaguarda dos direitos e interesses destes nacionais, quan- do, por</p><p>estarem ausentes ou por qualquer outra causa, não possam os mesmos defendê-los</p><p>em tempo úDl;</p><p>j) comunicar decisões judiciais e extrajudiciais e executar</p><p>comissões rogatórias de conformidade com os acordos</p><p>internacionais em vigor, ou, em sua falta, de qualquer</p><p>outra maneira compaWvel com as leis e regulamentos do</p><p>Estado receptor;</p><p>k) exercer, de conformidade com as leis e</p><p>regulamentos do Estado que envia, os direitos de controle</p><p>e de inspeção sobre as embarcações que tenham a</p><p>nacionalidade do Estado que envia, e sobre as aeronaves</p><p>nele matriculadas, bem como sobre suas tripulações;</p><p>l) prestar assistência às embarcações e</p><p>aeronaves a que se refere a alí- nea k do presente</p><p>arDgo e também às tripulações; receber as de-</p><p>clarações sobre as viagens dessas embarcações,</p><p>examinar e visar os documentos de bordo e, sem</p><p>prejuízo dos poderes das autoridades do Estado</p><p>receptor, abrir inquéritos sobre os incidentes</p><p>ocorridos durante a travessia e resolver todo Dpo</p><p>de liWgio que possa surgir entre o capitão, os</p><p>oficiais e os marinheiros, sempre que autorizado</p><p>pelas leis e regulamentos do Estado que envia;</p><p>m) exercer todas as demais funções confiadas à</p><p>reparDção consular pelo Estado que envia, as quais não</p><p>sejam proibidas pelas leis e regula-</p><p>mentos do Estado</p><p>receptor, ou às quais este não se oponha ou ainda as que</p><p>lhe sejam atribuídas pelos acordos internacionais em</p><p>vigor entre o Estado que envia e o Estado receptor.”</p><p>Amaral Júnior, Alberto do. Curso de direito internacional</p><p>público– 5. ed. – São Paulo: Atlas, 2015. pg. 346 a 348.</p><p>Ministério das Relações Exteriores</p><p>Órgão responsável pelas relações do Brasil com outros países e sua parDcipação em</p><p>organizações internacionais. Sua função é executar a políDca externa definida pela</p><p>Presidência da República, de acordo com os princípios estabelecidos na ConsDtuição</p><p>Federal.</p><p>O Ministério tem origens que remontam a 1821, quando houve a separação entre a</p><p>Secretaria de Negócios Estrangeiros e a Secretaria de Guerra. Após a Proclamação da</p><p>República, em 1889, a Secretaria de Negócios Estrangeiros foi transformada no</p><p>"Ministério das Relações Exteriores".</p><p>O Ministério das Relações Exteriores e o Itamaraty são a mesma insDtuição. Até 1970,</p><p>a sede do Ministério das Relações Exteriores era o Palácio do Itamaraty, no Rio de</p><p>Janeiro. Mesmo após a mudança da sede para Brasília, o Ministério conDnuou sendo</p><p>informalmente chamado de Itamaraty, em referência ao anDgo Palácio. Portanto, não</p><p>há diferença entre os dois termos, sendo ambos uDlizados para se referir ao órgão</p><p>responsável pelas relações exteriores do Brasil.</p><p>José Maria da Silva Paranhos Junior (1846-1912), o Barão do Rio Branco,</p><p>foi diplomata e historiador. Formado em Direito, foi deputado e</p><p>jornalista antes de ingressar na carreira diplomática. Atuou como</p><p>Ministro das Relações Exteriores entre 1902 e 1912, sob quatro</p><p>Presidentes: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da</p><p>Fonseca. Seu maior legado foi a resolução pacífica das disputas de</p><p>fronteira entre o Brasil e seus países vizinhos. Por isso – e por ter</p><p>consolidado a tradição de pragmatismo da diplomacia brasileira – é</p><p>considerado o patrono dos diplomatas do Brasil. Em 2010, o nome de</p><p>José Maria da Silva Paranhos Junior foi inscrito no Livro dos Heróis da</p><p>Pátria, que está no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na</p><p>Praça dos Três Poderes (Brasília)</p><p>No exterior, as repartições do Itamaraty são chamadas "postos". Há três tipos básicos de</p><p>posto: a Embaixada, responsável pelas relações bilaterais entre o Brasil e o país onde está</p><p>instalada (motivo pelo qual sua sede sempre está localizada nas capitais); a Repartição</p><p>Consular, responsável principalmente pela assistência a brasileiros no exterior; e a Missão ou</p><p>Delegação credenciada junto a organizações internacionais como a ONU e a OMC.</p><p>A Repartição Consular pode ser um Consulado-Geral, um Consulado ou um Vice-Consulado</p><p>(sem jurisdição própria, submete-se a um Consulado). Em países onde o Brasil só mantém</p><p>Embaixada, a Embaixada possui um setor consular.</p><p>A rede de postos abrange 132 Embaixadas, 51 Consulados-Gerais, 11 Consulados, 8 Vice-</p><p>Consulados, 11 Missões ou Delegações e 3 Escritórios.</p><p>A manutenção de uma ampla rede de representações diplomáecas e consulares brasileiras no</p><p>exterior é imprescindível para permier a execução adequada da políeca externa, assegurando a</p><p>parecipação brasileira nos principais temas da agenda internacional. Além disso, a existência</p><p>dessa rede permite aos funcionários do Serviço Exterior brasileiro agir e tomar providências</p><p>localmente, de forma direta, o que torna mais eficiente a promoção do comércio exterior, a</p><p>atração de invesementos e a assistência a brasileiros residentes no exterior.</p><p>Os dados de contato de todas as representações diplomáecas e consulares do Brasil no exterior</p><p>estão disponíveis na seção "Representações" do site do Itamaraty.</p><p>O Serviço Exterior Brasileiro é composto por três carreiras: diplomata, oficial de chancelaria e</p><p>assistente de chancelaria. Em abril de 2021, o quadro de servidores contava com 1.552</p><p>diplomatas, 812 oficiais de chancelaria, 439 assistentes de chancelaria e 290 servidores públicos</p><p>concursados de outras carreiras.</p><p>Em resumo, o "diplomata" é o profissional aprovado no</p><p>concurso do InsDtuto Rio Branco, enquanto o "embaixador"</p><p>é o chefe de uma Missão DiplomáDca, podendo ou não</p><p>pertencer à carreira diplomáDca. O "cônsul-geral" é o</p><p>diplomata que chefia um Consulado-Geral, e o "chanceler"</p><p>é o Ministro das Relações Exteriores. Já o "cônsul</p><p>honorário" é um Wtulo honorífico conferido a um cidadão,</p><p>brasileiro ou estrangeiro, que atua de forma voluntária em</p><p>favor dos interesses do Estado brasileiro e de seus nacionais</p><p>em determinada região.</p><p>Maria José de Castro foi a primeira mulher a se tornar</p><p>diplomata no Brasil, sendo aprovada no concurso de 1918. Já a</p><p>primeira embaixadora foi Odete de Carvalho e Souza, que</p><p>chefiou o Departamento Político do Ministério de 1956 a 1959.</p><p>Um oficial de chancelaria presta atividades de formulação,</p><p>implementação e execução dos atos de análise técnica e</p><p>gestão administrativa necessários ao desenvolvimento da</p><p>política externa brasileira. Já um assistente de chancelaria</p><p>presta apoio técnico e administrativo no Brasil e nas</p><p>representações brasileiras no exterior. O ingresso nessas</p><p>carreiras se dá por concurso público.</p><p>O passaporte diplomático é concedido gratuitamente a diplomatas e a outros cargos</p><p>específicos. No entanto, o porte desse passaporte não implica em privilégios ou imunidades no</p><p>Brasil. As imunidades diplomáticas e consulares não decorrem do passaporte, mas sim do status</p><p>oficial do indivíduo. O Brasil mantém relações diplomáticas com 197 países, incluindo todos os</p><p>membros da ONU. Há 135 embaixadas estrangeiras residentes em Brasília, além de outras</p><p>representações internacionais.</p><p>As cartas credenciais são cartas formais enviadas por um Chefe de Estado para outro,</p><p>concedendo formalmente a acreditação diplomática a um representante designado para ser o</p><p>embaixador do país de origem no país de acolhimento. O pedido de agrément é um</p><p>procedimento pelo qual o Estado acreditante consulta o Estado acreditado para obter aprovação</p><p>para a indicação de um embaixador.</p><p>CARREIRA DIPLOMÁTICA</p><p>No Brasil, o ingresso na carreira diplomáDca ocorre por meio de concurso público</p><p>realizado pelo InsDtuto Rio Branco (h#ps://www.gov.br/mre/pt-br/ins5tuto-rio-branco),</p><p>responsável pela seleção, treinamento e aperfeiçoamento de diplomatas. Após ser</p><p>aprovado no concurso, o candidato ingressa na carreira diplomáDca na classe inicial</p><p>de terceiro-secretário.</p><p>“Qual é o perfil do funcionário do Serviço Exterior Brasileiro?</p><p>O funcionário do Serviço Exterior Brasileiro deve ter interesse em questões internacionais e em</p><p>conhecer outras culturas, ser dedicado à promoção dos interesses do Brasil no exterior e ter forte</p><p>compromisso com o serviço público. Valorizam-se os profissionais que saibam trabalhar sob pressão,</p><p>sejam atuantes e saibam ser proaGvos em um ambiente de trabalho formal. Não há área específica de</p><p>formação profissional ou acadêmica.” Fonte: Ministério das Relações Exteriores</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco</p><p>O Serviço Exterior Brasileiro é composto por três</p><p>carreiras disDntas, cada uma com funções específicas</p><p>e que se complementam: assistente de chancelaria,</p><p>oficial de chancelaria e diplomata. O acesso a essas</p><p>carreiras ocorre exclusivamente por meio de concurso</p><p>público.</p><p>Os assistentes de chancelaria são servidores de nível</p><p>médio que prestam apoio técnico e administraDvo no</p><p>Brasil e nas representações brasileiras no exterior.</p><p>Os oficiais de chancelaria são servidores de nível superior responsáveis pela</p><p>formulação, implementação e execução dos atos de análise técnica e gestão</p><p>administrativa necessários ao desenvolvimento da política externa brasileira.</p><p>Diplomatas têm atribuições mais abrangentes, atuando em atividades de natureza</p><p>diplomática e consular, representando o Brasil perante a comunidade internacional,</p><p>negociando em nome do país, colhendo informações para</p><p>a formulação da política</p><p>externa, entre outras. Eles lidam com uma ampla gama de assuntos, desde questões</p><p>de segurança e direitos humanos até comércio internacional e cooperação bilateral,</p><p>buscando fortalecer os laços do Brasil com outros países.</p><p>Entre as atividades desenvolvidas pelos diplomatas brasileiros estão:</p><p>• representar o Brasil perante outros países e organizações internacionais;</p><p>• contribuir para a formulação da política externa brasileira;</p><p>• participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do Brasil;</p><p>• promover o comércio exterior brasileiro e atrair turismo e investimentos;</p><p>• divulgar a cultura e os valores do povo brasileiro;</p><p>• prestar assistência consular aos nacionais brasileiros no exterior.</p><p>Para ingressar na carreira diplomática, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à</p><p>Carreira de Diplomata, realizado pelo Instituto Rio Branco. O concurso é aberto a brasileiros com</p><p>diploma de curso superior em qualquer área e é composto por várias fases, incluindo provas</p><p>escritas, prova oral, e curso de formação. Após aprovação em todas as etapas, o candidato é</p><p>nomeado diplomata e inicia sua carreira no Serviço Exterior Brasileiro.</p><p>O concurso será realizado em 3 (três) fases:</p><p>a) Primeira Fase: prova objeDva, consDtuída de questões do Dpo CERTO ou ERRADO, de</p><p>língua portuguesa, língua inglesa, história do Brasil, história mundial, políDca</p><p>internacional, geografia, economia e direito, de caráter eliminatório, e que habilitará</p><p>os candidatos a se submeterem à fase seguinte;</p><p>b) Segunda Fase: provas escritas de língua portuguesa e língua inglesa, de caráter</p><p>eliminatório e classificatório;</p><p>c) Terceira Fase: provas escritas de história do Brasil, geografia, políDca internacional,</p><p>economia, direito, língua espanhola e língua francesa, de caráter eliminatório e</p><p>classificatório. Fonte: h#ps://www.gov.br/mre/pt-br/ins5tuto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-</p><p>no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>Remuneração inicial no Brasil: R$ 20.926,98 (vinte mil, novecentos e vinte e seis reais e</p><p>noventa e oito centavos), valor bruto.</p><p>Perfil profissional do servidor da carreira de diplomata (Lei nº 11.440/06, representante</p><p>da sociedade e do Estado brasileiro no campo internacional (art. 3º), tais como: a)</p><p>hierarquia e disciplina (art. 25); b) mérito, dedicação e estudo (art. 44, § 6º, art. 51 e art.</p><p>52); c) disposição para servir no exterior, respeitando as leis, os usos e os costumes dos</p><p>países onde servir (art. 27, II); d) discrição na vida pública e na vida privada (art. 27, III); e</p><p>e) capacidade e disposição de resolver conflitos e enfrentar situações adversas e</p><p>inesperadas, na defesa dos interesses do Brasil e de seus cidadãos no exterior.</p><p>Fonte: h#ps://www.gov.br/mre/pt-br/ins5tuto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-</p><p>2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>Requisitos básicos para a investidura no cargo:</p><p>a) ser brasileiro nato, conforme o art. 12, § 3º,</p><p>inciso V, da Constituição Federal, e o art. 36 da</p><p>Lei nº 11.440, de 2006;</p><p>b) estar no gozo dos direitos políticos;</p><p>c) estar em dia com as obrigações do Serviço</p><p>Militar, para os candidatos do sexo masculino;</p><p>d) estar em dia com as obrigações eleitorais;</p><p>Fonte: https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-</p><p>branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-</p><p>2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>e) apresentar diploma, devidamente registrado, de</p><p>conclusão de curso de graduação de nível superior;</p><p>f) ter idade mínima de 18 anos; g) ter sido aprovado</p><p>no concurso; e, h) nos termos do art. 14, parágrafo</p><p>único, da Lei nº 8.112, de 1990, e suas alterações,</p><p>apresentar aptidão física e mental para o exercício</p><p>das atribuições do cargo, verificada por meio de</p><p>exames préadmissionais.</p><p>Fonte: https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-</p><p>branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-</p><p>dou.pdf</p><p>Embaixador Mauro Vieira</p><p>Ministro de Estado das Relações Exteriores</p><p>h3ps://www.gov.br/mre/pt-</p><p>br/composicao/gabinete-do-ministro-das-</p><p>relacoes-exteriores/embaixador-mauro-</p><p>luiz-iecker-vieira</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/instituto-rio-branco/arquivos/cacd/cacd-2023/edital-no-1-de-28-de-junho-de-2023-dou.pdf</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/composicao/gabinete-do-ministro-das-relacoes-exteriores/embaixador-mauro-luiz-iecker-vieira</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/composicao/gabinete-do-ministro-das-relacoes-exteriores/embaixador-mauro-luiz-iecker-vieira</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/composicao/gabinete-do-ministro-das-relacoes-exteriores/embaixador-mauro-luiz-iecker-vieira</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/composicao/gabinete-do-ministro-das-relacoes-exteriores/embaixador-mauro-luiz-iecker-vieira</p><p>https://www.gov.br/mre/pt-br/composicao/gabinete-do-ministro-das-relacoes-exteriores/embaixador-mauro-luiz-iecker-vieira</p><p>DÚVIDAS</p><p>Prof.: Vagner PATINI</p><p>vagner@patini .adv.br</p><p>https://www.instagran.com/vagnerpatini/</p><p>OBRIGADO.</p><p>mailto:vagner@patini.adv.br</p>

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