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<p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor</p><p>Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>Autor:</p><p>Aula 08</p><p>24 de Janeiro de 2021</p><p>1</p><p>104</p><p>SEMÂNTICA,</p><p>COESÃO E COERÊNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES INICIAIS ..................................................................................................................... 2</p><p>CAMPO SEMÂNTICO ............................................................................................................................... 2</p><p>SENTIDO DENOTATIVO X SENTIDO CONOTATIVO .......................................................................... 3</p><p>AMBIGUIDADE ........................................................................................................................................ 15</p><p>HOMONÍMIA X POLISSEMIA X AMBIGUIDADE ................................................................................. 19</p><p>COESÃO E COERÊNCIA ........................................................................................................................ 21</p><p>RESUMO ................................................................................................................................................... 36</p><p>QUESTÕES COMENTADAS ................................................................................................................... 43</p><p>LISTA DE QUESTÕES .............................................................................................................................. 81</p><p>GABARITO .............................................................................................................................................. 103</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>2</p><p>104</p><p>SEMÂNTICA, COESÃO E COERÊNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES INICIAIS</p><p>Olá, pessoal! Parabéns a você que perseverou até aqui. Foi um longo caminho, muito conteúdo e centenas</p><p>de questões comentadas. Agora, vamos concluir nossa missão!</p><p>Semântica é o estudo do sentido de palavras ou de textos. É um assunto muito amplo. Para se entender</p><p>plenamente um texto, cada palavra é relevante.</p><p>Na prática, estamos estudando semântica desde o início, subjacente ao sentido de toda parte de morfologia</p><p>que vimos. O sentido dos conectores, dos tempos e modos verbais, das circunstâncias adverbiais, dos verbos</p><p>regidos por determinadas preposições, das regras de pontuação, tudo isso tem aspectos “semântica” e vai</p><p>ser fundamental na hora de ler e decifrar o que está sendo comunicado.</p><p>Agora vamos trabalhar algumas questões mais específicas, como vocabulário, sinônimos, antônimos, coesão,</p><p>coerência, ambiguidade, interpretação, bem como outros detalhes da gramática que vêm sendo cobrados</p><p>em prova.</p><p>Pessoal, muito carinho com esta aula! Destaco que o conteúdo dela também complementa muito o</p><p>conhecimento de interpretação de texto e de redação.</p><p>Vamos seguir! Nessa aula praticaremos com muitas questões comentadas! Estaremos prontos para tudo!!!</p><p>Campo semântico</p><p>As palavras podem ter estreitas relações de sentido entre si, como de semelhança, equivalência, diferença,</p><p>oposição, pertinência.</p><p>Palavras que se associam de uma forma direta e previsível, de modo que uma pessoa consiga facilmente</p><p>pensar nas outras quando pensa na primeira, formam um “campo semântico”.</p><p>Futebol</p><p>Bola</p><p>Chuteira</p><p>Trave</p><p>GramadoGoleiro</p><p>Árbitro</p><p>Rede</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>3</p><p>104</p><p>Em termos simples, podemos dizer que vocábulos como bola, chuteira, trave, rede, gol, artilheiro, goleiro,</p><p>campeonato, pênalti, formam o campo semântico de “Futebol”. Quando pensamos em um elemento desses,</p><p>geralmente há uma associação intuitiva aos outros elementos desse conjunto.</p><p>Evidentemente, as associações são infinitas e não existe um número definido de elementos que pertencem</p><p>a um campo semântico fixo e previsível. Essas associações se formam no contexto e dependem da</p><p>experiência e conhecimento de mundo de cada um. Nada impede que faça parte desse campo palavra como</p><p>Messi, juiz, ingresso, artilheiro, cartão, patrocínio, uniforme, luva ou outra que também se relacione de algum</p><p>modo à ideia geral sugerida por “futebol”.</p><p>Sentido Denotativo X Sentido Conotativo</p><p>As palavras geralmente têm um sentido mais direto, mais clássico, mais primário, que imediatamente se</p><p>manifesta quando ouvimos ou lemos aquela sequência de sons ou letras. Esse é o sentido denotativo, o</p><p>sentido direto, primário, principal do dicionário.</p><p>Cuidado que o dicionário também traz os possíveis sentidos figurados de um termo, mas o sentido</p><p>denotativo é aquele mais clássico, mais imediato, do mundo real, não figurado. Os sentidos figurados listados</p><p>no dicionário geralmente são extensão semântica do primeiro sentido, do sentido real.</p><p>Ex: o leão é o animal mais visitado do zoológico.</p><p>Veja que “leão” está sendo usado em sua acepção mais clássica, como animal.</p><p>Por outro lado, num determinado contexto, a palavra pode assumir um novo sentido, figurado, metafórico,</p><p>especial, não óbvio.</p><p>Ex: Esse lutador batendo é um leão; apanhando, é um gatinho.</p><p>Agora a palavra “leão” deixou de designar o animal para indicar figuradamente uma pessoa que tem a</p><p>característica da ferocidade. Já o gatinho tem a característica de ser pequeno, inofensivo. Esse é um sentido</p><p>figurado, metafórico, conotativo.</p><p>Veja exemplos de sentido conotativo que uma palavra pode assumir:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>4</p><p>104</p><p>Observe que “devorando” tem sentido figurado. Não é possível “comer” o planeta. Mas esse uso se torna</p><p>perfeitamente coerente porque a matéria fala sobre o consumo “desenfreado” dos alimentos do mundo.</p><p>Veja mais um exemplo:</p><p>A palavra “frito” foi utilizada com sentido ambíguo de “ferrado” ou literalmente “frito numa frigideira”.</p><p>(TJ-RS / 2020 - adaptada) Observe o texto a seguir, retirado de uma revista de computação.</p><p>“Por mais poderoso que seja, um computador sem programas poderá usar essa pouca utilidade. Um</p><p>programa adequado com certeza não é um aplicativo profissional, caro e sofisticado que, às vezes, já vem</p><p>instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, se você não conseguir fazer alguma coisa com eles”.</p><p>Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro de um mesmo</p><p>campo semântico; nesse texto, como palavras que pertencem ao mesmo bloco conceitual são computador,</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>5</p><p>104</p><p>programas, aplicativo, janelas.</p><p>Comentário</p><p>“computador, programas, aplicativo e janelas” são termos que pertencem ao campo semântico da</p><p>informática, são vocábulos típicos dessa temática. Questão correta.</p><p>(PREF. SÃO CRISTÓVÃO (SE) / 2019)</p><p>Catar feijão</p><p>Catar feijão se limita com escrever:</p><p>joga-se os grãos na água do alguidar</p><p>e as palavras na folha de papel;</p><p>e depois, joga-se fora o que boiar.</p><p>Certo, toda palavra boiará no papel,</p><p>água congelada, por chumbo seu verbo:</p><p>pois para catar esse feijão, soprar nele,</p><p>e jogar fora o leve e oco, palha e eco.</p><p>Ora, nesse catar feijão entra um risco:</p><p>o de que entre os grãos pesados entre</p><p>um grão qualquer, pedra ou indigesto,</p><p>um grão imastigável, de quebrar dente.</p><p>Certo não, quando ao catar palavras:</p><p>a pedra dá à frase seu grão mais vivo:</p><p>obstrui a leitura fluviante, flutual,</p><p>açula a atenção, isca-a como o risco.</p><p>João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.</p><p>Considerando as propriedades linguísticas e os sentidos do poema precedente, julgue o próximo item.</p><p>Haja vista as situações apresentadas no poema, a expressão “catar feijão” tem tanto sentido denotativo</p><p>quanto conotativo.</p><p>Comentários:</p><p>O poema, utiliza a expressão “catar feijão” tanto</p><p>A) ERRADA. Nesse contexto, só temos um significado coerente para "romance": literatura narrativa em</p><p>prosa, ou seja, a pessoa comprou um livro.</p><p>B) CERTA. No contexto, o verbo "perder" pode assumir os seguintes sentidos:</p><p>1. "não localizar": A pessoa perdeu os óculos após dois anos, ou seja, não consegue localizá-los mais.</p><p>2. "deixar de ser útil": A pessoa perdeu os óculos após dois anos porque seu grau aumentou, por exemplo.</p><p>C) ERRADA. A palavra "automóvel" apresenta apenas um significado: carro.</p><p>D) ERRADA. Nesse contexto, só temos um significado coerente para "caixa": embalagem.</p><p>E) ERRADA. Nesse contexto, só temos um significado coerente para "adquirir": passar a ser proprietário de</p><p>algo. Gabarito letra B.</p><p>2. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>A frase a seguir em que os termos sublinhados podem ser considerados sinônimos é:</p><p>A) A batata está custando caro, como, aliás, todo cereal;</p><p>B) A educação é tarefa dos pais, e a cultura, do Estado;</p><p>C) A maior greve ocorreu em 1950; a paralisação durou um mês;</p><p>D) A operação e o tratamento foram demasiadamente caros;</p><p>E) As crianças adoram doce, principalmente chocolate.</p><p>Comentários:</p><p>Para resolver essa questão temos que ter os conceitos de sinônimo, hipônimo e hiperônimo em mente.</p><p>A) ERRADA. Os termos "batata" e cereal" foram utilizados como hiperônimo ("cereal") e hipônimo ("batata").</p><p>B) ERRADA. Os termos "educação" e "cultura" não são sinônimos.</p><p>C) CERTA. "Greve" e "paralização" possuem o mesmo significado, podendo ser substituídos entre si sem</p><p>nenhum prejuízo semântico.</p><p>D) ERRADA. Os termos "operação" e "tratamento" não são sinônimos.</p><p>E) ERRADA. Os termos "doce" e "chocolate" foram utilizados como hiperônimo ("doce") e hipônimo</p><p>("chocolate"). Gabarito letra C.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>45</p><p>104</p><p>3. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Ao escrever um texto, o autor enfrenta várias dificuldades. Uma delas é evitar a repetição de palavras e um</p><p>dos meios para isso é substituir uma palavra de valor específico por outra de conteúdo geral, como no</p><p>exemplo a seguir.</p><p>O sargento foi atropelado; depois de alguns minutos, chegou uma ambulância que levou o militar para o</p><p>hospital.</p><p>Assinale os vocábulos abaixo que mostram, respectivamente, esse mesmo tipo de relação:</p><p>A) selvagens / índios;</p><p>B) músicos / sambistas;</p><p>C) embalagens / caixas;</p><p>D) bananeira / bananal;</p><p>E) quarto / cômodo.</p><p>Comentários:</p><p>Temos uma relação de substituição que ocorre da seguinte forma: Específico => Geral, ou seja, Hipônimo =></p><p>Hiperônimo.</p><p>A única alternativa em que essa relação, nessa ordem, ocorre é na Letra E. Perceba que aqui temos uma</p><p>relação de Específico => Geral: cômodo é mais geral que quarto, pois pode ser qualquer espaço na casa</p><p>(quarto, cozinha, sala etc).</p><p>Na alternativa C temos uma relação invertida, Geral => Específico, por isso não pode ser nosso gabarito.</p><p>Gabarito letra E.</p><p>4. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Observe o texto a seguir, retirado de uma revista de computação.</p><p>“Por mais poderoso que seja, um computador sem programas adequados tem pouca utilidade. E um</p><p>‘programa adequado’ com certeza não é aquele aplicativo profissional, caro e sofisticado que, às vezes, já</p><p>vem instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, se você não conseguir fazer alguma coisa com</p><p>eles”.</p><p>Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro de um mesmo</p><p>campo semântico; nesse texto, as palavras que pertencem ao mesmo bloco conceitual são:</p><p>A) computador, programas, aplicativo, janelas;</p><p>B) computador, programa, aplicativo, sofisticado;</p><p>C) programas, aplicativo, caro, instalado;</p><p>D) caro, sofisticado, instalado, funções;</p><p>E) poderoso, aplicativo, instalado, funções.</p><p>Comentários:</p><p>"Bloco conceitual" é o mesmo que "campo semântico". Todas as palavras que se referem ao campo de</p><p>"computador" estão na Alternativa A. Gabarito letra A.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>46</p><p>104</p><p>5. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado por seu parônimo; a única das</p><p>frases cuja forma do vocábulo sublinhado está correta é:</p><p>A) O motorista infligiu as leis do trânsito;</p><p>B) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto;</p><p>C) Nada há que desabone a sua conduta imoral;</p><p>D) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês;</p><p>E) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa.</p><p>Comentários:</p><p>Questão bem "casca de banana". Para respondê-la, devemos ter em mente os pares mais conhecidos de</p><p>parônimos.</p><p>Vejamos as alternativas:</p><p>A) INCORRETO. O correto seria "O motorista infringiu as leis de trânsito".</p><p>B) INCORRETO. O correto seria "O prisioneiro delatou os comparsas do assalto".</p><p>C) INCORRETO.O correto seria "Nada há que desabone a sua conduta moral".</p><p>D) INCORRETO. O correto seria "A cobrança é bimensal, ou seja, duas vezes por mês."</p><p>E) CORRETO. "Cumprimentos" tem o sentido de saudação. Gabarito letra E.</p><p>6. (FCC / ALAP / ASS. LEGISLATIVO / 2020)</p><p>Distribuição justa</p><p>A justiça de um resultado distributivo das riquezas depende das dotações iniciais dos participantes e da lisura</p><p>do processo do qual ele decorre. Do ponto de vista coletivo, a questão crucial é: a desigualdade observada</p><p>reflete essencialmente os talentos, esforços e valores diferenciados dos indivíduos, ou, ao contrário, ela</p><p>resulta de um jogo viciado na origem e no processo, de uma profunda falta de equidade nas condições iniciais</p><p>de vida, da privação de direitos elementares ou da discriminação racial, sexual, de gênero ou religiosa?</p><p>(...)</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 106)</p><p>No contexto do primeiro parágrafo, as expressões dotações iniciais de participantes e lisura do processo</p><p>constituem</p><p>A) um objetivo idealista cuja aparência de justiça se apaga quando competidores aproveitam mal</p><p>oportunidades iguais.</p><p>B) as causas ocultas da distribuição de riquezas que acaba por não fazer justiça às habilidades próprias dos</p><p>indivíduos.</p><p>C) as metas mais justas a serem alcançadas por um conveniente processo distributivo das limitadas riquezas</p><p>disponíveis.</p><p>D) os fatores diretamente condicionantes da possibilidade de haver justiça no processo distributivo das</p><p>riquezas.</p><p>E) as razões de ser de todo processo de distribuição de riquezas que premie o talento inato dos mais</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>47</p><p>104</p><p>competentes.</p><p>Comentários:</p><p>Vejamos o trecho: "A justiça de um resultado distributivo das riquezas depende das dotações iniciais dos</p><p>participantes e da lisura do processo do qual ele decorre". Note que há uma relação de condição: uma coisa</p><p>é condicionada à outra.</p><p>A Alternativa C traz essa condição:</p><p>A justiça de um resultado distributivo das riquezas = meta.</p><p>Dotações iniciais dos participantes e lisura do processo = condição. Gabarito letra C.</p><p>7. (FCC / ALAP / ASS. LEGISLATIVO / 2020)</p><p>O avanço ainda se restringe a âmbitos estritamente técnicos, sem utilidade cotidiana, mas já é apelidado de</p><p>“o Santo Graal da computação”. Isso porque o feito, se comprovado, atingiu o que se conhece como</p><p>“supremacia quântica”. A nomenclatura indica um momento da civilização em que os computadores talvez</p><p>sejam tão (ou mais) competentes quanto os seres humanos.</p><p>A nomenclatura indica aquele momento da civilização em que os computadores seriam tão (ou mais)</p><p>competentes quanto os seres humanos. (5º parágrafo)</p><p>No contexto, o termo “nomenclatura” refere-se a</p><p>(A) momento da civilização.</p><p>(B) supremacia quântica.</p><p>(C) seres humanos.</p><p>(D) feito.</p><p>(E) computadores.</p><p>Comentários:</p><p>A nomenclatura é o nome, o título, a expressão</p><p>"supremacia quântica", cujo sentido está no próprio</p><p>enunciado. Gabarito letra B.</p><p>8. (CESPE / MP-CE / TÉCNICO MINISTERIAL / 2020)</p><p>Tudo se passa como se nós, modernos, guiados pela livre vontade, estivéssemos liberados desse fenômeno</p><p>do passado. Em suma, usamos o termo ritual no dia a dia com uma conotação de fenômeno formal e arcaico.</p><p>Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.</p><p>A expressão “do passado” (R.21) foi empregada no texto com o mesmo sentido de obsoleto.</p><p>Comentários:</p><p>Ao longo do texto, é mencionada a visão do senso comum que associa o ritual ao passado, ao arcaico. Nessa</p><p>visão, o ritual é um fenômeno sem importância, sem uso no cotidiano.</p><p>Assim, ao se referir a "passado", o texto está associando-o a algo "obsoleto", ou seja, sem uso na visão de</p><p>muitas pessoas. Questão correta.</p><p>9. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2020)</p><p>Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava</p><p>ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>48</p><p>104</p><p>por um momento. E então parecia tão livre.</p><p>No trecho “pairava ofegante num beiral de telhado”, o verbo pairar está empregado com o mesmo sentido</p><p>de ameaçar.</p><p>Comentários:</p><p>“Pairar” significa apenas que estava no alto, no ar, suspensa. “Ameaçar” significa colocar em perigo, assustar,</p><p>intimidar. Questão incorreta.</p><p>10. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)</p><p>O geneticista Sérgio Pena não concorda com estudos evolutivos: “Ao postular a existência de uma natureza</p><p>humana evolutivamente moldada para ser etnocêntrica, paroquial, bairrista e chauvinista, esses discursos</p><p>geralmente terminam por atribuir ao racismo uma inevitabilidade natural..."</p><p>O verbo ‘postular’ está empregado no texto com o mesmo sentido de pressupor.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, “postular” aqui tem sentido de “assumir como hipótese válida”, “supor”, “pressupor”:</p><p>“Ao PRESSUPOR (ASSUMIR COMO FATO) a existência de uma natureza humana evolutivamente moldada</p><p>para ser etnocêntrica, paroquial, bairrista e chauvinista, esses discursos geralmente terminam por atribuir</p><p>ao racismo uma inevitabilidade natural. Isso não é verdade. Questão correta.</p><p>11. (CESPE / MP-CE / TÉCNICO MINISTERIAL / 2020)</p><p>Em qualquer tempo ou lugar, a vida social é sempre marcada por rituais. Essa afirmação pode ser inesperada</p><p>para muitos, porque tendemos a negar tanto a existência quanto a importância dos rituais na nossa vida</p><p>cotidiana..</p><p>Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.</p><p>A expressão “sua relevância” (ℓ.8) refere-se a “rituais” (ℓ.5).</p><p>Comentários:</p><p>Notem que o texto afirma que consideramos os rituais como eventos distantes (pertencentes a sociedades</p><p>históricas, da vida na corte ou sociedades indígenas) e é, por essa razão, que há uma inclinação inicial em</p><p>diminuir sua importância. Importância do quê? Dos rituais! Questão correta.</p><p>12. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)</p><p>Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças transmitidas por</p><p>alimentos a cada ano — metade delas são crianças com menos de 5 anos de idade.</p><p>A substituição da expressão “metade delas” por cuja metade manteria a correção gramatical e a coesão do</p><p>texto.</p><p>Comentários:</p><p>Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças transmitidas por</p><p>alimentos a cada ano — cuja metade são crianças com menos de 5 anos de idade.</p><p>O “cujo” deve ficar entre dois substantivos, traçando entre eles uma relação de posse. Aqui, o “cuja metade”</p><p>ficou “solto”, não fica clara a referência. Metade do quê? Dos alimentos? De cada ano? Das pessoas? A</p><p>coesão fica prejudicada, pois não temos uma referência clara. Questão incorreta.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>49</p><p>104</p><p>13. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)</p><p>Desde os alvores da democracia ateniense, são sobejamente conhecidas as suas relações com a</p><p>argumentação e a retórica. Porém, tal como a retórica e a argumentação podem ser postas ao serviço da</p><p>mentira e da manipulação, também em relação à liberdade de expressão se coloca a questão dos seus limites.</p><p>A expressão “suas relações” refere-se às relações da “democracia ateniense”.</p><p>Comentários:</p><p>“suas” é pronome possessivo e sugere a pergunta: “relação de quem”? “relação do que com a</p><p>argumentação”?</p><p>Aqui temos a relação “da democracia ateniense” com a retórica e a argumentação.</p><p>Desde os alvores da democracia ateniense, são sobejamente conhecidas as suas relações com a</p><p>argumentação e a retórica... Questão correta.</p><p>14. (CESPE / TJ-PA / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2020)</p><p>Se não é fácil definir a família, é legítimo o esforço de tentar decifrar quem é o homem pós-moderno e quais</p><p>as necessidades emergentes que o impulsionam ao encontro com o outro, seja no espaço social, seja no</p><p>interior da família, produzindo significados e razões que o lançam na busca de realização.</p><p>No terceiro parágrafo do texto, a forma pronominal “o”, em “o lançam”, faz referência a</p><p>A) “homem” B) “outro”</p><p>C) “espaço” D) “interior” E) “esforço”</p><p>Comentários:</p><p>O referente é o homem pós-moderno.</p><p>...é legítimo o esforço de tentar decifrar quem é o homem pós-moderno e quais as necessidades emergentes</p><p>que o impulsionam (impulsionam o homem) ao encontro com o outro, seja no espaço social, seja no interior</p><p>da família, produzindo significados que o lançam (lançam o homem) na busca da realização.</p><p>Gabarito letra A.</p><p>15. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>Na orelha do livro “A Bíblia: uma biografia” (Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed., 2007), aparece o seguinte texto:</p><p>“A principal função da Bíblia, no entanto, ao longo de sua demorada gestação, não foi apoiar doutrinas e</p><p>crenças particulares [....]. A produção de uma escritura sagrada consistiu antes em atividade contínua, um</p><p>processo que buscava introduzir milhares de pessoas à transcendência”.</p><p>A informação abaixo que NÃO pode ser depreendida da leitura desse texto é:</p><p>(A) o termo “no entanto” indica que esse segmento não é a parte inicial do texto;</p><p>(B) o texto contraria a ideia de ser a Bíblia a base de apoio a doutrinas e crenças;</p><p>(C) o termo “antes” indica um momento anterior de produção da Bíblia;</p><p>(D) o termo “processo” retoma “atividade contínua”;</p><p>(E) o verbo “introduzir” se refere a uma nova atividade para as pessoas.</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>50</p><p>104</p><p>Questão difícil de interpretação de texto, exigindo a inferência de informações implícitas:</p><p>a) Correto. “No entanto” introduz uma oposição em relação a algo que foi dito antes, então conclui-se que</p><p>há outras partes do texto.</p><p>b) Correto. Está literal no texto: não foi apoiar doutrinas e crenças particulares</p><p>c) Incorreto. Esse “antes” não tem nada a ver com tempo, foi usado com sentido de “na verdade”.</p><p>d) Correto. O substantivo “processo” traz ideia de algo duradouro, repetitivo, composto de etapas; por isso,</p><p>foi usado como elemento coesivo para retomar “atividade contínua”: a escritura da bíblia.</p><p>e) Correto. Se a pessoa será “introduzida” a uma atividade, infere-se que seja uma novidade para ela.</p><p>Gabarito letra C.</p><p>16. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>O jornal O Globo de 10.3.2019 trazia como uma de suas manchetes:</p><p>Pouso forçado. Rio perde 25% dos voos domésticos e internacionais em seis anos.</p><p>Sobre a relação semântica entre o título – Pouso forçado – e o restante da manchete, é correto afirmar que:</p><p>(A) o título tem relação lógica com o conteúdo expresso na sequência do texto;</p><p>(B) a expressão</p><p>do título se refere ao fato de os aviões estarem parados no Rio;</p><p>(C) a expressão do título se refere vagamente às dificuldades com os voos citados;</p><p>(D) no título, o adjetivo forçado se liga semanticamente a obrigações legais;</p><p>(E) no título, o substantivo pouso é uma metáfora para interrupção dos voos.</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta. “Pouso forçado” é figura de linguagem com sentido de “pausa indevida, não ideal”. Essa</p><p>figura refere-se à interrupção dos voos no Rio, que foi apresentado como um evento negativo. Gabarito letra</p><p>E.</p><p>OBS: Não vejo erro algum na letra A, é difícil entender a FGV, pois sempre força alguns gabaritos absurdos e</p><p>nunca publica nenhum tipo de justificativa. Inclusive acho a letra A melhor que a letra E, já que “perder” não</p><p>é exatamente sinônimo de “interromper”, pois os voos, ao que tudo indica, não foram reestabelecidos.</p><p>Talvez o examinador tenha dado como erro o termo “lógico”, pois a relação é figurativa, abstrata, metafórica.</p><p>17. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>A Prefeitura de Salvador faz divulgação de seu Festival da Virada em conhecidas revistas. O texto da</p><p>publicidade diz o seguinte:</p><p>Festa que vira atração de 460 mil turistas,</p><p>Que vira 98% de ocupação hoteleira,</p><p>Que vira milhares de empregos,</p><p>Que vira 500 milhões de reais na economia.</p><p>Que virada!</p><p>Obrigado, Salvador!</p><p>A estruturação do texto só NÃO compreende:</p><p>(A) paralelismo sintático entre as frases;</p><p>(B) jogo de palavras virar/virada;</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>51</p><p>104</p><p>(C) quantificação dos benefícios do festival;</p><p>(D) ambiguidade do substantivo “virada”;</p><p>(E) atribuição de voz à população de Salvador.</p><p>Comentários:</p><p>O temo “Salvador” é o vocativo, não é quem fala, quem tem voz, mas sim quem ouve.</p><p>Gabarito letra E.</p><p>(A) Correto. O paralelismo sintático entre as frases se mostra na estrutura fixa e repetida em quase todos os</p><p>versos.</p><p>(B) Correto. Há jogo de palavras entre virar (transformar-se) virada (mudança brusca de resultado)</p><p>(C) Correto. Há quantificação dos benefícios do festival em “500 milhões”.</p><p>(D) Correto. Como vimos na C, há ambiguidade do substantivo “virada”.</p><p>18. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>Uma editora acaba de lançar o livro “Os Meninos da Caverna”, que conta a dramática história do resgate de</p><p>um time de futebol juvenil que ficou dezoito dias preso em uma caverna na Tailândia.</p><p>A capa do livro traz o seguinte texto:</p><p>“O passeio de um sábado à tarde que durou dezoito dias preocupou o mundo e mobilizou mil pessoas em um</p><p>resgate quase impossível na Tailândia”.</p><p>O problema estrutural desse pequeno texto da capa é:</p><p>(A) a má seleção vocabular do termo “passeio”;</p><p>(B) a possível ambiguidade do termo “na Tailândia”;</p><p>(C) a inclusão de exageros evidentes para atrair o leitor;</p><p>(D) a presença de várias formas verbais com o mesmo sujeito;</p><p>(E) a ausência de vírgula após “mil pessoas”.</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta: na expressão “impossível na Tailândia”, temos a possibilidade de ler que aquele resgate é</p><p>impossível apenas na Tailândia, quando sentido original não era esse. Gabarito letra B.</p><p>19. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>A oposição de termos construída com as preposições com/sem gera um possível paradoxo em:</p><p>(A) Com dinheiro ou sem dinheiro, vou passar o carnaval em Salvador;</p><p>(B) Com amigos ou sem amigos, vou divertir-me nas férias;</p><p>(C) Com bebida ou sem bebida, vou embebedar-me de felicidade;</p><p>(D) Com motivo ou sem motivo, vou comprar roupas novas;</p><p>(E) Com vontade ou sem vontade, vou viajar com a família.</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>52</p><p>104</p><p>O paradoxo é uma provocação à lógica por haver uma aparente impossibilidade entre seus componentes. O</p><p>paradoxo sugere uma contradição, uma incompatibilidade impossível. Então, se não há bebida (sem bebida),</p><p>é impossível embebedar-se: está aí o paradoxo da questão.</p><p>Gabarito letra C.</p><p>20. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>“Em caso de morte no acidente, a vítima pode receber o seguro no próprio escritório da seguradora”.</p><p>O problema de construção dessa frase está:</p><p>(A) na incoerência lógica dos termos;</p><p>(B) na troca indevida entre “acidente” e “incidente”;</p><p>(C) na utilização desnecessária de “próprio”;</p><p>(D) no erro ortográfico em “seguradora” por “Seguradora”;</p><p>(E) no erro de emprego de vírgula após “acidente”.</p><p>Comentários:</p><p>Se a vítima morreu, não há como receber seguro no escritório. Trata-se de notória incoerência.</p><p>Gabarito letra A.</p><p>21. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>A frase em que está correto o emprego de um dos parônimos mandado/mandato é:</p><p>(A) O mandado de senador dura 8 anos;</p><p>(B) Impetrou mandato de segurança com pedido de liminar;</p><p>(C) Não tinha mandado de busca para entrar na casa;</p><p>(D) Todos desejavam que seu mandado de diretor acabasse;</p><p>(E) O mandato de apreensão não havia sido expedido.</p><p>Comentários:</p><p>Mandado: período de uma concessão de poderes, incumbência de uma missão, por exemplo, o mandato de</p><p>um político.</p><p>Mandato: ordem judicial/administrativa, por exemplo, o mandato de prisão. Por isso, está correta a letra C</p><p>e as demais foram trocadas:</p><p>(A) O mandaTo de senador dura 8 anos;</p><p>(B) Impetrou mandaDo de segurança com pedido de liminar;</p><p>(D) Todos desejavam que seu mandaTo de diretor acabasse;</p><p>(E) O mandaDo de apreensão não havia sido expedido. Gabarito letra C.</p><p>22. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>Há uma série de palavras em língua portuguesa que modificam o seu sentido em função de uma troca</p><p>vocálica; esse fato só NÃO ocorre em:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>53</p><p>104</p><p>(A) deferir / diferir;</p><p>(B) infarte / infarto;</p><p>(C) emergir / imergir;</p><p>(D) descrição / discrição;</p><p>(E) eminente / iminente.</p><p>Comentários:</p><p>(A) deferir (conceder) / diferir (divergir/adiar);</p><p>(B) infarte / infarto (são variantes da mesma palavra, o sentido não muda)</p><p>(C) emergir (subir à tona) / imergir (descer, submergir);</p><p>(D) descrição (ato de descrever) / discrição (ser discreto, reservado);</p><p>(E) eminente (excelso, destacado) / iminente (imediato, próximo no tempo, algo que está por ocorrer).</p><p>Gabarito letra B.</p><p>23. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>Na tentativa de dar concisão, muitas orações adjetivas podem ser substituídas por adjetivos; a opção abaixo</p><p>em que essa substituição foi corretamente realizada é:</p><p>(A) Não há bem que sempre dure / efêmero;</p><p>(B) Nem tudo que reluz é ouro / iluminado;</p><p>(C) Fatos que se repetem são cansativos / frequentes;</p><p>(D) Sentimentos que duram pouco trazem dor / passageiros;</p><p>(E) Muitas moedas que são guardadas perdem valor / resguardadas.</p><p>Comentários:</p><p>Vejamos:</p><p>A) “que sempre dure” sugere algo eterno; efêmero significa temporário, breve.</p><p>B) “que reluz” é igual a “reluzente”, é diferente de iluminado.</p><p>C) “que se repetem” são repetitivos ou repetidos, não se pode afirmar de quanto em quanto tempo se</p><p>repetem para dizer que são “frequentes”.</p><p>D) “que duram pouco” dá ideia de breve, efêmero, passageiro.</p><p>E) “que são guardadas” apenas traz ideia de armazenamento; “resguardar” possui sentido de proteger,</p><p>cuidar. Gabarito letra D.</p><p>24. (FCC / ISS-MANAUS / ASS. TÉCNICO DE TI - PROGRAMADOR / 2019)</p><p>Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-</p><p>la.</p><p>Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão rotineira das transações...</p><p>A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>54</p><p>104</p><p>hoje. A situação</p><p>nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana...</p><p>No contexto, os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:</p><p>(A) riqueza − vigilância − existência humana.</p><p>(B) privacidade − futuro − privacidade.</p><p>(C) privacidade − futuro − existência humana.</p><p>(D) riqueza − futuro − privacidade.</p><p>(E) privacidade − vigilância − privacidade.</p><p>Comentários:</p><p>Questão clássica de coesão utilizando pronomes pessoais. Vejamos:</p><p>Solapar “a privacidade”, trocando o complemento por pronome feminino e singular, teremos “a”, como o</p><p>verbo “solapar” está no infinitivo, terminado em “r”, corta-se o R e adiciona-se L: solapá-la.</p><p>“no qual” substitui “no futuro”, é nesse futuro que a vigilância ativa é parte tão rotineira das ações.</p><p>O que não é traço básico da existência humana? A privacidade não é. Gabarito letra B.</p><p>25. (FCC / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>A Prefeitura de Salvador faz divulgação de seu Festival da Virada em conhecidas revistas. O texto da</p><p>publicidade diz o seguinte:</p><p>Festa que vira atração de 460 mil turistas,</p><p>Que vira 98% de ocupação hoteleira,</p><p>Que vira milhares de empregos,</p><p>Que vira 500 milhões de reais na economia.</p><p>Que virada!</p><p>Obrigado, Salvador!</p><p>A estruturação do texto só NÃO compreende:</p><p>(A) paralelismo sintático entre as frases;</p><p>(B) jogo de palavras virar/virada;</p><p>(C) quantificação dos benefícios do festival;</p><p>(D) ambiguidade do substantivo “virada”;</p><p>(E) atribuição de voz à população de Salvador.</p><p>Comentários:</p><p>O temo “Salvador” é o vocativo, não é quem fala, quem tem voz, mas sim quem ouve. Gabarito letra E.</p><p>(A) Correto. O paralelismo sintático (uso de estruturas paralelas, semelhantes, de mesma forma ou estrutura)</p><p>entre as frases se mostra na estrutura fixa e repetida em quase todos os versos.</p><p>(B) Correto. Há jogo de palavras entre virar (transformar-se) virada (mudança brusca de resultado)</p><p>(C) Correto. Há quantificação dos benefícios do festival em “500 milhões”.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>55</p><p>104</p><p>(D) Correto. Como vimos na C, há ambiguidade do substantivo “virada”.</p><p>26. (FCC / ISS-MANAUS / TÉCNICO DE TI / 2019)</p><p>Considere as afirmações abaixo.</p><p>I. O cronista herdou um velho relógio.</p><p>II. Esse velho relógio trabalha com irregularidade.</p><p>III. O cronista não se importa com essa irregularidade.</p><p>Essas três afirmações compõem um período único de redação clara e correta em:</p><p>(A) O cronista não se importa com a irregularidade do velho relógio que herdou.</p><p>(B) Não dá importância o cronista à que haja irregularidade no velho relógio que herdou.</p><p>(C) A irregularidade do relógio que herdou já velho, não importa para o cronista.</p><p>(D) Mesmo com irregularidade o cronista não se importa com o trabalho do velho relógio.</p><p>(E) Conquanto tenha herdado o velho relógio, o cronista não se importa com sua irregularidade.</p><p>Comentários:</p><p>Essa é uma questão de semântica, pois somente observando a relação de sentido entre as orações,</p><p>poderemos saber qual conectivo e qual estrutura usar. Ser irregular e ser herdado constituem a</p><p>caracterização do relógio, então esses fatos poderiam ter sido expressos em forma uma oração adjetiva e</p><p>um substantivo que indicasse qualidade. Então seria correto estruturar:</p><p>O cronista não se importa com a irregularidade (qualidade de ser irregular) do relógio que herdou (relógio</p><p>herdado). Gabarito: Letra A</p><p>B) Incorreto. Não há crase, temos apenas preposição “a” + oração.</p><p>C) Incorreto. Não se pode separar o sujeito “A irregularidade do relógio que herdou já velho” do verbo.</p><p>D) Incorreto. O adjunto adverbial de concessão “Mesmo com irregularidade” está antecipado e deveria vir</p><p>marcado por vírgula.</p><p>E) Incorreto. Cuidado, esse “sua irregularidade” é um caso de ambiguidade estrutural. A irregularidade pode</p><p>ser do cronista ou do relógio. Claro que no texto original, a irregularidade está no relógio, mas aqui estamos</p><p>analisando uma reescritura, que deve, portanto, ser clara. Gabarito letra A.</p><p>27. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>O Brasil, vale lembrar, é citado como modelo pela Organização Mundial de Saúde. As campanhas de</p><p>vacinação exigiram esforço hercúleo. Para cobrir o território nacional e cumprir o calendário, enfrentaram</p><p>selvas, secas, tempestades. Tiveram êxito. Deixaram relegada para as páginas da história a revolta da vacina,</p><p>protagonizada pela população do Rio de Janeiro que, no início do século passado, se rebelou contra a</p><p>mobilização de Oswaldo Cruz para reduzir as mazelas do Rio de Janeiro. O médico quis resolver a tragédia da</p><p>varíola com a Lei da Vacina Obrigatória.</p><p>Tal fato seria inaceitável hoje. A sociedade evoluiu e se educou. O calendário de vacinação tornou-se rotina.</p><p>Graças ao salto civilizatório, o país conseguiu erradicar males que antes assombravam a infância. O</p><p>retrocesso devolverá o Brasil ao século 19. Há que reverter o processo. Acerta, pois, o Ministério da Saúde ao</p><p>deflagrar nova campanha de adesão para evitar a marcha rumo à barbárie. O reforço na equipe de agentes</p><p>de imunização deve merecer atenção especial.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>56</p><p>104</p><p>(Adaptado de: “Vacina: avanço civilizatório”. Diário de Pernambuco. Editorial. Disponível em: www.diariodeper-nambuco.com.br)</p><p>No contexto global do texto, a palavra processo, no último parágrafo, refere-se a</p><p>(A) revolta da vacina, protagonizada pela população do Rio de Janeiro.</p><p>(B) décadas de esforço governamental de proteger os brasileiros de doenças evitáveis.</p><p>(C) queda na cobertura vacinal de crianças menores de dois anos.</p><p>(D) calendário de vacinação tornou-se rotina.</p><p>(E) Lei da Vacina Obrigatória.</p><p>Comentários:</p><p>O processo que deve ser revertido é aquele anunciado logo no primeiro parágrafo: o não atingimento das</p><p>metas de vacinação. Dito de outra forma, “a que da cobertura vacinal de crianças menores de dois anos”.</p><p>Desde 2016, registra-se queda na cobertura vacinal de crianças menores de dois anos. Segundo o Ministério</p><p>da Saúde, entre janeiro e agosto, nenhuma das nove principais vacinas bateu a meta estabelecida — imunizar</p><p>95% do público-alvo. O percentual alcançado oscila entre 50% e 70%. Gabarito letra C.</p><p>28. (FCC / ISS-MANAUS / ASS. TÉCNICO FAZENDÁRIO / 2019)</p><p>− Não me refiro apenas àquelas empresas ligadas à tecnologia que notoriamente possuem inovação em seu</p><p>DNA...</p><p>− ...uma nova maneira de compor que se tornou conhecida como dodecafonismo...</p><p>− ...as composições de Schoenberg possam a princípio parecer difíceis de apreciar, a história da música</p><p>reservou-lhe um lugar de destaque...</p><p>Os elementos sublinhados nas frases acima remetem, respectivamente, a:</p><p>(A) empresas – dodecafonismo − Schoenberg</p><p>(B) tecnologia – dodecafonismo − composições</p><p>(C) empresas − uma nova maneira de compor − Schoenberg</p><p>(D) tecnologia − uma nova maneira de compor − Schoenberg</p><p>(E) empresas − dodecafonismo − composições</p><p>Comentários:</p><p>O que possui inovação no DNA? As empresas de tecnologia possuem. Então, o pronome relativo “que” tem</p><p>como referente “empresas”.</p><p>O que se tornou conhecido como decafonismo...? uma nova maneira de compor... Então, o antecedente do</p><p>pronome relativo “que” é: uma nova maneira de compor a história da música reservou-A ELE/A</p><p>SCHOENBERG um lugar de destaque</p><p>Por que não poderia ser “composições” o referente? Porque isso levaria o pronome ao plural: LHES (a elas).</p><p>Gabarito letra C.</p><p>29. (FCC / BANRISUL / ESCRITURÁRIO / 2019)</p><p>Considere as seguintes orações:</p><p>I. O universo é infinito.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>57</p><p>104</p><p>II. A infinitude do universo atemoriza o homem.</p><p>III. O homem deplora sua condição de mortal.</p><p>Essas três orações constituem um período de redação clara, coerente e correta</p><p>no seguinte caso:</p><p>(A) Ainda que seja infinito e atemorize o homem, o universo faz o homem deplorar sua condição de mortal.</p><p>(B) Ao deplorar sua condição de mortal, o homem considera infinito o universo em que se atemoriza.</p><p>(C) Atemorizado pela infinitude do universo, deplora o homem a sua mortalidade.</p><p>(D) Sendo infinito o universo, eis por que o homem se atemoriza, quando deplora sua condição de mortal.</p><p>(E) O universo infinito atemoriza o homem, cuja condição é assim mortalmente deplorável.</p><p>Comentários:</p><p>A relação que existe é de causa-efeito: o homem deplora sua condição de mortal porque o universo é infinito.</p><p>A única alternativa que reproduz, ainda que discretamente, essa relação, é:</p><p>(porque é) Atemorizado pela infinitude do universo, deplora o homem a sua mortalidade.</p><p>As duas primeiras frases foram unidas na expressão “infinitude do universo”. Gabarito letra C.</p><p>30. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019)</p><p>A correção do segmento dado é preservada caso se substitua o elemento sublinhado pelo que está entre</p><p>parênteses no seguinte caso:</p><p>(A) Os chineses inventaram o primeiro relógio mecânico de que se tem notícia (de cujo se sabe).</p><p>(B) Os missionários portugueses introduziram na China seu relógio mecânico (deram origem à China).</p><p>(C) Os relógios europeus foram um estímulo à meditação dos chineses (impulso da).</p><p>(D) Jamais lhes ocorreu a ideia de tirar outro proveito daquele artefato (se apresentou a eles).</p><p>(E) O ritmo que o relógio impôs aos negócios mantém-se até hoje. (subordinou dos).</p><p>Comentários:</p><p>A) Incorreto. Aqui temos problema de “cujo solto”: “cujo” o quê? O pronome não está ligando dois</p><p>substantivos, está “perdido” na oração.</p><p>B) Incorreto. “Introduzir na China” é apresentar na china, como novidade; não é fazer/criar/dar origem ao</p><p>país.</p><p>C) Incorreto. Os sentidos até são parecidos, mas há erro de regência: o impulso é A alguma coisa, se essa</p><p>coisa vai ser impulsionada.</p><p>D) Correto.</p><p>E) Incorreto. Além da redação confusa, há erro de regência, “subordinar” não pede preposição “de”.</p><p>Gabarito letra D.</p><p>31. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>O reforço na equipe de agentes de imunização deve merecer atenção especial.</p><p>Nessa frase que encerra o texto, observa-se uma ambiguidade de sentido, a qual se atribui ao emprego de</p><p>(A) deve, que pode expressar uma probabilidade e também exprimir uma sugestão.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>58</p><p>104</p><p>(B) imunização, que pode referir-se ao ato de vacinar e ao ato de propagar doença.</p><p>(C) atenção, que pode denotar repreensão e também aludir a serviços especializados.</p><p>(D) reforço, que pode significar tanto uma ação eficaz quanto uma proposta inviável.</p><p>(E) agentes, que pode remeter a funcionários do governo e ainda à população não vacinada.</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta. O verbo auxiliar “dever” pode indicar vários sentidos.</p><p>Pela hora, ela já deve estar vindo (é provável que esteja vindo, é possível a julgar pelo horário)</p><p>Para melhorar seu rendimento, você deve revisar mais (sentido de “deveria”, sugestão, ideia, dica)</p><p>O mesmo ocorre na frase do texto. Não sabemos ao certo se é provável/possível que o reforço mereça</p><p>atenção especial ou se é uma sugestão. Gabarito letra A</p><p>32. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>Um fragmento do texto tem seu conteúdo expresso em outras palavras em:</p><p>(A) se rebelou contra a mobilização de Oswaldo Cruz... (4º parágrafo) / foi ao encontro da campanha de</p><p>Oswaldo Cruz...</p><p>(B) protagonizada pela população... (4º parágrafo) / submetida aos cidadãos...</p><p>(C) Há que reverter o processo. (5º parágrafo) / É fato que o processo recrudesce.</p><p>(D) atribuem o desleixo a duas causas. (2º parágrafo) / imputam a negligência a duas causas.</p><p>(E) apunhalam o individual e o coletivo. (3º parágrafo) / sublimam o pessoal e o impessoal.</p><p>Comentários:</p><p>a) “Ir ao encontro de” é ir no mesmo sentido, concordar, não tem sentido de rebelar-se. A expressão “Ir de</p><p>encontro A” é que traz sentido de choque, oposição.</p><p>b) “protagonizar” tem sentido ativo; “submetida” tem sentido passivo.</p><p>c) “reverter” é “modificar para o contrário”; “recrudescer” é tornar mais grave, mais intenso.</p><p>d) Correta.</p><p>e) “apunhalar” é estocar com punhal; em sentido figurativo é “trair”, “prejudicar”; “sublimar” é fazer</p><p>sublime. Não há relação entre os vocábulos. Gabarito letra D.</p><p>33. (FCC / ISS-MANAUS / TÉCNICO DE TI / 2019)</p><p>Darwin nos trópicos</p><p>Ao desembarcar no litoral brasileiro em 1832, na baía de Todos os Santos, o grande cientista Darwin</p><p>deslumbrou-se com a natureza nos trópicos e registrou em seu diário: “Creio, depois do que vi, que as</p><p>descrições gloriosas de Humboldt* são e sempre serão inigualáveis: mas mesmo ele ficou aquém da</p><p>realidade”. Mas a paisagem humana, ao contrário, causou-lhe asco e perplexidade: “Hospedei-me numa casa</p><p>onde um jovem escravo era diariamente xingado, surrado e perseguido de um modo que seria suficiente</p><p>para quebrar o espírito do mais reles animal.”</p><p>O mais surpreendente, contudo, é que a revolta não o impediu de olhar ao redor de si com olhos capazes</p><p>de ver e constatar que, não obstante a opressão a que estavam submetidos, a vitalidade e a alegria de viver</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>59</p><p>104</p><p>dos africanos no Brasil traziam em si a chama de uma irrefreável afirmação da vida. Darwin chegou mesmo</p><p>a desejar que o Brasil seguisse o exemplo da rebelião escrava do Haiti. Frustrou-se esse desejo de uma</p><p>rebelião ao estilo haitiano, mas confirmou-se sua impressão: a África salva o Brasil.</p><p>Respeitando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) descrições gloriosas (1º parágrafo) = impressões empenhadas.</p><p>(B) causou-lhe asco e perplexidade (1º parágrafo) = submeteu-o a relutantes sentimentos.</p><p>(C) suficiente para quebrar o espírito (1º paragrafo) = disponível para aquebrantar o humor.</p><p>(D) olhos capazes de ver e constatar (2º parágrafo) = olhos dispostos a analisar e discorrer.</p><p>(E) chama de uma irrefreável afirmação (2º parágrafo) = ardor de uma incontida positivação.</p><p>Comentários:</p><p>Vejamos:</p><p>A) Incorreto. Glória e Empenho são noções bem diferentes. Além disso, nem toda impressão é uma descrição.</p><p>A descrição serve normalmente para transmitir as impressões.</p><p>B) Incorreto. “Asco” é nojo; “perplexidade” é extrema surpresa; são sentimentos bem específicos.</p><p>C) Incorreto. “Disponível” é aquilo que você tem, algo de que pode dispor; “suficiente” é sinônimo de “o</p><p>bastante”.</p><p>D) Incorreto. Ser capaz não é necessariamente estar disposto. Somos capazes de acordar 5 horas da manhã</p><p>para correr no sol quente, mas poucos estão dispostos a fazê-lo rs...</p><p>E) Correto. Ardor é sentimento que arde, que queima, daí a associação com “chama”. “Irrefreável” é algo</p><p>que não e pode parar, não se pode conter. Gabarito letra E.</p><p>34. (FCC / AFAP / ADVOGADO / 2019)</p><p>[Vocação de professor]</p><p>Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no</p><p>pedagogo”, diz o antigo provérbio; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando</p><p>algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disso, não tenho maiores</p><p>queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos</p><p>rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados.</p><p>Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse</p><p>ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e</p><p>cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e</p><p>reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este.</p><p>(Adaptado de: RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de</p><p>Janeiro, 2014, p. 109)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) fazem-no pedagogo (1º parágrafo) = incentivam-no a ser um educador.</p><p>(B) expiando algum crime que ignoro (1º parágrafo) = focalizando algum deslize insuspeito.</p><p>(C) cometido porventura (1º parágrafo) = desempenhado afortunadamente.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>60</p><p>104</p><p>(D) fornecer material copioso (2º parágrafo) = implementar objetiva medida.</p><p>(E) utilizo-me desse cabedal (2º parágrafo) = lanço mão dessa riqueza.</p><p>Comentários:</p><p>Não tem jeito, pessoal. Algumas questões dependem estritamente de seu vocabulário, algo que só se adquire</p><p>com leitura regular e conhecimento de mundo. Apliquemos análises semânticas diretas. Vejamos:</p><p>A) Incorreto. Nem todo educador é pedagogo, não são sinônimos.</p><p>B) Incorreto. O verbo “expiar” significa redimir-se de uma culpa, não tem relação com foco.</p><p>C) Incorreto; “porventura” é um advérbio que equivale a “talvez”; “afortunadamente” significa “que ocorre</p><p>por/com sorte”.</p><p>D) Incorreto; “copioso” significa “abundante”, “farto”; não é sinônimo de “objetivo”.</p><p>E) Correto; “cabedal” significa justamente: Conjunto de bens e riquezas materiais... Gabarito letra E.</p><p>35. (FCC / BANRISUL / ESCRITURÁRIO / 2019)</p><p>A chave do tamanho</p><p>O antes de nascer e o depois de morrer: duas eternidades no espaço infinito circunscrevem o nosso breve</p><p>espasmo de vida. A imensidão do universo visível com suas centenas de bilhões de estrelas costuma provocar</p><p>um misto de assombro, reverência e opressão nas pessoas. “O silêncio eterno desses espaços infinitos me</p><p>abate de terror”, afligia-se o pensador francês Pascal. Mas será esse necessariamente o caso?</p><p>O filósofo e economista inglês Frank Ramsey responde à questão com lucidez e bom humor: “Discordo de</p><p>alguns amigos que atribuem grande importância ao tamanho físico do universo. Não me sinto absolutamente</p><p>humilde diante da vastidão do espaço. As estrelas podem ser grandes, mas não pensam nem amam –</p><p>qualidades que impressionam bem mais do que o tamanho. Não acho vantajoso pesar quase cento e vinte</p><p>quilos”.</p><p>Com o tempo não é diferente. E se vivêssemos, cada um de nós, não apenas um punhado de décadas, mas</p><p>centenas de milhares ou milhões de anos? O valor da vida e o enigma da existência renderiam, por conta</p><p>disso, os seus segredos? E se nos fosse concedida a imortalidade, isso teria o dom de aplacar de uma vez por</p><p>todas o nosso desamparo cósmico e as nossas inquietações? Não creio. Mas o enfado, para muitos, seria</p><p>difícil de suportar.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 35)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) circunscrevem o nosso breve espasmo (1º parágrafo) = retificam nosso rápido incômodo</p><p>(B) misto de assombro, reverência e opressão (1º parágrafo) = contrição de susto, desassombro e restrição</p><p>(C) responde à questão com lucidez e bom humor (2º parágrafo) = elucida a pergunta com irreverência</p><p>imaginosa</p><p>(D) renderiam (...) os seus segredos? (3º parágrafo) = revelariam os seus mistérios?</p><p>(E) teria o dom de aplacar de uma vez (3º parágrafo) = traria o mérito de retribuir no ato</p><p>Comentários:</p><p>“render” é entregar, então “render os seus segredos” equivale a “revelar os seus mistérios”.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>61</p><p>104</p><p>Nas demais alternativas, vamos perceber que há palavras tão diversas que não há qualquer equivalência</p><p>semântica.</p><p>a) Circunscrever= delimitar x retificar=corrigir</p><p>b) misto= mistura, combinação x contrição=sentimento de culpa</p><p>c) lucidez=bom senso x irreverência= ausência de respeito a alguma coisa</p><p>e) aplacar=acalmar, tornar mais brando x retribuir=devolver Gabarito letra D.</p><p>36. (FCC / BANRISUL / ESCRITURÁRIO / 2019)</p><p>Demonstra-se boa compreensão de um segmento do texto no seguinte caso:</p><p>(A) Se, para contrabalançar minhas lacunas, me houvesse Deus concedido o (...) dom = caso Deus tivesse</p><p>compensado minhas falhas agraciando-me com o talento</p><p>(B) o próprio retratado com todos seus pés-de-galinha minuciosamente contadinhos = o fotógrafo mesmo,</p><p>que não poupa detalhes, perde-se ao contar minúcias</p><p>(C) com a qual jamais poderemos competir em matéria de objetividade = com cuja materialidade nem mesmo</p><p>sendo objetivos havemos de tratar</p><p>(D) Não sei por que motivo há de a gente desenhar tão objetivamente as coisas = Não vejo razão para</p><p>renunciarmos à objetividade quando desenhamos</p><p>(E) O restante eu transfiguraria em conformidade com meu desejo de fantasia = O que sobrasse eu</p><p>dispensaria para poder fazer jus ao meu critério de artista</p><p>Comentários:</p><p>Contrabalançar lacunas tem sentido de “compensar uma falta”, equilibrar uma ausência. Como “tivesse” e</p><p>“houvesse” são verbos auxiliares equivalentes na formação do pretérito mais-que-perfeito, a letra A traz uma</p><p>perfeita equivalência.</p><p>b) essa passagem fala do pintor, não do fotógrafo.</p><p>c) matéria (assunto) é diferente de materialidade (característica do que é concreto).</p><p>d) as redações têm sentido contrário: renunciar à objetividade é justamente não desenhar objetivamente.</p><p>e) transfigurar é transformar, diferente de dispensar (abrir mão) Gabarito letra A.</p><p>37. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO ADM. / 2019)</p><p>E alguém duvida de que ela tenha suas próprias razões de planejamento?</p><p>Está clara e correta, guardando sentido equivalente ao da frase acima, esta nova redação:</p><p>(A) Não se duvidem de que tenha suas razões apropriadas para seu julgamento.</p><p>(B) Ninguém duvida que o planejamento dela se aproprie de suas razões.</p><p>(C) É próprio dela não nos deixar duvidar de que hajam razões em seu planejamento.</p><p>(D) Razões próprias de planejamento: duvidará alguém de que ela as tenha?</p><p>(E) Ela tem, com toda a propriedade, razões próprias para se deixar planejar.</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>62</p><p>104</p><p>Nesse tipo de questão, embora haja foco na semântica, é sempre extremamente eficiente eliminar as opções</p><p>por erros gramaticais.</p><p>Vejamos o problema das opções:</p><p>A) Incorreto. Duvidar é VTI, não admite voz passiva, então a forma correta seria: não se duvide.</p><p>B) Incorreto. Duvidar pede preposição “DE”, que não pode ser omitida. Além disso, esse “verbo” apropriar</p><p>afetou o sentido. Ter suas próprias razões não é sinônimo de apropriar-se de razões.</p><p>C) Incorreto. Haver no sentido de existir não vai ao plural: haja razões...</p><p>D) Incorreto. A redação está correta e é equivalente, apenas está invertida, com um objeto direto</p><p>pleonástico, repetido.</p><p>E) Incorreto. Além da redundância, razões próprias para se deixar planejar não é sinônimo de “razões de</p><p>planejamento”. Gabarito letra D.</p><p>38. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019)</p><p>Tempo é dinheiro</p><p>O primeiro relógio mecânico de que se tem registro − um artefato movido pelo escoamento da água sobre</p><p>uma roda – foi inventado no século VIII por um matemático e monge budista chinês chamado Yi Xing. Mas,</p><p>quando os missionários jesuítas portugueses introduziram na China, no século XVI, o relógio mecânico</p><p>acionado por pesos e cordas, a novidade provocou sensação e assombro na corte imperial. Mais do que</p><p>qualquer outra novidade tecnológica europeia, o aparelho deslumbrou os até então reticentes chineses não</p><p>só pelo engenho e precisão, mas como fonte de enlevo e contemplação.</p><p>Os relógios europeus foram recebidos pelos chineses como um convite, um estímulo à meditação sobre o</p><p>fluxo da existência, e foram tratados como verdadeiros brinquedos metafísicos. Jamais lhes ocorreu, porém,</p><p>a ideia de tirar proveito daquele dispositivo visando disciplinar a jornada de trabalho, impor o ritmo dos</p><p>negócios ou pautar a circulação das riquezas entre os consumidores.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 154)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) um artefato movido pelo escoamento da água (1º parágrafo) = um engenho apto a refluir a água.</p><p>(B) a novidade provocou sensação e assombro (1º parágrafo) = a originalidade impactou e atemorizou.</p><p>(C) os até então reticentes chineses (1º parágrafo) = os chineses àquela altura exultantes.</p><p>(D) estímulo à meditação sobre o fluxo da existência (2º parágrafo) = motivo para apreender os impactos da</p><p>vida.</p><p>(E) pautar a circulação das riquezas (2º parágrafo) = regular o fluxo dos bens econômicos.</p><p>Comentários:</p><p>Vejamos:</p><p>A) Incorreto. Ser movido por água significa que a água é que alimenta o artefato; é diferente de ser “apto a</p><p>refluir” água, que indica uma capacidade do aparelho, não sua fonte de movimento.</p><p>B) Incorreto. Cuidado: novidade é diferente de originalidade. Todo dia se cria coisa nova, mas raramente são</p><p>originais.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>63</p><p>104</p><p>C) Incorreto. “Reticente” é “hesitante”, “vacilante”, “incerto”; “exultante” é o um estado de grande alegria,</p><p>de euforia.</p><p>D) Incorreto. “meditar” é pensar detidamente em algo; “apreender” é entender, compreender. Não são</p><p>sinônimos, você pode meditar a vida toda sobre uma questão e nunca compreendê-la.</p><p>E) Correto. No contexto, as “riquezas” de um país foi utilizado no sentido de “a produção” daquele país, seus</p><p>produtos econômicos. Então, há equivalência de sentido. Gabarito letra E.</p><p>39. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019)</p><p>A correção do segmento dado é preservada caso se substitua o elemento sublinhado pelo que está entre</p><p>parênteses no seguinte caso:</p><p>(A) Os chineses inventaram o primeiro relógio mecânico de que se tem notícia (de cujo se sabe).</p><p>(B) Os missionários portugueses introduziram na China seu relógio mecânico (deram origem à China).</p><p>(C) Os relógios europeus foram um estímulo à meditação dos chineses (impulso da).</p><p>(D) Jamais lhes ocorreu a ideia de tirar outro proveito daquele artefato (se apresentou a eles).</p><p>(E) O ritmo que o relógio impôs aos negócios mantém-se até hoje. (subordinou dos).</p><p>Comentários:</p><p>Vejamos:</p><p>A) Incorreto. Aqui temos problema de “cujo solto”: “cujo” o quê? O pronome não está ligando dois</p><p>substantivos, está “perdido” na oração.</p><p>B) Incorreto. “Introduzir na China” é apresentar na china, como novidade; não é fazer/criar/dar origem ao</p><p>país.</p><p>C) Incorreto. Os sentidos até são parecidos, mas há erro de regência: o impulso é A alguma coisa, se essa</p><p>coisa vai ser impulsionada.</p><p>D) Correto.</p><p>E) Incorreto. Além da redação confusa, há erro de regência, “subordinar” não pede preposição “de”.</p><p>Gabarito letra D.</p><p>40. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE PLAN. ORÇ. E GESTÃO / 2019)</p><p>Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como afirmação nossa, mas sua quebra mostra também</p><p>nossos limites.</p><p>Numa nova e igualmente correta redação da frase acima, iniciada agora pelo segmento A quebra de um</p><p>juramento mostra nossos limites, pode-se seguir esta coerente complementação:</p><p>(A) embora não deixe de expor a beleza que está em afirmarmos nossa vontade.</p><p>(B) uma vez que nossa vontade, com sua beleza, afirma nosso acordo com a Natureza.</p><p>(C) à medida em que nossa vontade acaba expondo toda a sua beleza.</p><p>(D) até por que também se expõem o que há de belo na afirmação de nossa vontade.</p><p>(E) não fosse a beleza que também têm na quebra mesma da nossa vontade.</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>64</p><p>104</p><p>Na redação original, há uma relação de oposição, expressa pela conjunção “mas”; somente na letra A havia</p><p>um outro conectivo capaz de fornecer sentido oposição, quebra de expectativa: a conjunção concessiva</p><p>“embora”. Para manter o sentido original, observem que a oração que era iniciada por “mas” virou a oração</p><p>principal do outro período, isso porque a oração adversativa é um operador argumentativo forte, então não</p><p>é possível simplesmente trocar “mas” por “embora”; é preciso inverter a ordem, o conteúdo que estava na</p><p>oração adversativa (sua quebra mostra também nossos limites) vira a oração principal.</p><p>b) Uma vez que expressa causa/explicação, não oposição.</p><p>c) “à medida que” expressa proporção, não oposição.</p><p>d) “porque” (junto) expressa causa/explicação, não oposição.</p><p>e) além da redação confusa, não há nada que justifique esse “têm” no plural; o verbo “ter”, na linguagem</p><p>culta, não deve ser usado no lugar de “existir”. Gabarito letra A.</p><p>41. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>Há quem fale sobre uma futura desurbanização. Mas os especialistas [...] descartam essa possibilidade. (2º</p><p>parágrafo)</p><p>Esse trecho está reescrito com o sentido preservado, em linhas gerais, em:</p><p>(A) Há quem cogite uma futura desurbanização; hipótese que os especialistas [...], contudo, rejeitam.</p><p>(B) Há quem refute uma futura desurbanização; os especialistas [...] a concebem como irrefreável, no</p><p>entanto.</p><p>(C) Há quem defenda uma futura desurbanização, mesmo quando os especialistas [...] contestem sua</p><p>eficácia.</p><p>(D) Há quem antecipe uma futura desurbanização, em contrapartida, os especialistas [...] corroboram essa</p><p>possibilidade.</p><p>(E) Há quem espera uma futura desurbanização, os especialistas [...] não a consideram conveniente.</p><p>Comentários:</p><p>Explicitando a relação de oposição existente entre os períodos, temos:</p><p>Uns falam de desurbanização, MAS os especialistas descartam/refutam tal ideia</p><p>Os especialistas não acreditam que vá haver desurbanização.</p><p>Esta relação está prevista na letra A, que apenas trocou a conjunção adversativa “mas” por “contudo”, outra</p><p>conjunção adversativa.</p><p>Na letra B, a palavra “irrefreável” altera os sentidos originais.</p><p>Na letra C, essa expressão “contestam sua eficácia” também não consta nas informações originais.</p><p>Na letra D, não há nada disso de “corroborar”, pois os especialistas pensam de modo contrário, e corroborar</p><p>significa “confirmar”.</p><p>Na letra E, essa ideia de “conveniência” também é invenção da banca. Gabarito letra A.</p><p>42. (FCC / SEFAZ-BA / AUDITOR FISCAL / 2019)</p><p>O povo é mais forte do que a miséria. Impávido, resiste às provações, vence as dificuldades. De tão difícil e</p><p>cruel, a vida parece impossível e no entanto o povo vive, luta, ri, não se entrega. Faz suas festas, dança suas</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>65</p><p>104</p><p>danças, canta suas canções, solta sua livre gargalhada, jamais vencido. Mesmo o trabalho mais árduo, como</p><p>a pesca de xaréu, vira festa. Em tendo ocasião, o povo canta e dança. Em terra ou no mar, nos saveiros e</p><p>jangadas, nas canoas. Por isso mesmo a Bahia é rica de festas populares. Festas de rua, de igreja, de</p><p>candomblé. Guardam todas elas nossa marca original de miscigenação, de nossa civilização mestiça.</p><p>Julgue o item a seguir.</p><p>Mantendo as relações de sentido, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o segmento De</p><p>tão difícil e cruel pode ser reescrito da seguinte forma: Apesar de ser tão difícil e cruel.</p><p>Comentários:</p><p>O segmento tem valor causal: por ser tão difícil e cruel... “Apesar de ser tão difícil e cruel” dá ideia de</p><p>concessão, noção bem distinta. Questão incorreta.</p><p>43. (CESPE / PGE-PE–Ana. Judiciário de Procuradoria – 2019)</p><p>Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando</p><p>isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam época, pedras miliares no caminho da</p><p>humanidade. A invenção das técnicas</p><p>para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na</p><p>Mesopotâmia, a organização da democracia na Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas</p><p>entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de</p><p>época, que desorientaram gerações inteiras.</p><p>Na linha 6, o vocábulo “que” retoma o termo “saltos de época”.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, pois são os “saltos de época” que desorietaram gerações inteiras:</p><p>o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, que desorientaram</p><p>gerações inteiras. O pronome relativo é usado justamente para evitar a repetição. Questão correta.</p><p>44. (CESPE / PGE-PE–Assistente de Procuradoria – 2019)</p><p>A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida</p><p>até o dia em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de rescindi-lo ou transcendê-lo.</p><p>As formas pronominais em “rescindi-lo” e “transcendê-lo”, referem-se, respectivamente, a “contrato” e a</p><p>“dia”.</p><p>Comentários:</p><p>Ambas referem-se a “contrato”. Questão incorreta.</p><p>45. (CESPE / PRF–Policial – 2019)</p><p>As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos</p><p>seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens</p><p>em uma relação de dependência com a natureza, pois no mundo natural estão os elementos que serão</p><p>utilizados para atendê-las.</p><p>As formas pronominais “Estas” (ℓ.2) e “las” (ℓ.4) referem-se a “necessidades dos seres humanos” (ℓ.1-2).</p><p>Comentários:</p><p>Sim, “estas” foi usado anaforicamente para retomar “necessidades dos seres humanos”, pois são as</p><p>necessidades que colocamos homens....</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>66</p><p>104</p><p>“atende-las” = atender as necessidades dos seres humanos</p><p>Antes que alguém pergunte: “estas pode ser anafórico?”. Pode sim! Basta que esteja retomando algo que</p><p>apareceu antes. Ser anafórico quer dizer essencialmente “retomar informação anterior”. Questão correta.</p><p>46. (FGV / CÂMARA DE SALVADOR / ANALISTA LEG. / 2018)</p><p>“tratados e declarações internacionais ratificadas pelos países”; nesse segmento do texto 1 está sublinhada</p><p>uma palavra denominada parônimo, por ter uma forma semelhante no idioma (retificadas), com significado</p><p>distinto.</p><p>A frase abaixo em que está correto o emprego da forma sublinhada é:</p><p>a) As organizações aguardam o diferimento de seus pedidos para que possam começar a atuar nos conflitos;</p><p>b) Alguns Estados cometem fragrantes delitos contra a segurança de seus cidadãos;</p><p>c) Devido a conflitos violentos, alguns cidadãos imigram para outros países em busca de segurança;</p><p>d) Houve um vultuoso comércio de mercadorias contrabandeadas no momento dos conflitos;</p><p>e) As organizações procedentes de países mais desenvolvidos são normalmente mais confiáveis.</p><p>Comentários:</p><p>a) “Diferimento” significa atraso, adiamento. “Deferimento” seria a palavra adequada, no sentido de</p><p>“anuência, aprovação, concordância”.</p><p>b) “Fragrante” significa é cheiroso, perfurmado. “Flagrante” significa evidente, visível, óbvio; esta deveria ter</p><p>sido a palavra utilizada.</p><p>c) Se você vai para outro país, você “emigra”. Imigrante é quem “entra” no país estrangeiro, do ponto de</p><p>vista de quem está dentro.</p><p>d) A ideia é de volume, vulto, então devemos usar “vultoso”, volumoso, abundante. “Vultuoso” é quem está</p><p>com a cara inchada e vermelha, com olhos salientes.</p><p>e) Esta é correta. Procedente significa “originário”. Precedente é aquilo que precede, que vem antes.</p><p>Gabarito letra E.</p><p>47. (FGV / TJ-AL / ANALISTA JUD. / 2018)</p><p>“A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão de quarta feira e</p><p>esclareceu que elas mostram dois ‘assessores de deputados’ trocando figurinhas durante a sessão. ‘O</p><p>comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais os assessores pertencem, já foram</p><p>informados, e cabe aos parlamentares decidir como proceder’”.</p><p>Nesse segmento do texto 2, o componente sublinhado que NÃO se refere ou repete nenhum termo anterior</p><p>é:</p><p>a) que; b) elas; c) sessão; d) comportamento; e) deputados.</p><p>Comentários:</p><p>a) que – trata-se de conjunção integrante, não retoma nenhum termo anterior, apenas funciona como</p><p>conectivo da oração substantiva.</p><p>b) elas – retoma “imagens”</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>67</p><p>104</p><p>c) sessão – refere-se à sessão dos deputados, à sessão parlamentar de quarta-feira.</p><p>d) comportamento – refere-se a “trocar figurinhas”</p><p>e) deputados – repete e retoma os deputados que estavam trocando figurinhas. Gabarito letra A.</p><p>48. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>Todas as frases abaixo apresentam elementos sublinhados que estabelecem coesão com elementos</p><p>anteriores (anáfora); a frase em que o elemento sublinhado se refere a um elemento futuro do texto</p><p>(catáfora) é:</p><p>a) “A civilização converteu a solidão num dos bens mais preciosos que a alma humana pode desejar”;</p><p>b) “Todo o problema da vida é este: como romper a própria solidão”;</p><p>c) “É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar”;</p><p>d) “O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima”;</p><p>e) “As pessoas que nunca têm tempo são aquelas que produzem menos”.</p><p>Comentários:</p><p>Vejamos:</p><p>a) “que” é pronome relativo e retoma “bens”</p><p>b) “Este” é pronome demonstrativo cafórico e anuncia o que vem depois, uma explicação de “todo o</p><p>problema da vida”. Então, se refere a algo que ainda será dito futuramente no texto.</p><p>c) “que” é pronome relativo e retoma “alguém”.</p><p>d) “a” é pronome demonstrativo, equivalente a “aquela”, e se refere a “companhia”.</p><p>e) “aquelas” é pronome demonstrativo e retoma “pessoas”. Gabarito letra B.</p><p>49. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>A frase abaixo em que houve troca indevida entre parônimos ou homônimos é:</p><p>(A) “A evolução da técnica chegou ao ponto de tornar-nos inermes diante da técnica” / inertes;</p><p>(B) “Quem aspira a grandes coisas também deve sofrer muito” / expira;</p><p>(C) “Aquele que não deixa nada ao acaso raramente fará coisas de modo errado, mas fará pouquíssimas</p><p>coisas” / ocaso;</p><p>(D) “Fala como sábio a um ignorante e este te dirá que tens pouco bom senso” / censo;</p><p>(E) “Ao entrar em um restaurante, todo cliente espera satisfazer desejos de ordem física e emocional. Os</p><p>cardápios devem vir de encontro a essas necessidades” / ao encontro de.</p><p>Comentários:</p><p>Essa questão tem sérios problemas de elaboração na minha opinião. Entendo que a banca queria saber em</p><p>qual opção o termo usado está equivocado e deveria ser trocado pela expressão que está sublinhada.</p><p>No entanto, as expressões “de encontro A” ou “ao encontro DE”, nosso gabarito, não são parônimos, não se</p><p>encaixam na definição de parônimo:</p><p>Veja a definição:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>68</p><p>104</p><p>(pa.rô.ni.mo)</p><p>a. Gram. Ling.Diz-se da palavra que tem pronúncia e/ou grafia semelhante à de outra palavra (p.ex.: recriar</p><p>e recrear). [Us. tb. como adj.]</p><p>Então, um parônimo é uma palavra parecida com outra, como os exemplos clássicos que menciono abaixo e</p><p>constam em quase todas as gramáticas:</p><p>Cavaleiro (que cavalga) x cavalheiro (homem gentil)</p><p>comprimento (extensão) x cumprimento (saudação)</p><p>deferir (atender) x diferir (distinguir-se, divergir)</p><p>delatar (denunciar) x dilatar (alargar)</p><p>descrição (ato de descrever) x discrição (reserva, prudência)</p><p>descriminar (tirar a culpa) x discriminar (distinguir)</p><p>Vejam a definição de Cegalla:</p><p>Parônimos</p><p>Registramos alguns parônimos (palavras parecidas na pronúncia e na escrita) que se diferenciam pela</p><p>oposição das vogais /e/ e li/, /oi</p><p>e /ui.</p><p>As expressões “de encontro A” (ideia de choque, oposição, ir contra, discordar) e “Ao encontro DE” (ideia de</p><p>ir no mesmo sentido, concordar) são apenas combinações diferentes de palavras, cujo núcleo é uma mesma</p><p>palavra (encontro). Não se encaixa na definição de parônimo que vejo nas gramáticas. A FGV não vai anular</p><p>por causa disso, mas não deixa de ser um defeito da questão.</p><p>Gabarito letra E.</p><p>Vejamos as demais palavras:</p><p>Inerme – desarmado, indefeso. x Inerte – que não se movimenta, estático.</p><p>Ocaso – Lado ou momento em que o sol se põe. Em sentido figurado, significa “ruína, decadência”.</p><p>Senso – sentido, faculdade mental, razão. x Censo – contagem estatística. Gabarito letra E.</p><p>50. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>Um ex-governador do estado do Amazonas disse o seguinte: “Defenda a ecologia, mas não encha o saco”.</p><p>(Gilberto Mestrinho)</p><p>O vocábulo sublinhado, composto do radical-logia (“estudo”), se refere aos estudos de defesa do meio</p><p>ambiente; o vocábulo abaixo, com esse mesmo radical, que tem seu significado corretamente indicado é:</p><p>(A) Antropologia: estudo do homem como representante do sexo masculino;</p><p>(B) Etimologia: estudo das raças humanas;</p><p>(C) Meteorologia: estudo dos impactos de meteoros sobre a Terra;</p><p>(D) Ginecologia: estudo das doenças privativas das mulheres;</p><p>(E) Fisiologia: estudo das forças atuantes na natureza.</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>69</p><p>104</p><p>Uma questão de vocabulário bem pesada. A ginecologia é realmente a “parte da medicina que estuda a</p><p>fisiologia e a patologia do corpo feminino e trata das doenças específicas das mulheres, esp. as do aparelho</p><p>genital.”</p><p>Entendo que essa alternativa limita demais o escopo da Ginecologia, quando o sentido também inclui a</p><p>fisiologia feminina, o funcionamento do corpo feminino, não só ligado a doenças, mas também está cada vez</p><p>mais ligado à aspectos de reprodução também. Contudo, a banca quer o sentido literal e, sinceramente, as</p><p>demais opções eram visivelmente equivocadas. Gabarito letra D.</p><p>Vejamos as demais:</p><p>(A) Antropologia: estudo do homem como raça humana, homens e mulheres.</p><p>(B) Etimologia: estudo da origem das palavras.</p><p>(C) Meteorologia: estudo dos fenômenos atmosféricos</p><p>(E) Fisiologia: estudo das funções orgânicas e os processos vitais dos seres vivos. Gabarito letra D.</p><p>51. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>A frase abaixo em que o termo sublinhado tem um sinônimo indicado corretamente é:</p><p>(A) “A razão nos é dada para discernir o bem e o mal” / julgar;</p><p>(B) “Quem decide praticar o mal, encontra sempre um pretexto” / castigo;</p><p>(C) “Poucas vezes falta engenho à maldade” / trabalho;</p><p>(D) “A educação seria a arte de parecer inofensivo” / inocente;</p><p>(E) “Não pode haver educação onde não há discrição” / reserva.</p><p>Comentários:</p><p>Podemos sim dizer que “ser discreto” pode equivaler a “ser reservado”, mas no contexto da letra E, com a</p><p>frase solta, não parece haver essa equivalência, porque “reserva” pode ter outros sentidos. Contudo,</p><p>novamente deveríamos tentar fazer por eliminação. Vou então marcar um possível sinônimo correto para as</p><p>demais alternativas:</p><p>Discernir – diferenciar, distinguir</p><p>Pretexto – motivo, alegação</p><p>Engenho – criação, inventividade</p><p>Aí, na letra D, temos “inofensivo” e “inocente”, que são palavras muito próximas do que “reserva” e</p><p>“discrição”:</p><p>Inclusive, segundo o consagrado dicionário Aulete, são sinônimas:</p><p>inofensivo (i.no.fen.si.vo)</p><p>1. Que não ofende, que não escandaliza: Parece uma pessoa inofensiva.</p><p>2. Que não produz mau resultado, que não prejudica; INOCENTE; INÓCUO: A água é uma bebida inofensiva.</p><p>3. Que não faz mal, que não tem qualquer fim malévolo: A chupeta é inofensiva quando usada só para dormir.</p><p>O melhor gabarito seria a letra D; contudo, a banca entendeu “inocente” como “não culpado” e “inofensivo”</p><p>como “quem não ofende, não faz mal”. É uma leitura possível, mas a D também era razoável. O problema é</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>70</p><p>104</p><p>sempre a falta de um contexto maior. Gabarito definitivo letra E.</p><p>52. (FCC / ICMS-SC / AUDITOR / 2018)</p><p>Sem prejuízo do sentido original e da correção, e sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o</p><p>segmento sublinhado pode ser corretamente substituído pelo que se encontra entre parênteses em:</p><p>(A) Esses animais, mesmo (consoante) convivendo com outros animais...</p><p>(B) Apesar de agora conhecermos uma molécula que (cuja) provoca os sintomas da solidão...</p><p>(C) Suscetibilidade (Reação) ao estresse e aumento da agressividade.</p><p>(D) ... um composto químico capaz de debelar (extinguir) os efeitos da solidão.</p><p>(E) Que a solidão causa mudanças comportamentais ninguém duvida (não se questionam)...</p><p>Comentários:</p><p>(A) Incorreto. “Mesmo” indica concessão, “consoante” indica conformidade.</p><p>(B) Incorreto. “Cujo” não pode ser diretamente substituído por nenhum outro pronome relativo, o que vale</p><p>também para o caminho inverso.</p><p>(C) Incorreto. Suscetibilidade indica vulnerabilidade, estar sujeito a algo. Reação é o ato de reagir.</p><p>(D) Correto. Debelar significa exatamente isto: vencer, extinguir.</p><p>(E) Incorreto. Duvidar é não acreditar. Questionar-se é refletir sobre algo, fazer perguntas a si mesmo. Não</p><p>são exatamente sinônimos. Gabarito letra D.</p><p>53. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018)</p><p>Um seguimento do texto tem seu sentido adequadamente expresso em outras palavras em:</p><p>Esta visão é colocada sob a proteção de Apolo / Esta interpretação é mantida sob a égide de Apolo.</p><p>Comentários:</p><p>Correta. Linguagem jurídica típica. Estar sob a égide de = estar sob a proteção de...</p><p>54. (FCC / ISS SÃO LUIZ / AUD. FISCAL DE TRIBUTOS / 2018)</p><p>A vida privada não é uma realidade natural, dada desde a origem dos tempos: é uma realidade histórica.</p><p>A história da vida privada é, em primeiro lugar, a história de sua definição: como evoluiu sua distinção na</p><p>sociedade francesa do século XX? Como o domínio da vida privada variou em seu conteúdo e abrangência?</p><p>A questão é tanto mais importante na medida em que não é certo que seu contorno tenha o mesmo sentido</p><p>em todos os meios sociais. Para a burguesia da Belle Époque1, não há nenhuma dúvida: o “muro da vida</p><p>privada” separa claramente os domínios. Por trás desse muro protetor, a vida privada e a família coincidem</p><p>com bastante exatidão. Esse domínio abrange as fortunas, a saúde, os costumes, a religião: se os pais que</p><p>querem casar os filhos consultam o notário ou o pároco para “tomar informações” sobre a família de um</p><p>eventual pretendente, é porque a família oculta cuidadosamente ao público o tio fracassado, o irmão de</p><p>costumes dissolutos e o montante das rendas. E Jaurès2, respondendo a um deputado socialista que lhe</p><p>censurava a comunhão solene da filha: “Meu caro colega, você sem dúvida faz o que quer de sua mulher, eu</p><p>não”, marcava com grande precisão a fronteira entre sua existência de político e sua vida privada.</p><p>Essa separação era organizada por uma densa teia de prescrições. A baronesa Staffe3, por exemplo, cita:</p><p>“Quanto menos relações mantemos com a vizinhança, mais merecemos a estima e consideração dos que nos</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>71</p><p>104</p><p>cercam”, “não devemos falar de assuntos íntimos com os parentes ou amigos que viajam conosco na</p><p>presença de desconhecidos”. O apartamento ou a casa burguesa, aliás, se caracterizam por uma nítida</p><p>diferença entre as salas para as visitas e os demais aposentos. O lugar da família propriamente dita não é o</p><p>salão: as crianças não entram no aposento quando há visitas e, como explica a baronesa, as fotos de família</p><p>ficariam deslocadas nesse recinto. Ademais, as salas de visitas não são abertas a todos. Se toda dama da boa</p><p>sociedade tem seu “dia”</p><p>de receber − em 1907, são 178 em Nevers4 −, a visita à esposa de um figurão supõe</p><p>uma apresentação prévia. As salas de recepção estabelecem, portanto, um espaço de transição para a vida</p><p>privada propriamente dita.</p><p>(Adaptado de: PROST, Antoine. Fronteiras e espaços do privado. In: PROST, Antoine; VINCENT, Gérard (orgs.). História da vida</p><p>privada 5: Da Primeira Guerra a nossos dias. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 14 e 15.)</p><p>Obs.:</p><p>1 Período de cultura cosmopolita na história da Europa que vai de fins do século XIX até a eclosão da Primeira</p><p>Guerra Mundial.</p><p>2 Jean Léon Jaurès (1859-1914): político socialista francês.</p><p>3 Pseudônimo de Blanche-Augustine-Angèle Soyer (1843-1911), autora francesa, célebre em seu tempo pela</p><p>obra Uso do mundo, sobre como saber viver na sociedade moderna.</p><p>4 Região da França, ao sul-sudeste</p><p>Formulação alternativa à do segmento transcrito que não prejudica o sentido original é:</p><p>(A) para “tomar informações” sobre a família de um eventual pretendente (2º parágrafo) / para</p><p>discretamente examinar a vida familiar do então candidato à mão da jovem em idade de casar.</p><p>(B) era organizada por uma densa teia de prescrições (3º parágrafo) / era assentada em cerrada estrutura de</p><p>explícitas proibições.</p><p>(C) Ademais, as salas de visitas não são abertas a todos (3º parágrafo) / O mais relevante é que as salas de</p><p>visitas não são facultadas a todos.</p><p>(D) a visita à esposa de um figurão supõe uma apresentação prévia (3º parágrafo) / quem queira visitar o</p><p>cônjuge de uma pessoa de grande influência social tem de submeter-se a uma avaliação impreterível.</p><p>(E) As salas de recepção estabelecem, portanto, um espaço de transição para a vida privada propriamente</p><p>dita. (3º parágrafo) / As salas de recepção são, assim, compatíveis com um espaço em que se transita pela</p><p>vida privada dos moradores, tomada a expressão “vida privada” em seu sentido exato.</p><p>Comentários:</p><p>Em questões desse tipo, busque sempre a palavra que tem sentido evidentemente diferente e avance. A</p><p>banca sempre deixa uma palavra marcantemente diferente para o candidato perceber. Vejamos:</p><p>a) Incorreto. “Tomar informações” não tem em si mesmo o sentido de “examinar discretamente”. Além</p><p>disso, “pretendente” não implica necessariamente a idade da pessoa pretendida.</p><p>b) Incorreto. Prescrição é orientação, indicação, recomendação, não é sinônimo de algo explicitamente</p><p>proibido.</p><p>c) Incorreto. “Ademais” tem sentido de soma, mas não indica que a informação adicionada é a “mais</p><p>relevante”.</p><p>d) Correto. O grande desafio da questão era aceitar que “supõe uma avaliação prévia” era equivalente a</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>72</p><p>104</p><p>“tem de submeter-se a uma avaliação impreterível”. Não se esqueçam de que as relações de sinonímia são</p><p>feitas no contexto, pois isoladamente as expressões podem soar muito distintas. Vejam que “supõe” dá uma</p><p>ideia de “requisito”, algo que é uma condição indispensável, algo que “deve ser feito” previamente. Então,</p><p>essa “apresentação” mencionada no texto é justamente uma avaliação a que a visita se submete antes de</p><p>visitar a “esposa do figurão”, no sentido de que a pessoa deveria ser conhecida, avaliada, aprovada para</p><p>então ter acesso ao espaço mais próximo à vida privada da família. Então, foi nessa linha que a banca</p><p>embasou seu entendimento. Não é um gabarito “perfeito”, mas a questão não foi anulada. Então, vale o</p><p>esforço de acertar, não de recorrer.</p><p>e) Incorreto. A sala de recepção não é um espaço onde se transita pela vida privada dos moradores, é apenas</p><p>um “espaço de transição”, uma espécie de “entrada”, de onde já se poderia vislumbrar, apenas um pouco, a</p><p>vida privada daquelas famílias. Além disso, não há no texto um “sentido exato” para “vida privada”. Gabarito</p><p>letra D.</p><p>55. (FCC / ISS SÃO LUIZ / AUD. FISCAL DE TRIBUTOS / 2018)</p><p>Se toda dama da boa sociedade tem seu “dia” de receber − em 1907, são 178 em Nevers −, a visita à esposa</p><p>de um figurão supõe uma apresentação prévia.</p><p>Julgue o item a seguir.</p><p>A expressão boa sociedade e as palavras figurão e dama exemplificam o uso informal da linguagem.</p><p>Comentários:</p><p>“figurão” até tem sim um tom informal, mas “dama” e “boa sociedade” não trazem qualquer traço de</p><p>informalidade. Questão incorreta.</p><p>56. (FCC / TRT 6ª REGIÃO / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)</p><p>A arte requer “explicação”?</p><p>Aqui e ali, quem frequenta bienais, salões de arte ou exposições de artes plásticas encontrará de repente</p><p>não um quadro, uma escultura ou algum objeto de significação histórica, mas uma instalação – nome que se</p><p>dá, segundo o dicionário Houaiss, a “alguma obra de arte que consiste em construção ou empilhamento de</p><p>materiais, permanente ou temporário, em que o espectador pode participar, manipulando-a, ou, sendo, às</p><p>vezes, de tamanho tão grande, que o espectador pode nela entrar”. Trata-se, em outras palavras, de</p><p>materiais organizados num espaço físico de modo a constituírem uma obra de arte.</p><p>Ocorre, porém, com grande parte das instalações, um fenômeno curioso: com muita frequência o criador</p><p>é convidado a explicar – e o faz com linguagem muito sofisticada – o sentido profundo que pretendeu dar</p><p>àquele conjunto de materiais, àquela instalação que ele concebeu. Para o público, restará a impressão final</p><p>de que os materiais eram, em si mesmos, insuficientes para significarem alguma coisa: precisavam da</p><p>explicação de quem os utilizou.</p><p>As verdadeiras obras de arte se impõem por si mesmas, independentemente de qualquer explicação</p><p>prévia ou justificativa final. O grande músico, o grande escritor, o grande cineasta não precisam interpor-se</p><p>entre a sonata, o romance ou o filme para explicar seu sentido junto ao público. Certamente haverá</p><p>oportunidade para todos refletirmos sobre o sentido dinâmico de uma obra artística que atingiu o nosso</p><p>interesse e provocou o nosso prazer; mas nada será mais forte do que a mobilização emocional e intelectual</p><p>que a obra já despertou em nós, no primeiro contato.</p><p>(Aristeu Valverde, inédito)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>73</p><p>104</p><p>(A) permanente ou temporário (1º parágrafo) = vitalício ou inabitual.</p><p>(B) o faz com linguagem muito sofisticada (2º parágrafo) = cumpre-o com expressões rudimentares.</p><p>(C) os materiais eram, em si mesmos, insuficientes (2º parágrafo) = os utensílios, vistos em si, estavam</p><p>indisponíveis.</p><p>(D) o sentido dinâmico de uma obra artística (3º parágrafo) = a presunção impulsiva de um artefato.</p><p>(E) nada será mais forte do que a mobilização emocional (3º parágrafo) = nada superará a ativação dos</p><p>sentimentos.</p><p>Comentários:</p><p>A equivalência contextual está em:</p><p>nada será mais forte do que a mobilização emocional (3º parágrafo) = nada superará a ativação dos</p><p>sentimentos.</p><p>“Ser mais forte” é “superar”, a “mobilização emocional” se refere ao “movimento, fluxo, reação das</p><p>emoções, dos sentimentos”, daí a troca por “mobilização emocional”.</p><p>Gabarito letra E.</p><p>Vejamos:</p><p>a) Uma obra de exposição permanente é aquela que está exposta sem uma temporada definida, o que não</p><p>significa que seja vitalícia. Além disso, “temporário” indica um tempo finito de exposição, não tem a ver com</p><p>hábito.</p><p>b) Sofisticação (ideia de elaboração, rebuscamento, complexidade, profundidade) , no caso, é oposto a</p><p>“rudimentar”, que traz ideia de pouco elaborado, desenvolvido, simples.</p><p>c) Insuficiente é o que não basta. Indisponível é o que não pode ser utilizado, acessado.</p><p>d) Dinâmico dá ideia de movimento, evolução, atividade. Impulsividade remete à ideia de agir por impulso,</p><p>por reflexo, sem pensar.</p><p>57. (FCC / TRT 6ª REGIÃO / TÉC. JUD. – ÁREA ADM. / 2018)</p><p>Mídias sociais têm sido insistentemente acusadas de fomentar a polarização</p><p>no sentido denotativo quanto no sentido conotativo.</p><p>O poema traz a ação de catar feijão com a ação de escrever: e as palavras na folha de papel; (sentido figurado,</p><p>linguagem conotativa, assim como se joga o feijão na água, as palavras são jogadas no papel). E também</p><p>como a ação de pegar o feijão, de forma literal: e jogar fora o leve e oco, palha e eco. (sentido literal,</p><p>linguagem denotativa). Questão correta.</p><p>Sinônimos</p><p>São palavras que se aproximam semanticamente por uma relação de equivalência ou semelhança.</p><p>Não existem sinônimos perfeitos, mas, em um dado contexto, palavras com sentido próximo, embora não</p><p>idênticos, podem ser utilizadas para se referir e retomar o mesmo ser no texto.</p><p>As questões de sinonímia dependem de um bom vocabulário e de uma boa captação do que a palavra</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>6</p><p>104</p><p>significa no contexto em que aparece.</p><p>Por exemplo, “marcar” e “agendar” são sinônimos, certo? Marcar uma consulta = Agendar uma consulta.</p><p>Certo?</p><p>Errado! Depende do contexto!</p><p>Veja que não é mais possível trocar um verbo pelo outro no exemplo abaixo:</p><p>Ex: O jogador marcou um gol.</p><p>Aquele momento me marcou para sempre.</p><p>Então, nunca olhe as palavras isoladamente.</p><p>Muitas questões são de vocabulário puro, secas, ou você conhece a palavra ou não conhece.</p><p>Nesses casos, não há escapatória, você precisará tentar inferir o sentido da palavra pelo</p><p>contexto, por palavras semelhantes, por prefixos e claro, sempre tentar fortalecer seu</p><p>vocabulário com leitura regular de textos variados.</p><p>(PGE-PE / 2019)</p><p>Tenho ótimas recordações de lá e uma foto da qual gosto muito, da minha infância, às gargalhadas, vestindo</p><p>um macacão que minha própria mãe costurava, com bastante capricho.</p><p>A palavra “capricho” (L.2) está empregada no texto com o mesmo sentido de zelo.</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta, são sinônimos no sentido de cuidado. Questão correta.</p><p>(LIQUIGÁS / 2018 - Adaptada)</p><p>No trecho do Texto “Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite” (l. 11-</p><p>13), a palavra em destaque pode, sem prejuízo de sentido, ser substituída por jogava.</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta: "depositar" é sinônimo de postar, pôr, assentar, apoiar, colocar, acostar, arrimar. Questão</p><p>incorreta.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>7</p><p>104</p><p>Antônimos</p><p>São palavras que se aproximam semanticamente por uma relação de antagonismo ou oposição.</p><p>Ex: Gosto de silêncio: não tolero barulho. (silêncio x barulho)</p><p>Em alguns casos, duas palavras podem não ser exatamente antônimos em seu sentido clássico, mas podem</p><p>aparecer como opostas no contexto em que se dá aquele contraste. A relação de antonímia se dá no</p><p>contexto.</p><p>Ex: Não fale nada, acalme-se e respire. (falar x se acalmar e respirar)</p><p>(SEFAZ-RS / 2019)</p><p>A música de Pixis, ouvida como sendo de Beethoven, foi recebida com entusiasmo e paixão, e a de Beethoven,</p><p>ouvida como sendo de Pixis, foi enxovalhada.</p><p>A correção e os sentidos do texto 1A11-I seriam preservados se a palavra “enxovalhada” fosse substituída</p><p>por desassistida.</p><p>Comentários:</p><p>“Enxovalhada” foi utilizado no sentido de “menosprezada”, “desdenhada”: Os espectadores desprezaram a</p><p>peça musical pensando que era de Pixis, músico considerado medíocre — não era de Beethoven. De qualquer</p><p>forma, "desassistida" não é antônimo de "desprezada". Questão incorreta.</p><p>Hiperônimos</p><p>São palavras de sentido amplo que indicam, em termo semânticos, um conjunto abrangente de elementos,</p><p>um “gênero”. Esse “gênero” tem unidades menores, “espécies” (hipônimos), que fazem parte daquele</p><p>conjunto maior.</p><p>Atleta é um hiperônimo. Nadador, corredor e goleiro são hipônimos, porque são espécies de</p><p>atleta. Logo, “Atleta” é hiperônimo de “nadador”.</p><p>Animal é um hiperônimo. Cachorro, macaco, jabuti são hipônimos, porque são espécies de</p><p>animal. Então, “Animal” é hiperônimo de “macaco”.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>8</p><p>104</p><p>Hipônimos</p><p>O conceito de hipônimo decorre da explicação acima. Trata-se de um elemento com sentido mais específico,</p><p>contido em um grupo maior, ou seja, de uma espécie contida em um gênero.</p><p>Gato é hipônimo de Felino (hiperônimo).</p><p>Cavalo é hipônimo de Equino (hiperônimo).</p><p>Deputado é hipônimo de Político (hiperônimo).</p><p>Essas relações de inclusão e pertinência se constroem num contexto.</p><p>Hiperônimo:</p><p>Animais</p><p>Hipônimo:</p><p>Quadrúpedes</p><p>Hipônimo:</p><p>Equinos</p><p>Hipônimo:</p><p>Cavalos</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>9</p><p>104</p><p>Mesmo antes de conhecer esses conceitos, sempre nos valemos de hiperônimos bem genéricos, como</p><p>“coisa”, “pessoa”, “ser”, “acontecimento”, “fato”, “evento”, “elemento” para retomar outro termo mais</p><p>específico.</p><p>Às vezes fazemos o contrário: anunciamos o termo geral primeiro, depois o especificamos com um hipônimo:</p><p>Ex: Tragédia: queda de avião mata 56 pessoas em Paris. A cidade organizou um evento de</p><p>condolências. Milhares de pessoas compareceram à solenidade.</p><p>Observe que tragédia é hiperônimo de “queda de avião”, pois a “queda” está dentro de um grupo maior de</p><p>“tragédias”. Paris é hipônimo de “cidade”. “Solenidade” é hipônimo de evento e assim por diante...</p><p>(TJ-RS / 2020) Ao escrever um texto, o autor enfrenta várias dificuldades. Uma delas é evitar a repetição de</p><p>palavras e um dos meios para isso é substituir uma palavra de valor específico por outra de conteúdo geral,</p><p>como no exemplo a seguir.</p><p>O sargento foi atropelado; depois de alguns minutos, chegou uma ambulância que levou o militar para o</p><p>hospital.</p><p>Assinale os vocábulos abaixo que mostram, respectivamente, esse mesmo tipo de relação:</p><p>a) selvagens / índios;</p><p>b) músicos / sambistas;</p><p>c) embalagens / caixas;</p><p>d) bananeira / bananal;</p><p>e) quarto / cômodo.</p><p>Comentário</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>10</p><p>104</p><p>“militar” é o termo geral, o “hiperônimo”, dentro dele podemos abarcar “cabo”, “coronel”, “soldado”,</p><p>“general”, inclusive “sargento”, que é um termo específico, um “hipônimo”. Essa troca é típico recurso de</p><p>coesão, de retomada e substituição no texto. Gabarito letra E.</p><p>(PGE-PE / 2019)</p><p>É como se você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar um contrato com dezenas de</p><p>páginas em “juridiquês”; você dá uma olhada nele, passa imediatamente para a última página, tica em</p><p>“concordo” e esquece o assunto.</p><p>No trecho “tica em ‘concordo’” (L.2-3), o verbo ticar é sinônimo de clicar, mas difere deste por ser de uso</p><p>informal.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, “ticar” vem do inglês “to tick”, que significa justamente clicar numa caixinha virtual para aceitar, ou</p><p>marcar um sinal de concordância, um “tique”, um x, um visto ou algo assim. No caso, “ticar” é clicar para</p><p>aceitar o contrato. Ticar é uma palavra oficial, não é considerada de uso informal. Questão incorreta.</p><p>Homônimos</p><p>Homônimos homógrafos: palavras que têm a mesma grafia, mas trazem sentidos diferentes.</p><p>Homônimos homófonos: palavras que têm a mesma pronúncia, mesmo som, mas trazem sentidos</p><p>diferentes.</p><p>Homônimos perfeitos: São palavras que têm som e grafia idênticos, diferenciando-se somente pelo sentido.</p><p>Quase sempre, são palavras de classes diferentes.</p><p>Parônimos</p><p>São pares de palavras parecidas na pronúncia ou na grafia.</p><p>Muitas vezes, essa semelhança conduz a erros ortográficos. O conhecimento dessas palavras também é</p><p>muito importante para interpretação de texto e questões de vocabulário.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>política, reforçando e</p><p>consolidando pontos de vista divisivos que têm tornado impossível o debate público.</p><p>Porém, estudos mostram que, embora exista seleção no consumo de notícias de acordo com a</p><p>orientação ideológica, a dieta informacional das pessoas é mais variada do que se supõe. Leitores de direita,</p><p>por exemplo, consomem mais notícias de veículos de direita, mas leem também a grande imprensa e até,</p><p>ocasionalmente, veículos de esquerda.</p><p>Os estudiosos chamam a atenção também para o fato de que nas interações sociais diretas as pessoas</p><p>selecionam ainda mais com quem se relacionam de acordo com a orientação política e, quando interagem</p><p>com pessoas diferentes, evitam assuntos sensíveis, como política e religião.</p><p>Por que então temos a nítida percepção de que a polarização é aguda e se acentua nas mídias sociais?</p><p>A resposta retoma a constatação de outros pesquisadores: a polarização é um fenômeno circunscrito</p><p>aos mais engajados, que são também os mais influentes nas mídias sociais.</p><p>(Adaptado de: ORTELLADO, Pablo. Disponível em: folha.uol.com.br)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>74</p><p>104</p><p>Considerado o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:</p><p>(A) fomentar a polarização política = condenar a divisão ideológica</p><p>(B) evitam assuntos sensíveis = furtam-se de abordar temas delicados</p><p>(C) dieta informacional = regime de erudição</p><p>(D) circunscrito aos mais engajados = consolidado aos mais convictos</p><p>(E) retoma a constatação = remete à circunstância</p><p>Comentários:</p><p>Evitar assuntos sensíveis é justamente evitar temas que causem discórdia, controvérsia, temas que exigem</p><p>“cuidado”; em outras palavras, é “furtar-se de abordar temas delicados”.</p><p>a) “fomentar” é “alimentar, encorajar”, seria o oposto de “condenar”.</p><p>c) “erudição” tem sentido de “conhecimento, educação formal, cultura”, não é sinônimo direto de</p><p>“informação”, que pode ser qualquer tipo de dado.</p><p>d) “circunscrito” dá ideia de “limitado A”, não é sinônimo de “consolidado”, que significa “seguro, sólido,</p><p>consistente”.</p><p>e) “constatação” é a verificação de um fato, não é sinônimo de “circunstância”, que são as condições como</p><p>algo ocorre. Gabarito letra B.</p><p>58. (FCC / TRT 6ª REGIÃO / ANA. JUDICIÁRIO – ADM. / 2018)</p><p>Vou falar da palavra pessoa, que persona lembra. Acho que aprendi o que vou contar com meu pai. Quando</p><p>elogiavam demais alguém, ele resumia sóbrio e calmo: é, ele é uma pessoa. Até hoje digo, como se fosse o</p><p>máximo que se pode dizer de alguém que venceu numa luta, e digo com o coração orgulhoso de pertencer</p><p>à humanidade: ele, ele é um homem.</p><p>Persona. Tenho pouca memória, por isso já não sei se era no antigo teatro grego que os atores, antes de</p><p>entrar em cena, pregavam ao rosto uma máscara que representava pela expressão o que o papel de cada</p><p>um deles iria exprimir.</p><p>Bem sei que uma das qualidades de um ator está nas mutações sensíveis de seu rosto, e que a máscara as</p><p>esconde. Por que então me agrada tanto a ideia de atores entrarem no palco sem rosto próprio? Quem sabe,</p><p>eu acho que a máscara é um dar-se tão importante quanto o dar-se pela dor do rosto. Inclusive os</p><p>adolescentes, estes que são puro rosto, à medida que vão vivendo fabricam a própria máscara. E com muita</p><p>dor. Porque saber que de então em diante se vai passar a representar um papel é uma surpresa</p><p>amedrontadora. É a liberdade horrível de não ser. É a hora da escolha.</p><p>Mesmo sem ser atriz nem ter pertencido ao teatro grego – uso uma máscara. Aquela mesma que nos partos</p><p>de adolescência se escolhe para não se ficar desnudo para o resto da luta. Não, não é que se faça mal em</p><p>deixar o próprio rosto exposto à sensibilidade. Mas é que esse rosto que estava nu poderia, ao ferir-se,</p><p>fechar-se sozinho em súbita máscara involuntária e terrível. É, pois, menos perigoso escolher sozinho ser</p><p>uma pessoa. Escolher a própria máscara é o primeiro gesto involuntário humano. E solitário. Mas quando</p><p>enfim se afivela a máscara daquilo que se escolheu para representar o mundo, o corpo ganha uma nova</p><p>firmeza, a cabeça ergue-se altiva como a de quem superou um obstáculo. A pessoa é.</p><p>Se bem que pode acontecer uma coisa que me humilha contar.</p><p>É que depois de anos de verdadeiro sucesso com a máscara, de repente – ah, menos que de repente, por</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>75</p><p>104</p><p>causa de um olhar passageiro ou uma palavra ouvida – de repente a máscara de guerra de vida cresta-se</p><p>toda no rosto como lama seca, e os pedaços irregulares caem com um ruído oco no chão. Eis o rosto agora</p><p>nu, maduro, sensível quando já não era mais para ser. E ele chora em silêncio para não morrer. Pois nessa</p><p>certeza sou implacável: este ser morrerá. A menos que renasça até que dele se possa dizer “esta é uma</p><p>pessoa”.</p><p>(Adaptado de: LISPECTOR, Clarice. “Persona”, em Clarice na cabeceira: crônicas. Rio de Janeiro, Rocco Digital,</p><p>2015)</p><p>Nos segmentos que representava (2º parágrafo), as esconde (3º parágrafo) e como a de quem superou um</p><p>obstáculo (4º parágrafo), os termos sublinhados se referem, respectivamente, a:</p><p>(A) rosto − mutações sensíveis − máscara</p><p>(B) máscara − mutações sensíveis − cabeça</p><p>(C) rosto − qualidades − firmeza</p><p>(D) máscara − qualidades − cabeça</p><p>(E) máscara − mutações sensíveis − firmeza</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta de coesão:</p><p>Nos segmentos que representava (a máscara representava), as esconde (a máscara esconde as mutações</p><p>sensíveis) e como a de quem superou um obstáculo (a cabeça ergue-se altiva como a cabeça de quem</p><p>superou um obstáculo) Gabarito letra B.</p><p>59. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018)</p><p>Um seguimento do texto tem seu sentido adequadamente expresso em outras palavras em:</p><p>uma medida apropriada e um justo limite / Uma medição precisa e um juízo restrito.</p><p>Comentários:</p><p>Incorreta. “Justo limite” não equivale a “Juízo restrito”, pois “justo” se refere a “justiça” e “juízo” se refere a</p><p>“opinião”.</p><p>60. (FCC / ICMS-SC / AUDITOR / 2018)</p><p>Não há como negar que filmes norte-americanos podem exercer influência em escala mundial e provocar</p><p>“mudanças de comportamento” ou “até mudar opiniões”, segundo Leif Furhammar e Folke Isaksson. Mas</p><p>daí a afirmar que todo filme é político, como de hábito, vai uma grande distância.</p><p>Para uns, é de se esperar que o cinema “seja uma sentinela da sociedade”; para outros, o cinema “é uma</p><p>indústria vulnerável e de prestígio, cujos produtos têm consumo de massa e determinam comportamentos</p><p>miméticos”.</p><p>Com relação ao Brasil, entretanto, é preciso reconhecer que o cinema brasileiro até hoje não teve influência</p><p>em âmbito nacional. Quem alimenta o imaginário coletivo do país é a ficção televisiva.</p><p>De qualquer modo, embora até o fim da década de 1960 tenha prevalecido a noção de que o cinema teria o</p><p>poder de causar mudanças políticas e sociais, desde então essa crença deixou de ser consensual e hoje atrai</p><p>cada vez menos adeptos.</p><p>(Adaptado de: ESCOREL, Eduardo. Disponível em: piaui.folha.uol.com.br)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>76</p><p>104</p><p>Afirma-se corretamente sobre o texto:</p><p>(A) O termo “sentinela” (2º parágrafo) está empregado em sentido próprio.</p><p>(B) O termo “alimenta” (3º parágrafo) está empregado em sentido figurado.</p><p>(C) Sem prejuízo da correção e do sentido, o termo sublinhado em cujos produtos têm consumo de massa</p><p>(2º parágrafo) pode ser substituído por “produtos dos quais”.</p><p>(D) Sem prejuízo do sentido, o segmento deixou de ser consensual (último parágrafo) pode ser substituído</p><p>por “foi malograda”.</p><p>(E) Sem prejuízo do sentido, o segmento comportamentos miméticos (2º parágrafo) pode ser substituído por</p><p>“atitudes exemplares”.</p><p>Comentários:</p><p>(A) Incorreto. O termo “sentinela” (2º parágrafo) está empregado em sentido figurado</p><p>(alguém que guarda,</p><p>protege algo).</p><p>(B) Correto. O termo “alimenta” (3º parágrafo) está empregado em sentido figurado, no sentido de fornecer</p><p>o que mantém vivo o imaginário popular.</p><p>(C) Incorreto. O pronome “cujo” e suas variações não aceitam substituição direta por nenhum outro.</p><p>(D) Incorreto. O sentido de “foi malograda” é “deu errado, falhou”.</p><p>(E) Incorreto. O termo “comportamentos miméticos” significa comportamento imitado, não “atitudes</p><p>exemplares”. Gabarito letra B.</p><p>61. (FCC / DPE-AM / ANALISTA DE BANCO DE DADOS / 2018)</p><p>Todos nós, em algum grau, fazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta. As ideias estão no</p><p>ar, e nos apropriamos, muitas vezes sem perceber, de frases e da linguagem da época. A própria língua é</p><p>emprestada: não a inventamos. Nós a descobrimos, ainda que possamos usá-la e interpretá-la de modos</p><p>muito individuais.</p><p>Julgue o item a seguir:</p><p>O elemento “a” retoma “cultura” no segmento Nós a descobrimos</p><p>Comentários:</p><p>Incorreto. O pronome oblíquo “a” é um elemento coesivo anafórico que retoma “língua”.</p><p>62. (CESPE / PC-SE–Delegado – 2018)</p><p>A existência da polícia se justifica pela imprescindibilidade dessa agência de segurança para a viabilidade do</p><p>poder de coerção estatal. Em outras palavras, como atestam clássicos do pensamento político, a sua ausência</p><p>culminaria na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas. Devido a seu protagonismo e sua</p><p>importância na organização e garantia da reprodução das normas legais, o Estado democrático não pode</p><p>abdicar dessa instituição.</p><p>A expressão “a polícia” presente em “da polícia” (ℓ.1) é retomada, ao longo do primeiro parágrafo do texto,</p><p>por meio das expressões “dessa agência de segurança” (ℓ.1), “sua” (ℓ.2), “seu” (ℓ.3), “sua” (ℓ.4) e “dessa</p><p>instituição” (ℓ.5).</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>77</p><p>104</p><p>Aqui temos uma série de elementos coesivos que possuem o mesmo referente:</p><p>...dessa agência de segurança: a agência é a polícia</p><p>... dessa instituição: a instituição é a polícia</p><p>“sua”, “seu” e “sua”= “da polícia” Questão correta.</p><p>63. (CESPE / POLÍCIA CIVIL-MA / ESCRIVÃO / 2018)</p><p>O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização holandesa</p><p>Aviation Safety Network (ASN). Foram dez acidentes — nenhum deles envolvendo linhas comerciais</p><p>regulares...</p><p>Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.</p><p>O vocábulo “deles” remete à expressão “dez acidentes”.</p><p>Comentários:</p><p>Os pronomes possuem esta fundamental função coesiva: retomar ou substituir termos para evitar repetição.</p><p>Aqui, “eles” substitui “acidentes”: nenhum dos acidentes envolvendo linhas comerciais regulares. Questão</p><p>correta.</p><p>64. (CESPE / STM / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)</p><p>Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras</p><p>variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e Aurélios, os Morenos e</p><p>Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício [...].</p><p>Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua substituição</p><p>por nesse resultaria em incorreção gramatical.</p><p>Comentários:</p><p>Aqui, temos o pronome demonstrativo fazendo referência espacial, um tipo de referência exofórica, a</p><p>elemento exterior ao texto.</p><p>O autor fala em primeira pessoa, em referência ao próprio escritório em que está, o escritório próximo.</p><p>Então, a forma correta é “neste”. O pronome “nesse” faria referência a um escritório próximo de quem</p><p>ouve. Correto.</p><p>65. (CESPE / MPU / ANALISTA / 2018)</p><p>Falar em desigualdade é falar também em pobreza. A reprodução social das desigualdades contribui para</p><p>o aprofundamento das situações de pobreza, por isso uma estratégia de enfrentamento deve considerar a</p><p>conexão entre as duas pautas.</p><p>É necessário compreender que a desigualdade se expressa em diferentes dimensões na vida das pessoas</p><p>e que apenas uma minoria se beneficia com a acumulação de riqueza e de poder. No caso do Brasil, há</p><p>especificidades que devem ser observadas. A história de colonização e de escravidão deixou heranças ainda</p><p>presentes, que resguardam a condição desigual no acesso a bens, serviços e equipamentos públicos.</p><p>No texto, a palavra minoria (l.5) refere-se aos grupos sociais marginalizados, em situação de maior</p><p>vulnerabilidade social, tal qual a população das periferias, por exemplo.</p><p>Comentários:</p><p>A minoria em tela é a minoria que se beneficia da riqueza, isto é, a minoria rica da população. Por isso o texto</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>78</p><p>104</p><p>fala em “desigualdade”, no sentido de que “a minoria é rica” e a maioria é pobre. Questão incorreta.</p><p>66. (CESPE / PC-SE / DELEGADO / 2018)</p><p>Às vezes eu falo com a vida</p><p>Às vezes é ela quem diz</p><p>Qual a paz que eu não quero</p><p>Conservar para tentar ser feliz</p><p>No verso “Às vezes é ela quem diz” (v.2), a supressão de “é” e “quem” prejudicaria a coerência do trecho.</p><p>Comentários:</p><p>Não prejudicaria, apenas ficaria menos enfático: “ela diz”.</p><p>Essa questão se baseia na obra de Sacconi, um gramático que traz essa expressão “é quem” junto com a</p><p>expressão “é que” na lista de expressões expletivas denotativas de realce:</p><p>“Elisa é quem manda em casa”</p><p>“Eu é que sei onde andam as crianças”</p><p>Indiretamente, a banca insinua que a expressão poderia ser retirada sem prejuízo ao texto, mas usou a</p><p>palavra “coerência”, genérica, para fugir de discussões sobre classificação morfológica. “Incoerente” com</p><p>certeza não fica. Questão incorreta.</p><p>67. (CESPE / PF / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL / 2018)</p><p>Este funcionário, porém, se enganou por completo, e a fonte remota de seu fracasso reside na suposição</p><p>de que o ministro é um idiota, pois adquiriu renome de poeta. Segundo o delegado, todos os poetas são</p><p>idiotas — e, neste caso, ele é apenas culpado de uma non distributio medii [falácia lógica], ao inferir que</p><p>todos os poetas são idiotas.</p><p>O pronome “ele”, no trecho “ele é apenas culpado de uma non distributio medii” (L.3), refere-se a “o</p><p>ministro” (L.2).</p><p>Comentários:</p><p>O pronome “ele” se refere ao delegado, pois é ele quem está raciocinando, supondo e chegando a uma</p><p>conclusão falaciosa. Questão incorreta.</p><p>68. (CESPE / IFF / CONHECIMENTOS GERAIS / 2018)</p><p>Mas o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à realidade maior que a história do mundo, isto é, à história</p><p>dos seus homens, dos cangaceiros brutais, carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de uma força,</p><p>porém, que não se extingue nunca, porque é a energia de uma raça de homens mais duros do que as pedras</p><p>dos seus lajedos.</p><p>A respeito dos recursos coesivos e da coerência do texto, julgue o item a seguir.</p><p>O vocábulo “energia” retoma o sentido de “vida bárbara”.</p><p>Comentários:</p><p>A “energia” se refere a “uma força que não se extingue nunca”. Questão incorreta.</p><p>69. (CESPE / IFF / CONHECIMENTOS GERAIS / 2018)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>79</p><p>104</p><p>Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais</p><p>para suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível</p><p>primário foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e</p><p>secundário.</p><p>A respeito dos recursos coesivos e da coerência do texto, julgue o item a seguir.</p><p>O termo “às” é elemento coesivo que retoma o antecedente “escolas de aprendizes e artífices”.</p><p>Comentários:</p><p>O termo “às” é a fusão de preposição “a”, exigida pela forma “equiparando-se”, com o “a” artigo definido</p><p>antes de uma palavra implícita: (escolas). A palavra veio implícita justamente porque está clara pelo</p><p>contexto. Questão</p><p>incorreta.</p><p>70. (CESPE / EMAP / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)</p><p>Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-</p><p>o pelo nome: “Juca, queres arrepender-te dos teus pecados?”, vi que, na sua face devastada pela erosão da</p><p>morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e caretas, numa espécie de</p><p>ridícula ressurreição.</p><p>Em “reanimando-a” (L.3), o pronome “a” refere-se a “Dúvida” (L.3).</p><p>Comentários:</p><p>Em “reanimando-a”, o pronome “a” refere-se a “face devastada pela erosão da morte”. Questão incorreta.</p><p>71. (CESPE / EMAP / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)</p><p>O orgulho é a consciência (certa ou errônea) do nosso valor próprio; a vaidade é a consciência (certa ou</p><p>errônea) da evidência do nosso valor aos olhos dos outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso,</p><p>pode ser a um tempo vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser</p><p>orgulhoso. À primeira vista, é difícil compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso valor</p><p>no conceito dos outros sem a consciência do nosso valor em si. Se a natureza humana fosse racional, não</p><p>haveria qualquer explicação. No entanto, o homem vive primeiro uma vida exterior, e depois uma vida</p><p>interior; a noção do efeito precede, na evolução do espírito, a noção da causa interior desse mesmo efeito.</p><p>O homem prefere ser tido em alta conta por aquilo que não é a ser tido em meia conta por aquilo que é.</p><p>Assim opera a vaidade.</p><p>De acordo com os sentidos do texto, “a noção da causa interior” (L.7) refere-se à expressão “a consciência</p><p>do nosso valor em si” (L.5).</p><p>Comentários:</p><p>Segundo o texto, “a consciência do nosso valor em si” configura o “orgulho”, num sentido mais interno e</p><p>individual. Por outro lado, em relação à visão dos outros, como uma causa “externa”, temos a vaidade:</p><p>a vaidade é a consciência (certa ou errônea) da evidência do nosso valor aos olhos dos outros.</p><p>Então, podemos concluir que a causa interior está ligada ao orgulho, ao valor em si e a consciência interna</p><p>desse valor. Questão correta.</p><p>72. (CESPE / IPHAN / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2018)</p><p>Siron Franco, artista plástico contemporâneo, realiza uma montagem em Brasília, em 1990, no Dia da</p><p>Criança. A obra é uma bandeira brasileira feita de caixões coloridos de crianças, exposta em frente ao</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>80</p><p>104</p><p>Congresso Nacional. Desconstrói, no coração do poder político brasileiro, o emblema da pátria e a imagem</p><p>do Brasil como país do futuro.</p><p>A expressão “o emblema da pátria” (ℓ.3) remete a “Congresso Nacional” (ℓ. 3).</p><p>Comentários:</p><p>O “emblema da pátria” é a bandeira brasileira. Questão incorreta.</p><p>73. (CESPE / CAGE-RS / AUDITOR FISCAL / 2018)</p><p>Considere o seguinte trecho do texto: “Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do</p><p>estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à cultura</p><p>e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material”.</p><p>O sentido e a correção gramatical desse trecho seriam mantidos caso as expressões “Por meio de” e</p><p>“relativos” fossem substituídas, respectivamente, por</p><p>A) Em razão de e alusivos.</p><p>B) Em consequência de e subordinados.</p><p>C) Através de e subordinados.</p><p>D) Por intermédio de e atinentes.</p><p>E) Em consequência de e atinentes.</p><p>Comentários:</p><p>“médio” é uma forma de dizer “meio” (por exemplo, “ponto médio” é um ponto que está no meio), então,</p><p>mantendo a ideia de “meio/instrumento”, poderíamos fazer a seguinte troca:</p><p>Por intermédio de ações corretivas dos poderes públicos e do estabelecimento de direitos atinentes</p><p>assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer…</p><p>Detalhe na letra C: a gramática condena usar “através” com ideia de meio/instrumento e restringe o uso de</p><p>“através” aos casos em que houver sentido de “atravessando”: a luz passa através da janela.</p><p>Gabarito letra D.</p><p>74. (CESPE / CGM - JOÃO PESSOA / 2018)</p><p>O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção? Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o</p><p>“jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou na fila; chega uma pessoa precisando pagar sua conta</p><p>que vence naquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”.</p><p>A palavra “que” (L.3) retoma o termo que a antecede e relaciona duas orações no período.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, o “que” tem seu valor coesivo porque é pronome e retoma um termo antecedente: “sua conta”. Ao</p><p>mesmo tempo, tem valor sintático de subordinador, pois liga a oração subordinada adjetiva “que vence</p><p>naquele dia” à oração principal. O pronome serve justamente para relacionar essas duas orações sem repetir</p><p>o termo “sua conta”. Questão correta.</p><p>75. (CESPE / IPHAN / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2018)</p><p>Uma das grandes cousas que se veem hoje no mundo, e nós pelo costume de cada dia não admiramos,</p><p>é a transmigração imensa de gentes e nações etíopes, que da África continuamente estão passando a esta</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>81</p><p>104</p><p>América. Entra uma nau de Angola, e desova no mesmo dia quinhentos, seiscentos e talvez mil escravos.</p><p>Os israelitas atravessaram o Mar Vermelho, e passaram da África à Ásia, fugindo do cativeiro; estes</p><p>atravessam o mar oceano na sua maior largura, e passam da mesma África à América e para viver e morrer</p><p>cativos. Os outros nascem para viver, estes para servir. Nas outras terras do que aram os homens, e do que</p><p>fiam e tecem as mulheres, se fazem os comércios: naquela o que geram os pais e o que criam a seus peitos</p><p>as mães, é o que se vende, e se compra.</p><p>Depreende-se dos sentidos do texto que o vocábulo “naquela” (ℓ.8) refere-se a “América” (ℓ.6).</p><p>Comentários:</p><p>Esse texto possui uma cadeia coesiva bastante complexo.</p><p>O texto faz um paralelo entre os israelitas e os escravos africanos. Os primeiros fugiram do cativeiro,</p><p>cruzaram o mar para serem livres. Os africanos cruzam o mar para morrerem cativos. Na construção das</p><p>relações coesivas, chama os escravos africanos de “estes” e os israelitas de “os outros”, como se infere de:</p><p>Os outros nascem para viver, estes para servir.</p><p>Da mesma forma, “outras terras” se refere às terras onde o comércio é feito de produtos; “naquela” se refere</p><p>à terra onde o comércio é feito de pessoas, com referência, portanto, à África, onde os escravos são</p><p>capturados e vendidos, depois enviados para “esta américa”.</p><p>Em suma, “naquela” se refere àquela terra de onde vêm os escravos, não se refere à América. Questão</p><p>incorreta.</p><p>LISTA DE QUESTÕES</p><p>1. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Um problema da língua escrita é a polissemia das palavras, que pode gerar mais de um entendimento da</p><p>frase.</p><p>A frase abaixo em que isso ocorre com o termo sublinhado é:</p><p>A) Comprou um romance de estilo moderno;</p><p>B) Após dois anos, perdeu os óculos;</p><p>C) Vi o automóvel importado por meu tio;</p><p>D) Comprou uma caixa de ovos;</p><p>E) Adquiriu um terno na semana passada.</p><p>2. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>A frase a seguir em que os termos sublinhados podem ser considerados sinônimos é:</p><p>A) A batata está custando caro, como, aliás, todo cereal;</p><p>B) A educação é tarefa dos pais, e a cultura, do Estado;</p><p>C) A maior greve ocorreu em 1950; a paralisação durou um mês;</p><p>D) A operação e o tratamento foram demasiadamente caros;</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>82</p><p>104</p><p>E) As crianças adoram doce, principalmente chocolate.</p><p>3. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Ao escrever um texto, o autor enfrenta várias dificuldades. Uma delas é evitar a repetição de palavras e um</p><p>dos meios para isso é substituir uma palavra de valor específico por outra de conteúdo geral, como no</p><p>exemplo</p><p>a seguir.</p><p>O sargento foi atropelado; depois de alguns minutos, chegou uma ambulância que levou o militar para o</p><p>hospital.</p><p>Assinale os vocábulos abaixo que mostram, respectivamente, esse mesmo tipo de relação:</p><p>A) selvagens / índios;</p><p>B) músicos / sambistas;</p><p>C) embalagens / caixas;</p><p>D) bananeira / bananal;</p><p>E) quarto / cômodo.</p><p>4. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Observe o texto a seguir, retirado de uma revista de computação.</p><p>“Por mais poderoso que seja, um computador sem programas adequados tem pouca utilidade. E um</p><p>‘programa adequado’ com certeza não é aquele aplicativo profissional, caro e sofisticado que, às vezes, já</p><p>vem instalado. De nada adiantam funções, botões e janelas, se você não conseguir fazer alguma coisa com</p><p>eles”.</p><p>Um dos elementos que dá coerência aos textos é a ocorrência de vocábulos que estão dentro de um mesmo</p><p>campo semântico; nesse texto, as palavras que pertencem ao mesmo bloco conceitual são:</p><p>A) computador, programas, aplicativo, janelas;</p><p>B) computador, programa, aplicativo, sofisticado;</p><p>C) programas, aplicativo, caro, instalado;</p><p>D) caro, sofisticado, instalado, funções;</p><p>E) poderoso, aplicativo, instalado, funções.</p><p>5. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado por seu parônimo; a única das</p><p>frases cuja forma do vocábulo sublinhado está correta é:</p><p>A) O motorista infligiu as leis do trânsito;</p><p>B) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto;</p><p>C) Nada há que desabone a sua conduta imoral;</p><p>D) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês;</p><p>E) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa.</p><p>6. (FCC / ALAP / ASS. LEGISLATIVO / 2020)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>83</p><p>104</p><p>Distribuição justa</p><p>A justiça de um resultado distributivo das riquezas depende das dotações iniciais dos participantes e da lisura</p><p>do processo do qual ele decorre. Do ponto de vista coletivo, a questão crucial é: a desigualdade observada</p><p>reflete essencialmente os talentos, esforços e valores diferenciados dos indivíduos, ou, ao contrário, ela</p><p>resulta de um jogo viciado na origem e no processo, de uma profunda falta de equidade nas condições iniciais</p><p>de vida, da privação de direitos elementares ou da discriminação racial, sexual, de gênero ou religiosa?</p><p>(...)</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 106)</p><p>No contexto do primeiro parágrafo, as expressões dotações iniciais de participantes e lisura do processo</p><p>constituem</p><p>A) um objetivo idealista cuja aparência de justiça se apaga quando competidores aproveitam mal</p><p>oportunidades iguais.</p><p>B) as causas ocultas da distribuição de riquezas que acaba por não fazer justiça às habilidades próprias dos</p><p>indivíduos.</p><p>C) as metas mais justas a serem alcançadas por um conveniente processo distributivo das limitadas riquezas</p><p>disponíveis.</p><p>D) os fatores diretamente condicionantes da possibilidade de haver justiça no processo distributivo das</p><p>riquezas.</p><p>E) as razões de ser de todo processo de distribuição de riquezas que premie o talento inato dos mais</p><p>competentes.</p><p>7. (FCC / ALAP / ASS. LEGISLATIVO / 2020)</p><p>O avanço ainda se restringe a âmbitos estritamente técnicos, sem utilidade cotidiana, mas já é apelidado de</p><p>“o Santo Graal da computação”. Isso porque o feito, se comprovado, atingiu o que se conhece como</p><p>“supremacia quântica”. A nomenclatura indica um momento da civilização em que os computadores talvez</p><p>sejam tão (ou mais) competentes quanto os seres humanos.</p><p>A nomenclatura indica aquele momento da civilização em que os computadores seriam tão (ou mais)</p><p>competentes quanto os seres humanos. (5º parágrafo)</p><p>No contexto, o termo “nomenclatura” refere-se a</p><p>(A) momento da civilização.</p><p>(B) supremacia quântica.</p><p>(C) seres humanos.</p><p>(D) feito.</p><p>(E) computadores.</p><p>8. (CESPE / MP-CE / TÉCNICO MINISTERIAL / 2020)</p><p>Tudo se passa como se nós, modernos, guiados pela livre vontade, estivéssemos liberados desse fenômeno</p><p>do passado. Em suma, usamos o termo ritual no dia a dia com uma conotação de fenômeno formal e arcaico.</p><p>Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue os itens a seguir.</p><p>A expressão “do passado” (R.21) foi empregada no texto com o mesmo sentido de obsoleto.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>84</p><p>104</p><p>9. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2020)</p><p>Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava</p><p>ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer</p><p>por um momento. E então parecia tão livre.</p><p>No trecho “pairava ofegante num beiral de telhado”, o verbo pairar está empregado com o mesmo sentido</p><p>de ameaçar.</p><p>10. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)</p><p>O geneticista Sérgio Pena não concorda com estudos evolutivos: “Ao postular a existência de uma natureza</p><p>humana evolutivamente moldada para ser etnocêntrica, paroquial, bairrista e chauvinista, esses discursos</p><p>geralmente terminam por atribuir ao racismo uma inevitabilidade natural..."</p><p>O verbo ‘postular’ está empregado no texto com o mesmo sentido de pressupor.</p><p>11. (CESPE / MP-CE / TÉCNICO MINISTERIAL / 2020)</p><p>Em qualquer tempo ou lugar, a vida social é sempre marcada por rituais. Essa afirmação pode ser inesperada</p><p>para muitos, porque tendemos a negar tanto a existência quanto a importância dos rituais na nossa vida</p><p>cotidiana..</p><p>Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.</p><p>A expressão “sua relevância” (ℓ.8) refere-se a “rituais” (ℓ.5).</p><p>12. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)</p><p>Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças transmitidas por</p><p>alimentos a cada ano — metade delas são crianças com menos de 5 anos de idade.</p><p>A substituição da expressão “metade delas” por cuja metade manteria a correção gramatical e a coesão do</p><p>texto.</p><p>13. (CESPE / MP-CE / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2020)</p><p>Desde os alvores da democracia ateniense, são sobejamente conhecidas as suas relações com a</p><p>argumentação e a retórica. Porém, tal como a retórica e a argumentação podem ser postas ao serviço da</p><p>mentira e da manipulação, também em relação à liberdade de expressão se coloca a questão dos seus limites.</p><p>A expressão “suas relações” refere-se às relações da “democracia ateniense”.</p><p>14. (CESPE / TJ-PA / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2020)</p><p>Se não é fácil definir a família, é legítimo o esforço de tentar decifrar quem é o homem pós-moderno e quais</p><p>as necessidades emergentes que o impulsionam ao encontro com o outro, seja no espaço social, seja no</p><p>interior da família, produzindo significados e razões que o lançam na busca de realização.</p><p>No terceiro parágrafo do texto, a forma pronominal “o”, em “o lançam”, faz referência a</p><p>A) “homem” B) “outro”</p><p>C) “espaço” D) “interior” E) “esforço”</p><p>15. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>Na orelha do livro “A Bíblia: uma biografia” (Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed., 2007), aparece o seguinte texto:</p><p>“A principal função da Bíblia, no entanto, ao longo de sua demorada gestação, não foi apoiar doutrinas e</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>85</p><p>104</p><p>crenças particulares [....]. A produção de uma escritura sagrada consistiu antes em atividade contínua, um</p><p>processo que buscava introduzir milhares de pessoas à transcendência”.</p><p>A informação abaixo que NÃO pode ser depreendida da leitura desse texto é:</p><p>(A) o termo “no entanto” indica que esse segmento não é a parte inicial do texto;</p><p>(B) o texto contraria a ideia de ser a Bíblia a base de apoio a doutrinas e crenças;</p><p>(C) o termo “antes” indica um momento anterior de produção da Bíblia;</p><p>(D) o termo “processo” retoma “atividade contínua”;</p><p>(E) o verbo “introduzir” se refere a uma nova atividade para as pessoas.</p><p>16. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>O jornal O Globo de 10.3.2019 trazia como uma de suas manchetes:</p><p>Pouso forçado. Rio perde 25% dos voos domésticos e internacionais em seis anos.</p><p>Sobre a relação semântica entre o título – Pouso forçado – e o restante da manchete, é correto afirmar que:</p><p>(A) o título tem relação lógica com o conteúdo expresso na sequência do texto;</p><p>(B) a expressão do título se refere ao fato de os aviões estarem parados no Rio;</p><p>(C) a expressão do título se refere vagamente às dificuldades com os voos citados;</p><p>(D) no título, o adjetivo forçado se liga semanticamente a obrigações legais;</p><p>(E) no título, o substantivo pouso é uma metáfora para interrupção dos voos.</p><p>17. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>A Prefeitura de Salvador faz divulgação de seu Festival da Virada em conhecidas revistas. O texto da</p><p>publicidade diz o seguinte:</p><p>Festa que vira atração de 460 mil turistas,</p><p>Que vira 98% de ocupação hoteleira,</p><p>Que vira milhares de empregos,</p><p>Que vira 500 milhões de reais na economia.</p><p>Que virada!</p><p>Obrigado, Salvador!</p><p>A estruturação do texto só NÃO compreende:</p><p>(A) paralelismo sintático entre as frases;</p><p>(B) jogo de palavras virar/virada;</p><p>(C) quantificação dos benefícios do festival;</p><p>(D) ambiguidade do substantivo “virada”;</p><p>(E) atribuição de voz à população de Salvador.</p><p>18. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>Uma editora acaba de lançar o livro “Os Meninos da Caverna”, que conta a dramática história do resgate de</p><p>um time de futebol juvenil que ficou dezoito dias preso em uma caverna na Tailândia.</p><p>A capa do livro traz o seguinte texto:</p><p>“O passeio de um sábado à tarde que durou dezoito dias preocupou o mundo e mobilizou mil pessoas em um</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>86</p><p>104</p><p>resgate quase impossível na Tailândia”.</p><p>O problema estrutural desse pequeno texto da capa é:</p><p>(A) a má seleção vocabular do termo “passeio”;</p><p>(B) a possível ambiguidade do termo “na Tailândia”;</p><p>(C) a inclusão de exageros evidentes para atrair o leitor;</p><p>(D) a presença de várias formas verbais com o mesmo sujeito;</p><p>(E) a ausência de vírgula após “mil pessoas”.</p><p>19. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>A oposição de termos construída com as preposições com/sem gera um possível paradoxo em:</p><p>(A) Com dinheiro ou sem dinheiro, vou passar o carnaval em Salvador;</p><p>(B) Com amigos ou sem amigos, vou divertir-me nas férias;</p><p>(C) Com bebida ou sem bebida, vou embebedar-me de felicidade;</p><p>(D) Com motivo ou sem motivo, vou comprar roupas novas;</p><p>(E) Com vontade ou sem vontade, vou viajar com a família.</p><p>20. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>“Em caso de morte no acidente, a vítima pode receber o seguro no próprio escritório da seguradora”.</p><p>O problema de construção dessa frase está:</p><p>(A) na incoerência lógica dos termos;</p><p>(B) na troca indevida entre “acidente” e “incidente”;</p><p>(C) na utilização desnecessária de “próprio”;</p><p>(D) no erro ortográfico em “seguradora” por “Seguradora”;</p><p>(E) no erro de emprego de vírgula após “acidente”.</p><p>21. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>A frase em que está correto o emprego de um dos parônimos mandado/mandato é:</p><p>(A) O mandado de senador dura 8 anos;</p><p>(B) Impetrou mandato de segurança com pedido de liminar;</p><p>(C) Não tinha mandado de busca para entrar na casa;</p><p>(D) Todos desejavam que seu mandado de diretor acabasse;</p><p>(E) O mandato de apreensão não havia sido expedido.</p><p>22. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>Há uma série de palavras em língua portuguesa que modificam o seu sentido em função de uma troca</p><p>vocálica; esse fato só NÃO ocorre em:</p><p>(A) deferir / diferir;</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>87</p><p>104</p><p>(B) infarte / infarto;</p><p>(C) emergir / imergir;</p><p>(D) descrição / discrição;</p><p>(E) eminente / iminente.</p><p>23. (FGV / DPE-RJ / TÉCNICO MÉDIO DE DEFENSORIA / 2019)</p><p>Na tentativa de dar concisão, muitas orações adjetivas podem ser substituídas por adjetivos; a opção abaixo</p><p>em que essa substituição foi corretamente realizada é:</p><p>(A) Não há bem que sempre dure / efêmero;</p><p>(B) Nem tudo que reluz é ouro / iluminado;</p><p>(C) Fatos que se repetem são cansativos / frequentes;</p><p>(D) Sentimentos que duram pouco trazem dor / passageiros;</p><p>(E) Muitas moedas que são guardadas perdem valor / resguardadas.</p><p>24. (FCC / ISS-MANAUS / ASS. TÉCNICO DE TI - PROGRAMADOR / 2019)</p><p>Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-</p><p>la.</p><p>Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão rotineira das transações...</p><p>A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque</p><p>hoje. A situação nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana...</p><p>No contexto, os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:</p><p>(A) riqueza − vigilância − existência humana.</p><p>(B) privacidade − futuro − privacidade.</p><p>(C) privacidade − futuro − existência humana.</p><p>(D) riqueza − futuro − privacidade.</p><p>(E) privacidade − vigilância − privacidade.</p><p>25. (FCC / DPE-RJ / TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO / 2019)</p><p>A Prefeitura de Salvador faz divulgação de seu Festival da Virada em conhecidas revistas. O texto da</p><p>publicidade diz o seguinte:</p><p>Festa que vira atração de 460 mil turistas,</p><p>Que vira 98% de ocupação hoteleira,</p><p>Que vira milhares de empregos,</p><p>Que vira 500 milhões de reais na economia.</p><p>Que virada!</p><p>Obrigado, Salvador!</p><p>A estruturação do texto só NÃO compreende:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>88</p><p>104</p><p>(A) paralelismo sintático entre as frases;</p><p>(B) jogo de palavras virar/virada;</p><p>(C) quantificação dos benefícios do festival;</p><p>(D) ambiguidade do substantivo “virada”;</p><p>(E) atribuição de voz à população de Salvador.</p><p>26. (FCC / ISS-MANAUS / TÉCNICO DE TI / 2019)</p><p>Considere as afirmações abaixo.</p><p>I. O cronista herdou um velho relógio.</p><p>II. Esse velho relógio trabalha com irregularidade.</p><p>III. O cronista não se importa com essa irregularidade.</p><p>Essas três afirmações compõem um período único de redação clara e correta em:</p><p>(A) O cronista não se importa com a irregularidade do velho relógio que herdou.</p><p>(B) Não dá importância o cronista à que haja irregularidade no velho relógio que herdou.</p><p>(C) A irregularidade do relógio que herdou já velho, não importa para o cronista.</p><p>(D) Mesmo com irregularidade o cronista não se importa com o trabalho do velho relógio.</p><p>(E) Conquanto tenha herdado o velho relógio, o cronista não se importa com sua irregularidade.</p><p>27. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>O Brasil, vale lembrar, é citado como modelo pela Organização Mundial de Saúde. As campanhas de</p><p>vacinação exigiram esforço hercúleo. Para cobrir o território nacional e cumprir o calendário, enfrentaram</p><p>selvas, secas, tempestades. Tiveram êxito. Deixaram relegada para as páginas da história a revolta da vacina,</p><p>protagonizada pela população do Rio de Janeiro que, no início do século passado, se rebelou contra a</p><p>mobilização de Oswaldo Cruz para reduzir as mazelas do Rio de Janeiro. O médico quis resolver a tragédia da</p><p>varíola com a Lei da Vacina Obrigatória.</p><p>Tal fato seria inaceitável hoje. A sociedade evoluiu e se educou. O calendário de vacinação tornou-se rotina.</p><p>Graças ao salto civilizatório, o país conseguiu erradicar males que antes assombravam a infância. O</p><p>retrocesso devolverá o Brasil ao século 19. Há que reverter o processo. Acerta, pois, o Ministério da Saúde</p><p>ao</p><p>deflagrar nova campanha de adesão para evitar a marcha rumo à barbárie. O reforço na equipe de agentes</p><p>de imunização deve merecer atenção especial.</p><p>(Adaptado de: “Vacina: avanço civilizatório”. Diário de Pernambuco. Editorial. Disponível em: www.diariodeper-nambuco.com.br)</p><p>No contexto global do texto, a palavra processo, no último parágrafo, refere-se a</p><p>(A) revolta da vacina, protagonizada pela população do Rio de Janeiro.</p><p>(B) décadas de esforço governamental de proteger os brasileiros de doenças evitáveis.</p><p>(C) queda na cobertura vacinal de crianças menores de dois anos.</p><p>(D) calendário de vacinação tornou-se rotina.</p><p>(E) Lei da Vacina Obrigatória.</p><p>28. (FCC / ISS-MANAUS / ASS. TÉCNICO FAZENDÁRIO / 2019)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>89</p><p>104</p><p>− Não me refiro apenas àquelas empresas ligadas à tecnologia que notoriamente possuem inovação em seu</p><p>DNA...</p><p>− ...uma nova maneira de compor que se tornou conhecida como dodecafonismo...</p><p>− ...as composições de Schoenberg possam a princípio parecer difíceis de apreciar, a história da música</p><p>reservou-lhe um lugar de destaque...</p><p>Os elementos sublinhados nas frases acima remetem, respectivamente, a:</p><p>(A) empresas – dodecafonismo − Schoenberg</p><p>(B) tecnologia – dodecafonismo − composições</p><p>(C) empresas − uma nova maneira de compor − Schoenberg</p><p>(D) tecnologia − uma nova maneira de compor − Schoenberg</p><p>(E) empresas − dodecafonismo − composições</p><p>29. (FCC / BANRISUL / ESCRITURÁRIO / 2019)</p><p>Considere as seguintes orações:</p><p>I. O universo é infinito.</p><p>II. A infinitude do universo atemoriza o homem.</p><p>III. O homem deplora sua condição de mortal.</p><p>Essas três orações constituem um período de redação clara, coerente e correta no seguinte caso:</p><p>(A) Ainda que seja infinito e atemorize o homem, o universo faz o homem deplorar sua condição de mortal.</p><p>(B) Ao deplorar sua condição de mortal, o homem considera infinito o universo em que se atemoriza.</p><p>(C) Atemorizado pela infinitude do universo, deplora o homem a sua mortalidade.</p><p>(D) Sendo infinito o universo, eis por que o homem se atemoriza, quando deplora sua condição de mortal.</p><p>(E) O universo infinito atemoriza o homem, cuja condição é assim mortalmente deplorável.</p><p>30. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019)</p><p>A correção do segmento dado é preservada caso se substitua o elemento sublinhado pelo que está entre</p><p>parênteses no seguinte caso:</p><p>(A) Os chineses inventaram o primeiro relógio mecânico de que se tem notícia (de cujo se sabe).</p><p>(B) Os missionários portugueses introduziram na China seu relógio mecânico (deram origem à China).</p><p>(C) Os relógios europeus foram um estímulo à meditação dos chineses (impulso da).</p><p>(D) Jamais lhes ocorreu a ideia de tirar outro proveito daquele artefato (se apresentou a eles).</p><p>(E) O ritmo que o relógio impôs aos negócios mantém-se até hoje. (subordinou dos).</p><p>31. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>O reforço na equipe de agentes de imunização deve merecer atenção especial.</p><p>Nessa frase que encerra o texto, observa-se uma ambiguidade de sentido, a qual se atribui ao emprego de</p><p>(A) deve, que pode expressar uma probabilidade e também exprimir uma sugestão.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>90</p><p>104</p><p>(B) imunização, que pode referir-se ao ato de vacinar e ao ato de propagar doença.</p><p>(C) atenção, que pode denotar repreensão e também aludir a serviços especializados.</p><p>(D) reforço, que pode significar tanto uma ação eficaz quanto uma proposta inviável.</p><p>(E) agentes, que pode remeter a funcionários do governo e ainda à população não vacinada.</p><p>32. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>Um fragmento do texto tem seu conteúdo expresso em outras palavras em:</p><p>(A) se rebelou contra a mobilização de Oswaldo Cruz... (4º parágrafo) / foi ao encontro da campanha de</p><p>Oswaldo Cruz...</p><p>(B) protagonizada pela população... (4º parágrafo) / submetida aos cidadãos...</p><p>(C) Há que reverter o processo. (5º parágrafo) / É fato que o processo recrudesce.</p><p>(D) atribuem o desleixo a duas causas. (2º parágrafo) / imputam a negligência a duas causas.</p><p>(E) apunhalam o individual e o coletivo. (3º parágrafo) / sublimam o pessoal e o impessoal.</p><p>33. (FCC / ISS-MANAUS / TÉCNICO DE TI / 2019)</p><p>Darwin nos trópicos</p><p>Ao desembarcar no litoral brasileiro em 1832, na baía de Todos os Santos, o grande cientista Darwin</p><p>deslumbrou-se com a natureza nos trópicos e registrou em seu diário: “Creio, depois do que vi, que as</p><p>descrições gloriosas de Humboldt* são e sempre serão inigualáveis: mas mesmo ele ficou aquém da</p><p>realidade”. Mas a paisagem humana, ao contrário, causou-lhe asco e perplexidade: “Hospedei-me numa casa</p><p>onde um jovem escravo era diariamente xingado, surrado e perseguido de um modo que seria suficiente</p><p>para quebrar o espírito do mais reles animal.”</p><p>O mais surpreendente, contudo, é que a revolta não o impediu de olhar ao redor de si com olhos capazes</p><p>de ver e constatar que, não obstante a opressão a que estavam submetidos, a vitalidade e a alegria de viver</p><p>dos africanos no Brasil traziam em si a chama de uma irrefreável afirmação da vida. Darwin chegou mesmo</p><p>a desejar que o Brasil seguisse o exemplo da rebelião escrava do Haiti. Frustrou-se esse desejo de uma</p><p>rebelião ao estilo haitiano, mas confirmou-se sua impressão: a África salva o Brasil.</p><p>Respeitando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) descrições gloriosas (1º parágrafo) = impressões empenhadas.</p><p>(B) causou-lhe asco e perplexidade (1º parágrafo) = submeteu-o a relutantes sentimentos.</p><p>(C) suficiente para quebrar o espírito (1º paragrafo) = disponível para aquebrantar o humor.</p><p>(D) olhos capazes de ver e constatar (2º parágrafo) = olhos dispostos a analisar e discorrer.</p><p>(E) chama de uma irrefreável afirmação (2º parágrafo) = ardor de uma incontida positivação.</p><p>34. (FCC / AFAP / ADVOGADO / 2019)</p><p>[Vocação de professor]</p><p>Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no</p><p>pedagogo”, diz o antigo provérbio; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando</p><p>algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disso, não tenho maiores</p><p>queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>91</p><p>104</p><p>rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados.</p><p>Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse</p><p>ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e</p><p>cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e</p><p>reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este.</p><p>(Adaptado de: RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de</p><p>Janeiro, 2014, p. 109)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) fazem-no pedagogo (1º parágrafo) = incentivam-no a ser um educador.</p><p>(B) expiando algum crime que ignoro (1º parágrafo) = focalizando algum deslize insuspeito.</p><p>(C) cometido porventura (1º parágrafo) = desempenhado afortunadamente.</p><p>(D) fornecer material copioso (2º parágrafo) = implementar objetiva medida.</p><p>(E) utilizo-me desse cabedal (2º parágrafo) = lanço mão dessa riqueza.</p><p>35. (FCC / BANRISUL / ESCRITURÁRIO / 2019)</p><p>A chave do tamanho</p><p>O antes de nascer e o depois de morrer: duas eternidades no espaço infinito circunscrevem o nosso breve</p><p>espasmo de vida. A imensidão do universo visível com suas centenas</p><p>de bilhões de estrelas costuma provocar</p><p>um misto de assombro, reverência e opressão nas pessoas. “O silêncio eterno desses espaços infinitos me</p><p>abate de terror”, afligia-se o pensador francês Pascal. Mas será esse necessariamente o caso?</p><p>O filósofo e economista inglês Frank Ramsey responde à questão com lucidez e bom humor: “Discordo de</p><p>alguns amigos que atribuem grande importância ao tamanho físico do universo. Não me sinto absolutamente</p><p>humilde diante da vastidão do espaço. As estrelas podem ser grandes, mas não pensam nem amam –</p><p>qualidades que impressionam bem mais do que o tamanho. Não acho vantajoso pesar quase cento e vinte</p><p>quilos”.</p><p>Com o tempo não é diferente. E se vivêssemos, cada um de nós, não apenas um punhado de décadas, mas</p><p>centenas de milhares ou milhões de anos? O valor da vida e o enigma da existência renderiam, por conta</p><p>disso, os seus segredos? E se nos fosse concedida a imortalidade, isso teria o dom de aplacar de uma vez por</p><p>todas o nosso desamparo cósmico e as nossas inquietações? Não creio. Mas o enfado, para muitos, seria</p><p>difícil de suportar.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 35)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) circunscrevem o nosso breve espasmo (1º parágrafo) = retificam nosso rápido incômodo</p><p>(B) misto de assombro, reverência e opressão (1º parágrafo) = contrição de susto, desassombro e restrição</p><p>(C) responde à questão com lucidez e bom humor (2º parágrafo) = elucida a pergunta com irreverência</p><p>imaginosa</p><p>(D) renderiam (...) os seus segredos? (3º parágrafo) = revelariam os seus mistérios?</p><p>(E) teria o dom de aplacar de uma vez (3º parágrafo) = traria o mérito de retribuir no ato</p><p>36. (FCC / BANRISUL / ESCRITURÁRIO / 2019)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>92</p><p>104</p><p>Demonstra-se boa compreensão de um segmento do texto no seguinte caso:</p><p>(A) Se, para contrabalançar minhas lacunas, me houvesse Deus concedido o (...) dom = caso Deus tivesse</p><p>compensado minhas falhas agraciando-me com o talento</p><p>(B) o próprio retratado com todos seus pés-de-galinha minuciosamente contadinhos = o fotógrafo mesmo,</p><p>que não poupa detalhes, perde-se ao contar minúcias</p><p>(C) com a qual jamais poderemos competir em matéria de objetividade = com cuja materialidade nem mesmo</p><p>sendo objetivos havemos de tratar</p><p>(D) Não sei por que motivo há de a gente desenhar tão objetivamente as coisas = Não vejo razão para</p><p>renunciarmos à objetividade quando desenhamos</p><p>(E) O restante eu transfiguraria em conformidade com meu desejo de fantasia = O que sobrasse eu</p><p>dispensaria para poder fazer jus ao meu critério de artista</p><p>37. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANALISTA DE GESTÃO ADM. / 2019)</p><p>E alguém duvida de que ela tenha suas próprias razões de planejamento?</p><p>Está clara e correta, guardando sentido equivalente ao da frase acima, esta nova redação:</p><p>(A) Não se duvidem de que tenha suas razões apropriadas para seu julgamento.</p><p>(B) Ninguém duvida que o planejamento dela se aproprie de suas razões.</p><p>(C) É próprio dela não nos deixar duvidar de que hajam razões em seu planejamento.</p><p>(D) Razões próprias de planejamento: duvidará alguém de que ela as tenha?</p><p>(E) Ela tem, com toda a propriedade, razões próprias para se deixar planejar.</p><p>38. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019)</p><p>Tempo é dinheiro</p><p>O primeiro relógio mecânico de que se tem registro − um artefato movido pelo escoamento da água sobre</p><p>uma roda – foi inventado no século VIII por um matemático e monge budista chinês chamado Yi Xing. Mas,</p><p>quando os missionários jesuítas portugueses introduziram na China, no século XVI, o relógio mecânico</p><p>acionado por pesos e cordas, a novidade provocou sensação e assombro na corte imperial. Mais do que</p><p>qualquer outra novidade tecnológica europeia, o aparelho deslumbrou os até então reticentes chineses não</p><p>só pelo engenho e precisão, mas como fonte de enlevo e contemplação.</p><p>Os relógios europeus foram recebidos pelos chineses como um convite, um estímulo à meditação sobre o</p><p>fluxo da existência, e foram tratados como verdadeiros brinquedos metafísicos. Jamais lhes ocorreu, porém,</p><p>a ideia de tirar proveito daquele dispositivo visando disciplinar a jornada de trabalho, impor o ritmo dos</p><p>negócios ou pautar a circulação das riquezas entre os consumidores.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 154)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) um artefato movido pelo escoamento da água (1º parágrafo) = um engenho apto a refluir a água.</p><p>(B) a novidade provocou sensação e assombro (1º parágrafo) = a originalidade impactou e atemorizou.</p><p>(C) os até então reticentes chineses (1º parágrafo) = os chineses àquela altura exultantes.</p><p>(D) estímulo à meditação sobre o fluxo da existência (2º parágrafo) = motivo para apreender os impactos da</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>93</p><p>104</p><p>vida.</p><p>(E) pautar a circulação das riquezas (2º parágrafo) = regular o fluxo dos bens econômicos.</p><p>39. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE GESTÃO CONTÁBIL / 2019)</p><p>A correção do segmento dado é preservada caso se substitua o elemento sublinhado pelo que está entre</p><p>parênteses no seguinte caso:</p><p>(A) Os chineses inventaram o primeiro relógio mecânico de que se tem notícia (de cujo se sabe).</p><p>(B) Os missionários portugueses introduziram na China seu relógio mecânico (deram origem à China).</p><p>(C) Os relógios europeus foram um estímulo à meditação dos chineses (impulso da).</p><p>(D) Jamais lhes ocorreu a ideia de tirar outro proveito daquele artefato (se apresentou a eles).</p><p>(E) O ritmo que o relógio impôs aos negócios mantém-se até hoje. (subordinou dos).</p><p>40. (FCC / SEPLAG RECIFE / ANA. DE PLAN. ORÇ. E GESTÃO / 2019)</p><p>Um juramento expõe a beleza da vontade humana, como afirmação nossa, mas sua quebra mostra também</p><p>nossos limites.</p><p>Numa nova e igualmente correta redação da frase acima, iniciada agora pelo segmento A quebra de um</p><p>juramento mostra nossos limites, pode-se seguir esta coerente complementação:</p><p>(A) embora não deixe de expor a beleza que está em afirmarmos nossa vontade.</p><p>(B) uma vez que nossa vontade, com sua beleza, afirma nosso acordo com a Natureza.</p><p>(C) à medida em que nossa vontade acaba expondo toda a sua beleza.</p><p>(D) até por que também se expõem o que há de belo na afirmação de nossa vontade.</p><p>(E) não fosse a beleza que também têm na quebra mesma da nossa vontade.</p><p>41. (FCC / SEPLAG RECIFE / ASS. DE GESTÃO PÚBLICA / 2019)</p><p>Há quem fale sobre uma futura desurbanização. Mas os especialistas [...] descartam essa possibilidade. (2º</p><p>parágrafo)</p><p>Esse trecho está reescrito com o sentido preservado, em linhas gerais, em:</p><p>(A) Há quem cogite uma futura desurbanização; hipótese que os especialistas [...], contudo, rejeitam.</p><p>(B) Há quem refute uma futura desurbanização; os especialistas [...] a concebem como irrefreável, no</p><p>entanto.</p><p>(C) Há quem defenda uma futura desurbanização, mesmo quando os especialistas [...] contestem sua</p><p>eficácia.</p><p>(D) Há quem antecipe uma futura desurbanização, em contrapartida, os especialistas [...] corroboram essa</p><p>possibilidade.</p><p>(E) Há quem espera uma futura desurbanização, os especialistas [...] não a consideram conveniente.</p><p>42. (FCC / SEFAZ-BA / AUDITOR FISCAL / 2019)</p><p>O povo é mais forte do que a miséria. Impávido, resiste às provações, vence as dificuldades. De tão difícil e</p><p>cruel, a vida parece impossível e no entanto o povo vive, luta, ri, não se entrega. Faz suas festas, dança suas</p><p>danças, canta suas canções, solta sua livre gargalhada, jamais vencido. Mesmo o trabalho mais árduo, como</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>94</p><p>104</p><p>a pesca de xaréu, vira festa. Em tendo ocasião, o povo canta e dança. Em terra ou no mar, nos saveiros e</p><p>jangadas, nas canoas. Por isso mesmo a Bahia é rica de festas populares. Festas de rua, de igreja, de</p><p>candomblé. Guardam todas elas nossa marca original de miscigenação, de nossa civilização mestiça.</p><p>Julgue o item a seguir.</p><p>Mantendo as relações de sentido, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o segmento De</p><p>tão difícil e cruel pode ser reescrito da seguinte forma: Apesar de ser tão difícil e cruel.</p><p>43. (CESPE / PGE-PE–Ana. Judiciário de Procuradoria – 2019)</p><p>Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando</p><p>isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam época, pedras miliares no caminho da</p><p>humanidade. A invenção das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na</p><p>Mesopotâmia, a organização da democracia na Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas</p><p>entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de</p><p>época, que desorientaram gerações inteiras.</p><p>Na linha 6, o vocábulo “que” retoma o termo “saltos de época”.</p><p>44. (CESPE / PGE-PE–Assistente de Procuradoria – 2019)</p><p>A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida</p><p>até o dia em que morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de rescindi-lo ou transcendê-lo.</p><p>As formas pronominais em “rescindi-lo” e “transcendê-lo”, referem-se, respectivamente, a “contrato” e a</p><p>“dia”.</p><p>45. (CESPE / PRF–Policial – 2019)</p><p>As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos</p><p>seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens</p><p>em uma relação de dependência com a natureza, pois no mundo natural estão os elementos que serão</p><p>utilizados para atendê-las.</p><p>As formas pronominais “Estas” (ℓ.2) e “las” (ℓ.4) referem-se a “necessidades dos seres humanos” (ℓ.1-2).</p><p>46. (FGV / CÂMARA DE SALVADOR / ANALISTA LEG. / 2018)</p><p>“tratados e declarações internacionais ratificadas pelos países”; nesse segmento do texto 1 está sublinhada</p><p>uma palavra denominada parônimo, por ter uma forma semelhante no idioma (retificadas), com significado</p><p>distinto.</p><p>A frase abaixo em que está correto o emprego da forma sublinhada é:</p><p>a) As organizações aguardam o diferimento de seus pedidos para que possam começar a atuar nos conflitos;</p><p>b) Alguns Estados cometem fragrantes delitos contra a segurança de seus cidadãos;</p><p>c) Devido a conflitos violentos, alguns cidadãos imigram para outros países em busca de segurança;</p><p>d) Houve um vultuoso comércio de mercadorias contrabandeadas no momento dos conflitos;</p><p>e) As organizações procedentes de países mais desenvolvidos são normalmente mais confiáveis.</p><p>47. (FGV / TJ-AL / ANALISTA JUD. / 2018)</p><p>“A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão de quarta feira e</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>==a9988==</p><p>95</p><p>104</p><p>esclareceu que elas mostram dois ‘assessores de deputados’ trocando figurinhas durante a sessão. ‘O</p><p>comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais os assessores pertencem, já foram</p><p>informados, e cabe aos parlamentares decidir como proceder’”.</p><p>Nesse segmento do texto 2, o componente sublinhado que NÃO se refere ou repete nenhum termo anterior</p><p>é:</p><p>a) que; b) elas; c) sessão; d) comportamento; e) deputados.</p><p>48. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>Todas as frases abaixo apresentam elementos sublinhados que estabelecem coesão com elementos</p><p>anteriores (anáfora); a frase em que o elemento sublinhado se refere a um elemento futuro do texto</p><p>(catáfora) é:</p><p>a) “A civilização converteu a solidão num dos bens mais preciosos que a alma humana pode desejar”;</p><p>b) “Todo o problema da vida é este: como romper a própria solidão”;</p><p>c) “É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar”;</p><p>d) “O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas a de uma vela que queima”;</p><p>e) “As pessoas que nunca têm tempo são aquelas que produzem menos”.</p><p>49. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>A frase abaixo em que houve troca indevida entre parônimos ou homônimos é:</p><p>(A) “A evolução da técnica chegou ao ponto de tornar-nos inermes diante da técnica” / inertes;</p><p>(B) “Quem aspira a grandes coisas também deve sofrer muito” / expira;</p><p>(C) “Aquele que não deixa nada ao acaso raramente fará coisas de modo errado, mas fará pouquíssimas</p><p>coisas” / ocaso;</p><p>(D) “Fala como sábio a um ignorante e este te dirá que tens pouco bom senso” / censo;</p><p>(E) “Ao entrar em um restaurante, todo cliente espera satisfazer desejos de ordem física e emocional. Os</p><p>cardápios devem vir de encontro a essas necessidades” / ao encontro de.</p><p>50. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>Um ex-governador do estado do Amazonas disse o seguinte: “Defenda a ecologia, mas não encha o saco”.</p><p>(Gilberto Mestrinho)</p><p>O vocábulo sublinhado, composto do radical-logia (“estudo”), se refere aos estudos de defesa do meio</p><p>ambiente; o vocábulo abaixo, com esse mesmo radical, que tem seu significado corretamente indicado é:</p><p>(A) Antropologia: estudo do homem como representante do sexo masculino;</p><p>(B) Etimologia: estudo das raças humanas;</p><p>(C) Meteorologia: estudo dos impactos de meteoros sobre a Terra;</p><p>(D) Ginecologia: estudo das doenças privativas das mulheres;</p><p>(E) Fisiologia: estudo das forças atuantes na natureza.</p><p>51. (FGV / BANESTES / TÉC. BANCÁRIO / 2018)</p><p>A frase abaixo em que o termo sublinhado tem um sinônimo indicado corretamente é:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>96</p><p>104</p><p>(A) “A razão nos é dada para discernir o bem e o mal” / julgar;</p><p>(B) “Quem decide praticar o mal, encontra sempre um pretexto” / castigo;</p><p>(C) “Poucas vezes falta engenho à maldade” / trabalho;</p><p>(D) “A educação seria a arte de parecer inofensivo” / inocente;</p><p>(E) “Não pode haver educação onde não há discrição” / reserva.</p><p>52. (FCC / ICMS-SC / AUDITOR / 2018)</p><p>Sem prejuízo do sentido original e da correção, e sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o</p><p>segmento sublinhado pode ser corretamente substituído pelo que se encontra entre parênteses em:</p><p>(A) Esses animais, mesmo (consoante) convivendo com outros animais...</p><p>(B) Apesar de agora conhecermos uma molécula que (cuja) provoca os sintomas da solidão...</p><p>(C) Suscetibilidade (Reação) ao estresse e aumento da agressividade.</p><p>(D) ... um composto químico capaz de debelar (extinguir) os efeitos da solidão.</p><p>(E) Que a solidão causa mudanças comportamentais ninguém duvida (não se questionam)...</p><p>53. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018)</p><p>Um seguimento do texto tem seu sentido adequadamente expresso em outras palavras em:</p><p>Esta visão é colocada sob a proteção de Apolo / Esta interpretação é mantida sob a égide de Apolo.</p><p>54. (FCC / ISS SÃO LUIZ / AUD. FISCAL DE TRIBUTOS / 2018)</p><p>A vida privada não é uma realidade natural, dada desde a origem dos tempos: é uma realidade histórica.</p><p>A história da vida privada é, em primeiro lugar, a história de sua definição: como evoluiu sua distinção na</p><p>sociedade francesa do século XX? Como o domínio da vida privada variou em seu conteúdo e abrangência?</p><p>A questão é tanto mais importante na medida em que não é certo que seu contorno tenha o mesmo sentido</p><p>em todos os meios sociais. Para a burguesia da Belle Époque1, não há nenhuma dúvida: o “muro da vida</p><p>privada” separa claramente os domínios. Por trás desse muro protetor, a vida privada e a família coincidem</p><p>com bastante exatidão. Esse domínio abrange as fortunas, a saúde, os costumes, a religião: se os pais que</p><p>querem casar os filhos consultam o</p><p>notário ou o pároco para “tomar informações” sobre a família de um</p><p>eventual pretendente, é porque a família oculta cuidadosamente ao público o tio fracassado, o irmão de</p><p>costumes dissolutos e o montante das rendas. E Jaurès2, respondendo a um deputado socialista que lhe</p><p>censurava a comunhão solene da filha: “Meu caro colega, você sem dúvida faz o que quer de sua mulher, eu</p><p>não”, marcava com grande precisão a fronteira entre sua existência de político e sua vida privada.</p><p>Essa separação era organizada por uma densa teia de prescrições. A baronesa Staffe3, por exemplo, cita:</p><p>“Quanto menos relações mantemos com a vizinhança, mais merecemos a estima e consideração dos que nos</p><p>cercam”, “não devemos falar de assuntos íntimos com os parentes ou amigos que viajam conosco na</p><p>presença de desconhecidos”. O apartamento ou a casa burguesa, aliás, se caracterizam por uma nítida</p><p>diferença entre as salas para as visitas e os demais aposentos. O lugar da família propriamente dita não é o</p><p>salão: as crianças não entram no aposento quando há visitas e, como explica a baronesa, as fotos de família</p><p>ficariam deslocadas nesse recinto. Ademais, as salas de visitas não são abertas a todos. Se toda dama da boa</p><p>sociedade tem seu “dia” de receber − em 1907, são 178 em Nevers4 −, a visita à esposa de um figurão supõe</p><p>uma apresentação prévia. As salas de recepção estabelecem, portanto, um espaço de transição para a vida</p><p>privada propriamente dita.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>97</p><p>104</p><p>(Adaptado de: PROST, Antoine. Fronteiras e espaços do privado. In: PROST, Antoine; VINCENT, Gérard (orgs.). História da vida</p><p>privada 5: Da Primeira Guerra a nossos dias. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 14 e 15.)</p><p>Obs.:</p><p>1 Período de cultura cosmopolita na história da Europa que vai de fins do século XIX até a eclosão da Primeira</p><p>Guerra Mundial.</p><p>2 Jean Léon Jaurès (1859-1914): político socialista francês.</p><p>3 Pseudônimo de Blanche-Augustine-Angèle Soyer (1843-1911), autora francesa, célebre em seu tempo pela</p><p>obra Uso do mundo, sobre como saber viver na sociedade moderna.</p><p>4 Região da França, ao sul-sudeste</p><p>Formulação alternativa à do segmento transcrito que não prejudica o sentido original é:</p><p>(A) para “tomar informações” sobre a família de um eventual pretendente (2º parágrafo) / para</p><p>discretamente examinar a vida familiar do então candidato à mão da jovem em idade de casar.</p><p>(B) era organizada por uma densa teia de prescrições (3º parágrafo) / era assentada em cerrada estrutura de</p><p>explícitas proibições.</p><p>(C) Ademais, as salas de visitas não são abertas a todos (3º parágrafo) / O mais relevante é que as salas de</p><p>visitas não são facultadas a todos.</p><p>(D) a visita à esposa de um figurão supõe uma apresentação prévia (3º parágrafo) / quem queira visitar o</p><p>cônjuge de uma pessoa de grande influência social tem de submeter-se a uma avaliação impreterível.</p><p>(E) As salas de recepção estabelecem, portanto, um espaço de transição para a vida privada propriamente</p><p>dita. (3º parágrafo) / As salas de recepção são, assim, compatíveis com um espaço em que se transita pela</p><p>vida privada dos moradores, tomada a expressão “vida privada” em seu sentido exato.</p><p>55. (FCC / ISS SÃO LUIZ / AUD. FISCAL DE TRIBUTOS / 2018)</p><p>Se toda dama da boa sociedade tem seu “dia” de receber − em 1907, são 178 em Nevers −, a visita à esposa</p><p>de um figurão supõe uma apresentação prévia.</p><p>Julgue o item a seguir.</p><p>A expressão boa sociedade e as palavras figurão e dama exemplificam o uso informal da linguagem.</p><p>56. (FCC / TRT 6ª REGIÃO / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)</p><p>A arte requer “explicação”?</p><p>Aqui e ali, quem frequenta bienais, salões de arte ou exposições de artes plásticas encontrará de repente</p><p>não um quadro, uma escultura ou algum objeto de significação histórica, mas uma instalação – nome que se</p><p>dá, segundo o dicionário Houaiss, a “alguma obra de arte que consiste em construção ou empilhamento de</p><p>materiais, permanente ou temporário, em que o espectador pode participar, manipulando-a, ou, sendo, às</p><p>vezes, de tamanho tão grande, que o espectador pode nela entrar”. Trata-se, em outras palavras, de</p><p>materiais organizados num espaço físico de modo a constituírem uma obra de arte.</p><p>Ocorre, porém, com grande parte das instalações, um fenômeno curioso: com muita frequência o criador</p><p>é convidado a explicar – e o faz com linguagem muito sofisticada – o sentido profundo que pretendeu dar</p><p>àquele conjunto de materiais, àquela instalação que ele concebeu. Para o público, restará a impressão final</p><p>de que os materiais eram, em si mesmos, insuficientes para significarem alguma coisa: precisavam da</p><p>explicação de quem os utilizou.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>98</p><p>104</p><p>As verdadeiras obras de arte se impõem por si mesmas, independentemente de qualquer explicação</p><p>prévia ou justificativa final. O grande músico, o grande escritor, o grande cineasta não precisam interpor-se</p><p>entre a sonata, o romance ou o filme para explicar seu sentido junto ao público. Certamente haverá</p><p>oportunidade para todos refletirmos sobre o sentido dinâmico de uma obra artística que atingiu o nosso</p><p>interesse e provocou o nosso prazer; mas nada será mais forte do que a mobilização emocional e intelectual</p><p>que a obra já despertou em nós, no primeiro contato.</p><p>(Aristeu Valverde, inédito)</p><p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:</p><p>(A) permanente ou temporário (1º parágrafo) = vitalício ou inabitual.</p><p>(B) o faz com linguagem muito sofisticada (2º parágrafo) = cumpre-o com expressões rudimentares.</p><p>(C) os materiais eram, em si mesmos, insuficientes (2º parágrafo) = os utensílios, vistos em si, estavam</p><p>indisponíveis.</p><p>(D) o sentido dinâmico de uma obra artística (3º parágrafo) = a presunção impulsiva de um artefato.</p><p>(E) nada será mais forte do que a mobilização emocional (3º parágrafo) = nada superará a ativação dos</p><p>sentimentos.</p><p>57. (FCC / TRT 6ª REGIÃO / TÉC. JUD. – ÁREA ADM. / 2018)</p><p>Mídias sociais têm sido insistentemente acusadas de fomentar a polarização política, reforçando e</p><p>consolidando pontos de vista divisivos que têm tornado impossível o debate público.</p><p>Porém, estudos mostram que, embora exista seleção no consumo de notícias de acordo com a</p><p>orientação ideológica, a dieta informacional das pessoas é mais variada do que se supõe. Leitores de direita,</p><p>por exemplo, consomem mais notícias de veículos de direita, mas leem também a grande imprensa e até,</p><p>ocasionalmente, veículos de esquerda.</p><p>Os estudiosos chamam a atenção também para o fato de que nas interações sociais diretas as pessoas</p><p>selecionam ainda mais com quem se relacionam de acordo com a orientação política e, quando interagem</p><p>com pessoas diferentes, evitam assuntos sensíveis, como política e religião.</p><p>Por que então temos a nítida percepção de que a polarização é aguda e se acentua nas mídias sociais?</p><p>A resposta retoma a constatação de outros pesquisadores: a polarização é um fenômeno circunscrito</p><p>aos mais engajados, que são também os mais influentes nas mídias sociais.</p><p>(Adaptado de: ORTELLADO, Pablo. Disponível em: folha.uol.com.br)</p><p>Considerado o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:</p><p>(A) fomentar a polarização política = condenar a divisão ideológica</p><p>(B) evitam assuntos sensíveis = furtam-se de abordar temas delicados</p><p>(C) dieta informacional = regime de erudição</p><p>(D) circunscrito aos mais engajados = consolidado aos mais convictos</p><p>(E) retoma a constatação = remete à circunstância</p><p>58. (FCC / TRT 6ª REGIÃO / ANA. JUDICIÁRIO – ADM. / 2018)</p><p>Vou falar da palavra pessoa, que persona lembra. Acho que aprendi o que vou contar com meu pai. Quando</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>99</p><p>104</p><p>elogiavam demais alguém, ele resumia sóbrio e calmo: é, ele é uma pessoa. Até hoje digo, como se fosse o</p><p>máximo que se pode dizer de alguém que venceu numa luta, e digo com o coração orgulhoso de pertencer</p><p>à humanidade: ele, ele é um homem.</p><p>Persona. Tenho pouca memória, por isso já não sei se era no antigo teatro grego que os atores, antes de</p><p>entrar em cena, pregavam ao rosto uma máscara que representava pela expressão o que o papel de cada</p><p>um deles iria exprimir.</p><p>Bem sei que uma das qualidades de um ator está nas mutações sensíveis de seu rosto, e que a máscara as</p><p>esconde. Por que então me agrada tanto a ideia de atores entrarem no palco sem rosto próprio? Quem sabe,</p><p>eu acho que a máscara é um dar-se tão importante quanto o dar-se pela dor do rosto. Inclusive os</p><p>adolescentes, estes que são puro rosto, à medida que vão vivendo fabricam a própria máscara. E com muita</p><p>dor. Porque saber que de então em diante se vai passar a representar um papel é uma surpresa</p><p>amedrontadora. É a liberdade horrível de não ser. É a hora da escolha.</p><p>Mesmo sem ser atriz nem ter pertencido ao teatro grego – uso uma máscara. Aquela mesma que nos partos</p><p>de adolescência se escolhe para não se ficar desnudo para o resto da luta. Não, não é que se faça mal em</p><p>deixar o próprio rosto exposto à sensibilidade. Mas é que esse rosto que estava nu poderia, ao ferir-se,</p><p>fechar-se sozinho em súbita máscara involuntária e terrível. É, pois, menos perigoso escolher sozinho ser</p><p>uma pessoa. Escolher a própria máscara é o primeiro gesto involuntário humano. E solitário. Mas quando</p><p>enfim se afivela a máscara daquilo que se escolheu para representar o mundo, o corpo ganha uma nova</p><p>firmeza, a cabeça ergue-se altiva como a de quem superou um obstáculo. A pessoa é.</p><p>Se bem que pode acontecer uma coisa que me humilha contar.</p><p>É que depois de anos de verdadeiro sucesso com a máscara, de repente – ah, menos que de repente, por</p><p>causa de um olhar passageiro ou uma palavra ouvida – de repente a máscara de guerra de vida cresta-se</p><p>toda no rosto como lama seca, e os pedaços irregulares caem com um ruído oco no chão. Eis o rosto agora</p><p>nu, maduro, sensível quando já não era mais para ser. E ele chora em silêncio para não morrer. Pois nessa</p><p>certeza sou implacável: este ser morrerá. A menos que renasça até que dele se possa dizer “esta é uma</p><p>pessoa”.</p><p>(Adaptado de: LISPECTOR, Clarice. “Persona”, em Clarice na cabeceira: crônicas. Rio de Janeiro, Rocco Digital,</p><p>2015)</p><p>Nos segmentos que representava (2º parágrafo), as esconde (3º parágrafo) e como a de quem superou um</p><p>obstáculo (4º parágrafo), os termos sublinhados se referem, respectivamente, a:</p><p>(A) rosto − mutações sensíveis − máscara</p><p>(B) máscara − mutações sensíveis − cabeça</p><p>(C) rosto − qualidades − firmeza</p><p>(D) máscara − qualidades − cabeça</p><p>(E) máscara − mutações sensíveis − firmeza</p><p>59. (FCC / SEFAZ-GO / AUDITOR / 2018)</p><p>Um seguimento do texto tem seu sentido adequadamente expresso em outras palavras em:</p><p>uma medida apropriada e um justo limite / Uma medição precisa e um juízo restrito.</p><p>60. (FCC / ICMS-SC / AUDITOR / 2018)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>100</p><p>104</p><p>Não há como negar que filmes norte-americanos podem exercer influência em escala mundial e provocar</p><p>“mudanças de comportamento” ou “até mudar opiniões”, segundo Leif Furhammar e Folke Isaksson. Mas</p><p>daí a afirmar que todo filme é político, como de hábito, vai uma grande distância.</p><p>Para uns, é de se esperar que o cinema “seja uma sentinela da sociedade”; para outros, o cinema “é uma</p><p>indústria vulnerável e de prestígio, cujos produtos têm consumo de massa e determinam comportamentos</p><p>miméticos”.</p><p>Com relação ao Brasil, entretanto, é preciso reconhecer que o cinema brasileiro até hoje não teve influência</p><p>em âmbito nacional. Quem alimenta o imaginário coletivo do país é a ficção televisiva.</p><p>De qualquer modo, embora até o fim da década de 1960 tenha prevalecido a noção de que o cinema teria o</p><p>poder de causar mudanças políticas e sociais, desde então essa crença deixou de ser consensual e hoje atrai</p><p>cada vez menos adeptos.</p><p>(Adaptado de: ESCOREL, Eduardo. Disponível em: piaui.folha.uol.com.br)</p><p>Afirma-se corretamente sobre o texto:</p><p>(A) O termo “sentinela” (2º parágrafo) está empregado em sentido próprio.</p><p>(B) O termo “alimenta” (3º parágrafo) está empregado em sentido figurado.</p><p>(C) Sem prejuízo da correção e do sentido, o termo sublinhado em cujos produtos têm consumo de massa</p><p>(2º parágrafo) pode ser substituído por “produtos dos quais”.</p><p>(D) Sem prejuízo do sentido, o segmento deixou de ser consensual (último parágrafo) pode ser substituído</p><p>por “foi malograda”.</p><p>(E) Sem prejuízo do sentido, o segmento comportamentos miméticos (2º parágrafo) pode ser substituído por</p><p>“atitudes exemplares”.</p><p>61. (FCC / DPE-AM / ANALISTA DE BANCO DE DADOS / 2018)</p><p>Todos nós, em algum grau, fazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta. As ideias estão no</p><p>ar, e nos apropriamos, muitas vezes sem perceber, de frases e da linguagem da época. A própria língua é</p><p>emprestada: não a inventamos. Nós a descobrimos, ainda que possamos usá-la e interpretá-la de modos</p><p>muito individuais.</p><p>Julgue o item a seguir:</p><p>O elemento “a” retoma “cultura” no segmento Nós a descobrimos</p><p>62. (CESPE / PC-SE–Delegado – 2018)</p><p>A existência da polícia se justifica pela imprescindibilidade dessa agência de segurança para a viabilidade do</p><p>poder de coerção estatal. Em outras palavras, como atestam clássicos do pensamento político, a sua ausência</p><p>culminaria na impossibilidade de manutenção de relações pacificadas. Devido a seu protagonismo e sua</p><p>importância na organização e garantia da reprodução das normas legais, o Estado democrático não pode</p><p>abdicar dessa instituição.</p><p>A expressão “a polícia” presente em “da polícia” (ℓ.1) é retomada, ao longo do primeiro parágrafo do texto,</p><p>por meio das expressões “dessa agência de segurança” (ℓ.1), “sua” (ℓ.2), “seu” (ℓ.3), “sua” (ℓ.4) e “dessa</p><p>instituição” (ℓ.5).</p><p>63. (CESPE / POLÍCIA CIVIL-MA / ESCRIVÃO / 2018)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>101</p><p>104</p><p>O ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação comercial, de acordo com a organização holandesa</p><p>Aviation Safety Network (ASN). Foram dez acidentes — nenhum deles envolvendo linhas comerciais</p><p>regulares...</p><p>Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.</p><p>O vocábulo “deles” remete à expressão “dez acidentes”.</p><p>64. (CESPE / STM / ANALISTA JUDICIÁRIO / 2018)</p><p>Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras</p><p>variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e Aurélios, os Morenos e</p><p>Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício [...].</p><p>Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua substituição</p><p>por nesse resultaria em incorreção gramatical.</p><p>65. (CESPE / MPU / ANALISTA / 2018)</p><p>Falar em desigualdade é falar também em pobreza. A reprodução social das desigualdades contribui para</p><p>o aprofundamento das situações de pobreza, por isso uma estratégia de enfrentamento deve considerar a</p><p>conexão entre as duas pautas.</p><p>É necessário compreender que a desigualdade se expressa em diferentes dimensões na vida das pessoas</p><p>e que apenas uma minoria se beneficia com a acumulação de riqueza e de poder. No caso do Brasil, há</p><p>especificidades que devem ser observadas. A história de colonização e de escravidão deixou heranças ainda</p><p>presentes, que resguardam a condição desigual no acesso a bens, serviços e equipamentos públicos.</p><p>No texto, a palavra minoria (l.5) refere-se aos grupos sociais marginalizados, em situação de maior</p><p>vulnerabilidade social, tal qual a população das periferias,</p><p>11</p><p>104</p><p>Exemplos clássicos de parônimos:</p><p>absolver (perdoar, inocentar) absorver (aspirar, sorver)</p><p>apóstrofe (figura de linguagem) apóstrofo (sinal gráfico)</p><p>aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar)</p><p>arrear (pôr arreios) arriar (descer, cair)</p><p>ascensão (subida) assunção (elevação a um cargo)</p><p>bebedor (aquele que bebe) bebedouro (local onde se bebe)</p><p>cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil)</p><p>comprimento (extensão) cumprimento (saudação)</p><p>deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir)</p><p>delatar (denunciar) dilatar (alargar)</p><p>descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência)</p><p>descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir)</p><p>despensa (local onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar)</p><p>docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos)</p><p>emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>12</p><p>104</p><p>eminência (elevado) iminência (qualidade do que está iminente)</p><p>eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer)</p><p>esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado)</p><p>estada (permanência em um lugar) estadia (permanência temporária em um lugar)</p><p>flagrante (evidente) fragrante (perfumado)</p><p>fluir (transcorrer, decorrer) fruir (desfrutar)</p><p>fusível (aquilo que funde) fuzil (arma de fogo)</p><p>imergir (afundar) emergir (vir à tona)</p><p>inflação (alta dos preços) infração (violação)</p><p>infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar)</p><p>mandado (ordem judicial) mandato (procuração)</p><p>peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) pião (tipo de brinquedo)</p><p>precedente (que vem antes) procedente (proveniente; que tem fundamento)</p><p>ratificar (confirmar) retificar (corrigir)</p><p>recrear (divertir) recriar (criar novamente)</p><p>soar (produzir som) suar (transpirar)</p><p>sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito)</p><p>sustar (suspender) suster (sustentar)</p><p>tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal)</p><p>vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente)</p><p>(http://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman7.php)</p><p>A melhor forma de estudar esses pares é marcar a parte da palavra que se diferencia e anotar o sentido,</p><p>como exemplifico abaixo:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>13</p><p>104</p><p>Cavaleiro x Cavalheiro</p><p>Comprimento x Cumprimento</p><p>Descriminar x Discriminar</p><p>Descrição x Discrição</p><p>Aprender x Apreender</p><p>Eminente x Iminente</p><p>Inflação x Infração</p><p>Flagrante x Fragrante</p><p>(TJ-RS / 2020) Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado por seu</p><p>parônimo; a única das frases cuja forma de vocábulo sublinhado está correta é:</p><p>a) O motorista infligiu como leis do trânsito;</p><p>b) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto;</p><p>c) Não há nada que desabone sua conduta imoral;</p><p>d) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês;</p><p>e) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa.</p><p>Comentário</p><p>Vejamos o parônimo adequado:</p><p>a) “infringiu”, violou. “Infligir” é “aplicar, fazer incidir”.</p><p>b) “delatou”, denunciou. “Dilatar” é “aumentar de extensão”.</p><p>c) Aqui, temos que fazer uma análise mais profunda. Se a conduta fosse “imoral” mesmo, certamente seria</p><p>reprovada, desabonada. Então, aqui, caberia “amoral”, que significa “Que não está de acordo com a moral</p><p>nem é contrário a ela; indiferente à moral”.</p><p>d) “bimensal”, duas vezes por mês. “Bimestral” significa “a cada dois meses”.</p><p>e) Aqui, temos a “saudação”, ato de cumprimentar. “Comprimento” é a dimensão, medida física. Gabarito</p><p>letra E.</p><p>(DPE-RJ / 2019 - Adaptada) Há uma série de palavras em língua portuguesa que modificam o seu sentido em</p><p>função de uma troca vocálica; esse fato não ocorre em infarte / infarto.</p><p>Comentários:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>14</p><p>104</p><p>Infarte / infarto são variantes da mesma palavra, o sentido não muda. Questão correta.</p><p>Polissemia</p><p>Uma mesma palavra pode ter múltiplos sentidos.</p><p>É diferente de um homônimo perfeito, pois a polissemia se refere a vários sentidos de uma única palavra.</p><p>Homônimos são palavras diferentes, geralmente de classes diferentes, que têm sentidos diferentes. A</p><p>palavra polissêmica é uma só, mas se reveste de novos sentidos, muitas vezes por associações figuradas. A</p><p>diferença na prática é bem sutil.</p><p>Vejamos alguns exemplos:</p><p>Quero um suco de laranja natural (feito da fruta)</p><p>Sou natural da Argentina (originário)</p><p>Água é um recurso natural (da natureza)</p><p>Pintou um retrato bastante natural (fiel, próximo)</p><p>Quero um vinho natural (temperatura ambiente)</p><p>Veja uma charge que explora os múltiplos sentidos da palavra “vendo”:</p><p>Agora, você pode me perguntar: Ah, professora! Então, qual a diferença entre “polissemia” e “homônimo</p><p>perfeito”?</p><p>Não há uma resposta definitiva. A língua não é uma ciência exata.</p><p>“A distinção entre homonímia e polissemia é indeterminada e arbitrária” (Lyons).</p><p>Então, sem querer resolver enigmas acadêmicos, temos que adotar um critério prático:</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>15</p><p>104</p><p>Homonímia: há “duas” palavras, quase sempre de classes diferentes, cada uma com seu</p><p>sentido, mas que apresentam uma “coincidência” de forma.</p><p>Polissemia: há uma única palavra, que apresenta dois ou mais sentidos, normalmente</p><p>com alguma relação.</p><p>Normalmente, a Questão apenas cobra o conceito:</p><p>“Palavra com mais de um sentido” – Polissemia</p><p>“Palavras diferentes, com sentidos diferentes, mas que apresentam mesma grafia e/ou</p><p>pronúncia” – Homônimos</p><p>Ambiguidade</p><p>Ambiguidade é a possibilidade de dupla leitura de um enunciado. É o bom e velho duplo sentido. Pode ser</p><p>estrutural ou polissêmica.</p><p>Nem sempre é um problema, pois pode ser proposital e está presente na literatura, nas piadas, nas</p><p>propagandas. Porém, deve ser evitada, porque é considerada vício de linguagem, porque prejudica a clareza.</p><p>Homonímia</p><p>- 2 palavras</p><p>- Sentidos distintos</p><p>- Coincidência na forma</p><p>Polissemia</p><p>- 1 palavra</p><p>- 2 ou mais sentidos</p><p>“Palavra com mais de um sentido”</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>16</p><p>104</p><p>A expressão “rede social” está difundida no campo semântico da maioria das pessoas como estruturas,</p><p>principalmente dentro da internet, formada por pessoas e organizações que se conectam a partir de</p><p>interesses ou valores comuns. O que vem à nossa cabeça, quase que imediato, são as redes Facebook,</p><p>Instagram, Twitter etc.</p><p>Por outro lado, essa mesma expressão pode ser entendida em seu sentido literal: um local de descanso</p><p>coletivo, onde mais de uma pessoa pode se sentar.</p><p>Ambiguidade estrutural</p><p>Veja a tira abaixo e observe como a posição do termo “com pouca gordura” causa dupla possibilidade de</p><p>leitura:</p><p>Essa é a ambiguidade estrutural. Ocorre quando a estrutura, a organização e a construção da frase dão</p><p>margem a mais de uma possibilidade de sentido.</p><p>No exemplo da tira, se o autor tivesse mudado a posição do termo, “comida com pouca gordura para gato”,</p><p>a ambiguidade se desfaria.</p><p>Vejamos outros exemplos:</p><p>Ex: Peguei o ônibus correndo.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>17</p><p>104</p><p>Sentido 1: Eu estava correndo quando peguei o ônibus.</p><p>Sentido 2: O ônibus estava correndo quando o peguei.</p><p>Ex: Pedro encontrou Maria e lhe disse que sua mãe foi ao cinema.</p><p>Sentido 1: A mãe de Pedro foi ao cinema.</p><p>Sentido 2: A mãe de Maria foi ao cinema.</p><p>Ex: O advogado viu o cliente entrando no tribunal.</p><p>Sentido 1: O advogado estava entrando no tribunal e viu seu cliente.</p><p>por exemplo.</p><p>66. (CESPE / PC-SE / DELEGADO / 2018)</p><p>Às vezes eu falo com a vida</p><p>Às vezes é ela quem diz</p><p>Qual a paz que eu não quero</p><p>Conservar para tentar ser feliz</p><p>No verso “Às vezes é ela quem diz” (v.2), a supressão de “é” e “quem” prejudicaria a coerência do trecho.</p><p>67. (CESPE / PF / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL / 2018)</p><p>Este funcionário, porém, se enganou por completo, e a fonte remota de seu fracasso reside na suposição</p><p>de que o ministro é um idiota, pois adquiriu renome de poeta. Segundo o delegado, todos os poetas são</p><p>idiotas — e, neste caso, ele é apenas culpado de uma non distributio medii [falácia lógica], ao inferir que</p><p>todos os poetas são idiotas.</p><p>O pronome “ele”, no trecho “ele é apenas culpado de uma non distributio medii” (L.3), refere-se a “o</p><p>ministro” (L.2).</p><p>68. (CESPE / IFF / CONHECIMENTOS GERAIS / 2018)</p><p>Mas o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à realidade maior que a história do mundo, isto é, à história</p><p>dos seus homens, dos cangaceiros brutais, carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de uma força,</p><p>porém, que não se extingue nunca, porque é a energia de uma raça de homens mais duros do que as pedras</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>102</p><p>104</p><p>dos seus lajedos.</p><p>A respeito dos recursos coesivos e da coerência do texto, julgue o item a seguir.</p><p>O vocábulo “energia” retoma o sentido de “vida bárbara”.</p><p>69. (CESPE / IFF / CONHECIMENTOS GERAIS / 2018)</p><p>Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais</p><p>para suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível</p><p>primário foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e</p><p>secundário.</p><p>A respeito dos recursos coesivos e da coerência do texto, julgue o item a seguir.</p><p>O termo “às” é elemento coesivo que retoma o antecedente “escolas de aprendizes e artífices”.</p><p>70. (CESPE / EMAP / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)</p><p>Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-</p><p>o pelo nome: “Juca, queres arrepender-te dos teus pecados?”, vi que, na sua face devastada pela erosão da</p><p>morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e caretas, numa espécie de</p><p>ridícula ressurreição.</p><p>Em “reanimando-a” (L.3), o pronome “a” refere-se a “Dúvida” (L.3).</p><p>71. (CESPE / EMAP / CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR / 2018)</p><p>O orgulho é a consciência (certa ou errônea) do nosso valor próprio; a vaidade é a consciência (certa ou</p><p>errônea) da evidência do nosso valor aos olhos dos outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso,</p><p>pode ser a um tempo vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser</p><p>orgulhoso. À primeira vista, é difícil compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso valor</p><p>no conceito dos outros sem a consciência do nosso valor em si. Se a natureza humana fosse racional, não</p><p>haveria qualquer explicação. No entanto, o homem vive primeiro uma vida exterior, e depois uma vida</p><p>interior; a noção do efeito precede, na evolução do espírito, a noção da causa interior desse mesmo efeito.</p><p>O homem prefere ser tido em alta conta por aquilo que não é a ser tido em meia conta por aquilo que é.</p><p>Assim opera a vaidade.</p><p>De acordo com os sentidos do texto, “a noção da causa interior” (L.7) refere-se à expressão “a consciência</p><p>do nosso valor em si” (L.5).</p><p>72. (CESPE / IPHAN / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2018)</p><p>Siron Franco, artista plástico contemporâneo, realiza uma montagem em Brasília, em 1990, no Dia da</p><p>Criança. A obra é uma bandeira brasileira feita de caixões coloridos de crianças, exposta em frente ao</p><p>Congresso Nacional. Desconstrói, no coração do poder político brasileiro, o emblema da pátria e a imagem</p><p>do Brasil como país do futuro.</p><p>A expressão “o emblema da pátria” (ℓ.3) remete a “Congresso Nacional” (ℓ. 3).</p><p>73. (CESPE / CAGE-RS / AUDITOR FISCAL / 2018)</p><p>Considere o seguinte trecho do texto: “Por meio de ações corretivas dos poderes públicos e do</p><p>estabelecimento de direitos relativos à assistência social, à educação, ao trabalho, ao lazer, à saúde, à cultura</p><p>e ao esporte, por exemplo, procurou-se promover uma igualdade material”.</p><p>O sentido e a correção gramatical desse trecho seriam mantidos caso as expressões “Por meio de” e</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>103</p><p>104</p><p>“relativos” fossem substituídas, respectivamente, por</p><p>A) Em razão de e alusivos.</p><p>B) Em consequência de e subordinados.</p><p>C) Através de e subordinados.</p><p>D) Por intermédio de e atinentes.</p><p>E) Em consequência de e atinentes.</p><p>74. (CESPE / CGM - JOÃO PESSOA / 2018)</p><p>O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção? Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o</p><p>“jeitinho” positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou na fila; chega uma pessoa precisando pagar sua conta</p><p>que vence naquele dia e pede para passar na frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”.</p><p>A palavra “que” (L.3) retoma o termo que a antecede e relaciona duas orações no período.</p><p>75. (CESPE / IPHAN / CARGOS DE NÍVEL MÉDIO / 2018)</p><p>Uma das grandes cousas que se veem hoje no mundo, e nós pelo costume de cada dia não admiramos,</p><p>é a transmigração imensa de gentes e nações etíopes, que da África continuamente estão passando a esta</p><p>América. Entra uma nau de Angola, e desova no mesmo dia quinhentos, seiscentos e talvez mil escravos.</p><p>Os israelitas atravessaram o Mar Vermelho, e passaram da África à Ásia, fugindo do cativeiro; estes</p><p>atravessam o mar oceano na sua maior largura, e passam da mesma África à América e para viver e morrer</p><p>cativos. Os outros nascem para viver, estes para servir. Nas outras terras do que aram os homens, e do que</p><p>fiam e tecem as mulheres, se fazem os comércios: naquela o que geram os pais e o que criam a seus peitos</p><p>as mães, é o que se vende, e se compra.</p><p>Depreende-se dos sentidos do texto que o vocábulo “naquela” (ℓ.8) refere-se a “América” (ℓ.6).</p><p>GABARITO</p><p>1. LETRA B</p><p>2. LETRA C</p><p>3. LETRA E</p><p>4. LETRA A</p><p>5. LETRA E</p><p>6. LETRA C</p><p>7. LETRA B</p><p>8. CORRETA</p><p>9. INCORRETA</p><p>10. CORRETA</p><p>11. CORRETA</p><p>12. INCORRETA</p><p>13. CORRETA</p><p>14. LETRA A</p><p>15. LETRA C</p><p>16. LETRA E</p><p>17. LETRA E</p><p>18. c LETRA B</p><p>19. LETRA C</p><p>20. LETRA A</p><p>21. LETRA C</p><p>22. LETRA B</p><p>23. LETRA D</p><p>24. LETRA B</p><p>25. LETRA E</p><p>26. LETRA A</p><p>27. LETRA C</p><p>28. LETRA C</p><p>29. LETRA C</p><p>30. LETRA D</p><p>31. LETRA A</p><p>32. LETRA D</p><p>33. LETRA E</p><p>34. LETRA E</p><p>35. LETRA D</p><p>36. LETRA A</p><p>37. LETRA D</p><p>38. LETRA E</p><p>39. LETRA D</p><p>40. LETRA A</p><p>41. LETRA A</p><p>42. INCORRETA</p><p>43. CORRETA</p><p>44. INCORRETA</p><p>45. CORRETA</p><p>46. LETRA E</p><p>47. LETRA A</p><p>48. LETRA B</p><p>49. LETRA E</p><p>50. LETRA D</p><p>51. LETRA E</p><p>52. LETRA D</p><p>53. CORRETA</p><p>54. LETRA D</p><p>55. INCORRETA</p><p>56. LETRA E</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>2</p><p>104</p><p>57. LETRA B</p><p>58. LETRA B</p><p>59. INCORRETA</p><p>60. LETRA B</p><p>61. INCORRETA</p><p>62. CORRETA</p><p>63. CORRETA</p><p>64. CORRETA</p><p>65. INCORRETA</p><p>66. INCORRETA</p><p>67. I INCORRETA</p><p>68. INCORRETA</p><p>69. INCORRETA</p><p>70. INCORRETA</p><p>71. CORRETA</p><p>72. INCORRETA</p><p>73. LETRA D</p><p>74. CORRETA</p><p>75. INCORRETA</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>Sentido 2: O cliente estava entrando no tribunal.</p><p>Ex: João e Maria vão se casar.</p><p>Sentido 1: João vai se casar com uma pessoa e Maria, com outra.</p><p>Sentido 2: João vai se casar com Maria.</p><p>Ex: A venda das empresas foi positiva para os acionistas.</p><p>Sentido 1: As próprias empresas foram vendidas.</p><p>Sentido 2: As empresas venderam seus produtos.</p><p>Ex: Comprei a fruta e o legume que faz emagrecer.</p><p>Sentido 1: O legume faz emagrecer.</p><p>Sentido 2: O legume e a fruta fazem emagrecer.</p><p>Ex: O menino falou com a menina que mora em Ipanema.</p><p>Sentido 1: O menino mora em Ipanema e falou isso para a menina.</p><p>Sentido 2: A menina mora em Ipanema e o menino falou com ela.</p><p>Ambiguidade polissêmica</p><p>Ambiguidade polissêmica é aquela inerente ao próprio vocábulo ou à expressão que traz múltiplos sentidos.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>18</p><p>104</p><p>Na charge acima, a palavra “bala” é a responsável pela ambiguidade e consequente efeito de</p><p>humor.</p><p>Então, observe que, no exemplo acima, “bala” pode ser compreendida como o “doce” ou como</p><p>“munição de arma de fogo”, em referência a um tiroteio. Portanto, o humor da charge reside na</p><p>polissemia da palavra “bala”.</p><p>Essa propaganda brinca com o nome da marca, “Garoto”.</p><p>Na frase, “não fique sem seu garoto”, pode ser entendido como: (i) não fique sem companhia;</p><p>(ii) não fique sem chocolate Garoto. Portanto, o efeito da publicidade reside na polissemia da</p><p>palavra “garoto”.</p><p>(POLÍCIA CIVIL-SP / 2018 - Adaptada)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>19</p><p>104</p><p>É correto afirmar que o efeito de sentido da tira decorre da declaração pouco convincente do garoto, diante</p><p>da resposta do tigre.</p><p>Comentários:</p><p>Perceba que o efeito de humor está comstruída em função da palavra “Nó”, que é uma medida náutica</p><p>(1,852 km/h). No plural, a palavra fica “nós”, que se confunde com o pronome pessoal “nós”, o que explica</p><p>a ambiguidade da tira. Nesse caso, a ambiguidade é um “efeito” da polissemia, isto é, o uso de palavras</p><p>polissêmicas pode gerar ambiguidade. Questão incorreta.</p><p>(TCE-PE / 2017 - adaptada)</p><p>No período “Assim, os negócios escusos, a corrupção, a gatunagem, os procedimentos ilícitos fogem da luz</p><p>da divulgação como os vampiros da luz do Sol” (linha. 24 a 27), a expressão “da luz”, em ambas as ocorrências</p><p>foi empregada com o mesmo sentido.</p><p>Comentários:</p><p>A expressão "da luz" possui significados distintos na frase:</p><p>"Assim, os negócios escusos, a corrupção, a gatunagem, os procedimentos ilícitos fogem da luz da</p><p>divulgação (sentido figurado - da imprensa, do aparecimento em meios de comunicação) como os</p><p>vampiros da luz (sentido denotativo - luz, energia) do Sol”. Questão incorreta.</p><p>HOMONÍMIA X POLISSEMIA X AMBIGUIDADE</p><p>A diferença é sutil e controversa, objeto de muitas discussões acadêmicas.</p><p>Manteremos um enfoque prático, para que você possa acertar as questões da prova. E nada melhor, do que</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>20</p><p>104</p><p>trazer um exemplo prático:</p><p>(TJ-RS / 2020) A frase abaixo em que ocorre ambiguidade é:</p><p>a) Ninguém mais os encontrou de novo;</p><p>b) O cargo de oficial de justiça é importante;</p><p>c) A nomeação do Ministro foi surpreendente;</p><p>d) Tudo foi organizado para o julgamento;</p><p>e) As folhas do caderno despencaram.</p><p>Comentário</p><p>Conforme se aprende na aula de sintaxe, o termo preposicionado “do Ministro” pode ser lido como “agente”</p><p>(aí seria um adjunto adnominal) ou “paciente” (aí seria um complemento nominal):</p><p>1) O Ministro nomeou alguém e isso foi surpreendente.</p><p>2) O Ministro foi nomeado e isso foi surpreendente.</p><p>Nas demais, não há outra leitura possível, além da literal. Gabarito letra C.</p><p>(DPE-RJ / 2019 - Adaptada)</p><p>A Prefeitura de Salvador faz divulgação de seu Festival da Virada em conhecidas revistas. O texto da</p><p>publicidade diz o seguinte:</p><p>Festa que vira atração de 460 mil turistas,</p><p>Que vira 98% de ocupação hoteleira,</p><p>Que vira milhares de empregos,</p><p>Que vira 500 milhões de reais na economia.</p><p>Que virada!</p><p>Obrigado, Salvador!</p><p>A estruturação do texto compreende ambiguidade do substantivo “virada".</p><p>Comentários:</p><p>Perceba que há jogo de palavras entre virar (transformar-se) virada (mudança brusca de resultado). Questão</p><p>correta.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>21</p><p>104</p><p>COESÃO E COERÊNCIA</p><p>Coerência</p><p>A coerência observa as relações de sentido e lógica que um texto oferece. O texto tem uma lógica própria,</p><p>arquitetada pelo autor.</p><p>Você não tem que necessariamente concordar com aquele sentido, mas deve ser capaz de ver a relação de</p><p>lógica que se tenta construir ali.</p><p>A coerência se constrói pela manutenção da expectativa que o uso de certas palavras traz ao leitor. Nesse</p><p>sentido, a contradição gera incoerência.</p><p>Vejamos alguns exemplos:</p><p>Ex: Nós temos que tomar medidas urgentes, imediatas e drásticas para resolver o problema da</p><p>educação. Portanto, é fundamental que paremos para pensar, sem pressa, e formemos comissões</p><p>para estudos e estratégias de longo prazo.</p><p>Observe que o texto se inicia com tom de “urgência” e “imediatismo” e prossegue com um tom de</p><p>“calma”. Há visível contradição entre “urgente” e “sem pressa” e “longo prazo”.</p><p>Esse é um texto incoerente, contraditório.</p><p>Ex: Aquela menina sempre foi a mais dedicada da classe. Estudou com muito afinco e disciplina para</p><p>o concurso e, mesmo assim, foi aprovada.</p><p>Observe que a conjunção concessiva “mesmo assim” quebra a expectativa criada antes, pois, após a</p><p>conjunção, cria-se a expectativa de que ela não passou.</p><p>•Duas palavras, que tem a mesma forma, cada uma com</p><p>seu sentido</p><p>Ex: paciente (substantivo) x paciente (adjetivo)</p><p>Homonímia</p><p>•Dois ou mais sentidos para a mesma palavra</p><p>Ex: manga (fruta) x manga (da camisa)Polissemia</p><p>•Duplo sentido de uma palavra / expressão</p><p>•Vício de linguagem</p><p>Ambiguidade</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>22</p><p>104</p><p>É incoerente usar um sentido de concessão para algo que seguiu o efeito esperado sem obstáculos.</p><p>A conjunção coerente aqui seria uma conclusiva (“logo”, “portanto”).</p><p>Ex: Todos me odeiam, mas ninguém gosta de mim.</p><p>Novamente, há incoerência, pois foi usada uma conjunção adversativa (“mas”), que indica contraste</p><p>e oposição, para relacionar partes que tem o mesmo sentido. Se não há oposição, não é lógico usar</p><p>uma conjunção adversativa.</p><p>Qualquer tipo de contradição gera incoerência, seja temporal, argumentativa, espacial, de nível de</p><p>formalidade... Fique atento!</p><p>(DPE-RJ / 2019 - Adaptada) A oposição de termos construída com as preposições com/sem gera um possível</p><p>paradoxo em Com bebida ou sem bebida, vou embebedar-me de felicidade.</p><p>Comentários:</p><p>O paradoxo é uma provocação à lógica por haver uma aparente impossibilidade entre seus componentes. O</p><p>paradoxo sugere uma contradição, uma incompatibilidade impossível, em suma uma aparente incoerência.</p><p>Então, se não há bebida (sem bebida), é impossível embebedar-se: está aí o paradoxo da questão. Questão</p><p>correta.</p><p>(DPE-RJ / 2019 - Adaptada) “Em caso de morte no acidente, a vítima pode receber o seguro no próprio</p><p>escritório da seguradora”.</p><p>O problema de construção dessa frase está na incoerência lógica dos termos.</p><p>Comentários:</p><p>Se a vítima morreu, não há como receber seguro no escritório. Trata-se de notória incoerência. Questão correta.</p><p>Coesão</p><p>Quando ler a palavra coesão, pense essencialmente na “ligação” entre palavras e partes do texto,</p><p>recuperando e adiantando informação. A coesão também se refere à retomada de</p><p>elementos do texto por meio de palavras</p><p>coesivas ou artifícios textuais.</p><p>Coesão é “referência” a partes do texto.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>23</p><p>104</p><p>A coesão não garante a lógica de um texto, mas contribui grandemente para que enxerguemos a coerência</p><p>dele, pois guia o leitor adiante na leitura, ao mesmo tempo que recupera sentido já mencionado.</p><p>Coesão recorrencial é aquela em que os recursos são utilizados para “jogar” o leitor para trás no texto. Ela</p><p>trabalha na base da repetição e da retomada.</p><p>Se o leitor é levado para trás no texto, retomando informações já sugeridas, os recursos normalmente</p><p>utilizados são a reescritura (paráfrase), os pronomes, os advérbios e outras palavras remissivas.</p><p>Coesão sequencial é responsável por estabelece a “continuidade” lógica e estrutural de um texto.</p><p>Por outro lado, se o leitor é conduzido para frente no texto, a leitura é avançada em um fluxo lógico, que</p><p>culmina em uma “premissa consecutiva” (consequência ou conclusão do que foi mencionado). Nesse caso,</p><p>os recursos utilizados normalmente são as conjunções, as preposições e os pronome relativos, que dão</p><p>sequência ao texto e estabelecem relações de “antes e depois”, “causa e consequência”.</p><p>Assim, no estudo da Coesão, têm um papel fundamental as classes de palavras que servem para “ligar”,</p><p>“associar”, “retomar” e “anunciar” frases e palavras, como as conjunções, as preposições e as respectivas</p><p>locuções (conjuntivas e prepositivas).</p><p>No entanto, qualquer classe gramatical pode ter um papel coesivo, se tiver no texto a função de ligar ou</p><p>retomar partes dele.</p><p>Vejamos exemplos mais sutis de coesão:</p><p>Ex: Fui ao supermercado comprar legumes. Não havia nada lá. Isso nunca tinha ocorrido antes.</p><p>Observe que o advérbio “lá” retoma “supermercado” e que o pronome “isso” retoma todo o trecho “não</p><p>havia nada”, ou seja, retoma o acontecimento.</p><p>Embora os elementos utilizados para a coesão sejam geralmente palavras, até mesmo a omissão de termos</p><p>pode ser utilizada como artifício de coesão.</p><p>Somos tão diferentes: não gosto de chuva; ela, de sol.</p><p>(nós) Somos tão diferentes: (eu) não gosto de chuva; ela (não gosta) de sol.</p><p>Veja que o verbo “gosto” tem um sujeito desinencial “eu”, que está elíptico. O mesmo ocorre</p><p>com o verbo “somos”.</p><p>A vírgula, após “ela” retoma o verbo “gostar”, que também está omitido na oração, pela figura</p><p>da zeugma.</p><p>Assim, há referência e retomada de informações do texto por via de recursos da pontuação e da</p><p>conjugação verbal. Essa é a chamada coesão por elipse.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>24</p><p>104</p><p>Um celular tocou! Foi o seu?</p><p>Um (telefone) celular tocou! Foi o seu (telefone celular)?</p><p>A palavra telefone foi omitida: sua ausência não prejudica a compreensão, pois a maioria dos</p><p>falantes de português sabe que “celular” se refere a um telefone. Porém, a rigor, “celular” é um</p><p>adjetivo que poderia ser utilizado para outros substantivos.</p><p>O verbo “tocar” ajuda a recuperar a ideia de telefone, embora a palavra não esteja ali escrita,</p><p>por isso também tem uma carga coesiva.</p><p>“Telefone celular” é novamente retomado na segunda oração, por meio de um pronome</p><p>substantivo, que tem a função coesiva de retomar e substituir esse elemento.</p><p>Portanto, também pode ser recurso de coesão a substituição de um nome por um adjetivo que</p><p>se refira a ele e o identifique.</p><p>COESÃO X COERÊNCIA X SENTIDO</p><p>Esses aspectos do texto são totalmente interligados, mas não são de forma alguma</p><p>sinônimos.</p><p>Coesão é a relação das partes do texto, basicamente a referência que um termo faz a outro</p><p>dentro do texto.</p><p>Coerência é a relação lógica, a ausência de contradição, a congruência do texto.</p><p>Sentido é a informação original, simplesmente.</p><p>Então, uma mudança de sentido pode tornar o texto incoerente, uma alteração nos</p><p>elementos coesivos também pode deixar o texto incoerente, se o resultado for uma leitura</p><p>confusa, sem sentido, contraditória.</p><p>Coesão Anafórica x Coesão Catafórica</p><p>A coesão faz relação entre partes do texto. Quando o mecanismo de coesão retoma um termo ou informação</p><p>que veio antes dele, diz-se que há coesão anafórica.</p><p>Quando “anuncia” um termo ou informação que aparecerá depois, diz-se que há coesão catafórica.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>25</p><p>104</p><p>Isso tudo está detalhado na função referencial dos pronomes demonstrativos.</p><p>Ex: Estudo todo dia. Isso faz a diferença. (anafórico)</p><p>Ex: Desejo isto diariamente: ser aprovado logo. (catafórico)</p><p>Referências Fora do Texto: Exofórica/Dêitica</p><p>Quando os elementos coesivos se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço, a gramática diz</p><p>que eles têm função dêitica, ou exofórica (fora).</p><p>Nesse caso o valor semântico vai depender da situação de produção do texto: onde, quando, por quem foi</p><p>escrito...</p><p>Esse texto foi escrito aqui.</p><p>Aqui onde? Esse sentido dependerá de onde foi escrito.</p><p>Vamos almoçar amanhã.</p><p>Que dia é amanhã? Depende de que dia é tomado como referência no momento da escrita.</p><p>O Rio de Janeiro anda muito violento, quem poderá nos ajudar?</p><p>“nos” se refere a “nós”, mas quem é esse “nós”?</p><p>Perceba que as três referências (“aqui”, “amanhã” e “nós”) estão fora do texto.</p><p>Anáfora</p><p>Informação vem</p><p>antes</p><p>Catáfora</p><p>Informação vem</p><p>depois</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>26</p><p>104</p><p>Recursos de Coesão na estruturação do texto</p><p>Parafraseando Agostinho Dias Carneiro1, um bom texto se articula fundamentalmente com repetição de</p><p>ideias (coesão) e com apresentação de informação nova (progressão). Um texto que só repete é redundante;</p><p>um texto que só apresenta novidade, sem dialogar com o que já foi dito, é incoerente.</p><p>A repetição de ideias é muitas vezes necessária para o desenvolvimento linear de um texto. Porém, a</p><p>repetição excessiva de palavras pode tornar um texto problemático. Nesse sentido, os mecanismos de coesão</p><p>vão oferecer alternativas para a retomada de ideias sem a repetição viciosa das mesmas palavras.</p><p>Veremos aqui algumas estratégias para evitar repetição viciosa.</p><p>Essas técnicas são fundamentais para:</p><p>✓ identificar paráfrases em questões de interpretação e reescrituras.</p><p>✓ Desenvolver o texto em eventual prova discursiva.</p><p>Uso de Pronomes</p><p>O pronome serve exatamente para isto: retomar e substituir um nome. Então, essa deve</p><p>ser uma das técnicas mais intuitivas para evitar repetição.</p><p>Ex: Meu pai era um gênio, mas nunca o reconheceram.</p><p>Ex: O leão foi sacrificado. Ele não teve a menor chance.</p><p>Ex: Ninguém vencia Silvério na sinuca quando ele estava inspirado.</p><p>Ex: O livro que comprei é esse.</p><p>Ex: Ninguém tem uma força de vontade maior que a sua.</p><p>Ex: Ela deve seu sucesso ao estudo.</p><p>Ex: Isto é o atalho para ser aprovado: estudar, revisar, fazer questões.</p><p>Ex: Entre as camisas, comprei a que era mais cara.</p><p>Ex: O menino, que era estrábico, tinha excelente pontaria.</p><p>Ex: A vida de concurseiro é difícil. Muitos desistem, alguns logo no início.</p><p>1 In “Redação em construção: a escritura do texto”. São Paulo: Moderna, 1997.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>27</p><p>104</p><p>O artigo definido também pode ser usado como referência a termo citado.</p><p>Nesse caso, o artigo definido vai indicar que o termo mencionado já é conhecido, por ter já</p><p>aparecido antes no texto:</p><p>Lá na praça, havia vários policiais. Os assaltantes, quando chegaram, não viram os policiais</p><p>ali (“policiais” já foi citado no texto e já é um termo conhecido pelo leitor).</p><p>(MP-CE / 2020)</p><p>Desde os alvores da democracia ateniense, são sobejamente conhecidas as suas</p><p>relações com a</p><p>argumentação e a retórica. Porém, tal como a retórica e a argumentação podem ser postas ao serviço da</p><p>mentira e da manipulação, também em relação à liberdade de expressão se coloca a questão dos seus limites.</p><p>A expressão “suas relações” refere-se às relações da “democracia ateniense”.</p><p>Comentários:</p><p>“suas” é pronome possessivo e sugere a pergunta: “relação de quem”? “relação do que com a</p><p>argumentação”?</p><p>Aqui temos a relação “da democracia ateniense” com a retórica e a argumentação.</p><p>Desde os alvores da democracia ateniense, são sobejamente conhecidas as suas relações com a</p><p>argumentação e a retórica... Questão correta.</p><p>(PGE-PE / 2019)</p><p>Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando</p><p>isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam época, pedras miliares no caminho da</p><p>humanidade. A invenção das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na</p><p>Mesopotâmia, a organização da democracia na Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas</p><p>entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de</p><p>época, que desorientaram gerações inteiras.</p><p>Na linha 6, o vocábulo “que” retoma o termo “saltos de época”.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, pois são os “saltos de época” que desorietaram gerações inteiras:</p><p>o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, que desorientaram</p><p>gerações inteiras. O pronome relativo é usado justamente para evitar a repetição.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>28</p><p>104</p><p>o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, saltos de época</p><p>desorientaram gerações inteiras. Questão correta.</p><p>Coesão referencial com pronomes demonstrativos</p><p>Por serem importantíssimos macanismos de coesão, relembramos aqui os aspectos semânticos do uso</p><p>referencial dos pronomes demonstrativos.</p><p>Pronomes demonstrativos apontam, isto é, demonstram a posição dos elementos a que se referem no</p><p>tempo, no espaço e no texto.</p><p>Tempo:</p><p>✓ este(s), esta (s), isto: indicam tempo presente, período corrente</p><p>Ex: Este domingo vai ter jogo do Barcelona.</p><p>Ex: Neste verão viajarei para o Caribe.</p><p>✓ esse(s), essa (s), isso: indicam passado recente ou futuro próximo</p><p>Ex: Esse domingo haverá jogo do Barcelona.</p><p>Ex: Nesse verão sofri demais com o calor.</p><p>✓ aquele(s), aquela (s), aquilo: indicam passado ou futuro distante</p><p>Ex: Aquela década de 70 foi completamente perdida.</p><p>Ex: Aquele intercâmbio que faremos em 10 anos será caríssimo.</p><p>Espaço:</p><p>✓ este(s), esta (s), isto: apontam para referente perto do falante</p><p>Ex: Este violão aqui na minha mão é de madeira maçiça.</p><p>Ex: Estes meus cabelos estão uma verdadeira palha.</p><p>✓ esse(s), essa (s), isso: apontam para perto do ouvinte</p><p>Ex: Esse violão aí na sua mão é de madeira maciça.</p><p>Ex: Isso é roupa que se vista num casamento? Troque-a já!</p><p>✓ aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para longe do falante/ouvinte</p><p>Ex: Aquela pintura lá em cima é um afresco.</p><p>Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>29</p><p>104</p><p>Quando apontam para o espaço, o referente está fora do texto, então dizemos que o pronome tem uso</p><p>“dêitico”.</p><p>Texto:</p><p>✓ este(s), esta (s), isto: apontam ao que será mencionado (anuncia)</p><p>Ex: Esta é sua nova senha: ynot.xp$%; memorize-a.</p><p>Ex: Isto era importante para ela: dinheiro, sucesso, prestígio.</p><p>✓ esse(s), essa (s), isso: apontam para o que já foi mencionado</p><p>Ex: João passou em primeiro lugar, esse cara é bom.</p><p>Ex: Dinheiro, sucesso, prestígio, isso tudo é sim importante (resumitivo).</p><p>✓ aquele(s), aquela (s), aquilo: apontam para o antecedente mais distante,</p><p>enquanto este aponta para o mais próximo:</p><p>Ex: João e Maria são concursados, esta do Bacen, aquele do TCU.</p><p>Ex: Aquilo não é um pássaro, nem um avião; é só um balão caindo.</p><p>(PRF / 2019)</p><p>As atividades pertinentes ao trabalho relacionam-se intrinsecamente com a satisfação das necessidades dos</p><p>seres humanos — alimentar-se, proteger-se do frio e do calor, ter o que calçar etc. Estas colocam os homens</p><p>em uma relação de dependência com a natureza, pois no mundo natural estão os elementos que serão</p><p>utilizados para atendê-las.</p><p>As formas pronominais “Estas” (ℓ.2) e “las” (ℓ.4) referem-se a “necessidades dos seres humanos” (ℓ.1-2).</p><p>Comentários:</p><p>Sim, “estas” foi usado anaforicamente para retomar “necessidades dos seres humanos”, pois são as</p><p>necessidades que colocamos homens....</p><p>“atende-las” = atender as necessidades dos seres humanos</p><p>Antes que alguém pergunte: “estas pode ser anafórico?”. Pode sim! Basta que esteja retomando algo que</p><p>apareceu antes. Ser anafórico quer dizer essencialmente “retomar informação anterior”. Questão correta.</p><p>(PGE-PE / 2019)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>30</p><p>104</p><p>Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando</p><p>isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam época, pedras miliares no caminho da</p><p>humanidade. A invenção das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na</p><p>Mesopotâmia, a organização da democracia na Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas</p><p>entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de</p><p>época, que desorientaram gerações inteiras.</p><p>Na linha 6, o vocábulo “que” retoma o termo “saltos de época”.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, pois são os “saltos de época” que desorietaram gerações inteiras:</p><p>o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, que desorientaram</p><p>gerações inteiras. O pronome relativo é usado justamente para evitar a repetição. o advento da sociedade</p><p>industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de época, saltos de época desorientaram gerações</p><p>inteiras. Questão correta.</p><p>Uso de numerais</p><p>Vamos relembrar o uso dos numerais como recurso coesivo por meio de exemplos.</p><p>Ex: Eu e minha esposa fomos lá. Nós dois detestamos a comida.</p><p>"Nós dois” retoma “eu e minha esposa”.</p><p>Ex: João e José foram ao shopping. O primeiro foi comprar charutos; o segundo foi comprar discos</p><p>de vinil.</p><p>O numeral “primeiro” se refere ao termo mais distante “João”; “segundo” se refere a quem apareceu</p><p>por último, “José”.</p><p>Ex: Comprei um fogão e uma geladeira. Ambos deram defeito.</p><p>Ambos é considerado numeral e retoma “fogão” e “geladeira”.</p><p>Uso de advérbios</p><p>Da mesma forma que fizemos com os numerais, vamos relembrar o uso dos advérbios como recurso coesivo</p><p>por meio de exemplos.</p><p>Ex: Estamos no Brasil; muita gente considera fraude esperteza aqui.</p><p>“Aqui” faz coesão anafórica com lugar que apareceu antes: “Brasil”.</p><p>Ex: Sinto saudades de lá; a Califórnia é muito bela!</p><p>“Lá” faz coesão catafórica com o lugar que aparecerá depois: “Califórnia”.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>31</p><p>104</p><p>Termos resumitivos e sintéticos</p><p>Algumas palavras, como pronomes indefinidos, tem o poder de sintetizar e resumir um grupo de elementos.</p><p>Ex: Estudar, revisar, fazer questões: tudo isso é indispensável.</p><p>“Tudo isso” retoma “Estudar, revisar, fazer questões”.</p><p>Ex: João, Jose, Manoel e Joaquim vieram. Os outros faltaram.</p><p>“Os outros” de refere a quem não veio, pessoas não mencionadas por nome.</p><p>Ex: Acordo às 6h, vou para a faculdade, depois para a natação. Ao final do dia, pego as crianças no</p><p>colégio, antes de ir para o curso de inglês. No dia seguinte, repito a rotina.</p><p>O termo “a rotina” sintetiza toda a sequência</p><p>de ações habituais mencionada.</p><p>(TJ-RS / 2020 - Adaptada) Também pode evitar-se a repetição de palavras idênticas, substituindo a segunda</p><p>ocorrência do vocábulo por um pronome demonstrativo. Ocorre isso de forma adequada em Amazonas e</p><p>Sergipe são estados brasileiros; este tem enorme território e aquele, pequeno.</p><p>Comentário</p><p>Usamos “este” para o mais próximo e “aquele” para o mais distante; no entanto, houve inversão: o estado</p><p>de enorme território é o Amazonas, Sergipe é pequeno. Questão incorreta.</p><p>(PGE-PE / 2019)</p><p>Raras vezes na história humana, o trabalho, a riqueza, o poder e o saber mudaram simultaneamente. Quando</p><p>isso ocorre, sobrevêm verdadeiras descontinuidades que marcam época, pedras miliares no caminho da</p><p>humanidade. A invenção das técnicas para controlar o fogo, o início da agricultura e do pastoreio na</p><p>Mesopotâmia, a organização da democracia na Grécia, as grandes descobertas científicas e geográficas</p><p>entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial no século XIX, tudo isso representa saltos de</p><p>época, que desorientaram gerações inteiras.</p><p>A expressão “tudo isso” (L.6) retoma, por coesão, todos os termos que a precedem no período.</p><p>Comentários:</p><p>Sim. Esse é um termo “resumitivo”, sintetiza toda a lista anterior: A invenção das técnicas para controlar o</p><p>fogo, o início da agricultura e do pastoreio na Mesopotâmia, a organização da democracia na Grécia, as</p><p>grandes descobertas científicas e geográficas entre os séculos XII e XVI, o advento da sociedade industrial</p><p>no século XIX. Questão correta.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>32</p><p>104</p><p>Sinônimos, Hiperônimos e Hipônimos</p><p>Já sabemos que hipônimos estão contidos no sentido amplo de seus hiperônimos. Essa relação de</p><p>continência torna intuitivo o uso de um para retomar o outro.</p><p>Ex: Meu cão era bipolar. O animal às vezes atacava sem razão.</p><p>“Animal” é hiperônimo de “cão”, pois o “cão” pertence ao conjunto “animais”.</p><p>Ex: Tive um carro a diesel e achava barato o combustível.</p><p>“Combustível” é hiperônimo de “diesel”, pois “diesel” pertence ao conjunto “combustíveis”.</p><p>Uma outra técnica muito utilizada é a substituição de um nome próprio por um comum ou vice-versa.</p><p>Geralmente consiste em aludir uma pessoa por uma característica que a distinga. Esta técnica se chama</p><p>substituição por antonomásia. Calma, o nome é feio, mas é simples.</p><p>Bono Vox e Ivete Sangalo estão namorando. O roqueiro foi visto saindo de um restaurante com</p><p>a beldade. Indagada, a baiana negou estar em um relacionamento com o Irlandês. No entanto,</p><p>os artistas foram vistos juntos muitas outras vezes.</p><p>“Bono Vox” é um nome próprio e foi retomado várias vezes por nomes comuns, como “roqueiro”,</p><p>“irlandês”, “artista”.</p><p>Já “Ivete” foi aludida como “beldade”, “baiana”, “artista”.</p><p>Não precisa gravar o nome, mas a técnica é fundamental!!!</p><p>Simbolização</p><p>Consiste em substituir uma entidade por um símbolo que a represente.</p><p>Ex: O Rei era autoridade máxima. A verdade da Coroa sempre prevalecia.</p><p>Ex: A Cruz de Malta cobriu as arquibancadas. Torcedores vascaínos ocuparam 80% dos assentos.</p><p>Nominalização</p><p>Basicamente, é substituir um adjetivo ou verbo por substantivo ou uma forma nominal.</p><p>Ex: Recolheram os impostos. Esse recolhimento foi menor que o ano passado.</p><p>Ex: As provas são difíceis hoje em dia. Essa dificuldade também envolve o fator tempo.</p><p>Ex: Muito se discutiu sobre a polêmica. Esse constante debater do tema é cansativo para os</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>33</p><p>104</p><p>envolvidos.</p><p>Redução e Ampliação</p><p>Uma técnica muito utilizada é a redução, ou seja, usar uma forma mais longa do termo e alternar com formas</p><p>mais curtas.</p><p>Ex: O compositor Paul McCartney virá ao Brasil em 2017.</p><p>Paul McCartney já esteve no país em outras ocasiões.</p><p>O compositor ama o público Brasileiro.</p><p>McCartney tem inclusive diversos amigos aqui.</p><p>Paul ainda não informou a data de sua passagem.</p><p>Também poderia ser chamado de “o ex-Beatle”, “o músico”, “o artista”, “o cantor”...</p><p>Sigla</p><p>Técnica muito importante em discursivas.</p><p>Primeiro se usa o nome por extenso, seguido pela sigla entre parênteses. A partir daí, pode-se usar a sigla</p><p>no lugar do nome completo.</p><p>Não se deve usar a sigla antes de o nome completo aparecer no texto.</p><p>Ex: A Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) divulgou hoje o resultado provisório da prova</p><p>discursiva. Milhares visitaram o site da ANAC hoje.</p><p>Coesão por justaposição de orações</p><p>Como vimos, pode haver “coesão” mesmo sem palavra ou conector “explícito”: quando há uma relação clara</p><p>entre partes do texto, ainda que não tenham sido “materializadas” por uma palavra.</p><p>Essa ligação coesa também opera por simples justaposição (inserção de unidades juntas, uma do lado da</p><p>outra) de sentenças.</p><p>Então, no lugar de um conector poderá vir apenas um sinal de pontuação (: ; , .)</p><p>Ex: Tenho que sair agora: estou atrasado.</p><p>Ex: tenho que sair agora, porque estou atrasado</p><p>Poderíamos trocar os dois-pontos por uma conjunção que retomasse a relação de explicação que existe</p><p>entre as sentenças.</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>34</p><p>104</p><p>Ex: Estudou tanto; não passou.</p><p>Ex: Estudou tanto, mas não passou.</p><p>Novamente, como a relação lógica entre as orações justapostas é de oposição, podemos substituir o ponto</p><p>e vírgula por um elemento coesivo “adversativo”.</p><p>Nesses casos, cabe ao leitor interpretar a relação de sentido e pensar na conjunção adequada ao contexto.</p><p>(SEFAZ-RS / 2019 - Adaptada)</p><p>Pixis foi um músico medíocre, mas teve o seu dia de glória no distante ano de 1837.</p><p>Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra,</p><p>do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas —</p><p>como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são,</p><p>sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência.</p><p>No segundo parágrafo do texto 1A11-I, o termo “adjetivos” remete às palavras “admirável”, “maravilhoso”</p><p>e “extraordinário”.</p><p>Comentários:</p><p>Questão direta. O termo geral “adjetivos” inclui todas as qualidades atribuídas a Beethoven. Temos um</p><p>termo geral “adjetivos”, que inclui: admirável, maravilhoso, extraordinário...</p><p>Esses adjetivos atribuídos a ele são chamados de “relativos” justamente porque a peça tocada, na verdade,</p><p>era de um outro compositor, considerado “medíocre”. Questão correta</p><p>Em um concerto em Paris, Franz Liszt tocou uma peça do (hoje) desconhecido compositor, junto com outra,</p><p>do admirável, maravilhoso e extraordinário Beethoven (os adjetivos aqui podem ser verdadeiros, mas —</p><p>como se verá — relativos). A plateia, formada por um público refinado, culto e um pouco bovino, como são,</p><p>sempre, os homens em ajuntamentos, esperava com impaciência.</p><p>(PREF. SÃO CRISTÓVÃO (SE) / 2019)</p><p>De tanto pegadio com o neto, até nos menores que fazeres fora de hora meu avô me queria com a cara</p><p>metida nas coisas que as suas mãos manejavam. Era o seu jeito mais congruente de me passar o afeto calado</p><p>de sua companhia, e ao mesmo tempo me adestrar na sabedoria que apanhara dos antepassados rurais:</p><p>pequenos conhecimentos cristalizados em hábitos recorrentes que eram exercidos todos os dias no amanho</p><p>da terra e no cultivo dos animais, com a entranhada naturalidade de quem já nasceu posseiro de seus</p><p>segredos e de sua magia. Além de lavrar no Engenho Murituba os bens de consumo que abasteciam a sua</p><p>gente, meu avô ainda tinha o domínio razoável de todos os pequenos ofícios necessários ao bom andamento</p><p>de sua produção.</p><p>Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória. São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174</p><p>As formas pronominais</p><p>presentes em “seu jeito” (L.3) e “sua companhia” (L.4) têm como referente “</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>35</p><p>104</p><p>meu avô” (L.2).</p><p>Comentários:</p><p>Retomando o trecho do texto, temos que</p><p>"De tanto pegadio com o neto, até nos menores que fazeres fora de hora meu avô me queria com a cara</p><p>metida nas coisas que as suas mãos manejavam. Era o seu jeito mais congruente de me passar o afeto calado</p><p>de sua companhia, (...)".</p><p>Perceba que os pronomes possessivos “seu” e “sua” indicam posse, retomando “avô”: "seu jeito" = jeito do</p><p>avô; "sua companhia" = companhia do avô. Questão correta.</p><p>COESÃO SEQUENCIAL – CONTINUIDADE TEXTUAL</p><p>Conforme estudamos, a coesão estabelece o fluxo de leitura do texto. Vamos ver nesse momento as</p><p>estratégias utilizadas para dar “sequência” a um texto, adicionando novas orações, novos trechos,</p><p>ordenando logicamente a estrutura de suas partes, de modo que haja “continuidade” coesa e coerente, isto</p><p>é, que haja progressão textual.</p><p>O maior instrumento desse tipo de coesão é o “conector”, especialmente a conjunção.</p><p>Por exemplo, se uma oração se inicia por “mas”, já se subentende uma continuidade de algo que foi dito</p><p>antes, em outra oração, e que vai sofrer uma oposição agora.</p><p>Ex: Eu gosto de esportes, mas não pratico nenhum.</p><p>Esse, “mas” tanto dá sequência ao texto quanto retoma uma informação anterior para quebrar a expectativa</p><p>gerada por ela. Esse “movimento” do texto é que dá continuidade coesa a ele.</p><p>Se iniciarmos uma oração por “portanto”, vamos dar continuidade ao texto anunciando que o que será dito</p><p>decorre das informações anteriores, isto é, é conclusão do que foi apresentado.</p><p>Se um parágrafo se inicia com “por outro lado”, sabemos que há outro com “o primeiro lado”.</p><p>Se a oração se inicia com um pronome anafórico como “esse”, “desse”, “isso”, sabemos que há informação</p><p>anterior.</p><p>Pessoal, o que eu quero dizer aqui é que certas palavras, especialmente as conjunções, fazem o texto avançar</p><p>em relação ao que foi dito.</p><p>Esse conhecimento é essencial para a interpretação de texto, pois essas relações de “progressão” e</p><p>“retomada” não são gratuitas: elas são propositais e servem para que o autor transmita sua mensagem, sua</p><p>tese, sua informação.</p><p>A melhor maneira de entender isso, é vendo na prática, em uma questão que cobra essa percepção de</p><p>“continuidade” e “sequência coesa”. Nem todas as Bancas cobram diretamente dessa forma, com essa</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>36</p><p>104</p><p>nomenclatura, mas esse tipo de exercício é perfeito para aprender a identificar a progressão de um texto.</p><p>(PGE-PE / 2019)</p><p>Ela fazia um para cada dia da semana, assim, eu podia me esbaldar e me sujar à vontade, porque sempre</p><p>teria um macacão limpo para usar no dia seguinte.</p><p>A substituição do conectivo “porque” por pois manteria os sentidos originais do texto.</p><p>Comentários:</p><p>Sim, o “pois” assume valor causal, sendo equivalente a “porque”. Questão correta. Então, saber os</p><p>conectivos equivalentes é também uma questão de semântica.</p><p>(SEFAZ-RS / 2019 - Adaptada)</p><p>O direito tributário brasileiro depara-se com grandes desafios, principalmente em tempos de globalização</p><p>e interdependência dos sistemas econômicos. Entre esses pontos de atenção, destacam-se três. O primeiro é</p><p>a guerra fiscal ocasionada pelo ICMS. O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz</p><p>contribuintes e advogados se debruçarem sobre vinte e sete diferentes legislações no país para entendê-lo.</p><p>Isso se tornou um atentado contra o princípio de simplificação, contribuindo para o incremento de uma</p><p>guerra fiscal entre os estados, que buscam alterar regras para conceder benefícios e isenções, a fim de atrair</p><p>e facilitar a instalação de novas empresas.</p><p>No texto 1A1-I, o pronome que inicia o trecho “Isso se tornou um atentado contra o princípio de</p><p>simplificação” (L. 5) remete à crítica do autor à recorrência das mesmas regras tributárias em “vinte e sete</p><p>diferentes legislações no país” (L. 4).</p><p>Comentários:</p><p>O pronome “isso” geralmente não retoma um termo específico, mas sim todo um grupo de ideias: o</p><p>conteúdo de uma oração, de um período, um parágrafo...</p><p>No caso, recupera a ideia contida em:</p><p>O principal tributo em vigor, atualmente, é estadual, o que faz contribuintes e advogados se debruçarem</p><p>sobre vinte e sete diferentes legislações (26 estados mais o DF) no país para entendê-lo.</p><p>Em suma, “isso” é a coexistência de muitas legislações, fato que dificulta a simplificação, ou seja, retoma as</p><p>informações, e não uma crítica do autor. Questão incorreta.</p><p>RESUMO</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>37</p><p>104</p><p>Sinônimos</p><p>São palavras que se aproximam semanticamente por uma relação de equivalência ou semelhança.</p><p>Não existem sinônimos perfeitos, mas, em um dado contexto, palavras com sentido próximo, embora não</p><p>idênticos, podem ser utilizadas para se referir e retomar o mesmo ser no texto.</p><p>Veja que não é mais possível trocar um verbo pelo outro no exemplo abaixo:</p><p>Ex: O jogador marcou um gol.</p><p>Aquele momento me marcou para sempre.</p><p>Antônimos</p><p>São palavras que se aproximam semanticamente por uma relação de antagonismo ou oposição.</p><p>Ex: Gosto de silêncio: não tolero barulho. (silêncio x barulho)</p><p>Em alguns casos, duas palavras podem não ser exatamente antônimos em seu sentido clássico, mas podem</p><p>aparecer como opostas no contexto em que se dá aquele contraste. A relação de antonímia se dá no</p><p>contexto.</p><p>Ex: Não fale nada, acalme-se e respire. (falar x se acalmar e respirar)</p><p>Hiperônimos e Hipônimos</p><p>Hiperônimos ão palavras de sentido amplo que indicam, em termo semânticos, um conjunto abrangente de</p><p>elementos, um “gênero”. Esse “gênero” tem unidades menores, “espécies” (hipônimos), que fazem parte</p><p>daquele conjunto maior.</p><p>Hiperônimo</p><p>: Animais</p><p>Hipônimo:</p><p>Quadrúpedes</p><p>Hipônimo:</p><p>Equinos</p><p>Hipônimo:</p><p>Cavalos</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>38</p><p>104</p><p>Homônimos</p><p>Homônimos homógrafos: palavras que têm a mesma grafia, mas trazem sentidos diferentes.</p><p>Homônimos homófonos: palavras que têm a mesma pronúncia, mesmo som, mas trazem sentidos</p><p>diferentes.</p><p>Homônimos perfeitos: São palavras que têm som e grafia idênticos, diferenciando-se somente pelo sentido.</p><p>Quase sempre, são palavras de classes diferentes.</p><p>Parônimos</p><p>São pares de palavras parecidas na pronúncia ou na grafia.</p><p>Muitas vezes, essa semelhança conduz a erros ortográficos. O conhecimento dessas palavras também é</p><p>muito importante para interpretação de texto e questões de vocabulário.</p><p>Exemplos clássicos de parônimos:</p><p>absolver (perdoar, inocentar) absorver (aspirar, sorver)</p><p>apóstrofe (figura de linguagem) apóstrofo (sinal gráfico)</p><p>aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar)</p><p>arrear (pôr arreios) arriar (descer, cair)</p><p>ascensão (subida) assunção (elevação a um cargo)</p><p>bebedor (aquele que bebe) bebedouro (local onde se bebe)</p><p>cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil)</p><p>comprimento (extensão) cumprimento (saudação)</p><p>deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir)</p><p>delatar (denunciar) dilatar (alargar)</p><p>descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência)</p><p>descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir)</p><p>despensa (local onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar)</p><p>docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>39</p><p>104</p><p>emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país)</p><p>eminência (elevado) iminência (qualidade do que está iminente)</p><p>eminente (elevado) iminente (prestes</p><p>a ocorrer)</p><p>esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado)</p><p>estada (permanência em um lugar) estadia (permanência temporária em um lugar)</p><p>flagrante (evidente) fragrante (perfumado)</p><p>fluir (transcorrer, decorrer) fruir (desfrutar)</p><p>fusível (aquilo que funde) fuzil (arma de fogo)</p><p>imergir (afundar) emergir (vir à tona)</p><p>inflação (alta dos preços) infração (violação)</p><p>infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar)</p><p>mandado (ordem judicial) mandato (procuração)</p><p>peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) pião (tipo de brinquedo)</p><p>precedente (que vem antes) procedente (proveniente; que tem fundamento)</p><p>ratificar (confirmar) retificar (corrigir)</p><p>recrear (divertir) recriar (criar novamente)</p><p>soar (produzir som) suar (transpirar)</p><p>sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito)</p><p>sustar (suspender) suster (sustentar)</p><p>tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal)</p><p>vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente)</p><p>(http://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman7.php)</p><p>A melhor forma de estudar esses pares é marcar a parte da palavra que se diferencia e anotar o sentido,</p><p>como exemplifico abaixo:</p><p>Cavaleiro x Cavalheiro</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>40</p><p>104</p><p>Comprimento x Cumprimento</p><p>Descriminar x Discriminar</p><p>Sentido Denotativo x Sentido Conotativo</p><p>Denotativo - é o sentido denotativo, o sentido direto, primário, principal do dicionário.</p><p>Ex: o leão é o animal mais visitado do zoológico.</p><p>Conotativo - é um sentido figurado, metafórico, conotativo.</p><p>Ex: Esse lutador batendo é um leão; apanhando, é um gatinho.</p><p>Polissemia</p><p>Uma mesma palavra pode ter múltiplos sentidos. É diferente de um homônimo perfeito, pois a polissemia</p><p>se refere a vários sentidos de uma única palavra. Homônimos são palavras diferentes, geralmente de</p><p>classes diferentes, que têm sentidos diferentes. A palavra polissêmica é uma só, mas se reveste de novos</p><p>sentidos, muitas vezes por associações figuradas. A diferença na prática é bem sutil. Vejamos alguns</p><p>exemplos:</p><p>Quero um suco de laranja natural (feito da fruta)</p><p>Sou natural da Argentina (originário)</p><p>Água é um recurso natural (da natureza)</p><p>Homonímia: há “duas” palavras, quase sempre de classes diferentes, cada uma com seu</p><p>sentido, mas que apresentam uma “coincidência” de forma.</p><p>Polissemia: há uma única palavra, que apresenta dois ou mais sentidos, normalmente</p><p>com alguma relação.</p><p>Normalmente, a Questão apenas cobra o conceito:</p><p>“Palavra com mais de um sentido” – Polissemia</p><p>Homonímia</p><p>- 2 palavras</p><p>- Sentidos distintos</p><p>- Coincidência na forma</p><p>Polissemia</p><p>- 1 palavra</p><p>- 2 ou mais sentidos</p><p>“Palavra com mais de um sentido”</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>41</p><p>104</p><p>“Palavras diferentes, com sentidos diferentes, mas que apresentam mesma grafia e/ou</p><p>pronúncia” – Homônimos</p><p>Ambiguidade</p><p>Ambiguidade é a possibilidade de dupla leitura de um enunciado. É o bom e velho duplo sentido. Pode ser</p><p>estrutural ou polissêmica.</p><p>Nem sempre é um problema, pois pode ser proposital e está presente na literatura, nas piadas, nas</p><p>propagandas. Porém, deve ser evitada, porque é considerada vício de linguagem, porque prejudica a clareza.</p><p>Ambiguidade estrutural</p><p>Essa é a ambiguidade estrutural. Ocorre quando a estrutura, a organização e a construção da frase dão</p><p>margem a mais de uma possibilidade de sentido.</p><p>No exemplo da tira, se o autor tivesse mudado a posição do termo, “comida com pouca gordura para gato”,</p><p>a ambiguidade se desfaria.</p><p>Vejamos outros exemplos:</p><p>Ex: Peguei o ônibus correndo.</p><p>Sentido 1: Eu estava correndo quando peguei o ônibus.</p><p>Sentido 2: O ônibus estava correndo quando o peguei.</p><p>Ambiguidade polissêmica</p><p>Ambiguidade polissêmica é aquela inerente ao próprio vocábulo ou à expressão que traz múltiplos sentidos.</p><p>Coerência</p><p>A coerência observa as relações de sentido e lógica que um texto oferece. O texto tem uma lógica própria,</p><p>arquitetada pelo autor.</p><p>•Duas palavras, que tem a mesma forma, cada uma com</p><p>seu sentido</p><p>Ex: paciente (substantivo) x paciente (adjetivo)</p><p>Homonímia</p><p>•Dois ou mais sentidos para a mesma palavra</p><p>Ex: manga (fruta) x manga (da camisa)Polissemia</p><p>•Duplo sentido de uma palavra / expressão</p><p>•Vício de linguagem</p><p>Ambiguidade</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>42</p><p>104</p><p>Você não tem que necessariamente concordar com aquele sentido, mas deve ser capaz de ver a relação de</p><p>lógica que se tenta construir ali.</p><p>A coerência se constrói pela manutenção da expectativa que o uso de certas palavras traz ao leitor. Nesse</p><p>sentido, a contradição gera incoerência.</p><p>Coesão</p><p>Quando ler a palavra coesão, pense essencialmente na “ligação” entre palavras e partes do texto,</p><p>recuperando e adiantando informação. A coesão também se refere à retomada de elementos do texto por</p><p>meio de palavras coesivas ou artifícios textuais.</p><p>Coesão é “referência” a partes do texto.</p><p>Coesão recorrencial é aquela em que os recursos são utilizados para “jogar” o leitor para trás no texto. Ela</p><p>trabalha na base da repetição e da retomada. São utilizados a reescritura (paráfrase), os pronomes, os</p><p>advérbios e outras palavras remissivas.</p><p>Coesão sequencial é responsável por estabelece a “continuidade” lógica e estrutural de um texto.São</p><p>utilizados as conjunções, as preposições e os pronome relativos, que dão sequência ao texto e estabelecem</p><p>relações de “antes e depois”, “causa e consequência”.</p><p>Embora os elementos utilizados para a coesão sejam geralmente palavras, até mesmo a omissão de termos</p><p>pode ser utilizada como artifício de coesão.</p><p>A coesão faz relação entre partes do texto. Quando o mecanismo de coesão retoma um termo ou informação</p><p>que veio antes dele, diz-se que há coesão anafórica.</p><p>Referências Fora do Texto: Exofórica/Dêitica</p><p>Quando os elementos coesivos se referem a elementos fora do texto, como tempo e espaço, a gramática diz</p><p>que eles têm função dêitica, ou exofórica (fora).</p><p>Ex: Esse texto foi escrito aqui (aqui onde? Esse sentido dependerá de onde foi escrito. Essa localização</p><p>é elemento externo ao texto, fora dele.)</p><p>Anáfora</p><p>Informação vem</p><p>antes</p><p>Catáfora</p><p>Informação vem</p><p>depois</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>43</p><p>104</p><p>Recursos de Coesão na estruturação do texto</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>1. (FGV / TJ-RS / OFICIAL DE JUSTIÇA / 2020)</p><p>Um problema da língua escrita é a polissemia das palavras, que pode gerar mais de um entendimento da</p><p>frase.</p><p>A frase abaixo em que isso ocorre com o termo sublinhado é:</p><p>R</p><p>ec</p><p>u</p><p>rs</p><p>o</p><p>s</p><p>C</p><p>o</p><p>e</p><p>si</p><p>vo</p><p>s</p><p>Pronomes</p><p>Pronomes demonstrativos</p><p>Pronomes Possessivos</p><p>Pronomes Pessoais (caso reto e oblíquo)</p><p>Numerais Dois, primeiro, ambos etc...</p><p>Advérbios Aqui, lá etc...</p><p>Termos resumitivos e sintéticos Tudo, nada, outros etc..</p><p>Sinônimos, Hiperônimos e</p><p>Hipônimos</p><p>Cão > Animal</p><p>Diesel > Combustível</p><p>Simbolização Rei => Coroa</p><p>Nominalização</p><p>Recolher => Recolhimento</p><p>Difícil => Dificuldade</p><p>Redução e Ampliação Paul McCartney ↔ Paul ↔ Ex-Beatle</p><p>Sigla</p><p>Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC)</p><p>Organização das Nações Unidas (ONU)</p><p>Aula 08</p><p>Português p/ Receita Federal (Auditor Fiscal) 2021 - Pré-Edital</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>694664</p><p>44</p><p>104</p><p>A) Comprou um romance de estilo moderno;</p><p>B) Após dois anos, perdeu os óculos;</p><p>C) Vi o automóvel importado por meu tio;</p><p>D) Comprou uma caixa de ovos;</p><p>E) Adquiriu um terno na semana passada.</p><p>Comentários:</p><p>Polissemia é a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar mais de um significado nos múltiplos</p><p>contextos em que aparece. Ex: Banco: Assento / Instituição Financeira; Manga: Fruta / Parte da camisa).</p><p>Vejamos as alternativas:</p>