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A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO

Artigo sobre a importância do psicopedagogo na instituição escolar: resumo e introdução que apresentam seu papel preventivo e terapêutico, análise das causas das dificuldades de aprendizagem, áreas de atuação e contribuições ao Projeto Político-Pedagógico com ações para professores, alunos e família.

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<p>A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO</p><p>NA INSTITUIÇÃO ESCOLAR</p><p>Diely Cristina Mohr Sopelsa[1]</p><p>RESUMO: O Psicopedagogo é o profissional indicado para ajudar, esclarecer e assessorar a escola a respeito de diversos aspectos no processo de ensino aprendizagem. O psicopedagogo pode ter também uma atuação preventiva. Dentro da instituição escolar ele pode contribuir em diversos pontos, como o esclarecimento de dificuldades de aprendizagem, que não tem somente como causa deficiências do aluno, mas que também pode ser conseqüências de alguns problemas escolares. Seu papel é analisar os fatos que favorecem, ou prejudicam a aprendizagem na instituição escolar. Ajuda e auxilia no desenvolvimento de projetos favoráveis ás mudanças educacionais, visando evitar processos que conduzam ás dificuldades do aprendizado e do conhecimento. Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, espaço nas instituições de ensino.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Psicopedagogo, instituição escolar, professores, alunos, aprendizagem.</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>A psicopedagogia constitui-se em uma justaposição de dois saberes, a psicologia e a pedagogia, duas ciências importantíssimas que ajudam a descobrir problemas sérios na área da educação e saúde. A psicopedagogia é uma ciência que estuda o processo de aprendizagem humana, sendo o seu objetivo o ser em processo de construção do conhecimento.</p><p>Surgiu no Brasil há aproximadamente 30 anos, devido ao grande número de crianças com dificuldades escolares e até mesmo fracasso escolar, onde só a pedagogia ou só a psicologia sozinhas não conseguiriam resolver, encontrar uma saída para tais fracassos.</p><p>Devemos ter em mente que a psicopedagogia não se restringe ao estudo das dificuldades e dos distúrbios de aprendizagem, mas a aprendizagem de um modo geral seja no seu estado normal ou patológico.</p><p>Além disso, todos os seres humanos, em qualquer faixa etária, podem fazer uso da Psicopedagogia para aprender de forma mais eficaz ou compreender o seu próprio processo de aprendizagem. Afinal, se estamos suscetíveis ao ato de aprender desde que nascemos até o fim de nossas vidas, por que, então, a Psicopedagogia teria um limite de atuação? Ela está presente onde a aprendizagem acontece, ou seja, em todos os momentos e faixas etárias de nossas vidas.</p><p>Infelizmente, muitas pessoas vêem a Psicopedagogia como um trabalho realizado somente com alunos portadores de dificuldades de aprendizagem; pode ser pelo fato da sua origem, pois ela surge como uma alternativa de intervenção nas dificuldades de aprendizagem.</p><p>O Psicopedagogo, por sua vez, tem a função de observar e avaliar qual a verdadeira necessidade da escola e atender aos seus anseios, bem como verificar junto ao Projeto Político Pedagógico, como a escola conduz o processo ensino-aprendizagem, como garante o sucesso de seus alunos e como a família exerce o seu papel de parceira nesse processo.</p><p>Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escoar tem um caráter preventivo, procurando criar competências e habilidades para tentar solucionar aos inúmeros casos que aparecem. Pensando assim e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem, a intervenção psicopedagógica finalmente ganha espaço nas instituições de ensino.</p><p>O presente artigo surgiu da preocupação existente em nossa prática pedagógica, de conseguir, encontrar uma maneira de ajudar nossos alunos a enfrentar seus medos e dificuldades e da crença de que cada um constrói seus próprios conhecimentos por meio de estímulos, assim este artigo tem o objetivo de fazer uma abordagem sobre a atuação e a importância do Psicopedagogo dentro da Instituição Escolar.</p><p>2 ÁREAS DE ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO</p><p>O psicopedagogo pode atuar em diversas áreas, de forma preventiva e também terapêutica, compreendendo assim os processos do desenvolvimento e da aprendizagem humana, sempre buscando estratégias para entender e saber como trabalhar com novos problemas que podem surgir.</p><p>Na atuação preventiva, o psicopedagogo pode atuar no desempenho de uma prática docente, envolvendo e preparando os profissionais de educação, ou até mesmo atuar dentro da escola. Cabe ao psicopedagogo detectar os mais diversos problemas no processo de aprendizagem, proporcionar dinâmicas que consigam proporcionar a integração e a troca, promover orientações metodológicas de acordo com as características dos indivíduos e do grupo em geral, incentivar processos de orientação educacional, vocacional e ocupacional, podendo ser na forma individual ou em grupo.</p><p>Em uma linha terapêutica, o papel do psicopedagogo é bem mais difícil, podemos dizer assim, pois trabalha dificuldades de aprendizagem, diagnosticando, desenvolvendo técnicas remediativas, conversando e orientando pais e professores, estabelecendo contato com outros profissionais das áreas psicológicas, psicomotora, fonoaudiológica e educacional, pois tais dificuldades podem vir de vários fatores e podem ter muitas origens que o deve ser um psicopedagogo sozinho não conseguiria descobrir e talvez nem resolver. Esse profissional deve ser um mediador em todo esse processo, indo muito além de seus conhecimentos em psicologia e pedagogia.</p><p>O psicopedagogo pode atuar tanto na saúde como na educação. Hoje temos a Psicopedagogia Clínica, de caráter predominantemente curativo. Seu espaço de trabalho é o consultório, e o atendimento individualizado é a forma mais comum. Um profissional dessa área é procurado geralmente quando o problema de aprendizagem já existe, e é necessária uma intervenção curativa. No entanto, na medida em que essa intervenção ocorre e soluciona os problemas que ora se apresentam, tal procedimento evita que estes se avolumem ou se tornem mais complexos, deixando os alunos ou profissionais mais refratários às intervenções.</p><p>A Psicopedagogia Institucional possui caráter predominantemente preventivo, e normalmente a atuação acontece em pequenos grupos de alunos, trabalhadores, pessoas em gera. A área institucional se divide hoje em três formas de atuação: a escolar, a empresarial e a hospitalar.</p><p>Quando a Psicopedagogia Institucional atua, ela pretende, primeiramente, prevenir situações de dificuldade de aprendizagem ou de adaptação ao ambiente escolar ou profissional; mas, uma vez que o problema de aprendizagem já exista e este seja no ambiente escolar ou profissional, na prática pedagógica dos professores, nas administrativas ou nos vínculos afetivos, a intervenção curativa grupal deve ocorrer no ambiente institucional.</p><p>A Psicopedagogia Institucional Escolar surge na escola a partir de novas demandas da humanidade e das transformações históricas e sociais dos alunos, que a evolução da sociedade vem trazendo até nós, olhamos ao nosso redor e nos perguntamos qual o profissional da educação que poderá nos ajudar a solucionar os problemas de aprendizagem, o fracasso escolar. Alegramo-nos quando temos a ajuda de alguém, ainda mais se for de um profissional preparado, como o psicopedagogo. Nem o psicopedagogo, nem a psicopedagogia são elementos milagrosos, mas, sem dúvida, são as formas diferenciadas de compreender a aprendizagem humana e atuar sobre ela, já que sempre analisaram as situações procurando perceber o sentido cognitivo, afetivo e social de cada questão, bem como a interseção desses elementos.</p><p>Durante muito tempo, concebemos os problemas de aprendizagem como aqueles que tinham como pano de fundo somente o componente biológico. Não falávamos, por muitas vezes nem lembrávamos, talvez dos mais importantes, os componentes afetivos, sociais e culturais que tanto interferem no ato de aprender. As crianças que não aprendiam</p><p>eram comumente levadas ao médico, neurologista e, na maioria das vezes, eram submetidas á exames neurológicos e até mesmo medicadas. É claro que uma criança pode de fato precisar de tratamentos médicos e possuir dificuldades de aprendizagem como uma conseqüência de alguma necessidade especial, mas, certamente, não é o caso da maioria. Temos a tendência a focalizar a causa do não aprender em nossos alunos, mas é necessário refletir também sobre as nossas práticas pedagógicas e todo o contexto que cerca o nosso educando, inclusive o familiar e o escolar.</p><p>2.1 O PSICOPEDAGOGO NA INSTITUIÇÃO ESCOLAR</p><p>Diante dos baixos níveis de desempenho em todas as áreas da educação, as escolas estão cada vez mais preocupadas com seus alunos que têm dificuldades de aprendizagem, que não conseguem aprender, por vários os motivos que muitas vezes professores não conseguem descobrir.</p><p>Por que tantas crianças e jovens não conseguem aprender? Especialmente no período da alfabetização, o problema do fracasso escolar tem tirado o sono de muitos professores. Pensamos então e associamos á falta de interesse, á ausência de investimentos na aprendizagem e até mesmo a existência de alguma deficiência que impede a aprendizagem do transcorrer normalmente. É comum também que o problema seja atribuído ao contexto familiar, ás condições sociais, e ainda a privação cultural. Todos esses fatores podem representar, certamente, causas para o não aprender.</p><p>É preciso ter muito cuidado para não “responsabilizar” o aluno pelo seu fracasso escolar, pois nem sempre o problema está localizado no próprio sujeito.</p><p>Recomenda-se que o professor também reflita sobre sua prática pedagógica, tente refazer seu planejamento de maneira que nenhum de seus alunos seja “prejudicado”; o professor, no momento em que perceber que por algum motivo seus alunos não estão interagindo como o esperado, deve parar, repensar e procurar uma maneira que todos possam aprender.</p><p>Todos nós, crianças e adultos temos os nossos modelos próprios de aprendizagem e, dessa maneira, a aprendizagem torna-se um processo muito singular.</p><p>Não podemos apontar culpados para o fracasso escolar, nem responsabilizar os professores, mas tentar buscar alternativas que estão ao nosso alcance. Afinal, podemos trabalhar em conjunto com as famílias de nossos alunos, mas não podemos promover grandes alterações dentro desse contexto, podemos oferecer oportunidades de enriquecimento cultural na escola, mas não solucionar os problemas sociais e de privação cultural de nossos alunos.</p><p>Então, como podemos fazer para que nossos alunos aprendam, apesar das adversidades?</p><p>Nesse contexto, o psicopedagogo institucional, como um profissional qualificado, está apto a trabalhar na área da educação, dando assistência aos professores e também a outros profissionais da escola, para melhoria das condições do processo de ensino aprendizagem e também na prevenção de problemas que possam vir há existir na instituição escolar.</p><p>O psicopedagogo utiliza métodos e técnicas próprias na intervenção desses alunos, visando à solução de problemas de aprendizagem em espaços institucionais; juntamente com toda a equipe escolar, está mobilizado na construção de um espaço adequado às condições de aprendizagem de forma a evitar constrangimentos por parte dos alunos e até mesmo de alguns professores. Escolhe a metodologia ou a forma de intervenção que considera a mais correta para cada novo desafio e aplica com o objetivo de facilitar ou descobrir o ‘problema’.</p><p>Os desafios que surgem para o psicopedagogo dentro da instituição escolar relacionam de um modo significativo. A formação pessoal e profissional implica a configuração de uma identidade própria que consiga de uma forma singular juntar, ou melhor, reunir, habilidades, competências, qualidades e acima de tudo muita dedicação para sua atuação na instituição escolar.</p><p>Como já falamos a psicopedagoga é uma área que lida com o processo ensino- aprendizagem e com os inúmeros problemas que decorrem desse fato. Acreditamos cada dia mais, quando nos deparamos com os grandes números de ‘problemas’ com aprendizagem, principalmente nas escolas, que se existissem psicopedagogos dentro das instituições escolares trabalhando com essas dificuldades, o número de crianças com problemas seriam bem menor.</p><p>Ao psicopedagogo cabe avaliar o aluno e identificar os problemas de aprendizagem, buscando conhecê-los em seus potenciais construtivos e em suas dificuldades, encaminhando-o, por meio de um relatório, quando necessário, para outros profissionais que realizam diagnóstico especializado e exames complementares com intuito de favorecer o desenvolvimento da potencialização humana no processo de aquisição do saber.</p><p>Para Dembo ( FERMINO 1994, p.57) “Evidencias sugerem que um grande número de alunos possui características que requerem atenção educacional diferenciada”. Dizendo assim que um trabalho psicopedagógico pode contribuir muito, auxiliando educadores a aprofundarem seus conhecimentos sobre as teorias do ensino aprendizagem e as recentes contribuições de diversas áreas do conhecimento, redefinindo uma ação educativa.</p><p>O psicopedagogo está preparado também para auxiliar os educadores realizando atendimento pedagógico individualizado, ajudando na compreensão de problemas na sala de aula, permitindo ao professor ver alternativas de ação e como se a tentativa de novas técnicas pode intervir no diagnóstico dos distúrbios de aprendizagem e do atendimento de um pequeno grupo de alunos.</p><p>A experiência de intervenção junto ao professor, num processo de parceria, proporciona uma aprendizagem importante e principalmente enriquecedora. Mas só a intervenção do psicopedagogo com o professor não é suficiente, ele também deve participar das reuniões com os pais, em conselhos de classe, na escola como um todo, acompanhando a reação professor e aluno, aluno e aluno sempre buscando estratégias e apoio para as dificuldades que aparecem. Segundo Bossa,</p><p>cabe ao psicopedagogo perceber eventuais perturbações no processo aprendizagem, participar da dinâmica da comunidade educativa, favorecendo a integração, promovendo orientações metodológicas de acordo com as características e particularidades dos indivíduos do grupo, realizando processo de orientação.    Já que no caráter assistencial, o psicopedagogo participa de equipes responsáveis pela elaboração de planos e projetos no contexto teórico/prático das políticas educacionais, fazendo com que os professores, diretores e coordenadores possam repensar o papel da escola frente a sua docência e as necessidades individuais de aprendizagem da criança ou da própria ensinagem. (BOSSA, 1994, P.23)</p><p>O psicopedagogo atinge seus objetivos quando compreende as espaço para que a escola viabilize recursos para atender esse aluno como ele merece e necessita. Dessa forma, o fazer psicopedagógico se transforma podendo se tornar uma ferramenta poderosa no auxilio da aprendizagem.</p><p>2.2 A INTERVENÇÃO DO PSICOPEDAGOGO JUNTO À FAMÍLIA</p><p>Como já sabemos o conhecimento e o aprendizado não são adquiridos somente na escola, mas também são construídos pela criança no contato com o social, dentro da família e no mundo que a cerca.</p><p>É na família que a criança tem contato com as primeiras aprendizagens, as determinadas proto-aprendizagens. Segundo Jorge Visca, é nesse berço que ela também construirá seus valores.</p><p>Desde o ingresso da criança na escola, é necessária que a família “autorize” a ida de seu filho para esse novo espaço, caso contrário, a criança terá dificuldades de adaptação desde a sua entrada. A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para a aprendizagem, e participar não significa estar todos os dias na escola ou ensinar o dever de casa. Pais analfabetos também podem e devem participar da vida escolar de seus filhos, organizando formas para que eles tenham momentos de estudos diários em casa e conversando sobre suas dificuldades com os professores.</p><p>A importância que cada família dá a escola e o ato de estudar também influenciará bastante no comportamento das crianças</p><p>frente ao estudo. Ter a família como parceira do processo educativo de nossos alunos facilita o trabalho da escola e amplia a capacidade de participação dos pais na vida escolar dos filhos, a criança sente grande prazer em ampliar os seus vínculos com a escola quando percebe que seus pais são valorizados pelo contexto escolar.</p><p>Para Rappaport (1982), o desenvolvimento cognitivo depende da estimulação propiciada pelo ambiente. A criança precisa ser exposta a um grande número de situações para desenvolver seus esquemas conceituais, e o ambiente familiar é indispensável a esse desenvolvimento. A escola pode ajudar a família a ter essa consciência e a promover um ambiente estimulador.</p><p>A escola veio para ocupar uma das mais importantes funções da família, que é a socialização, a escola é o único lugar em que meninos e meninas têm a possibilidade de interagir com iguais e onde se devem submeter continuamente a uma norma de convivência coletiva.</p><p>Pensando assim, cabe ao psicopedagogo intervir junto á família das crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem, tomar conhecimento de informações sobre a sua vida orgânica, cognitiva, emocional e social. O que a família pensa, seus anseios, seus objetivos e expectativas com relação ao desenvolvimento de seu filho também são de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico.</p><p>Como diz Bossa sobre o diagnostico:</p><p>O diagnostico psicopedagógico é um processo,um continuo sempre revisável, onde a intervenção do psicopedagogo inicia,como vimos, numa atitude investigadora, até a intervenção.É preciso observar que esta atitude investigadora, de fato, prossegue durante todo o trabalho, na própria intervenção,com o objetivo de observação ou acompanhamento da evolução do sujeito. (BOSSA, 1994, p.74)</p><p>Na maioria das vezes, quando o fracasso escolar não esta associado ás desordens neurológicas, o ambiente familiar tem grande participação neste fracasso. Boa parte dos problemas encontrados refere-se à lentidão de raciocínio, falta de atenção e desinteresse. Esses aspectos precisam ser trabalhados para se obter melhor rendimento intelectual. Lembramos que a escola e o meio social também têm a sua responsabilidade no que se refere ao fracasso escolar.</p><p>O papel da família é decisivo na condução e também na evolução das desordens neurológicas, pois muitas vezes, a família não quer enxergar essa criança e suas dificuldades, a mesma que muitas vezes pede socorro,um abraça,um beijo,e um carinho,esta criança que não produz na escola muitas vezes, somente para chamar a atenção. Esta criança esta muito carente, pedindo ajuda, esse vínculo afetivo entre pais e escola é primordial entre pais e escola para o bom desenvolvimento da criança.</p><p>Souza em uma fala importante diz que,</p><p>fatores da vida psíquica podem atrapalhar o bom desenvolvimento dos processos cognitivos, e sua relação com aquisição de conhecimentos e com a família, na medida em que atitudes parentais influenciam sobre maneira a relação da criança com o conhecimento.(SOUZA, 1995, p.58)</p><p>Sabemos que uma criança só aprende se ela tem o desejo de aprender. E para isso é importante que os pais contribuam para que ela tenha esse desejo.</p><p>Como a Psicopedagogia é uma teoria e uma pratica que se ocupa da aprendizagem humana em qualquer faixa etária, entendemos que ela pode ajudar os profissionais da educação e perceber os pais como seres em processo de aprendizagem,assim como os seus filhos, cabendo à escola o gerenciamento dessa aprendizagem a cerca de como gerir a vida escolar de seus filhos.</p><p>A intervenção psicopedagógica também se propõe a incluir os pais no processo, por intermédio de reuniões, possibilitando o acompanhamento do trabalho realizado junto aos professores. Assegurada uma maior compreensão, os pais ocupam um novo espaço no contesto do trabalho, abandonando o papel de meros espectadores, assumindo a posição de parceiros, participando e opinando sempre que acharem necessário e se preciso for.</p><p>3 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A formação do Psicopedagogo vem ocorrendo em caráter regular e oficial em cursos de pós-graduação oferecidos por instituições devidamente autorizadas ou credenciadas.</p><p>A Psicopedagogia surgiu da necessidade de uma melhor compreensão e entendimento do processo de aprendizagem, comprometendo-se assim co a transformação da realidade escolar, possibilitando dinâmica em sala de aula, contemplar e melhorar a interdisciplinaridade, juntamente co outros profissionais da escola.</p><p>O Psicopedagogo estimula o desenvolvimento de relações interpessoais, o estabelecimento de vínculos, a utilização de métodos de ensino compatíveis com as mais recentes concepções a respeito desse processo. Procura envolver a equipe escolar, ajudando-a a ampliar o olhar em torno do aluno e os obstáculos que se impõem ao pleno domínio das ferramentas necessárias à leitura do mundo.</p><p>Como a Psicopedagogia é uma teoria e uma prática que se ocupa da aprendizagem humana em qualquer faixa etária, entendemos que ela pode ajudar os profissionais da educação a perceber os pais como seres em processo de aprendizagem, assim como seus filhos, cabendo á escola o gerenciamento dessa aprendizagem acerca de como a gerir a vida escolar de seus filhos.</p><p>Portanto, o estudo psicopedagógico atinge seus objetivos quando, ampliando a compreensão sobre as características e necessidades de aprendizagem de determinado aluno, abre espaço para que a escola viabilize recursos para atender ás necessidades de aprendizagem. Para isso, devem analisar o Projeto Político-Pedagógico, sobretudo quais suas propostas de ensino e o que é valorizado como aprendizagem. Desta forma, o fazer psicopedagógico se transforma podendo se tornar uma ferramenta poderosa no auxílio da aprendizagem.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BOSSA, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições á partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.</p><p>FERMINO, Fernandes Sisto. Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Voses,2001.</p><p>SOUZA, Audrey Setton Lopes. Pensando a inibição intelectual: perspectiva psicanalítica e proposta diagnóstica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1995.</p><p>[1] Especialização em Psicopedagogia Institucional pela Universidade Cidade de São Paulo. São Paulo- SP, Brasil. Email do autor: fabiano.sopelsa@hotmail.com  Orientadora: Siderly do Carmo Dahle de Almeida.</p>

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