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<p>Universidade de Araraquara – UNIARA</p><p>Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde</p><p>Curso de Odontologia</p><p>Gabriela Antunes</p><p>Larissa Cimatti Camargo Fernandes</p><p>PREPARO MINIMAMENTE INVASIVO PARA RESTAURAÇÕES INDIRETAS:</p><p>REVISÃO DE LITERATURA</p><p>ARARAQUARA</p><p>2023</p><p>Universidade de Araraquara – UNIARA</p><p>Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde</p><p>Curso de Odontologia</p><p>Gabriela Antunes</p><p>Larissa Cimatti Camargo Fernandes</p><p>PREPARO MINIMAMENTE INVASIVO PARA RESTAURAÇÕES INDIRETAS:</p><p>REVISÃO DA LITERATURA</p><p>Trabalho de conclusão de curso</p><p>apresentado à Universidade de</p><p>Araraquara –UNIARA como parte dos</p><p>requisitos para obtenção do título de</p><p>cirurgião-dentista</p><p>Orientador: Profa. Dra. Cristina</p><p>Magnani Felício.</p><p>ARARAQUARA</p><p>2023</p><p>Com gratidão, dedicamos a Deus, aos nossos pais, aos nossos amigos, professores</p><p>e a todos os que nos ajudaram ao longo desta caminhada, o resultado do esforço</p><p>realizado ao longo deste percurso, pois sem eles este trabalho e muitos dos nossos</p><p>sonhos não se realizariam.</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>A Deus, por nos permitir ultrapassar todos os obstáculos encontrados ao longo da</p><p>nossa trajetória e fizesse com que nossos objetivos fossem alcançados, durante</p><p>todos nossos anos de estudo.</p><p>Aos nossos pais, pelo amor, incentivo, apoio e que sempre estiveram ao nosso lado</p><p>nos apoiando ao longo de toda nossa trajetória.</p><p>Aos professores, pelas correções e ensinamentos que nos permitiram apresentar um</p><p>melhor desempenho no nosso processo de formação profissional.</p><p>Aos nossos amigos/familiares por todo apoio e pela ajuda, que muito contribuíram</p><p>para realização deste sonho.</p><p>E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da nossa formação, o nosso</p><p>muito obrigado.</p><p>SUMÁRIO</p><p>Resumo.............................................................................................6</p><p>1- Introdução.....................................................................................7</p><p>2- Proposição....................................................................................9</p><p>3- Material e Método.........................................................................10</p><p>4- Revisão de Literatura....................................................................11</p><p>5- Discussão......................................................................................28</p><p>6- Conclusão.....................................................................................35</p><p>7- Referências Bibliográficas............................................................36</p><p>RESUMO</p><p>Com o desenvolvimento da Odontologia Estética, situações clínicas que antes</p><p>eram solucionadas com tratamentos protéticos invasivos, hoje podem ser resolvidas</p><p>com técnicas minimamente invasivas. Dentre os procedimentos existentes, as</p><p>facetas nos dentes anteriores podem ser confeccionadas pela técnica direta com</p><p>resinas compostas e pela técnica indireta com cerâmicas. Em dentes posteriores as</p><p>restaurações oriundas de técnicas indiretas mais conservadoras, são classificadas</p><p>como inlays, onlays e overlays. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi realizar uma</p><p>revisão de literatura nas bases de dados Pubmed, Scielo, Bireme e Periódicos</p><p>Capes, sobre demonstrar que devido ao grande aperfeiçoamento das técnicas e</p><p>materiais na odontologia restauradora, tornou-se facilmente possível o</p><p>restabelecimento da estética dentária, prezando por um sorriso saudável, com um</p><p>mínimo de desgaste da estrutura dental. Pode -se concluir que os preparos</p><p>minimamente invasivos são procedimentos estéticos que apresentam grande</p><p>expressão no campo da odontologia moderna, devido a sua vasta variedade de</p><p>aplicações e vantagens associadas.</p><p>PALAVRAS CHAVES: cerâmicas; estética dentária; resina composta, preparo da</p><p>cavidade dentária.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A odontologia estética é parte integrante da profissão odontológica no século</p><p>XXI. A estética do sorriso correlaciona a harmonia dos dentes, gengiva e lábios com</p><p>as estruturas faciais29. A importância do apelo dentofacial para o bem-estar</p><p>psicossocial do indivíduo é um fato comprovado. Um dos fatores mais importantes</p><p>que afetam o sorriso das pessoas são os dentes13.</p><p>As propriedades estéticas das resinas compostas estão intimamente</p><p>relacionadas à interação óptica. Portanto, conhecer o fenômeno da dinâmica da luz</p><p>e as propriedades ópticas das estruturas dentais previamente à sua reabilitação são</p><p>fatores importantes para o sucesso clínico da restauração direta7,30.</p><p>As facetas cerâmicas apresentam uma excelente possibilidade restauradora,</p><p>reproduzem a estrutura dental no quesito de efeitos ópticos, de reflexão de luz,</p><p>translucidez, textura e forma. Além disso, são biocompatíveis e apresentam</p><p>durabilidade satisfatória e resistência à degradação e descoloração3. Sempre que for</p><p>possível, o preparo para o laminado de cerâmica deve ficar limitado ao esmalte,</p><p>evitando-se o frequente envolvimento da dentina. A profundidade deve variar</p><p>conforme a necessidade, em termos de posição dental, grau de escurecimento do</p><p>substrato e resistência da cerâmica empregada5.</p><p>As restaurações diretas com resina composta resultam em procedimentos</p><p>minimamente invasivos e de máxima preservação da estrutura dental em</p><p>comparação com as restaurações indiretas14,19,31. Comparadas com coroas totais</p><p>nos dentes anteriores, as facetas estéticas, tanto na técnica direta quanto na indireta</p><p>apresenta maiores vantagens17.</p><p>As decisões clínicas sobre escolha apropriada do material restaurador e</p><p>técnica são geralmente ditadas por uma variedade de fatores, incluindo: tamanho da</p><p>lesão e etiologia; estética, oclusal, endodôntica e periodontal; número de dentes</p><p>afetados; conformidade, hábitos e preferências do paciente e; a competência do</p><p>dentista e crenças subjacentes sobre o tratamento restaurador13.</p><p>Falhas nos procedimentos odontológicos, por mais preparado e competente</p><p>que seja o cirurgião-dentista, podem acontecer10. Um periodonto saudável deve ser</p><p>o objetivo final de todos os profissionais envolvidos com reabilitações orais</p><p>abrangentes, porque a saúde e a estabilidade da transição periodontal restauradora</p><p>são fundamentais para o sucesso do tratamento.Todas as intervenções</p><p>restauradoras devem ser compatíveis com o periodonto e melhorar a integridade</p><p>biológica, como a preservação de dentes naturais, que dependem, sobretudo, dos</p><p>tecidos periodontais protetores e do suporte que, entre muitas outras funções,</p><p>também desempenha um papel fundamental na estética do dente26.</p><p>Em dentes posteriores as restaurações oriundas de técnicas indiretas mais</p><p>conservadoras, são classificadas como inlays, onlays e overlays. A primeira delas é</p><p>usada quando não há o comprometimento das cúspides, ou seja, envolve apenas</p><p>sulcos e a face oclusal. Já as outras, quando há o envolvimento de mais de uma</p><p>face do dente e a necessidade de rebaixamento e recobrimento de uma ou mais</p><p>cúspides. A restauração pela técnica indireta com resina composta em dentes</p><p>posteriores tem aumentado sua frequência devido à sua facilidade técnica e à</p><p>possibilidade de realizar polimerizações adicionais, reparos quando necessário. Ela</p><p>apresenta, também, menor sensibilidade pós-operatória, preparos conservadores e</p><p>com maior resistência à fratura e ao desgaste, além de uma anatomia fisiológica</p><p>mais semelhante ao dente natural11.</p><p>Mediante a importância da obtenção da harmonia dental e restabelecimento</p><p>estético, é importante entender os principais tipos de restaurações estéticas</p><p>contemporâneas, com o mínimo de desgaste dental, suas principais indicações e</p><p>técnicas de aplicação, determinando o sucesso em longo prazo.</p><p>8</p><p>PROPOSIÇÃO</p><p>O objetivo deste estudo é descrever os principais tipos de restaurações</p><p>estéticas indiretas em dentes anteriores e posteriores, minimamente invasivas,</p><p>abordando as técnicas de preparo dental e suas indicações, por meio de uma</p><p>revisão da literatura.</p><p>241-8, jul 2021.</p><p>17. Oliveira, C. H. O. DE. Aplicação dos cimentos resinosos associados a</p><p>sistemas cerâmicos condicionáveis: revisão de literatura e</p><p>relato de caso. Brasília, set 2018.</p><p>18. Oliveira, É.G e Passoni, G.N.S, Problemas periodontais ocasionados pelo</p><p>insucesso de facetas, Revista Mato-grossense de Odontologia e Saúde v. 1</p><p>n.1, 2023.</p><p>19. Pereira, J.C, et al. Dentistica: uma abordagem multidisciplinar. (215).</p><p>Ed. Artes Médicas, 2014.</p><p>20. Peixoto, R.V.L et al; Lentes de contato odontológicas- preparo minimamente</p><p>invasivo: relato do caso. Revista gestão e saúde. v.18, n.2, p,44-54, 2018.</p><p>21. Santi, M.R et al. Laminados cerâmicos e preparos minimamente invasivos</p><p>associados ao clareamento dental. Arch Health Invest. v.9. n.5. p.429-432,</p><p>abril 2020.</p><p>37</p><p>https://doi.org/10.1016/j.jmbbm.2023.106096</p><p>http://revistas.fasipe.com.br:3000/index.php/REMATOS/issue/view/19</p><p>http://revistas.fasipe.com.br:3000/index.php/REMATOS/issue/view/19</p><p>22. Santos, C.V et al; Implicações e falhas nos tecidos periodontais pelo uso de</p><p>facetas de resina composta. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba. v.5.</p><p>n.6. p.24344-24354, dez 2022.</p><p>23. Santos Filho, A.C., Araujo, Y.S, Lessa A.G; Elevação de margem cervical na</p><p>reabilitação de dentes posteriores: revisão de literatura. Rev. Mult. Psic. v.15,</p><p>n.56, p.306-318, jul 2021.</p><p>24. Santos, R.G et al; O impacto das facetas diretas em resina composta sobre o</p><p>tecido periodontal: revisão de literatura. Research, Society and Development,</p><p>v.11, n.7, p.1-8, jun 2022.</p><p>25. Silva, I.C.B et al; Utilização de coroa e facetas cerâmicas para a restauração</p><p>de um sorriso harmonioso – relato de caso. Brazilian Journal of Surgery and</p><p>Clinical Research. v.23, n.3, p. 69-73, jul 2018.</p><p>26. Silva, M.B e Santos, A.C.M: Coroa endocrown na reabilitação de dente</p><p>posterior: planejamento e execução em fluxo digital – Relato de caso. Revista</p><p>Cientifica. v.1. n.1. 2022.</p><p>27. Silva Neto, J.M.A et al; Facetas cerâmicas: uma análise minimamente</p><p>invasiva na odontologia. Revista Eletrônica Acervo Saúde, (48), e3374.</p><p>https://doi.org/10.25248/reas.e3374.2020.</p><p>28. Tokuyama Dental Corporation Technical Report Tokuyama Dental,</p><p>Tokyo, Japan. 2011.</p><p>29. Vieira, A.C et al; Reabilitação estética e funcional do sorriso com restaurações</p><p>cerâmicas de diferentes espessuras. Revista odontológica de Araçatuba,</p><p>v.39, n.3, p. 32-8, dez 2018.</p><p>30. Vilarroel, M., Fahl, N., Sousa, A. M., & Oliveira, O. B. Jr. Direct Esthetic</p><p>restorations based on transflucency and opacity of composite resins. J Esthet</p><p>Restor Dent, v. 23, n.2, p.73-88, 2011.</p><p>31. Zayek, E. Preparo para faceta direta de resina composta. II Congresso</p><p>Internacional de Pesquisa, Ensino e Extensão. Centro Universitário de</p><p>Anápolis - UniEVANGÉLICA. Disponível em: anais.unievangelica.edu.br ›</p><p>index.php > 2015.</p><p>38</p><p>9</p><p>MATERIAL E MÉTODO</p><p>Este trabalho foi realizado por meio de revisão de literatura, através de</p><p>pesquisa bibliográfica, com base em resumos de artigos e livros, publicados em</p><p>revistas científicas na língua inglesa e portuguesa, com diversos autores a partir de</p><p>2000 até 2023. Foram utilizadas bases de dados Pubmed, Scielo, Bireme e</p><p>Periódicos Capes.</p><p>10</p><p>REVISÃO DE LITERATURA</p><p>Gonzalez et al, em 2012, relataram sobre falhas em facetas laminadas.</p><p>Dentre os fatores relacionados que podem limitar a utilização das facetas laminadas</p><p>estão inflamações periodontais e inserção baixa de freio labial. As falhas podem</p><p>ocorrer quando não se respeita as limitações do tratamento, como, por exemplo,</p><p>pacientes com hábitos parafuncionais, dentes com estrutura coronária reduzida,</p><p>dentes muito vestibularizados e que apresentam grande apinhamento ou giroversão,</p><p>quando são colocadas sobre amplas restaurações já existentes ou também em</p><p>casos de diastema exagerado. As resinas utilizadas atualmente são resina composta</p><p>direta ou indireta e porcelana. A profundidade varia de 0 a 1,0 mm, sendo o</p><p>desgaste médio de 0,4 mm a 0,7 mm, com isso existem três tipos de preparo: sem</p><p>redução incisal; preparo com cobertura incisal de 2 mm; preparo sem chanfro na</p><p>palatina. É constatado que as facetas de porcelana com cobertura incisal e com</p><p>término cervical do tipo lâmina de faca podem suportar melhor as forças oclusais</p><p>sem fraturar. Realizar um desgaste homogêneo é fundamental para que a cerâmica</p><p>apresente a mesma espessura em toda sua extensão, tornando-se mais resistente.</p><p>A estrutura dental deve ser condicionada com ácido fosfórico 37% por 15 segundos,</p><p>seguida de lavagem e secagem da superfície para que o sistema adesivo possa ser</p><p>aplicado, sendo indispensável o isolamento do campo operatório. O alvo de falhas</p><p>ocorre no passo a passo da cimentação e na escolha do agente cimentante, pois o</p><p>cimento resinoso é difícil eleger um ideal, pois existem vários tipos e marcas.</p><p>Conclui-se que a correta seleção do caso, utilização da cerâmica como material</p><p>restaurador, preparo em esmalte seguindo técnica de desgaste, isolamento do</p><p>campo, cimentação com utilização de cimento teste e manutenção periódica das</p><p>restaurações são essenciais para o sucesso e longevidade dos laminados.</p><p>Morita et al., em 2016, tiveram como objetivo avaliar as restaurações</p><p>ultraconservadoras para alcançar a reabilitação funcional e estética. Foram</p><p>apresentados 2 casos clínicos: Caso 1 - paciente do sexo feminino, com elevados</p><p>requisitos estéticos, queixando-se da cor e do tamanho dos dentes anteriores, pois a</p><p>fala não revelava os incisivos superiores; Caso 2 -paciente do sexo masculino que</p><p>procurou atendimento devido a uma fratura nos incisivos centrais superiores. No</p><p>caso 1 foi efetuada uma gengivoplastia, após 45 dias para cicatrização e maturação</p><p>do tecido gengival, realizaram escolha da cor, preparos minimamente invasivos</p><p>11</p><p>realizados com brocas diamantadas e discos de lixa e procedimento de moldagem.</p><p>No caso 2, a impressão foi efetuada em duas etapas seguindo a mesma sequência</p><p>do caso 1 e as facetas laminadas de porcelana feldspática para manter a</p><p>naturalidade dos dentes. As facetas foram testadas nos preparos com o auxílio da</p><p>pasta de prova, que foi depositada nas superfícies internas de todas as facetas. Os</p><p>laminados cerâmicos devem utilizar uma cimentação fotopolimerizável para evitar as</p><p>mudanças de cor. Para restaurações minimamente invasivas, optou-se por</p><p>cerâmicas ácido-sensíveis. Os agentes de cimentação (Caso 1: Trans,</p><p>AllcemVeneer, FGM; Caso 2: MV 0, VariolinkVeneer, IvoclarVivadent) utilizados</p><p>nestes casos foram aplicados na superfície interna da faceta, e, em seguida, a</p><p>faceta foi posicionada com uma pressão digital ligeira e contínua. O acabamento e o</p><p>polimento da linha de cimento foram efetuados com discos flexíveis de óxido de</p><p>alumínio. As cerâmicas, tanto as feldspáticas como as reforçadas com dissilicato de</p><p>lítio, têm uma resistência quase igual após a cimentação. A seleção adequada do</p><p>material de cimentação é fundamental para a longevidade clínica das restaurações</p><p>de cerâmica. Concluíram que as facetas laminadas é uma excelente opção para um</p><p>tratamento eficaz, conservador e estético, pois permitiu um tratamento de</p><p>reabilitação conservador bem sucedido.</p><p>Em 2018, Silva et al. tiveram como objetivo restaurar um sorriso fazendo</p><p>utilização de coroa e facetas em cerâmicas, deixando-o harmonioso. Sabendo que</p><p>nos últimos anos, ter um sorriso branco e perfeito tem se tornado cada vez mais</p><p>presente na sociedade moderna, as cerâmicas são materiais que se destacam por</p><p>apresentar uma textura de dentes naturais e ser um sistema minimamente invasivo,</p><p>contando com: durabilidade, cor, translucidez e propriedades ópticas. Uma paciente</p><p>do sexo feminino relatou insatisfação com seu sorriso devida o posicionamento de</p><p>seus dentes, formato e coloração, no exame clínico foram estudadas algumas</p><p>características do sorriso e criado um plano de tratamento. Os elementos</p><p>selecionados foram 11, 12, 13, 21, 22 e 23 que foram moldados com silicone de</p><p>adição possibilitando a confecção do molde, o modelo com enceramento foi</p><p>encaminhado para o laboratório para a realização do mock-up. O mock-up foi</p><p>preenchido com resina fluída bisacrílica e levada aos dentes anteriores para sua</p><p>completa polimerização, ao longo do procedimento foi notado que o elemento 21</p><p>precisaria de uma coroa (enviando assim ao protético algumas alterações que foram</p><p>12</p><p>feitas), fizeram também raspagem supragengival e clareamento de consultório.</p><p>Foram usados condicionamento ácido e duas camadas de adesivo antes de uma</p><p>aplicação fina de camada de cimento, os excessos foram removidos com um pincel</p><p>seco e fotopolimerizadas durante 30 segundos, finalizando assim a cimentação. O</p><p>cirurgião dentista sempre está buscando por intervenções para melhorar a estética</p><p>orofacial da sociedade, entretanto é necessário observar o caso com cautela para</p><p>ver se realmente tem necessidade de fazer o tratamento, pois a terapêutica</p><p>ortodôntica aplicada de maneira isolada não é suficiente para a correção. A cada dia</p><p>que passa a odontologia estética tem se mostrado mais direta com os pacientes,</p><p>alterando as relações sociais e a autoestima, pelo fato da procura por sorrisos mais</p><p>harmônicos onde querem corrigir coloração, formato e posicionamento dos dentes</p><p>de uma forma mais rápida.</p><p>Bastos et al., em 2018, verificaram o desempenho clínico da técnica direta de</p><p>faceta de resina composta de preenchimento 100% supra-nano-esférico (Resina</p><p>EsteliteOmega), por meio de um caso clínico. Paciente do sexo feminino procurou</p><p>um tratamento restaurador cuja sua queixa principal era a aparência estética de seu</p><p>sorriso. A cor inicial era A2, foi efetuado um clareamento dentário em consultório</p><p>com peróxido de hidrogénio a 35% ativado por LED/laser em duas sessões,</p><p>realizados em 3 ciclos de ativação de 60 segundos cada e 60 segundos de intervalo.</p><p>Após os ciclos, o gel permaneceu mais 3 minutos na superfície. Este protocolo foi</p><p>repetido, totalizando 4 aplicações por sessão. A cor final após o clareamento foi A1.</p><p>Após 14 dias, fizeram a seleção de cor para dar início as restaurações. As</p><p>restaurações inadequadas dos dentes 11 e 21 foram removidas para confecção das</p><p>facetas. Para proteger os dentes adjacentes, foram aplicadas bandas de matriz</p><p>transparente nas margens mesial e distal e em seguida, os dentes preparados foram</p><p>condicionados com ácido fosfórico a 37% durante 30 segundos para o esmalte,</p><p>foram lavados com água para remover o agente de condicionamento e secos</p><p>ligeiramente. Foi aplicado o agente de união sobre a superfície do esmalte</p><p>condicionado e polimerizado por 20 segundos. Nessa restauração foi utilizado uma</p><p>resina supra-nano esférica cor A1 para dentina e esmalte e polimerizado por 40</p><p>segundos. Os excessos da restauração foram removidos com brocas</p><p>de</p><p>acabamento de carboneto de chama, seguidos de discos de polimento com pasta de</p><p>polimento. O relato desse caso utilizou novos compósitos, apresentando resultados</p><p>13</p><p>satisfatórios, como retenção de alto brilho e efeito natural dos dentes anteriores,</p><p>além de permitir controlar a tonalidade, o croma e o valor das restaurações. Após</p><p>seis meses de acompanhamento, foi observada uma restauração satisfatória e</p><p>brilhante com o compósito à base de resina supra-nano esférica.</p><p>Ainda em 2018, Peixoto et al., apresentaram um relato de caso do uso da</p><p>lente de contato para dentes palatinizados e com alteração de cor. Paciente sexo</p><p>feminino queixou-se sobre a cor do elemento 22 e a inclinação do elemento 12.</p><p>Primeiramente foi realizada a seleção de cor e em seguida o preparo minimamente</p><p>invasivo pela técnica da silhueta, que utiliza a noção real da quantidade do dente</p><p>desgastado, pois executa inicialmente o preparo da metade do dente, preservando a</p><p>outra metade para avaliação, utilizando brocas diamantadas esféricas e tronco</p><p>cônica com extremo arredondado e discos de lixa. Feito isso realizou-se o</p><p>procedimento de moldagem realizada em passo único com silicona de adição e fios</p><p>de retração gengival. Para a confecção dos laminados cerâmicos foi utilizada</p><p>porcelana FeldspáticaCreationWilliGueller. A seleção dos cimentos resinosos</p><p>referente ao dente 22 foi testada com os cimentos Opaque White e E-Bleach e o</p><p>referente ao elemento 12 com os cimentos trans e E-Bleach. Para a cimentação dos</p><p>laminados, foi aplicado na face interna do laminado ácido fluorídrico 10% depois o</p><p>silano nas superfícies internas, seguido de adesivo com um suave ar seco para</p><p>dispersar o adesivo na superfície e fotopolimerização. Já na superfície dental foi</p><p>aplicado ácido fosfórico 37%, lavado com água abundante, aplicado sistema</p><p>adesivo, suave jato de ar e fotopolimerizado. Após a cimentação foi realizado o</p><p>acabamento e polimento utilizando-se uma lâmina de bisturi para remover excessos</p><p>de cimento nas margens e borrachas abrasivas para polimento final. Após a</p><p>finalização do tratamento pode-se observar que a maioria dos casos restaurados</p><p>com laminados cerâmicos não requer a preparação dos dentes, mas sim o</p><p>recontorno do esmalte, removendo retenções e promovendo encaixe adequado da</p><p>peça. Portanto, verificou-se um excelente resultado estético em incisivo lateral</p><p>superior direito somente com o uso de recontorno e aplicação de cimentos resinosos</p><p>específicos sem necessidade de desgaste dentário.</p><p>Abrantes et al, em 2019, tiveram como objetivo relatar um caso clínico de</p><p>restabelecimento do sorriso por meio da reanatomização de dentes anteriores com</p><p>laminados cerâmicos a fim de realizar o fechamento de diastemas e melhorar a</p><p>14</p><p>qualidade de vida do paciente que possuía prejuízo estético e funcional. Observou-</p><p>se em um paciente de 25 anos a não exposição dos elementos dentários superiores,</p><p>caracterizando um envelhecimento facial. Clinicamente, o paciente apresentava</p><p>dentes hígidos, porém curtos, com diastemas entre os incisivos centrais e com</p><p>coloração amarelada. Foi realizada a aferição de cor, por meio da escala VITA</p><p>Classical e após a conferência foi feito o clareamento de consultório por duas</p><p>semanas, sendo uma sessão por semana. Em seguida, o paciente seguiu com</p><p>clareamento caseiro por 15 dias. Posteriormente à finalização do clareamento,</p><p>realizou-se a moldagem das arcadas dentárias para obtenção do modelo de estudo.</p><p>Na sessão seguinte, foi realizado o mock-up, para aprovação do tratamento. Em</p><p>sequência, realizou-se a moldagem com silicona de condensação, confeccionou-se</p><p>uma canaleta de orientação na região cervical supragengival, afastamento gengival</p><p>e nova moldagem com silicona de adição densa e fluida para enviar ao laboratório.</p><p>Após uma semana foi feita a prova dos laminados observando a forma, textura e</p><p>adaptação. Selecionou-se o agente cimentante e a mesma foi adaptada ao preparo</p><p>dental. As restaurações diretas possuem algumas desvantagens como contração de</p><p>polimerização e a baixa estabilidade de cor que pode ocasionar manchamento</p><p>superficial e descoloração interna. Portanto, o uso de laminados cerâmicos, tem sido</p><p>sugerido como alternativa de tratamento com obtenção de um alto percentual de</p><p>sucesso funcional e estético. O aprimoramento e desenvolvimento de materiais e</p><p>técnicas diretas e indiretas permitem ao profissional realizar grandes mudanças no</p><p>sorriso dos pacientes, sendo assim conseguiu-se alcançar forma e estética com</p><p>mínimo desgaste dentário e devolução da jovialidade do paciente.</p><p>Almeida et al, em 2019, relataram sobre a odontologia minimamente invasiva,</p><p>abordando uma análise sobre facetas em cerâmica. As facetas podem ser de dois</p><p>tipos: diretas realizadas pelo próprio cirurgião-dentista ou indiretas que envolvem o</p><p>serviço laboratorial do técnico em prótese. As facetas diretas com resina composta</p><p>resultam em procedimentos minimamente invasivos realizados através da aplicação</p><p>de resina composta na superfície dental e de máxima preservação da estrutura</p><p>dental em comparação com as facetas indiretas que são menos conservadores,</p><p>implicando em maior perda de tecido dental, principalmente nos casos de</p><p>escurecimento da coroa, podendo ser realizadas com cerâmicas, onde a harmonia</p><p>de forma e cor estará relacionada à habilidade do clínico, da técnica e dos materiais</p><p>15</p><p>utilizados. As cerâmicas têm se destacado por ser um material com boas</p><p>propriedades para restaurações dentárias, como a biocompatibilidade, estabilidade</p><p>de cor e semelhança aos dentes. Além disso, são mais duráveis e resistentes contra</p><p>as forças da mastigação, e apresentam aspectos e texturas semelhantes aos dentes</p><p>naturais, possibilitando a realização dos laminados em cerâmica cada vez menos</p><p>espessa. As restaurações indiretas em cerâmica, apresentam uma taxa de</p><p>sobrevivência relativamente alta (90 a 96%) e as fraturas e fissuras da cerâmica e os</p><p>defeitos marginais são os motivos mais comuns de fracasso, principalmente em</p><p>pacientes com bruxismo e hábitos parafuncionais, sendo também fatores para a</p><p>ocorrência de falhas nas facetas em resina composta. A tentativa de minimizar ou</p><p>até mesmo solucionar este problema baseia-se, atualmente, na alteração estrutural</p><p>da cerâmica e cimentação resinosa. Portanto, as facetas indiretas em porcelana</p><p>apresentam uma qualidade estética superior ao facetamento em resina composta</p><p>convencional, devido às propriedades inerentes da porcelana, como maior</p><p>estabilidade de cor e maior resistência ao desgaste e fraturas. Os desgastes para o</p><p>preparo dentário das facetas laminadas são menores quando comparados ao das</p><p>coroas totais.</p><p>Ainda em 2019, Farias Neto et al. apresentaram um protocolo passo-a-passo</p><p>para a realização de preparos conservadores para facetas cerâmicas, denominado</p><p>técnica de mockup driven. A preparação é efetuada no mock-up como se fosse um</p><p>dente natural. Esta técnica resulta em preparações dentárias consideravelmente</p><p>menos invasivas, uma vez que tem em conta o contorno final desejado para a</p><p>faceta. A redução vestibular mínima deve ser de 0,3 mm devido à extrema</p><p>dificuldade laboratorial de produzir facetas cerâmicas mais finas do que isso. Com</p><p>esta espessura, é possível alterar um tom de cor, por exemplo, de A2 para Al. As</p><p>alterações de mais tons de cor requerem preparações mais agressivas. No bordo</p><p>incisal, uma espessura de aproximadamente 1,5 mm é necessária para recriar o</p><p>bordo incisal com características de naturalidade. São utilizadas brocas de diamante</p><p>com profundidades pré-estabelecidas para efetuar a redução. A broca deve ser</p><p>posicionada com uma inclinação de 45 graus, penetrando aproximadamente um</p><p>quarto do diâmetro da ponta ativa. Os sulcos devem ter uma profundidade de</p><p>aproximadamente 0,3 mm. A broca deve ser usada em três diferentes inclinações</p><p>(terços cervical, médio e incisal) seguindo a anatomia da superfície labial. Em</p><p>casos</p><p>16</p><p>de descoloração do dente, devem ser preparados sulcos de 0,5 mm de</p><p>profundidade. Essas técnicas resultam em preparos dentários consideravelmente</p><p>menos invasivos. Os autores observaram que as facetas cimentadas à dentina</p><p>tinham aproximadamente 10 vezes mais probabilidades de falhar do que as</p><p>cimentadas ao esmalte. As abordagens tradicionais para a preparação do dente</p><p>podem levar à exposição da dentina porque a quantidade de redução recomendada</p><p>do dente é próxima da espessura da camada de esmalte. A técnica de preparação</p><p>de facetas tem em conta o contorno final pretendido para a faceta, resultando em</p><p>preparações dentárias consideravelmente menos invasivas.</p><p>Bresser et al., em 2019, avaliaram a influência da elevação da margem</p><p>profunda (DME) e do desenho do preparo (cobertura de cúspide) na resistência à</p><p>fratura e reparabilidade de restaurações de dissilicato de lítio (LS 2) fabricadas em</p><p>CAD/CAM em molares. As margens de grandes cavidades muitas vezes se</p><p>estendem além da junção amelo-cementária, o isolamento, a moldagem e o próprio</p><p>procedimento adesivo podem ser um desafio clínico, no entanto, estes aspectos são</p><p>cruciais para a durabilidade das restaurações adesivas indiretas. Na influência do</p><p>DME na resistência à fratura e no padrão de fratura do complexo dente-restauração,</p><p>notaram que nos molares com e sem cobertura de cúspide apresentam a</p><p>mesma resistência à fratura e tipos de fratura em profundidades de preparo</p><p>inferiores a 3 mm, por isso recomendam a cobertura de cúspides para proteger</p><p>cúspides finas e enfraquecidas que também fornece distribuição favorável de</p><p>tensões nos dentes e presume-se que reduza o risco de fratura da cúspide, pois o</p><p>desenho do preparo influencia a resistência à fratura das restaurações cerâmicas e</p><p>com isso concluíram que as onlays foram significativamente mais fortes em</p><p>comparação aos inlays, pois atribuíram à menor resiliência da cerâmica em</p><p>comparação ao tecido dentário natural, reduzindo assim a capacidade de absorver</p><p>choques e sofrer deformações. Portanto, as forças oblíquas necessárias para</p><p>fraturar tanto os inlays quanto os onlays, com ou sem DME, excederam em muito as</p><p>forças de mordida do que seria esperado em condições clínicas</p><p>fisiológicas. Consequentemente, tanto os inlays quanto os onlays, com e sem DME,</p><p>provavelmente serão resistentes à fratura durante o atendimento clínico.</p><p>Santi et al., em 2020, relataram o caso de reabilitação estética do sorriso,</p><p>descrevendo laminados cerâmicos minimamente invasivos associados ao</p><p>17</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/fracture-strength</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/fracture-strength</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/lithium-disilicate</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/fracture-strength</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/fracture-resistance</p><p>clareamento dental. Nesse caso uma paciente compareceu a clínica relatando</p><p>insatisfação quanto à estética de seu sorriso, após o exame foi observado que a</p><p>paciente apresentava um desvio na linha média com irregularidades de volume e</p><p>borda incisal dos dentes 11 e 21. O tratamento proposto foi um clareamento dentário</p><p>e confecção de laminados cerâmicos com preparos minimamente invasivos,</p><p>inicialmente foi feito um protocolo fotográfico, registro de cor e moldagem inicial com</p><p>silicone de adição para realizar o enceramento e confecção de moldeira clareadora.</p><p>Foram realizadas duas aplicações de gel clareador em uma única sessão sendo</p><p>que, o clareamento de consultório foi associado ao clareamento caseiro durante 15</p><p>dias, o segundo passo foi realizar a tomada de cor final utilizando a escala Vita,</p><p>onde foi encontrada uma redução de um nível de saturação de cor, após isso os</p><p>elementos já estavam prontos para receber o preparo com remoção apenas das</p><p>áreas de maior retenção com as pontas diamantadas e multilaminadas para</p><p>acabamento. Após a finalização dos preparos foi utilizado o fio retrator para</p><p>afastamento gengival e moldagem com silicone onde não foi necessário um mock-up</p><p>devido à sutileza do trabalho, por fim os laminados foram confeccionados em</p><p>cerâmica vítrea à base de dissilicato de lítio e cimentado com cimento resinoso de</p><p>cor transparente. Técnicas minimamente invasivas foram desenvolvidas para</p><p>melhorar o sorriso e deixá-lo mais harmônico, a faceta laminada tem como objetivo</p><p>melhorar forma, simetria, textura superficial, posição e proporcionar um desgaste</p><p>menor em comparação às coroas totais. No final do caso o autor pode perceber que</p><p>ser conservador não está relacionado com a espessura do laminado, mas sim em</p><p>saber escolher a abordagem de maior efetividade.</p><p>Silva Neto et al., em 2020, discutiram sobre as indicações das facetas em</p><p>cerâmicas de forma minimamente invasiva. Atualmente a busca por procedimentos</p><p>estéticos vem crescendo devido à insatisfação dos pacientes com seus sorrisos,</p><p>visando isso os cirurgiões dentistas buscam se qualificar para atender as</p><p>necessidades e expectativas dos pacientes. As aplicações de facetas podem ser</p><p>feitas de forma direta que são aplicadas pelos próprios dentistas, podendo ser</p><p>desenvolvidas com resina composta e as facetas indiretas que necessitam do</p><p>serviço laboratorial do técnico em prótese para serem desenvolvidas podendo ser</p><p>constituídas de resinas compostas ou porcelana, o procedimento utilizando resinas</p><p>compostas possibilitam a técnica minimamente invasiva, que preserva o máximo de</p><p>18</p><p>estrutura dental possível. Com a melhora das técnicas as facetas vêm se tornando</p><p>uma alternativa para a reabilitação oral de uma forma minimamente invasiva, muitas</p><p>técnicas estão disponíveis para se obter um elemento dental mais simétrico e</p><p>harmônico (ex: clareamento e tratamentos ortodônticos), entretanto nem sempre são</p><p>eficazes. Dessa maneira os dentistas acabam optando por técnicas minimamente</p><p>invasivas utilizando materiais de aspecto óptico parecido com os dentes naturais,</p><p>ultimamente as cerâmicas vêm se destacando por apresentarem um excelente</p><p>potencial para restabelecimento das restaurações por terem maior</p><p>durabilidade/resistência, no quesito estético e biocompatibilidade as cerâmicas estão</p><p>num nível superior, porém existem problemas relacionados ao grande número de</p><p>trincas e fraturas. Os laminados de facetas são apontadas em casos em que a</p><p>estrutura ou posição de suporte do elemento dental conceda a adição de materiais</p><p>restauradores para que haja o reparo de problemas sejam eles de forma, angulação,</p><p>alinhamento no arco dental, a posição que se encontra a forma simetria, além de ser</p><p>levado em consideração à proporção e coloração, de maneira que evite a formação</p><p>de sobre contornos. As facetas apresentam uma qualidade superior quando</p><p>relacionadas com as resinas compostas convencionais em consequência de que às</p><p>características vistas nas propriedades da porcelana são peculiares, possuindo</p><p>elevada constância das cores e maior firmeza as corrosões, trincas e fraturas,</p><p>demonstraram-se eficaz e é considerado um recurso terapêutico para casos mais</p><p>complexos, porém ainda é necessário avaliar suas indicações e contra indicações</p><p>para se obter um melhor planejamento do caso e um sucesso brilhante.</p><p>Neves et al, em 2021, apresentaram o impacto dos procedimentos com</p><p>laminados minimamente invasivos das facetas confeccionadas pela técnica direta</p><p>com resinas e pela técnica indireta com cerâmicas. As lentes de contato e facetas</p><p>em porcelana surgiram para devolver o máximo aspecto de naturalidade dental,</p><p>visando às particularidades de cada paciente, com um mínimo de desgaste dental.</p><p>Consistem em restaurações de cerâmicas com espessura inferior, superior ou igual</p><p>a 0,5 mm, de acordo com o preparo, cimentadas sobre os dentes com pouco ou</p><p>nenhum desgaste dentário, o que irá depender de um planejamento individual.</p><p>Atualmente, com o avanço da Odontologia estética, dos materiais restauradores</p><p>odontológicos</p><p>como os sistemas adesivos e os cimentos resinosos, a estética</p><p>odontológica está em uma fase de constante modernização, a qual permite preparos</p><p>19</p><p>dentais minimamente invasivos e restaurações de alta qualidade, estabilidade e</p><p>longevidade. Existem variedades de materiais para laminados, sendo eles feldspato,</p><p>dissilicato de lítio o mais utilizado por sua maior translucidez e durabilidade e a</p><p>leucita. Estes são constantemente apresentados aos pacientes como opção de</p><p>reabilitação estética com preparos minimamente invasivos ou conservadores à</p><p>estrutura do esmalte dental, de sua forma indireta possuem alta durabilidade e</p><p>resistência a atrito e fraturas, preparo conservador, correção de forma e cor, menos</p><p>manchamento e obtenção de um resultado estético superior às facetas diretas em</p><p>resina. Essas restaurações são tratamentos que alia a estética com a preservação</p><p>das estruturas dentais sadias, tem excelentes resultados quando são bem indicados.</p><p>O correto planejamento de cada caso, tendo como base as análises faciais e</p><p>dentais, enceramento diagnóstico, realização de mock-up, os quesitos de qualidade</p><p>e a duração do fator de união entre o substrato dental e o material restaurador</p><p>também assegura o sucesso clinico das restaurações em laminados cerâmicos.</p><p>Ferro et al., em 2021, relataram sobre a reabilitação estética anterior,</p><p>abordando uma análise sobre o uso de laminados cerâmicos na odontologia. Muitos</p><p>fatores podem causar um desequilíbrio estético e funcional (erosão, cárie,</p><p>escurecimento e diastemas), nesse caso relatado o autor apresentou uma outra</p><p>alternativa para fechamento de diastemas sem a presença de tratamento</p><p>ortodôntico, usando restauração de cerâmicas indiretas como solução. Paciente do</p><p>sexo feminino procurou a clínica de Odontologia da Universidade Ceuma por</p><p>apresentar desconforto estético no sorriso (pela presença de diastema), dando inicio</p><p>ao plano de tratamento que foi proposto um clareamento dentário primeiro</p><p>juntamente com uma gengivoplastia no elemento dentário 22, pois apresentava uma</p><p>diferença de altura e por fim a confecção de laminados cerâmicos. Na primeira etapa</p><p>foi confeccionado um mock-up pelo laboratório e em seguida as margens foram</p><p>cortadas por um bisturi na altura gengival, depois foi injetado resina fluída bisacrílica</p><p>e levados para a boca do paciente para completa polimerização, logo após foram</p><p>feitos preparos em grafite para melhor visualização e confecção de sulcos de</p><p>orientação com a ponta diamantada, foram confeccionadas três canaletas na face</p><p>vestibular seguindo as inclinações dos terços cervical, médio e incisal, com uso da</p><p>ponta 834 diamantada. Na sequência, os preparos foram delimitados com grafite,</p><p>por meio da marcação foram feitos pequenos ajustes como remoção de ângulos</p><p>20</p><p>agudos e áreas retentivas. Foi realizado o bisel na face palatina incisal dos dentes</p><p>com a finalidade de delimitar o eixo de inserção e adaptação dos laminados, todos</p><p>os desgastes foram em esmalte. Realizou-se também o preparo cervical e</p><p>acabamento dos preparos com discos de lixa, após isso foram usados fios retratores</p><p>(000 e 00) que foram inseridos no sulco gengival para a confecção de moldagem da</p><p>arcada superior, em seguida a prova seca dos laminados cerâmicos e por fim sua</p><p>cimentação. Após o resultado do caso foi possível perceber que os laminados</p><p>cerâmicos têm se mostrado como uma alternativa de tratamento bem sucedida,</p><p>tanto na parte estética quanto funcional, se elaborado um bom plano de tratamento.</p><p>Com isso chegou-se a conclusão que os laminados cerâmicos representam sim uma</p><p>solução de extrema excelência e resultados muito bons para correção de diastemas,</p><p>não só resolvendo a parte estética, mas sim a funcional também.</p><p>Santos Filho et al., em 2021, tiveram como objetivo avaliar a elevação de</p><p>margem cervical na reabilitação de dentes posteriores e os principais critérios do</p><p>tratamento e recomendações. Nos dias atuais as cáries nas proximais ainda podem</p><p>ser difíceis de serem identificadas por exames convencionais por apresentarem</p><p>limitações, nesse caso, exames complementares é uma ajuda indispensável para</p><p>avaliação. Com as dificuldades encontradas ao longo do caminho (falta de estrutura</p><p>de esmalte, presença de cavidades radiculares e interferência do tecido gengival) o</p><p>dentista necessita ter conhecimentos mais aprofundados nesta região. Muitas</p><p>ferramentas e materiais restauradores foram surgindo no mercado de trabalho, mas</p><p>as cerâmicas é um bom método para restauração estética-funcional tanto em dentes</p><p>anteriores como posteriores. Quando preparamos uma cavidade para receber uma</p><p>restauração indireta do tipo onlay, é necessário respeitar os princípios biológicos e</p><p>mecânicos, que consistem na vitalidade pulpar e preservam o periodonto, ajudando</p><p>em sua resistência, função e estética. Em 1998, a técnica “cervical marginrelication”</p><p>foi apresentada pela primeira vez por Dietschi e Spreafico, sendo conhecida</p><p>atualmente como “DeepMarginElevation” (DME), que tem como objetivo realizar</p><p>restaurações diretas ou indiretas, a partir de aplicações com resina composta direta.</p><p>Estudos apontam que muitos clínicos realizam restaurações perto da margem</p><p>gengival ou até mesmo no interior biológico, causando as inflamações gengivais que</p><p>muitas vezes podem ser evitadas com o uso da técnica. Um dos principais</p><p>problemas encontrados nas restaurações são as infiltrações que em decorrência de</p><p>21</p><p>micro aberturas acabam gerando complicações, o contato com saliva e sangue</p><p>durante o procedimento acabam promovendo o enfraquecimento da resistência</p><p>adesiva, assim causando muitas falhas na restauração, por esse fato a técnica de</p><p>elevação da margem cervical é de extrema importância e seus passos devem ser</p><p>seguidos corretamente para que não haja complicações.</p><p>Também em 2021, Guarda et al. relataram sobre a reabilitação de um</p><p>elemento dentário a partir de uma restauração indireta em dente posterior. Uma</p><p>paciente, de 52 anos procurou a clínica já relatando não estar satisfeita com uma</p><p>restauração antiga que possuía e fraturava com frequência. Foi realizada uma</p><p>radiografia do elemento 47 que se apresentava com vitalidade pulpar, e foi proposta</p><p>para a paciente a realização de um tratamento restaurador indireto com resina</p><p>composta.Primeiramente foi efetuado um escaneamento intraoral, para obter uma</p><p>reprodutibilidade dos dentes. Para um melhor resultado na sequência clínica foi</p><p>necessário ser realizado o bloqueio dos nervos alveolar inferior, bucal e lingual já</p><p>para melhor visualização, optou-se pelo isolamento absoluto do campo operatório,</p><p>em seguida foi removido o material antigo com broca esférica diamantada e</p><p>empregou-se óxido de alumínio 50 mícrons para a limpeza. Foram aplicados</p><p>condicionamento ácido e protocolo adesivo, utilizando também resina flow para</p><p>forramento. Após o preparo cavitário a paciente foi liberada e começaram a</p><p>impressão do modelo em resina. A confecção da restauração foi feita com</p><p>resinaHarmonize, fotopolimerizada a cada incremento de 2mm de espessura. Para</p><p>deixar com aspecto mais natural foi utilizado corante resinoso, e por fim foi feito o</p><p>condicionamento ácido juntamente com o adesivo e a peça foi cimentada utilizando</p><p>a resina composta Gradia. Existem muitas possibilidades para tratamentos</p><p>restauradores, a durabilidade irá depender de diversos fatores, como a propriedade</p><p>e a qualidade dos materiais utilizados, o protocolo clínico empregado e os hábitos do</p><p>paciente.As restaurações indiretas realizadas em resina composta devolvem à</p><p>estética, a forma, a função e a estabilidade oclusal, contanto que tenham uma boa</p><p>técnica e um planejamento correto.</p><p>Silva e Santos, em 2022, tiveram como objetivo avaliar uma reabilitação em</p><p>dente posterior, utilizando uma coroa endocrown e execução em fluxo digital.</p><p>Quando se discute sobre reabilitar dentes tratados endodonticamente com grande</p><p>perca coronária logo se escolhe</p><p>as coroas totais sustentadas por pinos intra-</p><p>22</p><p>radiculares. Pensando nisso as coroas do tipo Endocrown (peças que utilizam a</p><p>câmera pulpar como área de retenção, que dispensa o uso de pinos) podem ser</p><p>bem indicadas. Inicialmente foi feita uma anamnese do paciente e uma radiografia</p><p>periapical, onde foi notado que o elemento dentário 14 necessitava de um</p><p>tratamento endodôntico e coroa protética. Para se obter uma melhor visualização da</p><p>arcada dentária foram realizadas fotos com a câmera Monoreflex para se ter</p><p>documentação visual e para um planejamento intra- oral foi realizado um</p><p>escaneamento, que possibilitou a impressão dos modelos de estudo e trabalho,</p><p>confecção do enceramento diagnóstico, análise dos pontos de contatos e confecção</p><p>do mock-up. Primeiro foi realizado o tratamento endodôntico e após isso foi proposto</p><p>uma cora do tipo Endocrown onde seria realizada com técnicas conservadoras e</p><p>minimamente invasivas junto com o auxílio é claro do fluxo digital. Logo depois foi</p><p>realizado o preparo dentário com desgaste da coroa criando o término chanfro na</p><p>cervical e na região pulpar uma caixa para retenção da coroa. Em seguida foi</p><p>realizada a moldagem de preparo com o uso do fio retrator, quando pronta foi</p><p>provada e não havia necessidade de ajuste, iniciando a etapa de preparo da</p><p>cerâmica e do dente para receber a cimentação (cimento resinoso dual). Através de</p><p>um bom planejamento foi possível proporcionar uma estética dentro dos padrões</p><p>valorizados atualmente, concluindo assim que é possível considerar o tratamento</p><p>com coroas do tipo endocrown para dentes endodonticamente tratados e com</p><p>extensa destruição coronária, devolvendo então sua função, estética e qualidade de</p><p>vida.</p><p>Matias et al., em 2022, avaliaram os principais tipos de restaurações diretas e</p><p>indiretas em tratamento estético, de dentes anteriores. Ultimamente busca-se um</p><p>tratamento restaurador que se encaixe na variedade de fatores encontrados nos</p><p>consultórios, já que a odontologia estética é uma parte fundamental para a saúde</p><p>geral do paciente, quando falamos de um sorriso estético logo pensamos na</p><p>harmonia dos dentes, gengiva e lábios. As resinas compostas vêm se mostrando</p><p>muito eficientes e bem conservadora, podendo ser divididas de acordo com suas</p><p>composições e características de desempenho, sendo que atualmente são</p><p>constituídas de uma ampla gama de materiais com diversas propriedades</p><p>mecânicas. A técnica de faceta direta em resina composta tem como objetivo</p><p>recobrir as superfícies vestibulares alteradas com aplicação de escultura utilizando</p><p>23</p><p>uma ou mais camadas de resina que no final são fotopolimerizadas, podendo ser</p><p>consideradas menos invasivas e sem desgaste ou perda de tecidos dentários. As</p><p>cerâmicas odontológicas são classificadas conforme sua composição: metálicas ou</p><p>de zircônia, essa classificação varia de acordo com o grau de conteúdo da fase</p><p>vítrea podem apresentar resultados promissores, pois misturam tendências de</p><p>estéticas com preparos minimamente invasivos e trabalhos clínicos modernos. Os</p><p>laminados cerâmicos mais comuns são os de porcelana feldspática e se destacam</p><p>por ser uma opção eficiente na hora de corrigir imperfeições nos dentes anteriores,</p><p>pois são lentes finas, sendo assim muito usados para uniformizar a aparência dos</p><p>dentes. Importante lembrar que os fragmentos cerâmicos não são indicados para</p><p>cobertura total dos dentes e sim para pequenas superfícies a serem restauradas.</p><p>Independente do tratamento selecionado é necessário sempre ter o domínio da</p><p>técnica restauradora juntamente com conhecimentos das propriedades dos</p><p>materiais. Embora as duas técnicas exijam métodos e materiais diferentes ainda é</p><p>possível conseguir um resultado conservador que tem como objetivo melhorar a</p><p>estética do sorriso.</p><p>Em 2022, Santos et al. estudaram sobre implicações e falhas nos</p><p>tecidos periodontais pelo uso de facetas de resina, por meio de uma revisão da</p><p>literatura. O estudo avaliou o uso de facetas diretas em resina composta, bem como</p><p>as indicações (restauração de diastemas, fraturas dentais, dentição conoide,</p><p>alteração de formato e coloração) e contra indicações (bruxismo, periodontites e giro</p><p>versão) da sua aplicabilidade, sendo que a utilização de facetas contribui de forma</p><p>positiva e reabilitadora, além de proporcionar estética dental. Essa opção</p><p>proporciona uma alternativa terapêutica restauradora e estética, que buscam por um</p><p>sorriso natural e harmônico, evitando desgastes exagerados teciduais. Devido a</p><p>crescente demanda dos pacientes que desejam ter uma mudança estética facial, as</p><p>resinas nanoparticuladas proporcionam restaurações com maior longevidade e</p><p>melhor custo beneficio, suportando uma carga interoclusal mais elevada. O desgaste</p><p>dental ainda é um grande problema nas restaurações com resina, tendo em vista</p><p>que as principais causas que levam a essas falhas são as condições clínicas</p><p>dentais, os aspectos gerais da cavidade oral, a presença de caries, fraturas dentais,</p><p>além da escolha adequada para o procedimento e matérias que vão ser utilizados. A</p><p>utilização de facetas pode contribuir de forma positiva para a reabilitação da</p><p>24</p><p>fonética, restauração estrutural e harmonização estética facial, tendo em vista que</p><p>para que isso ocorra, é necessário um correto diagnóstico e um planejamento</p><p>adequado. Com isso, ficam evidenciados as indicações e contra indicações do uso</p><p>das facetas em resina composta, abordando seus obstáculos e implicações para se</p><p>obter a harmonização estética, tendo como principal protagonista o dentista.</p><p>Santos et at., em 2022, avaliaram o impacto das facetas diretas em resina</p><p>composta sobre o tecido periodontal. Nos dias atuais, as facetas em dentes</p><p>anteriores vêm se tornando muito mais frequentes pelo aumento da exposição da</p><p>imagem em redes sociais, por exemplo, porém infelizmente os princípios da</p><p>periodontia vêm sendo desprezados por alguns profissionais, seja por falta de</p><p>conhecimento ou imprudência. Vale lembrar que as facetas não devem ser apenas</p><p>estéticas, mas também preservar o órgão dentário e a integridade biológica do</p><p>periodonto; os tecidos periodontais apresentam proteção e sustentação que são de</p><p>suma importância para a estética do sorriso já que a interação entre a periodontia e</p><p>a dentística são imprescindíveis para a obtenção de um sorriso harmônico. É</p><p>fundamental que o profissional tenha domínio da técnica e muito conhecimento para</p><p>que não haja uma invasão do espaço biológico periodontal, com restaurações mal</p><p>adaptadas que podem ocasionar: lesões cariosas, perfurações, processos</p><p>inflamatórios, fraturas dentárias e reabsorção da crista óssea. A utilização de facetas</p><p>também possui suas contra indicações para pacientes que possuem bruxismo não</p><p>tratado, periodontites, dentes vestibularizados, com múltiplas restaurações,</p><p>giroversão e entre outros. É necessário que o espaço biológico seja inalterado para</p><p>se obter resultados com maior precisão e sem alteração patológica, ao se tratar da</p><p>distância biológica devem ser observadas: resposta fisiológica dos tecidos gengivais,</p><p>forma do tecido interdental e respeitar o limite de 3mm entre a crista óssea alveolar</p><p>e a margem gengival para que haja o estabelecimento conveniente para a margem</p><p>cervical da restauração. Com isso devemos proteger o periodonto durante a</p><p>aplicação de facetas para não causar injurias aos tecidos periodontais, respeitando</p><p>sempre os 3mm para não ocorrer uma inflamação gengival e demais sequelas</p><p>periodontais e também é de responsabilidade do profissional buscar aperfeiçoar os</p><p>conhecimentos como garantia de um resultado natural e harmônico.</p><p>25</p><p>Hofsteenge et al, em 2023, avaliaram a influência de diferentes designs de</p><p>preparo na resistência à fratura, tipo de falha, reparabilidade, formação de trincas</p><p>induzidas por polimerização e deformação dentária de molares estruturalmente</p><p>comprometidos restaurados com inlays e overlay</p><p>de dissilicato de lítio com</p><p>hibridização da dentina. Observaram em uma análise de elementos finitos que um</p><p>onlay protegeu melhor o dente remanescente do que um inlay e que os dentes</p><p>devem ser preparados de forma minimamente invasiva, mas por outro lado, o</p><p>material restaurador requer uma certa espessura mínima para resistência e manejo</p><p>clínico suficiente. As vantagens de uma restauração indireta incluem a facilidade de</p><p>obter contorno proximal adequado, morfologia oclusal e adaptação marginal e as</p><p>desvantagens de uma restauração indireta são que ela consome mais tempo, é cara</p><p>e potencialmente envolve mais perda de tecido sadio do que uma restauração direta.</p><p>As hipóteses nulas testadas foram que não há diferença na formação e propagação</p><p>de microfissuras; não haveria efeito do desenho do preparo na resistência à</p><p>fratura; não há diferença em modo de falha e reparabilidade in vitro e não há</p><p>diferença in silico na deformação dentária entre os designs de preparo. Concluíram</p><p>que o desenho do preparo influencia a resistência à fratura de molares</p><p>comprometidos restaurados com incrustações e sobreposições de dissilicato de lítio,</p><p>observam uma resistência à fratura significativamente menor para incrustações</p><p>estendidas e que o padrão de falha das sobreposições de dissilicato de lítio foi mais</p><p>destrutivo do que o das incrustações prejudicadas e estendidas. A análise de</p><p>elementos finitos mostrou maior deformação dentária nas restaurações inlay, com</p><p>menores forças nas raízes, o que leva a fraturas menos destrutivas, sugeriram que o</p><p>projeto de preparo do inlay solapado é uma opção viável para restaurar molares</p><p>enfraquecidos.</p><p>Oliveira e Passoni, em 2023, tiveram como objetivo analisar os critérios de</p><p>intervenções periodontais em casos de insucesso em procedimentos estéticos.</p><p>Danos às estruturas periodontais são geralmente detectados por aspectos clínicos,</p><p>como inflamação gengival, mensurações por sondagem clínica identificando a perda</p><p>de inserção do dente e uso de radiografias para verificação de reabsorção óssea</p><p>alveolar. Nessas circunstâncias, ocorrem problemas como as gengivites recorrentes,</p><p>localizadas ou generalizadas, e a perda de ligamento periodontal irreversível por</p><p>recessão gengival e/ou formação de bolsa periodontal que, em casos extremos,</p><p>pode levar à perda dentária. Certifica-se que é essencial a manutenção da saúde</p><p>26</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/fracture-strength</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/materials-science/finite-element-methods</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/restorative-material</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/restorative-material</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/microcracks</p><p>periodontal, se a integridade dessa saúde for violada, os patógenos acessam o</p><p>tecido ósseo, ocasionando danos periodontais graves. Nas restaurações</p><p>subgengivais quando há invasão além de 3 mm da inserção, podem promover</p><p>edema, dor e exsudato, seguido de possível formação de bolsa periodontal e</p><p>reabsorção óssea, ocasionando, assim, vários problemas. Quanto mais subgengival</p><p>for o término do preparo, maior a severidade da inflamação, por isso, aconselha-se,</p><p>como melhor opção, o término supragengival ou ao nível da gengiva, uma vez que</p><p>proporcionam maior facilidade de limpeza e, consequentemente, menos formação</p><p>de biofilme. Conclui-se que realizar tal procedimento sem o conhecimento dos</p><p>princípios básicos da estética dental e o domínio da técnica, os profissionais estão</p><p>propensos a cometer erros que levarão a insucessos no procedimento de</p><p>restauração. Deve-se a importância de avaliar individualmente cada caso, uma vez</p><p>que a correta indicação e o conhecimento das limitações são imprescindíveis para o</p><p>bom resultado das facetas e para que o sucesso funcional e estético ocorra, o</p><p>cirurgião-dentista deve realizar o tratamento visando não só à estética, mas também</p><p>à ética e à saúde do paciente, visto que a dentística restauradora estética exige</p><p>observação, perfeição, constância e a aplicação correta das técnicas e dos</p><p>protocolos.</p><p>27</p><p>DISCUSSÃO</p><p>A odontologia estética envolve uma integração harmoniosa da seleção de</p><p>materiais3. Ultimamente, vivemos o dilema da melhor abordagem para o tratamento</p><p>restaurador dos dentes anteriores e posteriores, seja por tratamento direto ou</p><p>indireto, dado que a demanda por restaurações estéticas é crescente nas clínicas</p><p>odontológicas13.</p><p>A estética é uma preocupação do ser humano, tendo o sorriso nesse contexto</p><p>um papel fundamental1. As lentes de contato e facetas surgiram para devolver o</p><p>máximo aspecto de naturalidade dental, visando às particularidades de cada</p><p>paciente, com um mínimo de desgaste dental16. Dessa forma, os laminados</p><p>cerâmicos, caracterizados pelo recobrimento da face vestibular do elemento dental e</p><p>restabelecimento estético do sorriso, com desgaste minimamente invasivo, vem</p><p>sendo bastante indicado1.</p><p>As facetas de resinas compostas e cerâmica são procedimentos terapêuticos</p><p>que exigem menor desgaste dentário. Embora as duas técnicas exijam métodos e</p><p>materiais diferentes, é possível conseguir uma correta integração de ambos os</p><p>métodos por meio de algumas medidas técnicas e procedimentais13. Ser</p><p>conservador não está relacionado com a espessura do laminado cerâmico, ser</p><p>conservador é saber escolher a abordagem de maior efetividade com o menor custo</p><p>das estruturas dentárias sadias21.</p><p>Os laminados cerâmicos quando bem indicados, planejados e executados,</p><p>promovem o sucesso e satisfação do paciente uma vez que devolve a naturalidade</p><p>do sorriso, respeitando as características da faixa etária, com reflexos diretos na</p><p>autoestima, na qualidade de vida e no bem-estar. Cabe ao profissional planejar junto</p><p>ao seu paciente frente às novas possibilidades de tratamento reabilitador, seguindo</p><p>minuciosamente as etapas de cada procedimento, para melhorar o desempenho</p><p>clínico dos materiais restauradores existentes e obter resultados estéticos e</p><p>funcionais, visando maior preservação de estrutura dental1.</p><p>As facetas feitas com cerâmicas apresentam-se com uma superior qualidade</p><p>comparada as resinas compostas convencionais, com elevada constância das cores</p><p>e maior firmeza as corrosões, trincas e fraturas27. As lentes de contato são peças</p><p>cerâmicas delgadas e delicadas (micro lâminas), com espessura em torno de 0,3</p><p>28</p><p>mm, sendo coladas sobre a estrutura dental sadia, preferencialmente em esmalte, já</p><p>as facetas ou laminados cerâmicos são peças protéticas mais espessas (até 1mm</p><p>de espessura) que requerem maior desgaste da estrutura dental25.</p><p>Para a confecção das facetas indiretas, a redução vestibular mínima deve ser</p><p>de 0,3 mm devido à extrema dificuldade laboratorial de produzir facetas de cerâmica</p><p>mais finas do que isso. Na borda incisal, uma espessura de aproximadamente 1,5</p><p>mm é necessária para recriar a borda incisal com características de naturalidade. A</p><p>broca deve ser posicionada com uma inclinação de 45 graus, penetrando</p><p>aproximadamente um quarto do diâmetro da ponta ativa. Os sulcos devem ter uma</p><p>profundidade de aproximadamente 0,3 mm. A broca deve ser usada em três</p><p>diferentes inclinações (terços cervical, médio e incisal), seguindo a anatomia da</p><p>superfície labial. Em casos de descoloração do dente, devem ser preparados sulcos</p><p>de 0,5 mm de profundidade. As margens proximais devem ser estendidas até o</p><p>ponto de contato interproximal sem rompê-lo, de modo que haja uma linha de</p><p>chegada interproximal. Na presença de diastemas, recomenda-se a cobertura</p><p>próxima. A redução incisal de 1,0 a 1,5 mm deve ser realizada com uma broca</p><p>cônica de ponta redonda, levemente inclinada em relação ao palato. O diâmetro da</p><p>broca orientará a profundidade da redução. As linhas de acabamento cervical e</p><p>interproximal devem ser preparadas detalhadamente com uma broca cônica de</p><p>ponta redonda. Pontas de acabamento multilaminadas podem ser usadas para obter</p><p>um excelente acabamento e nitidez no preparo. Ao final do preparo, deve-se obter</p><p>uma linha de acabamento levemente chanfrada (aproximadamente 0,3 mm de</p><p>profundidade) na linha gengival8.</p><p>Os desgastes para o preparo dentário das facetas laminadas são menores</p><p>quando também comparados ao das coroas totais, devendo ser mais profundos</p><p>conforme o grau de escurecimento do dente, com isso a indicação do clareamento</p><p>dental prévio visa um melhor resultado para um desgaste menos invasivo2.</p><p>Inúmeros procedimentos são feitos com o intuito de obter dentes mais claros.</p><p>Das técnicas vistas hoje, ressalta-se o clareamento dental prévio realizado de forma</p><p>caseira, onde utiliza-se moldeiras individualizadas e flexíveis e são confeccionadas</p><p>de acordo dos as estruturas anatômicas dentais de cada paciente. Os princípios</p><p>ativos encontrados nesses agentes clareadores são peróxido de carbamida na</p><p>concentração de 10 a 16%, enquanto a feita no consultório onde utiliza-se peróxido</p><p>de carbamida ou peróxido de hidrogênio nas concentrações de 30 a 37% 3.</p><p>29</p><p>As restaurações em resina compostas nanoparticuladas e nanohíbridas</p><p>oferecem capacidade estética, funcional e durabilidade, o custo é menor e são</p><p>minimamente invasivas. As desvantagens são quanto a necessidade de habilidade</p><p>do Dentista e conhecimento da morfologia dentária, suscetibilidade a quebra, e a</p><p>absorção de pigmentos13.</p><p>Para melhorar o desempenho dessas restaurações de resina composta, os</p><p>fabricantes estão investindo na confecção de materiais que mantenham alta</p><p>retenção de brilho e proporcionem opalescência natural por meio da difusão e</p><p>refração da luz. Esse efeito pode ser alcançado com cargas compostas 100% supra-</p><p>nano-esféricas (EsteliteOmega), que foram desenvolvidas com base no método sol-</p><p>gel que tanto controla o diâmetro das cargas quanto altera o índice de refração das</p><p>cargas28. A abordagem minimamente invasiva torna as facetas de resina composta</p><p>conservadoras e opção de tratamento alternativo para melhorar a estética da</p><p>dentição anterior. Clinicamente, esse tratamento reduz o tempo operatório e tem um</p><p>custo menor que a técnica indireta4.</p><p>Apontando o surgimento das facetas em resina composta como uma</p><p>excelente alternativa de tratamento para problemas estéticos em dentes anteriores,</p><p>com resultado imediato, que possibilita controlar a cor e a forma dos dentes</p><p>restaurados assemelhando cada vez mais ao esmalte e a dentina, apresentando</p><p>baixo custo, que utiliza material com espessura adequada para melhor resultado,</p><p>entretanto é necessário que princípios como o espaço biológico, sejam inalterados</p><p>durante os procedimentos, para não causar alterações patológicas. O uso das</p><p>facetas em resina composta pode impactar tecido periodontal requerendo uma</p><p>avaliação detalhada, com domínio sobre a técnica e respeitando os protocolos</p><p>existentes, mantendo a margem gengival mínima de 3 mm, para não causar</p><p>inflamação gengival e sequelas periodontais23.</p><p>Suas principais indicações se dão para a restauração de diastemas, fraturas</p><p>dentais, dentição conoide, alteração no formato dental e na coloração do dente. No</p><p>que se refere as contraindicações, evidencia-se danos dentais mais extensos,</p><p>bruxismo, periodontites e giro versão24.</p><p>A técnica de faceta direta em resina composta recobre as superfícies</p><p>vestibulares alteradas com aplicação de escultura utilizando uma camada de resina,</p><p>podendo ser consideradas menos invasivas e sem desgaste ou perda de tecidos</p><p>dentários, ou com mínimos desgastes. Os preparos podem ser delimitados com</p><p>30</p><p>grafite para melhor visualização. Por meio da marcação de grafite dos guias de</p><p>preparos acontecem os pequenos ajustes, como remoção de ângulos agudos e</p><p>áreas retentivas. Pode ser utilizada a ponta diamantada esférica 1014 (KG</p><p>Sorensen) para delimitação do término cervical e a ponta diamantada 3215 (KG</p><p>Sorensen) para realização do bisel na face palatina incisal dos dentes com a</p><p>finalidade de delimitar o eixo de inserção e adaptação dos laminados. Todos os</p><p>desgastes dos preparos se restringem ao esmalte e o acabamento deve ser feito</p><p>com discos de lixa9.</p><p>Para confecção das facetas existem passos importantes como: seleção de cor</p><p>(feita no início das consultas com os dentes hidratados), seleção adequada do tipo</p><p>de material que será usado para a confecção das facetas (resinas ou cerâmicas),</p><p>preparos minimamente invasivos (utilizando brocas diamantadas esféricas e tronco</p><p>cônico com extremo arredondado e discos de lixa), preservar o máximo de estrutura</p><p>dental possível, moldagem para a confecção do mockup (para que não haja excesso</p><p>ou falta de preparo), utilização de fio retrator (para realizar a técnica de moldagem,</p><p>permitir a entrada do material e afastar o colo gengival), escolha adequada do</p><p>cimento (cimento resinoso) e preparar o dente corretamente para receber as facetas</p><p>(utilizando ácido fosfórico 37% por 30 segundos e sistema adesivo)20,25.</p><p>O correto planejamento de cada caso, tendo como base as análises faciais e</p><p>dentais, enceramento diagnóstico e realização de mock-up é a chave para o</p><p>sucesso de um tratamento reabilitador. O mock-up é um ensaio feito de resina bis-</p><p>acrílica que permitirá o paciente visualizar como ficará o resultado final do seu caso.</p><p>Essa técnica leva em conta o contorno final desejado para a faceta e resultam em</p><p>preparos dentários consideravelmente menos invasivos, pois menos redução de</p><p>dentes significa mais adesão e longevidade clínica. O principal objetivo do preparo</p><p>do dente é criar espaço suficiente para que o material restaurador apresente</p><p>excelente estética e resistência à fratura quando em função. A primeira etapa é</p><p>realizar um enceramento diagnóstico, que é feito de cera sobre o modelo dentário e</p><p>representa o contorno final planejado para as facetas. A preparação é realizada no</p><p>mock-up como se fosse um dente natural8.</p><p>Dependendo do aumento desejado no volume do dente, ao final do preparo,</p><p>pode-se observar que em algumas áreas a broca não atinge o esmalte dentário.</p><p>Uma limitação dessa técnica é a impossibilidade de posicionar o mock-up em dentes</p><p>mal alinhados, como aqueles vestibularizados. Nessa situação, o movimento</p><p>31</p><p>ortodôntico pode minimizar a quantidade de redução dentária necessária ou um</p><p>preparo inicial pode ser necessário para um melhor assentamento do mock-up8.</p><p>O uso das facetas em resina composta pode causar injúrias aos tecidos</p><p>periodontais, tornando importante a proteção do periodonto durante a sua aplicação.</p><p>Estas devem ser realizadas de forma criteriosa, respeitando a margem gengival de</p><p>no mínimo 3 mm, para não causar inflamação gengival e demais sequelas</p><p>periodontais24. No uso das facetas de resinas compostas ou laminados em</p><p>cerâmica, para evitar injúrias, se atentar a indicações incorretas, escolha indevida do</p><p>material, técnica de preparo inapropriada, desgaste excessivo e cimentação</p><p>inadequada18.</p><p>Efeitos prejudiciais podem atingir tecidos duros e moles, ocasionando</p><p>inflamação das gengivas, o que ativa o sistema de defesa e dá início à cascata de</p><p>inflamação, promovendo edema, dor e exsudato, seguido de possível formação de</p><p>bolsa periodontal e reabsorção óssea. Quanto mais subgengival for o término do</p><p>preparo, maior a severidade da inflamação, por isso, aconselha-se, como melhor</p><p>opção, o término supragengival ou ao nível da gengiva, uma vez que proporcionam</p><p>maior facilidade de limpeza e, consequentemente, menos formação de biofilme18.</p><p>Diferente das coroas convencionais, que usam cimentos resinosos do tipo</p><p>dual, os laminados cerâmicos devem usar uma cimentação puramente</p><p>fotopolimerizável para evitar mudanças de cor que podem ocorrer devido a</p><p>alterações químicas no processo de cura. Além disso devido as restaurações finas,</p><p>como as lentes de contato, que permitem a fotoativação através delas, não há</p><p>garantia de que o cimento resinoso será efetivamente curado15.</p><p>A escolha da cor do cimento resinoso através do</p><p>teste com as pastas try-in.</p><p>Para realizar o teste, aplicou-se o produto na parte interna das restaurações</p><p>cerâmicas e as mesmas foram colocadas em posição. Logo após o teste, selecionou</p><p>o cimento de cor transparente9. As pastas try-in são solúveis em água e mimetizam</p><p>a cor do cimento após fotopolimerizado, fazendo com que o profissional tenha mais</p><p>confiança para realizar trabalhos que exigem um nível elevado de estética20.</p><p>As restaurações indiretas em dentes posteriores realizadas em resina</p><p>composta devolvem a estética, a forma, a função e a estabilidade oclusal, permitem</p><p>conservar o remanescente dentário, promovendo amparo ao dente comprometido,</p><p>32</p><p>desde que associadas a um diagnóstico correto, a planejamento e à escolha</p><p>adequada pela técnica restauradora a ser realizada11.</p><p>Uma situação clínica muito comum é a restauração em dentes posteriores</p><p>com cárie interproximal que estende abaixo da junção cemento-esmalte6. Com a</p><p>falta da estrutura do esmalte, presença de concavidades radiculares e interferência</p><p>do tecido gengival, o profissional deve ter conhecimento para restaurar caixas</p><p>proximais profundas. É indispensável o respeito da integridade do periodonto,</p><p>gerando uma dificuldade na realização do método restaurativo de acordo os padrões</p><p>ideais23.</p><p>O contato com sangue e saliva durante o procedimento promove o</p><p>enfraquecimento da resistência adesiva, promovendo assim a falha na restauração.</p><p>Portanto, em cavidades interproximais profundas, é vital dominar essas etapas</p><p>clínicas e obter integridade marginal. A técnica da elevação da margem cervical é</p><p>um procedimento com etapas e critérios que devem ser seguidos para que não haja</p><p>complicações23.</p><p>A influência de diferentes designs de preparo na resistência à fratura , tipo de</p><p>falha, reparabilidade, formação de trincas induzidas por polimerização e deformação</p><p>dentária de molares estruturalmente comprometidos restaurados com inlays e</p><p>overlays influenciam a resistência à fratura de molares comprometidos restaurados</p><p>com incrustações e sobreposições de dissilicato de lítio. A análise de elementos</p><p>finitos mostra maior deformação dentária nas restaurações inlay, com menores</p><p>forças nas raízes, o que presumivelmente leva a fraturas menos destrutivas12.</p><p>O tratamento com coroas do tipo endocrown são peças protéticas do tipo</p><p>endodônticas, ou seja, peças adesivas unitárias que usam a câmera pulpar como</p><p>área de retenção tem por objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente, uma</p><p>vez que reestabelece a forma e função de um elemento dentário comprometido por</p><p>ser viável em reabilitações de dentes posteriores com tratamento endodôntico e</p><p>extensa destruição coronária26. O preparo para endocrown é determinado por uma</p><p>retenção central (região de câmara pulpar) de forma expulsiva de aproximadamente</p><p>6 a 16 graus, um término de 90 graus ou chanfro, ângulos internos arredondados e</p><p>no mínimo 1,2mm de profundidade26.</p><p>As restaurações em cerâmicas têm como vantagens a durabilidade, maior</p><p>resistência à quebra (com exceção das lentes e laminados), melhor aparência</p><p>estética e biocompatibilidade. E, como desvantagem tem alto custo, podem induzir</p><p>33</p><p>https://www.sciencedirect.com/topics/engineering/fracture-strength</p><p>ao desgaste da superfície dos elementos dentários, exige maior cuidado, pois pode</p><p>ocorrer acúmulo de biofilme nos sobrecontornos e ocasionar problemas</p><p>periodontais13.</p><p>A busca pela preservação de estrutura dental sadia deve ser prioridade nas</p><p>técnicas restauradoras atuais e sempre que possível o profissional deve optar por</p><p>técnicas e materiais que permitam o mínimo de desgaste dental. Assim, conhecer as</p><p>técnicas e as propriedades dos materiais restauradores é de fundamental</p><p>importância no desenvolvimento da odontologia conservadora.</p><p>34</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Diante dos artigos consultados, pode-se concluir que facetas diretas de resina</p><p>composta ou cerâmica são procedimentos estéticos que podem exigir pouco</p><p>desgaste dentário e apresentam grande expressão no campo da odontologia</p><p>moderna, devido a sua vasta variedade de aplicações e vantagens associadas.</p><p>A restauração indireta também pode ser uma opção estética considerada</p><p>conservadora, possuindo vantagens como: adaptação marginal; tendência de menor</p><p>infiltração; menor absorção de água; maior resistência à pigmentação; maior</p><p>facilidade de polimento; menor possibilidade de porosidades e melhor aderência as</p><p>estruturas dentais, quando comparada com a técnica direta.</p><p>É imprescindível que haja um conhecimento aprofundado dos diferentes tipos</p><p>de materiais restauradores disponíveis para se realizar o mínimo de desgaste dental,</p><p>dos tipos de preparos, indicações e limitações, seleção de cor, relação entre o</p><p>termino da restauração e o periodonto, materiais de moldagem, cimentação e</p><p>acabamento e polimento para sucesso clínico e longevidade dos procedimentos.</p><p>35</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>1. Abrantes P.S et al, Restabelecimento da estética do sorriso com laminados</p><p>cerâmicos: relato de caso, Revista Ciência Plural, v.5, n.3, p.120-131, out</p><p>2019.</p><p>2. Almeida, E.S; Odontologia minimamente invasiva, uma análise sobre facetas</p><p>cerâmicas: revisão de literatura.Revista multidisciplinar e de psicologia. v. 13,</p><p>n. 47, p.940-952, out2019.</p><p>3. Baratieri, L.N et al; Soluções clínicas: fundamentos e técnicas. Florianópolis:</p><p>Ponto; p.214-71, 2008.</p><p>4. Bastos N.A et al. Desempenho clínico de facetas de resina composta: uma</p><p>abordagem minimamente invasiva, Arch Health Invest, Bauru – SP, v.7, n.9,</p><p>p.392-6, out, 2018.</p><p>5. Beloti, A.M, Segalla JCM, Guimarães NC. Preparo dental para facetas</p><p>laminadas- revisão de literatura. PCL – Rev Bras Prótese Clin Lab. v.2, n.7,</p><p>p.20-5, 2000.</p><p>6. Bresser, R.A.; et al. 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Guarda, A.N, Rodrigues, K.A, Poletto, D; Restauração indireta em dente</p><p>posterior: relato de caso. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research.</p><p>v.37, n.1, p.54-60, nov 2021.</p><p>36</p><p>12. Hofsteenge, J.W, et al. Efeito do desenho do preparo na resistência à fratura</p><p>de molares comprometidos restaurados com restaurações inlay e overlay de</p><p>dissilicato de lítio: um estudo in vitro e in sílico. Jornal do Comportamento</p><p>Mecânico de Materiais Biomédicos. v.146</p><p>https://doi.org/10.1016/j.jmbbm.2023.106096</p><p>13. Matias, J.C et al; Principais tipos de restaurações diretas e indiretas em</p><p>tratamento estético de dentes anteriores: revisão de literatura: revista</p><p>cathedral. v. 4, n.1, p.129-138, 2022.</p><p>14. Menezes, M. S. et al. Reabilitação estética do sorriso com laminados</p><p>cerâmicos: Relato de caso clínico Aesthetic Restabilishment with laminates</p><p>venners: Case report. 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